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China - Pequim, Pingyao, Xian, Xangai, HK (2,5 semanas)

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Como já mencionei no relato (3 dias no Qatar) que efetivamente começa esta viagem, Depois de 2 anos sem férias (troca de emprego = menos férias), 2019 era novamente vez das férias de 20 dias. Alvo era novamente Ásia. Japão, China, Indonésia, Filipinas, Coreia, o leque era grande. Com as passagens no Brasil escalando Himalaias, já na virada do ano comecei a prestar muita atenção nas promoções que surgiam no celular (Melhores Destinos) e email. E eis que surge a Qatar com 3 pratas para a China, partindo de São Paulo. Achei o preço muito bom, e logo fechamos. Ainda acho que foi um ótimo preço – no entanto foi a passagem mais cara de todas as viagens que já fizemos nesta década.

Como era pela Qatar, tivemos a chance de programar um stop-over em Doha e conhecer a cidade, o que relatei aqui

Antes do relato, vou traçar umas considerações gerais.


China?
Sim, China! Conheço uma penca de outras pessoas que já foram, mas quase todas a negócios. Mergulhei em relatos – li diversas vezes os dois excelentes relatos que tinham aqui no mochileiros.com – e identifiquei que, se por um lado é um lugar moderno e em constante modernização, teríamos problemas com língua, costumes e afins. Presumidamente mais que em outros cantos do mundo em que já estivemos. Isso nos atraiu, de certa forma, e gerava uma certa ansiedade e curiosidade. Aquela coisa de sair da zona de conforto.


Mas onde na China?
País grande demais, tinha de escolher onde ir. Chegada e partida de Pequim, que era nosso porto. De cara buscamos as cidades mais ‘famosas’ (ao menos no nosso subconsciente), Xangai e Hong Kong. HK, aliás, hoje pertence à China, mas funciona meio que de modo separado. É China, mas não é. É por aí. Entre Pequim e Xangai tem Xian, famoso local dos guerreiros de Terracota. Rapidamente Xian entrou também. Por serem cidades grandes, alocamos uma quantidade razoável de dias para cada cidade (5 em Pequim, 4 em Xangai, 4 em HK), para permanecer mais dias nas cidades e se deslocar menos. País continental, quanto mais deslocamento, menos tempo curtindo. Imaginamos também o tempo de deslocamento *dentro* das cidades.

Mas sobrava alguma folga. Fiquei fascinado com Zhangjiajie, mas Katia não se empolgou tanto. De modo que acabou sacada da viagem – ficou para uma próxima vez. Adoraria ir ao Tibete, mas a longa distância e o eventual perrengue (eventualmente a entrada fica proibida) me fizeram descartar também. Entre outras opções consideradas, no fim das contas incluí Pingyao nos dias faltantes. Ficava entre Pequim e Xian e parecia uma charmosa cidade pequena, coisa que faltava no nosso roteiro. Era tipicamente um lugar que incluiríamos num fim de viagem (tipo Cesky Krumlov, Bled, Bruges), mas que acabou no começo por força logística.

Olhando para trás, eu mudaria muito pouco. Talvez cortasse um dia de HK, e teria incluído um para Suzhou. O galho é que as distâncias são grandes, ainda que preenchidas de forma veloz pela formidável malha ferroviária chinesa.

Tendo mais tempo, teria ido a Hua Shuan, explorado os arredores desde Pingyao, mais ainda os arredores de Xian, Tibete e tantas outras coisas que tem por lá.

Como foi?
Foi ótimo, deu tudo certo. Curtimos demais, andamos demais, conhecemos demais, maravilhamo-nos demais. Tivemos menos problemas que o esperado.

Quando voltei, sonhei com a China durante toda a semana seguinte. De noite saciava a seca assistindo a Pula Muralha e 2 a Mais, 2 interessantes e divertidos canais no Youtube com temática chinesa.


Visto 
Rolou certa burocracia para emissão do visto. Felizmente moramos muito perto do consulado, então resolvíamos tudo rapidamente. Em nossa primeira ida, Katia não podia entrar de bermuda (!!), tinha de ser calça abaixo do joelho. As instruções dizem para preencher todos lugares onde iremos e estaremos (hotéis), e assim fizemos. Chegando lá, descobrimos que, mais importante que isso, é manter a formatação de 4 páginas. Então, contradizendo as instruções, melhor suprimir informação. No fim das contas, refazer o formulário. Para fechar, precisávamos de 2 entradas (iríamos a Hong Kong no meio da viagem, e, embora seja tecnicamente China, conta como saída), mas isso nos foi negado por conta de o passaporte ter validade somente até o fim do ano. Para 1 entrada, ok. Para 2, precisava de 9 meses de validade. Mas o cônsul deu a dica: se vc renovar o passaporte, te dou entradas múltiplas. Pensei rapidamente e optei por essa alternativa. Renovamos, ainda usamos na viagem ao Peru semanas antes, e depois pegamos o visto. Tudo certo, amém.


Escrita, língua, etc.
Segundo o Lonely Planet a China tem 8 grandes grupos de dialetos. Dentre vários outros pelo país... O mandarim é o mais famoso e oficial, o cantonês vem em seguida. Sobre a escrita está dito que sabendo de 1200 a 1500 dá pra se virar. Sabendo de 2000 a 3000 já dá pra ler jornal. Um indivíduo mais educado usa de 6000 a 8000 dos caracteres. Ou ideogramas, seja como for.

Era para eu ter aprendido minimamente alguma coisa de chinês, mas a verdade é que aprendi praticamente nada além de oi e obrigado em chinês. Lá se vão os tempos em que cheguei a aprender cirílico para me virar na Rússia, agora tenho tido cada vez menos tempo de planejar.

Foi bem complicado de se comunicar em geral – e, ainda assim, foi menos complicado do que eu esperava. Talvez tenha criado expectativas de quase não comunicação. Mas existe gestual, existe mímica, existem as palavras que a galera já sabe (beer!) e existem os tradutores. Seja do google, seja algum local – usei algumas vezes, e usaram comigo também. Quando digo que foi complicado se comunicar é pra reforçar o que se diz em geral: são raros os que falam inglês.

Comparativamente, eu diria que deve ser próximo ao que um estrangeiro se depara ao visitar uma cidade brasileira: não há praticamente nada em inglês.

Levamos o nosso livrinho icoon, de ilustrações que ajudariam na comunicação, achando que finalmente dessa vez iríamos precisar! Mas não usamos. Na hora da dificuldade, ou rolava a desistência, ou chamavam alguém que falava inglês, ou usávamos algum tradutor digital. Compramos o icoon no começo da década. Hoje parece defasado.

Ah, de tanto ouvirmos galera contando até três para tirar foto, memorizamos algo como “i, ar, san”..., ou coisa semelhante. Então sabemos contar até 3 em chinês.


Pessoas
Em 10 entre 10 relatos que li, a galera relatava que se depararam com chineses que não eram lá muito amigáveis, ou que eram antipáticos, ou que se recusavam a ajudar, etc. Alguns textos chegavam a desprezar a população local. Acho que tive sorte: só tivemos contato com pessoas legais. Em diversas ocasiões em que caímos no lost in translation as pessoas buscaram nos ajudar. Chamavam alguém que falava alguma coisa em inglês, ou usavam algum aplicativo tradutor local, ou facilitavam logo as coisas (uma guarda não conseguia nos fazer entender que precisávamos do passaporte para obter os ingressos de um museu, então decidiu nos dar logo os ingressos), usavam as mãos, ou muito simpaticamente nos faziam entender que não haveria como nos comunicarmos, etc. Claro que vimos fura-filas (mas só pegamos micro-filas) e outras coisas de que nem me lembro direito, mas nada que se comparasse ao que li antes de viajar. Achamos os chineses pessoas legais e sorridentes em geral.

E lá rolou uma coisa que vivemos na Índia, que é a galera pedir para tirar foto conosco (ou efetivamente nos fotografar). Curtimos bastante, tiramos várias fotos juntos.

 

 

 

 

 

Filas
Novamente, dez entre dez relatos sobre a China me alertavam para eu relaxar e me acostumar ao fato: haverá filas. Relaxei e esperei por isso. E, creiam, não peguei filas na China. Nem eu acredito nisso. Deve ser até manchete de jornal, mas é verdade. Não me refiro a fila de 2 ou 3 pessoas à sua frente, nem considero isso. Tô falando das filas de que se espera na China, quilométricas, com dezenas ou centenas de pessoas. Não pegamos. De novo: li que era para esperar por isso, e, repito, li isso em TODOS os relatos. Mas nada. Era uma surpresa atrás da outra. Na chegada na imigração (onde?), na hora de comprar ingresso (cadê a fila?), na hora de entrar na atração (fila, onde?), seja para entrar no Aeroporto ou estação de trem (para embarcar tinha, naturalmente), nada. No nosso último dia, enfim, nós vimos uma fila – para entrar na Praça da Paz. Era dessas que esperávamos ao longo de toda a viagem. E desistimos, o combinado era conhecer o Mausoléu do Mao somente se não houvesse fila. Era um sábado pela manhã. Até hoje fico impressionado com isso, e por isso repito: não pegamos fila na China. 


Comidas
Busquei sempre comer coisas locais, evitei ao máximo a tentação da comida ocidental (mas cedemos à indiana!). Acho que tolero bastante comida apimentada, mas houve umas duas vezes em que estava MUITO apimentado (tive de comer em etapas, ehehehe). Comemos desde churrasquinho de rua até em restaurantes um pouco mais refinados – mas nem tanto, o Lonely Planet classificava com dois cifrões de um máximo de 3. Comi muita coisa boa, e outras tantas que não me disseram nada. Não desgostei de coisa alguma, mas em muitas vezes achei que não havia muito sabor. Pode ser em decorrência de as coisas não terem muito sal nem muito açúcar (ou melhor, de ter muito pouco de cada). Por exemplo, num trem eu comprei uma pipoca. Parecia ser de sal, mas não tinha gosto nem de sal, nem de açúcar. Fui até o vagão restaurante atrás de um saquinho de sal (a conversa foi desenrolada via tradutor deles) – e não tinha! A pipoca era daquele jeito mesmo.

Visitamos diversos food stalls. Sempre que havia algum, percorríamos. Era muito bacana, vimos diversas coisas das quais não fazemos ideia do que se trata. Vimos comidas com cores maravilhosas – lembro de comer uma massinha com recheio algumas vezes, que pelo visto eles coloriam. Não sei o que era, mas eu gostava, era levemente doce. Lembro de ver diversos bichos e partes de bichos nos espetos. Algumas coisas identificávamos, outras não sei até hoje. Muito diferente e distante do que estamos habituados. Patas de galinha, rabo de alguma coisa, pata de porco (ao menos parecia), sapo, alguma coisa que se parecia com um pintinho, tudo isso vimos em espeto para churrasco. Comi espetinhos do que presumo que era carne de porco e ou carneiro. Era bom e geralmente barato. Katia comeu espetinho de polvo, e também gostou. Comemos vários quitutes (?) que comprávamos pela beleza, mas o sabor, como falei, não me dizia muita coisa. Não havia regra: comemos muito bem em locais bem populares e guerreiros. Comemos bem em restaurantes mais caros. Não comemos mal em canto algum. Em geral curtimos muito, mas observávamos mais do que comíamos. Via de regra, em viagem, só temos uma refeição – a janta.

Ah! Em n cantos eu li e em n ocasiões ouvi: “não coma comida de rua”. Ignoramos. E foi muito legal!

Segue então um flood de fotos de comida:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Chás
Bebemos inúmeros chás de garrafinhas, que comprávamos em qq vendedor de rua. No fim da viagem já conseguíamos identificar alguns de que gostávamos mais. Chás mais refinados de casas de chá, não fomos. Eventualmente pedimos nos restaurantes, mas preferimos sempre cerveja, ahahaha. A rigor, não somos muito de chá, embora eu, carioca, beba muito Mate. Café é uma coisa que achei bem cara por lá. 

Compramos (pó? granel? de) chá numa lojinha de Pingyao, que levamos para o resto da viagem. Esses eram muito bons. Então tomávamos chá antes de dormir todas as noites, pq em toda hospedagem na China tem garrafa térmica – tal qual Inglaterra.

 



Restaurantes
Os pratos vão chegando conforme ficam prontos, não tem isso de servir tudo junto. Tal qual outros cantos da Ásia, aliás. Os pratos são sempre apimentados. Vc pode evitar de comer os pedaços de pimenta, no entanto. Eu sugiro treinar o paladar. Ou apelar para comidas ocidentais, o que evito – e evitei. Eu não sou de comer pimenta no dia a dia (Katia sim, todos os dias), mas encaro numa boa. Achei a comida na China bem mais apimentada que na Índia, por exemplo (na Índia não comi carne).

Esqueça essa coisa de carne sem gordura, sem osso, sem cartilagem. Lá vai tudo.

Na China não tem 10% na conta. Em HK tem.


Pagamentos
Nós, turistas, pagamos em cash mesmo. Mas vi a galera local pagando tudo com celular via QR code.


Google
Toda a plataforma google é bloqueada, é verdade. Nada de gmail, nada de google.com, nada de maps, nada de Instragram, nada de whatsapp.... Mas whatsapp funcionou em alguns poucos momentos, não entendi o pq. Funcionou eventual e pontualmente entre Pingyao e Xangai. 

