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casal100

Estrada Real a pé - Perguntas e Respostas - 2013 a 2015

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Olá Mari,

 

Estou colocando a papelada em dia, e completarei o relato(faltam: Cunha e Paraty na estrada real, mas devo colocar o PN Itatiaia/penedo/visconde de maua)

abs

 

Olha que blog legal, esse rapaz está fazendo o mesmo roteiro nosso, mas o relato dele é muito divertido, com dicas ótimas.....

http://memoriasdeumesquizofrenico.blogspot.com.br/

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Vou acompanhar esse tbm. Quero fazer o roteiro entre Julho e Agosto. A idéia é ir sozinha, então, quanto mais detalhes melhor, mais segurança. : )

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Vou acompanhar esse tbm. Quero fazer o roteiro entre Julho e Agosto. A idéia é ir sozinha, então, quanto mais detalhes melhor, mais segurança. : )

 

 

Ola Mariana sou o Ederson do SIMEAR

Sistema Incentivo Mineiro de Esportes e Aventuras Radicais

se você for de minas e a data que você for fazer a travessia nos terremos prazer em acompanhar.

https://www.facebook.com/pages/Simear-E ... 491?ref=hl

https://www.facebook.com/dinmoris.oh

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Olá Ederson,

 

Obrigado pelo elogio.

Pelo trabalho que vcs estão fazendo ai.

abs

 

Mari,

 

Se por acaso precisar de mais alguma informação complementar, estaremos por aqui!

Em julho o frio deve ser bem maior, portanto leve roupas inverno.

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24º DIA - 20/02/2013 - Quarta-feira

 

Saída de Guaratinguetá-SP chegada ao Marco número 1.314(trevo de acesso ao hotel fazenda São Francisco)

caminhamos 27,04 kms em aproximadamente 08:15 horas - depois ônibus do Marco 1314 até Cunha - SP

 

Entre Guará x Cunha são mais de 50 quilometros, com subidas/descidas fortíssimas, na minha opinião, um dos trechos mais

dificies da estrada real.

Então, planejamos assim: íamos até onde o preparo físico desse, ai decidiríamos se voltaríamos para guará ou para cunha

de busão, ou mesmo, verificaríamos se o hotel

São Francisco, teria acomodação mais barata(pelo site, constatamos que a diária era caríssima para nós).

 

O trecho:

Saimos as 07 horas, ainda frio, pegamos neblina por um bom trecho. O primeiro marco ficava defronte ao nosso hostel, que

ficava na praça da prefeitura...no início

asfalto, com algumas subidas/descidas leves, pegamos a seguir um pequeno trecho em terra, como tinha chovido muito nos dias

anteriores, muito barro e lama, o que

dificultou muito pra nós. Chegamos novamente no asfalto, trecho curto, logo começamos o trecho mais complicada, com estrada

de terra, subidas fortíssimas, uns 3 a 4 kms

de subidas fortes....no topo uma visão maravilhosa da região..... assim que chegamos ao topo, tinha uma pequena cachoeira

na beira da estrada, como o sol tava forte,

paramos e molhamos nossas roupas...... e começamos a descer até a estrada asfaltada novamente.....sol forte, subidas/

descidas.... nosso preparo físico começou a cobrar

o preço....mas andamos mais um bom pedaço, até uma lanchonete do lado esquerdo da estrada, ali tomamos um refri e comemos a

lguma coisa, e descansamos.... depois de molhar o corpo, e

alimentar bem, seguimos, apesar do fortíssimo sol e subidas, conseguimos chegar até o trevo do hotel São Francisco,

sentamos ali para descansar e pensar sobre os próximos

passos. Nisso passou uma senhora de carro, nos informando que o Hotel S.Francisco não funcionava nos dias de semana, ai nós

tínhamos duas opções, voltar para guará ou

seguir para Cunha..... Prevaleceu o bom-senso, pegamos o busão as 14:30horas para cunha, fizemos o certo, pois dois dias

depois, tínhamos que pegar o trecho complicado,

entre cunha x paraty(são mais de 57 kms e não dá para fazer em um dia), e tínhamos uma tarde para planejar o último trecho,

que não tem cidade entre elas.

Chegamos na rodoviária um tempo depois, fomos direto a pousada que ficamos um ano antes, quando fizemos o caminho da fé.

Comemos açaí/sorvete e açaí, pipoca com queijo...muito bom.....

Fomos até o centro de apoio ao turista de Cunha(fica na esquina do mercado municipal, próximo a praça principal), verificar

a disponibilidade de hotéis entre cunha x paraty,

ligamos em 2 ou 3, já deixamos reservado com um, que fica quase no meio do último trecho.

Fomos dormir cedo, pois no outro dia, teríamos que pegar um busão e retornar até o marco 1.314(trevo h. são francisco), e

terminar o trecho entre guará x cunha!

O primeiro ônibus de cunha x guará, sai da rodoviária as 07:00 horas, portanto tínhamos que acordar bem cedo!

 

HOSPEDAGEM: Hotel Bela Vista, perto praça principal, quartos bons, camas idem, limpo, tv a cabo, mas não tinha acesso a

internet, preço R$100,00 com café da manhã simples.

 

CUNHA: cidade pequena, mas com ótima estrutura turística, tem tudo.......

 

Algumas fotos:

Vai encarar

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Comendo fruta no pé

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Visual no topo, ao longe, guaratinguetá

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Uma pequena subidinha

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Paramos nessa lanchonete para repor as energias perdidas no dia, bacana ai

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Chegada a Cunha

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25º DIA - 21/02/2013 - Quinta-feira

 

Saída de Cunha de busão(R$3,15 pp) até o marco 1314... depois caminhamos 23,6 quilometros em 05:15 horas.

 

O dono da pousada acordou mais cedo para fazer o café da manhã, mas o café foi muito fraco....tivemos que

passar rapidamente numa padaria para reforçar o estômago.

Pegamos o primeiro ônibus as 07:00, descemos no marco 1314, onde terminamos ontem.....

