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  1. Apesar de haver bons relatos no site, espero contribuir com o meu. Há 4 ônibus diários entre São Luís e Barreirinhas pela viação CISNE BRANCO, R$51, demora 5h (não procurei vans saindo do aeroporto direto pra Barreirinhas, mas existem). Dizem que é melhor fazer a travessia no sentido Barreirinhas - Santo Amaro, por causa da posição do sol e do vento. A estrada São Luís e Santo Amaro é relativamente nova, está boa e é mais perto que SLZ - Barreirinhas. Além disso, as lagoas de Santo Amaro serem mais bonitas. ATENÇÃO com a volta de Santo Amaro para São Luís, acho que não tem ônibus (se tiver, são raros) e dependemos do guia em achar uma van que ia pra lá (felizmente deu certo). Geralmente, este último dia termina 12:30h e o transporte até São Luís demora 4h30min. Grande parte da travessia é em areia firme e fria, então é melhor andar descalço ou com meia. Também tem inevitáveis passagens por lagoas menores, onde se molha, pelo menos, as pernas. Elas são boas para se refrescar (o tempo inteiro eu estava molhado ou úmido). Melhor época: junho e julho, alguns dizem agosto e até setembro, mas nestes muitas lagoas já estão secas. Preços: como junho e julho são os melhores meses, só diária do guia custa até R$250; hospedagem (café da manhã incluído), em redário, sai por R$35; jantar: R$30 a R$35; água de 2l: R$8. Converse com o guia para ver o que está incluído no preço dele (passeio pelo rio Preguiça, hospedagens e refeições, etc). Cansar vai, mas com certeza vale a pena. Acredito que uns treinos de caminhada de 8km sejam suficientes para preparação. Esta é a travessia mais tradicional do parque, mas tem outras de até 10 dias! Levar: poucas roupas (inclusive com proteção UV), meias, chapéu (nessa época, não precisa levar nada pra frio, nem tênis), chinelo, protetor solar, água (pode ser comprada em cada parada), snacks (frutas desidratadas, amendoim e castanhas), dinheiro em espécie, lanterna (não precisa na caminhada, mas ajuda nas hospedagens), coisas pra higiene pessoal (sabonete, escova, pasta). Dia 28/jun - 1º dia: Pegamos um barco em Barreirinhas para fazer o passeio pelo rio Preguiça (R$80) por volta das 10h, o guia já nos acompanhava. O passeio é tranquilo, para em Mandacaru, onde tem um farol, também para em Caburé onde tem dunas e a uma lagoa. Termina em Atins, banhamos em uma praia. Depois caminhamos até Canto de Atins, cerca de 3,5h em ritmo tranquilo, sem paradas para banhos, o GPS marcou 12km de caminhada durante o dia todo (pareceu bem menos). Em Canto de Atins, tem dois restaurantes/pousada: do seu Antônio e da dona Luzia. A dona Luzia foi pioneira e é mais famosa, mas o guia disse que a fama subiu-lhe a cabeça, ficamos no seu Antônio. O camarão na chapa é o prato chefe de ambos, não é barato (com refri e água, saiu R$50 cada um o jantar), mas realmente estava muito gostoso. Dormimos em rede (R$35), local coberto, mas sem paredes, até às 2:30h da manhã. Dia 29/jun - 2º dia: Prometia ser o mais pesado, cerca de 17km até Baixa Grande (o quarto dia que foi o mais cansativo). Começamos a travessia por volta das 3:15h, depois de um bom café da manhã, caminhamos sob a lua cheia iluminando tudo e temperatura amena. Andamos pela praia um bom tempo, cerca de 4h (com direito a cochilada no caminho) até chegar às dunas. Valeu a pena? Sempre, tem gente que faz este trajeto de carro e isto economiza umas boas horas. Nas dunas, subida, descida, banho em algumas lagoas. Terminamos em Baixa Grande às 12:10h. Cansei muito! O GPS marcou, durante todo o dia, uns 27km. Eu digo "durante todo o dia", porque ainda caminhávamos pelos arredores do local da hospedagem para conhecer lagoas, rios, ver o pôr-do-sol. Baixa grande é um vilarejo no meio do deserto, mas com construção de alvenaria e vegetação por perto. Almoçamos galinha caipira por R$35 (preço padrão e não é você que escolhe o que comer). Descansamos e, à tarde, fomos para uma lagoa e ver o pôr-do-sol. Dormimos, como sempre, em rede (R$35 preço padrão). O dia seguinte seria mais tranquilo. Dia 30/jun - 3º: Este terceiro dia foi tranquilo, acordamos por volta das 4:30h para sairmos às 5h, após café da manhã simples (tapioca e ovo). Caminhamos devagar, parando bastante em lagoas e terminamos antes do meio-dia em Queimada dos Britos, o GPS indicou 15km. Eu comecei a usar meia, pois vi que estava começando a formar bolha no meu pé. Almoço (R$35) era peixe (estava salgado), teve salada (artigo raro) e até sobremesa. Lagoas, pôr-do-sol, jantar e dormir cedo. Dia 1º/jul - 4º: De novo, acordamos umas 2:15h, tomamos café e saímos para caminhar às 3h e alguma coisa. Só terminamos à 12:30h, exaustos, em Santo Amaro. Foi o dia mais longo e mais cansativo, cerca de 28km. Neste dia, mais uma vez, é possível pegar um transporte em Vassouras, economizando assim, uns 10km. Pergunta se pegamos? Não. Faltando uns 8km (talvez 6km), o guia, mais uma vez, perguntou se queríamos pedir um carro e pagar R$50 cada um. Pegamos o carro? Claro que não, só faltavam 8km! kkk. As lagoas perto de Santo Amaro são bem mais bonitas que as de Barreirinhas e, acredito eu, o turismo em Santo Amaro irá aumentar com a boa estrada até são Luís (só falta transporte).
  2. RELATO TEXTÃO da minha travessia pelos lençóis maranhenses, com o grande "tchan" de ser a ideal para sedentários (que tenham disposição, claro)! (Mais fotos e outras viagens no Insta: @marcos.nak ) Você é do tipo que fica esbaforido ao subir uma duna? Eu sou, quase todo mundo é. Mas, se ao chegar ao topo e ver as lagoas, seu cansaço se transforma em encantamento e vontade de fazer de novo, então você consegue fazer este trekking! Todos os relatos que eu havia encontrado mostravam uma travessia longa de 3 dias de duração, saindo de Atins, mas eu tinha receio de ficar muito cansativo e acabar perdendo o objetivo, que era curtir, e não "sofrer"! Então, dado que eu só tinha 2 dias e estava em Santo Amaro, e depois de conversar com o guia, decidi fazer como ele indicou. Não me arrependo de jeito nenhum! Ficou assim: . 1) Fomos de Santo Amaro até a lagoa de Emendadas de quadriciclo, e lá vimos o sol nascer (14 km). A cena foi linda, e a escolha da lagoa se deu pela duna imensa, de onde se tem a vista mais panorâmica. É sério, debaixo da duna você já fica maravilhado, pela imponência. Lá de cima, não fosse o vento muito forte, poderia passar horas. Depois do belo nascer do sol, começamos a caminhada. 2) Andamos até Betânia, passando pela incrível lagoa do Junco (18 km). Eu sei, falar em andar 18 km na areia, subindo e descendo, sem sombra, parece loucura, mas eu fiz numa boa e não sei explicar por quê. É um misto de encantamento e empolgação que faz a caminhada ser fácil. Além disso, cara, cansou? É só deitar na areia e rolar, que logo vc cai numa lagoa ! A lagoa do Junco só é acessível a pé, e por isso a maior beleza do parque está exclusiva aos poucos corajosos que encaram a caminhada. No caso, eu tive ela e infinitas outras só pra mim! No caminho, encontramos ninhos de gaivotas e rastros de vários animais. Um fato interessante é que a lagoa do Junco é nova. Eu havia lido vários relatos de que a lagoa das cabras era a mais linda de todas, e o guia prometeu me levar até ela. Aí, num momento em que cruzávamos uma areia molhada com plantas, ele disse: "Você está em cima de onde já houve a lagoa das cabras!" QUIK_20180913_181331[1].mp4 3) No horário do almoço, chegamos a Betânia, onde passei a tarde e a noite. Na verdade eu nem conheci o vilarejo de Betânia, pois fiquei hospedado num restaurante isolado entre uma mata e um rio. É o mesmo restaurante onde os turistas do passeio a Betânia almoçam. Chegamos e já almoçamos. O guia disse que eu teria a tarde livre para descansar na rede e curtir o rio, mas eu não quis saber, pedi pra ir pra alguma lagoa (como se eu já não tivesse tomado muito banho de lagoa hehe). Aí (ele tinha um acordo de pegar caiaque gratuitamente no restaurante), atravessamos o rio de caiaque e ele me deixou numa lagoa incrível, onde uns turistas inconvenientes faziam algazarra . Aproveitei pra fazer uma caminhada pelas dunas ao redor, e assim que eles partiram eu tive a lagoa inteira só pra mim, onde fiquei horas curtindo, até o sol começar a descer. Foi delicioso! O guia chegou