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China - Pequim, Pingyao, Xian, Xangai, HK (2,5 semanas)


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Como já mencionei no relato (3 dias no Qatar) que efetivamente começa esta viagem, Depois de 2 anos sem férias (troca de emprego = menos férias), 2019 era novamente vez das férias de 20 dias. Alvo era novamente Ásia. Japão, China, Indonésia, Filipinas, Coreia, o leque era grande. Com as passagens no Brasil escalando Himalaias, já na virada do ano comecei a prestar muita atenção nas promoções que surgiam no celular (Melhores Destinos) e email. E eis que surge a Qatar com 3 pratas para a China, partindo de São Paulo. Achei o preço muito bom, e logo fechamos. Ainda acho que foi um ótimo preço – no entanto foi a passagem mais cara de todas as viagens que já fizemos nesta década.

Como era pela Qatar, tivemos a chance de programar um stop-over em Doha e conhecer a cidade, o que relatei aqui

Antes do relato, vou traçar umas considerações gerais.


China?
Sim, China! Conheço uma penca de outras pessoas que já foram, mas quase todas a negócios. Mergulhei em relatos – li diversas vezes os dois excelentes relatos que tinham aqui no mochileiros.com – e identifiquei que, se por um lado é um lugar moderno e em constante modernização, teríamos problemas com língua, costumes e afins. Presumidamente mais que em outros cantos do mundo em que já estivemos. Isso nos atraiu, de certa forma, e gerava uma certa ansiedade e curiosidade. Aquela coisa de sair da zona de conforto.


Mas onde na China?
País grande demais, tinha de escolher onde ir. Chegada e partida de Pequim, que era nosso porto. De cara buscamos as cidades mais ‘famosas’ (ao menos no nosso subconsciente), Xangai e Hong Kong. HK, aliás, hoje pertence à China, mas funciona meio que de modo separado. É China, mas não é. É por aí. Entre Pequim e Xangai tem Xian, famoso local dos guerreiros de Terracota. Rapidamente Xian entrou também. Por serem cidades grandes, alocamos uma quantidade razoável de dias para cada cidade (5 em Pequim, 4 em Xangai, 4 em HK), para permanecer mais dias nas cidades e se deslocar menos. País continental, quanto mais deslocamento, menos tempo curtindo. Imaginamos também o tempo de deslocamento *dentro* das cidades.

Mas sobrava alguma folga. Fiquei fascinado com Zhangjiajie, mas Katia não se empolgou tanto. De modo que acabou sacada da viagem – ficou para uma próxima vez. Adoraria ir ao Tibete, mas a longa distância e o eventual perrengue (eventualmente a entrada fica proibida) me fizeram descartar também. Entre outras opções consideradas, no fim das contas incluí Pingyao nos dias faltantes. Ficava entre Pequim e Xian e parecia uma charmosa cidade pequena, coisa que faltava no nosso roteiro. Era tipicamente um lugar que incluiríamos num fim de viagem (tipo Cesky Krumlov, Bled, Bruges), mas que acabou no começo por força logística.

Olhando para trás, eu mudaria muito pouco. Talvez cortasse um dia de HK, e teria incluído um para Suzhou. O galho é que as distâncias são grandes, ainda que preenchidas de forma veloz pela formidável malha ferroviária chinesa.

Tendo mais tempo, teria ido a Hua Shuan, explorado os arredores desde Pingyao, mais ainda os arredores de Xian, Tibete e tantas outras coisas que tem por lá.

Como foi?
Foi ótimo, deu tudo certo. Curtimos demais, andamos demais, conhecemos demais, maravilhamo-nos demais. Tivemos menos problemas que o esperado.

Quando voltei, sonhei com a China durante toda a semana seguinte. De noite saciava a seca assistindo a Pula Muralha e 2 a Mais, 2 interessantes e divertidos canais no Youtube com temática chinesa.


Visto 
Rolou certa burocracia para emissão do visto. Felizmente moramos muito perto do consulado, então resolvíamos tudo rapidamente. Em nossa primeira ida, Katia não podia entrar de bermuda (!!), tinha de ser calça abaixo do joelho. As instruções dizem para preencher todos lugares onde iremos e estaremos (hotéis), e assim fizemos. Chegando lá, descobrimos que, mais importante que isso, é manter a formatação de 4 páginas. Então, contradizendo as instruções, melhor suprimir informação. No fim das contas, refazer o formulário. Para fechar, precisávamos de 2 entradas (iríamos a Hong Kong no meio da viagem, e, embora seja tecnicamente China, conta como saída), mas isso nos foi negado por conta de o passaporte ter validade somente até o fim do ano. Para 1 entrada, ok. Para 2, precisava de 9 meses de validade. Mas o cônsul deu a dica: se vc renovar o passaporte, te dou entradas múltiplas. Pensei rapidamente e optei por essa alternativa. Renovamos, ainda usamos na viagem ao Peru semanas antes, e depois pegamos o visto. Tudo certo, amém.


Escrita, língua, etc.
Segundo o Lonely Planet a China tem 8 grandes grupos de dialetos. Dentre vários outros pelo país... O mandarim é o mais famoso e oficial, o cantonês vem em seguida. Sobre a escrita está dito que sabendo de 1200 a 1500 dá pra se virar. Sabendo de 2000 a 3000 já dá pra ler jornal. Um indivíduo mais educado usa de 6000 a 8000 dos caracteres. Ou ideogramas, seja como for.

Era para eu ter aprendido minimamente alguma coisa de chinês, mas a verdade é que aprendi praticamente nada além de oi e obrigado em chinês. Lá se vão os tempos em que cheguei a aprender cirílico para me virar na Rússia, agora tenho tido cada vez menos tempo de planejar.

Foi bem complicado de se comunicar em geral – e, ainda assim, foi menos complicado do que eu esperava. Talvez tenha criado expectativas de quase não comunicação. Mas existe gestual, existe mímica, existem as palavras que a galera já sabe (beer!) e existem os tradutores. Seja do google, seja algum local – usei algumas vezes, e usaram comigo também. Quando digo que foi complicado se comunicar é pra reforçar o que se diz em geral: são raros os que falam inglês.

Comparativamente, eu diria que deve ser próximo ao que um estrangeiro se depara ao visitar uma cidade brasileira: não há praticamente nada em inglês.

Levamos o nosso livrinho icoon, de ilustrações que ajudariam na comunicação, achando que finalmente dessa vez iríamos precisar! Mas não usamos. Na hora da dificuldade, ou rolava a desistência, ou chamavam alguém que falava inglês, ou usávamos algum tradutor digital. Compramos o icoon no começo da década. Hoje parece defasado.

Ah, de tanto ouvirmos galera contando até três para tirar foto, memorizamos algo como “i, ar, san”..., ou coisa semelhante. Então sabemos contar até 3 em chinês.


Pessoas
Em 10 entre 10 relatos que li, a galera relatava que se depararam com chineses que não eram lá muito amigáveis, ou que eram antipáticos, ou que se recusavam a ajudar, etc. Alguns textos chegavam a desprezar a população local. Acho que tive sorte: só tivemos contato com pessoas legais. Em diversas ocasiões em que caímos no lost in translation as pessoas buscaram nos ajudar. Chamavam alguém que falava alguma coisa em inglês, ou usavam algum aplicativo tradutor local, ou facilitavam logo as coisas (uma guarda não conseguia nos fazer entender que precisávamos do passaporte para obter os ingressos de um museu, então decidiu nos dar logo os ingressos), usavam as mãos, ou muito simpaticamente nos faziam entender que não haveria como nos comunicarmos, etc. Claro que vimos fura-filas (mas só pegamos micro-filas) e outras coisas de que nem me lembro direito, mas nada que se comparasse ao que li antes de viajar. Achamos os chineses pessoas legais e sorridentes em geral.

E lá rolou uma coisa que vivemos na Índia, que é a galera pedir para tirar foto conosco (ou efetivamente nos fotografar). Curtimos bastante, tiramos várias fotos juntos.

 

 

 

 

 

Filas
Novamente, dez entre dez relatos sobre a China me alertavam para eu relaxar e me acostumar ao fato: haverá filas. Relaxei e esperei por isso. E, creiam, não peguei filas na China. Nem eu acredito nisso. Deve ser até manchete de jornal, mas é verdade. Não me refiro a fila de 2 ou 3 pessoas à sua frente, nem considero isso. Tô falando das filas de que se espera na China, quilométricas, com dezenas ou centenas de pessoas. Não pegamos. De novo: li que era para esperar por isso, e, repito, li isso em TODOS os relatos. Mas nada. Era uma surpresa atrás da outra. Na chegada na imigração (onde?), na hora de comprar ingresso (cadê a fila?), na hora de entrar na atração (fila, onde?), seja para entrar no Aeroporto ou estação de trem (para embarcar tinha, naturalmente), nada. No nosso último dia, enfim, nós vimos uma fila – para entrar na Praça da Paz. Era dessas que esperávamos ao longo de toda a viagem. E desistimos, o combinado era conhecer o Mausoléu do Mao somente se não houvesse fila. Era um sábado pela manhã. Até hoje fico impressionado com isso, e por isso repito: não pegamos fila na China. 


Comidas
Busquei sempre comer coisas locais, evitei ao máximo a tentação da comida ocidental (mas cedemos à indiana!). Acho que tolero bastante comida apimentada, mas houve umas duas vezes em que estava MUITO apimentado (tive de comer em etapas, ehehehe). Comemos desde churrasquinho de rua até em restaurantes um pouco mais refinados – mas nem tanto, o Lonely Planet classificava com dois cifrões de um máximo de 3. Comi muita coisa boa, e outras tantas que não me disseram nada. Não desgostei de coisa alguma, mas em muitas vezes achei que não havia muito sabor. Pode ser em decorrência de as coisas não terem muito sal nem muito açúcar (ou melhor, de ter muito pouco de cada). Por exemplo, num trem eu comprei uma pipoca. Parecia ser de sal, mas não tinha gosto nem de sal, nem de açúcar. Fui até o vagão restaurante atrás de um saquinho de sal (a conversa foi desenrolada via tradutor deles) – e não tinha! A pipoca era daquele jeito mesmo.

Visitamos diversos food stalls. Sempre que havia algum, percorríamos. Era muito bacana, vimos diversas coisas das quais não fazemos ideia do que se trata. Vimos comidas com cores maravilhosas – lembro de comer uma massinha com recheio algumas vezes, que pelo visto eles coloriam. Não sei o que era, mas eu gostava, era levemente doce. Lembro de ver diversos bichos e partes de bichos nos espetos. Algumas coisas identificávamos, outras não sei até hoje. Muito diferente e distante do que estamos habituados. Patas de galinha, rabo de alguma coisa, pata de porco (ao menos parecia), sapo, alguma coisa que se parecia com um pintinho, tudo isso vimos em espeto para churrasco. Comi espetinhos do que presumo que era carne de porco e ou carneiro. Era bom e geralmente barato. Katia comeu espetinho de polvo, e também gostou. Comemos vários quitutes (?) que comprávamos pela beleza, mas o sabor, como falei, não me dizia muita coisa. Não havia regra: comemos muito bem em locais bem populares e guerreiros. Comemos bem em restaurantes mais caros. Não comemos mal em canto algum. Em geral curtimos muito, mas observávamos mais do que comíamos. Via de regra, em viagem, só temos uma refeição – a janta.

