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Bora viajar?

Da casa dos espíritos até Puesco - a travessia do P.N. Villarica

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Pessoal:

 

Logo antes do terremoto do Chile fiz a travessia do Villarica, também conhecido entre os Mapuches como Rucapillán ou casa dos espíritos. É um trekking maravilhoso de 5 ou 6 dias, 81 km, que atravessa todo o P.N. Villarica. Ele não é tão famoso como TDP ou El Chaltén por dois motivos:

 

1.não tem refúgios, temos que levar tudo;

2.boa parte dele é acima da linha das árvores, em terreno exposto a intempéries.

 

Por isso o Lonely Planet no roteiro desta trilha tem uma advertência, o que não ocorre quando ele descreve as outras duas trilhas. Mas também diz que ele é incrivelmente cênico. Eu diria que é tão bonito quanto TDP ou El Chaltén, mas de uma beleza diferente. Enquanto TDP tem a grandiosidade e El Chaltén tem a arquitetura linda das montanhas, esta travessia tem os vulcões. Avistamos 6-7 ou mais vulcões na travessia, um deles ativo e passamos ao lado de crateras extintas. Adicionalmente entramos em florestas de araucárias e de coigües que parecem de conto de fadas, atravessamos paisagens lunares, campos de lava (escoriais), lagunas alpinas e cruzamos manchões de neve nos passos altos (mesmo no final de fevereiro!).

 

Dia 18/02/2010 - Santiago

 

Cheguei no aeroporto de Santiago as 21:30 horas. Rapidamente peguei o transfer da Tur Bus para o Terminal Alameda onde comprei passagem para Pucón as 23:30. O salón cama é muito confortável. São notáveis a eficiência e a falta de burocracia do Chile.

 

Dia 19/02/2010 - Pucón

 

Com o dia raiando entramos em Temuco. Mais uma hora chegamos em Villarica e mais meia hora em Púcon. Não tinha lugar certo para ficar em Pucón. Mas logo em frente ao terminal da Tur Bus um hostal com a bandeira do Brasil na janela. Opa, um bom sinal! Se brasileiros deixaram a bandeira foi porque gostaram. Na verdade a simpática dona é brasileira, de Campinas/SP. Vive numa ponte aérea Campinas – Pucón. A pousada Pucón Sur é boa e recomendo (22000 pesos alta estação). Saí para comprar os mantimentos, gás e para conseguir o transporte até a estação de ski do Villarica, junto a uma das empresas que fazem a subida do vulcão. Consegui junto a Tranco, por 5000 pesos (~US$10 = R$20). A Politur não podia dar certeza se haveria lugar antes das 17 horas pois a prioridade de assentos era para quem queria escalar. Não poderia esperar até esta hora para ter uma definição, daí preferi a Tranco.

 

Dia 20/02/2010 Pucón – Estero Ñilfe

 

Acordei 05:30 pois a van estava prometida para 06:00. Chegou as 06:30. Foi depois até a agência e pegou os escaladores. A van saiu lotada com o guia de pé (quem já pegou van no Rio sabe como é...). A Politur ao menos foi mais honesta dizendo que não poderia vender o lugar se ela estivesse lotada.

 

Um casal de brasileiros sentou logo atrás, Pedro e a namorada. Iam subir o Villarica. Perguntaram o que ia fazer, respondi. Depois os comentários de praxe: se não era perigoso ir sozinho, etc...

 

Tive de saltar da van na Guarderia da CONAF do PN Villarica para pagar meu ingresso (7000 pesos=28 R$) para um nº de dias ilimitado no parque. Lá recebemos um mapa com o parque e a trilha. Escala não muito boa 1:110.000.

 

Mais ou menos 30 a 40 minutos chegamos a estação de ski. Me despedi dos simpáticos brasileiros e me afastei da galera (10 a 20 vans - acho que 100 pessoas deviam estar subindo o vulcão naquela manhã), fui até uma curva longo antes da estação, com uma placa indicando o início da trilha (“à Challupén”). Estava ainda frio na sombra da montanha.

 

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A subida do Villarica é um arremedo de alpinismo? Pode ser, mas é muito interessante: temos uma experiência do que seria uma escalada na neve e temos a oportunidade de ver a cratera de um vulcão ativo, por isso a maioria dos turistas em Pucón tenta fazer isto (35000 pesos chilenos= R$ 140). Pensei até em fazê-lo e apenas na descida iniciar a trilha do Villarica. É possível mas é bem cansativo. Quem sabe na volta, pois se ocorresse tudo como planejado teria um dia sobrando em Pucón.

