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Serra da Capivara

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O Parque Nacional Serra da Capivara está localizado no sudeste do Estado do Piauí, ocupando áreas dos municípios de São Raimundo Nonato, João Costa, Brejo do Piauí e Coronel José Dias. A superfície do Parque é de 129.140 ha e seu perímetro é de 214 Km. A cidade mais próxima do Parque Nacional é Cel. José Dias, sendo a cidade de São Raimundo Nonato o maior centro urbano. A distância que o separa da capital do Estado, Teresina, é de 530 Km.

 

A maneira mais rápida de chegar ao Parque é através de Petrolina, cidade do Estado de Pernambuco, da qual dista 300 Km. A cidade de Petrolina dispõe de um aeroporto onde opera atualmente a Gol, e a BRA, ligando a região com Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília.

 

A criação do Parque Nacional Serra Capivara teve múltiplas motivações ligadas à preservação de um meio ambiente específico e de um dos mais importantes patrimônios culturais pré-históricos. As características que mais pesaram na decisão da criação do Parque Nacional são de natureza diversa:

 

- culturais - na unidade acha-se uma densa concentração de sítios arqueológicos, a maioria com pinturas e gravuras rupestres, nos quais se encontram vestígios extremamente antigos da presença do homem (100.000 anos antes do presente). Atualmente estão cadastrados 912 sítios, entre os quais, 657 apresentam pinturas rupestres, sendo os outros sítios ao ar livre (acampamentos ou aldeias) de caçadores-coletores, são aldeias de ceramistas-agricultores, são ocupações em grutas ou abrigos, sítios funerários e, sítios arqueo-paleontológicos;

 

- ambientais - área semi-árida, fronteiriça entre duas grandes formações geológicas - a bacia sedimentar Maranhão-Piauí e a depressão periférica do rio São Francisco - com paisagens variadas nas serras, vales e planície, com vegetação de caatinga ( o Parque Nacional Serra da Capivara é o único Parque Nacional situado no domínio morfoclimático das caatingas), a unidade abriga fauna e flora específicas e pouco estudadas. Trata-se, pois, de uma das últimas áreas do semi-árido possuidoras de importante diversidade biológica;

 

- turísticas - com paisagens de uma beleza natural surpreendente, com pontos de observação privilegiados. Esta área possui importante potencial para o desenvolvimento de um turismo cultural e ecológico, constituindo uma alternativa de desenvolvimento para a região.

 

Em 1991 a UNESCO, pelo seu valor cultural, inscreveu o Parque Nacional na lista do Patrimônio Cultural da Humanidade. Em 2002 foi oficializado o pedido para que o mesmo seja declarado Patrimônio Natural da Humanidade.

 

O Parque Nacional Serra da Capivara é subordinado à Diretoria de Ecossistemas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), tendo sido concluída a sua demarcação em 1990. Em torno do Parque foi criada uma Área de Preservação Permanente de dez quilômetros que constitui um cinto de proteção suplementar e na qual seria necessário desenvolver uma ação de extensão. Em 1994 a FUMDHAM assinou um convênio de co-gestão com o IBAMA em 2002 um contrato de parceria com a mesma instituição.

 

Depois de criado, o Parque Nacional esteve abandonado durante dez anos por falta de recursos federais. Análises comparativas das fotos de satélite evidenciaram esse fato. Durante este período a Unidade de Conservação foi considerada “terra de ninguém” e como tal, objeto de depredações sistemáticas. A destruição da flora tomou dimensões incalculáveis; caminhões vindos do sul do país desmatavam e levavam, de maneira descontrolada, as espécies nobres. O desmatamento dessas espécies, próprias da caatinga, aumentou depois da criação do Parque, em decorrência da falta de vigilância.

 

A caça comercial se transformou numa prática popular com conseqüências nefastas para as populações animais que começaram a diminuir de forma alarmante. Algumas espécies, como os veados, emas e tamanduás praticamente desapareceram. Estes fatos tiveram conseqüências negativas na preservação do patrimônio cultural. A falta de predadores naturais provocou um crescimento descontrolado de algumas espécies, como cupim ou vespas cujos ninhos e galerias destroem as pinturas.

 

As causas desta situação são em parte externas à região, mas também decorrem da participação da população que vive em torno do Parque. São comunidades muito pobres, algumas das quais exploravam roças no interior dos limites atuais do Parque. Estas populações dificilmente compreendem a necessidade de proteger espécies animais e vegetais uma vez que os seres humanos apenas logram sobreviver. Assim, a população local depredava as comunidades biológicas e o patrimônio cultural do Parque Nacional e áreas circunvizinhas, pela caça, desmatamento, destruição de colméias silvestres e a exploração do calcário de afloramentos, ricos em sítios arqueológicos e paleontológicos.

Fonte: FUNDHAM. - Fundação do Homem Americano

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O Parque Nacional Serra da Capivara é um parque brasileiro que está localizado no sudeste do estado do Piauí, entre as coordenadas 8º 26' 50" e 8º 54' 23" de latitude sul e 42º 19' 47" e 42º 45' 51" de longitude oeste. Ocupa áreas dos municípios de São Raimundo Nonato, São João do Piauí, Coronel José Dias e Canto do Buriti. Tem 129.140 hectares e seu perímetro é de 214 quilômetros.

 

Foi criado para proteger uma área na qual se encontra o mais importante patrimônio pré-histórico do Brasil. Trata-se de um parque arqueológico com uma riqueza de vestígios que se conservaram durante milênios, devido à existência de um equilíbrio ecológico, hoje extremamente alterado. O patrimônio cultural e os ecossistemas locais estão, portanto, intimamente ligados, pois a conservação do primeiro depende do equilíbrio desses ecossistemas. O equilíbrio entre os recursos naturais é o condicionante na conservação dos recursos culturais e foi o que orientou o zoneamento, a gestão e o uso do Parque pelo poder público.

 

É um local com vários atrativos, monumental museu a céu aberto, entre belíssimas formações rochosas, onde encontram sítios arqueológicos e paleontológicos espetaculares, que testemunham a presença de homens e animais pré-históricos

 

Sítios Arqueológicos

Área de maior concentração de sítios pré-históricos do continente americano e Patrimônio Cultural da Humanidade - UNESCO. Contém a maior quantidade de pinturas primitivas sobre rocha do mundo. Estudos científicos confirmam que a Serra da Capivara foi densamente povoada em períodos pré–históricos. Os artefatos encontrados remontam presença registrada há 50.000 anos.

