Ir para conteúdo
View in the app

A better way to browse. Learn more.

Mochileiros.com

A full-screen app on your home screen with push notifications, badges and more.

To install this app on iOS and iPadOS
  1. Tap the Share icon in Safari
  2. Scroll the menu and tap Add to Home Screen.
  3. Tap Add in the top-right corner.
To install this app on Android
  1. Tap the 3-dot menu (⋮) in the top-right corner of the browser.
  2. Tap Add to Home screen or Install app.
  3. Confirm by tapping Install.

Olá viajante!

Bora viajar?

Expedição Andes por aí - Curitiba a Machu Picchu -10200 km de Renault Symbol.

Postado
  • Membros

A viagem antes da viagem

Meu nome é Marcelo e, naquele fim de 2017, eu estava prestes a embarcar em uma aventura que por meses existiu apenas na cabeça, nos mapas e nas conversas de garagem.

O destino final era daqueles que soam quase míticos quando pronunciados em voz alta: Machu Picchu.

Mas chegar até lá exigiria bem mais do que apontar o carro para o norte. Eu seguiria de Curitiba acompanhado de três parceiros de jornada — Edmar, Renata e Isabel — atravessando cinco países, cruzando fronteiras, altitudes, desertos e expectativas. O plano era ousado: sair em 26 de dezembro de 2017 e retornar apenas em 24 de janeiro de 2018, após trinta dias de estrada pela Argentina, Chile, Bolívia e Peru.

Nos levaria um guerreiro improvável: meu Renault Symbol 1.6, ano 2013. Sem glamour, sem pose de aventureiro profissional, sem patrocínio. Apenas honestidade mecânica, porta-malas valente e coragem compartilhada.

Desde junho eu vinha me preparando. Revisões, manutenções, melhorias, equipamentos extras, listas e mais listas. Cada parafuso apertado parecia dizer que o sonho estava ficando sério. Também providenciei aquilo que ninguém posta em foto, mas salva viagens: seguros de saúde, Carta Verde e SOAPEX para o Chile.

Enquanto muita gente imagina que aventura começa quando o motor liga, eu aprendi outra coisa: a verdadeira viagem começa quando alguém troca o “seria legal” pelo “eu vou”.

E agora faltavam poucos dias.

Nesta etapa os custos foram estes:

Seguro Carta Verde= R$ 60,00 para 30 dias (só Argentina) pela Seguros Proteges, de São Borja-RS.

Seguro Soapex do Chile= R$ 34,00 para 12 dias pela internet.

Seguro de saúde= R$ 252,00 para cada, pela Assist Card por intermédio do site SegurosPromo . com . br.

Troca de óleo, filtro do óleo, filtro de combustível, filtro do ar condicionado e filtro de ar = R$ 205,00

Então o custo inicial (fora a troca de peças na revisão) é de R$ 551,00

A seguir vou detalhar o roteiro pretendido.

 

 

Editado por Marcelo Manente

  • Respostas 91
  • Visualizações 34.7k
  • Criado
  • Última resposta

Usuários Mais Ativos no Tópico

Most Popular Posts

  • Marcelo Manente
    Marcelo Manente

    1º Dia - 26/12/2017 - De Curitiba a Itá Ibaté, Argentina - 1080 km Quando a aventura ainda se mede em quilômetros Toda grande aventura tem um começo menos glamouroso do que se imagina. Em vez de ruína

  • Marcelo Manente
    Marcelo Manente

    2º Dia - 27/12/2017 - De Itá Ibaté a Salta, Argentina - 1000 km Retas sem fim e a alegria de seguir juntos O segundo dia repetiu a liturgia clássica das grandes expedições terrestres: acordar cedo, or

  • Marcelo Manente
    Marcelo Manente

    3º Dia - 28/12/2017 - De Salta a San Pedro de Atacama, Chile - 515 km Quando a viagem enfim ganhou altitude Depois de uma noite bem dormida em Salta, acordamos renovados e fomos ao café da manhã com a

Posted Images

Featured Replies

Postado
  • Membros

Show Marcelo, em uma próxima trip vou encarar o Paso Sico.

De Puno a Arequipa vi que tem um caminho que desvia de Juliaca e parece todo asfaltado. A estrada começa em Puno mesmo, você vai por ele?

https://goo.gl/maps/3VTq2xGRxP92

 

Feliz ano novo e boa viagem!

