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Sobre os voos e a companhia aérea: Ethiopian Airlines. 

Meu namorado e eu compramos a passagem pelo Decolar. Nossa ideia era ir para a Índia em janeiro, contudo, todas as simulações que fazíamos com esse mês saíam uma fortuna, mais de 6k. Depois de muito tentar, conseguimos ida em 28 de janeiro e volta em 7 de março por R$3.700 por pessoa. 

Não tivemos problemas com os voos, tudo ocorreu normalmente. Fizemos uma escala em Addis Abeba, na Etiópia. Na ida, foram apenas 3 horas lá, ficamos no aeroporto esperando, de madrugada. O aeroporto é simples, mas não achamos terrível. Tem um banheiro decente meio escondido, lá no fim, perto da área VIP da Ethiopian (da qual fomos expulsos porque não sabíamos que era só para clientes platinum ou algo assim....rs). Os restaurantes são caros e a comida não é muito boa (novidade em aeroportos?). 

Na volta, ficamos um dia em Addis Abeba. Aqui tivemos um problema, que foi o seguinte: quando compramos as passagens já sabíamos que haveria um dia de intervalo. O voo Delhi- Addis Abeba era dia 7 de março, e o Addis Abeba - Sp era dia 8 de março. Portanto, pensamos que tínhamos que reservar um hotel para dormirmos. Fizemos isso. Nossa surpresa foi que quando chegamos em Addis Abeba, descobrimos que a cia aérea providenciava tudo: hotel, refeições, transporte até o hotel. Não fomos avisados em nenhum momento disso. Como já era no dia, tive que pagar o outro hotel que havíamos reservado. A sorte é que era barato. Contudo, realmente sentimos que a Ethopian ou o Decolar tinha que ter nos avisado sobre isso, afinal não se espera que a cia aérea pague tudo quando o voo já está programado, pensei que era só em casos de cancelamento. A Ethiopian também providencia um visto de trânsito, pelo qual não temos que pagar nada (se você não ficar no hotel deles e ficar por conta, tem que tirar o visto da Ethiópia, que custa $50 dólares e pode ser tirado no aeroporto. Para menos de um dia, claramente não compensa).

Enfim, foi bom porque não gastamos muito, o lado ruim é que o hotel ficava bem perto do aeroporto e portanto não conseguimos ver a cidade, tínhamos poucas horas e lá tudo é muito caro, era uma fortuna para ir de táxi até o centro da cidade. Demos uma volta à pé por ali mesmo. A dica é comprar café. Um dos melhores do mundo! Muito bom. Compramos vários (no aeroporto custava 3 vezes mais) e demos de presente no Brasil. 

 

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New Delhi (hotel Smyle Inn)

Ficamos duas vezes em Delhi, uma no início da viagem, outra no fim. Foram duas cidades diferentes! Já explico.

No começo da viagem, ficamos no hotel Smyle Inn no bairro Paharganj. Ficamos absolutamente em choque. A rua Main Bazaar é um caos completo. Depois da nossa primeira tentativa de sair na rua, voltamos para o hotel e ficamos em choque. Não queríamos comer, ver ninguém, falar com ninguém, só ficar quietos no quarto. 

Por isso, não aconselho a começar a viagem por aqui. Se puder passar por New Delhi e ir direto para outra cidade, melhor. Se puder evitar esse bairo, Paharganj, melhor. Bom, depende também do seu estilo, se você já quer começar com tudo, ter um puta choque inicial e pronto, bom, então ok. Mas realmente não aconselho, hoje faria diferente. 

Não temos foto desses primeiros dias porque estávamos em pânico. Tirar foto era a última coisa em que pensávamos. Primeiro estávamos tentando sobreviver. 

Tudo é muito diferente, e a rua Main Bazaar parece da Idade média. Muita gente, muito barulho, uma confusão terrível, e o pior para mim, muita gente vindo nos abordar. Isso é terrível. Não sabíamos se o melhor era ignorar de vez ou responder alguma coisa e depois fugir. Chegavam assim, "Where are you from?", aí você fica pensando, ah, não vou ser mal educada, vou responder, e aí já ferrou. Não largam do seu pé, enchem o saco, te apavoram, falam para você não confiar em ninguém, e tentam te vender algo, te empurrar para algum lugar. Foi bem ruim. Mas isso é Índia. 

