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Tópico para troca de informações sobre El Chaltén 


PARAÍSO DO MONTANHISMO E DO TREKKING...EL CHALTÉN

Vai encarar uma travessia nos gelos continentais?

Escalar o mítico Fitz Roy?

Ou irá caminhar alguns dias pelas trilhas? O seu lugar é aqui!

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MARCIO!

 

Cara vc tem uma bela chance e conhecer esses dois parques, em 1 mes vc pode onhecer muio bem eles! e ainda fazer um turisminho ligth pra descansar, pois bem, conheço relativamente bem os dois locais, estou comçando a escrever um guia mais ou menos completo sobre el chalten.primeiro vou tentar fazer uma comparação entre os dois parques, com base nas suas perguntas:

 

Se vale a pena ir aos dois? com certeza absoluta vale... É bastante viável ir a ambos, pois os dois estão na mesma região da patagônia, embora em paises diferentes.

 

Mais caro? Acho que torres Del paine, pois a entrada é paga, os campings na maioria as pagos, se pensa ficar em refugio, são caríssimos, etc, etc, etc...e a vida no Chile em geral é mais cara que na Argentina (El Chaltén).

 

Mais bonito: impossível dizer.

 

Melhor forma física para que parque? Bem, boa forma física é aconselhável para ambos parques, para que as caminhadas não se tornem suplícios e sim fontes de prazer, sacas? Se for a torres Del paine, por exemplo, o indicado é o circuito completo, é uma caminhada que leva de 6 a 10 dias dependendo de como vc queira fazer... são longas marchas de até 7, 8 hors nos dias mais pesados, mas sem nenhum grande desnível, e lembre-se que vc estará e altitudes baixas, mal de altitude não az parte da brincadeira na patagônia, hehe. Os circuitos em torres Del paine são a única maneira e vc realmente conhecer o parque, não dá pra fazer u ponto de base e ir conhecendo um local e retornando ao mesmo lugar...me expliquei?

 

El Chaltén: os circuitos são a pedida, é o ideal, mais vc tb pode fazer de base o povoado de el chalten e fazer caminhadas de bate e volta, lugares como a laguna torres, o lagua de los tes(base do fitz roy) podem ser conhecidas nesse sistema, EMBORA aconselhe vc a acampar nos acampamentos bases dessas montanhas, pois ai sim vc ralmente curtirá o lugar.

 

Bem, isso é somente uma introdução, de acordo com o qu vc quiera saber, vou descrevendo as caminhadas dos parques(aqui as e El Chaltén, de t. Del paine no seu tópico correspondente).

 

Sobre como ir? Aconselho o avião! Vc deve ir a el calafate e de lá ir a el chalten e torres Del paine(passando por puerto natales), de carro não acho uma boa, somente com muiiiiito tempo de sobra, de ônibus nem pensar , no máximo até buenos Aires de ônibus e depois avião para el calafate, por que isso? Por que avião é o mesmo preço do ônibus!!!!!!!

 

Qq coisa sobre El Chaltén é só perguntar, fiz muita pesquisa para a minha viagem desse ano, tenho bastante material tb (livros, mapas, guias etc.)

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Pessoal, é possível conhecer El Chaltén sem levar barraca?

 

Existe ônibus partindo de El Chaltén para Ushuaia? Quanto tempo e qual seria o preço?

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É perfeitamente possivel sim, vc fica nos albergues, hoteis ou o que seja, no povoado de El Chaltén, e faz as caminhadas de idae volta no mesmo dia, claro que vc vai aproveitar infinitamente menos, mas é uma alternativa válida.

 

Para ushuaia, somente desde EL CALAFATE,(de onde vc parte para chegar a El Chaltén- inclusive), não sei o preço, mas aqui www.santacruz.gov.ar deve ter...

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Lá vai: é mais ou menos de cabeça, pois estou no trabalho e sem mapas, mas depende de onde pretende sair né..vou colocar os pontos mais normais:

POVOADO DE EL CHALTÉN - DE AGOSTINE: depende, mas varia de 2h30m à 3,4h, caminhada bem tranquila e muito bonita mesmo, só no começo, na saida do povoado, diria os primeiros 40min são de pendentes mais pronuunciadas.