para me acompanhar no pôr do sol, subimos uma duna e ficamos até escurecer, e passamos um tempão apreciando o céu mais estrelado que já vi na vida! Ele tem um celular foda e é um excelente fotógrafo, e tirou fotos incríveis e me mostrou os planetas e as constelações num aplicativo que vc aponta pro céu e reconhece as estrelas. Depois, voltamos de caiaque pelo rio, num breu quase absoluto, pois a lua também havia se posto. Paramos um pouco de remar pra curtir o silêncio e o céu, e foi sensacional. Ao chegarmos ao restaurante, acredite!, havia uma belga e uma alemã (muçulmana, todo coberta), que também estavam em travessia e passariam a noite lá. Nosso "quarto" era uma palhoça com redes onde os clientes descansam após o almoço. Não tem paredes, o que fez as gringas passarem trezentos tipos de repelentes, mas a dona garantiu que, sabe-se lá por quê, não há pernilongos ali, e de fato nenhum inseto nos incomodou. Foi muito engraçado quando a belga subiu na rede e descobriu que a rede balança. Logo ela e a alemã estavam tomando impulso e se chocando uma na outra! É claro que eu filmei e coloquei no vídeo! QUIK_20180913_203058[1].mp4 QUIK_20180913_203058[1].mp4 4) De manhã, passeamos pela região (8 km) Depois de uma noite mal dormida na rede (não tenho costume e sou fresco pra dormir), acordei às 4h para ver o sol nascer. Mais uma vez atravessamos o rio a caiaque e subimos uma duna para apreciar o espetáculo, que infelizmente mais uma vez foi prejudicado pelas nuvens. Percebi que o dia amanhece meio nublado e as nuvens se dissipam durante a manhã. Outra coisa impressionante é a variação térmica da água, que amanhece gelada e anoitece morninha. Depois de clareado o dia, andamos 8 km pela região curtindo novas lagoas. Voltamos à hora do almoço (caiaque) e dei uma relaxada na rede e curti um pouco o rio. 5) Voltamos a Santo Amaro (9 km) Partimos às 15h30. A volta foi bem tranquila, mas como meu pé começava a reclamar, eu preferi fazer mais paradas e ficar menos tempo em cada lagoa (não se assuste, é só um pequeno cansaço). O guia me levou a uma duna alta já no fim da tarde, para curtirmos o pôr do sol. Depois que escureceu e curtimos um pouco o céu estrelado, caminhamos alguns minutos no breu total e chegou um amigo dele pra nos dar carona até a cidade. QUIK_20180913_180443[1].mp4 QUIK_20180913_180443[1].mp4 Foi uma experiência inesquecível. Cada parte teve uma importância imensa pra mim: o dia, a noite, o cansaço, o descanso, a companhia das meninas e do guia, os momentos a sós (confesso que temi sentir solidão, levei vários ebooks e filmes no celular, e nem encostei nele. Simplesmente eu consegui amar ficar horas sem pensar em nada nem ninguém, só curtindo o momento). . Os lençóis maranhenses são uma beleza única no MUNDO e mesmo assim poucos conhecem. E o que mais impressiona é a abundância de belezas, por isso quando me peguei pensando: "Ah, a lagoa X eu não gostei muito!" eu lembrei: "Isso porque são infinitas lagoas pra eu poder escolher minha favorita. Se fosse só areia e houvesse só essa lagoa X, eu diria que é incrível! Aliás, se fosse só o rio que eu pouco aproveitei já valia o passeio!" . O melhor de fazer a travessia em vez dos passeios coletivos é poder ter o contato exclusivo com a natureza, seja a areia, as lagoas, o céu, o rio, o sol... tudo está lá pra você, e sem pressa de ir embora como nos coletivos porque "temos um monte de lugar pra ir e tirar foto e aquele turista inconveniente do grupo tem que voltar mais cedo pra não perder a van"... Sabe?
  3. eduarda.azevedo

    Lençóis Maranhenses - Santo Amaro

    Oi, gente! Vou aos Lençóis Maranhenses em agosto e pelos relatos que li, vou escolher como base Santo Amaro. Li que lá muitas vezes é difícil de conseguir os passeios coletivos e muitas vezes por isso acaba saindo mais caro. Queria saber se ainda continua essa dificuldade de conseguir passeios e qual o preço aproximado. Obrigada!
  4. Oii mochileiros de plantão! Vou deixar aqui algumas informações sobre minha viagem aos Lençóis Maranhenses. Meu objetivo principal era realizar a travessia a pé nos lençóis. O que foi realizado com muito sucesso. Encontrei aqui no Mochileiros.com o Francisco, que topou fazer a viagem comigo. O Joel foi o nosso guia na travessia, encontrei ele em algum relato aqui do site. Agendei a data do trekking meses antes (pois seria próximo ao feriado). Pedi todas as informações pra ele, foi ele quem indicou pousada em Santo Amaro, super gente boa!! Indicooo sem medo!!! Bom, meu voo saiu de Porto Alegre – Guarulhos – São Luís... 05/09/17 - Chegamos ao aeroporto de São Luís as 01:45. Combinamos o transfer (van) com o pessoal do nosso Hostel. Pegamos a van com o Paraíba, saímos próximo as 4 da manhã e chegamos em Barreirinhas as 8:15. Próximo as 6:30 eles fazem uma parada para café e banheiro. Quando chegamos em Barreirinhas largaram cada pessoa na frente do local (casa ou hostel). Valor: R$ 60,00 Observação: Procurei na internet pessoas que realizassem transfer de São Luís até Barreirinhas e encontrei o Denilson (contato 0xx98 98488-6346) conversei com ele pelo whats, ele cobra R$60,00 sai as 3h e chega as 7h em Barreirinhas. Mas no fim das contas, não precisei utilizar os serviços dele. Chegamos no nosso Hostel Cama, Café e Aventura https://www.booking.com/hotel/br/cama-cafe--e-aventura.pt-br.html ,fica longe do centro, em torno de 15min caminhando. Fizemos a reserva pelo booking em quarto duplo com banheiro compartilhado, no valor de R$ 50,00 cada diária com café da manhã (realizamos o pagamento em dinheiro). Tem wifi disponível 24h. Não tem ar condicionado, e nos fundos do hostel tem uma saída direta para o Rio Preguiças. Chegamos cedo e o pessoal que estava no nosso quarto já estava saindo. A Ana e o Alexandre nos deixaram totalmente a vontade para tomar um café, enquanto limpavam o quarto. O café da manhã é completinho : café, leite, pão, presunto, queijo, bolo, pão de queijo, e algumas frutas. Pessoal, tenham um pouco de atenção quando reservarem hostel, não é um hotel ok?? No caso deste hostel, eles abriram a casa deles para que as pessoas se hospedassem, me senti totalmente em casa, ficávamos conversando na sala, vendo tv, como se fizéssemos parte da família mesmo. O local é simples. A noite tem muita muriçoca (pernilongo) por isso leve repelente. A tarde realizamos o Circuito Lagoa Bonita: O passeio sai as 14h e volta em torno de 19h. Realizamos com a empresa Mar Azul (pagamento pode ser realizado no cartão). A empresa te busca no local combinado, você irá em uma Hilux adaptada. Antes de iniciar o passeio eles param em um mercado para que você compre água e algo para comer de lanche. São 16km em uma 4x4, na areia fofa, em torno de 1:20min balançando no carro. Cuide se você ficar na ponta do banco, pois a vegetação é de muitos galhos e podem te machucar. Na chegada, antes se subir, tem umas barracas com pessoal vendendo água, castanha, tapioca. Para chegar as lagoas, você terá que subir uma duna de 70m bem íngreme, até tem uma corda para ajudar. Leve água, protetor e lanche. Você verá o pôr do sol. Jantamos na Beira Rio (onde se encontram alguns poucos restaurantes). Comemos uma pizza média a moda do pizzaiolo e 4 queijos + suco no Barlavento. Gastamos R$ 26,00 por pessoa. 06/09/17 - Pela manhã ficamos no hostel, e fomos até o centro dar uma volta. Genteeee do céu!!! Que calor hein! Só deu tempo de ir e voltar, não aguentava mais hahahah, sou gaúcha e literalmente estava derretendo lá. Voltamos para o hostel e fomos curtir um pouco do Rio Preguiças. A tarde realizamos o Circuito Lagoa Azul: também fizemos este passeio pela parte da tarde. Saímos as 14 e voltamos um pouco antes das 19h. Diferente do circuito anterior, lá nas lagoas não tem estrutura nenhuma, então compre tudo antes de ir. A distância é de 12km. Na volta do passeios, temos que atravessar a balsa, ali tem umas pessoas vendendo tapioca, comi uma de carne seca – valor R$ 5,00. Na volta jantamos em um local chamado Lanchonete Central, que fica bem em frente a ao Pague Menos na av principal. Pagamos R$10,00 em um prato feito com arroz, feijão, massa, salada e carne (a escolher entre frango, carne de boi, peixe). 