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Olá viajante!

Bora viajar?

Da casa dos espíritos até Puesco - a travessia do P.N. Villarica

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Pessoal:

 

Logo antes do terremoto do Chile fiz a travessia do Villarica, também conhecido entre os Mapuches como Rucapillán ou casa dos espíritos. É um trekking maravilhoso de 5 ou 6 dias, 81 km, que atravessa todo o P.N. Villarica. Ele não é tão famoso como TDP ou El Chaltén por dois motivos:

 

1.não tem refúgios, temos que levar tudo;

2.boa parte dele é acima da linha das árvores, em terreno exposto a intempéries.

 

Por isso o Lonely Planet no roteiro desta trilha tem uma advertência, o que não ocorre quando ele descreve as outras duas trilhas. Mas também diz que ele é incrivelmente cênico. Eu diria que é tão bonito quanto TDP ou El Chaltén, mas de uma beleza diferente. Enquanto TDP tem a grandiosidade e El Chaltén tem a arquitetura linda das montanhas, esta travessia tem os vulcões. Avistamos 6-7 ou mais vulcões na travessia, um deles ativo e passamos ao lado de crateras extintas. Adicionalmente entramos em florestas de araucárias e de coigües que parecem de conto de fadas, atravessamos paisagens lunares, campos de lava (escoriais), lagunas alpinas e cruzamos manchões de neve nos passos altos (mesmo no final de fevereiro!).

 

Dia 18/02/2010 - Santiago

 

Cheguei no aeroporto de Santiago as 21:30 horas. Rapidamente peguei o transfer da Tur Bus para o Terminal Alameda onde comprei passagem para Pucón as 23:30. O salón cama é muito confortável. São notáveis a eficiência e a falta de burocracia do Chile.

 

Dia 19/02/2010 - Pucón

 

Com o dia raiando entramos em Temuco. Mais uma hora chegamos em Villarica e mais meia hora em Púcon. Não tinha lugar certo para ficar em Pucón. Mas logo em frente ao terminal da Tur Bus um hostal com a bandeira do Brasil na janela. Opa, um bom sinal! Se brasileiros deixaram a bandeira foi porque gostaram. Na verdade a simpática dona é brasileira, de Campinas/SP. Vive numa ponte aérea Campinas – Pucón. A pousada Pucón Sur é boa e recomendo (22000 pesos alta estação). Saí para comprar os mantimentos, gás e para conseguir o transporte até a estação de ski do Villarica, junto a uma das empresas que fazem a subida do vulcão. Consegui junto a Tranco, por 5000 pesos (~US$10 = R$20). A Politur não podia dar certeza se haveria lugar antes das 17 horas pois a prioridade de assentos era para quem queria escalar. Não poderia esperar até esta hora para ter uma definição, daí preferi a Tranco.

 

Dia 20/02/2010 Pucón – Estero Ñilfe

 

Acordei 05:30 pois a van estava prometida para 06:00. Chegou as 06:30. Foi depois até a agência e pegou os escaladores. A van saiu lotada com o guia de pé (quem já pegou van no Rio sabe como é...). A Politur ao menos foi mais honesta dizendo que não poderia vender o lugar se ela estivesse lotada.

 

Um casal de brasileiros sentou logo atrás, Pedro e a namorada. Iam subir o Villarica. Perguntaram o que ia fazer, respondi. Depois os comentários de praxe: se não era perigoso ir sozinho, etc...

 

Tive de saltar da van na Guarderia da CONAF do PN Villarica para pagar meu ingresso (7000 pesos=28 R$) para um nº de dias ilimitado no parque. Lá recebemos um mapa com o parque e a trilha. Escala não muito boa 1:110.000.

 

Mais ou menos 30 a 40 minutos chegamos a estação de ski. Me despedi dos simpáticos brasileiros e me afastei da galera (10 a 20 vans - acho que 100 pessoas deviam estar subindo o vulcão naquela manhã), fui até uma curva longo antes da estação, com uma placa indicando o início da trilha (“à Challupén”). Estava ainda frio na sombra da montanha.

 

otf_pic.php?pic_cat=users_pics&pic_id=user_9059_DSC05172.jpg

 

A subida do Villarica é um arremedo de alpinismo? Pode ser, mas é muito interessante: temos uma experiência do que seria uma escalada na neve e temos a oportunidade de ver a cratera de um vulcão ativo, por isso a maioria dos turistas em Pucón tenta fazer isto (35000 pesos chilenos= R$ 140). Pensei até em fazê-lo e apenas na descida iniciar a trilha do Villarica. É possível mas é bem cansativo. Quem sabe na volta, pois se ocorresse tudo como planejado teria um dia sobrando em Pucón.

