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China - Pequim, Pingyao, Xian, Xangai, HK (2,5 semanas)

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Como já mencionei no relato (3 dias no Qatar) que efetivamente começa esta viagem, Depois de 2 anos sem férias (troca de emprego = menos férias), 2019 era novamente vez das férias de 20 dias. Alvo era novamente Ásia. Japão, China, Indonésia, Filipinas, Coreia, o leque era grande. Com as passagens no Brasil escalando Himalaias, já na virada do ano comecei a prestar muita atenção nas promoções que surgiam no celular (Melhores Destinos) e email. E eis que surge a Qatar com 3 pratas para a China, partindo de São Paulo. Achei o preço muito bom, e logo fechamos. Ainda acho que foi um ótimo preço – no entanto foi a passagem mais cara de todas as viagens que já fizemos nesta década.

Como era pela Qatar, tivemos a chance de programar um stop-over em Doha e conhecer a cidade, o que relatei aqui

Antes do relato, vou traçar umas considerações gerais.


China?
Sim, China! Conheço uma penca de outras pessoas que já foram, mas quase todas a negócios. Mergulhei em relatos – li diversas vezes os dois excelentes relatos que tinham aqui no mochileiros.com – e identifiquei que, se por um lado é um lugar moderno e em constante modernização, teríamos problemas com língua, costumes e afins. Presumidamente mais que em outros cantos do mundo em que já estivemos. Isso nos atraiu, de certa forma, e gerava uma certa ansiedade e curiosidade. Aquela coisa de sair da zona de conforto.


Mas onde na China?
País grande demais, tinha de escolher onde ir. Chegada e partida de Pequim, que era nosso porto. De cara buscamos as cidades mais ‘famosas’ (ao menos no nosso subconsciente), Xangai e Hong Kong. HK, aliás, hoje pertence à China, mas funciona meio que de modo separado. É China, mas não é. É por aí. Entre Pequim e Xangai tem Xian, famoso local dos guerreiros de Terracota. Rapidamente Xian entrou também. Por serem cidades grandes, alocamos uma quantidade razoável de dias para cada cidade (5 em Pequim, 4 em Xangai, 4 em HK), para permanecer mais dias nas cidades e se deslocar menos. País continental, quanto mais deslocamento, menos tempo curtindo. Imaginamos também o tempo de deslocamento *dentro* das cidades.

Mas sobrava alguma folga. Fiquei fascinado com Zhangjiajie, mas Katia não se empolgou tanto. De modo que acabou sacada da viagem – ficou para uma próxima vez. Adoraria ir ao Tibete, mas a longa distância e o eventual perrengue (eventualmente a entrada fica proibida) me fizeram descartar também. Entre outras opções consideradas, no fim das contas incluí Pingyao nos dias faltantes. Ficava entre Pequim e Xian e parecia uma charmosa cidade pequena, coisa que faltava no nosso roteiro. Era tipicamente um lugar que incluiríamos num fim de viagem (tipo Cesky Krumlov, Bled, Bruges), mas que acabou no começo por força logística.

Olhando para trás, eu mudaria muito pouco. Talvez cortasse um dia de HK, e teria incluído um para Suzhou. O galho é que as distâncias são grandes, ainda que preenchidas de forma veloz pela formidável malha ferroviária chinesa.

Tendo mais tempo, teria ido a Hua Shuan, explorado os arredores desde Pingyao, mais ainda os arredores de Xian, Tibete e tantas outras coisas que tem por lá.

Como foi?
Foi ótimo, deu tudo certo. Curtimos demais, andamos demais, conhecemos demais, maravilhamo-nos demais. Tivemos menos problemas que o esperado.

Quando voltei, sonhei com a China durante toda a semana seguinte. De noite saciava a seca assistindo a Pula Muralha e 2 a Mais, 2 interessantes e divertidos canais no Youtube com temática chinesa.


Visto 
Rolou certa burocracia para emissão do visto. Felizmente moramos muito perto do consulado, então resolvíamos tudo rapidamente. Em nossa primeira ida, Katia não podia entrar de bermuda (!!), tinha de ser calça abaixo do joelho. As instruções dizem para preencher todos lugares onde iremos e estaremos (hotéis), e assim fizemos. Chegando lá, descobrimos que, mais importante que isso, é manter a formatação de 4 páginas. Então, contradizendo as instruções, melhor suprimir informação. No fim das contas, refazer o formulário. Para fechar, precisávamos de 2 entradas (iríamos a Hong Kong no meio da viagem, e, embora seja tecnicamente China, conta como saída), mas isso nos foi negado por conta de o passaporte ter validade somente até o fim do ano. Para 1 entrada, ok. Para 2, precisava de 9 meses de validade. Mas o cônsul deu a dica: se vc renovar o passaporte, te dou entradas múltiplas. Pensei rapidamente e optei por essa alternativa. Renovamos, ainda usamos na viagem ao Peru semanas antes, e depois pegamos o visto. Tudo certo, amém.


Escrita, língua, etc.
Segundo o Lonely Planet a China tem 8 grandes grupos de dialetos. Dentre vários outros pelo país... O mandarim é o mais famoso e oficial, o cantonês vem em seguida. Sobre a escrita está dito que sabendo de 1200 a 1500 dá pra se virar. Sabendo de 2000 a 3000 já dá pra ler jornal. Um indivíduo mais educado usa de 6000 a 8000 dos caracteres. Ou ideogramas, seja como for.

Era para eu ter aprendido minimamente alguma coisa de chinês, mas a verdade é que aprendi praticamente nada além de oi e obrigado em chinês. Lá se vão os tempos em que cheguei a aprender cirílico para me virar na Rússia, agora tenho tido cada vez menos tempo de planejar.

Foi bem complicado de se comunicar em geral – e, ainda assim, foi menos complicado do que eu esperava. Talvez tenha criado expectativas de quase não comunicação. Mas existe gestual, existe mímica, existem as palavras que a galera já sabe (beer!) e existem os tradutores. Seja do google, seja algum local – usei algumas vezes, e usaram comigo também. Quando digo que foi complicado se comunicar é pra reforçar o que se diz em geral: são raros os que falam inglês.

Comparativamente, eu diria que deve ser próximo ao que um estrangeiro se depara ao visitar uma cidade brasileira: não há praticamente nada em inglês.

Levamos o nosso livrinho icoon, de ilustrações que ajudariam na comunicação, achando que finalmente dessa vez iríamos precisar! Mas não usamos. Na hora da dificuldade, ou rolava a desistência, ou chamavam alguém que falava inglês, ou usávamos algum tradutor digital. Compramos o icoon no começo da década. Hoje parece defasado.

Ah, de tanto ouvirmos galera contando até três para tirar foto, memorizamos algo como “i, ar, san”..., ou coisa semelhante. Então sabemos contar até 3 em chinês.


Pessoas
Em 10 entre 10 relatos que li, a galera relatava que se depararam com chineses que não eram lá muito amigáveis, ou que eram antipáticos, ou que se recusavam a ajudar, etc. Alguns textos chegavam a desprezar a população local. Acho que tive sorte: só tivemos contato com pessoas legais. Em diversas ocasiões em que caímos no lost in translation as pessoas buscaram nos ajudar. Chamavam alguém que falava alguma coisa em inglês, ou usavam algum aplicativo tradutor local, ou facilitavam logo as coisas (uma guarda não conseguia nos fazer entender que precisávamos do passaporte para obter os ingressos de um museu, então decidiu nos dar logo os ingressos), usavam as mãos, ou muito simpaticamente nos faziam entender que não haveria como nos comunicarmos, etc. Claro que vimos fura-filas (mas só pegamos micro-filas) e outras coisas de que nem me lembro direito, mas nada que se comparasse ao que li antes de viajar. Achamos os chineses pessoas legais e sorridentes em geral.

E lá rolou uma coisa que vivemos na Índia, que é a galera pedir para tirar foto conosco (ou efetivamente nos fotografar). Curtimos bastante, tiramos várias fotos juntos.

 

 

 

 

 

Filas
Novamente, dez entre dez relatos sobre a China me alertavam para eu relaxar e me acostumar ao fato: haverá filas. Relaxei e esperei por isso. E, creiam, não peguei filas na China. Nem eu acredito nisso. Deve ser até manchete de jornal, mas é verdade. Não me refiro a fila de 2 ou 3 pessoas à sua frente, nem considero isso. Tô falando das filas de que se espera na China, quilométricas, com dezenas ou centenas de pessoas. Não pegamos. De novo: li que era para esperar por isso, e, repito, li isso em TODOS os relatos. Mas nada. Era uma surpresa atrás da outra. Na chegada na imigração (onde?), na hora de comprar ingresso (cadê a fila?), na hora de entrar na atração (fila, onde?), seja para entrar no Aeroporto ou estação de trem (para embarcar tinha, naturalmente), nada. No nosso último dia, enfim, nós vimos uma fila – para entrar na Praça da Paz. Era dessas que esperávamos ao longo de toda a viagem. E desistimos, o combinado era conhecer o Mausoléu do Mao somente se não houvesse fila. Era um sábado pela manhã. Até hoje fico impressionado com isso, e por isso repito: não pegamos fila na China. 


Comidas
Busquei sempre comer coisas locais, evitei ao máximo a tentação da comida ocidental (mas cedemos à indiana!). Acho que tolero bastante comida apimentada, mas houve umas duas vezes em que estava MUITO apimentado (tive de comer em etapas, ehehehe). Comemos desde churrasquinho de rua até em restaurantes um pouco mais refinados – mas nem tanto, o Lonely Planet classificava com dois cifrões de um máximo de 3. Comi muita coisa boa, e outras tantas que não me disseram nada. Não desgostei de coisa alguma, mas em muitas vezes achei que não havia muito sabor. Pode ser em decorrência de as coisas não terem muito sal nem muito açúcar (ou melhor, de ter muito pouco de cada). Por exemplo, num trem eu comprei uma pipoca. Parecia ser de sal, mas não tinha gosto nem de sal, nem de açúcar. Fui até o vagão restaurante atrás de um saquinho de sal (a conversa foi desenrolada via tradutor deles) – e não tinha! A pipoca era daquele jeito mesmo.

Visitamos diversos food stalls. Sempre que havia algum, percorríamos. Era muito bacana, vimos diversas coisas das quais não fazemos ideia do que se trata. Vimos comidas com cores maravilhosas – lembro de comer uma massinha com recheio algumas vezes, que pelo visto eles coloriam. Não sei o que era, mas eu gostava, era levemente doce. Lembro de ver diversos bichos e partes de bichos nos espetos. Algumas coisas identificávamos, outras não sei até hoje. Muito diferente e distante do que estamos habituados. Patas de galinha, rabo de alguma coisa, pata de porco (ao menos parecia), sapo, alguma coisa que se parecia com um pintinho, tudo isso vimos em espeto para churrasco. Comi espetinhos do que presumo que era carne de porco e ou carneiro. Era bom e geralmente barato. Katia comeu espetinho de polvo, e também gostou. Comemos vários quitutes (?) que comprávamos pela beleza, mas o sabor, como falei, não me dizia muita coisa. Não havia regra: comemos muito bem em locais bem populares e guerreiros. Comemos bem em restaurantes mais caros. Não comemos mal em canto algum. Em geral curtimos muito, mas observávamos mais do que comíamos. Via de regra, em viagem, só temos uma refeição – a janta.

Ah! Em n cantos eu li e em n ocasiões ouvi: “não coma comida de rua”. Ignoramos. E foi muito legal!

Segue então um flood de fotos de comida:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Chás
Bebemos inúmeros chás de garrafinhas, que comprávamos em qq vendedor de rua. No fim da viagem já conseguíamos identificar alguns de que gostávamos mais. Chás mais refinados de casas de chá, não fomos. Eventualmente pedimos nos restaurantes, mas preferimos sempre cerveja, ahahaha. A rigor, não somos muito de chá, embora eu, carioca, beba muito Mate. Café é uma coisa que achei bem cara por lá. 

Compramos (pó? granel? de) chá numa lojinha de Pingyao, que levamos para o resto da viagem. Esses eram muito bons. Então tomávamos chá antes de dormir todas as noites, pq em toda hospedagem na China tem garrafa térmica – tal qual Inglaterra.

 



Restaurantes
Os pratos vão chegando conforme ficam prontos, não tem isso de servir tudo junto. Tal qual outros cantos da Ásia, aliás. Os pratos são sempre apimentados. Vc pode evitar de comer os pedaços de pimenta, no entanto. Eu sugiro treinar o paladar. Ou apelar para comidas ocidentais, o que evito – e evitei. Eu não sou de comer pimenta no dia a dia (Katia sim, todos os dias), mas encaro numa boa. Achei a comida na China bem mais apimentada que na Índia, por exemplo (na Índia não comi carne).

Esqueça essa coisa de carne sem gordura, sem osso, sem cartilagem. Lá vai tudo.

Na China não tem 10% na conta. Em HK tem.


Pagamentos
Nós, turistas, pagamos em cash mesmo. Mas vi a galera local pagando tudo com celular via QR code.


Google
Toda a plataforma google é bloqueada, é verdade. Nada de gmail, nada de google.com, nada de maps, nada de Instragram, nada de whatsapp.... Mas whatsapp funcionou em alguns poucos momentos, não entendi o pq. Funcionou eventual e pontualmente entre Pingyao e Xangai. 

Isso NÃO se aplica a Hong Kong e Macau, onde o google funciona normalmente. Muita gente que não vive sem google acaba pagando por um VPN para burlar a censura. Katia fez isso e funcionou. Eu desencanei e preferi ficar sem google mesmo. Em geral, achei a Internet lenta por lá, provavelmente por ser controlada.

A rede social predominante por lá é o we chat. Vimos em vários cantos.


Mapas
Li em diversos cantos que o google maps seria inútil por lá. Como o Google é bloqueado e sequer é possível baixar os mapas para ver offline, de fato não haveria como. No meu caso o google maps até aparecia, acho que os mapas ficaram no cache. Mas atesto: o google maps na China é fora de prumo, não é preciso. A dica é usar o maps.me – esse app foi salvador! Em alguns casos é até melhor que o google maps – ele fornece, por exemplo, a rota a pé de um ponto a outro, mesmo offline. Baixei os mapas antes e marquei alguns dos pontos que eu havia mapeado. Funcionou quase 100%, somente um ou outro ponto que estava mapeado errado. Então #ficaadica, na China usar MAPS.ME.


Templos
Via de regra limpíssimos e quase sempre parecendo novíssimos (repintados, ou conservados, seja o que for). Exceção somente para templos menores que visitamos em Pingyao, que pareciam estar mais empoeirados.


Hábitos
Vimos e ouvimos escarradas sim. Arrotos também. É relativamente comum, embora praticado por pessoas mais velhas. Mas não vi essa prática em locais públicos muito limpos, como metrô, estação de trem etc. – digo, não via escarrar no chão, nesses casos a galera ia escarrar na lixeira. Em HK ouvimos muito menos.

Confesso que não vi, ou não reparei, se a galera come de boca aberta – essa era outra impressão que li de outros viajantes. Também não vi xixi em copo ou crianças com a parte da bunda aberta (mas a verdade é que não reparei). 

Mas vi campanhas educativas pelas cidades, sobretudo em vídeos no metrô: parar para pedestres atravessarem, estacionar em faixas determinadas, não fazer xixi nas ruas (e sempre havia banheiros públicos grátis!).


Banheiros
Encontrados com muita facilidade em tudo quanto era canto. Em Pequim, por exemplo, todo hutong tem banheiro. Às vezes mais de um e próximos uns dos outros. Eram sinalizados nas cidades, e em geral limpos. Para mulheres era mais complicado por conta do padrão chinês/asiático (squat position) – Katia conta que nem todos os femininos tinham privadas ‘ocidentais’ ou divisórias.

 

 

Limpeza
As ruas (e parques, e praças, e tudo quanto era lugar) das cidades onde estivemos na China são em geral MUITO limpas. Sem padrão de comparação com a imundície das grandes cidades brasileiras. Vi sim pessoas jogando coisas no chão na maior cara de pau, mas sempre havia alguém para limpar isso também. Lixeiras eram encontradas com facilidade.

HK é visivelmente mais suja. Mas, ainda assim, muito menos que o Rio de Janeiro, por exemplo.

Vale dizer: via de regra os jardins são MUITO bem cuidados, lindos. E as flores parecem perfumadas. Cheguei a desconfiar que borrifam perfume nos jardins.


O trânsito e as ruas
Em Pequim é tipo Brasil: o pedestre está em último na escala de prioridades. O mais forte vem em primeiro lugar. Bicicletas e elétricas têm pista exclusiva, no canto das avenidas. Largamente desrespeitada por carros, que por muitas vezes vi estacionados nelas, quando não havia divisória. Geralmente motos e elétricas transitam por lá, na área reservada a elas, mas não era incomum estarem nas calçadas também. Tal qual Brasil, ciclistas e motociclistas entendem que sinalização de trânsito serve apenas para carros. Seja sinal vermelho ou mesmo contramão. Habituados ao esquema Brasil, atravessávamos a rua do nosso jeito também. Em regra, ao atravessar ruas e avenidas, olhe para todos os lados, inclusive para trás. Lembre-se, vc como pedestre está em último na escala de preferências. Dito isso, reitero: para brasileiros não é muito diferente do que vivemos no dia a dia.

Em geral as placas de proibido bicicleta, em áreas de pedestres, são solenemente ignoradas por bicicletas mecânicas, elétricas e motos. Buzinas avisam que vc deve sair da frente de quem tem prioridade na prática.

Achei o trânsito mais organizado em Xian e Shanghai; Pingyao não conta muito. Em Hong Kong era mais 1º mundo.

Em Hong Kong, nada de motos e bicicletas e elétricas. Lá havia trams e ônibus dois andares.


Metrô e transportes internos
Muito tranquilo de se usar. Máquinas com menu em inglês em todas as estações. Basta indicar a sua estação final e pagar que tudo se resolve. Necessário guardar os bilhetes até a saída. Se vc decidir mudar de planos durante a viagem? Sem galho, só pagar a diferença na estação de saída (tem guichê para isso). Metrôs novos e modernos, e muito, muito limpos. Em Pequim o painel de cada vagão indicava em qual porta sair na estação seguinte. Muito útil no rush! Mas não era em toda e qq linha.

Tendo um guia à mão, é bom saber qual a melhor saída para sua atração. Poupa tempo. De qq forma, as estações têm mapa.

Em vários vagões reparamos em vídeos educativos que (presumo) o governo patrocine para educar os modos da galera. Do tipo: ceder lugar aos mais velhos, grávidas ou portador de necessidades; não cuspir; não sujar; deixar o lado esquerdo livre nas escadas rolantes (neste caso funcionava somente algumas vezes, tipo Brasil), etc. Mas não vi galera retirando a mochila das costas em vagões lotados.

Para entrar no metrô vc sempre precisa passar por raio x e detector de metais. Mas só pra constar, a inspeção é leve. Em HK não tem isso de raio x e detector. 

Vimos algumas estações com guardas. Eles entravam em alguns vagões também. Esses guardas do vagão sempre desembarcam e aguardam sinal de embarque para retornar. E impedem outros de entrar quando o sinal toca. Vimos tbm pessoas pedindo informações a eles.

Ônibus é complicado pq todas as infos estão em chinês. Mas em HK andamos de ônibus, as infos estavam bem descritas em inglês em cada ponto.


