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Tópico para troca de informações sobre El Chaltén 


PARAÍSO DO MONTANHISMO E DO TREKKING...EL CHALTÉN

Vai encarar uma travessia nos gelos continentais?

Escalar o mítico Fitz Roy?

Ou irá caminhar alguns dias pelas trilhas? O seu lugar é aqui!

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MARCIO!

 

Cara vc tem uma bela chance e conhecer esses dois parques, em 1 mes vc pode onhecer muio bem eles! e ainda fazer um turisminho ligth pra descansar, pois bem, conheço relativamente bem os dois locais, estou comçando a escrever um guia mais ou menos completo sobre el chalten.primeiro vou tentar fazer uma comparação entre os dois parques, com base nas suas perguntas:

 

Se vale a pena ir aos dois? com certeza absoluta vale... É bastante viável ir a ambos, pois os dois estão na mesma região da patagônia, embora em paises diferentes.

 

Mais caro? Acho que torres Del paine, pois a entrada é paga, os campings na maioria as pagos, se pensa ficar em refugio, são caríssimos, etc, etc, etc...e a vida no Chile em geral é mais cara que na Argentina (El Chaltén).

 

Mais bonito: impossível dizer.

 

Melhor forma física para que parque? Bem, boa forma física é aconselhável para ambos parques, para que as caminhadas não se tornem suplícios e sim fontes de prazer, sacas? Se for a torres Del paine, por exemplo, o indicado é o circuito completo, é uma caminhada que leva de 6 a 10 dias dependendo de como vc queira fazer... são longas marchas de até 7, 8 hors nos dias mais pesados, mas sem nenhum grande desnível, e lembre-se que vc estará e altitudes baixas, mal de altitude não az parte da brincadeira na patagônia, hehe. Os circuitos em torres Del paine são a única maneira e vc realmente conhecer o parque, não dá pra fazer u ponto de base e ir conhecendo um local e retornando ao mesmo lugar...me expliquei?

 

El Chaltén: os circuitos são a pedida, é o ideal, mais vc tb pode fazer de base o povoado de el chalten e fazer caminhadas de bate e volta, lugares como a laguna torres, o lagua de los tes(base do fitz roy) podem ser conhecidas nesse sistema, EMBORA aconselhe vc a acampar nos acampamentos bases dessas montanhas, pois ai sim vc ralmente curtirá o lugar.

 

Bem, isso é somente uma introdução, de acordo com o qu vc quiera saber, vou descrevendo as caminhadas dos parques(aqui as e El Chaltén, de t. Del paine no seu tópico correspondente).

 

Sobre como ir? Aconselho o avião! Vc deve ir a el calafate e de lá ir a el chalten e torres Del paine(passando por puerto natales), de carro não acho uma boa, somente com muiiiiito tempo de sobra, de ônibus nem pensar , no máximo até buenos Aires de ônibus e depois avião para el calafate, por que isso? Por que avião é o mesmo preço do ônibus!!!!!!!

 

Qq coisa sobre El Chaltén é só perguntar, fiz muita pesquisa para a minha viagem desse ano, tenho bastante material tb (livros, mapas, guias etc.)

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Pessoal, é possível conhecer El Chaltén sem levar barraca?

 

Existe ônibus partindo de El Chaltén para Ushuaia? Quanto tempo e qual seria o preço?

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É perfeitamente possivel sim, vc fica nos albergues, hoteis ou o que seja, no povoado de El Chaltén, e faz as caminhadas de idae volta no mesmo dia, claro que vc vai aproveitar infinitamente menos, mas é uma alternativa válida.

 

Para ushuaia, somente desde EL CALAFATE,(de onde vc parte para chegar a El Chaltén- inclusive), não sei o preço, mas aqui www.santacruz.gov.ar deve ter...

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Lá vai: é mais ou menos de cabeça, pois estou no trabalho e sem mapas, mas depende de onde pretende sair né..vou colocar os pontos mais normais:

POVOADO DE EL CHALTÉN - DE AGOSTINE: depende, mas varia de 2h30m à 3,4h, caminhada bem tranquila e muito bonita mesmo, só no começo, na saida do povoado, diria os primeiros 40min são de pendentes mais pronuunciadas.

PLAYITA: bem, vc primeiro vai ter que passar pelo refugio piedra del fraile...saido da ponto do Rio electrico, começo da trilha que sai da estrada 23, são 2h30min até o refugio, e se não me falha a memória, até a pLAyita, zona de campamento depois da laguna electrica, são umas 2h. esse é um camp. para quem fai fazera atrvessia dos geolos, é caminho para o paso marconni.

POINCENOT: base para a laguna de los tres - fitz roy, umas 3h desde o povoado.

TORO: campemento toro: bem no valle del rio toro, saido do povoado vc sobe sobe sobe sobe sobe sobe....... até um ponto, onde ou vc caia direita para a loma del pliegue tumbado ou desce direto para o vale, dá pra ver a rio lá em baixo, ao fundo o lago viedma, etc, fantástico. bem, chegando ao fundo do valle, é seguir em direção oeste, seguindo as marcas nas árvores, plasticos laranjas, etc...é bem longo e venta muito, alí é o paso de los vientos. devem ser umas 6h.

Rodrigo, qualquer coisa é só falar, tenho muitos mapas, guias, info, etc...

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Algumas coisas que me lembrei acerca de El Chaltén:

 

1 .Não compre mapa para trekking (como eu fiz e acabei não usando). os guarda-parques te dão de presente, com um detalhe: os mapas deles são atualizados. Sim, porque algumas trilhas são alteradas periodicamente, para proteger o terreno do uso intensivo. Os mapas comprados são antigos e nada te avisam sobre estas alterações. Por exemplo: A trilha da Laguna Capri foi desviada no último ano. Isto consta dos mapas do parque, mas, não dos comprados em livrarias.

 

2. Evite levar roupas de algodão. elas pesam muito, demoram para secar. depois que você sua, o suor não vai embora e pode , até congelar junto da sua pele. na medida do possível, leve vestimentas interiores feitas de Dry Fit, ou coisa que o valha.

E, repetindo o aviso que considero mais importante: Caminhe leve. Pense bem na real necessidade de coisas sobressalentes. Eu carreguei coisas demais (latas, roupas, botas reserva, ceroulas a até pilhas velhas...podem rir). foi um inferno. As trilhas são muito punk e andar leve é imprescindível.

Falow

 

PMota

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> Concordo na parte de que ' NÃO É PRECISO' ajuda de agências ou guias para se trilhar El Chaltén !!!!

Quanto a fazer o 'bate-e-volta' na cidade acho muito cansativo, pessoal aproveitem e acampem.....é muito mais produtivo (pelo meno para mim), fiquei 8 dias trilhando El Chaltén em Nov de 2007....e acampando se tem mais liberdade.

O que pega na realidade é que vc terá que levar tudo consigo....comida, barraca, isolante ee etc....quanto a agua desencane, tem em muito pontos.

Pense bem e se decidir acampar terá todo meu apoio rsrsrs e verá que é muito melhor.

Se for apenas para dormir, tem um Hostel atras do rancho grande que se chama Nido de aguila, é hostel de montanhista...tava custando 25 pesos, não tinha quase infra alguma, mas tinha um banho quente e uma beliche para esticar o esqueleto...rsrrrrsr.

Dica: No caso dos equipamentos cada grama faz diferença, então na dúvida de levar ou não....NÃO LEVE....vai pesar com certeza.

 

Resumindo: Acampar em El Chaltén acho mais produtivo, te dá mais opções de passeios e vc fica livre para conhecer o que quiser...pergunta pro TROTTA TORRES.....(Abração Trotta).

 

Abração e espero ter ajudado.

 

Mochila90lts

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putz, revirando uns arquivos antigos encontrei este mapa de El Chaltén que peguei lá no Rancho Grande, deve ajudar quem vai pra lá....1855_1855_chalten_1_1.jpg[/img]

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A cidade base do Fitz Roy é El Chalten então obrigatoriamente vc terá que ir pra lá.

 

De El Calafate há 2 ônibus diariamente que partem para El Chalten.. se não me engano um as 8 da manhã e outro as 17 da tarde. É bom você comprar pelo menos um dia de antecedência pois pode não haver passagens na hora.

 

Eu reservaria pelo menos 4 dias, sendo o roteiro:

1º dia - Camping Los Troncos, Pedra del Fraile, Paso del Quadrado.

2º dia - Glaciar Piedras Blancas, Fitz Roy, Camping Poincenot

3º dia - Cerro Torre

4º dia - Arredores de El Chalten e volta no busão das 17 para El Calafate.

 

Bom, isso se vc tiver sorte pois o clima é complicado lá.

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Se vc não tiver experiencia em trilhas longas e acampamentos recomendo vc ficar em algum hostel na cidade e fazer as trilhas em 1 dia só. Lá é frio, faz vento e dependendo pode até nevar.. sensação térmica -10º é comum lá, não vá achando que será passeio no bosque pois é Patagônia com P maiúsculo.

 

Os campings não tem nada, o Poincenot tem uma vala pra vc dar um barro e olhe lá. Vc terá que levar todo o equipamento.

 

Se tiver experiência não haverá problemas com o trajeto, a trilha é bem aberta e demarcada.. em todo caso vá segunido alguém e perguntando... turista não falta lá tb.

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    • Por AAC
      Esta viagem teve início em NOV/2017 - Trilhas pela Patagônia, Torres Del Paine, El Calafate, El Chaltén e Ushuaia, a busca de um sonho!
      Este é um relato longo, que eu expresso após 11 anos sonhando com esta viagem aqui para todos vocês.
      Preludio
      Esta história começou em São Paulo, no Brasil, quando em algum momento de 2005, sim, há mais de 11 anos, eu li um relato sobre quatro amigos que em Novembro de 1998 saíram com dois veículos Renault e desceram rumo a Ushuaia de carro. Km e mais km de rutas, 3 e 40, a mítica 40, e a partir deste momento, despertava em mim o desejo de conhecer o tal fim do mundo de qualquer forma, e inspirado por este relato, e depois por outros, inclusive que aqui li, desenhei o que seria a minha aventura perfeita a esta tal de Patagonia.
      Eu devo ter lido e relido esta e outras histórias umas 2000 vezes, e não me cansava, a cada ano eu programava e desenhava roteiros, estudava mapas, um ano eu queria ir de carro, outro de moto, no outro carro, e com isso alguns anos se passaram e eu não havia conseguido completar esta jornada, de nenhuma forma, até então.
      Em 2013, ainda em SP - Brasil, ja casado então, eu e minha esposa decidimos que iriamos em algum momento de nossas supostas férias, Dez/2013 - Jan/2014. Começamos o planejamento, desenhamos rotas, compramos mapas, tínhamos o carro, minha irmã iria trazer alguns equipamentos do Canadá para nós, ou seja, tudo planejado, nada poderia dar errado, se não fosse uma “certa" jogada do destino…
      Resumo: Meu cunhado e minha irmã nos convidaram para morar no Canadá, indo em Fev/2014 e nós aceitamos, cancelando mais uma vez a tão sonhada viagem………..
      Passa ano, vira ano e sempre falando da viagem, até que em Outubro de 2017, sentado em uma conversa com a minha esposa, chegamos em um consenso de que não conseguiremos ir juntos para a Patagonia, não até meados de Ago/2018…. E em um rompante, minha esposa diz, vai sozinho, e depois vamos de novo juntos. Isto era 21 de Outubro de 2017. Dia 22 eu comprei as passagens e sai do Canada dia 31 de outubro de 2017, exatos 9 dias após a conversa com minha esposa. Como acampamos bastante aqui no Canada, eu tinha quase tudo referente a equipamentos, e de certo, ja havia todo o planejamento mental do que eu gostaria de fazer. Como foi uma viagem sem antecedência, voei com a mente aberta, sem desenhar roteiros, sem reservas de hostel, sem nada, somente com as datas fixas dos vôos, o resto seria desenhado ao bel prazer dos ventos patagônicos, como vocês lerão abaixo.
      Este era o único roteiro planejado:
      01/NOV - Toronto > São Paulo
      04/NOV - São Paulo > El Calafate
      06, 07, 08/NOV - Reserva de campings em Torres Del Paine
      19/NOV - El Calafate > Ushuaia
      25/NOV - Ushuaia > São Paulo 
      Todo o resto fora acontecendo conforme meus passos eram dados, dava vontade, eu fazia, tava cansado? Descansava, dava vontade? Eu ia….
      E assim começa este relato.
      Sábado 04/11/2017 - Dia 01 - BRA -SP - ARG BsAs - ARG El Calafate
      Primeiro dia de viagem, meu Pai me levou para o aeroporto GRU, despachei as malas e meu Vôo saiu de SP as 07:35am rumo a Buenos Aires, 2 horas de vôo, rápido e tranquilo com um pequeno lanche a bordo. A chegada em BsAs foi um pouco conturbada, pois o primeiro vôo saiu um pouco depois do horário programado, com 30 min de delay, que a Aerolineas já havia me notificado por e-mail um dia antes, e me deixado um pouco preocupado, pois a minha próxima conexão seria bem apertada, visto que eu deveria descer do primeiro vôo, pegar a mochila, trocar $$$, (falarei mais disso a frente), e achar o portão para o próximo vôo…. Mas no final deu tudo certo e tudo se encaixou como uma luva.
      Mochilinha na mão, portão de embarque localizado, mochilona despachada de novo e agora era só esperar….
      Saindo de BsAs para El Calafate as 11:15am, vôo lotado, bem diferente do primeiro que veio vazio, do meu lado duas senhoras que estavam voando pela primeira vez… rsrsrs Estavam reluzentes com a novidade!!! Tirei umas 200 fotos para elas, pois eu estava na janela e elas não sabiam usar direito o celular!!! Lol 
      O Piloto anuncia, “Srs passageiros, sugiro fotografarem e filmarem bastante, este tempo lindo e aberto, sem absolutamente nuvens não é tão comum aqui, então aproveitem!!!” Recado dado e aceito, fotos e filmagem a rodo do avião !!! Rsrsrs

      Chegada as 02:30pm, super tranquila, peguei a mochila, tirei a capa de proteção, embalei tudo e perdi uns 15 minutos em êxtase por ter chego a Patagônia, por estar dentro do meu sonho, e também observando o aeroporto e as pessoas sairem e pegarem taxis ou vans em sentido a cidade.
      Depois destes minutos de êxtase, dei-me conta que não tinha reserva de nenhum hostel ou similar, e que deveria procurar algo pra começar… kkkkkkk
      Tentei conexão com a internet do aeroporto de El Calafate, mas como vim a descobrir depois, a internet na Patagônia não é lá muito funcional… e a net do aeroporto não estava funcionando.
      Bem, pedi um taxi....
      taxista: “Para onde sr?” 
      Eu: Não sei, me leva para a cidade…..
      Taxista:”Como assim? Vc não sabe par onde vai? Não tem reserva?” 
      Eu: Não, não tenho…. Me leva para a cidade q está bom… vc me indica algum hostel?
      Taxista:”Chê, você é doido…kkk vamos então!
      Batemos um papo durante os 16km de distância entre o aeroporto e a cidade e acabei parando no America del Sur Hostel, paguei os absurdos ARG$480 pelo táxi, o preço é tabelado, e fui para a porta do hostel.
      Recepcionista me pergunta, tem reserva? Digo, eu não, tem cama? Recepcionista, tá é doido….kkkk mas tem sim… cama comprada, lá vamos nós começar a passear pelo hostel e arrumar as coisas e pegar informações.
      O staff do hostel foi muito bacana, me ajudaram com todas as informações que eu necessitei, o hostel em si é muito bonito e bem infra estruturado, por sinal posso dizer que foi o mais legal/bacana que eu fiquei durante esta trip. Paguei CAD$ 20 pelo quarto, este com 4 camas beliche e locker espaçoso o suficiente para colocar a mochila inteira dentro. Você tera que usar seu próprio cadeado para tal, não se esqueça. Banheiros dentro do quarto e água quente ok!
      Bem, passagem para Puerto Natales no Chile comprada, agora é só curtir um pouco o hostel e descansar.
       
