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mimi.silvestre

Expedição América - De Brasília ao Atacama de Carro - 24/12/17 a 20/01/2018

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Esse é mais um dos inúmeros relatos que aparecem aqui todos os dias...

Mas, para mim, tem um significado especial. É a primeira vez desde 2010 que viajo com meus pais de carro (desde que comecei a trabalhar de verdade não consegui mais conciliar minhas férias e meus destinos com os deles). A princípio iriam apenas meus pais, eu e meu namorado, mas minha mãe bateu o pé e disse que meu irmão iria junto. Agora sim, viajaríamos bem apertados lá atrás, mas fazer o quê?!

Em 2013 meu namorado foi a Santiago com os pais e eu fui depois com meu irmão. Mostrei as fotos do Atacama para meu pai e ele ficou maravilhado. Mas, ele sempre teve medo de viajar para o “estrangeiro”. Em 2014 consegui convencê-lo a ir com a gente (eu e meu namorado) fazer compras em Ciudad del Este. Minha mãe animou e ele topou. Depois que ele aprendeu o caminho e viu que não era o fim do mundo, voltou lá mais duas vezes! xD

Em 2014 resolvemos que iríamos todos para a Disney, mas a empresa que eu trabalhava faliu e com isso perdi minhas férias, consegui apenas 9 dias de folga, mas que ficaria inviável viajar com eles para os Estados Unidos, então fui com meu namorado para Machu Picchu (http://www.mochileiros.com/cusco-aguas-calientes-machu-picchu-lima-paracas-ica-nazca-30-08-a-07-09-2014-muitas-fotos-t101509.html) e eles partiram para a Disney. Adoraram! :D

Esse ano eu tinha pensado em voltar à Disney (acabei indo em 2016), depois pensei em visitar a “família” do meu namorado no México, aí cogitei San Andrés e então resolvi passear pelo mochileiros.com e me deparei com o relato do Flavius: https://www.mochileiros.com/topic/58848-viagem-de-carro-para-san-pedro-de-atacama-passando-por-salta-tilcara-e-antofagasta-mar%C3%A7o2017/?tab=comments#comment-644684 e pensei: “por que não?!”

Li o relato de cabo a rabo e fui atrás de mais e mais relatos, mostrei para o meu namorado que comprou a ideia e começamos a pesquisar mais.

Um belo dia virei para o meu pai e disse: “pai, teve um cara lá no fórum que foi de Caldas Novas até o Atacama de carro. Acredita?!” E ele respondeu: “Hmmm”, virou e continuou fazendo as coisas dele.

Passado algum tempo ele me chamou e disse: “quanto ficaria para fazer essa viagem? ”, eu disse que não sabia, mas que podia pesquisar. E ficou combinado que depois que eu apresentasse os custos da viagem ele iria decidir se ia ou não. Eu já tinha meu plano B que era comprar a primeira passagem barata para o exterior kkkkkkkkk

Fiz o que ele pediu e depois de 1 mês de pesquisas, entreguei o orçamento da viagem. Ele pensou por mais duas semanas, me encheu de perguntas (muitas perguntas) e falou que queria ir. Achei que ele ia dar para trás depois de algum tempo, tanto que nem confirmei com meu namorado que iríamos. O tempo foi passando e eu me toquei que era verdade. Então ficamos 1 mês ensaiando como contar para minha sogra que iríamos viajar de carro para outro país. Contamos morrendo de medo, mas no final tudo deu certo (foi muito melhor do que imaginamos). ^_^

Agora oficialmente iríamos para o Atacama de carro!

 

Roteiro

Nosso roteiro ficou assim:

1.      Brasília – São José do Rio Preto (733km)

2.      São José do Rio Preto – Foz do Iguaçu (858km)

3.      Foz do Iguaçu – Posadas (318km)

4.      Posadas – Santa Fé (793km)

5.      Santa Fé – Mendoza (908km)

6.      Mendoza – Santiago (364km)

7.      Santiago

8.      Santiago – Embalse el Yeso – Santiago (224km)

9.      Santiago – Valparaiso – Viña del Mar – Santiago

10.  Santiago – Copiapó (806km)

11.  Copiapó – San Pedro (859km)

12.  San Pedro

13.  San Pedro

14.  San Pedro

15.  San Pedro

16.  Uyuni

17.  Uyuni

18.  Uyuni

19.  Uyuni

20.  San Pedro

21.  San Pedro – Salta (597km)

22.  Salta – Resistencia (824km)

23.  Resistencia – Assunção (329km)

24.  Assunção – Foz do Iguaçu (334km)

25.  Foz do Iguaçu

26.  Foz do Iguaçu

27.  Foz do Iguaçu – São José do Rio Preto (864km)

28.  São José do Rio Preto – Brasília (733km)

 

Seguros

Fizemos seguro viagem pela Porto Seguro (única seguradora que cobria viagem feita com veículo próprio), plano Mundo 120 Bronze, no valor de R$ 326,58 por pessoa.

O Seguro CARTA VERDE foi feito também pela Porto Seguro, no valor de R$252

Contratamos o seguro SOAPEX pela internet no valor de 11 dólares = R$ 40,23 (com iof e conversão).

E por fim, a extensão do seguro do carro para América do Sul, no valor de R$397,30.

