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Que experiencia unica! Parabens!! 

Voces contrataram um guia ou ja possuem conhecimentos suficientes para irem sozinhos? Caso tenha um roteiro mais simplificado gostaria de pedi-los para deixar aqui. Fiquei muito interessado na travessia... novamente meus parabens! Uma aventura bastante desafiadora de grande conexão  corpo-mente-natureza. 

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      Antes tarde do que nunca, relataremos a seguir uma viagem de carro para curtir tranquilamente a Chapada Diamantina.
       
      Como já conhecíamos Lençóis e seus arredores, desta vez optamos por explorar outras paisagens e encontramos boas surpresas, como a vila de Igatu, um lugar encravado no meio das montanhas, com muitas trilhas e moradores cheios de histórias pra contar.
       
      A viagem durou 14 dias e começou em Brasília, no dia 13 outubro de 2012. Segue o relato, esperamos que ajude!
       
      Gastos prévios (todos os valores são para duas pessoas):
      - gasolina (32 litros) R$82,90
      - lanche para estrada R$ 16,50
      - lanches viagem R$52,30
       
      Dia 1 - De Brasília a Ibotirama/BA
       
      Saímos de Brasília às 07hs30min, passamos por Posse/GO, Luiz Eduardo Magalhães/BA, Barreiras/BA e, depois de rodados pouco mais de 800km, chegamos em Ibotirama/BA, onde pernoitamos.
       
      Chegamos às 16hs e fomos direto para o Hotel Velho Chico (depois da ponte, à esquerda), pois tínhamos uma indicação de lá. O hotel é meio caído, o quarto estava sujo, mas valeu pela localização e saída direta para o Rio São Francisco: tomar uma cerveja gelada de frente para o rio e assistir ao espetáculo do pôr do sol não tem preço.
       
      Gastos do dia:
      - gasolina (27,47 litros) R$82,08
      - 2 cervejas R$10
      - isca de peixe R$23
       
      Dia 2 - De Ibotirama ao Vale do Capão
       
      Pegamos a estrada às 7hs, rumo ao Vale do Capão. Passamos por pequenos vilarejos, à beira da estrada e em meio à paisagem árida, porém bonita. Mais bonito ainda é quando começamos a avistar os picos da Serra do Espinhaço, seus morros e chapadões.
       
      Depois de rodar pouco mais que 200km chegamos em Palmeiras, cidade que preserva algumas construções históricas e coloridas. Paramos, caminhamos um pouco e seguimos viagem.
       
      De Ibotirama até Palmeiras, a estrada estava toda asfaltada e em bom estado de conservação. De Palmeiras até a chamada Vila do Capão (ou Vila Caeté-Açú) são 28km de estrada de terra.
       
      Chegando na Vila do Capão fomos direto para a Pousada Pé no Mato, logo depois da ponte, na rua que dá acesso ao centrinho. A pousada é excelente: ótima localização, muito limpa e café da manhã farto. O local oferece diferentes tipos de acomodação: chalés individuais, suítes com varanda, suítes simples e quartos coletivos com banheiro compartilhado (tipo hostel). Optamos pelo chalé, com direito à rede na varanda e vista para a montanha.
       

       

       
      Tomamos uma cerveja no boteco da praça, experimentamos o delicioso pastel de palmito de jaca da Dona Dalva e jantamos um PF no restaurante da Dona Deli.
       

       
      Site Pé no Mato: http://www.penomato.com.br/
       
      Gastos do dia:
      - hotel Velho Chico R$80
      - gasolina (42L) R$124
      - uma cerveja no boteco capão R$5
      - 2 pastéis dona Dalva R$5
      - 2 PF R$22
       
      Dia 3 - Vale do Capão
       
      O café da manhã da Pé no Mato era servido a partir das 08hs, o que consideramos um ponto negativo. Mas vale a pena esperar, pois é muito bem servido: três tipos de suco, café, leite, frutas, granola, mel, queijo, pão quentinho, ovos mexidos, mingau de aveia, inhame cozido, banana da terra, beiju de tapioca, cuscuz de milho, tudo servido num ambiente super aconchegante.
       
      Partimos a pé para a trilha do Rio Preto e Cachoeira das Rodas, tínhamos algumas referências que encontramos no mochileiros. Caminhamos, caminhamos e eis que descobrimos que estávamos na trilha errada, quando encontramos um grupo que nos avisou que aquela era a trilha para a Serra do Candombá. Demos meia volta e pegamos a trilha “certa”.
       
      Após algumas subidas e descidas chegamos os poços do Rio Preto, que estavam bastante secos, devido à temporada de seca prolongada daquele ano. Demos um tempo e seguimos para a Cachoeira das Rodas. Chegamos num grande “escorregador” de pedra, pocinhos e banheiras naturais, mas com pouca água.
       

       

       

       
      À noite jantamos no café e restaurante natural O Galpão, na primeira rua à esquerda da rua da pousada (em direção ao centro). Comida saudável e gostosa, vale a pena.
       
      Gastos do dia:
      - cartão telefônico R$3,80
      - restaurante O Galpão: suco, tagliarini e crepe R$24,50
       
      Dia 4 - Vale do Capão
       
      Fomos de carro até a cachoeira Conceição dos Gatos, no povoado vizinho à Vila do Capão. Lá tem um poço gostoso, uma pequena queda d’água e bela vista para o vale. Na volta paramos para conversar com Zezão e Zenaide, que moram na entrada da trilha e cuidam do lugar. Batemos um bom papo regado a café, ambrosia e cocadas preparadas por Dona Zenaide.
       
      Jantamos na Pizzaria Integral Capão Grande, famosa por servir apenas dois sabores de pizza, um salgado e um doce. Local agradável e pizza gostosa.
       
      Gastos do dia:
      - 2 entradas cachoeira R$4
      - doces R$10
      - pizza e cerveja R$29
       
      Dia 5 - Vale do Capão
       
      Fomos de carro até a comunidade do Bomba, de lá seguimos caminhando por uma trilha super agradável que leva ao Poço da Angélica e à Cachoeira da Purificação.
       

       
      Mais tarde lanchamos na Toca do Açaí, ao lado do restaurante O Galpão, lugar agradável e atendimento simpático. Comemos sanduíche natural e deliciosos pastéis assados recheados com palmito de jaca.
       
      Gastos do dia:
      - internet R$1
      - cerveja R$3,20
      - 3 pastéis e 1 sanduíche natural R$10
      - cerveja R$5
      - água 5L R$6,50
       
      Dia 6 - Do Vale do Capão a Igatu
       
      Às 9hs45min deixamos a Vila do Capão, preferimos ir pela BR e não seguir por Guiné, pois o tempo estava meio chuvoso no vale. Passamos por Palmeiras, depois pelo Morro do Pai Inácio (estava bem nublado e já conhecíamos, por isso não subimos), pegamos trechos da BR 242 com intenso movimento de caminhões, seguimos por Andaraí e, finalmente, pegamos a estrada de pedra que leva a Igatu (6km).
       

