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André Amaral1502434479

Huaraz, Trujillo, Chiclayo, Cajamarca, Lima e Ica - Descobrindo o nada badalado norte do Peru

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O seguinte relato é atrasado pq a falta de tempo do ultimo ano não me permitiu escrever e organizar tudo antes. Mas estou fazendo agora pois pode ser útil, eu mesmo não achei muita informação sobre alguns lugares que visitei e descobri tudo por lá na raça

Em outubro de 2016 fui para Chiclayo, no norte do Peru, por causa de uma promoção de passagem (paguei somente R$630 ida e volta!) e iniciei meu mochilão de 19 dias por lá sem roteiro definido, o unico planejamento era passar alguns dias a mais em Huaraz pra fazer o trekking Santa Cruz. Não sei se vou conseguir transmitir isso no relato, mas essa viagem foi muito mais que visitar locais bonitos, eu consegui experimentar o dia-a-dia deles lá em várias situações, desde as mais simples até as mais inusitadas como vender flores na porta do cemitério!

No final vou postar todos os preços de forma mais detalhada, durante o relato não vou focar muito nisso. 


Dia 1 - 21/10 - Chiclayo
Pousei em Chiclayo por volta de umas 14h da tarde. Fiz uma reserva pelo hostelworld no hostel "Casa Cima" dias antes da viagem e o Liam, dono do hostel, entrou em contato comigo e disse que me encontraria no aeroporto pois o hostel era bem próximo e caminhariamos até lá. Achei diferente e curioso, mas ele não cobraria nada por isso e aceitei de boa. No caminho do aeroporto até o hostel fomos conversando e descobri que ela é um ex-militar inglês que vive em Chiclayo pois se casou com uma peruana e tem uma filha. O hostel não é bem um hostel, é um apartamento grande, na cobertura, que ele vive com a esposa e filha e aluga 3 quartos para hospedes. Antes de chegar no hostel paramos num botequinho pra conversar mais e beber algo. EM seguida fomos pro hostel pra eu deixar minhas coisas e depois eu precisava trocar dolares por soles. O Liam se ofereceu e foi comigo até o centro trocar dolares em lugares confiaveis, pegamos um taxi por 4 soles (eu não planejava andar de taxi na viagem, queria economizar né, mas quando descobri o preço deles em chiclayo me dei a esse luxo em algumas situações hahaha). Era umas 17h ainda e em um folheto da cidade que o Liam me entregou vi que a praia ficava a uns 9km de chiclayo e tinha um pier lá. Decidi que iria até lá pra ver o por do sol do pacifico e o Liam me explicou como chegar lá de forma economica (a palavra magica do mochileiro hahaha). O transporte público de Chiclayo não possui onibus, possui "Kombis" que na verdade são vans, o pessoal das grandes cidades e que já foram pra região periferica ou mais distantes sabem do que eu estou falando. Segui a infos do Liam de onde pegar a Kombi e em qual direção ir, cheguei na garagem das kombis, perguntei qual ia pra "Pimentel" e peguei uma. Me custou 3 soles e eu rodei 9km até lá. Cheguei, caminhei pelo pier, tomei um suco e usei o wi-fi, apreciei o por do sol, comi um espetinho na rua (que até hoje não sei exatamente que carne era HAHAHA), e peguei a kombi de volta pro centro Chiclayo e depois um taxi até o hostel. Chegando na cidade, fui comer numa lanchonete quase ao lado do hostel.

 

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-Pier em Pimental

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-Por do Sol em Pimentel

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-Espetinho de Rua


https://photos.app.goo.gl/Su4N7kypVY35SwUK2
-Nesse link tem um video do cobrador anunciando o destino da kombi e abrindo a porta pros passageiros

 

Dia 2 - 22/10 - Chiclayo
Eu li que Chiclayo ficava numa região rica em arqueologia, com várias descobertas importantes de culturas pré-incas, os mochas eque viveram entra 100 a.c. e 800 d.c. entre outros. Sabendo disso e seguindo algumas dicas do Liam, decidi que ia pra uma cidade vizinha visitar 2 museus e em seguida ia pra outra cidade para o complexo arqueológico Túcume com piramides de 2000 anos atras. Aí começa a aventura! Fui umas 8h pra garagem das kombis novamente e peguei uma até Lambayeque. Lá visitei o museu Brüning e o museu Tumbas Reales de Sipán. O museu Brüning é simples, não achei tão legal, mas possui uma ala com itens do culto sexual dos mochas enorme, nunca tinha visto tanta escultura de pênis hahahaha. Os caras esculpiam pênis em todas as ceramicas! hahaha Em seguida fui caminhando pro museu Tumbas Reales de Sipán, esse sim era interessante de modo geral. A história do senhor Sipán, um dos achados mais importantes da arqueologia mundial pois ele se tratava de um grande governador e a sua tumba estava intacta, nunca foi saqueada nem nada, e por isso puderam estudar a fundo tudo. 
Em seguida peguei outra kombi e fui pra um vilarejo vizinho visitar o complexo arqueologico com umas piramides e tal. A kombi me deixou no vilarejo umas 11h, estava tendo uma feira de rua a aproveitei caminhar lá. Em seguida peguei um tuk-tuk que me deixou na entrada do complexo. E como a região lá é um deserto, chegou a hora de caminhar no sol infernal hahaha
O Complexo possuia 26 estruturas em piramides mocha, e muita coisa ainda estava sendo estudada e visitantes não acessar algumas areas. Foi legal e diferente, subi num mirador pra ter uma vista completa do complexo. Após umas 3h por lá peguei um tuk-tuk de volta pro vilarejo, almocei por incriveis 6 soles num restaurante familiar pequeno que tinha 2 mesas somente, conversei um monte com a mesa do lado e com a dona do restaurante que disse que foi a primeira vez que alguém de outro país comeu lá. (pra vocês terem ideia de como não é comum turistas naquela região e muito menos ainda mochileiros que se permitem a ter essa experiencia de transporte publico e de forma economica, sem auxilio de agencias hahaha)
E bom, não sou a pessoa mais fascinada do mundo por arqueologia, mas já que estava lá tinha que conhecer tudo isso né. E que bela escolha! Sai fascinado pela história, cultura, costumes. Aprender tudo vendo os vestigios da época ao vivo e visitando os próprios lugares é uma bela experiência!
Peguei uma kombi de volta direto pra Chiclayo e cheguei umas 17h por lá. Na noite do dia seguinte eu iria pra Cajarmaca por indicações do Liam e um taxista que conversei bastante e então fui comprar a passagem. Passei no mercado comprar algumas coisas pra comer. E depois no hostel fui ver o que poderia fazer no dia seguinte e descansar. Estava acabado por causa do sol do deserto hahaha

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- Ceramica XXX

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- museu tumba reales de sipán, a construção do museu é no mesmo formato em que as piramides da época eram construidas

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- mirador para as piramides. Como elas foram construidas de adobe a 2000 anos, por fora elas são assim bem diferentes do conceito de piramide que conhecemos

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-Escavações

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Dia 3 - 23/10 - Chiclayo
Decidi que iria pra outro complexo arqueologico nesse dia, no caso o local em que encontraram a tumba do sr Sipán, e em seguida iria pra o "Santuario Histórico Bosque de Pómac" que nada mais é que um bosque no meio do deserto que com umas piramides de 1000 anos atras também, mas por já terem sido exploradas e estudada, era possivel subir no topo delas!
Bom, umas 8h sai e fui pegar a kombi pra Huaca Rajada que ficava numa cidade vizinha também pra conhecer o complexo arqueológico onde encontraram a tumba do Sr Sipan. Lá estava tendo uma excursão de uma escola com um professor dando explicações, perguntei pro auxiliar se eu poderia ir seguindo eles pra ouvir tudo e permitiram, aprendi mais um monte de coisas, animal!!! De lá peguei uma kombi e voltei pra Chiclayo pra pegar outra kombi em direção ao bosque. Paguei 5 soles e viajei 60km de Kombi até a entrada do bosque na beira da rodovia, lá almocei num restaurante na beira da estrada também quase em frente ao bosque. Comida feita num fogão a lenha, que delicia! Me custou 10 soles.
Depois de alimentado, paguei 10 soles pra um tuk-tuk rodar comigo dentro do bosque já que cada ponto de visita lá dentro ficava bem distante, rodamos uns 30km no total lá dentro. Lá vi uma arvore com mais de 500 anos de idade, subi num mirador pra ter uma vista completa do bosque que floresceu em pleno deserto por conta de um rio que passa por lá, e depois fui ver 2 piramides que havia no meio do bosque e que era praticamente um parque de diversão pois é aberto pro publico subir nela e tudo mais.
Depois peguei uma kombi na beira da estrada novamente para chiclayo. Enquanto esperava a kombi, um caminhãozinho parou me oferecendo carona, mas eles iam até metade do caminho só e eu teria que pegar uma kombi de qualquer jeito, no caso a mesma que passaria ali. Recusei e esperei a kombi ali mesmo. Chegando em chiclayo umas 17h fui arrumar minhas coisas, comi algo e fui pra rodoviaria pegar o onibus umas 20h pra Cajamarca. A viagem duraria a madrugada toda e eu aproveitei pra dormir e economizar uma diaria.

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-Representação da tumba do senhor sipán no local real onde foi encontrado, porém a ossada e tesouro real estão no museu que visitei no dia anterior

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-Vista do bosque seco em cima de um mirador

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-Topo da piramide

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-No meio do nada esperando a Kombosa hahaha

 

E assim terminou minha passagem por Chiclayo. Fui na cara e na coragem e curti demais, aprendi um monte! Foi o tipo de rolê que eu escolheria não fazer se tivesse planejado antes, e que não saberia o que estaria perdendo.

Continua...

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Dia 4 - 24/10 - Cajamarca
Sai de Chiclayo no dia anterior às 20h e cheguei em Cajamarca umas 5h da manhã. Eu não sabia nada de Cajamarca e fui parar lá apenas por indicação, então eu ia passar o dia lá e dependendo como fosse procuraria um hostel pra ficar mais um dia por lá. Cajamarca fica numa região alta, à 2.700mts de altura, e foi bom eu ter ido pra lá pois dei uma aclimatada leve em uma cidade não tão alta, já que dias depois eu iria pra Huaraz. Cheguei às 5h na rodoviária e ainda estava muito escuro, pedi pra deixar minha mochila no guarda-volumes (praticamente todas as empresas fazem isso pra você lá de graça), aguardei o dia começar a clarear e sai caminhar pela cidade em direção ao centro, parei só para tomar um café num carrinho de rua igual desses hotdog mas que servia um suco tradicional deles lá e pão, conversei com o casal que cuidava do carrinho e o outro cara que tomava café lá também e segui para a plaza de armas. A cidade possui uma praça muito charmosa, uma das mais bonitas que já vi, possui uma igreja antiga que não há torres como todas as outras pra evitar pagar impostos na época colonial e várias construções antigas muito bem preservadas e pintadas. Próximo dali há uma escadaria que permite subir num mirador pra ter uma vista do alto da cidade, consegui subir a tempo de ver o sol nascer. Foi lindo ver o sol surgindo entre as montanhas e iluminando a cidade que fica num grande vale plano cercado de montanhas (que não possuem os picos nevados como mais ao sul do Peru, já que ali o clima é quente e mais próximo do equador e da amazônia peruana). Depois disso voltei ao centro pra ver em algumas agências os passeios disponíveis, e fechei 2. Um até o Cumbemayo e outro até ventanilla de otuzco. Como ainda faltava 2 horas para o passeio ainda, fui caminhar mais um pouco, tomar um café mais reforçado numa cafeteria ali perto e usar o wi-fi um pouco pra pegar mais infos da cidade. Um ponto curioso é que cajamarca recebe turistas e tem uma estrutura melhor que chiclayo, mas a grande maioria é de origem peruana mesmo. Não vi ninguém de outra nacionalidade por lá, e olha que rodei algumas agências até achar o menor preço e depois todos os micro ônibus foram juntos e chegaram juntos no local de visita. Outra coisa é que o povo local em grande maioria é descendente de cajamarquinos, e é comum falarem no dialeto deles e preservar a cultura, tanto que as roupas deles são bem tradicionais e não é nada encenado como em outras regiões do Peru que é tudo pra turista ver, lá o pessoal vive dessa forma mesmo.
Bom fomos até cumbemayo, um campo arqueológico que possui o aqueduto de 8km que leva água das montanhas até a cidade e que foi construído em 1.000a.c. Bom, isso é o que parece, mas o guia disse que estudos mostraram que a cidade de Cajamarca possuía um abastecimento de agua muito bom o que não era preciso isso, o que traz a hipótese que o aqueduto era na verdade pra uma espécie de santuário e culto à água, pois o próprio local onde começa o aqueduto também possui uma formação rochosa bem diferente e é um santuário para a natureza, inclusive eram feitos sacrifícios em um altar de pedra. O aqueduto apesar da simplicidade impressiona como a mais de 3.000 anos atrás conseguiram construir um aqueduto que levava água por mais de 8km e tendo um desnível de no máximo alguns metros em sua extensão de 8km pelas MONTANHAS! A formação rochosa do local também é cercada de mistérios e há várias lendas. Vale muito a pena conhecer o local! Foi lá que eu tomei o meu primeiro chá de coca vendido por um cajamarquino na entrada do sitio. O nosso guia, que não me lembro o nome agora, foi sensacional, ele também era descendente de cajamarquino e falava o dialeto do povo, além de tudo ele também era um historiador e estava prestes a publicar um livro sobre a história local e tudo mais, nosso grupo fez uns caminhos diferentes dos outros grupos com outros guias e tenho certeza que aprendemos bem mais graças aos conhecimentos do nosso guia. Certo momento enquanto ele contava uma lenda cajamarquina entre as montanhas, 3 crianças que moravam dentro da região do sítio cantaram no idioma deles uma música sobre essa lenda. Posso até ter sido enganado e toda essa parte ter sido encenação, mas de qualquer forma foi bonito! hahaha Cada um do grupo deu 1 sole pra cada criança hahaha
Bom, voltamos pra cidade, fui almoçar e depois iríamos para outro passeio. Esse daria pra ter ido de transporte público mas também era bem barato e ele passava em outros pontos então decidi ir com a agência. O Guia era mais baixo nível que o anterior mas explicou algumas coisas, passamos num bosque de flores, numa fazenda de queijo, e fomos finalmente até ventanilla de otuzco, que é um cemitério já da época Inca em que numa formação rochosa havia um monte de janelinhas que era os túmulos. Nada tão extravagante no passeio, mas interessante. Nesse passeio eu conheci a Carla, uma bombeira que vivia em Lima e foi pra Cajamarca fazer um curso e tinha um day-off. Na volta desse passeio peguei informações com o guia pra ir até as águas termais da cidade, a Carla decidiu me acompanhar e descemos no meio do caminho pra pegar uma kombi e ir até o local por conta própria. Paramos quase ao lado das águas termais “Baños del Inca”, pagamos uma mixaria pra entrar e reservei por 30m uma banheira particular. Como já estava escuro a piscina comunitária já estava fechada. Há uma parte do local que é possível ver o solo vulcânico e água surgindo de lá a temperaturas altíssimas. Tem uma placa dizendo que se cair morreu hahaha depois disso peguei um taxi até uma galeria perto do centro, jantei por lá e caminhei até a rodoviária. Decidi que partiria pra Trujillo aquela noite, os outros passeios em Cajamarca eram só com agências mesmo, mais distantes, e não muito diferente dos que eu já tinha feito ou não me chamaram muita a atenção. Me despedi da Carla ainda na galeria mas mantivemos contato, eu iria pra Lima alguns dias depois e talvez ela já estaria lá também.
Valeu super a pena passar por Cajamarca, é uma cidade que está crescendo turisticamente e possui planos de o aeroporto local receber voos diretos de Cusco para quem sabe aumentar o movimento turístico, já que o aeroporto da cidade só recebe voos direto de Lima hoje e via terrestre direto de Lima a viagem é muito longa. Mas se tiver a oportunidade vale a pena conhecer a cidade e passar lá pelo menos mais um dia. 

