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felipenedo

Galápagos - Relato - 8 dias em 3 ilhas

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Parabéns pelo relato Felipe! Essa viagem foi incrível ne? Você acha que gastou mais ou menos quanto sem a passagem daqui pra lá? Uns US$1000 ?

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@Adrianajapa  Obrigado! Foi sim incrível!!!

 

Sim, eu gastei aproximadamente US$ 1.000, sem contar a passagem de ida e volta, fazendo esses passeios que contei. Tem passeios mais caros e tem passeios mais baratos. Dependendo das escolhas pode variar bastante o custo dessa viagem.

 

Qualquer coisa que eu puder ajudar, é só me falar.

 

Abraço,

 

Felipe

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Olá Felipe!! Que lugar lindo hein!!

Esses mil dólares que vc gastou, incluem alimentação, hospedagem e passeios?

Obrigada

 

 

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@NanaBiem Olá Nana

 

Sim, um lugar espetacular.

 

Exato, esses mil dólares incluem tudo, menos as passagens aéreas de isa e volta.

 

Qualquer dúvida é só falar!

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Conheci todo o país,faltou Galapagos por não ter mais tempo.

Visitou o resto?As ilhas são mesmo mais caras como dizem aqui?

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Olá @D FABIANO 

Não conheci mais nada, só Galápagos. É um lugar realmente extraordinário!

Olha, tem muita coisa que achei caro por lá, mas se pesquisar acha todos os preços. Tem mercados e vendas que os locais usam, então os preços não são tão caros. Restaurante a mesma coisa... Tem os caros na orla e os mais baratos para dentro da cidade.

 

Os passeios são muito caros! Acho que é o pior.

O resto é caro, mas aceitável.

 

Abraço!

  • Gostei! 1

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Tudo bem @FCRO?

 

Esse mergulho que fiz em Gordon Rock's o Open Water já servia.

 

O que fiquei sabendo é que eles pedem um numero minimo de mergulhos, pois lá tem muita correnteza! Se não me engano são 30 mergulhos, ou algo assim.

 

Como essa época que fui a correnteza está mais tranquila, nem questionaram muito o meu número de mergulhos.

Ainda bem, porque eu não faço log dos meus mergulhos, então não teria como provar.

 

Imagino que a maioria dos mergulhos lá o Open Water já resolva.

 

Se for sair para os cruzeiros de mergulho, aí já não sei muito bem como funciona... Talvez tenha que ter pelo menos o Avançado.

 

Qualquer coisa é só falar!

 

Abraço!

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Olá Felipe!

Seu post esta ótimo e bem detalhado. Vai contribuir muito.

Vou para Galápagos dia 11 de Maio. Tenho 6 dias uteis para conhecer o arquipélago. Como meu foco é mais o mergulho, (espero fazer 2 ou 3 dias de mergulho) , baseado na sua experiência, o que não pode deixar de ser feito em Galápagos,  e que se enquadre nesses 3 dias remanescentes? Como por exemplo ir ao Rio de Janeiro e não ir no Cristo Redentor...rs..

Obrigado, Evandro

 

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    • Por cris_unb
      Pessoal, vou conhecer o Equador em outubro e gostaria de uma ajudinha para montar o roteiro.
      Principais dúvidas:
      1. De Cuenca a Quito vale a pena descer em Riobamba para fazer algum passeio? Se sim, durmo lá ou sigo no mesmo dia para Quito?
      2. Acrescento mais 1 dia em Quito (tirando de Galápagos)?
      3. Gostaria de sugestões de como dividir meus dias em Galápagos. Não tenho curso de mergulho, por isso não pretendo contratar um cruzeiro.

    • Por vilton.raile
      Equador + Galápagos
       
       
      Fizemos uma viagem de 22 dias, sendo 10 em Galápagos e 12 no Equador. Apesar de ser uma mesma viagem Galapagos e Equador pois são roles totalmente diferentes, com proposta de viagem, gastos, atrações e perfil de viajante totalmente distintos. Aqui vai um relato da viagem inteira com informações úteis sobre trajetos, passeios, dicas e preços e com poucas histórias ou opiniões pessoais sobre os locais.
       
      Resumo da trip:
       
      09/10 - pegamos avião a noite em sp
      10/10 - chegamos e Quito e dormimos lá
      11/10 a 20/10 - Galápagos
      21/10 a 23/10 - Montanita
      24/10 a 25/10 - cuenca (pegamos avião a noite pra quito)
      26/10 - Quito
      27/10 e 28/10 - quilotoa
      29/10 - ida de quilotoa a otavalo (3 bus em seis horas)
      30/10 - Cuicocha
      31/10 - otavalo
      01/11 - Quito (voo a noite pra Sp)
       
      Quito (começo da viagem e antes de Galápagos)
       
      Chegamos no aeroporto pela manhã. O aeroporto é longe da cidade. Você pode pegar um taxi por 25 dólares, um bus que de 8 dolares que te deixa no antigo aeroporto (não sei onde é) ou um bus de 2 dólares que te deixa no terminal Rio Coca após uma hora de viagem, que foi o que fizemos. O terminal Rio Coca é de frente pro terminal Ecovia (só atravessar a rua). Para entrar no terminal Ecovia você paga 25 cents e pega sentido Plaza Forch (só perguntar no terminal), descendo na estação Manuela Canizares (está a duas quadras da Plaza Forch).
      Esse caminho que termina na Plaza Forch é o caminho para o bairro Mariscal Sucre. Esse é o melhor lugar para você se hospedar, onde estão vários restaurantes, bares, hostels, a vida noturna é bem agitado, é um local cheio de polícia e bem seguro de dia e a noite. Em relação a hostels e restaurantes há desde os mais baratos (que não são ruins) até os mais caros e fica a seu critério (como tem muita opção não vamos deixar nada aqui). Só dormimos a primeira noite em Quito como escala para pegar o voo para Galápagos.
       
      GALÁPAGOS
       
      Viemos a Galápagos principalmente para mergulhar e fizemos poucos passeios em terra. Fomos em outubro, que é fim do inverno deles e o clima estava ótimo pra nós brasileiros (frio pros equatorianos). Tipo 22 a 28 graus de dia e 20 a 25. O clima lá é bem instável e em um mesmo dia chove, sol, chove, sol. Não tem como prever como vai ser o dia mas que vai ter solzao e chover algum momento é fato. Outubro é baixa temporada turística (os turistas são principalmente europeus e americanos) mas ótimo pra mergulhar pois é temporada marinha, está "vazio" (sempre tem gente lá) e a água 20 graus (usamos 7mm e segurou sussa). Galápagos, ao contrário do Equador, é um role caro.
       
      SANTA CRUZ
       
      Para entrar em Galápagos tem voo de quito ou Guayaquil, com duração de 1h45min por avianca (aerogal), tame ou lan; e você pode chegar pelo aeroporto de baltra ou san cristobal (fomos por baltra, que é o de Santa Cruz, a ilha principal). Pra ir a Galápagos além do check in normal você tem que fazer o que eles chamam de check in biológico, que consiste em ver se você está levando algo que vá desequilibrar os ecossistemas em Galápagos (tipo frutas, sementes e outras coisas). Lemos nos relatos que esse check in era bem rigoroso e que tinha que chegar uma hora antes do que você chegaria em um voo normal para realizá-lo. O nosso foi bem suave e rápido, mas aconselho que você chegue uma hora antes do que chegaria para um voo normal. É importante que você veja que colocaram o lacre na sua mala de despacho porque sem ele você não entra em Galápagos. Tem que pagar também a taxa ingala de 20 dólares (aumentou mesmo) no aeroporto de saída. Quando você chega em Galápagos tem outra taxa, pra nós brasileiros de 50 dólares. Tem um cadastro que falam que você tem que fazer na internet antes de ir pra Galápagos, que nós fizemos, mas no aeroporto o pessoal da alfândega nem sabia do que se tratava. Saindo do aeroporto de baltra já tem um bus te esperando e leva até uma balsa. O bus é de graça e a viagem dura 15min. A balsa é 2 min, só para atravessar um canal, e custa 1 dólar. Depois você pega um outro bus, que custa dois dólares e te leva até Puerto Ayora, que é a cidade principal de Santa Cruz (dura 40min a viagem). Contando o role inteiro, desde o check in biológico até chegar em Santa Cruz e fazer o check in no hostel, você acaba gastando um dia (saímos dia 11/10 pela manhã de quito e chegamos no hostel no fim da tarde).
       
      Passamos no total 4 dias em Santa Cruz, que é uma cidadezinha bem legal. Como todos os 4 dias que ficamos lá mergulhamos saíamos as 6:30 e chegávamos as 15:30. Sempre era bem movimentado o fim de tarde na pracinha/porto/centro da cidade (é tudo junto). O por do sol lá é muito legal, a cidade é bem limpa e segura.
       
      Comida - você pode gastar de 10 a 25 dólares por refeição com a bebida, a depender do restaurante. Em geral a comida é semelhante em todos e o que varia é o ambiente. Fomos tanto na calle los kioskos, que era o local mais barato, quanto nos restaurantes da avenida charles darwin, que eram mais caros. Não vimos muita diferença mas também não fomos nos tops. A calle los kioskos foi a melhor opção (lá é bem animado). Alguns dias rola uma comida na feira de peixe dos pescadores que voltaram da pesca (fomos na temporada das lagostas e tava rolando altas pescarias) que parecia ser legal mas não comemos lá (achamos que vale a pena ir). Tome o suco de tomate del arbol e coma tortilha de yuca.
       
      Hostel - na média entre 15 a 30 dólares por pessoa (a depender do seu luxo). Ficamos em um legal, que chama morning glory.
       
      Mergulho - fizemos 4 dias de mergulho com a academy bay diving. É um dos mais caros de lá (a priori sai 200 dólares por dia mas fechamos um pacote de 170 por dia) mas esse é o tipo da coisa que não vale a pena economizar. Fechamos antes e todas que têm site o preço é esse. Lá tem várias outras com menores preços (tipo 120 dólares o dia) mas não tomamos conhecimento. Se quiser fechar lá tudo bem, pelo menos na baixa temporada turística em que fomos, pois o pessoal disse que na alta temporada bomba (aí talvez seja melhor reservar antes mas não podemos ajudar nisso). Para nós o top de lá é o mergulho. Fizemos o curso só para mergulhar lá e achamos que se você planeja ir lá é obrigatório mergulhar (dizem lá que 70% do que há pra ver em Galápagos está embaixo da água e é verdade). Lá é como que a meca do mergulho. Vimos vários tipos de tubarão, arraia gigante, lobo marinhos, tartarugas, muito mas muito peixe. Recomendamos muito a academy bay. O Oscar, que é o instrutor, é muito bom. Tínhamos só 10 mergulhos quando chegamos lá e com ele conseguimos fazer o gordon rocks no último dia de mergulho (teoricamente teria que ter uma experiência prévia ou mergulhar uns dias antes com eles pra ver se vc está apto) e foi até bem sussa. Gordon rocks é o mergulho mais legal dos daytrip, onde você vê os cardumes de martelo e de manta dourada, mas todos os mergulhos são sensacionais. Tem o liveaboard mas nem vamos falar aqui que é só pros prós e ricos.
       
      Passeios - vale a pena ir um dia até a tortuga bay conhecer a praia brava e mansa de lá (fomos um dia pós mergulho). Fica aberta das 8-18 e eh uma trilha bem sussa de 40 min só que sem nenhuma sombra.
      Também tem o centro de tartarugas que da pra ir em um fim de tarde mas o de Isabela é bem melhor. Como disse não fizemos os passeios terrestres, então não vamos ajudar mais que isso, mas tem vários passeios. Tem também o cruzeiro pra conhecer as ilhas, que não fizemos e não procuramos saber sobre, mas podemos avisar que tem umas saídas de ultima hora lá que sai bem mais barato do que fechar antes (pelo menos na baixa temporada).
       
      Lembranças - tudo bem caro pelo dólar como ta agora, mas bem legais (não compramos nada)
       
      ISABELA
       
      Na verdade não ficamos os 4 dias direto em Puerto Ayora. Ficamos lá dois dias (12/10 e 13/10), aí fomos para Isabela dia 14/10 pela manhã, onde ficamos dois dias (15/10 e 16/10) e voltamos dia 16/10 a tarde para mais dois dias em Puerto Ayora (17/10 e 18/10) para depois terminar a viagem em San cristobal. Fizemos isso pra dar um intervalo nos mergulhos, porque não tem lancha direto de Isabela para san cristobal e pegar duas lanchas em um dia é complicado (você vai entender porque).
       
      As lanchas custam 30 dólares cada trajeto, com saídas de manhã e a tarde, duração de 2h30min. As agências de turismo e mergulho que vendem os tickets, que é melhor você comprar um dia antes pois se esgotam. Porém, na hora de pegar a balsa você tem que conferir qual é a sua pois as operadoras não vendem lanchas específicas (parece que eles ajustam de acordo com as vendas quantas e quais lanchas vão sair) e é sempre um pouco confusa a coisa. A lancha é um inferno de duas horas que parecem dez. Sempre alguém passa mal (dica: logo que você entra distribuem saquinhos para vomitar), o que é justo porque a lancha vai batendo pra porra, por mais liso que esteja o mar. Você pode ter a sorte de pegar uma lancha confortável ou uma espelunca (você só vai saber isso na hora que o taxi aquático te deixar na lancha). Se puder sente virado para a frente ou de costas (de lado é zica). Eu tomava logo dois anti-emético antes de entrar e evitava comer muito.
       
      Isabela é a menor cidade das três, com dois mil habitantes, ruas de terra, bem rootizeira. É onde mais pegamos o tempo aberto e dizem que lá é a ilha que faz mais sol (porque ela virada pro norte ou algo assim). O porto onde você chega tem uma prainha cheia de lobos marinhos (e uns pingüins) e uma lagoa chamada Concha e Perla ótima para snorkel. Foi lá que acabamos ficando mais.
       
      Passeios - Tem dois passeios pagos, tuneles (dia intero e 80 dólares) e tintoreiras (meio dia e 40 dólares), que são os mais conhecidos. Como já disse, não fizemos, mas todo mundo que vai lá e não mergulha faz (pra quem mergulha acho que não vale muito a pena). Ambos consistem em snorkel em lugares que você chega de barco e da para ver reef sharks, tartarugas e iguanas. Tem também a trilha ate o vulcão Sierra Negra, que são 16km total e não fizemos porque no equador íamos para quilotoa e cotopaxi. De grátis tem a trilha até o muro das lágrimas, que nós fizemos metade e não recomendamos. O que recomendamos é ir até o centro de tartarugas, que é o maior das três ilhas e o único que tem as cinco espécies (tem muita mas muita tartaruga naquele centro). Para chegar até ele vá pela trilha (é bem bonita e nela da pra ver os flamingos) e não pela estrada (é indo sentido muro das lágrimas e tem uma indicação para a trilha). Também recomendamos muito snorkel na concha e perla, que é um tipo de um lago formado por uma reentrância do mar. Lá vimos arraias, polvo, tartaruga, lobo marinho, iguanas nadando e vários peixes (vimos mais coisa nesse snorkel do que nos mergulhos na laje de santos). Basicamente nesses dois dias que passamos em Isabela ficamos na praia dos lobos marinhos (aquela logo que chega no porto) e no snorkel na concha e perla (que é ali do lado).
       
      Hospedagem - ficamos na Cabanhas tero real, por 45 dólares por dia sem nenhuma refeição. O lugar é bom, com ar condicionado e limpo. Só a família que cuida de lá que parece ser meio autista (se vc for entenderá).
       
      Comida - Tem apenas uma pracinha com uns 5 restaurantes na mesma rua. Você pode comer desde menu do dia por 7 dólares até pratos por 15 dólares (é meio que tudo igual os restaurantes). Tem uma panaderia com uns pães bons a 1 dólar.
       
      San cristobal
       
      Pegamos a lancha de manhã (dia 19/10) em Puerto Ayora e chegamos na hora do almoço lá. Passamos uma tarde e uma manhã lá, porque no outro dia (20/10) no almoço pegamos o avião para Guayaquil. A cidade das três é a menos atrativa. O legal de lá é que a rua da praia é bem bonita e cheia de lobo marinho. Mas não gastaria lá mais tempo do que gastamos não, ainda mais depois de Puerto, Isabela e dos mergulhos.
       
      Passeios - Playa mann é uma praia pequenininha bem perto do centro e é bonita, mas nada de mais e infestada de moscas (não sei se foi no dia que fomos ou se é sempre). Tem um passeio pra parte alta, que passa numa grieta, na casa do tarzan e num vulcão que não fizemos (não vimos em nenhum relato esse passeio). Tem também uma praia que chama La loberia, que é bem afastada da cidade (do lado do aeroporto), não tem uma sombra pra ficar e o mar é bem aberto. Fomos porque eu queria surfar e lá é um pico de surf bom, mas não tava rolando onda. Pela praia mesmo não vale a pena ir.
      Lá tem outros passeios que da pra fazer e alguns picos de mergulho também, mas não fizemos.
       
      Comida - jantamos num dos poucos restaurantes que tem lá. Era bem legal, com uma vista pro mar e uma porção de camarão com banana e batata frita bem boa. Chamava miconia. Acho que eh a melhor opção lá. Gastamos 25 dólares os dois com breja e tudo.
       
      Hostel - ficamos um noite só no lá casa de mi sub, que era um pouco espelunca, mas o dono bem gente boa. Foi 50 dólares. Esse lugar era um pouco mais afastado do centro e perto do aeroporto. Mas lá tudo é muito perto (por exemplo nosso hostel ficava a 10 min a pé do centro). Mas tem outros hotéis lá no centrinho.
       
      Montanita
       
      Chegamos no aeroporto de Guayaquil as dia 20/10 às 17:00 (são duas horas de viagem de Galápagos e uma hora a mais pelo fuso).
      Fomos para montanita de bus, mas se preferir pode ir de taxi (eles pedem 80 dólares mas negocia-se até 50 ou 60). De bus é bem fácil. Saindo do aeroporto é só cruzar uma passarela e pegar a metrovia (25 cents) sentido rodoviária (perguntar pra qualquer um que te indicam). Você vai subir no ônibus na metrovia, andar uma estação e já vai chegar no ponto final, que fica na rodoviária de bus local. Chegando nessa rodoviária você sai e cruza outra passarela, em direção a rodoviária de bus intermunicipal. Lá tem bilhetes a montanita (quando fomos era a empresa libertad no posto 83, mas é só perguntar) de hora em hora até as 18:30. A rodoviária é legal e na praça de alimentação da pra comer por 3 a 5 dólares bem. O Bus é bom, custa 6 dólares e a viagem dura 3 horas. O guarda falou pra sempre conferir o ticket na hora da compra pq as vezes eles poe hora ou dia errado e na hora de pegar o bus tu rodas (também não devolvem a grana). Falam que Guayaquil é violenta mas não tivemos tempo para avaliar. No traslado que fizemos tinha bastante policia e não parecia um lugar em que você poderia ser assaltado (talvez furtado se você vacilar como em qualquer grande cidade).
      Ao chegar o ônibus te deixa na entrada da cidade. Ficamos em um hostel um pouco afastado do centro (10min andando, pela praia ou pela estrada). Chamava kundalini, dava direto na praia, café da manhã bom, quarto e chuveiro bons, 45 dólares por noite o casal. Tem vários hostel bem mais barato no centro. O lado bom eh q fica na bagunça e ruim pelo barulho. A cidade eh bem pequena, tipo umas quatro ruas, mas bem legal. Vários restaurantes bons com preço justo (12 dólares com bebida), barraquinhas com bebida e comida boa e barata (2 dólares pra comer, 1 a breja e 2 os drinks na média), várias baladas, cheio de hippies na rua, fácil acesso aos ilícitos (baratos e de qualidade). Tava nublado mas quente de dia e dava pra andar de short e camisa a noite. Não fomos na temporada mas parece q lá bomba no verão (que tem potencial pra bombar tem). Pelo menos fora da temporada parece um lugar bem seguro, até pra andar altas horas da noite na praia. A praia em si eh feia e bem longa. O pico do surf eh no canto direito, onde o fundo de pedra transforma o pico num point com uma direita bem extensa e manobrável. Peguei lá um metro de onda gorda, de drop fácil. O ruim eh que no resto da praia não rola surf (tudo fechadera e bem menor que no canto direito) aí o crowd fica pesado lá no canto e os locais lá parece que não conhecem o termo rabear. É uma cidade que vale a pena ir se vc surfa ou quer balada. Para ir embora tem uma mini rodoviária, que da de frente com a estrada, onde você compra o ticket e espera o bus (ele para na estrada).
      Chegamos dia 20/10 a noite e vazamos 23/10 de manhã.
       
      Cuenca
       
      Saímos de montanita as 11:00, chegamos em Guayaquil as 14:00 e de lá pegamos um bus pra Cuenca (não da pra ir direto de montanita a cuenca, tem que passar em Guayaquil). Para cuenca há ônibus 24 horas, com saída a cada hora, pela empresa allianza, dura 4 horas passando por Cajás (importante falar isso porque se você for por canar é 7 horas de trip) e custa 8.25 dólares. O bus é espelunca, mas não tem outra opção. Chegamos a noite (dia 23/10) e demos um role pelo centro histórico. O planejado inicialmente era ir pra parque nacional Cajas num dia e Ingapirca no outro. Mas acabamos passando os dois dias que tínhamos programado passeando na cidade e vazamos dia 25/10 a noite de avião.
       
      Ingapirca - São ruínas incas e está a 2h30 de Cuenca. Da pra ir por conta de bus ou fechar passeio. Desistimos porque lá funciona assim: você chega, faz um tour guiado de 45min, depois mais uns 15min para passear e volta. Como já conhecemos machu pichu e o tempo estava instável (com possibilidade de chuva), optamos por não ir.
       
      Parque Cajas - está a uma hora de cuenca. É uma reserva com várias trilhas para fazer, sendo a menor de três horas e maior de três dias. Não fomos pela possibilidade de chuva (que depois se concretizou) e porque já tínhamos feito o W em Torres del Paines no começo do ano.
       
      Cuenca - é uma cidade muito legal para passear. Por isso acabamos passando nossos dois dias lá. Pegamos um mapa da cidade e saímos andando. É uma cidade colonial. Lá tem vários museus, com muitos fechados (talvez por ser de Fds, o que não faz sentido mas tudo bem) e um imperdível, que é o do Banco Central. Tem um sítio arqueológico que virou parque atrás do banco central muito legal tb. Tem também muitas igrejas e praças para conhecer e vários lugares para comer. Tem um igreja gigante na praça central com o interior inteiro de mármore italiana e um altar foleado a ouro muito legal (parece que poucas igrejas no mundo tem um altar daquele). Tem muitos restaurantes, bares, cafés, sorveterias, panaderias. O que achamos que vale a pena eh pega o mapa e sair andando por todos os pontos turísticos. Não sei se demos sorte por ser alguma data ou se todo final de semana é sempre assim, mas estavam rolando várias atividades culturais por toda a cidade, com dança, teatro, comidas típicas e artesanias. Inclusive tem em alguns lugares o calendário cultural com os eventos todos da cidade. Aparenta ser um local bem seguro. O clima estava bom de dia (nem quente nem frio) e esfriava um pouco q noite (tinha que sair de calça e blusa).
       