No segundo dia, tomamos coragem e resolvemos sair do quarto. Fomos para o templo Akshardan de metrô, porque ele fica um pouco afastado. O metrô é mais ocidentalizado, ali vimos pessoas de jeans, terninho, num olhar rápido parecia São Paulo. O templo é absolutamente LINDO, vale muito a pena. Mesmo. Só que é proibido tirar fotos lá dentro, o que é uma pena. Você deixa os seus pertences em um locker na entrada. As filas são grandes, evite fim de semana.

Comprei duas roupas indianas porque os olhares para mim eram constantes e intensos, bem intimidador. Isso porque estava com bastante roupa, fazia frio. Ser mulher branca chama muito a atenção. Os olhares incomodam, se você não aprender a conviver com isso, vai ficando louca. 

No segundo dia conseguimos comer, e optamos pela comida indiana mesmo. Almoço e janta. Mas.... no fim desse dia, comecei a passar mal no hotel. Muito mal. Não parava de vomitar e de ter diarreia. Não conseguia beber nem um gole de água, que vomitava. Comecei a ficar desidratada. Acionamos o seguro viagem (primeira vez que faço isso, após uma longa história como mochileira). O seguro era Bradesco, deu tudo certo, enviaram um médico para o hotel. Os remédios que ele me deu pararam os vômitos, aí consegui beber água pelo menos. Pegamos um trem noturno para Amritsar. 

As dicas de higiene são aquelas que todos dão: evite alimentos crus, só coma o que for cozido ou frito. Escove o dente com água mineral lacrada. Só beba água mineral lacrada. Fizemos isso, o problema é que eles falsificam também água mineral, talvez tenha sido isso, ou realmente algo que comi. Se você conseguir beber água com gás ou refrigerante (que não é meu caso), melhor, porque são mais difíceis de falsificar.  

Sobre o hotel (Smyle Inn): fica em um beco em uma perpendicular à rua Main Bazaar. Um beco horrível, já tínhamos lido. Ok, dá para aguentar. O quarto era simples, uma cama gigante mas com colchão simples, roupa de cama mais ou menos limpa, janela minúscula, banheiro básico, sem nada, nem papel higiênico. Tínhamos levado alguns do Brasil (depois, meu sonho era ter levado uma mala inteira de papel higiênico, porque os de lá são caros e ruins). A água quente tem que ser solicitada, e não dura quase nada (estava frio em Delhi, era inverno). O chuveiro não funcionava, tomamos banho de baldinho. Café da manhã bem simples. Compramos um SIM card com o agente de turismo do hotel. Foi barato (umas 500 rúpias), mas depois descobrimos que era da operadora Vodafone, e aparentemente, a Airtel é melhor. Para acionar o chip é necessário ligar para um número, da cidade onde você comprou o chip. Ele dura 28 dias e tem 2 gigas por dia de Internet. 

 

Resumo da ópera dos dois primeiros dias: foram bem difíceis. Mesmo. Apesar de tudo o que eu tinha estudado sobre a Índia, lido mil relatos, lido livros, visto filmes, quando chegamos lá, o choque foi grande. Superestimei minha capacidade de adaptação a uma cultura muito diferente. Não foi fácil, nada fácil. E estávamos em dois. Sozinha, acho que eu teria desistido. 

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Olá,

Você acha que viajar sozinho para a Índia é perigoso? Se for mulher sozinha acho que tem que ter cuidado redobrado, não? Há muitos casos sobre violência contra a mulher (inclusive estupros coletivos) relatados na imprensa... você chegou a ver muitas mulheres viajando sozinhas lá?

