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Olá viajante!

Bora viajar?

Indonésia + Singapura + Tailândia (36 dias – out e nov/2017) A viagem dos SONHOS!

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Índice do Relato (clique na página para ir direto ao capítulo)
Capítulo 1: Preparativos [Pag. 1] 
Capítulo 2: Do sonho até lá. [Pag. 5]
Capítulo 3: 
Bangkok, tempestade e a corrida contra o tempo. [Pag. 5]
Capítulo 4: 
Roby, o motorista mais gente boa de Bali. [Pag. 7]
Capítulo 5: 
Templos e praias de Bali, a ilha mágica. [Pag. 7]
Capítulo 6:
Os templos de Ubud, o coração cultural da ilha. [Pag. 8]
Capítulo 7:
Da Floresta dos Macacos aos belos campos de arroz. [Pag. 9]
Capítulo 8:
Os encantos de Nusa Lembongan. [Pag. 9]
Capítulo 9: Nusa Penida, o melhor lugar do planeta! [Pag. 9]
Capítulo 10: 
Angel Billabong, Broken Beach e Crystal Bay. [Pag. 10]
Capítulo 11: Goa Giri Putri, Atuh Beach e uma casa na árvore. [Pag. 11]
Capítulo 12: 
O espetáculo do sol: adeus Nusa Penida! [Pag. 11]
Capítulo 13: Olá, Singapura! Um dia no lendário Marina Bay Sands. [Pag. 13]
Capítulo 14: Chinatown, Gardens by the Bay e Singapore Flyer. [Pag. 13]
Capítulo 15:

(continua...)

Quer conferir algumas fotos da viagem e ainda ser informado quando tiver capítulo novo?

Então segue lá no instagram @queridopassaporte

Faaala, meu povo!

Cá estou eu novamente retribuindo tudo o que esse fórum sempre me proporciona. É com prazer que dou início a mais um relato buscando compartilhar o máximo possível de informações e de experiência de viagem com a comunidade mochileira.

Há três anos, fiz meu primeiro mochilão, percorrendo o clássico roteiro da América do Sul (Bolívia, Chile e Peru), e postei o relato aqui no fórum. Confesso que não tinha noção da proporção que esse relato viria a tomar, e de como ele me apresentou tanta gente do bem e inspirou tantas outras histórias bonitas por aí.

Para quem ainda não viu, vou deixar o link aqui, ó: 

 

Agradecimentos

Eu não poderia dar sequência sem antes agradecer a todo mundo que me ajudou com as informações que me permitiram fazer o roteiro do jeito que eu sempre quis. São muitos nomes:

Meu parceiro @Tanaguchi que, com seus dois incríveis relatos pelo Sudeste Asiático (veja aqui e aqui), em muito me ajudou nesse planejamento. Aliás, ele também me ajudou com o relato pela América do Sul. Vai seguindo tuas viagens que eu vou te acompanhando, jovem! Hahaha

Outro grande agradecimento vai pra minha parceirona @Maryana Teles, dona do Vida Mochileira (clica aqui pra conferir o Blog dela, aproveita pra segui-la no Instagram, no YouTube e participar do grupo no Facebook). A Mary sempre foi uma pessoa alto-astral, generosa, autêntica, e que me ajudou muito com as postagens dela sobre a Tailândia. E também me deu aquela força na divulgação do @queridopassaporte durante minha viagem haha. Valeu, Mary! #tamojunto sempre.

Foi a Mary que me indicou outro cara que também tenho que agradecer, meu xará Rodrigo Siqueira, do TravelerBR, principalmente por indicar o melhor barqueiro de Koh Phi Phi (mais detalhes nos capítulos finais do relato haha). Rodrigo também é referência em mergulho de cilindro por lá, e o barco da empresa dele tá sempre lotado de brasileiros. Não deixe de conferir o site e o instagram dele. 

E, por fim, agradecer a dois estrangeiros camaradas: o Jackson Groves, do Journey Era, e a Justine, do Travel Lush. Seja pelas matérias nos blogs ou respondendo os meus directs, me ajudaram muito com informações principalmente a respeito de Nusa Penida, em Bali, pois quase não se achava site brasileiro com informação detalhada sobre esse lugar na época em que eu estava pesquisando.

