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Mathew

14 dias na Bolívia em Casal (Copa, La Paz, Uyuni, Sucre, Sta Cruz) - Fotos e Valores

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Pois bem, vamos a mais um relato ::otemo::

 

Antes de iniciar vou colocar o valor gasto ANTES da viagem com passagens aéreas que comprei pela internet.

 

Passagem SP - Sta. Cruz - SP - R$ 2.936,10

Passagem Sta. Cruz - La Paz - R$ 545,45

Passagem Sucre - Sta. Cruz - R$ 357,72

TOTAL PASSAGENS AÉREAS - R$ 3.838,67

 

Lembrando sempre que TODOS os valores são referentes a 2 pessoas!!!

 

 

DIA 01 - 27/12/16 - SP - Sta. Cruz de la Sierra - La Paz

 

Saímos de Guarulhos às 10h25min e chegamos em Sta Cruz de la Sierra às 11h20min. O fuso horário é de 2h, e o voo demorou umas 3h. Fomos com a GOL, e no percurso nos dão um sanduíche para comer.

 

Decidimos ir para Sta. Cruz em razão do valor da passagem. Para La Paz era uns 500 reais e mais por pessoa, e indo pra Sta. Cruz e depois pra La Paz em gastei 500 nas 2 passagens, então valeu a pena.

 

Chegando em Sta. Cruz começa o martírio boliviano: A IMIGRAÇÃO!!! ::sos::

Era só o nosso voo, mas demorou 1h pra passar. Por isso vai uma DICA: se for fazer conexões na Bolívia, deixe um espaço considerável de tempo. Nós chegamos às 11h30min, e o nosso voo para La Paz saia às 14h30min, então tinha tempo.

 

Depois dos trâmites burocráticos fomos trocar dinheiro (levei 1800 dólares ao todo). Trocamos 100 dólares por uma cotação de 6,85 bolivianos no aeroporto. Achei que seria pior...

 

Almoçamos (custou Bs 130,00) e ficamos aguardando o voo pra La Paz. Já tinha comprado pela internet voo com a Amaszonas (https://www.amaszonas.com/es-bo/). Li no fórum que os aviões na Bolívia costumam atrasar, mas os deles não, porque são menores.

 

Chegamos em La Paz ali pelas 15h30min e já sentimos um pouco do Soroche ::essa:: . 4 mil metros acima do mar não é pra qualquer um. Fomos atacados por um taxista que cobrava 60 bolivianos para ir até o Hostel. Como eu tinha anotado + ou - esse valor, aceitamos.

 

DICA: Você pode ir de van (2Bs), mas a mochila vai incomodar um bocado. Também pode pedir um taxi (ou van) até o teleférico vermelho. Ele vai te deixar no centro turístico de La Paz e custa 3 Bs.

 

DICA 2: Nós quando fomos pro Peru usamos Ginkgo Biloba, nos ajudou bastante. Dessa vez também usamos. Eu achei muito útil, mas o Soroche foi um pouco mais fortinho. Nada mais do que algumas dores de cabeça e sonhos estranhos, mas não ficamos mal como muitos ficam. É baratinho e tomávamos 1 cápsula por dia 7 dias antes da viagem, e continuamos tomando durante toda a viagem. Melhor prevenir né...

 

Além disso compramos muitoooos remédios pra diarréia, estômago, vômito. Meu maior medo da Bolívia era a comida. Todos os relatos que eu lia alguém passava mal, então fomos com uma farmácia na mala ::tchann:: . Floratil, Imosec e Dramin são essenciais. Você até compra lá, mas por um preço beeem maior que aqui.

 

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Remédios

 

Voltando ao relato, ficamos no Loki Hostel (https://lokihostel.com/). A diária de um quarto matrimonial estava Bs 198,00. O local é bem bacana, mas os quartos sao velhos. Pelo menos tem ducha quente...

Eles possuem uma agência de turismo (na real concentram serviços de várias agências). No dia já agendamos o passeo Chacaltaya + Vale de la Luna para o dia seguinte (28/01) por Bs 200,00 e o Downhill para o dia 29/01 ao custo de Bs 1.260,00. Pegamos com a Barracuda, que tinha ouvido falar bem no fórum. A Gravity (que aparentemente é a melhor) estava cobrando Bs 850,00 por pessoa, e tinha outras 2, umas uns 450 e outra uns 380

 

Com os passeios agendados fomos ver o centro. Queríamos encontrar um mercado e local para trocar dinheiro. Nos foi indicado o Mercado Lanza (várias barraquinhas. Depois ficamos sabendo que ele foi construído para abrigar o comércio ambulantes). E pra trocar dinheiro fomos na esquina com a igreja que tem ali no centro (a principal, porque tem uma igreja por quadra). Trocamos 500 dólares a uma cotação de 6,95.

 

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Mercado Lanza no centro de La Paz

 

Depois de perambular pelo mercado, tentando se achar nas centenas de barraquinhas, encontramos uma que vendia água e outra com bolachas e porcarias diversas. Também compramos uma caixa de BomBom (essa marca mesmo). A caixa custou Bs 25,00 e durou praticamente toda a viagem :D

 

Eu queria comprar um chip pro celular ter internet. Me localizo muito pelo Google Maps. Comprei um da TIGO, que o rapaz me falou ser a com melhor cobertura. Realmente, funcionava em muito lugares, até no Chacaltaya!

Paguei Bs 7,00 pelo chip e mais Bs 10,00 pra pôr uma carga nele, o que me renderia 1 GB de internet por 7 dias. Porém os 7 dias passaram e a internet continuou.

Um problema é que você precisa registrar ele, mas não possuimos documentos bolivianos para registrar. Deixei sem registrar e todo dia eles me enviavam msg enchendo o saco. Acho que fica 10 dias sem registro, e depois eles te cortam a linha. Então no fim da viagem eu fiquei sem a internet do chip :(

 

Voltamos pro Hostel, já que é bom descançar no primeiro dia. No 7º andar do Hostel tem um restaurante/bar. Lá eles servem desde café da manhã até janta (o café não é incluso na diária).

Fomos lá jantar. Não lembro o que pedimos, mas custou Bs 58,00 para ambos, sem bebidas.

 

GASTOS

Almoço aeroporto Sta. Cruz - Bs 130,00

Taxi Aeroporto para centro La Paz - Bs 60,00

Passeio Chacaltaya e Luna - Bs 200,00

Passeio Downhill - Bs 1.260,00

Mercado - Bs. 37,00

Chip TIGO + carga - Bs 17,00

Janta - Bs 58,00

TOTAL = Bs 1.762/1,95 = R$ 903,50

 

 

DIA 02 - 28/12/16 - Chacaltaya e Vale de la Luna

 

Fomos tomar café (Bs 24,00) e ficamos lá ambaixo aguardando e tomando chá de coca. A Neila (minha namorada) não estava se sentindo muito bem, então fui numa farmácia comprar Soroche Pills. Custavam Bs 4,00 cada (carinho).

 

A van veio nos pegar e foi aquela balanço até lá. Tava tão abafado naquela van que minhas mãos começaram a formirgar, eu já estava me sentindo meio mal. No caminho tomamos uma Soroche Pills cada, pq o topo do Chacaltaya fica a 5.600m, então previnimos.

 

É pago Bs 15,00 por pessoa para entrar (paga pros guias mesmo). Lá já, frio pra kct ::Cold:: , começamos a subir. Dá 10 passos e para. E assim você sobre, sei lá, 500m ao todo, que parecem uma eternidade. O guia deu 1h30min pra ir até o topo e voltar. Mas estava tão fechado de neblina que subimos até o primeiro pico (são 2) e nem fomos até o próximo. Não tinha nada para se ver mesmo...

 

Voltamos pra perto das vans, e como não iria ter almoço, comemos um pouco das nossas bolachas.

 

DICA: Vá bem, mas bem encasacado mesmo. É muito frio. Devia ta perto de 0º, mas com o vento era sensação negativa.

 

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Casa no Céu em Chacaltaya

 

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Quase no topo!

 

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Esse é o monte. Mal dá pra ver o 1º pico!

 

Na volta estávamos bem melhor, abriram um pouco mais as janelas. Descobrimos uma australiana com perícia em dormir sentada. Aquela van ia picando e ela dormia com um equilíbrio absurdo, sem se encostar em nada :o

 

O Vale de la Luna fica na zona sul de La Paz, então é demoradinho atravessar toda a cidade com aquele trânsito caótico. No percurso o guia recolheu Bs 15,00 de cada uma para as entradas no Vale.

Chegando lá um calorão dos infernos. 0º de manhã na montanha, 30º à tarde no vale...

 

O Vale parece umas estalactites ao contrário. É algo bem interessante de se ver. O passeio dura uns 40 min para ver tudo. É tudo meio parecido, mas vale a pena.

 

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Ponte

 

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Panorâmica

 

Voltamos alé pelas 16h e fomos no Hostel comer algo (Bs 30,00). Também fomos numa farmácia comprar repelente (era romendado pro Dowhill, custou Bs 33,00).

Fomos na agência do Hostel e já compramos as passagens de ônibus pra Copacabana e pra Uyuni. Meu problema aqui era saber se nos feriados do dia 31/12 e 01/01 haveriam barcos e ônibus em Copacabana. Como era uma incógnita, só comprei de ida, e veria o que iria fazer por lá.

 

Para Copacabana compramos com a Vicunã Travel, e para Uyuni com a Todo Turismo (http://www.todoturismosrl.com/). Tinha lido que a Trans Omar não era muito boa, então decidi pagar um pouco mais (250,00 pela Todo e 200,00 pela Omar por pessoa)

 

Olhei no TripAdvisor algum lugar pra comer e encontrei o Restaurante Pub 7200. Ele fica dentro do Museo da Coca. Na entrada do Museo vai ter uma escadaria à esquerda. É meio sinistro, mas vá porque o lugar é maravilhoso ::otemo::

 

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Decoração

 

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Frutas típicas para degustar antes da comida

 

GASTOS

Café - Bs 24,00

5 Soroche Pills - Bs 20,00

Entrada Chacaltaya - Bs 30,00

Entrada Vale de la Luna - Bs 30,00

Lanche de tarde - Bs. 30,00

Repelente - Bs 33,00

Passagem Copacabana - Bs 90,00

Passagem Uyuni - Bs 500,00

Janta no Restaurante Pub 7200 - Bs 80,00

TOTAL = Bs 837/1,95 = R$ 429,23

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DIA 03 - 29/12/16 - Downhill

 

Hoje era o dia de descobrir o quão assustadora era a Ruta de la Muerte!

No dia da compra você tem que ler um monteee de intruções, falar se tem seguro de vida/saúde (seguro viagem serve). Se não tiver é falado que pode ser cobrado a mais pelo seguro. Como eu tinha não me preocupei.

No voucher também fala o que precisa ser levado (repelente, protetor solar, óculos, 1 roupa a mais, 1 calçado a mais, toalha, câmera, acho que era isso).

 

O micro da Barracuda sai de frente a um restaurante chamado Little Italy. Deu 5 minutos de caminhada do Hostel. Como o café no Hostel somente é servido depois das 7am, no Voucher fala que você pode ir tomar café nesse restaurante. Aproveitamos e fomos.

 

Os café são tudo meio parecido. Ou tem ovo e bacon e tudo o mais gorduroso, coisa de Americano, ou vem pão e presunto ou doce, que é mais nosso estilo Sulamericano.

Pegamos café e um sanduíche cada, custou ao todo Bs 42,00. Aquele pão deles meio sem graça, que não cresce, seco. No fim da viagem não me descia mais aquilo. Pra não ficar tão ruim eles torram, aí ele fica bem mais comível.

 

Nossa van saiu às 7h30min. No caminho são dadas as instruções e vão sendo distribuidos os equipamentos (no dia de comprar o passeio eles pegam algumas medidas e te tão alguns equipamentos pra testar).

Há uma pequena parada para banheiro e para quem quiser comprar algo, e depois chegamos ao local de treinamento (1h de viagem).

 

O treinamento é onde a estrada começa a descer. Eles dão dicas e você ajusta a bicicleta e testa ela. Desse local serão 21 km em asfalto, com veículos andando. É um local muito bonito, com várias montanhas. Ainda bem que pegamos um dia limpo, com pouca neblina.

 

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Local de treinamento

 

Um guia vai na frente e outro atrás, além do micro que sempre está atrás. Eles vão tirando fotos no caminho. Vi comentários de que as fotos não seriam boas, mas eu gostei bastante delas.

 

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Paradas no caminho

 

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Paradas no caminho

 

Quase no fim do asfalto há uma pausa para um sanduíche. Um dos gringos comprou um café numa das barraquinhas na beira da estrada. Dá uma cubada nisso...

 

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Vai um Café?

 

Quando se chega no fim do asfalto se embarca novamente na vã, por são mais 9 km com subidas até começar realmente a Estrada da Morte. Serão 33 Km de estrada de chão, morro abaixo ::ahhhh::

 

Nesse momento é pago um valor de Bs 50,00 por pessoa para poder descer a estrada. É uma espécie de pedágio para turista (muito comum no País).

 

No início se desce aos poucos e para bastante para apreciar a vista. Ali pelo km 15 paramos em frente a uma cachoeira enorme que dá na pista para comer algo. Nesse local os guias nos fazem passar embaixo da água.

Depois disso vem longos trechos. Num deles (acho que eram 9 km) começou a chover forte. Pau e pau descendo a ladeira e a chuva pegando...

 

No fim da descida é bom ter cuidado. Começa a ter vilarejos e pessoas na estrada.

Ao acabar fomos recepcionados num hostel (acho que é só uma casa mesmo) com piscina. Ali ficamos esperando o almoço ficar pronto. No nosso grupo haviam vários argentinos e pessoas de outras nacionalidades, além de uma Senhora que foi somente para conhecer a estrada. Ela ficou na van, não desceu de bicicleta. Não sei se o preço muda.

 

Pegamos uma cerveja (Bs 25,00). Foi um dos itens que eu achei mais caros na Bolívia, e em todo lugar o preço é parecido. É disponibilizado banho quente (precisa aguardar 1min com o chuveiro ligado para vir água quente).

A comida não é dar melhores, mas matou a fome.

 

A volta é o mais chato. São de 3h a 4h para voltar. Se volta pela estrada nova, a que substituiu a estrada da morte. Chegamos no hostel era já noite, depois das 20h.

Ah, no retorno ganhamos uma camisa da empresa (a camisa da Gravity e duma outra chamada Altitude são as mais bonitas), e o guia pegou nossos emails para disponibilizar um link no Dropbox para pegar as fotos tiradas por eles. Eles também as colocam no Facebook da emprsa.

 

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Retorno (to escorado no banco, escondido, lá no fundo)

 

[media]https://www.youtube.com/embed/7S2sUtdDW-w[/media]

Compacto que eu fiz com algumas partes

 

Exaustos, tomamos um banho e fomos jantar no Hostel mesmo (Bs 47,00).

Segundo o pessoal da recepção é tranquilo sair na rua até as 22h. La Paz é uma cidade bem noturna. À noite enche de barraquinhas nas ruas e as pessoas saem comer e comprar. Parece bem mais movimentado que durante o dia. De manhã, até às 09h, a cidade é morta.

 

GASTOS

Café - Bs 42,00

Ticket turista Estrada da Morte - Bs 100,00

Cerveja - Bs 25,00

Janta - Bs 47,00

TOTAL = Bs 214/1,95 = R$ 109,70

 

DIA 04 - 30/12/16 - La Paz - Copacabana

 

Dia de ir para Copacabana!

Nós já havíamos visitado o Titicaca 2 anos antes, quando fomos pro Peru. Visitamos por Puno.

Nesses dias eu queria ir fazer um trekking em Sorata. Tinha combinado com uma empresa 3 dias de trekking para a Laguna Glaciar. Mesmo que ela não tivesse a geleira no verão, teria uma boa vista da Cordilheira Real.

 

Pois bem, tínhamos combinado o valor de US$ 260,00 por pessoa. Aí quando aceitei eles ficaram umas 2 semanas sem dar notícias. Solicitei novamente e falaram que não iria ser possível por esse valor, que não tinha encontrado grupo, e que o valor teria que ser de US$ 560,00 por pessoa.

 

Meio absurdo, desisti na hora. Eu mandei email pra 4 agência que, a princípio, fariam esse trekking, e somente 1 respondeu. Procurei muito na internet e parece que ninguém fez isso, ou se fez não relata.

Talvez se você for até Sorata de busão encontre lá alguém ou alguma agência que faça.

 

Pois bem, a partir disso mudei meu roteiro e, vamos pra Copacabana...

Pagamos o Hostel (Bs 594,00 por 3 diárias) e a empresa passou com o ônibus no Hostel mesmo nos pega às 07h. Vicunã Travel. Pois bem, aí o ônibus vai até a estação de ônibus mesmo. Lá eles venderam um monte de banco repetido, foi uma bagunça... O banco da Neila também não deitava.

