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Olá viajante!

Bora viajar?

Fragmentos de uma viagem a Patagônia Argentina (Ushuaia, El Calafate e El Chaltén)

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Mochileiros, como vocês estão? Planejando seus próximos destinos? Espero que estejam todos bem.

Antes de tudo, já começo agradecendo a ajuda e todo o suporte que tive lendo relatos do site e conversando com pessoas que já haviam caminhado pelo destino que eu estava querendo fazer, e agora, sou uma dessas pessoas também!

 @Alan Rafael Kinder @Davi Leichsenring @jjcardoso @primporai @schitini @ThiagoHM 

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Ushuaia, o começo da aventura!

Abro o relato com muitas palavras transitando um mar de ideias que surgiram e que certamente surgirão ao longo do tempo, voltei recentemente, mais precisamente no último domingo (17/11), e comecei a escrever hoje, terça-feira (19/11).

Sinto que voltei diferente, nunca havia viajado sozinho para fora do país, e é um sentimento complicado de explicar no momento, é como se precisasse de mais tempo para absorver tudo que foi vivido nesses últimos dias, mas buscarei palavras para expressar o quão imenso foi essa viagem.

Os dias descritos vão seguir a ordem do roteiro, a viagem aconteceu entre 04/11 a 17/11.

Dia 01: Aeroporto, imigração e montanhas nevadas.

Resumo dos voos do primeiro dia:
Curitiba > Buenos Aires (Aeroparque Jorge Newbery)
Buenos Aires (Aeroparque Jorge Newbery) > Ushuaia

Acordei cedo, mesmo já estando em Curitiba e perto do Aeroporto, optei por fazer as coisas com calma. Meu primeiro voo com destino a Buenos Aires foi próximo das 10h. Tudo ocorreu bem, sem atrasos, algo engraçado que aconteceu (agora é engraçado haha) quando passei pela imigração, foi que, o homem do guichê pediu o número do voo, e eu não lembrava de jeito nenhum do número, e o pior, não encontrava o maldito bilhete. Foram poucos minutos ali, procurei em todos os cantos da mochila e nada, tentei abrir no celular o ticket e lembrei que ainda não tinha internet no celular haha, resumindo, foi um caos de alguns minutos, até lembrar que o arquivo estava baixado no celular, apresentei e pude seguir adiante.

“Lembrem o número do voo de vocês, sempre hahaha.”

Já em solo Argentino, saquei alguns pesos num ATM do aeroporto para comer e usar no Uber quando chegasse em Ushuaia, utilizei o cartão Wise na operação.

Ah, acabei de lembrar outra coisa, ainda em solo Brasileiro, tive vários produtos (desodorante, shampoo, protetor solar), enfim, todos produtos de higiene e beleza com mais de 100ml foram recolhidos, bem triste, foram muito rígidos nessa parte. Interessante que na volta para o Brasil, a minha mochila sequer foi aberta, vai entender.

Voltando ao relato, o meu próximo voo seria apenas às 17h55, então tive bastante tempo de espera, almocei qualquer coisa, besteira mesmo, e próximo ao horário do voo fui ao Café Martinez, fica no segundo piso do aeroporto, os preços são acima da média por ser dentro do aeroporto, mas o café, o misto quente e o alfajor estavam uma delícia.

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O horário de embarque havia chegado, e eu já me encontrava empolgado, a cafeína e o açúcar atuando juntos, a dose perfeita para o melhor momento do primeiro dia. Diferente da ida, dessa vez eu estava sentado na janela (recomendo o lado direito), e pude acompanhar as diferentes vistas que apareciam aos olhos conforme o avião avançava.

Nem havia chegado e a emoção já saltava os olhos, acima das nuvens, o sol se encontrava num alinhamento praticamente perfeito conosco, talvez um mero acaso, mas a vista era como uma pintura, era uma tarefa difícil tirar os olhos daquilo.
      

 

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Se aproximando da Terra do Fogo, pude compreender um pouco melhor o que são territórios em áreas remotas, sobrevoar aquele espaço foi mágico!

Obs: a palavra mágica será utilizada em mais partes do relato, não é brincadeira haha.

Eu não fazia ideia de que estaríamos sobrevoando incontáveis montanhas nevadas, foi um choque observar aquela imensidão, eu estava muito feliz.

