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Olá viajante!

Bora viajar?

Vão falar mal de você

Postado
  • Colaboradores
  • Este é um post popular.

Vão falar mal de você se escolher viajar sozinhx.

Vão falar mal de você se escolher viajar acompanhadx. 

Vão falar mal de você se escolher viajar sem dinheiro. 
Vão falar mal de você se escolher viajar com economias ou outras fontes de renda.
Vão falar mal de você se escolher viver viajando sem endereço fixo. 
Vão falar mal de você se escolher viajar por curtos períodos de tempo e voltar para casa. 
Vão falar mal de você se for com uma mochila ou bicicleta baratinhos. 
Vão falar mal de você se for com os melhores equipamentos. 
Vão falar mal de você se escolher viajar postando tudo em redes sociais. 
Vão falar mal de você se escolher viajar sem celular.
Vão falar mal de você se escolher viajar e for independente financeiramente de tudo e de todos.
Vão falar mal de você se morar com seus pais e puder escolher viajar com a ajuda e o apoio deles. 
Vão falar mal de você se escolher explorar o mundo para além do batente da porta. 
Vão falar mal de você se escolher viajar apenas lendo os relatos alheios. 
 
O fato é: o tempo passa, as gerações mudam e VÃO FALAR MAL DE VOCÊ. 
Então, o que você tem a perder em escolher fazer as coisas do SEU jeito? 
Talvez você possa perder tudo. 
Talvez descubra que nunca precisou do que temia perder.
Talvez descubra que ganhou muito mais do que jamais será capaz de relatar. 
 
Só dá pra descobrir com coragem. A coragem de escolher ser você através dos seus próprios passos, da sua própria caminhada.
E pode dar muito errado. E pode dar muito certo. Tudo vai depender da sua capacidade de aceitar a impermanência, e do seu desapego em cima das suas própria ideias e crenças do que é "dar muito certo e dar muito errado". 
 
Já disse em um relato e volto a repetir: se você escolher ficar paradx dentro do seu quarto ou cair no mundo com uma barraquinha sem rumo, você vai precisar ter as mesmas necessidades básicas atendidas: vai precisar se alimentar, se banhar e dormir minimamente em segurança. Como cada um vai conseguir suprir essas necessidades é a magia do caminho. Porém, reforço: o mundo não nos deve absolutamente NADA. Autossuficiência para as necessidades mínimas é algo louvável para a entidade humana encarnada. Ponto. Não importa onde esse ser humano esteja e nem o que esteja fazendo. 
Mas não vamos confundir autossuficiência com a ilusão de que só vamos "mendigar" viajando se formos com nenhum ou pouco dinheiro. Ninguém, absolutamente NINGUÉM, faz nada sozinhx. Ainda que você  viaje com os bolsos cheios de dinheiro, você vai precisar dos outros. A diferença é que, se você conseguir o que precisa pagando vai se caracterizar o comércio. Se conseguir sem precisar pagar, laços são criados: de amizade e fraternidade, de comunhão, de irmandade...
E lembro que a maior mendicância que todxs praticamos é a emocional. 
 
O Olinto sabiamente já nos disse que uma viagem é feita de lugares E pessoas ( https://youtu.be/5qwW3qI-kXk pra você que não conhece o Olinto ). 
Uma das grandes sacadas - se não a maior de todas - de viajar é aprender a se relacionar consigo e com o outro. E, para isso, nossa conta bancária é irrelevante perto do conteúdo do nosso coração e das palavras que saem da nossa boca.
 
Vão falar mal de você. E eu sinto muito por isso. 
Mas sinto mais ainda por quem escolhe falar mal ou criticar as escolhas alheias... 
 
O que te motiva a ir? O que te motiva a ficar? Quem determinou os seus limites em vigor? Está fugindo? Está buscando?
 
