Ir para conteúdo
View in the app

A better way to browse. Learn more.

Mochileiros.com

A full-screen app on your home screen with push notifications, badges and more.

To install this app on iOS and iPadOS
  1. Tap the Share icon in Safari
  2. Scroll the menu and tap Add to Home Screen.
  3. Tap Add in the top-right corner.
To install this app on Android
  1. Tap the 3-dot menu (⋮) in the top-right corner of the browser.
  2. Tap Add to Home screen or Install app.
  3. Confirm by tapping Install.

Olá viajante!

Bora viajar?

Mendoza, Argentina: 8 dias na terra do malbec e do Aconcágua

Postado
  • Colaboradores
  • Este é um post popular.

Eu e meu marido passamos 1 semana em Mendoza entre 14 e 21 de maio de 2017. Meu primeiro conselho para quem vai é: leia o fórum aqui do Mochileiros. Tem muita informação que ajuda a ter uma ótima ideia sobre como funciona a região. Vamos ao relato:

 

14/05 (domingo) – Rio x GRU x MDZ

Fomos de Gol, saindo do Galeão às 8h da manhã e chegamos em Mendoza às 15h sem nenhum atropelo. A intenção era ir para Santiago e partir de ônibus para Mendoza. Acontece que a época que escolhi (outono) costuma receber nevascas na montanha e fechar o Paso. Como não tínhamos dias sobrando caso isso acontecesse, resolvemos não correr esse risco. Fomos direto de avião mesmo.

 

Fomos com uma merrequinha de pesos argentinos no bolso que havia sobrado de uma viagem anterior. Não dava para pagar o táxi (que custou AR$ 160) e nós já sabíamos disso, então fomos buscar um local para câmbio e o cara do escritório de informações turísticas disse que não há como fazer câmbio ali. A saída era pagar o táxi com dólar mesmo.

 

Bem, fomos em busca de táxi e não havia nenhum ali. No ponto já havia um casal de brasileiros esperando e nos juntamos a eles. Sugeri que pegássemos um táxi juntos para reduzir o tempo de espera e eles toparam. Em seguida chegou um táxi da cidade, aqueles pintados de amarelo e azul marinho, para deixar passageiros e fui logo perguntando se podia nos levar. Ele enrolou, disse que não cabia todo mundo, desconversou e logo em seguida chegou o táxi do aeroporto mesmo. Já veio abrindo a porta, colocou todas as malas no carro e partiu feliz da vida com todos nós para cidade.

 

Uma curiosidade aqui é que as pessoas de Mendoza normalmente são simpáticas e solícitas quando você as aborda, mas os motoristas desses táxis pintados, meudeus, que mau humor! :?

 

Fizemos check-in no hotel Villaggio Boutique que eu havia reservado pelo Booking. Aliás excelente hotel e excelente localização, recomendo o Villagio. Deixamos nossas coisas no quarto e partimos para a Praça Independência. O tempo estava ótimo, um pouco frio e a barriga começou a roncar de fome. Não conhecíamos nada ainda e caímos na Peatonal Sarmiento. Furada. Às 16h só tinha uma casa de doces e um café aberto por ali, mas nada que nos inspirasse. Foi quando vimos um Subway e resolvemos não inventar mais. Mas gente, como aquele teriaki deles arde. Credo! E olha que eu gosto de uma pimentinha heim... ::essa::

 

Depois do lanche fomos ao Carrefour comprar água, pasta de dentes e biscoitinhos (que acabaram ficando de brinde pro hotel porque come-se MUITO bem nessa cidade). Eis que me deparo com algo que quase me fez voltar ao mercado todo dia... Como não amar? ::love::

 

livros-carrefour-mendoza.jpg.63a6b449c8f3cf7a6985abfc97fcec81.jpg

 

Mais tarde saímos para jantar, afinal, era meu aniversário. O cansaço nos levou para a pizzaria mais próxima que a gente achou e entramos na Pizzaiolo, na Calle Sarmiento. Ótima pizza e ótimo atendimento. Não tomamos vinho porque no dia seguinte começaríamos uma maratona pelas bodegas, mas os preços dos vinhos nos restaurantes não é ruim. Por AR$ 400 tivemos um ótimo jantar: antepasto de berinjela com pãezinhos quentinhos, uma pizza grande deliciosa, dois refris e com a gorjeta inclusa. Ah é, não se esqueçam que a gorjeta lá não vem na conta e você dá o valor que acha justo. Fechamos a noite de barriga cheia e felizes da vida por estarmos em Mendoza.

 

Normalmente a gente aluga carro pra ter mais liberdade, mas como não queríamos nos preocupar com a quantidade de vinho que bebíamos, resolvemos contratar um motorista e foi a melhor decisão que tomamos para essa viagem. Dei uma procurada em fóruns e blogs e cheguei no recomendo Leonardo Harth (tão recomendado que fiquei até desconfiada no início, mas a dica é quente mesmo). Fiz contato por e-mail, ele respondeu rapidinho, mandou infos sobre a cidade, sugeriu roteiro, fez o preço, chorei um descontinho e fechamos um pacote com 4 dias de passeio (3 dias de bodegas + Alta Montanha).

