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Morretes DDD (41)

Período:  03 a 10/12/2018
Cidades:  Morretes, Antonina, Paranaguá e Quatro Barras*

A região turística Litoral do Paraná engloba as cidades de Morretes, Antonina, Guaraqueçaba, Paranaguá, Guaratuba, Matinhos e Pontal do Paraná. São cerca de 100 km de litoral, destacando-se a Ilha do Mel e o Parque Nacional do Superagui. Nas praias, ilhas e baías, podem ser avistados golfinhos e muitas aves. Além dos encantos do mar, há cachoeiras na maior área contínua brasileira de Mata Atlântica. Somando-se às belezas naturais, destacam-se as cidades históricas como Guaraqueçaba, Morretes, Antonina e Paranaguá e os caminhos históricos das ligações entre o litoral e o planalto como o Caminho do Itupava, a Estrada da Graciosa e a Estrada de Ferro Paranaguá-Curitiba. Suas riquezas também estão na cultura caiçara das canoas de bordadura, do fandango e na culinária típica do barreado e da banana servida na forma de bala, cachaça e chips.

Confira abaixo as dicas e o relato de viagem. Fiquei hospedada no centro de Morretes, de onde parti para conhecer Antonina e Paranaguá. A infraestrutura turística é pequena, pois atende majoritariamente os turistas que só vem almoçar e passar parte da tarde na cidade, mas é suficiente para atender quem desejar pernoitar.

* Quatro Barras, na verdade, faz parte de outra região turística, a Rotas do Pinhão.

Obs.: ATENÇÃO: Não possuo nenhum vínculo com hotel, restaurante, agência, loja e qualquer outro tipo de estabelecimento divulgado nos meus relatos de viagem. Alguns dos pontos turísticos listados, bem como alguns estabelecimentos, não foram visitados por mim e as informações foram obtidas de guias ou funcionários de CITs ou são provenientes de pesquisa. Portanto, recomendo que antes de utilizar qualquer serviço, verifique com a secretaria de turismo da cidade e/ou outras fontes idôneas e confiáveis, como sites oficiais do governo ou órgãos de ensino/pesquisa, se os dados são atualizados e/ou verossímeis. Verifique também as datas dos relatos; algumas informações permanecem válidas com o passar dos anos, porém outras são efêmeras. Esse site não se propõe a ser um guia turístico, trata-se apenas de um relato de viagem e um apanhado de observações, experiências vivenciadas e opiniões de cunho pessoal que não têm a pretensão de ser uma verdade absoluta, pois retratam apenas uma faceta ínfima do diversificado e amplo universo histórico e cultural que um destino de viagem proporciona. Vá, experimente, vivencie e encontre a sua verdade.

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Nanci Naomi
http://nancinaomi.000webhostapp.com/

Trilhas:
Grupo CamEcol - Caminhadas Ecológicas Taubaté

Relatos:
23 dias no PR - dez/2018 - Parte 1: Natal de Curitiba | Parte 2: Morretes
15 dias em SC - fev/2018 - Parte 1: Vale Europeu | Parte 2: Penha

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25 dias desbravando Maranhão e Piauí - jul/2011 - Parte 1: São Luis | Parte 2: Lençóis Maranhenses | Parte 3: Delta do Parnaíba | Parte 4: Sete Cidades | Parte 5: Serra da Capivara | Parte 6: Teresina

Um final de semana prolongado em Caldas e Poços de Caldas - jul/2010

Itatiaia - Um fds em Penedo e parte baixa do PNI - nov/2009
Um fds prolongado em Trindade e Praia do Sono - out/2009
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10 dias nas trilhas de Ilha Grande e passeios em Angra dos Reis - jul/2008
De molho em Caldas Novas - jan-2008 | Curtindo a tranquilidade mineira de Araxá – jan/2008

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A cidade

Morretes está localizada na região litorânea do estado (não tem praia!) e tem área de 684,580 km². Tem 15.718 habitantes (dados IBGE 2010) e faz limite com as cidades de São José dos Pinhais, Piraquara, Quatro Barras, Campina Grande do Sul, Antonina, Paranaguá e Guaratuba. Possui clima subtropical úmido.

Como chegar

Morretes tem fácil acesso, por meio de transporte rodoviário, aéreo ou ferroviário. Está localizado a 70 km da capital. O aeroporto mais próximo está na cidade de São José dos Pinhais.

De Morretes, Antonina está localizada a 15 km; Paranaguá a 40 km; Quatro Barras a 50 km.

  • Estação Ferroviária de Morretes, Praça Rocha Pombo, s/n, 3462-1382. Vista das montanhas da Serra do Mar; conta com lanchonetes, sanitários e barracas com produtos artesanais
  • Terminal Rodoviário Brasílio Carlos Jorge Buffara, R. Ricardo de Lemos, s/n, esquina com a R. Odilon Negrão Teixeira, Morretes, 3462-1115
  • Terminal Rodoviário de Antonina, R. XV de Novembro, s/n, 3432-1272

Transporte Curitiba/Morretes:

  • É possível ir de trem. É um passeio que pode servir como traslado também, mas é demorado. Acomodamos a bagagem atrás da última fileira de bancos, não existe um bagageiro específico, mas não há problemas, pois o trem não faz paradas no meio do caminho, não tem aquelas paradas para compras/degustação como em outros passeios de trem. Veja mais detalhes nas seções Onde ir e Dicas e comentários sobre passeios do relato de Curitiba
  • A Viação Graciosa possui duas linhas Curitiba/Morretes: via BR-277 (um pouco mais rápido e mais opções de horários) e via Estrada da Graciosa (trajeto mais bonito, mas parece que só tem horários aos finais de semana e pode ser cancelado devido a condições climáticas adversas, pois a estrada é estreita, sinuosa e escorregadia)

Dicas e comentários sobre transporte:

  • Em Morretes, existem linhas de ônibus circulares da Viação Pilar, mas não utilizei. Não tem guichê no Terminal Rodoviário, nem tabela de horário
  • É perfeitamente viável se deslocar de ônibus de Morretes a Antonina e Paranaguá para fazer um city tur, pois há vários horários, que podem ser conferidos no site da Viação Graciosa
  • Os ônibus intermunicipais da Viação Graciosa que partem de Curitiba e tem escala em Morretes são do tipo rodoviário. Agora os ônibus de Morretes para as cidades próximas, por exemplo, Antonina e Paranaguá são do tipo circular, com roleta
  • No Terminal Rodoviário de Antonina, tem os horários das linhas circulares dentro da cidade. Ponta da Pita e Batel tem vários horários, mas para outros bairros os horários são escassos. Bairro Alto: de seg-sex tem 5 horários por dia; sáb, dom e fer são 4 horários por dia. Cedro: seg, qua e sex tem 2 horários por dia. Rio Pequeno: ter tem 2 horários
  • O acesso ao Parque Estadual Pico do Marumbi via transporte público é possível, mas trabalhoso e/ou custoso. Existe ônibus da cidade até a praça em Porto de Cima. Porém, depois são cerca de 6 km até a entrada do parque. Deve-se atentar para os horários da linha. Também é possível ir de trem de Curitiba ao parque, descendo na Estação Marumbi, mas não é comumente usado, pois atualmente só existe a linha de turismo em um horário por dia e o custo é elevado. Descendo na Estação Marumbi, é possível ter acesso às trilhas dentro do parque. Indo de carro próprio, a estrada da cidade até o centrinho de Porto de Cima é asfaltada em bom estado de conservação. Porém, depois são cerca de 6 km em estrada de terra, cujo estado de conservação depende da época do ano, pode estar bem transitável ou pode judiar dos carros de passeio

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Nanci Naomi
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Trilhas:
Grupo CamEcol - Caminhadas Ecológicas Taubaté

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Quando ir:

Dizem que no inverno, com o tempo mais seco, a probabilidade de neblina é menor e, portanto, a visibilidade seria melhor para o passeio de trem. Essa época, também seria mais indicada para as atividades de montanhismo no Parque Estadual Pico do Marumbi devido a menor probabilidade de chuva e incidência de raios nos cumes. Por outro lado, em algumas trilhas para as cachoeiras, deve ficar desconfortável para atravessar os rios por causa das águas geladas, além de inviabilizar o banho. No verão, esse destino pode ser associado com alguma praia/ilha da região, porém a ocorrência de insetos costuma ser maior e, eventualmente, a visitação às UCs pode ser desaconselhada ou até mesmo estar interditada. Desde 24/01/2019, as UCs do litoral estão fechadas e permanecerão interditadas até o fim de março devido à confirmação de casos de febre amarela. Apenas pesquisadores poderão ter acesso mediante apresentação da carteira de vacinação junto à autorização de pesquisa.

Eventos em Morretes:

  • Festa de São João Batista: em junho, em Ponte Alta, www.facebook.com/paroquianossasenhoradoporto
  • Feira Agrícola e Artesanal de Morretes: em maio, no Centro Histórico (R. Cel. Rômulo Pereira, Largo Dr. José Pereira, Largo Lamenha Lins e R. XV de Novembro), 3462-1266
  • Feriados municipais: 08/09 - dia de N. Sra. do Porto, Padroeira da cidade
  • 31/10 - aniversário da cidade

Eventos em Antonina:

  • Feriados municipais: 15/08 - dia de N. Sra. do Pilar, Padroeira da cidade
  • 06/11 - aniversário da cidade

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Nanci Naomi
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Trilhas:
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Onde ir:

Em Morretes:

Morretes, a "Cidade de Encanto e Beleza", é uma pequena cidade cercada de montanhas e banhada por rios como o Nhundiaquara que corta o centro da cidade, conferindo ainda mais encanto ao casario colonial que se estende a sua margem. Áreas de preservação ambiental abrigam matas com rios e cachoeiras de águas cristalinas e o Pico do Marumbi que favorecem a prática do ecoturismo. O trem Curitiba-Morretes determina o movimento da cidade, enchendo a charmosa rua beira-rio de turistas com a sua chegada e depois esvaziando a cidade que, à noite e de manhã, fica quase deserta, apenas com o movimento eventual de um ou outro turista que decidiu pernoitar.

  • Centro Histórico:
  • Igreja Matriz de N. Sra. do Porto (1850), Largo da Matriz. Via Sacra, obra do artista Theodoro de Bona. Em frente à Igreja, está instalado um sino, uma cruz que data a passagem do século e uma torre com relógio
  • Casas onde pernoitaram D. Pedro II, sua esposa e comitiva
  • Último engenho de erva-mate da cidade
  • Casa em memória a Antônio Vieira dos Santos
  • Primeira sede da repartição geral dos Telégrafos
  • Marco Zero
  • Praça dos Imigrantes
  • Feira de Artesanato
  • Casa de João de Almeida, sinalizada com placa
  • Casa Rocha Pombo, sinalizada com placa
  • Telefone número 1 da cidade
  • Praça Silveira Neto
  • Instituto Mirtillo Trombini, Largo Dr. Lamenha Lins, 3462-1325, ter-dom das 9-16h, [email protected] Possui salas expositivas, espaço de convivência, biblioteca. No projeto “Do Brasil para o Nosso Cantinho” o turista pode participar enviando um livro possibilitando uma integração entre turismo e comunidade local
  • Ponte Velha
  • Igreja de São Benedito, na esquina das ruas Conselheiro Sinimbu e Fernando Amaro. Via Sacra, obra do artista Mirtillo Trombini
  • Cine Theatro Morretes, R. XV de Novembro

 

  • Estrada do Central/Estrada Colônia Marques, estrada de terra entre Morretes (Bairro Central) e Porto de Cima (Colônia Marques), a qual atravessa o leito do rio Nhundiaquara (NÃO TEM PONTE sobre o rio). Vista de ruínas de antigas construções e da Usina de Açúcar
  • Povoado de Porto de Cima, a 6 km do centro. Ao pé da Serra do Mar, tem ruínas de engenhos, casarões e calçadas de pedras; praia fluvial; pousadas. Igreja de São Sebastião (século XIX), na Praça Com. José R. Machado, cercada de edificações do século XIX e início do século XX com belo visual do Marumbi ao fundo
  • Caminhos Coloniais: ligações entre o litoral e o planalto paranaense, abertos para a colonização. Hoje restam partes dos traçados originais no Caminho do Itupava, na Estrada da Graciosa e na Estrada do Anhaia
  • Estrada das Prainhas: é um trecho do antigo Caminho Colonial do Itupava, que liga Porto de Cima à Estação Engenheiro Lange. Corre paralela ao rio Ipiranga que deságua no Nhundiaquara, onde é praticado canoagem e boia cross. Dá acesso ao Parque Estadual Pico do Marumbi e à Usina Hidrelétrica de Marumbi
  • Parque Estadual Pico do Marumbi, acesso pela Estação Marumbi da Ferrovia Paranaguá-Curitiba ou pela Estrada das Prainhas, 3462-3598, ter-dom das 8-18h, [email protected] Entrada gratuita. Administrado pelo IAP que tem uma portaria com Centro de Visitantes em Porto de Cima, em Morretes e uma base instalada em um trailer em Borda do Campo, em Quatro Barras. Também há uma base instalada na Estação Marumbi, em Morretes. Esses postos do IAP contam com infraestrutura básica de sanitários e é feito o cadastro da entrada e/ou saída dos visitantes para controle. O camping dentro do parque é proibido, exceto na área delimitada pelo parque e as vagas estão disponíveis mediante reserva antecipada
    • Conjunto Marumbi, acesso por trilhas dentro do Parque Estadual Pico do Marumbi. É formado pelas montanhas Olimpo (1.539 m), Boa Vista (1.491 m); Gigante (1.487 m); Ponta do Tigre (1.400 m); Esfinge (1.378 m); Torre dos Sinos (1.280 m); Abrolhos (1.200 m); Facãozinho (1.100 m) e pelo Morro Rochedinho (625 m). Estão abertas as trilhas Noroeste (vermelha), Frontal (branca) e Rochedinho (azul). A Facãozinho (amarela) está interditada. Existe alguma sinalização com fitas plásticas coloridas (na cor da trilha) amarradas nas árvores. Para auxiliar a subida/descida, há algumas correntes e escadas de ferro fixados nas rochas. A Trilha Noroeste dá acesso aos cumes do Abrolhos, da Torre dos Sinos, da Esfinge, da Ponta do Tigre, do Gigante e do Olimpo. A Trilha Frontal dá acesso à Cachoeira dos Marumbinistas (50 m de altura) e ao cume do Olimpo. A Trilha do Rochedinho dá acesso ao cume do Rochedinho. A Trilha Facãozinho dá acesso aos cumes do Facãozinho, do Boa Vista e do Olimpo
    • Salto dos Macacos e Salto Redondo, acesso por trilha de 6,3 km/2h (ida) dentro do Parque Estadual Pico do Marumbi. Salto dos Macacos com 70 m de altura e piscina natural. Em seguida, o Salto Redondo com 40 m de altura e 20 m de largura, que pode ser avistado durante o passeio de trem
    • Caminho do Itupava, acesso pelo Distrito de Borda do Campo, em Quatro Barras (para descer) ou pelo Distrito de Porto de Cima, em Morretes (para subir). Aberto a partir de uma trilha indígena do período pré-colonial e posteriormente calçado com pedras irregulares, liga os municípios de Morretes e Quatro Barras. São 22 km (16 km de trilha + 6 km na Estrada das Prainhas), com 7 passarelas e três pontes semipênseis, cruzando 3 UCs: a Área Especial de Interesse Turístico do Marumbi e os Parques Estaduais do Pico do Marumbi e da Serra da Baitaca. Originalmente, tinha cerca de 55 km, partindo do Largo Bittencourt em Curitiba, passando por Borda do Campo em Quatro Barras e chegando a Porto de Cima em Morretes. Atualmente, ainda existem cerca de 22 km entre Borda do Campo e Porto de Cima com trechos bem preservados do calçamento original, principalmente na serra, mas também podem ser vistos alguns trechos calçados na Estrada das Prainhas. O caminho cruza a ferrovia Paranaguá-Curitiba ao lado das ruínas da Casa Ipiranga e do Santuário N. Sra. do Cadeado

 

  • Estrada da Graciosa: como é mais conhecida a Rodovia PR-410 que liga Curitiba a Antonina. Inicia-se no Portal na BR-116 com parte asfaltada, mas ainda conserva o pavimento poliédrico que, escorregadio com chuva e aliado com as curvas da estrada e a neblina, exigem atenção redobrada no percurso. Já foi chamada de Trilha da Graciosa e Caminho da Graciosa antes de receber a denominação atual de Estrada da Graciosa. O Caminho da Graciosa foi trilha dos indígenas, que desciam a serra para mariscar no litoral e depois subiam na época do pinhão. Tem valor histórico e cultural e ainda podem ser vistos os remanescentes do calçamento que cortam uma importante área de preservação da Mata Atlântica com riachos, cachoeiras e montanhas. Ao longo do seu percurso, estão distribuídos sete recantos para parada de descanso e/ou lazer: Engenheiro Lacerda (com mirante com vista da baía de Paranaguá), Rio Cascata (com queda d´água), Grota Funda (com um vale, uma ponte e a Cachoeira Fumo Bravo), Bela Vista (com mirante com vista da baía de Paranaguá), Curva da Ferradura, Mãe Catira e São João da Graciosa
  • Curva da Preguiça, curva do rio São João acompanhada pela Estrada da Graciosa, boa para banho e lazer. Conta com lanchonetes e aluguel de churrasqueiras. Acesso por caminhada de 45min para o Salto do Tombo d’Água com 15 m de altura. No local podem ser vistas ruínas das comportas de engenho
  • São João da Graciosa, a 13 km da cidade, na bifurcação da Estrada da Graciosa. Lugarejo aos pés da Serra do Mar com rios de água cristalina e venda de produtos artesanais
  • Morro do Sete, acesso pela Estrada da Graciosa. Porção oriental do conjunto Marumbi com 1450 m, de difícil acesso (5h de subida) com vista da planície litorânea

 

  • Estrada do Anhaia, remanescente do Caminho do Arraial, antiga ligação entre o litoral e o planalto. O caminho foi quase todo soterrado ou destruído pela construção do Oleoduto Araucária-Paranaguá, mas ainda existem alguns trechos com calçamento de pedra. Com alambiques ativos e desativados, pilões de pedra e margeada pelo Rio do Pinto
  • Parque Estadual do Pau Oco, acesso pela Estrada do Anhaia. Entrada gratuita. O parque abriga o Salto do Rio Fortuna com 40 m de altura, cujo acesso é feito por trilha com duração aproximada de 1h. Não existe uma sede do IAP, mas tem a casa do guarda-parque, onde deve ser feito o registro de entrada para a trilha

 

  • Represa do Capivari
  • Salto São Luiz
  • Recanto Cascatinha Marumbi, 3462-1343 / 3462-1812. Bosque às margens do rio Marumbi com corredeira e piscina natural para banho. Da Ponte Pênsil, pode ser visto o paredão de pedras que acompanha o rio. Conta com infraestrutura de camping, churrasqueiras, lanchonete, sanitários e vestiários. Nas imediações, uma fábrica de farinha de mandioca e de balas e o primeiro alambique do país a produzir a cachaça de Banana
  • Recanto Nova Itália, 3462-2577, www.recantonovaitalia.com.br O rio Nhundiaquara forma uma corredeira e uma piscina natural boa para banho. Conta com camping, churrasqueiras, lanchonete, sanitários e vestiários
  • Santuário Eco Park Nhundiaquara, Estrada das Prainhas, km 2, Porto de Cima, 3462-1938, ter-dom das 10-18h, [email protected], www.nhundiaquara.com.br Parque com piscina infantil, piscina natural, toboágua, cachoeiras, cascatas e trilhas. Conta com infraestrutura de alimentação, vestiários, guarda-volumes, local para eventos e estacionamento. Fechado, só funciona para eventos

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Onde ir:

Em Antonina:

Antonina tem um pequeno conjunto de casas históricas emolduradas por morros com vegetação preservada e banhadas pelas águas da baía homônima. É famosa por sua bala de banana, além de outras iguarias também preparadas com essa fruta e o tradicional barreado da região.