Ufa! É isso. Claro que mais pessoas me ajudaram, direta ou indiretamente, mas fica aqui meu agradecimento de forma geral.

 

A viagem

Essa viagem seria feita originalmente em novembro de 2016. Mas meu namorado e fiel parceiro de boletos, aventuras e repete-essa-foto-até-ficar-do-jeito-que-eu-quero Antenor recebeu uma proposta de emprego e mudou de empresa e, com isso, lá se foram as férias planejadas. Tivemos que esperar o ano seguinte, mas o sacrifício valeu a pena. Daí vocês já imaginam a expectativa que foi quando finalmente embarcamos nessa viagem no final de 2017, né? Spoiler: foi a viagem dos SONHOS!

 

O Roteiro
 

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O roteiro mudou muitas vezes desde quando comecei a pesquisar essa viagem, há dois anos. No começo, ficava ali por Tailândia, Myanmar, Laos, Camboja, Vietnã… Mas aí depois veio Bali... Aí depois veio Singapura… Aí depois veio Filipinas... A TENTAÇÃO NÃO TINHA FIM! Era uma descoberta atrás da outra. Não havia tempo pra tudo, infelizmente.

Fechamos, então, Indonésia (Bali), Singapura e Tailândia. Talvez não fosse o roteiro mais prático, mas também nada difícil de ser feito, principalmente considerando os voos low-cost dessa região e a época propícia em que estávamos viajando (mais detalhes logo abaixo na parte “Quando ir?”).

O roteiro ficou assim:

11/10/17: Vitória (VIX) x São Paulo (GRU) 
12/10/17: São Paulo (GRU) x Addis Ababa (ADD)
13/10/17: Addis Ababa (ADD) x Bangkok (BKK)
14/10/17: Bangkok (DMK) x Bali (DPS)

Indonésia (Bali)
15/10/17: Uluwatu
16/10/17: Ubud
17/10/17: Ubud
18/10/17: Ubud x Nusa Lembongan
19/10/17: Nusa Penida
20/10/17: Nusa Penida
21/10/17: Nusa Penida
22/10/17: Nusa Penida x Kuta
23/10/17: Bali (DPS) x Singapura (SIN)

Singapura
24/10/17: Singapura
25/10/17: Singapura
26/10/17: Singapura
27/10/17: Singapura (SIN) x Bangkok (DMK)

Tailândia
28/10/17: Bangkok
29/10/17: Bangkok
30/10/17: Bangkok
31/10/17: Bangkok (DMK) x Chiang Mai (CNX)
01/11/17: Chiang Mai
02/11/17: Chiang Mai
03/11/17: Chiang Mai
04/11/17: Chiang Mai
05/11/17: Chiang Mai x Bangkok, Bangkok (DMK) x Krabi (KBV)
06/11/17: Railay Beach
07/11/17: Railay Beach
08/11/17: Railay Beach x Koh Phi Phi
09/11/17: Koh Phi Phi
10/11/17: Koh Phi Phi
11/11/17: Koh Phi Phi
12/11/17: Koh Phi Phi
13/11/17: Koh Phi Phi x Krabi, Krabi (KBV) x Bangkok (DMK)
14/11/17: Bangkok
15/11/17: Bangkok (BKK) x Addis Ababa (ADD) x São Paulo (GRU) x Vitória (VIX)

 

Quando ir?

Essa pergunta é muito importante. Planejar uma viagem ao Sudeste Asiático sem levar em consideração a época do ano é bem arriscado. As estações se resumem basicamente em Seca e Molhada. Quando eu digo seca, é quente pra burro. E quando eu digo molhada, é daquelas chuvas torrenciais cinematográficas (as famosas monções).

Bom, eu poderia gastar alguns parágrafos aqui descrevendo as probabilidades climáticas de cada mês em cada um dos três países que eu visitei, mas, como eu sou um cara muito gente boa, montei uma tabelinha mais lúdica pra facilitar a pesquisa.

