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Relutei um pouco em escrever este relato, afinal, sabia que seria difícil descrever impressões tão pessoais acerca de tudo que vi e senti nestes dias de solitude pela Chapada Diamantina, mas muito do estímulo que tive para esta empreitada me veio de outros relatos que li, de depoimentos de verdadeiras transformações pessoais advindas de viagens, então, se este relato servir de inspiração para uma pessoa que seja, terá valido a pena cada palavra aqui escrita.

 

Bom, em maio completei meus 30 anos. Não sei se é comum, mas nesta fase os já muitos questionamentos de vida que eu sempre trouxe comigo se aprofundaram, e eu senti uma imensa necessidade de organizar minha cabeça, tomar decisões, procurar respostas na minha alma, no meu íntimo, em um lugar que ainda não tivesse sido de certa forma corrompido pela sociedade que eu tanto questiono, mas que tanto me influencia, e eu sabia que o único jeito de conseguir este contato tão profundo comigo mesmo seria estando sozinho e em um lugar com pouco ou nenhum contato com outras tantas pessoas.

 

O fato de já ter estado outras vezes na Chapada Diamantina e sabendo que eu não teria tanto tempo para organizar uma viagem, me levaram ao interior da Bahia. Baixei um app de localização por GPS no meu celular, baixei também os mapas dos quais eu iria precisar e li bastante sobre os roteiros que eu pretendia fazer, que inicialmente eram a travessia de Lençois para o Vale do Capão passando pela Fumaça por baixo e a travessia completa do Vale do Pati, entrando pelo vale do Capão, descendo por toda a extensão do vale, subindo novamente e saindo também pelo Capão.

 

Fiz as malas escolhendo colocar pouquíssima roupa e dando preferência para as peças mais leves e também para um conjunto de roupas que me protegessem do frio, no caso de algum contratempo na trilha. Fiz também uma farmacinha com analgésicos e material para curativos. Indispensáveis também foram a lanterna, 4 pares de meias secas, além da minha barraca (que logo descobriria deveria ser bem menor), e meu saco de dormir.

 

Dia 22.06 entrei no avião que me levaria de Recife, onde moro atualmente, até Salvador. Cheguei na capital baiana ainda cedo, por volta das 13h e, tendo em vista que meu ônibus para Lençois estava marcado para as 22:45, resolvi visitar o centro histórico de Salvador, que naquele dia dava início aos festejos juninos, com palcos onde a noite iriam ocorrer shows. Peguei um ônibus no aeroporto que por R$ 5,50 me levou até a praça de sé, por um roteiro que incluiu toda a bela orla da cidade e que durou pouco mais de uma hora.

 

Chegando à Praça da Sé, não havia tanta gente assim pelas ruas, já que, pelo que o cobrador do ônibus falou, estava chovendo bastante nos últimos dias e também muita gente já tinha viajado para passar o são joão no interior.

Fui direto conhecer o elevador lacerda, aproveitando que não chovia. De lá pude conhecer o mercado modelo e também perambular pelas ruas do centro histórico, subindo e descendo, passando pelo pelourinho e pelas belas igrejas.

Todavia, o que mais me chamou a atenção foi o povo do lugar. Salvador é um retrato da desigualdade social que assola este país. A região do centro histórico parece ser bem pobre, o que expõe as pessoas que lá vivem a problemas com álcool e o crack, sendo que as mais afetadas são as de raça negra, um povo cujos antepassados construíram aquilo tudo e que deveriam estar em situação de protagonismo, mas não estão. Os bares, restaurantes e o comércio são dominados por estrangeiros e pessoas de outros estados, nada contra, mas acredito que a população local deveria ter subsídios para também se valer do lucro trazido pelo turismo.

Antes de ir para a rodoviária, pude ver o primeiro show da noite, uma orquestra de sanfona que eu, como apaixonado pelas minhas raízes sertanejas, não tive como não me emocionar.

Retornei para a praça da sé e peguei um ônibus para a rodoviária, pagando pouco mais de R$ 3.

 

A rodoviária estava LOTADA. Retirei minha passagem no guichê e aguardei o horário da partida do ônibus. O tempo até que passou rápido, e um bom papo com um Francês que estava do meu lado ajudou a distrair. É bom trocar uma ideia, ver como pessoas diferentes enxergam as coisas te ajuda a melhorar a visão de mundo. Despedir-me do camarada da França e parti rumo a Lençois.

