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Junim

Safári no Kruger National Park – África do Sul

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Kruger National Park

Em março de 2016 fiz uma viagem inesquecível para a África do Sul com 5 amigos. Dentre todas atrações vale destacar o Kruger Park. Localizado na parte nordeste do país, o Kruger Park faz fronteira com o Zimbabwe pelo Norte e Moçambique pelo Oeste. Ocupa uma área de quase 20.000 quilômetros quadrados. Esse é o tamanho aproximado de estados brasileiros como Sergipe, Alagoas caso você esteja tentando imaginar o quão grande essa reserva natural é!

 

Foi criado em 1898 para proteger a vida selvagem sul africana. Kruger é o lar de um número impressionante de espécies: 336 árvores, 49 peixes, 34 anfíbios, 114 répteis, 507 aves e 147 mamíferos.

 

Como Chegar?

 

A maioria dos visitantes do Kruger Park voam até o Aeroporto Internacional de Tambo (JNB) perto de Joanesburgo. A partir de JNB existem vôos para Nelspruit / Kruger Mpumalanga International Airport (MQP) em Mpumalanga, a porta de entrada para o setor sul do Kruger Park. Alternativamente, voam para Hoedspruit (para as seções centrais e do norte) ou Phalaborwa (para a seção norte).

 

Pode-se ainda voar diretamente para o aeroporto de Skukuza, localizado dentro do Kruger Park.

É possível alugar um carro em Joanesburgo e seguir para o parque através da estrada N4. O parque tem nove portões de entrada, o mais próximo fica entre 420 km e 500 km de Joanesburgo. As estradas são excelentes e a viagem leva entre 3h30 a 5h00 dependendo do portão de entrada escolhido.

 

Linhas aéreas domésticas e vôos na África do Sul

 

Várias companhias aéreas domésticas voam para o Aeroporto de Nelspruit / Aeroporto Internacional Kruger Mpumalanga (MQP), localizada perto do Kruger Park.

 

Os vôos domésticos podem ser reservados com as seguintes operadoras nacionais:

 

  • SAA
  • SA Airlink
  • SA Express
  • Comair Airways
  • Kulula
  • Mango

 

Para chegar até o Kruger Park fomos de carro alugado a partir de Joanesburgo. As estradas são ótimas e muito bem sinalizadas.

 

 

[t3]Dica![/t3]

 

Antes de entrarmos no Kruger Park fomos no supermercado em Phalaborwa próximo ao parque. Você vai precisar comprar suprimentos para a sua estadia no Kruger Park se você não quiser depender dos restaurantes, mercados e lanchonetes dentro do parque, como fizemos. Muitos dos acampamentos possuem restaurantes, em uma das noites que passamos no Letaba Rest Camp fomos ao restaurante jantar. A comida estava excelente e o visual é lindo!

 

Cozinhar no Kruger Park é fácil uma vez que várias acomodações dentro do parque vem com uma cozinha totalmente equipada. A maioria dos acampamentos dentro do parque têm lojas onde você pode comprar suprimentos básicos, então não se preocupe se você se esquecer de algumas coisas ou não comprar o suficiente.

 

Para ver algumas opções de hospedagens na região do Kruger National Park clique aqui.

 

 

Como se locomover?

 

No nosso caso self-drive (tínhamos alugado carro no aeroporto de Joanesburgo). Para quem não tem carro, a solução é contratar os passeios na recepção de seu acampamento.

 

Entramos pelo portão Phalaborwa, nosso primeiro destino no parque foi o Letaba Rest Camp, localizado a cerca de 50km do portão de entrada.

 

Já na entrada do parque encontramos com uma família de avestruz atravessando a estrada. Logo no início já era possível ver o que nos esperava!!!

 

Várias vezes durante nossa estadia no Kruger Park passamos por esse tipo de situação. Ter que esperar os animais atravessarem a estrada não é raro!

 

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Onde se hospedar?

 

Você pode optar por ficar em várias opções de alojamento em uma série de diferentes acampamentos.

  • Berg-en-Dal Rest Camp
  • Crocodile Bridge Rest Camp
  • Letaba Rest Camp
  • Lower Sabie Rest Camp
  • Mopani Rest Camp
  • Olifants Rest Camp
  • Pretoriuskop Rest Camp
  • Punda Maria Rest Camp
  • Satara Rest Camp
  • Shingwedzi Rest Camp
  • Skukuza Rest Camp
  • Tamboti Satellite Camp

 

Para saber mais sobre os acampamentos clique aqui.

 

[t3]Tipos de hospedagens[/t3]

 

Camping

Acampamento – a maioria tem energia elétrica (exceto Balule e alguns em Punda Maria).

 

Hut

Quarto individual com cozinha comunitária e instalações sanitárias compartilhadas.

 

Safari Tent

Tenda de lona permanente quartos em plataformas permanentes. Alguns têm cozinha comunitária e instalações sanitárias compartilhadas, enquanto outros são totalmente equipados e têm guarnições mais luxuosos.

 

Bungalow

Unidades de quarto de solteiro com banheiro. Alguns têm cozinhas comunitárias, enquanto outros têm suas próprias com equipamentos básicos de cozinha. Alguns bangalôs têm vista para o perímetro ou do rio, enquanto outros foram atualizados para o status de luxo.

 

Cottage

unidades de quarto de solteiro com sala de estar, banheiro e cozinha.

 

Family Cottage

Múltiplos quartos com sala de estar, banheiro e cozinha.

 

Guest Cottage

Várias quartos com, pelo menos, 2 banheiros dos quais um é suíte. cozinha totalmente equipada.

 

Guest House

Várias quartos e banheiros com área de estar e muitas vezes com facilidades e vista exclusiva.

 

Luxury Lodges

Estes alojamentos privados exclusivos, com um estilo e forma atmosfera única parte de um conjunto de produtos conhecidos como SANParks “Golden Kudus”, onde o luxo é a ordem do dia.

 

Para reservar e pagar sua hospedagem clique aqui.

 

Nas primeiras duas noites ficamos no Letaba Rest Camp no Guest Cottage (FQ6) para 6 pessoas. Possui duas suítes com ar-condicionado, três camas de solteiro em cada quarto, uma sala, uma cozinha completa e uma varanda com uma mesa ampla.

Na nossa primeira noite no Letaba Rest Camp fizemos um night drive (mais abaixo explico sobre os Game Drives).

 

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No parque você verá diversos animais e logo perceberá que Impalas e Zebras tem aos milhares!

 

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Depois de duas noites no Letaba partimos com destino a Pretoriuskop Rest Camp localizado na parte Sul do Parque. O legal é que você não vê o tempo passar durante o deslocamento pois vai fazendo safári pelo caminho! Durante a viagem passamos para almoçar no Skukuza Rest Camp, considerado o maior e mais completo acampamento do Kruger Park.

Procurar os Big Five (Elefante, leão, búfalo, leopardo e rinoceronte) logo se torna sua principal “missão”! Desses, somente o leopardo eu não consegui ver e fotografar.

 

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Pretoriuskop Rest Camp

No Pretoriuskop Rest Camp ficamos hospedados no Family Cottage (FF6DB) para 6 pessoas. Possui um quarto com uma cama de casal, e dois quartos com duas camas de solteiro em cada, ar-condicionado, dois banheiros, cozinha completa e uma churrasqueira na parte externa e uma varanda com uma mesa ampla.

Lá fizemos um braai (a palavra Afrikaans para churrasco) durante a noite de carnes exóticas (avestruz, kudu, impala, etc) acompanhado de excelentes vinhos sul africanos.

Abaixo algumas fotos dos self-drives que fizemos! Explorando as belezas do parque por conta própria.

 

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Portões de entrada para o Kruger Park

 

Para saber horário de abertura e fechamento dos portões e maiores informações clique aqui.

 

Observações:

– O limite de velocidade dentro do Kruger Park é 50 km/h.

– É aconselhado aos turistas a não viajar mais de 200 quilômetros entre os campos em qualquer dia.

 

 

O que fazer no Kruger Park?

 

Atividades disponíveis:

 

  • Wilderness Trails
  • Game Drives
  • Guided Walks
  • 4×4
  • Mountain Biking
  • Backpacking Trails
  • Eco-Trails
  • Golf
  • Birding

Para maiores informações clique aqui.

 

Hospedando dentro do parque é possível fazer os game drives oferecidos pelos rest camps. Game drive é um safári fotográfico em jipe ou caminhão aberto nas laterais, com um guia/motorista. Cada “game” dura de 3 a 4hs, e o preço varia de 220 a 380 rands. Precisa reservar e pagar na recepção do camping, com pelo menos 30 minutos de antecedência do horário de saída, ou no dia anterior se o game for de manhã.

 

A maioria dos campings e lodges no interior do Kruger Park oferecem game drives no início da manhã e no final da tarde. Alguns campings também oferecem games pela manhã porém não tão cedo (late morning games) e à noite.

 

Dentre os Game Drives temos:

 

Sunset drives

Essa atividade sai antes de o sol se por e retorno já durante a noite. Guias experientes conduzem os grupos. Informe-se nos escritórios de reservas ou no acampamento que você estiver hospedado sobre essa atividade.

 

Night drives

A saída é por volta das 17:00 e dura pelo menos 3 horas.