Lembrando que essas informações são PROBABILIDADES. Sabemos bem como o clima pode nos surpreender. Você pode ir num mês cuja probabilidade é de chuva e pegar um belo dia de sol, como pode ir numa época típica de sol e pegar dias de chuva. Não é uma ciência exata.

Indonésia (Bali)

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De maio a outubro é a “estação seca”, bons meses pra se visitar Bali. Abril e novembro também são boas opções, mas ainda são meses de transição entre as estações. Se puder evitar dezembro, janeiro e fevereiro, evite, pois tende a chover mais. Mas nada que vá atrapalhar sua experiência de viagem caso esses sejam os únicos meses disponíveis.

 

Singapura

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Singapura já possui um clima mais equilibrado, com chuvas bem distribuídas ao longo do ano. Costuma-se ter mais dias de chuva em novembro, dezembro e janeiro. O mês com menos chuva é fevereiro. Mas não é nada que seja uma diferença absurda. Apenas tenha em mente que qualquer dia pode chover, mas que isso não vai estragar o seu passeio.

 

Tailândia

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Tailândia é o país que mais respondemos “depende” quando a pergunta é “quando ir?”. Isso porque cada parte do país (região central, como Bangkok; região norte, como Chiang Mai; região da costa oeste, banhada pelo Mar de Andamão, como Phuket, Krabi e Koh Phi Phi; e região da costa leste, banhada pelo Golfo da Tailândia, como Koh Sami e Koh Tao) possuem calendários climáticos específicos. De uma forma geral, costuma-se dizer que os melhores meses são janeiro e fevereiro (dezembro, também, dependendo das praias que você queira ir), e os piores meses são de maio a outubro.

 

O que levar?

O Sudeste Asiático é quente, muito quente. Mesmo em época de chuva, são raros os momentos em que você precisará de roupa de frio. Em 99% do tempo você vai desejar ser invisível pra poder andar sem roupa e entrar nos estabelecimentos só pra ficar no ar condicionado. Pra não dizer que não levei roupa de “frio”, eu levei uma camisa segunda pele só porque no meu roteiro estava previsto uma visita a uma região bem alta no norte da Tailândia, e lá costuma fazer um “friozinho”. Morreria se não tivesse levado? Não, daria pra aguentar. Mas vai de cada um.

Meu vestuário foi, na maior parte da viagem, camiseta, bermuda e chinelo. Levei um tênis pra usar nos locais em que se exige sapatos fechados, e também para andar em Singapura, que é uma cidade mais “arrumadinha” e eu ia bater muita perna. Calça eu levei só para os voos internacionais e para entrar em estabelecimentos que pediam esse tipo de vestuário. Na região das praias, era sunga, bermuda e chinelo o tempo todo. Resumindo: FÉRIAS, em maiúsculo.

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Equipamentos

Eu sou um apaixonado por fotografia. Gosto de estudar, praticar e considero quase uma segunda profissão. Mas uma das perguntas que mais recebo é “adorei suas fotos, qual é sua máquina?” hahaha. Poxa vida. Não vou ser hipócrita em dizer que equipamento não faz diferença, porque ajuda. Mas a maior parte do resultado das fotos vem do olhar, do estudo de luz e sombra, composição, pós-edição, etc. Fora os perrengues que a gente passa pra conseguir uma foto. Mas sempre vale a pena.

De toda forma, deixo aqui a lista dos equipamentos que levei. Foi uma mochila só com eles. Algumas das fotos foram feitas com o próprio celular (na época da viagem, um Samsung Galaxy S7).

Câmera Nikon Dx D5300
Lente Nikkor 18-55mm f/3.5-5.6
Lente Nikkor 35mm f/1.8
Lente Sigma 10-20mm f/4-5.6
Tripé 60-170cm
GoPro HERO5 Black
GoPro Dome 6’’
Spray repelente de água
Bastão GoPro 3 Way
Bastão Flutuador GoPro
Carregador triplo + 2 baterias extras GoPro
Maleta de acessórios GoPro
Filtro de linha com 6 tomadas e 2 entradas USB
Adaptador de tomadas

Quem sabe na próxima eu já arrumei um drone? haha

 

Precisa de visto?

