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Esse é o relato da viagem que eu e meu marido fizemos pela Península Ibérica, entre janeiro e fevereiro deste ano, durante 22 dias - 8 em Portugal e 14 na Espanha.

Tínhamos bastante vontade de conhecer a Espanha, e Portugal era meio que um "já que é ali do ladinho mesmo"... Mas conforme fomos lendo a respeito para planejar a viagem, fomos nos encantando pelo país! Muitos lugares lindos, diferentes opções para todos os gostos: lugares históricos, castelos, praias, turismo religioso, serra com neve, e por aí vai. Foi realmente difícil escolher o que entraria no nosso roteiro, e com certeza muita coisa boa ficou de fora. Eu diria que os 22 dias que passamos lá poderiam tranquilamente ser passados somente em Portugal (assim como somente na Espanha). Voltamos encantados! E a Espanha correspondeu a todas expectativas, simplesmente demais!

 

 

VISÃO GERAL DA VIAGEM

 

ROTEIRO

 

Dia 1 – Chegada em Lisboa

Dia 2 – Lisboa

Dia 3 – Bate-volta Sintra

Dia 4 – Lisboa

Dia 5 – Bate-volta Évora

Dia 6 – Ida para Porto (trem)

Dia 7 – Bate-volta Braga e Guimarães

Dia 8 – Porto

Dia 9 – Porto / Ida para Barcelona (avião)

Dia 10 – Barcelona

Dia 11 - Barcelona

Dia 12 – Bate-volta Montserrat

Dia 13 – Barcelona / Ida para Madri (trem)

Dia 14 – Madri

Dia 15 – Bate-volta Segóvia

Dia 16 – Madri

Dia 17 – Bate-volta Toledo

Dia 18 – Ida para Granada (trem)

Dia 19 – Granada

Dia 20 – Ida para Sevilha (trem)

Dia 21 – Bate-volta Pueblos Blancos

Dia 22 – Sevilha

Dia 23 – Retorno

 

PASSAGEM AÉREA

 

Vínhamos acompanhando o preço das passagens, e os trechos Porto Alegre / Lisboa + Porto / Barcelona + Sevilha / Porto Alegre estavam sempre na faixa dos R$3300 por pessoa. No final de julho teve uma promoção da TAP e compramos exatamente os voos que queríamos por R$2633.

 

HOSPEDAGEM

 

Lisboa: Hotel Turim Suisso €195 (5 diárias) – localização excelente, a um minuto da Praça Restauradores. Bom hotel, aparenta ter sido reformado, o quarto é todo novinho. Café-da-manhã, wi-fi, cofre inclusos.

Porto: Hospedaria Almada €75 (3 diárias) – localização muito boa, fica pertinho de uma estação de metrô e da estação de trens São Bento. Bem simples. Quarto de bom tamanho, com móveis antigos porém bem conservados. Banheiro todo novo. Proprietária simpática e prestativa. Wi-fi incluso.

Barcelona: Hostal Girona €140,60 (4 diárias) – bem localizado, a 5 minutos da Plaça Catalunya. Bom quarto. Recepcionistas prestativos. Wi-fi incluso.

Madri: Hostal Buelta €136 (5 diárias) - Localização nota 10, a uma quadra da Estação Atocha. Bom quarto. Tipo uma companhia aérea low-cost, todo serviço extra era cobrado: café-da-manhã, cofre, guardar bagagens após check-out... O wi-fi era incluso.

Granada: Hostal Mesones €60 (2 diárias) – bem localizado junto ao centro histórico, mas a uns 20 minutos de caminhada da estação de trens. Ótimo atendimento da proprietária. Café-da-manhã e wi-fi inclusos. O wi-fi em teoria seria somente na área comum (há uma sala de convivência junto à recepção), mas no nosso quarto havia sinal a maior parte do tempo (o quarto ficava logo acima da sala de convivência). O único dessa viagem com banheiro compartilhado.

Sevilla: Hotel Zaida €96 (3 diárias) – necessário pegar um ônibus da estação de trens Santa Justa, mas próximo às atrações turísticas. Próximo do ponto final do Aerobus. Bom quarto, banheiro com banheira. Wi-fi incluso.

 

Todos foram reservados pelo Booking, com exceção do Girona que tinha um preço melhor no próprio site (pagamento antecipado com cartão de crédito).

 

GASTOS TOTAIS

 

Após bastante leitura e planejamento, estabelecemos que queríamos fazer essa viagem gastando até 80 euros por dia por pessoa, incluindo tudo que não fosse a passagem aérea. Tudo mesmo: hospedagem, alimentação, trechos de trem e outros transportes, atrações turísticas, souvenirs... E conseguimos! Nossos gastos tiveram média de €79/pessoa/dia! Isso inclui alguns gastinhos maiores que tivemos, como uma diária de aluguel de carro, jogo do Real Madri e algumas garrafas de vinho que trouxemos na bagagem (cinco para ser mais exata).

Só excluí desse cálculo algumas comprinhas de roupas que fizemos no Freeport de Lisboa e no El Corte Inglês de Barcelona. Janeiro e fevereiro é a época das liquidações de fim de inverno, vale a pena dar uma conferida!

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Vamos ao relato.

 

DIA 18/01 – CHEGADA EM LISBOA

 

O voo Porto Alegre – Lisboa saiu com cerca de duas horas de atraso. Então, a chegada prevista para onze da manhã se transformou em uma da tarde, e para completar, mais uns 45 minutos esperando que as malas fossem disponibilizadas na esteira. Saímos do aeroporto quase duas da tarde.

Logo na saída do Aeroporto há o ponto de ônibus do Aerobus (sai de 20 em 20 minutos, deixa em diversos pontos de Lisboa e custa 3,50).

Descemos na Praça Restauradores, e caminhamos não mais do que 300 metros para chegar no nosso hotel. Foi só o tempo de fazer o check-in, largar as malas e sair pra rua.

Fomos caminhando em direção à Praça Martim Moniz, de onde sai o Elétrico 28, famoso bonde que percorre as ruas do bairro de Alfama e passa por vários pontos turísticos da cidade. Eu tinha lido em algum lugar que o bilhete do Aerobus é válido por 24 horas nos ônibus, então perguntei no hotel se isso incluía qualquer ônibus do transporte público de Lisboa. E o recepcionista: “Esse bilhete é válido por 24 horas em qualquer meio de transporte, incluindo metrô e bonde”. E lá fomos nós bem felizes pegar o Elétrico 28 com o mesmo bilhetinho do Aerobus. O condutor olhou e disse: “isso aqui é válido somente no Aerobus”. Aí, já que estávamos dentro do bonde, pagamos a tarifa comprada a bordo de €2,85 (ui! A antecipada custa €1,40). ::putz::

O trajeto do elétrico é bem legal, passando pelas ruas estreitas de Alfama, pelo Miradouro de Santa Luzia, pela Igreja da Sé. Quando ele começou a se afastar um pouco do centro histórico, descemos. Tínhamos planejado ir no Museu Calouste Gulbenkian, que tem entrada grátis aos domingos. Caminhamos um pouco e chegamos no Miradouro de São Pedro de Alcântara. A vista é muito legal!

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A essa altura percebemos que seria uma correria doida para chegar ao Museu antes das 17h (ele fecha às 18h), e optamos por não ir. O atraso do voo fez com que tivéssemos que escolher entre o Museu ou andar por Lisboa, ficamos com a segunda opção, com a ideia de que se sobrasse tempo nos demais dias iríamos lá (no fim das contas, não fomos).

Descemos então a rua do Elevador da Glória, só que a pé, até a Praça Restauradores. O Elevador da Glória é bem carinho, mais de €3 por um trecho de 500m. Tudo bem, é bem íngreme, mas nenhum absurdo, ainda mais para descer!

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Passamos pela Praça do Rossio e pela estação de trens de mesmo nome, pela Rua Augusta, até a Praça do Comércio. Assistimos a um belíssimo pôr-do-sol às margens do Tejo.

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Mais tarde saímos para jantar perto do hotel, comemos no Buffet do Leão por incríveis €7,90 por pessoa. Buffezinho bem bom, uns 6 pratos quentes, 4 tipos de carne assadas tipo churrasco, diversos tipos de saladas. Ótima opção!

 

DIA 19/01 – LISBOA

 

Começamos o dia no Posto de Informações Turísticas na Praça Restauradores, fomos lá para comprar o Lisboa Card. €39 válido para 72h, desconto ou isenção em muitas atrações, e todos os meios de transporte público, inclusive trem para Sintra e Cascais. Como qualquer cartão turístico, é preciso botar na ponta do lápis todas as coisas que se quer conhecer, e no nosso caso valia muito a pena adquirir o Card. A atendente foi bem legal, perguntou qual seria o nosso uso com o cartão para orientar se não era melhor pagar os ingressos avulsos, e alertou que por ser segunda-feira diversos lugares estariam fechados e poderíamos “queimar” um dia de validade. Mas já estava tudo planejadinho!

Cartão comprado, fomos fazer seu primeiro uso no Elevador de Santa Justa (grátis com LC – Lisboa Card; €1,40 sem). Seu exterior está sendo restaurado, mas está funcionando normalmente. A vista do Mirante no seu topo é muito bonita!

Saindo da parte superior do Elevador, já é o Convento do Carmo (2ª a Sábado 10h-17h, €2,8 com LC; €3,50 sem). O lugar tem uma beleza bem interessante, com suas arcadas que sustentavam o teto e resistiram ao terremoto.

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Saindo dali e fomos até a estátua de Fernando Pessoa em frente ao café À Brasileira. Uma pequena fila de pessoas para tirar fotos com o poeta, e era isso.

