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"Vou mostrando como sou e vou sendo como posso. Jogando meu corpo no mundo, andando por todos os cantos. E pela lei natural dos encontros, eu deixo e recebo um tanto. E passo aos olhos nus ou vestidos de lunetas." - (Novos Baianos)

 

Um novo olhar sobre o Mundo.

 

Olá viajantes,

 

Compartilharei com vocês meu mochilão que deu início em Dez/18. Irei compartilhar um pouco de como me organizei nos aproximadamente 45 dias antes do início da Trip, bem como, eu defini "roteiros", datas e claro, financeiramente a jornada. Já li diversos relatos, muitos serviram de inspiração, e um 'algo' que sempre tive em mente é fazer um mochilão roots - até também porque, no meu caso, a grana é curta.

 

Pois bem, no final de Outubro de 2018 eu estava completamente saturado  (como a maioria dos Brasileiros, penso.) Sempre busquei acampar e estar em contato com a natureza, afinal, faz longos 13 anos que sou escoteiro. E sempre a mesma coisa: "Eu saía total do clima tenso da cidade e do trabalho, passava dias perfeitos acampando e quando voltava, em menos de 1 dia na cidade já me saturava novamente." Após ler diversos relatos e de me senti, de certa forma, "preso" neste ciclo, decidi que realizaria um mochilão, sem data de retorno, sem destino final, somente uma bela ida e vivida pelo o tempo que for. Um dia, um semana, um mês, quiçá, em ano? Estava ansioso para descobrir.

 

Por onde começar? - Questionei nas primeiras horas. - Até que comecei a levantar uma lista de possíveis lugares da América do sul e passei a linkar rotas, ver preços de deslocamentos, me joguei de cabeça na cultura Latino-americana. Foi aí que reparei como tudo hoje em dia é demasiadamente comercial, principalmente os valores. - Não posso procurar como se fosse um turista querendo férias, afinal, não sou um turista querendo férias. - Então a partir deste instante passei de fato a me portar e pensar como um Mochileiro. Passei a pesquisar as rotas de carona, pensar em acampar em qualquer lugar, maneiras de "salvar' dinheiro e como viajar sem grana. Resultado, Primeira semana de Novembro e eu já tinha todo um pré-roteiro definido: Sair do Brasil por foz, adentrar a Ruta 12 no início, caronar até chegar na Ruta 14, a rota que leva até Buenos Aires, tentaria levantar uma grana em Buenos Aires e continuar seguindo para o Sul sentido Patagonia, pois afinal, para voltar é só ir sentido Norte, subir pelo o Chile, cortando todo o País e continuar, Peru, Bolívia, Colômbia e por onde mais tiver de ser. Exatamente esse era meu ‘Pré-roteiro’ e confesso que não teve grandes alterações, pois ir caronando proporciona viver o local e a cultura, conhecer entre uma cidade e outra as histórias que há, bem como as belezas além - escondida do turismo comercial - e claro, salvar o máximo de dinheiro.

 

Irei detalhar mais para vocês meu roteiro e planejamentos, principalmente a parte financeira, antes gostaria de deixar aqui um lembrete: 'Essa tem sido minha experiência na Trip e há diversas maneiras de mochilar, isso não diminui ou engrandece nenhum mochileiro. Somos da mesma família, portanto, iguais. Acredito que cada um viaja como pode e como o satisfaz, afinal, viajar é se conectar com pessoas e lugares, é viver experiências únicas e incríveis, além de fazer do viajante cada vez mais, um cidadão do Mundo, rompendo fronteiras, preconceitos e expandindo nossos ser.

Respeito e Gratidão para todos Vocês!

 

Dito isso. Valores! No pouco tempo que me restava até Dezembro, capitalizei para levar cerca de 1,2k. Sim, isso mesmo, Somente R$1.200,00. Não incluso nesse valor, eu gastei cerca de R$260,00 com uma passagem de ônibus da linha 'São Paulo - Foz do Iguaçu' e cerca de R$150,00 em Equipamentos que vou listar para vocês. Ou seja, sai do país com apenas R$1.200,00 e tive um custo total de R$1.610,00.

 

Segunda semana de Novembro e eu ainda estava trabalhando, não havia comentado nada com ninguém, ninguém mesmo. Planejava e organizava que acabei não comentando com familiares e amigos com exceção do meu Brother de mesmo Nome, Gabriel, pois morávamos na mesma casa. Foi na última semana de novembro que sai do trabalho feliz da vida, afinal, estava agora indo terminar de arrumar a mochila e começar a viagem para me encontrar, pois é desse modo que visualizei tudo, preciso me encontrar e aqui vou, seja lá onde isso for. Após comunicar familiares e os amigos mais próximos sentia que de fato minha bagagem estava completa, com todas boas energias e incentivos, embora um ou outro tentou se opor à minha decisão, no final, nada puderam fazer e hoje gozo com felicidade.

 

Mochila e Meus itens  

  • 1 Isolante Térmico

  • 2 Calça corta vento

  • 1 Calça Jeans

  • 1 Blusa de lã top (homemade)

  • 1 Blusa qualquer

  • 5 Camisetas

  • 1 Camisa

  • 2 Regatas

  • 3 Shorts

  • 1 Touca

  • 4 Meias (descobrir que pode ser pouca)

  • 1 Par de Luvas

  • 1 Par de Chinelo

  • 1 Par de Tênis (Um para usar fora da estrada ou trekking, tênis comum)

  • 1 Bota Caterpillar Preta (propaganda gratuita, mas é a bota de minha preferência e dinheiro.)

