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Valeu, Nanci!!!

Já vi seus relatos!!

Olha só o que pensei:

 

Dia 02/04: eu quero terminar o centro/ponte/trapiche lá pelas 11h e pegar o Executivo Jurerê até o Forte São José... Devo chegar no máximo 12h30. Aí o resto da tarde passo na praia e dando uma olhada nas mansões e pego um ônibus de tardezinha para Santo Antônio. Lá dou uma andada no bairro, como algo e volto à noite.

 

Dia 3/04: acho que iria pra Praia dos Ingleses que tá mais fácil. Pego o TILAG - TICAN e desço o mais perto possível da praia e vou andando. Ali fico até umas 10h30. Aí pegaria ali na praia o ônibus Ingleses até o Costão do Santinho. Tanto o arvorismo quanto a trilha pro Morro das Aranhas (por acaso, vc viu cobra em alguma trilha?) são ali. Acho que das 11h às 15h30 já acabei isso e já almocei rapidinho. Aí o problema é voltar pra fazer o passeio da Costa da Lagoa. Tem outro ponto de onde partem os barcos sim. É dentro do Parque Florestal Rio Vermelho. Não achei a localização certa mas desconfio onde seja pelo mapa... Se o ônibus puder me deixar perto, ótimo. Se não, tenho que fazer o passeio desde o centrinho... Ali na Costa só quero ir na cachoeira, dar uma andada pela trilha só para ver os vilarejos e voltar para comer. Volto de barco pro centrinho.

 

Dia 4/04: o grande problema é que o passeio pra Ilha vc deve ir e voltar com o mesmo barco e eles demoram uma vida pra voltar de lá. Eu não tenho mta paciência de ficar morgando na praia. Faria uma trilhinha, descansaria, cairia na água e pra mim já deu. Hahaha... Já pensei várias formas de ir pros 3 lugares. A ideia mais recente é ir à Lagoinha pela trilha do Pântano, chegar lá umas 9h, talvez subir o Morro da Coroa (se não for mto difícil) e voltar ou pela mesma trilha ou de barco para o Pântano do Sul (se estiverem operando no feriado), almoçar no Bar do Arante... isso até 13h, 13h30. Aí iria pra Armação (de táxi não deve custar mto, se não rolar ônibus) e pegaria um barco pra Ilha. Aí tô vendo com o moço que faz o trajeto se teria como eu voltar mais cedo, lá pelas 16h30, 17h. Como estou sozinha, não deve ter problema em me encaixar num barco que não foi totalmente cheio, eu penso. Aí mais uma vida pra chegar a Ribeirão da Ilha. Pelo que tô vendo tenho que pegar um ônibus de Armação/Pântano ao TIRIO e de lá pegar um que passa por Ribeirão... mas a ideia é chegar entre 18h30 e 19h mesmo. Um saco. De carro é em 30 ou 40 min. Mas se não rolar isso de voltar mais cedo do passeio da Ilha do Campeche, tenho que escolher 2 entre Ilha, Lagoinha e Ribeirão. Quais são melhores? Tb tô pensando em trazer esse passeio pra quinta por causa dos horários de ônibus, mas aí tem que ver se tem os passeios de barco em dia de semana.

 

Dia 4/04: tá light. Se não der pra fazer Ribeirão ou a Costa da Lagoa nos dias anteriores talvez até tenha como encaixar nesse dia, principalmente o segundo, que não depende de ônibus, já que estarei hospedada no centrinho...

 

Ah, sei lá se tô dimensionando mal os tempos, mas sou meio inquieta mesmo. Gosto de fazer aproveitar ao máximo os dias. Hehehe..

O que vcs acham?

 

Oi Paula,

 

Eu concordo totalmente com os comentários do João. Seguem algumas observações adicionais:

 

Em relação ao transporte público de Floripa, o lado bom é que os horários são cumpridos, menos se tiver gdes engarrafamentos. O lado ruim é que em muitas regioes temos poucos horários, principalmente nos finais de semana.

 

Dia 1: O centro de Floripa não é nenhuma brastemp. Vc pode deixar esta programacao p o ultimo dia e antecipar se o tempo estiver ruim.

 

Dia 2: veja os horarios e o tempo de viagem da linha lagoa - canasvieiras, a linha é longa e os horarios escaaaassos.. A trilha do morro das aranhas leva entre 1:30 e 2hs a partir do costao ate retornar pela praia de Mocambique entrando pelos fundos do hotel(faz tempo q nao vou, nao lembro bem o tempo) . Nao creio q tenha cobra nesta trilha, pois é bem aberta. Alem do barco que sai do centrinho da Lagoa tem barco para a Costa da Lagoa saindo da reserva do Rio Vermelho. Só que este trapiche não é acessível de bus. Da geral do Rio Vermelho (rodovia Joao Gualberto Soares) tem q caminhar bastante em estrada de terra (pelo menos até a ultima vez q fui por lá era de terra). Ah! E a cachoeira da Costa da Lagoa é bem fraquinha. Legal na Costa, na minha opiniao, é o visual do caminho, princpalmente pela trilha, andar pela comunidade local e comer peixe e camarao bom e barato nos vários restaurantes da vila.

 

Dia 3: Esse dia tá impossível. A trilha da Lagoinha leva no mínimo 1:30hs para ir, mais o tempo para conhecer a praia, caminhar até a lagoa e, ufa, voltar. Se fizer da Lagoinha para Matadeiro (ao lado da Armação) tem menos subida, mas demora mais. Vc pode conseguir barco no Pantano do Sul se o mar estiver tranquilo. Os barcos para o Campeche ficam 4 hs na ilha. Eles vão saindo qdo enchem. Se vc for a tarde, é mais dificil ter barco. Quinta-feira da semana santa é provável que tenha barco p a ilha do Campeche.

 

Percebi q na sua programacao o unico dia q vc pretende curtir o rango é no Arantes. Na Costa da Lagoa tem várias boas opcoes de frutos do mar, especialmente sequencia de camarao. Em Sto Antonio tb tem otimos restaurantes. E o Ribeirao da Ilha é ideal para apreciar ostras. Por lá todos os restaurantes tem fazenda de ostras. Se vc gosta de ostras, Floripa é o lugar.

 

Espero ter ajudado

 

Abs

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Olha só o que pensei:

 

Dia 02/04: eu quero terminar o centro/ponte/trapiche lá pelas 11h e pegar o Executivo Jurerê até o Forte São José... Devo chegar no máximo 12h30. Aí o resto da tarde passo na praia e dando uma olhada nas mansões e pego um ônibus de tardezinha para Santo Antônio. Lá dou uma andada no bairro, como algo e volto à noite.

 

Dia 3/04: acho que iria pra Praia dos Ingleses que tá mais fácil. Pego o TILAG - TICAN e desço o mais perto possível da praia e vou andando. Ali fico até umas 10h30. Aí pegaria ali na praia o ônibus Ingleses até o Costão do Santinho. Tanto o arvorismo quanto a trilha pro Morro das Aranhas (por acaso, vc viu cobra em alguma trilha?) são ali. Acho que das 11h às 15h30 já acabei isso e já almocei rapidinho. Aí o problema é voltar pra fazer o passeio da Costa da Lagoa. Tem outro ponto de onde partem os barcos sim. É dentro do Parque Florestal Rio Vermelho. Não achei a localização certa mas desconfio onde seja pelo mapa... Se o ônibus puder me deixar perto, ótimo. Se não, tenho que fazer o passeio desde o centrinho... Ali na Costa só quero ir na cachoeira, dar uma andada pela trilha só para ver os vilarejos e voltar para comer. Volto de barco pro centrinho.

 

Dia 4/04: o grande problema é que o passeio pra Ilha vc deve ir e voltar com o mesmo barco e eles demoram uma vida pra voltar de lá. Eu não tenho mta paciência de ficar morgando na praia. Faria uma trilhinha, descansaria, cairia na água e pra mim já deu. Hahaha... Já pensei várias formas de ir pros 3 lugares. A ideia mais recente é ir à Lagoinha pela trilha do Pântano, chegar lá umas 9h, talvez subir o Morro da Coroa (se não for mto difícil) e voltar ou pela mesma trilha ou de barco para o Pântano do Sul (se estiverem operando no feriado), almoçar no Bar do Arante... isso até 13h, 13h30. Aí iria pra Armação (de táxi não deve custar mto, se não rolar ônibus) e pegaria um barco pra Ilha. Aí tô vendo com o moço que faz o trajeto se teria como eu voltar mais cedo, lá pelas 16h30, 17h. Como estou sozinha, não deve ter problema em me encaixar num barco que não foi totalmente cheio, eu penso. Aí mais uma vida pra chegar a Ribeirão da Ilha. Pelo que tô vendo tenho que pegar um ônibus de Armação/Pântano ao TIRIO e de lá pegar um que passa por Ribeirão... mas a ideia é chegar entre 18h30 e 19h mesmo. Um saco. De carro é em 30 ou 40 min. Mas se não rolar isso de voltar mais cedo do passeio da Ilha do Campeche, tenho que escolher 2 entre Ilha, Lagoinha e Ribeirão. Quais são melhores? Tb tô pensando em trazer esse passeio pra quinta por causa dos horários de ônibus, mas aí tem que ver se tem os passeios de barco em dia de semana.

 

Dia 4/04: tá light. Se não der pra fazer Ribeirão ou a Costa da Lagoa nos dias anteriores talvez até tenha como encaixar nesse dia, principalmente o segundo, que não depende de ônibus, já que estarei hospedada no centrinho...

 

Ah, sei lá se tô dimensionando mal os tempos, mas sou meio inquieta mesmo. Gosto de fazer aproveitar ao máximo os dias. Hehehe..

O que vcs acham?

 

Oi Paula,

 

Eu concordo totalmente com os comentários do João. Seguem algumas observações adicionais:

 

Em relação ao transporte público de Floripa, o lado bom é que os horários são cumpridos, menos se tiver gdes engarrafamentos. O lado ruim é que em muitas regioes temos poucos horários, principalmente nos finais de semana.

 

Dia 1: O centro de Floripa não é nenhuma brastemp. Vc pode deixar esta programacao p o ultimo dia e antecipar se o tempo estiver ruim.

 

Dia 2: veja os horarios e o tempo de viagem da linha lagoa - canasvieiras, a linha é longa e os horarios escaaaassos.. A trilha do morro das aranhas leva entre 1:30 e 2hs a partir do costao ate retornar pela praia de Mocambique entrando pelos fundos do hotel(faz tempo q nao vou, nao lembro bem o tempo) . Nao creio q tenha cobra nesta trilha, pois é bem aberta. Alem do barco que sai do centrinho da Lagoa tem barco para a Costa da Lagoa saindo da reserva do Rio Vermelho. Só que este trapiche não é acessível de bus. Da geral do Rio Vermelho (rodovia Joao Gualberto Soares) tem q caminhar bastante em estrada de terra (pelo menos até a ultima vez q fui por lá era de terra). Ah! E a cachoeira da Costa da Lagoa é bem fraquinha. Legal na Costa, na minha opiniao, é o visual do caminho, princpalmente pela trilha, andar pela comunidade local e comer peixe e camarao bom e barato nos vários restaurantes da vila.

