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EDJr Edmir Junior

Galápagos: O Refúgio Pacífico - Relato de Viagem (Dez/2015)

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Paz, amigos!

 

Escrevo meu 2º relato para o Mochileiros.com com muito prazer e entusiasmo. Nada mais que uma retribuição à esta plataforma que tanto me ajudou na realizações de sonhos.

 

Dessa vez, relato minha viagem ao arquipélago de Galápagos, no Equador, onde estive de 09 a 22/12/2015, em companhia ao amigo fotógrafo argentino Gustavo Roger Cabral.

 

Fiz em formato meio texto, com informativos e afins, pois sempre faço uma espécie de "livro" para mim mesmo, do qual grande parte foi retirado para fazer esta postagem, mas não tirando informações e dicas importantes a quem planeja visitar esse paraíso da natureza ímpar.

 

Tomara que consigam viajar até lá lendo este, tanto quanto eu (novamente)! Desfrutem! ::otemo::

 

 

[flickr]29075479165_c65db25934_b.jpg© EDJr_4703 - title by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr]

 

O ARQUIPÉLAGO: Há dois significados para Galápagos em espanhol: cágado e sela! Está distante em cerca de 1000 km da costa equatoriana e possui cerca de 30 mil habitantes, concentradas nas 04 maiores ilhas: Isabela, Santa cruz, San Cristóbal, Fernandina e Baltra (por conta do aeroporto), sendo que praticamente 50% residem em Santa Cruz. De origem vulcânica e com atividade sísmica, é composto por 13 ilhas principais e mais de 100 ilhotas e rochedos emersos, totalizando quase 8.000 km².

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A fauna endêmica conta com várias espécies de invertebrados, répteis e aves, incluindo a tartaruga-das-galápagos, iguanas marinhos e terrestres, o cormorão-das-galápagos, o singular pinguim-das-galápagos e 13 espécies de tentilhão-de-Darwin ou Darwin’s Finch (pássaros famosos que foram alvo de estudos de Charles Darwin). As tartarugas de Galápagos, ou tartarugas gigantes (Chelonoidis nigra), são as maiores espécies vivas de tartarugas no planeta, localizadas principalmente na Ilha de Santa Cruz. Quanto aos lobos marinhos, é necessário cautela! :o:o Estes animais protegem os seus haréns e podem dar dentadas perigosas, potencialmente fatais. Fique afastado de colônias de lobos marinhos e se um deles se aproximar, saia para longe da colônia. Apenas os adultos são perigosos. Mas nadar com lobos marinhos é uma das partes mais interessantes da viagem! ::hahaha:: Na maioria dos casos, a vida selvagem das Galápagos ignora a sua presença, mas caso seja notada significa que você está muito perto dela. Veja um mapa de fauna de Galápagos: http://www.mediafire.com/view/f8336c2xp13deid/mapa_fauna.gif

 

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Um controle estrito do acesso dos turistas é mantido num esforço de proteger o habitat natural e todos os visitantes devem ser acompanhados por um guia certificado pelo parque. Em geral, o crime não é um problema nas Galápagos. Mas atenção deve ser dada, pois há relatos de itens desaparecerem das mochilas e de cabines durante os mergulhos. Logo, é aconselhável manter os seus pertences em sacos fechados e se possível escondidos. Pelo perigo de introdução de espécies que serão nocivas ao meio ambiente local, quando viajar para as ilhas não traga nenhuma planta ou animal. Revistas de malas e lacre das mesmas são realizadas nas entradas e saídas das ilhas, para controle biológico.

 

Visitar Galápagos não é barato, devido às restrições ao viajante e à posição remota do arquipélago. É possível chegar de avião via Guayaquil ou Quito, ou de barco particular com autorização do parque para visita em mais de um lugar.

 

HISTÓRIA E IMPORTÂNCIA: As ilhas foram encontradas por volta do século XVI e em 1835, aportava aqui o navio "H.M.S. Beagle" do capitão Robert Fitz Roy (sim, o mesmo que dá o nome ao Cerro Fitz Roy na Patagônia Argentina, mais precisamente em El Chatén!) trazendo consigo o naturalista Charles Robert Darwin. Este coletou amostras de flora e fauna e fez estudos por meio de observações, que o inspiraria posteriormente para a criação da Teoria da Evolução. Por isso, o Galápagos é muito popular entre historiadores, biólogos e amantes do mundo natural. O ecossistema possui um equilíbrio ímpar, mundialmente conhecido por sua vida selvagem, em que os animais podem ser vistos de muito perto, não se intimidando com a presença humana por não a considerarem como ameaça. :P

 

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Para preservar as espécies endêmicas, o governo do Equador criou o Parque Nacional de Galápagos em 1959, extinguindo o caráter penal da região e o interesse americano de transformá-la em uma base militar, iniciando a atividade turística em 1960. Em 1979, as ilhas foram declaradas Patrimônio Mundial pela Unesco e Reserva da Biosfera em 1985. Em 1987, uma área de 15 milhas náuticas em torno do arquipélago foi transformada na Reserva Biológica Marinha Galápagos.

 

Baseado no texto do Guia de Viagem Galápagos (fornecido por Decolar.com): ainda com toda a conscientização e ação na preservação, a biodiversidade local sofre com a competição de milhares de espécies invasoras animais e vegetais introduzidas pelo homem, como pombos, mosquitos, formigas, cabras, ratos, goiabeiras e amoreiras, além do histórico de caça predatória e destruição do ambiente. Atualmente, está ameaçada pelo crescimento do turismo. Vários projetos vêm buscando recompor o ambiente e erradicar espécies invasoras com apreciável sucesso. Mais de 50% de suas plantas vasculares nativas ainda são consideradas oficialmente ameaçadas e quase 50% de seus vertebrados estão em idêntica situação.

 

MOEDA: dólar estadunidense (US$). O equador o adotou como moeda oficial em 2000, que substituiria o Sucre (ECS$). Um amigo que encontrei em Isabela disse que nessa época de mudança fora um caos no país, pois as pessoas que possuíam muito dinheiro, repentinamente ficaram com poucos dólares, outros perderam tudo e até ocorreram muitos suicídios :oops: . Ainda circulam moedas oficiais de Sucre, com valor igual ao dólar: ECS$ 0,15 = US$0,15 ou 15 cents!

 

A cotação com a qual viajei ficou em torno de R$4 para US$1 ::ahhhh:: , pois fora o que paguei na casa de câmbio aqui no Brasil antes de ir e que se manteve até eu voltar. ATENÇÃO! Notas de US$100 não são aceitas em Galápagos ou no Equador. :!:

 

 

REGRAS DO PARQUE NACIONAL GALÁPAGOS:

 

As regras oficiais são:

 

• Para visitar o Parque Nacional você deve sempre estar acompanhado de um guia autorizado pelo Parque Nacional. (Fora das cidades todos os visitantes têm que ser acompanhados por guias, e só são permitidos visitantes em terra do nascer do sol ao pôr-do-sol; Caminhadas são restritas em todo o parque, mas locais como o Muro de Las Lágrimas em Isabela e o Cerro Tijeretas em San Cristóbal podem ser visitados de forma independente).

• O ambiente de Galápagos é único e frágil. Faça apenas fotos e vídeos. Filmagens profissionais devem ser autorizadas pelo Parque Nacional.

• Por favor, mantenha-se nos limites das trilhas, para a sua segurança e da fauna e flora.

• Para que não se afete o comportamento selvagem natural, evite ficar mais próximo do que 2 metros dos animais.

• Acampar só é permitido em locais específicos. Se você deseja acampar, você deve primeiramente obter uma permissão do Parque Nacional de Galápagos.

• Ajude a conservar cooperando com as autoridades em suas inspeções, monitoramento e atividades de controle. Avise sobre quaisquer anormalidades ao Parque Nacional.

• Não introduza organismos estrangeiros às ilhas, já que eles podem trazer um impacto negativo no ecossistema.

• Por favor, não compre souvenirs que são feitas de coral negro, conchas do mar, dentes de leão marinho, cascas de tartaruga, rochas vulcânicas ou madeiras endêmicas.

• Os animais de Galápagos possuem o seu próprio comportamento alimentar. Alimentá-los pode ser prejudicial a saúde deles.

• As paisagens de Galápagos são lindas e únicas. Não as estrague escrevendo ou rabiscando rochas ou árvores.

• Não jogue lixo enquanto estiver nas ilhas. Sempre acomode seu lixo de um modo seguro e apropriado.

• Fumar ou fazer fogueiras no parque nacional é proibido e pode causar incêndios devastadores.

• Pescar é estritamente proibido, exceto naqueles barcos especificamente autorizados pelo Parque Nacional de Galápagos.

• Andar de jet ski, submarinos, skis e turismo aéreo são proibidos.

 

 

PRÉ-VIAGEM

 

 

O CONVITE: Eu recebera o convite em Janeiro de 2015 para viajar a Galápagos do amigo Argentino, o fotógrafo Gustavo “Roger” Cabral, que conheci em outra mochilada em 2010/2011, lá na Montanha Chalcataya em La Paz, Bolívia. Quem diria que iríamos nos encontrar novamente para fotografar? ::tchann::

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Eu hesitei a princípio, pois havia a intenção de viajar para o Pantanal Mato-Grossense em Julho de 2015 ou pretendia economizar mais um pouco para ir a minha tão sonhada Patagônia no primeiro semestre de 2016. Refleti um pouco mais e senti que para minha carreira de fotógrafo essa seria uma grande oportunidade, além da realização de um sonho antigo de poder acompanhar alguém mais experiente e também na ativa da fotografia.

 

Pesquisei brevemente sobre Galápagos. Sim, confesso que somente ouvira falar de lá por conta das famosas tartarugas gigantes. Fiquei alvoroçado pela minha ligeira pesquisa e saber a riqueza desse santuário da vida animal selvagem. Minha namorada Ana me ajudou muito a decidir sobre a questão, pois era um lugar caro para mim, a começar pela passagem aérea. Enfim, estava decidido! Não sabia como seria, mas que eu iria ir, de uma maneira ou outra.

 

Assim, estava marcado de que em Julho/2015 sairia esta viagem e que em breve compraríamos as passagens aéreas. Pouco tempo depois, Gustavo me dissera que a viagem mudaria para Dezembro/2015. Melhor, pois assim eu teria mais tempo para economizar dinheiro. EM setembro ele me aviso que comprara as passagens para saída no dia 09/12 e volta no dia 22/12/2015.

 

Descobri depois que no inverno (julho) as águas estão mais frias em Galápagos, a vida marinha não é tão ativa, mas as aves estão em reprodução e mais agitadas em busca de alimento, além de o clima ser mais fresco – um fator importante, pois sou um amante das temperaturas mais baixas. Já no verão, o mar está mais quente na região. Logo, a vida marinha é mais rica, mas também, o calor é forte – em plena área da linha do Equador!

 

A PASSAGEM AÉREA: Assim que confirmada a sua passagem, comprei as minhas passagens da empresa TAME no Decolar.com com as mesmas datas, conseguindo algo que me economizou em cerca de R$500. De R$3300,00 consegui pagar R$2800, em uma promoção para fechar a aeronave (últimos lugares). Os voos para Galápagos eram sempre em escalas, não importavam os preços. No mínimo, uma parada em Guayaquil (a maior cidade do Equador) ou Quito (capital federal) antes de partir a Galápagos, juntamente com alguma espera. Meu itinerário ficou assim:

 

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IDA (09/12/15): SP (GRU) 03:00h --> QUITO (UIO) 05:40h ; QUITO 09:00h --> GUAYAQUIL (GYE) parada técnica de 1h ; GUAYAQUIL --> BALTRA (GPS) 11:30h.

 

VOLTA (22/12/2015): BALTRA 12:30h --> GUAYAQUIL 15:20h ; GUAYAQUIL 19:00h --> QUITO 19:50h ; QUITO 06:00h --> LIMA parada técnica de 1h ; LIMA --> SP (GRU) 16:50h.

 

Estava encaminhada a viagem! ::otemo:::D:D Comecei a me preparar: comprei equipamento para snorqueling, bolsas estanques, protetor solar FPS 50, etc. Também iniciei a reunir os documentos, tirar passaporte, comprar dólares e fazer o seguro de meus equipamentos. Eu treinava snorqueling na piscina sempre que podia, juntamente com as bolsas para fotografar e filmar debaixo da água, pois não sabia como seria juntar todas essas ações isso de uma vez.

 

Desde o início, no planejamento e pesquisa, estava tranquilo e sem ansiedade, somente maravilhado com o que lia, assistia e pesquisava sobre o arquipélago equatoriano. A uma semana da viagem, a ansiedade e nervosismo começaram naturalmente a aparecer. ::mmm:::mmm:

 

A GRANA: Um total de US$1000 em espécie fora espalhado pela mochila e um pouco na doleira (money belt), deixando também cerca de US$500 na minha conta corrente no Banco Bradesco, e mais US$350 no limite do cartão de crédito Credicard Mastercard. O dinheiro na conta corrente, eu separei exclusivamente para pagar as despesas com hospedagens, visto que já liberara e autorizara em minha própria agência, o uso do cartão no exterior das funções de débito e de saque em caixas eletrônicos, já que este possuía a bandeira Plus. ::vapapu::::vapapu:: FURADA! Nada funcionou! Não conte com isso! O banco me avisou que estava tudo certo e ok! Mas, até cheguei a ir ao Banco do Pacífico em Santa Cruz, onde a atendente ligou na Visa e eles informaram que não havia nenhuma autorização para uso no exterior. Fiquei na mão com esse dinheiro! Minha sorte foi de que consegui administrar bem o dinheiro nos dias que permaneci em Galápagos e também de o cartão de crédito funcionar perfeitamente para me salvar dessa situação que o Bradesco me proporcionou. Em 2013, na Argentina, eu levara meu cartão de conta corrente do Banco Itaú e, nas próprias agências do Itaú em Mendonza e em Buenos Aires, eu não consegui sacar nem utilizar débito, mesmo autorizando e realizando o aviso viagem previamente. Minha namorada passou por algo parecido com o Banco do Brasil na mesma ocasião. Sinceramente, não confio mais em cartão para viajar! Tem que levar $$$ mesmo! Esconda, divida-o, mas leve grana em papel mesmo!

 

FAZENDO A MALA: Levei pouquíssimas roupas e exclusivas para verão, pois minha mochila cargueira estava mais destinada ao equipo de snorqueling e de fotografia, que ocuparam grande espaço. Levei algumas camisetas sintéticas por serem fáceis de lavar no chuveiro e também porque secam rapidamente, são leves e ocupam pouco volume, além de duas bermudas e uma sandália tipo “papete” da Timberland com tendência trekking,com solado para trilha e de secagem fácil. Foi perfeita e essencial! Óculos escuros (indispensável!), chapéu (não boné, para proteger também as orelhas e a nuca do sol), etc. Aqui, disponibilizo o arquivo de tudo que levei: http://www.mediafire.com/view/rmnaoolqmkghj5g/O_que_Levar_-_GAL%C3%81PAGOS.docx

 

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A VIAGEM

 

 

A “MORGADA”: Em Guarulhos, chegava a hora! Check-in realizado às 01h50. Eram 02h45 quando entrei na área de embarque. O voo sairia às 03h. Travei na aduaneira. Saí correndo para o portão, ao qual cheguei às 03h02. O voo partira... As atendentes me disseram que a aeronave já não estava mais ali e me questionavam onde eu estava. O chão caiu... fiquei atordoado... sem reação... Tanta espera e preparação, para isso?!? Não era possível! :(::sos:: Não estava acontecendo isso de verdade... não acreditava... Um pouco do que escrevi, ainda em viagem, sobre o ocorrido:

 

Embarquei...NÃO! Digo, entrei na área de embarque! É importante entender essa linguagem aeroportuária, pois ninguém te explica! Eram 02h45 quando passei pela alfândega, imigração (Polícia Federal) e cheguei a uma área das portas de embarque. Não imaginava que a minha porta estaria nos ‘cafundós do Judas’... Corri... daí, acordei para o fato de que o avião sairia às 03 horas destas portas. E eram quase 03 horas. Vi algumas moças na porta e meu mundo caiu quando uma delas falou: ‘onde você estava? A aeronave acabou de sair!’... Sentia algo gelado subir por dentro de mim. Olhei para o relógio: 03h02! 02 minutos para que toda aquela ansiedade transformasse em desilusão horrorosa... Não havia mais o que fazer... Um erro besta, mas até certo ponto, inocente.

 

A moça com quem eu realizei o check-in no balcão do aeroporto me dizia que era para eu entrar para embarcar às 02 horas. Eu lhe disse que meu voo era às 03 horas, então esperara até pouco antes das 03 horas para embarcar. Ela me mostrou o círculo que fizera nos números inferiores de meu bilhete, destacando o horário das 02 horas. Após algum tempo, entendi que embarcar para eles significa entrar para a sala de embarque e não, como eu entendia, embarcar na aeronave. Fiquei puto! Puto porque não viajo direto e custava alguém me explicar mais incisivamente e claramente? Pois é tanta preparação, tanta tensão em preparar tudo, horários etc. que ficamos perdidos em muitas informações de aeroportos, documentos, horários, alfândega... Bem, estava puto mais comigo mesmo, sentindo-me um idiota, que fizera algo ridiculamente infantil... Falei em remarcação do voo, mas meu corpo e minha alma ainda estavam gelados... Estava sem reação... Elas me acompanharam até o escritório da companhia TAME no aeroporto para verificar algum outro voo no dia.

 

Senti inúmeras coisas no voltar para casa, mas a decepção comigo próprio e a vontade de desistir de tudo, além de que o universo parecia me impedir de ir a Galápagos, eram as principais falas do ‘diabinho em meu ombro, sussurrando em meu ouvido’. Aproveitei e escrevi para o Gustavo explicando o ocorrido e dando satisfação, avisando sobre eu chegar à Baltra somente no dia seguinte. Quem sabe ele respondia desta vez? Dormi pouco e não muito bem, pois os pensamentos me devoravam, assim Saturno fazia com seus filhos na pintura de Goya.

Levantei e já estive a ligar para o escritório da TAME m São Paulo, também liguei em Guayaquil (Acreditam?) e quase liguei para a Decolar.com, por qual comprei minhas passagens. Não entrarei em detalhes ao ‘forfé’ dessas ligações, mas ressalto o quanto devemos ser insistentes, chatos e questionadores nesse país para fazer funcionar algo que é interesse pessoal unicamente seu. Como a Ana me disse no meio de toda essa história: ‘as pessoas estão com falta de treinamento para serem simplesmente humanas, aprender sobre o fator humano, ter tato humano e deixar o lado técnico um pouco de lado’...

 

Enfim, consegui a remarcação para o fim da tarde pagando apenas US$50 de taxa. Digo ‘apenas’, pois a moça na noite anterior me calculava algo em torno de US$120 e ainda dizia que poderiam haver mais a pagar. Assim, falaram que eu devia estar em Guarulhos até às 14h30. Consegui chegar ao check-in que abriu às 15h10 (Pois é, não?! Minutos atrasados mexeram com minha vida nas últimas 24 horas! Mas o interesse é pessoal, lembram-se?). Entrei na área de embarque em cerca de mais de 01 hora antes do voo e SURPRESA! O voo deixou a plataforma 20 minutos atrasados! Por que isso não aconteceu antes, no outro voo? E surgiu o que Ana me dissera, sobre certas coisas não são para acontecer em determinados momentos em que nós queremos, Deus sabe o que faz e eu não entenderia tão cedo os porquês. Meu pai me contara que perdera um avião, atrasando-o para um compromisso e o quanto lhe irritou, mas soube depois que essa aeronave teve um acidente sério com vítimas fatais.

 

Resumindo, saí de Guarulhos às 18h20 e aterrissaria em Lima às 20h30 no horário local (ou 23h30 em horário brasileiro). Cheguei a Quito às 23h40, duas horas após partir da capital peruana. No aeroporto Mariscal Sucre, resolvi cochilar um pouco já que o balcão de atendimento específico abriria às 04h, conforme me informei por lá. Mas me atentei à recomendação de estar na fila o quão cedo, pois esta se enche rápido e o atendimento fica demorado. Meio Dormindo e vigiando minhas mochilas, como passei frio nesse lugar! ::Cold:: Não tinha levado blusa ou alguma camiseta de manga comprida.

 

Entrei na fila pouco mais das 03h30 e fui informado por funcionários que o guichê abriria às 05h e não às 04h. Arrrghhh! :roll: Mais uma hora na fila! Depois, passei pelo equipamento de raios-X do guichê de Galápagos e paguei a taxa de US$20 da Tarjeta de Control de Tránsito – o controle de pessoas que vão à Galápagos (pode ser previamente cadastrado no site http://www.gobiernogalapagos.gob.ec). Depois, corri para realizar o check-in na Tame e já entraria para a “famosa área de embarque” (Sem vacilos desta vez, não?!?). Assim,às 05h45 embarcava, parava em Guayaquil por 45 minutos às 07h30 para abastecer e às 09h chegava em Baltra.

 

NOTA: ACERTE O RELÓGIO! O fuso horário de Quito e Lima diferem em -02h em relação à Brasília e Galápagos está a -01h em relação ao horário de Quito ou -3h em relação à Brasília. Mas, por conta do horário de verão brasileiro ocorrido geralmente entre outubro e fevereiro, -1h é acrescentada. Desse modo, nessa época, se em Galápagos forem 16 horas, em Quito e Lima serão 15 horas e no Brasil, 12horas (meio-dia).

 

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Minha primeira visão de Galápagos (possivelmente Ilha Seymour Norte ou Ilha Baltra): linda cor das águas ::ahhhh:: !

 

SOL FORTE: Galápagos é muito quente em dezembro e a radiação solar é forte. Protetor solar é indispensável! Não venham com a história de que não precisam, pois até os guias nativos utilizavam o bendito creme! Para os mais claros que queimam com facilidade (como eu!), uma loção pós-sol e um creme hidratante no fim do dia ajuda e muito. Somente fora um dia em que fiquei ardendo de incomodar mesmo (mas durou somente um dia), pois não passara protetor solar durante a viagem de barco a uma das excursões. Passei somente depois, no meio do passeio. Logo, devido à combinação de Protetor solar Sundown FPS 50 + protetor solar labial + loção pós-sol Sundow Aloe Vera (esse funciona bem ::cool:::'> ::cool:::'> !) + creme hidratante (em alguns dias) = fique tranquilo quanto ao sol forte do arquipélago!

 

Após desembarcar no Aeroporto de Baltra, é paga a taxa de entrada ao Parque Nacional Galápagos: US$100 para estrangeiros, US$50 para Mercosul e US$25 para equatorianos. ATENÇÃO! Somente por dinheiro em espécie (efectivo!). Carimbo no passaporte de Galápagos (êêêê!!! ::otemo:: ) e rumo à saída para a Ilha de Santa Cruz. Baltra é muito árido! Seco, quente e cheio de cactos! Putz! ::mmm: Suava na sombra! Habitat ideal para as iguanas terrestres. Até vi uma no meio do caminho, da janela do ônibus! :P

 

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NOTA:AEROPORTOS EM GALÁPAGOS! Há três aeroportos no arquipélago: dois internacionais, em Baltra e San Cristóbal, além de mais um em Isabela, que creio ser apenas local. Após sair do prédio do aeroporto Seymour de Baltra, meu acesso em Galápagos, toma-se um ônibus gratuitamente das empresas aéreas (Tame, Lan, etc.) até o Canal Itabaca, onde um táxi aquático (ou ferry boat) leva a pessoas para ir a Santa Cruz por US$1 a US$2, com tempo de uns 5 a 10 minutos, mais a demora para carregar as bagagens e a espera do dono da embarcação para conseguir encher o seu transporte. Após desembarcar, é possível ir ao centro de Puerto Ayora via táxi pela média de US$20 a corrida, ou via ônibus urbano por US$3, sendo um pouco mais demorado, por cerca de 50 minutos. Dica que levei comigo de outros Mochileiros: Se for voltar pelo aeroporto de Baltra, reserve umas 03 horas para fazer esse caminho e passar a revista das malas, etc.

 

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ILHA SANTA CRUZ – parte I

 

[flickr]28970284752_133d66ac98_c.jpg© EDJr-4455 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr]

Cais (Embarcadero) de entrada em Puerto Ayora –Ilha de Santa Cruz

 

A capital do Cantão de Santa Cruz, Puerto Ayora, possui desenvolvimento urbano, além de clima e estrutura turísticos, com vias pavimentadas e com grande variedade de hotéis, restaurantes, bares, lojas de artesanatos e a maior parte das agências turísticas. É também o local de partida dos cruzeiros por Galápagos.

 

PASSEIOS EM VISTA/DISPONÍVEIS NA REGIÃO: Centro de Pesquisas Charles Darwin, mergulho de batismo (“Discovery”), Tortuga Bay,Laguna de Las Ninfas,Cerro Dragón, Los Gemelos, Rancho Primícias, Túneis de lava, peixaria, Las Grietas Ilha de Santa Fé, Playa El Garrapatero.

 

Desci do ônibus no porto de Puerto Ayora,a maior cidade de Galápagos e o centro urbano com maior infraestrutura turística, com muitas hospedagens, restaurantes, bares e agências de viagens.Pode-se fazer de praticamente tudo a partir desta cidade: Cruzeiros, mergulhos e passeios nas outras ilhas. Mas os preços podem variar caso deseje ir visitar outra ilha. Exemplo: um passeio em Isabela era mais barato diretamente em Puerto Villamil (cidade da ilha) do que se contratasse em Puerto Ayora. E, caso fizesse isso, geralmente, teria que dormir uma noite em Isabela por conta dos horários da lanchas que viajam entre as ilhas e pelo fato das excursões saírem sempre pela manhã cedo.