 

Ao chegar em Lençois, ainda de madrugada, já preparei minhas coisas para a travessia para o Capão. A esta altura, após muito refletir, decidi fazer a travessia diretamente, abortando a ideia de fazer a trilha da fumaça por baixo. Eu não estava tão seguro, não tinha estudado a trilha o suficiente e não dispunha de fogareiro, além disso, uma estranha sensação me fez recuar. Dessa forma parti rumo ao Vale do Capão.

A trilha não é tão fácil, em alguns pontos de mata e nos lajedos eu tive dificuldade de encontrar o caminho correto, mesmo com o gps. Tive que ir e vir algumas vezes para encontrar a trilha, além de ter que encarar um lamaçal horrível, também fruto de um erro meu durante a trilha.

No fim da tarde, já chegando em águas claras, descobri que estava proibido o acampamento na região, então voltei um pouco mais na trilha e encontrei um lugar onde um guia levantou acampamento com um casal de turistas, decidi então montar minha barraca por ali tbm, já que era apenas uma noite e eu não precisaria de água, nem de comida, pois já tinha trazido suprimentos para aquela passagem da noite.

No dia seguinte desfiz acampamento e segui para o Vale do Capão.

 

Chegando ao Capão a ideia era ficar em uma pousada, pois eu estava bem cansado, mas por ser são joão, estava tudo lotado. Decidi, então, acampar no camping "Sempre viva", ao preço de R$ 20,00/dia. O Camping tem uma boa estrutura, com chuveiro quente e cozinha, além de ser um lugar tranquilo, silencioso e bem perto da vila.

Ainda neste primeiro dia no capão fui fazer a trilha da Cacheira da fumaça por cima. Já tinha feito o percurso uma outra vez, sendo assim, dispensei o gps.

A trilha é razoavelmente fácil, é bem batida, e por isso não tive dificuldade alguma.

Por ainda ser cedo, tinha pouca gente na cachoeira, o que foi perfeito, pois me incomoda um pouco a barulheira.

Ali eu percebi que tinha ido ao lugar certo para encontrar o que eu estava buscando. Aquela imensidão de beleza, o ar puro e o clima místico, tomaram conta de mim. Sim, ali estava eu mesmo, sem qualquer máscara, sem qualquer imposição social. A natureza não te exige nada, ela te deixa e te faz livre... Era a paz de espírito q eu tanto almejava!

A noite fui com o pessoal do camping curtir um forrozinho na vila, que estava abarrotada de gente, porém, o frio e o cansaço me fizeram voltar cedo pra barraca...

 

Segundo dia no capão e eu decidi ir até as cachoeiras da Angélica e da Purificação. Acordei bem cedo, pois sabia que se deixasse pra ir tarde corria o risco de ter gente demais no lugar. Fui a pé até o bomba, percurso que geralmente se faz de carro ou moto táxi, mas eu tinha tempo e disposição, então fui andando mesmo. A melhor das decisões, pois nessa caminhada vc consegue ver um pouco do estilo de vida dos nativos do capão e também das pessoas que resolveram viver por lá, mas de uma forma mais tranquila, longe da agitação da vila, recém descoberta pelo turismo de massa.

A trilha para as duas cachoeiras tbm foi simples de percorrer com a ajuda do gps e, pra minha sorte, quando eu cheguei à purificação estavam lá apenas 5 pessoas! Meu coração se alegrou! Pude curtir tranquilamente a queda e até tirar um bom cochilo, relaxando com o som da água. Na volta encontrei MUITOS grupos se dirigindo até lá. Falo sem medo de errar, não menos de 60 pessoas eu encontrei se dirigindo para as cachoeiras.

Retornei novamente andando para o camping, onde tomei banho e fui almoçar. Sobre o almoço, recomendo o "Pico do açaí", uma comida farta, deliciosa e vegetariana (apesar de ter opções para carnistas tbm), ao preço de R$ 20,00, uma pechincha em se tratando de Capão em época de feriado.

Fui então comprar a comida que levaria para o Vale do Pati, nesse momento cometi meu maior erro nessa viagem! Comprei comida demais! Minha mochila, eu descobriria no outro dia, ficou demasiadamente pesada, e isso foi péssimo pra mim, pois no primeiro dia de travessia para o pati, de cerca de 23 km, eu sofri demais com o peso da mochila.