O início, no asfalto, pegamos subidas/descidas fortes, no final, antes de entrar na estrada de terra, vc

pega um subida fortíssima.....

Na estrada de terra não é diferente, subidas/descidas fortes, mas a vantagem que em alguns trechos tem muita

sombra, o que facilita um pouco, o trecho é muito bonito, paramos várias vezes para curtir o visual e tirar

várias fotos.

Antes de Cunha outra subida fortíssima, tivemos que parar no topo para descansar muito, embaixo de uma sombra

maravilhosas, acho que não vou esquecer essa sombra nunca.

Pouco antes da cidade, tem uma descida medonha, não sei qual foi pior, a subida ou a descida....credo!

Entramos na cidade, mas pra nossa surpresa, o sofrimento não tinha acabado, depois de um sol de rachar mamona,

pegamos uma subida de matar qualquer um, mas chegamos vivos na praça principal.....

Dessa vez, resolvemos mudar de pousada, pois o senhor nos ofereceu um péssimo café da manhã, apesar do preço

cobrado por ele!

 

HOSPEDAGEM: Pousada Sossego, fica umas três quadras da praça principal, no fundo de uma casa de família(que

administra), lugar tranquilo e confortável, e acima de tudo,um atendimento de primeira. Camas/colchões ótimos

e limpos, banheiro limpo, Tv a cabo...era um apto. grande, com dois quartos, sala, cozinha......perguntamos a

proprietária se poderia acordar cedo para fazer o café para nós....ela disse,que horas...eu 04 da matina....

ela tudo bem....mas pedi para acordar as 04:30, para começarmos bem cedo, pois o calor estava muito forte

nessa região.... preço: R$80,00 com ótimo e variado café...RECOMENDADÍSSIMO

 

CUNHA: ver post anterior.

 

Algumas fotos:

Subindooooo

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Ainda bem que tinha alguns lugares com ótimas sombras

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Subindoooo

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Pequeno trecho em asfalto,antes de chegar em cunha....vejam o céu...sol a pino....muito calor

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Chegando a Cunha...descendooooo

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26º DIA - 22/02/2013 - Sexta-feira

 

Saída de Cunha x chegada a pousada Terra Viva - foram 22,78 ksm em aproximadamente 05:30 horas.

 

Fizemos a reserva dessa pousada, pois era a última depois de cunha, na estrada para paraty, eram poucos

kms, cerca de 23 kms...então no último trecho teríamos mais de 36 kms.

 

Acordamos cedo, as 04:30horas, para nossa surpresa, nesse horário o café da manhã já estava preparado,

o bolo foi feito na madrugada, que pessoal acolhedor, diferente do senhor do dia anterior, que nem pão

tinha no café....comemos muito.....tudo muito bem preparado....

RECOMENDO ESSA POUSADA!

 

Saimos da pousada as 05 da manhã, com o dia ainda escuro, mas pegamos um bom trecho dentro da cidade....

Esse trecho não é paralelo a estrada de asfalto, a saída da cidade fica em lado aposto a estrada....no

início subidas/descidas fortes..... passamos ao lado de várias cachoeiras, a mais bonita, na minha opinião

é PIMENTA, várias quedas d´água, no topo dela, tem um represa, ao lado tem um pequeno restaurante,

mas estava fechado, pois passamos ali muito cedo.

A estrada continua, mesclando trecho de subidas, descidas, e poucas retas....é lindo...passamos ao lado de

lindas fazendas, chácaras bem cuidadas... algumas criações de vacas leiteiras e cavalos, algumas plantações

de eucalipto.....alguns mirantes para curtir o visual... muitas pousadas e hotéis de bom nível, mas caro...

Chegamos até a rodovia asfaltada, tem um ponto de ônibus, mas não tem linha regular, somente um que atende

os estudantes, e vc pode utilizá-lo, o problema que são dois horários, um as 11 horas da manhã que vem

da divisa com o RJ e outro no final da tarde(como é busão escolar, ele busca os estudantes nas fazendas, e

à tarde leva de volta);

Andamos mais algum tempo no asfalto, esse trecho é complicado pois não tem acostamento e tem várias curvas

fechadas....cuidado aqui, mas tem pouco movimento de veículos.

A pousada fica do lado direito da estrada.

 

HOSPEDAGEM: Pousada Terra Viva, lugar lindo e aconchegante, são uns 5 ou 6 chalés, bem cuidado e limpo, tem

lareira, tv, frigobar, banheiro ótimo.....Vó Nadyr, cuida com carinho e esmero de todos os detalhes,

uma verdadeira casa da vó..... os jardins são um caso a parte, tudo muito lindo e bem cuidado... a pousada

ainda oferece: piscina, sauna, restaurante, linda vistas da região....tem algumas trilhas pequenas para

curtir...... apesar do preço: R$180,00 o casal com café da manhã, acho que valeu a pena.

RECOMENDADÍSSIMO.

A vó Nadyr, oferece um ótimo jantar, feito por ela mesma....ela é super-dinâmica faz tudo..... comemos um

ótimo filet..... apesar do preço(R$30 pp) valeu a pena mesmo!

 

Obs.: Esse trecho tem pouca estrutura para o caminhante, não tem bar, restaurante, portanto, se a grana tiver

curta, procure levar petiscos. As coisas são caras, e vc tem que ficar na mão da pousada....a comida é cara

mesmo....mas é longe de tudo, o que encarece!

 

Algumas fotos:

Antes do sol nascer já estávamos bem adiantados

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Pequeno trecho em asfalto, com subida forte

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Cachoeira Pimenta, do lado debaixo

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Represa no topo da cachoeira pimenta

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Subidas e mais subidas, o céu com poucas nuvens e o calor infernal

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O asfalto na parte final do trecho, subida forte, sol forte e curvas fechadas numa estrada sem acostamento....perigoso.

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Piscina, cercada de flores e frutas....belo mirante

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Café gentilmente enviado pela proprietária.

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27º DIA - 23/02/2013 - Sábado

 

 

Último dia da Estrada Real...grande final - esse trecho vc sai a quase 1.500 msnm, e chega ao nível do mar.

