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Onika Winchester

Trocar Vale Sagrado por Arequipa?

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Olá, após planejar inúmeros roteiros, hoje resolvi tentar modificar o último que tinha feito. Pretendo incluir Arequipa, mas pra isso precisarei "arrumar" 3 dias pra conseguir fazer tudo. O que tinha ficado definido é que eu faria Vale sagrado, Maras e Moray,  e teria que decidir entre a rainbow mountain ou a Laguna Humantay. Porém como irei para Huaraz, descartei a Laguna, ficando com a Rainbow Mountain.... Em Arequipa eu tiraria o primera dia pra fazer o city tour e conhecer a cidade, e depois faria um tour pelo vale del Colca 2D1N. Mas essa logística acaba comprometendo o meu roteiro totalmente. Apesar de terem suas particularidades, vi que passeios como o Vale e as salinas devem ser feitos antes do Machu Picchu pq depois '"""não tem graça""". Visto que farei MP, seria aceitável sacrificá-los pra conhecer Arequipa? Logicamente, a Rainbow vai ser sacrificada junto com isso

 

Obs: o problema em si não é nem a questão dos dias, teoricamente eles dariam, mas o horário de saída do ônibus cusco->Arequipa me impede de fazer o deslocamento no dia que voltarei do MP via hidrelétrica e van, uma vez que os ônibus saem umas 20h e pelo que pesquisei chegarei bem próximo desse horário lá em cusco. Isso me força a ficar em cusco mais um dia para pegar o próximo ônibus para a Arequipa, que só sai de noite.

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Eu já fiz os dois locais que vc citou.  Em junho/julho 2019, comecei por Arequipa, fiz o Colca 2D/1N, de lá fui direto para Puno e fiz o Titicaca. De lá fiz a ruta del sol, que é uma viagem de 10 horas de ônibus entre Puno e Cusco, com 3 paradas em pontos turísticos no meio do caminho. Achei que vale bastante a pena. Gostei bastante de Arequipa.  É uma cidade charmosa, mais do que Cusco, na minha opinião, mais barata, menos cheia. Mas é uma cidade. Tem coisas de cidade, assim como Cusco tem: igrejas, restaurantes, plaza de armas. O tour Colca 2D/1N é legal, mas se passa muito tempo em ônibus. E, se vc der sorte (eu dei) vc pode ver os condores no segundo dia. É bem legal, mas eu pessoalmente não trocaria, principalmente se na troca eu tivesse de deixar para trás rainbow mountain. Apesar de, ao ir a Huaraz, vc ter a opção de ver muitos lagos,  eu ainda faria a laguna Humantay, mas numa opção diferente, não tão conhecida, puxada, e muito legal. É o pacote HUMANTAY LAKE + SALKANTAY LAKE + SALKANTAY MOUNTAIN 2 DAYS 1 NIGHT (https://www.quechuasexpeditions.com/peru-travel/salkantay-mountain-humantay-lake-sky-domes-2d1n.html) Esta foi a empresa com que fiz. Paguei 100 dólares por pessoa, eu e minha esposa. Deixei para contratar lá, 01 dia antes da saída. No passeio foi apenas eu, minha esposa e o guia. Vc vê a laguna por lados diferentes que as pessoas normalmente não vêm, sem a correria de ter que pegar o ônibus ara voltar no mesmo dia, passa a noite no Sky Dome, onde provavelmente verá o céu mais lindo que já viu na vida, e ainda fará a subida até salkantay pass, que é muito bonito. Mas é puxado, já aviso. E a  noite pode ser um tanto fria (pegamos -5º, mas pelo menos estávamos dentro do dome - que não tem aquecimento, na cama e com cobertores). Mas, na minha opinião, hoje eu não iria à laguna humantay se fosse para fazer o passeio de 1 dia. Quando fiz salkantay em 2017, era apenas vc e a laguna, praticamente. Não tinha aquele monte de campings e construções que existem lá. Era tudo deserto. Hoje está muito cheio e abarrotado. Perde um pouco do encanto do passeio. Este passeio de 2d/1n que eu falei, eu acho que vale a pena porque vc vê muito mais do que apenas a lagoa.

Apesar da indicação de fazer o vale sagrado depois de MP para não perder a graça, o vale sagrado é bastante diferente. Eu fui a MP 2 vezes. Em 2017 logo após o trekking salkantay, e em 2019 logo após fazer a trilha inca 2d/1n, parei em Ollantaytambo, onde fiquei 3 noites e pude conhecer a região com mais calma. É uma opção razoável. Se vc gosta de trilha, vc pode fazer a trilha inca curta de 2d/1n, onde vc sai de cusco às 5 da manhã de trem até o km 104 da ferrovia. Aí começa o último dia da trilha inca tradicional (de 4d/3n) até MP, passando por WIÑAYWAYNA e chegando a MP por volta das 16 horas através do portal do sol (intipunku). É uma visão bem bonita e diferente de MP. Aí vc desce até MP e  tem a oportunidade de se sentar e ver MP praticamente vazia. Neste dia vc não visita MP. apenas atravessa a cidadela e dorme em Aguas Calientes. Na manha seguinte vc faz a visita à MP e volta a Ollantaytambo no trem das 15.40, indo então a Cusco de van. Vc pode parar em Ollantaytambo e passar a noite lá, conhece as ruínas pela manhã e pega um transfer ou táxi até Pisac, onde conhecer as ruínas no seu ritmo. Depois pega um táxi até Cusco, chegando lá no final do dia. Obviamente fica mais caro, mas é o que eu faria com 3 dias. Se tiver que deixar algo de fora, eu deixaria Maras e Moray ou mesmo o city tour de Cusco. Vc pode conhecer Cusco a pé, e as principais atrações do city tour, Sacsayhuaman (minha preferida) e Qoricancha (não tem tanta coisa), vc pode ir a pé, por conta própria. O tour trilha inca curto 2d/1n eu contratei pela internet com bastante antecedência, porque queria subir a montanha Machu Picchu, e normalmente os ingressos para as montanhas se esgotam com mais de 1 mês de antecedência, então fica muito caro.

Esta é o que eu faria, mas eu gosto muito mais de trilha do que de cidade.

 

 

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19 horas atrás, schitini disse:

Eu já fiz os dois locais que vc citou.  Em junho/julho 2019, comecei por Arequipa, fiz o Colca 2D/1N, de lá fui direto para Puno e fiz o Titicaca. De lá fiz a ruta del sol, que é uma viagem de 10 horas de ônibus entre Puno e Cusco, com 3 paradas em pontos turísticos no meio do caminho. Achei que vale bastante a pena. Gostei bastante de Arequipa.  É uma cidade charmosa, mais do que Cusco, na minha opinião, mais barata, menos cheia. Mas é uma cidade. Tem coisas de cidade, assim como Cusco tem: igrejas, restaurantes, plaza de armas. O tour Colca 2D/1N é legal, mas se passa muito tempo em ônibus. E, se vc der sorte (eu dei) vc pode ver os condores no segundo dia. É bem legal, mas eu pessoalmente não trocaria, principalmente se na troca eu tivesse de deixar para trás rainbow mountain. Apesar de, ao ir a Huaraz, vc ter a opção de ver muitos lagos,  eu ainda faria a laguna Humantay, mas numa opção diferente, não tão conhecida, puxada, e muito legal. É o pacote HUMANTAY LAKE + SALKANTAY LAKE + SALKANTAY MOUNTAIN 2 DAYS 1 NIGHT (https://www.quechuasexpeditions.com/peru-travel/salkantay-mountain-humantay-lake-sky-domes-2d1n.html) Esta foi a empresa com que fiz. Paguei 100 dólares por pessoa, eu e minha esposa. Deixei para contratar lá, 01 dia antes da saída. No passeio foi apenas eu, minha esposa e o guia. Vc vê a laguna por lados diferentes que as pessoas normalmente não vêm, sem a correria de ter que pegar o ônibus ara voltar no mesmo dia, passa a noite no Sky Dome, onde provavelmente verá o céu mais lindo que já viu na vida, e ainda fará a subida até salkantay pass, que é muito bonito. Mas é puxado, já aviso. E a  noite pode ser um tanto fria (pegamos -5º, mas pelo menos estávamos dentro do dome - que não tem aquecimento, na cama e com cobertores). Mas, na minha opinião, hoje eu não iria à laguna humantay se fosse para fazer o passeio de 1 dia. Quando fiz salkantay em 2017, era apenas vc e a laguna, praticamente. Não tinha aquele monte de campings e construções que existem lá. Era tudo deserto. Hoje está muito cheio e abarrotado. Perde um pouco do encanto do passeio. Este passeio de 2d/1n que eu falei, eu acho que vale a pena porque vc vê muito mais do que apenas a lagoa.

Apesar da indicação de fazer o vale sagrado depois de MP para não perder a graça, o vale sagrado é bastante diferente. Eu fui a MP 2 vezes. Em 2017 logo após o trekking salkantay, e em 2019 logo após fazer a trilha inca 2d/1n, parei em Ollantaytambo, onde fiquei 3 noites e pude conhecer a região com mais calma. É uma opção razoável. Se vc gosta de trilha, vc pode fazer a trilha inca curta de 2d/1n, onde vc sai de cusco às 5 da manhã de trem até o km 104 da ferrovia. Aí começa o último dia da trilha inca tradicional (de 4d/3n) até MP, passando por WIÑAYWAYNA e chegando a MP por volta das 16 horas através do portal do sol (intipunku). É uma visão bem bonita e diferente de MP. Aí vc desce até MP e  tem a oportunidade de se sentar e ver MP praticamente vazia. Neste dia vc não visita MP. apenas atravessa a cidadela e dorme em Aguas Calientes. Na manha seguinte vc faz a visita à MP e volta a Ollantaytambo no trem das 15.40, indo então a Cusco de van. Vc pode parar em Ollantaytambo e passar a noite lá, conhece as ruínas pela manhã e pega um transfer ou táxi até Pisac, onde conhecer as ruínas no seu ritmo. Depois pega um táxi até Cusco, chegando lá no final do dia. Obviamente fica mais caro, mas é o que eu faria com 3 dias. Se tiver que deixar algo de fora, eu deixaria Maras e Moray ou mesmo o city tour de Cusco. Vc pode conhecer Cusco a pé, e as principais atrações do city tour, Sacsayhuaman (minha preferida) e Qoricancha (não tem tanta coisa), vc pode ir a pé, por conta própria. O tour trilha inca curto 2d/1n eu contratei pela internet com bastante antecedência, porque queria subir a montanha Machu Picchu, e normalmente os ingressos para as montanhas se esgotam com mais de 1 mês de antecedência, então fica muito caro.