Ah! Em n cantos eu li e em n ocasiões ouvi: “não coma comida de rua”. Ignoramos. E foi muito legal!

Segue então um flood de fotos de comida:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Chás
Bebemos inúmeros chás de garrafinhas, que comprávamos em qq vendedor de rua. No fim da viagem já conseguíamos identificar alguns de que gostávamos mais. Chás mais refinados de casas de chá, não fomos. Eventualmente pedimos nos restaurantes, mas preferimos sempre cerveja, ahahaha. A rigor, não somos muito de chá, embora eu, carioca, beba muito Mate. Café é uma coisa que achei bem cara por lá. 

Compramos (pó? granel? de) chá numa lojinha de Pingyao, que levamos para o resto da viagem. Esses eram muito bons. Então tomávamos chá antes de dormir todas as noites, pq em toda hospedagem na China tem garrafa térmica – tal qual Inglaterra.

 



Restaurantes
Os pratos vão chegando conforme ficam prontos, não tem isso de servir tudo junto. Tal qual outros cantos da Ásia, aliás. Os pratos são sempre apimentados. Vc pode evitar de comer os pedaços de pimenta, no entanto. Eu sugiro treinar o paladar. Ou apelar para comidas ocidentais, o que evito – e evitei. Eu não sou de comer pimenta no dia a dia (Katia sim, todos os dias), mas encaro numa boa. Achei a comida na China bem mais apimentada que na Índia, por exemplo (na Índia não comi carne).

Esqueça essa coisa de carne sem gordura, sem osso, sem cartilagem. Lá vai tudo.

Na China não tem 10% na conta. Em HK tem.


Pagamentos
Nós, turistas, pagamos em cash mesmo. Mas vi a galera local pagando tudo com celular via QR code.


Google
Toda a plataforma google é bloqueada, é verdade. Nada de gmail, nada de google.com, nada de maps, nada de Instragram, nada de whatsapp.... Mas whatsapp funcionou em alguns poucos momentos, não entendi o pq. Funcionou eventual e pontualmente entre Pingyao e Xangai. 

Isso NÃO se aplica a Hong Kong e Macau, onde o google funciona normalmente. Muita gente que não vive sem google acaba pagando por um VPN para burlar a censura. Katia fez isso e funcionou. Eu desencanei e preferi ficar sem google mesmo. Em geral, achei a Internet lenta por lá, provavelmente por ser controlada.

A rede social predominante por lá é o we chat. Vimos em vários cantos.


Mapas
Li em diversos cantos que o google maps seria inútil por lá. Como o Google é bloqueado e sequer é possível baixar os mapas para ver offline, de fato não haveria como. No meu caso o google maps até aparecia, acho que os mapas ficaram no cache. Mas atesto: o google maps na China é fora de prumo, não é preciso. A dica é usar o maps.me – esse app foi salvador! Em alguns casos é até melhor que o google maps – ele fornece, por exemplo, a rota a pé de um ponto a outro, mesmo offline. Baixei os mapas antes e marquei alguns dos pontos que eu havia mapeado. Funcionou quase 100%, somente um ou outro ponto que estava mapeado errado. Então #ficaadica, na China usar MAPS.ME.


Templos
Via de regra limpíssimos e quase sempre parecendo novíssimos (repintados, ou conservados, seja o que for). Exceção somente para templos menores que visitamos em Pingyao, que pareciam estar mais empoeirados.


Hábitos
Vimos e ouvimos escarradas sim. Arrotos também. É relativamente comum, embora praticado por pessoas mais velhas. Mas não vi essa prática em locais públicos muito limpos, como metrô, estação de trem etc. – digo, não via escarrar no chão, nesses casos a galera ia escarrar na lixeira. Em HK ouvimos muito menos.

Confesso que não vi, ou não reparei, se a galera come de boca aberta – essa era outra impressão que li de outros viajantes. Também não vi xixi em copo ou crianças com a parte da bunda aberta (mas a verdade é que não reparei). 

Mas vi campanhas educativas pelas cidades, sobretudo em vídeos no metrô: parar para pedestres atravessarem, estacionar em faixas determinadas, não fazer xixi nas ruas (e sempre havia banheiros públicos grátis!).


Banheiros
Encontrados com muita facilidade em tudo quanto era canto. Em Pequim, por exemplo, todo hutong tem banheiro. Às vezes mais de um e próximos uns dos outros. Eram sinalizados nas cidades, e em geral limpos. Para mulheres era mais complicado por conta do padrão chinês/asiático (squat position) – Katia conta que nem todos os femininos tinham privadas ‘ocidentais’ ou divisórias.

 

 

Limpeza
As ruas (e parques, e praças, e tudo quanto era lugar) das cidades onde estivemos na China são em geral MUITO limpas. Sem padrão de comparação com a imundície das grandes cidades brasileiras. Vi sim pessoas jogando coisas no chão na maior cara de pau, mas sempre havia alguém para limpar isso também. Lixeiras eram encontradas com facilidade.

HK é visivelmente mais suja. Mas, ainda assim, muito menos que o Rio de Janeiro, por exemplo.

Vale dizer: via de regra os jardins são MUITO bem cuidados, lindos. E as flores parecem perfumadas. Cheguei a desconfiar que borrifam perfume nos jardins.


O trânsito e as ruas
Em Pequim é tipo Brasil: o pedestre está em último na escala de prioridades. O mais forte vem em primeiro lugar. Bicicletas e elétricas têm pista exclusiva, no canto das avenidas. Largamente desrespeitada por carros, que por muitas vezes vi estacionados nelas, quando não havia divisória. Geralmente motos e elétricas transitam por lá, na área reservada a elas, mas não era incomum estarem nas calçadas também. Tal qual Brasil, ciclistas e motociclistas entendem que sinalização de trânsito serve apenas para carros. Seja sinal vermelho ou mesmo contramão. Habituados ao esquema Brasil, atravessávamos a rua do nosso jeito também. Em regra, ao atravessar ruas e avenidas, olhe para todos os lados, inclusive para trás. Lembre-se, vc como pedestre está em último na escala de preferências. Dito isso, reitero: para brasileiros não é muito diferente do que vivemos no dia a dia.

Em geral as placas de proibido bicicleta, em áreas de pedestres, são solenemente ignoradas por bicicletas mecânicas, elétricas e motos. Buzinas avisam que vc deve sair da frente de quem tem prioridade na prática.

Achei o trânsito mais organizado em Xian e Shanghai; Pingyao não conta muito. Em Hong Kong era mais 1º mundo.

Em Hong Kong, nada de motos e bicicletas e elétricas. Lá havia trams e ônibus dois andares.


Metrô e transportes internos
Muito tranquilo de se usar. Máquinas com menu em inglês em todas as estações. Basta indicar a sua estação final e pagar que tudo se resolve. Necessário guardar os bilhetes até a saída. Se vc decidir mudar de planos durante a viagem? Sem galho, só pagar a diferença na estação de saída (tem guichê para isso). Metrôs novos e modernos, e muito, muito limpos. Em Pequim o painel de cada vagão indicava em qual porta sair na estação seguinte. Muito útil no rush! Mas não era em toda e qq linha.

Tendo um guia à mão, é bom saber qual a melhor saída para sua atração. Poupa tempo. De qq forma, as estações têm mapa.

Em vários vagões reparamos em vídeos educativos que (presumo) o governo patrocine para educar os modos da galera. Do tipo: ceder lugar aos mais velhos, grávidas ou portador de necessidades; não cuspir; não sujar; deixar o lado esquerdo livre nas escadas rolantes (neste caso funcionava somente algumas vezes, tipo Brasil), etc. Mas não vi galera retirando a mochila das costas em vagões lotados.

Para entrar no metrô vc sempre precisa passar por raio x e detector de metais. Mas só pra constar, a inspeção é leve. Em HK não tem isso de raio x e detector. 

Vimos algumas estações com guardas. Eles entravam em alguns vagões também. Esses guardas do vagão sempre desembarcam e aguardam sinal de embarque para retornar. E impedem outros de entrar quando o sinal toca. Vimos tbm pessoas pedindo informações a eles.

Ônibus é complicado pq todas as infos estão em chinês. Mas em HK andamos de ônibus, as infos estavam bem descritas em inglês em cada ponto.


Leões nas portas
Isso é algo que vc vai ver em tudo quanto é canto. Seja cidade pequena, seja nos grandes centros. As entradas estão guarnecidas por dois leões de pedra. Normalmente o macho está com a pata sobre uma bola e a fêmea tem a pata sobre um filhote (parece esmagar, mas na verdade está acariciando – ou protegendo?). Estão lá para espantar maus espíritos.
 

Tomada
Levamos um adaptador universal, mas não foi necessário. A tomada de dois pinos funciona numa boa por lá – em um lugar que ficamos em Pequim ficava meio mole. Mas deu pra carregar geral.


Compras
Não fizemos (não fazemos habitualmente).


Segurança
Relaxe. Não há padrão de comparação com grandes cidades brasileiras.


Hospedagem
Cidade – hotel - diária
Beijing - 161 Wangfujing Courtyard Hotel – 405 CNY
Pingyao - Pingyao Hongyuyuan Guesthouse – 92 CNY
Xian - So Young City Center Hostel Huiya Tianmu Shop – 138 CNY
Shanghai Blue Mountain Bund Youth Hostel – 499 CNY
ibis Hong Kong Central and Sheung Wan – 473 HKD
Novotel Beijing Xin Qiao – 437 CNY

Via de regra escolho a região onde ficar em 1º lugar, e depois o mais barato que não seja (muito) esculhambado. Localização, quarto casal com banheiro, nada de não reembolsável. Nesse caso, acho que elevamos o padrão um pouco. E achei os hotéis nas grandes cidades bem caros. A diferença, por exemplo, entre os preços pagos em Xangai e Pingyao, de 5x, não se traduz na qualidade. Esperava por preços de hotéis mais na linha Sudeste Asiático. Mas eles estavam mais para Singapura grandes maiores.

Em cada região, escolhi onde ficar. Wangfujing e arredores em Pequim, centrão em Pingyao, dentro da muralha em Xian (diria hoje que é desnecessário, mas felizmente dei sorte de ficar relativamente perto do Muslim Quarter), perto (mas nem tanto assim...) do Bund em Xangai e HK eu acabei não ficando onde queria, que era do outro lado do rio. Por conta dos preços, e da qualidade que eu via, acabei optando por uma boa promoção (não reembolsável, mas foi o jeito) do Ibis. Foi ótima opção, acertei sem querer (mas se voltasse ficaria mais perto do Soho). Na volta em Pequim, tinha reservado um albergue (Station hostel) e depois vi uma promoção do Novotel mais barato que o albergue (mas ambos caros). Achei aquilo bizarro, e não recusei o esquema-patrão.