       

       
      Estávamos ansiosos para conhecer Igatu e acabamos ficando lá por mais tempo do que o programado, mas menos tempo do que gostaríamos. A vila guarda histórias, gente e paisagens incríveis.
       
      Nos hospedamos na Pousada Flor de Açucena, bem na entrada da vila. A construção da pousada procurou preservar as características do local, de modo que grandes pedaços de rocha integram os quartos e demais ambientes. A pousada tem um lindo quintal, com muitas plantas e pássaros, sala de TV com aparelho de DVD, piscina, sauna, cozinha comunitária (os hóspedes podem cozinhar ali), área para barracas e acesso privativo ao Poço da Madalena. Recomendamos a Flor de Açucena!
       

       
      Fomos até o restaurante Água Boa e conhecemos o simpático Neo, que há oito anos administra o lugar. Experimentamos o godó de banana (prato regional) e comemos uma porção de carne de sol. Os preços das comidas não são muito amigáveis, mas o ambiente é agradável, o Neo é uma figura, a comida é boa e tem todo tipo de cachaça curtida em ervas e raízes.
       
      Conhecemos o Poço da Madalena e depois fomos até as ruínas da época do garimpo intenso em Igatu, passando pelo cemitério e pela igreja de São Sebastião, toda de pedra. Depois fomos à Galeria de Arte e Memória, próxima a igreja. As ruínas, o casario, as ruas de pedra, a comunidade, tudo faz de Igatu um cenário muito especial.
       

       

       

       

       

       
      Saímos caminhando pelas ruelas de Igatu em direção à praça central, vimos que o bar do Chiquinho estava aberto e fomos até lá. Chiquinho é um dos grandes personagens de Igatu e estávamos ansiosos para conhecê-lo. Durante as várias conversas que tivemos, Chiquinho nos contou que, alem de guia (“o mais famoso de Igatu”), ele é também raizeiro, grande conhecedor de plantas medicinais e seus usos, mestre de obras, “corretor” de imóveis, dono de bar, assistente de pesquisa (colaborou com vários pesquisadores que estudaram a região), caseiro, figurante de filme (aparece no filme O Homem que não Dormia)...enfim, muitas habilidades, mas sobretudo é trilheiro e montanhista!
       
      Seu bar fica na praça central de Igatu e abre apenas quando Chiquinho não está ocupado com seus outros afazeres ou quando dá na telha, pois ele não tem funcionários. Cachaças e infusões de ervas medicinais se misturam a objetos encontrados nas antigas “tocas” de garimpeiros espalhadas pela mata ao redor de Igatu, fotografias, livros, cartazes...
       

       
      Conversando com Chiquinho soubemos da grande queimada que deixou a Rampa do Caim em cinzas e que ele já havia combinado com outro casal de fazer a trilha da cachoeira da “Visagem”. Essa trilha tem partes que antigamente eram utilizadas pelos garimpeiros, mas estava fechada há muitos anos. Toda vez que avistava a Visagem, lá de longe, Chiquinho dizia: "ainda vou lá". Então conversou com um morador antigo da vila, pediu as referências e iniciou o processo de abertura e limpeza da trilha. Foram 31 dias de trabalho duro! Então lá fomos nós encarar essa “nova” empreitada.
       
      Site Pousada Flor de Açucena: https://sites.google.com/site/igatur/
       
      Gastos do dia
      - 4 diárias da pousada no capão R$480
      - taxa serviço pousada R$25
      - gasolina (27L) R$77,55
      - Restaurante Água Boa, almoço: 2 cervejas R$10; dose cachaça R$1; godó R$6; carne de sol R$16. lanche: 2 pasteis, caldo de feijão e cachaça R$10
      - capuccino na galeria de arte R$5
      - cerveja no bar do Chiquinho R$4
       
      Dia 7 - Igatu
       
      Tomamos café da manhã na pousada, observando os pássaros que chegavam para comer as frutas nas árvores ao redor. O local onde é servido o café da manhã é muito agradável, dava vontade de passar horas ali.
       

       
      Conhecemos Alain e Juscilene, os donos da pousada, e logo depois chegou Chiquinho, com um ramo de arruda da serra, boa pra curar rinite e sinusite. Na noite anterior inalamos a infusão preparada por ele com a planta, mas nada se compara à sensação de cheirar a própria folha, após esmagada com os dedos e extraído o seu óleo: passados alguns instantes, os olhos ardem e lacrimejam muito, e ainda sentimos uma dormência se irradiar do topo da cabeça até a nuca. O efeito dura em torno de um minuto.
       
      *Trilha da Visagem
       
      Perto das 9hs iniciamos a “trilha da Visagem”. Valente, o cachorro do Chiquinho, também nos acompanhou. Iniciamos subindo a rua ao lado do bar do Chiquinho, passamos por algumas casas de pedra construídas e alugadas por ele. Logo saindo da vila já tem várias áreas reviradas em busca de diamante.
       
      Seguimos por meio de um dos canais de garimpagem até atingir a vertente da margem direita do Rio dos Pombos. No caminho, alguns pequenos poços, muitas bromélias, orquídeas, cactus e plantas medicinais que Chiquinho foi apresentando: “velame” é planta boa para curar infecção urinária; “pedestre” é bom para dores e “esquecimento”; “arruda da serra” é bom para rinite e sinusite, dentre outras. Também encontramos a “batata da serra”, que colhemos e trouxemos para comer.
       

       

       
      Nesse trajeto ainda há muitas tocas e nestas são encontrados utensílios utilizados antigamente nos garimpos. Continuamos subindo até chegar à toca do Chiquinho, onde descansamos, pois já estávamos caminhando por uma hora. Logo descemos para atravessar o rio e começar uma subida mais íngreme até contornar a primeira vertente na direção noroeste.
       

       

       

       
      Depois de subir e subir, ao atingir a passagem da vertente da margem esquerda, mais uma parada para descanso, onde já avistamos parte da baixada de Andaraí e logo continuamos mais a oeste, quando foi possível também ver um casal de águias.
       