      Domingo 05/11/2017 - Dia 2 - ARG El Calafate - CHL Puerto Natales
       
       
      De acordo com o staff do Hostel o ônibus passaria na porta do hostel as 5:45am, acordei mais cedo, empacotei tudo que precisava e sai para tomar meu desajuno. Café da manhã incluso na diária, e bem completo, com direito a pães, ovos, cream cheese, dulce de leche, café leite, sucos entre outras coisinhas.
      Conversei um pouco com uma Californiana que também iria para TDP e pegamos o ônibus.
      Viagem tranquila e sem percalços, com uma parada no meio do nada para café e WC.
      Alfândega tranquila e sem novidades, leva um tempinho para passar para o Chile, mas nada fora do normal. Aqui, se você tem algo proibido, você será revistado, inclusive eles tem raio-x para verificar sua bagagem. Você não pode carregar nada de frutas-verduras, mel, carnes, etc… inclusive carne seca.
      Foram 352km rodados em 04h30m, chegada em Puerto Natales tranquila, fui caminhando até o Hostel Last Hope, uns 10 quarteirões da rodoviária… Hostel bem honesto, CHL$13.800 pagos, quartos com 4 camas tipo beliches, e locker pequeno, serve para guardar valores e pequenos itens, a mochila não cabe e ficou no chão. Banheiro e chuveiros compartilhados e fora dos quartos, banho quente ok. Larguei tudo pelo hostel e fui passear na charmosa cidade de Puerto Natales para buscar algumas coisas que eu precisava.

      Lembrando que, na Patagonia, tudo fecha para almoço e só abre a tarde, tipo 4:30pm…kkkkkk e par piorar, ainda chegue no Domingo!! Bem, achei um mercado aberto, comprei algumas coisas tipo amendoim e chocolates para levar, e comida para minha janta.

      PS: Não espere muito dos mercados de Puerto Natales, não tem muita variedade, e se você der azar como eu de chegar em um Domingo, vai pegar todas as prateleiras vazias….
      Bem compras feitas, fui em busca de álcool para meu fogareiro, no mercado não tinha, então a próxima parada foi em um posto de gasolina. 
      Bem, no chile não tem álcool combustível, mas o anti congelante para carros é basicamente álcool e serve como tal. Cheguei no posto e perguntei sobre para o frentista, e o mesmo me informou que o anti congelante estava no armário do posto, o rapaz que estava com a chave do armário so voltaria no dia seguinte… como embarco amanha as 7am não daria para esperar, fui em busca do plano C = Farmácia.
      Lembra que era Domingo? Pois bem, tudo fechado kkkk mas descobri que uma farmácia tem q estar sempre aberta, então me disseram para bater na porta. Foi o que fiz e alguém abriu para mim!!!! Aleluia! Fui direto na prateleira e achei a última garrafa de álcool disponível na cidade, acredito!!! Kkkkk Álcool comprado, voltei ao hostel para jantar e descansar.
      Comprei a passagem para TDP no Hostel mesmo, o preço é o mesmo que na rodoviária, então sem problemas. Fui jantar e descansar.
      Segunda-Feira 06/11/2017 - Dia 3 - CHL Puerto Natales - CHL Torres del Paine Camping Las Torres
       

      Levantei bem cedo para arrumar tudo e tomar cafe, também incluso no preço, com Paes, queijos, presunto, sucos, leite, etc. Acabei me atrasando e tive que correr 10 quarteirões de subida até a rodoviária para não perder o ônibus. Detalhe, 19.5kg de mochila!!!! Kkkkkkk Peguei o ônibus e lá fui para Torres del Paine.

      116km rodados em 1h35m, viagem rápida e tranquila. O ônibus para na portaria, la pagamos as entradas e assistimos o vídeo explicativo sobre as regras, na sequência pegamos o ônibus que faz o transfer do pessoal da entrada do parque para o Camping Las Torres.
      Ao chegar na portaria do hotel Torres, caminhei um pouco até a entrada do camping, aonde fiz meu check in e fui procurar um spot para montar minha barraca.
      Barraca montada e pronta, pequei a mochila de ataque com agua e lanche, alem das roupas impermeáveis e fui a caminho “das torres”!!!!!

      Eu estava empolgado, muito empolgado! Empolgado ao extremo!!!! Eu ja falei que estava empolgado? Kkkkk 
      Afinal depois de mais de 11 anos vendo fotos e lendo relatos, eu estava lá! Indo, caminhando em TDP!!! Não cabia em mim de tanta felicidade! Por isso comecei a trilha para as Torres empolgadíssimo, indo a milhão montanha acima! Primeiro erro, isso iria cobrar um preço, que logo vocês saberão.
      Clima perfeito, céu azul, quase sem nuvens, temperatura super agradável, calor rolando, subi a montanha como se não houvesse amanhã, parei para um brevíssimo descanso, segundo erro, no camping Italiano, tomei agua, comi um snack e continuei subindo.
      Como era de se esperar, cheguei no último km quase morto, cansado, e o último KM é o pior, com uma subida de pedra horrível e chata, que eu ja sabia, mas a empolgação me cegou ate este momento.

      Meus joelhos começaram a reclamar, e a energia havia acabado, cada pedra escalada parecia que meu coração iria sair pela boca. O que ajudou foram as pessoas que estavam descendo, te dão a maior força! “Tá chegando”, “Vai que você consegue!”, “Não desiste, você está quase” e por ai vai, te dá o maior animo, e realmente me ajudou a chegar lá!
      Quando cruzei a última pedra e visualizei as torres e o lago, meus olhos marejaram, não aguentei. Parei por um minuto em um choro interno. Mas um choro de conquista, de realização, da pura felicidade. É engraçado mas não me conti, passado um minuto, caminhei em direção ao lago das torres e caminhei sem sentido batendo fotos e fazendo vídeos.
      Me dei conta que precisava descansar um pouco, e ao mesmo tempo começou um vento forte com chuva, tive que por a roupa impermeável, sentei e descansei, comi mais um snack, tomei agua, respirei um pouco e aproveitei a vista e o momento.
      Bati mais fotos, filmei e comecei a me preparar para a descida, afinal no topo da montanha o clima não estava mais muito amigável.

      Do camping Las torres até a base do mirador foram 10.30km, 3h40m, 812m de acensão.
      Iniciada a volta, logo no começo da descida de pedras, tomo um belo de um escorregão e caio sentado, como se não bastasse, um dos bastões escapa da minha mão, cai, bate em um pedra e ricocheteia no meu nariz!!!!! Além de cair tomo uma bastonada no nariz!! Kkkkkkk Vou falar que ficou doendo por 3 dias essa pancada! Kkkk Me levanto e continuo, a volta ocorre sem problemas ate a barraca.
      No camping torres, toda a infra estrutura estava funcional, WC, chuveiros, agua quente etc, tomo um belo banho, e vou preparar minha janta, fico ainda um pouco caminhando pelo camping e vou dormir na sequencia. Desnecessário dizer que simplesmente desmaiei.
      Terça-Feira 07/11/2017 - Dia 04 TDP Camping Las Torres - Camping Francés
      Acordo cedo, não lembro a hora, mas era bem cedo, preparo meu café da manhã de ovos mexidos com bacon e café preto que eu adoro, empacoto tudo e me preparo para caminhar até o Camping Francés.
      Começo a caminhada empolgado, localizo o inicio da trilha e meto o pé!
      Bem, vocês se lembram que no dia anterior falei que pagaria um preço por um erro cometido, pois bem, o preço começou a ser cobrado aqui, a apenas 1 hora de trilha iniciada….
      Começo a sentir um incomodo na minha perna direita, para ser preciso no músculo da batata da perna direita, não precisa dizer que a distensão leve chegou apenas alguns minutos depois………………
      A partir dai tudo se complicou, mochila pesada, trilha de pedra com bastante partes de agua, e por ai vai…. 2 horas depois não conseguia apoiar meu pé direito completo no chão, a trilha se tornou um pesadelo.

      No mapa do parque, o tempo de trilha é de 6h30m do camping torres até o camping Frances, levei 8h50m para percorrer os 17.04km de trilha. Parei bastante para fotos e vídeos também! Cheguei no camping Francés morto, exausto, só cheguei pois estava com bastões de caminhada, que me permitiram caminhar sem ter que apoiar todo o pé direito no chão. Honestamente se não fossem os bastões não teria chego. Localizei o check in do camping, e corri o mais rápido que eu pude para armar a barraca e tomar banho.
      Banho quentinho tomado, higiene feita, fui preparar a janta. Emocional recuperado, estômago apaziguado, hora de cuidar das pernas e pés. Tomei um anti inflamatório para meu músculo distendido, cuidei dos meus pés e desmaiei pela segunda noite consecutiva. Sono dos anjos.
       

      Quarta-Feira 08/11/2017 - TDP Camping Francés - Vale Francés
      Acordei recuperado, energias mil, afinal eu estava na Patagonia, caminhando em TDP! E hoje o dia prometia, eu tinha reservado duas noites no camping Frances, então hoje eu caminharia leve pelo vale do Francés ate o mirador Britânico, e foi exatamente isso que eu fiz.
      Abro um parênteses aqui, quanto acordei, percebi que o anti inflamatório fez efeito, e eu me sentia bem melhor das dores, o que significa que eu estava sim sentindo dores ruins, mas eu conseguia caminhar sem a ajuda dos bastões. Por isso, como iria só com mochila de ataque, paguei para ver como seria o dia.
      E o dia foi ótimo, clima perfeito como nos outros dias, sensação a mil de estar em TDP e um incomodo em meu calcanhar esquerdo……
      Percorri os 7.36km para o mirador Britânico em 3h40m, vale ressaltar aqui que o último km também é uma bela subida de pedras ao melhor estilo Mirador Torres, mas menos pior por assim dizer.
      Um ponto interessante é que no camping Francés voce escuta o som de avalanches, e que do mirador Frances e mirador Britanico voce com sorte conseguira ver alguma, eu vi!!!! Kkkkkk
      Voltei ao camping Frances e como de costume, tomei um excelente banho quente, jantei, bati um pouco de papo com os outros caminhantes, cuidei dos meus pés e capotei.
       
      Quinta-Feira 09/11/2017 TDP Camping Francés - Camping Paine Grande - Puerto Natales
      Lembram do incomodo no meu calcanhar esquerdo?
      Pois bem, levantei, WC, cafe da manha e preparação para caminhar até o Camping Paine Grande.
      Aqui a história tem um desfecho, eu descobri que tinha bolhas de sangue em meus calcanhares…. Sim terríveis bolhas… explico: eu nasci com as pernas tortas, e levei meus primeiros 9 anos de vida usando botas ortopédicas para tentar corrigir o problema. Por isso, tenho calos “cronicos" nos dois calcanhares, que camuflaram as bolhas!!! Como eu machuquei a perna direita, sobrecarreguei o calcanhar esquerdo, de acordo com meu amigo médico….
      Aqui vale outra ressalva: Eu só tinha reserva para os campings feita até hoje, 1 noite torres, 2 noites francês, eu não havia conseguido as reservas da (Terrivelmente péssima empresa), vértice patagonico, eles não atendem telefone e muito menos respondem e-mail, eu liguei para eles mais de 200x sem brincadeiras….. e sem sucesso.
      Seguindo as indicações do gerente do hostel, se eu chegasse e pedisse eles são obrigados a te “liberar" para acampar, mediante pagamento em especie, lógico.
      Ressalva feita, eu discuti comigo mesmo e as opções seriam, caminhar ate Paine Grande e ver como minha perna + calcanhar reagiria, se estivesse ok, acampava no Paine Grande, se não, pegava o catamarã para Pudeto e consequentemente voltaria para Puerto Natales antes do previsto.
      Desnecessário dizer que mal consegui chegar em Paine Grande com a bendita distensão e as bolhas. 9.44km percorridos em 3h, Fui direto para a fila do catamarã e embarquei no das 11h30am sentido Pudeto > Puerto Natales.

      Cheguei na cidade e parei no primeiro Hostel na frente da rodoviária, não me lembro o nome, a dor não me deixava pensar muito, e paguei caro pois não tinha mais quartos compartilhados, somente single, a dona até tentava ser simpatica, a internet não funcionava e a casa toda de madeira rangia ao menor passo que você desse.
       Não era ruim, mas o fato de pagar caro, estar sentido dores, e não ter internet, me deixaram puto da vida e descontente, sem contar que foi o café da manha mais fraco de todos os hostels ate agora.
      O fato de ficar sem internet por si so não era um problema, mas como minha esposa estava em casa, falar com ela um pouco seria muito bom, visto que ela estava a 10.000km de distância, e também seria interessante pesquisar meus próximos passos/hostels durante os próximos dias.
      Ponto bom, ficar em um quarto sozinho me deu certa liberdade, lavei roupas no WC e sequei no aquecedor do quarto, dormi a vontade e tive a liberdade de cuidar das minhas bolhas tranquilamente. Ou seja, tudo tem o seu lado bom, e estes próximos dois dias de descanso seriam fundamentais para o resto da viagem.
       