Leões nas portas
Isso é algo que vc vai ver em tudo quanto é canto. Seja cidade pequena, seja nos grandes centros. As entradas estão guarnecidas por dois leões de pedra. Normalmente o macho está com a pata sobre uma bola e a fêmea tem a pata sobre um filhote (parece esmagar, mas na verdade está acariciando – ou protegendo?). Estão lá para espantar maus espíritos.
 

Tomada
Levamos um adaptador universal, mas não foi necessário. A tomada de dois pinos funciona numa boa por lá – em um lugar que ficamos em Pequim ficava meio mole. Mas deu pra carregar geral.


Compras
Não fizemos (não fazemos habitualmente).


Segurança
Relaxe. Não há padrão de comparação com grandes cidades brasileiras.


Hospedagem
Cidade – hotel - diária
Beijing - 161 Wangfujing Courtyard Hotel – 405 CNY
Pingyao - Pingyao Hongyuyuan Guesthouse – 92 CNY
Xian - So Young City Center Hostel Huiya Tianmu Shop – 138 CNY
Shanghai Blue Mountain Bund Youth Hostel – 499 CNY
ibis Hong Kong Central and Sheung Wan – 473 HKD
Novotel Beijing Xin Qiao – 437 CNY

Via de regra escolho a região onde ficar em 1º lugar, e depois o mais barato que não seja (muito) esculhambado. Localização, quarto casal com banheiro, nada de não reembolsável. Nesse caso, acho que elevamos o padrão um pouco. E achei os hotéis nas grandes cidades bem caros. A diferença, por exemplo, entre os preços pagos em Xangai e Pingyao, de 5x, não se traduz na qualidade. Esperava por preços de hotéis mais na linha Sudeste Asiático. Mas eles estavam mais para Singapura grandes maiores.

Em cada região, escolhi onde ficar. Wangfujing e arredores em Pequim, centrão em Pingyao, dentro da muralha em Xian (diria hoje que é desnecessário, mas felizmente dei sorte de ficar relativamente perto do Muslim Quarter), perto (mas nem tanto assim...) do Bund em Xangai e HK eu acabei não ficando onde queria, que era do outro lado do rio. Por conta dos preços, e da qualidade que eu via, acabei optando por uma boa promoção (não reembolsável, mas foi o jeito) do Ibis. Foi ótima opção, acertei sem querer (mas se voltasse ficaria mais perto do Soho). Na volta em Pequim, tinha reservado um albergue (Station hostel) e depois vi uma promoção do Novotel mais barato que o albergue (mas ambos caros). Achei aquilo bizarro, e não recusei o esquema-patrão.

Padrão dos banheiros de hotéis, pousadas e albergues que ficamos era ter: 2 escovas com pasta, 1 pente. Xampu e sabão líquido, 1 sabonete sólido. 


Transportes
Trecho - preço por cabeça

Avião:
RJ x SP – Gol – 162 BRL
SP x Doha x Pequim – Qatar - 1500 BRL

Trens:
Beijing West – Pingyaogucheng – 183 CNY
Pingyaogucheng - Xian North – 150 CNY
Xian North - Shanghai Hongqiao – 670 CNY

Avião:
Shangai Hongqiao x Hong Kong – China Eastern – milhas
Hong Kong x Pequim - China Southern – milhas

Pequim x Doha x SP – Qatar - 1500 BRL
SP x RJ – Latam – 132 BRL

Comprei tickets de trem adiantadamente com a China Highights, agência online. Pedi para entregar no nosso hotel em Pequim. Paga-se taxa para tudo isso, optei pela comodidade. E deu tudo certinho. Tickets estavam lá no nosso hotel quando chegamos, instruções foram perfeitas, tickets todos certinhos conforme compramos. A ideia, que li em 10 entre 10 relatos, de filas e miscommunication para comprar nas estações de trem me levaram ao conforto de antecipar essa parte por agência.

Usamos trens D e G, que são de alta velocidade. G é o de mais alta. Trens (e metrô) tinham informações e anúncios em inglês. Mas não era tudo traduzido, era somente o necessário.

Sobre os trens, preferimos sempre os de noite, como qualquer outro transporte. Olhando para trás, talvez pegasse algum sleeper. Rola um barato também de viajar de dia, observar visual e tal. De noite é dormir, ou ler (e sempre lia o guia, livro, Piauí, etc.) OU ainda netflix. Dez entre dez relatos e guias dizem que estrangeiros não tem como comprar passagens pela inet no site oficial, e nem mesmo nas máquinas automáticas das estações. Nem tentei. 

Eu faria os trechos internos para e de Hong Kong de trem também, mas em ambos os casos me tomaria um dia inteiro de viagem, mesmo em alta velocidade. Então optamos por avião. Acabou que consegui usar milhas de longa data que tinha da Flying Blue, e que estavam prestes a expirar!, para emitir passagens para os dois trechos. Amem!
 

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RELATO

Saímos de Doha de manhã e chegamos em Pequim no começo da madrugada, mas antes do previsto. Logo na chegada havia máquinas para vc já scanear suas impressões digitais. Coisa rápida e sem fila. A máquina inteligente identifica que vc é do Brasil e fala em português com vc. Um papel é emitido, que vc leva para a imigração. Imigração, aliás, que foi rápida, talvez pelo horário. Primeira fila esperada que não rolou. Vencida a primeira etapa, fui buscar o Bank of China pra fazer câmbio. Não achei, ou estava fechado, não sei. Tinha essa dica de já fazer antes de sair do desembarque, mas não achei. Lá fora havia um câmbio a 6,25 para o dólar, e ainda tinha comissão. Achei baixo, tinha visto que estava na faixa de 6,80. Havíamos agendado um transfer com nosso hotel para 1 da manhã, e desembarcamos antes disso, então fui pesquisar em outras áreas do aeroporto. Aliás, embora monumental, achei o aeroporto de Pequim – ao menos aquele terminal – meio datado e não muito claro. Achei outra casa de câmbio no embarque, que pagava melhor: 6,54, também com comissão. Ainda achei baixo e deixei para arriscar no dia seguinte na cidade (e fiz muito bem, troquei no Bank of China por 6,81 sem comissão). Nosso transfer chegou, partimos para a cidade para nosso hotel, que ficava num hutong. Tivemos boa impressão do quarto, embora a janela fosse interna – todas eram internas. TV só em chinês. Fomos dormir tarde, umas 3 da madrugada.

(Relato começa no dia 5, os dias anteriores foram em Doha)

Dia 5. 
Saímos meio tarde, eram umas 9am. Fui conferir se minha correspondência havia chegado, com os bilhetes de trem, e sim, tudo ok. Partimos para um Bank of China por lá perto para fazer o câmbio. Já tivemos nosso primeiro contato com um local, perguntando informação – o moço simpático não sabia dizer. Mas o guarda apontou onde era o banco. Só tinha uma pessoa na fila. E os atendentes falavam inglês! Primeiras boas impressões na cidade. O processo é burocrático e toma um tempinho (papelada, preenche, assina, etc.), mais tempo que nas casas de câmbio argentinas, por exemplo.

Resolvida a parada fomos desbravar o metrô. É simples, tem as informações em inglês. Como tem muita linha, é bom identificar antecipadamente a estação para onde vc vai e qual linha passa por lá. Valor varia conforme distância e conexões, mas fica entre 3 e 6 CNY por viagem. Tinha lido que não adianta comprar antecipadamente, então sempre comprávamos na hora mesmo.

Partiu Tiananmen! E, claro, Cidade Proibida, que era nosso foco do primeiro dia. Começar logo pelo principal! Descemos em Quianmen e ficamos curtindo um pouco o boulevard ali por perto. Rodamos e fomos em direção à monumental Praça da Paz Celestial. Conforme avançávamos, íamos identificando por onde entrar e para onde ir. Atravessar ruas geralmente é por passagens subterrâneas. Como tem muita gente eventualmente há setores para grupos e outros separados para quem estiver solo. 

Fomos seguindo o fluxo e dali a pouco estávamos nela, a Praça da Paz Celestial, ou a Praça Tiananmen. Somente muito depois fui me dar conta de que não pegamos fila alguma para chegar lá. Embora houvesse muita gente na região, a maioria era de grupos que ficavam reunidos com seus guias. De alguma forma milagrosa, não entramos em fila. Apenas flanávamos pela monumental praça e seus diversos cantos, quando vimos uma entrada para alguma atração e lá fomos nela. Fomos barrados, não podia entrar de bolsa. Voltamos e Katia deixou a bolsa num guarda volumes do outro lado da avenida. Voltamos para a fila. Galera correndo, acho que fechava meio dia. Descobri que era o Mausoléu do Mao. De novo: zero de fila! Mas... eu estava com câmera fotográfica, e também não era permitido. Teria de voltar, e não haveria mais tempo para visitar, fechava meio dia. Sem galho, voltamos, pegamos a bolsa de volta e seguimos passeando pela praça. Destino: Cidade Proibida.

Embora monumental, acho que estávamos tão maravilhados com tudo que não nos demos conta do quanto andamos por toda a Praça Celestial da Paz. Andávamos, admirávamos, fotografávamos, curtíamos. Sempre avançando na direção da Cidade Proibida. Sem pressa, tínhamos todo o tempo do mundo. Olhei para o lado e vi a fachada do Museu Nacional da China. Queria conhecer, mas entrar em museu não era prioridade do dia. A fotografia do Mao aparecia cada vez maior na nossa frente – a fachada estava em reforma, mas muito bem escamoteada por um pano da mesma cor do que estava antes. Ali já havia muita gente, mas com espaço para todos. Eventualmente já recebíamos alguns olhares curiosos, presumidamente de chineses que chegam de outras cidades menores para conhecer e que não tem contato com ocidentais. E então revivemos uma experiência muito divertida (ao menos nós achamos divertido...) que é tirar foto com a galera. Eles pedem para fotografar conosco, e nós pedimos para fotografar com eles também. Todos curtem. Isso se repetiu nos dias seguintes e em Pingyao.

 

 

 

 

Fomos seguindo o fluxo e dali a pouco lá estávamos, a entrada da Cidade Proibida. Meridian Gate. Onde era a bilheteria? Não estava indicado, ou eu não identifiquei. Mas o LP indicava que era nas laterais. De fato. Lá fui comprar. Zero de fila. Entrega o passaporte e paga, somente isso. Em seguida fui alugar um audioguide. Eu não alugaria normalmente, mas um amigo insistiu que eu fizesse uma visita guiada, “ou então eu não entenderia nada”. Fui de audioguide – e era mesmo interessante, qdo eu prestava atenção; é tanta coisa bela e monumental que os olhos desviam a atenção. O cérebro acaba preferindo os olhos aos ouvidos. Enfim, no audioguide já tivemos a primeira experiência com um fura-fila. Havia apenas uma menina comprando na minha frente e lá veio um fura-fila direto no guichê. 

De audioguide na mão e ingresso no passaporte, entramos. Vasculhamos a cidade proibida por umas 4 horas, até praticamente a hora de fechar. Em princípio busquei seguir o roteiro descrito pelo Lonely Planet. Eventualmente caíamos em exposições em que só havia coisas escritas em chinês! Mesmo dentro da Cidade Proibida, há atrações que demandam pagamento adicional (depois vi que isso é comum na China) – havia uma de relógios que era sensacional, valeu muito a pena o ingresso extra. Em geral são monumentos seguidos de monumentos que nos deixavam de queixo caído sucessivamente. Uma ou outra pausa breve para descanso no meio do caminho. De resto busquei explorar tudo o que pudesse por lá. Havia muita gente sim, eventualmente não dava para ver alguma coisa dentro de uma sala porque só havia uma porta aberta e um monte de gente vendo, mas era só esperar a vez que chegava.

 

 

 

 

No fim da tarde, acho que umas 17 hs, encerramos e saímos. Do outro lado da rua tem o parque Jingshan, nosso destino seguinte. Eu achava que fechava logo a seguir, mas acho que não. Logo na entrada fomos abordados por uma simpática moça, que, depois de conversar um pouco, perguntou se não queríamos tomar um chá. Nós não iríamos mesmo (havia uma programação a cumprir!), mas logo nos lembramos do famoso golpe do chá que rola por lá, sobretudo em Xangai (é só dar um google). Apenas dissemos não e seguimos nosso passeio.

Subindo as trilhas do parque Jingshan vc tem uma vista sensacional da Cidade Proibida. Ah, o parque é pago, acho que 20 CNY. Os parques na China geralmente são pagos. Fomos subindo e curtimos um bom tempo admirando aquele espetáculo da Cidade Proibida ao cair do sol. Havia poluição, conforme esperado, mas nada que impedisse de admirar. Não era um fog (de partículas de poeira!) nada pesado. Ainda rodamos pelo parque, e foi muito bacana: músicos praticando (alguns muito bons, outro muito iniciantes) diversos instrumentos ao ar livre, embora relativamente escondidos. Havia pessoas dançando (mais tarde vimos que isso é muito comum na China), havia pessoas fazendo Tai Chi Chuan (adoro ver!). Tudo muito limpo e organizado no parque. 

 

 

 

Saímos pela porta leste e fomos jantar no Little Yunnan, que estava listado e recomendado no Lonely Planet. Não me lembro mais do que comemos, mas gostei. Foi também nosso primeiro contato com a cerveja local, que viríamos a beber tantas outras vezes, a Tsingtao. Nada de mais, é uma skol da vida, e que geralmente custava barato (10 CNY). A versão de trigo, no raros locais em que encontrei, me agradava bem mais.

Jantados, fomos andando para uma breve parada no hotel (reservar nosso passeio do dia seguinte até a Muralha!), e logo partimos para conhecer a famosa rua Wangfujing. Estávamos hospedados perto dela – na verdade, busquei um hotel perto dela. Mas a parte em que ela é fechada para carros era mais distante. Na nossa caminhada até lá, vimos enormes grupos dançando, um barato. Geralmente senhoras, e de meia idade. Todos curtindo, sem vergonha alguma (quem vos escreve teria vergonha, daí o destaque), muito legal. Era um grupo atrás do outro ao longo da avenida. Passamos ainda por uma bela igreja cristã (São José), fechada, e com a galera curtindo o jardim dela praticando... dança!

A Wangfujing fechada aos carros é cheia de grandes lojas e tal. O que eu queria ver era a área das comidas (food stalls), mas passamos batidos na ida. Na verdade é uma ruela lateral, que sai da Wangfujing. Na volta encontramos e entramos. Ali, sim, é área de comida guerreira! Como havíamos jantado, e bem, não provamos nada, só curtimos visualmente a galera e as comidas. Na verdade, teríamos mais contato com comidas ‘estranhas’ -- aos nossos olhos – em outras cidades. Acabamos o dia tomando uma cerva artesanal caríssima curtindo um som ao ar livre local.

 

Dia 6
Dia de conhecer a Muralha da China. Mal chegamos e já desbravamos aquela maravilha monumental que é o conjunto Praça Celestial da Paz e Cidade Proibida, e já partíamos para conhecer outra maravilha (mais monumental ainda) da China. E do planeta.

O acordado era que uma van nos buscaria às 7am na esquina do hutong. Havia outros esperando também, acho que do nosso hotel. Foi tudo certinho. Primeiro van, depois desce todo mundo e segue num busão. Tem guia, que falava bem inglês e era divertido.

Havia opção de subir a pé, o que foi desmotivado amplamente pelo guia. Galera que vai no esquema guerreiro, ou que vai também pelo trekking, escolhe essa opção. Nó subimos de bondinho. 120 CNY ida e volta, cada. O dia nublado e com mais poluição no ar do que o normal (que já é alto) não permitia visuais amplos. Mas sempre curto muito passear de cable car.

Enfim, chegamos. A Muralha da China. Não precisa de mais palavras pra descrever.

O guia havia nos orientado seguir até a torre 20, que é meio que um final de rota. A muralha está reformada até ali – e na verdade, ela fica fechada a partir daquela torre. Nada que impeça a galera de seguir viagem (pulando ou driblando o muro!), mas era a referência. A chegada é entre as torres 14 e 15, salvo engano. E a caminhada até a 20 é subida – depois é só descer! Assim fizemos, curtindo cada pausa pelo caminho (e foram algumas, estávamos fora de forma). Na volta Katia optou por descer para o ponto de encontro, eu ainda estiquei até a torre 10, descendo, curti e voltei. Tínhamos 3 horas para curtir (limitações de excursões em grupo!), curti todo o tempo disponível.

Voltamos, almoçamos com a galera (comida saborosa para a turistada!), e voltamos. Chapei no ônibus. 

Demos uma passada no hotel e decidimos conhecer o 798 Art District naquele resto de dia. As atrações já estariam fechadas àquela hora, e o dia nublado não recomendava conhecer alguns belos parques da cidade, então essa nos pareceu uma boa opção. Leva um tempo até lá de metrô, e ainda tem uma caminhada a ser feita, mas fomos. Chegamos no fim de tarde, já sabendo que as galerias estariam fechadas, ou fechando por aquela hora. Mas ainda curtimos bastante o lugar.

O 798 Art District é uma área muito bacana. Arte de rua, galerias, restaurantes moderninhos, etc. Tudo isso em meio às antigas instalações de uma fábrica, então diversos “restos” da fábrica foram reaproveitados como arte, ou mesmo adaptados ao novo cenário. A área é grande, estamos falando de alguns quarteirões. 

 

Foi lá que tivemos nosso primeiro problema de comunicação. Fomos comprar um chá e a menina foi apontando cada um para saber qual queríamos (falando não rolava, embora os nomes estivessem em inglês!). Eleitos os chás, na hora de pagar ela não tinha troco, e não aceitava cartão de crédito (galera lá usar QR code direto), pelo que entendi. Sei que ela foi extremamente simpática, mas demonstrou que não havia jeito. Ok, seguimos em frente. Fui tomar chá em outro canto, num lugar que tudo estava em chinês – escolhi o mais barato e tinha algo parecido com leite (soja?) misturado. Era bom. Bacana ver as maquininhas de tampar/vedar os copos automaticamente, para sair tomando de canudinho pela rua (lá toma-se chá como se fosse refrigerante – ou mate! – por aqui).

Bateu uma ameaça de chuva e nos abrigamos num japa local, onde jantamos. Nesse dia Katia não tava bem, achou melhor pular a janta. 

É muito comum, mas fui dormir pensando que, em dois dias na China, tinha conhecido duas das maiores atrações do planeta: Cidade Proibida e Muralha. Que dias!

 

Dia 7
Dia mais relax com viagem de trem pela tarde. Katia ainda se recuperando do revertério de ontem, saímos um pouco mais tarde que o habitual. Fomos no templo Lama e no templo de Confúcio, que ficam numa mesma região (salvo engano chamada de Arrow). São belos e amplos templos onde, além de toda a beleza, pudemos observar os chineses em seus rituais religiosos. Já tinha visto em alguns vídeos antes da viagem. Pagamos para entrar no Lama, mas o do Confucio foi grátis. Lá também é a região do Wudaoying hutong, área bem badalada turisticamente, que foi onde fizemos uma pausa para comer. Não é normal pararmos para comer durante o dia, mas Katia queria uma comfort food depois de um dia de estômago sensível.

 

 

 

 

 


Nossa ideia com trens era sempre pegar o mais tarde, pegar o transporte de noite. Mas nem sempre o que queremos é o que está disponível, de modo que quebramos um pouco o dia com a viagem. Além disso, tinha lido em dez entre dez relatos (e também nas instruções que recebemos da agência que nos vendeu os bilhetes) a recomendação para chegar nas estações com uma hora de antecedência. E que possivelmente haveria fila para entrar na estação, porque todos passam por raio x para entrar. Com tudo isso planejamos então de sair 2hs antes da partida. Para dar tempo de pegar mochilas no hotel + metrô para estação + todo esse tempo que nos diziam ser necessário para a estação. Não é Europa em que vc chega 5 minutos antes e tá na boa.