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@Rogerio K C olha, acho que realmente cada pessoa tem uma percepção diferente sobre as coisas, limites diferentes, bagagens diferentes, personalidades diferentes.... Para mim, ir sozinha para a Índia não dá. Se eu fosse homem, acho que também não arriscaria. Digo isso porque meu namorado foi junto, e não foi fácil para ele também, mas com certeza para homem é mais fácil. Vimos muitos homens viajando sozinhos lá, então... 

Vimos algumas mulheres, mas elas faziam um esquema do tipo sempre andar com alguém, com outros estrangeiros. Raramente ficavam totalmente sozinhas. Para mulher é bem, bem complicado. Não foi nada fácil.

Depois de tudo que passamos, minha opinião é a seguinte: vá com uma agência. Isso é contra tudo o que normalmente penso, sou uma mochileira, mas Índia é muito difícil. Pelo menos nos primeiros dias, é importante ter alguém local ou com muita experiência que te ensine a sobreviver lá. Tem o site Vem comigo para a Índia (https://vemcomigoparaindia.com/), é um casal de brasileiros que faz viagens em grupo. Algo assim é bem mais seguro e confortável. 

Por ex, se vc ficar doente... no meu caso, fiquei bem doente mesmo, não conseguia levantar da cama. Estar totalmente sozinho acho complicado. Claro que aparecem pessoas para ajudar, mas nunca se sabe. 

Enfim, tudo depende muito do seu perfil, do tipo de viagem que vai fazer, do que quer viver por lá... Dá para ir sozinho, mas tem que ter muito cuidado, estudar bastante antes. Se você ficar em Guest Houses,  tem outros estrangeiros, então dá para andar junto, o que é bom. E tem algumas cidades mais tranquilas do que outras, certamente. Dá para fazer uma viagem mais leve, ou começar pelas cidades mais tranquilas, isso realmente recomendo.

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Amritsar 

Essa cidade foi uma bela surpresa, não esperava gostar tanto. Havíamos programado ficar um dia, e aumentamos mais um. No primeiro dia fomos de manhã para o Golden Temple, e voltamos nele à noite. No dia seguinte fomos ver a fronteira com o Paquistão, a cerimônia de troca de guardas. 

Gostamos da cidade, achamos interessante. O Golden Templo é o local sagrado dos sikhs, uma das religiões da Índia. É um lugar mágico, tem uma atmosfera muito única, realmente vale a visita na cidade. Para entrar no templo, é necessário tirar os sapatos (aliás, isso é regra em quase todos os templos em que fomos) e cobrir as cabeças. Para quem não tem um lenço, eles te emprestam um na entrada (higiene duvidosa).

É bom dedicar um tempo para essa visita, fazer com calma, porque o lugar é grande e você verá muitas cenas diferentes. Tem uma parte em que servem refeições gratuitas, você pode servir ou comer se quiser. 

Imperdível voltar no templo à noite. O ouro fica iluminado, deixando um reflexo incrível no lago artificial. Tirei fotos lindas ali. 

A cerimônia de troca de guardas é algo que nunca poderíamos imaginar. Tem que ir ver como é. Índia e Paquistão brigam por território há tempos, e agora estão em um período de paz. Para mostrar isso, fazem essa cerimônia cheia de pompas e gritarias para firmar a paz. É algo teatral. Vale para entender mais sobre os povos. Parece um jogo de futebol, com as torcidas em cada lado da fronteira. 

Amristsar tem um centrinho, ficamos hospedados perto dele, e na praça central tem um Mc Donald´s, totalmente vegetariano. Comemos lá algumas vezes, e no Domino´s. 

Hotel: Osahan Paradise. Havíamos reservado pelo Booking. Chegando lá, pedimos para ficar um dia a mais, ele disse para cancelarmos a reserva no Booking, fingirmos que não encontramos o lugar, e pagar direto para ele. Ok, fizemos isso. As tramóias fizeram parte do nosso cotidiano. Gostamos do hotel, ficamos em dois quartos, no primeiro dia era um quarto de frente para a rua. O quarto era grande, tinha até chuveiro, porém não dava para abrir a janela de jeito nenhum. Tinha muitas, muitas e muitas pombas. Moravam nas janelas. Não tinha condições de abrir, mesmo. Fora o barulho insuportável da rua. Fiquei com um super medo daquela doença fatal que vem do coco de pomba. No dia seguinte, ficamos em um quarto voltado para os fundos, foi beeem melhor. Dava para abrir a janela e até entrar um solzinho (coisa que seria bem rara no resto da viagem, visto que na maioria das Guest Houses em que ficamos não tinha janela no quarto). Em geral, gostamos desse lugar e recomendamos. Só peça um quarto que fique voltado para os fundos.

