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CAPÍTULO 16: 26.05: Puno e as Islas Flotantes de Los Uros.

Primeiro gente quero dizer que qualquer dúvida pode chamar no Zap: 22997297989 ou segue o instagram ai: @diegomoier ou @sozinho.na.estrada. Lembrando que essa viagem foi feita em Maio/2018, então financeiramente pode ter alguma alteração, principalmente nas cotações. 

  • Resumão de Cusco:

Um dos lugares mais incríveis, sem sombra de dúvidas foi Machu Picchu, não só pela sua beleza, mas sua energia e história.

Humantay é maravilhosa.

Vale muito a pena conhecer o Vale Sagrado. Infelizmente não deu para fazer as montanhas coloridas, mas realmente não estava nos meus planos pelo tempo. 

Detalhes desse fluxo para ir para Puno contei no capítulo anterior. Se tiver interesse em saber volta um cadinho ai.

Meu objetivo principal em Puno seria conhecer as Islas Flotantes. Já sai aqui do Brasil com a ideia de que seria um grande teatro e que não valia muito a pena, pois há muitos relatos falando isso, porém queria tirar as minhas próprias conclusões.

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  • Informações sobre o ônibus para Puno

Empresa: San Luis.

Valor: 20 Soles.

Tempo de viagem: 7h - 8h

Horário de saída: 22h.

Horário de chegada em Puno: 6h.

Algumas agências oferecem ônibus para Puno, porém bem mais caro do que tinha visto na rodoviária. Não comprei passagem antecipada, simplesmente fui mais cedo um pouco para a rodoviária e peguei o ônibus mais barato. Tem muitas empresas que fazem esse trajeto, porém se quiser vai um dia antes na rodoviária e sonda para ver o que é melhor para você. Lembro que a mulher jogou 40 soles e choramos e conseguimos por 20 pois o ônibus já estava saindo. Esse valor está contabilizado no capítulo anterior.  

Confesso que bate uma bad em viajar com ônibus muito barato, principalmente depois que você viaja de Cruz del Sur, mas na situação que estava não tinha muita escolha. Não tinha lanchinho, não tinha TV, nem cobertor. Se bem que pelas pessoas que estavam no ônibus se tivesse cobertor não teria coragem de me cobrir com  eles. rsrsrs

A viagem foi tranquila e o ônibus era confortável, consegui dormir de boa.

  • Chegando em Puno e fechando o passeio

Cheguei em Puno aproximadamente 6 da manhã.

Não comentei antes mas em cusco encontrei com o Vinícios (@viniciusmazevedo) e a Camila (sousahlcamila).

Tinha conversado com o Vinicius através de Whatsapp antes de ir e trocamos várias ideias sobre a viagem. Depois fomos nos encontrando em diversos lugares. Sem palavras para descrever esses dois. Simpáticos, solícitos, gente boa pra cacete. Pessoas que dão orgulho de compartilhar momentos tão especiais.

Quando chegamos na rodoviária de Puno um cara nos abordou na descida do ônibus oferecendo passeio para as Islas Flotantes por 30 Soles falando que os outros são muito mais caros e que se não fechasse com ele ali não teria como fechar mais. Aí você já ativa seu botão de desconfiança e cai fora. Quando entramos na Rodoviária tinham umas 4 pessoas oferecendo passeio. Olhei para a cara de uma mulher e simpatizei com ela. Bora nela!

Ela nos levou para uma das oficinas deles dentro da rodoviária mesmo e começamos a conversar sobre o passeio e valores. Choramos um cadinho e fechamos o passeio para as Islas Flotantes por 20 Soles cada um.

Conhecemos duas brasileiras, mas acabamos não fazendo muitas coisas juntos, mas acabamos nos encontrando em alguns momentos e passeios.

Essa mesma agência informou que poderíamos comprar as passagens de ônibus com eles para Copacabana por 20 Soles. Preferimos não comprar as passagens antes do passeio. Na volta resolveríamos isso, pois segundo a agência não tinha perigo de esgotar as passagens.

  • Detalhes da Agência - Tour Islas Flotantes de los Uros

Valor do passeio: 20 Soles. Não inclui almoço.

Saída: 8h30.

Retorno: 12h00.

A agência fica no final de um dos corredores à esquerda e tá escrito FREE INFORMATION. 

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Agência que fechei o passeio para Islas Flotantes e o ônibus Puno x Copacabana.

Obs: Não feche o passeio em Copacabana, pois sairá muito mais caro. Deixe para fechar em Puno mesmo. São muitos barcos que saem, então não precisa reservar antes. Tem outros horários para fazer o passeio, mas se você quiser seguir viagem no mesmo dia terá que fazer pela manhã.

Era 6 e meia da manhã e o passeio sairia apenas as 8h30, então junto com as duas brasileiras fomos dar uma volta pelo centro, conhecer a praça das Armas até dar o horário.  Pelo caminho comprei 6 laranjas por 2 Soles na feirinha que fica pelas ruas da cidade.

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Praça das armas - Puno

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Arquitetura de Puno

Voltamos para a rodoviária e ficamos esperando dar o horário para o passeio. Umas 8h40 vieram nos buscar para deixar no barco. Chegando no barco aquela surpresa boa: Encontramos Camila e Vinicius. A partir dali a gente não desgrudaria mais.

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Angéllica, Eu, Camila e Vinícius e eu novamente fazendo cara de paisagem

  • O Lago Titicaca

Titicaca é o lago navegável mais alto do mundo (3.821 metros de altura). TitiHAHA como é pronunciada pelos nativos fica na divisa do Peru (Puno) com a Bolívia (Copacabana).

O lago Titicaca possui cerca de 8.560 km² de superfície. Sua largura máxima é de 65 km e o comprimento de 204 km.  O comprimento da costa é de 1.125 km. Sua profundidade média é de 108 metros.

O lago era considerado sagrado para os Incas.

  • As Islas Flotantes

Uros vem da expressão aymara qhana uru. Qhana quer dizer claro e uru significa dia, ou seja dia claro.

Os Uros existem desde a era pré-Colombiana e essa forma de habitação tem como principal objetico uma habitação com maior segurança e não serem subordinados aos impostos e governantes locais.

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São ilhas artificiais flutuantes feitas de Totora, uma planta que nasce no lago Titicaca. Cada ilha que encontra-se a cerca de 7km da cidade é de propriedade de uma família e de tempos em tempos é preciso fazer a manutenção para que não afunde. 

O barco chega na entrada da ilha de uma das famílias, que ajudam a atracar o barco. As ilhas são completamente seguras e nem percebe-se que se trata de uma ilha. Quem escolhe a ilha a ser visitada são as agências. 

A família se apresenta, explica como é feito todo o processo de construção da ilha, como vivem e suas estruturas de lares. É possível entrar em uma das casas, tirar foto, comprar artesanatos ou dar um passeio no barco deles por 10 Soles.

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As mulheres cantaram para nós e deram as mãos a todos dizendo que eramos muito bem-vindos.

Nitidamente há um interesse completamente financeiro ali, mas ora, não é disso que eles também vivem? Vai quem quer. Acho meio páia ir na ilha, conhecer a história deles e reclamar da abordagem depois. Ninguém é obrigado a comprar artesanato nem a andar nos barcos, porém haverá uma abordagem para isso e elas vão insistir com certeza.

Quis dar uma volta no barco para viver a experiência por completo e para colaborar com o turismo local.

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Logo após você vai para o que parece ser uma praça local, com uns comércios, lanchonete e onde você pode pagar uns 2 soles e carimbar o passaporte.

Chegamos em Puno aproximadamente 12h00 e partimos direto para procurar um lugar barato para comer.

Escolhemos comer no segundo piso da rodoviária mesmo. Pagamos 10 soles e confesso que foi a pior comida que comi em toda a viagem. O arroz estava uma papa, o frango com gosto horrível e a batata dura com um caldo sem gosto. O suco que vinha gratuito parecia uma água velha suja. Horrível que não gosto nem de lembrar. Kkkk  Dei umas 4 garfadas  e deixei todo o resto.

Compramos a nossa passagem no guichê da empresa de ônibus (Titicacas Tour) que sairia as 2h00. É a única empresa que faz esse horário e depois disso não há mais saída para Copacabana pois a fronteira segundo alguns fecha as 18h00.

  • Detalhes do ônibus Puno x Copacabana

Empresa: Titicacas Tour.

Horário de saída: 14h00.

Valos: 20 Soles.

Lembrando que há uma taxa para usar o banheiro e não me lembro exatamente quanto era, era baratinho, 1 soles por ai, mas se você já tiver a passagem na mão, tem direito de usar o banheiro 1 vez gratuitamente. Falando em banheiro, te falar uma parada, que banheiro imundo esse de Puno, PQP. Tenso, pelo menos quando fui estava terrível. E eu pensando que daria para tomar um banho em Puno antes de seguir viagem. kkkkk

  • Dormir em Puno ou seguir viagem?

Se você quiser ganhar tempo, sugiro seguir viagem seja para Copacabana ou para Cusco e dormir lá. Se for para Cusco já chegará pela manhã, se for para Copacabana dá tempo procurar um hostel no mesmo dia e dormir por lá. Compensa muito mais dormir em Copacabana do que Puno.

Preferi seguir viagem para Copacabana.

  • Quando visitar?

A melhor época é entre os meses de abril e junho, quando o clima está mais agradável, porém fui em Maio e foi lindo DILMAais. Entre maio e setembro, no inverno, a época é mais seca. Entre outubro e fevereiro chove muito. Além disso, é quente e úmido. No verão são frequentes as tempestades sobre o lago.

  • Fronteira Peru (Puno) x Bolívia (Copacabana)

Seguimos viagem e rapidamente chegamos a fronteira. O motorista parou um pouco antes do posto de imigração no Peru e rapidamente fizemos o trâmite sem nenhuma inspeção. As bagagens ficaram no ônibus mesmo. Os trâmites foram feitos bem rápido também no lado Boliviano sem nenhuma inspeção. Só lembre de ter alguma grana para a imigração. Não é preciso pagar nenhuma taxa para entrar ou sair da Bolívia, mas os guardas podem lhe pedir uma propina.

  • Resumo

Horário de chegada na Imigração de saída: 16h30 - Apresenta o documento de saída do Peru.

Anda uns 100 metros até a outra imigração do lado da Bolívia, o ônibus estará lá esperando com nossas malas.

Em 15 minutos já estará em Copacabana.

Obs: Os motoristas falam que vão parar em uma casa de câmbio para que as pessoas possam trocar os soles em Bolivianos e dizem que só ali que tem. Não se preocupem, troque o suficiente para a fronteira e para chegar na cidade. Depois você consegue trocar lá no centro sem problemas.

Troquei 10 Soles que tinha restado. 

É muito importante ter esse controle financeiro durante a viagem e fazer uma média do seu gasto antes de trocar, se não você chega em outro país cheio de dinheiro do país anterior e aí perde mais ainda fazendo essas trocas. No meu caso que comecei na Bolívia e terminaria na Bolívia não me preocupei muito com isso, pelo menos já teria uma grana quando chegasse lá novamente. 

Lembrando gente que na Bolívia é 1 hora a mais que Peru, então lembre-se de ajustar o relógio.

Próximo capítulo conto tudo sobre Copacabana, hostel e as incríveis Islas del Sol e da Luna.

  • Gastos totais

Laranjas: 2 Soles.

Almoço ruim pra cacete: 10 Soles.

Passeio Islas Flotantes: 20 Soles.

Passeio de barco Islas Flotantes: 10 Soles. 

Passagem Puno x Copacabana: 20 Soles.

Banheiro: 1 Soles (Aproximado).

Total em Soles: 143 Soles. 

Total em reais: R$ 168,23. 

Gasto parcial da viagem (Todos os custos)R$ 5.113,30.

Lembrando que consegui trocar dólares aqui no Brasil a R$ 3.50, mas estou fazendo toda conta baseado apenas em real praticamente para que tenham uma base melhor de custo. No final faço a cotação e informo o valor real que saiu a viagem para mim.

Próximo capítulo: 27.05: Copacabana e a energia singular das Islas del Sol e da Luna.

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Em 07/08/2018 em 20:36, Diego Moier disse:

@TaGomes Fico tãooo feliz quando vejo que alguém está acompanhando e ainda mais que vai fazer essa viagem incrível. Obrigado mesmo!!!! :**

Conheça a Humantay, faça o possível e o impossível, ahahahaha. Não se arrependerá! 

Fiz sim! Em copacabana tem várias agências que fazem esse mesmo passeio e custa entre 25 e 30 Bol. Chora que consegue a 25 com certeza. Os bascos saem cedinho por volta das 8 da manha e voltam a noitinha e vão até a Isla de la Luna também, porém você pode escolher por ficar apenas na Isla del Sol, pois primeiro eles passam lá, deixa um grupo e segue para o outro que quer ir na Isla de La Luna e depois voltam para del Sol. Sinceramente, eu hoje ficaria apenas na Isla del Sol. Teria mais tempo lá.

A Isla de la Luna tem quase nada para se ver.  

Sobre o lado norte, sim está fechado. O Tour te deixa pelo lado Sul mesmo e ai você anda pela ilha a tarde toda. Vá ao mirador, é linda a paisagem. 

Se você for dormir na ilha e te falarem que tem um jeito de ir para o lado norte, esquece isso!!! Não faça! Tem gente que fala que se vc sair cedinho, tipo 5 da manhã você entra no lado norte tranquilamente.

Não sei se é verdade, mas soube lá que uma coreana fez isso e foi morta no lado norte. Pode ser caô, nas não arrisque esse tipo de aventura. rsrsrs. 

Qualquer dúvida pode me mandar um zap: 22997297989. Boa viagemmmm e obrigado por estar por aqui!!! 

Valeu, Diego. Grata pelas informações! Está chegandooo!!! O número está anotado, qualquer coisa, grito socorro :D 

Gratidão!

Continuo acompanhando! ;)

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CAPÍTULO 17: 27-28/05: Copacabana e a energia singular das Islas del Sol e da Luna

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Assim como Uyuni, nunca havia me interessado muito por saber mais sobre Copacabana, aliás Uyuni eu nunca nem tinha ouvido falar. Copacabana vagamente.

Já estava um tempão planejando o roteiro, pesquisando pra cacete, lendo relatos e mais relatos e chegou na hora de copacabana li rapidamente sobre a cidade, ela estaria na passagem, vi escrito ilha do sol e da lua e pronto, 1 dia em Copa para não dizer que não conheci. 

Li algo sobre lado norte, lado sul, dormir em um lado, ir pra outro, depois guerra de lado sul com norte, lado norte fechado, nada que me interessasse muito. 

