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Alcides

Huaraz

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Olá !

 

Há três anos tenho viajado com minha esposa pelo Peru e Bolívia. Parece incrível, mas a cidade de que mais gostamos fica meio fora dos esquemas mais vizitados. A cidade chama-se Huaraz e fique a 400 Km de Lima (8 horas de ônibus). As cordilheiras Branca e Negra formam um vale estreito entre si e Huaraz fica neste vale, mais conhecido como Callejon de Huaylas. Há passeios a sítios arqueologicos importantes (como os Chavin de Huantar - com piramides e passagens subterraneas), há dezenas de opções de passeios a picos nevados, glaciares, pistas de esqui (como Pastoruri, com 5.400 metros de altitude). Há passeios a lagoas coloridas, vilarejos vizinhos e muito mais). Olha, não é exagero, o local é repleto de turistas europeus e me admira não ser tão conhecido.

 

Todos os que eu indiquei e foram até Huaraz tiveram a mesma impressão que eu tive.

 

Vale muito mesmo a pena, se tiver tempo, ao menos uns 4 ou 5 dias são necessários.

 

Grande abraço.

 

(dê uma procurada na internet sobre Huaraz - no google mesmo - q há muita informação)

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Galera,

 

este topico e para fugir um pouco de MP. Huaraz e a regiao da Cordilheira Blanca, com otimas opcoes de escalada e um ponto de mochilas no Peru. Quem ja foi e pode dizer sobre dicas de passeios, hospedagem, formas de acesso, etc?

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Galera,

 

Na sessão Montanhismo, no tópico ULTIMATE TREKKING - EVEREST CAMP BASE, o Maximo sugeriu a Cordillera Blanca como alternativa para treekings menos congestionados (e mais baratos) que as trilhas tradicionais no Nepal.

Esse site tem umas fotos espetaculares de um alpinista na região, falando um pouco sobre Huaraz e imediações:

http://www.gdargaud.net/Climbing/Peru.html

 

Falow!

 

Stink

 

"From the point of ignition

To the final drive.

The point of the journey is not to arrive." - Prime Mover, RUSH

http://c.matarazzo.sites.uol.com.br

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Blz!! Oi galera,

 

Huaraz é a capital do Andinismo do Peru. Fica a 400km ao norte de Lima, na região de Ancash, que tem mais de trinta nevados com mais de 6000 metros de altitude. É um paraiso para trekers, alpinistas, montanhistas, bike, rafting, ou simplemente para quem gosta de colocar o pé na estrada. Uma loucura! Em geral todo o Peru é barato, mas por ser fora do circuito Machu Pichu, Huaraz é mais barato ainda. Normalmente os brasileiros que vão por terra à Machu Pichu não vão até Huaraz pois não sabem da existência desta região ou pelo fato de que para ir a Huaraz é necessário passar por Lima, tornando-se mais caro. De Cuzco (região de Machu Pichu) até Lima, praticamente tem que ser via aérea e aí as pessoas pensam que é caro. Engano; há sem pre promoções e fica mais barato do que ir por terra. Além do mais para ir por terra de Machu Pìchu a Lima tem dois caminhos dispendiosos: Via Arequipa, ou seja, você tem que retornar umas 24 horas ao sul para depois subir mais 24 horas ao Norte até Lima. Outro caminho é seguir de Cuzco para Lima atravessando toda a Cordilheira passando por Ayacucho (Sede do Sendero Luminoso) e Huancayo, mas aí me disseram que leva uns quatro a cinco dias,ficando mais caro do que o avião (em linha reta 50 minutos).

De Lima até Huaraz são 400 km por estrada asfaltada.

Em Huaraz tem o Alojamento Familiar muito legal e barato. É na Rua Jr. pedro Campos, 735.

Ancash é um lugar onde qualquer mortal pode chegar a mais de cinco mil metros sem ser alpinista, montanhista, etc...

Até mais.

vander

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está me dando vonta de conhecer huaraz, com certeza é um lugar fantástico.

Alguem sabe de sites em espanhol(ou portugues claro) que tenha os circuitos, etc?

 

valeu!

 

NÃO AO FANATISMO!

http://www.fotolog.net/trotatorres

http://geocities.yahoo.com.br/trotatorres

yo soy un loco

que se dio cuenta

que el tiempo es muy poco!!!!!!!

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Oi Trotatorres!

Antes de mais nada quero dizer que toda vez que eu vejo teu nome, me lembro de "Torres del Paine", local que eu ainda não conheço, mas espero um dia ainda conhecer.

Há uns dias atrás vi num tópico o seguinte endereço: www.pelastrilhasdaamerica.com.br/branca.htm

Tem uma descrição muito legal de Huaraz e é passagem para outros links.

Um abraço.

Vander

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Ai Trota,

 

veja o site www.huaylas.com

 

Seguinte, a cidade de Huaraz esta inserida numa regiao chamada Callejon de Huaylas, onde estao as Cordilheiras Blanca, Negra, Huallanca e outras, todas porcoes da cordilheira dos andes.

Assim como Huaraz, a cidade mais visitada, ha outras como Monterrey e Chavin. Nesta regiao existem termas, geleiras, sitios arqueologicos, realmente deve valer muito a pena pelo que todos estao dizendo.

Beleza que se interessou hein Trota, pois a intencao deste topico e mostrar que nem so de MP e feito o Peru, um pais fascinante.

 

Valeu,

 

Blaster.

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Alguns links sobre a "Chamonix Andina":

 

http://www.enjoyperu.com/portugues/guiadestinos/callejon-huaylas/intro/index-p.htm

http://www.geocities.com/climbdave/index.htm

http://www.andeantravelweb.com/peru/destinations/huaraz/

http://www.huaraz.com/

http://www.huarazonline.com/

http://www.huarazperu.com/

http://www.perutourist.info/huaraz_attractions.html

http://www.rumbosperu.com/articles/7-08-destinohuaraz.htm

 

A distância entre Lima e Huaráz é de cerca de 400 Km. Oito horas de ônibus. Recomenda-se viajar de dia para chegar com luz (geralmente os ônibus saem de Lima às 09:00 e chegam às 17:00) para admirar a visão da chegada. Chega-se por uma subida até a laguna Conococha (4.100 m) e, de lá, desce-se o Calejón de Huayllas, que é formado pelas Cordillera Blanca (E) e Negra (W), até a cidade de Huaráz.

 

Expresso Cruz del Sur (Esq. Av. Javier Prado-Nicolas Arriola, 2256163) e Móvil Tours (Raimondi 730, 722555). Dia e Noite, ônibus tipo Imperial, mais confortáveis, porém mais caros.

 

Transportes Rodriguez (Av. Roosevelt 354, 4280506) tem um ônibus pelo dia e outro Imperial à noite. US$ 6.00 a 12.

 

Vou ficar no Albergue HI Alpes Andes - Casa de Guias. Parque Ginebra, 28-G. Fone (44) 721-811, fax (44)722-306. [email protected]$ 7.50. Bom local para conseguir guias e organizar trekkings e escaladas.

 

Além da Cordilhiera Blanca, perto de Huaráz também há a Corilheira Huayhuash.

 

Opções na Cordillera Blanca (há opções mais longas, mas eu vou ficar poucos dias):

 

Trekking:

-Santa Cruz - Llanganuco (3 a 4 dias)

-Llanganuco - Cashapampa (5 dias)

-Cashapampa-Jatuncocha- Passo Punta Union- Colcabamba-Pacchapata-Portachuelo de Llanganuco-Huaráz (5 dias)

-Llanganuco - Portachuelo - Laguna 69 (2 dias)

-Ulta - Llanganuco (3 dias)

-Olleros - Chavín de Huantar(1 a 3 dias)

-Quebrada Rajucolta (2 dias)

-Quebrada de Quilcayhuanca (2 dias)

-Laguna de Churup (1 dia)

-Llama Trek: Olleros - Chavín de Huantar (5 dias)

-Quebrada Honda - Quebrada Ulta (6 dias)

 

Andinismo:

 

-Pisco Oeste (4 dias, sem aclimatação)

 

Opções na Cordillera Huayhuash:

 

Cordillera Huayhuash, meio percurso (6 a 7 dias)

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Dependendo da nossa desenvoltura nos vulcões equatorianos, isso é, se conseguirmos fazer algum cume e nos adptarmos bem, vamos tentar subir o Pisco Oeste. No entanto, como vamos chegar em Huaráz depois de ficar 5 dias no nível do mar, vamos estar mal aclimatados para fazer cume.

 

Provavelmente vamos fazer um dos trekkings que eu sugeri, mas acho que a gente vai escolher quando chegar lá.

