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Travessias na Chapada Diamantina sozinho


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Em 04/02/2018 em 07:24, andreluis_itbot disse:

Muito bom, ja fiz varias viagens deste tipo em solitário, depois de algumas horas sozinho começa a verdadeira viagem a interior e sozinho a gente nunca fica, sempre encontra muita gente. Parabens.

Verdade, meu camarada! Vamos para as próximas! Abraço

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    • Por Rafael Presente
      Vale Do Pati vindo de São Paulo
      Estamos (Eu e minha esposa) no planejamento ainda... a viagem vai ser em outubro, sairemos aqui de São Paulo dia 13 e voltamos dia 24 de outubro( ficaremos no Vale do Pati uns 7, 8 dias...)
      Já comprei as passagens, consegui comprar com os pontos do cartão de credito porém além dos pontos teve + uma taxa de +/- 210 reais ( valor referente a ida e volta para nós dois)...e mais pra frente terei que pagar uns 200 reais para despachar a minha mochila (100 pra ir e 100 para voltar) acredito que terei que despachar pois a minha talvez não passe como bagagem de mão, ai coloco tudo dentro dela assim só pagamos o despache de 1 mala.
      OBS: A ideia é iniciar o Trekking entrando pelo Vale do Capão e sair por Andaraí.
      Para Chegar no Vale do Capão:
      -Pegaremos o voo no dia 13 de outubro de São Paulo para Salvador às 14:10, previsão de chegada às 16:25 em Salvador
      Eu tinha visto que teria que pegar um ônibus até Lençois e de Lençois pegar outro até Palmeiras e de Palmeiras pegar um até o Vale do Capão, porém descobri que existe uma opção de ônibus que vai direto de Salvador até Palmeiras e sai até mais barato (R$105,60), pois se pegar o ônibus de Slvador até Lençóis ele sai por 99 reais, aí de Lençóis até palmeiras sai +/- 13 reais, fora o desgaste de sair de um ônibus e esperar o horário do outro, etc....se eu conseguir a passagem para o dia e horário que eu quero vou pegar ônibus direto para Palmeiras, vamos ver se vai rolar....se não vou por Lençóis mesmo... !!
      O horário que daria para eu pegar seria o das 23 hrs saindo de Salvador e chegaria às 5:45 do dia 14 em Palmeiras. Detalhe não faremos o trekking com agencia, nem guia, pois o dinheiro que separamos e temos, não daria para contratar esses serviços ( se fossemos contratar, o rolê pelo Pati que poderia durar 8 dias duraria no máximo 3 com os custos dos serviços, eu super valorizo porém nesse momento não estou tendo dinheiro o suficiente para bancar)....pesquisei bastante sobre o local e junto com os relatos das pessoas, decidir ir por conta usando gps, o app Wikiloc e vou atrás de um mapa impresso da região tbem por precaução...Grato a todos que fizeram os relatos por aqui ( ajudou muito )
      Ai em Palmeiras pelo oque eu vi tem opções de condução que fica na rodoviária para fazer esse translado até o Capão...acredito que como vou chegar de manha, devo conseguir esse translado.
      Descobri que as casas dos moradores não estão recebendo as pessoas para acampar, e que estão funcionando com 50% a menos da capacidade devido a pandemia, ou seja é necessário fazer as reservas com antecedência, as minhas eu já fiz no começo de setembro ( vou colocar o whastapp das principais casas que estão recebendo as pessoas, assim quem tiver interesse é só chamar pelo Whats que o pessoa retorna rapidinho)
      Estão cobrando 200 reais por pessoa com jantar e café da manhã inclusos ou 80 reais para dormir, tem casas que cobram uma taxa de uns 20 reais para usar o fogão a gás, e outras não cobram caso use o fogão a lenha. No caso faremos um Mix, levaremos alguns itens para cozinhar na mala, outros compraremos nas casas e locais de apoio que tenham essas opções e prepararemos as nossas refeições lá ...e um dia ou outro pegaremos o pacote completo de 200 reais cada um. Como somos veganos veremos como seria a flexibilidade e possibilidade dos moradores em relação a adaptação das refeições, acredito que seria de boa, pois sempre conseguimos nos virar em outras situações que passamos, nada que um belo arroz e feijão não resolva :D, e se sobrar feijão da janta, já temos uma bela pastinha proteica pra passar no pão para o café da manhã do seguinte rsrsr.
      Segue o Whats da galera
      Agnaldo e Miguel –+55 75 9221-2159 Alto do Luar – +55 75 9128-2170 Seu Eduardo – +55 75 98190-7153 / +55 75 98247-9816 João (Dona Raquel) – +55 75 98127-1012 Igrejinha- +55 75 98330-5594  Prefeitura (Jailso e Maria) – +55 75 99131-9076 Dona Raquel – +55 75 99296-4664  Seu Jóia-  75 82758313
       
      Ah, teve lugares, como Prefeitura que já estava lotado que não tinha vaga.....
      Vários moradores me deram uma baita assistência para me auxiliar na tomada das decisões em relação ao roteiro que eu ia fazer dentro dos dias que eu tinha para ficar dentro do Vale do Pati ( no caso entre 7 e 8 dias ), como não conheço nada, precisava saber em qual localização o morador estava para assim eu poder reservar o dia que eu chegaria lá na casa dele, e nessas eles acabavam me auxiliando no roteiro e eu fui entendendo cada vez melhor sobre o lugar, os caminhos e as sequencias das casas de acordo com o trecho, enfim vale perguntar quando for fazer a reserva onde o morador está localizado.
      A princípio o roteiro está assim (estou aberto para sugestões e dicas, caso alguém queira se manifestar :D)
      1° dia (14/10) chegarei no Vale do Capão, vou ver se pego um mototáxi até o Bomba que é por onde acessa o vale do pati ( pelo menos foi oq eu vi) ai vou até a igrejinha onde já fiz a reserva, vou dormir lá e descansar.
      2° dia ( 15/10)- Igrejinha x Cachoeirão por cima, retorno a igrejinha e descanso ou caço algo pra fazer por lá se chegar cedo de mais....
      3° dia (16/10) Igrejinha x casa do Agnaldo ( deixo as coisas lá ) e faço as cachoeiras do Funil e depois o Castelo e volto para o Agnaldo
      4°dia (17/10) Agnaldo x Cachoeira do Calixto X Poço da Arvore X Agnaldo
      5° dia (18/10) Agnaldo X casa do Seu Jóia, repousaremos lá (Não sei oq teria no caminho...vamos descobrir)
      6°dia (19/10) Seu Jóia x e oque tiver para fazer a partir da casa ele, preciso ver isso ainda, mas era algo do tipo Cachoeirão por baixo e Guariba
      7° dia (20/10) Seu Jóia x e mais algum passeio que dê para fazer ainda, e depois retorno para o seu Jóia
      8° dia (21/10) Seu jóia x Andaraí
      9° dia (22/10) Andaraí x algum passeio por la, pensei na gruta azul e na encantada...não sei ainda, aceito sugestões....esse dia tiraremos para fazer os possíveis passeios a partir de Andaraí e que os que derem para fazer apenas em 1 dia ( não sei ainda onde vou ficar hospedado, mas a ideia é já ficar próximo a rodoviária)
      10° dia(23/10) Começar a volta até Salvador ( estou vendo as opções de ônibus para Salvador direto, Palmeiras, Lençois...ta ruim de achar viu)
      11° dia (24/10) Salvador voo às 7 da manha para São Paulo
       
