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Ale Viagens Incríveis

Trekking nos Lençóis Maranhenses, Queimada dos Britos e Baixa da Grande.

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Finalmente consegui realizar o sonho de atravessar os Lençóis caminhando, conhecer as lagoas mais incríveis e obviamento menos turisticas e desertasssss desse paraiso.

Foram 3 dias , iniciando em Santo Amaro e finalizando no Canto do Atins.

Lembrando que a areia das dunas não tem sal e não esquentam. Caminhamos de meias para não lesar o pé. Levamos 4 litros de água para cada, frutas, e sanduiche de ovos para esse primeiro dia.

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Guia Cleiton 098999833442 para reservar a travessia com quadriciclo pelo circuito das lagoas de 3 dias

R$300,00 por dia para nos guiar 3 dias R$900,00. Para até 3 pessoas esse esmo valor.

Seu Zeca e dona Evanira, o rancho dos Liras 098986040016 para reservar hospedagem, almoço e jantar.

R$100,00 por dia com café, almoço, jantar, dormida em rede, passeio na lagoa secreta, frutas docinhas do pé, água geladinha, sucos naturais,sorvete de cupuaçu feito por dona Evanira. Valores Para uma pessoa.

Leve dinheiro,pois nenhum lugar tem conexão, não existe sinal de internet e celulares graças ao bom deus, não funcionam, somente da Operadora Oi.

Um guia nascido na queimada dos Britos foi muito importante para que nossa travessia fosse segura, incrível, e de paisagens inesquecíveis, segura digo, no sentido que vc pode se perder facinho, afinal com a ventania que acontece por lá,qquer pegada e rastro é apagado 2 minutos depois.

Cleiton nos acompanhou com seu quadriciclo, levando nossas mochilas, água, comidinhas, frutas, etc. Dando suporte em todo o percurso, nos mostrando sua terra natal da melhor maneira possível. Um verdadeiro contador de causos :)

Fizemos o circuito mais demorado dos Lençóis, fomos em zigue zague, conhecendo as maiores dunas e as maiores lagoas do parque, pegamos algumas com água pelo pescoço, outras somente um espelho d'água azul pela cintura. Num total de 68 km em 3 dias.

Na primeira etapa da caminhada, fomos de Santo Amaro até a Queimada dos Britos, ficamos hospedadas na casa do Seu Zeca, única com luz, bebidas gelada e banho morno, não era quente a agua, mas como o sol é muito forte durante o dia, a caixa de água era aquecida e a noite a água estava bem morninha para banho. Esse lugar merece duas noites para vc descansar e continuar seu trekking de mais dois dias.

Seu Zeca nos levou para conhecer a lagoa da Vanessa e a lagoa Secreta (diz ele que só ele sabe onde é, bote fé rs ), e percorremos as queimadas de outras duas famílias, atravessamos o rio negro, subimos dunas de 25m e vimos cada por de sol impossível de descrever 9_9

 

Na segunda etapa, da queimada até a Baixa da grande, fizemos em 5h pois encontramos as lagoas mais lindas dessa travessia. Umas azuis, outras verdinhas. Quase fomos atacadas por duas gaivotas nervosas, que cuidavam de seus filhotinhos em terra.

Dormimos ali na casa de dona Maria da Graça e seu filho Valter, que moram num oásis a beira rio, a energia acaba cedo, não tem bebida gelada, e não tem chuveiro,foi banho de caneca,mas tudo tranquilo, a 'vibe' era essa, a família muito querida fez tudo que podia para nos acolher bem. Ainda aqui subi a duna mais alta da minha vida, para ver um por do sol inesquecível, a duna do Caruto, visual imperdível e um céu de chorar de emoção.

Alias o ceú desse lugar ( dos Lençóis) é algo que vc nunca viu antes, se vc é de SP (céu sempre escondido pela poluição) espere anoitecer sentado a beira de uma duna, com os pés na lagoa quentinha, sim, ao final do dia, essas lagoas parecem águas termais, muito relaxante para terminar um dia de caminhada em grande paz e tranquilidade, ahhhh sem falar na porção de estrelas cadentes, uma por minuto :), perdi as contas de qtas cairam.

Na terceira etapa, da baixa da grande até Bonzinho, ja quase chegando no litoral , foi bem difícil qdo chegamos na parte plana, de areia fofa, mais de 3km andando até alcançar a praia, vento muito forte e o sol já estava apino na nossa cabeça. Protetor solar, água e força nas pernas. Já na praia, subi no quadriciclo até o canto do Atins,pois não aguentava mais, a areia ja tinha sal, o sol ja esta queimando, e as pernas não respondiam mais.