 

PID

Eu e meu namorado tivemos que tirar a Permissão Internacional para Dirigir, pois a embaixada do Chile nos informou que era obrigatório possuir. O custo foi de R$290 cada.

Meu pai já tinha a dele e ainda estava na validade.

 

Adesivos

Mandamos fazer uns adesivos para colocar nas portas do carro e na traseira, nos custou R$90

 

Conect Car

Compramos a TAG do Conect Car pra evitar filas e acreditem, isso ajuda muito! Nos custou R$ 220 na primeira leva da viagem e na volta colocamos mais R$ 30.

 

Hotéis

Fizemos todas as reservas pelo Booking.com. Fora do Brasil, pagamos todas as diárias em dólares (já tínhamos nos programado para isso)

 

São José do Rio Preto: Hotel Plaza Inn

Foz do Iguaçu: Hotel Baviera Iguassu

Posadas: La Mision Posadas

Santa Fé:  Hostal Santa Fe De La Veracruz

Mendoza: Hotel Ibis Mendoza

Santiago: Bellavista Apartments

Copiapó: Hotel Chagall

San Pedro: Hotel Dunas

Salta: Hotel del Antiguo Convento

Resistência: Gala Hotel & Convenciones

Assunção: La Casa Arthaus

Foz do Iguaçu: Hotel Baviera Iguassu

São José do Rio Preto: Hotel Plaza Inn

 

Os custos da viagem foram divididos por 5 pessoas, mas para facilitar as contas aqui vou separar entre "pai" e "eu", onde pai corresponde a 3 pessoas e eu a duas pessoas. Nem todos os lugares terão os custos do meu pai porque ele jogava as notinhas foras ante de me passar o valor... só no final da viagem que ele entendeu que precisava delas para colocar nas minhas planilhas. Ah, também ganhei o apelido da "louca das planilhas", mas eu prefiro ficar organizada durante a viagem toda do que ficar devendo dinheiro porque não me organizei direito. 

 

Alimentação

Calculei alimentação da seguinte maneira:

  • R$ 25 para o café da manhã por pessoa
  • R$ 50 para o almoço por pessoa
  • R$ 50 para o jantar por pessoa

Vale ressaltar que apenas eu e meu namorado seguimos a risca essa parte, meus pais e meu irmão sempre extrapolavam o limite estabelecido.

 

Sem mais delongas, vamos ao relato!

 

 24/12/17 - Domingo - Brasília / São José do Rio Preto

Abastecemos o carro na noite anterior. Encontrei com meus pais por volta das 07:00 da manhã, colocamos todas as coisas na caçamba da camionete e às 08:03 saímos de casa. Preferimos ir pela estrada de Goiânia que é duplicada mesmo pagando pedágio. Às 09:20 chegamos no Jerivá e tomamos café da manhã. 

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Animação na estrada::mmm:

Nesse dia passamos por 7 assaltinhos, quer dizer, pedágios:

  • Alexânia GO: R$ 4,90 às 9:04
  • Anápolis Go: R$ 3,60 às 10:11
  • Professor Jamil GO: R$ 5,20 às 11:19
  • Itumbiara GO: R$ 6,30 às 12:24
  • Prata MG: R$ 5,60 às 14:36
  • Fronteira MG: R$ 3,30 às 15:49
  • Onda Verde SP: R$ 5,20 às 16:24

Paramos para almoçar no Trevão em Minas Gerais às 13:40 e de lá seguimos para Frutal, onde eu queria tomar um suco de abacaxi que minha chefe havia recomendado. Procuramos pela tal barraquinha na beira da estrada, mas era 24 de dezembro à tarde e ninguém estava mais trabalhando. Paramos para abastecer, o diesel S10 custava R$ 3,379, colocamos 65,86 litros, o que nos custou R$ 222,54 e consumo ficou na casa de 8,8km/l.

Chegamos em São José do Rio Preto às 17:00. Dava pra ter andado mais, dava. Mas como somente meu pai e meu namorado estavam dirigindo achei melhor andarmos apenas 733km nesse dia, já que teríamos muitos dias ainda pela frente. Fizemos o check-in no hotel, tomamos um banho, descansamos e depois fomos jantar.

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Ceia de natal :)

Gastos do dia:

  • Abastecimento do dia 23/12: R$ 183,23
  • Conect Car: R$ 220
  • Café da manhã: pai: R$ 17,50
  • Café da manhã eu: R$ 12,00
  • Almoço pai: R$47,54
  • Almoço eu: R$ 47,53
  • Abastecimento em Frutal: R$ 222,54
  • Hotel pai: R$ 199,52
  • Hotel eu: R$ 165,12
  • Jantar pai: R$ 89
  • Jantar eu: R$ 64
  • Total do dia: R$ 1.267,98
  • Total Pai: R$ 666,44
  • Total Eu: R$ 601,53

 

25/12/17 - Segunda - São José do Rio Preto / Foz do Iguaçu

 Acordamos e fomos tomar café da manhã às 07:20. Fizemos check-out no hotel e pegamos a estrada. 

Nesse dia passamos por 6 assaltinhos:

  • José Bonifácio SP: R$ 5,20 às 8:48
  • Floresta PR: R$  13,40 às 14:09
  • Campo Mourão PR: R$ 13,40 às 15:01
  • Corbélia PR: R$ 13,40 às 16:11
  • Céu Azul PR: R$ 11,70 às 17:03
  • São Miguel do Iguaçu PR: R$ 15,30 às 17:55

Paramos para almoçar em Maringá e já aproveitamos para abastecer, o diesel S10 custava R$ 3,31, colocamos 66,10 litros, o que nos custou R$ 204,91 e consumo ficou na casa de 8,9km/l.

