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  • Membros de Honra

18° dia - 18.01.2016 - Segunda-feira

 

Saída de Tiradentes e chegada a São João del Rey - MG

+- 10 kms em aprox. 02:40 horas.

Acumulado CRER: 464 Kms

 

Os caminhos são coincidentes.

 

Minha parceira acordou um pouco melhor. Gentilmente anteciparam o café da manhã pra nós. E que café maravilhoso,  pena que não podemos comer Glutén e nem leite.

 

O tempo estava encoberto, como o trecho era curto não preocupamos.

Paramos no marco inaugural da ER pra tirar algumas fotos.

Vimos artesanato maravilhosos num distrito colado a SJDR,

trecho praticamente reto, com algumas curvas.

Um pequeno trecho da estrada não tem acostamento tem que ter cuidado. Basicamente eh um percurso urbano.

Perto da pousada comemos um comercial a $12 por pessoa, simples mas excelente.

Compras supermercado:  $50

Farmácia : $35

Meias (6): $33

 

Hospedagem: pousada Segredo (032) 3372-2249, atrás igreja São Francisco,  ótimas camas, ventilador, tv, frigobar, wifi bom.

Preço : $130 casal com café da manhã. RECOMENDO!

Obs.: sabendo que tínhamos problemas com Glutén e leite, fizeram um bolo de milho especial, frutas. .sucos..presuntos.

Colocaram a disposição pra fazer o café, o horário que quiséssemos. ::otemo::::otemo::

ÓTIMO ATENDIMENTO.

 

Algumas fotos:

Como foi servido o café da manhã na pousada, muito bom..

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Saída de Tiradentes

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Diferentemente dos anos anteriores, tinha uma linda cachoeira no marco número um da estrada real

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Igreja de São Francisco, conseguimos excelente pousada atrás desta imponente igreja.

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Residência da família Neves(Aécio) em São João del Rey

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Cidade histórica muito bem conservada

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  • Membros de Honra

19° dia - 19.01.2016 - Terça-feira

 

Saída de São João del Rey e chegada a São Sebastião da vitória -MG.

+- 27 kms em aprox. 06 horas.

Acumulado CRER: 491 kms.

 

Gentilmente a pousada providenciou café da manhã às 05:30hrs  e, ainda fizeram um bolo sem leite e Glutén. Atendimento nota 10.

Saímos antes das 06, tempo encoberto e com chuva bem fina.

Ontem procuramos os marcos do CRER e não achamos, decidimos seguir os da ER.

Seguimos até final da avenida e entramos numa trilha com uma subida forte, no topo avistamos boa parte do próximo percurso.

Descemos até os lagos, atravessamos um pequeno riacho, mato alto e muito escorregadio.

Atravessamos Rio das Mortes, na saída encontramos os marcos do CRER, logo numa subida os marcos indicavam direções diferente,  segundo morador os marcos CRER poderiam estar depredados,  diante dessa informação resolvemos seguir ER.

 

Pegamos subida forte, após entramos em outra trilha com mato alto e tivemos que atravessar outro riacho. Passamos dentro de fazendas de criação de gado e cavalo. Outra subida forte com lindo visual de montanha.

Descemos até rodovia asfaltada e uns 2 kms entramos em SS Vitória.

Ligamos no  número indicado numa placa da única pousada da cidade e desta vez a proprietária nos atendeu....Ufa. 

15 minutos depois apareceu a dona com as chaves..

Fomos rumo ao  centro e encontramos restaurante Self-service a $15 por pessoa à vontade.

Retornamos a pousada para tomar banho e dormir um pouco.

 

Hospedagem: Pousada Nova Vitória  (032) 3374-2187 /3372-2981 /99970- 7640, na entrada da cidade próximo posto de combustível,  bem simples, camas regulares, tv, wifi, banheiro privativo. Preço  $60 casal com café da manhã simples. Prefiram os quartos da entrada, são melhores.

Tem filtro d'agua

 

Algumas fotos:

Chuva fina teimava em cair.

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Vista do vale que íamos passar, ao fundo subidas que enfrentamos...

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Pequeno riacho com muito barro, mas passagem foi bem tranquila

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Essa é a subida que vimos no início deste trecho..

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As chuvas do dia anterior foi forte, derrubou tudo.

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Aqui reencontramos o marco do CRER em Rio das Mortes

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Atravessando fazenda, com muito barro

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  • Membros de Honra

20° dia - 20.01.2016 - Quarta-feira

 

Saída de São Sebastião da vitória e chegada a Capela do saco-MG

+- 22 kms em aprox.  05:15 horas

Acumulado CRER: 513 kms.

 

Saímos depois da 06 da manhã,  tomamos um café simples na pousada, o tempo estava nublado com chuva fina, que logo cessou.

 

Esse trecho é curto mas com algumas subidas / descidas fortes, como choveu muito, na noite anterior, a estrada estava com muito barro o que dificultava muito.

Neste trecho os marcos da ER e do CRER são coincidentes.

Chegamos em Caquende as 11:45 horas a balsa estava atravessando pra outro lado.  Tivemos que aguardar até as 13 horas pois neste intervalo a ela não funciona, preço: $2,00

 

Altitude capela do saco: 955 msnm

 

Compras picolés /água /balas  $30

 

Hospedagem: Pousada do Pinguinha (32) 99951-6039 / 3371-2153, Capela do saco,  camas simples,  tv, sem wifi. Preço: $80 o casal com café da manhã simples.

Obs.: funciona nas férias e nos finais de semana.

Refeição: $20 por pessoa.

 

O distrito tem outra pousada com melhor estrutura, mas muda de administração constantemente e, é mais cara.

 

Algumas fotos:

Tempo nublado com chuva fina, sinal que enfrentaríamos muito barro na estrada

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Muito barro...

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Mais barro

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Aguardando a balsa....

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  • Membros de Honra

21 ° dia - 21.01.2016 - Quinta-feira

 

Saída de Capela do Saco e chegada a Carrancas  - MG

+-28 kms em aprox. 6 horas

Acumulado CRER: 541 kms

 

Os caminhos CRER e ER são coincidentes neste percurso.

 

A Fátima esposa do Pinguinha deixou o café pronto pra nós.

Acordamos e o tempo estava nublado e chuvisco fino.

Saímos assim mesmo, depois o tempo melhorou e foi assim até o final, inclusive pegamos um pouco de sol.

Trecho aberto com lindo visual de montanha, grandes plantações,  criações de gado. Não tivemos trilha neste trecho,  piso sem barro.

Minha esposa quase pisou numa cobra, deixamos ela ir embora.

Grande subida e descida da serra de carrancas com visão de 360° de toda região.

Hoje é carnaval antecipado em Carrancas,  são 4 dias de folia.

Comemos um excelente Self-service no posto próximo a pousada $15 por pessoa à vontade.

Compras supermercado: $30

Açai 300 ml: $6

 

Altitude Carrancas: 1100 msnm

 

Hospedagem: pousada Luz do sol, camas ótimas,  tv, wifi, ventilador, frigobar,  piscina, churrasqueira. $150 o casal com café da manhã. Nesta pousada não abrem exceção para antecipar café da manhã.

Não tem filtro d'agua.

 

Obs.: estivemos no Dutra irmão do Roberto,  dono da chacara próximo a traituba que recebe o pessoal que fazem os caminhos.