PLAYITA: bem, vc primeiro vai ter que passar pelo refugio piedra del fraile...saido da ponto do Rio electrico, começo da trilha que sai da estrada 23, são 2h30min até o refugio, e se não me falha a memória, até a pLAyita, zona de campamento depois da laguna electrica, são umas 2h. esse é um camp. para quem fai fazera atrvessia dos geolos, é caminho para o paso marconni.

POINCENOT: base para a laguna de los tres - fitz roy, umas 3h desde o povoado.

TORO: campemento toro: bem no valle del rio toro, saido do povoado vc sobe sobe sobe sobe sobe sobe....... até um ponto, onde ou vc caia direita para a loma del pliegue tumbado ou desce direto para o vale, dá pra ver a rio lá em baixo, ao fundo o lago viedma, etc, fantástico. bem, chegando ao fundo do valle, é seguir em direção oeste, seguindo as marcas nas árvores, plasticos laranjas, etc...é bem longo e venta muito, alí é o paso de los vientos. devem ser umas 6h.

Rodrigo, qualquer coisa é só falar, tenho muitos mapas, guias, info, etc...

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Algumas coisas que me lembrei acerca de El Chaltén:

 

1 .Não compre mapa para trekking (como eu fiz e acabei não usando). os guarda-parques te dão de presente, com um detalhe: os mapas deles são atualizados. Sim, porque algumas trilhas são alteradas periodicamente, para proteger o terreno do uso intensivo. Os mapas comprados são antigos e nada te avisam sobre estas alterações. Por exemplo: A trilha da Laguna Capri foi desviada no último ano. Isto consta dos mapas do parque, mas, não dos comprados em livrarias.

 

2. Evite levar roupas de algodão. elas pesam muito, demoram para secar. depois que você sua, o suor não vai embora e pode , até congelar junto da sua pele. na medida do possível, leve vestimentas interiores feitas de Dry Fit, ou coisa que o valha.

E, repetindo o aviso que considero mais importante: Caminhe leve. Pense bem na real necessidade de coisas sobressalentes. Eu carreguei coisas demais (latas, roupas, botas reserva, ceroulas a até pilhas velhas...podem rir). foi um inferno. As trilhas são muito punk e andar leve é imprescindível.

Falow

 

PMota

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> Concordo na parte de que ' NÃO É PRECISO' ajuda de agências ou guias para se trilhar El Chaltén !!!!

Quanto a fazer o 'bate-e-volta' na cidade acho muito cansativo, pessoal aproveitem e acampem.....é muito mais produtivo (pelo meno para mim), fiquei 8 dias trilhando El Chaltén em Nov de 2007....e acampando se tem mais liberdade.

O que pega na realidade é que vc terá que levar tudo consigo....comida, barraca, isolante ee etc....quanto a agua desencane, tem em muito pontos.

Pense bem e se decidir acampar terá todo meu apoio rsrsrs e verá que é muito melhor.

Se for apenas para dormir, tem um Hostel atras do rancho grande que se chama Nido de aguila, é hostel de montanhista...tava custando 25 pesos, não tinha quase infra alguma, mas tinha um banho quente e uma beliche para esticar o esqueleto...rsrrrrsr.

Dica: No caso dos equipamentos cada grama faz diferença, então na dúvida de levar ou não....NÃO LEVE....vai pesar com certeza.

 

Resumindo: Acampar em El Chaltén acho mais produtivo, te dá mais opções de passeios e vc fica livre para conhecer o que quiser...pergunta pro TROTTA TORRES.....(Abração Trotta).

 

Abração e espero ter ajudado.

 

Mochila90lts

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putz, revirando uns arquivos antigos encontrei este mapa de El Chaltén que peguei lá no Rancho Grande, deve ajudar quem vai pra lá....1855_1855_chalten_1_1.jpg[/img]

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A cidade base do Fitz Roy é El Chalten então obrigatoriamente vc terá que ir pra lá.

 

De El Calafate há 2 ônibus diariamente que partem para El Chalten.. se não me engano um as 8 da manhã e outro as 17 da tarde. É bom você comprar pelo menos um dia de antecedência pois pode não haver passagens na hora.

 

Eu reservaria pelo menos 4 dias, sendo o roteiro:

1º dia - Camping Los Troncos, Pedra del Fraile, Paso del Quadrado.

2º dia - Glaciar Piedras Blancas, Fitz Roy, Camping Poincenot

3º dia - Cerro Torre

4º dia - Arredores de El Chalten e volta no busão das 17 para El Calafate.