 

Enfim, demos esse tempo todo e... não havia fila alguma pra entrar na estação. Entramos na fila errada, mas logo uma boa pessoa nos indicou simpaticamente onde deveríamos ir (nosso bilhete era de outro tipo, requer outra entrada). Entramos e fomos para nossa sala de embarque. Lotada, conforme esperado. Ali sim havia fila, o que é natural – é como a fila para entrar no avião. O trem chega e o embarque é aberto uma meia hora antes, ou menos. E aí vai a galera, em teóricas filas. Sei que novamente estávamos na fila errada, e novamente uma boa alma nos indicou qual era a nossa. Depende do bilhete que vc tem. Rosa ou azul (nada a ver com Damares).

O trem é primeiro mundo total. Novo, rápido, limpíssimo. A disposição era de fileiras de 3 x 2. O nosso era o de 2, e havia um cara sentado num dos nossos assentos, mas que logo se levantou quando chegamos. A comissária também foi muito simpática e disse que nos avisaria quando chegássemos em Pingyao. De novo: todas pessoas bacanas conosco. A viagem foi numa boa. Alternei a curtição do visual, com leitura, com Netflix e com algum sono. De fato, ainda há gente que parece desconhecer a existência de headphones e assiste a vídeos no celular ou ipad com volume aberto no máximo (ou muito alto). É algo que ocorre também no Brasil, enfim.

Chegamos em Pingyao e fui direto para o taxi. Mostrei o nome do hotel para ele, que ligou para o lugar. Disse que o dono nos buscaria na muralha. Bacana. Cobrou um preço fechado (malandro!) um pouco acima do que eu tinha em mente, mas tava tão relax que não grilei com isso. Fomos de taxi até a muralha e de lá o dono da pousada nos recebeu. Nem taxista nem ele falavam nada de inglês, as frases trocadas eram todas via aplicativo do taxista. Houve alguma falha de comunicação pq o moço da pousada veio sozinho com uma moto, e éramos 2. Logo depois chegou outra, e lá fomos nós em direção à pousada. 

Fomos muito bem recebidos por uma moça surpreendentemente falando inglês e nos dando orientações, além de um saboroso chá. Nosso quarto era ótimo, num courtyard – um padrão em Pingyao. Preço excelente pela qualidade. E já partimos para curtir a noite na cidade.

Era fim de semana, sábado de noite, e estava cheio de gente nas ruas. Lojinhas, comidas, e muita gente. Teoricamente é área somente para pedestres, mas -- lembre-se! -- motos ignoram regras, então volta e meia havia uma buzinando para a galera sair e abrir espaço. Nada que fosse problema. Pingyao mostrava ser mesmo uma cidade graciosa. 

Rodamos bastante de noite, jantamos o pingyao beef (meio que uma carne defumada gelada), aproveitei para fazer massagem (thai moment!) e fomos dormir. Tudo estava fechado às 23:30.

 

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Dia 8
Dia de andar e explorar Pingyao. E assim fizemos: andamos 9 horas seguidas pela cidade, seus museus e sua muralha. Foi um dia de sol e céu aberto, com bem menos poluição do que Pequim. Compramos um passe (125 CNY, mas nos cobraram 65CNY não sei pq) que dava direito a visitar todos os museus da cidade durante 3 dias. São vários museus, nem dá pra almejar conhecer todos. Os principais são mapeados, e fomos em todos eles nos dois dias em que ficamos por lá. Olhávamos, entrávamos. Nem sempre nos interessava, o que eventualmente tornava a visita mais rápida. Salvamos também algumas coisas para conhecermos no dia seguinte. Esquema relax em Pingyao.

Lá nós tivemos um grande India revival: era comum as pessoas nos olharem com cara de novidade e pedirem para tirar fotos conosco. Nós curtimos, tirávamos várias fotos deles também. Galera no geral muito simpática. Via de regra as pessoas não falam inglês e normalmente não há coisas escritas em outra língua que não o chinês. Mas dava para se virar numa boa. Os museus continham placas informativas em inglês – mas não de tudo.

Mal comparando, é como o turista estrangeiro que vem ao Brasil – há muito pouca coisa escrita em inglês no geral. Lá também. A diferença é que lá estava tudo em ideogramas!

Em Pingyao aproveitamos também para sair provando o que nos desse vontade de experimentar. De comida, claro. Muita comida de rua, muita coisa muito estranha aos nossos olhos. Algumas não sei até hoje o que eram (porque também estou até hoje para pesquisar do que se trata...). Outras eram fáceis: churrasquinho de carne (seja lá de qual carne era, mas era bom) ou daqueles frutos do mar característicos. Vários biscoitinhos, bolinhos, pães – em geral eu achava com pouco gosto (as comidas por lá tinham muito menos sal ou açúcar do que as no Brasil). Em geral os bolinhos que provamos eram de arroz doce. Sucos, chás, tinha de tudo, e buscávamos experimentar. Cerveja só no fim do dia, ehehehe. 

Havia algumas regras, amplamente ignoradas: não fotografar em determinados espaços; áreas de mão e contramão para pedestres; proibido subir/descer, etc.

Como falei, andamos o dia inteiro, sem pausa. Mas nada cansativo, era bem bacana curtir os lugares, as pessoas, acho que foi uma imersão maior na China – ainda que o lugar seja bem turístico (para os chineses). No final da tarde, umas 18hs, paramos na rua principal para relaxar, bebericar e observar. E aí vimos como éramos observados. Galera vinha para tirar fotos, ou tirava fotos de longe, ou filmava na careta. Sei que isso pode incomodar alguns, mas nós levamos numa boa.

Escureceu, e fomos rodar a cidade de noite. Esfriou bem naquela noite, chegou a 10 graus. Foi a única vez em toda a viagem que usei um fleece para me aquecer. Jantamos, rodamos mais e mais, e fomos dormir. Mas fui numa massagem antes!

Em Pingyao, sei lá pq, o whatsapp funcionou. Para receber msgs somente. E somente durante a madrugada. Teve ter sido algum desbloqueio. Ou falha.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Dia 9
Fez frio de madrugada, mas, com o sol, tudo esquentou. Foi outro dia flanando pela cidade. Tentamos percorrer mais partes da muralha, mas estava quase tudo fechado para caminhar. Somente um pequeno trecho aberto, que havíamos percorrido no dia anterior. No mais, obras ou simplesmente não é aberto para transeuntes. Do total de 6km de muralha, só uns 2km talvez estivessem abertos para se caminhar.

Fomos também nos museus restantes, assim como outros que encontrávamos pelo caminho. São muitos, não dá pra ir em tudo, e nem sempre é de interesse. Via de regra, os menores só recebem luz natural, o que deixa algumas salas bem escuras. Vimos também algumas traduções meio toscas para o inglês – mas a verdade é que vimos isso em todos os outros lugares (exceto HK, salvo engano).

Aliás, falando nisso, o translator (tanto o meu do google quanto o local, que não sei qual é) ajudaram bastante na comunicação por lá. Em algumas ocasiões, qdo precisava elaborar mais, precisávamos recorrer aos tradutores. Eventualmente a galera já nos oferecia o celular para escrever e traduzir. Muito prático! Ainda acho que isso vai matar, ou no mínimo mitigar, a necessidade de se aprender línguas estrangeiras um dia.

Esse dia era um belo dia de sol. Era também uma 2ª-feira, e a cidade estava mais tranquila. Galera fala que na China não tem isso de fim de semana, que trabalham os 7 dias, mas sei não. Sábados e domingos eram mais cheios.

Nesse dia rodamos um pouco fora dos muros da cidade. A cidade em si é muito maior, claro, refiro-me aos muros da parte histórica. Chegamos a andar para ver se rolava transporte para alguma atração nos arredores (há algumas a alguns kms), mas não nos organizamos direito e simplesmente não vimos táxis por onde andamos. Ou talvez houvesse tours ou coisa parecida, mas tudo estava escrito em chinês. Foco do turismo por lá, e na verdade em toda a China, é o turismo interno. Nada que não se resolvesse descolando com a própria pousada, claro, mas deixamos rolar. Estava de boa curtir a cidade no esquema relax.

Aproveitamos para provar mais comidinhas de rua, que seguíamos escolhendo pela atração ou interesse visual. No fim das contas, só curti mesmo foi o espetinho, seja lá do que tenha sido (porco, provavelmente). Não desgostei de nada, mas em geral não tinha muito sabor.

 

 

 

 

 

 

 

 

No fim da tarde descolamos um taxi para a estação de trem. Nada de chegar muito cedo, saímos 1 hora antes, o que já foi mais que suficiente. Novamente nada de fila para entrar (cidade pequena!) na estação.

Aliás, dica (de novo) para o trem: bilhetes vermelhos tem fila separada. Bilhetes azuis são nas normais. Nosso bilhete era vermelho, comprado antecipadamente via agência. Acho que o azul é para a galera que compra na estação ou direto. Há fila separada para entrar na estação, para embarcar e desembarcar. Vermelho ou azul. Precisa do bilhete pra sair da estação no desembarque. O vermelho não passa na catraca eletrônica, passa em separado com checagem manual. 

 

 

Xian. Chegada foi dentro dos conformes. Direto para o metrô e breve caminhada até o hostel. Mesmo à noite, achei bem tranquilo. Aliás, andei tarde da noite algumas vezes na China, e sempre foi bem tranquilo. Zero de insegurança – mesmo para os radares sempre ligados de alguém nascido e vivido no Rio de Janeiro. 

Chegamos ao hostel, que era num andar de um prédio. Estava com saudades desse espírito de hostel! Tinha uma TV passando “Em algum lugar do passado”. Fomos recebidos por uma menina que falava um inglês nota 10, o melhor que ouvimos até então. Mikki, se não escrevo errado. Ou melhor, foi o melhor inglês da viagem! O hostel na verdade era um andar, ou mais de um, de um prédio na cidade. Nosso quarto tinha até box.

Jantamos e bebemos por lá mesmo, no skybar do hostel. Pedi um prato chinês, e Katia resolveu pedir uma comfort food, mas apimentada. Veio mega spicy, de fazer chorar. Lição: na China, não peça para apimentar o que já é apimentado! Mas foi na boa, compensamos com mais cerveja. Ficamos por lá até tarde conversando com menina do hostel, que também era a chef. 

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Dia 10
Dormir tarde, acordar cedo. Lei de qualquer viagem. Era para sairmos às 7 da matina, mas deslizamos para 7:30. Era dia de conhecer o famosíssimo Exército de Terracota!

Parei para pensar como estava sendo nosso começo na China. Cidade Proibida, Muralha da China, Guerreiros da Terracota. É bem comum que isso ocorra, mas são sucessivos blockbusters turísticos. 

Enfim, a ideia era pegar logo algum dos primeiros ônibus pra terracota. A estação do busum que vai pra lá fica entre duas estações de metrô, de modo que decidimos ir andando até lá. Respirar um pouco Xian. Assim fizemos.

Os ônibus saem, a rigor, da estação de ônibus mesmo. Pegamos no ponto final o famoso 306. Mas tinha outros, 914, 915. Já li que tem pirata também. Seja como for, é dali que saem. Tem tipo um guia, que faz uma explanação em chinês. Ao menos foi o que me pareceu, já que evidentemente não entendemos nada. Ele é também o cobrador. Saiu por meros 7 RMB! Somente nós de ocidentais naquele busum. Mas lá em Xian não éramos novidade.

Chegamos na atração e lá fomos procurar onde comprar a entrada. No caminho já recebemos ofertas de guias, mas estávamos na vibe de conhecer por conta própria mesmo (essa vibe varia, mas geralmente optamos por fazer por conta). Zero de fila para comprar. E lá vamos para a entrada. Zero de fila para entrar. China seguia contradizendo o que tanto havíamos lido quanto a filas. Fazia mais um belo dia de sol e céu azul.

Lá dentro a sinalização era em chinês. Não sei se por falha minha, mas resolvi rapidamente com o salvador maps.me de sempre. São três espaços de visitação, e queríamos deixar o 1 para o final, porque é o maior e principal. Fomos no 2, depois 3, e finalmente 1. Vou simplificadamente resumir: é ESPETACULAR.

 

 

Não tivemos qq fila ou amontoado nos pits 2 e 3. Mas no 1 a coisa estava cheia. De todo modo, sem problemas. Esperávamos a galera sair da frente e tomávamos posição. A maioria suprema que está lá vai com grupo, então a maioria suprema vai ter tempo limitado para ficar nos melhores pontos (o guia segue adiante, e o grupo deve seguir atrás!). Conseguimos curtir todos os pontos de visão que queríamos, apenas esperando um pouco para vagar lugar. E só havia esses congestionamentos nas áreas mais concorridas do pit 1.

Encerrada a visita, pegamos o primeiro busum que vimos de volta, agora foi o 915, ou coisa parecida.  8 pratas, mas agora com ar condicionado. Chegamos umas 9, partimos de volta umas 13:30.

No fim das contas, o custo total por pessoa foi de 135 RMB. 120 pra entrar e as passagens. Havia um tour pelo albergue que custava 380 RMB incluindo transfer com ar condicionado desde a porta, guia e... cerveja liberada!

Voltamos a Xian e partimos direto para a muralha que cerca a parte central da cidade. Sol estava a pino, e queríamos dar o famoso rolê de bicicleta pela muralha. Paga pra subir, paga para alugar a bicicleta por 3hs – tempo suficiente para dar a volta em toda a muralha com calma, pausa para fotos, pausa para refrescar, etc. E o passeio é uma delícia: a muralha é tão larga no alo que mais parece uma avenida. Inclusive com faixas teóricas (1 pra quem vem, outra pra quem vai, outra para quem está a pé). Tivemos de andar um pouco até o ponto onde efetivamente se aluga. Curtimos muito.

 

Pegamos o metrô e disparamos para a Great Goose Pagoda. Chegando lá, estava fechada. Já era fim de tarde, o horário que eu tinha visto de fechamento estava errado. Mas logo do outro lado da entrada havia uma área que nos pareceu bacana e fomos lá dar uma conferida. Trata-se do Grand Tang Mall, uma enorme e longa (China!) área para pedestres, com diversas atividades e atrações. Tudo absolutamente muito limpo. Músicos, esculturas, apresentações, comidas, etc. Um barato. Quanto mais caía a noite, mais gente chegava. Rolou show de águas (chafarizes) e luzes. Rolou até mesmo um desfile, meio que carnavalesco, acho que para uma apresentação fechada que rolaria por lá mais tarde. Ficamos muito mais tempo que prevíamos, foi um barato.

 

 

 

 


Pegamos o metrô de volta, descemos na Bell Tower. Muita gente curtindo a região, e fica bem bacana iluminada de noite. Nessa área, a caminho do Muslim Quarter, vimos pedintes. É coisa rara nas grandes cidades chinesas (ao menos foi raro para nós vermos). O Muslim Quarter estava lotado de gente. Tinha tudo pra ser uma daquelas áreas imundas que tanto conhecemos pelo Brasil, em função da combinação gente + comida + rua. Mas não. Havia lixeiras enormes a cada poucos metros no meio da rua, uma atrás da outra. Lembrei-me da Festa Pomerana, que também não economiza em lixeiras (e na limpeza delas).

 

 

Mais uma vez nos pareceu ser algo primordialmente com foco no turismo local, com quase tudo em chinês somente. Estávamos em jejum praticamente naquele dia (ainda que bebendo bastante água e os chás, ou isotônicos, que comprávamos sucessivamente para experimentar), e já era noite, de modo que demos um rolê na área e entramos no primeiro restaurante que demonstrava ter cardápio em inglês (ou figuras dos pratos na porta). Acabou que o que escolhemos tinha pratos gigantes. Tanto que sobrou para o café da manhã do dia seguinte – levamos num saquinho para o albergue. Fomos dormir tarde.

Dia 11
Acordamos cedo de novo, 6am. Estava estranhamente disposto. Saímos cedo também. Fizemos check-out e fomos explorar nossas horas remanescentes na cidade. Direto para a Grand Goose novamente. No caminho do metrô até a entrada, observamos as atividades matinais da galera no parque. Tinha dança, ginástica, Tai Chi, um barato. Galera majoritariamente de meia idade, bem democrático aos nossos olhos. Chegamos, entramos (de novo, sem fila!) e curtimos. Mais um belo dia de sol, mais um belo lugar!

No caminho de volta para o metrô, vimos mais gente curtindo a manhã com danças, ginástica e etc. E um trio jogando peteca. Bem bacana. Seguimos para a Drum Tower e fomos direto para a mesquita local, que fica dentro da região do Muslim Quarter. A mesquita é diferente do que estamos acostumados. Não é imponente, tem um vasto jardim. Mesquita estilo chinês. A área de oração, no entanto, era fechada a visitas. Curtimos um tempo ali.

Na saída, vimos que estávamos num mercadão local de rua. Vi uma camisa com tudo escrito em chinês e perguntei quanto era. E aí começou uma longa negociação. 150 RMB foi o começo e foi despencando a cada negativa que eu dava. Fechei por 30 RMB. E ainda acho que cairia mais. Ficamos dando rolê na área das comidas do Muslim Quarter, e compramos algumas coisas pra provar e comer na nossa viagem de trem até Xangai. Katia aproveitou para provar um daqueles espetos pitorescos de polvo, carregao de pimenta e feito na hora. Ela gostou. Nessa região de muita comida, senti cheiros muito bons e um especificamente muito ruim. Somente mais para o final da viagem nos demos conta de que provavelmente era o “stinky tofu” ou “smelly tofu”, muito característico dessas “praças de alimentação” ao ar livre. Mas presumimos isso pelo nome, não fiquei rastreando o cheiro, e nem provamos o tal tofu. Bateu a hora, voltamos para pegar nossas mochilas, metrô, trem.

 

Achei que faltaram dias em Xian. Para a cidade e para os arredores. Fui por conta dos Guerreiros de Terracota, adicionei 1 dia (meio, no fim das contas) para a cidade, mas valeria mais. Como em quase qualquer canto, aliás. Sempre temos de fazer escolhas.

Chegamos na estação de trem umas 14hs, ainda seguindo as recomendações de chegar uma hora antes e tal. Mais uma vez: nenhuma fila para entrar na estação. O trem mesmo era pouco depois das 15hs. Na nossa experiência (veja bem, pode ser diferente em outra ocasião!), foi inútil chegar tão cedo nas estações. Em todas as 3 vezes que pegamos trem (Pequim, Pingyao, Xian). Não pegamos fila pra entrar em nenhuma delas. Somente para embarcar, o que não é problema (esperávamos a galera embarcar antes).

 

Nesse longo trajeto de trem, comprei uma pipoca. Na hora de comer, não tinha sal. Nem açúcar. Bem estranho para os padrões salgados a que estou acostumado. Fui no vagão restaurante tentar descolar sal. Consegui me comunicar (viva os tradutores!), mas não tinha. Não apenas não tinha, pareceu estranho às comissárias alguém pedir sal. Felizmente havia cerveja, o que nos acompanhou durante a viagem. Nessa viagem, ou em alguma anterior, constatei o estranho desconhecimento da existência do fone de ouvido por parte de algumas pessoas no trem. Mas é algo que vejo comumente no Brasil também.

