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  • Membros de Honra

8° dia - 08.01.2016 - Sexta-feira

 

Saída de Ouro Preto e chegada a Lavras Novas -MG

+- 18 kms em aprox. 04:30 hrs.

Acumulado CRER: 213 KMS

 

Não vimos marcos do CRER no centro,  resolvemos ir até a porta do parque Itacolomi onde começa a ER. Pegamos um táxi lotação perto praça  $2,40 cada.

Para nossa surpresa o marco do CRER estava lá marcando 4.400metros ...

O parque abre as 08 horas, mas liberaram nossa entrada as 07 horas.

Subida forte no início depois começa subidas e descidas leves.

Lindo visual de montanha, lindas paisagens,  muitos pássaros. .

Chegamos até a barragem, aqui tem que TOMAR CUIDADO: assim que passar a estrutura de concreto e pedras vc chegará numas árvores,  não siga pelo caminho que beira o lago, vire à esquerda e desça até uma ponte, ali começa estrada de terra que vai até a cidade.

Não tem marcos uns 1500 metros adiante, mas não preocupe que num entroncamento vc verá ele (só o da ER). Uns 2 kms da cidade entramos numa trilha em pedras até o topo..subida curta mas forte.

 

PROBLEMA COM MARÇO CRER: o mesmo problema numa virada o marco do CRER sinalizava à esquerda. Então neste trecho siga os marcos da ER.

 

Ficamos impressionados com a limpeza da cidade. Lindas casas coloridas, cavalos e gado circulam livremente pela cidade.

Cidade extremamente charmosa, com um povo acolhedor e simpático. Uma típica cidade do interior. recomendo

 

 

Almoçamos Self-service  $15 por pessoa à vontade na entrada da cidade.

À noite tomamos açai  $6,50 400 ml.

Compras na mercearia: $25,00

 

Altitute Lavras Novas: 1440msnm

 

Hospedagem: pousada chameco, 031 3454-2048 e 8557-4643 ao lado da igreja matriz, camas ótimas,  tv, frigobar, ventilador, wifi ótimo, preço: $120 o casal com café da manhã. SEM DÚVIDA A MELHOR POUSADA ATÉ AGORA. RECOMENDO

Tem filtro d'agua.

 

Algumas fotos.

Saindo bem cedo...

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Vista de Ouro Preto, mirante do parque Itacolomi

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Subindooooo

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Chegando ao lago, tem que tomar cuidado para não pegar trilha errada, tem que passar a ponte e virar á esquerda, e passar por essa ponte e seguir em frente

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Subida forte

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Se tiver um lugar que me encantou foi Lavras Novas..... D E M A I S S S S S S S

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Lixeira...incrível

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  • Membros de Honra

9° dia - 09.01.2016 - Sábado

 

Saída de Lavras Novas e chegada a Itatiaia-mg

+- 26 kms em aprox. 06:00 horas.

Acumulado CRER: 239 kms

 

Pra nossa surpresa a dona da pousada acordou 5 da manhã pra fazer nosso café da manhã, disse q não deixa cliente sair sem café.

Por isso, também, está sendo a melhor pousada desse trecho.

 

Ontem fomos até a saída da cidade verificar onde estava o primeiro marco do CRER, depois de perambular e perguntar pra várias pessoas, não conseguimos achá -lo. Diante disso decidimos seguir os marcos da ER.

 

Seguimos o caminho normal pela ER pelas trilhas até o distrito de CHAPADA. Para nossa surpresa logo na entrada tinha um marco do CRER, sinalizando a direção a seguir.

Esse trecho é todo em estrada de terra  com subidas/descidas fortíssimas até Santa Rita de Ouro Preto,  distrito conhecido pelos belos trabalhos em pedra sabão.

Paramos num restaurante pra tomar um café, a dona não quis cobrar.

A partir dali pegamos estrada asfaltada sem acostamento e com subidas /descidas fortes até 2,5 kms antes Itatiaia onde, depois da ponte de uma represa, seguindo o marco, Viramos à esquerda e pegamos estrada de terra com uma subida forte até o distrito.

Deixamos nossas mochilas na pousada e fomos almoçar  (tudo caríssimo ) resolvemos ir até o restaurante na estrada asfaltada (uns 500 metros) comemos um excelente Self-service a $18 por pessoa à vontade.

Numa mercearia compramos picolés e água  $13.

Retornamos a posada e dormimos a tarde toda.

 

A cidade não  tem estrutura,  mercearia com poucos produtos, difícil encontrar frutas. ..até água mineral. Nos finais de semana tem umas 5 opções de restaurantes.

 

Altitude Itatiaia : 1150msnm

 

Hospedagem: pousada Villa Real, o mesmo de 2 anos atrás.  Camas boas,  wifi, tv só pega a globo. Preço  $140,00 com café da manhã ruim. Pelo que oferecem não vale a pena. O distrito tem uma pessoa que aluga kitnet e mais 2 pousadas.

 

Outra opção  (peguei cartão na mercearia ): Pouso recanto da Fátima,  segundo dono da mercearia, ela autoriza fazer comida..

Contado: (031) 3742-4949

 

Algumas fotos:

Descendo.... ao fundo distrito de Chapada

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Fortes descidas/subidas...

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Trabalho em pedra, no distrito de Santa Rita de Ouro Preto

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Estávamos indo pra Itatiaia pelo asfalto, do outro lado da pista outro marco do CRER, tivemos que seguir e no outro dia retornar até esse marco e virar a direita.

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  • Membros de Honra

10° dia - 10.01.2016 - Domingo

 

Saída de Itatiaia e chegada em Ouro Branco - MG

+-20 kms em aprox. 04:50 horas.

Acumulado CRER: 259 kms

 

Pousada em Itatiaia, apesar do preço, disponibilizou café da manhã bem fraco..

Não somos exigentes neste quesito, sabemos do sacrifício que eh servir café bem cedo, acontece que 90% das pousadas que ficamos se prontificaram a servir a melhor hora pra nós. Em Cachoeira do Campo uma senhora de quase 90 anos fez antes das 05 da manhã.

Como não podemos consumir alguns produtos, levamos muita coisa na mochila, até pra facilitar as coisas. Precisamos somente de um cafezinho e algumas frutas (qualquer uma) .

 

Ontem vimos um marco do CRER a uns 5 kms de Itatiaia sinalizando que o caminho de hoje passaria por aquele trecho novamente  (ou seja, teríamos que retornar por 4 kms no mesmo caminho do dia anterior).

Ficamos em dúvida se seguiríamos os marcos do CRER ou os da Estrada real, os caminhos seguiam direções totalmente  diferentes. A curiosidade foi maior e retornamos ao marco do CRER, apesar dos marcos marcarem quilometragem erradas em vários deles, no final deu tudo certo.

O caminho: o primeiro marco fica no final da rua que corta o distrito de Itatiaia .

No início descida forte em estrada de terra até a ponte do lago, após subida forte em asfalto até o marco que vimos ontem (lado direito). Viramos à direita na estrada de terra, trecho com subidas/descidas fortíssimas até  estrada asfaltada(a mesma do início). O trecho final eh curto até a cidade. Com lindíssimo visual de montanha.

Forte calor.

 

Deixamos as mochilas no hotel e fomos numa churrascaria próxima a Caixa E. Federal, self-service  $14,90 por pessoa com 2 pedaços de carne total $35

Passamos no supermercado e compramos Sabonete /água /doces e frutas $25,00.