       

       

       
      Mais adiante passamos por um lajedo e encontramos o que, segundo Chiquinho, seriam fezes de onça. Mais subidas íngremes, até chegar ao leito do rio, que estava completamente seco. Caminhamos por ele, contornamos um paredão, escalamos umas pedras ao lado do que seria a queda d'água da cachoeira seca (onde Chiquinho disse que ira colocar cordas, para garantir o acesso na época de chuvas), avistamos parte da “ladeira do império”, de um lado, e Marimbus e praias do Paraguaçu, para as bandas de Andaraí...se forçar bem a vista para o norte – diz ele – o que se vê é parte da crista da Cachoeira da Fumaça. Caminhamos um pouco mais e logo chegamos ao topo da Cachoeira da Visagem.
       

       

       

       
      A volta foi mais rápida, pois não paramos para descansar e já estava ficando tarde. O passeio durou o dia inteiro e terminou no poço das “cadeirinhas”, umas 17hs30, para um banho revigorante e um belo pôr do sol.
       

       
      Chiquinho nos contou que toda vez que percorria a Rampa do Caim avistava a Visagem e dizia que um dia iria até lá. Por ali, já passaram muitos garimpeiros e, no auge da exploração de diamante, comunidades viveram no que hoje são ruínas. Muitos caminhos antigos foram fechados pela mata densa e a idéia de Chiquinho é abrir e limpar alguns desses caminhos, fazer novas trilhas, mas para isso precisaria de mais apoio financeiro, inclusive dos donos de pousadas de Igatu, pois esse trabalho certamente estimularia o turismo no vilarejo.
       
      Fazer a trilha com Chiquinho é um privilégio! Pelas histórias, pelo conhecimento, pelo amor que ele tem pelas montanhas. Segundo Chiquinho, após a reabertura daquela trilha, apenas seis pessoas, contando com nós quatro, foram até lá com ele. Chiquinho é muito doido, se embrenha na mata, não tem medo de nada. Para acompanhá-lo é preciso disposição física e um bocado de cautela. O bom é que, na ida, ele vai parando, explicando tudo, mostrando as plantas, contando causos, sem pressa.
       
      No fim do dia, uma gelada no bar do Chiquinho e janta no restaurante da Edilurdes, o Xique-Xique, onde tem um PF bem servido, gostoso e com ótimo preço. Depois fomos conhecer o Seu Guina, outro “personagem”, dono do Bar Igatu, também na praça central, que funciona há 39 anos e onde vende-se de tudo um pouco.
       

       
      Gastos do dia:
      - guia R$50
      - cerveja R$2
      - 2 PF e 2 cervejas (lata) R$25
       
      Dia 8 – Igatu
       
      O plano inicial era partir para Mucugê, mas era difícil deixar Igatu...Faltava conhecer outro grande personagem da vila: Amarildo dos Santos, que já foi professor, telefonista (quando Igatu tinha um posto telefônico), hoje trabalha no Centro de Atendimento ao Turista (quando está aberto), tem um pequeno comércio na sala de casa (ou “ponto do Amarildo”), é “fã número 1” da Xuxa e do Roberto Carlos e, sobretudo, é o guardião da memória de Igatu.
       
      Amarildo tem um verdadeiro arquivo público em sua casa. Fez, por conta própria, um censo da comunidade, que é atualizado constantemente ou conforme o transcorrer dos fatos em Igatu. Tem os dados exatos da população de Igatu: naquele dia 20 de outubro de 2012 moravam na vila 382 pessoas (até o dia anterior eram 386, mas 4 se mudaram para Mucugê). Os nomes de cada um dos moradores, sua idade e genealogia, estão registrados no caderno de Amarildo, e ele ainda classifica os moradores por gênero e se é nativo ou não-nativo. Há também o registro dos moradores temporários, dos carros e motos, dos turistas que visitam o seu “ponto” (são convidados a anotar o nome e a procedência em um dos cadernos).
       
      Amarildo também tem pastas organizadas por temas: pessoas famosas que visitaram Igatu, artistas que se apresentaram nos festivais de música de Igatu, meios de comunicação em que seu nome foi citado, dentre outros.
       
      Além disso, Amarildo é escritor, tem sete livros, que a cada ano recebem uma nova edição e são vendidos em seu “ponto”, todos manuscritos. As capas das edições de 2013 estavam expostas na parede e sobraram apenas dois exemplares de 2012 para vender, um sobre as atrações turísticas de Igatu e outro sobre a história de Amarildo. Compramos o segundo.
       
      Antes de deixarmos a sua casa, que fica bem próxima à praça, Amarildo ainda nos presenteou com dois lindos colares de semente de eucalipto, confeccionados por sua esposa. Passaríamos horas conversando com ele.
       

       
      Mais tarde encontramos Chiquinho na praça e ele abriu o bar para nós. Tomamos uma cerveja e conversamos um bocado. Chiquinho tem muitos causos pra contar sobre as trilhas, os amigos, os filmes dos quais participou, histórias de Igatu...
       

       

       
      Fazia muito calor e resolvemos tomar um banho no Poço da Madalena. O cenário estava lindo, com o sol batendo nas pedras e refletindo no poço. De lá fomos jantar novamente no restaurante Xique-Xique, na companhia de Valente, o cachorro trilheiro de Chiquinho – segundo ele, Valente “adora turistas”.
       

       
      Chegava a hora das despedidas...fomos até o bar do Seu Guina, trocamos idéia com ele, tomamos a última cerveja da geladeira, compramos um par de chinelos, um pacote de café e um requeijão de Jussiape. Voltamos ao bar do Chiquinho, compramos uma garrafa de infusão de Arruda da Serra e nos despedimos. Passamos no restaurante Água Boa, comemos mousse de limão e nos despedimos do simpático Neo.
       
      Em Igatu, as referências são as pessoas, as personalidades locais são as grandes riquezas daquele lugar. De alguma forma, Igatu nos fez lembrar de Remedios, em Cuba...
       

       

       

       
      Gastos do dia:
      - livro do Amarildo R$20
      - 3 cervejas (lata) R$6
      - 2 PF e uma lata R$22,50
      - compras Bar Igatu: sandália R$10, café chapadinha R$3, requeijão R$15 e cerveja R$5
      - infusão R$15
      - mousse de limão R$4
       
      Dia 9 - De Igatu a Mucugê
       
      Nos despedimos de Igatu. São 22km até Mucugê, 6 deles em estrada de terra. Lá chegando, nos instalamos na Pousada Pé de Serra e saímos para conhecer a cidade. Fomos até o Cemitério Bizantino, mas nem entramos, na verdade o que mais chamou nossa atenção foi a montanha que está atrás do cemitério, um belo paredão. Depois fomos até a Praça do Garimpeiro e ao Museu Histórico Municipal – o museu é bem pequenininho, mas gostamos de ver as fotos dos pioneiros, das pessoas que ajudaram a fazer a história da cidade e da região, boa parte delas descendente de escravos (quatro deles ainda estão vivos e com quase cem anos de idade).
       
