Início: Abisko
Final: Kvikkjokk
Distância: 182,4km (incluindo o desvio de 12,8km de ida e volta ao Skierfe)
Duração: 11 dias
Maior altitude: 1184m no Skierfe
Menor altitude: 330m no Refúgio Kvikkjokk Fjällstation
Dificuldade: fácil para quem está acostumado a longas travessias com mochila cargueira. Os desníveis não são grandes, a maior subida tem desnível de 439m.
Kungsleden significa Trilha do Rei em sueco. Esse longo e tradicional caminho tem no total 414km e é dividido pela STF em cinco setores:
1. de Abisko a Nikkaluokta
2. de Nikkaluokta a Vakkotavare
3. de Saltoluokta a Kvikkjokk
4. de Kvikkjokk a Ammarnäs
5. de Ammarnäs a Hemavan
STF (Svenska Turistföreningen = Associação Sueca de Turismo) (www.swedishtouristassociation.com) é a organização sem fins lucrativos responsável pela manutenção das trilhas, passarelas, pontes e refúgios de montanha na Suécia. Foi criada em 1885! E a marcação da Kungsleden começou em 1899! Como estamos atrasados no Brasil em termos de montanhismo!!!
A Kungsleden é um caminho orientado de norte a sul situado em plena Lapônia sueca, no extremo norte do país, acima do Círculo Polar Ártico. A ponta norte da Kungsleden está na cidade de Abisko, distante 1300km de Estocolmo, o que demanda uma viagem de 20 horas de trem mais ônibus (ou avião mais ônibus). A Kungsleden não está dentro dos limites de um único parque nacional, mas atravessa três parques nacionais diferentes no trecho que eu percorri (de Abisko a Kvikkjokk): Parque Nacional Abisko, Parque Nacional Stora Sjöfallet e Parque Nacional Sarek.
Pôr-do-sol em Aktse com destaque para a montanha Skierfe
No trecho inicial, a Kungsleden tem seu trajeto compartilhado com dois outros caminhos de longa distância:
. Trekking Nordkalottleden: de Abisko a Sälka (59km). Essa trilha tem 800km e atravessa Noruega, Suécia e Finlândia
. Caminho Peregrino Dag Hammarskjöld: de Abisko a Singi (71km). Essa trilha tem 105km e vai de Abisko a Nikkaluokta. Por conta desse caminho de peregrinação existem os Meditationsplats, lugares de meditação com frases de autoria do escritor sueco Dag Hammarskjöld (daí o nome do caminho) gravadas em pedra
QUANDO IR
Por estar situada na Zona Polar Ártica, ou seja, ao norte do Círculo Polar Ártico, a melhor época para a Kungsleden é o verão, com temperaturas mais agradáveis (não tão frio ou um frio suportável) e ausência de neve pelo caminho. De 20/06 a 22/09 todos os refúgios estão abertos e todos os barcos a motor estão operando (essas datas mudam ligeiramente a cada ano, confira em www.swedishtouristassociation.com/our-accommodation-types/stay-stf-mountain-cabin e www.swedishtouristassociation.com/boats-in-the-mountains). Fora desse período se pode acampar ou usar a parte do refúgio que fica aberta fora de temporada, sem o anfitrião. Para cruzar os lagos fora desse período há a opção do barco a remo, mas eles só estão disponíveis quando os lagos descongelam completamente, o que acontece a partir de meados de junho.
O maior problema do trekking na Suécia (assim como na Noruega) é o alto índice de chuva. Essa caminhada durou 11 dias mas na verdade eu fiquei 15 dias na trilha, os outros 4 dias parado esperando a chuva passar. Chuva que durava o dia inteiro. Mas não escapei dela, não. Caminhei muitos dias com chuva também. Dos meses de julho, agosto e setembro o guia Trekking the Kungsleden, de Mike Laing, informa que o mais chuvoso é julho e o menos chuvoso é setembro. Os refúgios costumam ter um cartaz com a previsão do tempo para o dia seguinte.
