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Réveillon em Galápagos - Nove dias em Santa Cruz / Isabela e bate e volta até Floreana - ATUALIZAÇÃO 4.0

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Senhores, bom dia!

 

Dei uma enrolada, mas cá estou para compartilhar nossa experiência (minha e de amigos que me acompanharam) neste paraíso. Primeiramente, agradeço fortemente a página do Melhores Destinos por sempre proporcionar promoções incríveis como esta.

 

O custo da passagem aérea foi de aproximadamente R$ 1.700,00, numa promoção que rolou no mês de Maio do ano passado, se não estiver enganado. Quando informei dois casais amigos sobre a promoção e a possibilidade de viajarmos na semana entre o Natal e o réveillon, ninguém titubeou e compramos na hora.

 

Dispensarei uma redação sobre o quão belo e único é Galápagos, pois, acredito que todos que navegam neste fórum estão super calejados quanto ao tema, focarei nas impressões que tive e nos custos.

 

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PARTE 1 - OS VÔOS DE IDA E VOLTA

 

Embora o preço adquirido pela passagem tenha sido super atraente considerando o destino, ficamos um pouco insatisfeitos com o serviço de informações que a cia. aérea TAME prestou aos passageiros. O bilhete eletrônico informava o seguinte itinerário:

 

Ida: São Paulo - Quito - Baltra

Volta- Baltra - Guayaquil - Quito - São Paulo

 

No entanto, o que aconteceu foi o seguinte:

 

O trecho da ida contemplou uma parada no aeroporto de Lima antes de chegarmos na cidade de Quito, uma escala de aproximadamente uma hora para abastecimento da aeronave, assim como desembarque e embarque de novos passageiros. O mesmo ocorreu na volta à São Paulo!

 

Registro este pequeno detalhe, caso comprem alguma passagem aérea com a cia. aérea TAME, para que não tenham nenhuma surpresa no dia do embarque.

 

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PARTE 2 - ILHA SANTA CRUZ

 

Entre os dias 27/12 - 30/12 e 02/01 e 04/01 ficamos hospedados na cidade de Puerto Ayora, na Ilha Santa Cruz, a principal do arquipélago no que diz respeito à população e infra-estrutura. É recomendado a hospedagem inicial neste local, pelo menos por uma noite assim que chegar em Galápagos. Afinal de contas, o trânsito entre ilhas ocorre somente em dois horários (7h e 15h), sem falar que você provavelmente estará cansado pra chuchu e penso que, tomar uma ducha, comer algo e caminhar um pouco, jamais será uma má ideia após mais de 10h de viagem.

 

Alguns custos na chegada:

 

Taxa no aeroporto de Quito (NÃO DESPACHEM SUAS MALAS ANTES DE PAGAREM ESTA TAXA!) = 10 USD

Taxa de ingresso no parque nacional de Galápagos = 50 USD

Barco para atravessar até a ilha Santa Cruz = 1 USD

Transporte até Puerto Ayora (busão) = 2 USD

Opção de transporte para a cidade são os táxis que cobram entre 18 USD ~ 20 USD

 

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Na ilha Santa Cruz desfrutamos das seguintes atividades: Centro de criação de tartarugas Charles Darwin, Tortuga Bay, Las Grietas (2x), Bay Tour e a gastronomia local que é muito boa. Aliás, em Puerto Ayora foi onde comemos melhor! ::hahaha::

 

Exceto o Bay Tour que teve um custo de 35 USD por pessoa, todas as outras atividades são gratuitas. Aliás, recomendo que o Bay Tour seja a primeira atividade que façam logo que chegar em Galápagos. Vamos dizer que é uma atividade básica de aproximadamente três horas de duração e que leva os turistas para conhecer os arredores da ilha por via marítima. Pontos de parada contemplam uma área para nadar com leões marinhos, uma visita rápida em Las Grietas e um local chamada de "Playa de los perros" que conta com muitas iguanas, leões marinhos, booby traps (aqueles pássaros com patas azuis) e até mesmo tubarões tintoneras podem ser avistados nesta parada.

 

Informo que esta atividade deverá ser a primeira, pois terá um impacto muito maior que nós tivemos (foi a última coisa que fizemos antes de partirmos). Quando vimos uma iguana ao chegarmos, queríamos tirar fotos o tempo inteiro, fazer selfie, rolar no chão com elas... Depois de dias em Galápagos já tratávamos elas como se fossem pardais! ::tchann::

 

POR ISSO, FAÇAM O BAY TOUR LOGO QUE CHEGARAM, COM CERTEZA FICARÃO MUITO MAIS ENCANTADOS!!!! ::quilpish::

 

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LAS GRIETAS

 

Este lugar é sensacional, uma fenda vulcânica com água cristalina lotada de peixes. Local perfeito para descansar e praticar snorkeling, a visibilidade é perfeita! No entanto, RECOMENDO ir ao local em dias de semana e/ou bem cedinho, pois há uma garantia maior de desfrutar este local com pouquíssimas pessoas. Aos finais de semana, os locais costumam ir lá, principalmente a criançada. NADA CONTRA, mas nossa estada é de curtíssimo prazo, logo, conseguir desfrutar deste incrível lugar sem muvuca é uma experiência muito agradável!

 

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TORTUGA BAY

 

Para chegar a Tortuga Bay é necessário realizar uma caminhadinha de cerca de 30 minutos desde o centro de Puerto Ayora. Digamos que é o único local com cara aquela cara de praia que estamos acostumados em nosso litoral que é possível desfrutar na região. Minha afirmação se refere a um ambiente com uma boa faixa de areia, poucas rochas/pedras, com ondas, etc.

 

Há dois ambientes nesta baía, o primeiro é uma praia brava, com uma faixa de areia branquinha enorme e muitas ondas. Dizem que não é recomendável nadar nela, e sinceramente, é um pouco de drama se você não tiver intenção de praticar snorkeling e quiser só tomar um sol, dar um mergulho e pegar uma onda de leve, algo que estamos acostumados nas praias daqui do Brasil. Caminhando até uma das extremidades, haverá uma praia com uma característica oposta, ou seja, mar parado, água com boa visibilidade para prática de snorkeling, contudo, bem mais povoada.

 

Já afirmo de antemão que nossa experiência com snorkeling neste local não chegou perto da qual tivemos na ilha Isabela... ::tchann::

 

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CHARLES DARWIN RESEARCH STATION

 

Info by Google: A Estação Científica Charles Darwin, situada em Puerto Ayora, na Ilha de Santa Cruz. Os cientistas utilizam a estação como base para a sua investigação dos ecossistemas terrestres e marinhos das Galápagos. Fundada em 1964, a Estação mantém um das mais completas coleções de História Natural de organismos das Galápagos em todo o mundo, incluindo coleções de vertebrados e invertebrados (insetos) e um herbário (plantas).

 

Este local foi nossa primeira atividade em Puerto Ayora e posso afirmar que ver essas tartarugas gigantescas foi uma experiência e tanto! Ao fim do passeio fomos conhecer uma praia que fica próxima ao local, porém, não é das melhores para banho. MUITAS PEDRAS!

 

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GASTRONOMIA EM PUERTO AYORA

 

O custo com alimentação não é elevado, definitivamente. Durante o dia sugiro optar pelo "almuerzo" servido nos restaurantes simples da cidade. Há uma rua com uma concentração destes locais que oferecem refeições por cerca de 4 USD, sendo que, são contemplados os seguintes itens: sopa de entrada, prato principal (geralmente peixe ou frango) e um "suco de balde", relaxa, que aparentemente é natural, contudo, foi engraçado quando me serviram o "jugo del día". Uma "chica" foi até o fundo do restaurante, pegou um copo colocou no balcão e com o auxílio de uma concha, mergulhou-a num baldão e trouxe a tona o sucão. Pode tomar sem medo, fiquei nove dias lá e não tive um piriri sequer! ::hahaha::

 

No horário noturno, estes mesmos locais atendem com pratos a la carte a preços convidativos. Cerca de 8 USD ~ 10 USD pratos "comuns" e de 15 USD-25 USD algo mais sofisticado como um peixe chamado BRUJO ou lagostas para uma (15 USD) ou duas pessoas (25 USD), ambos casos são servidos com acompanhamentos, geralmente arroz e patacones (uma massa frita feita com banana da terra).

 

Minha sugestão: Comam os peixes encocados, são uma delícia!

 

Na rua principal de Puerto Ayora há restaurantes mais "chiques" e com um cardápio mais variado com muitos pratos da culinária internacional. Não fomos em muitos, pois optávamos sempre em desfrutar da culinária local, porém, há um que gostaria que registrassem aí, se chama Il Gilardino, senão me engano ele está em primeiro no TripAdvisor. Os pratos são um pouquinho mais caros que os servidos pelos restaurantes da rua citada, mas há coisas bem saborosas, minha recomendação é: crepe de frutos do mar (8 USD) e cheesecake de banana (3 USD). Sério, esse crepe é estupidamente gostoso!!!! Vale a pena!!! ::otemo::

 

Tomem o sorvete da marca LOS COQUEROS, são muito saborosos. Meus favoritos eram: Manga, Coco e Naranjilla (uma frutinha típica do Equador/Colômbia/Panamá etc).

 

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PARTE 3 - TRÂNSITO ENTRE ILHAS E PASSEIOS AVULSOS - DAYTRIP ATÉ FLOREANA

 

De Puerto Ayora é possível ir as seguintes cidades por conta própria:

 

a. Puerto Villamil (Ilha Isabella)

b. Puerto Baquerizo (Ilha San Cristobal)

c. Puerto Velasco Ibarra (Ilha Floreana)

 

Há duas saídas diárias, uma pela manhã e outra a tarde. Os horários podem variar um pouco de ilha para ilha, mas no geral são: manhã (7h) e tarde (15h).

 

O custo pode variar um pouco, o padrão é 30 USD o trecho (são duas horas em uma lancha que salta mais que touro mecânico em festa junina) e em alguns casos é possível negociar daytrips para estes lugares em agências ou até mesmo hotéis.

 

Conhecemos um jovem chamado Jhonny Paredes, ele trabalha no Hotel Gardner (nos hospedamos nele quando retornamos a Puerto Ayora) e fechamos ida e volta para Puerto Villamil por 50 USD e um daytrip para Floreana por 65 USD. Este daytrip contemplava o deslocamento na lancha (ida e volta), almoço e passeio com um guia pelo local.

 

No final das contas, valeu o rolê para dizemos que conhemos mais uma ilha, contudo, é muito desgastante e corrido. Imagina o seguinte, você sai de Puerto Ayora por volta das 8h da manhã, com aquele atrasinho típico, saímos às 8h30, beleza. Chegamos em Puerto Velasco Ibarra às 10h30 e até todos estarem prontos para o passeio, ou seja, saírem do barco, irem ao banheiro, tirarem fotos com os leões marinhos que ficam próximos do pier, posso afirmar que começamos a atividade às 11h ou mais.

 

Fomos ilha adentro para conhecermos um pouco da história de povoamento local que envolveu invasões piratas e alemães que fincaram suas raízes naquele local. Depois desse passeio com viés educativo - foi muito bacana! - retornamos para a região próximo do pier e almoçamos por ali. Depois disso, nos levaram para conhecer a praia com areia negra para fazermos um pouco de snorkeling e próximo das 15h tínhamos que retornar para a embarcação.

 

Minha conclusão é a seguinte: Se você está na correria, com poucos dias disponíveis para investir em estadia em outras ilhas, faça os daytrips para ter a experiência de conhecer outros cenários de Galápagos, caso contrário, vá com a lancha em um dia (manhã) e retorne no dia seguinte (tarde). Acaba sendo mais compensador pela taxa de aproveitamento que terá do local, e seu organismo/corpo agradecerá de não ter que encarar 4h num mesmo dia chacoalhando numa lancha em alto mar.

 

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PARTE 4 - ILHA ISABELLA

 

Depois de três dias em Puerto Ayora partimos para a cidade de Puerto Villamil, localizada na Ilha Isabella, a terceira maior cidade do arquipélago. Ao chegar no local já sentimos a ambientação totalmente diferente do local anterior, uma cidade menos desenvolvida e populosa, contudo, nossa preocupação era o desfrute das belezas naturais, logo, isso era irrelevante.

 

Passamos o réveillon lá e foi uma experiência bem diferenciada, primeiro por estarmos longe da muvuca - algo que odeio, exceto em shows que adoro ir e olhe lá - e segundo pelo caráter rústico da celebração do povo de Puerto Villamil, aliás, há uma tradição bem interessante deles (equatorianos em geral) para a data, eles promovem uma queima de bonecos em tamanho real que representam figuras públicas e o ano que passou, perguntamos para algumas pessoas, que nos disseram que fazia parte da tradição de final de ano para mandar espíritos ruins embora. Simbolizam a purificação e o afastamento da má sorte e das energias negativas do ano que terminou, pois no geral, eles representam eventos marcantes do ano ou personagens importantes, especialmente os relacionados à política e ao entretenimento.