Esta é o que eu faria, mas eu gosto muito mais de trilha do que de cidade.

 

 

Obrigado pelo seu comentário. Sou mochileiro de segunda viagem (literalmente) e não tenho nenhuma experiência com trilhas até o momento, mas acho que precisamos começar de algum lugar. Você é disse que é puxado, mas acha que alguém inexperiente conseguiria fazer a trilha? Gostei bastante da ideia! Outra coisa, pode parecer ridícula a pergunta, mas quando se faz essa trilha e fica na Sky Dome passamos os 2 dias sem tomar um banhozinho ou tem algum lugar pra isso? kkkkkkkk, a ideia de não poder tomar um banho depois de andar 6 horas seguidas me assusta a princípio. Outra coisa, é possível fazê-la no verão? Estou indo dia 28 de janeiro, porém é época de chuvas :(

Um outro assunto. Referente ao MP, você foi de van nas outras vezes ou pegou o trem? Pretendia ir de van e já sabia que o caminho era bem complicado, mas também vi que com as chuvas ocorrem deslizamentos que podem impedir a estrada e estou meio receoso em relação a isso, visto que na manhã após o meu retorno de MP eu já tenho um voo para Lima e se houvesse esse tipo de bloqueio eu poderia comprometer o resto do meu roteiro e isso não seria legal (também não tenho como mudar a ordem sem comprometer o roteiro, por causa da logística dos ônibus). Todavia, considero o valor do trem muito caro e estou quase deixando a tal "cereja do bolo" do Peru para uma outra oportunidade

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A pergunta não é ridícula não. Um banho no final do dia renova suas forças. Em relação ao sky dome, no "quarto" tem chuveiro com água quente muito bom. Não se preocupe com isso. Eu fiz este tour que eu disse em 2019, e foi minha 4ª grande trilha. Não tenho muita experiência também não. E já tenho 48 anos, então não estou tão bem fisicamente mais. Minha 1ª grande trilha foi em 2004, na chapada diamantina, o vale do pati. Aí sim eu estava em forma. Minha 2ª foi salkantay, em 2017. Esta trilha de 2d/1n em salkantay, fomos eu, minha esposa e o guia. Fomos devagar, com o guia seguindo nosso ritmo. Já estávamos cansados, pois já tínhamos feito a trilha inca de 2d/1n e também ausangate, que são 6d/5n, esta sim bem puxada, pois todos os dias eram acima dos 4 mil metros, inclusive para dormir. Mas, mesmo cansados, indo no nosso ritmo, demos conta. O importante em qualquer trilha na altitude é a aclimatação. Se vc chegar em Cusco e já no dia seguinte vc quiser fazer esta trilha, eu não aconselharia. Mas se vc tiver uns 2 dias de aclimatação pelo menos (iniciando a trilha no 3º), acho que dá conta sim. 

As duas vezes que eu fui a MP foi através de trilha. A primeira foi a trilha salkantay que são 6d/5n, onde vc chega a MP no 6ª dia. Voltamos de trem. A outra foi a trilha inca curta de 2d/1n, onde vc vai de trem até o km 104 da ferrovia e faz o resto na trilha. Voltei também de trem, que estava incluído no pacote. Ambas foram em junho, onde o perigo de desabamento é pequeno, já que quase não há chuvas.  Mas se vc for no período de chuvas, de novembro a março, fica mais perigoso ter desabamentos. Não dá para falar que, mesmo em junho, o mês mais seco no Peru, não haja perigo nenhum de ficar "preso". Até com trem pode ocorrer problemas, como aconteceu em maio de 2019 quando houve greves e os peruanos fecharam a ferrovia. Ou  mesmo alguns anos atrás, na estação chuvosa (janeiro de 2010), onde choveu tanto que nem o trem conseguia circular por causa de desabamentos e o governo teve que decretar estado de emergência em Cusco. Mas, do jeito que os peruanos dirigem, ir de van é sempre mais perigoso, Realmente ir ao Peru e não conhecer MP é f... A primeira vez que fui, em 2017, foi para ir a MP, meu sonho de infância, e arrumei meu roteiro ao redor de MP. Mas este era meu sonho. E o trem é bem caro, mesmo o trem mais barato, que foi o que peguei desta vez (e, na minha opinião, não perde muito do vista dome). Eu ACHO que se vc for no período de junho a agosto, a chance de acontecer algo é bem menor, pois é o período que chove menos. Se for janeiro/fevereiro, talvez deixar MP para outra oportunidade não seja uma ideia tão ruim. 

É possível fazer no verão a ida a salkantay, mas não indicado. Na verdade, o clima tem mudado bastante no decorrer dos anos. Vc pode ir no verão e não pegar nem um dia de chuva. Como vc vai no final de janeiro, aconselho é deixar a programação livre e decidir o que fazer e em que dia para quando chegar lá, de acordo com a previsão do clima. Deixar trilha para os dias de previsão de clima melhor (salkantay/humantay, rainbow mountain e mesmo MP), e ficar na cidade em clima pior (city tour, maras e moray, vale sagrado). Ir a MP de trem não precisa de muita aclimatação. Chegando no dia 1, no dia 3 vc já poderia ir de trem (mas não aconselho a subir até a cidadela a pé). Se for de van, eu deixaria para o dia 4, já que tem um percurso de uns 6 a 7 km para andar. Mesmo rainbow mountain vc pode ir no dia 3 ou 4, já que a trilha é pequena e, se vc quiser, pode pegar um burrinho no meio do caminho para te ajudar a chegar (falo isso levando em conta que os passeios atuais percorrem um caminho diferente do que eu percorri em 2017, bem mais curto e menos íngreme, pelo que ouvi falar). Eu não arriscaria humantay/salkantay antes do quinto dia. Fazer MP mais no início te dá mais segurança, porque é o percurso com mais probabilidade de ter problemas de deslocamento e vc ficar preso. Chegando lá, vc pode ir às agência e saber como estão as condições das estradas.

Eu pessoalmente não trocaria fazer um passeio mais completo em Cusco para incluir também Arequipa, já que vc passaria um bom tempo se deslocando. Eu deixaria Arequipa/Puno para uma outra oportunidade, onde vc poderia emendar e chegar até a Bolívia.  Mas esta é apenas minha opinião.

 

 

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@schitini oi , pelo que Li vc fez Arequipa em 2019certo? Estou planejando em set/20 fazer Huaraz/ Arequipa/ Puno Lago Titicaca/ Cusco / Lima / Ica.... mas até o momento Arequipa eh o que está me deixando mais intrigada ,meu primeiro levantamento de custo está dando  uns700 só de passeio; como vc fechou seus passeios pra Arequipa pelo site  ou estando lá? Quero fazer o Colca 2d/1n e ir direto a Puno para fazer titicaca, mas a cotação que pedi está em torno de 95 dólares esse de fato é o preço? Vc chegou fazer o City tour Arequipa por agência ? E pedreira Sillar? Vc tem valores e indicações atualizadas de agência e o de fazer refeições em Arequipa?

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@JOICE SANTOS Arequipa sempre teve uns ônibus parecidos com o turísticos que fazem o city tour.Não há grandes atrações na cidade,apenas 2 mosteiros que contam como era a vida naquele tempo e esse city tour.

Quanto a valores não sei dizer,pois quando estive lá em 2011,1 real valia 6 soles,mas hoje parece que o sol está valendo mais que o real.Refeições eram o mesmo preço em todo o pais,tem em cada esquina,para todos os bolsos.

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Eu contratei os passeios por aqui por causa da logística. Fechei com uma agência chamada Conresa Tour. Meu pacote foi assim:

dia 01 - me pegar no aeroporto e levar até o hotel Casona Plaza Arequipa 

dia 02 - city tour, incluído o monasterio santa catalina

dia 03 - colca tour 2d/1n - hotel Casa Andina Colca  

dia 04 - continuação do colca tour e ida até puno - hotel Casona Plaza Puno  

dia 05 - tour titicaca, incluído o almoço

dia 06 - transfer até o terminal rodoviário, para eu pegar o ônibus turístico para cusco

Neste pacote estava incluído os hotéis (02 noites em arequipa, 02 em puno e 01 em colca), passeios com as respectivas entradas e  café da manhã. Tudo isso deu 385 dólares por pessoa. O tour ruta del sol, entre puno e cusco fiz pela turismer. Contratei tudo com antecedência porque não teria tempo para contratar lá e meu roteiro estava bem fechado, sem muitas folgas. Fui com minha esposa, e queríamos ficar em acomodações mais confortáveis.  Com certeza fica mais barato contratar lá. Arequipa é uma cidade mais barata que Cusco, e onde achei as melhores cotações para trocar dinheiro. Vc consegue um menu turístico (entrada + prato principal + bebida e sobremesa) por 15 soles. E mesmo se quiser ir as restaurantes melhores, os preços não são tão caros. Como um rodízio de comida creoula por 25 soles por pessoa. Não vejo necessidade de contratar com antecedência se vc tiver uma folga no cronograma. O city tour não é imperdível de se fazer com agência. A cidade é bonita e fácil de se locomover, segura e hospitaleira. Não fiz a pedreira silar. Não encaixava no cronograma. Cheguei em Arequipa no sábado e saí na segunda cedo para o passeio colca. Acho que se vc chegar lá e for ficar uns 2 ou 3 dias antes de sair para o passeio de colca, dá para contratar lá mesmo e combinar ir direto para Puno. 