 

Da pousada a Paraty são aprox. 37 kms fizemos em umas 10 horas, pois paramos muito, lugar verdadeiramente

lindo...principalmente a descida do PN bocaina.

 

Como sairíamos antes do nascer do sol, pedimos a vó nadyr, alguma coisa pra comer de café da manhã, pois ela

oferece café somente a partir das 08 horas;

Muito gentilmente, mandou para nós um cesta com vários tipo de frutas, bolos e bolacha, ainda umA garrafa

térmica com café.....SENHORA SUPER GENTIL.

 

Acordamos bem cedo, 04:30 horas, tomamos o café da manhã, saímos ainda escuro, no início subidas/descidas

leves..... lugar líndissimo..algumas chácaras/fazendas...

Mais a frente encontramos um lugar com alguns restaurantes e parece que tem um bar.....depois pegamos uma

subida fortíssima, descidas idem........

Antes da divisa com o RJ, pegamos outra subida fortíssima, chegamos até a pousada Uemura(caríssima, liguei lá,

no ínicio da ER, e a diária é R$580)....

Pouco depois do Uemura, chegamos finalmente a divisa, e ali começava a grande descida....O LUGAR MAIS LINDO DE

TODA ESTRADA REAL...IMPRESSIONANTE!

O Asfalto termina na divisa dos estados, a descida é em estrada de terra, logo na primeira curva, tem um

mirante para visualizar, de cima, a cidade de Paraty, lindíssimo.

A descida é forte mesmo, com muita pedra, em alguns lugares, até parece que está descendo escada...kkkkk

Árvores centenárias, flores e mais flores, uma mais linda que outra, samambaias, lindos mirantes, visuais de

tirar o fôlego.... LINDO MESMO, procure curtir esse lugar.

 

Uns 14 kms de Paraty, chegamos numa lanchonete de madeira, o proprietário veio nos atender, ai ele perguntou

de onde estávamos vindo....

eu: estamos fazendo a estrada real....

ele: como estão fazendo a ER, se vieram da estrada.....

eu: a estrada real é essa, tem os marcos...

ele: muito gozador, falou, essa estrada real que vc fez é a comercial, pois a verdadeira não é essa, apontando

para um morro defronte a lanchonete dele.....kkkkkkkkk

eu: boquiaberto, fiquei escutando tudo calado....e, pensando: não é possível que não fiz a ER, depois de 700kms,

vem esse caiçara e fala isso.....kkkkkkkkk

ai ele saiu para atender outros clientes....e eu ali.... cabisbaixo e pensativo....fui enganado pela propaganda

da ER.......

ele: e ai, quer conhecer a verdadeira ER....... vou te levar lá e vc conhecerá a verdadeira....

eu: Cara, não faz isso comigo, vc tá estragando o meu sonho........kkkkkk

ele: todos que descem a serra, acham que estão fazendo a ER...alguns chegam aqui e choram, depois de saber.....

.kkkkkkk

 

Depois de muito papo e várias brincadeiras, comemos uns pastéis maravilhosos, feitos por ele..... que cara gente

boa......encontramos com vários jovens que estavam descendo para Paraty.........Essa lanchonete é o ponto

de apoio para quem tá descendo ou subindo a serra. Ótima opção para um cafezinho, uma ceva......e um ótimo papo

do greg.

Tire umas 2 horas para aproveitar a experiência desse cara....e rir bastante, com as história que ele conta....

genial esse cara!

Perdoei ele por ter me avisado que não fiz,no trecho da descida da serra, o caminho Real....kkkkkkkkk

Despedimos dele, enchemos nossas garrafas com água numa bica próxima a lanchonete.....

 

Uns 2 kms á frente, pegamos o asfalto, sem acostamento, alguns carros enferrujando, pois não conseguiram subir a

serra, e os proprietários abandonaram por ali mesmo.

Várias curvas fechada, estrada sem acostamento, tínhamos que ficar fazendo zig-zag, com medo de ser atropelados..

Vários mirantes na estrada, cada um mais bonito que outro.

Fomos conhecer as cachoeiras, perto da igreja, logo a seguir a chuva/raios nos pegou, tivemos que ficar num abrigo

de ônibus(Em frente a fazenda da família Marinho)....ai ficamos naquela, vamos desistir de chegar

à pé, e pegar um busão, ou esperar a chuva passar.....vamos esperar a chuva parar....ficamos ali umas 2 horas e

nada....na primeira oportunidade, fomos...no caminho a chuva começou a cair, como já estávamos

todos molhados, não paramos.....chegamos a Paraty, com tudo molhado, mas as roupas dentro das mochilas estavam secas....

 

A chegada a Paraty foi tranquila, mas estávamos cansadíssimos, o último marco ficava na praça do chafariz, então

seguimos até lá para concretizar o sonho de completar a ER à pé...e conseguimos........

Esse foi o presente de 30 anos de casados que demos para nós mesmos!

 

HOSPEDAGEM: Pousada Talismã, fica em uma rua paralela a principal, quarto pequeno mas confortável, camos boas e limpas, banheiro bom, tv a cabo, wi-fi,

café da manhã ótimo,frigobar, ar condicionado, sala de TV...preço R$120,00 o casal.

 

Paraty: Linda, acolhedora, muitas opções de hospedagem, refeições e passeios.....ficamos 9 dias ali curtindo tudo..... maravilhosa cidade e o povo carioca com

a alegria em receber os turistas, passamos momentos felizes ali.......depois posto as fotos de lá.

 

Me desculpem, mas esse trecho merece mais fotos - PRIMEIRA PARTE:

Saindo cedo

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Descidas e muitas curvas...

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Trecho lindo, tem a uns 2 ou três restaurantes e parece que tem um bar...confirmar

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Cachoeira bem próxima a estrada, ótimo lugar para tomar um banho, mas água fria

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Hotel Uemura, divisa estados SP com RJ

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Primeiro mirante na primeira curva depois da divisa...lindo... abaixo Paraty

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Esse aqui não conseguiu chegar ao Mar.....muitas pedras e desnível incrível...