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Descemos até a Rua Augusta, onde pretendíamos ir no Núcleo Arqueológico. As visitas são gratuitas e somente guiadas, e pelo jeito bem procuradas, pois só havia vagas para 16h. Poderíamos deixar marcado, mas preferimos ter mais flexibilidade e acabou sendo mais um lugar que ficamos sem ir. Não faz mal, assim temos desculpas para voltar à Lisboa!

Bem pertinho dali pegamos o Elétrico 28, e dessa vez não pagamos nada :lol: (grátis com LC).

Descemos no Miradouro de Santa Luzia. Como nos outros miradouros, a vista é belíssima, e o dia lindo estava ajudando!

Bem em frente a esse miradouro há uma placa indicando a direção do Castelo de São Jorge. Uns 5 minutos de subida e se chega a ele.

O Castelo abre de 9h-18h, custa €6 com LC e €7,5 sem.

É um passeio bastante agradável, os jardins e as muralhas são bem bonitos, e mais vistas bonitas da cidade e do Tejo.

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Saimos para o primeiro almoço em Portugal, queríamos o quê? Bacalhau, é lógico! Logo na saída do Castelo entramos no “O Conquistador”. Bacalhau à Brás, acompanhado de salada, pão, uma taça de vinho e um café, €8 por cabeça. Estava uma delícia!

Com as barriguinhas forradas, fomos caminhando até a Igreja da Sé. A toda hora o bonde passa na frente, para aquela foto clássica:

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Entramos nela só para uma olhada rápida, e seguimos caminho até o Terreiro do Paço, passando em frente à Fundação José Saramago.

Ali pegamos o metrô em direção ao Parque das Nações. Andamos pela beira do Tejo por um tempo em direção à ponte Vasco da Gama, aproveitando a calma do lugar, e depois voltamos para ir ao Oceanário.

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O Oceanário funciona das 10h-19h no inverno, e custa €11,90 com LC/ €14 sem. Sensacional! Um ambiente enorme que representa a unidade de todos os oceanos, e quatro ambientes menores cada um com características de um diferente ponto do planeta. Muitos tipos de peixes, arraias, tubarões... Além de lindo, é muito educativo. Passeio excelente para crianças, pequenas ou grandes.

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Antes de chegar no hotel, passamos no mercado Pingo Doce, que fica próximo. Pegamos queijos, presunto cru, um vidrinho de molho pesto, uns pães, uma garrafa de vinho e levamos tudo para jantar no quarto. Compramos também umas frutas para o dia seguinte, água mineral e copos plásticos, tudo deu pouco mais do que €7.

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DIA 20/01 – SINTRA

 

Pegamos o trem das 8h53 para Sintra, grátis com o LC. É só consultar os horários dos trens, de ida e de volta, no site http://www.cp.pt/passageiros/pt, chegar na Estação do Rossio uns minutos antes, passar o LC no leitor da catraca e embarcar. Em 39 minutos de viagem se está lá.

Descendo na Estação Sintra (não desça na estação “Portela de Sintra”, que é mais longe), já há uma parada do ônibus hop on/ hop off logo em frente. Esse ônibus passa pelas principais atrações da cidade, e custa €5 por pessoa para o dia todo. Deixamos o ônibus para mais tarde.

Caminhamos em direção à Quinta da Regaleira, é só ir seguindo as placas nas ruas da cidade. No caminho, paramos no Centro de Informações Turísticas, pegamos um mapa da cidade e os horários do hop on/ hop off.

Logo em seguida chegamos à Quinta da Regaleira (€4,80 com LC). O grande atrativo do lugar é o seu imenso jardim, cheio de caminhos, torres, fontes, escadas, túneis... é muito legal! O ponto alto é o Poço Iniciático, e os túneis que partem do seu fundo e levam a outros pontos do jardim. Enfim, é um lugar ótimo para caminhar sem pressa, explorando os seus recantos. Gostamos muito!

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Voltamos para almoçar, um restaurantezinho quase ao lado do Centro de Informações Turísticas. O nome do lugar é Xentra, uma portinha estreita e uma escada que leva ao subsolo, mas o lugar é ajeitadinho e tem um buffet livre bem satisfatório. €10 por pessoa com uma taça de vinho.

Pegamos o ônibus quase ali em frente, em direção ao Castelo dos Mouros. Dá para ir a pé? Sim, mas é uma enooorme subida, não sei estimar em quanto tempo daria.

O Castelo dos Mouros (€5,52 por pessoa com LC) na verdade é um conjunto de muralhas que restou do castelo. As vistas que se tem lá de cima são sensacionais, de um lado o Oceano Atlântico, e do outro lado Lisboa (se enxerga direitinho a ponte 25 de Abril), além é claro da própria cidade de Sintra (Quinta da Regaleira, Palácio da Pena etc).

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Seguimos depois para o Palácio da Pena, pegando o ônibus novamente.

Há uma entrada mais barata que dá acesso só ao parque ao seu redor e às áreas externas do Palácio, mas optamos pela que inclui a visitação à parte interna (€10,35 cada com LC). Após a entrada ainda há uma subida de uns 10 minutos até o Palácio, ou então um ônibus que faz esse transporte, algo em torno de €3 ida+volta. Fomos a pé.

O Palácio é lindo, mesmo só o seu exterior já vale a subida.

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A parte interna é bem interessante, com móveis e decoração da época que a realeza utilizava o Palácio.

Tanto o Castelo dos Mouros quanto o Palácio ficam em pontos muito altos, logo ventava muito e fazia muito frio!

Após o dia todo de chove e para, no final de tarde o sol apareceu um pouquinho entre as nuvens:

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Lá pelas 5h30 pegamos o ônibus em direção à estação de trens. Fizemos ainda um lanche em frente a ela, e embarcamos no trem de volta à Lisboa ali pelas 18h e pouco. Adoramos Sintra! Dá fácil fácil para ficar mais um dia vendo outras atrações.

À noite usamos o LC para subir no Ascensor da Glória. Caminhamos um pouco pelo Bairro Alto, muitos bares legais abertos mas vazios, acho que ainda era cedo (umas 21h e pouco). Jantamos em um restaurante de comida tradicional portuguesa, mas não era nada demais. €27 para o casal com uma garrafa de vinho.

 

Dia 21/01 – Belém

 

Eba! Dia de conhecer o bairro de Belém!

Pegamos o Elétrico 15 na Praça do Comércio, e descemos bem em frente ao Mosteiro dos Jerônimos. Caminhamos até o Padrão dos Descobrimentos.

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Após curtir um pouco o lugar, fomos até a Torre de Belém. Entramos nela (grátis com LC), é bem bonita por dentro e está super bem conservada.

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Saímos, sentamos em frente à Torre e ficamos um temo curtindo o movimento e o visual.

Voltamos ao Padrão dos Descobrimentos e entramos nele (€3 cada com LC). Não tem nada para ver dentro, é só a vista mesmo, mas é legal.

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Então, fomos conhecer os famosos Pastéis de Belém. Ao chegar o lugar parecia estar lotado, mas conforme se entra é salão depois de salão e depois outro salão... o lugar é enorme! Pedimos uns salgados de entrada, e os esperados pastéis de nata. Eu não tinha muita expectativa, pois tinha lido relatos de pessoas que amaram assim como de quem não achou nada demais... Mas eu achei DE-LI-CI-O-SO! Comi outros pastéis de nata em outros lugares e nenhum chega nem perto da maravilha que é este. A fama não é à toa! Me arrependi de não ter comprado outros para levar, nem que eu comesse de lanche da tarde. Maravilha! Não lembro o valor exato da unidade do pastel, mas tudo que consumimos deu €11,30.

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Fomos então para o Mosteiro dos Jerônimos. Começamos entrando na sua igreja, que é linda, com vitrais coloridos e colunas que na sua parte superior lembram copas de árvores.

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Depois, fomos conhecer o claustro, também lindíssimo. Ambas entradas foram grátis com LC.

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Pegamos o Elétrico 15 novamente e voltamos à Praça do Comércio. Ali, fomos na Wine Tasting, uma loja de vinhos com um sistema de degustação que varia o valor da dose entre €0,50 e €2, conforme o vinho. Gastamos 5 euros, mais um crédito que o LC dá direito(€0,50 por cada), e saímos de lá bem alegrinhos :lol: .

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Depois disso fomos ao Freeport, o maior outlet da Europa, para umas comprinhas. Pegamos o metrô na Praça do Comércio até a estação Oriente. O metrô é super fácil de usar, muito bem sinalizado. Lá, pegamos o ônibus 431 para o Freeport. Esse ônibus não está incluso no LC, e comprando ida+volta saiu €12,70 por pessoa. Em cerca de 20 minutos, incluindo a travessia da Ponte Vasco da Gama, chegamos lá. As compras acabaram não sendo tão produtivas como eu esperava. O outlet tem muitas lojas de marcas caras, como Tommy Hilfiger, Lacoste, Carolina Herrera, e por aí vai, e mesmo os produtos com preço de outlet eram muito caros (pelo menos para os meus padrões). Para quem se interessa em fazer compras dessas marcas, acredito que valha a pena. Mas tem também algumas lojas desconhecidas com bons preços, acabamos encontrando algumas coisas interessantes. Na volta, já de noite, esperamos quase uma hora o ônibus para voltar à estação Oriente, depois metrô etc.

Jantamos no mesmo buffet bom e barato e pertinho do hotel do primeiro dia da viagem.

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Dia 22/01 – Bate-volta Évora

 

Pegamos o metrô usando os últimos momentos de validade do LC, para ir até a estação de trens Entrecampos. Já havíamos consultado no site que saía o trem para Évora às 8h59, e a passagem de ida+volta custou €22 por pessoa. Em uma hora e meia chegamos.

Uma pequena caminhada saindo da estação de trens e entramos na muralha da cidade. Seguimos reto até a Praça do Giraldo, onde há um Posto de Informações Turísticas, peguei um mapa e uma tabela de horários e preços das atrações.