 

Passou a confusão, saímos da rodoviária passado das 08h. Aí eu dormi. Deu 1h de viagem, acordo com aquele ônibus balançando feito bicho. Fui ver e estávamos no meio do favelão que é El Alto. 1h de viagem e mal havíamos saído de La Paz ::ahhhh::

 

Eles estão reformando a Estrada Real (que liga La Paz a Copacabana). Mas os bolivianos não são muito espertos. Eles acharam melhor destruir tudo, pra despois ir construindo. Então o ônibus tem que fazer uns desvios mirabolantes e demora pra kct.

 

Umas 2h depois disso o ônibus para novamente pro canal que tem que atravessar de barco. Ônibus num barco grande, pessoas num minúsculo. No dia que fomos tava ventando muito, o lago tava bem revolto, fazia umas ondas sinistras, mas atravessa bem rapidinho.

Esperamos meia hora para pegar o ônibus novamente, e dali até Copa é mais 1h em média.

 

Chegamos próximo do meio dia. Nos situamos e fomos pro nosso hostel. Tinha reservado um chamado La Aldea del Inca. Fiz a reserva anteriormente pelo Booking. Foi o mais caro de todos (Bs 350,00 a diária).

 

SOBRE HOSPEDAGEM LA ALDEA DEL INCA

O local é bem bonito. Achei a recepção bem estranha, o cara meio que não gostou de nós, sei lá. Parecem um monte de cabaninhas os quartos, bem decoradinhos e enormes. A localização também é excelente, a 1 quadra do centrinho turístico.

Mas o edredon que tinha era muito, mas muito pesado mesmo. Eu passei a noite lutando com ele. Tira, coloca, tira, coloca. Eles podiam colocar algo mais confortável, e não meter umas anilhas de 10kg dentro de um edredon...

O chuveiro também era bem ruinzinho. Vinha pouca água e não esquentava muito (era a energia elétrica).

 

Bom, deixamos as coisas e fomos procurar um local pra comer. Entramos em um que achamos legalzinho na primeira quadra da rua turística (aparentemente quanto mais perto do Titicaca, mais caro).

Estávamos lá, curtindo uma música boliviana, e de repente a música para. Ia até pedir para religar, mas depois, quando voltamos pro Hostel, descobrimos que havia acabado luz na cidade ::putz::

 

Olhei o mapinha turístico e vi umas pedras que pareciam ser bacanas. Parecia que era uma espécie de observatório Inca, para marcar os solstícios. Meio que atravessamos a cidade e lá tem uma subidinha. Como sempre, sobe um pouco e quase morre. Demoramos uns 30min pra subir tudo para meio que se decepcionar. Achei que seriam umas pedras mega gigantes, mas eram relativamente pequenas.

 

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Observatório Inca (tem uma outro nome, mas não lembro...)

 

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Panorâmica de Copacabana. Ao fundo Cerro Calvário

 

Na ida passamos na Igreja da cidade (a maior) e tiramos umas fotos. Dentro dela também é muito bonito, mas é proibido fotografar.

 

Na cidade tinha uma festividade por causa da virada do ano. Vários carros estavam com flores, chapéus e outras alegorias mais para serem abençoados.

 

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Igreja

 

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Carros enfeitados

 

Olhamos o que tinha de interessante nas barraquinhas de rua e voltamos pro Hostel. Dormimos um pouco e nada da luz voltar.

 

Ali pelas 18h subimos o morro (Cerro Calvário). Foram mais uns 30min de sofrimento...

Queríamos pegar um pôr do sol bonito no Titicaca, mas tudo indicava que não haveria, pois estava fechando pra chuva.

 

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Topo do Cerro Calvário

 

Ficamos aguardando até ter certeza que iria chover e voltamos rápido. Pegamos um atalho que vimos as Cholitas usarem e quase descemos a ladeira na corrida. Já estava chuviscando quando chegamos no Hostel.

 

Pois bem, chuva, sem luz... deitamos e ficamos lá. Alí pelas 20h30min voltou a luz ::otemo::

Nos arrumamos e fomos catar um lugar para jantar.

Entramos num que achamos legalzinho, ele estava todo com luz de velas e só tinha um casal.

Nessa viagem não fotografei nem guardei o nome dos restaurantes e comidas. Quando fui pro Peru eu tinha muito medo da alimentação (não saber o que pedir). Mas depois da 1ª viagem pro exterior você pede o que der na telha (ou o que for mais tranquilo) e come :lol:

 

Voltamos dormir para no dia seguinte ir para a Isla del Sol...

 

GASTOS

Loki Hostel - Bs 594,00

Uso Terminal de Ônibus - Bs 4,00

Travessia Titicaca - Bs 4,00

Bolachas- Bs 18,00

Almoço - Bs 140,00

Ticket Observatório Inca - Bs 20,00

Imã de geladeira - Bs 10,00

Janta - Bs 87,00

TOTAL = Bs 877/1,95 = R$ 449,74

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DIA 05 - 31/12/16 - Copacabana - Isla del Sol

 

Fomos tomar café às 07h30min e fizemos o check out.

Decidi levar as cargueiras pra Isla del Sol, vai que dá um problema e precisamos dos remédios...

 

Fomos em direção ao porto e logo veio um vendedor de passeios. Não precisa se preocupar com isso, tem vários deles o tempo todo vendendo passeios pra todos os lugares ali perto. Pegamos 2 pra Isla (Bs 40,00) e ficamos esperando, visto que sairia às 08h30min.

 

Logo vão se formando as filas e ouvimos alguém chamar para a parte Sul da ilha, que seria nosso destino.

Entramos no primeiro barco e fomos embaixo. Já tinha ido na parte de cima da outra vez que visitei o lago. Pelo menos daquela vez foi bem frio. E também é bom usar protetor, porque são 1h30min no sol (caso vá em cima).

Durante o percurso começou a chover, e como estava tudo cheio, quem foi em cima se molhou :?

 

Bom, 1h30min depois chegamos na ilha. Fomos procurar algum lugar pra ficar. No primeiro Hostel não tinha vaga. Aí uma senhora fala que no dela tem. Olhamos, tinha água quente, valor de Bs 100,00 por pessoa, fechamos.

No quarto tinha 1 cama de casal e 1 de solteiro, mas ficaríamos somente nós. É o Hostel Puerto Alegre. Chegando no Sul ele é de facílima localização.

 

Ah, logo que se chega no porto você já é abordado pelo Pedágio. Bs 10,00 por pessoa para poder ter acesso ao Sul...

 

Caso queira mais opções de Hostel você tera que subir o cerro, e isso vai lhe demandar pelo menos meia hora, pois é beeem íngreme. Vimos muita gente indo na direção Sul-Norte com cargueiras, gente até com mochila de mão grande. É algo beeem puxado, então só faça se você tem um certo preparo.

 

Não sabia bem como iria fazer o passeio. Como teria que ir pro Norte, e eu sabia que somente teria barco às 13h30min, fomos dar uma olhada no porto, vai que...

E pior que deu certo. Encontramos um casal que estava negociando um passeio privado pro norte. Se fossemos juntos sairia Bs 50,00 por pessoa. Como eu tinha anotação de que o barco normal sairia BS 20,00 por pessoa, decidi aceitar. Não era algo assim tão absurdo.

 

Meia hora de barco e chegamos ao Norte da ilha. Não sabia bem como fazer ali, então tentei algumas informações. Olhando um mapa grande que tem ali no porto um senhor (que parecia um guia) veio e nos deu algumas informações básicas. Como era quase meio dia fomos procurar algo para comer. Entramos num lugar sem nome nem nada e comemos uma Truta (Bs 60,00).

 

Depois seguimos em direção à trilha. Passa por uma praia cheia de turistas acampando, e no morro tem uma estradinha.

Andamos um pouco e já vem outro pedágio, o Norte (Bs 10,00 por pessoa).

Aí você vai caminhando, apreciando a vista. Não é muito puxado o trajeto até um local que tem umas coisas Incas.

Nada muito interessante. Tem uma mesa de sacrifícios que sairia uma foto com o Titicaca, MAS estava sempre cheia de bolivianos usando ela para comer.

Sei lá, eu tive a impressão que os turistas bolivianos são mal educados, tanto com os monumentos e esculturas quanto com os turistas de outras nacionalidades...

 

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Porco turistando

 

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Praia cheia de barracas

 

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Praia isolada da Ilha

 

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Contruções Incas

 

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Trecho do percurso

 

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Trecho do percurso

 

Depois disso vem mais um pedágio, o da região Central (Bs 15,00 por pessoa). Essa é a parte mais complicada. Você sobe bastante até ficar relativamente plano, mas sempre tem algumas subidinhas.

 

Anda, anda e anda. Nos disseram que seria 4h ao todo, e fizemos nesse tempo mesmo.

Durante o percurso superior tem pelo menos 3 verificações de pedágio (se você pagou o do Meio, visto que tem alguns atalhos pra se livras dos cobradores).

 

Algo muito, mas muito importante mesmo: PROTETOR SOLAR e CHAPÉU/BONÉ!!!

Quando fomos pro Perú encontramos um casal de brasileiros. A menina estava com o nariz vermelho, parecia que até tinha tido bolhas. Foi nessa ilha. E nos dias seguintes fizemos o Walking Tour em La Paz, e encontramos outra brasileira também todas queimada no rosto.

 

Quer ver o que me econteceu, porque eu coloquei protetor meio por cima e não notei que minhas camisa levantou durante o trajeto? ::putz::

E pior que só fui notar quando fui tomar banho.

 

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Retornando ao Sul tem uma cobrança de pedágio pra essa parte. Como já havia pago, foi só apresentar o ticket. Então é IMPORTANTE que você guarde esses tickets em um lugar acessível.

 

Ali na parte alta do Sul tem vários Hostels e Restaurantes. Então começa a descida. Tenho pena de quem sobe isso, é muito, mas muito íngreme!

 

Aí vamos descendo pelo caminho que parece mais correto, e numa das paradas pra deixar os burros de carga passar um senhor diz que estamos no caminho errado. Ele indica um desvio e, depois de errar novamente, uma menina nos informa o caminho correto.

 

Poha, é tão simples colocar umas plaquinhas ali. Não, vai errando que alguém te fala o caminho certo. Sei lá, por ser bem turístico poderia ser minimamente sinalizado.

 

Chegamos no Hostel e fomos tomar banho. O aquecimento é por sol, então acho preferível tomar banho durante o dia. Problema é que vinha água a conta gotas, e quente demais! Só que se você vai esfriar ela, aí ele desliga a quente e só vem fria ::grr::

 

Tomamos banho pelando mesmo, se molhando de vez em quando.

À noite aquilo ali vira um breu. Não tem iluminação, nem sinal de internet, nem telefone. A internet falaram que era problema em Copacabana, por isso não tinha ali.

 

Nosso Hostel aparentemente não tem lugar pra comer que seja abrigado, então fomos em um restaurante ao lado. Só nós, e aquela semi escuridão. É bom pra andar de noite lanterna de celular ou normal mesmo.

Não sei como é na parte superior da ilha, mas eu não irira subir tudo aquilo na escuridão. E mesmo se tivesse luz, é muita subida!

 

Comemos Truta (pra variar) e também pegamos uma água 2L, que totalizou Bs 95,00.

 

Era umas 21h e já estávamos na cama. Final de ano bom, no meio do nada. Até teve uns fogos, umas bombetas, mas nem me interessei em olhar. Não sou fã de fogos de artifícios e aquela barulhera toda.

 

Eu tinha lido que a parte NORTE é melhor, mas não concordo não. Ela é minúscula, mal tem restaurantes e vi pouquíssimos Hostels. Se for acampar, vá para o Norte, mas se for ficar em algum Hostel, definitivamente o SUL é melhor.

 

GASTOS

Hostel Aldea del Sinca - Bs 350,00

Barco Copa até Sul - Bs 40,00

Passe Sul - Bs 20,00

Barco Sul até Norte (privado) - Bs 100,00

Almoço - Bs 60,00

Passe Norte - Bs 20,00

Passe Meio - Bs 30,00

Janta á água - Bs 95,00

TOTAL = Bs 715/1,95 = R$ 366,67

 

DIA 06 - 01/01/17 - Isla del Sol - Copacabana - La Paz

 

Esse dia a princípio ficaríamos na Isla del Sol ou em Copacabana, visto que não sabia como seria o transporte. Mas era feriado, primeiro do ano, e tudo funcionava como qualquer outro dia normal.

 

Tomamos café no quarto mesmo, visto que o café só seria servido depois das 08h30min, pois eles tinham que esperar vir os pães de algum lugar (Copacabana?).

Fomos pegar um barquinho. Era pra sair às 08h30min, mas chegamos ali pela 08h, já colocaram pessoas num barquinho e fomos. Ainda bem que ele não estava bem cheio, e andava muito rápido. Acho que deu menos de 1h o percurso.

 

Chegamos em Copacabana era pouco mais das 09h. Fomos na emprese Titicaca Tours para comprar as passagens. Li sobre eles no fórum mesmo, mas achei o serviço igual o do Vicunã. Eles tem lugar para deixar as cargueiras, caso queira. A passagem é Bs 50,00 por pessoa e sai às 13h. Mas, se você quiser ir antes, tem ônibus e vans o tempo inteiro na praça. Não descobri se eles só saem quando lota, ou saem de 30 em 30 minutos...

 

Descemos a rua turística e sentamos num café que tinha internet. Pra não ser aproveitador demais pedimos coisas quentes para beber. Eu já falei que os bolivianos definitivamente não sabem fazer café? Sei lá se é o grão, o modo de preparo. Todos cafés ou algo que envolva café não era bom. Ou tivemos o azar de só ir em lugares ruins :(

 

Ficamos nesse local olhando as fotos do Deathroad, que tinham colocado no Facebook, e nos atualizando, já que ficamos pelo menos 1 dia inteiro sem internet.

 

Ali pelas 11h migramos para um restaurante e almoçamos. Quando saímos decidimos experimentar uma coisa que tem muito em Copacabana: PIPOCA!!!

Tem várias tendas vendendo inúmeras coisas estranhas. Uma delas até parece uma concha marinha, mas é uma massa feita com trigo. A pipoca deles é feita com massa de milho, parecida com uma que existe no Brasil que, pelo menos no RS era vendida num pacote rosa e era mega doce, mas muito boa.

 

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Pipocas!

 

O ônibus saiu no horário, foi cheio, mas não teve problema de venda de bancos duplos. Único problema foi uma boliviana folgada que ficava pedindo pro pessoa fechar as janelas porque ela estava com frio. E uma senhora atrás de mim não queria que eu baixasse o banco...

 

Chegamos em La Paz na rodoviária e fomos caminhando até o Loki Hostel. É bem pertinho, umas 3 quadras e quase só descida. Chegando lá não tinha vaga em matrimoniais e em duplos. Pessoal encheu o Hostel pra virada do ano e ainda estava lá se recuperando da ressaca ::essa::

 

Pegamos um quarto quádruplo que, a princípio, só tinha nós. Se não me engano era Bs 68,00 por pessoa.

Depois colocaram mais uma casal no nosso quarto. Nem conversamos, pois quando eles entraram nós saímos pra jantar, e quando nós voltamos eles saíram. Quando voltaram novamente já estávamos dormindo, e no dia seguinte eles dormiram a manhã toda. Falavam inglês, mas não sabíamos de onde era.

 

VISÃO GERAL DE COPACABANA

Há várias coisas para se fazer, mas muitas delas você depende de taxi ou condução. No Titicaca vi que existem certas grutas/praias, as ilhas flutuantes, a Ilha do Sol e a Ilha da Lua. Se quiser ir visitar tudo reserve ao menos 3 dias entre Copcabana e Isla del Sol.

Copacabana é uma cidade da rota de quem vai/vem do Peru, então tá sempre cheia de ônibus e de mochileiros pelas ruas.

Porém Copacabana é a cidade mais cara da Bolívia. Muitos falam ser Santa Cruz, mas achei Copa mais cara.

 

GASTOS

Barco Isla até Copa - Bs 50,00

Ônibus para La Paz - Bs 100,00

Cafés - Bs 32,00

Pipoca - Bs 5,00

Almoço - Bs 60,00

Lanches - Bs 26,00

Janta - Bs 70,00

TOTAL = Bs 343/1,95 = R$ 175,89

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DIA 07 - 02/01/17 - La Paz

 

Para esse dia havíamos programa de fazer os tours pela cidade de La Paz.

Logo depois do café fomos na agência e pegamos o Walking Tour para a manhã (tem às 09h40min e às 13h40min) e o dos Teleféricos (Cable Car Tour) para a tarde, que possui horários às 11h e às 15h. Pegamos ali no Loki Hostel mesmo. O valor do Walking foi Bs 20,00 por pessoa e o dos Teleféricos Bs 50,00.