A noite tomamos ótimo açai $20,00

 

Altitude Ouro Branco.:  1075 msnm

 

Hospedagem: hotel colonial (031) 3741-1100 e 3741-6688, praça da matriz, camas ótimas,  ventilador, tv, wifi, bebedouro. Preço : $100,00 casal com bom café da manhã.

Tem filtro d'agua.

Obs.: não fiquem nos apartamentos defronte a rua, muito barulho à noite.

 

Algumas fotos:

Retornamos pelo asfalto até aquele marco, pegamos essa estrada de terra com lindos mirantes

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Nosso novo companheiro de estrada...

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E aí pra onde ir..... eles colocaram um marco nesta posição antes de Ouro Preto, só que estava errado, isso gerou insegurança.... mas desta vez seguimos o marco e estava tudo certo

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Chegando a Ouro Branco

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  • Membros de Honra

11° dia - 11.01.2016 - Segunda-feira

 

Saída de Ouro Branco e chegada em Conselheiro Lafaiete -MG

+- 22 Kms em aprox. 05:20 horas.

Acumulado CRER: 281 Kms

 

Gentilmente o hotel disponibilizou café da manhã antes das 06 horas.

Esse trecho do CRER segue praticamente o da ER.

Nos primeiros 7 kms algumas subidas/descidas fortes.  Depois entra no asfalto sem acostamento e com intenso fluxo de veículos mas com trechos leves.

Novamente entramos estrada de terra com subidas/descidas leves, passamos em alguns distritos e chegamos no perímetro urbano.

Na periferia da cidade perdemos os marcos devido ao mato alto na estrada de terra. No final, numa rua, vimos o marco e seguimos até a igreja matriz .

Deixamos as mochilas no hotel e comemos num restaurante próximo a $33 o quilo.

Compras supermercado  $33

 

Altitude Conselheiro Lafaiete: 980 msnm

 

Hospedagem: hotel Villa Real (031) 3763-4042 e 2105. Cama ótima King,  ar, frigobar, tv, wifi. Pessoal atencioso.  Preço : $120 o casal com café da manhã.

 

Algumas fotos:

Conselheiro Lafaiete, perto né.....mas pra chegar lá...

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Estrada de terra, ao fundo Gerdau

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Estrada sem acostamento, passamos bem na hora da entrada dos funcionários da Gerdau, um movimento imenso de carro, e nós no meio deles.

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Uma flor para amenizar o sofriment

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  • Membros de Honra

12° dia - 12.01.2016 - Terça-feira

 

Saída de Conselheiro Lafaiete e chegada a Congonhas - MG

+-33 kms em aprox. 07:10 horas.

Acumulado CRER: 313 kms.

 

1°trecho : C.Lafaiete x Lobo leite: +- 22 kms

O primeiro trecho foi complicado,  depois de meia hora a chuva começou a cair e foi até próximo a Lobo Leite.

Uma subida forte dentro da cidade, depois praticamente reto até uns 10 kms, depois algumas subidas e descidas médias. 

O que dificultou foi o barro e o trânsito de caminhões, uns 5 kms de lobo leite, com estradas escorregadias perto duma barragem de resíduos, igual aquela que rompeu em Mariana.

Esse trecho é novo, alguns lugares não tem marcos do CRER (acho que foram retirados).

O que ajudou muito aqui foi o googlemaps.

 

2° trecho: Lobo Leite x Congonhas +- 12 kms

Trecho tranquilo, somente duas subidas fortes na saída de Lobo Leite,  depois trechos de descidas e retas até BR, atravessamos por baixo de um viaduto.

Comemos um excelente Self-service na praça central $16,90 por pessoa

À noite comemos um torresmo com caldo de feijão  $24

Compras de agua/biscoito/frutas. . $17

Altitude Congonhas: 900 msnm

 

Hospedagem: hotel dos profetas, centro, camas Boas,  tv, wifi,  ventilador, frigobar. Preço: $130 o casal com café da manhã.

Obs.:

1) não tem filtro d'agua

2) o café da manhã é servido somente após às 06 horas, nem um minuto antes!

 

Algumas fotos:

Ao fundo, barragem de rejeitos da mineração, igual aquela que rompeu em Mariana, deu medo passar por ali principalmente que estava chovendo muito..

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Depois da barragem, muita chuva

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Igreja Lobo Leite, pausa para um cafezinho

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Após Lobo Leite, estrada de terra, ao fundo Congonhas

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Ninguém é de ferro.

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  • Membros de Honra

13° dia - 13.01.2016 - Quarta-feira

 

Saída de Congonhas e chegada a São Brás de Suaçui-Mg

+- 23 kms em aprox 05:15 horas.

Acumulado CRER: 336 Kms

 

Como esperado, o hotel não serviu café da manhã antes das 06 horas da manhã.

 

Caminhos praticamente coincidentes.

 

Trecho bem tranquilo, uma subida forte na saída de Congonhas e outras médias.

A primeira parte, cerca de 8 kms piso em blocos de concreto com subidas/descidas leves com lindo visual de montanha.

Uma trilha de cerca uns 2 kms com algumas valas, sem grandes problemas.

Pequeno trecho em asfalto no final.

Comemos Self-service a $18,90 por pessoa à vontade.

Compras de remédios  $35

Compras de frutas /água  $20

 

Altitude São Brás do Suaçui : 1000 msnm

 

Hospedagem: hotel muralha, camas ruins, ventilador, wifi, tv . preço  $110 casal com café da manhã. NÃO RECOMENDO.

Se forem ficar neste hotel JAMAIS fiquem no apto 17. O apto acima dele tem o piso de madeira e qualquer movimento do hóspede vc ouve tudo.  DISPARADO O PIOR HOTEL DA VIAGEM.

Na outra fez que ficamos neste hotel, o problema era a sujeira generalizada das roupas de cama.

 

Obs.: São Brás tem outras opções:

1) em frente ao Hotel Muralha tem um mais barato e melhor.

2) atrás da igreja matriz tem  a POUSADA ALVES (031)3738-1580 e 3738-1308 nova, ótimas instalações com diária em torno de $150 casal com café da manhã. RECOMENDO.

3) Tem a pousada Villa lara com ótimo nível preço em torno de $190. RECOMENDO.

 

Algumas fotos:

Saindo cedo..

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Linda estrada toda em pedra

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Tem que passar dentro de uma fazenda...

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Próximo a São Brás do Suaçui

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Matriz de São Brás

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  • Membros de Honra

14° dia - 14.01.2016 - Quinta-feira

 

Saída de São Brás do Suaçui  e chegada a Entre Rios de Minas-MG

+- 20 kms em aprox. 04:40 hora.

Acumulado: 356 kms

 

A noite foi terrível,  vizinho de quarto chegou 11 da noite e ligou tv até as 3 da manhã,  resultado não dormimos direito.

 

Saímos cedo, o café da manhã eh bem fraco no hote e é servido somente após às 06 da manhã. , nem um minuto antes.

 

Logo na saída da cidade vire a direita conforme marco CRER, desça até uns 500 metros e à esquerda os dois marcos indicam caminho a seguir.

Uns 1000 metros tivemos que atravessar pequeno riacho,  cortamos estrada férrea.

O caminho mescla subidas e descidas de grau médio.

Pegamos céu nublado com chuva fina no meio do percurso.

No topo duma montanha vislumbramos a cidade...

Comemos um Self-service na pousada $11 por pessoa à vontade, comida bem simples.

Compras no supermercado  $30

Obs.: por sorte encontramos uma moradora da cidade que nos ajudou a achar um dentista pra fazer restauração em 2 dentes $200.

