Ir para conteúdo
  • Faça parte da nossa comunidade! 

    Encontre companhia para viajar, compartilhe dicas e relatos, faça perguntas e ajude outros viajantes! 

Posts Recomendados


Adorei seu relato!!! Estou indo sozinha agora em junho e tinha muitas dúvidas! 

Uma pergunta: pra ir pra chapada do aeroporto de Cuiabá, só consigo pegar o ônibus pela rodoviária em Cuiabá mesmo? 

Grata

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Maria Marchi, bom dia

Moro em Cuiabá, aconselho você a pegar ônibus em Cuiabá mesmo, devido a localização da rodoviária.

São 3 rodoviárias na região em Cuiabá, Várzea Grande e a do Coxipó, as 2 ultimas ficam totalmente fora de rota, a melhor escolha seria a de Cuiabá mesmo.

Grande abraço e bom passeio

  • Gostei! 2

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Ótimo relato. Pretendo fazer o mesmo em setembro quando estarei de férias. As suas informações foram fantásticas! Em princípio sozinho mesmo...

Gratidão.

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Estou indo para Chapada com meu filho, e adorei as dicas pois estava pensando em cancelar a viagem pois os preços dos passeios estão surreais.

Queria saber se dá para ir ao pantanal por um esquema mais barato, indo de ônibus mesmo.

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Participe da conversa!

Você pode ajudar esse viajante agora e se cadastrar depois. Se você tem uma conta,clique aqui para fazer o login.

Visitante
Responder

×   Você colou conteúdo com formatação.   Remover formatação

  Apenas 75 emoticons no total são permitidos.

×   Seu link foi automaticamente incorporado.   Mostrar como link

×   Seu conteúdo anterior foi restaurado.   Limpar o editor

×   Não é possível colar imagens diretamente. Carregar ou inserir imagens do URL.


  • Conteúdo Similar

    • Por Mari D'Angelo
      📷 Clique aqui para ler o texto original com fotos.
      Sabe aquelas listas de “Lugares para conhecer antes de morrer”? Bom, esse é um deles!
      Estávamos em Zagreb (capital da Croácia) e o planejado era passar o dia no Parque Nacional dos Lagos de Plitvice. Pesquisei bastante antes de ir, uns diziam que o melhor era ficar hospedado lá por uma noite pra conseguir ver tudo, outros defendiam que um bate-volta era suficiente, ficamos com a segunda opção. Suficiente não foi, pois não chegamos a ver tudo (o lugar é enorme!), mas acho que foi realmente a melhor opção. De carro o trajeto dura aproximadamente 1:30.
      Acordamos bem cedo, passamos em um café perto do hotel (onde descobri que “jabuka” é maçã em croata rsrsrs) e partimos pra estrada. No caminho é possível ver marcas de balas em muitas das casas que ainda não foram reformadas, os croatas preferem investir primeiro na parte de dentro das casas (especialmente com sistemas de aquecimento), por isso é normal que muitas delas por fora estejam inacabadas mas por dentro sejam maravilhosas.
      Em uma determinada parte da estrada fica o museu a céu aberto da guerra (independência da Croácia, de 1991 a 1995), uma grande área com casas completamente destruídas, aviões e tanques de guerra. Um lugar tenso, que realmente impressiona, vale a pena parar alguns minutos por lá.
       
      Ao chegar na região do parque, há uma enorme placa onde você pode escolher entre algumas opções de trilhas de acordo com o tempo que pretende ficar e a dificuldade da trilha, escolhemos a nossa e depois de alguns minutos de caminhada já estávamos perdidos! A ideia das trilhas é ótima, mas faltam placas e as que tem são um pouco confusas (essa da foto por exemplo), então acabamos indo aleatoriamente, o que não foi nenhum problema, pois conseguimos ver grande parte das coisas. Ah, apesar do croata ser uma língua incompreensível pra nós, lá quase todos falam inglês, eles estão em uma crescente no turismo então donos de lojas, funcionários de museus, parques, restaurantes etc realmente se esforçam para atender bem os turistas.
       
      Nosso primeiro contato visual foi nada menos que este ai! Ou seja, já nesse momento deu pra entender o motivo do parque ser patrimônio nacional da UNESCO. E vale avisar que as fotos não conseguem captar nem metade das cores e tons perfeitos deste lugar.
       