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I4_PsB795aOdAW6U2tcQW2ToX49hUVrtcU0C1JIBNmbVp2ZIdpcrf-bAoXE7DAHf6owAyb1SRK8SMcLhB-jjS19Wb7UpVaFx3FLl2aEDINZWj-_ibBjbjCl8A5zl0eAPiTAdPeUEQhBUZnKiwIoj2oUgkdVvECOwMmXV81UWGHHHcyWgNS4NvBPtS8yaAZn6nYV_NOmHxCQ3CVknBeCxm7j1rI_MK4ycLGWbppmFsemuKsZitvTg-9ACMb5xVI7ZnusyqIzhARer75YvgoirNF6JR6WQhJpkRhjqGmlMxOvPvAqtfRYJ2LkFj7n8UVo2sd24KZi1brsetnTeh60vk0bCrsWf3SdS0XGlmL7INik4t9RLLGGNXBRh6dWVeBJrHSXgbao4zKVITRG3aeBkGwmsLnk0uvc6lLOaFCbJv4mQTpvJvMyuKGeuEq74SbulSkO5Yf76VQ0QPm8Ycl2OjQR2Cg4dRX2AuXi86oyUz7KdGJdmhIL9PGUnlRGvfCsx5bmQafD_FHNQ42oda3gxvSFgwllnkUwZp0pzRmYEfTPmNwe55r35fGUJLznxmaqpvWcYwenYYEWnsk36PA_hlNEMRHH1_LCssP3md68-_8V3W52r5qEj9_QPT7lPVNNAL7zosTsSrXxwuuc_3tywitZ_j-1HZ8Banma3=w1435-h808-no-Cumbe Mayo, um santuário pré-inca

aUqzC57Y_Rpjb21Dz-yU8RSBW7QvNryNMHoHp3Kx-qFVd6PkEk3huIinnf8QhGmF_yHxbrP4ckKiacUA7QVoVSTB3yXVlPaLKQLYIjPKncJ0O8V57T8wSp9CxvSgrVT8H34_gkl7-KKhlAhIWWZmtsh9GxfIRkNyD3FtcA0cGs9CMMt9nQIASjcOkp1a-_TqChewlK_4ozVPlHFz0n5e_3DOru71Sg7nNHOo368jMHGaoHnrgRMmVxo0CGvId90Qb-tWcoit0PjQxjeJfdgSn5us_nq8nnt5HLBJiiCXQTejjxmZ0KM0cblYe7teifwP9EyX6n1YdkIYmWZ-6cO5LBW111LvkAfzvu9QW9NQCpJWoK72WwOeZqJImtYVd11n_Fi1xqkX54tjaQyq0W3rrX6bAHYQa7nzxxXAWawSvaTPduSTAayQ0OyllS0Z_f13QnNlQ2mb2euNqVroq6hOZbrU4xeuxXbyTG5d_7vm5FtrYWd4sAcJDqCdcverBaS8YIEgTYAT0CgBHutBP455y1OMu5Gw-R0WQbtPZCukWFtX30Qvci2-jhMKKiSzBslA8a_68DZgKHCBLWaNKfrwj2e7FBwH28HKsF00pGr6s1VQVl2thVYG7x6adbB31jHrYRae4ZA0Pf3u68QWWHu2f1NkufbupBEt5aj5=w1076-h807-no-Rocha que lembra um moai

Tjn1RTexER4Cj4U9hMqsoi4wWyfI62K2hz_xcjVvMSc2NmZX3eCtGPjTSEacmaDcWa8sSxrX-ZDGZkRBvD7Hb3a1LO6Ql9d1aBP0goQIhwpxrwQEzpMbtmrcrzogF5LlsdWaaGHtG8_fGhbdrwsc6gm3DVIDRBvIkZMXpLjAJydxeHQ-VtYekF31dS_Qu7VyvBSTC-_sZYBQmTA604tGrGw7PF3A-gM0vBIPwEhbjbVAW58qp9q5KE5zpJD2MURLsw5PwJsoi7F1P1gKl851DHg3pevmBpEEgNs7axaOEbCyQy7l7zZfaYxsgM2sV_DJYjP7ZbYskGDPMMdxueNCeblCoqrdZ-6Ql9tYzKgi_axfL-boUt6l5yqV8D88u3RAUzaIQI_Gh1w408Co73ZpJHmI69vzWU8E-eUKZFI2ElDryo4FWoswDUJSqZbNqbQ7_PEsXVi92-9sLEePmip8ZOUJAgPp4lzhDvrLZgAWOa1kfB4t9aoKILm6Rjzfp4Zvr1lUVCNQW9zs6XS9mSNTl8JFUfDaGoXEuG5bhUEu_eVOTcaOtgMwzAKbP9wAm8UHbadqgrS6PidSrH3dvb9EwSEhEqpSya5OxTbA_1cmKAR1d9qQY_NKEVlGilEyql5OzQPasPyvOeLc8RllN1cvFBZsIMxhXKpdGIKW=w454-h807-no

-Meu primeiro chá de coca

 

aJKuV6OA5Ra3tp2A2szXng1euNBJvdlub3xfpK_0Qdwi6y5GaHFYCfPEMmEX-MEp0X_G3IunNNCCa-t5m-2TJ3Q1ziQE3Yv_z7ptRcPTMLFAN8ICSboTkA0E9JOc4m2cVPFLI0ijJtHr541JtTNbI9MmOrhZDSqXWSzXu2nb7iFbEWRxwJpv4bE31dE5rDALxGI95IM0ILkKdWJM_sNkOoVv6r_9wxD5P64GOp_R3LxhgMEXs2E9dkvIn_zDyCN-pguqeJpfVMiMkgoQGlsOf1aGXtS7qhWy2hr_QA3Dkd6C0Oq80bhEbmTkd4vOptk0ahqOlRyXvSG1x8IHNp524QakIpEwpqCmwukBk9NN7WZG-g2W3ZtcnqPEP-eAi0u_ik54RZbLU6CvHoKVmJOfxYgWyJeW-ucio32dT_BRJNaX80OJbwWDYzN2ikCsvIoDt8ulqzkqt-S8wA5AUJ8WtOLHUXyXr33CayhpaFgYgkDM1--4A-wFUc5o-xhpqc3hRXiO9CMjuD27sSCmzr4f2-HX0esRRWgEsMTMQAtWp9L8K9-iPCnMVpY7ffZX9-S5ApOaqhXsjL09I9AJ-RyqC4mmHVKe54NfPDy5pQZBB44_fDRfaBXLlEEEwSAZboaorUF5HgpFzdT0YAPcXIfKvd5dR263jNbqmWH1=w454-h807-no

-Aqueduto

 

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-XwQv4Ldy5nC7b1nroebxzZiyprQq_XIZyrWc2KypEPfLE3EqRcGF7zW4XmZk7q65j5YwMemNMU6rANyDCtGuL_-AqMTas4gV9qvkpG3-bmTsxJ0pTqquGsXYEBncUuP2t5eza4I3yJ4b2tbyIh-niJM3XdbcYEaggPE76ecCbdi3xjxxro4Iqo-yt1UN_l75oylYhws3O1DTp9h7IjR90j19zxkwWlM5720YZk2K2QbONLJFRKFtSmuPQm7A4TolojtoLzR5XBIXgjEiKUssTSRKaBChcECm_QqAiL1pNixj4JA7i_1WMRuJfubtkXX_anL_2gCZMoE_GI-S4F-edNxBVEoocubBjLjyWzKX9IZyeBBd7db8eMvpT-D2GGk-DZH52DHM06ctk_mHXnCp6HJQQ98FvTo9xZYF5i__kPUa3Cc0KZbVsTS8amKJXRNQXVOh_rXkmZjW3PFFKy-6dlAKX5WsSlNHGNl9qE2cL6nPDdzRSBn-3F9lm93wApzwTdRkBxTo-znbYOsLcXJPpH0GS1cMWJVErb5LEb1FGiR39kuJOHr120RPqFucUgAInmX-lBq-XCUpBUqoZGH8YCifphm9dUUTmAnOV2AxPfmnKWpz7wbKStlv7FEutjWQPqq6Ozxl3ZNba6PTYxyFU3bHfxEGeRUrq3u=w1440-h469-no-Ventanillas de Otuzco

5trm02hv51gnOotR3BQFpYTKu1nOXzMCdCNSIcSswmzeRbTORjxZHxz8kUPuuJmoKUNOlYM3NxPabYkdhzYX1qsxiS_933-k-wwQclSorw0BZ8wKzyu3V1s6Tz2H4qW9Zrys46g3fg-I7IuE_Az0wMoPptkykUXtoBNhsBOvvAVKISSU8-VIG4kvFvJC-yTwog0rojF_U114C6rxLbtc4wUVK4J3aaOjx2L0zeX-PXYRqTCH163VGqXxZhqH7ZxheEVTFuW43RuTtSq6FBKGcE6IRgpPTh2pZWtt6uc-ULXRVZQgzx-sbrOelyaKCK3ytr00KWp2AEQtI7-yWdnQ_3KlBZLgJeTHK4EHb4De7dZYigrihhpyKUgav_0rYW9LPFVPA-gvGniqlQP3VwgxS02XKcZ54lb-spdIDA-679dpBO-nzEJm5Esg9YdVTKhPl2VmZiQfZIXbm7WOVq6jPRBjlK2TVZQoXE-HABQkbsT_wgn2g6XiVrXk5cc7CWBd-FsWbtDQ-6JtYmXxSWiUgaUT8sLQ6Ib0YTKOvgjJq8P1He3y1x417RqnNxIaofTd0TQXdkfS0c3GbjxHxfZNMdoWJ1sKn88tdMBZiQPED4w=w1435-h808-no

-Baños del Inca

 

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Dia 5 - 25/10 - Trujillo
Cheguei em Trujillo umas 5h da manhã também, esperei na rodoviária pelo nascer do sol e fui caminhar pela cidade em direção ao centro. Trujillo é uma cidade bem maior que as anteriores e com uma estrutura mais desenvolvida, com ônibus no transporte publico mesmo e tal, mesmo que antigos. Tomei café em uma padaria perto da praça, entrei nas igrejas que tinham por lá, e peguei um ônibus até um shopping. Precisava trocar mais dólares por soles e usar o wi-fi pra dar notícias de que eu estava vivo ainda. Usei o wi-fi e o banheiro do starbucks, que aliás é o meu banheiro preferido pra qualquer lugar que eu viajo (mesmo sem comprar nada no $tarBucks hahaha). Sentei num sofá do shopping e aproveitei pra ver o que poderia fazer em Trujillo, os passeios não me chamaram muita a atenção e eu estava acabado depois de dormir 2 noites seguidas em ônibus enquanto viajava. Decidi ficar por lá descansando confortavelmente e almoçar lá também. Depois do almoço peguei um ônibus e fui pra região da praia passar o resto do dia lá, não que eu ia entrar na água mas só pra relaxar de uma maneira diferente, decidi que seria uma espécie de day-off devido a preguiça (uma das vantagens de não ter roteiro definido). Passei a tarde toda num botequinho em frente a praia conversando com uma ou outra pessoa que aparecia por lá, e com o gentil dono do botequim. Vi o pôr do sol lá também que foi bem bonito com o pier e as canoas tradicionais dos pescadores. Peguei um ônibus de volta para o centro onde encontrei um amigo que conheci pelo couchsurfing e foi me dando várias dicas sobre tudo e tal via whatsapp. Fomos caminhando do centro até a rodoviária pois decidi que iria partir para Huaraz naquela noite mesmo e encarar mais noite de viagem no ônibus. A principal atração de Trujillo são as 2 huacas incas que a cidade abriga, por mais que eu tenha curtido demais, eu já estava cansado de ver museu e ruínas antigas e decidi não gastar sei lá, uns 40 soles pra visitar esses 2 locais e tal. Não digo para não visitarem lá, mas é que eu não estava no feeling aquele dia pra fazer isso e foi uma decisão pessoal. Provavelmente se eu fosse visitar, por estar desanimado não curtiria tanto por já estar bem desgastado.
Mas enfim, a cidade é charmosinha e valeu a pena passar por lá pra relaxar e ver Naharban que conheci pelo CS e conversar um pouco.
 