A noite fui comer uma pizza com o pessoal do camping, fiquei mais um tempinho no forró e logo fui descansar.

 

Dia de entrar no Vale do Pati. Como já falei, a mochila ficou pesada demais, já que além da comida eu ainda estava carregando uma desnecessária barraca para 4 pessoas, sendo que eu sou apenas 1, fora isolante e saco de dormir. Foi um erro pelo qual eu pagaria um preço.

A trilha em si, do capão até a igrejinha, já dentro do vale do pati, foi fácil apesar da chuva e da lama que me acompanharam por mais da metade do percurso. Não me perdi hora nenhuma, o gps foi sempre certeiro. Levei cerca de 6:30h para percorrer os 23km. Ao chegar na igrejinha, capotei! Minhas pernas tremiam e eu começava a ter febre e uma imensa dor nas costas, devido ao peso da mochila. Decidi não acampar e paguei R$ 35,00 para dormir em uma cama na igrejinha. Tomei um banho e caí na cama. Acordei por volta das 17h, a tempo de ver um por do sol que me fez recobrar minhas forças. O céu estava de um alaranjado lindo. Sim, cada passo com aquela montanha nas costas havia valido a pena.

Cozinhei meu jantar, o cardápio foi macarrão com sardinha e suco de laranjas q eu peguei ali mesmo. Nas casas de apoio no pati é possível comprar o café da manhã e o jantar, além da dormida, ao preço de R$ 110,00 o pacote completo, mas eu queria me virar, queria cozinhar, que provar pra mim mesmo que eu conseguiria fazer o que eu quisesse, e sozinho.

 

No segundo dia acordei por volta das 7h, numa manhã bem gelada, Tomei banho, preparei meu café a base de frutas, mel e granola, e em seguida fui para o cachoeirão por cima. Também nenhuma dificuldade com a trilha ou com o gps. Quando cheguei lá, não havia mais ninguém, parece q só eu havia decidido encarar a trilha no frio. Chegando lá não dava para ver nada, tava tudo encoberto por nuvens.

Sentei a beira do cachoeirão e decidi esperar. De repente o tempo começou a abrir e aquela imensidão de beleza veio se mostrar pra mim. Foi tão especialmente lindo! Depois da caminhada difícil um lindo dia, uma bela recompensa! Era Deus falando comigo! Me senti tão bem, tão agradecido por ter conseguido chegar até ali, por ter tomado essa decisão! Aquela viagem estava mesmo sendo um divisor de águas na minha vida!

Retornei para a igrejinha, fiz o jantar e fiquei o restante da noite na fogueira, ouvindo as histórias do pessoal e trocando um pouco de ideia com os outros visitantes!

 

No dia seguinte peguei a mochila e fui para a Prefeitura, outra casa de apoio dentro do vale do pati. Novamente nenhuma dificuldade com a trilha e a mochila já pesava menos, tendo em vista que eu decidi consumir boa parte da comida, pra não ter q carregar mais, e ir comprando mantimentos nas casas de apoio mesmo, apesar do preço mais salgado.

Deixei minha mochila na prefeitura e segui para a cacheira do calixto, apesar do tempo frio.

A trilha apesar da muita lama, é fácil, já que não tem bifurcações. Cheguei à cachoeira e acabei nem entrando na água, pois estava frio demais e não tinha sol, sendo assim, eu iria ficar encharcado e com frio.

Dei uma cochilada enquanto o sol ia e vinha com constância.

Umas duas horas depois resolvi voltar para a prefeitura. Na volta levei uma queda feia, caí em cima de um amontoado de pedras. Minhas costelas bateram em uma pedra pontuda. Fiquei sem ar, não conseguia me levantar, e como a queda foi dentro de um pequeno córrego, estava também todo molhado. Sentei por alguns minutos para recuperar o ar. Meu pulmão parece que não conseguia expandir direito e eu não havia levado qualquer analgésico, outro erro grave, tendo em vista q eu estava sozinho e deveria estar preoarado para coisas assim! Consegui levantar e terminar a trilha com certa dificuldade, já que a chuva ganhara força e o lamaçal exigia ainda mais esforço, mas cheguei bem à prefeitura, me mediquei, tomei um banho, fiz um risoto rapidinho e fui descansar.