      Comida - uma refeição variando de 5 a 15 dólares a depender do luxo mas em geral dos 5 aos 15 a comida é bem boa. Comemos um menu do dia por 5 dólares em um restaurante na praça central bem bom (era o único que tem mesas fora do estabelecimento). As comidas tipo doces, salgados, eram bons e tinham muitas lojas, com um custo de 1 ou 2 dólares a unidade.
       
      Hotel - ficamos em um hostel a 5 min a pé do centro histórico. Não achamos que valeu muito a pena lá não. Era meio espelunca. Mas tinha vários hostel no centro histórico e acho que vale a pena ficar por lá. Numa média de 10 a 20 dólares.
       
      Quito (meio da viagem)
       
      Fomos de cuenca a quito de avião. Como compramos com antecedência saiu um preço justo (175 reais por pessoa) dado que trocamos 15 horas de bus por 40 min de aviao. Chegamos as 22 no aeroporto e nesse horário não tem mais aquele bus. Então tivemos que pegar um taxi. O preço oficial eh 25 dólares, mas tem vários taxistas que trabalham particular (que não são os taxi amarelo) e ficam indo e vindo de quito. Pagamos 15 em um desses (eles ficam onde você pegaria o bus). No outro dia de manhã fomos para metade do mundo. Saindo da praça Forch, tem que ir até a avenida cólon e pegar um bus para comuna no sentido teleférico (só perguntar pra quem tiver no ponto) e desce no ponto próximo ao teleférico (também tem que perguntar pra quem tiver no bus). Aí você tem que ir até a avenida mariscal sucre e pegar um bus escrito mitad del mundo (tem que pegar no sentido certo, e é só perguntar), que vai te deixar na frente do parque após 1 hora de traslado (é bem longe mesmo). Tudo isso sai por 1 dólar. Todas essas info pegamos com a moça do hostel, que era oligofrenica mas mesmo assim conseguiu explicar, perguntando na rua e usando um mapa da cidade que tínhamos pego. Não é um trajeto fácil mas você se acha. Pode também ir por tour, de Van, mas deve sair tipo 20 dólares.
      O parque é bem legal, com alguns museus, lugares pra comer, planetário, monumento com um museu com vários experimentos "científicos" dentro bem legais, lugares para comprar lembranças. O ticket é 7,5 dólares com direito a tudo (tem outros tickets mais simples mas não tem sentido ir até lá e não ver tudo). O preço da comida é bem justo, igual o da cidade. Do lado tem a Unasur, com um prédio bem legal. Pra voltar é a mesma coisa. Pega o bus metad do mundo (passa quase na frente do parque) e desce na Av mariscal sucre na frente do teleférico (dica: é na avenida, não no bairro mariscal sucre, que têm o mesmo nome mas são em locais totalmente diferentes). Nós aproveitamos que estávamos lá e fomos ao teleférico. Ali onde o bus deixa a galera tem uns taxistas esperando pra te levar até a base do teleférico por 1.5 dólares. É muito justo pois são 2km de pura ribanceira. O teleférico é 8 dólares e te leva dos 2500m de altitude de quito até 4100m em 20min. É bem alto e lá cima bem frio. Tem uma vista panorâmica da cidade, lugares com café, comida e doces. É um passeio caro, relativamente rápido, mas que vale a pena. Se você quiser, de lá sai uma trilha de 5 horas até o vulcão pichincha, que não vimos porque tinha muita neblina. Na volta também descemos de taxi, por mais 2 dólar e ele já nos deixou no ponto pra pega e o bus e nos indicou qual bus pegar. Descemos no mesmo lugar que pegamos na ida, na avenida cólon. Jantamos no tropi burguer, uma mistura de kfc com burguer king bem bom e barato (comemos muito por 6 dólares cada).
       
      Quilotoa
       
      Dormimos em quito e saímos pela manhã (dia 27/10) em direção a Quilotoa, passando por Latacunga (único jeito de ir até quilotoa, pois não há bus direto). A primeira coisa é chegar no terminal quitumbe, de onde saem os ônibus para latacunga. Para isso você deve pegar na linha verde (trolebus) o ônibus C4. Esse ônibus C4 passa em determinados pontos, portanto, assim que chegar no ponto da linha verde mais próximo de seu hostel pergunte pra quem está na bilheteria se ônibus C4 passa nesse ponto (no nosso caso tivemos que pegar outro bus qualquer da linha verde e paramos duas estações na frente) ou a qual ponto você deve ir pra pega-lo. Chegando no ponto onde passa o C4 você deve perguntar em qual porta deve esperar ele (perguntamos pro guarda que estava lá), pois ele para em determinada porta. Pegou o C4 você vai nele até o ponto final, que é no terminal quitumbe. Lá tem ônibus a cada 10min para latacunga por 2,50 dólares. O terminal quitumbe é bem estruturado e tem um ponto muito bom de informações turísticas. A viagem dura umas 2 horas e o caminho até que é legal. Você vai chegar no terminal de latacunga e nele mesmo pegar um ônibus para Quilotoa, por 2 dólares (as vezes tentam cobrar mais no próprio guiche mas bata o pé que só vai pagar dois dólares). Algumas empresas o bus leva até zumbahua e lá você tem que pegar uma caminhonete ate quilotoa (seriam 12km de estrada e 5 dólares o transporte), porém nosso bus nos deixou na entrada de quilotoa (2 horas de viagem). Pelo guia da cidade, as empresas que levam direto a quilotoa são Vivero e Ilinizas. Pra entrar na minúscula vila você assina um livro e paga 2 dólares. Chegamos umas 14, deixamos as coisas e fomos almoçar, ver a vista da laguna e o por do sol. A visão da laguna é animal e o por do sol foi sensacional. Tinha algumas nuvens só e um belo frio que era amplificado pelo vento. Esse frio so vai piorando com o cair da noite e pra dormir é bem frio mesmo, o que já é alertado pelos sete cobertores no quarto. Usamos todos os cobertores e dormimos com segunda pele e casaco, mas foi mais que suficiente pra dormir muito quente. No outro dia (dia 28/10) fizemos a trilha da playita, saindo as 10:00 do hotel e retornando as 15 após almoçar.
       
      Hospedagem - a maioria pessoas dorme em latacunga e passa o dia em quilotoa. Nós optamos por dormir em quilotoa. Aqui tem vários hostel mas todos aparentemente bem ruins. Ficamos em um que chama chuquirawa, e tem um outro que chama Cabanhas de quilotoa, que parecem ser os únicos viáveis (tem no booking). Pagamos 40 dólares por dia no quarto privado com banho quente, fica na frente da laguna, tinha uma área bem confortável com vista pra montanha, tem inclusos café da manhã e janta bons. O quarto até tem um sistema de aquecimento com lenha igual aos outros ambientes do hostel, mas optamos por não usar pela consideração de uma possível intoxicação por CO noturna. Tem um hostel que parece ser bom também, que chama Hostal Princesa Toa, é da prefeitura, de 15 a 35 dólares a depender da acomodação, com café e janta, banho quente e do lado do mirador da laguna. Latacunga não parece ser um lugar legal pra ficar. Se for ficar em quilotoa, que é o que achamos melhor, tem as três opções acima de hostel (não aconselhamos os outros). Não tem internet em lugar nenhum em quilotoa. Se você ficar no chuquirawa aconselho a tomar banho durante o dia, dado que o chuveiro eh meio temperamental (vc vai entender).
       
      Comida - tem vários restaurantes e tudo bem barato. Comemos no único que tem vista para a laguna, que, assim como o alojamento, é da prefeitura e tem um menu do dia que varia de 3 a 7 dólares. Comida boa e vista animal.
       
      Quilotoa - Fizemos a trilha da playita. Tem 3 circuitos de trilha além desse, um que da a volta na laguna de 28km e outros dois de 32km e 39km (apesar do circuito W na Patagônia na virada do ano, não fomos preparados psicológica e fisicamente para trilhas de 30km a 3800m). Também você pode alugar cavalos ou bike pra dar um role. A trilha da playita eh um desnível de 500m numa trilha de 2km, ou seja, só descida na ida e só subida na volta. Demora uma meia hora pra descer e uma hora e meia pra subir. Vá com uma roupa pra sujar porque o chão é de areia vulcânica, que é fininha e impregna na roupa e tênis. Lá embaixo da pra alugar caiaque e não tem nada pra comprar de comida ou bebida. Vale a pena descer lá. A visão na subida, decida e lá embaixo é sempre da lagoa e bem legal.
       
      Otavalo
       
      O dia 29/10 foi apenas de traslado de quilotoa a otavalo. Para sair de quilotoa ou você pega uma Van e vai até zumbahua, de onde saem vários bus ao longo do dia, ou você pode pegar em quilotoa mesmo. Todo dia tem um bus que passa mais ou menos 6:30 na vila toda. Ele passa buzinando (parte dos passageiros deles são crianças que ele deixa na escola em zumbahua) e é só ficar na frente do hostel que ele te pega lá. A empresa chama Vivero, custa dois dólares (se te cobrarem mais brigue porque é dois dólares) e a viagem dura 2 horas. Tem uma outra empresa que passa em quilotoa, também todo dia, as 12:00, 13:00 e 14:00 mas aí você tem que esperar lá na entrada da cidade, onde assina para entrar. Chegando em latacunga você tem que pegar um bus pra Quito mas para comprar o bilhete tem que ir direto na região onde se embarca no bus. É só chegar e perguntar que bus vai para quito (não tem venda de bus para quito nos guiches). Sai 2.15 dólares e nossa viagem durou 1:30. Para ir a otavalo você pode tanto pegar o bus do terminal quitumbe (pois é, agora sai bus de lá para otavalo) ou do terminal Carcelen (que é o que todos falam nos relatos mais antigos). Pegamos de Quitumbe, que é onde param todos os bus saindo de latacunga, pela empresa Pulman no guiche 12. Custou 3.75 dólares e 3 horas de viagem. Detalhe que se você sair do Carcelen dura duas horas. Essa uma hora de diferença é tempo que o bus que sai do quitumbe demora para atravessar a cidade de quito e chegar no terminal Carcelen, onde ele da uma parada rápida pra pegar mais gente. Pergunte se o bus para no terminal de Otavalo. Se não parar lá peça para alguém te avisar e fique de olho que tem placa quando passa na cidade (nós moscamos, passamos reto e tivemos que pegar bus e taxi para chegar em otavalo). Na volta é só pegar o busao no terminal, que é no centro da cidade, perto da maioria dos hostels e da pra ir a pé (não tem guiche e o bus custa 2.50 dólares). Na volta veja em que terminal o bus vai. O nosso foi até Carcelen e de la pegamos o trolebus (25 cents) até a parada Cólon (que é no cruzamento com a avenida cólon), que é umas dez quadras da praça Forch. Otavalo é uma cidadezinha bem agradável e segura. Vale a pena ficar dois dias lá, contando com um dia para Cuicocha.
       
      Cuicocha - Também é um vulcão com um lago bem bonito (achamos mais bonito que quilotoa). Para ir até lá tem que pegar um bus verde da empresa cotacaxi sentido quiroga no terminal. Custa 40 centavos e o trajeto é de uns 30 min. Tem que perguntar também pro cobrador ou alguém do bus em que ponto desce porque tem um ponto específico em que os taxistas e as caminhonetes ficam esperando. Descendo você logo vai ver eles ou eles vão vir até você oferecer o trajeto até Cuicocha. Aí tem uma pegadinha. Lá você tem a opção de ir lá, ver um pequenino museu, dar uma olhada na lagoa pelo mirante, fazer um passeio de barco pela lagoa, almoçar no restaurante com vista para lagoa. Se você for fazer qualquer uma dessas coisas peça pra caminhonete te deixar em Cuicocha, o que custa 5 dólares e dista uns 15km. Se você for fazer a trilha em volta da lagoa, que é o que fizemos, peça pra ele te deixar em Pinos de Cuicocha, que é o fim da trilha. Custa 7 dólares e dista uns 17km. Isso é importante porque em Pinos, que é o fim da trilha, você começa de cima e desce. A galera que vai com guia local começa la embaixo, o que é uma puta burrada. Começando por Pinos a vista é mais bonita e você termina numa descidona. Começando pela entrada principal você começa numa puta piramba e sem vista pra lagoa. Além do que começando por Pinos você termina no restaurante e começando pela principal você termina na estrada. A trilha tem 15km e fizemos em 3:30 (tem várias paradas e da pra ver a laguna de várias ângulos). Não é uma trilha fodastica mas cansa, pois tem várias subidas e descidas e não estamos habituados com a altitude, o que influência bastante (Cuicocha está a 3800m).
      Se você quiser dormir lá tem um hostel bem legal (não ficamos porque não achei na internet e não sabíamos da existência, mas a mulher do hostel disse que tem e falou pra procurar hostel Cuicocha) mas é bem caro (custa 55 dólares o casal). A volta você pode combinar com o cara que te deixou com preço a combinar ou pedir um taxi no restaurante por 6 dólares (se terminar em pinos sei lá como faz). Chegando em quiroga é do pegar o bus que o cara que te trouxe indicar e desce no terminal em otavalo.
       
      Comida - Não tem muitas opções de restaurante mas o que tem em geral servem um comida boa, farta e por um preço justo. Tem bastante padaria e comida típica na rua (na pracinha da feira ficam várias barraquinhas a noite) com preços bons também.
       
      Hostel - tem várias opções. Todas parecem ser bem boas. O importante é você escolher um no centro (porque senão você vai ficar longe de tudo). Ficamos no Hostal Santa Fé 2, que na quando chegamos vimos que era um hotel. Foi o melhor lugar que ficamos em toda viagem em todos os aspectos (banho, café, limpeza, atendimento, wifi). Pagamos 36 dólares por noite o casal.
       
      Feira - Todo sábado tem uma feira, que é a segunda maior feira do mundo. Recomendamos que, assim como nós, se você pretende ir a otavalo deve se programar para estar lá no sábado (se puder também deixa pro fim da viagem melhor, pra não carregar as coisas). Na feira tem de tudo (tudo mesmo, você vai entender lá), ela ocupa quase todas as ruas do centrinho (é muitooo grande) e tem os melhores preços do equador. Deixamos pra comprar tudo por lá e tudo que vimos ao longo dos vinte dias de viagem tinha lá por um preço melhor. Como os equatorianos estão acostumados com os europeus eles metem a faca no primeiro preço, mas o preço real de venda em geral é metade do inicial pra baixo (mas você tem que chorar mesmo, falar que é brasileiro, que o dólar ta alto). Se o cara não quiser abaixar pelo menos 50% vai embora que ou ele vai atrás de você ou você acha outro que faça (tem muitas barracas com coisas iguais).
       
      Quito (fim da viagem)
       
      Tivemos sorte que na ultima noite em Quito pegamos o hallowen (dia 31/10). Parece que não é só no dólar que os EUA influenciam aqui não. A praça Forch bombou e todas as baladinhas estavam cheias, todo mundo a caráter, bem divertido. No último dia fomos ao centro da cidade. Eh só pegar um mapa de quito e seguir ele que da pra ir a pé do mariscal sucre. O centro é legal, mas nada demais também (o de São Paulo é bem mais legal) e bem seguro (aí sim bem mais do que o de sp). Tivemos sorte também porque tava tendo várias atividades no centro por causa do dia dos mortos (comemoram aqui também, como no México). Demos um role pela cidade e pegamos o voo pra Sp a noite. Pra ir pro aeroporto é só fazer o caminho inverso da chegada.
    • Por edustefanini
      Senhores, bom dia!
       
      Dei uma enrolada, mas cá estou para compartilhar nossa experiência (minha e de amigos que me acompanharam) neste paraíso. Primeiramente, agradeço fortemente a página do Melhores Destinos por sempre proporcionar promoções incríveis como esta.
       
      O custo da passagem aérea foi de aproximadamente R$ 1.700,00, numa promoção que rolou no mês de Maio do ano passado, se não estiver enganado. Quando informei dois casais amigos sobre a promoção e a possibilidade de viajarmos na semana entre o Natal e o réveillon, ninguém titubeou e compramos na hora.
       
      Dispensarei uma redação sobre o quão belo e único é Galápagos, pois, acredito que todos que navegam neste fórum estão super calejados quanto ao tema, focarei nas impressões que tive e nos custos.
       
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      PARTE 1 - OS VÔOS DE IDA E VOLTA
       
      Embora o preço adquirido pela passagem tenha sido super atraente considerando o destino, ficamos um pouco insatisfeitos com o serviço de informações que a cia. aérea TAME prestou aos passageiros. O bilhete eletrônico informava o seguinte itinerário:
       
      Ida: São Paulo - Quito - Baltra
      Volta- Baltra - Guayaquil - Quito - São Paulo
       
      No entanto, o que aconteceu foi o seguinte:
       
      O trecho da ida contemplou uma parada no aeroporto de Lima antes de chegarmos na cidade de Quito, uma escala de aproximadamente uma hora para abastecimento da aeronave, assim como desembarque e embarque de novos passageiros. O mesmo ocorreu na volta à São Paulo!
       
      Registro este pequeno detalhe, caso comprem alguma passagem aérea com a cia. aérea TAME, para que não tenham nenhuma surpresa no dia do embarque.
       
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      PARTE 2 - ILHA SANTA CRUZ
       
      Entre os dias 27/12 - 30/12 e 02/01 e 04/01 ficamos hospedados na cidade de Puerto Ayora, na Ilha Santa Cruz, a principal do arquipélago no que diz respeito à população e infra-estrutura. É recomendado a hospedagem inicial neste local, pelo menos por uma noite assim que chegar em Galápagos. Afinal de contas, o trânsito entre ilhas ocorre somente em dois horários (7h e 15h), sem falar que você provavelmente estará cansado pra chuchu e penso que, tomar uma ducha, comer algo e caminhar um pouco, jamais será uma má ideia após mais de 10h de viagem.
       
      Alguns custos na chegada:
       
      Taxa no aeroporto de Quito (NÃO DESPACHEM SUAS MALAS ANTES DE PAGAREM ESTA TAXA!) = 10 USD
      Taxa de ingresso no parque nacional de Galápagos = 50 USD
      Barco para atravessar até a ilha Santa Cruz = 1 USD
      Transporte até Puerto Ayora (busão) = 2 USD
      Opção de transporte para a cidade são os táxis que cobram entre 18 USD ~ 20 USD
       

       
      Na ilha Santa Cruz desfrutamos das seguintes atividades: Centro de criação de tartarugas Charles Darwin, Tortuga Bay, Las Grietas (2x), Bay Tour e a gastronomia local que é muito boa. Aliás, em Puerto Ayora foi onde comemos melhor!
       
      Exceto o Bay Tour que teve um custo de 35 USD por pessoa, todas as outras atividades são gratuitas. Aliás, recomendo que o Bay Tour seja a primeira atividade que façam logo que chegar em Galápagos. Vamos dizer que é uma atividade básica de aproximadamente três horas de duração e que leva os turistas para conhecer os arredores da ilha por via marítima. Pontos de parada contemplam uma área para nadar com leões marinhos, uma visita rápida em Las Grietas e um local chamada de "Playa de los perros" que conta com muitas iguanas, leões marinhos, booby traps (aqueles pássaros com patas azuis) e até mesmo tubarões tintoneras podem ser avistados nesta parada.
       
      Informo que esta atividade deverá ser a primeira, pois terá um impacto muito maior que nós tivemos (foi a última coisa que fizemos antes de partirmos). Quando vimos uma iguana ao chegarmos, queríamos tirar fotos o tempo inteiro, fazer selfie, rolar no chão com elas... Depois de dias em Galápagos já tratávamos elas como se fossem pardais!
       
      POR ISSO, FAÇAM O BAY TOUR LOGO QUE CHEGARAM, COM CERTEZA FICARÃO MUITO MAIS ENCANTADOS!!!!
       

       

       

       

       
      LAS GRIETAS
       
      Este lugar é sensacional, uma fenda vulcânica com água cristalina lotada de peixes. Local perfeito para descansar e praticar snorkeling, a visibilidade é perfeita! No entanto, RECOMENDO ir ao local em dias de semana e/ou bem cedinho, pois há uma garantia maior de desfrutar este local com pouquíssimas pessoas. Aos finais de semana, os locais costumam ir lá, principalmente a criançada. NADA CONTRA, mas nossa estada é de curtíssimo prazo, logo, conseguir desfrutar deste incrível lugar sem muvuca é uma experiência muito agradável!
       

       

       

       
      TORTUGA BAY
       
      Para chegar a Tortuga Bay é necessário realizar uma caminhadinha de cerca de 30 minutos desde o centro de Puerto Ayora. Digamos que é o único local com cara aquela cara de praia que estamos acostumados em nosso litoral que é possível desfrutar na região. Minha afirmação se refere a um ambiente com uma boa faixa de areia, poucas rochas/pedras, com ondas, etc.
       
      Há dois ambientes nesta baía, o primeiro é uma praia brava, com uma faixa de areia branquinha enorme e muitas ondas. Dizem que não é recomendável nadar nela, e sinceramente, é um pouco de drama se você não tiver intenção de praticar snorkeling e quiser só tomar um sol, dar um mergulho e pegar uma onda de leve, algo que estamos acostumados nas praias daqui do Brasil. Caminhando até uma das extremidades, haverá uma praia com uma característica oposta, ou seja, mar parado, água com boa visibilidade para prática de snorkeling, contudo, bem mais povoada.
       
      Já afirmo de antemão que nossa experiência com snorkeling neste local não chegou perto da qual tivemos na ilha Isabela...
       

       

       

       

       

       
      CHARLES DARWIN RESEARCH STATION
       
      Info by Google: A Estação Científica Charles Darwin, situada em Puerto Ayora, na Ilha de Santa Cruz. Os cientistas utilizam a estação como base para a sua investigação dos ecossistemas terrestres e marinhos das Galápagos. Fundada em 1964, a Estação mantém um das mais completas coleções de História Natural de organismos das Galápagos em todo o mundo, incluindo coleções de vertebrados e invertebrados (insetos) e um herbário (plantas).
       
      Este local foi nossa primeira atividade em Puerto Ayora e posso afirmar que ver essas tartarugas gigantescas foi uma experiência e tanto! Ao fim do passeio fomos conhecer uma praia que fica próxima ao local, porém, não é das melhores para banho. MUITAS PEDRAS!
       

       

       

       
      GASTRONOMIA EM PUERTO AYORA
       
      O custo com alimentação não é elevado, definitivamente. Durante o dia sugiro optar pelo "almuerzo" servido nos restaurantes simples da cidade. Há uma rua com uma concentração destes locais que oferecem refeições por cerca de 4 USD, sendo que, são contemplados os seguintes itens: sopa de entrada, prato principal (geralmente peixe ou frango) e um "suco de balde", relaxa, que aparentemente é natural, contudo, foi engraçado quando me serviram o "jugo del día". Uma "chica" foi até o fundo do restaurante, pegou um copo colocou no balcão e com o auxílio de uma concha, mergulhou-a num baldão e trouxe a tona o sucão. Pode tomar sem medo, fiquei nove dias lá e não tive um piriri sequer!
       
      No horário noturno, estes mesmos locais atendem com pratos a la carte a preços convidativos. Cerca de 8 USD ~ 10 USD pratos "comuns" e de 15 USD-25 USD algo mais sofisticado como um peixe chamado BRUJO ou lagostas para uma (15 USD) ou duas pessoas (25 USD), ambos casos são servidos com acompanhamentos, geralmente arroz e patacones (uma massa frita feita com banana da terra).
       
      Minha sugestão: Comam os peixes encocados, são uma delícia!
       
