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Olá viajante!

Bora viajar?

O famigerado roteirão: Bolívia, Peru e Chile em 27 dias

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CAPÍTULOS POSTADOS:

 

PAG 1: CAPÍTULO 1: 06-08/05/2018 - Santa Cruz, voo cancelado, Sucre fechada e planos indo pro ralo; 

PAG 1: CAPÍTULO 2: UYUI 09/05: Não rolou a foto espelhada, mas nosso primeiro dia foi incrível;

PAG 2: CAPÍTULO 3: UYUNI: 2º dia - 10/05: Lagunas e mais lagunas;

PAG 2: CAPÍTULO 4: UYUNI: 3º dia - 11/05: Geysers, -15º graus, banhos nas termas e despedida de Uyuni. 

PAG 2: CAPÍTULO 5: SPA: 1º DIA: 11/05: Perrengues que vem para o bem.

PAG 2: CAPÍTULO 6: SPA: 2º DIA: 12/05: Caverna de Sal e o incrível pôr-do-sol do Valle de La Luna. 

PAG 3: CAPÍTULO 7: SPA: 3º DIA: 13/05: A exuberância do Salar de Tara

PAG 3: CAPÍTULO 8: SPA: 4º e último DIA: 14/05: Altiplânicas e nossa despedida de San Pedro de Atacama.

PAG 3: CAPÍTULO 9: SPA x AREQUIPA: 14-15/05: Viagem que não tem fim. 

PAG 3: CAPÍTULO 10: 16-17/05/2018: A incrível Arequipa, Valle del Coca e o voo dos Condores.

PAG 3: CAPÍTULO 11: 18/05: Chegada em Ica, bate volta em Huacachina e ida para Cusco.

PAG 4: CAPÍTULO 12: 19-20/05: Meta de vida alcançada: Conhecer Cusco.

PAG 4: CAPÍTULO 13: 21/05: As cores incríveis da Humantay.

PAG 5: CAPÍTULO 14: 22-23/05: Trilha da Hidrelétrica, Águas Calientes Subida a pé e a chegada em Machu Picchu.

PAG 5: CAPÍTULO 15: 24-25/05: Manifestação em Cusco, passeio cancelado, Tudo sobre o Vale Sagrado, noitada no Wild Rover e despedida de Cusco.

PAG 6: CAPÍTULO 16: 26.05: Puno e as Islas Flotantes de Los Uros.

PAG 6: CAPÍTULO 17: 27-28/05: Copacabana e a energia singular das Islas del Sol e da Luna.

PAG 6: CAPÍTULO 18: La Paz, Teleférico, o famoso Mercado das Bruxas, Chacaltaya e Valle de La Luna.

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Chacaltaya - La Paz - Bolívia

Para qualquer mochileiro de primeira viagem, a grande dificuldade é escolher o destino, até começar a ler relatos e mais relatos sobre o roteiro basicão e que inúmeros viajantes fazem: Bolívia, Peru e Chile.

Você começa a se apaixonar pelos lugares e histórias e já era: Tá lá você lendo tudo sobre: Atacama, Uyuni, MacchuPicchu e afins. Melhor ainda quando você encontra pessoas como o Rodrigo e Maryana (Dispensa apresentações) que te entrega um monte de coisa de mão beijada. A Maryana foi uma das grandes incentivadoras e é uma pessoa incrível e sempre disposta a ajudar. Sigam ela no Instagram: @vidamochileira.

Obrigado Mary!!!! ❤️ 

Tentarei postar o mais rápido possível os relatos para que vocês consigam pegar as informações atuais e está planejando fazer essa trip. Todos os meus gastos foram convertidos em reais segundo a cotação atual de cada lugar, tendo em vista que cada pessoa consegue o dólar com um valor diferente. Um conselho que dou de antemão: Levem uma parte em dólar e outra em real. Percebi que em diversos lugares a cotação estava muito ruim e não valia a pena o real. Nessas horas o dólar salva, pois é sempre mais valorizado frente ao real.

Algumas casas de cambio não aceitam real, então no sufoco, não fica na mão, desesperado.Vários passeios você também pode pagar com dólar na própria agência que fechar o passeio, REAL não! :(

Inicialmente vou falar um pouco sobre os preparativos da viagem e depois vou postando sobre a experiência em cada lugar de pouco a pouco, os gastos e os passeios que escolhi fazer. 

Quem tiver interesse em seguir no instagram: @diegomoier 

> DECISÃO DE VIAJAR SOZINHO: 

Uma coisa é certa: Você nunca estará sozinho em uma viagem. 

Claro que o medo e a incerteza bate a todo momento, mas depois que você começa a panejar percebe que as coisas podem ser mais fáceis do que imagina. Inevitavelmente a vontade de desistir vem a todo momento e levar o plano até o final envolve persistência, coragem e determinação. 

Quando postei aqui no mochileiros dia 23 de janeiro 2018 o interesse em fazer essa trip, diversas pessoas me procuraram com o mesmo interesse e através de um dos membros: O Salgado, pude ingressar em um grupo de whatsApp e conhecer diversas pessoas que me ajudaram ali. Um salve especial para Ana, que ma ajudou pra caraio (@anacris_ms), Nath, Salgado e tantos outros que são ativos nos grupos e ajudam muito. Vou deixar alguns links de grupos que faço parte e que foram muito úteis antes e durante a viagem:

Mochilão 2018: https://chat.whatsapp.com/A3esrzk2CyDJgu2jjJ9fbb

TRIP BOLÍVIA, PERU E CHILE: https://chat.whatsapp.com/Bfq6ZSxxD9P5PmNMiKByce

Trip Bolívia, Peru e Chile: https://chat.whatsapp.com/5hxFBEPWBzKBhe7WlISX4K

Companhia para o Uyuni: https://chat.whatsapp.com/EszhFEPfvEkKtCmUExFqDZ

Tem diversos outros grupos de outros destinos, mas deixarei apenas esses que são os principais para o mochilão que fiz. 

Através da postagem pude conhecer duas pessoas maravilhosas de SP: O Eri que faria apenas a Bolívia e a Angéllica que resolveu seguir até o final da viagem comigo. Um obrigado especial para essas duas pessoas que me aturaram. Mais para frente vocês irão vê-los em fotos comigo. Agradeço a companhia de cada um e com certeza foram essenciais para que se tornasse uma viagem inesquecível. No decorrer do relato vou falando de outras pessoas que se tornaram mega especiais e que já são parça do coração também. 

> VIAJAR PARA A AMÉRICA DO SUL:

Uma coisa que precisa ficar bem clara quando você decide fazer esse roteiro: Você pode levar rios de dinheiro, não vai ter para onde fugir: Você vai respirar poeira horrores, vai passar um frio do cão, dormir em lugares não muito confortáveis, topar com comidas não muito simpáticas, pessoas simples, humildes, lugares sujos, assadura na pele por conta do frio, ou nariz ressecado, sol escaldante, etc. 

Para quem não está acostumado, desprenda-se do luxo e conforto da sua cama, tenha certeza que acima de uma viagem, é um aprendizado para a vida. Respeitar as pessoas, o seu espaço e costumes se torna uma obrigação. A HUMILDADE é uma das qualidades essenciais para essa viagem. 

> O QUE É PRECISO PARA VIAJAR PARA A AMÉRICA DO SUL: 

  • SEGURO VIAGEM:

Coloquei como primeiro item da lista, não por ser uma obrigação, mas por ser algo essencial para a sua viagem. Fiz meu seguro viagem com a Alianz (Plano Básico): R$ 158.88. 

Site: www.Allianz.com.br / Telefones: 55 114331-5445 - 0800704 3840

Não precisei usar, pela glória, mas na minha primeira viagem para a Argentina, uma amiga deu dengue durante a viagem, precisou, não tinha e passou altos perrengues com hospital público, além de ser tudo muito caro lá fora. Nessa viagem também a Angéllica, que estava comigo deu infecção alimentar e precisou usar em San Pedro de Atacama. Ela pagou as despesas do bolso e vai pedir reembolso para a seguradora.

Nunca sabemos quando vamos precisar, por isso é essencial precaver-se e fazer um seguro viagem para que possa ir com a cabeça tranquila. 

  • DOCUMENTAÇÃO e VISTO:

Desde junho de 2008, os turistas dos países que compõem o Mercado Comum do Sul, podem apresentar apenas a cédula de identidade nas viagens realizadas nos locais que formam o bloco. Não é preciso levar passaporte nem visto de entrada.

Os documentos de identidade devem ter fotografia atual, não podem ser plastificados e, caso gerem dúvidas, pode ser solicitado outro tipo de identificação, também com foto.

Fonte:
Ministério das Relações Exteriores

Obs: Se você tem passaporte leva pois vai receber vários carimbos em diversos pontos turísticos pelos países. 

  • EMISSÃO DE PASSAPORTE: 

Para emitir seu passaporte deverá entrar no site: http://www.pf.gov.br/servicos-pf/passaporte/requerer-passaporte e seguir os passos descritos no próprio site. Ao concluir o pagamento da GRU, agende e compareça ao posto da PF escolhido, no dia e horário agendados (recomenda-se com 15 minutos de antecedência) munido da documentação original exigida , boleto GRU, comprovante de pagamento e comprovante de agendamento. Somente menores de 3 anos devem levar fotografia. Para todos os outros, a fotografia coletada no momento do atendimento.

