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10 dias nas trilhas de Ilha Grande e passeios em Angra dos Reis

Posts Recomendados

Período: 14 a 23/07/2008 e 06 a 15/07/2015

Cidades: Ilha Grande

Ilha Grande, o paraíso dos turistas estrangeiros. Nunca vi tanto turista estrangeiro junto! O local é bem rústico, simples, sem carros e considero como principais atrações, as trilhas e passeios de barco. Bom para quem gosta de caminhar (muito!) e não tem enjôo de mar, mas a recompensa são praias lindas, de água muito clara, cercadas por mata. Acredito que não seja um destino bom para quem tem crianças pequenas, devido às características do local, como o acesso difícil às principais belezas da ilha. Também não é indicado para quem espera luxo, conforto e não vive sem as facilidades de uma cidade grande.

Confira abaixo as dicas e o relato de viagem. Fiquei hospedada na Vila do Abraão, que é a maior vila da ilha e com mais infra-estrutura. Na segunda viagem para a ilha, dividi a estadia entre Araçatiba e Bananal.

Obs.: "Outras opções" referem-se às indicações que recebi de colegas, mas que não experimentei por não ter tido tempo ou por ter tomado conhecimento delas tarde demais. ATENÇÃO: não possuo nenhum vínculo com pousada, hotel, restaurante, agência, loja e qualquer outro tipo de estabelecimento divulgado nos meus relatos de viagem. Alguns dos pontos turísticos, bem como alguns estabelecimentos, não foram visitados por mim e as informações foram pesquisadas em guias. Portanto, recomendo que antes de utilizar qualquer serviço, verifique com a secretaria de turismo da cidade, se os dados são atualizados e/ou verossímeis.

O texto na cor preta se refere ao primeiro relato de 2008 e o texto na cor verde, às informações atualizadas ou ao novo relato de 2015.

A cidade

É uma das inúmeras ilhas de Angra dos Reis, a qual possui, em sua totalidade, cerca de 148mil habitantes (dados IBGE 2007) e área de 800 Km². Faz limite com as cidades de Bananal (SP), Cunha (SP), Mangaratiba, Paraty, Rio Claro e São José do Barreiro (SP). Apresenta clima tropical úmido com temperatura média de 27ºC.

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Nanci Naomi
http://nancinaomi.000webhostapp.com/

Trilhas:
Grupo CamEcol - Caminhadas Ecológicas Taubaté

Relatos:
15 dias em SC: - fev/2018 - Parte 1: Vale Europeu | Parte 2: Penha

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Itatiaia - Um fds em Penedo e parte baixa do PNI - nov/2009
Um fds prolongado em Trindade e Praia do Sono - out/2009
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De molho em Caldas Novas - jan-2008 | Curtindo a tranquilidade mineira de Araxá – jan/2008

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Como chegar

Angra dos Reis está localizada a 157 km da capital Rio de Janeiro e a 396 km da cidade de São Paulo. O principal acesso é pela Rod. Rio-Santos (BR-101), que liga Angra dos Reis a Paraty a oeste e a Mangaratiba a leste. Para se chegar à Ilha Grande (Vila de Abraão), parte-se de Angra dos Reis ou Mangaratiba ou Conceição de Jacareí. Barcas atendem o percurso a partir de Angra dos Reis e Mangaratiba. Escunas e lanchas oferecem o traslado a partir de Conceição de Jacareí e Angra dos Reis. Parece que atualmente há um horário de barco a partir de Paraty, três vezes por semana. Para outras localidades da Ilha Grande, como Araçatiba e Bananal, há linhas regulares apenas a partir de Angra dos Reis

 • Terminal Rodoviário Vereador Nilton Barbosa, Av. Almirante Jair Carneiro Toscano de Brito, 110, Balneário, 3365-2041

• Cais da Lapa, s/n, Centro

 Transporte Angra dos Reis/Ilha Grande - Vila de Abraão:

• As barcas partem do Cais da Lapa para a Vila de Abraão, na Ilha Grande, às 15h30 em dias úteis e às 13h30 aos finais de semana e feriados; com retorno às 10h. Ver mais informações no site da CCR Barcas

• Escunas e lanchas partem da Estação Santa Luzia para a Vila de Abraão, na Ilha Grande, em diversos horários. Preços e tempos de travessia (aproximadamente de 30min a 1h30min) variam conforme a embarcação

 Transporte Angra dos Reis/Ilha Grande - Araçatiba:

• Partindo do Cais dos Pescadores, vários barcos fazem a linha Angra dos Reis-Praia Grande de Araçatiba com custo de R$25,00 (em 07/2015) e tempo de travessia de 1h30. Saída de Angra dos Reis de seg-sex às 12h e 14h; sáb, dom e fer às 8h30. Saída da Praia Grande de Araçatiba às 7h. Essa linha também atende a Praia Vermelha e a Praia da Longa e é usada por moradores para transportar suas compras

• Flexboat Natiga 1, 99922-8918 (Vivo) / (21) 3958 8024 / (21) 3500 1961 / (11) 3717 3361 / (19) 3455 0986, [email protected], http://www.ilhagrande.com.br/como-chegar/como-chegar-em-aracatiba/flexboat-natiga/'>http://www.ilhagrande.com.br/como-chegar/como-chegar-em-aracatiba/flexboat-natiga/ Partindo da Estação Santa Luzia, oferece uma linha regular Angra dos Reis-Praia Grande de Araçatiba com custo de R$40,00 (em 07/2015), tempo de travessia de 20 a 25 min (pode aumentar em até 20 min, caso ocorram paradas extras) e capacidade para 26 passageiros com bagagens. Saída de Angra dos Reis na seg, qua, qui às 12h; na sex às 12h e 20h; no sáb às 9h; no dom às 12h e 18h. Saída da Praia Grande de Araçatiba na seg, qua, qui, sáb às 8h; na sex às 8h e 17h; no dom às 10h e 17h. Podem ser feitas paradas na Praia do Bananal, Praia da Longa e Praia Vermelha conforme solicitação dos passageiros; para embarque nessas localidades, agendar com antecedência. Se não me engano, ele atende qualquer praia no trecho Praia do Bananal-Praia Vermelha, bastando solicitar previamente

 Transporte Paraty/Angra dos Reis:

• Viação Colitur, 3371-1238 / 1224. Paraty x Angra dos Reis (direto): 9h40, 14h10; Angra dos Reis x Paraty (direto): 6h45, 12h. Ônibus do tipo rodoviário, sem roleta, com bagageiro. O percurso custa R$21,00 (em 07/2015) e é feito em 1h40min

• A Viação Colitur também atende o mesmo percurso com ônibus do tipo circular, com roleta. Há partidas das 5h às 22h30min, com intervalos que variam de 40min a mais de 1h, dependendo do período. É melhor confirmar horários previamente. O percurso custa R$11,30 (em 07/2015) e é feito em 2h10min. Ele para nas praias/vilas e, dependendo do fluxo de passageiros, pode atrasar

 Transporte Rio de Janeiro/Angra dos Reis:

• Empresa Costa Verde, (21) 3622-3123, http://www.costaverdetransportes.com.br/

 Transporte São Paulo/Angra dos Reis:

• Reunidas Paulista, 0800 709 9020, [email protected], http://www.reunidaspaulista.com.br/

 Dicas e comentários sobre transporte:

• Para quem mora em SP, o acesso mais próximo à Ilha Grande é por Angra dos Reis. Para quem mora no RJ, o acesso mais próximo é por Mangaratiba ou Conceição de Jacareí

• Se estiver com carro, este deverá ficar em estacionamento em Angra dos Reis. Peça indicação de estacionamento de confiança com o pessoal da pousada

• A barca é a opção mais em conta para se ir à Vila de Abraão, porém há apenas um horário por dia, tanto a partir de Angra dos Reis, quanto de Mangaratiba e o tempo de travessia é de aproximadamente 1h30min. Antes havia diferença no preço da passagem conforme o dia da semana, em feriados e finais de semana era bem mais caro. Porém vi apenas um preço no site da CCR Barcas (em 07/2015), é melhor confirmar previamente

• Embora divididos em Cais da Lapa, Estação Santa Luzia e Cais dos Pescadores, os cais de Angra dos Reis ficam um ao lado do outro. Possui um CIT com mapas e informações diversas. Se precisar pernoitar por lá na ida ou na volta do passeio à Ilha Grande, há uma infraestrutura básica nas imediações (perto o suficiente para ir a pé) com supermercado, restaurantes, padarias, pousadas, etc. Porém acho que a região poderia ser mais bem cuidada. No geral, o centro de Angra dos Reis não é bonito e não convida ao turismo. O mar no local é bastante poluído, mas não se assuste, as ilhas são outro departamento

• É muito popular o uso de táxi-boat em Ilha Grande. Na Vila de Abraão, há partidas frequentes para a Praia da Feiticeira e a Praia do Pouso, principalmente na alta temporada. Desconheço se há saídas regulares para outras localidades. Conforme o destino, é mais fácil e mais barato sair de Angra dos Reis direto ao destino, sem fazer conexão na Vila de Abraão

• Existem barcos que operam linhas regulares entre Angra dos Reis e Araçatiba, Bananal, Enseada das Estrelas/Saco do Céu e Provetá. Parece que existe uma linha regular entre Provetá e Aventureiro, mas que pode ser interrompida devido a condições climáticas adversas por se tratar de navegação em mar aberto

• É aconselhável confirmar previamente o horário dos traslados de barco, pois pode haver alterações conforme o dia da semana e o período (alta e baixa temporada ou feriados, por exemplo). Na baixa temporada pode haver redução no número de horários, na alta pode ser necessário agendar e/ou pode ter horários extras. Peça ajuda à pousada

• Informações detalhadas de como ir para Ilha Grande, podem ser encontradas no site http://www.ilhagrande.com.br

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Nanci Naomi
http://nancinaomi.000webhostapp.com/

Trilhas:
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Quando ir 

Depende das suas intenções. Em dezembro, janeiro e fevereiro é alta temporada e a ilha fica cheia. O mesmo acontece em feriados. Em julho, apesar de ser férias escolares, o clima frio e as águas geladas não atraem muito turistas brasileiros, mas os estrangeiros enchem a ilha a partir da segunda quinzena do mês até agosto, segundo informações que recebi de moradores da ilha. Em julho, geralmente o clima está seco e favorece as caminhadas. Percebe-se que os preços são diretamente proporcionais à temperatura, quanto mais alta a temperatura, mais caros ficam os preços, principalmente das diárias. Com algumas variações entre estabelecimentos, março, abril, segunda quinzena de julho, outubro, novembro e primeira quinzena de dezembro podem ser considerados meses de média temporada. Baixa temporada só mesmo em maio, junho, primeira quinzena de julho, agosto e setembro.

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Nanci Naomi
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Onde ir

Para resumir, digo vá a todas as praias da ilha, pois cada uma tem uma beleza diferente. Vá de barco, escuna, catamarã, lancha ou a pé.

Trilhas:

• São listadas as trilhas "oficiais" da ilha, apontando seus atrativos turísticos. Veja um detalhamento das trilhas e praias em Trilhas em Ilha Grande.

As trilhas a seguir consideram como ponto de partida a Vila de Abraão e é possível voltar no mesmo dia, sem acampar ou dormir no meio do caminho.

