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Quinze dias na Argentina!!! Buenos Aires, Mendoza, Patagônia


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Relato de viagem de um mochilão pela Argentina. Foi a primeira vez que saí do Brasil e, pior, sozinho! Isso tornou a viagem especialmente única!

 

A idéia inicial era passar 21 dias em território hermano, mas em cima da hora reduzi para apenas 15 dias. Com esses seis dias, saíram do roteiro as estadias em El Calafate e El Chaltén. Fui com tudo planejado, ou seja, quais atrações e locais que iria visitar na viagem. Porém, alterei bastante o planejamento durante a própria viagem. Por sorte, com a diminuição da viagem, sobraram três dias que acrescentei na estadia em determinadas cidades quando preciso. Poderia ter mantido o planejamento e conhecido El Calafate, mas preferi uma viagem um pouquinho menos corrida, porém mais proveitosa. Calafate e Chaltén já estão agendadas para a próxima!

 

Ah, os valores são em pesos argentinos, salvo quando houver o “R”, de reais, na frente do cifrão ou US, significando dólares norte-americanos. Na época da viagem, UM real equivalia a cerca de 1,42 pesos argentinos e cerca de 0,53 dólares norte-americanos.

 

Obrigado a todos que ajudaram!

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[align=justify]Buenos Aires

(três dias – 12 a 14/10)

 

Consegui passagens de ida e volta a R$ 610 pela Gol. Houve atraso para sair do Galeão, no Rio de Janeiro, e na escala em São Paulo. No fim cheguei a Buenos Aires com uma hora de atraso.

 

Pesquisei muito para saber qual o melhor jeito de levar grana para a Argentina e não consegui chegar a uma conclusão. Arrisquei um pouco levando apenas US$ 220 no bolso e meu cartão de crédito Mastercard, de débito Maestro (ou Redeshop) e o cartão do Banco Itaú, onde tenho conta. Há caixas eletrônicos do Itaú em Buenos Aires e Mendoza, onde saquei diretamente em pesos com a cotação oficial. Foi uma ótima! Cheguei a ver alguns outros bancos comuns no Brasil por lá – destaque para o HSBC, tem em vários lugares. Outra dica é trocar os dólares no próprio aeroporto no guichê do Banco de La Nación Argentina, pois trabalha com a cotação oficial. Dei mole e fiz a besteira de trocar U$ 50 em um balcãozinho onde se pegam as malas, crente que era esse que a galera indicava. O do banco é mais à frente. Outra: dá pra trocar os pesos por dólares de novo na hora de voltar, se o avião sair de Buenos Aires. Não sei quanto às outras cidades.

 

Para ir do aeroporto Ezeiza até o Centro de Buenos Aires há duas opções: táxi e ônibus. Há dois ônibus especiais que saem de 30 em 30 minutos e custam cerca de $13. Há um outro ônibus comum que passa no aeroporto. Optei por pegar um táxi do tipo remise, apesar de mais caro – a corrida até o Colonial Youth Hostel, onde fiquei, é tabelada em $59. O albergue fica na Calle Tucuman e o gerente é um uruguaio gente boa que já morou uns meses no Brasil e pode ajudar aos que, como eu, falam apenas "portunhol". A diária custa $26.

 

O albergue é muito próximo a diversos pontos turísticos portenhos no Centro da cidade. Aproveitei o resto da tarde do dia que cheguei (lá escurece um pouco mais tarde do que no Brasil) e dei uma volta para reconhecimento do local. Consegui visitar nesse curto período o Obelisco, a Avenida 9 de Julio, o Teatro Colón, a Plaza Lavalle, a Avenida Corrientes, o Teatro General San Martín e seu centro cultural, a Calle Florida, o Teatro Nacional Cervantes e o Palacio de Justicia – destaque para os sete primeiros. No centro cultural do teatro S. Martín tem sempre uma exposição legal. Quando fui tinha uma exposição fotográfica. No teatro tem peças com preço acessível, para aqueles que curtem teatro e entendem espanhol.

 

Tigre - Leonardo Caetano[picturethis=http://images.leoduca.multiply.com/image/27/photos/12/1200x1200/29/DSC01200.jpg?et=bTcqgVai2iFgMTLyeqNFvw&nmid=14151828 320 240 Tigre]No segundo dia, fui andando até a Plaza San Martín e à Torre Monumental (antiga Torre de los Ingleses), e visitei o Palácio San Martín. Achei a praça muito bacana, mas o palácio estava fechado – apenas tirei fotos da fachada. Próximo da base da torre, se encontra o Terminal Retiro, onde peguei o Tren de la Costa a Tigre e fui à cidade de Tigre. Da Estación Fluvial de Tigre saem barcos toda hora por um pequeno passeio no delta – achei passeios de 40 minutos a 2 horas e meia de duração, porém não fiz nenhum porque só havia casais fazendo o passeio. Fiz uma caminhada pela cidade em direção ao Tigre Club, fazendo uma visita ao Museu Naval no caminho. A caminhada é super gostosa, pois a cidade é limpa, bonita e possui um certo glamour antigo. É um caminho super agradável, adorei a passagem por lá, apesar do museu não ter nada demais, sendo apenas mais um museu de guerra. A vista do clube é bonita também, mas é um pouco distante da estação.

 

Voltei com o mesmo trem, mas desci na parada em Belgrano, onde encontrei finalmente uma sorveteria da Freddo e provei o inigualável e indescritível sorvete de dulce de leche. Espetacular! É um sorvete surreal. Depois, visitei o Museo de Arte Español, o Museo Sarmiento e a Basílica Nuestra Señora del Rosário que é linda demais. Quanto aos museus, não achei nada demais. Continuei a jornada pegando o metrô – ou subte, como é chamado na Argentina – de Belgrano até Palermo. Essa linha do metrô possui vagões bem antigos e pequenos, com um certo ar de submundo. Porém, bem legal![/picturethis][/align]

[align=right]Jardín Japonés - Leonardo Caetano[/align][align=justify][picturethis2=http://images.leoduca.multiply.com/image/17/photos/12/1200x1200/40/DSC01303.jpg?et=NkBEA0vA8wtj9LT8yn4mzQ&nmid=14151828 320 240 Jardín Japonés]Palermo é um bairro lindo demais. O tempo passa fácil quando você está por lá. Prédios com arquitetura moderna e um parque gigantesco – o Parque 3 de Febrero. O parque é muito bem cuidado, onde crianças brincam, jovens jogam bola, casais namoram, famílias passeiam, pessoas correm, caminham, pegam sol etc. Foi um bom lugar para me revitalizar, afinal andei bastante! Visitei a galeria de arte que tem por lá, andei um bocado pelo parque, fui ao Planetario Galileo Galilei, ao Jardín Japones e à Plaza Alemania. Adorei tudo que fiz por lá, só me arrependi de não ter ido ao zoológico, pois falaram muito bem dele. Quanto ao jardim, ele é muito bonito, apesar de ser um passeio bem romântico. Deu saudades da patroa...

 

Depois de uma relaxada na praça, caminhei mais um pouco pelo bairro e visitei o Museo Hernandez e o MALBA. O MALBA é espetacular! Com uma arquitetura moderna e exposições maravilhosas, é o melhor museu de Buenos Aires. Saindo do museu, dei uma passada no Museo de Arte Decorativo, que não achei nada demais, e no Museo de Bellas Artes que possui uma fachada bonita e em sua exposição permanente se encontram obras de grandes artistas internacionais e nacionais, como Rodin, Degas, Cézanne, Renoir, Monet, Van Gogh e Portinari, entre outros. É outro museu imperdível! Para fechar o dia, mais um passeio pela Calle Florida e uma visita ao Galerías Pacífico – shopping luxuoso de Buenos Aires. Não é o melhor para comprar barato, com certeza, mas valeu a visita pelo visual.[/picturethis2]

Como passei os dois primeiros dias em um bom ritmo, resolvi diminuir para três dias minha estadia na cidade. O dia ganho poderia servir para o tempo de viagem entre Madryn e Calafate. Assim, comprei passagem de ônibus pela empresa Andesmar por $120 para Mendoza, semileito. Todos recomendam ficar pelo menos quatro dias em Buenos Aires, mas tomei a decisão na certeza que um dia voltarei lá.

 

Assim, no terceiro e último dia, fui conhecer Puerto Madero, uma área portuária que foi remodelada e possui agora vários bares, restaurantes e boates. Uma área bem bacana que me fez me perguntar por que não fui conhecer o espaço à noite também. Falam que é uma área muito boa à noite. Em Madero, tem uma boate chamada Opera Bay que custa cerca de $30 a entrada, mas é a mais agitada turisticamente falando. No bairro, também se encontra a famosa churrascaria Siga La Vaca, que devido à fila, desisti de experimentar. Há uma Freddo no local também.