 

Morning drives

Sai em torno de 04:30 da manhã no verão e no inverno 05:30. Deve-se confirmar com recepção na noite anterior. A duração da atividade é de 3-4 horas.

 

 

[t3]Curiosidades[/t3]

The Big Five – Búfalo, elefante, leopardo, leão e rinoceronte.

The Little Five – Pássaro Tecelão (Búfalo Weaver), Elephant Shrew(sengis), Tartaruga leopardo, Ant Lion e besouros-rinoceronte.

Birding Big Six – Ground Hornbill, Kori Bustard, Lappet- faced Vulture, Martial Eagle, Pel’s Fishing Owl and Saddle-bill Stork.

Five Trees – Baobab, Fever Tree, Knob Thorn, Marula, Mopane.

Natural/Cultural – Letaba Elephant Museum, Jock of the Bushveld Route, Albasini Ruins, Masorini Ruins, Stevenson Hamilton Memorial Library, Thulamela.

 

Há muitos animais raros para ver e fotografar durante sua viagem! Mantenha-se atualizado com os movimentos da vida selvagem no Kruger Park, consultando o mapa na recepção de seu acampamento, ele é atualizado diariamente!

 

[t3]Passaporte, vistos e outros requisitos de entrada[/t3]

 

Os requisitos de entrada podem mudar, então por favor entre em contato com a Embaixada Sul Africana de seu país para verificar se as informações abaixo são atuais.

O passaporte é exigido para todos os visitantes estrangeiros e tem de ser válido por pelo menos seis meses.

Todos os visitantes estrangeiros vai precisar para realizar um retorno ou bilhete para a frente.

Os cidadãos da maioria dos países não precisam de visto e tem permissão de 90 dias.

 

Para maiores informações clique aqui.

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Olá,

muito bom!!! Direto ao assunto e informativo!

Estou indo semana que vem, temos alguns planos de rotas por lá. Entre os planos alguns que envolvem as rotas secundárias, de terra. Você acha que um polo 1.0 consegue fazer de forma relativamente fácil essas rotas secundárias do sul do parque?

 

Pretendo entrar pelo Numbi gate, passar pelo Pretorius Camp e ir em direção a Lower Sabie. Uma boa parte pelas estradas de terras que cruzam riachos que geralmente estão secos.

 

Também pretendo me orientar com base em mapa e se pegar, o gps de celular (se pegar antena melhor ainda), acha que é tranquilo?

 

Se puder adiantar algo agradeço.

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Boa tarde Renato!

De forma geral as estradas são excelentes!!!!. Mas pode acontecer contratempos...

Nossa carro era um elantra automático e passamos aperto duas vezes... Uma vez ele ficou atolado numa estrada de chão e tivemos que contar com a ajuda de um casal que passava em um 4x4 e tinha corda para nos puxar... Foi tenso pq tivemos que ficar de fora do carro um tempo! E isso não é recomendável de forma alguma! Muito perigoso!

Os restcamps tem serviço de reboque, mas pode demorar...

A segunda vez foi menos tenso pq o carro atolou na areia mas conseguimos sair rapidamente. Dessa vez não poderíamos sair do carro pq estávamos em frente a vários leões que dormiam debaixo da árvore a poucos metros de distância.

Andar no parque é bem tranquilo utilizando GPS e mapas... Baixa os mapas offline para falicitar!

 

Abraços e excelente viagem!

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Muito irado o seu relato, Mauro !

 

Surgiu uma dúvida: é possível se hospedar fora do Parque e mesmo assim comprar/participar dos game drives oferecidos pelo próprio Parque ?

 

Obrigado pela ajuda !

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    • Por José Luiz Gonzalez
      Introdução
      Fala galera!
      No fim de 2018 fiz uma viagem incrível pela África do Sul que contou inclusive com a companhia do grande parceiro Fabiano que conheci aqui no Mochileiros!
      Se alguém tiver alguma dúvida, sinta-se a vontade pra perguntar abaixo e evitem mensagens privadas ou e-mail já que a sua dúvida pode ser a mesma de outras pessoas aqui no fórum!
      Roteiro Resumido
      1 dia na Rota Panorâmica
      3 dias de Safári no Kruger
      9 dias na Garden Route
      5 dias na Cidade do Cabo
      Roteiro Detalhado
      15/11/2018 - Voo São Paulo > Joanesburgo
      16/11/2018 - Joanesburgo > Sabie
      17/11/2018 - Sabie > Graskop
      18/11/2018 - Graskop > Lower Sabie Rest Camp 
      19/11/2018 - Lower Sabie Rest Camp > Crocodile Bridge Rest Camp
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      05/12/2018 - Cidade do Cabo > Joanesburgo
      06/12/2018 - Joanesburgo > São Paulo
    • Por ederfortunato
      Em dezembro de 2017, passei 3 dias no Zimbábue (relato aqui) e 15 dias na África do Sul, e devo agradecer a galera daqui do fórum que me ajudou muito através dos relatos, por isso, resolvi fazer um também!
      Eu vou focar nas dicas de passeios e trajetos para chegar nos lugares, e menos nos detalhes do que eu fiz no dia-a-dia(até porque tenho péssima memória).
      Pra quem gostou das fotos, eu posto muito mais no meu instagran, segue lá: http://instagram.com/ederfortunato
      África do sul
      Roteiro: Foram 8 dias na Cidade do cabo, 2 dias em Joanesburgo e 4 dias no Kruger.
      Ficou boa essa quantidade de dias para cada lugar, não mudaria, mas caso dispusesse de mais tempo, ficaria uns 14 dias na Cidade do Cabo(queria morar lá pra falar a verdade rs).
      Uma coisa que compensou fazer, foi passar 4 dias no bairro de WaterFront e 4 dias na Long Street, fiz isso pra conhecer bem cada canto da Cidade do Cabo.
      E porque não conseguia me decidir onde ficar rs.
      Depois passei 2 dias em Joanesburgo, e acredito que foram suficientes(me lembrou muito São Paulo, e como sou daqui, não curtir rs).
      Finalmente, fui para o kruger, de van, caso você também vá via terrestre, reserve 3 dias no mínimo, pois de Joanesburgo pra lá, são umas 6 horas na estrada, por isso os dias de ida/volta acabam sendo quase perdidos. Tem um aeroporto mais
      próximo do parque, o Nelspruit, mas a passagem estava cara.
      Tirei a Garden Route do roteiro, pelo que vi precisa no mínimo uns 5 dias pra aproveitar bem.
       
      Passagens: Voei com a South African Airways, que é muito boa. Já que a ideia era conhecer mais um lugar além da África do Sul, escolhi ir para o Zimbábue.
      Pesquisando, percebi que se comprasse 3 trechos de uma fez, 1º São Paulo > Victoria Fall, 2º Victoria Fall > Cape Town e 3º Joanesburgo > São Paulo,
      acabou ficando mais barato do que se comprasse a ida/volta da África do Sul para o Zimbábue, recomendo usar a ferramenta do google para fazer essas pesquisa de preço por várias cidades.
      O trecho Cape Town > Joanesburgo, comprei pela FlySafair, só $250 Reais a passagem, tem muitas outras companhias de low-cost por lá, valeu a pena.
       
      Gastos: Com hospedagem, passeios, comida e transporte gastei $1.350 dólares pelos 15 dias(fora a passagem ida/volta do Brasil).
      Vou separar por cidade, assim ajuda a ter uma ideia melhor:
      8 dias na Cidade do Cabo: $600 dólares.
      2 dias em Joanesburgo: $100 dólares.
      4 dias no Kruger: $650 dólares.
      O lugar onde gastei mais do que deveria, foi o safári no Kruger, como eu estava sozinho, acabei tendo que apelar para uma agência, que cobrou $600 dólares o pacote de 4 dias, o valor compensou, pois estava tudo incluso, mas tenho certeza que se fizesse por conta, ou se estivesse com mais pessoas, gastaria bem menos.    
      No geral, o custo lá não é alto, é possível encontrar hospedagem a menos de R$50 Reais(em hostel) e refeições de R$15 a R$50 Reais, mas os passeios acabam sendo bem caros. Fiz vários day-tour que custavam em média R$200 Reais.
      Um dica que posso dar é fazer os passeios por conta própria, alugando carro e tentar ir em mais pessoas.
       
      Dinheiro: A moeda usada na África do sul, é o Rand, ele vale mais ou menos ¼ de 1 real, então 4 Rand = 1 Real, fiz esse calculo na hora de fazer as contas.
       
      Dólar/Rand/Real, o que levar? O melhor é comprar dólar aqui e trocar lá por Rand, talvez você tenha lido que não vale a pena, pois vai fazer o cambio duas vezes, e perde nas duas, bem... a verdade é que depende. Depende o quanto você perde, é possível perder mais fazendo apenas um câmbio, o que determina isso é se a moeda trocada é forte ou fraca.
      Nesse caso, você vai perder bem mais trocando diretamente Reais por Rand, do que se fizer Real > Dólar > Rand.
      Isso porque o Real é considerado uma moeda fraca por lá, quer dizer que ninguém, na áfrica, quer comprar Reais, isso faz com que o cambio dele seja baixo, diferente do dólar, que é uma moeda forte, e faz com que as casas de câmbio queiram comprá-la(mais do que real).
      Além disso, tenha em mente que levando dólares, você consegue um cambio melhor, mas tem o inconveniente de ter que andar com muito dinheiro, então leve uma doleira pra carregar a grana embaixo da roupa, e não ande com tudo, deixe uma quantia no cofre do hostel/hotel.
       