Hoje me arrependo de uma coisa: Não ter dormido uma noite pelo menos na Ilha do Sol. E ai vocês vão entender o motivo de hoje eu ser apaixonado por Copacabana e principalmente pela Ilha do Sol. 

  • Chegando em Copacabana (27/05).

Copacabana é uma cidade bastante segura e tranquila, não senti insegurança em momento nenhum e provavelmente onde a civilização Inca tenha começado. De todas as partes que passei pelo lago Titicaca, Copacabana sem sombra de dúvidas foi a parte mais bonita que conheci. Por isso quando diversas pessoas me perguntaram sobre Puno e Copacabana não tive dúvidas em falar que dormir em Copacabana era a bem melhor que Puno. 

A cidade está a 3841 metros acima do nível do mar e as suas ilhas guardam grandes histórias. 

No capítulo anterior já contei todo o processo de imigração de saída do Peru. O ônibus acompanha todo o trajeto e te deixa em Copacabana. A chegada na cidade já foi uma delícia daquelas, cheguei a tardinha no pôr do sol.

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Não havia reservado nenhum hostel, mas chegamos a dar uma olhada em algum pelo Booking. Pesquisamos algumas perto do lago titicaca quando chegamos, mas estavam acima do valor que a gente queria. O Vinícios que falei no capítulo anterior tinha anotado um e seguimos direto para ele. 

A moça dona do hostel (chamado Wayra), nem simpática nem antipática nos atendeu e informou o valor 30BOL cada pessoa sem café da manhã. Nem sorria, nem chorava, nem esboçava nenhuma emoção, kkkkkkk ou seja a mulher era indiferente. Resolvemos fechar com ela mesmo para não ficar andando muito. O Vinícios e a Camila ficaram em um quarto e eu e a Angéllica em outro. 

O hostel era bem desconfortável, as cobertas não esquentavam, passei um baita frio, WIFI não funcionava direito, o chuveiro era bem ruinzinho, o banheiro estava bem sujo e usar a cozinha só pagando, até para usar os talheres. Não podia nem entrar na cozinha se não pagasse 5 BOL. Até para conseguir uma faca foi meio complicado.

Não recomendo o hostel, pois tem outros com os mesmos valores, inclusive encontramos um brasileiro que estava em um perto do mercado e que pagou o mesmo valor e disse ser ótimo. 

Como a gente só ia ficar uma noite e já tínhamos acertado, não tinha o que fazer, deixamos as coisas no quarto e fomos dar uma volta para comprar coisas para comer e fechar o passeio para as ilhas. Não precisa fechar nada disso antecipadamente. O que não vai faltar é agência para fechar o passeio. Só feche um dia antes, pois os barcos saem cedinho.

Não é difícil se localizar em copacabana, pois é bem pequeno e as coisas se concentram em um mesmo lugar. Os bares são bem legais e decorados e com uma energia bem good vibes.

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O comércio principal está na rua 6 de Agosto. Nessa avenida estão quase todos os restaurantnes e lojas de souvenirs. É o melhor local para fazer câmbio, para almoçar e jantar e onde se concentra as maiorias das agências. 

Peço desculpas, mas eu não anotei a agência que fechamos o passeio e não achei o papel, deve ter ficado com alguém do grupo, pois todos estavam no mesmo recibo. Mas não se preocupem, qualquer agência vai fazer o mesmo trajeto e todos saem do mesmo lugar. Juntam várias agências no mesmo barco. Mas ela ficava entre as primeiras da rua indo pelo lado titicaca pela Avenida Costanera. Nessa agência compramos a passagem para o ônibus para La Paz no outro dia. Pagamos 20BOL. 

Basta subir a rua e ir sondando preço, chorando até achar um que você queira e ache justo. 

Não achei as coisas do mercado principal muito baratas, mas nas ruas próximas tem muitos comércios com coisas baratas. Na frente do mercado tem um restaurante que faz um prato muito bom e barato. Eles ficam cozinhando ali pela frente mesmo. Resolvemos comer por ali e compramos poucas coisas para fazer lanche e levar para o passeio.

  • Gastos:

- Hostel: 30BOL a diária sem café da manhã. 

- Passeio Isla de la Luna e Isla del Sol: 25BOL (Choramos, pois estavam cobrando 30). Dificilmente vai encontrar mais barato. É quase tabelado em todas as agências. 

- Lanche para levar (Pão, maionese e sardinha): 15 BOL, dividi com Angéllica e pagamos 7.50BOL cada um.

- Janta (Arroz, Frango empanado, Batata frita e salada): 10BOL

- Passagem Copacabana x La Paz: 20 BOL. 

- Entrada Isla de La Luna: 10 BOL - 5BOL para locais (Paga na entrada da Ilha).

- Entrada Isla del Sol: 10BOL - 5BOL para locais (Paga na entrada da Ilha). 

Tem restaurantes na Isla del Sol, porém não quisemos gastar com isso, por isso preparamos nosso lanche para levar, mas não é nada surreal de caro. 

  • Continuando:

 Voltamos para o hostel fizemos a missão de conseguir a faca e preparamos nosso lanche no quarto mesmo, como disse nem a cozinha a gente podia usar sem pagar. Se bem que pelo estado do banheiro a cozinha não estaria diferente. Sem WIFI, restava dormir, afinal estávamos destruídos. Apesar do frio do cão com aquelas cobertas tecidas a fios de gelo, valeu o descanso. 

  • Isla del Sol e Isla de La Luna (28.05):

Acordamos, arrumamos nossas mochilas, comemos alguma coisa que já tínhamos preparado, deixamos as mochilas no hostel e seguimos em direção ao barco. A agência informa o nome do barco que você vai ter que pegar, não é difícil de achar, pois os nomes são grandes. 

Saída do porto: 8h30. 

O tempo para chegar até a ilha é de aproximadamente 1h30.

No barco você apresenta o tickt da compra do passeio e todos seguem viagem. Algumas pessoas sobem no teto do barco, mas precisam descer por conta da fiscalização. Depois de uma determinada distância podem subir novamente. 

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Inicialmente o barco deixou um grupo na Ilha do Sol, essa galera escolheu ficar apenas ali. Depois o barco seguiu viagem para a Ilha da Lua. No caminho um guia oferece os seus serviços, falou de algumas vantagens de ir em lugares que sem o guia não poderia, pois iria de barco. Não prestei muita atenção e preferi não contratar serviço nenhum. O que menos queria era gastar nessa altura do campeonato. 

  • Sobre as ilhas:

As Ilhas são sagradas para os Incas e foi usada como santuários. Há diversos templos onde eram realizados cultos, rituais e sacrifícios. 

  • Isla de La Luna:

Na entrada da ilha você precisa pagar 10BOL.

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Tinhamos 1h para conhecer a ilha da Lua. Acredito que com mais tempo vale a pena, mas com o tempo que o pessoal nos deu teria ficado apenas na Ilha do Sol para aproveitar mais por lá.

Foi o tempo de andar um pouco e descer quase rolando pois o barco já tinha chegado e estava atrasado. Lá de cima estava vendo o povo subindo no barco. Aquele desespero de ficar para trás que não cabe no peito. "Pernas pra que te quero".

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Não cheguei a ver as ruínas. Peguei um lado qualquer e fui andando sem direção ao infinito. Comecei a ver que não tinha ninguém me acompanhando e nenhum turista, todos foram para o outro lado. 

Subia cada vez mais como se não houvesse o amanhã. Não sei exatamente para que servia aquilo, mas encontrei tipo uns túmulos, uns cercados com sinais de fogueira. Fiquei alguns minutos ali tentando entender e comecei a correr desembrestado para baixo para não perder o barco. Torci o pé algumas vezes, cai umas 2 vezes e cheguei lá embaixo com picos e espinhos até no c*. 

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Pode ser que pessoas estejam enterradas aqui

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Aqui também talvez


Seguimos viagem de volta para a Ilha do Sol. Na volta viemos em cima do barco com mais uma galera, o clima tava gostosinho, se não fosse uns filhotes de chaminé que não parava de fumar e eu tava um pouco irritado pois eles estavam jogando fumaça na cara de todo mundo. Eu fumo, mas odeio gente sem noção que acha que todo mundo é obrigado a fumar junto. Preferi descer para não jogar ninguém de barco abaixo. 

  • A Isla del Sol:

A comunidade do lado sul é a Yumani que tem uma estrutura melhor com hostels e restaurantes. Para subir há uma longa escadaria. A comunidade é bem simples, mas o clima é muito gostoso. Fomos subindo e subindo e subindo. Meu objetivo era chegar no mirador pallakasa. O restante da galera parou pelo meio do caminho em um restaurante e foram comer e eu segui sozinho. 

Na subida minhas pernas começaram a bambear, fiquei tonto e meu coração acelerou bastante, fiquei um pouco bolado de morrer, parei um pouco e dei uma relaxada, fiquei preocupado com a descida, se ia dar tempo pegar o barco ou não, pois quando mais eu subia, mais demorava para chegar. 

Agora aquela parte que vocês vão pensar que é alguém tentando dizer ser #goodvibes que sente a energia do lugar. kkkk Mas foi a verdade e me orgulho muito de ter vivido momentos tão únicos. 

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Chegando no topo pude realmente entender o quão incrível é a energia daquele lugar. 

Talvez tenha sido uma das melhores partes dessa viagem, estar sozinho no topo daquela ilha. Senti uma felicidade que não cabia dentro do meu peito, girava 360º e via uma paisagem singular incrível. Uma energia tomou conta de mim. E foi o único momento da viagem que chorei. 

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Não tinha explicação, não tinha motivo, nem tristeza e nem alegria, simplesmente chorei como se tivesse limpado algo de dentro de mim. Não imaginava que fosse sentir isso em um lugar que não tinha planejado e nem notado e a partir dali eu percebi que a Ilha do Sol não é só um rostinho bonito.

Fiquei por alguns minutos sentado ali sozinho apreciando a paisagem e refletindo sobre anos e anos da minha vida. Pude entender o motivo de ter sido levado até ali. Essas coisas a gente não explica né, apenas sente. Não é preciso entrar muito em detalhes. Se eu pudesse ficaria por horas ali, mas tinha um roteiro a zelar. 

Na volta encontrei com duas senhoras. Contei desde o início que eu sou apaixonado por pedras e que peguei algumas por todo os lugares que passei. Estava pegando umas pedras e elas estavam vindo ao meu encontro, provavelmente estavam indo para o lado norte ou não, sei lá, e uma delas quando se aproximou mais, perguntei algumas coisas sobre o lado norte, uma delas percebendo que eu estava catando pedras pegou uma e me entregou, contou umas coisas sobre a ilha.

Tenho hoje a pedra mais especial da minha vida. 

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Acho que a ilha é uma mistura da paz com a guerra. Depende de como ela vai te receber. 

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Desci correndo para encontrar o pessoal, pois já estava muito perto do horário do barco. Chegamos no Píer e já estava todo mundo entrando no barco. Seguimos de volta para Copacabana. 

O barco saiu da parte sul às 16h00 e chegou em Copacabana às 17h30. Os barcos são bem lentos, mas compensa pela paisagem que a gente não cansa de admirar. 

  • Sobre o lado norte x Lado Sul:

Antigamente fazia-se a Ruta Sagrada de La eternidad del Sol (Willka Thaki) até chegar nas ruínas de onde saíram Manco Capac e Mama Ocllo para criar o império Inca. Geralmente as pessoas iniciavam no lado Norte e chegaram até o sul. Porém as coisas mudaram. 

O lado norte está fechado para visitação devido aos conflitos entre os moradores locais. Não tenho certeza absoluta das informações, mas pelo pouco que conversei soube do seguinte: 

formou-se um conflito por meses entre as comunidades, pois um lado sempre foi favorecido financeiramente, pois eles tinham uma estrutura muito melhor e arrecadavam muito mais grana. Os turistas chegavam pelo lado norte, conheciam as ruínas e deixavam a grana no lado sul. Alguns tentavam criar estrutura para arrecadar a grana, mas um grupo não aceitava com o argumento de que eles puseram em risco a riqueza arqueológica, por estar muito próximo aos sítios arqueológicos. 

Desde fevereiro de 2017, as comunidades de Challa e Challapampa lutam por esses lugares, diversas vezes eles pediram às autoridades para retirar essas construções. Como não foram ouvidos, começaram a demolir com suas próprias mãos.

Resultado: Conflitos, dezenas de mortes, barcos queimados e lado norte fechado. "Já que a gente não pode lucrar com os turistas, os sítios arqueológicos não serão visitados". 

Mudaram portanto o esquema de visitação e o fluxo ficou: Isla de La Luna e Lado Sul da Isla del Sol. 

Segundo Freddy Mendoza da comunidade Challapampa, ele tem dezenas de cartas enviadas para todas as instâncias da Prefeitura de Copacabana, ao governo de La Paz e ao Ministério das Culturas. Um ano e ninguém os escutam. 

Atualmente o lado norte ainda encontra-se fechado para visitação. 

Algumas pessoas da ilha dizem que há uma forma de conhecer o lado norte: Acordar pela madrugada e ir em direção a ilha, onde os moradores estarão dormindo. Estando lá dentro, depois consegue-se voltar tranquilamente. Segundo alguns tal atitude é perigosa, pois o lado norte não aceita de forma alguma essa visitação e pode correr risco de morte. Fake News? Nem imagino!

Será que isso tem ligação com a morte da Coreana na Isla del Sol? Não podemos afirmar, mas é o que alguns lá dizem:

Em janeiro de 2017 uma turista sul coreana de 39 anos foi assassinada na Ilha do Sol. O corpo da mulher foi achado oculto debaixo de pedras e galhos. A mulher apresentava cortes no pescoço e tórax e presume-se que foi abusada sexualmente, segundo o laudo pericial preliminar.

Não se preocupem, pois não senti nenhuma insegurança na ilha, mas é bom estar atento a tudo isso para caso alguém diga que pode ir para o lado norte, você possa se informar melhor e ter a cautela necessária. Como disse, não posso dizer que os fatos são verídicos. 

  • Continuando:

Chegamos em Copacabana, pegamos nossas mochilas, tomamos um banho no banheiro "nada limpinho" do hostel kkkk e fomos em direção ao terminal de ônibus indicado pela agência para ir para La Paz.

Sem sombra de dúvidas esse dia foi um dos mais incríveis de toda a viagem. 

No próximo capítulo falo sobre a chegada em La Paz, Mercado das Bruxas, o teleférico, Chacaltaya e o Valle de La Luna. Qualquer dúvida pode chamar ai e se quiserem me sigam lá no instagram: @diegomoier ou @sozinho.na.estrada.