 

Dia 3: Esse dia tá impossível. A trilha da Lagoinha leva no mínimo 1:30hs para ir, mais o tempo para conhecer a praia, caminhar até a lagoa e, ufa, voltar. Se fizer da Lagoinha para Matadeiro (ao lado da Armação) tem menos subida, mas demora mais. Vc pode conseguir barco no Pantano do Sul se o mar estiver tranquilo. Os barcos para o Campeche ficam 4 hs na ilha. Eles vão saindo qdo enchem. Se vc for a tarde, é mais dificil ter barco. Quinta-feira da semana santa é provável que tenha barco p a ilha do Campeche.

 

Percebi q na sua programacao o unico dia q vc pretende curtir o rango é no Arantes. Na Costa da Lagoa tem várias boas opcoes de frutos do mar, especialmente sequencia de camarao. Em Sto Antonio tb tem otimos restaurantes. E o Ribeirao da Ilha é ideal para apreciar ostras. Por lá todos os restaurantes tem fazenda de ostras. Se vc gosta de ostras, Floripa é o lugar.

 

Espero ter ajudado

 

Abs

 

 

Netuno

 

Para eu ir fazer o passeio da costa da lagoa saindo dos Ingleses a melhor opção para embarque é no trapiche ao lado da Lagoa da Conceição? Como eu faço para chegar nesse ponto?

Você acha que da para fazer esse passeio de manhã, almoçar por lá e a tarde ir para a Praia Mole?

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Para a Costa da Lagoa vc pode ir de barco ou trilha.

Por trilha:

Para quem esta em Ingleses (ou outro bairro no norte da ilha) sem carro, pode fazer a trilha Ratones - Costa da Lagoa e voltar de barco para o centrinho da Lagoa. La vc pega bus para a Praia Mole. Se estiver de carro, acho melhor fazer a trilha Canto da Lagoa - Costa da Lagoa, voltar de barco saltando no ponto 3 (que é onde estaciona o carro) e entao seguir para a Praia Mole. As 2 trilhas levam em torno de 1:30 (ida). A primeira sobe e desce o morrão e tem belissimo visual da lagoa da Conceicao lá do alto. A segunda vai margeando a lagoa, sempre com bom visual da lagoa. Tem varias pequenas subidas e descidas, mas nao tem morrao.

Sem trilha:

Se estiver de carro em Ingleses o melhor é pegar o barco na Reserva do Rio Vermelho. Como este trapiche é longe da rodovia onde passa o bus, para quem esta sem carro, acho melhor ir de bus ate o centrinho da lagoa.

Dá para fazer a Costa de manhã e pegar uma praia a tarde. Para quem gosta de almocar mais tarde, fazer o contrario pode ser mais interessante.

Para quem vem do leste (Rio Vermelho, Barra da Lagoa) o trapiche fica no final da Av. das Rendeiras. Após descer o morro da Praia Mole vira a direita (para esquerda seria Joaquina), na beira da lagoa vira a direita (ou mergulha, hehehe) e esta avenida que de um lado tem a lagoa e do outro vários bares e restaurantes é a Av. das Rendeiras. No final das Rendeiras tem uma ponte, junto a ponte está o ponto inicial dos barcos para a Costa. Para quem vem do centro, após descer o morro da Lagoa passa pelo centrinho e então vai ver a ponte e a av. das Rendeiras.

 

Espero ter ajudado. Boas Trips

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Para a Costa da Lagoa vc pode ir de barco ou trilha.

Por trilha:

Para quem esta em Ingleses (ou outro bairro no norte da ilha) sem carro, pode fazer a trilha Ratones - Costa da Lagoa e voltar de barco para o centrinho da Lagoa. La vc pega bus para a Praia Mole. Se estiver de carro, acho melhor fazer a trilha Canto da Lagoa - Costa da Lagoa, voltar de barco saltando no ponto 3 (que é onde estaciona o carro) e entao seguir para a Praia Mole. As 2 trilhas levam em torno de 1:30 (ida). A primeira sobe e desce o morrão e tem belissimo visual da lagoa da Conceicao lá do alto. A segunda vai margeando a lagoa, sempre com bom visual da lagoa. Tem varias pequenas subidas e descidas, mas nao tem morrao.

Sem trilha:

Se estiver de carro em Ingleses o melhor é pegar o barco na Reserva do Rio Vermelho. Como este trapiche é longe da rodovia onde passa o bus, para quem esta sem carro, acho melhor ir de bus ate o centrinho da lagoa.

Dá para fazer a Costa de manhã e pegar uma praia a tarde. Para quem gosta de almocar mais tarde, fazer o contrario pode ser mais interessante.

Para quem vem do leste (Rio Vermelho, Barra da Lagoa) o trapiche fica no final da Av. das Rendeiras. Após descer o morro da Praia Mole vira a direita (para esquerda seria Joaquina), na beira da lagoa vira a direita (ou mergulha, hehehe) e esta avenida que de um lado tem a lagoa e do outro vários bares e restaurantes é a Av. das Rendeiras. No final das Rendeiras tem uma ponte, junto a ponte está o ponto inicial dos barcos para a Costa. Para quem vem do centro, após descer o morro da Lagoa passa pelo centrinho e então vai ver a ponte e a av. das Rendeiras.

 

Espero ter ajudado. Boas Trips

 

 

Eu vou de sair de BUS

Vou pegar o 842/840 (TICAN-TILAG) e descer no TILAG. Do TILAG até esse trapiche da para ir a pé?

Ou eu posso pegar o 842/840, descer na Praia Mole. Depois eu pego o 842/840 na Mole e vou para o TILAG e faço o passeio pela costa da lagoa pela tarde. Mas acho que prefiro ir pra costa da lagoa cedinho

 

Netuno, mais uma dúvida

Esse 842/840 que passa pela Mole na ida para o TILAG passa na volta para o TICAN?

Assim, consigo pegá-lo e descer na praia mole e quando for voltar para os Ingleses eu consigo pegar ele na Mole para o TICAN?

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Para a Costa da Lagoa vc pode ir de barco ou trilha.

Por trilha:

Para quem esta em Ingleses (ou outro bairro no norte da ilha) sem carro, pode fazer a trilha Ratones - Costa da Lagoa e voltar de barco para o centrinho da Lagoa. La vc pega bus para a Praia Mole. Se estiver de carro, acho melhor fazer a trilha Canto da Lagoa - Costa da Lagoa, voltar de barco saltando no ponto 3 (que é onde estaciona o carro) e entao seguir para a Praia Mole. As 2 trilhas levam em torno de 1:30 (ida). A primeira sobe e desce o morrão e tem belissimo visual da lagoa da Conceicao lá do alto. A segunda vai margeando a lagoa, sempre com bom visual da lagoa. Tem varias pequenas subidas e descidas, mas nao tem morrao.

Sem trilha:

Se estiver de carro em Ingleses o melhor é pegar o barco na Reserva do Rio Vermelho. Como este trapiche é longe da rodovia onde passa o bus, para quem esta sem carro, acho melhor ir de bus ate o centrinho da lagoa.

Dá para fazer a Costa de manhã e pegar uma praia a tarde. Para quem gosta de almocar mais tarde, fazer o contrario pode ser mais interessante.

Para quem vem do leste (Rio Vermelho, Barra da Lagoa) o trapiche fica no final da Av. das Rendeiras. Após descer o morro da Praia Mole vira a direita (para esquerda seria Joaquina), na beira da lagoa vira a direita (ou mergulha, hehehe) e esta avenida que de um lado tem a lagoa e do outro vários bares e restaurantes é a Av. das Rendeiras. No final das Rendeiras tem uma ponte, junto a ponte está o ponto inicial dos barcos para a Costa. Para quem vem do centro, após descer o morro da Lagoa passa pelo centrinho e então vai ver a ponte e a av. das Rendeiras.

 

Espero ter ajudado. Boas Trips

 

 

Eu vou de sair de BUS

Vou pegar o 842/840 (TICAN-TILAG) e descer no TILAG. Do TILAG até esse trapiche da para ir a pé?

Ou eu posso pegar o 842/840, descer na Praia Mole. Depois eu pego o 842/840 na Mole e vou para o TILAG e faço o passeio pela costa da lagoa pela tarde. Mas acho que prefiro ir pra costa da lagoa cedinho

 

Netuno, mais uma dúvida

Esse 842/840 que passa pela Mole na ida para o TILAG passa na volta para o TICAN?

Assim, consigo pegá-lo e descer na praia mole e quando for voltar para os Ingleses eu consigo pegar ele na Mole para o TICAN?

 

Rodrigo,

 

Na ida para a Lagoa vc desce do bus antes do TILAG. O bus vai passar pela Av das Rendeiras e em frente ao pto de saída do barco. Só não sei te dizer se o melhor pto é antes ou depois do trapiche, mas c certeza o motorista sabe. Se saltar do TILAG tb dá para ir andando.

Da Praia Mole para a Lagoa (e vice-versa) além do raro bus Canas-Lagoa tem o muito + frequente Barra da Lagoa (360).

O Canas-Lagoa vai e volta pelo mesmo caminho. Lagoa, Mole, Barra da Lagoa, Rio Vermelho, Ingleses, Canas.

Se vc fizer primeiro Praia Mole e depois Costa, pode tb voltar para Ingleses pela SC-401 e, quem sabe, dar uma parada em Sto Antonio de Lisboa. Nesse caso, vc pega um bus do TILAG para o Titri e lá vc pega o Sto Antonio.

 

Abs

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Para a Costa da Lagoa vc pode ir de barco ou trilha.

Por trilha:

Para quem esta em Ingleses (ou outro bairro no norte da ilha) sem carro, pode fazer a trilha Ratones - Costa da Lagoa e voltar de barco para o centrinho da Lagoa. La vc pega bus para a Praia Mole. Se estiver de carro, acho melhor fazer a trilha Canto da Lagoa - Costa da Lagoa, voltar de barco saltando no ponto 3 (que é onde estaciona o carro) e entao seguir para a Praia Mole. As 2 trilhas levam em torno de 1:30 (ida). A primeira sobe e desce o morrão e tem belissimo visual da lagoa da Conceicao lá do alto. A segunda vai margeando a lagoa, sempre com bom visual da lagoa. Tem varias pequenas subidas e descidas, mas nao tem morrao.

Sem trilha:

Se estiver de carro em Ingleses o melhor é pegar o barco na Reserva do Rio Vermelho. Como este trapiche é longe da rodovia onde passa o bus, para quem esta sem carro, acho melhor ir de bus ate o centrinho da lagoa.

Dá para fazer a Costa de manhã e pegar uma praia a tarde. Para quem gosta de almocar mais tarde, fazer o contrario pode ser mais interessante.