Viajar é sempre uma experiencia de vida, essa foi uma viagem de grande aprendizado e superação.Uma das caminhadas mais lindas que fiz no Brasil.

Namaste viajantes! :x

 

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    • Por Mônica Ferreira Lima
      Gente, a região da Chapada das Mesas é surpreendente! Já conhecia o norte do Maranhão e não esperava encontrar cachoeiras deslumbrantes, fazer trekking com um visual inesquecível e pedalar em ótimas trilhas naquele estado. Como é um parque nacional relativamente novo, ainda está inexplorado, o que é bom para quem gosta de viajar e descobrir novos destinos. Hospedagens simples, comida típica e a generosidade do povo maranhense. Além disso, a Agência Ecotrilhas nos faz sentir especiais, com o profissionalismo e carinho da guia Nanda. Já fui 3 vezes, sempre com roteiros diferentes. Recomendo!



    • Por Trip-se!
      Pessoal, alguém tem indicação de guia que faz a travessia a pé nos Lençóis Maranhenses?
      Muito obrigada.
    • Por Bruno GNR
      Fala galera beleza?
      Gostaria de compartilhar com vocês a viagem que fiz ano passado saindo do interior de SP, da cidade de Limeira, com destino final em Jericoacoara no CE, passando pelos Lençóis Maranhenses.
      Como eu li aqui no fórum muita coisa que me ajudou e também muitos usuários solícitos que sempre foram muito prestativos, queria deixar aqui minha contribuição.
      Quem quiser conferir todas as fotos: https://maladaminhamae.blogspot.com/
      Valeu.
      Depois de maravilhosa e inesquecível viagem por parte da América do Sul, resolvemos partir para uma nova road trip, dessa vez a ideia era chegar até o Ceará, mais precisamente em Jericoacoara, porém, antes passando pelos Lençóis Maranhenses.
      O planejamento foi feito novamente pensando numa trip de baixo custo, no entanto, não passando nenhuma "necessidade", não abrindo mão de lugares que tivessem ar-condicionado e estacionamento.
      Nossa viagem foi feita no seguinte roteiro:

      28/06 - Saída de Limeira (SP)
      29/06 - Brasília (DF)
      30/06 - Palmas (TO)
      01/07 - Grajaú (MA)
      02/07 - Santa Rita (MA)
      03/07 - Santo Amaro do Maranhão (MA)
      04/07 - Santo Amaro do Maranhão (MA)
      05/07 - Santo Amaro do Maranhão (MA)
      06/07 - Jijoca de Jericoacoara (CE)
      07/07 - Jericoacoara (CE)
      08/07 - Jericoacoara (CE)
      09/07 - Jericoacoara (CE)
      10/07 - Teresina (PI)
      11/07 - Bom Jesus (PI)
      12/07 - Barreiras (BA)
      13/07 - Brasília (DF)
      14/07 - Limeira (SP)
       