 

15/05 (segunda-feira) – Vinícolas de Maipú

Às 9h o Christian (motorista enviado pelo Leonardo) nos buscou no hotel e pedimos que ele nos levasse a uma casa de câmbio onde trocamos alguns dólares (a AR$ 15,50) e, depois, partimos para Maipú. É bom lembrar que você vai sair da casa de câmbio com uma quantidade de notas de dinheiro 15 vezes maior do que quando entrou. Então, planeje-se pra ter onde enfiar essa papelada toda.

As folhas amarelas e vermelhas do outono estavam tão lindas que eu queria parar toda hora pra tirar foto. Quase precisei de uma camisa de força pra conseguir resistir.

 

folhas-arvores-maipu-outono-mendoza-argentina.jpg.2a6af682fcd29007f5f13030e892d145.jpg

 

Primeira bodega que visitamos foi a El Enemigo (do enólogo da Catena Zapata). Quando chegamos lá estavam colhendo azeitonas, que também é um forte da região. Pegamos dois tipos de degustação diferentes e trocamos as taças enquanto experimentávamos os vinhos. Foram 7 vinhos diferentes no total. A bodega é pequena e até um pouco exótica. De tempos em tempos eles escolhem um artista da região e adornam o local com as peças dele. Foi a primeira vez que vi desses tanques de concreto em formato oval que, de acordo com eles, dispensa a interferência externa durante a fermentação e o processo de remontagem (mistura), deixando os taninos mais polidos. Os vinhos dessa bodega são excelentes e nos apaixonamos pelo Malbec deles. Fazem ótimos Cabernet Franc também. Na El Enemigo provamos também a melhor empanada de toda a viagem, servida na degustação dos vinhos, junto com nozes, castanhas, passas e queijinhos. Lugar super agradável e pessoal simpático.

 

el-enemigo.jpg.36047174e5d25f29d2d70c03cc71a190.jpg

 

Perdemos a hora e o nosso guia veio correndo nos buscar. Dali seguimos para a Trapiche, uma vinícola grande, bem industrial. Quando chegamos o tour já tinha começado, mas conseguimos acompanhar, fizemos a degustação (que eu achei fraquíssima), tiramos algumas fotos e fomos embora. O lugar é bonito, mas a Trapiche não nos conquistou, apesar de gostarmos dos vinhos dessa bodega. Pagamos aqui AR$ 150 por pessoa para degustar 3 vinhos e sem nenhum acompanhamento.

 

trapiche-mendoza-argentina.jpg.a6847910ca3ea6d52dce619ca671051c.jpg

 

Fomos almoçar na Casa de Campo. Ótimo restaurante com comida caseira muito bem elaborada. O dono é super simpático e muito atencioso. Nesse restaurante, se você quiser vinho, escolhe uma garrafa da adega com a ajuda do dono para acompanhar o almoço. A comida é muito boa, recomendo. Acontece que para acompanhar a sobremesa serviram um vinho doce e eu tomei. Primeira bola fora da viagem. De uma hora pra outra fiquei “borracha”. Cuidado, gente! Vinho doce é um perigo e se misturar lascou-se! A sorte é que dali fomos para o hotel e não deu tempo de fazer vergonha. Coloquei uma roupa mais confortável e fui com o marido caminhar (andar é bom pra curar pileque, viu?) na Praça Independência. Lá pelas tantas lembrei que glicose é bom pra essas coisas e fui comprar um algodão doce ali na praça mesmo. Nem quero saber o estado do meu espanhol naquela hora, mas no fim das contas saímos da barraquinha de algodão doce com dois algodões, um deles de graça, que o vendedor fez questão que levássemos. Insistiu muito repetindo sem parar que era presente pro meu marido “yo te regalo, estranjero”. Acho que no fim das contas a cara de bêbada não era só a minha... ::lol4::

 

16/05 (terça-feira) – Vinícolas de Luján de Cuyo

O dia amanheceu nublado, muito frio. Dessa vez o Leonardo nos enviou o Alfredo, outro motorista que presta serviço pra ele. Adoramos o Alfredo também. Saímos do hotel às 8h30 e chegamos na Achaval Ferrer com o céu todo encoberto. Não deu pra curtir a vista da Cordilheira. O lugar é lindo, aconchegante, pessoal simpático e os vinhos são excelentes e experimentamos um dos vinhos direto da barrica. Peguei leve porque o estômago estava de mal comigo e não queria conversa. Mesmo assim foi uma ótima degustação. Na Achaval tomei o melhor vinho licorado da minha vida. Chama-se Dulce e é bem caro, assim como os outros vinhos da Achaval. O Finca Mirador deles também é um escândalo de bom. O atendente dessa bodega falava um ótimo português. Aliás, é muito comum o pessoal de Mendoza falar bem o nosso idioma, afinal, 80% do turismo da cidade é de brasileiros.