07/09/17 – Marcamos o passeio pelo Rio Preguiças, que vai a Vassouras (onde tem os pequenos lençois e o macaquinhos), Mandacaru e Caburé. No caso faríamos a travessia de Caburé até Atins em lancha. As 8:00 da manhã deixamos o hostel e pegamos a lancha. Em Mandacaru subimos no farol e na volta comprei um picolé de cupuaçu (R$ 2, 00) na lanchonete bem em frente onde as lanchas param. Em Caburé tem praia, ficamos um pouco por lá e depois almoçamos no Restaurante Portal do Caburé. Comi peixe frito com arroz verde e camarão, vinagrete e suco de Bacuri (500ml). Gastei 43,00 e o local aceita cartão. As 14h realizamos a travessia para Atins. Lembre-se de avisar o local onde você ficará lá em Atins, que você está fazendo a travessia e chegará próximo horário. Porque isso?? Não avisamos, e tivemos que ir caminhando da praia até o nosso hostel. Pensa: 14:20 , sol raiando, você pisando em uma areia fofa quente (pegando fogo) , de havaiana com mochila pesada nas costas. Impossível né? Kkkkk aquilo foi momento crueldade do dia! Ficamos no hostel O Peixe de Boa Hostel https://www.booking.com/hotel/br/o-peixe-de-boa-hostel.pt-br.html#tab-main , reservado pelo booking em cama beliche, quarto misto, com banheiro compartilhado, no valor de R$35,00 a diária sem café da manhã. Não tem ar condicionado e o wifi informado no site só existe em horários determinados, é oculto e somente o dono do local coloca a senha! O bar não abriu no dia em que estávamos lá. Primeiramente, não tem recepção no hostel, chegamos lá e ficamos procurando alguém para nos atender. O local é meio escuro, chegamos a tarde e estava insuportável ficar lá dentro. No hostel eles só fazem cavalgadas , no caso me orientaram a procurar outros passeios na pousada ao lado, que foi onde fechei o Passeio da Revoada dos Pássaros. Voltando a falar sobre o hostel: hoje em dia as pessoas estão conectadas 24h, seja no celular, no computador, enfim... muitos dependem da internet por algum motivo. Quando você olha no site e lá diz que tem wifi, você já sabe que por pior que seja o sinal, em algum momento você terá o wifi disponível ok? O que aconteceu foi que chegamos e pegamos a senha somente as 19h. Mandei algumas mensagem para o meu Guia do Trekking pois queria combinar de despachar um pouca das minhas coisas e aliviar o peso da mochila. Um outro hóspede estava vendo sobre sua volta para Barreirinhas no outro dia. Bom, como não sabíamos do fato de que a internet era desligada as 21h, saímos, fomos jantar e na volta....não existia mais internet! Paciência...no dia seguinte 7h da manhã quando o dono chegou fomos pedir a senha novamente. Ele ficou super indignado, como que nós precisávamos de internet as7h da manhã?? Estávamos ali, e o objetivo não era ficar “conectado” e sim sair, conversar ir a praia blá blá blá....ok, cada um com seus problemas. Mas mesmo liberando a internet por 30min, não resolveu os problemas de ninguém! Lembre-se lá o sinal de telefone é péssimo, só pega OI e olha lá.... Enfim, só para lembrar que jantamos em uma pizzaria italiana que tem bem no final da cidade. Estávamos em 3 e pedimos 2 pizzas (gigantes) + 2 sucos e 1 capirinha, R$ 60,00 por pessoa. Após fomos tomar uma cerveja no bar em frente ao nosso hostel. 08/09/17 – Na noite anterior fechamos uma passeio para a Lagoa da Capivara e já nos deixariam em Canto de Atins (de onde sairíamos para o trekking). Durante este passeio você passa primeiro no Restaurante do Sr Antônio para pedir o almoço, depois passa um tempo na lagoa da Capivara, vai um pouco na praia e volta para uma lagoa para tirar o sal do corpo e segue para o Almoço, em torno de 12:30. No início do passeio já deixamos nossas mochilas no restaurante do Sr Antônio, pois dormiríamos lá. A diária em rede é R$35,00. Para o almoço pedimos Camarão Grelhado, arroz, feijão, farofa e salada de tomate R$90,00 + suco de caju 1litro R$ 15,00. Comi bombom de cupuaçu e bacuri (R$ 2,50 cada). As 14h nosso guia chegou e as 17:30 nosso fomos ver o pôr do sol e comer uns cajus. Aqui não tem wifi, não tem sinal de telefone, energia elétrica somente das 18:30 às 22h. Jantamos algumas coisas que tínhamos levado na mochila. Durma nas redes que estão longe do restaurante (próximas ao banheiro) é melhor pois eles atendem até umas 21:30, então terá barulho, luz etc.... 09/09/17 Levantamos as 04:30 para tomar café (pão, margarina, bolacha salgada, leite e café). Combinamos com nosso guia Joel (quem quiser contato só pedir) que devido ao peso das nossas mochilas (em torno de 8kg) faríamos os 10km inicias do trekking (a parte que é na praia) de quadriciclo, pois a areia é dura, assim pouparíamos nossos pés. Pagamos R$100,00 por pessoa para realizar este trajeto. Nós tomando uma tiquira com Caju com nosso Guia Joel! Vimos o nascer do sol (fantástico). Começamos a caminhar as 6h. Paramos em uma lagoa. Chegamos em Baixa Grande as 9:30. Distância de 13km. Ficamos na casa do seu Moacir e da Bete. Tem banheiro feminino e masculino, tem uns 4 chuveiros com água temperatura ambiente. Dormitório com rede. Energia elétrica somente das 18:30 as 21h. Almoço e janta: arroz, feijão, massa, farofa e frango (a carne você pode escolher entre frango, peixe e cabrito). Jogamos sinuca com os guias e as duas francesas que estavam lá. Tomamos tiquira com caju. Subimos até as dunas para ver o nascer da lua. Fizemos uma fogueira e assamos umas castanhas de caju. Fomos dormir era umas 22:30. Neste dia gastamos R$ 107,00 : R$35,00 cada refeição – almoço e janta + R$35,00 da diária com café + R$ 2,00 refri o qual dividimos. 10/09/17 - Acordamos as 5h, tomamos café (pão, ovo, manteiga, bolacha salgada, café e leite). Saímos as 6h em direção a Queimada dos Britos. Distância: 12km. Atravessamos o Rio Negro que divide a região de Barreirinhas e Santo Amaro. Fomos na lagoa das queimadas. Chegamos na casa do Sr Raimundo (pai do Carlos Queimada, um guia conhecido pelo pessoal do mochileiros) e da Dona Joana as 09:45. Na entrada do povoado tem muito caju, mirim(uma frutinha pequena, de cor preta bem docinha). Aqui neste apoio os banheiros eram separados dos chuveiros. Tomamos uma tiquira com caju, conversamos com o Sr Raimundo e mais um primo dele que chegou ali também. Almoçamos peixe frito, arroz, feijão, massa, salada de tomate e de sobremesa uma fatia de goiabada. Após fomos descansar na rede embaixo do cajueiro (ô coisa boa). Lá pelas 16h quando o sol já estava menos quente, fomos na lagoa que tem atrás do apoio, uma lagoa cor de coca cola. No final do dia fomos até as dunas ver o pôr do sol. A janta foi praticamente a mesma coisa do almoço. Nesta noite comecei a sentir minha panturrilha. Tomei um relaxante muscular e fui dormir as 20:45. Neste dia gastamos: R$ 118,00: R$35,00 cada refeição – almoço e janta + R$35,00 da diária com café + 1 água de litrão e 1 tiquira. 11/09/17 – Acordamos as 4h. Tomamos café (bem reforçado) café, leite, tapioca, ovo, banana, laranja. Saímos 5h em direção a Betânia. Distância 18km. Paramos três vezes neste dia, quando chegamos na subida da última duna, eu estava acabada, o sol estava forte, a areia começando a esquentar e eu morrendo de calor. Chegamos no apoio, Restaurante Cantinho da felicidade as 10:45. Tomamos 4 cervejas de litrão rapidinho hahaha. Neste apoio tem energia elétrica, mas não tem sinal de telefone. Pedimos cabrito para o almoço: arroz, feijão, massa e carne de cabrito. Após o almoço descansamos na rede. Após fomos caminhar pelo povoado. Assamos umas castanhas de caju, tomamos água de coco. O restaurante fica bem em frente ao Rio, consequentemente tem uns mosquitos, leve repelente. A janta foi a mesma coisa do almoço+ salada. Neste dia gastamos R$ 126,00 : R$35,00 cada refeição – almoço e janta + R$35,00 da diária com café + 1 água de litrão e 2 cervejas. Fui dormir próximo das 21h. 12/09/17 - Acordamos as 4h. Tomamos café (tapioca, bolo, ovo, café, leite, frutas). Saímos 5h em direção a Santo Amaro. Distância 12km. Chegamos em Santo Amaro as 08:30. Ficamos na Pousada Lagoa Azul https://www.tripadvisor.com.br/Hotel_Review-g1397862-d4945559-Reviews-Pousada_Lagoa_Azul-Santo_Amaro_do_Maranhao_State_of_Maranhao.html pagamos R$ 70,00 na diária em quarto duplo, com banheiro, wifi, ar condicionado(ufa) e café da manhã. Chegamos e já nos ofereceram café (pão, presunto, queijo, tapioca, ovo frito, café, leite, frutas) . Almoçamos no Restaurante do Gordo, fica umas 4 quadras da Pousada. O restaurante é simples, a comida e boa e o valor é maravilhoso. Um prato feito de carne de sol, arroz, feijão, farofa e salada R$15,00, a coca litro R$6,00. A tarde fomos dar uma volta para conhecer a cidade. Encontramos a Casa do Picolé, que fica atrás da igreja. Peguei sorvete de tapioca e de coco verde. R$ 10,00. A cidade é pequena e não tem muita coisa para fazer. Não marcamos passeio para as lagoas. 