 

O começo da trilha é feita por um terreno pedregoso, com pouca vegetação, acima da linha das árvores. Um constante sobe e desce pelas encostas do vulcão. Apenas 9:15 tirei o casaco de fleece pois só então o sol bateu em mim. Mas ou menos nesta hora entrei nos pequenos bosques de coigües e, mais tarde, com araucárias. Estas árvores são lindas. Algumas bem grandes. Parecem árvores pré-históricas. O terreno é ondulado. Os maiores acidentes são os zanjónes, por onde desce a água das chuvas ou no degelo. Alguns deles tem um riacho perene.

 

otf_pic.php?pic_cat=users_pics&pic_id=user_9059_DSC05194.jpg

 

A trilha é bem visível e é demarcada por estacas de aço (um perfil em L) com marcas amarelas e numeração indicando a travessia. As estacas são altas (para evitar que a neve as cubra) e bem enterradas (para evitar que o vento as derrubem).

 

Apenas em três pontos podemos fazer uma confusão: logo ao atravessar o Zanjón Pino Huacho tive a impressão que a trilha seguiria a direta. Na verdade sobe a esquerda (não errei porque o guia do Lonely Planet avisava).

 

No Zanjón Challupén desci e demorei para perceber onde é que saia dele, subindo. Devemos seguir em diagonal, para cima até avistarmos uma placa. Me confundi pensando que a saída era um ponto sinalizado por um morão branco, um pouco antes.

 

Logo em seguida, no bosque, errei e fui em direção as lagunitas Challupén (mais parecem brejos rasos). Perdi 40 a 60 minutos nesta história. O GPS me permitiu concluir qual o caminho certo. Basta também suspeitar quando passamos algum tempo (20 min) sem ver as estacas sinalizadoras (tem algo errado!).

 

Entre dois bosques encontrei um chileno que vinha na direção contrária. Jovem, pareceu-me um pouco inexperiente e despreparado para trekking. Tinha duas mochilas, uma atrás e outra na frente ao invés de uma só de maior capacidade (as duas deviam ser muito desconfortáveis - novato sofre). Estava tirando um casaco camuflado pesado. Tinha uma faca grande presa na coxa. Não aguentei e perguntei se era para enfrentar os pumas. Estava fazendo apenas o trajeto Chinay- estação de ski.

 

Cheguei as 15:30 mais ou menos no Estero Ñilfe. Lugar lindo para acampar. Parece que os chilenos preferem ir mais adiante (aqui escurece a partir das 21 horas), mas como o lugar era lindo preferi ficar.

 

Achei um lugar privilegiado para armar a barraca no meio de umas lengas baixas. Tomei um banho de panela (quando tem sol podemos se dar a este luxo, mesmo com água gelada). Depois do choque inicial da água gelada fica uma delícia: passamos a absorver calor do ar a nossa volta.

 

O local é lindo, pois é um pequeno prado com arbustos e uma vista muito bonita para SE. Atrás o vulcão Villarica. Um campo de lava negra ficava logo atrás da barraca.

 

Pela primeira vez fiz um jantar com comida liofilizada. Eu apanhei. O negócio não saiu bom. A fome ajudou a descer.

 

Um pôr-do-sol lindíssimo acima de um tapete de nuvens.

 

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Dia 21/02/2010 Estero Ñilfe - Rio Pichillancahue

 

Comecei o dia preguiçoso. Sai 09:50. Levei apenas 1 litro de água mas me arrependi pois a primeira metade do trajeto é seca e não tinha certeza se no fundo dos esteros iria encontrar água. Um terreno lunar, com muitos campos de lava (terreno poroso que não deixa água na superfície).

 

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Cruza-se um grande campo de lava, o Escorial de Catricheo. Os tábanos volta e meia lhe enchem o saco (tábanos são mutucas grandes, turbinadas).

 

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Trecho de lava e o vulcão Lanin ao fundo.

 

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A SE se avista os cones duplos dos vulcões Mocho e Choshuenco durante quase todo o trajeto.

 

Lanchei as margens do Estero Aihue.

 

Caminha-se acima da linha das árvores até pouco antes de iniciar a descida para o Rio Pichillancahue, onde penetrei numa floresta basicamente de araucárias (linda). A descida para o rio é acentuada e acabei pegando uma cana quila para aliviar os joelhos, já que não estava com bastões de trekking.

 

otf_pic.php?pic_cat=users_pics&pic_id=user_9059_DSC05230.jpg

 

Ao chegar no rio, um alívio: o CONAF colocou uma ponte de troncos com guarda-corpo para auxiliar a travessia. Não que fosse difícil atravessá-lo. Mas a água é gelada, vai nos joelhos e a cor branca não permite ver o fundo. Assim teria de cruzá-lo de botas e elas não secariam até o dia seguinte.