O problema é que o Roberto teve que amputar um dedo do pé e não estava recebendo ninguém lá.

Ele estava hospedado na casa do Dutra em Carrancas para recuperar da cirurgia.

Ele(Roberto) sugeriu entregar as chaves pra nós, mas achei complicado isso.

Ele, como sempre tentou de todas maneiras resolver nosso problema,  ele ia mandar o filho dele de 16 anos conosco à pé pra abrir e resolver tudo.

No final ele resolveu ir de carro até a chacara dele para nos atender. SÃO ESSAS PESSOAS QUE FAZEM O CAMINHO, E NÃO NÓS!

GENTE BOA!

 

Algumas fotos:

Uma subidinha para acalmar os nervos...

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Uma cobrinha para dar um medo na tropa

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Serra de Carrancas

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Lindo visual da serra de Carrancas, depois do susto da inofensiva cobra

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Subindo...

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Subi....

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Carrancas chegando é só descer..... ao fundo serra de Traituba, onde dormimos no dia posterior

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  • Membros de Honra

22 ° dia - 22.01.2016 - Sexta-feira

 

Saída de Carrancas e chegada a Casa do Roberto antes da fazenda Traituba-MG

+-28 kms em aprox. 05:45 horas

Acumulado CRER: 569 kms

 

Ontem encontramos outro caminhante que estava fazendo a ER(já caminhamos uns 4.000 kms na estrada real, foi a primeira vez que encontrei outra pessoa fazendo). Combinamos de encontrar as 06 da manhã.  Como não apareceu, seguimos sem ele.

 

Os marcos do CRER  segue outro caminho, mas não encontrei o marco inicial em Carrancas. Os caminhos se encontram a uns 6 kms da casa do Roberto.

Pela estrada real esse percurso é mais longo.

 

Hoje tivemos um lindo amanhecer, nas montanhas de Carrancas, o sol deu as caras logo cedo.

Trecho com algumas subidas/descidas fortes. Grandes plantações de milho e  criações de gado.

Faltando uns 4 kms da chegada, o Roberto passou de carro. ......Então tudo resolvido.

Não vão até lá sem ligar antes.

 

Altitude casa do Roberto: 1150 msnm

 

Hospedagem: casa do Roberto, depois de um vilarejo, defronte a um marco. Acomodações bem simples.  Mas a atenção dada por ele sobrepõem tudo. Cara Sensacional.

Preco: paguei o esforço em nos atender. LIGUEM E VEJAM O PREÇO.

O Roberto preparou uma ótima galinhada com frango caipira, comi 3 pratos.  À noite ele fez milho cozido na palha.

Obs. : como a chacara está distante de Carrancas, o sinal da VIVO pega muito fraco, somente numa porteira.

 

N.B.:  A casa do Roberto é bem simples, não é uma POUSADA com estrutura. 

Ele, como é sozinho, não tem tempo de cuidar da CASA. Pois tem que cuidar das vacas, gado, galinhas, porcos, plantações. ...

Portanto quem forem, tem que levar tudo isso em consideração.

 

Algumas fotos:

Igreja matriz de Carrancas

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Lindo amanhecer

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Subidas e descidas leves

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Encontramos o marco do CRER

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Belos cavalos e caminho com pouca sombra

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Serra Traituba

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Chegada a casa do Amigo Roberto

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Saboreando uma excepcional galinhada feita pelo mestre Roberto, uma delícia.... sim, era caipira

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  • Membros de Honra

23° dia - 23.01.2016 - Sábado

 

Saída casa do Roberto e chegada a Cruzilia - MG

+- 40 kms em aprox. 08:30 horas.

Acumulado CRER: 609 kms.

 

Os caminhos CRER e  ER são coincidentes.

 

Acordamos antes das 5 da manhã,  Roberto já estava preparando o café. Batemos um papo rápido e saímos.

Ainda era noite aproveitamos o frio para acelerar o passo  e rapidamente chegamos a fazenda Traituba.

O sol jah começava a dar as caras,  mas permaneceu encoberto uma boa parte do percurso. Somente do meio até o final que o sol ficou forte o que dificultou a caminhada.

Esse trecho é longo mais de 40 kms com grandes subidas /descidas fortes, algumas retas, tudo em estrada de terra com ótima sinalização.

Os últimos 4 kms e feito pelo asfalto sem acostamento.

Tomamos um açai de 700mls a $10 cada com paçoca.

Compras supermercado  $20

Jantamos numa padaria a $24,90 o quilo.

 

 

Altitude Cruzilia: 1090 msnm

 

Hospedagem: Hotel Central (035) 3346-1257, ao lado igreja matriz, camas ótimas,  ventilador, tv, wifi, frigobar, ventilador, muito limpo e acomodações novas. Preço: $100 casal com café da manhã. Prefiram os aptos do primeiro andar. RECOMENDO.

Obs.: tem filtro de água.

 

Algumas fotos:

Fazenda Traibuta

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Muito calor e estrada de terra, mas sem movimento. Cuidado esse trecho não tem muitos pontos para coleta de água

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Naquela subida ali na frente tive que tomar um ar....kkkkk

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Chegada a capital do cavalo Mangalarga marchador....Cruzília

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  • Membros de Honra

24° dia - 24.01.2016 - Domingo

 

Saída de Cruzilia e chegada a Caxambu - MG

+- 26 kms em aprox. 05:40 horas

Acumulado CRER: 635 kms

 

Os caminhos CRER e ER são praticamente coincidentes.

 

Nossa intenção era dormir em Baependi pra no outro dia ver o espetáculo dado pelos pássaros ao amanhecer . Por esse motivo saímos mais tarde.

 

Como o tempo estava encoberto decidimos dormir em Caxambu.

O primeiro trecho até Baependi é basicamente de subida /descidas, como ponto alto destaco a descida pelos túneis de terra e árvores na chegada a Baependi.

O segundo trecho entre Baependi é Caxambu  é em estrada de terra/pedras quase plana,  até a entrada da cidade.

Fomos a um Self-service  numa padaria $14,90 por pessoa à vontade .

Tomamos açai 500 ml a $9 cada.

Compras supermercado : $20

 

Altitude Caxambu : 920 msnm

 

Hospedagem: pousada Água de Caxambu,  centro, camas ótimas, tv, wifi, ventilador, preço : $130 casal com café da manhã.

Tem filtro d'agua.

 

Algumas fotos:

Vista de Baenpendi, muita plantação de café

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Linda estrada, com grandes vala e notem as raízes das grandes árvores

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Idem

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Entrando novamente no famoso túnel

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Chegada a Baependi

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Linda matriz de Baependi

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Estrada baependi x Caxambú

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  • Membros de Honra

25° dia - 25.01.2016 - Segunda-feira

 

Saída de Caxambu e chegada a São Lourenço - MG

+- 27 kms em aprox. 05:50 horas

Acumulado CRER: 662 kms.

 

Só vimos marcos do CRER a uns 8 kms de Caxambu. Os marcos  são  baixos e com mato alto eles ficam escondidos.

Siga o da estrada real.

Esse trecho também faz parte do caminho dos anjos. Então vc verá as setas amarelas dele.

 

O hotel gentilmente providenciou café da manhã mais cedo para nós.

Passamos no parque das águas e enchemos nossas garrafas com água mineral com gás, de graça.