Visitamos a CIDINHA,  dona da pousada flor de Jacaranda (ainda não estão recebendo hóspedes pois está alugada para mineradora)

 

Altitude Entre Rios de minas: 940 msnm

 

Hospedagem: pousada São Mateus,  cama ótima, tv, wifi, ventilador, super -limpa. Preço : $90 o casal com café da manhã.

Recomendo,  mas a comida eh bem simples.

Tem filtro d'agua.

 

Algumas fotos:

Linda visão do verde.

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A chuva vai cair..

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Atravessando outro riacho...com muitoooo barro

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Expectadores...

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  • Membros de Honra

15° dia - 15.01.2016 - Sexta-feira

 

Saída de Entre Rios de Minas e chegada a Casa Grande - MG

+-30 kms em aprox. 06:50 horas.

Acumulado CRER: 386 kms

 

Caminhos praticamente coincidentes.

 

Acordamos e uma chuva fina teimava em não parar, tivemos que postergar a saída para 6 horas.

Os primeiros quilômetros são dentro da cidade, numa subida só.

No trevo pegamos pequeno trecho de asfalto até uma bifurcação onde entramos à esquerda numa estrada de terra.

Esse trecho é bem sinalizado com muitas subidas /íngremes e algumas retas.

Tomamos umas três horas de chuva, no início fraca e foi aumentando até a chegada.

Comemos na pousada $18 por pessoa comida simples mas deliciosa.

Compras mercearia: $18

 

Altitude Casa Grande: 1020 msnm

 

Hospedagem: pousada da dona Madalena, entrada da cidade (031) 3723-1361 , camas ótimas,  tv, sem wifi . A melhor da cidade. Fornece refeição simples mas deliciosa a $18 por pessoa. RECOMENDO

Tem filtro d'agua.

 

Algumas fotos:.

Será que vai chover..... sim, choveu, e muito!

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Linda fazenda no caminho

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Retas infinitas, e cadê a chuva...sim, ela chegou forte!

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Praça da Matriz de Casa Grande, depois da chuva

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  • Membros de Honra

16° dia - 16.01.2016 - Sábado

 

Saída de Casa Grande e chegada a Lagoa  Dourada -MG

+- 29 kms em aprox. 05:40 horas.

Acumulado CRER: 415 kms

 

Os caminhos são praticamente coincidentes.

 

Hoje foi um dia atípico,  caminhamos todo o percurso debaixo d'agua.

Acordamos 05 horas com previsão de saída as 06 da manhã.  Já levantamos e a chuva caindo.

A aguardamos até 06 e meia,  e ela teimava em continuar.

Como era chuva fina e sem relâmpagos e raios, decidimos seguir assim mesmo.

Aceleramos bem pra evitar hipotermia, paramos rapidamente pra beber água e comer bananas.

Fizemos quase 2 horas a menos do que na primeira vez na estrada real.

 

O caminho mescla subidas/descidas fortes e algumas retas.

No final é em asfalto, uns 4 kms.

Como a chuva aumentou de intensidade resolvemos não passar pela trilha, apesar de ser um pouco mais longe pelo asfalto.

 

Resolvemos pedir um marmitex na pousada a $12 cada. Comida ótima que dona haide pediu.

Compras mercearia: $30

 

Altitude Lagoa Dourada: 1100 msnm

 

Hospedagem: pousada vertentes,  camas boas,  tv, wifi, ventilador, gentilmente dona haide secou nossas roupas na secadora da pousada. Preço : $100 casal com café da manhã.  RECOMENDO.

Tem filtro d'agua.

Obs.: Aqui outra pessoa excepcional: Dona Haide, sempre disposta a ajudar as pessoas, viabilizando marmitex, secadando roupas, acordando bem cedo pra não deixar clientes saírem sem um cafezinho. São essas pessoas que fazem o caminho, e não nós! ::otemo::::otemo::

 

Algumas fotos:

Aguardamos chuva passar, quando diminuiu muito saimos com ela fina..

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Estrada de terra até próximo a Lagoa Dourada, chuva fina ainda...

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Caiu um toró, pena que não teve como tirar fotos...., só essa...sorte que não teve raios, como a alguns anos atrás.

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Dona Haidé, proprietária da pousada de Lagoa Dourada. São essas pessoas que realmente fazem o caminho!

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  • Membros de Honra

17° dia - 17.01.2016 - Domingo

 

Saída de Lagoa Dourada e chegada a Tiradentes -MG

+- 39 kms em aprox. 09:30 horas

Acumulado CRER: 454 kms

 

Os caminhos(CRER/ER) se separam na saída de Lagoa Dourada e unem na saída da 2a trilha. Por falta de marcos do CRER na saída de Lagoa Dourada  optamos seguir os marcos da ER.

 

Saímos com céu encoberto e chuva fina, logo na entrada da trilha começou a chuviscar.

O primeiro marco fica na saída da cidade. Na entrada da trilha não tem marco do CRER somente ER, na dúvida seguimos o da ER descendo pela trilha.

No início fácil dentro plantação de eucaliptos,  seguindo abaixo trecho muito escorregadio e com valas grades. No final tivemos q atravessar o riacho com a água no quadril com muita correnteza. A pinguela foi levada pelo  transbordamento do riacho na noite anterior, ficou somente o tronco.

Saindo da trilha pegamos estrada de terra até outra pequena trilha.

Depois entramos novamente estrada terra até Prados,  atravessamos toda cidade e entramos no asfalto até ponte onde começa estrada terra.

Chegamos em Bichinho com chuva fraca, atravessamos o distrito. Pegamos estrada de pé de moleque até Tiradentes.

Resumindo : foi um dia complicado. Trecho longo com trilha difícil,  grandes subidas /descidas.

Comemos tutu a mineira num restaurante perto praça $ 58(pouca comida e muito caro, os restaurantes estavam fechados, pois chegamos muito tarde)

Compras mercearia  $20

 

Altitude Tiradentes: 900 msnm

 

Hospedagem: Pousada fazendinha de Minas (032)3355-1479 centro, cama boa, tv, ar condicionado, frigobar,  limpo. Preço  $130 com excelente café da manhã. RECOMENDO.

Tem filtro d'agua.

 

Obs.: Neste dia erramos muito e demos azar.

.Não tomamos café da manhã decente;

.optamos pelas trilhas com muito barro e riacho pra atravessar;

.confiamos nas marcações dos marcos e andamos quase 40 kms num trecho complicado devido às chuvas;

.demos azar em comer tutu com queijo e minha parceira tem alergia séria a LACTOSE e a proteína do leite;

.pra piorar degustamos picolé de açai que tinha corante amarelo na fórmula e ela é alérgica também.

 

No restaurante ela começou a passar mal. ...e não dormiu bem.

Então decidimos que no outro dia iríamos somente até S.J. del Rey.

 

Algumas fotos:

Quando vc saí pra caminhar, tem que enfrentar o tempo, sem essa de esperar melhorar..... talvez o dia mais difícil que enfrentamos em nossas caminhadas...muita chuva, barro, travessia de riacho com água bem fria, comida ....saímos com chuva fina..que foi aumentando....mas no final parou.

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Atravessamos esse riacho com águas na cintura e muito frio...muito barro, a pinguela que tinha ali foi levada pela água na noite anterior.

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Tempo ainda encoberto

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Enfrentamos aquela subida láaaaa em cima, antes de Prados

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Distrito de Bichinho e seu rico artesanato

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Rio quase transbordando

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É bom, mas caro....

