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Bora viajar?

Ushuaia, El Calafate e El Chalten, janeiro de 2024! Enfim saiu!!!!

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Depois de anos pesquisando, cotando, programando, esse ano saiu!!! Patagonia Argentina Austral S2!!! Data da viagem de 6 a16 de janeiro.

Voo comprado com meses de antecedência todos os trechos pela Aerolíneas Argentinas, o busão dos ares: GRU-Ushuaia(escala em BS As), Ushuaia-Calafate e Calafate -GRU(escala em BS As), valor por volta de R$2700.

Dia 1 - 6/1- o voo que era as 01:10 atrasou e foi reprogramado para as 02:00. Inicialmente teria uma escala de 4 horas no Aeroparque para o voo pra Ushuaia, mas mudaram o voo de Ushuaia pra Ezeiza. Nao quis fazer essa conexão de madrugada, liguei no 0800 da Aerolíneas, fui rápidamente atendida (em portunhol) e fonos colocados num voo as 15:50 saindo do aeroparque. Chegamos as 5 da manhã, pegamos um cabify (mais barato que Uber) até a hospedagem que eu tinha reservado, Hostel Del900, no Congresso, pra descansar umas horas, deixar as malas e dar uma volta e trocar dinheiro em Buenos Aires. Vi a hospedagem pelo booking, mas por conta da política econômica de Milei de desvalorização do peso, as hospedagens reservadas por essa plataforma passaram a custar o dobro. Então negociei um valor diretamente com a hospedagem, fiz contato dois dias antes pra confirmar tudo e qual não foi minha surpresa quando cheguei lá e não tinha quarto reservado pra nós!! As quase 6 da manhã depois de uma viagem na madruga. Maridão rodou a baiana, disse que ia chamar a polícia , sei que em 10 minutos tinha um quarto disponível para nós. Até agora não entendi muito bem o que aconteceu, no meu entendimento eles reservaram a noite seguinte, já que chegaríamos no dia 6( mas reservei a noite do dia 5 pro dia 6). Detalhe, não nós cobraram a hospedagem depois desse rolo todo, e pudemos ficar até a hora que quiséssemos, pq a reserva pro outro dia era nossa ...

Bom, umas 10h saímos, fomos ao mais brazucas na Calle florida cambiar, lembrando que agora meio que tudo mudou, mas nosso planejamento tinha sido feito antes de Milei, né, e inicialmente nem iríamos pra Buenos Aires. Então tínhamos comprado dólar pra cambiar no sul, acabamos trocando 1 dólar por 970 pesos, o real tava 1 pra 185.

Fomos tomar o desayuno 2100 pesos café com.leite e día medialunas num restaurante na Avenida Córdoba, uma quadra abaixo da 9 de julho.

Passamos a manhã caminhando pela região do Congresso, Corrientes, Palacio Barollo. 

O voo pra Ushuaia também atrasou e passou para as 16:30. Fomos com antecedência para o Aeroparque, acabamos comendo no Mac Donald's pq o aeroporto estava lotado e queríamos algo rápido.

Cabify do aeroparque ao Congresso 27 reais cada trecho 

Número do MacDonalds uns 25 reais.

Voo para Ushuaia umas 3h20, a chegada lá é muito emocionante, sobrevoar a Cordillera Fueguina com neve tocando o mar é uma daquelas cenas que não serão esquecidas tão cedo.

Chegamos em Ushuaia, o aeroporto é lindo todo em madeira, lá tínhamos reservado um carro pela Hertz, 4 diárias cerca de 800 reais com seguro Full, pago pelo cartão de crédito no Brasil. Pegamos o carro e fonos pra hospedagem, reservamos pelo booking Loft Los Ñires num bairro mais afastado do centro, no Barrio Pipo, lindo e do lado do Canal Beagle. Pagamos uns 700 reais por 4 noites (preços para 3 pessoas nas hospedagens), bem bonitinho, chuveiro bom, varando com vista pro glaciar martial, janela com vista pro Beagle. Deixamos as malas e já fomos pro mercado Lá anónima , fizemos aquela primeira compra, água, coisas pra café da manhã, pra lanches pra levar prós passeios, vinho, cerveja, massa recheada, queijo, pasta de azeitona, chocolate, gastamos uns 300 reais.