      Sexta-Feira 10/11/2017 - CHL Puerto Natales - ARG El Calafate - El Chaltén
       
      Sábado 11/11/2017 - El Chaltén - Camping Poincenot - Laguna de Los Três
      Acordei cedo, fui até um café em frente ao hostel, comi um tostado de queso e jamon, café e ovos, terminei meu desajuno e fui até os guarda parques pegar mais informações e partir para trilhas, como as trilhas são relativamente mais curtas, não me preocupei em sair super ultra cedo.
      Após conversar com os guarda parques, decidi subir para o camping Poincenot, rumo a laguna de los três. A trilha começou e terminou super tranquila, sem graus de dificuldade, e relativamente plana e sem percalços. Como de costume, a última milha sempre é a mais difícil, pedras, subidas, mais pedras e tal, mas nada fora do padrão patagonico de ser!! Kkkk
      Foram 10.70km caminhados em 03h11m com 401m de ascensão até o camping Poincenot, e depois mais 2.27km caminhados em 01h19m com 351m de acénsão em pedras, do Poincenot  até a laguna de los três. 
      Voltei, armei acampamento, preparei tudo, jantei, descansei, conversei com um casal de argentinos gente boa, conheci outro argentino muito gente boa também, papeamos e entrei para a barraca para descansar. No camping Poincenot é somente uma área para acampar, não possui nada, somente uma “casinha" que nada mais é do que um buraco no chão para fazer as suas necessidades, não possui chuveiros ou qualquer outro tipo de serviço. Neste dia o banho foi de toalhinha…kkkkkkk
      Domingo 12/11/2017 - Camping Poincenot - Camping De Agostini - Laguna Torre
      Como de costume, acordei cedo, tomei café, arrumei tudo e parti rumo ao próximo acampamento. Fora uma noite muito tranquila, sem novidades, um descanso providencial.
      Caminhei por uma trilha transversal, que liga as trilhas da Laguna de Los Três com a Laguna Torre. Trilha calma e tranquila, 10.85km, em 03h14m com 151m de elevação, trilha super plana e sossegada, encontrei um grupo de brasileiros, conversamos um pouco e segui caminho até o camping. Como de costume, arrumei o acmpamento, fui passear até a Laguna, voltei e descansei, dia calmo e sem novidades.
      Segunda-Feira 13/11/2017 - Camping De Agostini - El Chaltén
      Acordei, como de praxe tomei café debruçado nos mapas das trilhas e desenhei o que seria os meus próximos dias. A ida a Laguna Toro e a sequencia O “Passo Del Viento” !!!! 
      Obrigatóriamente eu deveria voltar para a cidade, não se pode fazer esta trilha sem prévia autorização dos guarda parques, sob pena de tomar uma bela e cara multa se você for pego. 
      Foram 9.71km de caminhada descendo a montanha em direção a cidade, feitos em 2h52m.
      Como não era a minha intenção, planejei a volta para a cidade, e neste dia voltei para o Hostel, tomei um delicioso e merecido banho quente e cai na rua para providenciar tudo o que eu precisaria para meu próximo dia.
      Para fazer a trilha da Laguna toro + Paso Del viento, você necessita de uma cadeirinha de rapel, com as respectivas cordas e mosquetões, pois em um determinado ponto desta trilha, existe uma tirolesa para cruzar o rio Tunel, e você devera possuir tudo isso para faze-la, sem este equipamento, você não consegue a autorização.
      Já seabendo destes requisitos, fui até uma loja de aluguel de equipamentos, aluguei tudo o necessário e voltei para o hostel para arrumar tudo, jantar e descansar para a próxima trilha.
      Terça-Feira 14/11/2017 - El Chaltén - Laguna Toro
      Acordei não muito cedo, pois antes de entrar na trilha precisava da minha autorização, e os guarda parques so começavam atender as 9am. O bom é que a trilha começa atrás da casa dos guarda parques….rsrsrrsr
      De posse de todo o meu equipamento, me apresentei, preenchi todos os papeis necessários, você é obrigado a mostrar para eles todo o seu equipamento, como, cinto de rapel com linha da vida e mosquetões, fogareiro com comida, bastões de caminhada, mapa de papel das região, GPS (não obrigatório mas recomendado), Radio VHF, (não obrigatório mas recomendado), barraca e saco de dormir, etc. Basicamente tudo para um camping.
      Tudo mostrado o guarda parques me disse que não recomenda que eu fizesse esta trilha solo, mas me autorizou. Ele me explicou que legalmente não pode me proibir de fazer sozinho, mas definitivamente não é recomendado. Ele ainda me disse que provavelmente eu ficaria bem por possuir experiência anterior em rapel e resgate em cordas, mas me recomendou muita atenção e cuidado, com bastante precaução.
      Observação importante aqui: Você assina sobre sua responsabilidade que qualquer problema que você tenha é sua a responsabilidade, e se eles tiverem que te resgatar, você ira arcar com todos os custos necessários e pertinentes ao resgate. Lembrando que é uma região bem difícil de resgate.
      Burocracia cumprida, segui montanha acima em direção a Laguna Toro.
      16.74km caminhados em 5h37m, 698m de elevação, com um pico de subida de 1040m de altitude. É uma bela e cansativa subida, com uma bela descida na sequencia.
      Nestes dois dias de descanso que antecederam o dia de hoje, eu tive uma recuperação excepcional da distensão na perna, e uma excelente melhora nos meus calcanhares, (bolhas), e extremamente motivado para fazer esta trilha, a fiz em tempo recorde, rsrsrs.
      Esta não é propriamente uma trilha fácil, muito barro e água, muitas de subida lisa, muita descida lisa, vacas selvagens e muito pasto, pasto até não acabar mais, e por todo este pasto, charco e turba, muito charco e muita turba encharcada.
      É muito fácil se perder nesta trilha, e muito fácil atolar também, em algumas partes, o pasto turba é fundo, e você pode se enrascar sozinho….rsrsrs
      Nada de ruim aconteceu e cheguei tranqüilamente ao acampamento Lagura Toro.
      Escolhi um belo spot para montar minha barraca e como a dita laguna fica um pouco depois do camping, fui caminhar um pouco.
      Como de praxe, jantei me arrumei e fui descansar… so que não! Rsrsrs
      3:30 da madrugada, acordo ouvindo algo no arredor da minha barraca….humano? Não…
      Sim um animal, meio distante ele começa a circundar minha barraca, 1, 2 voltas em torno….
      Minha mente calcula possibilidades: Vaca? Veado? Não, eles tem casco e o barulho é diferente, eles não são animais noturnos….
      Lebre? Acho q não, elas não espreitam….
      Zorro ou Puma? Talvez……. Minha mente estava a milhão… estou acordadissimo e alerta, minha faca na mão, continuo deitado em silencio completo, só pressentindo e avaliando…..
      O suposto animal dá mais uma volta mais perto da minha barraca e “encosta" o focinho na minha cabeça e “respira”…. Uma bela de uma fungada na qual senti até o ar quente!!!!
      A barraca é diminuta, minha cabeça estava encostada na parede, nesta hora com a minha faca em mãos, bati com toda força a faca em uma frigideira que eu tinha, fazendo um estridente barulho, imediatamente abri o zíper da barraca e olhei ao redor…. Como era de se esperar não vi nada….
      Acabou que acordei quatro pessoas que estavam também acampando, e nada vimos.
      Não conseguia mais dormir, ficava pensando na sensação do animal encostando o “nariz” na minha cabeça, e um pouco depois comecei a sentir o famoso vento patagonico.
      Sim amigos, ele faz barulho igual ao Godzilla, e bate forte, muito forte.
      Depois que começou a ventar foi mais difícil ainda voltar a dormir…
      Quarta-Feira 15/11/2017 - Laguna Toro - El Chalten
      A barraca aguentou super bem toda a pressão, entortou, balançou, chacoalhou mas aguentou excepcionalmente bem!!! Mas o pior eu descobri ao amanhecer… este vento todo rugindo, levanta muita poeira, um pó extremamente fino, que entrou em tudo, barraca, mochila, roupa, saco de dormir… em resumo, tudo! Eu tinha 3mm de pó dentro de tudo!!! Kkkkkkkk
      Com muito custo consegui fazer um café com pó….rsrsrrr mesmo depois do vento arremessar meu fogareiro com água e tudo a mais de 200m de distancia!!! Kkkkk Sim, não estou brincando, mas no final deu tudo certo.
      Uma nota:
      Em El Chalten não tem previsão do tempo, o mais perto que existe é a previsão de El Calafate, o que torna impreciso, você pode consultar o windguru mas também não é exato, e eu sabia que o dia de hoje existia uma previsão de piora com aumento significativo de ventos e tempo fechado.
      Tal qual previsto, o dia amanheceu terrível, ventos fortíssimos, chuva, nuvens fechando tudo….
      A idéia de ir ao passo Del viento era a de justamente ver os gelos glaciares patagonicos, um dos três campos de gelo do mundo, os outros dois estão no polo sul e na Groenlândia.
      No acampamento os ventos estavam na ordem de 100km/h, tudo fechado por nuvens, chuva… imagina no passo Del viento, so para chegar lá são 6 horas de caminhada em pedras para ir, e mais 6 horas para voltar….
      Visto que teria 48 horas de mau tempo, eu não teria esse tempo livre, a prudência me fez abortar a ideia de visitar o passo Del Viento, o pessoal que estava no camping junto comigo até tentaram me convencer, mas não aceitei a idéia e no final todos decidiram descer comigo. Seria a melhor decisão tomada, visto o mau tempo.
      O tempo de fato não melhorou este dia, e voltamos para a cidade para desfrutar de um bom banho quente e descansar mais um pouco.
      Quinta-Feira 16/11/2017 - El Chaltén - El Calafate
      Acordei, arrumei tudo, almocei e embarquei para El Calafate novamente, este dia foi sem novidades, somente aproveitando para caminhar a esmo e descansar… aproveitei para caminhar pelas ruas de El Calafate, coisa que até então não havia feito ainda.
      Sexta-Feira 17/11/2017 El Calafate - Glaciar Perito Moreno
      Na noite anterior comprei um pacote no próprio hostel, America Del sur, de passeio para o Glaciar Perito Moreno, com um extra de passear em uma estancia local com apoio de guia.
      Foram ARG$700 pesos pelo passeio que me pegou na porta do hostel as 7am.
      Ida tranquila, conhecemos uma estrada de rípio muito bonita, o clima realmente ajudou aqui, céu limpo e muitas belas paisagens. Conhecemos uma bela estancia gaucha, com seus costumes e animais de criação, tomamos café, ouvimos um pouco de história, passeamos pela propriedade e voltamos para o ônibus. Durante todo o percurso, a guia e o motorista explicam coisas sobre historia local e as paisagens, inclusive parando para fotos, recomendo este passeio.
      Chegamos no Glaciar, ouvimos as instruções da guia e seguimos cada um para seu lado, a caminhar e apreciar o glaciar. Tínhamos basicamente 3 horas livre de passeio.
      Passeei, filmei, fotografei, observei, vi gelo caindo, e realmente o Glaciar é muito grande… valeu cada minuto apreciando. Não achei que vale a pena navegar. O barco não chega perto do glaciar por segurança, e em alguns pontos a plataforma fica mais perto do glaciar do que o barco, então não fiz esta parte do passeio e economizei uns pesos!!! Kkkk 
      Na hora combinada, todos se encontraram no ônibus e voltamos para a cidade, lembrando que o glaciar fica a 80km de distancia da cidade de El Calafate.
      O Resto do meu tempo livre gastei passeando pela cidade.
      Sábado 18/11/2017 - El Calafate
      Aqui mais um dia aproveitando a cidade de Calafate e comprando lembranças para a família. Aproveitei o tempo para um tour gastronômico e experimentando sorveterias deliciosas! Rsrs
      Dia calmo e sem novidade, aproveitei para organizar muitas coisas do equipamento, falar com a família, organizar finanças e descansar mais.
      Para ir ao aeroporto no dia seguinte, contratei um taxi no hostel mesmo, caríssimos ARG$300, imagina? Preço tabelado…
      Domingo 19/11/2017 - El Calafate - Ushuaia
      Ushuaia é uma cidade impar, cravada no final de tudo, aonde o vento faz a curva, e os mares se encontram, ela tem um charme especial, magnético, ela é simples, cravada no pé das montanhas, mas com charme único.
      Como em Ushuaia decidi não fazer trilhas para acampar, mudo aqui um pouco o estilo do relato, deixando de lado o dia a dia e focando na cidade.
      Conheci no Hostel um brasileiro, Bruno, e dois argentinos, Nicolas e Julian, pessoal gente muito boa, fizemos amizade e combinamos um passeio os 4 no Parque Nacional Tierra ele Fuego, ARG$500 pelo transfer ida e volta + ARG$300 de entrada do parque, passamos pelo correio do fim do mundo, caminhamos pelas trilhas do parque, circundando o canal de Beagle, visitando a Laguna Roca e finalizando no “final” da Ruta 3.
      Quando cheguei na mitica placa do final da ruta 3, aquela mesmo que eu tinha visto tanto em fotos, um sorriso não saia do meu rosto, um misto de alegria e felicidade por tel alcançado um sonho. Nem parecia verdade, mas era…
      Neste mesmo dia, combinamos de jantar uma Centolla, (pronuncia-se cem-tô-ja), no Chiko Restaurant, típico carangueijo gigante da patagonia, também conhecido como King crab. Fomos ao restaurante e experimentamos um Chupe de Centolla, servido com um creme delicioso de batata e queijo parmesão, valeu cada centavo, comemos e bebemos muito bem, saiu ARG$750 para cada um dos quatro, um pouco caro mas experimentem, realmente delicioso!
      Em minha exclusiva opinião, eu achei a Patagônia um pouco cara, mesmo morando no Canada, e gastando em dólar, achei tudo muito caro, o que me fez optar por alguns passeios e  pular outros.
