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Olá amigos e amigas!
Queria divulgar uma aventura que estou partindo agora na semana que vem e me apresentar.

Me chamo Will Gittens,  tenho 34 anos, apaixonado por veleiros, camping selvagem, mochilões e aventuras. Já atravessei 5 países da América do Sul com menos de 800 reais, atravessei o Atlântico e o Mar do Norte em navio de carga, fiz uma volta ao mundo atravessando a América do Sul, Europa, Rússia e Ásia por terra, conseguindo ir daqui de SP até o Vietnam sem pegar avião nenhum e gastando muito pouco.

Estou partindo para finalizar um plano antigo meu, conhecer todos os extremos da América do Sul e nesse 3° mochilão longo pelo nosso continente pretendo atingir essa meta.

Ponto mais alto, mais ao sul, mais ao norte, mais ao leste, mais ao Oeste, Amazônia e Cataratas do Iguaçu. Juntando com outras expedições que eu fiz pelo Atacama, Uyuni, Titicaca, Pantanal e Machu Picchu ( vou novamente dessa vez por Salkantay ), terei conhecido por terra todos os cantos desse continente incrível que moramos.

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Convido vocês à acompanharem a expedição, farei uma cobertura no youtube e no blog mostrando como é viver e trabalhar enquanto se viaja, como sempre, gastando o mínimo possível.

Grande abraço e um 2018 de grandes aventuras para todos nós.

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Ontem fechei a mochila, tudo pronto para partir!! Tem uma leva de equipamento que pegarei lá em Mendoza daqui algumas semanas. Abraço!!

 

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Fala amigos mochileiros!!
Já percorri 3150 km, saindo de SP, passando por Foz do Iguaçu, Rosário e Mendoza. Amanha parto para a subida do Aconcágua. Fiz um vídeo mostrando um pouco do meu equipamento para compartilhar com vocês! Abraço e acompanhem minha posição pelo SPOT no meu face.

 

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    • Por Lusmell
      Olá, pessoal!
      Mais uma vez aqui contribuindo com os relatos! Dessa vez a postagem está loooonga e será sobre Chile e Bolívia, embora aqui no site tenhamos inúmeros relatos e que me auxiliaram bastante na organização dessa trip. Então deixo aqui também essa contribuição.  Fui com um grupo de mais 3 pessoas sendo duas do Recife - Juliana e Camila que chegaram primeiro em Santiago e a Sandra de SP que só encontrou conosco a partir do Atacama. Nos conhecemos por meio deste site através de uma postagem que criei no tópico Companhia para Viajar. Pessoas maravilhosas dos quais agradeço muito, pois foram fundamentais para que essa viagem fosse maravilhosa!  
      Foram 11 dias - 01/05/2018 a 11/05/2018 em que passamos por Santiago, Cajon del Maipo, Embalse el Yeso, Termas de Colinas, Atacama e Bolívia - Salar de Uyuni (tour de 3 dias e 4 noites). Uma viagem que valeu muuuuito e super recomendada!!!!  Os lugares são belíssimos e alguns surreais como por exemplo os Desetos de Dali e Siloli. Além, claro, de ver o nascer do sol no Salar de Uyuni que é algo extremamente marcante!
       
      PASSAGENS - Viajei pela Latam e no Chile pela Sky Airlines. Levei uma mochila de 50L e não despachei no da Sky, Contudo no retorno do Atacama para o Chile por pouco pagaríamos por despacho. Lá eles são bem criteriosos com bagagens e medem já no check in. Tivemos que reduzir um pouco nossas mochilas porque não passavam naquela caixa. A sorte que a diferença foi pouca. Então vale o ponto de atenção.
      Rio x Santiago (ida e volta) R$ 1.099,02  Santiago x Calama (ida e volta) USD 70.00  
      SEGURO VIAGEM - Depois de muita pesquisa e vários minutos de negociação fechei com a Travel Ace Assistance. Antes de fechar com eles fiz uma busca das principais cotações que ajudou na hora do pedido de desconto. Paguei R$ 120,78 e graças a Deus não precisei usar! 
       
      CÂMBIO - Com exceção do dólar que comprei no Brasil e do peso boliviano comprado em outra data, essa foi a cotação que consegui em 02/05/2018 numa casa de câmbio em Santiago na Calle Agustinas. No Chile é bom pagar as hospedagens com o dólar a fim de obter as isenções do IVA (19%). Não é vantajoso fazer câmbio no aeroporto tão pouco em Calama ou no Atacama. Para o deslocamento do aeroporto saiba que as empresas de transfers costumam aceitar cartão de crédito e foi o que optei para uso desses serviços.
      1 Dólar =  R$ 3,65. 1 Dolar -  612 Pesos 1 Real -  165 Pesos 1 Bolíviano -  89,00 Pesos  
      LOCOMOÇÃO - Usei como meio de transporte os serviços abaixo. Como cheguei em Santiago num feriado nacional e estava muito cansada para procurar ônibus, então preferir pegar um transfer até o hostel. Mas depois pude conferir que é muito fácil se deslocar de ônibus até o metrô e seguir viagem. Já em Calama devido a distância até São Pedro não há como fugir. 
      Transfer:  Transvip -  Usamos para nos deslocarmos entre o aeroporto de Santigo até o hostel - Custo: CLP  7.000 (ida) / Calama ao Atacama CLP 18.000 (ida e volta - barganhamos desconto rsrsrs...). Metrô -  Para sair do aeroporto, o mais econômico é pegar o Centrobus -  CLP 1.800 e de lá pegar o metrô que para ter acesso basta adquirir o cartão de acesso chamado BIP.  É super fácil e rápido. Uber -  Usamos o serviço tranquilamente sem maiores problemas quando precisamos.  
      HOSPEDAGENS
      Santiago - Che Lagarto -  USD 40.00/três dias. Já conhecia a rede e por isso não tive dúvidas nessa escolha. A localização é perfeita; quartos espaçosos e local limpo. Eles costumam servir café da manhã e incluí esse item na reserva, porém devido a manutenção na cozinha nesse período não foi disponibilizado. Então eles devolveram o valor em dólar. O hostel fica na rua San Antonio, 60. Atacama - Covartsch - USD 95.00/três dias num quarto individual -  Trata-se de um hostel que também funciona como hotel. Possui apenas quartos duplos, triplos e individuais.  As acomodações são boas, porém pequenas; os quartos possuem comodas para guardar os pertences e alguns com nichos também. Considerei bons o atendimento, a organização e a localização. Não há café da manhã. Aceitam cartão, dólar e pesos chilenos. Lembre-se de que pagando em dólar há a isenção do imposto chileno e pagando no cartão incide em taxa. O hostel fica na Calle Tocopilla, s/n. www.corvatschchile.cl  Bolívia A contratação do passeio já inclui as hospedagens e alimentação. Maiores detalhes estão abaixo nos comentários sobre a viagem ao Salar.  
       
      SANTIAGO - 01/05 a 04/05 e 10/05
      Fizemos o City tour à pé e com um guia e passamos pelos principais pontos da cidade como Plaza de Armas, Palácio La Moneda, Teatro Municipal, Tribunal de Justiça, Bolsa de Valores, Cerro Sta. Lucía, Pátio Bela Vista, dentre outros. Terminamos na La Chascona (casa fundação Pablo Neruda). O tour é ótimo, pois muitos conhecimentos são explorados como arquitetura, urbanismo, história, literatura, costumes... As informações foram passadas nas áreas externas dos locais visitados, ou seja, não entramos para conhecer o interior de lugares como Palácio La Moneda, teatro municipal e museus.
      Obs.: Embora tenhamos a informação de que o tour é gratuito, o guia antes de iniciar a caminhada, explica como ocorre o tour, e sugere uma contribuição - propina como eles costumam chamar - no valor de CLP 5.000 caso o turista goste do serviço. Acho válida a contribuição porque considerei o serviço bom, mas não paguei esse valor. Também não havia pesquisado tanto sobre a história de Santiago então ainda que fizesse o tour por conta própria não teria tanta informação como as que foram prestadas durante a caminhada. Há também outros tours que podem ser realizados (bike ou bus de 2 andares). As saídas ocorrem diariamente a partir da Plaza de Armas. 

      Palácio La Moneda -  Foi cenário de um golpe de estado que resultou na morte de presidente Salvador Allende após um bombardeiro neste local. As bandeiras entorno do palácio representam as regiões do Chile. 

      Monumento instalado na Plaza de Armas e representa o povo Maputche. 
       

      Fonte dos quatro ninhos -  Representando os países Bolívia, Chile, Peru e Argentina.
       

      O que chama a atenção na cidade são as intervenções lúdicas por meio de grafites que não só ocupam as paredes, mas as calçadas também.
       
      Cerro Santa Lucía – Fica na região central próximo ao metrô da Universidade Católica e Sta. Lucia. Um local tranquilo que oferece uma bela vista da cidade e da Cordilheira quase imperceptível ao fundo. Isso porque devido a poluição do ar não é possível ter uma visão tão nítida da Cordilheira dos Andes. Esse foi um dos locais visitados logo após o termino do City tour. 
      Entrada: Gratuita, exceto o uso do banheiro 

      Vista através do Mirante Mirador que possui 65 m de altura e permite uma visão da cidade de Santiago. É preciso ter fôlego para subir as escadas e ladeiras que levam a este local.
       