Postado
  • Autor
  • Membros

4º Dia - 29/12/2017 - De San Pedro de Atacama, Chile, a Tacna, Peru - 850 km
Entre confusões, oceano e fronteiras demoradas

O quarto dia prometia ser apenas mais um grande deslocamento. Mas viagens longas gostam de lembrar, de tempos em tempos, que roteiro nenhum sobrevive intacto ao contato com a realidade.

Acordamos em San Pedro de Atacama, tomamos café da manhã e arrumamos tudo no carro. Até ali, rotina normal. O problema começou no momento de acertar a conta do Hostal Hara.

Na noite anterior, havíamos pedido um quarto para seis pessoas. A atendente disse que só tinha quartos para três, por 61 mil pesos chilenos. Depois afirmou que havia uma opção com dois quartos e garantiu que seria pelo mesmo valor. Quando nos mostrou, eram dois quartos separados. Questionamos novamente se o preço permanecia o mesmo, e ela confirmou.

Na hora do pagamento, porém, surgiu a bomba: queriam cobrar 122 mil pesos.

Instalou-se um bate-boca monumental logo cedo, com todos querendo resolver aquilo rápido para não atrasar a viagem. Depois de muita discussão, aceitamos pagar 18 mil pesos por pessoa, ainda assim caro demais para o que havia sido combinado. Saímos contrariados, mais leves de bagagem e mais pesados de bolso.

Com o entrevero resolvido, seguimos rumo ao norte, em direção a Tocopilla, Iquique e Tacna.

Poderíamos ter ido direto pela Ruta 5, a Panamericana cortando o deserto, reta e eficiente. Mas eficiência nem sempre é a melhor conselheira de uma aventura. Escolhemos passar pelo litoral para ter algo a admirar durante o trajeto.

E queríamos mais do que admirar.

Queríamos entrar no Oceano Pacífico.

Passamos por várias praias até parar em uma cujo nome o tempo apagou, mas não a memória. Descemos do carro e eu, Isabel e Edmar resolvemos nos arriscar mar adentro. A água estava fria, porém suportável. Apenas eu mergulhei e nadei de verdade; os outros preferiram ficar até a cintura, negociando prudência com coragem. Em uma das ondas, ao ajudar Isabel a não cair, ganhei um arranhão involuntário — pequena cicatriz marítima de um momento feliz.

Seguimos viagem e passamos por Iquique, retomando depois a Ruta 5 Panamericana em direção à fronteira peruana.

Chegamos relativamente cedo ao posto fronteiriço, mas a sorte resolvera tirar folga naquele dia.

Primeiro entramos na fila de passageiros e, com um formulário fornecido por um atendente local, fiz o registro de todos no carro. Depois fomos à parte de entrada de veículos. Quando chegou nossa vez, havia quatro pessoas tentando liberar dois caminhões do Rally Dakar.

Evidentemente, cada caminhão parecia carregar documentação suficiente para fundar um país.

A liberação deles levou cerca de uma hora. Para piorar, nesse meio-tempo ocorreu a troca de turno dos funcionários. Só então fomos finalmente atendidos e liberados.

Já à noite chegamos a Tacna, no Peru, e nos hospedamos no Hotel Takora Inn. Jantamos em um boteco de esquina, simples e honesto, daqueles que servem comida sem cerimônia para viajantes cansados.

Fomos dormir sem imaginar que a noite ainda nos reservava uma surpresa.

Editado por Marcelo Manente

Postado
  • Membros

Olá, 

Muito bacana seu relato, mas questiono se as publicações vão continuar?

Pretendo seguir de carro ao Perú mês que vem e gostaria muito de acompanhar sua aventura para me preparar.

Em seguida postarei os planos da viagem, caso queira comentar, ficarei grato!

Obrigado.

Postado
  • Autor
  • Membros
18 horas atrás, Andrei Nadolny Fidelis disse:

Olá, 

Muito bacana seu relato, mas questiono se as publicações vão continuar?

Pretendo seguir de carro ao Perú mês que vem e gostaria muito de acompanhar sua aventura para me preparar.

Em seguida postarei os planos da viagem, caso queira comentar, ficarei grato!

Obrigado.

Colega, vou seguir com o relato, mas só hj tomei o dia para descansar apenas.

Um Abraço desde Chivay, Vale do Colca Perú.

Postado
  • Autor
  • Membros
Em 01/01/2018 em 10:21, hlirajunior disse:

Show Marcelo, em uma próxima trip vou encarar o Paso Sico.