 

IMG_1912.JPG

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A India tem suas belezas mas realmente é um lugar muito punk, ainda mais se a pessoa nunca esteve no sudeste asiático pra ir se adaptando à cultura. Por mais que a gnt leia que é um local fora dos nossos padrões, sem nenhuma infraestrutura, sem higiene, um caos! só estando lá pra saber de fato como são as coisas. Podemos quase dizer que mochilar pela India é tirar seu doutorado em mochilão rsrs

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1 minuto atrás, lobo_solitário disse:

A India tem suas belezas mas realmente é um lugar muito punk, ainda mais se a pessoa nunca esteve no sudeste asiático pra ir se adaptando à cultura. Por mais que a gnt leia que é um local fora dos nossos padrões, sem nenhuma infraestrutura, sem higiene, um caos! só estando lá pra saber de fato como são as coisas. Podemos quase dizer que mochilar pela India é tirar seu doutorado em mochilão rsrs

É isso mesmo! Eu já havia estado em 16 países antes.... a Índia certamente, de longe, foi o mais difícil. Muito difícil. Me senti uma mochileira totalmente inexperiente....

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Em 14/03/2018 em 19:05, i.s.a_b.e.l.l.a disse:

New Delhi (hotel Smyle Inn)

Ficamos duas vezes em Delhi, uma no início da viagem, outra no fim. Foram duas cidades diferentes! Já explico.

No começo da viagem, ficamos no hotel Smyle Inn no bairro Paharganj. Ficamos absolutamente em choque. A rua Main Bazaar é um caos completo. Depois da nossa primeira tentativa de sair na rua, voltamos para o hotel e ficamos em choque. Não queríamos comer, ver ninguém, falar com ninguém, só ficar quietos no quarto. 

Por isso, não aconselho a começar a viagem por aqui. Se puder passar por New Delhi e ir direto para outra cidade, melhor. Se puder evitar esse bairo, Paharganj, melhor. Bom, depende também do seu estilo, se você já quer começar com tudo, ter um puta choque inicial e pronto, bom, então ok. Mas realmente não aconselho, hoje faria diferente. 

Não temos foto desses primeiros dias porque estávamos em pânico. Tirar foto era a última coisa em que pensávamos. Primeiro estávamos tentando sobreviver. 

Tudo é muito diferente, e a rua Main Bazaar parece da Idade média. Muita gente, muito barulho, uma confusão terrível, e o pior para mim, muita gente vindo nos abordar. Isso é terrível. Não sabíamos se o melhor era ignorar de vez ou responder alguma coisa e depois fugir. Chegavam assim, "Where are you from?", aí você fica pensando, ah, não vou ser mal educada, vou responder, e aí já ferrou. Não largam do seu pé, enchem o saco, te apavoram, falam para você não confiar em ninguém, e tentam te vender algo, te empurrar para algum lugar. Foi bem ruim. Mas isso é Índia. 

No segundo dia, tomamos coragem e resolvemos sair do quarto. Fomos para o templo Akshardan de metrô, porque ele fica um pouco afastado. O metrô é mais ocidentalizado, ali vimos pessoas de jeans, terninho, num olhar rápido parecia São Paulo. O templo é absolutamente LINDO, vale muito a pena. Mesmo. Só que é proibido tirar fotos lá dentro, o que é uma pena. Você deixa os seus pertences em um locker na entrada. As filas são grandes, evite fim de semana.

Comprei duas roupas indianas porque os olhares para mim eram constantes e intensos, bem intimidador. Isso porque estava com bastante roupa, fazia frio. Ser mulher branca chama muito a atenção. Os olhares incomodam, se você não aprender a conviver com isso, vai ficando louca. 