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    • Por mcolzani
      Eu e minha esposa Magali decidimos em setembro de 2020 fazer a travessia. Começamos a planejar e nos preparar desde então. Definimos que a melhor data seria na semana santa pois seria mais fácil de conciliar férias, folga etc e ainda daria uma margem de segurança maior caso fosse necessário estender a travessia.
      Fomos com o objetivo de caminhar no mínimo 35km/dia mas tentar fazer 40km/dia, que reduziria em um dia a travessia.
      Inicialmente iríamos seguir no sentido sul (Rio Grande x Barra do Chuí), porém na semana que antecederia nosso início a previsão indicava maior incidência de vento sul e optamos em inverter, saindo da Barra do Chuí no sentido norte.
      Saímos de Itapema/SC de carro até a rodoviária de Pelotas/RS no dia 27/03 onde deixamos nosso carro e pegamos o ônibus até Chuí. Chegando em Chuí levamos 20min até conseguir um taxi para a Barra do Chuí (lá não existe Uber/99 etc).
      Pernoitamos em um Airbnb lazarento, mas enfim, a ideia era ficar bem próximo da praia para conseguir começar a caminhada cedo.
      Obs: não conseguimos sinal de celular na Barra do Chuí.
      Dia 01
      Iniciamos a caminhada as 06:00 do dia 28/03/2021 com vento sul moderado. Nossa ideia inicial era fazer uma parada a cada 10km, porém preferimos tocar direto até Hermenegildo e nos abrigar do vento.
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      Poucos km a frente a chuva engrossou, porém não havia local para abrigo e continuamos a caminhada por mais 5km até encontrar um barraco de pescador onde nos abrigamos por aproximadamente 1 hora até a chuva passar.
      Ao longo do dia o sol ia e vinha. 
      Como era domingo, vários moradores de Hermenegildo passavam de carro.
      Estávamos aproximadamente no KM 38, totalmente secos quando uma chuva torrencial nos atingiu. Sem possibilidade de abrigo, seguimos até completar 40km e montamos acampamento em meio as dunas (agora sem chuva).
      Nessa noite ventou pouco, porém a chuva recente e o orvalho que se formou acabou gerando um pouco de condensação no interior da barraca.
      Jantamos, cuidamos dos pés e eu percebi a primeira bolha inesperada (bolha nos mindinhos eu já esperava).
      Distância: 41km (areia fofa)
      Dia 02
      Despertador tocou as 5:00, comemos, organizamos as coisas e levantamos acampamento. Eram aproximadamente 6:45 quando começamos a caminhar com as roupas e tênis molhados.
      Decidimos racionar a água para reabastecer na casa do Sr. Ricardo que possui poço e atingiríamos entre 10 e 11 horas da manhã.
      Faltando 1 km da casa do Sr. Ricardo, avistamos uma vaca deitada na beira da praia. Minha esposa achou que ela estivesse morta, mas eu percebi movimentos de orelha. Estávamos a 50mt dela quando nos observou e levantou assustada. Virou-se contra nós e avançou em nossa direção. Nesse momento tentei chamar atenção para mim e me afastei da minha esposa. Imediatamente empunhei os bastões como se isso fosse resolver alguma coisa. A vaca recuou e virou da direção da Magali quando pedi para ela ficar parada e fui até ela. A vaca ameaçou novamente e juntos erguemos os bastões lentamente até que a vaca recuou e se afastou pelo outro lado. Lentamente nos desviamos e seguimos nosso rumo. A adrenalina subiu bastante nessa hora e o susto foi enorme. Melhor que nada aconteceu e ficou apenas por isso.
      Chegamos na casa do Sr. Ricardo e chamamos por ele. Não estava, enchemos nossas garrafas e tratamos com cloro. Enquanto isso, aproveitamos a sombra para um descanso e para trocar as meias.
      Descobri uma nova bolha se formando em baixo do outro pé.
      Quando estávamos para sair chegou um veículo com 3 homens que estavam construindo uma nova casa para o Sr. Ricardo mais aos fundos (pois a atual está quase sendo tomada pelas dunas). Conversamos um pouco e seguimos nossa caminhada.
      Por ser 2a-feira, nesse dia praticamente não tivemos contato humano. Nesse dia encontramos o único caminhante que veríamos ao longo da nossa caminhada. Nos cumprimentamos, conversamos rapidamente e cada um seguiu seu destino. Nós querendo seguir e ele querendo terminar logo.
      No meio da tarde pegamos chuva novamente. Decidimos proteger os tênis com o saco que usávamos para atravessar os arroios pois não queríamos andar novamente com os pés molhados.
      Esse foi o pior dia e a pior noite, o dia todo foi um misto de "chega, vamos desistir, etc", por sorte não passou ninguém oferecendo carona. 
      Quando paramos para acampar, ventava sudoeste e então montei a barraca abrigado por dunas nesse lado. Só havia abertura pequena para o leste e foi ai que começou nossa pior noite. Já estávamos dormindo (aproveitamos 21:30) quando o vento virou leste com chuva forte.
      Vacilei ao não reforçar o estaqueamento da porta que estava exposta ao leste e aconteceu o óbvio, o speck soltou e essa lateral "caiu". Fiquei sentado encostado no bastão para a lateral ficar de pé. Quando estiou sai à procura de algo para ancorar essa porta e achei um barril cortado que coloquei sobre o speck e enchi de arreia.
      Nessa noite continuou ventando muito e chovendo diversas vezes.
      Distância: 40km (areia fofa com bem pouca área firme)
      Dia 03
      Despertador tocou as 5:00, estava chovendo e botei o soneca para + 15min. Continuava chovendo e seguimos dormindo até aproximadamente 6:15 quando parou de chover, então comemos e saímos para caminhar já eram 8:00.
      Decidimos que 30km estaria bom para esse dia.
      Seguimos +/- a ideia do dia anterior e racionamos a água para reabastecer no Farol Albardão que estava a 7-8km de distância.
      Fomos muito bem recebidos no Albardão onde bebemos água e reabastecemos todas nossas garradas. A água lá é potável, então não tratamos nem filtramos.
      Nesse dia percebemos que uma parada a cada 10km não era sustentável e decidimos parar a cada 7km. Nesse dia comecei a sentir fortes dores na junção do fêmur com o quadril e comecei a "mancar" para não estender a perna e doer mais. Assim foi praticamente até o final da travessia.
      Outro dia que tivemos pouco contato humano e com pouco vento, dessa vez sentido leste.
      Apenas no final do dia quando chegamos na área de reflorestamento que avistamos 2 caminhões saindo de uma área indo no sentido norte.
