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Patagônia Argentina na Primavera! Buenos Aires, El Calafate, El Chaltén e Ushuaia. 15 dias - OUT/18


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Oi pessoal, tudo bem?

 

Acho que uma das melhores partes de viajar é poder escrever um relato depois e tentar ajudar esse fórum maravilhoso que tanto me ajuda. Essa foi minha segunda viagem internacional, sendo que a primeira foi um mochilão no Peru e esta uma viagem confortável com o meu namorado para a Patagônia argentina em plena primavera.

Como esse fórum é voltado para mochileiros, não vou entrar em detalhes com questão de quanto gastei com alimentação, transporte e outras comodidades, pois me planejei bastante para GASTAR, principalmente com comida e vinhos, coisas que amo.  Caso tenham alguma dúvida específica nessa questão, ficarei feliz em responder os comentários.

 

INTRODUÇÃO:

PASSAGENS:

Dividimos a viagem nas seguintes datas:

16/10 – 18/10: BUENOS AIRES

18/10    22/10: EL CALAFATE

22/10 – 26/10: USHUAIA

26/10 – 27/10: EL CALAFATE

 

Todos os voos foram Aerolíneas e não tivemos problema com atraso.

Compramos a passagem múltiplo destino BSAS – CALAFATE – BRASIL em uma promoção do Melhores Destinos no Viajanet por R$ 1.600,00 incluindo as taxas e deixamos para comprar a de Ushuaia mais para a frente, imaginando que seria a mesma coisa que comprar LIMA – CUSCO. Não achei muitas informações sobre isso, um voo nacional, de apenas 1h não seria tão caro, certo? pensei. ERRADO. Ao colocar o rastreador na passagem, fomos surpreendidos por valores acima dos mil reais e bateu aquele desespero. Ir de ônibus não era uma opção por causa do nosso tempo limitado e cancelar Ushuaia também não.

Depois de alguns meses conseguimos comprar a passagem CALAFATE – USHUAIA por R$ 772,40, o que é considerado ótimo para esse trecho. Simulando o mesmo roteiro com uma passagem múltiplos destinos incluindo Ushuaia, daria em torno de dois mil, então acabou que não fez tanta diferença.

 

Transfer em Buenos Aires, Ezeiza – Palermo com a Class Receptivo: R$ 100,00

 

Transfer Aeroparque – Ezeiza: GRÁTIS se seu voo for conexão da Aerolíneas. Se não for, o ônibus da Tienda Leon custa uns ARS 1.000 e o táxi tem corrida fechada por ARS 780.

 

HOSPEDAGENS:

Todas as hospedagens foram em apartamentos.

 

Buenos Aires, 3 noites:

https://www.airbnb.com.br/rooms/12705538

R$ 428,05

Muito bom apartamento, próximo do centro de Palermo, com ótimos restaurantes ao redor, há poucas quadras do Rosedal e perto do metrô.

 

El Calafate, 4 noites:

https://goo.gl/uLQPxo

US$: 153,24

Foi a melhor hospedagem da viagem, chalé fofo, confortável, quentinho e próximo do centro. A dona da hospedagem, Paola, e sua cachorrinha fazem o lugar ainda melhor.

 

Ushuaia, 4 noites:

https://goo.gl/Cn41vx

US$ 159,32

Apartamento muito bom, moderno, equipado com a ressalva que além de um pouco longe da Av. San Martin (cerca de 2km) fica no alto de umas ladeiras. Para descer é fácil mas a subida era impraticável.

 

CÂMBIO:

Levei:

RS 1.000,00

EUR 250,00

USD 200,00

Cotação do real em Buenos Aires na agência Mais Brazucas (Florida 656 PB 1, Buenos Aires, em frente a Zara) foi de ARS 9,45. Melhor cotação que achamos.

Cotação Dólar em Ushuaia foi de ARS 35

Cotação Euro em Ushuaia foi de ARS 39

O real estava entre ARS 8,50 tanto em El Calafate e em Ushuaia.

DICA: PRESTEM ATENÇÃO NO HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO DAS CASAS DE CÂMBIO!! Principalmente em El Calafate. Quando fomos, fechava as 18hrs e não abria no domingo. Em Ushuaia as lojas fecham no almoço e voltam só as 16hrs. Existe uma casa de câmbio em cada cidade, não olhamos o paralelo.

Voltei com 50 dólares e alguns pesos. Não usei cartão de crédito, esse dinheiro que levei foi para praticamente tudo: passeios, comida, transporte, compras... salvo passagens, minitrekking, pinguinera terrestre e as hospedagens de BSAS e Ushuaia, tudo foi pago na Argentina.

O total aproximado da viagem foi de R$ 5.000,00, lembrando que as únicas coisas que não foram divididas por 2 foram os passeios, compras pessoais e passagens. Se você for uma pessoa econômica, vai conseguir fazer essa viagem por uns 4 mil e dependendo dos passeios, por 3 mil, fácil. O mais caro que achei foi comida em restaurante, em torno de ARS300-500 os pratos mas indo de 2, considerando o tamanho gigante das refeições, tem como dividir tranquilamente. Você também acha empanadas beeem recheadas, pizzas por poucos pesos e os mercados sempre são uma boa opção. 

 

CLIMA:

Não achei sobre o clima da Patagônia em outubro/primavera em nenhum lugar, o que foi a principal motivação de escrever esse relato.

Em Buenos Aires, dos 3 dias que ficamos, fez sol e calor insuportáveis e no último dia choveu de manhã, mas logo o céu abriu. 

Dos 4 dias que ficamos em El Calafate, a maioria foi de céu limpo e solzão e o último dia foi de chuva torrencial e céu fechadíssimo. A temperatura média era de uns 8° de dia, 2° a noite e no dia da chuva foi de 2° o dia inteiro (com direito a neve nas montanhas). Quando voltamos para pernoitar na cidade 1 semana depois, ainda estava chovendo. Foi onde passei mais frio, as roupas "térmicas" que comprei no Brasil não deram conta. Chegando em Ushuaia tive que comprar uma calça urgente.

Dos 4 dias que ficamos em Ushuaia, todos foram de céu limpo e sol com temperatura média de 10°, o degelo nas montanhas era visível. 

Não sofremos com os ventos patagônicos, acredito que por causa do fim do inverno, mas senti que estavam começando a voltar.

 

Dito isso, vamos ao relato.

 

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BUENOS AIRES

2º dia

Nosso segundo dia foi o mais cansativo, pois andamos pra CARAMBA! Decidimos visitar o centro com mais tempo, pois no dia anterior só tinhamos ido até o obelisco. Descemos na estação Congresso Nacional e já demos de cara com aquele prédio monumental com uma arquitetura impecável. Tinha um pequeno protesto na frente, nada mais Buenos Aires. Há visitas guiadas e gratuitas de seg a sáb. 

Gostaria de fazer um adendo: façam as visitas guiadas de todos os lugares que vocês puderem. Reserve tempo, se programe. Cada lugar tem uma história diferente e especial que acrescentará muito para a viagem. Caso não tenha tempo, igual eu, procure pela internet mesmo ou compre aqueles guias.

Do congresso, fomos andando pela Av. de Mayo, passamos pelo Palácio Barolo, Café Tortoni e Monumento al Quijote (o qual você pode ver o prédio com o painel da Evita ao fundo) até chegarmos a Plaza de Mayo. A Praça é linda, muito limpa e segura, rodeada pela Catedral, Banco de la Nacion e Casa Rosada. Os Argentinos são muito nacionalistas e gostei de ver a bandeira orgulhosamente exposta em vários estabelecimentos e casas, acho que falta esse sentimento aqui no Brasil...

Depois, fomos ao Puerto Madero, passando em frente ao imponente CCK. É impressionante o contraste do Puerto Madero com o resto da cidade. Rico, moderno, cheio de prédios a lá Dubai. Minha intenção era atravessar a Puente de la Mujer para tomar um helado mas o acesso estava fechado por conta dos Jogos Olímpicos da Juventude. O Museu Marítimo estava aberto e de graça e depois de turistar ali, fomos para San Telmo.