 

XANGAI
Chegamos em Xangai, pegamos o metrô e, após breve caminhada, estávamos no nosso hostel. Só largamos as coisas, corremos para o Bund. Queria ver aquela parada toda iluminada. No caminho, notamos que o fluxo era contrário, ok, mas seguimos. Chegando lá, decepção: já tinha acabado e estava tudo escuro. Ou melhor, não escuro, apenas sem a iluminação estilos a efeitos de cada noite. Entendemos que havia horário. Passamos numa cervejaria local para uma saideira, e logo a seguir galera começou a fechar conta e avisar que horário tava no fim. Movimento expulsório, ahahahah. Ok. Já era quase 1 da madrugada.

No caminho de volta para o hostel, vimos um restaurante local cheio. Decidimos entrar e encarar. Foi muito bom e barato! Cardápio tinha figuras, e “beer” é sempre conhecido. Escolhemos pratos com alho e bacon, ou seja, sem erro. E uma massa molenga lá. Dormimos bem tarde nesse dia. 
 

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Dia 12
Depois de dias sucessivos dormindo de madrugada e acordando às 6 da matina, dessa vez deixamos rolar e acordamos tarde. 9:30! Tomamos um café na varandinha e partimos.

Passeamos pela Nanjing Rd (badalada e ampla rua de pedestres cheia de lojas) até o Bund. Agora de dia! Pegamos o Tunnel para o outro lado (achei que não vale a pena) e desembarcamos no Pudong. Compramos um combo do Tunnel + Shanghai Tower. Na região do Pudong, fomos descortinando as ruas até a margem do rio e depois sob aqueles prédios imensos e icônicos. Em direção ao Shanghai Tower. Muito bacana.

 

Chegamos na torre e, novamente, nada de fila. Mesmo já com ingressos na mão, nada de fila para entrar (e nem tinha fila pra comprar também). O preço é uma facada, acho que todas as torres cobram facadas. Essa custava 180 e o túnel custou 50. O combo dava desconto de míseros 5. Mas que visual! Que visual!!! Excelente! Curtimos um bom tempo por lá. E pensar que as Petronas, que visitamos anos antes em KL, hoje nem está nos top 10 de arranha céus do mundo.

 

 

 

 

 

Descemos e fomos buscar o metrô. Ficava perto de um shopping por onde passamos e aproveitamos para tomar um café e provar uma torta que chamava a atenção. Serviu para reforçar como as coisas na China têm muito menos açúcar que no Brasil.

Próxima visita era o Yuyuan Garden. De novo: sem fila. Foi bem tranquilo de andar dentro, embora estivesse cheio. Lugar é lindo, muito bacana de explorar. Ficamos até fechar, hora em que a galera começa a expulsar geral, ahahahah. Depois ficamos dando rolê nas ruas dos arredores, área também conhecida como old town de Xangai. Muito turística, com preços bem mais elevados que em outros cantos. Mas a área é bem legal de passear e conhecer.

 

 

 

 

 

 

 

Voltamos para o Metrô, rumo a Tienzifang. Já era área da French Concession. Uma região muito bacana! Esquema de lojinhas, bares, ruelas, tudo bem descolado. Não sei descrever bem, mas gostamos muito da vibe de lá. Deveríamos ter ficado e jantado por lá, mas ainda havia um outro ponto a conhecer: Xiantiandi. Fomos andando. As ruas eram agradáveis, arborizadas. Podíamos ter pego taxi, mas tava de boa. 

Comparando com Tienzifang, diria que Xiantiandi é muito mais elite, com bares e restaurantes mais requintados. Preferimos bem mais Tienzifang, é mais nossa praia. Mas não iríamos andar tudo de volta àquela altura. Então jantamos num que eu tinha mapeado por lá. Din tai fung. Uma breve e controlada esbanjada. E foi bom.

Pegamos o metrô de volta para o Bund, e finalmente vimos as luzes noturnas da região! Havia muita gente, mas com muito espaço para todos. Um barato. Nesse dia voltamos cedo, compramos umas cervas para tomar no quarto mesmo. A ideia de ter ficado na área era ir no Bund todas as noites!

Achamos Xangai uma cidade bem mais cosmopolita. Éramos apenas mais 2 em meio a tantos outros, não chamávamos atenção em canto algum. Víamos e ouvíamos ocidentais em maior quantidade que nas outras cidades. 

 

 

 

 

 

Dia 13
Fomos andando até o People’s Park de manhã. No caminho, pela Nanjing Rd, vimos novamente aquela deliciosa sequência de grupos dançando, praticando Tai Chi, etc. Dessa vez vimos Tai Chi com espada e uma figura andando de costas (mas depois vimos outros fazendo isso, não deve ser tão incomum) Tudo muito bacana. 

 

 

Depois de um tempo curtindo esse peoplewatch no people’s park, decidimos entrar no Museu de Planejamento da cidade. Em algum momento já dentro do museu, ouvimos novamente a música do Em Algum Lugar do Passado! Achei o começo do museu meio marromeno, sobretudo para o padrão esperado. Até que fui subindo os andares. Aí sim: é sensacional, enorme. Mostra (e vende) Xangai do passado ao futuro, de forma sustentável. Enquanto aqui no Brasil brigamos por mais estradas, menos radares, carro do ano e dane-se o meio ambiente, Xangai demonstra preocupação em aumentar transporte público para diminuir carros nas ruas, diminuir a poluição e diminuir acidentes.

 

Pegamos o metrô para conhece o Jade Temple. Parece novíssimo, acho que estava em reforma. Lindo lugar. De lá fomos andando para o M50, um lugar de arte a céu aberto da cidade -- tipo o 768 de Pequim. Tava sol e não rolava muito movimento (possivelmente o agito era mais tarde, ou outro dia da semana), mas rodamos as galerias, lojinhas e etc. De volta ao metrô, seguimos para outro bairro, para conhecer uma atração meio underground que tinha no LP e que me atrai: um museu de propaganda comunista. Demos uma pausa numa cervejaria local muito boa, e lá estávamos procurando o tal museu. Não é lá muito simples de achar, ele fica num subsolo de um dos blocos de um condomínio de prédios. Mas encontramos. É historicamente muito interessante! Cheio de pôsteres antigos de propaganda comunista da China, sobretudo da época da implantação do regime.

 

 

 

 

Seguimos então para o Jingan temple, que fica em meio a prédios altos modernos. Também muito bonito. Ficamos lá até fechar, acabamos presenciando uma cerimônia com os monges (locais?). Ainda demos um tempo num parque por ali perto, ficamos curtindo o laguinho e um grupo de chineses que se divertia e tirava fotos sucessivamente.

 

 

Nesse dia fomos jantar no Di Shui Dong (ou coisa parecida), que havia mapeado. Esse foi muito bom!! Foi outra esbanjada, mais forte ainda, aliás. Mas pq acabamos comemos muito. Era muita coisa interessante pra provar! Dormiríamos mais que fartos, não fosse por uma longa esticada que ainda daríamos.

Pegamos o metrô e embicamos de volta para o Bund Demos um longo rolê até a parte sul e voltamos. Maior galera por lá. Deu 22hs e ainda estava cheio. Mas no dia da chegada, às 23hs, nada! Enfim, fomos para nosso albergue dormir.


Dia 14
Era um possível dia para conhecer Suzhou, mas acabamos deixando para uma outra ocasião. Optamos por conhecer Qibao, ainda em Xangai, acessível por metrô. Era sábado, havia maior galera por lá. Dia de nuvens, sem sol. 

Qibao se apresentava inicialmente como um lugar cheio de lojinhas e comidinhas pelas ruas. As comidinhas, aliás, bem mais em conta que na Old Town de Xangai. Aproveitamos para provar mais coisas que nos pareciam estranhas e atraentes. Comemos mais coisas saborosas e que desconheço o que tenha sido. 

Qibao também tem uns canais bacanas, fotogênicos, no centrinho histórico. Lembram Morretes. 

Esticamos até o Qibao temple, que estava bem vazio e era bem legal. Demos um rolê geral, provamos mais coisas, tiramos muitas fotos das comidas pelas ruas. Identificamos algumas novidades, identificamos aquele cheiro que muito nos desagradava e que achamos que era do stinky tofu. Mas naquela hora não sabíamos o que era, nem suspeitávamos. As comidas que identificávamos e que nos eram estranhas, como pata de porco, pata de galinha, sapo no espeto, estavam lá. Além de outras mais habituais. O lugar difere do muslim quarter de Xian, por exemplo. Salvo engano, difere também da Wangfujing de Pequim.

 

 

 

 

Ficamos umas 4hs em Qibao. Pegamos o metrô e fomos conhecer o Longhua temple, que foi muito legal! Foi grátis, acho que pq estava em reforma. Já era fim tarde quando saímos, e fomos direto para o Pudong. 

 

 

 

 

 

 

Aproveitamos para passear pelas passarelas com vista do para a famosa torre dos Jetsons. Aliás, embora seja uma região que pareça ter sido desenvolvida para carros, há calçadas e passarelas para pedestres em larga área.

 

Fomos para a margem do rio, a ideia era ver o outro lado do rio no anoitecer. Rolava uma chuvinha beeeem leve, nada que atrapalhasse. Fomos andando pela margem até chegar a um ponto de barca para o outro lado. A noite cai, alguns prédios ligam suas luzes, mas o horário mesmo de ligar é às 19hs, qdo a coisa começa. Estava mais escuro naquele dia nublado com chuvinha. Descemos do outro lado longe do nosso ponto escolhido - a Hanghe - de janta, então pegamos o metrô. Antes disso, despedimo-nos do Bund e suas luzes de cada noite. 

A janta dessa noite foi guerreira e deliciosa. Bem barato. Escolhemos o Yang's fry dumplings. O lugar já é guerreiraço, mas entende-se numa boa. Dumplings saborosos e baratos. Voltamos caminhando pela Nanjing. 

Nesse dia voltamos mais cedo que o habitual, acordaríamos de madrugada para pegar o voo para Hong Kong. Ainda ficamos tomando umas cervas no albergue, enquanto outros grupos faziam o esquenta para a noitada. Ainda ficamos de conversa com um executivo americano de LA que vive por lá – no albergue! 
 

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Dia 15
Em todos os lugares que eu lia, galera falava que leva mais de 1 hora até o aeroporto de taxi. Que tem de chegar no aeroporto 3 horas antes, ainda mais na China. De metrô só chegaria lá às 7 (olhando para trás, eu vejo que deveria ter organizado de dormir por lá perto). Eu via no maps.me e a estimativa de taxi era de meia hora. Mas, enfim, vamos conforme recomendações.

Pegamos o taxi às 4:30. E chegamos no aeroporto em 20 minutos, confirmando estimativa do maps.me. Pra piorar, o check-in só abria às 6 da manhã. PQP. Novamente nada de fila para entrar no aeroporto – não havia quase ninguém por lá! Enfim, não precisava ter saído tão cedo.


Hong Kong
Chegamos em Hong Kong debaixo de chuva. Pegamos o trem (comprando para 2 tem desconto) e o busum grátis para o nosso hotel. Dez dias depois, google estava de volta. Cheio de msg no gmail para apagar. Comprovei que existe vida sem google.

Quando a chuva deu folga, descemos para dar um rolê pela área. Era um domingo, mas felizmente havia onde fazer câmbio. Subimos a Hollywood Rd., conhecemos o Mo Temple, passamos pelo belo HK Park (inclusive no enforme viveiro) e seguimos para pegar o tram par ao Victoria Peak. Chegando lá, o tram estava fechado para obras. Teria de andar sei lá até onde para pegar um busum. Desencanamos disso e fomos seguir nosso rolê de exploração dos arredores, mas acabamos achando ao acaso um ponto final de ônibus que seguia justamente para o Victoria Peak, então não recusamos!

 

 

 

 

No caminho, vimos um protesto dos estudantes pela democracia em Hong Kong, o que vem ocorrendo até a presente data. Paradoxalmente era o mesmo domingo de passeatas no Brasil, onde grupos pediam o fechamento do Congresso e do STF.

O busum vai serpenteando pelos morros. Aliás, mão inglesa! E muito inglês nas ruas, além de muitos estrangeiros. Ainda assim, em diversos locais só havia coisas escritas em chinês.

Lá no alto, ótimos visuais da cidade. Curtimos bastante, inclusive com uma caminhada por uma das trilhas (pavimentadas), para curtir mais visuais. Tinha um quê de Paineiras. Láno alto tinha também um shopping com acesso pago a uma plataforma com visual mais amplo, mas não fomos. Sequer entramos no shopping, aliás. Depois de curtir mais visuais das trilhas, pegamos o busum de volta. 

 

 

Vimos muita gente acampada nas ruas, majoritariamente mulheres. Não sei bem o que era, mas varias faziam coreografias de dança. Devia estar rolando alguma coisa nesse sentido naquele dia, pq não vimos esses grupos nos dias seguintes. Aliás, era domingo, havia muita gente nas ruas. 

Fomos para o deck dos ferries e partimos para a roda gigante. Fila, finalmente! Mas não demorou. Era fim de tarde, umas 1830, mas o tempo não ajudava para um pôr do sol com sol. Foi sem. Achei a roda gigante incrivelmente barata (20 HKD) para o padrão local. Era patrocinada, deve ser isso.

Aliás, a moeda local, o dólar de Hong Kong (HKD) era nominalmente 15% acima da chinesa. Mas os preços reais eram muito mais altos do que na China. Para efeito de comparação: a tarifa básica do metrô era 11 HKD por lá, enquanto na China saía por 3 CNY. 

Depois da roda gigante, pegamos a barca para o outro lado. 3.1 HKD no fds, 2.2 HKD em dias da semana. O trajeto já e um visual, bem barato. Do outro lado, Tsim Sha Tsui, curtimos o espetáculo de cada dia de ver as luzes dos prédios acendendo. Tipo Bund, mas em Hong Kong rola música, efeitos, etc. É um espetáculo coordenado. Que começa às 20hs em ponto. 

Ainda demos um rolê pelo Promenade e Av. of Stars antes de voltar ao outro lado do rio, agora de metrô.

 

 

 

Nesse dia fomos jantar no Soho, a preços MUITO mais alto que na China. E, se já havíamos achado Xangai mais cosmopolita, HK era muito mais.

Dia 16
Dia amanheceu nubladaço e, na hora que iríamos sair, desabou o maior toró. Aguardamos acalmar e saímos pra tentar fazer uma caminhada por um roteiro que o LP sugeria. Mas a chuva voltou a apertar, de modo que ativamos o plano B: museu. Compramos o Octopuss card (devia ter feito isso ontem!), que facilita a vida, e ainda dá desconto de 1 HKD nas passagens. No metrô vimos propagandas de roupas intimas femininas. Isso não tem na China! Provamos um delicioso pão local de manhã, um tal Pineapple branco com manteiga.

 

Fomos para o Museu de História de HK, e entramos logo que abriu ás 10hs. Estava na lista para visitar, e é muito bom, muito informativo e bem transado. Vale muito a pena. Depois da visita, a chuva prosseguia.

 

Como havia previsão de melhora para a tarde, fomos almoçar (coisa rara!) e depois ainda tentamos passear pelo parque Kowloon. Assim que a chuva sinalizou acalmar, decidimos pegar o metrô. A ideia era conhecer o longo teleférico até o Buda gigante.
 

 

Chegamos e havia pouca ou quase nenhuma chuva. Ufa! O teleférico é uma facada: opção normal por 235 HKD, ou cabine fashion (sei lá qual diferença) por 315 HKD. O teleférico é um barato, longo, com altos visuais. Gosto muito de teleféricos e esse foi dos mais legais. E o melhor: em diversos relatos que li, galera falava de neblina, que não dava pra ver nada, etc. Embora estivesse meio chuvoso, não havia neblina!

 

 

 

 

 

Chegamos lá já no fim do expediente, de modo que tivemos de fazer uma visita acelerada a tempo de pegar o último teleférico de volta – mas que foi suficiente. O tempo firmou (não choveu mais), e curtimos muito o Buda gigante, além do monastério que fica logo ao lado. O monastério, aliás, é dos mais bonitos que vimos na viagem. Mas não pode entrar nos halls.

 

 

 

 

 

Voltamos e pegamos o metrô. Até pensamos em arriscar algum busum, mas optamos pela certeza e rapidez do subsolo. Direto para o Tsim Sha Tsui para curtir o espetáculo. Passamos num 7/11 local para comprar umas cervas para acompanhar o espetáculo. Não sei se pode beber em público por lá (vimos outros fazendo, mas...), de modo que fomos discretos. Curtimos o show das 20hs de novo! 

Depois fomos percorrendo várias ruas e blocos numa longa caminhada noturna desde a Nathan Rd. Passamos pelo Night Market local (tipicamente Chinatown), Ladies Market (uma área de muita vida noturna) e fechamos a desbravada com uma cerva artesanal num bar chamado Tap Project. Na volta pegamos um busum para experimentar. Cartão Octopuss na mão e roteiro descrito nos pontos é outra coisa. Além de estar precisamente descrito no google maps.

Já era tare e não tinha nenhum restaurante chinês aberto nos arredores. Arrisquei um noodles do 7/11, então. Larguei o pozinho todo e, pqp, haja pimenta. Tive de comer e 3 etapas.

Em HK vi grandes variações de preço de um mesmo item entre lojas. Refiro-me a garrafinhas de chá, refri, cerveja. Ou de água mesmo. Mesmo nos 7/11 vi diferenças significativas de preço (p.ex, 8 x 12) entre lojas. 


Dia 17
Dia reservado para conhecer Macau. Acordamos bem cedo. Sem chuva! Até sol estava ameaçando. Atrasamos um pouquinho a saída. O tempo fechou e a chuva desceu forte na partida da barca. Foi bom, pq foi só ali que choveu no dia! Durante o trajeto já achei bacana ouvir o speech de segurança em português! 

Chegamos em Macau com o céu mais claro depois de chuva forte. Pegamos um busum grátis para um dos hotéis com cassino, o Grand Lisboa. Demos um breve rolê lá dentro, cassinos não me atraem. Depois fomos andando para o centro histórico. Vai, Portugal! 

 

 

Em Macau, circulamos pela rota turística. Provamos biscoitos, bolinho de bacalhau, pastel de nata. Chão de pedras portuguesas. Bacana ver coisas em português. De fato o português é oficial, mas inglês vem tomando espaço claramente. Aliás, provavelmente fala-se mais inglês que português por lá. 

Fora do centro, fomos andando até a Fortaleza, suando muito! Umidade mais alta, pelo visto. Visual nada demais, vale pelo monumento em si. 

Na volta, cedemos à tentação da culinária local e demos uma pausa num restaurante focado em pratos da culinária portuguesa e suas colônias – inclusive brasileira! Mas fomos de bacalhau, que estava muito bom! 

Depois do almoço focamos em atrações mais ao sul, até fechar a visita no alto do morro da Penha. 

Ficamos até tarde em Macau, ainda voltamos aos cassinos para ver um diferente e na esperança de pegar o shuttle de graça de volta pra estação, eheheheh. Mas acabamos pegando um taxi e voltamos. A volta foi mais cara, pq era noite. Ida às 8:30 a 170 HKD volta às 20:15 a 200 HKD. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

HK e Macau não requerem visto. E não carimbam o passaporte. 


Dia 18
Dia de ir pra longe, mas em HK. Primeiro fomos na Ping Shan Heritage Trail. Achei bem caído, ainda que com algumas coisas interessantes. Voltamos logo e pegamos o light rail pra o Wetland Park. Dia nublado, mas sem chuva.

 

 

O parque é bacana. Tem trilhas sobre passarelas de madeira, muito birdwatching. Fica geograficamente perto de Schenzen. Rodamos o parque todo e pegamos o busum volta. Nos arredores de Wetlando tem muitas construções residenciais. E já havia dezenas de espigões. É muita gente.