O passaporte será entregue pessoalmente a seu titular, no horário e local indicados no dia da solicitação, mediante apresentação de documento de identidade, conferência da impressão digital e assinatura do documento.

  • CERTIFICADO INTERNACIONAL DE VACINA: quais países exigem?

Acima de uma exigência da ANVISA, não se preocupe somente com a obrigação e sim com a sua saúde. Cada país vive uma realidade e se proteger é de extrema importância para que a viagem não se torne um pesadelo. 

A única obrigatória é a da Febre Amarela e o não cumprimento pode impedir que você entre no país. Portanto por mais que as pessoas em relatos e grupos falem que nunca pede na fronteira, FAÇA, SEM PENSAR DUAS VEZES. 

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Como saber se a vacina é obrigatória para onde vou? 

Para a viagem que fiz entre os países: Bolívia, Peru e Chile, o único país que exigia era a Bolívia. Os demais era aconselhável. 

"A apresentação do certificado internacional de vacinação ou profilaxia (CIVP), documento que comprova a vacinação contra a febre amarela, é necessária somente se você vai viajar para países que exigem tal comprovação. A lista dos países com risco de transmissão da febre amarela e dos países que exigem a vacinação preventiva é publicada e atualizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e é sujeita a alterações periódicas.

Embora haja, até o presente momento, 135 países que exigem o certificado do viajante, países como Estados Unidos, Reino Unido e Portugal não demandam o porte do CIVP. Se você não planeja viajar para países que exigem o certificado, não precisa solicitar a emissão do Certificado. É importante observar que, se sua viagem tem conexões em países que fazem a exigência, você também precisa do CIVP.

Os Centros de Orientação para a Saúde do Viajante da Anvisa e serviços credenciados executam a emissão do Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia – CIVP e demais atividades de orientação aos viajantes sobre cuidados com a saúde.

No entanto, os Centros da Anvisa apenas emitem o CIVP e não realizam a vacinação. A vacina pode ser encontrada em um posto de saúde público ou em serviços de vacinação privados credenciados.

Após a vacinação, o viajante brasileiro poderá realizar o pré-cadastro no site da Anvisa e agilizar o processo de emissão do certificado quando este comparecer ao posto".

Acesse o site da ANVISA: http://portal.anvisa.gov.br/rss/-/asset_publisher/Zk4q6UQCj9Pn/content/id/3339724

Lá você encontra todas as informações necessárias. Na minha cidade, tomei a vacina e no mesmo local já tinha um posto para emissão do certificado, onde eles mesmo agendaram e já emitiram. Foi bem rápido. 

IMPORTANTE: 

- Atentar-se se já tomou a vacina anteriormente. Se já, passe para o posto o local e data para que possam resgatar o registro da sua vacina e assim emitir o certificado;

- A vacina não pode ser fracionada e sim a dose completa;

- A vacina deve ser tomada no mínimo 10 dias antes da viagem. Não deixe para última hora, pois o certificado só poderá ser emitido apenas de esse prazo for respeitado. 

- Ao tomar a vacina informe que é para emissão do Certificado, pois no comprovante precisa constar a data e o lote da vacina. 

> PREPARATIVOS PRÉ-VIAGEM:

Você vai precisar de muita organização, pois é um turbilhão de coisas que você precisa ver antes de sua viagem. Claro que algumas pessoas já viajaram, outras tem mais facilidades de organizar tudo. Vai de cada um. preparei uma lista das coisas que vi antes da viagem, porém por ser homem pode ficar faltando algumas coisas específicas para as mulheres. A ideia é acrescentar, portanto sempre faça o seu planejamento pessoal de acordo com a sua necessidade. 

1 - Descobrir o clima de cada local na data que irá viajar;

Assim você evitará levar coisas desnecessárias em sua mochila e não passará calor ou frio. 

2 - Saber aproximadamente a cotação de cada país para a moeda que você tem disponível;

Sabendo as cotações, poderá programar quanto deverá ter no mínimo para não passar sufoco e ficar sem grana tendo que pegar carona para chegar em casa (Quase tive que fazer isso!!! kkkk).

3 - Pontos turísticos de cada cidade que tem interesse em conhecer e valores aproximados de cada um;

Nessa etapa você precisará ler muito, muito, mais muito. Pergunte nos grupos de whatsApp, leia relatos e mais relatos, mande e-mail para as agências e depois disso monte uma média (sempre para mais) dos valores de cada passeio e os custos envolvidos (Se tem alimentação no pacote, entrada dos pontos turísticos que são pagos a parte, tempo que leva, etc).

4 - Tempo que leva de deslocamento de cidade para cidade e qual tipo de transporte que vai te atender com o preço que você tem como pagar (Avião, ônibus, barco, a pé, jegue, etc.);

Eu priorizei sempre andar de ônibus por conta do valor, mas vai de cada um e alguns preferem economizar tempo e pagar um avião. Procurando com antecedência pode encontrar uns valores promocionais. 

Sites indicados: https://www.rome2rio.com /  http://www.cruzdelsur.com.pe /  https://www.ticketsbolivia.com

5 - Tipos de hospedagem que quero ficar e preço aproximado;

Eu preferi reservar hostel antecipadamente apenas em lugares que chegaria pela madrugada ou que a procura é maior, para não ter que ficar pela madrugada procurando hostel e não correr risco de ficar sem vaga no hostel que queria. Decida se você vai querer quarto privado, com ou sem banheiro compartilhado, localização desejada, etc. Eu novamente, pobre fufu que sou, preferi os mais em conta com pontuação e localização boa, porém em quarto compartilhado sempre. 

O Café da manhã incluído pode ser uma vantagem, ou não, pois alguns passeios (muitos deles) tem desayuno (Café da manhã para ales), ou saem muito cedo e não dá tempo você tomar o café da manhã no hostel. Ou seja vai pagar atoa pelo café. Verifique no hostel se tem diferença do valor com ou sem café. 

App/site indicado: Booking.com (Algumas hospedagens podem reservar sem cartão e sem taxa de cancelamento). 

Quase sempre, quando você reservar o hostel na hora, pagará menos do que reservar pelo booking por conta das taxas envolvidas. Aconteceu diversas vezes comigo. 

6 - Aplicativos que podem ajudar na sua viagem;

Tem diversos aplicativos que podem ajudar na sua viagem. Os que mais indico são: Booking e Navegação e mapas Offline (Maps, GPS e Navigation). Esse último você baixa o mapa do país quando tiver com internet e quando estiver offline pode navegar sem problemas, marcar favoritos, traçar rotas, achar hospedagens, hospitais, bares, etc. Vale muito a pena e me salvou diversas vezes. Vou deixar abaixo a imagem do app para quem tiver interesse em baixar. 

 

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Detalhe: Funciona dentro do avião. Mostra qual a velocidade do avião. Se tem outros iguais, não sei, mas achei incrível e fácil de usar. Confesso que não sou muito antenado nessas paradas. kkkk 

7 - índice de violência e assalto na cidade de destino;

Qualquer lugar é perigoso, mas não custa dar uma sondada para ver o índice de assalto e violência no lugar. É sempre bom manter o alerta nos lugares mais perigosos. Uma coisa que sempre fazia quando estava andando pela cidade, era sondar com moradores locais, se aquele lugar era perigoso para andar a pé ou a noite. 

8 - Prepare a sua saúde;

Tendo em vista que você vai topar com todo tipo de pessoas, pegar temperaturas muito baixas em um dia e no outro muito altas, altitudes elevadas, climas secos, dormir em diversos lugares, comer na rua, é essencial preparar o seu sistema imunológico para aguentar tudo isso e não correr o riso de ficar doente. Eu comecei a tomar complexos vitamínicos, vitamina C e D 2 meses antes da viagem, além de reforçar minha alimentação. Uma consulta a um médico para ver como tá a sua imunidade é bastante válido também. 

> LEVAR DÓLAR ou REAL?

Essa dúvida é frequente em diversos grupos e tópicos, então vamos lá:

O Dólar sem sombra de dúvidas é mais valorizado que o real nos 3 países, mas o real é aceito na maioria das casas de câmbios pelas cidades, porém dificilmente outros lugares aceitam, tipo agências de turismo. Por experiência, para mim o melhor foi ter levado as duas moedas. 

Tudo vai depender da cotação para compra do dólar, se conseguir barato, vale muito a pena ir trocando de pouco a pouco. 

Algumas casas de câmbio não aceitam real, ou querem pagar muito pouco por ele. Nessa situação ter o dólar é uma escapatória para não levar prejuízo, por mais pequeno que seja. Centavos fazem toda a diferença em uma viagem quando somado o valor total. 

Diversos lugares aceitam o pagamento em dólar (Agências de turismo, restaurantes, hostel), então é só fazer uma conta rápida e ver o que vale mais a pena. 

Deixe o real para trocar em cidades que estejam pagando um valor melhor.