      É isso por enquanto !!
      Aceito sugestões pessoal !!
      Mais uma vez grato pela atenção, e pela dedicação que todos tem em compartilhar, e auxiliar uns aos outros!!
      Saúde e alegria para toda vida !!!
    • Por MThebaldi
      Viagem de casal. ❤️
      Tempo da Viagem: cerca de 15 dias, incluindo translados.
      Origem: Colatina/Espírito Santo.    Destino: Chapada Diamantina/Bahia.
      Meios de transporte: Carro próprio de Colatina até Vitória/ES. Avião de Vitória a Salvador/BA (com conexões). Carro (Mobbi) alugado em Salvador – cerca de R$100,00 por dia de aluguel. (Na volta – avião até Vitória/ES e carro próprio até em casa – Colatina.)
      Andados com o carro alugado: 2.000 km.
      Valor médio da gasolina nesse período: R$6,25.
      Quando: agosto de 2021
      Valor total por pessoa, sem contar as passagens de avião, pois usamos “milhas”: cerca de R$7.000,00. Total (sem o translado de avião): R$14.000,00.
      Localidades que nos hospedamos na Chapada Diamantina, nessa ordem: Ibicoara, Mucugê, Vale do Capão, Lençóis.
      Lugares que visitamos (em ordem aleatória): Cachoeira do Buracão, Cachoeira da Fumacinha, Cachoeira do Licuri, Projeto Sempre Viva, Museu do Garimpo, Ruinas do Garimpo Diamantino em Igatu, Cachoeira das Raízes, Poço Encantado, Poço Azul, Pantanal Marimbus, Mirantes do Vale do Pati, Cachoeira da Fumaça, Pôr do Sol na Cachoeira do Riachinho, Trilha das Águas Claras, Pinturas Rupestres na Serra das Paridas, Gruta da Lapa Doce, Pôr do sol no Morro do Pai Inácio, Cachoeira do Mosquito, Fazenda Pratinha, Poço do Diabo.
      Quanto aos guias: Tinha indicação de dois guias por conta de um colega que já tinha feito esse passeio. Esses dois guias indicaram os outros guias que contratamos. Foram eles: Marcinho (Ibicoara), Davi e Guido (Mucugê), Alexandre (Vale do Capão) e Jajal (Lençóis). Tratei sobre as datas dos passeios com os guias pelo WhatsApp, antes da viagem.
      Obs.: Nos dias de translado, sendo possível, fizemos passeios por conta própria.
      Locais que nos hospedamos em toda a viagem:
      Salvador – Reserva feita pelo Booking - Onix Hotel Aeroporto – foi 1 diária – Valor: R$ 126,00.
      Ibicoara – Reserva feita pelo Booking - Hotel Raio de Sol – foram 4 diárias – Valor médio por diária: R$135,00.
      Mucugê – Reserva feita pelo Booking - Pousada Recanto da Chapada – foram 3 diárias – Valor médio por diária: R$160,00.
      Vale do Capão – Reserva feita pelo Booking  - Pousada Pico da Vila – foram 2 diárias – Valor médio por diária: R$120,00.
      Lençóis - Reserva feita pelo Airbnb – Chalé Charme-Lua, no Complexo Halley – foram 4 diárias  - Valor médio por diária: R$92,00.
      Olá mochileiro! Olá mochileira!
      Sou muito grata pelo site mochileiros.com e, após fazer essa viagem, resolvi retribuir todas as informações preciosas que colho do site, no planejamento das nossas viagens.
      Minha tentativa e dar uma noção geral de uma viagem de cerca de 15 dias para a Chapada Diamantina (BA), de forma itinerante (passando de cidade em cidade), usando um carro alugado, incluindo impressões e valores gastos de forma geral, incluindo as entradas cobradas para conhecer as cachoeiras e afins. O momento econômico do Brasil é de inflação alta, então já tínhamos uma noção que não sairia barato. Como ficamos dois anos sem viajar por conta da Pandemia do Corona Vírus, juntamos uma grana e resolvemos ir assim mesmo. Meu intuito é ajudar de uma forma efetiva no planejamento de quem pretende fazer uma viagem para a Chapada Diamantina, de alguma maneira.
      O que colocamos de especial nas malas: Algumas roupas de frio, já que estamos no inverno e em Ibicoara e Mucugê, por serem lugares altos, faz um friozinho. Corta-vento para levar nas caminhadas, pois em alguns pontos tem vento muito frio. Toalhas de banho de microfibra para os passeios nas cachoeiras. Roupas de banho – usadas em todos os passeios. Muitas roupas leves para caminhada e de proteção UV. Chapéus e bonés. Protetor Solar. Tênis de caminhada e botas de caminhada.
      Obs.: não usamos as lanternas que levamos. Não foi necessário, já que nas grutas e cavernas recebemos os equipamentos na entrada e os guias que contratamos levavam esse tipo de equipamento nos passeios.
      12/08 – Sem guia – Translado de carro próprio e avião até Salvador.
      Saímos de Colatina/ES. Fomos de carro até Vitória, deixamos o carro no estacionamento do Aeroporto. Voamos para Salvador/BA (fazendo conexão em Belo Horizonte – MG).  Chegamos a noite e nos hospedamos no Onix Hotel Aeroporto para passar a noite.
      Impressões sobre a cidade de Salvador e do Hotel: O taxi até o Hotel era perto e foi muito caro na minha opinião, cerca de R$35,00.  Estávamos cansados e resolvemos seguir logo, já que o carro do taxista estava parado na nossa frente. Muito movimentado, muitos carros, típico das capitais. O quarto do Hotel tinha uma estrutura legal, mas não tinha cobertor a disposição. Fez um friozinho a noite e não tinha com o que cobrir. Resolvi não pedir na recepção, mas podia ter feito. Também tinha muito mosquito no quarto. No meio da noite chegaram umas garotas no quarto ao lado – gritando, rindo, bagunçando, pareciam bêbadas - e fizeram isso por um bom tempo. Atrapalharam o sono e o descanso. Foi bem desagradável.
      13/08 – Sem guia - Translado de carro alugado para Ibicoara.
      Fomos até a Movida e alugamos um Mobbi (que é, na minha avaliação, um carro valente e o mais barato). O valor total ficou em torno de R$1.304,00 (13/08 a 26/08/21). Saímos de Salvador por volta das 08:00 e fizemos uma viagem de cerca de 459 km. Chegamos em Ibicoara por volta das 16:00, mesmo com as paradas para ir ao banheiro e para o almoço. Nesse percurso pegamos um caminho que incluiu um trecho de estrada de chão bem isolado, irregular, passando até por trechos alagados – na chegada a Ibicoara. Foi interessante, apesar do sacolejo.
      Demos entrada no Hotel Raio de Sol (Ibicoara) e fomos conhecer a cidade a pé. Uma coisa que nos chamou a atenção é que o comércio lá, em geral, abre cedo e funciona até as 19:00. Tivemos o entendimento que se trata de comércio familiar. Compramos algumas coisinhas que faltavam, tomamos um café. Fizemos contato com o guia Marcinho pelo WhatsApp e combinamos os passeios para os dois dias seguintes. Jantamos um caldo verde no Bistrô Arte e café.
      Sobre o Hotel Raio de Sol: Hotel bom, limpo, bom café da manhã bem completo com ovos mexidos, pães, bolos, café, leite, sucos. Achamos interessante servirem farofa no café da manhã. hehehe
      Indicamos na cidade de Ibicoara:
      Michas – a melhor tapioca “ever”, simpatia total da proprietária Michele, excelente atendimento. Café de qualidade para quem gosta de café especial.
      Bistrô Arte e Café – dos simpáticos Eduardo e Pérola. Caldo verde com a melhor prosa. (Abre de quinta a sábado à noite).
      14/08 – Com guia – Cachoeira do Buracão
      Acordamos, tomamos o café no Hotel e as 9:00 saímos com o guia Marcinho para o passeio na Cachoeira do Buracão. Fomos de carro (o guia foi com a gente), pegamos uma estrada de chão e chegamos numa portaria: Pagamos uma taxa de R$15,00 por pessoa. Detalhe: o guia não paga e também não paga nos almoços.  Nesse ponto recebemos, cada um, um colete salva vidas que é obrigatório para entrar na cachoeira do Buracão.
      O guia cobrou R$ 150,00 para o passeio do casal – C. do Buracão.
      Nessa caminhada passamos pelo Rio Espalhado e conhecemos outras cachoeiras como a das Borboletas, Buracaozinho, Recanto Verde. Lá tem um ponto de Rapel bem bacana, mas optamos por não fazer.
      Fizemos uma caminhada com trechos de subida e chegamos até a entrada do Buracão. Lá deixamos nossas coisas e entramos (de colete) na água. Passamos por um Canion e saímos dentro da cachoeira do Buracão. Ela é linda e imponente. Tem um grande poço. A água é  muito limpa, embora seja num tom naturalmente amarelado. Estava bem fria a água, mas logo nos acostumamos. Foi uma ótima experiência. Ficamos ali, curtindo a cachoeira e retornamos em caminhada.
      Aí passamos pela parte de cima da cachoeira do Buracão. O visual é bem bonito. Seguimos e na chegada à portaria, um senhor vendia água de coco – nos deliciamos e partimos de carro para o almoço, a alguns quilômetros dali, no Restaurante Mirante da Chapada. Comida boa, bem caseira.
      Chegamos na pousada por volta das 15:00, tomamos um café com a melhor tapioca na “Michas” e compramos mantimentos para a caminhada do dia seguinte no comércio local (pão de misto, barrinhas de cereal, frutas) além de um secador de cabelos bi volt já que lá na Bahia a energia é 220v, e no ES é, em geral, 110v.
      A noite, jantamos um caldo verde no Bistrô Arte e Café.
      Fomos dormir cedo, pois o dia seguinte seria mais cansativo.