13/09/17 – Tomamos café, organizamos nossas coisas e fomos almoçar no restaurante Caminho das Dunas, o local é simples, a comida é boa e um pouco mais cara que o outro restaurante. Gastamos R$ 28,00 por pessoa na refeição que foi: carne assada, arroz, feijão, massa, farofa + suco de maracujá. Não conseguimos comer toda a comida então, a dona do restaurante fez uma marmitinha para nós . Tinhamos agendado a o transfer para São Luís para as 14h. Fomos de hilux adaptada até um certo ponto, descemos e seguimos com o carro de um nativo até São Luís. Chegamos no aeroporto de São Luís as 18h. Pagamos R$ 70,00. Gastos: Guia Joel: R$ 400,00 (pois foi divido em duas pessoas) Hostel Cama, Café e Aventura (Barreirinhas): R$50,00 a diária x2 = R$ 100,00 Hostel O Peixe de Boa (Atins): R$ 35,00 Passeio Circuito Lagoa Bonita: R$ 70,00 Passeio Circuito Lagoa Azul: R$ 60,00 + 5,00 Passeio Rio Preguiças + Travessia de lancha Atins: R$ 80,00 (50,00 + 30,00) Passeio Lagoa da Capivara: R$ 70,00 Alimentação em Barreirinhas : R$ 26,00 + 10,00 Alimentação em Atins : R$ 60,00 Alimentação em Caburé: R$43,00 Alimentação em Santo Amaro: R$ 17,00 + 10,00 + 28,00 Restaurante Sr Antônio: R$90,00 + 15,00 + 35,00 + 5,00 Água , Cerveja, Picolé : 28,00 Quadriciclo: R$ 100,00 Baixa Grande: R$ 107,00 Queimada dos Britos: 118,00 Betânia: 146,00 Pousada Lagoa Azul (Santo Amaro): 70,00 Transfer São Luís a Barreirinhas: R$ 60,00 Transfer Santo Amaro – São Luís: R$ 70,00 Gastos sem passagens aéreas: R$ 1858,00 O que achei? O lugar é lindo, as pessoas são super receptivas, um ponto complicado é que as duas cidades de entrada para os Lençóis, Barreirinhas e Santo Amaro não tem estrutura suficiente para receber os turistas, mas talvez seja isso que faça com que o local esteja cuidado ainda. Barreirinhas tem alguns locais para comer na Beira Rio, já Santo Amaro é praticamente os restaurantes simples. Eu não ligo para isso, mas tem pessoas que já foram e ficaram apavoradas com isso. O que levar para o trekking? Blusa de manga longa, shorts, protetor, boné, havaiana ou uma papete...você caminhará em vários tipos de solo como areia dura, areia fofa, areia úmida, passará por lagoas. Leve uma mochila pequena somente com o básico: os guias indicam no máximo até 5kg, assim não cansará tanto. Leve lanches como barrinhas de cereal, bolachas, amendoim, chocolate (que vai derreter), e em torno de 1l de água, ou mais se achar necessário. Leve dinheiro pois em nenhum apoio passa cartão hein! Sobre o trekking? Vá de coração aberto! Você estará convivendo com pessoas simples mas que tem um coração imenso, que estão ali para te receber, te oferecer o conforto e a alimentação necessária para você continuar a caminhada. Conversar, dar risadas, tudo é experiência! Estar em um lugar onde o homem ainda não tem muito acesso, ou seja que ainda não conseguiu destruir e tirar a beleza daquele lugar é algo maravilhoso. Poder ver o nascer do sol, da lua, ver o pôr do sol, que por mais simples que seja, no nosso dia a dia quem faz isso??? É um momento no qual paramos e valorizamos totalmente a natureza. Ficamos no meio de animais, ali tem porcos, galinhas, patos, cachorro, gato, sapo, cabra, ovelha, enfim....todo mundo junto em total harmonia. É nesse momento em que aprendemos a ser mais humildes, em ter certeza que o SER é melhor que o TER. Que naquele momento aquilo é o suficiente, e nada mais é necessário. Aprendi muito...e com certeza mudei, e mudei para melhor! Ahhh... Dica para tomar tiquira: tome a tiquira e chupe um caju azedo kkkkkkkkkk Obrigada Maranhão!
  5. Finalmente consegui realizar o sonho de atravessar os Lençóis caminhando, conhecer as lagoas mais incríveis e obviamento menos turisticas e desertasssss desse paraiso. Foram 3 dias , iniciando em Santo Amaro e finalizando no Canto do Atins. Lembrando que a areia das dunas não tem sal e não esquentam. Caminhamos de meias para não lesar o pé. Levamos 4 litros de água para cada, frutas, e sanduiche de ovos para esse primeiro dia. ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Guia Cleiton 098999833442 para reservar a travessia com quadriciclo pelo circuito das lagoas de 3 dias R$300,00 por dia para nos guiar 3 dias R$900,00. Para até 3 pessoas esse esmo valor. Seu Zeca e dona Evanira, o rancho dos Liras 098986040016 para reservar hospedagem, almoço e jantar. R$100,00 por dia com café, almoço, jantar, dormida em rede, passeio na lagoa secreta, frutas docinhas do pé, água geladinha, sucos naturais,sorvete de cupuaçu feito por dona Evanira. Valores Para uma pessoa. Leve dinheiro,pois nenhum lugar tem conexão, não existe sinal de internet e celulares graças ao bom deus, não funcionam, somente da Operadora Oi. Um guia nascido na queimada dos Britos foi muito importante para que nossa travessia fosse segura, incrível, e de paisagens inesquecíveis, segura digo, no sentido que vc pode se perder facinho, afinal com a ventania que acontece por lá,qquer pegada e rastro é apagado 2 minutos depois. Cleiton nos acompanhou com seu quadriciclo, levando nossas mochilas, água, comidinhas, frutas, etc. Dando suporte em todo o percurso, nos mostrando sua terra natal da melhor maneira possível. Um verdadeiro contador de causos Fizemos o circuito mais demorado dos Lençóis, fomos em zigue zague, conhecendo as maiores dunas e as maiores lagoas do parque, pegamos algumas com água pelo pescoço, outras somente um espelho d'água azul pela cintura. Num total de 68 km em 3 dias. Na primeira etapa da caminhada, fomos de Santo Amaro até a Queimada dos Britos, ficamos hospedadas na casa do Seu Zeca, única com luz, bebidas gelada e banho morno, não era quente a agua, mas como o sol é muito forte durante o dia, a caixa de água era aquecida e a noite a água estava bem morninha para banho. Esse lugar merece duas noites para vc descansar e continuar seu trekking de mais dois dias. Seu Zeca nos levou para conhecer a lagoa da Vanessa e a lagoa Secreta (diz ele que só ele sabe onde é, bote fé rs ), e percorremos as queimadas de outras duas famílias, atravessamos o rio negro, subimos dunas de 25m e vimos cada por de sol impossível de descrever Na segunda etapa, da queimada até a Baixa da grande, fizemos em 5h pois encontramos as lagoas mais lindas dessa travessia. Umas azuis, outras verdinhas. Quase fomos atacadas por duas gaivotas nervosas, que cuidavam de seus filhotinhos em terra. Dormimos ali na casa de dona Maria da Graça e seu filho Valter, que moram num oásis a beira rio, a energia acaba cedo, não tem bebida gelada, e não tem chuveiro,foi banho de caneca,mas tudo tranquilo, a 'vibe' era essa, a família muito querida fez tudo que podia para nos acolher bem. Ainda aqui subi a duna mais alta da minha vida, para ver um por do sol inesquecível, a duna do Caruto, visual imperdível e um céu de chorar de emoção. Alias o ceú desse lugar ( dos Lençóis) é algo que vc nunca viu antes, se vc é de SP (céu sempre escondido pela poluição) espere anoitecer sentado a beira de uma duna, com os pés na lagoa quentinha, sim, ao final do dia, essas lagoas parecem águas termais, muito relaxante para terminar um dia de caminhada em grande paz e tranquilidade, ahhhh sem falar na porção de estrelas cadentes, uma por minuto , perdi as contas de qtas cairam. Na terceira etapa, da baixa da grande até Bonzinho, ja quase chegando no litoral , foi bem difícil qdo chegamos na parte plana, de areia fofa, mais de 3km andando até alcançar a praia, vento muito forte e o sol já estava apino na nossa cabeça. Protetor solar, água e força nas pernas. Já na praia, subi no quadriciclo até o canto do Atins,pois não aguentava mais, a areia ja tinha sal, o sol ja esta queimando, e as pernas não respondiam mais. Viajar é sempre uma experiencia de vida, essa foi uma viagem de grande aprendizado e superação.Uma das caminhadas mais lindas que fiz no Brasil. Namaste viajantes!