Resumindo:

- Leve Real e Dólar é uma boa pedida sempre (Se quiser levar tudo em dólar tudo bem também, só cuidado para não trocar muito caro aqui e levar prejuízo);

- Dê preferência ao dólar em casos onde o prejuízo vai ser grande pagando/trocando por real;

- Sempre procurem saber de alguém (grupos principalmente) quanto tá a cotação para as duas moedas na próxima parada, assim você consegue se preparar e trocar na cidade anterior, se compensar mais. 

- Se você for uma pessoa RIKKAAAA e tiver Euros ou Libras (Nem sei como é a nota), vai fundo, ahahahaa. 

> O QUE LEVAR PARA UMA VIAGEM DE 27 DIAS?

Reforçando, a ideia da postagem é apenas auxiliar e acrescentar. Cada pessoa tem sua particularidade e necessidade, portanto sempre faça o planejamento de acordo com as suas necessidades. A ideia sempre vai ser eliminar coisas desnecessárias para que não fique uma mochila muito pesada, pois você vai ter que carregar ela nas suas costas por um bom tempo. rsrs

Vou deixar uma lista do que eu levei, o que foi válido ou não:

  • DOCUMENTOS:

- RG / Passaporte;

- CPF;

- Cartões de embarque impressos;

- Ingresso Macchu Picchu (Caso compre antes);

- Cartão Internacional de Vacina (ANVISA);

- Certificado do Seguro Viagem;

- Nota fiscal de equipamento fotográfico;

- Reservas de Hostel impresso;

- Todos os documentos foram escaneados e enviados por e-mail também. 

  • ROUPAS

- 8 cuecas 

- 8 pares de meia

- 1 sandália havaiana

- 2 tênis leves e confortáveis  - Tente ver um que seu pé já está adaptado. (Não me arrependo de ter levado 2, pois 1 eu acabei com ele na trilha para Macchu Picchu e abriu todo. O outro me salvou); 

- 6 T-shirts de algodão - Dê preferência para as escuras. (Levaria menos, pois usei apenas a metade. Na maioria do tempo era roupa de frio);

- 2 camisetas regatas;

- 1 camisa flanelada;

- 2 camisas abertas de botão (Que usei muito)

- 1 casado corta vento impermeável;

- 1 moletom de capuz (Usei bastante). 

- Uma calça segunda pele - Dê preferência a uma térmica (A minha não era, mas fiquei de bouas);

- 1 Cachecol;

- 1 Touca;

- 2 Calças Jeans;

- 1 Calça mais leve de linho (Usei muito);

- 2 Bermudas - 1 Jeans e uma de tecido (Usei muito pouco);

- Uma bandana (Usei muito para colocar no rosto para não respirar muita poeira e proteger do vento gelado);

- Um cinto;

- 1 Toalha de banho - Prefira as mais leves e de rápida secagem (Levei uma de casa mesmo surrada e foi de boa).

ROUPAS que comprei durante a viagem;

- 1 Luva (Em San Pedro de Atacama);

- 1 casaco bonito fechado de lã (Cusco);

- 1 Cachecol grande que era bem quente e bonito também (Cusco).

O que não levei, mas que é bom pensar na possibilidade de incluir:

- 1 bota impermeável;

- 1 Camisa térmica;

  • MEDICAMENTOS

Qualquer medicamente usado foi baseado no meu organismo e nas minhas limitações. Cuidado com a automedicação e sempre consulte um médico para ver o que é viável para você levar.

- Diamox (Salve para o Diamox, usei sempre e me fez muito bem);

- Rinossoro (Tenho rinite e sinusite e me salvou);

- Nasonex (Específico para mim que tenho problema com sinusite);

- Doril enxaqueca (Me salvou 2 vezes);

- Band-Aid (Me salvou também);

- Luftal;

- Histamin;

- Dipirona;

- Dramin;

- Eno;

- Sonrisal; 

- Esparadrapo e Gaze;

- Imosec; 

- Epocler;

- Ibuprofeno;

- Torsilax; 

- Remédio para gripe;

- Vitamina C para ir protegendo o sistema imunológico; 

- 1 vidro pequeno de alcool 70;

- Algodão;

- 1 Pomada Minancora (Sou viciado em Minancora. kkkk)

  • OBJETOS

- 1 Mochilão trilhas e rumos - 50L;

- 1 Mochila de ataque;

- 1 agenda de anotações;

- 1 caneta;

- 1 pochete (Comprei outra em cusco, pois sou pocheteiro);

- 1 Money Belt (Doleira);

- 1 bolsa para a Câmera;

- 1 Câmera T6;

- 1 Lente 18-55mm

- 1 Carregador para câmera

- 1 Cartão de memória 32;

- 1 Celular;

- 1 Carregador para celular;

- 1 Carregador portátil;

- 1 Lanterna;

- 1 Capa de Chuva (Acho que isso deveria estar em roupa);

- 1 par de óculos escuros;

- 1 Fone de ouvido;

- 1 Adaptador de tomada (Que comprei em Buenos Aires e foi bem útil);

- 1 Extensão (Bem útil);

- 2 cadeados;

- 1 isqueiro (Fumante controlado, mas pode ser para colocar fogo no hostel caso algo meu sumisse também, brinks!!!!)

  • PRODUTOS DE HIGIENE PESSOAL

- 1 Shampoo;

- 1 Sabonete;

- 1 Hidratante Nivea (Essencial);

- 1 Protetor solar;

- 1 Desodorante;

- 1 Rolo de papel Higiênico;

- 1 Manteiga de cacau para boca;

- 1 Protetor solar para a boca; 

- Fio Dental;

- Repelente (Essencial, principalmente para trilhas);

- 1 Pasta de Dente;

- 2 Escovas de dente - Sempre gosto de ter uma reserva (Tenho medo de cair no vaso sanitário);

 

Posso ter esquecido algo, mas vocês organizados que são, vão lembrar e incluir na lista de vocês.

Claro que há muitas outras coisas no planejamento de uma viagem, mas tentei unir o máximo de informações possíveis para ajudar, caso tenham esquecido alguma dessas coisas. Planejei com bestante antecedência, li muitos relatos, pesquisei bastante, perguntei.. Isso tudo é essencial para te dar mais segurança ao chegar nos lugares.

Durante toda a viagem você vai topar com pessoas ótimas e dispostas a ajudar (algumas nem tanto, mas faz parte). 

Se apegue as pessoas do bem, sejam abertos a novas amizades e ajude quando for necessário, quem quer que seja. Respeite as pessoas e lembre-se sempre de sorrir e ser educado. 

O universo nos devolve sempre que tentamos ser pessoas melhores e fazer o bem. 

Em breve começo a postar cada lugar que passei, o trajeto, os custos e perrengues e estou aberto para tirar qualquer dúvida que tenham. No mais, tenham todos um bom planejamento de viagem e em breve você estará desfrutando do que o mundão tem a nos oferecer. Tenha certeza que sua recompensa será enorme, portanto vai em frente e não desista dessa trip incrível. 

Bju pocês!!!! :D

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Em 07/08/2018 em 20:36, Diego Moier disse:

@TaGomes Fico tãooo feliz quando vejo que alguém está acompanhando e ainda mais que vai fazer essa viagem incrível. Obrigado mesmo!!!! :**

Conheça a Humantay, faça o possível e o impossível, ahahahaha. Não se arrependerá! 

Fiz sim! Em copacabana tem várias agências que fazem esse mesmo passeio e custa entre 25 e 30 Bol. Chora que consegue a 25 com certeza. Os bascos saem cedinho por volta das 8 da manha e voltam a noitinha e vão até a Isla de la Luna também, porém você pode escolher por ficar apenas na Isla del Sol, pois primeiro eles passam lá, deixa um grupo e segue para o outro que quer ir na Isla de La Luna e depois voltam para del Sol. Sinceramente, eu hoje ficaria apenas na Isla del Sol. Teria mais tempo lá.

A Isla de la Luna tem quase nada para se ver.  

Sobre o lado norte, sim está fechado. O Tour te deixa pelo lado Sul mesmo e ai você anda pela ilha a tarde toda. Vá ao mirador, é linda a paisagem. 

Se você for dormir na ilha e te falarem que tem um jeito de ir para o lado norte, esquece isso!!! Não faça! Tem gente que fala que se vc sair cedinho, tipo 5 da manhã você entra no lado norte tranquilamente.

Não sei se é verdade, mas soube lá que uma coreana fez isso e foi morta no lado norte. Pode ser caô, nas não arrisque esse tipo de aventura. rsrsrs. 

Qualquer dúvida pode me mandar um zap: 22997297989. Boa viagemmmm e obrigado por estar por aqui!!! 

Valeu, Diego. Grata pelas informações! Está chegandooo!!! O número está anotado, qualquer coisa, grito socorro :D 

Gratidão!

Continuo acompanhando! ;)

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CAPÍTULO 17: 27-28/05: Copacabana e a energia singular das Islas del Sol e da Luna

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Assim como Uyuni, nunca havia me interessado muito por saber mais sobre Copacabana, aliás Uyuni eu nunca nem tinha ouvido falar. Copacabana vagamente.

Já estava um tempão planejando o roteiro, pesquisando pra cacete, lendo relatos e mais relatos e chegou na hora de copacabana li rapidamente sobre a cidade, ela estaria na passagem, vi escrito ilha do sol e da lua e pronto, 1 dia em Copa para não dizer que não conheci. 