      Almoçamos no restaurante da Dona Nena, uma simpática senhora, que serve deliciosa comida caseira no fogão à lenha da sua casa. Depois voltamos para a Pé de Serra e resolvemos subir no mirante, o acesso é privativo pelos fundos da pousada e a vista é linda! Foi muito impactante ver a fumaça provocada por uma grande queimada nas serras...muito fogo e a fumaça densa cobriu Mucugê naquela tarde.
       

       
      Caminhamos por Mucugê, que tem praças muito bem cuidadas, casario bem conservado e é emoldurada por lindas serras. Conhecemos a Pousada Refúgio da Serra e o Restaurante Cascalho, do simpático Zé Rubens. A pousada é muito bonita e os quartos parecem muito confortáveis, mas o preço não nos atraiu: R$160,00 (casal). Porem foi bom trocar uma idéia com o Zé, que nos contou um pouco sobre a história de Mucugê.
       

       

       
      Site Pousada Pé de Serra: http://www.pousadapedeserra.blogspot.com.br/
       
      Gastos do dia
      - 3 diárias pousada R$300
      - água 5L + refrigerante R$7,95
      - restaurante Dona Nena (R$25/kg), duas refeições, cerveja e sobremesa R$33,50
      - restaurante Sabor e Arte (R$34,90/kg) R$22,50
       
      Dia 10 – Mucugê
       
      O café da manhã da Pé de Serra é servido num local aconchegante, com fogão à lenha e é muito gostoso: mandioca e batata doce cozidas, salsicha, cuscuz de milho, mingau de tapioca, ovos mexidos, pão, bolos, frutas, sucos, café e leite. A pousada tem uma área externa agradável, mirante e quartos simples, mas aconchegantes.
       
      Fomos para o Parque Municipal Sempre Viva, que conta com uma pequena exposição sobre as sempre-vivas e a história do garimpo na região. O forte do lugar são os poços e cachoeiras: a primeira, chamada Piabinha, estava bem seca; já o Poço do Tiburtino estava delicioso para um bom banho e formando pequenas quedas d'água com água morna. O lugar é lindo, dá para passar o dia inteiro ali.
       

       
      De volta à cidade, compramos doces e sequilhos na Vovó Ilza, ao lado da Pousada Mucugê e em frente à agência Trilhas e Caminhos, do Roberto Sapucaia, que tem bons mapas da região (envia pelo correio). Jantamos pizza bem fininha e crocante, no simpático Café.com, em frente à praça central. Depois tomamos uma cerveja no Bar, Restaurante e Lanchonete Central, situado num sobrado tombado como patrimônio histórico nacional. Sentamos no balcão, observamos o movimento e trocamos umas idéias com Zeca, o proprietário do bar.
       
      Site Trilhas e Caminhos: http://www.trilhasecaminhos.com.br/
       
      Gastos do dia
      - 2 entradas parque R$10
      - doces e sequilhos R$15
      - pizza grande R$25
      - cerveja R$5
       
      Dia 11 – De Mucugê a Ibicoara
       
      Saímos de Mucugê às 08hs30, até Ibicoara são menos de 100km de distância e a estrada é toda asfaltada. Seguindo a recomendação do Neo, assim quem entramos na cidade fomos direto na agência Bicho do Mato e contratamos um guia, pois não é permitido entrar no Parque Municipal do Rio Espalhado sem estar acompanhado de um guia local.
       
      Para chegar até o Parque, a estrada é de terra e a Pousada Casa da Roça fica no caminho, então aproveitamos para deixar nossas coisas no quarto que havíamos reservado. Depois levamos quase uma hora para chegar até a entrada do parque, pois fomos devagar, conversando com o guia William e observando a paisagem.
       
      Além dos R$60,00 do guia pagamos mais R$3,00 para entrar no parque (cada um). Logo após a guarita atravessamos um rio (estava bem seco e deu para passar de carro) e paramos no ponto aonde começa a trilha (quando o rio está cheio os carros param antes).
       
      A trilha para a Cachoeira do Buracão é bem tranquila: passamos por pequenos poços, cachoeiras secas e cânions. Lá é área de transição entre o Cerrado e a Caatinga e fazia muito calor. Antes de chegar no cânion do Buracão temos duas descidas íngremes pela frente, que são os únicos momentos de trilha mais “puxada”. De repente estamos entre pedras, raízes enormes e árvores maiores ainda, um cenário muito bonito.
       
      Caminhamos até o Poço da Gameleira e ali nos trocamos, deixamos nossas mochilas, vestimos o colete salva-vidas (obrigatório) e nos jogamos na água escura do rio que desce a cachoeira e atravessa o cânion. Há também a opção de atravessar por uma pinguela e ir se agarrando no paredão de pedra até o poço maior, de frente para a queda d'água.
       

       
      Fomos nadando, flutuando por entre os paredões do cânion, não tinha correnteza. E eis que nos deparamos com a magnífica Cachoeira do Buracão, com seus 80 metros de queda d'água. O cenário é deslumbrante, um dos lugares mais lindos que já conhecemos. Nadamos até debaixo da cachoeira e ficamos lá por alguns instantes, depois ficamos sentados numa pedra, simplesmente contemplando tamanha beleza.
       

       

       

       
      Fizemos o percurso de volta e, no fim da trilha, ainda paramos para tomar um banho rápido nas piscinas naturais formadas no lajedo do Rio Espalhado e apreciamos o pôr do sol.
       
      Deixamos o guia na cidade e voltamos para a Casa da Roça. A pousada é super agradável: chalés rústicos e muito aconchegantes, muita área verde, excelente café da manhã e ótimos anfitriões. No momento da reserva combinamos a janta daquela noite e valeu muito a pena! Comemos deliciosas milanesas e tortilhas servidas na cozinha da casa e trocamos ótimas idéias com Bárbara e Daniel, os donos da pousada.
       
      Site Pousada Casa da Roça: http://www.acasadaroca.com/
       
      Gastos do dia
      - 2 diárias pousada Pé de Serra R$160
      - 2 entradas parque R$6
      - guia R$60
       
      Dia 12 – De Ibicoara a Rio de Contas
       
      Bárbara e Daniel cuidam de tudo na pousada, são eles que preparam as refeições e fazem questão de compartilhar bons momentos com os hóspedes. O café da manhã foi um dos melhores da viagem, tudo preparado na hora e servido numa acolhedora casinha de madeira. Éramos os únicos hóspedes naquele dia e tudo era muito farto: café, leite, chá, suco, cuscuz, panqueca, doce de leite, bolo, pão caseiro, bolinho de chuva, presunto, queijo, geléia, frutas...tudo delicioso! Passamos um tempão comendo e conversando com os dois, eles tem muita história pra contar.
       

