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André Amaral1502434479

Huaraz, Trujillo, Chiclayo, Cajamarca, Lima e Ica - Descobrindo o nada badalado norte do Peru

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O seguinte relato é atrasado pq a falta de tempo do ultimo ano não me permitiu escrever e organizar tudo antes. Mas estou fazendo agora pois pode ser útil, eu mesmo não achei muita informação sobre alguns lugares que visitei e descobri tudo por lá na raça

Em outubro de 2016 fui para Chiclayo, no norte do Peru, por causa de uma promoção de passagem (paguei somente R$630 ida e volta!) e iniciei meu mochilão de 19 dias por lá sem roteiro definido, o unico planejamento era passar alguns dias a mais em Huaraz pra fazer o trekking Santa Cruz. Não sei se vou conseguir transmitir isso no relato, mas essa viagem foi muito mais que visitar locais bonitos, eu consegui experimentar o dia-a-dia deles lá em várias situações, desde as mais simples até as mais inusitadas como vender flores na porta do cemitério!

No final vou postar todos os preços de forma mais detalhada, durante o relato não vou focar muito nisso. 


Dia 1 - 21/10 - Chiclayo
Pousei em Chiclayo por volta de umas 14h da tarde. Fiz uma reserva pelo hostelworld no hostel "Casa Cima" dias antes da viagem e o Liam, dono do hostel, entrou em contato comigo e disse que me encontraria no aeroporto pois o hostel era bem próximo e caminhariamos até lá. Achei diferente e curioso, mas ele não cobraria nada por isso e aceitei de boa. No caminho do aeroporto até o hostel fomos conversando e descobri que ela é um ex-militar inglês que vive em Chiclayo pois se casou com uma peruana e tem uma filha. O hostel não é bem um hostel, é um apartamento grande, na cobertura, que ele vive com a esposa e filha e aluga 3 quartos para hospedes. Antes de chegar no hostel paramos num botequinho pra conversar mais e beber algo. EM seguida fomos pro hostel pra eu deixar minhas coisas e depois eu precisava trocar dolares por soles. O Liam se ofereceu e foi comigo até o centro trocar dolares em lugares confiaveis, pegamos um taxi por 4 soles (eu não planejava andar de taxi na viagem, queria economizar né, mas quando descobri o preço deles em chiclayo me dei a esse luxo em algumas situações hahaha). Era umas 17h ainda e em um folheto da cidade que o Liam me entregou vi que a praia ficava a uns 9km de chiclayo e tinha um pier lá. Decidi que iria até lá pra ver o por do sol do pacifico e o Liam me explicou como chegar lá de forma economica (a palavra magica do mochileiro hahaha). O transporte público de Chiclayo não possui onibus, possui "Kombis" que na verdade são vans, o pessoal das grandes cidades e que já foram pra região periferica ou mais distantes sabem do que eu estou falando. Segui a infos do Liam de onde pegar a Kombi e em qual direção ir, cheguei na garagem das kombis, perguntei qual ia pra "Pimentel" e peguei uma. Me custou 3 soles e eu rodei 9km até lá. Cheguei, caminhei pelo pier, tomei um suco e usei o wi-fi, apreciei o por do sol, comi um espetinho na rua (que até hoje não sei exatamente que carne era HAHAHA), e peguei a kombi de volta pro centro Chiclayo e depois um taxi até o hostel. Chegando na cidade, fui comer numa lanchonete quase ao lado do hostel.

 

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-Pier em Pimental

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-Por do Sol em Pimentel

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-Espetinho de Rua


https://photos.app.goo.gl/Su4N7kypVY35SwUK2
-Nesse link tem um video do cobrador anunciando o destino da kombi e abrindo a porta pros passageiros

 

Dia 2 - 22/10 - Chiclayo
Eu li que Chiclayo ficava numa região rica em arqueologia, com várias descobertas importantes de culturas pré-incas, os mochas eque viveram entra 100 a.c. e 800 d.c. entre outros. Sabendo disso e seguindo algumas dicas do Liam, decidi que ia pra uma cidade vizinha visitar 2 museus e em seguida ia pra outra cidade para o complexo arqueológico Túcume com piramides de 2000 anos atras. Aí começa a aventura! Fui umas 8h pra garagem das kombis novamente e peguei uma até Lambayeque. Lá visitei o museu Brüning e o museu Tumbas Reales de Sipán. O museu Brüning é simples, não achei tão legal, mas possui uma ala com itens do culto sexual dos mochas enorme, nunca tinha visto tanta escultura de pênis hahahaha. Os caras esculpiam pênis em todas as ceramicas! hahaha Em seguida fui caminhando pro museu Tumbas Reales de Sipán, esse sim era interessante de modo geral. A história do senhor Sipán, um dos achados mais importantes da arqueologia mundial pois ele se tratava de um grande governador e a sua tumba estava intacta, nunca foi saqueada nem nada, e por isso puderam estudar a fundo tudo. 
Em seguida peguei outra kombi e fui pra um vilarejo vizinho visitar o complexo arqueologico com umas piramides e tal. A kombi me deixou no vilarejo umas 11h, estava tendo uma feira de rua a aproveitei caminhar lá. Em seguida peguei um tuk-tuk que me deixou na entrada do complexo. E como a região lá é um deserto, chegou a hora de caminhar no sol infernal hahaha
O Complexo possuia 26 estruturas em piramides mocha, e muita coisa ainda estava sendo estudada e visitantes não acessar algumas areas. Foi legal e diferente, subi num mirador pra ter uma vista completa do complexo. Após umas 3h por lá peguei um tuk-tuk de volta pro vilarejo, almocei por incriveis 6 soles num restaurante familiar pequeno que tinha 2 mesas somente, conversei um monte com a mesa do lado e com a dona do restaurante que disse que foi a primeira vez que alguém de outro país comeu lá. (pra vocês terem ideia de como não é comum turistas naquela região e muito menos ainda mochileiros que se permitem a ter essa experiencia de transporte publico e de forma economica, sem auxilio de agencias hahaha)
E bom, não sou a pessoa mais fascinada do mundo por arqueologia, mas já que estava lá tinha que conhecer tudo isso né. E que bela escolha! Sai fascinado pela história, cultura, costumes. Aprender tudo vendo os vestigios da época ao vivo e visitando os próprios lugares é uma bela experiência!
Peguei uma kombi de volta direto pra Chiclayo e cheguei umas 17h por lá. Na noite do dia seguinte eu iria pra Cajarmaca por indicações do Liam e um taxista que conversei bastante e então fui comprar a passagem. Passei no mercado comprar algumas coisas pra comer. E depois no hostel fui ver o que poderia fazer no dia seguinte e descansar. Estava acabado por causa do sol do deserto hahaha

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- Ceramica XXX

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- museu tumba reales de sipán, a construção do museu é no mesmo formato em que as piramides da época eram construidas

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- mirador para as piramides. Como elas foram construidas de adobe a 2000 anos, por fora elas são assim bem diferentes do conceito de piramide que conhecemos

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-Escavações

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Dia 3 - 23/10 - Chiclayo
Decidi que iria pra outro complexo arqueologico nesse dia, no caso o local em que encontraram a tumba do sr Sipán, e em seguida iria pra o "Santuario Histórico Bosque de Pómac" que nada mais é que um bosque no meio do deserto que com umas piramides de 1000 anos atras também, mas por já terem sido exploradas e estudada, era possivel subir no topo delas!
Bom, umas 8h sai e fui pegar a kombi pra Huaca Rajada que ficava numa cidade vizinha também pra conhecer o complexo arqueológico onde encontraram a tumba do Sr Sipan. Lá estava tendo uma excursão de uma escola com um professor dando explicações, perguntei pro auxiliar se eu poderia ir seguindo eles pra ouvir tudo e permitiram, aprendi mais um monte de coisas, animal!!! De lá peguei uma kombi e voltei pra Chiclayo pra pegar outra kombi em direção ao bosque. Paguei 5 soles e viajei 60km de Kombi até a entrada do bosque na beira da rodovia, lá almocei num restaurante na beira da estrada também quase em frente ao bosque. Comida feita num fogão a lenha, que delicia! Me custou 10 soles.
Depois de alimentado, paguei 10 soles pra um tuk-tuk rodar comigo dentro do bosque já que cada ponto de visita lá dentro ficava bem distante, rodamos uns 30km no total lá dentro. Lá vi uma arvore com mais de 500 anos de idade, subi num mirador pra ter uma vista completa do bosque que floresceu em pleno deserto por conta de um rio que passa por lá, e depois fui ver 2 piramides que havia no meio do bosque e que era praticamente um parque de diversão pois é aberto pro publico subir nela e tudo mais.
Depois peguei uma kombi na beira da estrada novamente para chiclayo. Enquanto esperava a kombi, um caminhãozinho parou me oferecendo carona, mas eles iam até metade do caminho só e eu teria que pegar uma kombi de qualquer jeito, no caso a mesma que passaria ali. Recusei e esperei a kombi ali mesmo. Chegando em chiclayo umas 17h fui arrumar minhas coisas, comi algo e fui pra rodoviaria pegar o onibus umas 20h pra Cajamarca. A viagem duraria a madrugada toda e eu aproveitei pra dormir e economizar uma diaria.