Descemos na região onde estávamos e fomos andando para Wai Chai, bairro que tem um mercado de rua (novamente estilo Chinatown). 

Seguimos então para o Centro de Convenções e Exposições de HK, local do grande evento que selou a devolução de HK para a China. Do lado de fora havia várias estátuas de comics locais, bem bacana. Ficamos de relax ali, curtindo os personagens e o visual do rio. Estava sem chuva, mas rolava um sereninho e neblina, com nuvem baixa encobrindo prédios.

 

 

 

Pegamos o ferry para o outro lado para curtir a Av. of Stars de dia. Chegando lá, a chuva apertou para uma garoa forte. Pegamos o metrô de volta. Ficamos tomando umas cervas no Soho, enquanto a garoa apertava e diminuía. Curtimos nossa última noite por ali mesmo, o visual (e o local!) do espetáculo noturno estaria prejudicado pela chuvinha.

 

 

Jantamos num indiano muito bom perto do hotel.
 

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Dia 19
Acordei cedo e fui fazer uma longa caminhada de despedida. Nosso voo era no começo da tarde, quebrando o dia. Voltei ao parque, vi uma galera fazendo Tai Chi, rodei pelo Promenade. Depois pegamos o esquema busum + Aeroporto expresso. Dica: o octopuss devolve os 50 de depósito, mas tem refund tax de 11!

 

Pequim
Chegamos em Pequim antes do horário previsto, que era 17hs. Naquela hora, já estávamos no trem para o metrô. Sem filas na chegada, novamente. Nosso hotel esquema-patrão ficava na cara do metrô. Largamos mochilas lá e partimos para tentar pegar alguma atração aberta. Escolhemos o Beihai Park.

Chegamos a tempo de curtir o anoitecer, o parque fecha às 21hs. Excelente momento! O parque é muito bonito! Curtimos anoitecer, sol! Bela luz, depois de dias seguidos de chuva! Ah, e eu estava de volta aos espirros alérgicos, provavelmente por conta do ar poluído de Pequim. Rodamos bastante o parque até anoitecer. 

 

 

 

 

 

 

Ainda estivamos no lago Houhai, que fica logo acima, numa passada rápida. Havia uma galera dançando e karaokê na área. Sempre muito bacana ver pessoas de idades diversas dançando nas ruas. E jogando peteca com os pés, tipo altinha.

Pegamos o metrô para uma Ghost food st, que não achei. Então fomos buscar uma Great Leap Brewery da área, mas estava fechada. Felizmente tinha outra cervejaria, a JingA Taproom, que salvou o fim de noite! Excelentes cervas. Raro lugar com maioria absoluta de ocidentais. 


Dia 20
Dia de conhecer outras grandes atrações da cidade. 

Primeira parada, Temple of Heaven. Logo na entrada do parque, novamente vimos pessoas dançando, cantando, jogando peteca, fazendo musculação e alongamentos, etc. Outros vários jogando baralho. Um barato.

O parque é espetacular! Estimei ficar 2hs por lá, levamos 3! Era um lindo dia, era um lindo parque. Sem filas para entrar e circular, embora houvesse muita gente. No fim da visita, tivemos de acelerar, era muita coisa bacana para ver – e ainda havia outro parque enorme e lindo para curtir.

 

 

 

O plano original incluía o Old Summer Palace antes do Summer Palace para aquele dia. Reavaliamos e cortamos o Old da lista. Se já ficamos tanto tempo no Heaven, o Summer tomaria todo o restante do dia. Foi sábia decisão!

O Summer é um espetáculo para o dia inteiro. Chegamos lá às 13hs e só saímos às 19hs, achando que poderíamos ficar presos lá, eheheheh. E ainda teve áreas que não percorremos. Rodamos muito, subimos, descemos, erramos, acertamos, pegamos barco, voltamos a pé, e faltou lugar para percorrer. Um visual extraordinário atrás de outro. Muita gente numas áreas (mas com espaço para todos), pouca gente noutras. Curtimos um belíssimo momento de fim de tarde por lá.

 

 

 

 

 

 

 

 

Na volta, fizemos uma janta um pouco mais finesse. Era nossa última janta. Restaurante de comida chinesa, mas claramente tourist friendly.

 

 


Dia 21
Último dia de viagem. :(

Fomos tentar ver o Mausoléu do Mao, que nos escapou da primeira vez. Mas dessa vez havia a famosa fila monstra pro security check pra entrar na praça. Exatamente no mesmo lugar onde pegamos zero de fila. Pode ter sido horário, pode ter sido momento (quando fomos não era sábado), pode ter sido apenas sorte mesmo. Enfim, com aquela fila, descartamos. Rodamos pelo Quianmen e sua rua pedestres, os hutongs da região. Curtimos bastante.

 

 

Pegamos então o metrô até a Marco Polo Bridge. Fica longe, em outra cidade. Mas foi tranquilo. Depois do metrô vc ainda anda por 1.5km até chegar à cidade murada, e logo depois está a ponte. Tudo muito mais calmo que em Pequim. Bem menos turistas.

Curtimos a ponte por um bom tempo. Diversos leões de diversas maneiras ao longo das bordas. Sem ocidentais naquele momento. Mas éramos encarados normalmente. Voltamos para a cidade murada.

 

Havia lá um “Museu da Agressão Japonesa”. Era grátis e imponente, fomos conferir. Para entrar, era necessário obter o ingresso numa outra salinha. E a menina não conseguia se fazer entender. Nem nós. E logo chegaram três outras pessoas para ajudar na comunicação, inclusive uma que falava algum inglês. Todos muito simpáticos. No fim das contas a menina (guarda do museu) já estava nos dando o ingresso de qq forma, mas o que ela queria que apresentássemos era o passaporte. Simples assim. :)

O museu é muito bem exposto e organizado. Tem linguagem meio panfletária (mas que, em tempos de "notícias" de whatsapp, parece estar voltando à moda), mas curtimos e aprendemos.

 

Voltamos ao metrô e à cidade (e cada trajeto desses de caminhada + metrô pode contar 1 hora por baixo) e fomos conhecer a região da Bell e Drum Towers. O badaladíssimo bairro Shishahai.

A Bell tower tava fechada para obras, então fomos somente na Drum. É bacana, mas teria dispensado. Achei a de Xian bem mais bacana. Demos um rolê na área e fomos finalmente na Great Leap Brewery. Ficava meio escondida num hutong. Lugar cheio de estrangeiros. Cervas muito boas. Aliás, para efeito comparativo, as artesanais na China custavam entre 4 a 7 vezes mais que as comuns. Saboreamos, choveu, abriu o sol, e voltamos.

 

Demos um rolê geral em Shishahai, que naquele domingo estava cheia de gente nas ruas. Curtimos aquele vai e vem, o peoplewatch, e tudo o mais. Tinha lago, barquinhos, pontes, mercado, comidas, etc. Aproveitamos para experimentar mais espetinhos e um belo de um chamado hamburguer chinês que, seja lá o que for, era bom e barato! Por ser lugar badalado, as coisas saíam mais caro: espetinho (acho que de carneiro) por 13, enquanto em Pingyao (sei lá do que era) eram 3 por 10!

 

 

 

Anoiteceu e fomos conhecer a última atração da viagem. Pegamos um metrô para os arredores de um lugar chamado The Place, que eu tinha informação de ter um mega telão no teto, coisa bem high tech. O visual do telão digital no alto é mesmo monumental. E tinha ainda uns mega telões com simulador de corrida de carro. Mas é um lugar estilo shopping, uma rua fechada para pedestres com lojas e lojas e esse barato no teto. Curtimos. Bateu uma chuvinha e lá fomos então pegar o metrô para o hotel, pegar as mochilas e partir para o aeroporto. Último metrô para o aeroporto parte às 2230, pegamos o anterior.

 

 

 

 

Começaria nossa jornada de volta, Pequim, Doha, São Paulo, Rio. Chegamos domingo de noite, 2af já era dia de trabalho.

E assim foi mais uma viagem explorando algum canto do mundo!
 

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@mcm muito show o seu relato!

Por favor,  tenho intolerância à lactose e gluten, e devo ir pra a Ásia no final do ano. Vc acha que têm muita comida com esses dois ingredientes na culinária desses países? 

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    • Por StanlleySantos
      Fala mochileiros!
      Cheguei recentemente de um passeio no chamado "caribe brasileiro" (nome mais do que merecido, diga-se de passagem), ou Alter do Chão, para quem não conhece, e, como me surpreendi com a experiência que tive lá (principalmente em relação a gastos, uma vez que destinos exclusivamente turísticos acabam sendo por vezes temidos pelos custos de viagem), nada mais justo do que compartilhar. Então, partiu!!!

      Alter do chão lá de cima, com a ponta do cururu bem definida. Acreditem, caminhei boa parte disso aí de praia
      A época escolhida foi a segunda semana de novembro, logo após o agito derivado do tradicional Sírio de Nazaré em outubro. As passagens deram uma aliviada, e consegui pegar uma ida e volta de 400 mangos (com barco, de Manaus, você gasta quase esse mesmo valor de ida e volta, só com passagem, e fica de um dia e meio a quase três dias nos rios dos trechos, enquanto que o vôo dura nem uma hora).  Fato rápido: as praias do norte costumam estar mais bonitas na segunda metade do ano em virtude da seca, mas, diferentemente do Amazonas, que seca demais e não fica tão bacana no ponto mais baixo, certos rios do Pará secam menos e mantêm sua beleza natural em virtude da proximidade geográfica com o oceano. E com o belo rio Tapajós não foi diferente. A propósito, Santarém tem seu próprio encontro das águas, assim como Manaus, só que é Tapajós e Amazonas, ao invés do Rio Negro e Solimões (não a dupla sertaneja) da minha terrinha 

      Bando de copião, pegaram o encontro das águas amazonense e fizeram uma versão deles kkkkkkkkk  é brincadeira, mas é igualmente impressionante e belo
      Estamos em um período de calor intenso, então acreditei que iria encontrar um sol de rachar cuca no Pará, mas como a vida é uma caixinha de surpresas, houve uma grande frente fria e transição de massas de ar e pressão atmosféricas (aqueles papos de previsão do tempo, não vou entrar em detalhes) que preencheu a maior parte do país com chuvas e temporais. Os cariocas sentiram isso na pele, infelizmente, e em outros estados o estrago foi menor. Mas exatamente nessa semana pegaria umas chuvas no Pará. Pois bem, vida que segue....
      Cheguei no aeroporto de STR no domingo (4), após deixar Manaus embaixo de um toró, por sorte as nuvens de chuva estavam mais no Amazonas, e no Pará ainda tinha um pouco de sol. Mais perdido que cego em tiroteio, tratei de procurar um jeito de me deslocar para Alter. Tinha apenas 5 dias disponíveis para conhecer os lugares, uma estadia boa, a meu ver, para conhecer as principais atrações, mas dessa vez não fiz um roteiro rígido para ser seguido. Conhecia uns lugares e simplesmente iria na cara e na coragem pq acredito que as viagens ficam mais interessantes assim, e é bom você saber lidar com imprevistos. Levei apenas 500 bonoros para essa viagem, e acreditem, deu e sobrou.
      Fato do aeroporto de STR: os taxistas chegam em cima de você que nem urubus numa carcaça, e os preços deles não são muito convidativos (50 pila para ir ao centro de Santarém, 100 a 120 para ir para Alter). Mas fica a dica do tio: esperem passar o bus para Santarém, pois tem uma linha que faz essa integração, ou rachem o táxi com alguém, que com certeza vai ter gente afim. De santarém tem ônibus para alter, mega fácil de pegar, e barato, vale esperar um pouquinho. Mas como não sabia desse fato, resolvi rachar o táxi com uma família que iria direto para alter

      Pessoalmente acho massa ter uma ciclovia entre a cidade e a vila turística, em Manaus não temos isso
      O táxi rachado me custou apenas 34 reais, o que foi uma boiada e tanto! Desci perto da famosa ilha do amor, já na orla da vila. O "centro" é ali mesmo, e você não vai se afastar muito dali, a não ser para os passeios para os lugares distantes. Tem pousada pra dedéu, hotéis, e redários com camping, que era o que eu estava procurando (eu prefiro acampar e ter o desconforto e privacidade da minha barraquinha ). Não lembro de ter visto hostel, mas creio que tenha sim.
      Não andei muito e logo de frente pra ilha achei um camping com redário, rústico, bem localizado, além dos donos serem bem receptivos, e com um preço MEGA em conta, considerando a sua localização. Altas vibes naquele lugar (estilo roots, espere encontrar hippies e pessoal alternativo, se você tem algum preconceito com esse tipo de gente, não recomendo o camp, mas não achei nem um pouco ruim).

      Le acampamento base. Fui muito bem tratado aqui.
      Honestamente pensei que só ia chegar no domingo com tempo de achar um lugar para ficar, mas estava no meio da tarde, e não queria perder o dia, então conheci a dona, fechei as diárias, e tratei de dar um rolê pelo lugar.

      A vila até parece meio feinha com o rio seco, mas vai por mim, lá na frente é a coisa mais linda de se ver. Detalhe para a conhecida serra da piroca 
      A vila é tranquila, mesmo nos fins de semana, confesso que achei bem vazia de gente, e desconheço a alta temporada de lá, apesar de ter chutado o mês de outubro. O lugar é cheio de moradores e visitantes latinos, no camp mesmo haviam argentinos e chilenas de passagem. O cajueiro parece ser o capim de lá, de tanto que tem, existem ruas onde você passa e sente o cheiro gostoso, de tanto caju (e cajuí) que tem no chão. Curiosamente não encontrei nenhuma bebida específica feita dele na vila. Se eu tivesse vontade de comer caju, era só olhar para uma árvore e colher.

      Caju hoje, caju amanhã, caju sempre
      Andando pela praia da ilha do amor (que na seca pode ter seu curso d'água atravessado a pé, só tomar cuidado pq dizem que tem arraia lá), decidi ir a pé para a conhecida ponta do cururu. Quando os rios secam, faixas de areia são descobertas pela água e ficam em contato com a parte mais funda e bonita do rio, em Alter há várias pontas, sendo as do cururu, pedras e muretá as mais conhecidas. Na cheia não dá para chegar nelas a pé, ou simplesmente nem dá pra acessar (por já não existirem!), sendo obrigatório pagar barqueiro para levar lá. Li que os valores não são dos melhores para quem está só, fora que eu não estava afim de fazer um passeio regrado com hora para ir e voltar, e como você deve ter visto na foto lá de cima, tinha uma mega praia formada em todas as margens da região, então resolvi botar as panturrilhas para trabalhar e ir a pé.

      Partiu ponta do Cururu
      A "andada" leva mais ou menos 1 hora e 20 minutos, de alter até chegar lá, e você fica com aquela ansiedade de estar vendo o horizonte, e não chegar perto dele, mas deu para me distrair com os achados da praia. Corais, peixes mortos e muitos mexilhões se faziam presentes na margem (de noite é possível achar caranguejos). Ah, nas praias também é possível achar MUITOS sapinhos, eles são um símbolo da vila, e representados na cultura local por esculturas e amuletos com o nome de muiraquitã (embora não seja o nome certo pro sapo em si, apesar de tentarem te convencer do oposto). Sapo na areia, embaixo de sol, durante o dia nunca tinha visto, isso me encantou.

      Eu desconheço o gênero e espécie, mas lá parece haver pelo menos 3 ou 4 espécies de diferentes cores e tamanhos, até sapinho de meio centímetro achei
      Chegando na ponta, senti na pele o porquê de chamarem aquele lugar de caribe brasileiro. Nossa, que praia sensacional!!!!!  Água semelhante à do mar (transparente e azul-esverdeada), agitada, e areia branquinha. Agradeci à Deus e à minha mãe por estar naquele momento e naquele lugar tão únicos, e com o sentimento de conquista de mais um lugar paradisíaco de nosso Brasil

      Recadinho básico pra mandar pra patroa em casa

      É vontade de ficar aqui e não sair mais, difícil imaginar uma paisagem dessas que não é no litoral

      A minha foto favorita dessa viagem. Depois das altas fotos, um bom banho
      Engraçado que só eu tinha vindo a pé, todos os demais presentes estavam nos seus barcos de passeio ou particulares, fiquei pensando no quanto que devo ser louco para fazer essas proezas, mas sem crise!! Dizem que pôr do sol é perfeito nessa ponta, mas infelizmente, em virtude desse clima de nublado e chuvas, o céu não ficou legal para o crepúsculo em nenhum dia da minha estadia. Fica para a próxima. Uma história engraçada: não ajustei meu relógio para o fuso horário do Pará, e por isso saí bem tarde da praia, achando que ainda era uma hora mais cedo  os demais barcos indo embora e eu sobrando na praia, e com mais de uma hora de caminhada no breu total. Mas como uma pessoa precavida vale por duas, tinha levado minha lanterna na bolsinha, então o "passeio noturno" foi mais divertido que frustrante. Adorei achar caranguejos na margem, nesse processo.

      Que que foi, maninho, tá olhando o q? Já me vu....
      Apesar da caminhada ter sido ótima, andar na areia dá uma fadiga aos músculos do pé, batata da perna, calcanhar, etc., e cheguei em alter pedindo um torsilax para não amanhecer com as patas doendo. Armei a barraca, fui procurar o que jantar e depois, dormir.
      2o. dia: Tsunamis aéreos e a tentativa de subir a careca
      A segunda iniciou com temporais, com direito a raios de minuto a minuto, e eu, desde a madrugada dormindo com aquele barulho gostoso de chuva batendo na barraquinha. Como a chuva estava forte durante a manhã toda, não tinha como procurar uma panificadora e comprar itens pro café, o povo do camp estava todo em off nas suas redes tbm  então o jeito era me acomodar na barraca, e planejar o que fazer pro dia, caso o temporal não parasse mais. Teve uma hora que precisei sair para improvisar uma "vala" pra água acumulada vazar, ou minha casinha provisória seria inundada 
      Depois de meio-dia, a chuva finalmente deu uma trégua, e estava na hora de andar na vila e procurar algo para comer. A falta de paciência para cozinhar algo na cozinha do camp me fez apelar para o bom e velho PF, que veio numa quantidade generosa, me fazendo dividir ela com o Robervaldo (um vendedor de arte e viajante que conheci lá, gente boa, inteligente e bom de papo, com esse deu pra conversar até sobre política sem haver atritos).
      Como o sol estava ainda tímido, mas querendo aparecer, achei que o melhor seria ir para algum lugar próximo da vila, então resolvi subir a piroca, literalmente 

      March!!!!!!

      Esse lugar é diferenciado
      Sim, é isso que você leu. Um ponto conhecido de alter, que está em praticamente todas as fotos turísticas e artísticas é a chamada serra da piroca (que está mais para morro a meu ver, mas vai da sua interpretação). A etimologia do nome é justa: significa algo como "vegetação rala" ou "careca", que tem a ver com a vegetação do alto do morro e o nosso falo masculino A trilha é sussa, vc leva uns 40 minutos andando até chegar ao topo.
      Infelizmente, nesse dia, não deu pra chegar no topo, topo mesmo, por causa de insetos, não precisa ser biólogo(a) para saber que depois de grandes chuvas certos insetos como cupins e formigas saem para namorar aos montes na mata e no céu. Pois bem! Tinha uma espécie de "muquitinho" que resolveu fazer uma verdadeira suruba galáctica bem no alto da piroca (!), não é exagero amigos, o bicho é do tamanho de um mosquito, mas eram enxames de enxames, tantos, que dava pra ouvir alto e claro o barulho das asas deles da base do morro, e o céu escurecia um pouco lá no topo. Mosquito grudando no meu corpo suado, batendo nos olhos e ouvidos obviamente incomodava bastante, além de eu não saber se eram bichos nocivos de alguma forma, então me vi obrigado a descer.