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Mesmo focado na janela e suas vistas, meus ouvidos faziam o trabalho de captar comentários precisos, e foi num momento, que ouvi: Estamos próximos de Ushuaia. Eu buscava com os olhos qualquer vestígio da cidade, porque até o momento havia visto poucas cidades, e eram distantes uma das outras, até que pude ver, lá longe, o destino final, Ushuaia. O avião já iniciava manobras e anúncios de que estávamos entrando na fase de descida, faltava pouco.

A cidade iluminada contrastando com a escuridão das montanhas e a imensidão do lugar foi um cartão de visitas interessante, se assim posso dizer. Quando a aeronave finalmente tocou o solo e estabilizou, iniciaram-se aplausos, não sei dizer o real motivo, tivemos pequenas turbulências, mas acredito que era por outra razão, acho que todos ali esperavam aquele momento.

Saindo da aeronave por volta das 22h, comecei a entender o clima Patagônico, o frio e o vento se mostraram imponentes, eu já havia escutado sobre os ventos daquela região, mas não fazia ideia do que estava por vir.  

De touca e luvas saí para encontrar um Uber, eu tremia tanto, minhas roupas térmicas estavam na mochila, mas optei por encarar aquilo com a roupa que estava no momento, na minha cabeça não seria daquele jeito, vai entender, a cada dia da viagem eu aprendia algo novo.

Depois de alguns minutos tremendo, o Uber chegou, o carro estava aquecido, ainda bem, e a partir daí, meu contato com o espanhol começou de fato, ao decorrer da viagem percebi que minha fala e minha audição melhoraram muito, não sou fluente no idioma, mas foi muito tranquilo se comunicar.

O primeiro dia estava terminando, mas ainda haviam minutos para passar vergonha, quando o Uber parou, peguei o dinheiro, nem lembro quanto foi, contei as notas e entreguei, ele olhou e disse que estava faltando dinheiro, de fato, eu ainda não estava acostumado com a quantidade de zeros nas notas, que dia longo hahaha.

Enfim, encontrei o lugar onde passaria os próximos dias, conversei um pouco com o dono da casa (Franco, o melhor anfitrião), conheci a casa, os pets (o gato era o dono do quarto onde eu estava haha), tomei um banho e capotei.

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O primeiro dia foi assim, perrengue no aeroporto, vistas absurdas de incontáveis montanhas, frio e vento imponentes, mas eu estava lá, no lugar que antes, eu só acessava pela internet, a viagem apenas começava!

Tentarei escrever um pouco todos os dias, abraços, e até qualquer hora.

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@Alexluizs Esperando o relato continuar. Mas sobre os líquidos é normal tomarem mais de 100 ml em qualquer aeroporto, como outras coisinhas. Aparece isso quando confirmamos a compra da passagem em qualquer aérea. 

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Tb estou ansiosa pelo restante do relato. Ushuaia está no topo da minha lista de locais para conhecer.

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Aguardando o restante do relato, em janeiro estarei 15 dias pela Patagônia 💙

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Em 21/11/2024 em 23:28, D FABIANO disse:

@Alexluizs Esperando o relato continuar. Mas sobre os líquidos é normal tomarem mais de 100 ml em qualquer aeroporto, como outras coisinhas. Aparece isso quando confirmamos a compra da passagem em qualquer aérea. 

Pois é, eu até tinha visto no site, mas alguns produtos eram de 120ml sabe, pensei que passaria. Achei engraçado que na volta para o Brasil não olharam nada, vai saber.

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@Alexluizs É para embarque, então a obrigação da revista era de onde vem. Para Europa nem pensar em levar,pois a revista lá é rigorosa antes da saída.Eu tinha um frasco de repelente na bolsa de trabalho e esqueci dele.Estava lá desde 2016/7,claro não devia servir para nada.Fui embarcar em Orly e me tomaram.

Editado por D FABIANO

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Dia 02: Um dia especial, para dizer o mínimo.

05 de novembro de 2024

Como o primeiro dia foi basicamente só para chegar em Ushuaia, resolvi acordar um pouco "mais tarde", pois sabia que a partir dali, a viagem de fato começara. Creio que era antes das 8h, quando levantei a cortina e me deparei com um céu fechado, focando um pouco melhor, reparei que chovia diferente, ESTAVA NEVANDO!!!