  • Centro Histórico:
  • Estação Ferroviária (1916). Fechada e parece abandonada
  • Igreja Bom Jesus do Saivá (1835), Praça Carlos Cavalcanti. Fechada para reforma
  • Recanto Poty, Av. Leovegildo de Freitas. Obra de Adoaldo Lenzi em homenagem a Poty Lazarotto
  • Mirante da Pedra, acesso por trilha que parte da R. Dom Pedro II/Av. Leovegildo de Freitas, no Bairro das Laranjeiras, mas a trilha está abandonada, depois da área ter sido devastada por uma enchente em mar/2011. A Fonte das Laranjeiras e as casas próximas foram destruídas
  • Fonte da Carioca (1867), R. Theófilo S. Gomes. Consta que recebeu a visita do imperador D. Pedro II em 1880
  • Igreja de São Benedito (1824), R. Dr. Carlos Gomes da Costa (antigo Largo de São Benedito), 258
  • Theatro Municipal (1906), R. Dr. Carlos Gomes da Costa, 322, 3978-1093, seg-sex das 8-11h e das 13h30-17h
  • Praça Cel. Macedo (antiga Praça da República), em seu entorno monumentos do esplendor do ciclo da erva-mate; busto de Getúlio Vargas e a carta testamento; coreto; chafariz; algumas árvores raras como duas canforeiras no extremo da praça; recebe barracas nas festas religiosas
  • Igreja Matriz N. Sra. do Pilar, Praça Cel. Macedo, s/s, Centro. No ponto mais alto da cidade, vista da baía, montanhas e parte de Paranaguá
  • Palácio Ipiranga (Câmara Municipal), R. Vale Porto, 50
  • Pharmácia Internacional (1911), R. XV de Novembro, 202, 3432-1227. Com mobília da década de 30
  • Prefeitura. Possui uma placa comemorativa do 44º ano de visita do Imperador D. Pedro II à cidade; no interior, pinturas a óleo com motivos diversos, entre os quais uma paisagem da baía de Antonina
  • Mercado Municipal, R. Conselheiro Antonio Prado s/n, diar das 10-17h. Abriga a Casa do Artesanato ART'NINA e restaurantes
  • Praça Romildo Gonçalves Pereira, mais conhecida como Praça Feira-Mar. Vista para as ilhas e montanhas de Antonina. Possui busto de Davi Antônio da Silva Carneiro, ancoradouro, um espaço destinado ao esporte e quiosques
  • Ruína do Macedo - Casarão (Armazém de Erva-Mate e Secos e Molhados). Em restauração
  • Passeio de barco pela baía de Antonina

 

  • Parque Estadual Roberto Ribas Lange (parte do extinto Parque Estadual Agudo da Cotia). Integra a Área Especial de Interesse Turístico do Marumbi. Informações com o IAP, 3213-3849. Acesso difícil, escaladas devem ser acompanhadas por guias especializados
  • Bairro Alto, área de lazer e caminhadas com rios, cachoeiras, vegetação, além dos vestígios da antiga Usina Cotia, pelo lugar onde teve início a colonização japonesa no estado. Trilha da Conceição, antiga ligação entre o local e Apiaí-SP, hoje os trechos remanescentes permitem o trajeto até a Represa do Capivari
  • Rio Cachoeira, Estrada do Bairro Alto, acesso pela PR 340. Os 3 km de corredeiras desde Bairro Alto até próximo à foz do rio Capivari são bons para banho, caminhadas nas margens e rafting
  • COPEL - Usina Hidrelétrica Governador Viriato Parigot de Souza (Capivari-Cachoeira), acesso pela PR-340, 1100, Distrito de Cacatú, 3462-8400, [email protected] Maior central geradora subterrânea do sul do país, construída com o aproveitamento dos rios Capivari e Cachoeira. Visita mediante agendamento com a COPEL

 

  • Recanto Rio do Nunes, acesso pela PR 340, Distrito de Cacatú, a 16 km da cidade. Praia fluvial, em área gramada e arborizada. Conta com área para camping, mesas, bancos, churrasqueiras, bar, vestiários e sanitários
  • Parque Estadual Pico Paraná, acesso pela BR 116, via Campina Grande do Sul (com entrada na Ponte Rio Tucun) ou por trilhas via Bairro Alto, em Antonina. O Pico Paraná, situado na divisa entre Antonina e Campina Grande do Sul, possui 1962 m, sendo o mais alto da região sul

 

  • Prainha, R. Salvador Graciano, 506, Itapema, a 4 km do centro. Praia com 200 m de comprimento e 10 m de largura, na baía de Antonina, com águas claras e rasas, vegetação rasteira e elevações junto ao mar. Conta com área de lazer, lanchonete, ancoradouro
  • Ponta da Pita, R. Salvador Graciano, 505, Itapema. Formação rochosa que avança pela a baía; local de lazer para banhos, pescarias, piqueniques e esportes náuticos, com lanchonetes e restaurantes
  • Terminais Portuários Ponta do Félix, R. Eng. Luís Augusto de Leão Fonseca, 1520, Itapema de Baixo, a 6 km do centro, 3432-8000 / 3432-8057. Visita sob consulta
  • Porto de Antonina - Terminal Barão de Teffé, Av. Conde Matarazzo, 3978-1306. Recentemente passou por reestruturação, ampliação e modernização

 

  • Recanto do Cabral, Graciosa de Baixo, a 3 km do centro. Cercado por um pequeno bosque, tem uma rampa natural para aportar embarcações com qualquer maré
  • Cachoeira do Cedro
  • Reserva Natural do Morro da Mina

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Nanci Naomi
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Trilhas:
Grupo CamEcol - Caminhadas Ecológicas Taubaté

Relatos:
23 dias no PR - dez/2018 - Parte 1: Natal de Curitiba | Parte 2: Morretes
15 dias em SC - fev/2018 - Parte 1: Vale Europeu | Parte 2: Penha

Paraty e Ilha Grande - jul/2015 - Parte 1: Paraty | Parte 2: Araçatiba e Bananal | Parte 3: Resumão das trilhas

3 dias em Monte Verde - dez/2014
21 dias na BA - fev/2014 - Parte 1: Arraial d'Ajuda | Parte 2: Caraíva | Parte 3: Trancoso | Parte 4: Porto Seguro

11 dias na BA - dez/2013 - Parte 1 e 3: Salvador | Parte 2: Costa do Dendê - Ilha de Boipeba e Morro de São Paulo
21 dias em SE e AL - fev-mar/2013 - Parte 1: Aracaju | Parte 2: Maceió | Parte 3: Maragogi

21 dias em SC - jul/2012 - Parte 1: Floripa | Parte 2: Garopaba | Parte 3: Urubici | Parte 4: Balneário Camboriú
8 dias em Foz do Iguaçu e vizinhanças - fev/2012 - Parte 1: Foz do Iguaçu | Parte 2: Puerto Iguazu | Parte 3: Ciudad del Est

25 dias desbravando Maranhão e Piauí - jul/2011 - Parte 1: São Luis | Parte 2: Lençóis Maranhenses | Parte 3: Delta do Parnaíba | Parte 4: Sete Cidades | Parte 5: Serra da Capivara | Parte 6: Teresina

Um final de semana prolongado em Caldas e Poços de Caldas - jul/2010

Itatiaia - Um fds em Penedo e parte baixa do PNI - nov/2009
Um fds prolongado em Trindade e Praia do Sono - out/2009
19 dias no Ceará e Rio Grande do Norte - jan/2009 - Parte 1: Introdução | Parte 2: Fortaleza | Parte 3: Jericoacoara | Parte 4: Canoa Quebrada | Parte 5: Natal

10 dias nas trilhas de Ilha Grande e passeios em Angra dos Reis - jul/2008
De molho em Caldas Novas - jan-2008 | Curtindo a tranquilidade mineira de Araxá – jan/2008

Mochilão solo: Curitiba e cidades vizinhas - jul/2007
Algumas Cidades Históricas de MG - jan/2007 - Parte 1: Ouro Preto | Parte 2: Tiradentes

9 dias nas Serras Gaúchas - set/2005 - Parte 1: Gramado | Parte 2: Canela | Parte 3: Nova Petrópolis | Parte 4: Cambará do Sul

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Dicas e comentários sobre passeio:

  • Recomenda-se o acompanhamento de um guia devidamente credenciado, principalmente para quem não está acostumado a fazer trilhas. Geralmente o percurso segue por terreno acidentado e irregular, falta sinalização, pode ter bifurcações e animais peçonhentos. Cada trilha exige um tipo de calçado e vestimenta apropriada. O guia poderá dar as orientações necessárias, além de enriquecer a experiência com histórias locais
  • Em áreas naturais, devem ser tomados os devidos cuidados. Existem animais peçonhentos como cobras e os cuidados devem ser redobrados no verão, pois é maior a probabilidade de chuva com incidência de raios principalmente no cume das montanhas e do fenômeno conhecido como cabeça d'água

Morretes:

  • A maioria dos turistas faz apenas um bate e volta a Morretes, geralmente de trem, que é suficiente para o tradicional almoço com barreado, um city tur e compras dos quitutes da região. Porém, especialmente para quem curte ecoturismo, os atrativos locais podem render vários dias de passeio. Para o turista sem meio de locomoção, a opção mais prática é contratar uma agência ou guia com veículo que vai te levar aos parques e te conduzir pelas trilhas que, em sua maioria, não são sinalizadas. O problema é que não é fácil encontrar pessoas para dividir os passeios e o custo acaba se tornando elevado
  • No período da tarde (horário do trem), são montadas barracas na rua beira-rio e na Praça Silveira Neto/Largo Dr. Lamenha Lins com chips de banana, mandioca, batata doce e batata, bala de banana, artesanato, flores, mel, doces, etc. Aos finais de semana e alta temporada, o movimento de turistas e o número de barracas é maior. Várias lojas ficam abertas também
  • Na beira-rio tem mesas e bancos. Dá para sentar e ficar só olhando o rio passar. Acesso por uma escadaria que desce da rua até a margem do rio que é razoavelmente limpo no trecho urbano. Mais longe da cidade, é mais limpo
  • Sugestão de city tur: ir até a igreja e seguir beirando o rio. Atravessar a ponte e voltar beirando o rio pelo outro lado. Tem um caminho bem agradável, arborizado, entre o rio e 2 belas propriedades
  • À noite, o turista vai procurar um lugar para jantar (dependendo do dia da semana, as opções serão escassas) e tomar um sorvete. Não tem o que fazer e nem um passeio pelo centro é interessante, pois todas as lojas e vários restaurantes estarão fechados
  • Às sextas, tem uma feirinha noturna perto da Prefeitura. É bacaninha, com barraca de hortifrúti, de mel e outros produtos de abelha, de banana chips e outros petiscos. Tem uma pequena praça de alimentação, com barracas de lanches, tapiocas e pizzas brotinho, além de mesas e cadeiras
  • Se curte história, a região de Morretes é bem bacana e vale pesquisar sobre o tema. Além do casario histórico em Morretes e nas cidades vizinhas de Antonina e Paranaguá, a ferrovia Paranaguá-Curitiba também tem história. Antes funcionava o trem de passageiros até Paranaguá com 110 km de linha, 14 túneis escavados na rocha e 41 pontes e viadutos de estrutura metálica, mas ele parou de operar. Mais tarde, o trem volta, mas para turismo e apenas até Morretes percorrendo 68 km da linha. Pena que várias estações foram demolidas, outras se encontram abandonadas e poucas foram restauradas/reformadas e/ou que ainda estão em atividade. A Estação Curitiba é uma das mais antigas e hoje é o Museu Ferroviário, mas o antigo pátio foi coberto pelo Shopping Estação. Em operação atualmente, está a Estação Curitiba-nova, mais conhecida como Rodoferroviária. As estações Pinhais e Piraquara estão de pé, mas em desuso. A Estação Banhado estava sendo usada como ponto de apoio da concessionária ALL (América Latina Logística). A Estação Roça Nova foi restaurada e hoje é o Restaurante Cave Colinas de Pedra. A Estação Véu de Noiva e sua vila ferroviária estão abandonadas e se deteriorando. A Estação Cadeado foi demolida e em seu lugar tem o curioso Santuário N. Sra. do Cadeado. A Estação Marumbi é a única que ainda está em operação no meio do percurso, onde pode ser feito embarque e desembarque de passageiros. As estações Engenheiro Lange e Porto de Cima estão abandonadas. E finalmente, a Estação Morretes, cujo prédio original foi substituído por volta de 1950, é ponto final do passeio turístico. Em Paranaguá, a Estação Alexandra é a mais conservada em suas linhas originais, mas está fechada e a Estação Paranaguá está atualmente fechada para restauração, depois de ter ficado bastante deteriorada. Fonte: http://www.estacoesferroviarias.com.br/pr-cur-paran/cur-paranagua.htm
  • A Estrada do Central passa pela zona rural de Morretes e é cercada de plantações. Não dá para passar de carro, pois não tem ponte sobre o Rio Nhundiaquara
  • Na entrada da Estrada das Prainhas, tem apoio com sanitários e alguns trailers de lanche. O pessoal gosta de tomar banho no rio perto daí. No início, a Estrada das Prainhas está em bom estado de conservação, mas depois fica mais judiada. Essa estrada ainda tem trechos com calçamento de pedras originais. A condição da estrada deve depender da época do ano, piorando na estação chuvosa
  • Vi poucos borrachudos nas trilhas, mas tinha bastante na cidade, à beira do rio, principalmente ao final da tarde. Queria ver o pôr do sol do outro lado da ponte velha, mas tinha muito borrachudo
  • O Rochedinho é o pico mais baixo e mais fácil de ser alcançado. Porém é bem bacana, pois oferece um belo visual dos outros picos. A Trilha do Rochedinho é razoavelmente demarcada e sinalizada com placas e fitas azuis amarradas ao longo do percurso, perfazendo 4 km de estrada + 1 km com calçamento de pedras + 1 km de trilha. A estrada segue da portaria do Parque Estadual Pico do Marumbi até a Estação Engenheiro Lange, onde começa a trilha calçada até a Estação Marumbi. Tem uma travessia de um rio, mas é sossegado. Tem uma rampa de pedra, mas tem grampos e corrente para segurar e depois tem o rio, onde dá para pisar sobre pedras, sem molhar os calçados. No início a trilha está limpa, calçada e sinalizada com fitas coloridas amarradas ao longo do percurso de acordo com a cor da trilha. A bifurcação à frente segue para a Trilha Noroeste (vermelha), à direita vai para a Trilha do Rochedinho (azul) e a Trilha Frontal (branca). Portanto, seguimos à direita. A próxima bifurcação sinalizada divide as duas trilhas. Só mais para o final é que começa a trilha de fato, sem calçamento. Segue dentro da mata, sombreada. No final, a vegetação é mais baixa e oferece visual panorâmico. No último trecho tem uma pequena subida em pedra, mas é tranquila, não chega a ser uma escalaminhada, para o topo do Rochedinho que oferece vista bem ampla. Há vários pontos para coleta d'água potável, no próprio rio e em bicas com canos d'água
  • A Trilha do Salto dos Macacos e Salto Redondo se inicia na portaria do Parque Estadual Pico do Marumbi. Inicialmente segue pela estrada até a entrada da trilha à direita da estrada, marcada com placa. É razoavelmente demarcada, mas pouco sinalizada. Algumas árvores têm fitas amarradas para sinalização e tem pequenas placas dos Bombeiros numeradas de 1 a 73, para sinalizar por qual ponto você está passando. Parece que isso foi feito com o intuito de facilitar um eventual resgate em caso de acidente. Poucos metros adiante, tem a travessia do primeiro de vários rios. A água é bem transparente, mas o fundo do rio é todo de pedras e tem correnteza. É raso, mas é meio chato de passar. Digo que é raso, pois se o nível do rio estiver mais alto, essa trilha é interditada. Pouco depois tem outro rio, igualmente largo, com leito todo pedregoso também, mas é mais raso e calmo. Bem mais fácil de atravessar. Ao longo do percurso tem vários rios e pequenos córregos, mas são mais estreitos e fáceis de cruzar. Na ida, a trilha tem mais subidas, mas tem descidas intercaladas. Tem trechos íngremes, muitas raízes expostas e algumas pedras. Tem um rio com uma rampa de pedra, onde tem uns 3 grampos com corrente para ajudar a descer, mas não é difícil. Esse rio é estreito. Tem outro rio que é mais largo e é bonito, com pedras grandes. Geralmente depois da travessia dos rios, a trilha continua bem na reta. Costuma ter bifurcações, principalmente nas proximidades dos rios, pois o pessoal parece criar caminhos para alcançar outros pontos dos rios. Perto da chegada, acho que depois da marcação n.o 67, tem a bifurcação para o Salto Redondo. Dá para ver a queda entre a vegetação. Essa bifurcação leva à base do salto chegando na lateral. Tem que descer pela beirada de pedra para chegar ao nível da base e seguir em frente para ter a vista frontal da queda. Não é difícil, mas tem que tomar cuidado para não escorregar nas pedras. Prosseguindo adiante, sem pegar a bifurcação, a trilha termina na base do Salto dos Macacos. Tem um poço raso para banho com fundo todo de pedras e água muito gelada. Querendo ter uma melhor visão frontal da queda, siga à direita sobre a laje, mas procure pisar sobre as partes secas e cuidado com as pedras lisas. Se o nível d'água estiver alto, cobrindo a laje, é recomendável não ir. Indo para o outro lado, à esquerda, chega-se ao alto do Salto Redondo. Descortina-se belo visual do Conjunto Marumbi
  • O acesso ao Caminho do Itupava pode ser feito de ônibus. No Terminal Guadalupe, no centro de Curitiba, pegar o ônibus para Quatro Barras. Lá tem que pegar o ônibus para Borda do Campo, desembarcar no ponto final e caminhar um pouco até a base do IAP. Para o retorno, da portaria do parque, em Porto de Cima, será necessário caminhar cerca de 6 km pela Estrada das Prainhas até a praça central de Porto de Cimas, onde tem ponto de ônibus para o Centro de Morretes. Disseram que existe a possibilidade de caminhar menos, apenas até o ponto do boia cross, onde haveria um transporte disponível ao Centro. Deve-se atentar para os horários das linhas. Esse é o sentido mais comum da trilha, descendo a serra, de Quatro Barras a Morretes, mas pode ser feito no sentido inverso também. Há quem opte por fazer parte da trilha, geralmente de Porto de Cima até o Cadeado e retornando ao ponto de partida
  • Fiz o Caminho do Itupava com agência a partir de Morretes que nos levou até o porto de partida e depois fez o resgate ao final da trilha. Existem opções com agências a partir de Curitiba que parecem ser mais em conta, pois aparentemente seria mais fácil encontrar pessoas para dividir o custo
  • O desnível do Caminho do Itupava é de quase 1000 m: do Distrito de Borda do Campo com 990 m de altitude a Porto de Cima com 30 m altitude. Dessa forma, é praticamente só descida, mas também alterna algumas subidas. É necessário fazer o registro no início e no final da trilha, nas bases do IAP. Já houve registros de assaltos na trilha, mas parece que atualmente está mais tranquilo. É bastante movimentado aos finais de semana. A trilha não é bem demarcada, praticamente não tem sinalização e há bifurcações. É famoso pelo calçamento de pedras. Há longos trechos calçados, mas não são contínuos, tem falhas. Parece que era contínuo, mas trechos foram se perdendo, soterrados ou escondidos entre a vegetação, pois foram criados desvios. As pedras são bastante lisas, mesmo secas, por isso um calçado apropriado e um cajado ajudam bem. Se estiverem molhadas, o cuidado tem que ser redobrado, para não cair. Durante o percurso existem escadas, passarelas de madeira e pontes dos tipos semipênsil e pinguela feitas com troncos de árvores e com corrimão para facilitar o percurso. A caminhada é em mata fechada a maior parte do tempo e sem visual, exceto no começo quando tem visual do Pão de Loth e do Anhangava e no Cadeado com o visual do Conjunto Marumbi e da baía de Antonina. Nas ruínas da Casa do Ipiranga, também conhecida como Casa do Barão do Serro Azul, à esquerda tem uma escada de cimento curta e estreita que desce até o rio. Não é aconselhável pegar água desse rio para beber, pois o pessoal acampa e larga muito lixo nas imediações. À direita da casa, após a travessia do trilho, tem a continuação da trilha por uma escada. O pessoal costuma seguir pelo trilho, pois passa pelas paisagens mais bonitas dessa área, mas é proibido andar na ferrovia que tem pontes e túneis estreitos. Além da possibilidade de encontrar um trem, tem o problema da altura das pontes. Há relatos de quem foi “guiado” por um funcionário da ferrovia que saberia dizer os horários dos trens. Além disso, quem segue pela linha do trem, não está fazendo o Caminho do Itupava, está fazendo um misto do caminho com a ferrovia. O problema é que esse trecho da trilha entre a Casa do Ipiranga e o Cadeado estava bem fechado, justamente devido à escassa passagem de pessoas. Tem obstáculos na trilha, bambus tomando conta do caminho e muitas árvores caídas, algumas há bastante tempo e outras recentemente. As menores são removidas, mas as maiores são contornadas por desvios que saem do calçamento, mas é bom ficar atento, pois tem que voltar ao calçamento adiante, se não voltar está no caminho errado. Tinha muitas árvores que pareciam ter caído recentemente. Um local estava ruim de passar. Tentamos desviar, mas chegamos a um barranco, onde não dava para descer. Então tivemos que passar por cima dos troncos e galhos caídos e deu um pouco de trabalho. Atravessamos 3 rios que não eram largos, mas também não eram estreitos, eram médios. Depois da travessia do primeiro rio, tem uma bifurcação da trilha. Se estiver distraído, é capaz de subir à direita, que é o caminho que parece ser a continuação da trilha, mas essa subida vai dar no alto da cachoeira. A continuação da trilha é pelo caminho à esquerda que é mais plano. Há mais 2 rios para atravessar, mas dá para pular sobre as pedras. Pouco antes do Cadeado, passamos pelo meio de algumas pedras grandes. A pedra/morrinho da esquerda tinha marcas visíveis de subida, pois oferece do seu alto visual panorâmico semelhante ao do Cadeado. Tinha uma escada metálica com corrimão muito baixo. Depois da travessia da ferrovia, chegamos ao Santuário N. Sra. do Cadeado, onde é inevitável tirar uma foto no buraco da fechadura. Era para ter um visual do Conjunto Marumbi e da baía de Antonina, mas estava chovendo e com neblina e não dava para ver nada. Do lado esquerdo do santuário, tem uma escada que desce e vimos uma cobra jararaca bem no meio do caminho. Atravessamos vários pequenos córregos e alguns rios mais largos com pontes até do tipo semipênsil. Tem escadas com troncos de madeira redondos para os degraus que, molhados, estavam bastante escorregadios, mas tinha corrimão. Ao final, desembocamos na estrada do parque e basta seguir em direção à portaria que está sinalizada. Tem pontos para pegar água para beber, mas é aconselhável levar sua água, pois a água pode estar imprópria para consumo devido à chuva, por exemplo
  • Disseram que existe uma trilha para a base da Cachoeira Véu de Noiva, mas é difícil. Parte do alto, descendo pela lateral da queda e tem um trecho final de rapel, tem que ir com alguém que conheça o local e tem que ter equipamento
  • A trilha do Salto do Rio Fortuna fica em um parque estadual, mas não existe uma portaria e/ou sede do IAP para receber os visitantes. Existe um estacionamento na propriedade particular, o Sítio Vanessa que também conta com camping e sanitários. Na entrada do parque tem 2 moradores que fazem o controle da entrada de visitantes, parece que são funcionários terceirizados do IAP. A trilha é razoavelmente demarcada, mas pouco sinalizada. Primeiro é necessário subir pela estrada - há placas indicando. Depois de passar pelo lado esquerdo da estação com portão, uma placa indica a entrada da trilha à direita. A trilha segue fácil pelo mato, apresentando poucos trechos acidentados com raízes de árvores, pedras e solo irregular. Tem 2 travessias de rio, onde é necessário procurar a continuação da trilha do outro lado. Esses são os trechos que podem confundir. Tem algumas setas brancas pintadas nas árvores