      Museu De Arte Pré Colombiano –  Deixei para visitar este lugar no dia do retorno ao Brasil devido ao tempinho que ainda me restava. O museu possui uma vasta coleção que remete a origens de alguns povos latino americanos. As peças estão distribuídas ao longos dos três ambientes em 12 salas: Chile antes do Chile; exposições temporárias e América pré colombiana e artes. No primeiro, por exemplo, encontrei peças pertencentes a grupos bem antigos de pescadores como os da cultura Chinchorro. Esse povos são conhecidos principalmente pelos seus rituais de mumificação. Há relatos de que muitas dessas múmias são as das mais antigas do mundo devido a esse processo, aliado as condições climáticas da região.  No segundo temos salas com exposições temporais e o terceiro são as peças da América no período pré-colombiano que vai desde as primeiras cerâmicas até peças têxteis. Através do site é possível ter uma prévia de tudo que o museu disponibiliza com catálogos em PDF das peças, áudios (inclusive em Português) e muito mais. O tempo médio de visita no museu é de 1h30 a 2h aproximadamente.
      Endereço: Calle Banderas, 361 – Metrô: Plaza de Armas, Linha 5 Verde 
      Horários: ter a Sex de 10h às 18h, Sábados e Domingos de 10h às 18 h, Segunda: Fechado
      Valores: Adultos: $ 6.000 / Estudantes estrangeiros não residentes $ 3.000 - Domingos: Entrada liberada no primeiro domingo de cada mês
      Maiores informações: http://www.precolombino.cl/

      Chemamüll: Esculturas masculinas y feminina de madeira - Localizada na sala 12 - Chile antes do Chile
       

      Múmias Chinchorro -  Esta prática de mumificação começou a 6.000 a 2.000 a.C. quase 3.000 anos antes que o Egito - Localizada na sala 12 - Chile antes do Chile
       
      Museu De La Memoria e Los Derechos humanos – É difícil não se sensibilizar estando num lugar tão repleto de histórias cruéis ocorridas durante o regime ditatorial. Assim é o Museu dos direitos Humanos que aborda assuntos relacionados a violação dos direitos humanos durante a ditatura que ocorreu no Chile entre 1973 a 1990. O objetivo é estimular a reflexão sobre a importância do respeito e da tolerância para que tais ações cruéis não mais ocorram. Logo na entrada observa-se um grande mapa mundi que mostra como este evento ocorrido no Chile teve relação com outros países. Abaixo desse mapa, os quadros com as ações das Comissões da Verdade de cada país envolvido e os resultados obtidos a fim de solucionar os conflitos internos e criar políticas de reparação. O local possui três andares com vasto acervo físico e digital. Há cartas, documentários, fotos e até objetos confeccionados pelos presos durante esse período.  A visitação ao museu leva em média 2 a 3h. O museu é de fácil acesso, onde é possível visitá-lo utilizando o metrô – linha 5 (verde)  e descer na estação Quinta Normal*. A visitação é gratuita
       Endereço: Matucana 501, Santiago do Chile - CEP: 8350392
      Telefone: +56 2 2597 9600
      Maiores informações: http://www.museodelamemoria.cl
      Horário: Ter–Dom: 10:00–20:00
      É proibido fotografar no interior do museu
      *Obs.: A estação Quinta Normal é o nome de um Parque próximo e confesso no ter visitado, pois estava com minha agenda apertada já que era o dia do retorno ao Brasil. Lá também é possível ter acesso não somente ao parque, mas a outros museus como o Nacional de História Natural, o Ferroviário, o Artequein caracterizado por suas cores fortes, dentre outros. Não vou detalhar sobre esses últimos porque não tive tempo de visitá-los. 
       
      EMBALSE EL YESO / CAJON DEL MAIPO / TERMAS VALLE DE COLINAS
      No segundo dia em Santiago realizamos este passeio bem agradável onde foi possível conhecer um pouco destes lugares, apreciar belas paisagens, tomar banho nas águas termais e desfrutar um vinho chileno com aperitivos. Conhecemos Cajon del Maipo que é um vilarejo composto por montanhas e rios que chama atenção pela beleza. O Rio Maipo, por exemplo, que corta a região, abastece a maior parte da capital chilena. Embalse el Yeso é um reservatório de águas formadas pelo represamento do rio Yeso. Uma das suas características é a cor da água, pois dependendo da luz do dia, a água pode ter uma tonalidade verde ou azul turquesa. O local fica a 2.500 m de altitude e, dependendo do período, as montanhas podem estar nevadas o que garante fotos bem bacanas! Já Termas Valle de Colinas são piscinas termais oriundas das atividades vulcânicas. Cada uma com temperaturas específicas que variam entre 30 a 60 °C.  O difícil mesmo é a troca de roupas, mas depois disso o corpo se adapta facilmente e quase não se sente mais frio.  Para conhecer esses lugares levamos quase um dia inteiro, pois durante o trajeto tivemos algumas paradas para informações sobre as localidades e alimentação.  
      Durante essas paradas conhecemos outros lugares como o Túnel Tinoco que foi construído para fazer parte de um sistema ferroviário, porém se encontra desativado . Este local abriga muito mais que uma construção. Há relatos de que um jovem chamado chamado Willy cometeu suicídio no interior do túnel devido a um grave problema de depressão. Após isso o local virou um santuário, e alí muitos visitantes levam oferendas em homenagem ao rapaz como cata-ventos, pois acreditam que tiveram as preces atendidas e que ele se comunica por meio do vento que sai do túnel. Entramos lá e o que se sabe é que tem uma extensão de 600m de profundidade e ao final dele há um santuário de cata-vento. Soube disso depois porque a medida que avançávamos só víamos um imenso breu  e o vento frio como companhia até que resolvemos recuar . 
       

      Embalse El Yeso que também funciona como a principal fonte de abastecimento de água potável a toda capital chilena. Aqui há um ponto de atenção porque algumas agências exploram mais este local fazendo inclusive piqueniques onde é possível ver aquelas fotos tradicionais com a lagoa azul e a montanha ao fundo. Outras (como a que contratamos) não fizeram isso e deixaram os aperitivos e vinhos para serem consumidos após o banho de piscina no Valle de Colinas. Portanto informe-se antes sobre a logística do passeio.
       

      Túnel Tinoco - O local virou um santuário onde muitos visitantes levam oferendas como cata-ventos em homenagem ao rapaz que faleceu no túnel.


      Las Cascaras - acampamento criado para a construção de uma represa e atualmente encontra-se abandonado.


      Valle de Colinas -  Piscinas termais cada uma com temperaturas que variam entre 30 a 60 °C. Ao fundo o local onde foram servidos os nossos aperitivos próximo aos carros.
       

       
      Agência Chile Premium tours  - Ave. Americo Vespucio 107, Santiago 
      Custo – CLP 40.000 – Pegamos esse preço por meio de uma promoção do dia. É sempre bom negociar se estiver em grupo.
      Adicionais -  Vinho + aperitivos 
      Tempo médio – 1 dia
      Aceita dólar e real. Paguei o restante do valor durante o tour em real.
       
       
      ATACAMA - 04/05 e 08/05 
      Chegada 04/05 - Para chegar ao Atacama pegamos um voo da Sky Airlines com duração de 2h10min entre Santiago e Calama. Este voo compramos com antecedência no Brasil a fim de obtermos um bom preço. Chegando a Calama foi necessário contratar um transfer até São Pedro do Atacama; e lá se foram mais 1h20min aproximadamente de viagem. Utilizamos a mesma empresa Transvip. Neste caso como estávamos em três pessoas negociamos, pois logo na entrada fomos abordadas por duas empresas. Conseguimos o valor de CLP 18.000/pessoa ida e volta. Deixamos agendado a volta para evitarmos problemas. Depois foi só ligar para eles que nos buscaram no hostel e chegamos sem estresse ao aeroporto.
      Obs.: Os carros possuem Wi fi, porém fica sem sinal quando entra na estrada do deserto.
       
       Cejar / Ojos del Salar / Laguna Tebinquiche
      Logo que chegamos fomos visitar algumas agências para tentarmos um tour naquele mesmo dia. Conseguimos fechar na Whipala que sairia por volta das 16h. Considerei o ponto alto deste tour a Laguna Cejar que devido a elevada concentração salina o corpo não afunda. Sim! É o Mar Morto da América Latina, porém com muito mais sal. O local conta com ambiente bem básico para troca de roupa e  retirada do excesso de sal. Embora o tempo estivesse ensolarado, a temperatura não estava alta e a água muito fria. Então foi um pouco difícil entrar, mas rapidamente nos ajustamos ao ambiente. A concentração de sal é tão grande que provocou uma enorme ardência nos meus lábios que já estavam rachados devido ao frio, pois deixei pingar água no rosto. Foi o momento que precisei sair rapidamente. Ficamos lá por mais ou menos uns 20 minutos e depois retornamos para visitarmos um outro ponto chamado Ojos del Salar. É um local com duas represas onde as pessoas podem se banhar. São locais fundos onde os turistas costumam entrar no estilo “mergulho”, ou seja, indicado para quem sabe nadar - como não sei fiquei na minha aproveitando outras paisagens.  Finalizamos o nosso tour na Luguna Tebinquiche com o pôr do sol. A agência ofereceu aperitivos e Pisco Sour, uma bebida típica chilena. Abaixo as principais informações sobre este passeio.
      Tour -  Laguna Cejar
      Agência -  Whipala
      Custo – CLP 18.000
       Taxa adm. - CLP 17.000 para entrar na Laguna Cejar + CLP 2.000 para entrar na Laguna Tebinquiche
      Visitamos -  Lagunas Cejar, Ojos del Salar e Lagunas Tebenquiche
      Oferecem snacks ao final do passeio
      O que levar: Roupa de banho, casaco corta vento, protetor solar, água, não esqueça o chinelo porque andar naquelas pedrinhas descalço até a lagoa não é nada agradável!

      Laguna Cejar - Devido a alta incidência de sal o corpo não afunda

      Laguna Tebinquiche - Finalzinho de tarde

       
      Mountain bike por Catarpe  [Rally dos sertões mesmo!] 
      Fizemos esse passeio no retorno da Bolívia, pois tínhamos um dia de sobra no Atacama. Catarpe é um conjunto de formações rochosas, a praticamente 2.000 m de altitude e, embora seja uma aventura bacana onde passamos por locais muitos interessantes, este não é um tour de nível fácil - pelo menos para quem não está em forma! Não foi comunicado na contratação e também não buscamos maiores informações,  queríamos era curtir!!! Eu estava há meses sem praticar atividades físicas e tive dificuldades durante as diversas subidas do percurso devido as condições do terreno. Diferentemente das meninas que inclusive foram muito pacientes com as minhas várias paradas.  Foram muitas subidas e descidas dificultosas num terreno bastante arenoso. Tipo rally dos sertões - essa é a realidade! Passamos por lugares onde a sensação era de que estávamos pedalando na areia da praia! Num dado momento em que já estava no meu limite, o guia parou e logo pensei: Ufa! Glórias! Vou descansar! Mas, não! Ele aponta para um morrão e diz: - vamos deixar nossas bicicletas aqui e subiremos esse morro para conhecer a capela de San Isidro. Logo pensei: Tá doido!!!  Nem minha alma chegará até lá! Depois disso ainda tivemos mais uma parada para conhecer umas ruínas que já não lembro o nome. Nesse caso como estava um pouco recuperada consegui subir o morro e ver do alto a beleza local. Por fim retornamos ao Atacama somente o caco, mas sobreviventes!
      Custo: CLP 20.000 para três pessoas com guia (depois de muita pesquisa!)
      Duração do percurso: 6h
      O que levar? Protetor solar, água, barra de cereal e usar roupa bem leve.



