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Reserva Ecologica do Sebuí-PR


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  • Membros de Honra

Sebuí é o nome dado a uma Reserva Ecológica que fica proximo a Guaraqueçaba-PR. Sendo exato fica ha 50 minutos de barco.

http://rppnsebui.blogspot.com.br/

 

Trata-se de uma RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural) com 400 hect. de Mata Atlântica e ecossistemas asociados, litoral norte do Paraná.

Ha cerca de 6 cachoeiras dentro dessa pequena ilha, ha algumas cavernas também e o que mais impressiona é a fauna, as belas aves e animais que voce -com sorte e atenção- vera pelo caminho.

 

São mais de 91 espécies de aves, cerca de 20 de anfíbios, além de peixes, répteis e várias de mamíferos convivem na reserva.

 

A visita começa por Guaraqueçaba (em tupi: Pousada do Pássaro Guará).

 

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Ou melhor voce pode colocar Paranaguá no roteiro se tiver um tempinho a mais, pois é um bom lugar pra se tirar fotos e ver o sol nascer na baía, dar uma volta no centro histórico de Paranaguá, almoçar.

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Tambem em Paranaguá (cidade tombada pelo patrimônio histórico) sera inaugurado (em fev/ 14 ?) o Aquário Marinho.

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Além de ser a melhor opção para ir até Guaraqueçaba, são 2:30 de barco (40 reais ida e volta)

Mas se atente aos horários de barco.

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Pois de carro se percorre um longo caminho de estrada de chão, 76km. Quase 3 horas de percurso.

A empresa Viação Graciosa http://www.viacaograciosa.com.br/ faz esse percurso, mas de ônibus demora-se quase o dobro de tempo. (42,77 ida 39,77 volta)

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(com essa estrada de chão, somente o eco-turista que realmente preserva o meio ambiente vai para lá, se fizerem o asfalto... Os comerciantes lucrarão mas a cidade perdera o encanto em si pois pessoas imundas irão para lá com suas caixas de cerveja e som alto)

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Se for passar a noite em Paranaguá tem um hostel http://www.hostelcontinente.com.br/ que ta sempre tocando um bom e velho rock n roll.

obs. talvez voce considere passar a noite lá por causa do horario do barco para Guaraqueçaba.

http://www.paranagua.pr.gov.br/conteudo/guia-turistico/horarios-de-barcos

Saída as 09:00 e 14:00 horas.

 

Guaraqueçaba é encantadora, tem seus artesanatos, suas lojinhas, sua igrejinha, seus barcos coloridos, suas histórias... No ultimo dia por exemplo, ficamos sabendo da história do Copo Sujo.

Chico Mula era um índio/ poeta dono de um bar, morador querido e conhecido por todos, ícone da cidade, casado com uma das mais belas mulheres da Baía de Guaraqueçaba

Em seu bar havia um copo do qual ele sempre servia uma dose de graça pra quem quisesse beber algo, porem o copo 'como tradição' nunca era lavado, logo ficou conhecido e desejado (?) pelos viajantes, como Copo Sujo.

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Voltando a falar de Sebuí. Ha duas opções de se conhecer o lugar. Uma sai meio caro... Mas as chances de ver animais, pássaros exóticos é maior! Uma vez que você pousaria dentro de uma cabana na ilha. (lembrando que não se pode acampar lá e nem tem como).

Entre em contato com eles e conheça o pacote e suas tarifas http://www.cormorano.com.br/ (média de 500 reais/ pessoa por um pacote com tudo incluso, hospedagem 2 noites e 3 dias, 4 refeições, passeios e uma serie de atividades)

Outra foi como fizemos, entrar em contato direto com um dos barqueiro de Guaraqueçaba solicitando o passeio até a Reserva de Sebuí.

Por sorte, conhecemos um dos melhores e mais simpático barqueiro da região, Senhor Valdir. Que nos cobrou 60 reais por pessoa.

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Claro que foi um passeio mais simples mas pudemos conhecer uma parte de Sebuí, 3 cachoeiras, o mangue, os pássaros guaras, infelizmente devido a maré no vimos os papagaios de cara roxa.