  • 1 Toalha

  • 1 Kit de higiene pessoal

  • 1 Kit primeiro socorros ( faixa, antialérgico, anti-inflamatório, dor de cabeça, dor muscular, gripe, anticéptico e itens para curativo)

  • 1 Canivete 12cm de Lamina

  • 1 Prato e kit de talheres para acampamento

  • 1 Garrafa de 1Lt para Aguá

  • 1 Fogareiro boca unica

  • 2 Lanterna

  • 15M de corda para camping

  • 2 Livros pequenos

  • Meus materiais de trabalhos* ( Faço artesanato e algumas artes, vou descrever melhor no decorrer)

  • Meus Trabalhos**

  • 1 Pen-drive com documentos, arquivos pessoais, etc.

  • 2 cadeados (2 mochilas)

Tudo está dividido em 2 mochilas, sendo uma de 60 Lts + 5 e outra mochila de 15 Lts, as duas totalizavam 14 kg (atualmente até menos). Confesso que eu estava sempre com a sensação de estar esquecendo algo, mas no meu caso foi só a sensação mesmo, descobri que carreguei bagagem demais, e aos poucos me desfaço de algumas coisas deixando a mochila cada vez mais leve e apenas com o essencial. Aos poucos vou desapegando das coisas, tudo vem e tudo vai, e na maioria das vezes foi preciso algo ir para que pudesse vir um novo em seu lugar. Como um dos livros, que virou presente para uma simpática mulher enquanto conversávamos sobre literatura. Senti que ela precisava de ler, mas não tinha tempo de emprestar e pegar de volta, então eu simplesmente deixei o livro seguir seu caminho e fazer parte, agora, da história dela também. Ela nem ao menos falava português (nem eu o Espanhol) e foi numa conversa em Portunhol que tudo aconteceu, ela ficou muito feliz com o presente inesperado. Maravilhosa mulher, maravilhoso ser.

 

Sai de São Paulo e depois de 17 horas estava em Foz do Iguaçu, a cidade é realmente linda, o Sul do Brasil é lindo, repleto de campos e montes. Fiquei por Foz mesmo pois já era quase 18:00 horas.

 

No primeiro dia, acordei e fui para o Paraguai, lá terminei de adquirir alguns equipamentos que faltavam bem como:

  • 1 Cobertor Camping (nunca fui chegado à saco de dormir, choices)

  • 1 Tenda

  • 1 Isolante Térmico

  • 1 Cobertor Térmico  (passar frio nunca, Paulista passa é calor)

 

DICA: Tem muita coisa que é realmente muito barato no paraguai - a grande maioria de equipamentos, eletrônicos, bebidas e roupas - Se por acaso forem mochilar e porventura o Paraguai tiver em sua rota, vale a pena comprar alguns equipamentos lá, visto que o custo é menor dá pra economizar bem. Mas claro, só digo isso se o Paraguai estiver em seu roteiro, pois a grana que poderá economizar é incrível, como no meu caso. Pois comprei todos os itens acima, uma garrafa de vodka boa e uma bag 15Lts Waterproof, com apenas R$100,00.  

 

Aproveitei e deu uma bela andada pela cidade, no entanto Punta Del Este é uma cidade comercial e tem todo tipo de lojas e comerciantes possíveis, a mesma pessoa que te oferece 10 par de meias por R$10 também irá te oferecer drogas e armas. Pior que a 25 de Março em SP, cidade donde veio. Loucura aquele lugar.

 

De volta a Foz ainda no primeiro dia, estive em um Hostel onde conheci uma Sul Coreana que marcou o início da viagem demonstrando ser uma pessoa incrível, com um Carioca doideira e, junto Tiago, um Brother BR (Ele merece um artigo só pra ele para contar brevemente algumas de nossas histórias roots). Passamos a noite tomando Caipirinha após um jantar Inteiramente BR, com feijão, arroz e farofa (primeira vez que a Sky Lee comia e bebia como brasileira) foi maravilhoso e ao mesmo tempo um tanto emocionante, pois aquela foi de fato minha última noite no Brasil.

 