De Puno a Arequipa vi que tem um caminho que desvia de Juliaca e parece todo asfaltado. A estrada começa em Puno mesmo, você vai por ele?

https://goo.gl/maps/3VTq2xGRxP92

 

Feliz ano novo e boa viagem!

Não atentei para isso e tive de entrar em Juli(nh)aca.

Obrigado pela dica.

Hoje estamos descansando em Chivay, iamos para o mirador del condor, mas estão cobrando 40 soles para ir lá e como não é a melhor época para ver esses passaros poderiamos pagar apenas para ver o cânion. Vamos apenas passear pelo vale e descansar nas termas a tarde. 

 

Abç.

Postado
  • Autor
  • Membros

5º Dia - 30/12/2017 - De Tacna a Yunguyo, Peru - 497 km
Quando o Peru tremeu e a neve apareceu no caminho

A emoção daquele dia começou ainda de madrugada. Pelo menos para mim.

Às 3h20, eu estava acordado porque o Edmar havia ido ao banheiro quando, de repente, senti a cama tremer por cerca de dez segundos. Um tremor curto, porém inconfundível. Edmar, Renata e Isabel não sentiram nada. Fiquei em alerta, imaginando se seria preciso sair correndo do hotel a qualquer momento. Nenhum alarme soou. Depois de comentar com o grupo o que havia acontecido — e ser tratado como alguém que inventara a história para animar a madrugada — voltei a dormir.

Pela manhã, a curiosidade venceu. Pesquisei na internet e confirmei: realmente havia ocorrido um sismo de 5.1 na escala Richter na região de Tacna.

Ou seja: mal cheguei ao Peru e já senti o país tremer.

Tomamos café da manhã e saímos eu e André — companheiro de viagem no outro carro, acompanhado do filho Isaac — para resolver duas missões burocráticas: câmbio e seguro SOAT para os veículos.

O câmbio em Tacna estava desanimador. O dólar valia 3,20 soles, enquanto o real, na melhor cotação encontrada, valia apenas 0,85 soles. Nosso dinheiro parecia ter emagrecido na fronteira.

Também demoramos bastante para encontrar um local que emitisse o seguro SOAT em pleno sábado. Quando finalmente conseguimos, só havia opção de sete dias por 25 soles. Mais prazo? Nem pensar.

Com as pendências resolvidas, retomamos a estrada em direção a Moquegua, onde chegamos por volta das 13 horas. Paramos em uma praça em busca de almoço e encontramos um restaurante chamado El Cebichon del Pirata.

A demora no atendimento quase nos fez desconfiar. Quase.

Quando os pratos chegaram, vieram enormes, deliciosos e montados com esmero digno de restaurante sofisticado. Uma festa visual e gastronômica. E o melhor: custava muito pouco. Às vezes a estrada recompensa de formas inesperadas.

Depois do almoço farto, seguimos viagem já um pouco atrasados. A estrada passou a subir cada vez mais pelos Andes, em curvas fechadas e perigosas, enquanto as paisagens ficavam cada vez mais impressionantes. Tiramos centenas de fotos e talvez ainda assim poucas diante do que víamos.

Então veio a grande surpresa do dia.

Ao deixarmos a carretera que seguia para Puno e tomarmos a rota para Desaguadero e Yunguyo, atingimos cerca de 4.800 metros de altitude, novo recorde da viagem até então. Ao contornar uma montanha, demos de cara com um campo coberto por neve recente.

Paramos os carros imediatamente.

Ficamos ali maravilhados diante daquela brancura silenciosa. Tiramos fotos, brincamos como crianças e aproveitamos cada minuto daquele cenário improvável. Foi, sem exagero, um dos pontos altos da viagem até ali — em todos os sentidos possíveis.

Depois seguimos estrada adentro enquanto a noite caía lentamente. Chegamos tarde a Yunguyo e ainda demoramos para encontrar o hotel reservado pela internet, já que a localização informada não correspondia ao lugar real.

Quando finalmente encontramos, veio outro tipo de surpresa.

O Hospedaje Kanamarca entrou para a história pessoal como o pior hotel em que já dormi na vida: quartos sujos, colchões velhos e acabados, quase nenhuma tomada, sem café da manhã e sem qualquer charme compensatório. Não recomendo nem ao meu pior inimigo.

Como a cidade não era turística, não havia opções melhores. Ao menos existia estacionamento pago, o que permitiria deixar o carro no dia seguinte para seguirmos de van até a Bolívia e depois navegar rumo à Ilha do Sol.