Pra casa, cozinhar, relaxar,começoooou.

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11 horas atrás, D FABIANO disse:

@JanaCometti Santa Cruz não tem clima para produzir nada.Eu fui lá há 10 anos e lembro bem que,após Comodoro,que ainda é Chubut,são grandes fazendas aonde somente criam ovelhas.Essas se deram bem lá, pois vieram da Escócia, lugar de clima semelhante. Os preços sempre foram mais caros.Por isso, eu só comprava no Lá Anônima e em Chile, no Unimarc.

O La Anónima TB tá caro, e o de El Calafate parecía guerra, as prateleiras vazias , uma fila imensa hhaaha

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4 horas atrás, Davi Leichsenring disse:

A Argentina está instável faz uns bons anos, se for esperar ela se ajeitar para viajar, não vai conhecer nunca a Patagonia.

O sul da Argentina não é barato, além do custo maior por causa da distancia, as agencias de turismo metem a faca no turista nos pacotes de tours.

Sim, como vai muito gringo europeu eles nivelaram o preço por cima...o resto do mundo se quiser que pague também...uma menina da tripulação da navegação todo glaciares estava falando que atualmente os turistas nesse passeio são 80% estrangeiros e 20% argentinos....e vou falar que El Calafate tava lotadoooo de brasileiro, viu....

Agora nesse.primeiro momento, o q dobrou o preço com a desvalorização do peso foram as hospedagens reservadas pelo booking, não sei se a longo prazo eles vai dra uma abaixada, pq mesmo em Buenos Aires ficaram caríssimas (o dobro do que eram).

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@JanaCometti La Anônima do centro ou há outro construído em 10 anos?Na época, já era muito mais caro que,por ex,o Todo de Bariloche e Angostura,imagine em comparação aosgrandes da capital. 

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5 minutos atrás, D FABIANO disse:

@JanaCometti La Anônima do centro ou há outro construído em 10 anos?Na época, já era muito mais caro que,por ex,o Todo de Bariloche e Angostura,imagine em comparação aosgrandes da capital. 

Em Calafate só tem no centro, um de esquina na Av Libertador

Em Ushuaia tem 3, tinha um do lado da nossa hospedagem no Barrio Pipo, e como não é um bairro turístico, esse tava sempre bem abastecido hahaha

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Dia 5 - 10/1- Entregamos o carro no aeroporto e voamos para Calafate, uma meia hora de atraso no voo das 10:15 (que inicialmente era 10:45, mudou pras 10:15 umas semanas antes, mas saiu as 10:45 mesmo, aliás, a não pontualidade da Aerolíneas é algo a destacar). Voo de 50 minutos, não oferecem nem um copo de água rs. Tínhamos já combinado com um taxista indicado pela host de lá para nos pegar no aeroporto, que está a uns 20 minutos da cidade, a corrida "tabelada" custou 18000 pesos (uns 90 reais, caaaro), mas a outra opção seria um onibus que custa 6k, e como estávamos em 3 pessoas, não valeria a pena. Nos hospedamos em um airbnb a uns 10 minutos a pé do centrinho, bom custo benefício. A cidade é bonitinha e o que se destaca, desde o trajeto do aeroporto é a cor do Lago Argentino, ora azul celeste, ora azul néon, dependendo do tanto nublado que estivesse o céu. Demos muita sorte com o tempo aqui,pegamos dias lindos e de temperatura fria agradável. Deixamos as coisas no airbnb e fomos procurar onde almoçar, comemos no Mako (eles tem um restaurante chic e um de minutas, sanduíches e pizzas, comemos no segundo), duas milanesas com fritas, uma hamburguesa gigante com fritas, dois refris e duas pintas de IPA deu uns 180 reais. Resolvemos alugar umas bikes pra dar um role até o lago, não indico o lugar porque as bikes não estavam boas e nos custaram 50 reais cada por duas horas. Fomos até o lago e a Laguna Nimenz, uma reserva de aves que tem uma trilhinha, bem pegada ao lago, mas não entramos, fomos até umas dunas ali perto para uns mates mas o vento estava surreal e acabou apressando o passeio. Calafate tem MUITOS cachorros de rua, os comerciantes que acabam cuidando, ouvi dizer que são 18 mil cachorros (e 30 mil habitantes). Entregamos as bikes e já perdidos com o horário (solzão as 18h) fomos ao mercado La Anonima comprar água, vinho (no mesmo nível de importancia), café da manhã e lanches pros próximos passeios. Descobrimos um trio de sanduíches de pão de miga(um pão de forma beem fininho que eles tem lá) com jamón e queso e compramos pros próximos dias, frutas, o alfajor Jorgito, que sem muito glamour acabou virando um dos meus preferidos, bananas chips, etc. Compramos tb empanadas pro jantar, uma boa dica, no BIG PIZZA, pizzas e empanadas com um super preço (650 pesos a empanada e 6000 a pizza de 8 pedaços, respectivamente R$3,50 e R$30)..