      A trilha é super de boa e demarcada na subida, mas não recomendaria para pessoas de idade e com problemas cardíacos ou de locomoção

      O máximo que deu pra subir. Ahlá a vila, o lago verde e a ilha do amor no fundo
      Como ainda haviam umas três horas de luz do dia, resolvi ficar no lago verde de bubuia, curtindo o final da tarde. Ele é bem raso por tipo, um quarto de quilômetro na seca, então pra criança brincar é mais de boa, e a água é igualmente gostosa. Tem aluguel de caiaque também. Fiquei brincando de caiaque por uma hora, e depois apenas boiando na água

      Até aqui e ainda está bem raso
      Com tempo de sobra, em comparação com o dia anterior, resolvi andar e conhecer a vila de noite. Achei o lugar relativamente tranquilo e seguro (apesar de não ter visto policiamento, o que sugere que não é bom ficar dando sopa nas ruas até tarde da noite). Além da orla para passear existe a praça central, onde tem wifi gratuito (quando está pegando), várias lojas de lembrancinhas e uma praça de alimentação. Em algumas ruas próximas há restaurantes, lanches e moradores que fazem refeições prontas a um valor ok. Particularmente não sou um "gourmet", então não fiz questão de provar as especiarias locais (até pq já provei a maniçoba num festival paraense de Manaus, uma vez, e não gostei muito, fiquei com receio de gastar muito num prato que não me agradasse), então comprar um prato do bom e velho vatapá já estava de bom tamanho 😀

      10 pila num pratão desse vale cada mordida!!!
       
      3o. Dia: Ponta do Muretá e mais caminhadas na praia
      Segundo dia consecutivo em que amanhece com as altas tempestades, não tinha muito a ser feito a não ser aguardar na barraquinha a chuva passar, e dormir ao som da chuva. De madrugada, um visitante inesperado no meu quartinho:

      Mas ein???????
      Bom, tinha conhecido a ponta do cururu, a ilha do amor, morro da piroca e lago verde, hoje poderia ser uma nova atração. Como tinha visto anteriormente no "gugrou maps", a ponta do muretá fica próxima da vila (em termos pq é mais uma hora de caminhada na praia), então não vi o motivo de não fazer essa atividade. Estava decidido.
      Dessa vez o povo do camp se juntou pra fazer um frango guisado MA-RA-VI-LHO-SO (Parabéns ao Robervaldo, nível master chef já  ).
      De tarde dei mais um rolê na vila, a procura de lembrancinhas para levar para casa, e após isso segui rumo à ponta. Não é complicado, só seguir a margem do rio pela cidade, não pela ilha do amor. A ponta do Muretá é curiosa pq ela tem um lago atrás que tem um formato triangular, assim como a ponta.

      Fonte: google maps, 2018
      A caminhada foi sussa, tirando o esforço óbvio nas pernas e pés por andar na areia, mas o segredo é ficar mais perto da água onde a areia é mais firme. A ponta do Muretá também é linda!!!! Com ondas batendo o tempo todo, e dessa vez, sem sinal de vida, salvo pelos barcos de passeio que passavam (mas não paravam) e botos que brincavam perto da praia (sim, vi botos na superfície, mas era difícil registrar os danados). A praia era só para mim naquela tarde 🤩

      Por essa tarde, declaro a ponta do Muretá território Stanlístico!  Detalhe: no horizonte é a serra da piroca e mais à direita da imagem fica a ponta do cururu

      Praise the Sun!
      O pôr do sol também ficou impedido pelas nuvens, mas foi melhor do que no cururu. Lindo demais, uma pena que tinha que voltar logo para a vila antes que anoitecesse.
      Só a nível de curiosidade, os gastos foram mínimos nesses dias: tirando as diárias do camping, só gastei um pouco com comida, leite-achocolatado-pão-queijo-presunto-ovo para café + lanche, e as lembrancinhas nesse dia, estava bem alimentado e com um espaço seguro para acampar, que pra mim era o principal. Poderia ter gastado mais, poderia, se eu quisesse fazer os passeios, mas optei por não fazer, pelo medo de chover e o passeio não valer a pena (fora que sempre gosto de fazer as coisas de forma mais independente).
      4o. Dia: despedida de Alter do chão
      Esse seria meu último dia na vila, até porque queria conhecer Santarém um pouquinho. Me recomendaram ficar em Alter pq valia mais a pena e tal, mas acabei seguindo meu coração das cartas.
      O dia seria para visitar lugares previamente visitados. Sei muito bem que deixei de visitar a ponta das pedras, que meio mundo diz ser o lugar mais bonito da região. Os valores dos barcos não estavam justos, a meu ver (prefiro não informar), e a praia infelizmente é bem isolada, sendo necessário um transporte próprio para chegar lá, se não for contratando barqueiro. A pé, pelas praias, até é possível, mas levaria o dia inteiro, fora o cansaço, então penso que essa atração serviria para me motivar mais ainda a retornar (pensando seriamente em trazer a mãe aqui em 2020). 
      Esse foi o primeiro dia em que não amanheceu chovendo, pelo contrário, fez até um solzinho forte que duraria o dia todo, então com esse tempo bonito, imaginei que daria para chegar ao topo do morro sem me deparar com os insetinhos (descobri que as chilenas que estavam acampando foram lá de noite, e chegaram no topo sem problemas, me arrependo de não ter pensado em fazer essa trilha noturna )
      Tomei um café reforçado, pois só iria retornar no meio da tarde à vila, então comecei o dia na trilha do morro. E dessa vez deu tudo certo, apesar de lá haver um outro inseto chatinho (que lembra uma abelha sem ferrão), deu para ficar lá em cima por um bom tempo, e tirar altas fotos para matar os amigos de inveja.

      Melhor vista. Reconhece aquela ponta ali?

      Agora posso dizer pra família e amigos: subi a piroca, minha gente!!!
      Após terminada essa trilha, como eu tinha gostado bastante da ponta do cururu, e como eu tinha chegado lá no final da tarde de domingo, imaginei como estaria bonita em plena quarta ensolarada. E acertei em cheio! As águas estavam bem agitadas, e com uma cor maravilhosa   aquele local digno de cartão-postal havaiano. E a melhor parte: novamente estava com a ponta só para mim 

      Que água transparente é essa, cara?

      O calor não faz muito bem pros anuros, então o jeito é procurar uma sombrinha, ne

      Ah, o paraíso

      Perfeição
      base montada, passei umas horinhas brincando na areia, nadando, ou simplesmente boiando nas ondas, e era uma felicidade sem fim! Um cabra de quase 30 com a alma de 10 brincando na praia, mas como alegria de pobre dura pouco, a fome estava batendo, e precisava retornar para a vila. Umas 13:00 me despedi daquele cantinho do céu e tratei de retornar.

      Recadinho para o povo que iria assistir o pôr do sol, antes de ir embora 🤭🤭🤭
      Almoço devorado, era hora de enfim me despedir do pessoal do camp., agradecer à anfitriã pela hospitalidade, e pegar o rumo à Santarém. Existe uma única linha que faz a integração Santarém-Alter, que passa pelas paradas de ônibus sinalizadas nas ruas. Então é só ir, comprar um chopão geladinho (vc sabe o que é chopão?), e esperar, pq se não me engano é de meia em meia hora que passa.

      Ah o Rober na breja se depedindo de mim. Obrigado a todos presentes nesses dias!
      Cheguei em Santarém no final da tarde, no centro, e fiquei perambulando pela famosa orla, procurando possíveis lugares para pernoitar (enfim, dormir numa cama!! 😭😭😭), até que encontrei o hotel alvorada. Uma casa no melhor estilo do início do século passado,um pouco rústica, comparando com o padrão de hotel e pousada atual, porém receptiva e com um ótimo custo-benefício (paguei nem 100 reais por duas diárias, isso com café e wifi incluso), com vista pro rio, e ainda localizada no centro da cidade. Definitivamente acertei em cheio  e recomendo, se você está numa estadia em Santarém, e não faz questão de muito luxo, ou quer uma experiência de vivência do homem do norte autêntica, e uma ótima localização.

      Le orla com a área recreativa

      A cultura do sapo presente também em STR.
      Com isso, só restava arrumar as coisas, tomar um banho merecido, e dormir.
      5o. Dia: conhecendo um pouquinho de Santarém
      O dia foi resumido a simplesmente conhecer alguns dos principais pontos da cidade. A mãe estava sempre mandando mensagens para eu tomar cuidado com isso e aquilo, mas confesso que dificilmente me senti inseguro em alter e STR. A cidade é razoavelmente policiada, e a impressão que tive é de que a criminalidade lá é pequena, comparando com Belém e outras regiões do estado. Além do mais, a cidade tem vários pontos em comum com Manaus, então, de certa forma me senti familiarizado ao andar por ali  
      Alguns pontos que você precisa saber se quiser conhecer a cidade:
      * Santarém, como já disse, tem um centro comercial colado com a orla, onde a maioria dos ônibus passa (incluindo o ônibus para alter). Se você se hospedar no centro, tem um retorno garantido.
      * No centro, a melhor referência de parada de ônibus é a praça Barão de Santarém (também chamada de praça São Sebastião). Lá tem museu e uma catedral, também.
      * O encontro das águas pode ser visto do início da Orla, nessa data que fui estava em reforma, mas, diferente de Manaus, onde você precisa pegar uma balsa ou um barco particular para ver a atração, o encontro dos Rios Amazonas e Tapajós é mais de boa para ver e registrar. 
      * Uber não existe lá. Mas particularmente não vi como um problema, uma vez que a cultura de mototáxi é forte, e passam muitos ônibus nas avenidas principais da cidade.
      * A orla é bem movimentada de noite, porque tem uma parte da praia que é destinada para o lazer, atividades físicas, fora o calçadão, onde as pessoas comem e fazem caminhada. Super de boa. 
      * Há um zoológico legal para visitar, mas que é de difícil acesso, é altamente recomendado você ter transporte próprio para chegar nele.
      * Há Wifi gratuito nas principais praças da cidade, é só se registrar e usar, se estiver disponível. Pela tranquilidade das pessoas usando, deu a entender que o receio de assaltos era mínimo.
      * O parque da cidade fica próximo do centro, dá para ir até a pé, mas vai de cada um.
      * O melhor horário para visitar a Orla, a meu ver, é do fim da tarde até umas 21 ou 22 horas, pelo fluxo de pessoas. Na área do conhecido bar do mascotinho tem uns restaurantes, pizzarias e bares bacanas.
      * Existem umas praias bacanas próximas do aeroporto de STR, mas que necessitam de transporte próprio (ou money para o taxi) para chegar lá, numa delas fica a badalada casa do Saulo, pela correria e ausência de transporte, acabei não indo também para esses lugares.
      O primeiro ponto que fui conhecer foi o parque municipal, gosto de espaços naturais para o convívio e prática de exercícios e ações sociais, fui me orientando pelo localizador + google maps, vi que dava para ir andando, e logo cheguei ali.

      A pista de cross para quem curte uma bike marota. 

      Uma coisa que achei muito legal do parque é a preocupação com a educação, ali existem inúmeros avisos de conscientização, e uma pegada forte para o cuidado com o meio ambiente, com foco no reaproveitamento de pneus, os mesmos foram utilizados para a trilha de mountain bike, e confecção de animais e plantas de pneus. Simplesmente show de bola! Viveiro de quelônios, de plantas, e até um minhocário foram pontos interessantes de se ver. 

      O parque pega pesado (num bom sentido) na pegada ecológica, além de ser bem arrumado. Parabéns!

      Idéias que viram inciativas que embelezam o lugar

      Espaço saúde para caminhadas e trilhas
      Depois do passeio, o próximo ponto de interesse era o Zoológico da UNAMA. Este fica praticamente na zona rural da cidade, foi meio tenso o mototáxi me deixando numa rua de terra e me dando as direções  mas o maps estava indicando que era ali mesmo, e os moradores confirmaram a direção. 
      O zoológico estava passando por uma reforma e ampliação, nessa semana em que estava indo, mas deu pra curtir. É cobrado um valor simbólico de entrada, e um valor adicional para visitar o "berçário" dos peixes-boi, segundo o rapaz que estava me atendendo era uma taxa para ajudar na compra de material para fazer o leite "manipulado" dos filhotes, pessoalmente pagar os R$ 3,00 de entrada mais os R$ 3,00 de manutenção dos viveiros dos peixes-boi vale MUITO a pena, pelo prazer de colaborar para o desenvolvimento de um espaço de lazer e conhecimento.

       

      Que gutyyyyy 🤩
      As araras-vermelhas estavam livres no espaço, eu não sei se podia fazer algo além de tirar foto com elas (até porque uma delas quase rouba minha bandana e belisca minha orelha ), mas achei isso legal, pois promove uma interação maior com os visitantes, além de dar uma liberdade maior para os animais (só as araras, no caso). De resto, haviam algumas gaiolas com espécies nativas, algumas vistas no Pará e não no Amazonas, acho sempre válido conhecer elementos da nossa fauna. Infelizmente não haviam tantos animais, comparando com outros zoológicos que visitei, mas gostei bastante do espaço (trilha no meio da mata), e como já disse, o zoo está em expansão, então provavelmente no ano que vem já existirão mais espécies em exibição.

      Era o animal mais próximo dessa visita
      Saí do Zoo na hora do almoço, então peguei dois ônibus em direção ao Shopping da cidade (acho que o único), mas não cheguei a ver nenhum restaurante bacana, então fiquei por pouco tempo lá. Creio que era melhor ter ido de tarde, até para assistir um filminho, mas sem crise!!! 
      Retornei para a pousada no meio da tarde, descansei um pouco, e de noite, fui dar mais uma volta na orla, para beliscar uma besteira ou outra, e curtir a vibe noturna da cidade. No dia seguinte seria apenas para dar uma voltinha no centro comercial, ver se tinha algo que valia a pena comprar, e pegar o vôo para Manaus, então não entrarei em detalhes.
       



      Então é isso. A viagem foi extremamente prazerosa, feita na base dos improvisos, em alguns aspectos, mas valeu cada segundo aproveitado. E ao contrário do que um ou outro pode achar ou pregar, não é um destino caro. Alter é um lugar para todos os bolsos, penso que se a pessoa consegue fazer contatos, ou se dedica um pouquinho a pesquisar sobre os lugares, ela se programa tranquilamente, e honestamente, isso nem é necessário. A corrente da boa vibe do lugar por si só te carrega sem maiores problemas. Só seguir a onda =D
      Agora às informações básicas, como de praxe em meus relatos:
      Melhor época para ir: semelhante ao Amazonas, Pará possui um período de cheia (que é mais evidente nos primeiros meses do ano e vai até o mês de Junho, mais ou menos, as águas estarão mais cheias, chuvas se farão mais frequentes), e um período de seca (de junho a novembro, onde chove bem menos e os rios dão uma secada, mas como disse, as praias ficam melhores nesse período, peguei chuva nessa semana por puro azar mesmo). Acredito que entre Agosto e novembro seja a melhor época, se você quiser evitar o movimento do final de ano. Em alter existe a famosa festa do Çairé, um grande e importante festival da região, que vale a visitada pela importância cultural.
      custos: cara, levei R$ 500,00 e gastei aproximadamente R$ 390,00, e pude ficar super de boa lá. Tomava café, almoçava, lanchava, jantava e/ou comia besteira quase todo dia, acampei em 3 dias e fiquei hospedado em um quarto próprio de hotel em 2, pude comprar lembrancinhas, e se quisesse teria comprado mais. O que realmente dói no bolso do visitante são os passeios de barco ou o transporte alugado, pois muitas atrações são de difícil acesso por terra, ou estão um pouco longe, ou mesmo em outras vilas. Penso que você vai gastar mais em alter mesmo.
      O que fazer lá: Só a vila de alter por si só possui a ilha do amor e as praias próximas como referência (atrações 0800), a trilha para a serra da piroca, o lago verde e suas adjacências. As pontas, como mostrei, podem ser acessadas por terra, mas somente durante a seca, e exige um esforcinho, então o melhor jeito de chegar nelas é de barco. Há passeios com preços variados. Existem atrações ainda mais distantes como a FLONA (que pessoalmente não me interessa por eu já ter muito contato com a floresta amazônica), a tal cidade das casinhas dos americanos, etc.
      Em Santerém também tem muitos lugares interessantes, mas que vão exigir pesquisa e um transporte próprio. De principal, o centro, o parque, o zoológico e algumas praias que ficam lá nas proximidades do aeroporto.
      Dinheiro ou cartão: leve ambos, porque há sinal de cartão em alter, e alguns bancos. Como me senti seguro andando na vila e na cidade, para mim bastou levar o dinheiro muito bem escondido e uma parte na carteira, de uso imediato. O cartão de crédito sequer foi utilizado.
      Transporte: recapitulando, em Santarém existem ônibus que circulam pela cidade quase toda, uma linha que vai para o aeroporto, e uma linha comum que vai para alter. A menos que você realmente não goste de ônibus, existem pontos de táxi e mototáxi em alguns lugares da cidade. O mototaxi é mais frequente. Em alter não vi taxi de nenhum tipo, então basicamente você se desloca por barco para certos lugares.
      Hospedagem: Tanto em Alter quanto em Santarém, lugar para ficar não falta, e tem para todos os bolsos. Pessoalmente não gostei dos preços dos estabelecimentos ofertados pelo booking, então penso que vale a pena andar um pouco e encontrar um lugarzinho bom e barato.

      Sejam felizes, e curtam bastante a vibe paraense! =D
    • Por José Luiz Gonzalez
      Introdução
      Fala galera!
      No fim de 2018 fiz uma viagem incrível pela África do Sul que contou inclusive com a companhia do grande parceiro Fabiano que conheci aqui no Mochileiros!
      Se alguém tiver alguma dúvida, sinta-se a vontade pra perguntar abaixo e evitem mensagens privadas ou e-mail já que a sua dúvida pode ser a mesma de outras pessoas aqui no fórum!
      Roteiro Resumido
      1 dia na Rota Panorâmica
      3 dias de Safári no Kruger
      9 dias na Garden Route
      5 dias na Cidade do Cabo
      Roteiro Detalhado
      15/11/2018 - Voo São Paulo > Joanesburgo
      16/11/2018 - Joanesburgo > Sabie
      17/11/2018 - Sabie > Graskop
      18/11/2018 - Graskop > Lower Sabie Rest Camp 
      19/11/2018 - Lower Sabie Rest Camp > Crocodile Bridge Rest Camp
      20/11/2018 - Crocodile Bridge Rest Camp > Marloth Park
      21/11/2018 - Marloth Park > Joanesburgo > Port Elizabeth > Jeffrey's Bay
      22/11/2018 - Jeffrey's Bay
      23/11/2018 - Jeffrey's Bay > Stormsrivier
      24/11/2018 - Stormsrivier > Plettenberg
      25/11/2018 - Plettenberg
      26/11/2018 - Plettenberg > Mossel Bay
      27/11/2018 - Mossel Bay
      28/11/2018 - Mossel Bay > Hermanus
      29/11/2018 - Hermanus
      30/11/2018 - Hermanus > Cidade do Cabo
      01/12/2018 - Cidade do Cabo
      02/12/2018 - Cidade do Cabo
      03/12/2018 - Cidade do Cabo
      04/12/2018 - Cidade do Cabo
      05/12/2018 - Cidade do Cabo > Joanesburgo
      06/12/2018 - Joanesburgo > São Paulo
    • Por Tadeu Pereira
      Salve Salve Mochileiros! 
      Segue o relato do mochilão realizado no Sudeste da Ásia em 2018 batizado de The Spice Boys and the Girl.
       
