Ir para conteúdo
View in the app

A better way to browse. Learn more.

Mochileiros.com

A full-screen app on your home screen with push notifications, badges and more.

To install this app on iOS and iPadOS
  1. Tap the Share icon in Safari
  2. Scroll the menu and tap Add to Home Screen.
  3. Tap Add in the top-right corner.
To install this app on Android
  1. Tap the 3-dot menu (⋮) in the top-right corner of the browser.
  2. Tap Add to Home screen or Install app.
  3. Confirm by tapping Install.

Olá viajante!

Bora viajar?

Salta e arredores, sem carro (mais ou menos...)

Postado
  • Membros
  • Este é um post popular.

Fala galera mochileira! Mais um relato saindo, dessa vez no Noroeste Argentino, províncias de Salta e Jujuy em maio/23.

Todos os relatos que eu li sobre essa região eram de pessoas que viajavam de carro ou moto e rodavam tudo por lá. E eu, como bom viajante solitário, ia fazer os passeios com agência já que pra mim sozinho não valeria a pena alugar um carro. Bem, foi um pouco das duas coisas no final das contas, mais pra frente vocês vão entender…

Meu interesse pela região veio por algumas fotos de montanhas coloridas e paisagens deslumbrantes margeadas pela Cordilheira dos Andes. Eu já devo ter falado umas 752 vezes nos meus relatos anteriores que eu AMO os Andes...Então, aproveitando também que a Argentina tá barata, partiu!


Sobre dinheiro, a situação cambial na Argentina anda bem confusa, tem o câmbio oficial, tem o blue, tem o câmbio pra quem usa cartão que é mais próximo do blue, enfim... no momento da minha viagem 1 real comprava 60 pesos em Salta e 85 pesos na Calle Florida em Buenos Aires. Já o dólar comprava 470 pesos em Buenos Aires, em Salta não me lembro. Levei poucos reais e concentrei meus gastos no cartão de débito da Nomad (Mastercard) que no momento da compra utiliza o dólar oficial que tava em torno de 225 pesos mas uns 3 ou 4 dias depois entra um reembolso da diferença pro dólar tarjeta que tá em torno de 410 pesos. Deu tudo certinho, meus reembolsos já caíram e com o dólar a 5 reais, sai 82 pesos por real, bem perto do negociado na calle Florida e um valor que em Salta não seria possível conseguir. E ainda não precisa andar com aquele paçoco surreal de dinheiro, já que a maior nota hoje na Argentina é de 1000 pesos e ela não compra quase nada, no máximo 2 tortillas. Vi muita gente usando Western Union, mas vi essa turma perdendo muito tempo em filas, as vezes o dinheiro acaba e a pessoa não consegue retirar naquele momento, enfim, é um rolê meio embaçado...Não arrependo de ter concentrado meus gastos no cartão. No aeroporto de Salta não tem casa de cambio nem nada, só uns caixas eletrônicos. Quando desembarquei, saquei uns pesos no aeroporto só pra ter um pouquinho de grana. Sacar é a pior das opções pois tinha uma taxa do banco de 1374 pesos e para o saque a cotação é a do dólar oficial, não reembolsa o valor do dólar tarjeta como acontece quando você faz compras no débito. Mas daí pra frente não saquei mais nada. Conheci muita gente nessa viagem e nas mesas de bar e almoço, quando todo mundo ia pagar em dinheiro, eu pegava o dinheiro pra mim e pagava no cartão. As vantagens do dinheiro vivo é o poder de negociação e os descontos que eles dão pra pagamento em dinheiro. Além de ser com ele que se pagam essas coisinhas bobas como uma tortilla do vendedor de rua. Os valores que eu vou relatar vão ser mais pra ter uma noção dos meus gastos, pois num país onde a inflação no último ano chegou a 100%, os valores muito em breve já não serão mais esses. Pra ter noção em real, é só dividir o que eu colocar em peso por 80. Explicado (mais ou menos 😅) essa confusão do câmbio argentino, vamos ao relato!

Eu tinha comprado só os voos, Guarulhos-Salta pela Aerolineas, Salta-Buenos Aires pela Jetsmart no dia 8 de maio e Buenos Aires-RJ dia 11 de maio. O resto, tava mais ou menos em mente, mas em aberto.

 

Sábado, 29 de abril de 2023

Cheguei em Salta no voo semanal da Aerolineas, Guarulhos-Salta direto, que só tem aos sábados. Voo de 3h naqueles aviões Embraer de 2 poltronas de cada lado, iguais os da Azul, esses ônibus voadores… Desembarquei pouco antes das 14h, imigração tranquila só pro nosso voo, aliás parece que são poucos voos internacionais que chegam direto em Salta. Minha decepção ficou pela inexistência de carimbo no passaporte. Já até ouvi falar que esses carimbos devem entrar em extinção em breve, uma pena pra nós, colecionadores de carimbos...Pediram meu e-mail e pouco depois recebi um arquivo PDF da Migraciones com um comprovante eletrônico de ingresso no país. Acho que é esse o futuro que nos espera. Adeus carimbos, foi bom enquanto durou…