Dia 6 - 11/1 - Tinha recebido mensagem da Brasileiros em Ushuaia no dia anterior que a van nos pegaria as 7:25 para a navegação Todo Glaciares. Parenteses: comprei esse passeio e o minitrekking com a Brasileiros em outubro pq eles me fizeram o preço de outubro pra fazer o passeio em janeiro, que seria muuuito mais caro. Pedi o preço em pesos e paguei no cartão de crédito aqui. Valeu muuito a pena. Pesquisei muito sobre o que seria melhor e acabei acertando, hj o minitrekking tá custando uns R$1100 reais, eu paguei uns R$800, com o transfer incluso (pensa essa diferença vezes 3 pessoas...). Continuando, a van pega passageiros só em pousadas e tinha um b&b (South) bem em frente, então beleza. Super pontuais, pegaram mais pessoas, a van saiu cheia da cidade e em uns 40 minutos estávamos em Punta Bandeira, um porto na beira do Lago Argentino de onde sai esse passeio, operado exclusivamente pela empresa Solo Patagonia, mas vendido por diversas agencias. Uma fila grande pra comprar as entradas do Parque Nacional (12000pesos) e depois embarcamos. O embarque super organizado, nesse barco, diferente de Ushuai, a tripulação ajudando as famílias a se acomodarem juntas, pegamos tres poltronas com mesinha no fundo do primeiro andar (o barco tem dois andares e mais um terraço em cima). O barco saiu as 9h, inicia a navegação por esse braço, a cor do lago surpreende no seu turquesa, navega uma meia hora acho e daí começa a se aproximar do Brazo Upsalla do lago e aí já começam a aparecer os primeiros icebergs. O emoção, gente!!! Conforme ele vai adentrando, mais e mais icebergs e de repente um tão grande que eu nem imaginava que existia. O barco para ali na frente, vai girando pra todo mundo fotografar, fica um tempão lá, dá tempo de chorar(muito) e ter consciencia do nosso tamaninho nesse planeta.  O Glaciar Upsalla solta muito iceberg e por esse motivo há um tempo os barcos não podem mais se aproximar muito dele, mas da pra ver bem, ele é imenso, maior que a cidade de BuenosAires. A navegação segue, vai passando por glaciares colgantes (os que ficam "pendurados" na montanha, entra no Brazo Spegazzini e para frente a frente com esse glaciar, a 300 metros dele, dá pra ver os relevos de gelo, gente, que coisa magnífica, mais e mais choro, fotos, vídeos, presenciamos algumas quebras. Dali o barco nos deixa em um refúgio(!) de frente pro Spegazzini, onde comemos nossos lanches e tomamos uma IPA Patagonia com a vista mais linda da vida. Tem algumas comidas e bebeidas pra comprar la, e fornos para quem quiser esquentar algo que tenha levado. O refúgio tem a parede da frente toda de vidro mas preferimos comer na prainha que se forma ali e aproveitar o sol. Dia de conto de fadas!!! A volta é direto, sem paradas até Punta Bandeira, onde chegamos umas 16h, pegamos a van e antes das 17h estávamos em casa. Não achei cansativo como algumas pessoas questionavam, o tempo voa lá dentro.