 

achaval-vinhos-mendoza-argentina.jpg.0f56ce0beb40f21343b1f6f4fa7cbf23.jpg

 

Coitado do Alfredo, teve que parar um monte de vezes pra gente tirar fotos de tudo o que via. Ô paciência. Eu já estava com vergonha de pedir, mas ele parava feliz da vida, todo alegre e rindo das nossas manias. Mas, gente, como eu podia deixar de tirar foto disso? Nem morta... ::love::

 

lujan-cuyo-folhas-mendoza-argentina.jpg.5c5ffc5537676048c19c9d31600a0209.jpg

 

Saímos da Achaval e partimos para uma bodega pequena e pouco conhecida, mas que foi das minhas preferidas de toda a viagem no que diz respeito à qualidade do vinho: chama-se RJ (de Raúl Jofré). Fizemos a visita, que é bem rapidinha, partimos para a degustação e nos apaixonamos pelos vinhos dessa bodega. Lá pelas tantas o dono apareceu, conversou um tempão conosco, contou sua história e autografou as garrafas que compramos. Muito simpático.

 

bodega-rj-mendoza-argentina.jpg.599130e4bac68c295874488a7f05ead2.jpg

 

A fome já estava monstra e partimos para almoçar na Belasco de Baquedano. Almoço harmonizado com 5 passos. Gente, que delícia! Recomendo muito o almoço da Belasco. Além de tudo, o tempo estava bem melhor e almoçamos com uma vista lindíssima para a Cordilheira. Nem preciso dizer que depois do almoço rodamos pra lá e pra cá tirando fotos... Maravilhoso o lugar, ótimo atendimento e bons vinhos. A sala de aromas deles também é muito bacaninha.

 

belasco-de-baquedano-mendoza-andes.jpg.8fc02744e59cb24a29b5cf90a364efa8.jpg

 

Foi a vez do marido cair nas garras do vinho e ficar um pouco borracho. Faz parte, né?

 

Mais tarde fomos atrás de umas empanadas e entramos em um café na Peatonal Sarmiento. Bom atendimento, mas que empanada xexelenta! Eca!

 

Chegando no hotel escrevi pro Leonardo pra confirmar o tour do dia seguinte para a Alta Montanha, conforme havíamos combinado. Mas, lamentavelmente, havia acontecido um acidente naquele dia com um caminhão e uma van. Nesse acidente morreram 4 turistas brasileiros e o motorista da van, que era argentino. :cry: Uma imprudência do caminhoneiro que fez uma ultrapassagem de risco em um local proibido. Bem, não insistimos na Alta Montanha e mudamos o passeio. Dia seguinte partiríamos para Uco então.

 

17/05 (quarta-feira) – Vinícolas do Vale do Uco

Às 8h30 partimos com o Luciano, outro motorista do Leonardo, para o Vale do Uco. Essa é a região de bodegas mais distante da cidade e mais próxima da Cordilheira. São cerca de 1h30 de distância por uma paisagem muito bonita. Como nos outros dias, amanheceu nublado e a cordilheira coberta.

 

Nossa primeira parada do dia foi a Bodega Andeluna. Nessa bodega tivemos a melhor explicação de toda a viagem. A visita foi guiada pelo enólogo Maurício e foi super show. Recomendo fortemente uma visita à bodega Andeluna. Maurício explicou detalhadamente o processo do vinho desde o plantio até a venda/exportação e armazenamento. A degustação também foi muito boa e os vinhos deles são ótimos. A Andeluna tem um Torrontés maravilhoso. Eu gosto muito dos brancos, mas não sou fã do chardonnay, acho o gosto amanteigado dele meio enjoativo, mas tive que abrir uma exceção para o chardonnay da Andeluna. Ótimo vinho.

 

andeluna-andes-mendoza-argentina.jpg.5f2afef9063f3d74bc41a2441fb4ade4.jpg

 

Saímos dali com peninha porque a visita foi muito boa, o lugar é lindo demais e queríamos ficar mais, mas era hora de visitarmos a La Azul. Bodega pequena, bem descolada, com uma história curiosa e uma vista linda para a Cordilheira. A degustação foi feita do lado de fora, no solzinho pra espantar o frio. Bons vinhos também, mas achei a visita um pouco corrida. Aliás, de uma maneira geral (tirando a Andeluna) achei as visitas bem corridas e as explicações meio superficiais.

 

bodega-la-azul-mendoza-argentina.jpg.e34a88fe8235b688fd49cce0fcf41b0d.jpg

 

Dali partimos para a Tupungato Divino onde fiz uma amiguinha, tiramos muitas fotos e almoçamos. O esquema é o mesmo da Casa de Campo onde você tem que comprar a garrafa para acompanhar o almoço que, por sinal, estava divino mesmo.