Para vocês terem uma ideia, essa caminhada levou a manhã inteira! Quando chegamos em San Telmo já era 13:00!

Chegamos ao Paseo de la Historiera para tirar a foto com a Mafalda e por sorte só tinham mais dois casais por lá, por isso deu para aproveitar bastante. Não sei se foi o dia (terça feira) mas não haviam muitas lojas abertas e as únicas que tinham eram umas de antiguidade bem sinistras, aquelas que você provavelmente compra uma boneca possuída. Não cheguei a entrar mas para quem curte antiguidades, San Telmo é um prato cheio! As ruas são bonitinhas, bucólicas, você também encontra bares e restaurantes bem interessantes pelo caminho. Paramos no Mercado de San Telmo para almoçar um choripan na La Choripaneria e beber um pint, achei bem servido e gostoso. O mercado, assim como as lojas, estava com a maioria das bancas fechadas, infelizmente. Saímos de San Telmo sem saber que dia as coisas abriam e qual seria o melhor dia para visitar, só sei da famosa feira que acontece aos domingos. Se alguém quiser compartilhar essa informação ficarei grata!

Pegamos um táxi na rua para o La Boca. Foi a primeira vez que pegamos o táxi e confesso que de tanto ser alertada sobre notas falsas e gente pilantra, fiquei com o coração na mão e no final das contas não precisou de nada disso. Pegando os táxis oficiais as chances disso acontecer são poucas. Paramos na frente do Caminito e fomos explorar o lugar, que é mais bonitinho do que eu estava esperando. Cheio de lojinhas, restaurantes, pessoas vendendo souvenires e artes. O clima é bastante “Argentina”, foi onde mais senti estar no país. O caminito também é o melhor lugar para comprar lembrancinhas e o doce de leite/licor da Cachafaz (melhor marca de doces, na minha opinião). Depois de explorar tudo, fomos correndo para o La Bombonera fazer a visita express. Fomos a pé mesmo, é do lado do Caminito!
Aqui gostaria de deixar outra observação: fui alertada e li diversas vezes sobre o perigo que é a La Boca, de que só poderia ir de táxi, não é seguro, não pode sair do Caminito... sinceramente? Não tem nada disso. É de conhecimento geral que o bairro é pobre e um dos menos seguros de Buenos Aires mas não há nada que te impeça de ir de ônibus, por exemplo, ou andar para ver os famosos e renomados grafites pelas ruas. Na verdade, me senti menos segura visitando o Pelourinho e a Escadaria Selaron, por exemplo. Acredito que você sabe onde pisa. Se desconfiar que uma rua vazia é estranha, não entre lá. Não ande com câmera no pescoço nas ruas ou fique com o celular na mão por muito tempo. Cuide das bolsas e pertences, basicamente o perigo são os batedores de carteira e terás ótimos momentos nesse bairro que me cativou bastante!


Continuando, andamos até o estádio e compramos a visita express. Até eu que não sou fã de futebol me apaixonei pela história e tradição do Boca Juniors, os fãs piram!! Principalmente na lojinha que tem lá (levem $$$$). Essa visita da direito a olhar o museu e entrar na arquibancada inferior para ver o estádio e o campo por dentro, há opções mais completas que vão no vestiário, tiram sua foto etc e que são mais caras também. A visita custou ARS 260.

Pegamos um táxi na frente do estádio mesmo e pedimos para nos deixar na estação de metrô mais próxima pois voltaríamos para Recoleta para visitar o MALBA. A estação mais próxima do museu é a faculdade de direito e de lá são uns 20 minutinhos andando pela super chique Av. Pres. Figueroa Alcorta, cheia de embaixadas, lojas e casas riquíssimas.
Pagamos as entradas e fomos direto ver o famoso autorretrato da Frida e nosso Abaporu. O museu é bem interessante e cheio de obras importantes, gostaria de ter ficado mais, observando cada obra detalhadamente, mas depois de um dia inteiro andando sem parar, nossos calcanhares estavam pedindo arrego haha

Voltamos para nosso apartamento totalmente exaustos, descansamos um pouco e fomos para o mercado Jumbo comprar vinhos, doces de leite e alfajores. Mercados são os melhores lugares para comprar tais coisas, para quem gosta de vinho e espumantes, então, é um prato cheio! Chandon é barato demais, convertendo os preços daria em torno de 30 reais uma garrafa. Uso o aplicativo Vivino para comprar vinhos e vi que os preços eram em torno de 50 a 70% mais baratos do que aqui no Brasil. Encontrei vinho de ARS 180 que aqui no Brasil custa mais de cem reais. Deveria ter levado uma mala maior para ter trago mais garrafas. Para quem tem dúvidas, pode sim sair da Argentina com garrafa de vinho na bagagem de mão, desde que não ultrapasse 4L, tanto em voos nacionais quando internacionais! 

Nosso dia foi cheio e precisaríamos descansar pois na manhã seguinte pegaríamos nosso voo para El Calafate.

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San Telmo

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Mercado de San Telmo

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PARTE 2

EL CALAFATE

1º dia

Fez sol e calor nos dois últimos dias em Buenos Aires, logo na manhã que iríamos para El Calafate CHOVEU. Além de termos saído atrasados do apartamento, a cidade é um labirinto de semáforos e ainda por cima tinha acontecido um acidente no meio do caminho. Já comentei que o Aeroporto Ezeiza é MUITO longe do centro? fui o caminho todo com lágrimas nos olhos aceitando que iríamos perder o voo. Foi graças ao taxista (ou seria um anjo?) que atendeu nosso pedido e foi na tora!!! Chegamos poucos minutos antes de terminarem o check in e assim que sentamos na sala de espera abriu um solzão! Embarcamos e tínhamos 3h de voo pela frente, com uma parada em Bariloche. Viagem mais tranquila impossível. 

Chegamos em El Calafate recepcionados por uma aterrissagem incrível! O aeroporto fica ao lado do Lago Argentino. Compramos nosso transfer na Vestur, ARS 350 IDA E VOLTA, o horário que você sai de El Calafate já fica marcado e eles te buscam no hotel no dia. 

O que dizer de El Calafate? Foi a cidade mais linda que visitei. Me arrependi de ter escolhido ficar apenas 3 dias e me arrependi principalmente de ter ido antes de Ushuaia, em breve explico...

Nosso primeiro dia foi bem leve, fizemos check in na pousada, saímos para comprar passeios e alugamos uma bicicleta por ARS 500 o dia inteiro. Fomos na Laguna Nimez, paramos para (tentar) ver os flamingos , ficamos rodando até cansar e fomos lanchar no Librobar, um restaurante que também é uma livraria, uma graça! A cidade é cheia de cachorros, eu amei!

Sobre os passeios, vou anexar uma tabela de preços e sim, é caro desse jeito em todas as agências. Preço tabelado. Compramos o Minitrekking no Brasil no site da Hielo & Aventura por ARS 4400, o que deu uns USD 117 na fatura do cartão e na cidade decidimos comprar o bate-volta em El Chaltén. O que eu queria mesmo era ir na Estância Cristina, mas me assustei com o preço, apesar de ser bastante recomendado. A opção de kayak na geleira também me pareceu um sonho, mas igualmente caro. O Safari Explorer só sai no verão, e o Cerro Frias e Nativo Experience é uma boa opção de passeio barato. Na secretaria de turismo da cidade sai um transfer gratuito para o Glaciarium. El Calafate é bem contrastada com El Chaltén. Enquanto você vai encontrar pessoas mais novas e aventureiras e coisas para fazer de graça em Chaltén, em Calafate você encontra uma galera mais velha e os passeios são caros.

Jantamos em um restaurante incrível chamado Casimiro Biguá que fica ao lado da casa de câmbio. Os melhores artesanatos você encontra na Casa índio e no mercado La Anonima você consegue comprar tudo para fazer lanches e refeições por preços bacanas. Hora de dormir pois teríamos que acordar cedo para ir ver o Perito Moreno 😲

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Olha o Fitz Roy e Cerro Torres lá no fundo!!!!