 

Se dependesse só de mim, eu acho que eu faria a Santa Cruz-Llanganuco e depois a Laguna Churup. Mas, como você tem menos tempo, eu acho que duas boas opções são a Llanganuco-Laguna 69 (dois dias) e a Laguna Churup (um dia).

 

Como eu já havia dito no tópico sobre o Equador, eu dou preferência a me hospedar nos Albergues da Juventude, pois eu sou sócio e por isso tenho descontos e confio na qualidade, além dos preços serem bem acessíveis. Em Huaráz o Albergue HI é a Casa de Guias, que me foi muito bem recomendado por sócios do South American Explores Club.

 

Mesmo que você não fique nesse albergue, ele é muito bem indicado para informações sobre trekkings, aluguel de equipamentos e contratação de guias.

 

Geralmente os guias levam uma ou duas mulas pra carregar as coisas mais pesadas. Levam também uma ou duas galinhas vivas pra cozinhar nas refeições e até cerveja, se você quiser. Turistas que não contratam guias são mal vistos. Eles acham que se você veio visitar as belezas do lugar, precisam ajudar os locais a ganhar algum, e se você não contrata guias ém porque é pão-duro e poderá sofrer represálias da população dos povoados por onde passar. Portanto, eu não recomendo fazer as trilhas independente seguindo mapa.

 

Uma curiosidade: você conhece o Nevado Alpamayo? Não? Conhece sim. Fica na Cordillera Blanca. É só ver as aberturas dos filmes da Paramount. Aquela montanha é o Alpamayo.

 

 

Editado por - Bulha on 25/06/2004 07:37:33

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vi ontem um livro, acabamento de luxo, altas fotos, etc: TOP TRECKS, um dos tops era o circuito mais longo da região, não me lemro o nome agora, mas uma coisinha: INIMAGINAVEL BELEZA! já to programando, minha primeira viagem pra fora mais longa é pra esse lugar!

sõa de 12 a 14 dias de caminhada, sempre acima dos 3500m, muitos passos de montanha, um deles de mais de 5500m!

lagos espetaculares, vales, montanhas, resumindo: DE TIRAR O FOLEGO!

 

…Quien sólo camina con sol, jamás llega a su destino...

http://www.fotolog.net/trotatorres

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    • Por FlavioToc
      A nossa viagem ao Peru foi em junho de 2019, um dos melhores meses para ir, pois não chove. O clima nesta época é bem frio pela manhã e à noite fazendo com que a gente se vista em camadas, vá tirando à medida que esquenta e colocando novamente ao final do dia (famoso efeito cebola). Este país é bem rico em atrações e precisaria pelo menos uns 30 dias para fazer um roteiro mais completo.

      O país tem muito mais do que Machu Pichu e é muito valorizado por turistas de todo o mundo, vê-se mochileiros e esportistas de aventura, como montanhistas, aos bandos. Em todas as cidades no atendimento aos turistas é mais comum a língua inglesa do que o espanhol. É comum encontrarmos turistas falando idiomas que não se consegue definir. Os povos antigos não foram só os incas, existiram outros que conviveram na mesma época e os pré-incas. Há ruínas por todo o país.

      Coloco o roteiro dia a dia, para ajudar no planejamento. Não fiz descrições dos lugares porque creio que quem planeja uma viagem além de Machu Pichu já terá lido bastante sobre outras opções. A natureza do local onde foi construído Machu Pichu por si só já valeria a ida até lá. Quanto às hospedagens, cito para ajudar quanto à localização, já que foram todas (com uma exceção) muito boas. Não foi para fazer propaganda. Em Lima a escolha dos Ibis foi por nossa exigência de ar-condicionado, mas não tinha o café da manhã, o que foi um problema porque nas redondezas foi super caro.

      Compramos todas as passagens aéreas e de ônibus on-line, além do ticket para Machu Pichu e as passagens de trem. É importante checar se há vagas para ingressar à Machu Pichu para a data prevista, e então começar por aí o planejamento comprando antes mesmo das passagens aéreas. É bom comprar previamente também as passagens de trem, se for o seu modo de transporte escolhido (abaixo, nas observações, explico porque escolhemos).

      Escolhemos ir de Arequipa a Lima via aérea pela distância (1000 km), além do que os preços são bons e tem vários horários. Voamos pela Sky.

      Cidades em nosso roteiro: Cusco, Ollantaytambo, Águas Calientes (Machu Pichu), Puno, Arequipa, Lima e Huaraz.

      05/06 - São Paulo - Cusco – pernoite em Cusco: Cusco Bed and Breakfast

      Cusco e Machu Pichu

      -Em Cusco táxi do aeroporto combinado com o hotel 20 soles. O motorista vai esperar.

      -Câmbio: trocar $50 no aeroporto para o táxi. Depois na av. el Sol, tem várias casas de câmbio. Em todos os hotéis que ficamos a cotação para pagamento em dólares era mais favorável do que nas casas de câmbio.

      -Compre o seu Boleto Turístico na COSITUC fica na Avenida do Sol, 103, próximo à Plaza de Armas. Valor 70 soles 2 dias e 150 soles 3 ou mais dias.  Nas atrações também tem, mas pode ser mais caro.

      -Contrate uma agência para o chamado “city tour”. Eles vão percorrer os principais pontos turísticos da cidade e da periferia de Cusco. É um passeio fundamental ao contrário de outros city tours pelo mundo.


       
      -1º dia (06/06): –       

       –City Tour (20 soles).  pernoite em Cusco: Cusco Bed and Breakfast

      -2º dia (07/06): -Tour Maras e Moray (25 soles) pernoite em Cusco: Cusco Bed and Breakfast

      -3º dia (08/06): -Tour Valle Sagrado  45 soles com almoço incluído.

      pernoite em Ollantaytambo: Hotel Munay Tika

      -4º dia (09/06): -Valle Sagrado pela manhã. Ida de Trem p/ Aguas Calientes embarque 13 horas saída 13h27m e ao chegar compramos passagem do ônibus para Machu Pichu. Compramos só a subida $ 12 por pessoa (é caro mesmo para 25 min.) descemos a pé, é bem tranquilo. Ao descer percebemos que não é tão caro assim. Pernoite em Aguas Calientes: Llaqta MachuPicchu Pueblo

      -5º dia (10/06): -Machu Pichu pela manhã e retorno à tarde de trem: embarque às 14h25m, saída 14h55m.  pernoite em Cusco: Cusco Bed and Breakfast


       
      Puno

      -6º dia (11/06): viagem de Cusco à Puno pela manhã. Quando chegamos fomos procurar as agências para o passeio ilhas Uros e Taquile. Atenção, porque tem dois tipos de barcos o normal que é lento (o que fomos) e uma lancha rápida por 90 soles.

      pernoite em Puno: Hotel Hacienda Plaza de Armas

      -7º dia (12/06): - Passeio no lago Titicaca Ilhas flutuantes Uros e Taquile. Saí às 6h45, volta às 17h e custou 25 soles. O almoço na ilha foi 15 soles. Pernoite em Puno: Hotel Hacienda Plaza de Armas


       
      Arequipa

      -8º dia (13/06): - viajar durante o dia de Puno para Arequipa (6h) – Pernoite em Arequipa: Hotel Las Torres de Ugarte

      -9º dia (14/06): - O planejado era o Tour 2 dias Valle del Colca – hotel em Chivay (ver com o tour, mas não for possível devido a uma infecção intestinal.

      -10º dia (15/06): - hotel em Arequipa: Las Torres de Ugarte

      -11º dia (16/06): - Plaza de Armas; Monastério de Santa Catalina; Plaza San Francisco; Tour Campina Ariquipeña, que vale muito a pena.

      Viajar à noite 21 horas. - hotel em Lima: Ibis Larco Miraflores


       
      Lima

      12ºdia (17/06): Dicas

      -No aeroporto guichê Green Táxi tem preço fixo: sendo até Miraflores 50 soles

      -Usar Uber

      - No Shopping Larcomar, aluguel de bicicletas empresa Mirabici.

      - Em Lima quase tudo abre depois das 10h30 -- não perca tempo saindo muito cedo do hotel;

      -Preços dos táxis 20 sole até o centro histórico


       
      -Explorar O bairro Miraflores, Barranco, Malecón de la Reserva até Parque Salazar, Parque do Amor

      - ruínas Huaca Pucllana, Miraflores. Das 9 às 17 horas – 15 soles

      -Plaza de Armas com Catedral de Lima, o Palácio do Governo (residência do presidente), o Palácio do Arcebispo e o Club de la Unión.

      A Igreja de Santo Domingo e a Igreja de São Francisco, uma de cada lado da Plaza de Armas.