      Quase no final do dia, avistamos um morador indo recolher sua rede. Perguntamos se conhecia algum lugar bom para acampar na região querendo ouvir um "pode acampar no lado da minha casa" mas veio um "lá naquela baleia tem uma base do reflorestamento, talvez consiga lá". A tal baleia estava a uns 3-4 km e já estava começando a anoitecer. Deveríamos nos arriscar a andar toda essa distância e chegar lá de noite correndo o risco de nem achar a base? 
      Preferimos seguir mais 1km e acampar em meio as dunas altas. Dessa vez ancorei muito bem praticamente todos os lados da barraca para não ter surpresas.
      Novas bolhas para cuidar.
      Dormimos magnificamente bem. Como todas as noites anteriores, choveu bastante durante a noite.
      Distância: 35km (areia fofa)
      Dia 04
      Despertador tocou as 5:00, comemos, organizamos as coisas e levantamos acampamento.
      Nesse dia acreditamos que seria difícil manter o ritmo e terminar em 6 dias. Já aceitamos que precisaríamos de 7 dias. Porém mantivemos o desejo de fazer os 35km.
      O dia foi bastante movimentado, muitos caminhões, ônibus, etc. Sabíamos que agora a água viria apenas dos arroios, porém perto das 11:00, quando devíamos ter apenas 1 litro de água, vimos um quadricíclo vindo em nossa direção. Pedi para parar e perguntei se sabia de algum ponto de água pela frente. Conversamos um pouco e o Mauro, funcionário da empresa de reflorestamento, se ofereceu para ir pegar água na base deles. Deixamos nossas 4 garrafas de 1,5lt com ele. Uma hora depois ele passou por nós e falou que deixou as garrafas em uma placa mais a frente para que não precisássemos carregar todo o peso. Caminhamos uns 2km até chegar nas garrafas, tratamos e filtramos. Ficamos absurdamente contentes, não tinha como ficar mais contente.
      Próximo das 15:00 uma caminhonete branca nos intercepta. São funcionários da empresa de reflorestamento. Conversamos um pouco e eles falam (se pedirmos) que iriam trazer água para nós quando voltassem. Ganhamos o dia e agora não tinha mais como melhorar mesmo.
      Uma hora depois passa outra caminhonete igual (também da empresa) e pergunta se queremos algo (água, comida, fruta etc). Respondo que aceitamos qualquer coisa, mas principalmente água. Ele diz que na volta trará algo para nós.
      Continuamos a caminhada e com o sol de pondo resolvemos achar um local para acampar. Enquanto montava a barraca a esposa ficava nas dunas de olho se vinha alguma caminhonete.
      Quando terminei de montar a barraca, avistei um veículo vindo e como já estava escuro sinalizei com a lanterna.
      Dois santos que caíram do céu. Nos trouxeram 4 litros de água tratada e gelada (com pedaços de gelo ainda). Não só isso, trouxeram duas marmitas e frutas. Estávamos nos sentindo reis.
      Só então percebemos que montávamos acampamento praticamente na entrada de uma base deles e nos falaram que o movimento de caminhões ali seria a noite toda pois a operação deles é 24hrs. Nos ofereceram ficar em um alojamento vago.
      Agora certamente não tinha como melhorar. Decidimos aceitar o convite pois o local onde estávamos era de dunas baixas e o vento provavelmente iria incomodar. Caminhamos quase 2km até chegar na base e nos deparamos com o inimaginável, além de tudo que já tinham nos oferecido, poderíamos tomar um banho quente em chuveiro a gás.
      Nossa energia se renovou absurdamente nessa noite. Decidimos dormir uma hora a mais nessa noite pois não precisaríamos arrumar muita coisa pela manhã.
      Agradecemos ao pessoal que nos recebeu e principalmente ao Rodrigo (encarregado). Pegamos seu contato para agradecer novamente quando concluíssemos.
      Nesse dia outras bolhas surgiram e algumas antigas começavam a parar de incomodar.
      Distância: 42km (enfim, areia firme)
      Dia 05
      Despertador tocou as 6:00, comemos, organizamos as coisas, reabastecemos nossa água, nos despedimos do pessoal e começamos a caminhada.
      Pela distância percorrida no dia anterior, decidimos que esse dia seria de luxo, 35km bastaria.
      Saímos dá área do reflorestamento e começamos a avistar as torres geradoras de energia eólica. Que visão horrível. Você começa a enxergar elas a 20-25km de distância, então caminha, caminha, caminha e caminha ainda mais e nunca chega.
      Esse dia foi um dia caminhando olhando apenas para baixo, pois era desmotivador. Esse foi o 1o dia que não pegamos chuva na caminhada.
      O vento estava moderado a forte no sentido leste, o que fez com que a maré estivesse acima do normal, nos forçando a subir para areia fofa em vários momentos.
      Ao final do dia, chegamos em um trecho de dunas baixas e já bateu aquela sensação ruim para achar um local bom para acampar. 
      Nós não queríamos ter que andar 500-700 metros para chegar nas árvores, querendo ou não é uma distância que pode fazer a diferença e em terreno ruim.
      Atravessamos o primeiro grande arroio e achamos um ponto menos exposto. Ancorei bem a barraca e dormimos igual reis.
      Distância: 38km (alternando entre areia firme e fofa)
      Dia 06
      Despertador tocou as 5:00, comemos, organizamos as coisas e levantamos acampamento.
      Esse seria o primeiro dia para captar água nos arroios. Estávamos com 1 litro de água e a esperança era conseguir água com quem passasse, afinal era feriado e teríamos movimento. Passou o primeiro carro e nada de água. Logo chegamos a outro arroio grande e decidimos captar água ali e garantir. Pegamos 4,5 litros, tratamos e filtramos.
      Esse dia estava puxado, o vento resolveu querer dificultar e virou norte moderado. Foi o dia todo contra o vento, mas nada nos seguraria. Muitos arroios pela frente, já estávamos exaustos de colocar e tirar a sacola nos pés, mas assim o fizemos durante todo o dia.
      No 4o ou 5o arroio a Magali não olhou bem o terreno e entrou em uma arreia movediça, ficando com os 2 pés enterrados até acima do tênis. Falei para não tentar sair, fui até ela e puxei ela pela cargueira. Saiu fácil mas encharcou os pés e os tênis.
      Andamos, andamos, andamos e a quilometragem não andava. Parecida que estávamos em uma esteira, andava sem sair do lugar.
      Dia bem movimentado, carros, motos, ônibus, bicicletas e o primeiro cachorro de toda travessia. Esse foi o 2o dia que não pegamos chuva na caminhada.
      Enfim chegamos a praia do Cassino, mas ainda tínhamos 13 km pela frente. Parece que foi a parte mais longa da travessia. A praia estava muito movimentada devido ao feriado. Às 16:30, enfim, chegamos aos molhes. Ficamos sem reação, apenas sentamos e aproveitamos o momento.
      Decidimos pegar um Uber até Pelotas e retornar direto para casa.
      Distância: 34km (areia firme)
      Distância total: 230,74 km