 

No dia seguinte a costela e o ombro doíam demais. Pra minha sorte tinha levado Tylex, um analgésico mega potente. Coloquei a mochila nas costas e segui para a casa do Sr. Eduardo.

A parte baixa do pati é um pouco mais complicada que a parte de cima, já que tem mais trechos de mata, todavia, com o gps foi fácil chegar ao meu destino. Lá deixei a mochila, descansei um pouco a beira do rio e segui para fazer a trilha do cachoeirão por baixo.

A mata estava bem fechada e as pedras escorregadias. Não tive dificuldades para me localizar, mas a trilha é difícil. Quando cheguei ao primeiro poço dei um mergulho e tentei seguir para o segundo poço, o do coração, mas não consegui encontrá-lo. O celular descarregou e eu tive q ir sem gps. Subi (muito) e desci pedra, perambulei um bocado, mas nem sinal do poço, então, visto que as pedras estavam bem escorregadias, eu decidi voltar, pois uma queda ali poderia acabar com minha viagem ou até me colocar em perigo. Voltei então para a casa do Sr. Eduardo já com tempo aberto.

Eu estava leve e muito orgulhoso de mim, pois tinha descido todo o pati, e, mesmo com um certo receio por estar sozinho, não exitei e seguir. Bateu até um certo arrependimento por ter abortado a ideia da fumaça por baixo, já que eu teria conseguido sim concluir a travessia inteira, como havia planejado antes! A essa altura sabia que seria capaz de chegar onde eu quisesse.

Comprei legumes na casa do sr. Eduardo ao preço de R$ 1,00 cada e fiz uma sopa para a janta, logo após, depois de um papo com um simpático pessoal de Brasília, fui dormir.

 

Nesta manhã me dei ao luxo de acordar às 9h. Fiz um rápido café e iniciei a trilha volta para a igrejinha. A única dificuldade era a dor na costela.

Chegando à igrejinha deixei a mochila e fui até a cachoeira dos funis. O acesso não é tão fácil, já que a lama e o desce e sobe pelas encostas dos morros dificultam um pouco nossa vida. Nesse dia, apesar do frio, me arrisquei a um bom banho (devia ter feito isto no Calixto tbm).

Era meu último dia no Pati, mas eu estava feliz demais com aqueles dias. Estar sozinho me fez ver o quanto é bom poder estar consigo mesmo, se ouvir, pensar, repensar, tomar decisões, enfim... às vezes temos medo da solidão, não sei porque! Um outro homem, mais sagaz e corajoso, iria sair daquele vale, e eu sou de uma gratidão eterna à Chapada Diamantina por isso...

 

Na manhã da sexta fiz a trilha de volta para o vale do capão, saindo da igrejinha. Agora sem o peso da comida e com uma enorme leveza na alma...

Usei a noite da sexta para descansar.

 

No sábado consegui uma carona com um mineiro que havia encontrado no Pati, que me levou até Palmeiras, com direito a uma parada no Riachinho. Também no carro conheci o Esdras, um mexicano que está há 6 anos viajando de bike. Um cara com jeito simples, uma história incrível e que, mesmo falando pouco, disse tudo que eu precisava ouvir naquele fim de viagem... Foi aí que percebi que estar sozinho é muito bom, mas que preciso sim aprender com outras pessoas e suas histórias de vida, e mais, que sou responsável por ajudar a construir um mundo melhor para [email protected], onde valia a pena viver, onde [email protected] possamos ser felizes. Um mundo com mais igualdade, amor e justiça social.

Peguei um ônibus para Lençois, de onde, no dia seguinte, peguei um outro ônibus para Salvador e de lá um avião de volta para Recife.

 

Bom, esse é o meu relato. Se você chegou até este final, espero ter te inspirado um mínimo que seja. Espero que vc saia da zona conforto, enfrente o medo e SIGA EM FRENTE...

 

Então, saudações mochileiras! Espalhe amor, seja luz!

"Hasta a la victoria siempre!" (Comandante Che)

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Que lindo relato! Com certeza inspirador!

Estou querendo fazer a trilha, mas ainda com receio (de ir sozinha, de não estar em boas condições físicas...), mas acho que valerá a pena!

=)

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Muito bom, ja fiz varias viagens deste tipo em solitário, depois de algumas horas sozinho começa a verdadeira viagem a interior e sozinho a gente nunca fica, sempre encontra muita gente. Parabens.