 

O Parque Nacional Serra da Capivara se localiza no Estado do Piauí, ao Sul. Possui vários sítios arqueológicos e o Museu do Homem Americano.

 

Existem atualmente 737 sítios arqueológicos catalogados onde foram encontrados esqueletos humanos, pinturas rupestres com aproximadamente 30.000 figuras coloridas, que representam cenas de sexo, de dança, de parto, entre outras.

 

 

Um exemplo das pinturas que podem ser encontradas no parque. A esquerda é representado provavelmente uma cena de parto.Ao longo de 14 trilhas e 64 sítios arqueológicos abertos à visitação, encontramos tesouros, como os pedaços de cerâmicas mais antigos das Américas, de 8.960 anos. No circuito dos Veadinhos Azuis, podemos encontrar quatro sítios com pinturas azuis, as primeiras desta cor descobertas no mundo.

 

Situado em uma região de clima semi-árido, fronteira entre duas grandes formações geológicas - a bacia sedimentar Maranhão-Piauí e a depressão periférica do rio São Francisco -, seu relevo é formado por serras, vales e planícies. É o único Parque Nacional do domínio morfoclimático das caatingas, o que ressalta a necessidade de conservação e restauração da flora. O parque abriga fauna e flora específicas.

 

Desde a colonização, o Parque Nacional Serra da Capivara foi utilizado pelas populações vizinhas que nele caçavam, plantavam e retiravam a madeira. Essa população, extremamente pobre e sem nenhuma fonte de trabalho, além da exploração dos recursos naturais, vive na Área de Preservação Permanente, uma faixa limítrofe com dez quilômetros de largura.

 

Manejo do Parque

A Fundação Museu do Homem Americano, ao elaborar o Plano de Manejo do Parque, estabeleceu uma política de proteção que inclui a integração da população circunvizinha do parque às ações de preservação. Implantou um projeto de desenvolvimento econômico e social que visa educar e preparar as comunidades para que possam participar do mercado de trabalho que o parque está criando na região: obras de infra-estrutura, manejo e turismo ecológico e cultural.

 

As condições essenciais para a proteção do parque são a erradicação da miséria e da fome e a criação de novas formas de trabalho alternativo. O Plano de Manejo considera a população atual como um dos elementos dos ecossistemas a serem preservados e propõe que o Parque Nacional seja o motor de criação de recursos econômicos, em uma área onde a seca impiedosa limita ao extremo a agricultura e a criação.

 

 

Patrimônio Cultural

As pinturas rupestres são a manifestação mais abundante, conspícua e espetacular deixada pelas populações pré-históricas que viveram na área do Parque Nacional, desde épocas muito recuadas. Os três sítios que apresentaram as mais antigas datações obtidas na área do Parque Nacional são abrigos-sob-rocha. Um abrigo-sob-rocha forma-se pela ação da erosão que agindo na base dos paredões rochosos vai desagregando a parte baixa das paredes fazendo com que se forme, no alto, uma saliência. Esta funciona como um teto que protege do sol e da chuva o solo que fica sob o mesmo. Com o progresso da erosão, a saliência torna-se cada vez mais pronunciada até que, sob a ação da gravidade, fratura-se e desmorona.

 

Os homens utilizaram a parte protegida dos abrigos como casa, acampamento, local de enterramentos e suporte para a representação gráfica da sua tradição oral.

 

Sobre os vestígios deixados por um grupo humano, a natureza depositava sedimentos que os cobriam. Novos grupos, novos vestígios, nova sedimentação. A repetição desse ciclo durante milênios forma as camadas arqueológicas, nas quais os arqueólogos encontram todos os elementos que permitem a reconstituição da vida dos povos pré-históricos

Patrimonio Natural

A ecologia é a ciência que se ocupa de entender a natureza. Na busca de entender as complexas relações que regem a harmonia entre seres vivos e o ambiente que elas ocupam, a ecologia se concentra em identificar a função de cada organismo, ou espécie (grupo de organismos que descendem uns dos outros e que em condições naturais não cruzam com organismos de outro grupo), e como o conjunto destes organismos, as populações de espécies diferentes, são modificados e se adaptam aos fatores climáticos, geológicos, químicos e até mesmo às ações do homem.

 

As “matas brancas” do nordeste do Brasil ou caatingas, como as chamavam os nativos, são formações biogeográficas caracterizadas por plantas xeromórficas (que perdem todas suas folhas na época seca). Ocupa 650.000 km² do Nordeste do Brasil, exceto a faixa litorânea, dos quais apenas 0,1 % encontram-se preservados legalmente.

 

 

Turismo

O maior atrativo do Parque é a densidade e diversidade de sítios arqueológicos portadores de pinturas e gravuras rupestres pré-históricas. É um verdadeiro Parque Arqueológico com um patrimônio cultural de tal riqueza que determinou sua inclusão na Lista do Patrimônio Mundial pela UNESCO.

 

Durante milênios as paredes dos sítios foram pintadas e gravadas por grupos humanos com diferentes características culturais que se refletem nas escolhas gráficas que aparecem nos sítios. O visitante pode hoje observar um produto gráfico final que foi realizado gradativamente e que pela sua narratividade evoca fatos da vida cotidiana e cerimonial da vida em épocas pré-históricas.

 

A esse interesse antropológico se soma uma rara beleza e qualidade artística das obras que apesar de traços similares às pinturas pré-históricas das cavernas da França e da Espanha, abrigos sob rocha da Austrália, apresenta um perfil típico, único na região do Nordeste do Brasil.

Fonte: Wikipedia

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Muito obrigada a todos pela ajuda, principalmente à Ciça e ao Daniel. A viagem foi legal, mas cheia de perrengues e ficou caro, principalmente os passeios na Serra da Capivara, como disse a Ciça, o parque é esvaziado pelo tamanho. Quando encontramos alguém não dá p/ dividir passeios, pois propósitos são bem específicos, tem muitos pesquisadores. De turistas, só alguns loucos como a gente e alguns grupos e familias que vem de carro de cidades proximas, ou seja, já vem em grupo, não dá p/ dividir custos. O estado é muito bonito, mas infra-estrutura para turismo e acesso deixam muito a desejar, o q é uma pena.