Antonina:

  • Esperava mais de Antonina, achei que seria mais parecida com Morretes, por isso me decepcionei um pouco. É turística, mas bem menos expressiva do que Morretes. O Centro Histórico rende um city tur rápido. Achei que a cidade está um pouco abandonada, embora algumas construções estejam em restauração. Tem um córrego com água escura que parece esgoto desaguando na baía. A água da baía parece bastante suja. Acho preferível visitar a cidade no meio da semana, quando o comércio está aberto no Centro. É uma cidade pequena, parece pacata, mas não pudemos passear sossegados, fomos abordados no trapiche e na Praça Romildo Gonçalves Pereira. Não chegou a dar uma sensação de insegurança, mas não é tão tranquila como parecia à primeira vista
  • O passeio de barco pela baía de Antonina tem duração aproximada de 30min. Saímos em apenas um casal sem ter que esperar mais pessoas para lotar o barco. Porém, o barqueiro disse que dá desconto se tiver mais de 10 passageiros. Na parte da manhã, não vimos nenhum barco de passeio no trapiche. Depois do almoço, estávamos no mercado, quando ouvimos um apito e fomos ao trapiche verificar. O barco estava voltando do passeio e apitando. O passeio saiu do trapiche, foi para a direita e voltou acompanhando a “ilha” de manguezal. Avistamos o porto ao longe. O mais legal foi observar as aves. Depois já voltou ao trapiche. O mar estava bem calmo, mas quando está ventando, fica mais agitado e o barco balança. Aproveite para tirar foto no letreiro do trapiche
  • A trilha Mirante de Pedra está abandonada desde a enchente que destruiu as casas e a Fonte das Laranjeiras. Antes o caminho era bastante usado para voo livre. No início, o caminho é bem estreito, com mato fechando e tem água escorrendo provavelmente de uma mina. Talvez seja até da antiga Fonte das Laranjeiras. Jogaram algumas pedras/paralelepípedos para fugir da lama. Tem outro caminho à direita que é mais seco, por onde retornei. Tem ruínas de casas tomadas pelo mato. Vencido esse trecho inicial, começa um caminho estreito, mas calçado com paralelepípedos de maneira uniforme. O mato continua fechando, mas é só seguir caminho de pedras. Pouco à frente, vira uma calçada de concreto que parece construída em curvas de nível (dando voltas), mas está interrompido em alguns trechos e tem vários atalhos que são caminhos alternativos que seguem pela terra, subindo até encontrar o próximo nível. Em um ponto eu vi 2 bifurcações, mas continuei em frente pela calçada até dar em um ponto sem saída, completamente fechado pelo mato. Então voltei e peguei a bifurcação menos íngreme. A calçada não tem mato invadindo, mas o piso fica coberto de folhas caídas e é úmido, com musgo, dá medo de escorregar (para descer é pior). É só seguir subindo, chega-se a um ponto aberto (sem vegetação desse lado). Dá para ver a cidade abaixo, a baía de Antonina e Paranaguá ao fundo

Compras:

  • Em Morretes: cachaça, bala e chips de banana nas lojas e barracas na beira-rio à tarde. Também podem ser encontrados artesanato, flores, mel, doces
  • Em Antonina: a famosa bala é vendida em vários pontos da cidade, na versão pura ou com canela. Também tem cachaça de banana
  • Um produto comum nas barracas da feira são os chips de batata, mandioca e especialmente banana. É bem gostoso e sequinho. O de mandioca é meio duro; o de banana tem na versão doce com açúcar e canela ou natural que acompanha um pacote de sal que eu gostei, pois você coloca a quantidade de sal que quiser. Aos finais de semana, tem mais barracas e mais variedade de chips, sendo possível encontrar também de batata doce e batata salsa, além de tipos diferentes de banana, mas geralmente não vem marcado o tipo no pacote e o vendedor não sabe dizer qual é. Experimentei de banana da terra, o único que veio marcado e mais outros 2 tipos. Para quem não é entendida do assunto, achei o gosto bem parecido
  • Tem supermercados maiores e vários mercados perto do Terminal Rodoviário e no centro

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Relatos:
23 dias no PR - dez/2018 - Parte 1: Natal de Curitiba | Parte 2: Morretes
15 dias em SC - fev/2018 - Parte 1: Vale Europeu | Parte 2: Penha

Paraty e Ilha Grande - jul/2015 - Parte 1: Paraty | Parte 2: Araçatiba e Bananal | Parte 3: Resumão das trilhas

3 dias em Monte Verde - dez/2014
21 dias na BA - fev/2014 - Parte 1: Arraial d'Ajuda | Parte 2: Caraíva | Parte 3: Trancoso | Parte 4: Porto Seguro

11 dias na BA - dez/2013 - Parte 1 e 3: Salvador | Parte 2: Costa do Dendê - Ilha de Boipeba e Morro de São Paulo
21 dias em SE e AL - fev-mar/2013 - Parte 1: Aracaju | Parte 2: Maceió | Parte 3: Maragogi

21 dias em SC - jul/2012 - Parte 1: Floripa | Parte 2: Garopaba | Parte 3: Urubici | Parte 4: Balneário Camboriú
8 dias em Foz do Iguaçu e vizinhanças - fev/2012 - Parte 1: Foz do Iguaçu | Parte 2: Puerto Iguazu | Parte 3: Ciudad del Est

25 dias desbravando Maranhão e Piauí - jul/2011 - Parte 1: São Luis | Parte 2: Lençóis Maranhenses | Parte 3: Delta do Parnaíba | Parte 4: Sete Cidades | Parte 5: Serra da Capivara | Parte 6: Teresina

Um final de semana prolongado em Caldas e Poços de Caldas - jul/2010

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Onde ficar:

  • Pousada Vista do Marumbi, R. XV de Novembro, 1000, Centro, 3462-1573. É simples, mas agradável. Fica na beirada do centro, para chegar ao local mais turístico com lojas e restaurantes, tem que caminhar um pouco, é perto. Está próximo da rodoviária. O atendimento é familiar, os próprios donos tomam conta do lugar e estão presentes. Não tem área de lazer e tem um público mais a trabalho do que a lazer, mas atende bem a quem fica o dia todo fora passeando e quer um lugar para dormir e tomar café da manhã. Achei boa a relação custo/benefício. Tem wifi; boa limpeza da área comum e do quarto; roupa de banho branca; roupa de cama colorida, meio sintética. Tem quartos com AC split e outros com AC de janela (aquele mais antigo, caixotão branco). Fiquei em um quarto com cama box, AC de janela, frigobar, TV plana com canais abertos. Banheiro com chuveiro elétrico de 4 temperaturas. O café da manhã é simples, mas tem o básico; o suco era de caixinha, mas uma boa marca e tinha um delicioso pão caseiro, feito pela proprietária

Outras opções:

  • Pousada Dona Laura, R. Cel. Rômulo Pereira, 53, Centro, 3462-1100
  • Pousada Bella Morretes, R. Cel. Rômulo José Pereira, 21, Centro, 3462-1121, [email protected]

Dicas e comentários sobre hospedagem:

  • Optamos por ficar em Morretes e gostamos, pois a cidade é bem turística e agradável, apesar de ficar vazia à noite. É possível ficar em outras cidades da região como Antonina e Paranaguá, mas não achei essas cidades tão agradáveis quanto Morretes. Paranaguá tem alguns hotéis maiores
  • Para quem está sem carro, acho que a alternativa mais prática e viável é ficar hospedado no centro, onde há fácil acesso a comércio, restaurantes e bancos. Entretanto as melhores hospedagens se localizam na área rural, principalmente em Porto de Cima

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Nanci Naomi
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Relatos:
23 dias no PR - dez/2018 - Parte 1: Natal de Curitiba | Parte 2: Morretes
15 dias em SC - fev/2018 - Parte 1: Vale Europeu | Parte 2: Penha

Paraty e Ilha Grande - jul/2015 - Parte 1: Paraty | Parte 2: Araçatiba e Bananal | Parte 3: Resumão das trilhas

3 dias em Monte Verde - dez/2014
21 dias na BA - fev/2014 - Parte 1: Arraial d'Ajuda | Parte 2: Caraíva | Parte 3: Trancoso | Parte 4: Porto Seguro

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21 dias em SE e AL - fev-mar/2013 - Parte 1: Aracaju | Parte 2: Maceió | Parte 3: Maragogi

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8 dias em Foz do Iguaçu e vizinhanças - fev/2012 - Parte 1: Foz do Iguaçu | Parte 2: Puerto Iguazu | Parte 3: Ciudad del Est

25 dias desbravando Maranhão e Piauí - jul/2011 - Parte 1: São Luis | Parte 2: Lençóis Maranhenses | Parte 3: Delta do Parnaíba | Parte 4: Sete Cidades | Parte 5: Serra da Capivara | Parte 6: Teresina

Um final de semana prolongado em Caldas e Poços de Caldas - jul/2010

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Onde comer:

Em Morretes:

  • Restaurante Açoriano, R. XV de Novembro, 3462-1475, (67) 99871-8836. Ambiente simples, mas agradável. Almoço no sistema de bufê livre com comida simples e pouca variedade, mas boa. Salada básica (alface, tomate, pepino, agrião, beterraba, etc.), mas fresca e pratos quentes simples (arroz, feijão preto, virado de feijão preto, espaguete e nhoque à bolonhesa, lentilha com linguiça, filé de frango à milanesa, batata frita, etc.), mas gostosos. É um restaurante para o almoço do dia a dia, não é turístico. Tem refrigerante por litro também, opção econômica para famílias. Servem café da manhã também. Achei a relação custo/benefício muito boa
  • Café Bar Beira Rio, R. Gal. Carneiro, 99982-4597. O restaurante é pequeno e simples, mas bem agradável. Tem mesas na pequena área interna no térreo e no piso superior, com ventiladores, mas é quente. As mesas mais agradáveis estão à beira da rua, do lado voltado ao rio. À noite, estava um vento fresco. Durante o dia, também deve ser agradável, pois a área é sombreada por grandes árvores. Caíram algumas folhas/flores, mas poucas, nada que atrapalhasse a refeição e a vista do rio é bem bonita. Tem uma variedade de porções, petiscos, lanches e refeições. Jantamos uma refeição de pescada e outra de bife. O prato individual é bem servido e a comida gostosa. A salada é variada e bem caprichada. Outro dia pedimos um barreado para 2 pessoas, que veio em um tamanho bom/razoável e estava gostoso. Achei a relação custo/benefício boa
  • Espaço Gastronômico (antigo Boteco da Maria), R. Gal Carneiro. Está no local onde era o Boteco da Maria, mas mudou de nome e de dono e foi reformado. Ambiente agradável com algumas mesas na área externa, ao ar livre, mas não é na calçada, é para dentro do pequeno muro que separa a área local da rua. O ambiente interno é climatizado e tem mesas e cadeiras de madeira bem bacanas. Estava servindo refeições e porções no almoço e no jantar, mas futuramente disseram que à noite seria só hamburgueria. Jantamos uma refeição de peixe frito que veio bem servida e gostosa. Achei a relação custo/benefício boa
  • Frutos da Terra Bistrô, R. Cel. Modesto, Centro, diar das 7-17h. O local é pequeno, mas agradável e ajeitadinho. Tem mesas na área externa com guarda-sol e a área interna é pequena, mas climatizada. Almoçamos uma alcatra na chapa, comida gostosa e caprichada; tudo veio no ponto certo, a carne ao ponto e os legumes cozidos, mas firmes e o brócolis bem verde. Achei a relação custo/benefício boa
  • Terra Nossa, R. XV de Novembro, 109, Centro, 3462-2174, qua-seg das 11h45-22h30. Ambiente agradável, mesas com toalhas de tecido, mas forradas com papel de seda. É turístico, mas tem um ar tradicional, de restaurante familiar e antigo na cidade. Tem mesas na varanda lateral e frontal, na parte interna e parece que tem um piso superior. À noite, operava no sistema à la carte com barreado, carnes, peixes e pizzas. Pedimos uma pizza que estava boa, mas as azeitonas vieram fatiadas. Pedimos 2 sabores e cobra metade de cada sabor, não cobra pela mais cara e nem cobra taxa adicional. Tem o diferencial de servir a pizza em forma de vidro. Na segunda-feira à noite, é praticamente a única opção para jantar. Achei a relação custo/benefício boa
  • Serra & Mar, R. Visc. do Rio Branco, 145, Centro, 3462-2294. Ambiente simples, mas agradável. O local é mais simples e os preços no geral mais em conta, mas também tem pratos de frutos de mar mais caros. Tem opção de pizza. Jantamos um prato de bife completo. Comida simples, mas boa, com vários acompanhamentos (arroz, farofa, salada, salada de maionese, fritas) e bem servida para 2 comilões, dava tranquilamente para 3 “normais”, mas não tem um padrão, pedimos o mesmo prato e veio um pouco diferente nas 2 vezes, também achei que pecou no ponto (um pouco passado) tanto da carne, quantos dos legumes cozidos da salada. Ao avisarmos que era a segunda vez no restaurante, garçom disse que viria mais caprichado e veio realmente tanto na quantidade quanto na variedade de acompanhamentos. Tinha prato de peixe frito e de peixe grelhado que também eram mais em conta. Particularmente, achei a relação custo/benefício boa, sendo muito boa para quem come bastante
  • Garaparia Vô Lolo, R. Marcos Malucelli. É uma casa bem simples, com um balcão para atendimento. Tem uma mesa grande comunitária na varanda e uma mesa pequena debaixo da árvore. Tem estacionamento. Servem caldo de cana com limão ou abacaxi, também tem suco de maracujá e o especial da casa é a enorme coxinha de aipim, uma delícia. Tem molho de pimenta, ketchup e maionese para colocar na coxinha se quiser. Prefiro o caldo de cana com limão para equilibrar o doce, mas é questão de gosto. É tudo bem servido e os preços honestos. Relação custo/benefício muito boa. Fica fora da área turística e é frequentado pelos moradores da cidade. Mais à frente tem o rio que é ponto de banho dos locais, cuja tradição é parar para o caldo de cana com a coxinha de aipim depois do banho no rio
  • Doceria e Pastelaria JL Mikanna's, R. Fernando Amaro (ao lado da Casa do Açaí). Ambiente agradável, bem bonitinho. Serve pastéis, panquecas, salgados, doces, etc. Experimentamos o pastel que é grande, tipo 10x20cm, bem recheado e vem partido ao meio, para você não se queimar com o vapor. Vem com sachês de maionese e catchup
  • Zica Lanches, Praça Silveira Neto. Trailer branco e vermelho da praça. É um trailer de lanches com mesas e cadeiras na praça. O lanche estava gostoso, mas achei fraquinho. Como o preço é compatível, achei a relação custo/benefício ok. A maionese e o catchup são de sachês individuais, mas um marca desconhecida
  • Sorvetes Artesanais D'Gio Pi, R. XV de Novembro. Ambiente simples, mas agradável e parece novo ou reformado. É o mesmo dono e tem o mesmo sorvete que a outra unidade que fica na parte turística da cidade. Aqui o kg do bufê é mais barato e tem opção de pedir por bola de sorvete. Atende mais aos moradores da cidade e estava aberto à noite
  • Sorvetes Artesanais D'Gio Pi, Largo Dr. José Pereira dos Santos. Ambiente bem agradável na parte turística da cidade, com mesas na parte interna, na calçada em frente para olhar o movimento da rua e no fundo com vista para o rio. Bufê de sorvete por kg. Tem sabores diferentes como gengibre, mas tem os tradicionais também. Parece realmente mais artesanal do que industrializado. Atende aos turistas, por isso fecha à noite. Seus preços são mais elevados do que a outra unidade que fica no centro também, mas na área comercial, fora da parte turística
  • Sorveteria Sapori D'Itália Vêneto Gelato, Rua XV de Novembro, 76. Ambiente bem agradável, ajeitadinho e turístico. Não fica na beira do rio, fica na praça. Tem café expresso Illy a um custo razoável. Não experimentamos o sorvete que era mais caro do que as concorrentes
  • Sorveteria Glup, R. XV de Novembro. Ambiente mais simples, não é turístico, mas é agradável. Fica no centro, mas na área comercial, fora da parte turística. Tem sorvete que parece mais industrializado, porém mais em conta, com opção por kg ou por bola. Estava aberto à noite, no meio da semana
  • Padaria Tonet, R. XV de Novembro, 435, Centro, 3462-4138. Paramos para pegar um salgado para reforçar o lanche da trilha. Salgado grande, bem recheado, gostoso