       
      BOLÍVIA -  SALAR DE UYUNI - 05/05 a 08/05
      Enfim chegou o grande dia! Nesse passeio fui psicologicamente preparada para enfrentar todo tipo de treta possível (acomodações precárias, motorista problemático, frio, comida ruim, altitude e até bloqueios de estrada. Isso porque faltando poucos dias para o embarque vi uma postagem aqui no site sobre relatos de bloqueios realizados pelos índios da região. Maaaaassss graças a Deus tudo deu certo (é né...tirando a altitude e a friaca!). Foi uma das minhas melhores experiências de viagem. Eu não gosto de ir a um lugar mais de uma vez, mas sabe aquele lugar que você quer voltar, pois as fotos, filmagens e relatos não expressam a beleza de tudo o que foi visto?
      Principais gastos na Bolívia
      Entrada para o Parque Nacional de Fauna Andina Eduardo Varoa -  Bs 150.00 Entrada para a comunidade Incahuasi – Bs 30.00 Saco de dormir no primeiro hostel – Bs 20.00 -  Usei somente no 1º dia, pois o frio foi muito intenso. Se puder leve um! Banho – (valor médio cobrado em cada hospedagem) – Bs 10.00 Sim! Eles cobram banho nas hospedagens. Obs.: Os valores podem ser alterados dependendo do período da viagem. Uma atenção é sobre a suposta taxa de cobrança de imigração entre Bolívia e Chile no valor de Bs 15.00, porém não pagamos nada referente a esse tipo de taxa tanto na ida quanto na volta embora tenhamos ouvido tais informações por lá.
       
      >> Diário do trajeto até o Salar
      Realizamos esse passeio com a agência Cordillera Traveller que conhecemos através de alguns relatos em blogs de viagens. Formalizamos a contratação através do site e efetuamos o pagamento da entrada no valor de USD 55.00 e o restante na própria agência. Sobre o serviço tivemos um bom atendimento assim que chegamos à agência para efetuar o pagamento. O responsável pelo atendimento foi bem receptivo, explicou o trajeto da viagem e esclareceu todas as dúvidas existentes. No dia marcado para a viagem eles chegaram pontualmente num micro ônibus que foi trocado por um 4x4 na fronteira com a Bolívia. Nosso motorista que nos conduziu até o Salar foi muito gente boa conosco o que contribuiu para uma viagem tranquila porque li muitos relatos de problemas com motoristas. Apenas no retorno ao Atacama que deu problemas no carro logo que saímos do hostel.  Sobre as acomodações em que ficamos são bem simples, organizadas e o atendimento é bom. Confesso que esperava algo pior em se tratando de hostels no deserto.
      Agência - Cordillera Travelle 
      Valor do tour - USD 220
      tempo - 4 dias e 4 noite
      Inclui: hospedagens e alimentação
      http://www.cordilleratraveller.com
      Obs.: A agência sugere que sejam levados no mínimo Bs 300 para as despesas durante a viagem.
       
      1º dia – Esperamos o guia no hostel que chegou por volta das 5h e prosseguimos rumo à fronteira entre Chile e Bolívia. No ônibus estava um casal muito gente fina que ficou conosco durante todo o trajeto fechando, assim, o grupo de 6 pessoas que comportava o nosso carro. Chegando à fronteira começamos a sentir o poder do frio (acredito que estava uns 4°C) e da altitude (4.400 m). Lá já tinha um café da manhã preparado com pão, bolo, leite, café, chá...logo após o café fomos para a imigração (depois do preenchimento de alguns formulários) trocamos de veículo e passamos para um 4X4; pagamos os Bs 150.00 para a entrada no parque e pronto! Partimos para contemplar as maravilhas do deserto! 
      Passamos por Lagunas que ficam próximo ao vulcão Licancabur; logo seguimos para o Deserto de Dali e à piscina de águas termais. Seguimos, também, para os Geysers de la Mañana - um local geotérmico oriundo das atividades vulcânicas. Após isso partimos para o local em que ficamos hospedados para deixarmos nossas coisas e em seguida almoçarmos. Na parte da tarde fomos para a última visitação: Laguna Colorada. Um local lindíssimo onde se pode apreciar três tipos de flamingos (Andino, Chileno e James) e outras belezas da região. Pena que já estava me sentido muito mal devido a altitude (4.500) e não consegui aproveitar este último local.

      Deserto de Dalí



      Laguna Colorada

      Piscina de águas termais - Os mais corajoso arriscaram um banho...
       

      Geysers de la Mañana
       

       
       
      2º dia  - Após o café da manhã e já recuperada do mal de altitude saímos em direção ao Deserto de Siloli - outro lugar muito maravilho que abriga um conjunto de rochas vulcânicas em diferentes formatos (resultados das ações eólicas) e que lembra figuras animalescas, Dentre essas formações rochosas destaca-se o famoso Árbol de Piedra. A ação dos ventos e as condições climáticas foram responsáveis por essa formação corrosiva que dá o nome a rocha com seus 5m de altura, e considerada patrimônio natural. O próximo ponto foi visitar as Lagunas Altiplânicas: uma sequência de lagunas em que só mudam as variações de cores e habitações de flamingos:  Honda, Hedionda, Chiarkota e Cañapa e paramos para o almoço. Na parte da tarde seguimos para o Salar de Chiguana um local cortado por uma ferrovia que por sinal conseguimos ver o trem cargueiro passar. Por fim seguimos para San Juan onde fica o  hotel de sal. Local limpo, organizado, bem decorado e agradável. Jantamos (tinha vinho no jantar) e fomos descansar, pois no outro dia teríamos de acordar às 4h para ver o nascer do sol no tão esperado Salar.
       

       Arbol de Piedra -  Turma maravilhosa muitas diversões!  
       


      Deserto de Siloli


      Laguna Hedionda
       

      Laguna Honda

      Laguna Honda -  Beleza do céu à terra

      Nesse dia o frio estava tão intenso que parte do lago congelou!

       

      Salar de Chiguana -  Chegamos minutos antes da passagem do trem
       

      Uma Viscacha quietinha e alegrando os turistas com sua pose...

      Raposa do deserto também conhecida como Zorro
       
      3º dia – Saímos às 5h em direção ao deserto de sal num frio que já não era tão intenso quanto foi o primeiro dia. Chegando ao Uyuni fiquei simplesmente maravilhada! Pegamos um ponto em que o Salar estava molhado. Particularmente não contava com isso -  uma surpresa! Felicidade é uma palavra que não resume este momento porque não há palavras para classificar a sensação de estar neste lugar! Algo que ficará para o resto de minha vida. É uma bela oportunidade para tirar aquelas fotos mara? Sim! Mas é a oportunidade também para contemplar o momento, o silêncio e refletir. Ver o sol surgindo em meio ao horizonte multicor – um ato tão simples e quotidiano, mas que naquele lugar tem um tom especial: o de transmitir a mensagem de que está nascendo uma nova oportunidade para viver e ser feliz! Sei que cada um daqueles que foram comigo tiveram a sua experiência, porém acredito que todos foram unânimes quanto a beleza e a formosura daquele lugar. Vale muuuuito viver essa experiência.
      Passado o momento mágico seguimos para um local onde se encontram os cactos gigantes. Tomamos um café da manhã e seguimos para o Salar (lado seco) para tirarmos aquelas fotos de efeito e curtir o que de melhor este lugar nos proporciona! pós aproveitarmos muito o Salar de Uyuni partimos para um pequeno povoado chamado Colchani. Durante o trajeto conhecermos alguns outros locais como o museu de sal, o cemitério de trens (conseguiram fazer um monte de trem velho virar atração turística) e uma feirinha de artesanato. Nosso passeio finalizou em Villamar para almoçarmos e trocarmos de carro para o retorno ao hostel e nos prepararmos para a volta ao Atacama. 



       



       


      Isla Incahuasi "Casa dos Incas" - Um parque de cactos gigantes com várias espécies.
       

      Museu de trens ao ar livre!
       

       
       
       
      A hora do retorno... Aquele momento que mistura saudades, alegria por tão bons momentos e a certeza de que as energias foram renovadas. Aqui fica a gratidão a Deus por conhecer lugares, pessoas, culturas e tantas coisas boas! Se recomendo? Se vale a pena? Claro! Junte sei dindim, pegue sua mochila, conheça as maravilhas destes lugares e seja feliz!

       
      ALGUMAS CONSIDERAÇÕES 
       
      Retorno da Bolívia para o Chile -  A imigração é bem rigorosa então certifique-se sobre o que é proibido conduzir na bagagem.
      Dinheiro - Na agência nos pedem que levemos no mínimo Bs 300 contudo Bs 250 são mais que suficientes para quem não gasta tanto, contudo o objetivo pelo que pude observar é para também girar a economia local, principalmente a dos artesãos que vivem do setor turístico. Então é bom considerar isso também. Não tivemos problemas com o uso de cartão de crédito em Santiago e algumas agências e hostels aceitam o pagamento em cartão, mas verifique se não cobram taxas. Na cidade de São Pedro do Atacama possuem caixas eletrônicos. Atenção também ao pagamento na fronteira quando ingressar na Bolívia porque eles só aceitam pesos bolivianos para pagamento de acesso ao Parque.
      Altitude - Hidrate-se bastante e descanse (se possível) um dia antes de seguir viagem para a Bolívia. Algumas pessoas sente-se muito mal no primeiro dia em virtude da altitude, outras apenas sentem dores de cabeça. Os nativos recomenda tomar um chá de "chachacoma" para aliviar esses efeitos.
      Passagens aérea -  Atenção com algumas companhias aéreas que mudam o seu voo nas vésperas da viagem e disponibilizam apenas uma opção de escolha de voo quando na venda existem várias. Isso aconteceu comigo em relação a LATAM que alterou meu voo para a madrugada e quando consultei o site deles vi que o horário que comprei estava lá sendo vendido normalmente. 
      Roupas -  Comprei vários casacos segunda pele daqueles bem baratinho mesmo; levei várias blusas; legs, dois casacos um pouco mais pesados, mas o que foi fundamental nessa friaca que enfrentei foi o casaco corta vento. Invista nele porque faz uma boa diferença. Meias!!! Mesmo com três meias no pé em alguns lugares tive a sensação de congelamento nos dedos. Isso é horrível porque gera uma dificuldade até para andar. Gorro, cachecol e luvas devem ser um dos primeiros itens da sua bagagem!
      Roubos - Tenha muito cuidado ao caminhar pelas ruas de santiago com mochilas nas costas. graças a Deus não acontece nada conosco, porém tivemos muitos alertas de pessoas que roubam sem percebermos.
      Produtos -  É muito importante não faltar na sua bolsa Bepantol; protetor para o corpo e lábios, hidratante, material de primeiros socorros, remédios para enjoo e dores de cabeça.
       