 

Quase não ceiamos, por conta de um contratempo que tivemos com o restaurante El Velero, aliás, NÃO RECOMENDAMOS ESTE RESTAURANTE. Se por acaso passarem por ele, informem que seis brasileiros que tentaram ceiar no último réveillon mandou beijinhos no ombro, beleza? Aconteceu o seguinte:

 

Procurávamos um local para ceiar na noite do dia 31/12, e um tiozinho nos indicou o restaurante citado. Fomos ao local pela tarde a fim de certificarmos que havia disponibilidade, POIS BEM, foi garantido que poderíamos chegar ao local às 20h30, até aí tudo lindo. Chegamos no horário combinado, sentamos em nossa mesa e ali aguardamos por um tempo. Quinze minutos se passaram, vinte, trinta, até que a paciência do nosso grupo começou a chegar no limite, principalmente das meninas. Fizemos nosso primeiro reclame, questionando o motivo pelo qual não nos haviam servido nem um tira gosto ou bebida e replicaram com a informação de que haviam poucas pessoas na cozinha, contudo, seríamos servidos em breve. Aceitamos tal posicionamento e voltamos ao level de paciência controlado, porém, a bomba explodiu quando mesas frequentadas por nativos da ilha e que chegaram após nosso grupo foram servidos prontamente. Rapaz, não preciso dizer que a mulherada rodou a baiana até que a situação se tornou insustentável e pegamos nosso dinheiro de volta. ::toma::

 

Próximos das 22h, só com um milagre para conseguirmos outro restaurante disponível para ceiarmos, por fim, depois de perambularmos pela rua principal contando nossa experiência fracassada no restaurante El Velero, conseguimos uma ceia nos 48 minutos do segundo tempo no restaurante El Faro. Longe de ser barato, mas era aquilo ou tentar achar algum espetinho de leão marinho em alguma barraquinha! Por fim, ceiamos uma entrada de polvo grelhado no chimichurri, um prato de lagosta no molho de maracujá, um sorvete de chocolate quase derretido e suco de mamão por 35 USD por pessoa. Para uma ceia de ano novo e pelos itens oferecidos, até que não foi de todo mal.

 

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CONCHA Y PERLA

 

Este local foi o responsável por ter provocado a troca da pele de minhas costas inteira, principalmente na incursão que realizamos no dia 31/12, aliás, por este motivo não tive forças o suficiente para aguentar o tranco de ficar altas horas nas ruas de Puerto Villamil. Estupidamente lindo, um dos melhores snorkelings que já realizei na vida, vai, diria que empata tecnicamente com a atividade que realizamos nos Tuneles de Lava, local que detalharei mais adiante.

 

É uma pequena baía perto do pier de Puerto Villamil, é bem fácil chegar lá, porém, o acesso direto está bloqueado por conta de manutenção na trilha. No entanto, dá para chegar a nado, todavia, todo cuidado é pouco pois há muitas pedras e a corrente é forte em alguns pontos. Recomendamos fortemente que comprem sapatilhas de trilha/nado, um dos casais levou e fez a diferença para eles, enquanto eu me ralei todo. Sugiro adicionar uma camiseta leve para nadar, aqueles de corrida são perfeitas para completar o "kit frescura".

 

O kit frescura é de suma importância para minimizar que suas costas adquiram uma tonalidade rosa e você saia d'água no melhor estilo sorvete napolitano, sem falar que salvará sua pele literalmente com relação a cortes bobos.

 

Claro, não deixem de levar um bom snorkel, de preferência de vidro, pois os de acrílico embaçam muito. Dica para snorkels de vidro novos não embaçarem:

 

a. Passem pasta de dente por dentro e fora e deixe-a de 8-10 dias descansando. Depois limpa e já era!

b. Pegue um isqueiro e acenda próximo da lente por dentro e por fora. O objetivo é queimar a película de cera que vem de fábrica nos equipamentos novos.

 

Anotaram aí? Beleza!

 

Agora, sabe porque queimei minhas costas desse jeito, sem falar na quantidade de rasgos que trouxe para casa? Não fiz a lição de casa e deixei de utilizar os itens do kit frescura. Mesmo tendo passado protetor solar nas costas inteiras, o bonitão aqui perdeu a noção do tempo e ficou fazendo snorkeling por mais de TRÊS HORAS!!! E NÃO ME ARREPENDO NENHUM POUCO, POIS FOI ANIMAL, LITERALMENTE!

 

Tivemos a oportunidade de nadarmos com uma família de tartarugas gigantes, raias de variadas espécies, sobretudo a manta, uma raia preta gigantesca. Sem falar na quantidade e variedade de peixes que passavam por nós, um pinguim maroto, enfim, até escorreu uma lágrima aqui pois quero voltar para lá AGORA! O local também serve de abrigo para lobos marinhos, aves e muitos crustáceos.

 

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TUNELES DE LAVA

 

Este foi o passeio mais caro da viagem, nos custou 75 USD, e tem uma duração aproximada de 4h, além de um lanchinho incluso. Primeiramente, gostaria de afirmar que este passeio é imperdível, desculpem a redundância em informar que tudo foi muito legal e incrível, exceto a ceia do restaurante EL VELERO, guardem bem este nome! ::hahaha::

 

Vocês podem fechar o passeio com uma das agências que há no centro da cidade ou diretamente no hotel, como fizemos.

 

Fomos com o guia Richard, inteligentíssimo e muito gente boa. O passeio consiste na visita a um acidente vulcânico em alto mar e snorkeling em dois pontos. Toda a lava que ali enrijideceu sem uniformidade nenhuma - óbvio - acabaram formando esta paisagem cheia de tuneis e caminhos, lar de muitos animais endêmicos do arquipélago, sobretudo do tubarão tintonera (tintureira) que procura estas regiões com túneis para descansar quando as águas estão mais frias. Posso afirmar que este passeio foi memorável pelo simples fato de que um leão marinho veio em direção ao nosso grupo e sua decisão foi de interagir e ficar brincando conosco. Foi demais, deem uma olhada nas fotos abaixo:

 

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VULCÃO SIERRA NEGRA

 

Um dos dias optamos por uma atividade terrestre, estávamos cansados de brincar de peixinho. ::tchann::

 

Fechamos diretamente no hotel o trekking no Vulcão Sierra Negra, o mais antigo da ilha e considerada a segunda maior abertura do mundo com 10 km de raio. O passeio é extremamente recomendado para quem está em dia com o condicionamento físico, afinal de contas, é uma jornada que totaliza 16 km ida e volta, portanto, #ficaadica.

 

O custo do passeio é de 35 USD e há um lanchinho incluso quando atingirem o ponto final da trilha na ida.

 

Ele é um dos vulcões mais ativos de Galápagos, tendo a mais recente erupção histórica em outubro de 2005. O mais interessante do passeio nem é avistar a cratera e sim o ecossistema num todo, por exemplo, neste trekking caminhamos na lateral da cratera e podemos visualizar pequenas fendas geradas por conta da atividade vulcânica que liberam enxofre na atmosfera. O cheiro não é dos mais agradáveis, mas é bem quentinho próximo destas cavidades!

 

Outro lance muito bacana é ver a transição do ambiente com terreno de lava seca de milhares de anos atrás passando por áreas mais escuras que estão ali por conta de atividades mais recentes.

 

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PARTE 5 - HOSPEDAGEM E DINHEIRO

 

Consideramos realizar as reservas de hotel com antecipação, afinal de contas, era semana de festas de final de ano e ficar à deriva não era uma opção. Fizemos todas as reservas através do Booking.com, porém, nos surpreendemos ao chegar e vermos um local que havia muita oferta hoteleira em relação a demanda. Era muito comum no pier de Puerto Ayora encontrarmos representantes de hotéis abordando as pessoas sobre hospedagem.

 

Nosso custo foi o seguinte:

 

Hotel España (Puerto Ayora) - 50 USD + taxas , totalizando 60 USD por casal

Hostal Sula Sula (Puerto Villamil) - 50 USD + taxas, totalizando aproximadamente 60 USD por casal

Hotel Gardner (Puerto Ayora) - 30 USD por casal

 

O hotel mais baratinho aí conseguimos negociando localmente com o dono, por conseguinte, cancelamos a reserva que havíamos feito e assim conseguimos economizar um pouquinho. Embora eu já tivesse lido em outros relatos que o custo médio de hospedagem por casal era algo próximo a 30 USD, aceitamos o fato de pagar mais caro por ser final de ano e achávamos que tudo estaria inflacionado por conta disso, ledo engano.

 

Outra coisa que quero informá-los é sobre dinhero. Tentem levar em espécie já que poucos locais aceitam cartão, exceto restaurantes e lojas da avenida principal de Puerto Ayora e geralmente cobram uma taxa para este tipo de pagamento, além disso, evitem notas de 100 dólares, digo isso por conta da dificuldade em conseguir troco.

 

Caso consigam, levem bastante trocado, notas de 5, 10 e 50 dólares!

 

Acho que é basicamente isso, manterei o tópico atualizado conforme for lembrando de algum detalhe que tenha deixado escapar! E não hesitem em contatar, beleza pura? ::otemo::

 

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Marquem este tópico aí, pois vou atualizá-los aos poucos! Estou redigindo-o durante o expediente hehehehehehe

 

::hahaha::::tchann::::hahaha::::tchann::::hahaha::

 

 

Aguarando a continuação, ansiosamente!!!! haha

::otemo::

Vou pra lá em outubro!

Poderia colocar os valores de acomodação, aproximadamente?

Abraço,

Priscila

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Marquem este tópico aí, pois vou atualizá-los aos poucos! Estou redigindo-o durante o expediente hehehehehehe

 

::hahaha::::tchann::::hahaha::::tchann::::hahaha::

 

 

Aguarando a continuação, ansiosamente!!!! haha

::otemo::

Vou pra lá em outubro!

Poderia colocar os valores de acomodação, aproximadamente?

Abraço,

Priscila

 

No meu post irei separar uma parte só para falar disso, mas já te adianto uma coisa, não precisa ficar pilhada em reservar antecipadamente pela internet, é sério. Descobrimos isso quando chegamos lá, só que nossa preocupação era por conta da época que fomos, última semana do ano e não queríamos correr o risco.

 

Só para você ter ideia, nesta época que fomos, eles nem estavam com plena ocupação e havia uma oferta de hospedagem muito grande. É possível negociar bastante lá, pois reservamos a um preço de 60 USD por casal pelo booking.com, só que ao chegarmos lá tivemos condições de cancelar uma das reservas e pagarmos 30 USD para o casal num outro hotel.

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    • Por Marcos A
      Ah Galápagos! Famosa pela teoria da evolução de Charles Darwin, hoje é muito mais do que isso. Nos últimos anos, as ilhas vêm recebendo cada vez mais turistas de todo o mundo, em busca das mais variadas atrações que as ilhas oferecem: cruzeiros luxuosos, mergulhos, observação dos animais e plantas, trilhas por vulcões ativos e descanso em praias paradisíacas. Difícil de acreditar que um lugar como esse existe. Gostou do aperitivo? Então dá uma olhada no que fizemos por lá durante a nossa visita.
      Ilha de Santa Cruz
      Ficamos 3 dias em Santa Cruz e achamos o suficiente para conhecer por completo as principais atrações da ilha. Conhecemos as principais praias, demos um rolê em Puerto Ayora e conhecemos a famosa Estação Científica Charles Darwin. Planejamos também visitar um das fazendas para observar as tartarugas gigantes, mais o passeio melou aos 45 minutos do segundo tempo.
      Como chegamos
      Voo de Quito (com escala em Guayaquil) à Baltra, uma pequena ilha ao norte de Santa Cruz. Todo o trajeto foi feito com a companhia Tame. Já adianto que o preço da passagem vai te desanimar um pouco. Fizemos a estratégia de chegar por Santa Cruz (Baltra) e ir embora de Galápagos por San Cristóbal. Assim, ganhamos tempo e deu pra aproveitar mais cada ilha.
      Onde nos hospedamos
      Em Santa Cruz, nos hospedamos no Galápagos Best Hostel. O local é bem simples e bem afastado do centro de Puerto Ayora (uns 20 minutos de caminhada). Entretanto, gostamos bastante do hostel. Era limpo, água quente e os quartos privados tinham uma mini cozinha. Fizemos o café da manhã todos os dias que ficamos em Santa Cruz. Valeu a pena!
      O que fizemos
      Santa Cruz foi de longe a ilha com a melhores praias. Além disso, é a ilha mais desenvolvida do arquipélago, então, você vai encontrar mais opções de restaurantes, comercio, agências, etc.
      PUERTO AYORA
      A maior cidade de Galápagos, também a mais desenvolvida. Puerto Ayora é o ponto de partida para quem quer conhecer tudo em Galápagos. Agências de viagens estão espalhadas por várias ruas. Em uma das ruas principais, a Av. Charles Darwin, você vai encontrar inúmeras opções de restaurantes, dos mais ocidentais (hambúrguer, pizza, batata frita, etc.) até os mais tradicionais de comida local. Nós, por outro lado, amamos a Av Binford. A rua concentra vários restaurantes de comida realmente local. De noite fica super movimentada. Se você quer um almoço com um precinho mais amigo ( por volta de USD 5.00), é lá que você vai encontrar.

      Outro destaque é o Mercado de Peixes de Puerto Ayora. É lá que os barcos carregados de pescado chegam para serem pesados, lavados e vendidos. Mas a clientela não é só de pessoas. Toda a fauna de Galápagos se reúne por lá: leões marinhos, pelicanos, pássaros, iguanas, etc. Todo mundo esperando a oportunidade perfeita para roubar um pedaço de peixe. Vale a visita.
      TORTUGA BAY E PLAYA MANSA

      Tortuga Bay. As ondas eram mais intensas. Vimos vários surfistas por lá.
      Pegando uma trilha de 2 km por dentro da vegetação típica de Galápagos, você vai acessar primeiramente Tortuga Bay, uma praia onde o banho não é recomendado, mas que é linda mesmo assim. O acesso a praia é gratuito. A areia é branquinha e o mar azul claro. Várias iguanas passam constantemente por você e em algumas pedras, você vai poder ver os famosos caranguejos vermelhos de Galápagos.

      Playa Mansa. Dá pra entender o nome, não dá?
      Andando mais um bocadinho, você vai chegar no ponto alto de Puerto Ayora, a Playa Mansa. Tire pelo menos metade de um dia para relaxar nessa praia. A água é bem calma e você pode ficar um tempinho na areia, perto das árvores, só relaxando. O único problema é que a praia pode ficar muito cheia a partir do final da manhã.
      LAS GRIETAS E PLAYA LOS ALEMANES
      Normalmente você vai fazer Las Grietas e Playa los Alemanes em uma só tacada. Pra chegar lá, você vai ter que pegar um barco no porto de Puerto Ayora por USD 0.5 que vai te levar até um hotel/restaurante. Descendo, é só seguir a plaquinha que indica "Las Grietas" que não tem erro. Depois de percorrer uma trilha bem curta, você vai chegar em Las Grietas. Um pedaço de mar localizado entre dois rochedos enormes, ideal pra se refrescar rodeado de peixes.