      Equipamentos que levamos:
      Murilo Magali Se alguém querer, posso passar também a relação dos alimentos levados.
      Tracklog
       

    • Por Jonas Silva ForadaTribo
      Em tempos complicados nos colocamos na estrada. Foram 26 horas dentro do ônibus. A lotação praticamente vazia, nem 15 pessoas, uma série de protocolos para evitar ao máximo qualquer contaminação. Depois de todo esse trajeto ficaríamos sós, isolados, quase uma quarentena. Sete dias completos e muitas surpresas, superações e no final um evento triste que poderia estragar toda uma viagem, mas deixa pra lá. As pessoas de boa índole não merecem que seja despendida grande atenção para os intrépidos.
      Dia 1
      Ficamos meio período na cidade de Rio Grande, um local de muita história, 9 museus (fiquei sabendo) todos fechados, muita arquitetura e praças dignas de um povo desbravador.

      Ao meio dia pegamos o circular que vai até a Barra. Descemos no último ponto antes do retorno. Recebeu-nos um aguaceiro danado. Enquanto encapávamos a cargueira e colocava a capa de chuva, tomamos o primeiro banho. Só não foi maior porque fugimos para uma varanda ali do lado. Não demorou para o proprietário aparecer. Depois de algumas curiosidades sanadas, seguimos firmes pelo asfalto até o molhes. Já na chegada encontramos um bugue, nele um homem desesperado. Pedindo ajuda. Seu filho, um amigo e o tio haviam seguido pelo molhes mar adentro. O mar enfurecera e subiu rapidamente. O homem fugiu com o carro mas os outros nem sinal, o molhes já estava praticamente tomado de água. O mar quebrava com força, rajadas de ondas cobriam metros acima do monumento. Orientei o a correr na Barra e chamar o bombeiro ou qualquer coisa (nesse momento eu não havia visto a situação do mar ainda). Quando chegamos no molhes, padre mio... Olhei para trás e lá vinha o homem, não tinha ido atrás do bombeiro ainda. Quando peguei o telefone para fazer a ligação um casal que estava em um trailer ali do lado gritou - Lá, estou vendo alguém. Guardei o telefone, os três vinham com dificuldades entre as ondas. O pai desabou em prantos, e xingamentos. Horas mais tarde fui refletir: ele não ligara para o socorro temendo a notícia horrível que receberia. No final todos ficaram bem.
      Para nós, vida que segue. Primeiro não conseguimos chegar no molhes, o mar tinha tomado toda a praia. Desviamos pela direita e saímos nas dunas. Dali seguimos com dificuldades contra o vento e sobre as dunas. Para ter uma ideia os banheiros químicos que ficam na praia estavam todos tombados. Mas não se apavoremos, toda essa situação se devia a um ciclone que estava sobre o oceano nesses dias.

      Caminhamos os 8 km até o Balneário Cassino, durante o trajeto traçamos vários planos B. Se a tempestade não passasse teríamos de esperar alguns dias, em último caso desistir. Pernoitamos num Hostel. Ventava muito. Passei a noite monitorando o ciclone e os ventos pelo app wheater. De madrugada os ventos começariam a se afastar e no sábado já estaria tudo calmo.

       
      Dia 2
      Acordamos cedo, o vento ainda soprava forte, mas o céu já estava melhor. Partimos. Na praia o mar tinha recuado um pouco, apesar do vento sul. Logo na primeira hora, depois da garoa um arco íris pintou sobre o parque eólico. Isso é um bom sinal.

      Seguimos firmes, 3 horas depois o parque eólico ainda estava às vistas. Chegamos no Naufrágio Altair. Pera lá! Chegamos perto dele, as ondas tomavam a ruína. O mar já avançara sobre a praia novamente, muitos dos canais de água se tornaram bancos de areia movediça engolindo os pés. Paramos para almoçar no Hotel Netuno, único lugar abrigado do implacável minuano (vento).

      Voltamos a marcha, agora pelas dunas. A praia estava alagada. Não demorou muito até que a Bruna fosse engolida até a cintura na areia movediça. Com muita luta conseguimos resgatá-la. Um misto de apreensão, medo e comicidade tomou conta dos dois. Às 15:00 demos por vencidos, depois de 30 km, tomamos o rumo da mata, em meio a um novo parque eólico, as poucas árvores restantes serviram de guarida.
       
      Dia 3
      Saímos cedo, ansiosos por descobrir o que o mar reservara. Pelo menos o vento já reduzira pela metade. Com a praia larga a caminhada fluiu bem. Logo cedo avistamos o Farol Sarita. Mais um desafio psicológico. Caminhamos 25 km dos 30 km, avistando o luminoso, e nada de chegar. Parecia que o negócio tinha rodinhas. Logo depois do almoço o mar voltou a complicar. A caminhada voltou a ser pela duna. Em poucos quilômetros encontramos um homem todo esfarrapado, com uma faca e olhar desafiador. Com receio, me aproximei a tentar um diálogo. Não entendi nenhuma palavra que ele disse, tratava-se de um hermitão que vive nas dunas, provavelmente.

      Enfim às 15:00 chegamos no farol, e logo à frente tentamos ir para a mata acampar. Caminhamos 3 km circulando o mangue alagado até que decidimos acampar embaixo de um arbusto na duna mesmo (sei que é burrice, mas depois do hermitão, fiquei um pouco abalado, não com medo de ser atacado, mas vai que ele se sentisse invadido...). Depois de lavar as partes no alagado, deitamos na barraca e nem lembramos mais do hermitão ou de qualquer coisa. Nessa hora o vento já havia cessado. Durante o dia, manhã, encontramos muitos carros e motos fazendo a travessia, a penas um grupo de motocross parou e falou que acampariam perto do Farol Verga, que deveríamos passar lá. Também encontramos um leão marinho e muitas, muitas tartarugas mortas.

      Dia 4
      Começamos cedinho na tentativa de fugir das dunas no período da tarde. O dia estava lindo, céu azul, vento leve, areia fina, mar calmo. Encontramos muitos carros fazendo a travessia nesse dia, também um grupo de ciclistas, que inclusive nos deram água. Logo avistamos a primeira carcaça de Jubarte, no segundo dia tínhamos visto uma Beluga morta. Mais à frente um naufrágio recente ainda bastante visível apesar das ondas.

      Logo que retomamos do almoço encontramos novamente a galera do motocross. Nos disseram que tinham feito um churrasco e esperado por nós, mas... No fim o seu Zeca falou que seria um bom lugar para acampar, e foi o que fizemos. Durante a caminhada da tarde percebemos que algumas caminhonetes iam e vinham pela praia, só não entendi o motivo. Como o mar tinha acalmado e a praia estava larga aproveitamos. Debaixo do sol forte das 14:00 uma das caminhonetes parou, um simpático senhor nos ofereceu um suco de limão, oh glória. Pensa num negócio bom, agradecidos seguimos em frente. Já eram passadas 15:00 quando chegamos no local de acampar. Definitivamente não chegaríamos a tempo de almoçar. Nesse dia alcançamos a marca importante dos 100 km andados.

      Dia 5
      Foi o dia que começamos mais cedo. Logo nas primeiras horas avistamos um senhor maltrapilho, descalço, caminhando com dificuldades. Ainda lembrando do hermitão, me aproximei. Ele com a mão dentro da bermuda, eu com cautela. Surpreendentemente entendi sua fala. Se chamava Paulo, recusou um sapato que tinha minha mochila, recusou comida, apenas aceitou água. Como tínhamos avistado um pouco antes um acampamento de trabalhadores na mata de pinus, orientei o senhor que caso precisasse chegasse lá. Nesse ponto já estávamos no Farol Verga.

      Saindo do Verga avistamos no horizonte um veículo gigante que saiu na areia e rumou para o sul. Não demorou, encontramos um carro parado com adesivos "Pet Free", não sei o que fazia ali. Uma hora depois aponta no horizonte o gigante, eram um caminhão de carregar toras, carregado. Vinha a todo vapor na areia. Passou por nós, buzinou e sumiu no norte. Paramos para almoçar quando encontramos uma carreta parada na areia. Sentamos à sombra e logo o dono dela apareceu. Curiosamente ele tinha o mesmo nome do senhor dos sucos. Conversando, explicou-nos que têm frentes de trabalho que ficam acampadas na floresta de pinus (chegam a 150 trabalhadores). Ele estava com a carreta-casa esperando um ônibus que traria o pessoal de Rio Grande e Pelotas. Quando falei do seu Paulo ele disse que já havia visto o mesmo homem andando de bicicleta na areia, de certa forma me senti aliviado por saber que ele se virava por aquelas bandas.

      Pouco depois de deixar a carreta, encontramos outra Jubarte, essa bem mais conservada. Ao tirar foto da baleia, olhamos para trás e lá estava o ônibus, descendo uma galera.