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Dia 6 - 26/10 - Huaraz
Depois de mais uma madrugada inteira viajando de ônibus (foram 3 seguidas hahaha) finalmente cheguei em Huaraz a 3.000mts de altura, era umas 5h da manhã. Peguei um taxi até meu hostel, o Churup Guesthouse (não é o mais o econômico, mas como Huaraz era o objetivo principal da minha viagem, optei por mais conforto) . Meu check-in seria somente a partir das 13h, mas eles gentilmente me deixaram ficar numa sala de espera e quando o dia amanheceu me deixaram guardar minha mochila na sala de bagagens deles. Tomei café lá no hostel mesmo pagando alguns soles por isso. Huaraz era é a única cidade que eu havia planejado o que faria e tinha um roteiro, e o plano para o primeiro dia era ficar de boa na cidade, me aclimatar com a altitude e pesquisar nas agências os passeios e preços. Bom, eu tinha um roteiro né, mas a minha loucura me fez jogar ele fora quando eu aceitei um convite de um, até então, estranho. Vou contar essa história…
Era umas 9h da manhã e na primeira agência que cheguei para pegar infos, o cara que me atendeu manjava muito dos passeios mas não sabia dos preços e ficava perguntando para o chefe, na mesa ao lado, os valores. Achei estranho, mas ok. Minutos depois o mesmo vendedor percebeu que eu era brasileiro e me reconheceu do couchsurfing, pois eu havia publicado minha viagem lá. Ele disse que costuma receber hóspedes na casa dele pelo couchsurfing mas que não me ofereceu pois já tinha gente lá. Então ele simplesmente parou de tentar vender os pacotes, falou pra eu parar de pesquisar preços pois ele ia me ajudar, e me convidou para ir pedalar com ele às 11h. Eu aceitei na hora, na cara e na coragem, ele parecia ser uma boa pessoa. Bom, voltei ao hostel pegar minha mochila de ataque, trocar de roupa, e fui me encontrar com ele às 11h no local combinado. Ele já tinha uma bicicleta e me levou para alugar uma pra mim. Aluguei por 25 soles uma bike + capacete + luvas. E nesse meio-tempo pude conversar mais com ele e tudo foi ficando mais claro e fazendo sentido. Ele se chama Denise (com “e” no final mesmo) e é um ex-guia que largou a profissão para ser policial nas minas que ficam ao redor de Huaraz. Ele estava na agência que eu o encontrei cobrindo um amigo que trabalha lá e que não poderia trabalhar pela manhã. E digamos que ele carrega o espírito couchsurfing com ele, de proporcionar boas e novas experiências para viajantes e os ajudar.
Bom, até então eu estava tudo o máximo, mas não tinha ideia da aventura que eu me meti hahaha. A “Pedalada” dele seria pelas montanhas que cercam huaraz, pedalarÍamos quase 5 horas, fazendo um uphill por uma estrada de terra e depois um downhill por uma antiga trilha Inca. Eu ando muito de bicicleta, mas nada tão puxado assim, e eu nunca fiz um downhill! HAHAHAHA
Mas ok, eu estava em forma e ia ser uma baita experiência, isso não estava no roteiro. Colocamos as bicicletas em cima de uma kombi e fomos com ela até Paria, um distrito rural afastado de Huaraz, nesse ponto chegamos a 3.400mts de altura. Lá compramos pão, banana, chocolate e água. Seria nossa refeição naquele dia. Então iniciamos a ascensão pela estrada, não é uma subida extremamente íngreme mas ela é contínua. Possuía raros trechos de reta e mais raros ainda de descida, porém como o ponto final antes de realmente voltar pra cidade era mais alto, sempre que havia um trecho de descida era sinal de mais esforço depois pra subir de novo hahaha. Não consegui acompanhar o ritmo do Denise mas também não fui uma tartaruga, conseguimos seguir bem e confesso que conversamos pouco, precisava me concentrar para respirar pois fazer um uphill a 3.500mts de altura não é fácil. Por sorte eu não tive sintomas do mal de atitude, só o cansaço mesmo. Mas a cada 30 minutos pelo menos dávamos uma descansada. Quase no final, depois de 14km eu achei que não aguentaria pois nesse momento tive as piores câimbras da minha vida, nas 2 pernas nas mesma regiões da coxa. Naquele momento se amputaram minhas 2 pernas eu acho que ia doer menos do que as câimbras, sério, foi tenso. Ali paramos pelo menos uns 15 minutos e caminhei um pouco a pé mesmo pq pedalar tava osso. Mas só faltava 1km pra chegar até o ponto que seria somente descida e consegui pedalar mais um pouco até lá. Depois de 15.800km de subida chegamos ao ponto que iniciariamos o downhill. Apesar do cansaço, foi incrível! Pedalar em direção aos montes nevados e tendo uma vista de todo o vale de Huaraz cercado de montanhas é lindo. Não consegui tirar muitas fotos se não ia ter que parar a cada 5 minutos pois era uma vista mais bela que a aoutra.
Após contemplar a vista e descansar um pouco, hora de descer. O Caminho que faríamos é o mesmo usado por moradores que saiam dos seus vilarejos para subir aos pastos cuidar de seus animais, porém o Denise disse que é o mesmo caminho usado pelos incas quando passaram por aquela região e que possui centenas de anos. Alguns trechos do caminho eram de pedras e com escadarias com pontos que tínhamos que descer e carregar a bike, nem o Denise que era acostumado conseguir descer em cima da bike. Olha no que eu fui me meter hahaha. Mas peguei o jeito e me senti confiável e consegui acompanhar bem o Denise, teve um ponto que ele se distanciou e por causa das curvas e eu não consegui ver ele, quando eu me aproximei novamente eu vi ele empurrando a bike por um trecho que eu passei em cima da minha mesmo, sem descer, ele se assustou e perguntou se eu tinha passado sem empurrar, pq ele não conseguiu. Eu disse que sim e só depois me dei conta que desci um trecho cheio de pedras enormes hahaha.
Enfim, menos de 1h depois já havíamos chegado na cidade. Fui devolver a bike com o Denise, trocamos número de telefone nessa hora pra manter o contato. O Denise foi pra casa dele ajudar em algumas coisas que a família dele pediu e eu fui pro hostel descansar. Depois só sai comer algo ali perto mas já voltei pq estava exausto. 
E bom, o primeiro dia que o plano era só descansar se tornou um dos dias mais cansativos da viagem, mas que valeu super a pena. Posso dizer que fiz um amigo em Huaraz, que inclusive conversamos até hoje 1 ano depois, e fiz algo totalmente diferente. Um downhill numa trilha Inca cara!!! 
 

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-Pegando a Kombi até o ponto de partida já nas montanhas

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JGCRhhLUV_iCMAYbXWJBzJ50rNpxlr9GVgb1g5D2VluhYYqZr2khBsF_9DZKhP4j-BdsaxVSy_lPGhNDTrF-cqxpipK9wA14GkVFCH1yaCg40wXHyfAnmmDIL6bi62_A9mG7lmUuVQCnej8jVjLAurmHp9A2iaqGm-eItpaqwOnOvMg6f2d7nR5NlrBoNbH2hCspfVfXE71hW5wL0uSqTBKQE67UXDuux9nF34LY0FLiFVuzuY1EAplsY5GDgdX-WS2Mju3ukkMTiGLcUrTfNLmc9-1HxSkK7ATccLh_WcshUhRamNs0pHz8U71gO5UCGhI1aSibQ5n46Xa3VYHAASlaklJ1knVhLAUTpaMfo2Qxeso8XWdAuJ2l5ajyMgqow6l7ZMprxMfdO0KyL3bmh6zVvA2HdOtOofGKHQ_5TCSwzILm7WFrWBKXyQ0RvexR2ivG4fkcL8HHABMql2mVeld4lYaX6LBujh83ouvgMSCEd1L2zhxbLKbO1ZbGOXCwnx4LkMX7OEoFmx6xS4WP2tVOwLhMS2DaNNn1SQze3sBbNXQu5_jNVh9A7fNCjY-oTp3TstWKqS9f-NRtOMfrScZ5YloWFC0h2KCmdKExG-8=w1435-h808-no-A Magrela

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-Ponto final da subida depois de quase 16km. Começamos a descer a partir desse ponto

 

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-Parte da trilha inca que fizemos o downhill! (Essa parte ainda era fácil hahaha)

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- Denise, que se tornou um grande amigo e me ajudou muito nos dias seguintes em Huaraz

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E bom, foi assim meu primeiro dia em Huaraz, e que dia!

Continua...

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Dia 7 - 27/10 - Huaraz
No roteiro original o plano para o segundo dia era ir pro glaciar pastoruri, porém depois da aventura do dia anterior decidi ficar na cidade pra descansar. Dormi até umas 10h da manhã (primeira vez q dormi bastante desde o início da viagem) e sai caminhar e conhecer a cidade de fato, pois no dia anterior conheci o Denise já na primeira agência e não tive tempo de ver a cidade. Bom, lá estou eu caminhando indo em direção ao mercado municipal e quem eu encontro no caminho? O Denise! hahaha
A cidade não é tão grande então esse tipo de coisa acontece mesmo. No dia anterior eu tinha comentado pra ele que eu trabalhava com TI e ele comentou que estava com problemas no computador dele, me ofereci pra ajudar (era o mínimo depois dele ter me levado pra pedalar né). Fui até a casa dele e dei uma limpa no pc dele. Deu a hora do almoço e ele sugeriu irmos numa cevicheria e lá fomos. Um restaurante bom, meio afastado da praça central e frequentado somente pelo povo local, ou seja, comida autêntica por um preço justo. Comemos cada um ceviche com choclo delicioso. Depois disso o Denise precisava encontrar um cereal específico lá que a família dele pediu pra ele comprar já que todos estavam trabalhando. Como eu não tinha planos e ele convidou pra ir junto, fui com ele caminhar e conversar mais.
Caminhamos até um local meio afastado do centro em que 2 vezes por semana funciona uma feira em que o pessoal que vive no campo traz seus produtos para serem vendidos, havia de tudo lá, desde animais vivos até plantas exóticas, e o local era mega sujo e a céu aberto. Por recomendação do Denise eu não tirei fotos e nem dei muita pinta de turista, aliás não vi nenhum turista lá também, é um negócio bem voltado pro povo local mesmo. O Denise comprou o que precisava e então caminhamos até a casa da família dele deixar a compra lá. De lá o Denise ia passar no escritório do parque nacional de Huascarán conversar com um amigo e pegar alguns mapas com ele, pois por mais que o Denise não seja mais guia ele contribui muito ainda com o pessoal que trabalha na área e ama as montanhas. Aproveitei pra comprar meu boleto turístico para visitar os pontos dentro do parque nos próximos dias. Depois disso fui com ele até o cemitério da cidade, onde sua mãe e irmã trabalhavam vendendo flores na porta e ele foi ajudar elas. Eu não queria atrapalhar e por isso fiquei de canto só olhando, só de estar ali já estava sendo uma baita experiência (também sou de uma origem muito humilde, por isso valorizo muito esse tipo de coisa), mas em certo momento um casal de gringos queriam comprar umas flores e só falavam inglês, aí eu ajudei na venda traduzindo algumas coisas hahaha (O Denise fala inglês, mas ele tinha ido buscar mais flores no carro nesse momento). Por volta de umas 17h me despedi de todos e voltei para o hostel, o Denise disse que cuidaria de reservar meu passeio no dia seguinte para o Glaciar Pastoruri por um preço justo e com uma boa agência. Dito e feito, horas depois ele me mandou um whats dizendo que umas 8:30 o micro ônibus passaria no meu hostel e me custaria 35 soles. Conheci uma americana no hostel que havia acabado de voltar do trekking Sta Cruz, que eu faria nos dias seguintes, e saímos pra comer uma pizza e conversar, ela contou como foi a experiência e deu pra eu ter uma ideia do que esperar. Assim acabou o segundo dia em Huaraz, esse sim foi de descanso hahaha (Quase nehnuma foto pq o dia foi leve)

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6BcxL7_l_Dt8jT7d_tOL6kgULCJowGASn89_afsP3rVc1BwLTJFmyxYTEuOx-w_z2qX5hqj355mWdeQd90xa0i1sJ6RY1H28dFJs03wbXXxhzbIQdGGAA4p-Wu8wMi5Kgs2EHtuGKSohdxEIk0JifCi3ZBVkYDAkFMWQNkn76GuoZFq73NybLhzFh-fag-GH4SKPiA6p7-5HSAI9JWkKMDfqdoydkVGiU2bYQgCOWmY8yOfhYe-e5KwMfP-OmlI31fgjQuJ1XONuQmmu9xBSl6V-c9prEe1quNunssNngohp2bGwxnVBKyd5gIsP147FLCtiCQ4CM7QNjCmwsio-hu0TsbmHwEfxrChQIN86PHbzKTj3SKwSZJyImhDWVSgaCbSBQlrtl5H-_58dUAQOPXMvlDVddat_UfaRCQSBq2x5dcvLy6NiuU6XPx_qpQQyy09BvzwlkLNwTfOQ4u62E3G_bH83Ns_jng9Z_svKY99erC73t3Ti2bmQ0HdR2_vneIuNE_qy1x4rgoLhVfteNgAhZPzYxfikrj3OoJbtzy-ex-gvBID-xQcoy2eZkAGwowhPE6NmpcDWbZj0HnNvCYD1-g29WdZC8FtOdvXlQwjGfVdO-lGyVCPsfcfD05B-ECI37mZeAFvoM-1XPouA05F4EYkHpZlWe__x=w1435-h808-no

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-La gordita

Continua...