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Que flores lindas....

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Mais algumas fotos do último trecho, entre cunha x Paraty - SEGUNDA PARTE:

 

Quaresmeira e suas flores de várias tonalidades..

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Um fusquinha descendo...

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Lugar lindo esse ai...

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Essa é a lanchonete do greg, parada obrigatória

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Mais um lindo mirante, ao fundo a cidade de Paraty

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Estrada perigosa

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Outro mirante

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Esse carro ai não conseguiu subir....

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Cachoeira do tarzan...

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Pegamos toda essa chuva ai....

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  • Conteúdo Similar

    • Por otavio_aon
      Desde o ano passado, quando conheci a Estrada Real, soube que retornaria. Em partes pelas experiências, que transformaram meus gostos, meus paradigmas e minha vida; em partes pela curiosidade sobre o que o caminho ainda teria para me oferecer.
       
      Nesse espírito, com a experiência adquirida desde a minha primeira viagem a pé (que foi exatamente a viagem pela Estrada Real, em 2008) e o equipamento necessário, inovei na companhia. Convidei alguns amigos mas (novamente) apenas uma pessoa se dispôs a me acompanhar: o Rodrigo; amigo de faculdade com gosto por trilhas e fotografia.
       
      O plano era caminhar pelo Caminho do Sabarabuçu, de Acuruí (distrito de Itabirito/MG) até Caeté/MG, percorrendo menos de 100km. Como tínhamos pouco tempo disponível, optamos por pular o trecho próximo a São Bartolomeu, para haver tempo de conhecer o Santuário do Caraça.
       
      Um mês antes da data prevista para a viagem, já tínhamos todo o equipamento necessário e a passagem para Belo Horizonte/MG já estava comprada. Como sairíamos de lugares diferentes e nos encontraríamos em Belo Horizonte, eu fui de avião e o Rodrigo de ônibus.
       
      Eu cheguei em Belo Horizonte dois dias antes e aproveitei para fazer um pouco de "turismo convencional" (mas isso é assunto para outros relatos). Depois que o ônibus (da Viação Motta) caiu em um imenso buraco durante a noite, o Rodrigo chegou em Belo Horizonte, com algumas horas de atraso. Mas depois de alguns acertos de última hora e histórias sobre o acidente; seguimos de ônibus (Santa Fé Transportes) para Itabirito, nosso ponto de partida.
       
      Lá, nos hospedamos no Hotel Dallas e já arrumamos um táxi (R$40, somente ida) para nos levar até Acuruí (distrito de Itabirito) na manhã seguinte. Com tudo pronto para novamente colocar o pé na estrada, dormimos cedo, cheios de ansiedade.
       
      Dica: Não há ônibus, ou qualquer outro transporte público, para Acuruí aos domingos, e mesmo nos dias de semana os horários são poucos. Procure se informar com antecedencia.
       
      Informações locais:

      Hotel Dallas: R. Dr Eurico Rodrigues, 487, Centro - Tel: (31) 3561-2500
       
      [li=]Mais relatos e fotos em: http://sobreviagens.blogspot.com/[/li]
    • Por JeffSantos
      Em junho do ano passado fiz a pé a Estrada Real, de Diamantina a Paraty. Abaixo algumas considerações sobre a caminhada que escrevi logo quando terminei. O relato completo está no blog longadistancia.com .
       
      Foram 32 dias de Estrada Real, quase 1200 quilômetros percorridos a pé. Muita gente fica curiosa com alguns detalhes de uma viagem como essa. Me perguntam como a coisa funciona na prática, o que se leva, o que se come, quanto se anda por dia, quanto custa, que horas sai, que horas chega, coisas assim. Vou tentar responder a algumas dessas perguntas nesse texto.
       
      De modo geral, a Estrada Real é muito bem dotada de estrutura de hospedagem e alimentação. Minas Gerais é o estado brasileiro com o maior número de cidades, então dá pra se ter uma ideia. O que não quer dizer que as pousadas sejam boas, nem que você vai conseguir jantar todos os dias…
       
      Fiquei em lugares decadentes e sujos como a casa do Roberto, em Traituba, e paguei R$70, por uma cama de solteiro e um banheiro compartilhado (ok, ele fez uma janta e me deixou chupar quantas laranjas eu quisesse). Em Cruzília, gastei R$50 no quarto mais confortável da viagem, com cama king size, chuveiro privado excelente, TV a cabo, travesseiros à escolha. Por mais R$30 eu teria hidromassagem. Em Morro do Pilar o quarto era simples, mas o café da manhã era excelente. E custou R$35, o mais barato da viagem. O mais caro que paguei foi em Passa Quatro: R$135, mas o conforto do lugar vale o preço. Poderia ter ficado no albergue, mas tava lotado. Em média os quartos custavam entre R$50 e R$60 por noite.
       
      Alimentação em Passa Quatro também foi caro: duas cervejas e um Hamburger, R$68, sem 10%. A janta na Pousada Rural de Embaú, com arroz, feijão, carne, ovo, salada e purê de abóbora, saiu por R$12. Ficando no trivial, na janta, o preço era em torno de R$15.
       
      Eu não almocei nenhum dia. Minha rotina era acordar meia hora antes do horário do café na pousada (meu limite era as 7h. Se a pousada começasse a servir café só as 8h, meu plano era a) convencer a servir mais cedo, b) negociar de deixar um café já preparado, com o que tivesse, pra eu tomar quando acordar e cair fora e c) pedir um desconto na diária. Quase sempre a) funcionava), comer bem no desjejum e só parar pra comer quando chegasse ao meu destino. Na mochila eu levava barrinhas de cereais, frutas secas e frutas que tivesse na pousada – quase sempre bananas e maçãs. Com isso – e três litros de água, em média – me sustentava até a janta.
       