      -viagem para Huaraz (8 h e 30m) sai às 22:00h chega as 6:00h (sem hotel)


       
      Huaraz

      -13º dia (18/06): - Aclimatação, compra de passeios - pernoite em Huaraz  Mirador Andino

      -14º dia (19/06): Laguna Parón. – pernoite hostal em Huaraz Mirador Andino

      -15º dia (20/06): Glaciar Pastoururi, - pernoite hostal em Huaraz Mirador Andino

      -16º dia (21/06): Descanso devido à torção no pé - pernoite hostal em Huaraz

      -17º dia (22/06): Lagunas Llanganuco –pernoite hostal em Huaraz Mirador Andino

      -18º dia (23/06): Descanso - à noite retorno para Lima de ônibus (tempo de viagem de 8 h e 30m) sai às 22:00h chega as 6:00h (sem hotel)


       
      Lima

      Como estava muito gripado não foi possível fazer a programação.

      -19º dia (24/06):

      – pernoite em Lima: Ibis Lima Reducto Miraflores

                 

      -20º dia (25/06): - dia livre

      – pernoite em Lima: Ibis Lima Reducto Miraflores

      (Este hotel não era bem localizado em função das atrações)


       
      Retorno Lima – São Paulo

      -21º dia (26/06): – Check-out hotel em Lima

      gffgdgsdf


       
      Nossas observações e outras generalidades

      - Aeroporto de Lima. A parte internacional é tudo caríssimo (9 soles uma água) e não tem nem bebedouros. Então se tiver de comer ou beber algo, faça antes ainda no setor doméstico que tem os preços semelhantes ao do Brasil (caros).

      - O tráfego em Lima é constantemente congestionado, então pergunte aos motoristas o tempo de retorno do seu hotel até o aeroporto no seu horário programado, em alguns horários pode levar mais de uma hora.

      - Lima apesar de não chover nunca, é isso mesmo, tem altíssima umidade do ar. Por oito meses não se vê o sol, nem mesmo se sabe a sua posição. Eu pessoalmente achei que bastante depressivo. Apesar de a cidade ser linda e ter vários atrativos, nós não gostamos por esse motivo. Então, avalie se for o seu caso.

      - O bairro Miraflores onde está a maioria dos hotéis e também vários atrativos, é muito caro para comer. Parece que ali tudo é em dólares (e muitos). Então se estiver só de passagem e não for ficar é melhor ver algo mais perto do aeroporto ou no centro histórico.

      - Sobre a folha de coca para diminuir o mal da altitude (soroche). Distribuem desde o aeroporto em Cusco e em todos os hotéis em Cusco, Puno, Arequipa e Huaraz. Colocam em um pratinho e todo mundo enfia os dedos (humm), até provei em chás (sachês) e folhas. Então soube que quem toma chimarrão não sofre muito (no caso argentinos) e como eu tomo, não tive problemas. Acontece que é um estimulante então café e guaraná, também funcionam. Tem até um remédio chamado Alti vital (coca, muña, guaraná e gengibre) que é só a base de estimulantes naturais. O principal é aclimatar, não fazer movimentos rápidos. Ah, e o sabor da coca não é horrível, mas não é bom, lembra o chá de carqueja.

      - Em Cusco, especialmente na Plaza de Armas e na Avenida El Sol verão umas bandeirolas que parecem muito com a LGBT, mas é o estandarte da cidade.

      - Chá de muña realmente é bom para dor de cabeça e pode ser tomado junto com chá de coca.

      -Para aliviar o soroche. Um perfume qualquer, ou mesmo desodorante. Basta colocar um pouco nas mãos, esfregá-las e cheirá-las. Vai ajudar muito a respirar.

      - Lavanderias em Cusco: as lavanderias que estão nas ruas Meloq e Santa Ana são as mais econômicas: custam 2 soles o quilo. Lavamos as roupas no hotel mesmo por 4,5 soles

      -Chip Claro + 3GB = 35 soles, na loja da Claro.

          Endereço: Av. Ayacucho, 227 (meio quarteirão da Av El Sol), mas não compramos.

      - A comida é barata, mas nem tanto. Os lugares “super” baratos tem higiene duvidosa.

      - Hospedagem barata, mas tem o que se paga. Então, hotéis ou hostels com custo-benefício similar aos do Brasil tem os preços maiores. Como fomos em junho queriamos ar condicionado ou aquecedor no quarto. Esta exigência custou-me bem mais caro, por ser incomum, mas valeu a pena. No caso do verão um simples ventilador já é luxo. Li que até água quente não é comum em hostels e hotéis mais em conta.

      - Todos os passeios em Huaraz gastam muito tempo. Para a laguna Parón saímos nove da manhã e voltamos as seis, ficando uma hora lá. A laguna Llanganuco saímos as 7:30 e voltamos as 8:00, também ficando uma hora lá. Desistimos da Laguna 69 devido a minha esposa ter torcido um pé, não fosse isso sairíamos as 3:30 da madrugada e voltaríamos as 9:00 da noite, não é à toa que tem gente passando mal, além da altitude tem o cansaço. Para piorar os motoristas em todos os passeios e em todos os lugares insistem em não ligar o ar-condicionado, é que mesmo no inverno à tarde um ônibus completamente fechado vira uma estufa. Se voltasse faria apenas o trekking da Cordilheira Branca de 4 dias e 3 noites, que se gasta tempo apenas para a ida e a volta.

      - Puno é muito longe de Cusco, são seis horas e meia. Viajamos de dia para não chegar de madrugada e também para ver a paisagem que é bonita, porem monótona. Tivemos que dormir duas noites (uma antes e outra depois) para um dia de passeio.

      - Arequipa é muito bonita, realmente é encantadora e também é longe. Levamos outras seis horas de Puno. Se for apenas para fazer o passeio de um dia ao Valle del Colca (procure ler mais sobre este) creio ser uma loucura ir até lá, porque vai cansar-se excessivamente. Ficamos todos nossos dias só na cidade e foi muito satisfatório. Avalie.

      - Quanto às agências para os passeios, em qualquer cidade tanto faz a escolha, porque todas vendem e juntam as pessoas para lotar um micro-ônibus cujo motorista e guia, são terceirizados e por sorteio vão para um destino ou outro. O se que tem é sorte ou azar nestes casos. Os preços são similares e bem baratos.

      - Em Cusco procure ficar não muito longe da Plaza de Armas e em área plana, leia nos relatos de outros viajantes no Booking, para poupar esforço enquanto aclimatiza. A área plana é mais ou menos seguindo os pontinhos neste mapa:  https://goo.gl/maps/pTeW2ZXj8wjn5WGAA

      - Se for viajar de ônibus à noite, prefira embaixo não muito atrás (devido ao ruído do ar- condicionado) São poucos lugares e a escuridão é total. De dia, é claro, viaje em cima e desfrute da paisagem. Se tiver medo de altura, não vá bem na frente junto ao para-brisa, porque ali é assustador em alguns trechos.

      - A opção de ir de trem para Machu Pichu não é uma escolha sobre o meio de transporte, mas uma experiência fascinante. Escolhemos ir com a Peru Rail no trem Vista Dome, então fomos surpreendidos com a paisagem maravilhosa passando por picos nevados e a mudança repentina da vegetação para a floresta amazônica exuberante. É caro sim, mas vale cada centavo além das vantagens óbvias de não ser cansativo e de ser seguro. Pelas fotos este trem até parece com os outros modelos, mas a janela se estende mais para o teto e tem serviço de bordo, com um bom lanche. Custou 77 dólares cada trecho por pessoa.

      - Sugiro ao final do tour pelo Valle Sagrado pernoitar em Ollantaytambo aproveitar da única  (e charmosíssima) cidadezinha da era Inca e ainda habitada. Caminhar sem rumo por suas ruelas, ver os primeiros raios de sol nas ruínas e montanhas em volta é único. Procure fotos no Google imagens e já ficará bem impressionado, ao vivo então...

      - Viajamos em nossos deslocamentos com a empresa Cruz del Sur que é a queridinha dos viajantes estrangeiros, mas não é a única boa. Relatado por quem conheceu tem a Oltursa, a Reyna, a Power, a Tepsa e várias outras destinadas a turistas que se diferenciam pelos serviços e preços daquelas para os peruanos. As empresas tem serviço de bordo e servem um lanche ou mesmo uma refeição maior como jantar, mas na dúvida coma o suficiente antes e só “complete”.

      - Barras de quinua, como as barrinhas de cereais, são uma ótima opção de lanchinho entre as refeições. Vai encontra-las facilmente, até em farmácias.

      - A referência turística nas cidades, com exceção de Lima, é a Plaza de Armas.  Então procure hospedar-se não muito longe. Em Huaraz, ficamos a 700 metros, em Arequipa a 500 metros, em Cusco também a 500 metros e em Puno ficamos junto a Plaza.