 

estou escrevendo o relato. Volto para postar o link, assim q terminar.

a primeira parte do relato dessa viagem já foi postada e engloba São Luis e Lençóis Maranhenses. Veja o link na minha assinatura.

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já comecei a postar o relato sobre a serra da capivara (link já tá na assinatura)

 

assim q tiver um tempo, coloco algumas fotos.

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Realmente o Estado do Piauí é muito lindo, pena que a infra-estrutura carece de investimentos. Mas no caso de São Raimundo Nonato, já está sendo construído o seu Aeroporto Internacional que receberá visitantes de outros países. O problema é que ele sempre inicia e depois para, inicia e depois para. A última vez que parou foi recentemente no dia 10/12/2012, segundo informações noticiadas pela pesquisadora francesa e que vive na Serra da Capivara, a Sra. Niéde Guidon. Em resposta ao que foi veiculado por ela, o secretário do governo do estado do Piauí informou que aconteceu somente um recesso, e que as obras serão retomadas no próximo ano com a previsão de conclusão do mesmo para 2013. O certo é que a pista já recebe aeronaves para pouso e decolagem, mas o terminal de passageiros ainda não foi concluído. Até lá, ficamos aguardando maiores informações, assim como a conclusão deste aeroporto que já passou por várias gestões e nunca foi concluído.

Certo mesmo é a rodovia que dá acesso à São Raimundo Nonato, pelo menos partindo de Teresina-PI, capital do estado do Piauí, dá para chegar tranquilamente, o problema são os mais de 500km de distância que se deve percorrer para chegar lá.

No mais, coloco-me à disposição para auxiliar os colegas.

Saudações,

JC.

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já comecei a postar o relato sobre a serra da capivara (link já tá na assinatura)

assim q tiver um tempo, coloco algumas fotos.

 

Nanci, agradeço mais uma vez pelo relato, foi motivador e ajudou bastante no meu planejamento.

Estou relendo com prazer agora, depois de conhecer o lugar e começar a organizar as minhas fotos. 8)

Agradecimentos especiais também ao autor deste tema tão útil. ::cool:::'>

 

Fiz a minha viagem focada justamente em Serra da Capivara recentemente, entre 27.04 e 06.05.2016 e testei dois principais acessos pelo transporte público:

cheguei via Teresina e voltei por Petrolina (passagens aéreas por milhas da GOL :) ).

 

--------------------------

 

Os horários de ônibus atualizados são seguintes.

 

1) Entre São Raimundo Nonato PI e Petrolina PE há apenas 1 ônibus por dia, empresa GONTIJO (site http://www.gontijo.com.br/ é instável).

Linha Juazeiro BA - São João de Piauí PI. Tarifa R$59.

Saída de São Raimundo às 11:10, de Petrolina às 14:00, entre 5,5 e 6 horas de viagem.

A estrada é boa na maior parte, mas há um trecho não asfaltado de uns 40 km entre divisa PI/BA e Remanso BA (nas margens da represa de Sobradinho), bastante sofrível. Parada de 20 min. para almoço ou lanche em Remanso.

 

2) Entre São Raimundo Nonato PI e Teresina PI há 6 frequências por dia, operadas por 3 empresas, e com vários itinerários: 8-10 horas de viagem, tarifas R$90-95.

 

Saídas de São Raimundo:

8:00 (Líder)

8:30 (Transpiauí)

13:00 (Transpiauí)

19:00 (Líder)

20:30 (Princesa do Sul, com desvios)

20:45 (Princesa do Sul, direto)

 

Saídas de Teresina:

05:00 (Líder)

10:00 (Transpiauí)

14:45 (Transpiauí)

19:00 (Líder)

20:15 (Princesa do Sul, com desvios)

20:30 (Princesa do Sul, direto)

Obs.: Este último é o mais confortável, e com ar condicionado bravo.

 

No Terminal rodoviário de Teresina as empresas Transpiauí e Princesa do Sul compartilham 2 ou 3 guichês, mas no Terminal de São Raimundo operam separadamente.

 

Todos (ou quase todos) estes ônibus param para descanso de 20-30 min. em Floriano, no meio de caminho.

Como há mais frequências entre Teresina e Floriano, é possível fazer combinações.

Inclusive com linha São Raimundo - Floriano da Líder (saídas 3-a - 5-a e sábado às 5:30 de São Raimundo e às 15:30 de Floriano)

 

Há também vans Teresina - São Raimundo Nonato operadas pela Líder nos dias 3-a - 5-a e sábado a partir das 8 h.

 

3) Entre São Raimundo Nonato PI e Brasília DF: 1 ônibus por dia, empresa Transpiauí , 24 h de viagem aproximadamente, tarifa R$210.

Saídas às 10:00 de São Raimundo e às 12:30 de Brasília.

 

4) A GONTIJO oferece também conexões para Fortaleza CE (via uma das cidades do interior PI). Em São Raimundo passam tb. os ônibus da ITAPEMIRIM, linha São Paulo - Teresina (sem tarifa específica para este local, tem que pagar passagem completa), 1-2 vezes por dia.

O Terminal Rodoviário de São Raimundo Nonato fica na periferia nordeste da cidade (na saída pela BR-020 para principais portarias do PN Serra da Capivara). Quase 3 km do centro, com mochila leve pode ir tranquilo: até 30 min. de caminhada pela Av. Benedito Lopes. Outra boa opção é ir de moto-táxi, tarifa 5-6 reais. No centro e por volta há várias pousadas econômicas e pelo menos um hotel mais confortável (REAL, não confundir com pousada de mesmo nome).

 

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No meu caso foi assim:

28.04.2016 - um dia em Teresina PI.

Às 20:30 viajei de Teresina para São Raimundo, cheguei às 4:20 no dia 29.04.

Logo achei lugar em uma pousada, que prometeu ajudar com contratação de um guia autorizado.

Às 9 h já comecei a minha série de 3 visitas ao PN Serra da Capivara.

Nos dias 30.04 e 01.05 deu para ir mais cedo, às 7:20.

No sábado aproveitei até o pôr-do-sol, e no domingo voltei no fim de tarde para visitar também o museu da FUNDHAM.