 

almoco-tupungato-divino-mendoza-argentina.jpg.c92d293538e06733f09ec637c5ab9d69.jpg

 

A sorte é que um casal de brasileiros com quem nos encontramos várias vezes nesse dia estava também lá. Almoçamos juntos e “rachamos” uma garrafa de Merlot. Nada de chegar no hotel borracho dessa vez.

 

tupungato-divino-mendoza-argentina.jpg.52816205c3a0a7ef412832f55e339806.jpg

 

No fim da tarde fomos andar pela cidade e conhecer o Mercado Central de Mendoza. O lugar é pequeno, não tem nada de excepcional, mas essa visitinha me custou muito caro. Passamos pela seção de temperos (muito pó) e a minha rinite atacou feroz me azucrinando o juízo pelo resto da viagem. Então, aviso aos alérgicos: cuidado com o mercado central!

 

temperos.jpg.790bf36f6232e99327a1d0bb59ab49d2.jpg

 

À noite a fome era pouca e comemos umas empanadas sem brilho em um bar na Calle Sarmiento, ali perto do hotel mesmo.

 

Dia 18/05 (quinta-feira) – Alta montanha. Só que não. Cuyo de novo.

Acordamos cedo e às 8h estávamos prontinhos para conhecer a Alta Montanha. No entanto, chovia e o tempo estava uma porcaria. Ficamos felizes quando vimos o Alfredo entrar no hotel, pois ele foi motorista do ônibus da CATA que faz o trajeto Mendoza x Santiago x Mendoza pela Cordilheira durante 11 anos seguidos. Experiência é que não falta pra ele e num dia desses, pós acidente e chuvoso, vê-lo foi uma alegria. Mas a verdade é que não estávamos com ânimo de fazer esse tour longo e não poder ver nada. Perguntei se podíamos trocar e ele logo concordou. Ligou para o Leonardo, combinamos preço e locais (mais um dia de vinícolas não estava nos planos) e partimos para Luján de Cuyo. Foi a melhor coisa porque o tempo ficou ruim o dia todinho.

 

Primeira visita do dia foi na Budeguer. Uma bodega recente (6 anos) com estilo bem moderno e, dizem, com uma linda vista para a Cordilheira. Infelizmente, as nuvens não desagarraram das montanhas e a gente perdeu a vista, mas a visita e a degustação foram boas. A Micaela, que nos recebeu para a visita, é uma figuraça. Nessa bodega experimentamos pela primeira vez um petit verdot e diretamente da barrica.

 

Em seguida fomos para a Carmelo Patti e quando chegamos lá a visita já estava em andamento. O pessoal adora o Carmelo, que é um senhorzinho muito simpático e carismático, mas nós não gostamos muito dos vinhos dele. O lugar também não tem nenhum apelo, nada pra ver, é só um galpão industrial e uma salinha onde ele faz a degustação (a única gratuita que eu vi). Mas há quem se apaixone pelo Carmelo e pelos vinhos dele. No assunto vinho, tudo é muito pessoal.

 

Dali fomos para a Clos de Chacras. Ainda chovia. Fizemos uma visita rápida e fomos comer. Escolhemos um almoço harmonizado de 4 passos (ou 5, não lembro direito). Delícia. É muita comida e muito vinho, gente. Acho que esse foi o almoço mais bem servido de todos, inclusive no que diz respeito aos vinhos.

 

clos-de-chacras-vinhos-mendoza-argentina.jpg.e63dbf5bbcac5f204e243a9e007ce87c.jpg

 

Eles quase enchiam as taças e dava o maior dó ver aquele vinho todo lá dando sopa e a gente não aguentar beber. Mas o fígado já estava pedindo “penico” e decidimos não abusar dele. Depois do almoço ainda rodamos por ali tirando algumas fotos. Essa bodega é muito aconchegante e tem um jardim lindinho com um lago muito fotogênico. O lugar é um charme. Uma pena que o tempo estava tão ruim. Mas enfim, valeu assim mesmo.

 

clos-de-chacras-mendoza-argentina.jpg.effb2ecac6d4a916030c24b40c71bafb.jpg

 

Dali fomos pro hotel e não saímos mais. Afinal, a barriga estava cheia e ninguém merece andar na chuva.

 

Dia 19/05 – Alta Montanha (será?)

Acordamos cedo e ainda estava escuro mas, conforme a previsão havia prometido, o tempo parecia melhor. Novamente encontramos o Alfredo no hotel e partimos animados para a montanha. No trajeto vimos o sol iluminar aos poucos a cordilheira, pintando-a com seu amarelo ouro. Lindo demais.