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Senhor Valdir também nos fez companhia no barzinho a noite contanto suas histórias e curiosidades do município. Uma figura ele!

Tambem nos fizeram cia um casal muito gente boa, foi uma noite bem bacana de muita história, pois estávamos todos nos conhecendo naquele dia/ viagem.

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ha... ao contrario do que eu pensava, a melhor lua é a minguante, pensei que fosse a cheia, mas na minguante o mar fica mais velejável.

Pois na cheia, ha duas mares: uma muito rasa (por isso demoramos pra sair de barco) e outra muito cheia. Por essa demora não pudemos conhecer outras cachoeiras que existem na ilha.

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Na minguante ha 4 tipos de marés, todas quase no mesmo nível, o que facilita a navegação nesse caso.

Se puder escolher... Pois isso facilitará, mas se ficar em Sebuí, a Lua Cheia e sua luminosidade sera melhor para observação das espécies.

 

Em Paranaguá deixamos o carro no Estacionamento Bom Abrigo; Rua Correa de Freitas, nº89. Centro.

Pagamos 20 reais por dia. Estacionamento coberto.

Fone: 41-3422-6789

Lembrando que também tem ônibus Ctba-Paranaguá. Mas o horário não bate com o de saída do barco!

 

Em Guaraqueçaba nos ficamos na Pousada Chauá: http://pousadachaua.blogspot.com.br/

35 reais com café da manha incluso.

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Então, por mais que como mochileiro, eu fuja dessas agencias de turismo, nesse caso, ha de se considerar um pouco a idéia. Pra ser exato não é uma agencia e sim o próprio dono de Sebuí que planeja esses pacotes contanto com uma equipe de guias de apoio. E é o único tambem.

Todavia, dependendo dos dias que voce tenha, da pra explorar bem nos bate-volta até Sebuí.

 

Bom, como faz tempinho que fomos (feriado de novembro/13) as coisas já não estão tao frescas na memória mas qualquer dúvida só perguntarem que tentamos ajudar!

 

Dedico esse relato a nova mochileira Andressa, que deu a idéia de irmos para lá abrindo o tópico: reserva-ecologica-do-sebui-pr-setembro-t84825.html

Agradeço as queridas meninas Carina e Daila, que me deram o prazer da companhia sendo eu o bendito fruto entre as mulheres. :wink:

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::lol4::

 

Bom e também a todos que aqui prestam seus relatos de viagem os quais tanto nos ajuda e inspira a por o pé na estrada.

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  • Membros de Honra
Liii

confesso que tive inveja doce...era pra eu estar nessa trip com vcs, baita vacilona!! ::putz::

amei o relato...vale pedir bis? posso ir com vcs? ::otemo::

 

 

hahaha nos adiamos algumas vezes por sua causa..até que não deu mais né kkk mas vc fez falta sim!

Falta coisas a se conhecer em Guaraqueçaba, nao fizemos por exemplo Salto Morato, outra reserva ecológica da região, essa é de responsabilidade do Boticário.

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  • Membros

Regi!!! Adorei o relato!!! Deu vontade de voltar... alias, precisamos voltar mesmo... falta muito para conhecer...

Bem.. o que falar sobre a viagem? Foi tudo de bom... com direito a lugares lindos, momentos gostosos (nada como um banho de cachoeira com agua cristalina e geladinha pra voltar renovada pra casa), passeio de barco (imperdível - tanto o barco grande, que vai de Paranagua até Guaraqueçaba, qto o pequeno - que vai para Sebuí, o famoso papa-leguas hahaha), uma pitada de aventura, muita hospitalidade dos moradores locais... incluindo aí seu Valdir que eu vivia chamando de seu Luis...hahahaha, comida muuito boa ( destaque para a pizza de siri!!! - recomendo!!!) e companhia de pessoas queridas. Agradeço muito a companhia de todos do grupo... acredito que fiz amizades verdadeiras... e o que levo dessa viagem é uma lembrança gostosa e inesquecível!!! :) Ahh Nath... qdo voltarmos...está intimada a ir com a gente...hahahah

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  • Membros

Sou novo aqui no forúm e venho te parabenizar pelas Fotos Lielto! E para informação o Aquário foi inaugurado Hoje, apenas não estou de acordo com o preço cobrado pelo ingresso R$20,00, como morador de Paranaguá espero que baixem o valor, caso contrario será visitado por poucas pessoas, e digo caro pois o de Santos custa apenas R$5,00 então, fica a dica, caso retornem já esta funcionando e esse é o valor.