 

O guia pede se quer em inglês ou em espanhol, veio nos buscar no Hostel e nos levou até a Iglesia de San Francisco, que fica na Plaza Mayor. Lá ele fala algumas curiosidades bem bacanas sobre a igreja. Dentro é muito bonito. É também explicado como se deu a conversão dos índios, uma sacanagem interessante dos Espanhóis (que vou deixar para que aprendam lá mesmo)

 

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Iglesia de San Francisco

 

Depois vamos para a Calle de las Brujas, que se localiza na Calle Linares. Eu queria muito conhecer esse local porque tinha lido que é o melhor lugar para comprar quinquilharias ::otemo::

É muito bacana e, segundo ele, muito místico. Muitos bolivianos não gostam de andar por ali, então é tomado de turistas.

 

Nos é falado sobre como fazem os feitiços e explica o que é usado em cada um. Também dá um tempo para quem quiser comprar coisas.

 

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Lhamas empalhadas numa das lojinhas na Calle de las Brujas

 

Depois vamos até a Plaza San Pedro. Em frente à ela existe uma Penitenciária, que antigamente existiam passeios nela. Era a principal atração da cidade ::ahhhh::

Porém, devido a problemas dos mais diversos, foi proibido tal passeio. MAS, segundo o guia, ainda dá pra fazer ele na clandestinidade. Eu que não quero entrar numa cadeia na Bolívia...

Além disso ela é completamente comandada pelos presos. Não vou ficar falando tudo aqui também né...

 

Em seguida nos encaminhamos para a Plaza Murillo. No caminho ele para pra mostrar alguns prédios interessantes. São muito bonitos, mas não tirei fotos porque a fiação em excesso estragava tudo.

 

A Plaza Murillo é o coração administrativo de La Paz, onde se encontra o Palácio do Governo e o Congresso Nacional. Em volta há várias repartições públicas.

 

Ali também nos é contado curiosidades sobre a praça e sobre os antigos presidentes. É bacana fazer esse passeio antes do Teleférico, visto que depois o teleférico passa por cima da casa de um prefeito que teve que fugir para não ser morto, e o guia da manhã nos contou como ele conseguiu fugir.

 

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Catedral na Plaza Murillo

 

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Congresso Nacional

 

Por fim vamos para a Calle Jaén. Essa é uma rua amaldiçoada, tanto que o padre vai lá benzer ela de tempos em tempo. Interessante que a empresa desse tour fica nessa rua, e também tem um Hostel ali. Se você quiser tirar a prova, vai dormir lá e depois vem aqui contar se ouviu relamente barulhos estranhos :D

 

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Calle Jaén

 

Aí o guia nos leva novamente até a Plaza Mayor e nos deixa, solicitando, claro, uma propina, se alguém quiser dar. Eu até queria dar, porque ele é realmente muito bom, mas acabei não dando :(

 

O tour acabou ali pelas 12h30min. Disseram que seria somente 2h, mas foram quase 3h. Tínhamos que sair do quarto quádruplo antes das 13h pra ir pro quarto matrimonial, no qual eu tinha reserva.

Deixamos as cargueiras no depósito deles e fomos almoçar no Hostel mesmo (Bs 65,00).

 

Às 15h a guia dos teleféricos chega. Iríamos somente nós 2 e uma francesa, que estava em outro Hostel.

Primeiro subimos a ladeira do Loki Hostel para chegar ao Teleférico Vermelho. Todos os tickets são pagos pela guia, e eles custam Bs 3,00 por pessoa, e precisa ser pago novamente se você sair do bonde nas estações, ou quando troca o teleférico (do amarelo pro verde, por exemplo, visto que eles são interligados).

O vermelho não possui ligação com outros ainda, mas o teleférico azul, que está em El Alto, está quase pronto e será a primeira ligação do vermelho.

 

É bacana fazer esse passeio para conhecer, e também para ver a cidade, que acho muito bacana. Ela é aquele tom marrom, visto que as casas não são pintadas.

Essa guia nos falou que as casas pintadas pagam mais impostos, então as pessoas não pintam. Sei lá, meio estranha essa lei. E deve ser uma lei Municipal de La Paz, ou Estadual do distrito a que pertence La Paz, visto que em Sucre quase tudo é pintado, e em Santa Cruz tb.

Como as pessoas não podem pintar as casas, ela pintam os portões e comprar vidros com películas coloridas. Foi a forma deles enfeitarem um pouco suas residências.

 

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Visão de um pequeno pedaço de La Paz

 

Chegando em El Alto nós caminhamos uns 20min pra pegar uma van, visto que é longe o Teleférico Amarelo. Nesse percurso passamos pelo Mercado das Bruxas de El Alto, que só é frequentado por locais. Ali sim deve sair uns feitiços da poha... Tanto que estavam fazendo um e, quando eu e a francesa tiramos fotos, uns senhores começaram a gritar com a gente.

Aí a guia nos explicou que o povo acredita que quando se tira foto deles, você está roubando um pouco da alma deles. Então, se for tirar foto das pessoas, peça autorização antes. E se quiser tirar foto dos rituais deles, é melhor que não vejam você fazendo isso.

 

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Calle de las Brujas em El Alto

 

Chegamos num parque de diversões. Ali a guia arranja uma van pra nós. Mais uma aventura. Queria ter filmado a senhorinha avisando pra onde a van iria, era muito bacana o tom da voz e a velocidade que ela falava. As vans que se pega no caminho também são pagos pela guia. Essa acho que custou Bs 2,00.

 

O Teleférico Amarelo é um dos maiores. Acho que foram 20min nele até chegar no Verde.

Aqui a cidade começa a ficar melhor. Já é uma classe média, e passamos bem próximo da Residência Oficial da Presidência da República.

 

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Descendo de El Alto com o Teleférico Amarelo

 

Já o Teleférico Verde está incurstado no bairro de luxo da cidade, a zona sul. Ali se veem mansões e prédios grandes e bonitos, aqui já tudo pintado.

Onde o teleférico passa por cima as casas perdem valor. Se perde privacidade e as torres deixam a visão mais feia, então os ricos daqui não queriam a construção. Mas o governo deu um "faz-me-rir" e o pessoal acabou colaborando (em parte).

 

Chegando no fim da linha verde vemos o Shopping da cidade e as universidades privadas. Ali nos despedimos do teleférico e voltamos pro centro de Van. O preço da van aqui foi Bs 3,50 (acho que varia com a distância do destino).

Nesse percurso passamos em frente às Embaixadas, à Residência da Presidência e, inclusive, de um Banco do Brasil!

 

O passeio terminou era umas 18h e ficamos novamente na Plaza Mayor.

DICA: Fique um dia em La Paz para fazer esses dois passeios. Para mim foram sensacionias, vale muito a pena e o preço é baixíssimo. Se for fazer sem guia você perde a oportunidade de ficar sabendo da história e das curiosidades da cidade e do País.

 

Voltamos pro Hostel e fomos tomar um Sunday de Nutella, que tínhamos visto no cardápio (Bs 17,00). É bem grandinho, mas não é lá muito bom.

Como tínhamos tomados isso, nossa janta foi um cafézinho no quarto e umas bolachinhas.

 

Ah, esqueci de falar. No quarto matrimonial do Loki Hostel eles dão chás, cafés, 2 garrafinhas de 600ml de água, e tem uma garrafa térmica que esquenta água. Muito bacana!

 

GASTOS

Café - Bs 24,00

Walking Tour - Bs 40,00

Almoço - Bs 65,00

Tour Teleféricos - Bs 100,00

Sunday - Bs 17,00

TOTAL = Bs 246/1,95 = R$ 126,15

 

DIA 08 - 03/01/17 - La Paz - Salar de Uyuni

 

Esse era um dia de folga. A princípio iríamos fazer um passeio de dia inteiro numas ruínas incas. Mas como já estávamos cansados de andar apertados sacolejando em vans, decidimos "não fazer nada"... em partes, claro.

 

Primeiro fomos arrumar o óculos de sol da Neila. Ali perto do Hostel tem ao menos 30 óticas. Entramos numa e iriam cobrar 20 Bs pelo conserto (era só trocar aquele suporte que fica no nariz.

Pois bem, serviço de 5 min no Brasil. Meia hora depois a pessoa volta e parece que tinham enchido de super bonder no óculos, e ainda veio torto. Quando a Neila foi experimentar meio que a gambiarra quebrou e a moça levou pra quem consertou. Voltou melhor, mas pura cola, até na lente tinha cola. É uma coisa tão simples, só colocar um novo! ::putz::

Blz, fazer o que. Dali fomos pra Calle de las Brujas comprar presentes. Compramos uns artesanatos pra família e pra nós. A Neila comprou uma blusa de lã e eu comprei uma espécie de poncho pra minha irmã. É muito barato! O poncho custou Bs 120,00 e a blusa Bs 85,00. Parecem bem boas, só não sei como vão ficar depois de lavar. (a Neila disse que lavou a dela na máquina e a blusa continua intacta ::otemo:: )

 

Voltamos pro Hostel, guardamos as coisas e fizemos check out, colocando as cargueiras no depósito.

 

Eu pretendia comer novamente no Restaurante Pub 7200, mas quando chegamos lá estava fechado. :cry:

Como estávamos por ali fomos no Little Italy, que já havíamos tomado café no dia do Downhill. Como é italiano, pedimos pratos individuais de lasagna e raviole de lhama. O meu achei muito exagerado no queijo e sem carne, e o da Neila estava muito picante...

Não é muito bom, e é consideravelmente caro pela qualidade (Bs 100,00).

 

Depois de comer fomos no Museu da Coca, que é ali perto. Eles te dão uma bala de coca pra experimentar. Não é essas vendidas no mercado. Amortece a língua de forte que é, e não tem açúcar.

Ficamos acho que 1h lá. Você vai lendo umas plaquinhas, é bem interessante.

Na saída o restaurante que eu queria ir estava aberto. Pelo que notei ele abre às 13h.

 

Dali fomos fazer o roteiro que havíamos feito no dia anterior, mas por conta própria. Eu queria tirar umas fotos que não consegui porque tinha que mudar a lente da câmera. Já as coloquei ali em cima, então não vou repetir.

 

Caminhamos até ali pelas 16h e voltamos pro Hostel.

Ficamos lá sentados, tomando chá de coca e escutando uns brasileiros que não conseguiam se decidir sobre que tour iam fazer, enquanto um que se achava o fodão (que já tinha ido pra Bolívia 2 anos atrás) ficava falando um monte de bobagens (tal como "no Downhill se você ficar muito pra trás eles recolhem tua bicicleta e te fazem ir de van). Não sei onde ele viu isso, mas no dia que fomos existiam vários retardatários e nenhum foi obrigado a ir de van...

 

Ali pelas 19h fomos pra Todo Turismo a pé. É pertinho (em frente à Estação de Ônibus).

Chegando lá sentamos nos sofás e conversamos com uma brasileira. Ela disse que iriam ficar só um dia no Salar porque não iria ter passeio de 3 dias por causa do Rally Dakar. Eu gelei!!! ::sos::

Olhamos na internet e ela estava certa: IA TER O DAKAR MESMO!!!

Só que verifiquei que eles entrariam na Bolívia no dia 05/01 e estariam em Uyuni somente no dia 08/01. Como eu ia ver o passeio lá em Uyuni, pensei "eles não vão ficar quase 1 semana sem fazer passeio. Vai sair, nem que seja clandestino hahaha".

 

No horário embarcamos e seguimos viagem. Na saída eles servem uma janta (uma marmita quente), café ou chá e um chocolate. Tinha um filme em inglês com tradução espanhol, e eu não conseguia nem ouvir e nem ler. A viagem foi tranquila. Não era o ônibus leito, mas era confortável.

 

GASTOS

Café - Bs 24,00

Conserto óculos - Bs 20,00

Hostel - Bs 332,00

Atesanias e roupas- Bs BS 380,00

Almoço - Bs 100,00

Tickets Museo Coca - Bs 30,00

TOTAL = Bs 886/1,95 = R$ 454,10

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DIA 09 - 04/01/17 - 1º dia do tour - Salar de Uyuni

 

Chegamos em Uyuni às 07 horas, depois de uma rápida parada no caminho para um café da manhã (servida no ônibus mesmo, mas ele para em um local se você quiser dar uma espichada nas pernas).

 

Ao chegar já fomos bombardiados por pessoas querendo ofereceu tour. A primeira coisa que fiz foi pedir se haveria tour de 3 dias. SIM, HAVERIA!!! ::otemo:: . O Rally não iria nos atrapalhar (ou iria hahaha).

 

Entramos numa das empresas ao lado de onde para a Todo Turismo, e tava entupido de gente. Falei q iria voltar outra hora e nos mandamos pro centro. Eu tinha anotado umas empresas que falavam ser boas para fazer o tour, e a primeira delas era a Esmeralda. Porém eu não sabia onde ela se localizava. Fomos caminhando, olhando, até que chegamos no calçadão. Ali sim você é atacado a cada minuto por pessoas que oferecem passeios. Encontrei a Esmeralda e fomos lá ver. Dispensamos as rotas, visto que são praticamente todas iguais. O valor dra de Bs. 800,00 por pessoas, mas choramos um pouco e fizeram por Bs. 750,00. Já tinha 2 canadenses no nosso veículo, e depois de nós entraram 2 equatorianos e fechou nosso carro. Deixamos as malas ali e fomos comprar um ônibus para Sucre.

 

Segundo a mulher do Esmeralda somente uma empresa faz o caminho direto até Sucre. Chegamos no local e é o ó hahaha. Pegamos 2 passsagens a Bs. 70,00 cada, ônibus noturno para dali a 3 dias. Ele sai às 22h e chega às 05h (se não estou enganado).

 

Voltamos para o calçadão e paramos num bar tomar um café (Bs. 40,00). Ficamos ali sem fazer nada, visto que teríamos que esperar até às 10h30min pro nosso tour sair.

Voltamos pra agência e eles pedem pra levar somente uma cargueira, para não sobrecarregar o veículo, a não ser que vá para o Chile. Fizemos isso e enquanto estávamos lá, vimos algumas pessoas pedir tour, e aparentemente já não tinha mais vagas. Pelo que notamos as agência "sérias" possuem um número limitado de tour diários (a Esmeralda tem somente 1 tour de 3 dias por dia). Agora existem as agência "não tão sérias", que se localizam onde os ônibus param (tipo aquela que eu entrei quando cheguei em Uyuni). Parece que eles vão pegando gente e colocando em veículos até encher. Não posso falar se são boas ou não, mas fica a dica. O preço era o mesmo, melhor pecar pela qualidade.

 

Uma coisa interessante que nos foi oferecido por um homem oferecendo tours era o "tour invertido". Começa pelos desertos altiplânicos e termina em Uyuni. Aí, no 1ºdia você faz aquele percurso imenso que se faz no último dia. Sei lá, pode ser interessante, talvez você pegue os locais mais vazios...

 

Já no veículo estávamos nós, o casal de equatorianos e 2 meninas gringas (Austrália se não me engano). Elas entendiam muito mal espanhol, então a Neila estava feliz que ia treinar o inglês delas. Parece que essas meninas fariam o tour de 1 dia, e que iriam trocar de veículo depois. Porque aconteceu isso eu não sei.

 

Paramos no cemitérios de trens, e é aquele entrevero de gente, coisa ruim pra tirar foto.

 

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Cemitério de Trens

 

Depois vamos pro salar propriamente dito. Se para nos Ojos do Salar, que é a água vindo pra cima. Pela explicação do guia, o salar é um pedaço do mar que ergueu, depois secando. São 3 metros de sal, e a parte inferior é puro água.

 

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Ojos do Salar

 

Dali fomos pro Hotel de Sal para almoçar. É nesse hotel que tem aquele monumento do Rally Dakar e as bandeiras. Ele nos deu 20min enquanto preparava o almoço, e ficamos tirando fotos e caminhando. Estava muito, mas muito quente ali. Dentro daquele hotel eu tava me sentindo mal. O almoço é bem servido, tem refrigerante e sempre uma fruta de sobremesa.

 

Dali fomos direto pra Ilha de Cactus. O roteiro normal é parar para tirar as fotos em perspectiva, mas como tinha esse "problema" de trocar de passageiros, fomos direto. A ilha é bem bacana. Paga-se Bs. 30,00 por pessoa, e pode usar o banheiro daí. Tem algumas subidinhas e caminhadas, mas nada muito exigente.

 

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Visão a parte da Ilha de Cactus

 

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Cactus

 

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Panorâmica

 

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Um portal que tem na Ilha

 

Na volta pro veículo ficamos sabendo que os canadenses estavam ali desde meio dia quase. Ou seja, ficaram umas 5h naquele lugar, em razão dessa "troca". Já estavam bem putos.

 

Fomos fazer as fotos em perspectiva e, aparentemente, eles (os canadenses) já tinham feito e não gostaram muito de ter que ficar mais um tempo "parados".

Pois bem, o nosso guia fez as fotos, nos orientou, tudo muito bacana. E parece que o guia dos canadenses não tinha feito a foto pra eles. Aí se alegraram um pouco e pararam de reclamar.