Para todos os casos dos três países visitados (e basicamente para a maioria dos países), é necessário passaporte com pelo menos 6 meses de validade restante e apresentação do Certificado Internacional de Vacina contra a Febre Amarela. 

Abaixo, alguns dos requisitos que eu obtive dos sites da Embaixada do Brasil em cada país.

Indonésia
O visto de turismo não é necessário para visitas de até 30 dias. Já o visto de negócios é exigido, e pode ser obtido na chegada ao país, válido por 30 dias e prorrogado por mais 30 dias.

Singapura
Singapura não exige visto para entrada de brasileiros no país, caso permaneçam até 30 dias. Nesse caso, é concedido um “visitor pass”.

Tailândia
Não é necessário visto para os brasileiros ingressando na Tailândia para turismo ou negócios, com permanência limitada a 90 dias.

Atenção! O porte e o tráfico de drogas são severamente punidos pelas legislações desses países, até com pena de morte. Mesmo o porte de quantidades mínimas pode ser punido com muitos anos de prisão.

 

Documentos

Sempre levo uma pastinha dessas transparentes e maleáveis com todos os principais papéis que preciso carregar, tais como:

Cartões de embarque:
Estão sempre salvos no e-mail e no celular, mas não custa nada ter um back-up impresso guardado com você. Sou do time #menospapel, mas, estando do outro lado do mundo, precaução extra nunca é demais.

Comprovantes, ingressos, reservas, etc:
Todas as reservas, compras e ingressos que eu tenha comprado previamente (o que se faço caso não me represente nenhum aumento de custo, ou caso seja necessário, pois prefiro comprar e reservar tudo na hora).

Certificado do Seguro Viagem:
Nunca, eu hipótese alguma, viagem sem um Seguro Viagem. É como andar de carro sem seguro. Um risco constante de adoecer ou precisar de assistência médica e ter que gastar centenas ou milhares de dólares do próprio bolso. Acreditem, eu precisei usar nas últimas duas viagens internacionais que fiz. Então, faça sua cotação, sua pesquisa, entre em contato com a operadora do seu cartão de crédito, ou o seu banco, qualquer coisa, mas não viagem sem.

Cartão Internacional de Vacina (ANVISA):
É importante ter o seu Cartão Internacional de Vacina para comprovar que foi vacinado contra a Febre Amarela. Se em países como a Bolívia, onde é obrigatório, eles quase nunca te pedem, na Tailândia, por exemplo, é obrigatório apresentar antes mesmo de sair do aeroporto. Não esqueça o seu. Para fazer o seu Cartão Internacional, basta entrar no site da ANVISA, fazer o cadastro prévio, depois ir até uma agência deles, levar seu cartão de vacina em que comprova que foi vacinado contra a febre amarela e pronto, eles emitem o seu Cartão Internacional.

Nota fiscal dos equipamentos fotográficos:
Eu sempre procuro levar, ainda que meus equipamentos sejam considerados de “uso turístico” e não precisam ser declarados. Entretanto, nunca se sabe quando você será confrontado por um agente policial questionando a procedência daqueles itens. Então, por precaução, eu levo. Mas nunca me pediram.

Todo e qualquer papel que você receber durante a viagem:
Vá guardando tudo o que você receber, principalmente em aeroportos, hotéis, agências, etc. Nunca se sabe quando você irá precisar daquele comprovante. É muito comum ter que apresentá-los nos trâmites de entrada e saída de alguns países.

 

Como levar o dinheiro?

Há muitos que optam por levar o cartão para saques nos ATMs, ou então só usar o cartão de crédito, por uma questão de segurança. Eu levo tudo em dinheiro (dólares, geralmente) e deixo as notas num money belt, aquelas doleiras em forma de cinto que a gente usa por dentro da roupa. É ali também que eu guardo o meu passaporte, sempre comigo. Não tiro o money belt para nada. Os únicos momentos que tirava era quando ia entrar no mar, mas ou eu estava num barco privado e minhas coisas ficavam em segurança, ou então eu deixava tudo no cofre do hotel e só saia com o dinheiro necessário para o dia. Nesses países é bem raro ser assaltado, mas o furto é algo comum. Então fique sempre muito atento aos seus pertences para não dar o azar de ser furtado.