Chegamos no hotel em Foz do Iguaçu às 18:20 debaixo de chuva. Fizemos o check-in e descansamos um pouco. Saímos para jantar numa churrascaria chamada Jardim da Cerveja que ficava do outro lado da rua, indicação do funcionário do hotel. A comida estava boa, mas o atendimento foi péssimo. Parecia que os garçons não queriam estar trabalhando no feriado e descontavam sua raiva nos clientes. Não recomendo.

Gastos do dia:

  • Abastecimento em Maringá: R$ 204,91
  • Almoço pai: R$ 78,95
  • Almoço eu: R$ 43,65
  • Hotel pai: R$ 300
  • Hotel eu: R$ 240
  • Jantar pai: R$ 150
  • Total do dia: R$ 1.017,51
  • Total Pai: R$ 631,40 
  • Total Eu: R$ 488,56

 

26/12/17 - Terça - Foz do Iguaçu / Posadas

Tomamos café às 06:30 e saímos às 07:00 para Ciudad del Este, precisávamos trocar dinheiro e comprar meu drone. Vinha acompanhando a cotação pela internet há 3 semanas e vi que era mais jogo trocar pesos argentinos, guaranis e bolivianos lá em CDE mesmo. 

Se me lembro bem, nosso cambio ficou assim:

  • 5,56 reais = 1 peso argentino
  • 1 dólar = 19 pesos argentinos
  • 1 real = 1.601 guaranis 

Comprei meu drone na Mega Eletrônicos, loja lotada, fila pra pagar, pra tirar o produto, pra testar, mais de duas horas na loja...::essa::::essa::

Pegamos um ônibus até a ponte, desci com meu namorado e meus pais foram para o hotel arrumar as malas. Desci na ponte para declarar, pois não queria ter problemas na volta para o Brasil e nem em viagens futuras. Bom, chegando la na receita federal fiz a declaração de bens, o drone foi levado para análise (para saber se o valor que declarei batia com o valor real da mercadoria) e depois fui pagar no caixa eletrônico do banco do Brasil pagar a GRU que foi gerada...

  • Problema 1: o caixa não tinha leitura biométrica
  • Problema 2: eu não sabia (e não sei até hoje) a minha senha de letras
  • Problema 3: a senha estava anotada na minha carteira que tinha ficado no Brasil
  • Problema 4: eu não consegui transferir o dinheiro (tentei aumentar o limite antes de viajar, mas não tinha dado certo) para meu pai fazer o pagamento

Já estava preocupada quando o fiscal da receita disse: "Olha, você só pode retirar a mercadoria daqui quando efetuar o pagamento e comprovar. Enquanto não fizer isso, a mercadoria fica retida aqui". Aí desesperei de vez! Meu pai me ligou e disse que tinha dinheiro na conta. Ele efetuou o pagamento, me mandou o comprovante e enviei para o e-mail da receita federal. Depois que o fiscal conferiu no sistema ele me entregou o drone e a declaração de importação, com ela posso sair do Brasil e retornar sem problemas.

Retornamos para Foz, paramos no Mcdonalds para comer algo (na verdade eu não posso comer pão, sou celíaca, então comi apenas batata frita e meu namorado comeu o sanduíche) e depois fomos para o hotel e terminamos de colocar as coisas no carro, fizemos o check-out e fomos abastecer, o diesel S10 custava R$ 3,597, colocamos 43,03 litros, o que nos custou R$ 154,78 e consumo ficou na casa de 9km/l. Perguntamos se eles vendiam o adesivo de velocidade para colocar no carro, mas ele disseram que só encontraríamos na Argentina mesmo. (Há uma lei na argentina que diz que veículos como camionetes devem ter um adesivo de velocidade de 110km/h refletivo colado na traseira do veículo, se você não tiver pode ser multado ou pior, ser parado pela caminera e ter que pagar uma bela grana para ser liberado).

Seguimos em direção a Puerto Iguazu na Argentina. E para nossa surpresa a Aduana Argentina estava lotada, ficamos mais ou menos 1 hora e meia na fila. Olharam nossos documentos, carimbaram os passaportes, conferiram a carta verde e documento do veículo, perguntaram onde a dona estava (o carro está no nome da minha mãe), olharam a caçamba do carro e perguntaram também qual era o nosso destino final e respondemos: Santiago. 

Seguimos na estrada de pista dupla, asfalto bom, sem acostamento e com a sinalização um pouco confusa (os avisos de fim da terceira faixa apareciam somente depois que a faixa já tinha terminado, avisos de retorno e saída da pista só apareciam depois que você tinha perdido a saída, depois de uns dias acostumamos com a sinalização caótica deles::sos::). Paramos no primeiro posto de gasolina e compramos o adesivo refletivo.