Li algo sobre lado norte, lado sul, dormir em um lado, ir pra outro, depois guerra de lado sul com norte, lado norte fechado, nada que me interessasse muito. 

Hoje me arrependo de uma coisa: Não ter dormido uma noite pelo menos na Ilha do Sol. E ai vocês vão entender o motivo de hoje eu ser apaixonado por Copacabana e principalmente pela Ilha do Sol. 

  • Chegando em Copacabana (27/05).

Copacabana é uma cidade bastante segura e tranquila, não senti insegurança em momento nenhum e provavelmente onde a civilização Inca tenha começado. De todas as partes que passei pelo lago Titicaca, Copacabana sem sombra de dúvidas foi a parte mais bonita que conheci. Por isso quando diversas pessoas me perguntaram sobre Puno e Copacabana não tive dúvidas em falar que dormir em Copacabana era a bem melhor que Puno. 

A cidade está a 3841 metros acima do nível do mar e as suas ilhas guardam grandes histórias. 

No capítulo anterior já contei todo o processo de imigração de saída do Peru. O ônibus acompanha todo o trajeto e te deixa em Copacabana. A chegada na cidade já foi uma delícia daquelas, cheguei a tardinha no pôr do sol.

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Não havia reservado nenhum hostel, mas chegamos a dar uma olhada em algum pelo Booking. Pesquisamos algumas perto do lago titicaca quando chegamos, mas estavam acima do valor que a gente queria. O Vinícios que falei no capítulo anterior tinha anotado um e seguimos direto para ele. 

A moça dona do hostel (chamado Wayra), nem simpática nem antipática nos atendeu e informou o valor 30BOL cada pessoa sem café da manhã. Nem sorria, nem chorava, nem esboçava nenhuma emoção, kkkkkkk ou seja a mulher era indiferente. Resolvemos fechar com ela mesmo para não ficar andando muito. O Vinícios e a Camila ficaram em um quarto e eu e a Angéllica em outro. 

O hostel era bem desconfortável, as cobertas não esquentavam, passei um baita frio, WIFI não funcionava direito, o chuveiro era bem ruinzinho, o banheiro estava bem sujo e usar a cozinha só pagando, até para usar os talheres. Não podia nem entrar na cozinha se não pagasse 5 BOL. Até para conseguir uma faca foi meio complicado.

Não recomendo o hostel, pois tem outros com os mesmos valores, inclusive encontramos um brasileiro que estava em um perto do mercado e que pagou o mesmo valor e disse ser ótimo. 

Como a gente só ia ficar uma noite e já tínhamos acertado, não tinha o que fazer, deixamos as coisas no quarto e fomos dar uma volta para comprar coisas para comer e fechar o passeio para as ilhas. Não precisa fechar nada disso antecipadamente. O que não vai faltar é agência para fechar o passeio. Só feche um dia antes, pois os barcos saem cedinho.

Não é difícil se localizar em copacabana, pois é bem pequeno e as coisas se concentram em um mesmo lugar. Os bares são bem legais e decorados e com uma energia bem good vibes.

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O comércio principal está na rua 6 de Agosto. Nessa avenida estão quase todos os restaurantnes e lojas de souvenirs. É o melhor local para fazer câmbio, para almoçar e jantar e onde se concentra as maiorias das agências. 

Peço desculpas, mas eu não anotei a agência que fechamos o passeio e não achei o papel, deve ter ficado com alguém do grupo, pois todos estavam no mesmo recibo. Mas não se preocupem, qualquer agência vai fazer o mesmo trajeto e todos saem do mesmo lugar. Juntam várias agências no mesmo barco. Mas ela ficava entre as primeiras da rua indo pelo lado titicaca pela Avenida Costanera. Nessa agência compramos a passagem para o ônibus para La Paz no outro dia. Pagamos 20BOL. 

Basta subir a rua e ir sondando preço, chorando até achar um que você queira e ache justo. 

Não achei as coisas do mercado principal muito baratas, mas nas ruas próximas tem muitos comércios com coisas baratas. Na frente do mercado tem um restaurante que faz um prato muito bom e barato. Eles ficam cozinhando ali pela frente mesmo. Resolvemos comer por ali e compramos poucas coisas para fazer lanche e levar para o passeio.

  • Gastos:

- Hostel: 30BOL a diária sem café da manhã. 

- Passeio Isla de la Luna e Isla del Sol: 25BOL (Choramos, pois estavam cobrando 30). Dificilmente vai encontrar mais barato. É quase tabelado em todas as agências. 

- Lanche para levar (Pão, maionese e sardinha): 15 BOL, dividi com Angéllica e pagamos 7.50BOL cada um.

- Janta (Arroz, Frango empanado, Batata frita e salada): 10BOL

- Passagem Copacabana x La Paz: 20 BOL. 

- Entrada Isla de La Luna: 10 BOL - 5BOL para locais (Paga na entrada da Ilha).

- Entrada Isla del Sol: 10BOL - 5BOL para locais (Paga na entrada da Ilha). 

Tem restaurantes na Isla del Sol, porém não quisemos gastar com isso, por isso preparamos nosso lanche para levar, mas não é nada surreal de caro. 

  • Continuando:

 Voltamos para o hostel fizemos a missão de conseguir a faca e preparamos nosso lanche no quarto mesmo, como disse nem a cozinha a gente podia usar sem pagar. Se bem que pelo estado do banheiro a cozinha não estaria diferente. Sem WIFI, restava dormir, afinal estávamos destruídos. Apesar do frio do cão com aquelas cobertas tecidas a fios de gelo, valeu o descanso. 

  • Isla del Sol e Isla de La Luna (28.05):

Acordamos, arrumamos nossas mochilas, comemos alguma coisa que já tínhamos preparado, deixamos as mochilas no hostel e seguimos em direção ao barco. A agência informa o nome do barco que você vai ter que pegar, não é difícil de achar, pois os nomes são grandes. 

Saída do porto: 8h30. 

O tempo para chegar até a ilha é de aproximadamente 1h30.

No barco você apresenta o tickt da compra do passeio e todos seguem viagem. Algumas pessoas sobem no teto do barco, mas precisam descer por conta da fiscalização. Depois de uma determinada distância podem subir novamente. 

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Inicialmente o barco deixou um grupo na Ilha do Sol, essa galera escolheu ficar apenas ali. Depois o barco seguiu viagem para a Ilha da Lua. No caminho um guia oferece os seus serviços, falou de algumas vantagens de ir em lugares que sem o guia não poderia, pois iria de barco. Não prestei muita atenção e preferi não contratar serviço nenhum. O que menos queria era gastar nessa altura do campeonato. 

  • Sobre as ilhas:

As Ilhas são sagradas para os Incas e foi usada como santuários. Há diversos templos onde eram realizados cultos, rituais e sacrifícios. 

  • Isla de La Luna:

Na entrada da ilha você precisa pagar 10BOL.

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Tinhamos 1h para conhecer a ilha da Lua. Acredito que com mais tempo vale a pena, mas com o tempo que o pessoal nos deu teria ficado apenas na Ilha do Sol para aproveitar mais por lá.

Foi o tempo de andar um pouco e descer quase rolando pois o barco já tinha chegado e estava atrasado. Lá de cima estava vendo o povo subindo no barco. Aquele desespero de ficar para trás que não cabe no peito. "Pernas pra que te quero".

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Não cheguei a ver as ruínas. Peguei um lado qualquer e fui andando sem direção ao infinito. Comecei a ver que não tinha ninguém me acompanhando e nenhum turista, todos foram para o outro lado. 

Subia cada vez mais como se não houvesse o amanhã. Não sei exatamente para que servia aquilo, mas encontrei tipo uns túmulos, uns cercados com sinais de fogueira. Fiquei alguns minutos ali tentando entender e comecei a correr desembrestado para baixo para não perder o barco. Torci o pé algumas vezes, cai umas 2 vezes e cheguei lá embaixo com picos e espinhos até no c*. 

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Pode ser que pessoas estejam enterradas aqui

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Aqui também talvez


Seguimos viagem de volta para a Ilha do Sol. Na volta viemos em cima do barco com mais uma galera, o clima tava gostosinho, se não fosse uns filhotes de chaminé que não parava de fumar e eu tava um pouco irritado pois eles estavam jogando fumaça na cara de todo mundo. Eu fumo, mas odeio gente sem noção que acha que todo mundo é obrigado a fumar junto. Preferi descer para não jogar ninguém de barco abaixo. 

  • A Isla del Sol:

A comunidade do lado sul é a Yumani que tem uma estrutura melhor com hostels e restaurantes. Para subir há uma longa escadaria. A comunidade é bem simples, mas o clima é muito gostoso. Fomos subindo e subindo e subindo. Meu objetivo era chegar no mirador pallakasa. O restante da galera parou pelo meio do caminho em um restaurante e foram comer e eu segui sozinho. 

Na subida minhas pernas começaram a bambear, fiquei tonto e meu coração acelerou bastante, fiquei um pouco bolado de morrer, parei um pouco e dei uma relaxada, fiquei preocupado com a descida, se ia dar tempo pegar o barco ou não, pois quando mais eu subia, mais demorava para chegar. 