 

Casa Rosada - Leonardo Caetano[picturethis=http://images.leoduca.multiply.com/image/26/photos/12/1200x1200/49/DSC01376.jpg?et=6mhORoZSQtKeezOHU5AzXA&nmid=14151828 320 240 Casa Rosada]De Puerto Madero segui a pé para a Plaza de Mayo, onde pude visitar a Casa Rosada, a Catedral Metropolitana – onde está o mausoléu do General San Martín – e dar uma olhada no Cabildo. Uma área muito interessante, mas abarrotada de turistas. O mausoléu do general fica tão cheio que é impossível tirar uma boa foto do local. De lá segui pela Avenida de Mayo, construída nos moldes de Paris, dei uma olhada na estação Perú do subte e visitei o Café Tortoni. No final da avenida, se encontra a Plaza del Congreso, que quando fui estava completamente em obras. Da praça, peguei um ônibus até o bairro de La Boca.

 

Comecei a conhecer o bairro pelo estádio do Boca Juniors – La Bombonera. Gostaria de ter visto um jogo no estádio, mas o Boca não jogou lá enquanto estive em Buenos Aires. Mesmo assim, para quem gosta de futebol, uma visita ao estádio é essencial. O museu conta a história do clube com bastantes detalhes e é muito bem organizado. Muito próximo ao estádio está a Calle Caminito, famosa pela diversidade de cores de suas habitações. É um local completamente turístico, lotado de turistas e pessoas querendo ganhar dinheiro de qualquer jeito. Porém, é um lugar que respira tango. Em cada dez passos há um casal de dançarinos, seja pousando para fotos, seja dançando. Vale à pena conhecer! E cuidado ao tirar fotos dos casais e filmar se você não estiver sentado em uma das mesas dos restaurantes do local – eles vão te cobrar! Tem que fazer na dechava... Após isso, fui até a Fundación Proa, que não vi nada muito legal e, ali mesmo, na Vuelta de la Rocha, peguei um outro ônibus para o bairro de San Telmo, onde desci no Parque Lezama.[/picturethis]

Achei San Telmo um bairro um pouco perigoso. Não sei se era devido ao tempo chuvoso e por ser sábado, mas me senti um pouco inseguro no bairro. No parque, fui ao Museo Histórico Nacional que estava fechado, dei uma olhada na Iglesia Ortodoxa Rusa e peguei novamente o ônibus, pois vi que o tempo estava curto. A idéia agora era voltar para o bairro da Recoleta e conhecer o famoso Cementerio La Recoleta, que eu estava louco para conhecer. Antes de entrar no cemitério, pausa para mais um sorvete na Freddo.[/align]

 

[align=right]Cementério de La Recoleta - Leonardo Caetano[/align][align=justify][picturethis2=http://images.leoduca.multiply.com/image/16/photos/12/1200x1200/62/DSC01438.jpg?et=EjHB92tdvJp3FrFgeX9uIw&nmid=14151828 320 240 Cementério de La Recoleta]Por mais que quisesse conhecer o local, não esperava muita coisa. No cemitério estão enterradas muitas pessoas importantes para a história da Argentina e outras de famílias ricas. Por essa característica, é visivelmente um cemitério para ricos. A arquitetura do local é rica em detalhes e dá a impressão de ser uma pequena cidade dentro do bairro, com ruas e becos e muito bem organizada. O destaque do cemitério é a tumba de Evita Perón, sempre com muitas flores e lembrada por grande parte dos argentinos. Assim como eu, ela era uma Duarte, ou seja, deve-se procurar pela tumba dessa família no mapa do cemitério. A tumba em si não é bonita, mas vive cheia de gente. Ao lado do cemitério, se encontra a charmosa Basílica Nuestra Señora del Pilar, que vale uma pequena visita.

 

Após isso, voltei para o albergue e fui para o terminal rodoviário para embarcar rumo à segunda etapa da viagem![/picturethis2][/align]

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Mendoza

(três dias – 15 a 17/10)

 

[align=justify]Chegar de ônibus na cidade para quem nunca viu a Cordilheira dos Andes é fantástico! A cerca de duas horas da capital da província de Mendoza, já é possível ver a beleza dessas gigantes montanhas, em meio a uma paisagem árida. A cidade é de um clima muito seco, recomendo levar hidratante para o corpo e colírio para os olhos – sofri bastante com esse clima.

 

Me hospedei no Campô Base, na esquina da principal praça de Mendoza, a Plaza Independencia. O albergue pertence à rede HI e achei muito bom – o melhor que fiquei na Argentina. Os atendentes são pessoas bem bacanas e o albergue ainda oferece bons passeios pelos arredores de Mendoza. A diária foi de $20.

 

Aproveitei o dia de chegada na cidade para conhecer suas atrações e o Parque San Martín. O parque é gigantesco para um parque urbano, tanto que há ruas que passam pelo parque, inclusive estradas. Alugando uma bicicleta no local, se pode conhecer todo o parque. No centro de informações do parque pode-se pegar um mapa com as principais atrações. É um passeio relaxante. Visitei também o Museo de Arte Moderno e o Museo Del Área Fundacional. Esse último é bem legal de ser visitado para se ter idéia de como era Santiago de Mendoza – a cidade de Mendoza antes do terremoto que a destruiu.

 

Mirante del Cerro Aconcagua - Leonardo Caetano

[picturethis=http://images.leoduca.multiply.com/image/32/photos/14/500x500/35/DSC01539.jpg?et=5JrQn8i5BjDsI%2Cqq0GqqhA&nmid=14805122 320 240 Aconcagua]No segundo dia, fiz a excursão para ver o Aconcágua. A montanha, com seus 6.960 metros de altitude, é o ponto mais alto das Américas e do Ocidente. A vista da ponta mais alta não retrata essa altitude, pois o mirante fica quase na metade da altura do topo. Mesmo assim, a vista é formidável. No passeio também está incluída uma visita à cidade de Uspallata, ao povoado de Puente Del Inca e vista da estação de esqui Los Penitentes. Foi em Puente Del Inca que tive meu primeiro contato com a neve, o que tornou o povoado mais especial do que já é. Outro destaque do passeio é a estrada que leva ao mirante e, mais a frente, à fronteira com o Chile – as vistas são fantásticas! Muita neve, morros, terra e – sempre – o zigue-zague da cordilheira.

 

À noite, dei uma passada em um show que estava acontecendo na Plaza Independencia. Há um pequeno palco na praça com uma arquibancada que eles chamam de Teatro Municipal. Na verdade, havia shows em quase todas as praças – era dia das mães e era o fim de semana do Día de la Raza. Foi um show com canções de tango reinterpretadas em novos ritmos e no próprio tango. Bem legal![/picturethis][/align]

[align=right]Bodegas Lopez - Leonardo Caetano[/align][align=justify][picturethis2=http://images.leoduca.multiply.com/image/24/photos/14/500x500/51/DSC01581.jpg?et=qHZ6EG0fOvs2VIoBWhfeJQ&nmid=14805122 320 240 Bodegas]Por fim, no terceiro e último dia na cidade, fiz o tradicional passeio pelas vinícolas e bodegas, mas de apenas meio dia. Conheci uma bodega industrial – a Lopez – e uma artesanal – a Baudron. Nas duas houve uma degustação de vinhos. Passamos também por uma casa de azeite e, finalizando, visitamos a Capilla Nuestra Señora Del Rosario – padroeira do vinho e de Mendoza.

 

Após as bodegas, peguei o ônibus para San Carlos de Bariloche – minha próxima parada![/picturethis2][/align]

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Bariloche

(cinco dias – 18 a 22/10)

 

[align=justify]Os quatro dias inicialmente planejados para conhecer San Carlos de Bariloche não foram suficientes – acabei ficando cinco dias, mas deveria ter ficado pelo menos seis dias na cidade! Tem muita coisa pra se ver e se fazer, é uma cidade espetacular! Foi a melhor parte da viagem, que antes pertencia a Mendoza, outra cidade espetacular.

 

Bariloche é uma cidade linda demais. Fiquei hospedado no albergue Patagonia Andina e, logo quando cheguei, já deu pra sentir o clima local – olhando para um lado da rua, vi altas montanhas cobertas de neve e, do outro, o lago Nahuel Huapi envolto por outras montanhas geladas. Tudo debaixo de um sol forte, mas que exigia um certo agasalho. O albergue não é lá essas coisas, mas o pessoal é bom em dar conselhos. A diária foi $23.