  6. cyamadaas

    Carolina, Chapada das Mesas e região

    Oi! Estou planejando uma viagem para a Chapada das Mesas (região de Carolina-MA) e queria saber se alguém tem alguma dica de lugares para visitar, como, etc. Obrigada
  7. O turismo na Chapada das Mesas vem crescendo e eu estava muito afim de ir, mas sem ter que dirigir 12 horas para chegar lá , a partir de Belém. Foi aí que comecei uma pesquisa sobre formas de se chegar a Carolina, cidadezinha do sul do Maranhão. A primeira opção foi ir até a rodoviária e pedir informações sobre as empresas de ônibus sobre como chegar em Carolina, base para visitação da Chapada das Mesas. Quem mora em outros estados mais organizados que o Pará, vai estranhar esse lance de ter que ir à rodoviária para perguntar, mas não estranhe, pois a rodoviária de Belém é precária e mal você consegue as informações pessoalmente, que dirá pela internet! Foi aí que descobri e confirmei o que já desconfiava: não tem ônibus direto de Belém para Carolina. E daí teria duas opções: 1)Pegar um ônibus até a cidade de Estreito, que fica a aproximadamente 80km antes de Carolina (empresa Satélite Norte, R$117 a ida nos horários 10h da manhã e 21h15 – 12 horas de viagem, e R$116 a volta, no horário de 16h) e em Estreito pegar uma van ao custo de aprox. R$20 (um trecho) ou 2) Pegar um ônibus para a cidade de Imperatriz (Empresas Açailândia, Transbrasiliana, às 21h ou 06h da manhã, R$90 ou empresa Satélite Norte, R$97,50, saída de Belém às 10h ou 20h30, e volta às 10h ou 19h30 a R$96), e ao chegar lá, aprox. 10 horas depois, alugar um carro para ir de lá até Carolina, ficar de carro e voltar e devolvê-lo em Imperatriz novamente na volta. De Imperatriz a Carolina são 220km, ou aprox. 3h dirigindo. Os ônibus são todos semi-leito e a única que tinha leito era a empresa Açailândia, para Imperatriz, ao preço de R$120. Ficamos na dúvida, pois queríamos aproveitar o feriado de 15 de novembro, que seriam quatro dias: do sábado dia 12 à terça-feira dia 15 e se fôssemos dirigindo, teríamos que viajar durante o dia e, assim, perderíamos 2 dias, e não iria valer a pena...Se fôssemos de ônibus até Imperatriz saindo na sexta à noite, chegaríamos lá cedíssimo no sábado (6h) e teríamos que esperar as lojas de aluguel de carro abrirem, para podermos providenciar o aluguel de um e depois mais 3h dirigindo...chegaríamos em Carolina somente às 11h da manhã talvez...a não ser que alugássemos um carro no aeroporto, onde provavelmente as lojas são 24h. E se fôssemos até Estreito de ônibus e depois van até Carolina, ficaríamos a mercê de empresas de tours, pois Carolina não parecia, para nós, ser uma cidade que teria locação de automóveis. Daí, decidimos fazer algo que não era nossa vontade, mas foi bem útil: pagar uma pequena excursão. Cotamos com algumas, muitíssimo amadoras, e decidimos pela Laylatur, que iria aproveitar o feriado inteiro, pois iria na sexta à noite e voltaria na terça à tarde, para amanhecer quarta-feira em Belém. Foi R$630, incluindo ônibus semi-leito com guia, traslado ida e volta e para os passeios, à exceção de São Romão e Prata, e pousada com café-da-manhã. Saímos de Belém às 18h30 da sexta dia 11/11 e chegamos a Estreito para banho e café-Da-manhã às 06h. Às 09h já estávamos no Complexo de Pedra Caída, que fica 30km antes de chegar a Carolina. Pedra Caída é algo bem distinto do restante das visitações da Chapada das Mesas. É caro, prepare o bolso. Um grande complexo, com bastante estrutura, mas tudo simples. Na chegada você recebe uma pulseirinha com código de barras e a cada vez que vai num passeio, passa O CÓDigo na máquina e no fim do dia, você paga tudo no caixa.Tem piscina com toboáguas para crianças, restaurante, hotel com chalés, visita guiada para várias cachoeiras, teleférico, 2 tirolesas, centro de meditação e lojinha. A entrada é R$50 e aceita meia. Só que a entrada dá direito a apenas acessar às piscinas. Para ir para as cachoeiras - nas quais você vai em caminhonetas adaptadas com cadeiras nas carrocerias, à exceção da Santuário, Cachoeira mais procurada do complexo e a mais famosa de Carolina – e fazer qualquer outra atividade, você paga. Seguem preços: Cachoeira do Santuário R$ 25,00 Cachoeiras Caverna e Capelão R$ 40,00 Cachoeiras Garrote e Porteira R$ 40,00 Cachoeira Pedra Furada R$ 25,00 Teleférico R$ 50,00 Tirolesa 1200mts R$ 70,00 Tirolesa 1400mts R$ 80,00 Subida à Capela da Serra R$ 20,00 Subida a Pirâmide Mística R$ 25,00 Montain Bike R$ 45,00 Trekking R$ 35,00 Fonte: http://www.pedracaida.com Em um dia, você não consegue fazer tudo que há no complexo e terá que escolher. Nós escolhemos ir à Santuário e Caverna e Capelão, almoçar e fazer a tirolesa 1400m. Ao chegar, informe-se sobre os horários das saídas com guia para as cachoeiras, pois só se pode ir com guia e são horários PRÉ-Marcados. O complexo abre às 08h e fecha às 17h, portanto, programe chegar cedo para poder aproveitar bastante. Em todos os lugares nós fazíamos o fluxo contrário ao da maioria das pessoas, e pegamos quase todos os lugares vazios ou quase sem ninguém. Em Pedra Caída, enquanto todos preferem ir logo à Santuário assim que chegam, nós fomos de manhã para Caverna e Capelão. São 15min em veículo 4x4 com 2 guias e mais 5 min de caminhada bem leve até a cachoeira da Caverna, em meio a uma gruta belíssima! Banho maravilhoso!!! Eles têm trapiches de madeira que chegam até bem próximo da cachoeira, com banquinhos e ganchos de apoio para deixar roupas e o que não puder molhar. :'> Como estávamos praticamente sozinhos (no nosso horário só foram mais 2 pessoas), não teve problema deixar os pertences por lá. Aproveitamos por uns 45 minutos, bastante à vontade e de lá seguimos mais uns 5 min de carro até a cachoeira de Capelão, muito linda, com o lago à frente em dois tons (marrom e azul quanto mais próximo da cachoeira). Tem formações rochosas NAS QUAIS você pode subir e se jogar na parte profunda do lago (mais próximo da cachoeira), por sua conta e risco. EU escalei e pulei 2x! Mais uns 40 min de curtição e voltamos com os guias para o centro do complexo. Esse passeio de CAVERna e Capelão dura em torno de 2h30. Ao voltarmos, almoçamos no restaurante (self-service), bem simples e comida com gosto de industrializada, mas era a única opção. Depois do almoço seguimos com guia para a famosa cachoeira do Santuário. Você desce por umas rampas de madeira e depois segue andando por trapiches, até chegar no ponto de apoio com bancos e ganchos para roupas e dali segue pelo riozinho, que chega até a cintura no máximo...são 10 min até você achar que chegou e quando de repente, entra em uma caverna e ela surge...sem palavras para descrevê-La....na primeira vez que a vi, onze anos atrás, quando Carolina nem era destino turístico ainda...não havia hotel em Pedra Caída e a escadaria era precáriaaaa e pura aventura, chorei. Só vendo ao vivo para sentir a emoção. A gente aproveita lá por quase 1h e depois volta com o guia. À tarde, depois disso, subi de teleférico para o morro onde tem a pirâmide, que é linda, cheia de elementos místicos, e com uma vista da Chapada de cair o queixo. Na subida do teleférico dá pra ver vários bichinhos, como veados, avestruzes, iguanas e passarinhos, muito lindo! E a descida na tirolesa de 1400m é espetacular!!!!!! Saí correndo na plataforma e vim a toda a velocidade!!! A chegada é em um ponto depois das piscinas. Saímos de lá às 17h, e eu ainda poderia ter ficado PARA APROVEITAR Mais. Amei! Ficamos na Pousada Rochas, bem no centro de Carolina, com quarto bem simples, mas que se manteve limpo e organizado. Não conheço o hotel de Pedra Caída (o mais caro da região, com diária casal mais simples a R$380), mas