Em relação a ir  a Cusco, recomendo o tour rota del sol (https://www.turismomer.com/rota-do-sol). Contratei neste link aí. Se não me engano, foi US$ 120 para dois, incluído a passagem de ônibus, almoço (muito bom) e visita a três atrações turísticas no caminho, mais uma parada numa feirinha de artesenatos. O ônibus é muito bom, a viagem demora por volta de 10 horas, chegando a Cusco por volta das 17.

Uma coisa em relação a Arequipa é que o aeroporto fica bem longo do centro, e todo o resto fica perto do centro histórico, razão pela qual se hospedar perto do centro é uma excelente opção. Minha experiência em 02 viagens ao Peru me disseram que contratar no local fica bem mais barato, Só não faça isso se tiver um cronograma fechado e precisa fazer aquele passeio naquele dia, ou não tiver tempo para contratar no local. Por exemplo, eu iria chegar a puno no dia 25 a noite e teria que sair para Cusco no dia 27 às 07 horas. E, no dia 26, faria o passeio de titicaca a partir das 07.00. Não teria tempo para comprar o passeio rota del sol lá nem poderia correr o risco de não ter mais vaga no ônibus para o dia 27, pois dia 29 eu iria sair no trekking para Machu Picchu às 04 da manhã, e precisa do dia 28 para descansar. Então fechei todos estes pela internet. Eu também iria fazer o passeio salkantay/humantay, que sai de Cusco, no dia 11 de julho. Pela internet o preço era de 220 dólares por pessoa. Como eu estaria em Cusco descansando no dia 28, deixei para contratar lá, e paguei 100 dólares por pessoa, para um passeio apenas para mim e minha esposa.

Se quiser trocar dinheiro, vá à rua Jerusalém, em Arequipa. Tem um monte de casas de câmbio e a cotação é melhor do que Cusco. Dólar é melhor do que real. Em junho a cotação dólar/soles estava 3,30 em arequipa, e consegui trocar o dinheiro por 3,30. A cotação do real era 0,96 soles por real. Em arequipa consegui 0,90, em Cusco apenas 0,82, portanto não troquei..

Se quiser comprar lembranças. também em Arequipa é bem mais barato, assim como refeições. O menu turístico, que em arequipa estava 15 soles, em cusco era 25.

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13 horas atrás, schitini disse:

Eu contratei os passeios por aqui por causa da logística. Fechei com uma agência chamada Conresa Tour. Meu pacote foi assim:

dia 01 - me pegar no aeroporto e levar até o hotel Casona Plaza Arequipa 

dia 02 - city tour, incluído o monasterio santa catalina

dia 03 - colca tour 2d/1n - hotel Casa Andina Colca  

dia 04 - continuação do colca tour e ida até puno - hotel Casona Plaza Puno  

dia 05 - tour titicaca, incluído o almoço

dia 06 - transfer até o terminal rodoviário, para eu pegar o ônibus turístico para cusco

Neste pacote estava incluído os hotéis (02 noites em arequipa, 02 em puno e 01 em colca), passeios com as respectivas entradas e  café da manhã. Tudo isso deu 385 dólares por pessoa. O tour ruta del sol, entre puno e cusco fiz pela turismer. Contratei tudo com antecedência porque não teria tempo para contratar lá e meu roteiro estava bem fechado, sem muitas folgas. Fui com minha esposa, e queríamos ficar em acomodações mais confortáveis.  Com certeza fica mais barato contratar lá. Arequipa é uma cidade mais barata que Cusco, e onde achei as melhores cotações para trocar dinheiro. Vc consegue um menu turístico (entrada + prato principal + bebida e sobremesa) por 15 soles. E mesmo se quiser ir as restaurantes melhores, os preços não são tão caros. Como um rodízio de comida creoula por 25 soles por pessoa. Não vejo necessidade de contratar com antecedência se vc tiver uma folga no cronograma. O city tour não é imperdível de se fazer com agência. A cidade é bonita e fácil de se locomover, segura e hospitaleira. Não fiz a pedreira silar. Não encaixava no cronograma. Cheguei em Arequipa no sábado e saí na segunda cedo para o passeio colca. Acho que se vc chegar lá e for ficar uns 2 ou 3 dias antes de sair para o passeio de colca, dá para contratar lá mesmo e combinar ir direto para Puno. 

Em relação a ir  a Cusco, recomendo o tour rota del sol (https://www.turismomer.com/rota-do-sol). Contratei neste link aí. Se não me engano, foi US$ 120 para dois, incluído a passagem de ônibus, almoço (muito bom) e visita a três atrações turísticas no caminho, mais uma parada numa feirinha de artesenatos. O ônibus é muito bom, a viagem demora por volta de 10 horas, chegando a Cusco por volta das 17.

Uma coisa em relação a Arequipa é que o aeroporto fica bem longo do centro, e todo o resto fica perto do centro histórico, razão pela qual se hospedar perto do centro é uma excelente opção. Minha experiência em 02 viagens ao Peru me disseram que contratar no local fica bem mais barato, Só não faça isso se tiver um cronograma fechado e precisa fazer aquele passeio naquele dia, ou não tiver tempo para contratar no local. Por exemplo, eu iria chegar a puno no dia 25 a noite e teria que sair para Cusco no dia 27 às 07 horas. E, no dia 26, faria o passeio de titicaca a partir das 07.00. Não teria tempo para comprar o passeio rota del sol lá nem poderia correr o risco de não ter mais vaga no ônibus para o dia 27, pois dia 29 eu iria sair no trekking para Machu Picchu às 04 da manhã, e precisa do dia 28 para descansar. Então fechei todos estes pela internet. Eu também iria fazer o passeio salkantay/humantay, que sai de Cusco, no dia 11 de julho. Pela internet o preço era de 220 dólares por pessoa. Como eu estaria em Cusco descansando no dia 28, deixei para contratar lá, e paguei 100 dólares por pessoa, para um passeio apenas para mim e minha esposa.

Se quiser trocar dinheiro, vá à rua Jerusalém, em Arequipa. Tem um monte de casas de câmbio e a cotação é melhor do que Cusco. Dólar é melhor do que real. Em junho a cotação dólar/soles estava 3,30 em arequipa, e consegui trocar o dinheiro por 3,30. A cotação do real era 0,96 soles por real. Em arequipa consegui 0,90, em Cusco apenas 0,82, portanto não troquei..

Se quiser comprar lembranças. também em Arequipa é bem mais barato, assim como refeições. O menu turístico, que em arequipa estava 15 soles, em cusco era 25.

Vlw pela, dica segundo meus planos chego em Arequipa pela Manhã mas acredito que estarei muito cansada pq estarei vindo de uma longa viagem de Huaraz...,porém, pelo que vc comentou acho que vai dar para sondar as agência para vale Del Colca e Puno, em relação ao bus turístico , a princípio até queria fazer com ele o trecho Puno-Cusco mas não vai dar por conta da logística , estou prevendo, pegar o último ônibus convencional de Puno para chegar de madrugada em Cusco descansar e já fazer os passeios a tarde... o tempo tbm tah mega apertado!

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@JOICE SANTOS Outra dica que descobrirá lá.Bus turistico nesse país paupérrimo é um onibus normal em pais mais adiantado,com algumas regalias.

Os comuns não tem nada,levam todos por serem baratos e aram em todos os lugares.

Se voce pensa em descansar em onibus convencional tenho minhas duvidas se vai conseguir,eu peguei um deles de Arequipa a Cuzco,para nunca mais pegar.

Como fui ao pais 2 vezes,2011 e 2015,quando voltei só queria Cruz del Sur ou Oltursa.hehehe

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    • Por Albatti
      Nossa viagem teve início em julho de 2019 e terminou 41 dias depois, em agosto de 2019.
      Viajamos, eu e minha esposa, de forma relativamente barata, ficando em hostels, airbnb e pequenos hotéis. A maior parte dos trajetos fizemos de ônibus, mas alguns trechos optamos por voos baratos, o que ajudou a cumprir o extenso roteiro que fizemos. Inclusive a ida de São Paulo a Jujuy compramos as passagens de ida e volta com milhas aéreas numa promoção da Gol com a aerolineas argentinas. O lado ruim do passeio foi que acabou "rápido". Apesar de ser nossas mais longas férias, por incrível que pareça ficou a sensação de que "passou rápido".
      Vou sintetizar o que fizemos de forma a dar uma ideia de cada local. Se alguém quiser alguma informação que possa ajudar no planejamento de viagem, é só entrar em contato.
      . São Paulo - Jujuy - o voo foi tranquilo e, inclusive, pudemos ver o eclipse parcial do sol. Fizemos escala em Buenos Aires, assistimos ao jogo entre Brasil e Argentina no porto Madero e, no dia seguinte logo cedo, partimos para Jujuy;
      . Jujuy - Quebrada de Humahuaca - chegamos no aeroporto e dividimos um taxi até o terminal de ônibus. De lá tomamos um ônibus pra Purmamarca, onde ficamos hospedados por duas noites no excelente La Valentina Hostal (R$ 125 o casal). Conhecemos o Cerro de los Siete Colores, caminhamos pelo paseo de los colorados, ficamos à toa no pequeno, belo e tranquilo vilarejo. Também fomos a cidade de Tilcara e as ruínas de Pucará de Tilcara (recomendo muito fazer o passeio com o guia local incluído no valor da entrada). Por fim, conhecemos Humahuaca e as Serranias del Hornocal. O NOA (Noroeste Argentino) tem paisagens maravilhosas e grandiosas. Aliás, o que não faltou nessa viagem foram grandes paisagens, daquelas onde o horizonte parece bem distante. Nossa intenção era conhecer Salta e Cafayate na volta, pois, em 38 dias nosso voo sairia da mesma Jujuy. No fim das contas, Salta e Cafayate ficaram para outra viagem, pois ficamos mais tempo em alguns lugares e voltamos a Jujuy no mesmo dia em que nosso voo retornaria ao Brasil.