Importante ressaltar: somente nesse trecho de Puerto Iguazu até Misiones fomos parados 5 vezes pela polícia caminera 1 vez pela Gendarmeria. Em todas as vezes eles pediram o documento do carro, CNH, carta verde, abaixamos os vidros, colocaram a cabeça dentro do carro para olhar todo mundo, perguntaram de onde estávamos vindo e para onde iríamos e só! Não fomos multados, não tivemos que pagar propina, fomos tratados com educação, nenhum policial foi grosso conosco em todo território argentino.

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Adesivo de 110km/h exigido na Argentina para camionetes

Nesse dia passamos por apenas 2 assaltinhos:

  • Colonia Victoria ARG: AR$ 20 às 14:00
  • Santa Ana ARG: AR$ 20 às 17:50

Paramos em San Ignácio em Misiones para visitarmos as ruínas jesuíticas.

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Como eram as ruínas antigamente

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O ingresso que você paga te dá o direito de visitar as outras 3 missões jesuíticas na Argentina (por 15 dias), como não sabíamos disso não nos programamos para visitá-las. Seguimos para o nosso hotel em Posadas. Chegamos por volta das 18:30, estava sol e fazendo bastante calor. O Hotel era 3 estrelas, bem novo, quarto amplo, muito bom! Arruamos nossas coisas e descemos para jantar às 20:00. Experimentamos a especialidade do hotel: wok de vegetables. Excelente pedida!! 9_9

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Gastos do dia:

  • Ônibus Foz/CDE: R$ 26,25 (5 pessoas)
  • Ônibus CDE/Foz: R$ 26,25 (5 pessoas)
  • Ônibus CDE/Foz: R$ 10,50 (2 pessoas)
  • Drone: U$ 1.113
  • Bateria drone e cartão de memória: U$ 143
  • Declaração drone: R$ 1.343,28
  • Almoço eu: R$ 22,50
  • Abastecimento em Foz: R$ 154,78
  • Pedágios: AR$ 40
  • Ruínas Jesuíticas pai: AR$ 510
  • Ruínas Jesuíticas eu: AR$ 340
  • Águas: AR$ 40
  • Adesivo 110 km/h: AR$ 85
  • Hotel pai: U$ 100
  • Hotel eu: U$ 80
  • Jantar pai: AR$ 800
  • Jantar eu: AR$ 510
  • Total do dia: R$ 1.583,56   AR$: 2.325    U$: 1.436
  • Total Pai: R$ 129,89      AR$: 1.392,50   U$: 100 
  • Total Eu: R$ 1.453,67    AR$: 932,50     U$: 1.336 

 

27/12/17 - Quarta - Posadas / Santa Fé

Tomamos café às 07:00 da manhã, fizemos check-out do hotel e seguimos em direção a Santa Fé.

Paramos para abastecer em Fachinal, o diesel S10 custava AR$ 25,62, colocamos 39,81 litros, o que nos custou AR$ 1020 e consumo ficou na casa de 9km/l.

Fizemos um pequeno desvio do roteiro original, meu pai queria ir até Uruguaiana, na verdade atravessar a ponte de Paso de los Libres até Uruguaiana e voltar, mas consegui convencê-lo de que iríamos perder muito tempo na imigração, então fomos apenas até a margem do rio Uruguai do lado de Paso de los Libres.

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Na outra margem do rio está a cidade de Uruguaiana/BR

Aproveitamos já almoçamos (pedimos uma parrillada familiar) e abastecemos em Paso de los Libres, o diesel S10 custava AR$ 26,48, colocamos 34 litros, o que nos custou AR$ 902 e consumo ficou na casa de 9km/l. 

Nesse dia pegamos estradas em dois extremos: mão dupla, cheia de buraco, nenhum posto de gasolina por quase 200km de estrada, 3 postos de polícia caminera (fomos parados em todos), nada em volta da estrada e depois pegamos pista duplicada por uns 100km só de reta, asfalto bom e com acostamento (aí deu para tirar o atraso da pista ruim.)

Passamos por 2 assaltinhos:

  • Fachinal ARG: AR$ 8 às 09:20
  • Paraná ARG: AR$ 35 às 19:11

Chegamos em Santa Fé às 19:45, lembra que falei lá em cima da sinalização argentina ser muito doida? Pois é, a saída vem antes da placa e nós passamos obviamente. Tivemos que dar uma volta enorme na cidade até conseguirmos achar um retorno e o GPS parar de mandar a gente ficar dando voltas aleatórias na cidade. Fizemos o check-in no hotel, aí veio a primeira surpresa da viagem: o prédio era muito bonito, bem no centro da cidade, a rua da frente era fechada e cheia de lojas, porém os quartos... ah, os quartos... velhos, cama horrível, você afundava nela (eu particularmente detesto colchão mole, mas tava ruim até pro meu namorado que é adepto), o banheiro tinha um cheiro ruim, mas fazer o que?! Tá no inferno, abraça o capeta! >:(

O jantar no hotel era muito caro, então fomos até o McDonalds que ficava umas 3 quadras do hotel. A cidade estava bem movimentada, não ficamos com medo de andar nesse trecho. O McDonalds parecia que tinha sido tomado por todas as crianças de Santa Fé, tava uma bagunça, criança correndo, pai gritando, gente te empurrando, o caos ::mmm:

Voltamos para o hotel e tentamos descansar, mas foi difícil...