      Câmbio: Use sites como Melhor Câmbio para achar a melhor cotação, um outro que recomendo pra quem é de SP, é o Câmbio Store(é onde geralmente compro).
      Chegando na África do Sul, troque uma pequena quantia no aeroporto, que normalmente têm taxas ruins, e deixe pra trocar o resto do dinheiro num lugar que faça "câmbio alternativo"(casas de câmbio clandestinas, onde pagam melhor e não cobram taxas), tem um que achei por indicação, que fica na 39 Strand Street, o lugar parece meio "suspeito",
      tem portões com grade, o pessoal parece mafioso, mas vai sossegado que é de boas lá rs.
       
      Cartão de crédito: Você pode optar por usar apenas cartão, é aceito na maioria dos lugares em Cape Town e Johannesburg, de várias bandeiras, seja cartão de credito ou debito, inclusive você pode sacar Rand no caixa automático, e é bem fácil achar um caixa 24.
      Além desse ser o modo mais seguro, já que não precisará andar com muito dinheiro, mas é o pior pelas taxas do banco, como IOF por transação, além da cotação de dólar que o banco usa ser bem desfavorável.
       
      Idioma: A África do Sul tem 11 línguas oficiais. Quase todo mundo fala inglês, alguns com um sotaque que eu achei bem difícil no começo(sério, no primeiro dia eu fiquei perdidão, não entendia nada).
       
      Insetos: Era uma preocupação minha antes de viajar, acho que de muita gente também, até pesquisei um repelente bem forte, mas quando cheguei lá, não usei.
      Durante o safári, que foi o lugar onde mais estive em áreas selvagens, dormi num chalé que tinha aquelas mosquiteira na cama, então não foi problema, e durante as saídas, fiquei o tempo todo dentro do carro, e em momento algum vi mosquitos nele.
      Sobre o medo de malária, o perigo existem em algumas regiões do país, mas nenhuma das que eu passei, então não me preocupei em correr atrás de vacina, mas o que pesquisei é que é bem cara é não tão eficaz.
       
      Segurança: Na Cidade do Cabo, era bem tranquilo andar durante o dia, mas a noite a recomendação era de sempre pegar táxi e não caminhar, embora eu tenha achado que não parecia tão perigoso(e olha que eu sou de São Paulo).
      Já em Joanesburgo, até de dia é complicado andar por lá, e era recomendado nunca andar sozinho.
       
      Transporte: Vale muito a pena alugar um carro, pelo que pesquisei é bem barato. Porém não tão barato que compensasse pra mim que estava sozinho, o que fez a viagem ficar um pouco mais cara, já que para chegar em muitos lugares, tive que recorrer às agências turísticas.
      Outra coisa a se levar em conta, é que muitos lugares, como Cape Point, são bem melhor aproveitados de carro próprio do que passeios de agências.
       
      Uber: boa alternativa caso não alugue um carro, em alguns casos, deve compensar bem mais. O custo é realmente muito baixo(pude perceber que a maioria dos motoristas de Uber, são de outros países vizinhos, mais pobres que a África do Sul, e que foram pra lá conseguir um trabalho melhor).
      Recomendo que compre um CHIP de celular quando chegar, para poder chamá-los de qualquer lugar, eu não comprei pois sempre conseguia Wi-FI free, mas nem sempre era garantido, e as vezes tive que apelar para o táxi.
       
      Cidade do cabo
      Ponto importante para quem pretende ir esse ano, a Cidade do Cabo está com um problema sério de falta de água, existem avisos em todos os lugares para economizar, nos hostel que fiquei, pedia para tomar banho de menos de 2 minutos!  
      o problema só deve se agravar pelo resto do ano.
      Do aeroporto para o centro da cidade, teve ter uns 25 km de distância, eu usei o My City Bus, é o sistema de transporte público da cidade, funciona como o bilhete único aqui de SP, você precisa comprar um cartão e colocar credito nele, os ônibus são ótimos.
      No aeroporto me deram um mapa com todos os pontos de parada, por isso foi fácil chegar ao meu destino, o ônibus foi direto até um terminal no centro da cidade, e de lá eu peguei outro para o meu hostel, custou $100 Rand. Caso fosse de Uber ficaria uns $300 Rand, então preferi ir de ônibus, pra já ir sentindo a vibe da cidade.
       
      Hospedagem
      Fiquei em 2 hostel nessa cidade, no Atlantic Point Backpackers, ele é muito topzera, tem ótima estrutura, quarto espaçoso(coisa rara em hostel), um banheiro por quarto, ar-condicionado, locker grande no quarto, o café da manhã é bem completo, e eles organizam muitas atividades entre os hospedes, todo dia havia algo pra fazer, além de estar bem localizado, uns 10 minutos á pé do WaterFront, preço um pouco acima da média, mas vale totalmente.
      O outro hostel foi o Cape Town Backpackers(cuidado pra não confundir com outro bem próximo chamado The Backpackers), a equipe é bem solícita e me ajudaram muito. O hostel é OK, tem um estrutura bem mais simples, como um banheiro para vários quartos, apesar de ser mais barato que o outro, acabou ficando caro, por ele não oferece café da manhã. A localização, até que é boa, mas fica distante demais da Long Street,  tipo uns 15 minutos de caminhada. Os quartos não eram limpos todos os dias. O ponto positivo era o bar dentro dele, bom lugar pra socializar, mas acho que não voltaria lá, tem outras opções melhores.
       
      O ônibus vermelho
      Você vai vê-los em todos lugar em Cape Town, são os ônibus turísticos de dois andares, que tem a parte de cima aberta, o site oficial é o City Sightseeing.
      Vale a pena dar uma olhada no site, seja para planejar e comprar o ingresso, ou para ver os pontos turísticos mais famosos e ir para lá por conta própria. Eu usei esse ônibus por uns 4 dias seguidos, e me quebrou muito o galho, pra ir de um canto para o outro da cidade, recomendo bastante.
      Um bom roteiro de um dia, nesse ônibus, é pegar o ingresso de $400 Rand, que inclui a entrada pra Montanha da Mesa. Então passar pela Long Street, depois a Montanha da Mesa, almoçar na Camps Bay e final do dia no WaterFront.
      Outra dica, eu fui comprar o ingresso no ponto 5, que fica na Long Street, um vendedor de lá me fez uma promoção muito boa, eu paguei $1120 Rand, pelo day-tour em Cape Point + o pacote Deluxe(3 dias pra andar no ônibus) + 
      O Attractions City Pass(que dá uma entrada gratuita na maioria das atrações de Cape Town, veja aqui no site o preço de cada uma delas, e calcule se vale a pena pra você comprar).
      No final, compensou bastante, se eu somar as entradas das atrações que fui, davam bem mais do que paguei, mas só por causa do pacote que o vendedor me fez, então vá lá, e se não tiver cara de pobre sem grana igual eu, tente dar uma chorada no preço rs.
       
      Lions Head
      O melhor horário para ir é no final do dia, para ver o pôr-do-sol lá de cima, pois é muito bonito. Para chegar, chamei um Uber, que me deixou no portão, não precisa pagar nada para entrar.
      A subida leva apenas 1 hora, não chega a ser difícil, apenas algumas partes mais complicadas, onde existem umas escadas e correntes pra te ajudar a subir,tirando isso é bem tranquilo. Se for mesmo no final da tarde, lembre-se de descer logo, ou pelo menos tenha uma lanterna(do celular mesmo), o caminho fica bem escuro na volta. Também vale a pena procurar pela Wally's Cave, é um caminho alternativo e um pouco mais difícil, onde se tem uma vista pra Montanha da Mesa, recomendo buscar algum vídeo no YouTube mostrando como chegar lá, não vou explicar aqui porque fica complicado(e também porque eu não lembro rs).

      Montanha da Mesa
      Uma dica importante sobre lá: É possível vê-la de várias partes da cidade, e se você perceber que o tempo está aberto, suba! 
      O clima lá é muito imprevisível e muda muito rápido, tem este site que você pode ver a condição do tempo, e se o teleférico está aberto ou fechado por causa do vento(me fudi 2 vezes indo lá a toa até descobri o site).
       
      Signal Hill
      Passeio padrão e muito bom, o ideal é ir para ver o pôr-do-sol, vale muito a pena, tem a opção de ir com ônibus vermelho, táxi, ou Uber.
      E não esqueça uma blusa pois faz bastante frio lá em cima, e leve vinho e um pouco de comida para um piquenique (ou muita pra uma farofada mesmo, ninguém vai te julgar por isso rs)
       
      Cape Point
      Ou Península do Cabo, passeio quase que obrigatório, fica a 70km da Cidade do Cabo, recomendo ir de carro para poder parar onde quiser, principalmente se fizer a rota pela costa oeste, tem muitos pontos cuja paisagem é muito bonita. Caso esteja sem carro, a maioria das agências/hostel/hotel e até o ônibus vermelho vendem esse passeio, a média de preço é a mesma, $800 Rand, incluindo uma parada em Boulders Beach, onde você pode conhecer a praia de pinguins(eu não esperava ver pinguins! na África, foi surreal), por $80 Rand a entrada. Já em Cape Point, é possível subir/descer pelo bondinho($50 Rand), ou a pé, só 20 minutos no máximo. A vista lá de cima é bem legal, além de ter uma trilha que circula por baixo pra chegar mais perto do final da rocha.
      Depois disso, é possível ir andando até o Cape of Good Hope(Cabo da Boa Esperança), deve levar uns 40 minutos numa trilha bem tranquila (caso esteja de carro, talvez seja melhor ir até lá pela estrada), para chegar lá, vá andando até uma praia que você com certeza viu lá de cima, que está à esquerda, ela se chama Dias Beach, e não é própria para banho, pois as ondas ali são bem fortes, mas dá pra andar pelo rochedo por cima dela.
      O final da trilha, no Cabo da Boa Esperança, é outro lugar obrigatório para visitar.
       