 

O começo da trilha é feita por um terreno pedregoso, com pouca vegetação, acima da linha das árvores. Um constante sobe e desce pelas encostas do vulcão. Apenas 9:15 tirei o casaco de fleece pois só então o sol bateu em mim. Mas ou menos nesta hora entrei nos pequenos bosques de coigües e, mais tarde, com araucárias. Estas árvores são lindas. Algumas bem grandes. Parecem árvores pré-históricas. O terreno é ondulado. Os maiores acidentes são os zanjónes, por onde desce a água das chuvas ou no degelo. Alguns deles tem um riacho perene.

 

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A trilha é bem visível e é demarcada por estacas de aço (um perfil em L) com marcas amarelas e numeração indicando a travessia. As estacas são altas (para evitar que a neve as cubra) e bem enterradas (para evitar que o vento as derrubem).

 

Apenas em três pontos podemos fazer uma confusão: logo ao atravessar o Zanjón Pino Huacho tive a impressão que a trilha seguiria a direta. Na verdade sobe a esquerda (não errei porque o guia do Lonely Planet avisava).

 

No Zanjón Challupén desci e demorei para perceber onde é que saia dele, subindo. Devemos seguir em diagonal, para cima até avistarmos uma placa. Me confundi pensando que a saída era um ponto sinalizado por um morão branco, um pouco antes.

 

Logo em seguida, no bosque, errei e fui em direção as lagunitas Challupén (mais parecem brejos rasos). Perdi 40 a 60 minutos nesta história. O GPS me permitiu concluir qual o caminho certo. Basta também suspeitar quando passamos algum tempo (20 min) sem ver as estacas sinalizadoras (tem algo errado!).

 

Entre dois bosques encontrei um chileno que vinha na direção contrária. Jovem, pareceu-me um pouco inexperiente e despreparado para trekking. Tinha duas mochilas, uma atrás e outra na frente ao invés de uma só de maior capacidade (as duas deviam ser muito desconfortáveis - novato sofre). Estava tirando um casaco camuflado pesado. Tinha uma faca grande presa na coxa. Não aguentei e perguntei se era para enfrentar os pumas. Estava fazendo apenas o trajeto Chinay- estação de ski.

 

Cheguei as 15:30 mais ou menos no Estero Ñilfe. Lugar lindo para acampar. Parece que os chilenos preferem ir mais adiante (aqui escurece a partir das 21 horas), mas como o lugar era lindo preferi ficar.

 

Achei um lugar privilegiado para armar a barraca no meio de umas lengas baixas. Tomei um banho de panela (quando tem sol podemos se dar a este luxo, mesmo com água gelada). Depois do choque inicial da água gelada fica uma delícia: passamos a absorver calor do ar a nossa volta.

 

O local é lindo, pois é um pequeno prado com arbustos e uma vista muito bonita para SE. Atrás o vulcão Villarica. Um campo de lava negra ficava logo atrás da barraca.

 

Pela primeira vez fiz um jantar com comida liofilizada. Eu apanhei. O negócio não saiu bom. A fome ajudou a descer.

 

Um pôr-do-sol lindíssimo acima de um tapete de nuvens.

 

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Dia 21/02/2010 Estero Ñilfe - Rio Pichillancahue

 

Comecei o dia preguiçoso. Sai 09:50. Levei apenas 1 litro de água mas me arrependi pois a primeira metade do trajeto é seca e não tinha certeza se no fundo dos esteros iria encontrar água. Um terreno lunar, com muitos campos de lava (terreno poroso que não deixa água na superfície).

 

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Cruza-se um grande campo de lava, o Escorial de Catricheo. Os tábanos volta e meia lhe enchem o saco (tábanos são mutucas grandes, turbinadas).

 

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Trecho de lava e o vulcão Lanin ao fundo.

 

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A SE se avista os cones duplos dos vulcões Mocho e Choshuenco durante quase todo o trajeto.

 

Lanchei as margens do Estero Aihue.

 

Caminha-se acima da linha das árvores até pouco antes de iniciar a descida para o Rio Pichillancahue, onde penetrei numa floresta basicamente de araucárias (linda). A descida para o rio é acentuada e acabei pegando uma cana quila para aliviar os joelhos, já que não estava com bastões de trekking.

 

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Ao chegar no rio, um alívio: o CONAF colocou uma ponte de troncos com guarda-corpo para auxiliar a travessia. Não que fosse difícil atravessá-lo. Mas a água é gelada, vai nos joelhos e a cor branca não permite ver o fundo. Assim teria de cruzá-lo de botas e elas não secariam até o dia seguinte.

 

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Achei um local lindo para acampar na margem esquerda (verdadeira) do rio, pouco depois da ponte, como sugerido pelo Lonely Planet. A barraca ficou abaixo de uma araucária, perto do rio. Circulo de pedra indicava o local onde campistas faziam a fogueira. Antes de anoitecer uma neblina, na verdade nuvens, começaram a subir pelo vale do rio. Pensei até que o tempo ia mudar. Apenas nuvens. Mas dava uma impressão maravilhosa de uma floresta mística. Uma linda floresta de coigües.