no geral, as pousadas e hotéis da região são bem simples. Carolina é uma cidade pequena, com apenas 20mil habitantes, mas bem organizada e limpa e muito, mas muito mais desenvolvida que as de mesmo porte no Pará, por exemplo. No nosso quarto tinha mini-tv com canais a cabo, ar-condicionado, banheiro com chuveiro elétrico, frigobar e cama desconfortável rs. Depois do banho, fomos comer em uma pracinha em que havia vários restaurantes e até música ao vivo – boa, por sinal, tava tocando rock/pop. Fomos na Tribo do Crepe, por indicação de uma amiga, e não nos arrependemos, o crepe estava delicioso, tem vários sabores doces e salgados entre $10 e R$15 e sucos de frutas. No outro dia, fomos ao famoso complexo do Encanto Azul, no município ao lado de Carolina – Riachão. Alguns turistas do próprio MA que visitam a chapada, ficam em Riachão, mas falam que a estrutura é muitíssimo precária e não vale a pena. Lá é tipo um Pedra Caída pobrinho, mas com natureza maravilhosamente exuberante como o outro. Paga-se R$40 para entrar, o que dá direito a visitar todas as cachoeiras! A única exceção é a visitação do Encanto Azul , que vai de carro 4x4 (15min) e não é uma cachoeira, mas um lago belíssimo no meio das encostas de chapadões. Mais uma vez, fizemos o caminho inverso da galera. Fomos primeiramente no Encanto Azul. Ao chegar lá, a descida é íngreme pelas pedras e o caminho é escorregadio. Há uma escadaria de madeira que ajuda, mas há também uma parte bem roots pela ÁGUA DO riacho. Esse, foi com certeza, o ápice da viagem...que lugar maravilhoso!!! Em meio aos paredões de rocha, um lago azul belíssimo, com papagaios voando o tempo todo acima de nossas cabeças e fazendo ninhos nas caverninhas das pedras, aquela luz do sol tentando entrar em meio aos galhos de árvores e a nossa voz fazendo eco nas rochas...perfeito.... Você diz a hora que quer ir embora e marca antes com o motorista do carro 4x4 e pode ficar lá disfrutando daquela natureza ESPLENDOROSA! Lindo! O cheiro que você vai sentir é de cocô de morcego, presente em quase todas as cachoeiras e cavernas...ao contrário do que muitos pensam, não é xixi. ãã2::'> Ao voltarmos, almoçamos no self-service do complexo, também comidinha beeeeem rasteira...mas é a única opção. Quando for fazer as trilhas para cachoeiras e Encanto Azul, lembre-se de levar água e lanchinhos, pois prox. aos locais não tem onde comer...apenas no centro do complexo. Depois do almoço, descemos a trilha principal do complexo, para ver, nessa ordem: Cachoeira de Santa Paula, Cachoeira de Santa Bárbara e Poço Azul. Na volta ainda subimos um pouco até a cachoeira dos namorados e Dedo de Deus. A caminhada é tranquila, por escadarias e rampas de madeira, tipo trapiche. A descida direto até o Poço Azul leva apenas 10min, mas fomos parando para fotos e banho NAS Cachoeiras do caminho. A primeira é Santa Paula, onde a água estava barrenta devido à chuva do dia anterior. A segunda é Santa Bárbara, cuja queda é bastante alta e onde dá pra tomar banho no lago (tem corda-guia), a única onde a água é gelada. Essa é uma curiosidade das cachoeiras dessa chapadas, pois as águas nos lagos e poços são mornas. Prox à cachoeira Sta Barbara tem uma caverna também. Descendo mais um pouco tem o Poço Azul, é lindo, mas não estava AZUL NO DIA, por conta das chuvas anteriores, como falei antes. Tem vários recantos entre as pedras pra você se recostar e ficar curtindo as quedas d´água ao redor. Muito bom. Na volta, ao chegar na cachoeira de Sta Paula, subimos mais um pouco até as quedinhas d´água que eles chamam de Cachoeira DOS namorados...quase ninguém vai lá e fica bem tranquilo, o nome deve ser por isso. Lá você pode nadar no lago, pegar sol nas pedras, sentar um pouco, namorar...rss Na volta dei de cara com uma cobra assustada no caminho das pedras...quase morro de susto e ela também Saímos de lá às 16h30...a viagem até Carolina é de 2horas...sendo que a parte final (uma meia hora) é em estrada de piçarra ou terra, com trechos de pontes de madeira nada confiáveis...falta investimento ali em Riachão. À noite fomos no restaurante Chega Mais, que é à margem do rio Tocantins, e dava pra ir a pé...comemos pizza...tudo bem simples, mas tava gostosinho. Pizza média para 2 pessoas em torno de R$30. Caminhada tranquila, não sentimos medo de andar à noite. O 3º dia de passeio foi para as cachoeiras do Rio Farinha: cachoeira de São Romão e do Prata. Nesse não dá pra ir de ônibus, pois a gente entra no mato e no meio do Parque Nacional da Chapada das Mesas mesmo para chegar lá. O transporte é bem ruim e desconfortável e a viagem de 2h30, sendo 2h nesse meio do mato...é cansativo, mas vale a pena! As paisagens são belas, CHAPADÕes, formações rochosas, cursos d´água, pequenas propriedades rurais familiares, com boizinhos pastando, cabras, cavalos, cachorros...você deve estar em sintonia com a natureza para poder disfrutar de toda essa beleza ímpar e abstrair o desconforto. Ao chegar a São Romão, descendo uma trilha de 2min você chega numa praiazinha de rio, em frente à cachoeira....maravilhoso. E pode ir andando para perto da cachoeira e na época da seca até passar por trás dela! Muitos pássaros com ninhos nas rochas atrás da cachoeira. E também tem como ir andando e vê-la de cima! A comida foi uma das melhores da viagem, temperadinha de vó, pois lá é bem simples, rústico e é tudo familiar. Se conseguir, peça um suco de limão-rosa ou limão-cravo, que você não vai se arrepender! Eu trouxe limão-rosa pra plantar em Belém! Almoço foi tambaqui frito, arroz, feijão e farofa e tava uma delíiiiciaaaaaaaaaaa! Foi R$40. Não pagamos para entrar na cachoeira. Sobremesa foi doce de leite com coco artesanal feito no mesmo dia....Experiências como essa são para quem sabe dar valor a elas!!! Após aproveitarmos muito a cachoeira de São Romão, seguimos para a cachoeira do Prata, onde também não se paga para entrar. Lá dá pra ver várias quedas d´água e, além da do Prata, tem a cachoeira da Pedra Furada, muito bela. A força da água é incrível! Deu pra tomar banho e comer tapioquinha da família que mora no local. Tudo muito simples, com direito a deitar nas redes dos anfitriões...Muito amor! Na volta, paramos em um curso de água gelada no meio do caminho e saímos da Chapada já anoitecendo, com a SUPERLUA doa dia 14/11/2016 coroando o céu! Não tenho palavras para descrever para vocês!!!! O tour de diA inteiro com o Sr. Nivaldo, a humildade, simpatia e gentileza em pessoa, foi em torno de R$100 por cabeça, que valem até o último centavo. Ele veio contando histórias pra gente se distrair na parte de estrada de terra e é uma pessoa nota mil! À noite não tivemos nem energia para comer...só dormimos! Rss O último dia na Chapada das Mesas foi para colocar a cereja no topo do bolo. Contratamos por fora o guia Zeca Tour (vide facebook) para nos levar num hiking até o topo do Morro do Chapéu pela parte da manhã. Fomos eu, meu marido e mais um turista e foi R$90 por cabeça. Quanto mais pessoas forem nesses passeios, maior o desconto. Se tivéssemos conseguido mais gente para ir conosco, teria sido ainda mais barato...uns R$70 talvez. Saímos num tempo meio chuvoso de leve, mas o Zeca disse que não iria atrapalhar ou impossibilitar o passeio, então confiamos. Ele estava pontualmente às 7h30 nos esperando na pousada Rochas. Fomos de carro, mais ou menos uns 45 min até o pé do Morro e de lá, uma subida que não é bem leve. Nem exageradamente pesada. Mas vi muitos dizendo na internet que é um trilha leve de 30min a 40 min...bem pessoal, não sei se eu que sou muito mole ou realmente sem experiência em trilhas, mas a trilha não é leve não. É uma trilha moderada, você tem que estar com o alongamento bem em dias, pois tem horas QUE tem que levar a perna láaa em cima pra se apoiar numa pedra ou galho de árvore. Nós fizemos a subida em 50min e valeu cada segundo. E ainda tivemos a doce companhia do cachorrinho da propriedade rural do pé do morro, que subiu, permaneceu lá em cima e desceu conosco depois, esperando por um petisquinho. Poxa, se eu soubesse, teria levado uma carnezinha para ele. O Zeca disse que sempre leva um pãozinho e que por isso que ele foi seguindo a gente, mas naquele dia ele estava desprevenido. Passamos em torno de 1h20 lá em cima contemplando o visual....as várias ‘mesas” da chapada, Carolina vista de cima, o rio Tocantins ao fundo, a mata, as casinhas, as estradas e os boizinhos mugindo láaa embaixo...Gente, que sensação incrível! Muito muito lindo!! :'> Para quem tem disposição e quer sair do lugar-comum, super recomendo! O Morro do Chapéu tem aprox. 