      Na rua principal de Puerto Ayora há restaurantes mais "chiques" e com um cardápio mais variado com muitos pratos da culinária internacional. Não fomos em muitos, pois optávamos sempre em desfrutar da culinária local, porém, há um que gostaria que registrassem aí, se chama Il Gilardino, senão me engano ele está em primeiro no TripAdvisor. Os pratos são um pouquinho mais caros que os servidos pelos restaurantes da rua citada, mas há coisas bem saborosas, minha recomendação é: crepe de frutos do mar (8 USD) e cheesecake de banana (3 USD). Sério, esse crepe é estupidamente gostoso!!!! Vale a pena!!!
       
      Tomem o sorvete da marca LOS COQUEROS, são muito saborosos. Meus favoritos eram: Manga, Coco e Naranjilla (uma frutinha típica do Equador/Colômbia/Panamá etc).
       
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      PARTE 3 - TRÂNSITO ENTRE ILHAS E PASSEIOS AVULSOS - DAYTRIP ATÉ FLOREANA
       
      De Puerto Ayora é possível ir as seguintes cidades por conta própria:
       
      a. Puerto Villamil (Ilha Isabella)
      b. Puerto Baquerizo (Ilha San Cristobal)
      c. Puerto Velasco Ibarra (Ilha Floreana)
       
      Há duas saídas diárias, uma pela manhã e outra a tarde. Os horários podem variar um pouco de ilha para ilha, mas no geral são: manhã (7h) e tarde (15h).
       
      O custo pode variar um pouco, o padrão é 30 USD o trecho (são duas horas em uma lancha que salta mais que touro mecânico em festa junina) e em alguns casos é possível negociar daytrips para estes lugares em agências ou até mesmo hotéis.
       
      Conhecemos um jovem chamado Jhonny Paredes, ele trabalha no Hotel Gardner (nos hospedamos nele quando retornamos a Puerto Ayora) e fechamos ida e volta para Puerto Villamil por 50 USD e um daytrip para Floreana por 65 USD. Este daytrip contemplava o deslocamento na lancha (ida e volta), almoço e passeio com um guia pelo local.
       
      No final das contas, valeu o rolê para dizemos que conhemos mais uma ilha, contudo, é muito desgastante e corrido. Imagina o seguinte, você sai de Puerto Ayora por volta das 8h da manhã, com aquele atrasinho típico, saímos às 8h30, beleza. Chegamos em Puerto Velasco Ibarra às 10h30 e até todos estarem prontos para o passeio, ou seja, saírem do barco, irem ao banheiro, tirarem fotos com os leões marinhos que ficam próximos do pier, posso afirmar que começamos a atividade às 11h ou mais.
       
      Fomos ilha adentro para conhecermos um pouco da história de povoamento local que envolveu invasões piratas e alemães que fincaram suas raízes naquele local. Depois desse passeio com viés educativo - foi muito bacana! - retornamos para a região próximo do pier e almoçamos por ali. Depois disso, nos levaram para conhecer a praia com areia negra para fazermos um pouco de snorkeling e próximo das 15h tínhamos que retornar para a embarcação.
       
      Minha conclusão é a seguinte: Se você está na correria, com poucos dias disponíveis para investir em estadia em outras ilhas, faça os daytrips para ter a experiência de conhecer outros cenários de Galápagos, caso contrário, vá com a lancha em um dia (manhã) e retorne no dia seguinte (tarde). Acaba sendo mais compensador pela taxa de aproveitamento que terá do local, e seu organismo/corpo agradecerá de não ter que encarar 4h num mesmo dia chacoalhando numa lancha em alto mar.
       

       

       

       

       

       
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      PARTE 4 - ILHA ISABELLA
       
      Depois de três dias em Puerto Ayora partimos para a cidade de Puerto Villamil, localizada na Ilha Isabella, a terceira maior cidade do arquipélago. Ao chegar no local já sentimos a ambientação totalmente diferente do local anterior, uma cidade menos desenvolvida e populosa, contudo, nossa preocupação era o desfrute das belezas naturais, logo, isso era irrelevante.
       
      Passamos o réveillon lá e foi uma experiência bem diferenciada, primeiro por estarmos longe da muvuca - algo que odeio, exceto em shows que adoro ir e olhe lá - e segundo pelo caráter rústico da celebração do povo de Puerto Villamil, aliás, há uma tradição bem interessante deles (equatorianos em geral) para a data, eles promovem uma queima de bonecos em tamanho real que representam figuras públicas e o ano que passou, perguntamos para algumas pessoas, que nos disseram que fazia parte da tradição de final de ano para mandar espíritos ruins embora. Simbolizam a purificação e o afastamento da má sorte e das energias negativas do ano que terminou, pois no geral, eles representam eventos marcantes do ano ou personagens importantes, especialmente os relacionados à política e ao entretenimento.
       
      Quase não ceiamos, por conta de um contratempo que tivemos com o restaurante El Velero, aliás, NÃO RECOMENDAMOS ESTE RESTAURANTE. Se por acaso passarem por ele, informem que seis brasileiros que tentaram ceiar no último réveillon mandou beijinhos no ombro, beleza? Aconteceu o seguinte:
       
      Procurávamos um local para ceiar na noite do dia 31/12, e um tiozinho nos indicou o restaurante citado. Fomos ao local pela tarde a fim de certificarmos que havia disponibilidade, POIS BEM, foi garantido que poderíamos chegar ao local às 20h30, até aí tudo lindo. Chegamos no horário combinado, sentamos em nossa mesa e ali aguardamos por um tempo. Quinze minutos se passaram, vinte, trinta, até que a paciência do nosso grupo começou a chegar no limite, principalmente das meninas. Fizemos nosso primeiro reclame, questionando o motivo pelo qual não nos haviam servido nem um tira gosto ou bebida e replicaram com a informação de que haviam poucas pessoas na cozinha, contudo, seríamos servidos em breve. Aceitamos tal posicionamento e voltamos ao level de paciência controlado, porém, a bomba explodiu quando mesas frequentadas por nativos da ilha e que chegaram após nosso grupo foram servidos prontamente. Rapaz, não preciso dizer que a mulherada rodou a baiana até que a situação se tornou insustentável e pegamos nosso dinheiro de volta.
       
      Próximos das 22h, só com um milagre para conseguirmos outro restaurante disponível para ceiarmos, por fim, depois de perambularmos pela rua principal contando nossa experiência fracassada no restaurante El Velero, conseguimos uma ceia nos 48 minutos do segundo tempo no restaurante El Faro. Longe de ser barato, mas era aquilo ou tentar achar algum espetinho de leão marinho em alguma barraquinha! Por fim, ceiamos uma entrada de polvo grelhado no chimichurri, um prato de lagosta no molho de maracujá, um sorvete de chocolate quase derretido e suco de mamão por 35 USD por pessoa. Para uma ceia de ano novo e pelos itens oferecidos, até que não foi de todo mal.
       

       
      CONCHA Y PERLA
       
      Este local foi o responsável por ter provocado a troca da pele de minhas costas inteira, principalmente na incursão que realizamos no dia 31/12, aliás, por este motivo não tive forças o suficiente para aguentar o tranco de ficar altas horas nas ruas de Puerto Villamil. Estupidamente lindo, um dos melhores snorkelings que já realizei na vida, vai, diria que empata tecnicamente com a atividade que realizamos nos Tuneles de Lava, local que detalharei mais adiante.
       
      É uma pequena baía perto do pier de Puerto Villamil, é bem fácil chegar lá, porém, o acesso direto está bloqueado por conta de manutenção na trilha. No entanto, dá para chegar a nado, todavia, todo cuidado é pouco pois há muitas pedras e a corrente é forte em alguns pontos. Recomendamos fortemente que comprem sapatilhas de trilha/nado, um dos casais levou e fez a diferença para eles, enquanto eu me ralei todo. Sugiro adicionar uma camiseta leve para nadar, aqueles de corrida são perfeitas para completar o "kit frescura".
       
      O kit frescura é de suma importância para minimizar que suas costas adquiram uma tonalidade rosa e você saia d'água no melhor estilo sorvete napolitano, sem falar que salvará sua pele literalmente com relação a cortes bobos.
       
      Claro, não deixem de levar um bom snorkel, de preferência de vidro, pois os de acrílico embaçam muito. Dica para snorkels de vidro novos não embaçarem:
       
      a. Passem pasta de dente por dentro e fora e deixe-a de 8-10 dias descansando. Depois limpa e já era!
      b. Pegue um isqueiro e acenda próximo da lente por dentro e por fora. O objetivo é queimar a película de cera que vem de fábrica nos equipamentos novos.
       
      Anotaram aí? Beleza!
       
      Agora, sabe porque queimei minhas costas desse jeito, sem falar na quantidade de rasgos que trouxe para casa? Não fiz a lição de casa e deixei de utilizar os itens do kit frescura. Mesmo tendo passado protetor solar nas costas inteiras, o bonitão aqui perdeu a noção do tempo e ficou fazendo snorkeling por mais de TRÊS HORAS!!! E NÃO ME ARREPENDO NENHUM POUCO, POIS FOI ANIMAL, LITERALMENTE!
       
      Tivemos a oportunidade de nadarmos com uma família de tartarugas gigantes, raias de variadas espécies, sobretudo a manta, uma raia preta gigantesca. Sem falar na quantidade e variedade de peixes que passavam por nós, um pinguim maroto, enfim, até escorreu uma lágrima aqui pois quero voltar para lá AGORA! O local também serve de abrigo para lobos marinhos, aves e muitos crustáceos.
       

       

       

       

       

       
      TUNELES DE LAVA
       
      Este foi o passeio mais caro da viagem, nos custou 75 USD, e tem uma duração aproximada de 4h, além de um lanchinho incluso. Primeiramente, gostaria de afirmar que este passeio é imperdível, desculpem a redundância em informar que tudo foi muito legal e incrível, exceto a ceia do restaurante EL VELERO, guardem bem este nome!
       
      Vocês podem fechar o passeio com uma das agências que há no centro da cidade ou diretamente no hotel, como fizemos.
       
      Fomos com o guia Richard, inteligentíssimo e muito gente boa. O passeio consiste na visita a um acidente vulcânico em alto mar e snorkeling em dois pontos. Toda a lava que ali enrijideceu sem uniformidade nenhuma - óbvio - acabaram formando esta paisagem cheia de tuneis e caminhos, lar de muitos animais endêmicos do arquipélago, sobretudo do tubarão tintonera (tintureira) que procura estas regiões com túneis para descansar quando as águas estão mais frias. Posso afirmar que este passeio foi memorável pelo simples fato de que um leão marinho veio em direção ao nosso grupo e sua decisão foi de interagir e ficar brincando conosco. Foi demais, deem uma olhada nas fotos abaixo:
       

       

       

       

       

       

       

       

       
      VULCÃO SIERRA NEGRA
       
      Um dos dias optamos por uma atividade terrestre, estávamos cansados de brincar de peixinho.
       
      Fechamos diretamente no hotel o trekking no Vulcão Sierra Negra, o mais antigo da ilha e considerada a segunda maior abertura do mundo com 10 km de raio. O passeio é extremamente recomendado para quem está em dia com o condicionamento físico, afinal de contas, é uma jornada que totaliza 16 km ida e volta, portanto, #ficaadica.
       
      O custo do passeio é de 35 USD e há um lanchinho incluso quando atingirem o ponto final da trilha na ida.
       
      Ele é um dos vulcões mais ativos de Galápagos, tendo a mais recente erupção histórica em outubro de 2005. O mais interessante do passeio nem é avistar a cratera e sim o ecossistema num todo, por exemplo, neste trekking caminhamos na lateral da cratera e podemos visualizar pequenas fendas geradas por conta da atividade vulcânica que liberam enxofre na atmosfera. O cheiro não é dos mais agradáveis, mas é bem quentinho próximo destas cavidades!
       
      Outro lance muito bacana é ver a transição do ambiente com terreno de lava seca de milhares de anos atrás passando por áreas mais escuras que estão ali por conta de atividades mais recentes.
       

       

       

       

       
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      PARTE 5 - HOSPEDAGEM E DINHEIRO
       
      Consideramos realizar as reservas de hotel com antecipação, afinal de contas, era semana de festas de final de ano e ficar à deriva não era uma opção. Fizemos todas as reservas através do Booking.com, porém, nos surpreendemos ao chegar e vermos um local que havia muita oferta hoteleira em relação a demanda. Era muito comum no pier de Puerto Ayora encontrarmos representantes de hotéis abordando as pessoas sobre hospedagem.
       
      Nosso custo foi o seguinte:
       
      Hotel España (Puerto Ayora) - 50 USD + taxas , totalizando 60 USD por casal
      Hostal Sula Sula (Puerto Villamil) - 50 USD + taxas, totalizando aproximadamente 60 USD por casal
      Hotel Gardner (Puerto Ayora) - 30 USD por casal
       
      O hotel mais baratinho aí conseguimos negociando localmente com o dono, por conseguinte, cancelamos a reserva que havíamos feito e assim conseguimos economizar um pouquinho. Embora eu já tivesse lido em outros relatos que o custo médio de hospedagem por casal era algo próximo a 30 USD, aceitamos o fato de pagar mais caro por ser final de ano e achávamos que tudo estaria inflacionado por conta disso, ledo engano.
       
      Outra coisa que quero informá-los é sobre dinhero. Tentem levar em espécie já que poucos locais aceitam cartão, exceto restaurantes e lojas da avenida principal de Puerto Ayora e geralmente cobram uma taxa para este tipo de pagamento, além disso, evitem notas de 100 dólares, digo isso por conta da dificuldade em conseguir troco.
       
      Caso consigam, levem bastante trocado, notas de 5, 10 e 50 dólares!
       
      Acho que é basicamente isso, manterei o tópico atualizado conforme for lembrando de algum detalhe que tenha deixado escapar! E não hesitem em contatar, beleza pura?
       

       
      [attachment=0]20150101_215359_1.jpg[/attachment]
    • Por Tallidubast
      Salve, salve galera!
       
      Gostaria de compartilhar com vocês, o relato da viagem INESQUECÍVEL que fiz em Fevereiro de 2017, a Galápagos, Equador.
       
      Confesso que Galápagos não estava nos meus planos, porém foi difícil resistir a uma promoção que a LifeMiles lançou em Maio, 2016. E que bom que eu fui, simplesmente porque Galápagos é INCRÍVEL ! Viajei com 08 amigos mergulhadores, porém, eu não mergulho, ou seja, o relato será proveitoso para os que não mergulham e para aqueles que curtem mergulhar
       
      Vou tentar detalhar ao máximo as informações coletadas durante a viagem e se alguém tiver dúvidas, basta postar nos comentários.
       
      Segue abaixo o resumo do roteiro e dos gastos:
      Roteiro:
       
      16 de Fevereiro: BSB – SP – BOG
      17 de Fevereiro: BOG – QUITO – BALTRA - SANTA CRUZ
      18 de Fevereiro: SANTA CRUZ
      19 de Fevereiro: SANTA CRUZ
      20 de Fevereiro: SANTA CRUZ
      21 de Fevereiro: SANTA CRUZ - ISABELA (trânsito pela manhã)
      22 de Fevereiro: ISABELA
      23 de Fevereiro: ISABELA - SANTA CRUZ (trânsito à tarde)
      24 de Fevereiro: SANTA CRUZ - SAN CRISTÓBAL (trânsito pela manhã)
      25 de Fevereiro: SAN CRISTÓBAL
      26 de Fevereiro: SAN CRISTÓBAL
      27 de Fevereiro: SAN CRISTÓBAL - SANTA CRUZ (trânsito à tarde)
      28 de Fevereiro: SANTA CRUZ - BALTRA – QUITO – LIMA – SP
      01 de Março: SP - BSB
       
      Gastos:
       
      Por pessoa, incluindo todos os passeios, taxas que deverão ser pagas no aero, as passagens de barco (para se locomover de uma ilha para outra), taxi regular, acomodação, alimentação e cachaça ( bem importante) : USD 1.700,00.
       
      Passagens aéreas: BRL950 (SP – Santa Cruz) + BRL350 (trecho interno BSB-SP-BSB).
       
       
      Informações básicas sobre Galápagos
       
      As Ilhas Galápagos localizam-se no Oceano Pacífico a cerca de mil quilômetros da costa da América do Sul e fazem parte do território do Equador sendo, administrativamente, uma das 24 províncias do país (Província de Galápagos).
      O arquipélago que compreende o conjunto das Ilhas Galápagos, que são de origem vulcânica, é formado por dezenas de ilhas e rochedos, sendo treze ilhas maiores (entre 14 a 4 588 km²), seis ilhas menores, e dezenas de ilhotas e rochedos, que totalizam uma área terrestre de 8 010 km². O arquipélago se distribuí por uma área oceânica de 59 500 km², somando 140 555 km² de mar territorial ao Equador. (fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Gal%C3%A1pagos).
       
      Quatro das ilhas são habitadas: Santa Cruz, Isabela, San Cristobal e Floreana. No caso, visitamos as três primeiras.
       
      Trânsito entre as ilhas:
      O trânsito entre as três ilhas principais (Santa Cruz, Isabela e San Cristobal) pode ser feito por barco ou avião. Pelo ar, custa em torno de USD 175 o trecho, leva uns 30 minutos e é possível ir de qualquer uma das três ilhas para outra sem dificuldade. A grande restrição (além da financeira!) é que somente é permitido levar 15kg de mala.
       
      Por mar, o trecho custa USD 30 e demora cerca de 2,5h. O grande inconveniente, no entanto, é que não existe barco ligando Isabela a San Cristobal direto. Para transitar entre essas ilhas, é preciso passar por Santa Cruz. Os horários dos barcos são os seguintes:
       

       
      Clima:
      As Ilhas Galápagos podem ser visitadas o ano todo (devido ao clima ameno) e apesar de ter lido em vários sites que a estação chuvosa vai de Janeiro a Abril, não presenciei um momento de chuva. Muito pelo contrário, foram dias ensolarados e BEM quentes (sensação térmica de 40 graus estilo verão no RDJ).
       
      Moeda:
      Desde o ano 2000, o Equador assumiu o dólar americano como moeda corrente devido à grande crise político-econômica enfrentada no final da década de 90 e que acarretou em uma recessão profunda, com grande inflação e desvalorização do Sucre – antiga moeda equatoriana. (Fonte: https://sundaycooks.com/qual-moeda-levar-para-o-equador/).
       
      Língua:
      A língua oficialmente falada no Equador (e em Galápagos) é o espanhol. Infelizmente, pouquíssimas pessoas incluindo os guias falam inglês (e muito menos português). Eu utilizei bastante o portunhol, hahaha, passei alguns perrengues, mas deu tudo certo no [email protected]
       
      Voltagem:
      110 volts
       
      Documentos obrigatórios:
      Passaporte, que deverá estar com a validade mínima de 06 meses, com 02 (duas) páginas em branco (preferencialmente centrais, ou uma frente a outra).
       
      Vistos:
      Brasileiros estão isentos de visto de turismo para permanência de até 90 dias.
       
      Vacinas:
      Obrigatório o certificado de vacina contra Febre Amarela – CIV (Certificado Internacional da Vacina), que deve ser tomada pelo menos 10 dias antes do embarque. **Gostaria de mencionar que foi cobrado o cartão de vacinação logo no check-in. Tinha uma rapaz no balcão ao lado que não conseguiu embarcar, por não ter o cartão de vacinação contra a febre amarela
       
      Taxas:
      Obrigatório pagar USD20 no aeroporto em Quito e USD50 em Santa Cruz.
       
      Importante levar:
      Adaptador de tomada mundial, protetor solar, bota para trilha, roupas leves, um casaco quente para não morrer de frio no aeroporto, produtos de higiene pessoal, equipamento para fazer snorkel e trajes de banho. Obviamente eu levei mais um monte de coisas, porque não queria ter que comprar nada lá, já que é cobrado em dólar!
       
       
      Hospedagem: SEM RESERVAS DE ACOMODAÇÃO EM GALÁPAGOS
       
      Pela primeira vez na vida, viajei sem uma reserva sequer. Como fui com um grupo de amigos, decidimos procurar acomodação na hora. Essa decisão foi tomada, baseada em relatos de viajantes que disseram que era muito mais barato. E realmente foi! Por exemplo, um quarto com AC + água quente + TV + frigobar, em uma pousada simples no booking sai por +ou- USD60 + impostos. Encontrei quartos com o mesmo perfil por USD40 (duas pessoas), sem café da manhã. Aliás, é muito raro encontrar pousadas que servem café incluído no preço da diária!
       
      Outra coisa interessante é que muitas pousadas cobram por pessoa, dando pouco ou nenhum desconto para quarto triplo, por exemplo. Apenas o quarto individual costumava ser um pouquinho mais caro, algo em torno de USD 25 dólares.
       
      Em Santa Cruz, ficamos na pousada Costa del Sol. Simples, mas muito perto do porto e da rua principal. A dona era meio doidinha e a temperatura do chuveiro oscilava, mas, no todo, acho que valeu a pena. Pagamos USD 40 no quarto de casal.
       
      Em Isabela ficamos na pousada Paraíso de Isabela. Reservamos essa pousada através de uma agência em Santa Cruz, dois dias antes. Ao chegar no porto de Isabela, tinha uma pessoa nos esperando para nos levar ao hotel. Chegando lá, os quartos ainda não estavam prontos, o que foi um grande problema pois tínhamos um passeio às 11h e precisávamos nos arrumar. Vimos essa mesma desorganização em outros dias. O quarto em si era bom, limpo, com ar condicionado e água quente. Localização era ok (Isabela é bem pequena). Pagamos USD 40 no quarto de casal.
       
      Em San Cristóbal nos hospedamos no Hostal Enmanuel. Padrão muito parecido com os demais: AC, água quente (morna, no caso), sem café da manhã e excelente localização. Também pagamos USD 40 o casal.
       
       
      Sem mais delongas, vamos ao que interessa...
       

       
       
      Dia 1
      Foi um pouco cansativa a viagem, como a passagem foi comprada em uma promoção, tinham várias conexões! Saí de BSB e fui até GRU. De GRU voei até Bogotá, depois fui para Quito e em Quito, peguei mais um avião até Santa Cruz (24 horas pulando de aero em aero). Os voos foram tranquilos (sem grandes turbulências) e não tenho nada a mencionar de especial, em relação ao serviço de bordo da AVIANCA. Em Quito tive que pagar a primeira taxa de USD20 e passar pela primeira inspeção de malas (sim, tiveram muiiiiitas). Mala despachada, finalmente estava bem perto de Santa Cruz lol Enquanto esperava o voo, experimentei a cerveza mais famosa do Equador "CLUB" (USD2.50). A cerveja é bem gostosa e lembrou muito a "Stella Artois".
       

       
      Cheguei no aero em Baltra no dia 17 de Fevereiro, aproximadamente às 16:00 horas. Para chegar no porto que liga Baltra a Santa Cruz, é preciso pegar um ônibus da companhia aérea no aeroporto (de graça). Depois, para atravessar para Santa Cruz, deve-se pegar um boat (US1). Já em Santa Cruz, é possível pegar ônibus (USD 1,8 + USD 1) ou taxi até o centro de Puerto Ayora. Como queríamos passar na fazenda que tem tartarugas gigantes já na chegada, optamos por taxi. Nos cobraram USD 50 do porto para Puerto Ayora, com parada de 1,5h no Rancho El Chato 2. Na volta conseguimos por USD 25 ãã2::'>
       
      Destaco que o trajeto Puerto Ayora-Baltra pode levar bastante tempo, portanto, no retorno, recomendo reservar ao menos três horas para fazer o caminho com segurança.
       