      Já a Playa los Alemanes é bem pequenininha, mas muito linda. Ficamos sentados alguns minutos olhando a paisagem e pudemos ver, sem entrar na água, vários peixes e duas arraias que passavam tranquilamente entre os banhistas.

      PLAYA EL GARRAPATERO
      Essa praia fica mais afastada de Puerto Ayora. Pra chegar lá, tivemos que pegar um táxi que nos custou, ida e volta, por volta de 30 dólares. A praia é maravilhosa. O taxista te deixa em um estacionamento (combine o horário da volta) e você tem que andar por uns 15 minutos antes de chegar na praia propriamente dita. 

      Playa El Garrapatero.
      O lugar é um paraíso. Quando fomos, vimos alguns leões marinhos (um inclusive dormia a menos de 2 metros das nossas mochilas), pelicanos, iguanas e uma garça cinza linda. Além disso, se você quiser, você pode alugar caiaques que ficam disponíveis na entrada da praia. Não chegamos a perguntar os preços, mas fica a dica.
      ESTAÇÃO CIENTÍFICA CHARLES DARWIN

      Fica pertinho de Puerto Ayora e dá pra ir andando mesmo. Lá funciona um centro de pesquisa e recuperação animal. O centro é aberto ao público e a entrada é gratuita. Dentre as principais atrações, você vai poder visitar um pequeno museu da biodiversidade das ilhas de Galápagos; vai poder ver o George, a tartaruga mais famosa de Galápagos que morreu em 2012 (ele foi empalhado e se encontra em uma câmara resfriada para sua preservação); e vai poder ver inúmeras tartarugas gigantes e iguanas que estão sob cuidado do centro. Vale muito a pena a visita.
      Ilha San Cristobal
      Foram somente dois dias em São Cristóbal, mas muito intensos. Aqui, a principal atração foi os leões marinhos. Estavam por todos os lados, em todas as praias que visitávamos.
      Como Chegamos
      Chegamos de barco, vindos de Puerto Ayora. Compramos os tickets em uma agência de viagens qualquer perto do porto. Sim, você pode comprar o ticket entre as ilhas em qualquer agência. Eles contactam as empresas que fazem os percursos e tudo funciona direitinho. Só não deixe pra última hora, porque a procura é grande e são poucos barcos por dia. Pagamos USD 30 por pessoa para a viagem de barco entre Santa Cruz e San Cristóbal.
      A viagem demora cerca de 2 horas e meia e é um pouco desconfortável. A lancha é bem pequena (devem caber umas 20 pessoas no máximo) e não há espaço para acomodar os braços. Além disso, dependendo da condição do mar, a viagem pode ser um pouco enjoativa. Tivemos sorte que o mar estava calmo no dia que fomos.
      Onde nos hospedamos
      Em San Cristóbal nos hospedamos no Guesthouse Hostal Cattleya. Sabe aquelas pousadas do Brasil, onde os próprios donos tocam o lugar e conseguem fazer você se sentir em casa? Ficamos em um quarto triplo (reservamos em cima da hora...) bem simples, mas arrumadinho e limpo. O café da manhã estava incluso e era preparado pelo donos (pão comprado no dia, frutas, iogurte, e um cafezinho bem preparado). No momento da reserva, a dona entrou em contato comigo para pedir mais informações da nossa chegada. Quando chegamos em Puerto Baquerizo Moreno, o marido dela já estava nos esperando e enquanto nos acompanhava a caminho do hotel ele nos deu várias dicas. Recomendadíssimo!
      O que fizemos
      Basicamente praias e contato com a natureza! Tínhamos somente 2 dias para aproveitar a ilha então resolvemos gastar todo o tempo na praia, curtindo o tempo que faltava antes de voltar pra casa.
      PUERTO BAQUERIZO MORENO

      Pôr do sol em Puerto Baquerizo Moreno. Não preciso acrescentar nada...
      Capital de Galápagos e ponto de partida para todas as praias da redondeza. Diferente de Puerto Ayora, as praias aqui estava um pouco mais perto do centro. Fomos andando para todas elas sem nenhum problema. Aproveite o final da tarde para ver os leões marinhos que se encontram aos montes e para comer em um dos restaurantes espalhados pela rua principal da cidade.
      PLAYA MANN
      A Playa Mann é a mais próxima do centro de Puerto Baquerizo Moreno e uma das mais populares para ver o pôr do sol em San Cristóbal. No final da tarde, centenas de pessoas se reúnem nas areias da praia para ver o espetáculo e alguns se arriscam a tomar um banho de mar. A praia também é frequentada pelos leões marinhos. 

      Se você estiver procurando um lugar para almoçar ou tomar um suco de fruta, é na Playa Mann que você vai encontrar vários restaurantes. São restaurantes simples, mas que servem uma comida deliciosa e com preço em conta. Recomendo.
      PLAYA PUNTA CAROLA

      Um pouco mais ao norte da Playa Mann, se encontra a Playa Punta Carola. A praia não é tão boa para banho pois é repleta de rochas. Entretanto, a água é cristalina e você vai ter a companhia constante de leões marinhos que usa a areia da praia para descansar. Ela também é mais intocada que a sua vizinha Playa Mann, com mais árvores e locais de descanso. É de lá que parte a trilha para o mirador Cerro Tijeretas, parada obrigatória em San Cristóbal.
      MIRADOR CERRO TIJERETAS E MUELLE TIJERETAS

      Uma pequena trilha vai te levar para o mirador Cerro Tijeretas. O mirador proporciona vistas incríveis de San Cristóbal, principalmente de Muelle Tijeretas, um pequeno pier onde a galera aproveita pra mergulhar e observar a vida marinha da ilha. Na mesma trilha, se encontra a famosa estátua de Charles Darwin.
      PLAYA LA LOBERIA

      Lobos marinhos descansando na beira da praia - La Loberia.
      Foi o dia mais tranquilo da nossa visita à San Cristóbal. Não tínhamos hora pra ir e nem para voltar. O plano era ir bem cedo para Playa La Loberia, voltar mais ou menos de tarde e ver o por do sol na Playa Mann (pela segunda vez). Fomos andando do hostel até a praia. Foi uma caminhada longa, mas nada impossível. 

      Lá, tivemos nossa mais intensa experiencia com leões marinhos da viagem. Eles estavam por todos os lados. Não é a toa que a praia se chama La Loberia. Eles mandam por lá. Não se importavam com ninguém e em alguns momentos, até chegavam a avançar nas pessoas que entravam na água. Um momento muito especial foi quando vimos um casal de leões marinhos brincando dentro da água e correndo um do outro. Nadavam muito rápido, saltando como golfinhos para fora da água. Valeu muito a pena visitar essa praia!
      Conclusão sobre Galápagos
      Galápagos foi um lugar que me expôs a vários tipos de emoções e experiencias. Galápagos é um paraíso, repleto de vida e energia, que vai te fazer pensar sobre como estamos cuidando da nossa natureza. Um lugar onde a vida selvagem consegue viver em quase-harmonia com os homens. Um lugar inesquecível.
       
      Quer ler mais sobre as nossas viagens? É só acessar o nosso site: www.feriascontadas.com
    • Por Victor Prates
      Este post mostrará as melhores opções pra você aproveitar as Galápagos e suas praias sem gastar uma fortuna. Mas já adianto que se você está sem nada de grana, este não é o destino pra você.
      O arquipélago é conhecido principalmente pela variedade de fauna entre cada uma das ilhas, que foi crucial para Charles Darwin formular a Teoria da Evolução. Este relato também apresentará os animais mais interessantes que vimos e onde você poderá encontrá-los.
      As Galápagos pertencem ao Equador e estão situadas a cerca de 950 km a oeste do litoral do país. As ilhas estão situadas no Oceaco Pacífico e sua formação está atrelada a um hotspot vulcânico numa junção tripla entre 3 placas tectônicas: Pacífica, de Nazca e de Cocos. O arquipélago é formado por 13 ilhas principais e outras centenas de ilhotes e ainda possui 21 vulcões, sendo 13 ativos.
      O mapa abaixo, retirado do Google Earth, mostra o arquipélago das Galápagos, seus portos, aeroportos e o nome das 13 maiores ilhas. Nossa trip teve foco nas 3 principais ilhas: Isabela, Santa Cruz e San Cristóbal.

      Dividi este post em duas partes, sendo a primeira com resumo das atrações visitadas e detalhes de programação e a segunda com a descrição de cada uma das ilhas que visitamos.
       
      ROTEIRO RESUMIDO
      Dia 1: Vôo de São Paulo/SP à Guayaquil no Equador, onde passamos a primeira noite da viagem.
      Dia 2: Vôo de Guayaquil à Ilha Baltra em Galápagos. Deslocamento até a cidade de Puerto Ayora, a maior do arquipélago. Chegada no hostel e passeio no Darwin Center, um centro de criação de tartarugas gigantes. Pela noite passeamos pelo calçadão à beira-mar.
      Dia 3: Táxi até o povoado de Santa Rosa, de onde caminhamos até a Reserva El Chato. Aqui, conhecemos muitas incríveis tartarugas gigantes e os Túneis de Lava. Voltamos andando à Santa Rosa e subimos a pé pela rodovia por 1h30min até Los Gemeles, duas imensas crateras.
      Dia 4: Ida à Baía Tortuga, onde visitamos as praias Brava e Mansa. Vimos uma infinidade de iguanas marinhas pretas neste dia.
      Dia 5: Pela manhã fomos a Las Grietas, um mini-cânion de paredes de rocha vulcânica. Na sequência pegamos um barco de 2 horas até a cidade de Puerto Baquerizo Moreno, na ilha de San Cristóbal, onde há uma infinidade de leões marinhos. Ida a Playa Mann ver o pôr-do-sol.
      Dia 6: Caminhada até a linda Praia La Loberia, cheia de leões marinhos, e até o penhasco El Acantilado, onde tivemos uma observação intensa de aves marinhas. Regresso a Puerto Baquerizo, ida até o Centro de Visitantes e subida ao Cerro Tijeretas, onde fizemos observação de fragatas, pelicanos e da bela Baía Tijeretas. Caminhada até a Playa Ochoa e contemplação de um booby, icônico pássaro de patas azuis das Galápagos.
      Dia 7: Tour para a parte alta da ilha de San Cristóbal, onde visitamos a Laguna El Junco e caminhamos ao redor da lagoa. O passeio também incluiu visitação ao centro de criação de tartarugas gigantes e à Praia de Puerto Chino.
      Dia 8: Snorkel com leões marinhos na Baía Tijeretas e com uma infinidade de tartarugas marinhas na Playa Carola.
      Dia 9: Regresso à Ilha de Santa Cruz pela manhã. De tarde fizemos um trekking de 4 horas (ida e volta) para subir o Cerro Puntudo, a segunda montanha mais alta da ilha.
      Dia 10: Duas horas de barco até Puerto Villamil na Ilha Isabela, a maior das Galápagos. Ao chegar fizemos uma caminhada de 7h30min (ida e volta) até o Muro de las Lágrimas.
      Dia 11: Tour para o cume do Volcán Sierra Negra. O passeio durou 5h20min, com 16 km caminhados. Visitamos a linda cratera do Sierra Negra e fomos a um mirante com vista pra muitos vulcões da Isabela. Ao voltarmos para Puerto Villamil fomos a outro centro de criação de tartarugas gigantes. Pra finalizar o dia, caminhamos por mangues e lagoas com muitos flamingos.
      Dia 12: Tour de caiaque e snorkel pela Baía Las Tintoreras, onde vimos uma infinidade de espécies animais, incluindo raias, tubarões e um pinguim. Depois fizemos snorkel na Concha Perla com mais leões marinhos. Barco de regresso à ilha de Santa Cruz.
      Dia 13: Visitação ao centro Charles Darwin novamente e dia tranquilo na cidade.
      Dia 14: Retorno de Puerto Ayora a Guayaquil. Avistamento de iguanas terrestres próximo ao aeroporto de Baltra. Uma vez em Guayaquil, caminhamos por Las Peñas até o farol no topo da montanha Cerro Santa Ana.
       
      PROGRAMAÇÃO
      Onde Ficar
      Nas Galápagos existem três vilas em cada uma das três maiores ilhas, as quais você pode ver a localização no mapa do item “INTRO”:
      ·         Puerto Ayora, na ilha de Santa Cruz, com uma população de 12.000 habitantes;
      ·         Puerto Baquerizo Moreno, na ilha de San Cristóbal, com cerca de 7.000 habitantes; e
      ·         Puerto Villamil, na ilha Isabela, a menor com aproximadamente 2.000 moradores.
      Qualquer uma das três têm boas opções de alimentação e hospedagem.
      Puerto Ayora é a maior cidade do arquipélago e a com mais estrutura, mas é também a mais desorganizada. Possui a vantagem de estar situada no centro das Galápagos e, por isso, é de onde saem a grande maioria dos passeios para as outras ilhas. Ficamos em dois bons hosteis em Ayora, o Gloria e o Sir Francis Drake.
      A vila de Baquerizo foi a que eu mais gostei por ter bastante infraestrutura e ser mais organizada que Puerto Ayora. Além do que, adorei o fato de haver uma infinidade de leões marinhos no porto e na praia da cidade. Em Baquerizo, dormimos no hostal León Dormido.
      Villamil, com suas ruazinhas de areia, é a mais pacata e aconchegante das três, porém é a com menos estrutura e atrações para visitar. É a única das três ilhas que não possui um aeroporto nem caixas automáticos. Passamos nossa estadia em Isabela no hostel Villamil.
       