Visitamos primeiro a Catedral. Queríamos subir na sua torre, mas para isso tivemos que comprar o ingresso igreja+claustro+torre por €3,5 cada. A vista lá de cima é bem legal, apesar de não ser muito alto, é um bonito ângulo da cidade, do aqueduto e dos campos ao redor. O claustro e o interior da Catedral são bem bonitinhos, mas não demandam muito tempo.

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Logo ao lado dali conhecemos o Templo de Diana. É muito interessante aquela construção ali, chega a parecer fora de contexto. Está muito bem conservado.

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Caminhamos mais um pouquinho pelas ruazinhas, e começamos a procurar um lugar para almoçar. Em uma vielinha encontramos a Tasquinha do Zé. Um restaurantezinho minúsculo, com atendimento familiar, onde comemos simplesmente o melhor bacalhau da viagem (em Portugal comemos bacalhau todos os dias, nem que fosse pelo menos um bolinho), e um dos melhores da vida! Dois pratos bem servidos, acompanhados de salada, vinho e cafés deu €18 ao todo. Pra quem se interessar, ele consta no Tripadvisor.

Depois do almoço, fomos caminhar nas ruazinhas ao redor do aqueduto. É uma região muito bonitinha, as casinhas em branco e amarelo, com sacadas floridas, e muitas das construções utilizam o próprio aqueduto como parede. Saímos por um dos portões da muralha, passamos sob o aqueduto e entramos novamente em outro portão, do outro lado. Nós adoramos esses passeios de caminhar a esmo por ruazinhas típicas de uma cidade, e esse foi muito legal.

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Seguimos então para a Capela dos Ossos. Muitas coisas fecham no horário de almoço, e estava quase no seu horário de reabertura. A entrada custou €2 cada, mais €1 pelo “ticket fotográfico” (taxa para poder fotografar lá dentro). A Capela é legal, apesar de não ser muito grande. Sei que muita gente acha bizarro, ou até de mau gosto, nós achamos interessante. A visita é curta, pois não há muito o que ver.

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Depois disso caminhamos mais pela cidade, tomamos um sorvete, e fomos ao Jardim Público da cidade. Esse foi um tanto decepcionante, estava um tanto mal cuidado. A única coisa interessante era uma construçãozinha chamada de “Ruínas fingidas” e que estava cheia de pavões caminhando livremente.

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Voltamos para a estação de trens para pegar o das 16h55.

Chegando em Lisboa, precisamos comprar passes de metrô. Uma passagem custa €1,40 e tem que ser carregada em um cartão reutilizável que custa €0,50. Aproveitamos para carregar o valor do passe do dia seguinte. O cartão é passado no leitor na entrada E na saída da estação, então acho que ele não pode ser usado por duas pessoas, na dúvida adquirimos um cartão para cada.

Passamos no super e pegamos diversas coisinhas gostosas para jantar no hotel mesmo, com alguns lanches para o dia seguinte, novamente gastamos pouco mais de €7.

 

Dia 23/01 – Ida para Porto

 

Nesse dia a gente só sabia que iria para Porto. Ficou como um dia “coringa”, poderíamos ter usado a manhã e até mesmo a tarde para conhecer mais alguma coisa de Lisboa. Resolvemos acordar um pouquinho mais tarde, fomos direto pegar o metrô até a Estação Oriente, e lá o trem para Porto. Relaxamos tanto na ideia de não programar nada para esse dia, que não nos prestamos nem a ver os horários dos trens antes de ir para a estação. Tivemos mais sorte do que juízo, tinha um trem prestes a sair, e só pegamos ele porque estava atrasado 40 minutos. Cada passagem custou €30,30.

A viagem foi ótima, a 300km/h, trem confortável, com wi-fi.

Chegamos na estação Campanhã umas 14h. Compramos o ticket de metrô (€1,2 o trecho + €0,6 do cartão recarregável, nos mesmos moldes do metrô de Lisboa), e descemos na estação Trindade. Uns 5 minutinhos de caminhada chegamos na Hospedaria Almada.

Fizemos o check-in, largamos as malas e saímos pra rua, para procurar um lugar para comer.

Bem próximo à Hospedaria havia muitas opções para refeições e lanches, e ficamos boquiabertos com os preços. Porto foi sem dúvida o lugar mais barato para comer da viagem inteira. Opções de almoço durante a semana chegavam a €5! Claro, são comidas simples, mas satisfatórias.

Comemos um lanche rápido e fomos conhecer as atrações mais próximas. Primeiro, Capela das Almas. Não entramos, mas o seu exterior é fantástico, todo em azulejos decorados.

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Passamos no Mercado do Bolhão, olhamos um pouquinho de artesanato, e partimos em direção à Ribeira. Entramos na Estação de trens São Bento, rica decoração em azulejos, linda.

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Chegamos na parte superior da Ponte Luís I. O visual do rio Douro e da Ribeira é maravilhoso! O sol da tarde estava batendo nas construções à beira do rio, simplesmente lindo.

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Atravessamos a ponte e no lado de Vila Nova de Gaia pegamos o teleférico para descer. €5 por pessoa só ida e ganhava uma dose de degustação de vinho do Porto na Cave Quevedo. Caminhamos um pouco à beira-rio, e fomos atrás da tal da Cave Quevedo, que nunca tínhamos ouvido falar. É tipo um galpão, com várias mesinhas e... estava rolando um fado ao vivo! Duas moças, uma no piano e outra cantando. Além da degustação gratuita, há a opção de comprar doses de diferentes vinhos do Porto e petiscos para acompanhar, tudo a bons preços. Ficamos ali mesmo, petiscando, bebericando e curtindo um fado. Por essa a gente não esperava ::otemo:: !

Fomos embora, dessa vez passando pela parte baixa da ponte. À noite comemos um bacalhau perto da Pousada mesmo, comida barata, nada demais.

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Dia 24/01 – Bate-volta Braga e Guimarães

 

Fomos para a Estação São Bento para pegar o trem para Braga que saía 7h45. Após apanhar um tanto da máquina de compra de bilhetes, fomos comprar no guichê e o atendente disse que a máquina não dá troco para nota de €20. Cada passe custou €3,10, mais €0,50 do bendito cartão que não é o mesmo usado no metrô.

Em uma horinha chegamos em Braga. Caminhamos até a Avenida Liberdade onde há um posto de informações turísticas. Peguei um mapa, horários das atrações, horários dos ônibus para Bom Jesus do Monte e dos ônibus para Guimarães.

O próximo ônibus para o Santuário de Bom Jesus do Monte era em uns 20 minutos, deu tempo de tomar um café.

Em uns 15 minutos se chega na entrada do caminho que leva à igreja. Há a opção de subir de ascensor, mas fomos a pé mesmo. A subida é muito bonita, um caminho entre árvores e com diversas capelinhas. Havia muitos moradores praticando exercícios, e um que outro turista. Em pouco tempo, se alcança a famosa escadaria barroca. A subida por ela é ainda melhor, pois é toda decorada com estátuas e fontes. Muito linda. A escadaria está passando por um processo de restauração, pois as esculturas estão bem escurecidas.

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Chegando lá em cima, entramos na igreja (já que estávamos ali mesmo), mas não achamos nada demais. Curtimos bem mais o visual que se tem da cidade vista lá de cima.

Descemos de ascensor (€1,20 por pessoa) para dar tempo de pegar o próximo ônibus de volta ao centro de Braga.

Caminhamos um pouco pelo centro, e paramos no Jardim de Santa Bárbara. É uma praça pública, totalmente aberta, com lindos jardins. Mesmo sendo inverno, estava repleto de flores. Ficamos um tempo ali, curtindo o visual e o sol que fazia.

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Até o último momento estávamos divididos entre ir para Guimarães, que era o programado, e ficar em Braga, que ainda tinha muita coisa para ser vista. Resolvemos ir. O terminal dos ônibus não é muito longe, e a passagem para Guimarães custou €3,20 cada. Compramos um lanche para almoçar no bus mesmo e não perder tempo.

Uns 45 minutos depois descemos no terminal de Guimarães.

Primeira parada: o famoso muro com a inscrição “Aqui Nasceu Portugal”.

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Passamos pelo Largo do Brasil, e fomos para o Castelo de Guimarães (entrada grátis). Não tem nada do Castelo para ver dentro, mas estava acontecendo uma pequena exposição de um criador de aves de rapina, que deu uma aula sobre os bichos. Legal!

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Depois entramos no Paço dos Duques de Bragança (€5 cada). Muito bonito e bem conservado, com muitos móveis, objetos e decoração de época.

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Voltamos em direção ao Largo do Brasil, caminhando sem pressa pelas ruas superbonitinhas da cidade, felizes pela decisão de ter vindo a Guimarães. Na verdade cada uma das cidades mereceria um dia inteiro, mas uma correria dessas para ver as duas valeu a pena.

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Sentamos bem na esquina do Largo, nas mesas de rua de uma lancheria. Pedimos uns bolinhos de bacalhau, choppinhos e um doce para arrematar. Precisa mais? Um lanche gostoso, em um local super agradável, custou €5 para nós dois.

Nos dirigimos à estação de trens. Na hora de comprar os tickets estávamos de novo sem troco para a máquina de auto-atendimento, só que dessa vez não tinha guichê aberto. Voltamos em um supermercado que tínhamos visto a umas quadras dali, compramos umas coisinhas e trocamos o dinheiro, ainda bem que estávamos tranquilos no horário do trem. A partir daí ficamos mais atentos em guardar os trocadinhos para essas situações. O passe Guimarães-Porto foi €3,10. Não esqueça de validar o cartão antes de embarcar, tanto no trem quanto no metrô. As estações não tem catracas, são completamente abertas, e há diversas maquininhas para validar a passagem. Durante a viagem um fiscal pegou um rapaz oriental que estava sem bilhete validado e o retirou do trem. Seguimos viagem e não vimos mais o rapaz! :o

À noite jantamos novamente perto da pousada, comidinha barata e simples.