      Foi lindo chegar em Santa Cruz após ter prestigiado o mar de águas azuis lá de cima e ver iguanas amarelas tomando sol pelo trajeto até a entrada do aeroporto... Massss, a bagagem de uma das integrantes do grupo não chegou (enviaram para Guayaquil) e foi bem estressante resolver (Fica a dica: verifique se o destino na etiqueta da mala está correto).
       

       

       

       
      Após chegarmos no porto em Puerto Ayora, decidimos conhecer RANCHO EL CHATO 02 (USD3). Explico que, como estava no caminho e provavelmente não teríamos outra oportunidade para conhecer o lugar, fechamos 02 taxis (USD50 cada taxi) e fomos conhecer as tartarugas gigantes.
       
      No Rancho El Chato conseguimos ver as tartarugas gigantes de pertinho. Existem muitas, mas muitas tartarugas gigantes caminhando por todos os lados. Todos os visitantes devem calçar uma bota de plástico cano alto, e é recomendável chegar apenas a 02 metros das tartarugas, Nesta mesma chácara, há túneis de lavas, e é possível entrar nos túneis. Experiência inesquecível, recomendo!
       

       

       
      Dia 02
       
      Acordei bem cedo e fui procurar um local para tomar o desayuno. Como eu disse anteriormente, a maioria das pousadas não fornece café da manhã. Bem perto da pousada tinha uma outra pousada chamada "Pousada de Espanha", e eles serviam café lá. Paguei USD5 por 03 torradas, ovo mexido, café e um copinho de fruta picada. O atendimento não foi muito bom, além de ter demorado um pouco, achei que veio pouca comida. Outra coisa, o café é servido geralmente, entre 07:00 ás 09:00.
       

       
      Após o café, a turma toda foi conhecer a Playa de Los Alemanes e Las Grietas.
    • Por EDJr Edmir Junior
      Paz, amigos!
       
      Escrevo meu 2º relato para o Mochileiros.com com muito prazer e entusiasmo. Nada mais que uma retribuição à esta plataforma que tanto me ajudou na realizações de sonhos.
       
      Dessa vez, relato minha viagem ao arquipélago de Galápagos, no Equador, onde estive de 09 a 22/12/2015, em companhia ao amigo fotógrafo argentino Gustavo Roger Cabral.
       
      Fiz em formato meio texto, com informativos e afins, pois sempre faço uma espécie de "livro" para mim mesmo, do qual grande parte foi retirado para fazer esta postagem, mas não tirando informações e dicas importantes a quem planeja visitar esse paraíso da natureza ímpar.
       
      Tomara que consigam viajar até lá lendo este, tanto quanto eu (novamente)! Desfrutem!
       
       
      [flickr]© EDJr_4703 - title by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr]
       
      O ARQUIPÉLAGO: Há dois significados para Galápagos em espanhol: cágado e sela! Está distante em cerca de 1000 km da costa equatoriana e possui cerca de 30 mil habitantes, concentradas nas 04 maiores ilhas: Isabela, Santa cruz, San Cristóbal, Fernandina e Baltra (por conta do aeroporto), sendo que praticamente 50% residem em Santa Cruz. De origem vulcânica e com atividade sísmica, é composto por 13 ilhas principais e mais de 100 ilhotas e rochedos emersos, totalizando quase 8.000 km².

       
      A fauna endêmica conta com várias espécies de invertebrados, répteis e aves, incluindo a tartaruga-das-galápagos, iguanas marinhos e terrestres, o cormorão-das-galápagos, o singular pinguim-das-galápagos e 13 espécies de tentilhão-de-Darwin ou Darwin’s Finch (pássaros famosos que foram alvo de estudos de Charles Darwin). As tartarugas de Galápagos, ou tartarugas gigantes (Chelonoidis nigra), são as maiores espécies vivas de tartarugas no planeta, localizadas principalmente na Ilha de Santa Cruz. Quanto aos lobos marinhos, é necessário cautela! Estes animais protegem os seus haréns e podem dar dentadas perigosas, potencialmente fatais. Fique afastado de colônias de lobos marinhos e se um deles se aproximar, saia para longe da colônia. Apenas os adultos são perigosos. Mas nadar com lobos marinhos é uma das partes mais interessantes da viagem! Na maioria dos casos, a vida selvagem das Galápagos ignora a sua presença, mas caso seja notada significa que você está muito perto dela. Veja um mapa de fauna de Galápagos: http://www.mediafire.com/view/f8336c2xp13deid/mapa_fauna.gif
       

       

       
      Um controle estrito do acesso dos turistas é mantido num esforço de proteger o habitat natural e todos os visitantes devem ser acompanhados por um guia certificado pelo parque. Em geral, o crime não é um problema nas Galápagos. Mas atenção deve ser dada, pois há relatos de itens desaparecerem das mochilas e de cabines durante os mergulhos. Logo, é aconselhável manter os seus pertences em sacos fechados e se possível escondidos. Pelo perigo de introdução de espécies que serão nocivas ao meio ambiente local, quando viajar para as ilhas não traga nenhuma planta ou animal. Revistas de malas e lacre das mesmas são realizadas nas entradas e saídas das ilhas, para controle biológico.
       
      Visitar Galápagos não é barato, devido às restrições ao viajante e à posição remota do arquipélago. É possível chegar de avião via Guayaquil ou Quito, ou de barco particular com autorização do parque para visita em mais de um lugar.
       
      HISTÓRIA E IMPORTÂNCIA: As ilhas foram encontradas por volta do século XVI e em 1835, aportava aqui o navio "H.M.S. Beagle" do capitão Robert Fitz Roy (sim, o mesmo que dá o nome ao Cerro Fitz Roy na Patagônia Argentina, mais precisamente em El Chatén!) trazendo consigo o naturalista Charles Robert Darwin. Este coletou amostras de flora e fauna e fez estudos por meio de observações, que o inspiraria posteriormente para a criação da Teoria da Evolução. Por isso, o Galápagos é muito popular entre historiadores, biólogos e amantes do mundo natural. O ecossistema possui um equilíbrio ímpar, mundialmente conhecido por sua vida selvagem, em que os animais podem ser vistos de muito perto, não se intimidando com a presença humana por não a considerarem como ameaça.
       

      Para preservar as espécies endêmicas, o governo do Equador criou o Parque Nacional de Galápagos em 1959, extinguindo o caráter penal da região e o interesse americano de transformá-la em uma base militar, iniciando a atividade turística em 1960. Em 1979, as ilhas foram declaradas Patrimônio Mundial pela Unesco e Reserva da Biosfera em 1985. Em 1987, uma área de 15 milhas náuticas em torno do arquipélago foi transformada na Reserva Biológica Marinha Galápagos.
       
      Baseado no texto do Guia de Viagem Galápagos (fornecido por Decolar.com): ainda com toda a conscientização e ação na preservação, a biodiversidade local sofre com a competição de milhares de espécies invasoras animais e vegetais introduzidas pelo homem, como pombos, mosquitos, formigas, cabras, ratos, goiabeiras e amoreiras, além do histórico de caça predatória e destruição do ambiente. Atualmente, está ameaçada pelo crescimento do turismo. Vários projetos vêm buscando recompor o ambiente e erradicar espécies invasoras com apreciável sucesso. Mais de 50% de suas plantas vasculares nativas ainda são consideradas oficialmente ameaçadas e quase 50% de seus vertebrados estão em idêntica situação.
       
      MOEDA: dólar estadunidense (US$). O equador o adotou como moeda oficial em 2000, que substituiria o Sucre (ECS$). Um amigo que encontrei em Isabela disse que nessa época de mudança fora um caos no país, pois as pessoas que possuíam muito dinheiro, repentinamente ficaram com poucos dólares, outros perderam tudo e até ocorreram muitos suicídios . Ainda circulam moedas oficiais de Sucre, com valor igual ao dólar: ECS$ 0,15 = US$0,15 ou 15 cents!
       
      A cotação com a qual viajei ficou em torno de R$4 para US$1 , pois fora o que paguei na casa de câmbio aqui no Brasil antes de ir e que se manteve até eu voltar. ATENÇÃO! Notas de US$100 não são aceitas em Galápagos ou no Equador.
       
       
      REGRAS DO PARQUE NACIONAL GALÁPAGOS:
       
      As regras oficiais são:
       
      • Para visitar o Parque Nacional você deve sempre estar acompanhado de um guia autorizado pelo Parque Nacional. (Fora das cidades todos os visitantes têm que ser acompanhados por guias, e só são permitidos visitantes em terra do nascer do sol ao pôr-do-sol; Caminhadas são restritas em todo o parque, mas locais como o Muro de Las Lágrimas em Isabela e o Cerro Tijeretas em San Cristóbal podem ser visitados de forma independente).
      • O ambiente de Galápagos é único e frágil. Faça apenas fotos e vídeos. Filmagens profissionais devem ser autorizadas pelo Parque Nacional.
      • Por favor, mantenha-se nos limites das trilhas, para a sua segurança e da fauna e flora.
      • Para que não se afete o comportamento selvagem natural, evite ficar mais próximo do que 2 metros dos animais.
      • Acampar só é permitido em locais específicos. Se você deseja acampar, você deve primeiramente obter uma permissão do Parque Nacional de Galápagos.
      • Ajude a conservar cooperando com as autoridades em suas inspeções, monitoramento e atividades de controle. Avise sobre quaisquer anormalidades ao Parque Nacional.
      • Não introduza organismos estrangeiros às ilhas, já que eles podem trazer um impacto negativo no ecossistema.
      • Por favor, não compre souvenirs que são feitas de coral negro, conchas do mar, dentes de leão marinho, cascas de tartaruga, rochas vulcânicas ou madeiras endêmicas.
      • Os animais de Galápagos possuem o seu próprio comportamento alimentar. Alimentá-los pode ser prejudicial a saúde deles.
      • As paisagens de Galápagos são lindas e únicas. Não as estrague escrevendo ou rabiscando rochas ou árvores.
      • Não jogue lixo enquanto estiver nas ilhas. Sempre acomode seu lixo de um modo seguro e apropriado.
      • Fumar ou fazer fogueiras no parque nacional é proibido e pode causar incêndios devastadores.
      • Pescar é estritamente proibido, exceto naqueles barcos especificamente autorizados pelo Parque Nacional de Galápagos.
      • Andar de jet ski, submarinos, skis e turismo aéreo são proibidos.
       
       
      PRÉ-VIAGEM
       
       
      O CONVITE: Eu recebera o convite em Janeiro de 2015 para viajar a Galápagos do amigo Argentino, o fotógrafo Gustavo “Roger” Cabral, que conheci em outra mochilada em 2010/2011, lá na Montanha Chalcataya em La Paz, Bolívia. Quem diria que iríamos nos encontrar novamente para fotografar?

       
      Eu hesitei a princípio, pois havia a intenção de viajar para o Pantanal Mato-Grossense em Julho de 2015 ou pretendia economizar mais um pouco para ir a minha tão sonhada Patagônia no primeiro semestre de 2016. Refleti um pouco mais e senti que para minha carreira de fotógrafo essa seria uma grande oportunidade, além da realização de um sonho antigo de poder acompanhar alguém mais experiente e também na ativa da fotografia.
       
      Pesquisei brevemente sobre Galápagos. Sim, confesso que somente ouvira falar de lá por conta das famosas tartarugas gigantes. Fiquei alvoroçado pela minha ligeira pesquisa e saber a riqueza desse santuário da vida animal selvagem. Minha namorada Ana me ajudou muito a decidir sobre a questão, pois era um lugar caro para mim, a começar pela passagem aérea. Enfim, estava decidido! Não sabia como seria, mas que eu iria ir, de uma maneira ou outra.
       
      Assim, estava marcado de que em Julho/2015 sairia esta viagem e que em breve compraríamos as passagens aéreas. Pouco tempo depois, Gustavo me dissera que a viagem mudaria para Dezembro/2015. Melhor, pois assim eu teria mais tempo para economizar dinheiro. EM setembro ele me aviso que comprara as passagens para saída no dia 09/12 e volta no dia 22/12/2015.
       
      Descobri depois que no inverno (julho) as águas estão mais frias em Galápagos, a vida marinha não é tão ativa, mas as aves estão em reprodução e mais agitadas em busca de alimento, além de o clima ser mais fresco – um fator importante, pois sou um amante das temperaturas mais baixas. Já no verão, o mar está mais quente na região. Logo, a vida marinha é mais rica, mas também, o calor é forte – em plena área da linha do Equador!
       
      A PASSAGEM AÉREA: Assim que confirmada a sua passagem, comprei as minhas passagens da empresa TAME no Decolar.com com as mesmas datas, conseguindo algo que me economizou em cerca de R$500. De R$3300,00 consegui pagar R$2800, em uma promoção para fechar a aeronave (últimos lugares). Os voos para Galápagos eram sempre em escalas, não importavam os preços. No mínimo, uma parada em Guayaquil (a maior cidade do Equador) ou Quito (capital federal) antes de partir a Galápagos, juntamente com alguma espera. Meu itinerário ficou assim:
       

       
      IDA (09/12/15): SP (GRU) 03:00h --> QUITO (UIO) 05:40h ; QUITO 09:00h --> GUAYAQUIL (GYE) parada técnica de 1h ; GUAYAQUIL --> BALTRA (GPS) 11:30h.
       
      VOLTA (22/12/2015): BALTRA 12:30h --> GUAYAQUIL 15:20h ; GUAYAQUIL 19:00h --> QUITO 19:50h ; QUITO 06:00h --> LIMA parada técnica de 1h ; LIMA --> SP (GRU) 16:50h.
       
      Estava encaminhada a viagem! Comecei a me preparar: comprei equipamento para snorqueling, bolsas estanques, protetor solar FPS 50, etc. Também iniciei a reunir os documentos, tirar passaporte, comprar dólares e fazer o seguro de meus equipamentos. Eu treinava snorqueling na piscina sempre que podia, juntamente com as bolsas para fotografar e filmar debaixo da água, pois não sabia como seria juntar todas essas ações isso de uma vez.
       
      Desde o início, no planejamento e pesquisa, estava tranquilo e sem ansiedade, somente maravilhado com o que lia, assistia e pesquisava sobre o arquipélago equatoriano. A uma semana da viagem, a ansiedade e nervosismo começaram naturalmente a aparecer.
       
      A GRANA: Um total de US$1000 em espécie fora espalhado pela mochila e um pouco na doleira (money belt), deixando também cerca de US$500 na minha conta corrente no Banco Bradesco, e mais US$350 no limite do cartão de crédito Credicard Mastercard. O dinheiro na conta corrente, eu separei exclusivamente para pagar as despesas com hospedagens, visto que já liberara e autorizara em minha própria agência, o uso do cartão no exterior das funções de débito e de saque em caixas eletrônicos, já que este possuía a bandeira Plus. FURADA! Nada funcionou! Não conte com isso! O banco me avisou que estava tudo certo e ok! Mas, até cheguei a ir ao Banco do Pacífico em Santa Cruz, onde a atendente ligou na Visa e eles informaram que não havia nenhuma autorização para uso no exterior. Fiquei na mão com esse dinheiro! Minha sorte foi de que consegui administrar bem o dinheiro nos dias que permaneci em Galápagos e também de o cartão de crédito funcionar perfeitamente para me salvar dessa situação que o Bradesco me proporcionou. Em 2013, na Argentina, eu levara meu cartão de conta corrente do Banco Itaú e, nas próprias agências do Itaú em Mendonza e em Buenos Aires, eu não consegui sacar nem utilizar débito, mesmo autorizando e realizando o aviso viagem previamente. Minha namorada passou por algo parecido com o Banco do Brasil na mesma ocasião. Sinceramente, não confio mais em cartão para viajar! Tem que levar $$$ mesmo! Esconda, divida-o, mas leve grana em papel mesmo!
       
      FAZENDO A MALA: Levei pouquíssimas roupas e exclusivas para verão, pois minha mochila cargueira estava mais destinada ao equipo de snorqueling e de fotografia, que ocuparam grande espaço. Levei algumas camisetas sintéticas por serem fáceis de lavar no chuveiro e também porque secam rapidamente, são leves e ocupam pouco volume, além de duas bermudas e uma sandália tipo “papete” da Timberland com tendência trekking,com solado para trilha e de secagem fácil. Foi perfeita e essencial! Óculos escuros (indispensável!), chapéu (não boné, para proteger também as orelhas e a nuca do sol), etc. Aqui, disponibilizo o arquivo de tudo que levei: http://www.mediafire.com/view/rmnaoolqmkghj5g/O_que_Levar_-_GAL%C3%81PAGOS.docx
       

       
       
      A VIAGEM
       
       
      A “MORGADA”: Em Guarulhos, chegava a hora! Check-in realizado às 01h50. Eram 02h45 quando entrei na área de embarque. O voo sairia às 03h. Travei na aduaneira. Saí correndo para o portão, ao qual cheguei às 03h02. O voo partira... As atendentes me disseram que a aeronave já não estava mais ali e me questionavam onde eu estava. O chão caiu... fiquei atordoado... sem reação... Tanta espera e preparação, para isso?!? Não era possível! Não estava acontecendo isso de verdade... não acreditava... Um pouco do que escrevi, ainda em viagem, sobre o ocorrido:
       
       
      Resumindo, saí de Guarulhos às 18h20 e aterrissaria em Lima às 20h30 no horário local (ou 23h30 em horário brasileiro). Cheguei a Quito às 23h40, duas horas após partir da capital peruana. No aeroporto Mariscal Sucre, resolvi cochilar um pouco já que o balcão de atendimento específico abriria às 04h, conforme me informei por lá. Mas me atentei à recomendação de estar na fila o quão cedo, pois esta se enche rápido e o atendimento fica demorado. Meio Dormindo e vigiando minhas mochilas, como passei frio nesse lugar! Não tinha levado blusa ou alguma camiseta de manga comprida.
       
      Entrei na fila pouco mais das 03h30 e fui informado por funcionários que o guichê abriria às 05h e não às 04h. Arrrghhh! Mais uma hora na fila! Depois, passei pelo equipamento de raios-X do guichê de Galápagos e paguei a taxa de US$20 da Tarjeta de Control de Tránsito – o controle de pessoas que vão à Galápagos (pode ser previamente cadastrado no site http://www.gobiernogalapagos.gob.ec). Depois, corri para realizar o check-in na Tame e já entraria para a “famosa área de embarque” (Sem vacilos desta vez, não?!?). Assim,às 05h45 embarcava, parava em Guayaquil por 45 minutos às 07h30 para abastecer e às 09h chegava em Baltra.
       
      NOTA: ACERTE O RELÓGIO! O fuso horário de Quito e Lima diferem em -02h em relação à Brasília e Galápagos está a -01h em relação ao horário de Quito ou -3h em relação à Brasília. Mas, por conta do horário de verão brasileiro ocorrido geralmente entre outubro e fevereiro, -1h é acrescentada. Desse modo, nessa época, se em Galápagos forem 16 horas, em Quito e Lima serão 15 horas e no Brasil, 12horas (meio-dia).
       

      Minha primeira visão de Galápagos (possivelmente Ilha Seymour Norte ou Ilha Baltra): linda cor das águas !
       
      SOL FORTE: Galápagos é muito quente em dezembro e a radiação solar é forte. Protetor solar é indispensável! Não venham com a história de que não precisam, pois até os guias nativos utilizavam o bendito creme! Para os mais claros que queimam com facilidade (como eu!), uma loção pós-sol e um creme hidratante no fim do dia ajuda e muito. Somente fora um dia em que fiquei ardendo de incomodar mesmo (mas durou somente um dia), pois não passara protetor solar durante a viagem de barco a uma das excursões. Passei somente depois, no meio do passeio. Logo, devido à combinação de Protetor solar Sundown FPS 50 + protetor solar labial + loção pós-sol Sundow Aloe Vera (esse funciona bem :'> :'> !) + creme hidratante (em alguns dias) = fique tranquilo quanto ao sol forte do arquipélago!
       
      Após desembarcar no Aeroporto de Baltra, é paga a taxa de entrada ao Parque Nacional Galápagos: US$100 para estrangeiros, US$50 para Mercosul e US$25 para equatorianos. ATENÇÃO! Somente por dinheiro em espécie (efectivo!). Carimbo no passaporte de Galápagos (êêêê!!! ) e rumo à saída para a Ilha de Santa Cruz. Baltra é muito árido! Seco, quente e cheio de cactos! Putz! Suava na sombra! Habitat ideal para as iguanas terrestres. Até vi uma no meio do caminho, da janela do ônibus!
       

       
      NOTA:AEROPORTOS EM GALÁPAGOS! Há três aeroportos no arquipélago: dois internacionais, em Baltra e San Cristóbal, além de mais um em Isabela, que creio ser apenas local. Após sair do prédio do aeroporto Seymour de Baltra, meu acesso em Galápagos, toma-se um ônibus gratuitamente das empresas aéreas (Tame, Lan, etc.) até o Canal Itabaca, onde um táxi aquático (ou ferry boat) leva a pessoas para ir a Santa Cruz por US$1 a US$2, com tempo de uns 5 a 10 minutos, mais a demora para carregar as bagagens e a espera do dono da embarcação para conseguir encher o seu transporte. Após desembarcar, é possível ir ao centro de Puerto Ayora via táxi pela média de US$20 a corrida, ou via ônibus urbano por US$3, sendo um pouco mais demorado, por cerca de 50 minutos. Dica que levei comigo de outros Mochileiros: Se for voltar pelo aeroporto de Baltra, reserve umas 03 horas para fazer esse caminho e passar a revista das malas, etc.
       



       
       
      ILHA SANTA CRUZ – parte I
       
      [flickr]© EDJr-4455 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr]
      Cais (Embarcadero) de entrada em Puerto Ayora –Ilha de Santa Cruz
       
      A capital do Cantão de Santa Cruz, Puerto Ayora, possui desenvolvimento urbano, além de clima e estrutura turísticos, com vias pavimentadas e com grande variedade de hotéis, restaurantes, bares, lojas de artesanatos e a maior parte das agências turísticas. É também o local de partida dos cruzeiros por Galápagos.
       
      PASSEIOS EM VISTA/DISPONÍVEIS NA REGIÃO: Centro de Pesquisas Charles Darwin, mergulho de batismo (“Discovery”), Tortuga Bay,Laguna de Las Ninfas,Cerro Dragón, Los Gemelos, Rancho Primícias, Túneis de lava, peixaria, Las Grietas Ilha de Santa Fé, Playa El Garrapatero.
       
      Desci do ônibus no porto de Puerto Ayora,a maior cidade de Galápagos e o centro urbano com maior infraestrutura turística, com muitas hospedagens, restaurantes, bares e agências de viagens.Pode-se fazer de praticamente tudo a partir desta cidade: Cruzeiros, mergulhos e passeios nas outras ilhas. Mas os preços podem variar caso deseje ir visitar outra ilha. Exemplo: um passeio em Isabela era mais barato diretamente em Puerto Villamil (cidade da ilha) do que se contratasse em Puerto Ayora. E, caso fizesse isso, geralmente, teria que dormir uma noite em Isabela por conta dos horários da lanchas que viajam entre as ilhas e pelo fato das excursões saírem sempre pela manhã cedo.
       