      Vinícolas
      Outro tour bem famoso, é o da rota de vinhos, é possível conseguir em qualquer agência/hostel e também no ônibus vermelho, não sei se todas fazem as paradas nas mesmas vinícolas, mas não deve ser muito diferente.
      O passeio é um bate e volta no mesmo dia, passando por várias vinícolas, e fazendo degustação de vinho em todas, além disso, a paisagem é muito bonita. Também é possível fazer por conta própria, indo diretamente nas cidades.
      A melhor e mais conhecida é Stellenbosch.
       
      Free walking tour
      Eu fiz o free walking tour deste site, eu gosto de fazer esses passeios, sempre que visito uma cidade nova, já procuro se tem algum, é a melhor forma pra conhecer a história da cidade e ainda ter algumas dicas de lugares pra visitar.
      Nesse em específico, as caminhas eram mais curtas, umas 2 horas, e havia 3 diferentes para escolher. Fiz o do centro histórico, e um outro chamado Apartheid to Freedom, valeu muito a pena esse segundo, é uma aula de história, mostrando sobre como era a vida das pessoas em Cape Town no período do Apartheid, e ver alguns objetos daquela época que ainda estão na cidade, mantidos como registro histórico(como um banco de praça escrito "apenas para brancos", é impactante).
      Não fiz o tour para o Bo-Kaap, que é o antigo bairro apenas para muçulmanos, onde as casas são coloridas, eu apenas dei uma passada por lá num outro dia, mas acredito que vale a pena conhecer mais detalhes históricos dali.
       
      Outros passeios e lugares que gostei:
       
      Two Oceans Aquarium: Fica do WaterFront, o melhor é ir às 14h00, que é quando eles alimentam os peixes, e tem um pequena palestra. Às 14h30 vá para parte de cima, para ver a alimentação dos pinguins.

      Museo do Rugby (The Springbok Experience Rugby Museum): Fica no WaterFront, ali dá pra ter uma ideia do porque o rugby é tão importante para os sul africanos, e como ele foi usado para unir a nação, fiquei com vontade de ir num jogo, mas não achei nenhum que iria acontecer enquanto estivesse lá.

      Mama Africa: Restaurante muito bom, voltado para turistas, fica na 178 Long Street, tem banda ao vivo, que toca músicas típicas.
      Se você quiser experimentar carnes exóticas, tem um prato chamado Wild Game, nele vem carne de Kudu (a melhor que comi), avestruz, javali, crocodilo e outros, custa $320 Rand, um pouco caro mas valeu muito a pena.

      Galbi Restaurant: Fica numa galeria na 210 Long Street, outro lugar com carnes exóticas, só que mais barato, o legal aqui é que você pode escolher a carne e cozinhar você mesmo! tem uma grelha em cada mesa, achei bem legal esse esquema.

      African Tradin Port: Fica no WaterFront, é uma loja gigante, uns 3 andares, vale a visita só pra ver os itens a venda, o preço é um pouco salgado, se gostar de algo, procure o mesmo item em outra lojinha, como as várias da Long Street, onde você pode negociar o preço.
       





       

       





      Hout bay
      Uma cidade costeira, próxima de Cape Town, com vários passeios interessantes,  é tranquilo ir de carro ou ir com o ônibus vermelho(a rota Mini Peninsula):

      Parque Kirstenbosch Botanical Garden, é um parque bem grande e bonito, caso você tenha vários dias disponíveis, vale fazer a visita e ficar um pouco por ali, talvez fazer um piquenique, pois é bem tranquilo e seguro pelo que percebi, no mais, é só um parque.
       
      World of Birds/Monkey Park, é um zoológico, que possui muitas aves, muitas mesmo! é quase um labirinto, e você vai passando de uma jaula pra outra, podendo chegar bem perto deles, é um ótimo lugar pra fotografar por causa disso. O único ponto ruim, é que dá uma certa dó de vê-los presos, eu li que as aves ali são resgatadas, e não poderiam ser re-inseridas na natureza, porque não sobreviveriam, mas ainda assim, dá uma dó deles.
      Existe também uma parte dedicada aos macaquinho, e é bem legal pois é possível chegar perto deles.
       
      Imizamo Yethu, é um tipo de povoado, bem pobre, e oferece visitas guiadas para conhecer aquela comunidade, a história dela, e ajudar com as instituições de caridade dali.
       
      Mariner's Wharf, é um cais, ótimo lugar para almoçar, muitos pratos de frutos do mar, e depois dá pra fazer o passeio de barco para a Seal Island, uma ilha cheia de lobos marinhos.







      Joanesburgo e Soweto

      Fiz o tour do Soweto, com uma agência chamada MoAfrika, mas acho que não foi tão bom, pelo que ouvi de outras pessoas, que fizeram outros tours, eles visitaram algumas instituições/ONG de ajuda aos moradores da região, no tour que eu fiz, não passamos por uma, e eu gostaria muito de ter conhecido.
      O passeio foi por algumas vielas de uma parte do Soweto, e entramos em uma das casas, no final teve uma apresentação de uma dança típica local, com alguns jovens, muito legal. Fizemos outras paradas, uma no museu do Hector Pieterson, que conta a história de uma revolta da população contra o governo, e da importância dos movimentos que nasceram do Soweto na luta contra o Apartheid, e a última parada foi no museu do Apartheid/museu do Nelson Mandela, os dois ficam juntos, e vale muito a visita, o tanto de informação que tem ali, é impossível ver apenas em uma dia, a maioria do material são vídeos, jornais e fotos da época, algumas partes são bem impactantes, mas sem duvida vale a visita.
       
      Minha opinião sobre esses tours do Soweto.(sinta-se livre pra pular essa parte se quiser rs). Sobre o tour em si, acho que ele é mais impactante pra quem mora em países desenvolvidos(europeus, americanos), pra quem mora aqui na América Latina, e mesmo em grandes cidades do Brasil, é possível achar pessoas em situações bem parecidas(ok, provavelmente não tão precárias como lá, devo dizer), não que deixe de ser uma boa experiência, conheço muitas pessoas que precisam de um "choque de realidade" daqueles, principalmente para lembrar que aquela é a realidade de boa parte do mundo, incluindo talvez o bairro onde elas moram. Ao mesmo tempo, me incomodou um pouco fazer esse tipo de "tour de miséria", perguntei para o guia, que era morador dali, o que os outros moradores achavam de ver vários turistas visitando o lugar, e tirando fotos deles.
      Ele explicou que, desde que as coisas por ali melhorarem, os moradores não se importariam, desde que aquela movimentação de turistas, também trouxesse uma melhora na vida deles, mesmo que pequena, eles aceitariam.
      Por isso, achei que faltou a visita em alguma instituição beneficente, no tour que fiz. E caso você vá visitar o lugar, não deixe de ajudar, da forma que conseguir, você vai sair levando algo dali, seja uma alegria pelas crianças que correm e pulam pra te abraçar, seja uma inquietação pela situação que aquelas pessoas vivem. E por levar essa lembrança, nada mais justo que deixar alguma ajuda em troca para eles.
       




      Safári
      Essa parte me deixou bem confuso antes da viagem, vários nomes e termos, vários parques, onde ir, como ir.
      Vou colocar aqui o que eu aprendi pra te ajudar a decidir.
      Existem muitas opções de safári para fazer em vários lugares da África do Sul, a maioria dos parques você pode chegar por conta, e dirigir por eles, ou contratando agência para te levar.
      Se você estiver em Cape Town, tem poucas opções, o mais perto o é Aquila Private Game Reserve, que mais parece um zoológico aberto.
      Entre os parques que merecem destaque, pelo tamanho e quantidade de animais, estão o Addo Elephant National Park, bem próximo de Port Elizabeth. O outro, e pode-se dizer o maior e melhor, é o Kruger National Park, fica a 6 horas decarro de Joanesburgo, ou pegando um voo para a cidade Nelspruit.
       
      Game drive: Você deve ter lido isso se já pesquisou, esse é o nome que as agências dão aos passeios de carro 4X4 para ver os animais dentro do parque. Esses game drive duram umas 4 horas, e são feitas ou bem no inicio ou no final do dia, num carro alto e aberto, para que os passageiros possam ver os animais e fotografar.
       