Chegando em casa recebo uma mensagem da hospedagem de Chaltén, a qual tb fechei por whatsapp, dizendo que não puderam manter minha reserva e que estavam procurando outro lugar. PQP!! Isso dois dias antes de minha chegada lá. Assim aprendi que não dá pra fechar hospedagem "de boca"(por whatsapp) na Argentina, até agora eles não me justificaram o que aconteceu. Nesse meio tempo recebi mensagem de uma pessoa que estava com vaga nos meus dias, pq tinha tido um cancelamento, acabei reservando com ela, pelo airbnb, após dar uma olhada básica no booking e airbnb, mas só tinha coisa mais cara.

Almojantamos no Wanaco, que acabou se tornando nosso restaurante preferido de lá, preço ok, bom atendimento, a comida chega rápido, vibe legal, música boa. Comemos hamburguesa todo mundo, eu pedi com queso azul e tomate confitado, tem a opção de hamburguesa de guanaco mas dessa vez não experimentei (comi hamburguesa de lhama no Peru). Tres hamburguesas, um copo de vinho, uma cerveja e um refri por 30k pesos, uns 150 reais.

Esqueci do sorvete, que já tínhamos tomado no dia anterior, heladeria Acuarela, bem boa, sorvete de 2k a 4k pesos(10 a 20 reais), alguns sabores experimentados dulce de leche, calafate (frtutinho rojo que dá nome a cidade e tem num monte de trilha), framboesa a la crema, selva negra, malbec (sim, o vinho), mascarpone com frutos rojos.

Vimos um por do sol laranja as 22:30 e fomos dormir, a Brasileiros nos avisou que nos pegaria as 7 no dia seguinte.

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Editado por JanaCometti

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1 minuto atrás, JulianaLimaPereira disse:

@JanaComettiacompanhando.....em abril estarei em El Calafate e El Chaltén 

Huhuuu, sou muito detalhista e acabo demorando muito pra escrever KKK mas logo mais já continuo (aproveitar q Ainda tô de férias e com tudo na cabeça)

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Dia 7 - 12/1 - A van nos pegou as 7, depois de um bate papo com um turista australiano e sua mulher, pegou mais dois casais de brasileiros e seguimos para o Parque Nacional Los Glaciares, uma hora mais ou menos da cidade. Pagamos a entrada do parque, mas como tínhamos ido no dia anterior e GUARDADO O TICKET, pagamos só metade no segundo dia, 6000 pesos (fica a dica). Depois da entrada ainda temos um tempo na van que nos leva até um porto onde pegamos uma embarcação que pelo Brazo Rico do Lago Argentino navega uns 10 minutos mais ou menos e nos deixa ao lado do Perito Moreno. Todo esse tramite demora umas duas horas, desde a saída de Calafate até a recepção pelos guias que estão ali numa base de montanha que fica pegada no glaciar. Ali existem dois refúgios onde vc pode deixar mochilas com lanches, roupas que não vai usar, para subir no glaciar só com o essencial mesmo. O que é extritamente necessários são as luvas, para quem não tem eles tem alguns pares para emprestar. A bota impermeável tb é imprescindível, mas eles não ficam conferindo. E num dia de tempo instável, uma jaqueta e calça impermeáveis também são importantes. No nosso dia estava um céu azul, então não precisaria, mas tem para alugar na cidade caso necessário. O grupo é dividido em grupos de 10 pessoas e seguem por terra com algumas informações com as 2 guias(Guia Selene Rodriguez querida que nos acompanhou, a outra não lembro o nome), paramos em alguns pontos para fotos, e depois do lado do glaciar para colocar os crampones. O que vem em seguida foi algo que eu sonhei por muitos anos e que lindo estar viva para realizar sonhos!! Caminhamos entre 1 hora e 1,5 hora pelo gelo. Dói um pouco o joelho, vc tem que dar pisadas firme e andar com a perna ligeiramente aberta para os grampos não se enroscarem, e nas descidas tem que dar uma ligeira agachada de academia pra dar mais firmeza... depois de um tempinho vc pega o jeito. O trajeto é todo dia monitorado antes do passeio começar, eles fazem degraus nas partes mais íngremes, colocam corrimãos, o visual muda a cada dia, quando fui tinha várias gretas extremamente azuis, tem dias que formam laguinhos, enfim. Tem locais onde podemos encher nossas garrafas de água, fotos são só nos momentos de paradas, mas dá pra tirar muitas. No final nos servem uma bebida com o gelo do glaciar tirado na hora, e eu que nem whisky bebo tava lá com meu copão na mão kkk. Inesquecível e muito difícil traduzir num texto!! Voltamos para a área dos refúgios, onde comemos nosso lanche, tem chá e café disponível e água quente para o mate. Dali fizemos todo o caminho de volta até a van, que nos leva então para a área das passarelas. Ali a visão é totalmente diferente, vc ve o glaciar de frente e dá pra ter idéia da sua dimensão (tamanho de Buenos Aires). A única questão é que quando vc compra esse passeio com o transfer incluso, eles te dão uma hora apenas nas passarelas. Nós estávamos mortos já, e ainda assim aproveitamos cada segundo nas passarelas. O que eu indico é fazer o circuito amarelo, que tem a melhor visão e chega bem perto do "bico" do glaciar, ali ficam vários icebergs também. Nós o fizemos e depois ainda fizemos um pedacinho do vermelho, mas acho que é mais válido aproveitar bem o amarelo (o que em uma hora é suficiente). As passarelas cansam bastante também. De lá voltamos pra casa, descansamos um pouco e fomos almojantar, de novo no Wanaco, comemos o prato do dia sorrentinos de cordero con salsa de hongos (cogumelos), que delícia!! Tres pratos, 1 copo de vinho (todo dia rs) e 2 refris deu 180 reais mais ou menos (o refri não é barato , quase o mesmo preço das bebidas alcoolicas). Sorvete no acuarela, mais água e mais alguma compra no la anonima, fomos na feirinha de artesanato e bora pra casa.