Na segunda-feira 02.05 de manha andei pela cidade de São Raimundo, e depois segui para Petrolina PE.

03.04 em Petrolina PE e Juazeiro BA.

04.05 e 05.05 visitas para duas melhores vinícolas da região (sem excursão: de vans lotação e caminhando entre estrada e sede).

 

O relato deve sair só em julho, mas em breve postarei algumas fotos de ônibus e terminais....

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Nanci, agradeço mais uma vez pelo relato, foi motivador e ajudou bastante no meu planejamento.

Estou relendo com prazer agora, depois de conhecer o lugar e começar a organizar as minhas fotos. 8)

Agradecimentos especiais também ao autor deste tema tão útil. ::cool:::'>

 

oi professor, fico mto feliz q o meu relato tenha ajudado.

serra da cpivara é linda.

Ainda está na posição número 1 de locais mais bonitos q eu visitei!

 

obrigada por atualizar informações sobre o trasnporte, principalmente via Petrolina.

 

Boa viagem!

 

Trilhas:

Grupo CamEcol - Caminhadas Ecológicas Taubaté

 

Relatos mais recentes:

3 dias em Monte Verde - dez/2014

21 dias na BA - fev/2014 - Parte 1: Arraial d'Ajuda | Parte 2: Caraíva | Parte 3: Trancoso | Parte 4: Porto Seguro

 

11 dias na BA - dez/2013 - Parte 1 e 3: Salvador | Parte 2: Costa do Dendê - Ilha de Boipeba e Morro de São Paulo

21 dias em SE e AL - fev-mar/2013 - Parte 1: Aracaju | Parte 2: Maceió | Parte 3: Maragogi

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Galera, como vão?

Primeiramente, agradeço a todos que comentaram por aqui e ajudaram os novatos na região, como eu, a planejar uma viagem para lá.

Gostaria de saber se há alguém na região que pode dizer se o Parque fechou mesmo desde ontem, conforme os meios de comunicação estão divulgando. Estou com passagens compradas e guia contratado para passar seis dias no Parque da Serra da Capivara e da Serra das Confusões daqui a menos de um mês, mas li que a Dra. Niede desistiu da gestão do parque, que os terceirizados foram demitidos e que até a UNESCO foi avisada de que o local estaria fechado a partir de 16/08.

Algum local sabe dizer como está situação?

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http://cidadeverde.com/saoraimundononato

 

Veja essa matéria.

 

Houve uma reunião emergencial com o Governo do Estado e a FUNDHAM, mas até o momento não se sabe o resultado desta reunião.

Até lá, não se sabe o que vai ocorrer. Sabe-se que a Niede sempre diz que vai sair, mas não sai. O fato é que a situação atual é a mais crítica desde o início desses problemas.

 

Veja e acompanhe por este site que nos próximos dias haverá mais novidades.

Qualquer dúvida no que eu puder ajudar, só mandar uma mensagem.

 

Um abraço.

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    • Por Kelma de Freitas
      Olá pessoal! 
      Gostaria de fazer uma viagem para a Serra da Capivara em janeiro de 2020. Gostaria de saber quantos dias são suficientes para a Serra e se possível a i fixação de uma.praia próxima para passar uns dias. Sou de São Paulo. Obrigada
    • Por Diego Minatel
      Para mim é algo realmente complicado traduzir em palavras os momentos vividos nos dias da minha viagem. Viagem esta que não se traduz num simples mochilão ou turismo de longa duração. Foi o encontro de uma pessoa comum com seu sonho de andar por terras que tanto o inspiraram, terras mãe da esperança, terras de homens e mulheres feitos de histórias e de coração, corações gigantescos. O sentimento que fica depois de quase seis meses na estrada é o de gratidão, do agradecimento as infinitas pessoas que ajudaram esse pobre viajante das mil e uma maneiras possíveis, para vocês meu muito obrigado.