 

otf_pic.php?pic_cat=users_pics&pic_id=user_9059_DSC05233.jpg

 

Achei um local lindo para acampar na margem esquerda (verdadeira) do rio, pouco depois da ponte, como sugerido pelo Lonely Planet. A barraca ficou abaixo de uma araucária, perto do rio. Circulo de pedra indicava o local onde campistas faziam a fogueira. Antes de anoitecer uma neblina, na verdade nuvens, começaram a subir pelo vale do rio. Pensei até que o tempo ia mudar. Apenas nuvens. Mas dava uma impressão maravilhosa de uma floresta mística. Uma linda floresta de coigües.

 

Tomei outro banho de panela com água de glaciar. A janta saiu um pouquinho melhor (aprendendo!). A noite uma temperatura em torno dos 7-10º C dentro da barraca, mais o menos o mesmo que ontem.

 

Uma noite de verão na Patagônia pode ser bem mais fria que a pior noite de inverno na serra gaúcha!

 

Não vi ninguém neste dia.

 

Dia 22/02/2010 – Rio Pichillancahue – Estero Mocho Superior

 

Hoje é o dia mais puxado com bastante subida (1.150 m) e aproximadas 7 horas de trekking. Por isto sai mais cedo, por volta de 08:40.

 

Pequena caminhada, 10 min para chegar num morrete. Passado o morro, mais 20 min para chegar numa estrada de terra (só para 4X4). A estrada sobe em direção a Chinay. Tudo isto dentro de um bosque de altas árvores. Em 40 min. se atinge um passo (logo depois de uma derivação a esquerda com um sendero para o Glaciar Pichillancahue) e começa a descida pela estrada até a Guarderia Chinay da CONAF. Após 1-1,5 de estrada cheguei na Guarderia, mas estava fechada. Nenhum guarda parque.

 

otf_pic.php?pic_cat=users_pics&pic_id=user_9059_DSC05236.jpg

 

Poucos metros após, a direita, começa a trilha para o estero Mocho. Cruza-se um pequeno riacho e começa a mais cansativa subida da jornada. Cerca de 2 horas e pouco por uma trilha mais fechada, cheia de carrapichos. A floresta de araucárias, mais em cima, é muito bonita, algumas árvores estão repletas de barba-de-velho.

 

Tive a impressão que me dirigia para um colo, que nada. A trilha vai para a esquerda subindo pela crista. Só depois de um descampado originado num incêndio, onde lanchei, se entra num pequeno trecho de mata para finalmente emergir do outro lado da crista, num bonito prado, acima da linha das árvores com vista para SW, para o vale do rio Elevado.

 

Anda-se um pouco neste prado para em seguida subir a esquerda para um colo. Neste ponto, cuidado. Dá impressão que devemos ir em frente, descendo, inclusive há pegadas descendo. Porém a trilha segue a direita subindo pelas cristas. E assim continuará. Apenas não sobe o cerro mais alto, o Los Pinos, com 1.774 metros. A trilha segue pela encosta esquerda deste cerro para novamente seguir por cristas mais baixas adiante, desta vez já com vegetação. Aproveitei para parar e fazer um lanche, com vista para o Norte, para o vale do Rio Palguín.

 

Retomada a caminhada, sempre descendo. Quando saí das cristas a vegetação cresce e entramos numa floresta que desce para um colo. No meio deste colo uma trilha à esquerda que desce para o vale do Rio Palguín, que no mapa da CONAF aparece como “Sendero Estero Mocho”. Uma rota alternativa em caso de emergência.

 

Logo após a bifurcação a trilha começa a subir a encosta florestada do vulcão Quetrupillán. Com mais 20 minutos chega-se num bonito local onde a floresta acaba e há um pequeno riacho correndo entre lajes de pedra, o Estero Mocho Superior. Local privilegiado: a NW a vista do Villarica esfumaçando. A Leste o vulcão Quetrupillán. Montei a tenda bem abrigada entre os arbustos.

 

Encontrei só um casal de franceses acampados. Ela bem simpática, falava espanhol. Vinham em sentido contrário. Tomei meu banho de panela, aproveitei o sol para secar e fiz a janta tranquilo. A tardinha o tempo pareceu que ia mudar, mas foi só ameaça.

 

Passeei pelo local. Muitos pontos perfeitos para acampar. Porém parece que na alta estação é muito frequentado. Muita gente descuidada, com muito papel higiênico visível perto demais do rio. Aquela imagem me fez ferver a água de beber, coisa que não fiz em acampamentos anteriores.

 

Logo depois destes pontos abrigados, termina a linha de árvores e começa um bonito prado que segue até o vulcão Quetrupillán.

 

Dormi com um pouco de frio a noite. Meu saco de dormir de pluma não é muito bom. Depois posto um comentário mais técnico sobre ele no tópico Equipamentos > Sacos de dormir, aqui no fórum Mochileiros.

