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rafacarvalho33

Projeto CUBArato, 30 dias em CUBA gastando menos de 20 dolares ao dia!

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Bom, finalmente regressei de Cuba, foram 30 dias incríveis com muitas descobertas e dicas excelentes, antes de viajar eu li em muitos blogs que a média de gasto em Cuba se da em torno de 40 dólares por dia, mas eu coloquei uma meta nessa viagem em gastar menos de 20 dólares por dia, e CONSEGUI, não foi fácil, tivemos que andar muito e buscar muita informação alternativa, pegar 3/4/5 transportes para chegar em determinada cidade, tudo isso sem poder usar a internet, google maps e etc, realmente acredito que essa foi um mochilão na sua essencial, hoje esta tudo mais fácil e mastigado, precisamos apenas ir e seguir as instruções, em Cuba não funciona muito assim, você tem que ir para as ruas e tentar a sorte, tivemos muitas informações erradas que nos fizemos andar quilômetros na direção errada, mas a maioria foram informações corretas que nos ajudaram muito.

 

A partir de hoje vou postando aos poucos sobre cada cidade que recorremos, acabei fazendo um diário escrevendo sobre meu dia a dia e os posts tradicionais com o resumo de cada lugar, espero que gostem e ajudem a viajar CUBARATO.

 

Abaixo esta o roteiro que acabei fazendo na ilha, a ordem é essa:

 

1 - Havana

2 - Cienfuegos

3 - Santa Clara

4 - Trinidad

5 - Camaguey

6 - Santiago de Cuba

7 - Baracoa

8 - Bayamo e Sierra Maestra

9 - Moron e Cayo Coco

10 - Varadero

11 - Havana

12 - Pinar del Río

13 - Viñales

14 - Havana

 

Passamos por outras cidades como Guantánamo e Ciego de Avila, mas foram cidades que tivemos que parar para pegar um outro transporte ate o destino final, mas essas não entram na lista pois realmente não conheci nada delas.

 

Com isso vou a partir dessa semana postando sobre cada cidade, sera aos poucos porque é muita informação para a cabeça hehehe.

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Primeiro dia da Viagem

20/04/2017 – Quinta Feira - Havana

 

A viagem para Cuba já começou com certa emoção, estava em Cartagena e tinha voo para Bogota, com certa turbulência, diga-se de passagem, em Bogotá começou a chover muito forte e o aeroporto teve que fechar e o meu voo atrasou 1 hora e 30 minutos, já deu merda logo daí, com o atraso possivelmente perderia minha conexão.

 

Cheguei a Panamá às 18h50min, meu voo para Havana saia às 18h55min, corri ate o portão e o avião estava lá ainda, mas com as portas fechadas, tive que trocar de passagem para um voo que sairia as 21:30, pelo menos ganhei um voucher de 10 Dólares e fui jantar um belo hambúrguer, nessa correria toda conheci Dani, uma colombiana que estava no meu voo e estava na mesma situação, tive a sorte que com os 10 dólares dela, ela gastou em um belo sorvete com browie no qual eu comi metade porque ela não aguentava mais, fazia meses que não comia algo assim.

 

Ao embarcar comprei no portão de embarque mesmo o visto para Cuba, por 20 doletas.

 

Depois de algumas horas de voo, eu e Dani chegamos a Havana, o legal que no aeroporto havia um posto móvel de saúde que estava dando injeção para a Febre Amarela de graça, estávamos meios receosos com a nossa mochila porque não sabíamos se estaria no voo que perdemos ou no atual, mas uns 15 minutos depois lá apareceram elas, Dani já estava meio nervosa, eu acostumado com essas coisas, estava tranquilo. Já para sair da área das malas a Aduana nos parou, separou-nos e começou a fazer um rápido interrogatório, onde me hospedaria, quanto de dinheiro estava trazendo e etc, ate que tive que realmente mostrar o dinheiro e assim fui liberado.

 

Dani demorou mais, e causou certa preocupação em mim, mas depois de 30 minutos ela apareceu, ela teve que passar pelos raios-X, logo a seguir um taxista apareceu e nos abordou, explicamos que iriamos para lugares diferentes e ele quis cobrar 55 Cuc´s, ai caiu para 50,40,35 e terminou nos 30 Cuc´s, era 3 da manhã, mas mesmo assim recusamos, preferimos esperar ate de manhã, já que tem ônibus para a cidade por 1 peso cubano (1 Cuc = 24 pesos cubanos), mas o taxista voltou e ofereceu por 20 Cuc´s pelos 2 trajetos, acabamos aceitando e assim fomos para Havana, só que tinha mais um problema, eu só tinha o nome da rua e o nome do local, não tinha o telefone do lugar e nem o numero do apartamento/casa, ou seja ficamos perdidos pela avenida já que o local verdadeiro era no apto 96, no 09 andar de um prédio residencial, mas o taxista foi muito gente boa e ficou procurando para mim, ate que passou 20 minutos e encontramos uma senhora parada na porta, ela sabia que faltava alguém e assim estava me esperando, que alegria eu fiquei naquela hora, estava ficando preocupado, subi para o apartamento, encontrei meu amigo Paulo dormindo, o acordei de zuera, deitei na minha cama e não conseguia dormir de jeito nenhum, era tanta alegria que o sono não apareceu. Finalmente poderia dizer, ESTOU EM HAVANA, CARAJO

 

 

Segundo dia da Viagem

21/04/2017 – Sexta Feira - Havana

 

 

Apesar de conseguir dormir lá pelas 05 da manhã, as 08 já estava de pé, tomei um banho frio, aqui ate tem água quente, mas nesse dia pela manhã só tinha água fria, fui para a mesa onde conheci meus companheiros de quarto, uma colombiana que estava fazendo pesquisa e estudando em Cuba, um australiano que já estava de partida e uma americana de Nova Iorque, após um breve bate papo, conheci o filho da Dona Teresa (dona do apartamento), Jorge e a empregada que cuida da casa, ficamos conversando um pouco sobre a vida cubana e da vida brasileira (aqui as novelas brasileiras são muito famosas), após o bate papo, saímos para tomar um café da manhã, encontramos um lugar dos locais que por 1 Cuc dava para comer uns 2 salgados e um suco, ali encontramos a americana de passagem que estava indo para biblioteca estudar espanhol, fomos com ela já que era caminho para a Praça da Revolução.

 

Ao chegar na praça, confesso que fiquei emocionado, depois de ver muitas fotos do lugar pela internet, estar ali foi um momento especial, ficamos em torno de 2 horas na praça, após isso descemos uma grande avenida ate a Malecón, um calçadão que vai contornando Havana, assim fomos caminhando ate parar no centro, onde passamos por inúmeras homenagens a pessoas que lutaram no século 18 pela independência cubana.

 

 

 

Depois de caminhar muito, resolvemos parar para almoçar, aqui há lugares conhecidos como PALADAR, são lugares locais onde você come barato uma boa comida cubana, que com bebida, você gasta 1/2 Cuc´s, no almoço sentaram com nós um médico cubano e um médico colombiano que estava em Cuba fazendo uma especialização, conversamos muito a respeito de tudo e conseguimos uma informação muito importante, em Cuba da para se viajar em trem, coisa que não fazíamos ideia que existia, ficamos de ir ao dia seguinte à estação de trem fazer uma pesquisa, após isso fomos ate a Universidade de Havana e voltamos para o apartamento, saímos as 10 da manhã e chegamos as 17 horas, tirando a hora de almoço, foram 06 horas caminhando pelas ruas de Havana, sendo que ainda falta uma outra parte da cidade que ficara para o sábado.

 

 

Na volta entramos em um mercado cubano para comprar água e ver os preços das coisas e o que tinha disponível, um mercado normal, a variedade de marcas é menor, mas é compreensível por todo fator histórico do país. Já no apartamento, uma sueca chegou ao hostal no lugar do australiano que tinha ido embora, e coincidentemente era aniversario dela, Dona Teresa comprou uma garrafa de run e comemoramos o aniversario dela na melhor maneira cubana. À noite resolvemos ir com a sueca ate outra casa onde ela tinha um amigo dinamarquês, ao chegar lá estava rolando um jantar simples, fomos convidados pelo cubano dono da casa a nos juntar e garantimos o jantar de graça, voltando para o apartamento compramos uma garrafa de run e ficamos jogando e bebendo pela noite.

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Terceiro dia da Viagem

22/04/2017 – Sábado - Havana

 

VITÓRIA! Acordei sem nenhuma ressaca, mostrando que o run cubano é de excelente qualidade, depois de tomar banho, fomos a CADECA, trocar um pouco de dinheiro e começamos a caminhada, primeiro ponto foi conhecer o terminal de trens para ver a viabilidade de fazer algum trajeto, vimos para Viñales, porém a viagem dura 07 horas, dando tudo certo, sendo que de táxi compartilhado leva 02 horas apenas, apesar de ser um pouco mais caro, o problema que muitos cubanos não recomendaram viajar de trem, dizem que quebram muito e demoram horas para o conserto, então deixamos para decidir nossa ida a Viñales amanhã, depois disso fomos em direção ao Capitólio e ao Museu da Revolução que conta a história pré e pós-revolução, o museu é simples, mas muito informativo a entrada custou oito Cuc´s e valeu a pena.

 

Em Havana Vieja existe um calçadão lotado de turistas, isso me cansou um pouco, a cada tempo que passa, eu fujo cada vez mais desses lugares, é estranho você estar aqui e querer ficar num lugar tomado por turistas, não é mais a minha pegada, depois de andar por horas nas ruas dos bairros e ver a vida comum de um cubano, é por isso que eu vim para cá, para conhecer essa realidade, isso que faz valer a visita ate agora.

 

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Havana tem um clima especial que eu ainda não consegui desvendar, vamos ver se ate o fim da viagem isso melhora.

 

As 18 horas tínhamos marcado com a galera do apartamento de se encontrar para tomar umas cervejas e sair para a balada, e assim fomos eu, Paulo, o dinamarquês, a americana, a sueca e uma francesa que chegou no dia anterior, depois das cervejas fomos para um lugar chamado FABRICA DE ARTE, super recomendado por todos os cubanos, realmente é um lugar muito bonito com diversos quadros e obras de artes espalhados por todo o lugar, foi interessante conhecer e saber que existe um lugar assim em Havana, mas prefiro uma coisa mais local, com musica local e menos turistas possível, mas foi divertido, a entrada custa 2 Cuc e a cerveja lá dentro por 1,5 Cuc e tem muito gringo e só toca música americana/europeia.

 

Na volta de táxi fomos parados pela a policia, que na verdade só estava verificando os documentos do taxista, tudo ok, fomos para cama dormir.

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Quarto dia da Viagem

23/04/2017 – Domingo - Havana

 

Acordamos bem cedo, pois estávamos com a intenção de ir para Viñales e fomos a busca de informação pelos terminais, o ônibus Via Azul, que só transporta turista estava 12 Cuc´s (mas teríamos que comprar antecipado), táxi compartilhado estava por 20 Cuc´s só a ida, mas sabíamos que poderíamos ir de forma mais barata só não sabíamos como ainda, ate pensamos em chamar a galera do hostel para dividir um táxi, mas deixamos para lá, voltamos ao apartamento e mudamos os planos.

 

 

A ida para Viñales ficou para o final da viagem, como teríamos alguns dias de sobra no final de viagem, encaixaremos Viñales aí, e iriamos organizar nossa ida a Cienfuegos, ainda estamos tentando descobrir como funciona para viajar barato por Cuba, e numa cidade grande como Havana, fica díficil, fomos a outro terminal tirar informações, o ônibus da Via Azul saia por 20 Cuc´s, e táxi compartilhado a 30 Cuc´s, chorando muito caia para os mesmos 20 Cuc´s, na saída do terminal conversamos com 02 cubanos que nos ajudaram e deram uma informação muito boa, disseram que em um lugar perto de uma autopista há um controle policial e todos os caminhões que transportam pessoas param ali, com isso conseguiríamos pegar um desses para Cienfuegos, espero que dê certo rs, isso nos fara economizar muito dinheiro.