      Confesso que fiquei meio medrosa andando nas estreitas passarelas, mas ai passavam grupos e mais grupos de velhinhos andando tranquilamente, muito mais rápido que eu… tive que fingir que estava tudo tranquilo né?! Rsrsrs
      É o tipo de lugar que pede calma e contemplação, cada passo dado é uma nova paisagem, entre águas de um azul indescritível, bosques de árvores multicoloridas, calmas piscinas naturais, cavernas, paredões e pequenas cachoeiras, um dos pontos altos do parque é a grande queda, uma enorme cascata onde se concentram muitas das pessoas espalhadas pelas diferentes trilhas.
       
       
      Tudo estava realmente maravilhoso, mas o tempo começou a virar (fomos em abril, estava um sol delicioso mas, bem frio!), decidimos pegar um dos barquinhos de travessia para conhecer o outro lado, ali as coisas já eram mais “selvagens”, estava muito mais vazio, começava a chover e ficar escuro, estávamos perdidos de novo e começava a bater um leve desespero. Nesse momento eu só pensava no que um croata havia nos dito no dia anterior; se vocês virem um urso, corram para baixo pois eles tem as patas da frente mais curtas e vão rolar caso tentem ir nesta direção. =0 Sim, porque havia a real possibilidade de existirem ursos soltos no local! (Rara, mas havia) Tem um ponto no parque onde se pode observar-los (de longe), mas acabamos não tendo tempo de ir lá. Ah, ainda uma última coisa sobre eles, em croata, a tradução para “Urso” é “Medo”… propício não?
       
      Bom, depois de pouco mais de 3 horas chegamos ao fim do passeio, pegamos o barquinho de volta para o local do estacionamento e saímos de lá com a certeza de termos conhecido um dos lugares mais incríveis do planeta Terra!
      Ainda na Cróacia, estivemos também em Zagreb, Split, Baska Voda e Dubrovnik, é tanta coisa maravilhosa que não dá pra falar tudo de uma vez só, mas quero já neste primeiro relato agradecer a Marília, do blog Uma brasileira na Croácia, nos encontramos com ela e seu marido em Zagreb e posso dizer que sem eles a viagem não teria sido a mesma coisa!
       
       
      Algumas informações úteis:
       
      Site do parque: http://www.np-plitvicka-jezera.hr
      Moeda: Kuna | 1,00 BRL = 2,43 HRK
      Preços: Variam muito de acordo com a idade e época do ano, mas no site tem tudo detalhado.
      Horários: O parque abre diariamente das 07:00 às 20:00 (mas os estacionamentos e os transfers de barcos tem outros horários)
       
      Leve um lanche e água pois não há muitos pontos de venda por lá, e sinceramente, acho que nem vale a pena perder tempo com isso, levamos um sanduíche que comemos contemplando as águas azuis. 😃
       
      📷 Clique aqui para ler o texto original com fotos.
    • Por Lucas_Rodrigues
      Quando você não está de férias mas quer viajar e não tem muito tempo, Pirenópolis é uma boa opção! Fica bem pertinho de Brasília (2h mais ou menos) e em 2 dias você consegue ter um gostinho de tudo que dá para fazer na cidade. 
      Para organizar a nossa viagem queríamos aproveitar: as cachoeiras, a vida noturna da cidade e subir os morros da região.
      Os lugares que escolhemos para fazer isso foram: 
      Cachoeiras dos Dragões; Rua dos Restaurantes; e Parque dos Pirineus. Cachoeiras dos Dragões
      Para começar, saímos de Brasília 7h da manhã, o caminho de ida foi pela BR 060, estrada muito boa com boa parte do caminho com via duplicada. O plano era ir direto para as cachoeiras dos dragões que fica num mosteiro budista mais ou menos a uns 45 minutos de Pirenópolis e funciona de 9h - 17h. Para chegar lá você terá que passar por uma estrada de terra de mais ou menos uns 15km, de carro comum você consegue chegar lá, porém pode sofrer um pouco pois é uma subida e tem muita terra fina. Mas é uma estrada bem sinalizada e não acho que vai precisar de um guia. 
      Chegando no mosteiro você passa por uma orientação rápida sobre as regras do local e já pode ir para a trilha. No local você pode usar os banheiros e encher as garrafinhas de água. 
      Na trilha você vai ter duas opções uma mais leve e outra um pouco mais pesada, as trilhas têm uma boa manutenção e são bem sinalizadas, acho que tem um nível de dificuldade baixa, mesmo sendo 4,5 Km no total você consegue fazer ela toda sem muita dificuldade.
      Eu fui em outubro lá, época que as chuvas ainda estão voltando então tinha 3 cachoeiras que estavam secas, por isso eles dão um desconto na entrada, mas ainda assim acho que vale a pena, você consegue chegar em lugares da rocha que não seria possível na época da cheia. 