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Pela Av. Costanera, você fica na frente das margens do Lago Argentino, onde ficam muitas aves, inclusive os Flamingos. Descemos para lá mas infelizmente jogam esgoto no lago :( nossas botas saíram imundas e fedidas (recomendo ir com bota impermeável) e no final só conseguimos ver os flamingos de longe pois esse cachorrinho aí ficava correndo atrás deles. 

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Librobar!

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Esse lanche/almoço custou cerca de ARS 700

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Essa janta saiu por volta de ARS 800.

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EL CALAFATE

2º dia

O grande dia de conhecer o gigante Perito Moreno chegou!!! Como nosso hotel era muito próximo a agencia da Hielo y Aventura, o combinado foi encontrar com o transfer para o Parque Los Glaciares lá mesmo na agência, de manhã bem cedo. Infelizmente não nos informaram que o ingresso para o parque não estava incluso no pacote e meu namorado teve que ir atrás de câmbios paralelos, já que a casa de câmbio estava fechada. Ele conseguiu trocar em um kiosko por um preço bem abaixo da cotação.

Subimos no minibus da agência e partimos seguindo a Ruta 11, parando em um mirador que fica em frente ao Cerro Frias. Cerca de 1h depois, chegamos no Puerto Bajo las Sombras para pegar a embarcação que nos deixaria na Base do Perito Moreno. Toda a viagem é visualmente bem agradável.

A navegação é muito bonita, você pode ter uma visão panorâmica do lado leste do glaciar por bons e frios 20 minutos. Todos sabem que é bem comum que grandes pedaços de gelo desprendam do glaciar e caia com tudo na água, por isso as embarcações não podem chegar muito perto da geleira. Por toda a cidade você verá imagens surreais do barco bem perto do gelo para divulgar as navegações, mas são todas montagens bem feitas. Essa ida foi o interessante o suficiente para que não me desse vontade de comprar o passeio da navegação. O Perito Moreno apesar de ser o 3º maior glaciar, é o único que pode ser visto bem de perto.

Ao desembarcar, dividiram o grupo em espanhol e inglês e fomos direcionados para um refúgio onde guardaríamos nossas coisas. Você não é obrigado a deixar sua mochila/bolsa por lá, mas facilita bastante na hora da trilha. Esse refugio possui estrutura de banheiros, armários, mesas dentro da casa de madeira ou mesas de piquenique com visão para a geleira. Dica: LEVE COMIDA! Você estará faminto depois do trekking. Depois de um tempinho distribuíram as luvas (que são obrigatórias) para quem não tinha e começamos a caminhada para a base por dentro de um bosque muito agradável e uma praia de areia escura cheia de pedaços de gelo, onde nos foi passado informações sobre o glaciar, sua composição, história e comportamento. Demos sorte, pois no dia não chovia, não ventava e não fazia sol, clima perfeito! A expectativa só aumentava.

Chegou a hora de colocar os grampões e minha outra dica é ir com um calçado que cubra os tornozelos, pois as amarras do negócio são firmes e apertadas e dependendo do estilo do calçado, vai machucar. Fui com um tênis normal, incomodou mas eu sustentei e molhou um pouco mas é recomendado ir de bota impermeável. Meu namorado, por exemplo, pisou em uma camada de gelo traiçoeira e o pé foi com tudo na água gelada!

Começamos o minitrekking e... Veja por você mesmo! Não tenho palavras para explicar o quanto essa experiência foi maravilhosa em todos os sentidos possíveis, tudo é majestoso, tudo é muito lindo, interessante e especial. De certa forma, me senti naquele filme Interestrelar, uma formiguinha insignificante andando naquele monstro de gelo, não parecia desse planeta! O dinheiro vale a pena e é o ponto alto da viagem. Vi inúmeras fotos e vídeos desse passeio e nenhum chegaram perto de captar a grandiosidade e beleza do lugar, é quase como se as câmeras não fossem capazes de fazer tal registro. Enfim, vá! E vai sem medo!!  

Ao terminar, voltamos para o refúgio e nos deram 1h30 para almoçar e ficar explorando o lugar e depois pegamos a mesma embarcação para o Bajo las Sombras pois seguiríamos para as passarelas, onde ficaríamos por mais 1h30.

O tempo começou a fechar e, como tinham poucas pessoas no parque, o ar ficou com um aspecto meio sombrio e silencioso que contrastava com o ranger do gelo se movimentando e formava uma atmosfera que me fez ter um imenso respeito por aquele lugar, até mesmo falar parecia que iria quebrar aquela magia. A administração do parque é impecável, tudo limpo e bem cuidado. Se tivéssemos mais tempo, com certeza voltaríamos para andar por mais tempo nas passarelas, lembrando que apenas o Minitrekking é feito em tempo hábil o suficiente para visita-las. Há algumas opções de trilhas, que são divididas em cores, sendo que a amarela é a mais curta e onde tem a melhor vista. Caso você não faça um dos trekkings, digo que ir apenas às passarelas é igualmente incrível.

Como o tempo naquela região é bem instável, recomendo fortemente levar capa de chuva ou roupas impermeáveis. Quando estávamos indo embora começou uma chuva que só iria dar trégua dali três dias. Ao chegar na pousada, resolvemos cozinhar no quarto mesmo: omelete feio com Chandon Rosé 😁 e descansar para o próximo dia, mas por mim eu poderia morrer naquela noite mesmo, de tão feliz que estava.

 

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Ruta 11

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Para quem não bebe whisky, foi servido água mesmo!

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P.S: Esse Chandon custou ARS 100!!! 

 

 

 

 

 

 

 

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  • 2 meses depois...
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(bate e volta) EL CHALTÉN

 

Nosso último dia na região foi em uma excursão full day em El Chaltén feita pela agência Criollos. Infelizmente amanheceu frio, escuro, nublado e com muita chuva, nevando no topo das montanhas, e dali já sabia que não poderia ser possível ver o Fitz Roy, o que me deixou muito desanimada, pois os outros dois dias não tinha uma nuvem no céu durante o dia, estava até calor. Apesar de ter sido alertada por vários viajantes que a região de El Chaltén é assim mesmo, foi um pouco decepcionante. Por isso aviso: se preparem para contratempos climáticos! Tanto o psicológico quanto as roupas impermeáveis.
Esse passeio está incluso o traslado, entrada e passeio de barco para o glaciar Vespignani. Há outra versão desse passeio que é apenas o traslado para a cidade e o almoço, assim você fica livre pela cidade e faz a trilha que quer de forma independente. Como estava chovendo e o Fitz Roy estava encoberto decidimos continuar a viagem para o Vespignani, não fazia sentido subir. O passeio é longo, faz paradas em cachoeiras e bosques, para no início da trilha para o Glaciar Huemul para os interessados (que depois fui descobrir que é mais bonito que o Vespignani...), segue para um pequeno píer onde pegamos um barco panorâmico que navega pelo Lago Del Desierto até quase a fronteira com o Chile e chegamos em um abrigo chamado Mirador de Glaciares que é o início da trilha.
Obs: o lago fica a 37km da cidade mas existem transferes direto, é em torno de ARS 180 a 200.


Considerações sobre o full day: Todas as paisagens estavam deslumbrantes. Vale a pena, mesmo com chuva e mesmo ficando muito tempo rodando dentro do carro. Claro que em dias ensolarados o passeio é perfeito, já que está incluso diversas paradas também na ruta 23 e em El Chaltén, mas mesmo assim acredito que foi uma boa oportunidade para quem não tinha muito tempo disponível. Eu apenas visitaria o Glaciar Huemul ao invés do Vespignani, mas fica pra próxima. Com certeza voltarei para El Chaltén!

 

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É incrível como as fotos não fazem jus a grandeza de El Chaltén! 

 

 

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USHUAIA

Parte 1

 

Ahh, Ushuaia! Sua linda! Finalmente chegamos ao fim do mundo. O meu sonho de visitar a Patagônia Argentina surgiu por causa dos livros  “The Lighthouse at the End of the World” do Jules Verne e “Geological Observations on South America” e “The Voyage of the Beagle” do Darwin. A ideia de navegar nas mesmas águas que Darwin sempre me fascinou!