Para quem vem do leste (Rio Vermelho, Barra da Lagoa) o trapiche fica no final da Av. das Rendeiras. Após descer o morro da Praia Mole vira a direita (para esquerda seria Joaquina), na beira da lagoa vira a direita (ou mergulha, hehehe) e esta avenida que de um lado tem a lagoa e do outro vários bares e restaurantes é a Av. das Rendeiras. No final das Rendeiras tem uma ponte, junto a ponte está o ponto inicial dos barcos para a Costa. Para quem vem do centro, após descer o morro da Lagoa passa pelo centrinho e então vai ver a ponte e a av. das Rendeiras.

 

Espero ter ajudado. Boas Trips

 

 

Eu vou de sair de BUS

Vou pegar o 842/840 (TICAN-TILAG) e descer no TILAG. Do TILAG até esse trapiche da para ir a pé?

Ou eu posso pegar o 842/840, descer na Praia Mole. Depois eu pego o 842/840 na Mole e vou para o TILAG e faço o passeio pela costa da lagoa pela tarde. Mas acho que prefiro ir pra costa da lagoa cedinho

 

Netuno, mais uma dúvida

Esse 842/840 que passa pela Mole na ida para o TILAG passa na volta para o TICAN?

Assim, consigo pegá-lo e descer na praia mole e quando for voltar para os Ingleses eu consigo pegar ele na Mole para o TICAN?

 

Rodrigo,

 

Na ida para a Lagoa vc desce do bus antes do TILAG. O bus vai passar pela Av das Rendeiras e em frente ao pto de saída do barco. Só não sei te dizer se o melhor pto é antes ou depois do trapiche, mas c certeza o motorista sabe. Se saltar do TILAG tb dá para ir andando.

Da Praia Mole para a Lagoa (e vice-versa) além do raro bus Canas-Lagoa tem o muito + frequente Barra da Lagoa (360).

O Canas-Lagoa vai e volta pelo mesmo caminho. Lagoa, Mole, Barra da Lagoa, Rio Vermelho, Ingleses, Canas.

Se vc fizer primeiro Praia Mole e depois Costa, pode tb voltar para Ingleses pela SC-401 e, quem sabe, dar uma parada em Sto Antonio de Lisboa. Nesse caso, vc pega um bus do TILAG para o Titri e lá vc pega o Sto Antonio.

 

Abs

 

 

Netuno,

 

Olhei aqui Sto Antonio de Lisboa! Acho que vou trocar a costa da lagoa por lá

Creio que farei o seguinte trajeto:

 

 

Sábado : Ingleses-Praia Mole (842)

Mole-Barra da Lagoa (360)

Barra da Lagoa - Ingleses (842, pegando o que vem do TILAG)

 

 

Domingo: Devo ficar na praia dos Ingleses de manhã e a tarde. Ai lá pelas 16 horas pego o Gaivotas Circular até o TICAN e do TICAN eu pego o 221 até Sto Antonio de Lisboa e para voltar eu talvez pegue um táxi

 

 

Surgiu mais uma dúvida aqui, hhahaha

Estou pensando em pegar na Barra da Lagoa o 842 que sairá às 20:50 do TILAG com destino ao TICAN. Essa linha passa pela Barra da Lagoa na rua Inelzir Bauer Bertoli. Existe uma parada de ônibus nessa rua?

 

Eu estarei na rua das gaivotas nos Ingleses e na volta eu não queria ir até o TICAN e depois pegar um taxi para a minha pousada.Esse 842 entra nos Ingleses pela SC-406. Da para pegar um taxi para rua das Gaivotas na entrada dos Ingleses?

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Surgiu mais uma dúvida aqui, hhahaha

Estou pensando em pegar na Barra da Lagoa o 842 que sairá às 20:50 do TILAG com destino ao TICAN. Essa linha passa pela Barra da Lagoa na rua Inelzir Bauer Bertoli. Existe uma parada de ônibus nessa rua?

 

Eu estarei na rua das gaivotas nos Ingleses e na volta eu não queria ir até o TICAN e depois pegar um taxi para a minha pousada.Esse 842 entra nos Ingleses pela SC-406. Da para pegar um taxi para rua das Gaivotas na entrada dos Ingleses?

 

Eitcha Rodrigo, Faz pergunta fácil rsrsrsrs

 

Não sei dizer os locais de pontos de bus na Barra da Lagoa, mas aqui em Floripa os ptos são muito próximos. Então, com certeza, se não tiver pto nesta rua terá pto em rua próxima.

 

Em geral em Floripa, vc só consegue taxi nos ptos de taxi ou ligando. Não faço ideia onde são os ptos de taxi nos Ingleses, mas c certeza o pessoal da pousada sabe e pode te passar tels de motoristas q trabalhem na regiao.

 

Espero ter ajudado Boas Trips!

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Surgiu mais uma dúvida aqui, hhahaha

Estou pensando em pegar na Barra da Lagoa o 842 que sairá às 20:50 do TILAG com destino ao TICAN. Essa linha passa pela Barra da Lagoa na rua Inelzir Bauer Bertoli. Existe uma parada de ônibus nessa rua?

 

Eu estarei na rua das gaivotas nos Ingleses e na volta eu não queria ir até o TICAN e depois pegar um taxi para a minha pousada.Esse 842 entra nos Ingleses pela SC-406. Da para pegar um taxi para rua das Gaivotas na entrada dos Ingleses?

 

Eitcha Rodrigo, Faz pergunta fácil rsrsrsrs

 

Não sei dizer os locais de pontos de bus na Barra da Lagoa, mas aqui em Floripa os ptos são muito próximos. Então, com certeza, se não tiver pto nesta rua terá pto em rua próxima.

 

Em geral em Floripa, vc só consegue taxi nos ptos de taxi ou ligando. Não faço ideia onde são os ptos de taxi nos Ingleses, mas c certeza o pessoal da pousada sabe e pode te passar tels de motoristas q trabalhem na regiao.

 

Espero ter ajudado Boas Trips!

 

 

Beleza Netuno!

Obrigado pelas dicas!!

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Obrigada, João e Netuno!!

Tava escrevendo uma super msg, fechei o navegador e perdi. Ai que raiva.

 

Enfim, mudei minha programação baseado nas dicas que vcs deram. Já que está todo mundo falando que tá impossível o terceiro dia (sábado do feriado) rsrs, tenho que escolher entre:

1. Ilha do Campeche de 9h às 14h30 + Ribeirão de tarde até início da noite (bairro + restaurante de ostra); e

2. Trilhas para Lagoinha do Leste (de Matadeiros a Pântano do Sul + Morro da Coroa, se der) + Bar do Arante + Ribeirão da Ilha de noitinha (restaurante de ostras).

Tendo a curtir mais a segunda opção, mas faria essa trilha só com um grupo. Como estou indo sozinha, tô vendo quanto fica em agências e tal (e aí com transporte incluso pra facilitar). Vcs recomendam alguma agência?

A primeira opção é mais tranquila, dá pra fazer sozinha e sem mta preocupação de horário de ônibus...

 

O segundo dia (sexta-feira santa) tô pensando em:

1. Praia do Santinho + arvorismo no Costão às 10h30 (tem horário às 16h tb) + praia dos Ingleses + passeio de barco até a Costa da Lagoa de tardezinha (visita à cachoeira e vilarejo e janta);

2. Praia do Santinho + arvorismo no Costão às 10h30 + trilha topo do Morro das Aranhas (se tiver grupo ou conseguir por agência. Me recomendaram a não ir sozinha devido a assaltos. Será que é perigoso mesmo?) + Costa da Lagoa (indo pela trilha, cachoeira, janta, volta de barco); e

3. Trilha topo do Morro das Aranhas (se for de agência, capaz de o horário ser de manhã) + praia dos Ingleses + praia do Santinho + arvorismo no Costão às 16h.

Tô preocupada com os horários de ônibus pra ir pro Costão se os horários de sexta, por ser feriado, mudarem e ficarem como os de sábado. Até agora não falaram nada se os horários vão mudar. Geralmente muda nos feriados?

Outra coisa: o app da Moovit me diz que a melhor opção pra ir pro Costão de manhãzinha é indo pro TICEN pelo Lagoa Semidireto e dali pegar o direto pra Canasvieiras e dali o Ingleses, o que levaria 1h12 em dia de semana e qse 2h no sábado. Essa é mesmo a melhor opção? Eu tinha pensado em pegar o Lagoa/Canasvieiras e descer num ponto em que passa o Ingleses vindo do TICAN (já até vi que tem esse ponto, na R. Intendente João Nunes Vieira! Hahaha), o que daria um pouco mais de 1h, não sei... Talvez seja melhor ir pelo outro lado mesmo, né?

 

Ah, já cansei desses horários de ônibus. Já tenho os planos A e B. O que der deu, o que não der vou ter que voltar pra ver! Hahaha!

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      Vou para o Pierre Auger Observatory, quero ver um pedacinho da nossa Via Láctea desse lindo lugar. Vai ser meu primeiro mochilão, sonho em viver essas experiências da estrada de que tanto ouço falar. Quero aproveitar cada momento nessa jornada. ''Porque o primeiro mochilão tem que ser pra tão longe?'' Oras, tens de ir onde tiveres vontade, não importa a distância!!! Sei que os perrengues que me aguardam são muitos e não vão ser fáceis, mas se assim o fosse não teria graça alguma hihihi u.u... Ficarei muito feliz em ter alguém para me acompanhar, sou de Santa Catarina, mas podemos marcar um ponto de encontro na rota... Boraaa acender esse espírito nômade ancestral que jaz em nossa entranhas!!
    • Por daniellaockner
      Saudações, pessoal viajante, admiradores e curiosos!
      Venho aqui deixar o meu primeiro relato no Mochileiros sobre o mochilão de carona na estrada que acabei de realizar com meu namorado, Manuh, para o Sul do Brasil e Uruguai. Ao todo, foram 21 dias na estrada, 25 caronas e 28 cidades, entre as quais vivemos experiências imprevisíveis, conhecemos pessoas maravilhosas e, claro, passamos pelos perrengues imprescindíveis de uma boa aventura, hehe. Nesse relato, contarei resumidamente nossa experiência com cada carona, dando dicas sobre como gastar pouco, sobre as diferenças que sentimos entre viajar assim dentro do Brasil e dentro do Uruguai e algumas considerações finais sobre o que funcionou e o que não funcionou. Viajar de carona é tudo de bom! 
      Vamos lá! Desde o início, a ideia era fazer uma viagem extremamente baixo custo, pedindo carona na estrada o máximo possível e levando equipamento de camping (barraca, saco de dormir, fogareiro portátil com mini cartucho de gás para cozinhar, 1 pacote de arroz, 1 pacote de lentilha). Quanto a estadia, além de contarmos com a possibilidade de acampar nos lugares, utilizamos o aplicativo  Couchsurfing (que, para quem não conhece, é uma rede de hospedagem solidária e de trocas culturais) e nos prontificamos a pedir abrigo previamente para conhecidos das cidades que faziam parte do nosso esboço de roteiro. Dessa forma, o objetivo foi destinar nossas economias unicamente para alimentação, transporte público dentro das cidades e, apenas em caso extraordinário, estadia. Ao todo, gastamos cerca de 650 reais cada um, sendo que, se estivéssemos com um espírito totalmente roots e se evitássemos alguns perrengues e confortos (confira a seguir), ainda seria possível reduzir bem esse número (até porque, sempre tem quem se aventure por aí zerado, não é?). Tentei incluir, ao longo do relato, anotações dos gastos que ainda me lembro.
      Então, decidimos ir rumo ao Sul e, como sempre flertamos com nosso querido vizinho Uruguai, quando começamos a planejar o mochilão, mais ou menos um mês antes de sairmos, fizemos um rascunho do roteiro, que foi: São Paulo-SP > Curitiba-PR > Florianópolis-SC > Porto Alegre - RS, Pelotas-RS, Chuy na fronteira, litoral do Uruguai e Montevideo como destino final. Agora, por que eu chamo o roteiro de "rascunho"? Quem escolhe viajar de carona sabe que não dá para criar um roteiro engessado e nem se apegar muito a uma idealização de rota, afinal, nunca se sabe o que exatamente vem pela frente em termos de opções de destino. Tendo isso em mente, guardamos esse plano de caminho principalmente para conhecermos os pontos de referência e um pouco das rodoviais no Sul do país e no Uruguai, mas nos mantivemos sempre abertos a alterações (que, diga-se de passagem, aconteceram  mesmo).
      Quem nunca viajou de carona ou nunca leu relatos sobre esse jeito de viajar, acaba pensando que é coisa de maluco. "Arriscar a vida assim?! Você não tem medo?" Que nada! A verdade é que quem dá a carona tem o mesmo medo que quem pede a carona, por isso, construímos relações de confiança mútua e isso é super legal! Sempre digo que viajar pegando carona é muito, mas muito mais tranquilo do que parece, desde que tomemos algumas precauções básicas (tanto para a nossa segurança, quanto para facilitar a nossa vida no caminho). Esse foi o meu segundo mochilão pegando carona e muito do que aprendi sobre viajar assim está resumido nesse post aqui do Mochileiros e em outros blogs de viajantes aventureiros por aí, então, não entrarei em detalhes sobre o método em si, mas sim, sobre o que aconteceu no caminho. Basicamente, acrescento que evitamos sempre pegar carona de noite e a maioria delas foi com caminhoneiros muito gente fina! 