      É isso aí galera! Chile e Bolívia sempre rende muitas coisas para contar! 
    • Por TMRocha
      Dessa vez não estarei falando sobre um relato de viagem próprio meu, e sim do meu irmão mais novo, o Fernando [apelidado carinhosamente por nós de Nando ou Nandinho].

      Confira como foi a sua espetacular viagem em sua moto Yamaha Ténéré 250cc saindo de Contagem (MG), seguindo do Brasil até a América do Sul com rumo a Antofagasta, no Chile.
      Caso queira acompanhar o post diretamente pelo blog clique no link abaixo ou em uma de suas respectivas partes:
      http://tudorocha.blogspot.com/2018/02/viagem-tenere-250cc-pela-america-do-sul.html
      Lista de Episódios:
       
      [PARTE 1] [PARTE 2] [PARTE 3]
      [PARTE 4] [PARTE 5] [PARTE 6] [PARTE 7]

      Infelizmente ele teve um ano de 2017 muito difícil e passou por muitos perrengues, por isso, para compensar tantos problemas ele resolveu realizar uma verdadeira aventura em 2018, pra já começar o ano de forma diferente e mais inspiradora.
       
      Sua meta era chegar a Antofagasta, no Chile, passando também por Foz do Iguaçu [PR] para conhecer as Cataratas pelo lado brasileiro e em seu caminho ele ainda queria encontrar a Mão do Deserto no Deserto do Atacama [Chile] e o maior Salar do mundo, que fica em Uyuni, na Bolívia.

      A moto que ele utilizou para essa aventura foi uma Yamaha Ténéré 250cc, já bem rodada e com sua manutenção em dia.

      Yamaha Ténéré 250cc.
      [Para que sua leitura fique fluida e confortável, a partir de agora começarei a contar como foi essa viagem em 1ª pessoa]
      Dia 1: Sábado, 20 de Janeiro de 2018
      Após andar por quase 200 km em minha moto, uma Yamaha Ténéré 250 [que diga-se de passagem, está rodando pela América do Sul pela 2ª vez] resolvi fazer minha primeira parada no atendimento da concessionária de Formiga (MG), às 7:19h. Por enquanto estava tudo tranquilo, friozinho, de boa e com a moto boa, em suma, tudo funcionando bem!

      Continuando... Segui viagem por pouco mais de 2 horas e nesse meio tempo deu pra ver alguns cânions. Nossa! É bonito pra caramba, deve ser muito doido andar de lancha lá, entre eles, pena que não parei pra tirar fotos nessa parte do caminho. Após isso resolvi parar para tomar mais um cafezinho.

      MG-050, entre Furnas (MG) e Passos (MG).
      Às 9:48h fiz mais uma parada na concessionária para tomar água e um cafezinho. Acho que passei por uns 6 pedágios de R$ 2,90 cada um, caro pra caramba! Pensei em vir por aqui para economizar, mas ao que parece era melhor ter vindo por São Paulo.
       
      Uma coisa legal que fiz nessa viagem, ao menos enquanto estava no Brasil, era avisar de tempos em tempos a minha família o que estava fazendo para que eles ficassem mais tranquilos, já que essa aventura foi realizada totalmente sozinho.

      Às 10:14h passei por Itaú de Minas (MG). Até esse momento já tinha rodado uns 318 km. E a gasolina por aqui é bem cara, simplesmente R$ 4,50 o litro. Finalmente, às 13:46h, após simplesmente 505 km rodados no mesmo dia, cheguei em São Sebastião do Paraíso (MG), praticamente na divisa entre Minas Gerais e São Paulo.


      Parei para almoçar e segui pela estrada novamente. Dei conta de fazer todo esse trajeto porque a estrada estava boa e eu ainda tinha muita energia.
       
      Fui tão no embalo que segui direto por mais quase 4 horas e acabei chegando em Sertanópolis (PR), praticamente na divisa entre São Paulo e o Paraná, às 18:31h. Minha ideia era passar por Londrina, mas acabei passando direto. O pessoal da minha casa já estava louco e quase que suplicava para que eu parasse de andar na moto.


      Feito tudo isso chegou a hora de descansar, pois amanhã tinha mais estrada para percorrer nessa aventura!

      Também não valia a pena andar mais porque estava bem escuro e chovia muito:

      Vídeo 01:

      Dia 2: Domingo, 21 de Janeiro de 2018
      Estando aqui preferi mudar a rota para seguir rumo a Foz do Iguaçu. Já passei por lá no passado, mas tinha visto as cataratas apenas pelo lado argentino e dessa vez resolvi conferir como ela era pelo lado brasileiro. [Um dado não muito bom que descobri por aqui era que tinha previsão de chuva para todos os dias]

      Perto das 11:40h parei em Corbélia (PR) para almoçar e conversar um pouco com a minha mãe pelo zap.

      Ela disse que meu pai deu azar e teve um pane na moto dele. Nada sério, mas quer era algo chato de se resolver. De bucho cheio continuei com minha viagem e passei por Matelândia, no Paraná.

      Já em Foz do Iguaçu, às 13:25h procurei por uma pousada para ficar, ajeitei as minhas coisas e saí para dar uma volta pela cidade. Saí depois das 15:00h e cheguei próximo de lá perto das 18:30h.

      Vídeo 02: Com eu muito feliz com as expectativas!

      Vídeo 03: Com eu meio triste depois da realidade!

      E a família não perdoou!

      Eu tinha visto que estava chovendo e protegi o celular e a carteira, mas esqueci da doleira e acabei molhando tudo. Mas o que importa mesmo é que consegui avistar as cachoeira pelo lado brasileiro, e percebi que é muito mais bonito do que o lado argentino, é realmente incrível!
       
      [Então, bora ver o que pude ver nesse meio tempo: Entre os vídeos da Expectativa e da Realidade!]
       
      Coisas interessantes vistas pelo caminho:

      Vídeo 04:

      Vídeo 05:

      Vídeo 06:

      Esse é um quati, um animal típico dessa região:
       
      Vídeo 07:

      Vídeo 08:

      Vídeo 09:

      Dessa vez o som das cataratas estava tão forte que nem deu para ouvir o que eu estava dizendo.
      Vídeo 10:

      Vídeo 11:

      Mais fotos de Foz do Iguaçu:





      Só tenho uma coisa a dizer sobre esse lugar, é um verdadeiro espetáculo da natureza, uma maravilha natural do mundo que fica no Brasil.




      Cara de conquista realizada:

      Lembrando em, essa era a minha lista de lugares a serem visitados:

      - Cataratas do Iguaçu, PR - Brasil [Visitado]
      - Salar del Uyuni, Bolívia
      - La Mano del Desierto, Deserto do Atacama - Chile
      - Antofagasta, Chile

      :: Ao menos o primeiro destino dessa lista já estava completo. Ainda faltavam mais três para se conhecer::

      Depois disso voltei para a pousada e dei um jeitinho como um autêntico brasileiro para resolver o problema das coisas molhadas enquanto eu aproveitava para fazer meu lanche noturno.

      Vídeo 12:

      Após toda essa aventura descansei um bocado e aproveitei para conversar com meu pai e um dos meus irmãos pelo zap. Também tracei a minha rota para o outro dia e estudei como fazer o seguro da carta verde, mas apesar de chegar no local já estava tarde e lá estava fechado.

      Vídeo 13:

      Esse foi o resumo da minha noite:


      E ainda teve o Templo Budista que estou afinzão de ir. Não pude por causa dos contratempos... e que amanhã não irá abrir!

      Ainda com aquela labuta de colocar minhas coisas para secar dos temporais daqui!
       
      Vídeo 14 [Parte 1]

      [Vídeo 15 - Parte 2] Nada que um elástico não resolva!

      Terminado o dia, a meta para o próximo seria ir para Assunção, no Paraguai, mas como já estendi muito esse relato, continuarei na próxima parte.
       
      E antes de ir embora, meu trajeto ficou assim até o momento:


      Continue acompanhando, pois ainda tem muito mais relato para se contar!
    • Por fernandobalm
      Considerações Gerais:
      Não pretendo aqui fazer um relato detalhado, mas apenas descrever a viagem com as informações que considerar mais relevantes para quem pretende fazer um roteiro semelhante, principalmente o trajeto, preços, acomodações, meios de transporte e informações adicionais que eu achar relevantes. 
      Sobre os locais a visitar, só vou citar os de que mais gostei ou que estiverem fora dos roteiros tradicionais. Os outros pode-se ver facilmente nos roteiros disponíveis na internet. Os meus itens preferidos geralmente relacionam-se à Natureza e à Espiritualidade.
      Informações Gerais
      Não foi necessário visto para ir ao Chile. Não era necessário nem passaporte, mas como minha carteira de identidade tinha cerca de 30 anos, levei-o. Não existia exigência para validade mínima. Meu passaporte vencia em fevereiro de 2018 (cerca de 4 meses depois da minha entrada). A moeda do Chile era o peso chileno, que podia ser trocada por reais diretamente (sem necessidade de dólares ou euros) em Santiago e São Pedro de Atacama. Existia a lei de isenção de imposto sobre valor agregado de 19% para pagamento de hotéis em dólares (acho que euros também), por isso levei dólares somente para este fim. Mas, como eu fiquei em hostels muito simples, não havia esta cobrança nem para pagamento em pesos e os dólares mostraram-se em grande parte desnecessários.
      Em toda a viagem houve bastante sol. Chuva de média intensidade só peguei em algumas horas de um dia em Santiago. As temperaturas também estiveram razoáveis (para um paulistano) durante o dia, mas um pouco frias à noite. Chegavam em média a 25 C ao longo do dia em Santiago e a um pouco mais no Atacama. À noite, a temperatura caía até cerca de 13 C em Santiago e 10 C no Atacama (perto da madrugada caía mais, chegando talvez a perto de 5 C). A exceção foi a ida de madrugada para Geysers del Tatio, em que ficou abaixo de zero.
       