Segundo dia em Foz, Me levantei cedo e realizei o Check-out antes mesmo da hora. Precisava pegar a estrada o quanto antes. Peguei um ônibus para Puerto Iguazú (Na Argentina, cidade fronteira com Foz) por R$4,80 no lado de fora do terminal urbano de ônibus, esse ônibus para na imigração e aguarda enquanto você dá a entrada no país. Uma vez dentro da fronteira ele te leva até a rodoviária de Puerto Iguazu que fica logo no centro da cidade. Dei uma andada na cidade, mas já sabia que por ela eu só passaria, então fui para o outro lado da cidade onde se inicia a Ruta 12, rota onde começou as caronas. Foram 2h parado esperando carona com a plaquinha e o dedão um pouco adiante da saída de um posto da YPF, nada aconteceu, então fui andando no acostamento até que entrei na Reserva Nacional Argentina - era disso que eu estava falando - Oláaa natureza sua linda! Não foi muito tempo andando até que parei novamente e tentei a carona, cidade Wanda. Dessa vez em poucos minutos funcionou, primeira carona uhuuul. No entanto ele não iria para a cidade e me deixou mais a frente próximo à um posto policial onde disse ser mais fácil e melhor para caronar. Foi tão rápido que mal conversamos, mas agradeço novamente ao Senhor Érico! E não é que ele estava certo, menos de 10 minutos parou um caro com 2 garotos, homens jovens, e ofereceu a carona até Wanda. Foi maravilhoso a carona, e ainda iam contando histórias de como é acampar na reserva, inclusive pararam o carro na barragem da reserva para tirar foto, um deles disse: " faz 10 anos que passo por aqui sempre e nunca parei 2 minutos se quer para admirar a beleza, agora com você, é um prazer enorme fazer isso e contemplar essa beleza". Isso foi maravilhoso. Chegamos em Wanda, Gratidão total Hernan e Rafael. Wow, o dia está para acabar e não dá mais para pedir carona (por política pessoal, não pego carona de noite pois de longe é o melhor momento para isso) vou acampar na beira da estrada! Sim meu amigos, caros Viajantes. Acampei na beira da estrada, vendo a lua brilhar e ouvindo um silêncio maravilhoso que era quebrado apenas pelo som dos poucos carros que às vezes passavam, estava amando a experiência, de repente um cara, do nada, no escuro apareceu. Me deu um baita susto, mas era apenas um comerciante que viu minha chegada do outro lado da Ruta e queria saber se eu queria algo, um Mate, Chipas ou até mesmo Marijuana, pois ele teria ali. Sim, fiquei pasmo com o que ele falou e claro que ajudei o pobre comerciante, que por educação me convidou para desayunar com ele na manhã seguinte. . . Passei a noite feliz, dormir bem e acordei Pleno!

 

Tudo isso apenas no primeiro Dia de Estrada. Nem imaginava as aventuras adiante, estava me sentindo livre, totalmente liberto das correntes do consumismo e da sociedade, estava livre dos estigmas alheios e finalmente me sentia no caminho para me encontrar, porque 1 dia na estrada nos ensina muita coisa, os dias são de fato aulas intensivas de viver.

 

Dia seguinte, acordo na estrada, com o sol torrando a barraca logo cedo - Hora de começar o dia! - Cafe da manha com um panetone de chocolate que comprei com 15 pesos no dia anterior e não havia comido tudo. Bastante água, pois o nordeste argentino é bastante quente e úmido. Bora para estrada pois a próxima cidade é Eldorado. Foram longas horas debaixo do sol quente até conseguir. Mas valeu a pena, pois era 13h da tarde e já estava em Eldorado, foram mais de 100 Km tranquilos.

Em Eldorado fiquei por 3 dias, fiquei na casa de um Senhorzinho que acolheu com muito carinho e foi muito hospitaleiro. Dale Sr. José, dono do cachorro Chiquitin muito fofo.

 

A Cidade de Eldorado é maravilhosa! Uma cidade pequena, totalmente em meio à natureza (posteriormente fui saber que ela fica ainda na Reserva Nacional, e que essa se estende por muitos KM). Por volta das 18h as pessoas vão para a praça central da cidade tomar Mate e ficar de bobeira até umas 20h, ver aquela cena foi incrível, pois a cidade que até então era vazia e pacata se tornara por 2 horas uma cidade extremamente viva e movimentada. Como não tem muito o que fazer lá, os habitantes vão descontrair na praça, formando rodas de mate e deixando as crianças se divertirem. Conheci 2 Skatistas e destes não me recordo os nomes, pois foi uma conversa rápida mas muito rica, eles mostraram lugares para acampar e para ficar tranquilos na cidade, que o ponto forte deles é a natureza e calmaria. De fato, me rendeu 3 dias de pura paz. E assim passei o Natal, a data mais família do ano, Sozinho numa cidade pequena, sem a extravagância de fogos de artifícios ou um jantar farto e rico, e não senti falta disso. Foi maravilhoso sentir que eu estava finalmente entrando em sincronismo com o universo, sentindo a paz e vivendo o presente sem pensar no futuro ou passado.

 

Estar na estrada mexeu comigo, pois até então eu sempre estive em um turbilhão de coisas e supostos deveres, no entanto, meu único dever passou a ser viver o momento. E a cada segundo uma nova descoberta, a prática da paciência e o autoconhecimento, guia a energia vital por todo o corpo, como resultado, um vigor infinito. Tudo passa a ser possível!  