      VID_20190718_090353.mp4 Por fim, o passo a passo da viagem: (dia 1) começamos no dia 11 de julho. Como somos de Campinas-SP, para chegar ao nosso ponto de partida oficial ainda pela manhã (para aumentar as chances de carona longa), a maneira mais prática foi pegar um Blablacar para São Paulo-SP saindo da rodoviária às 5h40 (20 reais). Chegando em São Paulo-SP, depois de um metrô para a rodoviária (4,30 reais), chegamos no Terminal Rodoviário Tietê (onde compramos um item muito importante do mochileiro caroneiro: canetão/pincel atômico). De lá, para sair da zona metropolitana, que inviabiliza conseguir carona, pegamos um ônibus para Juquitiba-SP (12 reais) e pedimos para descer no Posto 68, na BR 116, antes de Juquitiba. Postos de gasolina grandes, na rodovia, são sempre uma ótima pedida para pedir carona. Chegamos lá quase 11h, comemos alguma coisinha que levamos e pedimos papelão na conveniência para fazer uma plaquinha com o nome do próximo destino.

      (Carona 1, com seu Wanderlei)
      Carona 1: de Juquitiba-SP até Curitiba-PR - com seu Vanderlei, caminhoneiro. Pouco tempo depois de irmos até a saída do posto com nossa plaquinha, parou um caminhão para nós, o do seu Vanderlei. Seu Vanderlei é natural de Gaspar-SC e estava voltando para casa depois de ficar 35 dias na estrada, o máximo que já passou fora. O caminhoneiro, que estava cheio de saudade de casa e da família, nos falou sobre a distância e a solidão serem a parte difícil da profissão de caminhoneiro. Seu Vanderlei, que já viajou o país todo e gosta muito de viajar, nunca havia dado carona na estrada antes (e, coincidentemente, foi a primeira carona do Manuh também!). Nos deixou na saída de Curitiba, em São José dos Pinhais, onde pegamos 2 ônibus (5 reais + 4,50 reais) para o centro de Curitiba para chegarmos até a casa de um amigo que topou nos dar abrigo por duas noites!

      (em frente ao prédio histórico da UFPR, em Curitiba)
      (dia 3) Carona 2:  de São José dos Pinhais-PR para Joinville-SC - com casal da Kombi. Depois de pernoitar duas noites em Curitiba-PR, cidade que amamos demais e onde a comida é muito barata, pegamos de manhãzinha um ônibus intermunicipal sentido São José dos Pinhais-PR para pararmos no Posto Tio Zico II, na BR 376, que o seu Vanderlei havia nos indicado de antemão para seguirmos pegando carona. No posto Tio Zico, nem tivemos tempo de pedir carona: enquanto eu estava no banheiro, um casal de idosos logo abordou o Manuh para nos oferecer carona em sua Kombi "motor home". Dona Iva e seu Luís, que estão  aos poucos customizando sua kombi para viajar com mais conforto, se dirigiam para São Francisco do Sul-SC para procurar o filho hippie que parou de dar notícias havia uma semana. O casal, muito simpático, nos deixou em um posto grande na BR 101, onde seguimos viagem.

      (Dona Iva e seu Luís com a gente em frente a kombi)
      Carona 3: de Joinville-SC para Itajaí-SC - com ônibus do Grupo Explosão. Depois de almoçarmos petiscos que trouxemos de cada (castanhas e polenguinho), fizemos uma plaquinha para "Floripa" e fomos para a saída do posto pedir carona. Poucos minutos depois, parou para nós o ônibus da banda "Grupo Explosão" que, seguindo sentido Brusque-SC, poderiam nos deixar em Itajaí-SC. Aceitamos a carona e, por mais curioso que tenha sido pegar carona com a banda em turnê, fica o aviso para o caroneiro inexperiente que quer chegar à Floripa: parar em Itajaí vai te deixar i-lha-do! hahah A dificuldade é que, além de sermos deixados em um posto pequeno meio dentro da cidade, definitivamente, Itajaí não é um ponto de parada para quem está descendo para Floripa: outros caminhoneiros, com quem conversamos depois, disseram que, inclusive, evitam parar ali e perto de Floripa para evitar o trânsito da rodovia na região. Felizmente, conversando com um caminhoneiro de cada vez no posto em que paramos (e depois de um baita nervosismo vendo a noite chegar sem conseguirmos carona), achamos uma alma abençoada que aceitou nos dar carona para Balneário Camboriú-SC. 
      Carona 4: de Itajaí-SC para Balneário Camboriú-SC - seu Paulo, caminhoneiro de mudanças. Já no fim da tarde, o seu. Paulo, que havia acabado de encontrar o irmão por coincidência no mesmo posto, topou nos levar a Camboriú. Nos contou que sempre faz o possível para ajudar os outros e já deu carona para outros viajantes. Nos contou que, certa vez, quando deu carona para uma moça chilena que viajava sozinha, ela havia lhe contado que os 3 últimos motoristas com os quais ela havia pego carona tentaram se engraçar com ela de alguma maneira e ele, ouvindo o relato da moça, fez de tudo para dizer que ela poderia ficar tranquila porque ele nunca faria nada a ela e, assim, rumo ao Rio de Janeiro, acabaram até pernoitando os dois na boleia do caminhão em uma relação de total confiança. Seu Paulo nos contou de sua noiva, com a qual namora a distância, e nos disse sobre o quão triste é o estereótipo que fazem dos caminhoneiros como homens que "tem várias mulheres", "que só querem saber de mulher" ou que "não se importam com família" e que não percebem o quanto esses trabalhadores, na verdade, tem uma vida sofrida. 
      Carona 5: Balneário Camboriú-SC para Florianópolis-SC - Blablacar com Eloir. Chegamos no centro de Balneário Camboriú já muito no fim da tarde e, sem esperança de conseguir chegar a um posto de gasolina antes do anoitecer, avaliamos que o melhor custo benefício seria pegar um Blablacar para Florianópolis (20 reais), onde já tínhamos conhecidos esperando para nos receberem. Eloir é natural de Cascavel-PR e mora em Florianópolis, cidade que, segundo ele, não troca por nenhuma outra. Chegando na rodoviária de Floripa, pegamos dois ônibus para chegar a casa de nossos amigos (2x 4,40), no Campeche, onde pernoitamos por três noites para descansarmos da saga de caronas e conhecermos melhor o lugar, cheio de praias e belezas naturais. Ficamos chocados com o preço absurdo de todas as coisas e, ainda por cima, fora de temporada (ex: 1 pastel de queijo = 10 reais?!), mas, felizmente, estávamos bem equipados com nossos próprios alimentos.



      (fotos na praia do Campeche, Florianópolis)
      (dia 7) Carona 6: Palhoça-SC para pedágio na BR 101 - Gui, ex ator e diretor de teatro. Chegamos ao Posto Cambirela, na BR101, saída de Palhoça, depois de pegarmos dois ônibus saindo de Florianópolis (4,40 + 6,65 reais). No posto, fizemos nossa plaquinha de "Porto Alegre", quando Gui parou para nos oferecer carona. Gui estava indo ao seu sítio próximo a Paulo Lopes e contou que já viajou de carona pelo Brasil com sua antiga trupe de teatro - um de seus amigos, inclusive, ficou no Espírito Santo e nunca mais voltou. Contou que deixou o ofício para se "desurbanizar" e agora trabalha com a produção de brinquedos de madeira. Gui nos deixou em um pedágio, onde logo desistimos de ficar ao observarmos a ausência de acostamento para os carros/caminhões conseguirem parar em segurança. Assim, caminhamos um pouco mais de 2km e chegamos a um pequeno restaurante de beira de estrada. 
      Carona 7: BR 101 (restaurante Três Barras) para Tubarão-SC - com Sandro, caminhoneiro.  Sandro salvou a nossa pele no restaurante, de onde pensamos que seria quase impossível sairmos. Por sorte, ainda era hora do almoço e, apesar da plaquinha de "Porto Alegre", ficamos super gratos com a carona para Tubarão-SC. Sandro parou os estudos cedo e, por necessidade da família, trabalhou desde a infância com o seu pai na plantação de pinus. Os anos de trabalho pesado e precoce deixaram muitas marcas nos músculos de seu corpo. Sandro seguiria para Braço do Norte-SC e, apesar de nos ter dado a opção de seguirmos para a Serra Catarinense, decidimos continuar indo ao Sul e, assim, paramos em Tubarão-SC.