Outro incômodo são os insetos no pico do verão, por isso se recomenda levar um bom repelente (lá é vendido um chamado Mygga) ou um chapéu com rede que se encontra nas lojas. No finalzinho de agosto eu já não tive esse problema.
Lago Alesjaure
REFÚGIOS DE MONTANHA
A STF tem dois tipos de alojamento de montanha: refúgio (mountain cabin) e estação de montanha (mountain station, como Abisko, Saltoluokta e Kvikkjokk, que servem as três refeições). Todos os refúgios que eu conheci têm anfitrião (ou vários funcionários se for maior) de 14/06 a 22/09. Há também os abrigos de emergência, que são casinhas com apenas um cômodo pequeno para se proteger da chuva mais forte ou vendaval.
Todos os refúgios da STF têm cozinha e refeitório que se pode utilizar desde que o visitante se hospede no refúgio (SEK 600 = US$ 64) ou acampe na área designada (SEK 300 = US$ 32) ou pague uma taxa de visita (day visit) (SEK 100 = US$ 10,69) ou seja membro da STF (SEK 295 = US$ 31,52 por 12 meses). Sem essas condições não se pode entrar no refúgio para descansar ou para se aquecer do frio, por exemplo. A entrada gratuita só é permitida para comprar comida no mercadinho do refúgio, se houver.
Ao sul do Refúgio Singi esses preços caem para: hospedagem SEK 500 (US$ 53,43) e camping SEK 250 (US$ 26,71).
CAMPING SELVAGEM
Para quem está com barraca, em toda a Suécia vale na teoria a regra do "allemansrätt" ou Direito de Acesso Público, que diz que uma pessoa tem o direito de caminhar e acampar em qualquer lugar, exceto nas imediações de uma residência, em terras cultivadas e jardins particulares. Para mais informações sobre o "allemansrätt": www.swedishepa.se/Enjoying-nature/The-Right-of-Public-Access/This-is-allowed1
Na Kunsleden o que vale na prática é o seguinte: acampar perto do refúgio da STF custa SEK 300 ou SEK 250 (US$ 32 ou US$ 26,71) e dá direito de usar a cozinha, o refeitório, o banheiro e a sauna se houver. Acampar a mais de 200m ou 300m do refúgio é gratuito e dá direito de usar apenas o banheiro. Se você quiser acampar nas imediações do refúgio mas sem pagar a taxa é sempre bom perguntar ao anfitrião onde deve fazer isso (distância mínima) para não ser cobrado depois.
Nos três setores do norte da Kungsleden (de Abisko a Kvikkjokk) é opcional levar barraca já que a distância entre os refúgios não é tão grande. Muita gente caminha apenas com uma mochila de ataque, dormindo nos refúgios, porém com um custo bastante alto. Na região central da trilha (entre Kvikkjokk e Ammarnäs) a distância entre os refúgios aumenta e a barraca passa a ser necessária.
O uso do banheiro é livre para todos, mesmo para os que acampam de graça, o que é ambientalmente mais inteligente do que as regras restritivas de muitos dos refúgios da Noruega. O banheiro é do tipo seco, uma casinha separada, com uma bancada e o assento sobre ela. O assento e a tampa normalmente são de isopor. Costumam ter papel higiênico e alguns têm álcool para higiene das mãos. No Refúgio Kvikkjokk o banheiro é normal e interno.
Lago Langas
REABASTECIMENTO DE COMIDA
Nesse percurso de Abisko a Kvikkjokk há supermercado apenas em Abisko, distante 2,4km do início da trilha. A maioria dos refúgios tem mercadinho básico com preços de no mínimo o dobro do que nas cidades (justificado pela dificuldade do transporte). Há enlatados diversos (como almôndegas com molho, por exemplo), macarrão, pão sueco (não há pão de forma ou outro tipo), queijo com carne de rena em bisnaga, queijo com camarão em bisnaga, feijão em caixinha, grão-de-bico em caixinha, biscoitos, algumas bebidas, etc.
Os refúgios Abisko, Saltoluokta e Kvikkjokk têm restaurante e servem as três refeições (café da manhã, almoço e jantar). Possuem mercadinho também.