 

Bom, isso se vc tiver sorte pois o clima é complicado lá.

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Se vc não tiver experiencia em trilhas longas e acampamentos recomendo vc ficar em algum hostel na cidade e fazer as trilhas em 1 dia só. Lá é frio, faz vento e dependendo pode até nevar.. sensação térmica -10º é comum lá, não vá achando que será passeio no bosque pois é Patagônia com P maiúsculo.

 

Os campings não tem nada, o Poincenot tem uma vala pra vc dar um barro e olhe lá. Vc terá que levar todo o equipamento.

 

Se tiver experiência não haverá problemas com o trajeto, a trilha é bem aberta e demarcada.. em todo caso vá segunido alguém e perguntando... turista não falta lá tb.

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    • Por TMRocha
      Dessa vez não estarei falando sobre um relato de viagem próprio meu, e sim do meu irmão mais novo, o Fernando [apelidado carinhosamente por nós de Nando ou Nandinho].

      Confira como foi a sua espetacular viagem em sua moto Yamaha Ténéré 250cc saindo de Contagem (MG), seguindo do Brasil até a América do Sul com rumo a Antofagasta, no Chile.
      Caso queira acompanhar o post diretamente pelo blog clique no link abaixo ou em uma de suas respectivas partes:
      http://viagensdosrochas.blogspot.com/2018/02/viagem-tenere-250cc-pela-america-do-sul.html
      Lista de Partes:
      [PARTE 1] [PARTE 2] [PARTE 3]
      [PARTE 4] [PARTE 5] [PARTE 6] [PARTE 7]
      Infelizmente ele teve um ano de 2017 muito difícil e passou por muitos perrengues, por isso, para compensar tantos problemas ele resolveu realizar uma verdadeira aventura em 2018, pra já começar o ano de forma diferente e mais inspiradora.
      Sua meta era chegar a Antofagasta, no Chile, passando também por Foz do Iguaçu [PR] para conhecer as Cataratas pelo lado brasileiro e em seu caminho ele ainda queria encontrar a Mão do Deserto no Deserto do Atacama [Chile] e o maior Salar do mundo, que fica em Uyuni, na Bolívia.

      A moto que ele utilizou para essa aventura foi uma Yamaha Ténéré 250cc, já bem rodada e com sua manutenção em dia.

      Yamaha Ténéré 250cc.
      [Para que sua leitura fique fluida e confortável, a partir de agora começarei a contar como foi essa viagem em 1ª pessoa]
      Dia 1: Sábado, 20 de Janeiro de 2018
      Após andar por quase 200 km em minha moto, uma Yamaha Ténéré 250 [que diga-se de passagem, está rodando pela América do Sul pela 2ª vez] resolvi fazer minha primeira parada no atendimento da concessionária de Formiga (MG), às 7:19h. Por enquanto estava tudo tranquilo, friozinho, de boa e com a moto boa, em suma, tudo funcionando bem!

      Continuando... Segui viagem por pouco mais de 2 horas e nesse meio tempo deu pra ver alguns cânions. Nossa! É bonito pra caramba, deve ser muito doido andar de lancha lá, entre eles, pena que não parei pra tirar fotos nessa parte do caminho. Após isso resolvi parar para tomar mais um cafezinho.

      MG-050, entre Furnas (MG) e Passos (MG).
      Às 9:48h fiz mais uma parada na concessionária para tomar água e um cafezinho. Acho que passei por uns 6 pedágios de R$ 2,90 cada um, caro pra caramba! Pensei em vir por aqui para economizar, mas ao que parece era melhor ter vindo por São Paulo.
      Uma coisa legal que fiz nessa viagem, ao menos enquanto estava no Brasil, era avisar de tempos em tempos a minha família o que estava fazendo para que eles ficassem mais tranquilos, já que essa aventura foi realizada totalmente sozinho.

      Às 10:14h passei por Itaú de Minas (MG). Até esse momento já tinha rodado uns 318 km. E a gasolina por aqui é bem cara, simplesmente R$ 4,50 o litro. Finalmente, às 13:46h, após simplesmente 505 km rodados no mesmo dia, cheguei em São Sebastião do Paraíso (MG), praticamente na divisa entre Minas Gerais e São Paulo.