Agora aquela parte que vocês vão pensar que é alguém tentando dizer ser #goodvibes que sente a energia do lugar. kkkk Mas foi a verdade e me orgulho muito de ter vivido momentos tão únicos. 

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Chegando no topo pude realmente entender o quão incrível é a energia daquele lugar. 

Talvez tenha sido uma das melhores partes dessa viagem, estar sozinho no topo daquela ilha. Senti uma felicidade que não cabia dentro do meu peito, girava 360º e via uma paisagem singular incrível. Uma energia tomou conta de mim. E foi o único momento da viagem que chorei. 

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Não tinha explicação, não tinha motivo, nem tristeza e nem alegria, simplesmente chorei como se tivesse limpado algo de dentro de mim. Não imaginava que fosse sentir isso em um lugar que não tinha planejado e nem notado e a partir dali eu percebi que a Ilha do Sol não é só um rostinho bonito.

Fiquei por alguns minutos sentado ali sozinho apreciando a paisagem e refletindo sobre anos e anos da minha vida. Pude entender o motivo de ter sido levado até ali. Essas coisas a gente não explica né, apenas sente. Não é preciso entrar muito em detalhes. Se eu pudesse ficaria por horas ali, mas tinha um roteiro a zelar. 

Na volta encontrei com duas senhoras. Contei desde o início que eu sou apaixonado por pedras e que peguei algumas por todo os lugares que passei. Estava pegando umas pedras e elas estavam vindo ao meu encontro, provavelmente estavam indo para o lado norte ou não, sei lá, e uma delas quando se aproximou mais, perguntei algumas coisas sobre o lado norte, uma delas percebendo que eu estava catando pedras pegou uma e me entregou, contou umas coisas sobre a ilha.

Tenho hoje a pedra mais especial da minha vida. 

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Acho que a ilha é uma mistura da paz com a guerra. Depende de como ela vai te receber. 

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Desci correndo para encontrar o pessoal, pois já estava muito perto do horário do barco. Chegamos no Píer e já estava todo mundo entrando no barco. Seguimos de volta para Copacabana. 

O barco saiu da parte sul às 16h00 e chegou em Copacabana às 17h30. Os barcos são bem lentos, mas compensa pela paisagem que a gente não cansa de admirar. 

  • Sobre o lado norte x Lado Sul:

Antigamente fazia-se a Ruta Sagrada de La eternidad del Sol (Willka Thaki) até chegar nas ruínas de onde saíram Manco Capac e Mama Ocllo para criar o império Inca. Geralmente as pessoas iniciavam no lado Norte e chegaram até o sul. Porém as coisas mudaram. 

O lado norte está fechado para visitação devido aos conflitos entre os moradores locais. Não tenho certeza absoluta das informações, mas pelo pouco que conversei soube do seguinte: 

formou-se um conflito por meses entre as comunidades, pois um lado sempre foi favorecido financeiramente, pois eles tinham uma estrutura muito melhor e arrecadavam muito mais grana. Os turistas chegavam pelo lado norte, conheciam as ruínas e deixavam a grana no lado sul. Alguns tentavam criar estrutura para arrecadar a grana, mas um grupo não aceitava com o argumento de que eles puseram em risco a riqueza arqueológica, por estar muito próximo aos sítios arqueológicos. 

Desde fevereiro de 2017, as comunidades de Challa e Challapampa lutam por esses lugares, diversas vezes eles pediram às autoridades para retirar essas construções. Como não foram ouvidos, começaram a demolir com suas próprias mãos.

Resultado: Conflitos, dezenas de mortes, barcos queimados e lado norte fechado. "Já que a gente não pode lucrar com os turistas, os sítios arqueológicos não serão visitados". 

Mudaram portanto o esquema de visitação e o fluxo ficou: Isla de La Luna e Lado Sul da Isla del Sol. 

Segundo Freddy Mendoza da comunidade Challapampa, ele tem dezenas de cartas enviadas para todas as instâncias da Prefeitura de Copacabana, ao governo de La Paz e ao Ministério das Culturas. Um ano e ninguém os escutam. 

Atualmente o lado norte ainda encontra-se fechado para visitação. 

Algumas pessoas da ilha dizem que há uma forma de conhecer o lado norte: Acordar pela madrugada e ir em direção a ilha, onde os moradores estarão dormindo. Estando lá dentro, depois consegue-se voltar tranquilamente. Segundo alguns tal atitude é perigosa, pois o lado norte não aceita de forma alguma essa visitação e pode correr risco de morte. Fake News? Nem imagino!

Será que isso tem ligação com a morte da Coreana na Isla del Sol? Não podemos afirmar, mas é o que alguns lá dizem:

Em janeiro de 2017 uma turista sul coreana de 39 anos foi assassinada na Ilha do Sol. O corpo da mulher foi achado oculto debaixo de pedras e galhos. A mulher apresentava cortes no pescoço e tórax e presume-se que foi abusada sexualmente, segundo o laudo pericial preliminar.

Não se preocupem, pois não senti nenhuma insegurança na ilha, mas é bom estar atento a tudo isso para caso alguém diga que pode ir para o lado norte, você possa se informar melhor e ter a cautela necessária. Como disse, não posso dizer que os fatos são verídicos. 

  • Continuando:

Chegamos em Copacabana, pegamos nossas mochilas, tomamos um banho no banheiro "nada limpinho" do hostel kkkk e fomos em direção ao terminal de ônibus indicado pela agência para ir para La Paz.

Sem sombra de dúvidas esse dia foi um dos mais incríveis de toda a viagem. 

No próximo capítulo falo sobre a chegada em La Paz, Mercado das Bruxas, o teleférico, Chacaltaya e o Valle de La Luna. Qualquer dúvida pode chamar ai e se quiserem me sigam lá no instagram: @diegomoier ou @sozinho.na.estrada.

  • Gastos totais

- Hostel: 30BOL a diária sem café da manhã. 

- Passeio Isla de la Luna e Isla del Sol: 25BOL.

- Comida para levar (Pão, maionese e sardinha): 15 BOL, dividi com Angéllica e pagamos 7.50BOL cada um.

- Janta (Arroz, Frango empanado, Batata frita e salada): 10BOL.

- Passagem Copacabana x La Paz: 20 BOL. 

- Entrada Isla de La Luna: 10 BOL - 5BOL para locais (Paga na entrada da Ilha).

- Entrada Isla del Sol: 10BOL - 5BOL para locais (Paga na entrada da Ilha). 

Total em Bolivianos: 112,50BOL.

Total em reais: R$ 66,17 (Cotação:1.70). 

Gasto parcial da viagem (Todos os custos)R$ 5.179,47.

Próximo capítulo: La Paz, teleférico, o famoso mercado das bruxas, Chacaltaya e Valle de la Luna. 

  • 4 semanas depois...
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Olá Diego, estou te acompanhando.

Uma pergunta: vc não fez taquile? O passeio foi somento na ilha de Uros? ou estou falando besteira. kkkkkk

Estou pensando levar moeda local, tipo boliviano, soles e chileno. O dolar ta muito alto, o que vc acha?

Preciso muitooo saber sobre chalcataya e vale de la luna. Estou no aguardo. kkkk

Até!

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@Cloris Macedo Obrigado por acompanhar.

Falou besteira não kkkkk. Não fiz Taquile, só Uros mesmo. Pelo tempo e pq realmente não tinha interesse nenhum em ficar em Puno. Como ia para Isla del Sol e da Luna em Copacabana achei melhor adiantar minha vida e aproveitar em La Paz. Sem contar que já estava com pouca grana.

Cara se vc conseguir levar moeda local tá ótimo, só precisar ter um controle maior de quanto vc vai levar de cada né. Pq trocando moeda local por moeda local lá, vc vai perder um pouco. O Dólar não, ele é valorizado em qualquer lugar. Mas é uma opção frente ao valor do dólar.

Amanhã vou postar La Paz. Já tô quase terminando, mas se tiver alguma dúvida específica me avisa ai que te adianto.

Abraço camarada!

  • 3 semanas depois...
  • 3 semanas depois...
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Fala Diego!!!! Cara, que relato top! Quantos detalhes ... Parabéns!!! Arrepia lê e lembrar tudo que foi vivido!! E nusssss ... Eu tô aiiiiiiii hehehehehehe velho parabéns 👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼 

Ouuu começando a planejar o próximo ... Norte do Peru, Equador e Colômbia. Iniciando por LIMA - Huaraz - Trujillo ... Até Cartagena!! Anima !??? Abraços!! 

E novamente parabéns, é uma contribuição fundamental pro planejamento da galera!! 

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@viniciusmazevedo caraaaaaaaaa.... vc aqui. Mano que saudade dessa viagem. PQP. 

Cara eu to planejando exatamente esse roteiro. Super topo!!!!!!

  • 1 mês depois...
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CAPÍTULO 18: La Paz, Teleférico, o famoso Mercado das Bruxas, Chacaltaya e Valle de La Luna.