      Rua dos Restaurantes 
      A cidade é bem charmosa e preparada para receber os turistas, ficar a noite apenas andando nas ruas e olhando a cidade já bem interessante. Muita coisa só funciona a noite, uma rua em especial fica cheia de gente e tem vários restaurantes para você escolher. Descobrimos por acaso essa rua apenas caminhando pela cidade, mas é muito interessante para ir jantar e aproveitar a noite, porque nessa rua também funciona algumas casas de festa.
      Ficamos hospedados no "camping do theo" que nos foi indicado pelas pessoas da cidade mesmo, é um local muito tranquilo fica perto do centro da cidade, então você pode passar pela cidade e voltar a pé mesmo, pode entrar com o carro no quintal e montar a sua barraca do lado. Ele disponibiliza os banheiros e é um senhor muito simpático, conversando com ele você pode usar a geladeira e fogão também. 
       


       

       
      Parque dos Pirineus
      O parque fica bem próximo a Pirenópolis, porém você tem que pegar uma estrada de chão de mais ou menos 12km para chegar lá, que para ir de carro comum você vai gastar um tempo a mais, devido as imperfeições que a estrada fica por conta do vento. Se você for voltar para Brasília, deixar o parque como última atração é muito bom, porque você já tem uma saída para a direção de Brasília que corta uma grande caminho da estrada convencional. Você sai na BR 070 dessa vez, que não é duplicada, mas é uma estrada em boas condições e chega em Brasília em 1:15h apenas.
      O parque tem várias trilhas pela "cidade de pedras" porém são trilhas sem muita manutenção e nenhuma sinalização, então é importante ir com um guia se quiser fazer as outras trilhas do parque. Porém você pode ir para a atração mais visitada que é subir os morros, aí você não precisa de guia, pois o caminho é bem simples e você vai ter uma vista linda de toda a região, já que você vai está a 1385m de altura em relação ao nível do mar. 
      O morro que tem a capelinha tem uma subida simples, mas se você quiser subir os outros a trilha não é tão simples e terá que subir por trilhas sem sinalização e com uma dificuldade um pouco maior. Mas se você gosta de paisagens vai gostar da vista que os morros têm.



       
       
    • Por raquelmorgado
      A maior atração do local é o Desfiladero los Gaitanes, com 300m de profundidade e menos de 10m de largura. O rio Guadalhorce cruza o desfiladeiro e as pombas aproveitam-se da zona mais estreita para, sozinhas e a salvo de predadores, o povoarem. Já na zona mais larga habitam aves de rapina e outros animais.
      O turismo não surge no Caminito para contemplar o leito do rio, mas com um propósito profissional de manutenção. Este percurso, ao ser desativado mais tarde, foi-se deteriorando, e passou a ser procurado por aventureiros em busca de adrenalina.
      Rafael Benjumea Burín, nomeado conde de Guadalhorce pelo rei, criou o Salto Hidroelétrico del Chorro em 1903, aproveitando-se do percurso natural do rio em declive para produzir energia, como já se fazia no norte do país. O Salto del Gaitanejo e o Salto del Chorro pertenciam à Sociedade Hidroelétrica da região e era preciso um percurso que as unisse. O caminho foi construído de 1901 a 1905, a 100 metros sobre o rio, com 3km de comprimento de Ardales a El Chorro. Chamava-se Balconillos de los Gaitanes, pelas “varandas” presas às rochas, ainda hoje visíveis. Famílias inteiras utilizavam o caminho no seu dia a dia, este que já foi considerado o mais perigoso do mundo. O percurso atravessava o desfiladeiro próximo da linha de caminhos de ferro que une Málaga a Córdoba, bastante mais antiga.