IMG_20230429_132816857_HDR.thumb.jpg.3df24f8d33eaa484d823a8f7a01db733.jpg

O aeroporto de Salta é pequeno, como disse acima não tem casa de câmbio, apenas 2 caixas eletrônicos onde fiz um saque só pra ter um dinheirinho pra pagar o busão. Como cheguei cedo, no meio da tarde, optei por ir pro centro de busão. O ônibus não vai no aeroporto, ele passa lá na frente na avenida, uma caminhadinha rápida de uns 8 minutos andando devagar. Deve dar uns 700 metros só. Chegando no ponto, tinha uma mocinha lá e eu pedi pra ela pagar pra mim, pois em Salta se usa o cartão SAETA, que não vende no aeroporto. A passagem é só 65 pesos mas dei 100 pra mocinha com prazer, isso é pouco mais de 1 real!! A linha que passa lá pro centro é a 8A e levou uns 40 minutos. Desci na Av. San Martin (sim, toda cidade argentina tem uma!) e andei só 2 quadras até o hostel que ia ficar, o Ferienhaus, com diária de 3000 pesos.

Só deixei minhas coisas no quarto e já tratei de ir resolver os passeios. Procurei algumas agências que eu já tinha pesquisado (Parada Norte, Milenials, Artay, Uquía) e os preços variavam entre 8 e 10 mil pesos. Fechei na mais barata porque já suspeitava que no fim das contas as agências não completam sozinhas as suas vans e juntam a galera com outras agências e foi exatamente isso que aconteceu pois fechei com a Milenials e no outro dia a van que me buscou foi da Parada Norte. Fechei o passeio para Cachí no domingo e para Cafayate na segunda, por 8 mil pesos cada, um preço que considero bom, cerca de 100 reais cada um e são passeios que rodam pelo menos 300km ida e volta.

Já com os passeios resolvidos, parei num bar chamado Barrett, no calçadão da Calle Caseros, bem ao lado da Plaza 9 de Julho, e pedi uma cerveja artesanal e umas empanadas pra comemorar o início de mais um mochilão. Paguei em dólares $3,66 (1490 pesos). Passei no supermercado pra comprar uns biscoitos e lanchinhos e na hora de pagar com cartão me pediram documento. Observei que toda compra com cartão em supermercados eles pediam documento. Conta do mercado $3,10 (1258 pesos). Voltei no hostel pra enfim tomar um banho, socializar com a galera, mas na hora não tinha ninguém por lá, então saí pra reconhecer o terreno. Não sabia, mas essa seria minha única noite sozinho em Salta...

Perambulei pela praça, tinha uma banda de música apresentando, segui pela Calle Balcarce, famosa pelas suas tradicionais peñas, resolvi entrar na Panaderia del Chuña onde ia começar um show. A entrada é 1500 pesos, pedi uma cerveja e umas humitas (que é tipo uma pamonha) e curti um pouco das apresentações que lembram um pouquinho as danças gaúchas. Depois começa a apresentação de um trio e é bastante animado. Curti. Minha conta ficou em 3700 pesos, que não deu nem 50 reais, um padrão de lugar que se fosse aqui no Brasil teria sido uns 200 conto fácil, fácil. Saí de lá pouco depois de meia-noite porque tinha passeio cedo no dia seguinte e ainda nem tinha descansado da viagem, mas...o clima de mochilão é esse mesmo.

 

  • Respostas 36
  • Visualizações 13.7k
  • Criado
  • Última resposta

Usuários Mais Ativos no Tópico

Most Popular Posts

  • Sexta, 05 de maio de 2023 Sem madrugar dessa vez, tomamos o café do hostel, bem simplesinho também, o diferencial ficava com o dono do hostel que ia tocar flauta andina pro pessoal do café da man

  • Domingo, 30 de abril de 2023 A van pra Cachí começa a pegar a turma em suas hospedagens a partir de 7h. O hostel já deixa o café no jeito uns 15 minutos antes porque a maioria das pessoas que fic

  • Quinta, 04 de maio de 2023 Eu não punha muita fé, mas fato é que 5h da manhã os despertadores começaram a tocar. Lee e Gabriel logo levantaram e eu pensei: não é que é sério 😂 As meninas no outro

Posted Images

Featured Replies

Postado
  • Autor
  • Membros
  • Este é um post popular.

Domingo, 30 de abril de 2023

A van pra Cachí começa a pegar a turma em suas hospedagens a partir de 7h. O hostel já deixa o café no jeito uns 15 minutos antes porque a maioria das pessoas que fica lá vai fazer os passeios pela região. Até finalmente juntar a galera e sair da cidade já são 8h.

O caminho até Cachí é de enlouquecer qualquer amante de geografia (e os que odeiam geografia também:grin:) pois são pelo menos 4 câmbios de paisagem. Começamos passando por plantações de tabaco, depois a atravessamos a floresta de Yungas, começamos a subir a Cuesta del Obispo e chegamos no alto da Piedra del Molino (3457m) e em seguida passamos a uma paisagem mais seca com o Parque Nacional Los Cardones e seus... cardones!, que são uma espécie de cacto típica da região, que crescem em altitude, aproximadamente 1 cm por ano, indicando que são bastante antigos e cuja diferença pra outros cactos é que disseram que seu interior é mais esponjoso.