      Foto 1 - A companheira de viagem
      Tinha uma vida igual a tantas outras, era bem razoável por sinal, mas a vontade de caminhar e estar frente a frente com o novo me atormentava todos os dias. Queria conhecer com meus olhos as diferenças, os sotaques, as comidas, as belezas. Desejava não ter pressa, fazer tudo no seu tempo necessário, não estar preso a rotina dos dias e principalmente aprender. Sim, aprender, não com fórmulas prontas e nem sentado dentro de uma sala de aula. Queria aprender com experiências. Queria conhecer pessoas. De alguma forma queria fugir da minha vida cotidiana, não por ela ser ruim, mas pelo desejo de se conhecer e assim, quem sabe, voltar uma pessoa melhor. Quando esse sentimento passou a ser insuportável decidi que tinha que partir.
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      Parte 1: de Rio Claro ao Vale do Itajaí
      Parte 2: Cânions do Sul
      Parte 3: de Torres a Chuí
      Parte 4: Uruguai
      Parte 5: da região das Missões a Chapecó
      Parte 6: Chapada dos Veadeiros e Brasília
      Parte 7: Chapada dos Guimarães
      Parte 8: Rondônia
      Parte 9: Pelas terras de Chico Mendes, Acre
      Parte 10: Viajando pelo rio Madeira
      Parte 11: de Manaus a Roraima
      Parte 12: Monte Roraima y un poquito de Venezuela
      Parte 13: Viajando pelo rio Amazonas
      Parte 14: Ilha de Marajó e Belém
      Parte 15: São Luis, Lençóis Maranhenses e o delta do Parnaíba
      Parte 16: Serra da Capivara
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      Parte 21: Chapada Diamantina
      Parte 22: Ouro Preto e São Thomé das Letras
      Parte 23: O retorno e os aprendizados
      O período da viagem é de 01/10/2015 a 20/03/2016. De resto não ficarei apegado nas datas exatas em que ocorreram os relatos que irão vir a seguir, tampouco preocupado em valorar tudo. Espero contribuir com a comunidade que tanto me ajudou e sanar algumas dúvidas dos novos/velhos mochileiros.
    • Por Viagens da Leticia
      Um pouquinho mais sobre esse lugar magnífico:
      http://viagensdaleticia.tumblr.com/post/178525482929/uma-jóia-um-tesouro-serra-da-capivara-pinturas
      Não é tão simples chegar à Serra da Capivara. Mas existem algumas opções. Tive bastante dificuldade pra encontrar informações. Agora, faria algumas coisas diferentes, de uma forma que o tempo pudesse ser melhor aproveitado. Mas toda experiência é válida.
      A Serra da Capivara é uma beleza natural maravilhosa, dá pra fazer trilhas, subir montanhas, ou visitar de maneira calma e andando pouco. Tem até acesso para cadeirante em alguns sítios. O tesouro arqueológico é interessantíssimo. O Brasil e o mundo precisam conhecer essa maravilha pra que tenhamos mais incentivos de pesquisa e preservação dessa riqueza. A cidade de São Raimundo é grande na região. A rede hoteleira é pouco explorada e pouco desenvolvida. Mas dá pra se hospedar com um mínimo de conforto e curtir bastante os passeios durante o dia.
      A cidade base para visitar o Parque Nacional da Serra da Capivara é São Raimundo Nonato, no sudeste do Piauí. A cidade tem aeroporto, porém atualmente só opera voos privados. Nenhuma companhia aérea está fazendo voos pra lá ainda. O aeroporto mais próximo então é o de Petrolina, em Pernambuco. A distância entre as duas cidades é cerca de 250Km.
      Chegada a Petrolina na madrugada de domingo pra segunda. Tive que dormir em Petrolina pois só achei transporte pra São Raimundo durante o dia. Tinha 4 contatos na mão, porém todos eram da mesma pessoa. O ônibus sai da rodoviária por volta das 11h da manhã. Acabei optando pelo transfer, que me pegou no hotel às 14h. O transfer do Neto opera de Petrolina pra São Raimundo de 2a., 4a. e 6a. as 14h e demora 6h o trajeto. O caminho inverso também opera nos mesmos dias, mas com saída as 6h da manhã.
      Perdi o dia todo viajando, um dia inteiro perdido apenas para deslocamento. Cheguei a São Raimundo por volta das 20h, depois de longo trajeto ouvindo sertanejo e Wesley Safadão o tempo todo, com diversas paradas, muitos animais na pista e uma menininha passando mal no banco logo atrás. Fiquei hospedada no Hotel Real, bem no centro da cidade. 
      Tinha agendado com a guia Eliete para me guiar na visita ao parque. Não é possível visitar o parque sem guia. Li ótimas referências dela na internet, entrei em contato com pessoas que fizeram passeio com ela, e acabei fechando com ela. O valor do serviço de guia é meio tabelado - R$ 150/dia e como eu não tinha transporte, ela fechou por R$ 350/dia, sendo mais R$ 200/diária do carro dela. Porém ela teve um contratempo na segunda-feira e acabou me direcionando para outro guia, o Isomar. O Isomar é técnico de conservação do parque, já trabalhou na conservação de pinturas rupestres lá no parque e, apaixonado pelo trabalho, me contou toda a história das pinturas, da criação do parque, da cultura da região e um monte de outras informações. Ou seja, foi ótimo. Adorei o serviço do guia, além dele ser super gente boa. 
      Então eu visitei o parque 4 dias, 3a. 4a, 5a, e 6a. O problema foi que o meu voo saía de Petrolina no sábado às 13h. E como chegar de São Raimundo a Petrolina no sábado? Não chega! O ônibus sai de São Raimundo às 11h e leva umas 5h até Petrolina. O transfer do Neto saía na 6a. às 6h da manhã. Ou seja, eu perderia mais um dia de passeio. Um táxi particular custa cerca de R$ 700 (totalmente fora das minhas possibilidades). Acabei achando duas cariocas no meu hotel que já tinham um táxi contratado no pacote que fizeram, e deixariam São Raimundo na 6a a tarde. Então foi minha única saída, viajar com elas. Porém sacrifiquei metade da 6a feira pra isso e tive que dormir mais uma noite em Petrolina.
      Meu destino seguinte era Palmas, mas quem disse que eu consegui informações de como chegar a Palmas de ônibus? Não consegui. Acabei fazendo uma rolê bem grande - São Raimundo (táxi)-Petrolina-Salvador-Brasília (avião) - Palmas (ônibus). E foi só quando cheguei a Rodoviária de Brasília que descobri que existe ônibus de Floriano (cidade vizinha de São Raimundo) até Palmas. Tudo bem que a viagem duraria 25h de ônibus, mas pelo menos eu teria aproveitado mais dois dias de passeio na Serra da Capivara e quiçá Serra das Confusões. Fica a dica: o trajeto de Floriano a Palmas é feito pela viação Real Maia.
      O que eu faria diferente: considerando os dias de transfer, vale a pena reservar uma semana pro passeio, pra perder esses 2 dias de deslocamento entre Petrolina e São Raimundo, e ainda aproveitar 3 ou 4 dias na Serra da Capivara e 1 dia na Serra das Confusões.
      contatos:  guia Isomar: (89) 81123988                        (89) 81383829 guia Eliete:   (89) 81261435 transporte: voo direto da GOL de São Paulo a Petrolina (PE). Pernoite em Petrolina (voo de madrugada). De Petrolina a São Raimundo Nonato (PI) transfer do Neto 
      hospedagem: Petrolina - Hotel Costa do Rio e Orla Guest House (ambos na costa, de frente pro Rio São Francisco).
                               São Raimundo Nonato: Hotel Real
      Um pouquinho mais sobre esse lugar magnífico:
      http://viagensdaleticia.tumblr.com/post/178525482929/uma-jóia-um-tesouro-serra-da-capivara-pinturas
      veja fotos no meu instagram: @viagensdaleticia e na minha página do facebook: @viagensdaleticia
       

       


       