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-Representação da tumba do senhor sipán no local real onde foi encontrado, porém a ossada e tesouro real estão no museu que visitei no dia anterior

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-Vista do bosque seco em cima de um mirador

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-Topo da piramide

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-No meio do nada esperando a Kombosa hahaha

 

E assim terminou minha passagem por Chiclayo. Fui na cara e na coragem e curti demais, aprendi um monte! Foi o tipo de rolê que eu escolheria não fazer se tivesse planejado antes, e que não saberia o que estaria perdendo.

Continua...

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Dia 4 - 24/10 - Cajamarca
Sai de Chiclayo no dia anterior às 20h e cheguei em Cajamarca umas 5h da manhã. Eu não sabia nada de Cajamarca e fui parar lá apenas por indicação, então eu ia passar o dia lá e dependendo como fosse procuraria um hostel pra ficar mais um dia por lá. Cajamarca fica numa região alta, à 2.700mts de altura, e foi bom eu ter ido pra lá pois dei uma aclimatada leve em uma cidade não tão alta, já que dias depois eu iria pra Huaraz. Cheguei às 5h na rodoviária e ainda estava muito escuro, pedi pra deixar minha mochila no guarda-volumes (praticamente todas as empresas fazem isso pra você lá de graça), aguardei o dia começar a clarear e sai caminhar pela cidade em direção ao centro, parei só para tomar um café num carrinho de rua igual desses hotdog mas que servia um suco tradicional deles lá e pão, conversei com o casal que cuidava do carrinho e o outro cara que tomava café lá também e segui para a plaza de armas. A cidade possui uma praça muito charmosa, uma das mais bonitas que já vi, possui uma igreja antiga que não há torres como todas as outras pra evitar pagar impostos na época colonial e várias construções antigas muito bem preservadas e pintadas. Próximo dali há uma escadaria que permite subir num mirador pra ter uma vista do alto da cidade, consegui subir a tempo de ver o sol nascer. Foi lindo ver o sol surgindo entre as montanhas e iluminando a cidade que fica num grande vale plano cercado de montanhas (que não possuem os picos nevados como mais ao sul do Peru, já que ali o clima é quente e mais próximo do equador e da amazônia peruana). Depois disso voltei ao centro pra ver em algumas agências os passeios disponíveis, e fechei 2. Um até o Cumbemayo e outro até ventanilla de otuzco. Como ainda faltava 2 horas para o passeio ainda, fui caminhar mais um pouco, tomar um café mais reforçado numa cafeteria ali perto e usar o wi-fi um pouco pra pegar mais infos da cidade. Um ponto curioso é que cajamarca recebe turistas e tem uma estrutura melhor que chiclayo, mas a grande maioria é de origem peruana mesmo. Não vi ninguém de outra nacionalidade por lá, e olha que rodei algumas agências até achar o menor preço e depois todos os micro ônibus foram juntos e chegaram juntos no local de visita. Outra coisa é que o povo local em grande maioria é descendente de cajamarquinos, e é comum falarem no dialeto deles e preservar a cultura, tanto que as roupas deles são bem tradicionais e não é nada encenado como em outras regiões do Peru que é tudo pra turista ver, lá o pessoal vive dessa forma mesmo.
Bom fomos até cumbemayo, um campo arqueológico que possui o aqueduto de 8km que leva água das montanhas até a cidade e que foi construído em 1.000a.c. Bom, isso é o que parece, mas o guia disse que estudos mostraram que a cidade de Cajamarca possuía um abastecimento de agua muito bom o que não era preciso isso, o que traz a hipótese que o aqueduto era na verdade pra uma espécie de santuário e culto à água, pois o próprio local onde começa o aqueduto também possui uma formação rochosa bem diferente e é um santuário para a natureza, inclusive eram feitos sacrifícios em um altar de pedra. O aqueduto apesar da simplicidade impressiona como a mais de 3.000 anos atrás conseguiram construir um aqueduto que levava água por mais de 8km e tendo um desnível de no máximo alguns metros em sua extensão de 8km pelas MONTANHAS! A formação rochosa do local também é cercada de mistérios e há várias lendas. Vale muito a pena conhecer o local! Foi lá que eu tomei o meu primeiro chá de coca vendido por um cajamarquino na entrada do sitio. O nosso guia, que não me lembro o nome agora, foi sensacional, ele também era descendente de cajamarquino e falava o dialeto do povo, além de tudo ele também era um historiador e estava prestes a publicar um livro sobre a história local e tudo mais, nosso grupo fez uns caminhos diferentes dos outros grupos com outros guias e tenho certeza que aprendemos bem mais graças aos conhecimentos do nosso guia. Certo momento enquanto ele contava uma lenda cajamarquina entre as montanhas, 3 crianças que moravam dentro da região do sítio cantaram no idioma deles uma música sobre essa lenda. Posso até ter sido enganado e toda essa parte ter sido encenação, mas de qualquer forma foi bonito! hahaha Cada um do grupo deu 1 sole pra cada criança hahaha
Bom, voltamos pra cidade, fui almoçar e depois iríamos para outro passeio. Esse daria pra ter ido de transporte público mas também era bem barato e ele passava em outros pontos então decidi ir com a agência. O Guia era mais baixo nível que o anterior mas explicou algumas coisas, passamos num bosque de flores, numa fazenda de queijo, e fomos finalmente até ventanilla de otuzco, que é um cemitério já da época Inca em que numa formação rochosa havia um monte de janelinhas que era os túmulos. Nada tão extravagante no passeio, mas interessante. Nesse passeio eu conheci a Carla, uma bombeira que vivia em Lima e foi pra Cajamarca fazer um curso e tinha um day-off. Na volta desse passeio peguei informações com o guia pra ir até as águas termais da cidade, a Carla decidiu me acompanhar e descemos no meio do caminho pra pegar uma kombi e ir até o local por conta própria. Paramos quase ao lado das águas termais “Baños del Inca”, pagamos uma mixaria pra entrar e reservei por 30m uma banheira particular. Como já estava escuro a piscina comunitária já estava fechada. Há uma parte do local que é possível ver o solo vulcânico e água surgindo de lá a temperaturas altíssimas. Tem uma placa dizendo que se cair morreu hahaha depois disso peguei um taxi até uma galeria perto do centro, jantei por lá e caminhei até a rodoviária. Decidi que partiria pra Trujillo aquela noite, os outros passeios em Cajamarca eram só com agências mesmo, mais distantes, e não muito diferente dos que eu já tinha feito ou não me chamaram muita a atenção. Me despedi da Carla ainda na galeria mas mantivemos contato, eu iria pra Lima alguns dias depois e talvez ela já estaria lá também.
Valeu super a pena passar por Cajamarca, é uma cidade que está crescendo turisticamente e possui planos de o aeroporto local receber voos diretos de Cusco para quem sabe aumentar o movimento turístico, já que o aeroporto da cidade só recebe voos direto de Lima hoje e via terrestre direto de Lima a viagem é muito longa. Mas se tiver a oportunidade vale a pena conhecer a cidade e passar lá pelo menos mais um dia. 

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I4_PsB795aOdAW6U2tcQW2ToX49hUVrtcU0C1JIBNmbVp2ZIdpcrf-bAoXE7DAHf6owAyb1SRK8SMcLhB-jjS19Wb7UpVaFx3FLl2aEDINZWj-_ibBjbjCl8A5zl0eAPiTAdPeUEQhBUZnKiwIoj2oUgkdVvECOwMmXV81UWGHHHcyWgNS4NvBPtS8yaAZn6nYV_NOmHxCQ3CVknBeCxm7j1rI_MK4ycLGWbppmFsemuKsZitvTg-9ACMb5xVI7ZnusyqIzhARer75YvgoirNF6JR6WQhJpkRhjqGmlMxOvPvAqtfRYJ2LkFj7n8UVo2sd24KZi1brsetnTeh60vk0bCrsWf3SdS0XGlmL7INik4t9RLLGGNXBRh6dWVeBJrHSXgbao4zKVITRG3aeBkGwmsLnk0uvc6lLOaFCbJv4mQTpvJvMyuKGeuEq74SbulSkO5Yf76VQ0QPm8Ycl2OjQR2Cg4dRX2AuXi86oyUz7KdGJdmhIL9PGUnlRGvfCsx5bmQafD_FHNQ42oda3gxvSFgwllnkUwZp0pzRmYEfTPmNwe55r35fGUJLznxmaqpvWcYwenYYEWnsk36PA_hlNEMRHH1_LCssP3md68-_8V3W52r5qEj9_QPT7lPVNNAL7zosTsSrXxwuuc_3tywitZ_j-1HZ8Banma3=w1435-h808-no-Cumbe Mayo, um santuário pré-inca