T1 Circuito do Abraão:

• Praia de Abraão: Pedra do Corisco

• Praia Preta

• Ruínas do Lazareto

• Praia do Galego

• Mirante da Praia Preta

• Mirante do Aqueduto

• Poção (Cachoeira dos Escravos)

• Aqueduto

T2 Aqueduto - Saco do Céu:

• Aqueduto

• Cachoeira da Feiticeira: tobogã e poço no topo da cachoeira, com acesso por uma trilha à direita

• Praia do Iguaçu

• Praia da Feiticeira

• Praia da Camiranga

• Praia do Perequê

• Praia de Fora

• Praia do Galo

• Praia do Conrado

• Saco do Céu: Igreja de Cosme e Damião

T10 Abraão - Mangues - Pouso:

• Praia de Abraão

• Praia da Júlia

• Praia da Biquinha

• Praia Comprida

• Praia da Crena

• Praia do Abraãozinho

• Praia Brava

• Praia de Palmas: Capela de São Benedito

• Praia dos Mangues

• Praia do Pouso

T11 Mangues - Pouso - Lopes Mendes:

• Praia do Pouso

• Praia de Santo Antônio

• Praia de Lopes Mendes: Capela N. Sra de Santana

T13 Abraão - Pico do Papagaio:

• Praia de Abraão

• Pico do Papagaio

T14 Abraão - Dois Rios:

• Praia de Abraão

• Piscina dos Soldados (ou Lago do Guarda)

• Praia de Dois Rios: ruínas do Presídio da Ilha Grande, Igreja de N.S. do Bom Despacho, rios

Outras trilhas com possível ponto de partida de Abraão. Nos três casos, é necessário percorrer uma trilha antes, o que pode inviabilizar o bate e volta a partir de Abraão.

T12 Mangues - Pouso - Farol de Castelhanos:

• Praia do Pouso

• Praia de Itaóca

• Praia da Aroeira

• Praia do Recife

• Praia e Piscina de Castelhanos

• Farol de Castelhanos

• Fazenda do Peter - Alemão

T15 Dois Rios - Caxadaço:

• Praia de Dois Rios

• Caminho das Pedras

• Praia de Caxadaço

T16 Dois Rios - Parnaioca:

• Praia de Dois Rios

• Toca das Cinzas

• Praia de Parnaioca: cemitério antigo, Igreja Sagrado Coração de Jesus, lagoa de Parnaioca, Cachoeira de Parnaioca

As próximas trilhas consideram como ponto de partida Araçatiba e é possível voltar no mesmo dia, sem acampar ou dormir no meio do caminho.

 T6 Sítio Forte - Praia Grande de Araçatiba:

• Praia do Sítio Forte: Nascente

• Praia da Tapera

• Praia de Ubatubinha

• Praia da Longa: Cachoeira da Longa, Igreja de São Pedro

• Lagoa Verde

• Praia da Cachoeira

• Praia Grande de Araçatiba: Igreja de Nossa Sra da Lapa

 T7 Praia Grande de Araçatiba - Gruta do Acaiá:

• Praia Grande de Araçatiba

• Praia de Araçatiba

• Praia de Itaguaçu: Piscina Natural

• Praia Vermelha

• Gruta do Acaiá

 T8 Praia Grande de Araçatiba - Provetá:

• Praia Grande de Araçatiba

• Praia de Araçatiba

• Praia de Provetá

 T9 Provetá - Aventureiro:

• Praia de Provetá

• Praia do Aventureiro: Igreja de Santa Cruz, coqueiro torto, Praia e Pedra do Demo

 As trilhas a seguir consideram como ponto de partida Bananal e é possível voltar no mesmo dia, sem acampar ou dormir no meio do caminho.

 T3 Saco do Céu - Freguesia de Santana:

• Saco do Céu

• Praia da Guaxuma

• Praia do Funil

• Praia de Japariz

• Praia de Freguesia de Santana do Leste: Igreja da Freguesia de Santana

• Praia da Baleia

 T4 Freguesia de Santana - Bananal:

• Praia de Freguesia de Santana do Leste

• Lagoa Azul

• Praia da Grumixama

• Praia de Baixo (ou Freguesia de Santana do Sul)

• Praia do Bananal Pequeno

• Praia do Bananal: Mirante do Bananal, Igreja do Divino Espírito Santo

 T5 Bananal - Sítio Forte:

• Praia do Bananal

• Praia de Matariz: Igreja de N. Sra de Santana

• Praia da Jaconema

• Figueira Branca

• Praia de Passaterra

• Praia de Maguariqueçaba

• Praia do Marinheiro

• Praia do Sítio Forte

Acesso por Volta Ilha (a pé ou de lancha):

• Praia de Caxadaço

• Praia de Parnaioca

• Praia de Aventureiro

• Praia de Meros

• Lagoa Verde

• Lagoa Azul

• Saco do Céu

• Praia do Amor

Acesso por passeio de barco/escuna:

• Lagoa Verde

• Lagoa Azul

• Saco do Céu

• Praia do Amor

• Praia de Japariz

• Praia de Freguesia de Santana do Leste

Dicas e comentários sobre passeios:

• Preços de passeios de escuna são tabelados, há várias agências, mas todas praticam geralmente o mesmo preço

• É bom levar toalha para se secar e blusa de frio para a volta do passeio de barco, pois com o vento fica frio

• Para as trilhas, é recomendado o acompanhamento de um guia ou alguém que conheça bem a região

• O que fazer: passeios de barco, escuna, catamarã ou lancha e trilhas

• Fui de táxi-boat da Praia da Feiticeira para a Vila de Abraão, levou cerca de 30min, com mar tranqüilo e não balançou nada. É uma boa alternativa de volta para quem já percorreu a trilha na ida

• Fui de táxi-boat da Praia do Pouso para a Vila de Abraão, balançou um pouco na primeira metade do caminho, mas depois ficou tranqüilo. É uma boa alternativa de volta para quem já percorreu a trilha na ida. É também uma boa alternativa para quem não gosta de caminhar muito, pois há várias saídas programadas de Abraão para Pouso e depois de Pouso para Abraão e, dessa forma, é possível conhecer Lopes Mendes, fazendo apenas a trilha T11

• No passeio “Volta Ilha”, a lancha balança um pouco, principalmente quando pega ondas provocadas por outra embarcação. Depois de um dia inteiro de lancha, quando desci senti tudo balançando. Pára em Praia de Caxadaço, Praia de Dois Rios, Praia de Parnaioca, Praia de Aventureiro, Praia de Meros, Lagoa Verde, Lagoa Azul e Saco do Céu. A última parada é no Restaurante Coqueiro Verde. Acredito que deva ser um convênio entre o restaurante e as agências de viagem. Fiz esse passeio com a Agência Phoenix. A lancha é boa, com dois motores e o atendimento foi bom também

• Existe outra opção de passeio “Volta Ilha”, de catamarã, é mais barato, mas pára apenas em quatro locais, pois é mais lento. Se não me engano pára em Dois Rios, Parnaioca, Aventureiro e Lagoa Verde

• Julho é baixa temporada, pois embora seja época de férias escolares, a água está fria naquela região. Disseram que preços são melhores na primeira quinzena, pois na segunda começa a subir por conta dos estrangeiros que chegam à ilha. É uma época boa, tem gente, mas não muita. Há pessoas nas trilhas e praias, mas está sossegado para curtir a natureza, sem aquele amontoado de gente. Não tem filas nos lugares e atendimento é bom

• Tem muitos estrangeiros, muitos europeus, principalmente franceses. De julho em diante eles aparecem, principalmente em agosto. Eu vi mais estrangeiros do que brasileiros. Inglês e francês tornam-se línguas oficiais da ilha nesse período

• Agência IGT, atendimento bom

• Na segunda visita à ilha, tive a impressão que a maré influencia na qualidade de alguns passeios. Por exemplo, achei a paisagem da Lagoa Verde mais bonita com a maré baixa e a água mais rasa. Entretanto, no geral, a paisagem das praias parece não sofrer grandes alterações devido à maré, apenas a largura da faixa de areia diminui com a maré alta

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Nanci Naomi
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Onde ir em Angra dos Reis (continente):

# Espaço Angra, Av. Julio Maria, 160, seg à sex de 8 às 21h e aos sáb de 8 às 14h

# Igreja da Lapa

# Centro Cultural

# Nossa senhora da Boa Morte, R. Arcebispo Santos, Centro, (24)3369-7693

# Mercado do Peixe

# Chafariz da Saudade, Praça Lopes Trovão

# Casa da Cadeia Pública/Câmara Munic. de Vereadores, Praça Nilo Peçanha, (24) 3365-3875; presidência 3365-0163, seg à sex das 10 às 17h

# Prédio do Governo Municipal, Praça Nilo Peçanha, 186

# Beco da Arte

# Igreja da Matriz

# Casa de Cultura Poeta Brasil dos Reis, Av. Raul Pompéia, esq para a Rua do Comércio, (24)3369-7595, ter a dom, das 10h ás 22h

# Igreja Santa Luzia, R. do Comércio, Centro, (24)3367-2220

# Casarão Alípio Mendes

# Conjunto da Praça General Osório, Pça General Osório (Largo do Carmo)

# Chafariz Marques de Herval, Praça General Osório

# Nossa Senhora do Carmo, Praça General Osório (Largo do Carmo), (24)3369-7693. No momento encontra-se em reforma

# Sobrado da Praça General Osório

# Chafariz da Carioca, R. Professor Lima

# Capela da Venerável Ordem Terceira de São Francisco, Morro do Santo Antônio, Centro, (24)3365-3801 ( Dona Déia)

# Convento São Bernardino de Sena, Morro de Santo Antônio, Centro, ter a dom das 9 às 12 e das 13h30 às 17h

# Nossa Senhora da Conceição, Praça Silvestre Travassos, (24)3365-0778, de 8 às 19h

# Mercado Municipal, Praça Zumbi dos Palmares

# Bliblioteca Municipal Professor Guilherme Briggs, Praça Marques de Tamandaré, 116, (24) 3377-1958, seg à sex de 8 às 20h, sáb de 8 às 13h

# Sobrado da Ladeira de Santa Luzia

# Sobrado Laranjeiras

# Cruzeiro

Dicas e comentários sobre passeios:

• O que fazer: passeios de escuna para conhecer ilhas e praias; de carro ou ônibus dá para conhecer as praias da parte continental

• De Angra dos Reis partem alguns passeios de escuna com roteiros um pouco diferentes daqueles oferecidos em Ilha Grande

• Angra tem um centro histórico, mas são apenas alguns casarões e igrejas preservados no meio de construções novas. O centro não é bonito, tem esgoto correndo a céu aberto e praias do centro são muito, muito poluídas, infelizmente

• Infelizmente a água na região do cais continua suja, poluída, de cor escura e com mau cheiro; é despejo de esgoto. À medida que vai se distanciando do continente, a qualidade da água vai melhorando. Placas em Angra dos Reis informam do projeto de tratamento de esgoto. Porém, parece que é apenas projeto, pois a administração está com corte de verbas

