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Olá viajante!

Bora viajar?

Caminho do Itupava

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Vou contar um pouquinho desse caminho que é maravilhoso, mas traiçoeiro!

 

Tudo começou meados de junho de 2007, quando alguns caminhos ficou sabendo da existencia do Pico Paraná e da fazenda.

Começou assim os planos para fazer uma visita a região.

Em setembro houve aquele incidente terrível na fazenda... o fogo tomou conta do Morro Getúlio e parte do Caratuva. Felizmente, com ajuda de muito voluntário, o fogo foi contido. Assim pudemos continuar nossos planos.

 

Como somos do Norte do Paraná, queriamos aproveitar tudo, ou quase, que a serrinha paranaense poderia nos dar.

 

Montado o cronograma:

Fase 1: Fazenda Pico Paraná (Caratuva, Itapiroca e Pico Paraná);

Fase 2: Caminhos de Itupava;

Fase 3: Conjunto Marumbi;

Fase 4: Um merecido descanço na Ilha do Mel;

 

E assim fomos, partimos dia 04 de janeiro de 2008.

Nesse espaço, vou contar apenas sobre o ITUPAVA, futuramente relato o restante da "prezepada" :lol:

 

 

Para chegar no início do caminho (partindo de Curitiba) é simples:

Ônibus de Curitiba até Quatro Barras - PR;

 

No terminal de Quatro Barras, aguarde por uma "circular" até o bairro de Borda do Campo. Você pode aguardar tomando um ótimo "pingado" e comendo exelentes salgados na lanchonete do terminal. Não sei se são realmente bons ou a fome causada pelos dias a base de miojo no Pico mudaram o gosto dos lanches... :mrgreen:

 

Dentro do "busão", vá se preparando... filtro solar, bermuda, camiseta, repelente, calça comprida, blusa, capa de chuva e mochila nas costas. O clima ali muda a cada 5 segundos!

 

Aguarde até o ponto final. Normalmente o ónibus está fica estacionado lá no final. Nós ficamos aporrinhando o motorista a cada ponto: "Esse é o final?" - "Agora é esse?" - Não sei como ele não jogou a gente pra fora... hahahahahaha.

 

Descendo no último ponto, inicie uma cansativa caminhada de 100 mts até o início da trilha, que é marcada por amistosos trabalhadores do IAP e seu "treiler". Não confie muito no papo dos estagiarios dentro do trailer, prefira obter informações do "anciões" que por ali ficam, com seus chapeis de palha, óculos tipo Ray-Ban e facão de 1 metro.

 

Pegamos um maldito mapa ali com o pessoal do IAP e fizemos nossos cadastros . Vocês vão saber o motivo do "maldito" em breve.

Ali você tem informações de quase tudo, principais pontos, distâncias (em número, ignore os desenhos no mapa e eventuais distâncias escalares (MALDITO MAPA!!!!)).

 

== INFORMAÇÕES DO MAPA ==

Caminho completo: 16.4km

Nível de dificuldade: Fácil

Obs: Evite dias chuvosos. (O sol tava de rachar mamona)

 

O início da trilha é bem tranquilo. Quase sempre descida ou plano, caminho bem largo, quase sempre sem vegetação resbalando nos pés.

Com um pouco de caminhada, começa a subida com o Pão de Loth a frente. Chão de terra, poeiras nos olhos e sol nas costas... URRU!!! Vamo que vamo!

 

Depois de passar o Pão de Loth, começa a descida da serra, aonde tem a Pedra do Descanso e uma pequena gruta com agua gelada e fresca. Pegue agua caso não tenha levado.

 

Até então, sol fortíssimo e calor terrível. Um pouco mais a frente começa realmente o ITUPAVA (caminho de pedra).

Muito cuidado nesse calçamento, se o dia estiver úmido e/ou chuvoso, tombos serão constantes (eu que os diga).

 

Logo estavamos na CASA DO IPIRANGA, com sua arquitetura colonial e pichações neo-colonial. Um terrível descaso... muito triste ver o estado que a mesma se encontra.

 

Os trilhos estavam em reforma, então tinha um pessoal lá "acampado". Conversamos com um senhor muito gente boa, que até passou um cafezinho e estava preparando um pão. Deixamos nossas "pequenas" mochilas com ele e fomos até a pequena hidroeletrica desativada, com sua roda d'agua (ou o que sobrou dela) e cachoeiras. Para chegar lá, pegue a direita nos trilhos na Casa do Ipiranga e siga por 300 metros.