      Às 14:00 o reflorestamento que nos acompanhara acabou. Percebemos que seria possível chegar no Farol Albardão ainda naquele dia, ele já se desenhava no horizonte. Com 40 km, exaustos, com chuva, chegamos no farol. Já não esperávamos dormir lá devido a pandemia. Montamos acampamento do lado de fora do pátio da Marinha. Como o vento já rugia, fiz algumas ancoras com sacos cheios de areia que, enterrei e amarrei a barraca neles. Fomos dormir assustados com o vento, mas a amarração deu conta.

       
      Dia 6
      Acordamos de madrugada com trovões, vento e muita chuva. O dia clareou e a chuva castigava, meu maior medo não era se molhar, eram os raios. Pensamos em fazer um dia de descanso caso não passasse. Eram 07:15 quando as nuvens começaram a ceder, fizemos um desjejum e partimos, já 08:10. A chuva sumiu, mas as dunas estavam todas alagadas.

       
      Assim que começamos a caminhar começaram aparecer os problemas. Os passos de água que, até então eram raramente fundos, agora pareciam rios de desgelo. E para piorar se multiplicaram, cruzamos em média 5 por km nesse dia. Nessa manhã observamos uma infinidade de caravelas azuis na areia, assim como raízes e galhos que devem ter saído das dunas com a enxurrada (não as caravelas, que, devem ter vindo do mar).

      Só atingimos os 30 km às 17:00, quando avistamos um pedaço de mata, onde nos escondemos à noite. Além de atingir os 150 km nesse dia, tomar água muito boa drenada das dunas, encontrar um bom local para acampar, acompanhamos o segundo pôr do sol nas dunas (o primeiro havia sido no Albardão), tomamos banho fresco na água da chuva acumulada nas dunas e dormimos em meio a algazarras dos periquitos que aninham nas árvores ali.

       
      Dia 7
      Sabíamos que seria um dia longo, faltavam mais de 40 km para chegar no Balneário Hermenegildo onde teria um camping. Partimos às 06:40. O mar tinha recuado muito, as enxurradas formaram muitos canais (já secos). O chão irregular castigou os pés a manhã toda, quando ficava mais plano o conchal tornava os passos mais pesados. Nesse trecho muita vacas vigiam a praia, é grande também o número de ranchos nas dunas. Lá pelas 09:00 encontramos um negócio motorizado, feito em madeira, puxando uma carretinha cheia de entulho, com rodas largas que parecia um rolo compressor, apinhado de gente. Ainda de manhã avistamos mais dois naufrágios quase submersos na areia e no mar, um hotel destruído e um leão marinho começando a putrefação.

      Na hora do almoço se chegamos à sombra de um rancho na areia. Descansamos, aliviamos os pés e retomamos a marcha. O número de veículos que encontramos cresceu exponencialmente, muitas pessoas pescando de molinete. A praia agora alternava em trechos terríveis de irregular e outros menos, mas os pés doem até a alma. O alento é que já avistamos o Hermenegildo. No final foram 45km caminhados, além de bater os 200km. Valeu a pena. Chegamos no Camping Pachuca, o dono (incrivelmente tinha o mesmo nome dos dois outros homens que conversamos na praia nos dias anteriores) nos recebeu muito bem. Ofereceu a garagem para montar a barraca, nos trouxe pão com queijo e mortadela e ainda disse que seria cortesia da casa. Depois do banho, de barriga cheia, e diga-se de passagem a musica no rádio incrível, dormimos feito criancinhas.

       
      Dia 7
      Se demos o luxo de acordar mais tarde e sair só às 08:00. Diga-se de passagem que amanheceu chovendo. E ventando, mas o vento agora era norte e empurrou nos para o molhes. Na praia novamente, não demorou para dois cachorros, muito brincalhões nos acompanharem.

      Foram 15 km tranquilos. Com muitos passos de água, alguns fundos, inclusive. Mais um negócio estranho aconteceu, eram umas 10:00 quando passou uma patrola por nós. O maquinista ainda ofereceu carona, dispensamos numa boa. Chegamos no molhes da Barra do Chui às 11:50. Fomos recebidos por um bombeiro, todo empolgado que nos revelou estar pronto para fazer a travessia nos próximos dias. Descansamos algum tempo refletindo nosso feito.

      Tomamos as ruas do balneário até encontrar um buffet, onde fomos à desforra. De barriga inchada pegamos o ônibus para o Chui, chegamos lá a então a palhaçada. Como o ônibus para Porto Alegre era só às 22:00 ou às 12:00 do dia seguinte, fomos procurar um local para tomar banho e descansar, quem sabe passar a noite.
      Fomos em um posto Ipiranga que segundo o dono da rodoviária tinha chuveiro para os caminhoneiros. Fomos muito mal recebidos, e mesmo oferecendo para pagar fomos recusados. Segunda tentativa, uma pousada. O velhote que nos atendeu, primeiro fez cara de nojo por que talvez não estávamos muito bem trajados, segundo ele estava lotado, sei. Terceira tentativa, outra pousada. O homem que nos viu nem a porta abriu direito, após nos analisar, disse em tom ríspido que não tinha vaga e deveríamos procurar outro local. Respondi pra ele que não adiantaria procurar, o problema não era vaga, era preconceito. Nossa última investida foi um hotel de uma rede, Turis Firper, apesar de não muito barato (afinal não passamos a noite), fomos muito bem recepcionados.
      Às 22:00 tomamos o ônibus para passar 29 horas viajando até nossa terrinha. A maior dificuldade acabou sendo o chão irregular dos últimos dias, e a batalha psicológica do terceiro e quarto dias. Agora vamos descansar que a temporada de montanhas se avizinha.