 

ATENÇÃO! As lanchas entre as ilhas partem somente em dois horários: pela manhã bem cedo (06h/07h) ou depois do almoço (14h/15h). ::prestessao::

 

HOSPEDEI-ME no Hotel España (Hostal España) ao preço diário de US$25 em espécie ou US$27,75 no cartão de crédito com 12% de imposto (IVA). Não encontrei outro hotel tranquilo e seguro com melhor preço, somente mais caros. Não procurei muito, pois estava acompanhando Gustavo e ele decidira ficar ali. O hotel é muito bom, simpático, limpo e acolhedor. Com uma cama grande de casal, banheiro, TV a cabo e ar condicionado. Internet via WI-FI somente na área comum, em poucas vezes pegara no 1º e 2º pisos. Mas a internet é lenta por lá. Carregar vídeos pelo WhatsApp pode tomar certa paciência.E se conseguir! Como em nenhuma hospedagem em que fiquei (ou mesmo que vi ou li) em Galápagos, não incluía café-da-manhã (desayuno). Mas era oferecido a US$5 uma alimentação matinal bem gostosa com café, leite, pão, manteiga, goiabada, ovos mexidos, um copo de suco e salada de frutas. Em outros lugares, o café era o mesmo preço ou havia até mais barato, por US$3, que somente compensa se a pessoa for de comer muito pouco ou quase nada.Mas o que matava naquele lugar era ter que se hospedar a partir do 3º piso. Muitas escadas, curtas e íngremes. Cansa muito! Podem pesquisar! Muitos reclamam disso pela internet! E não é papo de preguiçoso, não! Falo sério! Quando se anda o dia todo, o cansado é grande e a última coisa que deseja é ter inúmeros degrauzinhos até o quarto. Eu me hospedei em vários níveis enquanto estive neste hostal e era uma alegria quando o atenciosíssimo atendente Mário conseguia um quarto nos andares inferiores! Assim como era uma tristeza, quando me colocou no último andar! Ainda, assim, recomendo muito o Hotel España com toda a atenção prestada, dicas de passeios, conforto e tudo o mais!

 

 

1º DIA– 10/12/2015 - DESCOBERTA DA CIDADE E CONTATO COM A VIDA ANIMAL LOCAL

 

Estava quebrado pela viagem de mais de 18 horas e por dormir mal e muito pouco, em intervalos :oops: . Fomos almoçar na Calle Charles Binford, a chamada calle de los kioskos. Só comi por lá em Santa Cruz, pois os restaurantes na Av. Charles Darwin eram para gringos! Por US$5: comida farta! Sopa de entrada, arroz, carne de vaca e patacones! Patacones, desconhecido para mim, aparentemente são bananas prensadas e fritas, servidas em formato circular. Muito gostoso, porém enjoei rápido daquilo...Também é possível encontrá-las em formato de salgadinho industrial (como Ruffles, Cheetos, etc.), à venda nos kioskos ou supermercados.

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Sugeri irmos à Estação Científica Charles Darwin, no final da avenida de mesmo nome do famoso naturalista. Ainda que “moído”, foi interessante passear por lá. GRÁTIS. Ainda que a maior parte do lugar estivesse fechada e com a impressão de abandonado :roll: (nos disseram que estavam “em manutenção”), pudemos ver de longe (pois estavam em parte murada) algumas iguanas-amarelas terrestres (Conolophus subcristatus) e tartarugas galápagos, além de vários pássaros, grilos e lagartos. Depois, fomos a uma praia próxima (creio ser La Ratonera). Perto da estação, há alguns pontos de praias, onde algumas são possíveis de entrar, outras não por causa de pedras e corais dificultarem o banho. Por lá, pudemos fotografar os grandes caranguejos vermelhos “Zayapa” (Grapsus grapsus) e também as iguanas marinhas (Amblyrhynchus cristatus).

 

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A iguana é quase um dinossauro! ::ahhhh:: As adultas são enormes e com corpo escamoso todo rachado, fungando (exalando) água salgada pelas narinas. Algumas são escuras, outras avermelhadas e outras possuem um tom verde por conta da água. Os caranguejos eram chatos! Mal se chega perto, eles já.... Fiuuuuu .....sumiam! :lol: Não pudemos ver o sol se pondo, pois o tempo estava nublado, assim como em vários momentos em Galápagos. Afinal, é verão, não?

 

[flickr]28999017121_6c32f0c96f.jpg© EDJr-3365 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr]

 

[flickr]28999021931_98933fd211_z.jpg© EDJr--8 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr]

 

Gustavo me disse que havia feito uma excursão no dia anterior à minha chegada a US$35, chamada Tour de La Bahía ou Bay Tour. Consistiu em ir a alguns pontos locais, com caminhada, snorqueling na Loberia e finalizou com uma rápida ida a Las Grietas. Gostou tanto deste último lugar que voltaria a visitar os paredões por mais três vezes! :D

 

 

2º DIA - 11/12/15 - 1º MERGULHO EM ÁGUA PROFUNDA

 

No hostel, tive que acordar o Gustavo (A primeira de muitas vezes :lol: !), que me disse para aguardá-lo na recepção abaixo. Lá estava ele, meio atrapalhado com suas tralhas. Como não o conhecia, morri de rir ao ver ele, com botas pretas, shorts preto apertado, chapéu de pescador e máscara com respirador de snorquel pendurados no pescoço. Hilário a figura, uma caricatura ::lol4:: ! Sei que, de primeira, não gostei muito do muchacho não :? , devido a primeira atitude que vi dele: estava tudo tranquilo onde eu o aguardava, uma área de descanso do saguão com redes e grama sintética, até tinha uma moça mexendo no celular bem quieta. De repente, o Gustavo chega “causando” com aquele andar desengonçado e... POF!!! Jogou as suas nadadeiras com força no chão, gerando um estalo que fez a moça pular e olhar de canto de olho para ele :?::hein: !

 

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Às 09 horas da manhã estávamos no supermercado frente ao porto para comprar água, um pão doce, bananas e cerveja (ideia do boludo! 8) ). No porto se toma um táxi aquático a US$1 e após 05 minutos, somos deixados em uma plataforma de concreto, onde se inicia uma trilha curta em uma região árida, com presença dos cactos com troncos Nopal ou Chumbera (Opuntia echios).

 

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Passa-se a Playa de Los Alemanes e mais à frente, chega-se a Las Grietas! São uns paredões enormes que formam um desfiladeiro com a água do mar que adentra em um tom azul/verde, tendo uma profundidade de aproximadamente 20 metros :shock: .

 

Um fato cômico! Estava comendo o pão em um banco no porto e aí surgiu um pássaro, um dos tentilhões de Darwin (lá são chamados de Pinzón – maiores informações sobre podem ser encontradas em: http://labs.icb.ufmg.br/lbem/aulas/grad/evol/darwin/tentilhoes.html).

 

Depois aparecera outro e após, mais outros. Repentinamente, estavam vários me olhando com desejo do pão. Bem, eu não daria nada a eles já que estava em um local com pensamento cultural de preservação das espécies endêmicas e não iria alimentar nada com comida desapropriada. Ok! Tudo bem! Logo, um pássaro investiu e pulou na minha mão, roubando-me um pedaço de pão! “Bandido!!!” gritei! :o:lol: Os tentilhões de Darwin foram alvo dos estudos de Charles Darwin, identificando que as aves pertenciam a uma única família e que suas poucas diferenças se davam à necessidade de se adaptarem aos múltiplos nichos ecológicos existentes nas várias ilhas e ilhotas.

 

Em Las Grietas, já sabia que era fundo. Mas somente havia feito snorqueling em uma piscina com 1,40 metros de profundidade. Agora, eu estava ali, diante daquela água azul escura, com animais marinhos. Sinal da cruz na pequena plataforma ali e we’re go! ::lol3:: O medo passara diante do encanto com aquele lugar. A luz solar penetrava na água clareando o fundo tão distante. Pena haver poucos peixes, mas uns grandes e coloridos, como Peixes papagaios (Scarus ghobban) e a Vieja Ribeteada (Bodianus diplotaenia).

 

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Também havia uns pequenos peixinhos amarelos (Coryphopterus urospilus) que se apoiavam com as nadadeiras sob as rochas, com função de patas mesmo!

 

À tarde, saí sozinho pelo centro, pois queria conhecer a região. Fui andar pelo porto e pelas praias próximas à estação da Marinha. Fui sentir a energia do local. Mirei iguanas marinhas, tentilhões de Darwin e lobos marinhos (Arctocephalus galapagoensis). Somente vi as iguanas terrestres na estação científica, já que elas vivem em lugares mais áridos. Há excursões à Ilha Seymour Norte em que avistar a iguana terrestre faz a propaganda dos passeios.

 

[flickr]29042773496_a173900129_z.jpg© EDJr-3427 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr]

 

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Tentilhão-da-terra-grande, Pinzón terrestre grande (Geospiza magnirostris)

 

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Pinzón de Cactus (Geospiza scandens)

 

[flickr]28454637504_a59989faf6_z.jpg© EDJr-3447 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr]

Lagartija de lava, Albemarle lava lizard ou Galapagos lava lizard (Microlophus albemarlensis)

 

Na Av. Charles Darwin, há um mercado de peixe que é uma atração turística! Tudo porque os pescadores estão ali, descarregando, lavando, limpando, vendendo os atuns (Thunnus albacares) e ficam acompanhados de lobos marinhos, pelicanos pardos (Pelecanus occidentalis), fragatas (Fregata magnificens) e gaivotas (Larus fulginosus) rodeando o lugar, esperando uma boquinha fácil de ganhar ou de roubar. Um lobo roubara a cabeça de um atum e saíra correndo com o pescador fulo atrás dele, até que caiu na água e desaparecera, com aquele pedaço enorme na boca! :lol:::bruuu:: Eu estava no caminho do animal e quase fui para água junto :lol: . Só tomei um pequeno banho com a água espalhada pelo mergulho do gatuno. Muito hilário! Todos riram ::lol4:: ! O local por vezes fica cheio de turistas acompanhando aquela bagunça, mas também compram peixes e lagostas, e há a possibilidade de comer por ali também.

 

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À noite, comi uma hamburguesa na esquina da rua do hotel a US$8,50 com suco e depois fechamos a excursão para Pinzón na Agência Bridmar Tours S.A. na Calle Islas Plazas, do amigo Carlos ::otemo:: . Era um passeio de dia todo (full day) que não lera em relatos sobre Santa Cruz, custando-nos US$140 no cartão de crédito (US$15 de imposto). Foi o mais caro que fiz, mas em Santa Cruz me pareceu ser a melhor, juntamente com a excursão à Ilha Seymour com trajeto terrestre para ver iguanas terrestres e fragatas (que estavam em época de acasalamento neste local, onde os machos ficam com o peito vermelho inflado, caracterizando a ave, como demonstrada em inúmeros artesanatos, a exemplo do prato que eu trouxe:

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3º DIA - 12/12/15–PINZÓN & DAPHNE: 1º MERGULHO EM MAR ABERTO E A SURPRESA DO BARCO

 

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A maioria das excursões parte bem cedo, por volta das 07h ou 08h ::hein: . Desayuno a US$3 na Av. Baltra e táxi (incluso na excursão) até o canal de Itabaca, onde partiria o barco do passeio. O trajeto consistia ir de Itabaca até Daphne Menor realizar um snorqueling, depois seguiria para a Bahía Borrero para ver as tartarugas marinhas na praia, almoçávamos (incluído)no barco e depois realizaríamos outro mergulho em Pinzón. Pinzón e Daphne eram duas ilhas menores habitadas pelas aves e frequentadas por outros seres marinhos, pelos quais ansiávamos para vê-los. :mrgreen:

 

Estava com meu celular, para o qual comprei uma bolsa estanque e funcionara sem problemas em Las Grietas. Em piscina, lago e cachoeiras (água doce) também funcionara muito bem. O ponto negativo dessa bolsa é que sob a água, perde-se toda a sensibilidade do toque na tela (touch), tendo que muitas vezes tirar a bolsa para fora e, assim, conseguir mexer no telefone.

 

Chegávamos a Daphne Menor e já víamos fragatas, gaivotas e Atobás/Piqueros Mascarados ou de Nazca (Sula granti) pelo ilhote todo, deixando toda a pedra vulcânica pintada de branco. Estava uma corrente braba, e eu ali, no meio do mar, sem nenhum lugar para apoiar. “O que eu estava fazendo ali? Onde me metia?”Pensava... :(:? Mas eu estava determinado e não ia “arregar”! Rezei uns 30 segundos antes de pular no mar, pedindo a Deus que me protegesse de todos os males e solicitando permissão para entrar e desfrutar do universo dos entes das águas. :mrgreen:

 

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Atobá-de-Nazca (Sula granti) - Fotografia cedida por Gustavo Roger Cabral

 

::Cold:: Brrrrrrr!!!!!! Uma água azul escura linda, mas um pouco fria! Estava com a roupa de neoprene de mergulho que a agência providenciara, mas estava tão apertada que eu mal respirava! ::dãã2::ãã2::'> Lembrei dos espartilhos das mulheres dos séculos passados. Só o que posso dizer da minha primeira experiência em mar aberto: que mundo maravilhoso! Quantas cores, quanta vida! O mar é um universo à parte de tudo! Não devemos saber quase nada do que realmente seja o mundo submarino, pois já não se via nada em pouco mais de 15 metros de profundidade.

 

Acompanhando o guia Fabrízio (recomendadíssimo! ::cool:::'> ::cool:::'> ), ele nos mostrava onde estava tudo e mais o que desejaríamos ver: estrelas do mar Chocolate Chip (Nidorellia armata) e a exuberante Pentaceraster cumingi, com coloração vermelha, além de ouriços, peixes cirurgiões e peixes anjos coloridos, cardumes e, ao fundo, os tiburones de punta blanca de arrecife (Triaenodon obesus) ou chamado de tintorera,em português: tubarão-de-pontas-brancas-de-recife ou em inglês: whitetip reef shark. Só o guia se aproximou porque os tubarões estavam mais fundo do que todos aguentavam chegar, por conta da pressão que aumenta muito e faz os ouvidos “buzinarem”. ::hein:::dãã2::ãã2::'>

 

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Fotografias cedidas pela Agência e por Gustavo Roger Cabral

 

Depois, desembarcamos na Bahía Borrero onde ali encontramos algumas gaivotas de lava (Larus fulginosus) e tartarugas-verde-do-Pacífico (Chelonia mydas) gigantes na praia, tomando um ar ou namorando na água. Lindas demais! ::love::::otemo::

 

[flickr]28998998901_25321852c1_z.jpg© EDJr-3650 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr]

 

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O assédio! :D

 

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[flickr]28454622714_27d1368214_z.jpg© EDJr-3625 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr]

 

A caminho de Pinzón, almoçamos ceviche, que é um prato típico também na Bolívia e Peru que visitei. No Equador, consistia em peixe cozido ou marinado quase cru no limão, com temperos, cebola, salsinha e acompanhado de chifles – bananas bem finas que são fritas e servidas como um salgadinho, um tira-gosto bem comum no país. Com isso, recuperei-me do enjoo que sentira pouco antes, em meio ao mergulho. O balanço do barco juntamente com o balanço da corrente dentro do mar me pregariam uma peça mais adiante. ::hein::oops:

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Em Pinzón, por volta das 13h, já avistávamos um solitário Pinguim-de-Galápagos (Spheniscus mendiculus) na beira da rocha, rente ao mar. Essa é a única espécie que vive na área da Linha do Equador. Logo mergulhamos para a última parte da excursão. Esse foi demais! Vimos Pinguim-de-Galápagos, tartarugas marinhas, corais e peixes coloridos de diversos tamanhos, cardumes de milhares de peixes Mugil galapagensis passaram entre nós (que fascinante estar no meio de todos aqueles peixes que mudam de direção rapidamente e incrivelmente sincronizados!), a cinzenta arraia raya de espina ou manta sartén (Dasyatis brevis), uma moréia ou morena (Muraena argus ou Gymnothorax dovii) – um sonho ter visto esse animal que me fascinei desde quando o conheci no jogo do Super Mario 64 :lol:::hahaha:: !), um polvo escondido nas rochas e ainda, realizar o que estampa boa parte do turismo galapagoense: nadar com os tubarões e com os lobos marinhos! Estes últimos eram curiosos e dóceis, sempre passavam nadando ao lado das pessoas do grupo, “medindo” e examinando. Um macho enorme (era maior que eu) veio nadar conosco e deu um susto em todos ::ahhhh:: , pois eu havia lido que podem investir para proteger suas fêmeas, filhotes e seu território. Mas, graças a Deus ::mmm: , ele somente veio fazer um reconhecimento! Nessa última etapa, avistamos meia dúzia de tubarões que estavam parados ao fundo do mar, abrindo a boca a todo momento! Nhac Nhac! ::otemo::::hahaha:: Estes se alimentam de peixes e crustáceos encontrados nos recifes, mas caso se sentirem ameaçados eles podem investir, disse Fabrízio.

 

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Fotografias cedidas pela Agência

 

::prestessao::Importante frisar aqui que nenhum tubarão tem como presa o ser humano. Os casos de ataque são quase que exclusivamente por se sentirem ameaçados ou por confundirem as pessoas com suas verdadeiras presas naturais. Outra exceção é quando o tubarão é condicionado a buscar alimento com os seres humanos, como vi em documentários explicando que mergulhadores usam as mãos para alimentar os animais com fim de atraí-los para perto. Logo, os tubarões associam uma pessoa a uma fonte de comida fácil. Raramente e não sei se há registro oficial na história de que um tubarão comeu uma pessoa. É fato pesquisado e confirmado: para cada ataque de tubarão contra um ser humano, um milhão de tubarões são mortos por nossa espécie.

 

Voltando à viagem. Os tubarões são lindos, de uma cor cinza fosco, deu vontade de tocar, pois parecia uma pele de camurça. Chegamos bem perto. Até demais! A corrente nos empurrava em direção ao animal e nós usávamos as mãos para nos empurrarmos para trás. Sai!!! ::mmm:::hãã2::

 

A excursão chegara ao fim por volta das 13h30 ou 14h. Voltar a Santa Cruz levaria mais umas duas horas. Eu estava meio mareado, já tinha vomitado um pouco depois do primeiro mergulho, mas depois de parar na praia e almoçar, sentia-me tranquilo. Mareado, mas sem ânsias. Na volta, a lancha foi mais depressa. Consequentemente, mais balanços e mais batidas no fundo após os saltos. Não deu outra ::hein: . Vomitei tudo que tinha e o que não tinha dentro de mim. O único do barco que passou mal.Que “mico”! Assim, fiquei fraco e zonzo ::dãã2::ãã2::'> :oops: . Em certo momento, o barco deu uma virada para a esquerda (bombordo!) brusca e eu quase voei para fora pela direita (estibordo)! Histórias de viagem para guardar e contar, não?! :mrgreen:

 

 

4º DIA - 13/12/15 – Parte Alta da Ilha de Santa Cruz: Terra firme para me recompor!

 

Havia lido sobre Los Gemelos e a atrativa possibilidade em voltar de bicicleta ao centro de Puerto Ayora, passando pelos túneis de lava e o Rancho Primícias, visto novamente no Mochileiros.com no relato do viajante Fmatsusaki (http://www.mochileiros.com/1-semana-em-galapagos-25-10-a-01-11-2014-relato-completo-t104847.html) e no de Allanavila (http://www.mochileiros.com/galapagos-por-conta-propria-dicas-fotos-t88575.html).

 

Tão logo, fomos alugar as bicicletas na Av. Baltra, perto do hostel. Pagaríamos US$10 por 03 horas. Tomamos um táxi que nos cobraria US$15 cada para ir até Los Gemelos. Em Galápagos todos os táxis são camionetes de médio a grande porte, como Mazda, Toyota Hilux, Mitsubishi L200, etc. Cerca de 25 minutos depois,já chegávamos na parte alta pela mesma estrada (na verdade é a única) que leva até o Canal de Itabaca.

 

Los Gemelos são 02 crateras de vulcões extintos, onde a vegetação cresceu e tomou conta do local, formando um ecossistema reservado, por assim dizer. Na primeira cratera à esquerda da pista, há uma trilha curta que circunda até a metade da abertura. DICA: vá de calçado fechado se não estiver com vontade de enfiar o pé na lama. Atravessamos a pista e fomos à outra cratera que descobrimos sem querer (não sabíamos até então que eram duas. Por isso o nome de “Gemelos”... Dããã! ::prestessao::::putz::::tchann:: ). Esta tem um trecho menor ainda para poder admirar a cratera. A visita em Los Gemelos é curta, somente algumas fotos e ver toda a floresta invasiva, além dealguns pássaros, flores e plantas. Seguimos em frente.

 

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Cratera n.º 01

 

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Cratera n.º 02

 

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Panorâmica da Cratera n.º 01

 

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Papamoscas de galápagos (Myiarchusmagnirostris) e, ao fundo, Galápagos dove (Zenaida galapagoensis)

 

Como disse anteriormente, eu li relatos de que podemos ser deixados pelos táxis em Los Gemelos e depois voltarmos todo o trajeto de bicicleta até o centro, visitando as áreas rurais para ver os túneis de lava e o rancho das tartarugas gigantes. Mas como estava chovendo, o taxista nos disse que a estradinha para retornar do Rancho até a estrada principal estaria péssima naquele dia, pois era íngreme, chovia e era de terra (rípio). Seria exaustivo para o velho do Gustavo, haha! :lol: Mas concordei depois que vi a condição da tal estradinha. O motorista nos ofereceu uma proposta que aceitamos: ir de táxi até o rancho, ele nos esperaria visitar o local (onde também estão localizados alguns túneis de lava) e depois nos levaria de volta à estrada principal de carro, deixando-nos para voltarmos de bicicleta. Descobri somente depois que os túneis de lava são vários e estão localizados nos dois ranchos rurais: El Chato e Primícias no povoado de Santa Rosa e um terceiro no povoado de Bella Vista. O taxista nos informara que El Chato era melhor que Rancho Primícias (o qual eu pretendia ir, pelos relatos de Fmatsusaki e de Allanavila) porque tinha mais tartarugas. Ok, então fomos lá! :wink:

 

Ao entrar, já calçamos umas galochas (porque é muita lama pelo rancho) e visitamos primeiro os túneis de lava. Havia visto fotos de túneis enormes de uns vários metros de altura e o que visitamos eram pequenos, semelhantes a cavernas (se não era!). Descobri depois que os grandes estavam nos outros lugares que mencionei acima. Ok! Valeu o passeio! Gustavo e eu fizemos umas fotografias de longa exposição nos três túneis que percorremos.Demoramos muito ao ficar fotografando e o taxista nos disse, assim que saímos, que nos cobraria a diferença do que tínhamos combinado, pelo atraso. No final, pagaríamos US$25 cada pelo serviço do taxista (lá é caro mesmo, lugar para europeus e americanos).

 

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Bora calçar botas... tive que usar um número menor... apeertado....

 

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Já que agora estávamos de “remis” (motorista particular na Argentina ::hãã:: ), visitamos o rancho das tartarugas com calma. Lá as galápagos ficam livres e você pode chegar bem perto delas, vê-las em ambiente natural. Assustadoras! Eram enormes e faziam um barulho estrondoso que assemelhava a um grunhido de dinossauro ::ahhhh:::( ! Fotografei várias, mas tem que chegar de leve, senão elas se fecham para dentro do casco. Estava fotografando uma tartaruga comendo e, repentinamente, outra chegou depressa e a expulsou, fazendo-a sair rapidamente daquele lugar! Depois ficou ali posando para mim! Ciuminho :x ... Tiramos uma fotografia de lembrança dentro dos cascos das galápagos expostos na recepção 8):mrgreen: e pagamos a taxa de US$3 com direito a cafezinho e água à vontade.

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[flickr]28457737193_7af9c7b2b4_z.jpg© EDJr-3838 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr]

 

Voltamos de bicicleta pela estrada principal e foi uma delícia! ::otemo:: Praticamente descida para voltar econhecer um pouco mais os arredores de Santa Cruz. Aproveitando a bici, fomos à Playa de La Estación, do lado do Centro de Pesquisa de Charles Darwin, relaxar um pouco e aproveitar o pôr do sol com céu limpo. À noite aproveitamos para jantar na “calle de los kioskos” e comi um peixe frito (US$10) com cerveja Club ::hãã2:: . Essa rua à noite é muito gostosa, com mesas pela via e lagostas expostas aos montes para venda, além de muitos turistas. Antes disso, passamos por perto do porto para comprar passagens até a Ilha Isabela, para qual iríamos no dia seguinte.

 

[flickr]29075479515_e58c31f764.jpg© EDJr - praia by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr]

 

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Uma assustadora lagosta verde Panulirus gracilis :o

 

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ILHA ISABELA

 

[flickr]28454589394_ba9126617e_z.jpg© EDJr-4285 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr]

 

Seu nome é em homenagem a rainha Isabel,esposa de Fernando Rei da Espanha que patrocinaram a viagem de Colombo às Galápagos. É a maior ilha do arquipélago equatorianoe ainda está em formação por causa da atividade vulcânica, contando com vulcões ativos e é a casa de 05 caldeiras (crateras de vulcões extintos), flamingos, iguanas marinhos e muitos pássaros.Uma pequena aldeia é a capital Puerto Villamil, ao sudeste da ilha. A maior parte dos habitantes vive da agricultura e da pesca, mas é possível notar o turismo em crescimento.

 

PASSEIOS EM VISTA/DISPONÍVEIS NA REGIÃO:Los Tuneles, Las Tintoreras, Vulcão Sierra Negra e Vulcão Chico, Galapaguera Centro de Crianza "Arnaldo Tupiza”, lagoa de flamingos, Muro de Las Lágrimas.

 

 

5º DIA – 14/12/15 – PEQUENO MERGULHO NA PEQUENA PUERTO VILLAMIL

 

Levou umas 02 horas para chegarmos a Isabela desde Santa Cruz. Descemos da lancha às 09h45 e já pagamos a taxa de entrada na ilha: US$5 pra estrangeiros e US$2 para equatorianos. Perto do porto, duas tartarugas marinhas namoravam em pleno mar, chamando a atenção de todos da embarcação. ::love::::love::::otemo::

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HOSPEDEI-ME na Hospedaje Gladysmar na Avenida Tero Real (que é o nome daespécie de pássaroHimantopus mexicanus que eu desconhecia). Decidimos por ele após visitar outros hostels na cidade de Puerto Villamil. A hospedagem ficou em US$30 quarto simples com banheiro privado (o chuveiro não funcionou água quente por conta defalta de fornecimento de gás), ar condicionado, geladeira, TV e podia ser utilizada a cozinha da casa da simpática senhora. Encontrei um hostel por U$20, mas achei que não compensaria porque não me trouxe segurança, pois viajava com equipamentos caros. Recomendo o local, limpo, arejado e bem simpático!

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Mal chegamos e já marquei a excursão a Los Tuneles, que nos disseram ser a melhor e obrigatória em Isabela. Pretendia fazer a excursão Las Tintoreras no mesmo dia, pois era possível, mas disseram que não valeria a pena se fosse fazer Los Tuneles. Pagamos US$85 no próprio hostel. Era US$90, mas conseguimos o desconto, já queéramos mais de uma pessoa. No mesmo momento, já peguei um mapa de Isabela e falei a elesobre a piscina natural Concha de Perla, onde era grátis e também possível de fazer snorqueling. Partimos na mesma hora!