Isso NÃO se aplica a Hong Kong e Macau, onde o google funciona normalmente. Muita gente que não vive sem google acaba pagando por um VPN para burlar a censura. Katia fez isso e funcionou. Eu desencanei e preferi ficar sem google mesmo. Em geral, achei a Internet lenta por lá, provavelmente por ser controlada.

A rede social predominante por lá é o we chat. Vimos em vários cantos.


Mapas
Li em diversos cantos que o google maps seria inútil por lá. Como o Google é bloqueado e sequer é possível baixar os mapas para ver offline, de fato não haveria como. No meu caso o google maps até aparecia, acho que os mapas ficaram no cache. Mas atesto: o google maps na China é fora de prumo, não é preciso. A dica é usar o maps.me – esse app foi salvador! Em alguns casos é até melhor que o google maps – ele fornece, por exemplo, a rota a pé de um ponto a outro, mesmo offline. Baixei os mapas antes e marquei alguns dos pontos que eu havia mapeado. Funcionou quase 100%, somente um ou outro ponto que estava mapeado errado. Então #ficaadica, na China usar MAPS.ME.


Templos
Via de regra limpíssimos e quase sempre parecendo novíssimos (repintados, ou conservados, seja o que for). Exceção somente para templos menores que visitamos em Pingyao, que pareciam estar mais empoeirados.


Hábitos
Vimos e ouvimos escarradas sim. Arrotos também. É relativamente comum, embora praticado por pessoas mais velhas. Mas não vi essa prática em locais públicos muito limpos, como metrô, estação de trem etc. – digo, não via escarrar no chão, nesses casos a galera ia escarrar na lixeira. Em HK ouvimos muito menos.

Confesso que não vi, ou não reparei, se a galera come de boca aberta – essa era outra impressão que li de outros viajantes. Também não vi xixi em copo ou crianças com a parte da bunda aberta (mas a verdade é que não reparei). 

Mas vi campanhas educativas pelas cidades, sobretudo em vídeos no metrô: parar para pedestres atravessarem, estacionar em faixas determinadas, não fazer xixi nas ruas (e sempre havia banheiros públicos grátis!).


Banheiros
Encontrados com muita facilidade em tudo quanto era canto. Em Pequim, por exemplo, todo hutong tem banheiro. Às vezes mais de um e próximos uns dos outros. Eram sinalizados nas cidades, e em geral limpos. Para mulheres era mais complicado por conta do padrão chinês/asiático (squat position) – Katia conta que nem todos os femininos tinham privadas ‘ocidentais’ ou divisórias.

 

 

Limpeza
As ruas (e parques, e praças, e tudo quanto era lugar) das cidades onde estivemos na China são em geral MUITO limpas. Sem padrão de comparação com a imundície das grandes cidades brasileiras. Vi sim pessoas jogando coisas no chão na maior cara de pau, mas sempre havia alguém para limpar isso também. Lixeiras eram encontradas com facilidade.

HK é visivelmente mais suja. Mas, ainda assim, muito menos que o Rio de Janeiro, por exemplo.

Vale dizer: via de regra os jardins são MUITO bem cuidados, lindos. E as flores parecem perfumadas. Cheguei a desconfiar que borrifam perfume nos jardins.


O trânsito e as ruas
Em Pequim é tipo Brasil: o pedestre está em último na escala de prioridades. O mais forte vem em primeiro lugar. Bicicletas e elétricas têm pista exclusiva, no canto das avenidas. Largamente desrespeitada por carros, que por muitas vezes vi estacionados nelas, quando não havia divisória. Geralmente motos e elétricas transitam por lá, na área reservada a elas, mas não era incomum estarem nas calçadas também. Tal qual Brasil, ciclistas e motociclistas entendem que sinalização de trânsito serve apenas para carros. Seja sinal vermelho ou mesmo contramão. Habituados ao esquema Brasil, atravessávamos a rua do nosso jeito também. Em regra, ao atravessar ruas e avenidas, olhe para todos os lados, inclusive para trás. Lembre-se, vc como pedestre está em último na escala de preferências. Dito isso, reitero: para brasileiros não é muito diferente do que vivemos no dia a dia.

Em geral as placas de proibido bicicleta, em áreas de pedestres, são solenemente ignoradas por bicicletas mecânicas, elétricas e motos. Buzinas avisam que vc deve sair da frente de quem tem prioridade na prática.

Achei o trânsito mais organizado em Xian e Shanghai; Pingyao não conta muito. Em Hong Kong era mais 1º mundo.

Em Hong Kong, nada de motos e bicicletas e elétricas. Lá havia trams e ônibus dois andares.


Metrô e transportes internos
Muito tranquilo de se usar. Máquinas com menu em inglês em todas as estações. Basta indicar a sua estação final e pagar que tudo se resolve. Necessário guardar os bilhetes até a saída. Se vc decidir mudar de planos durante a viagem? Sem galho, só pagar a diferença na estação de saída (tem guichê para isso). Metrôs novos e modernos, e muito, muito limpos. Em Pequim o painel de cada vagão indicava em qual porta sair na estação seguinte. Muito útil no rush! Mas não era em toda e qq linha.

Tendo um guia à mão, é bom saber qual a melhor saída para sua atração. Poupa tempo. De qq forma, as estações têm mapa.

Em vários vagões reparamos em vídeos educativos que (presumo) o governo patrocine para educar os modos da galera. Do tipo: ceder lugar aos mais velhos, grávidas ou portador de necessidades; não cuspir; não sujar; deixar o lado esquerdo livre nas escadas rolantes (neste caso funcionava somente algumas vezes, tipo Brasil), etc. Mas não vi galera retirando a mochila das costas em vagões lotados.

Para entrar no metrô vc sempre precisa passar por raio x e detector de metais. Mas só pra constar, a inspeção é leve. Em HK não tem isso de raio x e detector. 

Vimos algumas estações com guardas. Eles entravam em alguns vagões também. Esses guardas do vagão sempre desembarcam e aguardam sinal de embarque para retornar. E impedem outros de entrar quando o sinal toca. Vimos tbm pessoas pedindo informações a eles.

Ônibus é complicado pq todas as infos estão em chinês. Mas em HK andamos de ônibus, as infos estavam bem descritas em inglês em cada ponto.


Leões nas portas
Isso é algo que vc vai ver em tudo quanto é canto. Seja cidade pequena, seja nos grandes centros. As entradas estão guarnecidas por dois leões de pedra. Normalmente o macho está com a pata sobre uma bola e a fêmea tem a pata sobre um filhote (parece esmagar, mas na verdade está acariciando – ou protegendo?). Estão lá para espantar maus espíritos.
 

Tomada
Levamos um adaptador universal, mas não foi necessário. A tomada de dois pinos funciona numa boa por lá – em um lugar que ficamos em Pequim ficava meio mole. Mas deu pra carregar geral.


Compras
Não fizemos (não fazemos habitualmente).


Segurança
Relaxe. Não há padrão de comparação com grandes cidades brasileiras.


Hospedagem
Cidade – hotel - diária
Beijing - 161 Wangfujing Courtyard Hotel – 405 CNY
Pingyao - Pingyao Hongyuyuan Guesthouse – 92 CNY
Xian - So Young City Center Hostel Huiya Tianmu Shop – 138 CNY
Shanghai Blue Mountain Bund Youth Hostel – 499 CNY
ibis Hong Kong Central and Sheung Wan – 473 HKD
Novotel Beijing Xin Qiao – 437 CNY

Via de regra escolho a região onde ficar em 1º lugar, e depois o mais barato que não seja (muito) esculhambado. Localização, quarto casal com banheiro, nada de não reembolsável. Nesse caso, acho que elevamos o padrão um pouco. E achei os hotéis nas grandes cidades bem caros. A diferença, por exemplo, entre os preços pagos em Xangai e Pingyao, de 5x, não se traduz na qualidade. Esperava por preços de hotéis mais na linha Sudeste Asiático. Mas eles estavam mais para Singapura grandes maiores.

Em cada região, escolhi onde ficar. Wangfujing e arredores em Pequim, centrão em Pingyao, dentro da muralha em Xian (diria hoje que é desnecessário, mas felizmente dei sorte de ficar relativamente perto do Muslim Quarter), perto (mas nem tanto assim...) do Bund em Xangai e HK eu acabei não ficando onde queria, que era do outro lado do rio. Por conta dos preços, e da qualidade que eu via, acabei optando por uma boa promoção (não reembolsável, mas foi o jeito) do Ibis. Foi ótima opção, acertei sem querer (mas se voltasse ficaria mais perto do Soho). Na volta em Pequim, tinha reservado um albergue (Station hostel) e depois vi uma promoção do Novotel mais barato que o albergue (mas ambos caros). Achei aquilo bizarro, e não recusei o esquema-patrão.

Padrão dos banheiros de hotéis, pousadas e albergues que ficamos era ter: 2 escovas com pasta, 1 pente. Xampu e sabão líquido, 1 sabonete sólido. 


Transportes
Trecho - preço por cabeça

Avião:
RJ x SP – Gol – 162 BRL
SP x Doha x Pequim – Qatar - 1500 BRL

Trens:
Beijing West – Pingyaogucheng – 183 CNY
Pingyaogucheng - Xian North – 150 CNY
Xian North - Shanghai Hongqiao – 670 CNY

Avião:
Shangai Hongqiao x Hong Kong – China Eastern – milhas
Hong Kong x Pequim - China Southern – milhas

Pequim x Doha x SP – Qatar - 1500 BRL
SP x RJ – Latam – 132 BRL

Comprei tickets de trem adiantadamente com a China Highights, agência online. Pedi para entregar no nosso hotel em Pequim. Paga-se taxa para tudo isso, optei pela comodidade. E deu tudo certinho. Tickets estavam lá no nosso hotel quando chegamos, instruções foram perfeitas, tickets todos certinhos conforme compramos. A ideia, que li em 10 entre 10 relatos, de filas e miscommunication para comprar nas estações de trem me levaram ao conforto de antecipar essa parte por agência.

Usamos trens D e G, que são de alta velocidade. G é o de mais alta. Trens (e metrô) tinham informações e anúncios em inglês. Mas não era tudo traduzido, era somente o necessário.

Sobre os trens, preferimos sempre os de noite, como qualquer outro transporte. Olhando para trás, talvez pegasse algum sleeper. Rola um barato também de viajar de dia, observar visual e tal. De noite é dormir, ou ler (e sempre lia o guia, livro, Piauí, etc.) OU ainda netflix. Dez entre dez relatos e guias dizem que estrangeiros não tem como comprar passagens pela inet no site oficial, e nem mesmo nas máquinas automáticas das estações. Nem tentei. 

Eu faria os trechos internos para e de Hong Kong de trem também, mas em ambos os casos me tomaria um dia inteiro de viagem, mesmo em alta velocidade. Então optamos por avião. Acabou que consegui usar milhas de longa data que tinha da Flying Blue, e que estavam prestes a expirar!, para emitir passagens para os dois trechos. Amem!
 

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RELATO

Saímos de Doha de manhã e chegamos em Pequim no começo da madrugada, mas antes do previsto. Logo na chegada havia máquinas para vc já scanear suas impressões digitais. Coisa rápida e sem fila. A máquina inteligente identifica que vc é do Brasil e fala em português com vc. Um papel é emitido, que vc leva para a imigração. Imigração, aliás, que foi rápida, talvez pelo horário. Primeira fila esperada que não rolou. Vencida a primeira etapa, fui buscar o Bank of China pra fazer câmbio. Não achei, ou estava fechado, não sei. Tinha essa dica de já fazer antes de sair do desembarque, mas não achei. Lá fora havia um câmbio a 6,25 para o dólar, e ainda tinha comissão. Achei baixo, tinha visto que estava na faixa de 6,80. Havíamos agendado um transfer com nosso hotel para 1 da manhã, e desembarcamos antes disso, então fui pesquisar em outras áreas do aeroporto. Aliás, embora monumental, achei o aeroporto de Pequim – ao menos aquele terminal – meio datado e não muito claro. Achei outra casa de câmbio no embarque, que pagava melhor: 6,54, também com comissão. Ainda achei baixo e deixei para arriscar no dia seguinte na cidade (e fiz muito bem, troquei no Bank of China por 6,81 sem comissão). Nosso transfer chegou, partimos para a cidade para nosso hotel, que ficava num hutong. Tivemos boa impressão do quarto, embora a janela fosse interna – todas eram internas. TV só em chinês. Fomos dormir tarde, umas 3 da madrugada.

(Relato começa no dia 5, os dias anteriores foram em Doha)

Dia 5. 
Saímos meio tarde, eram umas 9am. Fui conferir se minha correspondência havia chegado, com os bilhetes de trem, e sim, tudo ok. Partimos para um Bank of China por lá perto para fazer o câmbio. Já tivemos nosso primeiro contato com um local, perguntando informação – o moço simpático não sabia dizer. Mas o guarda apontou onde era o banco. Só tinha uma pessoa na fila. E os atendentes falavam inglês! Primeiras boas impressões na cidade. O processo é burocrático e toma um tempinho (papelada, preenche, assina, etc.), mais tempo que nas casas de câmbio argentinas, por exemplo.