Obviamente, também levo um cartão de crédito para emergências. Mas nunca o deixo junto de onde guardo o dinheiro, justamente para não correr o risco de perder tudo de uma vez só. O mesmo vale para as chaves reservas dos cadeados, se este for o seu caso (eu uso mais o cadeado de código). Sempre guarde a chave reserva num lugar separado.

 

Finalizando...

Bom, acho que é isso. No próximo capítulo eu darei início à saga do voo internacional, falo das passagens, de como e por quanto comprei, questões de fuso horário, jet lag, etc.

Então, até breve!

 

Próximo capítulo: Do sonho até lá.

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Em 08/06/2018 em 15:13, Amanda Sfair Gonçalves disse:

Como sempre Rodrigo nos dando vontade de viajar com ele hahaha

 

Hahaha que bom ler isso, Amandinha. Muito obrigado!!!

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Capítulo 6: Os templos de Ubud, o coração cultural da ilha.

6º dia (16 de outubro)

O horário combinado para a saída com o Roby era bem cedo. Teríamos muito caminho a percorrer e locais a visitar. Infelizmente, o café da manhã só seria servido depois de já termos saído. Entretanto, ao saber disso, a Putu fez questão de acordar mais cedo que o habitual, ir ao mercado local (ela faz isso todos os dias para preparar o café da manhã pros hóspedes junto com seu filho), e preparar um delicioso lanche deixado gentilmente numas embalagens para que pudéssemos levar. Aí que eu pergunto, é ou não é pra ter uma avaliação alta desse jeito? Um cuidado de mãe com a gente. (Imagem tirada de um vídeo de stories, desculpem a qualidade rs):

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Ubud é repleto de templos e locais a se conhecer. Nós havíamos decidido dividir os nossos curtos 2 dias aqui (o nosso foco em Bali era outro, que vocês verão nos próximos capítulos, mas quem puder ficar mais dias aqui, eu recomendo) entre locais mais distantes, a se visitar com o auxílio de um motorista e guia particular; e locais mais próximos, que visitaríamos por conta própria, alugando uma scooter.

O roteiro do dia ficou assim:

- Partida do nosso hotel em Ubud;
- Templo do Lago (Pura Ulun Danu Bratan);
- Kopi Luwak (Café Luak, o "café mais caro do mundo");
- Pausa pro almoço;
- Templo das Águas Sagradas (Pura Tirta Empul);
- Templo de Pedra (Gunung Kawi Temple);
- Templo da Caverna do Elefante (Goa Gajah);
- Finalizamos no nosso hotel em Ubud.

 

Templo do Lago

O Pura Ulun Danu Bratan, que em balinês significa "início do lago", é, muito provavelmente, o principal cartão postal de Bali junto com o Templo do Mar. Quem pesquisou viajar por essas bandas certamente já se deparou com sua mística imagem pela internet.

Levamos algum tempo por vilarejos no interior de Bali até chegar lá. Talvez aqui nessa região a ilha tenha um clima mais próximo daquele que habita o nosso imaginário, tão diferente da corriqueira Bali repleta de estrangeiros em busca de diversão pelas áreas mais badaladas.

Chegamos lá antes mesmo do templo abrir para visitação. O tempo estava fechado, chuvoso, e eu já havia desencanado de que não conseguiria fazer a foto que eu havia há muito tempo idealizado. Decidimos, então, atravessar a rua até uma lojinha e comprar capas de chuva por Rp. 20.000 cada.

No horário previsto, pagamos as Rp. 50.000 cada pela entrada e seguimos para visitar o famoso templo. Estava completamente vazio, inteiramente pra gente. A área é grande, muito bonita, e o templo em si é tão pequeno perto daquilo tudo que te faz pensar como uma boa foto num bom ângulo podem criar uma fantasia na nossa cabeça.