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25/01 – Curtindo a cidade do Porto

 

Encontramos uma boa opção para tomar café-da-manhã na Avenida dos Aliados: Low-Cost.come. Fica perto do prédio da Câmara Municipal. Várias opções de café, salgados, sanduíches, doces etc, a ótimos preços.

Depois, passamos no posto de informações turísticas, bem pertinho dali, e compramos o Porto Card com validade para 24h (€5 euros, sem incluir transporte).

Demos início ao uso do cartão na Torre dos Clérigos (€1,5 com cartão). Muitas escadas para subir, e uma vista recompensadora de 360º da cidade.

Descemos em direção ao rio, por ruas estreitas e sem apelo turístico, simplesmente ruas normais de moradores – muito legal!

Fomos para o Museu do Vinho do Porto. Vários painéis que contam a história do vinho do Porto e da própria cidade e da região do Douro, e alguns objetos antigos relacionados ao tema. Mas, degustação que é bom, nada.

Voltamos caminhando pela beira do rio, o dia estava lindo e a temperatura estava super agradável. Entramos na Casa do Infante, foi um pouco decepcionante, havia poucas coisas expostas. Chegamos na Ribeira. Por ser domingo, havia uma feira de artesanato rolando. As mesas externas do restaurantes estavam cheias, música ao vivo rolando, muitos moradores e turistas passeando... Climão sensacional! Entramos no único mercadinho que tem ali e pegamos cervejas geladinhas (portuguesas, Sagres e Super Bock, ambas muito boas), compramos umas castanhas assadas de uma senhora simpática na rua, sentamos na beira do rio e ali ficamos por um bom tempo, curtindo o sol, o movimento e o visual.

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Saímos à procura de uma empresa que fizesse passeio de barco, o Porto Card dá desconto em algumas. Fechamos com uma empresa que não lembro o nome, saiu por €10 por pessoa. Nessa época do ano o único passeio que as empresas fazem é o das seis pontes.

O passeio dura mais ou menos uma hora, é bem gostoso de fazer. Claro que o dia maravilhoso que fazia ajudou.

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Mais no fim da tarde fizemos a visita ao Palácio da Bolsa. Só é possível fazer visita guiada, €3,5 com o Card. Foi legal, o interior do Palácio é muito bonito.

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Ainda deu tempo de subir até a Sé do Porto e assistir um pôr-do-sol magnífico.

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À noite, como era a última em Porto e em Portugal, fomos procurar um lugar melhorzinho para jantar na Ribeira. Vários restaurantes já estavam fechando! Escolhemos o Porto Escondido, pedimos um prato de bacalhau e um de salmão, ambos muito gostosos. Com entrada, vinhos e café, deu €23.

 

Dia 26/01 – Mais um pouco de (vinho do) Porto e ida para Barcelona

 

Tomamos café novamente no Low-Cost.come, e fomos ao Mercado do Bolhão comprar uns souvenirs. Tudo que compramos estava mais barato na feira da Ribeira do dia anterior ::putz:: !

Pegamos o metrô em direção à Casa de Música, já aproveitamos para carregar o valor que usaríamos mais tarde para ir para o aeroporto.

A Casa da Música oferece visitas somente guiadas, às 11h e às 16h. Chegamos lá nos últimos momentos da validade do nosso Porto Card, e o ingresso custou €2.

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A visita foi guiada pelo João, que é músico e arquiteto, ou seja, completamente apaixonado ao falar sobre o que é e como foi pensada e projetada a Casa. A visita foi além das expectativas, interessantíssima.

Viemos embora a pé, e no caminho paramos para almoçar em um restaurante que não parecia ter nenhum turista. Sopa e pão de entrada + prato principal com salada + uma bebida à escolha, tudo muito bem servido e gostoso, a incríveis €6 por pessoa! A opção sem bebida saía por €5! Só tivemos que dividir a mesa com uma senhorinha que não parava de nos encarar como se fôssemos alienígenas :cry: !

Fomos conhecer a Livraria Lello. Uma graça, com uma escadaria de madeira linda. Só é permitido tirar fotos entre 9h e 10h, e eles ficam de olho para que ninguém fotografe.

Atravessamos para Vila Nova de Gaia, para fazer visita a alguma cave. Fizemos a visita guiada com degustação da Ferreira, €6 por pessoa. Vinhos deliciosos.

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Depois, entramos em uma loja de vinhos e que tinha degustações (pagas) também, de variadas marcas. Provamos um outro tipo e acabamos comprando um da Ferreira que estava mais barato ali na loja do que na própria cave.

Estava na hora de ir para a Espanha, passamos na pousada para pegar as bagagens. Pegamos a linha violeta do metrô em direção ao aeroporto. Chegamos com folga no horário, deu tempo de comer o último bolinho de bacalhau em terras portuguesas antes de embarcar no aviãozinho minúsculo rumo a Barcelona. Nos despedimos desse país que nos surpreendeu e nos encantou, com dúzias de lugares lindos e agradáveis, povo hospitaleiro e ótima gastronomia.

Descendo no aeroporto El Prat, o primeiro contato foi engraçado: todas as placas estavam escritas primeiro em catalão, depois em inglês, e depois em espanhol. Sabíamos que o povo catalão tem muito orgulho de ter uma identidade própria, à parte da Espanha, mas não imaginávamos o quanto.

Saindo do aeroporto já tem um ponto do Aerobus, €5,90 por pessoa. Descemos no ponto final na Plaça Catalunya, e caminhamos alguns minutos até o Hostal Girona. Estávamos um pouco preocupados em caminhar até ali com as bagagens e tudo, pois já era quase uma da manhã, mas pegar um táxi para ir tão perto, acho que o taxista não iria gostar nem um pouco. Foi tranquilo, alguns bares estavam abertos e tinha um certo movimento de pessoas.

Fizemos o check-in, comemos um lanche no quarto mesmo e capotamos.

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Muito legal helen_p! Adorei a parte sobre Portugal, vai me ajudar a programar uma futura viagem pra lá! Obrigada por compartilhar! Estou ansiosa para ler sobre a Espanha e relembrar meus momentos lá também!

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Obrigada, debalves! :D

 

Minha parte na Espanha foi bem parecida com a tua, com a diferença de ter sido no inverno, com direito a neve!

 

Vou tentar escrever mais uma parte neste fim de semana.

 

Abraços!

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Dia 27/01 – Barcelona de Gaudí

 

Tínhamos comprado com antecedência as entradas para a Sagrada Família (http://visit.sagradafamilia.cat/?lang=en#tickets), €19,50 cada entrada incluindo subida a uma das torres.

Fomos caminhando desde o Hostal, no caminho paramos para tomar café-da-manhã.

A empolgação vai aumentando quando as torres começam a aparecer por trás dos prédios e de repente... uau! Ali está ela, gigantesca e maravilhosa! Aquela sensação incrível de estar vendo pessoalmente algo tantas vezes visto em filmes e fotos!

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Já havia uma fila para entrar, nosso horário era o primeiro do dia e todos ainda esperavam a abertura. Levamos as entradas recebidas por e-mail no tablet, o funcionário passou o leitor do QRCode assim mesmo, não é necessário imprimir nada.

Um bom tempo admirando de perto os detalhes da fachada, até finalmente entrarmos. Apesar do impacto ao ver a parte interna, fomos direto procurar o elevador para subir na torre, que também tinha horário marcado. A subida na torre foi legal, mas eu diria que não é imprescindível. A vista da cidade fica meio atrapalhada pelos guindastes da própria obra da igreja. Logo descemos para enfim olhar com calma o interior da Basílica. Ela é alta e bastante imponente, mas o mais lindo de tudo sem dúvida são os vitrais. A entrada da luz natural através deles dá um colorido maravilhoso no lugar.

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Caminhamos, olhamos, sentamos... até criar coragem de sair dali para a próxima atração.

Caminhamos algumas quadras para a esquerda da saída da Basílica, para pegar um ônibus para o Park Guell. No caminho pedimos informações para um homem, que nos indicou direitinho onde era o ponto e qual era o ônibus (6ª quadra a partir da Basílica, na própria Carrer de La Marina, ônibus 92). A passagem foi €2,15 para cada.

Pedimos para o motorista nos indicar onde descer, e em pouco tempo estávamos em frente a uma das entradas do parque. €8 cada ingresso.

Entramos na parte que é de livre visitação, que já é muito bonitinha, e logo chegamos no acesso à área dos banquinhos coloridos.

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Dali descemos para a parte onde tem a salamandra, e depois ficamos caminhando por diversos caminhos do parque.

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Subimos em um parte de onde se tem uma vista incrível da cidade. Enfim, adoramos o Park Guell.

Fomos embora pela saída em direção às escadas rolantes que tem na rua, e que são bem úteis para quem está vindo por esse caminho, pois a subida é íngreme. Na estação de metrô Vallcarca compramos o T-10, que é o passe de 10 viagens e pode ser usado por mais de uma pessoa, custou €9,95.

Voltamos para o hostal para usar o wi-fi. Tinha aberto a venda de ingressos pro jogo do Real Madri na data que estaríamos lá, e queríamos comprar. Resumindo a história, passamos os dias seguintes tentando várias vezes por dia comprar, através do smartphone e do tablet, e o site simplesmente não aceitou nossos cartões de crédito.

Almoçamos ali perto da Plaça Catalunya, apelamos para um Burguer King porque as outras opções não estavam muito econômicas.

Seguimos para a Casa Batlò, caminhando pela Passeig de Gracià. Nunca vi tanta ostentação na minha vida! Lojas de todas as marcas que eu já tinha ouvido falar, no meio de outras bem bodosas que eu nem conhecia.