       

       
      Depois do café conhecemos um pouco mais da pousada: muitas frutíferas, um roçado e um delicioso poço do rio que passa ao fundo. Deu vontade de ficar, mas partimos para Rio de Contas no fim da manhã.
       

       
      O caminho que pegamos para Rio de Contas, passando por Jussiape, é quase todo de terra, passando por uma serra cheia de curvas e que requer atenção, porém é um belo trajeto e vale o empenho, pois chegar ao sul da Chapada Diamantina possibilita avistar a Serra das Almas e os maiores picos da região, como do Barbado, do Itobira e o Pico das Almas.
       

       
      Nos hospedamos na Pousada Rio de Contas, que tem excelente estrutura: piscina, muitas redes, quarto muito limpo e confortável, além da excelente localização. Foi uma ótima pedida pra terminar as férias no maior “relax”.
       

       
      A cidade é uma gracinha, muito bem preservada. Nesse primeiro dia, além de aproveitar a piscina da pousada, caminhamos sem rumo pelas ruas, admirando o casario, as praças e as montanhas que cercam a cidade.
       

       

       
      Site Pousada Rio de Contas: http://www.pousadariodecontas.com.br/
       
      Gastos do dia
      - 1 diária pousada Casa da Roça R$80
      - janta para duas pessoas R$40
      - geléia, banana desidratada, tempero e café orgânico R$24
      - 2 cervejas R$8
      - carne de sol, feijão e mandioca R$14
       
      Dia 13 – Rio de Contas
       
      O café da manhã foi a parte fraca da pousada: pouca variedade e nada caseiro. Conhecemos o Museu do Zofir Brasil, que reúne obras curiosas do artista plástico local Zofir Oliveira Brasil, que transformava sucatas em arte. Depois passamos o resto do dia caminhando, tomamos uma cervejinha, compramos presentes...nada de mais e a idéia era essa.
       

       

       
      Gastos do dia
      - Museu R$4
      - 2 cervejas e porção de mandioca R$19
      - Café Serra das Almas R$8
      - 2 kits de cachaça Serra das Almas (c/ 2 garrafas de 300ml em cada) R$36
      - Sorvetes R$3,90
      - Havaianas R$9
      - Água 5L R$6
      - Sopas, torradas, chá e bolachas R$15
       
      Dia 14 – De Rio de Contas a Brasília
       
      Chegara o último dia de viagem...Pegamos a BR por Brumado, Bom Jesus da Lapa, Correntina e Posse, fomos direto até Brasília, gastamos umas 12hs de viagem.
       

       
      Gastos do dia
      - 2 diárias Pousada Rio das Almas R$220
      - gasolina (Ibitira/BA - 42 litros) R$122
      - lanche R$10
       
      TOTAL (p/duas pessoas) : 2.675,73
       
      Assim terminamos o relato da nossa viagem à Chapada Diamantina, lugar especial e cheio de surpresas...talvez a maior delas, para nós, tenha sido Igatu, não apenas pelas paisagens, mas pela história peculiar e, sobretudo, pelas pessoas especiais que conhecemos lá.
    • Por maizanara
      Na Patagônia fizemos o nosso primeiro trekking sozinhos, o Circuito W no Parque Nacional de Torres del Paine,  e voltamos ao Brasil energizados para fazer o nosso primeiro em terras brasileñas.
      Só tinhamos um problema: qual? Qual trekking nós, mortais sem GPS,  faríamos?
      Foi aí que nossos amigos Ádria e Hugo, também mortais sem GPS em busca do primeiro trekking no Brasil,  lançaram o convite para fazermos a travessia de Petrópolis Teresópolis no feriado da Páscoa. E quer saber? Por que não? 
      Demos uma olhada nas fotos do Google,  Ádria fez as reservas das 2 noites de acampamento e as entradas do parque, e estava decidido, nossa aventura seria no Rio de Janeiro, dali 40 dias. 
      INSPIRADOS NA TRAVESSIA PETRÔ X TERÊ CRIAMOS UMA CAMISETA INCRÍVEL

      E então, o perrengue a emoção começou
      O primeiro item do check list que apareceu foi o danado do GPS. Parecia noticiário "...no segundo dia em caso de mal tempo (neblina), o risco de se perder é grande. Utilize o GPS ou contrate um guia".
      Não queríamos contratar um guia,  opção nossa, e não tínhamos um GPS,  opção do nosso bolso.
      O segundo item era uma corda de 10 metros (eu aconselho 15 m) e essa nós tínhamos.
      Para todo restante acreditávamos estar preparados: comida, preparo físico,  primeiros socorros, equipamentos (exceto o GPS) e navegação por carta.
      Chegando ao Parque Partimos de São Paulo às 22h e chegamos à rodoviária de Petrópolis às 6h da manhã seguinte em um ônibus repleto de aventureiros com o mesmo destino, a travessia. Neste ônibus haviam 15 pessoas de um grupo guiado e 5 de outro, também guiado. Todos aqui têm guia? Sim, menos nós 3. É verdade, não éramos mais 4 e sim 3, já que o Hugo se machucou escalando. Ele até viajou conosco, mas teve que ficar em Petrópolis conhecendo todos os restaurantes, cervejarias e museus, enquanto sua esposa, Ádria, nos aturava por 3 dias. Que pena dela...
      Da rodoviária é preciso pegar 2 ônibus municipais para chegar até a sede do parque de Petrópolis (Bonfim), um até o Terminal Corrêas e outro (número 616 - Pinheiral) até a Escola Rural do Bonfim. 
      DICA: em feriados corra para as filas destes ônibus, pois lotam e você pode acabar tendo que esperar próximo.
      Na sede, às 9h assinamos os termos, checaram as nossas entradas e acampamentos (leve impresso!) e pronto.  Pé na trilha!

      DIA 1
      O primeiro trecho até a bifurcação para a cachoeira Véu de Noiva (ponto de água) foi bem tranquilo, cachoeira para esquerda e Castelos do Açu para direita. Para chegar até a cachoeira, é preciso atravessar um rio de pedras escorregadias e a trilha continua até ela, que é linda e vale a pena. Sou daqueles que entra na cachoeira por mais gelada que esteja, mas não entra em um chuveiro gelado nem com reza brava.
      Aquele dia de céu azul ainda estava começando. Voltamos até a bifurcação e tocamos para Pedra do Queijo, nossa parada para almoço e um lugar para sentar estava concorrido. Então, continuamos até o Ajax (ponto de água). No primeiro dia são mais de 1.100 metros de altimetria conquistados em 7km. Puxado! O trecho final de subida, conhecido por Isabeloca, foi desviado da rota original, portanto se você está com GPS, cuide para estar com seu tracklog atualizado. A rota original está preservada para restauração da vegetação.
      O final da Isabeloca, marcou o começo das vistas de tirar o fôlego. A caminhada neste trecho estava tranquila, mas durante o caminho para o Morro do Açu, o sol já estava se pondo, e agora? Corremos para aproveitar a luz do dia ou ficamos para ver o sol se pôr? Pessoas experientes diriam para aproveitar a luz solar e apertar o passo. Nós aproveitamos a luz solar, acompanhamos cada raio de sol se escondendo em um pôr do sol maravilhoso, e depois apertamos o passo.  No primeiro dia não tem segredo! A trilha é muito bem marcada em meio à vegetação.
      A noite, chegamos ao Morro do Açu e lá, era possível acampar próximo ao abrigo ou à cabeça da tartaruga.