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Estávamos com sorte. Um tempo depois de fazer algumas fotos naquele nevoeiro, o tempo abriu do nada. O sol avançou pelas nuvens de um jeito quase poético, e eu não desperdicei a oportunidade de fazer a foto que eu queria.

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Outras turistas começaram a chegar. Mas nós já tínhamos visto o que queríamos. Demos mais uma volta pelo local antes de reencontrar com Roby no estacionamento. Aproveitei para visitar umas lojinhas e comprar uma Sarong muito bonita, e um Udeng bem estiloso (aquela faixa que os balineses usam na cabeça) por Rp. 115.0000, o que eu, particularmente, achei uma pechincha, dada a riqueza do tecido. Se eu usei depois? Nunca mais rs.

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Café Luwak

Nossa próxima parada era algo pelo que eu, um bom consumidor de café, esperava bastante. Era hora de conhecer o famoso "café mais caro do mundo", ou, como o Roby gostava de chamar, num português próprio, o "café de merda".

O preço tão caro desse café se deve ao luwak, um mamífero peludo silvestre que aqui conhecemos como civeta. Ao se alimentar dos grãos, o animal não é capaz de digeri-los por completo. As enzimas do seu sistema digestivo agregam propriedades únicas ao grão, o que interfere no sabor. Os fazendeiros colhem os grãos das fezes do animal, fazem todo o processo de higienização, torra e moagem, e vendem o produto. Como o luwak tem sua limitação de consumo diário, não é possível produzir em larga escala, o que acaba justificando o alto preço do produto. Em alguns países, onde é visto como iguaria, uma xícara do café chega a ser vendido de 70 a 120 dólares.

A visita ao local onde é produzido o café é gratuita. Uma guia te leva pela fazenda mostrando o processo de torra e moagem artesanal (o que eu não acredito muito ser realidade, parece mais uma coisa pra turista ver). Ao final da pequena caminhada, sentamos nas mesas onde nos será servido diversas amostras de bebidas, entre cafés e chás. Nenhum deles, entretanto, é o café Luwak, que é opcional, e vendido a Rp. 50.000 a xícara. Pedimos uma para experimentar ao final da degustação.

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Sobre o café luwak: de fato, é um café muito bom. Porém, é tão bom como qualquer café premium que temos aqui no Brasil. Acredito que o preço seja alto pela dificuldade em produzi-lo, não necessariamente por ser um sabor dos deuses. Mas, sim, quem costuma tomar um pouco mais de café saberá perceber a qualidade. 

Sobre a experiência e o local de produção em si: antes de visitar o local, eu não havia pensado nisso. Mas fiquei um pouco decepcionado (desiludido, talvez) com a forma de produção. Eu pensava, na minha inocência, que os animais viviam soltos, numa área grande, e as fezes eram recolhidas naturalmente. Mas li algumas matérias dizendo que eles vivem geralmente enjaulados, em condições precárias e com uma vida bem explorada. Existem as fazendas mais conceituadas e fiscalizadas que fazem a forma de coleta 100% silvestre, mas não creio que seja a maioria dos casos, ainda mais num país como a Indonésia. Então, fica aí a informação para quem não gosta de visitar esses locais que exploram a vida animal.

Na saída, passamos na lojinha local para comprar alguns produtos. Eu ia comprar o café Luwak e levar de presente pra minha irmã, mas desisti. Muito caro. Comprei um chá de uma flor rosada que gostei de degustar (Rp.80.000) e um café balinês (sem ser o luwak) que gostamos de tomar no nosso hotel (Rp. 60.000). De lá, fomos almoçar. 

 

Pausa para almoço

Pedimos ao Roby que nos levassem a um outro restaurante de comidas típicas. Dessa vez, ele não foi muito econômico, e nos levou a um lugar com um precinho um pouco acima dos nosso padrões mochileiros. Ok, a vista para um belo campo de arroz compensava bastante, e a comida estava uma delícia. Pedimos um prato que vinha repleto de comidas locais, como se fosse para degustação. Pagamos o almoço do Roby, e a conta saiu por Rp. 107.000 por pessoa.