8 Meses depois aqui estou terminando o meu relato. Peço desculpas a todos que me acompanharam até aqui e até mesmo alguns que já viajaram e não chegaram a ver o final para pegar as dicas. Foi massa receber mensagens da galera de todos os lugares interessados em fazer o mochilão e também estar podendo acompanhar uma galera concretizando os planos. Se tudo der certo, em maio embarco com destino ao Equador e Colômbia, mas antes darei uma passada por Huaraz e Mâncora no Peru. Se alguém animar só vem!  

Quando cheguei em La Paz a ficha foi caindo do tempo que já estava na estrada e como tinha passado tão rápido. Eram meus últimos dias antes de chegar em Santa Cruz novamente e voltar para o Brasil.

Novamente quem tiver interesse segue aí: @diegomoier e se tiverem alguma dúvida fiquem a vontade para perguntar.

  •  Sobre La Paz:

A cidade ergueu-se em meio a cordilheira dos Andes situando-se a mais de 3.600 metros de altitude. La Paz conta com quase 1 milhão de habitantes, sendo a maior parte descendentes dos povos andinos. Faz muito sentido quando dizem que é em La Paz que se entende o que é a Bolívia.

Todo mundo sabe que a Bolívia é um país com grandes dificuldades sociais e econômicas. As classes sociais mais baixas estão nos lugares mais altos, como nas encostas do El Alto por exemplo. Quando decidi incluir La Paz no meu roteiro, quis ficar pelo centrão, principalmente perto do mercado das bruxas. 

Pelo que tinha lido, La Paz seria a cidade que eu precisaria ter mais cuidado com furtos, batedores de carteiras, principalmente nos mercados. Tomei esses cuidados, porém não tive nenhum problema e olha que andei tudo, mas, pode acontecer, então tomem cuidado mesmo assim. 

O que me encantou foi perceber que é uma cidade com uma cultura muito rica, com museus, templos, mercados e tantas outras coisas que nem dá para enumerar. Os grandes mercados mostram como é um povo trabalhador. 

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Olha essa mini Boliviana que fofinha ❤️

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  • Copacabana x La Paz:

Como já disse no capítulo anterior, compramos a passagem de Copacabana para La Paz na agência que fechamos os passeios para as Islas. Pagamos 20 BOL. Chegamos em Copacabana do passeio das Islas mais ou menos 17h. 18h30 pegamos o ônibus no lugar indicado pela agência. 

Esse trajeto merece um pouco de atenção. Mais ou menos umas 19h30, chegará em uma ponto onde não tem como fazer a travessia por terra, então todo mundo desce do ônibus, deixa suas malas lá dentro, paga um pedágio de 2 BOL e faz a travessia de barco.

O ônibus atravessa em uma barca e pega a galera do outro lado novamente. Eles avisam rapidamente para o pessoal desder e quem não sabe disso fica bem perdido sem saber o que tá acontecendo. Vi gente com cara de assustado achando que deu merda. kkkkk

Quando atravessamos ficamos um tempo esperando o ônibus, tem umas barracas de comida de rua e o clima é bem agradável. 

Todo mundo dentro do ônibus novamente, seguimos caminho para La Paz. Nem falei, mas o ônibus não era muito confortável. Poltronas apertadas, algumas não abaixavam, foi uma viagem um pouco desconfortável. Estava morto de cansado de tanto andar na Isla del Sol. 

  • Hostel em La Paz:

Já tínhamos dado uma olhada em alguns hostels por perto do mercado das bruxas e fomos em direção a eles. Era bem perto da rodoviária de carro. O aplicativo de mapa offline ajuda muito neste caso. Escolha um que mesmo offline mostra os hostels disponíveis. No primeiro capítulo falei de um que usei e gostei muito.

Chegamos em La Paz era aproximadamente 22h. Quando desci do ônibus senti um frio de cortar a alma, virei uma estátua de gelo. Nessas situações fica complicado pensar em pechinchar, massss não é impossível. Fomos direto para o Taxi e o cara cobrou 60 BOL. Oi? Mano eu virei estátua de gelo, mas ainda tenho consciência. Tá Maluco?

Chamei a galera e falei que não dava, tava muito caro, afinal tinha um resto de roteiro a zelar. Qualquer grana que eu economizasse ajudaria. Fomos então para fora da rodoviária e o outro cara cobrou 30 BOL. Que diferença não? Não contente, falei que era muito perto e que a gente pagava 20 BOL. Foi os vintão. 0/

Pagamos 5 BOL cada um e descemos na rua Sagarnaga. Primeiro fomos no hostel que a galera tinha visto, porém estava tudo muito caro, pesquisamos alguns ali por perto, mas continuavam inviáveis. Era de 100 BOL para cima a diária.

Já estava tarde e o frio castigando. Um menino me falou do Cactus hostel pelo grupo de mochileiros do whatsapp. Fica praticamente dentro do mercado das Bruxas, na calle Jimenez, do lado do hostel Jimenez. Fomos lá para ver qual é. 

Dois foram no Jimenez ver se tinha vaga e eu e a Angéllica fomos no Cactus. O Jimezes não tinha vaga e o Cactus tinha, porém em quartos separados. 30 BOL a diária. Decidimos que seria ali mesmo, por mais que a primeira impressão que ficou não foi legal. Foi péssima na verdade. 

Vinicius e eu ficamos em um quarto com mais uma pessoa. O Quarto não tinha janela e estava com um fedor que pqp. Um cara estava vendo um filme e ficava rindo, tossindo muito, fiz uma oração, me concentrei, entrei no modo avião e acabei apagando. Não tive como tomar banho, pois o banheiro estava impossível de usar e o chuveiro não esquentava. Foi apenas uma primeira impressão mesmo. Hoje até indico o Cactus para quem não gosta de muito luxo e pensa em economizar. 

 

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Hostel Cactus

  • Nosso primeiro dia em La Paz:

Pela manhã rodamos tudo para achar um outro hostel, mas estava tudo acima do que a gente queria pagar. Foi quando eu decidi que ficaria ali mesmo no Cactus e dei a opção de cada um ir para outro lugar caso se sentisse a vontade. Tem hora que infelizmente você não pode querer que todo mundo faça tudo com você, mas infelizmente não tinha como pagar lugares mais caros. No final todo mundo decidiu ficar ali para minha felicidade, afinal a companhia do pessoal era massa.

Quando voltamos conseguimos mudar para um outro quarto que tinha vagado para 4 pessoas. Quarto com janela, estava limpo, arejado, coberta limpa, os banheiros já estavam limpinhos e o chuveiro esquentando.

As vezes é só a primeira impressão mesmo, depois vimos que chegamos muito tarde e realmente estava tudo uma zona. Tudo se normalizou e ficamos felizes naquele quarto, tirando o fato de ter uma família do lado do nosso que não dormia e ficavam fazendo barulho até de manhã. Eu particularmente não tenho problema em dormir, então não incomodou tanto.

Esse primeiro dia seria para conhecer a cidade, andar, descansar, fechar os passeios e aclimatar o corpo.

UMA DICA SUPER IMPORTANTE: Não faça passeio nesse primeiro dia, se puderem. Tira esse dia para descansar, se acostumar com a altitude e o clima, pois La Paz foi o lugar que mais senti a altitude. Fiquei muito cansado, desanimado e esse primeiro dia serviu para dar um gás para continuar. 

Quarto tudo OK, saímos em direção a praça, fui trocar dinheiro (Meus últimos dólares), já estava no nível desesperador. Sabia que não iria dar e teria que partir para o plano B. Mais pra frente falo sobre a missão e como a Camila foi uma pessoa que me ajudou pra caralho nessa hora. 

Sobre a cotação de La Paz, não vai adiantar muito eu ficar falando disso, pois já se passaram tantos dias e os valores com certeza mudaram, mas o dólar estava 6,94, 6,95 e o real 1,70. 

Um detalhe importante é que lá as notas de 100 dólares novas são muito valorizadas, chegaram a pagar 6,96. O real como sempre não é tão valorizado. 

Muito cuidado com câmbio de rua. Uma estratégia que eu adotei foi ir em mercados locais e pedir para eles me ensinarem a identificar as notas falsas de lá. Consegui pegar algumas dicas e trocar a grana tranquilamente. Notas velhas e rasgadas eu sempre pedia para trocar por outras.

  • Fechando os passeios:

Ta aí uma coisa que me deixou bem frustrado... Eu queria muito fazer o Downhill na estrada da morte, mas infelizmente não teria tempo e muito menos grana. A Camila, amor de pessoa que é, ofereceu pagar e depois eu dava a ela, mas não achei justo e não quis abusar, apesar de ela ter me deixado muito a vontade para isso. Conhecer essas pessoas na viagem, nos fazem acreditar que as melhores pessoas estão de mochila nas costas viajando. De verdade! 

Decidi que fecharia com a agência apenas Chacaltaya + Valle de La Luna (Esse passeio é feito no mesmo dia). 

  • Detalhes da agência:

Nome: Maya Tours

Endereço: A agência ficava na mesma rua do Cactus (Jimenez), quase no final da rua, porém tem outras endereços e contatos e indicações no mapa (Acredito que era só um ponto de apoio):

Illampu Street, 765 - Phone: 2-459389 - 72516104

Linares Street, 791 - Phone: 2-900489 - 2-480560 (24H)

Foi umas das mais baratas que achamos, apesar de não ter pesquisado muito. Lá mesmo pegamos um mapa da cidade e orientações de como pegar o teleférico e ir até o mirador. 