O voo Calafate -> Ushuaia foi o voo mais lindo que já peguei. Magistral. Apesar do que falam, foi bem tranquilo.

Pegamos nossas malas e um táxi para o apartamento que alugamos. Quando você se acostuma com El Calafate, Ushuaia pode ser uma decepção. A cidade não é bonita. Tem até um tipo de “favela” e andar a pé por lá também exige certa disposição, pois tudo é subida e nosso apto ficava bem em cima de uma. Tudo bem, a decida era fácil e na subida usávamos táxi, que é barato.

No nosso primeiro dia fomos na loja Jumping alugar as botas impermeáveis (ARS 500 para 2 dias de aluguel, por pessoa), ir na Piratour buscar os vouchers para a Pinguinera e contratar os passeios para Laguna Esmeralda e para o Parque Nacional com a Brasileiros em Ushuaia. Infelizmente o Cerro Castor já estava com as atividades encerradas, apesar de ter neve. Almoçamos no Hard Rock e tínhamos reservado o resto do dia para subir no Glaciar Martial, já que só iria escurecer às 21hrs mas...

 

Meu namorado ficou muito doente. 😭 Uma infecção alimentar horrível causada por uma pizza. Ele não tinha contratado seguro viagem, tínhamos chegado há poucas horas, não conhecia nada da cidade e ele só piorava conforme a noite avançava. Em resumo: consegui ligar para um rádio táxi que chegou a nosso apartamento muito rápido e nos levou para o hospital público. Lá fomos atendidos na hora e meu namorado já foi internado. Ficou a noite inteira. Infelizmente perdemos um dia de viagem e não conseguimos ir no Martial mas ainda bem que não foi nada pior e ele teve um atendimento excelente, no final das contas.

Também é bom ressaltar a compreensão e gentileza do Brasileiros em Ushuaia que remarcou nossos passeios para outro dia, sem cobrar nada, e foram gentis desde o começo dessa confusão. Fica a lição: SEMPRE CONTRATE SEGURO.

 

Passado o susto, no terceiro dia fomos para a Laguna Esmeralda e o passeio não poderia ter sido mais perfeito. Tinha parado de cair neve então o dia estava claro e tudo estava bem branquinho com neve fresca. Foi o meu primeiro contato com neve!!! Infelizmente não lembro o nome dos guias, que fizeram tudo ficar mais divertido, até serviram um almoço delicioso com Malbec, tábua de frios e uma sopa de ervilha bem quentinha.

A Laguna é linda, maior do que eu esperava. Existe uma área de camping para quem quiser pernoitar e tem como subir para o Glaciar Ojos de Albino, a montanha que fica atrás da Laguna.

Depois do passeio fomos para a casa de chá. Ela realmente é cara, mas eu gostei bastante. Vale a pena. Até tentamos subir para o Martial, mas estávamos sem os bastões de apoio e estava com muito gelo e neve na subida. Deveriam consertar o bondinho... achei um grande desperdício de estrutura, a vista do Martial é belíssima.

 

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A felicidade da pessoa na sua primeira vez vendo neve!

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A Laguna estava assim toda congelada!

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Você encontra muitos cachorros "selvagens" na trilha. Esse é o Victor, um cachorro muito simpático e bonzinho.

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Nosso lancho/janta na casa de chá. Tudo delicioso. A melhor cheesecake que comi.

 

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  • isaribeiro changed the title to Patagônia Argentina na Primavera! Buenos Aires, El Calafate, El Chaltén e Ushuaia. 15 dias - OUT/18