  • Gostei! 1

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Dia 8 - 28/10 - Huaraz
Como combinado no dia anterior com o Denise, por volta de umas 9h o micro passou no meu hostel para me buscar e irmos até o glaciar pastoruri. No micro havia um grupo de estudantes do ensino médio e mais um ou outro turista. O Guia que nos acompanhou era também uma espécie de professor, e no caminho até o Glaciar que durou no máximo umas 2h, com algumas paradas, ele foi dando várias informações e contando histórias. Eu gostei, aprendi algumas coisas sobre o clima e história da região. No caminho de ida o onibus fez uma parada em um restaurante onde podiamos tomar chá de coca e comprar folhas também, e quem quisesse almoçar lá quando voltássemos teria que deixar reservado. Não reserver pois eu tinha levado alguns lanchinhos e almoçaria mais tarde na cidade mesmo. Em certo momento da viagem o ônibus sai da estrada asfaltada e pega uma estrada de terra, de boas condições, em direção as montanhas, esse trecho já faz parte do parque nacional huascaran. Ele faz a primeira parada no posto de controle onde quem não tem compra o bilhete para entrar no parque ou quem já comprou na cidade apresenta o bilhete. Em seguida ele faz mais 2 paradas, uma numa fonte de agua natural gaseificada e outra na pequena laguna de 7 colores, onde dependendo do clima, sol, temperatura, a água assume uma cor diferente. Não achei nada demais esses 2 lugares, a não ser a bela vista proporcionada ao fundo. Mais um pouco chegamos a base a 5.000mts de altura e de lá subiriamos até o Glaciar. Fomos um dos primeiros a chegar e o clima estava bom, só um pouco nublado, o que foi bem tranquilizador pois na estrada dava pra ver alguns trechos que chovia muito. E aí fica uma lição importante sobre as montanhas, o clima muda muito rápido, é incrivel! Do nada uma chuva cede espaço pra um céu limpo, mas do nada o inverso acontece também. Ok, da base começamos a subir e caminhamos cerca de 2,5km até o glaciar, nesse momento o guia deixa cada por si e apenas acompanha caso alguém passe mal ou algo assim, e como muitas pessoas vão lá, todos se misturam. A caminhada de 2,5km faz vocẽ subir uns 400mts, saindo de 5.000mts e indo pra 5.4000mts, e nesse trecho vi muita gente passando mal, dores de cabeça, cansaço, vomito, tudo por causa da altitude. Como eu já tinha pedalado 2 dias antes e ficado mais 1 dia na cidade de boa, estava super aclimatado já e não senti nada além de um cansaço um pouco mais forte que o normal, por isso estar aclimatado é muito importante. A caminhada é tranquila em um trecho quase que asfaltado, nivel fácil, faz muito muito frio e é dificil ficar sem luvas ou gorro, mas o que pega mesmo é a altitude. Ao chegar o Glaciar é lindo, imponente e curioso também, achei o máximo! O tempo estava começando a fechar e começou a “garoar”, porém devido a altitude e o frio essas gotas se tornavam em neve. No total devo ter ficado quase 1h lá em cima, tirei fotos, admirei tudo, e quando a chuva/neve começou a engrossar comecei a descer, pois descobri que neve molha! hahahahaha
Fim do passeio, voltamos pro restaurante na estrada onde quem reservou o almoço comeu, e depois voltamos pra cidade. E novamente quase logo após descer do onibus, encontro o Denise caminhando pela rua! E nesse momento que eu fui me dar conta o quão popular ele é, ele conhecia todo mundo do comércio local, telefone tocando a todo momento, ele é mega querido na cidade. É aquele tipo de cara que se tornaria vereador fácil fácil por causa da carisma hahaha Enfim, chegando lá ele já tinha cuidado das coisas pra eu começar o trekking Santa Cruz no dia seguinte, conseguiu um ótimo preço pra mim e se certificou que o guia que iria com o grupo era bom, os equipamentos de boa qualidade, a comida era boa e suficiente, enfim, viu todos os detalhes pois ele já trabalhou como guia nesse trekking e sabe como deve ser as coisas. Ele me deu todas as dicas necessárias e ainda foi comigo até o mercado popular comprar uma capa de chuva. Paramos numa lanchonete pra comer alguma coisinha e nos despedirmos pois 2 dias depois ele voltaria para a região das minas trabalhar como policial e só voltaria pra Huaraz 23 dias depois. Agradeci por tudo que ele fez por mim sem querer nada em troca, não sei se consegui expressar tudo aqui no relato mas o Denise foi uma espécie de anjo pra mim, é uma das pessoas mais bondosas que eu já conheci e sem dúvidas vou me lembrar dele pelo resto da minha vida, aprendi muito com ele sobre, digamos assim, sobre fazer o bem sem esperar nada em troca!
Passei no mercado comprar algumas coisas pra levar no trekking que se iniciaria no seguinte, voltei ao hostel e deixei tudo pronto para o dia seguinte pois a van passaria umas 5h~6h me recolher.

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Dia 9 - 29/10 - Huaraz
Um pouco antes das 6h uma van passou me pegar no hostel, ela estava meio vazia ainda e só tinha 3 pessoas + o motorista. Fomos passando em outros hostels e recolhendo mais gente pra finalmente completarmos um grupo com 13 pessoas, dos mais diferentes locais, Inglaterra, País Basco, França, Austrália, Nova Zelândia, Suécia, Polónia e eu, o Brasileiro perdido lá no meio hahahaha. Iniciamos o trekking pela por cashapampa e paramos num vilarejo no meio do caminho para tomar café. Nesse momento sentei na mesa com os 2 bascos e comecei a ficar amigo deles. Do café seguimos mais 1 horinha de estrada para o local em que começariamos o trekking. Lá encontramos nosso guia, cozinheiro e o muleiro, eles haviam acabado de completar um trekking com outro grupo que fez o percurso inverso do qual faríamos e já iniciaria outro conosco. Iniciamos a caminhada no primeiro dia por volta de umas 11h sempre seguindo o sentido contrário de um rio que corria entre 2 montanhas que formavam um estreito vale cheio de pequenas quedas de água, lindas paisagens! E às 14h já estávamos no primeiro acampamento que é já ficava numa parte mais larga e plana do vale, o cozinheiro chegou quase junto conosco e preparou um almoço leve pq não jantariamos tão tarde. A caminhada desse primeiro dia foi bem tranquila e fomos num ritmo super bom, quase não paramos, todos estavam bem fisicamente. Contando os 4 dias de trekking que fariamos e dando um spoiler, o primeiro dia só não é mais fácil que o ultimo dia, mas ainda é tranquilo. Como ainda tínhamos muito tempo foi o momento de todos conversarem e se conhecerem melhor. Tirando o Australiano que era mega chato e isso se provou no final do trekking onde todos reclamaram dele, o grupo era demais! O Julio, nosso guia, nos levou até uma pedra de uns 3 mts pertinho do acampamento para “brincarmos” de escalar até o jantar ficar pronto. Voltamos e conversamos mais ainda, jantamos e umas 20h já estamos indo para as barracas dormir. Eu dividi a barraca com os 2 bascos, a Enara e o Gari, nós 3 tínhamos conhecido um ao outro naquela manhã no café da manhã e a noite estávamos dividindo alguns metros quadrados da barraca hahahaha Mas foi muito legal e engraçado, parecia que eramos amigos a anos e falávamos de tudo, cada um com sua história, sonhos, pensamentos e tudo mais, foi incrível! Alias se tem uma coisa que marcou minha viagem muito mais do que os lugares e paisagens que eu vi, foram as pessoas. Essas sim fizeram toda a diferença e deixaram tudo mais mágico! E foi assim também com esses 2 bascos filhos da mãe que praticamente me adotaram no trekking e viraram meus amigos hahahaha

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      Meu nome é Franco Coimbra, sou de Minas Gerais. Sempre gostei de viajar, ônibus, avião, trem. Nunca tinha saído do País e achava que não tinha condições para isso. 
      Achei o site mochileiros.com, por acaso na net, é comecei a ler. Entre relatos de viagens, tutoriais, fui apreendendo formas de viajar barato. Muitos relatos de viagem me tocavam, as pessoas estavam sempre felizes amadurecidas e ansiosas, já planejando uma nova viagem. Agora tenho o maior prazer de ajudar e retribui toda a informação que consegui neste site.
       
      PLANEJAMENTO
       
      Transporte: Tenho uma facilidade com internet pois trabalho com tecnologia.
      Depois de várias buscas de preços descobrir que a melhor formar é se cadastrar no site Skyscanner. Após o cadastro, você criar um alerta de preço no trecho pleiteado. Fiz isso em janeiro de 2018. Em fevereiro comprei uma passagem Brasília a Campo Grande por R$179 incluindo bagagem. Também uma de Bogotá a São Paulo, com escala em Fortaleza por R$ 680,00, todas da Avianca.
       
      O resto do trecho foi todo de Bus, usei as páginas Busbud e redbus para estimar o preço das passagens para o planejamento. Felizmente não usei o sites para realizar a compra, pois a vista é bem mais barato. Os ônibus em geral são mais confortáveis e baratos que no Brasil. Em países como Peru e Bolívia tem serviço de bordo, e telas de interatividade. As passagens são pechichaveis pode se fazer um leilão indo em várias empresas, mais não deixem de conferir a qualidade das avaliações nos sites que vendem passagens. Foram milhares de quilômetros admirando paisagens deslumbrantes pela janela. Andei em empresas como Copacabana, Trans Titicaca, Oltursa, Tepsa, Civa, Berlinda del Fonce, Ochoa e Bolivariana. Não tive nenhum problema.
       
      Fiz uma planilha com a estimativas de custo, e levei 10% a mais. Fiz uma planilha, que ao longo da viagem fui trocando os custos estimados pelos custos reais.
       
      Pará reservar acomodações e estimar custos de hospedagem, usei Hostel Word e Booking.
       
      A VIAGEM
       
      Santa Cruz de la Sierra
      Realmente fiquei só um dia pra descansar, pois fui de bus de Campo Grande a Corumbá e de Puerto Quijarro a Santa Cruz. Não fui de trem da morte, porque estava caro no dia, em relação ônibus.
       
      La Paz
      Um choque cultural, muito bonito e diferente. Um povo amável que lhe mostrará outros níveis de humildade.
      Do taxi ao Uber, tudo muito barato. Deliciosas sopas, empanadas e sal tenhas. Fiquei no Llmas Hostel, próximo a praça Espanha e teleférico. Passei mal, uma forte dor de cabeça, mais nada que Sirochi Pill não resolvesse. Encontrada em qualquer farmácia custa cerca de R$2.00. Fui a todos os parques, praças, miradores e no teleférico. Na noite fui a disco chamada fórum. As pessoas são muito preconceituosas com a Bolívia, La Paz é bonito e seguro.

       
      Copacabana
      O lago titicaca é fantástico, a cidade é pequena e acolhedora. Fiz o passeio na Ilha do Sol. Paisagens perfeitas.

       
      Cusco
      Em Cusco os preços sobem um pouquinho. Pra economizar é só fugir da rota turística e ir a mercados e restaurantes frequentados por nativos.
      Recomendo o passeio ao Vale Sagrado. Cerca de R$70,00 com almoço buffet. Se conhece as Salineiras, Olaytaitambo, e muita histórias e ruínas do povo Inca.
      Machu Pichu é caro. Recomendo ir de Van até a hidrelétrica, seguir a pé até Águas Calientes, descansar em um Hostal, e subir no outro dia a Machu Pichu, fica cerca de R$230,00. Ao lado da igreja, na praça de Armas, existem 2 Pub s muito legais para sair na noite.

       
      Lima
      Fiquei num excelente Hostel perto do mar, na região do Barranco, na minha opinião a parte mais bonita da cidade.
      Fiz muitos amigos no Hostal.

       
      Mancora
      Passei do ponto no ônibus, tava dormindo e desci 20km depois num posto de fiscalização. Voltei de carona num ônibus que vinha de Caracas a Lima de refugiados Venezuelanos. Muito triste a situação, gente com a roupa do corpo e 20 dólares pra começar uma vida nova em Lima.
      Foi uma das minhas preferidas. Cidade puquena sem muita infraestrutura. Mais fiquei num Hostel chamado Misfit, fica 1km da cidade. Os quartos são suítes de madeira e palha. Muita tranquilidade e gente agradável. O tempo para. Lugar excelente pra relaxar. Amei.