Resolvida a parada fomos desbravar o metrô. É simples, tem as informações em inglês. Como tem muita linha, é bom identificar antecipadamente a estação para onde vc vai e qual linha passa por lá. Valor varia conforme distância e conexões, mas fica entre 3 e 6 CNY por viagem. Tinha lido que não adianta comprar antecipadamente, então sempre comprávamos na hora mesmo.

Partiu Tiananmen! E, claro, Cidade Proibida, que era nosso foco do primeiro dia. Começar logo pelo principal! Descemos em Quianmen e ficamos curtindo um pouco o boulevard ali por perto. Rodamos e fomos em direção à monumental Praça da Paz Celestial. Conforme avançávamos, íamos identificando por onde entrar e para onde ir. Atravessar ruas geralmente é por passagens subterrâneas. Como tem muita gente eventualmente há setores para grupos e outros separados para quem estiver solo. 

Fomos seguindo o fluxo e dali a pouco estávamos nela, a Praça da Paz Celestial, ou a Praça Tiananmen. Somente muito depois fui me dar conta de que não pegamos fila alguma para chegar lá. Embora houvesse muita gente na região, a maioria era de grupos que ficavam reunidos com seus guias. De alguma forma milagrosa, não entramos em fila. Apenas flanávamos pela monumental praça e seus diversos cantos, quando vimos uma entrada para alguma atração e lá fomos nela. Fomos barrados, não podia entrar de bolsa. Voltamos e Katia deixou a bolsa num guarda volumes do outro lado da avenida. Voltamos para a fila. Galera correndo, acho que fechava meio dia. Descobri que era o Mausoléu do Mao. De novo: zero de fila! Mas... eu estava com câmera fotográfica, e também não era permitido. Teria de voltar, e não haveria mais tempo para visitar, fechava meio dia. Sem galho, voltamos, pegamos a bolsa de volta e seguimos passeando pela praça. Destino: Cidade Proibida.

Embora monumental, acho que estávamos tão maravilhados com tudo que não nos demos conta do quanto andamos por toda a Praça Celestial da Paz. Andávamos, admirávamos, fotografávamos, curtíamos. Sempre avançando na direção da Cidade Proibida. Sem pressa, tínhamos todo o tempo do mundo. Olhei para o lado e vi a fachada do Museu Nacional da China. Queria conhecer, mas entrar em museu não era prioridade do dia. A fotografia do Mao aparecia cada vez maior na nossa frente – a fachada estava em reforma, mas muito bem escamoteada por um pano da mesma cor do que estava antes. Ali já havia muita gente, mas com espaço para todos. Eventualmente já recebíamos alguns olhares curiosos, presumidamente de chineses que chegam de outras cidades menores para conhecer e que não tem contato com ocidentais. E então revivemos uma experiência muito divertida (ao menos nós achamos divertido...) que é tirar foto com a galera. Eles pedem para fotografar conosco, e nós pedimos para fotografar com eles também. Todos curtem. Isso se repetiu nos dias seguintes e em Pingyao.

 

 

 

 

Fomos seguindo o fluxo e dali a pouco lá estávamos, a entrada da Cidade Proibida. Meridian Gate. Onde era a bilheteria? Não estava indicado, ou eu não identifiquei. Mas o LP indicava que era nas laterais. De fato. Lá fui comprar. Zero de fila. Entrega o passaporte e paga, somente isso. Em seguida fui alugar um audioguide. Eu não alugaria normalmente, mas um amigo insistiu que eu fizesse uma visita guiada, “ou então eu não entenderia nada”. Fui de audioguide – e era mesmo interessante, qdo eu prestava atenção; é tanta coisa bela e monumental que os olhos desviam a atenção. O cérebro acaba preferindo os olhos aos ouvidos. Enfim, no audioguide já tivemos a primeira experiência com um fura-fila. Havia apenas uma menina comprando na minha frente e lá veio um fura-fila direto no guichê. 

De audioguide na mão e ingresso no passaporte, entramos. Vasculhamos a cidade proibida por umas 4 horas, até praticamente a hora de fechar. Em princípio busquei seguir o roteiro descrito pelo Lonely Planet. Eventualmente caíamos em exposições em que só havia coisas escritas em chinês! Mesmo dentro da Cidade Proibida, há atrações que demandam pagamento adicional (depois vi que isso é comum na China) – havia uma de relógios que era sensacional, valeu muito a pena o ingresso extra. Em geral são monumentos seguidos de monumentos que nos deixavam de queixo caído sucessivamente. Uma ou outra pausa breve para descanso no meio do caminho. De resto busquei explorar tudo o que pudesse por lá. Havia muita gente sim, eventualmente não dava para ver alguma coisa dentro de uma sala porque só havia uma porta aberta e um monte de gente vendo, mas era só esperar a vez que chegava.

 

 

 

 

No fim da tarde, acho que umas 17 hs, encerramos e saímos. Do outro lado da rua tem o parque Jingshan, nosso destino seguinte. Eu achava que fechava logo a seguir, mas acho que não. Logo na entrada fomos abordados por uma simpática moça, que, depois de conversar um pouco, perguntou se não queríamos tomar um chá. Nós não iríamos mesmo (havia uma programação a cumprir!), mas logo nos lembramos do famoso golpe do chá que rola por lá, sobretudo em Xangai (é só dar um google). Apenas dissemos não e seguimos nosso passeio.

Subindo as trilhas do parque Jingshan vc tem uma vista sensacional da Cidade Proibida. Ah, o parque é pago, acho que 20 CNY. Os parques na China geralmente são pagos. Fomos subindo e curtimos um bom tempo admirando aquele espetáculo da Cidade Proibida ao cair do sol. Havia poluição, conforme esperado, mas nada que impedisse de admirar. Não era um fog (de partículas de poeira!) nada pesado. Ainda rodamos pelo parque, e foi muito bacana: músicos praticando (alguns muito bons, outro muito iniciantes) diversos instrumentos ao ar livre, embora relativamente escondidos. Havia pessoas dançando (mais tarde vimos que isso é muito comum na China), havia pessoas fazendo Tai Chi Chuan (adoro ver!). Tudo muito limpo e organizado no parque. 

 

 

 

Saímos pela porta leste e fomos jantar no Little Yunnan, que estava listado e recomendado no Lonely Planet. Não me lembro mais do que comemos, mas gostei. Foi também nosso primeiro contato com a cerveja local, que viríamos a beber tantas outras vezes, a Tsingtao. Nada de mais, é uma skol da vida, e que geralmente custava barato (10 CNY). A versão de trigo, no raros locais em que encontrei, me agradava bem mais.

Jantados, fomos andando para uma breve parada no hotel (reservar nosso passeio do dia seguinte até a Muralha!), e logo partimos para conhecer a famosa rua Wangfujing. Estávamos hospedados perto dela – na verdade, busquei um hotel perto dela. Mas a parte em que ela é fechada para carros era mais distante. Na nossa caminhada até lá, vimos enormes grupos dançando, um barato. Geralmente senhoras, e de meia idade. Todos curtindo, sem vergonha alguma (quem vos escreve teria vergonha, daí o destaque), muito legal. Era um grupo atrás do outro ao longo da avenida. Passamos ainda por uma bela igreja cristã (São José), fechada, e com a galera curtindo o jardim dela praticando... dança!

A Wangfujing fechada aos carros é cheia de grandes lojas e tal. O que eu queria ver era a área das comidas (food stalls), mas passamos batidos na ida. Na verdade é uma ruela lateral, que sai da Wangfujing. Na volta encontramos e entramos. Ali, sim, é área de comida guerreira! Como havíamos jantado, e bem, não provamos nada, só curtimos visualmente a galera e as comidas. Na verdade, teríamos mais contato com comidas ‘estranhas’ -- aos nossos olhos – em outras cidades. Acabamos o dia tomando uma cerva artesanal caríssima curtindo um som ao ar livre local.

 

Dia 6
Dia de conhecer a Muralha da China. Mal chegamos e já desbravamos aquela maravilha monumental que é o conjunto Praça Celestial da Paz e Cidade Proibida, e já partíamos para conhecer outra maravilha (mais monumental ainda) da China. E do planeta.

O acordado era que uma van nos buscaria às 7am na esquina do hutong. Havia outros esperando também, acho que do nosso hotel. Foi tudo certinho. Primeiro van, depois desce todo mundo e segue num busão. Tem guia, que falava bem inglês e era divertido.

Havia opção de subir a pé, o que foi desmotivado amplamente pelo guia. Galera que vai no esquema guerreiro, ou que vai também pelo trekking, escolhe essa opção. Nó subimos de bondinho. 120 CNY ida e volta, cada. O dia nublado e com mais poluição no ar do que o normal (que já é alto) não permitia visuais amplos. Mas sempre curto muito passear de cable car.

Enfim, chegamos. A Muralha da China. Não precisa de mais palavras pra descrever.

O guia havia nos orientado seguir até a torre 20, que é meio que um final de rota. A muralha está reformada até ali – e na verdade, ela fica fechada a partir daquela torre. Nada que impeça a galera de seguir viagem (pulando ou driblando o muro!), mas era a referência. A chegada é entre as torres 14 e 15, salvo engano. E a caminhada até a 20 é subida – depois é só descer! Assim fizemos, curtindo cada pausa pelo caminho (e foram algumas, estávamos fora de forma). Na volta Katia optou por descer para o ponto de encontro, eu ainda estiquei até a torre 10, descendo, curti e voltei. Tínhamos 3 horas para curtir (limitações de excursões em grupo!), curti todo o tempo disponível.

Voltamos, almoçamos com a galera (comida saborosa para a turistada!), e voltamos. Chapei no ônibus. 

Demos uma passada no hotel e decidimos conhecer o 798 Art District naquele resto de dia. As atrações já estariam fechadas àquela hora, e o dia nublado não recomendava conhecer alguns belos parques da cidade, então essa nos pareceu uma boa opção. Leva um tempo até lá de metrô, e ainda tem uma caminhada a ser feita, mas fomos. Chegamos no fim de tarde, já sabendo que as galerias estariam fechadas, ou fechando por aquela hora. Mas ainda curtimos bastante o lugar.

O 798 Art District é uma área muito bacana. Arte de rua, galerias, restaurantes moderninhos, etc. Tudo isso em meio às antigas instalações de uma fábrica, então diversos “restos” da fábrica foram reaproveitados como arte, ou mesmo adaptados ao novo cenário. A área é grande, estamos falando de alguns quarteirões. 

 

Foi lá que tivemos nosso primeiro problema de comunicação. Fomos comprar um chá e a menina foi apontando cada um para saber qual queríamos (falando não rolava, embora os nomes estivessem em inglês!). Eleitos os chás, na hora de pagar ela não tinha troco, e não aceitava cartão de crédito (galera lá usar QR code direto), pelo que entendi. Sei que ela foi extremamente simpática, mas demonstrou que não havia jeito. Ok, seguimos em frente. Fui tomar chá em outro canto, num lugar que tudo estava em chinês – escolhi o mais barato e tinha algo parecido com leite (soja?) misturado. Era bom. Bacana ver as maquininhas de tampar/vedar os copos automaticamente, para sair tomando de canudinho pela rua (lá toma-se chá como se fosse refrigerante – ou mate! – por aqui).

Bateu uma ameaça de chuva e nos abrigamos num japa local, onde jantamos. Nesse dia Katia não tava bem, achou melhor pular a janta. 

É muito comum, mas fui dormir pensando que, em dois dias na China, tinha conhecido duas das maiores atrações do planeta: Cidade Proibida e Muralha. Que dias!

 

Dia 7
Dia mais relax com viagem de trem pela tarde. Katia ainda se recuperando do revertério de ontem, saímos um pouco mais tarde que o habitual. Fomos no templo Lama e no templo de Confúcio, que ficam numa mesma região (salvo engano chamada de Arrow). São belos e amplos templos onde, além de toda a beleza, pudemos observar os chineses em seus rituais religiosos. Já tinha visto em alguns vídeos antes da viagem. Pagamos para entrar no Lama, mas o do Confucio foi grátis. Lá também é a região do Wudaoying hutong, área bem badalada turisticamente, que foi onde fizemos uma pausa para comer. Não é normal pararmos para comer durante o dia, mas Katia queria uma comfort food depois de um dia de estômago sensível.

 

 

 

 

 


Nossa ideia com trens era sempre pegar o mais tarde, pegar o transporte de noite. Mas nem sempre o que queremos é o que está disponível, de modo que quebramos um pouco o dia com a viagem. Além disso, tinha lido em dez entre dez relatos (e também nas instruções que recebemos da agência que nos vendeu os bilhetes) a recomendação para chegar nas estações com uma hora de antecedência. E que possivelmente haveria fila para entrar na estação, porque todos passam por raio x para entrar. Com tudo isso planejamos então de sair 2hs antes da partida. Para dar tempo de pegar mochilas no hotel + metrô para estação + todo esse tempo que nos diziam ser necessário para a estação. Não é Europa em que vc chega 5 minutos antes e tá na boa.