      1º Dia: Partida - 04/11/18 - 19h05min - São Paulo x Madrid - Empresa AirChina - R$3.680,00 Reais
           Partimos do Aeroporto de Guarulhos - GRU em São Paulo por volta das 19:30 do dia 04 de Novembro de 2018, fizemos um check-in tranquilo com a empresa AirChina e embarcamos para nossas primeiras 9 horas de vôo até Madrid na Espanha onde fizemos conexão. O vôo foi bem tranquilo, até conseguimos dormir, porém a comida do avião não é das melhores mas acabei comendo assim mesmo e já começava ali a sentir o cheiro e o gosto da Ásia hahahahah. Chegamos em Madrid na Espanha por volta das 5:00am e fizemos uma conexão de 3 horas, deu tempo de dar uma volta no Free Shop, banheiro, comer alguma coisa (caríssima), fazer os procedimentos burocráticos e embarcar novamente pois teríamos a China ainda pela frente.
       
       
      2º Dia: Partida - 04/11/18 - 8h15min - Madrid x Pequim - Empresa AirChina
           Chegamos em Pequim ainda de madrugada com uma temperatura de 7º, quem se deu bem foi quem ficou com as cobertinhas que a empresa AirChina empresta para as pessoas no avião, pois não esperávamos passar tanto frio no aeroporto da China como passamos naquela conexão rss. Assim que descemos do avião caminhamos um longo caminho até os terminais eletrônicos onde se inicia os procedimentos burocráticos de conexão da China. Finalizamos depois de alguns minutos os procedimentos e dormimos um pouco em bancos do aeroporto sendo acordados e presenteados por um lindo nascer do sol no Aeroporto de Beijing. Procedimentos concluídos no Aeroporto de Beijing partimos para o nosso tão desejado e esperado destino final daquela cansativa viagem de aproximadamente 23 horas, a capital da Tailândia, a grandiosa Banguecoque.  
       
      3º Dia: Chegada - 06/11/18 - 15h15min - Pequim x Banguecoque - Tailândia (Taxi ฿1.000 Baht, Chip ฿600,00 Baht, Hostel ฿340,00 Baht)
           Chegamos por volta das 15:00 pelo horário local, fizemos os procedimentos de imigração, primeiro o health control depois na fila de imigração, carimbamos nossos passaportes, pegamos nossas mochilas e pronto, lá estávamos livres para explorar Banguecoque. Trocamos $100,00 dólares  no aeroporto com um câmbio de $1,00 dólar = ฿31,60 baht, depois compramos um chip para o telefone por ฿600,00 baht com 6 Gigas por um período de 30 dias e chamamos um Graab, como se fosse o Uber no Brasil, onde pegamos na parte superior do Aeroporto Internacional Suvarnabhumi por ฿400,00 baht em torno de R$40,00 reais que nos levou em 30 minutos até o nosso hostel, o The Mixx Hostel. Ficamos hospedados na rua Ram Buttri que fica do lado da rua mais famosa de Banguecoque, a Kaoh San Road onde rola a grande noite da cidade, uma ótima opção para mochileiros. Muita comida típica e exótica boa e barata, cervejas baratas, diversos bares, baladas, artistas de rua, drogas, sexo e tudo que uma bela noite de Banguecoque pode te oferecer pra se divertir. Vale a pena conferir! Na hospedagem pagamos por dois dias ฿340,00 baht, ficamos em um quarto com quatro camas/beliche, ar condicionado, banheiro compartilhado e café da manhã incluso, o hostel é simples mas atende as necessidades com uma ótima localização.
       

           Conhecemos alguns templos na capital, alguns fomos a pé mesmo pois são muito próximos um do outro. Wat Pho (Buda reclinado), Wat Saket (Monte dourado) e Wat Arun (Templo do amanhecer). A cidade é bem frenética mas andar a pé pelas suas ruas foi uma bela escolha. caminhamos muito por essas ruas, muito das vezes sem um rumo certo, mas logo nos achávamos pelo google maps. A cada esquina que se vira na Tailândia você vê uma foto do rei. Embora o já tenha falecido, o povo Thai tem muito respeito pelo rei Bhumibol Adulyadej que morreu em Outubro de 2016 com 88 anos de idade após 70 anos no poder que hoje tem como rei o seu filho Maha Vajiralongkorn.       
            
           
           
        
       


       

           A culinária asiática é muito exótica, a cada comida que você experimenta é uma surpresa de sabores. Experimentei o famoso prato típico de rua tailandesa Pad Thai, uma espécie de macarrão de arroz frito com frutos do mar ou carne de porco ou de frango, acompanhado de castanhas com pimenta que custa em média ฿100,00 Baths e se encontra em todo lugar da Tailândia, experimentei também o Thai Mango Sticky Rice, uma sobremesa tradicional tailandesa feita de arroz glutinoso, manga fresca e leite de coco, ambos baratos e deliciosos, mas existem uma infinidades de comidas para serem saboreadas na Tailândia.   
       
        
           Ficamos 3 dias na capital Banguecoque e além de conhecer templos tentamos entrar na rotina das pessoas locais. No terceiro dia para chegar em um templo tivemos que pegar um transporte público BTS Skytrain no rio Chao Phraya. Passamos por alguns pontos e depois retornamos até chegar no templo Wat Arun. As passagens são muito baratas, pagamos por volta de ฿80,00 baths tanto ida quanto volta, então vale muito mais a pena o tour por conta e ainda tivemos uma vista maravilhosa totalmente diferente da cidade vista pelo rio.  

       
                Ficamos no templo Wat Arun até fechar por volta das 19:00pm, depois fomos de barco pelo rio Chao Phraya até o porto que da acesso ao grande mercado Asiatique, um maravilhoso complexo de lojas e restaurantes, um verdadeiro shopping ao céu aberto localizado às margens do rio Chao Phraya situado nas antigas docas de uma empresa que realizava comércio na região portuária no século passado. Em função da sua localização e história, seu layout é temático e apresenta uma decoração especial com tema inspirado no reinado do Rei Chulalongkorn (1868-1910) e na atividade marítima. Ficamos umas boas horas comendo, bebendo e curtindo o local, depois pegamos um táxi por ฿200,00 baht para o hostel pois no outro dia logo de manhã tínhamos o nosso vôo para as belas praias da Tailândia. 
       

            Assim que chegamos no hostel deixamos reservado nosso táxi para o aeroporto Don Mueang - DMK por ฿400,00 baht pois sairíamos bem cedo para o aeroporto. Acordamos por volta das 5:00am da manhã e o táxi já estava nos esperando na porta do hostel no horário combinado, após 30 minutos chegamos no aeroporto. Partiu praias... 

       
      6º Dia: Praia - 09/11/18 - 7h25min - Banguecoque x Krabi x Ao Nang - Empresa Air Asia - R$148,00 Reais
       
      (((((Continua no próximo post)))))
       
       
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    • Por felipenedo
      Fala Viageiros!!!!!
       
      Voltei de uma viagem sensacional para a Patagônia e vou compartilhar aqui com vocês um pouco dessa experiência!
       
      Mas antes, quem puder, segue a conta do meu blog no Instagram: @profissaoviageiro
       
      E vai lá no www.profissaoviageiro.com que tem mais detalhes e fotos desse rolê!
      Segue lá no blog que sempre tem coisa nova por lá!!!!
       
      Bom, hoje além de passar minhas impressões de Torres del Paine, vou tentar deixar algumas informações básicas para quem quer ir e ainda está cheio de dúvida, como eu estava quando ainda planejava a viagem.
       
      Tem coisa que parece óbvia quando se conta de uma viagem para as outras pessoas, mas que no fundo se você não sabe o funcionamento das coisas no lugar, fica impossível saber se seu roteiro vai dar certo ou não… E foi nisso que eu esbarrei na montagem do roteiro.
       
      Como sempre em meus roteiros, eu tenho pouquíssima margem de erro e isso me fez perder um bom tempo na pesquisa. Vou tentar deixar algumas informações aqui para quem quer visitar esse lugar maravilhoso!
       
       
      Vamos lá!
       
      O que é?
      O Parque Nacional de Torres del Paine foi criado em Maio de 1959 e está localizado na Pataônia Chilena, na região de Magallanes.
      As suas torres principais dão nome ao parque, que são imensas torres de granito modeladas pelo gelo glacial.
      Mas as belezas do parque não se resumem a suas torres. O lugar inteiro é sensacional!
       
      Como chegar?
      Existem dois aeroportos próximos de Torres del Paine:
      – Um fica em Puerto Natales, que é a cidade base para a maioria das pessoas que visitam Torres del Paine. A cidade está localizada a 80km do Parque.
      O problema é que só existem voos para Puerto Natales no verão, e mesmo assim não é todo dia.
      Isso faz com que contar com um voo para lá seja praticamente descartado logo de cara.
       
      – A melhor opção então é voar para Punta Arenas.
      Existem voos regulares de Santiago para Punta Arenas.
      Inclusive, se não me engano, lá é destino mais barato para se chegar na Patagônia (Argentina ou Chilena)
      Eu fiz isso. Saí de São Paulo em um voo com conexão em Santigo e chegada em Punta Arenas. Tudo bem tranquilo!
       
      -Para quem não for utilizar avião, tenha Puerto Natales como sua referencia de destino.
       
       
      Onde ficar?
      – Punta Arenas:
      A porta de entrada da maioria das pessoas que vão para TdP via o próprio Chile (Muitas outras pessoas vão para TdP via El Calafate, na Argentina)
      Cidade grande, com vida própria. Possui muitas atrações turísticas, shoppings, hotéis, hostels, restaurantes e tudo mais.
      Fica a 3 horas de ônibus de Puerto Natales.
       
      – Puerto Natales:
      Cidade pequena que gira em torno do turismo de TdP.
      Muitos turistas o ano inteiro por lá, consequentemente muitos restaurantes e vendinhas para as compras da galera que vai fazer os trekings.
      Como já falei é a base para a maioria das pessoas, pela sua proximidade e preços acessíveis. Comparado às hospedagens dentro ou ao lado do parque é muito mais barato ficar em Puerto Natales.
       
      – Hospedagens dentro do Parque:
      Existem muitas opções de hospedagem dentro do Parque, desde áreas de camping onde você é responsável por ter com você absolutamente tudo que vai usar e comer, até luxuosos hotéis com vistas deslumbrantes.
      Tudo dentro do parque é caro. Transporte, hospedagem, comida… Tudo!
       
      São três “empresas” que possuem hospedagens dentro do parque, e para dormir lá dentro você precisa ter reservado antes de chegar (mesmo que esteja levando todo equipamento com você e queira apenas reservar um espaço de camping), pois não se pode entrar sem reserva prévia. As empresas são:
      CONAF;
      Fantástico Sur; e
      Vertice.

       
      Quando ir?
      Torres del Paine pode ser visitado o ano inteiro, mas a alta temporada é no verão, quando as temperaturas estão mais agradáveis e as paisagens mais coloridas.
      Eu fui na primavera. Dei muita sorte com o tempo e achei que valeu muito a pena. Não estava lotado e não passei nenhum perrengue de frio ou vento a ponto de transformar algum rolê em algo penoso.
      Se tem alguma coisa que eu mudaria no meu rolê para deixar ele ainda mais perfeito, é que eu preferia ter visto o lago no Mirador Base de Torres del Paine descongelado. Quando eu fui ainda estava congelado. Não que eu ache isso um problema, mas acho que descongelado seria muito lindo também.
       
      Quanto custa?
      Caro!    
      Não é um passeio barato. Mesmo fugindo o máximo que pude das hospedagens dentro do parque, é um passeio caro. Mas não é nada que não se possa dar um jeito.
      Aqui alguns exemplos de preços aproximados:
      – Entrada no Parque, válida por 3 dias de entrada: US$ 35,00 (se já estiver dentro do parque, não tem problema, pode ficar mais que 3 dias)
      – Aluguel de barraca completa no parque: US$ 70 – para 2 pessoas, por noite
      – Catamarã para Paine Grande: US$ 35,00 por pessoa, por trecho (Comprando ida e volta junto fica um pouquinho mais barato). IMPORTANTE: Não aceita cartão! Só dinheiro.
      – Ônibus interno do Parque: US$ 10,00 ida e volta
      – Ônibus Puerto Natales – Torress del Paine: US$ 25,00 ida e volta
       
      E por aí, vai…
       
       
      O que fazer???
      Bate e volta, Circuito W, ou Circuito O?
       
      Eu escolhi o W!
       
      – No circuito W estão as principais atrações do parque na minha opinião.
      Claro que quem faz o Circuito O vê muito mais coisa, mas para isso é necessário muito mais tempo e preparo, pois as partes do parque que estão fora do W, são bem menos estruturadas, então depende muito mais de você e do equipamento e mantimento que você carrega.
      – No bate e volta de Puerto Natales, você consegue fazer o Mirador Base, que é a vista mais famosa de lá, mas depois que se faz o W, você vê que aquilo é só um pequeno pedaço das belezas daquele lugar.
      Também dá para fazer o lado do Glaciar Grey, ou até um trecho da trilha beirando o lindíssimo Lago Nordenskjold.
       
      IMPORTANTE!
      Nesses casos de bate e volta, você sempre vai ter seu tempo limitado ao horário dos transportes internos do parque, seja do ônibus ou do catamarã. Então controlar o tempo e seus objetivos no dia será algo muito importante. Os horários são fixos e limitados, não deixando margem para erros.
       
      – Uma outra opção, que eu jamais faria, é um bate e volta de El Calafate, como muitas agências de lá oferecem… Me parece um grande programa de índio.
       
      – Fazer um mix disso tudo aí também é possível! É só estudar direitinho o roteiro e partir para cima!!!!
       
       
      Bom, esse é o básico. Vou contando agora como foi o meu rolê e tentando explicar como tudo funcionou para mim!
       
      Vamos lá!!!!!!!!
       
      Dia 1:
      Bom, eu decidi fazer o W da seguinte forma… Fazer as 2 pernas externas no esquema de bate e volta, e a parte central do W dormindo uma noite no camping Francês.
      Dessa forma faria o rolê em 4 dias, que é bem puxado. A maioria das pessoas faz em 5 dias o W, que depois eu entendi o por quê!
      Como a entrada do parque vale por 3 dias, eu fiz as 2 pontas primeiro, e depois a parte interna, que daria certinho os 3 dias de entrada no parque.
      Para mim não fazia diferença por onde começar, então deixei o dia que a previsão do tempo estava melhor para fazer o Mirador Base e fui no primeiro dia, que o tempo estava pior, na perna do Glaciar Grey.
      E a parte interna eu fiz saindo de Las Torres e chegando no outro dia em Paine Grande.
      No final, deu tudo certo!!!!
      Como comentei, eu cheguei em Puerto Natales vindo de Punta Arenas. Como não sabia da estrutura da cidade, acabei fazendo compras do que iria comer no parque no dia seguinte em Punta Arenas mesmo.
      A viagem de ônibus entre Punta Arenas e Puerto Natales demora 3 horas. A passagem é bem fácil comprar. Os ônibus que fazem esse trajeto têm seus terminais no centro da cidade e todo mundo lá sabe indicar onde ficam esses terminais. Existem diversos horários de saída, então não precisa de stress quanto a reserva antecipada ou qualquer coisa.
      Em Puerto Natales as coisas são perto da rodoviária. A maioria dos lugares nem precisa de taxi… Dá para chegar andando.
      Já aproveitei que estava na rodoviária na chegada e comprei a passagem de ônibus para o dia seguinte de ida e volta para o parque.
      São algumas empresas que fazem o trajeto e todas fazem mais ou menos no mesmo horário, pois os transportes internos no parque são sincronizados com as chegadas dos ônibus de Puerto Natales.
      O horário de saída é por volta das 7 da manhã e o retorno por volta das 7:30 da noite saindo da Laguna Amarga (entrada do parque). São quase 3 horas de trajeto entre o parque e Puerto Natales.
      No dia seguinte estava lá bem cedinho na rodoviária aguardando meu ônibus sair.
      Chegando em Torres del Paine, a primeira coisa a se fazer é comprar o ticket de entrada. Havia uma pequena fila mas não demorou muito todo o tramite. Eles aceitam Pesos Chilenos e Dólares. Talvez aceitem Euros também, mas não tenho certeza.
      Depois é aguardar o ônibus interno que vai te levar para o Refúgio Las Torres (De onde sai a trilha para o Mirador Base e também a trilha em direção ao Refúgio Francês) e depois segue para Pudeto, de onde sai o Catamarã para Paine Grande (Onde começa a trilha para o Glaciar Grey).
      Como fui em direção ao Glaciar Grey nesse primeiro dia, segui no ônibus até Pudeto. Cheguei lá por volta das 10:30 e o catamarã só sai as 11hs.
      Assim aproveitei e tomei um reforço do café da manhã por lá enquanto aguardava a saída para Paine Grande.

       
      O catamarã é espaçoso e possui um deck em cima para quem quer ver a paisagem e tirar umas fotos. Duro é aguentar o frio, mas vale a pena!
      O trajeto é curto e em pouco mais de 20 minutos já estava em Paine Grande

       
      Muitas pessoas se hospedam no refugio, então já entram para seu check in. Eu não ia ficar lá, então só me arrumei, usei o banheiro e saí.
      Primeiro grande desafio da viagem: Aprender a usar os sticks de caminhada!

       
      Eu sei que parece ridículo, mas no começo é difícil coordenar! Mas depois de alguns minutos, vai que vai!
      Não sei como eu consegui voltar a andar sem eles quando voltei de viagem! Esse treco é bom demais!!!!!
      Bom, foi nesse primeiro dia que eu entendi por que a maioria das pessoas faz o W em 5 dias e não em 4… É porque o refúgio Grey é longe que dói!
      Eu tinha o meu tempo de trekking limitado pelo horário do catamarã. Não podia estar de volta depois das 18:30hs, que é o último horário de saída do catamarã no dia.
      As pessoas normalmente dormem no refúgio Grey e depois voltam no dia seguinte. Ou também vão até o refugio Grey e voltam para dormir em Paine Grande, sem grandes compromissos com o horário. Aí tudo faz mais sentido.
      No meu caso eu tive que ir até onde o relógio permitiu, e não consegui chegar até o refugio. Mas isso não tem muita importância… Pude apreciar a beleza do glaciar durante minha trilha sem nenhum problema!
      A trilha desse trecho não foi das piores do W. Existem outras partes com muito mais subidas e descidas. Isso foi bom, pois estava ainda aquecendo os motores!
      Eu que já tenho dois joelhos completamente destruídos, que me impedem de fazer algumas coisas, estava, para piorar, vindo de uma lesão no ligamento. Consequentemente minha condição física não era das melhores, vindo de um período de um mês sem poder exercitar minhas pernas.
       
      Bora caminhar!!!!

       
      A primeira parada, já para o almoço, foi na Laguna Los Patos.
      Uma lagoa bonita, que apesar do nome, não tinha tantos patos assim quando passei por lá!


       
      Sigo então em direção ao glaciar, tentando aproveitar o máximo essa paisagem linda!


       
      Daí a recompensa… O Glaciar Grey!!!

       
      Encontro um lugar para parar e apreciar essa vista!