O pagamento das compras e das refeições é feito diretamente ao anfitrião (ou funcionários) em dinheiro ou cartão de crédito (exceto em Pårte).
ÁGUA POTÁVEL
Não há problema de escassez de água nesse percurso de 11 dias que eu fiz e nem todos os riachos e fontes estão descritos no texto pois são muitos.
KUNGSLEDEN INTEIRA OU SÓ UMA PARTE?
Dos cinco setores em que a Kungsleden é dividida pela STF eu optei por percorrer os três mais ao norte apenas. Por quê? Achei que não valia a pena fazer a travessia inteira e colocar quase um mês de viagem numa única trilha, que poderia se tornar monótona. Acho que acertei nisso pois nos 11 dias que caminhei considerei a trilha monótona em muitos trechos, com apenas alguns lugares se destacando pela beleza.
Considero que a Kungsleden é uma trilha mais para se isolar e se afastar de tudo do que para curtir um visual incrível. Sim, há bastante gente na trilha no verão e há os refúgios muito bem equipados, mas também se pode acampar em qualquer lugar distante e permanecer longe de tudo o tempo que quiser já que não há cidades ou estradas num raio de muitos quilômetros. Para quem considerar a Kungsleden turística demais, a Lapônia tem trilhas mais aventureiras nos parques nacionais Padjelanta e Sarek, ambos muito próximos da Kungsleden.
Para quem optar por fazer a Kungsleden inteira, além de separar um mês de viagem para isso, precisa se precaver com a questão da comida e levar uma barraca já que os refúgios da região central da trilha (entre Kvikkjokk e Ammarnäs) são bem mais distantes entre si e quase não há mercadinhos. E também deve estar preparado para remar um pequeno barco numa travessia de 500m num dos lagos do caminho pois mesmo no verão não há barco motorizado nesse local.
Todas as distâncias informadas neste relato são dos trechos caminhados, excluídos os percursos feitos de barco.
Vista da montanha Skierfe
Início: Abisko
Final: Kvikkjokk
Distância: 182,4km (incluindo o desvio de 12,8km de ida e volta ao Skierfe)
Duração: 11 dias
Maior altitude: 1184m no Skierfe
Menor altitude: 330m no Refúgio Kvikkjokk Fjällstation
Dificuldade: fácil para quem está acostumado a longas travessias com mochila cargueira. Os desníveis não são grandes, a maior subida tem desnível de 439m.
Kungsleden significa Trilha do Rei em sueco. Esse longo e tradicional caminho tem no total 414km e é dividido pela STF em cinco setores:
1. de Abisko a Nikkaluokta
2. de Nikkaluokta a Vakkotavare
3. de Saltoluokta a Kvikkjokk
4. de Kvikkjokk a Ammarnäs
5. de Ammarnäs a Hemavan
STF (Svenska Turistföreningen = Associação Sueca de Turismo) (www.swedishtouristassociation.com) é a organização sem fins lucrativos responsável pela manutenção das trilhas, passarelas, pontes e refúgios de montanha na Suécia. Foi criada em 1885! E a marcação da Kungsleden começou em 1899! Como estamos atrasados no Brasil em termos de montanhismo!!!
A Kungsleden é um caminho orientado de norte a sul situado em plena Lapônia sueca, no extremo norte do país, acima do Círculo Polar Ártico. A ponta norte da Kungsleden está na cidade de Abisko, distante 1300km de Estocolmo, o que demanda uma viagem de 20 horas de trem mais ônibus (ou avião mais ônibus). A Kungsleden não está dentro dos limites de um único parque nacional, mas atravessa três parques nacionais diferentes no trecho que eu percorri (de Abisko a Kvikkjokk): Parque Nacional Abisko, Parque Nacional Stora Sjöfallet e Parque Nacional Sarek.