 

Centro Cívico - Leonardo Caetano

[picturethis=http://images.leoduca.multiply.com/image/39/photos/17/1200x1200/15/DSC01609.jpg?et=xp3vxoNVBb9mSWzFCNR08g&nmid=15445301 320 240 Centro Cívico]Aproveitei o restante do dia da chegada para conhecer o Centro Cívico e dar uma caminhada na beira do lago Nahuel Huapi. Há muitos estudantes argentinos pela cidade que recebe estudantes de todo o país durante todo o ano. No Centro Cívico pode ser tirada uma tradicional foto com os cães São Bernardo. Deixei para o último dia, mas como era domingo, não havia cachorro algum. Acabei ficando sem a foto. Uma dica é saborear o pôr-do-sol do Centro Cívico, próximo ao lago – o sol só se põe perto das 21h, na primavera.

 

No dia seguinte, fiz o Caminho dos Sete Lagos, que percorre os lagos Lacar, Machónico, Falkner, Villarino, Correntoso, Espejo e o Nahuel Huapi. É um passeio bonito, mas de muitas horas dentro de um ônibus – cerca de 13h! O destaque no caminho vai para a aldeia Mapuche que é visitada, onde se pode comer deliciosas tortas fritas – parecidos com pastéis, mas sem recheio, que podem ser doces ou salgadas. Tudo isso a beira de um dos lagos do percurso. Outro destaque é conhecer Villa la Angostura, de forma rápida, e San Martín de los Andes. No mirante do lago Espejo pode-se procurar por pés de calafate para quem não quer esperar ou não vai conhecer El Calafate, mais ao sul da Patagônia. No caminho dos lagos, é fácil ver um cervo ou um lhama.[/picturethis]

No terceiro dia, me organizei para fazer o Circuito Chico e, sobrando tempo, iria ao Cerro Catedral ou Isla Victoria. Tudo por conta própria, pegando ônibus e descendo nos pontos próximos às atrações. O Cerro Campanário, minha primeira parada do circuito, é muito bonito, tem uma vista panorâmica alucinante de toda Bariloche. Antes do Campanário, pode ser visitado o Cerro Otto, onde há a confraria giratória. Deixei o cerro para depois e acabei não conhecendo. Depois fui até o ponto final do ônibus que fica no Hotel Llao Llao, outra parada do circuito. Realmente o hotel impressiona pelo conforto, tranqüilidade e sua vista. Conhecendo o hotel, conheci uma israelense que estava fazendo o circuito de ônibus também e acabamos seguindo juntos o resto do percurso.

 

Cerro Campanário - Leonardo Caetano

[picturethis=http://images.leoduca.multiply.com/image/32/photos/17/1200x1200/39/DSC01734-1.jpg?et=4B3Jw%2BpHa2tWNkl7Xh6A3g&nmid=15445301 670 162 Cerro Campanário][/picturethis]

Após o hotel, seguimos pela estrada e depois por uma trilha em direção de Villa Trakul – pequena vila de poucas casas próxima ao lago. É um bom lugar para dar um mergulho nas águas geladas do lago Nahuel Huapi. Como estava um vento frio, não mergulhei e segui em busca do Lago Escondido. Depois de uma boa caminhada, finalmente achamos o lago. É um lago bonito com uma vista para mais uma montanha gelada. No local, imitei alguns outros argentinos que estavam pegando um sol gelado no deck na beira do lago. Foi um momento de relaxamento muito bom.

 

Vai um chope de framboesa? - Leonardo Caetano

[picturethis=http://images.leoduca.multiply.com/image/23/photos/17/1200x1200/50/DSC01773.jpg?et=Yds1bg9QPq4f%2B8LFHEFTyg&nmid=15445301 320 240 Vai um chope de framboesa?]Pegando sol no deck, acabei conhecendo duas portenhas que estavam curtindo umas férias em Bariloche. Peguei várias dicas e arrumei até um programa para a noite, pois chegaram no local uns cinco argentinos que convidaram-nos para um show do irmão de um deles que aconteceria logo mais. Fiquei pegando um sol na preguiça de ir embora pela mesma trilha pela qual havia chegado lá. Acabei conseguindo uma carona com as argentinas na volta e paramos numa cervejaria caseira na beira da estrada, onde experimentei algumas cervejas esquisitas – porém gostosas – como o chope de framboesa.

 

“Brasiloche”, como é popularmente chamado entre os locais que trabalham com turismo, é um lugar engraçado. É o único lugar em toda a Argentina em que você fala português e é compreendido. Inclusive, há cardápios de restaurantes em português, os guias se esforçam em falar português e há muitas placas informativas com descrição em português![/picturethis][/align]

[align=right]Cerro Tronador ao fundo - Leonardo Caetano

[picturethis2=http://images.leoduca.multiply.com/image/28/photos/17/1200x1200/59/DSC01818.jpg?et=Ia3oHTI0kRrYgXPclgWR4Q&nmid=15445301 320 240 Cerro Tronador]Reservei o quarto dia para conhecer o Cerro Tronador. Com 3.554 metros de altitude, o cerro – um antigo vulcão – marca a fronteira entre Chile e Argentina e fica dentro do Parque Nacional Nahuel Huapi. É o maior destaque do parque, mas há outras inúmeras atrações no parque para serem visitadas. O cerro é o único pico que possui neve eterna na Cordilheira dos Andes. Há um mirante para se avistar as avalanches do cerro que fazem um barulho gigantesco e surreal – esses sons parecidos com trovões é o que dá nome ao cerro. Consegui escutar uma dessas avalanches, mas vi pouco gelo deslizando. O som dura quase um minuto, com altos e baixos. É fantástico! Outra coisa fantástica no local é o Ventisquero Negro. É um glacial negro, com gelo escuro. É um fenômeno muito raro na natureza e é o único nas Américas. Seu gelo é misturado com um tipo de mineral escuro. A água formada desse glacial derretido tem uma coloração verde encantadora. Próximo ao mirante, é visitada uma área na base do cerro onde há muita neve. A caminhada nessa neve é perigosa devido ao enorme número de pedras que há embaixo dessa camada de gelo. Consegui afundar a perna até a altura do joelho caminhando por esse local, para se ter noção. Apesar da presença da neve, o local não é frio. Foi o primeiro local que vi neve em Bariloche. Rolou até uma guerra de neve com as peruanas, o paulista e os baianos que conheci no passeio.[/picturethis2][/align]

Cerro Catedral - Leonardo Caetano

[picturethis=http://images.leoduca.multiply.com/image/23/photos/17/1200x1200/76/DSC01905.jpg?et=o86H3Bq7sIl1os6rTFGZdA&nmid=15445301 320 240 Neve no Cerro Catedral]No quinto e último dia em Bariloche, fui conhecer o tradicional Cerro Catedral. Achei que não poderia esquiar fora de temporada, mas poderia perfeitamente. Claro que não tem o mesmo charme e número de pistas abertas como no inverno, mas havia duas pistas liberadas. Como não estava preparado acabei não esquiando. Me arrependo dessa decisão até hoje... O cerro possui apenas 1.030 metros acima do nível do mar, mas é absurda a quantidade de neve da montanha. Para se divertir horas e horas. Não deixe de ir bem agasalhado, inclusive não esquecer da luva!

 

No fim da tarde, tomei meu rumo para meu próximo destino: Puerto Madryn![/picturethis]

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Puerto Madryn

(dois dias – 23 e 24/10)

 

[align=justify]Não tinha muita noção do que iria encontrar na cidade. Planejei passar por Madryn para visitar a Península Valdés, pois poderia conhecer outras coisas partindo da cidade, como as Puntas Tombo e Loma. O ônibus dá um pouco de susto na entrada da cidade, pois aparenta ser uma cidade muito pobre na sua entrada. Depois muda completamente. Tem características de cidade de interior, mas que cresceu apenas movida a turismo – nacional e internacional. Hoje em dia possui uma das maiores indústrias do país, sem falar do porto. O dia em Madryn é muito ensolarado, não dá pra deixar de passar protetor solar se ficar muito tempo exposto ao sol. Fiquei hospedado no albergue El Gualicho, da rede HI. O albergue é bom!

 

A idéia inicial era ficar três dias. Queria conhecer Valdés, Punta Loma e Punta Tombo. Porém o preço dos passeios assustou bastante – cerca de $220 cada passeio. Acabei desistindo de conhecer Punta Tombo. Por ser brasileiro, ou seja, do Mercosul, rolou um desconto nas entradas para os parques ecológicos da península e da punta. Importante levar o documento de identidade brasileiro ou passaporte para provar a nacionalidade.

 

A Punta Loma é surreal. Uma grande colônia de leões marinhos em um pequeno trecho de areia é a atração do local. Cerca de 300 leões marinhos habitam o lugar e o barulho que fazem é ensurdecedor! O bacana desse passeio é ir de bicicleta – o aluguel custa $25. O caminho de 17km em terra quase sempre ao lado do mar é um pouco cansativo e deserto, mas vale o exercício! Aproveitei o resto do dia para conhecer a cidade, mas não há muito que conhecer.