O primeiro trecho é tranquilo, são  15 kms em estrada de terra praticamente reta.

Os últimos  12 kms têm algumas subidas / descidas fortes até entrada da cidade, depois ruas com subidas leves.

O tempo ajudou bastante pois estava com muitas nuvens, somente nos últimos 13 kms que pegamos sol forte.

Apesar de Cruzilia ser a capital do cavalo manga larga,  vimos mais criação de cavalos neste trecho, em lindos haras.

Comemos Self-service na rua principal a $32,90 o kg.

 

Hospedagem :  hotel imperial,  rua principal, próximo ao parque das águas,  camas ruins, tv pequena, wifi, ventilador, limpo. Preço : $140 o casal com café da manhã.

Obs.: esse hotel não oferece café da manhã fora do horário estabelecido.

Tem filtro d'agua.

A cidade tem uma infinidade de opções de hospedagem.

 

Algumas fotos:

Trecho com subidas fortes e muito sol

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Hotel antes de São Lourenço

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Como seguir os marcos...lamentável

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Chegando a São Lourenço

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Somos gozadores

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  • Membros de Honra

26° dia - 26.01.2016 - Terça-feira -feira

 

Saída de São Lourenço e chegada a Santana do Capivari - MG

+- 28 kms em aprox. 06:30 horas.

Acumulado CRER: 690 kms

 

Caminhos coincidentes, primeiro marco ER em frente rodoviária na saída da cidade. Siga SEMPRE marcos ER, alguns marcos CRER foram destruídos e alguns estão escondidos pelo mato alto.

 

O hotel não disponibiliza café da manhã antes do previsto.

Saímos às 05:30 horas para aproveitar o tempo fresco.

Céu encoberto nos primeiros 10 kms, depois o sol apareceu forte e complicou o dia.

Nossa intenção era dormir em Pouso Alto(16 kms), mas chegamos muito cedo à cidade e resolvemos andar até santana do Capivari, depois que ficamos sabendo que tinha pousada lá.

 

O trecho até Pouso Alto tem algumas subidas/descidas fortes.

Após P.A pegamos asfalto até uns 4 kms, depois  de são Sebastião do rio verde, Viramos à esquerda e entramos numa estrada de terra com muita poeira e com sol forte até Capivari, com alguns trechos íngremes e lindo visual de

montanhas.

Comemos Self-service a $13,90 por pessoa à vontade num restaurante em frente  pousada.

Compras água /banana/doces $25

 

Altitude Santana do Capivari: 940 msnm

 

Hospedagem: pousada O Caipira (035) 3364-7230, próximo ao trevo na beira do asfalto, camas boas  mas um pouco sujas, ventilador,

tv pequena, wifi, frigobar, piscina,

Muito barulho devido a proximidade da rodovia.

 $120 o casal com café da manhã.

 Obs.: pousada não oferece café da manhã antes do programado.

Não tem filtro d'agua.

 

Santana do capivari: pequeno distrito tem duas pousadas, restaurantes e algumas mercearias.

 

Algumas fotos:

Saindo cedo

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Tempo encoberto

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Distrito no caminho

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Lindos visual de montanha, subida forte com sol forte

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Lindo aquilo lá

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  • Membros de Honra

27° dia - 27.01.2016 - Quarta -feira

 

Saída do distrito de Capivari (pouso alto) e chegada a Itanhandu - MG

+- 29 Kms em aprox. 06:30 horas.

Acumulado CRER: 719 kms.

 

Os caminhos ER E CRER são coincidentes.

 

Hotel não disponibilizou café pra nós mais cedo, comemos o que compramos no dia anterior.

 

Saímos antes das 05:15 hrs, atravessamos todo distrito pegamos uma forte subida e logo a seguir descida forte. Após, trechos com subidas e descidas médias até uma avícola grande.

Viramos à esquerda e seguimos às margens de um rio,  passamos por um lindo haras e o caminho começou a virar trilha.

TOMEM CUIDADO : Neste trecho sigam os marcos do CRER, quando chegar num marco à direita (ele eh meio torto) contorne ele..que na margem do rio vc verá uma pequena porteira, é ali que vc deve atravessar, com muitas pedras e correnteza fortíssima.

Do outro lado vc verá areia, siga o caminho sempre mais à esquerda que uns 200 metros estará os marcos do CRER e logo a seguir reaparecem os da ER.

Após trilha começa  forte subida numa pequena estrada de terra, com muitos bois. LINDO visual de toda região de Itamonte  (até a pedra da mina agente viu). UMA DAS MAIS LINDAS PAISAGENS DA ESTRADA REAL/CRER.

Depois começa forte descida até o asfalto,  dali uns 6 kms chegamos em Itamonte.

Resolvemos tocar até Itanhadu,  Saímos da matriz, seguimos os marcos até fora da cidade, entramos numa estrada de terra e já pegamos FORTÍSSIMA  subida,  do topo lindo visual de Itamonte e do caminho que passamos mais cedo. Seguimos até uma granja por um caminho sombreado,  chegamos ao trevo e caminhamos até igreja matriz.

Almoçamos Self-service a $ 36,90 o kg perto praça.

Açai 500 ml $8

Compras supermercado  $40

 

Altitude Itanhandu: 950 msnm

 

Hospedagem: hotel Terra Sul (35)3361-1650, camas boas, wifi, ventilador, preço : $ 90 casal com café da manhã  (só tinha um quarto disponível sem TV) por isso o preço baixo.

Hotel não tem filtro d'agua.

 

Algumas fotos:

Caminho tranquilo com muita sombra

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Esse é o famoso marco que indica onde virar...... foto tirada perto do rio...

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Agora é só atravessar, mais um...

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Mais um subida

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Rio estreito mas com muita pedra e corretenza

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Continuando.....

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Lindo vale, mas francamente, precisamos disso(2 marcos no mesmo lugar) êta brasil!

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Descendo, lindo visual de montanha, um dos lugares mais incrível da ER/CRER

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Mais tarde passamos numa daquelas montanhas..

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Chegamos na montanha, ao fundo onde estávamos.