Padrão dos banheiros de hotéis, pousadas e albergues que ficamos era ter: 2 escovas com pasta, 1 pente. Xampu e sabão líquido, 1 sabonete sólido. 


Transportes
Trecho - preço por cabeça

Avião:
RJ x SP – Gol – 162 BRL
SP x Doha x Pequim – Qatar - 1500 BRL

Trens:
Beijing West – Pingyaogucheng – 183 CNY
Pingyaogucheng - Xian North – 150 CNY
Xian North - Shanghai Hongqiao – 670 CNY

Avião:
Shangai Hongqiao x Hong Kong – China Eastern – milhas
Hong Kong x Pequim - China Southern – milhas

Pequim x Doha x SP – Qatar - 1500 BRL
SP x RJ – Latam – 132 BRL

Comprei tickets de trem adiantadamente com a China Highights, agência online. Pedi para entregar no nosso hotel em Pequim. Paga-se taxa para tudo isso, optei pela comodidade. E deu tudo certinho. Tickets estavam lá no nosso hotel quando chegamos, instruções foram perfeitas, tickets todos certinhos conforme compramos. A ideia, que li em 10 entre 10 relatos, de filas e miscommunication para comprar nas estações de trem me levaram ao conforto de antecipar essa parte por agência.

Usamos trens D e G, que são de alta velocidade. G é o de mais alta. Trens (e metrô) tinham informações e anúncios em inglês. Mas não era tudo traduzido, era somente o necessário.

Sobre os trens, preferimos sempre os de noite, como qualquer outro transporte. Olhando para trás, talvez pegasse algum sleeper. Rola um barato também de viajar de dia, observar visual e tal. De noite é dormir, ou ler (e sempre lia o guia, livro, Piauí, etc.) OU ainda netflix. Dez entre dez relatos e guias dizem que estrangeiros não tem como comprar passagens pela inet no site oficial, e nem mesmo nas máquinas automáticas das estações. Nem tentei. 

Eu faria os trechos internos para e de Hong Kong de trem também, mas em ambos os casos me tomaria um dia inteiro de viagem, mesmo em alta velocidade. Então optamos por avião. Acabou que consegui usar milhas de longa data que tinha da Flying Blue, e que estavam prestes a expirar!, para emitir passagens para os dois trechos. Amem!
 

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RELATO

Saímos de Doha de manhã e chegamos em Pequim no começo da madrugada, mas antes do previsto. Logo na chegada havia máquinas para vc já scanear suas impressões digitais. Coisa rápida e sem fila. A máquina inteligente identifica que vc é do Brasil e fala em português com vc. Um papel é emitido, que vc leva para a imigração. Imigração, aliás, que foi rápida, talvez pelo horário. Primeira fila esperada que não rolou. Vencida a primeira etapa, fui buscar o Bank of China pra fazer câmbio. Não achei, ou estava fechado, não sei. Tinha essa dica de já fazer antes de sair do desembarque, mas não achei. Lá fora havia um câmbio a 6,25 para o dólar, e ainda tinha comissão. Achei baixo, tinha visto que estava na faixa de 6,80. Havíamos agendado um transfer com nosso hotel para 1 da manhã, e desembarcamos antes disso, então fui pesquisar em outras áreas do aeroporto. Aliás, embora monumental, achei o aeroporto de Pequim – ao menos aquele terminal – meio datado e não muito claro. Achei outra casa de câmbio no embarque, que pagava melhor: 6,54, também com comissão. Ainda achei baixo e deixei para arriscar no dia seguinte na cidade (e fiz muito bem, troquei no Bank of China por 6,81 sem comissão). Nosso transfer chegou, partimos para a cidade para nosso hotel, que ficava num hutong. Tivemos boa impressão do quarto, embora a janela fosse interna – todas eram internas. TV só em chinês. Fomos dormir tarde, umas 3 da madrugada.

(Relato começa no dia 5, os dias anteriores foram em Doha)

Dia 5. 
Saímos meio tarde, eram umas 9am. Fui conferir se minha correspondência havia chegado, com os bilhetes de trem, e sim, tudo ok. Partimos para um Bank of China por lá perto para fazer o câmbio. Já tivemos nosso primeiro contato com um local, perguntando informação – o moço simpático não sabia dizer. Mas o guarda apontou onde era o banco. Só tinha uma pessoa na fila. E os atendentes falavam inglês! Primeiras boas impressões na cidade. O processo é burocrático e toma um tempinho (papelada, preenche, assina, etc.), mais tempo que nas casas de câmbio argentinas, por exemplo.

Resolvida a parada fomos desbravar o metrô. É simples, tem as informações em inglês. Como tem muita linha, é bom identificar antecipadamente a estação para onde vc vai e qual linha passa por lá. Valor varia conforme distância e conexões, mas fica entre 3 e 6 CNY por viagem. Tinha lido que não adianta comprar antecipadamente, então sempre comprávamos na hora mesmo.

Partiu Tiananmen! E, claro, Cidade Proibida, que era nosso foco do primeiro dia. Começar logo pelo principal! Descemos em Quianmen e ficamos curtindo um pouco o boulevard ali por perto. Rodamos e fomos em direção à monumental Praça da Paz Celestial. Conforme avançávamos, íamos identificando por onde entrar e para onde ir. Atravessar ruas geralmente é por passagens subterrâneas. Como tem muita gente eventualmente há setores para grupos e outros separados para quem estiver solo. 

Fomos seguindo o fluxo e dali a pouco estávamos nela, a Praça da Paz Celestial, ou a Praça Tiananmen. Somente muito depois fui me dar conta de que não pegamos fila alguma para chegar lá. Embora houvesse muita gente na região, a maioria era de grupos que ficavam reunidos com seus guias. De alguma forma milagrosa, não entramos em fila. Apenas flanávamos pela monumental praça e seus diversos cantos, quando vimos uma entrada para alguma atração e lá fomos nela. Fomos barrados, não podia entrar de bolsa. Voltamos e Katia deixou a bolsa num guarda volumes do outro lado da avenida. Voltamos para a fila. Galera correndo, acho que fechava meio dia. Descobri que era o Mausoléu do Mao. De novo: zero de fila! Mas... eu estava com câmera fotográfica, e também não era permitido. Teria de voltar, e não haveria mais tempo para visitar, fechava meio dia. Sem galho, voltamos, pegamos a bolsa de volta e seguimos passeando pela praça. Destino: Cidade Proibida.

Embora monumental, acho que estávamos tão maravilhados com tudo que não nos demos conta do quanto andamos por toda a Praça Celestial da Paz. Andávamos, admirávamos, fotografávamos, curtíamos. Sempre avançando na direção da Cidade Proibida. Sem pressa, tínhamos todo o tempo do mundo. Olhei para o lado e vi a fachada do Museu Nacional da China. Queria conhecer, mas entrar em museu não era prioridade do dia. A fotografia do Mao aparecia cada vez maior na nossa frente – a fachada estava em reforma, mas muito bem escamoteada por um pano da mesma cor do que estava antes. Ali já havia muita gente, mas com espaço para todos. Eventualmente já recebíamos alguns olhares curiosos, presumidamente de chineses que chegam de outras cidades menores para conhecer e que não tem contato com ocidentais. E então revivemos uma experiência muito divertida (ao menos nós achamos divertido...) que é tirar foto com a galera. Eles pedem para fotografar conosco, e nós pedimos para fotografar com eles também. Todos curtem. Isso se repetiu nos dias seguintes e em Pingyao.

 

 

 

 

Fomos seguindo o fluxo e dali a pouco lá estávamos, a entrada da Cidade Proibida. Meridian Gate. Onde era a bilheteria? Não estava indicado, ou eu não identifiquei. Mas o LP indicava que era nas laterais. De fato. Lá fui comprar. Zero de fila. Entrega o passaporte e paga, somente isso. Em seguida fui alugar um audioguide. Eu não alugaria normalmente, mas um amigo insistiu que eu fizesse uma visita guiada, “ou então eu não entenderia nada”. Fui de audioguide – e era mesmo interessante, qdo eu prestava atenção; é tanta coisa bela e monumental que os olhos desviam a atenção. O cérebro acaba preferindo os olhos aos ouvidos. Enfim, no audioguide já tivemos a primeira experiência com um fura-fila. Havia apenas uma menina comprando na minha frente e lá veio um fura-fila direto no guichê. 

De audioguide na mão e ingresso no passaporte, entramos. Vasculhamos a cidade proibida por umas 4 horas, até praticamente a hora de fechar. Em princípio busquei seguir o roteiro descrito pelo Lonely Planet. Eventualmente caíamos em exposições em que só havia coisas escritas em chinês! Mesmo dentro da Cidade Proibida, há atrações que demandam pagamento adicional (depois vi que isso é comum na China) – havia uma de relógios que era sensacional, valeu muito a pena o ingresso extra. Em geral são monumentos seguidos de monumentos que nos deixavam de queixo caído sucessivamente. Uma ou outra pausa breve para descanso no meio do caminho. De resto busquei explorar tudo o que pudesse por lá. Havia muita gente sim, eventualmente não dava para ver alguma coisa dentro de uma sala porque só havia uma porta aberta e um monte de gente vendo, mas era só esperar a vez que chegava.

 

 

 

 

No fim da tarde, acho que umas 17 hs, encerramos e saímos. Do outro lado da rua tem o parque Jingshan, nosso destino seguinte. Eu achava que fechava logo a seguir, mas acho que não. Logo na entrada fomos abordados por uma simpática moça, que, depois de conversar um pouco, perguntou se não queríamos tomar um chá. Nós não iríamos mesmo (havia uma programação a cumprir!), mas logo nos lembramos do famoso golpe do chá que rola por lá, sobretudo em Xangai (é só dar um google). Apenas dissemos não e seguimos nosso passeio.

Subindo as trilhas do parque Jingshan vc tem uma vista sensacional da Cidade Proibida. Ah, o parque é pago, acho que 20 CNY. Os parques na China geralmente são pagos. Fomos subindo e curtimos um bom tempo admirando aquele espetáculo da Cidade Proibida ao cair do sol. Havia poluição, conforme esperado, mas nada que impedisse de admirar. Não era um fog (de partículas de poeira!) nada pesado. Ainda rodamos pelo parque, e foi muito bacana: músicos praticando (alguns muito bons, outro muito iniciantes) diversos instrumentos ao ar livre, embora relativamente escondidos. Havia pessoas dançando (mais tarde vimos que isso é muito comum na China), havia pessoas fazendo Tai Chi Chuan (adoro ver!). Tudo muito limpo e organizado no parque. 