Cuesta del Obispo

IMG_20230430_110035032_HDR.thumb.jpg.23107db226a22122fcbec62ee18819fe.jpg

IMG_20230430_110218688.thumb.jpg.7a627db4225341cbe3a912b07236a011.jpg

Tem pontos como a Recta del Tin-Tin, onde a gente atualiza a definição de “segue reto toda vida” e um mirador pra ver o nevado de Cachí. Pouco antes de chegar em Cachí, perto de Payogasta, nessa época do ano é quando estão colocando as pimentas pra secar (uma região forte em produção de pimentas) e fica muito bonito aqueles campos de pimenta secando, aquele vermelho forte contrastando com o verde seco ao redor em vários pontos.

IMG_20230430_113952668.thumb.jpg.e8ca95594e7169d2a7d130cfca51a1c7.jpg

Depois de seguir reto toda vida, estou ao lado de um jovem cardón de...sei lá...800 anos...

IMG_20230430_120121934_HDR.thumb.jpg.1452a0c264b7ee909a9a0cf7dce510d4.jpg

IMG_20230430_122002939_HDR.thumb.jpg.43b8490e22b94341fda935a1c319e42d.jpg

IMG_20230430_125453509_HDR.thumb.jpg.79dcc615d79b157478c35fab78ee03b9.jpg

Em Cachí mesmo não há muito o que ver, apenas a praça com uma igreja e um museu. O legal do passeio é mesmo a estrada. Paramos pra almoçar no Restaurante El Aujero de Cachí. Almoçamos todos da van na mesma mesa, eram quase todos argentinos, exceto eu, outra brasileira que estava viajando com uma amiga argentina e uma alemã. Na hora de pagar, como todos estavam pagando com dinheiro, eu peguei a grana e paguei no meu cartão pra não ter que sacar depois ::otemo::

Uma voltinha rápida na praça de Cachí e 15h começamos a voltar, dessa vez só a parada técnica pra baños no meio do caminho mas igualmente disfrutando a mesma vista maravilhosa que tivemos na ida. A guia Bethy também era muito boa, ia explicando coisas sobre o caminho, sobre a história de Salta, sobre a bandeira, os motivos da empanada salteña ser tão pequena, sobre a rotação de culturas de milho e outros com o tabaco pra descansar a terra, a expansão das tabacaleras, do que viviam as pessoas nos pequenos povoados, enfim, uma aula.

IMG_20230430_143821543_HDR.thumb.jpg.fa6b975cc318b9b3b9d2ab583f95e495.jpg

IMG_20230430_155736597.thumb.jpg.12c3275e2df4c809dcea7a53d1eff3e6.jpg

Chegamos de volta em Salta 19h. Entrei no quarto do hostel e encontrei um casal conversando em espanhol. Mas não eram um casal, nem sua língua nativa era o espanhol. Conheci então o Gabriel, italiano de Milão e a Eva, alemã de Stuttgart, que tinham acabado de chegar, estavam combinando de sair pra comer e já me chamaram pra ir junto. A história dessa viagem ganharia lindos capítulos a partir desse momento. Fomos numa lanchonete numa das esquinas da Plaza 9 de Julio chamada Rustiko e pedimos uma hamburguesa. Fui o último a terminar de comer e isso pra frente ia virar meme 😂 Conversamos sobre os planos de viagem e eles já tinham fechado o passeio pra Cachí no dia seguinte. Como eu tinha acabado de voltar, falei sobre minhas impressões e conversamos outras amenidades normais de quem acaba de se conhecer. Voltamos pro hostel e fomos descansar pra mais um passeio cedo no dia seguinte, eles pra Cachí e eu pra Cafayate.

Postado
  • Membros

top mano, acompanhando , vou fazer esse role ano q   vem, no mes de maio, porem de carro subindo ate machu picchu

Postado
  • Membros

@RezzendeA Panaderia de Chuño continua com show bom?Sempre eu viajava as 6 feiras para passar lá, mas tem 15 anos! Boas fotos de Los Cardones.O tour nunca parou comigo. 

Postado
  • Autor
  • Membros
  • Este é um post popular.

Segunda, 01 de maio de 2023

Novamente levantando cedo pra fazer os passeios. Descemos pro café que já fica no jeito pouco antes das 7h. Eva e Gabriel foram pra agência pegar o passeio de Cachí e eu fiquei esperando me buscarem pra Cafayate conforme já estava combinado. Ao contrário de ontem, dessa vez não tinha uma guia a parte, o próprio motorista é que ia falando as coisas pelo caminho. Mas novamente um passeio predominantemente com argentinos, que eram a maioria na van. Exceto eles, apenas eu, um coreano e duas francesas. A saída de Salta é pelo mesmo caminho de Cachí até a cidade de El Carril, onde as estradas se separam. Seguimos pela Ruta 68, mais uma das tantas estradas cênicas dessa região. Quando saímos de Salta o tempo estava fechado, chuviscando, mas o motorista/guia disse que provavelmente teria sol em Cafayate pois pluviosidade anual de Salta é de 1300mm e de Cafayate apenas 250mm, ou seja, uma região bem mais árida e ensolarada. E assim foi, nos aproximando de Cafayate o sol apareceu.