 

Okay, depois de muito meditar e renovar as forças, hora de pegar a estrada, Gratidão Eldorado por ter me tocado a alma e por me fazer amar ainda mais a vida! Passei no mercado, comprei pão, doce de leite e uma proteína, e umas coisinhas pensando em 2 dias, não gastei quase nada, foi barato. 60 pesos tudo. (irei compilar algumas dicas úteis para alimentação na estrada)

 

Agora na estrada sentido Oberá, porém, são 300 km de Eldorado até Oberá, então decidi fazer em 2 partes, Carona até Jardim America, trocar de rota e ir para a Ruta 7 (pois um moço disse ser mais viável para carona até Oberá). Foram umas 2 horas até pegar a primeira carona, José. Novamente um moço gentil ele falava muito rápido, não pude compreender muito do que falava, mas ele tbm não me entendia, então estava tudo bem, em meio as palavras tinha sempre nossos risos e sorrisos felizes de estar sob a companhia um do outro. Em questão de uns 50 minutos estávamos em Jardim America, pequena cidade. Caminhei até a Ruta 7, fica apenas uns 100m, e novamente na frente de um posto policial em poucos minutos a segunda carona, infelizmente não foi até oberá pois o Sr. Maurício não iria até lá. No entanto fiquei em apenas 1 cidade antes de oberá e faltava apenas 40 KM, insistir em caronar ainda pela Ruta 7 e logo veio a terceira carona do dia, desta vez, até oberá. Foi com o Daniel, um brother muito doido, fumava um cigarro atrás do outro, mas era incrível conversar com ele, durante 5 anos ele mochilou pela argentina e sempre dá carona para mochileiros. contou um pouco da história dele e quando chegamos no destino ele simplesmente me deu o maço de cigarro dele. Sem mais nem menos, tentei negar, mas foi um insulto, logo aceitei e partiu acampar, passar mais uma bela noite sob as luzes das estrelas e o lindo olhar do, quase vazio, Luar. Dessa vez, na cidade de Oberá!

 

 

Até então tudo vem sendo muito simples, aprendendo um bocado sobre as coisas, e ainda mais sobre mim. Aprendendo a lidar com a saudade e aprendendo a se reinventar, pois somos cada dia versões melhores de nós mesmo, basta acreditar e querer evoluir.



 

Antes de continuar a compartilhar, quero falar sobre meu sentimento em meio à tantas transformações, minhas influências e contar um pouco de como foi o processo de mudança e adaptação, afinal, eu estava em meio á outra(s) cultura(s) e vale lembrar que eu adentrei sem saber o Idioma.

 

Começarei pelo idioma, eu pensava - Português e Espanhol são línguas parecidas - e por isso basta falar devagar que vamos nos entender e assim pouco a pouco vou aprendendo o idioma e sua variações. Certo? - Completamente errado! Eles simplesmente não me entendiam! Não importa o quão devagar eu falasse e quão parecido fosse algumas palavras, eles não entendiam! Foi necessário criar ‘regras’ de lógica linguística baseada nas que eu sei de Português, para começar a pensar mais claro em Espanhol, como por exemplo prático: Palavras no Português com ‘São’  como, Comissão; Televisão; Versão; Expressão, entre outras, eu substitui por ‘Sion’, como Comisión; Television; Version; Expression. Vou ser franco, para pegar a base e começar a se virar no idioma é muito útil fazer isso, costuma funcionar, como isso não é nenhuma regra de gramática não é aplicável em 100% dos casos, mas é aplicável suficiente para poder desenvolver o idioma e expandir o vocabulário. Logo pessoas começam a corrigir e com isso, tendo humildade para receber a informação, muito aprendizado se adquire, mas é fato que sempre faço comparação com o português para fixar as diferenças, criando diversas regras doidas que acaba sendo incrivelmente funcional pela sua simplicidade. Um outro exemplo são os ditongos, a grande maioria dos ditongos em Português que tem ‘o’ em Espanhol é ‘ue’ Como: Novo - Nuevo; Porto - Puerto; Conto - Cuento, e por aí vai. Isso tem dado muito certo, pois para uma pessoa que não tinha base nenhuma em Espanhol entender completamente diálogos e poder criar conversas com nativos, é maravilhoso!

 

A estrada é divertido! Se no dia-a-dia são haver risos e sorrisos, a vida é difícil para qualquer um. Então estar em harmonia com o espírito ajuda a mente a manter-se alegre, a melhor maneira de isso acontecer é se divertindo. Deste modo, o dia-a-dia fica ainda mais leve ainda que seja passando algum perrengue. E por falar em perrengue, todo problema tem ao menos duas boas soluções, então manter-se leve e positivo é necessário, para que tudo flua da melhor maneira possível. “Nunca entre em pânico”

 

Vamos falar de Saudade? - Neste caso, vou dizer como aprendi a lidar com meus sentimentos - Não foi fácil, e desde quando decidir sair de mochilão evitei pensar nisso, porque sabia que uma hora eu sentiria saudade de algumas pessoas, e teria que lidar com isso. Além disso, eu deveria aprender a me conectar mais com meus sentimentos, me ouvir, me conhecer e entender o que eu sinto, ao menos, um de meus objetivos é encontrar meu lugar em mim mesmo. Então antes de começar a entender onde fica esse lugar, tive que aprender a organizar onde fica o lugar de cada saudade, Mãe, Irmã, Irmão, Amigo que é mais que Irmão e as poucas pessoas que tenho conexão. Entender que por mais que seja grande a saudade é natural e deve ser sentida, não devemos sentir saudade como se fosse algo dolorido, temos sentir com orgulho de ter essas pessoas e poder contar com o amor delas, pois a maior virtude da vida é amar e ser amado. Aprendi isso na estrada somente, pois até então eu sentia um vazio quando sentia saudade, pois era a falta de algo que eu sentia, hoje, sinto saudade e sinto um preenchimento completo, pois vejo todos os motivos maravilhosos que tenho para sentir esse sentimento tão especial.