378metros de altura, leve tênis, roupa de ginástica (calça e camisa de manga comprida de preferência), boné e água. O clima não poderia estar melhor, pois não estava sol e a chuva dava trégua, e apesar de estar nublado, a vista não estava comprometida, foi maravilhoso! A descida foi um pouco mais difícil que a subida , por incrível que pareça, mas com o Zeca guiando não tem como dar errado. Na volta, tínhamos pedido para o Zeca nos deixar nas Cachoeiras de Itapecuru, pois era lá que estava o ônibus de nossa excursão e que iria sair às 15h para retornar à Belém. Daí, o Zeca disse assim: - Vou levar vocês pra comer num lugar muito bom e barato, bem melhor que Itapecuru. Pois levou mesmo! Um restaurante na beira da estrada indo para Itapecuru, onde você paga R$30 (por cabeça) e come à vontade!!!! Tem tambaqui, galinha caipira e carne de sol e caímos de boca no tambaqui e carne de sol, que estavam dos deuses!!!! Gente, muito bom mesmo, teve suco de laranja natural jarra a R$10, muito bom também. Não lembro o nome agora, mas o Zeca vai me dizer e aí volto aqui e falo pra vocês. Bom, quando o Zeca nos deixou em Itapecuru, já ficou o gostinho de saudade...tomamos banho de cachoeira para refrescar depois da trilha. Itapecuru é meio um balneário povão e, apesar de se pagar uns R$40 para entrar, as pessoas fazem churrasco lá dentro, achei meio muvucado. Tem aluguel de caiaque e estrutura de bar e restaurante, mas os banheiros não têm chuveiro. Là trocamos de roupa e saímos em direção a Estreito, onde paramos para janta (tinha sopa e self-service, além de alguns salgados...é uma parada meio precária, mas nas regiões norte e nordeste pegar a estrada é assim mesmo) e voltamos para Belém, onde chegamos às 05h30 da manhã do dia seguinte. Para se conectar com a natureza e com um povo humilde e acolhedor, vá para a Chapada das Mesas! Sem frescuras, preconceitos e com muita disposição! Deixou saudades! Um abraço a todos!
  8. E ai galera! Mais uma viagem irada! O Brasil realmente é lindíssimo! Pelo que pesquisei aqui nos mochileiros, tem muita informação legal da Chapada das Mesas e dos Lençóis Maranhenses. Mesmo assim, resolvi fazer o relato, pois pode ajudar alguém. Rsrsrs Nossa viagem foi do dia 13 a 29 de junho de 2015. Vou anexar uma planilha de gastos detalhada, pra galera já ter uma idéia. Os preços foram negociados e chorados com todos os estabelecimentos/guias. Logo, eles são um parâmetro... Pode ser que os locais tenham parado de dar descontos. hehehehe Dia 1: Ida RJ x Imperatriz 13/06 Voo R$ 108,95 (com taxas) – GOL. Estávamos na dúvida sobre alugar um carro ou ir de ônibus, como a locação saia por R$ 58,00/dia com km livre, alugamos um. Veja com sua seguradora de veículo/residência o convênio com a locadora... Pode encontrar preços maravilhosos que te poupam pesquisas. Hehehe Chegamos no voo noturno e cogitamos pegar o carro e partir, mas achamos prudente ficar em Imperatriz. Ficamos em La Bella Hotel – Rua Leoncio Pires Dourado, 900 por R$ 40,00/pessoa com café da manhã. Este hotel é funcional. Hotel funcional = limpeza aceitável, ar condicionado e café da manhã aceitável hehehehe Dia 2 - 14/06 – Imperatriz x Carolina A estrada é boa e chegamos à Carolina sem problema. Como demoramos a sair da cidade, chegamos meio tarde e não fizemos nenhum passeio, ainda mais que fui brincar de rally e judiei do carro na trilha pro riachão. Hahaha lá é praticamente impossível ir de carro de passeio, tanto pelo percurso (areal forte) quanto pelas diversas bifurcações. Neste primeiro dia, sugiro ir ao Dodo (que é de acesso fácil) e aproveitar o dia de chegada lá. Ficamos na pousada Morro do Chapéu em Carolina. Pousadinha funcional e um ótimo pão de queijo no café da manhã. Café bem simplesinho. O preço foi maravilhoso. R$ 40,00/pessoa. Conhecemos o guia Nivaldo, que recomendo para tudo!! O cara é sensacional e, quando não podia fazer os passeios com a gente, rodava a cidade atrás de pessoas que pudessem nos levar aos atrativos. Fora que nos ajudou junto com o pastor a correr atrás de mecânicos para arrumar o carro. hehehehe Nivaldo – (99) 98244-7937 ou (99) 99145-3840. Dia 3 – 15/06 – Complexo Pedra Caída O Complexo é gigante e caro. Felizmente, como somos estudantes, pagamos metade para visitar as grutas e cachoeiras!  Só não paga metade nos esportes de aventura (tirolesa – R$ 80,00/pessoa) e teleférico (R$50,00/pessoa). Vale a ida sim, apesar do preço. Rsrsrs Pra voltar, pegamos carona com o ônibus que leva os funcionários pra Carolina. Hehehe Dia 4 – 16/06 – Cachoeira do Prata e São Romão Fechamos com a agência Torre da Lua por R$ 180,00/pessoa no dinheiro. O passeio é irado (atrás da cachoeira então... show!) e só de 4x4 e sabendo o percurso, porque tem várias bifurcações e é muito fácil se perder se não conhecer. A entrada custou R$ 10,00/pessoa para o Rio da Prata e R$ 20,00/pessoa para a São Romão. Almoço foi na cachoeira São Romão, reservando com a agência com antecedência. Saboroso e com fartura. Na volta, passamos no portal da chapada, pois ainda tínhamos tempo e vimos o por do sol. Para chegar lá sem guia, é fácil no sentido contrário a Carolina, pois é visível da estrada, depois é só pegar a primeira à esquerda (o carro fica parado perto da estrada mesmo, depois basta subir uma trilha leve de areia). Fiz outra anotação na estrada sentido Carolina, mas perdi o KM certo para se pegar essa entrada para o portal. Jantamos no lanche central e pegamos o carro. O jantar foi muito bom! R$ 15,00/pessoa. Dia 5 – 17/06 – Poço Azul, Cachoeira Santa Bárbara e Poço Encantado Este passeio fica sentido Balsas, longe de Carolina. A agência cobra R$ 180,00/pessoa, mas é possível ir de carro sem problema, com exceção do trecho Poço Azul ao Poço Encantado que é necessário ir de carro alto (areal). Para chegar lá, basta seguir a estrada sentido Balsas e virar à esquerda depois que vir uma Caixa D’água gigante da estrada mesmo (é sinalizado no sentido Balsas x Carolina, só atenção para não perder a entrada). A entrada foi R$ 15,00/pessoa (com desconto estudante) e vale muito a pena! Almoçamos (R$ 20,00/pessoa) lá mesmo e jantamos por lá (comida da galera que trabalhava lá R$ 10,00/pessoa)... O carro enguiçou e voltamos rebocados. Hahaha Dia 6 e 7 – 18/06 – Imperatriz x São Luis x Santo Amaro – Passeio Lagoas Murici, Andorinhas e Gaivota + Betânia Como estávamos sem carro, ficamos limitado no deslocamento e aguardando o táxi da locadora chegar... Aproveitamos pra descansar. Hehehe Poderíamos ter ido à cachoeira irmãs gêmeas, mas deixamos para lá. rsrs O vôo Imperatiz x São Luis – 18/06 – R$ 128,25 (com taxas) – GOL Chegamos à noite, no voo das 23h30 e esperamos a van passar às 3h no aeroporto para nos levar a Sangue. A van que nos pegou foi a do Thomaz (98) 