      Caminhei muito a pé, economizando para comer outro prato que eu gostaria de experimentar, o salmão com centolla e batatas noissetes. Desnecessário dizer que estava delicioso! Experimentem.
      Fui visitar o Museo Marítimo y Del Presidio de Ushuaia, ARG$300 pesos e vale para dois dias se assim você quiser, basta ao final do seu passeio solicitar o carimbo para poder voltar no outro dia.
      Passeio tranquilo, aonde você aprenderá sobre a história local e da prisão e conhecera um pavilhão intocado, todo original, recomendo.
      Tambem fiz a navegação do Canal de Beagle, ARG$1700, aproximadamente 6 horas de passeio ida e volta, você sai do porto, conhece o canal de beagle, o farol do fim do mundo, pequenas ilhas pelo canal, vê muitos pinguins e lobos marinhos, para na beira de uma ilha cheia de pinguins e volta. Todo o passeio tem guias explicando tudo em espanhol e inglês. Passeio bem tranquilo e agradável. Como previsto bastante vento, chuva e frio, vá agasalhado.
      Eu e o Julian fizemos a trilha da Laguna Esmeralda, o Bruno e o Nicolas ja tinham partido, trilha cheia de lama e barro. A trilha em si não é difícil, o problema é escapar do barro e da lama, sem dizer dos campos de turba, terríveis. Vi muita gente afundando a perna até o joelho no barro ou na turba, inclusive ajudamos uma menina com o namorado a sair da lama, ela estava presa na lama acima do joelho.
      Como estávamos usando bastões, fomos tateando o terreno antes de pisar e nos demos bem!!! Fica a dica. O pessoal que não estava usando literalmente se afundou na lama…. Rsrsrs
      Linda Laguna, verde emeralda, dai o nome, mas voltamos logo pois o tempo não ajudou muito. Avistamos também as castoreiras, mas nenhum castor
      Fui passear no shopping center Passeo del fuego, visitei o Museo del Fin del Mundo, andei pelos “duty frees” da cidade, conheci todas as ruas e avenidas, fui jantar um “tenedor libre”, (rodizio) de carnes argentinas! Kkkkkk
      Esta foi uma atração a parte, o Julian fez questão de me levar a uma churrascaria de rodízio para que eu experimentasse todas as carnes argentinas, inclusive o tão famoso cordeiro patagonico de Ushuaia, uma delicia a parte. Provei todos os cortes e sabores, realmente uma delicia, me apaixonei por uma costela, que infelizmente não me recordo o nome, mas fica a dica, experimentem!!!!
      Sábado 25/11/2017 - Ushuaia - São Paulo
      Dia de voltar, a última parte da minha trip acabou. Ficou a vontade e acampar no parque nacional, o tempo não ajudou, mas a aventura foi maravilhosa, gosto de quero mais.
      Se eu planejasse não teria sido tão perfeito, tudo tão acertado. Aproveitamento máximo, agora é so planejar a volta com a esposa, quem sabe o ano que vem!!!!! 
      Resumão de dicas
      Dinheiro / Cartões de Crédito
      Eu levei cartões de crédito e US$700, que troquei uma parte por pesos no aeroporto de Buenos Aires.
      As cidades pequenas não tem casa de cambio oficial, você poderá trocar dinheiro com os comerciantes, muitas vezes não vale a pena. Esteja preparado para isso. Nem todos aceitam dólares, principalmente na alta temporada, aonde tem muita oferta.
      Tanto no Chile quanto na Argentina, você encontrara bancos e caixas eletronicos, você poderá sacar e moeda local sem problemas, no Chile esta foi a minha única opção, precisava de peso chilenos em pleno Domingo e iria sair as 7am da segunda. Na próxima viagem levo um mínimo de dólares e saco tudo no local, não tive problemas com cotações ou taxas abusivas, na verdade foi bem prático e simples sacar no cartão.
      Hostel / Hotel 
      Não reservei praticamente nada, chegava e procurava, usei o aplicativo Hostelword, magnífico e funcional, não tive nenhum problema, usei e abusei, imprecindivel para a viagem.
      So tome cuidado com a alta temporada, você pode não ter a mesma sorte.
      Dias livres
      Programe dias livres entre as trips/cidades/passeios, como eu expliquei acima, se algo te acontece, você tem tempo para respirar e se ajeitar, os dias de decanso foram fundamentais para a minha recuperação e aproveitamento da viagem depois. Não abra mão disso, ou diminua o numero de passeios/cidades. Não corra riscos desnecessários correndo entre cidades, deixe algo para depois, é uma excelente desculpa para voltar!  
      Comida
      Não abro mão de experimentar a culinária local em minhas viagens, mas normalmente sai caro, por isso, nos outros dias usei e abusei da cozinha do hostel e comprei comida em supermercados locais, você gasta menos e tem a chance de fazer muitos amigos!!!!
      Segurança
      Em todas as cidades que visitei pela Patagonia, não me senti inseguro em nenhum momento. Andei sozinho por tudo e sempre muito tranquilo. No hostel use o locker para coisas de valor, passaporte e eletronicos. Eu deixei várias vezes celular carregando na tomada sem estar perto e não tive problemas. Inclusive todo o meu equipamento, como mochila cargueira etc, ficava sempre no chão do quarto.
      Aeroporto
      Hoje em dia voar é super tranquilo, mas a segurança no aeroporto e muito maior e rigorosa, evite itens proibidos nas malas de mão, leve uma mala pequena ou mochila pequena com você e despache a mochila maior. Leve uma garrafa de água vazia e deixe para encher no bebedouro depois do raioX. Quanto mais leve no aeroporto melhor, e sempre confuso e so piora com as pessoas demorando para embarcar com suas mochilas gigantescas que não cabem no guarda volumes do avião, evite fila, todos vão entrar na aeronave, sem excessão, normalmente quem esta no fim do avião embarca primeiro, então fila é inútil.
      Dica pessoal
      Vá leve, indepente se você esta indo para turistar, ou indo para trilhar, vá leve. O máximo que você puder. Corte peso de tudo, roupas desnecessárias, objetos sem uso para viagem, corte tudo, ainda mais se você estiver indo para trilhas, lembre-se que você vai carregar isso por todo o tempo, inclusive no aeroporto! Kkk 
      Equipamentos que eu levei
      Barraca The North Face Stormbreak 2
      Colchão Big Agnes Insulated AirCore Ultra 3 season
      Saco de dormir The North Face Aleutian -7C
      Mochila Deuter ACT Lite 65 +10
      Mochila de ataque ultralight
      Fogareiro Trangia 27-4 UL (otimizado para uma pessoa só)
      Bastões de caminhada Black Diamond Trail Poles Aluminum 460GR
      Lanterna de cabeça Petzl Zipka 200 lumens
      Lanterna de barraca Coghlan’s Led Micro Lantern
      Canivete suíço Victorinox com faca, e mais algumas funções
      100 metros de paracord 550
      2 Sacos de compressão Outdoor Research UL (1 para saco de dormir, 1 para roupas) 
      1 Filtro de água Sawyer mini
      2 garrafas de água flexíveis platypus 1L e 500m
      1 pá cat hole
      1 Powerbank 20.000 mAh Aukey
      Mosquetões variados para múltiplos usos
      Sacos plásticos diversos (lixo, etc)
      Fita adesiva Gorilla Tape / Silver Tape
      Câmeras video/foto
      1 Gopro Session com SD Card de 64GB
      1 Iphone SE 64GB
      Comida
      15 pacotes variados de comida liofilizada incluindo refeições, carne seca, (Jerk beef) e cafés da manhã
      Café solúvel Starbucks VIA Instant, embalados individualmente
      Pelas cidades que passava comprava sempre algo mais, doces/chocolates, amendoins, macarrão, etc.
      Roupas
      2 calças segunda pele, sendo uma ventilada especial para esportes
      2 camisetas de manga longa, sendo uma especifica para caminhadas e transpiração
      2 camisetas manga curta dry fit
      1 shorts curto dry fit
      1 calca/bermuda nylon Columbia
      1  fleece fino Mountain Warehouse
      1 jaqueta ultralight Columbia
      1 colete ultralight Patagonia
      3 pares de meia liner isocool Mountain Warehouse
      1 par de meia Columbia para frio intenso 
      2 pares de tenis ultralight para trekking Columbia, de cano baixo
      1 Chinelo
      1 Boné 
      1 Gorro de lã
      1 luva liner (Bem fina)
      1 luva (mais grossa
      1 óculos de sol 100% uvAB filter
      1 jaqueta ultralight impermeável Columbia
      1 calça ultralight impermeável Mountain Warehouse
      1 Neck Gaiter/Pescoçeira de fleece Quechua
      1 Neck Gaiter/Pescoçeira dry fit Nike
      Farmácia pessoal
      Antibiótico
      Anti inflamatorio
      Anti Diarreia
      Anti Enjoo
      Anti Gases
      Pomada antibiotica
      Gases + Esparadrapo
      Colirio
      Carvão ativado (Diarreia leve, intoxicação alimentar/veneno)
      Protetor solar (imprescindível)
      Super cola/Superbonder (Serve para fechar pequenos cortes na pele, sem sangue)
      Aquatabs (para purificar água)
      Alfinete de segurança e agulha
      Palito de dente + Pinça pequena (Meu canivete suíço tem e sempre uso)
      Kit de Higiene pessoal
      Escova de dentes
      Fio dental
      Pente 
      Aparelho de barbear
      Sabonete liquido biodegradável multi uso (serve para banho, cabelo e roupas)
      Condicionador de cabelo
      Gel para cabelo
      Lencos humidecidos
      Mini espelho
      APPs usados no celular (Iphone)
      Gaia GPS - Este app merece um tópico a parte, mas resumindo, GPS com mapas topográficos e trilhas do mundo todo offline, pago a assinatura anual e foi sem dúvida o que eu mais usei para tudo.
      XE Currency Pro - Sem dúvida o melhor app para converter moeda offline, ele usa seu ultimo acesso a internet como ref. Bem preciso, usei muito nas confusas conversões de pesos x dolares
      Google Maps - Fiz o download de mapas offline das cidades que iria caminhar.
      Google Translate - Com línguas offline just in case
      Hostelword - Para reservar hostels pelo mundo
      Airbnb
      Trivago
      Netflix - Com uns filmes offline para assistir durante os voos kkkkkk
      Lastpass - Carteira de senhas digitais
    • Por Maria Anita
      Olá pessoal!
      Depois de tantas viagens, sempre usando dicas daqui, finalmente tomei coragem para escrever um relato.
      Durante os meses de janeiro, fevereiro e março/2017, eu e meu namorado, Renato, conseguimos tocar um projeto antigo, que era percorrer a Huella Andina Patagonica, uma trilha de longa distancia (aprox. 550km) no norte da Patagonia argentina, pela zona da cordilheira.
      Informações gerais sobre a trilha
      A Huella Andina uniu trilhas já existentes, criando uma trilha de longa distancia, para valorizar a natureza e a cultura local e, com isso promover o turismo. As trilhas atravessam tres provincias, Neuquen, Rio Negro e Chubut, e cortam 5 parques nacionais, PN Lanin, PN Los Arrayanes, PN Nahuel Huapi, PN Lago Puelo e PN Los Alerces.O projeto era apoiado pelo governo e contava com a ajuda de voluntários. A sinalização da maioria das trilhas é impecável, e o projeto contava ainda com um guia de campo e um site que continha informações variadas, como por exemplo, a condição de cada trilha. Além disso tem também uma série promocional dividida em vários capítulos disponivel no youtube.
      Infelizmente, com as mudanças no governo da Argentina, o novo presidente decidiu descontinuar o projeto, tirando o site oficial e todo o material que ele continha do ar. Dessa maneira, a melhor forma de tentar saber as condicoes das trilhas é acompanhar as páginas dos Parques Nacionais e refugios no facebook. Existe um grupo no fb que se chama Huella Andina, onde tem sempre informaçoes atualizadas. É também sempre importante passar nas intendencias dos parques para receber informaçoes e se registrar!
      Sobre a viagem
      Tinha MUITA vontade de fazer essa trilha desde a primeira vez que ouvi falar sobre ela, em 2014. Foram então quase 3 anos juntando dinheiro, comprando equipamentos adequados e planejando. Eu lia, estudava, assistia e absorvia absolutamente qualquer informação que encontrava sobre a Patagonia! O plano inicial era percorrer a patagonia inteira, de norte a sul, chegando até Ushuaia. Mas como imprevistos sempre acontecem, o tempo disponível se tornou inviável, então decidimos dividir a viagem e chegar mais ao sul em outra oportunidade.
      Nós criamos um blog, onde pretendemos atualizar (estamos enrolando desde março rsrs) com informações mais detalhadas sobre as trilhas, sobre equipamentos, e como nos preparamos e pesquisamos tudo: https://napatagoniaa.wordpress.com
      ROTEIRO
      16/01 – Rio – Santiago – Pucon
      O voo saiu às 7:20 do Rio e chegou às 11:10 em Santiago. Trocamos pouco dinheiro no aeroporto, apenas para pegar o onibus que nos leva a cidade.
      Pegamos o onibus e descemos um ponto depois do terminal rodoviários onde se compra as passagens para Pucon (metro universidad Santiago), já que a única casa de cambio na rodoviária tem cotações HORRÍVEIS e enche o saco na hora de trocar o dinheiro (as notas não podem ter um amassadinho, mas te devolvem notas de peso velhas e rasgadas). No ponto seguinte tem um shopping com uma casa de cambio Afex, onde trocamos o dinheiro suficiente para comprar as passagens para Pucon e chegar ao centro, e depois fomos andando para a rodoviária. Compramos o onibus noturno pela Turbus e deixamos os mochilões num guarda bagagens que tem lá.
      Pegamos o metro para o centro da cidade e descemos perto da Calle Augustinas, onde fizemos o cambio de todo o dinheiro que pretendiamos gastar no Chile, demos uma volta e almoçamos por lá. As cotaçoes em Santiago são muito melhores do que as encontradas ao sul. Daí pegamos um metro para o Costanera Center, onde compramos algumas coisas nas lojas e mercados, fizemos hora, jantamos e voltamos para o terminal de onibus para viajar para Pucon.