A entrada para a Casa Batlò custa €21 e inclui um áudio-guia, e por €4 pegamos também um vídeo-guia. A visita é bem legal, especialmente porque o áudio-guia explica como foi pensada a casa, com formas fluidas, aproveitamento da luz natural etc. Mas o vídeo-guia foi a cereja do bolo, dá à visita um tom fantástico. São imagens que se sobrepõem aos ambientes, por exemplo tu aponta o equipamento para uma lareira que existe no ambiente e o vídeo mostra ela se transformando em um animal que cospe fogo, e assim vai pela casa toda: animais voadores, salas se inundando... legal demais! Recomendo muito.

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Depois dali fomos até La Pedrera. Olhamos só por fora, achamos demais pagar mais €20,50 para entrar em outra casa.

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O resto do dia tiramos para fazer comprinhas na Decathlon e no El Corte inglês, como já comentei antes estava tudo em liquidação e foi difícil escolher apenas poucas coisas para não pesar na bagagem.

À noite jantamos perto do hostal, comemos a primeira paella em terras espanholas, acompanhada da primeira sangria. A paella estava gostosa, e a sangria melhor ainda. Gastamos €34,50.

 

Dia 28/01 – Bairro Gótico e Montjuic

 

Durante nosso planejamento de viagem conhecemos esse site: http://www.passaportebcn.com . É o melhor site que já vi sobre um destino, tem tudo a respeito de Barcelona e arredores. Ele sugere diversos roteiros, e nesse dia fomos fazer o roteiro do Bairro Gótico: http://www.passaportebcn.com/roteiro-barri-gotic/.

Só que, os boca-abertas em vez de salvar o roteiro para consulta offline, no dia anterior traçamos à mão no mapa o percurso, e na hora ficamos brincando de jogo da memória: “que que tinha nessa praça mesmo? Ah, era aquela igreja ali, com marcas de bombardeio. E nessa rua aqui? Ah, era aquele desenho do Picasso, ali”! De qualquer forma, o passeio foi sensacional, descobrimos uma Barcelona que nunca tínhamos ouvido falar, com resquícios de ocupação romana. Os poucos turistas que andavam pelo local estavam em pequenos grupos com guia, do tipo walking tours. São coisinhas e detalhezinhos que se tu não vai sabendo o que são e onde estão, passa batido. Incluímos no roteiro que o site sugere uma passeio pelo Mercat Santa Caterina, e deixamos de entrar na Catedral.

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Após o Bairro Gótico, fomos para o Mercat La Boquería. Muita variedade de frutos do mar, frutas, verduras, produtos locais...

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Saímos pelos fundos do mercado e logo achamos um restaurante indiano onde resolvemos almoçar, Preet Restaurant. Era um lugar bem simplório, com um menu fixo que incluía bebida e sobremesa, mais café saiu €20,40 para nós dois, e a comida estava bem boa.

Seguimos em direção a La Rambla, antes passamos em frente ao Palau Guell.

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Fomos até o monumento a Cristóvão Colombo e a marina, e seguimos para pegar o funicular para subir a Montjuic.

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Nos confundimos um pouco com as placas, descemos na estação de metrô, saímos de novo, até entender que de fato o funicular sai de dentro da estação de metrô mas que ele estava fora de funcionamento para reparos e um ônibus estava fazendo sua substituição. Para o ônibus também se usa o passe T-10.

Descemos do ônibus em frente à entrada do Teleférico. Dá para subir até o Castelo a pé, mas pegamos o teleférico para curtir a vista (€7,80 só ida para cada).

A melhor coisa do Castelo (€5 o ingresso) é a vista do mediterrâneo, da orla e da cidade.

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Depois do Castelo, descemos em direção ao Estádio Olímpico onde aconteceram diversos eventos da Olimpíada de 1992. A entrada é aberta. Muito legal.

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Descemos até o Museu Nacional de Arte da Catalunha, por mais escadas rolantes ao ar livre. Viajar no inverno deles tem diversas vantagens, a menor quantidade de turistas é a maior delas, mas tem algumas desvantagens também: as quedas d'água em frente ao MNAC estavam todas desligadas, e o show da fonte mágica acontece somente às sextas e sábados, ou seja, não conseguimos assistir.

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Fomos até as Torres Venezianas e pegamos o metrô na Plaça Espanya para voltar ao hostal. Paramos em uma lancheria para provar o tal churros com chocolate quente. É bem diferente daquele que conhecemos, prefiro o nosso que é recheado. Passamos ainda em um mercadinho para comprar lanches e água para o dia seguinte,

À noite pegamos pizzas em um restaurante ali pertinho (Giorgio's). Pegamos duas pizzas por €19 e ainda ganhamos de brinde uma garrafa de vinho. Jantamos no quarto. Tentamos achar um canal para assistir Atletico de Madrid x Barcelona, mas só achamos um que mostrava uma meia-dúzia de pessoas que ficavam comentando o jogo enquanto assistiam a ele, mas sem passar imagens do jogo propriamente dito! Bizarro! Certo que daqui a pouco essa moda pega aqui!

 

Dia 29/01 – Bate-volta a Montserrat

 

O site do PassaporteBCN também dá todas as dicas. Pegamos o metrô até a estação Plaça Espanya, e dentro da estação mesmo tem um balcão da FGC. Queríamos comprar o combo de trem+cremalheira+funiculares, mas nos disseram que os funiculares estavam fechados para reparos, então compramos trem+cremalheira por €19 cada. Além disso, queríamos subir até o monastério pelo teleférico (aeri) e somente descer de cremalheira, mas o teleférico também estava fechado para reparos :? . Contratempos da baixa estação...

A beleza da paisagem vai se superando uma vez após a outra: o trem se aproximando de Montserrat, o desembarque do trem, a subida na cremalheira, a chegada em frente ao Monastério... Foi um dos lugares mais lindos desta viagem.

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Passamos o resto da manhã andando pelos arredores, e paramos para almoçar. Claro que as poucas opções existentes lá em cima deixam as coisas um pouco mais caras, mas almoçamos um prato bem servido de massa com frango, acompanhado de um copão de cerveja, por €24,60 para os dois.

Queríamos assistir à apresentação do coro de meninos, que acontece dentro da basílica às 13h. Nos atrasamos uns 10 minutinhos no almoço, e quando entramos na basílica deu tempo de ver uns 3 meninos se retirando por uma portinha lateral. Nunca vi tanta pontualidade, pegar o exato momento em que o espetáculo acaba ::tchann:: !

Descobrimos lá que dos dois funiculares existentes, um estava em funcionamento, o que leva à parte alta. Compramos o ticket para este trecho por €9,50 ida+volta (sim, é possível fazer a pé, porém são trilhas beeem longas). Ou seja, nisso aí já gastamos mais do que se eles tivessem nos vendido o combo trem+cremalheira+funicular que seria €27,50 (eu queria saber quem foi o querido que teve a ideia de não vender o ticket combinado :x ).

O visual lá em cima consegue ficar ainda melhor! Há plaquinhas sinalizando diversas trilhas e o tempo necessário para cada, algumas acima de 2h. Fizemos algumas das trilhas mais curtas, e foi fantástico. Não me canso de dizer que o lugar é lindo demais.

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Quando descemos, fomos conhecer com calma o interior da Basílica e o altar de La Moreneta.

No final da tarde fizemos todo o caminho inverso: cremalheira, trem, metrô até o hostal.

À noite fomos conhecer a famosa rede 100 Montaditos, tinha um bem pertinho da nossa hospedagem. Como o nome diz, o cardápio oferece cem variedades de montaditos (=sanduichinhos), além de outros petiscos e bebidas. Escolhemos algumas variedades de montaditos e acompanhamos com Tinto Verano, um vinho tinto que eles servem com gelo e não sei se leva mais alguma coisa, mas é uma delícia. Tudo bem gostoso, a bons preços, ambiente legal. Viramos fregueses!

 

Dia 30/01 – Barceloneta / Ida para Madri / Museu do Prado

 

Última manhã em Barcelona! Fomos em direção ao Parc de la Ciutadella, passando antes pelo Arc de Triomf. Passeamos um pouco por dentro do parque, e andamos até Barceloneta. Belo lugar, deve ser uma delícia no verão!

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Fomos até a Basílica de Santa Maria del Mar e entramos um pouquinho. Seguimos caminho até o Palau de La Musica Catalana, lindíssimo por fora, mas seu interior vai ficar para uma próxima vez.

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Voltamos em direção ao Bairro Gótico, queríamos encontrar a caixinha do correio da Casa de L'Ardiaca, que não tínhamos encontrado no dia do roteiro por esse bairro. O lugar não tem nada de imperdível, é só porque tínhamos tempo de brincar um pouco de caça ao tesouro. Entramos também na Catedral, que não tínhamos entrado no outro dia.

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Almoçamos novamente no Burguer King da Plaça Catalunya, e voltamos ao hostal para pegar as bagagens. Estava na hora de partir de Barcelona! Ah não!

Pegamos o metrô até a estação de trens Sants. As passagens tinham sido compradas pelo site da Renfe com uns dois meses de antecedência (€49,10). Mostrei os e-tickets no tablet mas não aceitaram, tinha que passar em um balcão e imprimir os bilhetes. Todos passam suas bagagens em um raio-x como dos aeroportos, e embarcamos no trem das 14h rumo a Madri.

O trem para em algumas cidades no caminho. Um pouco depois das 17h chegamos na imensa estação de Atocha.

O hostal ficava muito perto dali. Fizemos check-in, a atendente foi super atenciosa e nos deu várias informações. Largamos as coisas e rumamos rápido para o Museu do Prado para pegar o horário gratuito das 18h às 20h. Só paramos no caminho para tomar um café.

Chegamos no Museu e a fila estava imensa! Mesmo sendo grátis, todos tem que passar na bilheteria e pegar o seu ingresso, e quem estava com bolsa ou mochila pegava mais uma fila para passar no raio-x.