      15/08 – Com guia – Cachoeira da Fumacinha.
      Não deu pra tomar café da manhã no Hotel, nesse dia. Saímos do quarto por volta das 6:00 e tomamos café numa padaria local. Saímos de carro com o guia Marcinho – que nos cobrou R$300,00 o casal para nos guiar - exatamente as 6:30 da manhã. Seguimos até o estacionamento na fazenda do Sr. Marão.  Não tem taxa de entrada. Iniciamos a caminhada de cerca de 18km, no total, com longo trecho de pedras (leito de rio) e escalaminhadas. Foi bem cansativo mas valeu a pena. A cachoeira é linda, linda. Fica dentro de um cânion bem escondido. Ficamos cerca de 1 hora contemplando. O retorno ao estacionamento se deu por volta das 16:00 e tomamos uma jarra de caldo de cana do Sr. Marão como se fosse a coisa mais importante do mundo. Kkkk Faltou água no caminho. Nesse dia não teve almoço.  Voltamos ao hotel por volta das 16:00. Tomamos um café com tapioca na Michas e jantamos caldo verde com prosa no Bistrô Arte de Café.
      Algumas dicas para esse passeio: Vá se bota de caminhada, se tiver. Leve bastante água. Treine antes (foi o que fizemos).  Leve comidas para suprir a falta do almoço.

      16/08 – Sem guia – Cachoeira Licuri e Cachoeira das Raízes
      Acordamos cedo e ficamos por nossa conta nesse dia.
      Fomos conhecer a cachoeira Licuri (entrada R$10,00) e de lá seguimos caminhando para a cachoeira das Raízes.
      Comemos a famosa “coxinha de jaca”, que lembra um pouco o sabor do nosso pastel de palmito (no ES). Tem em vários estabelecimentos que vendem no caminho das principais cachoeiras.
      Sem pressa, esse dia foi de curtir e descansar um pouco.
      Tomamos um café com tapioca na Michas e a noite comemos uma pizza na Pizzaria Trilheirus.

       17/08 – Sem guia – translado para Mucugê – Cemitério Bizantino, Museu do Garimpo e Cachoeira do Tiburtino.
      Acordamos cedo e arrumamos as malas. Partimos de carro para a cidade de Mucugê. Conhecemos o Cemitério Bizantino (não paga nada pra entrar).
      Demos entrada na pousada Recanto da Chapada. Quarto limpo, amplo, pousada bem bonita.
      Almoçamos no centro de Mucugê, em frente à praça, no restaurante do Sr. Zeca, cuja receptividade e boa comida não esqueceremos.
      Conhecemos nesse dia o Museu do Garimpo (entrada a R$10,00 por pessoa) e fomos ao Projeto Sempre Viva (R$15,00 por pessoa). Lá conhecemos a Cachoeira da Piabinha (que estava com pouca água) e a cachoeira do Tiburtino (que tinha bastante água, por se de um afluente diferente) e ficamos lá um bom tempo curtindo.
      A tarde lanchamos no Bistrô Café Preto e depois jantamos um caldo delicioso no Café São João – da esposa do sr. Zeca.
      Combinamos com o guia, o Davi, o passeio no dia seguinte (cobrando pelo dia R$200,00).

       
      18/08 – Com guia – Poço Encantado, Poço Azul (banho), Olho D'água e Pantanal Marimbus
      Tomamos um ótimo café da manhã – elogio à pousada Recanto da Chapada. Seguimos, as 9:00 com o guia Davi para o Poço Encantado onde pagamos uma taxa de cerca de R$25,00 por pessoa. Lá não pudemos entrar na água, mas vale muito a pena, pois é uma visão diferenciada. Depois seguimos para o Poço Azul, cuja taxa de ehntrada foi de cerca de R$35,00 – onde pudemos os banhar nas águas azuis e límpidas de uma caverna por 15 minutos. Almoçamos lá mesmo, na entrada do Poço Azul e seguimos para o Olho D´água (Taxa: R$10,00 por pessoa) onde nos banhamos em água cristalina por um bom tempo.
      Seguimos então de carro para o Pantanal Marimbus – pagamos uma taxa (cujo valor não me recordo mais) e seguimos, no último horário, as 16:00, para o passeio. 
      Foi um passeio maravilhoso, vale muito a pena. Ficamos lá e hacompanhamos o pôr do sol.
      A noite, jantamos novamente no Café São João.

      19/08 – Com guia – Mirantes Vale do Pati
      Acordamos cedo, tomamos café e as 8:30 estávamos prontos para iniciar o passeio pelo Vale do Pati. Pegamos o carro, o guia Guido foi com a gente. O guia cobrou R$200,00 para nos guiar nesse dia.
      Chegamos a um estacionamento e deixamos o carro iniciando a jornada de 23 km até o fim do passeio. Passamos por subidas em brechas no paredão de pedra, visuais incríveis. Uma visão maravilhosa de dois mirantes com vista para a cachoeira do Escondido, além de outros mirantes com visão para o Vale do Pati.  Chegamos na pousada a noite. Bem cansados. Valeu muito a pena e combinamos de, no futuro, voltar e fazer a caminhada inteira no vale do Pati, que são cerca de 5 dias andando pelo vale, com hospedagem e alimentação na casa dos moradores locais.
      A noite conhecemos a pizza do Beco da Bateia. A “bateria” da gente tinha realmente acabado. O stress também. Lugar lindo.