      Como Chegar
      Seguem informações sobre como ir às Galápagos:
      ·         Somente é possível chegar nas ilhas através de transporte aéreo;
      ·         Os vôos para o arquipélago saem apenas de duas cidades: Quito e Guayaquil, ambas no Equador;
      ·         Existem dois aeroportos que recebem vôos do continente: um na Ilha de San Cristóbal e outro na Ilha de Baltra, que dá acesso à Santa Cruz;
      ·         As companhias TAME e Avianca Ecuador possuem vôos diários e frequentes para os destinos de saída e partida acima mencionados (e caros!);
      ·         Os vôos saindo de Guayaquil levam 1h30min e de Quito 2 horas.
       
      Para locomover-se entre as ilhas de barco, é importante considerar:
      ·         Somente existem dois trechos de traslados fixos entre as ilhas: um entre Santa Cruz e Isabela e outro entre Santa Cruz e San Cristóbal;
      ·         O serviço não é oferecido por empresas públicas, sendo necessário comprar o ticket nas agências das vilas;
      ·         Ambos os trechos são realizados duas vezes ao dia para cada sentido, sendo que um barco sai no início da manhã e outro pela tarde. Os horários não são fixos por não serem barcos oficiais;
      ·         Compre seus boletos de barco com ao menos um dia de antecedência;
      ·         Cada trajeto de barco leva cerca de 2 a 3 horas;
      ·         A viagem pode ser bem mareante a depender das condições do mar.
      Por serem as únicas 3 ilhas com povoados com estrutura para turismo, se você quiser ir para as outras é preciso contratar tours, que serão bem caros.
      Para o regresso de Puerto Ayora à Ilha de Baltra, os horários de ônibus até o ferry são: 07:00, 07:40 e 08:30.
       
      Quando Ir
      Não há uma temporada de preferência para visitar as Galápagos. O clima é ameno durante todo o ano e suas atrações podem ser visitadas a qualquer época.
      A única recomendação que faço é evitar os meses de alta temporada: janeiro, julho, agosto e dezembro. Deste modo, não haverá riscos de os passeios e/ou barcos entre as ilhas estarem lotados.
       
      O Que Levar Para Trekking
      Fizemos algumas trilhas de um dia nas ilhas e todas apresentam grau baixo de dificuldade. Portanto, leve apenas o básico:
      ·         Bermuda ou calça
      ·         Camiseta
      ·         Bota ou tênis de trilha
      ·         Mochila (30-45L)
      ·         Boné/chapéu
      ·         Capa de chuva ou poncho impermeável
      ·         Traje de banho
      ·         2-3 L de água
      ·         Snacks para trilha
      ·         Protetor solar
      ·         Repelente
      ·         Câmera fotográfica
       
      RANKING DAS ATRAÇÕES
      Segue abaixo as opções de roteiro considerando o número de dias que você terá nas ilhas, de mais imperdível para menos imperdível:
      1 Dia: Puerto Baquerizo, Punta Carola e Baía Tijeretas. Sei que ninguém vai pras Galápagos pra passar só um dia, mas se você for esta pessoa, vá para a Ilha de San Cristóbal. Em um dia você pode ver uma infinidade de leões marinhos dentro e fora d’água e fazer snorkel com dezenas de tartarugas marinhas gigantes na Punta Carola. Ainda é possível avistar fragatas e boobies na Baía Tijeretas.
      2 Dias: Tour Puerto Chino. Ainda na Ilha de San Cristóbal, recomendo que encontre um motorista que te leve para a linda Praia de Puerto Chino. No caminho você passará pela Laguna El Junco, um lago dentro de uma cratera vulcânica, e pelo Galapaguera, um centro de criação de tartarugas gigantes terrestres.
      3 Dias: Baía Tortuga e Darwin Center. Pegue um barco até a Ilha de Santa Cruz e passe um dia nas lindas Praias Brava e Mansa. Veja dezenas de iguanas marinhas e depois vá até o Darwin Center, o principal centro de criação de tartarugas gigantes do arquipélago.
      4 Dias: El Chato e Los Gemelos. A Reserva El Chato é o melhor lugar para interação com as famosas tartarugas gigantes das Galápagos. Nele você ainda pode ver os lindos Túneis de Lava. Na sequência é possível visitar as impressionantes crateras Los Gemelos.
      5 Dias: Vulcão Sierra Negra. Se você tiver um quinto dia (por favor tenha), pegue um barco para a Isabela no dia anterior e reserve o tour para o Vulcão Sierra Negra. Você terá o panorama mais lindo das Galápagos. Na volta para Puerto Villamil, você pode passar na Lagoa de Flamingos e no Centro de Criação de Tartarugas da Isabela.
      6 Dias: Las Tintoreras e Concha Perla. Ainda na Isabela, recomendo que faça o tour de snorkel e caiaque nas Tintoreras. Você verá animais não antes vistos como tubarões, raias e pinguins. No final, aproveite o aluguel do snorkel e vá nadar com leões marinhos na Concha Perla.
      7 ou mais Dias: Agora que você já conheceu lugares bem representativos das Galápagos, sugiro as seguintes opções caso você tenha mais tempo nas ilhas:
        Fazer mergulho. Deverá ser uma de suas prioridades se você for certificado. Infelizmente, só tirei meu certificado após esta viagem;   Fazer tours de 1 dia para as ilhas Bartolomé, Seymour Norte, Pinzón, Santa Fé, ou qualquer uma próxima a Santa Cruz;   Dia extra em uma das 3 maiores ilhas: em Santa Cruz para conhecer Las Grietas; na Isabela para visitar o Muro das Lágrimas; ou em San Cristóbal para ir à Playa Ochoa ou ao El Acantilado;   Tenha dias de descanso nas lindas praias das ilhas. Como se pode ver, é possível elaborar uma infinidade de roteiros nas Galápagos. Se você tiver tempo e dinheiro vale a pena conhecer o máximo número de ilhas possível, o que possibilitará que conheça mais fauna endêmica e mais paisagens lindas. Se você estiver com pouca grana e com bastante tempo, recomendo que fique somente nas 3 ilhas principais, como nós fizemos.
       
      ANIMAIS AVISTADOS
      Segue abaixo uma relação dos principais animais que vimos nas ilhas que visitamos:
      Baltra: Iguanas terrestres amareladas.
      Santa Cruz: blue-footed booby (piquero de patas azules), caranguejos chama, coruja das Galápagos, fragatas, iguanas terrestres amareladas, iguanas marinhas (MUITAS), lava lizards, leões marinhos, pelicanos, raia, tartarugas terrestres gigantes, diversos tentilhões (finches, pinzones)
      San Cristóbal: blue-footed booby (MUITOS), fragatas (MUITAS), iguanas marinhas, lava lizards, Leões marinhos (MUITOS), pelicanos, tartarugas marinhas verdes (MUITAS), tartarugas terrestres gigantes, diversos tentilhões.
      Isabela: blue-footed booby, caranguejos chama, fragatas, flamingos, iguanas marinhas, lava lizards, leões marinhos, mocking bird, pelicanos, pinguim das Galápagos, raias, tartarugas marinhas verdes, tartarugas terrestres gigantes, diversos tentilhões, tubarões.
      Lista dos não avistados que queríamos ver: albatroz das Galápagos, cormorão das Galápagos (flightless cormorant), iguanas terrestres rosadas, nazca booby, red-footed booby (piquero de patas rojas), tubarão martelo, raia manta e outros só pra quem faz tour de mergulho.
       
      GASTOS TOTAIS
      Os gastos da viagem se deram em dólares americanos, que é a moeda oficial do Equador. Os valores em negrito são para 3 pessoas:
      ·         Avião Guayaquil -> Galápagos* = US$ 400 por pessoa = US$ 1.200
      ·         Taxa Aeroporto = US$ 20 por pessoa = US$ 60
      ·         Entrada Parque Nacional Galápagos Mercosul = US$ 50 por pessoa (US$ 100 p/ fora Mercosul) = US$ 150
      ·         Balsa + Bus Baltra -> Santa Cruz = US$ 9
      ·         Barcos de Santa Cruz para San Cristobal e Isabela = US$ 30 por pessoa por trajeto (4 viagens) = US$ 360
      ·         Hospedagem em Santa Cruz (6 noites) = US$ 405
      ·         Hospedagem em São Cristobal (4 noites) = US$ 240
      ·         Hospedagem em Isabela (2 noites) = US$ 110
      ·         Passeios em Santa Cruz (El Chato, Las Grietas, Cerro Crocker) = US$ 34,6
      ·         Passeios em São Cristobal (Puerto Chino, El Junco e Snorkel Punta Carola) = US$ 80
      ·         Passeios em Isabela (Volcán Sierra Negra e Tintoreras) = US$ 225
      ·         Refeições em Galápagos = US$ 405
      ·         Mercado em Galápagos = US$ 90
      ·         Lavanderia = US$ 20
      Total para 3 Pessoas = US$ 3.389
      TOTAL POR PESSOA (2017) = US$ 1.130
      * Não inclui passagens aéreas para chegar ao Equador
       
      AS ILHAS
      Nosso acesso para as Galápagos se deu pela cidade de Guayaquil, situada no litoral do Equador. Passamos uma noite no Hostel Nucapacha e no dia seguinte pela manhã fomos ao aeroporto pegar o vôo para a Ilha de Baltra.
      Pagamos 20 dólares de taxa aeroportuária antes de tomar o vôo, o qual durou 1h30min de duração. Ao chegar no arquipélago, pagamos mais 50 dólares para entrar no Parque Nacional Galápagos (salgado!).
      Se você quiser acompanhar a descrição detalhada sobre as 3 ilhas principais que visitei nas Galápagos, basta acessar o link abaixo.
      Continuar lendo: 
      http://trekmundi.com/galapagos/
      Abaixo algumas imagens deste fantástico arquipélago:

      Ivan e iguanas marinhas

      Praia Brava

      Ivan, eu e tartarugas gigantes das Galápagos

      Anna, eu e tartarugonas

      Anna e uma das dolinas Los Gemelos

      Leões marinhos brincalhões

      Anna snorkelando com a tartaruga marinha

      Ivan e Leões Marinhos

      Anna e Blue-footed booby

      Volcán Sierra Negra
       
      Um abraço!
       
       
       
       
    • Por cris_unb
      Pessoal, vou conhecer o Equador em outubro e gostaria de uma ajudinha para montar o roteiro.
      Principais dúvidas:
      1. De Cuenca a Quito vale a pena descer em Riobamba para fazer algum passeio? Se sim, durmo lá ou sigo no mesmo dia para Quito?
      2. Acrescento mais 1 dia em Quito (tirando de Galápagos)?
      3. Gostaria de sugestões de como dividir meus dias em Galápagos. Não tenho curso de mergulho, por isso não pretendo contratar um cruzeiro.

    • Por felipenedo
      Olá Mochileiros!!!
      Aqui vai um breve relato da viagem que fiz sozinho para Galápagos agora em Fevereiro de 2018.
       
      Qualquer coisa que eu puder ajudar, é só falar!
       
      Lá no meu blog Profissão: Viageiro tem mais fotos e detalhes para quem quiser visitar!
      www.profissaoviageiro.com
      Insta: @profissaoviageiro
       
       
      Então......
      As coisas mudam tão rápido na vida...
      Essa viagem não foi na data que planejei inicialmente, não foi do jeito que planejei inicialmente e nem rolou todas as coisas que sonhei no princípio, mas no final das contas fiz uma ótima viagem para Galápagos e voltei cheio de recordações incríveis!
       
      Foram 8 dias em Galápagos, incluindo os de chegada e saída. Foi correria, principalmente porque conheci as 3 principais ilhas: Santa Cruz, San Cristóbal e Isabela.
       
      Fiz tudo da forma mais econômica possível, sem deixar de fazer nada que queria.
       
      E assim foi:
       
      18/02/2018 – Santa Cruz
      Cheguei no aeroporto de Santa Cruz que fica na Isla Baltra ao meio dia, depois de um voo de SP para Lima, Lima para Quito, Quito para Guayaquil e Guayaquil para Baltra. Estava meio cansado!
       
      A essa altura já tinha pagado US$ 20,00 em Quito para pegar um formulário de entrada em Galápagos.
      Quando chega, já mostra esse formulário e paga mais US$ 50,00 para entrar.
      Então antes de ver um passarinho sequer já se vão US$ 70!!!!


       
      Fiz então o caminho da boiada... Primeiro o cachorro do policial cheira algumas malas, dá o seu ok e vamos todos para fora do aeroporto. Quem não tem esquema já arranjado, precisa pegar um ônibus de graça até a travessia entre as ilhas Baltra e Santa Cruz. Faz a travessia de balsa por US$ 1,00 se não me engano e depois pega um ônibus até Puerto Ayora por US$ 2,00 (acho) em uma viagem de quase 1 hora.
      Quem quiser pegar um taxi, existem muitas opções lá também. São sempre caminhonetes e se pode compartilhar com outras pessoas, mas se forem turmas diferentes, cada um paga a tarifa cheia e o cara deixa cada um em seu destino.
       
      Chegando no terminal de ônibus, existem alguns taxistas lá esperando. Como eu não tinha reservado hotel, fiquei vendo a movimentação da galera... Mas foi tudo muito rápido... Cada um já se pirulitou para dentro dos taxis com os nomes dos hotéis que estavam indo e em menos de um minuto já não havia mais taxis lá.
      Nesse momento dei a maior sorte que poderia ter dado nessa viagem. Conheci o Cezar, que estava lá oferecendo o seu hotel para os passageiros que chegavam.
      Só tinha ele lá e meio que sem opções aceitei ir com ele conhecer seu hostel. Ele foi muito simpático e disse que se não gostasse ele me deixaria no centro para eu procurar outro lugar.
      Bom, cheguei lá e o lugar era muito bom além de que o Cezar e a Alexandra, que eram os donos, eram sensacionais. Negociei uma suíte com TV e ar condicionado por US$ 25 por dia.
      Disse que tinha dado sorte, porque o Cezar me ajudou com absolutamente tudo na viagem e economizei uma grana com isso, sem contar que dava tudo certo, pois ele sabia os esquemas! Eles foram muito legais comigo, nem acreditei a sorte que dei!!!!
       
      Deixo aqui os contatos do Cezar, que recomendo muito!