      Minha estratégia era começar a caminhar o mais cedo possível. Como clareava às 6:30 mas o sol só saía mesmo às 10h, esse horário era excelente. A partir das 10 já começava a ficar quente, depois das 11 já suava bicas. Parava lá pelas 3 ou 4 da tarde em um dia normal. Um dia extrapolei: quando fui do Serro a Tapera, quando poderia ter parado em Alvorada de Minas ou Itaponhacanga. Cheguei já noite. Outro dia saí ainda noite: no último, quando precisava andar os 60km de Cunha a Paraty. Em média andava o que me deixava satisfeito: entre 35 e 40km por dia (7 ou 8 horas, sem parar pra almoço). Meu objetivo era sair cedo e chegar cedo.
       
      Na minha mochila eu levava o básico do básico. Quatro sacos, que eu chamava de roupas, primeiros socorros, tecnologia e comida.
       
      O roupas é um saco estanque de 20 litros que ia com o seguinte:
       
      1 camiseta extra de caminha
      1 camiseta pra cidade
      1 calça de compressão extra
      1 par de meias extra de caminhada
      1 par de meias soquete
      1 calça de nylon pra cidade
      1 calça quente pra dormir
      1 segunda pele pra dormir
      1 manga longa pra cidade
      1 Mini toalha de alta absorção
      Tudo leve, nada de algodão, tudo de secagem rápida.
       
      O primeiro socorros era o mais pesado. Com os machucados no pé durante a caminhada foi ficando maior e no final tinha o seguinte:
       
      Kit óculos: porta-óculos, óculos, lente de contato, 100ml de soro pra lente
      Kit dental: escova, creme, fio
      Kit primeiros socorros: pomada anti-inflamatória, pomada pra alergia, pomada pra assadura, linha e agulha (pras bolhas), esparadrapo microporos, bandaid, gase, protetor labial (que nunca usei), Salompas
      Kit higiene: Mini sabonete, desodorante, papel higiênico, lenços umedecidos, protetor solar
      Kit comprimidos: ibuprofeno, Cataflan (só usei esses dois), tylenol, aspirina
      Kit unha inflamada (comprei quando a unha 5 caiu): algodão, água oxigenada, mertiolate
      Cada kit desse ia em saco plástico e todos eles em uma sacola de tecido.
       
      O tecnologia tinha:
       
      Dois adaptadores usb-tomada
      T
      Carregador extra celular
      Lanterna de cabeça
      Cabo iPhone
      Cabo mini-usb (carregador e lanterna)
      Mini tripé
      Fone de ouvido
       
       
      Na sacola comida ia o que eu tivesse de comida naquele dia. E um par de tênis de iatismo da Tribord (um achado, pesa menos que um par de havaianas) era meu sapato pra cidade e ia numa sacola de supermercado.
       
      Os três primeiros sacos iam dentro de um saco de lixo dentro da mochila, uma Quechua 40l. Assim, caso eu pegasse chuva, minhas coisas não molhariam. Na parte de cima da mochila ia o kit comida, o passaporte da estrada real (num saco plástico) e um capa de chuva barata (coisas que eu precisaria usar em emergência ou assim que chegasse na cidade, e que caso precisasse não teria que abrir a mochila toda). Num bolso na frente da mochila, na cintura, eu levava um canivete e duas ou três barrinhas de cereal. Dependurado na alça da mochila uma bandana multi-uso. Nas laterais, duas garrafas pet 1,5l de água. Só de água eram 3 quilos, mas a mochila toda, completa, não chegava a 9. O peso base, sem comida e água, era pouco menos de 5 quilos. Tudo muito enxuto. Andar leve é o segredo.
       
      Eu usava tênis (um Asics Fuji), meia, calça que vira bermuda, calça curta de compressão, camiseta, camisa manga longa, corta vento, boné. Óculos de sol eu perdi em Entre Rios. Levava também dois bastões de caminhada, essenciais tanto em subidas quanto descidas. No bolso esquerdo da calça o celular. Numa pochete, dinheiro, cartões de crédito e débito e um iPod Mini, que usava pra marcar a distância percorrida.
       
      Na chegada de cada cidade ia até o ponto final indicado na planilha, onde desligava a contagem da distância. A partir daí ia procurar local pra carimbar o passaporte e pousada (às vezes era no mesmo lugar). No local de estadia, um ritual: tirava tudo da mochila, conferia se estava tudo ok, tomava um banho quente e demorado, botava a roupa de cidade, descansava um pouco e ia procurar o que comer e conhecer a cidade. Voltava, atualizava o blog e normalmente já estava dormindo antes das nove.
       
      Como a maioria das cidades é bem pequena, não tinha muito o que ver. A igreja (que em muitas era o ponto de chegada) e muitas vezes só. Mas acontece que em muitas dessas cidades as atrações mesmo estão no entorno, como as cachoeiras em Carrancas ou Milho Verde. Aí não dava pra visitar, mas ia anotando mentalmente os lugares que quero voltar (Diamantina, Milho Verde, Serro, Morro do Pilar, Circuito das Águas).
       
      Dos 32 dias de Estrada Real, andei efetivamente 28. Tirei quatro dias “zero”, onde fiquei parado. Não andei os dias 12, 14, 19 e 20. Quando cheguei a Caeté, do lado de BH, passei a ir dormir em casa ao invés de procurar pousada. Era mais barato e mais confortável. Além de Caeté, fiz isso em Sabará e Rio Acima. Tirei um dia zero antes de voltar a Rio Acima e seguir a Glaura, onde Alê foi me encontrar e tirei o segundo zero. Depois voltei de São João Del Rei pra BH para um final de semana com a família. Nos 28 dias caminhados foram percorridos 1.172,45 quilômetros. O que dá uma média de uma maratona (quase 42km) por dia. Não conto aqui as caminhadas pra procurar pousada, restaurante, farmácia ou sinal no celular. Meu ritmo de caminhada é puxado e paro raramente. Nos dias que andei pouco, fiz quase 30 km (de Conceição do Mato Dentro a Morro do Pilar e de Capela do Saco a Carrancas). Vários foram os dias com mais de 50. O último, de Cunha a Paraty, bateu nos 60, doze horas de caminhada quase sem parar.
       