aUqzC57Y_Rpjb21Dz-yU8RSBW7QvNryNMHoHp3Kx-qFVd6PkEk3huIinnf8QhGmF_yHxbrP4ckKiacUA7QVoVSTB3yXVlPaLKQLYIjPKncJ0O8V57T8wSp9CxvSgrVT8H34_gkl7-KKhlAhIWWZmtsh9GxfIRkNyD3FtcA0cGs9CMMt9nQIASjcOkp1a-_TqChewlK_4ozVPlHFz0n5e_3DOru71Sg7nNHOo368jMHGaoHnrgRMmVxo0CGvId90Qb-tWcoit0PjQxjeJfdgSn5us_nq8nnt5HLBJiiCXQTejjxmZ0KM0cblYe7teifwP9EyX6n1YdkIYmWZ-6cO5LBW111LvkAfzvu9QW9NQCpJWoK72WwOeZqJImtYVd11n_Fi1xqkX54tjaQyq0W3rrX6bAHYQa7nzxxXAWawSvaTPduSTAayQ0OyllS0Z_f13QnNlQ2mb2euNqVroq6hOZbrU4xeuxXbyTG5d_7vm5FtrYWd4sAcJDqCdcverBaS8YIEgTYAT0CgBHutBP455y1OMu5Gw-R0WQbtPZCukWFtX30Qvci2-jhMKKiSzBslA8a_68DZgKHCBLWaNKfrwj2e7FBwH28HKsF00pGr6s1VQVl2thVYG7x6adbB31jHrYRae4ZA0Pf3u68QWWHu2f1NkufbupBEt5aj5=w1076-h807-no-Rocha que lembra um moai

Tjn1RTexER4Cj4U9hMqsoi4wWyfI62K2hz_xcjVvMSc2NmZX3eCtGPjTSEacmaDcWa8sSxrX-ZDGZkRBvD7Hb3a1LO6Ql9d1aBP0goQIhwpxrwQEzpMbtmrcrzogF5LlsdWaaGHtG8_fGhbdrwsc6gm3DVIDRBvIkZMXpLjAJydxeHQ-VtYekF31dS_Qu7VyvBSTC-_sZYBQmTA604tGrGw7PF3A-gM0vBIPwEhbjbVAW58qp9q5KE5zpJD2MURLsw5PwJsoi7F1P1gKl851DHg3pevmBpEEgNs7axaOEbCyQy7l7zZfaYxsgM2sV_DJYjP7ZbYskGDPMMdxueNCeblCoqrdZ-6Ql9tYzKgi_axfL-boUt6l5yqV8D88u3RAUzaIQI_Gh1w408Co73ZpJHmI69vzWU8E-eUKZFI2ElDryo4FWoswDUJSqZbNqbQ7_PEsXVi92-9sLEePmip8ZOUJAgPp4lzhDvrLZgAWOa1kfB4t9aoKILm6Rjzfp4Zvr1lUVCNQW9zs6XS9mSNTl8JFUfDaGoXEuG5bhUEu_eVOTcaOtgMwzAKbP9wAm8UHbadqgrS6PidSrH3dvb9EwSEhEqpSya5OxTbA_1cmKAR1d9qQY_NKEVlGilEyql5OzQPasPyvOeLc8RllN1cvFBZsIMxhXKpdGIKW=w454-h807-no

-Meu primeiro chá de coca

 

aJKuV6OA5Ra3tp2A2szXng1euNBJvdlub3xfpK_0Qdwi6y5GaHFYCfPEMmEX-MEp0X_G3IunNNCCa-t5m-2TJ3Q1ziQE3Yv_z7ptRcPTMLFAN8ICSboTkA0E9JOc4m2cVPFLI0ijJtHr541JtTNbI9MmOrhZDSqXWSzXu2nb7iFbEWRxwJpv4bE31dE5rDALxGI95IM0ILkKdWJM_sNkOoVv6r_9wxD5P64GOp_R3LxhgMEXs2E9dkvIn_zDyCN-pguqeJpfVMiMkgoQGlsOf1aGXtS7qhWy2hr_QA3Dkd6C0Oq80bhEbmTkd4vOptk0ahqOlRyXvSG1x8IHNp524QakIpEwpqCmwukBk9NN7WZG-g2W3ZtcnqPEP-eAi0u_ik54RZbLU6CvHoKVmJOfxYgWyJeW-ucio32dT_BRJNaX80OJbwWDYzN2ikCsvIoDt8ulqzkqt-S8wA5AUJ8WtOLHUXyXr33CayhpaFgYgkDM1--4A-wFUc5o-xhpqc3hRXiO9CMjuD27sSCmzr4f2-HX0esRRWgEsMTMQAtWp9L8K9-iPCnMVpY7ffZX9-S5ApOaqhXsjL09I9AJ-RyqC4mmHVKe54NfPDy5pQZBB44_fDRfaBXLlEEEwSAZboaorUF5HgpFzdT0YAPcXIfKvd5dR263jNbqmWH1=w454-h807-no

-Aqueduto

 

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-XwQv4Ldy5nC7b1nroebxzZiyprQq_XIZyrWc2KypEPfLE3EqRcGF7zW4XmZk7q65j5YwMemNMU6rANyDCtGuL_-AqMTas4gV9qvkpG3-bmTsxJ0pTqquGsXYEBncUuP2t5eza4I3yJ4b2tbyIh-niJM3XdbcYEaggPE76ecCbdi3xjxxro4Iqo-yt1UN_l75oylYhws3O1DTp9h7IjR90j19zxkwWlM5720YZk2K2QbONLJFRKFtSmuPQm7A4TolojtoLzR5XBIXgjEiKUssTSRKaBChcECm_QqAiL1pNixj4JA7i_1WMRuJfubtkXX_anL_2gCZMoE_GI-S4F-edNxBVEoocubBjLjyWzKX9IZyeBBd7db8eMvpT-D2GGk-DZH52DHM06ctk_mHXnCp6HJQQ98FvTo9xZYF5i__kPUa3Cc0KZbVsTS8amKJXRNQXVOh_rXkmZjW3PFFKy-6dlAKX5WsSlNHGNl9qE2cL6nPDdzRSBn-3F9lm93wApzwTdRkBxTo-znbYOsLcXJPpH0GS1cMWJVErb5LEb1FGiR39kuJOHr120RPqFucUgAInmX-lBq-XCUpBUqoZGH8YCifphm9dUUTmAnOV2AxPfmnKWpz7wbKStlv7FEutjWQPqq6Ozxl3ZNba6PTYxyFU3bHfxEGeRUrq3u=w1440-h469-no-Ventanillas de Otuzco

5trm02hv51gnOotR3BQFpYTKu1nOXzMCdCNSIcSswmzeRbTORjxZHxz8kUPuuJmoKUNOlYM3NxPabYkdhzYX1qsxiS_933-k-wwQclSorw0BZ8wKzyu3V1s6Tz2H4qW9Zrys46g3fg-I7IuE_Az0wMoPptkykUXtoBNhsBOvvAVKISSU8-VIG4kvFvJC-yTwog0rojF_U114C6rxLbtc4wUVK4J3aaOjx2L0zeX-PXYRqTCH163VGqXxZhqH7ZxheEVTFuW43RuTtSq6FBKGcE6IRgpPTh2pZWtt6uc-ULXRVZQgzx-sbrOelyaKCK3ytr00KWp2AEQtI7-yWdnQ_3KlBZLgJeTHK4EHb4De7dZYigrihhpyKUgav_0rYW9LPFVPA-gvGniqlQP3VwgxS02XKcZ54lb-spdIDA-679dpBO-nzEJm5Esg9YdVTKhPl2VmZiQfZIXbm7WOVq6jPRBjlK2TVZQoXE-HABQkbsT_wgn2g6XiVrXk5cc7CWBd-FsWbtDQ-6JtYmXxSWiUgaUT8sLQ6Ib0YTKOvgjJq8P1He3y1x417RqnNxIaofTd0TQXdkfS0c3GbjxHxfZNMdoWJ1sKn88tdMBZiQPED4w=w1435-h808-no

-Baños del Inca

 