• Pode-se caminhar pela Estrada do Contorno até Praia Grande, não é longe e acesso é fácil. Acesso à Praia do Bonfim também é fácil. Depois dessas praias, o acesso as outras praias fica mais difícil, pois há muitas propriedades particulares à beira da praia, com muros altos, que impedem a visão das praias. No meio das construções ficam os acessos às praias, mas eles costumam ser estreitos e meio escondidos

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Nanci Naomi
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Trilhas:
Grupo CamEcol - Caminhadas Ecológicas Taubaté

Relatos:
15 dias em SC: - fev/2018 - Parte 1: Vale Europeu | Parte 2: Penha

Paraty e Ilha Grande - jul/2015 - Parte 1: Paraty | Parte 2: Araçatiba e Bananal | Parte 3: Resumão das trilhas

3 dias em Monte Verde - dez/2014
21 dias na BA - fev/2014 - Parte 1: Arraial d'Ajuda | Parte 2: Caraíva | Parte 3: Trancoso | Parte 4: Porto Seguro

11 dias na BA - dez/2013 - Parte 1 e 3: Salvador | Parte 2: Costa do Dendê - Ilha de Boipeba e Morro de São Paulo
21 dias em SE e AL - fev-mar/2013 - Parte 1: Aracaju | Parte 2: Maceió | Parte 3: Maragogi

21 dias em SC - jul/2012 - Parte 1: Floripa | Parte 2: Garopaba | Parte 3: Urubici | Parte 4: Balneário Camboriú
8 dias em Foz do Iguaçu e vizinhanças - fev/2012 - Parte 1: Foz do Iguaçu | Parte 2: Puerto Iguazu | Parte 3: Ciudad del Est

25 dias desbravando Maranhão e Piauí - jul/2011 - Parte 1: São Luis | Parte 2: Lençóis Maranhenses | Parte 3: Delta do Parnaíba | Parte 4: Sete Cidades | Parte 5: Serra da Capivara | Parte 6: Teresina

Um final de semana prolongado em Caldas e Poços de Caldas - jul/2010

Itatiaia - Um fds em Penedo e parte baixa do PNI - nov/2009
Um fds prolongado em Trindade e Praia do Sono - out/2009
19 dias no Ceará e Rio Grande do Norte - jan/2009 - Parte 1: Introdução | Parte 2: Fortaleza | Parte 3: Jericoacoara | Parte 4: Canoa Quebrada | Parte 5: Natal

10 dias nas trilhas de Ilha Grande e passeios em Angra dos Reis - jul/2008
De molho em Caldas Novas - jan-2008 | Curtindo a tranquilidade mineira de Araxá – jan/2008

Mochilão solo: Curitiba e cidades vizinhas - jul/2007
Algumas Cidades Históricas de MG - jan/2007 - Parte 1: Ouro Preto | Parte 2: Tiradentes

9 dias nas Serras Gaúchas - set/2005 - Parte 1: Gramado | Parte 2: Canela | Parte 3: Nova Petrópolis | Parte 4: Cambará do Sul

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Onde ficar 

Ilha Grande - Vila do Abraão:

• Pousada do Bicão, R. do Bicão, 28, Vila de Abraão, [email protected], http://www.ilhagrande.org/pousadadobicao Bem simples, quarto com TV, frigobar, ventilador de teto e chuveiro elétrico. Café simples e básico. Localização boa, não é longe do centro (igreja) da Vila, fica na encosta, mas no início, não tem que subir muito. Foi uma das mais em conta que encontrei na época

Outras opções - cito algumas bem simples que encontrei na época, mas há muitas outras opções:

• P. Acalanto, R. Getúlio Vargas (frente Posto Médico), [email protected], http://www.ilhagrande.org/acalanto Simples, mas bem jeitosinha

• P. Albatroz, R. das Flores, 151, [email protected], http://www.ilhagrande.org/albatroz

• P. Guapuruvu, R. do Bicão, 299, [email protected], http://www.ilhagrande.org/guapuruvu

• P. Arrastão, R. Getúlio Vargas, 22, [email protected], http://www.ilhagrande.org/arrastao

Ilha Grande - Araçatiba:

• Pousada Tony Montana, Praia Grande, 3367-4026 / 99218-7000 / 7815-9238 / (21) 99894-5590, [email protected], http://pousadatonymontana.com.br/. É uma pousada simples, básica, mas é agradável e bem localizada, pé na areia. É um sobrado, com restaurante na parte da frente do térreo que é aberto também a não hóspedes. O prédio parece estar em bom estado de conservação e não tem área de lazer, mas quem precisa de piscina ou outro tipo de instalação quando tem uma praia bonita de águas limpas para nadar e/ou caminhar? O quarto e o banheiro são pequenos, mas atendem bem. O quarto simples tem colchão de espuma, frigobar, TV LCD (canais abertos), ventilador de teto e AC novo. Banheiro simples, mas todo azulejado com box blindex, o chuveiro é elétrico, mas permitiu um bom banho. Tem wifi rápido, mas intermitente, às vezes cai ou fica fora por algumas horas. Café da manhã é simples, básico, mas é bom. O Tony é muito atencioso e sempre estava presente, o que faz a diferença. O valor da diária está na média dos preços cobrados na região que são mais elevados do que os praticados na Vila do Abraão. Porém não sei se dá para comparar, visto que Araçatiba é mais isolada e com isso os valores tendem a subir

 Outras opções:

• Pousada Gabriel, Praia Grande, 3367-4016 / 99818-3333 / 9272-2239 / 8809-1264, [email protected], http://www.pousadagabriel.com/

• Pousada Mar de Araçatiba, Praia Grande, 99976-8651 / 99955-1734, http://www.mardearacatiba.com/

• Pousada Convés, Praia Grande, 7835-3177 / (21) 99568-0124, [email protected], http://www.ilhagrandepousadaconves.com.br/

 Ilha Grande - Bananal:

• Pousada Okinawa, Praia do Bananal, 3367-2416 / 3364-4664 / 99979-2547 / 99235-2166, [email protected], http://www.pousadaokinawa.com.br/ É uma pousada simples, básica, mas é bem ampla, agradável e bem localizada, pé na areia, de frente para a praia. Tem mesas, cadeiras, espreguiçadeiras e guarda-sóis na parte da frente da construção. É um sobrado e, no térreo, ficam uma sala com sofás e a única TV (os quartos não tem TV) com canais por assinatura da Oi e o restaurante, onde são servidas as refeições. O prédio parece estar em bom estado de conservação e não tem área de lazer, mas quem precisa de piscina ou outro tipo de instalação quando tem uma praia bonita de águas limpas para nadar e/ou caminhar? O quarto e o banheiro são simples, mas são amplos e tem uma varanda gostosa (quarto número 1) para ver o pôr do sol. Um varal de chão que ajuda bastante para secar as roupas de banho. O quarto tem cama box e ventilador de teto, mas não tem frigobar, AC, TV ou wifi. O ponto positivo é que o quarto também é atendido pelo gerador. O chuveiro elétrico era bom, sai bastante água e deu para tomar um bom banho. Na falta de energia, o sistema de aquecimento a gás garante o banho quente. Apesar da simplicidade, cativa pelo sossego, pela natureza exuberante que a cerca e pelo atendimento atencioso e familiar. Os donos moram lá e isso faz a diferença. Café da manhã é simples, básico, mas é bom. Gostei muito do almoço e do jantar, tudo bem caseiro e gostoso. À tarde, uma garrafa térmica com café e bolachinhas caseiras ficam disponíveis. Há horários determinados para as atividades do dia e são bem pontuais: café da manhã às 7h30, passeio de barco às 8h30 e retorno às 13h30, almoço após o retorno do passeio e jantar às 19h30. Já começam a montar a mesa do café da manhã antes das 7h (pelo menos foi assim em todos os dias que estivemos lá - eu acordo cedo), então é muito bom para quem quer adiantar e sair cedo. Para fazer trilhas, isso é ótimo, sair bem cedo para fazer a trilha com calma e retornar com dia claro ainda. Considero a relação custo/benefício muito boa, o valor das diárias é bastante razoável e condizente com a qualidade do que é oferecido

 Outras opções:

• Pousada Casa Nova, Praia do Bananal, 3365-3964 / 99819-7899 / 99255-5010, [email protected], http://www.ilhagrande.com.br/hospedagem/pousadas/saco-do-bananal/casa-nova/

• Pousada Três Coqueiros, Praia do Bananal, 3365-2020 / 99216-0805 / 99982-1025 / 99211-4266, [email protected], http://www.pousadatrescoqueiros.com.br/

• Pousada da Satiko, Praia do Bananal, 3365-3538 / 99857-9784, [email protected], http://www.pousadadasatiko.com.br/

• Pousada do Preto, Praia do Bananal, 3365-4944 / 99968-9310, [email protected], http://www.pousadadopreto.com.br/

Dicas e comentários sobre hospedagem:

Ilha Grande:

• No geral, pousadas são rústicas, mas há opções para todos os gostos e bolsos

• Algumas pousadas fecham para reforma em julho, mas mesmo assim sobram vagas nessa época

• Pudemos presenciar uma ocorrência que não é rara na ilha: a falta de energia elétrica; ficamos aproximadamente um dia inteiro sem energia. Os estabelecimentos costumam estar preparados e contar com geradores, mas que geralmente atendem parte da demanda. É provável que AC e chuveiros não funcionem, pois eles "puxam" muita energia. No inverno, o contratempo será o banho frio (se não houver aquecimento a gás) e no verão, o calor não poderá ser amenizado com AC. Se isso for muito relevante para o seu conforto, informe-se previamente com o meio de hospedagem se ele possui geradores e quais instalações são atendidas. Desconheço se alguma pousada (mesmo as mais chiques) contam com geradores com capacidade suficiente para sustentar uma pousada inteira com AC funcionando a carga total em um dia de verão causticante. Particularmente, não vejo grandes problemas, mas é bom estar com o espírito preparado para essa eventualidade. Aproveite o lado bom: curta uma linda noite com luar e céu estrelado e, com o silêncio (sem energia não tem TV, nem aparelhos sonoros), aprecie melhor o som do mar, do rio e da mata

• Leve dinheiro em espécie e é bom levar cheques para emergências. Por exemplo, em Araçatiba poucos locais aceitam cartão e, destes, a maioria cobra uma taxa para passar o cartão. É bom perguntar antes, pois algumas pousadas me passaram o valor da diária que só valia se fosse pago em dinheiro, pois no cartão tinha uma porcentagem a mais e eles só informaram esse detalhe quando eu perguntei explicitamente sobre as formas de pagamento e taxas. Para escapar das taxas, só em dinheiro mesmo, pois onde aceita cartão, geralmente não aceita cheques

• Abraão é a maior vila da ilha e concentra o maior número de hospedagens

• Araçatiba e Bananal também têm opções de hospedagem, ainda que em número bem menor do que Abraão

• Provetá é a segunda maior vila da ilha, conta com farmácia, mercadinho, padaria, bar, lanchonete e algumas lojas, mas é uma comunidade mais fechada e há poucas opções de hospedagem por lá, segundo informações que recebi na ilha

• Algumas praias são muito isoladas e são praticamente desertas. Por exemplo, na Praia de Jaconema, a Pousada Nautilus é a única habitação da praia e está distante das praias vizinhas, o que garante um clima de isolamento quase total. Na Praia de Itaguaçu, a Pousada Lagamar fica no meio da vegetação, mas descendo alguns metros alcança-se a praia e a piscina natural bastante tranquilas; para ver gente basta caminhar até Praia Vermelha, bastante próxima