      Parei para almoçar e segui pela estrada novamente. Dei conta de fazer todo esse trajeto porque a estrada estava boa e eu ainda tinha muita energia.
      Fui tão no embalo que segui direto por mais quase 4 horas e acabei chegando em Sertanópolis (PR), praticamente na divisa entre São Paulo e o Paraná, às 18:31h. Minha ideia era passar por Londrina, mas acabei passando direto. O pessoal da minha casa já estava louco e quase que suplicava para que eu parasse de andar na moto.


      Feito tudo isso chegou a hora de descansar, pois amanhã tinha mais estrada para percorrer nessa aventura!

      Também não valia a pena andar mais porque estava bem escuro e chovia muito:
      Vídeo 01:

      Dia 2: Domingo, 21 de Janeiro de 2018
      Estando aqui preferi mudar a rota para seguir rumo a Foz do Iguaçu. Já passei por lá no passado, mas tinha visto as cataratas apenas pelo lado argentino e dessa vez resolvi conferir como ela era pelo lado brasileiro. [Um dado não muito bom que descobri por aqui era que tinha previsão de chuva para todos os dias]

      Perto das 11:40h parei em Corbélia (PR) para almoçar e conversar um pouco com a minha mãe pelo zap.

      Ela disse que meu pai deu azar e teve um pane na moto dele. Nada sério, mas quer era algo chato de se resolver. De bucho cheio continuei com minha viagem e passei por Matelândia, no Paraná.

      Já em Foz do Iguaçu, às 13:25h procurei por uma pousada para ficar, ajeitei as minhas coisas e saí para dar uma volta pela cidade. Saí depois das 15:00h e cheguei próximo de lá perto das 18:30h.
      Vídeo 02: Com eu muito feliz com as expectativas!

      Vídeo 03: Com eu meio triste depois da realidade!

      E a família não perdoou!

      Eu tinha visto que estava chovendo e protegi o celular e a carteira, mas esqueci da doleira e acabei molhando tudo. Mas o que importa mesmo é que consegui avistar as cachoeira pelo lado brasileiro, e percebi que é muito mais bonito do que o lado argentino, é realmente incrível!
      [Então, bora ver o que pude ver nesse meio tempo: Entre os vídeos da Expectativa e da Realidade!]
      Coisas interessantes vistas pelo caminho:
      Vídeo 04:

      Vídeo 05:

      Vídeo 06:
      Esse é um quati, um animal típico dessa região:
       
      Vídeo 07:

      Vídeo 08:

      Vídeo 09:

      Dessa vez o som das cataratas estava tão forte que nem deu para ouvir o que eu estava dizendo.
      Vídeo 10:

      Vídeo 11:

      Mais fotos de Foz do Iguaçu:





      Só tenho uma coisa a dizer sobre esse lugar, é um verdadeiro espetáculo da natureza, uma maravilha natural do mundo que fica no Brasil.




      Cara de conquista realizada:

      Lembrando em, essa era a minha lista de lugares a serem visitados:
      - Cataratas do Iguaçu, PR - Brasil [Visitado]
      - Salar del Uyuni, Bolívia
      - La Mano del Desierto, Deserto do Atacama - Chile
      - Antofagasta, Chile
      :: Ao menos o primeiro destino dessa lista já estava completo. Ainda faltavam mais três para se conhecer::
      Depois disso voltei para a pousada e dei um jeitinho como um autêntico brasileiro para resolver o problema das coisas molhadas enquanto eu aproveitava para fazer meu lanche noturno.
      Vídeo 12:

      Após toda essa aventura descansei um bocado e aproveitei para conversar com meu pai e um dos meus irmãos pelo zap. Também tracei a minha rota para o outro dia e estudei como fazer o seguro da carta verde, mas apesar de chegar no local já estava tarde e lá estava fechado.
      Vídeo 13:

      Esse foi o resumo da minha noite:


      E ainda teve o Templo Budista que estou afinzão de ir. Não pude por causa dos contratempos... e que amanhã não irá abrir!
      Ainda com aquela labuta de colocar minhas coisas para secar dos temporais daqui!
      Vídeo 14 [Parte 1]

      [Vídeo 15 - Parte 2] Nada que um elástico não resolva!

      Terminado o dia, a meta para o próximo seria ir para Assunção, no Paraguai, mas como já estendi muito esse relato, continuarei na próxima parte.
      E antes de ir embora, meu trajeto ficou assim até o momento:

      Continue acompanhando, pois ainda tem muito mais relato para se contar!
    • Por peter tofte
      Aproveitei o final de semana de 11 e 12/02, com previsão de tempo bom, para sair de BsAs e visitar o Parque Nacional Quebrada de Condorito, perto de Córdoba.
       