Segue imagem do mapa com a referência de onde fica a agência (Marcado com uma bola vermelha): 

 

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Depois de fechar os passeios (Conto detalhes e valores mais a frente), fomos achar um lugar para comer. Sei que quando a fome bate a vontade é de parar no primeiro lugar que aparece, mas todos queriam economizar, então saímos pelas ruas procurando restaurantes, apesar de não ser difícil encontrar restaurantes baratos (Mas queríamos o MAIS barato, porém limpinho e com cara boa ahahaha).

Resultado: Entrada (Sopa) + Arroz + Batata + Frango + Salara + Coca = 14BOL. 

Tinha direito a um refresco lá, mas que desde Santa Cruz de La Sierra tinha decidido não beber. 

A próxima missão antes de conhecer melhor o mercado das Bruxas e ir até o Teleférico era achar um supermercado para fazer o lanche para levar para Chacaltaya no outro dia de manhã. Não tem lugar para almoçar lá e a agência não dá o almoço. 

Andamos um pouco até achar um supermercado (Detalhe que não é fácil achar supermercado grande pelo centro de La Paz). Gastei 20 BOL comprando coisas para fazer lanche, água e frutas. Comprei uns pães em uma padaria também. 

  • Mercado das Bruxas:

O Mercado das Bruxas é cheio de ladeiras, ruas estreitas e barraquinhas onde é comercializado de tudo. A maioria são objetos místicos de todos os tipos, ervas, pedras, amuletos, etc. Estava bem ansioso na verdade para conhecer. O que chama mais atenção são os fetos de lhama pendurados na frente das lojas. Os fetos são enterrados no terreno antes de construir a casa para dar sorte. Esses fetos são de abortos naturais e não mortos para virar amuletos como alguns pensam. Que bom né? Coitadinhos!

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Mercado das Bruxas

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Mercado das Bruxas

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Outros mercados

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Mercado e uma apresentação de Teatro

  • Teleféricos e Mirador:

Esse dia foi muitcho loko... kkkk 

A agência nos explicou certinho como a gente fazia para chegar até o teleférico e nos indicaram pegar a linha vermelha que era onde tinha a melhor visão, assim fizemos. O valor do teleférico é 3 BOL, ida e volta 6 BOL. 

A infraestrutura da parada é surreal. Com cerca de 13 km, a rede de teleféricos passa por 11 estações. É a mais longa rede de teleféricos no mundo. Tudo muito organizado e limpo. Os teleféricos funcionam como meio de transporte para a população e é nítido como isso facilitou a vida de todo mundo e mudou a cara da cidade. 

Na saída do teleférico encontramos uma barraquinho de um tio que estava vendendo hambúrguer por 3.50 BOL. Vocês não tem noção de como aquilo tava bom.

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Entrada do Teleférico

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Mirador

Observaram que tem um vidro aí? Pois é, a gente cismou que queria ver o pôr do sol pela frente, para ter uma visão panorâmica de toda a cidade. Assim fizemos, saímos do terminal do teleférico, entramos em umas ruas estreitas, passamos quase dentro de um quintal e fomos andando até chegar quase na frente desse vidro. Estava um frio surreal e eu fui de bermuda (Não sei o que deu na minha cabeça). 

Paramos em um lugar que era quase os fundos de um quintal de uma casa, porém imaginamos que estava tudo de boa. Começou a entardecer, o frio apertava mais e mais, ligamos um som e ficamos ali esperando o pôr do sol e a cidade se ascender. 

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Entardecer

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As cores vão ficando maravilhosas, e ver a cidade se ascendendo é incrível. Detalhe que quando anoiteceu tivemos uma surpresa daquelas: Uma lua indecente saiu por trás da montanha Illimani ( A segunda montanha mais alta da Bolívia e a maior altitude da Cordillera Real. Atinge os 6.462 m de altitude) e posso dizer que tive um dos melhores momentos da viagem. Ver a lua aparecendo com aquela visão incrível da cidade foi maravilhoso, até surgir um cara da casa e fazer um monte de pergunta pra gente, mandando a gente sair dali e pra variar ele soltou um cachorro em cima da gente. O cachorro reconheceu que éramos brasileiros gente boa e começou a balançar o rabo e pular em cima de todo mundo brincando. 

Como garantia, voltamos no escuro no meio de um monte de mato e conseguimos finalmente entrar na estação novamente e descer. Quase levar uma mordida de cachorro valeu muito a pena. FOI INCRÍVEL!

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A foto não está tão maravilhosa como merecia, mas olha que maravilha. 

  • Nosso segundo dia em La Paz:
  •  
  • Chacaltaya e Valle de La Luna:

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Esse passeio é um dos clássicos para quem vai visitar La Paz. A maioria das agências estavam cobrando 80, 90 Bolivianos, porém na Maya pagamos 65 cada pessoa (grupo de 4 pessoas). Tem uma taxa de entrada de 30 BOL que deve ser pago a parte. 

A 5421 metros Chacaltaya é um pico da Cordilheira dos Andes a cerca de 30 km da cidade de La Paz, e próximo a Huayna Potosí. Para chegar a base é necessário percorrer um caminho construído em 1930. É conhecido como a estação de esqui mais alta do mundo, porém devido ao aquecimento global está atualmente desativada.

Acordamos às 6h30, preparamos nosso lanche e ficamos esperando o carro chegar (entre 8h e 8h30). 

Confesso que foi tenso e bem cansativo tendo em vista que são 5.400 metros: :@ Falta ar, tontura com força, um vento gelado de cortar a alma.

Inicialmente fizemos a subida de carro. Estradas estreitas, muitos precipícios, um ziguezague sem fim, muitos pedregulhos. pode-se dizer que é um pouco pior do que a estrada que vai para Machu Picchu. Fiquei um pouco tenso, confesso! 

A base de esqui fica a 5.300 metros. Chegando na base a gente começa a subida a pé para chegar ao ponto mais alto.

Quem fizer, vá devagar no seu tempo, respeite o limite. Fui o primeiro a chegar. Mas me preparei bem. Masquei folha de coca, tomei o Diamox (Consulte seu médico ahaha) e fiz um chá dentro de uma garrafa e fui bebendo durante todo o percurso. Me ajudou muito.

O visual é espetacular, inclusive é a foto que coloquei no início do relato. É FANTÁSTICOOO! Vários picos nevados, vales, cores, contrastes. É lindo e vale muito a pena.  

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Repetindo: Não aconselho a fazer esse passeio assim que chegar em La Paz. Faça uma aclimatação primeiro, pois seu corpo sentirá muito.

Duas meninas resolveram não subir e ficar ali na base mesmo. Outras chegaram lá em cima quase morrendo, ser ar, boca roxa e sem voz (Famoso morreu, mas passa bem). 

Na volta, você pode parar na casinha para ir ao banheiro, tomar um fôlego para voltar em direção ao Valle de La Luna. 

Concluída a missão Chacaltaya, bora para o Valle de La Luna. 

Chegando lá na entrada a guia deu as explicações de como o Valle se formou, outras coisas lá de ver imagens e caras nas rochas, mas confesso que não prestei muita atenção. O Valle é legal, não é muito grande, é bem sinalizado e demarcado, mas se mistura muito com a paisagem urbana, o que perde um pouco a sensação de estar na Lua. Mesmo assim acho que vale muito a pena conhecer. 

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Chegando no hostel e conhecemos um brasileiro de BH (Gente boa que esqueci o nome) e fomos dar uma volta pelos mercados e ruas e procurar o tio do Hambúrguer novamente, mas para nossa tristeza ele não estava lá. Fiquei muito decepcionado, pois andamos pacas para chegar lá. Em compensação encontramos uma barraquinha fazendo nachos, PQP como tava gostoso. Nachos: 8BOL + Refri: 2.50BOL. 

DINHEIRO ACABOU! ÇOCORRO! 

Não seria uma boa ideia vender meu corpo por ali. Hora do plano B.

Quem acompanhou sabe que eu levei 100 dólares falsos e descobri  só lé em Uyuni. Entrei em contato com a pessoa que me passou e pedi para depositar na minha conta os 350 reais e quando chegasse daria a nota falsa para ela ver o que ia fazer. Só que a merda seria retirar do banco, pois iria me comer uma taxa do cão. Lembrando que ainda teria que ter grana para pagar busão para Santa Cruz de La Sierra, pagar uma diária lá, comer e ainda pegar outro busão de SP para minha cidade no Rio de Janeiro. Tava ferrado resumindo. Com certeza eu conseguiria fazer a missão, porém ia ser muito apertado. 

Novamente a Camila (Anjo, ser humano incrível) me ofereceu dar a grana e eu poderia transferir para a conta dela. Ela me salvou muito PQP. Transferir 100,00 para a conta dela e ela me deu em real para trocar. Deu 170 Bolivianos. Era a grana que eu teria para terminar a viagem.  