 

"Entre a Casa do Ipiranga e a descida do Cadeado o caminho é bem tranqüilo e reserva poucas surpresas." É isso que dizia em uma folha que levamos impressa. Caminho TRANQUILO???

 

A chuva nos deu uma sensação diferenciada.... cargueira de 15kg nas costas e pedregulhos molhanos abaixo dos pés. Combinação maravilhosa, que gerou gargalhadas constantes.

 

Até que... "Galera, era pra gente já ter chegado na NS. do Cadeado, segundo a "escala" do mapa!". Anda anda anda e naaaada de encontra essa NS. Já tinha gente fazendo promessa!!! HAIuohAAAUhuaha.

 

O tempo estava feio, quase não se via raios solares, então já começa a escurecer. Geral com fome, muita fome. As barrinhas de cereais já tinham se acabado e o que restara? Um saco de uvas passas! Nunca me deliciei TANTO com uvas passas!!!!

Nessa hora que paramos para o "jantar", meu joelho me matava. Dor terrível que vinha aumentando a cada passo.

 

Mas vamos voltar a caminhada. Lindos caminhos forrados de flores, arvores incrivelmente altas e quando a chuva dava brechas, borboletas e passaros ensaiavam alguns voos.

 

"Do alto do morro o caminho se precipita em inclinados e escorregadios zig-zags, onde é quase impossível não escorregar, até a famosa passagem do Cadeado aberta à pólvora pela expedição do Tenente Coronel Sampayo, quando se mudou em definitivo a trajetória do caminho. A seguir aparece uma escadaria de ferro, os trilhos da ferrovia e o Santuário de N. S. do Cadeado."

 

Poucos minutos de caminhada e lá estava a NS do Cadeado! O que antecede a mesma é uma "escada" que deve ter sido projetada para anões. Do corrimão ao degrau deve ter uns 30 cm.

 

Chegada na NS. do Cadeado. Uns pagando promessa, outros devorando meio kilo de paçoquinha. Nunca vi meio kilo de paçoca sumir em menos de 2 minutos.

 

A vista dali é incrível. O santuário fica num "platô", no meio da serra. Abaixo todo o resto do caminho, conjunto Marumbi e ao fundo já da pra ver o mar.

 

Não ficamos mais de 10 minutos por ali. A chuva voltou a cair e quase não havia mais sol. Era 19hs e tinha muito chão até o "Marumba".

 

O resto da trilha foi rápido. Passando por pontes que lembram a Golden Gate em menor escala, muito divertidas por sinal.

Até a última escada, onde derruba o pião cansado com seus degraus desnivelados.

 

Agora outra dúvida:

Esquerda = Centro de visitação

Direita = Marumbi

 

"Pela escalada do MAPA, o Centro ta mais próximo. Estamos com frio, cansados, vamos pra lá e depois vemos o que fazer"

 

Perto é uma pinoia!!!!! Caminhamos uns 30 minutos em baixo de uma chuva gelaaaada! O chão de cascalho continua a derrubar o pessoal... até que...

 

Mais uma vez o IAP aparece. KIKO era o nome do anjo que veio nos resgatar. Ele era o "gerente" do Marumbi e estava indo para PORTO DE CIMA levar uma carga de extintores. Pegamos carona com ele. Chegamos a CENTRAL DE VISITAÇÃO, demos baixa nos nossos nomes e seguimos pra cidade.

 

Depois voltamos ao MARUMBI... mas ai já é outra história.

 

Infelizmente não tenho uma boa memória para contar detalhes sobre a trilha. Estava com uma dor terrível no joelho o que me fez não prestar muita atenção.

 

No geral a trilha é muito boa, tranquila e segura. Em dias de sol né... porque na chuva muda tudo! Hahahahahaha.

 

Vale a pena conferir!

 

 

Qualquer dúvida é só postar.

 

 

Um grande abraço a todos!

 

 

Danilo

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Para ir até Morretes você pode pegar um ónibus. Não lembro a taxa, pois quando iamos embarcar, pegamos carona com o pessoal do IAP (pela segunda vez nessa viagem, a outra foi descendo a estrada entre o final do Itupava até Porto de Cima. Mas qndo voltamos ao Marumbi, descemos andando.)