      20/08 – Sem guia –  Igatu e translado de Mucugê para Vale do Capão
      Acordamos cedinho, tomamos um café reforçado, refizemos as malas, acertamos com a pousada e partimos de carro para conhecer Igatu – que fica nas proximidades de Mucugê. A localidade tem muitas ruinas de antigos garimpos. Uma cidade de pedra. É uma vila bem bonita.
      Voltamos de carro para almoçar no restaurante da Rose, em Mucugê, irmã do sr. Zeca. Melhor almoço da Chapada.
      Partimos então na missão de chegar ainda de dia em Vale do Capão. A viagem foi como o esperado, quase toda em estrada de chão, com alguns trechos de bastante sacolejos.
      A Pousada Pico da Vila, que ficamos, fica bem perto a praça central e de lá tínhamos vista privilegiada para as apresentações culturais. E o barulho não privilegiado também. Mas não atrapalhou tanto. Chegamos lá na sexta-feira e estava bem movimentada. Rolou um som bacana até meia noite na praça.
      Jantamos num restaurante italiano com música ótima. Fizemos um rolê para conhecer um pouco a vila. E combinamos com o guia local, o Alexandre, que já foi competidor de MTB, nosso passeio para o dia seguinte. Ele cobrou R$200, por dia.
      Fomos ao supermercado para comprar os mantimentos e os lanches para o café da manhã e caminhada do dia seguinte, já que a pousada não oferecia café da manhã.

      21/08 – Com guia – Trilha Águas Claras e pôr do sol no Riachinho
      Acordamos cedo e tomamos um café da manhã na cozinha da pousada por nossa conta.
      Por volta das 09:30 partimos com o guia, Alexandre, para a trilha das Águas Claras. Após uma caminhada de aproximadamente 2 horas, chegamos no destino. Tomamos banho de cachoeira, curtimos o ambiente, tiramos muitas fotos, almoçamos nosso lanche lá mesmo.
      Voltamos e por volta das 16:00 fomos para o Riachinho ver o pôr do sol. Lá pagamos para entrar uma taxa de R$10,00 por pessoa. Curtimos a cachoeira, os visuais, o pôr do sol e partimos para tomar um café especial no Nutrir Café, com bolo de frutas vermelhas.
      No jantar, comemos uma pizza local.

      22/08 – Com guia – Cachoeira da Fumaça, translado para Lençóis
      Acordamos cedo, arrumamos as malas, tomamos um café no Nutrir Café e partimos com o guia para a Cachoeira da Fumaça (visão de cima), com cerca de 400 metros de altura.
      Na entrada pagamos uma taxa de R$ 11,00 por pessoa (valor opcional). Após um longo trecho de subidas e cerca de 2h e 30min de caminhada chegamos aos mirantes. Uma maravilha da natureza. Após a descida, já com a malas no carro, partimos para Lençóis (a 4ª e última cidade a visitarmos).
      Chegamos em Lençóis, pelo asfalto. Em torno das 16:00 já estávamos dando entrada no Airbnb, com o anfitrião, sr. Marcos. Ficamos no chalé Charme-Lua.
      Então fomos conhecer o comércio e os restaurantes locais e comemos uma pizza no centro histórico.
      Contactamos o guia que nos acompanharia nos três dias seguintes, o Jajal (também ciclista).  Ele cobrou R$150,00 por dia.

      23/08 – Com guia – Cachoeira do Sossego
      Acordamos cedo, e saímos para o café por volta das 7:20 da manhã. Achamos uma padaria e as 8:00 saímos a pé com o guia Jajal, do centro da cidade, para o passeio até a cachoeira do Sossego.  Num total de 12 km de caminhada. Acontece que no meio do caminho choveu. E boa parte da caminhada era de leito de rio, em cima de pedras. As pedras ficaram muito, muito lisas e isso tornou os boa parte desses quilômetros um trabalho de equilíbrio, escolhas difíceis e muitos escorregões.  Ficamos algum tempo esperando a chuva mais intensa passar. A cachoeira é linda e valeu a pena mas no final, após alguns banhos de chuva fria, estávamos só a capa do Batman, bem cansados. No final, também passamos pelo Ribeirão do Meio, com uma cachoeira bem  bonita. Chegamos em Lençóis já era noite. Jantamos bife à parmegiana num restaurante mais reservado, sujos e úmidos mesmo. Tomamos um café especial, comemos um bolo de sobremesa. Fomos para o quarto e apagamos.

      24/08 – Com guia – Serra das Paridas, Cachoeira do Mosquito e Pôr do Sol no Pai Inácio
      Acordamos cedo e saímos para o café por volta das 7:20 da manhã. Tomamos café da manhã na padaria e seguimos de carro, com o Jajal até a entrada da Serra das Paridas. Pagamos um valor em torno de R$25,00 por pessoa para conhecer o sítio arqueológico. Foi a primeira vez que vi pinturas rupestres com meus próprios olhos.  Achei o máximo. Iago, funcionário do sítio, explicou muitas coisas legais do local.
      De lá fomos almoçar (na entrada da cachoeira do Mosquito tem um restaurante) e conhecer a Cachoeiro do Mosquito, pagamos uma taxa de entrada de cerca de R$15,00 por pessoa. Linda cachoeira. Nos banhamos, tiramos foto e, relaxamos. Partimos então para conhecer o pôr do sol no Morro do Pai Inácio.  Pagamos uma taxa na entrada, no valor de R$12,00 por pessoa, subimos e ficamos curtindo. O clima esfriou, lá de cima tem muito vento. Tiramos muitas fotos e descemos. Chegamos de carro em Lençóis já era noite. Jantamos comida italiana e tomamos um café especial com bolo.

      25/08 – Com guia – Poço do Diabo, Gruta Lapa Doce e Fazenda Pratinha
      Acordamos cedo e saímos para o café por volta das 7:20 da manhã. Tomamos café da manhã na padaria e seguimos de carro, com o guia Jajal, até a entrada do rio Mucugezinho. Lá compramos presentes de artesanato local. Não pagamos taxa. Fomos caminhando até o Poço do Diabo que é lindo. Voltamos para a portaria, andando e pegamos o carro novamente. Seguimos para a Gruta Lapa Doce. Lá almoçamos (tem um ótimo restaurante na entrada) e custou R$100,00 para o casal a entrada na gruta com guia próprio de lá. Fomos aparelhados com uma lanterna e seguimos para a Gruta que está passando por um plano de manejo, devido a isso nos foram explicadas as regras de visitação. Foram cerca de 40 minutos conhecendo locais de escavação de fósseis, como o tigre dente de sabre, preguiça gigante, dentre outros, além de interessantes formações calcárias. Segundo o guia local, ali já foi mar por três vezes.
      Seguimos então para a fazenda Pratinha, onde pagamos uma taxa de entrada de cerca de R$60,00 por pessoa. Lá dentro tem possibilidade de curtir na tirolesa, fazer flutuação, e andar de caiaque pagando uma taxa extra. No entanto, aproveitamos o que o valor da entrada dava direito, conhecer a Gruta Azul e nadar no poço de água transparente. Ficamos renovados e ao entardecer seguimos de volta para Lençóis. Acertamos com o guia e jantamos caldo de feijão (eu) e Baião de Dois (marido). Comemos um doce local e compramos presentes para trazer para os familiares.

      26/08 – Translado para Salvador (carro), avião para Vitória e retorno a Colatina (carro).
      Acordamos cedinho, arrumamos as malas e iniciamos a jornada de 428 km de Lençóis a Salvador. Almoçamos num posto de gasolina no caminho. Comida bem cara.
      Entregamos o carro na Movida, pegamos o transporte para o Aeroporto Internacional de Salvador/BA, despachamos as bagagens, aguardamos nosso vôo e embarcamos por volta das 19:00. Foram horas e horas de avião (fizemos conexão em São Paulo – Aeroporto de Vira Copos) e chegando ao Aeroporto de Vitória/ES pagamos o estacionamento do nosso carro (Cerca de R$400,00 para os 15 dias). Por volta de 1:00 da manhã partimos de carro para Colatina. Chegamos em casa por volta das 3:00. Fim da viagem e retorno para as patinhas dos nossos bichinhos.





    • Por felipenedo
      Olá viageiros,
      Vou passar 8 dias na Chapada Diamantina e preciso de ajuda com algumas dúvidas que estou tendo dificuldades de encontrar detalhes.
      Vou estar de carro.
       