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Em 04/02/2018 em 07:24, andreluis_itbot disse:

Muito bom, ja fiz varias viagens deste tipo em solitário, depois de algumas horas sozinho começa a verdadeira viagem a interior e sozinho a gente nunca fica, sempre encontra muita gente. Parabens.

Verdade, meu camarada! Vamos para as próximas! Abraço

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      "Da natureza nada se tira além de fotos, nada se deixa além de pegadas e nada se leva além de lembranças"
      Instagram - @denis.reis
      Segue um post sobre um tema muito intessante.... 
       
       
    • Por [email protected]
      Olá pessoal, trago um relato da Chapada Diamantina, um roteiro feito em 10 dias tentando explorar ao máximo o melhor de tudo que vimos na Bahia.
      A data da Viagem foi em Junho de 2018
      Nosso estilo de viagem consistiu em avião Cuiabá/MT x Salvador/BA
      Alugamos um veículo econômico (Ford Ka) no aeroporto (reservando com meses de antecedência você vai pagar MUITO mais barato), para aproveitarmos ao máximo o tempo reduzindo a limitação por deslocamento, apesar de irmos apenas em casal digo que vale MUITO a pena, pois a Chapada é muito grande e consiste em cidades diversas, então eu penso que é um investimento de tempo e dinheiro.
      DICA DE OURO: Antes de fechar uma reserva de veículo abra em todos os navegadores possíveis < Celular, Chrome, Explorer, aba privativa.. > os preços variam no mesmo aluguel, no mesmo carro e na mesma locadora, confere e me conta. 🤑
      CUSTOS TOTAIS:
      Passagens Aéreas: R$ 350,00 cada
      Aluguel de Veículo: R$ 732,54
      Combustível: R$ 531,96
      Pedágio: R$ 13,80
      Lavagem+Balsa: R$ 50,00
      Total de Transporte: R$ 1.678,30 

      Estadias: R$ 955,92 / 2 = R$ 477,96 por pessoa

      Alimentação:
      Mercados R$ 417,62 + Restaurantes R$ 513,93
      Total alimentação: R$ 931,55 / 2 = R$ 465,77 por pessoa

      Entradas e Vouchers: R$ 461,00 / 2 = R$ 230,00 por pessoa

      VALOR TOTAL DO ROTEIRO DE 10 DIAS POR PESSOA: R$ 2.012,88

      ROTEIRO:
      Mapa principal que utilizamos da Chapada Diamantina
      Para você se contextualizar

       
      Dia 01 - Salvador > Palmeiras > Vale do Capão (474 km)
      Deslocamento Aéreo Cuiabá > Salvador
      Fomos ao centro conhecer o Elevador (estava quebrado no dia) e o Mercado Modelo (Tipo Mercadão/Feira)
      Seguimos viagem Salvador > Vale do Capão  (474 km)
      Hospedagem em Hostel Pajé Gaudeé (Vale do Capão) - 3 diárias por R$ 300,00 casal com café
      Chegamos de Madrugada no Vale do Capão (01h30 da manhã), é muito importante dizer que o Capão é beeem depois de Palmeiras, ficamos perdidos porque não acreditávamos que era tão adiante e já era de madrugada, ninguém para nos informar, então chegando em um vilarejo mantenha a esquerda e continue por alguns quilômetros a mais. (aprox. mais 20 km de terra)

      Centro de Salvador - Aonde fica o Mercado Modelo e o Elevador que leva ao Pelourinho (quebrado no dia)

      Dia 02 - Cachoeira da Fumaça (por cima)
      Localização: Vale do Capão
      Distância: 12km de trilha ida e volta. Não precisa guia.
      Trilha de nível: Médio
      Entrada: R$ 9,00 (Não existe uma taxa oficial, é feita uma doação no valor que puder)
      DICA: Leve jaqueta de frio e lanterna para ficar para o pôr do sol no ponto mais alto da trilha.
       

      Vista da trilha da Cachoeira da Fumaça por cima
       

      Vista do Mirante que há de frente para a Cachoeira, se der sorte, se molhará mesmo desta distância

       

      É inacreditável ver ela "cair" pra cima, as gotinhas dançam aos céus em uma sintonia delicada e harmônica.
       