      17/01 – Pucón
      Chegamos cedo em Pucón e usamos o wifi do terminal para reservar um hostel. Deveríamos ter reservado com alguns dias a mais de antecedencia, pois estavam quase todos cheios e acabamos ficando em um hostel caro e ruim (pelo preço), Hostel Nature.
      Pretendiamos comprar a ascensão do vulcão Villarica, mas estava muitos mais cara do que das últimas vezes! Desistimos por medo de comprometer o orçamento da viagem logo no começo e acabamos comprando só o passeio para as Termas Trancura para o dia seguinte e ficamos curtindo a cidade.
      18/01 – Pucón
      Trocamos de hostel no começo do dia e fomos para o Hostal Monica. Tudo muito limpo, excelente custo benefício.
      De tarde fomos para as termas, que são demais! Com vista para o vulcão, vale muito a pena.
      Quando voltamos compramos as passagens para Junin de Los Andes para o dia seguinte.

      19/01 – Pucón – Junin de los Andes - San Martin de los Andes
      Pegamos o onibus em Pucon, que saiu mais ou menos as 10h. A viagem é bonita e agradável. Os tramites de fronteira foram rápidos e 5h depois chegamos em Junin de los Andes, de onde pretendíamos seguir para Villa Pehuenia (início da Huella Andina). Entretanto, não havia nenhum lugar que fizesse cambio em Junin, por isso tivemos que pegar outro onibus para San Martin.
      A passagem é barata e a viagem dura uns 40 min. O problema é que o onibus que nos trouxe a Junin segue viagem até San Martin, então se soubéssemos teríamos economizado tempo e dinheiro.
      Em San Martin, passamos no centro de informações turísticas, que estava bem cheio. A cidade toda estava, por sinal. Perguntamos sobre cambio e sobre hostels, já que não tínhamos wifi disponível para pesquisar pelo booking. Quase todos os hostels estavam cheios. Conseguimos um quarto compartilhado em um hostel um pouco afastado, tudo bem limpo e com um bom café da manhã incluido, mas bem caro.
      Trocamos reais na única casa de cambio da cidade, a uma cotação bem mais ou menos. Comemos as melhores empanadas na loja Noninos, fizemos compras no La Anonima, passeamos pela cidade e passamos no centro de informações do PN Lanín. Lá pegamos panfletos e nos informamos sobre condições das trilhas e maneiras de se chegar. Descobrimos que a primeira etapa da Huella estava fechada, parece que nunca chegou a ser habilitada, o que gerou uma pequena mudança nos planos.
      20/01 – San Martin - Junin - Alumine
      Acordamos, tomamos café e fomos para o terminal de onibus. O onibus de San Martin para Junin sai de hora em hora. Chegando e Junin, descobrimos que só tem um onibus diário para Aluminé, que sai as 17h30 e chega às 19h45.
      A viagem para Aluminé é bonita. O onibus é um pouco velho e a estrada bem empoeirada. Eramos os únicos turistas... Chegando em Aluminé, fomo nas informações turísticas e descobrimos que o onibus para Ruca Choroy só sai as segundas e quartas (era sexta)! A senhorita que nos atendeu foi bem prestativa e ligou para vários taxis e transfers, tentando negociar o preço. Por fim, conseguiu que um amigo dela nos levasse por um preço bem mais em conta. Lá anoitece tarde, mesmo assim chegamos em Roca Choroy já escuro e montamos acampamento.
       21/01 – Lago Ruca Choroy - Vivac Pampa de Castro
      Essa trilha estava prevista para ser feita da seguinte forma: (1) Villa Pehuenia – Moquehue - (2) Moquehue - Vivac Puesto Viejo - (3) Vivac Puesto Viejo – Ñorquinco - (4) Ñorquinco - Vivac Pampa de Castro - (5) Vivac Pampa de Castro - Lago Rucachoroy. Entretanto, os tramos (1), (2), (3) não estavam habilitados, e não havia onibus para Ñorquinco, por isso decidimos fazer Lago Rucachoroy - Vivac Pampa de Castro, no dia seguinte um bate e volta sem as cargueiras par Ñorquinco e no terceiro dia retornar para Ruca Choroy.
      Tivemos que andar cerca de 3km beirando o lago Rucachoroy ate o começo da trilha. A trilha é bem empoeirada, com poucas sombras e os tábanos (tipo de mutuca) são insuportáveis. Esporadicamente passa um carro ou outro e as vezes passamos por casas. No caminho passamos por muitas araucárias (chamadas de Pehuenes) e por muitos papagaios. A trilha passa por áreas de pasto com muita ovelhas, vacas e cavalos. Cerca de 2/3 da trilha é plana e sem muitas dificuldades, mas o trecho final é uma longa subida. Cruzamos pequenos riachos, alguns com pontes e outros que não davam nem pra molhar o pé. Ao final chegamos em Pampa de Castro, onde a vegetação predominante é um capim baixo onde o gado pasta. Existe uma cabana de madeira bem rustica que é usada por quem cuida das vacas, com uma cama, espaço para fogueira, uma mesa e alguns utensílios de cozinha. A área de camping consiste em um gramado para montar a barraca na beira de um rio, onde é proibido fazer fogo.

      Camping em Ruca Choroy

      Vivac Pampa de Castro
      22/01 – Vivac Pampa de Castro - Norquinco - Vivac Pampa de Castro
      Deixamos a barraca montada em Pampa de Castro e fizemos um bate e volta a Norquinco com mochilas leves.
      A trilha começa com uma subida intensa, de cerca de 3km com desnível de mais de 200 metros. Após a longa subida, chegamos a uma área de pasto, onde a trilha contorna uma área com uma placa indicando ser de uma comunidade mapuche (so vimos uma cabana). Apos esse trecho, seguimos por uma área de bosque e uma longa descida. Passamos por um riacho com uma pequena cachoeira, ótimo para um descanso e para encher as garrafas (agua muito boa e gelada). Entramos então em uma área mais aberta e extremamente linda, com uma infinidade de flores do campo te acompanhando ao longo do caminho. Pouco depois a vegetação começa a mudar e se torna mais seco. Pouco tempo depois, chegamos a cascada coloco, uma linda cachoeira que é avistada ao longe. A partir dai a trilha segue sem muitas novidades até o lago Norquinco. Não fomos ate a guardaria do PN Lanin por conta do tempo para a volta, mas a trilha segue fácil beirando o lago.
      Ao chegarmos de volta em pampa, conhecemos o Freire, um mapuche quase gaúcho que tomava conta do gado. Ficamos conversando e preparando nossas refeições na cabana e depois fomos dormir. Freire nos disse que no dia seguinte seu chefe viria busca-lo numa 4x4 para levá-lo a Aluminé, então combinamos uma carona.

       
      23/01 - Vivac Pampa de Castro - Lago Rucachoroy
      Esperamos até quase 15h o chefe do Freire, que deveria chegar 12h. Ficamos com medo de esperar mais e acabar ficando tarde, e resolvemos arrumar nossas coisas e fazer a trilha de volta. O tempo estava mais agradável por ser mais tarde, e a trilha foi mais fácil por ser só decida. Chegamos antes das 20h em Rucachoroy, comemos uma pizza e acampamos.
      24/01 – Lago Ruca Choroy
      Como saímos tarde, acabamos perdendo o ônibus de segunda feira e tivemos que esperar até quarta para voltar. Foi um dia de descanso.
      25/01 - Lago Rucachoroy - Aluminé
      Pegamos o ônibus de Rucachoroy para Aluminé. O ônibus para Junin/San Martin só sai bem cedo, então tivemos que ficar em Aluminé. Ficamos no Camping La Anita, a 2km do centro. O Camping era bom, possuindo parcelas com um fogão a lenha, pia e eletricidade. 
      26/01 - Alumine - San Martin - Junin - Puerto Canoa
      Acordamos as 5h, arrumamos tudo e fomos para a rodoviária caminhando. Acabamos pegando o ônibus no caminho.
      Tivemos que ir a San Martin trocar reais. Chegamos, usamos o wifi gratuito da rodoviária, fomos cambiar e comemos mais empanadas deliciosas na loja Nonino.
      Voltamos para Junin e compramos as passagens para Puerto Canoa pela empresa Transportes Castelli. Os ônibus saem ou as 9:45 ou 16:25 para ir e 12:30 e 19:10 para retornar.
      Fomos no mercado La Anonima fazer compras, próximo a praça San Martin.
      Pegamos o ônibus pontualmente. A viagem demora um pouco. Ao chegarmos em Puerto Canoa, o motorista nos disse para ir ate o ponto final (2km mais distante), porque em Puerto Canoa não haviam campings. Confiamos nele, mas no caminho, poucos metro após Puerto Canoa (onde fica o inicio da trilha para a base do vulcão), vimos uma placa de camping livre. Questionamos e ele afirmou que esse camping era pago e era mais distante que o do ponto final. O do ponto final era pago e tinha que atravessar o lago, o que também era pago. Por conta disso, decidimos andar de volta Puerto Canoa e nos informarmos na Guarderia. A guarda parque nos disse que o camping livre que havíamos visto era de graça, tendo que pagar apenas para atravessar, mas não havia nada, nem banheiros, apenas um local para montar a barraca.
      Decidimos ficar no camping livre por ser mais perto do inicio na trilha. Sinalizamos para que o barqueiro nos atravessasse num barco a remo. A travessia era paga, e o camping era gratuito, mas contava com parcelas com local para fazer fogo, mesas e um banheiro de uso comum (sem chuveiro).
      27/01 - Puerto Canoa 
      Faríamos a trilha para a base do vulcão, mas acordamos muito cansados e decidimos ter um dia livre para descansar, lavar roupas e organizar as coisas. Fizemos amizade com um casal de Buenos Aires, Walter e Jorgina e sua filinha Milena. Walter é professor de historia, mas fez um curso de guia de trilhas. Caminha desde novo e conheceu Aila, um dos primeiros moradores da região, que ajudou na demarcação do parque. 

      28/01 - Puerto Canoa - Cara Sur del Volcán Lanín
      A trilha começa pouco após a casa do guarda parque e tem a entrada bem marcada. A primeira parte é plana e segue por uma área de bosque, alternando trechos de vegetação mais e menos densa. A trilha passa a margear um rio pela direita, até atravessá-lo. Começa a margeá-lo então pela margem esquerda. O trecho final começa com uma subida muito íngreme, que está sinalizada como a ultima subida. Também há uma placa dizendo para recarregar a agua, entretanto, não ha riachos no local, então é necessário pegar agua um pouco antes. Pouco depois a subida se suaviza, mas continua por um longo trecho, saindo do bosque para uma região onde predominam os arbustos e continua subindo, ate chegar a um descampado, a partir dai é so pedra ate a base do vulcão.

       
      29/01 – (9) Puerto Canoa – Aila
      Caminhamos uma boa distancia até inicio da trilha, a maior parte do tempo por um caminho no pasto paralelo ao lago.
      A trilha começa com uma subida muito íngreme, vencendo um grande desnível. Se sobe por cerca de 1h, e logo se suaviza.
      A trilha é muito interessante e bonita, em algumas partes atravessamos o rio por pontes improvisadas de troncos.
      Ao chegarmos, descobrimos que a “Población Aila” era na verdade um sítio, com uma família morando. Apesar de o guia indicar que teria proveduria, eles tinham somente os produtos do sítio para vender, ovos e pão caseiro. Compramos mesmo assim e comemos um dos melhores macarrões com ovo da viagem.
      O camping era num local muito bonito, na beira do lago. Tinha somente mais um casal acampando. Pensamos que não tinha banheiro, entretanto vimos um num local um pouco mais adiante no dia seguinte, quando seguimos a trilha para Termas.

       
      30/01 – Aila - Termas de Epulafquen
      Mais uma vez, a trilha era muito bonita, mas longa e cansativa.
      Logo no começo, haviam dezenas de lebres no caminho, que se afastavam saltitando assustadas conforme nos aproximávamos.
      Também vimos dois carpinteiros (pica pau de cabeça vermelha, bem grande) e ossadas de cavalos na trilha, além de um ratinho. Deveríamos ter visto uma antiga máquina abandonada, mas passamos batidos.
      A trilha segue suave por um longo trecho e começa a subir por mais um longo trecho no final, até chegar na estrada, onde percorremos cerca de 4km até a área de camping.
      Em determinado momento na trilha encontramos o guarda parque Franklin vindo na direção oposta, em busca de um casal de alemães que tinha desaparecido na região a alguns dias. Quando ele estava voltando, encontrou conosco mais uma vez e foi nos acompanhando ao longo da trilha, até a estrada. Era um homem muito simpático, que enriqueceu nosso caminho com informações sobre a fauna, a flora e a região em geral. Obrigada, Franklin. 
      O camping de Termas foi um dos piores, pois era caro, na beira da estrada, não tinha wifi nem nenhum serviço que justificasse o preço e foi onde tomamos o “banho quente” mais frio de toda a viagem!! Tinha proveduria, onde nos reabastecemos.

       
      31/01 – Termas de Epulaufquen - Laguna Verde
      Trecho de conexão, sem dúvida um dos piores da Huella! Era só estrada o tempo todo, um sobe e desce, sem paisagens ou qualquer tipo de coisa interessante na maioria absoluta do tempo, o que fazia com que o tempo não passasse. O ponto alto foi o escorial do vulcão.
      O camping em Laguna Verde era bem aceitável. O banho quente era bom, e o camping bonito, na beira do rio, com parcelas para montar a barraca, local para fazer fogo e proveduría. Achamos um pouco caro, mas depois vimos que estava na faixa de preço dos demais ao longo da Huella.

       
      01/02 – Laguna Verde - Rincón de Los Pinos
      Trilha extremamente bonita! Começa contornando a Laguna Verde, logo depois começa a subir, subir, subir, até sair da linha das arvores e chegar na parte onde pequenas moitas, pouquíssimas arvores e muitas cinzas dominam a paisagem. A trilha é marcada majoritariamente por estacas de madeira, com a ponta pintada de azul e branco. 
      Nesse descampado já é possível ver toda a região que foi percorrida nos dias anteriores e o vulcão lanin, sempre atras. 
      A trilha é realmente muito bonita e é impossível não querer tirar fotos o tempo todo, o que fez com que fossemos em um ritmo mais lento.
      Após esse campo de altidude, entramos novamente numa parte com vegetação mais densa e começamos um longo trecho com muito sobe e desce, até chegar no campo aberto de capim alto, onde após algum tempo é possível ver o refugio.
      Chegamos muito cansados e fizemos o jantar. Demos uma olhada no refugio, mas preferimos montar a barraca do lado de fora por causa do rantavirus.

       
      Continua...
    • Por thalita.melo
      Ushuaia + Calafate + Chalten + Bariloche
       
      Faremos aqui um relato na nossa viagem de 15 dias pela Patagonia Argentina em dezembro 2016/janeiro 2017.
       
      24/12 - Embarcamos com destino a cidade de Buenos Aires as 00:25 pela Aerolineas Argentinas. Foi um voo tranquilo e chegamos na cidade as 2:20 ja que la não tem horário de verão. Quando você desembarca na parte internacional e vai pegar outro voo tem que se deslocar até a parte de voos domésticos que fica em outro prédio.
      As 7:25 pegamos o voo que nos levaria até a cidade de Ushuaia, aonde chegamos as 12:10.
      Em Ushuaia Ficamos pelo AIRBNB na casa da Tamara a qual recomendamos pois é muito atenciosa e tem um espaço bacana para alugar. O único inconveniente é que o chuveiro não é dos mais quentes então exige banhos rápidos.
      Quando chegamos na cidade a temperatura estava cerca de 8 graus e com uma garoa mas mesmo assim fomos nos aventurar. Nossa primeira parada foi em um hostel na rua Rivadavia bem sinistro aonde um chinês troca reais por um preço bacana. Na época 1 real = 5 pesos. Trocamos uma parte do dinheiro e fomos para o centro de informações turísticas aonde eles carimbam seu passaporte com o carimbo da cidade.
      A cidade é bem pequena e o seu centro tem uma infinidade de lojas, restaurantes e docerias. Nos bairros também conseguimos achar esses serviços mas dependendo de onde ficar vai ter que enfrentar subidas para chegar como foi o nosso caso.
      Paramos para almoçar em um restaurante de massas na Rua San Martin gastando cerca de 100 reais o casal e depois antes de voltar para o nosso apartamento passamos no mercado La Anonima para comprar queijos e vinho para nossa ceia de natal. Indicamos o vinho Dada que é muito bom e la muito barato, cerca de 20 reais a garrafa. Os mercados de todas as cidades não tem sacolas plásticas então ou vc leva a sua ou vc compra a deles daquele tipo retornável.
      A cidade de Ushuaia é muito segura, cheia de cachorros e gatos pela rua e no veråo tem sol até as 11hras da noite o que é ótimo pois faz nosso dia render muito. A noite no verão a temperatura baixa bastante chegando a uns 4-5 graus mas os locais tem sempre ótima calefaçåo.
       