• Para uma primeira vez na Ilha Grande, sugiro a Vila de Abraão como destino, pois é mais fácil, prático e barato. Há mais opções de traslados, hospedagem, alimentação e passeios. A principal vila da ilha tem mais infraestrutura para receber os visitantes. É mais cheio e mais movimentado também, principalmente na alta temporada, o que agrada uns e desagrada outros. Para os que querem mais sossego e ficar em um local com mais cara de vilinha remota de praia, há outros destinos mais interessantes

Ilha Grande - Vila do Abraão:

• A Vila de Abraão é a capital da ilha e concentra a maior e a melhor infraestrutura da região. Aqui encontra-se o maior número de hospedagens, de alimentação e de passeios. Geralmente as diárias incluem apenas café da manhã, pois há opções de restaurantes e de agências que oferecem passeios. Acredito que aqui seja o local com melhores preços da ilha

• A Vila de Abraão tem mais opções de lazer e apresenta movimentação maior, principalmente na alta temporada. Fora dessa época costuma ser tranquila

• A Vila de Abraão é pequena, então os locais são de fácil acesso, através de caminhada curta. Porém algumas pousadas ficam na encosta e pode ser um pouco mais cansativo para chegar até lá

• Algumas pousadas oferecem transporte de mala de cortesia, do cais até a pousada, mas há carregadores de mala uniformizados, com carrinhos, aguardando no cais, já que não existe táxi na ilha. Mas, sinceramente, deixe malões com rodinhas em casa, bem como salto alto e peças elaboradas. Faça uma mochila com roupa de banho, shorts, chinelos e um tenis para andar mais confortável

• Segundo dicas de um colega, deve-se evitar pousadas que fiquem muito no centro, por causa do barulho provocado pelos restaurantes, bares e passagem das pessoas que transitam pelo centro

• Pousada na Praia do Canto são mais silenciosas, mas o acesso é feito pela areia da praia, não tem caminho/rua

Ilha Grande - Araçatiba e região:

• A maior estrutura da região está na Praia Grande, seguida da Praia Vermelha que também conta com algumas pousadas e restaurantes (P. e Rest Argonauta, Rest. Arambare). Na Praia de Itaguaçu tem uma pousada também (Lagamar). Os preços de hospedagem, alimentação e itens gerais de consumo são maiores aqui se comprados com a Vila de Abraão, onde é possível encontrar valores mais baixos. Veja que o deslocamento para cá é mais complicado e o turismo ocorre em menor escala, ocasionando valores mais altos

• Na pesquisa que realizei, localizei cerca de uma dúzia de pousadas na Praia Grande. Todas são bastante semelhantes e a estrutura costuma ser simples, mas a proximidade com a praia, às vezes pé na areia, é recompensadora. Geralmente as diárias incluem apenas o café da manhã, mas algumas oferecem meia pensão (café + jantar)

• Para as refeições existem alguns restaurantes e as pousadas, que costumam ter seus próprios restaurantes, atendem não hóspedes também

• Passeios podem ser contratados direto na pousada e várias placas na praia anunciam táxi boat

 Ilha Grande - Bananal e região:

• A maior estrutura da região está na Praia do Bananal. Praias vizinhas tem uma ou outra pousada e restaurantes

• Na pesquisa que realizei, localizei 5 pousadas na Praia do Bananal. Achei também uma pousada em cada uma das seguintes praias: Matariz (Recanto dos Lima), Jaconema (Nautilus), Passaterra (Maria Bonita) e Maguariqueçaba (Recanto dos Pássaros). Todas são bastante semelhantes e a estrutura costuma ser simples (sem TV, sem AC e sem wifi - algumas já tem quartos com AC), mas a proximidade com a praia, na maioria das vezes pé na areia, é recompensadora. Geralmente as diárias incluem traslado Angra dos Reis-pousada-Angra dos Reis, pensão completa (café + almoço + jantar) e 1 passeio de barco por dia. O dia segue uma programação com horários pré-determinados: café da manhã, passeio de barco, almoço, tarde livre e jantar. É para arrumar a mala, ir para lá e não se preocupar com mais nada

• Não vi restaurantes nem comércio de qualquer tipo na Praia do Bananal, mas isso não é problema visto que as refeições e os passeios já estão incluídos nas diárias das pousadas

• Considero a relação custo/benefício muito boa. Obviamente, é possível fazer um turismo de custo bem menor na Vila do Abraão, mas se colocar na ponta do papel, todos os benefícios incluindo 2 boas refeições por dia e mais um passeio de barco, verá que o valor das diárias é bastante razoável e condizente com a qualidade do que é oferecido

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Nanci Naomi
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Onde ficar em Angra dos Reis (continente):

# Hotel Porto Rico, Rua Coronel Carvalho, 54, (24) 3365-0992. Bem simples, sem café da manhã

Dicas e comentários sobre hospedagem:

• Não acho vantagem ficar hospedado no centro, pois praias não são boas

• Dizem que as praias da parte continental não são bonitas. Talvez as praias mais afastadas sejam mais bonitas e existam bons hotéis à beira dessas praias. Porém para ficar hospedado num lugar assim, carro é bom, pois as praias são distantes uma das outras, a menos que a intenção seja ficar isolado, descansando e relaxando num mesmo local

• Para quem tem poucos dias de férias, acredito que não compensa ficar no centro de Angra dos Reis, vale mais ir direto para Ilha Grande

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Onde comer

Ilha Grande - Vila do Abraão:

* Restaurante Pizza na Praça, ao lado da Igreja de São Sebastião, à la carte, tem pizzas e pratos individuais, local bem agradável, arrumado. Os PFs são muito bons, porção grande, bem servida. Relação custo-benefício é muito boa

* Restaurante Aconchego, R. Getúlio Vargas, à la carte, tem pratos individuais, local agradável. Os PFs são muito bons, porção de tamanho médio. Relação custo-benefício é boa

* Restaurante Biergarten, R. Getúlio Vargas, self-service por Kg, local bonito, bem agradável e arrumado. Não tem muita variedade, mas a comida é boa, a salada fresca e tem até alguma opção de comida vegetariana. É bom para quem come pouco, senão fica caro Relação custo-benefício é média

* Restaurante Armação dos Anjos, Bouganville, à la carte, tem pratos individuais, local agradável, arrumado, comida boa, mas porção pequena. Relação custo-benefício é média

Outras opções:

* Restaurante Coqueiro Verde, Saco do Céu: talvez o mais chique da ilha. O local é muito bonito, agradável, mas é muito caro. O passeio Volta Ilha pára lá para almoço, provavelmente trata-se de um convênio entre agências e o dono do restaurante

Ilha Grande - Araçatiba e região:

• Quiosque da Josi, Praia Grande. O ambiente é bem simples, mas é agradável. Gostei e recomendo! Em minha opinião, uma das melhores opções do local, pois apesar da comida ser simples, é gostosa, bem servida e o preço é honesto, achei o melhor custo/benefício da região, considerando-se a média de preços local. O preço das bebidas também é menor do que o de outros restaurantes. O cardápio inclui porções, refeições individuais e pratos para dois. Fica do lado esquerdo da Praia Grande, em um deque de madeira sobre o mar com uma bela vista da praia. A recepção do Luis e da Josi é calorosa, são duas figuras. Achamos o local por acaso, visto que não tem placa com nome (mas tem uma lousa com algumas opções do restaurante) e a porta estava meio encostada, quase fechada. Paramos a primeira vez à tarde e pedimos uma porção de camarão médio (alguns eram médios, outros pequenos, mas alguns eram bem grandes, então na média eram médios). Estava muito bom. Na noite do mesmo dia, voltamos para jantar, pedimos refeição de peixe frito que veio bem servido. Voltamos mais uma noite para jantar lá, pedimos um prato de peixe frito. Abre todos os dias, independente de ser alta ou baixa temporada. Não cobra 10%

• Govinda Mar, Travessa Castelo, 8, (suba pela escadaria perto da Pousada Gabriel), Praia Grande, 99948-3216. O ambiente é simples, mas é agradável, parece que o restaurante foi montado na varanda casa do Mauro que é um argentino muito simpático. Gostei e recomendo! O cardápio é centrado em pizzas e tapiocas, mas também inclui pratos vegetarianos, açaí e sucos naturais. Pode parecer desanimador quando olhar a escada que você tem que subir para chegar lá, mas vale a pena. A vista lá de cima é belíssima, tanto de dia quanto de noite. Na noite em que fomos lá, não tinha energia elétrica e o local estava mais lindo ainda, o céu muito estrelado e com o silêncio dava para ouvir, de um lado, o som do mar, do outro lado, o som do rio e da mata. Experimentamos a pizza de muçarela, tomate, manjericão, alho e azeitona. Muito gostosa, a massa é boa, veio com bastante manjericão e alho na medida certa, suficiente para dar gosto, mas sem exagero. Achei o preço compatível com a qualidade do que é servido, por isso considero a relação custo/benefício boa, baseando-se na média de preços da região. Estava abrindo apenas aos finais de semana (estivemos lá em julho que é considerado baixa temporada na região). Não cobra 10%

• Rest. da Pousada Mar de Araçatiba, Praia Grande. O ambiente é simples, mas é agradável. O restaurante fica na parte da frente da pousada. Pé na areia, tem mesas dentro da construção com vista para o mar, bem como na areia debaixo de guarda-sóis. É aberto também a não hóspedes. O cardápio inclui porções, refeições individuais e pratos para dois. Pedimos peixe com banana que estava bom e bem servido. Achei o preço compatível com a qualidade do que é servido, considero a relação custo/benefício razoável, baseando-se a média de preços da região. Bom atendimento. Abriu a partir da quinta-feira, mas nesse dia não tinham todos os pratos do cardápio por falta de ingredientes, mas na sexta já operavam normalmente (estivemos lá em julho que é considerado baixa temporada na região). Não cobra 10%

• Rest. da Pousada Tony Montana, Praia Grande. O ambiente é simples, mas é agradável. No lado direito da praia, o restaurante fica na parte da frente do térreo da pousada. Pé na areia, tem mesas na varanda da construção bem como na areia debaixo de árvores e/ou guarda-sóis. É aberto também a não hóspedes. Tem pouca variedade no cardápio, como porções, alguns tipos simples de pizzas e lanches. Tem refeição (tipo PF) de carne e frango. Fomos de refeição com bife acebolado. Estava bem servido, mas achei o valor um pouco elevado, considerando a simplicidade do prato e comparando com outros restaurantes da região. Um dos pontos positivos, é que estava aberto todos os dias (estivemos lá em julho que é considerado baixa temporada na região por causa das temperaturas mais frias nessa época)

• Rest. da Pousada Convés, Praia Grande. Ambiente bem agradável, fica na extremidade esquerda da Praia Grande, em um deque sobre o mar. Considerando-se o clima rústico da região, o ambiente do restaurante é diferenciado, pode-se dizer até que seja sofisticado (dado o contexto) e aceita cartão, mas o sinal é fraco, por isso não é sempre que funciona. Atendimento ótimo. Pedimos moqueca de camarão e suco de kiwi. Comida maravilhosa, bem saborosa, bem servida. Os preços são mais altos dos que os praticados nos outros restaurantes, mas acho que a relação custo/benefício é a mesma, pois eles cobram mais, mas oferecem mais também. O cardápio é bastante variado e estão abertos diariamente, mesmo nessa época de baixa temporada, quando o movimento está bastante reduzido, por isso acho que eles têm o seu mérito. Tivemos um pequeno incidente, mas foi resolvido sem problemas, por isso não tenho nenhuma reclamação do local