 

 

 

Saímos pela porta leste e fomos jantar no Little Yunnan, que estava listado e recomendado no Lonely Planet. Não me lembro mais do que comemos, mas gostei. Foi também nosso primeiro contato com a cerveja local, que viríamos a beber tantas outras vezes, a Tsingtao. Nada de mais, é uma skol da vida, e que geralmente custava barato (10 CNY). A versão de trigo, no raros locais em que encontrei, me agradava bem mais.

Jantados, fomos andando para uma breve parada no hotel (reservar nosso passeio do dia seguinte até a Muralha!), e logo partimos para conhecer a famosa rua Wangfujing. Estávamos hospedados perto dela – na verdade, busquei um hotel perto dela. Mas a parte em que ela é fechada para carros era mais distante. Na nossa caminhada até lá, vimos enormes grupos dançando, um barato. Geralmente senhoras, e de meia idade. Todos curtindo, sem vergonha alguma (quem vos escreve teria vergonha, daí o destaque), muito legal. Era um grupo atrás do outro ao longo da avenida. Passamos ainda por uma bela igreja cristã (São José), fechada, e com a galera curtindo o jardim dela praticando... dança!

A Wangfujing fechada aos carros é cheia de grandes lojas e tal. O que eu queria ver era a área das comidas (food stalls), mas passamos batidos na ida. Na verdade é uma ruela lateral, que sai da Wangfujing. Na volta encontramos e entramos. Ali, sim, é área de comida guerreira! Como havíamos jantado, e bem, não provamos nada, só curtimos visualmente a galera e as comidas. Na verdade, teríamos mais contato com comidas ‘estranhas’ -- aos nossos olhos – em outras cidades. Acabamos o dia tomando uma cerva artesanal caríssima curtindo um som ao ar livre local.

 

Dia 6
Dia de conhecer a Muralha da China. Mal chegamos e já desbravamos aquela maravilha monumental que é o conjunto Praça Celestial da Paz e Cidade Proibida, e já partíamos para conhecer outra maravilha (mais monumental ainda) da China. E do planeta.

O acordado era que uma van nos buscaria às 7am na esquina do hutong. Havia outros esperando também, acho que do nosso hotel. Foi tudo certinho. Primeiro van, depois desce todo mundo e segue num busão. Tem guia, que falava bem inglês e era divertido.

Havia opção de subir a pé, o que foi desmotivado amplamente pelo guia. Galera que vai no esquema guerreiro, ou que vai também pelo trekking, escolhe essa opção. Nó subimos de bondinho. 120 CNY ida e volta, cada. O dia nublado e com mais poluição no ar do que o normal (que já é alto) não permitia visuais amplos. Mas sempre curto muito passear de cable car.

Enfim, chegamos. A Muralha da China. Não precisa de mais palavras pra descrever.

O guia havia nos orientado seguir até a torre 20, que é meio que um final de rota. A muralha está reformada até ali – e na verdade, ela fica fechada a partir daquela torre. Nada que impeça a galera de seguir viagem (pulando ou driblando o muro!), mas era a referência. A chegada é entre as torres 14 e 15, salvo engano. E a caminhada até a 20 é subida – depois é só descer! Assim fizemos, curtindo cada pausa pelo caminho (e foram algumas, estávamos fora de forma). Na volta Katia optou por descer para o ponto de encontro, eu ainda estiquei até a torre 10, descendo, curti e voltei. Tínhamos 3 horas para curtir (limitações de excursões em grupo!), curti todo o tempo disponível.

Voltamos, almoçamos com a galera (comida saborosa para a turistada!), e voltamos. Chapei no ônibus. 

Demos uma passada no hotel e decidimos conhecer o 798 Art District naquele resto de dia. As atrações já estariam fechadas àquela hora, e o dia nublado não recomendava conhecer alguns belos parques da cidade, então essa nos pareceu uma boa opção. Leva um tempo até lá de metrô, e ainda tem uma caminhada a ser feita, mas fomos. Chegamos no fim de tarde, já sabendo que as galerias estariam fechadas, ou fechando por aquela hora. Mas ainda curtimos bastante o lugar.

O 798 Art District é uma área muito bacana. Arte de rua, galerias, restaurantes moderninhos, etc. Tudo isso em meio às antigas instalações de uma fábrica, então diversos “restos” da fábrica foram reaproveitados como arte, ou mesmo adaptados ao novo cenário. A área é grande, estamos falando de alguns quarteirões. 

 

Foi lá que tivemos nosso primeiro problema de comunicação. Fomos comprar um chá e a menina foi apontando cada um para saber qual queríamos (falando não rolava, embora os nomes estivessem em inglês!). Eleitos os chás, na hora de pagar ela não tinha troco, e não aceitava cartão de crédito (galera lá usar QR code direto), pelo que entendi. Sei que ela foi extremamente simpática, mas demonstrou que não havia jeito. Ok, seguimos em frente. Fui tomar chá em outro canto, num lugar que tudo estava em chinês – escolhi o mais barato e tinha algo parecido com leite (soja?) misturado. Era bom. Bacana ver as maquininhas de tampar/vedar os copos automaticamente, para sair tomando de canudinho pela rua (lá toma-se chá como se fosse refrigerante – ou mate! – por aqui).

Bateu uma ameaça de chuva e nos abrigamos num japa local, onde jantamos. Nesse dia Katia não tava bem, achou melhor pular a janta. 

É muito comum, mas fui dormir pensando que, em dois dias na China, tinha conhecido duas das maiores atrações do planeta: Cidade Proibida e Muralha. Que dias!

 

Dia 7
Dia mais relax com viagem de trem pela tarde. Katia ainda se recuperando do revertério de ontem, saímos um pouco mais tarde que o habitual. Fomos no templo Lama e no templo de Confúcio, que ficam numa mesma região (salvo engano chamada de Arrow). São belos e amplos templos onde, além de toda a beleza, pudemos observar os chineses em seus rituais religiosos. Já tinha visto em alguns vídeos antes da viagem. Pagamos para entrar no Lama, mas o do Confucio foi grátis. Lá também é a região do Wudaoying hutong, área bem badalada turisticamente, que foi onde fizemos uma pausa para comer. Não é normal pararmos para comer durante o dia, mas Katia queria uma comfort food depois de um dia de estômago sensível.

 

 

 

 

 


Nossa ideia com trens era sempre pegar o mais tarde, pegar o transporte de noite. Mas nem sempre o que queremos é o que está disponível, de modo que quebramos um pouco o dia com a viagem. Além disso, tinha lido em dez entre dez relatos (e também nas instruções que recebemos da agência que nos vendeu os bilhetes) a recomendação para chegar nas estações com uma hora de antecedência. E que possivelmente haveria fila para entrar na estação, porque todos passam por raio x para entrar. Com tudo isso planejamos então de sair 2hs antes da partida. Para dar tempo de pegar mochilas no hotel + metrô para estação + todo esse tempo que nos diziam ser necessário para a estação. Não é Europa em que vc chega 5 minutos antes e tá na boa.

 

Enfim, demos esse tempo todo e... não havia fila alguma pra entrar na estação. Entramos na fila errada, mas logo uma boa pessoa nos indicou simpaticamente onde deveríamos ir (nosso bilhete era de outro tipo, requer outra entrada). Entramos e fomos para nossa sala de embarque. Lotada, conforme esperado. Ali sim havia fila, o que é natural – é como a fila para entrar no avião. O trem chega e o embarque é aberto uma meia hora antes, ou menos. E aí vai a galera, em teóricas filas. Sei que novamente estávamos na fila errada, e novamente uma boa alma nos indicou qual era a nossa. Depende do bilhete que vc tem. Rosa ou azul (nada a ver com Damares).

O trem é primeiro mundo total. Novo, rápido, limpíssimo. A disposição era de fileiras de 3 x 2. O nosso era o de 2, e havia um cara sentado num dos nossos assentos, mas que logo se levantou quando chegamos. A comissária também foi muito simpática e disse que nos avisaria quando chegássemos em Pingyao. De novo: todas pessoas bacanas conosco. A viagem foi numa boa. Alternei a curtição do visual, com leitura, com Netflix e com algum sono. De fato, ainda há gente que parece desconhecer a existência de headphones e assiste a vídeos no celular ou ipad com volume aberto no máximo (ou muito alto). É algo que ocorre também no Brasil, enfim.

Chegamos em Pingyao e fui direto para o taxi. Mostrei o nome do hotel para ele, que ligou para o lugar. Disse que o dono nos buscaria na muralha. Bacana. Cobrou um preço fechado (malandro!) um pouco acima do que eu tinha em mente, mas tava tão relax que não grilei com isso. Fomos de taxi até a muralha e de lá o dono da pousada nos recebeu. Nem taxista nem ele falavam nada de inglês, as frases trocadas eram todas via aplicativo do taxista. Houve alguma falha de comunicação pq o moço da pousada veio sozinho com uma moto, e éramos 2. Logo depois chegou outra, e lá fomos nós em direção à pousada. 

Fomos muito bem recebidos por uma moça surpreendentemente falando inglês e nos dando orientações, além de um saboroso chá. Nosso quarto era ótimo, num courtyard – um padrão em Pingyao. Preço excelente pela qualidade. E já partimos para curtir a noite na cidade.

Era fim de semana, sábado de noite, e estava cheio de gente nas ruas. Lojinhas, comidas, e muita gente. Teoricamente é área somente para pedestres, mas -- lembre-se! -- motos ignoram regras, então volta e meia havia uma buzinando para a galera sair e abrir espaço. Nada que fosse problema. Pingyao mostrava ser mesmo uma cidade graciosa. 

Rodamos bastante de noite, jantamos o pingyao beef (meio que uma carne defumada gelada), aproveitei para fazer massagem (thai moment!) e fomos dormir. Tudo estava fechado às 23:30.

 

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Dia 8
Dia de andar e explorar Pingyao. E assim fizemos: andamos 9 horas seguidas pela cidade, seus museus e sua muralha. Foi um dia de sol e céu aberto, com bem menos poluição do que Pequim. Compramos um passe (125 CNY, mas nos cobraram 65CNY não sei pq) que dava direito a visitar todos os museus da cidade durante 3 dias. São vários museus, nem dá pra almejar conhecer todos. Os principais são mapeados, e fomos em todos eles nos dois dias em que ficamos por lá. Olhávamos, entrávamos. Nem sempre nos interessava, o que eventualmente tornava a visita mais rápida. Salvamos também algumas coisas para conhecermos no dia seguinte. Esquema relax em Pingyao.

Lá nós tivemos um grande India revival: era comum as pessoas nos olharem com cara de novidade e pedirem para tirar fotos conosco. Nós curtimos, tirávamos várias fotos deles também. Galera no geral muito simpática. Via de regra as pessoas não falam inglês e normalmente não há coisas escritas em outra língua que não o chinês. Mas dava para se virar numa boa. Os museus continham placas informativas em inglês – mas não de tudo.