Que possamos ir além das coisas que já nos machucaram para que não nos tornemos essa dor para os outros. Quando eu critico a escolha do outro, estou mostrando onde me machucaram...
*******
 
Faz 6 anos que escolhi ser viajera-nômade-voluntária e, no auge dos meus 32 anos, esse é meu último relato para o fórum. Desde aquele final de 2014 quando comecei na arte de ser micróbio ( https://youtu.be/E2xYfyEANMw pra você que não sabe o que é ser um micróbio na sociedade), tantos foram os lugares e maneiras de viajar que me permiti experienciar... Sozinha, acompanhada, sem dinheiro, de carona e só com doações, com trocas (mangueando artesanato), contribuição voluntária, bicicleta com venda de artesanatos, de ônibus, em navio cruzeiro... Até que cheguei no voluntariado através de obras de caridade de instituições religiosas das mais variadas vertentes. E me encontrei. Sou grata àquela menina que saiu com um pedaço de papelão e uma mochila pedindo carona na BR, sem nem ao menos ter documentos. Ela permitiu que essa mulher que escreve hoje encontrasse sua maneira de servir no mundo. Sou grata a menina que não conseguia aceitar que a vida só se tratava de pegar filas, pagar boletos e vestir calças. Sou grata por ela ter duvidado do mundo que o Datena vende. Sou grata.
 
E que essas palavras possam te incentivar a ser você mesmo. Independente das coisas que já leu, ouviu, aprendeu. Sempre terão novas coisas para ler, ouvir e aprender. Do SEU jeito. 
Dedico este post a cada pessoa que teve a coragem de ir e, mais que isso, teve a coragem de se expor e dividir como foi.
Obrigada, mochileiros.com
 
"Perguntas-me como me tornei louco.  Aconteceu assim:

Um dia, muito tempo antes de muitos deuses terem nascido, despertei de um sono profundo e notei que todas as minhas máscaras tinham sido roubadas  – as sete máscaras que eu havia confeccionado e usado  em sete vidas – e corri sem máscara pelas ruas cheias  de   gente,   gritando:   “Ladrões,   ladrões,   malditos  ladrões!”

Homens e mulheres riram de mim e alguns correram para casa, com medo de mim.

E, quando cheguei à praça do mercado, um garoto trepado no telhado de uma casa gritou: “É um louco!” Olhei para cima, para vê-lo. O sol beijou pela primeira vez minha face nua.

Pela primeira vez, o sol beijava minha face nua, e minha alma inflamou-se de amor pelo sol, e não desejei mais minhas máscaras. E, como num transe, gritei: “Benditos, benditos os ladrões que roubaram minhas máscaras!”

Assim me tornei louco.

E encontrei tanto liberdade como segurança em minha loucura: a liberdade da solidão e a segurança de não ser compreendido, pois aquele que nos compreende escraviza alguma coisa em nós." 

in O Louco, por Gibran Khalil Gibran.

 
 

Featured Replies

Postado
  • Membros

E o relato de como está sendo sua trip, especialmente neste período de pandemia que estamos sofrendo?

Tem blog, vlog?

  • Silnei featured e pinned this tópico
Postado
  • Membros

Oi Viviane, tudo bem? Muito obrigado por compartilhar a mensagem. Você disse a mais pura verdade. Felizmente, a cada vez mais ligo menos para a opinião alheia e isso me fez imensamente mais feliz. Compartilhe mais sua experiência com a gente, se puder.

Abraços,

Gustavo Woltmann

Postado
  • Membros

Vc sempre com belos relatos e coisas interessantes para dizer.

Mas fiquei curiosa, pq será o seu ultimo relato? Vai se estabelecer em algum lugar? Se a pergunta for invasiva não precisa responder 😅.

Desejo o melhor para vc nessa nova jornada.

Postado
  • Membros

Eu amo sua escrita, se você escrevesse um livro eu seria o primeiro a comprar!!!  hahaha

Postado
  • Autor
  • Colaboradores
  • Este é um post popular.
9 horas atrás, Nani84 disse:

Vc sempre com belos relatos e coisas interessantes para dizer.