• Rest. Arambare, Praia Vermelha, 99831-0100, [email protected] (o primeiro do lado direito, parece que é de um sul-africano). O ambiente é bem simples, mas de frente para a praia. Arrumaram a mesa com cuidado, toalha, jogo americano, prato de cerâmica colorido e bonito, azeite, aceto balsâmico, sal marinho de moer (da África do Sul), pimenta em conserva. Comida gostosa e bem servida. Pedimos uma refeição com peixe frito. O prato era simples, mas veio bem saboroso, a salada bem caprichada. Achei o preço compatível com a qualidade do que é servido, considero a relação custo/benefício razoável, baseando-se a média de preços da região. Estava aberto na terça-feira (estivemos lá em julho que é considerado baixa temporada na região). Nessa praia, acho que era o único aberto no dia em que passamos por lá

 Outras opções:

• Parece que outras pousadas de Araçatiba também têm restaurantes, mas que só abrem em épocas de maior movimento

• Tem um restaurante na Lagoa Verde

• Recanto dos Maias, Praia da Tapera na Enseada do Sítio Forte. Parece que é o único quiosque da praia. À la carte, serve porções e pratos, mas paramos lá apenas para comprar água. Os preços são meio caros, mas é o preço "normal", equivalente a quiosques de outras praias da região

• Camping e Rest. do Luis, Praia do Aventureiro. Disseram que é um bom local para almoçar, mas o restaurante estava fechado para reforma (em jul/2015)

 Ilha Grande - Bananal e região:

• Como na Enseada do Bananal praticamente todas as pousadas trabalham no esquema de pensão completa, não há restaurantes nessa região. O único que eu lembro de ter visto foi na Praia de Maguariqueçaba

• Ao longo da T4, a Praia de Japariz tem vários restaurantes, pois é ponto de parada para almoço de vários roteiros de passeio de barco que saem tanto de Ilha Grande quanto do continente. Como não almocei por lá, não posso avaliar a qualidade e o preço dos pratos, mas achei o preço da água uma exploração, pois estava mais caro do que na Praia do Aventureiro que é muito mais isolada, remota e de difícil acesso. Na Praia de Japariz, com tanto movimento poderia ter um valor mais honesto

Dicas e comentários sobre alimentação:

Ilha Grande:

• Um colega disse que a comida dos pontos de parada dos passeios de escuna, é muito cara e/ou ruim

• O costume no Rio de Janeiro é comer feijão preto

Ilha Grande - Vila do Abraão:

• A dica é levar lanche para a trilha/praia e almoçar/jantar quando retornar à vila, pois há muita opção. Vi 2 padarias na R. da Praia e mais outra ao lado do Igreja, essa é maior, onde se pode comprar lanche. É bom levar água e lanche para as trilhas, pois alguns trechos são longos e não há quiosques/barracas no meio do caminho. Porém quase toda praia tem quiosques ou pelo menos pessoas com isopor vendendo bebidas, lanches e salgadinhos

• Normalmente os restaurantes abrem às 15h, mas me disseram que o Biergarten abre às 12h e tem alguma opção de comida vegetariana

• Nos dias que eu fui ao mercadinho, as frutas e as verduras não estavam boas e estavam bem caras

Ilha Grande - Araçatiba e região:

• Achei os preços de alimentação bem elevados nessa área

• Araçatiba tem poucos restaurantes (contando os das pousadas) e, na baixa temporada, alguns só abrem aos finais de semana ou fecham completamente, como presenciei em julho. Então não tem muita opção, mas vamos procurando e perguntando por ali e acolá e achamos algumas alternativas

• Praia Vermelha tem umas três opções, mas só um dos restaurantes estava aberto na terça-feira (estivemos lá em julho que é considerado baixa temporada na região)

• Outras praias da região são desertas ou tem apenas um quiosque. É bom ir prevenido com lanche e água. Só algumas trilhas têm fontes, mesmo assim estavam com pouco volume d'água nessa época de seca

• Na Praia Grande, localizamos três mercadinhos: Maravilha's (de frente para a praia, na porção central); Mercadinho da Pousada do Gabriel (no lado esquerdo da praia); Bar e Mercadinho Bela Vista (no meio da escada de cimento, pouco acima da Pousada do Gabriel). Obviamente os preços são mais altos e as opções menores do que no continente, mas são úteis caso tenha esquecido de colocar algum item na mala e também para comprar bebidas e lanches

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Nanci Naomi
http://nancinaomi.000webhostapp.com/

Trilhas:
Grupo CamEcol - Caminhadas Ecológicas Taubaté

Relatos:
15 dias em SC: - fev/2018 - Parte 1: Vale Europeu | Parte 2: Penha

Paraty e Ilha Grande - jul/2015 - Parte 1: Paraty | Parte 2: Araçatiba e Bananal | Parte 3: Resumão das trilhas

3 dias em Monte Verde - dez/2014
21 dias na BA - fev/2014 - Parte 1: Arraial d'Ajuda | Parte 2: Caraíva | Parte 3: Trancoso | Parte 4: Porto Seguro

11 dias na BA - dez/2013 - Parte 1 e 3: Salvador | Parte 2: Costa do Dendê - Ilha de Boipeba e Morro de São Paulo
21 dias em SE e AL - fev-mar/2013 - Parte 1: Aracaju | Parte 2: Maceió | Parte 3: Maragogi

21 dias em SC - jul/2012 - Parte 1: Floripa | Parte 2: Garopaba | Parte 3: Urubici | Parte 4: Balneário Camboriú
8 dias em Foz do Iguaçu e vizinhanças - fev/2012 - Parte 1: Foz do Iguaçu | Parte 2: Puerto Iguazu | Parte 3: Ciudad del Est

25 dias desbravando Maranhão e Piauí - jul/2011 - Parte 1: São Luis | Parte 2: Lençóis Maranhenses | Parte 3: Delta do Parnaíba | Parte 4: Sete Cidades | Parte 5: Serra da Capivara | Parte 6: Teresina

Um final de semana prolongado em Caldas e Poços de Caldas - jul/2010

Itatiaia - Um fds em Penedo e parte baixa do PNI - nov/2009
Um fds prolongado em Trindade e Praia do Sono - out/2009
19 dias no Ceará e Rio Grande do Norte - jan/2009 - Parte 1: Introdução | Parte 2: Fortaleza | Parte 3: Jericoacoara | Parte 4: Canoa Quebrada | Parte 5: Natal

10 dias nas trilhas de Ilha Grande e passeios em Angra dos Reis - jul/2008
De molho em Caldas Novas - jan-2008 | Curtindo a tranquilidade mineira de Araxá – jan/2008

Mochilão solo: Curitiba e cidades vizinhas - jul/2007
Algumas Cidades Históricas de MG - jan/2007 - Parte 1: Ouro Preto | Parte 2: Tiradentes

9 dias nas Serras Gaúchas - set/2005 - Parte 1: Gramado | Parte 2: Canela | Parte 3: Nova Petrópolis | Parte 4: Cambará do Sul

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Onde comer em Angra dos Reis (continente):

• Casarão, Praça General Osório, 8, Centro, 3377-4088. Bufê por kg. É um casarão antigo reformado que exibe paredes largas de pedra. O ambiente é agradável e tem funcionários atenciosos. Opera no sistema de bufê (inclui churrasco) por kg. Não tem muita variedade, mas oferece opções suficientes de saladas e pratos quentes e a comida é boa e saborosa. Não experimentei o churrasco. É uma boa opção para almoçar no centro; perto do cais, atende bem a quem vai embarcar para Ilha Grande

# Rest. Fogão de Minas, Centro. Self-service por Kg, bom, local agradável, com bastante variedade de pratos

# Shopping Piratas, praça de alimentação com várias opções

Outras opções:

• Rest. Barítimos, R. Arcebispo Santos, 142, Centro, 3365-4385

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Receptivos Turísticos:

Ilha Grande:

* Agência Phoenix, Vila do Abraão

Angra dos Reis (continente):