 

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Pessoas do tour

 

Depois disso iríamos ver o pôr-do-sol. Mas estava beeem encoberto. Ficamos um pouco lá e decidimos ir embora. Que cagada. No dia seguinte ouvi uns brasileiros falando que o pôr-do-sol tinha sido maravilhoso, tendo ficado todo o deserto avermelhado. Então fica a dica: TEIME PARA FICAR NO PÔR-DO-SOL, NEM QUE ESTEJA CHOVENDO!!!

Até porque depois disso se vai pro Hostel dormir, então não custa ficar 1h ali brincando no sal.

 

O Hostel fica num vilarejo (na real o escolhido pela agência, visto que passamos por vários Hotéis de Sal no caminho). Ali ficamos num quarto com sal no chão (coisa chata, só pra fazer bagunça), e o nosso quarto era o único com banheiro e chuveiro. Sorte grande!!! #sqn.

O vaso não estava funcionando, mas o chuveiro a princípio estaria. Sim, estava, mas só com água fria... E além disso tínhamos pago Bs. 20,00 para tomar banho quente ::putz::

Além disso, um dos canadenses era vegetariano, e nosso guia avisou a cozinha sobre isso. Mas a comida veio para não-vegetarianos. É um problema dos vegetarianos isso. Numa viagem dessas, de 3 dias, deve ser bem complicado manter esses hábitos, ainda mais num país sem muito estrutura como na Bolívia.

 

GASTOS

Tour Salar - Bs 1.500,00

Ônibus uyuni - Sucre - Bs 140,00

Café - Bs 40,00

Entrada Ilha Cactus - Bs 60,00

Banho Hostel - Bs 20,00

TOTAL = Bs 1.760/1,95 = R$ 902,56

 

DIA 10 - 05/01/17 - 2º dia do tour - Lagoas Altiplânicas

 

No dia seguinte, beeeem cedo, partimos para as lagoas altiplánicas. Eu não lembro os nomes, mas são várias.

Pela manhã nós fomos num lugar estranho que parece uma estação de trem. Ali tem um vulcão semiativo.

Depois nós vamos para um lugar que é derramamente de lava já seca (beeeem antiga). O mais interessante aqui seria ver a fumarola do vulcão, mas estava encoberto de nuvens (e tb é bem longe).

 

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Vulcão Semiativo

 

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Esculturas nas pedras

 

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Esculturas nas pedras

 

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Lagoa

 

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Panorâmica de Lagoa

 

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Lagoa + Flamingos

 

Durante a manhã tudo tranquilo, sol e um calorzinho. Mas de tarde esfriou muito e começou a chover. O guia tinha falado que de tarde ia esfriar, mas eu não sabia que seria tanto. Como não dá pra pegar as mochilas, é muito recomendável que se leve uma blusa a mais no interior do veículo. Eu estava com uma manga curta e uma jaqueta corta vento e sentia bastante frio quando descíamos. Pior ainda que chovia!

 

Essa parte da tarde foi bastante estragada em razão da chuva. A árvore de pedra mal deu pra fotografar, teve lugares que nem conseguimos parar, e a Laguna Coloranda tava... tosquíssima, sem flamingo, sem cor, sem poder caminhar em razão da chuva :cry:

 

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Árvore de Pedra

 

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Laguna "Colorada" :(

 

Depois da Laguna Colorada tem uma cobrança estra e caríssima que só fomos descobrir lá (na real eles falaram na agência). São cobrados Bs. 150,00 por pessoa para ingressar no Parque que começa na Árbol de Piedra e vai até a divisa com o Chile. Esse valor não tinha visto em nenhum relato e aparentemente é algo novíssimo.

 

Dali fomos procurar um lugar para dormir. É um alojamento ali na Laguna Colorada mesmo. Isso é feito bem cedo, ali pelas 16h, para conseguir lugar. Nos ajeitamos e fomos comer um lanche que o guia nos proporcionou.

 

Depois os canadenses ficaram mexendo nos celulagres/notebooks, a Neila e os equatorianos dormiram, e eu fui caminhar (agora beeem agasalhado, porque ficava cada vez mais frio). Nesse caminhar vi os guias jogando uma pelada (jogar futebol nessas altitudes não é pra qualquer um) e fiquei escutando uns brasileiros que estavam viajando por conta própria, em 3 veículos. Foi aí que ouvi eles falarem do pôr-do-sol no salar no dia anterior, visto que eles acamparam no salar. Deve ser magnífico o céu por lá, mas como estava nublado não sei se conseguiram ver algo.

 

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Alojamento

 

Nisso eu notei que tava ficando bacana pra um final do dia bonito e fui buscar minha câmera. Depois a Neila decidiu sair também e os equatorianos também apareceram. Ficamos caminhando e conversando sobre nossos países, tirando algumas fotos, e ali pelas 19h30min fomos jantar (nosso guia tinha nos falado para aparecer ali pelas 19h).

Nessa noite ganhamos um vinho boliviano. Era suave, mas tudo bem, mal deu um copinho para cada um.

 

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Final do Dia

 

Nesse local a energia elétrica é controlada. Então eles ligariam a rede das 20h às 22h para quem quizesse carregar seu apetrechos. Aqui não tem banho quente. Se quiser, toma frio, mas estava extremamente frio pra fazer isso. Depois da janta fiquei conversando com o pessoal e fomos dormir, visto que no dia seguinte iríamos madrugar novamente.

 

GASTOS

Tickets parque - Bs 300,00

Água 2 litros - Bs 10,00

TOTAL = Bs 310/1,95 = R$ 158,97

 

DIA 11 - 06/01/17 - 3º dia do tour - Altiplânico Andino

 

Nesse dia acordamos às 04h. Saímos de noite e fomos até os gêiseres. Depois, indo em direção às piscinas térmicas, encontramos um local coberto de neve. Até o guia parou para tirar fotos, visto que era algo anormal. Até que enfim a natureza estava colaborando um pouco.

 

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Gêiser

 

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Neve

 

Pegamos alguns pontos de chuva isolados, mas chegando nas piscinas fazia sol. Os tickets custam Bs 6,00 por pessoa e dão direito ao banho e ao uso dos banheiros. Entramos eu, Neila e a equatoriana. O marido dela não teve coragem. O guia tinha dito que a água era de 30ºC, então pensei que passaria frio, mas estava MARAVILHOSO!!! Pena que é pouco tempo (40min ao todo, visto que tínhamos que levar os canadenses pra divisa com o Chile). Vale muito a pena entrar. Não é tão frio quanto parece, e uma vez lá dentro você não quer mais sair

 

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Piscina termal

 

De banho tomado, fomos em direção ao Deserto de Salvador Dali e à Laguna Esmeralda.

Depois é ir até a divisa com o Chile e a viagem praticamente termina... ou não ::tchann::

 

A fila para a emigração Boliviana era imensa. Pelo menos andava mais rápido que nos aeroportos. Uma casinha, no meio do nada, coisa bem Boliviana mesmo. É bacana ver o contraste entre um País e outro. No lado do Chile, tudo asfaltado; no lado da Bolívia, estrada de chão (isso quando existe estrada!)

 

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Deserto Salvador Dali

 

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Laguna Esmeralda

 

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Divisa Bolívia / Chile

 

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Fila Emigração

 

Depois de uns 30min ali, em que estávamos esperando um suporto primo do guia que voltaria com a gente, partimos de volta pra Uyuni.

Eu tinha lido como é importante que o pessoal que viaje junto seja companheiro. Realmente. Nosso guia tinha dito para que revesássemos os bancos. No 1º dia eu e a Neila fomos no do meio. No 2º falei com os equatorianos para trocar e fomos no fundo. No 3º dia pensei que os canadenses iam se tocar, mas não, pegamos novamente o lugar da frente e o do meio e o resto que se lasque. Também reclamavam demais, a canadenses sempre querendo cortar o guia. Pessoas bem complicadas. Mas pelo menos nos demos bem com os equatorianos.

 

Na volta o primo do guia foi no fundo e eu fui na frente.

Foi uma longaaaa viagem até chegar ao meio dia, em que paramos num vilarejo para almoçar.

 

Depois do almoço continuamos nosso viagem. No meio do caminho o guia parou em um local com umas formações rochosas interessantes. Depois disso seguimos direto até San Cristobal, onde foi feito uma parada para usar banheiro e comer algo. Comemou um picolé (Bs 4,00 cada). Não era a melhor coisa do mundo, mas pelo preço até que não era dos piores.

 

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Formações rochosas

 

Então seguimos viagem e uns 10 min depois, nuam espécie de enruzilhada, fomos parado num bloquei. Finalmente O RALLY SE MOSTRAVA A NÓS!

 

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Carros do Rally

 

Que bacana, que emocionante... bom se fosse. Parece que com a quantidade de chuva que tinha caído eles se atrasaram. Era pra ter passado nesse ponto às 14h, mas com muitos retardatários, ficaria fechado até às 20h, ou mais. Os guias tentaram cruzar pelo deserto, mas a polícia impediu. Ficamos 1h ali, até que um dos guias falou para ir por um determinado local que não tinha polícia.

Aí foi aquela comitiva de veículos traçados pelo meio do deserto. O Rally bem belo pela estrada, e nós no meio do deserto, sendo muito mais emocionante que eles.

 

Íamos meio que acompanhando a estrada, até que os guias meio que ligaram o "foda-se" e se meteram na estrada principal, junto com os veículos do Rally (eram poucos que passavam lá de vez em quando). Chovia e a estrada estava bem escorregadia, então íamos numa velocidade amena. Quando víamos que um veículo da corrida estava vindo, íamos bem pro canto e diminuíamos a velocidade para que ele passasse.

 

Chegou um momento que acabou a chuva e o vidro do nosso carro começou a encher de respingos de lama. A água do parabrisa não funcionava. Aí eu, que estava na frente, enchia as garrafinha de água, me colocava pra fora do carro pela janela e jogava no vidro. Uma coisa muito emocionante, disputar um rally e ainda servir de limpador de para brisas ::hahaha::

 

Teve certos momentos que chegávamos a acompanhar os corredores. Meu maior medo era encontrar uma barreira policial e se lascar, mas foi tudo "tranquilo" até Uyuni.

 

[media]

[/media]

No Rally. Esse carro da frente era competidor

 

Chegando lá chovia demais e a cidade estava DEBAIXO DA ÁGUA. Sério, tinha chovido muito, e inclusive tinha GELO nas calçadas. Pedi pro guia se isso era normal, e ele disse que nunca tinha acontecido antes. E eu com esperanças de ir pro Salar tirar foto do reflexo... haha, sonho.

 

2z58787.jpg

Uyuni debaixo de água (aquilo branco na calçada é neve :o )

 

Paramos próximo à agência e ficamos esperando a chuva diminuir, mas não diminuia. O calçadão parecia um rio de tanta água. Decidimos ir correndo pra agência. Pensamos que os equatorianos viriam também, mas eles simplesmente desapareceram. Nem nos despedimos ou trocamos contatos :(

 

Fomos procurar algum local para tomar um banho, mas um Hotel que oportunizava isso disse que por causa do alagamento as bombas deles não estavam funcionando. Desistimos e fomos para um restaurante que vimo. Já estava cheio de gente querendo refúgio. Pedimos uma pizza e ficamos ali até que a chuva parou, o alagamento meio que se foi, e a cidade começou a voltar ao normal aos poucos.

 

Com o fim da chuva fomos em direção à nosa partida do ônibus. Bom, o local era um chiqueiro e estava entupido de gete. Também, sairiam 2 ônibus pra Sucre naquele horário!

A viagem foi boa. O ônibus não é leito mas estava confortável.

 

GASTOS

Tickets Águas Calientes - Bs 12,00

Banheiro no almoço - Bs 4,00

Pocolé San Cristobal - Bs 8,00

Janta - Bs 98,00

TOTAL = Bs 122/1,95 = R$ 62,56

 

DIA 12 - 07/01/17 - Sucre

 

Chegamos em Sucre ali pelas 5h da manhã. Meio estranho aquela rodiviária, tudo fechado, escuro, bem sinistro. Catamos um táxi e ele disse que sairia Bs 10,00 pra ir até o Hotel. Reservei o Villa Oropeza Guest House pelo Booking. Fica no centrnho histórico e achei o preço bem acessível pela qualidade. Claro, não é barato igual La Paz, já que em Sucre os valores já aumentam um pouco.

 

Bom voltando ao táxi. Ele andou um monte, muito barato o preço. Chegando lá vi que só tinha notas de 100 e 200... pedi pra ele esperar e solicitei para a atendente do Hostl que fizesse a troca do dinheiro. Ela não uis me dar trocados, me deu só 2 de 50. Aiai, saí e dei uma notade 50 pro taxista. Foi minha boa ação na Bolívia. Depois me liguei que poderia ter pdido Bs 10 pra atendente e solicitad que ela me cobrasse no check out. É uma dica besta, mas SEMPRE tenha dinheiro trocado, ainda mais quando você vai andar de táxi de madrugada.

 

Nos acomodamos. O quarto enorme, cama enorme, chuveiro quente... AHHH, CHUVEIRO QUENTE ::otemo::

Tomamos um banho maravilhoso e fomos dormir. O passeio pelo Salar é ótimo, mas retornar ao conforto também é muito bom.

 

Dormimos até ali pelas 10h e fomos conhecer um pouco da cidade, já que ficaríamos somente um dia. Pegamos um mapa turístico no Hostel e fomos nos guiando. É aquela típica cidade antiga européria. Muito bem cuidada, e com trocentas igrejas.

 

A Plaza 25 de Mayo é o coração do local. Olhei no TripAdvisor algum local para comer e vi que falavam muito bem do Abis Café. Decidimos ir almoçar lá.

Pedimos o prato do dia, e podia escolher entre as entradas, principas e sobremesas. Quando eio a entrada... PQP, o prato era IMENSO! :o . Pedimos uma sopa, mas veio um balde de comida.

Comemos... e quando veio o principal. Eu não consegui comer de jeito nenhum. Vinha muita comida mesmo. Depois ainda deram uma bela porção de sorvete. Pela quantidade de comida que vem achei muito barato. Custo Bs 108,00 para 2 pessoas.

 

Depois disso vasculhamos um pouco mais a cidade e fomos dormir. Não tinha organizado nada para fazer ali, só conhecer a cidade mesmo.

 

À tarde fomos novamente para a praça. Eu queria trocar dinheiro, mas era domingo. Só tinha aquele pessoal de rua, e eu não tava muit a fim de trocar com eles. Fomos num outro local e comemos um doce e tomamos café/chocolate quente. Os doces eram bons, mas definitivamente o café boliviano é ruim...

Também compramos chocolates da marca Sucre, que custou Bs 16,00 cada. Eu tinha lido que era barato, mas não achei não. E o gosto não é dos melhores. Tem outra marca, ParaTi. Mas esse sim é caro. Não fui ver o preço, mas as lojas são chiquérrimas.

 

À noite comemos algo no quarto. Aquele lanche da tarde nos deixou cheios.

 

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Centro de Sucre

 

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Centro Sucre

 

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Centro Sucre

 

GASTOS

Táxi - Bs 50,00 (só lembrar que o vaor real foi 10)

Almoço - Bs 108,00

Chocolate - Bs 48,00

Café/lanche - Bs 87,00

TOTAL = Bs 293/1,95 = R$ 150,25

 

DIA 13 - 08/01/17 - Sucre - Santa Cruz de La Sierra

 

Fizemos o check out e pedimos um táxi para ir ao aeroporto. Na recepção nos informaram que existe um ônibus que leva té lá, e que demora em média 1h, sendo o táxi até o local pra pegar o ônius entre 5 e 10 bolivianos. Pra quem não quer gastar vale a pena, poruqe o táxi até o aeroporto custa Bs 70,00.

 

Eu tinha visto no Maps que o aeroporto era ali pertinho, mas não é. É longe pra kct. O taxista demorou uns 40 min, e olha que ele corria um monte. No caminho, vários deslizamentos de rochas. Um perigo!

 

Chegamos no aeroporto, novíssimo, mas cheio de goteiras. Lembrei das obras brasileiras.

Despachamos as malas, pagamos a taxa de embarque (num guichê apartado) e fomos tomar um café. Nisso estava fechado de neblina, e vimos que o voo foi atrasado. Era pra sair às 09h05min, ficou para as 10h30min. Fazer o que.

 

Quando stava quase chegando na hora, no auto falante nos chamaram (a todos do voo) pra o ghichê. Chegando lá eles tavam falando que o voo iria sair só as 15h. Tive que escutar umas 4x pra ter certeza que estava ouvindo corretamente.

Parece que tinha um temporal muito feio em Santa Cruz, e que nosso avião iria decolar de lá. Mas em razão do tempo ia esperar melhorar.

 

Então ficamos por looongas horas no aeroporto. Almoçamos e ficamos conversando com 2 brasileiros.

Às 15h conseguimos sair de Sucre. Em Santa Cruz troquei um pouco de dinheiro, o suficiente pra durar até o fim, e fomos pro Hostel. O aeroporto também feca beeem afastado da cidade, então se anda bastante de táxi.