      Pôr do Sol no retorno da trilha
       
      Dia 03  - Fazenda do Pratinha + Morro do Pai Inácio
      Cidade: Iraquara
      Dificuldade: Não possui trilha. Não precisa guia.
      Entrada: R$ 40,00 por pessoa.
      Incluso: Flutuação no Rio Pratinha, observação da Gruta Azul e observação da Gruta Pratinha. 
      Se quiser flutuar na Gruta Pratinha terá um adicional de R$ 40,00 por pessoa. A vantagem é poder observá-la mais de perto e adentrar a cerca, mas se tiver limitação com locais escuros, fechados e morcegos, aconselho que não vá. Rs!
      Almoço no Pratinha: R$ 20,00 por pessoa
      A Fazenda tem ótima infraestrutura, a observação da Gruta azul é ideal às 14h pois é quando entra o feixe de luz na gruta, se possível chegue um pouco antes pois formam filas para fotografar no momento.


      Rio Pratinha (Mirante) - Acesso à agua por baixo (não é muito profundo, no máximo 2m)


      Gruta Pratinha - Para observação ou flutuação


      Gruta Azul - Caminhada leve de 500m
       
      Localização: Iraquara
      Morro do Pai Inácio
      Dificuldade: 800 metros de subida rápida, 20 minutos. Não precisa guia.
      Entrada: R$ 6,00 por pessoa
      Último horário para entrada: 17h, ideal é chegar até as 16h.
      Vá para o pôr do sol

      Morro do Pai Inácio 

       

      Morro do Pai Inácio - pôr do sol

      Ao fim do dia fizemos as compras necessárias para fazer o Vale do Pati no dia seguinte, a noite o Vale do Capão é bem movimentado e gostoso de caminhar.
      Compre um mapa físico (R$ 30,00) como garantia em qualquer Hostel da rua principal, várias cidades não pegam sinal e mesmo que consiga um Wifi não conte com isso para carregar seus mapas, o mapa físico é uma garantia a mais caso você fique sem bateria, afogue o celular, etc. Vai te ajudar a entender os nomes e localizações e depois fica de lembrança.

      Dia 04 - Vale do Capão > Guiné > Vale do Pati (48 km)
      Saímos do Hostel Pajé Gaudée (hoje não existe mais ) e seguimos viagem para Guiné: a cidade de apoio mais próxima do Vale do Pati. Se trata de uma vila MUITO pequena com apenas um restaurante funcionando, não funciona internet em local nenhum após Palmeiras, o local é simples mas são muito hospitaleiros, comida gostosa e com preço justo, porém, cuidado com o dia e horário que passará lá pois não possuem muitos estabelecimentos.



      Hostel Pajé Gaudée - Check Out
       
      A entrada para o Vale do Pati fica bem próximo do centro de Guiné, carregue tudo no Waze no Wifi do seu Hostel no Capão.
      Almoço Guiné R$ 24,00 por pessoa
       
      Localização: Vale do Pati (Guiné)
      Entrada: Gratuito. Não precisa guia, mas precisa GPS, usamos sempre o Wikiloc.
      Dificuldade da Trilha: Difícil
      Aqui vou te convencer a alugar o carro: como o Pati é um trekking muito pesado, e fizemos uma viagem "eclética" com nossos itens de mergulho, roupas para muitos dias, entre outras coisas, pudemos deixar o excesso de peso no porta malas do carro e fazer o Pati só com o necessário.
       

      A porta de entrada do Pati, glorioso!

      O carro ficou estacionado bem a minha direita, na foto superior, é relativamente seguro, não costuma acontecer nada com os carros aqui.
       

      Mirante do Vale do Pati - Da entrada até este ponto são 6km de trilha :: Elevação de 1.200m

      A partir daqui você fará a "descida da rampa" que é uma ladeira íngreme até a base do vale.

      Na base da Rampa haverá uma tri-furcação, para frente você vai para Dona Raquel, são uns 3km até lá (hoje em dia ela já tem Instagram).
      À Esquerda para a Igrejinha - 1km
      À direita para o Cachoeirão por cima -  8km
      Escolhemos a Igrejinha pois já estava tarde, lá é uma hospedagem que oferece quartos, pensão completa ou camping. Tudo bem rústico, mas de boa qualidade.
      A "Igrejinha" é o local aonde mora o filho da Dona Raquel, se tratam de pequenas construções abrigadas no Vale.
      Pagamos R$ 40,00 por pessoa por uma boa cama com cobertor e direito a banho gelado, desistimos de acampar pelo cansaço e frio. Mas carregamos todo o peso de barraca/colchonetes pois não tínhamos como reservar e saber se haveria cama para nós. Hoje em dia eles já possuem Instagram para facilitar este contato (@hospedagemigrejinha).
      Para economizar não pagamos os R$ 40,00 por refeição, por pessoa, escolhemos pagar R$ 5,00 por dia pelo uso do gás deles, e lá possuem um "mercadinho" em que você consegue comprar comida por R$ 2,00 o molho de tomate; R$ 5,00 o macarrão e etc. Lembrando que estes são os valores de 2018, vale consultar novamente.