      . Purmamarca - San Pedro de Atacama - tomamos o ônibus da empresa Andesmar as 03:40 hs da madrugada, na entrada de Purmamarca (atrasou meia hora, o que fez a gente pensar que seríamos deixados pra trás,,, mas não hehe, ainda bem). A viagem foi tranquila e cruzamos a fronteira com o Chile no Paso de Jama. O ônibus chegou antes e ficamos cerca de 1 hora esperando para fazer os trâmites de entrada. Mas foi bem tranquilo e logo estávamos descendo em direção a San Pedro. Esse trecho da viagem é fantástico. Chegamos as 11hs da manhã. Ficamos 4 noites nessa pequena cidade de adobe, num airbnb que não recomendo (La Estancia - R$ 150 o casal), pois era um pouco afastado do centro e faltou água quente. Na verdade, nos receberam na chegada e depois nunca mais apareceram (no último dia deixamos as chaves com um bilhete e fomos embora).

      . San Pedro de Atacama - já havia estado na cidade algumas vezes. Local bem legal, com aquele clima gostoso de aventura. Fizemos vários passeios maravilhosos: Laguna Cejar, Lagunas Altiplânicas, Salar de Atacama, Geisers del Tatio, Valle de la Luna, Tour astronômico, mas o que mais gostamos foi o passeio de bike pela Garganta del Diablo. Fizemos uma breve pesquisa e contratamos tudo lá mesmo,,, Alugamos duas bikes, compramos águas e empanadas e partimos em direção a Pukará de Quitor. Pagamos a entrada na estradinha que leva a garganta del diablo, ouvimos as explicações do que havia no local e fizemos a volta completa pela garganta até a igreja de San Isidro. Passeio gostoso e bem divertido. Depois voltamos pela estradinha até Pukara de Quitor. Subimos até o ponto mais alto com uma vista incrível do pôr do sol. O tour astronômico também foi sensacional. Valeu a pena. Uma dica é comprar empanadas, pois são gigantes e muito gostosas (e baratas). O melhor de San Pedro foi ter conhecido uma bonita família da Alemanha na gélida laguna Cejar,,, as amizades improváveis que surgem nessas viagens são um verdadeiro tesouro. 


       



      . San Pedro - Arica - Tacna - Lima - esse foi um dia lonnnngo, mas, ao mesmo tempo, tranquilo. Saímos as 22 horas de San Pedro e chegamos as 06:00 hs da manhã em Arica. Queríamos conhecer as cuevas de Anzota, mas o receio de demorar na imigração e perder o voo fez com que deixássemos pra outra vez. De lá, tomamos um taxi compartilhado de uma espécie de empresa que fica ao lado do terminal de ônibus e cruzamos a fronteira com o Peru (desde que tomamos o taxi em Arica, mais os trâmites de fronteira e a chegada na rodoviária de Tacna levamos cerca de 1 hora no total). Tinha uma baita fila na imigração, mas andou rápido. Era nossa terceira fronteira. Chegamos em Tacna, tomamos um café da manhã próximo ao terminal de ônibus, trocamos algum dinheiro e fomos pro aeroporto. Lá ficamos algumas horas esperando até a partida para Lima. O voo foi pela Viva Air Peru, custou 65 dólares por pessoa (com as bagagens incluídas). Pela distância enorme entre as duas cidades achamos o valor bastante bom. Saímos pontualmente as 14:45 hs e chegamos as 16:30hs no aeroporto de Lima. De lá fomos pro bairro Miraflores, onde havíamos reservado o airbnb da Diana. Vou comentar aqui porque foi o melhor airbnb da viagem: um quarto enorme, com banheiro, tv a cabo, wifi e etc. A localização é excelente (Calle Porta 264 en Miraflores - R$ 98 o casal) e a Diana gente finíssima. Muito amável e prestativa. Acabei deixando pra avaliar ela depois da viagem e descobri que não podia porque o airbnb dá o prazo de 15 dias pra avaliações. Daí resolvemos deixar a dica aqui, pra quem for a Lima.
      . Lima - foram 2 noites em Lima, adoramos o bairro de Miraflores. A cidade está sobre uma espécie de falésia, sendo que se vê a praia lá do alto. É uma região bem bonita com área pra caminhada, recreação e belos jardins, acompanhados da vista do mar, que fica uns 65 metros abaixo. Essa região é conhecida como Malecón. Fizemos diversas vezes a caminhada desde o shopping Larcomar até o farol e também nas imediações da Praça Kennedy. Em um dos dias acordamos cedo e saímos em direção ao centro histórico e catacumbas do convento de São Francisco, as quais recomendo como um passeio "diferente". A noite fomos até o Parque la Reserva (também conhecido como parque das águas - uma curiosidade é que choveu um pouco neste dia, coisa rara em Lima). Um passeio bem legal e que gostamos bastante. O parque é meio afastado e tomamos um taxi. Na volta tivemos que pechinchar porque os valores variavam muito e já era tarde. Queríamos muito conhecer o museu de arqueologia, mas estava em reforma por 2 anos. Desta forma, fomos ao Museu Larco. Pra quem curte arqueologia esse é um museu imperdível, pois além de estar em uma propriedade linda, o acervo é incrível. Vale a pena o passeio guiado, pois é barato e nos deu informações bem legais. O restaurante do museu também vale a pena (não é barato, mas também não é um valor abusivo). Além deste museu conhecemos o Museu de Arte de Lima, o sítio arqueológico de Huaca Pucllana e o bairro Barranco. Lima foi uma grata surpresa, em especial o museu Larco, a comida muito boa (lomo saltado, papa a la huacachina, frutos do mar, etc...), e a beleza do Malecón. Depois de dias muitos bons partimos em direção ao terminal de ônibus da empresa Oltursa, em direção a Huaraz.



      . Huaraz - a cidade mudou bastante desde a última vez (em 2003) que estive lá. Ficou um pouco mais feia e bem maior do que era. Chegamos e fomos pra um airbnb que havíamos reservado (El Alamo Amuk - R$ 55 o casal). O local era razoável, um quarto enorme com banheiro dentro, porém um pouco inferior as fotos que vimos. O problema foi que ficamos 2 (dos 4 dias) sem água, devido a manutenção da prefeitura naquela rua (baita azar,,,, não foi culpa do local, mas mesmo assim não foi nada agradável... ). Havia combinado os possíveis passeios uns meses antes com a agência Scheler (whatsapp +51 943 397 706 - site: http://www.schelerhuayhuashtrek.com/) e nos demos bem. O cara (o Scheler) foi totalmente solícito, gente finíssima (ajudou em tudo), e os passeios ocorreram de forma excelente. Nos arrependemos de não ter ficado na pousada dele. Fizemos os seguintes passeios: Llanganuco (imperdível,, no caminho conhecemos outras cidadezinhas da região, inclusive a histórica cidade de Yungay - soterrada em segundos, por uma avalanche em 1970 - tomamos sorvetes típicos, doces de leite tradicionais da região e queijos), Glaciar Pastoruri (chega-se a cerca de 5050 metros de altitude - cansativo mas gostamos bastante), Sítio Arqueológico Chavín (quem gosta de arqueologia esse é o lugar - na pirâmide principal é possível entrar nas galerias subterrâneas,,, um local incrível). Tínhamos a intenção de ir até a laguna 69 e laguna Parón, mas o tempo não ajudou e ficará para uma próxima viagem. Uma dica é conhecer o excelente museu arqueológico de Ancash e tomar um suco de limão com ervas na creperia do Patrick (na avenida principal). Na noite do último dia fomos ao terminal da empresa Linea Bus, onde viajamos para a cidade de Trujillo.

           



      . Trujillo - chegamos na cidade umas 06:30hs da manhã. Tomamos um taxi até o hotel Strenua Las Quintanas (R$ 81 o casal). Excelente local (banheiro, frigobar, microondas, cafeteira, tv a cabo, café da manhã excelente no quarto e muita simpatia). Não fica tão próximo ao centro mas fizemos a pé o trajeto numa boa. O próprio hotel ofereceu o tour que fizemos. Visitamos as Huacas Esmeralda e Arco Íris, depois fomos a cidade de barro de Chan Chan (centro da cultura Chimú). O tour nos levou para almoçar na praia em Huanchaco. Poderíamos comer em qualquer restaurante. Escolhemos um com vista. Provamos o famoso ceviche da região. Tivemos ainda tempo de dar uma voltinha pela praia e caminhar até o pier. Depois o passeio seguiu em direção a Huaca de la Luna (cultura moche,,,, local imperdível). A noite curtimos a belíssima praça central de Trujillo. Uma cidade com um centro histórico bem preservado e multicolorido. No dia seguinte tomamos um tour para conhecer o complexo El Brujo. Depois de cerca de 1 hora chegamos ao complexo. Visitamos o sítio arqueológico e depois o museu. Pela forma como foram encontrados seus restos mortais, a Dama de Cao foi alguém muito importante,,, provavelmente uma governante. A huaca (como eles chamam os templos) é impressionante. O interessante é observar que se pode ver dezenas dessas huacas pelas redondezas. Há centenas delas na região. Foram culturas muito organizadas e poderosas, que persistiram por séculos. A quantidade de objetos de arte, inclusive feitos de ouro, é muito grande. Uma curiosidade é que em quase todos os sítios arqueológicos da região é possível ver o Viringo (o cachorro sem pelos que era comum na época das antigas culturas da região). Após visitar o museu voltamos pra Trujillo, descansamos e tomamos um ônibus para Chiclayo (3:30 hs de viagem). Nos sentimos os "indianas jones" nessa viagem.