  • Gastos totais

- Hostel: 30BOL a diária sem café da manhã. 

- Passeio Isla de la Luna e Isla del Sol: 25BOL.

- Comida para levar (Pão, maionese e sardinha): 15 BOL, dividi com Angéllica e pagamos 7.50BOL cada um.

- Janta (Arroz, Frango empanado, Batata frita e salada): 10BOL.

- Passagem Copacabana x La Paz: 20 BOL. 

- Entrada Isla de La Luna: 10 BOL - 5BOL para locais (Paga na entrada da Ilha).

- Entrada Isla del Sol: 10BOL - 5BOL para locais (Paga na entrada da Ilha). 

Total em Bolivianos: 112,50BOL.

Total em reais: R$ 66,17 (Cotação:1.70). 

Gasto parcial da viagem (Todos os custos)R$ 5.179,47.

Próximo capítulo: La Paz, teleférico, o famoso mercado das bruxas, Chacaltaya e Valle de la Luna. 

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  • 4 semanas depois...
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Olá Diego, estou te acompanhando.

Uma pergunta: vc não fez taquile? O passeio foi somento na ilha de Uros? ou estou falando besteira. kkkkkk

Estou pensando levar moeda local, tipo boliviano, soles e chileno. O dolar ta muito alto, o que vc acha?

Preciso muitooo saber sobre chalcataya e vale de la luna. Estou no aguardo. kkkk

Até!

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  • Membros

@Cloris Macedo Obrigado por acompanhar.

Falou besteira não kkkkk. Não fiz Taquile, só Uros mesmo. Pelo tempo e pq realmente não tinha interesse nenhum em ficar em Puno. Como ia para Isla del Sol e da Luna em Copacabana achei melhor adiantar minha vida e aproveitar em La Paz. Sem contar que já estava com pouca grana.

Cara se vc conseguir levar moeda local tá ótimo, só precisar ter um controle maior de quanto vc vai levar de cada né. Pq trocando moeda local por moeda local lá, vc vai perder um pouco. O Dólar não, ele é valorizado em qualquer lugar. Mas é uma opção frente ao valor do dólar.

Amanhã vou postar La Paz. Já tô quase terminando, mas se tiver alguma dúvida específica me avisa ai que te adianto.

Abraço camarada!

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  • 3 semanas depois...
  • 3 semanas depois...
  • Membros

Fala Diego!!!! Cara, que relato top! Quantos detalhes ... Parabéns!!! Arrepia lê e lembrar tudo que foi vivido!! E nusssss ... Eu tô aiiiiiiii hehehehehehe velho parabéns 👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼 

Ouuu começando a planejar o próximo ... Norte do Peru, Equador e Colômbia. Iniciando por LIMA - Huaraz - Trujillo ... Até Cartagena!! Anima !??? Abraços!! 

E novamente parabéns, é uma contribuição fundamental pro planejamento da galera!! 

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  • 1 mês depois...

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  • Conteúdo Similar

    • Por rodrigovix
      Índice do Relato:
      [Pag. 1] Capítulo 1: Preparativos para a viagem
      [Pag. 1] Capítulo 2: Santa Cruz de la Sierra, Sucre e... o mal da altitude.
      [Pag. 4] Capítulo 3: Enfim Uyuni! Três dias inesquecíveis.
      [Pag. 6] Capítulo 4: Vulcões, desertos e as Lagunas Altiplânicas.
      [Pag. 8] Capítulo 5: ¡Adiós, Uyuni! A beleza dos Geisers e o sofrimento dos -10ºC.
      [Pag. 10] Capítulo 6: Os encantos de San Pedro de Atacama.
      [Pag. 11] Capítulo 7: As Piedras Rojas, as Lagunas Altiplanicas e o Salar de Atacama.
      [Pag. 12] Capítulo 8: O Salar de Tara e o adeus a Atacama.
      [Pag. 15] Capítulo 9: De Arica para Tacna: cruzando a fronteira com o Peru.
      [Pag. 16] Capítulo 10: Ô Maria esta suruba me excita... Arequipa! Arequipa! Arequipa!
      [Pag. 17] Capítulo 11: De um luxuoso ceviche à muvuca do Mercado San Camilo.
      [Pag. 20] Capítulo 12: Dois dias de calotes, perrengues e superação pelo magnífico Cañon del Colca. [1ª Parte]
      [Pag. 20] Capítulo 12: Dois dias de calotes, perrengues e superação pelo magnífico Cañon del Colca. [2ª Parte]
      [Pag. 22] Capítulo 13: Oásis são reais! Um dia de muita diversão pelas dunas de Huacachina.
      [Pag. 22] Capítulo 14: As Islas Ballestas e a Reserva Nacional de Paracas: um passeio pelo Oceano Pacífico.
      [Pag. 24] Capítulo 15: Cusco, a cidade histórica.
      [Pag. 26] Capítulo 16: O Vale Sagrado dos Incas.
      [Pag. 29] Capítulo 17: O lindo – e traumatizante – caminho até Aguas Calientes.
      [Pag. 34] Capítulo 18: Machu Picchu, a Cidade Perdida dos Incas... e uma noite no hospital.
      [Pag. 38] Capítulo 19: Até a próxima, Machu Picchu! É hora de seguir para Puno.
      [Pag. 39] Capítulo 20: Puno e o passeio pelas Islas Flotantes de Uros e Isla Taquile.
      [Pag. 44]Capítulo 21: Cruzando a fronteira com a Bolívia rumo a Copacabana.
      [Pag. 46] Capítulo 22: Os encantos da Isla del Sol.
      [Pag. 49] Capítulo 23: O adeus à Isla del Sol. É chegada a hora de conhecer a caótica La Paz.
      [Pag. 51] Capítulo 24: Chacaltaya, Valle de la Luna... e o dia em que fomos furtados.
      [Pag. 57] Capítulo 25: O eletrizante downhill pela Carretera de la Muerte.
      [Pag. 62] Capítulo 26: ¡Hasta la vista, baby! É hora de voltar pra casa.
      [Pag. 62] Capítulo 27: Agradecimentos.
       
      Pessoal, criei recentemente um instagram só de viagens. Então se você também ama carimbar seu passaporte, segue lá:
      @queridopassaporte.
      Aproveita pra comentar que veio pelo Mochileiros hehe.
       
      Editado:
      Baixe o PDF com o relato completo:
      relato_rodrigovix_mochilao_bolivia_chile_peru.pdf
      (Edit em 29/06/2020: apaguei o pdf anterior e fiz novamente o upload, pois muitos disseram que o arquivo estava dando erro. Obrigado ao Enio Rezende por me reenviar).
      (Agradecimentos à Fernanda Arruda por ter compilado o relato em pdf pra gente - página 47)
       
       
      Salve, salve, mochileiros deste Brasil varonil!
       
      Cá estou eu prazerosamente cumprindo minha obrigação de compartilhar o relato da viagem que fiz em abril deste ano. Digo “obrigação” mesmo, porque me sinto moralmente obrigado a ajudar o mínimo que seja no planejamento da viagem dos próximos mochileiros, uma vez que 99%, se não 199%, se não 27.569%, se não 6,02x10²³% (aulas de química? alguém lembra? hehedeusmelivrehehe) do meu planejamento se devem aos relatos e informações presentes aqui neste fórum. Por isso, já vou logo deixando o meu MUITO OBRIGADO, CAMBADA!!!
       
      Antes de mais nada, devo informar que este relato será cheio de texto, informações e fotos (muitas fotos). Portanto, praquela galera menos paciente que gosta de ir direto ao assunto, farei, ao final, uma versão resumida com as principais informações, belê?
       
      O ROTEIRO:
       
      O roteiro já é um clássico aqui no mochileiros. A chegada por Santa Cruz de la Sierra, seguindo pra Uyuni, depois Atacama, subindo pro Peru e fechando a volta até La Paz é um bom caminho para irmos nos aclimatando gradativamente. Muitos optam pelo caminho inverso e sofrem muito com a brusca mudança de altitude ao chegar em La Paz.
       

       
      01/04 Vitória x São Paulo x Santa Cruz de la Sierra x Sucre
      02/04 Sucre x Uyuni
      03/04 Salar de Uyuni
      04/04 Salar de Uyuni
      05/04 Salar de Uyuni
      05/04 San Pedro de Atacama
      06/04 San Pedro de Atacama
      07/04 San Pedro de Atacama x Arica
      08/04 Arica x Tacna x Arequipa
      09/04 Arequipa
      10/04 Cañon del Colca
      11/04 Cañon del Colca x Arequipa x Ica
      12/04 Huacachina
      13/04 Islas Ballestas + Paracas
      13/04 Ica x Cusco
      14/04 Cusco
      15/04 Cusco (Vale Sagrado)
      16/04 Cusco x Aguas Calientes
      17/04 Machu Picchu
      18/04 Aguas Calientes x Cusco x Puno
      19/04 Puno (Uros + Taquile)
      20/04 Puno x Copacabana
      21/04 Isla del Sol
      22/04 Isla del Sol x Copacabana x La Paz
      23/04 La Paz (Chacaltaya + Valle de la Luna)
      24/04 La Paz (Downhill)
      25/04 La Paz
      26/04 Santa Cruz de la Sierra x São Paulo  
      Quanto ao valor no título (1.600 dólares), ele se refere a PASSAGENS AÉREAS + TRANSPORTE + ALIMENTAÇÃO + HOSPEDAGENS + PASSEIOS durante esses 26 dias. Só não inclui aqui os gastos prévios que tive com vestuário, bota impermeável, mochilas, câmera e equipamentos fotográficos, passaporte, etc., porque isso varia muito de pessoa pra pessoa. E como o custo em reais depende muito do preço do dólar à época, decidi manter em dólar.
       
      De toda forma, a quem interessar possa, ficam aqui algumas coisas que comprei:
       
      - Bota Timberland Flume Mid Waterproof
      http://www.centauro.com.br/bota-timberland-masculina-flume-mid-waterproof-777831.html
       
      Pra quem quer investir numa bota impermeável, é uma ótima opção, além de ser esteticamente bonita. Pisei em diversas poças d'água, peguei chuva, e os pés continuaram secos. Ela é até confortável, mas isso não costuma ser a principal característica de botas de trekking, então não espere o conforto de um tênis. Foi o único sapato que usei durante toda a viagem (além do par de chinelos, claro).
       
      - Blusa e calça segunda pele (1ª camada), fleece (2ª camada) e casaco corta-vento-e-chuva (3ª camada), money belt, saco de dormir (lençol), mochila, capa para mochila, meias, toalha de secagem rápida e mais uma porrada de coisas eu comprei na Decathlon. É o lugar mais completo e barato para se comprar essas coisas. Deixei uma grana boa por lá. Dá uma olhada no site e, se tiver uma loja perto de você, melhor ainda, dê uma passada lá.
      http://www.decathlon.com.br/
       
      - Câmera Nikon D5300 kit de lente 18-55mm VR II
      http://www.nikon.com.br/Nikon-Products/Product/dslr-cameras/1522/D5300.html
       
      - Lente Wide Angle Sigma 10-20mm f4-5.6
      https://www.detonashop.com.br/lente-grande-angular-sigma-10-20mm-f-4-5-6-ex-dc-hsm-para-nikon.html
       
      - Tripé, filtro polarizador, disparador remoto, etc. eu comprei pelo Mercado Livre.
       
      SOBRE AS MOCHILAS...
       
      Usei uma Forclaz 50L Quechua...
      http://www.decathlon.com.br/montanha-aventura/mochilas-38170/mochila-trecking/mochila-forclaz-50-litros-quechua_167478
       
      E uma Targus Spruce EcoSmart de mochila de ataque.
      http://targus.com/us/15_6-spruce-ecosmart-backpack-tbb013us
       
      Essa da Targus eu já tinha há bastante tempo. É uma mochila mais voltada para notebook, mas como eu não queria gastar com uma mochila de ataque, optei por essa mesmo. Foi nela que carreguei meus equipamentos fotográficos durante todo o tempo.
       
      Obs.: É MUITO importante uma mochila de ataque (mochila de menor tamanho) nesse tipo de viagem. Isso evita carregar peso desnecessário em diversos momentos. Não deixe de levar uma.
       
      Quanto à mochila de 50L, muitos me questionaram se não era pequena demais pra 26 dias. Minha resposta é: depende. Se você não quiser lavar muita roupa, tem que levar uma maior. Agora, se você busca praticidade, 50L bastam. Levei roupa pra uma semana, mais ou menos, e usava o serviço das lavanderias sempre que necessário. É barato e você acha fácil em qualquer lugar por onde passa.
       
      Aqui vai uma relação completa do que levei nessa viagem:
      7 camisetas
      1 camisa manga longa segunda pele (1ª camada)
      1 calça segunda pele (1ª camada)
      1 casaco fleece (2ª camada)
      1 casaco impermeável (3ª camada)
      1 calça-bermuda
      3 bermudas
      8 cuecas
      6 pares de meias grossas cano alto
      1 toca
      1 par de luvas
      1 toalha microfibra (secagem rápida)
      1 saco-lençol de dormir
      1 money belt (doleira)
      1 relógio
      1 sabonete
      1 shampoo médio
      1 protetor solar grande
      1 protetor labial
      1 repelente
      2 cadeados
      1 escova de dentes
      1 creme dental
      1 barbeador elétrico
      1 desodorante aerossol
      1 perfume
      1 cortador de unhas
      1 canivete suíço
      1 kit remédios (enjoo, dormir, dores e gripe)
      1 bepantol creme
      1 par de óculos de sol
      1 pacote de lenços umedecidos
      1 celular
      1 carregador
      1 par de fones de ouvido
      1 máquina fotográfica
      1 lente 18-55mm
      1 lente 10-20mm
      2 cartões de memória 32GB
      1 tripé grande
      1 mini-tripé
      1 kit limpeza para câmera
      1 caneta
      1 bloco de anotações
      1 capa de chuva para a mochila
      1 pasta plástica para documentos
      1 carteira com Identidade e Cartão de Crédito Internacional  

       
      NA PASTA DE DOCUMENTOS:
      Cartões de embarque
      Ingresso de Machu Picchu + Huaynapicchu
      Cartão internacional de vacina (ANVISA)
      Certificado do Seguro Viagem
      Nota fiscal dos equipamentos fotográficos
      Todos, eu disse TODOS os papeis que você receber durante a viagem  
      É importante levarmos uma pasta para documentos. Levei uma dessas de plástico maleável, que permite dobrar ao meio e guardar facilmente na mochila. É ali que você vai carregar muita coisa importante, como:
       
      - Cartões de embarque: Guarde-os sempre, mesmo quando já tiver realizado o voo. Nunca se sabe.
       