 

Enfim, demos esse tempo todo e... não havia fila alguma pra entrar na estação. Entramos na fila errada, mas logo uma boa pessoa nos indicou simpaticamente onde deveríamos ir (nosso bilhete era de outro tipo, requer outra entrada). Entramos e fomos para nossa sala de embarque. Lotada, conforme esperado. Ali sim havia fila, o que é natural – é como a fila para entrar no avião. O trem chega e o embarque é aberto uma meia hora antes, ou menos. E aí vai a galera, em teóricas filas. Sei que novamente estávamos na fila errada, e novamente uma boa alma nos indicou qual era a nossa. Depende do bilhete que vc tem. Rosa ou azul (nada a ver com Damares).

O trem é primeiro mundo total. Novo, rápido, limpíssimo. A disposição era de fileiras de 3 x 2. O nosso era o de 2, e havia um cara sentado num dos nossos assentos, mas que logo se levantou quando chegamos. A comissária também foi muito simpática e disse que nos avisaria quando chegássemos em Pingyao. De novo: todas pessoas bacanas conosco. A viagem foi numa boa. Alternei a curtição do visual, com leitura, com Netflix e com algum sono. De fato, ainda há gente que parece desconhecer a existência de headphones e assiste a vídeos no celular ou ipad com volume aberto no máximo (ou muito alto). É algo que ocorre também no Brasil, enfim.

Chegamos em Pingyao e fui direto para o taxi. Mostrei o nome do hotel para ele, que ligou para o lugar. Disse que o dono nos buscaria na muralha. Bacana. Cobrou um preço fechado (malandro!) um pouco acima do que eu tinha em mente, mas tava tão relax que não grilei com isso. Fomos de taxi até a muralha e de lá o dono da pousada nos recebeu. Nem taxista nem ele falavam nada de inglês, as frases trocadas eram todas via aplicativo do taxista. Houve alguma falha de comunicação pq o moço da pousada veio sozinho com uma moto, e éramos 2. Logo depois chegou outra, e lá fomos nós em direção à pousada. 

Fomos muito bem recebidos por uma moça surpreendentemente falando inglês e nos dando orientações, além de um saboroso chá. Nosso quarto era ótimo, num courtyard – um padrão em Pingyao. Preço excelente pela qualidade. E já partimos para curtir a noite na cidade.

Era fim de semana, sábado de noite, e estava cheio de gente nas ruas. Lojinhas, comidas, e muita gente. Teoricamente é área somente para pedestres, mas -- lembre-se! -- motos ignoram regras, então volta e meia havia uma buzinando para a galera sair e abrir espaço. Nada que fosse problema. Pingyao mostrava ser mesmo uma cidade graciosa. 

Rodamos bastante de noite, jantamos o pingyao beef (meio que uma carne defumada gelada), aproveitei para fazer massagem (thai moment!) e fomos dormir. Tudo estava fechado às 23:30.

 

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Dia 8
Dia de andar e explorar Pingyao. E assim fizemos: andamos 9 horas seguidas pela cidade, seus museus e sua muralha. Foi um dia de sol e céu aberto, com bem menos poluição do que Pequim. Compramos um passe (125 CNY, mas nos cobraram 65CNY não sei pq) que dava direito a visitar todos os museus da cidade durante 3 dias. São vários museus, nem dá pra almejar conhecer todos. Os principais são mapeados, e fomos em todos eles nos dois dias em que ficamos por lá. Olhávamos, entrávamos. Nem sempre nos interessava, o que eventualmente tornava a visita mais rápida. Salvamos também algumas coisas para conhecermos no dia seguinte. Esquema relax em Pingyao.

Lá nós tivemos um grande India revival: era comum as pessoas nos olharem com cara de novidade e pedirem para tirar fotos conosco. Nós curtimos, tirávamos várias fotos deles também. Galera no geral muito simpática. Via de regra as pessoas não falam inglês e normalmente não há coisas escritas em outra língua que não o chinês. Mas dava para se virar numa boa. Os museus continham placas informativas em inglês – mas não de tudo.

Mal comparando, é como o turista estrangeiro que vem ao Brasil – há muito pouca coisa escrita em inglês no geral. Lá também. A diferença é que lá estava tudo em ideogramas!

Em Pingyao aproveitamos também para sair provando o que nos desse vontade de experimentar. De comida, claro. Muita comida de rua, muita coisa muito estranha aos nossos olhos. Algumas não sei até hoje o que eram (porque também estou até hoje para pesquisar do que se trata...). Outras eram fáceis: churrasquinho de carne (seja lá de qual carne era, mas era bom) ou daqueles frutos do mar característicos. Vários biscoitinhos, bolinhos, pães – em geral eu achava com pouco gosto (as comidas por lá tinham muito menos sal ou açúcar do que as no Brasil). Em geral os bolinhos que provamos eram de arroz doce. Sucos, chás, tinha de tudo, e buscávamos experimentar. Cerveja só no fim do dia, ehehehe. 

Havia algumas regras, amplamente ignoradas: não fotografar em determinados espaços; áreas de mão e contramão para pedestres; proibido subir/descer, etc.

Como falei, andamos o dia inteiro, sem pausa. Mas nada cansativo, era bem bacana curtir os lugares, as pessoas, acho que foi uma imersão maior na China – ainda que o lugar seja bem turístico (para os chineses). No final da tarde, umas 18hs, paramos na rua principal para relaxar, bebericar e observar. E aí vimos como éramos observados. Galera vinha para tirar fotos, ou tirava fotos de longe, ou filmava na careta. Sei que isso pode incomodar alguns, mas nós levamos numa boa.

Escureceu, e fomos rodar a cidade de noite. Esfriou bem naquela noite, chegou a 10 graus. Foi a única vez em toda a viagem que usei um fleece para me aquecer. Jantamos, rodamos mais e mais, e fomos dormir. Mas fui numa massagem antes!

Em Pingyao, sei lá pq, o whatsapp funcionou. Para receber msgs somente. E somente durante a madrugada. Teve ter sido algum desbloqueio. Ou falha.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Dia 9
Fez frio de madrugada, mas, com o sol, tudo esquentou. Foi outro dia flanando pela cidade. Tentamos percorrer mais partes da muralha, mas estava quase tudo fechado para caminhar. Somente um pequeno trecho aberto, que havíamos percorrido no dia anterior. No mais, obras ou simplesmente não é aberto para transeuntes. Do total de 6km de muralha, só uns 2km talvez estivessem abertos para se caminhar.

Fomos também nos museus restantes, assim como outros que encontrávamos pelo caminho. São muitos, não dá pra ir em tudo, e nem sempre é de interesse. Via de regra, os menores só recebem luz natural, o que deixa algumas salas bem escuras. Vimos também algumas traduções meio toscas para o inglês – mas a verdade é que vimos isso em todos os outros lugares (exceto HK, salvo engano).

Aliás, falando nisso, o translator (tanto o meu do google quanto o local, que não sei qual é) ajudaram bastante na comunicação por lá. Em algumas ocasiões, qdo precisava elaborar mais, precisávamos recorrer aos tradutores. Eventualmente a galera já nos oferecia o celular para escrever e traduzir. Muito prático! Ainda acho que isso vai matar, ou no mínimo mitigar, a necessidade de se aprender línguas estrangeiras um dia.

Esse dia era um belo dia de sol. Era também uma 2ª-feira, e a cidade estava mais tranquila. Galera fala que na China não tem isso de fim de semana, que trabalham os 7 dias, mas sei não. Sábados e domingos eram mais cheios.

Nesse dia rodamos um pouco fora dos muros da cidade. A cidade em si é muito maior, claro, refiro-me aos muros da parte histórica. Chegamos a andar para ver se rolava transporte para alguma atração nos arredores (há algumas a alguns kms), mas não nos organizamos direito e simplesmente não vimos táxis por onde andamos. Ou talvez houvesse tours ou coisa parecida, mas tudo estava escrito em chinês. Foco do turismo por lá, e na verdade em toda a China, é o turismo interno. Nada que não se resolvesse descolando com a própria pousada, claro, mas deixamos rolar. Estava de boa curtir a cidade no esquema relax.

Aproveitamos para provar mais comidinhas de rua, que seguíamos escolhendo pela atração ou interesse visual. No fim das contas, só curti mesmo foi o espetinho, seja lá do que tenha sido (porco, provavelmente). Não desgostei de nada, mas em geral não tinha muito sabor.

 

 

 

 

 

 

 

 

No fim da tarde descolamos um taxi para a estação de trem. Nada de chegar muito cedo, saímos 1 hora antes, o que já foi mais que suficiente. Novamente nada de fila para entrar (cidade pequena!) na estação.

Aliás, dica (de novo) para o trem: bilhetes vermelhos tem fila separada. Bilhetes azuis são nas normais. Nosso bilhete era vermelho, comprado antecipadamente via agência. Acho que o azul é para a galera que compra na estação ou direto. Há fila separada para entrar na estação, para embarcar e desembarcar. Vermelho ou azul. Precisa do bilhete pra sair da estação no desembarque. O vermelho não passa na catraca eletrônica, passa em separado com checagem manual. 

 

 

Xian. Chegada foi dentro dos conformes. Direto para o metrô e breve caminhada até o hostel. Mesmo à noite, achei bem tranquilo. Aliás, andei tarde da noite algumas vezes na China, e sempre foi bem tranquilo. Zero de insegurança – mesmo para os radares sempre ligados de alguém nascido e vivido no Rio de Janeiro. 

Chegamos ao hostel, que era num andar de um prédio. Estava com saudades desse espírito de hostel! Tinha uma TV passando “Em algum lugar do passado”. Fomos recebidos por uma menina que falava um inglês nota 10, o melhor que ouvimos até então. Mikki, se não escrevo errado. Ou melhor, foi o melhor inglês da viagem! O hostel na verdade era um andar, ou mais de um, de um prédio na cidade. Nosso quarto tinha até box.

Jantamos e bebemos por lá mesmo, no skybar do hostel. Pedi um prato chinês, e Katia resolveu pedir uma comfort food, mas apimentada. Veio mega spicy, de fazer chorar. Lição: na China, não peça para apimentar o que já é apimentado! Mas foi na boa, compensamos com mais cerveja. Ficamos por lá até tarde conversando com menina do hostel, que também era a chef. 

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      10 - 15: Hotel Royal Bangkok Chinatown em Bangkok - R$?? - Lindo, café da manhã legal com opções locais e internacionais, muitos chineses fazendo compras, localização boa bem na bagunça de BKK, piscina gostosa.

      15 - 17: EMAN-SIM BOUTIQUE HOTEL em Phnom Penh - R$358 - Lindinho, ótima localização, piscina de borda infinita no topo, funcionários gentis

      17 - 21: River Bay Villa em Siem Reap - R$362 - Localização fora do centro mas confortável

      21 - 22:  Lada Krabi Express em Krabi - R$115 - Apenas para passar a noite. Normal, limpo, localização boa e tinha que tirar os sapatos para entrar rs
      22 - 24: (não achei nos registros do Booking) em Phi Phi - Bem localizado e limpo. Mas apertado e... dava para ouvir Karaokê em chinês a noite toda. Estávamos de bom humor e não nos incomodou. 
      24 - 27:  iRest Ao Nang Krabi em Praia de Aonang - R$670 - Quarto enorme, sem piscina e relativamente mal localizado.

      27 - 28: Viagem de Krabi à Bangkok. Conexão de 6 horas. Bangkok à Paris com conexão de 8 horas. Paris à São Paulo. São Paulo à BH. Ufa!
      CONSIDERAÇÕES|FOTOS
      Geral
      - Amamos
      - Tínhamos franquia para despachar mas levamos somente 2 malas de mão e 2 mochilas
      - Se atente as exigências das roupas dos templos
      - Roteiro sem correria. Ideal era ter tirado um dia de Siem Riep e por em Phi Phi
      - Estava bem quente. Em Bangkok chuviscava o tempo todo e nas praias o sol não abriu nenhum dia  Mas estavam lindas mesmo assim...
      - Lembre-se que janeiro é uma boa época na Ásia mas inverno na Europa. 2 mochilas inteiras foram ocupadas com roupas de inverno.
      - Tudo é muito barato
      - Oficiais da imigração nem respondiam meu bom dia, só carimbavam meu passaporte e conversavam com os colegas na língua deles 
      - Pessoal do hotel, restaurantes e lugares turísticos falavam inglês perfeito
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      Bangkok

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      - Muuuuuitas motos e um trânsito muito bagunçado
      - Visitamos alguns templos
      - Fizemos massagem (muito boa e barata)

      - Fomos no MBK shopping para jantar e voltamos com uma mala recheada de compras 😅 . Parece um Brás ou Feira Shop (de BH) mais organizado. Bem barato
      - O melhor passeio na cidade e da viagem foi voltando do Grande Palácio. Tentamos achar uma entrada para o rio da cidade, mas estava difícil. Acabamos escolhendo um bequinho qualquer (beco mesmo! sem iluminação, estreito e sujo). Aconteceu o maior serendipity da vida ao chegar no restaurante Eat Sight Story Deck. As fotos falam melhor:

      (queria colocar o vídeo, mas não consegui colocar aqui. para quem quiser ver, está no meu Instagram @faelamart)
      Phnom Penh
       
      - Quase perdemos o vôo porque esquecemos que era internacional e tinha imigração para sair (muito demorada aliás). Além do aeroporto ser muito grande... 
      - Não sabia dizer o nome da cidade e não sei até hoje
      - O visto é feito na horas e foi cerca de 30 dolares. Não precisou de foto e nem perguntas
      - Fomos no museu que fala do triste genocídio cambojano

      - Vimos muitas crianças saindo da escola com seus uniformes lindos
      - É uma cidade pequena em expansão, muitas obras para todos os lados
      - Complicado andar na rua porque tem poucas calçadas

      - O pessoal de lá tem menos $$$ mas mesmo assim são bem mais acolhedores que a vizinha Tailândia
      - Se o trânsito de BKK é doido, aqui as pessoas são. Muitas crianças dirigindo moto, sem capacete e com 2,3,4 pessoas na garupa (!!!)