Lembro de ter ficado bons minutos só olhando para fora, eu não acreditava muito no que estava enxergando, nevava pouco, mas para quem nunca havia presenciado aquilo, foi algo muito especial (ao longo da viagem eu fui me acostumando 😅). Depois aquilo simplesmente se foi, me convidando para ir viver o primeiro dia completo naquele lugar.

Meu roteiro estava todo pronto, embora algumas atividades precisei realocar ou abandonar por conta do clima, coisa que antes da viagem não dei muita atenção. O anfitrião da casa me ajudou muito com o roteiro, me introduzindo na realidade de Ushuaia hahaha

Na parte da manhã saí caminhando em direção ao Carrefour, o objetivo era sacar dinheiro na Western Union e fazer algumas compras. Quando cheguei ao local ainda estava fechado, a informação de horário no Google não estava correta, paciência, fiquei lá fora aguardando abrir, enquanto isso começava a nevar novamente, mesmo sentindo um pouco de frio, eu estava muito feliz.

 A quantidade de neve que eu já estava feliz de ver haha, só não sabia que no mesmo dia eu teria uma experiência inimaginável.

As portas foram abertas, eu e mais duas pessoas entramos, os primeiros clientes do dia hahaha. Como já havia pesquisado na internet onde ficavam as agências da Western Union, foi bem fácil de encontrar, esperei ali uns cinco minutos e fui atendido, o processo foi bem tranquilo, a moça me entregou o dinheiro (troquei R$800), e as notas mais altas eram de 1000 pesos...

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Fiz algumas compras e voltei para "casa", tomei um café da manhã e me preparei para sair.

Quando dizem que o clima na Patagônia é diferente, acreditem, em um dia pode acontecer de tudo, vocês vão entender do que falo a partir de agora.

A foto acima, na rua, é voltando do Carrefour, eram 9h40. Saí em direção ao centro de Ushuaia às 11h, e o clima já se encontrava totalmente diferente.

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Fui caminhando pelas ruas, parando e observando como aquele lugar funcionava, as fotos acima são no Paseo del Centenario, se tiverem tempo, é um lugar bacana para visitar e ficar admirando a vista. Vindo de uma cidade de menos de 30 mil habitantes, aquele ambiente parecia meio familiar.

Descendo na avenida principal, caminhei até o letreiro da cidade, ali havia uma pequena movimentação de turistas, inclusive um Brasileiro que aparentemente estava viajando de moto. Como o Museu Marítimo de Ushuaia ficava ao final da Avenida San Martín, optei por ir caminhando do lado de fora, contemplando de um lado a imensidão do canal Beagle e do outro as montanhas, infelizmente a maioria estava encoberta pelas nuvens.

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Mesmo com o tempo meio cinza para o lado das montanhas, eu não conseguia tirar os olhos por muito tempo, era uma vista absurdamente linda.

Eram tantas imensidões ao mesmo tempo que não sei se já processei tudo que foi vivido na viagem, escrevendo já me bate uma saudade de estar caminhando por aquele lugar (voltar seria interessante).

Por ali existem diversas praças, barco encalhado e com certeza outros pontos históricos que não visitei.

Caminhei cerca de 2km até chegar ao Museu Marítimo de Ushuaia, o famoso "museu do presídio".

Entrada: $36.000 pesos (R$207 hoje)

Depois de pagar você recebe alguns folhetos com mapa e informações, no começo achei que teria dificuldade de me situar lá dentro, mas é muito tranquilo, porque todos os 5 pavilhões (4 acessíveis) se encontram num hall central, onde existe um café (bem pequeno, com comidas e bebidas).

Não vou entrar em muitos detalhes, mas para quem se interessa pelo contexto histórico do local ou tem curiosidade de conhecer, vale muito a pena, o acervo é enorme, embora creio que os textos poderíam ser melhor apresentados. Tem galerias de arte também, com obras mais recentes. Caso opte por ir ao museu, reserve no mínimo 2 horas do seu dia.