      - Ingresso para Machu Picchu: Compramos pelo site oficial, e não por agências. Tentamos com o meu cartão e não consegui, mesmo com a liberação da VISA para compras internacionais. Tentamos com o cartão da minha cunhada, e deu certo. A dúvida então seria quanto à exigência de que o titular do cartão seja um dos que ingressarão no parque. Levamos cópia do cartão e da identidade dela, com medo de sermos barrado na entrada. Quando chegamos lá, nem olharam pra nossa cara direito. Olharam o ingresso, carimbaram a entrada e pronto.
       
      - Cartão Internacional de Vacina: A vacina contra febre-amarela, por lei, é obrigatória para ingressar na Bolívia. Se você já tomou essa vacina nos últimos 10 anos, basta ir direto a um posto da ANVISA retirar o seu Certificado Internacional. No meu caso, precisei tomar de novo, porque já não tinha mais a minha carteirinha. Fui a um posto de saúde e me vacinaram na hora. Verifique antes os dias e horários de vacinação do seu posto, pois eles costumam destinar um período específico da semana pra certos tipos de vacina. Depois de vacinado, fui à ANVISA (já tendo feito previamente o cadastro no site deles, que eles pedem mais pra adiantar o atendimento) e lá emitiram o Cartão Internacional de Vacina. Aí você me pergunta, em algum momento pela Bolívia as autoridades nos cobraram este Cartão? A resposta é NÃO, como você pode ler em todos os relatos aqui do fórum. Massss, lei é lei, e você não quer dar sorte ao azar numa viagem dessas, certo? Pois é.
       
      - Certificado do Seguro Viagem: Faça um Seguro Viagem. Não chore miséria e nem cogite não fazer numa viagem desse tipo. Eu fiz e foi o que me salvou, pois precisei acioná-lo. É um valor relativamente pequeno (menos de R$200) perto da segurança que é contar com o amparo médico em terras estranhas. Há relatos de pessoas que gastaram fortunas com hospitais por não terem feito o Seguro, portanto não dê essa bobeira. Eu fiz pela Mondial Travel, apenas porque foi o que mais li nas indicações aqui no fórum. Faça sua pesquisa e escolha a empresa que achar melhor, mas não deixe de se assegurar.
       
      - Notas fiscais de equipamentos eletrônicos: É uma forma de comprovar que você os comprou no Brasil ou em outro local cujos impostos já foram devidamente pagos. Eu não quis arriscar e levei as notas dos equipamentos fotográficos que estava carregando. Se você estiver levando notebook, máquinas de maior valor e afins, não custa nada levar as notas, caso ainda as tenha. Não ocupa espaço e te dá mais tranquilidade. Mas eu precisei usar? Não. Nem mesmo na declaração aduaneira eu precisei registrar, porque era considerado “uso turístico”. Então é quase uma questão opcional, vai de cada um.
       
      - Todos os papeis que você receber: Guarde TODOS. Muitos deles você irá precisar quando estiver retornando ou saindo daquele país, e perde-los é uma dor de cabeça que você quer evitar. Nós já aproveitamos a pastinha pra ir guardando tudo, de documentos de imigração até recibo carimbado de passeio. Sem falar que é a melhor forma de você se recordar dos lugares que visitou, os nomes, a ordem das coisas que viu, etc.
       
      NO MONEY BELT:
      Dólares
      Reais
      Passaporte
      Chave reserva do cadeado  
      O uso do money belt (uma espécie de cinto onde se guarda documentos e dinheiro e que se usa por baixo da roupa) é altamente recomendável. Deixar essas coisas na mochila pode ser muito arriscado, porque o principal problema do turismo são os altos índices de furto. Mantenha seu dinheiro e o seu passaporte com você o tempo todo, e só tire para tomar banho. Durante o único e pequeno momento em que nos afastamos do nosso money belt na viagem, deu merda. Então não se arrisquem.
       
      Ah, outra dica é não deixar o cartão de crédito junto com o dinheiro e o passaporte. Por segurança, é melhor que ele esteja em um local separado. Se você for furtado ou perder seu money belt, terá o cartão para emergência. No nosso caso, deixávamos o dinheiro e o passaporte no money belt e o cartão de crédito guardado na mochila. O mesmo vale para as chaves do cadeado. Mantenha a chave reserva guardada em um local separado.
       
      PREPARATIVOS PARA A VIAGEM:
       
      Bom, a preparação pra essa viagem começou lá em agosto de 2014, mais ou menos. Quando digo “preparação” leia-se “- Bora viajar pela América do Sul ano que vem? - Bora! - Então fechou!”. De lá pra cá, muita pesquisa, muito rabisco, muita mudança de planos e muito obstáculo. Isso é normal, não se assustem. Se querem atingir o grande objetivo de viajar pelo mundo, estejam preparados para enfrentar de tudo um pouco.
       
      As únicas coisas que compramos com antecedência foram as passagens aéreas BRA x BOL, o aéreo Santa Cruz x Sucre, o Seguro Viagem e os ingressos para Machu Picchu + Huaynapicchu, pois, se você deseja subir este último, é necessário comprar com meses de antecedência (a subida ao Huaynapicchu é limitada a dois grupos de 200 turistas por dia). Pegamos uma promoção da GOL e pagamos R$ 574,77 no trecho ida e volta SP/Guarulhos (GRU) x (VVI) Santa Cruz de la Sierra/Viru-Viru (fiquem atentos aos grandes feirões de promoção que costumam acontecer a cada dois meses em média). O trecho VVI x SRE/Sucre optamos por fazer de avião, e pagamos US$ 55. Já o Seguro Viagem, pagamos R$ 140 para cobertura Mochilão / 26 dias / Bolívia, Chile e Peru.
       
      Tudo ia dando certo, dinheirinho na poupança todo mês, 13º dando aquele help, planejamento seguindo nos conformes. Masssss a calmaria antecede a tempestade, meus jovens. E foi só chegar nos últimos dois meses antes da viagem que o Universo começou a dizer “Tá achando que vai ser fácil assim, cara pálida? Negativo”.
       
      Pra começar, o dólar, que já não parava de subir, decidiu entrar num foguete e decolar rumo à estratosfera. E como só compraríamos os dólares na véspera da viagem... nos F*DEMOS bonito. Só em março foi um aumento de R$ 0,35 (trinta e cinco f*cking centavos). E isso só nos deixou com duas opções: injetar mais dinheiro pra compensar a subida ou economizar ainda mais pra compensar a queda. Acabamos optando por um pouco de cada.
       
      Ok, alta do dólar devidamente “digerida”, seguíamos com os preparativos finais. Mas aí o Universo deu aquela risada de deboche e disse “Pensam que acabou? Então peraí...”, e resolveu mandar o que parecia ser algo bem simples tipo O FIM DO MUNDO:
       

       
      Vulcões em erupção no Chile. “-Beleza, acontece.”
      Dilúvio no Atacama. “-Oi??? Dilúvio na p*rra do deserto mais seco do mundo?!”
      Terremoto de 5,8 com alerta de tsunami. “-Véi, na boa...”
      Crise política se agrava no Peru. “-MAIS GRAVE VAI FICAR QUANDO EU CHEGAR AÍ!!!1”
       
      Sacomé, a gente é mochileiro, e mochileiro brasileiro não desiste nunca. Ignoramos todo o caos, a zica e as 14 velas acesas por nossas mães e partimos rumo ao Apocalipse. Afinal, se é pra curtir o fim do mundo, que pelo menos seja de mochila nas costas batendo perna por aí, né não?
       
      PRÓXIMO CAPÍTULO: Partiu Mochilão!!! Santa Cruz de la Sierra, Sucre e... o mal da altitude.
    • Por LuquinhasDeMochila
      Antes de começar este relato gostaria de agradecer IMENSAMENTE ao ilustre @rodrigovix, um dos grandes responsáveis por tudo isso ter acontecido. Para quem não conhece acho difícil estar procurando estes relatos e não o conhecer, ele é um dos responsáveis por escrever um dos relatos mais lidos (se não o mais) aqui do Mochileiros.
      - Man, muito obrigado por me inspirar e me estimular a seguir o mesmo caminho para realizar a experiência mais foda que eu já realizei na vida até o momento. Cerca de 90% desta viagem foi baseada em seu roteiro e seguida A RODO, cada mínimo detalhe.
      Mas ok, agora vamos ao que interessa! Ajeita essa coluna na cadeira, pegue aquela pipoquinha, coloca a coca no copo e se senta que lá vem MUITA história! 😆
      Tudo começou no início de 2016. Eu e meu amigo David (que por sinal será muito citado neste relato... grandes emoções nessa viagem ein, mano? HAHAH aguardem!) formulávamos o projeto da mochilar pela américa do sul. Após todo o processo de coleta de dados, ler 73 relatos e mudar de ideia 14x (vai pensando que planejar viagem é de boa, fiu) decidimos o que seria uma das melhores escolhas de nossas vidas: MOCHILAR pela BOLÍVIA, CHILE e o PERU por exatos: 21 dias. Loucura para alguns? Talvez. Mas era a loucura que a gente sonhou, planejou e imaginou por 1 ano. E ela finalmente iria acontecer.

      Créditos da foto ao Rodrigovix
       
      04/01 – Vitória X São Paulo X Santa Cruz de la Sierra X Sucre X Uyuni
      05/01 - Uyuni - Salar de Uyuni
      06/01 - Salar de Uyuni
      07/01 - Salar de Uyuni X San Pedro de Atacama
      08/01 - San Pedro de Atacama
      09/01 - San Pedro de Atacama X Arica
      10/01 - Arica X Tacna X Arequipa 
      11/01 – Cañon Del Colca X Arequipa X Ica 
      12/01 – Huacachina
      13/01 – Islas Ballestas + Paracas X Huacachina X Cusco
      14/01 - Cusco
      15/01 - Cusco – Valle Sagrado dos Incas
      16/01 - Cusco X Águas Calientes 
      17/01 - Machu Picchu
      18/01 - Águas Calientes X Cusco X Puno
      19/01 – Puno (Uros) X Copacabana 
      20/01 – Copacabana x Isla Del Sol
      21/01 – Isla Del Sol X Copacabana X La Paz 
      22/01 - La Paz - Downhill
      23/01 - La Paz - Chacaltaya + Valle de la Luna 
      24/01 – Laz Paz – City tour
      25/01 – La Paz – Tiwanaku 
      26/01 – La Paz X Santa Cruz de la Sierra X São Paulo X Rio de Janeiro
      A priori iríamos eu e o David. Mas faltando apenas 1 mês para o início meu primo João Paulo resolveu de última hora (DO NADA) comprar a passagem e embarcar nessa maluquice junto com a gente.
      Irei dividir este relato em várias partes. Procurarei descrever cada detalhe, mostrar as fotos de cada local e de cada situação e tentar passar um pouco para vocês de uma experiência totalmente ÚNICA. Entretanto, faz 4 anos que fiz essa viagem e não lembro exatamente dos valores de cada coisa (eu não anotei nada 😐), somente do valor total que gastei, então infelizmente isso não será um diferencial aqui neste relato, beleza? Mas vou me esforçar para lembrar os mais importantes ao longo da escrita.
      Não se incomode caso esse relato se assemelhe em váááários pontos com o do RodrigoVix. Vou pegar a estética do dele pois está muito foda, porém vou trazer a MINHA experiência o que foi totalmente diferente em vários pontos, fechou?
      Bom, seguindo o protocolo você deve estar se perguntando: Mas Luquinhas, primeiramente o que eu preciso para fazer um mochilão pela América do Sul? 🤔 A PRIMEIRA COISA QUE TODO MUNDO ME PERGUNTA E SEMPRE QUER SABER e foi a primeira coisa que eu quis saber antes de fazer o meu também rs você precisa: coragem para se desafiar e se conhecer, vontade de sair de uma bolha que as vezes nem imagina que vive e claro... a bendita grana! Tentamos fazer a melhor viagem, da forma mais econômica (dentro das nossas formas de curtir uma viagem) e foda possível. E o resultado: levamos 1200 dólares e ainda voltamos com 100 no bolso, GRUVA. TUDO. Mais uma vez, eu disse TUUUUUDO, desde um pão de queijo na rodoviária, a bota comprada na internet, tudo tudo tudo, saiu por aproximadamente 7.000 reais. Fruto de pessoas que sabem pechinchar e não ligavam pra comer bem e dormir em hotel HAHAHA Nossa grana era pra aproveitar a maior quantidade de passeios possível. 
      Bom, mas além disso, aqui vai uma relação do que eu levei, anote aí!
      Com antecedência:

      - PASSAGEM BRASIL (São Paulo) X SANTA CRUZ | SANTA CRUZ X BRASIL

      - PASSAGEM AMASZONAS DE SANTA CRUZ X SUCRE

      - SEGURO VIAGEM - (Escolhi a MONDIAL TRAVEL)
      - INGRESSO PARA MACHU PICHU: Muitas pessoas falam que precisa comprar com antecedência. Isso porque o limite máximo de pessoas (por dia) em MP é de 2500 e, em períodos de alta estação esse número pode se esgotar rapidamente. Mas sinceramente eu acho muito difícil... relaxe, você vai conseguir comprar de boa. Chegamos em Cusco e na mesma hora já compramos para o dia seguinte, foi  muito tranquilo.

      Antecedência Opcional:

      - RESERVA DO PASSEIO DO SALAR DE UYUNI COM A ESMERALDA TOURS: Aqui eu acho que vale a pena, apesar de ser muito tranquilo lá na hora, mas foi legal ver que tinha uma pessoa perguntando por meu nome na praça de Uyuni, me senti aqueles caras famosos chegando no aeroporto e um chofer esperando HAHAHAH. Mandamos um email uns 2 meses antes e fechamos por 850 bolivianos, preço média por lá mesmo.