 

Abraços

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  • Membros de Honra
Sou novo aqui no forúm e venho te parabenizar pelas Fotos Lielto! E para informação o Aquário foi inaugurado Hoje, apenas não estou de acordo com o preço cobrado pelo ingresso R$20,00, como morador de Paranaguá espero que baixem o valor, caso contrario será visitado por poucas pessoas, e digo caro pois o de Santos custa apenas R$5,00 então, fica a dica, caso retornem já esta funcionando e esse é o valor.

 

Abraços

 

Poxa valeu Ale! Obrigado! E agradeço a informação sobre os valores do ingresso também! E concordo com você, o ingresso tem que baixar, muito caro!

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  • Membros de Honra
Show de bola!!!

Belo lugar, belo relato, bem detalhado.

Me deu umas ideias pro carnaval...

 

Valeu Otavio! Obrigado!

Quando voce for, faça Salto Morato tambem.

http://www.fundacaogrupoboticario.org.br/pt/O%20Que%20Fazemos/Reservas%20Naturais/Pages/reserva-natural-salto-morato.aspx

Infelizmente essa nos não fizemos por que não deu tempo para ir a pé e pq eles queriam cobrar muitooo caro pra nos levar de carro.

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      Olá!
      Somos Diana, Polly e Naira. Depois de muitos planos, viagens adiadas e canceladas, em junho realizaremos um viagem curta on the road pelo sul do Brasil. Um sonho compartilhado.
      Vcs nos acompanham?
      Nos sigam no IG: @naja.trip
      "Nosso destino nunca é um lugar, mas uma nova maneira de olhar para as coisas."  (Henry Miller)

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    • Por Ligia Karina Filgueira
      O Caniôn do Guartelá fica localizado no Parque Estadual do Guartelá, em Tibagi-PR.
        A visita foi uma saída de campo do curso de Turismo-Unicentro de Prudentópolis.
       Saímos de Prude umas 7:30 e chegamos no parque às 09:30. Ao chegar no Parque, recebemos as instruções do pessoal que trabalha no Parque, e nos aconselhou a fazer a trilha com a menor quantidade de peso possível. O parque tem duas trilhas, uma de 5km até o cânion, panelões e outra maior, que tem acesso a parte com pinturas rupestres, que só pode ser falta contratando um guia local. Nós fizemos a de 5km, o que já valeu muito a pena!
        Aconselho a se longar bem antes rss! Iniciando o percurso com um calçamento bem ingrime(ja desci imaginando a volta kk) podemos observar  a vegetação presente e a formação rochosa do local.
       A trilha possui algumas partes coberta com mata e chão de terra e outras feitas de arvores para não causar tanto impacto ao solo.
      O primeiro ponto de parada, são os Panelões do Sumidouro, que são verdadeiras piscinas naturais relaxantes! (aconselho muuito a se banhar).
      Em seguida fomos em direção ao mirante do tão desejo Cânion do Guartelá! Ele possui uma vista incrível! O legal é que dá pra ficar em baixo do mirante, deitar na pedra, beber uma água e agradecer muito!! E o ultimo local que visitamos, foi uma "laje" de formação rochosa, que dava para ver de longe a Cachoeira da Ponte de Pedra, que não é liberado acesso e banho.
       Valeu muito a pena esse campo.
      Se você, como eu, ficou assustado na descida,calma.... eles possuem uma Kombi Resgate rs que está sempre de prontidão, para atender aqueles que não conseguirem subir o calçamento.