IMG_20230501_104335968_HDR.thumb.jpg.13df2615cbfd464c86718db98587899d.jpg

IMG_20230501_104230185_HDR.thumb.jpg.b8ecea65b3090235cfb3c09a0a2efe64.jpg

IMG_20230501_103843144_HDR.thumb.jpg.da5c97d6c80dae938ca560b2bb7df924.jpg

Passamos primeiro pela Quebrada de las Conchas e a Garganta del Diablo. Passamos reto pelo Anfiteatro, onde pararíamos na volta e paramos no Mirante Tres Cruces. Seguimos até a entrada de Cafayate onde paramos na Bodega Vasija Secreta, uma vinícola dessa região que é famosa pela produção de vinhos de altura. Fizemos um tour rápido e uma degustação de vinho branco e tinto. Terminamos na Praça de Cafayate onde tem muitos restaurantes pra você escolher o que quiser, uma cerveja artesanal local chamada Me Echó la Burra e mais coisas pra ver. Cafayate é bem mais interessante que Cachí, urbanisticamente falando. Provei o doce de cayote que é um parente da abóbora mas que o sabor me lembrou doce de mamão verde ou cidra.

IMG_20230501_113850777_HDR.thumb.jpg.8cfccc2876f7035348b319c6df0657f5.jpg

IMG_20230501_113608818_HDR.thumb.jpg.8a54ef5bddaaf43abe359aeb9da823b6.jpgIMG_20230501_111811323_HDR.thumb.jpg.56de0532b0470e75484867468d045e7c.jpg

Por volta de 15h começamos a voltar, paramos pra fotos próximo de La Yesera e no Anfiteatro. Assim como no dia anterior, o passeio chega de volta em Salta por volta de 19h.

IMG_20230501_152437179.thumb.jpg.83498cb08df43265152dd022d78fbb84.jpg

IMG_20230501_153936463_HDR.thumb.jpg.c3420352526548b174b09a9bef046e13.jpg

IMG_20230501_160429830_HDR.thumb.jpg.01178931867a0a6d74af9fa8cf655d39.jpg

Fui pro hostel, poucos minutos depois Eva e Gabriel chegaram do passeio de Cachí e trocamos figurinhas de como tinham sido os nossos passeios. Eles gostaram tanto das fotos de Cafayate que resolveram fazer o tour no dia seguinte. Estávamos sempre conversando em espanhol e num momento em que eu comentei sobre os chinelos havaianas do Gabriel, uma moça que até então estava quieta na cama dela perguntou: Vc é brasileiro? Pronto, mais uma integrante pra turma. Conhecemos a Karol, paraibana, e já tratamos de convidar ela pra ir jantar. Fomos no restaurante Doña Salta. Pedi um matambre muito bom. Novamente fui o último a terminar de comer :D Dois dias seguidos de passeio saindo 7h da manhã e voltando 7h da noite dá uma cansada. Hostel e cama 😴

Postado
  • Autor
  • Membros
  • Este é um post popular.

Terça, 02 de maio de 2023

Depois de 2 dias fazendo os passeios que ocupam o dia inteiro, precisava de um dia mais light. Poder curtir o café da manhã do hostel mais tranquilo, já que nos outros dias tinha sido na correria. O café do hostel é incluído na diária mas é bem simples, café, leite, pão, geléias e doce de leite. Mas só pelo doce de leite já valia muito! E de manhã eu dou muito mais valor a um café com leite quente pra dar aquela acordada, então pude demorar mais no café, tomar umas 3 xícaras, ficar de boa sem pensar que alguma agência pode chamar a qualquer momento me procurando.

A Karol já tava indo embora de Salta, ia pegar um ônibus pra Humahuaca às 10:30. Como eu tava com o dia tranquilo e também pra ir conhecendo a cidade, já que até agora tinha andado pouco por Salta, fui com ela até o terminal. Antes ela precisava sacar dinheiro na Western Union e acompanhei ela. Tinha uma fila lá, quando chegou a vez dela a atendente disse que precisava de xerox do passaporte. Fomos atrás de um xerox e quando voltamos ela pegou a fila de novo e quando chegou sua vez disseram que o dinheiro tinha acabado! Lembrando que era o primeiro dia útil depois de um feriadão...Como ela ainda tinha uns trocados, disse que ia tentar retirar em Humahuaca e fomos pro terminal. Ela já tinha passagem comprada e eu tinha intenção de ir no dia seguinte então perguntei no guichê da empresa, Balut, os preços e horários. Tem saída de Salta 05:30, 10:30, 15:30 e outro mais à noite que esqueci. Custa 3550 pesos, mas lembre-se da inflação na Argentina, então isso não vai durar muito ::tchann:: O ônibus vai até La Quiaca passando por Tilcara, Humahuaca e outras cidades então costuma ir cheio e a atendente do guichê me orientou a comprar com antecedência. Não comprei pois queria ver o que a Eva e o Gabriel iam resolver mais tarde quando voltassem do passeio de Cafayate. Me despedi da Karol, trocamos contato, nos despedimos pois não sabíamos se íamos nos ver de novo...não sabíamos…..