      Mais tarde, em 1921, o rei Afonso XIII visitou o Pantano del Chorro (hoje Embalse Conde del Guadalhorce). Hoje ainda é possível ver o local onde o rei assinou a acta que declara o terminar da obra a 21 de maio de 1921, o Sillón del Rey. Apenas nos anos 50 o nome foi mudado para Caminito del Rey. O rei acabou por não fazer grande percurso (dizem), pedindo para regressar de comboio numa ponte que ainda hoje existe. Por isso o título deste artigo, que também se poderia chamar de Caminito que El Rey não percorreu.
      O percurso divide-se em vários momentos. São 2,9km em passadiços e 4,8km em trilha.
      A primeira parte é chegar até ao check-in onde encontram a entrada controlada por leitura de código de barras. Nesta fase, é só seguir a trilha e desfrutar. São 30 a 40 minutos a caminhar. A distância depende da entrada que utilizarem, podem ser 2,7km ou 1,5km, num percurso em floresta.

      Terminado o percurso inicial, chega-se à zona de check-in. Convém levar os bilhetes impressos, como dizemos no artigo de dicas. A cor dos capacetes indica se os visitantes estão em tour, em visita livre, se são guias ou funcionários do Caminito. Após o controle de entradas, o primeiro percurso é a chegada até aos passadiços. É preciso passar uns torniquetes e estamos no ponto 0. Vê-se a estação hidroelétrica desativada e o início do desfiladeiro, muito estreito. Pode-se ver-se pequenas zonas de erosão da rocha que formam cavidades (cambutas).


      Estamos nos primeiros passadiços construídos sobre os antigos. Passam-se dois canhões, a ponte do rei (para ele chegar ao comboio), que também era usada para descarregar material que chegava pela linha férrea, e chega-se ao miradouro das pedras planas.


      Para já, os passadiços terminam e aproveita-se para descansar e aprender sobre a fauna. A segunda parte é em terra firme.

      Estamos no Valle del Hoyo. O rio do silêncio corre brilhante e azul turquesa, cor conferida pelos minerais que o compõem. Há uma zona de descanso com sombra e bancos. Vêem a alfarrobeira e aprendem com o guia que a palavra quilate surge por pesar as pedras e metais preciosos com número equivalente de sementes da alfarroba, por estas serem muito constantes em “peso” (exemplo: um diamante de 24 quilates pesa o equivalente a 24 sementes). À esquerda estão as ruínas da Casa del Hoyo, abandonada nos anos 70. Aqui viveu uma família vários anos, de forma independente, pois o único acesso era o percurso. Nesta zona existe hoje um heliporto para evacuações de emergência. Vê-se o canal onde circulava a água, à direita, hoje vazio. Circulavam 10.000l/s (1/50 do caudal do rio tejo) num desnível de 100m, produzindo energia. Chega-se à comporta do canal e ao refúgio dos morcegos, que adoram o Caminito.

      Voltamos aos passadiços. Já se percorreram 2500m e, agora sim, estamos na parte mais interessante, o desfiladeiro está mais largo e a parede que tantos usaram para escalada está à nossa frente. Aqui encontra-se um memorial para o alpinista suíço que morreu em 2010, vê-se a linha de comboio, o caminho antigo, e abusa-se nas fotografias.

      Chega-se à varanda de vidro. É sempre importante seguir as regras. No máximo 3 pessoas, com o segurança 4. A vantagem da presença do segurança é ele tirar a fotografia. Não façam como vimos fazer, alguém achou que era giro pular em cima do vidro, para testar a resistência. É possível ver abutres no ar. Ouvir a natureza, ver a gama de cores que surgem à nossa frente. Na grande curva após a varanda de cristal encontram-se fósseis de amonite na rocha. Chegou a altura de trocar de lado.


      A última parte, com mais adrenalina, é a passagem na ponte suspensa de metal de 35m. Ao lado vêem a ponte antiga, onde agora corre água. Formam-se borboletas de água, ou gotas que caem e brilham com a luz. Há placas em memória dos que faleceram antes da reabilitação do percurso, a pedido dos familiares.

      Depois da ponte está a saída, ou entrada sul, também com torniquetes. Finalmente estamos do outro lado do desfiladeiro. Daqui vê-se a linha do comboio, o vale, o rio e a nova central hidroelétrica.