 

 

No apartamento começamos a pesquisar nos mapas onde ficaria esse autopista, a Dona Teresa fez algumas ligações para nos ajudar, mas cada um falava uma coisa, em um lugar diferente, ou seja, FODEU, o que faremos agora? Bolamos um plano de buscar táxi compartilhado por 10/15 Cuc´s que era um preço acessível para o tamanho da viagem, se não rolar, vamos buscar os caminhões pela cidade, nessa corrida atras de informações, acabamos por caminhar muito e conhecer outras partes da cidade, já que fazemos tudo a pé, e o Terminal da Viazul, por exemplo, ficava a 3 km da nossa hospedagem.

 

 

A noite chegou e fomos jantar, arrumamos as mochilas e deixamos algumas coisas com Dona Teresa para ter a mochila mais leve na viagem e carregar menos peso, amanhã era dia de acordar cedo e buscar essa ida para Cienfuegos.

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Quinto dia da Viagem

24/04/2017 – Segunda Feira - Cienfuegos

 

 

Acordamos as 07 horas da manhã, tomamos um banho, um café puro e vazamos com receio de não conseguir chegar a Cienfuegos com o valor que a gente gostaria de pagar, fomos ao Terminal e vimos 2 caminhões, a esperança apareceu, fomos nos informar, mas eles iam para Pinar del Rio por 06 Cuc´s, lado oposto para onde iriamos, pelo menos já sabemos como ir para Vinales. Ao saber que queríamos ir a Cientifuegos apareceu um taxista oferecendo levar nos por 20 Cuc´s, achamos CARO e não estava no nosso orçamento, fizemos um leve jogo duro e baixou para 15 Cuc´s, aceitamos, já que nem sabíamos direito aonde saia os caminhões, quais os horários e preços, compramos 5 sanduíches de mortadela por 1 Cuc e fomos embora.

 

 

 

No táxi fui eu, Paulo e mais dois cubanos, a viagem durou cerca de 3 horas, ao chegar o taxista perguntou se tínhamos lugar para ficar, falamos que não e ele disse que um amigo dele faz por 25 Cuc´s para nós dois por uma noite, falei que estava caro e todo papo de brasileiro pobre que eu tenho e que queríamos um lugar por 20 Cuc´s, o taxista falou que seria difícil, que ali não encontraríamos, mas respondi que tínhamos que tentar, ao nos deixar na rua, surgiu um amigo dele e ofereceu nos levar a uma casa, chegando lá e o preço era 20 Cuc´s hahaha coincidência ne?!

 

 

 

Na verdade o taxista deu um toque para o amigo que saiu voando para falar com a dona da casa para ela dizer o preço que queríamos escutar, mas como achamos muito fácil decidimos procurar um preço mais barato, a meta agora era de 15 Cuc´s, ao atravessar a rua um cara nos abordou oferecendo quarto por 20 Cuc´s, respondi que só pagaria 15 Cuc´s a noite para duas pessoas, fomos a uma casa e não rolou, na segunda casa a dona aceitou alugar o quarto por 15 Cuc´s, um quarto com 1 cama de casal, 1 de solteiro, 1 banheiro privado, ventilador e 1 ar condicionado, bem melhor do que o apartamento que ficamos em Havana, pagando o mesmo valor, assim ficaremos 2 noites aqui, deixamos nossas coisas, descansamos por 30 minutos e já saímos buscando um PALADAR (restaurante popular cubano) para comer, o almoço com sobremesa e refrigerante em lata saiu por 2,50 Cuc´s, demos uma volta no centro, conhecemos um pouco da cidade de Cientifuegos, tem um belo calçadão com muito artesanato e voltamos para a casa, sol estava muito forte e a cidade é bem pequena, deixamos para fazer o resto no final da tarde e buscar informações para a Playa Girón e Santa Clara, lugares que ficam a 1 hora daqui.

 

 

 

A tardinha eu e Paulo fomos ao terminal dos caminhões e descobrimos que para Santa Clara sai a cada 30 minutos custando 1 Cuc e o ultimo caminhão regressa as 14 horas, para Playa Giron sai as 07:00 da manhã e não sabemos o horário de volta, depois disso fomos ate o Malecón, com o sol menos forte foi tranquilo andar por ali e ver um bonito por do sol, que aconteceu as 19:45 da noite, aqui os dias são muito longos, depois procuramos outro restaurante para comer por 1 Cuc e fomos dormir.

 

 

Cienfuegos é uma cidade muito bonita, muito mais que Havana, as casas são novas e bonitas, esperava que depois de Havana as coisas iam piorar por ser interior, mas parece que as coisas são mais arrumadas por aqui, vamos ver nas próximas cidades.

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Sexto dia de viagem

25/04/2017 – Terça Feira – Santa Clara

 

Acordamos às 08 da manhã e fomos tomar café da manhã, nos custou 0,50 Cuc para um hot dog, um pão com uma pasta deles e um suco natural, percebi que estou comendo melhor aqui do que nos outros países por onde passei hehehe, chegamos na estação e já tinha um caminhão com destino a Santa clara, pagamos 1 Cuc que da 24 pesos cubanos. E assim vamos para a nossa primeira experiência de caminhão.

 

 

Os caminhões não tem aquele conforto, mas tem bancos laterais que da para ir numa boa, achávamos que a viagem duraria uma hora, mas na verdade durou 2 horas, no começo vim conversando com uma senhora cubana, mas depois resolvi tirar um cochilo, sou especialista em dormir em transporte publico hehehe chegamos na cidade as 11:30, fomos nos informar sobre a volta e o ultimo caminhão sairia as 14 horas, daria tempo de conhecer tudo e voltar para Cienfuegos, cidade que adoramos ficar, por isso nem cogitamos em passar a noite em Santa Clara.

 

 

Dali andamos 10 minutos ate a estatua do Che Guevara, existe um monumento muito bonito em homenagem a ele, com a carta onde Che se despediu de Fidel e de Cuba para seguir para o Congo, abrindo mão de todos os seus cargos, ate agora esse foi um dos maiores monumentos que vi aqui em Cuba, essa homenagem existe em Santa Clara pois foi lá que Che batalhou com as tropas de Fulgêncio Batista, isso em 29/12/1958, após isso Fulgêncio fugiu e os militares se renderam e Fidel saiu vitorioso.

 

 

Bem abaixo do Monumento, existe um Museu e um Mausoleo, no museu há fotos históricas e inéditas, pena que é proibido tirar foto, ao lado desse museu esta o mausoleo, onde esta enterrado os restos mortais de Che, junto com outros combatentes de Santa Clara, as duas entradas são de graça, após esse tour fomos ate o centro da cidade e de la ate o museu de trem, demoramos uns 40 minutos a pé para cruzar a cidade, esse museu do trem conta a grande batalha vencida por Che e seus 17 soldados, que descarrilaram um trem que continha 2 locomotivas, com 18 vagões que levavam 408 homens e um grande arsenal de canhão, bazucas, metralhadoras, em quase 2 horas de batalha, os militares se renderam e assim Che conquistou essa grande batalha em Santa Clara, o museu custa 1 Cuc e você poderá ver varias fotos da época, após isso comemos um pão com presunto e queijo e voltamos ao terminal para tomar o caminhão ate Cienfuegos.

 

 

A viagem de volta levou as mesmas 2 horas, ao chegar na cidade, fomos tomar banho e sair para jantar, ficamos um pouco na praça vendo uma galera jogar futebol, tinha algumas apresentações de musica também, como se fosse algum ensaio, assim fomos para casa e capotar na cama, estamos caminhando muito todos os dias, acredito que da cerca de 4/5/6 horas por dia, tem valido a pena, mas tem cansado.

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Sétimo dia de viagem

26/04/2017 – Quarta Feira - Trinidad

 

 

Acordamos às 06 da manhã e fomos rumo ao terminal para pegar o caminhão que iria para a Playa Girón, porem ele passa com menos frequência que o de Santa clara, na verdade só passa uma vez pela manhã, as 07h30min, as sete já estávamos lá, mas o tempo foi passando e nada do caminhão, nesse tempo eu comi, escrevi e ate dormi no banco da praça, ate que deu 09h30min e abortamos a missão de ir para Playa Giron, uma merda, mas vida de mochileiro não é fácil aqui em Cuba, tínhamos ate outras maneiras de ir, mas todas acima do que poderíamos pagar, assim fomos buscar táxi compartilhado para Trinidad, inicialmente pediram 8 cuc, fechamos nos 5 Cuc´s, no táxi havia um alemão que tinha pago 7 Cuc´s e um casal de franceses que pagou 10 Cuc´s cada um, nessa o taxista veio falar com a gente para não contarmos o preço a eles, e assim ficamos sabendo quanto os gringos pagaram, a viagem durou uma hora e meia e o final dela é muito bonito, vai beirando o mar com diversas praias desertas, ao chegar fomos buscar quarto para alugar e a conversa começou nos 30 Cuc´s e acabou nos 15 Cuc´s de sempre, resolvemos ficar 2 noites na cidade, a dica que eu dou é simples, só falar que esta disposto a pagar 15 Cuc´s. A primeira casa recusou, a segunda também , a terceira vendo tudo de longe, aceitou nossa oferta, aqui há muitas casas e todas são sinalizadas, com a autorização para receber turistas, então é só andar pela rua e achar o seu preço, após guardar as mochilas fomos passear na cidade, se situar onde ficam os ônibus, os táxis, restaurantes baratos e etc, só que cometemos um erro primário em não pegar o endereço da casa, ou seja, nos perdemos totalmente, levamos mais de 1 hora para achar nossa hospedagem de volta, foi ate divertido.

 

 

Trinidad é parecida com Paraty, muito bonita e charmosa, mas é uma cidade extremamente voltada para o turista, os PALADARES por aqui não existem, pelo menos não encontramos, e os restaurantes mais simples te cobram 4 Cuc´s, fora a bebida, única coisa barata que encontramos aqui foi umas pizzas caseiras, comemos elas no almoço, 2 mini pizza de queijo e 1 refresco, deram 1 Cuc, após isso fomos em busca de caminhão para Topes de Colantes, um lugar que tem trilhas e cachoeiras, tem tour para la, mas é caro, assim descobrimos um local onde saiam caminhões com os trabalhadores da região, só que saem as 06 da manhã do outro lado da cidade, mas topamos a parada, após isso fomos subir um monte que da uma bela visão para a cidade, seu mar e suas montanhas, um lugar muito bonito, de lá começamos a escutar musica na cidade e resolvemos ir para o centro, já era quase 20 horas e estava na hora de jantar, encontramos um lugar que vendia um arroz frito com salada e presunto, tomei um suco e um refrigerante, e me custou 4 Cuc´s, muito caro, mas por aqui foi o mais barato que encontramos, em comparação antes comíamos por 1,5 Cuc com um belo peixe ou carne, aqui nem isso, para quem tem dinheiro, Trinidad é perfeita, nós, mochileiros viajantes durangos sofremos um pouco, depois do jantar fomos para a casa onde estamos, era hora de tomar um bom banho, dormir, já que amanhã era dia de acordar as 05 da manhã.

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Oitavo dia de viagem

27/04/2017 – Quinta Feira - Trinidad

 

 

Acordamos as 05 da manhã e ainda era noite, saímos pelas ruas escuras de Trinidad, segurança total, em busca de algo para comer, encontramos um lugar que vendia pão com presunto e queijo por 1,65 Cuc, um roubo, mas era o que tinha, guardamos o pão na mochila e fomos para parada de caminhão, por lá já havia uns trabalhadores, batemos um ligeiro papo ate que o caminhão chegou, já estava com gente dentro, entramos na fila, e sete pessoas subiram e o resto ficou no ponto, trinta minutos depois apareceu outro caminhão quase cheio já, tentamos subir e não conseguimos, o homem falou que estava cheio, mas eu senti que ali era só para trabalhadores, e nos turistas não tínhamos vez, ate que entendi a razão e assim voltamos para dormir mais um pouco já que o passeio não tinha dado certo, uma pena, não vamos conseguir conhecer o parque.