      - A cerveja Cusqueña é ótima, não deixe de tomar a de trigo e a negra. Mas beba com moderação porque o álcool acentua os problemas com altitude. Outra coisa a ser evitada é o leite que leva ao enjoo.

      -Leve em consideração a época para visitar Machu Pichu, pois de outubro a fevereiro chove muito, o período realmente seco vai de maio a setembro. Só que em junho após o dia 20 tem a Festa do Sol, que são várias celebrações e é uma multidão. Em julho são as férias escolares na América Latina e em agosto são férias na Europa. Se quiser evitar gente demasiada e preços também fuja destas épocas. Escolhemos o início do mês de junho e foi perfeito.

      - Se você é daqueles que necessita de cafeína, leve café solúvel ou sachês de café (feitos com filtro de papel) porque o café de lá parece ter pouca cafeína e da forma que é feito você vai toma-lo frio.

      - Na maior parte do Peru na estação seca (maio a setembro) a umidade do ar é muito baixa e a gente passa com o nariz entupido e sangra fácilmente. Então Sorine ou similar é muito importante.

      - Nos hotéis aceitam pagamentos com dólar e tem uma taxa de conversão melhor do que as casas de câmbio. Porém cobram 3 a 5% de comissão.

      - Alguns restaurantes tem “Menu del día” à noite também. Dá para comer bem e pagando pouco.

      - Não existe a opção de adoçante, se quiser leve do Brasil. É melhor levar, pois só nos chás vai um montão. Visto que o açúcar local é pouco doce e tem que colocar pelo menos o dobro.

      - Quanto a cozinhar no hostel, não creio ser boa opção, pois os produtos nos supermercados não são baratos. Os preços são até um pouco maiores do que no Brasil.

      - O Glaciar Pastoruri está derretendo muito rápido. Até o fim de 2020 creio ser um bom passeio ainda, depois terá pouco gelo para ver. Uma pena porque que já foi um lugar que dava até para esquiar. Há várias fotos em um mural no local.

      - É bom certificar se a Laguna Parón está aberta para visitação, pois fecharam 1 dia após visitarmos. Várias explicações diferentes, mas não tinham previsão de quando e se seria aberta.

      - Se pode comer bem entre 15 e 25 soles. Comida típica peruana e em restaurantes bem  bonitinhos.

      - Em Huaraz para não desperdiçar o tempo com deslocamentos demorados creio que a melhor opção é fazer o trekking da Cordilheira Branca de 4 dias e 3 noites. Informei-me e dão toda a estrutura, é tipo tudo incluído, não carrega peso, apenas uma mochila de ataque e não é caro. Além do que visitar a Laguna Llanganuco (belíssima) que é no caminho.

      - Ficaria mais em Cusco e conheceria a Laguna Huamantay ou a trilha Inca até Machu Pichu, que passa por ela.

      - Quanto aos passeios em Cusco não é preciso gravar um monte de nomes e criar uma confusão mental e de planejamento. Os “best-sellers” são:

      - o city tour vai no Templo Qorikancha e o Convento de Santo Domingo (cidade) e passa em vários sítios na periferia da cidade (1 tarde).

      - Maras y Morai e Salineras (sai pela manhã e volta no meio da tarde) é bom levar lanche, pois não tem parada para almoço.

      - Valle Sagrado. Passeio de 1 dia inteiro que finaliza em Ollantaytambo depois volta para Cusco. É uma opção para quem vai de trem para Machu Pichu porque ali tem uma estação. Nós optamos por dormir ali, desfrutar da encantadora cidadezinha e pegar o trem à tarde.

      - Tem outras atrações, é claro, como: museus, a Rainbow Mountain (ou Vinicunca ou Montanha Colorida – 1 dia). A trilha Inca, ou a Laguna Huamantay.


       
      Abaixo as fotos. Coloquei na ordem das cidades que visitamos. Há também um vídeo do trem para dar uma ideia, não é para ostentação.


       







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    • Por SchullerRenan
      --> Leia o post original em nosso blog: http://casalnamontanha.com.br/2018/11/10/trekking-santa-cruz/
       
       
      Após o Trekking de Huayhuash e a tentativa frustada de escalar o Nevado Pisco, tiramos um dia de descanso e  já estávamos planejando a nossa próxima aventura nos andes peruanos. Desta vez iriamos totalmente auto-suficientes, somente Renan e eu (Vanessa) com os mochilões em meio as montanhas nevadas sem nenhum apoio no trajeto em um dos circuitos mais clássicos e conhecidos da Cordilheira Branca:
      O Trekking de Santa Cruz

      Trata-se de um trekking que leva em média 4  a 6 dias e tem uma distância em torno dos 60km, com um ascenso acumulado de quase 5 mil metros totalmente dentro de um Parque Nacional, chamado HUASCARÁN. As altitudes variam de 3.000m a até 4.700m no passo Punta Union, altitude máxima atingida nessa travessia.
      O inicio da caminhada se dá pelos povoados de Cashapampa ou Vaqueria. Geralmente a rota mais usada pelas expedições de agencias é Vaqueria –> Cashapampa, mas resolvemos fazer “do contra” , iniciando no “Pueblo” de Cashapampa caminhando pelos vales das montanhas até Vaqueria.
      Seguindo esta rota teríamos os 3 primeiros dias de subida leve e um passo de montanha mais difícil no último dia.
      ITENS  QUE LEVAMOS NA MOCHILA
      Mochilas prontas para partir de Huaraz, rumo a Cashapampa e iniciar o trekking! Já com ideia do que nos esperava, montamos as mochilas com os nossos equipamentos de trekking e partimos ao mercado central de Huaraz em busca de adquirir os mantimentos para esta expedição.

      Gostamos bastante das comidas para acampamentos encontradas em alguns mercados em Huaraz, itens com embalagens pequena e delicias como o queijo fundido, leite em pó em embalagem de 200g, o pão clássico deles, redondo e achatado ( que dura mais de 1 semana e não amassa na mochila) doce de leite, doce de morango… hmmmm e o melhor é que se encontra facilmente e com ótimo preço!
      Nossa alimentação para 5 dias de trekking
      Mas você deve estar pensando que carregamos muito peso e na verdade  NÃO! Quem é montanhista sabe que é muito importante estar leve na montanha carregando apenas o essencial para poder ir mais longe. Equipamentos bons e leves fazem a diferença, tornando a caminhada mais fácil e prazerosa. Além da barraca, saco de dormir, isolante e comidas, levamos um bom peso  com câmeras, baterias extras, drone e alguns outros eletrônicos, o que resultou em 2 mochilas bem cheias! 😮
      O lado bom de fazer este trekking de forma autônoma é que estávamos livres naquele ambiente, acampávamos onde queríamos e fazíamos o ritmo da nossa caminhada sem horários ou  itinerário a seguir. Liberdade!
      Camping: Barraca aztec nepal 2p, 2 sacos de dormir deuter orbit -5c conforto,  isolante inflável forclaz air quechua e 2 travesseiros infláveis. ( este kit nos proporcionou ótimas noites de sono com conforto, porém os sacos de dormir sintéticos pesam um pouco )
      Além disso o kit básico de vestimentas contendo: 2 camisetas dryfit, 1 segunda pele térmica, 1 casaco de pluma, 1 corta vento impermeável, 4 meias, botas da snake andina extreme, bandana,  óculos de sol, bastão de caminhada, lanternas de cabeça, gorro, luva, chapéu, bloqueador solar e repelente.
      Kit higiene compacto
      Kit primeiro socorros
      GPS, baterias, drone, câmera fotográfica, celular, pilhas extras.
      Kit cozinha, com 2 copos, panelas e frigideiras compacta sea to summit, esponja, garrafa térmica pequena, fogareiro e gás.
      Não é necessário nenhum equipamento especifico para neve nesta travessia, as temperaturas são agradáveis, até quente durante o dia ( sol a pino, sem muitos pontos de sombra ) e frio durante a noite, a temperatura miníma que pegamos durante a madrugada foi de -7c°.
      O LUGAR
      Cordilheira Branca, Huaraz, Peru
      Apachetas com vista para o imponente nevado Artesonranju
      O Parque Nacional Huascarán é um paraíso de montanhas nevadas, com 60 cumes acima dos 5 mil metros de altitude, 27  com mais de 6 mil metros de altitude, 663 glaciares, 269 lagos de cor esmeralda e 41 rios. Ainda conta com 33 sítios arqueológicos. Um desafio com muitas opções. O tempo todo os nevados estão ao nosso lado!
      O Nevado Huascarán ( montanha simbolo do parque e da cidade de Huaraz ) é uma montanha da Cordilheira Branca, parte dos Andes peruanos. Com 6.768 m, o mais meridional de seus picos (Huascarán Sur) é o mais alto do Peru  e um dos mais altos da América do Sul após o Aconcágua, e o Ojos del Salado.
      É a montanha mais alta de toda a zona tropical da Terra, além de seu cume ser o segundo ponto da superfície terrestre mais afastado do centro do Planeta (depois do Chimborazo, no Equador) e o ponto terrestre com a menor atração gravitacional. O pico é formado pelos remanescentes erodidos de um estratovulcão ainda mais elevado que a montanha que hoje existe.
      A montanha recebeu o seu nome de Huáscar, um chefe inca do século XVI que era um líder do Império na época.
      O Huascarán está tombado dentro de um parque nacional com o mesmo nome.
      No caminho encontramos diversos picos Nevados e entre eles, o famoso Alpamayo – 5.947m – que foi eleita em um concurso na Alemanha em 1966, a montanha mais bonita do mundo e o Artesonraju – 6.025m que é ícone dos filmes  da Paramount Pictures.
      O nevado Artesonranju é a montanha ícone que vimos nos filmes da Paramount. apesar de não ser a mais alta, é uma das montanhas mais técnicas da Cordilheira Branca.
      Durante o trajeto fizemos um caminho extra de 8km ( ida e volta) para ir acampar a 4,300m na base do nevado Alpamayo, na sua face NW. Sem dúvidas um dos pontos altos da viajem.
      Apacheta e o Nevado Artesonranju, se destaca a direita, montanha ícone dos cinemas
      Junto do Artesonranju,o Alpamayo também é uma montanha muito técnica. Conversamos com uns escaladores que encontramos no campo base, que nos contaram que a parte final antes do cume é uma parede vertical de gelo com 400m para ser escalada.