Outras opções:

  • Manacá da Serra, R. Fernando Amaro, 32, Centro, 3462-4046, qui-dom das 11-14h30-15h30, bufê livre e à la carte
  • Villa Morretes, R. Alm. Frederico de Oliveira, 155, Centro, 3462-2140, qua-seg das 11h30-15-16h, rodízio c/ barreado e frutos do mar e à la carte
  • Café com Pausa, R. Cel. Rômulo José Pereira, 41, Centro, 99848-4974, qua-dom das 8-19h, cafés, bolos, salgados e lanches
  • Bistrô da Vila, Largo Dr. Lamenha Lins, 66, 3462-4016, qua-dom das 10-18h, lanches e pratos
  • Sato's, R. XV de Novembro, 738, 3462-1703, qui-ter das 11h30-14h30-15h, comida caseira, não aceita cartão
  • Casa do Açaí, Hamburgueria e Sorveteria, R. Fernando Amaro, 99898-3509, qua-seg das 13-23h30, lanches, tapioca

Em Antonina:

  • Sabor Saboroso, R. João Viana, 48, seg-sáb das 11h15- 15h. Ambiente bem simples, mas agradável. Tem mesas na parte interna do restaurante no mesmo salão do bufê, mas também tem mesas no espaço aberto, fora do salão, perto do estacionamento, por isso o caixa fica junto à balança e precisa pagar antecipadamente (tem álcool em gel disponível). Dentre alguns bufês do centro, achei que esse tinha uma cara melhor, estava bem movimentado e ainda era mais em conta. É um restaurante para o almoço do dia a dia, não é turístico. Não tem muita variedade, mas tem o básico, com algumas saladas e pratos quentes (feijoada, barreado, peixe frito, bolinho de siri, bife acebolado, etc.). Almoçamos por volta das 12h e fila estava pequena, mas depois lotou e formou uma fila grande. Conta com estacionamento amplo (acho que era grátis por 1h). Tinha banheiros limpos. Preço é diferenciado conforme a forma de pagamento (desconto no dinheiro e débito; acréscimo no crédito) Tem outra unidade bem próxima, do outro lado da rua, com mesmo nome e dono, mas o sistema é diferente, de “prato cheio”; a comida é parecida, mas achei que tinha menos variedade

Outras opções:

  • Caiçarinha, R. Dr. Rebouças, 258
  • Maré Alta, R. XV de Novembro, 128-134, 3432-4875, diar das 11-15-16h

Dicas e comentários sobre alimentação:

  • Em Morretes, a maioria dos restaurantes só abre na hora do almoço, mas quem decidir pernoitar na cidade pode contar com algumas opções para o jantar
  • O barreado é especialmente famoso em Morretes, mas pode se encontrado nas cidades vizinhas também. Geralmente é oferecido no sistema de rodízio com frutos do mar. Particularmente, acho que rodízio/bufê livre é para quem é muito bom de garfo. Rodízio ou é mais quantidade do que qualidade ou é muito caro se for top. Sou mais por um à la carte bem caprichado. Também sou da opinião que dia de comer barreado é para comer barreado, os frutos do mar podem ficar para outro dia/local. Tem restaurantes sofisticados com bufê diferenciado, música ao vivo e vista para o rio, mas tem opções mais simples, principalmente nas ruas mais internas, sem ser na beira-rio. Recomendaram não ir aos mais famosos, pois esses restaurantes ficam muito cheios e é difícil manter a qualidade com tanta gente
  • Em Morretes, tem várias sorveterias com sabores diferentes como gengibre, mas tem os tradicionais também
  • Em Morretes, as mesas dos restaurantes e sorveterias com vista para o Rio Nhundiaquara são as mais concorridas
  • Em Morretes, não vi restaurantes por kg. Há opções à la carte e de bufê livre dos mais simples aos mais sofisticados
  • Em Antonina e Paranaguá, tem opções à la carte, bufê livre e por kg. Há desde restaurantes simples a turísticos. Tem opções no centro e no Mercado Municipal

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Dicas:

Contatos úteis:

Informações Turísticas:

  • PIT Terminal Rodoviário de Morretes, diar das 11-17h30. Desativado
  • PIT Casa do Caboclo, R. Cel. Rômulo Pereira (R. das Flores, em frente ao Correio), Morretes, diar das 10-17h. Desativado
  • Secretaria de Turismo e Cultura - Casa Rocha Pombo, Morretes. Em funcionamento, é possível pegar um mapa da cidade e informações
  • PIT Complexo Turístico Itupava, Estrada das Prainhas, s/n, Porto de Cima, Morretes, diar das 11-17h30. Não conferido
  • CAT Estação Ferroviária de Antonina, 3978-1080, seg-sáb das 9-18h e dom das 10-18h, 3978-1219, diar das 9-17h. Prédio fechado
  • CAT Mercado Municipal, Praça Feira Mar, s/n, Antonina, seg-sáb das 9-18h e dom das 10-18h. Não localizado
  • CAT Trapiche Municipal, R. Conselheiro Antonio Prado, s/n, Antonina, 3978-1219, diar das 9-17h. Não localizado

Agências de Turismo Receptivo e Guias de Turismo:

  • Calango Expedições, R. Gabriela de Souza Nogueira, 350, Vila Santo Antônio, Morretes, 3462-2600 / 99609-3735, [email protected], https://www.calangoexpedicoes.com.br/ Agência séria e profissional, ótimo atendimento desde o início quando pedi as primeiras informações por email/whatsapp. Através da agência, comprei as passagens do passeio de trem Curitiba-Morretes da Serra Verde Express e contratei algumas trilhas, contando com pontualidade, bom transporte e guias competentes. Também me deram informações e dicas sobre a região

Outras opções:

  • Ecobikers Morrete - Maurício A. Veiga, 99923-3733. Ele passeios de bicicleta e de boia cross. Não fizemos passeio com ele, mas jantamos no restaurante dele que é muito bom. Achei bem bacana o cartão dele. Ele carimbou uma folha seca de árvore com seus dados. Poupa diretamente papel e indiretamente os recursos de energia elétrica, água e outros, que seriam usados no processo de fabricação/impressão de um cartão de papel convencional. Foi a primeira vez que vi uma ideia dessas

Fontes:

Instituto Ambiental do Paraná
Prefeitura de Morretes
Prefeitura de Antonina

Mapas (links externos):

Litoral do PR
Litoral do PR
Mapa das Comunidades de Antonina, Pranaguá e Pontal do Paraná
Praias do Litoral
Guia de Morretes com mapa
Pico do Marumbi - trilhas
Caminho do Itupava
Guia de Antonina com mapa

Dicas gerais:

  • Recomenda-se tomar a vacina da Febre Amarela com no mínimo 10 dias de antecedência da viagem, principalmente para quem tem pretende fazer trilhas e/ou visitar parques e reservas
  • Passei na Secretaria de Turismo e Cultura - Casa Rocha Pombo, onde peguei apenas um mapa da cidade. Não tinha material de outras cidades da região
  • A agência do Banco do Brasil em Morretes estava fechada devido a um problema estrutural do prédio. Alternativas eram a Lotérica e os Correios em Morretes ou agências em outras cidades como Antonina e Paranaguá

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Roteiros sugeridos:

O Litoral pode ser associado a outras regiões turísticas como as Rotas do Pinhão com acesso via aeroporto de São José dos Pinhais. O tempo requerido vai muito da intenção de fazer um roteiro ou mais profundo ou superficial e também de quantas cidades pretende abranger.

Para quem está hospedado em Morretes:

Observações: Em alguns casos, até dá para encaixar mais de uma trilha no mesmo dia, mas fica corrido. Implica em acordar cedo, talvez a pousada ainda não esteja servindo café da manhã nesse horário e fazer a trilha rapidamente, sem paradas para banho, por exemplo. Existem outras trilhas na região

  • Roteiro 1: passeio de trem Curitiba Morretes; barreado em um dos restaurantes; city tur - dia todo (pode ir com as malas e usar o passeio de trem como traslado de ida)
  • Roteiro 2: Parque Estadual Pico do Marumbi - uma das trilhas do Conjunto Marumbi: trilhas Noroeste (vermelha), Frontal (branca), Rochedinho (azul), Facãozinho - 1 dia inteiro para cada trilha (a Rochedinho é mais curta, mas é difícil encaixar outra trilha no mesmo dia. Poderia tentar com o Salto Fortuna, mas ficam em direções opostas. Em termos logísticos seria interessante encaixar com Salto dos Macacos e Salto Redondo, mas acho que fica muito corrido)
  • Roteiro 3: Parque Estadual Pico do Marumbi - Salto dos Macacos e Salto Redondo - dia todo
  • Roteiro 4: Parque Estadual Pico do Marumbi - Caminho do Itupava - dia todo (pode ser feito a partir de Curitiba também)
  • Roteiro 5: Parque Estadual do Pau Oco - Salto do Rio Fortuna - meio período
  • Roteiro 6: city tur em Paranaguá; passeio de barco - dia todo
  • Roteiro 7: city tur em Antonina; trilha Mirante de Pedra; passeio de barco - dia todo
  • Roteiro 8: Estrada da Graciosa: pode ser usada como traslado de volta - duração depende de quantas paradas fizer

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    • Por claudio_aomundoealem
      Olá mochileiros
       
      bem, finalizei o texto da minha viagem para Itália, feito a tempo antes da pandemia virar o mundo de cabeça para baixo. Espero que possa auxiliar a quem quiser viajar - espero que já nesse segundo semestre de 2021, se o vírus - e o euro - ajudar.
       
      P.S.: também coloquei um pequeno resumo para cada tópico.
       
      Itália – Parte 2 – A Viagem
       
      Dia 14/12 (1)
       
      Começava novamente a saga da viagem ao exterior, mas com sensação muito distinta. A preocupação agora não era de como será?, afinal já tinha adquirido experiência nos anos anteriores. A questão era o problema eterno em toda e qualquer viagem: está tudo certo? Faltou alguma coisa? Deixou alguma coisa aberta? São as perguntas que sempre acompanham o viajante e mostra que turismo exige algumas horas de preparação antes de iniciar mais um sonho.
       
      As malas de mão já tinham sido preparadas na semana anterior, mas sempre tem a possibilidade de colocar algo a mais ou ainda o que só pode ser posto no dia, como carregador de celular. Nisso vão mais algumas dezenas de minutos. Soma-se a isso o período para conferência de dinheiro, seguro viagem, bilhetes do trem, a pochete, o passaporte, chaves, máquina fotográfica, celular...
       
      Viajar ao exterior tem um efeito colateral de usar roupa completamente distinta do clima. Pedimos um motorista por aplicativo para nos levarmos ao aeroporto no início da tarde e sol do final da primavera queimava meu braço que estava coberto por uma camiseta de manga comprida escura.
       
      Mas esse trajeto (para sorte do meu braço) era curto e chegamos ao aeroporto com a antecedência recomendada. Diferente do ano anterior, o aeroporto estava muito mais tranquilo. Apesar de ter o limite de peso e tamanho imposto para a mala, passamos diretamente para o portão de embarque sem nenhuma restrição promovida pelos funcionários da companhia aérea.
       
      RESUMO
       
      NÃO SUBESTIME a necessidade de planejamento. Por mais que já saiba como organizar a mala, isso demanda tempo – deixe tudo o que puder pronto dias antes.
       
      CHEGUE no aeroporto com antecedência – melhor ficar olhando para o relógio e ver que ele demora para passar do que olhar para o mesmo relógio e achar que ele corre demais, por estar atrasado.
       
      Dia 15/12 (2)
       
      Após ultrapassar o Oceano Atlântico, o avião chegava em Lisboa, para nossa conexão. O tempo de conexão de 2 horas era confortável para seguir os trâmites da alfândega (aliado à praticidade da comunicação ser em português), desde que não cometa algum deslize. O que podia representar uma ameaça era o fato do horário ser 5 da manhã em Portugal (ou 2 da manhã em São Paulo). Consequentemente, nosso corpo e mente não estão na capacidade plena de concentração, o que exige ainda mais atenção para não cometer erros. Para isso, fixei que só estaria tranquilo quando chegasse à área do portão de embarque.
       
      No setor da imigração, o agente viu minha pochete e determinou que passasse pelo raio-X – com todo o dinheiro dentro! Não tirei os olhos da máquina e fiquei mais calmo depois que consegui recuperar a pochete e eles não perguntarem do dinheiro (são aqueles perrengues que viram história para contar).
       
      Determinado o portão de embarque, uma fila se formou para acessar o ônibus do aeroporto – e para minha surpresa várias malas, algumas até maiores que a minha, estavam acompanhando os passageiros; era o indício que não teria problema no voo regional. Dito e feito! Mostramos o passaporte e a passagem e embarcamos, sem ninguém para medir ou ao menos pesar as malas.
       
      Entramos no avião e, apesar de ser menos confortável que um avião transoceânico, me ajeitei para dormir... e quem conseguia dormir? Os outros passageiros não paravam de falar (imagino que a maioria fosse italianos), apesar de ser 6 da manhã (“não é possível!!!!”). Felizmente, acabou o assunto e consegui tirar uma justa soneca.
       
      O voo chegou às 10 da manhã em Napóles – facilmente reconhecível do avião pelo Monte Vesúvio que “protege” a cidade. Depois de trocar de roupa para se adequar ao clima do lugar, pegamos o ônibus que dá acesso ao porto e à estação Napoli Centrale, perto do qual fica o hotel que reservara. Apesar de ter todos os indícios que estava na Europa, podia supor que ainda estava no centro de São Paulo – em pleno domingo, trânsito pesado, barulho, sujeira completavam a cena. Mesmo país rico pode ter cenários de subdesenvolvimento (e lembrar da perfeição da limpeza do lago em Genebra...).
       
      Deixando as malas de mão no hotel, saímos pela cidade – e à semelhança com o trânsito caótico de São Paulo era inevitável, além das inúmeras motocicletas. Os carros pareciam meio gasto e machucados – e entendi o porquê: é a cidade que para-choque realmente serve para... parar choques! Os carros batem sem nenhuma cerimônia. Ou seja, JAMAIS alugue um carro e dirija por dentro de Nápoles.
       
      Como o período desse dia era curto (só sobrou a tarde e noite), aproveitamos para ir ao mercado e passear pela cidade à pé. Fomos em direção ao Duomo de Nápoles, mas estava fechado no dia – no entanto, nas proximidades existia uma exposição de presépios (a cidade italiana é famosa pela produção). No pouco tempo de preparação da viagem, tinha lido sobre os presépios napolitanos; mas me surpreendi – os presépios são grandes e extremamente detalhados, com precisão cirúrgica para produzir cada objeto da arte.
       
      O Duomo e algumas outras áreas antigas de Nápoles ficam em ruas apertadas – bem apertadas, onde só passa moto e pedestre; alguns dizem que é o equivalente às favelas brasileiras. No nosso caso, roubados não fomos, mas não andaria nesses lugares à noite de jeito nenhum (de dia o movimento é intenso, então não há muitos problemas). Mas preferimos evitar a área (fora o movimento que dificultava o fluxo de pessoas) e voltamos para as avenidas mais largas da cidade (no caso, a Corso Umberto I). Assim, deu para conhecer o Castel Nuovo e parte do porto, com o Vesúvio ao fundo.
       
      RESUMO
       
      O HORÁRIO da conexão pode ser de madrugada, o que diminui nossa capacidade de raciocínio.
       
      Em Napóles, encontre o vulcão: o MONTE VESÚVIO.
       
      OBSERVE o Castel Nuovo.
       
      Se visitar a cidade no final de ano, aprecie os cirúrgicos PRESÉPIOS NAPOLITANOS.
       
      À NOITE, as vielas de Nápoles não parecem “amigáveis” a quem não conhece.
       
      Dia 16/12 (3)
       
      Reservamos esse dia para a atração mais visitada para quem vai a Nápoles: as ruínas de Pompeia.
       
      Fora do hotel, fomos à estação de trem Napoli Piazza Garibaldi comprar o bilhete para irmos até Pompeia (na estação Pompei Scavi – Villa Dei Misteri) pela rede da Circumvesuviana. Diferentemente de todas as linhas de trem que já usara, a sinalização é péssima. Estava com o bilhete até Pompeia, mas qual linha deveria usar? Em qual plataforma? Precisava validar o bilhete? Na entrada da estação, tem uma placa indicada para Pompeia – e só. Depois de sair de um corredor, chega nas plataformas – e qual delas é para Pompeia? Do nada, um homem diz para usar a plataforma do meio e, em troca, pede dinheiro para um cafezinho (informação cara...). Me fiz de desentendido e ignoramos o apelo da “ajuda” (depois verifiquei que isso é um truque para pegar dinheiros de turistas que ficam constrangidos com a abordagem). Na plataforma, nenhum mapa indicando as linhas da rede, nem monitor indicando qual é o próximo trem, nada! POR SORTE, havia na plataforma um grupo com uma guia que disse para pegar o trem seguinte.
       
      Depois percebi que a sinalização para pegar o trem até existe, mas a sinalização é tão ruim e suja que é difícil de perceber.
       
      Sabendo que estávamos no trem correto (e ter percebido que a validação do bilhete foi feita após passá-lo na catraca), apreciamos a vista do trajeto. Como o próprio nome diz, é uma rede de linhas de trem que ficam ao redor do Monte Vesúvio. Ali caiu a ficha – estava próximo a um vulcão, que inexiste no Brasil. É uma montanha, com a diferença de não ter um cume, mas um baita buracão no topo.
       
      A estação deixa quase que na frente do Parque Arqueológico de Pompeii – e é enorme. Devido ao seu tamanho, a maior parte das estátuas e esculturas (e os mortos cobertos pelas cinzas do vulcão) ficam mais próximos da entrada, para facilitar a vida dos turistas. Mas isso não é motivo para não conhecer as casas e ruas que pertenciam ao Império Romano, a mais de 2 mil anos. A preservação de alguns lugares chega a ser espantosa. O parque cede um mapa para os ingressantes, mas uma consulta ao Google Maps foi de maior auxílio, pois este indicava as principais atrações do local, como o Fórum de Pompeia, Casa do Fauno, Tempo de Apolo, Lupanar (ou “casa das primas” – tanto lugar para ser preservado e conseguiram recuperar a “diversão noturna”). Para conhecer o complexo, é necessário um bom calçado, pois não é fácil de caminhar por cimas das pedras que perfazem as antigas ruas romanas.
       