      - Compramos no dia uma passagem para Siem Reap pelo bookmebus.com
      - Fomos por uma companhia de correios chamada Post VIP Van e durou umas 4 ou 5 horas. Tinham cerca de 12 assentos e tinham 7 pessoas com o motorista. Na estrada vimos muitas pessoas vendendo gasolina na garrafa pet e mato. Na parada para o banheiro *atenção para o banheiro* vimos pela única vez insetos para comer

      Siem Reap
      - Bem mais turistas que a capital - Centrinho gostoso, muitas opções de restaurante

      - Visitamos Angkor Wat por um dia e foi incrível. Segundo ponto alto da viagem (para mim, porque minha mãe detestou ficar vendo "coisa velha"). Atenção de novo para fotos:

      Krabi
      - Foi apenas de passagem para pegar o barco para Phi Phi (compramos pelo hotel no dia mesmo)
      - Essa região é de maioria muçulmana
      Koh Phi Phi
      - A ilha mais famosa do país 
      - Parece bastante com a Vila de Jericoacoara
      - O tempo não ajudou muito e nem o tempo curto. Aproveitamos pouco mas amamos
      - Conversamos muito com o capitão do passeio de barco. Foi um dia maravilhoso pelas ilhas Maya Bay, Bamboo e outras

      Ao Nang
      - Preferimos Phi Phi
      - Fomos apenas em algumas praias
      CONSIDERAÇÕES FINAIS
      Minha mãe se apaixonou pelo sudeste asiático e eu mais ainda. Queremos voltar e recomendo à todos que vão conhecer essa região incrível!!!
      Obrigada por ler meu primeiro relato e que venham os próximos  
       
       
       
       
       
       
       







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    • Por mcm
      Depois de 2 anos sem férias (troca de emprego = menos férias), 2019 era novamente vez das férias de 20 dias. Alvo era novamente Ásia. Japão, China, Indonésia, Filipinas, Coreia, o leque era grande. Com as passagens no Brasil escalando Himalaias, já na virada do ano comecei a prestar muita atenção nas promoções que surgiam no celular (Melhores Destinos, amem) e email. E eis que surge a Qatar com 3 pratas para a China, partindo de São Paulo. Achei o preço muito bom, e logo fechamos. Ainda acho que foi um ótimo preço – no entanto foi a passagem mais cara de todas as viagens que já fizemos nesta década.
      Como era pela Qatar, tivemos a chance de programar um stop-over em Doha e conhecer a cidade, então agendamos 3 dias por lá. Depois vi que o habitual era reservar um ou dois dias (de fato, suficientes!). Mas nessa viagem buscamos ficar mais tempo nos lugares e quicar menos de lugar em lugar.
      Nossa ida começou na sexta-feira. Saí do expediente de tarde, fomos para o Galeão. Chegamos a Guarulhos de noite, e uma longa espera nos aguardava: o voo da Qatar partia às 3 da madrugada. Feito o checkin, fomos curtir esquema-patrão na sala da Latam, aguardando o embarque. Longas horas de voo pela frente, mas que foram tranquilas (ao menos para mim): dormi a maior parte.

      Doha
      Chegada em Doha no começo da madrugada, fui fazer um câmbio rápido (cotação de compra e venda de USD no Qatar praticamente não tem spread, mas há cobrança de taxa...) e logo pegamos um taxi para nosso hotel. Chegamos apenas para dormir. Mas já deu pra ver que estávamos no meio de uma zona em ampla reforma. O Qatar está empreendendo maciças reformas e construções urbanas com vistas à Copa do Mundo. Diversas áreas estão com obras praticamente 24hs por dia, e nossa região era uma delas. Reservei pela proximidade com o Souq Waqif e pela ótima promoção da Accor. Achei que foi bom negócio de qq jeito.
      Taxi até o hotel deu 50 pratas. Fomos dormir às 2 da matina.
      Dia1. Acordamos cedo e partimos para passear e reconhecer a área. Como visto na noite anterior, parece um mega canteiro de obras. Fomos andando, e não havia calçada ou área para os pedestres num trecho. Muita coisa grande e moderna sendo levantada. Rapidamente chegamos na zona do Souq. Ainda amanhecendo, tudo fechado. 
      Desviamos em direção ao Emir Palace. Tinha lido que galera expulsa de lá, e é verdade. Ao menor sinal de aproximação, lá desceu o carro com segurança para nos avisar pra vazar da área. Tinha uma mesquita interessante, mas não vimos entrada. Sinal de que ou estava fechada e/ou não era para turistas.
      Fomos conferir então a área do Falcon Souq, onde vendem falcões. Isso mesmo, mercado de falcões! Mas também tudo fechado. Essa nossa mania de sair cedo de manhã eventualmente acarreta nisso. Tranquilo, a ideia tbm é ver a cidade amanhecer. Esbarramos num ‘estacionamento’ de camelos e ficamos curtindo os bichos um pouco. O Souq foi acordando e fomos curtindo vendo o panorama. Ainda assim, por mais que tenha atividades no Souq ao longo do dia – e tem --, o quente mesmo ali é quando o sol cai. Aí enche. As famílias locais (e turistas) chegam para jantar nos diversos restaurantes, além de curtir as atividades paralelas que rolam por lá (mercado, atrações para crianças, eventos, exposições, etc.).
      Fomos então ver a mesquita que fica logo ali do lado, e que na verdade é um centro cultural. Al Fanar Jumma Masjid. Erramos a entrada, mas logo achamos. Fomos bem recebidos e ficamos vendo uma exposição muito bacana que rolava na entrada. Era sobre o islamismo, contando a história da religião, fotografias e etc. Tudo em inglês. E então fomos recebidos e a partir de então ciceroneados por um cara muito bacana, mas que infelizmente me esqueci o nome! Via de regra nós – enquanto turistas -- somos muito bem recebidos em mesquitas pelo mundo, particularmente na Ásia. Não foi diferente em Doha. A mesquita em si é bacana, mas o principal mesmo é toda a apresentação e conversa que tivemos por lá. E ainda saímos com brindes, além de livros sobre o islã. Foi lá que tivemos conhecimento de que estávamos na época do Ramadã, o que afetaria fortemente nossa visita ao país.
      De lá seguimos para o MIA, o Museu de Arte Islâmica, uma das principais atrações do Catar. Fomos andando, já debaixo de um sol mais forte, mas tolerável para cariocas.
      Andando para lá, conhecemos também o Corniche, que é o calçadão local à beira mar. Ou beira baía talvez seja mais apropriado. Naquela hora estava bem vazia. Chegando no MIA, os guardas da entrada informaram que havia um problema, sem especificar qual, e que o museu estava excepcionalmente fechado por algumas horas. Ok, fomos então passear no belo parque MIA, adjacente ao museu. Fomos até uma pontinha, curtindo diversos visuais muito bacanas. Mas estava tudo vazio, tudo fechado. Podia ser pelo clima (em lugares muito quentes as coisas só abrem quando o sol dá um arrego), podia ser pelo ramadã. Ainda que vazio, o parque conta com transporte em carrinhos de golfe gratuitos para quem quiser se deslocar rapidamente. Alto padrão! 

      Dica: Existe uma passagem subterrânea não muito bem sinalizada do Souq para o Corniche, e vice-versa. Bem mais seguro e poupa tempo de atravessar os sinais de trânsito, que demoram bastante para abrir para o pedestre.
      Voltamos ao MIA, que seguia fechado “temporariamente”. Então desistimos. Na saída, um motorista de Limo nos abordou. Embora isso, conforme nosso radar, seja furada na certa, optei por ouvir a oferta. Ele me mostrou lá os lugares onde nos levaria, e estavam todos no meu radar para visitar. Levaria algumas horas e o preço era 250 QAR. Recusei. Depois de algum tempo caiu para 200 QAR, mas recusei novamente. Não precisava de alguém à minha disposição e iria naqueles lugares depois de taxi mesmo, a um custo bem menor. Voltamos ao Souq, mas as poucas coisas abertas estavam fechando. O Souq fecha de tarde, na realidade. Então pegamos um taxi até o Aspire Park, que é também onde fica o Villagio Mall.
      Visitar shoppings é algo muito fora do nosso padrão de viagem. É raro, e, quando ocorre, geralmente é para usar o banheiro! Mas abrimos exceção para essa pérola de Doha, tínhamos curiosidade de ver a parada estilo Veneza de lá. Explicando melhor: é um shopping de luxo, em que construíram um canal emulando os canais de Veneza. Tem gôndola e tudo o mais por lá. E uma parada desenhada no teto que dá uma impressão (de certa forma) de que é o céu. É curioso, interessante, meio kitsch para uns. Tem ainda uma réplica de Milão também, em outra parte. Fora isso, é um shopping como qq outro, mas cheio de lojas de alta grife. Como era ramadã, a maioria das lojas estavam fechadas. E, numa determinada hora do meio da tarde, o shopping fechou também.
      Aproveitamos para passear um pouco pelo Aspire Park, que – novidade! – estava vazio àquela hora. Possivelmente pela combinação de sol forte + ramadã. Não havia mais o que fazer, então pegamos o taxi de volta. Os taxis ficaram na faixa de 30 QAR cada trecho.

      Estacionamos no Souq e ali ficamos. Vimos o Doha bus (aquele ônibus turístico de dois andares) completamente vazio numa ocasião, e com UMA alma dentro noutra. Vimos o sol caindo e as pessoas chegando cada vez e maior número ao Souq. Enfim, finalmente vimos vida intensa! Descobrimos que durante o ramadã o MIA só abre de manhã e de noite (!). 
      Reparamos na extrema limpeza, e um forte motivo para tal: um esquadrão de garis atentos a qualquer indício de sujeira, e que logo um deles corre para limpar. Era impressionante, tanto a quantidade de garis como a limpeza geral (exceto pelos cocôs de pombos). Outra coisa que reparamos são os banheiros públicos. No Souq tinha 2, salvo engano. Eventualmente com uma prayer room por perto.
      Demos um rolê pelo Corniche para curtir o entardecer, e aí vimos o esquema dos barcos por lá. Eu achava que saíam barcos com galera, grandes grupos e tal. Nada disso, os barqueiros ficam pescando turistas por lá, um esquema meio Varanasi. Só que os barcos são grandes, nada de barco a remo e tal. Uma saída não deve ser barata, embora tenha recebido ofertas de 50 QAR para o casal. Recusamos, Katia achou que o mar não estava calmo o suficiente para ela curtir. Ficamos passeando pelo Corniche, que é bem bacana.
      Na janta decidimos esbanjar e fomos no Parisa, restaurante de comida persa. O restaurante em si já é uma atração, diversas pessoas param e entram para fotografar. E a comida estava uma delícia! Comemos muito, bem além da fome, por pura gula. Comprovamos como o Souq muda completamente de noite, com muita gente nas ruas e restaurantes de lá. Lugar muito bacana. O pós janta pesada deu aquele bode maneiro de fim de dia, mas ainda assim fomos esticar até o Corniche novamente, para curtir o visual do skyline de Doha. Ficamos lá de relax um bom tempo, mas o sono batia vorazmente em mim. Já era tarde, voltamos para dormir.
       
       

      Dia 2. Acordamos um pouco mais tarde. Fui fazer câmbio – a casa de câmbio do Souq não aceitou meus dólares velhos, então fui a um banco. Em seguida fomos finalmente no MIA. Um espetáculo de arquitetura, acerco e exposição. Ficamos umas horinhas por lá, curtindo com calma.
       
       
       

      Chamei um Uber para conhecermos Katara, que é descrito como uma cultural village. É mais que isso. Tem um Q de shopping Downtown. Tem shopping, restaurantes, cinema, praia, galerias, uma enorme arena (!), mesquita, etc. Mas, como era de dia e era ramadã, tinha tudo isso e estava praticamente tudo fechado.
      O lugar parece ser bem bacana – quando tem gente e as coisas estão abertas! Vimos gente na mesquita, todos os restaurantes estavam fechados, a praia estava com acesso fechado (!) – e, uau!, havia barracas de praia de vidro e com ar condicionado! Vimos áreas de reza na praia, separadas por sexo. E vimos uns gringos curtindo a praia (mas ninguém de biquíni!) num canto mais ao lado aberto ao público. O calor convidava para a praia, estava muito quente.
       