      O TREKKING
      DIA 1  – Subindo o vale montanhoso
      Segunda feira – 27 de agosto de 2018.
      Acordamos mais tarde nesse dia e saímos do hostel as 10h, caminhamos até o centro para tomar um colectivo que nos levasse do centro de Huaraz até Caraz, uma pequena cidade ao norte, para lá pegar outra van até Cashapampa, um “pueblo” muito pequeno, onde termina ou inicia a trilha.
      Lá, o ponto de inicio da caminhada é a quitanda do Seu Aquiles, local onde eles criam Trutas e Cuís (porquinho da índia)  e  quando chegamos, não havia ninguém em casa. Pensamos em esperar,  já era 13hrs e a intenção de inicio era pernoitar por ali mesmo para começar a trilha no outro dia cedo, o sol estava escaldante e não tinha como tirar a camisa de manga longa e a calça devido a grande quantidade de insetos naquele lugar quente e empoeirado.
      A jornada de transporte saindo de Huaraz até o ponto de inicio da trilha levou em torno de 5 horas e pegamos 2 vans, não foi difícil de se achar, há várias vans saindo durante o dia, é só saber para onde quer ir e perguntar aos motoristas das vans.
      Marco de inicio do Trekking de Santa Cruz
      Havia uma placa de um jovem americano que havia desaparecido por aquela região. Isso nos deixou um pouco apreensivos. Segundo o povo  local, o rapaz se perdeu durante a tentativa de escalada a um cume nevado.
      Esse aviso estava espalhado por vários pontos de Huaraz
      Logo chegou um taxista trazendo a esposa de seu Aquiles, que nos recebeu e confirmou que poderíamos acampar ali. Por volta das 16hrs o clima ficou mais ameno e acabamos por mudar de ideia, ficamos ansiosos para começar a trilha naquela hora mesmo e decidimos nos adiantar para ganhar tempo. Seguir caminhando e acampar no primeiro lugar bom que achássemos antes de escurecer.
      Bar do sr Aquiles, ( estava fechado) ponto de inicio da nossa caminhada. ao fundo o pequeno povoado de Cashapampa
      Sua esposa muito atenciosa nos ofereceu lugar para ficar e nos informou que também preparava comida, poderíamos pescar trutas do seu tanque e limpar na hora! Deu vontade, mas recusamos e as 16h colocamos o pé na trilha!
      As águas geladas que vem das montanhas são ideais para a criação de trutas, peixe que é abundante nesta região.
      De inicio, subidas mais fortes, sempre seguindo ao lado do leito do rio Santa.  Com o final de tarde chegando a temperatura diminuiu e ficou  mais agradável de caminhar. Seguimos por 3 horas até onde terminava o primeiro trecho de subida e começava um descampado mais plano. O vale das montanhas nevadas mais altas já estava visível, de longe no horizonte dali em diante. Logo que começou a escurecer encontramos um local perfeito para acampar, um belo gramado plano e bem reservado ao lado do riacho!
      Era tudo que queríamos naquele final de tarde!

      O Local é perfeito com um visual de montanhas rochosas, pedras que pareciam ser moldadas para sentar e um rio de águas gélidas e cristalinas. Mesmo com toda transparência da água, lembramos das dicas nos relatos lidos e assim não dispensamos o uso de nosso filtro de água, também sempre ferver a água da comida antes, já que por ali havia muito gado e a água poderia estar contaminada.  Caminhamos nesse dia cerca de 7km com as mochilas carregadas e chegamos às 18:30h no ponto onde acampamos. Saímos de 2.980m e chegamos à 3.300m de altitude neste primeiro dia.
      Noite linda, descobrindo um lugar incrível!
      Nessa noite comemoramos a véspera do meu aniversário, conectados apenas com a natureza.
      Um pedaço do paraíso nas inóspitas montanhas do Peru. Para fechar com chave de ouro, a lua cheia se revelou por de trás das montanhas. A janta essa noite foi por conta do Renan, que preparou um delicioso espaguete com creme de cogumelos, acompanhado de um bom vinho.
      DIA 2 – Aniversário da Vanessa, descobrindo montanhas
      28 de agosto de 2018
      Acordei e me dei conta que estava completando os meus 24 anos. Confesso que foi um aniversário bem diferente, mas com certeza  um dos dias mais incríveis e que jamais esquecerei na minha vida!
      Renan cantou Parabéns, assim que acordou às 7h.  Levantou-se fez um delicioso café reforçado enquanto eu descansava um pouco mais. Depois do café, levantamos acampamento para iniciar o nosso segundo dia de caminhada na travessia de Santa Cruz.
      Amanheceu friozinho e um dia lindo e seco. aproveitamos o friozinho da manhã para caminhar, pois no meio do dia o sol era muito forte e preferíamos parar para descansar.
      Aquele café da manha do aniversário na montanha! (Não reparem minha cara, de quem acabou de acordar! rs)
      Esperamos os primeiros raios de sol tocarem a nossa barraca, e colocamos os equipamentos rapidamente para secar e assim guarda-los na mochila e seguir a pernada.
      Acordando com 24 anos e desmontando acampamento de manhãzinha! Assim que eu gosto!
      Pé na trilha, costeando montanhas e o riacho, sempre com uma quase imperceptível subida continua, passamos pelo Acampamento LLamacorral à 3760m por volta das 9:30h.
      Área de Camping Llamacorral
      Este lugar geralmente é o primeiro ( ou ultimo) camping. Este seria nosso local de pernoite caso tivéssemos saído mais cedo no dia anterior, mas confesso que o lugar que achamos na sorte foi muito melhor, acampar ao lado de um riacho tranquilo que nos proporcionou uma ótima noite de sono!
      Conforme íamos subindo a vegetação mudava. Logo abaixo dos 3.000m era muito seco e só havia vegetação onde tinha irrigação, conforme subíamos até os 3.500m a vegetação aumentava, e acima dos 3.700m começava a diminuir novamente. A paisagem não tinha muito verde e sim muita rocha, areia e gelo nos picos mais altos. A altitude e a falta de chuvas na região tornavam a paisagem completamente diferente de tudo que conhecemos no Brasil.
      O sol começava a ficar forte e a temperatura aumentava, já estávamos apressando o passo em busca de um bom local com sombra ( raro por ali ) para descanso e almoçar. Começou a ventar forte após as 11h, o que amenizou a sensação de calor. Conforme subíamos a temperatura ficava mais agradável.
      Parada para lanche abrigados do vento e do sol!
      Encontramos um pinheiro imenso, que nos serviu de sombra e nos protegeu do vento. Ficamos cerca de 1h descansando, fizemos um lanche e seguimos o caminho. A principal dificuldade era o sol forte, muito protetor solar e chapéu grande, após o lanche seguimos a caminhada, pois precisávamos fazer pelo menos 15km neste dia.
      Depois de cerca de 4 km passamos ao lado da impressionante Laguna Jatuncocha de água azul turqueza, estas lagunas são literalmente uma reserva de água importante para os moradores locais.
      Em alguns trechos havia uma espécie de barragem pequena, feita para as lagunas não “estourarem” no período de chuvas evitando estragos montanha abaixo.
      Seguimos caminhando pela sua borda subindo o belo vale de montanhas.
      Laguna Jatuncocha! Surreal!
      Durante quase toda travessia havia trilha demarcada, o rio corria ao lado esquerdo e com duas cordilheiras de montanha uma de um lado e outra de outro que formavam um caminho mágico.
      Conforme subíamos o rio ia ficando mais fraco, até quase sumir, restando apenas os veios de água que em alguns pontos era possível ver eles escorrendo da neve das montanhas. No local não há nascentes de água, toda a água vem direto do degelo das montanhas nevadas escorrendo montanha abaixo.
      Veios de água que correm da montanha
      Seguimos subindo o vale e aos poucos as montanhas nevadas iam ficando mais perto de nós e a vista cada vez mais impressionante!
      Se aproximando das montanhas nevadas
      Em um trecho já acima da laguna, passamos por um terreno com grandes rachaduras, uma antiga lagoa que secou. Parecia que naquela região não chovia a tempo.