        Este é o meu primeiro relato neste site, espero que tenham gostado e VISITEM!
      0800 a entrada! Verificar no site sobre os dias de funcionamento.
      Possui estacionamento gratuito!


    • Por Jonas Silva ForadaTribo
      Nos últimos dias de 2019 tive o prazer de fazer um dos trechos da Travessia Entre Ilhas, que é mais conhecido como Lagamar. O trecho entre Cananéia/SP e Paranaguá/PR. Na verdade Lagamar é o nome do estuário menos degradado e mais produtivo do mundo situado na região que compreende os estuários do Rio Ribeira, Iguapê e o Estuário de Paranaguá. É uma região de manguesal que abriga uma grande diversidade da flora e principalmente fauna terrestre e marinha. O Lagamar está num trecho de preservação da Mata Atlântica que, explica e chama ainda mais atenção pela sua riqueza.
      Apesar da preparação em grupo acabei fazendo o percurso no estilo "solo". Quando chegamos em Cananéia do grupo que já era reduzido, uma das pessoas não compareceu, e  a outra preferiu ficar na cidadezinha. Como aquecimento, depois de passar boas horas na espera em Registro/SP, aguardando um ônibus para a Ilha, chegamos em Cananéia. Logo tratamos de fazer um tour pela pacata cidade histórica que se orgulha de brigar (ser) considerada a primeira "cidade" brasileira. Fato é que em  1531 Martin Afonso de Souza aportou na Ilha de Cananéia, segundo documentos históricos. Visitamos o museu municipal que também guarda uma preciosidade: o maior tubarão branco em exposição, embalsamado, do mundo. A fêmea, capturada em águas brasileiras da região têm 5,5 m de comprimento e nada menos que 3,5 toneladas.
      Como aquecimento da jornada eminente, subimos (na verdade subi) o Morro São João Batista para conferir a vista do Mar Pequeno e tem uma pequena ideia da dimensão do projeto. Nessa ascensão que acabei ficando sozinho, minha parceria desistiu, melhor que foi ali e não em meio à praia deserta.

      No geral Cananéia é uma daquelas cidades que faz voltarmos no tempo e fazer uma reflexão sobre nós homens, nossa sociedade e nosso progresso. As ruas foram projetadas para o Séc. XVI ou XVII e hoje precisam conviver com carros do séc. XXI, isso não é um problema, quando a população e o fluxo não é muito grande. As marinas e mercados de peixe estão por todo lugar, a pesca é a principal atividade da cidade. Pra quem gosta de curtir um final de tarde num barzinho, vai encontrar na Ilha algumas opções bem aconchegantes, e diversificadas. A sensação de segurança também traz um certo conforto.
      PRIMEIRO DIA DE TRAVESSIA (NA VERDADE PREPARAÇÃO)
      Neste dia acordei às 06:00 na esperança de chegar à Praia do Cambriú antes das 09:00. Na realidade como estava sozinho, mesmo tendo esperado até às 09:30 no pier não consegui nenhuma voadeira rumo ao Cambriú. Para garantir fui para o Marujá, depois faria o trecho de 12 km até o Cambriú caminhando.

      O trajeto até a Comunidade Marujá já foi emocionante, cruzamos com golfinhos, guarás vermelhos e nossa voadeira deu uma pane ficando uns 40 min à deriva no meio do canal.

      Do Marujá até o Cambriú a viagem foi angustiante: cruzar a Praia da Lage se revelou o principal teste emocional da viagem. São cerca de 6 km apenas, mas o fato de conseguirmos enxergar a outra ponta torna essa praia deserta um "inferno".

      Parece não ter mais fim, some-se o fato de ser o início da travessia, então eu queria olhar o relógio a todo instante para saber do meu desempenho, ilusão, nada mudaria. Levei mais que 1h e 30min  de caminhada, tive de fazer algumas paradas e lutar constantemente com os pensamentos negativos. Alguns urubus sobrevoavam meu esqueleto trambaleante fazendo troça.