      Faltam 2100 metros em terra até chegar ao parque de estacionamento (estes já custam às articulações). À esquerda vê-se uma casa de três andares que era a residência de Rafael. Também se vê a Puente de la Josefona. Ao chegar ao ponto de saída devolvem-se os capacetes e já encontram casas de banho e cafés. Existe também a possibilidade de parar aqui o carro e seguir até Ardales de autocarro para começar o percurso (o inverso do que nós fizemos, que utilizámos o autocarro no fim do percurso). A paragem de autocarro é um pouco mais à frente.
      A trilha foi-se danificando com o tempo ao ponto de ficar perigosa, a parede de escalada atrai curiosos e morreram cinco pessoas entre 1993 e 2000. Em 1993, numa atividade do campo de férias, um aventureiro em 1999, caindo. Já em 2000, 3 jovens morreram ao utilizar um cabo de aço velho que rompeu e os entregou ao desfiladeiro. Nesse ano o acesso foi vedado. Continuou a ser utilizada à revelia e morreu um sexto jovem em 2010. Reabriu em 2015 com um percurso quase todo por cima do original, com guardas laterais e totalmente seguro.  Há funcionários pelo percurso e um permanente no miradouro de vidro.

      No fim do caminho, ao regressar de autocarro, podem mergulhar no rio, refrescar a alma depois daquela vista estonteante. A casa que se vê na fotografia é a do Conde de Guadalhorce.

       
      É importante dizer que não é um trilho livre. O percurso só se pode fazer num sentido, de Ardales para El Chorro. São 7,7km e cerca de 2,5 horas para o completar.
      Como reservar os bilhetes:
      Reserva-se no site, muito intuitivo e funcional, tendo de escolher a data, hora e tipo de visita. Definem o número de visitantes e decidem se querem com ou sem bilhete de autocarro (1,55€). Preenchem os dados e tudo é enviado por e-mail.
      Visita guiada ou livre?
      Confessamos, escolhemos visita guiada porque era a única opção disponível para a data selecionada. Então, se fosse hoje, o que faríamos?
      Visita guiada
      Desvantagens:
      têm de andar ao ritmo do guia, mas acima de tudo, do grupo, que pode ir até às 40 pessoas. No site diz 25, não confere; apesar de terem auriculares e rádio para ouvirem as explicações do guia, muitas vezes, quando se aproximarem de outro grupo, vão passar a ouvir com interferência do grupo próximo (pode ser que tenha uma explicação mais interessante); vão-se sentir pressionados a avançar e terão mais dificuldades em tirar fotografias sem gente ao lado.
      Vantagens:
      ficam a saber a história, curiosidades e fauna e flora da trilha; há alguém que zela pela vossa segurança e que vos pode tirar fotografias; Preço – 18€
      Visita livre
      Desvantagens:
      ninguém vos conta a história nem curiosidades; não recebem informações sobre a fauna e flora, a não ser que percebam do assunto não sabem o que estão a ver; vão perder pontos importantes que estão algo escondidos. Vantagens:
      o vosso ritmo, as vossas paragens; se sentirem que a trilha está demasiado concorrida é só acelerar ou abrandar o passo até ficarem afastados dos grupos. Preço – 10€
      Como chegar até à entrada:
      Podem chegar de carro (aconselhamos), autocarro ou comboio. O comboio pára em El Chorro (acesso sul), mas podem ir de autocarro até Ardales. De Sevilha, a viagem demora quase 3 horas de comboio e custa 16€ (i/v). De Málaga, o percurso tem a duração de 1 hora e custa 5€ (i/v). De autocarro, é possível sair da Gare do Oriente em Lisboa e chegar a El Chorro trocando de rota (pelo menos) uma vez. A viagem fica cara (cerca de 100€). De carro será sempre mais confortável. Não sabemos se compensa, mas outra solução é voar até Sevilha ou Málaga e depois seguir de comboio.
      A entrada no percurso é feita pela zona norte, Ardales. É o habitual ponto de partida e/ou de chegada para o Caminito, onde os viajantes costumam ficar uma noite. Foi o sítio onde gastámos menos dinheiro em refeições (desde a viagem à américa latina). De Ardales até à entrada do Caminito são 15 minutos de carro. Há dois acessos à entrada, os dois identificados como Caminito del Rey. O primeiro fica junto ao parque de estacionamento (a 100-150m) e o Google Maps identifica como Túnel Largo (1,5km). O segundo fica junto ao Kiosko e está identificado como Túnel Pequeño (2,7km), apesar de o acesso ser bastante mais largo que o outro túnel.  O caminho mais longo vai-vos dar a sensação que estão perdidos, mas não, é o percurso mais longo, mas também chega ao mesmo sítio. Tanto num como no outro é só seguir a identificação/sinalética.
      Túnel largo
      Vão identificar a entrada pelas placas, barreiras, casas de banho (banheiro) e máquinas de venda automática. Ninguém entra antes da hora do bilhete e sem receber um capacete. Quem tem visita guiada tem que esperar pelo guia e  receber o rádio.