       
       
       
      Curtimos um tempo por lá e chamamos um uber para conhecer outra área: The Pearl. É um mega bairro inteiramente construído artificialmente sobre o mar. Muitos estrangeiros moram por lá. Selecionamos uma área para desembarque – especificamente onde o google maps apontava “The Pearl – Qatar” -- e partimos. Para variar, tudo fechado! Algumas vezes era estranho, dava uma certa sensação de apocalipse. Que logo se dissipava, pq víamos alguém na rua. Então não era fim do mundo.
      Tudo muito bacana, e também com um Q de shopping downtown. Edificações, lojas, restaurantes, shopping (aberto mas com todas as lojas fechadas), etc. Curtimos um tempo ali e optamos por ir andando para uma outra área mapeada.
      Andar por ali não é muito comum – o lugar é meio Barra da Tijuca – mas conseguimos, era perto. Fomos para uma área que emulava Veneza (sim, de novo!) a céu aberto. Qanat Quartier era o nome, salvo engano. Àquela altura já sabíamos que encontraríamos tudo fechado, então fomos no espírito de andar pelo bairro mesmo. É bem divertido, pra falar a verdade – e até bonito, tudo colorido, novinho e tal (mas tem quem não goste). Tem os canais, as pontes reproduzindo originais italianas, mas não tinha gôndola rolando naquela tarde. Diversas áreas beirando os canais com restaurantes, bem bacana e agradável (mas não rola álcool no Qatar!). Rodamos bastante pela área até que encontramos uma loja de sucos aberta. Um oásis! Estávamos a seco desde o MIA (tudo fechado, ramadã...), finalmente havia algo para beber! Demos uma pausa por lá, saboreamos o suco, e partimos de volta para o Souq.

      Chegamos lá no fim de tarde, e ficamos curtindo a galera chegando. Sempre comprávamos uns refrigerantes locais (ou turcos!) que ficávamos saboreando num dos vários bancos da região, observando a galera. Famílias chegando, crianças brincando com pombos e cavalinhos, o exército de garis sempre a postos para limpar qq coisa...
       
       

      Teríamos mais um dia em Doha e, diante da situação (ramadã, tudo fechado durante quase todo o dia), decidimos descolar algum tour para o dia seguinte. O mais comum é o tour pelo deserto, que geralmente inclui manobras radicais nas dunas e passeio de camelo. Meio que Natal (RN), né? Katia tem horror a essas manobras radicais e ambos dispensamos passeio de camelo. Então dispensamos esse passeio. Optamos por um outro que seguia até um antigo forte no noroeste do país, Al Zubarah. Único patrimônio da Unesco no Qatar. Os preços variam aqui e ali, mas são todos bem caros. Fechamos num hotel da região (era mais barato do que vimos no nosso hotel – salvo engano na faixa de USD 200). 

      Nesse dia, depois da esbanjada (excelente!) do dia anterior, jantamos num guerreiro local que saiu bem baratinho. Comida saborosa (mas adoramos comida árabe em geral), bem na rua principal do Souq. Tudo escrito em árabe no restaurante (Al Refaa), mas o moço do lugar falava inglês e nos deu pequenas porções de cada coisa. 
      De noite fomos no Museu Nacional. Em tempos de ramadã, como falei, os museus abrem de manhã e de noite. O museu fica perto do Souq, mas caminhar em Doha não é lá muito usual. Pegamos um taxi (ficou na tarifa mínima de 10 QAR) e logo chegamos. O museu é sensacional. A arquitetura dele já é coisa pra se admirar (preferencialmente de dia e com drone, ehehehehe), mas o conteúdo, as exposições, tudo excelente. Conta a história do país, mas ultrapassa isso. Tem coisa típica de museu de ciências naturais também. Muita gente no museu naquela noite, muitas famílias. Tudo em inglês. Ficamos umas duas horinhas. Na volta não havia taxi, mas sim um desses avulsos (“limo”) que queria cobrar o dobro do preço. Recusamos e fomos andando para fora do museu. Pegamos um taxi comum para o hotel.
       
       

      Dia 3. Cedo pela manhã o carro passou e nos levou para o tour. A guia/motorista era francesa, a Fanny. Que nos falou que a população local é majoritariamente estrangeira – com visto de trabalho com prazo determinado. Sobretudo nos últimos anos com a preparação para a Copa do Mundo, há ainda mais estrangeiros – toda a mão de obra braçal é importada. E as obras seguem em três turnos, ou seja, tem gente pra caramba metendo a mão na massa por lá. Aproveitamos para sair perguntando coisas sobre o Qatar ao longo da viagem, onde observamos obras e obras e obras e mais obras. Além de algumas estradas novinhas em folha padrão primeiro mundo com 3 ou 4 faixas.
      O Qatar sofre com um bloqueio imposto pela Arábia Saudita e aliados, supostamente por apoiar o terrorismo. Mas a razão real é meio nebulosa. De todo modo são alguns países na região apenas. Em função do bloqueio, a Qatar Airways precisa dar uma volta ainda maior para chegar a São Paulo, sem poder cruzar o céu da Arábia Saudita. O bloqueio levou o Qatar a buscar fontes alternativas de suprimentos, inclusive passando a produzir produtos que antes vinham da Arábia (importou vacas para produzir leite!). O bloqueio segue até hoje, mas o Qatar pelo visto já aprendeu a lidar.
      Outro ponto interessante que abordamos é a ausência de pobreza (ao menos não vimos). Disse ela que de fato não existe. A maioria expressiva da população é de expatriado, com visto temporário de trabalho. Ou seja, se está lá, está a trabalho, tem renda. Mendigar ou pedir esmola é proibido. Os eventuais desafortunados locais são cobertos por maciças campanhas de doações e caridade que existem pelo país (eu mesmo vi várias propagandas). Aliás, ¾ da população de lá é masculina – provavelmente em função das obras.
      Um dos lugares que queríamos visitar naquele dia, na volta, era a chamada Grand Mosque. Mas disse a Fanny que agora estava mais complicado visitar (ramadã?), sendo necessário marcar hora, ir com guia, etc. Como estávamos quebrando a cara nos lugares que tentávamos visitar, e como a mesquita não era exatamente perto, optamos por deixar de lado.
      Enfim, chegamos a Al Khor, uma vila de pescadores ao norte de Doha. Já uma coisa mais local e tal. Na hora em que chegamos o mercado de peixe estava em baixa (ou era o calor, ou era o ramadã, não sei). Coisa meio rápida e logo partimos para o forte.
       

      O forte de Al Zubarah me deu uma sensação de Velho Oeste americano muito bacana. Fazia um calor daqueles sinistros. Não tinha mais ninguém. E, a rigor – embora isso eu já soubesse --, não tem muito o que ver. É o forte, algumas explicações e fim. Os acessos às torres e partes altas estavam fechados. Fizemos uma hora escrutinando o local, depois de ler as paradas, e ao redor do forte. O forte em si é bem bacana, ainda que simples e pequeno. E tinha esse adicional, ao menos para mim, de sensação de estar num filme de western do Sergio Leone.

      Enfim, essa foi nossa manhã e parte do começo da tarde. Voltamos para Doha e estacionamos um tempo no hotel (um crime, mas no pico do sol não havia gente nas ruas e não havia mais o que conhecer que estivesse aberto) até o sol baixar e sair.
      Como estávamos do lado da região de Mushraib, fomos lá conferir melhor. Tem vários museus – mas fechados àquela hora em tempos de ramadã, pra variar. Fomos dar um rolê no Corniche novamente, mas nesse dia a poluição no ar estava mais pesada (é muita obra!), mal dava para ver o skyline do outro lado.
      Nesse dia curtimos um lugar guerreiro de espetinhos, muito bom e muito barato! E muito popular. E ainda jantamos muito bem em outro lugar (Bandar Aden) também muito popular e barato – estava lotado e com fila de espera mais cedo). Diferença de preço de prato de frango para carneiro era praticamente 100% -- e ainda assim o carneiro estava num preço muito bom, além de muito saboroso.

      Rodamos também pelo Falcon Souq novamente, para ver os falcões. Embora quase tudo fechado, havia algumas lojas abertas. Vimos falcões empoleirados, presumidamente para venda. Tipo periquito, passarinho, sei lá. E um hospital de falcões! Por ali é também onde ficam os camelos (estacionamento de camelos?!) e também cavalos. Estávamos com parte do delicioso pão que sobrou da janta no Bandar Aden e um dos cavalos queria porque queria nosso pão (que estava embalado, mas ele sentia o cheiro, pelo visto – e era muito bom mesmo).
       

      Ainda ficamos rodando pela área, parando para um chá aqui e um café ali, curtindo toda aquela vida noturna, antes de retornarmos para dormir.
       
       
       
      Dica: O metrô estava em implantação no Qatar quando estivemos lá. Uma linha tinha até começado a operar experimentalmente, mas não usamos. Na verdade, nem mesmo nos deparamos com uma estação pela frente –havia uma nos arredores do Souq, especificamente no Mushraib, bem perto de onde estávamos, mas caminhando em direção ao mar de obras. Vai ter tram também – vimos uma das estações e os trilhos e tal, também no Mushraib.

      Dia 4. No último dia acordei bem cedo para uma caminhada matinal de despedida. Rodei pelo Souq. Tudo fechado, conforme esperado. Mas o interessante era ver mercadorias das lojas fechadas expostas. No máximo cobertas por panos e tal. Mas expostas a eventuais ladrões que quisessem arriscar. Claro que ficava imaginando isso no Brasil, onde rouba-se até flor de canteiro. Vi pessoas que pareciam polir o chão com areia (!!). Havia uma barraca vendendo ingressos para a Amir Cup, que rolaria dias depois. Ingresso mais caro, para a final, era 100 QAR. Bem mais em conta que ingressos no Brasil.
      Segui para o Corniche, curti o sol matinal por lá (e quase ninguém no calçadão!), e voltei. Chamamos um Uber e partimos para o aeroporto. Sobraram QAR, que converti para yuan chineses, nossa próxima parada. As acho que teria valido mais a pena converter para USD, sinceramente. Enfim, adeus Qatar!
       
    • Por Tadeu Pereira
      Salve Salve Mochileiros! 
      Segue o relato do mochilão realizado no Sudeste da Ásia em 2018 batizado de The Spice Boys and the Girl.
       
      1º Dia: Partida - 04/11/18 - 19h05min - São Paulo x Madrid - Empresa AirChina - R$3.680,00 Reais
           Partimos do Aeroporto de Guarulhos - GRU em São Paulo por volta das 19:30 do dia 04 de Novembro de 2018, fizemos um check-in tranquilo com a empresa AirChina e embarcamos para nossas primeiras 9 horas de vôo até Madrid na Espanha onde fizemos conexão. O vôo foi bem tranquilo, até conseguimos dormir, porém a comida do avião não é das melhores mas acabei comendo assim mesmo e já começava ali a sentir o cheiro e o gosto da Ásia hahahahah. Chegamos em Madrid na Espanha por volta das 5:00am e fizemos uma conexão de 3 horas, deu tempo de dar uma volta no Free Shop, banheiro, comer alguma coisa (caríssima), fazer os procedimentos burocráticos e embarcar novamente pois teríamos a China ainda pela frente.
       
       
      2º Dia: Partida - 04/11/18 - 8h15min - Madrid x Pequim - Empresa AirChina
           Chegamos em Pequim ainda de madrugada com uma temperatura de 7º, quem se deu bem foi quem ficou com as cobertinhas que a empresa AirChina empresta para as pessoas no avião, pois não esperávamos passar tanto frio no aeroporto da China como passamos naquela conexão rss. Assim que descemos do avião caminhamos um longo caminho até os terminais eletrônicos onde se inicia os procedimentos burocráticos de conexão da China. Finalizamos depois de alguns minutos os procedimentos e dormimos um pouco em bancos do aeroporto sendo acordados e presenteados por um lindo nascer do sol no Aeroporto de Beijing. Procedimentos concluídos no Aeroporto de Beijing partimos para o nosso tão desejado e esperado destino final daquela cansativa viagem de aproximadamente 23 horas, a capital da Tailândia, a grandiosa Banguecoque.  
       
      3º Dia: Chegada - 06/11/18 - 15h15min - Pequim x Banguecoque - Tailândia (Taxi ฿1.000 Baht, Chip ฿600,00 Baht, Hostel ฿340,00 Baht)
           Chegamos por volta das 15:00 pelo horário local, fizemos os procedimentos de imigração, primeiro o health control depois na fila de imigração, carimbamos nossos passaportes, pegamos nossas mochilas e pronto, lá estávamos livres para explorar Banguecoque. Trocamos $100,00 dólares  no aeroporto com um câmbio de $1,00 dólar = ฿31,60 baht, depois compramos um chip para o telefone por ฿600,00 baht com 6 Gigas por um período de 30 dias e chamamos um Graab, como se fosse o Uber no Brasil, onde pegamos na parte superior do Aeroporto Internacional Suvarnabhumi por ฿400,00 baht em torno de R$40,00 reais que nos levou em 30 minutos até o nosso hostel, o The Mixx Hostel. Ficamos hospedados na rua Ram Buttri que fica do lado da rua mais famosa de Banguecoque, a Kaoh San Road onde rola a grande noite da cidade, uma ótima opção para mochileiros. Muita comida típica e exótica boa e barata, cervejas baratas, diversos bares, baladas, artistas de rua, drogas, sexo e tudo que uma bela noite de Banguecoque pode te oferecer pra se divertir. Vale a pena conferir! Na hospedagem pagamos por dois dias ฿340,00 baht, ficamos em um quarto com quatro camas/beliche, ar condicionado, banheiro compartilhado e café da manhã incluso, o hostel é simples mas atende as necessidades com uma ótima localização.
       