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    • Por mcolzani
      Eu e minha esposa Magali decidimos em setembro de 2020 fazer a travessia. Começamos a planejar e nos preparar desde então. Definimos que a melhor data seria na semana santa pois seria mais fácil de conciliar férias, folga etc e ainda daria uma margem de segurança maior caso fosse necessário estender a travessia.
      Fomos com o objetivo de caminhar no mínimo 35km/dia mas tentar fazer 40km/dia, que reduziria em um dia a travessia.
      Inicialmente iríamos seguir no sentido sul (Rio Grande x Barra do Chuí), porém na semana que antecederia nosso início a previsão indicava maior incidência de vento sul e optamos em inverter, saindo da Barra do Chuí no sentido norte.
      Saímos de Itapema/SC de carro até a rodoviária de Pelotas/RS no dia 27/03 onde deixamos nosso carro e pegamos o ônibus até Chuí. Chegando em Chuí levamos 20min até conseguir um taxi para a Barra do Chuí (lá não existe Uber/99 etc).
      Pernoitamos em um Airbnb lazarento, mas enfim, a ideia era ficar bem próximo da praia para conseguir começar a caminhada cedo.
      Obs: não conseguimos sinal de celular na Barra do Chuí.
      Dia 01
      Iniciamos a caminhada as 06:00 do dia 28/03/2021 com vento sul moderado. Nossa ideia inicial era fazer uma parada a cada 10km, porém preferimos tocar direto até Hermenegildo e nos abrigar do vento.
      Foram aproximadamente 13km até essa primeira parada. Aproveitamos para comunicar os familiares.
      Trocamos as meias e seguimos a caminhada. Logo ao passar Hermenegildo começou uma chuva leve. Vestimos a capa de chuva e continuamos.
      Poucos km a frente a chuva engrossou, porém não havia local para abrigo e continuamos a caminhada por mais 5km até encontrar um barraco de pescador onde nos abrigamos por aproximadamente 1 hora até a chuva passar.
      Ao longo do dia o sol ia e vinha. 
      Como era domingo, vários moradores de Hermenegildo passavam de carro.
      Estávamos aproximadamente no KM 38, totalmente secos quando uma chuva torrencial nos atingiu. Sem possibilidade de abrigo, seguimos até completar 40km e montamos acampamento em meio as dunas (agora sem chuva).
      Nessa noite ventou pouco, porém a chuva recente e o orvalho que se formou acabou gerando um pouco de condensação no interior da barraca.
      Jantamos, cuidamos dos pés e eu percebi a primeira bolha inesperada (bolha nos mindinhos eu já esperava).
      Distância: 41km (areia fofa)
      Dia 02
      Despertador tocou as 5:00, comemos, organizamos as coisas e levantamos acampamento. Eram aproximadamente 6:45 quando começamos a caminhar com as roupas e tênis molhados.
      Decidimos racionar a água para reabastecer na casa do Sr. Ricardo que possui poço e atingiríamos entre 10 e 11 horas da manhã.
      Faltando 1 km da casa do Sr. Ricardo, avistamos uma vaca deitada na beira da praia. Minha esposa achou que ela estivesse morta, mas eu percebi movimentos de orelha. Estávamos a 50mt dela quando nos observou e levantou assustada. Virou-se contra nós e avançou em nossa direção. Nesse momento tentei chamar atenção para mim e me afastei da minha esposa. Imediatamente empunhei os bastões como se isso fosse resolver alguma coisa. A vaca recuou e virou da direção da Magali quando pedi para ela ficar parada e fui até ela. A vaca ameaçou novamente e juntos erguemos os bastões lentamente até que a vaca recuou e se afastou pelo outro lado. Lentamente nos desviamos e seguimos nosso rumo. A adrenalina subiu bastante nessa hora e o susto foi enorme. Melhor que nada aconteceu e ficou apenas por isso.
      Chegamos na casa do Sr. Ricardo e chamamos por ele. Não estava, enchemos nossas garrafas e tratamos com cloro. Enquanto isso, aproveitamos a sombra para um descanso e para trocar as meias.
      Descobri uma nova bolha se formando em baixo do outro pé.
      Quando estávamos para sair chegou um veículo com 3 homens que estavam construindo uma nova casa para o Sr. Ricardo mais aos fundos (pois a atual está quase sendo tomada pelas dunas). Conversamos um pouco e seguimos nossa caminhada.
      Por ser 2a-feira, nesse dia praticamente não tivemos contato humano. Nesse dia encontramos o único caminhante que veríamos ao longo da nossa caminhada. Nos cumprimentamos, conversamos rapidamente e cada um seguiu seu destino. Nós querendo seguir e ele querendo terminar logo.
      No meio da tarde pegamos chuva novamente. Decidimos proteger os tênis com o saco que usávamos para atravessar os arroios pois não queríamos andar novamente com os pés molhados.
      Esse foi o pior dia e a pior noite, o dia todo foi um misto de "chega, vamos desistir, etc", por sorte não passou ninguém oferecendo carona. 
      Quando paramos para acampar, ventava sudoeste e então montei a barraca abrigado por dunas nesse lado. Só havia abertura pequena para o leste e foi ai que começou nossa pior noite. Já estávamos dormindo (aproveitamos 21:30) quando o vento virou leste com chuva forte.
      Vacilei ao não reforçar o estaqueamento da porta que estava exposta ao leste e aconteceu o óbvio, o speck soltou e essa lateral "caiu". Fiquei sentado encostado no bastão para a lateral ficar de pé. Quando estiou sai à procura de algo para ancorar essa porta e achei um barril cortado que coloquei sobre o speck e enchi de arreia.
      Nessa noite continuou ventando muito e chovendo diversas vezes.
      Distância: 40km (areia fofa com bem pouca área firme)
      Dia 03
      Despertador tocou as 5:00, estava chovendo e botei o soneca para + 15min. Continuava chovendo e seguimos dormindo até aproximadamente 6:15 quando parou de chover, então comemos e saímos para caminhar já eram 8:00.
      Decidimos que 30km estaria bom para esse dia.
      Seguimos +/- a ideia do dia anterior e racionamos a água para reabastecer no Farol Albardão que estava a 7-8km de distância.
      Fomos muito bem recebidos no Albardão onde bebemos água e reabastecemos todas nossas garradas. A água lá é potável, então não tratamos nem filtramos.
      Nesse dia percebemos que uma parada a cada 10km não era sustentável e decidimos parar a cada 7km. Nesse dia comecei a sentir fortes dores na junção do fêmur com o quadril e comecei a "mancar" para não estender a perna e doer mais. Assim foi praticamente até o final da travessia.
      Outro dia que tivemos pouco contato humano e com pouco vento, dessa vez sentido leste.
      Apenas no final do dia quando chegamos na área de reflorestamento que avistamos 2 caminhões saindo de uma área indo no sentido norte.
      Quase no final do dia, avistamos um morador indo recolher sua rede. Perguntamos se conhecia algum lugar bom para acampar na região querendo ouvir um "pode acampar no lado da minha casa" mas veio um "lá naquela baleia tem uma base do reflorestamento, talvez consiga lá". A tal baleia estava a uns 3-4 km e já estava começando a anoitecer. Deveríamos nos arriscar a andar toda essa distância e chegar lá de noite correndo o risco de nem achar a base? 
      Preferimos seguir mais 1km e acampar em meio as dunas altas. Dessa vez ancorei muito bem praticamente todos os lados da barraca para não ter surpresas.
      Novas bolhas para cuidar.
      Dormimos magnificamente bem. Como todas as noites anteriores, choveu bastante durante a noite.
      Distância: 35km (areia fofa)
      Dia 04
      Despertador tocou as 5:00, comemos, organizamos as coisas e levantamos acampamento.
      Nesse dia acreditamos que seria difícil manter o ritmo e terminar em 6 dias. Já aceitamos que precisaríamos de 7 dias. Porém mantivemos o desejo de fazer os 35km.
      O dia foi bastante movimentado, muitos caminhões, ônibus, etc. Sabíamos que agora a água viria apenas dos arroios, porém perto das 11:00, quando devíamos ter apenas 1 litro de água, vimos um quadricíclo vindo em nossa direção. Pedi para parar e perguntei se sabia de algum ponto de água pela frente. Conversamos um pouco e o Mauro, funcionário da empresa de reflorestamento, se ofereceu para ir pegar água na base deles. Deixamos nossas 4 garrafas de 1,5lt com ele. Uma hora depois ele passou por nós e falou que deixou as garrafas em uma placa mais a frente para que não precisássemos carregar todo o peso. Caminhamos uns 2km até chegar nas garrafas, tratamos e filtramos. Ficamos absurdamente contentes, não tinha como ficar mais contente.
      Próximo das 15:00 uma caminhonete branca nos intercepta. São funcionários da empresa de reflorestamento. Conversamos um pouco e eles falam (se pedirmos) que iriam trazer água para nós quando voltassem. Ganhamos o dia e agora não tinha mais como melhorar mesmo.
      Uma hora depois passa outra caminhonete igual (também da empresa) e pergunta se queremos algo (água, comida, fruta etc). Respondo que aceitamos qualquer coisa, mas principalmente água. Ele diz que na volta trará algo para nós.
      Continuamos a caminhada e com o sol de pondo resolvemos achar um local para acampar. Enquanto montava a barraca a esposa ficava nas dunas de olho se vinha alguma caminhonete.
      Quando terminei de montar a barraca, avistei um veículo vindo e como já estava escuro sinalizei com a lanterna.
      Dois santos que caíram do céu. Nos trouxeram 4 litros de água tratada e gelada (com pedaços de gelo ainda). Não só isso, trouxeram duas marmitas e frutas. Estávamos nos sentindo reis.
      Só então percebemos que montávamos acampamento praticamente na entrada de uma base deles e nos falaram que o movimento de caminhões ali seria a noite toda pois a operação deles é 24hrs. Nos ofereceram ficar em um alojamento vago.
      Agora certamente não tinha como melhorar. Decidimos aceitar o convite pois o local onde estávamos era de dunas baixas e o vento provavelmente iria incomodar. Caminhamos quase 2km até chegar na base e nos deparamos com o inimaginável, além de tudo que já tinham nos oferecido, poderíamos tomar um banho quente em chuveiro a gás.
      Nossa energia se renovou absurdamente nessa noite. Decidimos dormir uma hora a mais nessa noite pois não precisaríamos arrumar muita coisa pela manhã.
      Agradecemos ao pessoal que nos recebeu e principalmente ao Rodrigo (encarregado). Pegamos seu contato para agradecer novamente quando concluíssemos.
      Nesse dia outras bolhas surgiram e algumas antigas começavam a parar de incomodar.
      Distância: 42km (enfim, areia firme)
      Dia 05
      Despertador tocou as 6:00, comemos, organizamos as coisas, reabastecemos nossa água, nos despedimos do pessoal e começamos a caminhada.
      Pela distância percorrida no dia anterior, decidimos que esse dia seria de luxo, 35km bastaria.
      Saímos dá área do reflorestamento e começamos a avistar as torres geradoras de energia eólica. Que visão horrível. Você começa a enxergar elas a 20-25km de distância, então caminha, caminha, caminha e caminha ainda mais e nunca chega.
      Esse dia foi um dia caminhando olhando apenas para baixo, pois era desmotivador. Esse foi o 1o dia que não pegamos chuva na caminhada.
      O vento estava moderado a forte no sentido leste, o que fez com que a maré estivesse acima do normal, nos forçando a subir para areia fofa em vários momentos.
      Ao final do dia, chegamos em um trecho de dunas baixas e já bateu aquela sensação ruim para achar um local bom para acampar. 
      Nós não queríamos ter que andar 500-700 metros para chegar nas árvores, querendo ou não é uma distância que pode fazer a diferença e em terreno ruim.
      Atravessamos o primeiro grande arroio e achamos um ponto menos exposto. Ancorei bem a barraca e dormimos igual reis.
      Distância: 38km (alternando entre areia firme e fofa)
      Dia 06
      Despertador tocou as 5:00, comemos, organizamos as coisas e levantamos acampamento.
      Esse seria o primeiro dia para captar água nos arroios. Estávamos com 1 litro de água e a esperança era conseguir água com quem passasse, afinal era feriado e teríamos movimento. Passou o primeiro carro e nada de água. Logo chegamos a outro arroio grande e decidimos captar água ali e garantir. Pegamos 4,5 litros, tratamos e filtramos.
      Esse dia estava puxado, o vento resolveu querer dificultar e virou norte moderado. Foi o dia todo contra o vento, mas nada nos seguraria. Muitos arroios pela frente, já estávamos exaustos de colocar e tirar a sacola nos pés, mas assim o fizemos durante todo o dia.
      No 4o ou 5o arroio a Magali não olhou bem o terreno e entrou em uma arreia movediça, ficando com os 2 pés enterrados até acima do tênis. Falei para não tentar sair, fui até ela e puxei ela pela cargueira. Saiu fácil mas encharcou os pés e os tênis.
      Andamos, andamos, andamos e a quilometragem não andava. Parecida que estávamos em uma esteira, andava sem sair do lugar.
      Dia bem movimentado, carros, motos, ônibus, bicicletas e o primeiro cachorro de toda travessia. Esse foi o 2o dia que não pegamos chuva na caminhada.
      Enfim chegamos a praia do Cassino, mas ainda tínhamos 13 km pela frente. Parece que foi a parte mais longa da travessia. A praia estava muito movimentada devido ao feriado. Às 16:30, enfim, chegamos aos molhes. Ficamos sem reação, apenas sentamos e aproveitamos o momento.
      Decidimos pegar um Uber até Pelotas e retornar direto para casa.
      Distância: 34km (areia firme)
      Distância total: 230,74 km