 

Ficamos no Jodanga Backpackers Hostel. É um hostel bem famoso, tanto que quando falei o endereço o taxista já falou que era esse hostel.

Ele fica localizado num bairro nobre da cidade, com um parque imenso e cheio de casas bonitas. Ficamos hospedados na frente do hostel, num terreno onde eles colocaram 3 containers. Bem confortável, com ar condicionado e silenciosos.

 

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Quarto Container

 

Eu tinha planejado conhecer a cidade, mas devido ao atraso do avião, só conseguimos chegar já fim do dia. Então ficamos no Hostel mesmo e decidimos ir gastar a "grana" que tinha num restaurante chique.

Olhei bastante no TripAdvisor e fomos no TANTA.

Local bem bacana, e as comidas bem caras também (não tanto como no Brasil, mas caras para padrões mochileiros). Eu pedi um Tacu Tacu a lo Pobre, que custou uns 70 bolivianos, e a Neila um outr prato que também custou + ou - isso. O valor total com a bebidas e sobremesas foi Bs 220,00.

 

Interessante é que você está num restaurante chique e pede um táxi. Aí chega um carro que dá até medo de entrar, ou pq vc vai ser sequestrado, ou pq ele vai querbar no meio do caminho. E pior, o cara não sabia nem como chegar no endereço ::putz:: .

 

Depois vi que poderíamos ter ido a pé. É relativamente perto, e as noites bolivianas são bem movimentadas. Mas eu tenho certo receio de sair à noite onde não conheço.

 

GASTOS

Hostel Sucre - Bs 316,00

Táxi aeroporto Sucre - Bs 70,00

Taxa Embarque aeroporto - Bs 22,00

Café - Bs 30,00

Táxi aeroporto Sta Cruz - Bs 60,00

Hostel Sta. Cruz - Bs 300,00

Táxi até o Tanta - Bs 20,00

Janta no Tanta - Bs 220,00

Táxi até o Hostel - Bs 12,00

TOTAL = Bs 1.050/1,95 = R$ 538,46

 

DIA 14 - 09/01/17 - Santa Cruz de La Sierra - São Paulo

 

Último dia!

Nosso voo sairia às 12h de Sta. Cruz, então saímos bem cedo, ali pela 8h30min.

Troquei os bolivianos que tinha por reais, deixando uma pequena quantidade para os Free Shops.

 

Entrando no local do embarque a gente dá de cara com uma fila IMENSA!!! A fila de emigração ::ahhhh:: .

Ficamos 1h30min nela e, quando estávamos quase pra passar, o funcionário da Gol nos chama para "pular a fila" porque nosso voo estava se aproximando. Não precisava, até porque ficamos mais um tempão esperando depois, mas...

Ali a polívia abre e verifica as bagagens de mão. Verifica a de todo mundo!

 

Então, se for entrar ou sair da Bolívia, tem que cuidar muito os horários de conexão e chegada nos aeroportos, porque o sistema migratório deles é HORRÍVEL!!!

 

2rog7wi.jpg

1/3 da Fila da Emigração

 

Depois de todo esse tempo você entre nos Free Shops.

Bem, não vale a pena. O preço nos nos é ABSURDO!!! Conseguimos comprar alguns chocolates (acho que tínhamos 100 bolivianos). Com uns trocados que sobraram compramos uma coxinha (fui lá e pedi o que conseguia comprar com aquele valor :D ).

 

E aí acaba a viagem!

 

GASTOS

Táxi aeroporto Sta Cruz - Bs 70,00

TOTAL = Bs 70/1,95 = R$ 35,89

 

CUSTO TOTAL DA VIAGEM = Bs 9.485,00/1,95 = R$ 4.864,10 + R$ 3.838,67 (passagens aéreas) = R$ 8.702,77

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      Agora começa a loucura...
      Após a ascensão do Acotango, resolvi subir ficar no campo base do Parinacota. Por lá, aos 5200 metros de altitude fiquei 4 noites. Sozinho.
      Novamente paguei 1000 bolivianos. Para o Gregorio me deixar no campo base. Ele me deixou com 6 litros de agua da torneira do hostel.
      No campo base tem um abrigo grande de pedras, com  5 beliches, com  colchoes novos, cobertas grossas boas.
      NÃO TEM AGUA!! como o solo é de por de rocha vulcânica, não tem agua escorrendo do topo do vulcão. O nível da neve é bem alto 1 hora de caminhada. 
      Neste primeiro dia optei por dormir na barraca. Pois minha barrca nunca tinha enfrentado frio verdadeiro.  A minha Naturehike  cloud up 2, passou bem pelo teste. Nevou a noite toda. O vento não incomodou.
      Acordei com neve até o 1\4 inferior da barraca. A noite ouvia o excesso de neve escorrer pela barraca. 
      No entorno havia 30 cm de neve em todo lugar. Logo fiquei feliz, acabou meu problema com água !! Só que não é tão simples derreter neve. Exige-se um volume grande de neve e muito FOGO.  Como eu levei apenas um botijão pequeno para o fogareiro. Optei por não derreter a neve no fogo.
      Enchi um saco plástico transparente e deixei a radiação solar fazer sua parte, depois de 2 dias eu tinha 4 litros de neve derretida e com processo de produção mantido. Resolvido o problema de agua. Agora era apenas torna-la potável.  Já havia gasto 8 pastilhas de clorin na agua que o guia me deu. Joguei no galão 2 litros de neve derretida, e minha ultimas 2 pastilhas de clorin, deu certo so tiver um episodio de diarreia no primeiro dia e não tive mais.
      Comida não era um problema, havia levado 4 refeições liofilizadas, muita castanha do Pará,  frutas secas e barras de proteína e chocolate. Levei uns saches de chá e alguns de leite em pó. Tinha também  soro de reidratação e tomava um litro por dia. Resumindo não passei fome nem sede.
      Banho! apenas paninho com álcool nas partes e creme antibacteriano que eu levei.
      Nevou dia e noite sem parar. Minha barraca ficou enterrada na neve.
          A  segunda noite ... 
      Seria a noite de ataque ao cume. Optei por dormir no abrigo, pois iria acordar de madrugada e vestir a roupa de alta montanha no abrigo.
      Seria....
      Acordei as 23 horas com uma dor de cabeça, falta de ar pior da vida. Tomei ibuprofeno e paracetamol. So melhorou pela manha. Quando conseguir dormir um pouco.
      Tomei ibuprofeno 8\8 hs e melhorou durante o dia. Dei umas voltas pelo entorno, neve fofa e alta pra todo lado. Almocei, tomei cha e leite. Li meu livro( Transpatagonia, pulmas não comem ciclistas, Guilherme cavallari). Algo indispensável nestes momentos de solidão. Tinha até medo de terminar de ler rápido.
      DIA DE CUME!!! 10\03\2020
      Dormir no abrigo,  jantei um frango liofilizado. Tomei um chá e mais copo de leite. Fui dormir. 
      Não conseguir acordar as 01 horas como previsto. Acordei as 04 hs!! muito tarde.
      Resolvi ir assim mesmo. Tempo bom. Tomei café, comi um biscoito, castanhas e barra de proteína. tomei um leite e preparei um chá para levar. Aqueci agua e enchi a garrafa.
      04:30 partir do abrigo.
                 Lua cheia escondida por nuvens, mas deixava  passar claridade. Não precisava de lanterna.  Estava quente, fui com a jaqueta de plumas e um fleece. Logo logo, retirei a pluma e fiquei só com o fleece.
      Como nevou muito não vi os famosos penitentes. Peguei um subida a direita neve fofa entre algumas grandes pedras negras. Subida íngreme. Pesada. 
      Continuei subindo em direção a direita. Coloquei os crampons logo após a ultima pedra negra.  Logo estava em uma parede de 50graus de neve fofa -+30 cm.
      Para minha infelicidade o sol já havia nascido e estava em brilho total, céu de poucas nuvens. Pouco vento e muito calor.
      Em uma rajada de vento, foi-se meu boné...
      As 10 horas parei,  fiz um lanche e  tomei um chá.  Sol a pino, neve refletindo o sol direto no rosto!
      Continuei em um diagonal para a direita, alternando com alguns períodos de subida reta. 
      11 horas e agora e um paredão de gelo e neve 20 cm 60graus de inclinação a menos de 300 metros do cume. Continuo na subida, com muito sol que ficava ainda pior refletido na neve. Tinha dois sois a me fritar. 
      A insolação minou minhas forças, comia neve para hidratar, a boca estava seca e quente.  Tomei toda minha água. 
      continou por mais uma hora. olhei do GPS 12:17 horas, altitude 6210 metros , 480 millibar. cansado, desidratado, sozinho faltando MISEROS 170 METROS ATÉ O CUME. 
      Desisto!

      Iniciei uma descida rápida. com alguns tombos.

      Neve fofa devido ao sol. Atolando ate o joelho. Descia quase paralelo ao paredão de gelo e neve. Comendo neve com muita frequência, já estava desidratado. Sentia um calor, um vapor sair do rosto, nem imaginava que eram as queimaduras solares. Bati algumas vezes os crampons na minha bota, perigo total. Assim que além de estragar a bota, ocorrem os ferimentos na perna.

      Finalmente cheguei a a região onde iniciava as pedras pretas. Retirei os crampons, não foi uma boa ideia. Estava muito escorregadio, o pe afundava na neve e iniciava escorregão, como um patins.  Em um desses  tiver que utilizar o piolet para minha retenção.

      Finalmente cheguei a base da montanha, agora era  apenas uma caminhada na neve ate o abrigo. Andava muito rápido, devido ao calor insuportável que sentia no rosto. Esfregava neve e comi sem parar.

      Cheguei ao abrigo em menos de 2 horas !!

      Joguei muita agua gelada no rosto. Bebi um litro de agua de uma vez.  Tirei a roupa, esquentei agua, fiz um chá e comi uma  canja de galinha liofilizada.

      Fui cuidar do estrago das queimaduras no rosto. Passei um camada generosa de bepantol e protetor solar. Morto, destruído fui dormir. Devia ser umas  14 horas.

      Acordei poucas vezes para tomar agua e  fiquei feliz, quando deu vontade de urinar, sinal de boa hidratação e perfusão. Dormir a noite toda. Senti um pouco de frio, talvez pela falta de calorias.
      12\ 3 Dia do resgate 
      Acordei, tomei um leite, comi umas barras de chocolate e castanhas. Desmontei a barraca , juntei meu lixo guardei a agua e agora era so esperar o resgate.
      Fui deitar ainda estava muito cansado. 
      Algumas horas depois, entra o motorista, falando que o 4x4 não conseguiu subir ate o abrigo. Descemos caminhando 30 minutos e pegamos o carro. Rumamos para Vila Sajama. 
         VILA SAJAMA>>LA PAZ
       Ele disse que me deixaria em Tambo Quemado, porque lá possui mais opções de transporte a La Paz. Tambo Quemado é uma cidade fronteiriça com o chile. 
      Fiquei encostado no controle alfandegário, um portico azul. Ao lado tem um patio grande onde tem vários caminhões parados e  vans.  O motorista disse que eu posso pegar uma van para Patacamaya ou Oruro e de lá outra para La Paz. Havia muitas vans inclusive uma que iria sair em 30 minutos para Patacamaya.
      Como eu fui de ônibus da Nordic que vai ate Arica na costa Chilena e sabia que ele retornava e passava ali entre 15:30 e 17 horas.
      Este lugar lembra uma parada de caminhoneiros, com vários restaurantes e pequenos comércios em volta. Optei por comer algo descente e aguardar o ônibus direto para La Paz.
      Pra variar comi pollo(frango) com arroz.  Foi o melhor frango frito da viagem. Também dias comendo só liofilizados.
      Logo passou o ônibus, antes das 17 horas. Várias pessoas o pegaram. Mas ele ainda estava vazio, passagem 40 bolivianos. Fui tranquilo, com espaço e segurança até  La Paz umas 4 horas de viagem. 
      No terminal de Bus estavam medindo temperatura de todos que desciam dos ônibus.
      Peguei um taxi, 40 bolivianos, ate o meu hostel, o mesmo Wild Rover, no  centro de La Paz. No hostel fiquei em um quarto com 6 beliches, que fica onde era o sotão da casa, chama quarto D. Péssimo sem ventilação. como peguei um resfriado na montanha estava tossindo muito, piorou ainda mais naquele quarto abafado.
      Eu tinha a pretensão de ir ao Huyana Potosi no dia 13. Mas todo queimado e com resfriado abortei a ideia.  Fiquei um dia besuntando a cara de bepantol e protetor solar, curti um pouco a noite no bar do Hostel. No outro dia fui ao LAGO TITICACA .
       
      LA PAZ >> COPACABANA ( LAGO TITICACA) 
      Resolvi fazer um bate e volta a Copacabana, local mais conhecido a beira do lago. No próprio hostel tem uma agencia de viagens. Perguntei sobre o ônibus Bolívia HOP. Fui informado que era 40 DOLARES  ate Copacabana, voce pode descer onde quiser e pegar o ônibus quando quiser também. Caro demais 200 reais. 
      O barman do hostel me falou  que havia vários ônibus de saiam de Cementerio com destino a Copabana. Peguei uma van perto do mercado camacho 2 bolivianos. Pedi para descer no cementerio que iria pegar o ônibus para Copacabana.
      Este Cementerio é um bairro na parte alta de La Paz.  A van para perto de uma praça com vários ônibus e vans paradas. Tipo um rodoviária informal. Lá havia varias pessoas oferecendo passagens para Copacabana. 
      Comprei em um ônibus grande de viagem, 20 bolivianos.  São umas 3 horas de viagem.
      Quando chega no lago tem que passar de balsa. Todos descem o ônibus vai vazio. Voce descer vai a bilheteria compra a passagem do barco de passageiros 2 bolivianos. Atravessa e espera o ônibus nom outro lado na praça da cidade. -decora o nome e placa de seu ônibus!
      Chegando a Copacabana é um vila pequena, bem bonita, com mirantes no entorno, uma linda igreja logo no inicio da vila. Vários restaurantes que servem o prato principal da cidade- trucha do lago Titicaca.
      Descia rua principal, com sol forte vindo do lago, eu igual um tuareg com o rosto protegido com bandanas. Fui a beira do lago de aguas cristalinas e geladas, tirei umas fotos.
      No entorno do lago tem vários quiosques, que vendem passeios para as ilhas do lago. Como cheguei tarde não havia mais passeios. Existem muitos hostels a beira do algo e a maioria possui um restaurante com um térreo, com cadeiras e guarda sol. Lugar perfeito para curtir a vista do lago, comer uma trucha tomar uma pacena gelada. Fui no ultimo restaurante ao lado esquerdo da rua principal tem uns  sofas no terraço, muito confortável.
      Sobre Copacabana, é um vila que vale pena ficar alguns dias. La os hostel é mais barato, percebi muita gente mais alternativa. Pode-se inclusive partir de lá para o Peru. tem vários ônibus que fazem este trajeto.  È mais perto que LA PAZ. 
        COPACABANA>> LA PAZ
        Teem vários horários de ônibus de volta a LA PAZ , eu peguei o de 18:30 hs , mas vi que o ultimo sai 22 horas. A volta é o mesmo esquema de balsa e barco em Tiquina.
      o ônibus te deixa no terminal de BUS de LA PAZ, no centro. 
      DICA: banheiro só na hora de pegar o barco, 1 boliviano. levar uma blusa de frio.
       
      LA PAZ >>> BH 
      Meu voo seria dia 15 as 8:45  hs. Sai do hostel as 7 horas. Estava chovendo e não conseguir chegar a tempo-perdi o voo! 
      Tentei sem êxito ao menos chegar a Santiago que era minha conexão de 14 hs para Guarulhos. Não tinha um voo para o chile neste dia.
      Então tentei um para Guarulhos para pegar minha conexão para Confins , nada não tinha um voo também.
      Conseguir um voo para Guarulhos pela BOA , Saindo as 6:30 chegando em Guarulhos as 12:30 horas . Com troca de aeronave em Santa cruz de la Sierra. 1600 REAIS, com bagagem.
      De Guarulhos para confins comprei voo da gol 360 reais com bagagem. 
      CORONAVIRUS
      Em LA PAZ alguma pessoas com mascaras, a maioria com mascaras de panos estilizadas. No hostel aquela muvuca de 15 pessoas em um quarto, tossindo e espirando( provavelmente resfriado), claro que sem mascaras. 
      Nos aeroportos principalmente em Santiago e Guarulhos a grande maioria de mascara.  Varios tipos, alguns usando no queixo, outros com uso intermitente. Casais um com mascra outro sem. 
      Na volta em gaurulhos e Confins, haviam mais pessoas usando mascaras. Pouco depois que cheguem vi as  noticias de fechamento de fronteiras na Bolivia e grande parte da America latina.
      Como cheguei resfriado e passei por aeroportos e principalmente por Sao Paulo onde há transmissao comunitaria. Institui auto quarentena domiciliar de 7 dias. Como profissional de saúde nao posso trabalhar com sintomas gripais.
       