Mal comparando, é como o turista estrangeiro que vem ao Brasil – há muito pouca coisa escrita em inglês no geral. Lá também. A diferença é que lá estava tudo em ideogramas!

Em Pingyao aproveitamos também para sair provando o que nos desse vontade de experimentar. De comida, claro. Muita comida de rua, muita coisa muito estranha aos nossos olhos. Algumas não sei até hoje o que eram (porque também estou até hoje para pesquisar do que se trata...). Outras eram fáceis: churrasquinho de carne (seja lá de qual carne era, mas era bom) ou daqueles frutos do mar característicos. Vários biscoitinhos, bolinhos, pães – em geral eu achava com pouco gosto (as comidas por lá tinham muito menos sal ou açúcar do que as no Brasil). Em geral os bolinhos que provamos eram de arroz doce. Sucos, chás, tinha de tudo, e buscávamos experimentar. Cerveja só no fim do dia, ehehehe. 

Havia algumas regras, amplamente ignoradas: não fotografar em determinados espaços; áreas de mão e contramão para pedestres; proibido subir/descer, etc.

Como falei, andamos o dia inteiro, sem pausa. Mas nada cansativo, era bem bacana curtir os lugares, as pessoas, acho que foi uma imersão maior na China – ainda que o lugar seja bem turístico (para os chineses). No final da tarde, umas 18hs, paramos na rua principal para relaxar, bebericar e observar. E aí vimos como éramos observados. Galera vinha para tirar fotos, ou tirava fotos de longe, ou filmava na careta. Sei que isso pode incomodar alguns, mas nós levamos numa boa.

Escureceu, e fomos rodar a cidade de noite. Esfriou bem naquela noite, chegou a 10 graus. Foi a única vez em toda a viagem que usei um fleece para me aquecer. Jantamos, rodamos mais e mais, e fomos dormir. Mas fui numa massagem antes!

Em Pingyao, sei lá pq, o whatsapp funcionou. Para receber msgs somente. E somente durante a madrugada. Teve ter sido algum desbloqueio. Ou falha.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Dia 9
Fez frio de madrugada, mas, com o sol, tudo esquentou. Foi outro dia flanando pela cidade. Tentamos percorrer mais partes da muralha, mas estava quase tudo fechado para caminhar. Somente um pequeno trecho aberto, que havíamos percorrido no dia anterior. No mais, obras ou simplesmente não é aberto para transeuntes. Do total de 6km de muralha, só uns 2km talvez estivessem abertos para se caminhar.

Fomos também nos museus restantes, assim como outros que encontrávamos pelo caminho. São muitos, não dá pra ir em tudo, e nem sempre é de interesse. Via de regra, os menores só recebem luz natural, o que deixa algumas salas bem escuras. Vimos também algumas traduções meio toscas para o inglês – mas a verdade é que vimos isso em todos os outros lugares (exceto HK, salvo engano).

Aliás, falando nisso, o translator (tanto o meu do google quanto o local, que não sei qual é) ajudaram bastante na comunicação por lá. Em algumas ocasiões, qdo precisava elaborar mais, precisávamos recorrer aos tradutores. Eventualmente a galera já nos oferecia o celular para escrever e traduzir. Muito prático! Ainda acho que isso vai matar, ou no mínimo mitigar, a necessidade de se aprender línguas estrangeiras um dia.

Esse dia era um belo dia de sol. Era também uma 2ª-feira, e a cidade estava mais tranquila. Galera fala que na China não tem isso de fim de semana, que trabalham os 7 dias, mas sei não. Sábados e domingos eram mais cheios.

Nesse dia rodamos um pouco fora dos muros da cidade. A cidade em si é muito maior, claro, refiro-me aos muros da parte histórica. Chegamos a andar para ver se rolava transporte para alguma atração nos arredores (há algumas a alguns kms), mas não nos organizamos direito e simplesmente não vimos táxis por onde andamos. Ou talvez houvesse tours ou coisa parecida, mas tudo estava escrito em chinês. Foco do turismo por lá, e na verdade em toda a China, é o turismo interno. Nada que não se resolvesse descolando com a própria pousada, claro, mas deixamos rolar. Estava de boa curtir a cidade no esquema relax.

Aproveitamos para provar mais comidinhas de rua, que seguíamos escolhendo pela atração ou interesse visual. No fim das contas, só curti mesmo foi o espetinho, seja lá do que tenha sido (porco, provavelmente). Não desgostei de nada, mas em geral não tinha muito sabor.

 

 

 

 

 

 

 

 

No fim da tarde descolamos um taxi para a estação de trem. Nada de chegar muito cedo, saímos 1 hora antes, o que já foi mais que suficiente. Novamente nada de fila para entrar (cidade pequena!) na estação.

Aliás, dica (de novo) para o trem: bilhetes vermelhos tem fila separada. Bilhetes azuis são nas normais. Nosso bilhete era vermelho, comprado antecipadamente via agência. Acho que o azul é para a galera que compra na estação ou direto. Há fila separada para entrar na estação, para embarcar e desembarcar. Vermelho ou azul. Precisa do bilhete pra sair da estação no desembarque. O vermelho não passa na catraca eletrônica, passa em separado com checagem manual. 

 

 

Xian. Chegada foi dentro dos conformes. Direto para o metrô e breve caminhada até o hostel. Mesmo à noite, achei bem tranquilo. Aliás, andei tarde da noite algumas vezes na China, e sempre foi bem tranquilo. Zero de insegurança – mesmo para os radares sempre ligados de alguém nascido e vivido no Rio de Janeiro. 

Chegamos ao hostel, que era num andar de um prédio. Estava com saudades desse espírito de hostel! Tinha uma TV passando “Em algum lugar do passado”. Fomos recebidos por uma menina que falava um inglês nota 10, o melhor que ouvimos até então. Mikki, se não escrevo errado. Ou melhor, foi o melhor inglês da viagem! O hostel na verdade era um andar, ou mais de um, de um prédio na cidade. Nosso quarto tinha até box.

Jantamos e bebemos por lá mesmo, no skybar do hostel. Pedi um prato chinês, e Katia resolveu pedir uma comfort food, mas apimentada. Veio mega spicy, de fazer chorar. Lição: na China, não peça para apimentar o que já é apimentado! Mas foi na boa, compensamos com mais cerveja. Ficamos por lá até tarde conversando com menina do hostel, que também era a chef. 

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Dia 10
Dormir tarde, acordar cedo. Lei de qualquer viagem. Era para sairmos às 7 da matina, mas deslizamos para 7:30. Era dia de conhecer o famosíssimo Exército de Terracota!

Parei para pensar como estava sendo nosso começo na China. Cidade Proibida, Muralha da China, Guerreiros da Terracota. É bem comum que isso ocorra, mas são sucessivos blockbusters turísticos. 

Enfim, a ideia era pegar logo algum dos primeiros ônibus pra terracota. A estação do busum que vai pra lá fica entre duas estações de metrô, de modo que decidimos ir andando até lá. Respirar um pouco Xian. Assim fizemos.

Os ônibus saem, a rigor, da estação de ônibus mesmo. Pegamos no ponto final o famoso 306. Mas tinha outros, 914, 915. Já li que tem pirata também. Seja como for, é dali que saem. Tem tipo um guia, que faz uma explanação em chinês. Ao menos foi o que me pareceu, já que evidentemente não entendemos nada. Ele é também o cobrador. Saiu por meros 7 RMB! Somente nós de ocidentais naquele busum. Mas lá em Xian não éramos novidade.

Chegamos na atração e lá fomos procurar onde comprar a entrada. No caminho já recebemos ofertas de guias, mas estávamos na vibe de conhecer por conta própria mesmo (essa vibe varia, mas geralmente optamos por fazer por conta). Zero de fila para comprar. E lá vamos para a entrada. Zero de fila para entrar. China seguia contradizendo o que tanto havíamos lido quanto a filas. Fazia mais um belo dia de sol e céu azul.

Lá dentro a sinalização era em chinês. Não sei se por falha minha, mas resolvi rapidamente com o salvador maps.me de sempre. São três espaços de visitação, e queríamos deixar o 1 para o final, porque é o maior e principal. Fomos no 2, depois 3, e finalmente 1. Vou simplificadamente resumir: é ESPETACULAR.

 

 

Não tivemos qq fila ou amontoado nos pits 2 e 3. Mas no 1 a coisa estava cheia. De todo modo, sem problemas. Esperávamos a galera sair da frente e tomávamos posição. A maioria suprema que está lá vai com grupo, então a maioria suprema vai ter tempo limitado para ficar nos melhores pontos (o guia segue adiante, e o grupo deve seguir atrás!). Conseguimos curtir todos os pontos de visão que queríamos, apenas esperando um pouco para vagar lugar. E só havia esses congestionamentos nas áreas mais concorridas do pit 1.

Encerrada a visita, pegamos o primeiro busum que vimos de volta, agora foi o 915, ou coisa parecida.  8 pratas, mas agora com ar condicionado. Chegamos umas 9, partimos de volta umas 13:30.

No fim das contas, o custo total por pessoa foi de 135 RMB. 120 pra entrar e as passagens. Havia um tour pelo albergue que custava 380 RMB incluindo transfer com ar condicionado desde a porta, guia e... cerveja liberada!

Voltamos a Xian e partimos direto para a muralha que cerca a parte central da cidade. Sol estava a pino, e queríamos dar o famoso rolê de bicicleta pela muralha. Paga pra subir, paga para alugar a bicicleta por 3hs – tempo suficiente para dar a volta em toda a muralha com calma, pausa para fotos, pausa para refrescar, etc. E o passeio é uma delícia: a muralha é tão larga no alo que mais parece uma avenida. Inclusive com faixas teóricas (1 pra quem vem, outra pra quem vai, outra para quem está a pé). Tivemos de andar um pouco até o ponto onde efetivamente se aluga. Curtimos muito.

 

Pegamos o metrô e disparamos para a Great Goose Pagoda. Chegando lá, estava fechada. Já era fim de tarde, o horário que eu tinha visto de fechamento estava errado. Mas logo do outro lado da entrada havia uma área que nos pareceu bacana e fomos lá dar uma conferida. Trata-se do Grand Tang Mall, uma enorme e longa (China!) área para pedestres, com diversas atividades e atrações. Tudo absolutamente muito limpo. Músicos, esculturas, apresentações, comidas, etc. Um barato. Quanto mais caía a noite, mais gente chegava. Rolou show de águas (chafarizes) e luzes. Rolou até mesmo um desfile, meio que carnavalesco, acho que para uma apresentação fechada que rolaria por lá mais tarde. Ficamos muito mais tempo que prevíamos, foi um barato.