      Cuenca
      O Equador é lindo. É hoje na minha opinião o país que tem melhor qualidade de vida. Quero trabalhar e viver um tempo no Equador, conhecer melhor o país. Passei no Equador rápido porque estava atrasado no tempo. Fui a Cuenca e de passagem por Guayaquil e Quito.
       
      Medellín
      Cidade fantástica, povo amoroso. Muito organizada, excelente sistema de transporte. Conheci o centro, o teleférico, o centro, o estádio.
       
      Cartagena
      Lidissima cidade, mais não deve sair do centro histórico. A cidade tem altos índices de assalto. Mais relativamente segura no centro. Recomendo passeio completo nas ilhas do rosário. Custa cerca de R$100,00. Inclui almoço e um passeio de Snooke muito bom. A praia Baru é super explorada comercialmente. Não sou contra quem tá correndo atrás do seus sustento, mais os vendedores são muito importunadores.

       
      Santa Marta
      Pelo menos uma vez tinha que me hospedar em um party hostal. Fiquei no Brisa Loca, tem um bar, e uma boate no terraço. Quem não gosta de festa não pode ficar lá. A música cessa só as três da madrugada. Muito boa.
       
      Bogotá
      Fiquei na região da candelária. Conhecia só locais próximos que dava pra fazer a pé e de transporte público. Gostei do clima fresco.
       
      DINHEIRO
      A melhor forma que encontrei, é levar um poço de dinheiro numa doleira. O resta deixa numa conta brasileira. Assim baixei o app da western Union e envia via app do meu banco e depois de meia hora sacava em uma loja local da western Union.
       
      PERRENGUES
       
      O tempo foi curto, talvez o trajeto deveria ser menor.
      Dava pra ter feito trechos de voo, se me programasse e comprava a passagem uma semana antes. Teria ganha tempo. E na maioria das vezes é mais barato que onibus.
      Já na cidade de Ipiales, comprei uma passagem em um bus noturno para Medellín. Por volta das 04:00 de hoje 19/09/2018, na carretera 25 no povoado de El Cruero, o ônibus é parado pela polícia para uma fiscalização de rotina. Eu estava na poltrona 01, o policial ao notar que eu era estrangeiro me acordou e me chamaram pra dentro da guarita. Era um policial de etnia branca e um de etnia negra. Lá revistaram todas as minhas malas. Não satisfeitos pediram para ligar meu celular e escutaram todas minhas ultimas conversas. Não satisfeitos pegaram minha carteira contaram meu dinheiro (540 dólares). Disseram que poderia pedir para o ônibus seguir viagem, porque estava preso para averiguação da interpol. Aí eu fiquei muito puto... Falei que estava correto. Que estava legal no país, que tinha visto em meu passaporte, e que o dinheiro que estava por tanta dó estava longe da quantidade limite que poderia portar. O polícial de uma forma muito truculenta disse que se não calasse ia me fazer uma multa. Peguei meu telefone, falei que ia ligar numa linha de emergência do consulado brasileiro (nem sei se existe). Para pedir ajuda. Nesse momento um dos policiais foi para fora da guarita, enquanto o outro que ficou, na maior cara deslavada me pediu 100 dólares. Falei que não ia pagar, porque primeiro estou correto, e em segundo porque meu dinheiro estava contado e 100 dólares me faria falta para voltar ao Brasil. Não paguei, repetive que não pagaria, até porque o dinheiro me faria falta mesmo. Perguntaram minha profissão, quanto era meu salário. E por fim quando viram que não conseguiria me estorquir, me liberaram. Atrasou o ônibus em meia hora.
      CONCLUSÃO
      Não sou a mesma pessoa. Mudei e muito. Mais humilde, aberto. Aprendi a chegar nos lugares me apresentar e conhecer todos. Que se tem uma amizade intensa, ou um amor intenso, e depois a vida segue, e a despedida pode ser um adeus. Me renovei quero iniciar novos projetos, estudar mais, melhorar meu salário, cuidar da minha saúde. conhecer muito mais. Viajar sempre. Quero cuidar mais da minha saúde, racionalizar o álcool e para de fumar.
      Estudei muito quase um ano pra fazer essa viagem. Quem quiser dicas e compartilhar experiências meu zap é
      34 9 9944 2608
      Abaixo uma planilha com todos os custos, as datas não estão certas mais os custos sim.
      https://docs.google.com/spreadsheets/d/1_yIgkqtuVEvNEooOlkJhYwEIwpRGtyUKGMFkGk5KjZA/edit?usp=drivesdk
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    • Por Marçal Luiz Carlos
      Olá,
      Pessoal estarei em viagem ao Peru nos próximos dias e estou em dúvida se levo Real ou Dólar para trocar.
       
      Devo arriscar em duas conversões? 
    • Por JANA COMETTI
      Salve galera! Acabo de voltar de viagem e queria dividir um pouco da minha experiência nessa viagem incrível com vocês.
      Ficamos 3 dias em Lima e 9 dias em Cusco e região. A viagem foi feita entre 27 de junho e 9 de julho. Viajamos em dois casais, o que ajudou na redução de custos em hospedagem e transporte.
      Dia 1 - Lima: Voamos Guarulhos--Lima pela Latam, chegando a Lima as 11 da manhã. Pegamos um táxi da taxi green, no desembarque do aeroporto, que cobrou 80 soles por uma van até Miraflores. Como estávamos em 4 pessoas, saiu um bom preço. Demoramos cerca de 40 minutos para chegar, o trânsito no Peru é uma loucura, especialmente em Lima.  Nos hospedamos no Trendy Host Canvas, em um apartamento de três quartos que saiu cerca de 120 reais a diária por casal(já que estávamos em 2 casais). Ele fica na avenida Pardo, movimentada e barulhenta. Acredito que quanto mais perto do Shopping Larcomar, melhor a localização da hospedagem, os arredores da avenida Larco são bem interessantes. De qualquer forma, o apartamento era bom e tinha supermercado a duas quadras. Almoçamos no Mercado de Surquillo, ao qual fomos de uber, mas poderíamos ter ido a pé. O Uber foi a forma que escolhemos pra nos locomover por lá, como estávamos em dois casais, ficou mais barato que o metropolitano, o ônibus mais turístico deles, que tem um corredor próprio e leva a alguns pontos turísticos. No Mercado de Surquillo almoçamos no El Cevichano, comemos causa(rocambole de batata recheado de peixe), ceviche e chicharron(peixe, lula e camarão empanados fritos) por 36 soles o casal, mais 10 soles a cerveja Cusquenha grande. Excelente escolha. No mercado dá pra provar frutas típicas, comprar petiscos como maiz e camote chips(milho e batata doce típica cor de abóbora), entre outros. Depois fomos caminhando até o Malecón, onde visitamos o Faro de la Marina e o Parque del Amor, lugares lindos e fotogênicos debruçados na falésia de frente ao Pacífico. No Parque del Amor á uma escadaria para descer até a beira-mar, o que fizemso, pois a ideia era alugar prancha e roupa para surfar(ja que surfamos em nossa cidade, Ubatuba), mas o frio deu uma desanimada. Venta bastante em Lima e nessa e´poca do ano o tempo é completamente nublado. Mas não chove. Voltamos de Uber, passamos no mercado, compramos coisas para lance e café da manhã e fomos assistir o  jogo Brasil e Paraguai da Copa América no apartamento.
      Dia 2 - Lima: Fomos ao Centro Histórico, de Uber, uns 40 minutos. Caminhamos e fotografamos a Plaza de Armas, Catedral de Lima, não entramos, vimos a troca de guarda. Caminhamos um pouco pelo lindo Centro Histórico, passamos pela casa de literatura peruana e fomos visitar o museu e catacumbas do convento de São Francisco. A visita foi bem legal, custa 15 soles. Havia uma fila enorme na igreja anexa, era dia de um santo de causas impossíveis de quem os peruanos são devotos e eles estavam lá esperando para poder tocar o santo. Almoçamos um menu, almoço típico oferecido nos restaurantes do Peru, que costuma vir com entrada, prato principal e bebida, no centro por 15 soles, com salada, talharim verde (com pesto, bem comum por la), com lomo saltado e suco de pina (abacaxi). De la fomos de uber para o Parque de la Reserva, 10 minutos, um parque com um circuito de 14 fontes algumas interativas e que se iluminam a noite e dão um show. Programa imperdível em Lima, entrada 4 soles. A partir das 19h a fonte principal apresenta projeções holográficas da cultura peruana. De la, uber para o apartamento.
      Dia 3 - Lima: Fomos ao Museu Larco, de Uber, uns 25 minutos. O museu é incrível, com peças da cerâmica, tecelagem, ouro e prata dos povos pré--incas, incas, entre outros. Há uma sala separada com arte erótica da época. Entrada 30 soles, professora, como eu, paga meia, basta apresentar holerite. De la pegamos Uber e fomos até a praia de La Herradura, que tínamos visto em vídeos em dia de onda e queríamos conhecer. Não tinha onda no dia e achamos o lugar bem abandonado. Seguimos no uber até o bairro mais legal de Lima, Barranco. Almoçamos no Juanito de Barranco, um bar frequentado pela galera local, onde assistimos a partida Peru e Uruguai, vencida nos pênaltis pelos peruanos. Comemos ceviche e chicharron, uns 35 soles por casal e tomei dois chilcanos, um drink parecido com caipirinha feito com Pisco, 7 soles cada. Chopp caneca a 10 soles. De la, caminhamos pelas ruas do bairro, que tem vistas pro Pacífico, muitos muros grafitados, uma pracinha com igreja e biblioteca, como no interior. De lá descemos na beiramar e fomos caminhando até a próxima escadaria, a que já tínhamos descido no parque del amor, w subimos para ir até o Shopping Larcomar, um shopping a céu aberto com vários restaurantes e lojas caras, mas onde a galera se reúne. Comemos uma sobremesa no restaurante Tanta, um suspiro limenho maravilhoso, 12 soles. De lá caminhamos até o apartamento.
      Lima é uma cidade segura para o turista, bonita, barata, com vistas incríveis e uma comida sensacional. Vale a pena dar uma chegada antes de subir para os Andes. Uma informação IMPORTANTE que não costuma aparecer nos blogs de viagem é que se você for para Cusco pela latam (ou antiga avianca) e quiser passar uns dias em Lima, já que os voo fazem escala lá, você terá que pagar uma taxa absurda, em torno de 500 reais, no momento do embarque para Cusco. Essa cobrança é só para estrangeiros, para peruanos não há cobrança. Se for só uma conexão, e você não sair do aeroporto, não há essa cobrança. Liguei na latam e eles confirmaram a cobrança, mas a informação não consta no site. Quando descobrimos isso, compramos a passagem Guarulhos-Lima e Cusco-Guarulhhos e o trecho Lima-Cusco compramos pela Peruvian, uma empresa low cost peruana, que tinha muitas críticas no trip advisor, mas nos atendeu perfeitamente. Não houve atraso, avião ok, check in online, embarque organizado, podem voar tranquilamente.
      Dia 4 - Cusco: Nosso voo era as 9:30h da manhã, tudo certo no embarque, chegamos em Cusco já por volta das 11h. Pegamos um taxi por 40 soles (20 soles por casal) para a pousada, que ficava bem perto da Plaza de Armas, o Nao Victoria Hostel. Pousada linda, bom atendimento, café da manhã ótimo para os padróes peruanos, com quartos privados e coletivos. Chegamos, fizemos check in, fomos almoçar algo beeem leve, uma sopa no Chia vegan kitchen, deliciosa sopa andina. Gastamos uns 45 soles em duas sopas, um refri e uma limonada. A ideia nesse dia  era comer leve e descansar e foi só o que fizemos. IMPORTANTE SORROCHE: o mal de altitude acomete a todos, uns mais, outros menos, mas todos sentirão tontura, enjoo, falta de apetite, dor de cabeça, falta de ar, taquicardia. É importante comer leve e descansar bastante no dia que chegar, e nos próximos dias ir fazendo as atividades em um crescente, você vai sentindo que seu corpo vai se acostumando e os efeitos vão sendo mais leves. Antes de sair de Lima, no aeroporto, começamos a tomar as Sorroche Pills, compradas em Lima, composto de cafeína, ácido acetilsalicílico entre outros, que ajuda a diminuir os efeitos. Tomamos por 3 dias, de 8 em 8 horas...sem bebidas alcoólicas nesses dias. Chá de coca e chá de munha, uma outra erva andina, ajudam muito, são super digestivas, eu só evitava tomar a coca a noite. Nos passeios, mascar a coca ajuda muito no combate a dor de cabeça. E a água florida, uma outra medicina andina, os guias espirram na sua mão e você inala, abre os pulmões na hora e ajuda muito na falta de ar. Nos passeios mais pesados, certifique-se que o guia tenha um cilindro de oxigênio para uma necessidade.
      Dia 5 - Cusco: Dia livre para caminhar pela cidade sem compromisso, trocar dinheiro e comprar o boleto turístico (ambos na avenida El Sol, perto da Plaza de Armas), curtir a Plaza de Armas, ver o Qorikancha (não entramos), o Mercado de São Pedro, respeitando a aclimatação. Almoçamos no Antojitos, menu a 14 soles com salada, sopa, prato principal e chicha morada, suco típico feito com o milho roxo, deliciosoo. O prato é enorme, saboroso, e dá pra duas pessoas sob efeito do sorroche rs. Jantamos em uma pizzaria do lado do hostel, pizza para dois e uma jarra de limonada por 25 soles.
      Dia 6 - Cusco: Para economizarmos um pouco e comprarmos o boleto turístico parcial, ao invés do geral, invertemos nossa programação. Faríamos nesse dia maras e moray, mas acabamos fazendo Palccoyo. Pra quem não sabe, Palccoyo é uma montanha colorida alternativa à mais famosa Vinicunca, que também é mais cheia e com trilha mais pesada. São 4 hhoras de van, saindo as 7 da manhã, passando pelo povoado de Checacupe, com uma ponte inca e linda vista. Em Palccoyo, chegamos de van até 4200 metros, então já fomos sentindo o efeito do sorroche ainda na van, o que foi sendo amenizado pela coca e água florida. A caminhada é curta, fizemos o circuito todo em duas horas, o que incluiu subir ao mirante mais alto e em seguida a um bosque de pedras, chegando a 5000 metros de altitude. O lugar é incrível, se vêem várias montanhas coloridas, o valle rojo e as pedras. Na descida, senti bastante dor de cabeça, que me acompanhou até a volta a Cusco. O passeio incluía um almoço, que foi bem fraco. Valor do tour: 35 dólares. Chegamos de volta a Cusco as 18h, e jantamos novamente na pizzaria do dia anterior. E lá assistimos Brasil e Argentina!!
      Dia 7 - Cusco: Saímos as 9h para o passeio de Maras e Moray. Primeira parada foi um centro artesanal em Chinchero, onde uma peruana super simpática deu explicações e demonstrou um pouco sobre a lavagem, fiação e tingimento das lãs. Linda apresentação. Lá se podia comprar artesanatos um pouco mais exclusivos e ver lhamas e alpacas. De la fomos a Moray, sítio arqueológico com terraços agrícolas em formato circular. A visita foi bem rápida. De la para uma loja onde havia para vender sal de maras e a água florida, entre outros produtos típicos. De lá fomos a Salineira de Maras, passeio contemplativo das poças de sal a partir dos mirantes, não se pode mais andar entre as piscinas. Mesmo assim vale a pena. Valor do tour: 10 dólares mais a entrada das salineiras que foi 10 soles. A entrada de Moray está inclusa no boleto turístico, como compramos o parcial foi 70 soles. Chegamos de volta umas 15h, almoçamos no Chauka, menu por 15 soles com entrada, sopa e prato principal, este para uma pessoa só. Demos uma descansada e fomos assisitir o jogo Peru e Chile, semifinal, em um bar cheio de peruanos e gringos, como nós, torcendo para o Peru. O bar estava lotado mas tinha TVs que davam pra calçada, e foi lá que assistimos. Cusquenhha longg neck por 3,70 soles no mercado Gato, bem em frente. Jantamos depois do jogo em uma hamburgueria em San Blas, não anotei o nome.
      Dia 8 - Cusco-Ollantaytambo: Saímos as 8h para o tour do Vale Sagrado. Valor: 20 dólares, entradas inclusas no boleto turístico. Pegamos um guia ótimo, Eri, que fez a galera bater palma. Inicialmente passamos em um povoado para compras de artesanato, em seguida paramos em um mirante com vista linda para as plantações de milho do Vale, e enfim fomos a Pisac. Na cidade, paramos em uma fábrica de prata, onde vimos explicação e demonstração. Infelizmente meu tour não foi ao mercado de Pisac. De lá fomos ao sítio arqueológico. O tour incluía um almoço típico em um restaurante em Urubamba, boa comida. De lá seguimos para Ollantaytambo para visitar o incrível sítio arqueológico, onde ficamos até o fim do dia. Deixamos o grupo e ficamos em Ollanta para dormir e no dia seguinte seguir para Águas Calientes. Que ótima escolha! A cidade é linda, pequenininha, 10 mil habitantes, toda de pedra. Nos hospedamos na Inka Wasi hostal, pagamos 100 reais com café da manhã. Jantamos no Chuspa, uma pizza pra dois com uma taça de vinho por 30 soles, boa escolha.
      Dia 9 - Ollantaytambo-Águas Calientes: Tínhamos a manhã livre e fomos visitar o sítio arqueológico de Pinkuylunna, que é gratuito e fica ali mesmo dentro da cidade. É uma subida intensa, mas tem um lindo visual do sítio arqueológico de Ollantaytambo, vale super a pena. Almoçamos na Plaza de Armas de Ollanta por 15 soles o menu, com sopa, prato principal e chicha morada. Pegamos o trem da Inca Rail as 16:20, excelente serviço com bebidas quentes e snacks. Chegamos em águas Calientes por volta das 18h, compramos os tickets pra van e fomos pra pousada Hostel LunaMuna, por 85 soles o casal. Jantamos por 30 soles pizza para dois, cerveja Cusquena dois por um e pisco sour grátis. Cuidado com a pegadinha nos restaurantes de Águas Calientes, que tem várias promoções na porta para atrair os clientes mas acabam cobrando serviço de mesa, o que não esta escrito em lugar nenhum e acaba por anular as promoções. Pagamos 10 soles pelo serviço. Foi o único lugar do Peru que cobra esse serviço, lá não cobram 10% do garçom.
      Dia 10 - Machu Picchu: Nossa entrada era as 8h, mas subimos meio tarde, porque esperamos pelo guia (10 dólares por pessoa) e o resto do grupo. Não vi ninguem conferindo na porta se estávamos com guia, então acho besteira. Chega lá dentro, você não que ouvir explicação, você quer explorar e absorver aquela energia toda. Pegamos uma fila de uns 10 minutos para a van e entramos, antes carimbando o passaporte numa barraquinha que fica logo na entrada, do lado de fora. Não vou falar muito de MP, não há palavras que descrevam, mas uma dica é fazer a trilhazinha pra Ponte Inca, tem um visual incrível e pouca gente vai pra lá. Descemos umas 14 horas, uma fila de uns 20 minutos pra van pra descer. Chegamos, comemos em uma feira popular que estava acontecendo na cidade e as 16:20 pegamos o trem da Inca Rail, sem serviço de bordo(opções sempre mais baratas dos trens). Chegando em Ollanta havia um carro nos esperando (20 soles por pessoa, total 80 soles), já combinado com a agência. Chegamos em Cusco por volta das 20h. Jantamos no Chakruna, hamburgueria delícia em San Blas, por 34 soles dois hamburueres com batata rústica(limonada acompanhando) e uma Cusquenha. Mudamos de hostel nessa segunda etapa em Cusco, subimos o morro e fomos pra San Blas, na Pension Sanblena, 100 dólares por 3 noites.
      Dia 11 - Cusco: Dia livre para passeios e comprinhas no mercado de San Blas e de São Pedro. Almoçamos no Nao Victoria Café, menu 15 soles com entrada de pasteizinhos de queijo(eles dão outro nome) com guacamole e pasta a carbonara, mais limonada. A tarde assistimos a final da Copa América, Peru e Brasil, primeiro tempo na Plaza de Armas, onde colocaram um telão; segundo tempo no barzinho que vimos o outro jogo, muitos brasileiros assistindo também. Depois de algumas Cusquenhas com a vitória do Brasil, fomos jantar em San Blas, não gostei do restaurante e não anotei o nome.
      Dia 12  Cusco: Último dia, tour iniciando as 4:30 da manhã, Laguna Humantay, valor 25 dólares. Meu tour preferido, já aclimatada, subi num ritmo bom, não senti efeito do sorroche praticamente. Uma hora e meia de caminhada aproximadamente na subida. Uns 40 minutos embasbacada com a beleza daquilo tudo e depois uns 40 minutos pra descer (em ritmo bem acelerado). O tour incluiu um bom almoço no povoado de Soraypampa (e desayuno típico também). Chegamos em Cusco umas 17h. Jantamos no Beers & Burguer em San Blas, 20 soles hambúrguer delicia de alpaca com fritas típicas e 10 soles caneca de cerveja artesanal IPA.
      Dia 13-Volta ao Brasil, vôo as 8 da manhã, taxi até o aeroporto 40 soles para 4 pessoas.
      Todos os passeios de Cusco fiz com a agência Peru Happy Travel, contato Carlos. Tem página no Facebook.
      Quem quiser ver fotos, relatos, vídeos, segue lá no insta @janacometti
      Viagem incrível, já deixou saudades!! Povo amável, autêntico e acolhedor!!
       