           Conhecemos alguns templos na capital, alguns fomos a pé mesmo pois são muito próximos um do outro. Wat Pho (Buda reclinado), Wat Saket (Monte dourado) e Wat Arun (Templo do amanhecer). A cidade é bem frenética mas andar a pé pelas suas ruas foi uma bela escolha. caminhamos muito por essas ruas, muito das vezes sem um rumo certo, mas logo nos achávamos pelo google maps. A cada esquina que se vira na Tailândia você vê uma foto do rei. Embora o já tenha falecido, o povo Thai tem muito respeito pelo rei Bhumibol Adulyadej que morreu em Outubro de 2016 com 88 anos de idade após 70 anos no poder que hoje tem como rei o seu filho Maha Vajiralongkorn.       
            
           
           
        
       


       

           A culinária asiática é muito exótica, a cada comida que você experimenta é uma surpresa de sabores. Experimentei o famoso prato típico de rua tailandesa Pad Thai, uma espécie de macarrão de arroz frito com frutos do mar ou carne de porco ou de frango, acompanhado de castanhas com pimenta que custa em média ฿100,00 Baths e se encontra em todo lugar da Tailândia, experimentei também o Thai Mango Sticky Rice, uma sobremesa tradicional tailandesa feita de arroz glutinoso, manga fresca e leite de coco, ambos baratos e deliciosos, mas existem uma infinidades de comidas para serem saboreadas na Tailândia.   
       
        
           Ficamos 3 dias na capital Banguecoque e além de conhecer templos tentamos entrar na rotina das pessoas locais. No terceiro dia para chegar em um templo tivemos que pegar um transporte público BTS Skytrain no rio Chao Phraya. Passamos por alguns pontos e depois retornamos até chegar no templo Wat Arun. As passagens são muito baratas, pagamos por volta de ฿80,00 baths tanto ida quanto volta, então vale muito mais a pena o tour por conta e ainda tivemos uma vista maravilhosa totalmente diferente da cidade vista pelo rio.  

       
                Ficamos no templo Wat Arun até fechar por volta das 19:00pm, depois fomos de barco pelo rio Chao Phraya até o porto que da acesso ao grande mercado Asiatique, um maravilhoso complexo de lojas e restaurantes, um verdadeiro shopping ao céu aberto localizado às margens do rio Chao Phraya situado nas antigas docas de uma empresa que realizava comércio na região portuária no século passado. Em função da sua localização e história, seu layout é temático e apresenta uma decoração especial com tema inspirado no reinado do Rei Chulalongkorn (1868-1910) e na atividade marítima. Ficamos umas boas horas comendo, bebendo e curtindo o local, depois pegamos um táxi por ฿200,00 baht para o hostel pois no outro dia logo de manhã tínhamos o nosso vôo para as belas praias da Tailândia. 
       

            Assim que chegamos no hostel deixamos reservado nosso táxi para o aeroporto Don Mueang - DMK por ฿400,00 baht pois sairíamos bem cedo para o aeroporto. Acordamos por volta das 5:00am da manhã e o táxi já estava nos esperando na porta do hostel no horário combinado, após 30 minutos chegamos no aeroporto. Partiu praias... 

       
      6º Dia: Praia - 09/11/18 - 7h25min - Banguecoque x Krabi x Ao Nang - Empresa Air Asia - R$148,00 Reais
       
      (((((Continua no próximo post)))))
       
       
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    • Por alexandresfcpg
      Salve galera, mais uma vez estou aqui para compartilhar com vocês uma nova experiência mochileira, dessa vez sai da zona de conforto e me aventurei pela Ásia, mais precisamente pelo Sudeste Asiático, a bola da vez foi Cingapura, Malásia e Tailândia e ainda dois stopovers em Pequim e Frankfurt, entre 16/10/18 e 24/11/18. Por conta das correrias da vida, só estou tendo tempo de escrever agora, mas antes tarde do que nunca. Inicialmente vou colocar algumas informações que julgo mais importante e ao longo do relato vou detalhando melhor.
      [Editado]
      Fiz também um pequeno vídeo resumindo um pouco do que foi a viagem. Abaixo dele, tem o link do Youtube caso dê algum problema no arquivo que postei (já me aconteceu uma vez).
       
      2018_Finalizado.mp4
       
      https://www.youtube.com/watch?v=zPDmke9-ZGU&t=1s
       
      ROTEIRO FINAL (o original foi alterado durante a viagem)
      - Guarulhos - Frankfurt  - 11h30 de vôo (conexão de 3h10)
      - Frankfurt - Pequim - 9h20 de vôo  (conexão de 3h40)
      - Pequim - Cingapura - 6h25 de vôo
      Cingapura - 4 dias
      - Cingapura - Malaca (Malásia) - 5h de ônibus
      Malaca  - 3 dias
      - Malaca - Kuala Lumpur - 2h de ônibus
      Kuala Lumpur - 5 dias
      - Kuala Lumpur - Chiang Mai (Tailândia) - 2h45 de vôo
      Chiang Mai (Tailândia) - 4 dias
      - Chiang Mai - Pai - 3h de van
      Pai - 3 dias
      - Pai - Chiang Mai - 3h de van
      Chiang Mai - 2 dias
      - Chiang Mai - Sukhothai - 6h de ônibus 
      Sukhothai - 2 dias
      - Sukhothai - Bangkoc - 7h de ônibus
      Bangkoc - 4 dias
      - Bangkoc - Ao Nang - 14h de ônibus
      Ao Nang - 4 dias
      - Ao Nang - Phi Phi Island - 1h30 de ferry boat
      Phi Phi Island - 2 dias
      - Phi Phi Island - Phuket - 1h30 de ferry boat
      - Phuket - Pequim (conexão de 20h10);
      - Pequim - Frankfurt (conexão de 16h25);
      - Frankfurt - Guarulhos.
       
      PASSAGENS AÉREAS
      Após muita pesquisa e uso de todas as ferramentas de busca possíveis (Skyscanner, Voopster, Melhores Destinos, Kayak, Kiwi) e até no site de companhias como Air China, Ethiopian, Emirates, entre outras; quase fechei a compra pelo site da Air China, o trecho GRU - Cingapura (com conexões em Frankfurt e Pequim) e Phuket - Guarulhos (as mesmas conexões na volta) estava 845 dólares, só que na hora de pagar não dava certo (pensa num site ruim e mal feito). Resolvi então comprar pelo Skyscanner, que me direcionou para a plataforma Zupper (nunca havia ouvido falar nela), fechei pro R$ 3546,63 (com taxas e tudo, e pra época estava barato, pois cheguei a ver na casa do quatro, cinco mil reais), o itinerário era o mesmo, na verdade até as companhias utilizadas eram as mesmas (GRU - FRA pela Lufthansa, FRA - PEQ pela Air China e PEQ - SIN pela Singapore; na volta PHU - PEQ e PEQ - FRA pela Air China e FRA - GRU pela Lufthansa) e com um detalhe: comprei no domingo, na segunda foi quando o dólar explodiu e achei que ia me ferrar porque apesar de aparecer em real o preço na verdade é em dólar e a minha fatura fecharia em duas semanas, mas não, mantiveram o valor e pronto. Aliás, recomendo muito o Zupper, tem boa avaliação no ReclameAqui (raridade no ramo de empresas aéreas ou de comprar de passagens) e foi muito bem, inclusive até me ligaram para comunicar uma mudança na emissão de um trecho que sairia mais tarde.
       
      TRÂMITES BUROCRÁTICOS
      Cingapura, Malásia, Tailândia e Alemanha não exigem visto de turismo para brasileiros, podendo ficar até 90 dias em cada um deles, apenas a China exige, mas para quem faz apenas conexão tem um esquema diferente, se você comprovar que está apenas de passagem e a China não é o seu destino final, você pode ficar até 144 horas (6 dias) por lá sem visto, eu explicarei mais adiante como funciona isso.
      Para a Tailândia, é exigido o Certificado Internacional de Vacinas para Febre Amarela, e ele realmente é cobrado por lá, para os demais países não foi exigido nada além do passaporte válido.
       
      SEGURO DE VIAGEM
      Pela primeira vez decidi fazer um seguro de viagem, pois ouvi dizer que na Ásia atendimento médico é caro, aproveitei que teve uma feira de turismo em Santos e fechei um pacote com a Travel Ace, o plano para 39 dias cobrindo todo o meu roteiro e com cobertura de 40.000 dólares por evento saiu por 900 reais em 6x, saiu mais barato que a média de preços que vi. Graças a deus não posso opinar se a seguradora é boa ou não porque não precisei usar (foi o dinheiro mais bem “jogado de fora” da minha vida kkk)
       
      HOSPEDAGENS
      Cingapura - The InnCrowd Backpackers' Hostel (4 diárias): S$ 70,00
      Um bom hostel, ótima localização, perto de duas estações de metrô (Little India e Jalan Besar) e de um terminal de onde partem ônibus para a Malásia; muitos restaurantes baratos e do famoso Tekka Center; comércio abundante e casas de câmbio. O hostel tem geladeira para guardar suas coisas, um bom café da manhã (ovo cozido, pão, geléia, manteiga, café, chá, você mesmo faz o seu, os itens ficam no balcão), tem aquecedor de água, vendem água e refrigerante na recepção, um área comum grande e os quartos são espaçosos, porém não tem locker para guardar as mochilas. Atendimento bom, o acesso a ele é por cartão. Possui ar condicionado mas só é ligado à noite.
      Malaca - Victors Guest House (3 diárias): MYR 36,00
      Ótima localização, fica em Chinatown e próximo de lugares baratos pra comer. Tem água gelada e quente, café disponível à vontade. Tem apenas ventiladores, mas são bem fortes; as camas são boas e tem lockers grandes para guardar a cargueira. O Wi-Fi é horrível e fiquei muitas vezes sem conexão. O acesso é por chave na porta de baixo (à noite fica trancado) e senha numérica na porta de cima. Dica: pegue a cama mais próxima da porta, fiquei na da janela e avenida em frente é muito movimentada, eu consigo dormir de boa, mas pra quem é sensível a barulho é zoado.
      Kuala Lumpur - Submarine Guest House Central Market (5 diárias): MYR 60,00
      Ótima localização, quase ao lado do Central Market, fica próximo à Chinatown, portanto muitas opções de comida boa e barata próximo; casas de câmbio, estação de metrô (Pasar Seni) e das linhas do GoKL. O Max, que é quem cuida de lá, é o melhor que encontrei até hoje: atencioso, educado, sempre disposto a ajudar. As camas são boas, possui ar condicionado, tem máquina de água quente. A única coisa estranha é o chão do andar que quando você anda parece que é de madeira, sei lá, faz um barulho estranho e se move; e as paredes são finas, você ouve tudo do quarto ao lado. Mas recomendo muito!
      Chiang Mai - Chiangmai Shunlin Hostel (4 diárias): THB 520,00
      Ótima localização; boa estrutura; tem ar condicionado (funciona a partir das 17h e desliga de manhã, mas não lembro que horas); embora no Booking informe que não tem café da manhã, mas eles colocam café, chá, bananas e bolachas para os hóspedes. Os donos, um casal com uma criança pequena, são extremamente simpáticos e o Peter sempre que você precisa de algo ele informa ou liga para algum número e arruma o que você precisa. As camas são confortáveis e tem cortinas nos beliches. Um dos melhores hostels que fiquei, tanto que quando voltei de Pai fiz questão de ficar nele.
      Pai - Baan Aomsin Resort (3 diárias): THB 360,00
      Bem localizado, fica numa estrada há uns 10 ou 15 minutos de caminhada do centro, parece uma chácara, é muito gostoso o lugar, tem redes, uma geladeira para guardar suas coisas, bastante verde, e como é lugar montanhoso faz até um frio gostoso de noite, tanto que nem usávamos o ar condicionado, só os ventiladores durante o dia. O dono é muito simpático assim como sua família, é sabendo que eu era brasileiro sempre falava de futebol, é fã do Zico. Tem café da manhã mas é pago a parte, porém recomendo muito, custa só 70 baths e vem com ovo (você escolhe mexido, frito ou omelete), salsicha de frango, duas bananas, pão (2 ou 3), geléia, manteiga, um potinho de salada e café ou chá a vonts, é bem gostoso e sustenta bem. Não possui locker nos quartos.
      Chiang Mai - Chiangmai Shunlin Hostel (2 diárias): THB 260,00
      Vide avaliação anterior.
      Sukhothai - RuengsriSiri Guesthouse (2 diárias): THB 240,00
      Fica exatamente na frente do terminal de ônibus da cidade, basta atravessar a rua. As camas tem uma cortina pequena, o meu quarto não tinha ar, só ventilador, mas de noite dava conta, não era tão quente. Tem um terraço, mesa de ping pong e alvo para jogar dardos, mesinhas do lado de fora e vendem bebidas, quando você se hospeda ganha uma garrafinha de água, mas depois só comprando, não tem onde encher. Os funcionários são simpáticos. O café da manhã é comprado, mas sinceramente não curti muito. Outra coisa ruim é que apesar de ficar na frente do terminal, fica longe da cidade e de tudo, tem uns pequenos restaurantes na rua mas que fecham cedo, se quiser jantar tem que ser antes das 19h, depois a única coisa na região é um 7-Eleven. Tem aluguel de bikes. Sinceramente, só recomendo pra quem vai ficar um ou dois dias pela comodidade de pegar o ônibus na porta. 
      Bangkoc - Feel Like Home Dormitory & cafe (4 diárias): THB 480,00
      Fica há uns 15 minutos andando da Kao San Road, não tem metrô próximo mas tem muitos ônibus que atendem à região e vão para muitos lugares. As camas são um pouco duras, tem ar condicionado, tem locker apenas para coisas pequenas, o café da manhã é razoável (café ou chá, um copo de suco de laranja, dois fatias de pão torrados, geléia, manteiga e uma banana) e é o funcionário que prepara pra você. Tem uam agência anexa ao hostel onde você pode fechar passeios e transportes para outros lugares. Os funcionários são simpáticos e tem uma geladeira onde vendem água e refrigerantes.
      Ao Nang - Sleeper Hostel (4 diárias): THB 1040,40
      Fica localizado na avenida principal, funcionários muito bons e simpáticos, quarto grande, camas boas e com cortinas, o ar condicionado é apenas suficiente (não gela tanto). Os lockers são naquele esquema que fica embaixo da cama. O café da manhã é pago mas não cheguei a consumir; o acesso é feito por cartão, se perder paga (relatarei o que houve comigo); e tem tudo próximo, inclusive a praia não é muito longe. Ah, se puder ficar no quarto de frente pra rua, a vista é espetacular (postarei a foto que tirei da varanda no momento que relatar sobre lá).
      PHI PHI Island - Paradise Dorm Room (2 diárias): THB 378,00
      Localização boa é relativo porque a ilha é pequena, mas esse hostel fica mais próximo do pier de onde sai o ferry que outros, fica atrás do famoso Reggae Bar. A recepção fica na calçada e assim que entra já é o quarto, são dois ao todo, e no final deles tem uma porta que dá acesso a um corredor com 4 banheiros, que, aliás, foram os melhores que encontrei durante a viagem: grandes, com bastante lugar pra por roupa, prateleiras e até espelho. As camas são confortáveis, não tem locker, o ar condicionado fica ligado direto e tem galão de água com opção de gelada ou quente. É extremamente simples mas bem ajeitado e limpo. A senhora que toma conta de lá é muçulmana, é bem calada mas muito boazinha. Recomendo!
       