 

andes-alta-montanha1.jpg.b96419ba65d1aecf1366c3aff953af63.jpg

 

Esse passeio não tem uma atração específica, ele é, na verdade, uma atração completa. Todo o caminho é bonito. As formações rochosas, as montanhas, o dique, a estrada, o pequeno Rio Mendoza que nos acompanha durante todo o trajeto...um conjunto lindo!

 

Paramos no dique de Potrerillos para umas fotos e fazia uma friaca danada. Tive que colocar luva e gorro pra aguentar ficar uns minutinhos ali. É um lugar muito bonito e Alfredo nos contou que eles estão fazendo outra estrada de acesso ao dique.

 

estrada-potrerillos-mendoza-argentina.jpg.b04566dc64edf0cff3b3eb3b6bf4f0e0.jpg

 

Não paramos muito durante a viagem porque, de acordo com Alfredo, não é permitido parar em qualquer lugar. A estrada tem acostamento mas parece que já houve acidentes porque os turistas gostavam de parar onde bem entendiam. Enfim, seguimos viagem parando onde podíamos.

 

Em Uspallata pedi ao Alfredo para dar uma paradinha e fomos ao banheiro do hotel colocar nossa calça de segunda pele. Fazia um frio de cortar. Aproveitamos e tomamos um café com alfajor no café do hotel e seguimos viagem.

Para ser sincera, não achei a estrada em si tão perigosa quanto dizem. O perigo mesmo está nos caminhões. Há uma quantidade impressionante deles e quando acontece do Paso ficar fechado, eles se acumulam aos milhares e cruzam todos juntos no mesmo dia. Dizem que em um dia normal cerca de 13.000 caminhões fazem essa travessia. Coisa de louco. Por várias vezes vi Alfredo reduzir a velocidade no intuito de se afastar bem de um caminhão que ia à frente cometendo uma imprudência. Quem for dirigir por lá precisa ficar muito atento a eles.

 

Paramos em Los Penitentes, a estação de esqui mais próxima a Mendoza e parecia uma cidade fantasma. Havia um pouco de neve aqui e ali, mas nada que justificasse o início da temporada. Penitentes normalmente abre no meio de junho e ainda tinha um mês pela frente pra neve chegar.

 

Paramos enfim no Parque Aconcágua e a trilha maior até a laguna estava fechada por conta da neve. Nesse momento dei graçasadeus por ter colocado minha segunda pele e levado meus apetrechos de frio (casaco impermeável, luva, gorro). Não pudemos entrar no parque então ficamos por ali um tempinho e fizemos aquela trilha pequena só mesmo pra não dizer que não fizemos nada. O Aconcágua estava escondido atrás da nuvem e fazia um frio danado, -5 graus. ::Cold:: Descemos porque no fim minha boca já não me obedecia mais e minha câmara estava dando chilique. ::Cold::

 

aconcagua-alta-montanha-mendoza-argentina.jpg.9c71ade3c809b4f682aa902f0c4575df.jpg

 

Não fomos até o Cristo porque nessa época fica fechado por conta da neve.

 

No retorno paramos em Puente del Inca. Pelas fotos o marido achou sem graça mas quando chegou lá adorou. O lugar é muito curioso, com uma formação rochosa diferente e super fotogência. Nada para se fazer ali além de apreciar a ponte, a paisagem, tirar umas fotos, comprar um artesanato e pronto.

 

puente-del-inca-alta-montanha-mendoza-argentina.jpg.4323d3078e80e422040bc90fff320d79.jpg

 

Começamos nosso retorno e paramos para almoçar uma boa truta no restaurante El Rancho em Uspallata. Depois só paramos no hotel.

 

alta-montanha-mendoza-argentina.jpg.bde29c298f51e8069f7352b218731f1f.jpg

 

Adorei, mas há quem não goste desse tipo de passeio. Então é questão de pesquisar e ver se está dentro do seu perfil. O trajeto é lindíssimo e eu acho que vale muito a pena. Sobre ir de carro alugado, com agência ou contratar um carro particular, depende muito do que você quer e do valor que você tem. O carro alugado dá uma liberdade maior que a agência (que você também tem, relativamente, com um motorista), mas não aconselho pra quem tem pouca experiência no volante. Outra coisa a considerar é a neve. Se você for no outono/inverno, prepare-se para usar cadenas que, aliás, é obrigatório ter no porta-malas mesmo sem neve. Os guardas param os carros e perguntam sobre as cadenas. Se não tiver cadenas, mesmo que não haja neve, não passa. Se for dirigindo, não beba de jeito nenhum, você vai precisar de toda a sua atenção na estrada e nos caminhões porque é o tempo todo isso aí da foto:

 

caminhoes-alta-montanha-mendoza-argentina.jpg.fd84e22d00f78d7db6a24f4bdef28eb2.jpg

 

Um mendocino nos disse que quando o Paso fica fechado por alguns dias os caminhoneiros “enfiam o pé” e abusam nas ultrapassagens para tirar o atraso dos dias que perderam parados. Foi justamente o que aconteceu quando estivemos lá. O Paso ficou fechado 4 dias e logo depois houve o acidente. Fica a dica pra quem vai dirigir nessa estrada.