      (Carona 8, com Evandro)
      Carona 8: Tubarão-SC para Três Cachoeiras-RS - com seu Evandro, caminhoneiro. Paramos em Tubarão em um posto não muito grande na marginal da BR. Aparentemente, quanto mais ao Sul do país, menores são os postos de gasolina e é muito comum se localizarem na marginal da pista. Isso dificulta um pouco o processo de pedir carona, já que o fluxo do posto acaba sendo menor ou de moradores da própria cidade. Ficamos um tempo considerável tentando sair de Tubarão, falando com cada caminhoneiro que chegava, até que, já perto do fim da tarde, seu Evandro topa nos levar até Três Cachoeiras-RS. Lá, pernoitamos pela primeira vez em nossa barraca em um posto de gasolina bem grande e cheio de caminhoneiros, onde todos os frentistas foram extremamente solícitos e simpáticos. 
      (dia 8 ) Carona 9: Três Cachoeiras-RS para Cachoeira do Sul-RS, com seu Roberto. Completando uma semana de viagem, chegou o momento de abandonarmos a plaquinha "Porto Alegre" e, enfim, alterarmos a rota planejada (como eu disse antes, era só o rascunho). Foi aí, também, que o universo começou a mostrar suas conexões cósmicas (os viajantes aventureiros entenderão do que se trata aqui). Acordamos bem cedo em Três Cachoeiras e logo partimos para a saída do posto, ainda com a antiga plaquinha. Momentos depois, um caminhão com um casal parou perto de nós: contaram que já haviam nos visto cerca de três vezes em outros pontos da estrada e que, portanto, decidiram finalmente parar para nos perguntarem o nosso destino. O casal seguia para oeste de porto alegre e, embora não tenham conseguido ajudar com a carona, pois não teriam como nos deixar em um ponto bom e seguro para seguirmos na estrada, nos ajudaram comentando sobre outras possíveis cidades de fronteira para entrar no Uruguai, como Santana do Livramento. Pouco depois, um outro caminhoneiro para e nos chama até seu caminhão, o seu Roberto. Seu Roberto passaria por Porto Alegre, no entanto, seguiria para Rosário do Sul, a cidade mais próxima da fronteira em Santana do Livramento, que nos havia sido apresentada pouquíssimo antes. Topamos, então, deixar PoA de lado e seguir para o destino final do seu Roberto, que tomou chimarrão conosco o trajeto todo e virou um grande amigo nosso! Ao pararmos para almoçar em Pantano Grande-RS, encontramos duas ciganas vendendo jaquetas de couro: umas delas, insistentemente, até mesmo ficou falando em ler o futuro do Manuh e, após esse encontro breve, o Manuh ficou meio atordoado com a forte presença das moças. Minutos depois, seu Roberto nos chamou para continuar viagem e nos comunicou que havia acabado de ser comunicado de uma alteração na sua rota e precisou nos deixar em Cachoeira do Sul-RS, no Posto Laranjeiras. Por um breve momento, o Manuh ficou encanadíssimo de ser mal olhado da cigana por ele não ter comprado a jaqueta, mas mal sabíamos o que aconteceria a seguir.

      (Carona 9, com seu Roberto)

      (Almoçando no caminhão do seu Roberto)
      Carona 10: Cachoeira do Sul-RS para Rosário do Sul-RS, com seu F, caminhoneiro medium. Por alguma razão, achei melhor ocultar o nome desse figura, que é realmente uma pessoa diferenciada em muitos sentidos. Poucos minutos depois de chegarmos ao Posto Laranjeiras, conversamos com seu F, que estava indo justamente para Rosário e topou nos levar, se não nos incomodássemos com a boleia um pouco apertada. Conversa vai, conversa vem, seu F. pergunta nossa religião e começamos a falar de espiritualidade quando ele diz ser espírita. Seu F. nos contou que é filho de pai indígena feiticeiro e cresceu junto de uma comunidade cigana da vizinhança, da qual conheceu a hierarquia. Seu F. nos explicou que é médium e é como um "receptor universal", que sente e percebe coisas quando olha nos olhos das pessoas. Além de nos contar histórias de coisas que já pressentiu, acabou nos dizendo uma série de coisas bastante pontuais e emocionantes sobre mim e sobre o Manuh, as quais, apesar de não revelar aqui, afirmo serem de uma precisão que deixa meu lado mais cético impressionado. Nos tornamos amigos e trocamos contato ao final da viagem, que, na verdade, sentimos como se fosse uma espécie de viagem astral. Seu F. disse que nos chamou até ele, o que é ainda mais curioso depois da série de combinações imprevistas que nos levaram a nos encontrarmos naquela tarde. Pernoitamos no posto em Rosário do Sul.
      (dia 9) Carona 11: Rosário do Sul-RS para Santana do Livramento-RS/Rivera-Uy, como sra. Janice e seu Jairo. Depois de um dia exaustivo, nos permitimos sair do modo roots e ter mais conforto, portanto, jantamos e tomamos café da manhã no posto (cerca de 40 reais para cada). Seguimos pela manhã de carona com um casal de Santa Maria-RS que ia até Santana. Disseram que pararam para nós não porque pensaram racionalmente, mas porque sentiram que precisavam ajudar. Nos deram a dica de não comprar comida do lado Uruguaio da fronteira porque é bem mais caro e logo isso ficou ba$tante evidente. Passamos o dia em Santana resolvendo questões mais "técnicas", como dar a entrada no Uruguai na aduana (nunca se esqueçam dessa parte), trocar o dinheiro por pesos e comprar chips uruguaios para o celular (um roubo no total de 40 reais cada, um gasto que eu preferiria ter evitado). Troquei 200 reais para pesos e a cotação estava 1 real = 9 pesos: você tem a falsa sensação de que seu dinheiro vale bastante mas, logo em seguida, descobre que tudo o que já te disseram sobre o Uruguai ser um país caríssimo era verdade. Passeamos em Santana/Rivera até o começo da noite, enquanto procurávamos lugar para ficar por ali: não encontramos hostels baratos, o albergue de Santana não estava aberto quando passamos por ele e ninguém nos respondia no Couchsurfing. Esse foi, talvez, o primeiro momento real de perrengue. Nossa próxima tentativa seria caminhar até o maior posto 24h na entrada da cidade, onde pediríamos para montar a barraca. Deixo aqui outra dica: sempre é uma opção, também, se apresentar e pedir abrigo para moradores locais - principalmente nas áreas mais periféricas da cidade -, no entanto, já havia anoitecido e não nos pareceu uma boa ideia naquela circunstância. Por sorte, quando estávamos já exaustos de andar sem rumo com as mochilas pesadas, uma alma bondosa aceitou nossa solicitação no Couchsurfing e, assim, ganhamos um abrigo e ótimos amigos: Emerson e Rodrigo, um casal incrível de Santana que usava o aplicativo pela primeira vez e pretende mochilar pela Europa em breve. 
      (dia 10) Carona 12: Rivera-Uruguai para Tacuarembó-Uruguai, com Luís do grupo de rally de Tacuarembó. Depois de uma noite maravilhosa na casa dos anfitriões em Santana, pela manhã, Emerson nos deu carona até a saída de Rivera, onde paramos após uma grande rotatória para pedir carona com a plaquinha "Montevideo" na entrada da Ruta 5. Foi aí que, passados alguns minutos, conseguimos a carona mais amedrontadora da viagem: ao nosso lado, para uma caminhonete e o motorista diz que pode nos dar carona até Tacuarembó, mas que só tem lugar na caçamba. Lá fomos nós: nos segurando com as mochilas enormes na caçamba da caminhonete, tomando um vento desgraçado, enquanto o doido dirigia a uns 120km/h e ultrapassava todo mundo na pista. Acreditem ou não, meu maior medo na viagem toda foi sair voando daquela caçamba e me espatifar na estrada, o que, obviamente, não aconteceu. Na verdade, a sensação depois dessa carona foi uma adrenalina muito gostosa. Acontece que, em Tacuarembó, não tivemos a mesma sorte com caronas e, no início, não entendíamos o porque. A partir daqui, você saberá o que descobrimos, na prática, sobre como funciona viajar de carona no Uruguai.
      Em Tacuarembó, nos posicionamos em um posto de gasolina na saída da cidade para a continuação da Ruta 5 e esperamos alguém parar. Como todo caroneiro está sempre caçando pontos de redução de velocidade na rodovia, vale o comentário de que algo que ajuda a pedir carona nas Rutas uruguaias, por elas cortarem as cidades/pueblos no meio, é a existência de semáforos na própria rodovia, principalmente em rotatórias da entrada e saída, funcionando como pontos bons para pedir carona quando há acostamento. Esperamos alguma carona. Uma hora depois: nada. Começamos a nos questionar e lembramos que era sábado. Fica a dica para os caroneiros iniciantes: pedir carona é sempre mais fácil e rápido em dia de semana, pois o movimento das vias cai aos fins de semana e a maioria dos caminhoneiros fica parado para descarregar e carregar, só saindo novamente a partir de domingo de noite ou segunda-feira. Não é que não funcione viajar de carona nos fins de semana, apenas, pode ser mais demorado. Até aí, nada específico do Uruguai.
      Seguindo o conselho de dois moços uruguaios, decidimos caminhar até o próximo posto da Ruta 5, de onde costumam sair mais caminhões. Nos posicionamos nesse posto e, novamente, nada de carona. Não havia caminhoneiros saindo do posto e os carros que passavam indicavam estar entrando na própria cidade ou na próxima há poucos quilômetros. Caminhamos até um posto da Polícia Federal um pouco mais a frente. Conversando com os policiais - que foram extremamente hospitaleiros dizendo que poderíamos montar acampamento do lado do posto em segurança e, inclusive, usar o banheiro de lá - descobrimos que, apesar do movimento da Ruta estar baixo, não é muito maior nos dias de semana. Disseram, também, que não valeria a pena pegarmos carona para parar no meio da estrada nas próximas cidades já que, na verdade, elas são tão pequenas que não passam de "vilas" (e, aparentemente, a maioria das cidades do país se encaixa nessa descrição). Percebendo o quanto estávamos ilhados enquanto começava a anoitecer, achamos que seria inviável pedir carona de pueblo em pueblo (até por uma questão de tempo hábil para retornarmos ao Brasil) e, assim, julgamos que o mais prudente seria caminhar até a Rodoviária de Tacuarembó (cerca de 1h) e usar boa parte dos pesos que trocamos para pegar um ônibus da madrugada direto para Montevideo (448 pesos cada passagem + taxa por pessoa, algo como R$49,70). Assim fizemos e, partindo 00h15, chegamos as 5h em Montevideo.
      (dia 11) Ônibus Tacuarembó-Uruguai para Montevideo-Uruguai. Chegando em Montevideo, ainda antes de amanhecer, logo fomos informados de que não se pode passar muito tempo na rodoviária porque passam para conferir seu bilhete (se você não está de passagem, cai fora). Sendo assim, fomos ainda no escuro (literalmente) procurar um lugar barato para tomar café da manhã. Paramos em um local na praça em frente a rodoviária. Pedi duas empanadas, que nada mais são do que salgados assados de tamanho convencional (2x60 pesos, mais ou menos R$6,70 cada), e o Manuh pediu uma promoção de medialuna com café (100 pesos, aproximadamente R$11,10). Apesar de imaginarmos que não era um estabelecimento barato, por conta de sua localização, notamos depois que esses preços são a média da cidade. Agora já deu para ter uma noção do custo de vida, não? Mesmo preço de café da manhã em estabelecimento chique de São Paulo. Depois de comermos, saímos para explorar a cidade. Conhecemos várias praças, a feira de antiguidades da Ciudad Vieja (que indico fortemente) e quase toda Ciudad Vieja em si. Não tendo recebido respostas no Couchsurfing, decidimos procurar um Hostel mais em conta. Ficamos no Punto Berro Hostel, fechando a pernoite, depois de uma choradinha, por 300 pesos por pessoa no quarto compartilhado (algo como R$33,30). Compramos um vinho Faisan no mercado (150 pesos = R$16,70) e um pacote de lentilhas pequeno (200g por 37 pesos = R$4,10, mais do que pagamos por um de 500g no Brasil).  Na manhã do dia seguinte, compramos duas medialunas (60 pesos cada = 2xR$6,70) e seguimos viagem.
      (dia 12) Pegamos um ônibus para um posto de gasolina grande na saída de Montevideo, na Ruta 8, e paramos lá com nossa plaquinha mais que otimista "Acegua o Chuy". Ainda não havíamos aprendido a lição sobre como pedir carona aos uruguaios. Uma hora depois: nada ainda. Todos os carros pareciam estar ficando pelas proximidades de Montevideo e não havia um ponto próximo mais a frente para pedirmos carona. "Será que pegar carona no Uruguai é tão difícil assim?" Lembrava-me de ter lido antes, em outros relatos de viagem, que pegar carona no Uruguai era fácil e que essa cultura era mais forte por lá do que no Brasil, no entanto, não somente não confirmamos isso, como percebemos, a medida que pedíamos informação para vários moradores locais e frentistas, que muitos deles são extremamente descrentes na viagem de carona e não parecem acostumados a ver mochileiros fazendo isso, diferente do que experimentamos no Brasil. É claro que muitas pessoas estranham a viagem de carona e sabemos disso, no entanto, enquanto no Brasil recebíamos incentivo de frentistas e de pessoas no caminho, no Uruguai, mesmo quando ajudavam com alguma informação, era comum acrescentarem algo como "creio que vai ser muito difícil, as pessoas tem medo de dar carona, mas podem até tentar, vai que...", opinião que não representa a realidade, mas sim, uma mentalidade. 
      Continuamos esperando no posto, até que um moço veio até nós para avisar-nos que aquele ponto seria muito ruim para chegar até Montevideo porque, justo ali, fizeram um desvio de caminhões para reduzir o trânsito na Ruta. Nos contou que, em sua juventude, também precisou se locomover muito pedindo carona e que, por isso, sabia que depois da cidade de Pando, ainda na Ruta 8, conseguiríamos uma carona com muito mais facilidade. Sendo assim, pegamos ali mesmo um ônibus para Pando e, depois de atravessar essa cidade a pé, chegamos a uma rotatória na saída para a Ruta 8.
      Carona 13: Pando-Uruguai para mais a frente na Ruta 8 - com Hector, caminhoneiro. Depois de toda a dificuldade, aprendemos algo muito importante: parece muito mais fácil pegar carona no Uruguai com plaquinhas para destinos próximos, ainda que muito pequenos, porque não é comum que as pessoas viagem "longas" distâncias. Além de o combustível ser extremamente caro no país, nosso referencial de distâncias longas/pequenas é totalmente diferente do deles. Então, o que no início nos parecia perfeitamente factível e razoável, como tentar carona direto para Montevideo, para eles significa cruzar o país todo. Quando, por exemplo, eles falam de "150km" a frente, estão falando de um local distante e, para nós, soa o contrário. Não que seja impossível, afinal, há caminhões e empresas que fazem esses longos trajetos até a capital, mas é bem mais improvável do que ir pingando de cidade em cidade. Sendo assim, decidimos mudar nossa plaquinha para destinos mais realistas: "Minas o Treinta y Tres". Cinco minutos depois, Hector parou para nós, nos deixando alguns quilômetros adiante na rotatória de entroncamento para Atlântida. Dali caminhamos aproximadamente 3 km até chegar a um pedágio na Ruta. Paramos com nossa plaquinha no acostamento após o pedágio e, em poucos minutos, conseguimos nossa nova carona.