       
    • Por Biasalmeida
      Pessoal chegarei em lima no dia 24/09 e de lá passarei por paracas e nasca, ate chegar a cusco, onde ficarei de 30/09 ate 09/10.
      Alguem nesse período nessas cidades?
    • Por SchullerRenan
      --> Leia o post original em nosso blog: http://casalnamontanha.com.br/2018/11/10/trekking-santa-cruz/
       
       
      Após o Trekking de Huayhuash e a tentativa frustada de escalar o Nevado Pisco, tiramos um dia de descanso e  já estávamos planejando a nossa próxima aventura nos andes peruanos. Desta vez iriamos totalmente auto-suficientes, somente Renan e eu (Vanessa) com os mochilões em meio as montanhas nevadas sem nenhum apoio no trajeto em um dos circuitos mais clássicos e conhecidos da Cordilheira Branca:
      O Trekking de Santa Cruz

      Trata-se de um trekking que leva em média 4  a 6 dias e tem uma distância em torno dos 60km, com um ascenso acumulado de quase 5 mil metros totalmente dentro de um Parque Nacional, chamado HUASCARÁN. As altitudes variam de 3.000m a até 4.700m no passo Punta Union, altitude máxima atingida nessa travessia.
      O inicio da caminhada se dá pelos povoados de Cashapampa ou Vaqueria. Geralmente a rota mais usada pelas expedições de agencias é Vaqueria –> Cashapampa, mas resolvemos fazer “do contra” , iniciando no “Pueblo” de Cashapampa caminhando pelos vales das montanhas até Vaqueria.
      Seguindo esta rota teríamos os 3 primeiros dias de subida leve e um passo de montanha mais difícil no último dia.
      ITENS  QUE LEVAMOS NA MOCHILA
      Mochilas prontas para partir de Huaraz, rumo a Cashapampa e iniciar o trekking! Já com ideia do que nos esperava, montamos as mochilas com os nossos equipamentos de trekking e partimos ao mercado central de Huaraz em busca de adquirir os mantimentos para esta expedição.

      Gostamos bastante das comidas para acampamentos encontradas em alguns mercados em Huaraz, itens com embalagens pequena e delicias como o queijo fundido, leite em pó em embalagem de 200g, o pão clássico deles, redondo e achatado ( que dura mais de 1 semana e não amassa na mochila) doce de leite, doce de morango… hmmmm e o melhor é que se encontra facilmente e com ótimo preço!
      Nossa alimentação para 5 dias de trekking
      Mas você deve estar pensando que carregamos muito peso e na verdade  NÃO! Quem é montanhista sabe que é muito importante estar leve na montanha carregando apenas o essencial para poder ir mais longe. Equipamentos bons e leves fazem a diferença, tornando a caminhada mais fácil e prazerosa. Além da barraca, saco de dormir, isolante e comidas, levamos um bom peso  com câmeras, baterias extras, drone e alguns outros eletrônicos, o que resultou em 2 mochilas bem cheias! 😮
      O lado bom de fazer este trekking de forma autônoma é que estávamos livres naquele ambiente, acampávamos onde queríamos e fazíamos o ritmo da nossa caminhada sem horários ou  itinerário a seguir. Liberdade!
      Camping: Barraca aztec nepal 2p, 2 sacos de dormir deuter orbit -5c conforto,  isolante inflável forclaz air quechua e 2 travesseiros infláveis. ( este kit nos proporcionou ótimas noites de sono com conforto, porém os sacos de dormir sintéticos pesam um pouco )
      Além disso o kit básico de vestimentas contendo: 2 camisetas dryfit, 1 segunda pele térmica, 1 casaco de pluma, 1 corta vento impermeável, 4 meias, botas da snake andina extreme, bandana,  óculos de sol, bastão de caminhada, lanternas de cabeça, gorro, luva, chapéu, bloqueador solar e repelente.
      Kit higiene compacto
      Kit primeiro socorros
      GPS, baterias, drone, câmera fotográfica, celular, pilhas extras.
      Kit cozinha, com 2 copos, panelas e frigideiras compacta sea to summit, esponja, garrafa térmica pequena, fogareiro e gás.
      Não é necessário nenhum equipamento especifico para neve nesta travessia, as temperaturas são agradáveis, até quente durante o dia ( sol a pino, sem muitos pontos de sombra ) e frio durante a noite, a temperatura miníma que pegamos durante a madrugada foi de -7c°.
      O LUGAR
      Cordilheira Branca, Huaraz, Peru
      Apachetas com vista para o imponente nevado Artesonranju
      O Parque Nacional Huascarán é um paraíso de montanhas nevadas, com 60 cumes acima dos 5 mil metros de altitude, 27  com mais de 6 mil metros de altitude, 663 glaciares, 269 lagos de cor esmeralda e 41 rios. Ainda conta com 33 sítios arqueológicos. Um desafio com muitas opções. O tempo todo os nevados estão ao nosso lado!
      O Nevado Huascarán ( montanha simbolo do parque e da cidade de Huaraz ) é uma montanha da Cordilheira Branca, parte dos Andes peruanos. Com 6.768 m, o mais meridional de seus picos (Huascarán Sur) é o mais alto do Peru  e um dos mais altos da América do Sul após o Aconcágua, e o Ojos del Salado.
      É a montanha mais alta de toda a zona tropical da Terra, além de seu cume ser o segundo ponto da superfície terrestre mais afastado do centro do Planeta (depois do Chimborazo, no Equador) e o ponto terrestre com a menor atração gravitacional. O pico é formado pelos remanescentes erodidos de um estratovulcão ainda mais elevado que a montanha que hoje existe.
      A montanha recebeu o seu nome de Huáscar, um chefe inca do século XVI que era um líder do Império na época.
      O Huascarán está tombado dentro de um parque nacional com o mesmo nome.
      No caminho encontramos diversos picos Nevados e entre eles, o famoso Alpamayo – 5.947m – que foi eleita em um concurso na Alemanha em 1966, a montanha mais bonita do mundo e o Artesonraju – 6.025m que é ícone dos filmes  da Paramount Pictures.
      O nevado Artesonranju é a montanha ícone que vimos nos filmes da Paramount. apesar de não ser a mais alta, é uma das montanhas mais técnicas da Cordilheira Branca.
      Durante o trajeto fizemos um caminho extra de 8km ( ida e volta) para ir acampar a 4,300m na base do nevado Alpamayo, na sua face NW. Sem dúvidas um dos pontos altos da viajem.
      Apacheta e o Nevado Artesonranju, se destaca a direita, montanha ícone dos cinemas
      Junto do Artesonranju,o Alpamayo também é uma montanha muito técnica. Conversamos com uns escaladores que encontramos no campo base, que nos contaram que a parte final antes do cume é uma parede vertical de gelo com 400m para ser escalada.