      DICAS GERAIS:
      TRANPORTE PUBLICO TELEFERICO E VANS, SÃO BARATOS E EFICIENTES. NAO TEM UBER. TAXI NÃO É MUITO CARO. EXEMPLO PARA O AERORPORTE, QUE LONGE OUTRA CIDADE 70 BOLIVIANOS. 
      COMIDA COMPRA NOS MERCADOS OU NA BANCAS DE RUA, NOS HOSTELS SÃO MUITO CAROS. COMPRA MUITA AGUA BEBA 4 LITROS POR DIA.
      O SOL É MUITO FORTE, DEVIDO A ALTITUDE , USE MUITO PROTETOR SOLAR, BONE  E OCULOS ESCUROS E BANDANA (BUFF).
      FAZ FRIO TODO DIA, SEMPRE SAIA COM UM CORTA VENTO UM ANORAK TODO DIA.
      DA UMA VONTADE DANADA DE URINAR TODA HORA. TEM MUITOS BANHEIROS PUBLICOS, 1 BOLIVIANOS. OS BANHEIROS SÃO USAVEIS.
      SEGURANÇA, NÃO VI UM FURTO OU ROUBO, NÃO FUI ABORDADO POR NINGUEM. TEM MUITA POLICIA NA RUA.
      PASSEIOS:
       LAGO TITICACA -COPACABANA VALE UMA PERNOITE
      ALTA MONTANHA; PRA  MIM FOI O MOTIVO PRINCIPAL DA VIAGEM. TEM MUITAS AGENCIAS PROXIMO A IGREJA SAO FRANSCISCO RUA MURILO, ILAMPU. ISAAC TAMAYO, SARNAGA. MEDIA DE PREÇO PARA HUAYANA POTOSI 800 BOLIVIANOS COM EQUIPAMENTOS DELES. EU LEVEI MEUS EQUIPAMENTOS, MAS O ALUGUEL NAO E CARO. UMA BOTA 30 BOLIVIANOS POR DIA . OS OUTROS PASSEIOS , DE BIKE, TREKKING ETC... NÃO FIZ MAS VALE MUITO A PENA FAZER.
      GASTOS: PASSAGEM 1600 REAIS BELO HORIZONTE -LA PAZ.
      HOSTEL 40 BOLIVIANOS\DIA
      CERVEJA 24 BOLIVIANOS
      AGUA 2 LITROS 8 BOLIVIANOS
      PASTEL DA TIA GORDA 4 BOLIVIANOS.
       
       































    • Por fahypolito
      Olá pessoal,
      O fórum sempre me ajudou demais em todas as viagens que havia feito e nunca fiz um relato, peço desculpas, mas dessa vez vou tentar contribuir como posso no roteiro que voltei recentemente.
      LOGÍSTICA
      GOL e Latam todas conhecem, sem muitas novidades.
      A BOL (Boliviana de Aviacion) foi novidade para mim, achei OK, pontual, aviões igual a todos só que um pouco mais antigos, preço justo, só o check in que não consegui fazer online mas os guichês tinham vários funcionários e foram super rápidos.

      DICA: Perdi o voo de La paz - Uyuni (subestimei o trânsito de La Paz) a opção era remarcar (acho que 60 BOL de taxa, que é super barato) mas só tinha opção para o outro dia e iria atrapalhar meu planejamento. Fui conversando com várias pessoas no aeroporto e cheguei até um local onde saem os BUS (mas só tinha opção de tarde, e isso era 08 - 09 h da manhã) ou pegar as VANS (fica na mesma rua em quadras diferentes, não tem como não ovir pq os cara ficam gritando o destino). Então peguei uma VAN de La Paz -> Oruro (50 BOL - 2h trajeto) e Oruro - Uyuni (60 BOL - 3:30h tajeto), as VANS são dignas e bem novas mas super apertado e o trajeto tranquilo basicamente uma reta com estrada bem conservada. Esse local fica bem na saída do aeroporto, caminhadinha considerável mas peguei uma VAN de transporte oficial por 1,50 BOL que me deixou na rua de trás.
      Foto da Van
       
       
      HOSPEDAGEM
      Pesquiso e fecho tudo pelo BOOKING tem outras opções mas eu já acostumei e eles me dão alguns descontos esporádicos. Já fechei tudo antes, apenas Uyuni que desenrolei na hora e foi tranquilo.
      La Paz - Selina Hostel ( encurtador.com.br/chCGW ) - Localização boa com mercado, restaurante e farmácia bem próximo, possuem um restaurante/lanchonete que é bem bom e bem caro. Pegada deles é mais para galera que curte uma festa inclusive uma mini baladinha dentro do hostel, quartos e banheiros tudo ok.
      O centro é uma caminhada considerável visto que estará na altitude mas isso depende de cada um, eu particularmente fui até o mercado das bruxas e mirador kili kili a pé pq curto andar para explorar a cidade. Custo x benefício eu recomendo.
      Uyuni - Como era apenas uma noite fiquei num hotel bem barato (50BOL) que é bem zuadinho (não lembro nome e nem tem site), tem várias opções por todo canto, dá para chegar e procurar ou olhar no booking também.
      San Pedro Atacama - Aji Verde Hostel ( encurtador.com.br/ejlop ) - Hostel bem diferente, gostei muito da estrutura e do ambiente único problema é que ficava longe do centro, nada impossível de caminhar mas no fim do dia após os passeios eu deixei de ir no centro à noite por cansaço. Se pudesse ficaria em algum local mais próximo da rua Caracoles que é onde tem tudo. Tem mercado próximo do hostel e um restaurante de bairro.
      Santiago - Pariwana Hostel Santiago ( encurtador.com.br/rAHKY ) - Um dos hostels mais top que já fiquei, tudo nota 10 MAS se vc não gosta de farra/bagunça não vai gostar. Fica bem na região como se fosse a  Vila Madalena em SP, a Lapa no RJ, o Batel em Curitiba e assim por diante então a noite tem bastante barulho, se estiver indo para descansar, que não era meu caso, não vai conseguir. Mas tem TUDO perto, todos principais pontos turísticos da cidade estão próximos, mercado, restaurante tudo tudo próximo. 
       
      CÂMBIO
      Fiz um tópico exclusivo sobre o tema porque vejo que sempre tem muita dúvida e discussão sobre isso. A ideia foi tirar as fotos das cotações para tentar ajudar.
      Sempre levo DOLAR, acho que no fim das contas vai ser sempre a melhor opção na maior parte das vezes. É aceito em qualquer lugar do mundo e terá menos dor de cabeça MAS poder variar dependendo do destino, dependendo da cotação entre outras situações.
      Em Santa Cruz não sai do aeroporto então peguei só um pouco, no aeroporto de La Paz a cotação é melhor mas tem a pegadinha dos 20BOL de taxa, e na Calle Sagargana acredito que será a melhor opção, como eu estava no carnaval só tinha uma casa de câmbio aberta então com certeza não estava com a melhor cotação. Uyuni não tirei foto, não lembro o cotação mas em La Paz era melhor.

       
      Em San Pedro do Atacama o câmbio era 810 dollar, 176 reais mas pergunta em todas pq tem uma do lado da outra que dá bastante diferença.
       

       
      Simulações 

       
       
      DESTINOS 
      Não vou postar as fotos dos passeios para não deixar muito longo o post, mas tem bastante coisa no meu insta ( @fahypolito ) caso queira ver. Vou focar em postar imagens úteis que da trip que não estão no insta.
      DICA: Pode ser óbvio mas talvez alguém não tenha pensado nisso, pesquisa por hashtag no insta (caso não saiba segue foto abaixo) assim poderá ter ideias dos locais que irá visitar. Isso me ajudou bastante quando pesquisar o salar de uyuni para ter umas ideias para as fotos.
       

       
       
       
    • Por Albatti
      Nossa viagem teve início em julho de 2019 e terminou 41 dias depois, em agosto de 2019.
      Viajamos, eu e minha esposa, de forma relativamente barata, ficando em hostels, airbnb e pequenos hotéis. A maior parte dos trajetos fizemos de ônibus, mas alguns trechos optamos por voos baratos, o que ajudou a cumprir o extenso roteiro que fizemos. Inclusive a ida de São Paulo a Jujuy compramos as passagens de ida e volta com milhas aéreas numa promoção da Gol com a aerolineas argentinas. O lado ruim do passeio foi que acabou "rápido". Apesar de ser nossas mais longas férias, por incrível que pareça ficou a sensação de que "passou rápido".
      Vou sintetizar o que fizemos de forma a dar uma ideia de cada local. Se alguém quiser alguma informação que possa ajudar no planejamento de viagem, é só entrar em contato.
      . São Paulo - Jujuy - o voo foi tranquilo e, inclusive, pudemos ver o eclipse parcial do sol. Fizemos escala em Buenos Aires, assistimos ao jogo entre Brasil e Argentina no porto Madero e, no dia seguinte logo cedo, partimos para Jujuy;
      . Jujuy - Quebrada de Humahuaca - chegamos no aeroporto e dividimos um taxi até o terminal de ônibus. De lá tomamos um ônibus pra Purmamarca, onde ficamos hospedados por duas noites no excelente La Valentina Hostal (R$ 125 o casal). Conhecemos o Cerro de los Siete Colores, caminhamos pelo paseo de los colorados, ficamos à toa no pequeno, belo e tranquilo vilarejo. Também fomos a cidade de Tilcara e as ruínas de Pucará de Tilcara (recomendo muito fazer o passeio com o guia local incluído no valor da entrada). Por fim, conhecemos Humahuaca e as Serranias del Hornocal. O NOA (Noroeste Argentino) tem paisagens maravilhosas e grandiosas. Aliás, o que não faltou nessa viagem foram grandes paisagens, daquelas onde o horizonte parece bem distante. Nossa intenção era conhecer Salta e Cafayate na volta, pois, em 38 dias nosso voo sairia da mesma Jujuy. No fim das contas, Salta e Cafayate ficaram para outra viagem, pois ficamos mais tempo em alguns lugares e voltamos a Jujuy no mesmo dia em que nosso voo retornaria ao Brasil.

      . Purmamarca - San Pedro de Atacama - tomamos o ônibus da empresa Andesmar as 03:40 hs da madrugada, na entrada de Purmamarca (atrasou meia hora, o que fez a gente pensar que seríamos deixados pra trás,,, mas não hehe, ainda bem). A viagem foi tranquila e cruzamos a fronteira com o Chile no Paso de Jama. O ônibus chegou antes e ficamos cerca de 1 hora esperando para fazer os trâmites de entrada. Mas foi bem tranquilo e logo estávamos descendo em direção a San Pedro. Esse trecho da viagem é fantástico. Chegamos as 11hs da manhã. Ficamos 4 noites nessa pequena cidade de adobe, num airbnb que não recomendo (La Estancia - R$ 150 o casal), pois era um pouco afastado do centro e faltou água quente. Na verdade, nos receberam na chegada e depois nunca mais apareceram (no último dia deixamos as chaves com um bilhete e fomos embora).

      . San Pedro de Atacama - já havia estado na cidade algumas vezes. Local bem legal, com aquele clima gostoso de aventura. Fizemos vários passeios maravilhosos: Laguna Cejar, Lagunas Altiplânicas, Salar de Atacama, Geisers del Tatio, Valle de la Luna, Tour astronômico, mas o que mais gostamos foi o passeio de bike pela Garganta del Diablo. Fizemos uma breve pesquisa e contratamos tudo lá mesmo,,, Alugamos duas bikes, compramos águas e empanadas e partimos em direção a Pukará de Quitor. Pagamos a entrada na estradinha que leva a garganta del diablo, ouvimos as explicações do que havia no local e fizemos a volta completa pela garganta até a igreja de San Isidro. Passeio gostoso e bem divertido. Depois voltamos pela estradinha até Pukara de Quitor. Subimos até o ponto mais alto com uma vista incrível do pôr do sol. O tour astronômico também foi sensacional. Valeu a pena. Uma dica é comprar empanadas, pois são gigantes e muito gostosas (e baratas). O melhor de San Pedro foi ter conhecido uma bonita família da Alemanha na gélida laguna Cejar,,, as amizades improváveis que surgem nessas viagens são um verdadeiro tesouro. 


       



      . San Pedro - Arica - Tacna - Lima - esse foi um dia lonnnngo, mas, ao mesmo tempo, tranquilo. Saímos as 22 horas de San Pedro e chegamos as 06:00 hs da manhã em Arica. Queríamos conhecer as cuevas de Anzota, mas o receio de demorar na imigração e perder o voo fez com que deixássemos pra outra vez. De lá, tomamos um taxi compartilhado de uma espécie de empresa que fica ao lado do terminal de ônibus e cruzamos a fronteira com o Peru (desde que tomamos o taxi em Arica, mais os trâmites de fronteira e a chegada na rodoviária de Tacna levamos cerca de 1 hora no total). Tinha uma baita fila na imigração, mas andou rápido. Era nossa terceira fronteira. Chegamos em Tacna, tomamos um café da manhã próximo ao terminal de ônibus, trocamos algum dinheiro e fomos pro aeroporto. Lá ficamos algumas horas esperando até a partida para Lima. O voo foi pela Viva Air Peru, custou 65 dólares por pessoa (com as bagagens incluídas). Pela distância enorme entre as duas cidades achamos o valor bastante bom. Saímos pontualmente as 14:45 hs e chegamos as 16:30hs no aeroporto de Lima. De lá fomos pro bairro Miraflores, onde havíamos reservado o airbnb da Diana. Vou comentar aqui porque foi o melhor airbnb da viagem: um quarto enorme, com banheiro, tv a cabo, wifi e etc. A localização é excelente (Calle Porta 264 en Miraflores - R$ 98 o casal) e a Diana gente finíssima. Muito amável e prestativa. Acabei deixando pra avaliar ela depois da viagem e descobri que não podia porque o airbnb dá o prazo de 15 dias pra avaliações. Daí resolvemos deixar a dica aqui, pra quem for a Lima.
      . Lima - foram 2 noites em Lima, adoramos o bairro de Miraflores. A cidade está sobre uma espécie de falésia, sendo que se vê a praia lá do alto. É uma região bem bonita com área pra caminhada, recreação e belos jardins, acompanhados da vista do mar, que fica uns 65 metros abaixo. Essa região é conhecida como Malecón. Fizemos diversas vezes a caminhada desde o shopping Larcomar até o farol e também nas imediações da Praça Kennedy. Em um dos dias acordamos cedo e saímos em direção ao centro histórico e catacumbas do convento de São Francisco, as quais recomendo como um passeio "diferente". A noite fomos até o Parque la Reserva (também conhecido como parque das águas - uma curiosidade é que choveu um pouco neste dia, coisa rara em Lima). Um passeio bem legal e que gostamos bastante. O parque é meio afastado e tomamos um taxi. Na volta tivemos que pechinchar porque os valores variavam muito e já era tarde. Queríamos muito conhecer o museu de arqueologia, mas estava em reforma por 2 anos. Desta forma, fomos ao Museu Larco. Pra quem curte arqueologia esse é um museu imperdível, pois além de estar em uma propriedade linda, o acervo é incrível. Vale a pena o passeio guiado, pois é barato e nos deu informações bem legais. O restaurante do museu também vale a pena (não é barato, mas também não é um valor abusivo). Além deste museu conhecemos o Museu de Arte de Lima, o sítio arqueológico de Huaca Pucllana e o bairro Barranco. Lima foi uma grata surpresa, em especial o museu Larco, a comida muito boa (lomo saltado, papa a la huacachina, frutos do mar, etc...), e a beleza do Malecón. Depois de dias muitos bons partimos em direção ao terminal de ônibus da empresa Oltursa, em direção a Huaraz.



      . Huaraz - a cidade mudou bastante desde a última vez (em 2003) que estive lá. Ficou um pouco mais feia e bem maior do que era. Chegamos e fomos pra um airbnb que havíamos reservado (El Alamo Amuk - R$ 55 o casal). O local era razoável, um quarto enorme com banheiro dentro, porém um pouco inferior as fotos que vimos. O problema foi que ficamos 2 (dos 4 dias) sem água, devido a manutenção da prefeitura naquela rua (baita azar,,,, não foi culpa do local, mas mesmo assim não foi nada agradável... ). Havia combinado os possíveis passeios uns meses antes com a agência Scheler (whatsapp +51 943 397 706 - site: http://www.schelerhuayhuashtrek.com/) e nos demos bem. O cara (o Scheler) foi totalmente solícito, gente finíssima (ajudou em tudo), e os passeios ocorreram de forma excelente. Nos arrependemos de não ter ficado na pousada dele. Fizemos os seguintes passeios: Llanganuco (imperdível,, no caminho conhecemos outras cidadezinhas da região, inclusive a histórica cidade de Yungay - soterrada em segundos, por uma avalanche em 1970 - tomamos sorvetes típicos, doces de leite tradicionais da região e queijos), Glaciar Pastoruri (chega-se a cerca de 5050 metros de altitude - cansativo mas gostamos bastante), Sítio Arqueológico Chavín (quem gosta de arqueologia esse é o lugar - na pirâmide principal é possível entrar nas galerias subterrâneas,,, um local incrível). Tínhamos a intenção de ir até a laguna 69 e laguna Parón, mas o tempo não ajudou e ficará para uma próxima viagem. Uma dica é conhecer o excelente museu arqueológico de Ancash e tomar um suco de limão com ervas na creperia do Patrick (na avenida principal). Na noite do último dia fomos ao terminal da empresa Linea Bus, onde viajamos para a cidade de Trujillo.