      (Carona 13, com Santiago)
      Carona 14: Pedágio Ruta 8 para rotatória na Ruta 8 - com Santiago, professor de dança. Um carro parou para nós: era Santiago, um moço muito animado que logo foi movendo os instrumentos de percussão que carregava consigo para o porta-malas, a fim de liberar espaço para nós no banco traseiro. Santiago nos ofereceu um pote cheio de flores de maconha, que plantou em sua casa, para o restante da viagem. Achamos a insistência do moço muito engraçada e até pensamos em aceitar, mas sabíamos que cruzaríamos a fronteira bem em breve. Além disso, ao contrário do que pensamos no início da viagem, nos mantivemos em estado de alerta o tempo todo e sequer nos sentimos a vontade para fumar no Uruguai. Santiago estava indo a Migues e nos deixou na rotatória para aquela saída da Ruta. 
      Carona 15: rotatória na Ruta 8 para Minas-Uruguai - com Carlos, caminhoneiro. Logo que Santiago nos deixou na rotatória -que, aparentemente, não era um lugar tão bom assim para pedir carona, visto que os veículos não estavam reduzindo a velocidade -, avistamos, poucos metros adiante, um caminhoneiro parado no acostamento com seu caminhão. Antes mesmo de nos posicionarmos com nossa placa para continuar, o caminhoneiro nos chamou até ele. O Manuh correu para verificar o que era e, para nossa felicidade, ele nos ofereceu carona. Carlos estava indo a Minas e nos deixaria na entrada da cidade. Carlos havia parado no acostamento apenas para atender uma ligação, o que convergiu perfeitamente com o tempo em que chegamos lá com Santiago: viajar assim, de maneira imprevista, tem seus acontecimentos cósmicos mágicos. Carlos nos deixou em Minas, onde logo fomos procurar lugar para ficar.
      Como nem eu e nem o Manuh temos perfis verificados no Couchsurfing (o que é bem limitante, já que o aplicativo te dá somente direito de usar 10 solicitações de hospedagem por semana), não possuíamos mais solicitações para usar. Precisaríamos acampar e, assim, começamos a perguntar aos moradores locais onde havia um lugar relativamente seguro para armar nossa barraca. Nos indicaram um parque público aberto às margens de um rio, cortado por uma ponte. Ali, encontramos em seu lado mais arborizado um local aparentemente seguro para acampar, exceto pela placa em uma das árvores com os dizeres "prohibido acampar". Ficamos com medo de cometer uma infração e precisarmos pagar algum tipo de multa, por isso, antes de montar acampamento, ainda fomos caminhando até a delegacia no centro da cidade para pedir autorização à polícia. Explicamos a situação a um dos policiais, que foi muito bacana em nos compreender e dizer que fariam vista grossa. Compramos 10 alfajores de Minas por 110 pesos (mais ou menos R$1,20 cada).

      (Carona 16, com Javier)
      (dia 13) Carona 16: Minas-Uruguai para Aceguá (Uy/RS) - com Javier, caminhoneiro. Desmontamos acampamento ainda antes do dia amanhecer e consideramos que a melhor ideia para continuar com as caronas seria atravessar a cidade a pé para chegar em sua saída para a Ruta 8. Caminhamos por cerca de 1h30 e, quando finalmente chegamos a saída, nos deparamos com uma grande insegurança por causa do baixo movimento da Ruta. Além disso, estávamos congelando com o vento frio cortante daquela manhã. Mal conseguíamos ficar um momento sem luvas para olhar o mapa no celular. Estávamos já praticamente sem pesos para cogitar pegar algum ônibus dali para qualquer lugar. A saída era continuar pedindo carona e usar o que aprendemos sobre caronas no Uruguai ao longo do caminho. Fizemos uma nova plaquinha com as cidades próximas, "Treinta y Tres o Melo" e, mesmo desesperançosos, decidimos continuar ali por um tempo. Tentando nos fortalecer naquele momento, Manuh repetiu em voz alta o nosso mantra de caroneiros: "A carona certa virá na hora certa para o lugar certo". Eu, já com um tom de humor impaciente, retruquei que a hora certa era aquela mesma. Como num passe de mágica, nem um minuto depois, um caminhão encostou para nós. Era Javier, indo diretamente para o nosso sonhado destino "Acegua", na fronteira. Entramos as pressas no caminhão, eternamente gratos por sermos salvos por ele e, mais uma vez, por essas conexões do universo. Chegamos em Aceguá por volta das 17h, onde fizemos a saída do Uruguai na imigração e gastamos os últimos pesos em um mercadinho uruguaio antes de ir montar acampamento em um posto de gasolina na saída da cidade. 
      Acontece que, em Aceguá, se iniciou o nosso momento de maior perrengue da viagem toda: enquanto montávamos nossa barraca no posto SIM, começou a chover cada vez mais forte, molhando todas as nossas coisas. O borracheiro do posto, que nos ajudou quando chegamos, sugeriu que dormíssemos em uma Ipanema abandonada ao invés de nos molharmos mais e passarmos mais frio na barraca. Assim fizemos. A Ipanema estava com os bancos abaixados, então, nos organizamos como possível com nossos sacos de dormir e mochilas lá dentro. Ao menos, tínhamos refrigerante e alfajores para amenizar o mau humor pós chuva. A pior coisa é passar frio estando molhado. 

      (dormindo dentro da Ipanema abandonada, no Posto SIM de Aceguá-RS)
      (dia 14) Carona 17: Aceguá-RS para Bagé-RS - com seu Luís, caminhoneiro. Acordamos em Aceguá, com muito frio, ainda úmidos e ainda estava garoando. Não sabíamos como fazer para pegar carona com aquele tempo. Conversamos com os frentistas do posto, super hospitaleiros, que nos aconselharam a tentar pegar um ônibus para Bagé. O problema é que, como não parava de chover, mal conseguiríamos chegar ao ponto de ônibus a apenas alguns metros dali. Decidimos esperar no posto para ver se a chuva pararia. A decisão foi a mais acertada porque, pouco depois, um frentista nos avisou que um dos caminhoneiros que havia acabado de abastecer estava seguindo para Bagé. Nos prontificamos a falar com o caminhoneiro, seu Luís, que topou nos dar carona para lá numa boa. Pensamos que nossos pesadelos acabariam por aí, no entanto, também estava chovendo e muito frio em Bagé, por volta de 10ºC e uma sensação térmica de menos. A chuva não parava por nada. Paramos em mercadinho, de atendimento péssimo, para comprar uns pães franceses e frios de café da manhã/almoço/lanche da tarde. Pegamos um ônibus para o centro de Bagé e, de lá, também não conseguimos fazer muita coisa. Ainda não tínhamos solicitações disponíveis no Couchsurfing e não encontrávamos hostels na cidade olhando e ligando nos telefones do google. Caminhamos até um hotel próximo, que nos deu a indicação do hostel de preço mais acessível. Não havia carros do Uber disponíveis na cidade e, portanto, tivemos que comprar um guarda chuva (uma sombrinha pequena por 12 reais e os outros eram caríssimos) e ir caminhando para esse tal hostel por cerca de 40 minutos. 
      Chegamos no Hostel da Campanha ensopados. Nossos casacos molhados, sapatos molhados e mochilas molhadas (inclusive, as roupas de dentro). Pegamos a acomodação mais barata, R$50 por pessoa, em um quarto com beliche para duas pessoas. Apesar do preço ainda meio salgado, pagar aquela estadia foi absolutamente necessária, caso contrário, precisaríamos bater de porta em porta ou morreríamos de hipotermia. Além disso, o Hostel da Campanha é de longe o melhor hostel que já fiquei na vida: além de incluir um café da manhã muito bom e com várias opções, é extremamente limpo, extremamente novo e confortável, fora o atendimento impecável de todos da recepção (estou reforçando essa parte porque quem viaja gastante pouco sabe como pode ser o frustrante pagar estadia para se deparar com um lugar precário). Como eu havia levado um rolo de fio de nylon, improvisamos varais por todo quarto e penduramos nossas coisas. 