       

      Igrejinha - Vale do Pati
       

      Nosso quarto com vista privilegiada - Igrejinha - Vale do Pati
       
      Dia 05 - Cachoeirão por cima (18km ida e volta)
      Dificuldade: Difícil. Gratuito. Não precisa guia, mas precisa GPS.
      A cada passo uma paisagem, é impossível descrever o Pati, todo o ambiente te convence de como vale a pena viver para ver este cenário, e registrar tudo te fará lembrar com grande saudade o que foi vivido ali. Só vai!
       

      Vale do Pati - Caminho para o Cachoeirão por cima

       


      Vista para o Vale de um dos Mirantes do Cachoeirão por cima


      Vale do Pati - Retorno da trilha para o Cachoeirão por cima

      Dia 06 - Vale do Pati > Guiné > Mucugê > Ibicoara
      Após o desgaste da última trilha desistimos de fazer o Morro do Castelo, mas aconselho reservar um dia a mais para fazê-lo.
      Retornamos a trilha para Guiné, pegamos o carro, almoçamos novamente na cidade e seguimos para Ibicoara.
      DICA: Se precisar, saque dinheiro em Mucugê pois Ibicoara não possui caixa eletrônico.

      Localização: Ibicoara
      Ficamos em um AirBnb chamado: Hospedagem da Ivana - 2 diárias por R$ 295,92 
      E até hoje nada superou essa experiência. Se puder fique em AirBnb, é mais barato e é uma experiência ÚNICA, e melhor ainda, fique na Ivana, esse casal é mais que especial, hoje são amigos, e nos deixaram usar a máquina e o varal para lavar as roupas, fora as dicas e um café colonial baiano sem igual. s2

      Café Colonial Baiano da Hospedagem da Ivana - AirBnb
       
      Dia 07 - Cachoeira do Buracão + Mirante do Campo Redondo
      Nível da Trilha: Fácil. Obrigatório Guia, contratamos o Luciano (77) 99130-0392
      Ele cobrou R$ 120,00 casal + taxa de R$ 6,00 por pessoa que é pago para a administração local


      Cachoeira do Buracão - Vista por baixo



       

      Cachoeira do Buracão - Vista por cima
       
      No retorno para Ibicoara existe o Mirante do Campo Redondo que fica na beira da estrada, gratuito, sem guia, é parada obrigatória.
      Se organize para estar voltando um pouco antes do pôr do sol. A subida é de 5 minutos, muito fácil.

      Mirante do Campo Redondo 
       
      Dia 08 - Ibicoara > Itaetê > Nova Redenção > Lençóis
      Saímos de Ibicoara e seguimos viagem para Itaetê para conhecer o Poço Azul e Poço Encantado.

      Poço Encantado
      Entrada: R$ 20,00 por pessoa, sem guia, apenas observação.
      São montados grupos para descer. O raio de sol reflete na água das 10:00 às 13:30h


      Poço Encantado - Apenas observação
       
      Almoçamos em um local simples do lado do atrativo e seguimos viagem sentido Nova Redenção para conhecer o Poço Azul.
      Poço Azul
      Entrada: R$ 30,00 por pessoa, não precisa guia, apenas flutuação com colete e máscara.
      Obs: Levamos pé de pato mas não permitem o uso.
      O sol incide na água entre às 12h30 e 14h00, mas priorizamos o Poço Encantado pela logística.
      No poço azul é preciso pegar uma balsa (R$ 20,00) para chegar ao outro lado do rio, você também pode ir de barco, mas como pretendíamos seguir viagem pelo caminho mais curto, atravessamos, se você for retornar para Itaetê, não precisará atravessar o carro.