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Dia 5 - 25/10 - Trujillo
Cheguei em Trujillo umas 5h da manhã também, esperei na rodoviária pelo nascer do sol e fui caminhar pela cidade em direção ao centro. Trujillo é uma cidade bem maior que as anteriores e com uma estrutura mais desenvolvida, com ônibus no transporte publico mesmo e tal, mesmo que antigos. Tomei café em uma padaria perto da praça, entrei nas igrejas que tinham por lá, e peguei um ônibus até um shopping. Precisava trocar mais dólares por soles e usar o wi-fi pra dar notícias de que eu estava vivo ainda. Usei o wi-fi e o banheiro do starbucks, que aliás é o meu banheiro preferido pra qualquer lugar que eu viajo (mesmo sem comprar nada no $tarBucks hahaha). Sentei num sofá do shopping e aproveitei pra ver o que poderia fazer em Trujillo, os passeios não me chamaram muita a atenção e eu estava acabado depois de dormir 2 noites seguidas em ônibus enquanto viajava. Decidi ficar por lá descansando confortavelmente e almoçar lá também. Depois do almoço peguei um ônibus e fui pra região da praia passar o resto do dia lá, não que eu ia entrar na água mas só pra relaxar de uma maneira diferente, decidi que seria uma espécie de day-off devido a preguiça (uma das vantagens de não ter roteiro definido). Passei a tarde toda num botequinho em frente a praia conversando com uma ou outra pessoa que aparecia por lá, e com o gentil dono do botequim. Vi o pôr do sol lá também que foi bem bonito com o pier e as canoas tradicionais dos pescadores. Peguei um ônibus de volta para o centro onde encontrei um amigo que conheci pelo couchsurfing e foi me dando várias dicas sobre tudo e tal via whatsapp. Fomos caminhando do centro até a rodoviária pois decidi que iria partir para Huaraz naquela noite mesmo e encarar mais noite de viagem no ônibus. A principal atração de Trujillo são as 2 huacas incas que a cidade abriga, por mais que eu tenha curtido demais, eu já estava cansado de ver museu e ruínas antigas e decidi não gastar sei lá, uns 40 soles pra visitar esses 2 locais e tal. Não digo para não visitarem lá, mas é que eu não estava no feeling aquele dia pra fazer isso e foi uma decisão pessoal. Provavelmente se eu fosse visitar, por estar desanimado não curtiria tanto por já estar bem desgastado.
Mas enfim, a cidade é charmosinha e valeu a pena passar por lá pra relaxar e ver Naharban que conheci pelo CS e conversar um pouco.
 

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Dia 6 - 26/10 - Huaraz
Depois de mais uma madrugada inteira viajando de ônibus (foram 3 seguidas hahaha) finalmente cheguei em Huaraz a 3.000mts de altura, era umas 5h da manhã. Peguei um taxi até meu hostel, o Churup Guesthouse (não é o mais o econômico, mas como Huaraz era o objetivo principal da minha viagem, optei por mais conforto) . Meu check-in seria somente a partir das 13h, mas eles gentilmente me deixaram ficar numa sala de espera e quando o dia amanheceu me deixaram guardar minha mochila na sala de bagagens deles. Tomei café lá no hostel mesmo pagando alguns soles por isso. Huaraz era é a única cidade que eu havia planejado o que faria e tinha um roteiro, e o plano para o primeiro dia era ficar de boa na cidade, me aclimatar com a altitude e pesquisar nas agências os passeios e preços. Bom, eu tinha um roteiro né, mas a minha loucura me fez jogar ele fora quando eu aceitei um convite de um, até então, estranho. Vou contar essa história…
Era umas 9h da manhã e na primeira agência que cheguei para pegar infos, o cara que me atendeu manjava muito dos passeios mas não sabia dos preços e ficava perguntando para o chefe, na mesa ao lado, os valores. Achei estranho, mas ok. Minutos depois o mesmo vendedor percebeu que eu era brasileiro e me reconheceu do couchsurfing, pois eu havia publicado minha viagem lá. Ele disse que costuma receber hóspedes na casa dele pelo couchsurfing mas que não me ofereceu pois já tinha gente lá. Então ele simplesmente parou de tentar vender os pacotes, falou pra eu parar de pesquisar preços pois ele ia me ajudar, e me convidou para ir pedalar com ele às 11h. Eu aceitei na hora, na cara e na coragem, ele parecia ser uma boa pessoa. Bom, voltei ao hostel pegar minha mochila de ataque, trocar de roupa, e fui me encontrar com ele às 11h no local combinado. Ele já tinha uma bicicleta e me levou para alugar uma pra mim. Aluguei por 25 soles uma bike + capacete + luvas. E nesse meio-tempo pude conversar mais com ele e tudo foi ficando mais claro e fazendo sentido. Ele se chama Denise (com “e” no final mesmo) e é um ex-guia que largou a profissão para ser policial nas minas que ficam ao redor de Huaraz. Ele estava na agência que eu o encontrei cobrindo um amigo que trabalha lá e que não poderia trabalhar pela manhã. E digamos que ele carrega o espírito couchsurfing com ele, de proporcionar boas e novas experiências para viajantes e os ajudar.
Bom, até então eu estava tudo o máximo, mas não tinha ideia da aventura que eu me meti hahaha. A “Pedalada” dele seria pelas montanhas que cercam huaraz, pedalarÍamos quase 5 horas, fazendo um uphill por uma estrada de terra e depois um downhill por uma antiga trilha Inca. Eu ando muito de bicicleta, mas nada tão puxado assim, e eu nunca fiz um downhill! HAHAHAHA
Mas ok, eu estava em forma e ia ser uma baita experiência, isso não estava no roteiro. Colocamos as bicicletas em cima de uma kombi e fomos com ela até Paria, um distrito rural afastado de Huaraz, nesse ponto chegamos a 3.400mts de altura. Lá compramos pão, banana, chocolate e água. Seria nossa refeição naquele dia. Então iniciamos a ascensão pela estrada, não é uma subida extremamente íngreme mas ela é contínua. Possuía raros trechos de reta e mais raros ainda de descida, porém como o ponto final antes de realmente voltar pra cidade era mais alto, sempre que havia um trecho de descida era sinal de mais esforço depois pra subir de novo hahaha. Não consegui acompanhar o ritmo do Denise mas também não fui uma tartaruga, conseguimos seguir bem e confesso que conversamos pouco, precisava me concentrar para respirar pois fazer um uphill a 3.500mts de altura não é fácil. Por sorte eu não tive sintomas do mal de atitude, só o cansaço mesmo. Mas a cada 30 minutos pelo menos dávamos uma descansada. Quase no final, depois de 14km eu achei que não aguentaria pois nesse momento tive as piores câimbras da minha vida, nas 2 pernas nas mesma regiões da coxa. Naquele momento se amputaram minhas 2 pernas eu acho que ia doer menos do que as câimbras, sério, foi tenso. Ali paramos pelo menos uns 15 minutos e caminhei um pouco a pé mesmo pq pedalar tava osso. Mas só faltava 1km pra chegar até o ponto que seria somente descida e consegui pedalar mais um pouco até lá. Depois de 15.800km de subida chegamos ao ponto que iniciariamos o downhill. Apesar do cansaço, foi incrível! Pedalar em direção aos montes nevados e tendo uma vista de todo o vale de Huaraz cercado de montanhas é lindo. Não consegui tirar muitas fotos se não ia ter que parar a cada 5 minutos pois era uma vista mais bela que a aoutra.
Após contemplar a vista e descansar um pouco, hora de descer. O Caminho que faríamos é o mesmo usado por moradores que saiam dos seus vilarejos para subir aos pastos cuidar de seus animais, porém o Denise disse que é o mesmo caminho usado pelos incas quando passaram por aquela região e que possui centenas de anos. Alguns trechos do caminho eram de pedras e com escadarias com pontos que tínhamos que descer e carregar a bike, nem o Denise que era acostumado conseguir descer em cima da bike. Olha no que eu fui me meter hahaha. Mas peguei o jeito e me senti confiável e consegui acompanhar bem o Denise, teve um ponto que ele se distanciou e por causa das curvas e eu não consegui ver ele, quando eu me aproximei novamente eu vi ele empurrando a bike por um trecho que eu passei em cima da minha mesmo, sem descer, ele se assustou e perguntou se eu tinha passado sem empurrar, pq ele não conseguiu. Eu disse que sim e só depois me dei conta que desci um trecho cheio de pedras enormes hahaha.
Enfim, menos de 1h depois já havíamos chegado na cidade. Fui devolver a bike com o Denise, trocamos número de telefone nessa hora pra manter o contato. O Denise foi pra casa dele ajudar em algumas coisas que a família dele pediu e eu fui pro hostel descansar. Depois só sai comer algo ali perto mas já voltei pq estava exausto. 
E bom, o primeiro dia que o plano era só descansar se tornou um dos dias mais cansativos da viagem, mas que valeu super a pena. Posso dizer que fiz um amigo em Huaraz, que inclusive conversamos até hoje 1 ano depois, e fiz algo totalmente diferente. Um downhill numa trilha Inca cara!!! 
 