 

Abraços

 

 

O pessoal do IAP ali são bem gente boa. Deram uma carona para mim e mais 3 amigos quando descíamos de noite do Marumbi até Porto de Cima, estava chovendo e havia esfriado bastante o tempo. Como chegamos em Porto de Cima de noite não sabíamos se havia ou não ônibus para Morretes; resolvemos ir a pé. Logo após a Pousada da Dona Siroba um cara (com sua esposa e filha!!!) parou e nos ofereceu carona até a cidade.

 

A receptividade que tivemos na serra paranaense foi muito boa! Eu acho que é por causa da mochila nas costas... as pessoas passam a ter uma outra impressão de você.

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Já éra para ter descido, com este tempo vai retardando, vai ter que ser mueio improvisado devido o fim de ano já esta chegando e complicou.

Eu imaginava que o fim do caminho saía já na estrada de Porto de Cima, estou meio na dúvida como dar uma referência aonde alguem ficar esperando a gente chegar.

 

Pois é Mauro, descer o Itupava com chuva não é muito gostoso não. Experiência própria! HehEhehe.

Quanto ao final, nós também tivemos uma surpresa. Todas as informações que tinhamos dizia que o final da trilha era o centro de visitantes, o que não é verdade. Você vai terminar a trilha em uma escada e duas placas:

 

[ <--- Central de Visitação / Porto de Cima ]

[ Marumbi ----> ]

 

Não sei te dizer exatamente as distâncias, mas para ir até Porto de Cima é uma caminhada até que razoavel.

Garimpei e consegui encontrar um mapa bem "tosco" do Itupava:

mapaitup.jpg

 

Esse mapa ta bem incompleto, tem muito caminho para a esquerda ainda. Mas como tu precisa entender só do final, esse ai serve.

Você vem caminhando pela linha verde no mapa, vindo da esquerda. Observe que depois de cortar o Rio São João (através de pontes pencil bem legais), o caminho se divide.

Para a direita, você vai até a Estação Engenheiro Lange, de lá até o Marumbi é um pernada de 1km.

Para a esquerda, você vai passar pela central de visitação (que está uma boa pernada do final da trilha) e depois chega até porto de cima, beirando o rio Nhundiaquara, onde é possível fazer um boia cross show de bola!

Só um aviso, quando você começar a seguir para a estrada de Porto de Cima, verá apenas uma placa, dizendo UHEMUB a esquerda. UHEMUB é Usina Hidroeletria Marumbi. Nós pegamos o caminho errado e fomos até essa pequena usina que não tem nada para ver. O desvio é pequeno, mas dependendo do estado físico, é bem chato.

 

Qualquer dúvida é só gritar ai Mauro. ;)

 

 

Abraços

 

 

O pessoal do IAP ali são bem gente boa. Deram uma carona para mim e mais 3 amigos quando descíamos de noite do Marumbi até Porto de Cima, estava chovendo e havia esfriado bastante o tempo. Como chegamos em Porto de Cima de noite não sabíamos se havia ou não ônibus para Morretes; resolvemos ir a pé. Logo após a Pousada da Dona Siroba um cara (com sua esposa e filha!!!) parou e nos ofereceu carona até a cidade.

 

A receptividade que tivemos na serra paranaense foi muito boa! Eu acho que é por causa da mochila nas costas... as pessoas passam a ter uma outra impressão de você.

 

Apoio totalmente no seu comentário RMCOLPANI. Pessoal da região serrana é muitíssimo amigavel.

Conhecemos várias pessoas bem parceiras pela serra, como a proprietária da Pousada da Dona Siroba, uma outra senhora muitíssimo hospitaleira que alugou um quartinho para a galera passar a noite em Porto de Cima (apelidamos a senhora de Dona Caquinho, pois a casa dela era toda feita de cacos de azuleijo, que ela mesmo fez!), o Kiko que era do IAP e administrador do Marumbi, o Chico, também do IAP, que nos deu carona até Morretes, e vários outro figuraças.

 

Espero voltar para esta região logo! :mrgreen:

 

 

Abraços

  • 5 semanas depois...
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Caminho do Itupava

Peguei no terminal do Guadalupe, (rodoviária antiga) o ônibus que leva a Quatro Barras, tem dois modos de ir, pelo bus branco normal e o verde via BR 116 ambos param no mesmo local, somente fazem caminhos diferentes, mas chegam ao terminal de Quatro Barras, onde tem que pegar outro bus para Borda do Campo, segue até o ponto final. Andando uns 100 metros já está no portal do início do Caminho do Itupava. Levou desde a saída do Guadalupe para Borda do Campo uma hora. Preço R$ 1.95 passagem integrada.