      A população de uma maneira geral foi muito cordial e gentil, procurando até falar português, quando sabia .
      As paisagens agradaram-me muito, principalmente dos Andes e dos vários pontos do deserto . Sofri um pouco com a altitude de algumas atrações do Atacama, que passavam de 4.500 m e queimei minha boca 🤕 nos Geysers del Tatio devido ao frio , pois não a protegi adequadamente.
      Com um trânsito bem mais tranquilo que o de São Paulo, Santiago pareceu-me uma cidade bem organizada. São Pedro do Atacama pareceu-me pequena e só apresentava congestionamento de vans nas saídas simultâneas para as excursões e de pedestres na Rua Caracoles no centro.
      Achei o país muito saudável socialmente (muito mais do que o Brasil), apesar de ter conhecido poucos locais. Mesmo sem ter a força econômica brasileira, pareceu-me muito mais equilibrado. Como consequência, pareceu-me ser muito mais seguro. Uma francesa que lá conheci confirmou que Santiago lhe pareceu mais segura do que Paris.
      Gastei na viagem R$ 2.359,37, sendo R$ 84,37 com alimentação, R$ 376,19 com hospedagem, R$ 18,37 com transporte local durante a viagem, R$ 224,49 com a passagem de ida e volta de ônibus entre Santiago e São Pedro de Atacama, R$ 242,42 com ingressos para as atrações, R$ 679,92 com pacotes para as atrações, R$ 5,23 com tarifa para câmbio, R$ 5,53 com gorjetas, R$ 495,16 com passagens aéreas, R$ 212,07 com taxas de embarque para ir e voltar a SP e R$ 16,68 com IOF. Sem contar o custo das passagens aéreas, das taxas de embarque e do IOF o gasto foi de R$ 1.652,14 (média de R$ 118,01 por dia). Mas considere que eu sou bem econômico (desta vez até que nem tanto ). Fiz todos os meus gastos no Chile em espécie, para evitar as taxas e impostos cobrados pelo uso de cartões. Só comprei a passagem de ônibus para São Pedro do Atacama com cartão porque fiz com antecedência quando estava no Brasil e porque comprando pela internet o desconto era maior do que o imposto.
      A Viagem:
      Minha viagem foi de SP (aeroporto de Guarulhos) a Santiago em 17/10/2017 pela Gol (http://www.voegol.com.br). O voo saía às 10:30 e chegava às 13:40 horas. A volta foi de Santiago a SP (Guarulhos) em 31/10/2017 pela Gol. O voo saía às 14:20 e chegava às 19:10. Paguei R$ 495,16 por ida e volta. Paguei R$ 113,38 pela taxa de embarque de ida e R$ 98,69 pela de volta usando cartão de crédito. Ao todo o preço foi de R$ 707,23.
      Antes de sair do Brasil, no dia 16/10, comprei US$ 150 para a viagem, com taxa de câmbio de R$ 3,31. Gastei R$ 496,07 de câmbio e mais R$ R$ 5,45 de IOF. A taxa até que não foi ruim, mas como eu acabei não pagando toda a hospedagem em dólares porque os hostels eram muito simples e acho que não cobravam o imposto sobre valor agregado, teria sido melhor comprar somente pesos chilenos diretamente com reais em Santiago. As taxas seriam melhores e não pagaria IOF (como diz a Jovem Pan - Brasil, o país dos impostos). Saquei os dólares diretamente do caixa eletrônico do Bradesco na agência do começo da Avenida Paulista (https://banco.bradesco/html/classic/canais-digitais/autoatendimento/moeda-estrangeira.shtm), porém gastando muito tempo para poder cadastrar a autorização no sistema do banco (cerca de 3 horas), por ser a primeira vez e eu não ter biometria cadastrada.
      Na 3.a feira 17/10, no Aeroporto de Guarulhos troquei uma das notas recebidas da máquina por outras menores em uma casa de câmbio. As atendentes foram muito gentis (até estranhei). Quando fui usar o dinheiro no Chile disseram-me que estava riscado, borrado e com carimbos e que não era costume receberem notas assim no Chile, mas acabaram aceitando. Quando as troquei em Guarulhos eu não percebi.
      No voo conheci um casal de gaúcha e paulista que deram bastante informações sobre o Chile, Santiago e sobre suas experiências por lá .
      O avião fez o sobrevoo sobre os Andes (https://www.google.com.br/search?q=sobrevoo+andes+sao+paulo+santiago&tbm=isch) na parte final da viagem para chegar a Santiago. O comandante avisou que iria começar e me pareceu ter reduzido a velocidade para que os passageiros aproveitassem a vista ou talvez por razões de segurança. O avião parecia parar. Como o tempo estava limpo, deu para ver amplamente a paisagem. Achei-a espetacular . 
      Havia levado sanduíches para a viagem e talvez o jantar, mas não pude entrar com eles. Informaram-me que era proibido e seria descartado na verificação sanitária. Resolvi comer todos no voo e após a aterrissagem, antes de passar pela verificação sanitária 🥪🥪🥪🥪🥪.
      No aeroporto perguntei a alguns taxistas sobre como chegar ao centro e me deram informações incorretas 😞. Como já havia estudado um pouco o mapa da cidade não acreditei e fui até o centro de informações turísticas, que me deu as informações corretas sobre meios de ir ao centro, localização de hostels e demais pontos relevantes para minha estada em Santiago. Deram-me gratuitamente um mapa da cidade. Fui bem atendido . Achei estranha a postura dos taxistas e incompatível com o nível do país. Lembraram-me algumas experiências desagradáveis no Brasil.
      Precisei fazer um pequeno câmbio no aeroporto para pagar o ônibus até o centro. A taxa foi desastrosa. Foi de 169 pesos chilenos por real. Troquei R$ 16,00 na AFEX e ainda paguei US$ 1.50 de tarifa. Depois descobri que isso não era necessário. Poderia ter pego um ônibus da empresa Turbus até seu terminal e pago com cartão de crédito.
      Peguei um ônibus urbano regular da empresa Centropuerto (http://www.centropuerto.cl) até a região central (Metro Los Héroes - Plazoleta central) por 1800 pesos (acho que comprando a ida e volta havia um desconto). De lá fui caminhando até a Rua Augustinas para fazer câmbio para a viagem. No caminho vi bicicletas do Itaú para aluguel, semelhantes às que há no Brasil.
      Na Laser (http://www.cambioslaser.cl - Augustinas, 1022) troquei R$ 1.050,00 com taxa de 190 pesos chilenos por real e sem tarifa. Só não troquei tudo porque não aceitava notas de R$ 20,00. Troquei R$ 130 na Suiza (Augustinas, 1036) com taxa de 189 pesos chilenos por real e também sem tarifa.
      Fiquei hospedado no kombi Hostel (https://www.facebook.com/kombihostelsantiago) por 4 noites. Paguei US$ 35 e 1200 pesos chilenos pelas 4 noites (eram US$ 37, mas eu não tinha US$ 2 trocados). Paguei em dólares para ficar isento dos 19% do imposto de valor agregado, que não é pago por quem usa moeda estrangeira forte no pagamento. Mas o atendente, filho do dono, disse que eles não emitiam aquele tipo de nota em que vale esta regra, então não fazia diferença. Assim, os dólares teriam sido desnecessários.  Achei o hostel bem razoável, com bom café da manhã e boa localização, apesar do barulho à noite devido às casas noturnas do entorno. O dono era brasileiro e seu filho falava fluentemente português. Talvez por isso havia muitos hóspedes brasileiros. Para minha avaliação completa veja (https://www.tripadvisor.com.br/ShowUserReviews-g294305-d1672899-r540752838-Kombi_Hostel-Santiago_Santiago_Metropolitan_Region.html).
      Após chegar conheci alguns hóspedes e ficamos conversando. Havia duas cariocas, 1 argentino que trabalhava no Brasil, 1 baiano e 1 chileno. Depois ainda fui comprar 1 banana no Supermercado Líder (https://www.lider.cl/supermercado) por 160 pesos.
      Para informações e atrações de Santiago veja http://chile.travel/pt-br/onde-ir/centro-santiago-e-valparaiso/santiago e https://nosnochile.com.br/19-atracoes-gratuitas-para-curtir-em-santiago-do-chile. Os pontos de que mais gostei foram a vista dos Andes, o Parque Metropolitano, o Monte Santa Lucia, a simulação do interior do cérebro e os museus históricos e artísticos.
      Na 4.a feira 18/10 fui ao Parque Metropolitano (http://www.parquemet.gob.cl), que me disseram ser o maior parque urbano do mundo, mas que desconfio não ser uma informação precisa. De qualquer modo pareceu-me bem grande e gostei muito dele. Fiquei das 10 às 20 horas. Comecei subindo a trilha a pé para ir ao Santuário de Imaculada Conceição no Monte San Cristóbal. Fiquei lá algum tempo admirando a vista da cidade  por vários ângulos e também o santuário em si. Depois fui andar pelas trilhas do parque para explorá-lo, no meio da vegetação e às vezes na pista para bicicletas e automóveis. Havia piscinas, mirantes, áreas verdes, monumentos, casas de cultura, anfiteatros, construções para eventos e espetáculos, jardins botânicos, esculturas ao ar livre, cemitério de cachorros, etc. Encontrei muitas turmas (provavelmente de estudantes) e ciclistas. Não tive nenhum problema de segurança, embora ao perguntar para alguns profissionais de segurança, eles tenham dito para que eu evitasse trilhas desertas e algumas áreas na borda do parque. Abriu o sol e eu estava sem bloqueador solar, mas não me senti queimar muito. Achei espetacular a vista da cidade com os Andes ao fundo . Perto do belo por do sol um prédio muito alto refletia seus raios com parte lateral de suas janelas mais altas, fazendo uma imagem de que muito gostei . Todas as atrações foram gratuitas. Depois do passeio comprei 400 g de macarrão, 1 banana, 1 cebola e 1 tomate por 998 pesos chilenos no Supermercado Líder. À noite, o baiano Karlos Neon tocou algumas músicas brasileiras e estrangeiras na primeira parte de uma festa promovida pelo hostel. A festa teve uma 2.a parte e depois uma extensão numa casa noturna, mas eu fui dormir no intervalo . 
      Na 5.a feira 19/10 comecei indo ao Museu La Chascona de Pablo Neruda, mas não entrei por achar caro, somente vendo alguns versos nas paredes de fora. Segui visitando a Universidade perto do hostel e a Escola de Direito, o Bairro Bellavista, parques próximos ao hostel, o Parque Florestal, o Museu de Belas Artes e o MAC (Museu de Arte Contemporânea), em que havia uma simulação de como é dentro do cérebro , e o mercado de verduras e frutas, onde aproveitei para comprar 2 batatas por 40 pesos, 6 bananas por 270 pesos e 4 tomates por 200 pesos. Depois fui visitar um centro cultural, a Universidade Católica, igrejas, o convento franciscano mais antigo do Chile, a Estação Central, imprimi minhas passagens no terminal da empresa Turbus (lá os terminais são específicos para as empresas e não rodoviárias gerais) e terminei o dia visitando o Parque O'Higgins e agregados, de que muito gostei, com suas várias atrações . Todas as atrações que visitei foram gratuitas. Vi muitos cachorros de rua durante os passeios. Dei um dos mapas (acho que foi o do Parque Metropolitano) que havia ganho para a francesa Jane, que estava hospedada no hostel. Reencontrei as cariocas, agora juntas com outros brasileiros. 