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-Pegando a Kombi até o ponto de partida já nas montanhas

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JGCRhhLUV_iCMAYbXWJBzJ50rNpxlr9GVgb1g5D2VluhYYqZr2khBsF_9DZKhP4j-BdsaxVSy_lPGhNDTrF-cqxpipK9wA14GkVFCH1yaCg40wXHyfAnmmDIL6bi62_A9mG7lmUuVQCnej8jVjLAurmHp9A2iaqGm-eItpaqwOnOvMg6f2d7nR5NlrBoNbH2hCspfVfXE71hW5wL0uSqTBKQE67UXDuux9nF34LY0FLiFVuzuY1EAplsY5GDgdX-WS2Mju3ukkMTiGLcUrTfNLmc9-1HxSkK7ATccLh_WcshUhRamNs0pHz8U71gO5UCGhI1aSibQ5n46Xa3VYHAASlaklJ1knVhLAUTpaMfo2Qxeso8XWdAuJ2l5ajyMgqow6l7ZMprxMfdO0KyL3bmh6zVvA2HdOtOofGKHQ_5TCSwzILm7WFrWBKXyQ0RvexR2ivG4fkcL8HHABMql2mVeld4lYaX6LBujh83ouvgMSCEd1L2zhxbLKbO1ZbGOXCwnx4LkMX7OEoFmx6xS4WP2tVOwLhMS2DaNNn1SQze3sBbNXQu5_jNVh9A7fNCjY-oTp3TstWKqS9f-NRtOMfrScZ5YloWFC0h2KCmdKExG-8=w1435-h808-no-A Magrela

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-Ponto final da subida depois de quase 16km. Começamos a descer a partir desse ponto

 

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-Parte da trilha inca que fizemos o downhill! (Essa parte ainda era fácil hahaha)

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- Denise, que se tornou um grande amigo e me ajudou muito nos dias seguintes em Huaraz

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E bom, foi assim meu primeiro dia em Huaraz, e que dia!

Continua...

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Dia 7 - 27/10 - Huaraz
No roteiro original o plano para o segundo dia era ir pro glaciar pastoruri, porém depois da aventura do dia anterior decidi ficar na cidade pra descansar. Dormi até umas 10h da manhã (primeira vez q dormi bastante desde o início da viagem) e sai caminhar e conhecer a cidade de fato, pois no dia anterior conheci o Denise já na primeira agência e não tive tempo de ver a cidade. Bom, lá estou eu caminhando indo em direção ao mercado municipal e quem eu encontro no caminho? O Denise! hahaha
A cidade não é tão grande então esse tipo de coisa acontece mesmo. No dia anterior eu tinha comentado pra ele que eu trabalhava com TI e ele comentou que estava com problemas no computador dele, me ofereci pra ajudar (era o mínimo depois dele ter me levado pra pedalar né). Fui até a casa dele e dei uma limpa no pc dele. Deu a hora do almoço e ele sugeriu irmos numa cevicheria e lá fomos. Um restaurante bom, meio afastado da praça central e frequentado somente pelo povo local, ou seja, comida autêntica por um preço justo. Comemos cada um ceviche com choclo delicioso. Depois disso o Denise precisava encontrar um cereal específico lá que a família dele pediu pra ele comprar já que todos estavam trabalhando. Como eu não tinha planos e ele convidou pra ir junto, fui com ele caminhar e conversar mais.
Caminhamos até um local meio afastado do centro em que 2 vezes por semana funciona uma feira em que o pessoal que vive no campo traz seus produtos para serem vendidos, havia de tudo lá, desde animais vivos até plantas exóticas, e o local era mega sujo e a céu aberto. Por recomendação do Denise eu não tirei fotos e nem dei muita pinta de turista, aliás não vi nenhum turista lá também, é um negócio bem voltado pro povo local mesmo. O Denise comprou o que precisava e então caminhamos até a casa da família dele deixar a compra lá. De lá o Denise ia passar no escritório do parque nacional de Huascarán conversar com um amigo e pegar alguns mapas com ele, pois por mais que o Denise não seja mais guia ele contribui muito ainda com o pessoal que trabalha na área e ama as montanhas. Aproveitei pra comprar meu boleto turístico para visitar os pontos dentro do parque nos próximos dias. Depois disso fui com ele até o cemitério da cidade, onde sua mãe e irmã trabalhavam vendendo flores na porta e ele foi ajudar elas. Eu não queria atrapalhar e por isso fiquei de canto só olhando, só de estar ali já estava sendo uma baita experiência (também sou de uma origem muito humilde, por isso valorizo muito esse tipo de coisa), mas em certo momento um casal de gringos queriam comprar umas flores e só falavam inglês, aí eu ajudei na venda traduzindo algumas coisas hahaha (O Denise fala inglês, mas ele tinha ido buscar mais flores no carro nesse momento). Por volta de umas 17h me despedi de todos e voltei para o hostel, o Denise disse que cuidaria de reservar meu passeio no dia seguinte para o Glaciar Pastoruri por um preço justo e com uma boa agência. Dito e feito, horas depois ele me mandou um whats dizendo que umas 8:30 o micro ônibus passaria no meu hostel e me custaria 35 soles. Conheci uma americana no hostel que havia acabado de voltar do trekking Sta Cruz, que eu faria nos dias seguintes, e saímos pra comer uma pizza e conversar, ela contou como foi a experiência e deu pra eu ter uma ideia do que esperar. Assim acabou o segundo dia em Huaraz, esse sim foi de descanso hahaha (Quase nehnuma foto pq o dia foi leve)

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-La gordita

Continua...

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Dia 8 - 28/10 - Huaraz
Como combinado no dia anterior com o Denise, por volta de umas 9h o micro passou no meu hostel para me buscar e irmos até o glaciar pastoruri. No micro havia um grupo de estudantes do ensino médio e mais um ou outro turista. O Guia que nos acompanhou era também uma espécie de professor, e no caminho até o Glaciar que durou no máximo umas 2h, com algumas paradas, ele foi dando várias informações e contando histórias. Eu gostei, aprendi algumas coisas sobre o clima e história da região. No caminho de ida o onibus fez uma parada em um restaurante onde podiamos tomar chá de coca e comprar folhas também, e quem quisesse almoçar lá quando voltássemos teria que deixar reservado. Não reserver pois eu tinha levado alguns lanchinhos e almoçaria mais tarde na cidade mesmo. Em certo momento da viagem o ônibus sai da estrada asfaltada e pega uma estrada de terra, de boas condições, em direção as montanhas, esse trecho já faz parte do parque nacional huascaran. Ele faz a primeira parada no posto de controle onde quem não tem compra o bilhete para entrar no parque ou quem já comprou na cidade apresenta o bilhete. Em seguida ele faz mais 2 paradas, uma numa fonte de agua natural gaseificada e outra na pequena laguna de 7 colores, onde dependendo do clima, sol, temperatura, a água assume uma cor diferente. Não achei nada demais esses 2 lugares, a não ser a bela vista proporcionada ao fundo. Mais um pouco chegamos a base a 5.000mts de altura e de lá subiriamos até o Glaciar. Fomos um dos primeiros a chegar e o clima estava bom, só um pouco nublado, o que foi bem tranquilizador pois na estrada dava pra ver alguns trechos que chovia muito. E aí fica uma lição importante sobre as montanhas, o clima muda muito rápido, é incrivel! Do nada uma chuva cede espaço pra um céu limpo, mas do nada o inverso acontece também. Ok, da base começamos a subir e caminhamos cerca de 2,5km até o glaciar, nesse momento o guia deixa cada por si e apenas acompanha caso alguém passe mal ou algo assim, e como muitas pessoas vão lá, todos se misturam. A caminhada de 2,5km faz vocẽ subir uns 400mts, saindo de 5.000mts e indo pra 5.4000mts, e nesse trecho vi muita gente passando mal, dores de cabeça, cansaço, vomito, tudo por causa da altitude. Como eu já tinha pedalado 2 dias antes e ficado mais 1 dia na cidade de boa, estava super aclimatado já e não senti nada além de um cansaço um pouco mais forte que o normal, por isso estar aclimatado é muito importante. A caminhada é tranquila em um trecho quase que asfaltado, nivel fácil, faz muito muito frio e é dificil ficar sem luvas ou gorro, mas o que pega mesmo é a altitude. Ao chegar o Glaciar é lindo, imponente e curioso também, achei o máximo! O tempo estava começando a fechar e começou a “garoar”, porém devido a altitude e o frio essas gotas se tornavam em neve. No total devo ter ficado quase 1h lá em cima, tirei fotos, admirei tudo, e quando a chuva/neve começou a engrossar comecei a descer, pois descobri que neve molha! hahahahaha
Fim do passeio, voltamos pro restaurante na estrada onde quem reservou o almoço comeu, e depois voltamos pra cidade. E novamente quase logo após descer do onibus, encontro o Denise caminhando pela rua! E nesse momento que eu fui me dar conta o quão popular ele é, ele conhecia todo mundo do comércio local, telefone tocando a todo momento, ele é mega querido na cidade. É aquele tipo de cara que se tornaria vereador fácil fácil por causa da carisma hahaha Enfim, chegando lá ele já tinha cuidado das coisas pra eu começar o trekking Santa Cruz no dia seguinte, conseguiu um ótimo preço pra mim e se certificou que o guia que iria com o grupo era bom, os equipamentos de boa qualidade, a comida era boa e suficiente, enfim, viu todos os detalhes pois ele já trabalhou como guia nesse trekking e sabe como deve ser as coisas. Ele me deu todas as dicas necessárias e ainda foi comigo até o mercado popular comprar uma capa de chuva. Paramos numa lanchonete pra comer alguma coisinha e nos despedirmos pois 2 dias depois ele voltaria para a região das minas trabalhar como policial e só voltaria pra Huaraz 23 dias depois. Agradeci por tudo que ele fez por mim sem querer nada em troca, não sei se consegui expressar tudo aqui no relato mas o Denise foi uma espécie de anjo pra mim, é uma das pessoas mais bondosas que eu já conheci e sem dúvidas vou me lembrar dele pelo resto da minha vida, aprendi muito com ele sobre, digamos assim, sobre fazer o bem sem esperar nada em troca!
Passei no mercado comprar algumas coisas pra levar no trekking que se iniciaria no seguinte, voltei ao hostel e deixei tudo pronto para o dia seguinte pois a van passaria umas 5h~6h me recolher.