      O roteiro está assim:
      Dia 1 – Salvador - Palmeiras  -  Devo chegar tarde e não devo fazer nada esse dia
      Dia 2 – Palmeiras  -  Cachoeira da Fumaça e Cachoeira do Riachinho
      Dia 3 – Lençóis  -  Pratinha e Morro do Pai Inácio
      Dia 4 – Lençóis  -  Poço Encantado e Poço Azul
      Dia 5 – Andaraí  -  Pantanal de Marimbus e Cachoeira do Roncador
      Dia 6 – Ibicoára  -  Cachoeira do Buracão
      Dia 7 – Ibicoára  -  Cachoeira da Fumacinha
      Dia 8 – Volta para Salvador
       
      O que vocês acharam do roteiro? Funciona bem? Cabe encaixar alguma coisa que ficou faltando?
       
      Aí de cara eu já tenho algumas dúvidas...
      Dia 3 – Quanto tempo vocês sugerem para ficar na Pratinha? É um lugar para passar o dia inteiro ou algumas horas são suficientes?
       
      Dia 5 – O passeio para o Pantanal de Marimbus é algo que precisa de reserva antecipada? Quanto tempo dura o passeio?
      E como faz para emendar com a cachoeira do roncador? O tempo é suficiente?
       
      Bom, por enquanto é isso. Devem pintar dúvidas novas que vou postando aqui.
      Muito obrigado pela ajuda!
      Abraço,
       
      Felipe
      www.profissaoviageiro.com
      @profissaoviageiro
    • Por rafael.celeste
      Visitei a Chapada Diamantina recentemente com mais 2 amigos e conseguimos fazer todos os passeios que queríamos. Contratamos um guia apenas na cachoeira do Buracão, onde dizem que o guia é obrigatório.
      Pra ir sem guia, todos nós tínhamos um bom preparo físico e alguma experiência em trilhas. Além disso, baixei a versão completa do app Wikiloc. Se não me engano, custou R$7,50. Frente à economia que você fará com os guias, tá de graça. Dá pra comprar um bom powerbank pra carregar o celular na viagem que você ainda sai no lucro (recomendo o zenpower da asus). Dito isso, com exceção da trilha da cachoeira da fumacinha todas as trilhas foram feitas tranquilamente seguindo o tracklog no celular (tracklog é o caminho que você segue com o GPS). São trilhas bem marcadas, muita gente passa por lá. Vez ou outra há uma bifurcação e você tira a dúvida com o app.
      Não vou detalhar todos os passeios que fizemos pois há uma infinidade de relatos que já fizeram isso melhor do que eu poderia fazer. Deixo apenas algumas observações:
       
      - Em Ibicoara conseguimos ‘sacar’ dinheiro numa loja de reparo de motos. O dono passa no seu cartão uma compra no valor que você quer sacar e te dá o valor em dinheiro. Pode ser uma boa alternativa, já que são poucos caixas eletrônicos e o correio fica cheio. Pegamos a dica no hostel ibicoara.
       
      - A trilha da cachoeira da fumacinha é bem pesada, mas vale a pena. Além do tracklog, baixe esse relato e siga-o. Alguns pontos parecem impossíveis, mas lendo o relato dá pra passar.
       
      - Se for fazer fumacinha e buracão, compensa dormir na vila do Baixão. Fale com o Luciano (https://www.facebook.com/luciano.guiabicho?fref=ts) ele é guia e recepciona pessoas na casa dele ou indica a casa de alguém da vila. Ficamos na casa da Biazinha, pagamos 100 reais por pessoa, com direito a janta e café da manhã, cada um de nós ficou em um quarto separado. Você economiza alguns km de estrada de terra e tem uma experiência bem legal.
       
      - Visite a cachoeira do buracão. Ibicoara fica um pouco afastada das outras cidades da chapada, mas vale muito a pena. A trilha é tranquila, a queda é enorme, o volume de água é bom, dá pra observar por cima e por baixo, há estacionamento, banheiros e colete salva vidas. Lemos em todos os lugares que é preciso de guia para fazê-la, mas vimos um casal sem guia na trilha e suspeitamos que essa história talvez seja apenas um boato muito bem difundido.
       
      -Passe uma noite em Andaraí. No hostel donanna. Melhor custo benefício da viagem, hostel limpo, banheiros bons, ar condicionado, ótimo café da manhã, donos super simpáticos. Fica perto da sorveteria Apollo, que é sensacional e tem um bom preço e também do bistrô da cidade, que parece ser a melhor opção para comer lá a noite. Tínhamos planejado passar só uma noite lá, mas gostamos tanto que resolvemos entrar e sair do Vale do Pati por Andaraí, ficando 3 noites no hostel. Andaraí fica próxima dos poços Azul e Encantado e também tem algumas cachoeiras.
       
      - Em Andaraí a única operadora que tem sinal é a Claro. Não perguntei nas outras cidades, mas acredito que seja mais ou menos assim no restante da região.
       
      - Se tivesse que cortar um dos poços do passeio, eu cortaria o Azul. É nele que se mergulha, mas o Encantado é bem maior e mais bonito, achei uma experiência mais interessante. É possível ir de um poço ao outro por estrada de terra, diferentemente do que recomenda o Google Maps. Pegamos essa dica com um guia no Poço Encantado. O trajeto aparece no Waze. Saindo do poço encantado, volte até a entrada pra fazenda chapadão, à sua direita. Siga por ela até uma bifurcação que indica poço azul à direita e borracharia à esquerda. Pela esquerda também se chega ao poço azul, mas é preciso pagar 10 reais para atravessar uma ponte dentro de uma fazenda.
       
      - O poço azul fica cheio e há fila para mergulhar nele. É bom chegar cedo, nós tivemos que esperar 2h na fila.
       
      -Em lençóis ficamos na pousada São José 2. 60 reais por pessoa, ar condicionado, café da manhã, boa localização. Recomendo.
       
      - O poço do Diabo é de fácil acesso mas não é imperdível. Eu deixaria como plano B.
       
      - Praticamente não existem placas indicando o caminho pra nenhuma atração turística de lá. Nem mesmo pro Morro do Pai Inácio que é um dos pontos mais conhecidos. Saindo de lençóis será a primeira entrada à direita depois da Pousada do Pai Inácio, numa estrada de terra. Sem placa alguma. A presença do guia em passeios como Morro do Pai Inácio, Pratinha, Poços Azul, Encantado e do Diabo é completamente dispensável. Ele meramente vai te indicar o caminho e fazer companhia durante os passeios. No Wikiloc você acha os tracklogs para chegar de carro até todos os pontos turísticos da chapada.
       
      - Fomos pra chapada em janeiro de 2017 e infelizmente havia pouca água em praticamente todas as cachoeiras. Vale a pena tentar conferir se os rios estão cheios antes de partir pra lá.
       
      - É verdade que qualquer carro enfrenta a chapada, mas ele vai sofrer um pouco. As estradas de terra são muitas, são ruins e com muito pó. Vimos alguns donos de Corolla receosos com seus carros por lá. Alugar é uma boa.
       
      -Na chapada há uma certa confusão com maracujá. O maracujá amarelo que vendem nos supermercados é
      chamado de maracujina, e o que chamam de maracujá é um maracujá do mato, de casca roxa e interior verde. Se você pedir um suco de maracujá e ele vier verde, já sabe o que aconteceu.
       
      - A cidade de Lençóis realmente possui a maior estrutura turística da chapada, com ótimas opções de bares e restaurantes, mas não recomendo passar todas as noites lá. A chapada é muito grande e as cidades menores também têm seus atrativos, além de serem mais baratas.
       