      Na 6.a feira 20/10 comecei visitando o Parque Baquedano e o Bairro Lastarria. Depois fui visitar o Monte Santa Lúcia, que achei muito bom  com muitas atrações, construções antigas, monumentos, jardins, vistas espetaculares com 360 graus de amplitude a partir do centro da cidade , fontes, etc. Apesar da chuva, que engrossou um pouco ao longo do passeio, foi um dos pontos de que mais gostei. Havia vários brasileiros visitando o local. Saindo de lá visitei o Centro Histórico, o Centro Cultural La Moneda e o Museu Histórico Nacional, que achei apresentar uma excelente visão da história do país , com ilustrações e explicações do processo histórico. Mas, justamente por querer ver detalhadamente, não consegui completar a visita. Parei no meio do século XX, antes do Allende e do Pinochet. Saindo de lá, já sem chuva, pude ver e ouvir um grupo tocando música popular na Praça das Armas, que fazia com que as pessoas dançassem. Na volta para o hostel ainda passei por grupos folclóricos (1 deles com boneco gigante) em um beco com várias formas de arte. Todas as atrações foram gratuitas. Neste dia comprei 330 pesos em batatas e 2 tomates no mercado de verduras e frutas e 480 pesos num pacote de macarrão no Supermercado Líder, já me preparando para a viagem para o Atacama. À noite chegou um paulistano que pretendia passar o fim de semana em Santiago.
      No sábado 21/10 saí cedo para pegar o ônibus para São Pedro do Atacama. Pedi para tomar o café da manhã antes, coisa com que os atendentes do hostel concordaram, mas me disseram que não seria possível pães, pois a padaria só fornecia os pães a partir das 8 horas. Encontrei alguns pães na área em que os hóspedes deixam alimentos para compartilhar ou talvez em que o próprio hostel tenha colocado as sobras do dia anterior. Combinei então com o atendente de pegar aqueles pães e ele substituí-los quando chegassem os da padaria. Andei cerca de 1 hora a pé até o terminal da Turbus (https://www.turbus.cl), empresa de que eu havia comprado as passagens ainda no Brasil por 40.300,00 pesos. O ônibus saía às 9:31 e chegava às 8:00 do dia seguinte. Comprando pela internet havia desconto de 10 a 15% e comprando com antecedência ainda se conseguia preços mais baixos (acho que eram promocionais). Antes do ônibus sair pedi para a atendente de um bar encher minha garrafa com água da torneira, que ela disse ser potável. O condutor do ônibus alertou-me para tomar cuidado e não deixar minhas coisas sozinhas, principalmente passaporte e carteira. Foram fornecidos 2 pequenos lanches (1 suco pequeno de caixa e 1 biscoito pequeno) durante a viagem, que foi tranquila. Houve várias paradas em vários locais para embarque e desembarque. Gostei da paisagem enquanto ainda era dia , principalmente da parte que permitia vista da costa . À noite o céu estava bastante estrelado . Perto da chegada, a vista da região do Atacama também me agradou . Na parada em Chacabuco, comprei bananas, peras, pães e marraquetas (um tipo de pão) por 2932 pesos chilenos no Supermercado Unimarc (www.unimarc.cl). Conheci 2 alemãs (1 falava português, pois sua mãe era brasileira) e 1 francesa que estavam indo para São Pedro do Atacama.
      Para as atrações e informações de São Pedro de Atacama veja http://www.sanpedrodeatacama.com, https://www.visitchile.com.br/guias-de-viagem/san-pedro-de-atacama/aonde-ir.htm e https://www.dicaschile.com.br/2017/04/o-que-fazer-em-san-pedro-de-atacama.html.
      No domingo 22/10, após chegar, fui procurar locais com os menores preços para ficar. Passei por vários hostels e hotéis até encontrar o Juriques (http://www.juriques.com/hostales.html), que a alemã havia mencionado no ônibus e que eu havia pesquisado no Brasil. Quando lá cheguei o preço era menor do que o que eu havia visto no Brasil e o menor de todos que eu havia visitado lá. Fiquei nele por 6.000 pesos por diária. Para minha avaliação completa do hostel veja https://www.tripadvisor.com/ShowUserReviews-g303681-d2367239-r540755097-Juriques_Hostal-San_Pedro_de_Atacama_Antofagasta_Region.html. 
      O atendente Hector foi muito cordial e disse que entraria em contato com a pessoa que fazia os passeios para as atrações para o hostel para fazer um orçamento. Enquanto isso eu fui para várias agências (algumas que eu já havia pesquisado e com quem já havia conversado do Brasil) para levantar preços. Os melhores preços encontrei na Andes Travel (https://www.tripadvisor.com/Attraction_Review-g303681-d8368194-Reviews-Andes_Travel-San_Pedro_de_Atacama_Antofagasta_Region.html), Caracoles, 174, telefones 552893281, 982459568, 971044491, 942962663, que me atendeu bem. Para minha avaliação completa dela veja (https://www.tripadvisor.com/ShowUserReviews-g303681-d8368194-r540757282-Andes_Travel-San_Pedro_de_Atacama_Antofagasta_Region.html). Voltei ao hostel e Hector me disse que a sua parceira de pacotes não conseguiria cobrir os preços que eu havia encontrado. Agradeci muito e voltei para a Andes Travel para fechar o pacote. Paguei 110 mil pesos por um pacote que incluía 5 excursões (Lagoas Altiplânicas e Pedras Vermelhas; Salar de Tara; Vale do Arco-íris; Lagoa Cejar, Olhos do Salar e Lagoa Tebinquinche; e Geyser El Tatio). Saindo de lá fui agendar o Tour Astronômico na Space (http://www.spaceobs.com), que disseram ser muito concorrido e necessário ser agendado antes. Agendei para 4.a feira, 25/10, comprometendo-me a pagar US$ 30.00 (poderia alternativamente pagar 20 mil pesos) até as 15 horas do dia do evento, caso este não fosse cancelado (poderia ocorrer cancelamento devido a questões atmosféricas). Saindo de lá troquei US$ 20.00 por 2 notas de 10 e novamente comentaram dos carimbos na nota que não são bem aceitos no Chile, mas fizeram a troca. Também passei no setor de informações turísticas, onde me deram um mapa e várias informações sobre a cidade e sobre como ir ao projeto ALMA (http://www.almaobservatory.org), de observação do espaço sideral, inclusive para busca de vida extraterrestre. Depois de tudo isso resolvi aproveitar o fim de tarde para conhecer minha primeira atração, Pukara de Quitor (https://www.google.com.br/search?q=pukara+de+quitor&tbm=isch), que era próxima, somente a 3 km de distância. Fui andando. Paguei 3 mil pesos pelo ingresso de entrada. Gostei muito da vista dos mirantes  que existem ao longo da subida. Gostei também das estruturas arqueológicas, da estátua e da caverna . Na volta fiz caminho diferente e acabei não fazendo o melhor percurso. Estava de chinelo e acabei entrando no leito seco de um rio cheio de pedras, o que soltou a tira do meu chinelo . Ao voltar para o hostel conheci um grupo de israelenses, uma dupla de 1 americana e o chileno Brian, e um alemão que era engenheiro de ensino, teve uma doença e passou a trabalhar como caminhoneiro. À tarde já havia conhecido um espanhol das Canárias que estava passando uma temporada ali e vivia de tocar música. Preparei o que havia comprado para o jantar usando a cozinha do hostel. Pedi para o atendente me acordar no dia seguinte.
      Na 2.a feira 23/10 fiz a excursão para Lagoas Altiplânicas e Pedras Vermelhas (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=lagunas+altiplanicas+y+piedras+rojas). Acho que o atendente acordou a pessoa errada (ele disse que me acordou, eu recusei e não quis acordar 😪). Mesmo assim, pouco tempo depois eu acordei por conta própria e deu tempo de me preparar. A van estava prevista para passar às 7:30 e passou um pouco depois disso. Achei a excursão muito boa . Havia 6 brasileiros (de São Paulo, Limeira e Florianópolis) e 2 americanos de Miami. Achei o guia o melhor de todas as excursões que fiz. Começamos visitando o povoado de Socaire, onde havia um casa típica com uma lhama, objetos típicos e uma pequena e simples igreja histórica . Depois fomos para as lagoas altiplânicas e as pedras vermelhas. Paguei 3 mil pesos pela entrada. Achei-as espetaculares . A paisagem com as montanhas ao fundo e a cor das pedras, do solo e da água faziam uma combinação de que muito gostei nos vários locais. Chegamos inicialmente ao Salar de Talar onde tomamos café da manhã, que achei bem razoável . A água era fria, verde e salgada, e havia flamingos na lagoa. No meio da trilha havia uma estrada para carros, que eu achei que era aberta à visitação. Peguei-a para chegar mais próximo aos flamingos, mas era proibida. O guia assobiou para mim, mas eu pensei que estava achando que eu iria me atrasar e disse com gestos que só iria um pouco mais e voltaria. Quando voltei ele me disse aborrecido que o caminho era proibido. Aí que eu entendi. Eu sou meio lento mesmo . Depois fomos para as lagoas altiplânicas, com vistas igualmente espetaculares . Fizemos uma pausa para o almoço num restaurante, sendo que na subida já havíamos encomendado (e o meu pedido de almoço vegetariano foi cumprido). O preço já estava incluído no pacote. Gostei bastante da comida, simples e saborosa e do molho um pouco apimentado para se comer com pão . Dei 50 pesos de gorjeta. Após o almoço fomos para o Salar de Atacama e a Lagoa Chaxa. Paguei 2.500 pesos de entrada. Achei o salar bem interessante e amplo e a lagoa bela também, mas diferente das anteriores, por parecer ficar numa planície. Havia também bastante flamingos e crustáceos artemias. Desta vez perguntei ao guia antes detalhadamente por onde poderia andar e não saí do caminho . Ao longo do passeio vi pássaros, raposa e lagartos . Voltamos perto de 17:30. No fim do dia comprei 1 tomate por 30 pesos no Centro Agropecuário.