 

 

 

Acordamos as 10 da manha e fomos a um museu da cidade que conta a historia de cubanos exilados que foram financiados pela CIA para combater a revolução,a entrada custou 1 Cuc, la tem uma torre que da para ter uma visão da cidade, continuamos passeando pelas ruas e fomos ate a rodoviária para ver o melhor modo de ir para Camaguey, o ônibus dos gringos custava 15 Cuc´s, ate que é um bom preço levando em consideração as 4/5 horas de viagem, como não tem muita demanda para lá, os táxis cobram a25 Cuc´s sem negociação, após isso fomos almoçar pizza, encontramos um lugar que vendia a 06 pesos, pedimos 4, logo daria 24 pesos cubanos, que é igual a 1 Cuc, na hora de pagar as pizzas, o homem queria cobrar 4 Cuc´s, fiquei revoltado na hora, não concordei e entreguei as pizzas e fomos para outro lugar, a 20 metros dali havia uma pizzaria com os mesmos preços, pedimos 4 e pagamos 1 Cuc, como era o certo a se fazer.

 

 

Trinidad por sua beleza é muito turística e isso encarece a cidade e faz os cubanos pensarem que todos que estão ali tem muito dinheiro, depois dali fomos para a casa dar uma descansada do Sol forte, no quarto eu e Paulo discutimos sobre os nossos próximos passos, queremos conhecer Sierra Maestra e passar o feriado de 1 de Maio ( dia do trabalhador) em Santiago de Cuba, então estávamos discutindo as datas, e planejando com as poucas informações que nos temos, final da tarde saímos para tomar uma cerveja, encontramos um lugar que vendia macarrão com queijo por 1,25 Cuc´s, decidimos jantar ali mais tarde, Paulo pegou uma cerveja por 1 Cuc, e fomos dar uma volta por um bairro que ainda não tínhamos ido, la conhecemos uma senhora muito simpática que vendia lanches, sucos e bolachas por um preço muito em conta, o mesmo que em outras cidades e que ali em Trinidad ainda não havíamos encontrado, fizemos um lanchinho, batemos um papo e conhecemos a filha e a neta dela, uma graça, gastamos 1 Cuc para os dois e prometemos que nosso café da manhã seria ali, voltamos a casa, e fomos ao centro para conhecer a noite da cidade.

 

 

A noite chegou, fomos ate a praça principal onde tinha uma boa galera lá, tomamos 1 breja e ficamos trocando ideia, ali sem querer trombamos com um inglês que tínhamos conhecido em Havana, ficamos trocando mais ideia e trocamos contato, ate que deu 23 horas e fomos dormir, o corpo já estava pedindo arrego.

 

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Nono dia de viagem

28/04/2017 – Sexta Feira - Camaguey

 

 

Acordamos as 07:30 da manhã, arrumamos as mochilas e fomos tomar o café da manhã lá na mesma senhora do dia anterior, ali já compramos sanduíches para o almoço, fomos no terminal de ônibus e compramos as passagens para Camaguay (15 Cuc´s),seria a primeira vez que andaríamos de Viazul, saímos as 10 horas da manhã e chegaremos as 15 horas, porque teremos uma maldita parada para o almoço, aproveitamos e já compramos passagem para Santiago de Cuba (18 Cuc´s), sairemos a meia noite de hoje e chegaremos por volta de 6:30 da manhã, será um dia bem longo aqui em Cuba, teremos algumas horas para conhecer Camaguay, estamos dando esse sprint porque queremos passar o PRIMEIRO DE MAIO, um feriado muito importante aqui, em Santiago de Cuba, a segunda maior cidade da Ilha, terra de Fidel Castro e Jose Martí.

 

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Depois das 5 horas de viagem, chegamos a Camaguey e deixamos as mochilas no terminal mesmo, por apenas 2 pesos cubanos por item, lembrando que 1 Cuc = 24 pesos cubanos, ou seja, alguns centavos apenas, o centro estava distante em torno de 3 km e assim fomos andando ate lá, no caminho paramos para almoçar e fomos conhecer o centro histórico e a Praça da Revolução, bem bonitas por sinal. A cidade é muito bonita, e bem menos turística que Trinidad, tem um calçadão para caminhar com uma linha de trem cruzando a cidade, muito legal ver o trem passando por ali.

 

 

Como nosso ônibus era somente a meia noite, tínhamos muito tempo livre, ficamos sentados nas praças da cidade observando a vida local cubana, e as 19 horas decidimos ir para o Terminal e ficar por lá esperando o ônibus, jantamos sanduíches numa banca e só foi sentar e esperar o horário, conseguimos ver um pouco de novela brasileira na Tv Cubana, aqui as novelas são bem famosas e todos gostam, encontramos com um casal argentino que tinha vindo com a gente ate aqui e iriam para Santiago de Cuba também.

 

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Esse foi mais um dia na ilha, a correria tem sido grande, muita caminhada e sempre correndo atrás de informação, como estamos na pegada de fazer a viagem custando menos de 20 Cuc´s ao dia, temos que correr para caminhos alternativos para economizar grana, buscar casas um pouco afastadas do centro e sempre ver o melhor jeito de se locomover entre as cidades, dentro da cidade fazemos tudo a pé, nos proibimos de pegar qualquer tipo de transporte interno, tudo pela economia, se você tiver mais grana é mais fácil, nos terminais tem os ônibus da Via Azul e só ir comprando as passagens desejadas e chegando na cidade tomar táxi ate a casa desejada, a gente na viagem mais roots possível tem que ficar caçando restaurante popular para economizar uns 3 Cuc´s por refeição hehehe.

 

O bom que já estou me sentindo ate um explorador, desbravando as cidades cubanas, talvez fosse assim que os mochileiros dos anos 70,80 e 90 viajavam...

 

 

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Décimo dia de viagem

29/04/2017 – Sábado – Santiago de Cuba

 

 

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A viagem de ônibus durou 06 horas, e foi pesada, porque o ar condicionado estava no talo, era tanto frio que não consegui dormir, chegamos na cidade e já fomos procurar casa para poder dormir um pouco, geralmente estamos pagando 15 Cuc´s para os dois, mas agora o objetivo era tentar encontrar por 12 Cuc´s, fomos em uma casa, em duas e nada, na terceira eu falei “ Somos brasileiros e estamos viajando com pouco dinheiro, e vou ser sincero, estamos pagando 12 Cuc´s em outras cidades e estamos buscando o mesmo preço aqui em Santiago”; a mulher me olhou e falou “ mas nada de trazer mulheres para cá hein” hahaha assim conseguimos diminuir ainda mais o preço da hospedagem, dando uma folga no orçamento, mais uma batalha ganha para o projeto CUBARATO, assim fomos dormir algumas horas e acordamos as 13 horas e saímos para almoçar, trocar dinheiro, conhecer seus pontos turísticos e buscar informação para ir a Baracoa do jeito mais barato possível, queríamos ir de trem para ter essa experiência mas descobrimos que não tinha para esse trajeto, ônibus da Via Azul era 15 Cuc´s, nos táxis compartilhados negociamos para 12 Cuc´s e negocio fechado, então terça estamos com o transporte garantido.

 

 

 

Ao lado do terminal, 10 minutos andando, esta o cemitério onde Fidel esta enterrado e onde tem um monumento não só para ele, como para outras pessoas que morreram durante a Ditadura de Fulgêncio Batista, além deles há outro monumento dedicado ao Jose Martí, libertador de Cuba, mas tinha que pagar 3 Cuc´s para conhecer essa parte e achamos que não valia a pena, depois disso fomos a uma praça onde Fidel Castro declarou a vitória da Revolução Comunista, depois de ter a vitória confirmada, ele saiu de Havana ate sua cidade natal para fazer o primeiro pronunciamento, ate que deu 17:30 da tarde e resolvemos ir para casa, mas eu e Paulo nos desencontramos e eu tive que voltar sozinho, sorte que consegui encontrar o lugar, andei algumas ruas perdidos, mas consegui me localizar, ai foi hora de escrever um pouco e dar uma descansada para conhecer a noite de Santiago de Cuba.

 

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Quando deitei na cama senti umas dores no corpo e já comecei a me preocupar, geralmente depois de muito esforço físico, meu corpo não aguenta e começa a pedir arrego, já iam 10 dias de viagem, caminhando 4/6 horas por dia, em Trinidad passei dois dias a base de sanduíche e pedaço de pizza e na ultima noite peguei aquela friagem do ar condicionado que deve ter derrubado minha imunidade, mas a dor era pouca e assim saímos para jantar, depois fomos ate uma praça onde tinha muita gente escutando musica, pegamos uma cerveja e eu comecei a piorar, às 23 horas já estava na cama morrendo com as dores no corpo, dor de cabeça e febre, estava destruído, foi a pior noite da minha viagem, já estava começando a me preocupar de verdade, não queria perder nenhum dia de viagem por isso, tentei dormir e torcer para acordar melhor, sempre ando com remédios, mas deixei tudo no apartamento da Dona Teresa em Havana, só tinha uma cartela de Anador que é para dor de cabeça, o resto vai ter que melhorar na raça.

 

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Décimo primeiro dia de viagem

30/04/2017 – Domingo – Santiago de Cuba

 

 

 

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Passei a noite toda com uma agonia foda, único remédio que eu tinha era para dor de cabeça, tomei uns dois, as dores de corpo estavam piorando também, as 08 da manhã me levantei e a febre tinha passado, fui ao banheiro e pronto, estava com diarreia também, literalmente que merda, tomei um banho e fiquei sentado um tempo, a dona da casa muito simpática fez um café para mim e isso me deu uma animada, eu não queria perder um dia de viagem para ficar de repouso, logo hoje que íamos conhecer um castelo que fica a 10 km daqui, sai pela rua quase como um Walking Dead, fomos ate o ponto de ônibus e lá ficamos 02 horas esperando o bus passar, o bom que nesse tempo fui me recuperando aos poucos, já que estava quietinho sem fazer esforço físico, o busão não apareceu e resolvemos ir de táxi, a passagem do ônibus custava 0,05 Cuc´s, o taxi saiu 4 Cuc´s, como hoje é domingo tem pouco ônibus rodando, chegamos ao castelo, lá você encontra um lindo cenário para o mar e algumas praias desertas, mas a entrada ao museu era meio cara, pagamos 4 Cuc´s e não compensou, o museu é bem fraco, e se quisesse tirar foto ou fazer vídeo tinha que pagar mais, resolvemos voltar, mas não tinha mais táxi, andamos pela estrada pedindo carona, massem sucesso, poucos carros passavam por ali, ate que apareceu um moto táxi do nada, chamou um outro amigo dele e vieram falar com nós, assim pagamos 2 Cuc´s e voltamos para a cidade de moto.

 

 

 

Nessa hora a diarreia mandava seus sinais, voltei voando para a casa, depois de problema resolvido, fui almoçar mesmo eu nem sentindo muita fome, comi para ver se ajudava a melhorar, voltamos para casa de novo para eu dar uma descansada, a dor de cabeça e febre sumiu a dor de corpo ainda persiste firme e forte.

 

 

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No final da tarde resolvemos ir a Praça da Revolução, onde acontecera os festejos do Primeiro de Maio, a Praça fia a 04 km da casa, não devia ter feito essa caminhada toda, mas estava querendo conhecer, a praça é enorme, tem uma homenagem a Antonio Maceo, no mesmo estilo de Che e Camilo em Havana, após conhecer a praça, fomos jantar para depois tentar dormir mais cedo já que o Primeiro de Maio começa as 04 da manhã, mas decidimos chegar lá pelas 6/7 horas, na hora de dormir senti a dor do cansaço e foi uma noite longa e difícil.