      Caso queira conhecer todo o parque (e tenha fôlego para isso), um dia será obrigatório – para a maioria das pessoas, porém, meio dia será o suficiente. Depois de conhecer a maior parte do parque, saímos e quase caímos numa pegadinha – para sair dele, é preciso passar novamente o ingresso na catraca; NÃO o jogue fora! De lá, fomos ao mercado que ficava no meio do caminho até a estação Pompei. Essa estação não pertence à Circumvesuviana, mas à rede de trem regionais italianos – a estação e o trem que pegamos era muito melhor do que fora a da ida; e essa linha era adjacente à praia, o que possibilitou que apreciássemos o Mar Tirreno no nosso retorno à Nápoles.
       
      Apesar de termos chegado em Nápoles ainda de dia, as pedras de Pompéia acabaram com os pés e as pernas. Só restou descansar para poder aproveitar melhor os demais dias da viagem (mas sempre dá para dar uma esticadinha pelas ruas da cidade à noite).
       
      O dia seguinte estava reservado para a Ilha de Capri, mas como encontramos o “espertinho” dando golpe na ida à Pompeia, ficamos receosos de ir por conta à ilha (imagina se não conseguimos voltar?) e não sabia se haveria no dia pacote de agência para ir à ilha. Para evitar maiores encrencas, tive de mudar a logística e procurei no guia as atrações que poderia fazer no dia seguinte, com o cuidado de verificar em qual dia da semana estariam fechados (para evitar o ocorrido em Belém 2 anos antes). Um dos locais que me interessou, o Palácio Real de Caserta, o equivalente Versailles italiano, estaria fechado.
       
      RESUMO
       
      Visite umas das principais atrações da Itália: as RUÍNAS DE POMPÉIA.
       
      Para chegar às ruínas, utilize a rede da Circumvesuviana e DESEMBARQUE na estação Pompei Scavi – Villa Dei Misteri.
       
      NÃO FALE com ninguém que se aproxime de você – se precisa de ajuda, peça aos funcionários das estações ou das atrações.
       
      Vá de TÊNIS: as ruas e calçadas pavimentadas por pedras era bom para os antigos romanos, e não para os homens do século XXI.
       
      Dia 17/12 (4)
       
      Na procura de atrações, encontrei para o período da manhã o Museu de Capodimonte, que ficava a 1,5 quilômetro de distância da estação Cavour. Ora, 1,5 quilômetro para passear pelas ruas antigas da Europa é pouco (e até obrigatório – se não andar pelas ruas, não é possível conhecer de verdade o velho continente). O problema é que descobri somente durante o percurso que o museu ficava a 1,5 quilômetro na horizontal MAIS 107 metros na vertical – tinha umas ladeiras que cansavam as pernas (errei feio); compensava mais ter descoberto uma linha de ônibus que saísse do centro de Napóles até lá. Porém o “estrago” estava feito, que descobrimos ao andarmos pelas ladeiras que jamais acabavam.
       
      Mas as ladeiras acabaram e lá estávamos [cansados] em frente do Museu de Capodimonte, com seu belo jardim. O museu, que foi um antigo palácio, fica um pouco fora das rotas turísticas (que, percebi, graças às ladeiras), mas possui belas pinturas de artistas, inclusive do Renascimento – no entanto, não tem uma quantidade enorme de obras, como o British Museum ou Musée du Louvre.
       
      Passado 2 horas (e descansado as pernas), voltamos às ladeiras – agora em sentido descendente (afinal, para baixo todo santo ajuda) até os subterrâneos de Nápoles, que ficava próximo à estação Cavour (550 metros no PLANO!). Entretanto, o caminho passava ao lado do Doumo que, desta vez, estava aberto – e de entrada gratuita para a igreja. Aproveitamos para tirar fotos e descansar, mas após 7 minutos fomos convidados a nos retirar – a igreja ia fechar.
       
      Fora do Doumo, fomos à Piazetta San Gaetano para acessarmos o subterrâneo de Nápoles (Napoli Sotterranea). Depois percebi que, na praça, existem acesso a 2 “subterrâneos”. Um, o mais famoso, que fica na altura no número 68 da praça; outro, vinculado à igreja San Lorenzo Maggiore, fica na altura no número 316 da praça – quis o destino que nossa escolha fosse a segunda opção. Por quê?
       
      Fomos à bilheteria, usando aquele inglês para comprar os bilhetes – pelo que entendi, era necessário a ida com guia; no caso, em inglês – e começaria o passeio em menos de 10 minutos. Quando me virei para falar com meu pai – em português – a vendedora exclamou: estava também aprendendo a falar em inglês – ela era portuguesa; ambos estávamos “sofrendo” para falar (e entender) o inglês um do outro desnecessariamente. E, para nossa surpresa, a guia – para variar – era brasileira. Como erámos somente nós no grupo para o passeio ao subterrâneo naquele horário, conseguimos, na prática, uma guia particular falando em português em Nápoles – o destino realmente escolhera muito bem.
       
      No subterrâneo de Nápoles, a semelhança com o que fora visto no dia anterior em Pompéia era evidente – e conveniente; a guia dirimiu algumas curiosidades que tínhamos visto nesses sítios arqueológicos de ocupação greco-romana. Aliás, como ela contou, Nápoles deriva de Neápolis, ou nova polis – nova cidade; a arquitetura em arco, bastante forte (meio lógico até – tem uma CIDADE em cima de todo o subterrâneo); as grandes pedras brancas no meio da rua, para ampliar a iluminação noturna; as áreas que correspondiam ao mercado, escola, casas. Curiosamente, o subterrâneo não era segredo para [quase] ninguém – os clérigos da igreja usavam essa parte do subterrâneo como depósito; somente no século XX que foi reconhecido o valor histórico de tais áreas.
       
      Finalizado o passeio ao subterrâneo e à igreja San Lorenzo Maggiore, fizemos o óbvio: comer pizza napolitana... em Nápoles. Comer pizza – ou calzone – é extremamente fácil de ver nas ruas de Nápoles (e no resto da Itália também). E é barato: € 5 pelos pratos mais simples de pizza. Apesar de conseguir comer tudo, o prato atende bem como almoço E jantar.
       
      Abastecidos, voltamos à área portuária da cidade até a Piazza del Plebiscito e (mais um) Palácio Real, em frente à praça. Infelizmente, o dia estava acabando e não dava mais tempo de conhecer mais lugares.
       
      A cidade, em si, não é um lugar que voltaria – de bagunça e sujeira, já basta o Brasil. No entanto, há de se reconhecer que a região contém tesouros históricos únicos. Ou seja, não deve ser considerada como destino de viagem principal – mas caso tenha a oportunidade de “passar lá”, como foi o meu caso (e gostar de história e seus tesouros), pode valer a pena.
       
      RESUMO
       
      Nápoles tem algumas LADEIRAS terríveis.
       
      VISITE o Museu de Capodimente e o Duomo de Nápoles.
       
      CONHEÇA as histórias e os artefatos nos subterrâneos de Nápoles.
       
      COMA a pizza napolitana... em Nápoles.
       
      PASSEIE pela Piazza del Plebiscito e o Palácio Real em frente à praça.
       
      Dia 18/12 (5)
       
      Apesar de ainda estar em Nápoles, o dia era reservado para Roma – o horário do trem que reservamos era às 9 da manhã, com tempo de trajeto em impressionantes 1 hora e 10 minutos. Apesar de até parecer meio tarde para pegar o trem, o tempo que se perde em tomar o café e fechar (não arrumar – isso já fora feito na noite anterior) a mala de mão é relevante. Mesmo assim, chegamos com antecedência na estação Napoli Centrale para embarcar no trem – a questão é que seria a primeira viagem de trem de alta velocidade na Europa. Apesar de ter visto inúmeros vídeos na internet de como funciona o sistema de trens de alta velocidades na Europa (e Itália), o nervosismo é inevitável, pois o tempo de embarque pode ser curto e a estação, muito grande. No entanto, o sistema é pensado para que o tempo seja justo – nem rápido, nem demorado.
       
      Nas primeiras viagens de trem, é vital ter os bilhetes impressos em mãos – primeiro, para ver as informações do bilhete e comparar com o painel na estação; segundo, é preciso mostrar o bilhete ao funcionário da companhia ferroviária durante o trajeto.
       
      Finalmente, apareceu a informação no painel de qual plataforma seria o embarque – justamente a plataforma mais distante dos bancos onde estávamos. Porém, como dito que o tempo é justo, apesar de ter de cruzar a estação, o tempo foi mais que suficiente. Porém esse tempo é para entrar no trem – ele parte mesmo que não tenha encontrado seu lugar ou guardado sua mala.
       
      O bilhete do trem já vem indicado o número da poltrona em que deve se sentar. Mas nessa viagem um grupo de garotas estavam sentadas em algum de nossos lugares – e percebi que, apesar do bilhete indicar a cadeira, nada impede que possa trocar de lugar com outro por meio de uma boa conversa.
       
      O trem, moderno, cortava as paisagens italiana de forma fulminante – e o monitor no início do vagão indicava o porquê: 300 km/h! (é um bocado difícil tirar foto). Apesar da velocidade, o trem é confortável e silencioso, fácil para dormir – menos para esse blogueiro, que faz questão de curtir cada segundo de qualquer viagem.
       
      Dito e feito! Depois de 70 minutos, o trem parou na estação Roma Termini. E ficou muito claro de o porquê de quem conheceu os trens de alta velocidade europeu, se apaixona (ainda mais quando fica “travado” por dezenas de minutos nas marginais em São Paulo).
       
      Compramos os bilhetes avulsos de metrô até a hospedagem próxima ao Vaticano, para guardar as malas. Do hotel, fomos à pé em direção ao Museo e Galleria Borghese. Nas ruas romanas, os edifícios próximos do Vaticano muito me lembravam de Paris – nas suas proporções, é claro. Diferente do que víramos em Nápoles, Roma é uma cidade muito mais organizada.
       
      No caminho para a Galleria Borghese paramos na Piazza del Popolo – praça obrigatória para quem já assistiu Robert Langdon na procura dos cardeais em Anjos e Demônios.
       
      Nos jardins da Villa Borghese fica o Terrazza del Pincio, onde é possível ver a cúpula do Vaticano, a Piazza del Popolo e outros marcos de Roma e, claro, tirar muitas fotos. Todavia, o local é frequentado por vendedores e eventuais golpistas: um homem queria empurrar a todo custo uma rosa para minha mãe (turista tem o problema de ser menos “sensível” a perceber trambiques). Tive que insistir em falar não, até exclamar um “get out!” – só assim para o homem ir embora.
       
      Pelos belos jardins chegamos à galeria. Apesar de ter lido que é necessário fazer reserva, eu consegui comprar na hora – mas atenção: o ingresso é caro e o horário é limitado. Os períodos são pré-definidos, como das 15:00 às 17:00. Se entrar às 16:00, só pode ficar até às 17:00. Pode se perguntar: Que frescura. E por que então foi lá? Quando nos referimos a artistas renascentistas italianos como mestres, não é à toa. Apesar de ter pinturas no museu, as grandes atrações são as esculturas do mestre Lorenzo Bernini – ele não fez 1 escultura obra-prima, ele fez VÁRIAS. E não dá para falar que uma é melhor do que a outra porque não existe nota melhor do que perfeita (são esculturas de tirar o chapéu). “É caro” “É”. “Voltaria?” “Voltaria”.
       
      Mas o passeio na galeria tem o horário limitado e voltamos para Piazza del Popolo conhecer o centro de Roma. Próximo fica a Piazza di Spagna, onde ficam a fonte e a famosa escadaria – de tão famosa, o governo italiano proibiu de sentar nos degraus, sob pena de multa. Depois, sob a luz do luar, nos “perdermos” pelas ruas históricas da cidade, nos unindo ao fluxo intenso de turistas.
       
      RESUMO
       
      EMBARQUE nos trens de alta velocidade italianos.
       
      Leve o BILHETE IMPRESSO nas mãos – utilizar os trens de alta velocidade é bem simples para quem está acostumado. Mas na 1º vez é melhor tem impresso para poder conferir as informações de viagem rapidamente.
       
      VISITE a Galleria Borghese e se encante com as esculturas perfeitas de Lorenzo Bernini.
       
      NÃO PERMITA que qualquer estranho te ofereça ao algum produto.
       
      PERCORRA por algumas praças romanas, como a Piazza del Popolo e Piazza di Spagna.
       
      Dia 19/12 (6)
       
      Esse foi um dia que, na prática, demonstrou que comprar ingresso antecipadamente ou fazer reserva pode não ser boa ideia (pelo menos em baixa temporada). Na noite anterior tinha visto que esse dia seria chuvoso – longe das chuvas que ocorrem em São Paulo, mas ainda assim inconveniente. Os passeios “obrigatórios” em Roma são o Coliseu e Fórum Romano, e o Vaticano. Tendo em vista a expectativa de chuva, fomos ao Musei Vaticani (para algumas [poucas] atrações, a Europa está até obrigando fazer reserva. Mas ela não precisa ser feita 2 meses antes – basta fazer no dia anterior).
       
      E o dia foi mesmo chuvoso – por uns momentos da manhã, caía uma chuva torrencial. Todavia, como a hospedagem era muito próxima ao Vaticano, não havia necessidade de sair cedo para se aventurar no transporte até os domínios da Santa Sé.
       
      A fila de acesso estava pequena. Contudo, ao notar o fluxo de turistas no Vaticano, percebi que era decorrente do horário que chegáramos, às 9 da manhã, quando abre o museu – o melhor é chegar próximo desse horário.
       
      O Musei Vaticani é, na verdade, vários museus. Ao entrar, fica-se com a impressão de entrar numa cidade – uma cidade sagrada. Onde começar? Muitos indicam a Capela Sistina – inclusive o próprio Vaticano indica um atalho para chegar ao lugar. Vale a pena fazê-lo pois o número de turistas aumenta muito no decorrer do dia; mas não deve considerar que o Musei Vaticani é tão somente para apreciar a obra de Michelangelo – tem muito mais.
       
      Em parte do corredor até a Capela Sistina, tapeçarias imensas ornamentavam o local (Galeria das Tapeçarias). No último trecho fica a Sala dos Mapas – somos ladeados por diversos mapas pintados na parede. Uma curiosidade: alguns mapas eram difíceis de reconhecer, pois o Norte é apontado para baixo (questão de perspectiva).
       
      É inquestionável a arte impecável pintada nas paredes e teto da Capela Sistina (sim, se já é ruim pintar de branco o teto de casa, imagina fazer uma obra-prima para posteridade?). A entrada para a Capela se dá de costas para o Juízo Final e se perde algumas dezenas de minutos para poder contemplar as obras – e muito mais para ver os detalhes. Um ponto interessante que foi feito nesse passeio foi ter um guia com informações mais completas sobre o local – assim, podia entender o que cada pintura representava, o que Michelangelo e outros mestres queriam indicar em suas obras. Consequentemente, os detalhes das pinturas eram mais perceptíveis – acho que passamos mais de 2 horas lá; até doeu a cabeça de tanto olhar para o teto – que Michelangelo pintou por anos!
       
      Como são vários museus dentro do complexo, é difícil lembrar a ordem em que passa por cada um dos museus. Por isso segue alguns museus, não necessariamente na ordem realizada.
       
      O Museo Gregoriano Egizio, com múmias e outras peças encontradas do Antigo Egito – não deixa de ser curioso que na sede da Igreja Católica Apostólica Romana existam objetos e outros símbolos pagãos; um sinal de respeito com outras culturas e apreço à arte e à história (mas depois de ver múmias no British Museum e Museé du Louvre, me perguntava se sobrou alguma múmia no Egito para contar história...).
       
      A Pinacoteca do Vaticano, com quadros e esculturas do século XII ao XIX. Para cada uma das 16 salas, fica representada uma época e, claro, a principal obra – entre Leonardo, Caravaggio, Rafael...
       
      As Salas (Stanze) de Rafael, que são quatro aposentos decorados pelo mestre renascentista – infelizmente, estas salas estão em processo de restauração e, somado ao espetáculo que foi ter apreciado a Capela Sistina, fica um pouco difícil de dar a atenção devida ao lugar. Mas não se iluda – as pinturas são incrivelmente bárbaras.
       
      O Museo Gregoriano Etrusco, com peças arquitetônicas encontradas na Itália do povo que ocupava a região do Lácio antes da formação do Reino de Roma – evidentemente, para quem tem pouco tempo e/ou prefere as pinturas renascentistas, não é interessante.
       
      O Museu Pio-Clementino, com obras e objetos da Antiguidade Greco-Romana e do Renascimento. Junto com a Capela Sistina e as Salas do Rafael, é um dos principais museus do complexo. A quantidade de estátuas e busto de romanos é gigantesca, sendo que a maioria está extremamente bem preservada, a despeito de ter aproximadamente 2 mil anos (ficou a impressão de que, para os romanos, a criação de bustos/estátuas é o equivalente moderno ao consumo de alto luxo; além de que parte dos bustos eram de homens forte do Estado Romano, num processo bem semelhante ao de homenagem a políticos no século XXI – ou seja, passam-se os anos, mas a história se repete).
       
      Existem outros museus no complexo, como o Museo Chiaramonti, Museo Gregoriano Profano, Museo Sacro, Biblioteca Apostólica, entre outros. Porém é possível que alguns deles estejam fechados (como foi o meu caso para a Biblioteca) e alguns desses museus não tem separação física – você vai para o outro museu sem “perceber”; por isso fica um pouco difícil discriminar em qual museu estava aquela obra específica.
       
      Para acessar um dos ambientes que ainda não tinha conhecido, foi necessário passarmos novamente na Capela Sistina (chato né? tão ruim ver novamente as sensacionais pinturas de Michelangelo...). Nessa segunda visita, a capela estava muito mais cheia – e percebi que chegar cedo nos pontos mais demandados faz toda a diferença.
       
      Apesar de enorme, tínhamos conseguido conhecer [quase] todo o complexo representado pelo Musei Vaticani. Era o momento de ir embora – e mesmo assim é possível se impressionar: a escadaria em espiral de Guiseppe Mormo, que marca o fim do Musei Vaticani.
       
      Fora dos museus, o passeio pelo Vaticano ainda não havia acabado. Afinal, ainda faltavam a Piazza San Pietro e a Basilica de San Pietro, a maior igreja cristã do mundo e a casa do sucessor de São Pedro. A praça, uma enorme elipse rodeada por 140 santos, foi criada por Bernini (pelo jeito não foi o suficiente ter criado as espetaculares esculturas na agora Galleria Borghese – tem de impressionar o mundo com mais obras...).
       
      Após passar pela segurança (uns 20 minutos de fila), entramos no Basílica de São Pedro. Apesar de ter já vistos [muitas] igrejas e palácios em Portugal, Espanha, Inglaterra e França, essa me deixou de “boca aberta”. Se os chefes da Igreja Católica quiseram criar uma estrutura que mostrasse o poder de Deus perante seu fiel, conseguiram. Não há palavras para descrever o lugar (ah, isso vale para fotos e vídeos também). Talvez uma palavra para caracterizar o lugar seja... Suprema. E, claro, não é necessário que seja um fiel católico para se encantar com a basílica. De longe, é um lugar que voltaria (e voltei mesmo).
       
      RESUMO
       
      Comprar BILHETE ANTECIPADAMENTE pode não ser muito bom, especialmente se estiver em baixa temporada.
       
      Fique o DIA INTEIRO no complexo representado pelos Musei Vaticani.
       
      A CAPELA SISTINA pode exigir mais de uma hora para conhecer seus detalhes.
       
      Vá para a Piazza San Pietro, ENTRE na Basilica de San Pietro e fica estupefato com tal criação.
       