      ATENÇÃO! As lanchas entre as ilhas partem somente em dois horários: pela manhã bem cedo (06h/07h) ou depois do almoço (14h/15h).
       
      HOSPEDEI-ME no Hotel España (Hostal España) ao preço diário de US$25 em espécie ou US$27,75 no cartão de crédito com 12% de imposto (IVA). Não encontrei outro hotel tranquilo e seguro com melhor preço, somente mais caros. Não procurei muito, pois estava acompanhando Gustavo e ele decidira ficar ali. O hotel é muito bom, simpático, limpo e acolhedor. Com uma cama grande de casal, banheiro, TV a cabo e ar condicionado. Internet via WI-FI somente na área comum, em poucas vezes pegara no 1º e 2º pisos. Mas a internet é lenta por lá. Carregar vídeos pelo WhatsApp pode tomar certa paciência.E se conseguir! Como em nenhuma hospedagem em que fiquei (ou mesmo que vi ou li) em Galápagos, não incluía café-da-manhã (desayuno). Mas era oferecido a US$5 uma alimentação matinal bem gostosa com café, leite, pão, manteiga, goiabada, ovos mexidos, um copo de suco e salada de frutas. Em outros lugares, o café era o mesmo preço ou havia até mais barato, por US$3, que somente compensa se a pessoa for de comer muito pouco ou quase nada.Mas o que matava naquele lugar era ter que se hospedar a partir do 3º piso. Muitas escadas, curtas e íngremes. Cansa muito! Podem pesquisar! Muitos reclamam disso pela internet! E não é papo de preguiçoso, não! Falo sério! Quando se anda o dia todo, o cansado é grande e a última coisa que deseja é ter inúmeros degrauzinhos até o quarto. Eu me hospedei em vários níveis enquanto estive neste hostal e era uma alegria quando o atenciosíssimo atendente Mário conseguia um quarto nos andares inferiores! Assim como era uma tristeza, quando me colocou no último andar! Ainda, assim, recomendo muito o Hotel España com toda a atenção prestada, dicas de passeios, conforto e tudo o mais!
       
       
      1º DIA– 10/12/2015 - DESCOBERTA DA CIDADE E CONTATO COM A VIDA ANIMAL LOCAL
       
      Estava quebrado pela viagem de mais de 18 horas e por dormir mal e muito pouco, em intervalos . Fomos almoçar na Calle Charles Binford, a chamada calle de los kioskos. Só comi por lá em Santa Cruz, pois os restaurantes na Av. Charles Darwin eram para gringos! Por US$5: comida farta! Sopa de entrada, arroz, carne de vaca e patacones! Patacones, desconhecido para mim, aparentemente são bananas prensadas e fritas, servidas em formato circular. Muito gostoso, porém enjoei rápido daquilo...Também é possível encontrá-las em formato de salgadinho industrial (como Ruffles, Cheetos, etc.), à venda nos kioskos ou supermercados.

       
      Sugeri irmos à Estação Científica Charles Darwin, no final da avenida de mesmo nome do famoso naturalista. Ainda que “moído”, foi interessante passear por lá. GRÁTIS. Ainda que a maior parte do lugar estivesse fechada e com a impressão de abandonado (nos disseram que estavam “em manutenção”), pudemos ver de longe (pois estavam em parte murada) algumas iguanas-amarelas terrestres (Conolophus subcristatus) e tartarugas galápagos, além de vários pássaros, grilos e lagartos. Depois, fomos a uma praia próxima (creio ser La Ratonera). Perto da estação, há alguns pontos de praias, onde algumas são possíveis de entrar, outras não por causa de pedras e corais dificultarem o banho. Por lá, pudemos fotografar os grandes caranguejos vermelhos “Zayapa” (Grapsus grapsus) e também as iguanas marinhas (Amblyrhynchus cristatus).
       


       
      A iguana é quase um dinossauro! As adultas são enormes e com corpo escamoso todo rachado, fungando (exalando) água salgada pelas narinas. Algumas são escuras, outras avermelhadas e outras possuem um tom verde por conta da água. Os caranguejos eram chatos! Mal se chega perto, eles já.... Fiuuuuu .....sumiam! Não pudemos ver o sol se pondo, pois o tempo estava nublado, assim como em vários momentos em Galápagos. Afinal, é verão, não?
       
      [flickr]© EDJr-3365 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr]
       
      [flickr]© EDJr--8 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr]
       
      Gustavo me disse que havia feito uma excursão no dia anterior à minha chegada a US$35, chamada Tour de La Bahía ou Bay Tour. Consistiu em ir a alguns pontos locais, com caminhada, snorqueling na Loberia e finalizou com uma rápida ida a Las Grietas. Gostou tanto deste último lugar que voltaria a visitar os paredões por mais três vezes!
       
       
      2º DIA - 11/12/15 - 1º MERGULHO EM ÁGUA PROFUNDA
       
      No hostel, tive que acordar o Gustavo (A primeira de muitas vezes !), que me disse para aguardá-lo na recepção abaixo. Lá estava ele, meio atrapalhado com suas tralhas. Como não o conhecia, morri de rir ao ver ele, com botas pretas, shorts preto apertado, chapéu de pescador e máscara com respirador de snorquel pendurados no pescoço. Hilário a figura, uma caricatura ! Sei que, de primeira, não gostei muito do muchacho não , devido a primeira atitude que vi dele: estava tudo tranquilo onde eu o aguardava, uma área de descanso do saguão com redes e grama sintética, até tinha uma moça mexendo no celular bem quieta. De repente, o Gustavo chega “causando” com aquele andar desengonçado e... POF!!! Jogou as suas nadadeiras com força no chão, gerando um estalo que fez a moça pular e olhar de canto de olho para ele !
       

       
      Às 09 horas da manhã estávamos no supermercado frente ao porto para comprar água, um pão doce, bananas e cerveja (ideia do boludo! ). No porto se toma um táxi aquático a US$1 e após 05 minutos, somos deixados em uma plataforma de concreto, onde se inicia uma trilha curta em uma região árida, com presença dos cactos com troncos Nopal ou Chumbera (Opuntia echios).
       



       
      Passa-se a Playa de Los Alemanes e mais à frente, chega-se a Las Grietas! São uns paredões enormes que formam um desfiladeiro com a água do mar que adentra em um tom azul/verde, tendo uma profundidade de aproximadamente 20 metros .
       
      Um fato cômico! Estava comendo o pão em um banco no porto e aí surgiu um pássaro, um dos tentilhões de Darwin (lá são chamados de Pinzón – maiores informações sobre podem ser encontradas em: http://labs.icb.ufmg.br/lbem/aulas/grad/evol/darwin/tentilhoes.html).
       
      Depois aparecera outro e após, mais outros. Repentinamente, estavam vários me olhando com desejo do pão. Bem, eu não daria nada a eles já que estava em um local com pensamento cultural de preservação das espécies endêmicas e não iria alimentar nada com comida desapropriada. Ok! Tudo bem! Logo, um pássaro investiu e pulou na minha mão, roubando-me um pedaço de pão! “Bandido!!!” gritei! Os tentilhões de Darwin foram alvo dos estudos de Charles Darwin, identificando que as aves pertenciam a uma única família e que suas poucas diferenças se davam à necessidade de se adaptarem aos múltiplos nichos ecológicos existentes nas várias ilhas e ilhotas.
       
      Em Las Grietas, já sabia que era fundo. Mas somente havia feito snorqueling em uma piscina com 1,40 metros de profundidade. Agora, eu estava ali, diante daquela água azul escura, com animais marinhos. Sinal da cruz na pequena plataforma ali e we’re go! O medo passara diante do encanto com aquele lugar. A luz solar penetrava na água clareando o fundo tão distante. Pena haver poucos peixes, mas uns grandes e coloridos, como Peixes papagaios (Scarus ghobban) e a Vieja Ribeteada (Bodianus diplotaenia).
       


       
      Também havia uns pequenos peixinhos amarelos (Coryphopterus urospilus) que se apoiavam com as nadadeiras sob as rochas, com função de patas mesmo!
       
      À tarde, saí sozinho pelo centro, pois queria conhecer a região. Fui andar pelo porto e pelas praias próximas à estação da Marinha. Fui sentir a energia do local. Mirei iguanas marinhas, tentilhões de Darwin e lobos marinhos (Arctocephalus galapagoensis). Somente vi as iguanas terrestres na estação científica, já que elas vivem em lugares mais áridos. Há excursões à Ilha Seymour Norte em que avistar a iguana terrestre faz a propaganda dos passeios.
       
      [flickr]© EDJr-3427 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr]
       

       

      Tentilhão-da-terra-grande, Pinzón terrestre grande (Geospiza magnirostris)
       

      Pinzón de Cactus (Geospiza scandens)
       
      [flickr]© EDJr-3447 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr]
      Lagartija de lava, Albemarle lava lizard ou Galapagos lava lizard (Microlophus albemarlensis)
       
      Na Av. Charles Darwin, há um mercado de peixe que é uma atração turística! Tudo porque os pescadores estão ali, descarregando, lavando, limpando, vendendo os atuns (Thunnus albacares) e ficam acompanhados de lobos marinhos, pelicanos pardos (Pelecanus occidentalis), fragatas (Fregata magnificens) e gaivotas (Larus fulginosus) rodeando o lugar, esperando uma boquinha fácil de ganhar ou de roubar. Um lobo roubara a cabeça de um atum e saíra correndo com o pescador fulo atrás dele, até que caiu na água e desaparecera, com aquele pedaço enorme na boca! Eu estava no caminho do animal e quase fui para água junto . Só tomei um pequeno banho com a água espalhada pelo mergulho do gatuno. Muito hilário! Todos riram ! O local por vezes fica cheio de turistas acompanhando aquela bagunça, mas também compram peixes e lagostas, e há a possibilidade de comer por ali também.
       




       
      À noite, comi uma hamburguesa na esquina da rua do hotel a US$8,50 com suco e depois fechamos a excursão para Pinzón na Agência Bridmar Tours S.A. na Calle Islas Plazas, do amigo Carlos . Era um passeio de dia todo (full day) que não lera em relatos sobre Santa Cruz, custando-nos US$140 no cartão de crédito (US$15 de imposto). Foi o mais caro que fiz, mas em Santa Cruz me pareceu ser a melhor, juntamente com a excursão à Ilha Seymour com trajeto terrestre para ver iguanas terrestres e fragatas (que estavam em época de acasalamento neste local, onde os machos ficam com o peito vermelho inflado, caracterizando a ave, como demonstrada em inúmeros artesanatos, a exemplo do prato que eu trouxe:

       
       
      3º DIA - 12/12/15–PINZÓN & DAPHNE: 1º MERGULHO EM MAR ABERTO E A SURPRESA DO BARCO
       

       
      A maioria das excursões parte bem cedo, por volta das 07h ou 08h . Desayuno a US$3 na Av. Baltra e táxi (incluso na excursão) até o canal de Itabaca, onde partiria o barco do passeio. O trajeto consistia ir de Itabaca até Daphne Menor realizar um snorqueling, depois seguiria para a Bahía Borrero para ver as tartarugas marinhas na praia, almoçávamos (incluído)no barco e depois realizaríamos outro mergulho em Pinzón. Pinzón e Daphne eram duas ilhas menores habitadas pelas aves e frequentadas por outros seres marinhos, pelos quais ansiávamos para vê-los.
       
      Estava com meu celular, para o qual comprei uma bolsa estanque e funcionara sem problemas em Las Grietas. Em piscina, lago e cachoeiras (água doce) também funcionara muito bem. O ponto negativo dessa bolsa é que sob a água, perde-se toda a sensibilidade do toque na tela (touch), tendo que muitas vezes tirar a bolsa para fora e, assim, conseguir mexer no telefone.
       
      Chegávamos a Daphne Menor e já víamos fragatas, gaivotas e Atobás/Piqueros Mascarados ou de Nazca (Sula granti) pelo ilhote todo, deixando toda a pedra vulcânica pintada de branco. Estava uma corrente braba, e eu ali, no meio do mar, sem nenhum lugar para apoiar. “O que eu estava fazendo ali? Onde me metia?”Pensava... Mas eu estava determinado e não ia “arregar”! Rezei uns 30 segundos antes de pular no mar, pedindo a Deus que me protegesse de todos os males e solicitando permissão para entrar e desfrutar do universo dos entes das águas.
       

       

      Atobá-de-Nazca (Sula granti) - Fotografia cedida por Gustavo Roger Cabral
       
      Brrrrrrr!!!!!! Uma água azul escura linda, mas um pouco fria! Estava com a roupa de neoprene de mergulho que a agência providenciara, mas estava tão apertada que eu mal respirava! ãã2::'> Lembrei dos espartilhos das mulheres dos séculos passados. Só o que posso dizer da minha primeira experiência em mar aberto: que mundo maravilhoso! Quantas cores, quanta vida! O mar é um universo à parte de tudo! Não devemos saber quase nada do que realmente seja o mundo submarino, pois já não se via nada em pouco mais de 15 metros de profundidade.
       
      Acompanhando o guia Fabrízio (recomendadíssimo! :'> :'> ), ele nos mostrava onde estava tudo e mais o que desejaríamos ver: estrelas do mar Chocolate Chip (Nidorellia armata) e a exuberante Pentaceraster cumingi, com coloração vermelha, além de ouriços, peixes cirurgiões e peixes anjos coloridos, cardumes e, ao fundo, os tiburones de punta blanca de arrecife (Triaenodon obesus) ou chamado de tintorera,em português: tubarão-de-pontas-brancas-de-recife ou em inglês: whitetip reef shark. Só o guia se aproximou porque os tubarões estavam mais fundo do que todos aguentavam chegar, por conta da pressão que aumenta muito e faz os ouvidos “buzinarem”. ãã2::'>
       



      Fotografias cedidas pela Agência e por Gustavo Roger Cabral
       
      Depois, desembarcamos na Bahía Borrero onde ali encontramos algumas gaivotas de lava (Larus fulginosus) e tartarugas-verde-do-Pacífico (Chelonia mydas) gigantes na praia, tomando um ar ou namorando na água. Lindas demais!
       
      [flickr]© EDJr-3650 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr]
       

      O assédio!
       


       
      [flickr]© EDJr-3625 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr]
       
      A caminho de Pinzón, almoçamos ceviche, que é um prato típico também na Bolívia e Peru que visitei. No Equador, consistia em peixe cozido ou marinado quase cru no limão, com temperos, cebola, salsinha e acompanhado de chifles – bananas bem finas que são fritas e servidas como um salgadinho, um tira-gosto bem comum no país. Com isso, recuperei-me do enjoo que sentira pouco antes, em meio ao mergulho. O balanço do barco juntamente com o balanço da corrente dentro do mar me pregariam uma peça mais adiante.

       
      Em Pinzón, por volta das 13h, já avistávamos um solitário Pinguim-de-Galápagos (Spheniscus mendiculus) na beira da rocha, rente ao mar. Essa é a única espécie que vive na área da Linha do Equador. Logo mergulhamos para a última parte da excursão. Esse foi demais! Vimos Pinguim-de-Galápagos, tartarugas marinhas, corais e peixes coloridos de diversos tamanhos, cardumes de milhares de peixes Mugil galapagensis passaram entre nós (que fascinante estar no meio de todos aqueles peixes que mudam de direção rapidamente e incrivelmente sincronizados!), a cinzenta arraia raya de espina ou manta sartén (Dasyatis brevis), uma moréia ou morena (Muraena argus ou Gymnothorax dovii) – um sonho ter visto esse animal que me fascinei desde quando o conheci no jogo do Super Mario 64 !), um polvo escondido nas rochas e ainda, realizar o que estampa boa parte do turismo galapagoense: nadar com os tubarões e com os lobos marinhos! Estes últimos eram curiosos e dóceis, sempre passavam nadando ao lado das pessoas do grupo, “medindo” e examinando. Um macho enorme (era maior que eu) veio nadar conosco e deu um susto em todos , pois eu havia lido que podem investir para proteger suas fêmeas, filhotes e seu território. Mas, graças a Deus , ele somente veio fazer um reconhecimento! Nessa última etapa, avistamos meia dúzia de tubarões que estavam parados ao fundo do mar, abrindo a boca a todo momento! Nhac Nhac! Estes se alimentam de peixes e crustáceos encontrados nos recifes, mas caso se sentirem ameaçados eles podem investir, disse Fabrízio.
       







      Fotografias cedidas pela Agência
       
      Importante frisar aqui que nenhum tubarão tem como presa o ser humano. Os casos de ataque são quase que exclusivamente por se sentirem ameaçados ou por confundirem as pessoas com suas verdadeiras presas naturais. Outra exceção é quando o tubarão é condicionado a buscar alimento com os seres humanos, como vi em documentários explicando que mergulhadores usam as mãos para alimentar os animais com fim de atraí-los para perto. Logo, os tubarões associam uma pessoa a uma fonte de comida fácil. Raramente e não sei se há registro oficial na história de que um tubarão comeu uma pessoa. É fato pesquisado e confirmado: para cada ataque de tubarão contra um ser humano, um milhão de tubarões são mortos por nossa espécie.
       
      Voltando à viagem. Os tubarões são lindos, de uma cor cinza fosco, deu vontade de tocar, pois parecia uma pele de camurça. Chegamos bem perto. Até demais! A corrente nos empurrava em direção ao animal e nós usávamos as mãos para nos empurrarmos para trás. Sai!!!
       
      A excursão chegara ao fim por volta das 13h30 ou 14h. Voltar a Santa Cruz levaria mais umas duas horas. Eu estava meio mareado, já tinha vomitado um pouco depois do primeiro mergulho, mas depois de parar na praia e almoçar, sentia-me tranquilo. Mareado, mas sem ânsias. Na volta, a lancha foi mais depressa. Consequentemente, mais balanços e mais batidas no fundo após os saltos. Não deu outra . Vomitei tudo que tinha e o que não tinha dentro de mim. O único do barco que passou mal.Que “mico”! Assim, fiquei fraco e zonzo ãã2::'> . Em certo momento, o barco deu uma virada para a esquerda (bombordo!) brusca e eu quase voei para fora pela direita (estibordo)! Histórias de viagem para guardar e contar, não?! :mrgreen:
       
       
      4º DIA - 13/12/15 – Parte Alta da Ilha de Santa Cruz: Terra firme para me recompor!
       
      Havia lido sobre Los Gemelos e a atrativa possibilidade em voltar de bicicleta ao centro de Puerto Ayora, passando pelos túneis de lava e o Rancho Primícias, visto novamente no Mochileiros.com no relato do viajante Fmatsusaki (http://www.mochileiros.com/1-semana-em-galapagos-25-10-a-01-11-2014-relato-completo-t104847.html) e no de Allanavila (http://www.mochileiros.com/galapagos-por-conta-propria-dicas-fotos-t88575.html).
       
      Tão logo, fomos alugar as bicicletas na Av. Baltra, perto do hostel. Pagaríamos US$10 por 03 horas. Tomamos um táxi que nos cobraria US$15 cada para ir até Los Gemelos. Em Galápagos todos os táxis são camionetes de médio a grande porte, como Mazda, Toyota Hilux, Mitsubishi L200, etc. Cerca de 25 minutos depois,já chegávamos na parte alta pela mesma estrada (na verdade é a única) que leva até o Canal de Itabaca.
       
      Los Gemelos são 02 crateras de vulcões extintos, onde a vegetação cresceu e tomou conta do local, formando um ecossistema reservado, por assim dizer. Na primeira cratera à esquerda da pista, há uma trilha curta que circunda até a metade da abertura. DICA: vá de calçado fechado se não estiver com vontade de enfiar o pé na lama. Atravessamos a pista e fomos à outra cratera que descobrimos sem querer (não sabíamos até então que eram duas. Por isso o nome de “Gemelos”... Dããã! ::prestessao::::putz::::tchann:: ). Esta tem um trecho menor ainda para poder admirar a cratera. A visita em Los Gemelos é curta, somente algumas fotos e ver toda a floresta invasiva, além dealguns pássaros, flores e plantas. Seguimos em frente.
       

      Cratera n.º 01
       

      Cratera n.º 02
       

      Panorâmica da Cratera n.º 01
       

      Papamoscas de galápagos (Myiarchusmagnirostris) e, ao fundo, Galápagos dove (Zenaida galapagoensis)
       
      Como disse anteriormente, eu li relatos de que podemos ser deixados pelos táxis em Los Gemelos e depois voltarmos todo o trajeto de bicicleta até o centro, visitando as áreas rurais para ver os túneis de lava e o rancho das tartarugas gigantes. Mas como estava chovendo, o taxista nos disse que a estradinha para retornar do Rancho até a estrada principal estaria péssima naquele dia, pois era íngreme, chovia e era de terra (rípio). Seria exaustivo para o velho do Gustavo, haha! :lol: Mas concordei depois que vi a condição da tal estradinha. O motorista nos ofereceu uma proposta que aceitamos: ir de táxi até o rancho, ele nos esperaria visitar o local (onde também estão localizados alguns túneis de lava) e depois nos levaria de volta à estrada principal de carro, deixando-nos para voltarmos de bicicleta. Descobri somente depois que os túneis de lava são vários e estão localizados nos dois ranchos rurais: El Chato e Primícias no povoado de Santa Rosa e um terceiro no povoado de Bella Vista. O taxista nos informara que El Chato era melhor que Rancho Primícias (o qual eu pretendia ir, pelos relatos de Fmatsusaki e de Allanavila) porque tinha mais tartarugas. Ok, então fomos lá! :wink:
       
      Ao entrar, já calçamos umas galochas (porque é muita lama pelo rancho) e visitamos primeiro os túneis de lava. Havia visto fotos de túneis enormes de uns vários metros de altura e o que visitamos eram pequenos, semelhantes a cavernas (se não era!). Descobri depois que os grandes estavam nos outros lugares que mencionei acima. Ok! Valeu o passeio! Gustavo e eu fizemos umas fotografias de longa exposição nos três túneis que percorremos.Demoramos muito ao ficar fotografando e o taxista nos disse, assim que saímos, que nos cobraria a diferença do que tínhamos combinado, pelo atraso. No final, pagaríamos US$25 cada pelo serviço do taxista (lá é caro mesmo, lugar para europeus e americanos).
       

      Bora calçar botas... tive que usar um número menor... apeertado....
       
      [flickr]© EDJr-3752 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr]
      [flickr]© EDJr© _3772_ by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr]

       
      Já que agora estávamos de “remis” (motorista particular na Argentina ::hãã:: ), visitamos o rancho das tartarugas com calma. Lá as galápagos ficam livres e você pode chegar bem perto delas, vê-las em ambiente natural. Assustadoras! Eram enormes e faziam um barulho estrondoso que assemelhava a um grunhido de dinossauro ::ahhhh:::( ! Fotografei várias, mas tem que chegar de leve, senão elas se fecham para dentro do casco. Estava fotografando uma tartaruga comendo e, repentinamente, outra chegou depressa e a expulsou, fazendo-a sair rapidamente daquele lugar! Depois ficou ali posando para mim! Ciuminho :x ... Tiramos uma fotografia de lembrança dentro dos cascos das galápagos expostos na recepção 8):mrgreen: e pagamos a taxa de US$3 com direito a cafezinho e água à vontade.