      Equipamentos que levamos:
      Murilo Magali Se alguém querer, posso passar também a relação dos alimentos levados.
      Tracklog
       

    • Por Jonas Silva ForadaTribo
      Em tempos complicados nos colocamos na estrada. Foram 26 horas dentro do ônibus. A lotação praticamente vazia, nem 15 pessoas, uma série de protocolos para evitar ao máximo qualquer contaminação. Depois de todo esse trajeto ficaríamos sós, isolados, quase uma quarentena. Sete dias completos e muitas surpresas, superações e no final um evento triste que poderia estragar toda uma viagem, mas deixa pra lá. As pessoas de boa índole não merecem que seja despendida grande atenção para os intrépidos.
      Dia 1
      Ficamos meio período na cidade de Rio Grande, um local de muita história, 9 museus (fiquei sabendo) todos fechados, muita arquitetura e praças dignas de um povo desbravador.

      Ao meio dia pegamos o circular que vai até a Barra. Descemos no último ponto antes do retorno. Recebeu-nos um aguaceiro danado. Enquanto encapávamos a cargueira e colocava a capa de chuva, tomamos o primeiro banho. Só não foi maior porque fugimos para uma varanda ali do lado. Não demorou para o proprietário aparecer. Depois de algumas curiosidades sanadas, seguimos firmes pelo asfalto até o molhes. Já na chegada encontramos um bugue, nele um homem desesperado. Pedindo ajuda. Seu filho, um amigo e o tio haviam seguido pelo molhes mar adentro. O mar enfurecera e subiu rapidamente. O homem fugiu com o carro mas os outros nem sinal, o molhes já estava praticamente tomado de água. O mar quebrava com força, rajadas de ondas cobriam metros acima do monumento. Orientei o a correr na Barra e chamar o bombeiro ou qualquer coisa (nesse momento eu não havia visto a situação do mar ainda). Quando chegamos no molhes, padre mio... Olhei para trás e lá vinha o homem, não tinha ido atrás do bombeiro ainda. Quando peguei o telefone para fazer a ligação um casal que estava em um trailer ali do lado gritou - Lá, estou vendo alguém. Guardei o telefone, os três vinham com dificuldades entre as ondas. O pai desabou em prantos, e xingamentos. Horas mais tarde fui refletir: ele não ligara para o socorro temendo a notícia horrível que receberia. No final todos ficaram bem.
      Para nós, vida que segue. Primeiro não conseguimos chegar no molhes, o mar tinha tomado toda a praia. Desviamos pela direita e saímos nas dunas. Dali seguimos com dificuldades contra o vento e sobre as dunas. Para ter uma ideia os banheiros químicos que ficam na praia estavam todos tombados. Mas não se apavoremos, toda essa situação se devia a um ciclone que estava sobre o oceano nesses dias.