      Com muita luta cheguei no outro lado e depois na Praia do Fole, alcançando o Cambriú já depois das 15:00. Assustado, e preocupado devido à experiencia na Laje, resolvi dormir por ali mesmo. No finalzinho da tarde, conversando com moradores descobri que o seu Toninho (barqueiro) fez duas travessias de barco vindo de Cananeia naquele mesmo dia. No final eu tinha chegado também.

      SEGUNDO DIA - MAR IMPLACÁVEL ESPERA INFINDÁVEL
      Madruguei. Às 06:15 já me punha a caminhar, na esperança de ver o sol nascendo na Praia do Fole, de frente para a Ilha do Cambriú, nada mais que expectativa. O Astro só apareceu já alto umas 06:50 devido a quantidade de nuvens. Transpor a pequena Praia de Fole Pequeno é simples, a Praia do Fole também foi fácil, ou a ansiedade de chegar na aterradora Praia da Laje novamente fez com que as duas ficassem mais fáceis.

      De peito aberto me pus a caminhar e em menos de 1h cruzei aquela vastidão de areia liza. É curioso como ela parecia ainda maior, apesar de psicologicamente ter sido bem mais fácil. A faixa de areia estava com mais de 50 m de largura, a maré tinha recuado bastante.

      No trecho de pedras entre a Laje e o Marujá, fiz uma pausa para comer e beber água na bica que tem por ali.

      Logo que começa o costão um visual deslumbrante, a Praia do Marujá sumindo no horizonte como um traço reto entre a água azul e a mata verde. Depois de sair no Marujá e caminhar uns 2 km encontrei as primeiras pessoas desse trecho. Era um pequeno grupo, aproximadamente 15 pessoas tomando banho de mar. Pelos demais 14 km daquele dia não vi mais ninguém, apesar de ter encontrado até uma placa indicando um restaurante.


      Caminhei, caminhei, até tentei parar para descansar, mas além de não me sentir cansado, o sol de rachar e a falta de qualquer sombra desencorajam a pausa. Incrível que nesse dia, apesar de a praia ser bem mais extensa, quando me dei conta estava na antiga Vila da Baleia e já eram 12:00.
      A Vila, agora destruída, mostra o quão implacável as águas podem ser. Hoje nenhuma residência permanece no local. O mar cortou um braço de uns 500m por ali, e continua avançando. As pessoas saíram deixando tudo para trás. Inclusive muito lixo (roupas, plástico, fios, canos, etc.) que provavelmente vai acabar no Atlântico, que diga-se de passagem já tem muito lixo. Uma vergonha. Ainda mais sabendo que se trata de uma comunidade que vive do Mar.
      A parte boa é que no canal que se forma atrás da antiga Vila as águas além de limpas são muito calmas. Não resisti, tirei a roupa e dei alguns mergulhos. Arrumei minhas coisas como um travesseiro e tirei um bom cochilo, imaginando a pernada de volta até a nova Vila da Baleia ou Marujá pra conseguir um barco que me deixasse em Ararapira.

      Acordei com o ruído de um barco parando ali pertinho, fui logo perguntar sobre chegar do outro lado. O barqueiro, Pedro, se ofereceu me deixar na agora Vila da Baleia, aceitei. Na Vila consegui um transporte para o final da tarde. Precisei ficar 4h esperando, sentado ao pé de uma árvore, sendo paparicado por uma cachorra que apareceu ali.
      Cheguei em Ararapira quase noite. Lá fui informado que se tivesse parado na Pontal do Sul/SP poderia também chegar no Superagui caminhando: o antigo canal não existe mais, está todo assoreado pela areia e fica exposto, exceto em maré cheia.
      TERCEIRO DIA - A PÉ OU DE CAVALO
      Comecei cedo, e como não podia ser diferente larguei a tralha na ponta do Superagui e fui até o meio do antigo canal, marcar a divisa dos estados.

      Caminhando no Paraná, logo avistei o improvável; no meio do nada um cavalo branco observando o Oceano, cheguei pensar que fosse loucura da solidão na minha cabeça. No entanto, pude confirmar era um cavalo mesmo. Resisti a tentação de cavalgar até a Vila de Superagui.