      O TREKKING
      DIA 1  – Subindo o vale montanhoso
      Segunda feira – 27 de agosto de 2018.
      Acordamos mais tarde nesse dia e saímos do hostel as 10h, caminhamos até o centro para tomar um colectivo que nos levasse do centro de Huaraz até Caraz, uma pequena cidade ao norte, para lá pegar outra van até Cashapampa, um “pueblo” muito pequeno, onde termina ou inicia a trilha.
      Lá, o ponto de inicio da caminhada é a quitanda do Seu Aquiles, local onde eles criam Trutas e Cuís (porquinho da índia)  e  quando chegamos, não havia ninguém em casa. Pensamos em esperar,  já era 13hrs e a intenção de inicio era pernoitar por ali mesmo para começar a trilha no outro dia cedo, o sol estava escaldante e não tinha como tirar a camisa de manga longa e a calça devido a grande quantidade de insetos naquele lugar quente e empoeirado.
      A jornada de transporte saindo de Huaraz até o ponto de inicio da trilha levou em torno de 5 horas e pegamos 2 vans, não foi difícil de se achar, há várias vans saindo durante o dia, é só saber para onde quer ir e perguntar aos motoristas das vans.
      Marco de inicio do Trekking de Santa Cruz
      Havia uma placa de um jovem americano que havia desaparecido por aquela região. Isso nos deixou um pouco apreensivos. Segundo o povo  local, o rapaz se perdeu durante a tentativa de escalada a um cume nevado.
      Esse aviso estava espalhado por vários pontos de Huaraz
      Logo chegou um taxista trazendo a esposa de seu Aquiles, que nos recebeu e confirmou que poderíamos acampar ali. Por volta das 16hrs o clima ficou mais ameno e acabamos por mudar de ideia, ficamos ansiosos para começar a trilha naquela hora mesmo e decidimos nos adiantar para ganhar tempo. Seguir caminhando e acampar no primeiro lugar bom que achássemos antes de escurecer.
      Bar do sr Aquiles, ( estava fechado) ponto de inicio da nossa caminhada. ao fundo o pequeno povoado de Cashapampa
      Sua esposa muito atenciosa nos ofereceu lugar para ficar e nos informou que também preparava comida, poderíamos pescar trutas do seu tanque e limpar na hora! Deu vontade, mas recusamos e as 16h colocamos o pé na trilha!
      As águas geladas que vem das montanhas são ideais para a criação de trutas, peixe que é abundante nesta região.
      De inicio, subidas mais fortes, sempre seguindo ao lado do leito do rio Santa.  Com o final de tarde chegando a temperatura diminuiu e ficou  mais agradável de caminhar. Seguimos por 3 horas até onde terminava o primeiro trecho de subida e começava um descampado mais plano. O vale das montanhas nevadas mais altas já estava visível, de longe no horizonte dali em diante. Logo que começou a escurecer encontramos um local perfeito para acampar, um belo gramado plano e bem reservado ao lado do riacho!
      Era tudo que queríamos naquele final de tarde!

      O Local é perfeito com um visual de montanhas rochosas, pedras que pareciam ser moldadas para sentar e um rio de águas gélidas e cristalinas. Mesmo com toda transparência da água, lembramos das dicas nos relatos lidos e assim não dispensamos o uso de nosso filtro de água, também sempre ferver a água da comida antes, já que por ali havia muito gado e a água poderia estar contaminada.  Caminhamos nesse dia cerca de 7km com as mochilas carregadas e chegamos às 18:30h no ponto onde acampamos. Saímos de 2.980m e chegamos à 3.300m de altitude neste primeiro dia.
      Noite linda, descobrindo um lugar incrível!
      Nessa noite comemoramos a véspera do meu aniversário, conectados apenas com a natureza.
      Um pedaço do paraíso nas inóspitas montanhas do Peru. Para fechar com chave de ouro, a lua cheia se revelou por de trás das montanhas. A janta essa noite foi por conta do Renan, que preparou um delicioso espaguete com creme de cogumelos, acompanhado de um bom vinho.
      DIA 2 – Aniversário da Vanessa, descobrindo montanhas
      28 de agosto de 2018
      Acordei e me dei conta que estava completando os meus 24 anos. Confesso que foi um aniversário bem diferente, mas com certeza  um dos dias mais incríveis e que jamais esquecerei na minha vida!
      Renan cantou Parabéns, assim que acordou às 7h.  Levantou-se fez um delicioso café reforçado enquanto eu descansava um pouco mais. Depois do café, levantamos acampamento para iniciar o nosso segundo dia de caminhada na travessia de Santa Cruz.
      Amanheceu friozinho e um dia lindo e seco. aproveitamos o friozinho da manhã para caminhar, pois no meio do dia o sol era muito forte e preferíamos parar para descansar.
      Aquele café da manha do aniversário na montanha! (Não reparem minha cara, de quem acabou de acordar! rs)
      Esperamos os primeiros raios de sol tocarem a nossa barraca, e colocamos os equipamentos rapidamente para secar e assim guarda-los na mochila e seguir a pernada.
      Acordando com 24 anos e desmontando acampamento de manhãzinha! Assim que eu gosto!
      Pé na trilha, costeando montanhas e o riacho, sempre com uma quase imperceptível subida continua, passamos pelo Acampamento LLamacorral à 3760m por volta das 9:30h.
      Área de Camping Llamacorral
      Este lugar geralmente é o primeiro ( ou ultimo) camping. Este seria nosso local de pernoite caso tivéssemos saído mais cedo no dia anterior, mas confesso que o lugar que achamos na sorte foi muito melhor, acampar ao lado de um riacho tranquilo que nos proporcionou uma ótima noite de sono!
      Conforme íamos subindo a vegetação mudava. Logo abaixo dos 3.000m era muito seco e só havia vegetação onde tinha irrigação, conforme subíamos até os 3.500m a vegetação aumentava, e acima dos 3.700m começava a diminuir novamente. A paisagem não tinha muito verde e sim muita rocha, areia e gelo nos picos mais altos. A altitude e a falta de chuvas na região tornavam a paisagem completamente diferente de tudo que conhecemos no Brasil.
      O sol começava a ficar forte e a temperatura aumentava, já estávamos apressando o passo em busca de um bom local com sombra ( raro por ali ) para descanso e almoçar. Começou a ventar forte após as 11h, o que amenizou a sensação de calor. Conforme subíamos a temperatura ficava mais agradável.
      Parada para lanche abrigados do vento e do sol!
      Encontramos um pinheiro imenso, que nos serviu de sombra e nos protegeu do vento. Ficamos cerca de 1h descansando, fizemos um lanche e seguimos o caminho. A principal dificuldade era o sol forte, muito protetor solar e chapéu grande, após o lanche seguimos a caminhada, pois precisávamos fazer pelo menos 15km neste dia.
      Depois de cerca de 4 km passamos ao lado da impressionante Laguna Jatuncocha de água azul turqueza, estas lagunas são literalmente uma reserva de água importante para os moradores locais.
      Em alguns trechos havia uma espécie de barragem pequena, feita para as lagunas não “estourarem” no período de chuvas evitando estragos montanha abaixo.
      Seguimos caminhando pela sua borda subindo o belo vale de montanhas.
      Laguna Jatuncocha! Surreal!
      Durante quase toda travessia havia trilha demarcada, o rio corria ao lado esquerdo e com duas cordilheiras de montanha uma de um lado e outra de outro que formavam um caminho mágico.
      Conforme subíamos o rio ia ficando mais fraco, até quase sumir, restando apenas os veios de água que em alguns pontos era possível ver eles escorrendo da neve das montanhas. No local não há nascentes de água, toda a água vem direto do degelo das montanhas nevadas escorrendo montanha abaixo.
      Veios de água que correm da montanha
      Seguimos subindo o vale e aos poucos as montanhas nevadas iam ficando mais perto de nós e a vista cada vez mais impressionante!
      Se aproximando das montanhas nevadas
      Em um trecho já acima da laguna, passamos por um terreno com grandes rachaduras, uma antiga lagoa que secou. Parecia que naquela região não chovia a tempo.

      Mais um trecho vale acima e chegamos no acampamento Jatunquisuar, com uma bifurcação, de onde se subia para a base do Alpamayo ou para o Passo Punta Union.
      A travessia de 4 dias não faz esta parte extra que fizemos. Ao ver a topografia das montanhas que estávamos, ficamos fascinados, subir por este vale rodeado quase 360° por montanhas parecia surreal e incrível, não poderíamos deixar de conhecer.
      Já era quase 6 horas e estávamos cansados, tínhamos que decidir se no próximo dia iriamos somente fazer um ataque, bate-volta no mesmo dia até o campo base do Alpamayo, deixando a barraca e pertences escondidos na mata, ou se iriamos subir com tudo e acampar lá em cima. Resolvemos  subir de mochilão e acampar na base do Alpamayo.
      Mapa topográfico com nosso trajeto, estávamos literalmente rodeados de montanhas para todos os lados!
      Decidimos ficar 1 dia a mais na travessia e precisávamos racionar a comida para se manter nesse dia extra. ( sorte que levamos 1kg de tapioca do Brasil )

      2° acampamento, à 4.175m – Jatunquisuar – bifurcação entre o Alpamayo e Passo punto Union.
      Cansada, após um dia inteiro de caminhada, gravei este vídeo no final da tarde:

      Estávamos bem cansados, pois fizemos mais de 17km neste dia, jantamos e logo capotamos na barraca, ansiosos pelo próximo dia que prometia visuais incríveis, cerca de 10 minutos depois da gente entrar na barraca começou a chover, hora água, hora um granizo fino e passou tão rápido quanto chegou.
      Segundo acampamento
      A orientação neste local é cuidar com as vacas, que são curiosas e podem vasculhar sua barraca em busca de comida num momento de distração.
      DIA 3 – Subindo até base do Nevado Alpamayo, 360° de montanhas
      29 de agosto de 2018
      Acordamos as 7:30h para preparar o café da manhã e começar a organizar as tralhas, enquanto isso notamos que estávamos sendo observados…

      Alguns pássaros se aproximavam da gente enquanto comíamos bolachas, ai descobrimos o seu interesse, quando saímos ele atacou as migalhas!

