Acordei cedo e fiquei fotografando a paisagem que mesclava montanhas, vales, desertos e vulcões.
Serviram um lanche como café da manhã, contendo um suco, pão e manteiga.
O ônibus chegou à Arequipa às 08:55h. Aguardei para pegar a mochila e depois fui pesquisar o preço dos passeios nas agências da própria rodoviária (sim, aqui tem uma rodoviária geral), mas que estavam mais caros do que pesquisei com o Hostel que reservei.
Saí para pegar um táxi e o legal é que existia uma grande placa com os preços tabelados. Ainda assim, consegui fechar por 9 soles... e não era um tuctuc! rsrsrs
O vulcão Misti domina o cenário da região. Aliás, Arequipa é cercada por vulcões e os outros dois mais destacados são o Chachani e Pichu Pichu, todos entre os 5600 e 6055m de altura. Segundo dizem, se entrarem em erupção, teríamos poucos minutos até sermos atingidos... 🙄😬
Peguei um trânsito bem carregado pelo caminho. O Hostel escolhido foi o El Español Backpackers, bem na região central da cidade, mais precisamente na Calle Peral 117. A localização para mim é importante e procuro sempre levar em conta as atrações ao redor e as facilidades, como mercados, casas de câmbio, restaurantes...
Pela primeira vez em toda a viagem reservei um quarto individual! Só passei a viagem imaginando como seria, pois o preço não foi tão diferente de outros hostels que anunciavam cama em dormitório.
Enfim, cheguei e consegui fazer o check in antecipado, indo finalmente conhecer a minha nova moradia em Arequipa! Fiz o pagamento em dólares, pois a conversão que me apresentaram era extremamente desfavorável. O preço dos passeios oferecidos também achei caro.
Fiquei nesse quartinho aí no centro da foto, bem acima do parapeito azul. Tirando o calor, até que não era tão ruim. Pelo menos poderia espalhar as minhas coisas sem preocupação 😅 . Não tinha conforto mas era só meu!!!! 😎
A cidade é uma importante base militar e bem naquela manhã estavam fazendo treinamentos com helicópteros, que sobrevoaram o lugar a baixa altitude.
Que recepção de boas vindas, heim?
Bom, tratei logo de tomar um banho, pois no dia anterior havia pulado essa etapa 🤭
O aquecimento era por painéis solares e foi bem relaxante.
O clima da cidade é muito seco e saí em busca de água para comprar.
Perguntei na recepção a respeito de onde poderia fazer compras e desci ao mercado indicado, mas era um mercado público.
Gosto muito de andar por esse tipo de mercadão para conhecer o dia a dia da cidade e os produtos característicos do lugar.
Tinha uma boa variedade de frutas, mas o que chamou mais a atenção foram alguns produtos bem bizarros!
Em uma tenda de ervas, estavam expostos vários fetos e filhotes de llamas desidratados. Os rituais chamânicos são bem populares por todo o país.
Vai um chazinho de llama? 🤮
Como a sede estava grande, resolvi procurar logo um supermercado e, durante o caminho, achei uma vendinha onde comprei uma garrafona de 3 litros de água por 3 soles.
Um pouco mais adiante, achei um lugar onde faziam câmbio (numa relojoaria) e como a cotação era boa, troquei alguns dólares ali mesmo.
Voltei ao Hostel, tratei de encher o cantil e parti para o passeio com o Free Walking Tour, que já havia reservado dias antes pela internet.
No local marcado, Plaza San Francisco, logo encontrei os nossos guias. Cheguei às 12:10h e aguardei mais 10 minutos até dar o horário marcado e partimos para o tour.
Recomendo muito o passeio com o Free Walking Tour. É uma maneira de conhecermos a cidade em detalhes que só os locais sabem.
Durante a nossa caminhada, o guia foi explicando as características que tornam a cidade única em termos de arquitetura. As pedras utilizadas na maioria das construções tem uma tonalidade esbranquiçada e são de origem vulcânica, haja visto que vulcões é o que não falta por lá. É chamada Sillar.