      Na 3.a feira 24/10 fiz a excursão para o Salar de Tara (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=salar+de+tara). Era das 9 às 17 horas. A entrada para as atrações foi gratuita. Estavam na excursão outros 7 brasileiros (2 de Brasília, 2 cariocas, 2 do ABC paulista e 1 paulistano de origem japonesa), 2 chilenas de Concepción e 1 mexicano. Os brasileiros, incluindo a mim em parte do tempo, ficaram juntos e pareciam bastante animados. O carioca mencionou a visita ao Estádio Nacional em Santiago, que eu não havia feito. A guia chamava-se Marta. A estrada era bem sinuosa e uma enorme subida em boa parte do trajeto. Houve muito vento, principalmente nas áreas mais altas e descampadas e perto da lagoa, porém até que não estava tanto frio, principalmente no sol. Paramos na estrada para o café da manhã num local com bela vista . Achei espetaculares as paisagens tanto no caminho como no próprio salar , principalmente a partir das zonas altas que permitiam vista bem ampla, do salar e da lagoa. As estruturas rochosas cujas semelhanças estimulam a imaginação também muito me agradaram . Vimos vicunhas, jumentos, pássaros e coelhos ao longo do passeio. Senti dor de cabeça a partir do meio do passeio, que foi o de maior altitude que fiz. O café da manhã foi bem razoável, mas o almoço não foi suficiente para todos com fartura. Foi servido após a visita à lagoa. Quando cheguei já estavam terminando vários itens e acabei pegando menos do que pegaria normalmente para deixar para os outros. Na volta paramos na estrada novamente para apreciar a vista e tirarem fotos. À noite ainda assisti a um jogo de futebol no pequeno estádio da cidade , com entrada gratuita. Comprei 600 pesos em tomates, cebola, pepinos, abobrinha, cenoura e pimentão no Centro Agropecuário.
      Na 4.a feira 25/10 fiz a excursão para o Vale do Arco-íris (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=valle+del+arcoiris). Era das 8:30 às 14 horas e incluiu um bom e farto café da manhã. A entrada custou 3 mil pesos. O motorista chamava-se Julio e o guia chamava-se Burak, era turco e sabia falar português razoavelmente. Eu era o único estrangeiro, acompanhado por alguns chilenos (cerca de 6). Vimos pássaros, vicunhas e lhamas no caminho. Começamos visitando Yerbas Buenas, uma área com petroglifos, que eram variados, com muitas figuras de animais, incluindo 1 macaco, 3 flamingos, desenhos xamânicos e outros. Depois fomos para o Vale do Arco-íris que tinha rochas com formas e cores variadas, amarela, verde clara, verde escura, marrom clara, marrom escura, cinza e negra, entre as que pude perceber. Achei o cenário espetacular, principalmente as vistas a partir do alto . Voltamos para a cidade e fui até o hostel, onde a americana Grace explicou-me sobre a ida ao Vale da Lua. Fui até a Agência Space, verifiquei que o tour astronômico da noite estava confirmado e paguei por ele. Depois dei uma volta por parte da cidade e gostei do Mural do Liceu Politécnico com cenas da vida indígena, das bonitas pequenas praças com vegetação (acho que local) e da igreja central, que visitei vários dias . Procurei ONGs para conhecer e não encontrei nenhuma que necessitasse de doações. Depois de muito procurar, descobri também de onde saíam os ônibus para o Projeto ALMA nos finais de semana, pois apesar de não haver vagas para reserva nem para lista de espera, era possível ficar esperando na porta do ônibus para ver se havia desistências. À noite fui ao tour astronômico da Agência Space. Foi um dos eventos de que mais gostei . Achei espetacular a vista do céu a olho nu e com telescópios. Era num observatório um pouco (uns 15 minutos) afastado da cidade. O ônibus nos pegou cerca de 20:50 numa esquina da Rua Caracoles e nos trouxe de volta cerca de meia noite. Eram cerca de 20 pessoas. O monitor da minha visita foi o Danilo. Pareceu-me ter profundos conhecimentos da área. Inicialmente foi possível observar o céu a olho nu e, com auxílio de um laser, identificar as constelações do zodíaco visíveis no horário. Posteriormente foi possível visualizar muitos itens com telescópios (cerca de 10), como as crateras da Lua, o Planeta Saturno, a Nuvem de Magalhães, as Plêiades, nebulosas, galáxias próximas, estrelas binárias, etc. No final, com a temperatura já bem mais baixa, houve uma conversa em um auditório para dúvidas, tomando chocolate quente. Só achei que parte do tempo usado com brincadeiras no início poderia ter sido usado para informações mais relevantes sobre o assunto, sem perder o bom humor que caracterizou toda a apresentação. Depois de encerrado, o ônibus deixou cada um perto das suas respectivas acomodações. 
      Na 5.a feira 26/10 fui com Grace pela manhã ao Vale da Morte ou Vale de Marte (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=valle+de+la+muerte+atacama). Fomos caminhando, cerca de 30 minutos. No caminho passamos por um mural sobre a população e o local. A entrada para o Vale custou 3 mil pesos. Realmente parecia com as fotos que eu costumo ver de Marte, com pouquíssimo seres vivos, só rochas e areia, de cores vermelha, laranja e marrom. As vistas me pareceram espetaculares . Havia algumas pessoas praticando descida de esqui na areia. Fomos até a borda final do Vale. Depois de contemplar bastante perguntei a Grace se queria ir para a parte de trás, que parecia um pouco distante, para contemplar a vista e depois descer pela areia, porém sem esqui. Mas ela disse que não estava muito bem, não tinha se alimentado bem e preferiria voltar. Fiquei um pouco preocupado, mas ela disse que conseguiria voltar sem problemas e que eu poderia ir. Depois dela reafirmar isso algumas vezes, mencionar que havia várias pessoas fazendo o trajeto, e portanto seria socorrida caso algo de errado ocorresse, decidi ir só para os paredões e deixá-la voltar só. Fiquei pensando se ela não poderia estar com hipoglicemia e acabei ficando preocupado durante minha ida aos paredões. Pedi autorização à guarda para ir ao outro lado do desfiladeiro e descer pela areia, ela ficou meio ressabiada, mas me autorizou, somente dizendo para eu ter cuidado, principalmente na descida. Para achar a entrada para o outro lado do desfiladeiro fiquei um tempo tentando, mas era óbvio que só poderia ser aquele caminho que peguei. Durante o começo da minha caminhada acompanhei Grace com o olhar lá de cima para ver se estava caminhando bem. Depois fui me aprofundando nos paredões e fui bem mais longe do que planejara inicialmente. Achei as vistas lá de cima espetaculares . Quando cheguei longe o bastante, já tendo passado do ponto original do caminho pelo qual viemos, decidi descer pela areia, fazendo uma espécie de esqui com os pés, o que encheu de areia meu tênis 👟. Na volta, já fora do vale, ainda subi em algumas colinas para apreciar a vista, em especial numa em que havia uma cruz. Quando cheguei ao hostel encontrei Grace conversando na mesa, com boa aparência. Perguntei-lhe se estava bem e disse que estava bem como sempre . Almocei, descansei um pouco e fui para a excursão para as Lagoas Cejar (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=laguna+cejar) e Tebinquinche (https://www.google.com.br/search?q=laguna+tebinquinche&tbm=isch) e os Olhos do Salar, a única da agência em que eu fui pegar o transporte na própria agência. Estava prevista para sair as 16 horas e atrasou cerca de meia hora. A entrada para Cejar custou 15 mil (até as 14 horas era 10 mil) pesos e para Tebinquinche custou 2 mil pesos. O motorista Eduardo do micro-ônibus era de origem boliviana e muito bem humorado. Eram cerca de 10 pessoas. Nesta excursão conheci o brasiliense Tiago, filho de mineiros, atleticano, e conversamos sobre a situação do Brasil. A Lagoa Cejar me pareceu muito bela  e com muito sal, onde não se afunda. Havia chuveiros para se tirar o sal depois do banho. A seguir fomos para 2 poços ao lado da estrada, chamados de Olhos do Salar, onde pude nadar bem, apesar da água um pouco fria. As paisagens do deserto agradaram-me bastante . Seguindo em frente fomos para a Lagoa Tebinquinche, cujas paisagens também muito me agradaram , variando de acordo com a luminosidade do fim de tarde. Dei uma volta no circuito permitido e pudemos contemplar o por do sol a partir dela, mostrando a cor da lagoa azul turquesa e as montanhas multicoloridas . No fim do passeio houve um pequeno lanche e experimentei uma bebida alcoólica chamada pisco sour, de que gostei  e achei não muito forte. Voltamos já no escuro. Em outro momento um francês que conheci no albergue me falou de sua visita à Lagoa Cejar de bicicleta. Fiquei pensando que poderia ter feito o mesmo, economizado o dinheiro da excursão, pago menos pela entrada e ficado muito mais tempo aproveitando desde a manhã. Neste dia comprei 860 pesos em pães, 120 pesos em 1 cebola e 460 pesos em cenoura, maças e abobrinha no Centro Agropecuário. Pedi para um grupo de 3 chilenas que havia chegado e ficado no mesmo quarto para me acordarem no dia seguinte por volta de 4:15.
      Na 6.a feira 27/10 fiz a excursão para os Geysers del Tatio (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=Geysers+del+Tatio). Era das 5 hs ao meio dia. As chilenas, que também iriam para a mesma excursão, porém com outra agência, acordaram-me exatamente como pedi. Durante boa parte da noite um rapaz esteve passando mal e vomitando. Perguntei se precisava de ajuda, mas não respondeu. Pelo que o atendente do hostel me falou ele estava alcoolizado. O micro-ônibus demorou um pouco para passar (atrasou mais de meia hora). O motorista novamente era o Eduardo, mesmo do dia anterior. Eram cerca de 20 pessoas, entre as quais havia uma publicitária de São Paulo. A entrada custou 10 mil pesos. Dei mil pesos de gorjeta quando o guia passou o chapéu pedindo no fim da excursão. O ônibus subiu lentamente, em parte no escuro, mas como atrasou, em parte já com um pouco de luz do amanhecer. Assim deu para ver a silueta das montanhas e alguns animais. Achei a paisagem espetacular . Ao chegar lá informaram-nos que a temperatura era de -6.4 C  e após breve explicação e recomendações de segurança fomos ver os geysers. Havia vários e a água era muito quente e jorrava bem alto em alguns. Existia um geyser chamado Mata Gringo. Narraram que uma turista belga morreu queimada quando caiu em um geyser. Na minha visita as delimitações guardavam razoável distância para os pontos de que saem água. Pude tocar em um pouco da água que escorria pelo chão de um geyser e senti o quão quente poderia ser (estava quase fervendo). Achei a vista deles muito boa e os maiores imponentes . Tomamos café da manhã (razoável, mas inferior ao da maioria das excursões