      . Chiclayo e Lambayeque - Chiclayo é uma cidade enorme,,, achamos Trujillo bem mais bonita. Nos alojamos no Hostal Satélite (55 reais o casal). É um alojamento bemmmm simples e fica numa avenida afastada do centro. A dona é muito simpática e o "coronel" (o cachorrinho super amável) deu as boas vindas. Mas o local é muito simples mesmo. Contratamos um tour que nos levou para Huaca Rajada, onde visitamos o sítio arqueológico (onde foi encontrada a tumba do Sr. de Sipán), bem como o pequeno mas interessante museu local. Foi um passeio que valeu a pena. Logo depois o tour seguiu para a vizinha Lambayeque. Primeiro paramos para um almoço e compra de um doce típico local (o alfajor King Kong,,,, não curtimos o doce não hehe). Fomos para o museu arqueológico Bruning e, logo depois, a cereja do bolo, o museu Tumbas Reales de Sipán. Sensacional !!! (pena que não permite fotos internas). Faltou conhecer o "estranho" parque Yortuque, um local com estátuas bem loucas,,, e a cidade praiana vizinha de Pimentel (precisaria ficar cerca de 3 dias para conhecer com calma o local). Uma dica pra comer são os cafés/restaurantes que ficam na praça da catedral de Santa Maria (praça chamada parque principal). Bom preço e comida excelente. A noite tomamos um mega super ultra confortável ônibus da empresa Movil em direção a cidade de Chachapoyas.




      . Chachapoyas - está aí uma região com muito a oferecer. Chegamos logo cedo na pequena e bela cidade,,, um ar de interior com um centro bem preservado e com casas em tom marrom e bege. Nossa hospedagem foi em um airbnb na Jirón Junin, n° 731 (R$ 89 reais o casal) . Gostamos do local, um quarto separado (com banheiro e tv) na casa da Sra. Ritha. Muito simpática e receptiva. Há poucas quadras do centro e de frente para uma pizzaria familiar muito boa. Ficamos 4 dias na região e contratamos alguns passeios na praça principal. Conhecemos os seguintes lugares:
       -> Kuélap - imperdível,,, partimos na van em direção ao povoado de Nuevo Tingo. Pra chegar na cidade murada dos Chachapoyas, a mais de 3.000 metros de altitude, tomamos um teleférico que por si só é uma atração (são 4 km percorridos em cerca de 20 minutos). A cidade é toda murada, possui apenas três entradas e tem construções circulares. Foi um passeio excelente, apenas o guia era meia boca,,, um cara muito ruinzinho (no passeio seguinte trocamos de agência e o outro guia foi muito bom). Neste local também fizemos amizade com um casal de viajantes da Austrália. No caminho para Kuélap estão as ruínas de Macro, as quais é possível acessar passando por uma espécie de gôndola com cabos de aço para cruzar o rio. Não conseguimos ir pela falta de tempo, mas pareceu interessante.




        -> Catarata Gocta - fizemos por conta própria. Tomamos uma van - transporte público - até um ponto na estrada onde há tuc-tucs. Um deles nos levou 5 km acima até Cocachimba, o vilarejo onde tem início a trilha para a parte baixa da catarata. Ficamos fãs dos tuc-tucs,,, são baratos e estão por todos os lados. Compramos as entradas e partimos pela trilha (6 km em cerca de 2:45hs). A trilha é tranquila, bem marcada e não necessita guia. É mais tranquilo (fisicamente) ir do que voltar . Chegamos na frente da catarata (na verdade são duas quedas somando 771 metros). É claro que entrei na água gelada,,,, nadei até o outro lado do laguinho e fiquei curtindo a paisagem por um tempo (não vimos ninguém mais se aventurar a nadar ali). Uma sensação incrível de leveza. É um passeio muito bonito e agradável. Na volta, quase no final da trilha, havia uma casinha onde o morador local vendia café (que ele mesmo cultivava), variedades de cachaça (produzidas por ele) e a bebida chamada "arapa" (ou algo assim,,, derivada do bagaço de cana e muito apreciada localmente por ser barata e ter algo de álcool). Pra adoçar eles usam a "panela", um adoçante que acho que é rapadura moída. Ainda almoçamos em Cocachimba e voltamos a Chachapoyas via tuc-tuc + van na estrada.



       -> Pueblo de los muertos - caminhamos até a rodoviária da cidade e tomamos uma van em direção a cidade de Lamud. Passamos por Luya e poucos quilômetros depois descemos na praça principal de Lamud (creio que 1:30hs de viagem). Perguntando aqui e ali nos indicaram um local próximo (1 quadra e meia descendo a praça). Trata-se um pequeno galpão com algumas múmias e artefatos arqueológicos repleto de botas de plástico (estilo galochas) e roupas para quem vai explorar a Caverna Quiocta. Uma moça nos recebeu e deu informações sobre o "pueblo de los muertos", disse que era domingo e que estava sem as chaves do sítio arqueológico. Pediu para esperarmos um pouco e se foi. Ficamos ali observando os folders colocados nas paredes e vimos que há muitos lugares para explorar a partir de Lamud. Havia opções para a Caverna Quiocta, para os Sarcófagos Karajia e para outros locais com sarcófagos menos conhecidos. Depois de um tempo ela nos cobrou dois tíquetes (um valor simbólico) e deu as chaves pra gente. Perguntamos como podíamos fazer para chegar lá. Ela ficou surpresa e perguntou se não estávamos de carro. Dissemos que não,,,,, daí ela indicou os tuc-tucs da esquina. Combinamos o preço com o motorista e ele nos levou. São cerca de 9 km até o início da trilha. Haja bunda,,,,  Começamos a descer até a encosta onde fica o local onde ficavam depositadas as urnas funerárias. A trilha é uma descidona boa,,, mas em uns 40 minutos estávamos no portão de entrada. Abrimos com as chaves que a moça nos deu e ficamos ali por cerca de 1 hora. No caminho é possível ver, bem ao longe, a catarata Gocta. O local é impressionante, com vistas alucinantes do penhasco e um tanto quanto perigoso quanto à quedas. Tem que ir com muito cuidado e não abusar. Ainda há alguns sarcófagos inacessíveis que se vê na encosta, mas as "casinhas" onde ficavam a maioria deles estavam vazias e semi destruídas. Com certeza caçadores de tesouros retiraram quase tudo dali. O fato de estarmos sós neste lugar foi algo diferente. Fechamos o portão com as chaves e retornamos pela trilha morro acima. O tuc-tuc estava lá esperando e nos levou de volta a Lamud. O local onde pagamos os tickets estava fechado, assim que (conforme combinado), deixamos as chaves na farmácia chamada "Botica Sanchez". Almoçamos e retornamos de van para Chachapoyas, felizes e cansados.
       






        -> Revash e Museu de Leymebamba - saímos num tour em direção a pequena vila de San Bartolo. Depois de umas 2 horas chegamos na pracinha de onde sai a tranquila caminhada (uma meia hora) até os mausoléus de Revash. Impressionante as casinhas pintadas de vermelho e branco. Muito bem conservadas. Na região há diversas delas, mas essas são as mais acessíveis. Dá pra chegar bem pertinho mesmo. Tiramos algumas fotos, curtimos a paisagem e retornamos à van. Logo em seguida seguimos para a cidadezinha de Leymebamba, onde almoçamos e fomos ao interessantíssimo museu (que fica meio afastado do povoado). Um museu muito bem organizado com um acervo único: mais de 200 múmias e objetos encontrados nas encostas da laguna de los condores (3 dias o passeio até o local - não fizemos), além de explicação da cultura Chachapoyas, maquetes, animais mumificados, instrumento feito de concha marinha chamado "pututu" (inclusive se pode soprar para escutar o som), etc. O bom é que se pode tirar fotos sem restrições. Logo após a rica visita guiada regressamos para Chachapoyas. Foi um grande dia !