Entramos de fato no museu uma 18h20. E agora, por onde começar? Bate aquela loucura de querer ver tudo e ao mesmo tempo saber que não dá para ver tudo. Pegamos um folheto do museu que indicava as 50 obras principais e suas respectivas salas, escolhemos as obras que mais queríamos ver e tentamos agrupar as coisas que estavam próximas pra não perder tempo indo e voltando. No fim das contas, conseguimos ver e parar para realmente apreciar todas aquelas obras que queríamos, mas tinha tanta coisa ainda por ver... Às 19h50 os funcionários começam a tocar todo mundo para fora e fechar as salas. A dica que dou é: quem quiser aproveitar o horário grátis do museu, pelo menos entre no site e planeje melhor o que quer ver e trace um roteirinho para otimizar o tempo. E pra quem quer realmente curtir o museu, com calma, com paz, que pague o ingresso. O horário gratuito, além de ser curto, é muito cheio!

Jantamos em um Museu del Jamon próximo dali, comida nada demais, €16,20 para nós dois.

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    • Por Mari D'Angelo
      📷 Post original com fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/roteiro-sevilha/
       
      A Espanha fica tão pertinho de Portugal que já estávamos há um tempo ansiosos por cruzar essa fronteira ibérica! O destino escolhido para a primeira viagem aos vizinhos foi Sevilha, capital da Andaluzia, no sul da Espanha! Sem maiores expectativas, achei que seria só mais uma cidade fofinha, mas surpreendentemente, foi amor a primeira vista!
      O trajeto entre Lisboa e Sevilha demora (descontando as paradas) por volta de 4h30, com estradas boas e pedágios só em Portugal. E foi só chegar no centro histórico da cidade que já comecei a me empolgar com as ruelas estreitas e a arquitetura dos prédios.
      É bem complicado encontrar vagas nas ruas do centro, muitas são só para residentes e as que não são, raramente estão disponíveis. O jeito é mesmo estacionar um pouco mais afastado. Apesar de ser uma cidade bem segura, fomos orientados a tirar tudo do carro (tudo mesmo, até uma caneta ou uma moeda de 0,2€!) e deixar o porta-luvas aberto. Seria um sinal de “aqui não tem nada pra roubar”.
      Nós ficamos 4 dias (2 inteiros + os da ida e da volta). A ideia era em um deles fazer um bate-volta em Córdoba, mas gostamos tanto de Sevilha que decidimos curtir a cidade com calma! E com o calorão de agosto, foi a melhor opção, já que paradinhas para cervezas e helados se tornaram um tanto frequentes.
      Sevilha é uma cidade espanhola, mas sua essência é claramente árabe! Depois de ter passado pelo domínio de vários povos, especialmente os romanos, os mouros ocuparam a região e detiveram o poder por oito séculos, até serem expulsos pelo rei Fernando III, que cristianizou o território.
      Mas foi só sair do Airbnb onde estávamos hospedados e dar alguns passos em direção ao centro histórico que já começaram a aparecer os primeiros sinais do passado mouro de Sevilha. É especialmente no bairro de Santa Cruz, a antiga juderia, que se notam azulejos em coloridos padrões geométricos, casas e hotéis com pátios árabes e aromáticas lojas de temperos e ervas. É uma atmosfera diferente, e a maior vontade é de simplesmente andar sem rumo por suas tortuosas ruas.
      Inevitavelmente a gigantesca Catedral de Sevilha vai surgir por entre as callese plazas. É uma das maiores construções religiosas do mundo e sua versão, hoje católica, foi construída sobre uma antiga mesquita. Essa mistura do islã com o cristianismo ocidental fica evidente na torre anexa à igreja, a La Giralda, um dos cartões postais da cidade.
      E pra imergir de vez na herança muçulmana de Sevilha é só adentrar o complexo de jardim e palácios reais batizado de Real Alcazar. Na verdade há uma mistura de estilos arquitetônicos nos diversos ambientes que compõe o conjunto, mas as salas árabes, com todos aqueles detalhes do chão ao teto, arrancam os mais maravilhados suspiros!
      Os jardins também encantam, mas é preciso ter tempo para percorrê-los com a calma que merecem.
      É também dessa mistura de povos, entre eles árabes, judeus e ciganos, que surgiu, na região da Andaluzia, o mais tradicional estilo musical espanhol: o flamenco! Tanto a dança quanto o canto, acompanhado das batidas fortes das guitarras, são intensos, daquele tipo de experiência que arrepia os pelinhos do braço e faz o coração pulsar mais forte!
      Não dá pra descrever Sevilha sem falar do seu cartão postal, a Plaza de España! Criada pelo arquiteto Aníbal González para a Exposição Ibero-americana de 1929, ela pode até ser um ponto turístico fabricado, com seu canal artificial e charretes carregando turistas levemente desinteressados, mas é absolutamente deslumbrante!
      Ao longo do edifício semi-circular, diversos painéis de azulejos detalhadíssimos representam todas as províncias espanholas. Em seu interior tudo é ricamente ornamentado, das paredes à escadaria. Do piso superior tem-se uma dimensão mais ampla da praça, que inundada pelo dourado do fim do dia fica ainda mais mágica!
      A praça fica na verdade dentro do Parque de María Luisa, cheio de fontes e cantinhos aconchegantes para uma paradinha relax. Os Jardines de Murillotambém são uma opção agradável para estar em meio à natureza e à vida cotidiana dos Sevilhanos.
      Já às margens do Guadalquivir, a Torre del Oro é o ponto turístico, mas o mais gostoso mesmo é o caminho até lá, uma caminhada pelo Paseo de las Delicias,que pode incluir uma paradinha em um dos bares beira-rio.
      E se até agora tudo parece muito harmonioso, uma estranha e gigante estrutura de madeira bem no centro histórico quebra bruscamente os padrões. É o Metropol Parasol ou Las Setas (os cogumelos), de onde se tem uma vista 360º de Sevilha! O valor da entrada inclui um pequeno desconto na consumação do bar no topo. Não é uma má ideia terminar o dia brindando o pôr-do-sol com uma cerveja artesanal espanhola.
      A Espanha é o paraíso das tapas! Em Sevilha elas são geralmente baratas e bem servidas. Não há programa mais local do que escolher uma mesa pelas praças e calçadas para tapear, acompanhado de uma cerveja ou uma jarra de sangria. É particularmente bom para vegetarianos, já que há muitas boas opções sem carne (embora o jamón seja uma paixão nacional). Tive duas paixões gastronômicas que salivantemente recomendo: as tortillas de patata e o gaspacho. Sim, a ideia de uma sopa fria de tomate e outros vegetais parece no mínimo questionável, mas acredite, é maravilhoso!
      Sevilha é também muito conhecida pelas touradas, mas como essa é uma prática que eu abomino, não assisti à nenhuma e nem visitei a Plaza de Toros. Não sou do tipo que impõe meus princípios por aí, mas sugiro pesquisar um pouquinho sobre essa prática, que traz tanto sofrimento aos animais, antes de decidir financiá-la.
      Sevilha me conquistou! Por sua cultura, sua história, pela simpatia de seu povo e claro, pelo estômago!
       
      📷 Post original com fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/roteiro-sevilha/
    • Por daanielvalverde2
      Olá pessoal, sempre acompanho e uso o site antes de fazer alguma viagem, então resolvi postar sobre uma que fiz a Caraíva em Porto Seguro (BA). Espero que ajude!
       
           Caraíva é um vilarejo no extremo sul do município de Porto Seguro, muito conhecida por suas casinhas coloridas, o encontro do rio com o mar e pela atmosfera própria lá presente. Eu fui em Outubro de 2018 e escrevi tudo no meu blog: 
                Informações sobre Caraíva (BA)
                Como Chegar em Caraíva (com fotos e preços)
                Onde comer em Caraíva (com fotos e preços)
            Mas vou fazer um resumo aqui.
       
      COMO CHEGAR: 
           A partir do centro de Porto Seguro, deve-se atravessar o Rio Buranhém pela balsa com destino a Arraial d`Ajuda, essa travessia leva cerca de 10 minutos, funciona todos os dias, 24h e com saída a cada 30min, se houver lotação antes (ou a presença de uma ambulância/carro de polícia) ele sai antes. Custa R$4,50 (preço de não morador, a volta é grátis). Vou falar da ida em ônibus porque foi a que eu fiz. Talvez a forma mais cômoda e com certeza barata de chegar à vila. Quem faz o serviço é a empresa Viação Águia Azul. O micro-ônibus que eles utilizam para fazer a linha não é dos melhores (não vou mentir, meu assento não tinha nem cinto), mas cheguei vivo lá.

           A viagem é por grande parte em estrada de terra, subindo e descendo morro, passando por umas pontes bem estreitas, no total dura quase 3 horas e ele ainda faz algumas paradas, como em Arrial d`Ajuda, Trancoso, entrada do Teatro L’Occitane, Outeiro das Brisas e em algum lugar (que não faço ideia onde) para você ir ao banheiro, comer um café ou um biscoito.
           Horários de ida: 7:00h e 15:00h
           Horários de volta: 6:20h e 16:00h
           Preço: Balsa - Caraíva: R$20,00 / Arrial d`Ajuda - Caraíva: R$19,00 / Trancoso - Caraíva: R$17,00
           Ao chegar no porto de Nova Caraíva você encontrará um caminho de pedras e no fim várias canoas a espera para fazer a travessia até o vilarejo. Logo no início deste caminho, a esquerda, existe um quiosque (ou um stand) de madeira, lá uma moça te recebe e pede uma contribuição de R$10,00 para manutenção da vila, eles mostram todo o orçamento já conquistado e onde o dinheiro foi aplicado, se quiser ajudar, doe, qualquer valor é bem vindo, mas isso é OPCIONAL. Você não deixará de entrar se não pagar, se não quiser é só passar direto, eu paguei os 10 golpes.