Gastos do dia:

  • Abastecimento em Fachinal: AR$ 1.020
  • Pedágios: AR$ 43
  • Almoço pai: R$ 78,00
  • Almoço eu: R$ 53
  • Águas: AR$ 52
  • Abastecimento em Paso de los Libres: AR$ 902
  • 2 pacotes de gelo: AR$ 55
  • Mercado: AR$ 70,05
  • Hotel pai: U$ 100
  • Hotel eu: U$ 82,28
  • Estacionamento hotel: U$ 7
  • Jantar pai: AR$ 525
  • Jantar eu: AR$ 165
  • Total do dia: R$ 131   AR$: 2.832,05    U$: 189,28
  • Total Pai: R$ 78      AR$: 1.596,02   U$: 103,50 
  • Total Eu: R$ 54    AR$: 1.236,03     U$: 85,78 

 

Continua...

 

 

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28/12/17 - Quinta - Santa Fé / Mendoza

Tomamos café às 07:30 da manhã, fizemos check-out do hotel e seguimos em direção a Mendoza

Nesse dia passamos por 7 assaltinhos:

  • Santo Tomé ARG: AR$ 5 às 08:26
  • Franck ARG: AR$ 30 às 08:35
  • Sampacho ARG: AR$ 20 às 15:30
  • La Cumbre ARG: AR$ 35 às 16:43
  • Desaguadero ARG: AR$ 35 às 17:50
  • Desaguadero (Mendoza) ARG: AR$ 55 às 17:57
  • La Paz ARG: AR$ 30 às 18:14

Abastecemos em San Francisco, o diesel S10 custava AR$ 25,29, colocamos 63,26 litros, o que nos custou AR$ 1600 e consumo ficou na casa de 9,1km/l.

Pegamos mais um trecho de estrada ruim, depois de um tempo voltou a ser duplicada. Fomos parados mais umas duas vezes pela polícia caminera, mas não tivemos nenhum problema. Passamos também por vários campos de girassóis.

Paramos para almoçar em Rio Cuarto, no mercado (não lembro o nome, sei que era do lado de um outlet). Lembrava um self-service, mas com um detalhe: eles te serviam.  Ficamos mais ou menos uma hora e meia por lá (tava muito lotado). 

Abastecemos novamente em San Luís, o diesel S10 custava AR$ 25,66, colocamos 60 litros, o que nos custou AR$ 1540 e consumo ficou na casa de 9km/l. Saindo de San Luis passamos em um pedágio e depois passamos pelo controle sanitário, eles borrifaram um treco no carro, perguntaram se levávamos frutas e dissemos que não. Estávamos oficialmente na província de Mendoza e pasmem: outro pedágio!! Foram 7 minutos de diferença entre um pedágio e outro!!  O.oO.o 

O último pedágio do dia foi o La Paz, que é um túnel. Eu moro em Brasília e aqui quase não tem túnel, então achei muito legal  ::mmm:

Chegamos no hotel às 19:30, fizemos o check-in e fomos até o Carrefour fazer umas comprinhas (ficava uma quadra do Ibis). Deixamos as coisas no hotel e fomos de carro até o Shopping (5 minutos do hotel). Jantamos por lá e depois demos uma volta pra conhecer. 

Gastos do dia:

  • Abastecimento em San Francisco: AR$ 1.600
  • Pedágios: AR$ 210
  • Almoço pai: AR$ 471
  • Almoço eu: AR$ 106
  • Águas e alfajor AR$ 50
  • Abastecimento em San Luis: AR$ 1540
  • 4 pacotes de gelo: AR$ 120
  • Mercado: AR$ 57
  • Hotel pai: U$ 163,32
  • Hotel eu: U$ 81,66
  • Jantar pai: AR$ 480
  • Jantar eu: AR$ 359
  • Total do dia: AR$: 4.993    U$: 244,98
  • Total Pai: AR$: 2.764,50    U$: 163,32 
  • Total Eu: AR$: 2.228,50     U$: 81,66 

 

29/12/17 - Sexta - Mendoza / Santiago

Acordamos às 07:00, arrumamos as coisas e saímos. Optamos por não pagar pelo café da manhã do Ibis. Às 07:40 abastecemos no posto Shell que ficava ao lado do hotel, o diesel S10 custava AR$ 23,71, colocamos 28,69 litros, o que nos custou AR$ 680 e consumo ficou na casa de 9km/l.

Passamos por 3 assaltinhos:

  • Las Cuevas ARG: AR$ 30 às 13:37
  • Chacabuco CHI: CH$ 2.200 às 17:47
  • Sampacho CHI: CH$ 900 às 18:11

A saída de Mendoza foi tranquila, pouco mais de meia hora entrávamos na cordilheira. A estrada ficou bem estreita, mão dupla, muitas curvas e uma paisagem de tirar o fôlego! 9_9

Ignorem o áudio, eu não tive tempo de editar nenhum vídeo até agora...:$

Pegamos um trecho da estrada com um desvio e chacoalhamos bastante dentro do carro. Nossa primeira parada do dia era a Ponte Inca... era. Porque passamos direto, lembram das placas?! Pois é. A sorte é que perguntamos para uma turista que estava fazendo treking e ela disse que já tínhamos passado do lugar, então voltamos e achamos a ponte.