      A viagem, de 8 horas, fiz num confortável ônibus cama-suíte, onde a poltrona vira cama, permitindo dormir na horizontal. Com janta e café da manhã, custa 330 pesos argentinos (R$ 132). Não entendo porque o transporte rodoviário é muito melhor na Argentina, em relação ao Brasil. E os ônibus são de fabricação brasileira.
       
      Sábado, 11 de fevereiro de 2012.
       
      Cheguei 05:30 em Córdoba e comprei a passagem para Mina Clavero (50 pesos arg.) para as 06:30. O onibus saiu as 06:45 subindo para "la ruta de las altas cumbres" e chegou a La Pampilla, entrada do parque, as 08:25. Ao saltar do ônibus senti o vento frio das Sierras de Córdoba. De lá até o centro de visitantes, 2,5 km, fiz em meia hora caminhando.
       
      No centro preenchi uma ficha dizendo onde pretendia acampar. A Guardaparque Oli me pediu para mostrar o calentador (fogareiro), condição indispensável para acampar, já que não permitem fogueiras no parque. Não cobram ingresso. No Brasil normalmente cobrariam o ingresso e não checariam se o visitante tem fogareiro.
       
      A guardaparque, muito simpática, me passou informações, inclusive horário dos ônibus para a volta no domingo. O pessoal da APN (Administración de Parques Nacionales) trabalha uniformizada, é muito profissional e equipada. Já havia notado isto em el Chaltén y Bariloche.
       
      A trilha é muito bem sinalizada até o balcón Norte, ponto de avistagem de condores no canion do rio Condorito. Este canion, conhecido como Quebrada de Condorito, é um berçario natural para os condores, por reunir as condições ideais para os filhotes aprenderem a voar. É o ponto mais oriental da américa onde existem estas aves. Daí o nome Quebrada del Condorito.
       
      No caminho, olhando para o Norte avistei os Gigantes de Córdoba, formação rochosa bem característica, mas fora do parque nacional.
       
      As duas horas caminhando até o balcón Norte, a partir da sede do parque, são recompensadas pela avistagem dos condores, que passam muito rente ao mirante. Nunca os vi tão de perto. Isto acontece porque ficamos na beira do canion e as aves tem que subir a partir dos seus ninhos no paredão. Aproveitam as correntes de ar ascendentes. Praticamente não batem asas, apenas planam. Fazem a delícia de fotografos e filmadores.
       
      Depois de algum tempo desci para o rio Condorito por uma trilha bem feita. Na descida vi o tabaquillo, árvore que tem uma cortiça alaranjada-amarela formada por umas cascas muito finas, parecendo papel pergaminho. Já havia visto elas antes, no Peru, na Quebrada de Santa Cruz ( vide relato e foto).
       
      Alcancei o rio após descer 30 minutos, onde há uma bela e moderna ponte pênsil. O rio ruge embaixo. Logo depois cai em cascatas seguindo o canion. O medo de trombas dágua e da correnteza fizeram os guarda-parques proibirem o nado no rio. Uma pena. Na Chapada Diamantina nadaríamos tranquilamente num rio com este caudal. Como fazia muito calor entrei numa cacimba formada por um córrego afluente do rio. Assim tomei um banho sem desrespeitar a regra, pois não estava no rio Condorito.
       
      Almocei uns sandubas de salame e segui. Um cartaz avisa que a subida do canion, do outro lado do rio, tem 500 metros de desnível e dura 45 minutos. Consegui fazer em trinta. No caminho um córrego desce a encosta e forma na margem da trilha uma banheira escondida na sombra de tabaquillos. Um pai brincava com o filho nesta banheira.
       
      A vista do balcón Sur é melhor que a do balcón Norte. Mais alto e a vista do canion é mais espetacular. De lá avistei de cima a pileta (piscina) dos condores. Um córrego que desce pela parede do canion forma uma pequena poça em uma estreita plataforma, uns 100 metros abaixo do balcón. Em seguida o filete dágua transborda da poça e escorre pelo paredão vertical.
       
      Nesta poça os condores fazem fila para banharem-se. Entram na água, se agitam e em seguida saem para secar ao sol, com as asas abertas.As três da tarde contei, com a ajuda de um monóculo, cerca de 30 condores ao redor da piscina.
       