 

Esta fica localizada em uma trilha elaborada com pedras, que se inicia ao lado do embarcadero (cais/píer), o local aonde se chega de barco na ilha. Havia muitas pessoas mergulhando, na esperança de ver alguma “atração submarina”. Ficamos umas duas horas por lá, também vasculhando. Ouriços, corais e peixes eram abundantes. Eram difíceis denotar, mas fora possível ver peixes corneta (Fistularia commersonii)finíssimos e semitransparentes dando ágeis disparadas na água para fugir. No meio da piscina, eu chamei a atenção de quem estava perto porque três raias pintadas/rayas águila (Aetobatus narinari) estavam nadando sincronizadamente! Lindas de se verem! Que harmonia, que beleza ao nadarem e mudarem de direção tão sutilmente! Senti-me satisfeito em conseguir avistá-las e poder compartilhar o momento com outros amigos por ali. No fim, um lobo marinho deu as caras na água, mas já havíamos saído da piscina natural. Seu pesado! ::hãã2::

 

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Fotografias extraídas de vídeo realizado por Gustavo Roger Cabral

 

Em Concha de Perla, a bolsa estanque do meu celular pareceu estar com água! Saí nadando depressa com a bolsa para cima da superfície em direção à plataforma. Fato! Meu celular se apagara! ::sos:::x:cry: Mas vibrou continuamente até descarregar a bateria. Deixei dias no sol, mas nada. Até ligou e surgira o logotipo do fabricante na tela, mas depois morrera definitivamente :cry: . Não teve conserto: Perda Total! Fique emprestando o notebook do Gustavo pelo resto da viagem para descarregar as fotografias e escrever emails à família. Ao menos, eu ainda possuía as fotos e vídeos que fizera com o telefone, pois o cartão de memória não fora afetado. O Gustavo não teve essa mesma sorte em São Cristóbal. Nos próximos parágrafos, saberemos o porquê.

 

Fazia um calor forte em Isabela ::mmm:::mmm: ! Considerei-a mais quente e abafada que Santa Cruz. A cidade da ilha Puerto Villamil, é pequenina ese assemelhaa uma vila de pescadores, com muitas ruas de areia e rocha vulcânica escura. O pequeno centro consiste em uma praça retangular envolta por pontos de comércio, restaurantes, hotéis e agências de turismo. Acreditava que fosse mais barato que Santa Cruz, mas os preços eram basicamente os mesmos ou até mais caros. :roll:

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À tarde, fui almoçar em um restaurante chamado El Encanto de La Pepa, pagando US$7 pelo menú del dia com pequena porção de arroz, batata frita, legumes, carne de vaca juntamente com um copo de suco e um pãozinho de acompanhamento. Depois fui para o hostel, onde conheci um casal de japoneses que estavam fazendo um peixe na cozinha, que cheirava pela quadra inteira! Conversei um pouco com eles em um pouco de espanhol, um pouco de inglês e muita mímica! Foi engraçado demais, rimos muito ::lol4::::lol4:: ! Eles me falaram que viajavam pelo mundo e lhes dei os parabéns porque eram muito corajosos. Encontrei-os depois novamente em Santa Cruz e na trilha do Cerro Tijeretas em San Cristóbal, surpresos com outro novo encontro.

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6º DIA – 15/12/2015 – GRANDE MERGULHO NOS TUNELES

 

Saída pela manhã para ir ao embarcadero pegar a lancha para excursão a Los Tuneles. O itinerário compunha snorqueling em dois pontos das formações rochosas em pleno mar, além de uma caminhada terrestre pelo local.

 

A região dos Tuneles é formada por inúmeras rochas que formam túneis submarinos e piscinas naturais entre elas, onde habitam inúmeras espécies de seres vivos. Na parte de cima das rochas, aves aquáticas repousam e formam seus ninhos e os cactos crescem abundantemente. Ali, eu lera que fora possível encontrar os Pinguins de Galápagos e inclusive nadar com eles (vide o relatodo mochileiro Gustavo Villas Boas em http://muitaviagem.com.br/galapagos-atracoes-gratis-turismo). Dito e feito. Ao avistar os Tuneles, já nos deparamos com pinguins descansando em pé nas rochas. Também estavam por lá as iguanas, lobos marinhos e pelicanos. ::hahaha::::otemo::

 

[flickr]28789170670_c161f4e8dd.jpg© EDJr-4096 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr]

 

[flickr]28789171810_15f3d2f632.jpg© EDJr-4082 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr]

 

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A fauna endêmica de galápagos toda reunida em uma rocha em Los Tuneles: Atobá de patas azuis, Iguana Marinha, Pinguim de Galápagos e Lobo-marinho de Galápagos

 

Estava chovendo fino no começo da excursão, o que incomodou um pouco para realizar fotografias, mas o tempo firmou quando desembarcamos para realizar a parte terrestre, nossa primeira atividade do passeio. Demos sorte ao encontrar um Atobá-de-pata-azul (Sula nebouxii) com seu filhote. O Gustavo teve uma oportunidade de ouro, fotografando a ave alimentando sua cria diretamente na boca! Fiquei feliz e com uma inveja :x (boa, claro :D ) dele! Tivemos um contato tão próximo com a ave, estávamos ameio metro dela e aí percebemos o quão forte é o azul de suas patas! Maravilhoso animal! ::otemo::

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Pouco mais à frente, antes do 1º mergulho, havia uma tartaruga encalhada entre as rochas, por causa da maré ficar baixa :( . O guia Dario juntamente com o assistente da lancha se prontificou imediatamente ao resgate, permitindo sua volta ao mar ::Ksimno:: .

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Caímos na água e já fomos realizar uma selfie com o pingüim ::hãã2:: ! Ele possui uns 40cm de altura e estava só brisando na rocha com os olhos meio fechados. Depois, o danado gostou da atenção e mergulhou na água! Como nada rápido aquela ave! Incrível! Passando em meio de nós, o guia Dario até lhe tocou na barriga, contrariando as normas de Galápagos. Depois ... zummmm... a ave sumira :shock::D ! Aqui um vídeo do Gustavo Cabral: http://www.mediafire.com/download/jpe76v7r6w9woaj/MVI_2633_1.avi

 

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Fotografia cedida por Gustavo Roger Cabral

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Fotografia cedida pela Agência

 

Também vimos cavalos marinhos (Hippocampus taeniopterus) onde só quem possui olhos treinados poderia notá-lo facilmente! Eles se camuflam por vezes, ficando imóveis, parecendo parte da vegetação. E nada tão tranquilos, quase como se arrastando! Depois fora a hora do show da tartaruga marinha (Chelonia mydas) ::hahaha:: ! A única durante toda a viagem que praticamente nadou conosco sem nenhum incômodo, ainda que cerca de oito turistas estivessem atrás dela que nem doidos para se aproximarem do animal ::hãã2:: ! Como a sua sutileza de movimentos pode proporcionar um nado tranquilo, consistente e ligeiro? São essas as grandes maravilhas da mãe Gaia que só cabe ao homem admirar e ter a humildade de saber que somos muito minúsculos perante tal grandeza! ::otemo::

 

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Fotografias cedidas pela Agência

 

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Fotografia cedida por Gustavo Roger Cabral

 

Em seguida, avistamos uma raia cinza descansando ao fundo e o que esperávamos: muitos tubarões de punta blanca ::ahhhh:: . Eram inúmeros ::ahhhh:: ! Nadando, ao fundo do mar, comendo nos recifes, parados em uma “caverna” nos túneis. Foram mais do que havíamos avistado em Pinzón.

 

Mais tarde, Dario nos deixou livres para nadar em uma área, onde em determinada área, eu estava sozinho e afastado da lancha. Estava tranquilo, quando passei por uma rocha no meio da grande piscina e olhei para a esquerda e vi um tubarão enorme ao fundo azul ::ahhhh:: , nadando em direção à superfície. Sabia pelas suas características que era um punta blanca de arrecife, mas estava desacompanhado e também não sou um expert em vida marinha para administrar tal situação. Fiquei com medo :( ! Pesei a lei da natureza selvagem: risco x recompensa. Como ele fora para um lado, fui para o outro :wink::? ! E voltei para o barco :mrgreen: ! Aquela imagem está bem fresca na minha memória, podem acreditar! Contei a Dario e aos que já estavam no barco (uma moça mexicana, alguns americanos, uma australiana acompanhada de uma alemã e nós, os sul-americanos!) e todos deram risadas :|:mrgreen::mrgreen: ! O guia me disse que ostubarões são bonzinhos! Mas é melhor não arriscar, já havia visto muito tubarão e estava mais que satisfeito! ::otemo::

 

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Fotografia cedida por Gustavo Roger Cabral

 

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Fotografia cedida pela Agência

 

Na volta a Puerto Villamil, foi-nos ofertado um pequeno lanche na viagem: pão com presunto e queijo, maçã, suco e bolacha. Voltávamos em torno das 13h30.Cheguei e capotei na cama para dormir um pouco. Após a soneca, fui alugar uma bicicleta perto do hostelmais tarde com a intenção de ir até o Muro de Lágrimas, um lugar que conhecera através do relato do amigo Fmatsusaki no site Mochileiros.com. Porém, disseram-me que estava tarde e não haveria tempo suficiente para ir, ficar um pouco e voltar, pois eram 16horas e o lugar se distancia em torno de 40 minutos. Desse modo, faria um passeio correndo, sem tempo para ver os lagos e a praia pelo caminho, e também o Tunel Del Estero (uma caverna que é possível adentrar com a maré baixa). E ainda chegaria de volta pela noite, quando expiraria o tempo de aluguel da bicicleta, além de não ser permitido transitar por esses caminhos à noite. Pena :cry: ! Decidi assim ir à famosa galapaguera de Isabela, próximo dali.

 

Pouco depois de cinco minutos, eu estava na trilha de pedras e pontes de madeira que levava ao Centro de Crianza de Tortugas Terrestre Arnaldo Tupiza, passando por algumas pozas ou lagos onde pude fotografar teros reais, patos, alguns (soube mais tarde que havia um caminho, após passar a galapaguera, que desembocaria em uma laguna grande com mais flamingos ainda! DICA!). Além de, nos mangues das encostas, os caranguejos violinistas de Galápagos (Uca galapagensis). ::otemo::

 

[flickr]29042736656_763c7db577.jpg© EDJr-4180 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr]

Tero Real (Himantopus mexicanus)

 

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Caranguejo Violinista de Galápagos (Uca galapagensis)

 

Não tão perto quanto imaginava, cheguei finalmente ao centro de reprodução, onde o Parque Nacional de Galápagos trabalha para recuperar as diferentes populações de tartarugas galápagos. Estava deserto :| ... Nem turistas, nem funcionários... Estava só eu e as tartarugas gigantes em áreas delimitadas :| ... Ali há um centro de visitantesinformativo bem bacana que vale a visita, ainda que esteja escasso de informações! Parece-me que há tartarugas filhotes pequeninas, mas eu não vi por lá (assim como a trilha a tal laguna) e não havia ninguém para perguntar.

 

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A analogia do tempo de vida entre o homem e a tartaruga gigante, que chega ao seu tamanho adulto aos 150 anos

 

Assim como, não consegui alertar sobre uma galápagos que estava estranha :?: . Parecia-me desmaiada ou morta, pois não vira ou ouvira sua respiração :o:shock: . Tentei assobiar para chamar a atenção. Todas as tartarugas próximas acordaram e levantaram a cabeça para o meu barulho, mas esta não! Que desespero :? ! Não vi uma alma viva até chegar ao centro de Puerto Villamil! Fui embora rezando que ela somente estivesse dormindo profundamente. :(

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Por fim, ao regressar para o a praça central, passei na praia para fotografar um pôr do sol magnífico com uma brisa fresca e depois acabei encontrando Gustavo em um restaurante, tomando cerveja. Disse-me que fora à praia, perto do porto (não o embarcadero, mas sim, outro porto ali próximo chamado de malecón – ou cais), estando a me procurar depois.

 

Antes disso, a caminho da praça central senti falta dos meus óculos escuros que estava em minha cabeça, quando tiraria para fotografar na praia. Voltei correndo já lamentando a “burrada” ::putz:: . Encontrei-o parcialmente encoberto pela areia, quase engolido pela maré que aumentava. Que alívio ::mmm: ! Lembrei que tive de fugir correndo de uma onda mais forte que invadira a praia, podendo molhar meu equipamento. Assim, descobri a causa dos óculos cair e eu, preocupado com a água, não notar tão cedo a falta dos mesmos.

 

Voltando ao restaurante. Resolvemos comer uma pizza média! Média é apelido. Era gigantesca ::hahaha::::tchann:: !!! E bem recheada! Também, pelo preço de US$35 tinha que compensar mesmo, não?! Farreados (estava boa demais!) fomos para o hostel dormir, pois voltaríamos à Santa Cruz no dia seguinte e a lancha sairia às 06horas :shock: . Ou seja, acordaríamos por volta das 05horas para caminhar até a embarcadero que estava um pouquinho longe e estávamos com toda nossa bagagem pesada nas costas e mãos. Na madrugada escura, demos a sorte de conseguirmos um táxi que passava na rua. Cobrou-nos US$3 para nos levar até lá! Assim, assistimos ao nascer do sol já na embarcação.

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[flickr]28454585534_cba0b89997_z.jpg© EDJr-4334 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr]

 

 

ILHA SANTA CRUZ – parte II

 

 

7º DIA – 16/12/2015 – Retorno a Puerto Ayora

 

Já em Santa Cruz, dirigimo-nos ao Hotel España para dormir e descansar. Gustavo me dizia que já estava cansado destas lanchas. Era muito desgastante mesmo :oops: . Aproveitamos esse dia para vasculhar o centro atrás de possíveis lembranças aos entes queridos :mrgreen: , ou ao menos, pesquisar preços para comprar em nosso último dia em Galápagos.

 

À noite, fomos jantar na Calle Charles Binford, pedindo um Bolón de Pescado: um peixe assado em folhas com tempero, acompanhado de arroz, patacones e, claro, cerveja Club! Divino, meu amigo! Paguei US$7 (pelo prato). Depois fomos tomar outras cervejas na frente do hotel, planejando os outros dias e falando da vida eclaro, de fotografia. Encontrei até um amigo peludo, o qual sua dona afirmou que não estava sofrendo com o calor. Com um pouco de barba eu já sofro no verão, imagine o coitado :| !

 

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8º DIA – 17/12/2015 – Baía Tartaruga

 

 

[flickr]28454564044_721dbcbc67_z.jpg© EDJr-4626 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr]

 

Levantei cedo, aproveitando o descanso do dia anterior. Resolvi ir a um lugar próximo chamado Laguna de Las Ninfas. Uma piscina natural com variedade de mangues, com explicações ao longo de uma trilha de pontes de madeira. Acreditava que era possível fazer snorqueling, mas soube posteriormente que já fazia mais de três anos que isso estava proibido, segundo me dissera a dona da lanchonete em que fui tomar café-da-manhã logo após. Um lugar bonito! Fiquei em paz neste lugar! Um silêncio, uma tranqüilidade :wink: ... Acompanhado somente de elementos naturais... Percorri a trilha envolta pelos variados tipos de mangues (vermelho, branco, etc.), explicando como é formado esse ecossistema, quais são suas características e qual é a sua importância para a biodiversidade.

 

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Alimentado do café-da-manhã, percorri o porto para fotografar as aves por lá, como pelicanos, gaivotas e os atobás de patas azuis que estavam voando em torno das águas próximas, pescando fervorosamente ::otemo:: . Também havia um pássaro cujo nome de espécie não consegui encontrar em nenhum lugar. :!: Os pelicanos geralmente estão sozinhos e, do alto, vêm em direção à água com o bico para baixo na tentativa de pegar seus peixes. Porém não mergulham, parando na superfície.

 

[flickr]29042789916_b966e37295_z.jpg© EDJr--10 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr]

 

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Já os atobás, voam sincronizados e muitas vezes, acompanhados. Assim que um avista uma possibilidade de pesca, alerta os outros com gritos e VUMMMM... todos mergulham juntos como foguetes :D , indo para baixo da superfície, auxiliados pela impermeabilidade das penas e formato de corpo agudo. Depois tomam voo novamente para continuar a caçada. Fiquei bastante tempo esperando um bom clique. O sol me castigava ::mmm: ! Mas valeu a pena poder acompanhar o comportamento destes belos animais. ::otemo::

 

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Já havíamos programado que Tortuga Bay seria o nosso destino naquele dia. Seguimos a pé até o começo da longa trilha ornamentada de pedras, onde deveríamos registrar nossa entrada. A ida foi mais demorada que a volta :oops: . Digo isso em tom de reclamação porque estava com uma bolha na sola do pé, com ardência do sol tomado pela manhã no porto, do qual não me protegera e, ainda, carregando bolsa e mochila pesadas. Velho ::hãã2:: !!! Enfim chegamos à Playa Brava, sendo recomendado firmemente para não entrar na água devido à corrente forte. Ainda assim, logo que cheguei, encontrei o argentino (que partira na minha frente na trilha, pois eu parava para fotografar ou tomar água) e outros poucos turistas no meio das ondas :roll: . Sinceramente, eu já vi e entrei em praias bem mais bravas que aquela, mas uma mulher no local me disse que morrera um homem há pouco tempo ao entrar ali. Talvez possam existir pedras afiadas, corais e buracos que dificultem bastante um relaxante banho demar. O Gustavo disse que nada lhe parecia ser além de uma praia normal. :|

 

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Depois de passar por Playa Brava, chega-se à Playa Mansa, onde faríamos snorqueling. Dizem ser possível ver tartarugas, raias e tubarões. Ninguém viu nada por ali, além de peixes e ouriços :| . Talvez a maré precise estar alta. Gustavo também disse que vira uma víbora na água. Havia muitas iguanas marinhas em terra. As iguanas estavam em época de acasalamento ::love::::love::::hahaha:: , logo, foram os animais que mais vimos. Em qualquer lugar, em qualquer praia, em qualquer pedra, em qualquer banco, ponte, tronco, etc. elas estavam lá!

 

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Ficamos ali até o final do entardecer. Quando o Gustavo foi calçar suas nadadeiras, mas descobriu que uma delas havia quebrado a trava do calcanhar. Ficou chateado com tal, pois as comprara especialmente para Galápagos e não poderia mais usufruí-las. Crê que se rompera no transporte da lanchadeIsabela À Santa Cruz, pois as bagagens são tratadas tão bem quanto nos aeroportos. :cry:

 

Aproveitei a noite para comprar alguns presentes :mrgreen: e também fotografar o centro. Na Avenida Charles Darwin há uma praça recuada da calçada onde funciona um mercado de artesanato, o Mercado Artesanal, onde é possível encontrar peças um pouco mais baratas do que nas lojas. Além de ser mais fácil negociar, os vendedores estão mais abertos às pechinchas. :D:mrgreen:

 

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As espécies de Galápagos estão presentes de inúmeras formas no artesanato local

 

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Desafio local!

 

Para jantar, comprei uma pizzana avenida por US$9 e fui para o hotel comer sozinho :mrgreen::D , pois não encontrei o Gustavo e tinha que me preparar, visto que no dia seguinte eu iria a San Cristóbal sozinho (US$55, trajetos de ida e volta). Sozinho, pois o Gustavo iria fazer um mergulho com cilindro em Seymour Norte, algo que desejava muito. Euqueria muito era fazer snorqueling em León Dormido. Assim, disse-lhe para me encontrar em Puerto Baquerizo Moreno no dia seguinte, informando-lhe via facebook onde estaria hospedado e no domingo dia 20/12, voltaríamos juntos à Santa Cruz.

 

 

ILHA SAN CRISTÓBAL

 

 

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Conhecida por ser a ilha dos lobos marinhos. Apesar de haver esses animais por todos os lugares do arquipélago, é nessa ilha em que eles mais se concentram. Foi a primeira ilha de Galápagos que Charles Darwin visitou em 1835 e é lá que se encontra a escultura mais famosa do pesquisador inglês (em Tijeretas, mais precisamente).Na ilha, na parte alta, está localizada a única lagoa de água doce do arquipélago, El Junco.

 

A cidade de Puerto Baquerizo Moreno é a capital do arquipélago e do Cantão de São Cristóvão, bem como um importante centro turístico das ilhas, sendo mais tranquila que Puerto Ayora. É uma cidade muito bonita, com um magnífico porto natural e um Centro de Interpretação da Natureza.

 

PASSEIOS EM VISTA/DISPONÍVEIS NA REGIÃO:Playa Mann, Playa Punta Carola, Cerro Tijeretas, Lobería, León Dormido, Centro de Interpretación, Galapaguera Cerro Colorado, Puerto Chino.

 

 

9º DIA – 18/12/2015 – NA ILHA DOS LOBOS MARINHOS

 

[flickr]28454543954_2e600be946_z.jpg© EDJr-5079 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr]

 

Era manhã quando eu aportava em Puerto Baquerizo Moreno, capital da província de Galápagos. Feita a revista de rotina, informei-me sobre hospedagens e me indicaram procurar na avenida de frente ao mar. Percorrendo a mesma, conheci o Hostel Albatroz e um outro, ao lado. Barato (US$15), simples e aparentemente limpo, mas não possuía ar condicionado, somente um ventilador de teto. Em minha opinião, deu-me a sensação de ser um pouco escuro, fechado, abafado, além de que, sinceramente, não me senti totalmente seguro a deixar equipamentos e mochila com dinheiro ali :| . Fui verificar outros, mas me hospedaria ali se não tivesse que deixar objetos de alto valor ou caso não encontrasse outros. Já fiquei em hostels bem mais simples na Bolívia, mas resolvi pesquisar um pouco mais. Se estivesse em uma turma, também ficaria mais aberto à questão :wink: .

 

Mais à frente, em direção do aeroporto, encontrei uma oficina de turismo, onde perguntei sobre hospedagens possíveis e peguei um mapa da cidade. Os hotéis e hostels estão todos por ali, em torno da avenida do porto, também chamada de Charles Darwin. A atendente me disse para ir ao Hostel León Dormido na Calle Jose de Villamil, que era um bom lugar e possuía um bom preço em torno de US$20.

 

HOSPEDEI-ME O Hostel León Dormido parecia fechado. Verifiquei que mais à frente na rua havia um letreiro de hostal. Naquele lugar, Hostal Emanuel, conversei com o senhor José e o senhor Victor que gentilmente me mostraram la habitación, muito confortável e que me deixou bem tranquilo quanto à segurança. Um quarto duplo enorme :D , com uma cama de casal grande e uma cama de solteiro, ar condicionado, TV a cabo, banheiro privado com box de acrílico, todo o chão do hotel era de carpete de madeira, uma vidraça enorme para a rua com cortina, cabideiro, abajur, mesa, criado mudo, água à vontade e ainda no 1° piso! Perfeito ::otemo:: ! Como dissera a ele que meu amigo argentino viria no dia seguinte, paguei US$25 no dia que fiquei sozinho e US$20 nos dias em que dividi o quarto com Gustavo, que pagou também o mesmo valor. Achei que valia o preço, diante do mesmo valor da diária do hotel España em Santa Cruz. O senhor José e senhor Victor me pareceram serem também os proprietários da Farmácia San Cristobal, abaixo do hostal. Foram muitos simpáticos em tudo, dando-nos informações, fazendo ligações telefônicas para nós, etc. O único ponto negativo... o banheiro por vezes cheirava mal :? ! O quarto ficava fechado pelo dia, então chegávamos e tínhamos que abrir as janelas um pouco para depois ligar o ar condicionado. Creio ser um problema pontual do cheiro de esgoto do ralo do chuveiro que está voltando. Mesmo assim, com certeza me hospedaria lá novamente por todo o conforto oferecido :P .

 

Ao lado, conheci um restaurante popular onde comi um bom almoço por US$5, com sopa de feijão e legumes na entrada, pescado, arroz e um copo de suco de abacaxi. Como era mais de 13 horas, o comércio local estava no período do siesta, assim como a maioria das agências de excursões. Fui a San Cristóbal focado em realizar a excursão paga a León Dormido. Era o meu principal objetivo tentar a sorte e conseguir entrar em contato com a raia manta e os tubarões-martelos 8) . Desse modo, aproveitei a pausa após o almoço e saí fotografar o porto onde estavam “lagarteando” lobos e iguanas marinhas, além de inúmeros barcos ao mar, promovendo um belíssimo pano de fundo às fotografias. ::otemo::

 

[flickr]28789122370_0e34673be9_c.jpg© EDJr-4719 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr]

 

Nesse tranquilo passeio, senti uma maravilhosa vibração de San Cristóbal! Puerto Baquerizo Moreno possui uma orla muito bonita, simpática e que cidade tranquila! Fora a cidade que mais gostamos! Sem dúvida :D ! Como o Gustavo dizia constantemente “A mi, me encantó mucho San Cristóbal!” :D . Um centro todo em piso com ladrilhos, com jardins, tablados e bancos de madeiras, onde os lobos pairavam à noite, tranqüilos com o assédio turístico. Além de um comércio digno nos arredores, várias praias próximas e passeios a outras partes da ilha que tiravam o fôlego ::otemo:: . Que rica energia gravitava por lá! Não podia me faltar mesmo! ::hahaha::

 

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O sol estava a pino pelas 14h30 ::mmm: . Juro que foi o dia mais quente que passei na minha vida ::mmm: ! Aproveitei que consegui encontrar uma lan house (que se chama “cyber” por lá), descarreguei minha câmera e escrevi um email para minha namorada ::love:: falando das novidades e dos problemas que tivera com o bendito cartão Bradesco ::grr:: . Eu suava debaixo de dois ventiladores do estabelecimento e ainda com os pés no piso frio ::mmm: . Decidira naquele primeiro dia ir ao Cerro Tijeretas para visitar o Centro de Interpretação e também avistar as fragatas que habitavam por lá, conforme algumas referências que li anteriormente à viagem. Por conta do calor, resolvi esperar o sol baixar para seguir ao monte. ::hãã2::

 

Certo tempo após, a maioria das agências já estavam abertas e eu poderia procurar fechar a excursão para León Dormido. Pesquisei em várias ali pelo centro e todas ficavam na média de US$110, com dois snorquelings junto ao paredão da rocha León Dormido, mais um mergulho em uma praia na qual também se realizaria uma parada, podendo ser em Manglecito, em Cerro Brujo ou em Puerto Grande. Por fotos, interessou-me muito mais ir a Cerro Brujo, por conta da praia de areia branca, ter lobos e aves, além da paisagem deslumbrante apresentada na propaganda. Porém, em contato telefônico com os guias, as atendentes informavam que eles partiriam no dia seguinte somente a Manglecito. Mas eu desejava ir a Cerro Brujo e insisti em procurar uma agência que possuísse tal roteiro. Encontrei a agência MarTourGal, na calle Española, que confirmou com um guia via telefone (na minha frente) que sua excursão pararia em Cerro Brujo. Foi o melhor preço encontrado também: US$100. Fechado ::otemo:: ! Paguei em efectivo e estava agendado para as 08 horas do dia seguinte. Ok! Hora de ir ao Cerro Tijeretas! Antes disso, passei em um supermercado para comprar provisões (suco, bolachas doces e salgadas) e depois no hostel, fazer minha mochila e pegar protetor solar, claro :mrgreen: !