      O potencial turístico da região é muito grande,,, não conhecemos vários lugares: cânion de Sonche, ruínas de Macro, sarcófagos de Karajía, caverna Quiocta, trekking gran Vilaya, etc). Além disso, cada ano se descobrem novos sítios arqueológicos. Há passeios mais "nervosos" como o trekking até a laguna de los condores (3 dias no total) e o "nervosíssimo" e absolutamente incrível Gran Pajatén. Recomendamos muito o norte do Peru, repleto de belezas naturais, sítios arqueológicos, museus, boa comida, etc. Os preços são mais baratos que a região de Cusco e há poucos turistas e muito o que ver. Como curiosidade, não encontramos brasileiros em Huaraz, Trujillo, Chiclayo e Chachapoyas. Também não deu pra conhecer a região de Cajamarca e as praias do norte do país... quem sabe um dia...
      Na madrugada, seguimos viagem numa van turística em direção ao aeroporto da cidade de Jaén, a 220 km (umas 4 horas), onde saiu nosso voo para Cusco (com escala em Lima).
      Pequeno aeroporto em Jaen:

      De dentro do Tuc-Tuc próximo ao aeroporto de Lima (demos uma voltinha até chegar a hora do voo para Cusco):
      . Cusco - chegamos mais uma vez na espetacular cidade de Cusco. Vendo as pedras que formam a base das construções não há como não tentar imaginar como era a cidade no auge do império Inca. Chegamos no aeroporto e já negociamos um taxi até o lúdico e pitoresco Hostal Royal Frankenstein (R$ 75 o casal), do alemão Ludwig, uma cara gente boa e muito bem humorado que dá todas as dicas que precisar. O hostal é simples, limpo e com excelente localização (em cada canto tem algo inusitado). Recomendamos ! Como em outras viagens já havíamos conhecido Machu Picchu, o Vale Sagrado dos Incas e uma boa parte de lugares da região, nos concentramos onde ainda não havíamos estado. Curtimos a cidade em si,,, caminhamos sem rumo pelas ruas, almoçamos um almoço bem fraquinho no mercado municipal, assistimos a uma apresentação de dança folclórica e deitamos no gramado em frente a Qoricancha (centro religioso Inca). No dia seguinte tomamos um tour para o sítio arqueológico de Moray (enormes círculos em terraços, com vários níveis, que devem ter servido de adaptação para cultivo de milho e batatas). Um local muito bonito! Fizemos paradas em alguns lugares onde há apresentações de como os antigos tingiam os tecidos para fazer roupas e de como era a produção de cerâmica; venda de chocolates com sal de Maras; e etc. Finalizamos o dia nas salinas de Maras,,, outro local bastante peculiar. Valeu a pena conhecer. No dia seguinte fizemos uma caminhada da plaza de armas em direção a Saqsaywaman. Visitamos o sítio arqueológico e fomos ao nosso objetivo principal: brincar no escorregador natural de pedra, chamado "suchuna" (garantimos que a descida é veloz ). Depois caminhamos até o sítio arqueológico de Qenqo e regressamos a pé até Cusco. Fomos dormir cedo porque, conforme havíamos combinado com a guia Suzana, as 3 hs da madrugada sairíamos em direção a Waqrapukara, uma joia da região.
      Hostal Royal Frankenstein - Cusco:

      A tinta na mão da moça vem de um bichinho que fica num cactus da região:









      . Waqrapukara ("waqra": chifres; "pukara": fortaleza) - esse é um daqueles lugares únicos,,, uma rocha gigante na beira do cânion do rio Apurímac, com duas saliências (como se fossem orelhas ou chifres), com um platô plano no alto. Acredita-se que o local foi construído pela cultura Kana e que era usado como local cerimonial, posteriormente foi dominado pelos Incas que agregaram construções ao local e agregaram a função de fortaleza ao local. É como se fosse uma pequena Machu Picchu. As 4 hs da manhã a Suzana apareceu com o motorista (um primo dela) e saímos em direção a rota que passa por Sangarará. Paramos para tomar café da manhã em um vilarejo a beira da estrada. Depois, cruzamos uma lagoa muito grande e teve início uma estradinha de terra bem estreita e cheia de curva pela encosta (uns 9 km), até que a única forma de seguir era a pé. O carro nos deixou ao lado de uma pequena lagoa de águas escuras onde havia uma casinha de um criador de ovelhas e alpacas. De lá subimos pela trilha na lateral direita da lagoa e logo tomamos uma parte mais plana e alta. A trilha é super bem marcada e tranquila, mas a falta de fôlego nos fez lembrar que estávamos a 4.500 metros de altitude. Depois de um tempo começamos a descer suavemente e, umas 2 hs depois, chegamos a Waqrapukara (cerca de 8 km de trilha). O céu estava muito azul,,, um dia maravilhoso. O local é impressionante, repleto de escadarias de pedra e construções. Não pagamos nada para entrar, apenas anotamos os nomes no livro do guarda parque. Ficamos um tempo por lá e a Suzana realizou uma espécie de agradecimento a Pacha Mama. Havia apenas alguns gatos pingados por lá. Pouquíssima gente. Depois de um tempo começamos a regressar. A volta é uma subida suave, mas que cobra seu preço. Levamos um pouco mais de 3 horas para chegar ao carro, com direito a várias paradas para beber água. Regressamos a Cusco cansados e muito felizes. Obs.: há outras rotas para conhecer Waqrapukara: pelo vilarejo de Huayqui (penso que essa deva ser a rota mais bonita, pois segue a encosta do cânion - também acredito que deva ser a mais fácil de se fazer por conta própria, pois há transporte de Cusco até Acomayo, e de lá até Huayqui), e por Santa Lucía.




      . Yauri/Espinar - saímos cedo do hostal Frankenstein e um taxi nos deixou num terminal de ônibus na rua Huayruru Pata (terminal Sicuani - empresa Coliseo), de onde saem coletivos para Sicuani. Depois de uns 140 km e 2 horas e pouco de viagem, fomos deixados na garagem da empresa (Av. Cesar Alvarez). Perguntamos e, próximo dali, saíam os ônibus para Yauri. Mais 70 km e quase 2 horinhas e chegamos na cidade (que é bem grandinha). Tomamos nosso tradicional tuc-tuc e descemos na praça principal, onde lemos que haviam vários pequenos hotéis. Ficamos no excelente e frio Real Apart Hotel (R$ 60 reais o casal). Foi uma positiva surpresa, por isso recomendamos. Na manhã seguinte um tuc-tuc nos deixou onde saíam os ônibus para os Três Cañones de Suykutambo. É preciso chegar antes das 8 hs, pois só há um único ônibus no dia, saindo cedo e regressando de tardezinha. Quase não conseguimos um lugar. Em pouco tempo havia muita gente do campo (com muitas crianças pequenas) e ônibus saiu mega lotado, com gente em cima uns dos outros (literalmente). Depois de uns 30 km descemos numa parada que fica bem no encontro dos três cânions. O motorista advertiu para não perdermos o horário da volta, que seria as 15:30hs. Descrevo o local como surpreendente, com sítios arqueológicos da cultura Cana e paisagens absurdamente belas. Cruzamos o rio Apurímac (um rio maravilhoso) e pegamos uma trilha até o alto de um dos paredões. A subida é boa (vale lembrar toda a região está acima dos 4.000 metros,,, ufaaa!). Tiramos umas fotos e apreciamos a vista. Depois retornamos por um caminho que tem inicio próximo da parada do ônibus e que nos levou até um sítio arqueológico chamado T'aqrachullo (ou Maria Fortaleza). O local é turístico e tem indicações. Subimos até o alto de outro paredão onde a vista dos três canions é fantástica (essas subidas são de cerca de 100 metros de desnível). Lá no alto tem muitas ruínas do sítio arqueológico, com construções circulares (típicas da cultura Cana). Descemos pelo mesmo caminho e seguimos as indicações até outras ruínas fantásticas (de onde já se pode observar a presença da arquitetura Inca). Depois retornamos a estrada e fomos caminhando (7 km) até as ruínas de Mauk'allaqta. Cruzamos novamente o rio por uma ponte de metal antiga e pegamos a trilha até o sítio arqueológico. Este era ainda mais incrível que os demais, com dezenas e dezenas de construções circulares, inclusive uma "chulpa" (urna funerária) com a cúpula de pedra. Ficamos um tempo aí e voltamos a estrada para esperar o ônibus que nos levaria de volta a Yauri. Por sorte, um casal muito gente boa (de Arequipa) estava passando de caminhonete e ofereceu carona. Era um casal que havíamos visto no início do dia próximo aos três cânions. Voltamos e nos deixaram na praça onde ficava nosso hotel. Quando descemos do carro vimos que eles também estavam hospedados no mesmo local. Coincidência boa. Depois jantamos juntos num restaurante típico local e acabamos por fazer amizade com eles. No dia seguinte pegamos o ônibus de volta a Sicuani e, de lá, uma van até Puno, onde dormimos uma noite e depois seguimos viagem até La Paz, via desaguadero. Não deu tempo de conhecer K'anamarka e outras atrações da região (termas, vilarejos e etc). São necessários pelo menos 2 dias livres (sem contar a chegada e a saída) para conhecer bem o local.










      . La Paz - chegamos em La Paz pela manhã, a viagem e a passagem pela fronteira foram tranquilas pra gente, porém não podemos deixar de registrar que algumas pessoas levavam chocolates (comprados em Cusco) e (absurdamente a nosso ver) ficaram retidos. Bem,,, da rodoviária seguimos a pé em direção ao Loki Boutique La Paz (R$ 112 o quarto de casal - um pouco acima do que vínhamos pagando em hospedagem até então). O quarto e o banheiro são excelentes. O único probleminha é que, durante a noite, ouvíamos ratos dentro das paredes do antigo casarão (mais especificamente numa das tomadas do quarto). Gravei e mostrei para a administração do hostal, mas não tinham outro quarto,,, assim que ficamos ali mesmo. Muito estranho dormir com os ratos fazendo ruídos a noite toda. Já estivemos muitas vezes em La Paz, uma cidade única,,, ainda mais agora, com o sistema de teleféricos cruzando a cidade de cima a baixo. É uma mescla de caos urbano com um ar de aventura. Muitos mochileiros de todo o mundo cruzando as ruas agitadas e, ao fundo, a paisagem maravilhosa do nevado Illimani. Nosso objetivo inicial era descansar na cidade e fazer alguma trekking/montanhismo. Desistimos do Sajama pelo alto custo que implicaria e acabamos não indo desta vez ao Parque Condoriri, onde pretendíamos conseguir algum transporte até a trilha que leva ao Pico Áustria (um mirante maravilhoso). Acabou que aproveitamos pra curtir a cidade em si e descansar uns dias. Andamos muito a pé e de teleférico. Visitamos: Calle Jaén (artesanatos), Mirador Killi Killi, Parque Urbano Central, Mirador Laikakota (o escorregador de cimento liso vale muito a pena), Zona Sul da cidade, inclusive fomos ao Valle de la Luna. Na volta paramos em outro escorregador (altíssimo) de cimento. Ficamos ali brincando por um tempo até retornar ao centro da cidade de teleférico. Um lugar bem legal é o café chamado Kuchen Stube (rua Rosendo Gutierrez - próximo a praça Eduardo Avaroa). Nos dias em que ficamos em La Paz houve desfiles por toda a cidade. Foi muito legal ver o pessoal ensaiando nas praças à noite e desfilando nos dias seguintes. Teve até uma espécie de desfile de carnaval (um megaevento da cidade). Fomos convidados pelo Juan, pela Miroslávia e por seu filho Nils (amigos de longa data e donos da agência de turismo http://hikingbolivia.com/ - aproveito para indicar a agência pela competência e honestidade deles) para um jantar e depois para participar de uma cerimônia tradicional local para pedir um ano bom a Pacha Mama. A cerimônia foi bastante diferente de tudo que havia participado. Um momento interessantíssimo da viagem e expressão da cultura local. Na noite seguinte viajaríamos de ônibus até Cochabamba, entretanto, conseguimos um voo pela BOA (https://www.boa.bo/) por incríveis 99 reais. Partimos logo cedo para Cochabamba.