      Um casal de namorados, de Cordoba, tirou umas fotos minhas na beira do abismo. A garota reconheceu logo que era brasileiro pois passa os verões em Bombinhas. Para os Cordobeses a distancia entre Cordoba e Mar del Plata ou Bombinhas é a mesma. Adivinha o que eles escolhem? Muitos já tem casa de praia em Santa Catarina.
       
      Depois de mais algumas fotos segui para o refúgio Gimenez, a apenas 20 minutos dali. Passaram uma roçadeira na trilha. Parecia um corredor num campo de trigo. O relevo e a vegetação, de campos de altitude (quase 2.000 metros) lembram muito as serras de Minas e do Rio de Contas, na Bahia. Eles chamam estes campos de pampa. Na Bahia chamaríamos de gerais.
       
      O refúgio fica numa pequena vereda do pampa, onde cresce um grupo de árvores ao redor de um córrego. Parece que foi uma sede de uma fazenda de ovelhas. Em torno das casas de pedra há vários currais feitos de cercas, também de pedra. Até o século passado milhares de ovelhas eram criadas aqui, antes de implantarem o parque nacional.
       
      Encontrei três trekkers, mas logo que cheguei eles sairam. Apenas visitavam o local. Fiquei sozinho naquela zona de acampe. No parque só se acampa nos locais designados pela APN.
       
      A Oli me recomendou não dormir dentro do refúgio pois há muitos ratos e cuys, o que atrai cobras. Há um aviso bem grande dizendo "Precaucion. Yarará Ñata" com uma cobra desenhada. A pronúncia é jarará nhata, o que lembra nossa jararaca. Deve ser a mesma espécie ou aparentada.
       
      Assim foi fácil decidir por dormir na barraca. Armei a tenda e comecei a preparar a janta. Eram cerca de 5 da tarde. Escurece apenas 08:30. Após, lavei a panela e tomei um banho sem sabão no córrego. Peguei o isolante, coloquei-o sobre uma pedra e comecei a ler "Saqueo" de Nadine Gordimer. Uma solidão e silêncio maravilhosos. Ao lado da laje de pedra, onde lia, havia uma macieira carregada. Pena que as maças ainda estavam meio verdes. Só faltava uma Yarará Ñata aparecer e me oferecer uma maça. E a Eva...
       
      Durante a noite fez 13 ºC. Fui obrigado a sair da barraca para urinar, pois não trouxe o penico (uma garrafa de Nalgene de 1 litro e boca grande). Foi ótimo, pois a noite estava bonita, meia lua minguante, mas muito iluminada. Ao longe consegui avistar as luzes de Córdoba bem nítidas. A Villa Carlos Paz estava oculta pela serra.
       
      Domingo, 12 de fevereiro.
       
      Acordei pouco antes das 8 horas. Verifiquei com muito cuidado minhas botas, que deixei no avanço da tenda, antes de calça-las. Café da manhã preguiçoso. Desarmei a tenda e aprontei a mochila. Mas fiquei até 10:30 na sombra de uma árvore, lendo. Se saisse mais cedo ficaria muito tempo esperando o ônibus (do refúgio Gimenez até a sede do parque são cerca de 3,5 horas). Queria pegar o busão de 17 horas para Córdoba.
       
      Cerca de 20 minutos depois estava novamente no balcón Sul. Na verdade fiquei um pouco acima, a direita. Os condores passavam num rasante sobre mim. Se quisessem me bombardear com cáca tenho certeza que teriam me acertado. Eles fazem questão de passar perto para nos observar. São curiosos. Não tirei nenhuma foto decente daqueles condores tão próximos. Minha maquina, uma point and shoot simples e a qualidade técnica do fotografo não permitiram. Ali era um lugar para uma boa camara com grande angular ou lentes de aproximação e tripé para tirar fotos de paisagem ou close ups excelentes.
       
      Também observei falcões e outras aves planando no canion.
       
      Os condores são aves magníficas. Abutres, tem uma importante função no ecosistema. Os nativos, inclusive os incas, a consideravam uma ave sagrada, que retira as impurezas do mundo. Coincidência ou não, no budismo tibetano mais tradicional são também venerados. Inclusive os mortos não são enterrados. São esquartejados e oferecidos aos abutres.
       