      Caminhamos os 8 km até o Balneário Cassino, durante o trajeto traçamos vários planos B. Se a tempestade não passasse teríamos de esperar alguns dias, em último caso desistir. Pernoitamos num Hostel. Ventava muito. Passei a noite monitorando o ciclone e os ventos pelo app wheater. De madrugada os ventos começariam a se afastar e no sábado já estaria tudo calmo.

       
      Dia 2
      Acordamos cedo, o vento ainda soprava forte, mas o céu já estava melhor. Partimos. Na praia o mar tinha recuado um pouco, apesar do vento sul. Logo na primeira hora, depois da garoa um arco íris pintou sobre o parque eólico. Isso é um bom sinal.

      Seguimos firmes, 3 horas depois o parque eólico ainda estava às vistas. Chegamos no Naufrágio Altair. Pera lá! Chegamos perto dele, as ondas tomavam a ruína. O mar já avançara sobre a praia novamente, muitos dos canais de água se tornaram bancos de areia movediça engolindo os pés. Paramos para almoçar no Hotel Netuno, único lugar abrigado do implacável minuano (vento).

      Voltamos a marcha, agora pelas dunas. A praia estava alagada. Não demorou muito até que a Bruna fosse engolida até a cintura na areia movediça. Com muita luta conseguimos resgatá-la. Um misto de apreensão, medo e comicidade tomou conta dos dois. Às 15:00 demos por vencidos, depois de 30 km, tomamos o rumo da mata, em meio a um novo parque eólico, as poucas árvores restantes serviram de guarida.
       
      Dia 3
      Saímos cedo, ansiosos por descobrir o que o mar reservara. Pelo menos o vento já reduzira pela metade. Com a praia larga a caminhada fluiu bem. Logo cedo avistamos o Farol Sarita. Mais um desafio psicológico. Caminhamos 25 km dos 30 km, avistando o luminoso, e nada de chegar. Parecia que o negócio tinha rodinhas. Logo depois do almoço o mar voltou a complicar. A caminhada voltou a ser pela duna. Em poucos quilômetros encontramos um homem todo esfarrapado, com uma faca e olhar desafiador. Com receio, me aproximei a tentar um diálogo. Não entendi nenhuma palavra que ele disse, tratava-se de um hermitão que vive nas dunas, provavelmente.

      Enfim às 15:00 chegamos no farol, e logo à frente tentamos ir para a mata acampar. Caminhamos 3 km circulando o mangue alagado até que decidimos acampar embaixo de um arbusto na duna mesmo (sei que é burrice, mas depois do hermitão, fiquei um pouco abalado, não com medo de ser atacado, mas vai que ele se sentisse invadido...). Depois de lavar as partes no alagado, deitamos na barraca e nem lembramos mais do hermitão ou de qualquer coisa. Nessa hora o vento já havia cessado. Durante o dia, manhã, encontramos muitos carros e motos fazendo a travessia, a penas um grupo de motocross parou e falou que acampariam perto do Farol Verga, que deveríamos passar lá. Também encontramos um leão marinho e muitas, muitas tartarugas mortas.

      Dia 4
      Começamos cedinho na tentativa de fugir das dunas no período da tarde. O dia estava lindo, céu azul, vento leve, areia fina, mar calmo. Encontramos muitos carros fazendo a travessia nesse dia, também um grupo de ciclistas, que inclusive nos deram água. Logo avistamos a primeira carcaça de Jubarte, no segundo dia tínhamos visto uma Beluga morta. Mais à frente um naufrágio recente ainda bastante visível apesar das ondas.

      Logo que retomamos do almoço encontramos novamente a galera do motocross. Nos disseram que tinham feito um churrasco e esperado por nós, mas... No fim o seu Zeca falou que seria um bom lugar para acampar, e foi o que fizemos. Durante a caminhada da tarde percebemos que algumas caminhonetes iam e vinham pela praia, só não entendi o motivo. Como o mar tinha acalmado e a praia estava larga aproveitamos. Debaixo do sol forte das 14:00 uma das caminhonetes parou, um simpático senhor nos ofereceu um suco de limão, oh glória. Pensa num negócio bom, agradecidos seguimos em frente. Já eram passadas 15:00 quando chegamos no local de acampar. Definitivamente não chegaríamos a tempo de almoçar. Nesse dia alcançamos a marca importante dos 100 km andados.

      Dia 5
      Foi o dia que começamos mais cedo. Logo nas primeiras horas avistamos um senhor maltrapilho, descalço, caminhando com dificuldades. Ainda lembrando do hermitão, me aproximei. Ele com a mão dentro da bermuda, eu com cautela. Surpreendentemente entendi sua fala. Se chamava Paulo, recusou um sapato que tinha minha mochila, recusou comida, apenas aceitou água. Como tínhamos avistado um pouco antes um acampamento de trabalhadores na mata de pinus, orientei o senhor que caso precisasse chegasse lá. Nesse ponto já estávamos no Farol Verga.

      Saindo do Verga avistamos no horizonte um veículo gigante que saiu na areia e rumou para o sul. Não demorou, encontramos um carro parado com adesivos "Pet Free", não sei o que fazia ali. Uma hora depois aponta no horizonte o gigante, eram um caminhão de carregar toras, carregado. Vinha a todo vapor na areia. Passou por nós, buzinou e sumiu no norte. Paramos para almoçar quando encontramos uma carreta parada na areia. Sentamos à sombra e logo o dono dela apareceu. Curiosamente ele tinha o mesmo nome do senhor dos sucos. Conversando, explicou-nos que têm frentes de trabalho que ficam acampadas na floresta de pinus (chegam a 150 trabalhadores). Ele estava com a carreta-casa esperando um ônibus que traria o pessoal de Rio Grande e Pelotas. Quando falei do seu Paulo ele disse que já havia visto o mesmo homem andando de bicicleta na areia, de certa forma me senti aliviado por saber que ele se virava por aquelas bandas.

      Pouco depois de deixar a carreta, encontramos outra Jubarte, essa bem mais conservada. Ao tirar foto da baleia, olhamos para trás e lá estava o ônibus, descendo uma galera.

      Às 14:00 o reflorestamento que nos acompanhara acabou. Percebemos que seria possível chegar no Farol Albardão ainda naquele dia, ele já se desenhava no horizonte. Com 40 km, exaustos, com chuva, chegamos no farol. Já não esperávamos dormir lá devido a pandemia. Montamos acampamento do lado de fora do pátio da Marinha. Como o vento já rugia, fiz algumas ancoras com sacos cheios de areia que, enterrei e amarrei a barraca neles. Fomos dormir assustados com o vento, mas a amarração deu conta.