      . Torotoro - chegando no aeroporto de Cochabamba tomamos um taxi até a Av. República, onde saem as vans para Torotoro. Esperamos uns 40 minutos até lotar e saímos. Foram 137 km em cerca de 3:40hs (35 bolivianos por pessoa - uns 19 reais). Estão construindo uma rodovia nova entre Sucre e Cochabamba, mas quando fomos a estrada estava bem judiada. Antes de chegar, há vários zigue zags na estrada. Torotoro é mais uma pequena vila que uma cidade,,, tem muitos hostals, duas pizzarias e poucos restaurantes. Está a 2.700 metros de altitude. Ficamos no Hostal Torotoro (R$ 75 o casal), onde há uma entrada imitando caverna e quartos razoáveis, entretanto é bem mal administrado por duas adolescentes. Para ter água quente era necessário pedir e esperar. A pequena vila é base para passeios incríveis. Tem uma pracinha e vários edifícios com réplicas de dinossauros. Para fazer os passeios é necessário contratar um guia da cooperativa de moradores da região. Pessoas super bem treinadas e educadas. Gostamos muito da organização. O primeiro a fazer é passar no escritório de registro do Parque Nacional Tororo. A entrada custa 100 bolivianos (uns 60 reais) e vale por 4 dias. Cada tour tem um custo adicional e pode ser dividido em até 6 pessoas. Chegamos no local onde saem os guias e já montamos um grupo com 6 pessoas para conhecer o El Verguel + Cânion de Torotoro. O valor foi cerca de 160 bolivianos, que dividimos em 6. Fizemos o trajeto a pé mesmo, pois achamos mais interessante (cerca de 10 km ida e volta, contando a entrada no cânion). O guia era muito gente boa. Logo na saída da cidade há uma encosta com incríveis pegadas de dinossauros de vários tipos. Depois seguimos por uma estradinha de pedras até chegar a uma trilha que segue por uma espécie de leito seco de um rio. Neste caminho há formações rochosas bem legais e pegadas de vários períodos (Triássico, Jurássico e Cretácio) de 4 famílias de dinossauros (Anquilossáurios - quadrúpedes herbívoros; Terópodos - carnívoros; Ornitópodos - herbívoros de quatro patas que também caminham em duas; Saurópodos - os de pescoços longos). Algumas são do tamanho de uma pessoa. Chegamos num mirante de metal, de onde se vê o cânion de cima. Um lugar único! Depois de um tempo ali iniciamos a descida até o rio Verguel,,, cerca de 850 degraus de pedra. Seguimos por dentro do cânion até chegar num laguinho de água bem fria. Do outro lado uma cachoeira que o guia jurava que era de água morna. Fomos os únicos que arriscamos ir. E não é que o guia não mentiu. Uma água cristalina e morninha. O duro foi voltar pela água gelada do laguinho hehe. Regressamos lentamente, subindo os degraus e fazendo a trilha de volta até a cidade. Um dia espetacular!  Na manhã seguinte formamos um grupo com dois casais de espanhóis e o mesmo guia do dia anterior. Pagamos cerca de 600 bolivianos (100 para cada pessoa) e saímos num carro em direção a Ciudad de Itas + Caverna Umajalanta. O primeiro destino foi a Ciudad de Itas (uns 20 km de Torotoro e 1.000 metros mais alto). É uma trilha bem tranquila, passando por formações rochosas que lembram vários animais. Há inúmeras grutas e passagens entre as rochas, formadas pela erosão das chuvas. Algumas formam galerias enormes. Uma curiosidade é que foram encontrados artefatos da cultura Guarani na região ("Ita" = pedra em Guarani). Disseram que é o local mais alto (cerca de 3.700 metros) com registro dos Guaranis. Também passamos por pinturas rupestres. Foram cerca de 4 km (ida e volta). A próxima parada foi o almoço num local com uma vista sensacional. O almoço (pago a parte do passeio) foi excelente. Seguimos para o local onde fica a caverna de Umajalanta. O carro nos deixou a 1 km da boca da caverna e seguimos por uma trilha bem gostosa de se fazer e com pegadas de dinossauros pelo caminho. Antes de entrar há uma parada para colocar os capacetes com lanternas e deixar as mochilas. A caverna é magnífica e um tanto quanto "aventureira". Descemos diversas vezes em cordas com nós,,, cruzamos passagens muito estreitas e nos arrastamos entre o teto e o chão. No final há um laguinho com peixinhos sem olhos (típicos de cavernas). Outro dia incrível para não esquecer...      Regressamos a Torotoro e saímos pra comer uma pizza. Uma dica: Torotoro está entre Cochabamba e Sucre e há possibilidade de "transfer" de Torotoro para Sucre. São 6 horas de viagem de carro e só não usamos porque já havíamos comprado as passagens aéreas. Os espanhóis conseguiram fechar um carro e partiram até Sucre. No dia seguinte nós tivemos que regressar, numa épica e muito empoeirada viagem de van, a Cochabamba, pois de lá tomamos um desses voos econômicos para Sucre. Por conta de um tiozinho (muito sem noção) que atrasou a van em quase 1 hora, chegamos no aeroporto cerca de 20 minutos antes da saída do voo. Foi um desespero, pois despachamos as bagagens e embarcamos de forma imediata, mas deu tudo certo.




















      Torotoro vista no voo Cochabamba a Sucre:

      . Sucre - chegamos ao aeroporto e achamos tudo muito organizado. Pegamos uma van até o centro de Sucre por um valor muito bom (se fôssemos de táxi sairia umas 8 vezes mais). Caminhamos até o hostal La Casa Verde (R$ 150 reais o casal - foi a hospedagem mais cara de toda a viagem), bem localizado (poucas quadras da praça central) e com um excelente café da manhã. A cidade foi uma grata surpresa. O centro histórico é muito bonito, todo em estilo colonial e muito bem preservado, com muitas opções de restaurantes, cafés e lojas de chocolate e artesanato. Na praça, em frente a Catedral Metropolitana de Sucre, pegamos o ônibus do "Parque Cretácico" (horários: 9:30, 11:00, 12:00, 14:00 y 15:00 hs - de terça a domingo), uns 5 km de distância (15 minutinhos). A área pertence a fábrica de cimento "Fancesa" e, além do parque (que é interessantíssimo, muito educativo, com réplicas de dinossauros, museu e muita informação), também tem o sítio paleontológico chamado "Cal Orcko", um dos mais importantes já descobertos. Trata-se de um paredão (cerca de 110 metros de altura x 1500 metros de comprimento, inclinado em 73º), em camadas, onde estão expostas 5055 pegadas individuais de dinossauros de, pelo menos, 8 espécies. Há 462 trilhas de caminhada contínuas. Dá pra ver o paredão desde o parque (uns 300 metros de distância), mas fizemos o tour guiado (ocorre apenas das 12 as 13hs - horário de almoço da empresa de cimento), caminhando ao longo da parede. Foi sensacional ficar ali ao lado das pegadas,,, vale muito a pena!
      Planejamos conhecer Maragua, um local creca de 25 km de Sucre, com trekkings, pegadas de dinos (uma das maiores pegadas de carnívoros do mundo pode ser vista aí) e pinturas rupestres, mas pela falta de tempo deixamos para uma outra oportunidade.
      De noite, tomamos um ônibus da empresa "6 de octubre" na rodoviária de Sucre em direção à Villazón (cidade na fronteira Bolívia/Argentina), uns 420 Km de distância. Estávamos um pouquinho preocupados porque, na noite do dia seguinte, tínhamos um voo de Jujuy para Buenos Aires, e depois para o Brasil. Tinha muito chão ainda até chegar em Jujuy.