Exaustos, fomos dormir.

Eu, por precaução sanitária, nem tirei a roupa do corpo para me cobrir com aquelas cobertas.

 

motog 171.jpg

104.JPG

105.JPG

106.JPG

107.JPG

109.JPG

111.JPG

112.JPG

113.JPG

115.JPG

117.JPG

motog 178.jpg

 

motog 180.jpg

motog 182.jpg

motog 184.jpg

Editado por Marcelo Manente

Postado
  • Autor
  • Membros

6º Dia - 31/12/2017 - De Yunguyo, Peru, a Copacabana e Isla del Sol, Bolívia - 35 km
Um réveillon no alto do mundo

Acordamos um pouco mais tarde naquele que já havia sido consagrado como o pior hotel da viagem. Como não existia café da manhã naquela espelunca, fomos até a praça central de Yunguyo procurar transporte para a fronteira.

Havia um motivo claro para isso.

Todos os viajantes com quem conversei antes da viagem foram unânimes em um ponto: entrar de carro na Bolívia pode virar uma epopeia burocrática. Diante do consenso internacional, decidimos deixar os carros no estacionamento do hotel e seguir de van até Copacabana.

Mal chegamos à praça e já encontramos uma van. O motorista cobrou 1 sol para nos levar até a fronteira. Preço justo e eficiência invejável.

Nos postos migratórios, tudo correu com espantosa rapidez. Saída do Peru, entrada na Bolívia, carimbos resolvidos e pronto. Fiquei surpreso. Talvez a fronteira só goste de complicar com quem aparece motorizado.

Do lado boliviano, outra van já nos aguardava para o trecho de cerca de 10 quilômetros até Copacabana, por 15 bolivianos. Ao chegar, entramos em uma lanchonete para finalmente tomar café da manhã e, em seguida, fomos ao porto procurar barco para a Isla del Sol.

Achamos rapidamente.

Pouco depois, navegávamos pelo Lago Titicaca, em águas verdes e transparentes, sob um céu que parecia pintado para turista desconfiar.

Após cerca de uma hora de travessia, desembarcamos no lado sul da ilha.

Aqui cabe um parêntese importante: atualmente apenas o lado sul da Isla del Sol estava aberto aos visitantes. O lado norte, onde ficam mais ruínas, encontrava-se fechado por disputas territoriais entre comunidades locais. Uma decisão difícil de entender, já que boa parte da economia da ilha depende justamente do turismo. Quem parecia satisfeito com a situação era o povo do sul, que concentrava os visitantes e a renda.

Por volta das 12h30, descemos do barco naquele porto belíssimo. Tiramos muitas fotos do muro inca e das estátuas que ornamentavam o início da escadaria. Depois começamos a subida.

E que subida.

Subir degraus a 3.800 metros de altitude não é brincadeira. Ainda estávamos em processo de aclimatação, mesmo tendo passado parte do dia anterior e a noite inteira em altitude semelhante. O esforço era brutal. Parecia que o corpo questionava seriamente nossas escolhas de vida.

Depois de muito custo, eu, Edmar, Renata e Isabel finalmente chegamos ao nosso hotel: Casa de La Luna.

Já adianto sem hesitar: recomendo.

Era mais caro que o nosso padrão mochileiro, mas havíamos decidido que a noite de Ano Novo merecia um certo capricho. André e Isaac, que reservaram depois, ficaram em outro hotel mais acima na vila e precisaram “camelar” mais um bom trecho montanha acima.

Depois de banho e descanso, subimos ao encontro deles. Conversamos, comemos, tiramos incontáveis fotos e assistimos ao pôr do sol sobre as montanhas ao fundo do lago, enquanto bebíamos cerveja gelada. Havia momentos em que a realidade parecia excessivamente bonita.

Quando chegou a meia-noite no Brasil, abrimos um vinho e brindamos o Ano Novo. Cansado, alegre e levemente manguaçado, fui dormir antes mesmo da virada local.

Acordei pouco depois com fogos de artifício e olhei pela janela. Mais tarde, por volta das 2h20 da madrugada, despertei novamente com sons que pareciam rojões.

Não eram.

Eram tambores de um grupo folclórico da ilha se apresentando praticamente em frente ao nosso quarto.

Resisti bravamente à tentação de sair para fotografar tudo.

E assim eu e meus amigos vivemos aquele que considero, sem exagero, o Ano Novo mais diferente de nossas vidas.