      DIA 2
      Este era o dia! Navegar sem GPS, passar pelo "elevador", "mergulho", "cavalinho" e chegar até o Abrigo 4, da Pedra do Sino.
      5h da matina, é hora de ver o sol nascer! Como um ritual, todos vão ao Castelos do Açu para este momento. 
      Fez um bocado de frio a noite, mas não deve ter chegado a 0° C. Levantamos acampamento, enchemos nossas garrafas de água e partimos. Geralmente, o tempo que se leva no primeiro dia é parecido com o tempo do segundo.
      Neste dia, existem pelo menos 2 trechos que são por laje de pedra que em caso de neblina, só um guia ou GPS poderão te salvar. Tome cuidado!

      A travessia começou ao lado do abrigo, sentido Pedra do Sino. Depois de pouco tempo encontramos uma descida íngreme e então uma laje de pedra. Como o tempo estava  bom, foi possível ver a continuação da trilha ao lado do vale.
      Continuamos e começamos a subir o Morro do Marco, na subida tivemos alguns trechos de trepa pedra e os primeiros escorregões e no final d a trilha (no topo) viramos para direita, caminhamos pela crista e a descemos pela laje de pedra em direção ao Dedo de Deus.
      Chegamos a um riacho na base do Morro da Luva onde tem sombra e água fresca, (estávamos precisando!). Conosco, haviam umas 10 pessoas e outras estavam chegando, então resolvemos sair para diminuir a fila da água.  Sim, havia fila. Tocamos para cima, agora subindo o Morro da Luva. O começo é pela mata, mas a sombra durou pouco, seguimos com um sol do agreste de tostar a moleira. Quando chegamos a crista, transmitindo uma paz e maior do que as fotos podem representar, surgiu a Pedra do Garrafão. Que vista!

      A trilha continua pela crista, atravessando o morro. Terá um vale e o sentido é para direita,  continuando entre lajes de pedra, trilha e atravessando outro riacho (ponto de água). Depois de um bom tempo atravessamos uma ponte de madeira e chegamos ao Elevador. Havia chovido nos dias anteriores e boa parte da trilha tinha lama e a Ádria que tomou todo cuidado para não molhar a bota a fim de escalar o "Elevador" sem o risco de escorregar, descobriu que ele inteiro estava molhado. Antes da subida, parada para almoço. E aí, grupos estavam chegando, a fila aumentando e o tempo passando.  Vamos. A subida não foi tranquila, teve muita atenção e tensão. Ferros da escada soltos e outros faltando, todo cuidado era pouco (sem falar no peso da mochila te empurrando). Um pé de cada vez, sem pressa. Pronto, passamos.
      INSPIRADOS NA TRAVESSIA PETRÔ X TERÊ CRIAMOS UMA CAMISETA INCRÍVEL


      Como recompensa um cubinho de doce de leite doado pelo amigo da trilha, a Maiza (com a mão bem limpinha) não pensou duas vezes. Obrigado amigo!
      Após o elevador, seguimos até encontrar mais um trecho de laje, agora mais íngreme, onde era possível ver 2 pês cravados na rocha que podem ser muito úteis em dias de chuva forte. Por todos estes trechos onde caminhamos pelas rochas foi possível encontrar os totens (foto abaixo). Já as setas indicando a direção (amarela para Teresópolis e branca para Petrópolis) eram raras. Subimos a crista do Dinossauro, passamos pelo Vale das Antas (ponto de água), continuamos pela Pedra da Baleia, depois zizagueando pelas lajes de pedra chegamos ao Mergulho.
      O Mergulho é uma depressão (buraco) no final das lajes de pedra com uns 5 metros de altura. Quando chagemaos, um casal com corda, ajudava outros dois trilheiros, que não tinham. Então, começamos a nos preparar enquanto a fila se formava atrás de nós. Optamos por fazer um pequeno rapel pois achamos que era o mais seguro para aquela pedra úmida e escorregadia (imagine em dias de chuva!). No meio do rapel da Ádria, chegou um quarteto de cabras da peste, metidos a Indiana Jones, querendo passar rapidinho e ao mesmo tempo que a Ádria. 
           - Amigo,  quer passar, passa, mas não segura na corda que ela está pendurada né?
      Pois é, esses Indiana Jones estavam sem o chicote para lançar na árvore e usar feito cipó.
      Pronto, mergulho superado,  então vamos para o próximo,  o Cavalinho.
      Quando chegamos lá,  adivinha quem estava travado com medo de altura e não conseguia passar pelo cavalinho?  Um dos Indiana Jones.
           - É amigo,  no filme era mais fácil, né?
      Assim como no Mergulho, tiramos as mochilas e passei primeiro para içá-las. No Cavalinho existe um "pê" para proteção que usei para içar um Indiana Jones, dois Crocodilos Dundee, a Ádria, a Maiza, quatro pessoas que não tinham corda, tampouco guia e onze mochilas, até que chegou o grupo guiado pelo Janio,  que me perguntou:
      - Você é guia?
      - Não, estou mais para bom samaritano de trilha mesmo.
      - Eita, então pode continuar que ali em cima tem uma passagem pior que essa, e o pessoal deve estar te esperando .
      Dito e feito, dali 10 metros, a turma estava lá me esperando. Mais um trecho bem complicado com necessidade do uso da corda. Acredito que levamos mais de 1 hora, entre o Mergulho, Cavalinho e o último trepa pedra, pois foram trechos técnicos, com fila e ajuda aos desavisados.
      Dali em diante, a trilha foi tranquila e rápida até o Abrigo 4. 