 

Península Valdés - Leonardo Caetano

[picturethis=http://images.leoduca.multiply.com/image/25/photos/17/1200x1200/98/DSC02009.jpg?et=Y%2B5sHoTL8PviPT2koBwvBA&nmid=15445301 320 240 Península Valdés]No dia seguinte fiz o tradicional passeio à Península Valdés. O passeio percorre alguns dos principais pontos da península, onde se vê baleias, elefantes marinhos, leões marinhos, pingüins e, se der sorte, algumas orcas caçando. A avistagem de baleias vale a pena. Vi mais de quarenta baleias no passeio de barco, inclusive se pode escutar o som que fazem de baixo d’água. É um som diferente. Há tanta baleia na baía que é possível vê-las de terra firme. Um binóculo ajuda bastante. Depois visitamos uma grande colônia de elefantes marinhos, onde também há leões marinhos e – segundo o nosso guia – se pode ver de vez em quando orcas caçando alguns deles. Infelizmente isso eu não vi. Deste local se vê bem próximo os elefantes, diferente da Punta Loma, onde só é possível vê-los do alto e um pouco distante.

 

Por último, fomos a um pequeno mirante onde pingüins descansam no fim da tarde. Eles chegam a andar ao lado das pessoas de tão acostumados que estão com as visitas. Muito legal! Os bichos são muito engraçados.[/picturethis][/align]

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Buenos Aires

(dois dias – 25 e 26/10)

 

No dia 24 embarquei no ônibus de volta para a capital argentina. O ônibus chegou no final da tarde, ou seja, deu tempo apenas de dar umas voltas na Calle Florida para comprar as últimas lembranças, como uma garrafa de um litro de cerveja Quilmes! No dia seguinte voltei bem cedo para o Rio. O preço do táxi na volta parece ser mais caro que o da ida – o cara queria me cobrar $61, mas consegui baixar o preço para $46 muito a contragosto do taxista. Sempre vale dar uma pechinchada!

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A viagem foi maravilhosa. O destaque com certeza ficou com Bariloche, mas Mendoza não fica muito atrás. Buenos Aires também é um ótimo lugar, mas tem aquele clima de cidade grande onde todos estão sempre atrasados pelas ruas. O metrô é um ótimo meio para se locomover alguns quilômetros, mas o mais interessante é caminhar por toda a cidade. Andei demais por lá, foi ótimo! A arquitetura de Buenos Aires é muito rica, por isso vale mais a pena ainda se locomover a pé.

 

Em Buenos Aires há turistas de todos os lugares do mundo, principalmente sul-americanos, israelenses e europeus, assim como em Mendoza – onde também há muitos norte-americanos. Bariloche é dominada por brasileiros e outros povos sul-americanos. Já Puerto Madryn é um destino muito menos explorado por brasileiros – muito mais por europeus. Talvez pelo custo do local ser um dos mais altos da Argentina.

Aprendi muito espanhol e treinei muito meu inglês. Tive que aprender espanhol na marra! Conheci uruguaios e franceses em Buenos Aires. Em Mendoza conheci irlandeses, espanhóis, venezuelanos e norte-americanos. Já em Bariloche conheci quatro brasileiros (três baianos e um paulista), peruanos, israelenses, colombianos, venezuelanos e mexicanos. Finalmente, em Puerto Madryn, conheci um brasileiro (paulista), espanhóis e suíços. E sempre, claro, conhecendo diversos argentinos.

 

Para fazer ligações telefônicas, há duas opções – comprar um cartão com determinado valor de créditos ou ligar de locutórios. Achei um pouco confuso a história dos cartões, pois depende da marca e da região da Argentina de onde se liga. Em Buenos Aires e Mendoza, achei os locutórios mais vantajosos. Em Bariloche, a ligação pode ser bem mais barata dependendo da marca do cartão telefônico. Em Puerto Madryn é extremamente caro fazer uma ligação interurbana, ou seja, tanto faz o jeito de realizar a ligação.

 

Montei meu roteiro e uma estimativa de gastos baseado em dicas coletadas nos sites Mochileiros, O Viajante e Orkut, e nos guias de viagem Guia Criativo para O Viajante Independente na América do Sul e Rough Guide: Argentina. Vários relatos de viagens, álbuns de fotos on-line e blogs também ajudaram. Vou postar as dicas que coletei para essa mochilada no fórum da Argentina. Obrigado a todos que me enviaram dezenas de respostas aqui no fórum!

 

Para quem quiser conferir algumas fotos:

• Buenos Aires - http://leoduca.multiply.com/photos/album/12

• Mendoza - http://leoduca.multiply.com/photos/album/14

• Bariloche e Puerto Madryn - http://leoduca.multiply.com/photos/album/17

 

Abraços,

Leonardo Caetano

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Valeu pelo comentário Robson!

Quanto aos gastos:

 

 

TRANSPORTE

 

Avião:

Rio de Janeiro/Buenos Aires/Rio de Janeiro - R$610 (Gol)

 

Ônibus:

Buenos Aires/Mendoza - AR$120 (Andesmar)

Mendoza/Bariloche - AR$110 (Andesmar)

Bariloche/Puerto Madryn - AR$165 (Via Bariloche)

Puerto Madryn/Buenos Aires - AR$150 (Andesmar)

 

 

PASSEIOS

 

Mendoza:

Aconcágua (Alta Montaña) - AR$70

Vinícolas (1/2 dia) - AR$25

Aluguel de Bicicleta p/1 hora - AR$5

 

Bariloche:

Caminho dos Sete Lagos - AR$60

Cerro Tronador - AR$45

 

Puerto Madryn:

Península Valdés + Avistagem de Baleias - AR$175

Aluguel de Bicicleta p/1 dia - AR$25

 

 

Talvez tenha trocado alguma coisa, mas acho que é isso sim...

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    • Por leocaetano
      [align=justify]Relato de viagem de um mochilão pelo Chile. Foi minha segunda viagem para fora do Brasil e, como na primeira, sozinho!
       
      A idéia inicial era passar 15 dias em território chileno, mas no meio da viagem reduzi para apenas 13 dias. As causas dessa mudança foram várias, mas o que mais influenciou foi o mega feriado chileno – as Festas Pátrias, feriado de dois dias que se estende pela semana inteira: o dia 18 ou o Dieciocho, quando é comemorada a independência do país; e o dia 19, dia das glórias do exército. Começou na quarta-feira e só terminou no domingo. Nessa época tudo fica mais caro no país, principalmente passagens de ônibus que duplicam de preço e se esgotam facilmente para cidades próximas de Santiago e ao sul. É praticamente impossível conseguir passagens para qualquer um dos dias do feriadão ou nos dias próximos a ele – de quarta a terça-feira – sem ser com antecedência. Com esses dois dias, saiu do roteiro a estadia em Puerto Varas. Porém, valeu a pena. O clima entre os chilenos nessa época é muito bom, todo mundo se diverte, reúne a família, come bastante, bebe chincha e coloca a bandeira do Chile pra fora da janela, nos carros e nos edifícios. Achei que era por orgulho nacional, mas depois descobri que uma lei os obriga a fazer isso nos edifícios.
       
      Para a viagem, fui com tudo planejado, ou seja, quais atrações e locais que iria visitar na viagem, alterando muito pouco o planejamento durante a própria viagem, normalmente só invertendo os dias que havia planejado fazer determinada coisa.
       
      Os valores expressos aqui estão em pesos chilenos, salvo quando houver o R, de reais, na frente do cifrão ou US, significando dólares norte-americanos. Na época da viagem, UM real equivalia a cerca de DUZENTOS E OITENTA pesos chilenos e cerca de 1,80 dólares norte-americanos.
       