* Agência Doce Angra, Centro, passeios de escuna

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    • Por nnaomi
      Fiz um apanhado de dicas e descrições das trilhas de Ilha Grande. Em 2008, percorri as trilhas que partem da Vila de Abraão, onde fiquei hospedada. Em 2015, voltei à ilha e percorri as trilhas que partem de Araçatiba e Bananal, ficando hospedadas nessas duas localidades. Todas as trilhas foram feitas no esquema bate e volta no mesmo dia.
      Há 16 trilhas mapeadas pela TurisANGRA com diferentes graus de dificuldade, mas geralmente dispensam o uso de equipamentos mais específicos e cada trilha tem duração de caminhada inferior a 1 dia. A maioria das trilhas está demarcada e passa por limpeza e manutenção, mas o mesmo não ocorre com a sinalização que é antiga e está apagada/avariada ou ausente em vários trechos. Algumas trilhas possuem bifurcações e/ou não estão demarcadas pela falta de uso, dificultando o seu percorrimento. Também há outras trilhas, não mapeadas pela TurisANGRA, que são usadas pelos moradores. Caso queira percorrer uma delas, informe-se nas vilas se as trilhas estão abertas e demarcadas.
      É bastante comum o Roteiro Volta da Ilha que faz o contorno completo da ilha, emendando uma trilha na outra e pernoitando em pousadas ou campings. Salienta-se que é necessário pegar um barco de Aventureiro a Parnaioca, pois é proibido entrar na Reserva Biológica Estadual da Praia do Sul que é fiscalizada pelo INEA. Porém há relatos de quem passou por esse trecho.
      Basicamente, a área da ilha está inserida em três Unidades de Conservação (UC) administradas pelo Instituto Estadual do Ambiente (INEA) que regulamenta as normas de visitação a essas UC.
      O Parque Estadual da Ilha Grande (PEIG) integra a Área de Proteção Ambiental de Tamoios e foi reconhecida pela UNESCO como Reserva da Biosfera da Mata Atlântica.
      Sede: Av. Nacib Monteiro de Queiroz, s/n, Vila do Abraão, 3361-5540. Administrativo: seg-sex de 8-17h. Visitação: ter-dom de 8-17h
      Fonte: site do INEA
      A Reserva Biológica Estadual da Praia do Sul é uma UC de Proteção Integral com sede na Vila do Aventureiro e são permitidas apenas visitas de cunho educacional e para a realização de pesquisas científicas, mediante prévia autorização.
      Fonte: site do INEA
      A Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Aventureiro (RDS) é uma UC de Uso Sustentável. Fazia parte da Reserva Biológica Estadual da Praia do Sul, que é uma UC de Proteção Integral, mas foi desmembrada e recategorizada. A nova classificação da área foi feita para conciliar a preservação dos ecossistemas locais com a cultura caiçara, valorizando os modos de vida tradicionais, assim como as práticas em bases sustentáveis desenvolvidas pela população tradicional beneficiária da unidade, incluindo a pesca de caráter artesanal, sob controle e gestão compartilhados entre o INEA e moradores da RDS do Aventureiro.
      Dicas:
      • Para as trilhas, é recomendado o acompanhamento de um guia ou alguém que conheça bem a região
      • Antes de iniciar uma trilha pegue informações no Centro de Informações Turísticas e/ou com algum morador que conheça o local e que, de preferência, tenha passado pela trilha recentemente. Condições da trilha podem mudar de um dia para outro
      • Há algumas dicas para fazer as trilhas no site http://ilhagrande.org/trilhas-da-ilha-grande
      • Informe-se previamente sobre as condições da trilha. Na maioria dos trechos, as trilhas não são caminhadas à beira da praia, e sim seguem dentro de mata fechada cortando morros, por isso costuma ter subidas e descidas, algumas bastante acentuadas. Outra consideração importante é que, embora as trilhas estejam, geralmente, limpas e bem demarcadas, a sinalização está deteriorada em vários pontos, onde sobrou apenas a placa, mas os dizeres estão apagados. Também há bifurcações não sinalizadas, embora sejam mais comuns nas proximidades das vilas
      • Consultando as anotações que peguei na internet e seguindo a intuição, procurei transitar pela trilha principal, a mais aberta e mais limpa, evitando os caminhos que pareciam levar às residências. Algumas bifurcações (do tipo Y de ponta cabeça) passam despercebidas na ida e nos confundem na volta, mas com um pouco de bom senso, sentido de orientação e ajuda dos moradores, que são muito prestativos, descobrimos o caminho certo. No meio da trilha a orientação geral é seguir a trilha mais aberta e acompanhar os postes de fiação de energia elétrica, pois estes vão dar sempre em algum local povoado
      • O inverno é uma ótima época para caminhar, pois a probabilidade de chuva é menor e as temperaturas são mais amenas, mas pode ser frio para entrar na água que fica bem gelada nessa época
      • Não faça trilha descalço, nem de chinelo; um calçado apropriado é essencial, pois não é caminhada na areia da praia na maioria dos trechos. Algumas partes da trilha têm inclinação acentuada e terreno acidentado com raízes, pedras e/ou terra batida, que devem ser escorregadias na época de chuva. Acredito que depois de uma chuva, deve demorar para secar, pois há várias partes de mata fechada, onde não bate sol.
      • Comece a trilha cedo, para ter tempo de folga para um imprevisto. Nesse ponto, ajuda quando a pousada começa a servir o café da manhã cedo. Em julho, lá pelas 5h já está escuro nas trilhas, pois a maior parte segue dentro de mata fechada. Complica por causa das raízes, pedras e obstáculos do meio do caminho. É bom se programar para voltar antes disso, mas de qualquer forma previna-se com uma lanterna
      • Leve água e lanche, mesmo que tenha fontes de água e comércio no destino, pois as fontes podem estar secas ou contaminadas e o comércio pode estar fechado ou desabastecido
      • Para não ficar repetitivo, registro aqui uma informação mais "técnica" da trilha. Descrições mais detalhadas do percurso encontram-se nos respectivos relatos
      • Lado direito ou lado esquerdo da praia? A indicação dada, considera que você está olhando o mar
      • Mapas, fotos e informações detalhadas de algumas trilhas: br.ilhagrande.com
      • Mapas e algumas informações da trilha: ilhagrande.com.br
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      Nanci Naomi
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    • Por thiago.martini
      Amigos Mochileiros,
      Como o único relato que tem sobre o trekking a Ciudad Perdida é de 2010 (muito bom por sinal e me ajudou bastante) resolvi escrever sobre a experiência que eu e minha esposa tivemos em outubro deste ano neste trekking incrível.
      No meu instagram (@thiagomrp) tem uma postagem para cada dia da trilha, com várias fotos do percurso. Quem quiser, é só dar uma conferida.
       
      PREPARAÇÃO
      Foi bem difícil achar boas informações sobre o trekking em sites brasileiros. Só um relato aqui no Mochileiros.com e poucas informações recentes. Acabei assistindo alguns vídeos feitos por viajantes gringos, buscando informações em sites colombianos e conversando com o hostel que iria nos hospedar em Santa Marta.
      Pelo que tinha pesquisado, sabia que a caminhada seria um pouco difícil, então resolvemos intensificar um pouco os treinos (fazemos treino funcional pelo menos 3 vezes por semana).
      Fiquei em dúvida sobre comprar antecipadamente ou fechar na hora. Conversei com o pessoal do hostel por e-mail (Masaya Santa Marta – recomendo muito a estadia lá) e me orientaram que sempre tinham saídas e que a diferença seria o pagamento com ou sem taxas do cartão. Em resumo, pagando lá haveria uma taxa de 3% do cartão de crédito (que de fato não ocorreu, mais adiante explico).
      Então como preparação apenas reservei o hostel em Santa Marta (Masaya) para dois dias antes do trekking e um dia depois. Assim poderíamos deixar nossos mochilões lá mesmo.
       
      COMPRA DO TOUR (dia 07/10/2019)
      Compramos o tour no próprio hostel, pelo mesmo preço que costuma ser o padrão das empresas de Santa Marta, COP 1.100.000,00. Na época que estivemos lá a melhor cotação que achamos foi 1 real para 780 COP’s. Com essa cotação nosso trekking ficou por +- R$ 1.400,00 cada um. Não tivemos a tal taxa extra, porque o atendente nos enviou um link (tipo paypal) e pagamos diretamente no site.
      Aproveitamos para pegar informações com o atendente, Francisco, que tinha sido tradutor nessa trilha por diversas vezes. Segundo ele não seria TÃO difícil. Ledo engano nosso kkkkk.
       
      DIA 1 (09/10/2019)
      Entre 8h30 e 9h00 passariam nos recolher para o tour. Às 8h30 já estávamos na recepção. Vi um rapaz com roupa de agência e perguntei se estava nos esperando. Ele disse que não. Apenas outras duas pessoas. Até aí, ok então.
      Esperei mais uns 15 minutos e nada da nossa agência. Fui falar com o rapaz sentado e perguntei se o nosso tour não era com ele também. Me perguntou qual era a nossa agência. Aqui descuido meu, não tinha perguntado ao Francisco qual era a agência. Mostrei para ela o comprovante de pagamento, ele fez uma ligação e confirmou que a gente também tinha que ir com ele. Uffaaaa, que sorte que fui abordá-lo.
      Entramos num 4x4 e recolhemos algumas pessoas pelo trajeto. Fomos até a agência antes de sair. Depois de um rápido briefing pegamos a estrada.
      Nosso grupo tinha 9 pessoas (5 colombianos, 2 ingleses, 1 alemão, 1 norte-americana e nós 2 de brasileiros). 
      Foram cerca de 1h30 de estrada de asfalto, com um motorista dirigindo loucamente kkkk.
      Por volta das 11h00 estávamos na entrada do Parque Nacional de Sierra Nevada. Lá pausa rápida para banheiro, colocar nossas pulseira de autorização para entrar no parque e mais 45 minutos de estrada de chão, com várias subidas e descidas irregulares e travessias de rio. Foi bem emocionante kkkk.
      Perto das 12h00 chegamos ao restaurante onde almoçamos e depois iniciamos nossa caminhada. Prato feito com arroz, feijão, salada, coxa com sobrecoxa e, é claro, patacones (que delícia kkk). Os pratos de comida são muito grandes. Eu não consegui comer tudo.
      Por volta das 13h15 saímos para iniciar nossa caminhada.
      O primeiro dia é basicamente uma longa caminhada estrada acima, com algumas barraquinhas no meio do caminho vendendo água, refri, cerveja, cacau, suco de laranja etc.
      Esse dia totalizou 12,2 kms com solzão na cabeça.
      Chamou atenção nesse dia a quantidade de aranhas e suas teias nas árvores.
      Chegamos no acampamento por volta da 16h45. Todos os acampamentos são ao lado de rio. Nesse primeiro tinha uma piscina natural que o povo pulava do alto de uma pedra. Eu sou meio cagão para água, mas tomei coragem e pulei, minha esposa também. Foi uma baita adrenalina. Tem o vídeo no meu instagram (@thiagomrp).
      Depois de um mergulho revigorante nas águas frias do rio, fomos tomar banho para jantar e dormir.
      Dica: muita atenção nos acampamentos com aranhas, escorpiões e cobras. O nosso guia nos alertou. Nós optamos por pendurar as botas no alto (o que depois foi seguido pelos colegas) e SEMPRE deixar as mochilas fechadas, para evitar entrada de bichos. Também revisamos as camas antes de deitar.
      Jantar estava muito farto e gostoso. Depois um brefing sobre o próximo dia e conversas sobre a história da trilha, da região, do povo Tayrona etc. Tudo muito interessante.
      Às 20h00 já estamos deitados e às 21h00 apagaram as luzes.
       
      DIA 2 (10/10/2019)
      Despertadores tocaram as 5h00 para nos arrumarmos, tomarmos café e saímos às 6h00. Acontece que no grupo tinha uma criança (11 anos) que só levantou às 6h00 e daí que foi tomar café. Ficamos bem impacientes, inclusive o guia. Aqui falha dos pais que não acordaram a criança antes e apressaram ela. Acabamos saindo 6h30.
      O segundo dia já era sabido com sendo o pior, e realmente foi. Foram 21,2 kms com muitas subidas e muita lama pelo caminho. Lugares bem escorregadios para caminhar. Nos levamos nossos próprios bastões, quem não tinha estava improvisando com tronco de árvore.
      Às 9h00 chegamos no lugar onde almoçamos. Fizemos uma parada mais longa com direito a visitar uma cachoeira próxima. Valeu muito a pena.
      Às 10h30 já estávamos almoçando e 11h00 voltamos a caminhar.
      A segunda parte do dia foi beeeeemmm difícil. Muita subida e lama.
      Por volta das 14h00 começou a chover, então complicou um pouco mais. Era subida sem fim, com chuva e fome. Por sorte chegamos numa vendinha e lá tinha frutas para nós. Foi revigorante.
      Aliás, em várias vendinhas as agências providenciam frutas para o pessoal, normalmente melancia, laranja ou abacaxi (muito doce por sinal).
      Chegamos no acampamento às 16h10, bem cansados. É o último acampamento antes da Ciudad Perdida, então todas as agências ficam no mesmo lugar. É o que tem a estrutura mais precária, mas mesmo assim foi ok.
      Jantamos, conversamos e antes das 20h00 já estávamos deitados. Às 21h00 apagaram as luzes.
       