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De lá, seguimos para o Parque Aconcágua. A entrada custa AR$ 40 por pessoa, você pode estacionar lá dentro e fazer o percurso a pé. Não lembro quantos kms são até o mirante, só sei que cansa por conta da altitude e volta e meia a gente levava uma picada de mutuca, para quem não conhece segue imagem do pequeno demôneo:

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A picada desse bicho dói, faz um calombo enorme, coça e sim, ela fura uma calça jeans. Estejam preparados :o

Essa trilha que fizemos, creio eu, que é mais bonita na época do degelo, porque você as lagoas de verdade, nós só vimos um fiapinho de água e nada mais...

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Quando estávamos indo embora, encontramos uma família de brasileiros que estavam indo em duas kombis para Santiago e depois para o sul do Chile. Conversamos um pouco com eles e tiramos fotos juntos (acabei de me lembrar que eu tinha que mandar um e-mail para eles pedindo as fotos 9_9)

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Continuando nosso roteiro, seguimos para o Cristo Redentos de los Andes, a estrada antiga que ia para Santiago. Estrada perigosa, cheia de curvas, no rípio e em alguns pontos você tem que parar para o outro carro poder passar...

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Nós temos o dom de estar com as roupas erradas no lugar errado. Chegamos lá em cima e tava um vento tão forte, mas tão forte e ninguém estava com casaco (e também ficamos com preguiça de pegar na mala). Acho que só conseguimos ficar lá por uns 20 minutos, as mãos estavam bem roxas...

Pensa no frio que tava aí... ::dãã2::

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Descemos a estrada e voltamos para a pista asfaltada e seguimos em direção à Santiago. Não demos saída na Argentina (eu acho que precisava, mas isso não deu problema nenhum na volta), pagamos o último pedágio argentino e atravessamos o túnel da cordilheira. Fantástico! :D A fronteira dos países é dentro desse túnel.

Mais uma vez, ignorem o áudio, eu não tive tempo de editar nenhum vídeo até agora...:$

Saindo do túnel tem a placa de bem vindos à República do Chile e logo em seguida a imensa fila de carros para passar pelo controle aduaneiro de Paso de los Libertadores. Sem brincadeira, ficamos quase 4 horas para passar pelo controle. Boa parte disso foi por conta do ano novo (muitos argentinos descem para /santiago nessa época) e a outra parte pela desorganização chilena (nunca mais reclamo do DETRAN DF!!). Logo que você entra na aduana um guarda pergunta de onde você é e te entrega um papel para fazer a importação temporária do veículo, depois ele manda você entrar em outra fila que vai te levar até as cabines. Chegando na cabine a atendente te entrega mais dois papéis para você entrar no país, detalhe: todos os atendentes pediam para apenas uma pessoa descer do carro, levar os passaportes para carimbar e aí entregava a quantidade de papéis e recolhia o papel de importação do carro, mas a senhora que nos atendeu estava de má vontade e fez todo mundo descer do carro pra poder carimbar os passaportes. Entregamos a declaração do carro, ela nem olhou e só carimbou e mandou irmos para outra fila, a de controle alimentar. Ficamos mais uma meia hora na fila e chegou a nossa vez. Aí o fiscal disse: quem é o dono do carro? Respondi que era minha mãe, então ele falou que eu tinha preenchido a declaração de importação do carro errado. Eu preenchi que o carro era da minha mãe e que meu pai estava autorizado a dirigir, mas eu não tinha a tal autorização que ele queria, resultado: tive que voltar lá no primeiro guarda, pegar outra declaração, preencher, passar na atendente de mal humor e voltar nesse guarda antes que ele fosse embora. Fui inventar de correr e quase morri sem ar ::essa::. Pois bem, quando voltei eles estavam revistando o carro (o cachorrinho fofo queria apenas ganhar abraços e não revistar o carro), o guarda encrencou com os drones, pediu a nota fiscal e mandou declararmos os dois no papel de importação do carro. Fizemos isso, o guarda conferiu e disse que tava tudo certo, que poderíamos seguir viagem. Enquanto colocávamos tudo dentro do carro, meu irmão foi trocar um pouco de dinheiro na casa de câmbio que tem lá na aduana mesmo (os dois pedágios antes de chegar em Santiago só aceitam pagamento em pesos chilenos). Trocamos 200 reais (cotação 1 real = 165 pesos). Ah, esqueci de dizer que eles cobraram o seguro SOAPEX e quem não possuía, tinha que contratar lá na aduana mesmo. Estávamos felizes pensando que o martírio da aduana tinha acabado, dó que não! Quando fomos pra última fila para sair do controle imigratório o guarda pediu os passaportes e perguntou por que não havíamos entregado os formulários, respondi que ninguém tinha pedido e tive que voltar lá no guarda que me atendeu antes e entregar, ele ainda me fez a mesma pergunta e eu tive vontade de matá-lo. ::dãã2::

Enfim, às 16:20 chegávamos nos famosos Caracoles (não antes de tomar um dramim, só quem tem labirintite sabe o terror que é fazer curva), morrendo de fome já que não tínhamos almoçado ainda...

Ignorem o áudio, eu não tive tempo de editar nenhum vídeo até agora...:$

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Passamos por dois pedágios que aceitavam dinheiro em espécie, o problema foi quando chegamos em Santiago, pois todos eram cobrança automática e você tinha que comprar a TAG nos postos COPEC, mas nenhum deles tinha... ::sos::

Chegamos no bairro Bellavista às 19:30, fizemos o check-in e fomos para os apartamentos. Saímos para jantar às 22:30 no Pátio Bellavista que ficava 3 minutos dos apartamentos. Escolhemos um mexicano e comemos fajitas. Depois passamos na casa de câmbio que fica lá no Pátio Bellavista mesmo e trocamos mais dinheiro, a cotação era 1 real = 180 pesos.