 

Dia 8 - 13/1 - Nosso check out era as 10h, comprei o onibus para El Chaltém para 1:30, assim poderíamos dormir um pouco mais depois de dois dias intensos. Nossa anfitriã nos chamou um táxi para a rodoviária, 1500 pesos (8 reais). Comprei as passagens de onibus pelo site Plataforma 10, com uns 10 dias de antecedencia, 18k pesos cada trecho (uns 90 reais), o site não aceitou o cartão wise. O visual da viagem é lindíssimo, especialmente quando entra na ruta 23, aquela paisagem desértica, uma vegetação que fica dourada com o sol, montanhas com listras coloridas (isso não sai nas fotos) e aí vc de longe começa a ver o Fitz Roy, afe maria. Chegamos em Chaltén umas 13:30, pegamos um táxi da rodoviária (tem um ponto na frente e tem wifi tb na frente da rodoviária) até a hospedagem que era na última rua do pueblo rs, não sem tirar a foto clássica da placa com o Cerro Chaltén (vou chamar ele assim, como os povos originários o chamavam) ao fundo. Chaltén na língua nativa significa montanha azulada e ele realmente toma essa coloração em alguns momentos dada sua constituição granítica (cade o rapaz da geologia?? rs). Chegamos na hospedagem, a host já nos falou do que foi nosso restaurante escolhido na cidade, deixamos as malas e fomos almoçar no Rancho Grande. Ele é um hostel e tem um restaurante 24 horas com bons preços pro padrão Chaltén, e alguns pratos são perfeitamente dividíveis, além de uma vibe legal, música boa, meninas simpáticas te atendendo, e uma entradinha maravilhosa de berinjela e uma de feijão(!), porotos em espnhol, com um pãozinho e uns palitos, que delícia. Nesse dia pedimos bife de chorizo com huevos e fritas, comemos muito e gastamos 180 reais (com 1 refri, 1 cerveja e um copo de vinho). Depois fomos dar uma voltinha pelo pueblo, compramos medialunas e facturas para o lanche do dia seguinte na panaderia Lo de Hayde (delícia) e fomos fazer a trilha do Mirador de los Condores, não sem antes de tirar mil fotos das placas, visuais, rios, o cidade linda e fotogenica. Essa hora começou um vento bem forte e deu uma fechada no Cerro Chaltén. Ainda assim seguimos a trilha, subidinha puxaaada, e quando chegamos lá, as rajadas de vento preocupavam, ficamos escondidos atrás de umas pedras pra tomar mate e comer os docinhos da Hayde(nem guardamos pro outro dia kkk). Apesar disso o visual é lindo. Nem fomos até o mirador de las águilas que fca perto por conta do vento, que lá em cima tava bem pior. Descemos, fomos ao mercado, e os mercados de lá não tem nada e é tudo caro hahaha e pior, as coisas não tem preço, tem que ficar perguntando, maior fila...chata essa parte...muito gringo europeu,mas muuito... ao contrário de Clafate, que tava abarrotado de brasileiro, aqui não vimos praticamente nenhum, só um casal numa loja de lembrancinhas e uma família que acho que tava num daqueles passeios full day chalten que saem de Calafate. Compramos coisas pra lanche, café da manhã(a host nos deixou bastante coisa),vinho e coisas pra fazer uma pizza, isso achei barato, uma massa de pizza já passada molho e caseira por 1000 pesos (5reais). Segundo indicação da host, podíamos tomar água da torneira e assim fizemos ali. 