      Dia 20/12 (7)
       
      Como previsto, o dia seria mais ensolarado, bem distante da chuva que caiu no dia anterior. Ou seja, era o dia reservado para o Coliseu e Foro Romano.
       
      Para chegar, basta pegar o metrô e descer na estação Colosseo (mais fácil que isso não tem). A estrutura do Coliseu, um tanto “machucada” pelos séculos de pilhagem, é maior do que parece nas fotos. Como é de se esperar, já estavam à vista os eventuais “espertinhos”. Com isso, uma proteção maior dos bolsos e celulares se faz necessário – mas sem precisar ficar paranoico.
       
      Como umas das principais atrações da capital italiana (se não a principal), esperava filas enormes para acessar o Coliseu (ou ao menos maior do que a encontrada no Vaticano). Surpreendentemente, praticamente não havia fila. Bastava entrar numas das laterais do Coliseu, comprar o ingresso (que dá acesso também ao Foro Romano) e entrar no antigo estádio romano.
       
      O gigantesco anfiteatro, cenário de lutas de gladiador, era muito mais do que isso. Conseguiam até alagar a arena. É composto por 4 níveis: o primeiro, para a corte imperial e senadores; o segundo, para famílias nobres, mas não pertencentes ao Estado Romano; o terceiro, para os homens em geral, conforme grau de riqueza; o quarto, para as mulheres comuns. Na prática, era o equivalente “cinema” do imperador e seus asseclas, ao qual o povo tinha acesso – mas afastado da aristocracia. E era todo revestido de mármore que, ao longo do tempo, foi arrancado e usado em outros lugares – mas é possível ter noção do tal mármore que fora retirado. Parte dele reveste a Basílica de São Pedro, no Vaticano – não é à toa que tenha tal beleza.
       
      Apesar do tamanho do Coliseu, sua concepção e construção é espantosa – sua construção foi realizada ao longo de 8 anos (compare com algumas obras menores tupiniquins...), com o planejamento para evacuação total do estádio em 10 minutos. Além disso tinha cobertura para proteger do sol, com um público de 70 mil pessoas.
       
      Apesar de enorme, o acesso do ingresso não abarca todo o anfiteatro – umas 2 horas é suficiente para admirar as enormes pedras que sustentam o local (a não ser que queira conhecer os subterrâneos, pagando o bilhete competente). Fora do Coliseu, com o ingresso ainda em mãos, é o momento de ir ao Fórum Romano, a antiga sede do Império Romano – mas não antes de tirar fotos ao lado do Arco de Constantino.
       
      Assim como o Coliseu, a antiga Roma representada pelo Fórum Romano tem vários pedaços em ruínas. Entretanto, as construções (mesmo que parcialmente) inteiras provam que a opulência do Império Romano não ficou reservada somente ao Coliseu. Numa das construções, era possível perceber a conversão do antigo templo pagão em uma casa católica – fizeram uma nova pintura por cima. Junto ao Fórum Romano fica o Monte Palatino, a mais famosa colina de Roma. A maior parte das construções (infelizmente) estão em ruínas, mas é possível perceber que ali era, sem dúvida, o centro do poder do Império.
       
      Findo o passeio pela parte antiga de Roma, era o momento de voar por alguns séculos até o século XIX para a Piazza Venezia, onde fica o Monumento Nacional ao primeiro rei da Itália, Vittorio Emanuelle II.
       
      Passando pelo centro de Roma, obrigatório passar pela Fontana di Trevi (sempre lotada), o Phanteon, o antigo tempo romano, onde está enterrado Vittorio Emanuelle II – mas é bom ir de dia; à noite, o ambiente fica muito escuro. Próximo ao tempo, fica a Piazza Navona, onde Robert Langdon salvou o cardeal e o Castel Sant´Angelo. Esse castelo, construído pelo imperador Adriano como mausoléu, serviu como fortificação para os papas em caso de grave perigo. Para isso, existe um corredor que liga o castelo diretamente à Basílica, o qual foi usado por Langdon (repare que esse blogueiro é fã inventerado do personagem de Dan Brown – um dos pontos mais divertidos em viagem é reconhecer pessoalmente imagens que vira em fotos ou vídeos).
       
      RESUMO
       
      CONHEÇA o Coliseu e o Foro Romano por meio do ingresso único.
       
      PRÓXIMO às ruínas romanas fica uma edificação mais moderna: o Monumento Nacional para Vittorio Emanuelle II, na Piazza Venezia.
       
      CONTEMPLE a Fontana di Trevi, o Phanteon, a Piazza Navona e o Castel Sant´Angelo.
       
      Dia 21/12 (8)
       
      Tendo em vista que as principais atrações de Roma já tinham sido conhecidas nos dias anteriores, era o dia de se perder pela cidade e rever algumas atrações (e aproveitar o dia, já que algumas foram vistas à noite, o que pode atrapalhar um pouco).
       
      Como escrevera, voltamos ao Vaticano. Entramos no início da manhã, após arrumar as malas (o que sempre toma um tempo). Novamente com pouca fila, logo na entrada da Basílica de São Pedro fica a Pietà, de Michelângelo – o problema é que ela está envolta do vidro, difícil de apreciá-la como merece; pode ser mais simples admirar as réplicas, como uma que estava na Pinacoteca do Musei Vaticani ou de ver de outros mestres, como as de Bernini na Galleria Borghese. Não há um centímetro quadrado em toda a basílica que não tenha sido plenamente trabalhada, incluindo o baldaquino de Bernini.
       
      A basílica, apesar de ser uma impressionante construção histórica, não deixa de ser uma... igreja! Para quem for católico (ou simplesmente quer conhecer), é possível participar da missa na basílica. Mesmo sendo italiano, dá para entender algumas expressões – afinal, tanto o italiano quanto o português têm a mesma origem, o latim; inclusive, é somente no Vaticano que o latim ainda é uma língua oficial.
       
      Fora da basílica, ficava a impressão de que tinha algo que representa o Vaticano e não havia visto... O que seria? Olho para a esquerda e dez homens da Guarda Suíça (é claro!) passam ao meu lado. Em Genebra, tinha perguntado ao guia do museu de o porquê eram homens suíços que faziam a proteção papal. Ele explicou que, na Europa, os homens da guarda suíça eram tidos como os mais confiáveis – o que permanece até hoje.
       
      Evidentemente, há diversas atrações que podem ser feitas na basílica além da visita da própria e assistir a uma missa, como subir até a cúpula, visitar os tesouros do Vaticano ou ir ao túmulo de São Pedro. Mas o fato de existir não quer dizer que tenha de ir...
       
      Na Piazza San Pietro, fomos encontrar a escultura mostrada por Langdon na busca pelo segundo cardeal – a rosa dos ventos representada no chão da praça (claro, isso é mais uma diversão para turista detetive que adora procurar marcos que foram vistos em livros e filmes).
       
      Seguindo pela Via della Conciliazione, cruzamos o centro de Roma para curtir um pouco mais da cidade, agora com a iluminação solar. Dessa vez, seriam o destino as Igreja de Santa Maria della Vittoria e Basílica de Santa Maria Maggiore. Talvez fosse o caso de pegar o metrô para visitar essas igrejas, no entanto isso tem de ser contrabalanceado com o fato de que existem outras atrações ou lugares no meio do caminho que merecem ser vistos (reitero: o melhor do Europa é andar por suas áreas milenares). Caso fique na dúvida, use os dois meios: faça um dos caminhos a pé e use o outro (ida ou volta) de transporte público.
       
      A Basílica de Santa Maria Maggiore é uma das igrejas que, apesar de não estar no território representado pelo Vaticano, pertence ao Estado Papal (com privilégios semelhantes a uma embaixada). É a única igreja romana que celebra missa todos os dias sem interrupção desde o fim do Império Romano do Ocidente e uma das mais belas igrejas de toda a Roma, com mosaicos do século V. Já ficara encantado com a Basílica de São Pedro e aparece outra, enorme e tão bela quanto. Apesar de ser bem perto da principal estação de trem de Roma (Termini), ela estava vazia (ideal para quem gosta de evitar aglomerações). É nela que está enterrado Bernini (mas, convenhamos, por tudo o que ele criou – inclusive para a Igreja Católica, seria desaforo ele ser sepultado em local diverso).
       
      A Igreja de Santa Maria dela Vittoria é mais um local para onde Langdon se desloca na busca dos cardeais. E assim como ocorre com o personagem, tivemos nossa surpresa: a igreja estava fechada, reservada para um CASAMENTO! – um claro exemplo de que, por mais que planeje, sempre pode ocorrer contratempos; o mais importante é sempre ter uma carta na manga para substituir o passeio. Com isso, não poderia apreciar a 100ª obra de Bernini, o Êxtase de Santa Tereza (mas tudo bem – fico satisfeito com as outras 99...).
       
      Na prática, o passeio pela cidade eterna estava chegando ao fim. Mas não é possível despedir dela sem tomar um tiramisù (por € 2,50). De volta ao hotel para pegar às malas, pegamos o metrô até à estação Termini embarcar no trem de alta velocidade rumo a Florença. Apesar de termos chegado a tempo, creio que o ideal seja chegar pelo menos meia hora antes – afinal, e se o metrô quebra ou tenha algum atraso?
       
      Diferente da primeira viagem de trem a partir de Nápoles, essa foi mais tranquila – já tinha entendido [quase] tudo com o primeiro embarque e, como era de noite, não tinha como ver nada pela janela. Mas aprendi um novo detalhe: a mesma plataforma pode atender vários trens de alta velocidade – então sempre confira o número do bilhete com o indicado nas portas do trem, senão vai embarcar no trem errado...
       
      RESUMO
       
      VOLTE a Basílica de São Pedro – vale a pena – e, se quiser, participe de uma missa.
       
      PASSEIE pelo Centro de Roma.
       
      CONHEÇA as outras basílicas papais em Roma, como a Basílica de Santa Maria Maggiore.
       
      Se tiver um pouco mais de sorte, ENTRE na Igreja de Santa Maria dela Vittoria.
       
      EXPERIMENTE o doce tiramisù.
       
      Dia 22/12 (9)
       
      Era o dia de conhecer a capital da Toscana: a cidade de Florença, que por um breve período foi capital do Reino da Itália e centro da arte renascentista, em virtude do patrocínio decorrente da poderosa família Médici.
       
      Infelizmente nesse dia a chuva voltara e, diferente da possibilidade em Roma de ir a um ambiente fechado – o Musei Vaticani, não tinha como não enfrentar um pouco da chuva. Mas não é por isso que a viagem seria arruinada: lembre-se de trazer capas de chuva (aquelas descartáveis, de 1 real) e será possível realizar ótimos passeios (lógico, não dá para olhar para cima para ver o alto de uma torre senão vai se molhar todo).
       
      Como o tempo de planejamento da viagem foi meio curto, não tive tempo de discriminar as atrações em Florença e fomos na secretaria de recepção de turistas pedir algumas informações e obter um mapa da cidade – mas isso só para quem não pesquisou antes de ir para a cidade; o ideal é sempre estudar as atrações do destino antes de viajar (se bem que, para nós, também serviu para escapar um pouco da chuva que aumentara). No local vendem o Firenze Card, mas como já discutido na seção dos Citycards, não me interessou (fora que o tempo na cidade foi curto).
       
      Perguntei qual era a atração recomendada para quem tem só um dia de visita à cidade. A atendente foi pragmática: a Galleria Degli Uffizi. A principal atração da cidade também serviria para escapar da chuva – perfeito.
       
      A Galleria Degli Uffizi é um dos principais centros de coleção de arte do mundo (e uma fila para entrar em alta temporada que pode ser insana) – e entendi o porquê. A quantidade de quadros, esculturas e outras obras é absurda. E contém, evidentemente, obras superfamosas, como O Nascimento de Vênus, de Botticelli. Entretanto, umas das pinturas que mais me impressionou foi a perfeição do desenho do pé de um homem na água com as consequentes ondas causada pelo movimento corporal – tratava-se da pintura do então jovem Leonardo da Vinci, O Batismo de Cristo. Reza a lenda que o mestre de Leonardo, ao ver a pintura de seu discípulo, desistiu de pintar ao perceber que seu aprendiz superou (e muito) seu mestre (se, para uma pessoa leiga para as artes como eu se impressiona com a pintura, imagina para um especialista – é de ficar doido). Mas a galeria é tão ampla que até Keanu Reeves está representado (pelo jeito, a Matrix também servia para viajar no tempo, à Itália renascentista) e a Medusa.
       
      Além dos citados Botticelli e Leonardo da Vinci, ainda marcam presença Caravaggio, Ticiano, Rafael, Michelangelo entre outros, além de inúmeros bustos romanos e outras estátuas. Com isso, é evidente que longas horas se passam no museu.
       
      Finda a visita pela galeria, a chuva já tinha passado e era o momento para passear pela cidade. Para variar, Florença é mais uma cidade onde o professor Robert Langdon visitou em uma de suas aventuras: cheia de marcos interessantes para conhecer.
       
      Infelizmente, o passeio pela Galleria Degli Uffizi nos tomou várias horas e não seria possível visitar muitos outros lugares internamente. Próxima à galeria fica o Palazzo Vecchio na Piazza dela Signoria. Nessa praça, para quem não pode ir à Galeria da Academia de Belas Artes, o turista tem a possibilidade de ver uma cópia do Davi, de Michelangelo. Ainda na praça existem muitas outras esculturas e, para quem tiver curiosidade, é possível ver que um dos leões nas escadas da Loggia del Lanzi “come” a cabeça do grande Davi.
       
      Claro, é impossível falar de Florença sem citar a Ponte Vecchio, a mais famosa ponte italiana sobre o Rio Arno (não, não é por causa dos ventiladores da fábrica brasileira), na qual existem inúmeras joalherias. Por cima ponte fica o Corredor Vasari – um caminho exclusivo entre a Palazzo Vecchio e Palazzo Pitti, encomendado pela família Médici e pelo qual Langdon usou em Inferno.
       
      Um dos maiores ícones da cidade são a Cattedrale di Santa Maria del Fiore e o Battistero di San Giovanni. A catedral, conhecida como “Doumo” de Florença, começou a ser construída no fim do século XIII e os trabalhos avançaram até o século XIX. Um de seus destaques externos é a composição da fachada por mármores branco, verde e vermelho. A entrada da catedral é gratuita, diferente do batistério, que é pago.
       
      Durante a noite, a cidade ainda reservara uma surpresa: próximo da Piazza della República, uma soprano italiana mostrava seus dons para a multidão de turistas que a admiravam (pelo jeito, a Itália é uma fábrica de tenores).
       
      RESUMO
       
      VISITE a Galleria Degli Uffizi e se impressione com as obras dos mestres renascentistas.
       
      ADMIRE o Palazzo Vecchio na Piazza dela Signoria e veja um dos leões comendo a cabeça de Davi.
       
      CAMINHE pela Ponte Vecchio, onde, por cima, fica o Corredor Vasari.
       
      CONTEMPLE a Cattedrale di Santa Maria del Fiore e o Battistero di San Giovanni.
       
      Dia 23/12 (10)
       
      Esse dia foi dividido em dois: a primeira metade seria em Florença; a segunda, em Bolonha. Tendo em vista que seria inviável voltar à hospedagem somente para buscar as malas, levamo-las conosco no check-out do hotel de manhã. Seria o caso de encontrar um local para deixar as malas ou, como estávamos em quatro pessoas e tínhamos conhecido os principais pontos internos, andar com as malas conosco – no fim, ficamos com a segunda opção (repare que ter malas de mão com rodinhas faz TODA a diferença).
       
      Um dos primeiros pontos foi a Basilica di Santa Maria Novella, em frente à estação de trem de Florença. No entanto, diferente do Duomo, seu acesso era pago e desistimos. Todavia, encontramos a Chiesa di Santa Maria Maggiore. Muito menor do que a versão que conhecemos em Roma, é ainda um prédio histórico – e gratuito. Também existe a Basilica di San Lorenzo, igreja relacionada aos Médici.
       
      Durante a estadia noturna no hotel, pesquisei sobre outros pontos curiosos da cidade, como o leão que “come” a cabeça de Davi. E existem vários perto da Cattedrale di Santa Maria del Fiore. Nas paredes externas da catedral existem esculturas de anjos, santos, figuras humanas... e da cabeça de um touro (vai saber porquê...). Ainda na praça do Duomo, fica a estátua do arquiteto renascentista Filippo Brunelleschi, que projetou a cúpula da catedral. Mas, ao olhar a estátua, perceba que esta olha para sua obra-prima, a cúpula.
       
      Na própria Chiesa di Santa Maria Maggiore existe outra curiosidade: a escultura de uma cabeça de uma mulher no alto de sua parede, que os nativos florentinos carinhosamente chamam de “Berta”.
       
      Próximo ao Duomo (na verdade, tudo é meio “próximo” um do outro – a cidade é pequena; “densamente ocupada” por arte, mas pequena) fica a casa de Dante Alighieri, poeta e autor de A Divina Comédia. Esse poema é dividido em 3 partes, sendo a seção denominada Inferno que dá o nome à aventura de Robert Langdon na cidade.
       
      Depois de encontrar mais algumas curiosidades florentinas (como a torre de onde se jogou o antagonista de Inferno) e revisitado alguns marcos da cidade, era o momento de despedida da capital da Toscana (repare que, mesmo com malas, é possível realizar bons passeios). Fomos à estação Firenze Santa Maria Novella pegar o trem de alta velocidade até Bologna Centrale. Dessa vez, quem diria, o trem atrasou 15 minutos (sim, atrasos podem acontecer – mas são meio raros, já que estes têm total prioridade da malha ferroviária). Além da saída de Nápoles, seria o único trecho ferroviário diurno, última oportunidade para poder ver a paisagem – ledo engano! O trecho em alta velocidade foi praticamente por dentro de túneis (fico imaginando o tempo que demoraria para fazer aqui tais túneis, pela média de obras no Brasil...). Aproveite também para ir ao banheiro (sua passagem inclui o uso, ao passo que na estação ferroviária chega a custar € 1,50).
       
      Agora em Bolonha (e novamente tendo de levar as malas, já que as hospedagens no centro eram bem mais caras), fomos em direção ao centro histórico. A estação de Bologna Centrale é mais afastada do centro em comparação Firenze Santa Maria Novella (nesta você praticamente tropeça e já está no centro), mas ainda assim acessível com as malas.
       
      No caminho até o centro, percebe-se que as calçadas são todas cobertas pelos pórticos (ou arcos), símbolos da cidade (é uma ideia genial: as calçadas são todas protegidas, assim é possível andar pelas ruas se protegendo do sol forte ou da chuva – faria sucesso essa concepção em São Paulo).
       
      Na Piazza Maggiore fica a Basilica di San Petronio, uma enorme basílica gótica de mármores e tijolos. Sua construção foi parada por ordem do papa após este descobrir que ela seria maior que a Basílica de São Pedro, à época (isso explica sua estranha fachada de mármore e tijolos, sem muita harmonia). Porém, mesmo “incompleta”, é muito bonita e seu acesso, gratuito. Dentro da igreja, um pequeno buraco permite a entrada da luz solar, na mesma direção que a linha do meridiano, além do famoso pêndulo de Foucault. Ainda na piazza está a Fontana di Nettuno, uma obra em bronze do século XVI.
       
      Assim como Florença, Bolonha é pequena e tudo é meio “próximo”. Então, próximo da basílica ficam as Torri Pendenti, as duas torres medievais mais famosas da cidade.
       
      No nosso caso, como já tínhamos recebido uma enxurrada de cultura nas 3 cidades anteriores, escolhemos almoçar em um dos restaurantes (vendo o preço antes, evidentemente). Fica a ressalva de tomar cuidado com a taxa italiana de cobrar por sentar, denominada coperto (seria um equivalente nosso ao 10% da fatura). Só que, como é um valor fixo, existem muitos lugares que podem cobrar um absurdo por um consumo baixo (por exemplo, de um café que triplica de preço por causa dessa taxa).
       