      SOBRE O VALE DO PATI
      -Têm-se acesso ao vale do Pati por 3 caminhos: Saindo do Capão, de Guiné e de Andaraí. Saindo de Guiné é o menor caminho, do Capão o mais longo, mas dizem ser o mais bonito. Fomos e voltamos por Andaraí, onde deixamos o carro. Encaramos a ladeira do Império, um caminho todo calçado por pedras. Gastamos cerca de 5h desde Andaraí até a casa de Seu Eduardo e umas 7h da casa de Dona Raquel até Andaraí. Recomendo fazer pela manhã, evitando o sol.
       
      - Não recomendo levar barraca pro Pati. A menos que você queira fazer camping selvagem (há algumas clareiras na trilha) e abrir mão de mordomias como chuveiro, banheiros e acesso às cozinhas comunitárias, não compensa financeiramente. As casas de apoio praticam os mesmos preços (20 camping, 25 pra dormir com saco de dormir e 35 pra dormir em camas, 110 a diária com janta e café da manhã). Ao meu ver, não vale a pena carregar o peso da barraca por essa economia.
       
      - As casas de apoio têm vendinhas com alguns alimentos, também vendem água, cerveja e Coca Cola. No Seu Eduardo a Coca era R$7,00 e geladíssima, na Dona Raquel era R$8,00, não tão gelada.
       
      - Não suba o morro do castelo sem lanterna. Há uma gruta lá em cima. Ao sair da gruta, ande para os dois lados. Indo pra esquerda há um mirante nas pedras e para a direita você encontra outra saída da gruta. Entre nela que você retorna ao ponto inicial
       
      - Alguns tracklogs para a cachoeira do funil têm um longo trecho andando pelo leito do rio, que é pegando uma bifurcação na trilha pro morro do castelo. Esse é o caminho difícil. Há como chegar até bem perto das cachoeiras por trilha, informe-se com os nativos.
       
      - Também existem dois caminhos entre a prefeitura e a casa de Dona Raquel, um em cada margem do rio. O caminho mais suave é o que fica à direita do rio, pra quem está indo pra Dona Raquel.
       
      Também fiz uma planilha com os passeios da Chapada, acho que pode ser bem útil. Vou deixar a edição livre, pra adicionarem ou atualizarem as informações
      https://docs.google.com/spreadsheets/d/1_4-nOWQOdKMwG-fntIXCsLC3i_HlP8i9YeBz5Z_9VpQ/edit?usp=sharing
       
      Os relatos em que me baseei pra viagem foram esses:
      http://www.nathalyporai.com.br/2016/12/chapada-diamantina-raio-x-dos-gastos.html
      http://www.mochileiros.com/chapada-diamantina-vale-do-pati-t134101.html
      http://www.mochileiros.com/descomplicando-o-vale-do-pati-com-ou-sem-guia-fotos-t89310.html
      http://www.mochileiros.com/chapada-diamantina-guia-de-informacoes-t29075.html
      http://www.mochileiros.com/chapada-diamantina-em-07-dias-gastando-pouco-no-carnaval-2015-t109690.html
       
      Espero que as informações sejam úteis, aproveitem a Chapada.
    • Por Bravo Mochileiro
      A primeira coisa que uma pessoa que nunca fez trilhas longas pensa antes de fazer uma trilha de 5 dias é: “meu deus do céu, vou andar sem parar 5 dias, será que eu agüento? Nhe nhe nhe nhe”. Bem, tem trilha que é isso mesmo, kkkkk, andar sem parar o tempo todo! Eu particularmente adoro isso! Mas o Vale do Pati, não, você anda bastante nos dias de ir e de voltar, mas os dias que você fica no Vale as caminhadas são até os atrativos do local, e essas caminhadas, dependendo de onde você estiver, não são tão longas assim, e você pode tirar uns dias de descanso no próprio Vale. Já vive em uma agitação louca de tempo e horários durante a vida toda, na cidade, vai ficar na mesma nóia no PARAÍSO? Sai dessa, vamos descomplicar o Vale do Pati AGORA!!!
       