      Mais um trecho vale acima e chegamos no acampamento Jatunquisuar, com uma bifurcação, de onde se subia para a base do Alpamayo ou para o Passo Punta Union.
      A travessia de 4 dias não faz esta parte extra que fizemos. Ao ver a topografia das montanhas que estávamos, ficamos fascinados, subir por este vale rodeado quase 360° por montanhas parecia surreal e incrível, não poderíamos deixar de conhecer.
      Já era quase 6 horas e estávamos cansados, tínhamos que decidir se no próximo dia iriamos somente fazer um ataque, bate-volta no mesmo dia até o campo base do Alpamayo, deixando a barraca e pertences escondidos na mata, ou se iriamos subir com tudo e acampar lá em cima. Resolvemos  subir de mochilão e acampar na base do Alpamayo.
      Mapa topográfico com nosso trajeto, estávamos literalmente rodeados de montanhas para todos os lados!
      Decidimos ficar 1 dia a mais na travessia e precisávamos racionar a comida para se manter nesse dia extra. ( sorte que levamos 1kg de tapioca do Brasil )

      2° acampamento, à 4.175m – Jatunquisuar – bifurcação entre o Alpamayo e Passo punto Union.
      Cansada, após um dia inteiro de caminhada, gravei este vídeo no final da tarde:

      Estávamos bem cansados, pois fizemos mais de 17km neste dia, jantamos e logo capotamos na barraca, ansiosos pelo próximo dia que prometia visuais incríveis, cerca de 10 minutos depois da gente entrar na barraca começou a chover, hora água, hora um granizo fino e passou tão rápido quanto chegou.
      Segundo acampamento
      A orientação neste local é cuidar com as vacas, que são curiosas e podem vasculhar sua barraca em busca de comida num momento de distração.
      DIA 3 – Subindo até base do Nevado Alpamayo, 360° de montanhas
      29 de agosto de 2018
      Acordamos as 7:30h para preparar o café da manhã e começar a organizar as tralhas, enquanto isso notamos que estávamos sendo observados…

      Alguns pássaros se aproximavam da gente enquanto comíamos bolachas, ai descobrimos o seu interesse, quando saímos ele atacou as migalhas!

      Pegamos a trilha à esquerda, e subimos mais 500m de altura para acampar aos pés do Alpamayo, Quitaraju e Puscahirca sur,  para no próximo dia retornar ao trajeto da travessia e seguir o caminho rumo ao passo punta Union.
      No caminho:

      No caminho encontramos flores lindas típicas da região: Lupínios azuis que exalam um perfume forte e agradável. No trajeto, nos sentíamos bem com a beleza do lugar. Há mais verde, campos largos com grama, flores e florestas que nos presenteavam com adoráveis sombras!
      Luípios em destaque e ao fundo, Nevado Alpamayo.
      Alguns mochileiros passavam por nós, que estavam bem equipados para alta montanha e tinham intenção de escalar o Alpamayo. ” Buena suerte!”
      Avistamos os nevados Jancarurish, Quitaraju, (6040 m.), Pucahirca, Rinrihirca, e aos poucos foi se revelando uma enooorme barreira de montanhas.
      Conforme nos aproximando dos nevados reparamos que havia pontos pretos na neve, que se moviam de lugar.
      Zoom máximo na câmera e conseguimos observar alpinistas subindo o nevado Alpamayo, na rota Quitaraju Trek.
      Comentamos sobre a dificuldade, a coragem e a determinação de fazer uma aventura dessas. Subir estas montanhas nevadas deve ser incrível, porém não são nada fáceis, exigem muita força e técnica. Descobrimos o quão sofrido é fazer alta montanha, pois na tentativa anterior ao nevado pisco e o Cume do Diablo Mudo em Huayhuash,  que fizemos não foi nada fácil. Sem dúvidas o Alpamayo e as montanhas nevadas desse local é nível hard.
      Alpinistas escalando o nevado Alpamayo! Foi um belo registro.
      Depois da subida havia uma parte plana, onde paramos para contemplar a estonteante paisagem. De um lado se via Artesonraju – e do outro o imponente Alpamayo junto de uma extensa escarpa de montanhas nevadas IMPRESSIONANTES!
      Este local “secreto” sem dúvidas foi o ponto mais emocionante destes dias em Santa Cruz.
      Nevado Artesonranju, a montanha piramide.
      Impressionantes formações rochosas, confesso que ficamos na vontade em tentar subir um destes nevados!
      Porém só de olhar a inclinação das subidas já nos cansava!
      Á direita: Quitaraju e à esquerda Alpamayo.
      Continuamos a caminhada até ponto de acampamento, próximo dali também havia um refúgio, onde geralmente ficam os grupos alpinistas que tentam ascensão a montanha.
      Fomos conhecer e havia um peruano que estava esperando uma equipe de 3 alpinistas contando com 1 guia que tinham subido ao Alpamayo de madrugada, eram os “pontos” que avistamos na neve durante a manhã ( registrado na foto acima) .
      Em baixo de uma árvore, um pequena parada para descanso. Montamos a barraca numa área mais reservada e partimos para outra caminhada, desta vez sem o peso das mochilas até uma laguna que ficava aos 4.420m, próximo dali.
      Nosso acampamento, e o base camp Alpamayo (ao fundo)
      Encontramos uma enorme pedra, onde havia fotos e homenagens dos escaladores que faleceram tentando escalar esse nevado.
      Lembranças dos escaladores que perderam a vista nestas montanhas
      Ficamos imaginando a rica e antiga história de montanhismo deste lugar e a experiência dos tantos aventureiros que  passaram por aqui.
      Nesse dia caminhamos 4 km e tivemos 500m de subida para chegar ao Camping por volta das 12h. Após o lanche, subimos sem mochila a Laguna Arhuaycocha, que levou em torno de 3 horas ida e volta num ritmo bem tranquilo e com bastante tempo para fotos e videos.
      Esta Laguna é de uma beleza extrema com o glaciar vindo do Pucajirca Sur (6040m) e do Ririjirca(5810m) que seguiam a formar a laguna de degelo, onde o gelo realmente tocava a água.
      Valeu a pena chegar aqui!
      Decidimos explorar um pouco mais e antes vimos nos mapas que havia um mirador à direita, seguimos o aclive e contemplamos a melhor vista para as montanhas nevadas e a laguna. Um dos dias mais bonitos da travessia.
      Laguna arhuaycocha e nevado Taulliraju
      Visual impressionante,o vento soprava forte final de tarde.
      No mirador da Laguna Arhuaycocha, locais incríveis!
      Na chegada fizemos um café para espantar o frio que chegava com o pôr do sol! Logo fizemos o jantar e fomos deitar um pouco com o avanço da barraca aberto para desfrutar da bela noite estrelada. A noite foi extremamente fria, chegamos aos -7 graus, mas nossa barraca, isolante e saco de dormir aguentaram bem e nos mantiveram aquecidos e confortáveis.
      Nossa sala de jantar!
      Enquanto jantávamos vimos a lua saindo por trás da montanha, cena mágica que ficou gravada em nossa memória!
      Dia 4 – Rumo ao passo Punta Union
      30 de agosto de 2018
      Saímos da barraca de madrugada para ir ao “baño” e vimos que havia com uma camada de gelo no sobreteto. Ficar fora com pouca roupa era impossível, as mãos e pés doíam de frio sem luvas ou proteção extra ( não queria colocar, luvas, jaquetas e bota para sair rapidinho) , o jeito era ficar na barraca quentinha até o sol sair e “desencarangar” para poder começar a o café da manhã e desmontar acampamento.
      Nossa barraca num amanhecer gelado na cordillera blanca
      Base camp Alpamayo e o brilho do gelo em nossa barraca.Valeu a pena sair cedo só para ver o sol tocando as montanhas!