       
       
      Nesse dia eu tentei organizar com eles tudo que queria fazer, descobri que tinha coisas lotadas que não conseguiria fazer (como Isla Bartolomé, por exemplo), e depois saí para o único rolê que dava tempo no dia: Las Grietas e Playa de los Alemanes.
      Peguei uma carona com o Cezar até os restaurantes baratos que ele me indicou para comer alguma coisa e depois fui para o píer. Peguei um aquataxi por US$ 0,80 e caminhei até Las Grietas, passando pela Playa de los Alemanes.
       
      Tinha um pessoal lá, mas sem muvuca. Me joguei na água fria e fui até onde dava no fim da formação rochosa.


       
      Já na volta parei na praia para curtir um pouco.




       
      De noite voltei para a rua dos restaurantes para jantar.

       
      Comi todos os dias aqui. Pagava US$ 5,00 em uma refeição com sopa de entrada, um prato principal e um suco. Ótimo custo/benefício!

       
      19/02/2018 – Santa Cruz
       
      Nesse dia pela manhã o Cezar me deixou em um lugar para tomar o típico café da manhã de Galápagos: Um Bolón com carne e ovo frito!

       
      Daí peguei um taxi até a entrada da trilha para Tortuga Bay. É uma bela caminhadinha até chegar na praia...
      Quando chega, percebe-se que valeu a pena! Uma praia linda!!!!











       
       
      Lá se chega pela Playa Brava, e caminhando até o fim dessa praia se encontra a Playa Mansa, onde a maioria da galera monta acampamento.
      Eu fiquei a maior parte do tempo entre as duas praias, em uma piscina natural onde várias iguanas nadavam.






       
       
      De tarde fui fazer o tour nas terras altas com o César. Paguei US$ 50,00.
      Lá as tartarugas gigantes vivem em seu habitat natural. Nesse mesmo passeio se vê os Túneis de Lava, e os Gemelos.
      Foi muito bacana o passeio... Muito mesmo. As tartarugas são incríveis e conseguimos ficar muito perto delas. Realmente um dos pontos altos da viagem! Queria ter ficado mais por lá.







       
       
      Nesse dia esqueci meu guarda-chuva lá e o Cezar deu um jeito de um conhecido dele pegar e me levar lá na pousada!!!!


       
      Túneis de Lava

       
      Los Gemelos

       
      Como alguns passeios estavam lotados e para não perder tempo, decidi ir para Isabela no dia seguinte e deixar reservado meu mergulho em Gordon Rocks para minha volta para Santa Cruz.
      Infelizmente muitos passeios estavam lotados e não consegui mesmo fazê-los. Uma pena.
      Quase nem o mergulho consigo. Eu ia fazer no dia seguinte, mas quando voltei para reservar já estava lotado o barco. Aí o César conseguiu com um outro cara pelo mesmo preço que esse para o dia que voltasse para Santa Cruz.
       
      Ele também me ajudou com os passeios em Isabela me colocando em contato com o Carlos e agilizando tudo para mim, inclusive o aviãozinho de Isabela para San Cristóbal
       PQP, ele me ajudou muito!
      Aí ele também conseguiu o ticket para o barco para Isabela pela manhã. Custa US$ 30,00.
       
       
       
      20/02/2018 – Isabela
       
      Peguei o barquinho pela manhã, pagando ainda US$ 1,50 para o aquataxi me levar até o barquinho que não encosta no porto.
       
      Era um barquinho meio apertado... Não foi das viagens mais confortáveis. Demorou um pouco mais de 2 horas a viagem.
       
      Chegando em Isabela já tinha o pessoal da pousada Coral Blanco me esperando com plaquinha e tudo no píer. Paguei US$ 25 em uma suíte com ar condicionado.
       
      Ah, quando chega em Isabela tem que pagar uma taxa de US$ 10,00 para entrar... Lembra aqueles US$ 70? Então, viraram US$ 80 só para sorrir!
       
      Bom, Isabela tem menos estrutura que Santa Cruz.
      As cores do mar são impressionantes!
       
      Quando cheguei descobri que apesar da pessoa da companhia aérea ter confirmado que havia um lugar no voo no dia anterior, quando foi ver direito de manhã , não tinha lugar nenhum..... Isso me deixou bem puto, porque teria que abrir mão de ir para San Cristóban, pois não teria tempo de ir de barco.
       
      Me colocaram em uma fila de espera e ficaram de confirmar de tarde se arrumariam uma vaga ou não.
       
      Aí também descubro que o passeio para Los Tuneles estava lotado nesse dia e também no próximo.... Isabela não estava me dando muita sorte...
       
      O que fiz foi reservar o passeio para Las Tinoneras para o dia seguinte pela manhã e fui fazer outros passeios para Concha de Perla, a pé, e o Muro das Lágrimas de bike (US$ 10 por meio dia de aluguel).
       
      Concha de Perla fica bem pertinho do píer de entrada de Isabela. É uma grande “lagoa” de água do mar com peixes e lobos marinhos.
       
      Eu estava tão queimado de sol que fiquei mais me protegendo do sol do que fazendo snorkel no lugar.



       
       
      Aqui é a praia do lado do píer, cheia de lobo marinho.


       
      Quando voltei, almocei e aluguei a bike para fazer o Muro das Lágrimas.
      Fazendo um breve desvio no caminho, o primeiro lugar que parei foi o Centro de Crianza Arnaldo Tupiza. Um centro de criação das tartarugas gigantes de Galápagos. É possível ver as tartarugas de várias idades em ambientes fechados.


       
      Depois parei na Laguna Salina do lado do centro para ver os Flamingos que vivem lá.

       
      Então retomei meu rumo em direção ao Muro das Lágrimas.

       
      Quando cheguei no checkpoint do muro, encontrei uma menina do Japão que estava na minha pousada. Acabamos fazendo o resto do passeio juntos.
       
      A partir desse ponto já começamos a encontrar as tartarugas gigantes de Isabela no caminho.
      Sensacional!

       
      Existem muitas paradas no caminho até o muro, mas decidimos não parar muito e se tivéssemos tempo pararíamos na volta em alguma coisa.
       
      O muro em si não tem muita graça e nem muito sentido. O que vale é o passeio.

       
      Existe um morro ao lado com mirantes e decidimos subir até onde desse


       
      Na volta só paramos para as tartarugas mesmo.

       
      Eu estava meio com pressa, pois precisava saber se teria ou não um voo no dia seguinte, porque se não tivesse precisaria reorganizar toda minha viagem.
       
      Assim que cheguei na pousada recebi a notícia que conseguiram um assento para mim no dia seguinte as 13hs. Perfeito!!!!!
       
      Ainda deu tempo de pegar o por do sol na praia já bem feliz que o avião tinha dado certo!

       
      Fui então tomar um banho e me arrumar para procurar um lugar para jantar.
      Me encontrei com minha amiga japonesa e fomos em um restaurante que tinha umas promoções de comida e de drinks.

       
      Estava tudo muito bom.

       
      Ficamos conversando um pouco e depois fui dormir porque no outro dia tinha que acordar cedo para o passeio e ela tinha que pegar o primeiro barco para Santa Cruz muito cedo!
       
       
      21/02/2018 – Isabela / San Cristóbal
       
      De manhã o pessoal do tour para Las Tintoneras passou para me buscar.
      O tour saiu por US$ 35,00
       
      Chegamos lá no píer e ficamos esperando o horário do barco sair, enquanto isso fui fazer amizades com os lobos marinhos!

       
      Quando o passeio começa, a primeira parada é tentar encontrar os Pinguins de Galápagos. Não tivemos sucesso, mas por sorte encontramos o Atobá de Pata Azul (Sula nebouxii), ou Piquero de Patas Azules, ou ainda Blue Footed Booby

       
      Foi o primeiro da viagem esse. Muito lindo!

       
      Bom, sem os pinguins por perto, seguimos a viagem para uma caminhada de onde se pode avistar os Tubarões de Galápagos e um local que eles usam para descanso.
      Um lugar com muitas e muitas iguanas, fragatas e algumas outras aves, caranguejos e os tubarões, claro!


       
      A caminhada termina em uma linda praia que não podemos entrar e é destinada apenas aos moradores locais... Lobos Marinhos e todos os outros animais!




       
      Na volta, como não tínhamos visto os pinguins, fui lá encher o saco para procurarmos mais. E funcionou!
      Avistamos um casal voltando do mar e ficamos lá um pouco pertinho deles curtindo.



      De lá fomos para a área de Snorkel. Provavelmente o melhor Snorkel que fiz em Galápagos.

       
      Vi de tudo... Peixe, ouriço, iguana, estrela do mar, tartaruga, arraia, etc.




       
      E com isso, encerramos o passeio.
       
      Eu já estava na pressão na galera para me levarem embora porque não podia perder meu voo!
      No final deu tempo tranquilamente. O Carlos ainda pegou o carro da dona da pousada que estava e me deu uma carona até o aeroporto. E ainda não quis que eu pagasse pelo transporte... Foi muito gente boa!!!!!!!
       
      O contato do Carlos lá em Isabela é:
      Carlos Valencia
      +593 096 7643662
       
       
      O Voo foi um capítulo a parte... Era necessário, além de muito bonito sobrevoar as ilhas, mas eu estava com um baita frio na barriga... O aviãozinho era muito pequeno!
      Eram 10 lugares... O piloto e mais 9 passageiros.
      E eu vacilei. O assento do lado do piloto podia sentar. Eu não sabia e sentei lá atrás. Que vacilo!
      No final o voo foi bem tranquilo e muito bonito!
      Custou US$ 135,00 o voo de Isabela para San Cristóbal e durou 45 minutos pela companhia Emetebe.



       
      Quando cheguei em San Cristóbal foi a mesma patifaria dos taxis. Um taxista chamou um taxi extra para mim e um casal que ficou para trás.
      Como não tinha lugar para ir, pedi que ele me levasse para um hostel barato. E deu tudo certo.
       
      Aí saí para fechar os passeios. Na verdade só iria fazer um passeio. Minha ideia inicial era fazer o tour para Punta Pitt, onde vivem os Atobás de Pata Vermelha. Não tinha nenhum tour para lá no dia seguinte, então fiz o Tour 360º. Ele passava por Punta Pitt, mas não descia, além de outros lugares bacanas, como Kicker Rock por exemplo. No final achei que foi a melhor coisa, pois vi vários Atobás e ainda fiz muitas outras coisas!
       
      Com isso resolvido, parti em direção ao Cerro Tejeretas.
      No Cerro Tijeretas existe um mirante com um visual bem bonito e para quem quer continuar, uma trilha já mais “suja” (sugeriram não fazer de chinelo, por exemplo) até uma outra praia com uns 40 minutos de caminhada a mais. A trilha até o mirante é urbanizada e até que tranquila.


       
      Eu me dei por satisfeito no mirante e após curtir o visual comecei a descida para o ponto de snorkel.
       
      Um lugar com a água bem azulzinha e lobos marinhos curtindo a vida.





       
      Já próximo do final do dia comecei minha caminhada de volta e meio que sem querer encontrei a indicação para uma praia para ver o por do sol. A praia era linda!


       
      Dei muita sorte! Foi um por do sol incrível!!!!!!!!!
       


       
       
      22/02/2018 – San Cristóbal
       
      Acordei bem cedo para o tour 360º. Paguei US$ 160 pelo tour.
       
      O tour dá toda a volta na Ilha de San Cristóbal, mas os pontos de parada que são os mais interessantes, fora uma praia ou outra que avistávamos que dava vontade de conhecer.
       
      A primeira parada é para uma caminhada onde podemos avistar formações rochosas e lagoas bem bonitas.


       
      Depois fomos para o snorkel. Demos muito azar nessa hora. É um lugar que dizem que 99% das vezes se vê tubarões... Bom, nesse dia eles não estavam lá. E a visibilidade estava muito ruim... Não foi um snorkel dos mais legais, apesar de eu ter visto 2 vezes uma espécie de nudibrânquio bem bonita, além de muitos camarões e caracóis em forma de espiral bem diferentes!



       
      Seguindo fomos esperar o barco em uma praia bem bonita e ficamos um pouquinho lá curtindo. Passa tanta coisa na cabeça em lugares como esse........


       
      A próxima parada era Punta Pitt, Eu já vim pondo pilha nos caras por conta de Punta Pitt o rolê inteiro, então quando chegamos lá o cara parou de verdade para eu conseguir ver os pássaros e tirar umas fotos... Pelo visto era só uma paradinha rápida, mas como eu falei com eles, ficamos um tempinho a mais por lá.



       
      Tinha muita ave ali!
       
      Inclusive a que eu estava atrás, o Atobá de Pata Vermelha (Sula sula), ou Piquero de Patas Rojas, ou ainda Red Footed Booby

       
      Já satisfeito, seguimos para uma praia onde ficamos curtindo um pouco a praia mesmo.
      Nessa praia tinha um jovem lobo marinho bem debilitado... Magrinho que só. Aí eu fui falar com o guia se eles têm algum programa de ajuda para esses animais quando os encontram precisando de ajuda, que na minha opinião era bem o caso daquele. Infelizmente ele disse que não e eles só agem se for algo não natural. Nesse caso não parecia que era o caso, então eles não faziam nada...... Uma pena. Não sei se o coitado iria conseguir sozinho, mas é a vida.



       
      E por último, fomos para Kicker Rock. Uma formação rochosa sensacional



       
      A vida debaixo d’agua é incrível. Corais, peixes, tartarugas e muitos tubarões! Isso que a gente estava só de snorkel... Mergulhar lá deve ser sensacional!




       
       
      Do lado de fora também é bem legal!



       
      E foi isso. Acabei ficando bem satisfeito com o passeio! Foi tudo muito bacana!


       
      Daí foi só pegar o por do sol na cidade, comer e dormir.



       
       
      23/02/2018 – San Cristóbal
       
      Esse dia tirei para conhecer La Loberia.
       