Mas fiquei curiosa, pq será o seu ultimo relato? Vai se estabelecer em algum lugar? Se a pergunta for invasiva não precisa responder 😅.

Desejo o melhor para vc nessa nova jornada.

Grata pelas sempre gentis palavras, irmã! 

Conheci o mochileiros.com em 2008 e levei 7 anos espiando o fórum (ah, o esplendor do auge dos fóruns... mochileiros, usinavirtual, internet discada e torrent corrompido ♥️ risos), degustando os mais diversos relatos até chegar a minha hora de ter coragem de abrir mão de tudo que achava que jamais poderia viver sem (documentos, emprego, faculdade, relacionamentos, casa alugada, meus gatos, etc) e ir, com a cara, a coragem e um papelão com meu primeiro destino escrito rumo ao desconhecido. Até a barraca era emprestada! 

Acontece que Coragem é um redemoinho de bem aventurança e, ao cair nele, não tem mais volta. Acabei no portal das inefabilidades! Agora pense na magnitude das situações vividas para eu ir atrás de uma palavra que traduzisse as coisas que não podem ser colocadas em palavras... 🤣

Considero que a trilogia "Sobre a Coragem", "Sobre as mentiras e perrengues" e "Sobre como se manter na prática" são uma obra prima do meu esforço pessoal em tentar transformar anos de experiências diversas em palavras palatáveis aos mais diversos públicos. De maneira honesta e verdadeira, com a propriedade e o frescor de quem viveu cada palavra, pude devolver ao fórum um tanto do quanto havia recebido. Jamais farei melhor! 

E já pude testemunhar pessoas que leram meus relatos, que me enviaram outrora comentários ou mensagem pessoais dizendo que gostariam de ter essa coragem e que hoje deixam aqui os seus próprios relatos pessoais das aventuras vividas. Missão cumprida. 😊  

Além disso, o redemoinho da Coragem me levou para a minha autorrealização no serviço voluntário em instituições de caridade religiosas. Enquanto sociedade conseguimos capitalizar até o voluntariado, mas pessoalmente não é onde me encaixo. Ainda assim considero louvável sites onde se paga para ser voluntário. Como aprendi em um dos voluntariados que fiz, Francisco Cândido Xavier já nos disse para que façamos o bem, ainda que por um motivo egoísta. Afinal, se formos esperar que o bem seja feito sem interesses egóicos nessa terra, vish.... 

Nesse voluntariado também aprendi que a verdadeira caridade não deixa que a mão direita saiba o que a esquerda faz. No caso contrário, é vaidade. E é por isso que não tenho mais nada a acrescentar publicamente ao fórum além do que já disse. Além disso, Especial de Natal do Porta dos Fundos já nos lembrou que Amor não dá engajamento nessa terra... 😄 

Pessoalmente, continuo olhando para o mapa do Brasil e apontando para algum lugar. Indo com a mochila nas costas e encontrando onde posso ser útil, onde posso servir. O que não falta é lugar para se ajudar, garanto. Mas parei com as caronas e com a bicicleta. A idade chega para todxs! E depois que se degusta da introspecção do silêncio, falar fica difícil. Mas ainda moro em barraca, durmo em isolante térmico e saco de dormir. Ter trabalhado 14h/dia sem folga por meses em navio cruzeiro proporcionou adquirir alguns luxos, pelo menos. 

Em resumo, fiquei louca! Hahahah loucura Divina! 

Mas também tem uma outra coisa. Cada vez que ouço alguém dizer "queria ser igual a você", desejo profundamente que a pessoa possa desejar querer ser ela mesma... 

Espero que possa ter te respondido e ajudado na curiosidade. Já o mistério do como/onde/pourquoi deixo para cada um... 

Que sejamos felizes.

Que possamos viver livres do medo.

Que a existência possa compassivamente atender a todas as nossas necessidades.

 

  • 3 meses depois...

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