      Dica: chegando ao abrigo, a primeira coisa a se fazer é colocar o nome na fila do banho quente, caso você tenha comprado, pois a espera pode ser bem longa. Armamos a barraca, a Maiza fez um jantar sinistro, comemos e esperamos, esperamos, até que eu comecei a dormir em pé esperando a minha vez no banho. Quer saber? Já tomei um banho de cachoeira antes de ontem, vou dormir. A Maiza conseguiu revender o meu banho e o lugar na fila.
      DIA 3
      5h da manhã, hora de acordar para ir ver o sol nascer na Pedra do Sino. Chegamos em 30 minutos, com tempo para andar pelo pico e escolher o melhor lugar para dar bom dia ao sol.

      Descemos, levantamos acampamento e seguimos morro abaixo. O caminho foi óbvio e tranquilo, com vários pontos de água. Chegamos à portaria da sede em Teresópolis realizados! Satisfeitos com cada minuto desta travessia e famintos.
      Andamos até o ponto de ônibus indicado pelos funcionários do parque, e próximo à rodoviária comemos um PF de respeito. Entramos no ônibus para Petrópolis, depois para o hostel e finalmente tomei banho.
      INSPIRADOS NA TRAVESSIA PETRÔ X TERÊ CRIAMOS UMA CAMISETA INCRÍVEL

       
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    • Por maizanara
      Este post é um relato sobre o auge de nossa viagem pela Patagônia: o Parque Nacional Torres del Paine (TDP),  símbolo da beleza exuberante da Patagônia Chilena e o destino dos sonhos dos amantes da natureza de todo o mundo. Vamos contar como foram os 5 dias de trekking, o famoso Circuito W.
      Tem muitas outras informações no meu blog: www.mawaybr.com.br
      Tem um post com os custos desta viagem AQUI e outro sobre como fazer as reservas AQUI.
      Acompanhe nossas aventuras no Facebook ou Instagram
        Relato de Viagem">Relato do trekking realizado de 12 a 16 de Janeiro de 2017. Dia 1 - atento às regras
      Caminhamos desde o nosso hostel em Puerto Natales até a rodoviária. Compramos a passagem no próprio hostel. Existem várias empresas que fazem este percurso e não há diferença significativa no valor.
      A rodoviária fica lotada de trilheiros com suas mochilas enormes! Todos muito animados para a trilha de suas vidas. Durante o percurso até a entrada do parque é possível ver os guanacos pulando as cercas e a linda cadeia de montanhas ao fundo.
      Na Portería Laguna Amarga enfrentamos uma longa fila para preenchermos o termo de compromisso e pagarmos a taxa de entrada.
      É necessário assistir um pequeno vídeo com informações gerais e as regras do parque. Uma das mais importantes: não é permitido fazer fogo fora das áreas delimitadas(!!!). Entramos em outro ônibus (valor já incluso) que nos levou até a Portería Pudeto.
      CRIAMOS UMA COLEÇÃO DE CAMISETAS INSPIRADA NO CIRCUITO W, VEJA AQUI.