 

Tomei outro banho de panela com água de glaciar. A janta saiu um pouquinho melhor (aprendendo!). A noite uma temperatura em torno dos 7-10º C dentro da barraca, mais o menos o mesmo que ontem.

 

Uma noite de verão na Patagônia pode ser bem mais fria que a pior noite de inverno na serra gaúcha!

 

Não vi ninguém neste dia.

 

Dia 22/02/2010 – Rio Pichillancahue – Estero Mocho Superior

 

Hoje é o dia mais puxado com bastante subida (1.150 m) e aproximadas 7 horas de trekking. Por isto sai mais cedo, por volta de 08:40.

 

Pequena caminhada, 10 min para chegar num morrete. Passado o morro, mais 20 min para chegar numa estrada de terra (só para 4X4). A estrada sobe em direção a Chinay. Tudo isto dentro de um bosque de altas árvores. Em 40 min. se atinge um passo (logo depois de uma derivação a esquerda com um sendero para o Glaciar Pichillancahue) e começa a descida pela estrada até a Guarderia Chinay da CONAF. Após 1-1,5 de estrada cheguei na Guarderia, mas estava fechada. Nenhum guarda parque.

 

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Poucos metros após, a direita, começa a trilha para o estero Mocho. Cruza-se um pequeno riacho e começa a mais cansativa subida da jornada. Cerca de 2 horas e pouco por uma trilha mais fechada, cheia de carrapichos. A floresta de araucárias, mais em cima, é muito bonita, algumas árvores estão repletas de barba-de-velho.

 

Tive a impressão que me dirigia para um colo, que nada. A trilha vai para a esquerda subindo pela crista. Só depois de um descampado originado num incêndio, onde lanchei, se entra num pequeno trecho de mata para finalmente emergir do outro lado da crista, num bonito prado, acima da linha das árvores com vista para SW, para o vale do rio Elevado.

 

Anda-se um pouco neste prado para em seguida subir a esquerda para um colo. Neste ponto, cuidado. Dá impressão que devemos ir em frente, descendo, inclusive há pegadas descendo. Porém a trilha segue a direita subindo pelas cristas. E assim continuará. Apenas não sobe o cerro mais alto, o Los Pinos, com 1.774 metros. A trilha segue pela encosta esquerda deste cerro para novamente seguir por cristas mais baixas adiante, desta vez já com vegetação. Aproveitei para parar e fazer um lanche, com vista para o Norte, para o vale do Rio Palguín.

 

Retomada a caminhada, sempre descendo. Quando saí das cristas a vegetação cresce e entramos numa floresta que desce para um colo. No meio deste colo uma trilha à esquerda que desce para o vale do Rio Palguín, que no mapa da CONAF aparece como “Sendero Estero Mocho”. Uma rota alternativa em caso de emergência.

 

Logo após a bifurcação a trilha começa a subir a encosta florestada do vulcão Quetrupillán. Com mais 20 minutos chega-se num bonito local onde a floresta acaba e há um pequeno riacho correndo entre lajes de pedra, o Estero Mocho Superior. Local privilegiado: a NW a vista do Villarica esfumaçando. A Leste o vulcão Quetrupillán. Montei a tenda bem abrigada entre os arbustos.

 

Encontrei só um casal de franceses acampados. Ela bem simpática, falava espanhol. Vinham em sentido contrário. Tomei meu banho de panela, aproveitei o sol para secar e fiz a janta tranquilo. A tardinha o tempo pareceu que ia mudar, mas foi só ameaça.

 

Passeei pelo local. Muitos pontos perfeitos para acampar. Porém parece que na alta estação é muito frequentado. Muita gente descuidada, com muito papel higiênico visível perto demais do rio. Aquela imagem me fez ferver a água de beber, coisa que não fiz em acampamentos anteriores.

 

Logo depois destes pontos abrigados, termina a linha de árvores e começa um bonito prado que segue até o vulcão Quetrupillán.

 

Dormi com um pouco de frio a noite. Meu saco de dormir de pluma não é muito bom. Depois posto um comentário mais técnico sobre ele no tópico Equipamentos > Sacos de dormir, aqui no fórum Mochileiros.

 

Depois posto os demias dias e mais fotos.

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Peter..

 

como seria esse trekking no meio do inverno? seria possivel com guia experiente e raquetas de neve etc?

 

ou impossivel de se fazer?

 

eu sei que la na patagonia no inverno nao rola nada.. mas ai pra cima quem sabe....