       
    • Por Caçadordeviagem
      No dia 14 de Junho de 2019 foi inaugurado o Caminho de Nhá Chica, inspirado no Caminho de Santiago de Compostela e no Caminho da Fé, a rota se inicia na cidade de Inconfidentes/MG e vai até o Santuário de Nhá Chica em Baependi/MG, são cerca de 260 km cruzando as belíssimas paisagens montanhosas da Serra da Mantiqueira, é todo sinalizado com setas e placas, para mais informações há um grupo no Face com o nome "Caminho de Nhá Chica" ou visite o site: www.caminhodenhachica.com
      1° Dia: Inconfidentes/Borda da Mata (21 km).
      Eu percorri em Setembro de 2019, o 1° trecho, entre Inconfidentes e Borda da Mata, é o mesmo do Caminho da Fé, após Borda os caminhos se separam, o da Fé vai pra Tocos do Moji e o de Nhá Chica vai para Congonhal...
      2° Dia: Borda da Mata/Congonhal (25 km).
      Trecho muito bonito após uma fazenda com um haras, muito pitoresco, na metade do trecho há uma torneira ao lado da Igrejinha no bairro das Almas, o topo da Serra das Almas e Cachoeira das Almas são os destaques desse trecho...
      3° Dia: Congonhal/Espírito Santo do Dourado (26km).
      Trecho magnífico, logo de cara tem que superar a Serra de São Domingos, ainda na Serra, no km 07 tem fonte de água potável e mais uns 7 km depois tem o Santuário da Obediência, com estrutura de água e lanchonete, a paisagem é linda, com lindas araucárias e várias plantações de brócolis e morango, um dos trechos mais bonitos do caminho...
      4° Dia: Espírito Santo do Dourado/Silvianópolis (20 km).
      Trecho muito bonito e ermo até a rodovia MG-179, chegando nessa rodovia, a uns 100 mts tem uma barraca de frutas e doces mineiros onde adquiri bananas e doces, os últimos 3 quilômetros são em asfalto até Silvianópolis...
      5° Dia: Silvianópolis/Careaçu (20 km).
      Trecho plano e tranquilo perto dos anteriores, na saída de Silvianópolis há um belo lago chamado Lago dos Bandeirantes, próximo a Careaçu o caminho coincide com o Caminho de Aparecida até a cidade, paramos no bar da ponte para beber alguma coisa e seguimos para a belíssima Pousada Castelo...
      6° Dia: Careaçu/Heliodora (24km).
      Saindo de Careaçu por baixo da Fernão Dias, chegasse na Comunidade Rainha do Brasil, ali o monge Bernardo ofereceu café e batemos um papo, deixando o local passa-se por umas 3 porteiras e uma pequena trilha até pegar a estrada de terra novamente, a partir dali caminha-se por lugares muito ermos e bonitos até o km 16, ali há um comércio para abastecer e depois seguir pelos 8km finais pelo asfalto visualizando lindas montanhas...
      7° Dia: Heliodora/Natércia/Conceição das Pedras (24km).
      Entre Heliodora e Natércia há uma grande inclinação a ser vencida, ou seja; vai ter que subir muito e descer tudo até Natércia, lá de cima tem uma bela vista de ambas cidades, em Natércia me abasteci com víveres e segui rumo a Conceição das Pedras em meio a belíssimas paisagens, o destaque nesse trecho é a bela Cachoeira da Usina, eu aconselho a ficar em Natércia pois a pousada lá é muito boa e serve janta e a de Conceição das Pedras fica atrás de posto de gasolina, sem janta...
      8° Dia: C. das Pedras/Cristina (36km).
      Mais um dia com uma serra a ser vencida, talvez a maior inclinação do trecho, porém esse trecho é o mais belo do caminho, passa por mata nativa, pelo bairro Sertãozinho e Vargem Alegre onde há muitas plantações de banana e café, em Vargem Alegre (km18) há uma pousada, seguindo adiante, o caminho até Cristina revela-se magnífico com suas belas paisagens, Cristina é uma cidade turística e charmosa, a mais bela do caminho...
      9° Dia: Cristina/Carmo de Minas Carmo de Minas (20km)/ Soledade de Minas (16km).
      Pretendia fazer os 36km mas entre Cristina e Carmo de Minas é por uma rodovia movimentada e sem acostamento, portanto peguei uma carona até Carmo e de lá iniciei os 16 km até Soledade, o trecho é por terra e plano, não tem a beleza dos trechos anteriores mas é bonito, ali já estamos caminhando pela famosa Estrada Real, Soledade de Minas é uma cidade bem pequena, há um trem turístico que vem de São Lourenço até lá...
      10° Dia: Soledade de Minas/Caxambu/Baependi (30km).
      Pra sair de Soledade é necessário subir uns 4 km de asfalto (trecho movimentado) até a estrada de terra que leva a Caxambu, alguns km depois encontra a Estrada Real e segue até a cidade por trechos tranquilos, com matas preservadas, consegui ver alguns saguizinhos nas árvores, ao chegar em Caxambu segue pela rua de cima da rodoviária rumo a Baependi, terra de Nhá Chica, devido a proximidade das cidades, os 7 km finais não tem muita beleza, com alguns lixos no meio da estrada mas ali o importa é chegar ao Santuário de Nhá Chica e agradecer pela jornada perfeita, conhecer o local, comprar lembranças, carimbar e pegar o certificado, foi o que fiz depois segui para um hotel p/ descansar e voltar pra casa no dia seguinte...
      POUSADAS QUE PERNOITEI: Preços em 2019...
      Santa Varanda: Inconfidentes: $50 Tem janta 👍
      Nossa Senhora de Fátima: Borda da Mata: $60 Tem janta 👍
      Hotel Silva: Congonhal: $50🙁 sem janta (é melhor ficar no JS).
      Pousada do Adão: Espírito Santo do Dourado: $50🙁sem janta (Na verdade é ponto apoio onde vc pousa, não tem outra opção por enqto).
      Hotel Luciana: Silvianópolis: $50👍 Tem janta no comércio embaixo do hotel.
      Pousada Castelo: Careaçu: $50👍 Tem janta na praça da Matriz.
      Hotel Vilarejo: Heliodora: $50😒 (Única opção na cidade, tem o suficiente, conseguimos janta mas não sei se é sempre que consegue).
      Natércia: Pousada do Juliano: $?👍Tem janta, eu não fiquei lá mas vi que é bonita.
      Conceição das Pedras: Pousada da Dona Fininha ☹️ $50 sem janta, fica atrás de um posto de gas.
      Bairro rural Vargem Alegre: Zé Toco $?( Por ser casa de família, provavelmente serve janta, eu não fiquei lá).
      Cristina: Pousada Casarão: 👍🤑$100 (belíssima pousada mas é cara e não oferece janta, é melhor ficar na Pousada Real, do Célio, $50 + janta).
      Carmo de Minas: Hotel São Lucas:👍$? (Não fiquei mas vi que o hotel é muito bom).
      Soledade: Solar das Montanhas: 👍$60(boa mas não serve janta).
      Caxambu: Hotel São Francisco 👍$80 não oferece janta.
      Baependi: Pousada Instituto Nhá Chica: 👍$? (não fiquei, não sei se serve janta, a pousada é bonita).
       
      Se quiserem um relato bem detalhado visite o site abaixo:
      http://www.oswaldobuzzo.com.br/Home/caminho-de-nha-chica
       
       
       
       
       
       
       
       
    • Por casal100
      Resolvemos, dessa vez, fazer alguns roteiros distintos: beira-Mar, trilhas em montanhas e travessia.
      Começamos por Ubatuba, foram 10 dias de caminhada, por algumas das principais praias; depois pegamos nosso veículo e fomos fazer alguns roteiros em Extrema-MG e, por último,  a grata surpresa: TRAVESSIA DA SERRA DA CANASTRA-MG, que lugar maravilhoso: belas cachoeiras, trilhas fortes, flora e fauna exuberante, povo amigável, queijos deliciosos(alguns entre os melhores do mundo na sua categoria) sem contar a culinária mineira. Tudo de bom.
    • Por casal100
      Fizemos a maioria dos caminhos que passam pela Serra da Mantiqueira(Estrada Real, Caminho da Fé, Crer....), alguns mais de 1 vez.
      É quase unanimidade entre os caminhantes que, indiscutivelmente, a Serra da Mantiqueira têm as mais bonitas paisagens e, nós concordamos integralmente. São caminhos que proporcionam lindas fotos,  clima agradabilíssimo, povo acolhedor e simpático, ingredientes que definiram esse roteiro.
      Foram quase 50 dias e mais de 1.100 quilômetros de muitas alegrias, felicidade e paz,  poucas tristezas e decepções.
      Começamos e terminamos na MAGNÍFICA cidade de Campos do Jordão-SP, depois de rever vários lugares (passei alguns invernos nesta bela cidade, quando eu era "bacana"). A cidade se transformou,  criaram vários roteiros turísticos, belas e caras casas dos novos e velhos "bacanas", ótimos restaurantes, atrações mil,  pousadas e hotéis de todo tipo e preço, tem até o refúgio do peregrino, comércio bom, povo hospitaleiro, clima perfeito e, ainda por cima fomos no verão,  baixa temporada,  onde com facilidade encontramos boa hospedagem com preços menores que muitas hospedagem em cidades pequenas.

      Outra coisa que pesou em escolher fazer essa travessia é que a região se assemelha muito com um projeto que temos em mente, que é a travessia entre Punta Arenas x Arica no Chile,  então serviu como treinamento.

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