 

Estrada vai, estrada vou.

 

Oberá é uma das grandes cidades do nordeste Argentino. Conta com a presença do parque nacional Oberá, tornando-a ainda mais bela. No entanto não passei muito tempo pela cidade, estava já com a plaqueta feita e novamente seria L. N. Além, uns 120 Km de Oberá.

 

Foram longas horas debaixo de um sol escaldante, quase não havia movimento na estrada sentido a próxima cidade, pois os poucos carros que passavam e fazia algum sinal de resposta diziam que entrar-ir-iam antes. Fazia muito calor, e como a cidade é bem arborizada e úmida, a sensação térmica estava a mil. Decidi que comeria algo e ficaria um pouco na sombra.

Após comer e beber bastante água, voltei onde estava e o cenário não havia mudado, estava ainda com pouca movimentação de carros. Enquanto comia próximo ao terminal, não distante da Ruta 14, ouvi uma mulher falando que tem um ônibus para a cidade de São José muito barato, é basicamente um coletivo. Sendo ainda mais preciso, como um desses ônibus que vai de São Paulo até Diadema. Dei uma olhada no mapa para ver onde ficava essa cidade e achei interessante, pois seria mais de 40 km de coletivo, tranquilo. 60 Pesos e ainda tinha água quente no ônibus, pude encher a termo e toma mate.

 

Agora começa ficar doida a coisa. Cheguei na cidade de São José. Chorei. A cidade é distante demais da Ruta 14, porém, não havia movimentação nenhuma. Só tinha um estabelecimento aberto além da rodoviária e da Polícia, uma Sorveteria. O restante fechado, pessoas em suas casas, ninguém na rua, um ou outro cachorro que passava, mas só. Não achei posto de Serviço próximo, afinal, era uma cidade de campos, aquele era apenas o centro minúsculo e que tudo se resumia em campos. O posto mais perto fica certa de 7 - 8 Km da cidade, ao menos é na intersecção de 2 Rutas, uma Ruta X que mal posso me lembrar e a Ruta 14, minha Ruta.

 

Andar por uma estrada reta e no calor é péssimo, pior ainda é ficar sem água. Isso estava quase se tornando realidade, entre o posto e o ponto onde eu estava na estrada era mais ou menos uns 6 Km e havia apenas mais uma rua cruzando a rota até que seja apenas campos e estrada e por sua vez o posto, ou seja, eu precisava conseguir água naquela rua! Para minha sorte, em uma das casa no início da rua havia uma família tomando Tererê em frente ao portão. Fui com minha garrafa D'água vazia até eles. - boa tarde, tudo bem? Sou mochileiro e estou passando pela sua cidade, não achei nenhum estabelecimento ou posto de serviço próximo e estou sem água, vocês podem me ajudar com um pouco de água por favor? - Fui o mais educado, embora havia progredido bastante no Idioma, era claro meu acento e as diversas vezes que falava em Português pensando estar falando Espanhol, então eu entenderia se eles pedissem para repetir ou não tivessem entendido. Ao princípio ninguém falou nada, depois de ver que eu estava esperando alguma resposta, ou qualquer coisa, uma senhora simplesmente falou - Não. - eu olhei para os outros como quem diz “ Não, o que?”. Eles entenderam, afirmaram, não temos água. O garoto que melhor fez e colocou cerca de 200 ML da termo dele na garrafa. No entanto, nada disse, nada disseram, só existiram. Eu não entendi foi é nada. Preferir não pensar sobre e agradeci com um belo sorriso, embora pouco, eu tinha um pouco mais do que momentos antes, já é algo.

 

Caminhei o restante da estrada focado, refletindo em todo momento. A paisagem se tornou uma parceria incrível, pois sempre se transforma em quadros belos de arte natural. Desta vez não foi diferente, não era nenhuma plantação ou campos agrícolas, era somente mato em um espaço loteado vazio, um não, dezenas. Depois de 4 km andando, a água definitivamente acabou. Até que durou - Pensei e gargalhei - Continuei cerca de 500m e pude ver ao meio dos campos próximo à estrada,uma casa pequena, na medida que aproximava passei a ver que tinha uma pessoa sentada, também tomando Tererê. Quando Cheguei na frente da casa, disse o mesmo que disse para a última família, nem foi preciso dizer mais nada, a senhora rapidamente entrou em casa e em alguns minutos voltou com 2 Jarras de água gelada perguntando se eu só tinha aquela garrafa ou tinha mais para encher. Ela encheu a termo e outra garrafa de um litro e ainda tomei uns ‘goles’ lá mesmo. Ela não falou muito, e claramente não era normal aparecer alguém por aquela parte da cidade andando na estrada. Agradeci a gentil senhora, que salvou lindamente minha vida, continuei o restante até o posto de serviço feliz da vida, como sempre.

 

Devido à circunstância isolada da cidade, o pessoal do posto de serviço aconselhou a esperar um coletivo e ir para alguma outra cidade além, pois ali nada teria e que as pessoas trabalham em campos portanto, pouco circulam pela cidade, conversei também com alguns caminhoneiros que estavam lá, e todos estavam vindo de Buenos Aires indo para O extremo Nordeste quase Brasil, fazendo todo o caminho que até então eu havia feito.