 

O sol custou a diminuir sua força. Somente por volta de umas 16h30, senti que poderia ir mais tranquilamente. Estava um pouco tarde... O sol baixava nas montanhas, emitindo os tradicionais raios dourados laterais. E naquela época, pouco mais de 18 horas já seria praticamente uma paisagem noturna. Corri tomar um táxi a US$1,50 (pechinchei nos US$2) e chegava após uns cinco minutos na entrada do Centro de Interpretação. Estavam saindo muitas pessoas, mas ninguém estava entrando. Solitário, pensei eu estar! :|

 

Como estava ao cair da noite, não deu tempo de visitar o Centro, somente uma olhada rápida, já que a trilha aos mirantes (miradores) do Cerro Tijeretas passava por dentro do local. Segui o sendero para o morro. Encontrando várias escadas (escaleras), topei com uns lagartos e uns poucos humanos visitantes. Subi mais e encontrei o mirante do topo. QUE VISTA INCRÍVEL DA BAÍA! ::otemo:: Foi um dos mais belos cenários que vi em Galápagos (E olha que há muitos! :D ). Lá embaixo, olhava os lobos marinhos nas rochas e pessoas praticando snorqueling. Pelo ar, as fragatas voavam constantemente, pousando em intervalos nas árvores da encosta. ::otemo:: Avancei um pouco em uma trilha de terra, curioso onde poderia dar. Parei em uma parte bem próxima ao precipício, onde havia uma bela vista de todo o cenário e um ótimo lugar para clicar e filmar as aves em pleno voo. Fiquei até o anoitecer! Depois me avisaram que se continuasse a trilha, chegaria a uma praia linda, afastada e isolada. Deixo a DICA para o aventureiro que ler meu relato!

 

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Lagartija de lava de San Cristobal (Microlophus bivittatus)

 

[flickr]28454552554_88baa197b1_z.jpg© EDJr-4753 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr]

Em Cerro Tijeretas, é possível visualizar a baía com León Dormido ao horizonte (ao centro, à direita)

 

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O cerro é conhecido pelas fragatas que permanecem em suas encostas

 

Retornando pelo escuro, cheguei à saída do Centro de Interpretação onde as luzes urbanas dos postes já auxiliavam em meu regresso. Não achei táxi, então fui seguindo a pé. E foi bom ::cool:::'> ! Conheci as proximidades, senti que é possível ir tranquilo a pé até Tijeretas em uma média de 15 minutos, vi umas barracas de ambulantes com empanadas e milhos, além de que pude sentir mais San Cristóbal... E gostar ainda mais desta terra! Na janta, fui comer um lanche na lanchonete Cri’s Burguer Factory onde se fazem hamburguesas monstro!!! Enormes ::ahhhh::::tchann:: !!! E a um preço barato (em Galápagos): US$6, acrescidas de uma garrafa de refrigerante a US$1,75. Delícia ::tchann:: ! Fartei-me! Após estufar la panza, saí para fotografar pelo malecón (cais), onde encontrei vários lobos dormindo, gritando ou nadando por toda a sua extensão. Después yo acosté a dormir para levantar temprano y ir a el León Dormido, por la mañana. ::hãã:::lol:

 

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10º DIA – 19/12/2015 – RIQUEZA MARINHA NA KICKER ROCK

 

[flickr]29075361795_b2ceb20aff_z.jpg© EDJr-5129 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr]

 

Deixava avisado o Sr. José e o Sr. Victor a respeito de minha excursão e que o Gustavo chegaria antes de eu voltar. Assim, deixei as chaves do quarto no hostel e segui para a agência MarTourGal às 08h20, a duas quadras dali. O passeio demorou e fiquei pouco mais de uma hora no malecón, aguardando a embarcação que atrasara :| . Assim conheci um garoto que não lembro seu nome, mas me acompanhara da agência até o cais, dizendo-me que gostaria de ser um guia turístico no futuro e também sobre Galápagos. Ali, conheci Nicola, um suíço que estava trabalhando como voluntário em uma fazenda próxima a San Cristóbal. Pelo tempo do atraso, conversamos bastante sobre os ataques terroristas e o clima de tensão na França :( , sobre as línguas aprendidas na Suiça, sobre a cultura celta no seu país (no caso, os Helvéticos), mas este último assunto ele não detinha muito conhecimento. Achei engraçado :) . Tão logo, o guia Javier veio se apresentar a nós e logo depois embarcávamos no catamarã que nos levaria àquela enorme rocha no meio do Oceano Pacífico, assemelhando-se à figura de um leão dormindo.

 

Realmente e agradecidamente, fora um catamarã que realizou nosso transporte. Um barco muito mais estável e espaçoso do que as lanchas, promoveu-nos uma viagem tranquila :D:wink: . Éramos quatro turistas: Nicola, eu, um colombiano (que não recordo o nome) e uma americana, acompanhados pelo guia Javier, El Capitán (era como lhe chamavam mesmo! Creio que era um apelido - un sobrenombre), o guia de mergulho com cilindro (buceo) que acompanharia o colombiano, além de um auxiliar imediato. De início, o guia de buceo perguntou nossos nomes e o que desejávamos ver naquele dia. E também apelidava a turma: eu de garotinho! O suíço Nicola, de chocolate! Os outros, eu não lembro. Mas ele via o suíço e gritava a todomomento: “vamos, chocolate”,“hey, chocolate”... Isso, com a pronúncia espanhola, ficou muito engraçado! Morria de rir... ::lol4::::lol4::

 

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Primeiro mergulho foi em León Dormido, no meio da fenda onde forma um canal. Cada vez que se chegava mais perto do paredão, mais ele crescia. E, no fim, ele é GIGANTE! ::ahhhh:::o Segundo algumas informações pela internet, este possui quase 150 metros de altura ::hein: . O barco fica minúsculo quando próximo ao monumento natural :shock: , distante uma hora de Puerto Baquerizo Moreno.

 

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Lamentavelmente, o guia Javier disse que a excursão não era fotografada por ele. Assim, infelizmente, por não possui câmera subaquática, não há registros de todas as maravilhas que presencie e que descrevo a seguir. :cry::cry:::essa::::prestessao::::bruuu::

 

Conhecido por ser um local rico em fauna marinha, houve também muita corrente naquela água azul profunda onde, afortunados com uma ótima visibilidade, pudemos acompanhar inúmeras espécies. E inúmeras, estou sendo bem modesto, pois eram milhares ::otemo:: . Neste mergulho eu fui um privilegiado por muito do que vi e do que pude estar próximo! Nadei com várias tartarugas marinhas e os lobos passavam que nem doidos por nós. Estes foram os maiores que vi em Galápagos... Enormes ::ahhhh:: ! Até assustou a americana quando um lobo maior do que ela estava nadandoa uns 20 centímetros do seu lado, mas um pouco recuado para ela não vê-lo. Assim que lhe chamei a atenção, deu para notar o seu espanto! ::lol4::::bruuu:: Foi engraçado! Chamei o guia e apontei para o meio do cardume abaixo de nós porque avistei um peixe comprido e prateado com uma mandíbula saliente: era uma barracuda (Sphyraena idiastes)! Porém, não era daquelas que eu conhecia que possuíam presas enormes e para fora, mas ainda assim era muito bela! De repente, avistamos dois tubarões de pontas negras de recife (Carcharhinus melanopterus). Logo, mais dois... seis... dez... rapidamente estávamos em meio a uma esquadra de 10 tubarões bem próximos e mais vários outros um pouco mais afastados, mas ainda unidos ao coletivo! Javier se extasiou estando junto a quase 20 tubarões ::ahhhh::::ahhhh::::otemo:: ! Realmente fora incrível! Difícil descrever em palavras, mas sei que estou louco para mergulhar novamente, agora que escrevo! ::hãã2:::D

 

Nosso sonho poderia acontecer! Javier disse que as águas estavam quentes e haviam muitos peixes. Logo, um ambiente propício para encontrar o tubarão-martelo. Mas ele não apareceu! :cry: Ainda que insistindo, até se tentava chamar a atenção com batidas de palmas debaixo da água, nenhuma barbatana e nenhuma forma peculiar de cabeça surgiria no passeio.

 

Nadamos até mais próximos à costa. Em águas mais rasas, encontramos raias, uma inofensiva víbora tigre (Myrichthys tigrinus)que acredito ser a mesma que Gustavo vira anteriormente em Tortuga Bay, um pece lagartija ou peixe lagarto (Synodus lacertinus) em meio à sua camuflagem na rocha, pois ele fica paradinho e se mistura em meio à textura da rocha. Este, fui eu que encontrei! Até chamei Javier para que mostrasse aos outros da excursão. Hã!Hã! :mrgreen::mrgreen: Superei o guia! Brincadeira! :lol:8) Também avistamos o ouriço Mellita longifissa (conhecido também por bolacha-de-mar) e também uns pequeninos caranguejos quando chegamos na praiaem que pararíamos. Pararíamos... :| Foi o que Javier nos dissera ainda na água (pois o barco ficou longe para não atolar)... Que ali poderíamos pausar um pouco e caminhar em terra para ver espécies terrestre... Mas foi só chegar à areia que deram um grito avisando que havia algo na água ::ahhhh:: . De longe, via-se algo negro com a cabeça para fora ::hahaha:: . Uma iguana marinha, nadando em meio ao oceano! ::otemo:: Não poderia perder aquilo pois era algo que Gustavo e eu desejávamos contemplar! Caí na água e fui depressa até ela :mrgreen: . Acompanhei ela nadando na superfície, observando-a de todos os cantos sem nenhum incômodo sentido pelo animal! Repentinamente, ela submerge indo ao fundo e se agarra a uma rocha com suas enormes garras, comendo seu alimento predominante: algas marinhas. Mergulhei até ela e a puder ver se alimentando, tranquilamente. Pouco depois ela emergia novamente e continuaria a nadar a algum destino no horizonte. Deixe-a ir, admirando seu nado suave, com o balanço somente de sua comprida cauda enquanto suas patas permaneciam praticamente imóveis. Agradeci a Deus ::otemo:: e às entidades das águas ::otemo:: por me permitir isso tão bem. Gustavo, morra de inveja!!! Un chiste, amigo! :lol::lol:

 

Voltei ao já distante catamarã onde estava o resto da turma. O almoço seria servido enquanto o barco seguia caminho. Perguntei a Javier se estávamos naquele momento seguindo a Cerro Brujo. Ele respondera que o itinerário daquele dia não ia a Cerro Brujo, mas sim a onde estávamos: Puerto Grande... Aquela praia onde “paramos”... :x Disse-lhe que havia contratado a excursão até este local e que me fora vendido tal roteiro. Ele deu uma disfarçada e disse primeiramente que aquele dia não era dia de excursão para Cerro Brujo, depois falou que os itinerários podem mudar repentinamente pelas condições de clima e maré. :x Ok! Já entendia que não iríamos a Cerro Brujo e que as respostas que me dava eram com finalidade de “enrolar” ::vapapu:: . Não havia mais o que fazer e também não causaria um estresse ali sozinho, com 03 habitantes nativos em um barco no oceano. O passeio valeu anda assim, visto que nenhuma agência iria a Cerro Brujo naquele sábado, e também porque encontrei um lugar onde paguei mais barato.

 

O almoço incluído foi de refrigerante, salada, arroz, batatas fritas e frango, o qual o guia de buceo brincou ser carne de fragata. Até chegarmos ao último ponto de mergulho, perto de León Dormido, ficamos ali conversando, tirando sarro dos significados das palavras em espanhol e em português e também como eram os palavrões e apelidos nas duas línguas. Mergulhando, vimos tubarões ponta negra (um deles nadou bem debaixo de mim! Medo e satisfação misturados! ::tchann:: ), tartarugas e vários peixes. Mas... nada de tiburones martillos... também nada de raia manta... OK! A água já estava fria e encerrava a excursão dentro do tempo prometido, por volta das 13h30. Atracaríamos em Puerto Baquerizo Moreno entre 14h30 e 15 horas.

 

Não acreditei que o Gustavo me dera o cano quando cheguei ao hostel e não o vi, assim como sua bagagem. Tomei um banho e o boludo batera na porta, dizendo-me que perdera o barco da manhã :roll: . Mal chegou e me convidou a ir à Lobería,mas tive que recusar pelo cansaço da excursão realizada. Logo, ele foi passear e eu caí na cama dormir. Gustavo me contara depois à noite que tomou um táxi a US$4 e por lá fotografou muitos lobos, mas também que é um local perigoso pela razão de haver muitas rochas e quebras de ondas. Resolvemos sair pelo centro à noite, ver os lobos e também poder lhe apresentar a cidade pela qual ele se encantou muito. Até propôs ficarmos mais um dia e voltarmos na segunda-feira, dia 21/12. Aceitei e no dia seguinte acertamos de ir a Tijeretas, para mergulhar naquela baía que havia visto do alto do morro e tão bem falada por outros. Tomamos umas cervejas pelos arredores :mrgreen: , vendo o movimento das pessoas e jantamos na Av. Alsacia Northia (paralela a Charles Darwin), onde a casa dos donos era ao fundo e na frente funcionava um restaurante caseiro com mesas na calçada ao ar livre, com vitrine refrigerada, chapa, etc. Pedi um pescado asado que fora servido à moda da casa :P : o peixe com somente as vísceras e cabeça extraídas, mas com as barbatanas e o rabo para petisco :mrgreen: . Muito bom, apesar de pouca carne. Preço fora total de US$14, acompanhado de arroz, salada e cerveja,o qual dividi o preço com o Gustavo. Já de noite, descarreguei minhas fotos, escrevi emails e postei algumas imagens na internet através do notebook do argentino. Tão rápido, desmaiei na cama, com a cidade que dormia com as ruas desertas e silenciosas.

 

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Fotografia cedida por Gustavo Roger Cabral

 

 

11º DIA – 20/12/2015 – CONFORTO NAS ÁGUAS

 

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Saí tomar café-da-manhã na cafeteria Mary’s, no mesmo prédio do hostel León Dormido, na calle Jose de Villamil, como fiz todos os dias em que fiquei naquela ilha. US$3.50 valia o café da manhã continental gostoso e ótima relação custo x benefício em Galápagos: café com leite ou com chocolate, suco de fruta, três torradas com manteiga e goiabada e salada de frutas. Mais tarde, fui acordar o Gustavo já que combinamos de ir a Tijeretas.

 

Necessitávamos telefonar às agenciadoras das lanchas para voltarmos a Santa Cruz, para mudar o dia do bilhete visto que ficaríamos mais um dia. Fomos a uma agência onde recebemos a informação de que precisávamos ligar para a nossa agenciadora Cabo Mar Tur S.A. em Santa Cruz (por onde compramos os bilhetes). Em nossas saídas de Santa Cruz às ilhas de San Cristóbal e Isabela, optamos por comprar os bilhetes das lanchas de ida e também de volta , ganhando US$5 de desconto por comprar as duas passagens de uma única vez. Mais uma DICA. É possível comprar separadamente, mas como já estávamos certos da data para a volta e de existir a possibilidade de remarcação sem custo, comprávamos o pacote completo com ida e volta. Já que o Gustavo e eu queríamos ficar mais um dia na ilha, precisávamos correr atrás de um telefone que realizasse uma chamada para o celular da empresa Claro da agenciadora de lanchas, impresso no bilhete. Conseguimos emprestar o celular de uma moça que estava em uma loja de esportes, já que possuía crédito grátis para a operadora. Ainda assim, paguei-lhe US$1 pelo incômodo e ela nos deu duas barras de cereais :mrgreen: . Ok! Lancha remarcada para o outro dia! ::cool:::'>

 

Fomos almoçar uma quadra à frente do hostel, em um lugarzinho mais popular. Pagamos US$3,50 a sopa com carne cozida e legumes, junto com arroz, salada e peixe frito. Sentamos na mesma mesa com dois pescadores locais, que nos pareceram serem gente boa. Quando estávamos no hostel preparando as bagagens, Gustavo se deu conta de que não estava com o seu celular ::sos:: . Procuramos pelo quarto todo, por todas as malas, que nem loucos! Depois ele saiu correndo para ver se estava no restaurante em que almoçamos. Nada! Nem em nenhum lugar! E na hora do almoço, Gustavo havia tirado uma foto do prato. Desconfiava de que havia sido furtado pelos nossos acompanhantes. Não havia outra explicação, mas como o argentino era hiperativo, poderia ter perdido o seu telefone pela rua também ou de alguma outra forma :D . Lamentava-se mais pelas fotografias e vídeos registrados naquela viagem... Filmes para o seu pequeno filho perto dos animais, confidenciando o que sentia naqueles momentos... Recordações que, naquele momento, estavam perdidos e somente estariam em suas lembranças. :cry:

 

Ainda frustrados, seguimos à agência Los Mantas, calle Ignacio Hernández com esquina para a calle Teodoro Wolf, para alugar um equipamento de snorquel porque o Gustavo deixara odele em Santa Cruz, depois partimos para o Cerro Tijeretas de táxi. Lá, como disse anteriormente, há uma trilha pavimentada de pedras que em alguns momentos se divide com placas indicando os lugares a seguir. À esquerda da primeira bifurcação, sentido Playa Punta Carola, fomos ao ponto de snorqueling da baía que eu havia visto de cima do cerro dois dias antes. É um lugar muito gostoso e tranquilo! Estávamos sozinhos, mas atentos às nossas bagagens deixadas na plataforma de acesso ao mar. :!: Por ali vimos muitos peixes, com uma corrente média nos levando. Assim que vimos alguns lobos marinhos nas rochas à frente, tentamos nos aproximar. Quando notamos que havia mais lobos, decidimos não prosseguir, ::prestessao:: pois consideramos que poderiam ser um bando de fêmeas com filhotes acompanhados de machos dominantes e territoriais, sendo melhor evitarmos um contato más cerca. Na plataforma, havia vários caranguejos Zayapa pintados onde consegui fotografar alguns de perto, pois eram muito ariscos à presença de pessoas. A plataforma fica numa área de rochas onde a maré oscilante torna complicada a subida à terra firme, precisando ter cuidado para não se machucar quando a água te empurra contra as pedras. Até tive que ajudar o velho do Gustavo a subir porque as ondas o tiravam dali quando estava pronto a ascender. ::lol4::::lol4::::lol4:: Foi muito engraçado em ver el boludo gritar meu nome para ajudá-lo, pois parecia estar derrotado após várias tentativas frustradas. ::lol4:::lol:

 

[flickr]28970236162_3c43602c9b_z.jpg© EDJr-5194 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr]

 

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Fotografia cedida por Gustavo Roger Cabral

 

[flickr]29075352265_08dda0f8f6.jpg© EDJr-5216 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr]

 

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Fotografia cedida por Gustavo Roger Cabral

 

Logo ali, há um mirante onde está a famosa estátua de Charles Darwin. Sem desmerecimento nenhum quanto às questões estéticas, mas realizando uma análise objetiva, a escultura é um pouco desproporcionalquanto às formas do corpo... Não sei se intencional ou não. :| Mas, por ficar em um ponto pouco mais afastado da ilha, revela a importância do naturalista inglês, autor da teoria da Evolução, para todo o arquipélago.

 

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Fotografia cedida por Gustavo Roger Cabral

 

Seguindo a trilha, chegamos à Playa Punta Carola, onde há um farol ao fundo. Um lobo marinho era a atração da turma por lá, mas que logo depois, sumira pelo mar adentro. Ali é possível fazer snorqueling e ver muitos peixes e ouriços. Mas atenção às rochas com a maré baixa, pois pode se machucar! Estava um clima ameno e gostoso, ficamos um bom tempo curtindo o sol e a água :wink: . Voltamos a pé até encontrarmos os ambulantes que já havia relatado na avenida. Comi uma empanada muito gostosa e o Gustavo pediu um milho que não saboreou tanto. :?

 

[flickr]28970228522_a0807ba617_z.jpg© EDJr-5260 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr]

 

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Então fomos ao porto para fotografar os lobos que começaram a chegar por ali, pelo pôr-do-sol. Até pensei que um deles pularia em mim, pois estava dormindo e, ao me aproximar, deu um grito e veio até minha direção :shock::? . Que susto, lobiño :lol: !!! À noite, fomos jantar na lanchonete Cri’s Burguer Factory mais uma vez, onde experimentei outro lanche, mas que não era tão recheado e grande como o do outro dia. E saímos à caça de cerveja pelas ruas 8) . Sim, porque era domingo à noite, ou seja, somente alguns estabelecimentos estavam abertos e também porque no Equador há a proibição de consumir bebidas alcoólicas aos domingos. Por isso, estava difícil de alguém nos vender cerveja, quando encontrávamos um estabelecimento aberto. Um senhor, que estava na frente de sua casa com amigos, vendeu-nosduas garrafas de cerveja, mas nos aconselhou a beber “na moita” 8) por conta da polícia que patrulhava a cidade. Havia mesmo uma viatura passava pelas ruas com ladrilhos e, em determinado momento, nós nos sentamos na porta de alguma casa ou algum tipo de comércio e colocamos as cervejas escondidas atrás de nós enquanto disfarçamos. Uuufa ::mmm: ... Vai saber, não?!? :mrgreen: Sinceramente, achei muito considerável esta norma, pois talvez vise a diminuir os casos de acidentes com automóveis. Ainda mais visto que em nosso Brasil, isto é uma fatídica realidade. Mas também... somos gringos e estamos de férias! Será que não poderia existir uma relevância?!? (Olha o “jeitinho” brasileiro safado! Credo! ::putz:: ).

 

 

ILHA SANTA CRUZ – parte III

 

 

12º DIA – 21/12/2015 – VISITA A LAS TIENDAS DE SANTA CRUZ

 

Na viagem toda, usei meu aprendizado em viagens quanto às compras de lembranças e outros regalos: ver preços pelos primeiros dias muito informalmente e somente no último dia, após ver todos os preços das lojas que averiguei, efetivar propriamente as compras. Logicamente, não é uma regra rígida, pois há oportunidades únicas que não dão para ser adiadas e nem mesmo muito analisadas, como a exemplo de uma única camiseta legal que você curtiu muito, é a última peça e você somente encontrou em certo lugar, ou quando encontra o pingente/chaveiro/quadro que fará parte da sua coleção de viagens e está com um preçoatrativo demais em comparação a outras lojas.

 

Em Galápagos não houve muita variação de preço quanto a muitos assuntos. Quanto aos presentes, notei que em Santa Cruz encontrei maior variedade e melhores ofertas em relação às outras ilhas. Em Isabela achei tudo mais caro e em San Cristóbal até possuía bons valores, mas em Santa Cruz há maior quantidade de lojas e diversificação de artesanato e arte local, devido Puerto Ayora ser a maior cidade e com maior estrutura turística. No Mercado Artesanal se pode encontrar melhores preços e ofertas do que nas lojas, além de melhor oportunidade de negociação ::cool:::'> ::cool:::'> . Lembrando: uma mini tartaruguinha marinha feita em pedra com tamanho de 03 cm, custará em torno de US$4 a US$5. Caro para nosotros, pero en Galápagos fuera el mejor precio que yo encuentré. ::hãã::

 

Partimos à Santa Cruz pela manhã às 06h15 e chegávamos após aproximadamente 02 horas de viagem, sendo a mais tranquila que realizamos entre ilhas. Não deu enjôo, o barco bateu pouquíssimo, o Gustavo dormiu e eu até cochilei nos bancos da embarcação lotada de pessoas. Havia até um casal de velhinhos que viajavam com a família pelas ilhas. Sei disso porque os vi em Isabela, em San Cristóbal e depois os viríamos mais uma vez em nosso último passeio em Las Grietas antes de irmos embora de Galápagos.

 

Já deixávamos as malas no Hotel España e fomos tomar o desayuno ali por perto, no mesmo lugar onde tomamos as cervejas no primeiro dia. Um café-da-manhã continental muy rico por US$5 ::hahaha:: contendo suco, café com leite grande, pão, manteiga, goiabada e salada de frutas com iogurte! Dali, seguiríamos a três escritórios do governo, nos quais perguntaríamos onde seria possível registrar o “roubo” do telefone para que o Gustavo pudesse entregar ao seguro do equipamento. Enfim, era no distante fim da Avenida Baltra. Porém, exigiram o seu passaporte, que não estava com ele ::prestessao:: . Logo, disse que voltaria à tarde e que deveríamos ir aonde havíamos combinado: Las Grietas!

 

Era meio-dia e estávamos no porto para tomar o táxi aquático e chegar ao início do caminho a Las Grietas. Voltamos lá porque queríamos conhecer a segunda parte do lugar, mais ao fundo. Estava muito bom! Calor, sombras, água fresca e com boa visibilidade, e também, com poucas pessoas ::otemo:: . Permanecemos por duas horas, mergulhando e acompanhando vários peixes. Na segunda parte, acessível após alguns trechos difíceis com rochas, avistei uns grandes peixes em grupos e bem próximos. Fui sortudo em ser o único a ver uma moréia nadando para se esconder nas fendas dos paredões. Pois o Gustavo conheceu um casal de argentinos com quem estava combinando dividir um táxi para o centro de Quito, devido a sua escala aérea lhe promover essapausa na capital equatoriana. Enfim, foi muito bonito e muito bacana estar ali naquele momento. Uma merecida despedida dos mergulhos! ::otemo:::D

 

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Fotografias cedidas por Gustavo Roger Cabral

 

Enquanto dormi um pouco à tarde, Gustavo conseguiu voltar à delegacia e fez o registro de ocorrência que “acontecera” em Santa Cruz. À tarde sairíamos para as compras! 8)8). No decorrer das lojas, acabamos por nos separar. Eram muitas coisas e não deu tempo de acompanhar as intenções de cada um. Antes disso, fomos até o fim da Avenida Charles Darwin, até o busto do cientista na entrada da estação científica. Próximo dali, há uma pequena vila com várias artes em mosaicos. Vale a visita! ::cool:::'>

 

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Passei por muitas lojas e pelo Mercado Artesanal, comprando camisetas, a tartaruga de pelúcia para minha irmã ::tchann:: , bolsas, pequenas esculturas em pedra e madeira para minha coleção, entre outras recordações :) . Trouxe de lá todos os presentes de natal da família ::hãã:: ! Às vezes o cartão passava, outras vezes não. Possivelmente por conta da internet de lá. Que canseira deu tudo isso ::mmm: ! No caminho de volta ao hotel, já de noite, encontrei o Gustavo também retornando. Conversamos à noite sentados na entrada, mostrando um ao outro o que compramos. Dormimos cedo após algumas cervejas. Pois, mesmo que o voo estivesse marcado às 12h30, a recomendação era de que saíssemos às 08 horas, ainda mais por irmos de ônibus até o canal de Itabaca.