Agora sozinho, fui bater perna. Ali atrás, perto do terminal, tem um cemitério bem no estilão Recoleta, mas de graça, pois agora já se paga pra entrar na Recoleta, que em 2017 quando fui pela primeira vez não cobrava. Dei uma olhada mas não é muito meu estilo de turismo…

Do outro lado do terminal tem uma praça bem bacana com chafariz, um parque, feira de artesanato e de livros, o Museu de Ciências Naturais (que não entrei) e a entrada pro teleférico do Cerro San Bernardo que custa 2200 pesos. Subi no teleférico porque eu não posso ver um morro que quero subir::lol3::Tem opção de ir a pé também, ou comprar só a subida e descer a pé por 1600 pesos, mas como não tem tanta diferença assim de preço, comprei ida e volta. O tempo tava nublado mas a visibilidade tava boa. Lá em cima tem o mirante, o letreiro, uma lanchonete...As pessoas não ficavam muito tempo lá, eu fiquei 1 hora contemplando a paisagem, pensando na vida, essas coisas.

IMG_20230502_102722953_HDR.thumb.jpg.8e7a994ad60d21901ff9956838ba6797.jpg

IMG_20230502_105113588_HDR.thumb.jpg.eaf4d674f323b9953b59af4fad01cc12.jpg

IMG_20230502_112405961_HDR.thumb.jpg.2b7a512f0e39c1e5e841e0462e36bc6a.jpg

Desci e passei na feira de livros pra ver se achava a revistinha do Condorito, que é chileno, mas talvez encontrasse ali, pois minha amiga tinha me encomendado pra trazer pro marido dela que gosta muito. Achei as revistinhas numa banca e quando cheguei no hostel com elas na mão, o recepcionista viu e me disse que lia muito quando era criança e achava que nem existia mais. Eu não conhecia, mas gostei e descobri que tá ficando difícil encontrar, tanto que depois comprei pra mim também.

Fui almoçar de graça. Sim, de graça! Antes de viajar descobri um programa do governo chamado Tesoros Argentinos que te dá pontos por uma plataforma chamada Bigbox e você pode trocar esses pontos por várias coisas como comidas, passeios, spa, sorvetes, etc. Eu mandei um comprovante da minha passagem uns dias antes de viajar e depois eles me mandaram um e-mail com uma senha pra cadastro e já com os pontos disponíveis. Troquei por uma pizza e 2 cervejas no restaurante Viracocha. Foi top!!

Depois fui conhecer o Museo de Arqueología de Alta Montaña, o mais famoso de Salta, que custa 1200 pesos pra estrangeiros. Conta a história dos povos incas na região e o ponto alto é onde estão expostas as múmias de Llullaillaco, que foram oferecidas em um sacrifício inca, o menino, a menina e a moça. Porém elas não ficam expostas juntas, apenas uma por vez. A cada 5 meses, mais ou menos, eles trocam e colocam outro. No dia que eu fui era o menino que estava exposto. Com 1 hora dá pra fazer a visita tranquilo.

Depois fui no Museu Güemes, que conta a história do General Güemes, tipo um libertador da região, algo semelhante ao que Tiradentes está pra Minas, Güemes está pra Salta (proporções menores, lógico). A entrada era 1000 pesos, a visita é interativa com vídeos e dura uns 50 minutos.

IMG_20230502_154034623_HDR.thumb.jpg.fdce54d3d6db95b2fda09e56c12e7ed4.jpg

IMG_20230502_173314714_HDR.thumb.jpg.74dfd0d60ceb498894d01054ba5a5b45.jpg

Já era quase 18h, voltei pro hostel, tomei um banho, deitei um pouco, foi bom demais tirar esse dia mais light. Pouco depois de 19h Eva e Gabriel chegaram do passeio de Cafayate, disseram que foi muito legal e que o grupo era muito animado. Fiquei meio deprê porque minha turma ontem tava meio pra baixo :roll: Gabriel disse que recebeu msg de uma amiga mochileira que conheceu em Mendoza (ele tinha vindo de lá) e ela tava chegando no hostel com um outro cara que ela tinha conhecido por lá também. Ela veio pro nosso quarto e então conheci a Julia, alemã de Munique. O outro cara foi pra um outro quarto. Saímos pra ir comer algo, como sempre Gabriel pesquisava no Google um lugar bom bonito e barato e a gente ia pra lá. Fomos no restaurante Ciudad Güemes, por influência do italiano comecei a trocar a cerveja pelo Aperol :razz:, não lembro mais bem o que pedi pra comer ali, sei que fui o último a acabar e já era alvo de zoação por isso 😅