      O que tinha dentro do meu mochilão:
      7 camisetas
      3 bermudas
      8 cuecas
      1 toca
      1 par de luvas
      1 toalha microfibra (secagem rápida)
      1 Money Belt (doleira)
      1 relógio
      1 sabonete
      1 shampoo médio
      1 protetor solar grande
      1 protetor labial
      1 repelente
      1 cadeado
      1 escova de dentes
      1 creme dental
      1 barbeador elétrico
      1 desodorante aerossol
      1 perfume
      1 cortador de unhas
      1 bepantol creme
      1 par de óculos de sol
      1 celular
      1 carregador 
      1 par de fones de ouvido
      1 caneta
      1 bloco de anotações
      1 capa de chuva
      1 pasta plástica para documentos
      1 carteira com Identidade e Cartão de Crédito Internacional
      1 mochilão + toalha de secagem rápida sdds minha toalha que perdi em um hostel em San Pedro do Atacama 😢 (comprei no site da Decathlon por R$352,00: os dois)

      1 bota de Treking (comprei uma bem basicona na Centauro em um promoção por R$92,00... não recomendo porque estragou muito rápido, melhor investir e comprar uma melhor que dure bem mais!)
      NA PASTA DE DOCUMENTOS:
      ·        Cartões de embarque
      ·        Cartão internacional de vacina para Febre Amarela (ANVISA): dizem ser obrigatório, mas nunca pede pra ninguém. PORÉM FAÇA, custa nada!
      ·        Certificado do Seguro Viagem
      ·        Todos, eu disse TODOS os papéis que você receber durante a viagem!!!
      NO MONEY BELT:
      1200 Dólares (na época comprei o dólar no Brasil por uns 3,76 salvo engano, bons tempos, saudades...)
      300 Reais
      Passaporte
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      03/01 Adiós Brasil!
      Estava de férias no interior de minha avó. Eu e David seguimos de ônibus para Vitória no ES. De lá pegaríamos um voo para Sampa logo cedo umas 6am, onde encontraríamos com meu primo João Paulo e seguiríamos para Santa Cruz de La Sierra na Bolívia.

      Foi um longo trecho... zero saudades dormir nessa cadeira tããão confortável.
      O nosso voo em São Paulo era as 11:30 da manhã do dia 04/01. E aí já começou a bagaceira. Era 11:00 e João Paulo (que estava vindo de Salvador) ainda não tinha chegado no aeroporto de São Paulo. Pronto! JÁ COMEÇAMOS A VIAGEM BEM, JÁ IA DAR MERDA VEI. Por sorte, faltando poucos minutos ele chegou como se nada tivesse acontecido (calmo, para variar... vocês vão ver que esse ignóbio nunca liga para nada ao longo do relato) e embarcamos para LA PUTCHARIA!
      Momento CÓPIA RODRIGOVIX porque estou com preguiça de escrever rs No voo para Santa Cruz, os comissários nos entregam 2 formulários. Um para a Aduana, onde você declara os bens e valores que está levando, e o outro para a imigração (cuidado com as folhas carbono atrás dos formulários, não tire uma via de cima da outra). Preencha com calma. Se errar, eles te fazem preencher tudo de novo.
                 
      Mas enfim, depois de um trecho não muito longo de SP x Santa Cruz: AGORA A PARADA VAI COMEÇAR DE VERDADE! HEHEH
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      04/01 OLÁ BOLÍVIA! Dedo no cu e gritaria!
      E, de lei, qual a primeira coisa a fazer? Cotação!
      Como em qualquer lugar do mundo, evitem ao máximo cambiar em aeroportos, shoppings ou zonas muito turísticas. Optem pelas regiões centrais, sempre que possível. Mais comércio, mais concorrência, melhores preços. Mas nesse caso iríamos fazer apenas uma escala para Sucre com a Amaszonas, então... se fudemos e tivemos que cambiar no aeroporto mesmo (estava caro p/ porra, mas é o jeito).

      Voozinho de boas, rápido... chegamos em Sucre. Sucre (2.810 m de altitude) é a capital oficial da Bolívia, diferente de La Paz (capital administrativa).
      Estava um frio do caralho e tínhamos uma única missão em Sucre: cambiar 100 dólares e seguir rumo a Uyuni, de ônibus. Aqui vai uma dica: ATENÇÃO PARA NÃO VACILAR COM OS TAXISTAS FILHAS DA PUTA!! Logo quando você vai na porta uns 200 vão vindo em sua direção falando um espanhol chato pra disgraça que te deixa nervoso. Resumindo: chore aquele desconto maroto e entre no carro do que achar mais confortável, vai na fé papai.
      Saindo da rodoviária de Sucre: Lá nos compramos o ticket da taxa terminal (Bs.1,50), obrigatório para embarcar. Essas taxas são bem comuns nas rodoviárias desses 3 países, fiquem sempre atentos a elas. E MAAAAAAANO, que rodoviária doida da porra man.
      Estava a 1 dia e meio sem tomar banho. Neste momento entrei em um banheiro e lavei foi o cabelo na pia mesmo, pivete! Uma gritaria da porra... nós 3 estávamos sem entender nada, UMA BAGUNÇA generalizada. Foram poucos minutos em Sucre: suficientes para não vermos a hora de chegar em Uyuni e sair daquele lugar HAHAHAH.
      (Ouvi relatos que Sucre não é ruim... tenho um amigo que foi e que curtiu a cidade. Minha experiência foi breve e ruim. Só queríamos entrar no ônibus e ir pra Uyuni logo rs.)
      Ao entrar no Ônibus conhecemos duas alemãs que estavam viajando também para o Salar do Uyuni. Pedimos água para se entupir de Dramin e aguentar a noite de sono (já estávamos enjoados com a altitude elevada e estava difícil dormir). Por um único momento fomos encarados como que estivéssemos consumindo drogas KKKKKKK Foi uma cena engraçada. Curioso que as encontramos no Chile depois, em uma longa história (que me dá raiva só em lembrar) que irei contar em breve.
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      05/01 - Chegando em Uyuni: aquele sobre o mistério do velhinho de capuz e guarda-chuva, o Cemitério de Trens e o maior Deserto de Sal do MUNDO!
      Eram umas 05:30 da manhã quando o Ônibus parou em uma rua deserta, chuvosa e sombria, com uma sensação térmica de 2ºC. Juro, parecia uma cena de terror. A nossa primeira experiência na Bolívia já não tinha sido das melhores. Pegamos nossos mochilões e seguimos pelas ruas a procura de um local para tomar café e se aquecer (estava um frio do CARAAAALHO mermão).
      Mendigos  bêbados nos abordavam pedindo dinheiro, a chuva começava a engrossar, um silêncio de terror, até que... no canto da rua um moço de capuz e um guarda-chuva nos abordou e disse que tinha um bom lugar para nos acolher. MANO: tá no inferno abraça o capeta. Seguimos o velho debaixo do guarda-chuva e depois de poucos minutos nossos olhos brilharam: O VELINHO ERA O DONO DO SNACK NONIS! 😍 Simplesmente a lanchonete que o RodrigoVix disse que era para tomar café em seu relato. A gente riu feito a porra de felicidade e já foi logo entrando para comer, tirar aquela tralha toda e descansar um pouco antes de fechar os passeios.  



      O Snack Nonis foi uma excelente parada. Se você tiver a oportunidade de ir lá nos mande uma foto do nosso post it que deixamos na parede (se é q ainda tem lá 😆).
      Carregamos nossos celulares, compramos gorros na rua, cambiamos mais uns dólares e fomos ao Esmeralda Tours para acertar o passeio ao Salar.
      Acabamos fechando com a Esmeralda Tours mesmo. Primeiro porque o atendimento foi muito bom (quem nos atendeu foi a Eva). Segundo porque a agência tinha boas referências. E terceiro porque era o melhor preço médio que havíamos encontrado. Estava saindo por Bs.800 para quem fosse retornar para Uyuni e Bs.850 para que os fossem seguir para San Pedro de Atacama (cobra-se Bs.50 pelo transfer, isso em qualquer agência). Uma dica é: Também procure pela Andrea Tours e a Cordillera para avaliar os preços... Mas é quase tudo igual.
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      O passeio pelo Salar do Uyuni dura 3 dias. No primeiro você visista o Cemitério de Trens. Pela tarde tira as fotos pelo Salar do Uyuni e durante a noite dorme no Hotel de Sal. No 2º dia você visita mais um tanto de plano de fundo do Windows, o Árbol de Piedra, e vários vales/montanhas... Já no 3º e último dia ou você pode voltar para Uyuni ou seguir direto para San Pedro do Atacama (o que foi o nosso caso), no Chile. 
      Seguimos em um 4x4 somente de BRASILEIROS. Isso mesmo! Éramos 3 e a empresa nos colocou com mais 3 meninas brasileiras. Era uma mãe que viajava com suas duas filhas. São 3 dias juntos, dormindo junto e compartilhando histórias de vida. Ensinando e aprendendo. Impossível não sentir a primeira emoção de mochilar: compartilhar a vida de uma maneira que você nunca imaginou, em locais surreais, em diferentes situações. 
      PRIMEIRA PARADA: CEMITÉRIO DE TRENS!
      Sinceramente: nada de mais. Um local legal para tirar fotos... mas não passa de uma pasto com ferragens, resumidamente HAHAHA. Ficamos uns 20-30 minutos, tiramos uma fotos e seguimos para O LOCAL MAIS FODA.

      No caminho para o Salar o carro ainda para em um poços lá, mas nada de mais também... acho que é um Geiser. Mermão, eu só sei que sai um fedorzão de ovo podre do caralho. mas numa viagem dessa, parceiro, até se a parada fosse pra ver uma galinha cagando eu não tava nem aí: TÔ NA BOLÍVIA MAAAAN! 🤩
      Mais uns Km e TCHARAM! O maior deserto de sal do MUUUUUNDO, porra! 
      Confesso, foi 200x mais incrível do que eu tinha em minha cabeça. O carro dá uma parada em um restaurante no meio DO NADA onde tem 47 empresas de turismo almoçando com seus clientes, tiramos foto no marco das bandeiras, e voltamos a andar pelo enorme Salar onde faríamos paradas para ver o pôr do sol (um dos momentos mais fodas), o salar espelhado (sorte em ter visto, só ocorre em poucos meses do ano), a Isla Del Pescado e, finalmente, voltar para o hostel onde passaríamos a noite. Segue algumas fotos de cada trecho:


      Marco das Bandeiras e eu achando o máximo fingindo que tava amarrando uma bandeira qualquer e a foto ia sair muito legal...

      Aqui já foi depois do almoço. Vamos para o meio do Salar tirar vária fotos e ficamos uns 30min pra admirar aquela coisa de outro mundo. 


      Isla Del Pescado: um vale no meio do NADA. MUITO foda e bonito pra caralho esse momento. Não tem muito o que explicar com fotos, é só sentar e olhar aqui tudo! É foda!

      A chance de ver o Salar levemente espelhado. Pausa para um foto ridícula, mas vale a recordação HAHAHAH
      Finalizamos com um pôr do sol SINISTRO que não cabe em nenhuma foto, apenas na memória. PQP, só olhar para aquela imensidão e refletir coisa pra caralho. O processo de se conhecer em um mochilão está nos mínimos detalhes. 
      Seguimos para o nosso hostel passar a noite mais fuuuuuudida que eu já passei na vida. E foi assim que fui pego pelo MAL DA ALTITUDE, é meus amigos... torça para não ter, por que parceeeeeeeeeiro: eu quis morrer vei. Taquicardia pra caramba, falta de ar e um mal estar dos infernos. Para variar, ainda tinha um grupo de holandeses bebendo vodka na sala fazendo um barulho da porra as 3 da manhã piorando ainda aquela noite que foi uma das piores da viagem. Os primeiros perregues estavam começando a chegar, em apenas 2 dias de viagem. VAMOS Q VAMO! 

      Nota: Sim, o deserto é TODO de SAL. O chão, as paredes, as cadeiras KKKKKKKK 
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      06/01 - Salar do Uyuni 2º dia: aquele sobre lagunas e mais lagunas!
      [Pausa para o flashback: VOLTEI , CARAI! Depois de quase 1 ano e meio parado sem escrever isso aqui, foi necessário uma PANDEMIA e uma quarentena para eu me situar e refletir mais uma vez no quanto a vida é feita de MOMENTOS e principalmente de PESSOAS. Em meio a todo esse caos, cá estou eu visitando novamente está página e me deparando com algumas poucas pessoas que me motivaram a continuar e concluir esse relato (prometo, agora vai!).] 
      "Sabe aqueles cenários tipo fundo de tela do Windows, que você acha que não existe, de tão bonitos? Pois é, eles existem." E com essa frase eu ininio o segundo dia de viagem. Pensei aí numa laguna mais bonita que a outra, irmão!

       
      O esquema de visita a essas lagunas é basicamente chegar, ficar uns minutos, partir pra outra, que costuma ficar a menos de uma hora de distância, ficar mais uns minutos, almoçar, partir pra outra, ficar mais uns minutos, e depois segue viagem.
      Neste dia do passeio além das lagunas visitamos também Él Arbol de Piedra no Deserto de Siloli. A essa altura, estamos praticamente na porta de entrada da Reserva Nacional da Fauna Andina Eduardo Avaroa. É lá que pagamos a entrada de Bs.150 (preço fixo para estrangeiros). Lá fica a Laguna Colorada, lar daqueles trilhões de flamingos. E, ali mesmo, próximo à laguna, estava o hotel em que passaríamos nossa 2ª e última noite desse passeio. 
      Não tivemos boas experiências neste dia, dividimos o quarto com as outras 3 meninas brasileiras e praticamente todo mundo estava com o mal da altitude. Parece que cada dia um ia ficando pior que o outro, na noite anterior foi eu, neste dia foi João Paulo... Mas nada que um bom jantar a noite não melhorasse! Ganhamos um vinho de presente, abrimos, falamos da vida e aproveitamos para tomar um chá de coca para ver se ajudava a dormir bem, não funcionou muito não, mas ok. 

      Pasta, pollo, vinho e pão: uma das refeições mais sofisticada da viagem foi essa aí! HAHAHAHAHA

      O famoso chá de coca que não bate porra nenhuma (pelo menos em mim).
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      07/01 Salar do Uyuni 3º dia e SPA 1º dia: sobre acordar cheirando ovo podre em um país e terminar admirando o infinito em outro
      Levantamos muito cedo, ainda era escuro. O primeiro ponto de parada foram os Geisers que nada mais é do que uma [WIKIPEDIA ALERT] nascente termal que entra em erupção periodicamente, lançando uma coluna de água quente e vapor de ar com cheio de ovo podre, sim, ovo podre! Ficamos pouco tempo, tiramos umas fotos e logo fomos para as Aguas Termales, o que mais aguardávamos. Apesar de estar um friiiiio da porra e ter sido muito difícil para entrar não sabíamos que o pior estava por vir: o mais difícil era sair.

      Geisers del Tatio - Sol de la Mañana

      Aguas Termales
      Ps.: Minha recomendação é: ENTRE, GRANDÃO, SEM MEDO DE NADA! Não pense muito antes de entrar senão você desiste, sério. E posso te garantir, com 100% de certeza, que é uma experiência foda e você não vai querer mais sair de dentro. As outras meninas que estavam com a gente no carro não quiseram entrar, respeito, mas acredito que em oportunidades como essas só vivemos uma única vez, então se joga! 
      Bom, saímos das Aguas Termales e seguimos em direção à fronteira. No caminho paramos para tirar uma foto com nosso guia (Ausguto) que foi muito brother e com certeza marcou esse início da viagem.