 

Gastos do dia:

  • Abastecimento em Mendoza: AR$ 680
  • Pedágio: AR$ 30
  • Parque Aconcágua pai: AR$ 120
  • Parque Aconcágua: AR$ 80
  • Gelo: AR$ 100
  • Pedágios: CH$ 3.100
  • Hotel pai: U$ 403
  • Hotel eu: U$ 308
  • Estacionamento hotel: U$ 40
  • Jantar pai: CH$ 23.960
  • Jantar eu: CH$ 21.890
  • Total do dia: AR$ 1.010   CH$: 48.950    U$: 751
  • Total Pai: AR$ 525      CH$: 25.510    U$: 403
  • Total Eu: AR$ 485    CH$: 23.440     U$: 308

 

30/12/17 - Sábado - Santiago

A programação para esse dia era: Cerro San Cristóbal, Valle Nevado, Mercado, Concha y Toro e Costanera Center... mas tudo desandou... A galera não conseguiu entender o que era pontualidade. Combinado era tomar café da manhã às 07:30, mas eles só ficaram prontos às 08:30. Fomos até o Pátio Bellavista tomar café, meu namorado e eu fomos ao Starbucks e meus pais e irmão para o McDonalds.

Tínhamos que trocar dinheiro, pois não havíamos conseguido no dia anterior por conta do atraso na fronteira chilena. Então eu, meu pai e meu namorado seguimos andando para a Calle Augustinas e minha mãe voltou com meu irmão para o apartamento. Andamos por mais de meia hora até chegarmos no centro. Estava bem movimentado, olhamos a cotação em várias casas de câmbio, mas acabamos trocando na Calle Ahumada mesmo. A cotação foi: 1 real = 180 pesos, 1 dólar = 617 pesos e 1 boliviano = 100 pesos (compramos em Santiago que a cotação estava melhor do que em San Pedro).

De lá fomos para o metrô procurar a lojinha da concessionária que administra os pedágios de Santiago. Explicamos que éramos estrangeiros e precisávamos comprar o passe diário, a atendente disse que não era com eles, que teríamos que ir na PAG Rápido (uma espécie de fácil deles, não sei qual o nome recebe em outros estados brasileiros) e comprar a TAG lá. Descemos um piso e achamos a tal loja, apenas dois caixas funcionavam, uma confusão porque o sistema tinha caído, a galera queria bater na atendente, tinha senha, mas ninguém respeitava (parecia o DETRAN DF, onde tem senha mas a galera fula fila escrotamente!), consegui ser atendida e a mulher disse que isso era lá no outro caixa, lá fomos nós para a outra fila, aí do nada aparece uma mulher dizendo que tava na minha frente, e lógico, ela não estava! Aí começou a falar um bando de coisas porque achou que eu não entendia o que ela falava... Para o desespero dela eu não só entendia como respondi, aí eu falei um bando de coisa pra ela. Voltando, fui atendida e a moça disse que não tava achando a placa do meu carro no sistema, expliquei pela segunda vez que o carro era do Brasil, que a gente precisava da TAG para passar nos pedágios de Santiago, que eu tava com a declaração de importação do carro e blá blá blá... Ela então olhou pra mim e disse: ah, você tem que ir na lojinha da concessionária no piso de cima. Respondi que já tinha ido lá e ela falou: então não posso fazer nada por você, seu carro nem existe no sistema. Gente, eu queria matar a mulher!! Respondia apenas: ok, Deus sabe que eu tentei e fomos embora. (Resumo da ópera:  passamos pro todos os pedágios de Santiago sem pagar nada e na saída do país ninguém nos cobrou por esses pedágios. Então amiguinhos não se desesperem se não conseguirem achar a tal da TAG)

Chegamos no hotel perto de 11:30 e de lá seguimos para o Cerro San Cristóbal e descobrimos que o Funicular não estava funcionando e que teríamos que subir de ônibus, a pé, bicicleta ou de carro próprio. Escolhemos ir de ônibus, uma fila enorme, só conseguimos comprar as entradas do ônibus às 12:30 e esperamos mais meia hora para conseguir subir. Por ser sábado estava bem lotado, mas nada que atrapalhasse a visita. O que tinha de diferente (em relação há 5 anos atrás) era umas caixas de som tocando músicas cristã o tempo todo, achei bem chato, mas é minha opinião apenas. ::mmm:

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Sky Costanera sempre te acompanhando...

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Vista parcial de Santiago...