      RESUMO
       
      O que fazer com as MALAS? Se não estiver sozinho e não quiser pagar depósito de bagagem, pode levá-las consigo.
       
      CONHEÇA as igrejas de Florença, como a Basilica di Santa Maria Novella, a Chiesa di Santa Maria Maggiore entre outras.
       
      DESCUBRA alguns pontos curiosos da cidade, como a cabeça de um touro no Duomo.
       
      Em BOLONHA, os pórticos auxiliam os pedestres a se proteger do sol e da chuva.
       
      VISITE a Basilica di San Petronio, a basílica que o papa mandou parar a expansão.
       
      ADMIRE as Torri Pendenti, símbolo da cidade.
       
      SAIBA da existência do coperto, taxa para quem sentar nas mesas quando for consumir algum alimento ou bebida. Para se esquivar dela, basta consumir no balcão.
       
      Dia 24/12 (11)
       
      Esse dia tinha um imbróglio: o trem rumo à Veneza-Mestre partiria à noite, mas a hospedagem não era perto da estação de trem. Como fazer?
       
      As alternativas na mesa eram: deixar as malas num depósito de bagagem. Como discutido na seção competente, é a opção mais cara; ou deixar as malas na hospedagem (se possível) e buscá-las, com a antecedência adequada, para então embarcar no trem, sendo a opção mais trabalhosa; ou levá-las conosco no passeio pela cidade.
       
      Escolhemos a opção do dia anterior: passear pelas ruas planas de Bolonha com as malas. Mas não atrapalha? É claro que andar com as malas é pior do que se estivesse livre. Todavia, tendo em vista que não iríamos em museu como foi em Florença (Galleria Degli Uffizi) e as outras atrações da cidade não demandavam muito tempo, essa opção foi factível. Inclusive, vale a pena verificar se os lugares que deseje visitar possuem armários – como o Velho Continente é extremamente turístico, vários lugares disponibilizam armários, alguns gratuitamente, com a ressalva do tamanho.
       
      De volta ao centro da cidade, além da basílica “rival” da de São Pedro, existem as Cattedrale Metropolitana di San Pietro e Chiesa dei Santi Bartolomeo e Gaetano. Mas a igreja mais interessante que conhecemos foi a Basilica Santo Stefano, na Piazza de mesmo nome (e que merece uma parada para admirá-la). Mesmo tendo que esperar para a conhecer, já que o horário de acesso é um pouco restrito, vale a visita. A nave da igreja em si não é especial – a melhor parte é do restante da basílica, com obras e estruturas medievais que (imagino) deviam ser usados pelos monges que lá residiam.
       
      Como sabido, em Bolonha foi fundada a primeira universidade ainda em funcionamento, em 1088. Seu antigo edifício é denominado como Archiginnasio e, hoje, abriga a Biblioteca Municipal. Apesar de ser preciso pagar pelo acesso (€ 3,00), é possível contemplar as pinturas, arquiteturas e alguns livros [bem] antigos antes da área paga.
       
      Outra atração da cidade é Compianto del Cristo Morto, um conjunto de sete esculturas em terracota que representam a cena de A Lamentação de Cristo, na igreja de Santa Maria dela Vita. Infelizmente, por causa do dia – véspera de Natal – estava fechada.
       
      Por causa da data, tinha um detalhe que não pode passar despercebido: o dia seguinte seria o Natal, quando praticamente tudo fecha. E onde iria comer? Para quem vai passar o Natal no exterior, lembre-se de sempre comprar comida no supermercado até a véspera, para não passar fome durante o dia festivo (claro, a hospedagem pode oferecer, mas quanto custaria?).
       
      Fim do dia, era o momento de voltar à estação Bologna Centrale embarcar no trem rumo à Veneza-Mestre. Depois da experiência dos 3 trens anteriores, já estava “esperto” quanto aos detalhes para embarcar no trem de alta velocidade.
       
      A estação é muito bem estruturada: no nível da rua, ficam os trilhos para os trens regionais; no 4º subsolo, os trilhos dos trens de alta velocidade. Os níveis intermediários correspondem aos acessos aos trilhos, estacionamento e área de espera. Só fica o detalhe que, enquanto estávamos na área de espera, um pedinte nos pediu comida (ou dinheiro) em italiano. Respondemos que não entendemos, só em inglês – não era problema: ele começou a pedir em inglês (imagina se isso vira moda no Brasil...).
       
      RESUMO
       
      VISITE a Basilica Santo Stefano, na piazza homônima.
       
      CONHEÇA o edifício da primeira universidade do mundo, a Archiginnasio.
       
      Se não estiver fechada, ENTRE na Compianto del Cristo Morto e a aprecie a obra da Lamentação de Cristo.
       
      Se viajar no NATAL, lembre-se de que quase tudo pode estar fechado – se previna e compre o que for necessário.
       
      Dia 25/12 (12), 26/12 (13) e 27/12 (14)
       
      Para escrever cada dia das viagens neste blog, um longo processo de relembrar é necessário, como de cada caminho por onde passei, cada segundo que vivi, cada imagem que admirei. E estava com um bocado de dificuldade de escrever sobre Veneza, em mostrar o melhor da Sereníssima. Por quê? A Piazza San Marco, a Ponte di Rialto, o Canal Grande, a Ponte della Libertà, o Palazzo Ducale, a Basilica de San Marco, a Ponte e a Gallerie dell´Accademia, a Basilica di Santa Maria della Salute são somente alguns das inúmeras atrações de Veneza. Mas o melhor da cidade de Veneza é... Veneza! O passeio ideal, creio, é passear por suas inúmeras (e algumas estreitas) ruas, vielas e pontes, o que torna a cidade única em todo o mundo. Sempre haverá algum cantinho novo para admirar. Deste modo, o melhor roteiro por Veneza é estar livre para “se perder”, sem necessariamente focar nos seus pontos mais famosos.
       
      Conseguinte, não é o caso de descrever aqui os caminhos pelos quais percorri, mas elencar alguns detalhes que podem fazer a diferença.
       
      Apesar do destino da viagem ser a Veneza insular, foi muito mais conveniente hospedarmo-nos na Veneza continental, conhecida como Veneza-Mestre. Por óbvio, isso não permite dormir nas antigas construções típicas de Veneza. Mas tudo na vida tem o lado negativo... e positivo. As hospedagens em Mestre são mais baratas (algumas, bem mais), os edifícios são mais novos e confortáveis, a taxa de pernoite italiana é mais baixa (em 2019, € 1,35 por pessoa), existem grandes supermercados próximos da estação de trem com bons preços. Claro, tem de ser somado o custo do transporte até as ilhas (de trem, € 2,70 pela ida e volta) – mesmo assim, o valor final fica menor do que se hospedar nas ilhas; e o deslocamento permite observar a Lagoa de Veneza.
       
      A primeira vez nas ilhas, como indicado, foi em pleno Natal. Todavia, sendo um local extremamente turístico, um número considerável de lojas permanecia aberta, com a vantagem de ter sido o dia do Natal com menor fluxo de turistas dentre os três dias de passeio.
       
      Durante a estadia em Bolonha, li notícia de que Veneza foi atingida novamente pela acqua alta, quando as águas do Mar Adriático sobem e vão ocupando, progressivamente, as áreas mais baixas das ilhas. Contudo, não fomos atingidos pelo fenômeno durante nossa estadia, apesar da existência nas vias das passarelas que são usadas para auxiliar os turistas e moradores a percorrer as áreas mais baixas de Veneza – e com a vantagem de que estas servem para sentar aos visitantes cansados.
       
      Proporcional ao número de turistas que visitam Veneza é o número de filmes gravados tendo como cenário a cidade. Como já pode imaginar, Robert Langdon esteve lá, na Piazza San Marco, discorrendo sobre os Cavalos de São Marcos: as quatro estátuas que ornamentam a fachada da basílica são réplicas dos originais gregos de bronze do século IV a.C. que foram tomadas pelo doge de Veneza durante o saque à Constantinopla durante a Quarta Cruzada. Inclusive, tendo Veneza sido rota para o Oriente, é possível perceber a forte influência bizantina na arquitetura da basílica, bem diferente da concepção das outras igrejas do mundo ocidental, incluindo na própria Itália.
       
      Outro personagem que marcou presença na Sereníssima foi James Bond, em 007 – Casino Royale. Além do agente secreto de ir à agência bancária na Piazza San Marco (que não existe, por sinal), Bond inicia uma perseguição pelas ruas de Veneza (dica: decore BEM as imagens do filme – e de qualquer filme – caso queira repetir o feito; é extremamente difícil reconhecer os pontos em Veneza).
       
      Como dito, não há necessidade de marcar o melhor caminho para conhecer Veneza, já que todos os lugares são válidos. E não existe problema quanto a “se perder”, já que, tal qual o ditado Todos os Caminhos Levam a Roma, em Veneza todos os caminhos levam à Piazza San Marco (e vice-versa, para a Venezia Santa Lucia).
       
      No último dia, escolhemos embarcar no Vaporetto, linhas de barcos que andam pelos canais maiores que podem valer como city tour. Escolhemos a linha 2, que permite ter uma visão mais panorâmica das ilhas, impossível de ser feita em terra – evidentemente, embarcamos na estação de início da linha, próximo da Piazza San Marco. Como esse transporte é caro (€ 7,50), não recomendo comprar os passes de uso infinito (melhor usar o dinheiro para experimentar os trens de alta velocidade italianos ou mesmo comprar algum cristal de Murano, por exemplo).
       
      Veneza criou uma página na web para auxiliar os turistas sobre as atrações da cidade, normas e regras, que devem ser seguidas para evitar multas: https://www.veneziaunica.it/. Algumas regras são meio óbvias (e até inusitadas, como proibição de nadar nos canais), outras nem tanto: não é permitido comer sentado nas passarelas usadas durante a acqua alta, assim como é proibido alimentar os infinitos pombos de Veneza.
       
      Para quem vai visitar (ou já visitou) Veneza, proponho um momento de reflexão: já imaginou a dificuldade de entregar a geladeira da sua casa em uma das vielas estreitas da cidade? Talvez a cidade não seja cara somente por causa dos turistas...
       
      De volta à linha temporal, findo o passeio por Veneza com a ascensão na Lua no horizonte, embarcamos na estação de trem Venezia Santa Lucia rumo à Mestre para buscar as malas que ficaram na hospedagem e ir em direção à nossa última parada, a estação Milano Centrale.
       
      Apesar da estação de Mestre ser muito menor do que as outras estações de trem que foram utilizadas nesta viagem, o preço da comida (mesmo no fast-food) ainda era maior do que em outros lugares da cidade. Ou seja, tal qual o aeroporto, evite sempre de comprar em estações de trem – qualquer uma.
       
      O detalhe do embarque nessa estação (e de outras estações menores) é de que o tempo que o trem fica na plataforma está mais próximo do que conhecemos do metrô. Diferente das outras estações, não havia muitas pessoas na plataforma – e o sistema sabe disso. É o caso de entrar com suas malas de forma eficiente, já que dificilmente conseguirá ter sentado em seu lugar antes do trem partir.
       
      RESUMO
       
      O MELHOR de Veneza é... Veneza.
       
      Se PERCA por suas vielas, pontes e canais.
       
      Fique HOSPEDADO em Veneza Mestre.
       
      NÃO TEMA a acqua alta. Os venezianos são bem preparados para enfrentar a maré e ainda dura pouco, com raras exceções.
       
      ESCOLHA um dos Vaporetto para usar como city tour.
       
      OBEDEÇA às regras impostas pela cidade disponíveis no site https://www.veneziaunica.it/.
       
      ENCONTRE os pontos de referência vistos nos inúmeros filmes gravados em Veneza.
       
      Dia 28/12 (15)
       
      A estadia nesta cidade europeia seria um pouco diferente das realizadas até então. Afinal, por capricho do destino, estava em Milão de novo, um ano depois. Considerando que no ano anterior o passeio foi meio “fulminante”, de apenas um dia, esta nova chance possibilitava realizar um passeio mais completo, de rever alguns pontos famosos e conhecer os que não foram possíveis.
       
      O primeiro local foi o justamente a de “chegada”: a enorme estação de Milano Centrale, de onde parte a maioria dos trens de alta velocidade de Milão, concebida nos anos 30. A área ao redor dessa estação, como a grande avenida que a conecta ao centro histórico, remete a um local muito conhecido por milhões de brasileiros: São Paulo. Muitos consideram Milão como a “São Paulo” da Itália, já que é o centro financeiro, de comércio de bens de luxo, de inúmeras indústrias da república italiana. Pode se perguntar: Mas porque viajaria para conhecer um lugar cuja “cópia” eu já vivo/conheço? Porque é uma São Paulo “organizada”, um exemplo para o futuro da metrópole brasileira. Apesar de não ter a “concentração” de construções antigas como em Nápoles, Roma, Florença ou Bolonha, a cidade possui suas “marcas registradas” históricas, como o Duomo de Milano, a enorme catedral gótica no centro da cidade. E, tal qual a cidade brasileira, possui uma vida agitada – de dia e de noite.
       
      O centro histórico de Milão é pequeno: seu diâmetro tem 2,5 km. Só que a cidade, como São Paulo, é muito maior do que seu centro histórico. Para acessar algumas áreas, o metrô pode ser inevitável.
       
      A primeira parte do centro histórico a ser (re)visitada é a Via Monte Napoleone, rua comercial de alto luxo e considerada a mais cara da Europa (na prática, é mais para falar que conheceu a rua mais cara, como a rua Oscar Freire, já que os preços são surreais mesmo para suíços e escandinavos).
       
      Saindo da via, assim como um ano atrás, chega ao Duomo de Milano, uma das maiores catedrais em estilo gótico da Europa (existe a possibilidade de subir nos seus telhados para uma visão de sua arquitetura e da cidade).
       
      Adjacentes ao Duomo, na Piazza homônima, ficam a Galleria Vittorio Emanuele II, uma espécie de shopping do século XIX e o Palazzo Reale Milano.
       
      De lá, seguimos para o Castello Sforzesco, antiga fortificação que virou a casa do Duque de Milão. Agora é sede de museus e galerias de arte da cidade, mas parte do castelo tem acesso gratuito. Atrás dele fica um grande (e gelado) jardim, o Parco Sempione e o “arco do triunfo” milanês, o Arco della Pace.
       
      RESUMO
       
      MILÃO é uma cópia de São Paulo mais rica e organizada.
       
      O passeio MANDATÓRIO na cidade é conhecer o enorme Duomo de Milano.
       
      CONTEMPLE a estação Milano Centrale, a rua das grifes Via Monte Napoleone e um dos mais antigos shoppings do mundo, a Galleria Vittorio Emanuele II.
       
      PASSEIE pelo Castello Sforzesco e seu gelado jardim, o Parco Sempione.
       
      Dia 29/12 (16)
       
      Esse dia, na prática, foi destinado para conhecer as atrações mais afastadas da área central de Milão.
       
      A primeira parada foi na Basilica San Lorenzo Maggiore, a mais antiga igreja de Milão, com mosaicos bizantinos do século IV. Em frente dela, ficam a estátua de Constantino, o célebre imperador romano que tornou o cristianismo religião oficial do império e as Colonne di San Lorenzo, ruínas de 16 colunas do antigo Império Romano.
       
      Depois de algumas quadras, chegamos à região do Naviagli: são canais artificiais de transporte que perfaziam o equivalente atual a avenidas e metrô. Com o avanço desses modais, vários canais foram fechados e somente três sobreviveram (sem o transporte, evidentemente). A região é famosa pela vida noturna e boêmia, equivalente à Vila Madalena – mas como era inverno (e quase ano novo), a região estava bem vazia. Mas isso não impede de admirar a beleza do local, mas é interessante de ir após ter conhecido a maioria das atrações na área central de Milão (ou eventualmente tenha se hospedado próximo do local).
       
      De volta ao centro, uma visita à Basilica di Sant´Ambrogrio, inicialmente construída no século IV e finalizada no século XII. Em suas paredes resguardam algumas escritas romanas e a cripta da basílica resguarda o corpo de Santo Ambrósio, desde o século V. Depois do Duomo, foi a igreja mais bonita que considerei nas visitas à Milão.
       
      Não podia de deixar de falar da igreja Santa Maria delle Grazie, onde Leonardo da Vinci pintou A Última Ceia, na parede do refeitório – mas não a conheci. Pode se perguntar: Por que não fomos ver uma obra-prima de Leonardo? Aparentemente, ele não quis fazer uma obra para posteridade – fez sem muita preocupação, com tinta inadequada (o homem era bom mesmo, como se fosse um “Midas” – tudo o que ele mexia era excepcional) e, por isso, o local exige um controle para preservação severo. Por tudo isso, é exigido uma pré-reserva superdisputada, um pagamento caro e o tempo de admirar a obra, exíguo – muita dor de cabeça; melhor deixar para quem vive na Europa, especialistas em arte ou quem tem muito tempo E dinheiro mesmo.
       
      Outra igreja que merece a visita é Chiesa di San Maurizio al Monastero Maggiore, em que residem afrescos do século XVI (claro, não são como os afrescos da Capela Sistina, no Vaticano – mas são belíssimas) e seu acesso é gratuito. Junto à igreja fica o Civico Museo Archeologico, que mostra a história de Milão, como a fundação da antiga cidade conhecida como Mediolanum, a conquista pelos romanos no século III a.C. e sua ocupação (durante um breve período a cidade foi capital do Império Romano do Ocidente).
       
      RESUMO
       
      VISITE por outras igrejas antigas de Milão: a Basilica San Lorenzo Maggiore, Basilica di Sant´Ambrogrio, Chiesa de Santa Maria delle Grazie e Chiesa di San Maurizio al Monastero Maggiore.
       
      CAMINHE pelo Naviagli, região de canais artificais que serviam para o transporte e, agora, é famosa pela boemia.
       
      Dia 30/12 (17) e 31/12 (18)
       
      Último dia de permanência na Itália, era o momento de preparação para o retorno ao Brasil – a começar pelo transporte até o aeroporto. O trem expresso para o aeroporto (Malpensa Express) é um serviço rápido, mas caro (€ 13), enquanto os ônibus (shuttle) são opções mais baratas. Mas tem uma pegadinha: os ônibus, comprando na hora, são mais caros (€ 10) do que se comprar pela internet (€ 8 mais taxa) e escolher o horário da viagem, mesmo pagando junto o IOF no cartão de crédito.
       
      Ao invés de desbravar (novamente) a área central, decidimos ir a um dos lugares que foram reabilitados em Milão: a área ao redor da estação Milano Porta Garibaldi. Com uma concepção moderna, é um local de convívio e consumo. Inclusive, fica o conhecido Bosco Verticale (Floresta Vertical), par de torres residenciais “verdes” – literalmente – e venceu o prêmio de melhor prédio em 2015.
       
      Tendo em vista que as principais áreas de Milão já tinham sido conhecidas, foi mais conveniente se “perder” pela cidade, desbravando as ruas e descobrindo novos lugares e as sempre constantes igrejas. Na área central da cidade, tal qual em Bolonha, os geniais pórticos protegem os transeuntes que percorrem suas vias.
       
      O relógio era implacável: era o momento de se despedir da Itália (mais uma vez). Depois de pegar as malas na hospedagem, fomos à estação Milano Centrale embarcar no shuttle até o Aeroporto de Milano-Malpensa. Sempre chegue ao aeroporto com antecedência adequada (até mais do que o planejado), para evitar estresse. De modo diverso ao ocorrido em Guarulhos, a atendente pediu para pesar as malas e, diferente do que o informado no bilhete de ida, a franquia é de 8 kg – claro, não foi problema porque já tínhamos pesado e, para essa companhia aérea, não verificaram as dimensões da mala.
       