Onde vi menos pessoas foi no pavilhão que se encontra original, é um lugar um pouco estranho, as marcas do tempo, os banheiros, as celas, algumas com portas ainda, tudo ali. Só estando lá para entender, um frio em todos os sentidos.

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Depois de ficar um tempo no hall do museu descansando e procurando algum lugar para comer no maps, vi que lá fora estava nevando de novo, só que agora estava mais intenso. Caminharia o que fosse possível, a minha segunda opção era chamar um Uber, mas encontrei um café por perto e resolvi encarar a neve hahaha.

 

A cafeteria se chama El recreo, ela fica numa esquina, bem próximo ao museu. Um lugar muito aconchegante e bonito. Pedi um sanduíche, um alfajor e um café, estava ótimo.

Citar

Lendo a história da cafeteria, descobri que aquele local possui mais de 100 anos. Era um armazém, depois foi uma locadora de filmes, e anos depois, reformando o local, os familiares do fundador reabriram o lugar, montando um café. O dono original tinha alguma ligação com o presídio, mas agora não recordo o seu papel.

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El recreo https://maps.app.goo.gl/MtFrUhCcKhvzT5W37

Antes de sair do café, conversei com a atendente sobre a cidade, perguntei o horário que começava a escurecer, se não me falha a memória, até as 21h estava tranquilo, dei tchau e segui para "casa".

Deixei o café pelas 16h, no roteiro eu tinha mais um local para visitar, o Glaciar Martial, porém, no começo da manhã conversando com o anfitrião da casa, ele disse que talvez não seria um dia interessante, porque a previsão do tempo não era favorável.

Como comentei, o clima naquela região é diferente, eram 16h e já havia dado sol, céu azul, céu nublado, nevado pouco, nevado muito, e no fim da tarde (para nós Brasileiros), nevava pouco e o céu estava abrindo novamente. Caminhando de volta, resolvi mandar uma mensagem para o anfitrião, perguntando o que ele achava da ideia de subir o Glaciar Martial, ele devolveu a mensagem dizendo que era possível subir, a vista da cidade provavelmente não estaria visível, mas estaria lindo de qualquer jeito. Comentei que já estava retornando, e ficamos de conversar sobre.

Aquela mensagem me fez acelerar o passo, eu só queria chegar em "casa", passei por uma praça que não havia parado na ida, li as descrições e apertei o passo de novo.

Em casa, conversando novamente com o anfitrião, ele mostrou fotos de como estava o Glaciar Martial naquela tarde, ESTAVA NEVADO, ESTAVA LINDO!!!

Mostrei as roupas que tinha trazido para a viagem, muitas coisas não eram impermeáveis e nem suportavam o frio que estaria fazendo lá, tínhamos um problema, porém, foi resolvido em segundos, o anfitrião SIMPLESMENTE ofereceu tudo que eu precisava, para ir com mais segurança, um grande amigo! 

Mesmo tendo olhado as fotos e conversado com ele sobre as roupas, eu ainda não tinha real noção do que encontraria lá, o tanto de neve que estava prestes a presenciar.

Para vocês terem uma noção, o meu "kit" para subir o Glaciar Martial foi:

Os itens em azul são os que foram emprestados

• Touca
• Luva térmica (para temp. negativa)
• Pescoceira fleece
• Jaqueta impermeável com 2 camadas
• Camiseta segunda pele térmica
• Calça impermeável
• Calça segunda pele térmica
• Bota impermeável
• Mochila de ataque 15l
• Bastões de caminhada 

Observação importante:

Pela manhã, haviam chegado mais dois viajantes na casa, e praticamente só nos cumprimentamos, foi bem quando eu estava de saída.

Antes de subir para me arrumar, o anfitrião disse que os Argentinos (os dois viajantes que haviam chegado de manhã) também estavam indo para o Glaciar Martial e que passaríam ali para me buscar. Me troquei o mais rápido que pude, desci as escadas, fui avisado que os dois já estavam na frente da rua me esperando, agradeci o anfitrião e saí para a aventura.

Já posso afimar que acontecem diversas coisas inesperadas numa viagem, ainda mais estando sozinho. Essa foi apenas a primeira hahaha.