A partir desse momento que a Julia se juntou a nós, o idioma da conversa mudou pro inglês, pois a Julia não fala espanhol. E eu tenho maior preguiça de falar inglês, meu inglês é muito básico, mas eu sei que preciso praticar. Então combinei com Eva e Gabriel que quando eu estivesse interagindo, respondendo, dentro do assunto, ok. Agora, se eu ficasse mais calado ou com um sorriso amarelo é porque eu tinha me perdido no assunto ou bugado no inglês, aí era pra eles me falarem em espanhol o que q tava acontecendo ::mmm: e assim foi nos dias pra frente. Papo vai, papo vem, começamos a cogitar a ideia de alugar um carro pra conhecer Jujuy. As ideias ainda estavam meio soltas na cabeça da gente mas combinamos de conhecer o outro cara no café do hostel e definir os próximos passos no dia seguinte.

 

Quarta, 03 de maio de 2023

No café da manhã conheci o Lee, inglês de Manchester, que tinha vindo de Mendoza com a Julia, e os planos de alugar um carro tomavam mais forma. Sozinho eu nem pensava na ideia, mas agora já éramos 5! Eles tinham disponibilidade até sábado. Eu pensava em ficar em Jujuy até domingo pois queria ir em Iruya também. Mas diante dos rumos que o rolê tava tomando, tava ótimo. Fomos rodar algumas agências e o problema de resolver as coisas na última hora é que nem todas tinham carro disponível pro mesmo dia. Encontramos um Fiat Cronos disponível para as 13h na Noa Rent a Car. O preço da diária era 17mil pesos. Tava dentro da média que tínhamos visto nas outras, entre 15000 e 18000. Alugamos por 3 dias e deu 51000 pesos, que dividido por 5 dava 10200 pra cada (125 reais para os 3 dias!) Só pra ter ideia, 10000 pesos é o preço de apenas um passeio saindo de Salta pra Purmamarca por exemplo. Cadastramos nossas habilitações das mais diferentes nacionalidades, deixamos um caução de 100000 pesos no cartão de crédito que seria estornado quando devolvêssemos o carro e já estávamos motorizados!!! Era 11h da manhã e o carro estaria disponível às 13h. Julia e Lee foram fazer não me lembro o quê, acho que pegar roupa numa lavanderia. Eva e Gabriel precisavam passar na Western Union e fui com eles, mas...adivinhem?! O dinheiro tinha acabado :shock: Ainda bem que eles não precisavam com urgência e pelo visto nem dá pra contar com o dinheiro da WU como plano A… Daí fomos pro Café Martinez comer alguma coisa e 13h chegamos no hostel pra pegar nossas mochilas e encontrar Julia e Lee pra começar o rolê motorizado.

Fomos pegar o carro no estacionamento de um hotel do lado da agência, numa das esquinas da Plaza 9 de Julio, brincamos de quebra cabeça pra encaixar os 5 mochilões no porta malas e depois fomos ver se nós íamos caber no carro, pois pensa no tamanho das crianças ::lol4::Mas entramos :D e também a gente ia o tempo todo revezando a direção e a posição dos assentos. Sobrevivemos ::hãã2::

E eis que começa um dos rolês mais inesquecíveis que vou levar de todas as minhas viagens. Lá se vai um brasileiro, um italiano, um inglês e duas alemãs num Fiat Cronos pelo norte da Argentina ::hahaha::Logo na autopista na saída de Salta alguém já joga no som Me gustas tú do Manu Chao. Seria a nossa trilha sonora! Tocou não sei quantas vezes nesses 3 dias. Dirigimos direto até Jujuy, pista boa, plana, Julia na direção pensando que estava numa autobahn. Paramos perto da praça de Jujuy, fomos num café chamado Galdo, rodamos a praça e saímos andando sem rumo. Encontramos um leito de rio meio seco mas com uma pista de corrida/caminhada ao lado e ficamos zanzando de bobeira ali. San Salvador de Jujuy não tem nada assim tão interessante, parece uma cidade normal. Pelo menos conhecemos a cidade.

IMG_20230503_173843810_HDR.thumb.jpg.2fe7f1c0db569109438ebec3d239c8a2.jpg

IMG_20230503_180551051_HDR.thumb.jpg.249c5d767e5de40c58c3ba39bebbbe89.jpg

Quando voltamos tinha uma notificação de estacionamento rotativo no parabrisa do carro. Não sei se era pra pagar alguém ou se ia vir uma multa depois...deixa arder! Vazamos! Já começava a anoitecer. A luminosidade do escurecer nas montanhas era lindo demais. Seguimos até Tilcara. Pelo que entendi, enquanto estávamos no café em Jujuy alguém fez uma reserva num hostel em Tilcara então seguimos para o Alojamiento El Cardón, lugar bem simples, apenas 2000 pesos a diária. Quando chegamos não tinha o quarto quíntuplo que tinha sido reservado mas nos colocaram em 2 quartos triplos. As meninas foram pra um e eu, Gabriel e Lee pro outro. Acomodados, eu, Gabriel e Eva descemos pra perto do terminal de buses de Tilcara pra procurar algo pra comer. Pegamos uma tortilla num mercadinho e logo voltamos. Fazia 8 graus em Tilcara, nitidamente uma região bem mais fria que Salta por causa da altitude. Logo fomos dormir pois o Lee deu ideia de sairmos cedinho pra pegar o nascer do sol nas Salinas Grandes!