           



      . Trujillo - chegamos na cidade umas 06:30hs da manhã. Tomamos um taxi até o hotel Strenua Las Quintanas (R$ 81 o casal). Excelente local (banheiro, frigobar, microondas, cafeteira, tv a cabo, café da manhã excelente no quarto e muita simpatia). Não fica tão próximo ao centro mas fizemos a pé o trajeto numa boa. O próprio hotel ofereceu o tour que fizemos. Visitamos as Huacas Esmeralda e Arco Íris, depois fomos a cidade de barro de Chan Chan (centro da cultura Chimú). O tour nos levou para almoçar na praia em Huanchaco. Poderíamos comer em qualquer restaurante. Escolhemos um com vista. Provamos o famoso ceviche da região. Tivemos ainda tempo de dar uma voltinha pela praia e caminhar até o pier. Depois o passeio seguiu em direção a Huaca de la Luna (cultura moche,,,, local imperdível). A noite curtimos a belíssima praça central de Trujillo. Uma cidade com um centro histórico bem preservado e multicolorido. No dia seguinte tomamos um tour para conhecer o complexo El Brujo. Depois de cerca de 1 hora chegamos ao complexo. Visitamos o sítio arqueológico e depois o museu. Pela forma como foram encontrados seus restos mortais, a Dama de Cao foi alguém muito importante,,, provavelmente uma governante. A huaca (como eles chamam os templos) é impressionante. O interessante é observar que se pode ver dezenas dessas huacas pelas redondezas. Há centenas delas na região. Foram culturas muito organizadas e poderosas, que persistiram por séculos. A quantidade de objetos de arte, inclusive feitos de ouro, é muito grande. Uma curiosidade é que em quase todos os sítios arqueológicos da região é possível ver o Viringo (o cachorro sem pelos que era comum na época das antigas culturas da região). Após visitar o museu voltamos pra Trujillo, descansamos e tomamos um ônibus para Chiclayo (3:30 hs de viagem). Nos sentimos os "indianas jones" nessa viagem.






      . Chiclayo e Lambayeque - Chiclayo é uma cidade enorme,,, achamos Trujillo bem mais bonita. Nos alojamos no Hostal Satélite (55 reais o casal). É um alojamento bemmmm simples e fica numa avenida afastada do centro. A dona é muito simpática e o "coronel" (o cachorrinho super amável) deu as boas vindas. Mas o local é muito simples mesmo. Contratamos um tour que nos levou para Huaca Rajada, onde visitamos o sítio arqueológico (onde foi encontrada a tumba do Sr. de Sipán), bem como o pequeno mas interessante museu local. Foi um passeio que valeu a pena. Logo depois o tour seguiu para a vizinha Lambayeque. Primeiro paramos para um almoço e compra de um doce típico local (o alfajor King Kong,,,, não curtimos o doce não hehe). Fomos para o museu arqueológico Bruning e, logo depois, a cereja do bolo, o museu Tumbas Reales de Sipán. Sensacional !!! (pena que não permite fotos internas). Faltou conhecer o "estranho" parque Yortuque, um local com estátuas bem loucas,,, e a cidade praiana vizinha de Pimentel (precisaria ficar cerca de 3 dias para conhecer com calma o local). Uma dica pra comer são os cafés/restaurantes que ficam na praça da catedral de Santa Maria (praça chamada parque principal). Bom preço e comida excelente. A noite tomamos um mega super ultra confortável ônibus da empresa Movil em direção a cidade de Chachapoyas.




      . Chachapoyas - está aí uma região com muito a oferecer. Chegamos logo cedo na pequena e bela cidade,,, um ar de interior com um centro bem preservado e com casas em tom marrom e bege. Nossa hospedagem foi em um airbnb na Jirón Junin, n° 731 (R$ 89 reais o casal) . Gostamos do local, um quarto separado (com banheiro e tv) na casa da Sra. Ritha. Muito simpática e receptiva. Há poucas quadras do centro e de frente para uma pizzaria familiar muito boa. Ficamos 4 dias na região e contratamos alguns passeios na praça principal. Conhecemos os seguintes lugares:
       -> Kuélap - imperdível,,, partimos na van em direção ao povoado de Nuevo Tingo. Pra chegar na cidade murada dos Chachapoyas, a mais de 3.000 metros de altitude, tomamos um teleférico que por si só é uma atração (são 4 km percorridos em cerca de 20 minutos). A cidade é toda murada, possui apenas três entradas e tem construções circulares. Foi um passeio excelente, apenas o guia era meia boca,,, um cara muito ruinzinho (no passeio seguinte trocamos de agência e o outro guia foi muito bom). Neste local também fizemos amizade com um casal de viajantes da Austrália. No caminho para Kuélap estão as ruínas de Macro, as quais é possível acessar passando por uma espécie de gôndola com cabos de aço para cruzar o rio. Não conseguimos ir pela falta de tempo, mas pareceu interessante.




        -> Catarata Gocta - fizemos por conta própria. Tomamos uma van - transporte público - até um ponto na estrada onde há tuc-tucs. Um deles nos levou 5 km acima até Cocachimba, o vilarejo onde tem início a trilha para a parte baixa da catarata. Ficamos fãs dos tuc-tucs,,, são baratos e estão por todos os lados. Compramos as entradas e partimos pela trilha (6 km em cerca de 2:45hs). A trilha é tranquila, bem marcada e não necessita guia. É mais tranquilo (fisicamente) ir do que voltar . Chegamos na frente da catarata (na verdade são duas quedas somando 771 metros). É claro que entrei na água gelada,,,, nadei até o outro lado do laguinho e fiquei curtindo a paisagem por um tempo (não vimos ninguém mais se aventurar a nadar ali). Uma sensação incrível de leveza. É um passeio muito bonito e agradável. Na volta, quase no final da trilha, havia uma casinha onde o morador local vendia café (que ele mesmo cultivava), variedades de cachaça (produzidas por ele) e a bebida chamada "arapa" (ou algo assim,,, derivada do bagaço de cana e muito apreciada localmente por ser barata e ter algo de álcool). Pra adoçar eles usam a "panela", um adoçante que acho que é rapadura moída. Ainda almoçamos em Cocachimba e voltamos a Chachapoyas via tuc-tuc + van na estrada.



       -> Pueblo de los muertos - caminhamos até a rodoviária da cidade e tomamos uma van em direção a cidade de Lamud. Passamos por Luya e poucos quilômetros depois descemos na praça principal de Lamud (creio que 1:30hs de viagem). Perguntando aqui e ali nos indicaram um local próximo (1 quadra e meia descendo a praça). Trata-se um pequeno galpão com algumas múmias e artefatos arqueológicos repleto de botas de plástico (estilo galochas) e roupas para quem vai explorar a Caverna Quiocta. Uma moça nos recebeu e deu informações sobre o "pueblo de los muertos", disse que era domingo e que estava sem as chaves do sítio arqueológico. Pediu para esperarmos um pouco e se foi. Ficamos ali observando os folders colocados nas paredes e vimos que há muitos lugares para explorar a partir de Lamud. Havia opções para a Caverna Quiocta, para os Sarcófagos Karajia e para outros locais com sarcófagos menos conhecidos. Depois de um tempo ela nos cobrou dois tíquetes (um valor simbólico) e deu as chaves pra gente. Perguntamos como podíamos fazer para chegar lá. Ela ficou surpresa e perguntou se não estávamos de carro. Dissemos que não,,,,, daí ela indicou os tuc-tucs da esquina. Combinamos o preço com o motorista e ele nos levou. São cerca de 9 km até o início da trilha. Haja bunda,,,,  Começamos a descer até a encosta onde fica o local onde ficavam depositadas as urnas funerárias. A trilha é uma descidona boa,,, mas em uns 40 minutos estávamos no portão de entrada. Abrimos com as chaves que a moça nos deu e ficamos ali por cerca de 1 hora. No caminho é possível ver, bem ao longe, a catarata Gocta. O local é impressionante, com vistas alucinantes do penhasco e um tanto quanto perigoso quanto à quedas. Tem que ir com muito cuidado e não abusar. Ainda há alguns sarcófagos inacessíveis que se vê na encosta, mas as "casinhas" onde ficavam a maioria deles estavam vazias e semi destruídas. Com certeza caçadores de tesouros retiraram quase tudo dali. O fato de estarmos sós neste lugar foi algo diferente. Fechamos o portão com as chaves e retornamos pela trilha morro acima. O tuc-tuc estava lá esperando e nos levou de volta a Lamud. O local onde pagamos os tickets estava fechado, assim que (conforme combinado), deixamos as chaves na farmácia chamada "Botica Sanchez". Almoçamos e retornamos de van para Chachapoyas, felizes e cansados.
       






        -> Revash e Museu de Leymebamba - saímos num tour em direção a pequena vila de San Bartolo. Depois de umas 2 horas chegamos na pracinha de onde sai a tranquila caminhada (uma meia hora) até os mausoléus de Revash. Impressionante as casinhas pintadas de vermelho e branco. Muito bem conservadas. Na região há diversas delas, mas essas são as mais acessíveis. Dá pra chegar bem pertinho mesmo. Tiramos algumas fotos, curtimos a paisagem e retornamos à van. Logo em seguida seguimos para a cidadezinha de Leymebamba, onde almoçamos e fomos ao interessantíssimo museu (que fica meio afastado do povoado). Um museu muito bem organizado com um acervo único: mais de 200 múmias e objetos encontrados nas encostas da laguna de los condores (3 dias o passeio até o local - não fizemos), além de explicação da cultura Chachapoyas, maquetes, animais mumificados, instrumento feito de concha marinha chamado "pututu" (inclusive se pode soprar para escutar o som), etc. O bom é que se pode tirar fotos sem restrições. Logo após a rica visita guiada regressamos para Chachapoyas. Foi um grande dia !




      O potencial turístico da região é muito grande,,, não conhecemos vários lugares: cânion de Sonche, ruínas de Macro, sarcófagos de Karajía, caverna Quiocta, trekking gran Vilaya, etc). Além disso, cada ano se descobrem novos sítios arqueológicos. Há passeios mais "nervosos" como o trekking até a laguna de los condores (3 dias no total) e o "nervosíssimo" e absolutamente incrível Gran Pajatén. Recomendamos muito o norte do Peru, repleto de belezas naturais, sítios arqueológicos, museus, boa comida, etc. Os preços são mais baratos que a região de Cusco e há poucos turistas e muito o que ver. Como curiosidade, não encontramos brasileiros em Huaraz, Trujillo, Chiclayo e Chachapoyas. Também não deu pra conhecer a região de Cajamarca e as praias do norte do país... quem sabe um dia...
      Na madrugada, seguimos viagem numa van turística em direção ao aeroporto da cidade de Jaén, a 220 km (umas 4 horas), onde saiu nosso voo para Cusco (com escala em Lima).
      Pequeno aeroporto em Jaen:

      De dentro do Tuc-Tuc próximo ao aeroporto de Lima (demos uma voltinha até chegar a hora do voo para Cusco):
      . Cusco - chegamos mais uma vez na espetacular cidade de Cusco. Vendo as pedras que formam a base das construções não há como não tentar imaginar como era a cidade no auge do império Inca. Chegamos no aeroporto e já negociamos um taxi até o lúdico e pitoresco Hostal Royal Frankenstein (R$ 75 o casal), do alemão Ludwig, uma cara gente boa e muito bem humorado que dá todas as dicas que precisar. O hostal é simples, limpo e com excelente localização (em cada canto tem algo inusitado). Recomendamos ! Como em outras viagens já havíamos conhecido Machu Picchu, o Vale Sagrado dos Incas e uma boa parte de lugares da região, nos concentramos onde ainda não havíamos estado. Curtimos a cidade em si,,, caminhamos sem rumo pelas ruas, almoçamos um almoço bem fraquinho no mercado municipal, assistimos a uma apresentação de dança folclórica e deitamos no gramado em frente a Qoricancha (centro religioso Inca). No dia seguinte tomamos um tour para o sítio arqueológico de Moray (enormes círculos em terraços, com vários níveis, que devem ter servido de adaptação para cultivo de milho e batatas). Um local muito bonito! Fizemos paradas em alguns lugares onde há apresentações de como os antigos tingiam os tecidos para fazer roupas e de como era a produção de cerâmica; venda de chocolates com sal de Maras; e etc. Finalizamos o dia nas salinas de Maras,,, outro local bastante peculiar. Valeu a pena conhecer. No dia seguinte fizemos uma caminhada da plaza de armas em direção a Saqsaywaman. Visitamos o sítio arqueológico e fomos ao nosso objetivo principal: brincar no escorregador natural de pedra, chamado "suchuna" (garantimos que a descida é veloz ). Depois caminhamos até o sítio arqueológico de Qenqo e regressamos a pé até Cusco. Fomos dormir cedo porque, conforme havíamos combinado com a guia Suzana, as 3 hs da madrugada sairíamos em direção a Waqrapukara, uma joia da região.
      Hostal Royal Frankenstein - Cusco:

      A tinta na mão da moça vem de um bichinho que fica num cactus da região:









      . Waqrapukara ("waqra": chifres; "pukara": fortaleza) - esse é um daqueles lugares únicos,,, uma rocha gigante na beira do cânion do rio Apurímac, com duas saliências (como se fossem orelhas ou chifres), com um platô plano no alto. Acredita-se que o local foi construído pela cultura Kana e que era usado como local cerimonial, posteriormente foi dominado pelos Incas que agregaram construções ao local e agregaram a função de fortaleza ao local. É como se fosse uma pequena Machu Picchu. As 4 hs da manhã a Suzana apareceu com o motorista (um primo dela) e saímos em direção a rota que passa por Sangarará. Paramos para tomar café da manhã em um vilarejo a beira da estrada. Depois, cruzamos uma lagoa muito grande e teve início uma estradinha de terra bem estreita e cheia de curva pela encosta (uns 9 km), até que a única forma de seguir era a pé. O carro nos deixou ao lado de uma pequena lagoa de águas escuras onde havia uma casinha de um criador de ovelhas e alpacas. De lá subimos pela trilha na lateral direita da lagoa e logo tomamos uma parte mais plana e alta. A trilha é super bem marcada e tranquila, mas a falta de fôlego nos fez lembrar que estávamos a 4.500 metros de altitude. Depois de um tempo começamos a descer suavemente e, umas 2 hs depois, chegamos a Waqrapukara (cerca de 8 km de trilha). O céu estava muito azul,,, um dia maravilhoso. O local é impressionante, repleto de escadarias de pedra e construções. Não pagamos nada para entrar, apenas anotamos os nomes no livro do guarda parque. Ficamos um tempo por lá e a Suzana realizou uma espécie de agradecimento a Pacha Mama. Havia apenas alguns gatos pingados por lá. Pouquíssima gente. Depois de um tempo começamos a regressar. A volta é uma subida suave, mas que cobra seu preço. Levamos um pouco mais de 3 horas para chegar ao carro, com direito a várias paradas para beber água. Regressamos a Cusco cansados e muito felizes. Obs.: há outras rotas para conhecer Waqrapukara: pelo vilarejo de Huayqui (penso que essa deva ser a rota mais bonita, pois segue a encosta do cânion - também acredito que deva ser a mais fácil de se fazer por conta própria, pois há transporte de Cusco até Acomayo, e de lá até Huayqui), e por Santa Lucía.