      Eu (em pé lá), João, David e Augusto (de vermelho, nosso guia).
      E o que acontece nessa fronteira? Então, você chega, tem uma filinha de pessoas que precisam passar por uma rápida vistoria. Basicamente você mostra seu passaporte, paga uma propina de Bs. 15 (não sabemos o porque disso, mas ele cobram) e estámos liberados para entrar no Bus e ir para o Chile.

      Fila para passar pela revista na fronteira Bolívia-Chile.
      CHI CHI CHI, LE LE LE! Meu amiiigo, logo nos primeiros passos já percebemos a diferença na organização do Chile. Estradas com um bom asfalto, toda sinalizada (talvez à "propina" seja para isso, não sei) e bem mais arrumada que a Bolívia. 
      - Rapaz, o dia está apenas na METADE. Pense em um dos melhores dia de minha vida? Esse foi esse que você está lendo eu relatar aqui agora. Você não sabe o que estar por vir. 
      Certo, voltando. Chegamos em San Pedro do Atacama por volta de 11h da manhã. A gente só sabia que tinha que achar logo um hostel para tomar um banho, deixar os mochilões, cambiar e aproveitar para ainda conseguir fazer mais um passei naquele dia. Passamos pela vistoria que tem no momento que chegamos na cidade e tínhamos a possibilidade de pegar um táxi ou ir andando para o centro. Você acha que 3 mochileiros vão escolher o que? Seguimos andando em direção ao centro da cidade (não era tão longe assim). 
      Aqui a gente tinha um plano. Pensávamos em seguir para o Hostel de uma tal de Dona Maria que já tínhamos visto na internet e visto boas recomendações. A questão é que a gente não sabia que essa dona Maria era uma FILHA DA PUUUUUTA! E eu vou te contar o por que agora. Chegamos no hostel dela e perguntamos quanto seria a estadia para os 3 dias: ela disse 10.000 pesos chilenos (o que realmente era bem barato, o mais barato da cidade por sinal... mas não sabíamos, a gente tinha acabdo de chegar ali). Em compensação o local era podre, toda acabado, tinha uma VALA, mano... era muito fudido, sério. Beleza, pedimos um desconto (de lei, né?!), ela não aceitou e ainda ficou nervosa... falamos com ela que a gente ia dar uma conferida em outros hostels pois tinha acabado de chegar e de repente essa Dona Maria firou um foi um BIXO, full pistola com a gente.
      - COMO É QUE PODE VOCÊ REJEITAR O MEU NEGÓCIO!!! TODOS SABEM QUE EU SOU O HOSTEL MAIS BARATO DE SAN PEDRO, ISSO É UMA AUDÁCIA. VÁ E VOCÊ NÃO ENCONTRARÁ MAIS NENHUM MELHOR QUE O MEU.
      Como o nosso orçamento não era dos maiores, tivemos que ouvir isso na maior paz. Eu e David fomos cambiar uns dólares e deixamos João Paulo de cobaia para reservar nosso lugar. E quando voltamos... O CORO COMEU! HAHAHAHA Encontramos João Paulo no meio do caminho PUUUUTO dizendo que Dona Maria continuava xingando a gente e dizendo que não era mais para a gente ficar lá, que ela não permitia esse tipo de situação. HAHAHA Eu ainda tentei voltar para conversar com ela na maior paz, porém lembra daquelas meninas que deram água para a gente no ônibus de Sucre para Uyuni? Então, coincidentemente elas já tinham escolhido nosso quarto HAHAHAHA. Enfim, sem mais delongas... resolvemos procurar um outro hostel e acabamos escolhendo um mais caro (14.000 pesos chilenos) mas que porém foi uma das melhores escolhes que fizemos na viagem: dormimos bem em quarto privativo, banho quente, comida boa... enfim! Recarregamos literalmente as energias. 
      Recomendação: Se eu não me engano foi o El Toconao.
      Vamos a parte boa do negócio logo então. Como funciona os passeios em SPA?
      Fechamos o Valle de la Luna + Valle de la Muerte no primeiro dia, Lagunas Altiplanicas + Piedras Rojas no segundo dia, e Salar de Tara no terceiro dia. Tem a possibilidade de ir para Uyuni no final também, depende de como você organiza sua trip. Como estávamos vindo de lá, fizemos os passeios clássicos saindo de lá, sem voltar. E para nossa felicidade, o Valle de La Luna + Valle de La Muerte saia por volta das 15h, tempo ideal para almoçarmos, tomarmos um banho, cambiar, e descansar um pouco.
      Seguindo em direção ao primeiro passeio eu realmente fiquei sem palavras. Era um plano de fundo do Windows atrás do outro...

      Valle de La Luna

      Em direção ao Valle de La Muerte

      Valle de La Muerte

      Cara... sabe a sensação de você acordar em um país e admirar o infinito em outro que eu disse no título desse capítulo? Então, foi a sensação que eu senti nesse momento. 
      DICA: Esse lugar é realmente lindo. Quando você chega lá no alto e vê toda aquela imensidão, é difícil até descrever. A dica que eu quero dar é: APROVEITE o momento. VIVA a experiência. O que eu percebi foi uma imensidão de turistas fazendo fila para tirar foto na pedra e preocupado apenas se tinha ficado legal pra postar nas redes sociais, e com isso estavam perdendo o principal, que era aquele magnífico espetáculo do sol colorindo aquela imensidão toda do deserto. Então, tire as fotos que você quiser, mas reserve um bom momento para ficar ali parado, respirar fundo e admirar aquela beleza toda. Dificilmente você terá outra oportunidade dessas na sua vida, então não a desperdice preocupado com selfies. "Nesses pequenos momentos o mochilão vai nos ensinando muitas coisas, é algo muito além de uma imagem bonita... é sobre pessoas e todo o processo que você passou para chegar até ali" (parafraseando meu querido amigo David nessa frase que fez a gente se emocionar).  
      Voltamos revigorados, compramos mais uma águas, comemos em um lugar qualquer que infelizmente depois de 3 anos não lembro mais (HAHAHAH) e fomos descansar para o próximo dia. 
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      08/01 SPA 2º dia: aquele sobre Valentina e mais um plano de fundo do Windows
      Começamos o dia 8am. Seguimos em direção as Lagunas Antiplanicas e no meio do caminho uma pausa para admirar essa pintura: 



      Laguna Antiplanicas: parece foto do Google... Imagine ver isso com os próprios olhos? Era uma sensação muito louca todo santo dia, a gente ficava sem acreditar que aquilo existia tão perto da gente. 
      Uma pausa para fotos e seguimos para aquilo que era considerado um dos pontos turísticos mais fantásticos de San Pedro: Piedras Rojas. Nem vou falar muito, acho que as fotos falam por si só.

      Piedras Rojas
      Uma dica: JAMAIS deixem de incluir Piedras Rojas em seu roteiro de SPA. Infelizmente, no ano passado, eu soube que o local estava interditado por conta de vandalismo. Algumas pessoas picharam algumas das pedras e houve levantamento de Drones para a gravação de um comercial esportivo. Não sei como está a situação por agora, porém espero mesmo que eles tenham reaberto esse marco. 
      Como de costume em quase todos os passeios a dinâmica funciona o seguinte: vai de Bus, pausa, tira umas fotos, entra no Bus, segue para outra paisagem fantástica, mais uma pausa para mais fotos, volto pro Bus, pausa para refeição, volta pro Bus e segue adiante.
      A questão que eu queria compartilhar com vocês neste momento do relato é que: APROVEITEM ao máximo as pessoas que vão junto com vocês nesses caminhos. Tem gente de todo lugar do mundo. E foi assim que para alegrar ainda mais nosso dia, tivemos a sorte de se bater com Valentina, que morava no Chile e estava aproveitando as férias para conhecer sua cidade viszinha (é para poucos ter esse roteiro mais perto de casa ainda, né). Essa figuraça veio a viagem toda resenhando com a gente HAHHAHAHA.


      Chega de palhaçada, de volta para o hostel onde a gente precisava de um bom banho, se alimentar melhor e descansar para o segundo dia de viagem. Curiosamente neste noite eu comecei a sentir uma coceira debaixo do braço... meio como se fosse uma alergia. Aquilo me incomodava bastante, chegava a doer um pouco. Comecei a pensar que tinha pegado alguma alergia ao desodorante. Mas enfim, ignorei e segui adiante. O que esse incômodo era? Cena para os próximo capítulos
      Aproveitamos para conhecer um pouco da noite de SPA. A cidade estava cheia e aqui eu quero comentar um ponto com vocÊs... realmente o Chile é BASTAAAANTE caro. Gastamos em 3 dias no Chile o que não gastamos em 10 dias no Peru, acredite. Mesmo assim, como só iríamos passar poucos dias e depois de todo o stress passado com a desgraçada Dona Maria, resolvemos nos presentar com um vinho e uma pizza perto da pracinha da Igreja. Foi uma noite muito atípica, na volta pela casa João Paulo ainda pegou o violão de uns meninos na rua e aproveitou para tocar umas músicas e fazer um gruoove sacanaaaagem HEHEH. Sinto saudade desses momentos, de conhecer a verdadeira cultura local, saca? De sair pelos bairros mais distantes, ver como funciona a cidade em vários horários distintos.
      Chegamos em casa, dormimos BEM PARA O CARALHO (ó hostel que renovou a alma ein, meu caros amigos) e ficamos no aguardo do 3º e último dia. 
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    • Por Igor Bagnara
      INTRO
      Depois de 8 meses finalmente estou encontrando coragem pra escrever o relato do mochilao pela América do Sul, espero conseguir lembrar de tudo hahaha
      Eu nunca havia feito uma viagem internacional, nem viajado sozinho, mas o desejo de percorrer a América do Sul já estava dentro de mim há um bom tempo. Lembro na época de faculdade, quando estava vendo uma matéria sobre Machu Picchu na casa da minha namorada e disse: Um dia eu irei, nem que seja sozinho!
      Um segundo depois eu me arrependi, pela cara dela de brava e a frase: Ah bonitão, então vai me deixar e viajar sozinho é? (HAHAHA)
      Anos depois, foi o que acabei fazendo... Mesmo sem querer.
      Comecei a me planejar pra ir e a correr atrás de companhia, a princípio de amigos, depois de pessoas aqui no mochileiros ou em grupos de viagem do Facebook. Porém, o medo de ir sozinho me fez correr atrás de TUDO, me organizar e querer saber todos detalhes. Com o tempo passando, as frustrações de encontrar alguém e a coragem crescendo, defini que queria e precisava trilhar esse caminho sozinho.
      Vamos deixar o blá-blá-blá de lado e efetivamente começar a falar dos preparativos.
      Usei três roteiros como base para o meu, porém eram todos antigos, mas completos. O principal foi o do Rodrigo @rodrigovix, que inclusive foi base para o da Mari (@vidamochileira usei a planilha dela pra criar a minha) e o de uma terceira menina que esqueci o nome 😅.
      Comecei a anotar as dicas sobre roupa, calçado, onde ir assim que chegar, onde trocar dinheiro... Foi de uma ajuda absurda.
      BAGAGEM
      Levei duas mochilas, a de 50l Forclaz da Quechua e uma de ataque que tenho desde o ensino médio.
      Tentei levar coisas suficientes para uma semana de uso, foi mais ou menos assim:
      08 camisetas 02 shorts 01 conjunto segunda pele (usei MUITO) 01 calça jeans (usei pouco) 01 calça de trilha que vira shorts (usei muito) 01 calça moletom 01 blusa fleece 01 blusa corta vento 01 blusa moletom 01 touca 01 bota (timberland basica, peguei na promo por 100 reais e deu conta) 01 toalha de microfibra (decathlon) 01 par de chinelo 08 cuecas 06 pares de meia 01 bastão da caminhada (não usei pq sou burro) Medicamentos Necessaire Pelo que eu me lembre, foi basicamente isso e algumas coisas pequenas como documentos, cadeado, hidratante, bandana, kindle (nem li) e afins.

       
      ROTEIRO

      Mudei milhares de vezes antes do início e esse era o roteiro original, PORÉM ocorreram mudanças forçadas hahaha
      Tive que passar dia 03 em Sucre e tirar Paracas do roteiro, ou seja, até dia 12 é preciso jogar tudo um dia pra frente, o resto continuou igual.
      DICAS
      APP:
      Google Maps Offline - Baixem o mapa de TODOS lugares que irão e deixem salvo no google maps, salvou minha vida mais de uma vez! (atenção pro prazo de armazenamento) Uber - Usei em cidades que possuiam pra saber o preço justo e negociava com os taxis. Moeda - Mostra a cotação atual da moeda (valor comercial, não o de compra) Booking - Reservas de hostel com cancelamento grátis (atenção no prazo para cancelar) COMPRAS PRÉ VIAGEM:
      Vôo SP - Santa Cruz de la Sierra Vôo Santa Cruz - Sucre Ônibus Sucre x Uyuni  Vôo Lima - Cusco O resto deixei TUDO pra fechar na hora. Mas aconselho a reservar pelo Booking locais com cancelamento grátis só por segurança, passei um perregue por conta disso.
       