      Obrigado novamente a todos que ajudaram![/align]
    • Por fernandobalm
      Resumo:
      Itinerário: Buenos Aires (Argentina) → Puerto Madryn (Argentina)→ Rio Gallegos (Argentina) → Punta Arenas (Chile) → Ushuaia (Argentina) → Puerto Natales (Chile) → El Calafate (Argentina) → Comodoro Rivadavia (Argentina) → San Carlos de Bariloche (Argentina).
      Período: 10/03/2001 a 01/04/2001
      10-12: Buenos Aires
      13-15: Puerto Madryn
      16: Rio Gallegos
      16-18: Punta Arenas
      18-21: Ushuaia
      21-23: Puerto Natales
      23-25: El Calafate
      26: Comodoro Rivadavia
      27-29: Bariloche
      30: Buenos Aires
      01/04: SP-Rodoviária do Tietê
      Ida: Voo de São Paulo a Buenos Aires pela KLM, previsto para sair às 9h15 do Aeroporto de Guarulhos, pago com pontos do programa de fidelidade da KLM.
      Volta: Ônibus de Bariloche a Buenos Aires e depois a São Paulo (Rodoviária do Tietê), previsto para sair perto de 16h ou 17h da Rodoviária de Bariloche. Paguei cerca de 105 pesos (equivalente a 105 dólares na época) pelo trecho de Buenos Aires a São Paulo,
      Considerações Gerais:
      Não pretendo aqui fazer um relato detalhado, mas apenas descrever a viagem com as informações que considerar mais relevantes para quem pretende fazer um roteiro semelhante, principalmente o trajeto, acomodações, meios de transporte e informações adicionais que eu achar relevantes.
      Nesta época eu ainda não registrava detalhadamente as informações, então albergues, pousadas, pensões, hotéis e meios de transporte poderão não ter informações detalhadas, mas procurarei citar as informações de que eu lembrar para tentar dar a melhor ideia possível a quem desejar repetir o trajeto e ter uma base para pesquisar detalhes. Depois de tanto tempo os preços que eu citar serão somente para referência e análise da relação entre eles, pois já devem ter mudado muito.
      Sobre os locais a visitar, só vou citar os de que mais gostei ou que estiverem fora dos roteiros tradicionais. Os outros pode-se ver facilmente nos roteiros disponíveis na internet. Os meus itens preferidos geralmente relacionam-se à Natureza e à Espiritualidade.
      Informações Gerais:
      Em toda a viagem houve bastante sol. Chuva e neve foram raras, ocorrendo geralmente de maneira breve e na região mais ao sul. As temperaturas na região de Buenos Aires, Bariloche e Puerto Madryn estiveram bem razoáveis, chegando até perto dos 30 C em alguns dias. Mais ao sul, em Comodoro Rivadavia, Rio Gallegos, Puerto Natales e principalmente Punta Arenas e Ushuaia estiveram bem mais baixas, chegando a ficar abaixo de zero à noite. O vento foi muito forte em toda a Patagônia, o que tornava a sensação térmica ainda menor. Na região perto de Punta Arenas o tempo mudava muito rapidamente, havendo várias situações diferentes durante o dia.
      A população de uma maneira geral foi muito cordial e gentil 👍. Disseram-me que poderia não ser muito bem tratado em Buenos Aires, mas se enganaram. Fui muito bem tratado em toda a viagem, com uma única exceção numa visita a uma loberia em Puerto Madryn e, assim mesmo, porque creio que houve um mal entendido.
      Tive alguma dificuldade em entender a língua no Chile, principalmente quando conversando com pessoas com forte sotaque regional.
      As paisagens ao longo da viagem agradaram-me muito, passando por monumentos, parques e construções interessantes nas cidades e por áreas costeiras, praias, montanhas, lagos, cavernas, geleiras, glaciais, florestas, rios e outros   .
      Pude ver também vários animais durante a viagem, a maioria em seu habitar natural. Isso incluiu lobos e leões marinhos, focas, elefantes marinhos, pinguins, delfins, guanacos. flamingos, tatus etc.
      Pensei em fazer a travessia de Bariloche a Puerto Montt, passando pelo Vulcão Osorno, mas desisti, pois naquela época demorava 4 dias, por não haver estradas em boa parte do trajeto, e eu não dispunha deste tempo.
      Surpreendeu-me que nas viagens de ônibus na Argentina estavam incluídas no preço pago as refeições (almoço e jantar) 👍.
      A viagem no geral foi tranquila. Não tive nenhum problema de segurança.
      Eu era (e ainda sou) vegetariano. Como a base da alimentação nesta região é a carne, foi um pouco difícil conseguir comida vegetariana, mas nada que supermercados não solucionassem. Gostei muito dos sanduíches de miga na Argentina, do doce de leite e dos vinhos, que tomei pouco .
      Os preços na Argentina estavam muito altos, pois havia a paridade do peso para o dólar e o real tinha sofrido a desvalorização alguns anos antes.
      A Viagem:
      Fui de SP a Buenos Aires no sábado 10/03/2001. A saída do voo estava prevista para as 9h15. Durante o voo uma senhora argentina de cerca de 60 a 70 anos falou-me de como eu iria gostar de Buenos Aires (ela disse: “há muito o que ver, Buenos Aires não é feia como São Paulo” ). Falou-me que seu filho ou sobrinho estava procurando por emprego há tempos, após se formar e não conseguia (o que me parecia um sintoma do agravamento da crise). Achei a travessia da foz do Rio da Prata espetacular . Cheguei perto da hora do almoço e me receberam muito bem no aeroporto 👍. Deram-me gratuitamente bastante material sobre a Argentina e me indicaram um ônibus que me deixaria na Praça San Martín. Peguei e de lá, após obter informações sobre onde me hospedar, fui andando até a região da Recoleta.
      Para as atrações de Buenos Aires veja https://turismo.buenosaires.gob.ar/br. Os pontos de que mais gostei foram os monumentos, os equipamentos e eventos culturais, os parques e a cidade como um todo.
      Fiquei hospedado na Recoleta por 22 pesos a diária (na época equivalente a 22 dólares). Acho que era o Hotel Lion d’Or (https://www.tripadvisor.com.br/Hotel_Review-g312741-d317288-Reviews-Hotel_Lion_d_Or-Buenos_Aires_Capital_Federal_District.html).
      Depois de me hospedar fui dar uma volta nas redondezas. Gostei bastante do local, bem cuidado. Passei por um cemitério que me chamou a atenção pelas estátuas. Resolvi entrar e lá fiquei por mais de 1 hora, apreciando as obras de arte que existiam nos túmulos, alguns dos quais de pessoas famosas, até internacionalmente. Nunca tinha feito uma visita destas a um cemitério, mas gostei bastante. Depois passeei pelo bairro apreciando suas ruas e lojas. Parecia um local elitizado. Se bem me lembro ainda fui a Puerto Madero à noite.
      No domingo 11/03 fui conhecer os outros pontos da cidade, incluindo o centro com seus monumentos e órgãos do Estado, e pontos específicos com seus equipamentos culturais e esportivos. Saí perto de 9h da manhã e voltei por volta de 23h. Andei muito. Pude visitar a Casa Rosada, a Praça de Maio, os órgão legislativos e judiciários, a catedral, o obelisco, centros culturais, confeitarias históricas, vários monumentos, o Rio da Prata, áreas arborizadas, a Boca, o Caminito (com suas casas coloridas), ver o estádio de La Bombonera por fora, ver casais fazendo apresentação de Tango na rua etc  .
      Num dos dias jantei algo como nhoque num restaurante de rua e no outro jantei no shopping. Interessante como no shopping os atendentes perceberam que eu era brasileiro e até falaram palavras em português comigo 👍.
      Na 2.a feira 12/03, fui para o outro lado, conhecer o Jardim Japonês e os parques da região do bairro de Palermo. Gostei muito . Eram parques enormes, sendo que o jardim japonês fazia jus ao nome, com várias estruturas nipônicas, que se encaixavam muito bem na paisagem. Voltei para o hotel perto da hora do almoço e no início da tarde peguei um ônibus para Puerto Madryn, já na Patagônia.
      A viagem durou perto de 18h. Passamos por Bahia Blanca no início da madrugada. A paisagem ao longo da viagem agradou-me bastante 👍. Recebemos jantar incluído no valor da passagem. Cheguei bem cedo na 3.a feira 13/03, hospedei-me num hotel simples (acho que o nome era parecido com Vaskonia). Como era bem cedo, fui ver se era possível fazer excursão à Península Valdez ainda naquele dia. Achei uma agência de turismo que dava desconto para hóspedes do hotel em que estava e, pesquisando algumas outras, vi que era a melhor opção. Acabei comprando com eles o passeio pela Península. O dono brincou comigo perguntando se eu lembrava do jogo entre Argentina e Brasil na Copa de 1990, quando Maradona atraiu a marcação de 3 e lançou Caniggia sozinho para driblar Taffarel e fazer o gol.
      Para as atrações de Puerto Madryn e da Península Valdez veja https://www.patagonia-argentina.com/puerto-madryn/ e https://www.patagonia-argentina.com/peninsula-valdes/. Os pontos de que mais gostei foram os animais, as formações rochosas e a natureza como um todo.