      Para realizar a flutuação você entra na lista de espera e aguarda sua vez, essa parte pode se tornar estressante pois você passa mais tempo esperando para descer do que dentro do atrativo. E quando dá o seu horário quem estava no horário anterior demora sair da água então conseguir uma foto com o poço limpo é tipo jogar na loteria, ou você tem que ser o primeiro, ou o último.


      Balsa para o Poço Azul
       
       

      Poço Azul - Fomos os últimos do dia para conseguir a tão sonhada foto

      Mas o melhor nos aconteceu neste meio tempo, ao negociar a balsa, um morador local nos ofereceu para, enquanto esperávamos a lista do Poço Azul andar, fossemos conhecer a Nascente Olho D´água que fica próximo em uma comunidade. (Mais um motivo para ir de carro)
      Então atravessamos de barco, colocamos nome na lista de espera, voltamos de barco, pegamos o carro e fomos para a Nascente e depois retornamos e conhecemos o Poço Azul com o último grupo do dia.
      E a Nascente foi o melhor mergulho da Chapada Diamantina.
      Apenas frequentada por locais, levamos pé de pato e não tínhamos conseguido usar em local nenhum, e fomos presenteados:

      Nascente Olho D´água
      Entrada: R$ 25,00 por pessoa para o guia local. 



      Nascente Olho D'água - até 5m de profundidade
       
       
      Seguimos a estrada de terra sentido Nova Redenção, desviamos sentido Lençóis, chegamos de noite na pequena e encantadora cidade.
      Nos hospedamos em um outro AirBnb, chamado: Casa LIS, mas não recomendamos. É uma casa de família simples, mas não por isso, fica em uma viela de difícil acesso, e não nos explicaram muito bem sobre isso. Insistiram em saber nosso roteiro e tentaram "empurrar" um guia tentando nos colocar medo sobre a trilha. Já éramos conscientes das dificuldades, mas passamos desconforto com essa questão, não gostamos de contratar guia pela economia e também pois nos sentimos pressionados, apressados e desconfortáveis, e com a fotografia precisamos de tempo para fazer registros e nem sempre compreendem isso. 
       
      Dia 09 - Cachoeira do Sossego
      (14km de trilha ida e volta)
      Cidade: Lençóis
      Entrada: Gratuito, nível da trilha: Difícil
      Não necessita guia, mas necessita GPS.

      Caso você não tenha NENHUMA experiência sozinho ou em casal, aconselho que contrate sim um guia local, mas um que seja indicado por alguém de preferência.
      Baixamos a trilha no Wikiloc porém por serem cânions o GPS fica doido! O maior aviso e cuidado nesta trilha é sempre o mesmo: Cascavel.
      Se você for picado, será muito difícil te socorrer pois é uma trilha técnica com muitas pedras enormes e as cobras adoram ficar entre elas para tomar o seu sol.
       


      Cachoeira do Sossego - Lencóis
       

      Cobra Cascavel - Trilha para Cachoeira do Sossego
       
      Dia 10 - Lençóis > Salvador (435km)
      Finalizamos neste dia nosso roteiro na Chapada Diamantina retornando para Salvador. Valeu cada memória.
      Espero que nosso roteiro auxilie outros a montarem os seus.
      Poderão notar que fizemos a volta na Chapada, infelizmente não contemplamos todos os locais e cidades, mas escolhemos as que melhores pudemos para aproveitar o melhor de cada região, mas quem puder ficar mais, tenho certeza que não se arrependerá, e um detalhe importante da viagem é o povo baiano que é sem igual. 
       
      Relato: Caroline Brito
      Fotografia: Murillo Raggiotto
      Todos os direitos reservados.
       
       
       
    • Por Bispo Baiano
      Olá pessoal,
      Estarei indo fazer um trekking no vale do Pati no final de Janeiro(ou inicio de fevereiro) partindo pelo guiné e saindo pelo Bomba, ficando 4 ou 5 dias pelo vale e ainda tenho algumas dúvidas...
      Quais os preços praticados na Casa do seu Wilson e na Prefeitura(dois locais que irei ficar)?
      Valores Barraca, isolante, colchão ou cama? Qual preço para o uso do fogão(eu pago por grupo ou individual)? Preço do Jantar e café da manhã?
      Além disso, qual a melhor opção para chegar no Guiné partindo do leste do estado(mais precisamente Feira de Santana)?

      Por fim, qual a Sensação térmica comum para esse período a noite e se é um período chuvoso? 
       


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