      Chegamos ao Aeroporto de Porto, e tínhamos um desafio pela frente: uma conexão noturna de quase 12 horas. Já tínhamos ficado no Aeroporto de Madrid-Barajas por período semelhante, mas não como conexão, por conveniência mesmo. Não vou mentir, ficar no aeroporto não é o que poderíamos de definir como estadia “agradável”. Tinha estudado acerca da permanência no Aeroporto de Porto, entretanto todos os outros “bons” lugares já tinham sido escolhidos pelos outros viajantes. Restou-nos os bancos meio duros do aeroporto (o de Madri era mais confortável) e aguardar o horário de abertura para acessar o lounge pelo benefício do cartão de crédito. E que diferença! O lounge é muito mais confortável, mas, como praticamente tudo no aeroporto, é caro seu ingresso avulso (mais caro, inclusive, do que hotel). Para quem não tem a possibilidade de obter o acesso gratuito ao lounge (e não quiser pagar), encare as longas escalas como se fosse mais um dia de trabalho – cansativo, mas pelo qual se ganha o sustento. Ou seja, ao invés de trabalhar no Brasil, você “trabalhou” para não pagar pelo voo direto, mais caro – e, pelo hiato de preços, eu teria de trabalhar vários dias em São Paulo para pagar tal diferença.
       
      O voo para São Paulo chegou no horário programado, a tempo de passar o Ano Novo com a família. Paralelamente, a OMS declarava o primeiro alerta de Emergência Internacional do até então novo e desconhecido vírus, que fulminaria a Itália no mês seguinte – ao que parece, essa viagem à Itália foi realizada no momento certo.
       
      RESUMO
       
      DESCUBRA a região revitalizada ao redor da estação Milano Porta Garibaldi e aprecie o edifício verde Bosco Verticale.
       
      Os PÓRTICOS de Bolonha também chegaram a Milão.
       
      Os ÔNIBUS que ligam Milão ao aeroporto de Malpensa são a opção mais barata de chegar ao aeródromo.
       
      ENCARE o tempo de conexão como um dia de trabalho – muito provavelmente sai mais barato pegar esses voos do que trabalhar para pagar pelo voo direto.
    • Por Felipao86
      Olá pessoal,
       
      Dando continuidade a atualização de alguns relatos, vou contar um pouquinho de uma viagem que fizemos até Carrancas, no Sul de Minas, no feriado de Tiradentes.
      Nessa viagem minha filha mais velha estava com 1 ano e 2 meses e fomos também acompanhados dos meus pais.
      Hospedagem: Chalé da Tica, via Airbnb.  620 reais para 3 diárias. Muito charmosinho e arrumado, só a água do chuveiro que não esquentava legal.
      Obs1: as atrações são divididas em “complexos”, porque com uma entrada visita-se várias piscinas naturais e cachoeiras. Geralmente dá para visitar 2 complexos por dia.
      Obs2: todas as atrações visitadas encontram-se um pouco afastadas do centrinho da cidade, mas em estradas de terra muito tranquilas de percorrer, mesmo em carro comum.
      Obs3: Carrancas tem otimos preços, média de 5-10 reais a entrada nos complexos de cachoeiras. A exceção fica pela pelo Parque Serra do Moleque, que custa 25 reais a entrada (porém é o que possui melhor infraestrutura).
      Dia 1: Chegada + Cachoeira da fumaca
      Saimos de BH cedo, é uma viagem de cerca de 5 horas considerando uma parada de 20 minutos para esticar as pernas. A chegada em Carrancas já é uma atração a parte, a medida que vamos nos aproximando da serra sabemos que iríamos conhecer um lugar especial. Fomos direto nos instalarmos no chalezinho e procurar um lugar para almoçar. Achamos um barzinho que tinha comida self-service por 10 reais por pessoa, bem saborosa.
      Após o almoço fomos até a Cachoeira da fumaça, que apesar de muito linda é proibido o mergulho. Ficamos lá curtindo a natureza diante de nós. À noite pedimos pizza.


      Dia 2: Complexo da Ponte + Complexo da Toca
      Após o café da manhã partimos para o primeiro complexo de Carrancas, o complexo da ponte: ao longo da trilha já se apresenta diversas pequenas poços que são deliciosos para experimentar as aguas extremamente geladas, mas no final você atinge a estrela do lugar, que á Cachoeira do Salomão, que é deliciosa, é fácil de sentar em baixa de sua queda e curtir uma hidromassagem natural.

      Após o almoço partimos para o complexo da Toca, que também possui vários poços, quedas dagua e o escorregador da Toca que é legalzinho (mas o da Zilda é muito mais, rs), mas a cereja do bolo sem dúvida era o poco do coração e do coraçãozinho, extremamente disputados, rs. A trilha também é belíssima, com bela flores arroxeadas que minha esposa adorou.

       
      Dia 3: Complexo da Zilda + Parque Serra do Moleque
      O complexo da Zilda fica um pouco mais afastado do centrinho de Carrancas (cerca de 12km), mesmo assim em menos de 30 minutos já estávamos lá.
      É cheio de atrações, inclusive para os mais aventureiros tem o racha da Zilda, que pelo que eu li é difícil de ser acessado, pois em determinado momento  precisa atravessar  o rio contra a correnteza.
      Para os meros mortais as melhores atrações são Cachoeira do Indio, as pinturas rupestres e a cereja do bolo: o escorregador da Zilda. É um tobogã absolutamente natural, delicioso de escorrega e cair um poco de agua no final. Ficamos uma manhã inteira somente subindo e descendo por ele.
       
      Depois fomos ao Parque Serra do Moleque, que é na mesma região e onde encontra-se a cachoeira mais gostosa de carrancas, na minha opinião: a Cachoeira da Zilda. Você deixa o carro no estacionamento e desce de jardineira até a entrada da trilha, onde tem banheiro e restaurantes. A trilha até a cachoeira é leve e totalmente sinalizada e acessível, com escadas e pontes. Um poco enorme com uma prainha te espera ao final. Ficamos o restante da tarde ali só curtindo essa maravilha.

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      Dia 4: Complexo da Vargem Grande + Retorno para casa
      Nesse dias meus pais já estava um pouco cansados então fomos só eu, minha esposa e minha filha.
      Esse complexo na minha opinião é o mais lindo. É onde encontra-se a famosa Cachoeira da Esmeralda, ao final da trilha. Mas no caminho até lá já aparecem várias piscinas naturais belas e deliciosas para mergulho. Se chegar na cachoeira por volta de meio dia, a incidência da luz solar faz a agua ficar verde transparente, muito bonita.
      Almocamos num restaurante de comida caseira, que na verdade é na casa de uma senhora mesmo. Demos uma volta no centrinho da cidade, uma rapida passada na sua igreja principal que é bem bonita e voltamos para Belo Horizonte descansados e satisfeitos.

       
      Considerações finais: destino delicioso, de bom custo-beneficio e com ótimos atrativos naturais. Ao contrario de capitólio, que a cada dia que passa fica mais e mais elitizado, Carrancas preserva um ar mais rústico e bom para o bolso. A infraestrutura que ainda é um pouco limitada, fomos num feriado, a cidade estava lotada, poucas opções de bares, lanchonetes e restaurantes, todos lotados, com fila de espera. E também poucas opções de pousadas. Creio que melhorará com o tempo.
       
       
       
    • Por Par de Sorrisos
      TRENES ARGENTINOS 🚆: uma maneira clássica de viajar en la ARGENTINA 🇦🇷 | Vlog viajante 🌎
       
       
      Oi gente! Desta vez, queremos convidá-lo a viajar de trem conosco. Uma jornada de sentidos sensoriais em essência. Uma amostra por nossos olhos do serviço de trens argentinos. Um serviço eficiente no que você pretende, que leva os usuários a diferentes partes da Argentina que, com paciência e disponibilidade de tempo, desejam viajar de maneira clássica, viajam de trem.
      Este episódio de áudio está em nosso podcast | https://bit.ly/3gzGSox
      00:00 Intro
      00:46 Estación Rosario Norte
      02:33 Trem
      08:22 Estación Retiro
      10:33 Despedida
      Eles podem obter as informações necessárias dos trens argentinos em suas viagens de curta e longa distância em seu site.
      Trenes Argentinos | https://www.argentina.gob.ar/transpor...
      Esperamos que você goste da nossa maneira de apresentar nosso passeio basicamente entre a Estação Rosario Norte, passando por todas as outras estações até chegarmos à Estação Retiro em Buenos Aires. Em linhas gerais, fornecemos as informações de infraestrutura e layout dos vagões, estações e destinos, para que eles tenham uma noção se decidirem tomar o serviço dos trens argentinos.
      Como sempre, viva uma vida feliz, beba bastante água para ser saudável e sorrir.
      Um beijo! 💙
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    • Por Carolina Rosaboni
      Depois de tanta emoção o último dia foi para relaxar e com poucas aventuras
      O barco que sai do Bonete nos deixa na praia de Borrifos no restaurante Nova Iorqui, e é uma boa subida (Que não dá pra fazer de chinelo) até voltar ao ponto que o ônibus nos deixou no dia 31. Como gastamos todo nosso dinheiro em espécie eu estava indo para o mercado mais próximo a pé ( mais ou menos 5Km) mas o motorista de ônibus U. foi super legal e foi a segunda alma boa que encontrei na viagem, me emprestou 10 reais para ir de ônibus. O mercado tinha preços bem salgados,mas precisamos nos alimentar no camping. Finalmente voltamos para o parque estadual e estávamos morrendo de medo de não conseguir entrar porque sabíamos que eles estaria fechado, e já tínhamos contado com a fé muitas vezes em um só dia, contudo como tínhamos a reserva e era o mesmo segurança do dia 31 ele nos informou que poderíamos embarcar no parque e que o dono do camping estava de carro um pouco a frente e conseguimos até uma carona. A chegada ao camping da Lage foi um alívio depois de muito perrengue. Lá tem Wi-Fi, fogão, chuveiro quente e luz depois das 18h, minha definição do mínimo para viver. Finalmente falei com os meus familiares e pude aproveitar o dia. E descobrimos que vendia os mesmo produtos do mercado com um preço bastante similar

      Do camping para a cachoeira que passamos primeiro na trilha para praia do Bonete são 20 minutos, desta vez atravessamos por ela e descemos mais um pouco onde existe um escorregador natural muito divertido, essa parte do rio não chega a dar pé, mas é só se mexer um pouco depois da queda que dá para chegar em uma margem, no fim de tarde existe um mirante em cima do buraco do cação para admirar o lindo pôr do sol. Armamos a barraca longe do penhasco pois lembramos da ventania no dia anterior e fomos abençoados com uma noite tranquila de sono

      Mas a melhor parte do camping foi conversar com a galera de lá, a mãe do Ivo, a Dona Nice é maravilhosa e cheia de histórias e causos para contar, além de me ter dado o antialérgico que fez meu pé voltar ao tamanho normal (recomendo todo mundo levar loratadina antes de entrar na ilha, pois vão precisar). O cunhado do Ivo também é super gente boa e prepara os melhores drinks, é um pessoal muito de bem e que conhece bastante o lugar, para quem não pretende passar a noite eles também fazem uma visita guiada pelo parque por um preço super acessível. As paisagens do camping são maravilhosas e tem passarinhos o dia todo comendo do seu lado, mais um pouco dá até para subir no colo
       
      Eu fui embora no dia seguinte e não aproveitei as outras trilhas do parque, mas teria material o suficiente para mais um final de semana. A volta foi bem tranquila, a trilha é bem mais fácil para voltar do que para ir, estava sozinha e no meu tempo cheguei na balsa em 2h40 e peguei o ônibus, pois os Blablacars estavam bem mais caros que a passagem convencional

       
      Água: R$ 8
      Macarrão R$ 4
      Suco Tang R$ 1,40
      Cantinho do Vale R$ 10
      Camping R$ 60 por pessoa/diária
      Onibus Ilhabela/SP R$ 70
    • Por Marianathuler
      Esse ano resolvi que viajaria sozinha pela primeira vez. Confesso que estava com medo e li em muitos relatos que Bonito era um destino bem seguro e por isso achei adequado fazer isso lá pela primeira vez. A experiência foi incrível, é um lugar com natureza sensacional. Confesso que se tivesse pesquisado mais sobre o destino teria aproveitado mais a viagem, mas escolhi fazer do modo "o que for será". De qualquer forma, vou deixar aqui minhas impressões e dicas que podem ajudar alguém a ter uma experiência ainda mais completa que a minha.
      IDA:
      Voei de São Paulo* para Campo Grande, de lá peguei um transfer que fechei direto com o hostel. Não existem muitos horários disponíveis, e por isso tive que ficar algumas horas esperando no aeroporto.
      Dica: leve um bom lanche e algo para se distrair, como um livro, pois aeroporto lá não tem absolutamente nada.
      A viagem de ônibus durou cerca de 4 horas, cheguei por volta de 23hrs em Bonito, que estava completamente vazia por conta do toca que recolher que está em vigor e da baixa temporada.
      *Comprei minha passagem saindo de Congonhas, mas a companhia mudou para Guarulhos. Por isso tive que pagar uma grana de uber, já que a gol não está oferecendo transfer atualmente. Alguém sabe se posso pedir o reembolso deste dinheiro pra eles?
      VOLTA:
      Novamente tive problemas com companhia aérea. Havia comprado o voo saindo direto do aeroporto de Bonito para o Rio de Janeiro, para descobrir que o aeroporto está FECHADO. Com isso a Azul ofereceu datas de remarcação muito depois do dia que eu tinha que voltar. Resultado? Tive que comparar outra passam, dessa vez com a Latam, saindo de Campo Grande. 
      Ainda não sei o que fazer quanto a isso. Se eu cancelar a passagem terei que pagar multa? Acho que vou acabar só por perder o dinheiro.
      Novamente fechei o transfer, mas o hostel me botou num ônibus de rodoviária, que fez uma viagem bem mais lenta, levando quase 6 horas. Paguei 90 reais dessa vez.
      HOSPEDAGEM:
      Fiquei hospedada no BONITO HI HOSTEL, que descobri lendo relatos que era o mais em conta e um dos mais famosos da região. A estrutura do local é boa, quartos limpos e confortáveis, um café da manhã bom e honesto. O staff é muito simpático e amigável. Tinha algumas regras de uso da cozinha que tornava a possibilidade de fazer comida ou esquentar coisas lá bem limitadas. Além disso, é um pouco longe da cidade, o que não me incomodou tanto pois eu sempre ia andando e conversando com os outros hóspedes. 
      Paguei 40 por noite, com café da manhã incluído. 
      DESLOCAMENTO EM BONITO:
      Acredito que aqui esteja a maior dica que eu posso dar. Se estiver em duas pessoas ou mais, ou até mesmo sozinho e se sente seguro, alugue um carro!
      - O transporte custa 50 reais para passeios de metade do dia e 80 para passeios de dia inteiro;
      - Como fechei os passeios só quando cheguei na cidade, muitos não consegui ir pois não havia vaga no transporte. Só vai uma van por dia para cada local. A opção alternativa é moto taxi, que cobra ainda mais caro;
      - As vezes seu grupo termina o passeio mas a van só vai te buscar num horário específico e você tem que ficar esperando;
      - É muito mais confortável de ir até a cidade e voltar de carro, economizando caminhadas de quase meia hora.
      PASSEIOS:
      Como eu disse, deixei para fechar tudo em cima da hora. Foi um erro que não cometo mais, pois muitos não consegui por estarem lotados ou falta de transporte. Não vou deixar preços aqui, pois são todos tabelados e essa tabela da pra achar fácil no google.
      DIA 1 - INSTÂNCIA MIMOSA:
      Esse passeio tive que fechar no mesmo dia e era o único que ainda tinha vagas, ainda assim tive que ir de moto táxi por falta de transporte. Sinceramente achei bem meia boca, não sei por qual motivo consideram uma das atrações principais. Não tem nada muito surpreendente quando se compara com tudo que há para ver em Bonito. Pelo menos o almoço é muito bom!
      DIA 2 - RIO DA PRATA:
      Esse passeio veio para me reanimar despois da frustração do primeiro dia. Mesmo estando meio nublado consegui ver a beleza de Bonito. Fiz a flutuação e deu para vez muitos peixes! É um passeio bem extenso, com muitos locais para foto e curiosidades. É imperdível e o almoço é semelhante ao da instância mimosa, pois as duas fazendas são do mesmo dono.
      DIA 3 - BOCA DA ONÇA:
      Um dos principais passeios de Bonito e é maravilhoso. Esse dura o dia inteiro e para em vários pontos diferentes e muito interessante. Também peguei um pouco de céu encoberto e ainda assim foi maravilhoso. Essa fazenda oferece um café da manhã muito bom, então se o da sua hospedagem não for nada demais, deixe para comer lá. No fim do passeio também tem um almoço muito bom. Não deixem de fazer esse!
      DIA 4 - PRAIA DA FIGUEIRA:
      Para esse dia não consegui fechar nada, então fui parar nesse lugar que é basicamente um day use, com toboágua, stand up, tirolesa e outras atividades do tipo. Só vale a pena pra quem está com criança e quer um dia para relaxar sem se preocupar. Fora isso, não vá.
      DIA 5 - GRUTA SÃO MATEUS E RIO SUCURI:
      GRUTA SÃO MATEUS:
      É muito interessante, gostei bastante e é bem diferente do resto dos passeios. No entanto, acho que só vale para quem está de carro. O passeio não dura nem 2hrs e tive que ficar esperando bastante para ir embora.
      RIO SUCURI:
      Esse é simplesmente o passeio mais incrível que fiz. Fechei a viagem com chave de outro. Fiz "Barra do Sucuri", existe também o "Nascente do Sucuri" que dizem que é ainda melhor. Nem consigo imaginar pois esse lugar é simplesmente sensacional. Muito mais encantador do que qualquer foto. 
      OUTROS:
      Infelizmente não consegui fazer alguns passeios que eu queria, por diversos motivos, mas se você se planejar antes não deixe de ver:
      Rio do Peixe (não consegui vaga)
      Abismo Anhumas (infelizmente não encaixava no meu orçamento)
      Boia Cross (não consegui vaga)
      Gruta do Lago Azul (fechado por questões da política local)
      ONDE COMER:
      Nesse quesito, minha intenção de fazer uma viagem low cost caiu por terra. Bonito tem ótimos restaurantes e bares.
      - Os dois principais restaurantes são Juanita e Casa do João. Gostei de ambos, não saberia dizer meu preferido. Apesar de não ser o que eu chamaria de barato, considero um preço justíssimo para o que oferecem. Em São Paulo pagaria pelo menos o dobro pelo mesmo serviço e qualidade;
      - Também é famosa a carne de jacaré. Não achei nada demais mas acho interessante experimentar;
      - Não comi o sorvete assado que é um atrativo da região, infelizmente;
       - O hostel deu o contato de um lugar que envia quentinha para o almoço por uma média de 20 reais e dá para dois. Servem no almoço. Não sei no jantar.
      ÚLTIMAS DICAS:
      A composição da água de bonito ressaca muito pele e cabelo. Eu não fui preparada e senti bastante. Leve cremes potentes para o corpo e o cabelo. Além disso, não pode ser bebida por turistas que não estão acostumados. Beba sempre água mineral.
      Não deixe para fechar seus passeios de última hora e correr o risco de não conseguir fazer algo que queria muito.
      (...)
      Espero ter ajudado com esse relato, que pra mim também é um registro do que vivi. Bonito não é a viagem mais barata do mundo mas com certeza vale a pena e, se você seguir algumas dessas dicas, vai conseguir economizar mais do que eu consegui. 
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