      Saímos pouco depois da 9h, se bem me lembro. No nosso grupo havia um espanhol da região basca, uma inglesa, um suíço, um casal de argentinos e acho que alguns outros. O espanhol mencionou que desejava conhecer outros locais, mas que a Argentina era muito grande e tudo muito distante. Perguntou-me se o Brasil era tão extenso quanto a Argentina . Passamos por locais de avistagem de pinguins, lobos marinhos e elefantes marinhos. Não vi orcas. Numa das paradas, perguntei se poderia nadar e o guia disse que sim. Enquanto nadava, disseram-me que um pinguim nadou atrás de mim. Numa outra ocasião vi um pinguim perseguindo um peixe. Nunca imaginei que um pinguim fosse tão rápido nadando. Parecia um torpedo. No caminho apreciamos também a paisagem patagônica, desértica, com vários guanacos (ou seus parentes). Conversando com o argentino, que se me lembro era advogado, ele me falou da patagônia, dos possíveis aproveitamentos econômicos, da população, de Buenos Aires e da situação da Argentina como um todo. No fim, quando estávamos nos despedindo, encontramos um tatu, que parecia já acostumado a humanos. Regressamos no meio da tarde.
      Aproveitei e ainda fui dar um passeio na praia. Reencontrei o suíço, mas acho que ele não me reconheceu.
      Na 4.a feira 14/03 fui conhecer a Loberia de Punta Luma, onde havia lobos marinhos e montanhas. Fui caminhando pelas estradas de terra ou similar. Num dado momento fui para a costa, pois achei que seria mais belo o passeio. Passei por uma linda jovem argentina que me orientou sorridente sobre o caminho. Encontrei pequenos grupos de lobos marinhos e cheguei bem perto, o que me permitiu observá-los bem. Acho que foi um erro, pois devo tê-los deixado nervosos. Na hora não avaliei isso bem. Mas não houve nenhuma reação de ataque ou surto visível, embora tenha percebido que eles pareciam ter ficado tensos. Devido a isso, resolvi afastar-me e não mais me aproximar tanto. Encontrei uma monitora que me explicou sobre lobos e leões marinhos. Por ter ido pela costa e praias, acabei não vendo a placa que dizia que alguns locais não eram permitidos e que tinha que pagar uma taxa. Quando cheguei à entrada principal, o responsável disse que eu não poderia ter passado por uma área de que vim, perguntando-me se não tinha visto a placa na estrada ou não tinha querido ver. Ele parecia irritado. Pediu-me o ingresso. Como a monitora não havia me cobrado, achei que poderia ser indevido e lhe disse que ela não me havia cobrado. Ele se irritou bastante e disse que ele estava cobrando, já em tom bem mais alto 😠. Eu paguei, ele acalmou-se, deu-me algumas informações sobre as montanhas e o local. Fui dar um passeio e conhecer as montanhas, que tinham aparência interessante, diferente, parecendo até de outro planeta. Realmente grandiosas . Depois, já perto do pôr do sol, voltei a pé. No caminho, acho que ele passou por mim com sua caminhonete.
      Na 5.a feira 15/03 peguei um ônibus para Rio Gallegos. Novamente belas paisagens, mas desta vez bem mais desérticas. Neste ou em outros trajetos pude ver guanacos, criações de ovelhas e fazendas com fileiras de álamos próximos às casas, que segundo me explicaram eram plantados para cortar o vento, muito forte na Patagônia. Cheguei lá na 6.a feira 16/03 pela manhã. Estava bem mais frio 🥶, obrigando o uso da roupa mais pesada (fleece) e da jaqueta (anoraque). Conversei com uma atendente pública local, que me explicou sobre a região, os pontos a conhecer e me falou sobre as precauções a tomar com o frio. Dei um passeio pelo centro da cidade e fui a uma agência de turismo perguntar sobre os possíveis passeios. Embora tenha achado interessante o lago na cratera de um vulcão, achei muito caro e distante. Resolvi então contemplar a orla e o centro. Achei a paisagem do mar muito bela 👍.
      Para as atrações de Rio Gallegos veja https://www.patagonia-argentina.com/rio-gallegos-ciudad/. Os pontos de que mais gostei foram os monumentos, a cidade, a orla e o mar.
      Parti no próprio dia para Punta Arenas. A ida para Ushuaia via terrestre era inviável, porque passava pelo Chile e as companhias argentinas não faziam diretamente. Saí no início da tarde e cheguei na parte final da tarde. No ônibus um judeu me perguntou de que cidade eu era, e quando disse que era de São Paulo, ele fez um ar de admiração e falou “uma cidade muito perigosa”. Falou de um jeito que imaginei que conhecesse São Paulo . No caminho paramos para fazer a saída da Argentina e entrada no Chile. No escritório havia um mapa bem amplo da região e descobri que existia uma reserva florestal em Punta Arenas, pela qual me interessei. Em Punta Arenas fiquei hospedado numa casa que funcionava como hotel, aparentemente de uma mulher judia. Ainda saí para dar uma volta nos arredores e conhecer um pouco da cidade. Encontrei uma pequena empresa de informática e lhes perguntei sobre como eram as condições de trabalho ali. Quando voltei, Eli (acho que este era o nome da dona) me disse “Metió sus patitas en el barro.” ou algo parecido, quando eu pedi desculpas e fui lhe pedir um pano ou vassoura para limpar a sujeira que tinha deixado. À noite deste ou do dia seguinte (ou em ambas), fui jantar num restaurante, pedindo espaguete e tomando vinho 👍. O vento era muito forte e frio, o que fazia a sensação térmica diminuir muito. A temperatura estava perto de zero graus 🥶.
      Para as atrações de Punta Arenas veja https://chile.travel/pt-br/onde-ir/patagonia-e-antarctica/punta-arenas. Os pontos de que mais gostei foram a reserva florestal e a paisagem do mar.
      No sábado 17/03 dei um passeio por Punta Arenas e depois fui conhecer a Reserva Florestal de Magalhães, que havia descoberto na estrada. Antes passei pela Ordem Salesiana para conhecer suas obras e pelos edifícios mais famosos da cidade. Depois, de acordo com o mapa, rumei para a reserva. Havia uma ladeira, que fazia um corredor de vento para o mar. Quando estava chegando lá em cima, o vento era tão forte, que eu andava para frente sem sair do lugar. Aí andei os metros finais agachado, diminuindo minha superfície e, portanto, a força que o vento exercia sobre mim . Caminhei até a reserva passando por paisagens naturais de que gostei. Gostei muito da reserva também , com seus bosques preservados, sua vista de montanhas e paisagens naturais, os sinais da presença de castores, embora não tenha visto nenhum, suas árvores típicas da região e a vista ampla da região, a partir de alguns pontos mais elevados. Depois retornei no fim da tarde. Neste dia o tempo amanheceu nublado, depois garoou, depois abriu o sol, depois choveu com média intensidade, voltou a abrir o sol, nevou fraco e parou . Uma amostra de como o tempo muda rápido nesta região. A noite voltou a fazer muito frio novamente 🥶, que era mais sentido devido ao vento muito forte.  Se bem me lembro, foi aqui que minhas mãos começaram a perder o movimento, depois que o sol se foi. Era difícil até esfregá-las. Eu não levei luvas. Tentei colocá-las dentro da roupa, mas adiantou pouco. O sangue parecia estar parando de fluir. Quando cheguei ao hotel, reaqueci-as e senti a vida voltar. Como deve ser difícil ficar numa situação destas como ocorre com os montanhistas em situações inesperadas.
      No domingo 18/03 resolvi ir para Ushuaia, mesmo sabendo que aos domingos não havia transporte direto. Peguei um ônibus até Puerto Porvenir, já na Terra do Fogo. Para chegar lá precisamos pegar uma balsa para atravessar o Estreito de Magalhães. Acho que foi aqui que pensei em nadar enquanto esperava, mas a água estava muito fria e não me arrisquei. Achei a travessia muito bela, com vistas espetaculares . Vários delfins (eu acho) 🐬 acompanharam o barco. Quando chegamos lá acho que houve algum problema de um dos veículos que vieram no barco com um policial, o que fez a viagem atrasar e ficarmos parados um tempo. Na viagem havia vários americanos, alguns de Wyoming, que sabiam falar um pouco de espanhol. Havia também uma queniana (ou descendente de quenianos) radicada na Bolívia. Conversei com os americanos sobre a viagem, suas expectativas e como o ambiente se parecia com o local onde moravam. Conversei com a queniana-boliviana sobre a Reserva do Masai Mara. Combinei com ela de irmos juntos ao Parque Nacional da Terra do Fogo no dia seguinte, se bem me lembro, encontrando-nos na porta por volta de 8h. As paisagens naturais do resto da viagem também me pareceram belas. Chegamos à noite. Depois de pesquisar um pouco, resolvi experimentar um hostel (pela primeira vez na vida), visto que com a dolarização, os hotéis regulares pareciam-me caros. Foi o primeiro de muitos .
      Para as atrações de Ushuaia veja https://turismoushuaia.com/?lang=pt_BR. Os pontos de que mais gostei foram o parque, o glacial, as paisagens naturais e a vista da cidade e do mar.