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    • Por fernandobalm
      Resumo:
      Itinerário: Buenos Aires (Argentina) → Puerto Madryn (Argentina)→ Rio Gallegos (Argentina) → Punta Arenas (Chile) → Ushuaia (Argentina) → Puerto Natales (Chile) → El Calafate (Argentina) → Comodoro Rivadavia (Argentina) → San Carlos de Bariloche (Argentina).
      Período: 10/03/2001 a 01/04/2001
      10-12: Buenos Aires
      13-15: Puerto Madryn
      16: Rio Gallegos
      16-18: Punta Arenas
      18-21: Ushuaia
      21-23: Puerto Natales
      23-25: El Calafate
      26: Comodoro Rivadavia
      27-29: Bariloche
      30: Buenos Aires
      01/04: SP-Rodoviária do Tietê
      Ida: Voo de São Paulo a Buenos Aires pela KLM, previsto para sair às 9h15 do Aeroporto de Guarulhos, pago com pontos do programa de fidelidade da KLM.
      Volta: Ônibus de Bariloche a Buenos Aires e depois a São Paulo (Rodoviária do Tietê), previsto para sair perto de 16h ou 17h da Rodoviária de Bariloche. Paguei cerca de 105 pesos (equivalente a 105 dólares na época) pelo trecho de Buenos Aires a São Paulo,
      Considerações Gerais:
      Não pretendo aqui fazer um relato detalhado, mas apenas descrever a viagem com as informações que considerar mais relevantes para quem pretende fazer um roteiro semelhante, principalmente o trajeto, acomodações, meios de transporte e informações adicionais que eu achar relevantes.
      Nesta época eu ainda não registrava detalhadamente as informações, então albergues, pousadas, pensões, hotéis e meios de transporte poderão não ter informações detalhadas, mas procurarei citar as informações de que eu lembrar para tentar dar a melhor ideia possível a quem desejar repetir o trajeto e ter uma base para pesquisar detalhes. Depois de tanto tempo os preços que eu citar serão somente para referência e análise da relação entre eles, pois já devem ter mudado muito.
      Sobre os locais a visitar, só vou citar os de que mais gostei ou que estiverem fora dos roteiros tradicionais. Os outros pode-se ver facilmente nos roteiros disponíveis na internet. Os meus itens preferidos geralmente relacionam-se à Natureza e à Espiritualidade.
      Informações Gerais:
      Em toda a viagem houve bastante sol. Chuva e neve foram raras, ocorrendo geralmente de maneira breve e na região mais ao sul. As temperaturas na região de Buenos Aires, Bariloche e Puerto Madryn estiveram bem razoáveis, chegando até perto dos 30 C em alguns dias. Mais ao sul, em Comodoro Rivadavia, Rio Gallegos, Puerto Natales e principalmente Punta Arenas e Ushuaia estiveram bem mais baixas, chegando a ficar abaixo de zero à noite. O vento foi muito forte em toda a Patagônia, o que tornava a sensação térmica ainda menor. Na região perto de Punta Arenas o tempo mudava muito rapidamente, havendo várias situações diferentes durante o dia.
      A população de uma maneira geral foi muito cordial e gentil 👍. Disseram-me que poderia não ser muito bem tratado em Buenos Aires, mas se enganaram. Fui muito bem tratado em toda a viagem, com uma única exceção numa visita a uma loberia em Puerto Madryn e, assim mesmo, porque creio que houve um mal entendido.
      Tive alguma dificuldade em entender a língua no Chile, principalmente quando conversando com pessoas com forte sotaque regional.
      As paisagens ao longo da viagem agradaram-me muito, passando por monumentos, parques e construções interessantes nas cidades e por áreas costeiras, praias, montanhas, lagos, cavernas, geleiras, glaciais, florestas, rios e outros   .
      Pude ver também vários animais durante a viagem, a maioria em seu habitar natural. Isso incluiu lobos e leões marinhos, focas, elefantes marinhos, pinguins, delfins, guanacos. flamingos, tatus etc.
      Pensei em fazer a travessia de Bariloche a Puerto Montt, passando pelo Vulcão Osorno, mas desisti, pois naquela época demorava 4 dias, por não haver estradas em boa parte do trajeto, e eu não dispunha deste tempo.
      Surpreendeu-me que nas viagens de ônibus na Argentina estavam incluídas no preço pago as refeições (almoço e jantar) 👍.
      A viagem no geral foi tranquila. Não tive nenhum problema de segurança.
      Eu era (e ainda sou) vegetariano. Como a base da alimentação nesta região é a carne, foi um pouco difícil conseguir comida vegetariana, mas nada que supermercados não solucionassem. Gostei muito dos sanduíches de miga na Argentina, do doce de leite e dos vinhos, que tomei pouco .
      Os preços na Argentina estavam muito altos, pois havia a paridade do peso para o dólar e o real tinha sofrido a desvalorização alguns anos antes.
      A Viagem:
      Fui de SP a Buenos Aires no sábado 10/03/2001. A saída do voo estava prevista para as 9h15. Durante o voo uma senhora argentina de cerca de 60 a 70 anos falou-me de como eu iria gostar de Buenos Aires (ela disse: “há muito o que ver, Buenos Aires não é feia como São Paulo” ). Falou-me que seu filho ou sobrinho estava procurando por emprego há tempos, após se formar e não conseguia (o que me parecia um sintoma do agravamento da crise). Achei a travessia da foz do Rio da Prata espetacular . Cheguei perto da hora do almoço e me receberam muito bem no aeroporto 👍. Deram-me gratuitamente bastante material sobre a Argentina e me indicaram um ônibus que me deixaria na Praça San Martín. Peguei e de lá, após obter informações sobre onde me hospedar, fui andando até a região da Recoleta.
      Para as atrações de Buenos Aires veja https://turismo.buenosaires.gob.ar/br. Os pontos de que mais gostei foram os monumentos, os equipamentos e eventos culturais, os parques e a cidade como um todo.
      Fiquei hospedado na Recoleta por 22 pesos a diária (na época equivalente a 22 dólares). Acho que era o Hotel Lion d’Or (https://www.tripadvisor.com.br/Hotel_Review-g312741-d317288-Reviews-Hotel_Lion_d_Or-Buenos_Aires_Capital_Federal_District.html).
      Depois de me hospedar fui dar uma volta nas redondezas. Gostei bastante do local, bem cuidado. Passei por um cemitério que me chamou a atenção pelas estátuas. Resolvi entrar e lá fiquei por mais de 1 hora, apreciando as obras de arte que existiam nos túmulos, alguns dos quais de pessoas famosas, até internacionalmente. Nunca tinha feito uma visita destas a um cemitério, mas gostei bastante. Depois passeei pelo bairro apreciando suas ruas e lojas. Parecia um local elitizado. Se bem me lembro ainda fui a Puerto Madero à noite.
      No domingo 11/03 fui conhecer os outros pontos da cidade, incluindo o centro com seus monumentos e órgãos do Estado, e pontos específicos com seus equipamentos culturais e esportivos. Saí perto de 9h da manhã e voltei por volta de 23h. Andei muito. Pude visitar a Casa Rosada, a Praça de Maio, os órgão legislativos e judiciários, a catedral, o obelisco, centros culturais, confeitarias históricas, vários monumentos, o Rio da Prata, áreas arborizadas, a Boca, o Caminito (com suas casas coloridas), ver o estádio de La Bombonera por fora, ver casais fazendo apresentação de Tango na rua etc  .
      Num dos dias jantei algo como nhoque num restaurante de rua e no outro jantei no shopping. Interessante como no shopping os atendentes perceberam que eu era brasileiro e até falaram palavras em português comigo 👍.
      Na 2.a feira 12/03, fui para o outro lado, conhecer o Jardim Japonês e os parques da região do bairro de Palermo. Gostei muito . Eram parques enormes, sendo que o jardim japonês fazia jus ao nome, com várias estruturas nipônicas, que se encaixavam muito bem na paisagem. Voltei para o hotel perto da hora do almoço e no início da tarde peguei um ônibus para Puerto Madryn, já na Patagônia.
      A viagem durou perto de 18h. Passamos por Bahia Blanca no início da madrugada. A paisagem ao longo da viagem agradou-me bastante 👍. Recebemos jantar incluído no valor da passagem. Cheguei bem cedo na 3.a feira 13/03, hospedei-me num hotel simples (acho que o nome era parecido com Vaskonia). Como era bem cedo, fui ver se era possível fazer excursão à Península Valdez ainda naquele dia. Achei uma agência de turismo que dava desconto para hóspedes do hotel em que estava e, pesquisando algumas outras, vi que era a melhor opção. Acabei comprando com eles o passeio pela Península. O dono brincou comigo perguntando se eu lembrava do jogo entre Argentina e Brasil na Copa de 1990, quando Maradona atraiu a marcação de 3 e lançou Caniggia sozinho para driblar Taffarel e fazer o gol.
      Para as atrações de Puerto Madryn e da Península Valdez veja https://www.patagonia-argentina.com/puerto-madryn/ e https://www.patagonia-argentina.com/peninsula-valdes/. Os pontos de que mais gostei foram os animais, as formações rochosas e a natureza como um todo.
      Saímos pouco depois da 9h, se bem me lembro. No nosso grupo havia um espanhol da região basca, uma inglesa, um suíço, um casal de argentinos e acho que alguns outros. O espanhol mencionou que desejava conhecer outros locais, mas que a Argentina era muito grande e tudo muito distante. Perguntou-me se o Brasil era tão extenso quanto a Argentina . Passamos por locais de avistagem de pinguins, lobos marinhos e elefantes marinhos. Não vi orcas. Numa das paradas, perguntei se poderia nadar e o guia disse que sim. Enquanto nadava, disseram-me que um pinguim nadou atrás de mim. Numa outra ocasião vi um pinguim perseguindo um peixe. Nunca imaginei que um pinguim fosse tão rápido nadando. Parecia um torpedo. No caminho apreciamos também a paisagem patagônica, desértica, com vários guanacos (ou seus parentes). Conversando com o argentino, que se me lembro era advogado, ele me falou da patagônia, dos possíveis aproveitamentos econômicos, da população, de Buenos Aires e da situação da Argentina como um todo. No fim, quando estávamos nos despedindo, encontramos um tatu, que parecia já acostumado a humanos. Regressamos no meio da tarde.
      Aproveitei e ainda fui dar um passeio na praia. Reencontrei o suíço, mas acho que ele não me reconheceu.