      Mas tenho que confessar: eu não fiz a Estrada Real completa. Além do Caminho Novo (Ouro Preto a Petrópolis), ficaram faltando trechos em todos os caminhos que fiz. O Caminho dos Diamantes, por exemplo, sai de Diamantina e vai a Ouro Preto. A partir de Cocais segue para Barão de Cocais, Santa Bárbara, Catas Altas, Santa Rita Durão, Camargos e Mariana. Por causa do acidente em Bento Rodrigues, que ficava entre Santa Rita e Camargos, a estrada está bloqueada a partir de Santa Rita, o te obriga você a pegar um asfalto com grande número de caminhões e sem acostamento. Por causa disso optei por pegar o Caminho do Sabarabuçu, que começa em Cocais. No caminho do Sabarabuçu não andei o trecho final, de Glaura a Ouro Preto. E no Caminho Velho, o trecho inicial, que sai de Ouro Preto, passa por Glaura e vai a Santo Antônio do Leite, também foi omitido (fiz de carro com a Ale). Sem contar que saltei Itamonte. Se tivesse feito todos esses trechos seriam pelo menos mais 150 quilômetros. Mas não acho que tenham comprometido a caminhada e seu objetivo.
    • Por luiz-gonzaga.barbosa-aragã
      Essa travessia envolveu um percurso de quase 170 km. Fui sozinho, entre 11 e 18 de julho de 2017.

      Começa no povoado "fantasma" de Cemitério do Peixe e termina em outro povoado, Serra dos Alves. Sempre de norte pra sul.

      Mochila cargueira (70 litros no mínimo) com material de cozinha + suprimentos para 10 dias é importante.

      Levei aquele aparelhinho, o Spot Satellite Messenger, comprado em 2013 (mais conhecido hoje como Spot Gen3) para o caso de um resgate emergencial (que pra mim seria uma picada de cobra, um osso quebrado ou uma cólica renal - quem já teve pedra nos rins, sabe do que tô falando…). Como eu disse, estava “solo”.

       
      Saí de Taubaté-SP de ônibus para BeloHorizonte-MG; de BH peguei outro busão para Conceição do Mato Dentro e de lá, outro pra Congonhas do Norte. Aí tem um problema de logística: não existe transporte oficial para o povoado de Cemitério do Peixe. Carona? Não tem tráfego constante pra lá… carro? Vc sozinho vai sair caro. Moto? Foi o que me sobrou: conversa daqui e dali, consegui a garupa de uma motoca por 50 reais. Detalhe: não vá com a mochila nas costas, peça pra colocar sobre o tanque ou coisa parecida. Serão 33km até Cemitério do Peixe e chegará com a lombar no bagaço (isso se não cair da moto, pois será uma briga constante com o seu centro de gravidade naquela garupa).

      No povoado do Cemitério do Peixe, comecei a caminhar perto do pôr do sol, pois os horários de ônibus vão te colocar nessa enrascada. Caminhei então apenas 1km para sair da área do Peixe (antes fiz um “turismo” pela vila “fantasma”) e acampei a primeira noite ali por perto mesmo.

       
      Nos dias seguintes, sempre comecei a caminhar no máximo às 0800h e parava sempre por volta das 1700h (lembrando que o pôr do sol era perto das 1730h). Depois do camping próximo ao Peixe, acampei mais 3 noites antes de chegar no povoado da Lapinha (a noite Nr 04 foi próxima ao Poço do Soberbo, antigo garimpo de diamantes). E a noite Nr 05 já foi na Lapinha da Serra.

      Ali abasteci a mochila com suco em pó, biscoito e pão sovado numa das 3 mercearias que lá existem. Detalhe: do Peixe até ali só cruzei com 2 cavalos soltos no cerrado. Ou seja, prepare-se pra ouvir apenas sua respiração/batidas do coração/passadas durante esses dias.



      Depois da Lapinha, parti na direção do Alto do Palácio, para entrar no PARNA CIPÓ (Parque Nacional da Serra do Cipó), emendando o Trekking com a famosa travessia daquele parque.

      Saindo da Lapinha é fácil perceber a saída nítida pra sudeste, logo depois da saída para leste na clássica travessia para Tabuleiro.



      Não é uma trilha muito usada. Depois que vc sobe a serra, lá no planalto, terá uma vista maravilhosa de uma campina bem extensa e verde até onde a vista alcança. E uma casinha vazia na direção SE. Segui direto pra ela. Lá eu encontrei a passagem para outro compartimento do terreno que, através de algumas estradas abandonadas e fechadas, e depois de pular uma porteira trancada com cadeado, me levaram até o asfalto da MG-10 de onde foi fácil encontrar a sede do Parque Nacional, chamada de Alto do Palácio e assim entrar no PARNA CIPÓ.



      Um detalhe: o planejamento inicial era chegar na estátua do Juquinha na MG-10, via Cachoeira da Capivara (que está fechada ao acesso de turistas). Essa cachoeira fica nas terras da CEDRO TEXTIL que mantém uns “vigilantes” moradores por ali, cuidando da pequena Usina Hidrelétrica que gera energia para a fábrica de tecelagem. Um grupo grande caminhando por ali pode chamar a atenção. Encontrei com um vigilante, o Toninho, “gente boa” que, ao me descobrir “sozinho” naquela aventura, não encheu o saco e até me ensinou o caminho para o asfalto. Mas optei seguir a rota que eu havia planejado em casa e estava no GPS (e que era mais a LESTE da cachoeira). Olhando o Google Earth agora, talvez subindo a cachoeira, eu chegasse mais rápido ao asfalto… acabei que não segui nem via Cachoeira, nem via Juquinha. Fui por umas estradas antigas que por lá existem.



      Não consegui chegar no asfalto naquele mesmo dia e dormi a noite Nr 06 acampado de novo longe de tudo. No dia seguinte, acabei batendo numa ponte “destruída”, o que me fez explorar as redondezas dela para cruzar o rio que não dava vau. Perdi tempo ali mas conseguir cruzar o rio.