No segundo dia conseguimos comer, e optamos pela comida indiana mesmo. Almoço e janta. Mas.... no fim desse dia, comecei a passar mal no hotel. Muito mal. Não parava de vomitar e de ter diarreia. Não conseguia beber nem um gole de água, que vomitava. Comecei a ficar desidratada. Acionamos o seguro viagem (primeira vez que faço isso, após uma longa história como mochileira). O seguro era Bradesco, deu tudo certo, enviaram um médico para o hotel. Os remédios que ele me deu pararam os vômitos, aí consegui beber água pelo menos. Pegamos um trem noturno para Amritsar. 

As dicas de higiene são aquelas que todos dão: evite alimentos crus, só coma o que for cozido ou frito. Escove o dente com água mineral lacrada. Só beba água mineral lacrada. Fizemos isso, o problema é que eles falsificam também água mineral, talvez tenha sido isso, ou realmente algo que comi. Se você conseguir beber água com gás ou refrigerante (que não é meu caso), melhor, porque são mais difíceis de falsificar.  

Sobre o hotel (Smyle Inn): fica em um beco em uma perpendicular à rua Main Bazaar. Um beco horrível, já tínhamos lido. Ok, dá para aguentar. O quarto era simples, uma cama gigante mas com colchão simples, roupa de cama mais ou menos limpa, janela minúscula, banheiro básico, sem nada, nem papel higiênico. Tínhamos levado alguns do Brasil (depois, meu sonho era ter levado uma mala inteira de papel higiênico, porque os de lá são caros e ruins). A água quente tem que ser solicitada, e não dura quase nada (estava frio em Delhi, era inverno). O chuveiro não funcionava, tomamos banho de baldinho. Café da manhã bem simples. Compramos um SIM card com o agente de turismo do hotel. Foi barato (umas 500 rúpias), mas depois descobrimos que era da operadora Vodafone, e aparentemente, a Airtel é melhor. Para acionar o chip é necessário ligar para um número, da cidade onde você comprou o chip. Ele dura 28 dias e tem 2 gigas por dia de Internet. 

 

Resumo da ópera dos dois primeiros dias: foram bem difíceis. Mesmo. Apesar de tudo o que eu tinha estudado sobre a Índia, lido mil relatos, lido livros, visto filmes, quando chegamos lá, o choque foi grande. Superestimei minha capacidade de adaptação a uma cultura muito diferente. Não foi fácil, nada fácil. E estávamos em dois. Sozinha, acho que eu teria desistido. 

Que coincidência, chegamos em Delhi dia 03/02 e também ficamos hospedados no Smiley Inn, quase nos encontramos! Tambem achamos horrivel ficar na região Paharganj, só valeu para pegarmos um trem na estação de New Delhi às 5 da manhã. Eu tb comprei esse Sim card da vodafone, mas fiquei sabendo depois que mas lojas ele custa 300 rúpias! 

Continue com o relato, estamos agora em Varanasi indo mais para o norte, queremos saber suas impressões e dicas de lá, e como ir de Amritsar para Dharamsala!

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Em 14/03/2018 em 22:55, lobo_solitário disse:

A India tem suas belezas mas realmente é um lugar muito punk, ainda mais se a pessoa nunca esteve no sudeste asiático pra ir se adaptando à cultura. Por mais que a gnt leia que é um local fora dos nossos padrões, sem nenhuma infraestrutura, sem higiene, um caos! só estando lá pra saber de fato como são as coisas. Podemos quase dizer que mochilar pela India é tirar seu doutorado em mochilão rsrs

Concordo, realmente o sudeste asiático é um aprendizado para enfrentar a India, mas mesmo assim o choque é grande. Apesar disso existem algumas facilidades e, viajar por aqui, por exemplo, muita gente fala inglês (pelo menos nas cidades mais turísticas), o transporte pode ser lento e caotico, mas sempre existe, e é tudo muito barato - mesmo se vc cometer algum erro ou for enganado, geralmente o prejuízo não é muito grande. Concorda?

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