         No fim haverá uma tenda com vários caras, eles que farão a travessia com você. O custo é de R$5,00 por pessoa para cada trajeto, ida e volta. O tempo de espera depende, pode ser com muitas pessoas ou só você, depende deles. Se estiver com mala, coloque dentro, eles levam tudo. A travessia leva cerca de 5 minutos, bem rapidinho!

           A partir do momento que você chega, parece que toda a atmosfera muda, parece que aquela vila ficou alí parada no tempo, e interprete isso da melhor forma possível. Todas aquelas casinhas, na sua grande maioria de porta e janela ou meia morada emolduram e te dão as boas vindas. As ruas todas de areia, as árvores, o som do mar, o rio e aquelas pessoas, tudo harmonizam com o ideia de paraíso. Ao chegar, você estará na Av. dos Navegantes que é o Beira Rio, a partir daí já procure onde você vai se hospedar, tem uns totens que te indicam o caminho, ou então, é só perguntar a qualquer morador que eles te indicam.
            Se você chegou de manhã, um dos primeiros lugares que você pode ir é na Rua do Cruzeiro, uma das transversais que te leva do rio ao mar, é lá que está a famosa casinha que tem escrito “Sorria você está em Caraíva” que tooodo mundo tira foto, depois já escolhe para onde ir, ao mar ou ao rio. Ambos são lindos. De frente para a praia se vê à sua esquerda as falésias da praia do espelho, e à direita, a ponta do Corumbau, a água de ambos é extremamente azul e linda, porém a do mar para tomar banho é mais escura, porque é onde o rio deságua. No encontro do rio com o mar tem umas pedras, onde pode-se admirar todo esse paraíso.

           Outro lugar a se conhecer é o Quadrado de Caraíva. Lá está a Igreja de São Sebastião, a igrejinha matriz que segundo o IPHAN foi construída por volta do século XVI, algumas lojas a mais , bares e um lugar para forró. De modo geral, vale a pena se perder pelo vilarejo, cada ruazinha de areia é linda.

           A noite o point da vila deixa de ser a praia e passa a ser a Av. dos Navegantes, ou o Beira rio, onde estão a maioria dos bares e restaurantes de lá. Comida indígena, oriental, italiana, árabe, brasileira, sorveteria, lojinhas, tem um pouco de tudo. Alguns estabelecimentos já tem Wi-fi e quase todos aceitam cartão de crédito e débito, só depende do sinal de telefone, as vezes da uma falhada. Esses bares abrem umas 16h, para que as pessoas fiquem para ver o por do sol (lindo!) de lá, sentados ao lado do rio.
            Esse também é o ponto mais iluminado a noite de toda a vila, devido aos bares, todo esse trecho fica lindo a noite, tem um até que utiliza tochas de bambu, fica lindo. Junto com algumas opções de forró, o Beco da Lua (que fica fechado durante o dia) abre como mais uma opção de entretenimento. Com alguns bares, lanchonetes e um palco para show ao vivo, é lá que tem as casinhas cenográficas que todo mundo tira foto.
       
           ONDE COMER:
             Não imaginaria que uma vila tão pequena, com cerca de 600 habitantes fixos, poderia ter tantas opções para comer. Tudo muito arrumado e bonito, meio personalizado. Encontrei um pouco de tudo, árabe, japonês, indígena, brasileira, vegetariana... Uma das comidas mais tradicionais lá que eu pude perceber foi o pastel de arraia, servido com molho de pimenta, sai por menos de R$11,00 cada. Alguns botecos estão fechados na segunda-feira.



           Em relação ao pagamento, havia lido antes de ir que grande parte dos estabelecimentos não aceitava cartão, que seria bom levar dinheiro suficiente para os dias que passaria lá, mas o que encontrei foi o contrário, quase todos os lugares aceitava sim cartão (crédito e débito), mas como não existe sinal de telefone lá, depende do humor da internet para o mesmo passar, porém, não tive o menor problema, tudo certinho. Apenas um restaurante não aceitava, que era o Cantinho da Duca, onde se vende comida vegetariana, esse na verdade não tinha nem cardápio, era dito diariamente pela senhora que trabalha lá.
      ________________
      Bom essas foram minhas impressões sobre Caraíva, caso queiram mais detalhes entrem lá no blog que tem mais coisa: EstandoPorAí.wordpress.com ou no instagram @daanielvalverde
      Qualquer dúvida podem perguntar
    • Por JoseEduardoAmaral
      Olá pessoal, venho aqui humildemente relatar minha experiência, a viagem que eu fiz para Portugal, do dia 25-12 a 02-01-19. Como fiz tudo de maneira bem econômica, pode servir de informação para alguém com planos parecidos. Resolvi fazer só Portugal, gosto de envolver com um país por vez, acho que a experiencia fica mais rica. 
      A imigração foi supertranquila, perguntou qual era meu destino, quanto tempo eu iria ficar, onde eu iria ficar hospedado, e depois repetiu a pergunta até que dia eu iria ficar.  
      Hospedagem: Resolvi ficar hospedado somente em Lisboa e fazer outras cidades no esquema de bate e volta. Fiquei em um hostel no bairro de Misericórdia, perto do centro.  
      Transporte: O transporte coletivo, em Portugal funciona extremamente bem, é muito tranquilo andar de metro, ônibus, bonde e trem.
      25-12 
      Cheguei pela manhã em lisboa, como era feriado, não tinha nada aberto. Minha ideia era comprar um Chip de dados no aeroporto, só que estava fechado a loja. Tinha que arrumar um transporte para o centro. Fui para o metro, fica bem na saída do aeroporto. Para usar o metro e necessário ter um cartão chamado, Viva Viagem. Em todos os metros tem uma maquina de autoatendimento onde é possível carregar o cartão e se você não tem um cartão é só solicitar o cartão na mesma maquina. Adquirido o cartão e só recarrega-lo toda vez que for usar o metro.  O cartão custa 0,50 euros, e uma viagem do metro custa 1,45 euros.  Eu achei que não ia conseguir. pois a maquina só aceitava moedas e notas de até 10 euros e eu só tinha notas de 50 euros. Resolvi tentar usar meu cartão Nubank e não é que deu certo, as maquinas aceitam cartão internacional. As estações de metro de lisboa são super bem sinalizadas e cheias de informação. Olhei o mapa e indicava que deveria pegar essa linha vermelha do aeroporto, descer na estação Alameda e tomar a linha verde, rumo ao centro da cidade. Quando fui mudar de linha no metro, vi uma lojinha de celular aberta e comprei o chip de estava querendo, 15 euros, 5 giga de dados de internet por até mês. Fui procurar o hostel . Os checkin's em portugal são bem tarde só depois das 15:00. Mas eles deixam você deixar suas coisas e voltar mais tarde. Larguei tudo no hostel e fui bater perna pela cidade. Estava bem cansado da viagem e fiquei mesmo só andando sem pressa, fui até a praça do comercio, fiquei ali andando pelas margens do Rio Tejo. Mas tarde eu fui para o Miradouro São pedro de alcantra, onde tinha músicos de rua, varias barracas de comida e bedida da boa. Fui dormir cedo. 


       
       
      26-12- City tour, Castelo de São Jorge, Museus
      A primeira coisa que sempre gosto de fazer quando a disponibilidade é um City Tour. Achei na internet  um Free walking tour que começaria as 10:30. Antes do tour começar eu vi uma barraca de apoio ao turista e resolvi comprar um Lisboa Card. Esse cartão tem validade de 24, 48 ou 72 horas e dá acesso gratuito e vários museus, descontos, e acesso gratuito a todo transporte urbano de lisboa. Comprei o de 48 horas.  
      Não consegui achar um tour em português, só em espanhol e inglês. Escolhi o em inglês, no ponto de encontro tinha vários brasileiros todos eles foram fazer o tour em espanhol. No meu só tinha japoneses e franceses. O tour foi bem bacana ficamos rodando pelo bairro alto e pelo baixo chiado. Muita informação local e histórica. Toda vez que o guia ia falar alguma coisa relacionada ao Brasil ele olhava pra mim e perguntava se estava certo a informação. O tour durou cerca de 2 horas e meia. No final você contribui se quiser com quanto quiser. 
      Terminado o tour fui comer alguma coisa e começar a usar os benefícios do meu Lisboa Card.  Fui ao Castelo de São Jorge (desconto entrada lisboa card). Vista maravilhosa da cidade. Depois fui ao museu teatro romano, museu militar e museu do azulejo. Todos museus gratuitos com o lisboa card. 
      A noite, peguei o metro e fui visitar o Shopping Colombo, é gigante, dá até para se perder. Alguns dizem que é maior shopping da Europa. Acabei aproveitando a oportunidade para assistir o filme do Aquaman, era em IMAX, uma tecnologia que ainda não tinha experimentado. 

       
       
      27-12 - Belém
      Tirei o dia para ir a Belém, e não me arrependi é espetacular. 
      Não há linhas de metro, então fui pegar o bondinho, chamado de elétrico, 15E, ele leva exatamente para lá. Desci ao lado do Mosteiro dos Jerônimos. Ainda eram 9:00 e resolvi começar provando dos famosos pasteis de belém, muito saborosos. Depois visitei o mosteiro, lugar muito bonito. Ao lado do mosteiro tem o Museu de arqueologia, ambos free com lisboacard.   Desci então a praça ao lado do mosteiro para achar o monumento Padrão do descobrimento.  Depois voltei um pouco caminhando até o museu dos Coches e o museu MAAT. Faltava a cereja do bolo, e para terminar fui visitar a magnifica torre de belém. 