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Templo das Águas Sagradas

Seguimos nosso passeio rumo à próxima parada, o Pura Tirta Empul (Templo das Águas Sagradas). Muitos balineses acreditam que a água daqui tem poderes de cura e restauração, motivo pelo qual diversos locais e turistas se concentram para realizar o ritual de passagem pelas fontes de água.

A entrada custou Rp. 15.000 para cada pessoa. Antenor não quis entrar na água, então somente eu entrei, o que custou mais Rp. 10.000 pelo aluguel da roupa própria e uso dos armários do vestiário para se trocar. Roby me disse que as fontes de número 11 e 13 (se não estou enganado) são específicas para rituais relacionados aos que já faleceram, então que é para evitá-los caso esse não seja o caso. Em cada fonte, a gente vai mentalizando algo positivo, algum problema que precisamos resolver, algum agradecimento que queiramos fazer, enfim, o que você achar apropriado no momento. A ideia é deixar o pensamento fluir junto com a água e sair de lá mais leve.

Não sei se é só o nosso psicológico, não sou cético a esse ponto. Mas é verdade é que eu sai de lá me sentindo, de fato, espiritualmente mais leve. Vale a experiência.

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Templo das Pedras

A penúltima parada do dia foi no grandioso Gunung Kawi Temple, o Templo das Pedras. E entrada foi Rp. 15.000 cada. Logo na chegada, uma grande escadaria repleta de artesanatos desce para o acesso ao local.

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O Templo das Pedras nos surpreendeu. Não só pela beleza daquelas esculturas todas esculpidas nos paredões rochosos, mas pela imensidão do lugar. É uma mistura mágica de pedras, florestas e até um rio que corta o local. Andamos muito por lá, subindo e descendo escadas, deu pra cansar bastante.

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Na saída, compramos mais água (Rp. 15.000) e seguimos com Roby para a última parada do dia.

 

Templo da Caverna do Elefante

A entrada neste templo também foi Rp. 15.000 por pessoa. Roby nos explicou que essa caverna, embora datada de muitos séculos atrás, foi acidentalmente descoberta apenas na década de 70 por conta de um tufão que passou no local. Sua fachada tem esculturas de diversas criaturas místicas do hinduísmo. A garganta de uma delas serve de entrada. Um corredor de uns treze metros de comprimento leva a um cruzamento em forma de T.

No lado esquerdo, há uma estátua com cerca de um metro de altura de Ganesha, o deus-elefante hindu da sabedoria, da inteligência, da educação e da prudência, padroeiro das escolas e dos profissionais ligados ao saber, um dos deuses mais conhecidos e cultuados do hinduísmo. Daí veio o apelido de "caverna do elefante". No lado esquerdo, há três estatuetas que representam as figuras de Lingam e Yoni, simbolizando a fonte da vida e as sexualidades masculina e feminina.

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De volta para o hotel

Finalizado o roteiro do dia, voltamos para o nosso hotel. Pagamos os Rp. 650.000 pela diária do Roby. Ele se despediu da gente dizendo palavras muito bonitas sobre sua cultura, sua família e seu povo. Achei aquilo bem bacana. Prometi a ele que o indicaria a outros mochileiros, porque o serviço prestado foi realmente um diferencial. E que um dia nos encontraríamos novamente. Eu volto a Bali, aaahhh se eu volto. Há muito o que explorar pela Indonésia ainda.

Chegando no hotel, pegamos as roupas limpas que havíamos deixado para lavar no dia anterior (foram 3kg por Rp.60.000). Compramos alguns cup noodles e amendoins na vendinha da esquina para jantar no quarto (Rp. 40.000 o casal). Depois disso, banho e cama, porque o dia foi bem puxado, e a viagem estava só começando.