      Pegamos a trilha à esquerda, e subimos mais 500m de altura para acampar aos pés do Alpamayo, Quitaraju e Puscahirca sur,  para no próximo dia retornar ao trajeto da travessia e seguir o caminho rumo ao passo punta Union.
      No caminho:

      No caminho encontramos flores lindas típicas da região: Lupínios azuis que exalam um perfume forte e agradável. No trajeto, nos sentíamos bem com a beleza do lugar. Há mais verde, campos largos com grama, flores e florestas que nos presenteavam com adoráveis sombras!
      Luípios em destaque e ao fundo, Nevado Alpamayo.
      Alguns mochileiros passavam por nós, que estavam bem equipados para alta montanha e tinham intenção de escalar o Alpamayo. ” Buena suerte!”
      Avistamos os nevados Jancarurish, Quitaraju, (6040 m.), Pucahirca, Rinrihirca, e aos poucos foi se revelando uma enooorme barreira de montanhas.
      Conforme nos aproximando dos nevados reparamos que havia pontos pretos na neve, que se moviam de lugar.
      Zoom máximo na câmera e conseguimos observar alpinistas subindo o nevado Alpamayo, na rota Quitaraju Trek.
      Comentamos sobre a dificuldade, a coragem e a determinação de fazer uma aventura dessas. Subir estas montanhas nevadas deve ser incrível, porém não são nada fáceis, exigem muita força e técnica. Descobrimos o quão sofrido é fazer alta montanha, pois na tentativa anterior ao nevado pisco e o Cume do Diablo Mudo em Huayhuash,  que fizemos não foi nada fácil. Sem dúvidas o Alpamayo e as montanhas nevadas desse local é nível hard.
      Alpinistas escalando o nevado Alpamayo! Foi um belo registro.
      Depois da subida havia uma parte plana, onde paramos para contemplar a estonteante paisagem. De um lado se via Artesonraju – e do outro o imponente Alpamayo junto de uma extensa escarpa de montanhas nevadas IMPRESSIONANTES!
      Este local “secreto” sem dúvidas foi o ponto mais emocionante destes dias em Santa Cruz.
      Nevado Artesonranju, a montanha piramide.
      Impressionantes formações rochosas, confesso que ficamos na vontade em tentar subir um destes nevados!
      Porém só de olhar a inclinação das subidas já nos cansava!
      Á direita: Quitaraju e à esquerda Alpamayo.
      Continuamos a caminhada até ponto de acampamento, próximo dali também havia um refúgio, onde geralmente ficam os grupos alpinistas que tentam ascensão a montanha.
      Fomos conhecer e havia um peruano que estava esperando uma equipe de 3 alpinistas contando com 1 guia que tinham subido ao Alpamayo de madrugada, eram os “pontos” que avistamos na neve durante a manhã ( registrado na foto acima) .
      Em baixo de uma árvore, um pequena parada para descanso. Montamos a barraca numa área mais reservada e partimos para outra caminhada, desta vez sem o peso das mochilas até uma laguna que ficava aos 4.420m, próximo dali.
      Nosso acampamento, e o base camp Alpamayo (ao fundo)
      Encontramos uma enorme pedra, onde havia fotos e homenagens dos escaladores que faleceram tentando escalar esse nevado.
      Lembranças dos escaladores que perderam a vista nestas montanhas
      Ficamos imaginando a rica e antiga história de montanhismo deste lugar e a experiência dos tantos aventureiros que  passaram por aqui.
      Nesse dia caminhamos 4 km e tivemos 500m de subida para chegar ao Camping por volta das 12h. Após o lanche, subimos sem mochila a Laguna Arhuaycocha, que levou em torno de 3 horas ida e volta num ritmo bem tranquilo e com bastante tempo para fotos e videos.
      Esta Laguna é de uma beleza extrema com o glaciar vindo do Pucajirca Sur (6040m) e do Ririjirca(5810m) que seguiam a formar a laguna de degelo, onde o gelo realmente tocava a água.
      Valeu a pena chegar aqui!
      Decidimos explorar um pouco mais e antes vimos nos mapas que havia um mirador à direita, seguimos o aclive e contemplamos a melhor vista para as montanhas nevadas e a laguna. Um dos dias mais bonitos da travessia.
      Laguna arhuaycocha e nevado Taulliraju
      Visual impressionante,o vento soprava forte final de tarde.
      No mirador da Laguna Arhuaycocha, locais incríveis!
      Na chegada fizemos um café para espantar o frio que chegava com o pôr do sol! Logo fizemos o jantar e fomos deitar um pouco com o avanço da barraca aberto para desfrutar da bela noite estrelada. A noite foi extremamente fria, chegamos aos -7 graus, mas nossa barraca, isolante e saco de dormir aguentaram bem e nos mantiveram aquecidos e confortáveis.
      Nossa sala de jantar!
      Enquanto jantávamos vimos a lua saindo por trás da montanha, cena mágica que ficou gravada em nossa memória!
      Dia 4 – Rumo ao passo Punta Union
      30 de agosto de 2018
      Saímos da barraca de madrugada para ir ao “baño” e vimos que havia com uma camada de gelo no sobreteto. Ficar fora com pouca roupa era impossível, as mãos e pés doíam de frio sem luvas ou proteção extra ( não queria colocar, luvas, jaquetas e bota para sair rapidinho) , o jeito era ficar na barraca quentinha até o sol sair e “desencarangar” para poder começar a o café da manhã e desmontar acampamento.
      Nossa barraca num amanhecer gelado na cordillera blanca
      Base camp Alpamayo e o brilho do gelo em nossa barraca.Valeu a pena sair cedo só para ver o sol tocando as montanhas!

      Nesse dia por conta do frio, voltamos para barraca e ficamos até pouco mais tarde, tomando um café da manhã, admirando a paisagem, e se preparando para o dia que viria.
      Pucahirca sur, visto de nossa barraca no amanhecer
      Saímos um pouco tarde, por volta das 9h estávamos prontos com a mochila montada para baixar, e depois subir. Nosso objetivo neste dia foi atravessar o passo Punta Union. Descendo de 4.400m aos. 4.000m e depois subir novamente até os 4.700m. Este dia prometia ser o mais difícil da travessia.
      Rota de colisão 😮
      Devido a altitude da montanha o som dos aviões era bastante perceptível.

      Seguimos baixando e pegamos um atalho que nos fez evitar uns 100m de subida, e seguimos pelo ultimo grande platô, descampado, antes do grande passo de montanha.
      Vista para o vale em que viemos subindo nos últimos dias, o passo fica atrás.
      Durante a primeira baixada uma grande butuca nos seguia. Comemos bolachas e doces durante o caminho. Por causa dos restos que ainda colavam levemente entre os dedos da mãos, a espertinha nos incomodou por um longo trajeto com seu zunidos e seus ataques surpresa em volta de nosso chapéu.
      A subida que era quase plana, se tornava mais ingrime. Com quase nenhuma fonte de água ou sombra, já estávamos exaustos por conta do calor e sol forte. Baixamos a cabeça e seguimos devagar e sempre, rumo ao passo Punta Union, o gatorade de 750ml que guardamos para este dia foi realmente muito útil! Nessas condições é importante ter muito liquido a disposição para beber, e só água não saciava a sede, precisávamos de açúcar no sangue.
      No inicio da subida ao Passo Santa Cruz, esta foi a única “sombra” que achamos.
      Seguimos subindo a montanha e aos poucos a paisagem ia mudando, ficando cada vez mais bonita conforme ganhávamos altitude.
      Na metade do caminho era possível avistar a laguna Taullicocha, água azul turquesa do degelo das montanhas nevadas ao redor.
      Parada para descanso admirando a Laguna Taullicocha
      Subindo o Passo Punta Union:

      Depois de uma intensa subida, acima dos 4.500m o soroche começou a aparecer mais forte, a mochila parecia que pesava mais, o único jeito era continuar numa passada bem lenta, um passo de cada vez!
      Subindo…
      Este foi o dia em que encontramos mais pessoas na trilha, os dias anteriores vimos  poucas pessoas, mas no caminho ao punta Union encontramos vários grupos, todos com guias e arrieiros levando suas bagagens.  Encontramos apenas outro casal de mochileiros descendo e também uma senhora de 74 anos, que nos surpreendeu pela sua força e resistência!
      Subindo o passo Punta Union!
      Também encontramos um “guia” estrangeiro, desesperado, que estava procurando 2 pessoas que desapareceram de seu grupo, esperamos que tenham sido encontradas!
      Apesar do caminho ser bem marcado, boa visibilidade e até sinalizado, as pessoas que não estão acostumadas a se orientar na montanha podem se perder facilmente aqui.
      Finalmente! Alcançamos o passo punta Union as 17:04hrs! visual incrível!
      Não pudemos ficar muito tempo no passo, pois já estava tarde e ainda tínhamos que descer, e encontrar um lugar para acampar, e o gps marcava que o prox. acampamento estava a cerca de 7km dali, então começamos a baixar do outro lado do passo, apenas descidas, muito mais fácil agora!
      Baixando, já no outro lado do passo! baixar é só alegria 
      Gostaríamos de ter tido mais tempo para explorar este local, seguindo por esta crista até onde começa o glaciar, quem sabe numa próxima…
      Imagem aérea do caminho que fizemos, viemos da esquerda, subimos e descemos a esquerda
      Na imagem abaixo a passagem para o outro lado do Passo Punta Union.
      Chegada ao Passo Punta Union!
      O caminho ficou cada vez mais longe e já estava ficando noite, descemos o máximo que conseguimos, até o anoitecer.  Descemos 5km, até os 4.000 metros onde finalmente encontramos um gramado plano que serviria de acampamento. Decidimos ficar por ali mesmo próximo à um riacho, dormir com o barulhinho da água e tendo água próxima para nosso uso.

      Quando montamos a barraca começou a aparecer vários mosquitos. Mal deixei a porta da barraca aberta já tinha vários dentro também. Tivemos que fazer um fogo para poder espanta-los e  fazer o jantar ali fora. Fomos dormir defumados.
      À noite, já deitados, vimos uma luz vindo em nossa direção,  ficamos um pouco apreensivos, mas ficamos dentro da barraca camuflada com árvores ao lado da trilha. Mais tarde quando estava mais tranquilo, olhamos em volta e havia algumas vaquinhas que pastavam e mais abaixo uma barraca. A luz eram de outros mochileiros que também resolveram acampar próximos dali.
      Combinamos de acordar cedo no próximo dia, para caminhar até Vaqueria, local onde conseguiríamos o transporte para retornar a civilização!
      Dia 5 – Passo Punta Union – Vaqueria
      31 de agosto de 2018
      No outro dia acordamos super cedo e assim que tomamos café e desmontamos rapidamente o acampamento, continuamos na trilha morro abaixo, sempre descendo, apressando o passo.
      As 9:14h chegamos no ponto de acampamento oficial, onde deveríamos ter chego ontem.
      Chegando no posto de controle tivemos que apresentar os tickets de acesso, que havíamos comprado préviamente em Huaraz, caso não tivesse poderia ser adquirido na hora, pelo valor de 60 soles p/ pessoa.
      As 9:30h chegamos ao posto de controle
      Ai fomos informados que faltavam mais 7km para chegar a Vaqueria, e que teria onibus até as 15Hrs.
      Os primeiros indícios de civilização começaram a aparecer quando chegamos ao pequeno pueblo de Huaripampa, um local bem simples de casas feitas com tijolos de barro.
      Chegada ao Pueblo Huaripampa!
      Algumas crianças que estavam por ali vieram correndo em nossa direção, falando  ”galletas, galletas!” Já estavam acostumados a ganhar um lanchinho dos mochileiros que passavam por ali.
      Logo após um senhor de idade avançada, com o rosto marcado por uma vida sofrida nos pede algo para comer ou beber porque estava com muita” hambre e sede”. A unica coisa que tínhamos na mochila era uma ”marmelada de frutijja” (geleia de morango) e  ”ojas de coca”’e pouca água, doamos toda a comida que tinha sobrada da travessia ao senhor. Era um local precário e com muita pobreza.
      Em muitas regiões do peru as casas são feitas com tijolos artesanais
      Seguimos até uma quitanda,  tomamos uma cerveja quente e comemos bananas.  Conversamos com 2 campesinas que nos informou que poderia chamar um taxi para nos levar até Vaqueria por 60 soles. Valor para ”’gringo”.
      Quitanda, em Huaripampa
      A proposta foi tentadora mas seguimos caminhando debaixo do sol forte.
      Eu Vanesssa já estava com dor no pé, pois havia aparecido bolhas que estavam me incomodando, porém isso não podia me afetar pois tinha que continuar, caso contrário, não iriamos conseguir pegar o colectivo a tempo. No caminho  ainda fomos surpreendidos com uma forte subida, talvez porque estávamos cansados, ela parecia muito maior! Nossa sorte é que tinha bastante arvores e sombras no caminho!
      Depois de uma longa subida, finalmente em Vaqueria, esperávamos um pequeno pueblo, mas na verdade era quase como um ponto de ônibus, a beira da estrada com algumas vendas.
      Pueblo de Yanama – Vaqueria
      Chegando em Vaqueria, paramos em uma tenda simples e uma campesina estava lavando roupa em uma bacia. Parou para nos atender e perguntei se não havia sopa e ela prontamente disse que sim e que iria fazer para mim por 5 soles, pedimos uma cerveja para comemorar a chegada!
      Final da caminhada
      Ótimo, chegamos próximo do meio dia, com muita fome e o primeiro colectivo só chegaria às 14h. Durante o almoço a campesina também se sentou com a gente para almoçar e nos contou sobre a sua pousada que ficava a uns 100 m dali. Conversamos com algumas crianças que estavam ali também esperando o colectivo. Passaram 3 vans lotadas de gente, e não teria condições de irmos junto por falta de espaço para nós e as mochilas, e ficamos por ali matando tempo à espera no ônibus.
      Quando já estávamos ficando preocupados, finalmente por volta das 16hrs apareceu um ônibus grande, que nos levaria diretamente até Huaraz ( 140km) por meros 50 soles para nós 2, valeu a pena esperar por este busão!
      E quando achamos que a aventura acabou, o trajeto que fizemos com esse busão foi sensacional e deu até medo!
      Descendo a montanha
      Passamos pelas estradas ao lado de penhascos e curvas fechadas, só passava um veiculo por vez. Relaxamos na cadeira tendo as melhores vistas pela janela de todas as montanhas nevadas imponentes  na Cordilheira Branca. Subimos um passo de ônibus e descemos do outro lado, passamos em frente ao mesmo local onde entramos para o nevado pisco e laguna 69.
      Vista da Janela do onibus. Huascarán a esquerda e Huandoy a direita
      Pense numa estrada insana! Tudo que queríamos naquele momento era uma mountain bike para descer esta serra!
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      Do alto do passo, o ônibus fez uma parada, estávamos cara a cara com o nevado Huascarán, o mais alto do Peru e o impressionante macico do Huandoy.
      Os 2 picos do Nevado Huascarán, Norte e Sul
      Sensação de desafio completado com sucesso! Saímos estasiados de mais uma espetacular travessia na imersão dos Andes Peruanos. Gratidão a Pachamama!
      Chegamos a Huaraz por volta das 20hrs, fizemos um lanche no primeiro lugar que encontramos  e pegamos um taxi até o hostel para o nosso merecido descanso!

      Confira o post Original no blog: http://casalnamontanha.com.br/2018/11/10/trekking-santa-cruz/


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