       
      Dia 6
      Acordamos de madrugada com trovões, vento e muita chuva. O dia clareou e a chuva castigava, meu maior medo não era se molhar, eram os raios. Pensamos em fazer um dia de descanso caso não passasse. Eram 07:15 quando as nuvens começaram a ceder, fizemos um desjejum e partimos, já 08:10. A chuva sumiu, mas as dunas estavam todas alagadas.

       
      Assim que começamos a caminhar começaram aparecer os problemas. Os passos de água que, até então eram raramente fundos, agora pareciam rios de desgelo. E para piorar se multiplicaram, cruzamos em média 5 por km nesse dia. Nessa manhã observamos uma infinidade de caravelas azuis na areia, assim como raízes e galhos que devem ter saído das dunas com a enxurrada (não as caravelas, que, devem ter vindo do mar).

      Só atingimos os 30 km às 17:00, quando avistamos um pedaço de mata, onde nos escondemos à noite. Além de atingir os 150 km nesse dia, tomar água muito boa drenada das dunas, encontrar um bom local para acampar, acompanhamos o segundo pôr do sol nas dunas (o primeiro havia sido no Albardão), tomamos banho fresco na água da chuva acumulada nas dunas e dormimos em meio a algazarras dos periquitos que aninham nas árvores ali.

       
      Dia 7
      Sabíamos que seria um dia longo, faltavam mais de 40 km para chegar no Balneário Hermenegildo onde teria um camping. Partimos às 06:40. O mar tinha recuado muito, as enxurradas formaram muitos canais (já secos). O chão irregular castigou os pés a manhã toda, quando ficava mais plano o conchal tornava os passos mais pesados. Nesse trecho muita vacas vigiam a praia, é grande também o número de ranchos nas dunas. Lá pelas 09:00 encontramos um negócio motorizado, feito em madeira, puxando uma carretinha cheia de entulho, com rodas largas que parecia um rolo compressor, apinhado de gente. Ainda de manhã avistamos mais dois naufrágios quase submersos na areia e no mar, um hotel destruído e um leão marinho começando a putrefação.

      Na hora do almoço se chegamos à sombra de um rancho na areia. Descansamos, aliviamos os pés e retomamos a marcha. O número de veículos que encontramos cresceu exponencialmente, muitas pessoas pescando de molinete. A praia agora alternava em trechos terríveis de irregular e outros menos, mas os pés doem até a alma. O alento é que já avistamos o Hermenegildo. No final foram 45km caminhados, além de bater os 200km. Valeu a pena. Chegamos no Camping Pachuca, o dono (incrivelmente tinha o mesmo nome dos dois outros homens que conversamos na praia nos dias anteriores) nos recebeu muito bem. Ofereceu a garagem para montar a barraca, nos trouxe pão com queijo e mortadela e ainda disse que seria cortesia da casa. Depois do banho, de barriga cheia, e diga-se de passagem a musica no rádio incrível, dormimos feito criancinhas.

       
      Dia 7
      Se demos o luxo de acordar mais tarde e sair só às 08:00. Diga-se de passagem que amanheceu chovendo. E ventando, mas o vento agora era norte e empurrou nos para o molhes. Na praia novamente, não demorou para dois cachorros, muito brincalhões nos acompanharem.

      Foram 15 km tranquilos. Com muitos passos de água, alguns fundos, inclusive. Mais um negócio estranho aconteceu, eram umas 10:00 quando passou uma patrola por nós. O maquinista ainda ofereceu carona, dispensamos numa boa. Chegamos no molhes da Barra do Chui às 11:50. Fomos recebidos por um bombeiro, todo empolgado que nos revelou estar pronto para fazer a travessia nos próximos dias. Descansamos algum tempo refletindo nosso feito.

      Tomamos as ruas do balneário até encontrar um buffet, onde fomos à desforra. De barriga inchada pegamos o ônibus para o Chui, chegamos lá a então a palhaçada. Como o ônibus para Porto Alegre era só às 22:00 ou às 12:00 do dia seguinte, fomos procurar um local para tomar banho e descansar, quem sabe passar a noite.
      Fomos em um posto Ipiranga que segundo o dono da rodoviária tinha chuveiro para os caminhoneiros. Fomos muito mal recebidos, e mesmo oferecendo para pagar fomos recusados. Segunda tentativa, uma pousada. O velhote que nos atendeu, primeiro fez cara de nojo por que talvez não estávamos muito bem trajados, segundo ele estava lotado, sei. Terceira tentativa, outra pousada. O homem que nos viu nem a porta abriu direito, após nos analisar, disse em tom ríspido que não tinha vaga e deveríamos procurar outro local. Respondi pra ele que não adiantaria procurar, o problema não era vaga, era preconceito. Nossa última investida foi um hotel de uma rede, Turis Firper, apesar de não muito barato (afinal não passamos a noite), fomos muito bem recepcionados.
      Às 22:00 tomamos o ônibus para passar 29 horas viajando até nossa terrinha. A maior dificuldade acabou sendo o chão irregular dos últimos dias, e a batalha psicológica do terceiro e quarto dias. Agora vamos descansar que a temporada de montanhas se avizinha.