      (Varais no quarto do Hostel, em Bagé)
      (dia 15) Escolhemos, para a infelicidade do nosso bolso e para a alegria de nossos pertences pessoais, ficar mais uma noite no hostel. Isso porque não seria possível seguir viagem com as coisas todas molhadas, ainda mais com o tempo tão frio e chuvoso. De dia, pedimos indicação de uma lavanderia na recepção, para onde mandamos todas as nossas roupas. Aproveitamos um breve momento sem chuva durante a tarde para passear e, a noite, deixamos nossos sapatos secando em frente a lareira da sala. O gasto com a estadia no hostel poderia ter sido evitado, mas consideramos que existem situações emergenciais em que é realmente muito difícil não abrir mão de algumas economias para garantir nossa segurança e bem estar. Acabou sendo uma parada extremamente estratégica para nos recompormos e repararmos os danos do tempo chuvoso. 
      (dia 16) Carona 18: do meio da cidade em Bagé-RS para saída de Bagé-RS, com Fabrício. Enquanto caminhávamos para a saída da cidade, Fabrício nos avistou e ofereceu carona para o posto de gasolina ao qual nos dirigíamos. Essa foi a carona mais curta de todas, menos de 4km, e a única que pegamos em zona urbana. 
      Carona 19: Bagé-RS para Hulha Negra-RS, com Hosana. Desistimos de tentar carona no posto de gasolina, que não parecia ainda tão "na saída" para a rodovia. Caminhamos cerca de 1h até chegarmos, de fato, a BR 293, em uma rotatória. Estávamos com a plaquinha "São Gabriel", contudo, ao observarmos o movimento da rotatória, sentimos uma forte intuição de que teríamos mais êxito se pedíssemos no sentido contrário, para "Pelotas ou Porto Alegre" - e essa foi nossa nova plaquinha. Em menos de 10 minutos, Hosana parou para nós. Disse que não está acostumada a dar carona para mochileiros, mas que sempre ajuda os policiais que pedem carona. Hosana nos deixou na entrada de Hulha Negra, quilômetros a frente. 

      (Carona 19, com Hosana)
      Carona 20: Hulha Negra-RS para Pinheiro Machado-RS, com sr. Paulo. Novamente, menos de 10 minutos depois, sr. Paulo, natural de Candiota-RS, nos salvou de passar frio na estrada e nos levou até a entrada de Pinheiro Machado. Viajamos juntos ao som de clássicos da música caipira enquanto observávamos as paisagens de campos. 


      (Carona 20, com sr. Paulo)
      Carona 21: Pinheiro Machado-RS para Pelotas-RS, com Rose e Wal. Poucos minutos depois de esperarmos novamente no frio congelante, Rose e Wal nos ofereceram carona. Fomos tomando chimarrão e conversando sobre o que achamos das cidades que conhecemos ao longo da viagem. Conversamos bastante sobre como as cidades no sul e no Uruguai são, de modo geral, mais seguras que em São Paulo. Rose nos falou sobre a praça do Mercado Municipal de Pelotas e topamos parar por ali mesmo. Chegamos em Pelotas por volta das 15h e decidimos pernoitar por lá. Mais uma vez, começou a saga de procurar lugar para pousar, enquanto conhecíamos o mercado e prédios históricos dos arredores. Na praça em frente ao mercado, abordamos um moço com um violão nas costas para perguntar se poderia nos indicar um lugar barato para comer. O moço, chamado Marcelo, foi h extremamente hospitaleiro e nos acompanhou por um tempo em nossa busca e trocamos contato antes de nos despedirmos. Naquela noite, conseguimos abrigo na casa de uma amiga do Manuh, no bairro Porto. Por termos gostado muito da cidade, decidimos passar mais um dia em Pelotas. Convidamos Marcelo para uma volta pelo centro da cidade e acabamos, no fim das contas, pedindo abrigo para ele na casa de sua família. Depois de uma tour por Pelotas, guiados por Marcelo, almoçamos com sua família e fomos recebidos com carinho. Não deixamos de experimentar os doces de Pelotas e conhecer a bancada de discos do James na feira em frente ao Mercado Municipal. 

      (Carona 21, com Rose e Wal)
      (dia 18) Carona 22: Blablacar de Pelotas-RS para Eldorado do Sul-RS, com Ezequiel. A escolha de pegar um Blablacar, a essa altura da viagem, foi bastante estratégica. O objetivo era chegar até o Posto SIM, na saída de Eldorado do Sul, para encontrarmos lá o nosso amigo caminhoneiro seu Roberto, o mesmo que conhecemos na carona de número 9. Combinamos com seu Roberto que nos encontraríamos lá por volta da hora do almoço, para que pudéssemos, então, seguir com ele até Jaraguá do Sul-SC. 
      Carona 23: Eldorado do Sul-RS para Jaraguá do Sul-SC, com seu Roberto. De fato, conseguimos encontrar nosso amigo seu Roberto no posto e seguimos viajando juntos até por volta das 22h. Paramos em um posto de gasolina próximo a Florianópolis para pernoitarmos e partimos novamente por volta das 3h. Chegamos a entrada para Jaraguá por volta das 5h e esperamos em um posto de gasolina até o dia amanhecer.
      (dia 19) Carona 24:Jaraguá do Sul-SC para Curitiba-PR, com seu Alberí, caminhoneiro. No mesmo posto em que ficamos em Jaraguá, fizemos uma plaquinha para "Curitiba" e, coisa de meia hora depois, seu Alberí parou para nós. Seu Alberí, um caminhoneiro com 35 anos de estrada, nos contou vários histórias sobre subornos policiais no Rio de Janeiro, sobre o problema com bloqueios eletrônicos dos caminhões - que "só servem pra deixar caminhoneiro estressado e matar caminhoneiro", sobre seguradoras que querem traçar rotas para os caminhoneiros sem, ao menos, conhecerem o dia a dia deles nas rodovias. Seu Alberí nos deixou na entrada para São José dos Pinhais-PR, mesmo local onde paramos no início da viagem e, assim, pegamos os mesmos ônibus novamente para o centro de Curitiba. Almoçamos no buffet livre (R$11,50) e pernoitamos novamente na casa de nosso conhecido. No dia seguinte, preferimos continuar descansando em Curitiba, onde almoçamos novamente em outro buffet livre (R$7,50) e aproveitamos a companhia do pessoal da república. 
      (dia 20) Carona 25: de São José dos Pinhais-PR  para Taboão da Serra-SP, com seu Edimilson. Para sairmos de Curitiba, pegamos um ônibus intermunicipal de volta para São José. Fomos pedir carona em um posto grande recomendado pelo seu Alberí, "Posto Aldo Locatelli". No posto, tentamos carona na saída com a plaquinha "São Paulo ou Campinas", não obtendo sucesso por cerca de 1h. Fizemos uma pausa para comer na conveniência e usar o wifi. Na saída da conveniência, fomos abordados pelo seu Edimilson, que perguntou nosso destino e nos ofereceu carona até sua cidade, Taboão da Serra, limítrofe de São Paulo capital. Edimilson nos contou sobre várias viagens que fez pelo globo motivado pelo seu hobby: o mergulho. Nos contou sobre as melhores experiências e perrengues mergulhando, assim como sobre vários outros pontos turísticos, como as pirâmides no Egito. 
      Em Taboão da Serra-SP, encerramos a viagem pegando um ônibus e um metrô para o nosso marco zero, São Paulo-SP. Lá, jantamos na rodoviária e pegamos um blablacar para nossa casa em Campinas-SP.

      No fim das contas, depois de contar um pouco dessa maravilhosa odisseia, deixo algumas considerações para quem se sente inspirado a procurar o mesmo tipo de aventura. Já ouvi dizer por aí que "pressa não combina com viajar de carona" e isso é verdade! É possível, sim, viajar durante poucos dias de carona - até mesmo para fazer só um bate-volta em um fim de semana-, porém, a verdade é que, se você tem dia prazo para "estar de volta", você acaba se sentindo mais pressionado pelas circunstâncias imprevisíveis da aventura. Hoje tenho a percepção de que viajar pedindo carona é mais confortável quando se tem tempo de sobra, ou indeterminado, para ficar na estrada e poder aproveitar mais dias nos lugares em que, de fato, se quer parar. Outra consideração é que viajar de carona e de maneira econômica te proporciona uma visão muito menos idealizada do que aquela adotada em uma viagem convencional: não se conhece os lugares pelo olhar de turista - até porque, é muito comum acabar desviando de rotas turísticas -, mas sim, pelo olhar das pessoas que vivem diariamente a realidade dos lugares e das rotas que os cercam. 
      Antes de viajar de carona, leia sobre o passo a passo a se seguir e o memorize bem. Procure os melhores pontos do trajeto para pedir carona e mantenha o pensamento sempre positivo. Se atente, também, aos dias da semana. Algumas rotas, como rodovias com postos de gasolina grandes, facilitam mais do que outras, como pistas estreitas e pouco movimentas, contudo, sempre dá pra conseguir uma condução! Cada lugar tem uma cultura diferente e isso também afeta no processo de pedir/conseguir carona, como comentamos sobre a experiência no Uruguai, mas essa questão se resume apenas em entender as particularidades do ambiente. No caso de quem vai pedir carona no Uruguai, principalmente no interior do país, meu conselho é o de fazer plaquinhas com destinos próximos, ainda que pareçam distâncias pequenas, ou, mais prático ainda, se valer apenas do número da Ruta desejada (ex: Ruta 8). O movimento das vias é muito menor do que no Brasil, mas, como dito antes, isso não é sinônimo de não conseguir carona. Se estiver indo para o Sul, dê atenção especial aos postos de gasolina da rede SIM, que tem boa estrutura e costumam ser maiores e frequentados pelos caminhoneiros.
      Dito tudo isso, desejo boa viagem aos que se inspiraram! Aos que não se inspiraram, espero que tenham feito boa viagem, ao menos, durante a leitura. Até breve, mochileiros e curiosos!
    • Por Jonas Silva ForadaTribo
      Bom, depois de muito andar, ter experiências incríveis, nossa ultima base antes de mergulhar terra a dentro: chegamos na Ponta de Santa Marta no final do dia 5. Havia sido o dia mais longo e cansativo até agora. Escolhemos uma pousada, pé na areia, para ficar as ultimas noites à beira mar. Afinal o retorno seriam quase 900 km dirigindo, era primordial descansar cada músculo.
      Logo que fizemos o grande contorno no sentido sul para pegar a estrada do Farol já me surpreendi: eu esperava uma costeleta de areia, como aquelas que me acompanhavam desde a Guarda, que nada, uma bela rodovia como um mar de azeite, até o carro parecia sussurrar aliviado. Como era noite, praticamente, só deu tempo de achar a pousada tomar um banho e descansar na rede, lá fora uma tempestade se desenhava. Ainda pude ver as luzes do Farol, incansáveis a embalar os corações dos navegadores.
      No dia 6 acordamos um pouco mais tarde do que tínhamos habituado, às 07:00. Um desjejum já esperava na recepção, foi o tempo de comer e reunir a tralha numa mochila. Estávamos nós pelo costão rumo a Praia Grande, numa trilha interminável.