 

Nesse dia ainda tentamos ver o pôr do sol no Terrazza Mirador, o prédio da prefeitura onde há um café e de onde se tem boa vista para a cidade. Acontece que no outono/inverno ele fecha às 18h e nós chegamos lá um pouquinho depois disso. Fica a dica pra não perder a viagem.

 

Saímos para jantar à noite e comemos uma massa deliciosa no restaurante bacana Francesco Barbera. AR$ 700 (entradas com pãezinhos e pastinha, duas massas muito bem servidas, dois refris e + a gorjeta). Recomendo.

 

Dia 20/05 – Offroad pelas cadeias de montanhas de Mendoza

Gente, que tour! Achei a agência pelo Google, entrei em contato e só ganhei UAU do início ao fim. O guia que nos recebeu foi o Juan, um cara educado, super profissional e muito boa gente. O tour é feito em um 4x4 e passa por terrenos onde carros de passeio não passam de jeito nenhum. Avistamos vários grupos de guarnacos, várias aves, chinchilas e até uma raposa.

 

zorro-mendoza-argentina.jpg.aae1ebb68fcad3ec02e008824dac163e.jpg

 

Logo no início do tour o Juan parou o carro, montou uma mesinha e nos serviu um café da manhã caprichado ali, no meio do nada, enquanto observávamos o silêncio das montanhas. Um tempo depois ele abriu uma garrafa de vinho para nós, um Malbec argentino muito bom.

 

canions-offroad-mendoza-argentina.jpg.e3ee6b3a423aba0284ae6c8e9fc5c2c7.jpg

 

Fomos subindo bem devagar, passando por locais incríveis até atingir o topo da 1ª e da 2ª cadeia de montanhas dos Andes. Lá em cima visitamos a Cruz de Paramillos, o Mirador do Aconcágua (que estava limpo nesse dia) e descemos para almoçar um churrasco em um abrigo de montanha perto das Minas de Paramillos. Que lugar bacana: gente simpática e comida deliciosa, com vinho, claro.

 

offroad-mirador-aconcagua-mendoza-argentina.jpg.602cd8833d0e67c70f9bfc821dcc2eae.jpg

 

Depois partimos para o bosque petrificado, identificado por Darwin e, dali, para as Minas propriamente ditas. Não entramos, ficamos só pelas ruínas observando a paisagem. No retorno pegamos o caminho das 365 curvas de Villavicencio. A paisagem salpicada de neve estava uma coisa de louco de tão linda.

 

villavicencio-com-neve-mendoza-argentina.jpg.33fccdd2633c7e06d9d94a217e32ebf5.jpg

 

É uma região muito bonita. Paramos pra fotos e para um café quentinho, servido pelo nosso guia, em plena estrada de Villavicencio. Chegamos no hotel à noite felizes da vida com esse passeio espetacular. O guia é ótimo, as paisagens são lindas, a comida é maravilhosa e o dia estava perfeito. Show!

 

villavicencio-caminho-365-curvas.jpg.eae794cf464cc60922d6772de3117744.jpg

 

Esse é um passeio mais caro porque é exclusivo, mas vale cada centavo. Fechamos a viagem com chave de ouro. Deixo o link para o post desse passeio que já publiquei, com várias fotos: http://www.viagenseandancas.com.br/2017/05/offroad-pelas-montanhas-de-mendoza-argentina-um-dia-de-land-rover-no-sope-dos-andes/'>http://www.viagenseandancas.com.br/2017/05/offroad-pelas-montanhas-de-mendoza-argentina-um-dia-de-land-rover-no-sope-dos-andes/

 

Dia 21/05 – Retorno

Compramos caixas de isopor para transportar os vinhos para o Brasil (AR$ 400 para 8 vinhos da Sol y Vino, calle Sarmiento), embalamos tudo direitinho, almoçamos na mesma pizzaria do primeiro dia, pegamos um táxi com um motorista mal humorado até o aeroporto e pronto. Adeus Mendoza. Voltamos com vontade de ficar por lá, de visitar mais bodegas e de conhecer mais montanhas. Sobre os vinhos, você consegue embarcar com 4 garrafas na cabine. O resto tem que despachar...

 

A cidade é bem organizada, tem muito comércio e restaurantes pra todos os gostos e bolsos, muitas praças e é relativamente segura. Todos os mendocinos que perguntamos disseram que não abusássemos com câmaras penduradas no pescoço e coisas de valor dando mole. A cidade não é violenta, mas há furtos e não é legal dar sopa pro azar.