    • Por Leandro Z
      Apesar de haver bons relatos no site, espero contribuir com o meu.
      Há 4 ônibus diários entre São Luís e Barreirinhas pela viação CISNE BRANCO, R$51, demora 5h (não procurei vans saindo do aeroporto direto pra Barreirinhas, mas existem). Dizem que é melhor fazer a travessia no sentido Barreirinhas - Santo Amaro, por causa da posição do sol e do vento. A estrada São Luís-Santo Amaro é relativamente nova, está boa e é mais perto que SLZ - Barreirinhas. Além disso, as lagoas de Santo Amaro são mais bonitas. ATENÇÃO com a volta de Santo Amaro para São Luís, acho que não tem ônibus (se tiver, são raros) e dependemos do guia em achar uma van que ia pra lá. Geralmente, o último dia termina 12:30h e o transporte até São Luís demora 4h30min. Grande parte da travessia é em areia firme e fria, então é melhor andar descalço ou com meia. Também tem inevitáveis passagens por lagoas menores, onde se molha, pelo menos, as pernas. Elas são boas para se refrescar (o tempo inteiro eu andei molhado ou úmido de propósito). Melhor época: junho e julho, alguns dizem agosto e até setembro, mas nestes muitas lagoas já estão secas. Preços: como junho e julho são os melhores meses, só diária do guia custa até R$250; hospedagem (café da manhã incluído), em redário, sai por R$35; jantar: R$30 a R$35; água de 2l: R$8. Converse com o guia para ver o que está incluído no preço dele (passeio pelo rio Preguiça, hospedagens e refeições, etc). Cansar vai, mas com certeza vale a pena. Acredito que uns treinos de caminhada de 8km sejam suficientes para preparação. Esta é a travessia mais tradicional do parque, mas tem outras de 6 até 10 dias! Levar: poucas roupas (inclusive com proteção UV), meias, chapéu (nessa época, não precisa levar nada para frio, nem tênis), chinelo, protetor solar, água (pode ser comprada em cada parada),  snacks (frutas desidratadas, amendoim e castanhas), dinheiro em espécie, lanterna (não é essencial, não precisa na caminhada, mas ajuda nas hospedagens), coisas de higiene pessoal (sabonete, escova, pasta, repelente). É recomendável levar aquelas baterias portáteis, power bank, mas dá pra usar a eletricidade em algumas hospedagens. Dia 28/jun - 1º dia: Pegamos um barco em Barreirinhas para fazer o passeio pelo rio Preguiça (R$80) por volta das 10h, o guia já nos acompanhava. O passeio é tranquilo, para em Mandacaru, onde tem um farol, também para em Caburé onde tem dunas e uma lagoa. Termina em Atins, banhamos em uma praia. Depois, final de tarde, caminhamos até Canto de Atins, cerca de 3,5h em ritmo tranquilo, sem paradas para banhos, o GPS marcou 12km de caminhada durante o dia todo (pareceu bem menos). Em Canto de Atins, tem dois restaurantes/pousada: do seu Antônio e da dona Luzia. A dona Luzia foi pioneira e é mais famosa, mas o guia disse que a fama subiu-lhe a cabeça, ficamos no seu Antônio. O camarão na chapa é o prato chefe de ambos, não é barato (com refri e água, saiu R$50 cada um o jantar), mas realmente estava muito gostoso. Dormimos em rede (R$35), local coberto com palha, com luz, mas sem paredes, até às 2:30h da manhã.
       
      Dia 29/jun - 2º dia: Prometia ser o mais pesado, cerca de 17km até Baixa Grande (o quarto dia que foi o mais cansativo). Começamos a travessia por volta das 3:15h, depois de um bom café da manhã, caminhamos sob a lua cheia iluminando tudo e temperatura amena. Andamos pela praia um bom tempo, cerca de 4h (com direito a cochilada no caminho) até chegar às dunas. Valeu a pena? Sempre, no entanto, tem gente que faz este trajeto de carro e isto economiza umas boas horas. Nas dunas, subida, descida, banho em algumas lagoas. Terminamos em Baixa Grande às 12:10h. Cansei muito! O GPS marcou, durante todo o dia, uns 27km. Eu digo "durante todo o dia", porque ainda caminhávamos pelos arredores do local da hospedagem para conhecer lagoas, rios, ver o pôr-do-sol. Baixa grande é um vilarejo no meio do deserto, mas com construção de alvenaria e vegetação por perto. Almoçamos galinha caipira por R$35 (preço padrão e não é você que escolhe o que comer). Descansamos e, à tarde, fomos para uma lagoa e ver o pôr-do-sol. Dormimos, como sempre, em rede (R$35 preço padrão), sem iluminação, mas coberto com palha e "paredes". O dia seguinte seria mais tranquilo.
       
      Dia 30/jun - 3º: Este terceiro dia foi tranquilo, acordamos por volta das 4:30h para sairmos às 5h, após café da manhã simples (tapioca e ovo). Caminhamos devagar, parando bastante em lagoas e terminamos antes do meio-dia em Queimada dos Britos, o GPS indicou 15km. Eu comecei a usar meia, pois vi que estava começando a formar bolha no meu pé. Almoço (R$35) era peixe (estava salgado), teve salada (artigo raro) e até sobremesa. Lagoas, pôr-do-sol, jantar e dormir cedo, porque não tem muito que fazer a noite.
       
      Dia 1º/jul - 4º: De novo, acordamos umas 2:15h, tomamos café e saímos para caminhar às 3h e alguma coisa. Só terminamos à 12:30h, exaustos, em Santo Amaro. Foi o dia mais longo e mais cansativo, cerca de 28km. Neste dia, mais uma vez, é possível pegar um transporte em Vassouras, economizando assim, uns 10km. Pergunta se pegamos? Não. Faltando uns 8km (talvez 6km), o guia novamente perguntou se queríamos pedir um carro e pagar R$50 cada um. Pegamos o carro? Claro que não, só faltavam 8km! kkk. As lagoas perto de Santo Amaro são bem mais bonitas que as de Barreirinhas e, acredito eu, o turismo em Santo Amaro irá aumentar com a boa estrada até são Luís (só falta transporte).
       



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