      Foram 2 h caminhando; saímos da Prainha do Farol, passamos pelo Morro do Céu, paramos numa velha cabana de observação dos pescadores, até que chegamos. Aqui dá para entender a dimensão da Praia Grande, um mar de areia grossa e amarelada, bastante reta a ponto de não ser muito bem definido aos olhos os contornos da Praia da Galheta a 4 km dali. Ademais a praia fica toda cercada pelas dunas de areia, confundindo ainda mais nosso sentido. Quase deserta, com água limpa e calma é um bom refúgio para um banho mais reservado. Éramos sós ali.

      Atrás, se desenham o Morro do Ceú e alguns Sambaquis (montanhas formadas pela disposição de conchas, já extintas, que serviam de alimentação para povos primitivos que habitaram ali).

      De baixo eles são grandes, mas lá de cima da pra imaginar como os Sambaquianos tinham apetite. É possível ter uma visão 360º desde o Farol, passando pela Praia do Cardoso, da Cigana, Lagoa da Cigana, vilas de pescadores, rodovia, Dunas, Galheta, voltando para o Farol, tudo emoldurando um vale imenso e árido que mais parece solo marciano.

      Voltamos para a Ponta, queríamos conhecer o Farol (todo construído com óleo de baleia). O ponto continental mais a Leste da Região Sul. A área é militar então só ficam abertos os portões que dão proximidade à base durante o dia. Algumas trilhas no meio da vegetação rasteira, onde cobras trafegam faceiras, é bom tomar cuidado, levam o curioso para observar a grande torre que como um oásis no deserto, está para os barcos à noite. Não tínhamos autorização para entrar no Farol, logo tivemos de se contentar com imaginação de como é lá dentro.

      Depois de repor as energias, às 15:00 trocamos a tralha e partimos conhecer a Praia do Cardoso e Praia e Morro da Cigana. Não deu pra resistir e caímos na água já no Cardoso, uma água limpa e calma, onde as ondas mais parecem solavancos da estrada.

      Pelo menos 50 m dentro da água o mar não tem mais de 40 cm, a diversão da molecada. Se divertimos um tanto. Então, partimos pelos nada menos que 3 km de areia que separam as duas praias. Primeiramente subimos o Morro da Cigana de onde pudemos ter uma visão incrível das duas praias e de um pedaço da Lagoa mais continental. O Morro também parece marciano, pedras enormes quase cobertas pela areia que insiste em se deslocar pelo vento.

      Encontramos um casal de Tubarão que frequenta aquelas praias a 40 anos, e nos relataram as inúmeras mudanças que viram, assim como as surpresas que as dunas preparam a cada temporada. Ao descer do Morro um dejavu: o sonho noturno de um celular caindo nas pedras, como não sou supersticioso ignorei e coloquei-o exatamente no bolso que o senhor do sono tentou me avisar, e lá se foi como num filme desses que fazem por aí. Nosso plano era ver o Pôr do Sol ali no Morro depois de um banho naquela maravilha da Cigana, contudo até este foi abortado. No horizonte nuvens negras piscando raivosas fizeram nossas pernas ganharem vida rapidamente, chegamos na vila com a chuva.
      Deu trabalho mas achei um café em uma padaria, no apagar das luzes. De brinde ainda ganhei o carinho de um felino (gato) que andava ali.

      Foi mais uma noite observando a tempestade, o que deu ideia da importância do Farol.
      No dia 7, reunimos tudo logo cedo, e de mala e cuia partimos para as últimas paradas no litoral. Garopaba do Sul, Barra do Camacho e outros balneários se confundem numa vastidão de areia que parece não ter mais fim, até mesmo Poseidon dá a entender que está cansado de agredir o continente. As ondas se tornam longas dobras na água, a areia aparenta engolir o mar aos poucos.
      Retornamos à SC100, rumando para a Serra do Rio do Rastro. Conosco uma certeza: numa próxima temporada, de 4x4, vamos seguir por essa infinitude até o Arryo Chuy.
    • Por Jonas Silva ForadaTribo
      Já era o quinto dia de acampamento e viagem. Acordei muito cedo, recomendação do Holandês do Mar, para procurar algumas conchas naquela imensidão deserta que é a Praia do Sol. Depois de uma hora de caminhada, Apolo (o deus do Sol) mostra-me o porquê do nome da Praia. Aos poucos as cores vão transitando por vários tons dourados, estarrecedores. Foi de esquecer até as conchas, hshs. Como não tenho espírito holandês, não tinha encontrado muitas mesmo.

      Retornando para o acampamento, e depois de uma pomposa refeição à base de frutas, o dono do camping apareceu, e lá fomos nós pelas areias. A primeira parada do dia foi na Ponta do Gi, uma graciosa elevação no meio da areia, coberta da cascalho e pedras, dá para imaginar um cenários daqueles que nos pintam da superfície de Marte - só que com plantas. Bem no ápice da elevação, fica a Pedra do Frade, uma beldade, completando o cenário extraterreno - parece que foi colocado minuciosamente uma rocha sobre a outra. Infelizmente um ponto negativo daqui fica por conta das pessoas sem juízo que sobem com seus carros e ficam perambulando sobre a paisagem, destruindo a graciosidade dos deuses.


      Na sequência fica a imensa Praia do Gi, deserta com 5 km até o início da Praia do Mar Grosso já na cidade de Laguna. Mar Grosso, não me pareceu muito interessante, sabe aquelas praias meio burguesinhas de São Paulo, tipo Maresias, então bem isso. Um resort à direita da rodovia com passarela e tudo até a praia. Ainda eram 10:00 e fomos direto para o Molhes da Barra onde, inocente, eu, com os vidros do carro baixados entrei feliz da vida. Poseidon me agraciou com suas agradáveis águas que rebentaram no molhes e entraram pelas janelas sem educação nenhuma, kkkkk. No molhes vimos muita gente pescando, era cada robalo; 😍. Muitos pescadores, de todos os lugares do sul. Na ponta um Farol, modesto mas simpático, contudo não ficamos muito à vontade, já que Poseidon insistia com suas graças.

      Fomos até o centro histórico, uma experiência indispensável. Visitamos o Marco de Tordesilhas, o museu de Anita Garibaldi, a Paróquia Santo Antônio do Anjos, A Fonte da Carioca, pena que a Casa de Anita estava fechada para reforma, e o Museu da cidade tinha sofrido um incêndio recente, então não tivemos acesso. Fomos depois ao Morro da Glória de onde podemos ver todo o molhes e boa parte da cidade. Antes de pegar a balsa, passamos na Fonte da Carioca reabastecer as águas e ver o a Casa Pinto D'ulysséia.



      Seguimos até a Balsa, esperamos 5 min e lá se fomos. Após a travessia, pegamos à esquerda e fomos procurar a Praia do Tamborete, uma teteia com se diz aqui no sul. Como Poseidon se desgasta no molhes, o Tamborete tem águas abrigadas e bem calmas, além de transparentes. A areia é limpinha e um morro rochoso faz a graça à direita. Um fato curioso é que em algumas rochas da lateral da praia emitem um 'eco' das ondas e um ruído das águas, acredito que possa ser o motivo do nome da praia. Outro detalhe curioso é uma espécie de oratório, parecendo aqueles dos Jesuítas que vemos nos livros, este fica um pouco antes da Praia do Tamborete.


      Na volta, pegamos mais à direita antes da rodovia, e fomos em busca da Praia do Gravatá. Depois de um bom trecho de vielas, subida acima, as casas acabam. Perguntei a um morador que me instruiu deixar o veículo no seu estacionamento e seguir a pé, não era recomendado deixar o carro no meio da mata, alguns roubos, segundo ele acontecem por ali. Pegamos a mochila e lá fomos nós, após 400 m na rua de paralelepípedos, entramos numa trilha pouco desgastada. Só a trilha já vale o esforço, por entre as colinas, algumas vacas e palmeiras retorcidas que lembram o nordeste do país. Nada mais que 30 min de caminhada, e a deserta Praia do Gravatá se descortina à nossa frente, indescritível, poderia dizer que é a mais incrível que encontrei nas minhas andanças. Na verdade são duas: a Praia do Gravatá e a do Maneloni, separadas apenas por uma elevação - mistura de areia e pedras coberta de grama. Com areias brancas e a água azul que se confunde com o céu.

      Ficamos um bom tempo por ali, antes de seguir. Nossa próxima parada foi a também isolada Praia da Tereza, uma vila com uma 10 casas. A praia não é muito bem conservada, mas conta até com um parquinho para as crianças. Logo em seguida fomos para a Praia do Ypuã, ao menos tentamos, kkkk. É uma extensão de areia enorme, e rapidamente encalhamos. Com algum trabalhos conseguimos desencalhar, e seguimos caminhando conhecer: a praia brevemente, só tinha gringo, e o nosso primeiro Sambaqui, o Sambaqui da Roseta.

      O final do dia já se aproximava, mas como o horário era verão, fomos conhecer a mais charmosa praia que já vi, a Praia da Galheta. Incrível, uma pequena vila, irregular. Casas de vários estilos culturais, sem muros ou cercas, emergindo da areia. Uma sinfonia perfeita com o grande Sambaqui que amortece as ondas. Ao norte do Sambaqui a Praia da Galheta, mas agitada, de areia branca e fina, com água azul carregada de 'carneirinhos' das ondas que quebram muito antes da margem; ao sul a Praia Grande, de areia mais grossa e água muito calma. Dá vontade de dormir ali, não fosse ter deixado o carro 1 km na estrada - depois do Ypuã preferi não me aventurar na areia - e estarmos de partida para o Farol de Santa Marta.

      Sigo com o final da trip no próximo post.
       
       


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