      DIA 3 (11/10/2019)
      Novamente levantamos às 5h00, café da manhã e as 6h30 saímos. Aqui o atraso foi proposital. Como 10 minutos após o acampamento tem a travessia de um rio, o guia preferiu atrasarmos um pouco para não ter que ficar esperando na margem do rio os demais grupos atravessarem.
      Que travessia hein!
      Deve ser uns 20 metros de uma margem a outra, com pedras e correnteza forte. Duas cordas ajudam, aliás, todo mundo se ajuda porque a correnteza é muito forte mesmo.
      Depois de recolocar as botas, mais uns 10 minutos caminhando e chegamos no início das escadas que levam a Ciudad Perdida. Mais de 1200 degraus pela frente. Muita atenção, pois os degraus são curtos e bem úmidos.
      Às 7h10 já estávamos na entrada da Ciudad Perdida. Passaportes (dados pelo próprio parque com a história do lugar) foram distribuídos e carimbados.
      Nos acomodamos num lugar para ouvir o guia contar sobre a história da Ciudad Perdida e seu povo. Depois de um tempo saímos para desbravar o lugar.
      Você vai encontrar vários militares do exercício pelos caminhos da Ciudad Perdida. Eles estão ali para marcar a presença do Estado e oferecer segurança. Foram todos amigáveis e até tiraram fotos com a bandeira do Brasil (eu sempre viajo com uma).
      Na saída da Ciudad Perdida nosso guia passou na oca do líder espiritual, Mamo, porém ele não estava. Apenas sua esposa que vendeu algumas pulseirinhas feitas por ela para o grupo.
      Por volta das 10h00 já estávamos descendo de volta ao acampamento em que passamos a noite. Almoçamos por lá e depois voltamos até o acampamento em que almoçamos no segundo dia.
      Nesse dia foram quase 22km caminhados. Foi puxado, mas nem tanto.
      A noite jantamos e antes de dormir tivemos a oportunidade de ouvir histórias de um índio de uma tribo descendente dos Tayronas. Ele mostrou instrumentos de trabalho, o poporo (instrumento usado apenas pelos homens para consumir a folha de coca) e outros utensílios. Foi uma conversa legal. Ele falava mais ou menos o espanhol e era auxiliado pelo nosso guia. Uma experiência bem bacana.
       
      DIA 4 (12/10/2019)
      Novamente acordamos as 5h00 e 6h30 já estávamos caminhando para terminar o nosso trekking. O objetivo era chegar para o almoço no local onde iniciamos nossa aventura. Lá onde o 4x4 nos deixou e voltaria nos pegar.
      Umas subidas bem fortes, com quase 1 hora de subida initerrupta. Foi bem puxado.
      Confesso que tenho dúvidas se foi o segundo ou último dia o mais difícil. Ambos foram muito puxados.
      Por volta das 10h00 paramos tomar um suco e comer um bolo no mesmo local do primeiro acampamento. Descansamos um pouco e logo partimos.
      Eu e minha esposa aceleramos o passo porque queríamos terminar antes do meio dia. Não porque tivéssemos pressa, mas só para ter um objetivo.
      Uma parte do grupo foi mais rápido conosco e o resto seguiu mais lento com o guia.
      Esse trecho final foi aquele na estrada com o sol na cabeça do primeiro dia. Dessa vez o sol estava até mais forte, por isso cada vez mais queríamos chegar antes.
      Exatamente 11h50 chegamos no restaurante. Fui um trecho bem cansativo, quase 22,5 km. Todos que chegavam já foram arrancado as botas e deitando pelo chão gelado, era a melhor coisa naquele calor kkkk.
      Cerca de 1 hora depois chegou o resto do grupo.
      Almoçamos e por volta da 14h00 já estávamos no 4x4 para retornarmos até Santa Marta.
       
      SALDO FINAL
      Talvez tenha sido o trekking mais difícil que já fiz na vida (já fiz Salkantay no Peru e vários outros no sul do Brasil).
      Foi puxado, subidas e sol fortes e uma umidade muito grande, suávamos muito.
      Faria tudo de volta? Sem sombra de dúvidas, SIM.
      Foi uma experiência muito legal, uma caminhada difícil e desafiadora, com um grupo nota 10, guia e tradutor muito gente boa e estrutura de acampamentos legal. Várias vezes nos pegávamos falando: “estamos no meio da selva colombiana!!!”. E realmente é isso. É uma selva bem fechada, úmida, com rios, cachoeiras, pedras e lama.
      Trekking a Ciudad Perdida marcado como FEITO e RECOMENDADO a todos mochileiros e trilheiros!
       
      Obs.: tentarei colocar algumas fotos nos próximos comentários. Quem quiser pode ver algumas no meu instagram @thiagomrp. 
       
    • Por Antonio Domenico
      Olá pessoal, esta será a minha primeira viagem fora do país, meu inglês é bem fraco e espanhol é apenas o que eu aprendi assistindo a Usurpadora e Maria do Bairro kkk, da um pouco de medo, mas let it go!
      Vou ir deixando registrado aqui o que estou planejando para o meu mochilão, talvez sirva de ideia para algumas pessoas e super aceito dicas também. Muitas coisas do que eu estou planejando tem como referência depoimentos e dicas que li na internet.
      As passagem de avião pesquisei pelo app KAYAK, o app mostra os dias mais baratos para viajar e isso ajudou bastante. Também fazei viagem de ônibus, deixarei o link dos locais que comprarei as passagens.
      Trajetos:
      Avião Dia 24/02 - São Paulo (GRU) ---> Buenos Aires (EZE)  chegada 09:55am 
      Dia 27/02 - Buenos Aires (AEP) ---> Ushuaia (USH) chegada 08:10am
       
      Ônibus 29/02 - Ushuaia ---> Punta Arenas  55,37 DÓLARES 
      Saída 9am 
      Chegada 19:30 pm  
      29/02 - Punta Arenas ---> Puerto Natales 11,88 DÓLARES 
      Saída 21pm 
      Chegada 00:15 am 
      03/03 - Puerto Natales ---> El Calafate 23,72 DÓLARES  
      Saída 7:30 am 
      Chegada 13:30 pm  
      06/03 - El Calafate ---> El Chalten
      Saída 8 am 
      Chegada 11am  
      10/03 - El Chalten ---> El Calafate 152,38  reais
      (ainda vou decidir o horário)
       
      Avião  10/03 - El Calafate (FTE)  --> São Paulo (GRU)
      As passagem de avião ficaram em torno de 1860 reais incluindo uma bagagem de mão e uma mala.
       
      Hospedagem 
      Eu escolhi hostels pelo booking, dando preferência para os que serviam café da manhã e eram próximos de rodoviárias.
      Agora só preciso me organizar para fazer um roteiro de passeios e trilhas.
       
       
       
       
    • Por Mari D'Angelo
      Post original com fotos e mapas aqui: http://www.queroirla.com.br/paraty-roteiro-pelo-centro/
       
      Fundada em 1667, a cidade de Paraty no Rio de Janeiro teve seus momentos de glória com os engenhos de cana-de-açucar, sendo grande produtora de aguardente (e até hoje sinônimo de boa cachaça) e principalmente como rota de transporte de ouro e pedras preciosas de Minas Gerais para Portugal. Porém com a construção de um caminho da Estrada Real direto para o Rio de Janeiro, a cidade perdeu sua importância econômica e caiu no esquecimento até a década de 70, quando foi “redescoberta” e começou a se tornar o importante centro turístico que é hoje.
       
      Comece o dia visitando o Forte Defensor Perpétuo, é necessário encarar uma subidinha, mas a mata acompanha e sombreia todo o caminho, o que deixa um ar fresquinho e agradável mesmo debaixo de muito sol. Além disso o percurso é premiado com algumas vistas da cidade e da Praia do Pontal. A construção onde antigamente abrigava o forte data de 1793, porém foi reconstruída e reformada após o período de declínio da cidade de Paraty. Hoje o lugar funciona como museu, mas é bom checar os horários para visitação das mostras. Do lado de fora há alguns canhões originais, projetados por ingleses e portugueses e um gostoso espaço verde com vista para o mar.
       
      Depois dessa caminhada aproveite para conhecer a Praia do Pontal. Se for da pegada mais esportista pode alugar caiaque ali mesmo na beira da água, senão escolha um dos quiosques pra relaxar um pouco e dar um mergulho. A praia não é ruim, mas se quiser algo muito mais aconchegante sugiro a Prainha da Praia grande, a aproximadamente 10 km do centro.
      Os próximos pontos já são dentro do labirinto de ruas de pedra chamadas “pé-de-moleque”. É impossível não se sentir em outra época com aquelas sequências de casinhas de portas e janelas coloridas em estilo colonial, com seus charmosos lampiões à moda antiga e toda uma atmosfera que a transforma em uma das cidades mais charmosas do Brasil!
       
      Atravesse a ponte principal sobre o Rio Perequê-Açu, separe um sapato confortável e vamos lá!
       
      A primeira dica é a Azulejos Eternos, como o nome sugere, eles são especializados em pintura artesanal em azulejos, desde os tradicionais números de casas até padronagens portuguesas, marroquinas, indianas… verdadeiras obras de arte! A loja é comandada pela brasileira Cris Pires e o francês Elie Audoux, ela também pinta quadros além de imprimir seu estilo urbano e feminino nos ladrilhos. Os valores não são exorbitantes, mas se quiser só uma lembrancinha eles vendem imãs de geladeira simulando azulejos também!
       
      A próxima parada é no Armazém Paraty, uma incrível loja especializada em artigos indígenas como adereços, peças de decoração e artesanato, feitos pelas próprias comunidades. Cada conjunto de produtos tem uma placa identificando de qual tribo eles provém, qual sua história, região e outras informações. Além disso eles contam com uma grande variedade de livros e DVDs sobre o assunto e são engajados nos problemas atuais dos povos indígenas.
       
      Um pouco mais para frente na mesma rua fica o Empório da Cachaça, um paraíso para os apreciadores do destilado brasileiro. As bebidas são expostas por região com destaque para as de Paraty, é claro! Algumas marcas aprovadas por quem gosta da bebida (não é meu caso rs) são a Maria Izabel e a Paratiana. A loja também agrada outros públicos vendendo cervejas especiais, doces em compota, pimentas e outras iguarias como a trufa de cachaça (dessa eu gostei!). Os preços não são tão convidativos, mas vale a pena entrar nem que seja só para conhecer.
       
      Saindo um pouco da rota das compras, temos a Casa da Cultura de Paraty, um espaço multi-cultural onde normalmente rolam exposições de graça como a “Mitos e Lendas”, com coloridas esculturas em papel machê e paineis contando algumas histórias populares que tem Paraty como cenário, em cartaz até dia 09/11. O lugar também recebe peças de teatro, sessões de cinema de graça para adultos e crianças, cursos, e outras atividades. Lá dentro o simpático Café Cultural oferece algumas opções para beliscar entre um evento e outro.
       
      Assim como em vários outros casarões da cidade, a fachada da Casa da Cultura foi decorada com símbolos geométricos que simbolizariam a presença de um proprietário maçônico. Existem diversas histórias como essa sobre a maçonaria em Paraty.
       
      Quer fazer uma pausa para um café? Sugiro o Café do Cais, um cantinho aconchegante comandado pela Tássia e o Rafael, super simpáticos e atenciosos. Segundo eles, a produção é 98% mineira, cafés, bolos e salgados são produzidos com ingredientes trazidos de lá. Experimente o bolo de pão de mel, é delicioso!
       
      Uma curiosidade, repare na casa em frente ao café, ela é toda de tijolos aparentes, a única no centro histórico que foge do padrão.
       