Aqui começa o relato: Terça-Feira dia 15/03 Eu e meu filho, chegamos ao posto do IAP. Não tinha ninguém para cadastrar a entrada, ficamos sem mapa e informações que talvez mudasse nosso planejamento.

As informações que eu tinha, era somente aqui do site, o que me fez ter uma previsão falsa de chegada, por que a distância não é o que esta descrita nas informações do IAP é muito mais. Um dos erros foi não ter prestado atenção na referência do Danilo Dassi das msn postadas no tópico perguntas e respostas sobre o término do caminho que da numa estrada, o pior nesta hora nos não encontramos a maldita placa, já não esta mais lá, foi a segunda perdida que gerou mais uns minutos de andada errada.

Primeiramente a trilha não é leve não, é considerada semi-pesado em condições secas, mas após a Casa do Ipiranga a mata é densa e a umidade deve ser constante na maior parte do Ano, por isto o calçado tem que ser aderente.

Estou colocado abaixo as distâncias que consta no mapa do IAP, mas não é só isto. Vou relatando passo a passo.

 

Trechos Tempo Distância

Posto de Informação Boa Vista 1 hora e 40 minutos 3.78

Boa Vista Casa do Ipiranga 2 horas 3.35

Santuário N.S do Cadeado- Término caminho recuperado 1 Hora 2.42

Término do caminho recuperado – Centro de Visitantes 30 minutos 1.5

6 horas e 40 minutos Total 16.32

 

 

 

Começamos nossa trilha as 08h40minh chegamos à Boa Vista as 09h20min andamos 3.78 m em 01h20minh, pensei vai ser moleza. Tem uma placa mostrando o desenho da trilha, como pelo desenho, a trilha parecia ser fácil e tranqüila nem anotamos as distâncias e nem copiamos o mapa, erro crasso. Pior não levamos esparadrapo para fazer tala, lanterna (pilhas extras) entre outros.

Fiz um bastão para ajudar na caminhada, um apetrecho que não pode faltar, ainda bem que tinha levado uma faca que perdi no caminho.

Chegamos à Casa do Ipiranga as 11:00 horas com o tempo de 02h20min = 7 km e. 130 m.

Quando se fala que os acidentes acontecem aliados a uma sucessão de erros é pura verdade.

Um pouco antes da casa do Ipiranga, passou por nós um casal, deram um oi e seguiram em frente, bem rápido.

Ao passarmos pela Casa do Ipiranga deparamos com um trilho de trem e bem em frente uma placa caída no chão escrito Ipiranga com uma seta para a direita, como vimos o casal no fim da curva andando sobre os trilhos fomos atrás, fomos induzidos ao erro, andamos uns 20 minutos e resolvemos voltar, o sol não estava na direção do nosso caminho anterior. No retorno encontramos três rapazes, perguntei qual era o correto, pois estava-mos meio perdidos. Descobrimos saindo da Casa do Ipiranga, que para a direita ia para a cachoeira do Ipiranga, trilha que eles estavam fazendo. A previsão do mesmo era retornar para Curitiba, acho que o casal também, pois até o final da trilha não encontramos mais ninguém.

O caminho correto era exatamente cruzar o trilho onde a placa estava no chão, só que a trilha também estava encoberta por mato e era uma subida acentuada mal dava para ver.

Com isto perdemos uns bons minutos, bem seguimos a trilha, eu diria sem informação nenhuma, um dos rapazes informou que era o pior trecho que íamos fazer, devido às descidas íngremes. Agora eu diria decidas e subidas, placa de informação nenhuma. Estava-mos parando para descanso em média cada hora e meia, nossa comida banana, pé de moleque, um pão com frango e um litro e meio de água para cada um, a banana foi acabando, e a água também, mas reabastecemos nos rios que cortam a trilha, repelente, protetor solar e pomada para dor fez parte da mochila.

Bem para encurtar entre tombos, pulando diversas árvores caídas na trilha chegamos ao Santuário N.S. do Cadeado ás 15.00 horas, começou chover forte, nos abrigamos na igrejinha por uns 25 minutos, pelo menos deu para contemplar o conjunto do Marumbi bem a nossa frente. Neste ponto a gente corta o trilho mais uma vez, da para ver também dois túneis um de cada lado e ao longe a continuação da estrada de ferro, bem que da vontade de seguir pelo trilho, não fomos, ainda bem, por que é proibido e acho que é muito mais longe.