Pôr-do-sol em Aktse com destaque para a montanha Skierfe
No trecho inicial, a Kungsleden tem seu trajeto compartilhado com dois outros caminhos de longa distância:
. Trekking Nordkalottleden: de Abisko a Sälka (59km). Essa trilha tem 800km e atravessa Noruega, Suécia e Finlândia
. Caminho Peregrino Dag Hammarskjöld: de Abisko a Singi (71km). Essa trilha tem 105km e vai de Abisko a Nikkaluokta. Por conta desse caminho de peregrinação existem os Meditationsplats, lugares de meditação com frases de autoria do escritor sueco Dag Hammarskjöld (daí o nome do caminho) gravadas em pedra
QUANDO IR
Por estar situada na Zona Polar Ártica, ou seja, ao norte do Círculo Polar Ártico, a melhor época para a Kungsleden é o verão, com temperaturas mais agradáveis (não tão frio ou um frio suportável) e ausência de neve pelo caminho. De 20/06 a 22/09 todos os refúgios estão abertos e todos os barcos a motor estão operando (essas datas mudam ligeiramente a cada ano, confira em www.swedishtouristassociation.com/our-accommodation-types/stay-stf-mountain-cabin e www.swedishtouristassociation.com/boats-in-the-mountains). Fora desse período se pode acampar ou usar a parte do refúgio que fica aberta fora de temporada, sem o anfitrião. Para cruzar os lagos fora desse período há a opção do barco a remo, mas eles só estão disponíveis quando os lagos descongelam completamente, o que acontece a partir de meados de junho.
O maior problema do trekking na Suécia (assim como na Noruega) é o alto índice de chuva. Essa caminhada durou 11 dias mas na verdade eu fiquei 15 dias na trilha, os outros 4 dias parado esperando a chuva passar. Chuva que durava o dia inteiro. Mas não escapei dela, não. Caminhei muitos dias com chuva também. Dos meses de julho, agosto e setembro o guia Trekking the Kungsleden, de Mike Laing, informa que o mais chuvoso é julho e o menos chuvoso é setembro. Os refúgios costumam ter um cartaz com a previsão do tempo para o dia seguinte.
Outro incômodo são os insetos no pico do verão, por isso se recomenda levar um bom repelente (lá é vendido um chamado Mygga) ou um chapéu com rede que se encontra nas lojas. No finalzinho de agosto eu já não tive esse problema.
Lago Alesjaure
REFÚGIOS DE MONTANHA
A STF tem dois tipos de alojamento de montanha: refúgio (mountain cabin) e estação de montanha (mountain station, como Abisko, Saltoluokta e Kvikkjokk, que servem as três refeições). Todos os refúgios que eu conheci têm anfitrião (ou vários funcionários se for maior) de 14/06 a 22/09. Há também os abrigos de emergência, que são casinhas com apenas um cômodo pequeno para se proteger da chuva mais forte ou vendaval.
Todos os refúgios da STF têm cozinha e refeitório que se pode utilizar desde que o visitante se hospede no refúgio (SEK 600 = US$ 64) ou acampe na área designada (SEK 300 = US$ 32) ou pague uma taxa de visita (day visit) (SEK 100 = US$ 10,69) ou seja membro da STF (SEK 295 = US$ 31,52 por 12 meses). Sem essas condições não se pode entrar no refúgio para descansar ou para se aquecer do frio, por exemplo. A entrada gratuita só é permitida para comprar comida no mercadinho do refúgio, se houver.
Ao sul do Refúgio Singi esses preços caem para: hospedagem SEK 500 (US$ 53,43) e camping SEK 250 (US$ 26,71).
CAMPING SELVAGEM
Para quem está com barraca, em toda a Suécia vale na teoria a regra do "allemansrätt" ou Direito de Acesso Público, que diz que uma pessoa tem o direito de caminhar e acampar em qualquer lugar, exceto nas imediações de uma residência, em terras cultivadas e jardins particulares. Para mais informações sobre o "allemansrätt": www.swedishepa.se/Enjoying-nature/The-Right-of-Public-Access/This-is-allowed1
Na Kunsleden o que vale na prática é o seguinte: acampar perto do refúgio da STF custa SEK 300 ou SEK 250 (US$ 32 ou US$ 26,71) e dá direito de usar a cozinha, o refeitório, o banheiro e a sauna se houver. Acampar a mais de 200m ou 300m do refúgio é gratuito e dá direito de usar apenas o banheiro. Se você quiser acampar nas imediações do refúgio mas sem pagar a taxa é sempre bom perguntar ao anfitrião onde deve fazer isso (distância mínima) para não ser cobrado depois.