Postado
  • Autor
  • Membros
  • Este é um post popular.

Quinta, 04 de maio de 2023

Eu não punha muita fé, mas fato é que 5h da manhã os despertadores começaram a tocar. Lee e Gabriel logo levantaram e eu pensei: não é que é sério 😂 As meninas no outro quarto também já estavam prontas e 5:30 saímos do hostel em Tilcara rumo às Salinas Grandes. Subimos a Cuesta de Lipán ainda escuro e 7h da manhã, ainda com pouca claridade, estacionamos nas Salinas Grandes. O termômetro do carro marcava 3 graus! ::Cold::

IMG_20230504_073351829_HDR.thumb.jpg.dbb44b4c7d792c5c8469a82b2b6cbc64.jpg

Brilhante ideia do Lee de agitar esse rolê! Só tinha a gente lá. As Salinas eram nossas!! Eu não tinha intenção de ir nas Salinas Grandes pois já conhecia o Salar de Uyuni, mas graças de eu ter topado com essa turma, lá estava eu, esperando o sol nascer nas salinas! Aquele lugar imenso, silencioso e só nós 5 lá. Foi um dos pontos altos da viagem! Nós e a imensidão, o tempo que quisermos, do jeito que quisermos! A diferença pro Salar de Uyuni é que nas Salinas Grandes as montanhas estão mais próximas, o horizonte tem uma delimitação, enquanto em Uyuni a sensação de infinito é maior já que em algumas direções se enxerga somente o branco do sal, sem nenhuma montanha delimitando o infinito. Mas as salinas são muito mais bonitas que eu pensava e estar ali, naquele horário, só a gente, foi surreal! O Lee era o fotógrafo profissional da turma, então ele tirava altas fotos da gente com sua mega câmera. Tiramos foto parados, andando, pulando, de todo jeito :grin:

IMG_20230504_073434004_HDR.thumb.jpg.53ef7738969b8383c2776dc1b886e38c.jpg

A clássica foto que sempre tentei tirar no Atacama mas nunca consegui!!

IMG_20230504_075124234.thumb.jpg.749bf54b0aaa96f29f4d2e4e3e7b95bd.jpg

Surreal

IMG_20230504_075838815_HDR.thumb.jpg.8f590789fcdf337c13c2dd1da11f9b09.jpg

IMG_20230504_080053134_HDR.thumb.jpg.437a179469526bc0b40ca9736ad133a5.jpg

Here comes the sun doo doo doo doo...

IMG_20230504_080524455_HDR.thumb.jpg.d70e81a9f2b62e72cc9aa4241c26033f.jpg

image00018.thumb.jpg.8cec8efc91949ddd91dc9914088bb85c.jpg

image00540.thumb.JPG.657f678b9a5762b327d7cf48585697fa.JPG

image019381.thumb.JPG.6d11f573543f113f320632fd42f050e5.JPG

E aí estamos: Eu, Gabriel, Julia, Eva e Lee

image02215.thumb.JPG.10a4180bcb99842b95a60c8ecc86023c.JPG

Lá pelas 8:30 chegou uma van mas acho que era uma família, não era de tour. Mas já estávamos satisfeitos de ter ficado sozinhos lá por quase 2 horas, visto e andado por onde queríamos e tomamos caminho de volta. Agora, com dia claro, vimos bem a Cuesta de Lipan com suas curvas atrás de curvas e descemos até Purmamarca pra procurar o café da manhã. Estacionamos na via principal, lateral da rodovia e fomos andar na cidade. Paramos no Logros Café, enchemos a pança e fomos andar na cidade, uma típica cidadezinha andina com suas barracas de roupas coloridas e lembrancinhas.

IMG_20230504_112324646_HDR.thumb.jpg.a37f11b6147484308d97dff02eb66a0a.jpg

Depois fomos até o mirador do Cerro de 7 Colores, cobraram uma entrada pro mirante de 100 pesos. Tudo se cobra por essas bandas, mas tudo baratinho. É só um mirante pra ter uma observação melhor da montanha mais famosa de Purmamarca.

IMG_20230504_114103731_HDR.thumb.jpg.36e0fd854bfd866102e1ba52a439c919.jpg

Descendo de lá, vimos uma plaquinha sobre o Paseo de Los Colorados, que é uma estradinha que contorna o cerro e fomos andar por ela. Um lugar lindo, altas fotos, altos momentos de contemplação. Inclusive observei algo interessante sobre nós, pois éramos 5 pessoas que saíram pra viajar sozinhas e que não estavam mais sozinhas :) mas, ao mesmo tempo, tínhamos nossas individualidades, às vezes estávamos juntos, às vezes estávamos cada um andando pra um canto pensando com seus próprios botões ::lol3::A gente tinha uma mentalidade muito parecida, acho que por isso nossa conexão foi tão boa. A gente se entendia muito bem, já nos sentíamos como amigos que se conhecem e se compreendem há muitos anos. Todo mundo que já fez amigos de viagem sabe do que eu tô falando, principalmente quando a conexão vem muito forte.