      O percurso:
      São duas horas e meia de percurso. Fácil, seguro, e com uma vista estonteante sobre o desfiladeiro Los Gaitanes.
      É constituído por passadiços, pontes e percurso em floresta. Os passadiços e as pontes são todos novos, construídos sobre ou próximos dos percursos originais, estes já muito danificados. Em El Chorro há casas de banho, cafés e a paragem de autocarro para regressar a Ardales. Há quem prefira deixar o carro aqui, ir de autocarro até Ardales e regressar de carro no fim do percurso. Nós gostamos da viagem de autocarro no fim, para descansar um bocadinho.
       
      Dicas:
      no verão a trilha é mais fresca de tarde, porque está à sombra. Nós fomos às 16h e estava ótimo; levar boas botas de caminhada, roupa confortável e água; não há casas de banho nem cafés durante o percurso; esqueçam os chapéus volumosos, a trilha é feita de capacete, optem por lenços ou golas; estacionem no parque, o autocarro de regresso deixa-vos lá; levem fato de banho no verão (há praias fluviais perto para antes ou após o percurso); crianças menores de 8 anos não entram, não tentem contornar o sistema, é pedida identificação com data de nascimento; nada de bastões de caminhada; atenção ao e-mail que vão receber com as regras, leiam-nas; os bilhetes devem ir impressos,  no autocarro o motorista rasga a parte dele. Onde dormir em Ardales:
      Nós ficámos no apartamento Virgen de Villa Verde. Recomendamos, fomos recebidos com toda a simpatia e dicas. Nenhuma das dicas que a senhora nos deu sobre os restaurantes falhou.
      Onde comer em Ardales:
      No topo da Calle Fray Juán temos o bar Millan e o bar Paco, os dois super baratos. Millan é mais barato, vende cada tapa a 1€. Paco está aberto com um horário mais alargado. Nos dois locais são muito simpáticos e dão-vos boas dicas para as escolhas.
      https://365diasnomundo.com/2019/08/17/caminito-del-rey-dicas/
    • Por Jonas Silva ForadaTribo
      Preparação
      Mais uma vez começamos um planejamento para uma trip em grupo, e acabamos terminando em dois só, kkkk.
      Levantamos muita informação, dados, e dicas. Não é segredo algum que minhas viagens geralmente não contam com guia contratado, eu mesmo navego e planejo tudo. De posse das informações, havíamos levado dois meses aprendendo sobre a Serra dos Órgãos, talvez por isso as pessoas desistiram. Tiveram tempo de pensar no que fariam. Encarar uma grande aventura exige mesmo espírito livre.
      A Grande Jornada
      Em 19/07/19 saímos de Campo Mourão às 00:00, foram 1.100 km de estrada, cerca de 17h de viagem. Ainda bem que um dos passageiros que me acompanhou (BlaBlaBla Car) se dispôs a dirigir entre São Paulo e o Nova Iguaçú. Foi um dia todo na estrada. Chegamos em Terezópolis já se passavam das 17:50; o primeiro furo da viagem. Eu havia estimado chegar em Tere dia 20/07 antes das 17h e conseguir viajar até Petrópolis no mesmo dia ainda, dormindo próximo da portaria lá. Doce ilusão, já era noite e tive de procurar um camping ainda, mas tudo certo os Óreas (deuses da montanha) sempre fazem certo.
      Paciência ... tenha paciência.
      Levantamos acampamento ás 06:00, que é a hora que abre (deveria abrir) o Parque em Tere. Chegamos na portaria para guardar o carro e lá estava um aglomero de gente, logo fiquei sabendo que a recepcionista não tinha chegado. Foram 45min de espera, enquanto isso ia aumentando a fila. Quando a mulher chegou já armou-se um fuzuê danado, o povo queria brigar ao invés de me deixar fazer checkin. Com muito trabalho consegui fazer o meu checkin e deixei o povo lá batendo boca.
      Com o carro estacionado voltei para a portaria na esperança de um Uber me levar a Petro. Outra trabalheira danada, uns cinco motoristas recusaram a viagem, chegaram a pedir dinheiro por fora pra fazer o carreto, mó sacanagem. Mas o sexto Uber não hesitou e nos levou ao destino.
      Dia 1, subida, subida, s u  b   i    d     a      .        .          .
      Às 10:15 começamos a trilha, foram 7h de subidas sem fim, mas com um visual de tirar o fôlego, até o desgaste físico passa desapercebido diante da exuberância da mão verde.
      Quase todo o dia foi por dentro do Vale do Bomfin subindo suas encostas. Quase no fim do dia chegamos a Isabeloca de onde já podemos avistar a Baía de Guanabara e os Castelos do Açú, nossa parada para dormir. No final da tarde, o pôr do Sol visto do Morro do Açú foi apaixonante. Leia mais aqui.