       

       
      [flickr]© EDJr-3838 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr]
       
      Voltamos de bicicleta pela estrada principal e foi uma delícia! ::otemo:: Praticamente descida para voltar econhecer um pouco mais os arredores de Santa Cruz. Aproveitando a bici, fomos à Playa de La Estación, do lado do Centro de Pesquisa de Charles Darwin, relaxar um pouco e aproveitar o pôr do sol com céu limpo. À noite aproveitamos para jantar na “calle de los kioskos” e comi um peixe frito (US$10) com cerveja Club ::hãã2:: . Essa rua à noite é muito gostosa, com mesas pela via e lagostas expostas aos montes para venda, além de muitos turistas. Antes disso, passamos por perto do porto para comprar passagens até a Ilha Isabela, para qual iríamos no dia seguinte.
       
      [flickr]© EDJr - praia by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr]
       

       

       

      Uma assustadora lagosta verde Panulirus gracilis :o
       

       
       
      ILHA ISABELA
       
      [flickr]© EDJr-4285 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr]
       
      Seu nome é em homenagem a rainha Isabel,esposa de Fernando Rei da Espanha que patrocinaram a viagem de Colombo às Galápagos. É a maior ilha do arquipélago equatorianoe ainda está em formação por causa da atividade vulcânica, contando com vulcões ativos e é a casa de 05 caldeiras (crateras de vulcões extintos), flamingos, iguanas marinhos e muitos pássaros.Uma pequena aldeia é a capital Puerto Villamil, ao sudeste da ilha. A maior parte dos habitantes vive da agricultura e da pesca, mas é possível notar o turismo em crescimento.
       
      PASSEIOS EM VISTA/DISPONÍVEIS NA REGIÃO:Los Tuneles, Las Tintoreras, Vulcão Sierra Negra e Vulcão Chico, Galapaguera Centro de Crianza "Arnaldo Tupiza”, lagoa de flamingos, Muro de Las Lágrimas.
       
       
      5º DIA – 14/12/15 – PEQUENO MERGULHO NA PEQUENA PUERTO VILLAMIL
       
      Levou umas 02 horas para chegarmos a Isabela desde Santa Cruz. Descemos da lancha às 09h45 e já pagamos a taxa de entrada na ilha: US$5 pra estrangeiros e US$2 para equatorianos. Perto do porto, duas tartarugas marinhas namoravam em pleno mar, chamando a atenção de todos da embarcação. ::love::::love::::otemo::

       
      HOSPEDEI-ME na Hospedaje Gladysmar na Avenida Tero Real (que é o nome daespécie de pássaroHimantopus mexicanus que eu desconhecia). Decidimos por ele após visitar outros hostels na cidade de Puerto Villamil. A hospedagem ficou em US$30 quarto simples com banheiro privado (o chuveiro não funcionou água quente por conta defalta de fornecimento de gás), ar condicionado, geladeira, TV e podia ser utilizada a cozinha da casa da simpática senhora. Encontrei um hostel por U$20, mas achei que não compensaria porque não me trouxe segurança, pois viajava com equipamentos caros. Recomendo o local, limpo, arejado e bem simpático!

       
      Mal chegamos e já marquei a excursão a Los Tuneles, que nos disseram ser a melhor e obrigatória em Isabela. Pretendia fazer a excursão Las Tintoreras no mesmo dia, pois era possível, mas disseram que não valeria a pena se fosse fazer Los Tuneles. Pagamos US$85 no próprio hostel. Era US$90, mas conseguimos o desconto, já queéramos mais de uma pessoa. No mesmo momento, já peguei um mapa de Isabela e falei a elesobre a piscina natural Concha de Perla, onde era grátis e também possível de fazer snorqueling. Partimos na mesma hora!
       
      Esta fica localizada em uma trilha elaborada com pedras, que se inicia ao lado do embarcadero (cais/píer), o local aonde se chega de barco na ilha. Havia muitas pessoas mergulhando, na esperança de ver alguma “atração submarina”. Ficamos umas duas horas por lá, também vasculhando. Ouriços, corais e peixes eram abundantes. Eram difíceis denotar, mas fora possível ver peixes corneta (Fistularia commersonii)finíssimos e semitransparentes dando ágeis disparadas na água para fugir. No meio da piscina, eu chamei a atenção de quem estava perto porque três raias pintadas/rayas águila (Aetobatus narinari) estavam nadando sincronizadamente! Lindas de se verem! Que harmonia, que beleza ao nadarem e mudarem de direção tão sutilmente! Senti-me satisfeito em conseguir avistá-las e poder compartilhar o momento com outros amigos por ali. No fim, um lobo marinho deu as caras na água, mas já havíamos saído da piscina natural. Seu pesado! ::hãã2::
       

      Fotografias extraídas de vídeo realizado por Gustavo Roger Cabral
       
      Em Concha de Perla, a bolsa estanque do meu celular pareceu estar com água! Saí nadando depressa com a bolsa para cima da superfície em direção à plataforma. Fato! Meu celular se apagara! ::sos:::x:cry: Mas vibrou continuamente até descarregar a bateria. Deixei dias no sol, mas nada. Até ligou e surgira o logotipo do fabricante na tela, mas depois morrera definitivamente :cry: . Não teve conserto: Perda Total! Fique emprestando o notebook do Gustavo pelo resto da viagem para descarregar as fotografias e escrever emails à família. Ao menos, eu ainda possuía as fotos e vídeos que fizera com o telefone, pois o cartão de memória não fora afetado. O Gustavo não teve essa mesma sorte em São Cristóbal. Nos próximos parágrafos, saberemos o porquê.
       
      Fazia um calor forte em Isabela ::mmm:::mmm: ! Considerei-a mais quente e abafada que Santa Cruz. A cidade da ilha Puerto Villamil, é pequenina ese assemelhaa uma vila de pescadores, com muitas ruas de areia e rocha vulcânica escura. O pequeno centro consiste em uma praça retangular envolta por pontos de comércio, restaurantes, hotéis e agências de turismo. Acreditava que fosse mais barato que Santa Cruz, mas os preços eram basicamente os mesmos ou até mais caros. :roll:

       
      À tarde, fui almoçar em um restaurante chamado El Encanto de La Pepa, pagando US$7 pelo menú del dia com pequena porção de arroz, batata frita, legumes, carne de vaca juntamente com um copo de suco e um pãozinho de acompanhamento. Depois fui para o hostel, onde conheci um casal de japoneses que estavam fazendo um peixe na cozinha, que cheirava pela quadra inteira! Conversei um pouco com eles em um pouco de espanhol, um pouco de inglês e muita mímica! Foi engraçado demais, rimos muito ::lol4::::lol4:: ! Eles me falaram que viajavam pelo mundo e lhes dei os parabéns porque eram muito corajosos. Encontrei-os depois novamente em Santa Cruz e na trilha do Cerro Tijeretas em San Cristóbal, surpresos com outro novo encontro.

       
       
      6º DIA – 15/12/2015 – GRANDE MERGULHO NOS TUNELES
       
      Saída pela manhã para ir ao embarcadero pegar a lancha para excursão a Los Tuneles. O itinerário compunha snorqueling em dois pontos das formações rochosas em pleno mar, além de uma caminhada terrestre pelo local.
       
      A região dos Tuneles é formada por inúmeras rochas que formam túneis submarinos e piscinas naturais entre elas, onde habitam inúmeras espécies de seres vivos. Na parte de cima das rochas, aves aquáticas repousam e formam seus ninhos e os cactos crescem abundantemente. Ali, eu lera que fora possível encontrar os Pinguins de Galápagos e inclusive nadar com eles (vide o relatodo mochileiro Gustavo Villas Boas em http://muitaviagem.com.br/galapagos-atracoes-gratis-turismo). Dito e feito. Ao avistar os Tuneles, já nos deparamos com pinguins descansando em pé nas rochas. Também estavam por lá as iguanas, lobos marinhos e pelicanos. ::hahaha::::otemo::
       
      [flickr]© EDJr-4096 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr]
       
      [flickr]© EDJr-4082 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr]
       

      A fauna endêmica de galápagos toda reunida em uma rocha em Los Tuneles: Atobá de patas azuis, Iguana Marinha, Pinguim de Galápagos e Lobo-marinho de Galápagos
       
      Estava chovendo fino no começo da excursão, o que incomodou um pouco para realizar fotografias, mas o tempo firmou quando desembarcamos para realizar a parte terrestre, nossa primeira atividade do passeio. Demos sorte ao encontrar um Atobá-de-pata-azul (Sula nebouxii) com seu filhote. O Gustavo teve uma oportunidade de ouro, fotografando a ave alimentando sua cria diretamente na boca! Fiquei feliz e com uma inveja :x (boa, claro :D ) dele! Tivemos um contato tão próximo com a ave, estávamos ameio metro dela e aí percebemos o quão forte é o azul de suas patas! Maravilhoso animal! ::otemo::

       
      Pouco mais à frente, antes do 1º mergulho, havia uma tartaruga encalhada entre as rochas, por causa da maré ficar baixa :( . O guia Dario juntamente com o assistente da lancha se prontificou imediatamente ao resgate, permitindo sua volta ao mar ::Ksimno:: .

       
      Caímos na água e já fomos realizar uma selfie com o pingüim ::hãã2:: ! Ele possui uns 40cm de altura e estava só brisando na rocha com os olhos meio fechados. Depois, o danado gostou da atenção e mergulhou na água! Como nada rápido aquela ave! Incrível! Passando em meio de nós, o guia Dario até lhe tocou na barriga, contrariando as normas de Galápagos. Depois ... zummmm... a ave sumira :shock::D ! Aqui um vídeo do Gustavo Cabral: http://www.mediafire.com/download/jpe76v7r6w9woaj/MVI_2633_1.avi
       

      Fotografia cedida por Gustavo Roger Cabral

      Fotografia cedida pela Agência
       
      Também vimos cavalos marinhos (Hippocampus taeniopterus) onde só quem possui olhos treinados poderia notá-lo facilmente! Eles se camuflam por vezes, ficando imóveis, parecendo parte da vegetação. E nada tão tranquilos, quase como se arrastando! Depois fora a hora do show da tartaruga marinha (Chelonia mydas) ::hahaha:: ! A única durante toda a viagem que praticamente nadou conosco sem nenhum incômodo, ainda que cerca de oito turistas estivessem atrás dela que nem doidos para se aproximarem do animal ::hãã2:: ! Como a sua sutileza de movimentos pode proporcionar um nado tranquilo, consistente e ligeiro? São essas as grandes maravilhas da mãe Gaia que só cabe ao homem admirar e ter a humildade de saber que somos muito minúsculos perante tal grandeza! ::otemo::
       



      Fotografias cedidas pela Agência
       

      Fotografia cedida por Gustavo Roger Cabral
       
      Em seguida, avistamos uma raia cinza descansando ao fundo e o que esperávamos: muitos tubarões de punta blanca ::ahhhh:: . Eram inúmeros ::ahhhh:: ! Nadando, ao fundo do mar, comendo nos recifes, parados em uma “caverna” nos túneis. Foram mais do que havíamos avistado em Pinzón.
       
      Mais tarde, Dario nos deixou livres para nadar em uma área, onde em determinada área, eu estava sozinho e afastado da lancha. Estava tranquilo, quando passei por uma rocha no meio da grande piscina e olhei para a esquerda e vi um tubarão enorme ao fundo azul ::ahhhh:: , nadando em direção à superfície. Sabia pelas suas características que era um punta blanca de arrecife, mas estava desacompanhado e também não sou um expert em vida marinha para administrar tal situação. Fiquei com medo :( ! Pesei a lei da natureza selvagem: risco x recompensa. Como ele fora para um lado, fui para o outro :wink::? ! E voltei para o barco :mrgreen: ! Aquela imagem está bem fresca na minha memória, podem acreditar! Contei a Dario e aos que já estavam no barco (uma moça mexicana, alguns americanos, uma australiana acompanhada de uma alemã e nós, os sul-americanos!) e todos deram risadas :|:mrgreen::mrgreen: ! O guia me disse que ostubarões são bonzinhos! Mas é melhor não arriscar, já havia visto muito tubarão e estava mais que satisfeito! ::otemo::
       

      Fotografia cedida por Gustavo Roger Cabral
       

      Fotografia cedida pela Agência
       
      Na volta a Puerto Villamil, foi-nos ofertado um pequeno lanche na viagem: pão com presunto e queijo, maçã, suco e bolacha. Voltávamos em torno das 13h30.Cheguei e capotei na cama para dormir um pouco. Após a soneca, fui alugar uma bicicleta perto do hostelmais tarde com a intenção de ir até o Muro de Lágrimas, um lugar que conhecera através do relato do amigo Fmatsusaki no site Mochileiros.com. Porém, disseram-me que estava tarde e não haveria tempo suficiente para ir, ficar um pouco e voltar, pois eram 16horas e o lugar se distancia em torno de 40 minutos. Desse modo, faria um passeio correndo, sem tempo para ver os lagos e a praia pelo caminho, e também o Tunel Del Estero (uma caverna que é possível adentrar com a maré baixa). E ainda chegaria de volta pela noite, quando expiraria o tempo de aluguel da bicicleta, além de não ser permitido transitar por esses caminhos à noite. Pena :cry: ! Decidi assim ir à famosa galapaguera de Isabela, próximo dali.
       
      Pouco depois de cinco minutos, eu estava na trilha de pedras e pontes de madeira que levava ao Centro de Crianza de Tortugas Terrestre Arnaldo Tupiza, passando por algumas pozas ou lagos onde pude fotografar teros reais, patos, alguns (soube mais tarde que havia um caminho, após passar a galapaguera, que desembocaria em uma laguna grande com mais flamingos ainda! DICA!). Além de, nos mangues das encostas, os caranguejos violinistas de Galápagos (Uca galapagensis). ::otemo::
       
      [flickr]© EDJr-4180 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr]
      Tero Real (Himantopus mexicanus)
       

       

      Caranguejo Violinista de Galápagos (Uca galapagensis)
       
      Não tão perto quanto imaginava, cheguei finalmente ao centro de reprodução, onde o Parque Nacional de Galápagos trabalha para recuperar as diferentes populações de tartarugas galápagos. Estava deserto :| ... Nem turistas, nem funcionários... Estava só eu e as tartarugas gigantes em áreas delimitadas :| ... Ali há um centro de visitantesinformativo bem bacana que vale a visita, ainda que esteja escasso de informações! Parece-me que há tartarugas filhotes pequeninas, mas eu não vi por lá (assim como a trilha a tal laguna) e não havia ninguém para perguntar.
       



       

      A analogia do tempo de vida entre o homem e a tartaruga gigante, que chega ao seu tamanho adulto aos 150 anos
       
      Assim como, não consegui alertar sobre uma galápagos que estava estranha :?: . Parecia-me desmaiada ou morta, pois não vira ou ouvira sua respiração :o:shock: . Tentei assobiar para chamar a atenção. Todas as tartarugas próximas acordaram e levantaram a cabeça para o meu barulho, mas esta não! Que desespero :? ! Não vi uma alma viva até chegar ao centro de Puerto Villamil! Fui embora rezando que ela somente estivesse dormindo profundamente. :(

       
      Por fim, ao regressar para o a praça central, passei na praia para fotografar um pôr do sol magnífico com uma brisa fresca e depois acabei encontrando Gustavo em um restaurante, tomando cerveja. Disse-me que fora à praia, perto do porto (não o embarcadero, mas sim, outro porto ali próximo chamado de malecón – ou cais), estando a me procurar depois.
       
      Antes disso, a caminho da praça central senti falta dos meus óculos escuros que estava em minha cabeça, quando tiraria para fotografar na praia. Voltei correndo já lamentando a “burrada” ::putz:: . Encontrei-o parcialmente encoberto pela areia, quase engolido pela maré que aumentava. Que alívio ::mmm: ! Lembrei que tive de fugir correndo de uma onda mais forte que invadira a praia, podendo molhar meu equipamento. Assim, descobri a causa dos óculos cair e eu, preocupado com a água, não notar tão cedo a falta dos mesmos.
       
      Voltando ao restaurante. Resolvemos comer uma pizza média! Média é apelido. Era gigantesca ::hahaha::::tchann:: !!! E bem recheada! Também, pelo preço de US$35 tinha que compensar mesmo, não?! Farreados (estava boa demais!) fomos para o hostel dormir, pois voltaríamos à Santa Cruz no dia seguinte e a lancha sairia às 06horas :shock: . Ou seja, acordaríamos por volta das 05horas para caminhar até a embarcadero que estava um pouquinho longe e estávamos com toda nossa bagagem pesada nas costas e mãos. Na madrugada escura, demos a sorte de conseguirmos um táxi que passava na rua. Cobrou-nos US$3 para nos levar até lá! Assim, assistimos ao nascer do sol já na embarcação.

       
      [flickr]© EDJr-4334 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr]
       
       
      ILHA SANTA CRUZ – parte II
       
       
      7º DIA – 16/12/2015 – Retorno a Puerto Ayora
       
      Já em Santa Cruz, dirigimo-nos ao Hotel España para dormir e descansar. Gustavo me dizia que já estava cansado destas lanchas. Era muito desgastante mesmo :oops: . Aproveitamos esse dia para vasculhar o centro atrás de possíveis lembranças aos entes queridos :mrgreen: , ou ao menos, pesquisar preços para comprar em nosso último dia em Galápagos.
       
      À noite, fomos jantar na Calle Charles Binford, pedindo um Bolón de Pescado: um peixe assado em folhas com tempero, acompanhado de arroz, patacones e, claro, cerveja Club! Divino, meu amigo! Paguei US$7 (pelo prato). Depois fomos tomar outras cervejas na frente do hotel, planejando os outros dias e falando da vida eclaro, de fotografia. Encontrei até um amigo peludo, o qual sua dona afirmou que não estava sofrendo com o calor. Com um pouco de barba eu já sofro no verão, imagine o coitado :| !
       


       
       
      8º DIA – 17/12/2015 – Baía Tartaruga
       
       
      [flickr]© EDJr-4626 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr]
       
      Levantei cedo, aproveitando o descanso do dia anterior. Resolvi ir a um lugar próximo chamado Laguna de Las Ninfas. Uma piscina natural com variedade de mangues, com explicações ao longo de uma trilha de pontes de madeira. Acreditava que era possível fazer snorqueling, mas soube posteriormente que já fazia mais de três anos que isso estava proibido, segundo me dissera a dona da lanchonete em que fui tomar café-da-manhã logo após. Um lugar bonito! Fiquei em paz neste lugar! Um silêncio, uma tranqüilidade :wink: ... Acompanhado somente de elementos naturais... Percorri a trilha envolta pelos variados tipos de mangues (vermelho, branco, etc.), explicando como é formado esse ecossistema, quais são suas características e qual é a sua importância para a biodiversidade.
       

       

       
      Alimentado do café-da-manhã, percorri o porto para fotografar as aves por lá, como pelicanos, gaivotas e os atobás de patas azuis que estavam voando em torno das águas próximas, pescando fervorosamente ::otemo:: . Também havia um pássaro cujo nome de espécie não consegui encontrar em nenhum lugar. :!: Os pelicanos geralmente estão sozinhos e, do alto, vêm em direção à água com o bico para baixo na tentativa de pegar seus peixes. Porém não mergulham, parando na superfície.
       
      [flickr]© EDJr--10 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr]
       

       
      Já os atobás, voam sincronizados e muitas vezes, acompanhados. Assim que um avista uma possibilidade de pesca, alerta os outros com gritos e VUMMMM... todos mergulham juntos como foguetes :D , indo para baixo da superfície, auxiliados pela impermeabilidade das penas e formato de corpo agudo. Depois tomam voo novamente para continuar a caçada. Fiquei bastante tempo esperando um bom clique. O sol me castigava ::mmm: ! Mas valeu a pena poder acompanhar o comportamento destes belos animais. ::otemo::
       
      [flickr]© EDJr-4541 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr]
       

       
      Já havíamos programado que Tortuga Bay seria o nosso destino naquele dia. Seguimos a pé até o começo da longa trilha ornamentada de pedras, onde deveríamos registrar nossa entrada. A ida foi mais demorada que a volta :oops: . Digo isso em tom de reclamação porque estava com uma bolha na sola do pé, com ardência do sol tomado pela manhã no porto, do qual não me protegera e, ainda, carregando bolsa e mochila pesadas. Velho ::hãã2:: !!! Enfim chegamos à Playa Brava, sendo recomendado firmemente para não entrar na água devido à corrente forte. Ainda assim, logo que cheguei, encontrei o argentino (que partira na minha frente na trilha, pois eu parava para fotografar ou tomar água) e outros poucos turistas no meio das ondas :roll: . Sinceramente, eu já vi e entrei em praias bem mais bravas que aquela, mas uma mulher no local me disse que morrera um homem há pouco tempo ao entrar ali. Talvez possam existir pedras afiadas, corais e buracos que dificultem bastante um relaxante banho demar. O Gustavo disse que nada lhe parecia ser além de uma praia normal. :|
       


       
      Depois de passar por Playa Brava, chega-se à Playa Mansa, onde faríamos snorqueling. Dizem ser possível ver tartarugas, raias e tubarões. Ninguém viu nada por ali, além de peixes e ouriços :| . Talvez a maré precise estar alta. Gustavo também disse que vira uma víbora na água. Havia muitas iguanas marinhas em terra. As iguanas estavam em época de acasalamento ::love::::love::::hahaha:: , logo, foram os animais que mais vimos. Em qualquer lugar, em qualquer praia, em qualquer pedra, em qualquer banco, ponte, tronco, etc. elas estavam lá!
       

       
      [flickr]© EDJr--11 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr]
       
      [flickr]© EDJr-4011 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr]
       
      Ficamos ali até o final do entardecer. Quando o Gustavo foi calçar suas nadadeiras, mas descobriu que uma delas havia quebrado a trava do calcanhar. Ficou chateado com tal, pois as comprara especialmente para Galápagos e não poderia mais usufruí-las. Crê que se rompera no transporte da lanchadeIsabela À Santa Cruz, pois as bagagens são tratadas tão bem quanto nos aeroportos. :cry:
       
      Aproveitei a noite para comprar alguns presentes :mrgreen: e também fotografar o centro. Na Avenida Charles Darwin há uma praça recuada da calçada onde funciona um mercado de artesanato, o Mercado Artesanal, onde é possível encontrar peças um pouco mais baratas do que nas lojas. Além de ser mais fácil negociar, os vendedores estão mais abertos às pechinchas. :D:mrgreen:
       

       

       




      As espécies de Galápagos estão presentes de inúmeras formas no artesanato local
       

      Desafio local!
       
      Para jantar, comprei uma pizzana avenida por US$9 e fui para o hotel comer sozinho :mrgreen::D , pois não encontrei o Gustavo e tinha que me preparar, visto que no dia seguinte eu iria a San Cristóbal sozinho (US$55, trajetos de ida e volta). Sozinho, pois o Gustavo iria fazer um mergulho com cilindro em Seymour Norte, algo que desejava muito. Euqueria muito era fazer snorqueling em León Dormido. Assim, disse-lhe para me encontrar em Puerto Baquerizo Moreno no dia seguinte, informando-lhe via facebook onde estaria hospedado e no domingo dia 20/12, voltaríamos juntos à Santa Cruz.
       
       
      ILHA SAN CRISTÓBAL
       
       

       
       
      Conhecida por ser a ilha dos lobos marinhos. Apesar de haver esses animais por todos os lugares do arquipélago, é nessa ilha em que eles mais se concentram. Foi a primeira ilha de Galápagos que Charles Darwin visitou em 1835 e é lá que se encontra a escultura mais famosa do pesquisador inglês (em Tijeretas, mais precisamente).Na ilha, na parte alta, está localizada a única lagoa de água doce do arquipélago, El Junco.
       