      É uma praia bonita, com uma piscina natural onde ficam os Lobos Marinhos e é possível fazer snorkel, e a parte desprotegida, onde quebram altas ondas e ficam os surfistas.
       
      Nesse dia dei um pouco de azar. Só tinha um lobo marinho nadando por ali e para piorar ele estava bem agressivo. Ficou colocando a galera para correr o tempo todo.
      O tempo ainda estava péssimo e choveu muito! Mas muito mesmo. Muita chuva por muito tempo. Meio que deu uma miada no rolê.


       
      Já na hora que estava saindo apareceu um filhote de lobo marinho e ficou lá nadando um pouco.

       
      Então voltei pegar minhas coisas no hostel e fui para o barco. Dessa vez dei sorte. Era um barco confortável e com espaço sobrando. Foi tranquilo o trajeto entre San Cristóbal e Santa Cruz.
       
      De noite só fiquei caminhando no centrinho e jantei.
       
       
      24/02/2018 - Santa Cruz
       
      Dia do mergulho em Gordon Rocks. Paguei US$ 160 no mergulho.
       
      A expectativa desse dia era grande! Muitas chances de mergulhar com Tubarões Martelo... Eu queria muito isso!
       
      O passeio começa cedo. Tem que estar as 6 da manhã na agência de mergulho.

       
      Lá nos encontramos todos, comemos um pão e um café com leite e partimos para o local de saída do barco, que não é muito pertinho.
       
      O barco vai tranquilo até Gordon Rocks.


       
      Quando chegamos lá tinha um lobo marinho que tinha pegado um peixe e ficou lá se exibindo para nós com seu peixe na boca! Foi bem legal! Pena que ninguém estava com a câmera nessa hora.
      Depois um pelicano quis porque quis pegar minha máscara de mergulho... Foi engraçado! Aí todo mundo correu pegar as câmeras para tirar foto!

       
      Bom, lá recebemos as orientações do mergulho, nos equipamos e bora para a água!

       
      O lugar é sensacional... A quantidade de tubarões é impressionante! Para todos os lados.
      Já nesse primeiro mergulho vi 2 Tubarões Martelo, mas o melhor estava reservado para o segundo mergulho.



       
      Infelizmente algo errado aconteceu com minha câmera e entrou agua no case. Não tinha câmera para o segundo mergulho e tive que pedir para o pessoal que mergulhou comigo me enviar as fotos, porque esse segundo mergulho foi insano!
       
      Eu vi mais de 100 Tubarões Martelo em cardumes de mais de 30 de cada vez... Foi uma das coisas mais bonitas que vi na minha vida... Era maravilhoso!



       
      Vi algumas raias, mas no final enquanto estava fazendo minha parada de descompressão, vi um cardume de raias que foi algo indescritível. Não dava para contar... Umas 60, 70... Sei lá. Elas passaram tranquilamente por baixo de mim........ Nossa, que imagem. Queria cortar os pulsos por não estar com minha câmera.

       
      Que mergulho!!!!! Missão cumprida!!!!!!!

       
      Depois que voltamos não tinha muita coisa para fazer e acabei ficando descansando na pousada.

       
      De noite fui dar minha volta e vi uma coisa que me deixou com pena dos equatorianos... O futebol deles é tão ruim que eles acham espaço para passar um jogo entre Flamengo em Fluminense do campeonato carioca na TV... Coitadinho daquele povo....

       
       
      25/02/2018 - Santa Cruz
       
      Nesse dia estava meio sem muito o que fazer e também sem dinheiro... Então decidi fazer o Tour da Baía... Acho que paguei algo em torno de US$ 25 ou US$ 30,00. Não me lembro exatamente.
       
      Acabou que foi um passeio bacana, apesar que dispensável para quem já tinha feito alguns rolês por lá. Mas eu gostei. Ocupou bem minha manhã!
       
      Vimos muitos animais no passeio. Inclusive uma das fotos que mais gostei da viagem eu tirei nesse passeio.
       
      Vi Atobás de Pata Azul, Lobos Marinhos, Iguanas, Pelicanos, Caranguejos, Fragatas e até um cachorrinho marinheiro!!!!
       
      Choveu muito esse dia também e foi um transtorno andar de chinelo na lama dos lugares que o passeio parava... O pé afundava com lama até as canelas! Tive que tirar e andar descalço mesmo.
       
      Essa é a foto que representa muito o que é Galápagos. Existem 6 espécies diferentes de animais nessa foto. Só a Fragata está desfocada no fundo... As outras todas aí no primeiro plano!!!!

       
      Mais fotos do passeio:






       
      No volta, mais um show de Galápagos... No píer tinha um cardume de Golden Rays, vários tubarões e lobos marinhos nadando juntos... Que absurdo esse lugar!




       
      Daí fui almoçar e depois iria para o centro de pesquisa Charles Darwin. Meu último passeio da viagem.
      Só tive que esperar o dilúvio que estava caindo na cidade passar.


       
      O Centro de Pesquisa Charles Darwin tem várias partes, nem todas abertas para turistas. As principais atrações são as tartarugas gigantes, claro, mas tem outras coisas para ver também.






       
      Aí no centro está “empalhado” (não sei qual é o nome correto disso) o Solitário George. Ele morreu em 2012 já bem velhinho.
      Ele que já foi parar no Guinness Book como o animal mais raro do mundo!
       
      Existe uma visitação controlada no local que ele fica.
      Quando eu o vi lá me deu um nó na garganta...... Triste..........
       
      Ele foi uma das minhas grandes motivações de colocar Galápagos no meu radar de viagens... Ele é a história diante dos nossos olhos... Ele representa o que as pessoas estão fazendo com esse planeta.
      Uma pena que não consegui ir enquanto ele ainda estava vivo.
       
      Além de ter uma história tão triste de como foi encontrado na Ilha de Pinta depois de sua espécie já ter sido dada por extinta... Tadinho!
      Mas tenho certeza que foi muito bem cuidado nos últimos anos de vida depois que foi levado para Santa Cruz.

       
      Obrigado Lonesome George, por ajudar a abrir os olhos das pessoas! Obrigado por me levar à Galápagos!

       
      Bom, encerrado o passeio ainda parei na praia que fica dentro da área do centro de pesquisas. Muitos Darwin’s Finches na praia fazendo amizade com a galera... Principalmente os que deixavam farelos escaparem de suas refeições!



       
       
      Então me despedi de Galápagos.

       
       
      26/02/2018 – Santa Cruz
       
      No aerporto


       
      Espero realmente um dia voltar para conhecer as coisas que não tive oportunidade nessa viagem. É tudo tão perfeito por lá!
       
      Valeu!!!!
       


    • Por vilton.raile
      Equador + Galápagos
       
       
      Fizemos uma viagem de 22 dias, sendo 10 em Galápagos e 12 no Equador. Apesar de ser uma mesma viagem Galapagos e Equador pois são roles totalmente diferentes, com proposta de viagem, gastos, atrações e perfil de viajante totalmente distintos. Aqui vai um relato da viagem inteira com informações úteis sobre trajetos, passeios, dicas e preços e com poucas histórias ou opiniões pessoais sobre os locais.
       
      Resumo da trip:
       
      09/10 - pegamos avião a noite em sp
      10/10 - chegamos e Quito e dormimos lá
      11/10 a 20/10 - Galápagos
      21/10 a 23/10 - Montanita
      24/10 a 25/10 - cuenca (pegamos avião a noite pra quito)
      26/10 - Quito
      27/10 e 28/10 - quilotoa
      29/10 - ida de quilotoa a otavalo (3 bus em seis horas)
      30/10 - Cuicocha
      31/10 - otavalo
      01/11 - Quito (voo a noite pra Sp)
       
      Quito (começo da viagem e antes de Galápagos)
       
      Chegamos no aeroporto pela manhã. O aeroporto é longe da cidade. Você pode pegar um taxi por 25 dólares, um bus que de 8 dolares que te deixa no antigo aeroporto (não sei onde é) ou um bus de 2 dólares que te deixa no terminal Rio Coca após uma hora de viagem, que foi o que fizemos. O terminal Rio Coca é de frente pro terminal Ecovia (só atravessar a rua). Para entrar no terminal Ecovia você paga 25 cents e pega sentido Plaza Forch (só perguntar no terminal), descendo na estação Manuela Canizares (está a duas quadras da Plaza Forch).
      Esse caminho que termina na Plaza Forch é o caminho para o bairro Mariscal Sucre. Esse é o melhor lugar para você se hospedar, onde estão vários restaurantes, bares, hostels, a vida noturna é bem agitado, é um local cheio de polícia e bem seguro de dia e a noite. Em relação a hostels e restaurantes há desde os mais baratos (que não são ruins) até os mais caros e fica a seu critério (como tem muita opção não vamos deixar nada aqui). Só dormimos a primeira noite em Quito como escala para pegar o voo para Galápagos.
       
      GALÁPAGOS
       
      Viemos a Galápagos principalmente para mergulhar e fizemos poucos passeios em terra. Fomos em outubro, que é fim do inverno deles e o clima estava ótimo pra nós brasileiros (frio pros equatorianos). Tipo 22 a 28 graus de dia e 20 a 25. O clima lá é bem instável e em um mesmo dia chove, sol, chove, sol. Não tem como prever como vai ser o dia mas que vai ter solzao e chover algum momento é fato. Outubro é baixa temporada turística (os turistas são principalmente europeus e americanos) mas ótimo pra mergulhar pois é temporada marinha, está "vazio" (sempre tem gente lá) e a água 20 graus (usamos 7mm e segurou sussa). Galápagos, ao contrário do Equador, é um role caro.
       
      SANTA CRUZ
       
      Para entrar em Galápagos tem voo de quito ou Guayaquil, com duração de 1h45min por avianca (aerogal), tame ou lan; e você pode chegar pelo aeroporto de baltra ou san cristobal (fomos por baltra, que é o de Santa Cruz, a ilha principal). Pra ir a Galápagos além do check in normal você tem que fazer o que eles chamam de check in biológico, que consiste em ver se você está levando algo que vá desequilibrar os ecossistemas em Galápagos (tipo frutas, sementes e outras coisas). Lemos nos relatos que esse check in era bem rigoroso e que tinha que chegar uma hora antes do que você chegaria em um voo normal para realizá-lo. O nosso foi bem suave e rápido, mas aconselho que você chegue uma hora antes do que chegaria para um voo normal. É importante que você veja que colocaram o lacre na sua mala de despacho porque sem ele você não entra em Galápagos. Tem que pagar também a taxa ingala de 20 dólares (aumentou mesmo) no aeroporto de saída. Quando você chega em Galápagos tem outra taxa, pra nós brasileiros de 50 dólares. Tem um cadastro que falam que você tem que fazer na internet antes de ir pra Galápagos, que nós fizemos, mas no aeroporto o pessoal da alfândega nem sabia do que se tratava. Saindo do aeroporto de baltra já tem um bus te esperando e leva até uma balsa. O bus é de graça e a viagem dura 15min. A balsa é 2 min, só para atravessar um canal, e custa 1 dólar. Depois você pega um outro bus, que custa dois dólares e te leva até Puerto Ayora, que é a cidade principal de Santa Cruz (dura 40min a viagem). Contando o role inteiro, desde o check in biológico até chegar em Santa Cruz e fazer o check in no hostel, você acaba gastando um dia (saímos dia 11/10 pela manhã de quito e chegamos no hostel no fim da tarde).
       
      Passamos no total 4 dias em Santa Cruz, que é uma cidadezinha bem legal. Como todos os 4 dias que ficamos lá mergulhamos saíamos as 6:30 e chegávamos as 15:30. Sempre era bem movimentado o fim de tarde na pracinha/porto/centro da cidade (é tudo junto). O por do sol lá é muito legal, a cidade é bem limpa e segura.
       
      Comida - você pode gastar de 10 a 25 dólares por refeição com a bebida, a depender do restaurante. Em geral a comida é semelhante em todos e o que varia é o ambiente. Fomos tanto na calle los kioskos, que era o local mais barato, quanto nos restaurantes da avenida charles darwin, que eram mais caros. Não vimos muita diferença mas também não fomos nos tops. A calle los kioskos foi a melhor opção (lá é bem animado). Alguns dias rola uma comida na feira de peixe dos pescadores que voltaram da pesca (fomos na temporada das lagostas e tava rolando altas pescarias) que parecia ser legal mas não comemos lá (achamos que vale a pena ir). Tome o suco de tomate del arbol e coma tortilha de yuca.
       
      Hostel - na média entre 15 a 30 dólares por pessoa (a depender do seu luxo). Ficamos em um legal, que chama morning glory.
       
      Mergulho - fizemos 4 dias de mergulho com a academy bay diving. É um dos mais caros de lá (a priori sai 200 dólares por dia mas fechamos um pacote de 170 por dia) mas esse é o tipo da coisa que não vale a pena economizar. Fechamos antes e todas que têm site o preço é esse. Lá tem várias outras com menores preços (tipo 120 dólares o dia) mas não tomamos conhecimento. Se quiser fechar lá tudo bem, pelo menos na baixa temporada turística em que fomos, pois o pessoal disse que na alta temporada bomba (aí talvez seja melhor reservar antes mas não podemos ajudar nisso). Para nós o top de lá é o mergulho. Fizemos o curso só para mergulhar lá e achamos que se você planeja ir lá é obrigatório mergulhar (dizem lá que 70% do que há pra ver em Galápagos está embaixo da água e é verdade). Lá é como que a meca do mergulho. Vimos vários tipos de tubarão, arraia gigante, lobo marinhos, tartarugas, muito mas muito peixe. Recomendamos muito a academy bay. O Oscar, que é o instrutor, é muito bom. Tínhamos só 10 mergulhos quando chegamos lá e com ele conseguimos fazer o gordon rocks no último dia de mergulho (teoricamente teria que ter uma experiência prévia ou mergulhar uns dias antes com eles pra ver se vc está apto) e foi até bem sussa. Gordon rocks é o mergulho mais legal dos daytrip, onde você vê os cardumes de martelo e de manta dourada, mas todos os mergulhos são sensacionais. Tem o liveaboard mas nem vamos falar aqui que é só pros prós e ricos.
       