       
      Dia 2, sobe e desce, sobe e desce...
      O segundo dia é o mais intenso de toda a travessia, e provavelmente um dos mais belos dias que você pode passar na vida. Toda a cadeia da montanhas da Pedra do Sino ficam de frente para nós. A navegação também é mais complicada, presenciamos alguns grupos perdidos (geralmente pessoas sem experiencia ou fanfarrões).
      A cada descida uma subida maior esperava do outro lado, mas tinha-mos a certeza que o visual depois da ascensão e durante a próxima descida seriam ainda mais incríveis. Foram cerca de 8 km, caminhamos por 6 morros (Morro do Açú, Morro do Marco, Morro da Luva, Morro do Dinossauro, Pedra da Baleia e Pedra do Sino), é nesse trecho também que ficam os obstáculos mais difíceis (Elevador, Lajão, Grotão e Cavalinho). Eu particularmente me apaixonei pela pedra conhecida como Garrafão, talvez seja a lembrança que ela me traz que tenha me conquistado. Foi um dia realmente incrível e às 17h novamente chegamos no Abrigo. Ainda tive tempo de tomar um banho frio numa tarde de 4º C. Leia mais aqui



       
      Dia 3, uma corridinha para encerrar a travessia.🏃‍♂️
      Levantei com o escuro e subi novamente na Pedra do Sino contemplar a sinfonia de Apolo ao empurrar seu Astro sobre as montanhas.
      Saímos do abrigo às 07:15, a partir daí só descida praticamente uma trilha bem relax, com a oportunidade de avistar Teresópolis de cima, o Morro da Caledônia e os Três Picos no horizonte. De brinde uma vista por entre as montanhas da Granja Comari, onde um dia já treinou uma seleção de dar medo. Chegamos na barragem às 11:00 fizemos a trilha suspensa e conhecemos o encanto (Cachoeira Peri e Ceci) onde nasceu uma obra prima nacional: "O Guarani". Deixei a tralha no carro e tomei a trilha para o mirante do cartão postal, logo na entrada li que tinha 1.200 m, e eu com pressa; ainda tinha 1.110 km de rodovia até a casa. Não deixei me abalar, liguei a Go Pro e saí em disparada, em 15 min estava de frente para a formação que encantou os portugueses. Mais 15 min estava novamente no carro, exausto agora.




      Reuni tudo, dei uma parada para repor as calorias e às 14:00 rumava novamente para o Paraná, dessa vez tive de dirigir sozinho por 16h. 06:30 do dia 24 de julho eu deligava o carro com aquela sensação de euforia, sinônimo de missão cumprida, só no aguardo da próxima. Leia o relato completo aqui.
       
    • Por Rafagreen
      Alguém fazendo esse trajeto?!
      Saio do Rio de janeiro rumo à MG Baependi ma segunda semana de dezembro! Companhia, dicas e experiências são muito bem vindas! Estou decidindo se vou de bike ou carona!


×
×
  • Criar Novo...