      A cidade de Puerto Baquerizo Moreno é a capital do arquipélago e do Cantão de São Cristóvão, bem como um importante centro turístico das ilhas, sendo mais tranquila que Puerto Ayora. É uma cidade muito bonita, com um magnífico porto natural e um Centro de Interpretação da Natureza.
       
      PASSEIOS EM VISTA/DISPONÍVEIS NA REGIÃO:Playa Mann, Playa Punta Carola, Cerro Tijeretas, Lobería, León Dormido, Centro de Interpretación, Galapaguera Cerro Colorado, Puerto Chino.
       
       
      9º DIA – 18/12/2015 – NA ILHA DOS LOBOS MARINHOS
       
      [flickr]© EDJr-5079 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr]
       
      Era manhã quando eu aportava em Puerto Baquerizo Moreno, capital da província de Galápagos. Feita a revista de rotina, informei-me sobre hospedagens e me indicaram procurar na avenida de frente ao mar. Percorrendo a mesma, conheci o Hostel Albatroz e um outro, ao lado. Barato (US$15), simples e aparentemente limpo, mas não possuía ar condicionado, somente um ventilador de teto. Em minha opinião, deu-me a sensação de ser um pouco escuro, fechado, abafado, além de que, sinceramente, não me senti totalmente seguro a deixar equipamentos e mochila com dinheiro ali :| . Fui verificar outros, mas me hospedaria ali se não tivesse que deixar objetos de alto valor ou caso não encontrasse outros. Já fiquei em hostels bem mais simples na Bolívia, mas resolvi pesquisar um pouco mais. Se estivesse em uma turma, também ficaria mais aberto à questão :wink: .
       
      Mais à frente, em direção do aeroporto, encontrei uma oficina de turismo, onde perguntei sobre hospedagens possíveis e peguei um mapa da cidade. Os hotéis e hostels estão todos por ali, em torno da avenida do porto, também chamada de Charles Darwin. A atendente me disse para ir ao Hostel León Dormido na Calle Jose de Villamil, que era um bom lugar e possuía um bom preço em torno de US$20.
       
      HOSPEDEI-ME O Hostel León Dormido parecia fechado. Verifiquei que mais à frente na rua havia um letreiro de hostal. Naquele lugar, Hostal Emanuel, conversei com o senhor José e o senhor Victor que gentilmente me mostraram la habitación, muito confortável e que me deixou bem tranquilo quanto à segurança. Um quarto duplo enorme :D , com uma cama de casal grande e uma cama de solteiro, ar condicionado, TV a cabo, banheiro privado com box de acrílico, todo o chão do hotel era de carpete de madeira, uma vidraça enorme para a rua com cortina, cabideiro, abajur, mesa, criado mudo, água à vontade e ainda no 1° piso! Perfeito ::otemo:: ! Como dissera a ele que meu amigo argentino viria no dia seguinte, paguei US$25 no dia que fiquei sozinho e US$20 nos dias em que dividi o quarto com Gustavo, que pagou também o mesmo valor. Achei que valia o preço, diante do mesmo valor da diária do hotel España em Santa Cruz. O senhor José e senhor Victor me pareceram serem também os proprietários da Farmácia San Cristobal, abaixo do hostal. Foram muitos simpáticos em tudo, dando-nos informações, fazendo ligações telefônicas para nós, etc. O único ponto negativo... o banheiro por vezes cheirava mal :? ! O quarto ficava fechado pelo dia, então chegávamos e tínhamos que abrir as janelas um pouco para depois ligar o ar condicionado. Creio ser um problema pontual do cheiro de esgoto do ralo do chuveiro que está voltando. Mesmo assim, com certeza me hospedaria lá novamente por todo o conforto oferecido :P .
       
      Ao lado, conheci um restaurante popular onde comi um bom almoço por US$5, com sopa de feijão e legumes na entrada, pescado, arroz e um copo de suco de abacaxi. Como era mais de 13 horas, o comércio local estava no período do siesta, assim como a maioria das agências de excursões. Fui a San Cristóbal focado em realizar a excursão paga a León Dormido. Era o meu principal objetivo tentar a sorte e conseguir entrar em contato com a raia manta e os tubarões-martelos 8) . Desse modo, aproveitei a pausa após o almoço e saí fotografar o porto onde estavam “lagarteando” lobos e iguanas marinhas, além de inúmeros barcos ao mar, promovendo um belíssimo pano de fundo às fotografias. ::otemo::
       
      [flickr]© EDJr-4719 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr]
       
      Nesse tranquilo passeio, senti uma maravilhosa vibração de San Cristóbal! Puerto Baquerizo Moreno possui uma orla muito bonita, simpática e que cidade tranquila! Fora a cidade que mais gostamos! Sem dúvida :D ! Como o Gustavo dizia constantemente “A mi, me encantó mucho San Cristóbal!” :D . Um centro todo em piso com ladrilhos, com jardins, tablados e bancos de madeiras, onde os lobos pairavam à noite, tranqüilos com o assédio turístico. Além de um comércio digno nos arredores, várias praias próximas e passeios a outras partes da ilha que tiravam o fôlego ::otemo:: . Que rica energia gravitava por lá! Não podia me faltar mesmo! ::hahaha::
       

       

       
      O sol estava a pino pelas 14h30 ::mmm: . Juro que foi o dia mais quente que passei na minha vida ::mmm: ! Aproveitei que consegui encontrar uma lan house (que se chama “cyber” por lá), descarreguei minha câmera e escrevi um email para minha namorada ::love:: falando das novidades e dos problemas que tivera com o bendito cartão Bradesco ::grr:: . Eu suava debaixo de dois ventiladores do estabelecimento e ainda com os pés no piso frio ::mmm: . Decidira naquele primeiro dia ir ao Cerro Tijeretas para visitar o Centro de Interpretação e também avistar as fragatas que habitavam por lá, conforme algumas referências que li anteriormente à viagem. Por conta do calor, resolvi esperar o sol baixar para seguir ao monte. ::hãã2::
       
      Certo tempo após, a maioria das agências já estavam abertas e eu poderia procurar fechar a excursão para León Dormido. Pesquisei em várias ali pelo centro e todas ficavam na média de US$110, com dois snorquelings junto ao paredão da rocha León Dormido, mais um mergulho em uma praia na qual também se realizaria uma parada, podendo ser em Manglecito, em Cerro Brujo ou em Puerto Grande. Por fotos, interessou-me muito mais ir a Cerro Brujo, por conta da praia de areia branca, ter lobos e aves, além da paisagem deslumbrante apresentada na propaganda. Porém, em contato telefônico com os guias, as atendentes informavam que eles partiriam no dia seguinte somente a Manglecito. Mas eu desejava ir a Cerro Brujo e insisti em procurar uma agência que possuísse tal roteiro. Encontrei a agência MarTourGal, na calle Española, que confirmou com um guia via telefone (na minha frente) que sua excursão pararia em Cerro Brujo. Foi o melhor preço encontrado também: US$100. Fechado ::otemo:: ! Paguei em efectivo e estava agendado para as 08 horas do dia seguinte. Ok! Hora de ir ao Cerro Tijeretas! Antes disso, passei em um supermercado para comprar provisões (suco, bolachas doces e salgadas) e depois no hostel, fazer minha mochila e pegar protetor solar, claro :mrgreen: !
       
      O sol custou a diminuir sua força. Somente por volta de umas 16h30, senti que poderia ir mais tranquilamente. Estava um pouco tarde... O sol baixava nas montanhas, emitindo os tradicionais raios dourados laterais. E naquela época, pouco mais de 18 horas já seria praticamente uma paisagem noturna. Corri tomar um táxi a US$1,50 (pechinchei nos US$2) e chegava após uns cinco minutos na entrada do Centro de Interpretação. Estavam saindo muitas pessoas, mas ninguém estava entrando. Solitário, pensei eu estar! :|
       
      Como estava ao cair da noite, não deu tempo de visitar o Centro, somente uma olhada rápida, já que a trilha aos mirantes (miradores) do Cerro Tijeretas passava por dentro do local. Segui o sendero para o morro. Encontrando várias escadas (escaleras), topei com uns lagartos e uns poucos humanos visitantes. Subi mais e encontrei o mirante do topo. QUE VISTA INCRÍVEL DA BAÍA! ::otemo:: Foi um dos mais belos cenários que vi em Galápagos (E olha que há muitos! :D ). Lá embaixo, olhava os lobos marinhos nas rochas e pessoas praticando snorqueling. Pelo ar, as fragatas voavam constantemente, pousando em intervalos nas árvores da encosta. ::otemo:: Avancei um pouco em uma trilha de terra, curioso onde poderia dar. Parei em uma parte bem próxima ao precipício, onde havia uma bela vista de todo o cenário e um ótimo lugar para clicar e filmar as aves em pleno voo. Fiquei até o anoitecer! Depois me avisaram que se continuasse a trilha, chegaria a uma praia linda, afastada e isolada. Deixo a DICA para o aventureiro que ler meu relato!
       

       

      Lagartija de lava de San Cristobal (Microlophus bivittatus)
       
      [flickr]© EDJr-4753 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr]
      Em Cerro Tijeretas, é possível visualizar a baía com León Dormido ao horizonte (ao centro, à direita)
       

       
      [flickr]© EDJr-4904 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr]
       
      [flickr]© EDJr-4787 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr]
       

      O cerro é conhecido pelas fragatas que permanecem em suas encostas
       
      Retornando pelo escuro, cheguei à saída do Centro de Interpretação onde as luzes urbanas dos postes já auxiliavam em meu regresso. Não achei táxi, então fui seguindo a pé. E foi bom ::cool:::'> ! Conheci as proximidades, senti que é possível ir tranquilo a pé até Tijeretas em uma média de 15 minutos, vi umas barracas de ambulantes com empanadas e milhos, além de que pude sentir mais San Cristóbal... E gostar ainda mais desta terra! Na janta, fui comer um lanche na lanchonete Cri’s Burguer Factory onde se fazem hamburguesas monstro!!! Enormes ::ahhhh::::tchann:: !!! E a um preço barato (em Galápagos): US$6, acrescidas de uma garrafa de refrigerante a US$1,75. Delícia ::tchann:: ! Fartei-me! Após estufar la panza, saí para fotografar pelo malecón (cais), onde encontrei vários lobos dormindo, gritando ou nadando por toda a sua extensão. Después yo acosté a dormir para levantar temprano y ir a el León Dormido, por la mañana. ::hãã:::lol:
       
      [flickr]© EDJr-5046 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr]
       

       

       
       
      10º DIA – 19/12/2015 – RIQUEZA MARINHA NA KICKER ROCK
       
      [flickr]© EDJr-5129 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr]
       
      Deixava avisado o Sr. José e o Sr. Victor a respeito de minha excursão e que o Gustavo chegaria antes de eu voltar. Assim, deixei as chaves do quarto no hostel e segui para a agência MarTourGal às 08h20, a duas quadras dali. O passeio demorou e fiquei pouco mais de uma hora no malecón, aguardando a embarcação que atrasara :| . Assim conheci um garoto que não lembro seu nome, mas me acompanhara da agência até o cais, dizendo-me que gostaria de ser um guia turístico no futuro e também sobre Galápagos. Ali, conheci Nicola, um suíço que estava trabalhando como voluntário em uma fazenda próxima a San Cristóbal. Pelo tempo do atraso, conversamos bastante sobre os ataques terroristas e o clima de tensão na França :( , sobre as línguas aprendidas na Suiça, sobre a cultura celta no seu país (no caso, os Helvéticos), mas este último assunto ele não detinha muito conhecimento. Achei engraçado :) . Tão logo, o guia Javier veio se apresentar a nós e logo depois embarcávamos no catamarã que nos levaria àquela enorme rocha no meio do Oceano Pacífico, assemelhando-se à figura de um leão dormindo.
       
      Realmente e agradecidamente, fora um catamarã que realizou nosso transporte. Um barco muito mais estável e espaçoso do que as lanchas, promoveu-nos uma viagem tranquila :D:wink: . Éramos quatro turistas: Nicola, eu, um colombiano (que não recordo o nome) e uma americana, acompanhados pelo guia Javier, El Capitán (era como lhe chamavam mesmo! Creio que era um apelido - un sobrenombre), o guia de mergulho com cilindro (buceo) que acompanharia o colombiano, além de um auxiliar imediato. De início, o guia de buceo perguntou nossos nomes e o que desejávamos ver naquele dia. E também apelidava a turma: eu de garotinho! O suíço Nicola, de chocolate! Os outros, eu não lembro. Mas ele via o suíço e gritava a todomomento: “vamos, chocolate”,“hey, chocolate”... Isso, com a pronúncia espanhola, ficou muito engraçado! Morria de rir... ::lol4::::lol4::
       

       
      Primeiro mergulho foi em León Dormido, no meio da fenda onde forma um canal. Cada vez que se chegava mais perto do paredão, mais ele crescia. E, no fim, ele é GIGANTE! ::ahhhh:::o Segundo algumas informações pela internet, este possui quase 150 metros de altura ::hein: . O barco fica minúsculo quando próximo ao monumento natural :shock: , distante uma hora de Puerto Baquerizo Moreno.
       

       

       
      Lamentavelmente, o guia Javier disse que a excursão não era fotografada por ele. Assim, infelizmente, por não possui câmera subaquática, não há registros de todas as maravilhas que presencie e que descrevo a seguir. :cry::cry:::essa::::prestessao::::bruuu::
       
      Conhecido por ser um local rico em fauna marinha, houve também muita corrente naquela água azul profunda onde, afortunados com uma ótima visibilidade, pudemos acompanhar inúmeras espécies. E inúmeras, estou sendo bem modesto, pois eram milhares ::otemo:: . Neste mergulho eu fui um privilegiado por muito do que vi e do que pude estar próximo! Nadei com várias tartarugas marinhas e os lobos passavam que nem doidos por nós. Estes foram os maiores que vi em Galápagos... Enormes ::ahhhh:: ! Até assustou a americana quando um lobo maior do que ela estava nadandoa uns 20 centímetros do seu lado, mas um pouco recuado para ela não vê-lo. Assim que lhe chamei a atenção, deu para notar o seu espanto! ::lol4::::bruuu:: Foi engraçado! Chamei o guia e apontei para o meio do cardume abaixo de nós porque avistei um peixe comprido e prateado com uma mandíbula saliente: era uma barracuda (Sphyraena idiastes)! Porém, não era daquelas que eu conhecia que possuíam presas enormes e para fora, mas ainda assim era muito bela! De repente, avistamos dois tubarões de pontas negras de recife (Carcharhinus melanopterus). Logo, mais dois... seis... dez... rapidamente estávamos em meio a uma esquadra de 10 tubarões bem próximos e mais vários outros um pouco mais afastados, mas ainda unidos ao coletivo! Javier se extasiou estando junto a quase 20 tubarões ::ahhhh::::ahhhh::::otemo:: ! Realmente fora incrível! Difícil descrever em palavras, mas sei que estou louco para mergulhar novamente, agora que escrevo! ::hãã2:::D
       
      Nosso sonho poderia acontecer! Javier disse que as águas estavam quentes e haviam muitos peixes. Logo, um ambiente propício para encontrar o tubarão-martelo. Mas ele não apareceu! :cry: Ainda que insistindo, até se tentava chamar a atenção com batidas de palmas debaixo da água, nenhuma barbatana e nenhuma forma peculiar de cabeça surgiria no passeio.
       
      Nadamos até mais próximos à costa. Em águas mais rasas, encontramos raias, uma inofensiva víbora tigre (Myrichthys tigrinus)que acredito ser a mesma que Gustavo vira anteriormente em Tortuga Bay, um pece lagartija ou peixe lagarto (Synodus lacertinus) em meio à sua camuflagem na rocha, pois ele fica paradinho e se mistura em meio à textura da rocha. Este, fui eu que encontrei! Até chamei Javier para que mostrasse aos outros da excursão. Hã!Hã! :mrgreen::mrgreen: Superei o guia! Brincadeira! :lol:8) Também avistamos o ouriço Mellita longifissa (conhecido também por bolacha-de-mar) e também uns pequeninos caranguejos quando chegamos na praiaem que pararíamos. Pararíamos... :| Foi o que Javier nos dissera ainda na água (pois o barco ficou longe para não atolar)... Que ali poderíamos pausar um pouco e caminhar em terra para ver espécies terrestre... Mas foi só chegar à areia que deram um grito avisando que havia algo na água ::ahhhh:: . De longe, via-se algo negro com a cabeça para fora ::hahaha:: . Uma iguana marinha, nadando em meio ao oceano! ::otemo:: Não poderia perder aquilo pois era algo que Gustavo e eu desejávamos contemplar! Caí na água e fui depressa até ela :mrgreen: . Acompanhei ela nadando na superfície, observando-a de todos os cantos sem nenhum incômodo sentido pelo animal! Repentinamente, ela submerge indo ao fundo e se agarra a uma rocha com suas enormes garras, comendo seu alimento predominante: algas marinhas. Mergulhei até ela e a puder ver se alimentando, tranquilamente. Pouco depois ela emergia novamente e continuaria a nadar a algum destino no horizonte. Deixe-a ir, admirando seu nado suave, com o balanço somente de sua comprida cauda enquanto suas patas permaneciam praticamente imóveis. Agradeci a Deus ::otemo:: e às entidades das águas ::otemo:: por me permitir isso tão bem. Gustavo, morra de inveja!!! Un chiste, amigo! :lol::lol:
       
      Voltei ao já distante catamarã onde estava o resto da turma. O almoço seria servido enquanto o barco seguia caminho. Perguntei a Javier se estávamos naquele momento seguindo a Cerro Brujo. Ele respondera que o itinerário daquele dia não ia a Cerro Brujo, mas sim a onde estávamos: Puerto Grande... Aquela praia onde “paramos”... :x Disse-lhe que havia contratado a excursão até este local e que me fora vendido tal roteiro. Ele deu uma disfarçada e disse primeiramente que aquele dia não era dia de excursão para Cerro Brujo, depois falou que os itinerários podem mudar repentinamente pelas condições de clima e maré. :x Ok! Já entendia que não iríamos a Cerro Brujo e que as respostas que me dava eram com finalidade de “enrolar” ::vapapu:: . Não havia mais o que fazer e também não causaria um estresse ali sozinho, com 03 habitantes nativos em um barco no oceano. O passeio valeu anda assim, visto que nenhuma agência iria a Cerro Brujo naquele sábado, e também porque encontrei um lugar onde paguei mais barato.
       
      O almoço incluído foi de refrigerante, salada, arroz, batatas fritas e frango, o qual o guia de buceo brincou ser carne de fragata. Até chegarmos ao último ponto de mergulho, perto de León Dormido, ficamos ali conversando, tirando sarro dos significados das palavras em espanhol e em português e também como eram os palavrões e apelidos nas duas línguas. Mergulhando, vimos tubarões ponta negra (um deles nadou bem debaixo de mim! Medo e satisfação misturados! ::tchann:: ), tartarugas e vários peixes. Mas... nada de tiburones martillos... também nada de raia manta... OK! A água já estava fria e encerrava a excursão dentro do tempo prometido, por volta das 13h30. Atracaríamos em Puerto Baquerizo Moreno entre 14h30 e 15 horas.
       
      Não acreditei que o Gustavo me dera o cano quando cheguei ao hostel e não o vi, assim como sua bagagem. Tomei um banho e o boludo batera na porta, dizendo-me que perdera o barco da manhã :roll: . Mal chegou e me convidou a ir à Lobería,mas tive que recusar pelo cansaço da excursão realizada. Logo, ele foi passear e eu caí na cama dormir. Gustavo me contara depois à noite que tomou um táxi a US$4 e por lá fotografou muitos lobos, mas também que é um local perigoso pela razão de haver muitas rochas e quebras de ondas. Resolvemos sair pelo centro à noite, ver os lobos e também poder lhe apresentar a cidade pela qual ele se encantou muito. Até propôs ficarmos mais um dia e voltarmos na segunda-feira, dia 21/12. Aceitei e no dia seguinte acertamos de ir a Tijeretas, para mergulhar naquela baía que havia visto do alto do morro e tão bem falada por outros. Tomamos umas cervejas pelos arredores :mrgreen: , vendo o movimento das pessoas e jantamos na Av. Alsacia Northia (paralela a Charles Darwin), onde a casa dos donos era ao fundo e na frente funcionava um restaurante caseiro com mesas na calçada ao ar livre, com vitrine refrigerada, chapa, etc. Pedi um pescado asado que fora servido à moda da casa :P : o peixe com somente as vísceras e cabeça extraídas, mas com as barbatanas e o rabo para petisco :mrgreen: . Muito bom, apesar de pouca carne. Preço fora total de US$14, acompanhado de arroz, salada e cerveja,o qual dividi o preço com o Gustavo. Já de noite, descarreguei minhas fotos, escrevi emails e postei algumas imagens na internet através do notebook do argentino. Tão rápido, desmaiei na cama, com a cidade que dormia com as ruas desertas e silenciosas.
       

      Fotografia cedida por Gustavo Roger Cabral
       
       
      11º DIA – 20/12/2015 – CONFORTO NAS ÁGUAS
       

       
      Saí tomar café-da-manhã na cafeteria Mary’s, no mesmo prédio do hostel León Dormido, na calle Jose de Villamil, como fiz todos os dias em que fiquei naquela ilha. US$3.50 valia o café da manhã continental gostoso e ótima relação custo x benefício em Galápagos: café com leite ou com chocolate, suco de fruta, três torradas com manteiga e goiabada e salada de frutas. Mais tarde, fui acordar o Gustavo já que combinamos de ir a Tijeretas.
       