      Walk game: é uma caminhada dentro da área selvagem, juntos com dois guias armados para te acompanhar, um deles vai mostrando o lugar, ensinando sobre algumas plantas, animais que passagem por ali, muitas pegadas ou cocôs(no que eu fiz aprendi muito sobre isso rs).
      É possível ver alguns bichos, mas sempre mantendo distância, gostei mais desse passeio do que o de carro, isso porque eu gosto de andar na natureza, é mais empolgante do que andar de carro.
       
      Hospedagem: Existem várias opções, camping, tendas grandes, chalés e até casas.
      Caso você resolva ficar numa Private Reserve, algumas delas tem acomodações bem luxuosa-topzera(como a   Sabi Sand Game Reserve que eu queria ter ido, mas não deu por motivos de:$$$) e outras mais humildes que oferecem tendas em áreas mais afastadas, com banheiro compartilhado, uma espécie de camping, para quem quer uma experiência mais root's.
       
      Private Reserve ou Game Reserve: Em volta do Kruger, existem algumas áreas que são privadas, porém não possuem cercas de separação, então os animais acabam transitando para lá, e é possível ver nelas, a maioria dos animais que estão no Kruger. A vantagem aqui, é que os carros podem entrar em áreas mais difíceis, além de ter menos veículos circulando.
      Dentro dessas reservas, existem os Lodge, que são os lugares que oferecem pacotes com hospedagem/game drive/refeições.
      Da mesma forma que o Kruger, existem pra todos os bolsos.
       
      Dica de fotografia: Esqueça Go-Pro ou similares, com celular até que dá pra tirar dos animais que estejam mais próximos.
      O ideal é ter uma câmera com um bom zoom, prefira uma lente Teleobjetivas com no mínimo 200mm, pois muitos animais ficam distantes da estradas.







      Safári no Kruger
      Se o objetivo é economizar, o melhor é alugar um carro e ir por conta, reservando sua hospedagem pela internet (esse é o site oficial para escolher).
      A outra opção é fechar com uma agência, que vende pacotes all-inclusive, podendo escolher o tipo de acomodação (chalé, tenda, cabana), e o preço varia pra cada tipo.
      Eu escolhi a Viva Safaris, na ocasião ficou em $600 dólares o pacote de 4 dias, o que inclui: Transporte ida/volta de Johannesburgo para o Kruger; uma parada para os cânions Blyde River na volta; 3 noites num tipo de chalé bem confortável(eu escolhi tenda, mas deu "overbooking" e acabei ficando em chalé!); 3 jantares, 3 cafés da manhã; e um almoço(os outros almoços foram na estrada ou dentro do Kruger, mas que não ficaram caros); além dos passeios: 
      e 1 Walk Game, 3 Game Drive de 4 horas na reserva privada, e mais 1 de dia inteiro dentro do Kruger.
      Até que compensou pois foi tudo organizados por eles, recomendo pra quem não quiser pesquisar muito pra fechar cada coisa em separado, dentre as agências que pesquisei, acho que foi a de melhor custo/benefício.

      Hospedagem: Quando reservar acomodação no Kruger, jogue no google o lugar, e veja no mapa, pois algumas dizer ser dentro do Kruger, mas não são. Não que isso seja ruim, muitas dessas reservas são ótimas, eu fiquei numa delas, mas só pra você ter certeza do que tá comprando.
      Game drive: Um conselho importante: tenha paciência quando fizer os safáris! pois é possível que você fique até uma hora inteira sem ver muitos animais, o parque é muito grande mesmo. Caso você esteja dirigindo por si, se vir muitos carros parados, chegue perto pois teve ter algum animal interessante alia

      Rota: Caso resolva dirigir por conta própria, no caminho para lá, faça uma parada no cânions Blyde River, tem uma vista belíssima.







       
       
    • Por Karen M.
      Olá galera mochileira,
      Volto aqui para tentar retribuir de alguma forma toda a informação que aqui consegui. Este foi meu 1º mochilão e graças a esta plataforma me senti segura para montar todo o meu roteiro e ir de forma (quase) completamente independente. Vocês fazem parecer tão fácil!!! E foi! E foi uma delícia também!
      *já faz um tempo que comecei a escrever esse relato e tinha abandonado por causa de correrias da vida, mas quero terminar antes que o facebook pare de me lembrar que eu fiz essa viagem foda há 1 ano!
      PARTE 0 - Planejamento e preparativos
      Viajar ao continente africano sempre foi um de meus maiores sonhos e ele começou a se tornar verdade há 4 anos, quando ouvindo uma discussão sobre quanto se gastaria para assistir a 1ª fase da copa do mundo na Rússia eu pensei “com esse dinheiro vou conhecer a África”. E eu tinha a companhia perfeita: minha grande amiga (e na época roommate) Camila estava disposta a encarar a aventura comigo, se eu provasse a ela que viajaríamos por 1 mês com relativo conforto e não gastaríamos mais de R$10mil... E eu provei!
      *imprevisto: a viagem ficou mais cara (não dá pra comparar dólar de 2014 com de 2018!), durou 39 dias e incluiu aventuras que até agora não acreditamos que vivenciamos!
      (Parênteses: certeza que é possível fazer este roteiro gastando menos, mas tínhamos algumas premissas que não queríamos abrir mão. Estas seriam as primeiras férias em algum tempo para nós 2 e já estávamos em ritmo de corta-tudo-e-tira-leite-de-pedra para economizarmos para A viagem, então queríamos ter algum conforto e, muito importante: queríamos tomar cerveja todo final de tarde! :D)
      Logo no início das pesquisas a África do Sul se mostrou o país que melhor se encaixava nos nossos planos, seja pelo custo benefício ou mesmo pela facilidade de encontrar informações. Nem sempre nossa ideia foi de planejar tudo e ir sozinhas, até mesmo pelo fato de que nenhuma de nós 2 dirige, e lendo (milhares de) blogs, cheguei ao site Pangea Trails, de um cara que tem um roteiro de van por todo o país que dura 21 dias. Esse era o plano inicial. Chegada a época que íamos realmente afinar tudo e colocar o plano em prática, os custo deste pacote já estava tomando quase todo o nosso orçamento e começamos a pesquisar a coisa toda independentemente, mas ainda assim com o roteiro dele como base, pois já sonhávamos com muitos locais por onde a Pangea Trails passava.
      Tínhamos então os locais que queríamos passar e mais ou menos definidos quantos dias ficar em cada um, quando a história começou a tomar outro rumo: um perfil de turismo da África do Sul que eu seguia no instagram, publicou por 5 dias seguidos fotos da Otter Trail, uma travessia de 5 dias e 4 noites que acompanha a costa selvagem do Tsitsikamma National Park através de paisagens cênicas e eu fiquei completamente obcecada. Pronto! A paisagem era tão espetacular que eu tinha que presenciar aquilo!
      E eu devo ser muito mais persuasiva do que imagino, pois eu, que de travessia tinha apenas feito a Salcantay para Macchu Picchu, mas que contava com uma equipe que levava a bagagem mais pesada e provia comida e acampamento (foi um esquema meio princesa mesmo), queria levar comigo nesta trilha totalmente independente a minha amiga Camila, que nunca tinha feito trilha na vida. Bom, nem sei bem como, mas a convenci!
      Foi a primeira reserva que fizemos. E quase choramos de emoção quando recebemos a confirmação!
      A questão é que esta é uma trilha bem exclusiva e as reservas se esgotam com cerca de 1 ano de antecedência, pois apenas 12 pessoas por dia podem percorrê-la. Comecei a monitorar o site do parque e checar todas as condições de tempo e maré (o caminho inclui algumas travessias de rio que podem ser bem perigosas a depender da maré do dia) para conseguir a data ideal para as nossas férias.
      Feito isso, o resto da viagem começou a se desenhar melhor em torno da trilha. Alguns destinos que queríamos tiveram que ser cortados, pois a logística para a Otter Trail precisava de 6 dias da nossa viagem. Numa destas decisões, cortamos Drakensberg, pois esta parada era principalmente para fazermos algumas trilhas e este assunto já estaria muito bem garantido!
      Na sequência compramos as passagens, fechamos o overland tour para o trecho que passaria pelo Kruger Park e a Suazilândia e compramos nosso ticket de ônibus Baz Bus.
      A Baz Bus oferece um serviço de vans que funcionam no estilo hop-on hop-off com foco em mochileiros que atravessam o país, recolhendo os passageiros na porta do hostel e deixando no seu próximo destino. A logística é bem bacana e a rota vai desde Joanesburgo até Cape Town, com paradas obrigatórias em Durban e Port Elizabeth, pois as vans só circulam de dia. Eles têm uma lista de hostels que são atendidos pelo roteiro e diversas opções de tickets, a depender da quantidade de dias que se quer viajar, se viaja apenas em uma direção, etc... O valor dos tickets não é muito barato, mas pela comodidade e segurança achamos que valeu a pena. Quando já estávamos lá ficamos sabendo de outra empresa que presta o mesmo tipo de serviço, tem uma rota semelhante e parece ser um pouco mais barata, a Mzansi.
      O roteiro então ficou mais ou menos assim:
      10.03 a 15.03.18 Chegada por Joanesburgo e estadia em Maboneng; 16.03 a 22.03.18 Overland pela região do Kruger Park, Rota Panorâmica, Suazilândia, Greater St Lucia, chegando a Durban; 23.03 a 01.04.18 Seguimos de Baz Buz pela costa passando por Coffee Bay, Chintsa, Port Elizabeth e Jeffreys Bay até Storms River; 02.04 a 06.04.18 Estabelecemos base em Storms River para percorrer a Otter Trail; 07.04 a 10.04.18 Seguimos novamente de Baz Buz pela Garden Route passando por Wilderness e Mossel Bay; 11.04 a 16.04.18 Exploramos Cape Town, de onde voltamos para São Paulo.
      mapinha das nossas andanças....
      MEDICINA DO VIAJANTE
      Já tinha lido algumas vezes sobre este serviço público (e totalmente gratuito) de avaliação e orientação de acordo com o local de destino e áreas de risco para doenças, mas nunca tinha utilizado. Resolvi testar e não me arrependi!
      O atendimento em São Paulo é no Instituto de Infectologia Emílio Ribas e o agendamento é feito por e-mail.
      No dia da consulta é necessário levar documento com foto e carteira de vacinação. Então começa uma entrevista na qual você conta qual o destino e as características da viagem, com a maior quantidade de detalhes possível. Daí eles te dão todas as orientações em relação à sua saúde durante a viagem e atualização de vacinas.
      Aproveite para tirar todas as dúvidas! Saindo da consulta já te encaminham para as vacinas e pronto. Quem precisa do Certificado Internacional de Vacinação da Febre Amarela (CIVP) deverá antecipadamente acessar o site da Anvisa para realizar seu pré-cadastro, necessário para a emissão da CIVP.
      A preocupação principal da maioria das pessoas que viaja à África do Sul, em especial à região do Kruger, é em relação à malária. Não existe vacina e a melhor profilaxia é evitar o contato com o mosquito através de barreiras físicas (roupas protegendo a maior parte do corpo, tela mosquiteira sobre a cama, etc..). Existe também um repelente (exposis) que foi recomendado e também os comprimidos, embora não tenham garantia total.
      A orientação que recebi foi: usar o repelente para a pele e para a roupa (existe um spray específico para passar na roupa e dura algumas lavagens) e tomar os comprimidos (aqui vale uma observação que o médico só indicou os comprimidos pois passaríamos pelas regiões de incidência no início da viagem e depois ainda teríamos um período longo antes de retornar ao Brasil, passando por áreas remotas e o receio era termos qualquer sintoma e não conseguirmos atendimento imediato.. se fossemos apenas ao Kruger e voltássemos em seguida, o médico não indicaria o remédio porque em qualquer emergência conseguiríamos atendimento fácil em SP).
      O que de fato aconteceu: levamos o exposis, mas não comprei o spray para roupa e tomamos os comprimidos que compramos em uma farmácia em Joanesburgo (parece que o melhor é comprar no próprio aeroporto, mas esquecemos e enfrentamos uma pequena burocracia para conseguirmos o remédio, que é controlado e não é barato). No início do overland, o guia fez um terrorismo de que nenhum repelente trazido de países que não tem malária é eficaz e sugeriu comprar outro, o peaceful sleep, que acabamos comprando também. Não sei se foi o remédio ou a mistura disso tudo com sol e suor, mas tive uma alergia forte na pele (rosto, pescoço e costas) que só foi sumir mesmo em Cape Town. Camila ficou enjoada nos primeiros dias do overland, o que logo relacionamos com o remédio também.
      Para mais informações sobre a Medicina do Viajante: http://www.emilioribas.sp.gov.br/pacientes-e-acompanhantes/medicina-do-viajante/
      MOCHILA, O DRAMA...
      A principal dificuldade neste tema foi: precisaríamos de uma mochila que aguentasse o tranco e boa o suficiente para utilizar na trilha (tenho problema na cervical e essa era minha maior preocupação) e isso costuma ser bem caro! No final das contas: uma amiga que estava de mudança para a Austrália tinha uma mochila usada Trilhas & Rumos Crampon 72L e deu pra gente. Camila acabou ficando com esta, pois eu não queria uma mochila tão grande. Outra amiga ofereceu a mochila dela emprestada, uma Deuter Futura Vario 45 + 10, que eu me neguei a pegar até quase a véspera da viagem. Mas de tanto ela insistir e de tanto faltar dinheiro, aceitei..
      Resultado: olha, quando estava pesquisando pra comprar uma cargueira pra esta viagem, li muita coisa positiva sobre a T&R, então simplesmente não sei dizer o que aconteceu, mas a mochila praticamente se desfez durante a viagem. Na arrumação ela já rasgou um teco (o que levou Camila ao desespero antes mesmo da gente ir pro aeroporto) e no restante da viagem ela se rasgou inteira! Tentamos remendar com um bocado de fita e nada adiantou... enfim, outro ponto fraco que percebi é que ela ficava visivelmente desestruturada nas costas. Quanto à que eu levei, ela foi perfeita. Nas 1ªs horas da trilha precisei fazer alguns ajustes, mas ela segurou bem!
      O que levei:

      Confesso que não sou nem de longe aquelas pessoas bem compactas para viajar e foi bem difícil ficar nisso aí... mas era tudo que cabia na mochila, então... (na verdade cabia mais mas jurei pra mim mesma que não queria partir com a mochila no limite pra conseguir trazer umas coisinhas depois)
      Ainda, como tínhamos a trilha no meio da viagem e eu já tinha pensado mais ou menos em um cardápio, levei daqui coisas que por algum motivo tinha receio de não encontrar pra comprar ou que precisava de apenas uma quantidade pequena, etc..
      7 calcinhas 2 pares de meia para trilha 3 pares de meia de algodão 2 sutiãs 2 tops 2 biquinis 2 calças legging 1 calça-bermuda 1 calça jeans 2 camisetas dryfit 7 camisetas 1 blusa térmica (fleece) 1 jaqueta impermeável 2 blusinhas manga longa 1 shorts de corrida 2 shorts 1 saia jeans 2 vestidos 1 pijama 1 canga de praia 2 lenços 1 toalha microfibra 1 capa de chuva 1 chinelo 1 sandália kit de higiene / cuidados pessoais maquiagem básica kit primeiros socorros (com umas coisas bem específicas pra trilha, mas que não precisamos usar.. ufa!) saco de dormir lanterna de cabeça + pilhas 2 cantil + tabletes para purificação da água 1 canivete 1 bastão de trilha 1 capa protetora mochilão (comprei uma Arienti www.territorioonline.com.br/bolsa-para-transporte-arienti-m para despachar a cargueira, que até por ser emprestada merecia um cuidado mais especial e também porque precisávamos de uma bolsa pra deixar nossas coisas no hostel durante a trilha) 1 binóculo Confesso que não sou nem de longe aquelas pessoas bem compactas para viajar e foi bem difícil ficar nisso aí... mas era tudo que cabia na mochila, então... (na verdade cabia mais mas jurei pra mim mesma que não queria partir com a mochila no limite pra conseguir trazer umas coisinhas depois)
      Ainda, como tínhamos a trilha no meio da viagem e eu já tinha pensado mais ou menos em um cardápio, levei daqui coisas que por algum motivo tinha receio de não encontrar pra comprar ou que precisava de apenas uma quantidade pequena, etc..
      leite em pó (levei em saquinho zip lock apenas o necessário pra preparar 5 canecas de manhã) *confesso que quando estava separando o leite em pó no saquinho pra levar na mochila me bateu uma sensação mega ruim de que aquilo podia dar muito errado no aeroporto, mas deu em nada não... toddy (2 colheres de sopa / dia - levei em saquinho zip lock) geléia (aquelas individuais de cestas de café da manhã) castanhas semente de girassol cuscuz marroquino (em zip lock) quinoa (em zip lock) arroz + lentilha (em zip lock) temperos: sal (aqueles saquinhos de restaurante), pimenta do reino (não vivo sem!), azeite barras de cereais e proteínas 2 pratos plásticos rígidos, 1 caneca alumínio + kit talher de plástico Esta lista era basicamente para o meu café da manhã (com alguns itens complementares que compraria fresco na véspera da trilha) e jantar para nós 2! A Camila levou com ela o que iria precisar para o café da manhã dela e levaria o kit de panela.
      Além disso levei uma pequena mochila de ataque (aquelas dobráveis da decathlon, que viram uma bolinha compacta) com pasta completa de documentos e comprovantes de reservas impressas, bloco de anotação, travesseiro de viagem (meio dispensável pra mim, mas até que garantiu um conforto quando acampamos), carregador de celular, 2 power banks, câmera (uma véia digital que tenho, levei mais como garantia se a memória do celular faltasse).
      Acho que foi isso. A maioria das coisas que não tiveram utilidade durante a viagem foi levada por alguma indicação específica para a trilha e não acho que deixaríamos de levar (mesmo sabendo agora que não usamos), pois poderiam ter sido necessárias.. mas confesso que daria pra ter cortado umas peças de roupa e a sandália.... No final deu isso aí..