 

 

13º DIA – 22/12/2015 – O INÍCIO DO REGRESSO

 

O sol nascia e a noite ainda permanecia quando despertei às 05h30 :!: para tomar banho e terminar de fazer as mochilas para ir embora. No saguão, não havia ninguém exceto o vigia que cochilava de tempo em tempo :D . Devolvi-lhe as chaves e os controles do ar e da TV. Encontramos um táxi na esquina às 06h40 e logo íamos ao terminal de ônibus, distante dali por 15 minutos. Este lugar estava deserto. O ônibus que vimos quando chegávamos estava a partir e praticamente lotado. Disse ao Gustavo para tomarmos o próximo, já que tínhamos tempo. Encontramos um alemão que viajava pela América do Sul de bicicleta e que voltaria naquele momento para casa, pois o dinheiro acabara devez em Galápagos por conta dos altos custos do lugar ::ahhhh:: . Às 07h25 subimos no ônibus e 40 minutos após, já partimos na lancha para atravessar o Canal de Itabaca. Tão logo, aguardávamos algum ônibus de companhias aéreas para levar todos os viajantes até o aeroporto de Baltra. O ônibus demorava ::putz:: ! O alemão, cujo voo estava marcado para 09h30, respondia ao Gustavo: “No bus!” :| . Somente chegaríamos ao aeroporto às 09 horas. Quase uma hora de espera! E ônibus da LAN lotado! Muitos, como eu, tiveram que ir de pé! Francamente, o episódio mostrou uma desorganização desse processo! Pelo preço que custa Galápagos, creio que o local possui condições e que deve melhorar nesse serviço. ::toma::

 

Na espera pelo nosso voo que partiria às 12h30, fotografei os imensos geradores eólicos de energia ali próximos e a paisagem árida. Na esperança de ver alguma iguana terrestre por ali :mrgreen: , somente consegui fotografar a Galápagos Dove, Rola-das-galápagos ou Paloma de Galápagos (Zenaida galapagoensis) bebendo água na saída do cano pelos jardins secos do aeroporto.

 

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[flickr]29042657946_1b528010e2.jpg© EDJr-5401 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr]

 

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Despedida final de Galápagos, com direito a selfie na pista de decolagem com o Avião da Tame ao fundo 8):mrgreen::D . Agora era para valer! Eu sabia que o regresso iria ser difícil pelo tempo que demoraria e por estar sem celular para me distrair com jogos, livros, vídeos e navegação pela internet. Escrevi as últimas letras enquanto aguardava para embarcar, pensando em sobre o que tinha lido anteriormente à viagem e sobre o que passara naquele lugar:

 

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Dia 22/12/2015, 12h20, horário de Galápagos. Estamos indo embora, eu para Guayaquil e Gustavo, para Quito. Também vou a Quito, mas chego mais à noite. Damos adeus à Galápagos que nos recebera tão bem, assim como sua gente e sua natureza. Foram dias memoráveis!

 

Mas eu tenho que dizer que não possuo constantemente a sensação de deslumbramento, com “Oh! Oh! e Oh!”para tudo, como notei em alguns relatos de viajantes e como vejo em algumas pessoas, que acabam agindo dessa maneira. Todos os dias em que estou em algum lugar diferente, sinto que quero e tento ficar integrado ao lugar, entrar em contato com a atmosfera do local. Logicamente, eu não deixo de admirar coisas que nunca vi ou que nunca senti.

 

Não sou frio, mas creio que não sou um bobo também, daqueles que vê uma pedra comum e só porque está em Galápagos, exclama “Que coisa mais linda”...

 

Às 14h20 do dia 22/12/2015, quando desembarcamos na grande cidade de Guayaquil, Gustavo e eu nos despedimos no avião com um abraço fraterno ::otemo:: , com a sensação de que facilmente poderíamos nos ver novamente para uma nova aventura juntos. Eu partiria dali a Quito em cinco horas, já Gustavo chegaria à capital depois de uma hora somente. Mas eu deixaria Quito às 06horas do dia seguinte e o argentino, voltaria para Buenos Aires algumas horas depois de mim. Vai entender as escalas... ::hein:

 

No belíssimo aeroporto de Guayaquil (o qual achei muito cheio de frescuras :roll: ), pude comer um lanche, escrever na internet em um cyber e também fui atrás de como pedir a devolução dos impostos pagos a estrangeiros. Acreditava ser algo direto: apresentar em algum caixa as notas ou os recibos com o valor do IVA discriminado e, tão logo, receber o dinheiro. Direcionei-me ao posto de informações que fica fora da área deembarque, no andar abaixo desta. Neste posto, é fornecido um formulário e um envelope, juntamente com as instruções de como realizar toda a operação. Este processo consistia em preencher um formulário com dados pessoais e com as informações das notas de compra, anexando-as em via original, juntamente com uma cópia de seu passaporte, além de informar um número de cartão de crédito – pois é a única maneira deles creditarem o valor após uma “análise”, sem menção de prazo para tal. Após passar pela imigração, já em Quito, depositei em uma urna o envelope completo. Creio que em Guayaquil há essa urna também, mas é necessário se informar. Até fevereiro de 2016, quando este texto foi finalizado, não fora creditado nenhum valor em meu cartão. ::vapapu::::bad::

 

Cheguei em Quito às 20 horas (horário local), 30 minutos de voo desde Guayaquil...Esta noite seria longa... Como possuía dólares estrategicamente planejados para meu último dia, fiz uma extravagância bem feita: fui jantar como um rei! :mrgreen: Não imagine isso como ir a um restaurante chique e caro, ser bem-servido, com champanhe e blá blá blá. Mas sim, como um rei glutão morto de fome :mrgreen::mrgreen: !!! Queria comer muito e bem! Peguei um coche (carrinho de malas) no aeroporto a US$2 novamente e fui ao “shopping” em frente ao prédio de embarque. Fora do aeroporto climatizado, mais uma vezestava uma noite fria. Escolhi um restaurante por ali onde comi um prato delicioso a US$11 com muito arroz, caldo com feijão, batata frita, salada, ovo frito “zóiudo” e bife de carne de vaca! Com uma caneca enorme de suco natural de morango com maracujá. Urrrra! ::hahaha:: Mais do que me fartei! Quase enfartei! Mas merecidamente, pois não comia direito há muito tempo. :D

 

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Após certa cochilada no saguão gelado do aeroporto, voltei ao “shopping” novamente, pois queria um bolo de chocolate! ::tchann:: Não encontrei, mas comi um brownie junto com um copo grande de chocolate quente! Que delícia! Saboreava o gostinho de canela ao fundo enquanto descansava no sofá confortável que, visto ter consumido algo, poderia ficar por ali até o embarque. :mrgreen:

 

Fiz minhas últimas compras no free shop, com chocolates, balas e um carregador portátil de bateria de celular da Maxwell que não carrega meu atual Moto G3 completamente :oops: . Às 05h30, estava de frente ao portão de meu embarque. O avião que decolaria às 06horas aparentemente deu uma pane. Só podia ser isso, pois o avião chegara a tempo, mais logo iniciaram os avisos de atraso do voo. Mais uma aeronave da Tame pousou na pista e o portão logo abriu para começar a receber os passageiros, o que ocorreu somente às 07horas. E decolaria somente às 07h30. E eu fiquei pensando sobre o episódio de ida, no qual perdi o voo naquela madrugada do dia 09 somente por três minutos... É aquilo: o usuário fica penalizado, mas a empresa nunca. ::grr::::grr::

 

Voltando para casa, paramos no aeroporto de Lima para uma parada técnica e embarque/desembarque de passageiros. Uma família com quatro mulheres se sentou próximo e uma delas, ocupou a terceira cadeira do mesmo lado da aeronave em que eu viajava. Descobri a nacionalidade delas após se falarem com sotaque tranquilo e espaçado. Ao perguntar algo àquela que sentara perto, dissera-me que era de Minas Gerais! Só podia! :D Conversamos sobre viagens e lugares. Esqueci o nome dela, mas me disse que estava voltando do Peru após uns dias passeando com a mãe e as irmãs em uma viagem planejada por seu primo, que falecerapouco tempo antes. Dizia que aquela viagem era uma realizaçãopor ele também, pelo tanto que pesquisou e sonhou com aquilo. Dei-lhe um cartão para me procurar caso precisasse de dicas de lugares que lhe interessavam, como o Salar de Uyuni na Bolívia, onde eu estive em 2010.

 

Perdi a noção dos fusos horários ::essa:: , pois também não arrumei o relógio e cheguei “antes do que imaginava” em Guarulhos/SP. “Antes” em termos, pois eram quase 19horas. Mais de uma hora atrasado. Meu pai ansioso não via nenhuma aeronave da Tame pousar. Mas, no fim, cheguei são e salvo. Feliz e grato em rever minha mãe, meu pai, minha irmã caçula e minha namorada! Mais uma vez! Felicidade em partir, felicidade em retornar! Principalmente pelas pessoas que participam de seu mundo e te querem bem! E ainda: véspera da véspera de natal! Muito booommmm!!!. ::otemo::::otemo::

 

 

DEPOIS DO REGRESSO

 

 

Após minha chegada ao Brasil, eu tive muita tontura, náuseas e ânsias, além de desequilíbrio ::dãã2::ãã2::'> . Fui a três médicos que me avaliaram com possível quadro de labirintopatia, em que meu labirinto fora afetado por mudanças de pressão com os mergulhos, barcos e muitos aviões. Tomei remédio por cerca de um mês e melhorei, após vários dias em que só queria ficar deitado pelo incômodo de estar em pé. ::hein:

 

Com Gustavo, fora um pouco pior. Ele me disse que teve dor na panturrilha e fora ao hospital, tendo que realizar uma punção, cortando um pouco da carne da perna a fim de tirar elementos infecciosos :shock: . Desse modo, ficara alguns dias de cama para melhorar. Acredita que pode ter sido ocasionado por algum peixe ou coral. Na viagem, ele não me reclamou de nada. Cortara a sola do pé em uma pedra no caminho, na ilha de Isabela, onde precisou fazer diariamente curativo e até foi ao hospital, mas disse que não era consequência disso. Atualmente disse estar bem e melhor com a sua família. :)

 

Ainda descansando do passeio, estou a editar as fotografias com esperança de tornar o material em alguma forma de trabalho, seja pessoal, autoral/profissional. Escrevo abaixo, algumas palavras sobre as quais refleti ainda em viagem, concordando até o momento com elas.

 

Foram dias extraordinários e de muito calor, água de mar e muitas fotos... Esperava mais fotos de qualidade e mais variáveis, mas sei que essa expedição me ajudará de alguma forma e me ensinará algo, mas necessito refletir, quando voltar, primeiramente. Sinto falta das minhas coisas, dos meu familiares, da minha namorada, dos meus gatos, da minha cama Rsrsrs...

 

Tudo o que li sobre fotografia de viagem estão me fazendo repensar sobre essa linha de trabalho. As dificuldades, o tempo, a necessidade de equipe ou de um assistente, A necessidade de falar com as pessoas locais, de pagar por suas assistências e outros tantos assuntos que envolvem esta atividade...

 

Algo que mais me lembro é sobre isso ser tratado como um trabalho real e não com fim de férias, ou para meditação, contemplação, etc. Mas sim, com meta em voltar com as imagens pretendidas antecipadamente. Isso, senti muito durante essa viagem. O que quero dizer é, ao carregar a todo momento o peso do equipamento, ao andar com aquela mochila pesada e também debaixo daquele calor, tendo que manipular acessórios, acaba por desgastar muito e acaba por tirar toda a energia para realizar as fotografias. Penso muito em reanalisar o que levar de equipamento e acessórios nas próximas viagens, procurando um pouco mais de versatilidade, talvez mesmo trocando por lentes que possam me assistir mais em relação a peso e distância focal.

 

Agradeço a Deus pela oportunidade, à minha família por me apoiar na loucura (segundo meus pais), à minha namorada Ana Carolina ::love:: que me incentivou (e ainda o faz) a todo o momento, mesmo em minhas dúvidas se deveria mesmo fazer a viagem, e ao mais que um amigo agora, mas também um companheiro e parceiro, o fotógrafo argentino Gustavo “Roger” Cabral. Este, que me promoveu o convite, as risadas, as conversas, as loucuras, as cervejas e a algo que valorizo muito no meio profissional artístico: as ricas e verdadeiras trocas de experiências. ¡Un abrazo, boludo! ¡Hasta una próxima vez! ::otemo::::otemo::

 

Paz a todos! Amor a todos! Duas necessidades que deveriam ser cultivadas por qualquer ser humano, acima de tudo, pois isso nos bastaria. :D

 

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[flickr]28789185470_0b98f5b627.jpg© EDJr-3794 by EDJr Edmir Júnior, no Flickr[/flickr]

 

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Fotografia cedida pela agência

 

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REFERÊNCIAS ONLINE:

 

http://www.gobiernogalapagos.gob.ec - registro para entrada em Galápagos

http://viagem.uol.com.br/guia/equador/galapagos/planejando-ir/index.htm - informações

http://www.mochileiros.com/1-semana-em-galapagos-25-10-a-01-11-2014-relato-completo-t104847.html - relato de Fmatsusaki

http://www.mochileiros.com/galapagos-por-conta-propria-dicas-fotos-t88575.html - relato de allanavila

http://www.mochileiros.com/mergulho-em-galapagos-liveabord-com-fotos-t88456.html - relato de copaes

http://www.mochileiros.com/dicas-o-que-fazer-em-galapagos-t35903.html - relato de arthursa

• hhttp://ttp://muitaviagem.com.br/galapagos-atracoes-gratis-turismo - relato de Gustavo Villas Boas

http://muitaviagem.com.br/galapagos-custo-passagens-pousada - relato de Gustavo Villas Boas

 

Outras dicas, relatos e imagens de Galápagos:

 

MAPA MUITO BOM DE GALÁPAGOS (Fonte: All You Need is Ecuador):

http://www.mediafire.com/view/lxaz4z93j08ye2n/Mapa_Gal%C3%A1pagos_Completo.jpg

• Outro Mapa com alguns pontos turísticos:

http://www.mediafire.com/view/49m7npd71bfoydd/mapa-galapagos-mapa-mundi.jpg

http://viajeaqui.abril.com.br/materias/fotos-de-animais-de-galapagos#10

http://viajeaqui.abril.com.br/cidades/equador-galapagos/fotos#10

https://viagem.catracalivre.com.br/geral/mundo-viagem/indicacao/10-coisas-para-fazer-em-galapagos-quase-de-graca/

http://ecoviagem.uol.com.br/blogs/cristian-dimitrius/imagens-de-natureza/galapagos-santa-cruz-e-seus-grandes-monstros-12517.asp

http://www.flashesdeviagem.com.br/2012/09/entendendo-galapagos-translados.html

http://extra.globo.com/tv-e-lazer/viagem-e-turismo/galapagos-de-ilhas-encantadas-maravilha-da-natureza-2726513.html

http://bodeswell.org/2011/01/25/galapagos-day-1-isla-baltra/?lang=pt

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Edmir, seu ótimo relato serviu de base para a viagem que fiz agora!

Mas não posso ser injusto com outros, os relatos da Deia e do Fmatsusaki tb foram meus guias por lá.

Valeu mesmo, tá excelente!

 

Algumas observações:

- "Notas de US$100 não são aceitas em Galápagos ou no Equador" - todas as minhas notas de 100 foram aceitas! Zero de recusa. Mas eu só usava as de 100 para contas acima de 50 (hoteis, passeios). E olha que levei notas velhas.

 

- A trilha que vc falou que segue do Cerro Tijeretas eu fiz! Dá uns 40 minutos até chegar na praia Baquerizo Moreno, se não me engano. Linda praia! Mas... com muitas moscas na hora em que fui. Realmente desagradável, acabaram nos expulsando do lugar!

 

-Fique grilado com a tua labirintopatia! Toda vez que eu mergulhava mais fundo no snorkel me lembrava disso. :0

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Muito bom relato! Utilizarei muitas as informações em minha viagem em fevereiro de 2017. Iremos em um grupo de nove pessoas!

 

Sobre os hotéis, a acha que vale a pena reservar antes?

 

Outra pergunta, vc pagou 25 no Hotel Espanha. Esse valor foi para um quarto individual ou dividindo com o gustavo?

 

Valeu!

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mcm

 

Que bom que pude lhe ajudar em algo. A instrução das notas de USD100 peguei de outro site, então eu nem levei essas notas para lá. Mas é muito bom que aceitaram lá porque as casas de câmbio, por vezes, não têm notas menores para vender.

Até falaram de uma praia após a trilha, mas eu achava que estavam se referindo Punta Carola... Rsrsrsrsrs

Eu nunca tinha mergulhado, então, deve ser coisa de principiante talvez... Rsrsrs

 

Valeu pelo comentário e por acrescentar mais dicas para os amigos!! Abs!

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Tallidubast

 

Desculpe a demora em responde, mesmo.

 

Esse preço do Hotel España foi individual, por pessoa. Olha, verão = alta temporada. Mas sinceramente acredito que não seria tão complicado de achar hospedagem porque Puerto Ayora tem muitas opções. Eu achei relativamente tranquilo em Isabela e em San Cristóbal. Até onde lembro, o preço da reserva antes da viagem pelo Booking.com, não saiu muito diferente do que pessoalmente.

 

Agradeço, abraço!

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      Ah Galápagos! Famosa pela teoria da evolução de Charles Darwin, hoje é muito mais do que isso. Nos últimos anos, as ilhas vêm recebendo cada vez mais turistas de todo o mundo, em busca das mais variadas atrações que as ilhas oferecem: cruzeiros luxuosos, mergulhos, observação dos animais e plantas, trilhas por vulcões ativos e descanso em praias paradisíacas. Difícil de acreditar que um lugar como esse existe. Gostou do aperitivo? Então dá uma olhada no que fizemos por lá durante a nossa visita.
      Ilha de Santa Cruz
      Ficamos 3 dias em Santa Cruz e achamos o suficiente para conhecer por completo as principais atrações da ilha. Conhecemos as principais praias, demos um rolê em Puerto Ayora e conhecemos a famosa Estação Científica Charles Darwin. Planejamos também visitar um das fazendas para observar as tartarugas gigantes, mais o passeio melou aos 45 minutos do segundo tempo.
      Como chegamos
      Voo de Quito (com escala em Guayaquil) à Baltra, uma pequena ilha ao norte de Santa Cruz. Todo o trajeto foi feito com a companhia Tame. Já adianto que o preço da passagem vai te desanimar um pouco. Fizemos a estratégia de chegar por Santa Cruz (Baltra) e ir embora de Galápagos por San Cristóbal. Assim, ganhamos tempo e deu pra aproveitar mais cada ilha.
      Onde nos hospedamos
      Em Santa Cruz, nos hospedamos no Galápagos Best Hostel. O local é bem simples e bem afastado do centro de Puerto Ayora (uns 20 minutos de caminhada). Entretanto, gostamos bastante do hostel. Era limpo, água quente e os quartos privados tinham uma mini cozinha. Fizemos o café da manhã todos os dias que ficamos em Santa Cruz. Valeu a pena!
      O que fizemos
      Santa Cruz foi de longe a ilha com a melhores praias. Além disso, é a ilha mais desenvolvida do arquipélago, então, você vai encontrar mais opções de restaurantes, comercio, agências, etc.
      PUERTO AYORA
      A maior cidade de Galápagos, também a mais desenvolvida. Puerto Ayora é o ponto de partida para quem quer conhecer tudo em Galápagos. Agências de viagens estão espalhadas por várias ruas. Em uma das ruas principais, a Av. Charles Darwin, você vai encontrar inúmeras opções de restaurantes, dos mais ocidentais (hambúrguer, pizza, batata frita, etc.) até os mais tradicionais de comida local. Nós, por outro lado, amamos a Av Binford. A rua concentra vários restaurantes de comida realmente local. De noite fica super movimentada. Se você quer um almoço com um precinho mais amigo ( por volta de USD 5.00), é lá que você vai encontrar.

      Outro destaque é o Mercado de Peixes de Puerto Ayora. É lá que os barcos carregados de pescado chegam para serem pesados, lavados e vendidos. Mas a clientela não é só de pessoas. Toda a fauna de Galápagos se reúne por lá: leões marinhos, pelicanos, pássaros, iguanas, etc. Todo mundo esperando a oportunidade perfeita para roubar um pedaço de peixe. Vale a visita.
      TORTUGA BAY E PLAYA MANSA

      Tortuga Bay. As ondas eram mais intensas. Vimos vários surfistas por lá.
      Pegando uma trilha de 2 km por dentro da vegetação típica de Galápagos, você vai acessar primeiramente Tortuga Bay, uma praia onde o banho não é recomendado, mas que é linda mesmo assim. O acesso a praia é gratuito. A areia é branquinha e o mar azul claro. Várias iguanas passam constantemente por você e em algumas pedras, você vai poder ver os famosos caranguejos vermelhos de Galápagos.

      Playa Mansa. Dá pra entender o nome, não dá?
      Andando mais um bocadinho, você vai chegar no ponto alto de Puerto Ayora, a Playa Mansa. Tire pelo menos metade de um dia para relaxar nessa praia. A água é bem calma e você pode ficar um tempinho na areia, perto das árvores, só relaxando. O único problema é que a praia pode ficar muito cheia a partir do final da manhã.
      LAS GRIETAS E PLAYA LOS ALEMANES
      Normalmente você vai fazer Las Grietas e Playa los Alemanes em uma só tacada. Pra chegar lá, você vai ter que pegar um barco no porto de Puerto Ayora por USD 0.5 que vai te levar até um hotel/restaurante. Descendo, é só seguir a plaquinha que indica "Las Grietas" que não tem erro. Depois de percorrer uma trilha bem curta, você vai chegar em Las Grietas. Um pedaço de mar localizado entre dois rochedos enormes, ideal pra se refrescar rodeado de peixes.

      Já a Playa los Alemanes é bem pequenininha, mas muito linda. Ficamos sentados alguns minutos olhando a paisagem e pudemos ver, sem entrar na água, vários peixes e duas arraias que passavam tranquilamente entre os banhistas.

      PLAYA EL GARRAPATERO
      Essa praia fica mais afastada de Puerto Ayora. Pra chegar lá, tivemos que pegar um táxi que nos custou, ida e volta, por volta de 30 dólares. A praia é maravilhosa. O taxista te deixa em um estacionamento (combine o horário da volta) e você tem que andar por uns 15 minutos antes de chegar na praia propriamente dita. 

      Playa El Garrapatero.
      O lugar é um paraíso. Quando fomos, vimos alguns leões marinhos (um inclusive dormia a menos de 2 metros das nossas mochilas), pelicanos, iguanas e uma garça cinza linda. Além disso, se você quiser, você pode alugar caiaques que ficam disponíveis na entrada da praia. Não chegamos a perguntar os preços, mas fica a dica.
      ESTAÇÃO CIENTÍFICA CHARLES DARWIN

      Fica pertinho de Puerto Ayora e dá pra ir andando mesmo. Lá funciona um centro de pesquisa e recuperação animal. O centro é aberto ao público e a entrada é gratuita. Dentre as principais atrações, você vai poder visitar um pequeno museu da biodiversidade das ilhas de Galápagos; vai poder ver o George, a tartaruga mais famosa de Galápagos que morreu em 2012 (ele foi empalhado e se encontra em uma câmara resfriada para sua preservação); e vai poder ver inúmeras tartarugas gigantes e iguanas que estão sob cuidado do centro. Vale muito a pena a visita.
      Ilha San Cristobal
      Foram somente dois dias em São Cristóbal, mas muito intensos. Aqui, a principal atração foi os leões marinhos. Estavam por todos os lados, em todas as praias que visitávamos.
      Como Chegamos
      Chegamos de barco, vindos de Puerto Ayora. Compramos os tickets em uma agência de viagens qualquer perto do porto. Sim, você pode comprar o ticket entre as ilhas em qualquer agência. Eles contactam as empresas que fazem os percursos e tudo funciona direitinho. Só não deixe pra última hora, porque a procura é grande e são poucos barcos por dia. Pagamos USD 30 por pessoa para a viagem de barco entre Santa Cruz e San Cristóbal.
      A viagem demora cerca de 2 horas e meia e é um pouco desconfortável. A lancha é bem pequena (devem caber umas 20 pessoas no máximo) e não há espaço para acomodar os braços. Além disso, dependendo da condição do mar, a viagem pode ser um pouco enjoativa. Tivemos sorte que o mar estava calmo no dia que fomos.
      Onde nos hospedamos
      Em San Cristóbal nos hospedamos no Guesthouse Hostal Cattleya. Sabe aquelas pousadas do Brasil, onde os próprios donos tocam o lugar e conseguem fazer você se sentir em casa? Ficamos em um quarto triplo (reservamos em cima da hora...) bem simples, mas arrumadinho e limpo. O café da manhã estava incluso e era preparado pelo donos (pão comprado no dia, frutas, iogurte, e um cafezinho bem preparado). No momento da reserva, a dona entrou em contato comigo para pedir mais informações da nossa chegada. Quando chegamos em Puerto Baquerizo Moreno, o marido dela já estava nos esperando e enquanto nos acompanhava a caminho do hotel ele nos deu várias dicas. Recomendadíssimo!
      O que fizemos
      Basicamente praias e contato com a natureza! Tínhamos somente 2 dias para aproveitar a ilha então resolvemos gastar todo o tempo na praia, curtindo o tempo que faltava antes de voltar pra casa.
      PUERTO BAQUERIZO MORENO

      Pôr do sol em Puerto Baquerizo Moreno. Não preciso acrescentar nada...
      Capital de Galápagos e ponto de partida para todas as praias da redondeza. Diferente de Puerto Ayora, as praias aqui estava um pouco mais perto do centro. Fomos andando para todas elas sem nenhum problema. Aproveite o final da tarde para ver os leões marinhos que se encontram aos montes e para comer em um dos restaurantes espalhados pela rua principal da cidade.
      PLAYA MANN
      A Playa Mann é a mais próxima do centro de Puerto Baquerizo Moreno e uma das mais populares para ver o pôr do sol em San Cristóbal. No final da tarde, centenas de pessoas se reúnem nas areias da praia para ver o espetáculo e alguns se arriscam a tomar um banho de mar. A praia também é frequentada pelos leões marinhos. 