       
      Os preços praticados pelos guias na Chapada Diamantina são altos (principalmente se você é um mochileiro quebrado como eu). Para o Vale do Pati pratica-se o preço de R$ 150,00 por pessoa por dia, incluindo alimentação durante a trilha, estadia na casa de nativos, alguns guias cozinham e levam todo o peso bruto da comida, panelas, kit de primeiro socorros, neste caso o turista leva apenas uma mochila de ataque com seus itens pessoais e não precisa fazer nada além de levar seu próprio corpo, outra opção é sem nada incluso que custa cerca de R$ 80,00 por pessoa por dia, neste caso o guia apenas conduzirá o turista pelas trilhas, ficando a cargo do contratante pagar a estadia diretamente aos nativos e levar sua comida, o guia vai ajudar a fazer a comida, caso tenha que ser feita na mata. Levando-se em conta que o Vale do Pati oferece várias atrações naturais e cada uma exige um dia para ser visitada e gasta-se no mínimo um dia inteiro para chegar no vale e outro para ir embora, o passeio exigirá então, no mínimo, para conhecer muito pouco o vale, 4 dias, o que já custaria a apenas um turista a bagatela mínima de R$ 320,00 sem contar os gastos com comida e estadia, e ele vai ver muito pouco do Vale. Esse valor pode variar de acordo com a época do ano e quantidade de pessoas no grupo. Eu recomendo o mínimo de 6 dias no Vale, e ainda acho pouco, imagine que para um grupo de 4 pessoas esse passeio de 6 dias sairia um total de R$ 3600,00 com tudo incluso, um valor bem interessante para um guia fazer em apenas uma guiada de menos de uma semana, não é?! Imagine grupos grandes com 10 pessoas ou mais, neste caso o guia contrata ajudantes que carregam peso e ajudam os turistas durante a trilha, evitando que se dispersem do grupo e se percam, mas o valor sobe estratosfericamente e torna o trekking inviável para muita gente quebrada como eu.
      Outra opção é pegar a trilha por conta própria, sem guias e sem gastos exorbitantes. Essa opção é bem mais arriscada e exige algum preparo extra, além de resistência física (sempre vai exigir resistência, com ou sem guia), mas é perfeitamente possível se você já está minimamente familiarizado com trilhas e acampamento. Ou seja, se você já foi escoteiro, já pegou outras trilhas com pernoite na mata, sabe ascender fogo e cozinhar, enfim, se tiver noção do que está fazendo, vá sem guias. O guia sempre será uma segurança, além de conhecer a flora, a fauna e a história do lugar, o fator limitante aqui é grana ou vontade de se aventurar sozinho (os dois no meu caso). E para mim o próprio guia é um fator limitante, eu gosto de fazer o que me der na telha e não de seguir roteiros pré-programados que todo mundo faz!
      Agora se você for optar por um guia, exija da agência ou procure um guia nativo e converse com ele antes de fechar, pra ver se as personalidades batem... [...]  Procure referências, peça para ver fotos, entenda a trilha que você vai fazer antes de fazer!
      As trilhas do Vale do Pati são algumas das trilhas mais movimentadas do Mundo e estão sempre cheias de turistas, trilhas dessas (pense bem) não podem ser pouco marcadas, e não são, dizem que as trilhas do Capão não são trilhas, são rodovias, de tão marcadas que são (kkkkk) e você provavelmente vai encontrar outros grupos caminhando na mesma trilha (hora perfeita para aproveitar para tirar dúvidas com o guia dos outros). Ao contrário do que dizem, as trilhas são muito fáceis de encontrar, embora sejam longas. Você só vai se perder se pegar uma trilha muito menor e menos marcada que a trilha principal, o que intuitivamente não vai fazer e se fizer, relaxe, você acabou de aprender um caminho novo para lugar nenhum e nunca mais vai entrar nele outra vez, volte por onde veio e encontre o seu erro, agora entendendo mais a geografia do lugar, sem se desesperar.
      Existem muitas trilhas que levam ao Vale do Pati, as mais famosas saem do Vale do Capão, de Guiné e de Andaraí. A trilha clássica e o visual mais bonito é uma das três que saem do Capão. A trilha mais curta, porém menos impressionante, leva o vale do Pati à Guiné. Uma linda trilha usada antigamente pelos mais de 2000 habitantes que existiam no Pati é a trilha que leva à Andaraí pela Ladeira do Império. Também existem trilhas que levam à Mucugê e Igatu, mas são bem mais roots e eu não conheço ainda.
      As 3 trilhas que ligam o Capão ao Pati tem um bom trecho em comum, saem do “Bomba” (bairro do Capão) subindo em direção ao Gerais dos Vieiras, passando pelo Córrego das Galinhas, uns minutos a frente pode se ver um extenso caminho levando às montanhas do Pati, à direita se vê uma enorme serra (Serra do Candombá) que se estende praticamente em linha reta até o Pati, à esquerda se vê cadeias de montanhas que lhe fazem perceber que está no meio de um enorme vale onde se encontra o Gerais do Vieira (Gerais é um tipo de fito fisionomia, com solo raso e vegetação geralmente rasteira, muito sol na moleira).
      Nesse ponto, depois do Córrego das Galinhas existe a primeira bifurcação importante, existe uma grande trilha principal que segue aparentemente para a direita enquanto outra trilha, também bem marcada, segue para a esquerda. A trilha da esquerda é a trilha que leva ao Pati passando pela Cachoeira do Calixto, é uma trilha mais difícil, exige pernoite na mata (existe um lugar onde as pessoas usualmente acampam, se chama Toca do Gaúcho), passa por uma parte descampada e depois por uma floresta que me arremeteu à Mata Atlântica e à Mata Ciliar (do Cerrado), até chegar na fabulosa Cachoeira do Calixto, depois mais 3horas de caminhada na floresta, recheada de aves e palmito Jussara nativo, chega-se à “Prefeitura” ou “Casa de Jailson” que são, na verdade, casas de nativos que recebem os turistas, eles oferecem quartos com camas (R$ 25,00), alojamentos para isolante térmico (R$ 15,00) ou área para camping (R$12,00), também oferecem refeições (a combinar).
      Retornando à primeira bifurcação, viramos agora à direita, continuando a trilha principal por alguns minutos, passando por alguns córregos (nunca vire nas trilhas à esquerda a partir daí, siga a principal, pela direita), chegamos agora em um corregozinho bem impactado, com várias trilhazinhas para tudo que é lado. Esse é um momento de atenção!!! Explore as alternativas de trilhas do lugar para se localizar!!! Seguindo reto você vai subir um pequeno elevado onde vai haver uma bifurcação bem visível, à esquerda andando apenas alguns metros você vai chegar no “Rancho dos Vaqueiros”, é um ponto de apoio coletivo, trata-se de uma casinha de pau-a-pique que fica trancada, mas tem uma varandinha que pode ser utilizada para dormir e/ou cozinhar, existe uma piscina natural de água geláááááda e algumas árvores frutíferas (que se você tiver sorte vai estar na época), voltando à bifurcação, à direita é a “Trilha das Mulas”, só seguir reto e sem dó de ser feliz que essa trilha vai te levar direto para a “Igrejinha” ou “Ruinha”, tenha em mente que a Serra do Candombá estará sempre à sua direita e é só ir a seguindo ao longe que não tem erro. Vale lembrar que das 3 trilhas que ligam o Capão ao Pati essa Trilha das Mulas é a mais curta, porém não tem o mesmo visual das outras duas e da vez que passei por ela estava chovendo e a lama mole da trilha fazia meu pé afundar até o tornozelo a cada pisada, as vezes até a metade da canela, sem contar as urtigas e samambaias que vão te queimando e arranhando durante o percurso, também é a trilha que tem mais sombra, acho que em época de pouca chuva é tranqüilo de fazer. Voltando ao riacho impactado, virando bruscamente à direita, no rumo da Serra do Candombá, está a trilha mais bonita e clássica do Vale do Pati, seguindo essa direita chega-se no pé da serra onde se inicia a subida do “Quebra Bunda”, é uma subida vertiginosa de uns 30 minutos, sobe até o “Gerais do Rio Preto” que é a parte superior da serra, a partir daí é só ir margeando a beira da Serra por quase todo o percurso, existem várias entradinhas à esquerda que levam a belíssimos mirantes, vale a pena entrar em todas para descansar e olhar. Permaneça na trilha principal e não entre nas bifurcações à direita, elas te levarão a Guiné. Seguindo a serra por algumas horas você chegará à beira da “Rampa” descida vertiginosa e tensa (que vira uma subida deliciosamente torturante caso volte por aí). Essa parte exige atenção pois se não perceber o lajedo da descida vai passar reto e errar a trilha, indo no rumo do Cachoeirão por cima ou Mucugê (acredite, você não vai chegar em Mucugê se errar essa trilha, é bem longe, só vai andar pra cacete e depois voltar tudo) . Do alto da Rampa se vê uma montanha com uma trilha bem marcada em um morrinho logo à frente, abaixo e à direita já dá pra ver a “Igrejinha”, se você estiver nesse ponto, procure a descida, vai ser fácil de achar, mas cuidado na hora de descer.
      Chegando em baixo, você vai ver que a descida cruza uma trilha, virando à esquerda você vai chegar em menos de 10 minutos na Igrejinha, seguindo reto você vai passar por uma pontezinha improvisada e depois subir a trilha do “morrinho” que você viu lá de cima, depois desce tudo e pronto, você estará dentro do Vale do Pati, vai passar pela casa de Dona Lea, seguindo depois para a casa de André e de Dona Raquel.
       

       
      Das atrações do vale destaca-se a convivência com os nativos, que habitam o lugar a algumas décadas, vivendo de modo tradicional, com o que eles tem lá, meio de transporte lá é cavalo e burro, fora a caminhada, constroem suas casas com madeira e barro locais, quase sem cimento, que é pouco utilizado apenas nas bases das casas mais novas, tem uma culinária peculiar, não deixe de provar o Palmito de Jaca e o Godó de Banana Verde, converse muito com eles, entenda mais do seu modo simples de viver, talvez você nunca mais volte a ser o mesmo!
       
       
       
      Dentro do Vale do Pati existem várias atrações naturais onde é possível a visitação, as mais conhecidas e visitadas são: Cachoeiras dos Funis, Morro do Castelo (ou Lapinha), Cachoeira do Calixto, Cachoeirão (por cima e por baixo), Poção (ou Poço da Árvore). Vou explanar um pouco como são atrativos tendo como ponto inicial a Casa de Dona Raquel, que é o lugar mais famoso onde a galera fica quando chega, além da casa de Dona Raquel, também tem a Igrejinha, Casa de Dona Lea, Casa de André, Casa de Agnaldo e Casa de Seu Wilson, que ficam no chamado “Pati de Cima” que é por onde a galera que vem do Capão normalmente chega. Ainda tem o “Pati de Baixo” onde tem a Prefeitura, Casa de Jailson, Casa de Seu Eduardo e Casa de Jóia que também recebem turistas. Procure ter um mapa que vai ajudar MUUUUITO, você pode conseguir um bem detalhado por R$ 20,00 na pousada “Pé na Trilha”, no Capão.
       
      Cachoeiras dos Funis: é um dos atrativos mais perto (ponto de referência Casa de D. Raquel), para chegar na primeira cachoeira é preciso pegar uma trilha subindo que passa ao lado da casa de Seu Wilson, depois desce tudo à direita até chegar na margem do rio Pati e vai subindo, a partir daí não tem erro. Chegando na primeira cachoeira que já pede um bom banho, vai seguindo pelo lado esquerdo do leito (esquerdo de quem vai subindo o rio) pelas trilhas, vai chegar na Segunda cachoeira, preste atenção do lado esquerdo tem uma “escalaminhada” sobe ela, passa pela cachoeira por cima, e continua pelo lado esquerdo as trilhas até a ultima cachoeira que tem um bom lajedo para tomar um solzinho no melhor estilo calango.
       