       
       
       
      28-12 - Sintra
      Ir de Lisboa à Sintra é bem simples. É só pegar o trem que sai da estação Rossio. Dá para aproveitar o mesmo cartão do metro, desde que ele esteja vazio, então só comprar na maquina a passagem. Peguei o comboio das 09:00 e 09:40 eu já estava em Sintra.  
      Tirei a parte da manhã para visitar a Quinta da Regaleira, um dos lugares que eu mais queria visitar nessa viagem, e realmente não me decepcionei.
      Tem ônibus, mas achei caro 5 euros,  e caminhei por cerca de 20 minutos até a entrada do parque. 
      O lugar é imenso, fiquei umas três horas explorando o lugar e não foi suficiente para ver tudo.
       

       
      Voltei para o centro da cidade, almocei e fui pegar o ônibus 434 circuito pena. Desci no Castelo dos Mouros e fui explora-lo. 
       A grandeza das muralhas e a vista que se tem do alto do castelo é de tirar o folego. 

       
      Depois fui ao parque da pena, o lugar é imenso e explorei mais o palácio, ponto principal do parque e fui a alguns jardins. Começou a descer uma nevoa que dificultava até a andar e decidi encerrar minha visita. Voltei para o centro da cidade, fiz um lanche e fui para estação de Sintra pegar o comboio de volta para Lisboa. Ficou a sensação que se a viagem já tivesse terminado teria valido a pena.  

       
       
      Dia 29-01 - Évora
      Para ir à Évora existem duas possibilidades, de trem ou ônibus. Os valores são bem parecidos e o tempo de deslocamento também. Optei por ir de ônibus, pois, os trem tem poucos horários disponíveis, já ônibus tem muitos horários, flexibilizando a viagem. Os ônibus saem do terminal rodoviário Sete Rios, dá para chegar lá rapidamente de metro pegando a linha azul e descendo na estação Jardim Zoológico. 
      Cheguei em Évora e fui caminhar até centro histórico. Apesar de ter muitos turistas, a cidade tem um ar de muita tranquilidade. Escolhi visitar primeiro o templo romano, então coloquei no gps do celular e fui. No caminho cai bem na praça do Giraldo um dos lugares mais importantes de cidade onde tem uma belíssima igreja e os principais restaurantes da cidade. Visitei o templo, tirei umas fotos, bem em frente ao templo tem um pracinha bem tranquila, vale uma parada para tomar um café. 
      Bem perto dali está a catedral de Évora, muito bonita. Tem varias opções de entrada. Eu peguei a completa e fui visitar a igreja, o claustro e  o telhado. O telhado se tem um bela vista da cidade, vale a pena perder uns minutos só contemplando os vales que se perdem a vista. 
      Depois fui visitar a bizarra capela dos ossos. O lugar é pequeno, mas vale a visita para tirar umas fotos e conhecer a história do lugar. Além da entrada na capela o ingresso também da direito a acessar algumas exposições que tem nos pisos superiores do prédio ao lado. Tinha uma exposição de presépios bem bonita, devia ter uma centena deles, de diversos tipos e materiais. 
      Voltei para a praça do Giraldo, comi um lanche, e percebi que estava meio cansado e então resolvi voltar para terminal de pegar as 17:00 o ônibus de volta para Lisboa.
        
       
      Dia 30-12 - Cascais e Cabo da Roca
      Muito simples ir a Cascais desde Lisboa, é só pegar o trem que sai em intervalos curtos na estação Cais de Sodré. 
      Cheguei em Cascais e já percebi a diferença na arquitetura da cidade, grandes mansões e casas de praia. Sai da estação e fui em busca de ver as praias próximas, apesar de pequenas são lugares até charmosos e bonitos. Por incrível que pareça a temperatura ambiente era 10 graus e tinha gente tomando banho. Visitei algumas praias, fiquei um tempo contemplando a paisagem, depois fui caminhando até a boca do inferno, ponto turistico. Voltei para o centro para almoçar.
      A tarde fui pegar um ônibus que leva ao famoso Cabo da Roca, o ponto mais ocidental do continente europeu. A estação de ônibus fica bem perto da estação de trem, a linha é a  403, que faz a rota de Cascais até Sintra e para no Cabo da Roca.
      O lugar é fantástico, uma paisagem muito bonita e uma energia muito boa. Passei horas simplesmente sentado contemplando o oceano e as formações rochosas. 

       
       
      31-12 Lisboa - Parque das Nações, Oceanário, Estádio do Benfica, réveillon. 
       
      Ultimo de dia do ano, resolvi conhecer o parque das nações, fácil de chegar pela linha vermelha do metro, descendo na estação oriente. Fui ao Shopping Vasco da Gama. Depois desci para visitar o Oceanário de Lisboa, sensacional fauna marinha. Fiquei dando umas voltas pela região. Depois fui para outra ponta da cidade conhecer o estádio do Benfica. Infelizmente o estádio não estava aberto para visitação e visitei só o museu. 
      Para encerrar fui a noite para o show da virada na praça do comercio, onde acompanhei a belíssima queima de fogos. 

       

       
      01-01 - Almada
      Nesse dia eu não tinha programado nada para fazer, acordei por volta do 12:00 devido a noite de réveillon. Acordei bem disposto e resolvi visitar o mercado da ribeira, não tinha muita coisa aberta,  mas a gastronomia estava e deu para almoçar um belo Bacalhau a Braz. Ao caminhar pela beira do Tejo pensei porque não ir até o outro lado rio e assim o fiz. Tem uma estação hidroviária que leva de barco até Casilhas em Almada, viagem rápida, menos de 15min.
      É muito bonito ver Lisboa na outra margem, fiquei ali sentado um bom tempo contemplando-a.  Explorando o lugar vi que tinha uma linha de ônibus que levava até o Santuário do Cristo e resolvi conhecer o lugar. O Santuário é muito bonito e vale a pena ser visitado até mesmo se você não for religioso. O miradouro de lá da uma vista fantástica de lisboa e em especial da  ponte 25 de abril. 


       
       
      02-01 Porto
      Era um grande dilema ir ou não fazer um bate e volta até a cidade do Porto. Eu já sabia que a cidade  merecia vários dias de roteiro, tempo com o qual eu não tinha. Há vários dias antes eu fiquei pensando se valia o risco de fazer uma coisa corrida dessas, pois é uma viagem longa e com certeza o dia ia ser muito corrido.  Acabei achando na internet um relato de um viajante que tinha feito um bate e volta lisboa-porto e gostei do roteiro ( https://www.umviajante.com.br/portugal/127-roteiro-do-porto-portugal-parte-um ). Praticamente eu fiz o mesmo roteiro do rapaz, só a diferença que eu cheguei mais cedo e fui primeiro no estádio do clube do Porto. 
      Peguei o trem as 7h em Lisboa na estação Santa Apolônia e por volta de 10h eu estava no Porto. Usei metro também, o esquema do é bem parecido com de Lisboa, tem que adquirir um cartão, que nesse caso se chama Andante. 
      Primeira parada foi no estadio do Dragão, casa do Clube do porto, o metro te deixa na porta do estádio, dei sorte cheguei bem na hora que iria começar a visita guiada pelo estádio. Muito bonito conhecemos tudo dentro da arena, sala de imprensa e vestiário, gramado e arquibancadas vips. Visitei também o museu que conta toda história do clube, bem bacana e interativo.    

       
      Peguei o metro até a estação trindade e de lá em peguei a linha amarela que leva até Vila Vila Nova de Gaia. Desci na estação que logo depois da passagem sobre a famosa Ponte Luiz I, meu objetivo. Sensacional a vista!!!!! É esplendido o rio Douro e  a Ribeira  vista de cima da ponte. Voltei caminhando por cima da ponte até o lado do Porto e desci para a ribeira. Fiquei um tempo por ali contemplando e curtindo os músicos de rua. Resolvi me dar o luxo de almoçar por ali naquela vista maravilhosa das margens do Rio do Douro. Resolvi experimentar  a famosa francesinha acompanhada do famoso vinho do porto. 

       
      Ali perto da ponte tem um funicular que leva até a parte alta do centro histórico e desci perto da praça Batalha. De lá segui andando até a catedral da Sé, muita bonita. Depois  visitei algumas praças que tem por perto e foi ver a torre dos Clérigos. Fui também conhecer a famosa livraria Lelo, também conhecida como livraria do Harry Potter. Estava meio tumultuada, muito lotada, mas o lugar é muito bacana e bonito. Também dei uma passada na estação são bento, onde tem belos azulejos, fui a praça da liberdade fiquei um tempo por lá. Esse trajeto foi perfeito para eu chegasse na estação trindade e pegar o metro de volta a estação de trem de campanha e as 19h eu estava voltando para Lisboa.

      Valeu a pena fazer o bate e volta, mas realmente a cidade do Porto merece mais tempo de visita, tem lugares fantásticos. Um dia eu volto  quem sabe.  
      E na manhã seguinte bem cedo, para minha tristeza, voltando para o Brasil. The end. 
        
    • Por lorraine.oa
      Olá, mochileiros. Preciso de ajudaaaaa!
      Não conheço a Europa, mas decidi me aventurar por lá esse ano (2019).
      Como só tenho disponibilidade para viajar em dezembro, e sei que esse é o período de inverno por lá, gostaria de receber dicas para otimizar meu roteiro e não ser """prejudicada""" pelo clima de lá, já que sou carioca e não estou acostumada com o frio, rs. 
      Eu tenho alguns destinos que não gostaria de abrir mão, como Amsterdam, Madrid, Barcelona (tenho pensando em outras cidadezinhas como Salamanca e Toledo também, mas ainda não tenho certeza sobre essas duas) e Londres.
      Tenho 22 dias para aproveitar por lá e estou aberta a receber sugestões de roteiros para otimizar minha viagem, visitando as cidades que grifei acima e até mesmo incluindo destinos adicionais.
      Agradeço desde já :)
       
       
       


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