      Desci o canion para o rio Condorito e atravessei-o na ponte. Procurei uma sombra na outra margem. Comi sanduíches de salame. Depois de alguns minutos uns passaros me rodearam para comer as migalhas. Um deles tentava comer um pedaço de salame que caiu no chão.
       
      Voltei a subir. Decidi ir por um caminho paralelo a trilha que percorri na ida, passando por Pampa Pajosa, outro local de acampe. Neste local um casal acabava de levantar acampamento. Debaixo de uma pedra um cuy muito tranquilo (família dos hamsters). Pude tirar uma foto bem próximo. Se ele soubesse que comi um cuy num restaurante em Huaraz, Peru, talvez não estivesse tão calmo. Ô carne deliciosa!!!
       
      Tomei um banho de rio perto do Cento de Visitantes, para subir no ônibus limpo. Passei no Centro para devolver a minha via do registro se entrada (exigência para saber que vc voltou) e toquei para a estrada.
       
      Mal cheguei na pista consegui uma carona para Alta Gracia, perto de Córdoba. De lá peguei um ônibus urbano, 9 pesos, e cheguei na rodoviaria pouco antes das 19 hrs. Deixei a mochila num guarda volume e fui para o centro histórico, umas 10 quadras dali. Fazia muito calor, assim resolvi entrar num café com ar condicionado para tomar uma cerveja e comer algo. Sai do café quase 9 hrs e ainda estava fazendo cerca de 30 a 32 ºC. Como faz calor em Córdoba!
       
      O centro histórico de Cordoba é lindo e alguns monumentos dos jesuítas são patrimonio da humanidade. Vale um passeio.
       
      Peguei o ônibus as 22:15 para chegar em BsAs as 06:30 de segunda.
       
      Trekking muito tranquilo e fácil, para iniciantes, e vale muito a pena ver os condores em seu habitat natural, de um ponto privilegiado para admirá-los.
       
      Fica a sugestão se resolverem visitar Córdoba, Argentina. As fotos só conseguirei postar quando chegar no Brasil.
    • Por cademinhamala
      Uma pequena cidade com grandes atrações. Descubra alguns dos vários pontos turísticos de Puerto Iguazú e se surpreenda com a incrível culinária argentina!
       
      Viajar para Foz do Iguaçu, é com certeza ter muitas experiências. Você vai visitar as lindas Cataratas, o impressionante Parque da Aves e ter a oportunidade de conhecer dois países! A Ciudad del Este, no Paraguai e o Puerto Iguazú, na Argentina, cidades da Tríplice Fronteira.
       
      Puerto Iguazú, situada na Argentina, faz fronteira com Foz do Iguaçu. Ela é uma pequena cidade de apenas 80 mil habitantes. Porém, não se deixe enganar pelo seu tamanho, vale a pena visitá-la. Famosa pelos bons restaurantes, pela feirinha com muitas azeitonas e vinhos, pelos cassinos, Puerto Iguazú é parada obrigatória.
       

      Feirinha em Puerto Iguazú
       
      Importante! Para adentrar em outro país do Mercosul é necessário o RG ou PASSAPORTE, qualquer outro documento NÃO é aceito. É exigido também que o RG tenha sido emitido há menos de 10 anos. Lembrando que, especificamente, em Puerto Iguazú existe um acordo no qual é permitida a entrada com o CNH (não vencida) para transitar apenas na cidade por 72 horas.
       

      Fronteira em Puerto Iguazú
       
      Leia mais em nosso post, sobre os principais restaurantes da cidade, além de uma padaria deliciosa que achamos lá! Também quais são as atrações que tanto chamam a atenção dos brasileiros para visitar a cidade e maneiras de como atravessar a fronteira!
    • Por tocadearanha
      [info]O objetivo deste tópico é trocar informações e reunir depoimentos e dicas sobre a cidade de San Juan e os parques próximos - Parque Provincial Ischigualasto e Parque Nacional Talampaya, nas províncias de San Juan e La Rioja. Hospedagem, alimentação, agitos e locomoção. Se você já conhece alguma destas localidades conte para nós como foi sua experiência, seja ela negativa ou positiva. Para isso basta clicar no Botão Responder![/info]
       
       
      Esta região deveria estar na mira de nós, turistada brasileira (fora os que jogam latinhas de cerveja pela janela)! Há lugares muito legais para se visitar. Procurem ver nos sites das províncias neste site: http://argentour.com/es/mapa/index.php.
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