Seguimos a trilha, mas já preocupado, pela lentidão da nossa andada dentro da mata, muitas vezes ficava bem escuro, e com o sistema psicológico já abalado pelos escorregões, e pela dificuldade de andar na trilha, cheia de possas de água, minha maior preocupação era que meu filho com o pé machucado estava andando lento demais, seguimos e de repente mais uma vez a trilha termina em uma estradinha, sem nenhuma placa indicativa, e se tivesse o mapa ele também não indica qual a direção a tomar, mais uma decisão errada, optamos pegar a direita por que era uma subidinha e se tivesse que voltar era descida, os músculos da perna já estavam doendo devido o esforço sobre as pedras molhada, andamos mais uns 15 minutos e a sorte de principiante, vinha descendo um carro (lotado) ele informou que estava indo para o lado errado, Eu estava indo para a Estação Eng. Langue e para o Marumbi e que faltava 11 km para chegar a Morretes, que íamos levar 01.30 de caminhada para chegar ao centro de informações do IAP. Eu pensei algo estava errado, como se a trilha era 16.32. Mas não tinha remédio, o negócio era andar e andar. Este é um ponto que sirva de lição, quando vc sai na estrada, onde é o fim do caminho do Itupava, tem que pegar a esquerda mais uma andada chega até outra bifurcação, para a esquerda vai para a Usina Hidroelétrica Marumbi. e para a direita para Morretes, aleluia ali tinha uma placa indicativa, e claro para o Centro de atendimento.

Chegamos à Central de atendimento exatamente às 18,00 horas. Peguei uma mapa então que entendi, após o centro de visitantes, tem mais quatro kilômetros para chegar a estrada da Graciosa e mais 6 até o centro de Morretes, esta caminhada não estava prevista e não consta no mapa.

De acordo com as informações do atendente, os 16.32 km são considerados até o centro de visitantes e mais os 10 até Morretes.

Prestar atenção: No posto não tem telefone, e o celular tem que andar mais uns 2 km dependendo do aparelho para pegar o sinal. Seguimos pela estrada e só não pegamos uma pousada que já começam aparecer à beira do rio por falta de comunicação com Curitiba. Já eram 19,00 horas quando consegui sinal e pedir um taxi, pelos cálculos andamos até ali uns 19 km totais. Chegando à rodoviária de Morretes compramos para as 20,00 horas passagem para Curitiba, chegando as 21,10 mais morto do que vivo. Custo da passagem R$ 25,00 duas pessoas. Tem ônibus intermunicipal que vai ás praias e Paranaguá.

A trilha vale à pena fazer, tem algumas vistas cinematográficas e alguns pontos para deitar nas águas geladas dos riozinhos, acho que deve ter muito lambari. É proibido acampar em todo o percurso. O ideal é ir no mínimo em três pessoas, se um se machucar fica difícil socorrer. Se for para incluir no passeio uma ida na Cascata do Ipiranda e o Véu da Noiva o qual não encontramos a trilha de desvio , acho que complica, no nosso caso teríamos chegado a noite.

O ideal é marcar hora para um taxi antes da descida para pegar no posto do IAP. Tem um ônibus que passa às 16.00 horas na estrada que vai para Morretes, mas são 4 km de pernada e mais 6 km até Morretes se perder o busão.

O telefone que consegui foi 41 9978 1573 – fixo 041 3462 1925, ele me cobrou R$ 25,00 mas juro que pagava R$ 50,00, é o mesmo que aluga kit bóia e transporta de Kombi o pessoal para descer o rio de bóia. Alias aproveito para informar o custo do Kit é R$ 15.00 por pessoa capacete, colete, bóia e transporte.

Telefones Úteis

Inst. Ambiental do Paraná 41 3213 3700

IAP escritório local Morretes 41 3462 1155

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Fotos da trip

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Um pouquinho da História do Caminho do Itupava

Lá por 1700 os caçadores de índios, garimpeiros de ouro, povoadores dos campos de Curitiba, aproveitavam as trilhas dos indígenas para desafiar o gigantesco maciço da Serra do Mar que separava o litoral do planalto. Assim nasceu o Caminho do Itupava.

Por quase 250 anos o Caminho do Itupava foi a principal via de comunicação. Tropas desciam carregadas de erva-mate, fumo, carne seca, couros, cereais entrte outros. Na subida eram transportados produtos como açúcar, sal, ferragens, tecidos e álcool.