 

Segui o conselho do funcionário do posto e aguardei um coletivo. Foram 65 Pesos até a cidade de Santo Tomé, Fronteira com o Brasil.

 

Nessa cidade tudo aconteceu!
 

Info: Irei postar a continuação e compartilhar todo o relato com vocês, incluindo Fotos, apenas não tenho datas e prazos, pois já estamos em Maio e Muuuuita coisa aconteceu. Escrever é algo que sempre que dá eu faço, tenho muito material desta jornada, afinal, já passei até por Buenos Aires e além. Mas dependo das condições favoráveis e tempo livre na Internet - O que confesso não ter muita prioridade e disponibilidade, visto que tenho um mundo a descobrir - Darei meu melhor, cedo ou tarde postarei mais, espero que em breve. Gratidão por ler e de algum modo fazer parte da minha história.   

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    • Por casal100
      Esse relato é dividido em cinco partes:
      .da página 1 até a 7 refere-se a viagem realizada entre dez/2007 e fevereiro/2008 de carro;
      .a partir do final da página 7 refere-se a viagem que começa no final de dez/2008 até final de fevereiro/2009 de carro.
      .a partir da pag. 15 - viagem a Torres del paine, carretera austral ..........viagem realizada de dez/2009 a fevereiro/2010.
      .a partir da pag.19 - viagem ao Perú e Equador ....vigem realizada de dez/2010 a fevereiro/2011.
      .a partir da pag.23 - viagem venezuela, amazonas, caminho da fé.... realizada entre dez/11 a fev/12.
    • Por kevin_a
      Ola pessoal, estive lendo sobre e o que tenho entendido é que, as melhores formas de encontrar onde dormir pode ser nos postos, restuarantes e preferencia em lugares onde caminhoneiros fica.
       Estou certo??
      Farei um mochilão para Recife e la estarei com um couchsurfing. Mas estarei por alguns dias na cidade conhecendo e re-vendendo bagatelas pra ter algum dinheiro pra comida. Então como acredito enquanto saia da cidade procurarei formas de achar como dormir. Ja peguei varias dicas de como pegar carona (Esteja em lugares onde os carros não passem a mto velocidade, perto de postos, restaurante e pontos policias e tenha um sorriso. Tambem não especificar no cartaz apenas a cidade de destino, sse não tambem cidades perto), se tiverem alguma outra dica, gostaria. Mas principalmente sobre lugares para dormir
    • Por @mateusmaps
      Boa tarde. Alguém já levou uma multa nas estradas argentinas, não pagou, retornou ao Brasil e depois de algum tempo foi para Argentina novamente? Tiveram algum problema na aduana? Constataram a multa pendente?
      Abraços.
    • Por mspriscila
      INFORMAÇÕES GERAIS (2016)
      Visto: dispensa de visto por até 90 dias
      Passaporte:  deve ser válido no momento de entrada; permitida entrada com RG
      Vacinas: não há exigências
      Quando ir: dez-mar é verão, com muitos turistas e preços mais elevados; jul-ago é inverno e as cidades ficam hibernadas; abr-jun (outono) e set-nov (primavera) as cidades praianas, como Punta del Este, ficam praticamente às moscas e muito do comércio fecha as portas até o final do ano. Entretanto, o preço dos hotéis cai consideravelmente. Nesse período, uma boa dica é visitar cidades que não tenham necessariamente relação com praias, como Montevidéu e Colonia del Sacramento.
      Capital: Montevideo
      Moeda: peso chileno $ (CLP)
      Idioma oficial: castelhano
      Cod. telefone: +598
      Padrão bivolt: 220V
      Tomadas: C, F, L
      Passagem de ônibus: www.turil.com.uy/compra_online.php
      Casas de câmbio: avenida 18 de Julio e no eixo Pocitos – Punta Carretas (a do shopping é bastante usada)
      Bus Turistico: $572 24h ou $880 por 48h
        Dia 01
      Chegamos a Montevideo por volta das 18:30h. No aeroporto, o cambio estava R$1-$7,11. A van para qualquer parte da cidade custa $400 por pessoa e um táxi, algo em torno de $1500.
        Após o check-in no Hotel Puerto Mercado (USD60 a diária em apto duplo), fomos jantar no Primuseum Restaurante ([email protected]), muito citado nos roteiros da internet, juntamente com o Bar Fun Fun, também na Ciudad Vieja.
        De fato, o restaurante é bastante interessante. Está organizado em um pequeno ambiente e serve um farto e variado menu ao valor de USD70 por pessoa com translado. Entretanto, o restaurante dizia contar com um show de tango, mas, na verdade, oferece apenas a banda com cantores, sem dança.
        Voltando ao hotel, tivemos tempo para descansar e começar o turismo no dia seguinte. Acerca do hotel, está muito bem localizado, a apenas uma quadra e meia do Mercado do Porto, duas quadras do Primuseum Restaurante e oito quadras da Praça da Independência.
        Puerto Mercado Hotel
      Diária: USD60 em apto duplo com café da manha
      Endereço: Cerrito 262, Ciudad Vieja, Montevideo – Tel. +598 2916 6116