      Na segunda-feira 19/03 fui até o Parque Nacional da Terra do Fogo. Perdi a hora de manhã e cheguei 1h atrasado ao encontro marcado . A moça não me estava esperando (imagino que desistiu). Fui caminhando e adorei o parque. Assim como a Reserva Florestal de Magalhães, havia muitas paisagens naturais a observar, cursos de água, montanhas, árvores e vegetação típicas etc . Fiquei lá o dia inteiro. Encontrei um japonês no meio do caminho que me disse que achava frio para acampar ali. Saí no pôr do sol. Desta vez fui tirar o barro dos meus tênis num local que parecia um tanque no banheiro. Voltei à noite ao hostel.
      Lá conheci um casal de europeus, americanos ou canadenses (não me lembro bem). Não percebi no hostel que na cama de baixo havia uma moça e troquei de roupa no próprio quarto num dos dias . Ela, que era eslovena e estava quase dormindo, virou para o outro lado. Depois, quando percebi que era uma moça, fui pedir desculpas.
      Na 3.a feira 20/03 fui explorar a cidade e seus arredores. A vista do oceano em direção à Antártica parecia linda. Tentei verificar a possibilidade de ir até lá, nem que só um pouquinho, mas achei inviável o tempo necessário. Não tinha me preparado para tal. Após andar pela cidade e reencontrar o casal do hostel, fui em direção ao Glacial Martial (https://www.tripadvisor.com.br/Attraction_Review-g312855-d313939-Reviews-Glacier_Martial-Ushuaia_Province_of_Tierra_del_Fuego_Patagonia.html). Nunca tinha ido a um Glacial. Não sabia o que esperar. Não estava preparado em termos de equipamentos. Fui de tênis de pano (ou couro). Mas adorei . Era uma geleira pequena, mas subi nela até onde achei seguro, para não escorregar. Sentei até um pouco, para apreciar a maravilhosa vista, tanto das montanhas acima e do glacial, como da paisagem abaixo, com a cidade e o oceano. Achei ambas espetaculares. Mas era frio. Depois de apreciar bastante e quase ficar meditando um tempo lá, voltei para a cidade e fui apreciar novamente a orla.
      Na 4.a feira 21/03 peguei um ônibus para Puerto Natales, no Chile novamente, para ir conhecer Torres del Paine. Tivemos que fazer entroncamento, posto que a rota regular, se bem me recordo, era direto para Punta Arenas. Não me recordo bem se cheguei a ir até Punta Arenas (acho que não) ou se parei num ponto intermediário (acho que é mais provável). Cheguei em Puerto Natales no meio da tarde e me hospedei num pequeno hotel. Saí para dar uma volta na cidade, antes do pôr do sol.
      Para as atrações de Puerto Natales veja https://chile.travel/pt-br/onde-ir/patagonia-e-antarctica/puerto-natales. Os pontos de que mais gostei foram Torres del Paine, a caverna com o animal extinto e as paisagens naturais.
      Na 5.a feira 22/03 fui até o Parque de Torres del Paine (https://pt.wikipedia.org/wiki/Parque_Nacional_Torres_del_Paine). Se bem me lembro, havia um ônibus de turismo que ia até a porta do parque e depois pegava as pessoas no fim do dia para retornar (acho que eram vários horários de retorno). Na ida passamos por paisagens que achei espetaculares, das montanhas nevadas e da vegetação nativa. Paramos num espelho d’água formado por um lago com montanhas ao redor, como eu só tinha visto em filmes e quadros. A partir da porta do parque fui caminhando em direção às torres. Achei toda a paisagem espetacular . Até bebi água em um riacho, mas a temperatura da água era muito baixa. Tive algum tipo de torção ou mau jeito no joelho, pois devido ao horário de volta do último ônibus resolvi acelerar. Achei espetaculares as torres e toda a paisagem no seu entorno . No retorno, pouco depois do meio do caminho, encontrei dois geólogos brasileiros, que trabalhavam para companhias de petróleo. Eles me deram carona até a entrada e afastaram qualquer risco de perder o último ônibus. Inclusive, se bem me lembro, acho que devido a isso peguei o penúltimo. Estavam fazendo pesquisas devido à similaridade daquela região com o fundo do mar, onde se explora petróleo. Falaram que era o primeiro local turístico em que foram trabalhar.
      Na 6.a feira 23/03 fui até uma caverna com registros pré-históricos que era próxima da cidade. Talvez fosse a Cueva del Milodon (https://chile.travel/pt-br/onde-ir/patagonia-e-antarctica/torres-del-paine/monumento-natural-cueva-del-milodon). Achei interessante a caverna com seus registros humanos pré-históricos e o Milodon, um animal extinto há muito tempo 👍. Se bem me lembro fui e voltei de ônibus. No meio da tarde peguei um ônibus para El Calafate. Cheguei no início da noite e fiquei hospedado numa casa. A dona avisou-me para tomar cuidado quando fosse ao Lago Argentino, porque havia muito barro no entorno.
      Para as atrações de El Calafate veja https://www.patagonia-argentina.com/el-calafate/. Os pontos de que mais gostei foram o Glacial Perito Moreno, o Lago Argentino, com seus flamingos e as paisagens naturais.
      No sábado 24/3 peguei uma excursão para conhecer o Glacial Perito Moreno (https://pt.wikipedia.org/wiki/Geleira_Perito_Moreno). Logo de manhã combinei a excursão com uma agência e fomos num micro-ônibus. A guia sugeriu que tapássemos os olhos no caminho e só abríssemos quando ela avisasse, para termos a surpresa de ver o glacial. Gostei bastante da paisagem, com geleiras e depois gostei do Glacial, com o lago em que estava inserido . Pegamos um barco e fomos até certo ponto, para vê-lo de mais perto. Disseram-me alguns anos depois, que não se ia mais de barco até perto do glacial, devido ao aquecimento global e aos deslizamentos. Não sei como está atualmente. Havia uma escada com muitos degraus, que a guia disse para aqueles que poderiam ter alguma dificuldade de mobilidade (idosos por exemplo), avaliarem se compensava descer. Eu fui até o último degrau e apreciei a paisagem de cima e de baixo. Gostei bastante da paisagem. Vimos algumas quedas de blocos de gelo, imagem famosa em vídeos. Na época não tão comum quanto atualmente. Na volta ganhamos um chocolate quente ☕.
      Depois, mais tarde, eu fui dar um passeio numa parte do Lago Argentino que era próximo. Achei o lago espetacular . Os flamingos no meio, em grande quantidade, embora já estivesse perto do entardecer, davam um colorido que tornava a paisagem ainda mais bela. Sujei bastante meu tênis com a lama do entorno. Quando voltei, perguntei para a filha da dona se ela poderia limpar meu tênis, comigo pagando, e a mãe, ouvindo, disse “Eu não te avisei” . Achei que a moça não gostou muito da ideia, pois daria um trabalhão e resolvi eu mesmo lavar no dia seguinte.
      No domingo 25/3 fui dar uma volta nos arredores, andando por boa parte da margem do Lago Argentino e apreciando a paisagem. Gostei muito de tudo 👍. Durante o passeio, quando estava bem longe da cidade, 2 cachorros 🐕 começaram a me acompanhar. Como gosto de cachorros, fiz agrado para eles e fizemos parte do passeio juntos. Mas eu pensei que depois eles ficariam por ali. Quando comecei a voltar, eles começaram a me acompanhar. No começo não me importei e pensei que iriam desistir. Depois fiquei preocupado, pois claramente não sabiam andar nas ruas e já estávamos chegando perto da estrada e da cidade. Tentei espantá-los, mas não havia meio de voltarem. Achei que poderiam morrer atropelados, pela total falta de traquejo que demonstravam com as ruas. Falei com um homem que estava na rua, perguntando sobre como resolver aquela questão. Ele riu da minha dúvida e disse que não sabia de quem eram os cachorros e me disse para atirar uma pedra neles. Eu não podia fazer isso. Eu gosto muito de cachorros. Mas andei mais um pouco e eles quase foram atropelados. Aí, com enorme dor no coração, atirei uma pedra do lado deles. Mas eles não entenderam e continuaram atrás, novamente, indo pela rua e quase sendo atingidos por carros. Aí resolvi atraí-los para fora da rua, peguei uma pedra não muito grande e acabei atirando no dorso, de modo a causar o mínimo impacto possível. Nunca vou esquecer a fisionomia de decepção dos cachorros, que me seguiram com amor e me viram atirar pedras neles. Foi uma facada na minha alma 😢. Mas eles pararam de me seguir e acho que voltaram para os campos. Talvez tenha funcionado, mas acho que o preço foi alto.
      À noite peguei um ônibus para Comodoro Rivadavia. Cheguei no dia seguinte, 2.a feira 26/3, entre o princípio e o meio da manhã. Considerando o tempo que eu tinha disponível e as atrações a conhecer, resolvi ficar somente um dia e pegar um ônibus para Bariloche no fim do dia.
      Para as atrações de Comodoro Rivadavia veja https://www.comodoroturismo.gob.ar e https://manualdoturista.com.br/comodoro-rivadavia. Os pontos de que mais gostei foram o Museu do Petróleo, as informações sobre as Malvinas e a guerra, as construções na cidade, a praia e a vista do oceano.