      A próxima parada é na rua mais fofa da cidade, a Rua do Fogo! É uma pequena viela entre a Rua Santa Rita e a Rua da Lapa, uma das únicas sem comércio nem restaurantes e que poucos turistas dão atenção. Há uma lenda de que a rua passou a ter esse nome (que não consta nos mapas) pois era onde as mulheres tinham seus encontros “fogosos”, mas uma placa em uma das casas desmente dizendo que era porque o pessoal da roça ia até lá com latões onde faziam fogo para cozinhar. De qualquer forma, é uma graça e vale a visita (especialmente a noite)!
       
      Bem ali ao lado fica a Igreja de Santa Rita, cartão postal de Paraty e hoje a mais antiga da cidade! Ela foi erguida em 1722, destinada aos pardos (naquela época havia distinção por cor da pele e classe social, cada igreja se destinava a um grupo diferente). A fachada foi construída no estilo da arquitetura jesuítica porém a parte interna é um misto mais simplificado de Barroco, com detalhes dourados e colunas retorcidas e Rococó, percebido pelo uso de cores em tons pastéis como verde e rosa e elementos decorativos em formatos de concha por exemplo.
       
      Depois de alguns anos fechado para reforma, o lugar reabriu recentemente e funciona como Museu de Arte Sacra. A entrada é gratuita e o funcionamento é de quarta a domingo, das 09h às 12h e das 14h às 17h.
       
      Paraty tem inúmeros restaurantes, a grande maioria oferecendo pratos de peixes e frutos do mar ou pizzarias. Mas tem um lugar escondidinho que quero apresentar à vocês, é o Le Castellet, uma creperie autenticamente francesa! (falou em França, já me apaixonei!). A decoração é perfeita, com referências a Marseille, cidade natal do Chef Yves Lepide, dono e cozinheiro, e a comida é uma delícia! O crepe não é no modelo brasileiro, ele vem aberto, quase como uma pizza, acompanhado de umas batatinhas fantásticas! É bem grande, se não estiver com muita fome dá até pra dividir. Eles também fazem uns azeites artesanais bem diferentes como de manga ou banana. Ah, só tem um ponto negativo, eles não aceitam cartão, então vá preparado!
       
      E pra sobremesa? O Finlandês Sorvetes é uma boa opção. O que mais me agrada ali na verdade é a decoração, com um ar meio retrô. O sorvete é bom, tem bastante opções mas não gosto muito de não poder pegar eu mesma o quanto quero, você tem que pedir para as funcionárias e elas colocam as bolas de sorvete no pote, depois pode arrematar com as coberturas.
       
      O Café Pingado também é uma boa saída, o ambiente é acolhedor e eles tem algumas sobremesas com sabores mais exóticos. Além disso há os tradicionais carrinhos de doces espalhados por algumas das esquinas mais movimentadas da cidade.
       
      Pra fechar a noite sugiro uma passadinha na Cervejaria Caborê, é um pouco afastada do centro histórico mas nada que não dê pra ir a pé. A cerveja é produção própria, e pra quem quer experimentar de tudo um pouco eles oferecem por R$20,00 um kit degustação com as três opções (cerveja de trigo, pilsen e escura) em copos de 200ml. Achei um bom custo-benefício e tirando a escura que eu pessoalmente não gosto do estilo, as outras são uma maravilhosas!
       
      A comida também é muito boa e o cardápio bem variado, com carnes, massas, sanduíches, porções e entradas como a deliciosa bruscheta. Mas os valores não são tão atrativos.
       
      Eles também fazem visitas guiadas na fábrica (ao lado do bar/restaurante) para conhecer o processo de fabricação da cerveja. As visitas acontecem de 4ª a sábado e é necessário reservar.
       
      Ah, e ali pertinho fica o Café do Canal, uma pizzaria deliciosa onde toca o melhor músico de Paraty! Claro que não digo isso só porque é meu pai rsrsrs!
    • Por Mari D'Angelo
      Texto original com fotos e mapa aqui: http://www.queroirla.com.br/arraial-do-cabo-o-caribe-brasileiro/
       
      Quem seria louco de decidir em cima da hora, no feriado, sair de São Paulo e ir até Arraial do Cabo? Bom, olhando as fotos daquele paraíso de águas azul-caribe, acho que muita gente além de nós! É claro que a experiência deve ser infinitamente melhor sem a multidão de gente nas praias, mas ainda assim valeu cada minuto!
       
      Arraial do Cabo fica na região dos lagos, há aproximadamente 2 horas do Rio de janeiro e 8 de São Paulo (de carro), logo na chegada da cidade a vista da Prainha já encanta, mas pode se preparar que o melhor vem depois, e fica mais escondidinho. Não espere muito da parte urbana, não é uma cidadezinha agradável e aconchegante como Búzios ou Paraty, o forte são mesmo as praias e a prática de mergulho!
       
      Nós ficamos na Pousada Casa Verde, na Praia dos Anjos, aprovei e recomendo! Ela é bem simples mas limpa e agradável, tem piscina, churrasqueira e cozinha para quem quiser economizar e fazer as próprias refeições (inclusive o café da manhã, que não está disponível). O proprietário, Carlos, é super receptivo e nos ajudou bastante com dicas do que fazer por lá. A localização também é boa, depois de ter andado um pouco pela cidade achei aquele um dos melhores lugares, é tranquilo, perto do porto e da trilha para a Praia do Forno e próximo a um centrinho com alguns (poucos) bares e restaurantes. A praia é bem próxima mas não muito indicada para banho pois é onde ficam os barcos.
       
      Começamos pela Praia do Forno, para chegar até lá é preciso encarar uma trilhazinha de uns 10 minutos, é bem simples, apesar de um pouco cansativa. Mirantes e pontos estratégicos para fotos são constantes no caminho repleto de mandacarus (mais conhecidos como cactos) e a vista é recompensadora! A praia, de um tamanho razoável, conta com certa infra-estrutura além de vários ambulantes. Achei um pouco desnecessário o som alto vindo dos restaurantes, mas nada que pudesse estragar a beleza caribenha daquele lugar!
       
      Seguimos para a Prainha, essa já de fácil acesso mas em compensação não tão bonita quanto a primeira e bem mais cheia. Ficamos pouco tempo por lá pra poder conferir o pôr-do-sol em um lugar fantástico onde quase ninguém vai, é preciso subir as escadas da ponta esquerda da Praia Grande (olhando para o mar) e continuar mais um pouco para cima, assim que passar o posto policial é só estender a canga e curtir a vista. O lugar “oficial” para ver o pôr-do-sol por lá é o Pontal do Atalaia, onde dizem ser melhor ir de carro pois é bem afastado, não tivemos a oportunidade de conhecer pois apesar de tempo bom, todos os dias terminaram parcialmente nublados.
       
      À noite, no centrinho da Praia dos Anjos jantamos no restaurante Saint Tropez, achei o mais aconchegante de lá, com mesinhas na varanda e um clima legal. Comemos um camarão com catupiry delicioso! Não é super barato mas o prato dá pra duas pessoas, vale a pena se a ideia for uma jantinha gostosa. Se quiser algo mais em conta não faltam opções, há pizzarias, restaurantes por quilo, casas de lanche e a maravilhosa tapioca da Sabor em Pedaços, um lugar pequenininho mas cheio de amor e delícias doces e salgadas, tudo bem baratinho. Só não vá em busca de baladas, a vida noturna ali se resume a uma praça com barraquinhas de caipirinha (e cuidado ao pedir caipifruta, queria uma de manga mas o que recebi foi uma batida… estava muito boa, mas não era uma caipirinha!).
       
      No dia seguinte fomos conhecer Búzios, recomendo muito fazer um bate-volta pois é pertinho de Arraial do Cabo, cerca de uma hora de viagem e se estiver de carro dá pra conhecer as praias mais afastadas, que eu particularmente gostei mais do que as próximas ao centro. Mas esse vai ser assunto para um próximo texto!
       
      No terceiro e último dia fechamos o tradicional passeio de escuna. Todas as agências (são muitas) oferecem esse passeio e atualmente o valor cobrado é R$60,00 por pessoa, incluso água e refrigerante durante todo o tempo no barco (churrasco, caipirinha e cerveja são vendidos a parte), mas a agência Tubarão Rio costuma cobrar R$30,00! Ficamos meio desconfiados mas como foi indicação acabamos indo e foi tudo certo (exceto o péssimo atendimento na loja), metade do dinheiro economizado! No barco eles oferecem aluguel snorkel por R$10,00, nós pegamos um mas não recomendo! O tempo é muito curto nas praias e não há tantos pontos para ver os peixes.
       
      Dica: Fique o mais longe possível do churrasco, é impossível respirar naquela região do barco!
       
      Os passeios saem por volta das 11h e duram aproximadamente 3 horas, é preciso pagar uma taxa portuária de R$5,00, isso é feito diretamente nas cabines no porto e em seguida é só encontrar seu barco no meio da zona de gente e música alta que conturba o ambiente. Ah, fique de olho nas cordas que amarram as embarcações, muitas tartarugas costumam aparecer ali.
       
      Antes de fazer as paradas, a escuna passa por alguns pontos como o Boqueirão, que é o estreito que separa o continente da Ilha do Farol, a Pedra do Perfil do Macaco, a maravilhosa Gruta azul e a Fenda de Nossa Senhora da Conceição, onde há uma estátua da Santa, tudo com a devida explicação do guia. Passar por essas paisagens rochosas é tão diferente que nos faz sentir em outro lugar, algo como a Escócia ou Nova Zelândia, imagino.
       
      Quando o barco começa a se aproximar da primeira parada, a Praia do Farol, já dá pra perceber a mudança na tonalidade da água de um azul mais escuro para um turquesa hipnotizante! Essa praia é considerada pela Marinha a mais perfeita do Brasil, é super restrita, sendo possível desembarcar nela uma quantidade limitada de gente e por apenas 40 minutos, além disso não é permitido levar alimentos e outras coisas que possam gerar sujeira na praia. Não há restaurantes nem ambulantes, o tempo é todo para apreciar aquela areia branca bem fininha e o mar tão transparente que dá pra enxergar nitidamente os dedos dos pés, é tudo tão perfeito que dá até dó de não poder aproveitá-la mais um pouquinho.
       
      A segunda e última parada é em uma das duas Prainhas do Pontal do Atalaia, assim como a anterior é paradisíaca, mas além de não ser restrita, tem acesso por terra também, então fica bem mais cheia. Nessa e em todas as outras praias de Arraial do Cabo, a água é muito gelada, mesmo no calor!
       
      O passeio acabou por volta das 15h e passamos para conhecer a Igreja Nossa Senhora dos Remédios, padroeira de Arraial do Cabo. Ela fica no caminho da saída do porto e é daquelas bem simples, com teto de madeira, branquinha e azul, uma graça!
       
      Terminamos o dia na Praia Grande, que apesar do nome, não lembra nem de longe a homônima paulista e é realmente enorme! Os restaurantes cobram R$10,00 pela mesa e guarda-sol caso não haja consumo de comida. Ficamos lá aproveitando o último dia no paraíso até o sol se pôr entre as nuvens.
       
      Pra quem é de São Paulo, se não quiser passar pelo Rio pra voltar, a dica é ir por Magé, o tempo é o mesmo. Aproveite para fazer uma pausa na Parada do Bubi, na Dutra, o restaurante beira de estrada mais aconchegante que já vi!
       
      Texto original com fotos e mapa aqui: http://www.queroirla.com.br/arraial-do-cabo-o-caribe-brasileiro/


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