      Nesse dia por conta do frio, voltamos para barraca e ficamos até pouco mais tarde, tomando um café da manhã, admirando a paisagem, e se preparando para o dia que viria.
      Pucahirca sur, visto de nossa barraca no amanhecer
      Saímos um pouco tarde, por volta das 9h estávamos prontos com a mochila montada para baixar, e depois subir. Nosso objetivo neste dia foi atravessar o passo Punta Union. Descendo de 4.400m aos. 4.000m e depois subir novamente até os 4.700m. Este dia prometia ser o mais difícil da travessia.
      Rota de colisão 😮
      Devido a altitude da montanha o som dos aviões era bastante perceptível.

      Seguimos baixando e pegamos um atalho que nos fez evitar uns 100m de subida, e seguimos pelo ultimo grande platô, descampado, antes do grande passo de montanha.
      Vista para o vale em que viemos subindo nos últimos dias, o passo fica atrás.
      Durante a primeira baixada uma grande butuca nos seguia. Comemos bolachas e doces durante o caminho. Por causa dos restos que ainda colavam levemente entre os dedos da mãos, a espertinha nos incomodou por um longo trajeto com seu zunidos e seus ataques surpresa em volta de nosso chapéu.
      A subida que era quase plana, se tornava mais ingrime. Com quase nenhuma fonte de água ou sombra, já estávamos exaustos por conta do calor e sol forte. Baixamos a cabeça e seguimos devagar e sempre, rumo ao passo Punta Union, o gatorade de 750ml que guardamos para este dia foi realmente muito útil! Nessas condições é importante ter muito liquido a disposição para beber, e só água não saciava a sede, precisávamos de açúcar no sangue.
      No inicio da subida ao Passo Santa Cruz, esta foi a única “sombra” que achamos.
      Seguimos subindo a montanha e aos poucos a paisagem ia mudando, ficando cada vez mais bonita conforme ganhávamos altitude.
      Na metade do caminho era possível avistar a laguna Taullicocha, água azul turquesa do degelo das montanhas nevadas ao redor.
      Parada para descanso admirando a Laguna Taullicocha
      Subindo o Passo Punta Union:

      Depois de uma intensa subida, acima dos 4.500m o soroche começou a aparecer mais forte, a mochila parecia que pesava mais, o único jeito era continuar numa passada bem lenta, um passo de cada vez!
      Subindo…
      Este foi o dia em que encontramos mais pessoas na trilha, os dias anteriores vimos  poucas pessoas, mas no caminho ao punta Union encontramos vários grupos, todos com guias e arrieiros levando suas bagagens.  Encontramos apenas outro casal de mochileiros descendo e também uma senhora de 74 anos, que nos surpreendeu pela sua força e resistência!
      Subindo o passo Punta Union!
      Também encontramos um “guia” estrangeiro, desesperado, que estava procurando 2 pessoas que desapareceram de seu grupo, esperamos que tenham sido encontradas!
      Apesar do caminho ser bem marcado, boa visibilidade e até sinalizado, as pessoas que não estão acostumadas a se orientar na montanha podem se perder facilmente aqui.
      Finalmente! Alcançamos o passo punta Union as 17:04hrs! visual incrível!
      Não pudemos ficar muito tempo no passo, pois já estava tarde e ainda tínhamos que descer, e encontrar um lugar para acampar, e o gps marcava que o prox. acampamento estava a cerca de 7km dali, então começamos a baixar do outro lado do passo, apenas descidas, muito mais fácil agora!
      Baixando, já no outro lado do passo! baixar é só alegria 
      Gostaríamos de ter tido mais tempo para explorar este local, seguindo por esta crista até onde começa o glaciar, quem sabe numa próxima…
      Imagem aérea do caminho que fizemos, viemos da esquerda, subimos e descemos a esquerda
      Na imagem abaixo a passagem para o outro lado do Passo Punta Union.
      Chegada ao Passo Punta Union!
      O caminho ficou cada vez mais longe e já estava ficando noite, descemos o máximo que conseguimos, até o anoitecer.  Descemos 5km, até os 4.000 metros onde finalmente encontramos um gramado plano que serviria de acampamento. Decidimos ficar por ali mesmo próximo à um riacho, dormir com o barulhinho da água e tendo água próxima para nosso uso.

      Quando montamos a barraca começou a aparecer vários mosquitos. Mal deixei a porta da barraca aberta já tinha vários dentro também. Tivemos que fazer um fogo para poder espanta-los e  fazer o jantar ali fora. Fomos dormir defumados.
      À noite, já deitados, vimos uma luz vindo em nossa direção,  ficamos um pouco apreensivos, mas ficamos dentro da barraca camuflada com árvores ao lado da trilha. Mais tarde quando estava mais tranquilo, olhamos em volta e havia algumas vaquinhas que pastavam e mais abaixo uma barraca. A luz eram de outros mochileiros que também resolveram acampar próximos dali.
      Combinamos de acordar cedo no próximo dia, para caminhar até Vaqueria, local onde conseguiríamos o transporte para retornar a civilização!
      Dia 5 – Passo Punta Union – Vaqueria
      31 de agosto de 2018
      No outro dia acordamos super cedo e assim que tomamos café e desmontamos rapidamente o acampamento, continuamos na trilha morro abaixo, sempre descendo, apressando o passo.
      As 9:14h chegamos no ponto de acampamento oficial, onde deveríamos ter chego ontem.
      Chegando no posto de controle tivemos que apresentar os tickets de acesso, que havíamos comprado préviamente em Huaraz, caso não tivesse poderia ser adquirido na hora, pelo valor de 60 soles p/ pessoa.
      As 9:30h chegamos ao posto de controle
      Ai fomos informados que faltavam mais 7km para chegar a Vaqueria, e que teria onibus até as 15Hrs.
      Os primeiros indícios de civilização começaram a aparecer quando chegamos ao pequeno pueblo de Huaripampa, um local bem simples de casas feitas com tijolos de barro.
      Chegada ao Pueblo Huaripampa!
      Algumas crianças que estavam por ali vieram correndo em nossa direção, falando  ”galletas, galletas!” Já estavam acostumados a ganhar um lanchinho dos mochileiros que passavam por ali.
      Logo após um senhor de idade avançada, com o rosto marcado por uma vida sofrida nos pede algo para comer ou beber porque estava com muita” hambre e sede”. A unica coisa que tínhamos na mochila era uma ”marmelada de frutijja” (geleia de morango) e  ”ojas de coca”’e pouca água, doamos toda a comida que tinha sobrada da travessia ao senhor. Era um local precário e com muita pobreza.
      Em muitas regiões do peru as casas são feitas com tijolos artesanais
      Seguimos até uma quitanda,  tomamos uma cerveja quente e comemos bananas.  Conversamos com 2 campesinas que nos informou que poderia chamar um taxi para nos levar até Vaqueria por 60 soles. Valor para ”’gringo”.
      Quitanda, em Huaripampa
      A proposta foi tentadora mas seguimos caminhando debaixo do sol forte.
      Eu Vanesssa já estava com dor no pé, pois havia aparecido bolhas que estavam me incomodando, porém isso não podia me afetar pois tinha que continuar, caso contrário, não iriamos conseguir pegar o colectivo a tempo. No caminho  ainda fomos surpreendidos com uma forte subida, talvez porque estávamos cansados, ela parecia muito maior! Nossa sorte é que tinha bastante arvores e sombras no caminho!
      Depois de uma longa subida, finalmente em Vaqueria, esperávamos um pequeno pueblo, mas na verdade era quase como um ponto de ônibus, a beira da estrada com algumas vendas.
      Pueblo de Yanama – Vaqueria
      Chegando em Vaqueria, paramos em uma tenda simples e uma campesina estava lavando roupa em uma bacia. Parou para nos atender e perguntei se não havia sopa e ela prontamente disse que sim e que iria fazer para mim por 5 soles, pedimos uma cerveja para comemorar a chegada!
      Final da caminhada
      Ótimo, chegamos próximo do meio dia, com muita fome e o primeiro colectivo só chegaria às 14h. Durante o almoço a campesina também se sentou com a gente para almoçar e nos contou sobre a sua pousada que ficava a uns 100 m dali. Conversamos com algumas crianças que estavam ali também esperando o colectivo. Passaram 3 vans lotadas de gente, e não teria condições de irmos junto por falta de espaço para nós e as mochilas, e ficamos por ali matando tempo à espera no ônibus.
      Quando já estávamos ficando preocupados, finalmente por volta das 16hrs apareceu um ônibus grande, que nos levaria diretamente até Huaraz ( 140km) por meros 50 soles para nós 2, valeu a pena esperar por este busão!
      E quando achamos que a aventura acabou, o trajeto que fizemos com esse busão foi sensacional e deu até medo!
      Descendo a montanha
      Passamos pelas estradas ao lado de penhascos e curvas fechadas, só passava um veiculo por vez. Relaxamos na cadeira tendo as melhores vistas pela janela de todas as montanhas nevadas imponentes  na Cordilheira Branca. Subimos um passo de ônibus e descemos do outro lado, passamos em frente ao mesmo local onde entramos para o nevado pisco e laguna 69.
      Vista da Janela do onibus. Huascarán a esquerda e Huandoy a direita
      Pense numa estrada insana! Tudo que queríamos naquele momento era uma mountain bike para descer esta serra!
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      Do alto do passo, o ônibus fez uma parada, estávamos cara a cara com o nevado Huascarán, o mais alto do Peru e o impressionante macico do Huandoy.
      Os 2 picos do Nevado Huascarán, Norte e Sul
      Sensação de desafio completado com sucesso! Saímos estasiados de mais uma espetacular travessia na imersão dos Andes Peruanos. Gratidão a Pachamama!
      Chegamos a Huaraz por volta das 20hrs, fizemos um lanche no primeiro lugar que encontramos  e pegamos um taxi até o hostel para o nosso merecido descanso!