      Fui a um escritório de turismo municipal perguntar por sugestões de pontos a visitar. Além da cidade e do museu, foi sugerido conhecer a Praia de Rada Tilly. Perguntei se não seria mais interessante conhecer um campo com alguns aerogeradores de energia eólica (naquela época nunca tinha visto nenhum). O atendente disse-me que era muito longe, num caminho que não tinha outras atrações e era deserto, o que poderia me deixar à mercê de algum acidente ou problema nas pernas ou pés. Resolvi então seguir a sugestão e ir a Rada Tilly, que achei uma praia muito bonita, porém cuja aproveitabilidade ficava comprometida pelo clima frio. Mas a paisagem agradou-me, incluindo o caminho 👍. Antes tinha ido ao Museu do Petróleo, que achei bastante interessante 👍. Nele ou em algum local anexo, havia uma exposição sobre as Malvinas, com informações sobre a guerra, que achei bastante interessantes também, apenas pontuando que era a visão argentina do conflito, que apesar disso me pareceu razoavelmente isenta, mas ainda assim sob a ótica argentina. Dei também um passeio pela cidade, sua catedral, seus edifícios históricos etc.
      Depois de voltar de Rada Tilly, peguei o ônibus para Bariloche. A viagem durou quase 1 dia, se bem me lembro. Conversei com algumas pessoas durante a viagem, sendo que me falaram de cidades na região de Bariloche que tinham pouca população, mas concentravam muitos artistas e amantes de filosofia e artes. Durante a viagem, após saber que eu era brasileiro, o jovem comissário do ônibus perguntou-me “Pelé ou Maradona?” ⚽. Respondi que Pelé tinha feito mais de 1.200 gols e Maradona menos de 200, Pelé tinha sido 5 vezes campeão do mundo e Maradona só 1 etc. Ele retrucou para mim que Pelé jogava com os mestres. Continuamos um pouco na conversa, mas olhei para os outros passageiros e percebi que muitos estavam me olhando. Para não causar confusões, falei então “Cada um no seu tempo”, que é algo em que creio e que acho que apaziguou os ânimos .
      Cheguei no início da tarde da 3.a feira 27/3. Achei a paisagem da viagem magnífica , principalmente na região de Bariloche. Havia muitos lagos e montanhas entremeados, além das paisagens com vegetação natural aparentemente preservada. Hospedei-me numa casa, que funcionava como hotel. Consegui gratuitamente mapas com informações e sugestões de passeios 👍.
      Para as atrações de Bariloche veja https://barilocheturismo.gob.ar/br/home. Foi um dos pontos de que mais gostei . O que mais me agradou foram as paisagens naturais, os lagos, a vista do Monte Campanário e os locais naturais e típicos do Circuito Pequeno (Chico).
      Inicialmente, como ainda havia luz do sol, fui dar uma caminhada acompanhando o curso do lago que ficava perto da área central. Durou umas 2 horas. Achei magnífica a paisagem.
      Nos 2 dias seguintes fui realizar o Circuito Pequeno (Chico) e subi no Monte Campanário. Decidi subir pela trilha, que estava com a infraestrutura bastante comprometida, mas nada que me parecesse ameaçar a segurança, apenas causando maior necessidade de esforço físico e fazendo sujar os calçados e as roupas. A vista lá de cima foi uma das mais belas que já vi  , englobando a paisagem natural, com lagos, montanhas, picos nevados, florestas, vilas etc. Andando pelo circuito, pude ver muitos atrativos naturais, paisagens de que muito gostei. Houve também a Colônia Suíça, que achei interessante.
      Na 5.a feira 29/3 à tarde fui pegar um ônibus para Buenos Aires e posteriormente a São Paulo. Optei pelo ônibus porque o preço da passagem aérea só de volta era mais alto do que o de ida e volta . A porta da casa estava trancada, eu tocava a campainha, batia palmas e ninguém aparecia para abrir. Comecei a ficar preocupado em perder a hora. Aí comecei a gritar e a atendente veio abrir a porta. Acho que ela ficou com medo, talvez não sabendo quem estava na porta. Imagino que quando reconheceu minha voz veio abrir. Talvez por ser chilena e não conhecer bem a cidade ou por estar em alguma situação irregular, tenha ficado com medo se fosse um desconhecido.
      Peguei o ônibus por volta de 17h. A viagem até Buenos Aires novamente teve belas paisagens 👍, mas não tão espetaculares quanto a anterior. Durou 1 dia. Chegando lá na 6.a feira 30/3, comprei uma passagem para São Paulo pela Viação Pluma (https://www.pluma.com.br). Fizemos a entrada por Paso de los Libres e Uruguaiana no fim da madrugada. O atendente da Polícia Federal olhou-me com cara feia, após carimbar meu passaporte e eu avisar que era brasileiro e que não precisava ter carimbado como entrada de viajante. Acho que pensou que eu era estrangeiro . Depois de entrar no Brasil, já não havia mais refeições incluídas no preço da passagem. A viagem pelo Brasil, pelo Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e sul de São Paulo apresentou paisagens que achei magníficas . Fomos pelo interior e passamos por cânions, campos, amplas áreas com vegetação nativa, montanhas etc. No sábado 31/3 almoçamos numa churrascaria em Passo Fundo. Eu sou vegetariano e não peguei carne. Num dado momento, o moço que servia o rodízio veio oferecer-me gentilmente linguiça calabresa. Eu disse que não tinha comprado o rodízio, mas ele disse que era cortesia. Falei então que não comia carne e vi sua cara de decepção. Fiquei um pouco tocado por ter rejeitado a sua gentil oferta. No Rio Grande do Sul, ainda mais naquela época, imagino que vegetarianos deveriam ser raríssimos. A viagem foi cansativa 😫, as pernas, os glúteos e as costas ficaram doendo um pouco, mas as paisagens foram muito belas. Cheguei em São Paulo perto de 5h da manhã do dia 01 de abril, data em que fazia 32 anos.
    • Por Matheus Verdan
      O vídeo acima explica quais são exatamente, todos os documentos necessários para entrar na Argentina com seu automóvel.
      Algumas informações e duvidas de muitas pessoas como:
      - Posso viajar com o automóvel financiado?
      - Qual seguro preciso ter para entrar na Argentina?
      - É exigido alguma vacina para entrar na Argentina?
      As perguntas acima são algumas de muitas outras que você não terá mais duvida depois de ver esse vídeo.
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      Direção Nacional de Imigração:
      Dirección: Av. Antártida Argentina, 1355, Ciudad de Buenos Aires
      Código postal: C1104ACA
      Teléfono: 54 (011) 4317-0234
      Correo electrónico: [email protected]
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      Contatos importantes
      Em caso de emergência, recomenda-se que o brasileiro disque o número 107, serviço de pronto-socorro municipal que pode enviar uma ambulância ao seu domicílio ou hotel. Brasileiros que passem mal em Ezeiza, entretanto, ou fora da cidade de Buenos Aires, devem chamar o Serviço de Emergência da Província de Buenos Aires, pelo telefone 911.
      Os dados dos serviços de utilidade pública da Argentina são:        
      Ambulâncias: 107       
      Bombeiros: 100          
      Defesa Civil (emergências): 103        
      Policia Federal: 101/911        
      Aeroportos: 5480-6111          
      Buetur (assistência ao turista): 0800 999 283887     
      Auxílio à lista: 110     
      Hora certa: 113
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      Links uteis:
      OS LINKS ESTÃO NO PRIMEIRO COMENTÁRIO DO VÍDEO.
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      Se quiser qualquer informação sobre a viagem, será um prazer ajudar.
      Para acompanhar todas as fotos dessa trip espetacular entre no meu instagram: 
      @mathverdan 
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    • Por RafaelOS
      Olá pessoal!! 
       
      Tenho um grande sonho pela Patagônia tanto chilena quanto Argentina e sonho em conhecer Ushuaia, porém não tenho noção de valores, não me importo com hotéis  chiques, gostaria de saber se com 3mil reais é possível conhecer esse lugar por pelo menos 1 semana? 
    • Por guilhermefsoares
      Boa tarde pessoal!
      Tô com uma dúvida cruel: minha esposa trabalha embarcada internacionalmente atualmente e com as restrições de entrada de brasileiros nos países estamos receosos de que ela possa perder as oportunidades por causa desse bloqueio. Estamos cogitando em passar um tempo na Argentina pra evitar que isso aconteça mas, ainda com uma política de vacinação melhor que a nossa, vi que tem os bloqueios por lá também. Gostaria de saber o que vocês acham disso. A gente fica por aqui mesmo, vai pra Argentina, pois não estou vendo melhoras na situação atual e temos muito a perder se tomarmos as decisões errada.
       
      Agradeço já a atenção que vocês disponibilizaram.
      Abraços.
       
      Guilherme.
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