      Caminhei, passei por alguns riachos, boias, quando encontrei gente, fui saber que já estava chegando na Vila. Eram 11:00 e meus planos de wild camping ficariam para outra oportunidade. Pleno, cheguei na Vila de Superagui. No entanto, um erro crasso me deixou preocupado, e não era o cansaço dos 20km e tanto. Em um dos riacho eu optei por não tirar a bota, resultado foi que era mais fundo que o planejado e entrou água nela, caminhei o resto do trecho, uns 10km, com o pé encharcado. Rendeu muita dor na sola do pé e o medo de aparecerem bolhas me obrigando a desistir no último trecho.

      Achei um camping, muito da hora, e fiz uma coisa improvável que tive vontade lá pelas 09:00 da manhã, comprei uma coca-cola. Pensa num refrigerante gostoso. O marido da dona do camping, ao conversarmos se dispôs a me deixar na Ilha das Peças no outro dia.
      Fiquei algumas horas sentado no píer da Vila esperando o pôr do Sol, durante esse tempo vários grupos de botos desfilaram a poucos metros de mim.

      QUARTO DIA - UMA TRAPAÇA, MUITA ESPERA
      Desarmei acampamento antes de o Sol nascer, mas tive de esperar o barqueiro, kkkk. À 06:40 me deixava na Ilha das Peças, e não quis me cobrar nada ainda. Nesse dia foi muito tranquilo, aquela sensação de tempo e espaço relativa, devido nas Peças eu saber que seriam apenas 16km para completar a trilha tornou tudo psicologicamente muito leve. A areia firme, a companhia da Ilha do Mel a poucos metros tudo preparado para um final incrível.

      Depois do antigo farol, hoje caído, avistei a Vila das Peças. Inocente, mesmo percebendo um trecho que aparentava "mangue" resolvi cruzar por ali mesmo, próximo do mar, para não contornar pela margem da várzea. Foi o trecho mais cansativo, e olha que desisti logo do meio e fui para a margem da mata. A cada pisada o pé afundava alguns centímetros na areia fina, acabando com minha panturrilha (lembrei dos tempos de treino na areia para disputar campeonatos de futebol).

      Chegando na Vila, 10:00, fui procurar alguém que me deixasse em Paranaguá. Não fui bem tratado pelos barqueiros, foram meio rudes - mochileiro acho que eles pensam que nós mendigamos carona. Fiquei chateado, mas paciência. Para piorar um do puto ainda me trapaceou, me disse que eu teria que esperar a escuna regular as 16h, mas se quisesse, por 70 reais me levaria às 15h, já que ele ia buscar mais gente em Paranaguá.

      Achei um camping, armei a barraca para terminar de secar e dormi um sono. Eram 14:30 quando desmontei tudo e fui encontrar o indivíduo. O pilantra apareceu umas 15:20, eu com cara de bobo, fui no barco. A única coisa que o @#$& me disse é que ia para Supergui e não podia me levar (sacanagem, devido ao nosso combinado nem fui atrás de outros barcos).


      Resumindo fiquei torrando no píer até às 16:30 quando a escuna me levou para Paranaguá. Foi um travessia incrível, que e ensinou muito. O fato de eu estar sozinho proporcionou perspectivas únicas. Saí de lá mais experiente, e agora que venha o Cassino.





    • Por Fernando L
      O bondinho de Telêmaco Borba é um raríssimo exemplo de meio de transporte que foi criado por uma empresa privada para o transporte de seus funcionários e que continua em atividade no Brasil. Mas o mais importante é a oportunidade de qualquer pessoa fazer este passeio, já que é aberto ao público por um valor simbólico e ainda permite conhecer um pouco da estrutura gigante da empresa caminhando por sua área até a portaria da mesma. É um belo passeio de mais de 1.300 metros atravessando o Rio Tibagi, descortinando a cidade e a fábrica. Mas atente para os horários fixados junto ao terminal, pois em dias úteis a última saída da manhã é as 11 mas a volta somente às 12:40.






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