      Depois, já dentro do Parque, acampei a noite Nr 07 na Casa de Tábuas e a noite Nr 08 na Casa de Curral - locais obrigatórios para pernoite - dentro dessa última casa, o pessoal do ICMBio/Brigadistas de Incêndio, ficam lá por 7 dias pernoitando e patrulhando o parque e revezando com uma outra turma de 5 brigadistas semanalmente. Ou seja, não conte com pernoite dentro da Casa de Curral. Fica cheio de funcionários. O chefe da equipe daquela semana era o Geraldinho, gente boa.



      A noite Nr 09 (se necessário caso esteja cansado) já pode ser no povoado de Serra dos Alves, que é bem menor que Lapinha ou um pouco antes de chegar no povoado, se não quiser pagar camping/pousada. Lá só existe a pousada Portal da Serra, do Sr. Francisco, que cobra 70 reais a diária pra uma pessoa. Eu apenas almocei ali (25 reais com WIFI), tomei um banho e paguei 60 reais para me levarem, desta vez de carro ) até Ipoema, cidade próxima, onde peguei um busão de volta pra BH (direto em 2 hs) e de lá, outro pra Taubaté-SP



      Total de km: 169.

      Total de noites: 8.

      Média de km diário: 20km

      Obs.:

      - Levei um GPS MAP64s da Garmin, com os tracklogs planejados em casa.

      - Levei um mosaico de 4 cartas topo na escala 1:100.000 (Baldim, Presidente Kubitscheck, Conc Mato Dentro e Itabira), recortei o que interessava e plastifiquei.

      - Água: 2 litros no CamelBak e 1,5 litros pra cozinhar num Dromedary da MSR.

      - Clorin em todas as águas que bebi.

      - Meu BIG THREE (Pack/Shelter/Sleeping) : mochila Deuter Air Contact Pro 70+15 (velha e pesada…3,3kg), Barraca Kelty Salida 2 pessoas (1,8kg fly+corpo) e o saco de dormir da Marmot Plasma -1C pena de ganso (0,650kg).

      - Temperaturas variaram entre 7 graus de noite e 36 graus durante o dia.

      - Kit S.O.S com antibiótico + remédio pra cólica renal + diversos: fundamental. Usei antiinflamatórios (gripado).

      - Não precisa de luva nem facão de mato (pro pessoal que tá acostumado com a Serra da Mantiqueira).

      - Não paguei nenhum tipo de taxa para passar/entrar/permanecer em lugar algum. Nem no PARNA CIPÓ.

      - Entrei em contato com o ICMBio para solicitar autorização para entrar no PARNA CIPÓ via e-mail.

      - Encontrei “seres humanos” apenas na Lapinha (noite Nr05); mais tarde o vigia Toninho da CEDRO (antes da noite Nr 06) e depois, dentro do PARNA CIPÓ nas duas noites apenas com um grupo de universitários fazendo a travessia do Parque, ou seja, é uma caminhada bem isolada e solitária: esteja preparado física e psicologicamente pro caso de dar pane no trajeto.





    • Por casal100
      A viagem foi concluída em fevereiro/2013, foram mais de 850 kms entre Ouro Preto x Paraty (+) 100 kms entre Paraty x Aparecida(sp) (+) 20 kms no PN Itatiaia(cachoeiras) (+) 20 kms Visconde Mauá até o PASSA UM.
       
      Vejam mais no relato: estrada-real-a-pe-caminho-velho-jan-fev-2013-t81301.html
    • Visitante
      Por Visitante
      Estrada Real – Caminho Velho / Paraty a Ouro Preto – 4x4
       
      Há algum tempo que eu planejava percorrer a estrada real, e depois de conseguir informações suficientes, grande parte no próprio site da estrada real http://www.estradareal.tur.br o que faltava definir era qual caminho e como percorrê-lo. Devido ao pouco tempo, decidi que o primeiro caminho seria o caminho velho e seria de 4x4, assim, teria uma base de como é o percurso e suas dificuldades.
       
      Desde o inicio que planejei a estrada real, queria fazer a pé, o que somente o caminho velho leva em torno de 48 dias caminhando. Infelizmente, não disponho desse tempo e agora que finalizei o percurso de 4x4, vi que embora caminhar leve suas vantagens, sobretudo visualizar e sentir a estrada real mais intensamente, a cada passo e cada gota de suor perdida no calor das Serras, quando o caminho nos leva as rodovias o perigo é eminente. Muitos trechos não há acostamento, e ficava ao todo tempo imaginando eu mesma passando por esses trechos. Bicicleta também não me arriscaria. Bom, acho que escolhi o melhor trajeto e meio de me locomover, ao menos, para as MINHAS necessidades.
       
      De São Paulo a Paraty
      Fiz o caminho ao contrário, subindo ao invés de começar por Ouro Preto. Achei que fazia mais sentido, e a volta eu poderia passar em alguns trechos ou fazer outro caminho.
      Deixei São Paulo no começo da tarde, e só nesse trecho já é uma aventura... A serra Taubaté – Ubatuba estava lindíssima, muitas árvores com flores roxas, alegrando todo o caminho, lindo de ver. O que não foi lindo de ver foram todos os acidentes que vi na viagem, só de SP a Paraty foram três carretas tombadas, e todas em curvas.
      Cheguei em Paraty à noite, e fui logo rever a cidade que já não visitava há dois anos. Caminhei pelas ruas de pedras de Paraty, o centro histórico é um deslumbre a parte... Muitos tropeções depois (andar naquelas ruas de pedras é complicadinho viu rs) Cervejas, papo furado e música ao vivo, voltei ao carro para um cochilo rápido, pois as 7:00hs eu precisava retirar meu passaporte da Estrada Real no Centro de informações ao turista, ali no centrinho mesmo, em frente à Pousada do Sandi. Esse passaporte pode ser retirado em Paraty, Ouro preto e Diamantina, assim como o certificado do final do trajeto percorrido.
      As 7:20hs estava em frente ao Centro de informações, e foi aí que soube que só abriria as 9:00hs. Tudo bem, tomei um ótimo Café e caminhei mais um pouco sem pressa no cais e centro histórico de Paraty.
       