Por suas propriedades e porosidade essa pedra é capaz de absorver parte da energia dos terremotos, tão comuns nesta parte do país. Assim, no período colonial, Arequipa foi erguida utilizando-se esse material, o que lhe conferiu a alcunha de Cidade Branca.
A nossa primeira parada foi no Mundo Alpaca, para conhecermos as particularidades desses pequenos camelos sul americanos... Sim, as alpacas, llamas, vicunhas e guanacos são da mesma família dos camelos!
Estão aí os bichinhos...
O lugar mostra as etapas de beneficiamento dos diversos tipos de lã, sendo as de Vicunha os mais valorizados devido a sua maciez e raridade também (não são domesticadas).
Um quadro que mostra as tonalidades naturais de lã de alpaca:
Muito interessante o passeio. Tinha até uma artesã tecendo a lã no estilo tradicional, como forma de ilustrar o processo.
No final do passeio, somos encaminhados para a loja da fábrica, onde se pode comprar os produtos em lã... (caríssimos 😝)
Bom, pelo menos valeu o passeio para fins de aprendizado, pois, até antes, não sabia a distinção entre as llamas, alpacas, vicunhas e guanacos... ou sequer sabia que alguns existiam (desconhecia os guanacos... coitados).
Caminhamos em direção à Plaza de Armas... Sem dúvida nenhuma, uma das mais belas que já visitei!
Uma parada antes para a degustação de chocolates artesanais...
E uma dose de Pisco!
Tudo grátis, é claro! 😅
A última atração foi um restaurante onde após uma longa apresentação do proprietário, fomos convidados a subir no terraço. De lá tive a melhor vista de toda a Plaza de Armas!
Finalizado o tour, fiz a minha singela contribuição (moedas?!? putz, como sou mão de vaca.... 🤣) e fui a um supermercado onde comprei iogurte, queijo, leite, amendoins e... pão! Sim, a minha dieta low carb foi pro saco pois a sobrevivência falou mais alto 🤫.
Ainda na Plaza, encontrei uma agência e encontrei o passeio que procurava para o Valle del Colca, por só 40 soles!!! Fechamos e ficou combinado de passarem às 3h da manhã no hostel para me pegarem.
Troquei mais 20 dólares na mesma cotação, voltei ao hostel para deixar as compras e comer algo e parti para o mirante da cidade, a fim de fazer fotos do por do sol.
Já passava das 16:30h e tive que acelerar o passo para poder chegar a tempo. Aí começou a juntar o cansaço físico pelos intensos dias até então e sem muito descanso, com a altitude do lugar... Arequipa está a 2335m acima do nível do mar. Bom, para quem veio praticamente do nível do mar (Nasca está a 520m) e não teve tempo de se acostumar até que me saí bem. Desafio maior ainda enfrentaria no dia seguinte, pois o Valle del Colca esta a 3600m...
Cheguei a tempo e fiz belas fotos no mirante!
Pois é... Eu estava de shorts e assim que começou a escurecer a temperatura baixou bastante... Coisas de deserto mesmo.
Valeu a pena o esforço de subir correndo até aqui, sendo recompensado por essas belas recordações!
Mas o frio estava aumentando (e olha que não sou friento) e parti acelerado de volta do hostel.
Ainda assim, ao chegar próximo à Plaza de Armas não resisti e parei para tirar mais fotos noturnas.
Depois disso, um belo banho rápido (estava acabando a água quente... bem feito!) e a rotina de colocar os equipamentos para recarregar e fazer o backup dos materiais do dia (levei um netbook e também hds externos).
Tomei um iogurte e tratei de procurar dormir, pois dali a poucas horas partiria para mais uma aventura... O Valle del Colca!
E se você conseguiu chegar até aqui, não deixe de conferir o vídeo deste episódio.
Só lembro que se achou as informações úteis, ajude a compartilhá-las, deixando o seu comentário e o seu like. Isso me incentiva a continuar produzindo mais conteúdos.
Episódio 8, 14 de outubro
Acordei cedo e fiquei fotografando a paisagem que mesclava montanhas, vales, desertos e vulcões.