      Necessitávamos telefonar às agenciadoras das lanchas para voltarmos a Santa Cruz, para mudar o dia do bilhete visto que ficaríamos mais um dia. Fomos a uma agência onde recebemos a informação de que precisávamos ligar para a nossa agenciadora Cabo Mar Tur S.A. em Santa Cruz (por onde compramos os bilhetes). Em nossas saídas de Santa Cruz às ilhas de San Cristóbal e Isabela, optamos por comprar os bilhetes das lanchas de ida e também de volta , ganhando US$5 de desconto por comprar as duas passagens de uma única vez. Mais uma DICA. É possível comprar separadamente, mas como já estávamos certos da data para a volta e de existir a possibilidade de remarcação sem custo, comprávamos o pacote completo com ida e volta. Já que o Gustavo e eu queríamos ficar mais um dia na ilha, precisávamos correr atrás de um telefone que realizasse uma chamada para o celular da empresa Claro da agenciadora de lanchas, impresso no bilhete. Conseguimos emprestar o celular de uma moça que estava em uma loja de esportes, já que possuía crédito grátis para a operadora. Ainda assim, paguei-lhe US$1 pelo incômodo e ela nos deu duas barras de cereais :mrgreen: . Ok! Lancha remarcada para o outro dia! ::cool:::'>
       
      Fomos almoçar uma quadra à frente do hostel, em um lugarzinho mais popular. Pagamos US$3,50 a sopa com carne cozida e legumes, junto com arroz, salada e peixe frito. Sentamos na mesma mesa com dois pescadores locais, que nos pareceram serem gente boa. Quando estávamos no hostel preparando as bagagens, Gustavo se deu conta de que não estava com o seu celular ::sos:: . Procuramos pelo quarto todo, por todas as malas, que nem loucos! Depois ele saiu correndo para ver se estava no restaurante em que almoçamos. Nada! Nem em nenhum lugar! E na hora do almoço, Gustavo havia tirado uma foto do prato. Desconfiava de que havia sido furtado pelos nossos acompanhantes. Não havia outra explicação, mas como o argentino era hiperativo, poderia ter perdido o seu telefone pela rua também ou de alguma outra forma :D . Lamentava-se mais pelas fotografias e vídeos registrados naquela viagem... Filmes para o seu pequeno filho perto dos animais, confidenciando o que sentia naqueles momentos... Recordações que, naquele momento, estavam perdidos e somente estariam em suas lembranças. :cry:
       
      Ainda frustrados, seguimos à agência Los Mantas, calle Ignacio Hernández com esquina para a calle Teodoro Wolf, para alugar um equipamento de snorquel porque o Gustavo deixara odele em Santa Cruz, depois partimos para o Cerro Tijeretas de táxi. Lá, como disse anteriormente, há uma trilha pavimentada de pedras que em alguns momentos se divide com placas indicando os lugares a seguir. À esquerda da primeira bifurcação, sentido Playa Punta Carola, fomos ao ponto de snorqueling da baía que eu havia visto de cima do cerro dois dias antes. É um lugar muito gostoso e tranquilo! Estávamos sozinhos, mas atentos às nossas bagagens deixadas na plataforma de acesso ao mar. :!: Por ali vimos muitos peixes, com uma corrente média nos levando. Assim que vimos alguns lobos marinhos nas rochas à frente, tentamos nos aproximar. Quando notamos que havia mais lobos, decidimos não prosseguir, ::prestessao:: pois consideramos que poderiam ser um bando de fêmeas com filhotes acompanhados de machos dominantes e territoriais, sendo melhor evitarmos um contato más cerca. Na plataforma, havia vários caranguejos Zayapa pintados onde consegui fotografar alguns de perto, pois eram muito ariscos à presença de pessoas. A plataforma fica numa área de rochas onde a maré oscilante torna complicada a subida à terra firme, precisando ter cuidado para não se machucar quando a água te empurra contra as pedras. Até tive que ajudar o velho do Gustavo a subir porque as ondas o tiravam dali quando estava pronto a ascender. ::lol4::::lol4::::lol4:: Foi muito engraçado em ver el boludo gritar meu nome para ajudá-lo, pois parecia estar derrotado após várias tentativas frustradas. ::lol4:::lol:
       
      [flickr]© EDJr-5194 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr]
       

      Fotografia cedida por Gustavo Roger Cabral
       
      [flickr]© EDJr-5216 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr]
       

      Fotografia cedida por Gustavo Roger Cabral
       
      Logo ali, há um mirante onde está a famosa estátua de Charles Darwin. Sem desmerecimento nenhum quanto às questões estéticas, mas realizando uma análise objetiva, a escultura é um pouco desproporcionalquanto às formas do corpo... Não sei se intencional ou não. :| Mas, por ficar em um ponto pouco mais afastado da ilha, revela a importância do naturalista inglês, autor da teoria da Evolução, para todo o arquipélago.
       

      Fotografia cedida por Gustavo Roger Cabral
       
      Seguindo a trilha, chegamos à Playa Punta Carola, onde há um farol ao fundo. Um lobo marinho era a atração da turma por lá, mas que logo depois, sumira pelo mar adentro. Ali é possível fazer snorqueling e ver muitos peixes e ouriços. Mas atenção às rochas com a maré baixa, pois pode se machucar! Estava um clima ameno e gostoso, ficamos um bom tempo curtindo o sol e a água :wink: . Voltamos a pé até encontrarmos os ambulantes que já havia relatado na avenida. Comi uma empanada muito gostosa e o Gustavo pediu um milho que não saboreou tanto. :?
       
      [flickr]© EDJr-5260 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr]
       

       
      Então fomos ao porto para fotografar os lobos que começaram a chegar por ali, pelo pôr-do-sol. Até pensei que um deles pularia em mim, pois estava dormindo e, ao me aproximar, deu um grito e veio até minha direção :shock::? . Que susto, lobiño :lol: !!! À noite, fomos jantar na lanchonete Cri’s Burguer Factory mais uma vez, onde experimentei outro lanche, mas que não era tão recheado e grande como o do outro dia. E saímos à caça de cerveja pelas ruas 8) . Sim, porque era domingo à noite, ou seja, somente alguns estabelecimentos estavam abertos e também porque no Equador há a proibição de consumir bebidas alcoólicas aos domingos. Por isso, estava difícil de alguém nos vender cerveja, quando encontrávamos um estabelecimento aberto. Um senhor, que estava na frente de sua casa com amigos, vendeu-nosduas garrafas de cerveja, mas nos aconselhou a beber “na moita” 8) por conta da polícia que patrulhava a cidade. Havia mesmo uma viatura passava pelas ruas com ladrilhos e, em determinado momento, nós nos sentamos na porta de alguma casa ou algum tipo de comércio e colocamos as cervejas escondidas atrás de nós enquanto disfarçamos. Uuufa ::mmm: ... Vai saber, não?!? :mrgreen: Sinceramente, achei muito considerável esta norma, pois talvez vise a diminuir os casos de acidentes com automóveis. Ainda mais visto que em nosso Brasil, isto é uma fatídica realidade. Mas também... somos gringos e estamos de férias! Será que não poderia existir uma relevância?!? (Olha o “jeitinho” brasileiro safado! Credo! ::putz:: ).
       
       
      ILHA SANTA CRUZ – parte III
       
       
      12º DIA – 21/12/2015 – VISITA A LAS TIENDAS DE SANTA CRUZ
       
      Na viagem toda, usei meu aprendizado em viagens quanto às compras de lembranças e outros regalos: ver preços pelos primeiros dias muito informalmente e somente no último dia, após ver todos os preços das lojas que averiguei, efetivar propriamente as compras. Logicamente, não é uma regra rígida, pois há oportunidades únicas que não dão para ser adiadas e nem mesmo muito analisadas, como a exemplo de uma única camiseta legal que você curtiu muito, é a última peça e você somente encontrou em certo lugar, ou quando encontra o pingente/chaveiro/quadro que fará parte da sua coleção de viagens e está com um preçoatrativo demais em comparação a outras lojas.
       
      Em Galápagos não houve muita variação de preço quanto a muitos assuntos. Quanto aos presentes, notei que em Santa Cruz encontrei maior variedade e melhores ofertas em relação às outras ilhas. Em Isabela achei tudo mais caro e em San Cristóbal até possuía bons valores, mas em Santa Cruz há maior quantidade de lojas e diversificação de artesanato e arte local, devido Puerto Ayora ser a maior cidade e com maior estrutura turística. No Mercado Artesanal se pode encontrar melhores preços e ofertas do que nas lojas, além de melhor oportunidade de negociação ::cool:::'> ::cool:::'> . Lembrando: uma mini tartaruguinha marinha feita em pedra com tamanho de 03 cm, custará em torno de US$4 a US$5. Caro para nosotros, pero en Galápagos fuera el mejor precio que yo encuentré. ::hãã::
       
      Partimos à Santa Cruz pela manhã às 06h15 e chegávamos após aproximadamente 02 horas de viagem, sendo a mais tranquila que realizamos entre ilhas. Não deu enjôo, o barco bateu pouquíssimo, o Gustavo dormiu e eu até cochilei nos bancos da embarcação lotada de pessoas. Havia até um casal de velhinhos que viajavam com a família pelas ilhas. Sei disso porque os vi em Isabela, em San Cristóbal e depois os viríamos mais uma vez em nosso último passeio em Las Grietas antes de irmos embora de Galápagos.
       
      Já deixávamos as malas no Hotel España e fomos tomar o desayuno ali por perto, no mesmo lugar onde tomamos as cervejas no primeiro dia. Um café-da-manhã continental muy rico por US$5 ::hahaha:: contendo suco, café com leite grande, pão, manteiga, goiabada e salada de frutas com iogurte! Dali, seguiríamos a três escritórios do governo, nos quais perguntaríamos onde seria possível registrar o “roubo” do telefone para que o Gustavo pudesse entregar ao seguro do equipamento. Enfim, era no distante fim da Avenida Baltra. Porém, exigiram o seu passaporte, que não estava com ele ::prestessao:: . Logo, disse que voltaria à tarde e que deveríamos ir aonde havíamos combinado: Las Grietas!
       
      Era meio-dia e estávamos no porto para tomar o táxi aquático e chegar ao início do caminho a Las Grietas. Voltamos lá porque queríamos conhecer a segunda parte do lugar, mais ao fundo. Estava muito bom! Calor, sombras, água fresca e com boa visibilidade, e também, com poucas pessoas ::otemo:: . Permanecemos por duas horas, mergulhando e acompanhando vários peixes. Na segunda parte, acessível após alguns trechos difíceis com rochas, avistei uns grandes peixes em grupos e bem próximos. Fui sortudo em ser o único a ver uma moréia nadando para se esconder nas fendas dos paredões. Pois o Gustavo conheceu um casal de argentinos com quem estava combinando dividir um táxi para o centro de Quito, devido a sua escala aérea lhe promover essapausa na capital equatoriana. Enfim, foi muito bonito e muito bacana estar ali naquele momento. Uma merecida despedida dos mergulhos! ::otemo:::D
       

       

       
      Fotografias cedidas por Gustavo Roger Cabral
       
      Enquanto dormi um pouco à tarde, Gustavo conseguiu voltar à delegacia e fez o registro de ocorrência que “acontecera” em Santa Cruz. À tarde sairíamos para as compras! 8)8). No decorrer das lojas, acabamos por nos separar. Eram muitas coisas e não deu tempo de acompanhar as intenções de cada um. Antes disso, fomos até o fim da Avenida Charles Darwin, até o busto do cientista na entrada da estação científica. Próximo dali, há uma pequena vila com várias artes em mosaicos. Vale a visita! ::cool:::'>
       

       

       

       

       
      Passei por muitas lojas e pelo Mercado Artesanal, comprando camisetas, a tartaruga de pelúcia para minha irmã ::tchann:: , bolsas, pequenas esculturas em pedra e madeira para minha coleção, entre outras recordações :) . Trouxe de lá todos os presentes de natal da família ::hãã:: ! Às vezes o cartão passava, outras vezes não. Possivelmente por conta da internet de lá. Que canseira deu tudo isso ::mmm: ! No caminho de volta ao hotel, já de noite, encontrei o Gustavo também retornando. Conversamos à noite sentados na entrada, mostrando um ao outro o que compramos. Dormimos cedo após algumas cervejas. Pois, mesmo que o voo estivesse marcado às 12h30, a recomendação era de que saíssemos às 08 horas, ainda mais por irmos de ônibus até o canal de Itabaca.
       
       
      13º DIA – 22/12/2015 – O INÍCIO DO REGRESSO
       
      O sol nascia e a noite ainda permanecia quando despertei às 05h30 :!: para tomar banho e terminar de fazer as mochilas para ir embora. No saguão, não havia ninguém exceto o vigia que cochilava de tempo em tempo :D . Devolvi-lhe as chaves e os controles do ar e da TV. Encontramos um táxi na esquina às 06h40 e logo íamos ao terminal de ônibus, distante dali por 15 minutos. Este lugar estava deserto. O ônibus que vimos quando chegávamos estava a partir e praticamente lotado. Disse ao Gustavo para tomarmos o próximo, já que tínhamos tempo. Encontramos um alemão que viajava pela América do Sul de bicicleta e que voltaria naquele momento para casa, pois o dinheiro acabara devez em Galápagos por conta dos altos custos do lugar ::ahhhh:: . Às 07h25 subimos no ônibus e 40 minutos após, já partimos na lancha para atravessar o Canal de Itabaca. Tão logo, aguardávamos algum ônibus de companhias aéreas para levar todos os viajantes até o aeroporto de Baltra. O ônibus demorava ::putz:: ! O alemão, cujo voo estava marcado para 09h30, respondia ao Gustavo: “No bus!” :| . Somente chegaríamos ao aeroporto às 09 horas. Quase uma hora de espera! E ônibus da LAN lotado! Muitos, como eu, tiveram que ir de pé! Francamente, o episódio mostrou uma desorganização desse processo! Pelo preço que custa Galápagos, creio que o local possui condições e que deve melhorar nesse serviço. ::toma::
       
      Na espera pelo nosso voo que partiria às 12h30, fotografei os imensos geradores eólicos de energia ali próximos e a paisagem árida. Na esperança de ver alguma iguana terrestre por ali :mrgreen: , somente consegui fotografar a Galápagos Dove, Rola-das-galápagos ou Paloma de Galápagos (Zenaida galapagoensis) bebendo água na saída do cano pelos jardins secos do aeroporto.
       

       
      [flickr]© EDJr-5401 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr]
       

       
       
      Despedida final de Galápagos, com direito a selfie na pista de decolagem com o Avião da Tame ao fundo 8):mrgreen::D . Agora era para valer! Eu sabia que o regresso iria ser difícil pelo tempo que demoraria e por estar sem celular para me distrair com jogos, livros, vídeos e navegação pela internet. Escrevi as últimas letras enquanto aguardava para embarcar, pensando em sobre o que tinha lido anteriormente à viagem e sobre o que passara naquele lugar:
       

       
       
      Às 14h20 do dia 22/12/2015, quando desembarcamos na grande cidade de Guayaquil, Gustavo e eu nos despedimos no avião com um abraço fraterno ::otemo:: , com a sensação de que facilmente poderíamos nos ver novamente para uma nova aventura juntos. Eu partiria dali a Quito em cinco horas, já Gustavo chegaria à capital depois de uma hora somente. Mas eu deixaria Quito às 06horas do dia seguinte e o argentino, voltaria para Buenos Aires algumas horas depois de mim. Vai entender as escalas... ::hein:
       
      No belíssimo aeroporto de Guayaquil (o qual achei muito cheio de frescuras :roll: ), pude comer um lanche, escrever na internet em um cyber e também fui atrás de como pedir a devolução dos impostos pagos a estrangeiros. Acreditava ser algo direto: apresentar em algum caixa as notas ou os recibos com o valor do IVA discriminado e, tão logo, receber o dinheiro. Direcionei-me ao posto de informações que fica fora da área deembarque, no andar abaixo desta. Neste posto, é fornecido um formulário e um envelope, juntamente com as instruções de como realizar toda a operação. Este processo consistia em preencher um formulário com dados pessoais e com as informações das notas de compra, anexando-as em via original, juntamente com uma cópia de seu passaporte, além de informar um número de cartão de crédito – pois é a única maneira deles creditarem o valor após uma “análise”, sem menção de prazo para tal. Após passar pela imigração, já em Quito, depositei em uma urna o envelope completo. Creio que em Guayaquil há essa urna também, mas é necessário se informar. Até fevereiro de 2016, quando este texto foi finalizado, não fora creditado nenhum valor em meu cartão. ::vapapu::::bad::
       
      Cheguei em Quito às 20 horas (horário local), 30 minutos de voo desde Guayaquil...Esta noite seria longa... Como possuía dólares estrategicamente planejados para meu último dia, fiz uma extravagância bem feita: fui jantar como um rei! :mrgreen: Não imagine isso como ir a um restaurante chique e caro, ser bem-servido, com champanhe e blá blá blá. Mas sim, como um rei glutão morto de fome :mrgreen::mrgreen: !!! Queria comer muito e bem! Peguei um coche (carrinho de malas) no aeroporto a US$2 novamente e fui ao “shopping” em frente ao prédio de embarque. Fora do aeroporto climatizado, mais uma vezestava uma noite fria. Escolhi um restaurante por ali onde comi um prato delicioso a US$11 com muito arroz, caldo com feijão, batata frita, salada, ovo frito “zóiudo” e bife de carne de vaca! Com uma caneca enorme de suco natural de morango com maracujá. Urrrra! ::hahaha:: Mais do que me fartei! Quase enfartei! Mas merecidamente, pois não comia direito há muito tempo. :D
       

       

       

       

       
      Após certa cochilada no saguão gelado do aeroporto, voltei ao “shopping” novamente, pois queria um bolo de chocolate! ::tchann:: Não encontrei, mas comi um brownie junto com um copo grande de chocolate quente! Que delícia! Saboreava o gostinho de canela ao fundo enquanto descansava no sofá confortável que, visto ter consumido algo, poderia ficar por ali até o embarque. :mrgreen:
       
      Fiz minhas últimas compras no free shop, com chocolates, balas e um carregador portátil de bateria de celular da Maxwell que não carrega meu atual Moto G3 completamente :oops: . Às 05h30, estava de frente ao portão de meu embarque. O avião que decolaria às 06horas aparentemente deu uma pane. Só podia ser isso, pois o avião chegara a tempo, mais logo iniciaram os avisos de atraso do voo. Mais uma aeronave da Tame pousou na pista e o portão logo abriu para começar a receber os passageiros, o que ocorreu somente às 07horas. E decolaria somente às 07h30. E eu fiquei pensando sobre o episódio de ida, no qual perdi o voo naquela madrugada do dia 09 somente por três minutos... É aquilo: o usuário fica penalizado, mas a empresa nunca. ::grr::::grr::
       
      Voltando para casa, paramos no aeroporto de Lima para uma parada técnica e embarque/desembarque de passageiros. Uma família com quatro mulheres se sentou próximo e uma delas, ocupou a terceira cadeira do mesmo lado da aeronave em que eu viajava. Descobri a nacionalidade delas após se falarem com sotaque tranquilo e espaçado. Ao perguntar algo àquela que sentara perto, dissera-me que era de Minas Gerais! Só podia! :D Conversamos sobre viagens e lugares. Esqueci o nome dela, mas me disse que estava voltando do Peru após uns dias passeando com a mãe e as irmãs em uma viagem planejada por seu primo, que falecerapouco tempo antes. Dizia que aquela viagem era uma realizaçãopor ele também, pelo tanto que pesquisou e sonhou com aquilo. Dei-lhe um cartão para me procurar caso precisasse de dicas de lugares que lhe interessavam, como o Salar de Uyuni na Bolívia, onde eu estive em 2010.
       
      Perdi a noção dos fusos horários ::essa:: , pois também não arrumei o relógio e cheguei “antes do que imaginava” em Guarulhos/SP. “Antes” em termos, pois eram quase 19horas. Mais de uma hora atrasado. Meu pai ansioso não via nenhuma aeronave da Tame pousar. Mas, no fim, cheguei são e salvo. Feliz e grato em rever minha mãe, meu pai, minha irmã caçula e minha namorada! Mais uma vez! Felicidade em partir, felicidade em retornar! Principalmente pelas pessoas que participam de seu mundo e te querem bem! E ainda: véspera da véspera de natal! Muito booommmm!!!. ::otemo::::otemo::
       
       
      DEPOIS DO REGRESSO
       
       
      Após minha chegada ao Brasil, eu tive muita tontura, náuseas e ânsias, além de desequilíbrio ::dãã2::ãã2::'> . Fui a três médicos que me avaliaram com possível quadro de labirintopatia, em que meu labirinto fora afetado por mudanças de pressão com os mergulhos, barcos e muitos aviões. Tomei remédio por cerca de um mês e melhorei, após vários dias em que só queria ficar deitado pelo incômodo de estar em pé. ::hein:
       
      Com Gustavo, fora um pouco pior. Ele me disse que teve dor na panturrilha e fora ao hospital, tendo que realizar uma punção, cortando um pouco da carne da perna a fim de tirar elementos infecciosos :shock: . Desse modo, ficara alguns dias de cama para melhorar. Acredita que pode ter sido ocasionado por algum peixe ou coral. Na viagem, ele não me reclamou de nada. Cortara a sola do pé em uma pedra no caminho, na ilha de Isabela, onde precisou fazer diariamente curativo e até foi ao hospital, mas disse que não era consequência disso. Atualmente disse estar bem e melhor com a sua família. :)
       
      Ainda descansando do passeio, estou a editar as fotografias com esperança de tornar o material em alguma forma de trabalho, seja pessoal, autoral/profissional. Escrevo abaixo, algumas palavras sobre as quais refleti ainda em viagem, concordando até o momento com elas.
       
       
      Agradeço a Deus pela oportunidade, à minha família por me apoiar na loucura (segundo meus pais), à minha namorada Ana Carolina ::love:: que me incentivou (e ainda o faz) a todo o momento, mesmo em minhas dúvidas se deveria mesmo fazer a viagem, e ao mais que um amigo agora, mas também um companheiro e parceiro, o fotógrafo argentino Gustavo “Roger” Cabral. Este, que me promoveu o convite, as risadas, as conversas, as loucuras, as cervejas e a algo que valorizo muito no meio profissional artístico: as ricas e verdadeiras trocas de experiências. ¡Un abrazo, boludo! ¡Hasta una próxima vez! ::otemo::::otemo::
       
      Paz a todos! Amor a todos! Duas necessidades que deveriam ser cultivadas por qualquer ser humano, acima de tudo, pois isso nos bastaria. :D
       

       

       
      [flickr]© EDJr-3794 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr]
       

      Fotografia cedida pela agência
       

       

       

       

       
       
      REFERÊNCIAS ONLINE:
       
      • http://www.gobiernogalapagos.gob.ec - registro para entrada em Galápagos
      • http://viagem.uol.com.br/guia/equador/galapagos/planejando-ir/index.htm - informações
      • http://www.mochileiros.com/1-semana-em-galapagos-25-10-a-01-11-2014-relato-completo-t104847.html - relato de Fmatsusaki
      • http://www.mochileiros.com/galapagos-por-conta-propria-dicas-fotos-t88575.html - relato de allanavila
      • http://www.mochileiros.com/mergulho-em-galapagos-liveabord-com-fotos-t88456.html - relato de copaes
      • http://www.mochileiros.com/dicas-o-que-fazer-em-galapagos-t35903.html - relato de arthursa
      • hhttp://ttp://muitaviagem.com.br/galapagos-atracoes-gratis-turismo - relato de Gustavo Villas Boas
      • http://muitaviagem.com.br/galapagos-custo-passagens-pousada - relato de Gustavo Villas Boas
       
      Outras dicas, relatos e imagens de Galápagos:
       
      • MAPA MUITO BOM DE GALÁPAGOS (Fonte: All You Need is Ecuador):
      http://www.mediafire.com/view/lxaz4z93j08ye2n/Mapa_Gal%C3%A1pagos_Completo.jpg
      • Outro Mapa com alguns pontos turísticos:
      http://www.mediafire.com/view/49m7npd71bfoydd/mapa-galapagos-mapa-mundi.jpg
      • http://viajeaqui.abril.com.br/materias/fotos-de-animais-de-galapagos#10
      • http://viajeaqui.abril.com.br/cidades/equador-galapagos/fotos#10
      • https://viagem.catracalivre.com.br/geral/mundo-viagem/indicacao/10-coisas-para-fazer-em-galapagos-quase-de-graca/
      • http://ecoviagem.uol.com.br/blogs/cristian-dimitrius/imagens-de-natureza/galapagos-santa-cruz-e-seus-grandes-monstros-12517.asp
      • http://www.flashesdeviagem.com.br/2012/09/entendendo-galapagos-translados.html
      • http://extra.globo.com/tv-e-lazer/viagem-e-turismo/galapagos-de-ilhas-encantadas-maravilha-da-natureza-2726513.html
      • http://bodeswell.org/2011/01/25/galapagos-day-1-isla-baltra/?lang=pt




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