      Na 4.a feira 14/03 fui conhecer a Loberia de Punta Luma, onde havia lobos marinhos e montanhas. Fui caminhando pelas estradas de terra ou similar. Num dado momento fui para a costa, pois achei que seria mais belo o passeio. Passei por uma linda jovem argentina que me orientou sorridente sobre o caminho. Encontrei pequenos grupos de lobos marinhos e cheguei bem perto, o que me permitiu observá-los bem. Acho que foi um erro, pois devo tê-los deixado nervosos. Na hora não avaliei isso bem. Mas não houve nenhuma reação de ataque ou surto visível, embora tenha percebido que eles pareciam ter ficado tensos. Devido a isso, resolvi afastar-me e não mais me aproximar tanto. Encontrei uma monitora que me explicou sobre lobos e leões marinhos. Por ter ido pela costa e praias, acabei não vendo a placa que dizia que alguns locais não eram permitidos e que tinha que pagar uma taxa. Quando cheguei à entrada principal, o responsável disse que eu não poderia ter passado por uma área de que vim, perguntando-me se não tinha visto a placa na estrada ou não tinha querido ver. Ele parecia irritado. Pediu-me o ingresso. Como a monitora não havia me cobrado, achei que poderia ser indevido e lhe disse que ela não me havia cobrado. Ele se irritou bastante e disse que ele estava cobrando, já em tom bem mais alto 😠. Eu paguei, ele acalmou-se, deu-me algumas informações sobre as montanhas e o local. Fui dar um passeio e conhecer as montanhas, que tinham aparência interessante, diferente, parecendo até de outro planeta. Realmente grandiosas . Depois, já perto do pôr do sol, voltei a pé. No caminho, acho que ele passou por mim com sua caminhonete.
      Na 5.a feira 15/03 peguei um ônibus para Rio Gallegos. Novamente belas paisagens, mas desta vez bem mais desérticas. Neste ou em outros trajetos pude ver guanacos, criações de ovelhas e fazendas com fileiras de álamos próximos às casas, que segundo me explicaram eram plantados para cortar o vento, muito forte na Patagônia. Cheguei lá na 6.a feira 16/03 pela manhã. Estava bem mais frio 🥶, obrigando o uso da roupa mais pesada (fleece) e da jaqueta (anoraque). Conversei com uma atendente pública local, que me explicou sobre a região, os pontos a conhecer e me falou sobre as precauções a tomar com o frio. Dei um passeio pelo centro da cidade e fui a uma agência de turismo perguntar sobre os possíveis passeios. Embora tenha achado interessante o lago na cratera de um vulcão, achei muito caro e distante. Resolvi então contemplar a orla e o centro. Achei a paisagem do mar muito bela 👍.
      Para as atrações de Rio Gallegos veja https://www.patagonia-argentina.com/rio-gallegos-ciudad/. Os pontos de que mais gostei foram os monumentos, a cidade, a orla e o mar.
      Parti no próprio dia para Punta Arenas. A ida para Ushuaia via terrestre era inviável, porque passava pelo Chile e as companhias argentinas não faziam diretamente. Saí no início da tarde e cheguei na parte final da tarde. No ônibus um judeu me perguntou de que cidade eu era, e quando disse que era de São Paulo, ele fez um ar de admiração e falou “uma cidade muito perigosa”. Falou de um jeito que imaginei que conhecesse São Paulo . No caminho paramos para fazer a saída da Argentina e entrada no Chile. No escritório havia um mapa bem amplo da região e descobri que existia uma reserva florestal em Punta Arenas, pela qual me interessei. Em Punta Arenas fiquei hospedado numa casa que funcionava como hotel, aparentemente de uma mulher judia. Ainda saí para dar uma volta nos arredores e conhecer um pouco da cidade. Encontrei uma pequena empresa de informática e lhes perguntei sobre como eram as condições de trabalho ali. Quando voltei, Eli (acho que este era o nome da dona) me disse “Metió sus patitas en el barro.” ou algo parecido, quando eu pedi desculpas e fui lhe pedir um pano ou vassoura para limpar a sujeira que tinha deixado. À noite deste ou do dia seguinte (ou em ambas), fui jantar num restaurante, pedindo espaguete e tomando vinho 👍. O vento era muito forte e frio, o que fazia a sensação térmica diminuir muito. A temperatura estava perto de zero graus 🥶.
      Para as atrações de Punta Arenas veja https://chile.travel/pt-br/onde-ir/patagonia-e-antarctica/punta-arenas. Os pontos de que mais gostei foram a reserva florestal e a paisagem do mar.
      No sábado 17/03 dei um passeio por Punta Arenas e depois fui conhecer a Reserva Florestal de Magalhães, que havia descoberto na estrada. Antes passei pela Ordem Salesiana para conhecer suas obras e pelos edifícios mais famosos da cidade. Depois, de acordo com o mapa, rumei para a reserva. Havia uma ladeira, que fazia um corredor de vento para o mar. Quando estava chegando lá em cima, o vento era tão forte, que eu andava para frente sem sair do lugar. Aí andei os metros finais agachado, diminuindo minha superfície e, portanto, a força que o vento exercia sobre mim . Caminhei até a reserva passando por paisagens naturais de que gostei. Gostei muito da reserva também , com seus bosques preservados, sua vista de montanhas e paisagens naturais, os sinais da presença de castores, embora não tenha visto nenhum, suas árvores típicas da região e a vista ampla da região, a partir de alguns pontos mais elevados. Depois retornei no fim da tarde. Neste dia o tempo amanheceu nublado, depois garoou, depois abriu o sol, depois choveu com média intensidade, voltou a abrir o sol, nevou fraco e parou . Uma amostra de como o tempo muda rápido nesta região. A noite voltou a fazer muito frio novamente 🥶, que era mais sentido devido ao vento muito forte.  Se bem me lembro, foi aqui que minhas mãos começaram a perder o movimento, depois que o sol se foi. Era difícil até esfregá-las. Eu não levei luvas. Tentei colocá-las dentro da roupa, mas adiantou pouco. O sangue parecia estar parando de fluir. Quando cheguei ao hotel, reaqueci-as e senti a vida voltar. Como deve ser difícil ficar numa situação destas como ocorre com os montanhistas em situações inesperadas.
      No domingo 18/03 resolvi ir para Ushuaia, mesmo sabendo que aos domingos não havia transporte direto. Peguei um ônibus até Puerto Porvenir, já na Terra do Fogo. Para chegar lá precisamos pegar uma balsa para atravessar o Estreito de Magalhães. Acho que foi aqui que pensei em nadar enquanto esperava, mas a água estava muito fria e não me arrisquei. Achei a travessia muito bela, com vistas espetaculares . Vários delfins (eu acho) 🐬 acompanharam o barco. Quando chegamos lá acho que houve algum problema de um dos veículos que vieram no barco com um policial, o que fez a viagem atrasar e ficarmos parados um tempo. Na viagem havia vários americanos, alguns de Wyoming, que sabiam falar um pouco de espanhol. Havia também uma queniana (ou descendente de quenianos) radicada na Bolívia. Conversei com os americanos sobre a viagem, suas expectativas e como o ambiente se parecia com o local onde moravam. Conversei com a queniana-boliviana sobre a Reserva do Masai Mara. Combinei com ela de irmos juntos ao Parque Nacional da Terra do Fogo no dia seguinte, se bem me lembro, encontrando-nos na porta por volta de 8h. As paisagens naturais do resto da viagem também me pareceram belas. Chegamos à noite. Depois de pesquisar um pouco, resolvi experimentar um hostel (pela primeira vez na vida), visto que com a dolarização, os hotéis regulares pareciam-me caros. Foi o primeiro de muitos .
      Para as atrações de Ushuaia veja https://turismoushuaia.com/?lang=pt_BR. Os pontos de que mais gostei foram o parque, o glacial, as paisagens naturais e a vista da cidade e do mar.
      Na segunda-feira 19/03 fui até o Parque Nacional da Terra do Fogo. Perdi a hora de manhã e cheguei 1h atrasado ao encontro marcado . A moça não me estava esperando (imagino que desistiu). Fui caminhando e adorei o parque. Assim como a Reserva Florestal de Magalhães, havia muitas paisagens naturais a observar, cursos de água, montanhas, árvores e vegetação típicas etc . Fiquei lá o dia inteiro. Encontrei um japonês no meio do caminho que me disse que achava frio para acampar ali. Saí no pôr do sol. Desta vez fui tirar o barro dos meus tênis num local que parecia um tanque no banheiro. Voltei à noite ao hostel.
      Lá conheci um casal de europeus, americanos ou canadenses (não me lembro bem). Não percebi no hostel que na cama de baixo havia uma moça e troquei de roupa no próprio quarto num dos dias . Ela, que era eslovena e estava quase dormindo, virou para o outro lado. Depois, quando percebi que era uma moça, fui pedir desculpas.
      Na 3.a feira 20/03 fui explorar a cidade e seus arredores. A vista do oceano em direção à Antártica parecia linda. Tentei verificar a possibilidade de ir até lá, nem que só um pouquinho, mas achei inviável o tempo necessário. Não tinha me preparado para tal. Após andar pela cidade e reencontrar o casal do hostel, fui em direção ao Glacial Martial (https://www.tripadvisor.com.br/Attraction_Review-g312855-d313939-Reviews-Glacier_Martial-Ushuaia_Province_of_Tierra_del_Fuego_Patagonia.html). Nunca tinha ido a um Glacial. Não sabia o que esperar. Não estava preparado em termos de equipamentos. Fui de tênis de pano (ou couro). Mas adorei . Era uma geleira pequena, mas subi nela até onde achei seguro, para não escorregar. Sentei até um pouco, para apreciar a maravilhosa vista, tanto das montanhas acima e do glacial, como da paisagem abaixo, com a cidade e o oceano. Achei ambas espetaculares. Mas era frio. Depois de apreciar bastante e quase ficar meditando um tempo lá, voltei para a cidade e fui apreciar novamente a orla.
      Na 4.a feira 21/03 peguei um ônibus para Puerto Natales, no Chile novamente, para ir conhecer Torres del Paine. Tivemos que fazer entroncamento, posto que a rota regular, se bem me recordo, era direto para Punta Arenas. Não me recordo bem se cheguei a ir até Punta Arenas (acho que não) ou se parei num ponto intermediário (acho que é mais provável). Cheguei em Puerto Natales no meio da tarde e me hospedei num pequeno hotel. Saí para dar uma volta na cidade, antes do pôr do sol.
      Para as atrações de Puerto Natales veja https://chile.travel/pt-br/onde-ir/patagonia-e-antarctica/puerto-natales. Os pontos de que mais gostei foram Torres del Paine, a caverna com o animal extinto e as paisagens naturais.
      Na 5.a feira 22/03 fui até o Parque de Torres del Paine (https://pt.wikipedia.org/wiki/Parque_Nacional_Torres_del_Paine). Se bem me lembro, havia um ônibus de turismo que ia até a porta do parque e depois pegava as pessoas no fim do dia para retornar (acho que eram vários horários de retorno). Na ida passamos por paisagens que achei espetaculares, das montanhas nevadas e da vegetação nativa. Paramos num espelho d’água formado por um lago com montanhas ao redor, como eu só tinha visto em filmes e quadros. A partir da porta do parque fui caminhando em direção às torres. Achei toda a paisagem espetacular . Até bebi água em um riacho, mas a temperatura da água era muito baixa. Tive algum tipo de torção ou mau jeito no joelho, pois devido ao horário de volta do último ônibus resolvi acelerar. Achei espetaculares as torres e toda a paisagem no seu entorno . No retorno, pouco depois do meio do caminho, encontrei dois geólogos brasileiros, que trabalhavam para companhias de petróleo. Eles me deram carona até a entrada e afastaram qualquer risco de perder o último ônibus. Inclusive, se bem me lembro, acho que devido a isso peguei o penúltimo. Estavam fazendo pesquisas devido à similaridade daquela região com o fundo do mar, onde se explora petróleo. Falaram que era o primeiro local turístico em que foram trabalhar.