Serviram um lanche como café da manhã, contendo um suco, pão e manteiga.
O ônibus chegou à Arequipa às 08:55h. Aguardei para pegar a mochila e depois fui pesquisar o preço dos passeios nas agências da própria rodoviária (sim, aqui tem uma rodoviária geral), mas que estavam mais caros do que pesquisei com o Hostel que reservei.
Saí para pegar um táxi e o legal é que existia uma grande placa com os preços tabelados. Ainda assim, consegui fechar por 9 soles... e não era um tuctuc! rsrsrs
O vulcão Misti domina o cenário da região. Aliás, Arequipa é cercada por vulcões e os outros dois mais destacados são o Chachani e Pichu Pichu, todos entre os 5600 e 6055m de altura. Segundo dizem, se entrarem em erupção, teríamos poucos minutos até sermos atingidos... 🙄😬
Peguei um trânsito bem carregado pelo caminho. O Hostel escolhido foi o El Español Backpackers, bem na região central da cidade, mais precisamente na Calle Peral 117. A localização para mim é importante e procuro sempre levar em conta as atrações ao redor e as facilidades, como mercados, casas de câmbio, restaurantes...
Pela primeira vez em toda a viagem reservei um quarto individual! Só passei a viagem imaginando como seria, pois o preço não foi tão diferente de outros hostels que anunciavam cama em dormitório.
Enfim, cheguei e consegui fazer o check in antecipado, indo finalmente conhecer a minha nova moradia em Arequipa! Fiz o pagamento em dólares, pois a conversão que me apresentaram era extremamente desfavorável. O preço dos passeios oferecidos também achei caro.
Fiquei nesse quartinho aí no centro da foto, bem acima do parapeito azul. Tirando o calor, até que não era tão ruim. Pelo menos poderia espalhar as minhas coisas sem preocupação 😅 . Não tinha conforto mas era só meu!!!! 😎
A cidade é uma importante base militar e bem naquela manhã estavam fazendo treinamentos com helicópteros, que sobrevoaram o lugar a baixa altitude.
Que recepção de boas vindas, heim?
Bom, tratei logo de tomar um banho, pois no dia anterior havia pulado essa etapa 🤭
O aquecimento era por painéis solares e foi bem relaxante.
O clima da cidade é muito seco e saí em busca de água para comprar.
Perguntei na recepção a respeito de onde poderia fazer compras e desci ao mercado indicado, mas era um mercado público.
Gosto muito de andar por esse tipo de mercadão para conhecer o dia a dia da cidade e os produtos característicos do lugar.
Tinha uma boa variedade de frutas, mas o que chamou mais a atenção foram alguns produtos bem bizarros!
Em uma tenda de ervas, estavam expostos vários fetos e filhotes de llamas desidratados. Os rituais chamânicos são bem populares por todo o país.
Vai um chazinho de llama? 🤮
Como a sede estava grande, resolvi procurar logo um supermercado e, durante o caminho, achei uma vendinha onde comprei uma garrafona de 3 litros de água por 3 soles.
Um pouco mais adiante, achei um lugar onde faziam câmbio (numa relojoaria) e como a cotação era boa, troquei alguns dólares ali mesmo.
Voltei ao Hostel, tratei de encher o cantil e parti para o passeio com o Free Walking Tour, que já havia reservado dias antes pela internet.
No local marcado, Plaza San Francisco, logo encontrei os nossos guias. Cheguei às 12:10h e aguardei mais 10 minutos até dar o horário marcado e partimos para o tour.
Recomendo muito o passeio com o Free Walking Tour. É uma maneira de conhecermos a cidade em detalhes que só os locais sabem.
Durante a nossa caminhada, o guia foi explicando as características que tornam a cidade única em termos de arquitetura. As pedras utilizadas na maioria das construções tem uma tonalidade esbranquiçada e são de origem vulcânica, haja visto que vulcões é o que não falta por lá. É chamada Sillar.