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Ploc:

 

O Villarica está na região de Araucania, que ainda é considerada Patagônia. Um pouco mais tranquila por ser mais ao Norte, mas mesmo assim tem condições metereológicas que podem ser bem adversas.

 

Possível deve ser com raquetas, piolet, etc... isto se a Conaf não fechar a travessia no inverno. Mas como ela é extensa acho que seria muito cansativo, pois boa parte é acima da linha das árvores e com certeza estará coberta pela neve tornando seguir a trilha mais difícil. Apesar das estacas serem altas (portanto não seriam cobertas pela neve) elas são intervaladas e há trechos que de uma vc não avista a outra. Além de ser bem cansativo percorrer com neve os mesmos 82 km.

 

Possivelmente uma boa prática de montanha seja recomendável. Pergunte as agências de aventura de Pucón que tem guias de trekking que elas saberão informar.

 

Abraços, peter

  • 3 anos depois...
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Peter,

 

Desculpe a perseguição, mas você faz tudo na frente e eu não faço relatos.... então, voltando ao meu trabalho de revisar suas trilhas....rs

 

De fato, a travessia do Villarrica não deve em nada a TDP, Chalten, Tierra del Fuego. Foi incrível, quando estava retornando de Puesco e avistei novamente o vulcão Villarrica, pensei na hora: - Posso fazer de novo?.... pena que sou responsável e voltei pra casa.

 

QUANDO IR

 

Segundo opnião de alguns locais, fim de março inicio de abril, porque o que tinha que derreter de neve, já derreteu (mas com o risco de que já pode estar chegando mais). Mas tem uma vantagem significativa: não tem tábanos!

 

O guia LP e outros dizem de dezembro até março mas....

 

07/12/2013, Pucon, Hostel wohlenberg

 

http://www.wohlenberghostel.cl/ R$90, 3 dias de hospedagem no total tem quartos compartidos por CLP 8.000, simples, incrível atendimento e muito bem localizado, vizinho de parede da rodoviária a 2 quarteiroes da rua principal.

 

- La travessia esta cerrada! – Alertou Erik, dono do hostel. E ele estava certo.

 

Dia seguinte, o guardaparque da conaf RECUSOU minha entrada. Alegou que a área entre a Laguna azul e a branca estava impossível, fechada pela neve. Argumentei, dizendo que iria até a laguna azul e voltaria pelas termas de Palguim. Ele aceitou então minha entrada e meu nome foi registrado em um livro de controle, mas NÃO foi entregue nenhum papel, nem mesmo paguei nenhuma taxa, muito menos ganhei o mapa do lugar. Estava entregue a sorte e ao GPS. A sorte no entanto estava generosa, ocorreram 2 milagres!

- 2 dias depois achei um mapa caído bem no meio da trilha!

- 4 dias depois, cruzei com 6 bikers argentinos (um de 64 anos) fazendo a trilha no sentido inverso. Eles me disseram que não encontraram problemas, então pude fazer a travessia completa normalmente... mas não apenas achei incrível eles estarem fazendo a travessia de bicicleta, mas eles estavam fazendo um “daybike”, eles tinham saído de Pucon, pedalado 60km até o iníco da trilha (em Puesco), subido tudo aquilo muitas vezes carregando a bike nas costas e voltariam para Pucon no mesmo dia!

 

INFORMAÇÕES SOBRE O LOCAL

 

Excelente redação sobre a trilha (mais atual que o Loney Planet!)

http://www.travelaid.cl/eng/excursions/hikes/challupen.htm

http://www.travelaid.cl/eng/excursions/hikes/traverse.htm

 

Tem mais informações, inclusive o trajeto para GPS com excelentes waypoints.

http://www.parquenacionalvillarrica.blogspot.com

http://parquesaraucania.blogspot.com.br/2000/09/senderos-areas-silvestres-protegidas.html

 

Caso queira meu caminho GPS:

http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=5835223

 

CLIMA

 

Minha pequena experiência (monitorei constantemente durante nov e dez/13) mostrou ausência absoluta de nuvens, sem vento e temperatura elevada. Uma moleza! Não sei se é um padrão, consulte antes de ir.

Previsão de tempo, a melhor da internet para montanha, windguru. É difícil entender a primeira vista, mas vale a pena, tem informações de % de nuvens no ceu, milímetros de chuva, temperatura, etc A CADA 3 HORAS e não apenas para o dia!!!

http://www.windguru.cz/pt/index.php?sc=106537

 

VIDA

 

Sim, há animais! Todos os dias vi lebres, no total, cerca de uma dúzia. Foto zero, era avistar e ela correr. Vi pegadas de puma na neve, mas nada do bichano. Uma tarântula gigante, do tamanho da minha mão aberta, bem no meio da trilha. Foi o único que parou para pose e consegui fotografar.