      25/12 - Era natal de começamos a nossa primeira aventura, subir o Glaciar Martial. Saindo do apartamento a entrada para a estrada que leva ao inicio do Glacial era perto, levamos uns 15 minutos andando mas ai começa a subida e no meio dela fomos salvos por um alemão que nos deu carona até o inicio do glacial. Então se vc pretende ir vá de taxi até o inicio da trilha pq vale a pena e vc volta a pé pq a paisagem é bem bacana. No inicio da trilha vc ja se depara com uma subida forte e a trilha em si é puxada. Demoramos cerca de 1hra e meia para conseguir subir bem agasalhados e em alguns momentos até de luva e cachecol pois tem trechos de ventos muito fortes. A descida parece mais tranquila mas não é pois se vc não tomar cuidado estraga o joelho que foi o que aconteceu comigo. No meio da descida paramos para comer um lanche que tinhamos levado (pão com frios, bolinho recheado com doce de leite e água) e terminamos todo o circuito em 2:30 hras. La no inicio da trilha tem uma casa de chá maravilhosa a qual paramos antes de retornar a cidade...vale muito a pena, é maravilhosa e cara.
      De volta a cidade moídos ainda paramos no centro novamente para comer em uma pizzaria na rua San martin (era uma das poucas opções ja que era dia de natal) e voltamos para nosso apartamento nos lamentando com tanta subida.
       
      26/12 - Resolvemos conhecer o Parque Nacional. Antes de irmos atrás de um transfer passamos novamente no chinês para trocar mais reais por pesos e fomos até o local de onde saem transfers para todos os passeios da cidade na avenida Maipu. Um transfer ida e volta custou 400 pesos por pessoa. La dentro do parque vc paga uma taxa de entrada de cerca de 120 pesos por pessoa se for mercosul e escolhe qual trilha vc quer fazer. escolhemos a trilha costeira pois era a mais recomendada e realmente vale a pena. Nela vc passa por diversos lagos maravilhosos e água cristalina. O transfer nos deixou na Enseada Zaratiegui aonde antes de começar a trilha vc pode pegar outro carimbo da cidade no passaporte mas esse tem custo de cerca de 30 pesos enquanto que o do centro de informações é gratis. Dessa enseada fizemos uma trilha de 8,6Km até o Rio Lapataia aonde tem um restaurante e banheiros (cerca de 3:20hras). No meio da trilha paramos para comer nosso lanche na beira de um dos lagos e no final, quase chegando ao restaurante eu ja estava chorando de tanta dor no joelho. Por conta do dia anterior meu joelho sentiu muito a trilha e tive que parar nesse restaurante e fiquei la esperando meu marido terminar os 5 Km de trilha que faltavam(ele demorou cerca de 3hras para voltar ao restaurante). Ele continuou e foi até a Laguna negra e depois a Bahia Lapataia ja na divisa com o Chile. Assim que ele retornou ao restaurante consegui ir com ele até o lago Roca que é maravilhoso para tirar fotos e ficar descansando com aquela vista e logo depois o transfer nos pegou no restaurante e voltamos a cidade. De volta a cidade voltamos para o ape e no caminho paramos em um restaurante local chamado Dieguito, fora da zona turísticar. Uma ótima experiência com preços bem pouco menores. Gastamos os mesmos 100 reais por casal mas comemos mais. De volta ao ape foi aquele banho rápido, pijama e cama ja que ja eram quase dez da noite.
       
      27/12 - Na manhã desse dia acordamos muito cedo a espera do nosso taxi até o aeroporto, era dia de ir para El Calafate. O taxi já tínhamos deixado agendado e no horário combinado ele estava lá para nos buscar, Nos depedimos da mãe da Tamara que foi quem nos recebeu e chegamos no aeroporto com um custo de 120 pesos. O voo foi pela Tam e demorou cerca de 1h20. Tínhamos pensado em ir de ônibus para o preço era praticamente o mesmo e eram 17 horas de viagem. Chegando em El Calafate vc ja se deparara com a linda vista do lago Argentino, maravilhoso. Pegamos um transfer da Ves Patagonia que nos custou 160 pesos por pessoa e ele nos deixou no nosso hostel bem no centro da cidade. Fora do centro tem muitas opções de hostel mas não recomendamos pois tudo que é serviço está localizado no centro. Nosso hostel foi o Calafate Hostel aonde pegamos um quarto privativo duplo que nos custou 150 dólares + taxas por 3 diárias com café da manhã. O hostel é muito bom, além de bem localizado o quarto era ótimo (só um pouco quente demais), os atendentes eram ótimos e o café era ok. Para quem pretende cozinhar, a cozinha é super pequena então vc tem que ter paciência para esperar sua vez e achar um lugar na geladeira. O hostel tem um restaurante muito bom com preços ok tendo sempre o menu do dia por 150 pesos.
      Ao chegar na cidade fomos atrás de cambio e para nossa surpresa ele era pior que em Ushuaia, conseguimos 1 real = 4.50 pesos o que nos deu aquele arrependimento e aquela saudade do chinês. Esse cambio é em um restaurante chamado Casimiro Bigua localizado na Avenida San Martin.
      A cidade de Calafate é muito fofa e ainda menor do que Ushuaia. Na rua principal San Martin vc encontra lojas, restaurantes, bares, docerias, padarias e muitos brasileiros com frio. A temperatura da cidade é mais alta chegando a uns 20 graus durante o dia e 10 graus durante a noite, mas sempre com muito vento. Depois de dar uma volta na cidade, almoçar no restaurante vera Cruz que tinha uma massa gostosinha, experimentar o famoso alfajor Koonek que realmente é muito bom (custam 25 pesos cada e o melhor era o branco de doce de leite) e ir a rodoviária para comprar nossa passagem para El Chalten (400 pesos ida e volta por pessoa), voltamos para o hostel e fomos pagar nossos passeios. Depois disso dormimos para o dia seguinte.
       
      28/12 - Nesse dia reservamos para fazer o mini-trekking no Glacial Perito Moreno. Fechamos tudo pelo hostel e ele nos custou 2040 pesos por pessoa mais taxa do parque. É um passeio extremamente caro, como tudo em calafate, mas que vale muito a pena. Primeiro vc passa por toda a passarela tendo várias vistas diferentes do glacial e podendo ver a todo momento ele se rompendo, nessa parte do passeio vc pode fazer um lanche que vc deve levar, no final das passarelas tem um restaurante mas bem caro. Cerca de 1h30 na passarela é suficiente para ver tudo e vc volta para o ônibus que nos deixa no porto, la embarcamos em direção ao glacial e depois de uns 30 minutos iniciamos uma trilha rápida. Chegando ao Glacial vc coloca grampones nos sapatos e começa o trekking sobre o gelo. Esse percurso dura cerca de 1h30 e no final é servido uísque com gelo tirado do glacial. O trekking é fácil e autorizado para pessoas de até 65 anos e não grávidas.
      Terminado o passeio voltamos para o hostel, jantamos um delicioso hambúrguer no restaurante de lá e fomos dormir.
       
      29/12 - Também pelo hostel reservamos um passeio a Torres Del Paine que é um parque situado na patagônia Chilena. Esse passeio custa cerca de 2100 pesos por pessoa e além de caro sai às 5h da manhã. Saímos do hostel e depois de 1h pegando mais pessoas pela cidade iniciamos nossa viagem. Até a fronteira com o Chile são cerca de 6h de viagem, na fronteira temos que fazer a saída da Argentina, depois a entrada no Chile e isso leva mais 1h. Ao entrar no Chile tem uma cafeteria aonde vc deve trocar sua moeda por pesos chilenos para pagar a entrada do parque, 21 mil pesos chilenos por pessoa. A partir daí o guia chileno vai explicando toda a paisagem e localização e vamos fazendo paradas para fotos em lugares exuberantes. Ja no final do passeio paramos em uma hosteria onde é servido um almoço (horrível) que já esta incluso no passeio com bebida e sobremesa. Esse lugar fica na beira de um dos lagos mais bonitos que ja vi na minha vida. De volta ao ônibus fazemos todo o percurso de volta passando novamente por todas as imigrações e chegando de volta a calafate cerca de 11h da noite. O passeio tem com ctz as paisagens mais bonitas de toda a viagem mas não sei se faríamos de novo. Além de caro, demorado, desconfortável é muito cansativo. A comida do restaurante não me caiu bem e vomitei tudo na volta. De vd não sei se vale a pena.
       
      30/12 - As 7:30 da manhã pegamos nosso ônibus na rodoviária com a empresa Taqsa para El Chalten. São 2h30 (220 Km) de viagem e chegando na cidade, antes de ir a rodoviária paramos em um centro de informações onde nos são dadas instruções sobre as trilhas da cidade (Todas grátis e muito bem sinalizadas). Da rodoviária andamos cerca de 15 minutos até nosso Hostel que ficava na Avenida San Martin. A cidade é minúscula, tem cerca de 1600 habitantes, mas é cheia de serviços, não faltam restaurantes, hospedagens, mercadinhos e tem um cambio horrível, la encontramos 1 real = 3 pesos. Ficamos na Hospedagem Lo de Trivi em um quarto privativo com banheiro e sem café por 256 dólares + taxas 4 diárias. O hostel era bacana, limpo, a cozinha era ótima mas o wifi não pegava no quarto além do chuveiro ser feito para pessoas magras e com até 1.70m de altura. Com um cambio tão ruim resolvemos cozinhar e fomos ao mercadinho que tinha em frente. Lá compramos macarrão, molho de tomate, queijo, pão, doce de leite, requeijão, carne, cocas e vinho de caixinha e nos viramos com isso pelos dias que passamos lá.
       
      31/12 - Último dia do ano, dia de fazer a trilha mais dífícil. Nosso destino era a Laguna de Los 3 que fica aos pés do Fitz Roy. O começo da trilha é bem tranquilo, são 9 Km super de boa de fazer. No final desses 9 Km vc chega em um acampamento selvagem para quem curte mais aventura e lá passa um rio que tem água limpa e muito boa para beber, então não precisa levar muita água da cidade. Agora o último Km é de matar, eu que sou sedentária quase desisti várias vezes pois é uma subida animal. No fim deu tudo certo, consegui mas cheguei lá no alto podre. O que compensa é a vista que é maravilhosa aonde ficamos um tempo descansando e comendo. Depois de uma meia hra tinhamos que voltar tudo, o que foi um sofrimento para mim. Além da descida de 1 Km mto íngreme (novamente cuidado com os joelhos) eu estava muito cansada da ida e não via a hra de voltar ao hostel. Na volta paramos um pouco na laguna Capri que também é maravilhosa e aonde tem outro acampamento selvagem totalmente grátis.
      Chegando de volta a cidade depois de 10 horas de trilha quase chorei de emoção e paramos em uma vendinha (Che empanadas) de frios bem ao lado do hostel que tinha um atendente muito peculiar. Lá compramos muitos frios com um ótimo preço para prepararmos nossa ceia, jantamos, tomamos banho, abrimos o vinho e ficamos esperando para ver como seria a virada e simplesmente nada aconteceu hahahaha. A cidade não tem fogos e nem festa, tudo o que estávamos precisando. Sendo assim dormimos feito pedras.
       
      01/01 - Dia de descanso e voltinha pela cidade.
       
      02/01 - Saímos rumo a Laguna Torre ( 18 Km ida e volta, aproximadamente 6 horas de trilha) que foi uma trilha bem tranquila. Mas ao chegar na laguna presenciamos um vento que nunca tinha visto na vida. É tão forte que vc não consegue ficar por lá muito tempo, mas é bem bacana de conhecer. De volta ao hostel descansar para no dia seguinte partir.
       
      03/01 - As 11horas pegamos um ônibus de volta a El calafate. Esse ônibus passa pelo aeroporto então vc pode já ficar por lá se quiser. Mas nós voltamos ao nosso hostel de antes ( Calafate Hostel) para passar apenas uma noite. Dessa vez em um quarto compartilhado com 4 camas também muito agradável que nos custou 31 dólares + taxas sem café. Nesse dia trocamos mais dinheiro já que em Chalten foi impossível e almoçamos em um restaurante chamado San Pedro onde experimentamos uma massa recheada com o famoso cordeiro patagônico, muito boa. Saindo de lá fomos conhecer a laguna Nimez que dá pra ir andando bem facinho e é bonita, também venta muito. Se vc quiser pode fazer uma trilha por ela mas como tudo em Calafate é pago. Andamos mais pela cidade e voltamos ao hostel.
       
      04/01 - Dia de ir pegar um voo para Bariloche mas antes passamos no restaurante do hostel e comemos outro hamburguer, dessa vez de cordeiro que também estava muito bom. Pegamos um taxi e fomos para o aeroporto. Dessa vez de Aerolineas, também tinhamos pensado em ir de ônibus mas as 24 horas de viagem nos desanimaram. Chegamos em Bariloche quase noite já e como tínhamos optado por ficar em uma pousada mais afastada da cidade um taxi ficaria muito caro, sendo assim pegamos um taxi até o centro, lá compramos um cartão de transporte público, carregamos e pegamos o ônibus 20 que nos levou até a pousada. ( Bariloche tem transporte público até que bom)
      A pousada se chama Hosteria Katy e é maravilhosa. Os donos são uma família de alemães e a propriedade é simplesmente fantástica e aconchegante. Essa hospedagem nos custou 214 dólares + taxas por 3 noites com café.
       