Por suas propriedades e porosidade essa pedra é capaz de absorver parte da energia dos terremotos, tão comuns nesta parte do país. Assim, no período colonial, Arequipa foi erguida utilizando-se esse material, o que lhe conferiu a alcunha de Cidade Branca.
A nossa primeira parada foi no Mundo Alpaca, para conhecermos as particularidades desses pequenos camelos sul americanos... Sim, as alpacas, llamas, vicunhas e guanacos são da mesma família dos camelos!
Estão aí os bichinhos...
O lugar mostra as etapas de beneficiamento dos diversos tipos de lã, sendo as de Vicunha os mais valorizados devido a sua maciez e raridade também (não são domesticadas).
Um quadro que mostra as tonalidades naturais de lã de alpaca:
Muito interessante o passeio. Tinha até uma artesã tecendo a lã no estilo tradicional, como forma de ilustrar o processo.
No final do passeio, somos encaminhados para a loja da fábrica, onde se pode comprar os produtos em lã... (caríssimos 😝)
Bom, pelo menos valeu o passeio para fins de aprendizado, pois, até antes, não sabia a distinção entre as llamas, alpacas, vicunhas e guanacos... ou sequer sabia que alguns existiam (desconhecia os guanacos... coitados).
Caminhamos em direção à Plaza de Armas... Sem dúvida nenhuma, uma das mais belas que já visitei!
Uma parada antes para a degustação de chocolates artesanais...
E uma dose de Pisco!
Tudo grátis, é claro! 😅
A última atração foi um restaurante onde após uma longa apresentação do proprietário, fomos convidados a subir no terraço. De lá tive a melhor vista de toda a Plaza de Armas!
Finalizado o tour, fiz a minha singela contribuição (moedas?!? putz, como sou mão de vaca.... 🤣) e fui a um supermercado onde comprei iogurte, queijo, leite, amendoins e... pão! Sim, a minha dieta low carb foi pro saco pois a sobrevivência falou mais alto 🤫.
Ainda na Plaza, encontrei uma agência e encontrei o passeio que procurava para o Valle del Colca, por só 40 soles!!! Fechamos e ficou combinado de passarem às 3h da manhã no hostel para me pegarem.
Troquei mais 20 dólares na mesma cotação, voltei ao hostel para deixar as compras e comer algo e parti para o mirante da cidade, a fim de fazer fotos do por do sol.
Já passava das 16:30h e tive que acelerar o passo para poder chegar a tempo. Aí começou a juntar o cansaço físico pelos intensos dias até então e sem muito descanso, com a altitude do lugar... Arequipa está a 2335m acima do nível do mar. Bom, para quem veio praticamente do nível do mar (Nasca está a 520m) e não teve tempo de se acostumar até que me saí bem. Desafio maior ainda enfrentaria no dia seguinte, pois o Valle del Colca esta a 3600m...
Cheguei a tempo e fiz belas fotos no mirante!
Pois é... Eu estava de shorts e assim que começou a escurecer a temperatura baixou bastante... Coisas de deserto mesmo.
Valeu a pena o esforço de subir correndo até aqui, sendo recompensado por essas belas recordações!
Mas o frio estava aumentando (e olha que não sou friento) e parti acelerado de volta do hostel.
Ainda assim, ao chegar próximo à Plaza de Armas não resisti e parei para tirar mais fotos noturnas.
Depois disso, um belo banho rápido (estava acabando a água quente... bem feito!) e a rotina de colocar os equipamentos para recarregar e fazer o backup dos materiais do dia (levei um netbook e também hds externos).
Tomei um iogurte e tratei de procurar dormir, pois dali a poucas horas partiria para mais uma aventura... O Valle del Colca!
E se você conseguiu chegar até aqui, não deixe de conferir o vídeo deste episódio.
Só lembro que se achou as informações úteis, ajude a compartilhá-las, deixando o seu comentário e o seu like. Isso me incentiva a continuar produzindo mais conteúdos.
E não perca o próximo episódio:
Episódio 9: Valle del Colca, entre condores e vulcões
Um grande abraço e até breve! 🤠👍
Editado por Paulonishi
inserção de link para continuação do relato