 

Outra dica importante é: tome um café da manhã beeeeem reforçado para não ficar enrolado nas degustações. Especialmente nas mais simples o acompanhamento é nenhum ou fraquinho (nozes, passas e amêndoas). Algumas acrescentam pedacinhos de queijo e outras servem pedacinhos de pão com azeite. Varia.

 

Uma coisa que achei ruim em toda a área mais afastada do centro de Mendoza foi a sinalização. Fácil se perder por lá. Se for dirigir, leve um GPS porque você vai precisar.

 

Na Praça Independência há sempre uma feirinha no estilo hippie.

 

Sobre câmbio, não há casa de câmbio no aeroporto, mas você pode pagar o taxista com dólar, por exemplo. Na cidade há várias casas de câmbio e é comum ter pessoas na porta oferecendo câmbio “informal” e nem sempre a taxa de conversão compensa.

 

Na Calle Sarmiento há vários restaurantes, um ao lado do outro, com mesinhas ao ar livre e por toda a cidade há vários outros restaurantes dos mais variados tipos.

 

Táxi para andar dentro da cidade é baratinho, tornando-se uma boa opção de locomoção. Não experimentei ônibus e trem, mas me parece que funcionam muito bem.

 

Para compras achei que não compensa. Dei uma olhadinha nos preços de botas de caminhada e estão parecidos com os praticados no Brasil.

 

Além das bodegas e das montanhas de carro há outras opções em Mendoza: rafting, tirolesas, cavalgada, caminhadas, minas, esqui, parapente etc. Vi alguém no fórum perguntando sobre balão e descobri que a Bodega Zuccardi faz um passeio de balão pela sua vinícola, mas ele fica amarrado e precisa agendar com bastante antecedência porque parece que o balão não é deles.

 

Bem, é isso, pessoal! Resumindo, adorei Mendoza e recomendo muito a cidade.

 

Pra quem quiser mais detalhes sobre cada lugar que mencionei, estou postando aos poucos no meu blog, é só acompanhar lá: http://www.viagenseandancas.com.br

 

Boa viagem!

 

[]’s

Camila

Editado por milamguerra

  • Respostas 29
  • Visualizações 24.3k
  • Criado
  • Última resposta

Usuários Mais Ativos no Tópico

Most Popular Posts

  • milamguerra
    milamguerra

    Meu primeiro vídeo sobre Mendoza foi o do passeio offroad. Quem quiser dar uma olhada, taí. Se gostarem, deixem um joinha.  

  • milamguerra
    milamguerra

    Oi Jackson,   Li o seu relato, super detalhado e muito rico em informações para quem está planejando uma viagem como a sua. Parabéns! Dá uma olhadinha no link da sua assinatura porque ele está quebr

  • Helen, depende. Com o Léo o dia mais barato pelas vinícolas foi U$ 110 (Maipú) e o mais caro U$ 180 (Uco). Doeu no bolso, mas havíamos juntado dinheiro para fazer as vinícolas com conforto e poder b

Posted Images

Featured Replies

Postado
  • Membros

Ei Camila, mais um excelente relato seu, parabens!!!

 

 

Estou querendo ir em Agosto, mas o bolso ta apertando..rs

 

Entrei la no seu site (http://www.viagenseandancas.com.br/2017/05/offroad-pelas-montanhas-de-mendoza-argentina-um-dia-de-land-rover-no-sope-dos-andes/#comments) e vi o link do passeio off-road)

 

Voce tem um planilha ou lista de custos do que gastou nesta viagem ?

 

Nas casas de cambio, trocavam reais, sabe se a cotacao estava boa?

 

 

Obrigado

Postado
  • Autor
  • Colaboradores
Ei Camila, mais um excelente relato seu, parabens!!!

Estou querendo ir em Agosto, mas o bolso ta apertando..rs

Entrei la no seu site (http://www.viagenseandancas.com.br/2017/05/offroad-pelas-montanhas-de-mendoza-argentina-um-dia-de-land-rover-no-sope-dos-andes/#comments) e vi o link do passeio off-road)

Voce tem um planilha ou lista de custos do que gastou nesta viagem ?

Nas casas de cambio, trocavam reais, sabe se a cotacao estava boa?

Obrigado

 

Oi João, obrigada!

 

Ainda não tive tempo de colocar os custos numa planilha, mas como foi minha primeira viagem em 3 anos (acredita?) tínhamos juntado uma grana e fomos tranquilos. Certamente não foi uma viagem tão econômica quanto poderia. ::tchann::

 

Sobre câmbio, eu levei dólar e troquei a AR$ 15,50. Meu marido fez as contas na hora e achou mais vantagem (e mais seguro) trocar real por dólar aqui no Brasil. Na correria da segunda-feira de manhã com hora marcada na bodega não lembrei de ver o valor do real na casa de câmbio, mas lembro que meu marido comentou lá que foi bom termos levado dólar. Perguntei, mas ele não lembra mais o câmbio para o real. ::putz::

 

Mendoza não é a cidade mais econômica do mundo, mas não achei absurdamente cara como disseram. O valor das degustações varia muito, vão de AR$ 150 a AR$ 1.500, dependendo da bodega e do pacote que você escolhe.