 

TRANSPORTE

 

O Peter teve bom poder de negociação CLP $ 5.000. Não achei ninguém para me levar para lá, então paguei um taxi CLP$ 18.0000. Provavelmente devido a temporada, não vi 20 vans lá em cima. No máximo 3.

Considerando que o Peter é feio e eu sou lindo, consegui carona fácil. Quando cheguei na estrada internacional, comecei a andar pela estrada até a conaf de Puesco, mas não cheguei lá. No 3º carro, a dedada funcionou e ganhei uma carona fácil de um casal israelense em lua de mel até Pucon.

 

ESCALADA VILLARRICA

 

O preço varia entre 30 e 45 mil pesos Chilenos. Eu fiz uma saída as 4:30AM, mais cedo, com menos sol na cabeça e neve mais firme. Mas paguei 45, preço justo, o meu era o único grupo!

 

MARCAÇÃO DA TRILHA E DIFICULDADE DO TERRENO

 

Entre a estação de ski e Chinay, está um passeio no shopping. Andar no metro de SP é bem mais difícil.

 

Entre Chinay e Puesco está muito boa, mas faltam algumas marcas. Nada que torne a coisa impossível mas você anda uns 200/400 metros se perguntando se esta no caminho certo. Em 90% das vezes vc está no caminho certo, simplesmente porque continuou em frente na mesma direção, nas exceções vc volta e tenta de novo. Com GPS ou uma simples bússola a emoção de se perder é rapidamente neutralizada.

 

No entanto, achei algo diferente nesse lugar. Todas as trilhas que fiz/faço e farei na vida, eu olhava para o terreno e fazia um exercício muito simples: - Se eu não tivesse GPS, mapa ou marcação.... para onde devo ir? Qual seria o caminho natural? Eu SEMPRE leio o terreno e tenho uma boa idéia de para onde é o caminho, acerto em muitas vezes.

 

Lá NÂO! O caminho NÃO é instintivo. Sem bussola, marcas de trilha, estudo prévio.... eu não fazia idéia para onde ir! Mas o excesso de marcas não deixa dúvidas....

 

DIA 1

 

Apesar de muitos dias bons em clima, esse dia dei azar, então parei também no estero Ñilfe. Muitas novidades que o Peter não sabe....ou escondeu o jogo!

 

Eu não posso afirmar com 100% de certeza, afirmo com 90%. Parece que o caminho foi.... dividido!

 

Temos um caminho novo, com placa e tudo, chamado “Sendero El Peuco Viejo”. Se bem entendi o caminho se divide em 2 pouco depois do sanjon Voipir.

 

O caminho ao sul, da esquerda, que recebe o nome de “Sendero El Peuco Viejo”, vai por cima da montanha e da vista no glaciar Voipir. Não, eu não peguei o caminho, mas o vi. Não percebi que havia uma... divisão! achei que “sendero El Peuco Viejo” era o caminho em que eu já estava. Vai para dentro de uma floresta, como todos os guias e o próprio Peter afirma, que é o caminho da direita (indo reto e mais óbvio) é por dentro floresta entre as árvores, sem vista e abrigado.

 

Esses caminhos se cruzam lá embaixo, no Sanjon Pino Huacho, onde há uma “fuga” para Villarricca. Há a placa “Sendero El Peuco Viejo”, e outra “vista Glaciar”, que foi a placa que me atraiu. Subindo sempre, vai para fora das árvores,em um caminho óbvio. No topo, ainda longe do glaciar mas com ele a vista, tem uns banquinhos no caminho! Continuei por ele e percebi que ele voltaria até aquela placa inicial, então retornei por onde vim, sem marcar o caminho completo com o GPS mas poupando minhas pernas.

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Caso queiram, GPS deste sidetrip é http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=5836059

 

Não sei se o Peter não viu ou omitiu.... existem no caminho algumas cavernas vulcânicas! Vi 3 no total.

A primeira, logo antes do estero Ñilfe. SIM É POSSÍVEL DORMIR LÁ DENTRO. Dormem tranquilamente umas 6 pessoas, pasme, tem um buraco que ao que parece foi usado de chaminé e fazem fogueira dentro da caverna!

Mas não dormi e me arrependo horrores. Sinceramente, cogitei fazer bivaque na travessia, mas como o primeiro dia tinha previsão de uma chuva leve, levei a barraca. Se soubesse da caverna, teria deixado a barraca em casa!

 

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Zanjón Challupén, ponto que o Peter “se perdeu” por falta de marcação, ERA realmente justificável. O lugar é enorme, vc não pode ver do outro lado para onde tem que ir. Hoje, vi diversos postes tornando o caminho a prova de erro.