      Passeios - vale a pena ir um dia até a tortuga bay conhecer a praia brava e mansa de lá (fomos um dia pós mergulho). Fica aberta das 8-18 e eh uma trilha bem sussa de 40 min só que sem nenhuma sombra.
      Também tem o centro de tartarugas que da pra ir em um fim de tarde mas o de Isabela é bem melhor. Como disse não fizemos os passeios terrestres, então não vamos ajudar mais que isso, mas tem vários passeios. Tem também o cruzeiro pra conhecer as ilhas, que não fizemos e não procuramos saber sobre, mas podemos avisar que tem umas saídas de ultima hora lá que sai bem mais barato do que fechar antes (pelo menos na baixa temporada).
       
      Lembranças - tudo bem caro pelo dólar como ta agora, mas bem legais (não compramos nada)
       
      ISABELA
       
      Na verdade não ficamos os 4 dias direto em Puerto Ayora. Ficamos lá dois dias (12/10 e 13/10), aí fomos para Isabela dia 14/10 pela manhã, onde ficamos dois dias (15/10 e 16/10) e voltamos dia 16/10 a tarde para mais dois dias em Puerto Ayora (17/10 e 18/10) para depois terminar a viagem em San cristobal. Fizemos isso pra dar um intervalo nos mergulhos, porque não tem lancha direto de Isabela para san cristobal e pegar duas lanchas em um dia é complicado (você vai entender porque).
       
      As lanchas custam 30 dólares cada trajeto, com saídas de manhã e a tarde, duração de 2h30min. As agências de turismo e mergulho que vendem os tickets, que é melhor você comprar um dia antes pois se esgotam. Porém, na hora de pegar a balsa você tem que conferir qual é a sua pois as operadoras não vendem lanchas específicas (parece que eles ajustam de acordo com as vendas quantas e quais lanchas vão sair) e é sempre um pouco confusa a coisa. A lancha é um inferno de duas horas que parecem dez. Sempre alguém passa mal (dica: logo que você entra distribuem saquinhos para vomitar), o que é justo porque a lancha vai batendo pra porra, por mais liso que esteja o mar. Você pode ter a sorte de pegar uma lancha confortável ou uma espelunca (você só vai saber isso na hora que o taxi aquático te deixar na lancha). Se puder sente virado para a frente ou de costas (de lado é zica). Eu tomava logo dois anti-emético antes de entrar e evitava comer muito.
       
      Isabela é a menor cidade das três, com dois mil habitantes, ruas de terra, bem rootizeira. É onde mais pegamos o tempo aberto e dizem que lá é a ilha que faz mais sol (porque ela virada pro norte ou algo assim). O porto onde você chega tem uma prainha cheia de lobos marinhos (e uns pingüins) e uma lagoa chamada Concha e Perla ótima para snorkel. Foi lá que acabamos ficando mais.
       
      Passeios - Tem dois passeios pagos, tuneles (dia intero e 80 dólares) e tintoreiras (meio dia e 40 dólares), que são os mais conhecidos. Como já disse, não fizemos, mas todo mundo que vai lá e não mergulha faz (pra quem mergulha acho que não vale muito a pena). Ambos consistem em snorkel em lugares que você chega de barco e da para ver reef sharks, tartarugas e iguanas. Tem também a trilha ate o vulcão Sierra Negra, que são 16km total e não fizemos porque no equador íamos para quilotoa e cotopaxi. De grátis tem a trilha até o muro das lágrimas, que nós fizemos metade e não recomendamos. O que recomendamos é ir até o centro de tartarugas, que é o maior das três ilhas e o único que tem as cinco espécies (tem muita mas muita tartaruga naquele centro). Para chegar até ele vá pela trilha (é bem bonita e nela da pra ver os flamingos) e não pela estrada (é indo sentido muro das lágrimas e tem uma indicação para a trilha). Também recomendamos muito snorkel na concha e perla, que é um tipo de um lago formado por uma reentrância do mar. Lá vimos arraias, polvo, tartaruga, lobo marinho, iguanas nadando e vários peixes (vimos mais coisa nesse snorkel do que nos mergulhos na laje de santos). Basicamente nesses dois dias que passamos em Isabela ficamos na praia dos lobos marinhos (aquela logo que chega no porto) e no snorkel na concha e perla (que é ali do lado).
       
      Hospedagem - ficamos na Cabanhas tero real, por 45 dólares por dia sem nenhuma refeição. O lugar é bom, com ar condicionado e limpo. Só a família que cuida de lá que parece ser meio autista (se vc for entenderá).
       
      Comida - Tem apenas uma pracinha com uns 5 restaurantes na mesma rua. Você pode comer desde menu do dia por 7 dólares até pratos por 15 dólares (é meio que tudo igual os restaurantes). Tem uma panaderia com uns pães bons a 1 dólar.
       
      San cristobal
       
      Pegamos a lancha de manhã (dia 19/10) em Puerto Ayora e chegamos na hora do almoço lá. Passamos uma tarde e uma manhã lá, porque no outro dia (20/10) no almoço pegamos o avião para Guayaquil. A cidade das três é a menos atrativa. O legal de lá é que a rua da praia é bem bonita e cheia de lobo marinho. Mas não gastaria lá mais tempo do que gastamos não, ainda mais depois de Puerto, Isabela e dos mergulhos.
       
      Passeios - Playa mann é uma praia pequenininha bem perto do centro e é bonita, mas nada de mais e infestada de moscas (não sei se foi no dia que fomos ou se é sempre). Tem um passeio pra parte alta, que passa numa grieta, na casa do tarzan e num vulcão que não fizemos (não vimos em nenhum relato esse passeio). Tem também uma praia que chama La loberia, que é bem afastada da cidade (do lado do aeroporto), não tem uma sombra pra ficar e o mar é bem aberto. Fomos porque eu queria surfar e lá é um pico de surf bom, mas não tava rolando onda. Pela praia mesmo não vale a pena ir.
      Lá tem outros passeios que da pra fazer e alguns picos de mergulho também, mas não fizemos.
       
      Comida - jantamos num dos poucos restaurantes que tem lá. Era bem legal, com uma vista pro mar e uma porção de camarão com banana e batata frita bem boa. Chamava miconia. Acho que eh a melhor opção lá. Gastamos 25 dólares os dois com breja e tudo.
       
      Hostel - ficamos um noite só no lá casa de mi sub, que era um pouco espelunca, mas o dono bem gente boa. Foi 50 dólares. Esse lugar era um pouco mais afastado do centro e perto do aeroporto. Mas lá tudo é muito perto (por exemplo nosso hostel ficava a 10 min a pé do centro). Mas tem outros hotéis lá no centrinho.
       
      Montanita
       
      Chegamos no aeroporto de Guayaquil as dia 20/10 às 17:00 (são duas horas de viagem de Galápagos e uma hora a mais pelo fuso).
      Fomos para montanita de bus, mas se preferir pode ir de taxi (eles pedem 80 dólares mas negocia-se até 50 ou 60). De bus é bem fácil. Saindo do aeroporto é só cruzar uma passarela e pegar a metrovia (25 cents) sentido rodoviária (perguntar pra qualquer um que te indicam). Você vai subir no ônibus na metrovia, andar uma estação e já vai chegar no ponto final, que fica na rodoviária de bus local. Chegando nessa rodoviária você sai e cruza outra passarela, em direção a rodoviária de bus intermunicipal. Lá tem bilhetes a montanita (quando fomos era a empresa libertad no posto 83, mas é só perguntar) de hora em hora até as 18:30. A rodoviária é legal e na praça de alimentação da pra comer por 3 a 5 dólares bem. O Bus é bom, custa 6 dólares e a viagem dura 3 horas. O guarda falou pra sempre conferir o ticket na hora da compra pq as vezes eles poe hora ou dia errado e na hora de pegar o bus tu rodas (também não devolvem a grana). Falam que Guayaquil é violenta mas não tivemos tempo para avaliar. No traslado que fizemos tinha bastante policia e não parecia um lugar em que você poderia ser assaltado (talvez furtado se você vacilar como em qualquer grande cidade).
      Ao chegar o ônibus te deixa na entrada da cidade. Ficamos em um hostel um pouco afastado do centro (10min andando, pela praia ou pela estrada). Chamava kundalini, dava direto na praia, café da manhã bom, quarto e chuveiro bons, 45 dólares por noite o casal. Tem vários hostel bem mais barato no centro. O lado bom eh q fica na bagunça e ruim pelo barulho. A cidade eh bem pequena, tipo umas quatro ruas, mas bem legal. Vários restaurantes bons com preço justo (12 dólares com bebida), barraquinhas com bebida e comida boa e barata (2 dólares pra comer, 1 a breja e 2 os drinks na média), várias baladas, cheio de hippies na rua, fácil acesso aos ilícitos (baratos e de qualidade). Tava nublado mas quente de dia e dava pra andar de short e camisa a noite. Não fomos na temporada mas parece q lá bomba no verão (que tem potencial pra bombar tem). Pelo menos fora da temporada parece um lugar bem seguro, até pra andar altas horas da noite na praia. A praia em si eh feia e bem longa. O pico do surf eh no canto direito, onde o fundo de pedra transforma o pico num point com uma direita bem extensa e manobrável. Peguei lá um metro de onda gorda, de drop fácil. O ruim eh que no resto da praia não rola surf (tudo fechadera e bem menor que no canto direito) aí o crowd fica pesado lá no canto e os locais lá parece que não conhecem o termo rabear. É uma cidade que vale a pena ir se vc surfa ou quer balada. Para ir embora tem uma mini rodoviária, que da de frente com a estrada, onde você compra o ticket e espera o bus (ele para na estrada).
      Chegamos dia 20/10 a noite e vazamos 23/10 de manhã.
       
      Cuenca
       
      Saímos de montanita as 11:00, chegamos em Guayaquil as 14:00 e de lá pegamos um bus pra Cuenca (não da pra ir direto de montanita a cuenca, tem que passar em Guayaquil). Para cuenca há ônibus 24 horas, com saída a cada hora, pela empresa allianza, dura 4 horas passando por Cajás (importante falar isso porque se você for por canar é 7 horas de trip) e custa 8.25 dólares. O bus é espelunca, mas não tem outra opção. Chegamos a noite (dia 23/10) e demos um role pelo centro histórico. O planejado inicialmente era ir pra parque nacional Cajas num dia e Ingapirca no outro. Mas acabamos passando os dois dias que tínhamos programado passeando na cidade e vazamos dia 25/10 a noite de avião.
       
      Ingapirca - São ruínas incas e está a 2h30 de Cuenca. Da pra ir por conta de bus ou fechar passeio. Desistimos porque lá funciona assim: você chega, faz um tour guiado de 45min, depois mais uns 15min para passear e volta. Como já conhecemos machu pichu e o tempo estava instável (com possibilidade de chuva), optamos por não ir.
       
      Parque Cajas - está a uma hora de cuenca. É uma reserva com várias trilhas para fazer, sendo a menor de três horas e maior de três dias. Não fomos pela possibilidade de chuva (que depois se concretizou) e porque já tínhamos feito o W em Torres del Paines no começo do ano.
       
      Cuenca - é uma cidade muito legal para passear. Por isso acabamos passando nossos dois dias lá. Pegamos um mapa da cidade e saímos andando. É uma cidade colonial. Lá tem vários museus, com muitos fechados (talvez por ser de Fds, o que não faz sentido mas tudo bem) e um imperdível, que é o do Banco Central. Tem um sítio arqueológico que virou parque atrás do banco central muito legal tb. Tem também muitas igrejas e praças para conhecer e vários lugares para comer. Tem um igreja gigante na praça central com o interior inteiro de mármore italiana e um altar foleado a ouro muito legal (parece que poucas igrejas no mundo tem um altar daquele). Tem muitos restaurantes, bares, cafés, sorveterias, panaderias. O que achamos que vale a pena eh pega o mapa e sair andando por todos os pontos turísticos. Não sei se demos sorte por ser alguma data ou se todo final de semana é sempre assim, mas estavam rolando várias atividades culturais por toda a cidade, com dança, teatro, comidas típicas e artesanias. Inclusive tem em alguns lugares o calendário cultural com os eventos todos da cidade. Aparenta ser um local bem seguro. O clima estava bom de dia (nem quente nem frio) e esfriava um pouco q noite (tinha que sair de calça e blusa).
       
      Comida - uma refeição variando de 5 a 15 dólares a depender do luxo mas em geral dos 5 aos 15 a comida é bem boa. Comemos um menu do dia por 5 dólares em um restaurante na praça central bem bom (era o único que tem mesas fora do estabelecimento). As comidas tipo doces, salgados, eram bons e tinham muitas lojas, com um custo de 1 ou 2 dólares a unidade.
       
      Hotel - ficamos em um hostel a 5 min a pé do centro histórico. Não achamos que valeu muito a pena lá não. Era meio espelunca. Mas tinha vários hostel no centro histórico e acho que vale a pena ficar por lá. Numa média de 10 a 20 dólares.
       