      Se você estiver procurando um lugar para almoçar ou tomar um suco de fruta, é na Playa Mann que você vai encontrar vários restaurantes. São restaurantes simples, mas que servem uma comida deliciosa e com preço em conta. Recomendo.
      PLAYA PUNTA CAROLA

      Um pouco mais ao norte da Playa Mann, se encontra a Playa Punta Carola. A praia não é tão boa para banho pois é repleta de rochas. Entretanto, a água é cristalina e você vai ter a companhia constante de leões marinhos que usa a areia da praia para descansar. Ela também é mais intocada que a sua vizinha Playa Mann, com mais árvores e locais de descanso. É de lá que parte a trilha para o mirador Cerro Tijeretas, parada obrigatória em San Cristóbal.
      MIRADOR CERRO TIJERETAS E MUELLE TIJERETAS

      Uma pequena trilha vai te levar para o mirador Cerro Tijeretas. O mirador proporciona vistas incríveis de San Cristóbal, principalmente de Muelle Tijeretas, um pequeno pier onde a galera aproveita pra mergulhar e observar a vida marinha da ilha. Na mesma trilha, se encontra a famosa estátua de Charles Darwin.
      PLAYA LA LOBERIA

      Lobos marinhos descansando na beira da praia - La Loberia.
      Foi o dia mais tranquilo da nossa visita à San Cristóbal. Não tínhamos hora pra ir e nem para voltar. O plano era ir bem cedo para Playa La Loberia, voltar mais ou menos de tarde e ver o por do sol na Playa Mann (pela segunda vez). Fomos andando do hostel até a praia. Foi uma caminhada longa, mas nada impossível. 

      Lá, tivemos nossa mais intensa experiencia com leões marinhos da viagem. Eles estavam por todos os lados. Não é a toa que a praia se chama La Loberia. Eles mandam por lá. Não se importavam com ninguém e em alguns momentos, até chegavam a avançar nas pessoas que entravam na água. Um momento muito especial foi quando vimos um casal de leões marinhos brincando dentro da água e correndo um do outro. Nadavam muito rápido, saltando como golfinhos para fora da água. Valeu muito a pena visitar essa praia!
      Conclusão sobre Galápagos
      Galápagos foi um lugar que me expôs a vários tipos de emoções e experiencias. Galápagos é um paraíso, repleto de vida e energia, que vai te fazer pensar sobre como estamos cuidando da nossa natureza. Um lugar onde a vida selvagem consegue viver em quase-harmonia com os homens. Um lugar inesquecível.
       
      Quer ler mais sobre as nossas viagens? É só acessar o nosso site: www.feriascontadas.com
    • Por Victor Prates
      Este post mostrará as melhores opções pra você aproveitar as Galápagos e suas praias sem gastar uma fortuna. Mas já adianto que se você está sem nada de grana, este não é o destino pra você.
      O arquipélago é conhecido principalmente pela variedade de fauna entre cada uma das ilhas, que foi crucial para Charles Darwin formular a Teoria da Evolução. Este relato também apresentará os animais mais interessantes que vimos e onde você poderá encontrá-los.
      As Galápagos pertencem ao Equador e estão situadas a cerca de 950 km a oeste do litoral do país. As ilhas estão situadas no Oceaco Pacífico e sua formação está atrelada a um hotspot vulcânico numa junção tripla entre 3 placas tectônicas: Pacífica, de Nazca e de Cocos. O arquipélago é formado por 13 ilhas principais e outras centenas de ilhotes e ainda possui 21 vulcões, sendo 13 ativos.
      O mapa abaixo, retirado do Google Earth, mostra o arquipélago das Galápagos, seus portos, aeroportos e o nome das 13 maiores ilhas. Nossa trip teve foco nas 3 principais ilhas: Isabela, Santa Cruz e San Cristóbal.

      Dividi este post em duas partes, sendo a primeira com resumo das atrações visitadas e detalhes de programação e a segunda com a descrição de cada uma das ilhas que visitamos.
       
      ROTEIRO RESUMIDO
      Dia 1: Vôo de São Paulo/SP à Guayaquil no Equador, onde passamos a primeira noite da viagem.
      Dia 2: Vôo de Guayaquil à Ilha Baltra em Galápagos. Deslocamento até a cidade de Puerto Ayora, a maior do arquipélago. Chegada no hostel e passeio no Darwin Center, um centro de criação de tartarugas gigantes. Pela noite passeamos pelo calçadão à beira-mar.
      Dia 3: Táxi até o povoado de Santa Rosa, de onde caminhamos até a Reserva El Chato. Aqui, conhecemos muitas incríveis tartarugas gigantes e os Túneis de Lava. Voltamos andando à Santa Rosa e subimos a pé pela rodovia por 1h30min até Los Gemeles, duas imensas crateras.
      Dia 4: Ida à Baía Tortuga, onde visitamos as praias Brava e Mansa. Vimos uma infinidade de iguanas marinhas pretas neste dia.
      Dia 5: Pela manhã fomos a Las Grietas, um mini-cânion de paredes de rocha vulcânica. Na sequência pegamos um barco de 2 horas até a cidade de Puerto Baquerizo Moreno, na ilha de San Cristóbal, onde há uma infinidade de leões marinhos. Ida a Playa Mann ver o pôr-do-sol.
      Dia 6: Caminhada até a linda Praia La Loberia, cheia de leões marinhos, e até o penhasco El Acantilado, onde tivemos uma observação intensa de aves marinhas. Regresso a Puerto Baquerizo, ida até o Centro de Visitantes e subida ao Cerro Tijeretas, onde fizemos observação de fragatas, pelicanos e da bela Baía Tijeretas. Caminhada até a Playa Ochoa e contemplação de um booby, icônico pássaro de patas azuis das Galápagos.
      Dia 7: Tour para a parte alta da ilha de San Cristóbal, onde visitamos a Laguna El Junco e caminhamos ao redor da lagoa. O passeio também incluiu visitação ao centro de criação de tartarugas gigantes e à Praia de Puerto Chino.
      Dia 8: Snorkel com leões marinhos na Baía Tijeretas e com uma infinidade de tartarugas marinhas na Playa Carola.
      Dia 9: Regresso à Ilha de Santa Cruz pela manhã. De tarde fizemos um trekking de 4 horas (ida e volta) para subir o Cerro Puntudo, a segunda montanha mais alta da ilha.
      Dia 10: Duas horas de barco até Puerto Villamil na Ilha Isabela, a maior das Galápagos. Ao chegar fizemos uma caminhada de 7h30min (ida e volta) até o Muro de las Lágrimas.
      Dia 11: Tour para o cume do Volcán Sierra Negra. O passeio durou 5h20min, com 16 km caminhados. Visitamos a linda cratera do Sierra Negra e fomos a um mirante com vista pra muitos vulcões da Isabela. Ao voltarmos para Puerto Villamil fomos a outro centro de criação de tartarugas gigantes. Pra finalizar o dia, caminhamos por mangues e lagoas com muitos flamingos.
      Dia 12: Tour de caiaque e snorkel pela Baía Las Tintoreras, onde vimos uma infinidade de espécies animais, incluindo raias, tubarões e um pinguim. Depois fizemos snorkel na Concha Perla com mais leões marinhos. Barco de regresso à ilha de Santa Cruz.
      Dia 13: Visitação ao centro Charles Darwin novamente e dia tranquilo na cidade.
      Dia 14: Retorno de Puerto Ayora a Guayaquil. Avistamento de iguanas terrestres próximo ao aeroporto de Baltra. Uma vez em Guayaquil, caminhamos por Las Peñas até o farol no topo da montanha Cerro Santa Ana.
       
      PROGRAMAÇÃO
      Onde Ficar
      Nas Galápagos existem três vilas em cada uma das três maiores ilhas, as quais você pode ver a localização no mapa do item “INTRO”:
      ·         Puerto Ayora, na ilha de Santa Cruz, com uma população de 12.000 habitantes;
      ·         Puerto Baquerizo Moreno, na ilha de San Cristóbal, com cerca de 7.000 habitantes; e
      ·         Puerto Villamil, na ilha Isabela, a menor com aproximadamente 2.000 moradores.
      Qualquer uma das três têm boas opções de alimentação e hospedagem.
      Puerto Ayora é a maior cidade do arquipélago e a com mais estrutura, mas é também a mais desorganizada. Possui a vantagem de estar situada no centro das Galápagos e, por isso, é de onde saem a grande maioria dos passeios para as outras ilhas. Ficamos em dois bons hosteis em Ayora, o Gloria e o Sir Francis Drake.
      A vila de Baquerizo foi a que eu mais gostei por ter bastante infraestrutura e ser mais organizada que Puerto Ayora. Além do que, adorei o fato de haver uma infinidade de leões marinhos no porto e na praia da cidade. Em Baquerizo, dormimos no hostal León Dormido.
      Villamil, com suas ruazinhas de areia, é a mais pacata e aconchegante das três, porém é a com menos estrutura e atrações para visitar. É a única das três ilhas que não possui um aeroporto nem caixas automáticos. Passamos nossa estadia em Isabela no hostel Villamil.
       
      Como Chegar
      Seguem informações sobre como ir às Galápagos:
      ·         Somente é possível chegar nas ilhas através de transporte aéreo;
      ·         Os vôos para o arquipélago saem apenas de duas cidades: Quito e Guayaquil, ambas no Equador;
      ·         Existem dois aeroportos que recebem vôos do continente: um na Ilha de San Cristóbal e outro na Ilha de Baltra, que dá acesso à Santa Cruz;
      ·         As companhias TAME e Avianca Ecuador possuem vôos diários e frequentes para os destinos de saída e partida acima mencionados (e caros!);
      ·         Os vôos saindo de Guayaquil levam 1h30min e de Quito 2 horas.
       
      Para locomover-se entre as ilhas de barco, é importante considerar:
      ·         Somente existem dois trechos de traslados fixos entre as ilhas: um entre Santa Cruz e Isabela e outro entre Santa Cruz e San Cristóbal;
      ·         O serviço não é oferecido por empresas públicas, sendo necessário comprar o ticket nas agências das vilas;
      ·         Ambos os trechos são realizados duas vezes ao dia para cada sentido, sendo que um barco sai no início da manhã e outro pela tarde. Os horários não são fixos por não serem barcos oficiais;
      ·         Compre seus boletos de barco com ao menos um dia de antecedência;
      ·         Cada trajeto de barco leva cerca de 2 a 3 horas;
      ·         A viagem pode ser bem mareante a depender das condições do mar.
      Por serem as únicas 3 ilhas com povoados com estrutura para turismo, se você quiser ir para as outras é preciso contratar tours, que serão bem caros.
      Para o regresso de Puerto Ayora à Ilha de Baltra, os horários de ônibus até o ferry são: 07:00, 07:40 e 08:30.
       
      Quando Ir
      Não há uma temporada de preferência para visitar as Galápagos. O clima é ameno durante todo o ano e suas atrações podem ser visitadas a qualquer época.
      A única recomendação que faço é evitar os meses de alta temporada: janeiro, julho, agosto e dezembro. Deste modo, não haverá riscos de os passeios e/ou barcos entre as ilhas estarem lotados.
       
      O Que Levar Para Trekking
      Fizemos algumas trilhas de um dia nas ilhas e todas apresentam grau baixo de dificuldade. Portanto, leve apenas o básico:
      ·         Bermuda ou calça
      ·         Camiseta
      ·         Bota ou tênis de trilha
      ·         Mochila (30-45L)
      ·         Boné/chapéu
      ·         Capa de chuva ou poncho impermeável
      ·         Traje de banho
      ·         2-3 L de água
      ·         Snacks para trilha
      ·         Protetor solar
      ·         Repelente
      ·         Câmera fotográfica
       
      RANKING DAS ATRAÇÕES
      Segue abaixo as opções de roteiro considerando o número de dias que você terá nas ilhas, de mais imperdível para menos imperdível:
      1 Dia: Puerto Baquerizo, Punta Carola e Baía Tijeretas. Sei que ninguém vai pras Galápagos pra passar só um dia, mas se você for esta pessoa, vá para a Ilha de San Cristóbal. Em um dia você pode ver uma infinidade de leões marinhos dentro e fora d’água e fazer snorkel com dezenas de tartarugas marinhas gigantes na Punta Carola. Ainda é possível avistar fragatas e boobies na Baía Tijeretas.
      2 Dias: Tour Puerto Chino. Ainda na Ilha de San Cristóbal, recomendo que encontre um motorista que te leve para a linda Praia de Puerto Chino. No caminho você passará pela Laguna El Junco, um lago dentro de uma cratera vulcânica, e pelo Galapaguera, um centro de criação de tartarugas gigantes terrestres.
      3 Dias: Baía Tortuga e Darwin Center. Pegue um barco até a Ilha de Santa Cruz e passe um dia nas lindas Praias Brava e Mansa. Veja dezenas de iguanas marinhas e depois vá até o Darwin Center, o principal centro de criação de tartarugas gigantes do arquipélago.
      4 Dias: El Chato e Los Gemelos. A Reserva El Chato é o melhor lugar para interação com as famosas tartarugas gigantes das Galápagos. Nele você ainda pode ver os lindos Túneis de Lava. Na sequência é possível visitar as impressionantes crateras Los Gemelos.
      5 Dias: Vulcão Sierra Negra. Se você tiver um quinto dia (por favor tenha), pegue um barco para a Isabela no dia anterior e reserve o tour para o Vulcão Sierra Negra. Você terá o panorama mais lindo das Galápagos. Na volta para Puerto Villamil, você pode passar na Lagoa de Flamingos e no Centro de Criação de Tartarugas da Isabela.
      6 Dias: Las Tintoreras e Concha Perla. Ainda na Isabela, recomendo que faça o tour de snorkel e caiaque nas Tintoreras. Você verá animais não antes vistos como tubarões, raias e pinguins. No final, aproveite o aluguel do snorkel e vá nadar com leões marinhos na Concha Perla.
      7 ou mais Dias: Agora que você já conheceu lugares bem representativos das Galápagos, sugiro as seguintes opções caso você tenha mais tempo nas ilhas:
        Fazer mergulho. Deverá ser uma de suas prioridades se você for certificado. Infelizmente, só tirei meu certificado após esta viagem;   Fazer tours de 1 dia para as ilhas Bartolomé, Seymour Norte, Pinzón, Santa Fé, ou qualquer uma próxima a Santa Cruz;   Dia extra em uma das 3 maiores ilhas: em Santa Cruz para conhecer Las Grietas; na Isabela para visitar o Muro das Lágrimas; ou em San Cristóbal para ir à Playa Ochoa ou ao El Acantilado;   Tenha dias de descanso nas lindas praias das ilhas. Como se pode ver, é possível elaborar uma infinidade de roteiros nas Galápagos. Se você tiver tempo e dinheiro vale a pena conhecer o máximo número de ilhas possível, o que possibilitará que conheça mais fauna endêmica e mais paisagens lindas. Se você estiver com pouca grana e com bastante tempo, recomendo que fique somente nas 3 ilhas principais, como nós fizemos.
       
      ANIMAIS AVISTADOS
      Segue abaixo uma relação dos principais animais que vimos nas ilhas que visitamos:
      Baltra: Iguanas terrestres amareladas.
      Santa Cruz: blue-footed booby (piquero de patas azules), caranguejos chama, coruja das Galápagos, fragatas, iguanas terrestres amareladas, iguanas marinhas (MUITAS), lava lizards, leões marinhos, pelicanos, raia, tartarugas terrestres gigantes, diversos tentilhões (finches, pinzones)
      San Cristóbal: blue-footed booby (MUITOS), fragatas (MUITAS), iguanas marinhas, lava lizards, Leões marinhos (MUITOS), pelicanos, tartarugas marinhas verdes (MUITAS), tartarugas terrestres gigantes, diversos tentilhões.
      Isabela: blue-footed booby, caranguejos chama, fragatas, flamingos, iguanas marinhas, lava lizards, leões marinhos, mocking bird, pelicanos, pinguim das Galápagos, raias, tartarugas marinhas verdes, tartarugas terrestres gigantes, diversos tentilhões, tubarões.
      Lista dos não avistados que queríamos ver: albatroz das Galápagos, cormorão das Galápagos (flightless cormorant), iguanas terrestres rosadas, nazca booby, red-footed booby (piquero de patas rojas), tubarão martelo, raia manta e outros só pra quem faz tour de mergulho.
       
      GASTOS TOTAIS
      Os gastos da viagem se deram em dólares americanos, que é a moeda oficial do Equador. Os valores em negrito são para 3 pessoas:
      ·         Avião Guayaquil -> Galápagos* = US$ 400 por pessoa = US$ 1.200
      ·         Taxa Aeroporto = US$ 20 por pessoa = US$ 60
      ·         Entrada Parque Nacional Galápagos Mercosul = US$ 50 por pessoa (US$ 100 p/ fora Mercosul) = US$ 150
      ·         Balsa + Bus Baltra -> Santa Cruz = US$ 9
      ·         Barcos de Santa Cruz para San Cristobal e Isabela = US$ 30 por pessoa por trajeto (4 viagens) = US$ 360
      ·         Hospedagem em Santa Cruz (6 noites) = US$ 405
      ·         Hospedagem em São Cristobal (4 noites) = US$ 240
      ·         Hospedagem em Isabela (2 noites) = US$ 110
      ·         Passeios em Santa Cruz (El Chato, Las Grietas, Cerro Crocker) = US$ 34,6
      ·         Passeios em São Cristobal (Puerto Chino, El Junco e Snorkel Punta Carola) = US$ 80
      ·         Passeios em Isabela (Volcán Sierra Negra e Tintoreras) = US$ 225
      ·         Refeições em Galápagos = US$ 405
      ·         Mercado em Galápagos = US$ 90
      ·         Lavanderia = US$ 20
      Total para 3 Pessoas = US$ 3.389
      TOTAL POR PESSOA (2017) = US$ 1.130
      * Não inclui passagens aéreas para chegar ao Equador
       
      AS ILHAS
      Nosso acesso para as Galápagos se deu pela cidade de Guayaquil, situada no litoral do Equador. Passamos uma noite no Hostel Nucapacha e no dia seguinte pela manhã fomos ao aeroporto pegar o vôo para a Ilha de Baltra.
      Pagamos 20 dólares de taxa aeroportuária antes de tomar o vôo, o qual durou 1h30min de duração. Ao chegar no arquipélago, pagamos mais 50 dólares para entrar no Parque Nacional Galápagos (salgado!).
      Se você quiser acompanhar a descrição detalhada sobre as 3 ilhas principais que visitei nas Galápagos, basta acessar o link abaixo.
      Continuar lendo: 
      http://trekmundi.com/galapagos/
      Abaixo algumas imagens deste fantástico arquipélago:

      Ivan e iguanas marinhas

      Praia Brava

      Ivan, eu e tartarugas gigantes das Galápagos

      Anna, eu e tartarugonas

      Anna e uma das dolinas Los Gemelos

      Leões marinhos brincalhões

      Anna snorkelando com a tartaruga marinha

      Ivan e Leões Marinhos

      Anna e Blue-footed booby

      Volcán Sierra Negra
       
      Um abraço!
       
       
       
       
    • Por cris_unb
      Pessoal, vou conhecer o Equador em outubro e gostaria de uma ajudinha para montar o roteiro.
      Principais dúvidas:
      1. De Cuenca a Quito vale a pena descer em Riobamba para fazer algum passeio? Se sim, durmo lá ou sigo no mesmo dia para Quito?
      2. Acrescento mais 1 dia em Quito (tirando de Galápagos)?
      3. Gostaria de sugestões de como dividir meus dias em Galápagos. Não tenho curso de mergulho, por isso não pretendo contratar um cruzeiro.

    • Por felipenedo
      Olá Mochileiros!!!
      Aqui vai um breve relato da viagem que fiz sozinho para Galápagos agora em Fevereiro de 2018.
       
      Qualquer coisa que eu puder ajudar, é só falar!
       
      Lá no meu blog Profissão: Viageiro tem mais fotos e detalhes para quem quiser visitar!
      www.profissaoviageiro.com
      Insta: @profissaoviageiro
       
       
      Então......
      As coisas mudam tão rápido na vida...
      Essa viagem não foi na data que planejei inicialmente, não foi do jeito que planejei inicialmente e nem rolou todas as coisas que sonhei no princípio, mas no final das contas fiz uma ótima viagem para Galápagos e voltei cheio de recordações incríveis!
       
      Foram 8 dias em Galápagos, incluindo os de chegada e saída. Foi correria, principalmente porque conheci as 3 principais ilhas: Santa Cruz, San Cristóbal e Isabela.
       
      Fiz tudo da forma mais econômica possível, sem deixar de fazer nada que queria.
       
      E assim foi:
       
      18/02/2018 – Santa Cruz
      Cheguei no aeroporto de Santa Cruz que fica na Isla Baltra ao meio dia, depois de um voo de SP para Lima, Lima para Quito, Quito para Guayaquil e Guayaquil para Baltra. Estava meio cansado!
       
      A essa altura já tinha pagado US$ 20,00 em Quito para pegar um formulário de entrada em Galápagos.
      Quando chega, já mostra esse formulário e paga mais US$ 50,00 para entrar.
      Então antes de ver um passarinho sequer já se vão US$ 70!!!!


       
      Fiz então o caminho da boiada... Primeiro o cachorro do policial cheira algumas malas, dá o seu ok e vamos todos para fora do aeroporto. Quem não tem esquema já arranjado, precisa pegar um ônibus de graça até a travessia entre as ilhas Baltra e Santa Cruz. Faz a travessia de balsa por US$ 1,00 se não me engano e depois pega um ônibus até Puerto Ayora por US$ 2,00 (acho) em uma viagem de quase 1 hora.
      Quem quiser pegar um taxi, existem muitas opções lá também. São sempre caminhonetes e se pode compartilhar com outras pessoas, mas se forem turmas diferentes, cada um paga a tarifa cheia e o cara deixa cada um em seu destino.
       
      Chegando no terminal de ônibus, existem alguns taxistas lá esperando. Como eu não tinha reservado hotel, fiquei vendo a movimentação da galera... Mas foi tudo muito rápido... Cada um já se pirulitou para dentro dos taxis com os nomes dos hotéis que estavam indo e em menos de um minuto já não havia mais taxis lá.
      Nesse momento dei a maior sorte que poderia ter dado nessa viagem. Conheci o Cezar, que estava lá oferecendo o seu hotel para os passageiros que chegavam.
      Só tinha ele lá e meio que sem opções aceitei ir com ele conhecer seu hostel. Ele foi muito simpático e disse que se não gostasse ele me deixaria no centro para eu procurar outro lugar.
      Bom, cheguei lá e o lugar era muito bom além de que o Cezar e a Alexandra, que eram os donos, eram sensacionais. Negociei uma suíte com TV e ar condicionado por US$ 25 por dia.
      Disse que tinha dado sorte, porque o Cezar me ajudou com absolutamente tudo na viagem e economizei uma grana com isso, sem contar que dava tudo certo, pois ele sabia os esquemas! Eles foram muito legais comigo, nem acreditei a sorte que dei!!!!
       
      Deixo aqui os contatos do Cezar, que recomendo muito!


       
       
      Nesse dia eu tentei organizar com eles tudo que queria fazer, descobri que tinha coisas lotadas que não conseguiria fazer (como Isla Bartolomé, por exemplo), e depois saí para o único rolê que dava tempo no dia: Las Grietas e Playa de los Alemanes.
      Peguei uma carona com o Cezar até os restaurantes baratos que ele me indicou para comer alguma coisa e depois fui para o píer. Peguei um aquataxi por US$ 0,80 e caminhei até Las Grietas, passando pela Playa de los Alemanes.
       
      Tinha um pessoal lá, mas sem muvuca. Me joguei na água fria e fui até onde dava no fim da formação rochosa.


       
      Já na volta parei na praia para curtir um pouco.




       
      De noite voltei para a rua dos restaurantes para jantar.

       
      Comi todos os dias aqui. Pagava US$ 5,00 em uma refeição com sopa de entrada, um prato principal e um suco. Ótimo custo/benefício!

       
      19/02/2018 – Santa Cruz
       
      Nesse dia pela manhã o Cezar me deixou em um lugar para tomar o típico café da manhã de Galápagos: Um Bolón com carne e ovo frito!

       
      Daí peguei um taxi até a entrada da trilha para Tortuga Bay. É uma bela caminhadinha até chegar na praia...
      Quando chega, percebe-se que valeu a pena! Uma praia linda!!!!











       
       
      Lá se chega pela Playa Brava, e caminhando até o fim dessa praia se encontra a Playa Mansa, onde a maioria da galera monta acampamento.
      Eu fiquei a maior parte do tempo entre as duas praias, em uma piscina natural onde várias iguanas nadavam.






       
       
      De tarde fui fazer o tour nas terras altas com o César. Paguei US$ 50,00.
      Lá as tartarugas gigantes vivem em seu habitat natural. Nesse mesmo passeio se vê os Túneis de Lava, e os Gemelos.
      Foi muito bacana o passeio... Muito mesmo. As tartarugas são incríveis e conseguimos ficar muito perto delas. Realmente um dos pontos altos da viagem! Queria ter ficado mais por lá.







       
       
      Nesse dia esqueci meu guarda-chuva lá e o Cezar deu um jeito de um conhecido dele pegar e me levar lá na pousada!!!!