  • Nosso terceiro e último dia em La Paz:

Era hora de cada um seguir seu rumo. A Camila foi fazer a estrada da morte, o Vinicius ver no jogo de futebol e eu e Angéllica iríamos para SCLS. Nosso objetivo era viajar a noite para economizar na diária. Andamos pelos mercados, porém não tinha muita coisa aberta, pois era feriado. Deu nossa hora, hora de partir. 

  • La Paz x Santa Cruz de La Sierra (Como conseguimos economizar uma grana?)

A maioria das agências vendem passagens para os mais diversos lugares em ônibus turísticos, porém o valor é absurdamente mais caro. Tinha agência vendendo passagem por 280 BOL. Era mais do que eu tinha para terminar a viagem toda, ahahaha. Foi aí que fomos até a rodoviária no dia anterior verificar e sondar para ver como a gente poderia economizar. 

Chegando lá descobrimos o grande, não tão grande, segredo, pois já tínhamos feito isso antes. Tem diversas empresas de ônibus na rodoviária de La Paz, para os mais variados lugares, inclusive Cusco, Uyuni, etc, porém os valores sofrem alteração a qualquer momento. Muita procura = mais caro, pouca procura = mais barato. Ônibus saindo vazio = bem mais barato. Claro que vão ter lugares onde tenha uma empresa apenas, ou que a procura é sempre grande. Minha experiência foi indo para SCLS. Aconselho a sempre ir um dia antes na rodoviária para sondar o que fica melhor para você e não se enrolar na hora. 

Nos aconselharam a não comprar antecipadamente, mas no dia da viagem, chegar mais cedo e ir sondando os valores, até achar um que vale a pena. Assim fizemos, chegamos umas 2 horas antes do horário que programamos (16h30) e começamos a correr preço. Começou em 150 BOL, depois achamos por 130, 120, 100 e por fim uma empresa veio até nós ofereceu por 80 Bolivianos. Fechamos!

Saída de La Paz: 18h.

Chegada em Santa Cruz: 11h30.

Tempo de Viagem: 17h30 (É MUITA HORA!)

Empresa: Trans Lucero. 

Valor: 80 BOL

O que precisa ficar claro é: Economia na maioria das vezes quer dizer abrir mão de conforto. 

O ônibus saiu vazio da rodoviária, eu fiquei todo feliz, caraca, que sorte, posso deitar, levantar, correr, deitar no corredor, etc etc.... Lembram quando falei que o pessoal mais pobre estava concentrado no El Alto? Pois muito que bem, o ônibus parou lá. Kkkkkk Irmãos, era caso de oração, o ônibus ficou lotado em 2 minutos, era bolsa, caixa, galinhas, criança chorando, cheiro de CC, gente que não parada de entrar, um vende milho, outro salgado, outro doce, outro criança, brincando, criança não kkkkk.

Um senhor sentou do meu lado, o cheiro não estava tão bom, mas percebi que eram trabalhadores, provavelmente tinham acabado um dia daqueles. Inicialmente a gente sempre fica um pouco apático e estressado com essas situações, mas a gente está propenso a isso e muito mais. É deixar levar e vida que segue. Troquei uma ideia com ele, muito simpático e gente boa por sinal. Ele me contou algumas histórias da vida dele que me fizeram refletir bastante e seguimos viagem. Consegui dormir boa parte da viagem, a poltrona era confortável e deitava bastante. 

Em um momento da viagem fiquei acordado e tinha uma lua linda. Nesse momento pude refletir sobre toda a viagem e como eu tinha mudado. Certo que voltaria para o Brasil uma nova pessoa. Inevitavelmente as lágrimas desciam de alegria e ao mesmo tempo uma sensação de realização muito grande. 

No meio do caminho teve uma parada onde comi um salgado duro e sem gosto, mas tava com muita fome. Chegamos em Santa Cruz aproximadamente 11H30 com uma leve chuvinha. 

  • Chegada em Santa Cruz de La Sierra:

Olhei no mapa e estávamos muito longe do centro, porém não passava ônibus por ali e não achamos ponto de taxi, foi ai que resolvemos ir andando para achar um hostel. A gente tava muito longe do que ficamos quando iniciamos a viagem. Olhei no mapa alguns, cheguei a procurar um que não existia, outro com valor super diferente do que estava anunciado, foi quando achamos um com preço bom e perto. 

Hostel: Residencial Ikandire II.

Endereço: Calle Barron, 571

Valor: 35 BOL cada (Quarto para duas pessoas). 

Supimpa né? Super limpo, banho quente e cama muito confortável. A noite fomos dar uma volta pela praça e comer alguma coisa. 

Ficamos no segundo andar, quando voltamos a noite fomos para o quarto e do nada escutei uma voz conhecida, desci e era a Camila. Não tínhamos planejado nada, ela nem sabia onde estávamos, mas o destino nos uniu novamente. Foi aquela gritaria: "MANOOOOO COMO ASSIM?" kkkkk. Acordamos as 5 da manhã  e fomos juntos para o aeroporto, o voo dela era mais tarde. Despedida e mais despedida, aquela sensação de tristeza, vendo tudo acabar, mas era hora de voltar para a realidade. 

O resto da viagem já foi aqui no Brasil, consegui chegar em casa de boa, dormi várias horas para recuperar as forças, comi muito feijão e carne vermelha. Kkkkk. Fiquei algumas semanas sem comer frango. 

A Camila teve o voo cancelado, teve que ficar mais dias em SCLS, mas no final deu tudo certo. 

  • Gastos (La Paz e Santa Cruz):

Taxi dividido por 4 (Rodoviária x mercado das bruxas): 5 BOL.

3 diárias hostel Cactus: 90 BOL. 

Passeio Chacaltaya + Valle de La Luna: 65BOL.

Sorvete: 2 BOL.

Salgado: 3 BOL.

Almoço: 14 BOL. 

Supermercado: 20 BOL.

Padaria: 5 BOL. 

Teleférico (Subida e descida): 6 BOL. 

Hambúrguer delicioso: 3.50 BOL. 

Suspiro: 1 BOL. 

Nachos: 8 BOL

Refri: 2.50 BOL. 

Pochete: 20 BOL. 

Passagem La Paz x Santa Cruz de La Sierra: 80 BOL. 

Taxa rodoviária La Paz: 1.50 BOL

Salgado + Suco de caixinha + Laranja: 8 BOL. 

Diária em Santa Cruz: 35 BOL.

Salgado + Refri: 6 BOL. 

Ônibus para Aeroporto: 6 BOL. 

Lanche aeroporto: 10 BOL.

Total em Bolivianos: 391,50.

Total em Reais: 230,29.

Gasto total da viagem: R$ 5.409,76.

  • Eu depois do mochilão: 

Quando estamos planejando o mochilão ou até mesmo durante, o medo bate em diversos momentos (o que fazer? Vai valer a pena? Será que estou sendo enganado? Estou pagando mais do que deveria? Esse lugar é seguro? Será que é de boa ficar nesse hostel? E se der merda? Se a grana não der? O que ferra tudo é o "SE").
Além disso ter que lidar com todos os questionamentos, se enturmar, conhecer pessoas novas é uma luta para quem é mais fechado e tímido como eu. 

A gente descobre portanto (repetindo o que já falei), que as melhores pessoas estão com a mochila nas costas pelo mundo. Conheci pessoas dos mais diversos tipos, mas todos me proporcionaram grandes momentos. É encorajador ver o sorriso estampado na cara delas. Elas podem ser pessoas ruins no seu dia a dia, podem ser ranzinzas na sua realidade, mas ali elas estão abertas para entregar o que há de melhor nelas. É claro que conheceremos pessoas que só ferram com o rolê, ou que não estão nada abertas para isso, mas em sua maioria as pessoas são as mais lindas que podemos conhecer. 

Tenho uma gratidão enorme pelo aprendizado, pela ajuda, pela amizade de todos, especialmente a Angéllica que me aturou muito. 
Aprendi a respeitar as diferenças sejam elas de personalidade, opinião, conhecimento ou cultura.

Aprendi que por trás de uma roupa suja, com cheiro ruim, tem uma história de vida linda e uma experiência pronta para ser compartilhada. Que uma cara fechada pode guardar um lindo sorriso e nem sempre se esse sorriso não for oferecido para você, tornará aquela pessoa menos merecedora de sua bondade. 

Aprendi acima de tudo que ser mochileiro é para quem está aberto para doar o que há de melhor dentro do peito. 

Agradeço quem me acompanhou até aqui e todos que elogiaram o relato, comentaram, compartilharam com os amigos... Enfim... Nos vemos em breve, e o conselho para a vida é: "Enfia a cara e vai, que o mundo te espera".

Postado
  • Membros
2 horas atrás, Diego Moier disse:

CAPÍTULO 18: La Paz, Teleférico, o famoso Mercado das Bruxas, Chacaltaya e Valle de La Luna.

 

Cara que relato foda, está de parabéns 👏👏👏👏, muito detalhado, estou indo fazer esse mochilão no dia 1 abril saindo de SP e cara ansiedade a mil, falta pouco,  medo de morrer ser sequestrado, roubado, morto, engado  hahahahah mais vamo que vamo vou ficar 30 dias fechado,to acompanhando des do inicio o seu relato e de novo fodastico vai me ajudar muuuuitoo mas  me de um conselho, qual cidade vale ficar mais tempo? e que é barato? 

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