Nos três setores do norte da Kungsleden (de Abisko a Kvikkjokk) é opcional levar barraca já que a distância entre os refúgios não é tão grande. Muita gente caminha apenas com uma mochila de ataque, dormindo nos refúgios, porém com um custo bastante alto. Na região central da trilha (entre Kvikkjokk e Ammarnäs) a distância entre os refúgios aumenta e a barraca passa a ser necessária.
O uso do banheiro é livre para todos, mesmo para os que acampam de graça, o que é ambientalmente mais inteligente do que as regras restritivas de muitos dos refúgios da Noruega. O banheiro é do tipo seco, uma casinha separada, com uma bancada e o assento sobre ela. O assento e a tampa normalmente são de isopor. Costumam ter papel higiênico e alguns têm álcool para higiene das mãos. No Refúgio Kvikkjokk o banheiro é normal e interno.
Lago Langas
REABASTECIMENTO DE COMIDA
Nesse percurso de Abisko a Kvikkjokk há supermercado apenas em Abisko, distante 2,4km do início da trilha. A maioria dos refúgios tem mercadinho básico com preços de no mínimo o dobro do que nas cidades (justificado pela dificuldade do transporte). Há enlatados diversos (como almôndegas com molho, por exemplo), macarrão, pão sueco (não há pão de forma ou outro tipo), queijo com carne de rena em bisnaga, queijo com camarão em bisnaga, feijão em caixinha, grão-de-bico em caixinha, biscoitos, algumas bebidas, etc.
Os refúgios Abisko, Saltoluokta e Kvikkjokk têm restaurante e servem as três refeições (café da manhã, almoço e jantar). Possuem mercadinho também.
O pagamento das compras e das refeições é feito diretamente ao anfitrião (ou funcionários) em dinheiro ou cartão de crédito (exceto em Pårte).
ÁGUA POTÁVEL
Não há problema de escassez de água nesse percurso de 11 dias que eu fiz e nem todos os riachos e fontes estão descritos no texto pois são muitos.
KUNGSLEDEN INTEIRA OU SÓ UMA PARTE?
Dos cinco setores em que a Kungsleden é dividida pela STF eu optei por percorrer os três mais ao norte apenas. Por quê? Achei que não valia a pena fazer a travessia inteira e colocar quase um mês de viagem numa única trilha, que poderia se tornar monótona. Acho que acertei nisso pois nos 11 dias que caminhei considerei a trilha monótona em muitos trechos, com apenas alguns lugares se destacando pela beleza.
Considero que a Kungsleden é uma trilha mais para se isolar e se afastar de tudo do que para curtir um visual incrível. Sim, há bastante gente na trilha no verão e há os refúgios muito bem equipados, mas também se pode acampar em qualquer lugar distante e permanecer longe de tudo o tempo que quiser já que não há cidades ou estradas num raio de muitos quilômetros. Para quem considerar a Kungsleden turística demais, a Lapônia tem trilhas mais aventureiras nos parques nacionais Padjelanta e Sarek, ambos muito próximos da Kungsleden.
Para quem optar por fazer a Kungsleden inteira, além de separar um mês de viagem para isso, precisa se precaver com a questão da comida e levar uma barraca já que os refúgios da região central da trilha (entre Kvikkjokk e Ammarnäs) são bem mais distantes entre si e quase não há mercadinhos. E também deve estar preparado para remar um pequeno barco numa travessia de 500m num dos lagos do caminho pois mesmo no verão não há barco motorizado nesse local.
Todas as distâncias informadas neste relato são dos trechos caminhados, excluídos os percursos feitos de barco.