        Restaurante Primuseum
      Preço: USD70 por pessoa com translado
      Endereço: Calle Perez Castellano 1389, 11000 Montevideo
            Dia 02
      De manhã, passamos a visitar alguns museus, entre eles Torres Garcia e Museu dos Andes. O Museu dos Andes retrata o acidente sofrido por uma equipe de Rugby uruguaia em 1972, onde 16 pessoas sobreviveram a 72 dias nas cordilheiras. A história rendeu o filme “Os Sobreviventes dos Andes” e o museu é emocionante.
        Após visitar os museus pela manhã, almoçamos no Mercado do Porto e provamos o famoso churrasco uruguaio no El Palenque ($850 em média por pessoa). Realmente a forma como é oferecido o churrasco é bem legal, e talvez pelas resenhas da internet, todos procuram o El Palenque, apesar de um taxista ter nos afirmado que existem muitos outros bons restaurantes no local. O mercado, apesar de receber esse nome, não é um mercado de verdade; apenas um local que recebe os turistas para provar o churrasco uruguaio.
        Depois do almoço, seguimos para a Porta da Ciudadela, Praça da Independência, Mausoléu José Gervasio Artigas, Avenida 18 de Julio e Teatro Solis. Como não tivemos tempo para fazer a visita guiada ao teatro, optamos por assistir a uma peça, à noite, ao preço de $160.
            Porta da Ciudadela Havíamos reservado dois dias para visitar a Ciudad Vieja, mas um dia foi suficiente.
        Museo Torres Garcia
      Horário: seg-sab de 10-18h
      Preço: $100
      Come chegar: ônibus com destinos; Plaza independencia, Ciudad Vieja, Aduana, Plaza España y Ciudadela.
        Museo Andes 1972
      Horário: seg-sex de 10-17h; sab de 10-15h
      Preço: $100
      Como chegar: uma rua acima da Plaza da Constitución
        Mercado Del Puerto
      Horário: diariamente, até as 15h
      Preço: $850 (churrasco uruguaio)
        Mausoléu José Gervasio Artigas (subsolo da Praça da Independencia)
      Horáro: seg de 12-18h e ter-dom de 10-18h
      Entrada gratuita
            Plaza da Independencia
            Teatro Solis
      Horário: ter-qui as 16h; qua-sex-sab-dom as 11, 12 e 16h
      Preço: $60 (visita guiada)
        Dia 03
      De manhã, fizemos o check-out no hotel e pegamos um táxi para a Feira Tristan Narvaja, que só acontece aos domingos. A feira em nada se compara a Feira de San Telmo, em Buenos Aires. São várias ruas vendendo quinquilharias e antiquários. Pode-se encontrar de tudo.
        Por volta das 11:30h, retornamos ao hotel para pegar as malas e partir para Colonia do Sacramento. O carro foi alugado pelo próprio hotel e entregue lá mesmo ao custo de USD55 a diária com cobertura total e km livre.
        Chegamos a Colonia por volta das 15h da tarde e após o almoço, aproveitamos para explorar um pouco a cidade. É linda, arborizada, fantástica. Hospedamo-nos no Hotel Le Vrero, a cinco quadras do bairro histórico, mas existem hotéis mais bem localizados e este não tinha calefação (erro nosso na hora da reserva). Recomendo que se hospedem em algum lugar dentro do bairro histórico.
        Feira Tristan Narvaja
      Horário: de 9-15h
      Somente aos domingos
        Autonomia Rent a Car
      Horário: diariamente de 9-18h
      Preço: USD55 a diária para entrega no hotel
      Endereço: José María Montero 3035, Montevideo
        Hotel Le Vrero
      Diária: USD60 diária em apto duplo
      Endereço: 18 de Julio, 521, Colonia del Sacramento
      Ponto positivo: possui local de estacionamento
        Dia 04
      O bairro histórico pode ser visitado a pé, entretanto, os demais pontos turísticos ficam um pouco mais afastados do centro. Por isso, a opção é o bus turístico ou o carro, que pode ser alugado tanto em Montevideo como na própria Colonia.
        Aproveitamos o dia para visitar diversos locais, começando pelo bairro histórico: portão da ciudadela; calle de los suspiros; Basílica del Santísimo Sacramento (ou Iglesia Matriz); Convento de San Francisco Javier; Casa del Gobernador. Após, Plaza Del Toros, Iglesia San Benito, Fronton Euskaro, entre outros.
            Portão da Ciudadela       Calle de Los Suspiros         Ruas do Bairro Histórico Muitos locais estavam fechados para visitação, pois só abrem aos finais de semana ou no verão, como por exemplo, o Museo Ferrocarril.
        Ao final do dia, partimos para Punta Del Este e chegamos por volta das 19:30h. Como não havíamos feito reserva, optamos pelo Hotel Ajax, que está localizado em uma via principal. Apesar da apresentação magnífica do hotel, os quartos cheiram a mofo. No centrinho de Punta, muito bem localizado, avistamos o Albergue Planet, que pareceu ser adorável.
        Depois do check-in, fomos jantar no Restaurante Lo De Tere, um dos mais requisitados de Punta. Realmente a comida é magnífica e o jantar para duas pessoas gira em torno de R$250 a R$300,00. Na rambla, onde está localizado este restaurante, estão todos os outros estrelados: Virazón, Isidora, Guappa, um ao lado do outro.