      SEGURANÇA
      Posso dizer com propriedade que aquela região é bastante segura para viajar, inclusive para mulheres sozinhas. Claro que crimes de oportunidade (batedores de carteira, pequenos furtos) podem ocorrer em qualquer lugar, mas basta ficar atento com seus pertences que tudo dará certo. Não me senti ameaçado ou com medo em nenhum momento. Outra coisa para se ficar atento, sobretudo na Tailândia, são tentativas de golpes, eu não passei por nenhuma tentativa mas li muito a respeito, basta ficar esperto também.
       
      TRANSPORTE
      Em Cingapura, o metrô é muito bom, seguro, limpo, silencioso e eficiente e liga grande parte da cidade, você paga conforme a distância percorrida. Possui também sistema de ônibus mas não cheguei a usar, porém ouvi dizer que é bom também. O aeroporto é ligado pelo metrô.
      Na Malásia, Malaca é pequena e dá pra fazer tudo a pé; já Kuala Lumpur é uma cidade enorme e tem um bom sistema de transporte público: KTM (trem), MRT (monorail), LRT (metrô), é um pouco confuso no começo mas dá pra entender logo. Tem também os ônibus e um serviço de ônibus gratuito chamado GoKL, são quatro linhas que fazem vários pontos da cidade, são ônibus novos com ar condicionado. O aeroporto de KL é muito longe, tem um trem expresso que vai pra lá mas custava 55 ringgits, tem um ônibus que vai pra lá por apenas 12 ringgits, leva uma hora.
      Na Tailândia, em Chiang Mai tem as linhas de ônibus que servem bem à cidade, inclusive dá acesso ao aeroporto, e tem o famoso songthrew, um carrinho vermelho que faz as vezes de lotação, é bem barato também e vai pra todo lado, além dos tradicionais tuk-tuks; em Pai só andei a pé; em Sukhothai usei uma caminhonete velha que faz o transporte da nova para a Old City, tem a opção de alugar uma bike também; em Bangkoc tem o MRT (metrô), que atende uma parte da cidade, o Skytrain, além dos tuk-tuks, táxis e sistema de ônibus, que utilizei muito, pois onde fiquei hospedado não tinha metrô nem Skytrain próximo; em Ao Nang tem uma linha de ônibus que liga até o aeroporto, mas não usei, e os barcos usados para ir até outras praias, como Railay Beach, Tonsai Beach; em Phi Phi tem os taxiboats que levam você a outras praias.
       
      LEMBRANCINHAS
      Cingapura: algumas lojas da People's Park Complex (Chinatown), próximo à Mesquita no bairro árabe, várias lojas e barracas de rua na Little India.
      Malásia: em Malaca uma galeria próxima à A Famosa, uma grande galeria próxima ao Museu Marítimo; em Kuala Lumpur o Central Market tem várias lojas de souvenires e o preço é mais em conta, tem também o bairro Little India e o seu comércio de tudo.
      Tailândia: em Chiang Mai o Night Bazar é de longe o melhor lugar; em Pai a Walking Street; em Sukhothai o entorno do Parque Histórico tem várias lojinhas; em Bangkoc o Chatuchak Market, que só abre finais de semana, o MBK Center, na Kao San Road e na Rambutri tem bastante lojinhas também ou então nos mercados flutuantes; em Ao Nang tem um Night Bazar que fica em Krabi (não cheguei a ir lá) e algumas lojinhas espalhadas pela cidade; em Phi Phi as lojinhas espalhadas pela ilha.
       
      JET LAG
      Sim, eu venci o jet lag, só na volta que deu uma cansada maior, mas na ida foi de boaça, mas precisei fazer uma preparação maluca, que irei contando conforme o relato for seguindo. O fato é que não tive problema nenhum, só no primeiro dia em Cingapura dormi um pouco mais cedo, mas talvez fosse mais pelo cansaço da viagem do que pelo jet leg.
       
       
      Continua...
    • Por edver carraro
      [t3]The Great Himalaya Trail - A mais alta e longa trilha do mundo[/t3]
       
      [align=justify]Escritores de guias de viagem e montanhistas experientes estão fazendo de tudo para criar a mais alta e longa trilha do mundo: a The Great Himalaya Trail (Grande Trilha do Himalaia). Com 4.500 quilômetros, ela passará por China, Butão, Nepal, Índia e Paquistão.
       
      O Himalaia – casa do Everest, do K2 e de mais de cem picos com altura superior a 6.000 metros – é, sem dúvida, o mais conhecido e imponente conjunto de montanhas no mundo. Mas como um destino de trekking, o majestoso e sempre nevado cenário tem um longo caminho a percorrer. Dos seis países que atravessam a cadeia montanhosa, só o Nepal conseguiu até agora suprir o crescente interesse do turismo de aventura pela região. Enquanto isso, nações como Afeganistão, Butão, China e Paquistão ainda não aproveitam o seu potencial devido à regulamentação rigorosa e aos conflitos internos. Nem mesmo a Índia tem feito muito progresso apesar de representar a maior parte da faixa principal dos Himalaias e de oferecer uma experiência mais ou menos segura e amigável – se não livre de problemas – para os turistas.
       
      Aproveitando a campanha de marketing “Visite o Nepal” que o governo daquele país pretende lançar em 2011, um grupo de montanhistas e escritores está lutando para promover a indústria do trekking nos Himalaias. Reunindo a bagagem de milhares de quilômetros e centenas de milhares de palavras, autores de guias de viagem e experientes trekkeiros como o nepalês Depi Chaudhry, o britânico baseado na Austrália Robin Boustead, o australiano Gary Weare (autor de vários Lonely Planet sobre a região) e o neozeolandês Jamie McGuinness (que já escalou o Everest várias vezes) estão mapeando e promovendo uma rota comercial de trekking que atravessa os Himalaias de ponta a ponta. Batizada como The Great Himalaya Trail ou GHT, a travessia vai costurar centenas de trilhas da região para absorver, por exemplo, parte dos mais de 30 mil turistas que fazem a popular caminhada até o campo base do Everest e o circuito de trekking do Annapurna, ambos no Nepal.
       
      O sonho dos “organizadores” da GHT é que um dia a travessia de toda a rota possa ser a meta de vida dos trekkeiros que prezem esse nome. “Passei muito tempo pensando em como fazê-lo”, diz Robin Boustead, que terminou recentemente um guia para a seção do Nepal da GHT. “Tenho toda a intenção de fazer a primeira caminhada contínua, sem parar no inverno e nas monções, que é o que tem acontecido com as duas únicas travessias já abertas. Existe muita vontade de criar uma trilha permanente que possa ser executada ao longo de um ano ou talvez 14 meses.”
       
      As trilhas de longa distância já são populares em muitos outros países. A Trilha dos Apalaches, que atravessa o leste dos Estados Unidos por 4.368 quilômetros, do Estado da Geórgia ao Maine, vê milhares de trilheiros que escolhem apenas um trecho para percorrer todos os anos. – fora os cerca de 10 mil heróis caminhantes que completaram todo o percurso em uma única temporada desde os anos 1930. Os 354 quilômetros da travessia Coast to Coast, no norte da Inglaterra, possuem uma estrutura semelhante, assim como a menorzinha Tour du Mont Blanc, que circunda o pico famoso em uma rota que passa por partes da Suíça, Itália e França.
       
      Só que nenhuma trilha de caminhada de longa distância no mundo teve que superar os obstáculos políticos e logísticos que a GHT enfrenta agora. Passagens muito caras, clima inclemente, inacessibilidade por estradas de rodagem em grande parte do percurso e centenas de quilômetros do aeroporto mais próximo fazem essa travessia ser quase impossível em uma única temporada. Mas a geografia não é nada em comparação às barreiras políticas para estabelecer um monitoramento terrestre que atravesse seis países em desacordo sobre territórios, com casos comprovados de violações dos direitos humanos, assédio moral diplomático e até terrorismo entre fronteiras. Mesmo na quase pacífica Índia, porções significativas da travessia estão fechadas para caminhantes estrangeiros porque passam por áreas sensíveis de fronteira em disputa com a China e o Paquistão.
       
      No entanto, Robin acredita que o momento é propício para a criação da GHT. Apesar de muitas rotas permanecerem fechadas ou acessíveis somente “sob permissão”, a Índia tem explorado comercialmente o trekking e o montanhismo como uma forma de solidificar sua posição em territórios disputados. Em janeiro deste ano, por exemplo, o governo anunciou que estava retirando restrições aos escaladores e abriu 104 montanhas nas regiões de Leh e Ladakh, ao longo da fronteira com a China e o Paquistão. “Se você vai fazer valer a sua autoridade sobre uma região, a melhor maneira de conseguir isso é pelo controle de acesso ao local, permitindo às pessoas irem até lá”, afirma o escritor, que lamenta as restrições de trekking em algumas das montanhas mais impressionantes da Índia. “Por que não há um circuito de Nanda Devi? É a mais conhecida montanha na Índia”, questiona ele.
       
      Até agora, apenas o segmento nepalês da GHT está oficialmente aberto para o turismo de aventura, com um mapa da rota estabelecida e nove trechos bem definidos. Mas a equipe está trabalhando para fazer o resto da trilha funcionar. De acordo com Depi Chaudhry, o mapa da rota na Índia está “quase completo”. Tendo andado cerca de 60% das trilhas para escrever o livro Trekking Guide to the Western Himalayas (Guia de Trekking para os Himalaias Ocidentais), ele prevê a divisão da GHT na Índia em cerca de oito partes adequadas para trekkings comerciais e acha que a trilha pode estar pronta e funcionando ainda em 2010. “A maioria dessas trilhas já existe e é usada pelos pastores para andar e uma aldeia para outra, ou para negociação, ou para fins de casamento. Apenas ainda não foram popularizadas”, conta Depi.
       
      Em março, o Centro Internacional para o Desenvolvimento Integrado das Montanhas (ICIMOD) realizaria uma conferência em Katmandu pra reunir todas as partes interessadas na GHT. A organização sem fins lucrativos vê a travessia como um meio “para atrair visitantes para a região do Himalaia e desvia-los para visitar rotas menores nas zonas rurais de montanha como uma ferramenta para redução da pobreza”. Reunindo os interessados, não só do Nepal e da Índia, mas também do Butão, da China e do Paquistão, a conferência tem como objetivo explorar a viabilidade de promover a GHT como um projeto de abrangência regional. Robin acredita que a GHT representa uma oportunidade crucial. “É um divisor de águas para o turismo de aventura na Ásia”, diz ele. “Há trilhas para caminhada de longa distância na África, na América do Sul, na América do Norte, na Europa e na Austrália. Mas não na Ásia.” A GHT pode se tornar não apenas a primeira rota da Ásia – ela tem tudo para ser também a trilha de longa distância mais famosa do mundo.
       
      [creditos]Piti Vieira - Revista GoOutside - Edição 59 - Abril/2010[/creditos][/align]


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