      Confira o post Original no blog: http://casalnamontanha.com.br/2018/11/10/trekking-santa-cruz/
    • Por Jeanjcfm1
      E aeee Mochileiros.... passagens compradas.... abaixo um rascunho do meu roteiro e as cidades que irei passar. Vou com pouco dinheiro mas com muita disposição... 

      12/03 - Chego em CUSCO. 
      16/03 - Ica ( Huacachina)
      17/03 - Paracas
      20/03 - LIma ( Direto para Huaraz) 
      20/03 - Huaraz
      23/03 - Lima
      26/03 - Brasil

      Aceito dicas de hostels, agências e passeios.... se tiverem algum grupo no Whatzaap, me adicionem  027997203920


       
    • Por Lukasandrigo
      Salve salve galerinha do bem!! 
      De boas???
      entao eu estou planejando uma trip nas minhas férias de maio... e o destino escolhido foi o Peru!
      estou pensando em fazer a trilha de salkantay, rainbow mountain, laguna 69 entre outras coisas que eu conseguir fazer enquanto por lá.
      minha ideia inicial eh começar no dia 6 qndo chego em Cusco.. deixando o dia 6 e 7 para aclimatar,
      dia 8: rainbow mountai
      dia9: iniciaria a trilha de salkantay (5dias)
      dias 10, 11, 12 e 13 dedicados a essa parte
      dia 14: Cusco 
      dia 15: cedo voo para Lima e de lá direto para huaraz
      dias 16, 17, 18 totalmente dedicados a trilhas e oportunidades que Huaraz oferece!
      Dia 19: retorno à Lima,
      dia 20: retorno à Sp!
      então esse eh o meu plano inicial... mas os pcts e trilhas vou acertar tudo lá mesmo qndo chegar no Peru!!
      gostaria de saber se podem me ajudar com algumas dicas e alterações nesse meu planejamento! Mas tbm com algumas dúvidas do tipo: 
      * levar dólares, soles ou reais mesmo!?
      * 3 dias em Huaraz seriam suficientes para poder aproveitar um pouco do que esse lugar tem a oferecer?
      * 4 se alguém aí tem alguma ideia de preços médios atualizados desses lugares q eu citei!!! 
      Valeu galera!!! 
      Obrigado
       
      Lukas Andrigo ...
       
    • Por Tabata FB
      Olá mochileiros e mochileiras ! Tudo bem com vocês ? Como estão os planos para a(s) próxima(s) viagem(s) ?    Estes próximos posts são para quem está almejando uma viagem ao Peru, e para quem ainda não tem isso em vista, após conhecer esse pedacinho de mundo bem do nosso ladinho, vai querer passar na frente na lista de destinos! Estou aqui para compartilhar um pouquinho dessa experiência incrível que tive o prazer de me proporcionar nesse ano de 2017. O intuito é te ajudar! Da mesma forma que sempre recebo muita ajuda por essa galera sensacional desse grupo! Seja bem vindos à minha viagem ao Peru, em 18 dias, por 8 cidades, sozinha, de mochila nas costas, coragem, mente e coração abertos!     Como tudo começou:   Como todo mundo que passa por aqui, sou uma garota que ama viagens e viajar! Fiz algumas viagens fora do país a passeio e a trabalho no ano de 2014. Nos anos seguintes, 2015 e 2016 minha vida foi só trabalho, não tive tempo para planejar viagens internacionais, acabei optando por conhecer cantos do nosso Brasil (AMO!). Porém, é sempre bom esse contato com culturas diferentes, lugares diferentes, pessoas diferentes, então, estava faltando algo em mim, eu precisava "sair por ai". Depois dessas viagens que fiz, dentro de mim tinha que a próxima seria aqui na América do Sul, então no final de 2016 comecei a ler muito sobre isso. Passei por aqui muitas vezes, li muitos relatos. A princípio, estava lendo sobre fazer Peru, Chile e Bolívia na mesma viagem. Porém, como não teria mais que 20 dias, estaria sozinha e por sempre ter mais lugares no Peru que eu desejava visitar, acabei optando por somente Peru.     Dica: Relato do Rodrigo (@rodrigoalcure) ! Muito bom!    Preparativos:   Como eu já sabia que seria uma viagem estilo mochilão, desde final de 2016 já comecei fazendo a lista das coisas que precisava comprar. Veja! Toalha de microfibra (Dechatlon) Bota para trecking (Bota Finisterre Vento) Mochila cargueira (Quechua Escape 50 litros) Mochila de ataque (A mochila Escape já vem com a de ataque) Power Bank (Asus) Óculos de sol polarizado (Speedo Voley) Roupa segunda pele (Dechatlon) Meias para trecking (Dechatlon) Blusa fleece (Dechatlon) Casaco corta vento (Dechatlon) Câmera (Troquei de celular, fiquei com a câmera do Zenfone 3, Asus)  
      Como podem ver, a maioria das coisas adquiri na Dechatlon! Lá tem tudo e com um ótimo custo benefício. Os outros itens fora da Dechatlon foram alvo de muita pesquisa, com isso, após o uso, indico todos!   Abaixo, outros itens importantes que adicionei na minha lista de coisas para levar:   Capa de chuva Kit primeiros socorros (Com remédios essenciais, band-aid) Adaptador de tomadas Zip Lock Lenço umedecido Protetor solar Kit para sono (protetor auricular, tapa olho, suporte para pescoço) Cadeado Doleira Pinça Linha/agulha Álcool em gel Tesoura    
      Fora isso, o básico, que seriam as roupas de frio (seguindo o protocolo de 3 camadas), cachecol, luvas, toucas.      Dicas: Leve repelente! Eu não levei, porém, em Machu Picchu você vai precisar! Leve um relógio, pulseira, algo que te forneça o horário e seja de fácil acesso o tempo todo. Manter a pontualidade é de extrema importância! Eu utilizei a minha smart band o tempo todo "colada" em meu braço. A mochila cargueira da Escape não foi suficiente, pois era muito pequena. Precisei comprar outra mochila durante a viagem. Como fazer caber tudo na mochila? Leve somente o que você vai utilizar! Como por exemplo, não precisa do pote inteiro de shampoo, separe e leve em um recipiente o suficiente para o período que vai passar lá.  Evite itens em vidros, pois pesa muito na mochila. Duas semanas antes da viagem eu já comecei a separar as coisas que iria levar em um canto. Isso te ajuda a não esquecer nada!   Roteiro:   O roteiro foi fruto de muitas pesquisas! É a junção de todos os lugares que me fizeram querer aproveitar para explorar dessa vez somente o Peru! Passarei por 8 cidades peruanas. Olhem só:       Passagens:    Comecei a busca por passagens por volta de 2 meses antes. Acompanhei por um bom tempo o vem e vai de preços.  Com a ajuda do Google Flights, consegui acompanhar as promoções e peguei um bom preço e nas datas que eu precisava.    Dica: No Google Flights é possível você cadastrar as datas, voos e horários que você quer acompanhar e ele te envia e-mails de notificação quando o voo aumenta ou diminui de valor. Muito, muito útil! Depois que conheci, não usei outro buscador.     Acredito que já dei umas boas dicas nessa intro  As próximas, vou passando conforme relato os dias. Bora pro Peru, partiu!      ...Continuação nos próximos posts    Beijos!  Tabata Instagram: @tatablita


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