anteriores) apreciando os geysers. Na volta pude ver a paisagem com a luz do dia. Entre ida e volta pudemos apreciar o vulcão que havia no caminho, as montanhas, os cursos de água, a vegetação e os animais (flamingos, pássaros, vicunhas). Paramos na estrada para ver o vulcão e as aves no rio e depois no povoado de Machuca, onde havia espetinho de carne de lhama. Eu, como não como carne, fui explorar a vila e conhecer a pequena igreja local de 1933, a vista a partir da colina em que ela ficava, as casas locais e o jardim com plantas típicas . Fizemos ainda uma parada extra no cânion de um rio com montanhas em volta . Chegamos por volta de meio dia, eu almocei e fui deitar um pouco, pois estava com dor de cabeça, provavelmente devido à altitude, que perdurou por boa parte da tarde. Após conversar com um jovem chileno recém chegado e receber algumas informações dele, saí cerca de 15 hs para conhecer a Garganta do Diabo (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=garganta+del+diablo+atacama). Fui andando, cerca de 45 minutos. Era um pouco à frente de Pukara de Quitor. A entrada para a Garganta do Diabo e Catarpe custou 2 mil pesos. Na portaria deram-me um mapa e me disseram que fechava por volta de 19 hs. Logo na saída encontrei um francês, perguntei se queria ir junto, mas ele disse que caminhava só. Inicialmente fui admirando a paisagem semidesértica e depois fui por uma trilha que ia subindo, permitindo belas vistas  e acabava em um túnel, que atravessei, só para ver o que havia do outro lado. Eu não tinha luz, mas mesmo assim consegui atravessá-lo com a iluminação que entrava pelas 2 saídas. Não quis seguir em frente do outro lado, somente apreciei um pouco a paisagem. Depois daí segui para a garganta, de que muito gostei . Pareceu-me longa e variada. Achei espetaculares os caminhos no meio do desfiladeiro e as estruturas naturais de pedra. A seguir fui para Tombo de Catarpe, um local com ruínas de construções de pedra. A vista a partir dela também me agradou . Por último visitei mais para frente a Igreja de São Isidro, que era uma capela de 1913, bem simples e antiga, parecia feita de argila. Reencontrei o francês em vários pontos do caminho e no fim quando eu voltava da capela ele estava indo e me perguntou se era longe e o quanto valia a pena. Resolveu ir também. Já bem mais para a frente, próximo da portaria, encontrei as 3 chilenas do albergue, que me pediram para tirar fotos delas. Na saída, pouco depois das 19 hs, pedi desculpas ao porteiro pelo atraso, mas ele disse que não havia problemas. À noite reencontrei o chileno que havia chegado ao hostel e conheci um grupo de alemães em viagem pela América do Sul, com quem fiquei conversando durante o jantar. Ao ir para o quarto dormir conheci um casal de chilenos, o homem era policial, que iria dormir em cima da minha cama (fiquei com medo da cama não aguentar com os 2 ). Comprei 700 pesos em pães na Tackey (https://www.yelp.com.br/biz/tackey-san-pedro-de-atacama), que achei ter os melhores preços, 550 pesos em espaguete no armazém do Vicente, que ficava um pouco abaixo, e 880 pesos em maças, cenoura, pepino e abobrinha no Centro Agropecuário.
      No sábado 28/10 o casal de chilenos e as 3 amigas chilenas foram para Yuni, Grace foi embora e chegaram um grego, australianos e uma alemã. Logo de manhã fui tentar ir visitar o Projeto Alma. Disseram-me que o ônibus saía às 9 horas e eu deveria chegar por volta de 8:30 para ficar em uma fila, caso houvesse desistências. Se desejar fazer esta visita, sugiro fortemente reservar seu lugar o mais rápido possível, pois hoje, dia 12/06 em que estou escrevendo, verifiquei que a próxima data em que se consegue confirmar a visita, sem depender de lista de espera ou desistências é 30/09, ou seja, daqui a mais de 3 meses. A página para tal é http://www.almaobservatory.org/en/outreach/alma-observatory-public-visits. Cheguei por volta de 8:35 e já havia 2 pessoas esperando, 1 alemão e 1 brasileira. Começaram a chegar mais pessoas e logo depois chegou a coordenadora da ida, que organizou a fila e começou a chamar os inscritos confirmados e os inscritos para a lista de espera. Quando acabou de chamar os da lista de espera, o ônibus ficou cheio. Aí o alemão foi embora. Alguns instantes depois a coordenadora disse que 2 pessoas haviam desistido (acho que porque nem todos do grupo em que estavam conseguiram vaga) e que havia sido aberta 1 vaga. Então a brasileira que estava na minha frente pode ir na última vaga, mas eu não. Fiquei feliz por ela, pois era a única chance dela, posto que iria embora no dia seguinte. Decidi então visitar o Vale da Lua (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=valle+de+la+luna+atacama). Fui a pé e fiz todo o percurso a pé. Paguei 2.500 pesos (500 pesos a menos por ter entrado de manhã) pela entrada. Levei uma garrafa grande de água, 5 pães e 1 maça. No Centro de Visitantes a atendente deu-me uma explicação geral sobre a visita e, vendo que eu estava a pé e desejava ir depois à Pedra do Coyote, autorizou-me a sair por trás, algo que não era permitido normalmente, sendo que aquela saída estava fechada. Achei espetacular o Vale da Lua , com suas paisagens e variações. Após caminhar um pouco passei pelas Cavernas de Sal. Quando estava visitando as mais fechadas, um casal iluminou o caminho para mim, posto que eu não tinha iluminação. No fim havia um cânion, mas parte estava fechada. A seguir fui para a duna e o mirante. A duna lembrou-me as praias do nordeste brasileiro. O mirante tinha uma vista espetacular , com o anfiteatro bem à frente. Achei um pouco confusas as suas trilhas. A seguir passei por 2 minas de sal antigas. Por fim passei pelas 3 Marias e entrei num campo de sal em que havia uma mina grande. O campo de sal parecia ter aparentes lagos, rios e cachoeiras de sal, que achei espetaculares . Lá encontrei um grupo de brasileiros que tinha vindo de carro desde o sul do Brasil. Após apreciar bastante as várias construções naturais do campo de sal, voltei para a estrada e fui para a saída. Creio que saí perto de 17 horas, rumo à Pedra do Coyote. Mas a volta foi grande e demorei cerca de 2 horas para chegar lá andando. A paisagem do deserto em parte foi bem interessante, mesmo vista da estrada. Cheguei um pouco após o por do sol, mas ainda deu para aproveitar o crepúsculo para apreciar a vista . Fiquei lá até quase a escuridão total e depois voltei no escuro pela estrada, algo que não foi muito agradável, mas não teve grandes problemas. Neste dia comprei 620 pesos em pães.
      No domingo 29/10 tentei novamente ir ao Projeto Alma, mas novamente não consegui. Cheguei perto do mesmo horário do dia anterior, mas desta vez já havia várias pessoas esperando. E não houve desistências suficientes, então ninguém que estava esperando pode ir. Fui então caminhar pela estrada para apreciar com calma a vista perdida do dia anterior. Havia alguns pontos muito bons de observação para o Vale da Lua . Do outro lado reencontrei o final do Vale da Morte em que havia estado antes. Pude explorar com calma a região e contemplar o deserto. Quando voltei para o hostel para almoçar, conheci um casal de brasileiros (Bianca e o marido) que havia acabado de chegar de uma excursão ao Salar de Yuni. Narraram suas experiências, de como gostaram dos locais visitados, das instalações precárias onde pernoitaram e de como passaram mal devido à altitude. Falei-lhes do tour astronômico e se interessaram, porém não conseguiram vaga. Depoi do almoço fui ver alguns pontos da cidade que faltavam e depois fiquei admirando a vida na praça central. Não houve jogos à noite para assistir. O grego foi embora e eu fui dormir cedo para me preparar para ir embora no dia seguinte. Comprei 1450 pesos em pães e 750 pesos em tomates, maça, pimentão e abobrinha.
      Na 2.a feira 30/10 de manhã despedi-me de Hector e peguei o ônibus às 9 horas para Santiago. A viagem foi tranquila com paisagens belas de montanhas e praias . Deu para ver boa parte do que eu havia perdido na ida por estar à noite, principalmente as praias da região da Bahia Inglesa, o caribe chileno. No fim do dia o tempo fechou, mas ja estava escurecendo mesmo e não comprometeu muito. O ônibus parou várias vezes novamente e forneceram 2 lanches pequenos. Além deles, comi parte do que havia comprado e levado. Chegamos por volta de 8 horas da manhã.
      3.a feira 31/10, após chegar fui caminhando até o Palácio de La Moneda, para onde tinha enviado um email para tentar agendar uma visita. No caminho comi uma empanada de uma ambulante, que mais parecia um pastel, pagando mil pesos. Mas não consegui fazer a visita, pois não responderam meu email. Era necessário ter agendado antes (https://visitasguiadas.presidencia.cl). Como não tinha acesso a Internet, o atendente do centro cultural emprestou-me seu celular, mas não achei a resposta. Então fui visitar as salas que faltavam do Museu Histórico Nacional, mas elas estavam fechadas temporariamente para algum tipo de reforma. Ou seja, tinha optado pelo Palácio de La Moneda e pelo Museu Histórico (se desse tempo) ao invés do Estádio Nacional por ser mais viável no tempo de que disporia, mas acabei não conseguindo visitar nada . Entretanto, por coincidência, estava lá bem na hora da troca da guarda, que pude acompanhar inteiramente (cerca de meia hora) . Passeei um pouco pelo centro, comprei 700 pesos em pães Supermercado Cencosud (http://www.cencosud.com), 1250 pesos em uma empanada de queijo e champignon (neste dia foram minhas primeiras empanadas da viagem) e 630 em um creme de Berlim na Paradiso S.A. (http://www.paradiso.cl). Gostei muito destes 2 últimos . Perguntei para a atendente se poderia pagar um pouco menos pela última (acho que cerca de 20 pesos), visto que estava indo embora e aqueles eram meus últimos pesos, sem contar o ônibus, e ela concordou. Depois de comer e andar mais um pouco, peguei o ônibus para o aeroporto, pagando 1800 pesos. Um pouco antes de embarcar comi os pães que havia comprado numa mesa do Starbucks, após pedir para a atendente para usá-la, que deixou. O tempo na volta estava encoberto e não foi possível repetir a vista dos Andes, mas a da ida ficou gravada na minha memória.
       
       
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