      mochila pronta...
      O relato diário irei postando em partes para não ficar tãããão comprido... Até!
    • Por renatocmdc
      Pernoites: Joanesburgo (2 noites), Kruger Park (2 noites), Timbavati Reserve (1 noite), Graskop (1 noite), Balule Reserve (1 noite), Cidade do Cabo (4 noites), Franschhoek (1 noite).  
      Dia 01 – A chegada na Africa do Sul
      Cheguei a cidade do Cabo em voo da TAAG1 e fomos direto para Joanesburgo pela Mango2. Chegamos, eu e minha esposa, em Joanesburgo já de noite, retiramos o carro alugado e partimos para a pousada Strathavon Bed and Breakfast. No outro dia logo cedo fomos para o Museu do Apartheid, fomos um dos primeiros a chegar, abria as 9h. Ficamos quase 4h no museu e ainda assim sem ler todas as informações presentes. Muitas  pessoas passam lá correndo quase que só para tirar fotos, não recomendo. O lugar oferece uma incrível aula de história.
      Como gastei mais tempo do que esperava no museu, acabei comendo pela lanchonete de lá e fui atrás de comprar uma bota já que pretendia fazer umas trilhas pela Cidade do Cabo e a minha estava se abrindo. Chegando na loja que tinha a marca que eu queria não tinha meu número disponível, eu teria que continuar com minha velha timberland. Parti para o Sandton City trocar uns dolares e visitar a Mandela Square e depois jantar por lá. Por fim fomos no supermercado comprar alguns mantimentos para a passagem pelo Kruger e já não havia mais tempo para nada a não ser voltar para a pousada e dormir.
      Dia 02 – Começando o Safari
      Saimos logo depois do café da manhã com destino ao Satara Restcamp3, onde tinha reservado 2 diárias. Utilizei o Waze juntamente com o meu GPS (utilizei o mapa do openstreetmap). Chegamos no meio da tarde, e já fui dirigir pelo parque. A dica aqui é andar devagar e sempre prestando atenção nos arredores.  Recomendo comprar o mapa disponível nas Shop Stores dos restcamps dentro do kruger, nele tem todas as estradas bem como os animais, informações sobre o parque e ainda uma lista para marcar quais animais você viu e custa 90 rands.
      Os portões portões do parque, em outubro, fechavam as 18h. Assim, quem não tem reserva dentro do parque tem que sair deste até essa hora. Quem tem reserva deve entrar no seu restcamp até as 18h também, se chegar depois vai tomar multa. Fizemos o check in e fomos preparar o jantar, já que tinha churrasqueira no chalé fizemos um churrasco, compramos a carne e carvão na própria loja do Satara. Quem quiser mais comodidade, tem restaurante no Satara e em outros restcamps como o Skukuza.
      Dia 03 – Procurando o Big Five
      Acordamos cedo, 5h, tomamos um café da manhã rápido (lembra dos itens que compramos em Joanesburgo ? Era para isso também), e começamos a rodar o parque. Os portões abrem as 5:30 e recomendo que você saia essa hora4. Começamos a rodar rapidamente vimos 2 leões machos deitados. Um tinha uma ferida proxima a cabeça e ficou deitado o tempo todo. O outro se levantou e fez uma pose para foto e depois se deitou novamente. Seguimos andando, a quantidade de animais era enorme, zebras, girafas, elefantes, impalas, wildbeast, kudu, warthdog. Voltamos ao Satara Restcamp para ver o Sighting Board, disponível em alguns acampamentos e as pessoas marcam quais animais viram e onde. Como tinham marcações de Cheetah perto da estrada S127 fomos para lá mas já não encontramos nada =(. Existem alguns locais que são áreas para picnic com banheiro disponíveis. Fomos então em uma dessas, Timbavati, e ao falarmos com um casal lá eles falaram que tinha uma leoa próximo dali com um banquete, um kudu morto. Fomos lá e avistamos a leoa, estava bem cançada e ofegante e só descansava.
      Ficamos rodando até próximo das 18h e então vimos 4 bufalos, ainda deitados, repousando em uma árvore. Voltamos ao Satara para mais um churrasco no meio da savana.

      Da para ver no canto inferior o outro leão deitado com uma ferida perto da cabeça.

      O Kudu morto estava atrás da arvore. Essas pintinhas rosadas boca e pata da leoa são sangue.
      Dia 04 – Atacados por leões
      Nesse dia a porra ficou série hahaha. Nesse dia iriamos embora do Satara, então arruamos logo as malas, botamos no carro e saimos cedinho as 5:30. Começamos a fazer uma rota pela S90, decemos pela S41 mas parecia que o negócio não estava bom.
      Até que na estrada S100, avistamos um carro parado e logo do lado um bando de 5 leões, 4 leoas e 1 leão. Todos deitados curtindo a fria manhã no sol. Até que uma leoa se levantou e começou a andar rumo a estrada. Não demorou muito para que todo o grupo estivesse andando e cruzando a estrada, na frente do nosso carro. Até que o gatinho, pelo que os rangers disseram devia ter uns 3 anos, resolveu experimentar nosso carro e ficou na frente do carro mordendo o carro. Nessa hora pensei “PU** *** ***** pq não fiz o seguro?” hahahahhaha. Sentiamos e escutavamos o leão tentando morder o carro e para melhorar chega uma leoa e tenta fazer o mesmo hahahah (não filmamos a leoa em ação). Acontece que quando o leão começou a morder o carro eu parei de filmar e fiquei em alerta, vai saber o que aconteceria, para ligar o carro e sair com tudo se precisasse. Minha esposa filmou um pouco mais e depois parou devido ao medo, se abaixou e ficou querendo se esconder dos leões kkkkkkkk. Nosso medo maior já nem era o dano ao carro e sim que eles mordessem o pneu e furasse. Os leões passaram e voltamos ao Satara para ver o possível estrago no carro. UFAAA, esta tudo em seu lugar, nada quebrado, nenhuma perfuração no parachoque e tudo o que viamos era baba de leão na frente do carro.
       
      Falamos com alguns rangers depois e todos disseram que era algo bem incomum e deveria ser uma experiencia em tanto (tive outra dessas no dia 07). Eles disseram que nessa situação a melhor coisa fazer era fechar os vidros, trancar as portas e manter o carro desligado e só apreciar os leões.
      Voltamos a dirigir em direção ao Orpen Gate e saímos do Kruger com destino ao Greater Kruger5, mais especificamente a reserva Timbavati. Ficamos no Shindzela Tented Camp. O local é aberto, SEM CERCA! então os bixos podem andar livremente por ali. Segundo informaram, já viram todos os tipos de animais rodando por lá, até leões.
      Ao chegarmos um dos rangers nos recepcionou e foi mostrar o local, mais simples em relação a outros lodges mas com um ótimos custo-benefício. Partimos para o game drive e nos deparamos logo com mais 5 leões. Depois da experiência com o carro não queríamos mais nem ver leões hahhaha. Ficamos observando os leões e estes observavam uma manada de búfalos que caminhavam perto dali. Deixamos os leões de lado e fomos ver os bufalos, eram muitos!!! Já era noite quando avistamos os rinocerontes tomando água, as fotos não ficaram legais pois já estava escuro6. Voltamos para o acampamento e fomos jantar na Boma. Como o local é aberto, os rangers vão nos quartos pegar as pessoas e levar para a boma e eles andam com um rifle na mão. Os rangers jantam com as pessoas e conversamos bastante com eles, ouvindo várias histórias sobre a savana africana. De repente, começamos a escutar um barulho de hiena, e que animal atrevido, mesmo com várias pessoas uma hiena entrou duas vezes no acampamento de noite querendo roubar comida.


      Três dos leões assistiam a movimentação dos Búfalos. Os leões preferem caçar a noite. Voltamos ao local na manhã seguinte para saber se tinha acontecido alguma abate de bufalo naquela noite mas não ocorreu, os leões continuavam apenas a descansar.

      Dia 05 – Safari + Rota Panorâmica
      Fomos acordado pelo ranger as 4:45 para irmos fazer o safári da manhã. Vimos os leões do dia anterior novamente, hiena se banhando e mais uma quantidade boa de animais. Voltamos para o Shindzela, tomamos café e saímos com destino a rota panorâmica. Fizemos a rota panorâmica, o local mais bonito para mim foi o Three Rondavels mas acho que as paisagens do Brasil ganham. As cachoeiras estavam bom pouca água, outubro é um dos meses mais secos por lá.
      Chegamos em Graskop e ficamos na Monia Holiday House. Tomamos banho, descansamos e então fomos procurar um lugar pra jantar as 20h, tava quase tudo fechado, parecia cidade fantasma.
       Dia 06 – Balule Reserve
      Zaimos após o café da manhã e fomos para a Balule Reserve, onde ficaríamos 1 noite no Sausage Tree Camp. O local já é mais luxuoso que o Shindzela, tem cerca ao redor da propriedade, banheiro ao ar livre com vista para a savana, comida excepcional. Almoçamos e de tarde partimos para o Safari.  O terreno desta reserva já é bem mais acidentado e bem mais offroad. Nosso ranger foi o James, acredito que é também o proprietário do local. A reserva Balule já fica mais ao norte e quanto mais ao norte a densidade de animais vai diminuindo, ainda assim vimos bastantes animais e tivemos um por do sol no rio Olifants inesquecível com direito a hipopótamos no rio, elefantes andando na margem do rio, aves voando, céu laranja. Até que dois hipopótamo emaçaram a sair da água, o ranger pediu para irmos rapidamente para o carro e os hipos voltaram correndo para a água.
      Chegamos no Sausage Camp e fomos jantar na Boma. A comida era divina. Como nesse Camp  só tem 5 quartos disponíveis, na bomba tem 5 mesas, uma para cada quarto e ficam dispostas em U, não havendo tanta interação entre as pessoas já que ficam um pouco afastadas.   
      Dia 07 – Cara a cara com o gatinho
      Mais uma vez fomos acordados pelo ranger as 4:45 para irmos para o Safari as 5:30. Começou o safari e logo encontramos um leão, macho, descançando. Segundo o ranger James, ele devia ter uns 7~8 anos. Estavamos observando o leão quando ele resolve aprontar uma pegadinha. Se levanta e começa a andar em direção ao carro. Eu que estava tirando fotos dele fico paralisado quando vejo que ele esta vindo em direção ao carro mais especificamente em minha direção. Minha esposa também não teve reação nem para filmar! Uma francesa que estava atrás de mim no carro quase que pula e sai correndo com medo kkkkk. Eu pensava “cadê, ele não vai espantar esse leão ?” “cara*** essa po**** ta muito perto” e o  ranger só dizia calmamente “não se mexam e fiquem calmos”. Até que chegamos ao ápice! O leão praticamente ficou a uns 30cm de mim, quando já não havia como andar para frente ele fez a curva, contornou o carro, andou mais um pouco e se deitou. Só não caguei na hora porque não tinha merda pronta, pqp!  Depois que passou fiquei me perguntando por que não tirei mais fotos ou filmei mas devido a experiencia anterior do leão mordendo o meu carro eu estava muito apreensivo que ele quisesse experimentar o carro/eu hahahaha. O safari terminou sem mais emoções, voltamos para o Sausage Tented, arrumamos as coisas e partimos para o aeroporto. Hora de se despedir do Kruger e partir para a Cidade do Cabo. Vimos  só 4 dos big fives, não conseguimos ver o leopardo e também não vimos nenhum Cheetah.