      Quito (meio da viagem)
       
      Fomos de cuenca a quito de avião. Como compramos com antecedência saiu um preço justo (175 reais por pessoa) dado que trocamos 15 horas de bus por 40 min de aviao. Chegamos as 22 no aeroporto e nesse horário não tem mais aquele bus. Então tivemos que pegar um taxi. O preço oficial eh 25 dólares, mas tem vários taxistas que trabalham particular (que não são os taxi amarelo) e ficam indo e vindo de quito. Pagamos 15 em um desses (eles ficam onde você pegaria o bus). No outro dia de manhã fomos para metade do mundo. Saindo da praça Forch, tem que ir até a avenida cólon e pegar um bus para comuna no sentido teleférico (só perguntar pra quem tiver no ponto) e desce no ponto próximo ao teleférico (também tem que perguntar pra quem tiver no bus). Aí você tem que ir até a avenida mariscal sucre e pegar um bus escrito mitad del mundo (tem que pegar no sentido certo, e é só perguntar), que vai te deixar na frente do parque após 1 hora de traslado (é bem longe mesmo). Tudo isso sai por 1 dólar. Todas essas info pegamos com a moça do hostel, que era oligofrenica mas mesmo assim conseguiu explicar, perguntando na rua e usando um mapa da cidade que tínhamos pego. Não é um trajeto fácil mas você se acha. Pode também ir por tour, de Van, mas deve sair tipo 20 dólares.
      O parque é bem legal, com alguns museus, lugares pra comer, planetário, monumento com um museu com vários experimentos "científicos" dentro bem legais, lugares para comprar lembranças. O ticket é 7,5 dólares com direito a tudo (tem outros tickets mais simples mas não tem sentido ir até lá e não ver tudo). O preço da comida é bem justo, igual o da cidade. Do lado tem a Unasur, com um prédio bem legal. Pra voltar é a mesma coisa. Pega o bus metad do mundo (passa quase na frente do parque) e desce na Av mariscal sucre na frente do teleférico (dica: é na avenida, não no bairro mariscal sucre, que têm o mesmo nome mas são em locais totalmente diferentes). Nós aproveitamos que estávamos lá e fomos ao teleférico. Ali onde o bus deixa a galera tem uns taxistas esperando pra te levar até a base do teleférico por 1.5 dólares. É muito justo pois são 2km de pura ribanceira. O teleférico é 8 dólares e te leva dos 2500m de altitude de quito até 4100m em 20min. É bem alto e lá cima bem frio. Tem uma vista panorâmica da cidade, lugares com café, comida e doces. É um passeio caro, relativamente rápido, mas que vale a pena. Se você quiser, de lá sai uma trilha de 5 horas até o vulcão pichincha, que não vimos porque tinha muita neblina. Na volta também descemos de taxi, por mais 2 dólar e ele já nos deixou no ponto pra pega e o bus e nos indicou qual bus pegar. Descemos no mesmo lugar que pegamos na ida, na avenida cólon. Jantamos no tropi burguer, uma mistura de kfc com burguer king bem bom e barato (comemos muito por 6 dólares cada).
       
      Quilotoa
       
      Dormimos em quito e saímos pela manhã (dia 27/10) em direção a Quilotoa, passando por Latacunga (único jeito de ir até quilotoa, pois não há bus direto). A primeira coisa é chegar no terminal quitumbe, de onde saem os ônibus para latacunga. Para isso você deve pegar na linha verde (trolebus) o ônibus C4. Esse ônibus C4 passa em determinados pontos, portanto, assim que chegar no ponto da linha verde mais próximo de seu hostel pergunte pra quem está na bilheteria se ônibus C4 passa nesse ponto (no nosso caso tivemos que pegar outro bus qualquer da linha verde e paramos duas estações na frente) ou a qual ponto você deve ir pra pega-lo. Chegando no ponto onde passa o C4 você deve perguntar em qual porta deve esperar ele (perguntamos pro guarda que estava lá), pois ele para em determinada porta. Pegou o C4 você vai nele até o ponto final, que é no terminal quitumbe. Lá tem ônibus a cada 10min para latacunga por 2,50 dólares. O terminal quitumbe é bem estruturado e tem um ponto muito bom de informações turísticas. A viagem dura umas 2 horas e o caminho até que é legal. Você vai chegar no terminal de latacunga e nele mesmo pegar um ônibus para Quilotoa, por 2 dólares (as vezes tentam cobrar mais no próprio guiche mas bata o pé que só vai pagar dois dólares). Algumas empresas o bus leva até zumbahua e lá você tem que pegar uma caminhonete ate quilotoa (seriam 12km de estrada e 5 dólares o transporte), porém nosso bus nos deixou na entrada de quilotoa (2 horas de viagem). Pelo guia da cidade, as empresas que levam direto a quilotoa são Vivero e Ilinizas. Pra entrar na minúscula vila você assina um livro e paga 2 dólares. Chegamos umas 14, deixamos as coisas e fomos almoçar, ver a vista da laguna e o por do sol. A visão da laguna é animal e o por do sol foi sensacional. Tinha algumas nuvens só e um belo frio que era amplificado pelo vento. Esse frio so vai piorando com o cair da noite e pra dormir é bem frio mesmo, o que já é alertado pelos sete cobertores no quarto. Usamos todos os cobertores e dormimos com segunda pele e casaco, mas foi mais que suficiente pra dormir muito quente. No outro dia (dia 28/10) fizemos a trilha da playita, saindo as 10:00 do hotel e retornando as 15 após almoçar.
       
      Hospedagem - a maioria pessoas dorme em latacunga e passa o dia em quilotoa. Nós optamos por dormir em quilotoa. Aqui tem vários hostel mas todos aparentemente bem ruins. Ficamos em um que chama chuquirawa, e tem um outro que chama Cabanhas de quilotoa, que parecem ser os únicos viáveis (tem no booking). Pagamos 40 dólares por dia no quarto privado com banho quente, fica na frente da laguna, tinha uma área bem confortável com vista pra montanha, tem inclusos café da manhã e janta bons. O quarto até tem um sistema de aquecimento com lenha igual aos outros ambientes do hostel, mas optamos por não usar pela consideração de uma possível intoxicação por CO noturna. Tem um hostel que parece ser bom também, que chama Hostal Princesa Toa, é da prefeitura, de 15 a 35 dólares a depender da acomodação, com café e janta, banho quente e do lado do mirador da laguna. Latacunga não parece ser um lugar legal pra ficar. Se for ficar em quilotoa, que é o que achamos melhor, tem as três opções acima de hostel (não aconselhamos os outros). Não tem internet em lugar nenhum em quilotoa. Se você ficar no chuquirawa aconselho a tomar banho durante o dia, dado que o chuveiro eh meio temperamental (vc vai entender).
       
      Comida - tem vários restaurantes e tudo bem barato. Comemos no único que tem vista para a laguna, que, assim como o alojamento, é da prefeitura e tem um menu do dia que varia de 3 a 7 dólares. Comida boa e vista animal.
       
      Quilotoa - Fizemos a trilha da playita. Tem 3 circuitos de trilha além desse, um que da a volta na laguna de 28km e outros dois de 32km e 39km (apesar do circuito W na Patagônia na virada do ano, não fomos preparados psicológica e fisicamente para trilhas de 30km a 3800m). Também você pode alugar cavalos ou bike pra dar um role. A trilha da playita eh um desnível de 500m numa trilha de 2km, ou seja, só descida na ida e só subida na volta. Demora uma meia hora pra descer e uma hora e meia pra subir. Vá com uma roupa pra sujar porque o chão é de areia vulcânica, que é fininha e impregna na roupa e tênis. Lá embaixo da pra alugar caiaque e não tem nada pra comprar de comida ou bebida. Vale a pena descer lá. A visão na subida, decida e lá embaixo é sempre da lagoa e bem legal.
       
      Otavalo
       
      O dia 29/10 foi apenas de traslado de quilotoa a otavalo. Para sair de quilotoa ou você pega uma Van e vai até zumbahua, de onde saem vários bus ao longo do dia, ou você pode pegar em quilotoa mesmo. Todo dia tem um bus que passa mais ou menos 6:30 na vila toda. Ele passa buzinando (parte dos passageiros deles são crianças que ele deixa na escola em zumbahua) e é só ficar na frente do hostel que ele te pega lá. A empresa chama Vivero, custa dois dólares (se te cobrarem mais brigue porque é dois dólares) e a viagem dura 2 horas. Tem uma outra empresa que passa em quilotoa, também todo dia, as 12:00, 13:00 e 14:00 mas aí você tem que esperar lá na entrada da cidade, onde assina para entrar. Chegando em latacunga você tem que pegar um bus pra Quito mas para comprar o bilhete tem que ir direto na região onde se embarca no bus. É só chegar e perguntar que bus vai para quito (não tem venda de bus para quito nos guiches). Sai 2.15 dólares e nossa viagem durou 1:30. Para ir a otavalo você pode tanto pegar o bus do terminal quitumbe (pois é, agora sai bus de lá para otavalo) ou do terminal Carcelen (que é o que todos falam nos relatos mais antigos). Pegamos de Quitumbe, que é onde param todos os bus saindo de latacunga, pela empresa Pulman no guiche 12. Custou 3.75 dólares e 3 horas de viagem. Detalhe que se você sair do Carcelen dura duas horas. Essa uma hora de diferença é tempo que o bus que sai do quitumbe demora para atravessar a cidade de quito e chegar no terminal Carcelen, onde ele da uma parada rápida pra pegar mais gente. Pergunte se o bus para no terminal de Otavalo. Se não parar lá peça para alguém te avisar e fique de olho que tem placa quando passa na cidade (nós moscamos, passamos reto e tivemos que pegar bus e taxi para chegar em otavalo). Na volta é só pegar o busao no terminal, que é no centro da cidade, perto da maioria dos hostels e da pra ir a pé (não tem guiche e o bus custa 2.50 dólares). Na volta veja em que terminal o bus vai. O nosso foi até Carcelen e de la pegamos o trolebus (25 cents) até a parada Cólon (que é no cruzamento com a avenida cólon), que é umas dez quadras da praça Forch. Otavalo é uma cidadezinha bem agradável e segura. Vale a pena ficar dois dias lá, contando com um dia para Cuicocha.
       
      Cuicocha - Também é um vulcão com um lago bem bonito (achamos mais bonito que quilotoa). Para ir até lá tem que pegar um bus verde da empresa cotacaxi sentido quiroga no terminal. Custa 40 centavos e o trajeto é de uns 30 min. Tem que perguntar também pro cobrador ou alguém do bus em que ponto desce porque tem um ponto específico em que os taxistas e as caminhonetes ficam esperando. Descendo você logo vai ver eles ou eles vão vir até você oferecer o trajeto até Cuicocha. Aí tem uma pegadinha. Lá você tem a opção de ir lá, ver um pequenino museu, dar uma olhada na lagoa pelo mirante, fazer um passeio de barco pela lagoa, almoçar no restaurante com vista para lagoa. Se você for fazer qualquer uma dessas coisas peça pra caminhonete te deixar em Cuicocha, o que custa 5 dólares e dista uns 15km. Se você for fazer a trilha em volta da lagoa, que é o que fizemos, peça pra ele te deixar em Pinos de Cuicocha, que é o fim da trilha. Custa 7 dólares e dista uns 17km. Isso é importante porque em Pinos, que é o fim da trilha, você começa de cima e desce. A galera que vai com guia local começa la embaixo, o que é uma puta burrada. Começando por Pinos a vista é mais bonita e você termina numa descidona. Começando pela entrada principal você começa numa puta piramba e sem vista pra lagoa. Além do que começando por Pinos você termina no restaurante e começando pela principal você termina na estrada. A trilha tem 15km e fizemos em 3:30 (tem várias paradas e da pra ver a laguna de várias ângulos). Não é uma trilha fodastica mas cansa, pois tem várias subidas e descidas e não estamos habituados com a altitude, o que influência bastante (Cuicocha está a 3800m).
      Se você quiser dormir lá tem um hostel bem legal (não ficamos porque não achei na internet e não sabíamos da existência, mas a mulher do hostel disse que tem e falou pra procurar hostel Cuicocha) mas é bem caro (custa 55 dólares o casal). A volta você pode combinar com o cara que te deixou com preço a combinar ou pedir um taxi no restaurante por 6 dólares (se terminar em pinos sei lá como faz). Chegando em quiroga é do pegar o bus que o cara que te trouxe indicar e desce no terminal em otavalo.
       
      Comida - Não tem muitas opções de restaurante mas o que tem em geral servem um comida boa, farta e por um preço justo. Tem bastante padaria e comida típica na rua (na pracinha da feira ficam várias barraquinhas a noite) com preços bons também.
       
      Hostel - tem várias opções. Todas parecem ser bem boas. O importante é você escolher um no centro (porque senão você vai ficar longe de tudo). Ficamos no Hostal Santa Fé 2, que na quando chegamos vimos que era um hotel. Foi o melhor lugar que ficamos em toda viagem em todos os aspectos (banho, café, limpeza, atendimento, wifi). Pagamos 36 dólares por noite o casal.
       
      Feira - Todo sábado tem uma feira, que é a segunda maior feira do mundo. Recomendamos que, assim como nós, se você pretende ir a otavalo deve se programar para estar lá no sábado (se puder também deixa pro fim da viagem melhor, pra não carregar as coisas). Na feira tem de tudo (tudo mesmo, você vai entender lá), ela ocupa quase todas as ruas do centrinho (é muitooo grande) e tem os melhores preços do equador. Deixamos pra comprar tudo por lá e tudo que vimos ao longo dos vinte dias de viagem tinha lá por um preço melhor. Como os equatorianos estão acostumados com os europeus eles metem a faca no primeiro preço, mas o preço real de venda em geral é metade do inicial pra baixo (mas você tem que chorar mesmo, falar que é brasileiro, que o dólar ta alto). Se o cara não quiser abaixar pelo menos 50% vai embora que ou ele vai atrás de você ou você acha outro que faça (tem muitas barracas com coisas iguais).
       
      Quito (fim da viagem)
       
      Tivemos sorte que na ultima noite em Quito pegamos o hallowen (dia 31/10). Parece que não é só no dólar que os EUA influenciam aqui não. A praça Forch bombou e todas as baladinhas estavam cheias, todo mundo a caráter, bem divertido. No último dia fomos ao centro da cidade. Eh só pegar um mapa de quito e seguir ele que da pra ir a pé do mariscal sucre. O centro é legal, mas nada demais também (o de São Paulo é bem mais legal) e bem seguro (aí sim bem mais do que o de sp). Tivemos sorte também porque tava tendo várias atividades no centro por causa do dia dos mortos (comemoram aqui também, como no México). Demos um role pela cidade e pegamos o voo pra Sp a noite. Pra ir pro aeroporto é só fazer o caminho inverso da chegada.


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