    • Por Beatriz Giosa
      Olá mochileiros Estou na estrada há quase 5 meses viajando pelo litoral brasileiro, tenho muita coisa pra compartilhar, mas decidi por começar os relatos com o litoral do Piauí - que é maravilhoso - mais especificamente sobre Barra Grande, que é onde estou no momento. Eu nem fazia ideia da existência de praia no Piauí (vergonha, eu sei!), quanto mais de praias maravilhosas como Pedra do Sal, Coqueiro, Barrinha… um amigo de São Paulo me recomendou seguir a Rota das Emoções assim que caísse no Maranhão, daí pergunta daqui, pergunta de lá e o nome da Barra Grande sempre aparecia como um lugar IMPERDÍVEL. Cheguei no Piauí vinda dos Lençóis Maranhenses, de ônibus: de Barreirinhas a Tutóia de ônibus (sai por volta das 11h, não lembro o preço =/), depois de Tutóia a Parnaíba (sai de Tutóia por volta das 14h, 15h, compra na hora, $20).
      No centro de Parnaíba saem micro-ônibus e vans diariamente para o litoral: Luís Correia - praia do Atalaia, praia do Coqueiro; Cajueiro da Praia e Barra Grande. Barra Grande está situada no litoral do Piauí, mais especificamente no município de Cajueiro da Praia. É praia querida por kitesurfistas (por conta do vento abundante e da ótima estrutura para os praticantes) e aventureiros em busca de praias de beleza selvagem e sem muvuca, e parada mais que obrigatória para quem percorre a Rota das Emoções. Parnaíba é a cidade mais próxima - fica a 78 km - e tem conexões rodoviárias com várias cidades, além de um aeroporto com voos aos sábados! Fiquei em Parnaíba por 3 dias, lá conheci um piauiense que me recomendou conhecer a Praia do Coqueiro, em Luís Correia, a caminho de Barra Grande.
      A CAMINHO - Passei uma noite na Praia do Coqueiro e decidi ir pra Barra Grande no dia seguinte - tinha visto que tinha transporte para BG na parada dos micro-ônibus em Parnaíba (ele só circula de segunda a sábado), “a estrada é a mesma, não tem erro”, pensei. Porém era domingo, o único dia da semana que as vans não vão pra BG! Me lasquei - só que não, rs. Os piauienses são muito solícitos, e me ajudaram: na saída do Coqueiro peguei o micro-ônibus ($7) até Cajueiro da Praia; desci num posto e um moto-táxi me levou até BG por $10. Sucesso!
      PRA FICAR - Em Barra Grande caí no Raízes Eco Hostel - como passei um tempo viajando em lugares com pouco sinal de internet e tenho construído o meu roteiro de forma mais orgânica, conforme vão me sugerindo lugares, acabei não tendo muito tempo pra pesquisar. O Raízes veio pra mim numa busca rápida - hostel, Barra Grande - e foi amor à primeira olhada no IG. O hostel é todo baseado nos conceitos da permacultura, e foi bio-construído: paredes de hiperadobe, uso de composteiras, tratamento da água cinza, fossa ecológica, teto verde, captação de água da chuva. Além de ser eco, é lindo de morrer! Ou seja, caí no lugar certo, afinal ando buscando práticas mais sustentáveis não só em casa mas no decorrer da jornada. Ficar no Raízes é uma experiência educativa também pros hóspedes, tudo é sinalizado dentro do hostel, justamente para que essas ações possam ser reaplicadas nas nossas casas. O hostel é bem equipado, charmoso, bem localizado (pertinho da praia e do comércio) organizado e limpo, e serve um café da manhã delicioso - quem tá na estrada sabe o quanto um café fresquinho e um bolo caseiro deixam a caminhada mais gostosa! De noite funciona o Raízes Bar, aberto ao público de fora do hostel, com cardápio de comidas rápidas feitas artesanalmente - pizza artesanal assada no forno à lenha! -, cerveja, caipirinhas. A diária no quarto coletivo sai por R$ 60, com café-da-manhã incluso e promoção de double caipirinha na chegada! Pra quem viaja de casal ou em família (o hostel recebe muito bem famílias com criança!) tem quartos privativos com vista privilegiada, deu vontade de ficar uma noite só pra sentir a vibe, rs.
      SOBRE BARRA GRANDE - Barra Grande é LINDA. O mar do Piauí é de uma cor turquesa muito brilhante, pra mim que venho acompanhando o mar desde o litoral do Pará é muito louco observar a mudança de tom, temperatura, fluxo… A praia é meio de tombo, tem dias que a maré tá suave pra entrar e boiar, tem dias que ela tá mais movimentada. Caminhando sentido Barrinha - à direita - depois do cemitério tem um rio que encontra o mar e forma uma lagoa. Caminhando sentido Macapá - à esquerda - ficam as barracas de praia, o complexo BGK, os kitesurfistas, enfim, o agito da praia. Caminhando até depois da última barraca, bem pra frente, é possível conhecer o mangue - vale pelo pôr-do-sol, que é maravilhoso. Aliás, na Barra Grande o céu fica rosa ao entardecer… um espetáculo à parte. A praia é bem limpa e o mar é super próprio pra banho. Nos finais-de-semana a praia fica bem lotada, a quantidade de lixo nas barracas aumenta, mas felizmente o pessoal que comanda o comércio agiliza a limpeza - uma pena ver que quem frequenta a praia polui e vai embora, deixando a sujeira pra população local.
      Barra Grande é destino querido dos kitesurfistas por causa do vento (venta muito, a galera do kite pira!). Mas quem não é praticante consegue curtir - e muito - a praia e as outras belezas. Tem passeios ecológicos, eu ainda não me engajei em nenhum, mas sei que dá pra sair pra ver os cavalos-marinho e o peixe-boi. A vila é um charme: ruas de pedra e de piçarra, casas floridas, praça com igreja, pessoas conversando nas soleiras da porta, jumentos e porquinhos nas ruas. Pra quem curte vila de praia mais tranquila Barra Grande é um deleite, sem aqueles empreendimentos hoteleiros gigantescos que descaracterizam o lugar e escondem a população local, transformando a praia num pico elitizado e somente para turistas endinheirados e pouco interessados na comunidade e na natureza. Faz-se tudo a pé, e próximo do hostel e das pousadas tem mercado, adega, frutaria, peixaria, cafés, padaria, farmácia… só não tem banco! Mas a maior parte dos locais aceitam cartão, então dá pra se virar bem.
      PRA COMER - acabo cozinhando e dividindo rango, até porque a cozinha do Raízes é toda equipada e dá pra ficar bem à vontade. Mas tem opções boas de prato feito na barraca da Croa (fica na praia, próximo ao Kite Lounge), e comidinhas. Recomendo muito o Cocinharte, que vende empanadas argentinas e faz promoções durante a semana. Para comprar, recomendo a frutaria da Clarinha e as peixarias locais - sempre tento me informar com a galera os melhores lugares para comprar comida e aproveitar as safras. No Piauí o caju é abundante, a banana é deliciosa, dá pra inventar e ser feliz, além de participar de forma positiva da economia local.
      PRA CHEGAR SEM PERRENGUES E SURPRESAS - Pra quem vai de ônibus: vindo de Teresina, tem carro saindo diariamente da rodoviária às 23h30 pela Expresso Guanabara (valor aprox. $90). Se você você estiver vindo do Maranhão ou do Ceará, o melhor é descer em Parnaíba, e de lá vir com o microônibus da Damasceno ($15, agência Fontenele, fica no centro da cidade, rua São Sebastião), com saídas de segunda à sexta às 10h30, 14h, 16h, e sábado às 14h (aos domingos não tem transporte direto pra BG!). Dá pra vir de transfer também, sai em média $100 - a empresa Rota Combo faz todos os trajetos da Rota das Emoções.
      NAS REDONDEZAS - vale muito à pena conhecer a praia de Macapá, a praia do Coqueiro e as outras de Luis Correia. Se você estiver por conta, dá pra descolar caronas pra lá  se não, tem sempre a opção do ônibus que está voltando de Barra Grande pra Parnaíba.
      Espero ter contribuído! O litoral do Piauí é lindíssimo e ainda pouco explorado. 
       