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Dia 9 - 29/10 - Huaraz
Um pouco antes das 6h uma van passou me pegar no hostel, ela estava meio vazia ainda e só tinha 3 pessoas + o motorista. Fomos passando em outros hostels e recolhendo mais gente pra finalmente completarmos um grupo com 13 pessoas, dos mais diferentes locais, Inglaterra, País Basco, França, Austrália, Nova Zelândia, Suécia, Polónia e eu, o Brasileiro perdido lá no meio hahahaha. Iniciamos o trekking pela por cashapampa e paramos num vilarejo no meio do caminho para tomar café. Nesse momento sentei na mesa com os 2 bascos e comecei a ficar amigo deles. Do café seguimos mais 1 horinha de estrada para o local em que começariamos o trekking. Lá encontramos nosso guia, cozinheiro e o muleiro, eles haviam acabado de completar um trekking com outro grupo que fez o percurso inverso do qual faríamos e já iniciaria outro conosco. Iniciamos a caminhada no primeiro dia por volta de umas 11h sempre seguindo o sentido contrário de um rio que corria entre 2 montanhas que formavam um estreito vale cheio de pequenas quedas de água, lindas paisagens! E às 14h já estávamos no primeiro acampamento que é já ficava numa parte mais larga e plana do vale, o cozinheiro chegou quase junto conosco e preparou um almoço leve pq não jantariamos tão tarde. A caminhada desse primeiro dia foi bem tranquila e fomos num ritmo super bom, quase não paramos, todos estavam bem fisicamente. Contando os 4 dias de trekking que fariamos e dando um spoiler, o primeiro dia só não é mais fácil que o ultimo dia, mas ainda é tranquilo. Como ainda tínhamos muito tempo foi o momento de todos conversarem e se conhecerem melhor. Tirando o Australiano que era mega chato e isso se provou no final do trekking onde todos reclamaram dele, o grupo era demais! O Julio, nosso guia, nos levou até uma pedra de uns 3 mts pertinho do acampamento para “brincarmos” de escalar até o jantar ficar pronto. Voltamos e conversamos mais ainda, jantamos e umas 20h já estamos indo para as barracas dormir. Eu dividi a barraca com os 2 bascos, a Enara e o Gari, nós 3 tínhamos conhecido um ao outro naquela manhã no café da manhã e a noite estávamos dividindo alguns metros quadrados da barraca hahahaha Mas foi muito legal e engraçado, parecia que eramos amigos a anos e falávamos de tudo, cada um com sua história, sonhos, pensamentos e tudo mais, foi incrível! Alias se tem uma coisa que marcou minha viagem muito mais do que os lugares e paisagens que eu vi, foram as pessoas. Essas sim fizeram toda a diferença e deixaram tudo mais mágico! E foi assim também com esses 2 bascos filhos da mãe que praticamente me adotaram no trekking e viraram meus amigos hahahaha

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    • Por Nicollas Rangel
      Sempre quis sair da bolha e explorar um mundo que ia além da minha janela. Assim, embarquei em rumo à uma aventura com a mochila nas costas e fui vagar por um país vizinho, afim de me deliciar com o que a vida prepara pra gente.

      Enquanto me planejava, era questionado diversas vezes do porquê de ir à Bolivia; porque não para outro país “melhor”; o que fazer num país que não havia nada ou até mesmo se não havia outro país mais bacana mesmo com a moeda mais desvalorizadaem relação à nossa. Hoje vejo com mais clareza o preconceito e o estereótipo que ronda sobre a Bolívia, porém, no fundo, nada disso me importava.

      Sem nada reservado nem comprado com antecedência, adquiri a passagem aodesconhecido. Então, o sentimento de liberdade descomunal reinou.

      É libertador sentar ao lado de pessoas que nunca se tenha visto e as ver te ajudar com todo amor e disposição, cuidar de você como se fosse da família e escutar sobre suas histórias, seus romances, suas dificuldades, suas dores e – principalmente – seus sonhos. Entender sua história e sobretudo, deixar as ignorâncias e preconceitos de lado com essas experiências, mostra como, independente do canto do mundo, todo ser humano é igual. Sempre há um trauma, uma dor, uma necessidade de ser amado e de buscar a felicidade, da maneira que te faz bem.

      Ver o humano que existe dentro de cada uma destas pessoas, me fez ter a noção exata do espaço que eu ocupo neste vasto mundo e perceber o que é necessário carregar no peito e o que se deve deixar pra lá. Olhar pra dentro das pessoas é aprender ao mesmo tempo, sobre o outro e sobre si mesmo.

      A Bolívia é o país mais pobre da América do Sul e já seria evidente pelos perrengues e principalmente pelos aprendizados. A singeleza estampada no rosto das pessoas, nas roupas e no modo de viver é um choque de realidade absurdo e o aspecto que torna esse país rico é sem duvidas, a simplicidade com que se leva a vida.

      As barracas de pano, as tendas de sanduiche no meio das ruas, a infraestrutura básica, pessoas comendo sentadas na calçada, os ônibus velhos sem cinto de segurança, os táxis e micros – que se parecem teletransportados dos anos 60 – caindo aos pedaços ou os rostos queimados devido às altitudes elevadas e à falta de condições para comprar protetor solar. Percebi como nesse país se leva as coisas da maneira que se pode levar, sem status exacerbados ou superficialidades desnecessárias; simplesmente de uma forma singela de garantir o básico da vida: a felicidade e o bem estar.

      Uma das sensações que mais me atinge quando bate a saudade desse país e gente que amo, é a insignificância e o anonimato. No nosso microcosmo cotidiano, nos afogamos num pires com frequência. Nos sentimos perseguidos por coisas que, muitas vezes, não possuem sentido ou sem nem
      saber o que realmente nos persegue. Viajar sozinho para outro país, com um idioma que eu não dominava, uma cultura
      completamente oposta e um preparo – quase nulo – de mochileiro de primeira viagem, me fez enxergar melhor esses incômodos e me proporcionou a autopercepção de ser só mais um cara vagando por aí, buscando ser feliz e realizar os sonhos do coração, como todos os outros 7 bilhões.

      Caminhar sem rumo no meio de um deserto onde só se vê vulcões de um lado e mais paisagens surreais do outro; absorver a beleza do céu refletido no Salar; perambular sem destino pelas vielas de Sucre e nas ruas de La Paz; interiorizar o silêncio das montanhas ou a laucura das buzinas desenfreadas de Santa Cruz, além de ficar em uma rodoviária com 27 pessoas por metro quadrado; tudo isso me trouxe uma noção exata do espaço que eu – e meus problemas diários – ocupam nesse mundão: basicamente zero. Nada melhor.

      Essa passagem pela Bolívia me conectou com a essência que se via aprisionada pela padronização de ideias e costumes. Essência essa de viver apenas com o que é essencial, sem se importar tanto com que pensam sobre nós, sabendo que a sua vida é apenas sua.

      A não carregar julgamentos, preconceitos ou ignorâncias nas costas, e entender que todos somos seres humanos buscando as mesmas coisas em todos os lugares do mundo.

      A ser mais simples, porque existem pessoas que nem isso possuem; e tentar levar a vida de uma forma mais leve e simplificada, procurando sempre a melhor versão de mim e ter empatia pelo próximo: pessoas como nós.
      E enxergar que o que há de mais precioso no mundo, é o que existe no coração de cada um.