 

SALDO DO DIA (por pessoa):

Rp. 50.000 - Entrada Templo do Lago
Rp. 20.000 - Capa de chuva
Rp. 115.000 - Sarong e Udeng
Rp. 50.000 - Xícara de café Luwak
Rp. 140.000 - Compras na loja de café
Rp. 214.000 - Almoço
Rp. 15.000 - Entrada Templo Águas Sagradas
Rp. 10.000 - Banho Águas Sagradas
Rp. 15.000 - Entrada Templo das Pedras
Rp. 15.000 - Águas
Rp. 15.000 - Entrada Caverna do Elefante
Rp. 650.000 - Diária Roby
Rp. 30.000 - Lavanderia
Rp. 20.000 - Jantar
 

TOTAL: Rp. 1.359.000  (USD 99)

 

PRÓXIMO CAPÍTULO: Da Floresta dos Macacos aos belos campos de arroz.

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Acompanhando e amando!! 

Estou querendo ir em janeiro, se o dólar e o preço das passagens deixar... rsrs

Seu outro relato me ajudou muito para a preparação do meu mochilão pra América do Sul e esse não será diferente!

Obrigada!!!! 

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O monstro dos relatos, Rodrigo Alcure está de volta!!!!!! Yeahh. Aguardando ansiosamente os próximos capitulos desta historia incrível!! Muito obrigado por toda a sua contribuição para a comunidade mochileira !! abraços mano✌️😎

  • 2 semanas depois...
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Que relato maravilhoso! 

Sou nova por aqui e estou planejando uma viagem pra Ásia daqui um tempo e de cara encontrar um relato tão bem escrito e detalhado dá uma felicidade enorme. Parabéns pela forma de expressar toda sua experiencia, faz com que a gente se sinta como se estivesse ido junto com você na viagem! 

Aguardando os próximos capítulos.  😘

  • 2 semanas depois...
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Cara, é muito show ler os seus relatos da viagem !!

Vou sozinho pra Tailândia no dia 22/10, fico uns 15 dias por lá(entre BKk e praias), e depois vou pra Bali, e fico mais 20 dias (vou fazer o contrário da viagem de vocês), e só retorno pra Bangkok um dia antes do vôo de volta pro BR. O roteiro da Tailândia está quase pronto, mas para o roteiro de Bali, os seus posts estão me dando uma grande ajuda.

Mais do que uma viagem de curtição, praias, templos e paisagens surreais, acho que vai ser um grande período de autoconhecimento, de aprendizado e crescimento espiritual tb. Você conseguiu transmitir, pelo menos pra mim,  através dos relatos e fotos, uma energia toda especial que esse lugar possui.

Ahhh e vou fazer contato com o Roby...já adicionei ele no facebook, deve ser uma pessoa muito bacana.

Grande Abraço !!!

  • 2 semanas depois...
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Em 21/06/2018 em 12:26, isabella.marques disse:

Acompanhando e amando!! 

Estou querendo ir em janeiro, se o dólar e o preço das passagens deixar... rsrs

Seu outro relato me ajudou muito para a preparação do meu mochilão pra América do Sul e esse não será diferente!

Obrigada!!!! 

@isabella.marquesBoa, Isa!!! Pois é, esse dólar tá quebrando geral, mesmo. Cada ano só piora, tá foda. Mas vai dar tudo certo!!! Abraço!

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Em 26/06/2018 em 21:55, domsatrian disse:

O monstro dos relatos, Rodrigo Alcure está de volta!!!!!! Yeahh. Aguardando ansiosamente os próximos capitulos desta historia incrível!! Muito obrigado por toda a sua contribuição para a comunidade mochileira !! abraços mano✌️😎

Graaaande @domsatrian, sempre presente. Eu que agradeço o apoio de sempre, meu camarada. Tamo junto!!!

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Em 07/07/2018 em 12:39, raibrtz disse:

Que relato maravilhoso! 

Sou nova por aqui e estou planejando uma viagem pra Ásia daqui um tempo e de cara encontrar um relato tão bem escrito e detalhado dá uma felicidade enorme. Parabéns pela forma de expressar toda sua experiencia, faz com que a gente se sinta como se estivesse ido junto com você na viagem! 

Aguardando os próximos capítulos.  😘

Que comentário lindo de ler, @raibrtz :D obrigado pelo carinho!!! Vai acompanhando aí. Bjs!

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