Cheguei no carro (Uber), cumprimentei todos com um pouco de vergonha e me ajeitei, afinal, eu nem sabia o nome deles, mas estava muito animado, e isso passava por cima de qualquer coisa. Depois que o carro arrancou, percebi que ao lado de um dos Argentinos havia esquis apoiados no banco, eu tinha tantas perguntas na minha cabeça, como assim eles vão esquiar?

Fiz poucas perguntas durante o percurso, apenas observava as paisagens e tentava acompanhar a conversa dos dois com a motorista.

Conforme o carro avançava e nos aproximávamos da entrada, ficava nítido na minha mente o tanto de neve que deveria estar acumulada lá em cima.

Chegamos na entrada às 17h34, organizamos os equipamentos, eu só tinha a mochila e os bastões, eles tinham esquis, prancha de snowboard (estava no porta-malas do carro), e mochilas maiores com as botas apropriadas para o esporte. Eu estava muito empolgado, achando tudo aquilo o máximo, mesmo não entendendo se eles subiriam comigo até o final, eu nem sabia onde era o final, mas a comunicação melhorou com o tempo. Passado alguns minutos já estávamos todos alinhados, e era hora de subir.

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Não haviam nem 10 pessoas subindo naquele horário, estava muito tranquilo. Optamos por subir pelo lado direito, o caminho mais comum acredito, e ali já tinha muita neve, lembro de ficar rindo de vez em quando, eu não acreditava no que meus olhos mostravam.

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Algo que agora é engraçado de falar, é que quando começamos a subir eu estava aprendendo como usar os bastões, não sabia se estava fazendo do jeito certo, creio que naquele momento não hahaha, em algum momento subindo, não sei como, um bastão pegou na minha boca, nem dei bola, achei que não fosse nada. Depois percebi que tinha sangue escorrendo do lábio, foram alguns minutos até parar de sangrar, que perrengue hahaha.

Paramos em alguns pontos para beber água e descansar, principalmente os dois, por estarem carregando um peso considerável, mas como o objetivo era chegar ao final da trilha, seguíamos subindo e subindo.

Quando alcançamos a placa "Fin de senda / End of trail" foi um dos momentos mais surreais da viagem, porque ali de fato eu percebi a grandeza daquele lugar, eu olhava para os lados e só avistava neve e montanhas, simplesmente lindo.

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Creio que descrever com exatidão a imensidão e o sentimento de estar em um lugar na natureza seja uma tarefa complexa, talvez seja preciso vivenciar.

 No vídeo é possível ver o lábio inchado 😓

Conversamos rapidamente, fizemos algumas fotos e resolvemos subir mais um pouco, onde os dois iriam iniciar a descida. A caminhada até o ponto definido foi um pouco difícil, a neve estava afundando até o joelho, mas deu tudo certo.

 

Eles iniciaram a descida, fiz algumas filmagens e voltei caminhando, foi interessante porque a partir do momento em que fiquei sozinho, começou a nevar mais, a visibilidade já não era das melhores, e por alguns momentos senti medo, era como se estivesse isolado num lugar extremo, fiquei imaginando como seria no Everest, a cabeça estava assim hahaha.

Ouvindo apenas o som das botas apertando a neve e os bastões fazendo o seu trabalho, desci focado em busca dos dois aventureiros. Encontrei eles depois de um tempo, naquela parte o clima já estava melhor, o medo já havia acabado, os Argentinos caminhavam e iam procurando lugares que ainda era possível fazer ski/snowboard e eu continuava seguindo o caminho.

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De volta a entrada, chamei um Uber e ficamos aguardando. O cansaço já começava a dar as caras, mas não importava muito, eu me sentia realizado, havia presenciado algo único e era apenas o segundo dia da viagem. O Uber chegou, embarcamos e voltamos para "casa".

O segundo dia havia sido intenso, só lembro de chegar, tomar um banho quente e capotar, o próximo dia se aproximava...

 

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9 horas atrás, D FABIANO disse:

@Alexluizs É para embarque, então a obrigação da revista era de onde vem. Para Europa nem pensar em levar,pois a revista lá é rigorosa antes da saída.Eu tinha um frasco de repelente na bolsa de trabalho e esqueci dele.Estava lá desde 2016/7,claro não devia servir para nada.Fui embarcar em Orly e me tomaram.

Nas próximas já vou preparado então o/

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