      Ali eu soube como queria viajar e de que maneira caminhar. A Bolívia foi o começo
      de tudo.
      - se alguém quiser coloco detalhes de roteiro, custos ou dicas















    • Por Denisedella
      Sou do sexo feminino e tenho 50 anos, resolvi ir à Itália, mas não queria ir com excursão, entrei várias vezes aqui nesse site e outros, fiz várias pesquisas de hospedarias e planejei meu roteiro....queria conhecer a Itália inteira. Me dei um prazo para encontrar uma companhia, foi até dezembro de 2009 porque meu projeto era para abril ou maio de 2010.
      Embarcamos dia 26/abril e chegamos dia 27na hora do almoço em Roma, ficamos (04 noites)
      hospedagem: Orsa Maggiore Roma, Via S.Francesco di Sales, nº 01 – com café da manhã – 52, 00 euros por noite
      28/abril – Coliseu – Museu Capitolino – Pathernon – Piazza Navona – Fontana de Trevi
      29 /abril – Vaticano – Basílica de S.Pedro
      30/abril – Via Apia e Catacumbas
      01/maio – manhã trem para Nápoles - Hotel Casanova - Via Venezia n°2 Corso Garibaldi n°333 – 45 euros o quarto com banheiro e duas camas, café da manhã incluido e portaria 24 hs.
      dia 02/maio de manhã pegamos o trem e fomos a Pompéia e Ercolano
      dia 03 Costa Amalfitana e/ou Ilha de Capri ( de barco )
       
      dia 04 de manhã fomos a Sorrento e por volta de 16 horas pegamos o trem a Bari
      Cosy Rox - Via Imbriani, 91 (Residencial) - 44,50 euros o quarto com banheiro e 2 camas, sem café da manhã, que não recomendo, porque o check inn é até as 17 horas em outro endereço, no nosso caso chegamos a Bari por volta de 23 horas, pedimos ajuda ao taxista que foi muito gentil e ligou, conversou com o gerente e finalmente veio nos atender.
      dia 05 pegamos o trem e visitamos Monopóli e Alberobello
      dia 06 pela manhã pegamos o trem em Bari com destino a Ancona
      Casa per Ferie Colle Sereno Via IV Novembre 78 Montemarciano (AN) – 50 euros O QUARTO COM 2 CAMAS E BANHEIRO, café da manhã incluido.
      dia 07 de manhã rumo à Perugia
      Albergo Anna - via dei Priori 48 – 70 euros quarto com 2 camas, café da manhã incluido, localizado no centro histórico de Perugia.
      dia 08 manhã fomos a Assis
      dia 09 pela manhã fomos à Arezzo
      Residence Le Corniole - Viale Michelangelo, 142 – 70 euros quarto com banheiro e duas camas, café da manhã, localizado no centro de Arezzo.
      dia 10 de manhã fomos a Cortona, e a tarde seguimos para Firenze
      Aramis - Via Nazionale 22 – 44,00 euros, quarto com banheiro, 2 camas, localização central de florença, também não recomendo, a gerente uma grossa e pilantra...não recomendo.
      dia 11 de manhã fomos a Pisa e a tarde à Lucca
      dia 12 de manhã fomos a S.Germiniano e a tarde a Sienna, final de tarde visitamos uma vinicola
      dia 13 ficamos andando por Firenze
      dia 14 de manhã seguimos a Bologna - Hotel Due Torri - Via Degli Usberti, 4 – 120 euros o quarto com banheiro e 2 camas , localizado no centro historico, fizemos passeio local
      dia 15 de manhã vamos a Verona - B&B Rigoletto - Via Amatore Sciesa, 9 – 50 euros por quarto c/ duas camas, localização centro histórico.
      dia 16 fomos à Veneza, passamos o dia.
      dia 17 fomos a Vicenza e Pádova
      dia 18 fomos ao Lago de Garda, na cidade Malcesine, fica bem no norte do Lago, tem um teleférico que nos leva ao alto dos Alpes, muita neve.
      dia 19 fomos a Bolzano e Trento.
      dia 20 de manhã seguimos para Genova Hotel Assarotti - Via Assarotti 40c – 75 euros o quarto com banheiro e 2 camas, café da manhã, localização central da cidade
      dia 21 fomos a Cinqueterre o dia inteiro
      dia 22 ficamos em Genova
      dia 23 fomos a Sta.Margherita e Portofino
      dia 24 de manhã seguimos para Milão
      Eurohotel - Via Sirtori, 24 - 70 euros quarto com 2 camas, banheiro, café da manhã, localidade central.
      dias 25 conhecemos Milão
      dia 26 voo às 07hs retorno a São Paulo
    • Por Breno Pessoa
      Tocam os sinos quando subimos a torre. Estamos no alto e apesar de já pisar solos veroneses há 2 dias, é a primeira vez que meus olhos se dão conta da sua magnitude. Difícil não entender o porquê Shakespeare se apaixonou por Verona e nos deu Romeu e Julieta, para nos transformar em românticos anônimos, perdidos pelo mundo.
       
      A Torre de Lamberti fica no centro da área turísitica e por já passar das 7 horas, embora o Sol insista em não se pôr, nos vemos apenas na companhia de dois alemães. Trocamos a gentileza de tirar fotos uns dos outros, me escapole un Danke Scheon, e logo ganhamos de novo as ruas. A memória do tocar dos sinos continuam a agredir os meu ouvidos, mas a beleza da cidade faz os meus olhos sorrirem.
       
      Uma cidade cercada, que teve muralhas levantadas na época da grande guerra e que conserva a sua história em cada detalhe. Encanta-me saber que a Ponte Pietra, destruída pelos alemães durante a guerra, teve os seus materiais originais resgatados do fundo do rio para ser reconstruída em 1957. Quem me conta isso é um senhor italiano, que apesar de saber que não falo a sua língua, insiste em contar-me sobre a cidade.
       
      O italiano é fácil de entender. Porém, é como um conversa sem volta. Troco para o espanhol e pronucio tudo de forma mais lenta e de repente há um papo meio esquisito entre duas pessoas que devem soar insanas para outros, mas nos entendemos e aprendo a usar este idioma na Itália e engaveto o inglês.
       
      Seguimos até a casa de Julieta. Há inúmeras cartas na parede, dos dois lados. O que pedem os apaixonados? Resisto a ler as cartas, tiramos fotos distantes, e sorrimos. Vemos a sacada, a estátua de Julieta e não resisto a tocar um dos seus seios. Dizem que este ato nos traz sorte. Do lado de dentro da casa, as minhas indagações floreiam. Há um escrito que diz que a casa é tida como a casa de Julieta Capuleto. Será real?
       
      Nos arredores, fica a casa de Romeu, que é propriedade privada. Nos limitamos a observá-la de fora e caminhamos para a tumba de Julieta, num belo casarão, decorado com esculturas e quadros. Hoje, requinto de cerimônias de casamentos. O ápice do romantismo, não?
       
      Há um poço repleto de moedas, para fazer pedidos. Pegamos as menores e a deixamos cair. Não falamos sobre os desejos, mas corremos para o hotel e nos vemos de repente prontos para a Ópera.
       
      É a nossa primeira vez. Na Europa, em julho, o Sol banha as cidades até quase as 10 horas da noite. O ar da Arena é quente e as pedras que a compõem, guardam o calor dos dias. Construída antes do Coliseu, é o cenário perfeito para a nossa estréia.
       
      Escolhemos a Ópera mais clássica, Aida, escrita há quase 200 anos e encenada na Arena há quase cem. Os meus olhos e ouvidos se encantam, por fim, em conjunto e deixo as indagações de lado, e assisto a um espetáculo sem igual. Porém, estamos muito cansados para os seus quatro atos e o calor nos faz querer dormir.
       
      O cair da noite torna a Arena um palco ainda mais espetacular e ao final caminhamos leves pelas ruas quase desertas de Verona, para que outro dia possa de novo ter fim.
       
      Breno Pessoa mora em Londres, trabalha como produtor de conteúdo para uma empresa de intercâmbio, e adora viajar.
       
       

      Verona do alto

      A Arena pouco antes do espetáculo

      Amiga fazendo um pedido
    • Por Ettiene
      Pessoal com idéia de retribuir todas as ajudas que recebi desse blog em minhas viagens vou descrever como foi nossa MARAVILHOSA viagem pra Roma de 18 a 22 de novembro de 2010.
       