 

 

 

 


Pegamos o metrô de volta, descemos na Bell Tower. Muita gente curtindo a região, e fica bem bacana iluminada de noite. Nessa área, a caminho do Muslim Quarter, vimos pedintes. É coisa rara nas grandes cidades chinesas (ao menos foi raro para nós vermos). O Muslim Quarter estava lotado de gente. Tinha tudo pra ser uma daquelas áreas imundas que tanto conhecemos pelo Brasil, em função da combinação gente + comida + rua. Mas não. Havia lixeiras enormes a cada poucos metros no meio da rua, uma atrás da outra. Lembrei-me da Festa Pomerana, que também não economiza em lixeiras (e na limpeza delas).

 

 

Mais uma vez nos pareceu ser algo primordialmente com foco no turismo local, com quase tudo em chinês somente. Estávamos em jejum praticamente naquele dia (ainda que bebendo bastante água e os chás, ou isotônicos, que comprávamos sucessivamente para experimentar), e já era noite, de modo que demos um rolê na área e entramos no primeiro restaurante que demonstrava ter cardápio em inglês (ou figuras dos pratos na porta). Acabou que o que escolhemos tinha pratos gigantes. Tanto que sobrou para o café da manhã do dia seguinte – levamos num saquinho para o albergue. Fomos dormir tarde.

Dia 11
Acordamos cedo de novo, 6am. Estava estranhamente disposto. Saímos cedo também. Fizemos check-out e fomos explorar nossas horas remanescentes na cidade. Direto para a Grand Goose novamente. No caminho do metrô até a entrada, observamos as atividades matinais da galera no parque. Tinha dança, ginástica, Tai Chi, um barato. Galera majoritariamente de meia idade, bem democrático aos nossos olhos. Chegamos, entramos (de novo, sem fila!) e curtimos. Mais um belo dia de sol, mais um belo lugar!

No caminho de volta para o metrô, vimos mais gente curtindo a manhã com danças, ginástica e etc. E um trio jogando peteca. Bem bacana. Seguimos para a Drum Tower e fomos direto para a mesquita local, que fica dentro da região do Muslim Quarter. A mesquita é diferente do que estamos acostumados. Não é imponente, tem um vasto jardim. Mesquita estilo chinês. A área de oração, no entanto, era fechada a visitas. Curtimos um tempo ali.

Na saída, vimos que estávamos num mercadão local de rua. Vi uma camisa com tudo escrito em chinês e perguntei quanto era. E aí começou uma longa negociação. 150 RMB foi o começo e foi despencando a cada negativa que eu dava. Fechei por 30 RMB. E ainda acho que cairia mais. Ficamos dando rolê na área das comidas do Muslim Quarter, e compramos algumas coisas pra provar e comer na nossa viagem de trem até Xangai. Katia aproveitou para provar um daqueles espetos pitorescos de polvo, carregao de pimenta e feito na hora. Ela gostou. Nessa região de muita comida, senti cheiros muito bons e um especificamente muito ruim. Somente mais para o final da viagem nos demos conta de que provavelmente era o “stinky tofu” ou “smelly tofu”, muito característico dessas “praças de alimentação” ao ar livre. Mas presumimos isso pelo nome, não fiquei rastreando o cheiro, e nem provamos o tal tofu. Bateu a hora, voltamos para pegar nossas mochilas, metrô, trem.

 

Achei que faltaram dias em Xian. Para a cidade e para os arredores. Fui por conta dos Guerreiros de Terracota, adicionei 1 dia (meio, no fim das contas) para a cidade, mas valeria mais. Como em quase qualquer canto, aliás. Sempre temos de fazer escolhas.

Chegamos na estação de trem umas 14hs, ainda seguindo as recomendações de chegar uma hora antes e tal. Mais uma vez: nenhuma fila para entrar na estação. O trem mesmo era pouco depois das 15hs. Na nossa experiência (veja bem, pode ser diferente em outra ocasião!), foi inútil chegar tão cedo nas estações. Em todas as 3 vezes que pegamos trem (Pequim, Pingyao, Xian). Não pegamos fila pra entrar em nenhuma delas. Somente para embarcar, o que não é problema (esperávamos a galera embarcar antes).

 

Nesse longo trajeto de trem, comprei uma pipoca. Na hora de comer, não tinha sal. Nem açúcar. Bem estranho para os padrões salgados a que estou acostumado. Fui no vagão restaurante tentar descolar sal. Consegui me comunicar (viva os tradutores!), mas não tinha. Não apenas não tinha, pareceu estranho às comissárias alguém pedir sal. Felizmente havia cerveja, o que nos acompanhou durante a viagem. Nessa viagem, ou em alguma anterior, constatei o estranho desconhecimento da existência do fone de ouvido por parte de algumas pessoas no trem. Mas é algo que vejo comumente no Brasil também.

 

XANGAI
Chegamos em Xangai, pegamos o metrô e, após breve caminhada, estávamos no nosso hostel. Só largamos as coisas, corremos para o Bund. Queria ver aquela parada toda iluminada. No caminho, notamos que o fluxo era contrário, ok, mas seguimos. Chegando lá, decepção: já tinha acabado e estava tudo escuro. Ou melhor, não escuro, apenas sem a iluminação estilos a efeitos de cada noite. Entendemos que havia horário. Passamos numa cervejaria local para uma saideira, e logo a seguir galera começou a fechar conta e avisar que horário tava no fim. Movimento expulsório, ahahahah. Ok. Já era quase 1 da madrugada.

No caminho de volta para o hostel, vimos um restaurante local cheio. Decidimos entrar e encarar. Foi muito bom e barato! Cardápio tinha figuras, e “beer” é sempre conhecido. Escolhemos pratos com alho e bacon, ou seja, sem erro. E uma massa molenga lá. Dormimos bem tarde nesse dia. 
 

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Dia 12
Depois de dias sucessivos dormindo de madrugada e acordando às 6 da matina, dessa vez deixamos rolar e acordamos tarde. 9:30! Tomamos um café na varandinha e partimos.

Passeamos pela Nanjing Rd (badalada e ampla rua de pedestres cheia de lojas) até o Bund. Agora de dia! Pegamos o Tunnel para o outro lado (achei que não vale a pena) e desembarcamos no Pudong. Compramos um combo do Tunnel + Shanghai Tower. Na região do Pudong, fomos descortinando as ruas até a margem do rio e depois sob aqueles prédios imensos e icônicos. Em direção ao Shanghai Tower. Muito bacana.

 

Chegamos na torre e, novamente, nada de fila. Mesmo já com ingressos na mão, nada de fila para entrar (e nem tinha fila pra comprar também). O preço é uma facada, acho que todas as torres cobram facadas. Essa custava 180 e o túnel custou 50. O combo dava desconto de míseros 5. Mas que visual! Que visual!!! Excelente! Curtimos um bom tempo por lá. E pensar que as Petronas, que visitamos anos antes em KL, hoje nem está nos top 10 de arranha céus do mundo.

 

 

 

 

 

Descemos e fomos buscar o metrô. Ficava perto de um shopping por onde passamos e aproveitamos para tomar um café e provar uma torta que chamava a atenção. Serviu para reforçar como as coisas na China têm muito menos açúcar que no Brasil.

Próxima visita era o Yuyuan Garden. De novo: sem fila. Foi bem tranquilo de andar dentro, embora estivesse cheio. Lugar é lindo, muito bacana de explorar. Ficamos até fechar, hora em que a galera começa a expulsar geral, ahahahah. Depois ficamos dando rolê nas ruas dos arredores, área também conhecida como old town de Xangai. Muito turística, com preços bem mais elevados que em outros cantos. Mas a área é bem legal de passear e conhecer.

 

 

 

 

 

 

 

Voltamos para o Metrô, rumo a Tienzifang. Já era área da French Concession. Uma região muito bacana! Esquema de lojinhas, bares, ruelas, tudo bem descolado. Não sei descrever bem, mas gostamos muito da vibe de lá. Deveríamos ter ficado e jantado por lá, mas ainda havia um outro ponto a conhecer: Xiantiandi. Fomos andando. As ruas eram agradáveis, arborizadas. Podíamos ter pego taxi, mas tava de boa. 

Comparando com Tienzifang, diria que Xiantiandi é muito mais elite, com bares e restaurantes mais requintados. Preferimos bem mais Tienzifang, é mais nossa praia. Mas não iríamos andar tudo de volta àquela altura. Então jantamos num que eu tinha mapeado por lá. Din tai fung. Uma breve e controlada esbanjada. E foi bom.

Pegamos o metrô de volta para o Bund, e finalmente vimos as luzes noturnas da região! Havia muita gente, mas com muito espaço para todos. Um barato. Nesse dia voltamos cedo, compramos umas cervas para tomar no quarto mesmo. A ideia de ter ficado na área era ir no Bund todas as noites!

Achamos Xangai uma cidade bem mais cosmopolita. Éramos apenas mais 2 em meio a tantos outros, não chamávamos atenção em canto algum. Víamos e ouvíamos ocidentais em maior quantidade que nas outras cidades. 

 

 

 

 

 

Dia 13
Fomos andando até o People’s Park de manhã. No caminho, pela Nanjing Rd, vimos novamente aquela deliciosa sequência de grupos dançando, praticando Tai Chi, etc. Dessa vez vimos Tai Chi com espada e uma figura andando de costas (mas depois vimos outros fazendo isso, não deve ser tão incomum) Tudo muito bacana. 

 

 

Depois de um tempo curtindo esse peoplewatch no people’s park, decidimos entrar no Museu de Planejamento da cidade. Em algum momento já dentro do museu, ouvimos novamente a música do Em Algum Lugar do Passado! Achei o começo do museu meio marromeno, sobretudo para o padrão esperado. Até que fui subindo os andares. Aí sim: é sensacional, enorme. Mostra (e vende) Xangai do passado ao futuro, de forma sustentável. Enquanto aqui no Brasil brigamos por mais estradas, menos radares, carro do ano e dane-se o meio ambiente, Xangai demonstra preocupação em aumentar transporte público para diminuir carros nas ruas, diminuir a poluição e diminuir acidentes.

 

Pegamos o metrô para conhece o Jade Temple. Parece novíssimo, acho que estava em reforma. Lindo lugar. De lá fomos andando para o M50, um lugar de arte a céu aberto da cidade -- tipo o 768 de Pequim. Tava sol e não rolava muito movimento (possivelmente o agito era mais tarde, ou outro dia da semana), mas rodamos as galerias, lojinhas e etc. De volta ao metrô, seguimos para outro bairro, para conhecer uma atração meio underground que tinha no LP e que me atrai: um museu de propaganda comunista. Demos uma pausa numa cervejaria local muito boa, e lá estávamos procurando o tal museu. Não é lá muito simples de achar, ele fica num subsolo de um dos blocos de um condomínio de prédios. Mas encontramos. É historicamente muito interessante! Cheio de pôsteres antigos de propaganda comunista da China, sobretudo da época da implantação do regime.