       
      DIA 1 - O SUSTO ANTES DO COMEÇO
      Três dias antes da viagem (30/12), descubro que meu voo de Santa Cruz para Sucre seria ADIANTADO. Assim, eu não conseguiria embarcar, visto que ele estaria saindo a hora que eu estivesse pousando do voo Guarulhos-Santa Cruz. Tive que adiar esse voo pra Sucre, o que me fez perder o ônibus noturno de Sucre pra Uyuni.
      Ou seja, mal começou e os planos indo pro ralo, mas eu estava consciente que poderia dar ruim esse primeiro dia, era um risco calculado.
      E como dizem, há males que vem para o bem.
      Eu iria viajar dia 2 de janeiro e fui passar a virada de ano na casa da minha Madrinha. De lá, meu pai daria carona até o aeroporto. Tudo pronto, me despedi de todos e partiu!
      Quando estou na fila pra pegar a passagem, procuro minha doleira, onde estavam meu passaporte e toda grana da viagem, e... TCHARAM: NADA! O desespero foi tanto que joguei o mochilao no chão e saí abrindo tudo ali mesmo. Liguei pros meus pais, pedi pra olharem no carro, mas não acharam. Liguei pra minha madrinha e nada na casa... Não era possível, eu não tinha mexido e tinha certeza que havia levado a doleira.
      Estava explicando a situação pra moça do guichê pra tentar não perder o vôo, até que recebo o telefonema salvador, meu pai achou DEBAIXO do banco e estava voltando. Porém, não daria tempo pra retirar a passagem e fazer o check-in.
      Tive que usar toda minha lábia e desenrolar com a atendente. Consegui que ela deixasse tudo adiantado pra retirar sem fila e burocracia só precisando apresentar o passaporte. No fim, foi correria mas deu certo! Inclusive, a primeira coincidência ocorreu na hora do embarque.
      Lembram que eu havia entrado em contato com diversas pessoas pra companhia? Um deles era o Kaique. E não é que ele manda msg no whats falando que está me vendo na fila do embarque?! Combinamos de nos encontrar em Santa Cruz de la Sierra. Também era a primeira viagem solo e internacional dele, ainda usou umas partes do meu roteiro como base.
      O voo foi tranquilo, o primeiro contato com o espanhol foi meio assustador, as aeromoças falavam bem rápido e eu não entendia muita coisa dos avisos no alto falante.
      Desci na Bolívia e fui passar pela alfândega. Estou lá, suave, vendo o Policial passar por todo mundo e parar em quem? Eu, óbvio.
      Fiquei todo atrapalhado pra achar passaporte e responder. Ele ainda me olha o passaporte, minha cara, passaporte, minha cara... Eu já tava quase baixando as calças e indo pra salinha, até que ele resolveu me liberar.
      Encontrei o Kaique e fomos dar um pulo no centro de Santa Cruz pra trocar dinheiro, visto que havia lido que em Sucre não há locais pra troca perto do aeroporto.  Lembrei das recomendações sobre táxi e tentamos negociar a ida pro centro, tava caro... Perguntei pra uma tia da limpeza do aeroporto e descobri que tinha busao pro centro por menos de 5 reais, enquanto o taxi sairia por 40 reais!
      Na plaza central, o Kaique comprou um chip e fomos fazer o câmbio. Demoramos muito e começamos a correr pra voltar a tempo. Não teria como pegar o ônibus, então fomos até a avenida principal atrás de táxi. Perguntei em um local se tinha algum lugar pra pedir e o valor médio.
      Foi ali que tive o primeiro contato com os táxis ilegais da Bolívia. O cara deu sinal pra um carro bem velho e perguntou o preço pro aeroporto. Ficou em 60 bols e deu tempo de embarcar no "teco teco" da Amaszonas rumo a Sucre.
      Na hora de retirar as mochilas, eu comentei com o Kaique sobre dois mochiloes enormes e que apostava que estavam indo fazer a mesma trip. Fui ao banheiro e, ao voltar, o destino prepara outra surpresa: o Kaique conversando com o casal das mochilas... Era o Cleverson, um cara que eu havia conversado nos preparativos da viagem tbm! Estava acompanhado da Cintia, na real eles nos salvaram, pois já era noite e eu e o Kaique teríamos que achar onde dormir pra pegar o bus na noite seguinte.

      Dividimos o táxi, fomos onde eles estavam hospedados e conseguimos vaga! Logo tentamos ir até a rodoviária trocar as passagens do ônibus que são bem concorridas, porém já estava fechada. Voltamos a pé, curtindo um pouco de Sucre e caçando um lugar pra comer. Achamos uma lanchonete, comemos hambúrguer com soda (ruim, parecia sem gás) e rodamos por algumas praças. Fomos dormir depois de um primeiro dia louco, a empolgação era contagiante.
    • Por igorp77
      Salve Mochileiros,
       
      Estou aqui para descrever, relatar, contar, sei lá  😁um pouco ou tudo da minha  experiência que tive nessa viagem incrível  quem sabe até poder ajudar algumas pessoas que pensam em fazer essa trip. Estava relutante, com muitas duvidas se eu deveria escrever esse relato, mas no final acho que vale a pena contar um pouco das experiências que tive e quem sabe incentivar alguém a começar. Antes de iniciar, tenho apenas que repetir uma coisa que praticamente a maioria das pessoas  que finaliza essa trip diz que é: TODO MUNDO TEM QUE FAZER UMA VIAGEM  DESSA , , porque é muito foda, você conhece tanta gente, uns lugares de tirar o fôlego, vê umas coisa  maluca que as pessoas chamam acho eu de choque cultural, são tantas sensações que senti nessa viagem, todo dia eu estava feliz, a única parte triste foi a despedida, porque o resto foi foda. Então vamos iniciar esse relato cambada!!
       
      Esse mochilão  teve inicio no dia 01/04/2019.
       
      Roteiro
      Santa cruz de La Sierra
      Sucre
      Uyuni
      San Pedro De Atacama
      Arica
      Tacna
      Arequipa
      Ica
      Huacachina
      Paracas
      Lima
      Huaraz
      Cusco
      Copacabana
      La Paz
      Santa cruz de La Sierra
       
      Gastos
      Nessa vou ter que pedir desculpas para vocês, acho que não vou conseguir dar muitos detalhes,  sei que eu gastei 4885 reais pois  comprei as passagens aéreas antecipados tudo por 840  e uma passagem de ônibus de Sucre a Uyuni por 45 reais , o que sobrou  foi apenas 4000 reais a qual  levei comigo no meu Money Belt do começo ao fim da viagem, mas falo para vocês só sei que quando  estava no ultimo dia la em Santa Cruz de La sierra eu estava muito pobre, muito mesmo, para vocês terem uma noção tive que pechinchar até comida de 15 BOL(consegui por 10) mas não se preocupe ainda lembro os preços dos tours, vou dar algumas dicas de comer barato e acomodação barata também.
      OBS:  Se eu perdesse o Money belt ou fosse roubado estava muito ferrado, pois não levei nenhum cartão de credito ou debito hahahahah (maluco de BR hahahahah )
       
      Desabafo:
      Estava com esse mochilão na cabeça dês de 2016, planejando fazer sozinho mesmo(uma coisa quase praticamente impossível de fazer), li apenas alguns relatos como o mais famoso do  rodrigovix e da maryana teles ,  arrumei minha mochila com poucas coisas mesmo e fui, melhor decisão que já tomei em toda a minha vida. Dês de moleque sempre quis largar tudo e viajar o mundo todo, sem data de volta, porem necessitava e necessito de experiência, por conta disso planejei esse mochilão clássico para confirmar se conseguia me virar e ver com meus próprios olhos se era verdade mesmo se tinha como viajar o mundo com pouco dinheiro ou quase nada e depois que terminei, pelas pessoas que conheci  e experiências que vivi posso dizer que é possível.
      Preparativos:
      Como eu disse anteriormente, comprei antecipadamente apenas as passagens aéreas e a passagem de ônibus(essa de Uyuni se não planeja fica em sucre recomendo comprar com antecedência).
      São Paulo a Santa Cruz de la Sierra –  R$ 680
      Santa Cruz de la Sierra a Sucre – R$ 160
      Ônibus de Sucre a Uyuni -  R$ 45
      No meu mochilão  não foi muita coisa apenas:
      7 camisetas
      2 shorts
      8 cuecas
      8 meias
      2 calças jeans
      1 calça de trekking
      1 calça térmica
      1 fleece (furtada)
      1 jaqueta corta vento
      1 blusa termina
      1 chinelo
      1 calça velha (para dormir)
      1 camiseta velha (para dormir)
      1 bastão de trekking (furtado,  merecido, pois nem usei, totalmente desnecessário)
      Mochila de ataque foi apenas:
      Pasta de documentos
      Carregador de celular
      2 Power bank
       
      Dicas:
      Vai no relato da @Maryana teles pois de começo nada mudou, seguro é importante(não usei mesmo comendo nas boca de porco) , carteira de vacina é importante mas eles nunca pedem, mas bom levar nunca se sabe e de resto tranqüilo.
       
      Inicio do Relato
      01/04 - Guarulhos x Santa Cruz de La Sierra x Sucre
      Episodio 1 – O  primeiro choque cultural a gente nunca esquece.
       
      Chegou o grande dia, coração a mil, ansiedade tomando conta, sai até cedo de casa, cheguei no aeroporto as 19h30, já estava lá pronto para embarcar , porem meu voo saia só as 00:05 ou seja ficaria por quase 5 horas coçando,  nesse período de tempo conheci dois amigos um casal super gente fina e humilde demais que iriam iniciar sua jornada também  Felipe e Fernanda.

      Mal sabia eu que essas desgraças iriam me acompanhar  praticamente até metade do caminho hahahah
      Obs: Vocês perceberam que estamos com a mesma mochila e o rodrigovix também tem a mesma mochila e se duvidar até você tem essa mochila, sabe por que isso? Porque nos é pobre e essa é a mochila mais barata da decathlon.
      Chegamos em Santa Cruz as 3h00 da manhã, ficamos lá coçando no tédio e esperando nosso voo para Sucre que sairia as 9h00

      Nesse período de tempo novamente conhecemos um brasileiro muito louco, sabe porque louco? ele foi de ônibus até sucre ou seja 13 horas em um ônibus pelas estradas mais perigosas da Bolívia (ele morreu hahahha mentira) e ainda fez o salkantay (4 dias caminhando) muito louco esse cara!

      Passaram algum tempo e a gente precisava realizar o cambio, para pagar ônibus e comida la em sucre então combinamos em trocar 50 reais cada um porem na hora do cambio aconteceu uma coisa que eu achei  engraçada e preciso compartilhar com vocês e isso ainda aconteceu comigo(tinha que ser) vou contar.
      Estava lá eu indo trocar o dinheiro, porem não tinha ninguém para me atender , então resolvi esperar, nessa hora veio um cara parecia aquele índio do pica pau, veio falando espanhol com mandarim e um pouco de Frances que eu não entendi quase nada mas pelo pouco que entendi, vou tentar descrever essa conversa(estávamos tentando falar em espanhol):
      Gringo: Você cambio?
      Eu: Sim, quantos está o cambio?
      Gringo: Dólar!
      Eu: Não só tenho real, 50 quero trocar!Quanto cambio?
      Gringo pegou a carteira e sacou 50 dólares   para me dar porem eu disse:
      Eu:  não, quero BOL
      Gringo: Você fala inglês?
      Eu: Sim
      Gringo: Cambia para mim?
      Eu: Cambia você para mim?
      Gringo: você faz cambio?
      Eu:  não e você?
      Gringo: também não, desculpa!
      Foi essa confusão 😂😂foi uma situação engraçada, mas  depois disso fui trocar o dinheiro, quando à mulher chegou acabei trocando meio que obrigado 100 reais  em uma cotação horrível pois ela não aceitava menos que 100 e não tinha nenhuma outra casa de cambio aberta.
      Enfim chegou o horário do voo e partiu Sucre

      Chegamos no aeroporto de Sucre as 11h00 da manhã , um aeroporto bem minúsculo.

      Assim que chegamos ao aeroporto perguntamos o preço do táxi 60 BOL muito caro! Vimos uma van, pechinchamos e conseguimos por 10 BOL para levar ate o terminal de bus essa van cheio de boliviano e apenas nos três de brasileiros e lá vamos nós.


      Uma dica para quem quer economizar: NUNCA VÁ DE TÁXI SEMPRE ESCOLHA O MEIO DE TRASPORTE PUBLICO (A não ser que não tenha transporte publico), alem de economizar uma baita de uma grana você terá uma imersão cultural maior.
      Enfim chegamos vivos ao terminal de ônibus.


      Nosso ônibus para Uyuni sairia apenas as 20h00 então íamos precisa comer, decidimos ir ao lugar mais barato, encontramos um restaurante local que estava cobrando 10 Bol com sopa e prato principal muito barato porem..

      Confessar uma coisa para vocês foi uma das piores sopas que já comi em toda a minha vida, descobri que a culinária não é um ponto forte dos bolivianos, terminamos de comer e fomos andando mesmo até o centro e praça principal para cambiamos dinheiro e conhecer um pouco da cidade.



      Trânsito na Bolívia é uma loucuraaaaa!!!!

      Cambiamos 550 reais em uma cotação boa para pagar o tour do Uyuni e comprar alguma coisa para comer, em seguida fomos para a praça principal



      Depois fomos a uma praça cheia de pombo, tinha mais pombo que Osasco (quem já foi sabe que Osasco tem bastante pombo) o engraçado é que as pessoas alimentavam o pombo, tinha gente vendendo comida para alimentar os pombos tinham as crianças que abraçavam o pombo e juro que eu vi uma criança beijando a merda do pombo, outro choque cultural que tive, provavelmente se eu ficasse mais um dia naquela cidade eu ia ter mais choques culturais 😂, mas não, vai por mim, aquilo já estava bom hahaha queria chegar logo em Uyuni.

      Depois fomos para um mercadinho comprar umas coisas para levar no Uyuni  e comer no caminho (não compramos nada, pois estava tudo caro para os nosso padrões ).   Nesse mercadinho eu acabei vendo uma coisa que não queria, então, vou contar, dentro desse mercadinho tinha uma lan house onde tinha uns adolescentes, acreditem em mim eles estavam juro, assistindo filmes pornográficos como se tivesse assistindo Peppa Pig, dentro do mercadinho manooo foi ai que pensei, temos que ir embora logo dessa cidade já vi coisa demais por um dia, porem não tinha como, pois estava cedo e ainda a gente tinha que ir no mercado central comprar as coisas para não morrer de fome e lá fomos nós, chegando nesse mercado e mano  me surpreendi muito, tão limpinho segue as imagens:

      Esses frangos estavam expostos ali acho eu uma semana, mas enfim compramos as coisas e partimos para o mirador da cidade, fomos andando novamente (esqueci de falar que o meio mais econômico de transporte são as pernas), andamos por uns 40 minutos até chegar no mirador, cheio de subida, resumindo cheguei lá em cima morto.


      Seguimos para o terminal de buses, fomos de ônibus publico e mano louco eu nunca tinha visto coisa parecida  eu estou acostumado, como moro em São Paulo a andar com ônibus grande e tem sinal de parada,  ponto de ônibus, lá não tem essas coisas não, totalmente diferente,  vocês tem que saber onde vai descer, tem que falar para o motorista ”vou descer aqui” ele só ”para” e você desce, ônibus minúsculo,  muito louco paguei 1 BOL.

      Chegamos  no terminal faltando umas duas horas para o ônibus partir, tivemos que esperar, mas antes meus amigos foram em  um restaurante jantar,  eu não jantei por vários motivos primeiro estava sem fome, a sopa me traumatizo, não queria gastar , ansiedade e queria apenas entrar no ônibus para dormir (dois dias sem dormir é osso)😂😂😂 enfim entramos no ônibus e partimos para Uyuni onde  eu tive um dos melhores momentos da minha vida, conheci umas pessoas incríveis e minha primeira paixão de viagem.
       