      . Villazón/La Quiaca - Jujuy - Brasil - depois de uma longa, porém tranquila viagem (cerca de 9 horas), chegamos na gélida rodoviária de Villazón (3.450 metros de altitude e -8ºC de temperatura). De lá tomamos um taxi até a fronteira (2,6 km dali) onde havia uma pequena fila,,, mas andou rápido. Ninguém revistou nada! Pegamos as mochilas e fomos caminhando 1km até a rodoviária de La Quiaca (já na Argentina). Esperamos um pouco até que achamos um ônibus para Jujuy (260 km em cerca de 5 horas). Acabou que deu tudo certo, pois tínhamos toda a tarde em Jujuy até a hora de nosso voo as 21:40hs. Deixamos as malas no novo terminal de ônibus de Jujuy e fomos até o centro pro tempo passar. Aproveitamos para almoçar, tomar um café num shopping, caminhar um pouco pelas ruas próximas e o principal: comprar algumas garrafas de vinho no supermercado! Voltamos para o terminal e esperamos passar um ônibus que nos deixaria no aeroporto.
      O mais engraçado é que, depois de fazer o check-in do voo, ouvi nossos nomes sendo anunciados no aeroporto. Fomos até o balcão da empresa e, para nossa grata surpresa, o voo estava lotado e nos mudaram para a 1ª classe. Hahaha,,, tá certo que era um avião pequeno e a 1ª classe não era algo assim fantástico, mas minhas pernas agradeceram o espaço cômodo até Buenos Aires. De lá pegamos o ônibus da empresa Tienda León (que faz o transfer gratuito de quem compra passagens da aerolineas argentinas) e fomos do aeroparque até o aeroporto de Ezeiza. Tomamos mais um chá de cadeira (umas 4 horas) e embarcamos as 06:40hs da manhã pro Brasil.


      Foi uma viagem épica , que na verdade foram muitas viagens em uma. Focamos em lugares menos conhecidos como Waqrapukara, Suykutambo, Parque Torotoro, Chachapoyas e o norte do Peru. Mas também vivenciamos grandes cidades como Cusco, Lima, La Paz, Huaraz, Trujillo, Chiclayo, Puno, Sucre e Jujuy. E ainda as pequenas e únicas Purmamarca, Tilcara, San Pedro de Atacama, Huanchaco, Lamud, Leymebamba, Yauri e Torotoro. Visitamos museus, sítios arqueológicos dos mais variados, desertos, cidades de antigas civilizações, montanhas, geleiras, mar e neve, águas termais, geisers, lagos de cor turquesa e cachoeiras,,, andamos de avião, ônibus, bicicleta, teleférico, carro, tuc-tuc,,, caminhamos trocentos quilômetros (ainda vamos fazer esta conta) entre cidades e trekkings em lugares maravilhosos e repletos de história e aventura,,, fomos do mar até 5.050 metros,,, comemos comidas típicas e deliciosas (viva o Peru),,, dormimos cinco noites dentro de ônibus, uma num aeroporto, muitas em pequenos e simples hotéis e até mesmo uma num hospital. Conhecemos muitas pessoas legais de muitas nacionalidades (chilenos, bolivianos, peruanos, argentinos, brasileiros, espanhóis, ingleses, alemães, australianos, e muitos outros),,, sendo que algumas boas amizades tiveram início. Celebramos a amizade com Juan, Miroslávia e Nils, participamos da cerimônia da Pacha Mama em La Paz e em Waqrapukara e desfrutamos da hospitalidade do maluco do Ludwig em Cusco. Por fim, brincamos muito, como deve ser, deslizamos em escorregadores de Saqsaywaman e em La Paz, nos perdemos de bicicleta na Garganta del Diablo, nadamos em lagoas geladas e, principalmente, compartilhamos um com o outro, juntos, pequenos e grandes momentos que ficarão eternizados em nossos corações. Infindáveis pequenos fragmentos de coisas boas,,, de cumplicidade,,, de entender um ao outro. O maior tesouro da viagem foi estar na melhor companhia.
    • Por stephcoliveira
      Olá,
      já vi vários posts, inclusive alguns daqui porém mais antigos e ainda tenho algumas dúvidas sobre que moeda(s) levar para o mochilão. Alguns dizem para trocar por dólares (que não está lá muito barato), outros dizem que trocar câmbio 2x faria com que perdesse muito dinheiro e totalmente desvantagem.. Alguém pode me ajudar?
    • Por Matheus Buono
      Oi gente, tudo bem? Eu me chamo Matheus e faço umas trilhas de vez em quando, pretendo fazer minha primeira viagem/mochilão, e resolvi conhecer boa parte do Peru, ao invés de dividir entre Bolívia, Chile e Peru.
      Gostaria da opinião de vocês, o que pode ser alterado e o que não pode, o que posso adicionar, ou simplesmente o que acham kkk 😁 Aceito dicas do levar daqui também!
      Lembrando que EU SEI que isso não vai sair perfeito na hora H e que coisas podem mudar... E Ayacucho eu quase não acho na internet, vi que quase ninguém passa por lá, mas vi uma moça postando no face e me apaixonei e achei uma bela parada de Cusco para Huacachina.
      ROTEIRO PERU
      Dia 1 -->São Paulo/Cusco
      • Se aclimatar
      • Comprar chip de celular
      • Comprar Boleto Turístico
      Dia 2 --> Cusco
      • Plaza de Armas
      • Sítios Arqueológicos (circuito I)
      Dia 3 -->  Cusco
      • Centro histórico e Valle Sur (Circuito II)
      Dia 4 --> Cusco
      • Vale Sagrado ( Circuito III)
      Dia 5 ---> Águas Calientes
      •Van até hidrelétrica e depois trilha
      Dia 6 ---> Machu Picchu ❤️
      • Tentar Voltar direto pra Cusco
      Dia 7 --> Cusco
      •Laguna Humantay
      Dia 8 --> Cusco
      • Andar atoa e descansar
      Dia 9 --> Cusco
      • Montanhas Coloridas ❤️
      ** Tentar ir pra Arequipa
      Dia 10 e 11 --> Arequipa
      • Conhecer Cidade
      • Vale Del Colca
      (TALVEZ FICAR MAIS UM DIA)
      Dia 12 --> Cusco
      • Ir para Ayacucho
      Dia 13 --> Ayacucho
      • Piscinas de Milpu ❤️
      (TALVEZ FICAR MAIS UM DIA)
      ** Tenta Ir para Huacachina
      Dia 14 --> Huacachina
      • Passeio de buggy
      • Andar nas dunas
      ** Tentar ir pra Lima
      Dia 15 --> Lima
      • Museu Larco
      • Andar atoa ( sei la )
      Dia 16 --> Lima
      • Tour gratuito
      Dia 17 --> Huaraz
      • Ver hostel e marcar os passeios
      - Talvez já fazer passeio
      Dia 18 --> Huaraz
      • Laguna Paron
      Dia 19 --> Huaraz
      • Glaciar Pastouri
      Dia 20 --> Huaraz
      • Laguna Llanganuco e Yungai
      Dia 21 --> Huaraz
      • Laguna 69 ❤️
      Dias 22, 23 e 24 (FICA DE SOBRA PRA ENCAIXAR OU FAZER ALGO FORA DO PLANO)
      Dia 25 - Lima
      • Voltar pra São Paulo
      ** Lugares que faltaram: Chachapoyas, Trujillo, Paracas, *Canyon Huatuscalle* (Ayacucho), Puno...
      E ai o que acharam?? 😊
      Aceito dicas do levar daqui também!
      MUITO OBRIGADO DESDE JÁ, UM BEIJO E UM ABRAÇO VOCÊS SÃO INSPIRAÇÃO ❤️❤️
    • Por Albatti
      No final de julho de 2019 estivemos em Yauri/Espinar e conhecemos os tres cañones de Suykutambo. Descrevo o local como surpreendente, com sítios arqueológicos da cultura Cana e paisagens absurdamente belas. Tomamos um ônibus em Cusco e descemos na cidade de Sicuani. Depois pegamos outro ônibus para Yauri/Espinar. Descemos no centro da cidade e pegamos um transporte (um tuc tuc) até a praça principal, que fica no final de um calçadão só para pedestres. Nos hospedamos num hotel legal a um preço bem barato. No dia seguinte saímos bem cedo, de ônibus, em direção ao canion. Descemos numa parada que fica justo no encontro dos três canions. Cruzamos o rio Apurimac (um rio maravilhoso) e pegamos uma trilha até o alto de um dos paredões. Tiramos umas fotos e apreciamos a vista. Depois retornamos por uma trilha que se inicia próximo da parada do ônibus. Uma trilha que leva até um sítio arqueológico chamado T'aqrachullo (ou Maria Fortaleza). O local é turístico e tem uma trilha bem marcada e com indicações. Subimos até o alto de outro paredão onde a vista dos três canions é fantástica. Lá no alto tem muitas ruínas do sítio arqueológico, com construções circulares (típicas da cultura Cana). Descemos pelo mesmo caminho e seguimos a trilha até outras ruínas fantásticas. Depois retornamos a estrada e fomos caminhando até as ruínas de Mauk'allaqta. Cruzamos novamente o rio por uma ponte de metal antiga e pegamos a trilha até o sítio arqueológico. Este era ainda mais incrível que os demais, com dezenas e dezenas de construções circulares, inclusive uma "chulpa" (urna funerária) com a cúpula de pedra. Ficamos um tempo aí e voltamos a estrada para esperar o ônibus (que era o único do dia, e o mesmo da ida) que nos levaria de volta a Yauri. Por sorte, um casal muito gente boa estava passando de caminhonete e ofereceu carona. Era um casal que havíamos visto no início do dia próximo aos três canions. Voltamos e nos deixaram na praça onde ficava nosso hotel. Quando descemos do carro vimos que eles também estavam hospedados no mesmo hotel. Coincidência boa. Depois jantamos juntos num restaurante típico local e acabamos por fazer amizade com eles. No dia seguinte pegamos o ônibus de volta a Sicuani e, de lá, uma van até Puno, de onde seguimos viagem. Não deu tempo de conhecer K'anamarka e outras atrações da região (termas, vilarejos e etc). Acredito que são necessários 2 dias livres (sem contar a chegada e a saída) para conhecer bem o local. Se eu puder ajudar em algo, é só escrever.

       
       
       








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