 

 

 

 

Seguimos então para o Jingan temple, que fica em meio a prédios altos modernos. Também muito bonito. Ficamos lá até fechar, acabamos presenciando uma cerimônia com os monges (locais?). Ainda demos um tempo num parque por ali perto, ficamos curtindo o laguinho e um grupo de chineses que se divertia e tirava fotos sucessivamente.

 

 

Nesse dia fomos jantar no Di Shui Dong (ou coisa parecida), que havia mapeado. Esse foi muito bom!! Foi outra esbanjada, mais forte ainda, aliás. Mas pq acabamos comemos muito. Era muita coisa interessante pra provar! Dormiríamos mais que fartos, não fosse por uma longa esticada que ainda daríamos.

Pegamos o metrô e embicamos de volta para o Bund Demos um longo rolê até a parte sul e voltamos. Maior galera por lá. Deu 22hs e ainda estava cheio. Mas no dia da chegada, às 23hs, nada! Enfim, fomos para nosso albergue dormir.


Dia 14
Era um possível dia para conhecer Suzhou, mas acabamos deixando para uma outra ocasião. Optamos por conhecer Qibao, ainda em Xangai, acessível por metrô. Era sábado, havia maior galera por lá. Dia de nuvens, sem sol. 

Qibao se apresentava inicialmente como um lugar cheio de lojinhas e comidinhas pelas ruas. As comidinhas, aliás, bem mais em conta que na Old Town de Xangai. Aproveitamos para provar mais coisas que nos pareciam estranhas e atraentes. Comemos mais coisas saborosas e que desconheço o que tenha sido. 

Qibao também tem uns canais bacanas, fotogênicos, no centrinho histórico. Lembram Morretes. 

Esticamos até o Qibao temple, que estava bem vazio e era bem legal. Demos um rolê geral, provamos mais coisas, tiramos muitas fotos das comidas pelas ruas. Identificamos algumas novidades, identificamos aquele cheiro que muito nos desagradava e que achamos que era do stinky tofu. Mas naquela hora não sabíamos o que era, nem suspeitávamos. As comidas que identificávamos e que nos eram estranhas, como pata de porco, pata de galinha, sapo no espeto, estavam lá. Além de outras mais habituais. O lugar difere do muslim quarter de Xian, por exemplo. Salvo engano, difere também da Wangfujing de Pequim.

 

 

 

 

Ficamos umas 4hs em Qibao. Pegamos o metrô e fomos conhecer o Longhua temple, que foi muito legal! Foi grátis, acho que pq estava em reforma. Já era fim tarde quando saímos, e fomos direto para o Pudong. 

 

 

 

 

 

 

Aproveitamos para passear pelas passarelas com vista do para a famosa torre dos Jetsons. Aliás, embora seja uma região que pareça ter sido desenvolvida para carros, há calçadas e passarelas para pedestres em larga área.

 

Fomos para a margem do rio, a ideia era ver o outro lado do rio no anoitecer. Rolava uma chuvinha beeeem leve, nada que atrapalhasse. Fomos andando pela margem até chegar a um ponto de barca para o outro lado. A noite cai, alguns prédios ligam suas luzes, mas o horário mesmo de ligar é às 19hs, qdo a coisa começa. Estava mais escuro naquele dia nublado com chuvinha. Descemos do outro lado longe do nosso ponto escolhido - a Hanghe - de janta, então pegamos o metrô. Antes disso, despedimo-nos do Bund e suas luzes de cada noite. 

A janta dessa noite foi guerreira e deliciosa. Bem barato. Escolhemos o Yang's fry dumplings. O lugar já é guerreiraço, mas entende-se numa boa. Dumplings saborosos e baratos. Voltamos caminhando pela Nanjing. 

Nesse dia voltamos mais cedo que o habitual, acordaríamos de madrugada para pegar o voo para Hong Kong. Ainda ficamos tomando umas cervas no albergue, enquanto outros grupos faziam o esquenta para a noitada. Ainda ficamos de conversa com um executivo americano de LA que vive por lá – no albergue! 
 

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Dia 15
Em todos os lugares que eu lia, galera falava que leva mais de 1 hora até o aeroporto de taxi. Que tem de chegar no aeroporto 3 horas antes, ainda mais na China. De metrô só chegaria lá às 7 (olhando para trás, eu vejo que deveria ter organizado de dormir por lá perto). Eu via no maps.me e a estimativa de taxi era de meia hora. Mas, enfim, vamos conforme recomendações.

Pegamos o taxi às 4:30. E chegamos no aeroporto em 20 minutos, confirmando estimativa do maps.me. Pra piorar, o check-in só abria às 6 da manhã. PQP. Novamente nada de fila para entrar no aeroporto – não havia quase ninguém por lá! Enfim, não precisava ter saído tão cedo.


Hong Kong
Chegamos em Hong Kong debaixo de chuva. Pegamos o trem (comprando para 2 tem desconto) e o busum grátis para o nosso hotel. Dez dias depois, google estava de volta. Cheio de msg no gmail para apagar. Comprovei que existe vida sem google.

Quando a chuva deu folga, descemos para dar um rolê pela área. Era um domingo, mas felizmente havia onde fazer câmbio. Subimos a Hollywood Rd., conhecemos o Mo Temple, passamos pelo belo HK Park (inclusive no enforme viveiro) e seguimos para pegar o tram par ao Victoria Peak. Chegando lá, o tram estava fechado para obras. Teria de andar sei lá até onde para pegar um busum. Desencanamos disso e fomos seguir nosso rolê de exploração dos arredores, mas acabamos achando ao acaso um ponto final de ônibus que seguia justamente para o Victoria Peak, então não recusamos!

 

 

 

 

No caminho, vimos um protesto dos estudantes pela democracia em Hong Kong, o que vem ocorrendo até a presente data. Paradoxalmente era o mesmo domingo de passeatas no Brasil, onde grupos pediam o fechamento do Congresso e do STF.

O busum vai serpenteando pelos morros. Aliás, mão inglesa! E muito inglês nas ruas, além de muitos estrangeiros. Ainda assim, em diversos locais só havia coisas escritas em chinês.

Lá no alto, ótimos visuais da cidade. Curtimos bastante, inclusive com uma caminhada por uma das trilhas (pavimentadas), para curtir mais visuais. Tinha um quê de Paineiras. Láno alto tinha também um shopping com acesso pago a uma plataforma com visual mais amplo, mas não fomos. Sequer entramos no shopping, aliás. Depois de curtir mais visuais das trilhas, pegamos o busum de volta. 

 

 

Vimos muita gente acampada nas ruas, majoritariamente mulheres. Não sei bem o que era, mas varias faziam coreografias de dança. Devia estar rolando alguma coisa nesse sentido naquele dia, pq não vimos esses grupos nos dias seguintes. Aliás, era domingo, havia muita gente nas ruas. 

Fomos para o deck dos ferries e partimos para a roda gigante. Fila, finalmente! Mas não demorou. Era fim de tarde, umas 1830, mas o tempo não ajudava para um pôr do sol com sol. Foi sem. Achei a roda gigante incrivelmente barata (20 HKD) para o padrão local. Era patrocinada, deve ser isso.

Aliás, a moeda local, o dólar de Hong Kong (HKD) era nominalmente 15% acima da chinesa. Mas os preços reais eram muito mais altos do que na China. Para efeito de comparação: a tarifa básica do metrô era 11 HKD por lá, enquanto na China saía por 3 CNY. 

Depois da roda gigante, pegamos a barca para o outro lado. 3.1 HKD no fds, 2.2 HKD em dias da semana. O trajeto já e um visual, bem barato. Do outro lado, Tsim Sha Tsui, curtimos o espetáculo de cada dia de ver as luzes dos prédios acendendo. Tipo Bund, mas em Hong Kong rola música, efeitos, etc. É um espetáculo coordenado. Que começa às 20hs em ponto. 

Ainda demos um rolê pelo Promenade e Av. of Stars antes de voltar ao outro lado do rio, agora de metrô.

 

 

 

Nesse dia fomos jantar no Soho, a preços MUITO mais alto que na China. E, se já havíamos achado Xangai mais cosmopolita, HK era muito mais.

Dia 16
Dia amanheceu nubladaço e, na hora que iríamos sair, desabou o maior toró. Aguardamos acalmar e saímos pra tentar fazer uma caminhada por um roteiro que o LP sugeria. Mas a chuva voltou a apertar, de modo que ativamos o plano B: museu. Compramos o Octopuss card (devia ter feito isso ontem!), que facilita a vida, e ainda dá desconto de 1 HKD nas passagens. No metrô vimos propagandas de roupas intimas femininas. Isso não tem na China! Provamos um delicioso pão local de manhã, um tal Pineapple branco com manteiga.

 

Fomos para o Museu de História de HK, e entramos logo que abriu ás 10hs. Estava na lista para visitar, e é muito bom, muito informativo e bem transado. Vale muito a pena. Depois da visita, a chuva prosseguia.

 

Como havia previsão de melhora para a tarde, fomos almoçar (coisa rara!) e depois ainda tentamos passear pelo parque Kowloon. Assim que a chuva sinalizou acalmar, decidimos pegar o metrô. A ideia era conhecer o longo teleférico até o Buda gigante.
 

 

Chegamos e havia pouca ou quase nenhuma chuva. Ufa! O teleférico é uma facada: opção normal por 235 HKD, ou cabine fashion (sei lá qual diferença) por 315 HKD. O teleférico é um barato, longo, com altos visuais. Gosto muito de teleféricos e esse foi dos mais legais. E o melhor: em diversos relatos que li, galera falava de neblina, que não dava pra ver nada, etc. Embora estivesse meio chuvoso, não havia neblina!

 

 

 

 

 

Chegamos lá já no fim do expediente, de modo que tivemos de fazer uma visita acelerada a tempo de pegar o último teleférico de volta – mas que foi suficiente. O tempo firmou (não choveu mais), e curtimos muito o Buda gigante, além do monastério que fica logo ao lado. O monastério, aliás, é dos mais bonitos que vimos na viagem. Mas não pode entrar nos halls.

 

 

 

 

 

Voltamos e pegamos o metrô. Até pensamos em arriscar algum busum, mas optamos pela certeza e rapidez do subsolo. Direto para o Tsim Sha Tsui para curtir o espetáculo. Passamos num 7/11 local para comprar umas cervas para acompanhar o espetáculo. Não sei se pode beber em público por lá (vimos outros fazendo, mas...), de modo que fomos discretos. Curtimos o show das 20hs de novo! 

Depois fomos percorrendo várias ruas e blocos numa longa caminhada noturna desde a Nathan Rd. Passamos pelo Night Market local (tipicamente Chinatown), Ladies Market (uma área de muita vida noturna) e fechamos a desbravada com uma cerva artesanal num bar chamado Tap Project. Na volta pegamos um busum para experimentar. Cartão Octopuss na mão e roteiro descrito nos pontos é outra coisa. Além de estar precisamente descrito no google maps.