      Na 6.a feira 23/03 fui até uma caverna com registros pré-históricos que era próxima da cidade. Talvez fosse a Cueva del Milodon (https://chile.travel/pt-br/onde-ir/patagonia-e-antarctica/torres-del-paine/monumento-natural-cueva-del-milodon). Achei interessante a caverna com seus registros humanos pré-históricos e o Milodon, um animal extinto há muito tempo 👍. Se bem me lembro fui e voltei de ônibus. No meio da tarde peguei um ônibus para El Calafate. Cheguei no início da noite e fiquei hospedado numa casa. A dona avisou-me para tomar cuidado quando fosse ao Lago Argentino, porque havia muito barro no entorno.
      Para as atrações de El Calafate veja https://www.patagonia-argentina.com/el-calafate/. Os pontos de que mais gostei foram o Glacial Perito Moreno, o Lago Argentino, com seus flamingos e as paisagens naturais.
      No sábado 24/3 peguei uma excursão para conhecer o Glacial Perito Moreno (https://pt.wikipedia.org/wiki/Geleira_Perito_Moreno). Logo de manhã combinei a excursão com uma agência e fomos num micro-ônibus. A guia sugeriu que tapássemos os olhos no caminho e só abríssemos quando ela avisasse, para termos a surpresa de ver o glacial. Gostei bastante da paisagem, com geleiras e depois gostei do Glacial, com o lago em que estava inserido . Pegamos um barco e fomos até certo ponto, para vê-lo de mais perto. Disseram-me alguns anos depois, que não se ia mais de barco até perto do glacial, devido ao aquecimento global e aos deslizamentos. Não sei como está atualmente. Havia uma escada com muitos degraus, que a guia disse para aqueles que poderiam ter alguma dificuldade de mobilidade (idosos por exemplo), avaliarem se compensava descer. Eu fui até o último degrau e apreciei a paisagem de cima e de baixo. Gostei bastante da paisagem. Vimos algumas quedas de blocos de gelo, imagem famosa em vídeos. Na época não tão comum quanto atualmente. Na volta ganhamos um chocolate quente ☕.
      Depois, mais tarde, eu fui dar um passeio numa parte do Lago Argentino que era próximo. Achei o lago espetacular . Os flamingos no meio, em grande quantidade, embora já estivesse perto do entardecer, davam um colorido que tornava a paisagem ainda mais bela. Sujei bastante meu tênis com a lama do entorno. Quando voltei, perguntei para a filha da dona se ela poderia limpar meu tênis, comigo pagando, e a mãe, ouvindo, disse “Eu não te avisei” . Achei que a moça não gostou muito da ideia, pois daria um trabalhão e resolvi eu mesmo lavar no dia seguinte.
      No domingo 25/3 fui dar uma volta nos arredores, andando por boa parte da margem do Lago Argentino e apreciando a paisagem. Gostei muito de tudo 👍. Durante o passeio, quando estava bem longe da cidade, 2 cachorros 🐕 começaram a me acompanhar. Como gosto de cachorros, fiz agrado para eles e fizemos parte do passeio juntos. Mas eu pensei que depois eles ficariam por ali. Quando comecei a voltar, eles começaram a me acompanhar. No começo não me importei e pensei que iriam desistir. Depois fiquei preocupado, pois claramente não sabiam andar nas ruas e já estávamos chegando perto da estrada e da cidade. Tentei espantá-los, mas não havia meio de voltarem. Achei que poderiam morrer atropelados, pela total falta de traquejo que demonstravam com as ruas. Falei com um homem que estava na rua, perguntando sobre como resolver aquela questão. Ele riu da minha dúvida e disse que não sabia de quem eram os cachorros e me disse para atirar uma pedra neles. Eu não podia fazer isso. Eu gosto muito de cachorros. Mas andei mais um pouco e eles quase foram atropelados. Aí, com enorme dor no coração, atirei uma pedra do lado deles. Mas eles não entenderam e continuaram atrás, novamente, indo pela rua e quase sendo atingidos por carros. Aí resolvi atraí-los para fora da rua, peguei uma pedra não muito grande e acabei atirando no dorso, de modo a causar o mínimo impacto possível. Nunca vou esquecer a fisionomia de decepção dos cachorros, que me seguiram com amor e me viram atirar pedras neles. Foi uma facada na minha alma 😢. Mas eles pararam de me seguir e acho que voltaram para os campos. Talvez tenha funcionado, mas acho que o preço foi alto.
      À noite peguei um ônibus para Comodoro Rivadavia. Cheguei no dia seguinte, 2.a feira 26/3, entre o princípio e o meio da manhã. Considerando o tempo que eu tinha disponível e as atrações a conhecer, resolvi ficar somente um dia e pegar um ônibus para Bariloche no fim do dia.
      Para as atrações de Comodoro Rivadavia veja https://www.comodoroturismo.gob.ar e https://manualdoturista.com.br/comodoro-rivadavia. Os pontos de que mais gostei foram o Museu do Petróleo, as informações sobre as Malvinas e a guerra, as construções na cidade, a praia e a vista do oceano.
      Fui a um escritório de turismo municipal perguntar por sugestões de pontos a visitar. Além da cidade e do museu, foi sugerido conhecer a Praia de Rada Tilly. Perguntei se não seria mais interessante conhecer um campo com alguns aerogeradores de energia eólica (naquela época nunca tinha visto nenhum). O atendente disse-me que era muito longe, num caminho que não tinha outras atrações e era deserto, o que poderia me deixar à mercê de algum acidente ou problema nas pernas ou pés. Resolvi então seguir a sugestão e ir a Rada Tilly, que achei uma praia muito bonita, porém cuja aproveitabilidade ficava comprometida pelo clima frio. Mas a paisagem agradou-me, incluindo o caminho 👍. Antes tinha ido ao Museu do Petróleo, que achei bastante interessante 👍. Nele ou em algum local anexo, havia uma exposição sobre as Malvinas, com informações sobre a guerra, que achei bastante interessantes também, apenas pontuando que era a visão argentina do conflito, que apesar disso me pareceu razoavelmente isenta, mas ainda assim sob a ótica argentina. Dei também um passeio pela cidade, sua catedral, seus edifícios históricos etc.
      Depois de voltar de Rada Tilly, peguei o ônibus para Bariloche. A viagem durou quase 1 dia, se bem me lembro. Conversei com algumas pessoas durante a viagem, sendo que me falaram de cidades na região de Bariloche que tinham pouca população, mas concentravam muitos artistas e amantes de filosofia e artes. Durante a viagem, após saber que eu era brasileiro, o jovem comissário do ônibus perguntou-me “Pelé ou Maradona?” ⚽. Respondi que Pelé tinha feito mais de 1.200 gols e Maradona menos de 200, Pelé tinha sido 5 vezes campeão do mundo e Maradona só 1 etc. Ele retrucou para mim que Pelé jogava com os mestres. Continuamos um pouco na conversa, mas olhei para os outros passageiros e percebi que muitos estavam me olhando. Para não causar confusões, falei então “Cada um no seu tempo”, que é algo em que creio e que acho que apaziguou os ânimos .
      Cheguei no início da tarde da 3.a feira 27/3. Achei a paisagem da viagem magnífica , principalmente na região de Bariloche. Havia muitos lagos e montanhas entremeados, além das paisagens com vegetação natural aparentemente preservada. Hospedei-me numa casa, que funcionava como hotel. Consegui gratuitamente mapas com informações e sugestões de passeios 👍.
      Para as atrações de Bariloche veja https://barilocheturismo.gob.ar/br/home. Foi um dos pontos de que mais gostei . O que mais me agradou foram as paisagens naturais, os lagos, a vista do Monte Campanário e os locais naturais e típicos do Circuito Pequeno (Chico).
      Inicialmente, como ainda havia luz do sol, fui dar uma caminhada acompanhando o curso do lago que ficava perto da área central. Durou umas 2 horas. Achei magnífica a paisagem.
      Nos 2 dias seguintes fui realizar o Circuito Pequeno (Chico) e subi no Monte Campanário. Decidi subir pela trilha, que estava com a infraestrutura bastante comprometida, mas nada que me parecesse ameaçar a segurança, apenas causando maior necessidade de esforço físico e fazendo sujar os calçados e as roupas. A vista lá de cima foi uma das mais belas que já vi  , englobando a paisagem natural, com lagos, montanhas, picos nevados, florestas, vilas etc. Andando pelo circuito, pude ver muitos atrativos naturais, paisagens de que muito gostei. Houve também a Colônia Suíça, que achei interessante.
      Na 5.a feira 29/3 à tarde fui pegar um ônibus para Buenos Aires e posteriormente a São Paulo. Optei pelo ônibus porque o preço da passagem aérea só de volta era mais alto do que o de ida e volta . A porta da casa estava trancada, eu tocava a campainha, batia palmas e ninguém aparecia para abrir. Comecei a ficar preocupado em perder a hora. Aí comecei a gritar e a atendente veio abrir a porta. Acho que ela ficou com medo, talvez não sabendo quem estava na porta. Imagino que quando reconheceu minha voz veio abrir. Talvez por ser chilena e não conhecer bem a cidade ou por estar em alguma situação irregular, tenha ficado com medo se fosse um desconhecido.
      Peguei o ônibus por volta de 17h. A viagem até Buenos Aires novamente teve belas paisagens 👍, mas não tão espetaculares quanto a anterior. Durou 1 dia. Chegando lá na 6.a feira 30/3, comprei uma passagem para São Paulo pela Viação Pluma (https://www.pluma.com.br). Fizemos a entrada por Paso de los Libres e Uruguaiana no fim da madrugada. O atendente da Polícia Federal olhou-me com cara feia, após carimbar meu passaporte e eu avisar que era brasileiro e que não precisava ter carimbado como entrada de viajante. Acho que pensou que eu era estrangeiro . Depois de entrar no Brasil, já não havia mais refeições incluídas no preço da passagem. A viagem pelo Brasil, pelo Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e sul de São Paulo apresentou paisagens que achei magníficas . Fomos pelo interior e passamos por cânions, campos, amplas áreas com vegetação nativa, montanhas etc. No sábado 31/3 almoçamos numa churrascaria em Passo Fundo. Eu sou vegetariano e não peguei carne. Num dado momento, o moço que servia o rodízio veio oferecer-me gentilmente linguiça calabresa. Eu disse que não tinha comprado o rodízio, mas ele disse que era cortesia. Falei então que não comia carne e vi sua cara de decepção. Fiquei um pouco tocado por ter rejeitado a sua gentil oferta. No Rio Grande do Sul, ainda mais naquela época, imagino que vegetarianos deveriam ser raríssimos. A viagem foi cansativa 😫, as pernas, os glúteos e as costas ficaram doendo um pouco, mas as paisagens foram muito belas. Cheguei em São Paulo perto de 5h da manhã do dia 01 de abril, data em que fazia 32 anos.
    • Por RafaelOS
      Olá pessoal!! 
       