      A atendente foi super atenciosa, me entregou o passaporte e ficou receosa sobre eu subir a serra de Paraty a Cunha. Isso por que ano passado as vésperas de Natal, houveram vários incidentes na serra de assaltos e até mesmo morte. E por eu estar sozinha, a recomendação era que eu voltasse por Taubaté e seguisse para Cunha. Bom, o caminho era esse e eu lembrava desse caminho, e sabia que era muito lindo de se ver, queria novamente percorrê-lo e segui em frente, não antes de visitar alguns pontos interessantes de Paraty.
       
      Segui para a Cachoeira da Pedra branca, e passei um bom tempo por lá aproveitando que não havia mais ninguém, e proseando com o senhor que toma conta do local, que também recomendou que eu não fosse pela serra, devido estar só. A cachoeira na parte de cima estava maravilhosa, a água estava em uma temperatura muito boa e aproveitei bastante. No caminho, ainda passei pela Cachoeira do Escorrega, onde várias pessoas estavam aproveitando o local, e subi mais um pouco para o poço do Tarzan, que fica subindo a cachoeira do escorrega, e tem uma pedra alta onde os mais corajosos pulam de lá, gritando... Daí, o nome do lugar. Ali sim, curti mais um pouco a água para refrescar pois o calor estava muito forte e ainda era cedo.

       
      Enfim, a Serra de Paraty Cunha. Trecho pavimentado 36km – Estrada de terra 20km.
      Foi muito tranqüilo e até alguns carros baixos estavam descendo. A não ser um Honda Fit que decidiu voltar no meio do caminho rs. No KM 38 a vista de Paraty é de tirar o fôlego, parei rapidinho e tirei algumas fotos mas, não fiquei muito com receio de ficar muito tempo por ali sozinha.

       
      Em Cunha, carimbei o passaporte no centro de informações e bati papo com os funcionários de lá, todos ávidos em saber sobre o caminho e ouvi com suspiros “ah seu eu pudesse”... Bom, tudo é possível, basta querer não é mesmo? O centro de Cunha achei uma correria, já conhecia a cidade, mas somente as cachoeiras do Desterro e Pimenta, o centro mesmo não conhecia ainda e parti dali logo quando pude rs. Para meu próximo destino escolhi Passa Quatro, que já tinha apenas passado por lá para iniciar e finalizar a travessia da Serra Fina, mas não tive tempo de conhecer a cidade, o que resolvi nessa minha estadia.
       
      Centro de Informações (Centro)
      Telefone: (24) 3371-1222
      Endereço: Rua Dr. Samuel Costa, 29 – Centro Histórico.
      Horário de funcionamento: 09h00min às 20h00min – Todos os dias
       
      Passa Quatro
      Cheguei em Passa Quatro no final da tarde, a cidade é muito aconchegante e o visual das montanhas ao redor é de sentir saudades da Travessia da Serra Fina. O centro de informações ao visitante já estava fechado, porém, a Pousada São Rafael carimba o passaporte e te dá todas as informações do que fazer na cidade e também um preço camarada para hospedagem. Não me hospedei nessa pousada, e sim, no hostel Harpia onde fui muito bem recebida pela Dona Doca. É um casarão enorme, que era uma fazenda antigamente na própria cidade. O lugar é bem limpo, chuveiro quente, cozinha, wi fi, e a vista para a montanha é revigorante.
       
      Foi muito bom bater papo com a Doca, que além de me deixar a chave do lugar, pois só voltava no dia seguinte para fazer o Café da manhã para mim, e como eu era a única hospede, o casarão foi todo meu hehe. Não bastasse a simpatia dela, ainda buscou limões do pé para eu fazer uma limonada a noite antes de ir dormir, e após voltar da cidade. Detalhe: A cidade de Passa Quatro dorme as 20:00hs kkkkk... Andei pela cidade e tudo já estava fechado, salvo a Choperia Napoleão, não podia finalizar a noite sem uma cervejinha. Ainda hoje, trago belas lembranças dessa cidade viu
      Voltei ao casarão flutuando rs, dormi um pouco e as 7:30hs o café estava pronto pela Dona Doca. Sai do quarto bem recebida pelos gatinhos do quintal que corriam para lá e para cá rs. Reorganizei a mala do carro, me despedi da Doca e fui até a estação de Passa Quatro, e comprei o bilhete para passear no trem conduzido por uma Maria Fumaça marca Baldwin de 1929.

      O roteiro começa na histórica estação de Passa Quatro, com uma parada para compras na Estação do Manacá, seguindo até à Estação Cel. Fulgêncio, na boca do túnel de mesmo nome, na divisa de MG/SP onde a memorável batalha entre os dois estados foi travada com presença de JK. Um percurso histórico de 12km inaugurado por D. Pedro II, no século XIX. O cenário é deslumbrante: uma floresta de Mata Atlântica e muitas montanhas, vales e riachos. Viagem embalada por um violeiro muito animado.

       

       
       
      O passeio dura cerca de 2 horas e possui duas saídas: Sábados as 10:00hs e 14:30hs, Domingo somente as 10:00hs.
       
      Por volta de 12:30hs estava de volta a Passa Quatro e segui viagem para Itanhandu.
       
       
      Pousada São Rafael - A diária estava R$ 130,00
      Telefone: (35) 3371-2211
      Endereço: Rua Ângelo D'Alessandro, 95 - Centro
      Horário de funcionamento: 08h00min às 23h00min – Todos os dias
       
      Hostel Harpia - Pernoite R$ 60,00
      Rua Ângelo D’Alessandro, 137 – Centro de Passa Quatro – MG
      (35) 3371-2616
      (35) 9149-0080
       
      Chopperia Napoleão
      Rua Tenente Viotti, Centro
       
      Trem da Serra (Maria Fumaça) - Valor passeio R$ 45,00
      - Maiores informações, reservas e viagens especiais:
      - Tel: (35) 3371 2167


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