       
      Túneis de Lava

       
      Los Gemelos

       
      Como alguns passeios estavam lotados e para não perder tempo, decidi ir para Isabela no dia seguinte e deixar reservado meu mergulho em Gordon Rocks para minha volta para Santa Cruz.
      Infelizmente muitos passeios estavam lotados e não consegui mesmo fazê-los. Uma pena.
      Quase nem o mergulho consigo. Eu ia fazer no dia seguinte, mas quando voltei para reservar já estava lotado o barco. Aí o César conseguiu com um outro cara pelo mesmo preço que esse para o dia que voltasse para Santa Cruz.
       
      Ele também me ajudou com os passeios em Isabela me colocando em contato com o Carlos e agilizando tudo para mim, inclusive o aviãozinho de Isabela para San Cristóbal
       PQP, ele me ajudou muito!
      Aí ele também conseguiu o ticket para o barco para Isabela pela manhã. Custa US$ 30,00.
       
       
       
      20/02/2018 – Isabela
       
      Peguei o barquinho pela manhã, pagando ainda US$ 1,50 para o aquataxi me levar até o barquinho que não encosta no porto.
       
      Era um barquinho meio apertado... Não foi das viagens mais confortáveis. Demorou um pouco mais de 2 horas a viagem.
       
      Chegando em Isabela já tinha o pessoal da pousada Coral Blanco me esperando com plaquinha e tudo no píer. Paguei US$ 25 em uma suíte com ar condicionado.
       
      Ah, quando chega em Isabela tem que pagar uma taxa de US$ 10,00 para entrar... Lembra aqueles US$ 70? Então, viraram US$ 80 só para sorrir!
       
      Bom, Isabela tem menos estrutura que Santa Cruz.
      As cores do mar são impressionantes!
       
      Quando cheguei descobri que apesar da pessoa da companhia aérea ter confirmado que havia um lugar no voo no dia anterior, quando foi ver direito de manhã , não tinha lugar nenhum..... Isso me deixou bem puto, porque teria que abrir mão de ir para San Cristóban, pois não teria tempo de ir de barco.
       
      Me colocaram em uma fila de espera e ficaram de confirmar de tarde se arrumariam uma vaga ou não.
       
      Aí também descubro que o passeio para Los Tuneles estava lotado nesse dia e também no próximo.... Isabela não estava me dando muita sorte...
       
      O que fiz foi reservar o passeio para Las Tinoneras para o dia seguinte pela manhã e fui fazer outros passeios para Concha de Perla, a pé, e o Muro das Lágrimas de bike (US$ 10 por meio dia de aluguel).
       
      Concha de Perla fica bem pertinho do píer de entrada de Isabela. É uma grande “lagoa” de água do mar com peixes e lobos marinhos.
       
      Eu estava tão queimado de sol que fiquei mais me protegendo do sol do que fazendo snorkel no lugar.



       
       
      Aqui é a praia do lado do píer, cheia de lobo marinho.


       
      Quando voltei, almocei e aluguei a bike para fazer o Muro das Lágrimas.
      Fazendo um breve desvio no caminho, o primeiro lugar que parei foi o Centro de Crianza Arnaldo Tupiza. Um centro de criação das tartarugas gigantes de Galápagos. É possível ver as tartarugas de várias idades em ambientes fechados.


       
      Depois parei na Laguna Salina do lado do centro para ver os Flamingos que vivem lá.

       
      Então retomei meu rumo em direção ao Muro das Lágrimas.

       
      Quando cheguei no checkpoint do muro, encontrei uma menina do Japão que estava na minha pousada. Acabamos fazendo o resto do passeio juntos.
       
      A partir desse ponto já começamos a encontrar as tartarugas gigantes de Isabela no caminho.
      Sensacional!

       
      Existem muitas paradas no caminho até o muro, mas decidimos não parar muito e se tivéssemos tempo pararíamos na volta em alguma coisa.
       
      O muro em si não tem muita graça e nem muito sentido. O que vale é o passeio.

       
      Existe um morro ao lado com mirantes e decidimos subir até onde desse


       
      Na volta só paramos para as tartarugas mesmo.

       
      Eu estava meio com pressa, pois precisava saber se teria ou não um voo no dia seguinte, porque se não tivesse precisaria reorganizar toda minha viagem.
       
      Assim que cheguei na pousada recebi a notícia que conseguiram um assento para mim no dia seguinte as 13hs. Perfeito!!!!!
       
      Ainda deu tempo de pegar o por do sol na praia já bem feliz que o avião tinha dado certo!

       
      Fui então tomar um banho e me arrumar para procurar um lugar para jantar.
      Me encontrei com minha amiga japonesa e fomos em um restaurante que tinha umas promoções de comida e de drinks.

       
      Estava tudo muito bom.

       
      Ficamos conversando um pouco e depois fui dormir porque no outro dia tinha que acordar cedo para o passeio e ela tinha que pegar o primeiro barco para Santa Cruz muito cedo!
       
       
      21/02/2018 – Isabela / San Cristóbal
       
      De manhã o pessoal do tour para Las Tintoneras passou para me buscar.
      O tour saiu por US$ 35,00
       
      Chegamos lá no píer e ficamos esperando o horário do barco sair, enquanto isso fui fazer amizades com os lobos marinhos!

       
      Quando o passeio começa, a primeira parada é tentar encontrar os Pinguins de Galápagos. Não tivemos sucesso, mas por sorte encontramos o Atobá de Pata Azul (Sula nebouxii), ou Piquero de Patas Azules, ou ainda Blue Footed Booby

       
      Foi o primeiro da viagem esse. Muito lindo!

       
      Bom, sem os pinguins por perto, seguimos a viagem para uma caminhada de onde se pode avistar os Tubarões de Galápagos e um local que eles usam para descanso.
      Um lugar com muitas e muitas iguanas, fragatas e algumas outras aves, caranguejos e os tubarões, claro!


       
      A caminhada termina em uma linda praia que não podemos entrar e é destinada apenas aos moradores locais... Lobos Marinhos e todos os outros animais!




       
      Na volta, como não tínhamos visto os pinguins, fui lá encher o saco para procurarmos mais. E funcionou!
      Avistamos um casal voltando do mar e ficamos lá um pouco pertinho deles curtindo.



      De lá fomos para a área de Snorkel. Provavelmente o melhor Snorkel que fiz em Galápagos.

       
      Vi de tudo... Peixe, ouriço, iguana, estrela do mar, tartaruga, arraia, etc.




       
      E com isso, encerramos o passeio.
       
      Eu já estava na pressão na galera para me levarem embora porque não podia perder meu voo!
      No final deu tempo tranquilamente. O Carlos ainda pegou o carro da dona da pousada que estava e me deu uma carona até o aeroporto. E ainda não quis que eu pagasse pelo transporte... Foi muito gente boa!!!!!!!
       
      O contato do Carlos lá em Isabela é:
      Carlos Valencia
      +593 096 7643662
       
       
      O Voo foi um capítulo a parte... Era necessário, além de muito bonito sobrevoar as ilhas, mas eu estava com um baita frio na barriga... O aviãozinho era muito pequeno!
      Eram 10 lugares... O piloto e mais 9 passageiros.
      E eu vacilei. O assento do lado do piloto podia sentar. Eu não sabia e sentei lá atrás. Que vacilo!
      No final o voo foi bem tranquilo e muito bonito!
      Custou US$ 135,00 o voo de Isabela para San Cristóbal e durou 45 minutos pela companhia Emetebe.



       
      Quando cheguei em San Cristóbal foi a mesma patifaria dos taxis. Um taxista chamou um taxi extra para mim e um casal que ficou para trás.
      Como não tinha lugar para ir, pedi que ele me levasse para um hostel barato. E deu tudo certo.
       
      Aí saí para fechar os passeios. Na verdade só iria fazer um passeio. Minha ideia inicial era fazer o tour para Punta Pitt, onde vivem os Atobás de Pata Vermelha. Não tinha nenhum tour para lá no dia seguinte, então fiz o Tour 360º. Ele passava por Punta Pitt, mas não descia, além de outros lugares bacanas, como Kicker Rock por exemplo. No final achei que foi a melhor coisa, pois vi vários Atobás e ainda fiz muitas outras coisas!
       
      Com isso resolvido, parti em direção ao Cerro Tejeretas.
      No Cerro Tijeretas existe um mirante com um visual bem bonito e para quem quer continuar, uma trilha já mais “suja” (sugeriram não fazer de chinelo, por exemplo) até uma outra praia com uns 40 minutos de caminhada a mais. A trilha até o mirante é urbanizada e até que tranquila.


       
      Eu me dei por satisfeito no mirante e após curtir o visual comecei a descida para o ponto de snorkel.
       
      Um lugar com a água bem azulzinha e lobos marinhos curtindo a vida.





       
      Já próximo do final do dia comecei minha caminhada de volta e meio que sem querer encontrei a indicação para uma praia para ver o por do sol. A praia era linda!


       
      Dei muita sorte! Foi um por do sol incrível!!!!!!!!!
       


       
       
      22/02/2018 – San Cristóbal
       
      Acordei bem cedo para o tour 360º. Paguei US$ 160 pelo tour.
       
      O tour dá toda a volta na Ilha de San Cristóbal, mas os pontos de parada que são os mais interessantes, fora uma praia ou outra que avistávamos que dava vontade de conhecer.
       
      A primeira parada é para uma caminhada onde podemos avistar formações rochosas e lagoas bem bonitas.


       
      Depois fomos para o snorkel. Demos muito azar nessa hora. É um lugar que dizem que 99% das vezes se vê tubarões... Bom, nesse dia eles não estavam lá. E a visibilidade estava muito ruim... Não foi um snorkel dos mais legais, apesar de eu ter visto 2 vezes uma espécie de nudibrânquio bem bonita, além de muitos camarões e caracóis em forma de espiral bem diferentes!



       
      Seguindo fomos esperar o barco em uma praia bem bonita e ficamos um pouquinho lá curtindo. Passa tanta coisa na cabeça em lugares como esse........


       
      A próxima parada era Punta Pitt, Eu já vim pondo pilha nos caras por conta de Punta Pitt o rolê inteiro, então quando chegamos lá o cara parou de verdade para eu conseguir ver os pássaros e tirar umas fotos... Pelo visto era só uma paradinha rápida, mas como eu falei com eles, ficamos um tempinho a mais por lá.



       
      Tinha muita ave ali!
       
      Inclusive a que eu estava atrás, o Atobá de Pata Vermelha (Sula sula), ou Piquero de Patas Rojas, ou ainda Red Footed Booby

       
      Já satisfeito, seguimos para uma praia onde ficamos curtindo um pouco a praia mesmo.
      Nessa praia tinha um jovem lobo marinho bem debilitado... Magrinho que só. Aí eu fui falar com o guia se eles têm algum programa de ajuda para esses animais quando os encontram precisando de ajuda, que na minha opinião era bem o caso daquele. Infelizmente ele disse que não e eles só agem se for algo não natural. Nesse caso não parecia que era o caso, então eles não faziam nada...... Uma pena. Não sei se o coitado iria conseguir sozinho, mas é a vida.



       
      E por último, fomos para Kicker Rock. Uma formação rochosa sensacional



       
      A vida debaixo d’agua é incrível. Corais, peixes, tartarugas e muitos tubarões! Isso que a gente estava só de snorkel... Mergulhar lá deve ser sensacional!




       
       
      Do lado de fora também é bem legal!



       
      E foi isso. Acabei ficando bem satisfeito com o passeio! Foi tudo muito bacana!


       
      Daí foi só pegar o por do sol na cidade, comer e dormir.



       
       
      23/02/2018 – San Cristóbal
       
      Esse dia tirei para conhecer La Loberia.
       
      É uma praia bonita, com uma piscina natural onde ficam os Lobos Marinhos e é possível fazer snorkel, e a parte desprotegida, onde quebram altas ondas e ficam os surfistas.
       
      Nesse dia dei um pouco de azar. Só tinha um lobo marinho nadando por ali e para piorar ele estava bem agressivo. Ficou colocando a galera para correr o tempo todo.
      O tempo ainda estava péssimo e choveu muito! Mas muito mesmo. Muita chuva por muito tempo. Meio que deu uma miada no rolê.


       
      Já na hora que estava saindo apareceu um filhote de lobo marinho e ficou lá nadando um pouco.

       
      Então voltei pegar minhas coisas no hostel e fui para o barco. Dessa vez dei sorte. Era um barco confortável e com espaço sobrando. Foi tranquilo o trajeto entre San Cristóbal e Santa Cruz.
       
      De noite só fiquei caminhando no centrinho e jantei.
       
       
      24/02/2018 - Santa Cruz
       
      Dia do mergulho em Gordon Rocks. Paguei US$ 160 no mergulho.
       
      A expectativa desse dia era grande! Muitas chances de mergulhar com Tubarões Martelo... Eu queria muito isso!
       
      O passeio começa cedo. Tem que estar as 6 da manhã na agência de mergulho.

       
      Lá nos encontramos todos, comemos um pão e um café com leite e partimos para o local de saída do barco, que não é muito pertinho.
       
      O barco vai tranquilo até Gordon Rocks.


       
      Quando chegamos lá tinha um lobo marinho que tinha pegado um peixe e ficou lá se exibindo para nós com seu peixe na boca! Foi bem legal! Pena que ninguém estava com a câmera nessa hora.
      Depois um pelicano quis porque quis pegar minha máscara de mergulho... Foi engraçado! Aí todo mundo correu pegar as câmeras para tirar foto!

       
      Bom, lá recebemos as orientações do mergulho, nos equipamos e bora para a água!

       
      O lugar é sensacional... A quantidade de tubarões é impressionante! Para todos os lados.
      Já nesse primeiro mergulho vi 2 Tubarões Martelo, mas o melhor estava reservado para o segundo mergulho.



       
      Infelizmente algo errado aconteceu com minha câmera e entrou agua no case. Não tinha câmera para o segundo mergulho e tive que pedir para o pessoal que mergulhou comigo me enviar as fotos, porque esse segundo mergulho foi insano!
       
      Eu vi mais de 100 Tubarões Martelo em cardumes de mais de 30 de cada vez... Foi uma das coisas mais bonitas que vi na minha vida... Era maravilhoso!



       
      Vi algumas raias, mas no final enquanto estava fazendo minha parada de descompressão, vi um cardume de raias que foi algo indescritível. Não dava para contar... Umas 60, 70... Sei lá. Elas passaram tranquilamente por baixo de mim........ Nossa, que imagem. Queria cortar os pulsos por não estar com minha câmera.

       
      Que mergulho!!!!! Missão cumprida!!!!!!!

       
      Depois que voltamos não tinha muita coisa para fazer e acabei ficando descansando na pousada.

       
      De noite fui dar minha volta e vi uma coisa que me deixou com pena dos equatorianos... O futebol deles é tão ruim que eles acham espaço para passar um jogo entre Flamengo em Fluminense do campeonato carioca na TV... Coitadinho daquele povo....

       
       
      25/02/2018 - Santa Cruz
       
      Nesse dia estava meio sem muito o que fazer e também sem dinheiro... Então decidi fazer o Tour da Baía... Acho que paguei algo em torno de US$ 25 ou US$ 30,00. Não me lembro exatamente.
       
      Acabou que foi um passeio bacana, apesar que dispensável para quem já tinha feito alguns rolês por lá. Mas eu gostei. Ocupou bem minha manhã!
       
      Vimos muitos animais no passeio. Inclusive uma das fotos que mais gostei da viagem eu tirei nesse passeio.
       
      Vi Atobás de Pata Azul, Lobos Marinhos, Iguanas, Pelicanos, Caranguejos, Fragatas e até um cachorrinho marinheiro!!!!
       
      Choveu muito esse dia também e foi um transtorno andar de chinelo na lama dos lugares que o passeio parava... O pé afundava com lama até as canelas! Tive que tirar e andar descalço mesmo.
       
      Essa é a foto que representa muito o que é Galápagos. Existem 6 espécies diferentes de animais nessa foto. Só a Fragata está desfocada no fundo... As outras todas aí no primeiro plano!!!!

       
      Mais fotos do passeio:






       
      No volta, mais um show de Galápagos... No píer tinha um cardume de Golden Rays, vários tubarões e lobos marinhos nadando juntos... Que absurdo esse lugar!




       
      Daí fui almoçar e depois iria para o centro de pesquisa Charles Darwin. Meu último passeio da viagem.
      Só tive que esperar o dilúvio que estava caindo na cidade passar.


       
      O Centro de Pesquisa Charles Darwin tem várias partes, nem todas abertas para turistas. As principais atrações são as tartarugas gigantes, claro, mas tem outras coisas para ver também.






       
      Aí no centro está “empalhado” (não sei qual é o nome correto disso) o Solitário George. Ele morreu em 2012 já bem velhinho.
      Ele que já foi parar no Guinness Book como o animal mais raro do mundo!
       
      Existe uma visitação controlada no local que ele fica.
      Quando eu o vi lá me deu um nó na garganta...... Triste..........
       
      Ele foi uma das minhas grandes motivações de colocar Galápagos no meu radar de viagens... Ele é a história diante dos nossos olhos... Ele representa o que as pessoas estão fazendo com esse planeta.
      Uma pena que não consegui ir enquanto ele ainda estava vivo.
       
      Além de ter uma história tão triste de como foi encontrado na Ilha de Pinta depois de sua espécie já ter sido dada por extinta... Tadinho!
      Mas tenho certeza que foi muito bem cuidado nos últimos anos de vida depois que foi levado para Santa Cruz.

       
      Obrigado Lonesome George, por ajudar a abrir os olhos das pessoas! Obrigado por me levar à Galápagos!

       
      Bom, encerrado o passeio ainda parei na praia que fica dentro da área do centro de pesquisas. Muitos Darwin’s Finches na praia fazendo amizade com a galera... Principalmente os que deixavam farelos escaparem de suas refeições!



       
       
      Então me despedi de Galápagos.

       
       
      26/02/2018 – Santa Cruz
       
      No aerporto


       
      Espero realmente um dia voltar para conhecer as coisas que não tive oportunidade nessa viagem. É tudo tão perfeito por lá!
       
      Valeu!!!!
       


    • Por vilton.raile
      Equador + Galápagos
       
       
      Fizemos uma viagem de 22 dias, sendo 10 em Galápagos e 12 no Equador. Apesar de ser uma mesma viagem Galapagos e Equador pois são roles totalmente diferentes, com proposta de viagem, gastos, atrações e perfil de viajante totalmente distintos. Aqui vai um relato da viagem inteira com informações úteis sobre trajetos, passeios, dicas e preços e com poucas histórias ou opiniões pessoais sobre os locais.
       
      Resumo da trip:
       
      09/10 - pegamos avião a noite em sp
      10/10 - chegamos e Quito e dormimos lá
      11/10 a 20/10 - Galápagos
      21/10 a 23/10 - Montanita
      24/10 a 25/10 - cuenca (pegamos avião a noite pra quito)
      26/10 - Quito
      27/10 e 28/10 - quilotoa
      29/10 - ida de quilotoa a otavalo (3 bus em seis horas)
      30/10 - Cuicocha
      31/10 - otavalo
      01/11 - Quito (voo a noite pra Sp)
       
      Quito (começo da viagem e antes de Galápagos)
       
      Chegamos no aeroporto pela manhã. O aeroporto é longe da cidade. Você pode pegar um taxi por 25 dólares, um bus que de 8 dolares que te deixa no antigo aeroporto (não sei onde é) ou um bus de 2 dólares que te deixa no terminal Rio Coca após uma hora de viagem, que foi o que fizemos. O terminal Rio Coca é de frente pro terminal Ecovia (só atravessar a rua). Para entrar no terminal Ecovia você paga 25 cents e pega sentido Plaza Forch (só perguntar no terminal), descendo na estação Manuela Canizares (está a duas quadras da Plaza Forch).
      Esse caminho que termina na Plaza Forch é o caminho para o bairro Mariscal Sucre. Esse é o melhor lugar para você se hospedar, onde estão vários restaurantes, bares, hostels, a vida noturna é bem agitado, é um local cheio de polícia e bem seguro de dia e a noite. Em relação a hostels e restaurantes há desde os mais baratos (que não são ruins) até os mais caros e fica a seu critério (como tem muita opção não vamos deixar nada aqui). Só dormimos a primeira noite em Quito como escala para pegar o voo para Galápagos.
       
      GALÁPAGOS
       
      Viemos a Galápagos principalmente para mergulhar e fizemos poucos passeios em terra. Fomos em outubro, que é fim do inverno deles e o clima estava ótimo pra nós brasileiros (frio pros equatorianos). Tipo 22 a 28 graus de dia e 20 a 25. O clima lá é bem instável e em um mesmo dia chove, sol, chove, sol. Não tem como prever como vai ser o dia mas que vai ter solzao e chover algum momento é fato. Outubro é baixa temporada turística (os turistas são principalmente europeus e americanos) mas ótimo pra mergulhar pois é temporada marinha, está "vazio" (sempre tem gente lá) e a água 20 graus (usamos 7mm e segurou sussa). Galápagos, ao contrário do Equador, é um role caro.
       
      SANTA CRUZ
       
      Para entrar em Galápagos tem voo de quito ou Guayaquil, com duração de 1h45min por avianca (aerogal), tame ou lan; e você pode chegar pelo aeroporto de baltra ou san cristobal (fomos por baltra, que é o de Santa Cruz, a ilha principal). Pra ir a Galápagos além do check in normal você tem que fazer o que eles chamam de check in biológico, que consiste em ver se você está levando algo que vá desequilibrar os ecossistemas em Galápagos (tipo frutas, sementes e outras coisas). Lemos nos relatos que esse check in era bem rigoroso e que tinha que chegar uma hora antes do que você chegaria em um voo normal para realizá-lo. O nosso foi bem suave e rápido, mas aconselho que você chegue uma hora antes do que chegaria para um voo normal. É importante que você veja que colocaram o lacre na sua mala de despacho porque sem ele você não entra em Galápagos. Tem que pagar também a taxa ingala de 20 dólares (aumentou mesmo) no aeroporto de saída. Quando você chega em Galápagos tem outra taxa, pra nós brasileiros de 50 dólares. Tem um cadastro que falam que você tem que fazer na internet antes de ir pra Galápagos, que nós fizemos, mas no aeroporto o pessoal da alfândega nem sabia do que se tratava. Saindo do aeroporto de baltra já tem um bus te esperando e leva até uma balsa. O bus é de graça e a viagem dura 15min. A balsa é 2 min, só para atravessar um canal, e custa 1 dólar. Depois você pega um outro bus, que custa dois dólares e te leva até Puerto Ayora, que é a cidade principal de Santa Cruz (dura 40min a viagem). Contando o role inteiro, desde o check in biológico até chegar em Santa Cruz e fazer o check in no hostel, você acaba gastando um dia (saímos dia 11/10 pela manhã de quito e chegamos no hostel no fim da tarde).
       
      Passamos no total 4 dias em Santa Cruz, que é uma cidadezinha bem legal. Como todos os 4 dias que ficamos lá mergulhamos saíamos as 6:30 e chegávamos as 15:30. Sempre era bem movimentado o fim de tarde na pracinha/porto/centro da cidade (é tudo junto). O por do sol lá é muito legal, a cidade é bem limpa e segura.
       
      Comida - você pode gastar de 10 a 25 dólares por refeição com a bebida, a depender do restaurante. Em geral a comida é semelhante em todos e o que varia é o ambiente. Fomos tanto na calle los kioskos, que era o local mais barato, quanto nos restaurantes da avenida charles darwin, que eram mais caros. Não vimos muita diferença mas também não fomos nos tops. A calle los kioskos foi a melhor opção (lá é bem animado). Alguns dias rola uma comida na feira de peixe dos pescadores que voltaram da pesca (fomos na temporada das lagostas e tava rolando altas pescarias) que parecia ser legal mas não comemos lá (achamos que vale a pena ir). Tome o suco de tomate del arbol e coma tortilha de yuca.
       
      Hostel - na média entre 15 a 30 dólares por pessoa (a depender do seu luxo). Ficamos em um legal, que chama morning glory.
       
      Mergulho - fizemos 4 dias de mergulho com a academy bay diving. É um dos mais caros de lá (a priori sai 200 dólares por dia mas fechamos um pacote de 170 por dia) mas esse é o tipo da coisa que não vale a pena economizar. Fechamos antes e todas que têm site o preço é esse. Lá tem várias outras com menores preços (tipo 120 dólares o dia) mas não tomamos conhecimento. Se quiser fechar lá tudo bem, pelo menos na baixa temporada turística em que fomos, pois o pessoal disse que na alta temporada bomba (aí talvez seja melhor reservar antes mas não podemos ajudar nisso). Para nós o top de lá é o mergulho. Fizemos o curso só para mergulhar lá e achamos que se você planeja ir lá é obrigatório mergulhar (dizem lá que 70% do que há pra ver em Galápagos está embaixo da água e é verdade). Lá é como que a meca do mergulho. Vimos vários tipos de tubarão, arraia gigante, lobo marinhos, tartarugas, muito mas muito peixe. Recomendamos muito a academy bay. O Oscar, que é o instrutor, é muito bom. Tínhamos só 10 mergulhos quando chegamos lá e com ele conseguimos fazer o gordon rocks no último dia de mergulho (teoricamente teria que ter uma experiência prévia ou mergulhar uns dias antes com eles pra ver se vc está apto) e foi até bem sussa. Gordon rocks é o mergulho mais legal dos daytrip, onde você vê os cardumes de martelo e de manta dourada, mas todos os mergulhos são sensacionais. Tem o liveaboard mas nem vamos falar aqui que é só pros prós e ricos.
       
      Passeios - vale a pena ir um dia até a tortuga bay conhecer a praia brava e mansa de lá (fomos um dia pós mergulho). Fica aberta das 8-18 e eh uma trilha bem sussa de 40 min só que sem nenhuma sombra.
      Também tem o centro de tartarugas que da pra ir em um fim de tarde mas o de Isabela é bem melhor. Como disse não fizemos os passeios terrestres, então não vamos ajudar mais que isso, mas tem vários passeios. Tem também o cruzeiro pra conhecer as ilhas, que não fizemos e não procuramos saber sobre, mas podemos avisar que tem umas saídas de ultima hora lá que sai bem mais barato do que fechar antes (pelo menos na baixa temporada).
       
      Lembranças - tudo bem caro pelo dólar como ta agora, mas bem legais (não compramos nada)
       
      ISABELA
       
      Na verdade não ficamos os 4 dias direto em Puerto Ayora. Ficamos lá dois dias (12/10 e 13/10), aí fomos para Isabela dia 14/10 pela manhã, onde ficamos dois dias (15/10 e 16/10) e voltamos dia 16/10 a tarde para mais dois dias em Puerto Ayora (17/10 e 18/10) para depois terminar a viagem em San cristobal. Fizemos isso pra dar um intervalo nos mergulhos, porque não tem lancha direto de Isabela para san cristobal e pegar duas lanchas em um dia é complicado (você vai entender porque).
       