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DIA 2

Sem novidades, a dica de água do Peter é importante! 2 litros é melhor. No meu caso sobrou muito graças a uma nuvem que insistiu em ficar na frente do sol o tempo todo, senão....

Eu bebia cerca de 4 a 5 litros de agua por dia! MUITO calor! Na maior parte do caminho, use um método camelo. Quando chegar na água, beba muito (mais de meio litro) e leve um pouco (no máximo meio litro). Assim você carrega pouco peso e não passa sede.

Também acampei no rio Pichillancahue. NÃO aconselho, me arrependi muito. O lugar é uma floresta fechada, não tem nada para ver/fotografar. Muito mais agradável (e exposto) ficar antes, como no Rio Champulli. Mas essa é minha opnião, um tarado por fotos e filmagens noturnas....

 

DIA 3

 

Esse é o momento que fiz minha loucura. Não cheguei no estero mocho superior. Mas fiz algo que o Peter deixou de lado....

No caminho, fui conhecer o Glaciar Pichillancahue. Valeu a pena, é um lindo glaciar coberto de cinzas vulcânicas, portanto, preto! É uma visão única, pq não tenho notícia de um glaciar negro. Ao longe vc vê uma montanha de pedra que ao se aproximar descobre que é o glaciar.

O caminho é muito fácil, sem erros. A placa indica apenas 1,5horas de ida. Mas é penoso, apenas subida tempo todo, ida e volta com pausa para foto deu umas 3 ou 4 horas. Valeu a pena mas paguei caro por isso.

Leia o que o Peter diz.... é o dia mais duro, 1.200 de desnível. Com esse dayhike que juntei, fiz 24km de distância e 2.000 metros acumulados de subida e 2000m acumulado de descida! Muito caro para os meu corpo gordo de quase 40 anos. Deixo a dica, VÁ conhecer esse glaciar, mas tire um dia a mais, e nesse caso sim, durma no rio Pichillancahue.

 

http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=5836096

 

Bom, nesse dia NÃO cheguei no mocho superior. Não aguentei.... dormi em um lugar..... bem... alternativo! QUASE NO PICO DO LOS PINOS!!!!

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Esse é o ponto onde fico diferente do relato do Peter.... não entendi!

Apenas não sobe o cerro mais alto, o Los Pinos, com 1.774 metros. A trilha segue pela encosta esquerda deste cerro para novamente seguir por cristas mais baixas adiante, desta vez já com vegetação.

 

Haviam postes no pico e tudo mais... enfim, parece que em 2010 o caminho era diferente e hoje o caminho é pelo pico do Los Pinos! Mesmo o site que indiquei acima afirma esse contorno... mas, o que digo do poste de marcação bem no pico Los Pinos? Logo após há um “pico” secundário, esse sim é contornado pelo lado esquerdo. O próprio mapa que achei, possui seu tracejado por cima do pico. Estaria em um pico falso? Não sei.... me pareceu o mais alto....

 

Logo após descer Los Pinos, estava esgotado. Tentei continuar, mas não dava. Peguei agua que escorria de um manchão de neve e armei barraca a 100 metros do pico los Pinos entre uns arbustos, onde surpreendentemente não ventava nada!

 

Os tábanos volta e meia lhe enchem o saco (tábanos são mutucas grandes, turbinadas).

Não sabia o que era um tábano, nem uma mutuca. Infelizmente nesse dia descobri.

São moscas mas com o triplo do tamanho cuja picada, sem nenhum exagero, doem como uma alfinetada. Enquanto subia o Los Pinos, na floresta, literalmente 2 dúzias me rodearam. Eu preferia uma cruz e chicotadas romanas. Foi terrível! Mas hoje já não tenho pecado algum.

Repelente é desnecessário. Vou repetir, desnecessário. Você é o jantar e no máximo esta deixando o prato apimentado. O suor faz o repelente escorrer e nada impede sua tortura. Lute!

 

DIA 4

 

MUITA NEVE. Porém, diferente do Peter que foi em fevereiro, era neve ainda “nova”, ainda começava a derreter, estava fofa. Neve dura = gelo. Gelo=escorregador. Escorregador=dodói.

Se andava lá “facilmente”, era como uma areia extremamente fofa que escorregava e molhava um pouquinho.

Para ter idéia, até chegar na Laguna Azul, encontrei postes apenas com a pontinha pra fora. Alguns lugares, o GPS indicava que estava em cima de um poste, mas.... cade o poste? Devia estar 1 ou 2 metros abaixo do meu pé, ainda enterrado na neve....