Jantinha caseira, vinho e cama que amanhã tem mais.

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Editado por JanaCometti

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Dia 9 - 14/1 - O dia tinha chuva e vento forte na previsão, intercalado com sol e nublado hahaha... seguimos o plano: contratei um transfer com a empresa Frontera Sur para o Lago del desierto uns 4 dias antes, para o horário de 9:30 (primeiro horário), que dá 4:30 de permanencia lá, tb tem o que sai as 11h e fica 3 horas lá. O Lago del Desierto é uma área distante 37 km de rípio de Chaltén, que foi uma área de disputa de território com o Chile (do outro lado do lago é o Chile). A van custou 13000 pesos, uns 65 reais e levou 1h20 mais ou menos pra chegar la, depois de pegar um monte de gringo (nenhum brasileiro mas tinha argentinos) e sair lotada da cidade. O caminho é lindo, rios azuis leitosos de conto de fadas e um bosque bem diferente da vegetação das trilhas de Chaltén, muito mais úmido. No caminho começou uma chuva fina e quando chegamos lá a chuva estava mais forte um pouco. O objetivo maior desse dia era fazer a trilha para o Glaciar Huemul, qye por ser uma área privada cobra entrada de 7000 pesos (35 reais). Colocamos as capas de chuva e partiu trilha.  Já falei conto de fadas algumas vezes nesse relato, né, pois é, essa foi a trilha mais linda que já fiz na vida, o rio sempre ao lado, formando cascatas mais altas em alguns trechos e aquele bosqueee... bom, foi quase uma hora morro acima, a trilha tem 1 km com elevação de uns 250 metros, tem um pedaço que tem cordas para se segurar, mas devagar vai que vai. Chegamos lá em cima com chuva, a hora que vc chega só ve o glaciar, daí desce mais um pouquinho e ve a laguna embaixo, que lindo, minha deusa!!! vamos descendo até ficar nos pés da laguna e nesse momento a chuva para, abre um pouco o céu, sai um mormacinho e laaa em cima vemos o que achamos que foram dois condores voando faceando o glaciar. Teve choro e não foi pouco, as coisas quando são mais difíceis (chuva, frio) parece que a gente valoriza mais né... Ficamos uma hora aí comendo lanche, tomando mate, admirando a beleza desse lugar, e agora já sem as capas de chuva. Descemos e tinha bastante gente subindo então aconselho ir nesse primeiro horário, até pra poder aproveitar um pouco o lago del desierto tb que é bem lindo. Tem uma ponte colgante pra atravessar e váriasd prainhas e pro outro lado tem um píer que sai uma navegação de 1 hora (19000pesos), ficamos ali fazendo mais uma boquinha nas prainhas, abriu sol, deu até pra molhar as patinhas na água. Ali na base da trilha tem um quiosco com bebidas e guloseimas e uma confiteria com bebidas quentes e pasteleria, tudo caro. As 15:50 a van sai e volta pra cidade, chegamos por volta das 17h. Fomos almojantar no Rancho Grande, esse dia comemos uma provoleta compartilhada e uma lasanha, mas a lasanha era pequena pra compartilhar (mas como tínhamos pedido a provoleta foi ok) e o meu filho nunca mais pediu outra coisa que não fosse o bife de chorizo kkk, esse dia a conta deu 40k (200 reais) e eu tomei uma ipa da patagonia que não tem aqui, que pena, ipa estelar. Comida, duas ipas e dois refris.