       
    • Por Caçadordeviagem
      No dia 14 de Junho de 2019 foi inaugurado o Caminho de Nhá Chica, inspirado no Caminho de Santiago de Compostela e no Caminho da Fé, a rota se inicia na cidade de Inconfidentes/MG e vai até o Santuário de Nhá Chica em Baependi/MG, são cerca de 260 km cruzando as belíssimas paisagens montanhosas da Serra da Mantiqueira, é todo sinalizado com setas e placas, para mais informações há um grupo no Face com o nome "Caminho de Nhá Chica" ou visite o site: www.caminhodenhachica.com
      1° Dia: Inconfidentes/Borda da Mata (21 km).
      Eu percorri em Setembro de 2019, o 1° trecho, entre Inconfidentes e Borda da Mata, é o mesmo do Caminho da Fé, após Borda os caminhos se separam, o da Fé vai pra Tocos do Moji e o de Nhá Chica vai para Congonhal...
      2° Dia: Borda da Mata/Congonhal (25 km).
      Trecho muito bonito após uma fazenda com um haras, muito pitoresco, na metade do trecho há uma torneira ao lado da Igrejinha no bairro das Almas, o topo da Serra das Almas e Cachoeira das Almas são os destaques desse trecho...
      3° Dia: Congonhal/Espírito Santo do Dourado (26km).
      Trecho magnífico, logo de cara tem que superar a Serra de São Domingos, ainda na Serra, no km 07 tem fonte de água potável e mais uns 7 km depois tem o Santuário da Obediência, com estrutura de água e lanchonete, a paisagem é linda, com lindas araucárias e várias plantações de brócolis e morango, um dos trechos mais bonitos do caminho...
      4° Dia: Espírito Santo do Dourado/Silvianópolis (20 km).
      Trecho muito bonito e ermo até a rodovia MG-179, chegando nessa rodovia, a uns 100 mts tem uma barraca de frutas e doces mineiros onde adquiri bananas e doces, os últimos 3 quilômetros são em asfalto até Silvianópolis...
      5° Dia: Silvianópolis/Careaçu (20 km).
      Trecho plano e tranquilo perto dos anteriores, na saída de Silvianópolis há um belo lago chamado Lago dos Bandeirantes, próximo a Careaçu o caminho coincide com o Caminho de Aparecida até a cidade, paramos no bar da ponte para beber alguma coisa e seguimos para a belíssima Pousada Castelo...
      6° Dia: Careaçu/Heliodora (24km).
      Saindo de Careaçu por baixo da Fernão Dias, chegasse na Comunidade Rainha do Brasil, ali o monge Bernardo ofereceu café e batemos um papo, deixando o local passa-se por umas 3 porteiras e uma pequena trilha até pegar a estrada de terra novamente, a partir dali caminha-se por lugares muito ermos e bonitos até o km 16, ali há um comércio para abastecer e depois seguir pelos 8km finais pelo asfalto visualizando lindas montanhas...
      7° Dia: Heliodora/Natércia/Conceição das Pedras (24km).
      Entre Heliodora e Natércia há uma grande inclinação a ser vencida, ou seja; vai ter que subir muito e descer tudo até Natércia, lá de cima tem uma bela vista de ambas cidades, em Natércia me abasteci com víveres e segui rumo a Conceição das Pedras em meio a belíssimas paisagens, o destaque nesse trecho é a bela Cachoeira da Usina, eu aconselho a ficar em Natércia pois a pousada lá é muito boa e serve janta e a de Conceição das Pedras fica atrás de posto de gasolina, sem janta...
      8° Dia: C. das Pedras/Cristina (36km).
      Mais um dia com uma serra a ser vencida, talvez a maior inclinação do trecho, porém esse trecho é o mais belo do caminho, passa por mata nativa, pelo bairro Sertãozinho e Vargem Alegre onde há muitas plantações de banana e café, em Vargem Alegre (km18) há uma pousada, seguindo adiante, o caminho até Cristina revela-se magnífico com suas belas paisagens, Cristina é uma cidade turística e charmosa, a mais bela do caminho...
      9° Dia: Cristina/Carmo de Minas Carmo de Minas (20km)/ Soledade de Minas (16km).
      Pretendia fazer os 36km mas entre Cristina e Carmo de Minas é por uma rodovia movimentada e sem acostamento, portanto peguei uma carona até Carmo e de lá iniciei os 16 km até Soledade, o trecho é por terra e plano, não tem a beleza dos trechos anteriores mas é bonito, ali já estamos caminhando pela famosa Estrada Real, Soledade de Minas é uma cidade bem pequena, há um trem turístico que vem de São Lourenço até lá...
      10° Dia: Soledade de Minas/Caxambu/Baependi (30km).
      Pra sair de Soledade é necessário subir uns 4 km de asfalto (trecho movimentado) até a estrada de terra que leva a Caxambu, alguns km depois encontra a Estrada Real e segue até a cidade por trechos tranquilos, com matas preservadas, consegui ver alguns saguizinhos nas árvores, ao chegar em Caxambu segue pela rua de cima da rodoviária rumo a Baependi, terra de Nhá Chica, devido a proximidade das cidades, os 7 km finais não tem muita beleza, com alguns lixos no meio da estrada mas ali o importa é chegar ao Santuário de Nhá Chica e agradecer pela jornada perfeita, conhecer o local, comprar lembranças, carimbar e pegar o certificado, foi o que fiz depois segui para um hotel p/ descansar e voltar pra casa no dia seguinte...
      POUSADAS QUE PERNOITEI: Preços em 2019...
      Santa Varanda: Inconfidentes: $50 Tem janta 👍
      Nossa Senhora de Fátima: Borda da Mata: $60 Tem janta 👍
      Hotel Silva: Congonhal: $50🙁 sem janta (é melhor ficar no JS).
      Pousada do Adão: Espírito Santo do Dourado: $50🙁sem janta (Na verdade é ponto apoio onde vc pousa, não tem outra opção por enqto).
      Hotel Luciana: Silvianópolis: $50👍 Tem janta no comércio embaixo do hotel.
      Pousada Castelo: Careaçu: $50👍 Tem janta na praça da Matriz.
      Hotel Vilarejo: Heliodora: $50😒 (Única opção na cidade, tem o suficiente, conseguimos janta mas não sei se é sempre que consegue).
      Natércia: Pousada do Juliano: $?👍Tem janta, eu não fiquei lá mas vi que é bonita.
      Conceição das Pedras: Pousada da Dona Fininha ☹️ $50 sem janta, fica atrás de um posto de gas.
      Bairro rural Vargem Alegre: Zé Toco $?( Por ser casa de família, provavelmente serve janta, eu não fiquei lá).
      Cristina: Pousada Casarão: 👍🤑$100 (belíssima pousada mas é cara e não oferece janta, é melhor ficar na Pousada Real, do Célio, $50 + janta).
      Carmo de Minas: Hotel São Lucas:👍$? (Não fiquei mas vi que o hotel é muito bom).
      Soledade: Solar das Montanhas: 👍$60(boa mas não serve janta).
      Caxambu: Hotel São Francisco 👍$80 não oferece janta.
      Baependi: Pousada Instituto Nhá Chica: 👍$? (não fiquei, não sei se serve janta, a pousada é bonita).
       
      Se quiserem um relato bem detalhado visite o site abaixo:
      http://www.oswaldobuzzo.com.br/Home/caminho-de-nha-chica
       
       
       
       
       
       
       
       
    • Por casal100
      Resolvemos, dessa vez, fazer alguns roteiros distintos: beira-Mar, trilhas em montanhas e travessia.
      Começamos por Ubatuba, foram 10 dias de caminhada, por algumas das principais praias; depois pegamos nosso veículo e fomos fazer alguns roteiros em Extrema-MG e, por último,  a grata surpresa: TRAVESSIA DA SERRA DA CANASTRA-MG, que lugar maravilhoso: belas cachoeiras, trilhas fortes, flora e fauna exuberante, povo amigável, queijos deliciosos(alguns entre os melhores do mundo na sua categoria) sem contar a culinária mineira. Tudo de bom.
    • Por casal100
      Fizemos a maioria dos caminhos que passam pela Serra da Mantiqueira(Estrada Real, Caminho da Fé, Crer....), alguns mais de 1 vez.
      É quase unanimidade entre os caminhantes que, indiscutivelmente, a Serra da Mantiqueira têm as mais bonitas paisagens e, nós concordamos integralmente. São caminhos que proporcionam lindas fotos,  clima agradabilíssimo, povo acolhedor e simpático, ingredientes que definiram esse roteiro.
      Foram quase 50 dias e mais de 1.100 quilômetros de muitas alegrias, felicidade e paz,  poucas tristezas e decepções.
      Começamos e terminamos na MAGNÍFICA cidade de Campos do Jordão-SP, depois de rever vários lugares (passei alguns invernos nesta bela cidade, quando eu era "bacana"). A cidade se transformou,  criaram vários roteiros turísticos, belas e caras casas dos novos e velhos "bacanas", ótimos restaurantes, atrações mil,  pousadas e hotéis de todo tipo e preço, tem até o refúgio do peregrino, comércio bom, povo hospitaleiro, clima perfeito e, ainda por cima fomos no verão,  baixa temporada,  onde com facilidade encontramos boa hospedagem com preços menores que muitas hospedagem em cidades pequenas.

      Outra coisa que pesou em escolher fazer essa travessia é que a região se assemelha muito com um projeto que temos em mente, que é a travessia entre Punta Arenas x Arica no Chile,  então serviu como treinamento.

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