      . Yauri/Espinar - saímos cedo do hostal Frankenstein e um taxi nos deixou num terminal de ônibus na rua Huayruru Pata (terminal Sicuani - empresa Coliseo), de onde saem coletivos para Sicuani. Depois de uns 140 km e 2 horas e pouco de viagem, fomos deixados na garagem da empresa (Av. Cesar Alvarez). Perguntamos e, próximo dali, saíam os ônibus para Yauri. Mais 70 km e quase 2 horinhas e chegamos na cidade (que é bem grandinha). Tomamos nosso tradicional tuc-tuc e descemos na praça principal, onde lemos que haviam vários pequenos hotéis. Ficamos no excelente e frio Real Apart Hotel (R$ 60 reais o casal). Foi uma positiva surpresa, por isso recomendamos. Na manhã seguinte um tuc-tuc nos deixou onde saíam os ônibus para os Três Cañones de Suykutambo. É preciso chegar antes das 8 hs, pois só há um único ônibus no dia, saindo cedo e regressando de tardezinha. Quase não conseguimos um lugar. Em pouco tempo havia muita gente do campo (com muitas crianças pequenas) e ônibus saiu mega lotado, com gente em cima uns dos outros (literalmente). Depois de uns 30 km descemos numa parada que fica bem no encontro dos três cânions. O motorista advertiu para não perdermos o horário da volta, que seria as 15:30hs. Descrevo o local como surpreendente, com sítios arqueológicos da cultura Cana e paisagens absurdamente belas. Cruzamos o rio Apurímac (um rio maravilhoso) e pegamos uma trilha até o alto de um dos paredões. A subida é boa (vale lembrar toda a região está acima dos 4.000 metros,,, ufaaa!). Tiramos umas fotos e apreciamos a vista. Depois retornamos por um caminho que tem inicio próximo da parada do ônibus e que nos levou até um sítio arqueológico chamado T'aqrachullo (ou Maria Fortaleza). O local é turístico e tem indicações. Subimos até o alto de outro paredão onde a vista dos três canions é fantástica (essas subidas são de cerca de 100 metros de desnível). Lá no alto tem muitas ruínas do sítio arqueológico, com construções circulares (típicas da cultura Cana). Descemos pelo mesmo caminho e seguimos as indicações até outras ruínas fantásticas (de onde já se pode observar a presença da arquitetura Inca). Depois retornamos a estrada e fomos caminhando (7 km) até as ruínas de Mauk'allaqta. Cruzamos novamente o rio por uma ponte de metal antiga e pegamos a trilha até o sítio arqueológico. Este era ainda mais incrível que os demais, com dezenas e dezenas de construções circulares, inclusive uma "chulpa" (urna funerária) com a cúpula de pedra. Ficamos um tempo aí e voltamos a estrada para esperar o ônibus que nos levaria de volta a Yauri. Por sorte, um casal muito gente boa (de Arequipa) estava passando de caminhonete e ofereceu carona. Era um casal que havíamos visto no início do dia próximo aos três cânions. Voltamos e nos deixaram na praça onde ficava nosso hotel. Quando descemos do carro vimos que eles também estavam hospedados no mesmo local. Coincidência boa. Depois jantamos juntos num restaurante típico local e acabamos por fazer amizade com eles. No dia seguinte pegamos o ônibus de volta a Sicuani e, de lá, uma van até Puno, onde dormimos uma noite e depois seguimos viagem até La Paz, via desaguadero. Não deu tempo de conhecer K'anamarka e outras atrações da região (termas, vilarejos e etc). São necessários pelo menos 2 dias livres (sem contar a chegada e a saída) para conhecer bem o local.










      . La Paz - chegamos em La Paz pela manhã, a viagem e a passagem pela fronteira foram tranquilas pra gente, porém não podemos deixar de registrar que algumas pessoas levavam chocolates (comprados em Cusco) e (absurdamente a nosso ver) ficaram retidos. Bem,,, da rodoviária seguimos a pé em direção ao Loki Boutique La Paz (R$ 112 o quarto de casal - um pouco acima do que vínhamos pagando em hospedagem até então). O quarto e o banheiro são excelentes. O único probleminha é que, durante a noite, ouvíamos ratos dentro das paredes do antigo casarão (mais especificamente numa das tomadas do quarto). Gravei e mostrei para a administração do hostal, mas não tinham outro quarto,,, assim que ficamos ali mesmo. Muito estranho dormir com os ratos fazendo ruídos a noite toda. Já estivemos muitas vezes em La Paz, uma cidade única,,, ainda mais agora, com o sistema de teleféricos cruzando a cidade de cima a baixo. É uma mescla de caos urbano com um ar de aventura. Muitos mochileiros de todo o mundo cruzando as ruas agitadas e, ao fundo, a paisagem maravilhosa do nevado Illimani. Nosso objetivo inicial era descansar na cidade e fazer alguma trekking/montanhismo. Desistimos do Sajama pelo alto custo que implicaria e acabamos não indo desta vez ao Parque Condoriri, onde pretendíamos conseguir algum transporte até a trilha que leva ao Pico Áustria (um mirante maravilhoso). Acabou que aproveitamos pra curtir a cidade em si e descansar uns dias. Andamos muito a pé e de teleférico. Visitamos: Calle Jaén (artesanatos), Mirador Killi Killi, Parque Urbano Central, Mirador Laikakota (o escorregador de cimento liso vale muito a pena), Zona Sul da cidade, inclusive fomos ao Valle de la Luna. Na volta paramos em outro escorregador (altíssimo) de cimento. Ficamos ali brincando por um tempo até retornar ao centro da cidade de teleférico. Um lugar bem legal é o café chamado Kuchen Stube (rua Rosendo Gutierrez - próximo a praça Eduardo Avaroa). Nos dias em que ficamos em La Paz houve desfiles por toda a cidade. Foi muito legal ver o pessoal ensaiando nas praças à noite e desfilando nos dias seguintes. Teve até uma espécie de desfile de carnaval (um megaevento da cidade). Fomos convidados pelo Juan, pela Miroslávia e por seu filho Nils (amigos de longa data e donos da agência de turismo http://hikingbolivia.com/ - aproveito para indicar a agência pela competência e honestidade deles) para um jantar e depois para participar de uma cerimônia tradicional local para pedir um ano bom a Pacha Mama. A cerimônia foi bastante diferente de tudo que havia participado. Um momento interessantíssimo da viagem e expressão da cultura local. Na noite seguinte viajaríamos de ônibus até Cochabamba, entretanto, conseguimos um voo pela BOA (https://www.boa.bo/) por incríveis 99 reais. Partimos logo cedo para Cochabamba.









      . Torotoro - chegando no aeroporto de Cochabamba tomamos um taxi até a Av. República, onde saem as vans para Torotoro. Esperamos uns 40 minutos até lotar e saímos. Foram 137 km em cerca de 3:40hs (35 bolivianos por pessoa - uns 19 reais). Estão construindo uma rodovia nova entre Sucre e Cochabamba, mas quando fomos a estrada estava bem judiada. Antes de chegar, há vários zigue zags na estrada. Torotoro é mais uma pequena vila que uma cidade,,, tem muitos hostals, duas pizzarias e poucos restaurantes. Está a 2.700 metros de altitude. Ficamos no Hostal Torotoro (R$ 75 o casal), onde há uma entrada imitando caverna e quartos razoáveis, entretanto é bem mal administrado por duas adolescentes. Para ter água quente era necessário pedir e esperar. A pequena vila é base para passeios incríveis. Tem uma pracinha e vários edifícios com réplicas de dinossauros. Para fazer os passeios é necessário contratar um guia da cooperativa de moradores da região. Pessoas super bem treinadas e educadas. Gostamos muito da organização. O primeiro a fazer é passar no escritório de registro do Parque Nacional Tororo. A entrada custa 100 bolivianos (uns 60 reais) e vale por 4 dias. Cada tour tem um custo adicional e pode ser dividido em até 6 pessoas. Chegamos no local onde saem os guias e já montamos um grupo com 6 pessoas para conhecer o El Verguel + Cânion de Torotoro. O valor foi cerca de 160 bolivianos, que dividimos em 6. Fizemos o trajeto a pé mesmo, pois achamos mais interessante (cerca de 10 km ida e volta, contando a entrada no cânion). O guia era muito gente boa. Logo na saída da cidade há uma encosta com incríveis pegadas de dinossauros de vários tipos. Depois seguimos por uma estradinha de pedras até chegar a uma trilha que segue por uma espécie de leito seco de um rio. Neste caminho há formações rochosas bem legais e pegadas de vários períodos (Triássico, Jurássico e Cretácio) de 4 famílias de dinossauros (Anquilossáurios - quadrúpedes herbívoros; Terópodos - carnívoros; Ornitópodos - herbívoros de quatro patas que também caminham em duas; Saurópodos - os de pescoços longos). Algumas são do tamanho de uma pessoa. Chegamos num mirante de metal, de onde se vê o cânion de cima. Um lugar único! Depois de um tempo ali iniciamos a descida até o rio Verguel,,, cerca de 850 degraus de pedra. Seguimos por dentro do cânion até chegar num laguinho de água bem fria. Do outro lado uma cachoeira que o guia jurava que era de água morna. Fomos os únicos que arriscamos ir. E não é que o guia não mentiu. Uma água cristalina e morninha. O duro foi voltar pela água gelada do laguinho hehe. Regressamos lentamente, subindo os degraus e fazendo a trilha de volta até a cidade. Um dia espetacular!  Na manhã seguinte formamos um grupo com dois casais de espanhóis e o mesmo guia do dia anterior. Pagamos cerca de 600 bolivianos (100 para cada pessoa) e saímos num carro em direção a Ciudad de Itas + Caverna Umajalanta. O primeiro destino foi a Ciudad de Itas (uns 20 km de Torotoro e 1.000 metros mais alto). É uma trilha bem tranquila, passando por formações rochosas que lembram vários animais. Há inúmeras grutas e passagens entre as rochas, formadas pela erosão das chuvas. Algumas formam galerias enormes. Uma curiosidade é que foram encontrados artefatos da cultura Guarani na região ("Ita" = pedra em Guarani). Disseram que é o local mais alto (cerca de 3.700 metros) com registro dos Guaranis. Também passamos por pinturas rupestres. Foram cerca de 4 km (ida e volta). A próxima parada foi o almoço num local com uma vista sensacional. O almoço (pago a parte do passeio) foi excelente. Seguimos para o local onde fica a caverna de Umajalanta. O carro nos deixou a 1 km da boca da caverna e seguimos por uma trilha bem gostosa de se fazer e com pegadas de dinossauros pelo caminho. Antes de entrar há uma parada para colocar os capacetes com lanternas e deixar as mochilas. A caverna é magnífica e um tanto quanto "aventureira". Descemos diversas vezes em cordas com nós,,, cruzamos passagens muito estreitas e nos arrastamos entre o teto e o chão. No final há um laguinho com peixinhos sem olhos (típicos de cavernas). Outro dia incrível para não esquecer...      Regressamos a Torotoro e saímos pra comer uma pizza. Uma dica: Torotoro está entre Cochabamba e Sucre e há possibilidade de "transfer" de Torotoro para Sucre. São 6 horas de viagem de carro e só não usamos porque já havíamos comprado as passagens aéreas. Os espanhóis conseguiram fechar um carro e partiram até Sucre. No dia seguinte nós tivemos que regressar, numa épica e muito empoeirada viagem de van, a Cochabamba, pois de lá tomamos um desses voos econômicos para Sucre. Por conta de um tiozinho (muito sem noção) que atrasou a van em quase 1 hora, chegamos no aeroporto cerca de 20 minutos antes da saída do voo. Foi um desespero, pois despachamos as bagagens e embarcamos de forma imediata, mas deu tudo certo.




















      Torotoro vista no voo Cochabamba a Sucre:

      . Sucre - chegamos ao aeroporto e achamos tudo muito organizado. Pegamos uma van até o centro de Sucre por um valor muito bom (se fôssemos de táxi sairia umas 8 vezes mais). Caminhamos até o hostal La Casa Verde (R$ 150 reais o casal - foi a hospedagem mais cara de toda a viagem), bem localizado (poucas quadras da praça central) e com um excelente café da manhã. A cidade foi uma grata surpresa. O centro histórico é muito bonito, todo em estilo colonial e muito bem preservado, com muitas opções de restaurantes, cafés e lojas de chocolate e artesanato. Na praça, em frente a Catedral Metropolitana de Sucre, pegamos o ônibus do "Parque Cretácico" (horários: 9:30, 11:00, 12:00, 14:00 y 15:00 hs - de terça a domingo), uns 5 km de distância (15 minutinhos). A área pertence a fábrica de cimento "Fancesa" e, além do parque (que é interessantíssimo, muito educativo, com réplicas de dinossauros, museu e muita informação), também tem o sítio paleontológico chamado "Cal Orcko", um dos mais importantes já descobertos. Trata-se de um paredão (cerca de 110 metros de altura x 1500 metros de comprimento, inclinado em 73º), em camadas, onde estão expostas 5055 pegadas individuais de dinossauros de, pelo menos, 8 espécies. Há 462 trilhas de caminhada contínuas. Dá pra ver o paredão desde o parque (uns 300 metros de distância), mas fizemos o tour guiado (ocorre apenas das 12 as 13hs - horário de almoço da empresa de cimento), caminhando ao longo da parede. Foi sensacional ficar ali ao lado das pegadas,,, vale muito a pena!
      Planejamos conhecer Maragua, um local creca de 25 km de Sucre, com trekkings, pegadas de dinos (uma das maiores pegadas de carnívoros do mundo pode ser vista aí) e pinturas rupestres, mas pela falta de tempo deixamos para uma outra oportunidade.
      De noite, tomamos um ônibus da empresa "6 de octubre" na rodoviária de Sucre em direção à Villazón (cidade na fronteira Bolívia/Argentina), uns 420 Km de distância. Estávamos um pouquinho preocupados porque, na noite do dia seguinte, tínhamos um voo de Jujuy para Buenos Aires, e depois para o Brasil. Tinha muito chão ainda até chegar em Jujuy.









      . Villazón/La Quiaca - Jujuy - Brasil - depois de uma longa, porém tranquila viagem (cerca de 9 horas), chegamos na gélida rodoviária de Villazón (3.450 metros de altitude e -8ºC de temperatura). De lá tomamos um taxi até a fronteira (2,6 km dali) onde havia uma pequena fila,,, mas andou rápido. Ninguém revistou nada! Pegamos as mochilas e fomos caminhando 1km até a rodoviária de La Quiaca (já na Argentina). Esperamos um pouco até que achamos um ônibus para Jujuy (260 km em cerca de 5 horas). Acabou que deu tudo certo, pois tínhamos toda a tarde em Jujuy até a hora de nosso voo as 21:40hs. Deixamos as malas no novo terminal de ônibus de Jujuy e fomos até o centro pro tempo passar. Aproveitamos para almoçar, tomar um café num shopping, caminhar um pouco pelas ruas próximas e o principal: comprar algumas garrafas de vinho no supermercado! Voltamos para o terminal e esperamos passar um ônibus que nos deixaria no aeroporto.
      O mais engraçado é que, depois de fazer o check-in do voo, ouvi nossos nomes sendo anunciados no aeroporto. Fomos até o balcão da empresa e, para nossa grata surpresa, o voo estava lotado e nos mudaram para a 1ª classe. Hahaha,,, tá certo que era um avião pequeno e a 1ª classe não era algo assim fantástico, mas minhas pernas agradeceram o espaço cômodo até Buenos Aires. De lá pegamos o ônibus da empresa Tienda León (que faz o transfer gratuito de quem compra passagens da aerolineas argentinas) e fomos do aeroparque até o aeroporto de Ezeiza. Tomamos mais um chá de cadeira (umas 4 horas) e embarcamos as 06:40hs da manhã pro Brasil.


      Foi uma viagem épica , que na verdade foram muitas viagens em uma. Focamos em lugares menos conhecidos como Waqrapukara, Suykutambo, Parque Torotoro, Chachapoyas e o norte do Peru. Mas também vivenciamos grandes cidades como Cusco, Lima, La Paz, Huaraz, Trujillo, Chiclayo, Puno, Sucre e Jujuy. E ainda as pequenas e únicas Purmamarca, Tilcara, San Pedro de Atacama, Huanchaco, Lamud, Leymebamba, Yauri e Torotoro. Visitamos museus, sítios arqueológicos dos mais variados, desertos, cidades de antigas civilizações, montanhas, geleiras, mar e neve, águas termais, geisers, lagos de cor turquesa e cachoeiras,,, andamos de avião, ônibus, bicicleta, teleférico, carro, tuc-tuc,,, caminhamos trocentos quilômetros (ainda vamos fazer esta conta) entre cidades e trekkings em lugares maravilhosos e repletos de história e aventura,,, fomos do mar até 5.050 metros,,, comemos comidas típicas e deliciosas (viva o Peru),,, dormimos cinco noites dentro de ônibus, uma num aeroporto, muitas em pequenos e simples hotéis e até mesmo uma num hospital. Conhecemos muitas pessoas legais de muitas nacionalidades (chilenos, bolivianos, peruanos, argentinos, brasileiros, espanhóis, ingleses, alemães, australianos, e muitos outros),,, sendo que algumas boas amizades tiveram início. Celebramos a amizade com Juan, Miroslávia e Nils, participamos da cerimônia da Pacha Mama em La Paz e em Waqrapukara e desfrutamos da hospitalidade do maluco do Ludwig em Cusco. Por fim, brincamos muito, como deve ser, deslizamos em escorregadores de Saqsaywaman e em La Paz, nos perdemos de bicicleta na Garganta del Diablo, nadamos em lagoas geladas e, principalmente, compartilhamos um com o outro, juntos, pequenos e grandes momentos que ficarão eternizados em nossos corações. Infindáveis pequenos fragmentos de coisas boas,,, de cumplicidade,,, de entender um ao outro. O maior tesouro da viagem foi estar na melhor companhia.


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