      O próximo capitulo será:
      A primeira paixão de viagem a gente nunca esquece.
    • Por natsumy
      Olá pessoal! Meu nome é Natália, tenho 21 anos e em janeiro desse ano fiz o clássico mochilão Bolívia-Chile-Peru durante 25 dias. Vim aqui compartilhar com vocês tudo que vi e vivi por aqueles lados e dar algumas dicas também!
      Primeiro de tudo tenho que agradecer a todos que postam relatos de viagem aqui, realmente ajuda muito. Eu li tantos relatos daqui que quando eu tava nas cidades era como se eu já soubesse onde ficavam as coisas, quais preços negociar com os taxistas.. kkk Deixo aqui meu agradecimento especial ao rodrigovix que escreveu o relato mais famoso aqui do mochileiros! Todos os brasileiros que eu encontrei estavam seguindo o relato dele, é realmente completíssimo. Eu baixei em pdf (tem o link lá no relato dele) e usava como guia quando eu tinha alguma dúvida, tipo: “ahh, cheguei em Arequipa.. Deixa eu ver quanto o Rodrigo negociou o táxi aqui”. Foi bom pra ter uma noção dos preços, recomendo o download!
      Agradeço também a todos que me inspiraram com seus relatos: leticia.amorim, barbara.fabris, nogy, guto.okamoto, tia poly e muitos outros. Valeu galera!
       
      Bom gente, essa viagem foi bem especial pra mim porque foi o meu primeiro mochilão e também a minha primeira viagem sozinha! Montei o roteiro baseado nos relatos daqui e fui adaptando de acordo com minhas necessidades e preferências. Comprei também um exemplar usado do Guia do Viajante Independente da América do Sul, é um livro muito bom pra ter informações dos lugares que você vai.
       
      Sobre os gastos:
       
      Antes de viajar montei uma planilha com os gastos que eu estava estimando. Fiz os cálculos com os valores que peguei nos relatos mais recentes que eu li. Peguei a planilha que a Maryana Teles postou aqui no fórum (valeu Mary!) e modifiquei ela, vou deixar linkada aqui. Essa foi a planilha com os gastos estimados! Mas os gastos reais foram menores.
      Estava planejando levar 1200 dólares mas acabou que não consegui juntar tudo isso.. E também o dólar aumentou muito depois das eleições nos EUA. Acabei levando só 1000 dólares + 300 reais que meu pai me deu de Natal (valeu pai!). Desse dinheiro gastei 900 dólares + 200 reais. E olha, com esse dinheiro deu pra fazer todos os passeios que eu queria, comprei muita coisa, fiquei em todos os Wild Rovers, não passei fome kkk Eu economizei bastante na alimentação e transporte, as vezes me dava o luxo de uma comida típica ou mais cara, mas a maioria das vezes comia nos mercados (adoro!) ou em restaurantes baratinhos, e no transporte sempre comprava o ônibus mais barato de todos kkk Ficava sempre em hostels no quarto mais barato, com exceção de Copacabana, onde eu passei muito mal e tive que pagar 2 diárias em um hotel mesmo.
      Dá pra fazer por menos? Com certeza! Quanto mais você controla seus gastos maior vai ser a economia. Ah, levei tudo em dinheiro mesmo na doleira. Troquei reais por dólares aqui em BH no começo de dezembro na péssima cotação de 1 dólar = R$3,57
      Ressaltando aqui que nesse valor não está incluída a passagem para Santa Cruz, que deixei pra comprar em cima da hora (novembro) e paguei caro! De BH pra Santa Cruz paguei R$1644,00!! Conheci alguns mineiros de BH na viagem e eles me disseram que compraram em julho pra viajar em janeiro e pagaram metade do preço. Então tentem não deixar pra última hora.. Eu deixei porque só podia começar a pagar as parcelas em janeiro kkkk Outra coisa que não está inclusa é a passagem Santa Cruz - Sucre, que me custou 50 dólares. Essa passagem também é bom reservar com um mês mais ou menos antes viu. Olhei um mês antes e tava 30 dólares. Deixei pra uma semana depois e já estava 50! Não sei qual é meu problema em comprar passagens kk
       
      Seguro Viagem
       
      O seguro eu fiz pela Mondial e paguei 160 reais. Comprei na Black Friday com 30% de desconto. Não sei porque mas quando eu selecionava no motivo de viagem a opção mochilão o preço ficava absurdamente caro.. Então selecione como motivo lazer/turismo pra um preço mais amigável.
      Não utilizei o seguro nenhuma vez mas eu recomendo que vocês façam. Não foram poucas as pessoas que conheci que precisaram acionar o seguro! Sem contar que eu quase acionei também quando peguei uma intoxicação alimentar em Cusco.
       
      Compras pré-viagem
       
      Como falei antes, esse foi meu primeiro mochilão. Eu não tinha quase nada, só algumas roupas de frio, então tive que gastar um dinheirinho antes de viajar. Esses gastos não estão inclusos no gasto total da viagem, porque é uma coisa meio pessoal né. Segue a lista das coisas que comprei:
      Mochila 60 litros da Quechua- 330,00 na Decathlon - 2 meses depois estava 289,00
      Capa de chuva pra mochila - 59,90
      Conjunto segunda pele 100,00
      Toalha de secagem rápida - 34,99
      Bota impermeável - comprei usada no site enjoei uma da Quechua
      2 cadeados - comprei em um camelô aqui em BH por 5 reais cada. A qualidade não é lá essas coisas mas deu pro gasto
      1 lanterna - também no camelô por 8 reais
       
      Recomendo muito a compra de um óculos escuros também se vocês não tiverem.. Eu não consegui comprar e tive que usar um muito ruim desses que vendem na praia sabe? Péssima ideia kkk
       
      Documentos
       
      Os países que fui não exigem passaporte de brasileiros. Eu fui com meu RG e deu tudo certo. Só tem que tomar muito cuidado pra não perder os papéis que receber nas fronteiras dos países.
      Levei também o certificado de vacinação contra febre amarela que não me pediram em nenhum momento. Mas é bom fazer, vai que né..
       
      Bagagem
       
      Fiquei com medo da mochila que comprei ser pequena demais (60L), mas cabe coisa demais viu gente? Eu levei muita coisa, não recomendo levar tanta coisa como eu porque fica pesada e eu comprava as coisas lá e ficava sem espaço pra colocar. Vou fazer a listinha daqui com as coisas que levei pra vocês terem uma noção e vou classificando se foi necessário ou não.
       
      No mochilão:
      -1 calça jeans (necessária)
      - 1 calça legging (necessária)
      - 2 shorts (apenas 1 é suficiente)
      - 1 moletom (usei pouquissimo, levaria só na época de frio)
      - 1 biquini (necessário)
      - 1 blusa de manga comprida (necessário)
      - 1 blusa segunda pele (necessário)
      - 1 calça segunda pele (necessário, usei muito, levaria 2!)
      - 4 camisetas sem manga (só 2 é suficiente)
      - 7 camisetas com manga (comprei algumas no meio da viagem, levaria só umas 5)
      - 4 sutiãs (necessário)
      - 2 toucas (não sei porque levei 2, só uma é suficiente)
      - 1 sandália (totalmente desnecessário)
      - 7 meias (necessário, levaria um pouco mais)
      - 10 calcinhas (necessário)
      - 1 blusa grossa impermeável (necessário, mas a minha era muito volumosa.. Levaria um corta-vento com menos volume)
      - 1 chinelo (necessário)
      - 1 bota impermeável (necessário)
      - 1 tênis (usei muito mas dava pra ficar sem)
      - 1 Capa de chuva (necessário)
      - 1 toalha de secagem rápida (necessário)
      - T de tomada (necessário)
      - jogo UNO (gostei muito de ter levado, usei em Uyuni)
      - 1 calça tailandesa (usava pra dormir)
       
      Na mochilinha:
      - 1 caderno pra anotações
      - 1 camera e carregador
      - carregador de celular
      - pastinha de documentos (RG, papeis da imigração, certificado de vacina, cópia de tudo)
      - protetor auricular (importante pra quem for ficar em hostel!)
      - óculos de sol horrível (necessário, mas comprem um bom)
       
      Algumas dicas:
      Se você for fazer trekkings recomendo a compra de meias próprias para trekking. Eu não comprei e me arrependi!
      Se forem na época de chuva não esqueçam de levar uma BOA capa de chuva, não peguei tanta chuva nas trilhas que fiz, mas peguei uma senhora chuva em Cusco e descobri que a minha capa de chuva não era tão boa, vazou água pro lado de dentro
      Comprem um bom óculos escuros. É um investimento que vale a pena.
      Saco de dormir é desnecessário no verão, inclusive no Salar. As mantas que forneciam nos refúgios eram suficientes, e olha que eu sou friorenta.
      É legal levar tênis pra andar pelas ruas da cidade, descansar os pés um pouco das botas!
       
      Necessaire*:
      Cortador de unha
      Desodorante
      Pente
      Sabonete
      Shampoo
      Condicionador
      Lixa de unha
      Creme de cabelo (explodiu na mochila e joguei fora)
      Protetor solar facial
      Protetor solar corporal
      Protetor labial
      Maquiagem (delineador, corretivo, base, pó, lápis de sobrancelha - usei quase nada)
      Pinça
      Escova + pasta de dente
      hidratante
       
      *É possível comprar tudo nos lugares, deve ser até mais barato. Eu preferi levar mas algumas coisas começaram a vazar/explodir. O creme de cabelo por exemplo nem usei, melecou minha bolsinha toda
       
      Remédios**:
      Paracetamol (dor de cabeça)
      Dipirona (febre)
      Dramim (enjoo - tomava pra dormir nos onibus)
      Multgripe (pra gripe)
      Salompas em gel (dor muscular)
      Imosec (diarréia)
      Band-aid
      dorflex
       
      **usei praticamente pelo menos um de todos que levei, menos dipirona e multgripe.
       
      Na doleira:
      1000 dólares + 300 reais
      Cartão de crédito pra emergencias (não foi usado)
      Identidade (levei 2, uma velha na doleira e uma na mochila de ataque)
       
       
      Altitude
       
      Quase não senti os efeitos da altitude.. Senti um pouco de dor de cabeça quando estava no segundo dia do tour do Salar de Uyuni, uma amiga que conheci no tour me deu aquelas Soroche Pills, e rapidinho eu tava bem! Senti um pouco também quando estava subindo as montanhas coloridas, o guia me deu um pouco de água florada, muito boa também. Mas recomendo comprar algumas folhas de coca pra fazer o tour do Salar..
       
       
      Câmbio
       
      O dólar estava mais vantajoso em praticamente todos os lugares que fui. A única exceção foi Arequipa, encontrei boas cotações para o real lá, tanto que troquei 200 reais. No resto compensa mais levar dólares. Tentem cambiar tudo em cidades maiores. As cotações nas cidades pequenininhas são ruins.
       
       
       
      Roteiro
       
      Meu roteiro sofreu algumas alterações durante a viagem. Cortei um dia em San Pedro, porque dava pra fazer os passeios que eu queria em 2 dias e também porque lá tudo era muito caro e adicionei mais um dia em Arequipa. Não incluí Ica no roteiro porque estava com medo do dinheiro não dar (bobagem) e também porque eu não queria um roteiro muito apertado de passeios.. Queria pelo menos um dia em cada cidade pra ficar tranquila e andar sem rumo pelas ruas. Recomendo que tentem fazer isso, deixem um dia pelo menos pra ter tempo de explorar Arequipa, Cusco, La Paz.. São cidades muito interessantes, diferentes, tem muita coisa pra ser vista. Segue o roteiro que fiz:
       
      01/01 - BH -> SP -> Santa Cruz -> Sucre
      02/01 - Sucre -> Uyuni
      03/01 - Uyuni - Tour pelo Salar
      04/01 - Tour pelo Salar
      05/01 - Tour pelo Salar -> San Pedro de Atacama (Valle de la Luna)
      06/01 - San Pedro de Atacama -> Arica (Piedras Rojas)
      07/01 - Arica -> Tacna -> Arequipa
      08/01- Arequipa (museus, mercado, etc)
      09/01 - Arequipa (Canion del Colca)
      10/01 - Arequipa -> Cusco
      11/01 - Cusco (fechar passeios, mercados, andar pela cidade)
      12/01 - Cusco (Valle Sagrado)
      13/01 - Cusco (Montanhas Coloridas)
      14/01 - Cusco -> Aguas Calientes
      15/01 - Aguas Calientes -> Machu Picchu!
      16/01 - Aguas Calientes -> Cusco
      17/01 - Cusco (Free Walking Tour)
      18/01 - Cusco -> Copacabana
      19/01 - Copacabana
      20/01 - Copacabana (bate-volta na Isla del Sol)
      21/01 - Copacabana -> La Paz
      22/01 - La Paz (andar pela cidade, teleférico, mirante, etc)
      23/01 - La Paz (Downhill)
      24/01 - La Paz -> Santa Cruz
      25/01 - Santa Cruz -> SP-> BH
       
       
      Sobre mulheres viajando sozinhas
       
      Muita gente durante a viagem me perguntava por que eu viajava sozinha. Eu sempre quis fazer uma viagem assim e adorei! Não tive nenhum problema em relação a isso, pegava transporte público nas cidades, voltava pros hostels de noite sozinha.. Conheci muita gente durante a viagem, então nem ficava tão sozinha. Sempre tinha alguém pra conversar. Achei as cidades relativamente seguras. Mas eu tomava cuidado sempre. Vi algumas pessoas falando que foram furtadas, tiveram a mochila roubada, então é importante estar sempre atento a seus pertences. Eu não desgrudava da minha mochila de ataque, ela sempre ia no meu colo nos ônibus e sempre que eu saía, mesmo nos tours eu levava comigo (meus documentos estavam lá!). E a doleira ficava comigo o tempo todo, só tirava pra tomar banho kkk
      Então se você está insegura de viajar sozinha por esses países: não fique! É super tranquilo. Vi muitas gringas viajando sozinhas também, é mais normal do que pensamos. Só vai!
       
      Finalmente vou começar o relato do dia-a-dia. Anotei quase todos os gastos, deixarei os gastos do dia no final do post de cada dia. Qualquer dúvida podem me mandar por aqui, por MP, por e-mail: [email protected], por carta, etc. Vamos lá!
       
      Planilha da alegria:
      Mochilão Peru e Bolívia - estimativa.xlsx
       

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