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guilhermenavarro

Jalapão e Serras Gerais – 29/04 a 06/05 – Duster (1.6) e Renegade (1.8)

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@andreia oliveira Que bom que a postagem está sendo útil! Então, a distância entre Ponte Alta-Mateiros é cerca de 160 km. Entre Mateiros e São Félix menos de 90 km. Os acessos aos atrativos não são tão longos... Não sei quanto gastamos apenas no Jalapão, mas talvez com essas distâncias dê pra ter uma noção!

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Fui com meu Renagede 1.8 para o Jalapão em janeiro de 2017. Ele tem ponto para ancoragem nos parachoques. Tanto que precisei usar para ser puxado por um 4x4 em um trecho. Consegui chegar até a Cachoeira da Velha sem muitos problemas. Cachoeira da Formiga e os fervedouros do Ceiça e Buritizinho idem. O único local que não arrisquei foi nas dunas. Seria meio loucura. Para lá fomos caminhando a partir da estrada principal. Ao todo ficamos presos nos facões três vezes. Duas no mesmo local. No mais o carro não teve nenhum dano.

Semana que vem volto para o Jalapão. Mas dessa vez vou alugar um 4x4 em Brasília. 

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@pedro.phma Não sei se todos os Renegades possuem ponto de ancoragem!

 

De fato o acesso à Cachoeira da Formiga e os fervedouros do Ceiça e Buritizinho é tranquilo;

Não tentamos ir a Cachoeira da Velha, bom saber que é possível chegar até lá sem 4x4;

O acesso as dunas sem 4x4 não é possível mesmo.

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Somos apaixonados pelo Jalapão. Eu e o meu marido já fomos duas vezes. Temos uma L200 que nos leva a todos os lugares por lá, mas o caminho das dunas foi o pior que fomos. Mesmo num 4x4 dá trabalho pra chegar, se diminuir um pouquinho a velocidade fica atolado. Vocês perderam de conhecer a Fazenda e Camping Progresso que fica entre a entrada da Cachoeira da Velha e a ponte do Rio Novo. Tem que ter carro 4x4, são 10km da estrada principal até lá, com partes boas e partes com muita areia. Mas tem um camping e uma pousadinha com cabanas de palhas que são uma maravilha e os donos Dona Milma e Seu Toninho são uns amores, super acolhedores. O Rio Novo fica a uns 50m da pousada e o banho é uma delícia!!!!

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      Logo que fizemos o grande contorno no sentido sul para pegar a estrada do Farol já me surpreendi: eu esperava uma costeleta de areia, como aquelas que me acompanhavam desde a Guarda, que nada, uma bela rodovia como um mar de azeite, até o carro parecia sussurrar aliviado. Como era noite, praticamente, só deu tempo de achar a pousada tomar um banho e descansar na rede, lá fora uma tempestade se desenhava. Ainda pude ver as luzes do Farol, incansáveis a embalar os corações dos navegadores.
      No dia 6 acordamos um pouco mais tarde do que tínhamos habituado, às 07:00. Um desjejum já esperava na recepção, foi o tempo de comer e reunir a tralha numa mochila. Estávamos nós pelo costão rumo a Praia Grande, numa trilha interminável.

      Foram 2 h caminhando; saímos da Prainha do Farol, passamos pelo Morro do Céu, paramos numa velha cabana de observação dos pescadores, até que chegamos. Aqui dá para entender a dimensão da Praia Grande, um mar de areia grossa e amarelada, bastante reta a ponto de não ser muito bem definido aos olhos os contornos da Praia da Galheta a 4 km dali. Ademais a praia fica toda cercada pelas dunas de areia, confundindo ainda mais nosso sentido. Quase deserta, com água limpa e calma é um bom refúgio para um banho mais reservado. Éramos sós ali.

      Atrás, se desenham o Morro do Ceú e alguns Sambaquis (montanhas formadas pela disposição de conchas, já extintas, que serviam de alimentação para povos primitivos que habitaram ali).

      De baixo eles são grandes, mas lá de cima da pra imaginar como os Sambaquianos tinham apetite. É possível ter uma visão 360º desde o Farol, passando pela Praia do Cardoso, da Cigana, Lagoa da Cigana, vilas de pescadores, rodovia, Dunas, Galheta, voltando para o Farol, tudo emoldurando um vale imenso e árido que mais parece solo marciano.

      Voltamos para a Ponta, queríamos conhecer o Farol (todo construído com óleo de baleia). O ponto continental mais a Leste da Região Sul. A área é militar então só ficam abertos os portões que dão proximidade à base durante o dia. Algumas trilhas no meio da vegetação rasteira, onde cobras trafegam faceiras, é bom tomar cuidado, levam o curioso para observar a grande torre que como um oásis no deserto, está para os barcos à noite. Não tínhamos autorização para entrar no Farol, logo tivemos de se contentar com imaginação de como é lá dentro.

      Depois de repor as energias, às 15:00 trocamos a tralha e partimos conhecer a Praia do Cardoso e Praia e Morro da Cigana. Não deu pra resistir e caímos na água já no Cardoso, uma água limpa e calma, onde as ondas mais parecem solavancos da estrada.

      Pelo menos 50 m dentro da água o mar não tem mais de 40 cm, a diversão da molecada. Se divertimos um tanto. Então, partimos pelos nada menos que 3 km de areia que separam as duas praias. Primeiramente subimos o Morro da Cigana de onde pudemos ter uma visão incrível das duas praias e de um pedaço da Lagoa mais continental. O Morro também parece marciano, pedras enormes quase cobertas pela areia que insiste em se deslocar pelo vento.

      Encontramos um casal de Tubarão que frequenta aquelas praias a 40 anos, e nos relataram as inúmeras mudanças que viram, assim como as surpresas que as dunas preparam a cada temporada. Ao descer do Morro um dejavu: o sonho noturno de um celular caindo nas pedras, como não sou supersticioso ignorei e coloquei-o exatamente no bolso que o senhor do sono tentou me avisar, e lá se foi como num filme desses que fazem por aí. Nosso plano era ver o Pôr do Sol ali no Morro depois de um banho naquela maravilha da Cigana, contudo até este foi abortado. No horizonte nuvens negras piscando raivosas fizeram nossas pernas ganharem vida rapidamente, chegamos na vila com a chuva.
      Deu trabalho mas achei um café em uma padaria, no apagar das luzes. De brinde ainda ganhei o carinho de um felino (gato) que andava ali.

      Foi mais uma noite observando a tempestade, o que deu ideia da importância do Farol.
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      Retornamos à SC100, rumando para a Serra do Rio do Rastro. Conosco uma certeza: numa próxima temporada, de 4x4, vamos seguir por essa infinitude até o Arryo Chuy.


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