Já era tare e não tinha nenhum restaurante chinês aberto nos arredores. Arrisquei um noodles do 7/11, então. Larguei o pozinho todo e, pqp, haja pimenta. Tive de comer e 3 etapas.

Em HK vi grandes variações de preço de um mesmo item entre lojas. Refiro-me a garrafinhas de chá, refri, cerveja. Ou de água mesmo. Mesmo nos 7/11 vi diferenças significativas de preço (p.ex, 8 x 12) entre lojas. 


Dia 17
Dia reservado para conhecer Macau. Acordamos bem cedo. Sem chuva! Até sol estava ameaçando. Atrasamos um pouquinho a saída. O tempo fechou e a chuva desceu forte na partida da barca. Foi bom, pq foi só ali que choveu no dia! Durante o trajeto já achei bacana ouvir o speech de segurança em português! 

Chegamos em Macau com o céu mais claro depois de chuva forte. Pegamos um busum grátis para um dos hotéis com cassino, o Grand Lisboa. Demos um breve rolê lá dentro, cassinos não me atraem. Depois fomos andando para o centro histórico. Vai, Portugal! 

 

 

Em Macau, circulamos pela rota turística. Provamos biscoitos, bolinho de bacalhau, pastel de nata. Chão de pedras portuguesas. Bacana ver coisas em português. De fato o português é oficial, mas inglês vem tomando espaço claramente. Aliás, provavelmente fala-se mais inglês que português por lá. 

Fora do centro, fomos andando até a Fortaleza, suando muito! Umidade mais alta, pelo visto. Visual nada demais, vale pelo monumento em si. 

Na volta, cedemos à tentação da culinária local e demos uma pausa num restaurante focado em pratos da culinária portuguesa e suas colônias – inclusive brasileira! Mas fomos de bacalhau, que estava muito bom! 

Depois do almoço focamos em atrações mais ao sul, até fechar a visita no alto do morro da Penha. 

Ficamos até tarde em Macau, ainda voltamos aos cassinos para ver um diferente e na esperança de pegar o shuttle de graça de volta pra estação, eheheheh. Mas acabamos pegando um taxi e voltamos. A volta foi mais cara, pq era noite. Ida às 8:30 a 170 HKD volta às 20:15 a 200 HKD. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

HK e Macau não requerem visto. E não carimbam o passaporte. 


Dia 18
Dia de ir pra longe, mas em HK. Primeiro fomos na Ping Shan Heritage Trail. Achei bem caído, ainda que com algumas coisas interessantes. Voltamos logo e pegamos o light rail pra o Wetland Park. Dia nublado, mas sem chuva.

 

 

O parque é bacana. Tem trilhas sobre passarelas de madeira, muito birdwatching. Fica geograficamente perto de Schenzen. Rodamos o parque todo e pegamos o busum volta. Nos arredores de Wetlando tem muitas construções residenciais. E já havia dezenas de espigões. É muita gente.

Descemos na região onde estávamos e fomos andando para Wai Chai, bairro que tem um mercado de rua (novamente estilo Chinatown). 

Seguimos então para o Centro de Convenções e Exposições de HK, local do grande evento que selou a devolução de HK para a China. Do lado de fora havia várias estátuas de comics locais, bem bacana. Ficamos de relax ali, curtindo os personagens e o visual do rio. Estava sem chuva, mas rolava um sereninho e neblina, com nuvem baixa encobrindo prédios.

 

 

 

Pegamos o ferry para o outro lado para curtir a Av. of Stars de dia. Chegando lá, a chuva apertou para uma garoa forte. Pegamos o metrô de volta. Ficamos tomando umas cervas no Soho, enquanto a garoa apertava e diminuía. Curtimos nossa última noite por ali mesmo, o visual (e o local!) do espetáculo noturno estaria prejudicado pela chuvinha.

 

 

Jantamos num indiano muito bom perto do hotel.
 

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Dia 19
Acordei cedo e fui fazer uma longa caminhada de despedida. Nosso voo era no começo da tarde, quebrando o dia. Voltei ao parque, vi uma galera fazendo Tai Chi, rodei pelo Promenade. Depois pegamos o esquema busum + Aeroporto expresso. Dica: o octopuss devolve os 50 de depósito, mas tem refund tax de 11!

 

Pequim
Chegamos em Pequim antes do horário previsto, que era 17hs. Naquela hora, já estávamos no trem para o metrô. Sem filas na chegada, novamente. Nosso hotel esquema-patrão ficava na cara do metrô. Largamos mochilas lá e partimos para tentar pegar alguma atração aberta. Escolhemos o Beihai Park.

Chegamos a tempo de curtir o anoitecer, o parque fecha às 21hs. Excelente momento! O parque é muito bonito! Curtimos anoitecer, sol! Bela luz, depois de dias seguidos de chuva! Ah, e eu estava de volta aos espirros alérgicos, provavelmente por conta do ar poluído de Pequim. Rodamos bastante o parque até anoitecer. 

 

 

 

 

 

 

Ainda estivamos no lago Houhai, que fica logo acima, numa passada rápida. Havia uma galera dançando e karaokê na área. Sempre muito bacana ver pessoas de idades diversas dançando nas ruas. E jogando peteca com os pés, tipo altinha.

Pegamos o metrô para uma Ghost food st, que não achei. Então fomos buscar uma Great Leap Brewery da área, mas estava fechada. Felizmente tinha outra cervejaria, a JingA Taproom, que salvou o fim de noite! Excelentes cervas. Raro lugar com maioria absoluta de ocidentais. 


Dia 20
Dia de conhecer outras grandes atrações da cidade. 

Primeira parada, Temple of Heaven. Logo na entrada do parque, novamente vimos pessoas dançando, cantando, jogando peteca, fazendo musculação e alongamentos, etc. Outros vários jogando baralho. Um barato.

O parque é espetacular! Estimei ficar 2hs por lá, levamos 3! Era um lindo dia, era um lindo parque. Sem filas para entrar e circular, embora houvesse muita gente. No fim da visita, tivemos de acelerar, era muita coisa bacana para ver – e ainda havia outro parque enorme e lindo para curtir.

 

 

 

O plano original incluía o Old Summer Palace antes do Summer Palace para aquele dia. Reavaliamos e cortamos o Old da lista. Se já ficamos tanto tempo no Heaven, o Summer tomaria todo o restante do dia. Foi sábia decisão!

O Summer é um espetáculo para o dia inteiro. Chegamos lá às 13hs e só saímos às 19hs, achando que poderíamos ficar presos lá, eheheheh. E ainda teve áreas que não percorremos. Rodamos muito, subimos, descemos, erramos, acertamos, pegamos barco, voltamos a pé, e faltou lugar para percorrer. Um visual extraordinário atrás de outro. Muita gente numas áreas (mas com espaço para todos), pouca gente noutras. Curtimos um belíssimo momento de fim de tarde por lá.

 

 

 

 

 

 

 

 

Na volta, fizemos uma janta um pouco mais finesse. Era nossa última janta. Restaurante de comida chinesa, mas claramente tourist friendly.

 

 


Dia 21
Último dia de viagem. :(

Fomos tentar ver o Mausoléu do Mao, que nos escapou da primeira vez. Mas dessa vez havia a famosa fila monstra pro security check pra entrar na praça. Exatamente no mesmo lugar onde pegamos zero de fila. Pode ter sido horário, pode ter sido momento (quando fomos não era sábado), pode ter sido apenas sorte mesmo. Enfim, com aquela fila, descartamos. Rodamos pelo Quianmen e sua rua pedestres, os hutongs da região. Curtimos bastante.

 

 

Pegamos então o metrô até a Marco Polo Bridge. Fica longe, em outra cidade. Mas foi tranquilo. Depois do metrô vc ainda anda por 1.5km até chegar à cidade murada, e logo depois está a ponte. Tudo muito mais calmo que em Pequim. Bem menos turistas.

Curtimos a ponte por um bom tempo. Diversos leões de diversas maneiras ao longo das bordas. Sem ocidentais naquele momento. Mas éramos encarados normalmente. Voltamos para a cidade murada.

 

Havia lá um “Museu da Agressão Japonesa”. Era grátis e imponente, fomos conferir. Para entrar, era necessário obter o ingresso numa outra salinha. E a menina não conseguia se fazer entender. Nem nós. E logo chegaram três outras pessoas para ajudar na comunicação, inclusive uma que falava algum inglês. Todos muito simpáticos. No fim das contas a menina (guarda do museu) já estava nos dando o ingresso de qq forma, mas o que ela queria que apresentássemos era o passaporte. Simples assim. :)

O museu é muito bem exposto e organizado. Tem linguagem meio panfletária (mas que, em tempos de "notícias" de whatsapp, parece estar voltando à moda), mas curtimos e aprendemos.

 

Voltamos ao metrô e à cidade (e cada trajeto desses de caminhada + metrô pode contar 1 hora por baixo) e fomos conhecer a região da Bell e Drum Towers. O badaladíssimo bairro Shishahai.

A Bell tower tava fechada para obras, então fomos somente na Drum. É bacana, mas teria dispensado. Achei a de Xian bem mais bacana. Demos um rolê na área e fomos finalmente na Great Leap Brewery. Ficava meio escondida num hutong. Lugar cheio de estrangeiros. Cervas muito boas. Aliás, para efeito comparativo, as artesanais na China custavam entre 4 a 7 vezes mais que as comuns. Saboreamos, choveu, abriu o sol, e voltamos.

 

Demos um rolê geral em Shishahai, que naquele domingo estava cheia de gente nas ruas. Curtimos aquele vai e vem, o peoplewatch, e tudo o mais. Tinha lago, barquinhos, pontes, mercado, comidas, etc. Aproveitamos para experimentar mais espetinhos e um belo de um chamado hamburguer chinês que, seja lá o que for, era bom e barato! Por ser lugar badalado, as coisas saíam mais caro: espetinho (acho que de carneiro) por 13, enquanto em Pingyao (sei lá do que era) eram 3 por 10!

 

 

 

Anoiteceu e fomos conhecer a última atração da viagem. Pegamos um metrô para os arredores de um lugar chamado The Place, que eu tinha informação de ter um mega telão no teto, coisa bem high tech. O visual do telão digital no alto é mesmo monumental. E tinha ainda uns mega telões com simulador de corrida de carro. Mas é um lugar estilo shopping, uma rua fechada para pedestres com lojas e lojas e esse barato no teto. Curtimos. Bateu uma chuvinha e lá fomos então pegar o metrô para o hotel, pegar as mochilas e partir para o aeroporto. Último metrô para o aeroporto parte às 2230, pegamos o anterior.

 

 

 

 

Começaria nossa jornada de volta, Pequim, Doha, São Paulo, Rio. Chegamos domingo de noite, 2af já era dia de trabalho.

E assim foi mais uma viagem explorando algum canto do mundo!
 

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