       






    • Por mcm
      De volta ao Piauí. Um ano antes, no mesmo feriado de 12 de Outubro, conhecemos um dos maiores tesouros nacionais que é a Serra da Capivara. Este ano conseguimos novamente preços aceitáveis para curtir o feriado no Piauí, e dessa vez escolhemos o litoral. Conhecer o Delta do Parnaíba, percorrer o menor litoral brasileiro, conhecer a vibe de Barra Grande (do Piauí, para não confundir com o homônimo da Bahia), As praias de Luis Correia, etc. Era o que estava nos planos. E, novamente, além de uma viagem de avião (Rio-Brasília-Teresina), teríamos uma longa viagem terrestre pela frente.
      Chegamos em Teresina de madrugada e apenas fomos dormir mais algumas horas num hotel nos arredores. Partimos para o litoral logo cedo no dia seguinte. O fluxo de carros era grande dessa vez, bem maior que na direção sul que pegamos no ano anterior. Ok, é sabido que muito mais gente visita o litoral que a Serra da Capivara. A viagem terrestre até Barra Grande do Piauí levou pouco mais de 5hs. São 400 km.
      Escolhemos Barra Grande como base por ter lido que era tida como a “Jeri do passado”, com ruas de areia e boa vibe. Acho que foi ótima escolha, é bem agradável passear pelo centrinho de noite. E bem badalado. A praia é ótima, e linda. Pousadas são relativamente caras – depois soube que a elite de Teresina adotou a região, daí os preços mais elevados.
      Nesse dia da chegada ficamos de relax na praia de Barra Grande por toda a tarde. Conseguimos uma barraca bacana (kyte), depois fomos curtir um pouco o mar (maré estava alta) e o espetacular pôr do sol numa barraca (capucho) um pouco mais afastada (menos gente!), em frente às pousadas de luxo de beira de praia que tem por lá. Vale repetir: o pôr do sol de lá é um momento sublime.
      Ah, e o vento. Constante, forte. Por isso as dezenas de kytes na água, o que dá uma beleza especial ao pôr do sol. Parecem pássaros ao longe. Não tem muito o que falar e descrever. Vale sentir e apreciar.
      Curtimos ainda uma piscininha noturna. De noite batemos perna no centrinho, esbanjamos num jantar finesse (restaurantes tinham longa filas por lá!) e fomos dormir. Vida boa.
      Sábado era dia de explorar o litoral. Usei como referência o ótimo relato da Érica Martins (https://www.mochileiros.com/topic/74878-relato-delta-do-parna%C3%ADba-litoral-do-piau%C3%AD-jericoacoara-7-dias/) e partimos no sentido inverso ao dela.
      Na viagem que fizemos para a Capivara encontrávamos sempre animais na estrada. As estradas são geralmente muito boas (para o litoral pareciam um pouco piores que para o sul), perigo maior são mesmo os bichos que de vez em quando cruzam. Entre as estradas do litoral, sobretudo em Cajueiro da Praia (Barra Grande), tinha muito bicho. Era galinha, porco, cachorro, gato, burro, bode, pato... praticamente um safari.
      Nesse dia (sábado) nossa primeira parada foi na Praia de Macapá, em Luis Correia. Praia de rio que desemboca no mar. Fomos seguindo a estradinha até nos depararmos com ônibus de turismo estacionados e carros fazendo manobras. Sinal de que é melhor voltar dali! Lotado de gente. Como a região é bem grande, recuamos para o primeiro bar de praia que vimos e fomos curtir a praia. Sublime.
      A Praia de Macapá, sobretudo naquela hora de maré baixa, é daquelas que eu posso estacionar e curtir durante longas horas. Vasta, cheia de curvas que são formadas pela combinação entre vento e maré baixa, belíssima. Muito pouca gente na região onde estávamos. Logo do lado tinha a maior galera num dos bares – aquele dos ônibus parados. Sempre tinha alguém curtindo um kyte também.
       