      Tenho um grande sonho pela Patagônia tanto chilena quanto Argentina e sonho em conhecer Ushuaia, porém não tenho noção de valores, não me importo com hotéis  chiques, gostaria de saber se com 3mil reais é possível conhecer esse lugar por pelo menos 1 semana? 
    • Por John Nunes
      Olá galera!!
      Estou procurando dicas de economia para uma viagem à Buenos Aires e Montevideo, bem como dicas de lugares baratos ou gratuitos para visitar e curtir.
      Não achei opções de ônibus de Argentina para Uruguai.
      Data da viagem: Mês de maio, sem data fixa, se tiver alguém alguém indo pra lá nessa época, dá um salve aí!!
       
       
       
       
       
    • Por Par de Sorrisos
      🚆 TREN de BUENOS AIRES a ROSARIO "EL ROSARINO": TRENES ARGENTINOS 🇦🇷 | VLOG VIAJANTE 🌎
       
       
       
      Oi gente! Embarcamos no trem "El Rosarino" 🚆 que nos levava da estação Retiro em Buenos Aires à estação Rosário Norte na Argentina 🇦🇷 e o documentamos. Este trem funciona durante o dia e chega ao seu destino à noite. Mostramos nosso roteiro para que tenham uma visão em vídeo de como é viajar nos trens argentinos e neste trecho que vai de Buenos Aires a Rosário.
      Deixamos aqui a página Trens da Argentina para que você possa ampliar as informações sobre o sistema de trens 👉 http://bit.ly/39OFAFf
      Se você quiser comprar passagens de trem, também temos um tutorial sobre como fazê-lo 👉 https://youtu.be/7KjfbSl4Qbw
      E se isso não bastasse, também documentamos o trecho Rosário a Buenos Aires que também fazemos neste meio de transporte que gostamos de usar 👉 https://youtu.be/rvKE-JFSQdQ
      Com todas essas informações disponíveis (e mais), você pode ver que gostamos de viajar de trem 🚆.
      00:00 Intro
      00:38 Estación Retiro
      04:40 Trem
      09:06 Buenos Aires - Rosario
      14:00 Estación Rosario Norte
      15:46 Par de Sorrisos
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    • Por Par de Sorrisos
      🚆 TREN de ROSARIO a BUENOS AIRES "EL ROSARINO": TRENES ARGENTINOS 🇦🇷 | VLOG VIAJANTE 🌎
       
       
      Oi gente! Mudamos de trem de Rosário para Buenos Aires. O sistema ferroviário argentino 🚆 oferece a rota da estação Rosario Norte à estação Retiro em Buenos Aires 🇦🇷.
      Aqui está o mapa da rota diretamente da página da Trenes Argentinos 👉 http://bit.ly/3tA83Xx
      E se você estiver interessado em comprar passagens no sistema de trens argentinos, deixamos aqui o vídeo de como fazê-lo 👉 https://youtu.be/7KjfbSl4Qbw
      Documentamos esta experiência desde a nossa chegada na Estação Rosario Norte, até a Estação Retiro em Buenos Aires para que você tenha uma referência de como é a viagem.
      Como diz a música "Viajar de trem é o melhor" 🚆
      00:00 Intro
      00:33 Estación Rosario Norte
      03:14 Trem
      10:01 Estación Retiro
      11:30 Resumen
      12:23 Despedida
      12:37 Bloopers
      13:03 Par de Sorrisos
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