        Finalizamos a noite no Casino Conrad, tido como o melhor da região.
        Espacio Cultural y Museo del Ferrocarril de Colonia
      Horário: 01/10 a 31/05 de seg-sex de 9:30-15h; sab-dom qui-dom das 10-18h; de 01/06 a 30/09 de ter-dom das 10-15h
      Preço: $210
        Museo Granja
      Horário: diariamente de 08:30-18h
        Museo Tourn – museu agrícola
      Horário: de 9:30-11:30 e de 15:30-18:00h
        Parque Florestal Ferrando (na entrada de Colonia)
        Parque Nacional Aaron de Anchorena – um dos parques mais famosos do Uruguai
      Horário: qui-dom de 13:30-15:30 (reserva prévia)
      Entrada gratuita
        EM PUNTA DEL ESTE
        Hotel Ajax
      Preço: USD40 a diária em apto duplo com café da manhã
      Endereço: Rambla General Jose Artigas, 20100 Punta del Este
        Restaurante Lo de Tere
      Preço: $2.700 (entre R$200 a R$300,00 para duas pessoas)
      Endereço: Rambla del Puerto c/Calle 21, Punta del Este
        Conrad Punta del Este Resort & Casino 
      Endereço: Rambla Claudio Williman Parada 7, 20100 Punta del Este
        Albergue Planet
      Preço: $40 quarto duplo privativo com banheiro
      Endereço: esquina, 18 - Baupres & 30 - Las Focas, 20100 Punta del Este
        Dia 05
      Amanhecemos em Punta Del Este com uma pequena garoa, que durou quase o dia inteiro. Visitamos o Farol, a Igreja da Candelaria (que fica em frente), o iate clube, o bairro Beverly Hills, o Monumento do Afogado ou “La Mano”, Plazoleta Grã-Bretanha, Playa El Emir, Playa Brava e Mansa, e a ponte ondulada (ou Ponte Montoya). Ao final da ponte, avistamos uma placa que apontava para o Museu do Mar. Como estava garoando, decidimos que seria uma boa programação. Ao chegar em frente, pensei estar diante de um lugar onde encontraria alguns insetos mortos e só, mas o museu é simplesmente surpreendente. Absurdamente empolgante. Realmente um local imperdível. Fora o espaço que é gigante, o museu conta com alguns fósseis de verdade de baleias enormes, centenas de animas empalhados e interatividade. 
          Monumento "La Mano"       Ponte Ondulada Acerca do balneário, posso dizer que é um reduto chique, mas sem grandes paisagens, como encontramos no Brasil.
        Por volta das 16h, voltamos para a estrada e paramos no último ponto: Casapueblo, a 15km de Punta.  O local é sensacional; a história do artista, contada por ele mesmo, apaixonante. Vale muito a pena. Frise-se que o ponto alto é a visita durante o verão, para que se possa apreciar o pôr do sol.
        Por fim, retorno a Montevidéu.  
        Museo Del Mar
      Horário: diariamente de 10:30-17:30h
      Preço: $160
      Endereço: Romildo Risso, 20001, La Barra, Maldonado
            Museo Taller Casapueblo
      Horário: no verão de 10-20h e no inverno de 10-17h
      Preço: $240
      Endereço: Punta Ballena, Uruguay, a 15 min de Punta Del Este
            Dia 06
      No retorno a Montevideu, nos hospedamos na parte moderna da cidade (Pocitos, Punta Carreta, Buceo). Todos esses bairros acompanham a rambla (calçadão beirando o Rio Del Plata) e contam com vida noturna e shoppings.
        Visitamos o Parque Rodo, o Estadio Centenario e a Vinícola Bouza. A vinícola possui um serviço interessante, que é a apreciação de quatro vinhos, apresentados, mesa por mesa, por um sommelier e acompanhados por uma tábua de frios, onde o sommelier aponta o melhor acompanhamento.
        After Hotel
      Diária: USD80 a diária em apto duplo com café da manhã
      Endereço: Arturo Prat, 3755, Montevideo
        Parque Rodo
      Entrada gratuita
      Endereço: Ave Julio Herrera y Reissig
            Estadio Centenario e Museu do Futebol
      Horário: de seg-sex de 10-17h
      Preço: $160
      Endereço: Montevideo 11400
      Entrada pelo portão 13
        Vinícola Bouza
      Horário: aberto de 9-18h; visitas guiadas de seg/sex as 11, 13:30 é 16h; sab/dom às 11 e 16h
      Preço: $490 somente a visita guiada; com degustação, $1000.
        Dia 07
      Na quinta, de manhã, devolvemos o carro na loja, que fica próxima a Pocitos e fomos ao shopping, até o retorno para o Brasil.
        Conclusão da viagem: antes de viajar ao Uruguai, li muitos posts que afirmavam que um final de semana era suficiente para conhecer Montevidéu. Duvidei. Mas descobri que os relatos estavam certos. Três dias é suficiente para conhecer a capital uruguaia e uma semana é o tempo perfeito para visitar o país: Montevidéu, Colonia do Sacramento e Punta Del Este.
        Publicado em: https://mspriscila1.wixsite.com/meusite/blog/roteiro-uruguai-2016-07-dias


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