Depois fomos experimentar o alfajor Chaltenos, dica que li em todo lugar e realmente é um espetáculo, o melhor que já comi, são artesanais, o de frutos rojos é uma coisa de outro mundo, 1300 pesos cada. Andamos pelo pueblo até anoitecer, aquele sentimento quero morar aqui, o tempo tinha melhorado, o céu bem aberto, o Cerro Chaltén ali olhando pra gente e dizendo "voltem sempre". Chegamos na casinha, peguei meu vinho, o maridão a cerveja, e ficamos sentados na rua, tentando absorver todo esse sentimento lindo de quando vc ama muito um lugar.

Dia 10 - 15/1 - Parenteses: a ideia inicial era dormir esse dia em Chalten e ir no dia seguinte cedo pra Calafate pra pegar o voo de volta mas a mudança cambial do Milei afetou bastante essa minha reserva (era pelo booking) e eu acabei mudando, decidindo ficar duas noites só em Chaltén e voltar no último onibus pra Calafate e foi o que fizemos. 

Meu check out era as 11h então dormimos bem, arrumamos as coisas, deixamos as malas na recepção e saímos para a trilha da Laguna Capri. Optamos não fazer a laguna de los tres por alguns motivos, menisco (meu) rompido, condropatia nos 4 joelhos do casal, viagem com filho adolescente que foi incrível mas que não tava afim de ficar andando por mais de 8 horas, enfim. E tudo bem. To falando isso pq eu gosto de fazer o que eu to a fim de fazer, o que sei que dou conta, o que não vai ser tão sofrido e não simplesmente pq tem que fazer, pq é a trilha principal. E um estímulo tb pra quem não tem tanto pique pra trilhar o dia inteiro, Chaltén tem trilhas incríveis curtas tb. é um destino incrível, apesar dos preços altíssimos e de um certo clima blasé entre os mochileiros mega preparados e equipados. Eu gosto de interagir em viagem, conversar com viajantes de outras partes do mundo e com o pessoal local, falar de política, do cotidiano, enfim. Não tive nada disso em Chaltén, tive um pouco em Calafate. Acho que acabou se tornando um destino extremamente turístico e há uma perda nisso... pelo menos na altíssima temporada, senti assim...

Mas enfim kkk voltando a trilha. A trilah da Laguna Capri é parte da trilha da Laguna de los Tres, tem 8 km no total, primeiro km de muuita subida e já começa a ter o lindo visual do Rio de las Vueltas a direita. Depois as subidas tornam-se menos intensas e a trilha passa a ser mais fechada pelo bosque. De repente o Chaltén começa a aparecer, a se descortinar, e depois de 1h40 chegamos na Laguna Capri, o dia estava lindo mas ainda com um pouco de vento. A laguna azul com aquele guardião atrás com uma única nuvenzinha na frente dando-lhe mais charme. Uma sensação de sonho realizado misturado com Gracias Pachamama. Muitas fotos, fomos até uma prainha na beira da laguna e ali comemos, tomamos mates, tomamos sol, molhamos as patinhas (um casal entrou na água, deus!), chegou um casal de gaviões totalmente em casa com os turistas ali e ficaram andando pra lá e pra cá e dando voos rasantes. Queria congelar esse momento, colocar numa caixinha. Ficamos ali quase umas duas horas e começamos a descer, descemos tb em 1h40 mais ou menos. Dali fomos pra última almojanta no Rancho Grande, pedimos milanesa rancho grande pedimos ensalada no lugar da papa frita, além dos ovos fritos, comemos em 2, mais ipa , refri e o chorizo de mi hijo, 150 reais. Fomos no alfajor chaltenos comprar uma caixa de 6 pra trazer (7200 pesos, 36 reais), subimos, pegamos as malas, a anfitriã nos chamou um táxi (4000 pesos, maior enfiada de faca , tínhamos pago 1500 o dia que chegamos) e pegamos o onibus das 19h para Calafate. Chegamos umas 22h, demorou para aparecer taxi e eu viajei desconectada essa vez (recomendo), nesse dia acho qyue foi que rolou uma das melhores interações da trip, todo mundo que tava ali se ajudou na função do taxi, e fomos pra nossa hospedagem (hostel calafate viejo, simplinho mas bem localizado, cama boa banho bom wifi bom). O taxi deu 2300 pesos, uma taxista falante super simpática. Deixamos as coisas e saímos pro último sorvete, compramos uma pizza no big pizza (mussarela grande por 6000, se gosta massa fina tem que pedir na pedra, se grossa, é molde) mas ja tava fechando, fomos comer no hostel e compramos o pior vinho da viagem num quiosco por 2800 kkk.