      05/01 - Acordamos, fomos tomar nosso café bem estilo colonial em uma sala que parecia casa de boneca. Logo após saímos para conhecer a cidade. Depois de tanto tempo em cidade pequenas confesso que estranhei aquela agitação toda já que Bariloche é muito maior e cheia de carros. Pegamos o ônibus 20 e fizemos uma parada no Cerro Campanario. A subida de teleférico nos custou 100 pesos por pessoa e não é nada demais, tem uma vista bacana mas é um passeio dispensável. Saímos de lá pegamos nosso ônibus 20 novamente e fomos até o Km 1 da Avenida Bustillo aonde tem o museu do chocolate ( Bariloche é muito famosa pelo seu excelente chocolate) mas tinha fila para entrar e desistimos. Passeamos pela cidade, conhecemos seu centro, paramos nas chocolaterias da rua Mitre e compramos um mundo de chocolates maravilhosos ( Recomendo Rapa Nui, pra mim a melhor) paramos para almoçar no El Chiringuito, um restaurante simples mas muito gostoso e com um preço bacana e voltamos para a pousada felizes e repletos de chocolate.
       
      06/01 - Dia de fazer as trilhas que era perto da nossa pousada. Como eu disse optamos por ficar longe da cidade e perto dos bosques. Foi uma ótima escolha pois a região era muito bonita. Saímos da pousada e entramos pelos bosques que são até que bem demarcados e fizemos ao todo 18, 5 Km de trilha com várias paradas em praias muito lindas e que se vc conseguir pegar boas temperaturas vc pode até arriscar um mergulho. Dizem que lá chega a 28 graus mas nós ficamos nos 20. De volta a pousada depois de 4 horas andando paramos em um restaurante em frente a pousada e comemos uma massa maravilhosa, tomamos um banho, ficamos curtindo a pousada que é cheia de gatinhos e cachorros e tem um quintal incrível, pegamos uma pizza, comemos e fomos dormir.
       
      07/01 - Dia de voltar para SP. Pegamos o ônibus 20 até a rodoviária de Bariloche e de lá um taxi ao aeroporto. No aeroporto também tem uma loja da Rapa Nui onde fizemos uma parada e compramos mais chocolates (mesmos preços da cidade) e voltamos pra casa. Foi tudo ótimo e maravilhoso....espero poder ter te ajudado no seu roteiro.
    • Por fernando sbo
      Argentina 15 dias - São Paulo – Buenos Aires – Ushuaia –El Calafate – El Chalten
      Como a maioria das informações que vou postar aqui não encontrei aqui nos mochileiros ou em outro site, ou por estarem desatualizadas ou não corresponderem com a realidade de abril de 2017, especialmente algumas informações para quem vai mochilar mesmo, cozinhar no hostel e tentar economizar ao máximo.
      Viajei para Buenos Aires por milhas, então não sei o valor da passagem para lá, mas acredito que essa informação seja irrelevante, muito fácil encontrar em qualquer site. Meu planejamento foi ficar em Buenos Aires por três dias para conhecer toda cidade, depois pegar avião para Ushuaia, mais barato e mais rápido do que o transporte de ônibus. Depois de Ushuaia, subir de ônibus até El Chalten, que era o destino final e na volta de El chalten ficar por um dia El Calafate para visitar Perito Moreno.
      Eu decidi fazer esse trajeto, pois queria andar por boa parte da argentina, conhecer vários lugares incríveis e fazer uma parte da viagem de ônibus, mesmo sendo tantas horas, 11 horas no total e várias descidas no que ficou conhecido na viagem por “fiscalizacíon”...kkkkkkkkkkkk.
      Acredito que meu depoimento possa servir de base para outros que queiram fazer algo semelhante. Pensando durante e após a viagem eu não modificaria o roteiro que eu fiz. Tudo se encaixou perfeitamente no que eu tinha planejado e em nenhum lugar que eu fiquei pensei que poderia gastar mais tempo por lá, foi na medida dentro dos 15 dias que eu tinha. Na verdade pode-se fazer o mesmo trajeto em 30 dias ou mais.
      Vamos para o que interessa:
      A distribuição dos dias está no quadro abaixo:
       
      Fui com a Lan chile por milhas, mas gastei com taxa de embarque o valor de R$ 373,86.
      Cheguei dia 13/04 na parte da manhã, troquei um pouco de dinheiro no aeroporto, o cambio estava, 1 para 4,80 pesos, melhor cambio que encontrei. Na Rua Florida que é a rua dos cambistas não encontrei oferta melhor, só pelo mesmo preço de 4,80. Pode trocar cambio nesse lugar, mas pechinche, eles negociam e ficam gritando o tempo todo Câmbio, câmbio...
      Fiquei no hostel Milhouse, localizado no centro, lugar legal, cheio de gente jovem e tinha umas baladinhas. Como fui no feriado estava cheio de brasileiros. Não aproveitei a noite de Buenos porque meu foco e dinheiro estava direcionado para patagônia. Sair a noite lá sai muito caro para um mochileiro.
      Cozinhei todos os dias no hostel, sem problemas. 3 dias é mais do que suficiente para BA, como tem muito relato aqui no mochileiros de lá, única coisa que falaria é que  compensa alugar uma bike na Ricoleta, alugamos por 160 pesos, bikes laranja do Itaú, metade do preço para clientes Itaú, e dar um super giro pelos lugares mais afastados, fiz no mesmo dia Ricoleta, o parque Reserva Costanera Sur o bairro de La Boca (não vá sozinho de bike) fui com meu irmão e mesmo assim apesar de vazio, sempre achava que alguém ia nos assaltar... talvez seja coisa de brasileiro e a parte central, além do parque onde tem a Floralis Generica. Enfim, nesse dia de bike deu pra aproveitar bastante.
      Ir no mercado San telmo também, lá é muito massa, bastante coisa antiga, mas tenta ir nele de domingo.
      No Sábado fomos para o Aeroparque de madrugada, quando chegamos lá fomos informado que a Aerolineas argentina havia mudado o vôo para o aeroporto que fica nos arredores de Buenos Aires. Sai correndo pela avenida em busca de um taxi, pagaria qualquer valor porque se eu perdesse o vôo a viagem toda iria por água abaixo e o que eu iria fazer mais 12 dias em Buenos Aires???? Entrei na frente de um taxi, quase implorei para o motorista levar e ele cobrou 600 pesos, o que aceitei na hora, faltava 50 minutos para embarque e pedi para que ele voasse na rodovia para poder dar tempo.
      Fiquem espertos com a Aerolineas, eles podem te foder fácil.
      Chegamos em tempo no aeroporto, a viagem foi tranquila e chegamos ao amanhecer em Ushuaia. Que coisa linda de se ver, aqueles picos congelados com aquela aurora, mesmo do avião foi bem bonito e eu estava no fim do mundo.
      Quando desembarcamos e saímos pela porta senti realmente como são os ventos patagônicos, ficamos um tempo olhando o tempo e sentindo o que é um frio de verdade. De lá peguei um taxi e fui pro hostel Yakush, lugar muito bom, super indico.
      Fomos passear de barco até a ilha da pinguineira, foi meio caro o passeio, mas vale a pena porque são 04 horas e é um passeio diferente, foi a coisa mais turística que fizemos. O restante fomos bem de mochilão.
      No mesmo dia fomos no pico Glacial Martial, fomos de taxi e voltamos a pé. No meio da estrada tem uma trilha que também chega a cidade, fomos por ela e nos perdemos. A trilha é realmente muito bonita, mas apenas vá por ela se você tiver tempo pra ficar perdido e não tiver medo de cachorros.
      No dia seguinte já partimos de ônibus para El calafate. Pegamos as 05 da manhã em um ponto perto do hostel (lá não tem rodoviária) e quando chegou o busão parecia esses Rural que leva a galera para trabalhar, pensei estamos fudido 11 horas dentro desse ônibus, mas assim que chegamos um uma cidade umas 02 horas depois pegamos um melhorzinho e seguimos a viagem.
      O saco de ir de ônibus de Ushuaia para El calafate é que você precisa descer do ônibus várias vezes para sair da argentina, entrar no Chile, sair do Chile, entrar na Argentina, subir na balsa (precisa descer), descer da balsa, trocar de ônibus, putz aí é foda a canseira.
      Pegamos outro ônibus na cidade de Rio Gallegos para El Calafate e outro de El calafate para El chalten que era o destino final, então imagina o role que é pra chegar lá por essa via.
      Em El Chaltén ficamos no hostel por 03 dias, fizemos todas as 03 principais trilhas, mas no último dia choveu, mas fomos mesmo assim. De frente com o hostel patagônia tem um pub com cerveja boa, de lá mesmo e comida melhor ainda.
      As trilhas judiam um pouco, eu perdi 06 kilos nessas viagem, meu irmão um pouco menos. As trilhas geralmente duravam de 08 a 13 horas, andando numa passada boa.
      Em El Calafate fomos no Perito Moreno, entrada $500 pesos para estrangeiros. Lugar bem massa, não compensa fazer passeio de barco, maior perda de tempo, melhor ficar nas passarelas mesmo. Depois fizemos a viagem de retorno para Ushuaia, lá comemos a tal da Merluza Negra, não achei nada de espetacular, só caro. No último dia em Ushuaia fomos a pé e voltamos do Parque Nacional e damos um giro por dentro dele nas trilhas, foi  bem cansativo mas valeu a pena. Entrada $ 350,00
      Basicamente é isso, curti muito a viagem, achei caro em relação aos outros países da América do Sul e com certeza voltaria para fazer um outra parte de lá.
       
      Valores de Passagem de Avião e ônibus – ida e volta.
      Passagem de Avião de Buenos Aires para Ushuaia R$ 1.225,99 por pessoa, Aerolíneas.
      Passagem de Ônibus, esse valor é para duas pessoas, no caso foi eu e meu irmão.
      Onibus Ushuaia - Rio Galego – 700 pesos (por pessoa)
      Onibus Rio Galegos – Calafete – 490 pesos (por pessoa)
      Onibus El calafate – El chalten – 360 (por pessoa) = 1550,00      
      TOTAL $3.100 pesos ida e volta. R$ 620,00 por pessoa.
       
      Valores dos hostels para duas pessoas: Valores em dólares, reais e só o primeiro em pesos, Abril 2017
      Hostel em BA – u$ 12,42 + 1320 pesos = 307,47
      Hostel USHUAIA  YAKUSH U$ 39,10 – 122,00
      Hostel CALAFATE U$ 38,00 – 145,00
      Hostel CHALTEN PATAGONIA U$ 96,00 – 365,00
      Hostel calafate AMERICA DEL SUR U$ 60,28 – 229,00
      HOSTEL USHUAIA YAKUSH U$ 117,30 – 369,00
      HOSTEL FLORIDA U$ 29,76 – 93,00
      EM PESOS O VALOR TOTAL DE HOSTEL FOI DE 6.390,00 PARA DUAS PESSOAS
       
       
       
      Argentina.docx
    • Por Julia Y
      Viagem de 27/ Fev à 12/Mar de 2017
      Primeira viagem sozinha e primeira vez que sai do país.
      EDIT: Consegui colocar fotoss
      Depois de tantos relatos que me ajudaram com a viagem, resolvi postar tambem.
      Comprei minhas passagens direto do site da Aerolineas e todas as passagens saíram por R$1500,00.
      Desculpa.. mas eu não anotei todos meus custos e acabei esquecendo  , portanto os valores que citei abaixo são aproximados... Mas no total, com as passagens gastei por volta de R$6.000,00
      Cambio: Fiz todo o cambio de Reais para Dolar em SP e troquei 1/3 por pesos no aeroporto de Buenos Aires e o restante no hotel Antartida(?) em Ushuaia, pelas recomendações aqui do site. ( chegando no hotel vc fala na recepção que quer fazer o cambio e eles te levam pra cozinha pra fazera troca)
      Roteiro:
      27/02 - SPO/ Buenos Aires / Ushuaia
      03/03 - Ushuaia/ El Calafate
      06/03 - El Calafate/ El Chalten
      12/03 - El Chalten/ El Calafate/ Buenos Aires/ SPO
      Não precisei trocar de aeroporto em Buenos Aires na ida, sobre a volta conto depois.
      Ushuaia - 27/02
      Hostel Antarctica (super recomendado aqui no Mochileiros): Gostei do hostel, quarto grande com 3 beliches, tem bastante tomada, porem não perto da cama. Banheiro tem secador. Cafe da manhã tinha ovos (crus), paes, geleias, doce de leite e um suco que de maçã industrializado que tem em todo lugar. E o pessoal da recepção super simpaticos e prestativos. 4 diarias ficou por volta de 1500 pesos.
      O ruim realmente é a distancia entre o quarto e o banheiro que tem que passar pela area externa, cozinha e lobby..
      Chegando em Ushuaia, peguei um taxi do aeroporto para o Hostel.
      Como ja era tarde, passei no mercado pertinho do hostel pra comprar umas comidinhas. (obs: atum em lata, maçã e nuts são super baratos)

      28/02 - Tour Beagle Channel
      À pe, fui no pier onde tem varias "casinhas" que são as agencias que vendem o passeio de barco no canal Beagle, contratei o passeio em um barco menor que o catamarã, pra ter uma turma reduzida, ficou mais ou menos 900 pesos.
      Os passeios tem o horario da manhã e da tarde, dizem que à tarde se o dia não estiver nublado voce pega o por do sol.
      Fiz o passeio de manhã, são mais ou menos 4 ou 5 horas de passeio de barco onde vemos leoes marinhos, focas, o "farol do fim do mundo" e fazemos uma curta caminhada em uma ilha.
      Lembrar de levar um corta vento à prova d'agua, pois na parte de fora do barco faz um vento da desgrama e pode chover/ chuviscar no caminho.
      Na volta eles servem um cafezinho com bolachas dentro do barco.
      Conheci um brasileiro que disse que fez o passeio em um veleiro, que foi mais barato do que eu paguei, são menos pessoas no barco e chega mais perto da ilhas pra ver os animais. Então parece que vale apena dar uma pesquisada antes.
      Ah! o carimbo de Ushuaia pro passaporte fica no centro de informações turisticas do lado do pier onde vendem os passeios do canal Beagle, e é de graça!
      De volta ao hostel, peguei informações sobre transfer para o Paque Nacional Tierra del Fuego, e marquei para o dia seguinte às 09hrs (primeiro horario).
      Passei em um lojinha de esquina no centro que parecia uma conveniência de posto (sem o posto) pra comprar um chip de celular da Movistar, que funciona como um pre pago daqui.
       