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Entre o estero Mocho e a laguna Azul, foi o lugar que mais tinha neve em toda a travessia. Até ali, acreditava que a travessia estava fechada, e vendo toda aquela neve, tinha certeza que o guardaparque falava sério, que era problemático. Foi quando vi meus “heróis”. 6 argentinos, um de 64 anos, todos subindo neve acima com uma montain bike nas costas. Vinham sentido oposto, e disseram que estava tranquilo o caminho. Era a informação que precisava, assim.... fui até a laguna branca e “alcancei” o Peter, e pela foto creio que dormi no mesmíssimo lugar que ele.

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A rocha basáltica (?) é negra e absorve calor do sol, então não sei porque a neve não derrete toda neste campo de lava.

A resposta para sua dúvida é simples.... é pq é MUITA neve....

 

DIA 5

Sem novidades.... apenas uma decepção.

A laguna Avutargas da uma péssima foto! Seria melhor ficar 1h antes, la em cima, na montanha, assim teria vista do Lanin. Porém, seria uma caminhada muito curta a partir da Laguna Branca e com pontos de acampamento não tão bons.

Fica a dica: tá com pressa? Da laguna branca até a estrada é possível fazer em uma só pernada.... principalmente porque tem muita descida.

 

DIA 6

 

É apenas chegar na estrada... e Peter, ela continua em pedras, não foi asfaltada. Apenas uns 4 / 5 quilometros depois que o asfalto começa.

Eu investi em andar na estrada indo até a Conaf e pedindo carona a quem passasse. Me dei bem! Tente!

 

DICA GERAL:

 

Acorde todo dia 2 a 3 horas antes do sol nascer. Arrume suas coisa e ande! Inúmeras vantagens:

- O sol castiga menos;

- Menos sol, menos sede, menos agua, menos peso, mais prazer;

- Esse é o horário mais frio, é melhor estar em movimento (mantém o corpo quente) que dentro de um saco de dormir pensando “nossa como esta frio....”;

- Os mosquitos (tábanos) “só acordam” depois das 9:00;

- você dorme mais cedo (ainda com sol) e portanto, mesmo com saco de dormir ruim, dorme mais quentinho;

- Locais afirmam que fim de março não tem tábanos;

- o Sentido invertido Puesco-Chinay é burrice (altimetria). Vc sobe muito mais! Talvez vale a pena se for fazer apenas metade da travessia.... mas vai até lá pra fazer só a metade?

 

Sei que todos querem fotos e videos..... cheguei a pouco, faço tudo e volto a postar aqui em alguns meses.

 

....e Peter, meu velho.....

A perseguição continua.... em março faço uma revisão do pampa linda tá?

Sei tbm do seu interesse por dientes de navarino.... o 1o video sai daqui a 3 dias. Vc pode acompanhar esse e os próximos da serie aqui:

https://vimeo.com/album/2656363

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Ric:

 

Parabéns pelo relato e fotos, Muito bom! Você é um excelente trekker que encara trilhas desafiantes pouco conhecidas por nós brasileiros.

 

Posso dizer que ler seu relato foi um dos melhores presentes que recebi ontem na véspera de Natal!

 

Fiquei com muitas saudades desta belíssima trilha que fiz em 2010.

 

Em dezembro vc enfrentou as dificuldades decorrentes da neve ainda não derretida. Eu apenas enfrentei alguns manchões no final de fevereiro. Engraçado que o tempo não estava tão quente como vc pegou durante o dia.

 

Não havia as placas que vc mostrou, indicando os side trips depois da laguna Nilfe. Vi alguns desvios mas sem placas. Curiosa aquela caverna que permitia bivaque. Vi pequenas tocas de lava, mas não dava para abrigar uma pessoa. Vi a placa para o side trip para a geleira negra mas não fui porque o dia seria cansativo, como vc constatou.

 

Realmente parece que mudaram alguma coisa do trajeto. Tenho certeza que não subi o Los Pinos, seguindo por sua encosta esquerda. Acho que realmente abriram alternativas ou alteraram o trajeto. Salvo engano o caminho pela encosta seguia em parte por um chato carreo de pedras. Por isto acho que mudaram o trajeto.

 

Vc instalou a barraca no mesmo ponto na laguna Blanca. Que bom que não pegou um vendaval. Eu particularmente gostei da Avutardas. Cheguei a nadar nela. Mas isto é só questão de gosto. Vc gosta de espaços amplos para acampar, devido ao visual e possibilidades de fotos.

 

Quanto as caronas, na próxima vez vou usar uma máscara com a sua cara na hora de pedir carona!

 

Se um dia coincidir datas de férias vamos fazer uma trilha juntos. Talvez a minha próxima seja o Paty. Penso muito no circuito do Annapurna. É um Tea House trekking. Não precisa levar barraca e comida, porque vc sempre fica em bons albergues baratíssimos ao longo da trilha.