98836-4099 que cobrou R$ 40,00/pessoa e de lá uma jardineira nos levou até Santo Amaro por R$ 20,00/pessoa. Este percurso pula pra caramba e é bem desconfortável. Rsrs Assim que chegamos a casa da Dona Marineide, 2 casais estavam com passeio contratado e embarcamos nessa com eles pra conhecer as lagoas o dia todo por R$ 50,00/pessoa. Passamos pelas lagoas Murici, Andorinhas e Gaivota + Betânia. Valeu muito a pena, ao comparar com Barreirinhas. Rsrs Pousada São José (Dona Marineide - dona da pousada) 98 3369 1074 e cel. 98844 7651 a OI funciona bem TIM e VIVO, não. Almoçamos no Vilarejo de Betânia por R$ 35,00/pessoa e jantamos pizza na Pizzaria do Gordo por R$ 21,00/pessoa. Dia 8 – 20/06 - Santo Amaro - Lagoas da Cabra, Vassouras e Vitória Fechamos com o Guia Tourinho (98) 99913-3103 pra conhecer as Lagoas da Cabra, Vassouras e Vitória. São iradas e valem também o passeio. R$ 85,00/pessoa. Passeio de meio dia. Almoçamos e jantamos na pousada Agua doce por R$ 31,00/pessoa – comida boa. Dia 9 – 21/06 - Santo Amaro x Queimada dos Britos Iniciamos a travessia até Atins. O Tourinho passou a condução pro seu sobrinho pra poder pegar uma outra galera que pagasse mais. Apesar de não ver problema, ele foi pouco profissional porque atrasou bastante do horário previsto... Pra começar a trilha um pouco mais adiantada, ele cobrou R$ 20,00/pessoa pra levar de quadriciclo até o início das dunas. O guia Tico é um garoto tranquilo e nos levou normalmente pelos lugares. A Dona Maria, na Queimada dos Britos era a mãe dele. Muito receptiva e atenciosa. Passamos por locais lindíssimos! O melhor roteiro dos Lençóis está entre Santo Amaro e a Queimada dos Britos. Valeu muito a pena. Como ficamos morgados de andar por cima e baixo de duna, cortamos uma perna do tour para ir de quadriciclo até Atins. Ganhamos um dia com isso, fora que a caminhada pela praia não tem nenhuma graça (somos cariocas, aqui já tem praias mais bonitas que aquela parte do Maranhão) hehehehe. Diária do guia: R$ 75,00/pessoa. Aluguel quadriciclo – R$ 100,00/pessoa. Hospedagem e refeição na Dona Maria R$ 75,00/pessoa. Dormimos na rede da Dona Maria neste dia. Dia 10 – 22/06 – Queimada dos Britos x Atins Em Atins, fomos à Pousada do Irmão. Lá é bem aconchegante e bonito. A cidade é praticamente uma rua pequena e agradável. A diária que conseguimos foi R$ 60,00/pessoa com ar condicionado. Almoçamos lá por R$ 35,00/pessoa. Chegamos a Atins e só deu tempo de ver a revoada dos guarás (R$ 32,00/pessoa). Em tese, eles passam pelo ponto que a princípio observaríamos... Mas, passaram alguns poucos lá... Desperdício de dinheiro. Rsrsrs Jantamos e almoçamos na pousada do irmão que tem uma cozinha que faz pratos bem saborosos. O valor foi de R$ 35,00/pessoa. Dia 11 - 23/06 – Atins – Lagoa do Atins Para conhecer um pouco da região, fizemos o passeio pelas Lagoas do Atins que são legais, mas nada se comparava mais a Santo Amaro. Rsrsrs Estas lagoas ficam a 3km dos restaurantes mais famosos de Atins da D. Luzia e Sr. Antonio (irmão e concorrente dela rsrs). Também são bonitas, mas... começamos pelo melhor... O resto já não tinha mais graça. Rsrsrsrs Depois do passeio de meio dia, almoçamos os famosos camarões, que realmente são bem suculentos. Jantamos no irmão pobre (antiga pousada do irmão). Hehehehe R$ 15,00/pessoa. Depois que fizemos tudo que tinha pra fazer em Atins, resolvemos partir no dia seguinte. Achei os passeios em atins bem básicos ao comparar com Santo Amaro. O Irmão dá a estrutura toda, mas nada se compara a Santo Amaro. Dia 12 – 24/06 - Passeio Mandacarú, Vassouras e transfer até Caburé Resolvemos partir de Atins rumo ao Delta do Parnaíba (no lado do Maranhão somente) e fizemos o passeio que faltava da região: Mandacarú, Vassouras e caburé. Em Mandacaru você vai ao Mirante da Marinha, uma espécie de farol (só isso) e em Vassouras foi a parte mais divertida deste passeio, pois tem vários macacos engraçados e famintos. Hehehe Além disso, há várias mini lagoas (mini lençóis) também que se pode passar tempo. Já, Caburé é a praia que decidimos não ficar. Este passeio saiu por R$ 80,00/pessoa. Se não fosse realizar o transfer, confesso que dispensaria conhecer esses lugares. rsrs O barqueiro que nos levou falou que podíamos chegar a Paulino Neves de quadriciclo (30min) e foi o que fizemos. Alugamos um quadriciclo pra pilotar até lá e o outro cara foi na frente... Vou te falar que foi bem divertido!! Os caras corriam pra caramba e tinham alguns obstáculos... hehehehe Não tenho contato do barqueiro. Ele é primo da esposa do Irmão, então eles arrumam lá o contato dele se for necessário. Jantamos já em Tutóia – MA, região que tem saída para os passeios do Delta pelo Maranhão. Dia 13 – 25/06 – Tutóia – Passeio pelo Delta Ficamos hospedados na pousada Embarcação, na praia, que é uma pousada funcional. Fechamos por R$ 40,00/pessoa com ar condicionado. Fizemos o passeio pela pousada Baluarte pelo Delta por R$ 75,00/pessoa. O passeio foi interessante e o por do sol foi espetacular. A revoada dos Guarás realmente foi também impressionante e valeu a pena! Na volta, jantar no espeto do Johny (muito bom por sinal!) e depois dormir pra pegar o retorno pra Barreirinhas. Dia 14 – 26/06 – Tutóia x Barreirinhas Como nosso voo de retorno era de São Luis, fomos conhecer a “famosa” Barreirinhas, principal cidade para os Lençóis Maranhenses. Pegamos uma van que vai direto pra lá, saindo de perto do porto (vários transportes são encontrados ali). A dona da pousada nos levou ao local de saída.  Ficamos hospedados na pousada Vitória do Lopes, indicação do motorista por R$ 40,00/pessoa. A pousada fica bem localizada (perto da rua do Rio) e é arrumadinha, além de ser funcional. Lá os passeios são de parte do dia (manhã ou tarde) e possuem valores separados. Fechamos o passeio das lagoas Azul, da Paz e da Preguiça na Alternativa Turismo por R$ 60,00/pessoa. A parte alta do passeio foi o carro “anfíbio” que entrava em área alagada! Bem emocionante!! Quanto às lagoas, nada mais se comparava a Santo Amaro... rsrsrs Na rua do Rio tem vários restaurantes e opções, não muito baratas, mas aceitáveis. Comemos no gaúcho (razoável) no almoço e jantamos no Feijão de Corda (muito bom). Dia 15 – 27/06 – Barreirinhas x São Luis Voltamos de táxi pela cooperativa (atrás da rua do Rio) que faz o transfer Barreirinhas x São Luis por R$ 60,00/pessoa. Apesar de caro, acho que foi uma boa opção, pois já está incluído buscar e levar à pousada/hotel, o que economiza o deslocamento com bagagem até rodoviárias e depois outros transportes. Ficamos hospedados no Hotel Nobile Inn São Luís por R$ 65,00/pessoa a diária. O preço era promocional de fim de semana. Neste dia fomos ao são joão do Ipem, que é uma festa junina tradicional da região com danças locais. Legalzinho. Rsrsrs Dia 16 – 28/06 – São Luis Resolvemos conhecer o centro histórico de São Luis, pois o planejado inicialmente seria ir pra Alcântara, mas lá é bem peculiar... O barco só sai com maré cheia. Entenda-se maré cheia quando tem água!! Vimos um barco lá literalmente na areia. A maré baixa seca o cais. Então, tentamos ir aos museus (fechados no domingo, apesar de aparecer no guia de turismo que abriria...) e rodamos por alguns artesanatos por lá. Já desacelerando da viagem... Dia 17 – 29/06 – São Luis x Rio de Janeiro Voltamos no voo da TAM por 10 mil milhas que estavam expirando, R$ 24,64 (taxa de embarque). O preço do voo estava uns R$ 120,00, infelizmente as milhas estavam quase expirando... rsrs Infelizmente o relato inicial com mais detalhes foi perdido... Droga né? Rsrs Abraços e até a próxima! Custo viagem_MA.xlsx
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