      01/03 - Parque Nacional Tierra del Fuego
      O transfer (300 pesos ida e volta) sai em varios horarios, mas pra fazer as trilhas tem que sair cedinho, pois ela sao extensas. Levei umas comidinhas pra passar o dia.
      Chegando no parque, tem que pagar a entrada de 100 pesos (Mercosul, levar passaporte) e eles te dão o mapinha do parque, então voce tem que decidir onde vai descer, pois dentro do parque tem varios pontos de onibus, e para voltar, voce aguarda em um desses pontos antes dos horarios que o motorista informar. ( Eu me perdi no parque e quase perdi o ultimo onibus que saia às 18hrs )
      Desembarquei no ponto do "correio do fim do mundo" queria ter mandado um cartão postal, mas estava fechado . De la, comecei a "Senda Costera" pela Bahia Lapataia, que tem uma vista linda do lago mesmo em dias nublados.
      Passei pela "Passeo pela Isla", "Laguna Negra", a Castorera, " Mirador Lapataia", "Del turbal" que ficam todas no mesmo lado.
      Dizem que em dias de ceu aberto, as trilhas que sobem as montanhas como " Hito XXIV" e "Cerro Guanaco" são lindas, mas exige mais esforço fisico.
      Depois de passar pelas trilhas, andei em circulos umas 4 vezes e nao achava de jeito nenhum os pontos de onibus.. sou bem ruim em senso de direção e ja estava quase chorando achando que teria que passar a noite no frio de matar no Parque.. kkkk
      Finalmente achei o ponto e aguardei o bus de volta pro hostel, mortissima.
      Se tivesse mais tempo, com certeza voltaria mais dias no Parque pra fazer os outros senderos.
      O parque é lindo, pra quem nunca viu as paisagens da patagonia. Mas a melhor coisa é começar por Ushuaia e ir subindo pois a paisagens so vão ficando melhor!!
      À noite, achei que merecia ir jantar em lugar especial pelos perrengues que passei de dia rs, e fui comer a centolla em um restaurante que esqueci o nome que o hostel indicou.
      Perguntei à garçonete qual prato de centolla ela recomendava e ela me trouxe como se fosse um "escondidinho". Se voltasse, gostaria de comer a centolla por si só, aquelas que vêm inteira no prato pra sentir melhor o sabor. Lembro que o prato saiu caro.. por volta de R$80/ 70 o prato quando fiz a conversão na hora.


      02/03 - Calvalgada/ Museo do Presidio
      Gosto muito de andar à cavalo, e ja tinha essa ideia fixa que o faria em Ushuaia, contratei o passeio no hostel tambem, e fui pela manhã.
      Tambem não me lembro do nome do lugar.. se nao me engano se chama estancia alguma coisa.... e o passeio passa no Monte Olivia, e em uma pequena praia e ourtas paisagens incriveis...
      Me senti em filme.. tudo muito lindo.. e com um grupo de 5 pessoas mais 2 guias. O valor foi por volta de 800 pesos..
      À tarde, fui visitar o Museo do Presidio que fica do lado do hostel, lembro que tinha que pagar pra entrar, mas nada muito caro..
      O lugar é interessante, pricipalmente uma ala que não foi reformada, então mostra direitinho como era antigamente, da ate uma melancolia. Tem tambem uma pequena galeria de arte, lojinha ( onde comprei um fleece que mem salvou do frio! Estava na promoção por uns 70 pesos e achei de otima qualidade!) e uma pequena parte com alguns aminais empalhados da região.
      Nesse ultimo dia tambem fui jantar a merluza negra, que parece que so tem la em Ushuaia, fui no rest. Tia Elvira que é "famoso" e tem aquele aquario na frente dos restaurantes com as Centollas vivas.

      03/03 -  Voo para El Calafate
      Tiveram varios lugares que nao consegui visitar em Ushuaia, como o Glacial Martial e Laguna Esmeralda. Mas mesmo assim fui embora contente, com o que consegui conhecer. 
      Pedi pro Hostel chamar um taxi e fui pro aeroporto de Ushuaia para embarvar para El Calafate.
      Hostel America del Sur, que tinha fotos maravilhosas no Booking, e realmente a area de convivencia do Hostel era muito bonita e nova. (3 diarias +/- 800 pesos). O cafe da manhã mais completo dos hostels que fiquei, com ovos, pães, bolos, cereais e iogurt. Para o jantar eles tambem tinham um restaurante com preços ok. Talvez um pouco caro pro meu budget.
      Achei os quartos um pouco apertados, secador de cabelo no banheiro, tem que pagar para alugar toalha e tambem com 3 beliches e um banheiro dentro do quarto, outro ponto ruim é que ele é um pouco afastado do centrinho, talvez uns 15 min de caminhada pro mercado mais proximo que ficava no começo da av principal.
      Assim que cheguei, deixei a mochila no quarto e fui no mercado. Nessa viagem vivi de macarrão com atum, maçã e sopa Vono rs.
      Ja tinha reservado o Big Ice (caminhada mais longa) no Glaciar Perito Moreno com o hostel meses antes da viagem pra garantir o lugar, foi bom porque garanti o preço antigo antes da atualização da tebela de preços para 2017. (3100 pesos), eu paguei tambem um Kit de lanche do hostel para levar no passeio (sanduiche, agua, maça e um alfajor) mas nada que voce mesmo não possa preparar para levar.
      Até vi outros passeios que pareciam interessantes no Hostel, como kayak em que diziam que passariamos entre icebergs; mas o preço dos passeios em El Calafate são muito caros, então fiz só o Big Ice mesmo.
      04/03 - Big Ice Perito Moreno
      Logo de manhã, umas 6 ou 7 hrs o transfer me buscou no hostel.
      Tinha lido em varios realtos que pra fazer o Big Ice precisaria de muito preparo fisico e tal. Fui morrendo de medo de não aguentar, mas no final acabei achando bem tranquilo.
      A parte mais dificil é a trilha antes de chegar no Glacial, por que é so subida.
      O onibus te leva pro Parque, onde vc tem que descer na "portaria" e pagar uma taxa pra entrar, não lembro exato o valor.. mas nao passava de 100 pesos. Entao te levam pras passarelas, onde voce pode ficar por uns 40min observando o Perito Moreno. Realmente é uma coisa que voce não acredita. Eu achei impressionante aquela parede enooorme de gelo, eu me imaginei na muralha "the wall" de GoT kk. Peguei um dia de ceu limpo e ensolarado, e estava achando que estava com super sorte, mas dizem que quanto mais nublado o dia, mais conseguimos ver os tons de azul do Glaciar. Mais legal ainda é ver e escutar os pedaços de gelo caindo no lago.
      E então voce sobe de novo no onibus que te leva no pier de onde saem os catamarãs. Ele atravessa o rio e te deixa no refugio de onde os guias passam as primeiras instruçoes.
      Apos alguns minutos da trilha dificil, vc chega na divisa do solo de terra e o gelo, lá eles colocam os "grampones" no tenis e dividem o grupo em ingles e espanhol.
      Cada grupo sai com dois guias. Achei legal que não existe um caminho demarcado para seguir no glaciar, a guia foi achando os pontos seguro de passagem e vamos adentrando no glaciar.
      Passamos por formações de cavernas, lagos, e uns buracos formados pelo vento. Alguns momentos precisavamso saltar uns "riozinhos" ou ate fendas, e mesmo eu com minhas pernas curtas conseguia pular com ajuda dos guias e dos pessoal do grupo.
      Como meu primeiro contato com esse tipo de ambiente, eu achei tudo maravilhoso rs.
      Na volta, eles servem whiskey com gelo do Perito Moreno "pescado" no lago, um alfajor e um chaveirinho de lembrança.

      05/03 - Descanço e passear no centro
      Neste dia aproveitei para descarregar os fotos da camera, e passear na cidade.
      Tomei o sorvete de Calafate, que parece um blueberry, mas mal sabia que mais pra frente ia encontrar essas frutinhas in natura em El Chalten.
      Fui procurar lojas de roupas tipo Columbia e North Face achando que talvez seria mais barato. E realmente, convertendo, tinha alguma diferença de preço, mas nada que valesse muito a pena..
      Passei no bar/ restaurente Pub Borges Y Alvarez Librobar que é famosinho pela decoração e pelas lojinhas de souvenirs e comi umas empanadas.
      Usei o google maps pra achar a rodoviaria de El Calafate pra comprar a passagem de bus para El Chalten, depois de me perder um pouco como de costume, comprei o bilhete (+/- 900 pesos ida e volta) e voltei para o hostel.
      06/03 - El Calafate/ El Chalten
      Fui pra rodoviaria e peguei o bus, +/- 3hrs de viagem, ate chegarmos no centro de informações de el Chalten, em que temos que descer para ouvir algumas instruçoes sobre as trilhas e tal. Subimos novamente no bus para ir pra rodoviaria.
      Chegando perto de El Chalten, do onibus, se tem aquela vista do Fitz Roy no final da estrada que aparece em varias fotos na internet.
      Da rodoviaria, peguei um taxi para me levar ate o hostel.
      Hostel Rancho Grande: +/- 1800 pesos para 6 diarias. Quartos espaçosos com duas beliches, não tem secador no banheiro, e tem um restaurante 24hrs dentro do hostel. Ah! neste, não tem cafe da manhã incluso.
      Planejei em ficar mais tempo possivel em El Chaten por ter as "atrações gratis" tentei me informar sobre o clima pra planejar minha ida ao Fitz Roy. E parece que um dia antes de eu ir, o clima estava perfeito e a vista pro fitz roy totalmente descoberta... e que o restante dos dias seriam de chuva..
      Então ja me planejei pro dia seguinte encarar a trilha de 20km rezando para que o tempo abrisse..

      07/03 - Sendero Fitz Roy (Laguna de los tres)
       Acordei às 5:30hrs pra sair ate ás 6hrs. A trilha fica bem perto do Hostel Rancho Grande., e ja no começo tem umas subidas que olha... kkk no meio, a trilha fica mais plana, o que ajuda bastante, e então chegamos à area de acampamento point cenot que ja indica que vc esta proximo da reta final. E no final... aquela subida super ingreme, que tem partes que vc tem que ir se apoiando com as mãos.
      Não me lembro exatamente, mas se não me engano são 2 a 3 Km essa parte da ultima subida... que levei umas 2 hrs pra terminar... 
      Conheci uma argentina muuito simpatica que estava acampando em El Chalten há alguns dias com alguns amigos brasileiros. Ela me levou por um caminho onde tinham varios arbustinhos de calafate para comermos. Ela ja tinha subido pra ver o Fitz Roy no dia anterior e tinha fotos incriveis! E mesmo assim me acompanhou novamente naquela subida horrivel kkk
      E chegando lá! nadaaaaaa as nuvens e a neblina estava tao densos que nao conseguia enxergar nada a 1m de distancia... até tentei aguardar um pouco la em cima pra ver se as nuvem se dissipavam, mas nada.... e o frio cortante tambem me fez ir embora.. 
      Na volta, passei pela Laguna Capri, que é bonita, mas nada muuito espetacular.
      Mas essa era a vista que esperava há 1 ano.. então ja voltava a trilha pensando que nao poderia ir embora sem ver o Fitz Roy..

      Minha primeira "vista" do Fitz Roy..

      Laguna Capri

      08/03 - Salto del Chorrillo
      Como a preisão do clima estava ruim para os proximos dias, fui fazer as trilhas menores das redondezas.
      Conheci dois americanos no hostel e fomos visitar a cachoeira Salto del Chorrillo que ficava relativamente perto do hostel tambem. Talvez 5 Km de distancia.
      A cachoeira é bonita sim, mas nada espetacular..
      No resto do dia não fiz nada de muito interessante...

      09/03 - Mirador de los Condores
      Neste dia, resolvi ir ao Mirador de los Condores, trilha mais curta que fica perto da entrada da cidade. Nesta entrada tem a opçao de fazer outras trilhas mais longas que tem outros angulos do Fitz Roy, porem por causa do tempo, resolvi fazer o Mirador qua da uma vista panoramica da cidade de El Chalten.
      Do lado oposto da vista da cidade, se tem uma vista do lago argentino (não tenho certeza se é esse o nome do lago..) Mas a vista é impressionante! è um lago enoooorme que eu não conseguia nem ver o fim dele.
      Na volta parei pra tirar uma foto na placa de madeira da entrada da cidade, bem bonitinha com arbustos de lavanda em volta.

      10/03 - Descanso 
      Deveria ter aproveitado o dia pra fazer outras trilhas.. como o Loma del Pliegue Tumbado ou Laguna Torre/ Cerro Torre.. mas estava me guardando para o dia seguinte em que tentaria de novo fazer o Fitz Roy.
      E tambem ja estava meio desanimada por causa do clima chuvoso/ nublado..
      Resolvi que faria a outra trilha para o fitz Roy, onde pegamos um transfer até a a hosteria Pilar, e de la fazemos a trilha para a Laguna de los 3 (Fitz Roy).
      Contratei o transfer no Hostel (+/- 300 pesos) para o dia seguinte às 7hrs que era o primeiro horario.
      11/03 - Fitz Roy de novo!
      Ultimo dia em el Chalten, e eu PRECISAVA ver o Fitz Roy... se nao, nao ia embora daquele lugar!! kkkk
      O transfer veio me buscar no hostel, onde conheci duas veneluelanas super simpaticas! Eu achava que a hosteria Pilar ficasse mais proxima.. mas demoramos um pouco pra chegar.
      A hosteria é muito bonitinha e escondida no meio do mato! Fiquei pensando que seria legal ficar hospedado la por uma noite..
      Olha... eu achei o caminho pela Hosteria Pilar muito mais bonita e até mais rapida (não sei se era psicologico, passa ate por um Glacial!) Mas não consigo te afirmar qual dos dois caminhos fazer, pois tanto a trilha tradicional quanto a da Hosteria são bem diferentes.
      E depois de mais uma vez subir (se não escalar) aquela subida torturante.. tenho a vista MARAVILHOSA  e com o ceu totalmente limpo do Fitz Roy.
      Mas parece que todos viram na previsão sobre a melhora do tempo, o que acabou lotando a Laguna de Los 3..
      Desci a trilha ate a laguna, e se da laguna, voce ir pra esquerda e subir um morrinho, voce tem a vista de uma segunda laguna com um glaciar entre as montanhas.
      Não é todo mundo que vai pra esse ponto, e acaba nao sabendo da existencia dessa segunda vista.
      Ai sim fui embora com o sentimento de satisfação daquele lugar..
      O Glaciar que  tem no caminho:

      12/03 - El Chalten/ Aeroporto El Calafate/ Buenos Aires/ São Paulo
      Dia de ir embora
      Fui ate a rodoviaria a pé (pois agora sabia que era uma distancia andavel) e peguei o bus de El Chalten direto pro aeroporto de El Calafate que fica no meio do caminho.
      A passaegem ja tinha comprado junto com a ida em El Calafate.
      Voei ate Buenos Aires (AEP) e tive que ir ate o outro aeroporto (EZE) para pegar o voo pra SP. Contratei o transfer (+/- 50 pesos) em uns guiches logo depois da area de desembarque.
      E enfim cheguei em SP  
      Espero ter ajudado alguem com esse relato meia boca kkk
      Qualquer duvida, fico feliz em ajudar!!
       
       


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