Editado por Marcelo Manente

  • 3 semanas depois...
Postado
  • Autor
  • Membros

7º Dia - 01/01/2018 - Isla del Sol, Bolívia, a Puno, Peru - 142 km
Despedidas bonitas e reencontros com o caos da estrada

Acordamos naquela maravilhosa Isla del Sol, naquele quarto igualmente maravilhoso, e fomos tomar café da manhã com a sensação agradável de quem dormiu em um lugar especial.

Depois do café, eu, Edmar e Isabel resolvemos aproveitar as últimas horas na ilha para fazer mais uma caminhada até um mirante. A ideia original, antes de descobrirmos o fechamento da trilha principal, era atravessar a ilha até o lado norte e de lá pegar o barco de volta para Copacabana. Infelizmente, por causa das disputas entre os moradores, várias atrações permaneciam inacessíveis.

Os outros integrantes do grupo preferiram descansar e não encarar mais uma subida. E era compreensível: para chegar ao mirante precisaríamos subir outro morro considerável.

Seguimos devagar, respeitando a altitude e os limites pulmonares. A cada oitenta metros, aproximadamente, fazíamos uma pausa estratégica para recuperar o fôlego e fingir que era contemplação planejada.

Mas valeu cada passo.

Lá no alto encontramos um visual magnífico: pequenas praias recortando a margem, casas espalhadas ao norte da ilha e o Lago Titicaca cercando tudo em silêncio azul. Tiramos lindas fotos da paisagem e também algumas minhas com Isabel, que já aparecia cada vez mais nas memórias fotográficas daquela viagem.

Descemos de volta ao hotel, pegamos nossas coisas e seguimos para o embarcadouro. Chegamos tarde demais: o barco das 11 horas já havia partido. O próximo sairia apenas às 15 horas.

Não nos demos por vencidos.

Logo depois chegou outro grupo, com umas oito a dez pessoas, e fizemos uma pressão amistosa para conseguir uma embarcação extra. Funcionou. Pouco depois já estávamos navegando novamente rumo a Copacabana, em mais um trecho repleto de belas paisagens dignas de despedida.

Ao chegar, almoçamos e depois pegamos uma van até a aduana. Os trâmites de saída da Bolívia foram tranquilos. A nova entrada no Peru, igualmente tranquila. Parecia até que as fronteiras haviam resolvido colaborar conosco naquele início de ano.

Pegamos outra van até Yunguyo.

Na praça central da cidade nos deparamos com uma grande festa de comemoração do Ano Novo. Havia grupos desfilando com fantasias típicas coloridas, pessoas em cima de caminhões jogando pães em formato de anel — grandes o bastante para caber no pescoço de alguém — além de pequenas peras e cerveja.

Quem arremessava usava capacetes feitos de pão.

Tudo era exótico e fascinante para nossos olhos brasileiros. Outro detalhe cultural chamou atenção: a cerveja era consumida quente, algo que para nós parecia desafiar tratados internacionais de convivência humana.

Fomos buscar os carros no hotel e, claro, ainda tentaram nos cobrar valor extra, alegando que havíamos chegado depois do horário combinado. O detalhe é que o combinado era perto das 18 horas, e chegamos por volta das 15.

Não pagamos nada além do acertado.

Superado mais esse pequeno estresse administrativo, seguimos viagem até Puno.

Ao chegar, fomos primeiro a um hotel indicado no Booking, mas não gostamos do lugar. Por sorte, encontramos casualmente o senhor que havia feito a indicação, e ele nos sugeriu outro hotel, muito melhor localizado: o Grand Puno Inn.

Ali nos instalamos.

Saímos para jantar e depois voltamos cedo para descansar, pois no dia seguinte conheceríamos as famosas ilhas de Uros.

A estrada seguia nos cobrando energia, mas também seguia nos pagando em experiências.

Editado por Marcelo Manente

Participe da conversa

Você pode postar agora e se cadastrar mais tarde. Se você tem uma conta, faça o login para postar com sua conta.

Visitante
Responder

Conteúdo Similar

Account

Navigation

Pesquisar

Pesquisar

Configure browser push notifications

Chrome (Android)
  1. Tap the lock icon next to the address bar.
  2. Tap Permissions → Notifications.
  3. Adjust your preference.
Chrome (Desktop)
  1. Click the padlock icon in the address bar.
  2. Select Site settings.
  3. Find Notifications and adjust your preference.