Somente em 1813, com a abertura da estrada da Graciosa,e doze anos após, com a efetivação da Estrada de Ferro Paranaguá Curitiba, o caminho entrou em desuso.

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Salve Mauro!

 

Pois é... tentei avisar que esse MAPA e o início do caminho enganam, e muito! Tu sofreu os mesmo problemas que nós, pouca comida e pouca informação. Pra gente ainda foi pior pois estavamos com cargueiras (média de 18kg cada). Imagina os tombos!!! Hahahaha.

 

Essa parte que você colocou sobre a trilha coberta pela mato nós também sofremos, um pouco menos porque os trilhos estavam em obras e o pessoal da ALL nós informou corretamente a continuação da trilha, que mesmo com isso foi difícil encontra-la.

 

Vou ver as fotos e depois volto para comentar com mais calma.

 

 

 

Abraços

  • 5 semanas depois...
  • 1 mês depois...
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Pô Mauro, cheguei tarde, poderia te avisar que quando acaba a Itoupava na estrada de Porto de Cima, a direita sobe p/ Eng. Langue e Marumbi, e pra esquerda Usina e Porto de Cima.

Já fui muito pro Véu da Noiva pela Itoupava, já desci, já subi, fiz o Pão de Loth, mas faz temmmmpo... gostaria de saber como está a segurança na trilha, visto que tempos atrás os assaltos eram frequentes, e teve até morte (um pessoal acampado na cachoeira perto da pedreira, bem no começo, em Borda do Campo).

  • 2 semanas depois...
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[picturethis=http://img.terra.com.br/i/2009/04/21/1174583-7074-ga.jpg 300 368 Trilhos]Trilha aberta há mais de 300 anos é atração no PR

Natália Leister/vc repórter

 

Aberto a partir de uma trilha indígena do período pré-colonial e calçado com pedras irregulares, o Caminho do Itupava liga os municípios de Morretes e Quatro Barras, no Paraná. Com 22 km, totalmente restaurado com a recuperação do piso, limpeza e construção de sete passarelas e três pontes semipênseis, o caminho é uma das principais atrações estaduais.

 

Ao longo do trajeto, cruza três unidades de conservação: a Marumbi e os parques estaduais do Pico do Marumbi e Serra da Baitaca, atraindo aventureiros de várias regiões do Brasil e atingindo até o publico internacional, mostrando a grande beleza cênica, da mais rica floresta tropical úmida do mundo.

 

Por quase três séculos, o caminho foi a principal ligação da costa para o planalto paranaense. Atualmente, o trajeto é feito principalmente por mochileiros dispostos a conferir a exuberante natureza do local. É possível observar animais, plantas e árvores da mata preservada e riachos de água límpida.

 

Os visitantes podem visualizar as ruínas da Casa Ipiranga, onde viveu o responsável pela ferrovia construída posteriormente junto à trilha histórica. O caminho se encontra duas vezes com o trajeto da ferrovia. Após a privatização da linha, a casa foi abandonada e depredada.[/picturethis]

 

1174584-4215-ga.jpg1174586-1246-ga.jpg1174587-1292-ga.jpg1174588-6785-ga.jpg1174590-7616-ga.jpg1174591-9589-ga.jpg

 

 

FONTE: Terra

  • 4 meses depois...
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Assim era a casa do engenheiro, no Rio Ipiranga.

Ela tinha este nome pois foi a morada dos engenheiros que construiram a estrada de ferro, e hoje tem até rua com o nome deles em Curitiba, os Engenheiros Rebouças. Isso mesmo, engenheiros no plural, pois eram dois irmãos.

Só sobrou as ruinas... ::bad::

20090825200556.jpg

E o Recanto do Ipiranga, ao lado da casa. Repare na Mont Blanc cargueira até o talo, tinha até cuia, bomba e erva pro chimarrão.

Dá pra notar que tava pesada... ::putz::

20090825201525.jpg

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Caraca Otávio, de quando são essas fotos????

Quando passei lá em janeiro de 2008 a casa do Ipiranga não tinha NADA de telhado e as poucas paredes que restaram estavam totalmente pichadas.

20090825210058.jpg

 

A Roda d'agua então, não tinha mais nenhuma pá...

20090825205626.jpg

 

Pô... essas coisas me deixam ::grr:: !!!

 

 

Apesar de tudo, ótimas fotos ::cool:::'> ::cool:::'> ::cool:::'>

 

Abraços

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