       
      Depois de um tempo por lá o relógio me lembra que era preciso voltar, sem grandes possibilidades de paradas.


       
      A volta foi bem tranquila e cheguei a tempo inclusive de fazer um lanche e tirar umas fotos antes de embarcar


       
      Na fila do embarque percebo esse cara indo para um mergulho bem tranquilo nesse lago de degelo!!!

      Um mergulho com uma vista dessa não é nada mal!!!!
      Daí foram só mais uns 30 minutos de catamarã até Pudeto e já o imediato embarque no ônibus para Laguna Amarga.
      Dalí peguei o ônibus de volta para Puerto Natales.
      Chegando em Puerto Natales, foi só o tempo de passar em uma vendinha para comprar os mantimentos para o dia seguinte e correr para tomar banho, comer e dormir, pois sobram poucas horas de sono para quem tem que pegar o ônibus no outro dia as 7 da manhã!!!
       
      Dia 2
      E lá vamos nós!!!! Acorda de madrugada, toma banho, toma café, corre para a rodoviária e tenta descansar um pouco no ônibus no caminho…
      No parque foi só mostrar que já tinha o ingresso e aguardar pela saída do ônibus para Las Torres.
      Lá em Las Torres se faz um breve registro de entrada para controle e já pode sair para a caminhada.


       
      Esse dia era o primeiro grande desafio. São 20km ida e volta, com muita montanha, incluindo um trecho matador no último quilômetro que faz você pensar seriamente que não vai conseguir!
      Mas consegue!!!!
      A caminhada começa com 2km bem tranquilos e planos ainda em uma área dentro do complexo de Las Torres.
      Depois…… Bom, depois é bom estar com a saúde em dia, porque não é fácil a brincadeira.


       
      O que sempre te dá forças em um lugar como esse são as paisagens… Elas vão nos lembrando por que estamos lá!!!!

       
      Vale cada gota de suor!

       
      E vai subindo…
      Subindo…

       
      Subindo mais…

       
      Até que chega no Km 9 e eu já estou esgotado, com muita dor e cansaço.
      E aí o negócio começa a ficar sério. A subida é bem no limite entre caminhar e escalar, inclusive passando pelo espaço onde a água do degelo desce, para ajudar ainda!
      Pelo menos quando dava sede era só abaixar e beber água!
      Eu acho que eu bobeei… Acho que tem um lugar para deixar o peso extra ali no km 9 antes de começar a subida. Eu não fui atrás disso e acabei subindo com tudo nas costas… Foi treta!
      Como eu não tinha forças nem para tirar foto, tenho poucos registros desse dia. Uma pena, porque o lugar é maravilhoso.
      Essa subida é terrível, e quando se acha que acabou você descobre que ainda falta um tanto! Todos os lugares por lá são assim… Você acha que chegou no final, mas não chegou!!!!
      Para de reclamar e continua andando!!!!!
      Realmente nem acreditei quando cheguei lá!!!!

       
      Mas o visual vale qualquer esforço!!!

       
      Infelizmente cheguei lá 15 minutos depois do horário que tinha que iniciar a descida! Isso limitou muito o quanto eu pude aproveitar lá em cima.
      Foi o tempo de comer alguma coisa, tirar meia dúzia de fotos e sair desesperado para baixo, quase com a certeza que não daria tempo.


       
      Isso foi a pior parte do rolê… Não consegui aproveitar quase nada a descida, forcei meus joelhos de um jeito que não poderia ter forçado e fiquei horas no stress de não ter ideia do que iria fazer se perdesse o transporte.
      Não sei explicar como, arrumei forças não sei da onde para sair em uma disparada nos últimos 2 quilómetros para tentar chegar no ônibus…
      E não é que consegui!!!!!!! O pessoal já estava quase todo embarcado! Aí pedi para o motorista para esperar uns 2 minutos até a Tati chegar e ele falou que beleza!
      Nossa, foi por pouco!
      Eu sentia tanta dor no meu corpo depois disso que nem sei explicar… Doía pé, tornozelo e principalmente meus joelhos… Achei que tinha comprometido todo o rolê…
      Chegando em Puerto Natales foi só a correria para deitar logo, depois do mercadinho, banho e janta.
       
      Dia 3
      Esse dia tinha a ideia que seria mais tranquilo, pois além da distancia a se caminhar ser menor, não precisava me preocupar com horário, pois poderia chegar a qualquer hora no Camping Francês.
      Mas eu me enganei… Foi mais um dia puxado que no final minhas pernas já estavam esgotadas.

       
      Já no refugio Las Torres, comecei a caminhar para o Acampamento Francês. O inicio é tranquilo e ainda estava com a sensação que seria um dia de recuperação, e não de grandes esforços.

       
      Começo a encontrar alguns morros, mas nada de mais… A caminhada ainda está sob controle.

       
      Passados alguns quilômetros eu encontro um novo caso de amor!!!!!
      Se trata do Lago Nordenskjöld!
      Que visual maravilhoso! Andar com esse lago ao seu lado o dia inteiro foi lindo demais!





       
      As paradas para comer sempre eram em pontos estratégicos para comer apreciando aquele azul espetacular!


       
      O problema é que esse trecho tem muita montanha, subindo e descendo toda hora… Eu fui me cansando e já ficava perguntando pra galera que cruzava no caminho se estava muito longe ainda!
      Isso é claramente sinal de desespero!!!!



       
      E então já no final do dia chego no Acampamento Francês!
      O acampamento é bem bacana. O banheiro é bom e a água para tomar banho bem quente! Isso foi maravilhoso!
      Lá eles também têm um pequeno restaurante e uma “vendinha” que você pode comprar um refrigerante, por exemplo.
      Na recepção do camping eles tinham ovos para vender. Não estava tão caro. O problema é que eu não tinha onde cozinhar os ovos, pois não estava carregando um fogareiro comigo. A menina que estava lá foi bem gente boa e ofereceu de cozinhar os ovos para nós no fogareiro dela! Então já fechei negócio e consegui comer algo quente nessa noite, que estava programado apenas comida fria.
      Então depois de um ótimo banho já fui jantar meu sanduíche, ovos e um vinho que estava carregando para saborear na noite!


      A barraca estava montada. Não tive trabalho nenhum. É chegar, pular para dentro do saco de dormir e até amanhã!!!!!

       
      Dia 4
      Depois de uma boa noite de sono que não passei nenhum tipo de problema na barraca, me preparei para partir.
      Nesse dia os objetivos eram Mirador Francês, Mirador Britânico e a chegada em Paine Grande para tomar o catamarã de volta no final da tarde.
      Então tomei meu ziriguidum e pé na estrada!

       
      Até o acampamento Italiano o caminho é curto mas já com algumas subidas chatinhas.

       
      No acampamento Italiano você pode deixar seu equipamento para fazer a subida para o Mirador Francês e Britânico só com o necessário.

       
      A subida até o Mirador Francês é de um nível médio… Dá para ir na boa.
      Acabei me perdendo um pouco no caminho… Ainda bem que olhei para trás e vi umas pessoas passando por outro lugar. Percebi que o errado era eu e voltei para a trilha certa!

       
      Lá é um lugar bem interessante. Existe uma geleira com pequenas avalanches a cada 10, 15 minutos…

       
      É muito legal ficar um tempo por lá vendo as avalanches e principalmente escutando os estrondos do gelo se rompendo. É um barulho de trovão bem alto! Muito bacana!




       
      Fiquei lá um tempo, fiz meu lanche e olhei para o caminho do mirador Britânico…………
      Que caminho????

       
      O tempo fechou e não dava para ver nada lá para cima…..
      Então após algumas considerações decidi desistir de ir até o mirador Britânico. Ainda faltava uma boa pernada até lá e eu não queria gastar esse tempo e essa energia para ir até um mirador de onde não haveria nada para “mirar”.
      Bom, com isso pude desfrutar mais algum tempo no mirador Francês e fazer meu caminho de volta sem stress por conta do horário do catamarã.


       
      De volta ao acampamento Italiano não estava muito bem… Não sei bem o que era, mas preferi ficar por lá um tempo até me recuperar.

       
      Daí peguei minhas coisas e segui…

       
      O caminho a partir de lá é bem mais tranquilo. Não me lembro de ter nenhuma montanha bizarra para subir e descer depois de lá. Isso foi ótimo… Já estava cansado!
       (Calafate)
       
      Um dos pontos altos desse trecho da caminhada é o Lago Skottsberg! O mirador do lago tem uma vista que chega a ser indecente!



       
      Depois dessa parada, já estamos quase lá!
      É um trecho cheio de emoções boas! De que consegui cumprir o objetivo… De que vou completar o W!
      Isso parecia tão longe na minha vida há 6 meses atrás….
      Pensar em cada pedra, cada montanha, cada arbusto, cada pássaro, cada lago, cada pessoa que cruzei, cada parte do meu corpo que doía, cada gole de água de cachoeiras de degelo, e cada sentimento delicioso de conquista com o visual que se abria na minha frente por tantas e tantas vezes nesses dias……..
      Foi bom demais!
      Então a última parada antes da chegada triunfante!

       
      Dessa vez para admirar o Lago Pehoé, a poucos metros de chegar em Paine Grande.
      Não tem lugar melhor para comemorar a vitória!!!!!!

       
      E então a chegada!
      Exausto;
      Com dor;
      Realizado!!!
       
       Consegui, po**a!!!!!!

       
      Daí foi o roteiro já conhecido…
      Catamarã de Paine Grande para Pudeto, ônibus interno de Pudeto para Laguna Amarga (com parada em Las Torres), ônibus para Puerto Natales, pousada e cama!
      Hora de descansar, mas não muito, porque no dia seguinte embarcaria para El Chaltén pela manhã.
      Mas essa história fica para depois!
      É isso!!!! Quem quiser qualquer ajuda, pode escrever aqui que vou ajudar com todo prazer no que for possível!
      Críticas e elogios também são bem vindos!!!!!
      Não esqueçam de seguir lá no Instagram!
       
      @profissaoviageiro
       
      Valeu!!!!!!!!!!!!!
      Abraço,
      Felipe

       
    • Por rafaelaneto
      Oi pessoal! Meu nome é Rafaela, tenho 16 anos atualmente e sou de Belo Horizonte. Sempre gostei muito de viajar. Quando meus pais começaram a ganhar mais dinheiro já comecei a planejar várias viagens e eles sempre confiaram em mim. Enfim, até meu aniversário de 15 anos só tinha conhecido Orlando e alguns estados brasileiros. Quando ele foi chegando perto, pedi minha mãe para ir pra Ásia como presente e ela deixou, apesar de não ter vontade. Meu irmão e meu pai não foram porque meu pai tinha acabado de esgotar nosso dinheiro investindo e também não tinham vontade de ir. Então fomos eu e minha mãe passar 20 dias por Tailândia e Camboja em dezembro de 2017 (um ano e meio de viagem, por isso esse relato não vai ser rico em detalhes e em tópicos, mas não queria deixar de publicar)
      PASSAGEM AÉREA
      Por causa do tal investimento a viagem sempre ia sendo adiada (não a data, mas o dia de comprar passagem), o que acabou aumentando muito os custos da passagem aérea. Compramos a passagem dia 18 de novembro para viajar dia 8 de dezembro. Resultado: 4564 reais por pessoa sem parcelamento (pela LATAM). Ida SP - Londres - Bangkok. Volta no dia 28 Bangkok - Paris - SP. Teve ainda o vôo BH - SP comprado uma semana antes por 700 reais por pessoa. Os vôos internos foram pela Bangkok Airways. Não achei o email com os valores, mas foi cerca de 1200 reais por pessoa 3 vôos. Olhando 3 meses antes vi passagens saindo de BH por 3.000 reais. Resultado: PLANEJEM AS COISAS E COMPREM COM ANTECEDÊNCIA
      HOTÉIS|ROTEIRO
      Aproveite os hotéis do sudeste asiático: os preços são ótimos e são charmosos. Mesmo com pequena antecedência foi fácil reservar, apenas em Phi Phi que foi meio complicado - e um pouco mais caro. Breve descrição e preços da época de onde ficamos:
      8 - 10: Viagem de BH à SP. Conexão de 6 horas. SP à Londres com conexão de 8 horas. Londres à Bangkok.
      10 - 15: Hotel Royal Bangkok Chinatown em Bangkok - R$?? - Lindo, café da manhã legal com opções locais e internacionais, muitos chineses fazendo compras, localização boa bem na bagunça de BKK, piscina gostosa.

      15 - 17: EMAN-SIM BOUTIQUE HOTEL em Phnom Penh - R$358 - Lindinho, ótima localização, piscina de borda infinita no topo, funcionários gentis

      17 - 21: River Bay Villa em Siem Reap - R$362 - Localização fora do centro mas confortável

      21 - 22:  Lada Krabi Express em Krabi - R$115 - Apenas para passar a noite. Normal, limpo, localização boa e tinha que tirar os sapatos para entrar rs
      22 - 24: (não achei nos registros do Booking) em Phi Phi - Bem localizado e limpo. Mas apertado e... dava para ouvir Karaokê em chinês a noite toda. Estávamos de bom humor e não nos incomodou. 
      24 - 27:  iRest Ao Nang Krabi em Praia de Aonang - R$670 - Quarto enorme, sem piscina e relativamente mal localizado.

      27 - 28: Viagem de Krabi à Bangkok. Conexão de 6 horas. Bangkok à Paris com conexão de 8 horas. Paris à São Paulo. São Paulo à BH. Ufa!
      CONSIDERAÇÕES|FOTOS
      Geral
      - Amamos
      - Tínhamos franquia para despachar mas levamos somente 2 malas de mão e 2 mochilas
      - Se atente as exigências das roupas dos templos
      - Roteiro sem correria. Ideal era ter tirado um dia de Siem Riep e por em Phi Phi
      - Estava bem quente. Em Bangkok chuviscava o tempo todo e nas praias o sol não abriu nenhum dia  Mas estavam lindas mesmo assim...
      - Lembre-se que janeiro é uma boa época na Ásia mas inverno na Europa. 2 mochilas inteiras foram ocupadas com roupas de inverno.
      - Tudo é muito barato
      - Oficiais da imigração nem respondiam meu bom dia, só carimbavam meu passaporte e conversavam com os colegas na língua deles 
      - Pessoal do hotel, restaurantes e lugares turísticos falavam inglês perfeito
      - Não comi comida tailandesa (!!). Sou bem enjoada então ia em restaurantes internacionais
      - Me tornei vegetariana depois de ver pato assado em BKK

      - Muitas comidas de rua, principalmente porco e frutos do mar. Tinha também muitos vendedores de frutas. Tomei suco de romã in natura todos os dias (MUITO bom)

      - Sempre que saíamos levávamos o cartão do hotel com o endereço em língua local e também do lugar que queríamos ir
      - Taxi e tuc tuc são baratos e assim nos locomovemos. Era bem divertido! O ideal era combinar o preço antes. Tivemos problema apenas uma vez, quando o taxista insistia em ligar o taxímetro. Ele começou a xingar em tailandes. Saímos do carro
      - Não sofremos com o jet leg. Dormimos e acordamos no horário normal
      - Vimos vários monges, nos lugares turísticos, templos e aeroportos (em ala reservada junto com deficientes e grávidas)
      - Em 20 dias vimos 2 amigos brasileiros em Bangkok e 2 casais em Phi Phi
      - Moeda tailandesa é o baht. Cotação era 10 baht = 1 real
      - Compramos um Iphone para meu irmão 1000 reais mais barato e uma GoPro mais barata também
      Europa
      - Aproveitamos as conexões. Saímos pelo centro das cidades e comemos por lá. Gostamos mais de Paris, tudo é muito lindo, artístico. Londres parecia abandonada. 

      Bangkok

      - O aeroporto de Bangkok é enorme, mas o que mais chamou atenção foi a poluição (provavelmente é). Pousamos e decolamos lá 6 vezes e em todas sentimos o "estrondo" do avião passando por ela, também não dava para ver nada lá em baixo
      - Realmente pediram o certificado de vacinação da febre amarela
      - Bangkok é enorme (8 milhões) e incrível. As pessoas, os cheiros, as comidas, a bagunça, os templos com os prédios: fantástica
      - BKK é lotada de chineses de excursão. Chega a ser engraçado
      - Muuuuuitas motos e um trânsito muito bagunçado
      - Visitamos alguns templos
      - Fizemos massagem (muito boa e barata)

      - Fomos no MBK shopping para jantar e voltamos com uma mala recheada de compras 😅 . Parece um Brás ou Feira Shop (de BH) mais organizado. Bem barato
      - O melhor passeio na cidade e da viagem foi voltando do Grande Palácio. Tentamos achar uma entrada para o rio da cidade, mas estava difícil. Acabamos escolhendo um bequinho qualquer (beco mesmo! sem iluminação, estreito e sujo). Aconteceu o maior serendipity da vida ao chegar no restaurante Eat Sight Story Deck. As fotos falam melhor:

      (queria colocar o vídeo, mas não consegui colocar aqui. para quem quiser ver, está no meu Instagram @faelamart)
      Phnom Penh
       
      - Quase perdemos o vôo porque esquecemos que era internacional e tinha imigração para sair (muito demorada aliás). Além do aeroporto ser muito grande... 
      - Não sabia dizer o nome da cidade e não sei até hoje
      - O visto é feito na horas e foi cerca de 30 dolares. Não precisou de foto e nem perguntas
      - Fomos no museu que fala do triste genocídio cambojano

      - Vimos muitas crianças saindo da escola com seus uniformes lindos
      - É uma cidade pequena em expansão, muitas obras para todos os lados
      - Complicado andar na rua porque tem poucas calçadas

      - O pessoal de lá tem menos $$$ mas mesmo assim são bem mais acolhedores que a vizinha Tailândia
      - Se o trânsito de BKK é doido, aqui as pessoas são. Muitas crianças dirigindo moto, sem capacete e com 2,3,4 pessoas na garupa (!!!)

      - Compramos no dia uma passagem para Siem Reap pelo bookmebus.com
      - Fomos por uma companhia de correios chamada Post VIP Van e durou umas 4 ou 5 horas. Tinham cerca de 12 assentos e tinham 7 pessoas com o motorista. Na estrada vimos muitas pessoas vendendo gasolina na garrafa pet e mato. Na parada para o banheiro *atenção para o banheiro* vimos pela única vez insetos para comer

      Siem Reap
      - Bem mais turistas que a capital - Centrinho gostoso, muitas opções de restaurante

      - Visitamos Angkor Wat por um dia e foi incrível. Segundo ponto alto da viagem (para mim, porque minha mãe detestou ficar vendo "coisa velha"). Atenção de novo para fotos:

      Krabi
      - Foi apenas de passagem para pegar o barco para Phi Phi (compramos pelo hotel no dia mesmo)
      - Essa região é de maioria muçulmana
      Koh Phi Phi
      - A ilha mais famosa do país 
      - Parece bastante com a Vila de Jericoacoara
      - O tempo não ajudou muito e nem o tempo curto. Aproveitamos pouco mas amamos
      - Conversamos muito com o capitão do passeio de barco. Foi um dia maravilhoso pelas ilhas Maya Bay, Bamboo e outras

      Ao Nang
      - Preferimos Phi Phi
      - Fomos apenas em algumas praias
      CONSIDERAÇÕES FINAIS
      Minha mãe se apaixonou pelo sudeste asiático e eu mais ainda. Queremos voltar e recomendo à todos que vão conhecer essa região incrível!!!
      Obrigada por ler meu primeiro relato e que venham os próximos  
       
       
       
       
       
       
       







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      WCGN4715.MP4













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