 

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Décimo segundo dia de viagem

01/05/2017 – Segunda Feira – Santiago de Cuba

 

 

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Às 06 horas da manhã já estávamos acordados para ir aos festejos do primeiro de maio, eu tive uma mal noite de sono, febre voltou a atacar, as dores de corpo, enfim, já era o terceiro dia que não estava bem e isso estava me irritando, mas estava disposto a conhecer a festa do dia do trabalhador, lá se vai mais 04 km andando, fiquei por lá cerca de uma hora, tinha muita gente, muitas faixas e cartazes de apoio ao trabalhador, ao Fidel e a Cuba, mas comecei a me sentir mal, suando frio e voltei para a casa, assim decidi tirar o dia de folga, para somente descansar, fiquei somente na cama dormindo, olhando as fotos da viagem no note e batendo papo com os donos da casa.

 

Nas conversas, ela me disse que pode ser Dengue (aqui também tem essas merdas), ou foi só fadiga muscular mesmo, só saí de casa para almoçar e jantar, mesmo não estando com muita fome, mas a irritação tava grande, preciso melhorar logo para não perder nenhum dia, espero que amanha eu acorde bem, já que terei que pegar uns 2 caminhões no dia ate Baracoa.

 

 

 

 

 

 

 

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    • Por maria.alves
      Mas como assim, Cuba com menos de 10 dólares por dia? 🤨 
      É isso mesmo pessoal, e para sermos mais exatos, gastamos exatamente $8,70 dólares cada um por dia, mas como o nome do post diz, foi um mochilão raiz e por isso eu advirto vocês que NÃO FOI FÁCIL, mas é possível.😎 Então, antes de começarmos, preciso dizer duas coisas:
       - PRIMEIRO: Eu e meu namorado estamos fazendo um ano sabático e tivemos a oportunidade de encontrar bons preços nas passagens a cuba, saindo de Bogotá- Colômbia e depois seguindo a Miami/NY-Estados Unidos. Então lá vamos nós com pouca grana e sem ter pesquisado muito.🤦‍♀️🙆‍♀️🤷‍♀️
      -SEGUNDO: Falaremos a verdade, é bem difícil ser mochileiro em Cuba! Mas, porquê Maria? Porque é um país pobre, em que a maioria das pessoas pensam que “turistas tem dinheiro, cubanos que não tem dinheiro”, segundo que por ter duas moedas os preços são absurdamente diferentes para cubanos e estrangeiros e terceiro que sempre vão tentar tirar um pouco do seu suado dinheirinho. Além  disso, seu mochilão pode se complicar pelo fato de ser ILEGAL fazer Couchsurfing, trabalhos voluntários, acampar selvagem, difícil pegar carona e até mesmo comprar comida em um supermercado para cozinhar, pode ser muito mais caro que comer na rua. 🤑😮
      Mas se você é brasileiro e não desiste nunca, assim como nós, vamos te dar dicas e esmiuçar como fazer um mochilão raiz em Cuba.
      Mas antes de começar, queria falar rapidinho sobre o DICIONÁRIO CUBANO, ou seja, palavras próprias que vão te ajudar e muito a se "disfarçar" de Cubano:
      CORRER LAGUAGUA = pegar um ônibus 🚍 CORRER CAMIONES = pegar um caminhão que é adaptado como se fosse uma lotação 🚚 CORRER BOTELLA = pegar carona PUNTO AMARILLO = lugar aonde fica uma pessoa vestida de amarelo, que para transportes do governo para você, mediante a uma proprina.  MONEDA NACIONAL = peso cubano/ CUP * DÓLAR = peso convertível / CUC  (se fala CU ou Ce-u-ce)
      Lembrando que Cuba tem duas moedas, o peso cubano (CUP) e o peso cubano convercível (CUC), ISSO É DE EXTREMA IMPORTÂNCIA, porque?
                  1 DÓLAR = 0.96 CUC (-10% ... não compensa levar dólar)
                  1 EURO = 1,08 CUC
                  1 CUC = 25 CUP
      OU SEJA, 
                  1 CUC = 4,07 reais
                  1 CUP = 0,15 centavos.
      obs: é fácil diferenciar as moedas, porque o CUP sempre ter os ROSTOS DOS PERSONAGENS FAMOSOS e o CUC vai ter sempre a imagem dos monumentos nacionais aos mesmos personagens.

      Lembrem sempre disso quando comentarmos os valores nos posts. E não esqueça, é balela o assunto que não é possível trocar CUP, acontece que na casa de cambio primeiro vão trocar TODO seu dinheiro por CUC e se você quer uma parte em CUP só pedir que a pessoa troca tranquilamente.
      *Lembrando que essa viagem aconteceu em maio de 2019, então eu estou usando a cotação dos valores comerciais, para ficar mais fácil.
      _________________________________________________________________________________________________________
      OUTRAS DICAS  RÁPIDAS PARA ECONOMIZAR
      ÁGUA – O gasto com água pode se tornar absurdo se você comprar todos os dias, mesmo se comprar aqueles galões de 6l. Normalmente uma água de 500ml e 1,5l em qualquer lugar custa entre 1 CUC e 1,5CUC respetivamente, em alguns mercados você até encontra por menos, mas se você fizer essa conta pela quantia de dias que você vai ficar, vai ser um gasto bem grande só com água. Nós tomamos água da torneira e não morremos por causa disso. Quando possíve, fervíamos e depois descobrimos um truque de comprar uma solução de hipoclorito por 1 CUP e colocar 3 gotas por litro de água. Pronto problema resolvido. 🥳 CASAS DE FAMÍLIA – A opção mais econômica de hospedagem são as casas de particulares. Minha dica é reservar por AIRBNB porque normalmente sai mais em conta ou também você pode chorar as pitangas. Assim você pode conseguir casas entre 10 e 12 CUC, na temporada baixa. Hoje em dia, Cuba tem pontos de Wi-Fi (ETECSA), no qual você compra um cartão, que varia de 1h e 5hs (Preço: 1 e 5 CUC respectivamente) e procurar hospedagens com reserva instantânea (sem a necessidade de confirmação com o anfitrião). Pronto, não precisa engessar o roteiro reservando tudo de casa e pode procurar o preço mais acessível na hora. COMIDA – Sempre vai ter algum lugar que vende comida por CUP ou estatais. Geralmente são estabelecimentos simples, e as vezes (poucas vezes) você até vai ter que comer em pé, mas a diferença é absurda de preço e a comida em si, é a mesma.  
       