IMG_20230504_120933343_HDR.thumb.jpg.687b123474f978671277b10e08cf9116.jpg

IMG-20230506-WA0033.thumb.jpg.8a2e924b06fe07d9884d7f2d8d948e49.jpg

Terminamos o contorno do cerro, voltamos pra pracinha, compramos uma tortilla dos vendedores de rua, olhamos os artesanatos e voltamos pro carro. Fui novamente alvo de chacota pois a única pessoa que ainda estava comendo a tortilla era eu 😅Eles falavam que eu tava certo em comer devagar, desfrutar da comida, mas não tinha como rir dessa pessoa aqui que era sempre o último a terminar de comer :D Dane-se, terminei de comer minha tortilla no carro mesmo.

Voltamos pra Tilcara, chegamos no hostel era umas 14h e quando peguei wifi vi uma msg da Karol dizendo que estava em Tilcara, num hostel chamado Convento não sei das quantas. A gente ia descansar um pouco no hostel e depois ir na trilha pra Garganta del Diablo. Falei pra Karol ir com a gente mas ela disse que estava passando muito mal com altitude desde ontem e muito cansada, que ia indo devagar e talvez a gente encontrasse ela. Saímos pra lá já quase 16h, só o Lee que não foi pois ia ficar no hostel editando fotos. Aliás, o Lee era um pouco mais anti-social, nunca ia nos restaurantes com a gente e foi quem eu menos interagi porque ele só falava um inglês britânico bem carregado, às vezes ininteligível pro meu inglês básico, e era mais fechado também. Mas era gente boa, tirou altas fotos nossas, compartilhou com a gente depois e me deu umas latas de cerveja de noite :grin:

A trilha pra Garganta del Diablo é de 4km e a ida é só subida. Pouco depois de sairmos da cidade encontramos a Karol que lá ia pela trilha a duras penas. Mto cansada, ofegante, não ia dar conta de seguir muito. Marcamos de fazer algo mais light depois, um restaurante à noite. Seguimos. Julia meteu o pé na frente e sumiu. Gabriel ia ficando pra trás mandando áudios no telefone e gesticulando com as mãos bem no estereótipo italiano. Fui andando com a Eva que em determinado momento disse que ia parar pra conversar com as montanhas xD Entendo perfeitamente pois também sou desses B| Segui na trilha sozinho, conversando com as montanhas também, botando os pensamentos em ordem, esse contato com a natureza, com o imenso, que a gente sente quando tá longe de casa, de tudo e de todos.

IMG_20230504_164400177_HDR.thumb.jpg.f130f658d52306b8b21011ac5cc1422a.jpg

Depois de 1 hora de trilha cheguei na portaria da Garganta del Diablo onde a Julia já esperava. Logo os outros chegaram e pagamos a entrada de 300 pesos pra descer. Tem umas passarelas pra observar o cânion e lá embaixo uma caminhada de uns 600 metros pela beira de um riozinho até uma cachoeira. Não é permitida pra banho mas na temperatura que tava era sem chance mesmo!

IMG_20230504_173817100_HDR.thumb.jpg.9774d78ce38c05ebb73d712cde2e3a6c.jpg

Começamos a voltar, já era quase 18h e o vento frio já incomodava um pouco. Mas a volta é descida e pra baixo todo santo ajuda. Mais tarde fomos no centrinho de Tilcara (exceto o Lee que continuava antisocial editando fotos) e mandei msg pra Karol encontrar com a gente. Paramos num restaurante pra tomar um Aperol, conversar e comer alguma coisa. Em Tilcara já era comum ver aquecedores nos restaurantes. A noite é bem gelada por ali, a altitude de Tilcara é de 2400m. Nos despedimos da Karol, que tava em outro hostel, voltamos pro nosso e fomos descansar depois de um dia cheio, que começou cedo e foi gratificante.

Editado por Rezzende

Postado
  • Membros

Demais o relato @Rezzende! Que ideia incrível ir para as salinas no amanhecer, deve ter sido mágico 😍 

É muito legal quando a gente tá sozinho e encontra uma galera massa né? 

Aguardando a continuação, espero que você tenha visitado o cerro de 14 colores hehehe (na minha humilde opinião o lugar mais surreal da região)

Participe da conversa

Você pode postar agora e se cadastrar mais tarde. Se você tem uma conta, faça o login para postar com sua conta.

Visitante
Responder

Conteúdo Similar

Account

Navigation

Pesquisar

Pesquisar

Configure browser push notifications

Chrome (Android)
  1. Tap the lock icon next to the address bar.
  2. Tap Permissions → Notifications.
  3. Adjust your preference.
Chrome (Desktop)
  1. Click the padlock icon in the address bar.
  2. Select Site settings.
  3. Find Notifications and adjust your preference.