 

Eu optei por um carro com motorista, mas há outras opções mais econômicas na cidade para chegar nas bodegas. Entre elas estão o ônibus/bike, os tours com agências e o ônibus vitivinícola. Nesse site você vê o valor desse ônibus, os roteiros com dias e horários e os preços das visitações nas vinícolas: http://www.busvitivinicola.com

 

[]'s,

Camila

Postado
  • Membros

Obrigado !

 

Se colocar numa planilha, manda pra nós depois !

 

3 anos sem viajar da depressão rs....... Eu fiquei 2 anos e pouco , voltei este ano também ,tava quase morrendo. rs..

 

::dãã2::ãã2::'>

Postado
  • Membros
Ei Camila, mais um excelente relato seu, parabens!!!

 

 

Estou querendo ir em Agosto, mas o bolso ta apertando..rs

 

Entrei la no seu site (http://www.viagenseandancas.com.br/2017/05/offroad-pelas-montanhas-de-mendoza-argentina-um-dia-de-land-rover-no-sope-dos-andes/#comments) e vi o link do passeio off-road)

 

Voce tem um planilha ou lista de custos do que gastou nesta viagem ?

 

Nas casas de cambio, trocavam reais, sabe se a cotacao estava boa?

 

 

Obrigado

 

 

Olá! Estou com viagem marcada para julho e hoje procurei no site de uma casa de câmbio perto do hotel onde pretendo ficar e a cotação oficial está em 1 dólar = 16,1 pesos e 1 Real= 4,1 pesos.

Vc pode conferir aqui: http://www.maguitur.net/prices.php

Fazendo as contas se fosse comprar dólar hoje no Brasil, a 3,33 a diferença entre trocar lá dólares ou Reais daria cerca 74 pesos a mais no câmbio do dólar, a cada 100 reais, ou seja, cerca de 20 reais a mais levando dólar comprado no Brasil hoje. 20% a mais levando Dolar X Reais.

Espero ter ajudado.

Mari

Postado
  • Membros

Obrigado... Mari, o ideal seria dar 1 paradinha em Buenos aires, pra trocar..rs...

 

Lugar onde sempre troco la na casa de 4,70 pesos por real...

  • 2 semanas depois...
Postado
  • Autor
  • Colaboradores

Meu primeiro vídeo sobre Mendoza foi o do passeio offroad. Quem quiser dar uma olhada, taí. Se gostarem, deixem um joinha. ::otemo::

 

Postado
  • Membros

Muito legal...belas paisagens e emocoes....... d++ :P

 

 

Falando nisto fechei 1 roteiro, vou chegar em Santiago e partir pra Mendoza de onibus, so terei 3 dias inteiros liquidos , tirando o dia da chegada .

 

Me sugere algo neste curto prazo ?

 

Cambio, andei olhando se eu trocar reais por peso argentino em Santiago sai melhor a cotacao!!

Postado
  • Autor
  • Colaboradores
Falando nisto fechei 1 roteiro, vou chegar em Santiago e partir pra Mendoza de onibus, so terei 3 dias inteiros liquidos , tirando o dia da chegada . Me sugere algo neste curto prazo ?

 

João, depende do que você quer e gosta de fazer. Como você já vai passar pelo trajeto da Alta Montanha quando fizer a travessia dos Andes de ônibus, acho que esse passeio perde um pouco o sentido pra você. A não ser que faça questão de parar no Aconcágua, fazer a trilha e tal.

 

Se você gosta bastante de vinho, pode separar dois dias inteiros para bodegas (Cuyo e Uco têm as melhores vistas da Cordilheira e, na minha opinião, os melhores vinhos). Para o terceiro dia você pode combinar, por exemplo: Parque San Martin + termas de Cacheuta (não fui) / Parque + bodegas de Maipú (a região mais próxima de Mendoza) / Parque + cidade / Bodegas + cidade / Cacheuta + cidade

 

Dependendo da época que for, pode fazer rafting, cavalgada etc. Minha opção para o terceiro dia seria, sem dúvida, conhecer outra região de vinícolas ::love:: , mas isso é muito pessoal.

 

[]'s,

Camila

Participe da conversa

Você pode postar agora e se cadastrar mais tarde. Se você tem uma conta, faça o login para postar com sua conta.

Visitante
Responder

Account

Navigation

Pesquisar

Configure browser push notifications

Chrome (Android)
  1. Tap the lock icon next to the address bar.
  2. Tap Permissions → Notifications.
  3. Adjust your preference.
Chrome (Desktop)
  1. Click the padlock icon in the address bar.
  2. Select Site settings.
  3. Find Notifications and adjust your preference.