       
    • Por Carlos Arthur Newlands Junior
      1º e 2º dias – chegada 31/12 e 01/01
      Após uma conexão no Panamá – o aeroporto de lá é uma balbúrdia, a Copa Airlines faz praticamente todas as conexões e escalas dos voos entre as Américas e o Caribe lá (mas pra quem curte umas “comprinhas”, tem um baita free shop) – chegamos ao Aeroporto de Havana: Aeroporto Internacional José Marti, cujo nome homenageia o grande patrono da Independência cubana. Arme-se de paciência ao desembarcar: o despacho de malas é lento, e se você trouxe alimentos na bagagem de mão provavelmente vão te mandar pra inspeção sanitária (a inspeção é rápida - eu custei mais a descobrir onde é a inspeção do que o exame em si).
      Pra quem acha que Cuba é um país atrasado, a primeira surpresa é a possibilidade de fazer câmbio de moedas no ATM. Sim, é isso mesmo: no aeroporto há vários “cajeros automáticos” nos quais você coloca até E400 e o terminal te informa a cotação de conversão em CUCs, conta as suas notas e te disponibiliza o valor equivalente em CUCs – tudo isso após escanear seu passaporte. O sistema dos ATMs só permite no máximo duas trocas de E400, E800 no total (só fui descobrir isso após tentar inutilmente por várias vezes em vários terminais trocar E2000 e ler a mensagem “não foi possível efetuar sua transação”); além desse limite o câmbio é feito numa pequena casa de câmbio logo na saída do aeroporto. 1 CUC é em média um pouco mais do que um dólar estadunidense e um pouco menos que 1 euro. Por 30 CUCs o táxi do aeroporto te leva até Habana Vieja.
      A melhor coisa que fizemos foi optarmos por ficar em casa de cubanos. Fomos calorosamente recebidos por um simpaticíssimo casal de aposentados; os cubanos são muito acolhedores, falantes e bem humorados (e gozadores também). Já há algum tempo o governo cubano abriu essa possibilidade de renda extra aos locais, mas é tudo superregulado: o preço da hospedagem é fixado em 30 CUCs por dia e o café da manhã (ou desayuno em espanhol) é de 5 CUCs por pessoa. Vale a pena: o desayuno é farto e saudável, dá perfeitamente pra adiar o almoço pro fim da tarde.
      Como chegamos na virada do ano, sabíamos que estaria tudo fechado. Passamos o réveillon na casa de outro casal de cubanos que chamou vários brasileiros turistas para rompermos o ano juntos – também em Habana Vieja. Aí tomamos conhecimento de uma “divertida” tradição cubana (que explica porque não há festas na rua na virada do ano): o costume de jogar água pela janela das casas à meia noite de 1º de janeiro (para descarregar a “sujeira” do ano que finda). Da varanda da casa onde passamos o réveillon assistimos vários transeuntes ficarem encharcados com essa brincadeira (me lembrou as histórias que escutei e li sobre o antigo entrudo).
      Como 1º de janeiro também estaria tudo fechado, resolvemos passar o dia na praia. Pegamos o ônibus de turismo na Praça Central (ônibus supermoderno e confortável) até a Praia de Santa Maria – belíssima: água cristalina, morna e sem onda. Por 6 CUCs aluga-se duas espreguiçadeiras e um guarda-sol muito bons.
      Na volta da praia, paramos para uma “almojanta” às 5 da tarde; depois de andar pela Calle Obispo (um dos pontos mais badalados de Habana Vieja, com muitos bares e lojas) encontramos o restaurante La Caribenha com preços ótimos: lá se pode almoçar um prato bem servido de espaguete por 2 CUCs e saborear um enorme copo de suco de manga natural por 1,5 CUC. Ah, detalhe importante: o padrão em Cuba é que a gorjeta (“propina”, em castelhano) não é cobrada na conta; o cliente dá (se quiser) diretamente ao garçom ou garçonete.
      3º dia – 02/01
      Na quarta-feira 03/01, já com tudo aberto, iniciamos nosso circuito cultural. Começamos pelo icônico Museu da Revolução (situado no antigo palácio presidencial). Há uma quantidade não muito grande de objetos históricos, mas extremamente significativos (como a boina de Che Guevara e o chapéu de Camilo Cienfuegos em Sierra Maestra, o cachimbo de Che, alguns equipamentos de radiocomunicação da guerrilha e a maca na qual foram transladados os restos mortais de Che da Bolívia para Cuba) e muitas fotos e reproduções de jornais da época. O Museu faz uma cuidadosa reconstituição histórica desde as guerras de independência até a Cuba de hoje; com grande destaque (um andar inteiro) para a Revolução de 1959, mas abordando também as agressões imperialistas (é especialmente tocante o mural sobre o criminoso atentado perpetrado pro agentes a serviço da CIA contra o avião civil da Cubana de Aviacion que resultou na morte de todos os passageiros e tripulantes) e as realizações e conquistas da Revolução: o fim do analfabetismo, a reforma agrária, o fim da privatização das praias e a sua liberação para o lazer do povo, a nacionalização das empresas de energia e telecomunicações, a universalização da saúde e educação públicas, entre tantas outras.
      Do Museu da Revolução se passa por dentro para o Memorial Granma – com um impressionante material bélico preservado da época. Dois itens em especial me chamaram a atenção: o PRÓPRIO IATE GRANMA acondicionado num esquife climatizado de metal e vidro (não se pode tocá-lo, mas se pode ver) e um destroço do avião espião estadunidense U2 derrubado por um míssil terra-ar (com um exemplar idêntico do míssil ao lado). Pra quem não conhece a História, o Granma foi o iate que os revolucionários do Movimento 26 de Julho liderados por Fidel Castro compraram no México para retornar a Cuba – 80 guerrilheiros num iate projetado para 20 pessoas; hoje, Granma é o nome do jornal diário editado pelo Comitê Central do Partido Comunista Cubano.
      Do Museu da Revolução e Memorial Granma, saímos e fomos ao Museu de Arte Cubana ao lado (aliás, é absolutamente impressionante a quantidade de museus que existe neste país: se bobear, há mais museus em Havana do que no Brasil inteiro - são 63 apenas em Ciudad de La Habana). Quando estivemos lá, estava montada uma exposição temática da arte moderna cubana e sua evolução, desde o período anterior às guerras de independência até os dias de hoje. O ingresso ao Museu de Arte Cubana dá direito de entrada também no Museu de Arte Internacional – este fica ao lado do Parque Central. No Museu Internacional estavam montadas exposições de vários artistas, inclusive um pop art kosovar.
      Saindo do Museu Internacional demos mais uma caminhada pela Calle Obispo – o point mais agitado de Habana Vieja, lotado de turistas e também de cubanos – e encontramos mais um museu: o Museu dos CDR (Comitês de Defesa da Revolução), organismos do poder popular de bairro. Os CDR foram criados apenas 3 anos após a derrubada de Fulgêncio Batista (são muito anteriores à Assembleia Nacional); quando criados, incorporavam cerca de 50 mil membros: hoje são mais de 8 milhões.
                      4º dia – 03/01
                      Hoje nossos dois principais objetivos eram: comprar a passagem para Trinidad e ir à Praça da Revolução. A melhor opção para adquirir passagens de Havana para Trinidad e Cienfuegos é na Interhotéis: uma parceria entre a viação estatal e os hotéis privados, assim se pode comprar o bilhete em qualquer hotel. O problema é que tem que ser com uma certa antecedência: hoje já não tinha passagem para dia 07 pela manhã, segundo a atendente do Hotel Plaza, que conseguiu um táxi coletivo privado – privado, mas regulado pelo Estado e pago antecipadamente no hotel – pelo mesmo preço da viação: 35 CUCs por pessoa (depois soubemos que em outros hotéis havia passagem disponível).
                      Pegamos então o ônibus de tour turístico – uma “jardineira” igualzinha a que circula no Rio, em Madrid ou em Paris: dois andares com superior coberto ou aberto, que se paga 10 CUCs por pessoa e se pode saltar em qualquer das paradas e subir novamente em outro da mesma linha com o mesmo ticket. Descemos na Praça da Revolução – enorme, com os dois painéis em homenagem a Che Guevara e Camilo Cienfuegos nos prédios como que delimitando os limites da praça. Além do visual esplendoroso, o grande “tchan” é o Memorial José Marti, o “Pai da Pátria Cubana”. Marti aqui é tão ou mais reverenciado do que Fidel e Che, até pelo fato de que Marti foi um herói mártir na luta pela independência de Cuba. O Memorial é belíssimo, com dezenas de documentos originais da produção política de Marti (incluindo muitos manuscritos) e num esquife de vidro expostos um revólver e o fuzil utilizados por Marti na guerra. Por 4,50 CUCs se visita o Memorial com direito à subida no Mirante (“mirador” em castelhano) com uma vista ABSOLUTAMENTE ESPETACULAR não só da Praça da Revolução mas de praticamente toda a Havana, e com direito a urubus voando ao seu lado na janela.
                      Dali voltamos ao tour bus e continuamos até a parada do Cemitério , o maior da América Latina e 3º maior do mundo. Parece estranho colocar um cemitério como ponto turístico, mas nos sete quarteirões de área do cemitério há muitas sepulturas que são verdadeiras obras de arte, além de um lindo monumento aos bombeiros.
      Do Cemitério, pegamos um coletivo cubano - baratíssimo (0,50 cents de peso cubano CUP - que vale 1/25 de CUC), velho e lotadérrimo igualzinho aos ônibus de subúrbio carioca – e fomos à Copélia. A Copélia é uma sorveteria afamada e uma “instituição habanera”: filas enormes para os cubanos que pagam em CUPs e sem fila para os turistas que pagam em CUCs – mas o turista não pode subir ao charmoso salão.
      Ao lado da Copélia fica o famoso edifício Habana Livre, hoje um hotel da rede Meliá, e no 22º andar (pedindo com jeitinho à recepção eles liberam a subida) há um lounge no meio do andar com janelas panorâmicas para os dois lados. Como Havana tem pouquíssimos prédios altos e o Habana Livre fica no alto de La Rampa, a mais famosa ladeira de Havana, das duas janelas deste lounge se vê praticamente toda a cidade. Em La Rampa, pertinho do Habana Libre está o famoso jazz club cubano La Zorra e El Cuervo. Descendo até o Malecón fica o Hotel Nacional – antigo, histórico e cheio de significados.
      Um aspecto muito interessante deste bustour é que não se limita às “áreas turísticas” da cidade: como percorre vários bairros, passa por muitas áreas residenciais. Assim, pudemos ver o tipo de moradia predominante no bairro de Vedado: nada muito diferente do subúrbio carioca.
      5º dia – 04/01
      Hoje foi um dia muito especial: saímos com um grupo de brasileiros ciceroneado pelo camarada Luís Caballero, velho militante revolucionário e uma enciclopédia ambulante de história cubana. Já de cara passamos na Casa del Habano, uma espécie de museu (mais um!) do tabaco no edifício onde funcionou anteriormente a Fábrica de Tabacos Partagás. Fundada em 1845, a Partagás é uma instituição nacional cubana; estatizada desde a Revolução, continua fabricando os melhores charutos do mundo das afamadas marcas Cohiba (a preferida de Fidel Castro), Montecristo, Romeu e Julieta, Robaina e da própria Partagás.
      Dali passamos pela Praça da Amizade Latino Americana, uma praça cercada por uma grade de metal circular com uma frase de José Marti sobre a amizade dos povos gravada na borda superior. Nesta praça, cada representante de um país da América trouxe uma semente e um pouco de terra para simbolizar a “terra de Latino América” e também foi erguido um bronze de um herói da independência nacional. No caso do Brasil, uma polêmica: o primeiro busto colocado foi o de Tiradentes, mas posteriormente nos anos 1990 o então Prefeito de Santos, o saudoso companheiro Davi Capistrano Filho, trouxe o busto de José Bonifácio: para Davizinho (como era carinhosamente chamado) Tiradentes havia sido um “herói fabricado pelos militares que deram um golpe militar ao proclamarem a República”, e o Patriarca da Independência seria mais efetivamente importante para a Independência do Brasil.
      Seguindo rumo ao Museu da Revolução, passamos na frente da Associação Cultural Yorubá de Cuba. Cuba, como o Brasil, tem uma enorme população de origem africana em função da escravidão; das religiões de matriz africana, a mais influente em Cuba é a yorubá. Em seguida, circundamos o Teatro Marti, local onde foi escrita a primeira constituição republicana de Cuba. Como já disse, Marti é quase onipresente em Cuba: Luís Caballero nos para na Praça Central em frente à estátua de Marti e nos conta a história do massacre dos estudantes em Cuba pela Coroa Espanhola, os eventos no Hotel com as perseguições lá ocorridas que ficaram conhecidas como as “batalhas café com leite” e o significado de haver 8 jardineiras e 28 palmeiras na Praça Central: as jardineiras homenageiam os 8 estudantes assassinados pela Coroa Espanhola e as 28 palmeiras referem-se ao dia 28, dia de nascimento de José Marti. Circundamos ainda a Escola Nacional de Balé de Cuba antes de retornarmos ao Museu da Revolução e ao Memorial Granma; já havíamos estado lá anteriormente, mas com este guia a visita cresce enormemente de qualidade e de conteúdo.
      À noite, fomos visitar a Sinagoga de Cuba, a Beit Shalom no bairro de Vedado em Havana. A comunidade judaica em La Isla é bem pequena (cerca de 1.000 pessoas) mas mantém suas tradições culturais e religiosas; a Beit Shalom é da linha não ortodoxa. Além da bela instalação da sinagoga, um mural de fotos me chamou a atenção: nele estavam Fidel e Raul participando de atividades no local. Por este mural de fotos, ficamos sabendo que em 1990 houve o primeiro encontro de Fidel com líderes religiosos (lembremos que, até o início dos anos 80, a Revolução tinha a política de definir o Estado cubano como ateu). Ao lado da sinagoga funciona o Centro Cultural Bertold Bretch. Terminamos a noite tomando mojitos em La Bodeguita Del Medio, um pequeno charmoso e afamado bar em Habana Vieja frequentado por Hemingway (que dizia ser o mojito de La Bodeguita o seu favorito, bem como o dayquiri da Floridita).
      6º dia – 05/01
      Hoje pela manhã fizemos duas visitas guiadas: O Capitólio e ao Gran Teatro Nacional Alicia Alonso. Os dois prédios são antigos, suntuosos e belíssimos: valem o preço do ingresso (10 CUCs para o Capitólio e 5 CUCs para o Teatro). O Capitólio foi construído no final dos anos 20 do século passado e inspira-se no Capitólio estadunidense, mas a torre é mais alta e é o único Capitólio do mundo que tem jardins internos (um deles com uma estátua instigante representando Lúcifer não como um demônio, mas como um anjo negro rebelde de asas caídas).