      Fomos os últimos a pegar o catamarã que cruzou o Lago Pehoe. A viagem não poderia iniciar de melhor maneira, à nossa direita, o imponente Los Cuernos! Compramos o bilhete do catamarã durante o trajeto.   Chegamos ao Refugio Paine Grande sem reservas e por sermos os últimos a chegar no camping, as meninas da recepção nos deixaram ficar. Muito obrigada, meninas! (AVISO: aconselho fortemente que você não faça isso!! )
      Armamos a barraca, deixamos nossas mochilas e fomos apenas com a mochila de ataque até o mirante Grey. Muito cuidado com as comidas deixadas nas barracas, a raposa-colorada (Lycalopex culpaeus) adora lanchinhos fora de hora. Infelizmente, o que mais me impressionou neste percurso não foi a linda paisagem ao meu redor, mas o resultado do maior incêndio florestal do Chile em 2012: 18 000 hectares  queimados. Uma tristeza  ver as marcas desta grande tragédia e por isso repito: siga as regras do parque, não faça fogo nem use seu fogareiro fora das áreas destinadas. Precisamos cuidar e respeitar a natureza. Aquele lugar é espetacular e todos têm o direito de visitá-lo e apreciá-lo. Depois de quase 3 horas de caminhada e muito vento no caminho, chegamos ao Mirador Grey. O tempo estava bem fechado. A geleira Grey se misturava com o céu e não dava para saber onde terminava a geleira e começava o céu. A geleira é um local impressionante! Dia 2 -  café com montanha
      Após uma noite de muito vento (dica: monte muito bem sua barraca!), tomamos café na cozinha do acampamento com uma vista incrível, arrumamos tudo e saímos.
      Logo no início da trilha, na Portería Lago Pehoe, o guarda-parque pediu para ver nossa reserva impressa do acampamentoItaliano, reservas confirmadas, pé na trilha! A cadeia de montanhas Los Cuernos estava bem escondida, mas conforme nos aproximávamos dela, mais ela aparecia, e uma caminhada de 2,5 horas, fizemos em incríveis 4,5 horas. Haja foto!
      A alegre chegada ao acampamento Italiano é anunciada pela ponte que temos que atravessar e deu um medinho! Como venta muito, ela parece bem instável. Fizemos o check-in no acampamento, conversamos com os guardas e fomos preparar nosso jantar.
      Decidimos não fazer nenhuma outra trilha neste dia pois a trilha para o Mirador Britanico fecha às 17h e a do Mirador Frances às 19h. E quando digo que a trilha fecha, ela fecha mesmo, pois um dos guardas percorre a trilha até o final para garantir que não há mais ninguém na trilha (todos os dias, imagina!).
      Dia 3 - doce ilusão
      O vento faz parte da Patagônia, aceite! Eu acordei assustada a noite, pois dormíamos debaixo da copa das árvores e o vento balançava seus galhos com força. E o medo daqueles galhos caírem sobre nós?
      Não, nenhum galho caiu, ufa! Deixamos nossos pertences no acampamento e seguimos em direção ao Mirador Britanico com nossas mochilas de ataque. Todo mundo larga suas mochilas no acampamento, isso é bem normal (também algo que tive que aceitar me acostumar). Quando chegamos ao Mirador Frances o tempo já estava muito fechado, andamos mais um pouco e decidimos voltar, afinal não conseguiríamos ver nada mesmo. Ficamos sentados um tempo esperando por uma avalanche no topo das montanhas, que também não aconteceu...
      Mesmo assim estávamos só felicidade, afinal estávamos a caminho do Refugio Los Cuernos, onde passaríamos a noite em uma linda cabana de madeira na beira do lago.   Sim, foi puro luxo! Não temos dinheiro para Não ligamos para luxo quando o assunto é hospedagem, mas há anos atrás vimos uma foto no Facebook de um casal em um ofurô com uma paisagem de tirar o fôlego ao fundo. Escrevemos para a pessoa que postou a tal foto perguntando onde era: Refugio Los Cuernos.
      Deste dia em diante, não tiramos mais aquela imagem da cabeça e estava decidido: iríamos naquele ofurô e ponto final. Não era nossa intenção ficar na cabana, mas no site estava bem claro: somente hóspedes das cabanas tinham acesso ao ofurô. Bem, com muita, mas muita dor, reservamos a tal cabana e sonhamos com este dia desde então. Parte deste valor eu havia ganho de presente de aniversário, muito obrigada Celzinha!
      Na trilha para o Refugio Los Cuernos, o sol finalmente resolveu aparecer de forma muito marcante, acentuando ainda mais a cor da lagoa. Para quem está fazendo o W invertido é descida na maior parte. Eu senti por quem estava subindo... Na minha opinião o trecho de trilha mais lindo! O vento intenso levantava a água da lagoa e até DOIS arcos-íris se formavam na nossa frente ao mesmo tempo, arrancando gargalhadas dos dois bobos incansáveis ao admirar tamanha beleza.
      Então, finalmente chegamos às cabanas e, ansiosos, vimos de longe o tal ofurô. Corremos para checar o tão sonhado ofurô de perto. Mas o que encontramos foi uma placa: MANUTENÇÃO!     CRIAMOS UMA COLEÇÃO DE CAMISETAS INSPIRADA NO CIRCUITO W, VEJA AQUI.   Mas que #@$%&! Ficamos muito putos, bravos, arrasados tristes com a notícia, afinal estávamos esperando há anos por aquele dia, mas não tinha nada que pudéssemos fazer. A cabana era linda, tinha uma lareira, toalha limpinha, cama fofinha e chuveiro gostoso!
      Fomos conhecer o refúgio, admirar o Los Cuernos e conversar com nossos amigos e quando retornamos encontramos uma garrafa de vinho chileno e alguns docinhos. A princípio, tive a certeza que havia sido o Antonio quem preparou aquela linda surpresa (tipo cena de filme mesmo! Imaginem que romântico: uma cabana de madeira, um vinho, lareira e aquela vista incrível). Ele perdeu a chance de ganhar muitos pontos (e na sequência perder muitos mais, é claro) ao não confirmar que havia sido ele - não foi, acreditamos que foi a forma do refúgio se desculpar por destruir nossos sonhospelo inconveniente. Após muitas risadas e desapontamento (nunca vou esquecer da cara do Antonio não conseguindo confirmar que havia sido ele o autor da ideia romântica) aproveitamos o delicioso vinho. Dia 4 - meu querido saco de dormir
      A noite na cabana não foi tão tranquila quanto imaginávamos, o vento era tão forte que parecia que a cabana se desmontaria. Não sobrou dinheiro para queríamos comprar a pensão completa no refúgio, fizemos nossa comida na mesma cozinha reservada para o pessoal do camping.
      Seguimos rumo ao acampamento El Chileno. Neste dia enfrentamos as 4 estações do ano, inclusive chuva. Existe um cruzamento, e você pode optar por ir para o Hotel Las Torres ou um atalho para o acampamento - é claro que optamos pelo atalho!
      No caminho vimos os bombeiros resgatando alguém em uma maca, ficamos muito assustados (depois ouvimos boatos de que a menina havia torcido o tornozelo - o que a impossibilitou de terminar a trilha, por isso todo cuidado é pouco).
      Chegando no refúgio, fizemos o check-in e fomos procurar uma plataforma para colocar nossa barraca. Dica: chegue o mais cedo que puder e coloque sua barraca, as plataformas estão colocadas num barranco, e se estiver chovendo (como estava) o chão molhado quase te impedirá de chegar em sua barraca sem cair alguns tombos.
      O jantar no refúgio foi extremamente agradável, nada de macarrão com vina, ou salsinha como vocês dizem. Entrada, prato principal e sobremesa, tudo com raio gourmetizador ativado! Não havia opção de reservar o local de camping sem todas as refeições inclusas (sim, eles são bem espertinhos).
      Ficamos na área de convivência do refúgio até tarde conversando, quando nossa amiga Tânia chega desesperada dizendo que estava entrando água dentro da barraca dela. Conseguimos alguns sacos de lixo e o Antonio foi ajudar o Beto com o "pequeno" problema. Logo em seguida entra outro trilheiro com seu saco de dormir completamente encharcado, eu entrei em desespero! Já imaginei meu saco de dormir molhado, seria o fim (que exagerada!). Pedi ao Antonio que conferisse se nossa barraca estava molhada, e para minha alegria, tudo estava completamente seco. Dia 5 - sonho realizado
      Antonio nunca havia visto neve e sempre falou que se fosse para ver neve, que fosse na montanha. Estávamos tomando café no refúgio quando vejo um ser saindo correndo gritando "Está nevando, está nevando". Parecia uma criança vendo neve pela primeira vez - e na montanha, como ele havia sonhado!
      Eu não fiquei assim tão feliz, afinal isso significava que o tempo estaria fechado nas Torres - e como eu queria ver aquelas meninas!  Tomamos um café super reforçado (incluído em nosso pacote) e seguimos a trilha até às Torres. Ao contrário dos outros dias, neste caminhamos muito rápido e os joelhos reclamaram um tanto (DICA: se puderem fazer a trilha no seu tempo, sem correr, é melhor. Fizemos isso todos os outros dias e não sentimos dor alguma).
      A trilha é pesadinha, mas isso não impede que jovens, crianças e idosos a façam, cada um no seu ritmo, no seu tempo. Eu não sabia quem eu admirava mais, se as famílias com crianças ou o grupo dos mais experientes. Quando fomos chegando pertinho da lagoa o coração foi acelerando. O Antonio foi na frente e lá do alto chamou minha atenção ao gritar uma linda declaração <3.
      Quando finalmente meus olhos encontraram as meninas (as Torres) não pude me conter de emoção - me faltam adjetivos para descrever a beleza deste local. Encontramos nossos amigos Daniel, Daniela, Beto e Tânia lá no topo, foi uma delícia compartilhar aquele momento com nossos novos amigos.
      Mas foi o tempo de contemplarmos a paisagem, tirar algumas fotos (nossa e da Maiza, coitado do Antonio) que o tempo virou completamente. As nuvens encobriram o céu azul e as Torres, e a neve começou a cair - "não era neve que você queria Antonio?"
      Muita neve! O vale também ficou completamente encoberto. A emoção de completar o circuito W, nossa primeira travessia, foi indescritível. Sensação de superação e eterna gratidão.

       
      CRIAMOS UMA COLEÇÃO DE CAMISETAS INSPIRADA NO CIRCUITO W, VEJA AQUI.
      Escrevi um post com os custos desta viagem AQUI.
      Bons ventos!
       
       


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