       
      Morro do Castelo: Fica de frente para a Casa de D. Raquel e o acesso é por uma subida íngreme, porém curta do outro lado do rio, pouco depois da Escolinha abandonada do Pati. Chegando lá em cima (aproximadamente 40min de subida depois) tem um mirante de onde se vê o Pati e as casas dos moradores, também da pra ver a ultima cachoeira dos Funis. Seguindo a trilha por mais 15 minutos você vai chegar à boca de uma gruta que atravessa para o outro lado da montanha, você vai ter que entrar nessa gruta, então leve lanterna, atravessou a gruta está do outro lado do Castelo, subindo umas pedras saindo por uma fenda. Virando a esquerda existe uma trilha que leva ao mirante mais espetacular da Chapada Diamantina, de lá se vê os dois vales, do Rio Pati e do Rio da Lapinha, no primeiro a ultima cachoeira dos Funis e no segundo a belíssima Cachoeira do Calixto, da até pra ouvir o som da água! Voltando para a fenda e v irando a direita a trilha leva a um novo mirante que dá pra ver o Pati de Baixo, seguindo a trilhazinha a esquerda passando pela mata vai chegar em um terceiro ponto de caverna chamado “Janela”, entrando lá e descendo para a caverna você vai dar em uma galeria subterrânea ainda maior que a primeira e percorrendo toda ela chega em uma fenda que vai dar bem no meio da primeira galeria por onde passamos na primeira entrada da gruta, vire a esquerda e vai estar de novo na boca da gruta, voltando a trilha. Não deixe de subir o Castelo se for no Pati, é sensacional! Pico mais lindo que eu vi na Diamantina!
       

       
      Cachoeira do Calixto: uma belíssima cachoeira, convidativa para um delicioso banho, saindo de D. Raquel passando pela prefeitura, atravessa o rio pelas pedras, contorna o morro do Castelo e o Morro Branco do Pati, chegou nela, uma andada de 3horas de duração, porém vale MUITO a pena, lá tem lugar para armar barraca, então se não quiser ir e voltar, programe bem seu itinerário para passar pelo Calixto quando estiver deixando o Pati. Mais no final vou deixar um roteiro interessante para se seguir no Vale.
       

       
      Cachoeirão: existem vários caminhos que levam ao cachoeirão, vou falar só dos mais simples, os outros descem fendas íngremes e perigosas, então se quiser saber desses caminhos, pergunte lá no Pati para algum nativo, ele vai te explicar melhor que ninguém, mas cuidado com o baianês deles! O Cachoeirão é como a Cachoeira da fumaça, um barranco de 300 metros de altura no final de um vale profundo de onde se desprendem mais de 20 cachoeiras com até 280 metros (na época de cheia), um lugar incrível. As trilhas por baixo e por cima são bem diferentes uma da outra, por cima tem que voltar de D. Raquel sentido Igrejinha, ao invés de subir o barranquinho, continue a trilha a esquerda, como se estivesse indo para trás da Serra do Sobradinho, vai passar por uma porteira, abra e feche a porteira, siga a trilha principal, atravesse o rio, suba uma ladeirinha, vai dar lá em cima do Candombá novamente, continue a trilha, vai passar por umas arvorezinhas onde a galera acampa e seguir direto, lá na frente, cerca de 1h30 de caminhada depois vai haver uma bifurcação, a esquerda é nosso caminho, a direita vai para Mucugê, não vá para Mucugê, é longe pra caralho (eu já me perdi aí e andei o dia todo sem ver nada, só sol quente e nenhuma árvore) pegando a esquerda vamos parar em um lajedo, olhando para frente tem uma descida e la na frente já da pra ver a trilha, siga as setinhas e a trilha mais batida. Nesse ponto é só lajedo, muita gente se perde aí, então preste muita atenção para não se perder na volta. Atravessa um reguinho d’água, à direita fica a Toca do Gavião, ponto de dormir, siga reto para o cachoeirão. Chegando lá tem um lajedinho e um pocinho do rio, do lado esquerdo do rio atravessa para um dos mirantes, do lado direito para o outro mirante, explore o lugar todo a partir daí, entre nas trilhazinhas e vá tirando suas próprias conclusões, não esqueça da máquina fotográfica, eu tenho muito poucas fotos daí pois acabou a bateria da câmera, das duas vezes q fui lá, não deixe o mesmo acontecer com você. Cachoeirão por baixo, siga de D. Raquel sentido Prefeitura, na prefeitura passe direto e vire a esquerda e vá caminhando até a Casa de Eduardo, no caminho você vai passar pela entrada do Poção que fica logo antes de uma ladeira à esquerda perto de uma grande pedra (Toca da Árvore). Chegando em Seu Eduardo provavelmente você vai ter que dormir lá, de D. Raquel até S. Eduardo são 3h de caminhada, e de Seu Eduardo até o Cachoeirão, mais 2 horas, então já viu, vai andar! Cuidado no caminho do cachoeirão por baixo, são muitas pedras escorregadias e boa parte do caminho é pelo leito do rio, não se arrisque demais, lembre-se que o socorro está bem longe! Chegando lá você vai ver o primeiro poço, suba as pedras e lá dentro da floresta procure um caminhozinho meio fechado à esquerda, vai dar no Poço do Coração, lindíssimo e geladíssimo!
       

       
      Com essas explicações, um bom mapa, noção do que está fazendo, aquela “boca de quem vai à Roma” e um pouco de coragem você vai conseguir curtir o Pati sem gastar rios de dinheiro e sem a rigidez de um guia por perto. Pura diversão!
       
      Roteiro MASTER 360 no Pati:
      Dia 1: Caminhada Capão – Casa de Dona Raquel (pernoite)
      Dia 2: Descanso na casa de D. Raquel ou pule para o dia 3
      Dia 3: Cachoeiras Dos Funís e volta pra D. Raquel (pernoite)
      Dia 4: Casa D. Raquel – Cachoeirão por Cima – Casa D. Raquel (pernoite)
      Dia 5: Castelo de manhã, almoço em D. Raquel, caminhada até a Prefeitura (pernoite)
      Dia 6: Caminhada Prefeitura - Poção (Poço da Árvore) - Casa de S. Eduardo (pernoite)
      Dia 7: Caminhada S. Eduardo – Cachoeira do Calixto (pernoite em barraca)
      Dia 8: Cachoeira do Calixto – Vale do Capão
      Obs: É interessante deixar uns dias pra descanso, é bem intenso e o resultado é o mesmo de um SPA, mesmo comendo feito um touro você vai chegar mais magro. Esse roteiro dá pra adaptar de modo a passar a noite na casa de vários nativos.
       
       
      ATENÇÃO: Cuidado com seus pertences. Não deixe lixo em lugar nenhum, leve todo ele com você, inclusive o orgânico, ele se decompõe sim, mas também causa impacto, não existe farinha de trigo no mato, não existe sal, nem açúcar refinado, então não deixe eles lá. Use sabão de coco para se lavar e lavar os utensílios, sempre em água corrente. Não acenda fogueiras debaixo das grutas, muitas delas já estão pretas de tanta fumaça, ao invés de queimar madeira leve um fogareiro, ou no mínimo um litro de álcool e uma latinha de atum, você já consegue cozinhar assim. Não retire plantas e pedras. Deixe somente pegadas e leve apenas saudade e fotografias. Tenha consciência, outros passarão por ali depois de você. Use esse texto com responsabilidade. Não se arrisque demais!
       
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