 

Depois posto os demias dias e mais fotos.

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Sei, a gente não quer ficar entulhando equipo.. mas vc passou por mais esta.

Olha, na páscoa estou planejando ir pros lados da Serra da Encantada, mostrei no mapa pro LeoRJ. Quero trazer umas fotos, pq ali rola travessia das grandes, coisa de 100km... mas dá pra fazer "pernas" menores.

Escuta, e água nesta trilha que fizeste? Tem riachos confiáveis? Ou teve que derreter neve?

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Cacius

 

No segundo dia demorei cerca de 2,5 a 3 horas para encontrar água no trajeto. Mas não precisei derreter neve. Inclusive neste trecho não havia manchões de neve. Nos demais dias tranquilo. No 1.o dia não precisava ter saído com 3 litros de Pucón!

 

Onde é a serra da Encantada. No Rio Grande do Sul (inter.)

 

Abs, Peter

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Peter

 

"Roubando" a cena, a Serra das Encantadas é no sul, fica pertinho de Encruzilhada do Sul, Caçapava do Sul e Santana da Boa Vista (região centro-sul do estado).

A região é bem conhecida devido às Minas do Camaquã (exploradas pela já extinta CBC - Companhia Brasileira do Cobre), que segundo o Cacius é um bom roteiro de trekking!

 

Se puder passar os waypoints do trekking por email agradeço!

 

Abraço

Edy

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Peter, a Encantadas é o divisor dos vales do Jacuí e Camaquã. Não é de grandes altitudes, mas é bem fundo de rio (pré histórico, entenda-se): arenito, conglomerado, pedras isolaas umas das outras. Desde Barra do Ribeiro, ali pertinho do Guaíba/Lagoa dos Patos, ela vem se formando. Dom Feliciano, Encruzilhada do Sul, Santana da Boa Vista, Caçapava do Sul, Lavras do Sul, Bagé (conhece o Rincão do Inferno?). Dá pra ter uma idéia da dimensão da criança? ::ahhhh::

 

Editando: Penélope, não tinha visto tua resposta. ::lol3::

Minas do Camaquã é a única ponta que conheço mais ou menos, mas é só uma parte da Serra das Encantadas. Também é a mais famosa, com direito a cidade fantasma e tudo! ::cool:::'>

E aí, vamo ou não vamo na páscoa? ::quilpish::

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Edy, mando depois os Way points em MP.

 

Cacius, este roteiro da Serra das Encantadas parece que é muito grande para fazer completo na Páscoa! Para mim não vai dar nesta Páscoa. Vou ficar pela Bahia. Talvez faça algo pela Chapada.

 

Postem depois esta travessia dando as dicas!

 

Peter

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Sim, Peter, não dá pra fazer em 3 dias... vou acampar lá nas minas, só...

  • 4 meses depois...
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Kra...

 

Pretendo fazer essa travessia em janeiro do próximo ano. Por gentileza, pediria para você passar o tracklog da mesma. Se você tiver a disponibilidade de repassar o track, teria como indicar qual o datum vc levantou a mesma?

 

Valeu

 

leo

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Leo:

 

Vc quer o tracklog da travessia do Cacius ou do Villarica (inter.)

 

Me avisa qual vc quer. Não tenho o tracklog mas alguns waypoints, a maioria pega no Lonely Planet - 'Trekking in the Patagonian Andes'. No artigo ele não informa o datum mais usei o WGS84 e bateu certo.

 

Como a trilha é bem marcada não vejo necessidade de tracklog, exceto se o tempo ficar muito ruim e a vis. cair muito. Mesmo assim é preciso estar muito ruim mesmo!

 

Abs, peter

  • 3 meses depois...
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Peter

 

 

achei muito interessante esse relato, mais uma opcao show pra fazer no Chile...

 

minhas duvidas sao em relacao aos equipos que tu levou (q tipo de barraca etc.) e tambem que meses sao melhores para fazer a travessia ou ate que mes da pra ir sem pegar neve pelo joelho.?

 

show de relato..

 

valeu...

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Valeu!

 

O período recomendado pelo Lonely Planet é de dezembro a fevereiro. Em meados de fevereiro ainda peguei uns manchões de neve antes da Laguna Azul.

 

Isto deve variar de ano para ano, a depender da força do inverno, mas acredito que até meados de janeiro é bem possível enfiar o pé na neve até o saco.

 

Levei equipamento para trekking acima da linha das árvores. Mas não fui equipado com piolet e crampons. Pode esperar algo em torno de 0ºC pela madrugada. De dia, com tempo bom, a temperatura é agradável. A barraca tipo túnel sofreu na laguna Blanca devido a um forte vento Puelche. Uma T&R acho que teria arrebentado naquelas condições.

 

A trilha normalmente é muito bem sinalizada.

 

Abs, peter

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