      O Teatro Alicia Alonso é uma das três exceções em Cuba, que tem como política não homenagear pessoas vivas; como Alicia foi a grande responsável pelo enorme desenvolvimento do balé cubano e por anos dirigiu tanto o Balé Nacional de Cuba quanto a Escola de Balé, a Assembleia Nacional de Cuba lhe prestou essa homenagem, não apenas dando-lhe o nome do Teatro mas também colocando em seu interior uma estátua de Alicia dançando.
      Terminamos o dia assistindo um espetacular show de jazz cubano no La Zorra e El Cuervo (imperdível), com direito a um endiabrado baixista que tocava ao mesmo tempo um baixo de 6 cordas (nunca tinha visto antes), bongô e tumbadora. A entrada custa 10 CUCs de couvert artístico, mas que dá direito a 2 drinques. Uma única observação: vá de calça comprida e casaco, pois o ar condicionado da casa é congelante.
      7º dia – 06/01
      Nosso grande programa de domingo foi assistir O Lago dos Cisnes no Gran Teatro Nacional Alicia Alonso com o Ballet Nacional de Cuba! Foi uma tremenda sorte nossa: ao irmos ao Teatro na visita guiada percebemos que O Lago dos Cisnes estava em temporada. Perguntamos na bilheteria e havia ingressos para a sessão de domingo!
      Quem vier a Havana não pode perder esse espetáculo se estiver em cartaz. É “apenas” um dos melhores grupos de balé do mundo dançando a PRIMEIRA COREOGRAFIA ESTRELADA POR ALICIA ALONSO – um primor de técnica e interpretação num teatro belíssimo.
      Na saída do Teatro, resolvemos jantar num bom restaurante para comemorar o feito. Nossa feliz escolha foi o La Viña de Plata, ao lado da badalada Floridita: ótimo camarão grelhado (o melhor que comemos até agora em Havana) e uma taça de um ótimo vinho Carmenere chileno por um preço absolutamente justo.
      8º dia – 07/01
      Despedimo-nos de Havana e iniciamos nosso tour pelo interior. Primeira cidade: Cienfuegos.
      Depois de 3 horas no táxi coletivo – um Peugeot com mais de 15 anos de fabricação em que o velocímetro e o medidor de combustível não funcionavam e não tinha manivela nos vidros traseiros - nós dois e um casal de vietnamitas chegamos a Cienfuegos. O lado positivo é que o Peugeot velho, além de encarar valentemente as 3 horas de estrada, ainda nos deixou na porta de nosso destino: o Hostel De Las Marias. Nos hospedamos num ótimo quarto na casa de Rosa Maria, que mora com sua família, incluindo os pais idosos e uma gracinha de filha pequena. O desayuno segue o padrão de fartura que se anuncia nas casas de cubanos.
      Saímos para conhecer a pé a cidade – uma graça, com uma arquitetura muito diferente, com um certo estilo de colunas gregas em vários prédios. Procurando um local para almoçar, encontramos um à beira mar tão bonito e charmoso quanto caro e vazio; na segunda paralela já encontramos uma ótima opção por um preço justo no Punta Gorda Grill.
      Terminamos a tarde com um programa imperdível: música cubana ao vivo no por do sol no castelinho na ponta final de Punta Gorda. Os músicos, além de muito talentosos, são extremamente simpáticos e adoram música brasileira – e se você é músico eles sempre dão a chance de uma canja.
      Um parênteses: além de conhecerem música brasileira, eles também demonstraram acompanhar a política do Brasil e sabem o que significa a vitória eleitoral de Bolsonaro. O registro que faço agora entre parênteses é que caminhando pela cidade fomos abordados no meio da rua por um rapaz de bicicleta que, muito educadamente, nos perguntou se éramos brasileiros. Ao confirmarmos, ele desatou a falar sobre a eleição do capitão fascista e da retirada dos médicos cubanos do Brasil, mostrando-se indignado com o fim da assistência médica aos brasileiros mais pobres; nos despedimos com ele desejando “que Deus se apiede dos brasileiros”.  Nossa percepção é que este entendimento de que Bolsonaro é um fascista aliado de Trump e inimigo de Cuba e dos trabalhadores brasileiros está generalizada em La Isla.
      9º dia – 08/01
                      Nosso segundo e último dia em Cienfuegos serviu para confirmar que 2 dias aqui é suficiente: a cidade é muito bonitinha, mas não tem uma grande quantidade de locais importantes para visitar. Logo pela manhã, andando pelo Centro Histórico deparamo-nos com a sede local do ICAP – Instituto Cubano de Amizade com os Povos. Fui recebido pelo camarada Reinaldo Suárez responsável pelo espaço, que nos indicou conhecer um trabalho comunitário artístico ali perto de arte e tradições africanas, com uma exposição de belíssimos trabalhos de artistas locais.
                      Dali fomos ao cais e tomamos a barca – uma versão anos 60 e menor da Barca Rio-Niterói (até os salva-vidas de cor laranja dispostos em estrados de madeira presos ao teto são iguais) por 40 minutos até chegar ao Castillo de Aguas, onde fica a Fortaleza, que hoje é um museu da época da dominação espanhola. Além da construção em si e das peças em exibição serem muito interessantes, a vista de cima da fortaleza é um espetáculo à parte. Almoçamos por aqui mesmo no restaurante El Pescado: ambiente rústico com uma linda vista para o mar (lembra os restaurantes à beira dágua de Pedra de Guaratiba) e ótima comida por um preço justo. Ainda pudemos pagar neste restaurante o “táxi barco” deles para voltar direto ao cais de Cienfuegos – 25 CUCs o casal: um pouco salgado mas muito mais agradável.
                      Voltando ao centro histórico de Cienfuegos, ainda encontramos uma simpática feirinha de artesanato com lindas peças. Além de saborear o sorvete da Copélia local, ainda adquirimos um belo retrato de Che Guevara pintado a nanquim pelo talentoso jovem artista Luis Alvarez. Luis viu nosso interesse por um retrato de Fidel do mesmo tipo e nos disse: “termino em uma hora”. Como estávamos já indo pra “casa”, combinamos que ele nos levaria no dia seguinte de manhã para o hostel antes de nossa partida para Trinidad e pagaríamos lá.
                      Acabamos jantando no mesmo Punta Gorda Grill de ontem – nossa intenção inicial era apenas lanchar sanduíches, mas não encontramos nada que nos agradasse por ali. Os pratos são bem servidos e os preços são bons: jantamos uma bela peça de carneiro e uma enorme salada por 20 CUCs, incluindo os sucos de abacaxi (aliás, o abacaxi em Cuba é pequeno e deliciosamente doce).
      10º dia – 09/01
                      Enquanto esperávamos o táxi coletivo que nos levaria a Trinidad, chega o emissário do Luis Alvarez com o retrato de Fidel pronto. Chega o táxi: um Ford Studebaker 1956! O jovem que o dirige faz este percurso todos os dias de segunda a sexta, é o seu trabalho. Pergunto se o carro é original e ele responde sorrindo “não, é um Frankenstein”. Eu já tinha percebido que não era original por que o carro tem banco único na frente mas a alavanca do câmbio não é na direção como nos carros da época. Aí ele me conta que o motor é da Mitsubish e que os freios não são os velhos de lona, e sim modernos de pastilha; o companheiro Luis Caballero já havia nos contado que a maioria dos carrões americanos antigos de Cuba foi sendo mexido e trocado, porque com o bloqueio não havia como conseguir peças de reposição. Também já tínhamos notado que há uma certa quantidade de carros mais novos em Cuba, NENHUM AMERICANO: são basicamente Mitsubish, Huyndai e Peugeot – além de uma boa quantidade de velhos Lada.
                      Fomos no táxi coletivo com mais um casal de italianos e um rapaz espanhol, todos de esquerda: o único que não era um defensor do socialismo era o motorista cubano (o primeiro crítico do regime que encontramos). Mesmo assim, ele reconhece que Cuba é um país muito seguro (ao contrário do restante da América Latina) e que não há uma gritante desigualdade porque “em Cuba não se permite ricos”; mas reclama da moeda nacional (“dinheiro cubano, isso não vale nada”), do alto preço das peças de reposição de automóvel, diz que os habitantes de Havana são mal vistos pelo resto do país e que “os funcionários do Estado em Cuba trabalham mal porque os salários são baixos” (palavras dele – para registrar, até agora não fomos mal atendidos em nenhum serviço estatal).
                      Chegando em Trinidad, tivemos a surpresa de descobrir que pela primeira vez não ficaríamos em uma casa de cubanos, e sim em um hostel propriamente dito, charmosíssimo por sinal. Sobre o centro histórico de Trinidad, só uma frase a dizer: QUE CIDADE LINDA! Tanto pela arquitetura quanto pelo tipo de calçamento, Trinidad lembra demais Paraty do RJ – ganhou com muita justiça o título de Patrimônio da Humanidade.
                      Passamos o dia flanando em Trinidad e terminamos a tarde na Casa de Música, que na verdade é um grupo de bares instalado em uma escadaria. O detalhe charmoso é que o sol se põe exatamente de frente para essa escadaria, que também está num point badalado de outros bares (além de ter o hot spot da internet pública), então no fim da tarde fica cheio. Tomar um mojito assistindo a um bel por do sol e ouvindo música cubana é muito bom.
                      Em nossa caminhada pelo centro histórico de Trinidad, nos deparamos com um cartaz na porta da Igreja Batista contra a constitucionalização do casamento igualitário. É um pouco chocante constatar na prática que numa democracia popular o atraso fundamentalista tenha ainda forte presença política.
                      À noite, fomos à Canchamcharra, um bar com música cubana ao vivo. O bar tem um ambiente supercharmoso, você pode sentar em poltronas ou sofás e o grupo é muito bom. O único alerta é: coma alguma coisa antes de ir, porque lá não tem petiscos, só bebida.
                      O que não foi legal foi o fim da história: como não tinha opção de comida na Canchamcharra procuramos um local para lanchar e optamos por um bar de tapas e lanches. O aspecto do bar é charmoso, mas o serviço foi ruim: o hambúrguer veio em pão de forma; o suco de manga não era natural e o gosto mais parecia de pêssego; pra “fechar com chave de framboesa”, a conta veio com um “opcional” de 2 CUCs (mais de 10%) que nos recusamos a pagar e o troco ainda veio errado. Mas... “faz parte”: até agora, o único pequeno senão da viagem.
                      Uma dica: na mesma rua ficam a Canchamcharra, a filial da Bodeguita Del Medio em Trinidad e a Zelatto – esta é uma sorveteria artesanal com o melhor sorvete que tomei em Cuba (aqui entre nós e assumindo o risco de “cometer uma heresia”, muito melhor do que o da Copelia).
      11º dia – 10/01
                      De manhã o tempo em Trinidad estava nublado, mas acabamos decidindo ir à praia assim mesmo pegando o bustour das 11:00h. O ônibus turístico de dois andares custa 5 CUCs por pessoa ida e volta. Foi ótimo: chegando na belíssima Praia Ancón, o tempo estava aberto. Lá também se aluga boas espreguiçadeiras por 2 CUCs cada.
                      Nosso plano inicial era ficar até o último horário de volta do bustour, 18:00h. Assim, por volta de 13:30h pedimos ao bar da praia 2 sanduíches e dois sucos de manga. O custo acabou ficando salgado: 3 CUCs por um sanduíche misto quente com pepino e tomate até vai, mas 3 CUCs por um copinho de suco de manga (gostoso) mas que tem mais gelo do que suco já é abusivo. Como o sol estava bem forte, decidimos retornar no bustour das 15:30h (depois desse, só às 18:00).
      12º dia – 11/01
                      Na volta de Praia Ancón no dia de ontem já adquirimos na Cubatur o passeio para Cayo Blanco. Os cayos são ilhas pequenas nas proximidades da grande ilha de Cuba.
                      Para chegar à marina de onde sai a escuna é necessário pegar um táxi. Tratamos um taxista para a ida e volta por 16 CUCs (os táxis em Cuba não têm taxímetro, o valor da corrida é negociado antes com o motorista). O carro era outra relíquia: um Citröen 1956 “Chocolate and Pepper” (vermelho e preto)! Obviamente, também era um “Frankenstein”: o motor é de Lada (mas pelo menos nesse o velocímetro funcionava).
                      O passeio custa 50 CUCs por pessoa, incluídos: bebida a bordo da escuna – mais moderna do que as que usamos na Bahia – almoço na ilha (“paella cubana”: arroz misturado com camarão, pedaços de lagosta e de frango, muito saboroso) e snorkel para mergulhar e ver o recife de coral próximo a Cayo Blanco (muito bonito). Um detalhe interessante é que a energia elétrica do restaurante de Cayo Blanco é fornecida por baterias solares.
      A ilha é bem pequena, dá pra circulá-la toda a pé em menos de meia hora; do lado oposto ao cais e restaurante na ilha está um belo cemitério de corais.
      Uma nota peculiar: decidimos por Cayo Blanco ao invés de Cayo Iguana porque o tempo de deslocamento é bem menor: são menos de 2 horas de barco para Cayo Blanco e quase 3 horas para Cayo Iguana – mas Cayo Iguana tem o charme especial de ser uma reserva ecológica com muitas iguanas, enquanto a presença deste réptil em Cayo Blanco é mais rara. Já estava sentindo uma pontinha de frustração por não termos encontrado nenhuma iguana... e eis que aparece tranquila e majestosa: foi a festa da criançada e dos turistas.
                      Terminamos a noite em Trinidad num local inusitado para a imagem tradicional de Cuba: um bar temático de Beatles chamado Yesterday, com um show ao vivo de Beatles e rock . A banda é muito boa, toca Beatles com uma pegada mais roqueira, além de várias músicas de outros grupos de rock como Led Zeppelin, Pink Floyd, Roxette e Deep Purple. O guitarrista mais jovem – com uma vestimenta tipicamente grunge – deu um show especial à parte: antes da apresentação começar (com o grupo já no palco) o som ambiente tocava Led Zeppelin e o garoto reproduziu o solo de Jimmy Page em Starway to Heaven nota por nota!
      13º dia – 12/01
                      Decidimos ficar apenas em Trinidad, dando a última volta a pé pelo Centro Histórico. Após andar bastante, paramos para almoçar e decidimos pelo restaurante Plaza Mayor, próximo à praça de mesmo nome: por 10,5 CUCs come-se quanto quiser de um ótimo e sortido bufê, com sobremesa incluída.
                      À noite foi a festa de aniversário da cidade, com um show de apresentações em frente à escadaria. No dia seguinte pela manhã, realizou-se uma cerimônia na praça. Como estávamos já bastante cansados e o show ia começar às 22:00h, nos recolhemos cedo, pois no dia seguinte já iríamos para Santa Clara.
      14º dia – 13/01
                      De manhã pegamos o táxi coletivo para Santa Clara – mais uma “relíquia Frankstein”: um Bel Air 1956 com motor Huynday. O carro pagou para pegar mais um casal de holandeses, sendo que ele falava português e ela inglês. Como o taxista também falava inglês, a viagem foi uma verdadeira babel de conversas em inglês, castelhano, português e holandês. No meio do trajeto demos uma parada num “tienda” de beira de estrada em frente a um belíssimo painel de Che Guevara.
                      Chegamos em Santa Clara e nos instalamos em mais uma acolhedora casa de cubanos. Dali fomos a pé até o Monumento Trem Blindado: o trem que transportava uma guarnição do exército de Fulgêncio Batista e que a coluna de Che descarrilhou e forçou a rendição da tropa batistiana. O detalhe épico é que a coluna de Che contava com apenas 18 homens e guarnição batistiana com mais de 300, mas no fim de dezembro de 58 a moral das tropas do exército de Batista era tão baixa que eles se renderam a Che. Por 1 CUC pode-se visitar a instalação e entrar nos vagões – essa que é a parte legal, pois dentro de cada vagão há uma exposição contando parte da história.