      As lanchas custam 30 dólares cada trajeto, com saídas de manhã e a tarde, duração de 2h30min. As agências de turismo e mergulho que vendem os tickets, que é melhor você comprar um dia antes pois se esgotam. Porém, na hora de pegar a balsa você tem que conferir qual é a sua pois as operadoras não vendem lanchas específicas (parece que eles ajustam de acordo com as vendas quantas e quais lanchas vão sair) e é sempre um pouco confusa a coisa. A lancha é um inferno de duas horas que parecem dez. Sempre alguém passa mal (dica: logo que você entra distribuem saquinhos para vomitar), o que é justo porque a lancha vai batendo pra porra, por mais liso que esteja o mar. Você pode ter a sorte de pegar uma lancha confortável ou uma espelunca (você só vai saber isso na hora que o taxi aquático te deixar na lancha). Se puder sente virado para a frente ou de costas (de lado é zica). Eu tomava logo dois anti-emético antes de entrar e evitava comer muito.
       
      Isabela é a menor cidade das três, com dois mil habitantes, ruas de terra, bem rootizeira. É onde mais pegamos o tempo aberto e dizem que lá é a ilha que faz mais sol (porque ela virada pro norte ou algo assim). O porto onde você chega tem uma prainha cheia de lobos marinhos (e uns pingüins) e uma lagoa chamada Concha e Perla ótima para snorkel. Foi lá que acabamos ficando mais.
       
      Passeios - Tem dois passeios pagos, tuneles (dia intero e 80 dólares) e tintoreiras (meio dia e 40 dólares), que são os mais conhecidos. Como já disse, não fizemos, mas todo mundo que vai lá e não mergulha faz (pra quem mergulha acho que não vale muito a pena). Ambos consistem em snorkel em lugares que você chega de barco e da para ver reef sharks, tartarugas e iguanas. Tem também a trilha ate o vulcão Sierra Negra, que são 16km total e não fizemos porque no equador íamos para quilotoa e cotopaxi. De grátis tem a trilha até o muro das lágrimas, que nós fizemos metade e não recomendamos. O que recomendamos é ir até o centro de tartarugas, que é o maior das três ilhas e o único que tem as cinco espécies (tem muita mas muita tartaruga naquele centro). Para chegar até ele vá pela trilha (é bem bonita e nela da pra ver os flamingos) e não pela estrada (é indo sentido muro das lágrimas e tem uma indicação para a trilha). Também recomendamos muito snorkel na concha e perla, que é um tipo de um lago formado por uma reentrância do mar. Lá vimos arraias, polvo, tartaruga, lobo marinho, iguanas nadando e vários peixes (vimos mais coisa nesse snorkel do que nos mergulhos na laje de santos). Basicamente nesses dois dias que passamos em Isabela ficamos na praia dos lobos marinhos (aquela logo que chega no porto) e no snorkel na concha e perla (que é ali do lado).
       
      Hospedagem - ficamos na Cabanhas tero real, por 45 dólares por dia sem nenhuma refeição. O lugar é bom, com ar condicionado e limpo. Só a família que cuida de lá que parece ser meio autista (se vc for entenderá).
       
      Comida - Tem apenas uma pracinha com uns 5 restaurantes na mesma rua. Você pode comer desde menu do dia por 7 dólares até pratos por 15 dólares (é meio que tudo igual os restaurantes). Tem uma panaderia com uns pães bons a 1 dólar.
       
      San cristobal
       
      Pegamos a lancha de manhã (dia 19/10) em Puerto Ayora e chegamos na hora do almoço lá. Passamos uma tarde e uma manhã lá, porque no outro dia (20/10) no almoço pegamos o avião para Guayaquil. A cidade das três é a menos atrativa. O legal de lá é que a rua da praia é bem bonita e cheia de lobo marinho. Mas não gastaria lá mais tempo do que gastamos não, ainda mais depois de Puerto, Isabela e dos mergulhos.
       
      Passeios - Playa mann é uma praia pequenininha bem perto do centro e é bonita, mas nada de mais e infestada de moscas (não sei se foi no dia que fomos ou se é sempre). Tem um passeio pra parte alta, que passa numa grieta, na casa do tarzan e num vulcão que não fizemos (não vimos em nenhum relato esse passeio). Tem também uma praia que chama La loberia, que é bem afastada da cidade (do lado do aeroporto), não tem uma sombra pra ficar e o mar é bem aberto. Fomos porque eu queria surfar e lá é um pico de surf bom, mas não tava rolando onda. Pela praia mesmo não vale a pena ir.
      Lá tem outros passeios que da pra fazer e alguns picos de mergulho também, mas não fizemos.
       
      Comida - jantamos num dos poucos restaurantes que tem lá. Era bem legal, com uma vista pro mar e uma porção de camarão com banana e batata frita bem boa. Chamava miconia. Acho que eh a melhor opção lá. Gastamos 25 dólares os dois com breja e tudo.
       
      Hostel - ficamos um noite só no lá casa de mi sub, que era um pouco espelunca, mas o dono bem gente boa. Foi 50 dólares. Esse lugar era um pouco mais afastado do centro e perto do aeroporto. Mas lá tudo é muito perto (por exemplo nosso hostel ficava a 10 min a pé do centro). Mas tem outros hotéis lá no centrinho.
       
      Montanita
       
      Chegamos no aeroporto de Guayaquil as dia 20/10 às 17:00 (são duas horas de viagem de Galápagos e uma hora a mais pelo fuso).
      Fomos para montanita de bus, mas se preferir pode ir de taxi (eles pedem 80 dólares mas negocia-se até 50 ou 60). De bus é bem fácil. Saindo do aeroporto é só cruzar uma passarela e pegar a metrovia (25 cents) sentido rodoviária (perguntar pra qualquer um que te indicam). Você vai subir no ônibus na metrovia, andar uma estação e já vai chegar no ponto final, que fica na rodoviária de bus local. Chegando nessa rodoviária você sai e cruza outra passarela, em direção a rodoviária de bus intermunicipal. Lá tem bilhetes a montanita (quando fomos era a empresa libertad no posto 83, mas é só perguntar) de hora em hora até as 18:30. A rodoviária é legal e na praça de alimentação da pra comer por 3 a 5 dólares bem. O Bus é bom, custa 6 dólares e a viagem dura 3 horas. O guarda falou pra sempre conferir o ticket na hora da compra pq as vezes eles poe hora ou dia errado e na hora de pegar o bus tu rodas (também não devolvem a grana). Falam que Guayaquil é violenta mas não tivemos tempo para avaliar. No traslado que fizemos tinha bastante policia e não parecia um lugar em que você poderia ser assaltado (talvez furtado se você vacilar como em qualquer grande cidade).
      Ao chegar o ônibus te deixa na entrada da cidade. Ficamos em um hostel um pouco afastado do centro (10min andando, pela praia ou pela estrada). Chamava kundalini, dava direto na praia, café da manhã bom, quarto e chuveiro bons, 45 dólares por noite o casal. Tem vários hostel bem mais barato no centro. O lado bom eh q fica na bagunça e ruim pelo barulho. A cidade eh bem pequena, tipo umas quatro ruas, mas bem legal. Vários restaurantes bons com preço justo (12 dólares com bebida), barraquinhas com bebida e comida boa e barata (2 dólares pra comer, 1 a breja e 2 os drinks na média), várias baladas, cheio de hippies na rua, fácil acesso aos ilícitos (baratos e de qualidade). Tava nublado mas quente de dia e dava pra andar de short e camisa a noite. Não fomos na temporada mas parece q lá bomba no verão (que tem potencial pra bombar tem). Pelo menos fora da temporada parece um lugar bem seguro, até pra andar altas horas da noite na praia. A praia em si eh feia e bem longa. O pico do surf eh no canto direito, onde o fundo de pedra transforma o pico num point com uma direita bem extensa e manobrável. Peguei lá um metro de onda gorda, de drop fácil. O ruim eh que no resto da praia não rola surf (tudo fechadera e bem menor que no canto direito) aí o crowd fica pesado lá no canto e os locais lá parece que não conhecem o termo rabear. É uma cidade que vale a pena ir se vc surfa ou quer balada. Para ir embora tem uma mini rodoviária, que da de frente com a estrada, onde você compra o ticket e espera o bus (ele para na estrada).
      Chegamos dia 20/10 a noite e vazamos 23/10 de manhã.
       
      Cuenca
       
      Saímos de montanita as 11:00, chegamos em Guayaquil as 14:00 e de lá pegamos um bus pra Cuenca (não da pra ir direto de montanita a cuenca, tem que passar em Guayaquil). Para cuenca há ônibus 24 horas, com saída a cada hora, pela empresa allianza, dura 4 horas passando por Cajás (importante falar isso porque se você for por canar é 7 horas de trip) e custa 8.25 dólares. O bus é espelunca, mas não tem outra opção. Chegamos a noite (dia 23/10) e demos um role pelo centro histórico. O planejado inicialmente era ir pra parque nacional Cajas num dia e Ingapirca no outro. Mas acabamos passando os dois dias que tínhamos programado passeando na cidade e vazamos dia 25/10 a noite de avião.
       
      Ingapirca - São ruínas incas e está a 2h30 de Cuenca. Da pra ir por conta de bus ou fechar passeio. Desistimos porque lá funciona assim: você chega, faz um tour guiado de 45min, depois mais uns 15min para passear e volta. Como já conhecemos machu pichu e o tempo estava instável (com possibilidade de chuva), optamos por não ir.
       
      Parque Cajas - está a uma hora de cuenca. É uma reserva com várias trilhas para fazer, sendo a menor de três horas e maior de três dias. Não fomos pela possibilidade de chuva (que depois se concretizou) e porque já tínhamos feito o W em Torres del Paines no começo do ano.
       
      Cuenca - é uma cidade muito legal para passear. Por isso acabamos passando nossos dois dias lá. Pegamos um mapa da cidade e saímos andando. É uma cidade colonial. Lá tem vários museus, com muitos fechados (talvez por ser de Fds, o que não faz sentido mas tudo bem) e um imperdível, que é o do Banco Central. Tem um sítio arqueológico que virou parque atrás do banco central muito legal tb. Tem também muitas igrejas e praças para conhecer e vários lugares para comer. Tem um igreja gigante na praça central com o interior inteiro de mármore italiana e um altar foleado a ouro muito legal (parece que poucas igrejas no mundo tem um altar daquele). Tem muitos restaurantes, bares, cafés, sorveterias, panaderias. O que achamos que vale a pena eh pega o mapa e sair andando por todos os pontos turísticos. Não sei se demos sorte por ser alguma data ou se todo final de semana é sempre assim, mas estavam rolando várias atividades culturais por toda a cidade, com dança, teatro, comidas típicas e artesanias. Inclusive tem em alguns lugares o calendário cultural com os eventos todos da cidade. Aparenta ser um local bem seguro. O clima estava bom de dia (nem quente nem frio) e esfriava um pouco q noite (tinha que sair de calça e blusa).
       
      Comida - uma refeição variando de 5 a 15 dólares a depender do luxo mas em geral dos 5 aos 15 a comida é bem boa. Comemos um menu do dia por 5 dólares em um restaurante na praça central bem bom (era o único que tem mesas fora do estabelecimento). As comidas tipo doces, salgados, eram bons e tinham muitas lojas, com um custo de 1 ou 2 dólares a unidade.
       
      Hotel - ficamos em um hostel a 5 min a pé do centro histórico. Não achamos que valeu muito a pena lá não. Era meio espelunca. Mas tinha vários hostel no centro histórico e acho que vale a pena ficar por lá. Numa média de 10 a 20 dólares.
       
      Quito (meio da viagem)
       
      Fomos de cuenca a quito de avião. Como compramos com antecedência saiu um preço justo (175 reais por pessoa) dado que trocamos 15 horas de bus por 40 min de aviao. Chegamos as 22 no aeroporto e nesse horário não tem mais aquele bus. Então tivemos que pegar um taxi. O preço oficial eh 25 dólares, mas tem vários taxistas que trabalham particular (que não são os taxi amarelo) e ficam indo e vindo de quito. Pagamos 15 em um desses (eles ficam onde você pegaria o bus). No outro dia de manhã fomos para metade do mundo. Saindo da praça Forch, tem que ir até a avenida cólon e pegar um bus para comuna no sentido teleférico (só perguntar pra quem tiver no ponto) e desce no ponto próximo ao teleférico (também tem que perguntar pra quem tiver no bus). Aí você tem que ir até a avenida mariscal sucre e pegar um bus escrito mitad del mundo (tem que pegar no sentido certo, e é só perguntar), que vai te deixar na frente do parque após 1 hora de traslado (é bem longe mesmo). Tudo isso sai por 1 dólar. Todas essas info pegamos com a moça do hostel, que era oligofrenica mas mesmo assim conseguiu explicar, perguntando na rua e usando um mapa da cidade que tínhamos pego. Não é um trajeto fácil mas você se acha. Pode também ir por tour, de Van, mas deve sair tipo 20 dólares.
      O parque é bem legal, com alguns museus, lugares pra comer, planetário, monumento com um museu com vários experimentos "científicos" dentro bem legais, lugares para comprar lembranças. O ticket é 7,5 dólares com direito a tudo (tem outros tickets mais simples mas não tem sentido ir até lá e não ver tudo). O preço da comida é bem justo, igual o da cidade. Do lado tem a Unasur, com um prédio bem legal. Pra voltar é a mesma coisa. Pega o bus metad do mundo (passa quase na frente do parque) e desce na Av mariscal sucre na frente do teleférico (dica: é na avenida, não no bairro mariscal sucre, que têm o mesmo nome mas são em locais totalmente diferentes). Nós aproveitamos que estávamos lá e fomos ao teleférico. Ali onde o bus deixa a galera tem uns taxistas esperando pra te levar até a base do teleférico por 1.5 dólares. É muito justo pois são 2km de pura ribanceira. O teleférico é 8 dólares e te leva dos 2500m de altitude de quito até 4100m em 20min. É bem alto e lá cima bem frio. Tem uma vista panorâmica da cidade, lugares com café, comida e doces. É um passeio caro, relativamente rápido, mas que vale a pena. Se você quiser, de lá sai uma trilha de 5 horas até o vulcão pichincha, que não vimos porque tinha muita neblina. Na volta também descemos de taxi, por mais 2 dólar e ele já nos deixou no ponto pra pega e o bus e nos indicou qual bus pegar. Descemos no mesmo lugar que pegamos na ida, na avenida cólon. Jantamos no tropi burguer, uma mistura de kfc com burguer king bem bom e barato (comemos muito por 6 dólares cada).
       
      Quilotoa
       
      Dormimos em quito e saímos pela manhã (dia 27/10) em direção a Quilotoa, passando por Latacunga (único jeito de ir até quilotoa, pois não há bus direto). A primeira coisa é chegar no terminal quitumbe, de onde saem os ônibus para latacunga. Para isso você deve pegar na linha verde (trolebus) o ônibus C4. Esse ônibus C4 passa em determinados pontos, portanto, assim que chegar no ponto da linha verde mais próximo de seu hostel pergunte pra quem está na bilheteria se ônibus C4 passa nesse ponto (no nosso caso tivemos que pegar outro bus qualquer da linha verde e paramos duas estações na frente) ou a qual ponto você deve ir pra pega-lo. Chegando no ponto onde passa o C4 você deve perguntar em qual porta deve esperar ele (perguntamos pro guarda que estava lá), pois ele para em determinada porta. Pegou o C4 você vai nele até o ponto final, que é no terminal quitumbe. Lá tem ônibus a cada 10min para latacunga por 2,50 dólares. O terminal quitumbe é bem estruturado e tem um ponto muito bom de informações turísticas. A viagem dura umas 2 horas e o caminho até que é legal. Você vai chegar no terminal de latacunga e nele mesmo pegar um ônibus para Quilotoa, por 2 dólares (as vezes tentam cobrar mais no próprio guiche mas bata o pé que só vai pagar dois dólares). Algumas empresas o bus leva até zumbahua e lá você tem que pegar uma caminhonete ate quilotoa (seriam 12km de estrada e 5 dólares o transporte), porém nosso bus nos deixou na entrada de quilotoa (2 horas de viagem). Pelo guia da cidade, as empresas que levam direto a quilotoa são Vivero e Ilinizas. Pra entrar na minúscula vila você assina um livro e paga 2 dólares. Chegamos umas 14, deixamos as coisas e fomos almoçar, ver a vista da laguna e o por do sol. A visão da laguna é animal e o por do sol foi sensacional. Tinha algumas nuvens só e um belo frio que era amplificado pelo vento. Esse frio so vai piorando com o cair da noite e pra dormir é bem frio mesmo, o que já é alertado pelos sete cobertores no quarto. Usamos todos os cobertores e dormimos com segunda pele e casaco, mas foi mais que suficiente pra dormir muito quente. No outro dia (dia 28/10) fizemos a trilha da playita, saindo as 10:00 do hotel e retornando as 15 após almoçar.
       
      Hospedagem - a maioria pessoas dorme em latacunga e passa o dia em quilotoa. Nós optamos por dormir em quilotoa. Aqui tem vários hostel mas todos aparentemente bem ruins. Ficamos em um que chama chuquirawa, e tem um outro que chama Cabanhas de quilotoa, que parecem ser os únicos viáveis (tem no booking). Pagamos 40 dólares por dia no quarto privado com banho quente, fica na frente da laguna, tinha uma área bem confortável com vista pra montanha, tem inclusos café da manhã e janta bons. O quarto até tem um sistema de aquecimento com lenha igual aos outros ambientes do hostel, mas optamos por não usar pela consideração de uma possível intoxicação por CO noturna. Tem um hostel que parece ser bom também, que chama Hostal Princesa Toa, é da prefeitura, de 15 a 35 dólares a depender da acomodação, com café e janta, banho quente e do lado do mirador da laguna. Latacunga não parece ser um lugar legal pra ficar. Se for ficar em quilotoa, que é o que achamos melhor, tem as três opções acima de hostel (não aconselhamos os outros). Não tem internet em lugar nenhum em quilotoa. Se você ficar no chuquirawa aconselho a tomar banho durante o dia, dado que o chuveiro eh meio temperamental (vc vai entender).
       
      Comida - tem vários restaurantes e tudo bem barato. Comemos no único que tem vista para a laguna, que, assim como o alojamento, é da prefeitura e tem um menu do dia que varia de 3 a 7 dólares. Comida boa e vista animal.
       
      Quilotoa - Fizemos a trilha da playita. Tem 3 circuitos de trilha além desse, um que da a volta na laguna de 28km e outros dois de 32km e 39km (apesar do circuito W na Patagônia na virada do ano, não fomos preparados psicológica e fisicamente para trilhas de 30km a 3800m). Também você pode alugar cavalos ou bike pra dar um role. A trilha da playita eh um desnível de 500m numa trilha de 2km, ou seja, só descida na ida e só subida na volta. Demora uma meia hora pra descer e uma hora e meia pra subir. Vá com uma roupa pra sujar porque o chão é de areia vulcânica, que é fininha e impregna na roupa e tênis. Lá embaixo da pra alugar caiaque e não tem nada pra comprar de comida ou bebida. Vale a pena descer lá. A visão na subida, decida e lá embaixo é sempre da lagoa e bem legal.
       
      Otavalo
       
      O dia 29/10 foi apenas de traslado de quilotoa a otavalo. Para sair de quilotoa ou você pega uma Van e vai até zumbahua, de onde saem vários bus ao longo do dia, ou você pode pegar em quilotoa mesmo. Todo dia tem um bus que passa mais ou menos 6:30 na vila toda. Ele passa buzinando (parte dos passageiros deles são crianças que ele deixa na escola em zumbahua) e é só ficar na frente do hostel que ele te pega lá. A empresa chama Vivero, custa dois dólares (se te cobrarem mais brigue porque é dois dólares) e a viagem dura 2 horas. Tem uma outra empresa que passa em quilotoa, também todo dia, as 12:00, 13:00 e 14:00 mas aí você tem que esperar lá na entrada da cidade, onde assina para entrar. Chegando em latacunga você tem que pegar um bus pra Quito mas para comprar o bilhete tem que ir direto na região onde se embarca no bus. É só chegar e perguntar que bus vai para quito (não tem venda de bus para quito nos guiches). Sai 2.15 dólares e nossa viagem durou 1:30. Para ir a otavalo você pode tanto pegar o bus do terminal quitumbe (pois é, agora sai bus de lá para otavalo) ou do terminal Carcelen (que é o que todos falam nos relatos mais antigos). Pegamos de Quitumbe, que é onde param todos os bus saindo de latacunga, pela empresa Pulman no guiche 12. Custou 3.75 dólares e 3 horas de viagem. Detalhe que se você sair do Carcelen dura duas horas. Essa uma hora de diferença é tempo que o bus que sai do quitumbe demora para atravessar a cidade de quito e chegar no terminal Carcelen, onde ele da uma parada rápida pra pegar mais gente. Pergunte se o bus para no terminal de Otavalo. Se não parar lá peça para alguém te avisar e fique de olho que tem placa quando passa na cidade (nós moscamos, passamos reto e tivemos que pegar bus e taxi para chegar em otavalo). Na volta é só pegar o busao no terminal, que é no centro da cidade, perto da maioria dos hostels e da pra ir a pé (não tem guiche e o bus custa 2.50 dólares). Na volta veja em que terminal o bus vai. O nosso foi até Carcelen e de la pegamos o trolebus (25 cents) até a parada Cólon (que é no cruzamento com a avenida cólon), que é umas dez quadras da praça Forch. Otavalo é uma cidadezinha bem agradável e segura. Vale a pena ficar dois dias lá, contando com um dia para Cuicocha.
       
      Cuicocha - Também é um vulcão com um lago bem bonito (achamos mais bonito que quilotoa). Para ir até lá tem que pegar um bus verde da empresa cotacaxi sentido quiroga no terminal. Custa 40 centavos e o trajeto é de uns 30 min. Tem que perguntar também pro cobrador ou alguém do bus em que ponto desce porque tem um ponto específico em que os taxistas e as caminhonetes ficam esperando. Descendo você logo vai ver eles ou eles vão vir até você oferecer o trajeto até Cuicocha. Aí tem uma pegadinha. Lá você tem a opção de ir lá, ver um pequenino museu, dar uma olhada na lagoa pelo mirante, fazer um passeio de barco pela lagoa, almoçar no restaurante com vista para lagoa. Se você for fazer qualquer uma dessas coisas peça pra caminhonete te deixar em Cuicocha, o que custa 5 dólares e dista uns 15km. Se você for fazer a trilha em volta da lagoa, que é o que fizemos, peça pra ele te deixar em Pinos de Cuicocha, que é o fim da trilha. Custa 7 dólares e dista uns 17km. Isso é importante porque em Pinos, que é o fim da trilha, você começa de cima e desce. A galera que vai com guia local começa la embaixo, o que é uma puta burrada. Começando por Pinos a vista é mais bonita e você termina numa descidona. Começando pela entrada principal você começa numa puta piramba e sem vista pra lagoa. Além do que começando por Pinos você termina no restaurante e começando pela principal você termina na estrada. A trilha tem 15km e fizemos em 3:30 (tem várias paradas e da pra ver a laguna de várias ângulos). Não é uma trilha fodastica mas cansa, pois tem várias subidas e descidas e não estamos habituados com a altitude, o que influência bastante (Cuicocha está a 3800m).
      Se você quiser dormir lá tem um hostel bem legal (não ficamos porque não achei na internet e não sabíamos da existência, mas a mulher do hostel disse que tem e falou pra procurar hostel Cuicocha) mas é bem caro (custa 55 dólares o casal). A volta você pode combinar com o cara que te deixou com preço a combinar ou pedir um taxi no restaurante por 6 dólares (se terminar em pinos sei lá como faz). Chegando em quiroga é do pegar o bus que o cara que te trouxe indicar e desce no terminal em otavalo.
       
      Comida - Não tem muitas opções de restaurante mas o que tem em geral servem um comida boa, farta e por um preço justo. Tem bastante padaria e comida típica na rua (na pracinha da feira ficam várias barraquinhas a noite) com preços bons também.
       
      Hostel - tem várias opções. Todas parecem ser bem boas. O importante é você escolher um no centro (porque senão você vai ficar longe de tudo). Ficamos no Hostal Santa Fé 2, que na quando chegamos vimos que era um hotel. Foi o melhor lugar que ficamos em toda viagem em todos os aspectos (banho, café, limpeza, atendimento, wifi). Pagamos 36 dólares por noite o casal.
       
      Feira - Todo sábado tem uma feira, que é a segunda maior feira do mundo. Recomendamos que, assim como nós, se você pretende ir a otavalo deve se programar para estar lá no sábado (se puder também deixa pro fim da viagem melhor, pra não carregar as coisas). Na feira tem de tudo (tudo mesmo, você vai entender lá), ela ocupa quase todas as ruas do centrinho (é muitooo grande) e tem os melhores preços do equador. Deixamos pra comprar tudo por lá e tudo que vimos ao longo dos vinte dias de viagem tinha lá por um preço melhor. Como os equatorianos estão acostumados com os europeus eles metem a faca no primeiro preço, mas o preço real de venda em geral é metade do inicial pra baixo (mas você tem que chorar mesmo, falar que é brasileiro, que o dólar ta alto). Se o cara não quiser abaixar pelo menos 50% vai embora que ou ele vai atrás de você ou você acha outro que faça (tem muitas barracas com coisas iguais).
       
      Quito (fim da viagem)
       
      Tivemos sorte que na ultima noite em Quito pegamos o hallowen (dia 31/10). Parece que não é só no dólar que os EUA influenciam aqui não. A praça Forch bombou e todas as baladinhas estavam cheias, todo mundo a caráter, bem divertido. No último dia fomos ao centro da cidade. Eh só pegar um mapa de quito e seguir ele que da pra ir a pé do mariscal sucre. O centro é legal, mas nada demais também (o de São Paulo é bem mais legal) e bem seguro (aí sim bem mais do que o de sp). Tivemos sorte também porque tava tendo várias atividades no centro por causa do dia dos mortos (comemoram aqui também, como no México). Demos um role pela cidade e pegamos o voo pra Sp a noite. Pra ir pro aeroporto é só fazer o caminho inverso da chegada.


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