      Ficamos lá por um tempo e partimos. Nossa meta era explorar o litoral. Olhando para trás, eu teria ficado mais tempo por lá. Antes de partirmos vimos dois carros atolados na areia sendo resgatados. Areia onipresente em região de dunas e muito vento. Havia pontos na estrada com avanço das dunas (e máquinas trabalhando para retirar).
      Parada seguinte foi na árvore penteada, que lembra a árvore da preguiça de Jericoacoara (que, aliás, soube que tombou recentemente). É bacana, um ponto fácil para fotos. Acesso fácil e sinalizado.
      Dali em diante enfileiramos algumas praias para conhecer, mas acabamos apenas passando por elas. Praia do Farol (vazia, sem qualquer infra), as praias seguintes à do farol (algumas tem infra), a famosa Praia do Atalaia, urbanizada, e naquele dia beeeeeem cheia. Muita gente, muitos ônibus, flanelinhas, etc. Digo bem cheia, mas a praia também é bem ampla. Tem espaço de sobra para todos. Decidimos não parar. Ainda estiquei até a Praia do Farol Velho, mas que ficava numa região bem largada, parecia fantasma. Logo voltamos e seguimos viagem.
      Próxima parada foi a Lagoa do Portinho. No caminho, a duna literalmente tomou conta da estrada. Chegando lá... ainda bem que eu já tinha lido o relato da Érica. A Lagoa praticamente morreu, parece estar secando. É um lugar ainda bonito, eu diria, mas bem largado. Muita coisa abandonada. Tinha praticamente ninguém por lá. Um barqueiro veio oferecer passeio de barco, mas recusamos. Enfim, logo partimos.
      Fomos para Parnaíba, na zona do porto, para fechar um passeio ao Delta. Minha ideia era fechar com algum barqueiro para o dia todo, mas Katia vetou solenemente a ideia, ainda traumatizada com o barco pulante de Alter do Chão (não é nada terrível, ela que tem medo mesmo). De modo que, então, nos rendemos ao passeio habitual com a galera. Fechamos o nosso (70 pp) para 2ª feira. Naquela região tem a Sorveteria do Araújo, que é MUITO saborosa. Simples, e saborosa. Aliás, se tivéssemos nos hospedado por lá, acho que ali era o ponto de curtir a noite. Naquela hora, com o sol a pino, não tinha praticamente ninguém.
      Partimos para a Praia Pedra do sal, a única de Parnaíba. Galera diz que o pôr do sol de lá é bem bacana. A praia é bem grande, e dividida pelo farol. Embora houvesse bastante gente, havia espaço de sobra para todos. Ficamos um tempo por lá, mas não até o pôr do sol, que era o plano original. A praia é interessante, mas Barra Grande é melhor! (Macapá também – e aí me dei conta de que poderíamos ter ficado mais tempo por lá).
      Disparamos de volta para curtir ainda o pôr do sol em Barra Grande. O litoral piauiense é relativamente curto, mas a viagem da Pedra do Sol até Barra Grande leva coisa de 1,5 hora. Não é pouco.
      Chegamos em Barra Grande a tempo de curtir o pôr do sol, mais um. E mais um espetacular. Na mesma Barraca do Capucho, que se tornou nosso ponto final obrigatório de cada tarde. Tal qual o Restaurante o Nain, em Canoa Quebrada, semanas antes.
       
      De noite fomos compensar a esbanjada de ontem e fomos num restaurante mais guerreiro, no centrinho mesmo. Pagamos nada menos que ¼ do valor da conta anterior. Excelente custo-benefício! De resto ficamos batendo perna no centrinho, comendo tapioca doce e uma limonada com rapadura que era uma delícia.
       
      Domingo tiramos para ser um dia mais relax. Para curtir Barra Grande mesmo. Pouco carro. Amanheceu meio nublado. Partimos para Cajueiro da Praia, para conhecer o (outro?) Maior Cajueiro do Mundo, que (também?) fica lá. Tem mais estrutura do que eu imaginava. Não tinha ninguém, mas vc pode entrar numa boa. É interessante. 
      Cajueiro é uma cidade bem menor que as outras (Parnaíba, Luis Correia), e mais pobrezinha. Rodamos rapidamente, ainda era cedo de manhã e havia pouca gente. Tem um projeto Peixe Boi por lá, mas estava fechado.
      Conhecemos a praia local de Cajueiro da Praia, que é bacana. Mar calmo. Mas havia bares, já de manhã, com aquelas aparelhagens de som nas alturas. Isso espanta. Fomos retornando em direção à Barrinha, parando nos mirantes pelo caminho. 
      Passamos o resto da manhã na Praia da Barrinha, de relax. Aproveitamos para caminhar até a foz do rio que divide a Barrinha de Barra Grande. Se tem foz de rio, eu quero conhecer. Mais um belo lugar. Na verdade, no google maps consta como Lago da Santana. Seja o que for, belo lugar. Aliás, é possível (e fácil, na maré baixa, cruzar da Barrinha para Barra Grande.
      De tarde fomos para Barra Grande. Fazia aquele calor sinistro que faz na região quando não tem nuvem para proteger. Logo arrumamos um bar para estacionar e curtir a praia, a sombra, a cerva, e tudo o mais. A maré estava baixa, o que permitir entrar MUITO mar adentro. Vegetações e pedras cravejadas de mariscos surgem centenas de metros adentro. Fui lá conferir e curtir. Quando voltei a maré já estava em pleno trabalho crescente, o que requer atenção redobrada (para não esfolar o pé numa das pedras cheias de mariscos!).
      Curtimos nosso fim de tarde no mesmo lugar de sempre. Mas dessa vez uma nuvem fechou o tempo e não rolou pôr do sol. Chegou até mesmo a pingar. Coisa rara na região em outubro. Jantamos muito bem no Manga Rosa, repetimos as tapiocas e limão com rapadura, e fomos dormir mais cedo. Nossa última noite na área.
      No nosso último dia partimos logo cedo. A viagem até Parnaíba leva cerca de 1 hora. O passeio sai pouco antes das 9hs, do município vizinho de Ilha Grande. 
      O barco segue o rio, passa por um igarapé, mostra caranguejos (e faz uma encenação de um tal homem lama...). E chega num braço de areia que na verdade é uma praia no delta. Ou uma ilha: Poldros. É onde param os barcos de passeios organizados. Curtimos um tempo por lá, com céu fechado.
      Na volta, o barco para numa área de dunas belíssimas, onde também serve caranguejo para a galera. Subi as dunas e fui entrando por elas. Na minha frente tinha um cara ainda mais explorador. Visual extraordinário. Tudo seco, tal qual quando visitamos os Lençóis Maranhenses. Andei por uma lagoa seca, mas ainda relativamente úmida. A natureza é bela de diversas formas. Depois de um tempo, voltei e fui curtir um pouco de banho de rio. Sempre uma delícia.
      O passeio leva +- umas 6hs e acaba no mesmo ponto. Pegamos o carro e partimos direto para Teresina. Mais 4,5hs dirigindo. Como era 2af, a o São João Carne de Sol estava fechado. Paramos numa pizzaria guerreira logo adiante para matar a fome antes de devolver o carro e dormir algumas horas. Nosso caminho de volta ao Rio começaria de madrugada e dia seguinte era novamente dia de batente.
      Mais um feriado desbravando algum canto do Brasil!


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