      Leãozinho andando em direção ao carro.

      Por do Sol no rio Olifants. 
      Chegamos em Cape Town8 a noite, pegamos o carro alugado e fomos para o Sunflower Stop Backpackers. O albergue é simples, ficamos em um quarto de casal com banheiro, o café da manhã tem poucas opções, mas o preço era muito atrativo. Compramos algumas coisas para reforçar o café da manhã e para mim ficou muito de boa, excelente custo beneficio.  
      Dia 08 – Cape of Good Hope
      Nesse dia o planejado era fazer table mountain, o clima não ajudou e parti para o cabo da boa esperança. Fizemos o básico, Muizenberg Beach, Boulders Beach e depois Cape of Good Hope.
      Almoçamos no The Lighthouse Café em Simons Town, recomendo muito. A comida estava deliciosa. O restaurante é pequeno, chegamos por voltas 14h e pegamos a última mesa disponível. Depois iriamos margear o mar pela Chapman’s Peak mas ela estava fechada por que estava ventando muito.
      Fizemos um lanchinho pela rua e voltamos para dormir no albergue já que era tarde.

      Dia 09 – Trilha para Table Mountain ? NO WAY!
      O dia amanhaceu aberto, então pensamos em ir fazer a Platteklip Gorge Trail7 para subir na Table Mountain. Chegando o tempo começou a fechar e ventar muito! Decedimos que não seria bom arriscar fazer a trilha devido a roupa não apropriada que usavamos. Subimos pelo bondinho e já na subida o tempo fechou de vez e começou a chover, ai eu dei graças a deus por não ter feito a trilha pois lá em cima estava uma sensação térmica de -1°C e ainda estariamos todos molhados! E que frio fazia lá em cima!! O tempo voltou a abrir, andamos la por cima, curtimos bastantes mesmo com o vento/frio.
      No final da tarde tinha planejado ir ao Devil’s Peak tomar umas cervejas. Google dizia que era aberto até as 22h, a placa no local dizia que era até as 16:30 hahahaha. Com o imprevisto, o que fazer ? Fomos pro Waterfront curtir o final da tarde e tomar algo por lá.
      Dia 10 – Praias, Woodstock, Waterfront
      Saimos cedo para passear pelas praias. O tempo estava aberto e temperatura por volta dos 13 graus. Dirijimos por Clifton, Camps Bay e até um pouco mais ao sul. Voltamos e fomos almoçar no mercado do Waterfront e depois fomos no Woodstock Brewery provar umas cervejas artesanais. Experimentei 4 no local e trouxe mais 2 garrafas para experimentar no Brasil, todas as cervejas me agradaram.
      No Waterfront existem várias lojinhas para comprar souvenir. Aconselho a comprar aqui ou se for comprar a ambulantes vê logo os preços nas lojas, são padronizados, porque eles querem assaltar as pessoas.
      Dia 11  - Franschhoek
      Saimos de manhã cedo para a cidade Franschhoek. Visitamos duas vinículas, pequenas, a Lynx e a Eikehof. Os vinhos da Lynx eram muito bons! Dava vontade de compra todos hahaha mas não tinhamos muito espaço para trazer.
      A Eikehof já tinha vinhos que, para mim, eram de qualidade inferior aos da Lynx. Em compensação o local é bem mais bonito, ótimo para fotos, e você pode degustar os vinhos com uma tábua de frios e carnes, recomendo!
      Depois compramos algumas coisas para fazermos nosso jantar na Tea House, reservado no airbnb.
      Dia 12 – Babylonstoren e partiu Brasil
      Enquanto estavamos no Shindzela, uma espanhola me falou muito bem dessa Babylonstoren e recomendou fazermos o tour guiado, 10 rands por pessoa que é utilizado na educação das crianças da região. Mandei email para [email protected] solicitando a reserva do tour, me responderam que estava agendado e informaram para chegar no dia solicitado as 10h da manhã. O guia explica um pouco sobre todo jardim e encoraja as pessoas a provarem as plantas ou frutos, se estes estiverem maduros. O tour durou cerca de 1h10min e no final você pode comer no restaurante que utiliza, se não me engano, 80% de produtos cultivados ali. Caso não consiga vaga no tour, você pode ir por conta própria e explorar o jardim sozinho.     
      Saimos do Babylonstoren e seguimos para o aeroporto pegar nosso voo de volta.
      1 A TAAG vinha sendo gerida pela Emirates. Somando-se a uma crise financeira que atinge a Angola e a dificuldade de repatriamento das receitas das vendas em Angola, a Emirates saiu da gestão da TAAG. A empresa agora é gerida pelo governo novamente. Os efeitos disso não sabemos mas no passado ela foi barrada de voar para a Europa por manutenção precária em seus aviões. Pude observa que internamente as aeronaves tinham uma grande quantidade de controles e centrais multimidias danificadas/quebradas.
      O aeroporto de Luanda é muito ruim, nenhum local aceitava cartão de crédito Mastercard. Alguns aceitavam Visa. Não encontrei ATM para sacar dinheiro, fazia muito calor, banheiros pequenos e um pouco sujo e sem papel higiênico (a melhor coisa que faço nas minhas viagens é levar lenço umedecido pampers na bagem de mão, é igual a água em deserto kkkkkkk).
      2 Na volta Joanesburgo – Cidade do Cabo a Mango quis encrencar com minha reserva, utilizei apenas o primeiro e último nome para realizar a reserva e eles ficaram dizendo que não tinham como deixar embarca assim, e que o nome deveria está igual ao passaporte, completo. Expliquei que embarquei de Cape Town para Joanesburgo assim e que era comum utilizar assim no Brasil e por fim uma supervisora deixou.
      ³ As reservas são feitas no próprio site oficial do SANParks, https://www.sanparks.org/bookings. Reservei com 3 meses de atecedência e já não havia vagas no Skukuza, Lower Sabie e nem no Crocodile Bridge. No Satara existam pouquissimas opções disponíveis e quase não consegui ficar 2 dias seguidos. Ainda tive que trocar de quarto porque tive que reservar diferentes quartos devido a disponibilidade quando fiz a reserva, então é bom se planejar com antecedência para ficar nos restcamps oficiais dentro do Kruger. O valor da diária para dois ficou aproximadamente 2000 rands, incluindo as taxas de conservação do parque.
      4 Quando fui nas reservas privadas que fazem parte do Great Kruger, os rangers informavam que geralmente os animais tomam água de manhã logo cedo e no final da tarde, por isso nesses locais os games drives são feitos nessas horas já que com mais animais transitando e indo para as poças de água fica mais fácil encontra-los.
      5 O Greater Kruger consiste no Kruger mais as reservas privadas ao redor do Kruger e tudo fica sem cerca, assim os animais podem transitar livremente das reservar privadas para o kruger e vice-versa. São nas reservas privadas que os safaris são feitos unicamente pelos Lodges daquela reserva e sem restrição de percuso já que dentro do kruger não se pode sair das estradas demarcadas.
      6 No Sausage Tree Camp, o ranger pediu para que se avistassemos rinocerontes bater quantas fotos quisessemos mas para não colocar em redes sociais devido a caça indiscriminada que vem acontecendo estes animais, podendo atrair caçadores para a reserva.
      7 Tinha planejado também fazer a trilha para a Lion Head no outro dia mas acabei desistindo devido ao tempo nublado e muito vento.
      8 Dispensamos algumas coisas como mergulho de tuburação, Whales watching na Cidade do Cabo tendo em vista que preferi gastar mais e ficar 2 diárias em reservas privadas no kruger e me hospedar em um Restcamp no Kruger e isso comeu um bom orçamento meu.


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