                      Perto dali fica a sede provincial do Partido Comunista Cubano; em frente à sede está a icônica e belíssima estátua de Che Guevara caminhando com um menino no colo. A sede é bem ampla, mas só o saguão é aberto à visitação.
                      Caminhamos para o Parque Vidal, onde está o Hotel Santa Clara Libre, outro ponto cuja tomada foi crucial para a vitória da coluna do Exército Rebelde liderada por Che. No caminho, encontramos uma farmácia como aquela dos velhos tempos, com enormes estantes e balcão de madeira: só faltava estar escrito “Pharmacia” no letreiro. Almoçamos no restaurante Casa do Governador, que apesar do nome pomposo e do aspecto chique tem preços bem razoáveis e ótima comida.
      No Parque Vidal, pegamos um táxi para visitar a Loma Del Capiro: o ponto mais alto da cidade e cuja tomada representou uma vitória militar muito significativa para o Exército Rebelde. A vista daqui de cima é linda, vê-se toda a Santa Clara. Há um monumento em homenagem ao Comandante Guevara e duas bandeiras, a de Cuba e do M 26/07 – mas na hora que chegamos (fim da tarde) as bandeiras já haviam sido recolhidas.
      Terminamos a noite assistindo ao Encontro de Trovadores no espaço cultural El Mejunje, idealizado por Miguel Diaz-Canel quando era Secretário do Partido na região de Santa Clara e que é um ponto de encontro da comunidade LGBT.
      15º dia – 14/01
      Hoje passamos o dia em Cayo Santa Maria; para lá se vai de carro. Não é um programa barato: o táxi cobra 60 CUCs pra levar e trazer; e, como a praia é de um resort, tem que pagar 5 CUCs por pessoa para entrar – o que dá direito a um drink no bar da praia. Apesar de caro, é imperdível: a praia é lindíssima, um típico mar do Caribe de água absolutamente cristalina e calma, e com uma grande quantidade de gaivotas que não se importam em nada com a presença de humanos. Pra variar, o táxi era mais um carrão antigo modificado: um Pontiac 1956 com motor Nissan.
      Um espetáculo à parte é a explicação de porque se chega lá de carro. É uma impressionante obra da engenharia civil cubana: aqui e em vários cayos da região de Varadero eles construíram estradas por cima do mar, ASSENTADAS EM PEDRAS JOGADAS AO MAR! Para Cayo Santa Maria, são 37 km de estrada COM MAR DOS DOIS LADOS!
      A história dessas estradas chega a ser lendária. Fidel era apaixonado por caça submarina, e por questões de segurança pessoal ele a praticava quase que clandestinamente nos cayos. Quando Cuba começou a investir no turismo, Fidel teve a ideia visionária de ligar os cayos por estrada sobre o mar. Na época, os ecologistas e ambientalistas criticaram o projeto original, argumentando – e com toda a razão – que um “paredão” de pedra cortando o mar iria interferir no regime das correntes marinhas e prejudicar a circulação dos peixes. O que fizeram então? Fotografaram a região do alto, estudaram as rotas dos cardumes e das correntes marinhas e o “paredão” de pedras tem 37 pontos de interrupção, sobre os quais foram construídas pontes – a maior delas inclusive permite a passagem por baixo de barcos pesqueiros.
      Almoçamos no restaurante do resort, que também não pratica preços extorsivos. À noite jantamos no restaurante Sabor e Arte em Santa Clara, um ótimo e simpático local frequentado por cubanos com preços no cardápio expressos em CUPs – mas a conversão é muito fácil: é só dividir por 25. Por 10 CUCs se come uma ótima lagosta.
      16º dia – 15/01
      Nossa despedida de Santa Clara foi uma bela caminhada do Parque Vidal até o Memorial de Che Guevara – são mais de 20 quarteirões. O monumento é encimado por uma enorme e belíssima estátua do Comandante, e tem as partes externa e interna. Do lado de fora, frases de Che e mapas de suas expedições guerrilheiras da coluna que liderou no Movimento 26 de Julho. A parte interna não pode ser fotografada: numa sala tem o Memorial propriamente dito, com uma excelente exposição de fotos, documentos e objetos de Che; na outra sala estão guardados os restos mortais do Comandante – repatriados da Bolívia após décadas – e de seus companheiros mortos das guerrilhas da Bolívia . Além disso, atrás há um outro pequeno cemitério dos guerrilheiros de Sierra Maestra da coluna liderada por Che, ainda com várias lápides sem nome (aguardando pelos companheiros ainda vivos).
      17º dia – 16/01
      Saímos cedo para pegar o ônibus da Via Azul no terminal de Santa Clara rumo ao nosso penúltimo destino: Varadero. Confesso que o aspecto externo do busão era bem cacarecado e dava uma certa preocupação, mas internamente o ônibus era bem razoável e chegamos em Varadero com tranquilidade, após 2 horas e meia de estrada. Também em Varadero optamos por ficar em casa de cubanos, e novamente fomos super bem atendidos e alojados por uma família simpaticíssima.
      Se Havana Velha parece a Lapa/Santa Teresa, Trinidad lembra demais Paraty e Cuba em geral parece o subúrbio carioca, Varadero é o Recreio dos Bandeirantes do Rio: um balneário supermoderno com praias lindíssimas, mas extremamente americanizado e formatado para turistas. Varadero na verdade é uma compridíssima e estreita restinga: uma faixa de terra que avança pelo mar por mais de 30 km, mas que só tem 300m de largura – então tem “mar dos dois lados”. Do lado “direito” de quem entra em Varadero por Matanzas é litoral de pedras; as praias – e os resorts – estão todas do lado “esquerdo”.
      Em Varadero praticamente a única (e ótima) coisa a fazer é curtir praia: linda, com água azulada e cristalina – só que nestes dias não está a “piscina” tradicional, em função dos ventos mais fortes e do tempo mais instável (chegou a ter bandeira vermelha antes de nós chegarmos). Uma observação: neste período de janeiro (que é inverno no Hemisfério Norte) se o sol se esconde atrás das nuvens sente-se frio na praia, porque o vento é constante.
      Outra coisa: nos restaurantes, nem sempre boa apresentação visual significa boa comida. Almoçamos num restaurante simpático da 1ª Avenida, mas o camarão estava “burocrático”.
      À noite, entretanto, a coisa foi diferente – para melhor. Marcamos de jantar com um grupo de amigos brasileiros no restaurante Casa de Al, que é a antiga casa de Al Capone em Cuba (na qual ele guardava a bebida que comercializava ilegalmente durante a Lei Seca). O restaurante é um charme, a comida é muito boa, tem uma ótima carta de vinhos e os preços não são extorsivos. No verão, o charme adicional é almoçar no terraço de vista para a praia, mas no inverno à noite fica impossível: aí é no ambiente interno mesmo.
      18º dia – 17/01
      Por volta das 07:00h da manhã fomos acordados pelo barulho da chuva. Pensamos de cara: “e agora? Balneário com chuva é um baita tédio”... voltamos a dormir e, grata surpresa: às 10:00h já estava um lindo dia de sol. A dona da casa nos explicou que por aqui é assim mesmo: quando chove é chuva rápida e logo o tempo abre.
      Após o ótimo desayuno padrão casa de cubanos, fomos novamente à praia, mas desta vez mais longe de “casa”: no resort Be Live Experience. Em Varadero os resorts estão à beira das praias mas o acesso à areia é livre e franqueado: a única diferença é que, se você não está hospedado no hotel, paga pelo uso das espreguiçadeiras e pela bebida que consumir. Como havia chovido pela manhã o mar estava mais mexido e com muitas algas, mas a praia continua sendo belíssima.
      Desta vez demos sorte no almoço: um pequeno e charmoso restaurante na Calle 47  com um ótimo camarão empanado e um serviço muito atencioso. Detalhe curioso é que, pela primeira vez em Cuba, encontramos um local que vendesse Coca Cola (ainda que embalada no México).
      18º dia – 19/01
      Varadero é realmente o “Recreio dos Bandeirantes” de Cuba: sofisticado e americanizado, mas também tem seu lado bucólico – várias casas por aqui criam galinhas, e de madrugada escutamos o galo cantar (nem me lembro mais quando foi a última vez que escutei galo cantar no Rio).
      Após o desayuno, saímos para ir à Cueva del Saturno, uma gruta com água doce e formações rochosas submersas. Combinamos com o taxista de pagar 40 CUCs e ele nos aguardar lá para a volta, pois a gruta fica praticamente fora de Varadero, na divisa com Matanzas a cerca de 20 km do centro de Varadero.
      O lugar é lindíssimo: a gruta fica 20m abaixo do nível do mar e tem profundidade embaixo da água doce (absolutamente cristalina) que varia de 1m a 22m. A entrada para a Cueva del Saturno custa 5 CUCs, e por mais 1 CUC aluga colete salva-vidas opcional – pra quem não é exímio nadador (como nós) é absolutamente recomendável. O local não tem snorkel para alugar; quem curte mergulhar vale a pena levar pelo menos os óculos de mergulho. Eu não senti falta: a água é tão cristalina e transparente que flutuando no meio da gruta dá perfeitamente pra ver o fundo 22m abaixo – a sensação é que está voando por sobre um abismo rochoso.
      Dali voltamos à praia e decidimos fazer o passeio de catamaran pelas águas de Varadero: 30 CUCs por 1 hora para duas pessoas. Hoje o sol estava totalmente aberto e o mar bastante calmo, então pudemos aproveitar ao máximo o passeio. Mergulhar nas águas azuis do Caribe a alguns quilômetros da praia foi especial, e o passeio todo é muito bonito.
      Na hora que bateu a fome, fomos ao restaurante mais próximo de onde estávamos: La Bodeguita Del Medio de Varadero. Um camarão ao ajillo muito bom, ótimos sucos naturais de abacaxi e melancia e, pra fechar, um delicioso mojito. Agora que já tomei mojito por todos os lugares onde estive em Cuba, posso garantir que Hemingway tinha toda a razão: o melhor mojito de Cuba é em La Bodeguita Del Medio.
      Mais praia até quase o fim da tarde, um descanso e o lanche da noite: ótimos e enormes hambuguers (“hamburguesas” em espanhol) no simpático snack bar Vernissage, ao lado de “casa”. Aqui também encontramos Coca Cola mexicana; cubanos mais ortodoxos costumam dizer que “Varadero no es Cuba” – pelo jeito não deve ser mesmo, pois “l’áqua nera del imperialismo ianque” não se acha em nenhum outro lugar de La Isla.
      19º dia – 20/01
      Nosso dia de despedida de Varadero: desayuno cubano, deixar as malas arrumadas na casa, liberar o quarto para os próximos hóspedes – e passear até o horário do ônibus de volta para Havana.
      Resolvemos pegar o bustour e fazer o passeio turístico por Varadero. Definitivamente, “Varadero nos es Cuba”: a parte em que nos hospedamos (os primeiros quilômetros mais ao sul da restinga) são o Recreio dos Bandeirantes carioca; já a parte dos maiores resorts, mais ao norte até a ponta, é uma Cancun. As praias são belíssimas e os resorts superluxuosos, nada a ver com a Isla que conhecemos e passamos a amar tanto.
      Fizemos algumas compras no centro comercial mais badalado da área dos resorts e, na volta, decidimos almoçar no Casa de Al: estava um belo dia de sol, daria para almoçar na varanda com vista para o mar. O único pequeno contratempo foi que saltamos do bustour e, pela indicação que nos deram, seriam 5 quadras mais à frente – mas eram mais de 10 quadras, foi uma caminhada grande. Mas compensadora: o camarão continuava delicioso, agora curtimos a vista para o mar deslumbrante e ainda tivemos música ao vivo com um ótimo grupo musical que ainda atendeu a nossos pedidos de tocar “Hasta Siempre, Comandante”, “Guantanamera” e “Iolanda”.
      Dali foi pegar um táxi, descansar um pouco e pegar o ônibus da Via Azul pra Havana – desta ver um carro bem melhor, mais moderno e confortável. Em 3 horas estávamos em La Habana, de volta à casa da mesma maravilhosa família que nos acolheu no início da viagem.
      20º dia – 21/01
      No primeiro dia de manhã de volta à Havana, fomos visitar nossos novos amigos cubanos Luis Caballero e Isabel Suarez e encontramos com a companheira Maria Leite, brasileira velha amiga do casal e grande amiga de Cuba. Queríamos ir ao Museu da Alfabetização mas descobrimos que estava fechado porque funciona dentro de uma instituição escolar. Por uma daquelas ótimas coincidências do destino, Maria já tinha agendado de ir ao Museu da Alfabetização no dia seguinte – combinamos de ir juntos.
      Dali fomos a pé até o Mercado San José, grande concentração de lojas de artesanato e lembranças – mais uma dica errada de distância: nos disseram que ficava na Avenida do Porto 5 quarteirões depois da esquina com Obispo, mas na verdade são mais de 10 quadras de distância. Fizemos algumas compras e voltamos para almoçar.
      À noite combinamos com os amigos Maria, Isabel e Luís de jantar no restaurante Deliriu’s: MARAVILHOSO! Lindíssimo, ambiente chique, ótima comida e preços não extorsivos – e ainda fomos brindados com uma espetacular apresentação de jovens cantores líricos. Esse restaurante eu recomendo MUITO.
      21º dia – 22/01
      Encontramos com a companheira Maria Isabel e fomos visitar o Museu da Alfabetização. Nos recebe na porta do museu uma senhorinha meio aborrecida porque estava faltando luz, vestida de jeito super simples: camiseta, calça tipo leggin e sandália de dedo – era a Diretora do Museu, Doutora em Educação. Conseguimos convencê-la a nos mostrar o Museu mesmo sem luz, só com a iluminação natural das janelas, pois íamos viajar no dia seguinte – e foi a visita mais emocionante que fizemos. O relato de um país pobre que mobilizou dezenas de milhares de voluntários e em um ano de campanha erradicou o analfabetismo é uma coisa impressionante - especialmente quando ficamos sabendo que 40 voluntários de alfabetização morreram durante a campanha, 11 ASSASSINADOS PELOS CONTRARREVOLUCIONÁRIOS ORGANIZADOS E FINANCIADOS PELA CIA (o primeiro “mártir” da alfabetização deu nome às Brigadas do Exército de Alfabetizadores: Brigadas Conrado Benitez). Não dá pra reproduzir aqui mais de 1 hora de palestra da Dra Luisa, mas dá pra comentar um pouco sobre três coisas:
      1)      no ato de comemoração do fim da campanha e da declaração da erradicação do analfabetismo em Cuba, os destacamentos dos “exércitos de alfabetizadores” (todos voluntários) exibiam faixas dizendo : Fidel, diga-nos agora o que fazer” (pois AQUELA “missão dada” já era “missão cumprida”). Fidel respondeu no ato: ESTUDEM! O programa de alfabetização passou a charmar-se “Sim, nós podemos” e foi “exportado” para vários países e regiões ( Dra Luísa nos relatou a experiência dela como monitora do repasse do programa em um Estado do México); a continuação dos estudos passou a ser chamada “Sim, nós podemos prosseguir”;
      2)      a “exportação” do programa “Sim, Nós Podemos” sempre respeitou as peculiaridades locais de cada país; por exemplo, no Haiti a alfabetização foi em criollo e não em francês; na Bolívia, além do espanhol, também em quíchua e almanara (as duas maiores línguas indígenas de lá);
      3)      o Museu da Alfabetização é situado em uma enorme área que na ditadura de Batista era o maior quartel militar, o Quartel Colônia – e tinha inclusive uma residência oficial do tirano. Na revolução o quartel foi transformado em escola: as residências dos soldados e oficiais foram transformadas em escolas, e hoje lá existe desde escola primária até a Faculdade de Pedagogia.
      À tarde demos mais uma descansada e arrumamos as malas, porque na manhã do dia seguinte já era hora de embarcar de volta ao Brasil. Mas não pudemos deixar de retribuir toda a hospitalidade e carinho da maravilhosa família que nos acolheu em Havana: convidamo-nos para jantar conosco novamente no Deliriu’s – e novamente a qualidade da comida, o requinte e beleza do local e o preço justo tornaram a noite muito agradável.
      O dia seguinte foi de dizer “Até breve, Cuba”: amamos esta Ilha e voltaremos muitas vezes, com toda a certeza!




