      Chegamos em Roma no aeroporto de Ciampino, pegamos um ônibus que leva à estação Termini (a maior de metrô e trem), esses ônibus existem aos montes, pois o aeroporto é pequeno e distante do centro, e parece que não existem ônibus municipais por alí. Custou 4,00 por pessoa.
      Bom, chegamos com chuva, conforme a previsão do tempo que era de chuva pra toda nossa estadia na cidade!
      O hotel (Hotel Colors) foi uma ótima surpresa, com preço de hostel (60 euros/dia pro casal), era muito limpo, tudo novinho, quarto bonito, com TV e água mineral a vontade...além de um bom café da manhã incluído na diária (obrigada pela dica Andressa). Fica muito perto do Vaticano, desce na estação Otaviano.
      Largamos as coisas e fomos em busca de comida, já eram 20h.
      Encontramos uma Cantina bem típica, onde comemos a melhor pizza de nossa viagem, com uma jarra de vinho da casa...comparado com a França a preço de banana...!Depois da janta caminhamos até a Basílica de São Pedro, chovia fraco, e a visão da basílica com aquelas fontes iluminadas no silêncio da noite é de emocionar até os não católicos (como eu), foi emocionante mesmo, muita grandiosidade e beleza...e pensar em tudo que já aconteceu alí, pro bem e pro mal...o lugar tem seu "peso".
      Sexta acordamos cedo e partimos pro Foro Romano, Coliseu, Monumento a Vittorio Emanuele, Pantheon, Fontana di Trevi (meu lugar preferido junto com a Basílica de São Pedro) Piazza di Spagna e ufa...hotel!Foram 11h caminhando, porque entramos no Coliseu e no Foro Romano.DICA: comprar os ingressos no Foro romano, lá a fila é bem pequena e dá direito ao Coliseu tb.No Coliseu, pra fazer a rota ao contrário tem uma fila de horas...as pessoas enxergam o Coliseu e vão direto, sem olhar em volta!
      Sábado tinhamos entradas já compradas pela internet pro Museu do Vaticano, as 09h (isso nos fez evitar uma fila de 3 quadras). O Museu é lindo, antiguidades de 3 mil anos atrás, pinturas nos tetos e nas paredes de cair o queixo...e a Capela Sistina (não pode fotografar) que é lindíssima, mas a semi escuridão não permite ver tão bem as pinturas...
      De lá fomos pra fila pra entrar na Basílica de São Pedro, é de graça, mas a fila é tão grande quanto a do museu e do Coliseu, mas anda mais rápido. Ainda bem porque chovia o mundo!!!!
      A Capela é tão grandiosa que tu fica quinem uma formiguinha no meio daquelas obras de arte imensas...vale a pena!Vimos a Pietá de Michelangelo, é linda mesmo!
      Saimos da Capela com céu azul (foi sempre assim, chove/sol, sol/chove) e fomos ao Castel Sant Angelo (uma fortaleza dos papas construída no século II sobre os restos do mausoléo do imperador Adriano).Decidimos não pagar os 8 euros para entrar, pois já tinhamos ido a muitos museus.
      De lá pra Piazza Navona, uma das muitas praças de Roma, que na verdade são alargamentos das ruas com estátuas e fontes no meio, cercadas por restaurantes e lojas.Ainda percorremos toda a Via Veneto, com muitas lojas e restaurantes chiques. Comemos um tremezino com vinho (eu) e cerveja (Dani) e finalmente...hotel!
      Domingo era o dia de ir à Ercolano, mas a possibilidade de chuva e as 6 horas que iamos passar viajando ao todo nos desanimaram, também já estavamos cansados de museus...
      Fomos então ao Mercati de Porta Portense, um mercado de pulgas enorme, no bairro de Trastevere. Compramos quinquilharias e lembracinhas!Funciona todo domingo das 08-14h e é lotado de turistas.Olhem bem a carteira
      De lá pro Campo di Fiori e pro Pantheon novamente, pq quando fomos a primeira vez estava tão lotado que não pegamos a moral do lugar direito e pra Fontana do Trevi dar tchau pra ela tomando um sorvetinho (clássico).
      Um risoto e uma pizza num restaurante perto do Vaticano, e mais uma visita a Praça São Pedro à noite deram nosso até mais à Roma (não foi um adeus pq jogamos a moedinha na Fontana di Trevi)!!!
      Que bom que todos os caminhos levam à Roma!!!!!!!!!!!
    • Por Mochila da Juli
      Bologna, ou La Grassa (a Gorda) está sendo nossa morada por seis meses(minha e de meu marido). O apelido não é por acaso, perchè qui si mangia troppo e si mangia bene!!! Ah! E che cosa mangiano? Pizza, naturalmente!
       
      Quando chegamos, já no primeiro dia, a impressão que tivemos foi a melhor. Cidade mediana, mas muito movimentada e com muita gente jovem pelas ruas. A parte central é toda ornamentada por arcos e pórticos que se espalham por todo centro, dando um toque elegante e clássico.
       
      Bem, o que mais falar de Bologna, além dos jovens, da università mais antiga do ocidente e das pizzas? Vale a pena falar da arquitetura, da arte sacra, do comércio interiorano, dos cantinhos pitorescos, da gastronomia em geral.... das pessoas... Vamos contando aos poucos e em partes. Bologna transpira arte. Palácios medievais, igrejas, praças, monumentos... a todos os lugares vale a pena uma visita. Por isso, neste post, vou contar um pouquinho do lado Cult dos nossos passeios e visitas.
       
      Igrejas
       
      Começando pelas igrejas, nos encantamos com a Chiesa San Petrônio (Piazza Maggiore), fundada em 1390 em homenagem ao bispo de Bologna (de mesmo nome). A igreja foi construída para ser maior que a Basílica de São Pedro, mas o projeto não foi finalizado, o que resultou em uma arquitetura interessante: metade da sua fachada é construída em mármore, metade em tijolos. Dizem os historiadores, que o desperdício de dinheiro ocorrido na construção dessa igreja teria sido a gota d’água para a revolta de Martin Lutero. Mesmo sendo a igreja mais famosa de Bologna, na minha opinião, não é a mais bonita.
       
      Além desta, outras igrejas legais para conhecer:
      Abbazia di Santo Stefano (Via Santo Stefano, 24)
      San Domênico (Piazza San Domênico, 13)
      San Giacomo Maggiore (Piazza Rossini)
      Chiesa San Maria Della Vita (Via Clavature, 10)
       
      Mesmo para quem não é católico, vale a pena visitar esses locais. Através delas, é possível entender parte da história que move o mundo e as religiões... Entende-se, por exemplo, a construção da concepção humana sobre Deus. São igrejas com muita pompa e imponência em todos os detalhes. A arte sacra é de derrubar o queixo. Tudo é grande: a nave, os altares, os pilares... Como se cada detalhe, tivesse sido pensado para provocar no ser humano a idéia de ser pequeno perante o “poder divino” (que não tem nada de divino). A primeira coisa que pensei foi: Deus não precisa de tudo isso para estar presente, certamente não!
      Praças
       
      As praças de Bologna são outro ponto alto da cidade.
      A Piazza Maggiore (também conhecida como Piazza del Nettuno), com certeza, é a mais conhecida. Ela abriga ao seu redor, além da Igreja San Petrônio, a sede da Prefeitura, a Estátua Del Nettuno e a Biblioteca Borsa (sim, deve ser de algum parente; será que tenho direito a algum livro de herança? Hehe). É comum encontrar jovens e turistas comendo panini (sanduíches) sentados nas calçadas, sobretudo em dias ensolarados. Na Maggiore, você encontra um Centro de Informações para Turistas, onde pode-se solicitar um mapinha da cidade (super útil pra você não se perder).
       
      Piazza di Porta Ravegnana: Onde ficam as duas torres (due torri), chamadas Garisenda e Asinelli. Você vai ouvir falar muito destas torres, pois elas são altas e servem de referência para qualquer lugar que você desejar ir. Os nomes das torres referem-se aos sobrenomes das famílias que as construíram. Detalhe: Na Idade Média, as torres simbolizavam status e poder. Quanto maior a torre, maior a riqueza da família. Vai entender essa gente! (Acho deve ser mais ou menos como as BMWs e as Louis Vuitton de hoje em dia).
       
      Piazza di Santo Stefano: Onde fica a Chiesa di Santo Stefano, sobre a qual você poderá conferir detalhes neste link (e nos sucessivos comentários).
       
      Piazza Medaglie D’Oro: Local onde fica a Estação de Trem de Bologna. A cidade é um “nó ferroviário” que permite viagem de trens para diversas cidades, de modo rápido e barato. Para título de referência: Milão (+- 2h), Veneza (+- 2h30), Verona (2h), Roma (3h), Ancona (3h). Bom, a praça não tem nada de especial, a não ser a estação de trem e um outro centro de informações pra turistas...
       
      Ruas
       
      Bologna possui ruas estreitíssimas, com quebradinhas pra lá e pra cá. Dentro dos muros (ou seja, na parte central, contornada pelos pórticos que antigamente davam acesso à cidade), é tudo muito confuso. Cuidado com as lambretas, bicicletas, ônibus, carros, etc. Você não sabe onde é calçada e onde é rua... Tome cuidado, olhe para os lados, respire fundo e corra!
       
      Algumas vie de Bologna são clássicas porque concentram alguns principais atrativos.
      Uma delas é a Via Zamboni – na sua extensão, estão grande parte dos prédios da Università di Bologna. Então você vai ver muito estudante por ali, comendo uma pizza, batendo um papo, ouvindo algum artista de rua (aqui tem muitos) ou, sobretudo, fumando.
      Obs: aqui todo mundo fuma, sobretudo os jovens. Fumam em locais abertos, fechados, dentro dos bancos... Muito chato, pois você vira fumante passivo, obrigatoriamente. Eu gostaria de saber o índice de enfisema por aqui.
       
      Via Rizzoli/Via Ugo Bassi: Avenida central onde tem ponto para vários ônibus que levam a diferentes locais da cidade. Concentra vários serviços, como lojas, bancos, etc.
       
      Via Independenza: Assim como a anterior, funciona como uma espécie de Carlos Gomes de Poa ou uma Av. Paulista. Ali tem bancos, lojas de departamento, hotéis, restaurantes, cafés, mercadinhos, etc. É uma avenida que concentra muitos serviços e que liga a Piazza Maggiore à Estação Central.
       
      ============================
      Buenas, pra não deixar este post muito extenso, vamos ficando por aqui. Em breve voltamos contando um pouco mais de Bologna (A Gorda). Afinal, per sei mesi qui sara la casa nostra. Avremo molte cose da raccontare!
       
      Baci, pace e amore a tutti!
      Ciao!
      Juli
      http://juntosnomundo.blogspot.com
      http://porminhaslentes.blogspot.com
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