 

É um prazer ler a sua revisão de trilhas. É muito importante a atualização para os leitores que quiserem fazer a trilha. Assim eles não ficarão confusos ao encontrarem novo trajeto conflitando com meu relato já defasado.

 

Vou ver suas imagens no Vimeo.

 

Um Feliz Natal e um 2014 cheio de belíssimas trilhas,

 

Abs, Peter

  • 2 semanas depois...
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(...) Você é um excelente trekker que encara trilhas desafiantes pouco conhecidas por nós brasileiros.

Não sei... desde que li que o Dientes era uma trilha super incrivel, apenas para quem tem super poderes.... e apesar de estar absolutamente fora de forma e sem experiencia com neve...não só consegui fazer como achei tranquilo....descobri que trekking é algo que qualquer um pode fazer, basta querer.

Ai vi que e vi que todos meus conhecidos desistem simplesmente pq não tem banheiroconclui que basta sair da zona de conforto!

Posso dizer que ler seu relato foi um dos melhores presentes que recebi ontem na véspera de Natal!

Agradeço! Fico feliz. Mas vc quem dá presente a muitos na net... Muitos viajam com base em suas informações. Villarrica mesmo, apesar de estar em minha lista, dei prioridade pq tinha informação confiável (sua) que a coisa era duca!

(...)Eu apenas enfrentei alguns manchões no final de fevereiro. Engraçado que o tempo não estava tão quente como vc pegou durante o dia.(...)

Como disse, não sei se é um padrão... mas estava realmente quente!

(...)Vi a placa para o side trip para a geleira negra mas não fui porque o dia seria cansativo, como vc constatou.

Vale adicionar um dia, para conhecer esse glaciar. No meu caso, adicionei suor... o sofrimento é temporario, mas agora a gloria é eterna!

(...)Se um dia coincidir datas de férias vamos fazer uma trilha juntos. Talvez a minha próxima seja o Paty. Penso muito no circuito do Annapurna. (...)

Peter, demoro! Só acertar local data e hora.... mas Annapurna preciso adiar, junto com todo o oriente. Atualmente, minha fase de vida é de férias curtas, e ir para tão longe exige no minimo 4 dias apenas para aéreo. Infelizmente..... ainda não cheguei nessa fase da vida.

 

Há.... algo importante que esqueci: o mapa!

e....desculpem.... não tinha feito a unha do pé...

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Muito bem!

 

A foto do mapa com seus pés calejados da trilha ficou ótima!

 

Como estou de volta à Bahia, no dia que quiser fazer o Paty é só avisar. Roteiro tranquilo para 4 dias. Não porque vc precise de guia, apenas pela companhia.

 

Trekking não é difícil. As pessoas devem apenas perder seus receios e sair da zona de conforto, com vc bem falou.

 

Abs, Peter

  • 1 mês depois...
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Pessoal, estou finalizando meu roteiro de carro para o Ushuaia e pretendo zarpar agora em Março ou Abril.

A dúvida que me recai é a seguinte: Pretendo cruzar do Chile para a Argentina ao sul, passando por dentro do Parque Nacional Villarrica, isto seria Villarrica/Pucon/Curarrehue/Junin de Los Andes e depois sigo descendo pela Ruta 40.

Isso é o que venho planejando me baseando no Google MAPS e em um ou dois comentários que já li em blogs sobre essa viabilidade.

Porém quero confirmar se esse trajeto é possivel. Se alguém já passou por esse caminho ou tem mais informações eu agradeço,

pq não gostaria de chegar em Villarrica e ter que voltar tudo pra descer. Também não irei de 4x4, então busco saber se o caminho, caso viável, é trafegável pra qualquer carro.

Abraços pessoal.

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Creio que vc está querendo cruzar o Paso Mamuil Malal 1207 m. Ele é para qualquer tipo de veículo. Apenas observar se no inverno não está provisoriamente fechado devido a uma grande nevasca.

 

Ats, Peter

  • 7 meses depois...
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Peter e Ramon, as fotos de vcs ficaram ótimas. Ramon, realmente qualquer um pode praticar trekking, se vc acha que está fora de forma, tem que ver minha situação. Um obeso sedentário que sempre está na casa dos 100-110kg. E no meu ritmo, até que consigo caminhar um pouco. Como vc mesmo disse, basta gostar de mato e deixar pra trás um pouquinho do conforto urbano. Pra mim, deixar a zona de conforto se tornou prazeroso. Pra dizer a verdade, minha zona de conforto é no mato, a vida urbana é quase que uma obrigação. É lógico que em alguns casos é necessário nos livrarmos do hábito de 4 banhos diários, mas no fundo o prazer proporcionado por uma boa pernada, supera qualquer problema, pra mim é indescritível. Só quem realmente gosta, conhece essa sensação.

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