Dia 11 - 16/6 - Nosso check out era as 10h, acordamos 9:30, arrumamos tudo, deixamos as malas na recepção e fomos tomar café num lugar delícia com café de verdade (depois de tantos dias de café solúvel), o Calafate coffee roasters, eles torram e moem café lá, é um lugar descolado que vai muito gringo trabalhar, fica na rua do posto YPF. A menina, creio que a proprietária, muito legal, conversamos um tanto, sempre que falamos que somos do Brasil me perguntaram de onde, e muitos conheciam Ubatuba onde moro (tá famosa entre os argentinos). Tomamos café mineiro e um café da Bolívia, comemos medialunas, scones de queso, cookies, licuados, a conta deu por volta de 90 reais (gastança de último dia). Depois fomos atrás de imã de geladeira, comprar umas poucas coisas no mercado já que não tínhamos mala despachada, dar mais umas voltinhas na avenida libertador e almoçar, já que tinhamos voo a tarde com conexão super apertada em Bs As. Fechamos a viagem no Wanaco, os últimos sorrentinos de cordero e a ultima copa de vino. As 15h o taxista nos pegou para levar ao aeroporto (o mesmo da vinda, tínhamos deixado combinado), mais 18000 pesos. Esse voo não atrasou e saiu pontualmente as 17:25 de El Calafate, fila na imigração e no raio x do aeroparque, chegamos em GRU por volta da 1 da manhã.

Considerações finais: Considere a cotação 1 para 200 para fazer a conversão de preços. A Patagonia Austral é muito mais cara que o resto da Argentina, ano passado estivemos na regiaõ de Bariloche e posso dizer que dessa vez as coisas estavam de 50 a 100% mais caras em real. É o lugar mais lindo que já fui na vida, realizei um sonho de viagem, então acho que vale a pena o gasto, tem que se organizar, planejar com antecedencia, ainda mais quem, como eu, só pode viajar na alta temporada. Foi um prazer pra mim escrever esse relato, me relembrou de detalhes já meio esquecidos, até caiu uma lagriminha aqui (sou chorona hahahaha). Qualquer coisa podem perguntar ou chamar no ig @janacometti. 

Hasta luego, Argentina (pra lá nunca é um adeus)!!

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Editado por JanaCometti

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Que lindeza de relato Jana! Obrigada por compartilhar 🙃

Sobre a questão dos preços, estive em Bariloche agora em dezembro e está tudo caro também, pelos o valores que você detalhou aqui, não está muito diferente.

Até fui olhar o seu relato de Bariloche depois que voltei e o passeio de bicicleta do Circuito Chico, custou 16500 AR$ e você pagou 5000.
Mas fazer o que né, costumo dizer que é pra isso que a gente trabalha 😂 

Me ferrei no lance do booking também, por conta do dólar paguei o dobro do que tinha inicialmente previsto (ainda bem que tinha acertado 50% antes para garantir a reserva).

Acredito que nos próximos meses, quem for para lá é bom reservar uns trocados a mais e ter uma margem de segurança, pois os preços estão variando diariamente.

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