    • Por Natygirl
      Olá pessoal,
      É necessário que o visto de cuba seja feito antecipadamente? Vi em alguns sites que para solicitar o visto é preciso ter o certificado da febre amarela, só que em outros pede que se tome a vacina 10 dias antes da viagem. Confesso que to bastante confusa nessas infos. 
      (Irei de Cancun para Havana)
    • Por Natygirl
      Galera vou passar o mês de Março mochilando por esses países, quem estiver por algum desses nas datas vamo se encontrar!! Abs!!
      03/03 (Domingo) Cidade do México
      -Chegada na Cidade do México às 05:05
      -El Zócalo
      -Templo Mayor
      -Palácio Nacional e painéis de Diego (Palácio de Belas Artes)
      -Torre Latinoamericana 
      04/03 (segunda-feira) Cidade do México
      -Pirâmides de Teotihuacán
      05/03 (terça-feira) Cidade do México
      -Museu de Antropologia
       06/03 (quarta-feira) Cidade do México
      -Castelo de Chapultepec
      -Museu Nacional
      -Basílica de Guadalupe
      07/03 (quinta-feira) Cidade do México
      -Casa de Frida Kahlo
      -Casa Museu de León Trotsk
      -Mercado de Coyoacán
      08/03 (sexta-feira) Cidade do México-Puebla-Oaxaca
      *Pegar Daytrip para Cholula/Puebla  
      -Ficar na rodoviária de Puebla
      *Ônibus noturno para Oaxaca (5hs de ônibus)
      09/03 (sábado) Oaxaca- San Cristobal de Las Casas
      -Tour de Mitla + Hierve el Agua
      *Ônibus noturno para San Cristobal
      10/03(domingo) San Cristobal de Las Casas
      -Chegada em San Cristobal por volta das 8hs
      -City tour em San Cristobal
      *Agendar Tour para Palenque no outro dia
      11/03(segunda) San Cristobal de Las Casas - Palenque-Mérida
      -Sítio Maia de Palenque
      *Ônibus noturno para Mérida
      12/03(terça) Mérida
      -Chegada em Mérida por volta das 10:00
      -Sítio Uxmal
      *Agendar Tour de Chichen Itzá com volta para Riviera
      13/03(quarta) Mérida-Chichen Itzá-Playa del Carmen/Tulum
      -Chichen Itzá
      -Volta pela PLaya de Carmen
      14/03(quinta) Playa del Carmen/Tulum
      15/03(sexta) Playa del Carmen/Tulum
      -Cobá
      16/03(sábado) Playa del Carmen/Tulum
      17/03(domingo) Cancun
      18/03(Segunda-feira) Cancun-Havana(fim do dia)
      19/03(Terça-feira) Havana
      20/03(Quarta-feira) Havana
      -Ver como fazer bate e volta para Varadero
      21/03(Quinta-feira) Havana
      22/03 (Sexta-feira) Havana-Lima 
      23/03 (Sábado) Lima
      24/03(Domingo) Lima
      25/03(Segunda-feira) Lima
      26/03(Terça-feira) Lima
      27/03(Quarta-feira) Lima-Cusco
      28/03(Quinta-feira) Cusco
      29/03(Sexta-feira) Cusco
      30/03(Sábado) Cusco
      31/03 (Domingo) Cusco
      -Saída de Cusco às 05:30
    • Por Natygirl
      Olá pessoal,
      gostaria de saber a opinião de vocês sobre o roteiro abaixo. Na verdade a dúvida maior é sobre os trechos que vou fazer de ônibus noturno. É viável? É seguro? Da para comprar os trechos antes pela internet? Tulum ou Playa, qual melhor para se hospedar?
      03/03 (Domingo) Cidade do México
      -Chegada na Cidade do México às 05:05
      -El Zócalo
      -Templo Mayor
      -Palácio Nacional e painéis de Diego (Palácio de Belas Artes)
      -Torre Latinoamericana 
      04/03 (segunda-feira) Cidade do México
      -Pirâmides de Teotihuacán
      05/03 (terça-feira) Cidade do México
      -Museu de Antropologia
       06/03 (quarta-feira) Cidade do México
      -Castelo de Chapultepec
      -Museu Nacional
      -Basílica de Guadalupe
      07/03 (quinta-feira) Cidade do México
      -Casa de Frida Kahlo
      -Casa Museu de León Trotsk
      -Mercado de Coyoacán
      08/03 (sexta-feira) Cidade do México-Puebla-Oaxaca
      *Pegar Daytrip para Cholula/Puebla  
      -Ficar na rodoviária de Puebla
      *Ônibus noturno para Oaxaca (5hs de ônibus)
      09/03 (sábado) Oaxaca- San Cristobal de Las Casas
      -Tour de Mitla + Hierve el Agua
      *Ônibus noturno para San Cristobal
      10/03(domingo) San Cristobal de Las Casas
      -Chegada em San Cristobal por volta das 8hs
      -City tour em San Cristobal
      *Agendar Tour para Palenque no outro dia
      11/03(segunda) San Cristobal de Las Casas - Palenque-Mérida
      -Sítio Maia de Palenque
      *Ônibus noturno para Mérida
      12/03(terça) Mérida
      -Chegada em Mérida por volta das 10:00
      -Sítio Uxmal
      *Agendar Tour de Chichen Itzá com volta para Riviera
      13/03(quarta) Mérida-Chichen Itzá-Playa del Carmen/Tulum
      -Chichen Itzá
      -Volta pela PLaya de Carmen
      14/03(quinta) Playa del Carmen/Tulum
      15/03(sexta) Playa del Carmen/Tulum
      -Cobá
      16/03(sábado) Playa del Carmen/Tulum
      17/03(domingo) Cancun
      18/03(Segunda-feira) Cancun-Havana(fim do dia)
      19/03(Terça-feira) Havana
      20/03(Quarta-feira) Havana
      -Ver como fazer bate e volta para Varadero
      21/03(Quinta-feira) Havana
      22/03 (Sexta-feira) Havana-Lima (vou fazer a volta por lima pq fico no Peru até dia 31/03)
       
      Desde já sou muito grata a quem puder contribuir!! Abs!


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