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Estátua em homenagem ao Papa João Paulo II

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Saímos do Cerro por volta das 14:00 e fomos para o mercado central, no caminho paramos numa lojinha da BIP! para comprar um cartão do metrô e colocar crédito. Chegamos no mercado às 15:30 e fomos almoçar no Restaurante El Galeón (já conhecia a comida e o atendimento). O nosso garçom era um brasileiro que morava em Santiago há mais de 20 anos, nos deu uns toques da cidade e deu aquele desconto, comemos uma centolla G e uma tábua de frutos do mar. Estávamos com muita fome e nem tiramos fotos ::lol3::

Já estávamos com o horário apertado e desistimos de ir à Concha y Toro, não dava tempo de atravessar a cidade e chegar para o tour das 17:00, então seguimos de metrô para o Sky Costanera. Descemos na estação errada e tivemos que andar uns 15 minutos até chegar no shopping. Compramos as entradas e seguimos para a fila do elevador. Subimos quase 300 metros em 2 minutos (ou menos) :o

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Eu estava morrendo de medo....:$

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O pôr do sol é muito bonito de ser ver lá de cima, pena que só estava anoitecendo por volta das 21h e estávamos muito cansados para esperar e preferimos ir embora. Na volta o elevador te deixa no 5º andar do shopping (praça de alimentação). Demos uma volta pelo shopping, compramos água e logo em seguida fomos embora. Dessa vez perguntamos no balcão de informações do shopping onde tinha uma estação de metrô próxima, a moça nos disse que era só atravessar a passarela, descer a escada rolante e andar uns 5 metros e estaríamos na frente da estação. Seguimos as instruções e rapidinho chegamos. Eu e meu namorado paramos no Pátio Bellavista para jantar (encontramos outro mexicano que virou nosso point para jantar), meus pais e meu irmão preferiram ir para o  apartamento descansar.

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Tacos al pastor e tacos de costelinha de porco com barbecue :x

Depois passamos numa distribuidora de bebidas que tinha perto do shopping e compramos água e refrigerantes para deixar nos apartamentos.

 

Gastos do dia:

  • Café da manhã pai: CH$ 3.370
  • Café da manhã eu: CH$ 6.720
  • Ônibus pai: CH$ 7.800
  • Ônibus eu: CH$ 5.200
  • Águas e refrigerante: CH$ 4.000
  • Cartão BIP!: CH$ 7.400
  • Almoço pai: CH$ 100.000
  • Almoço eu: CH$ 66.496
  • Sky Costanera pai: CH$ 45.000
  • Sky Costanera eu: CH$ 30.000
  • Águas: CH$ 2.200
  • Jantar eu: CH$ 23.000
  • Refrigerantes: CH$ 4.500
  • Água 2L: CH$ 2.200
  • Total do dia: CH$: 301.886
  • Total Pai: CH$: 167.470 
  • Total Eu: CH$: 140.416

Continua...

 

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31/12/17 - Domingo - Santiago / Valparaíso / Viña del Mar

Acordamos e saímos bem cedo para aproveitar o dia, já que era véspera de ano novo e muitas pessoas de Santiago estavam descendo para Viña del Mar. O dia amanheceu meio nublado, pegamos neblina em alguns pontos da estrada e uma chuva bem fina.

Passamos por 4 pedágios (2 na  ida e 2 na volta):

  • Lo Prado: CH$ 2.800 às 08:20
  • Zapata: CH$ 2.800 às 08:47
  • Lo Prado: CH$ 2.800 às 14:12
  • Zapata: CH$ 2.800 às 14:37

Chegamos em Valparaíso por volta da 09:30 da manhã, estava bem frio e pra variar saímos de casa sem casaco pois pensamos que na praia estaria sol, mas não... ::hein:

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Tudo cercado para o reveillón

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Palco montado para as festividades de ano novo

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Nosso guia turístico. Esse rapazinho ficou nos acompanhando enquanto tirávamos fotos, depois cansou e foi embora...

Lá pelas 10:00 fomos tomar café da manhã no Starbucks da praça e aproveitar pra esquentar um pouquinho porque estava muito frio lá fora! ::essa::

Depois seguimos para Viña del Mar, a cidade estava lotada, várias ruas fechadas por conta do reveillón, não tinha lugar para parar perto do relógio das flores, então deixamos meus pais e meu irmão lá e fomos procurar vaga. Não achamos, demos uma volta enorme na cidade para poder voltar e pegá-los. Fizemos um pit stop de fórmula 1, eles voltaram para o carro e eu e meu namorado descemos para tirar foto correndo....

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Voltamos para o carro e seguimos tentando encontrar uma vaga para meus pais irem até a praia... Encontramos um carabinero e perguntamos como poderíamos chegar à praia e ele curto e grosso disse: "No si puede!". Andamos mais um pouco e achamos um estacionamento "pago". Paramos o carro e o flanelinha disse que na volta teríamos que dar uma contribuição para ele, concordamos e fomos tirar fotos na beira mar.

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Resolvemos andar até o final do calçadão para poder observar melhor os leões marinhos e os pelicanos...

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Resolvemos voltar para Santiago, pois tínhamos que passar no mercado antes das 17h. Guardamos as máquinas nas bolsas e voltamos caminhando pelo calçadão, até que percebemos a movimentação estranha de 3 equatorianos (várias pessoas que conversamos em Santiago nos alertaram dizendo que a cidade estava cheia deles, que a quantidade furtos havia crescido e etc. Não estou aqui dizendo que só existe ladrão equatoriano, ou pobre, ou sei lá o que. Estou relatando o que aconteceu comigo. Bandido existe em qualquer lugar do mundo, basta a gente olhar pra o Brasil mesmo para perceber). Um passou pela gente falando ao telefone, um ficou próximo da minha mãe e o outro mais perto do meu pai. Sacamos o que tava acontecendo, então meu irmão ficou do lado do meu pai e meu namorado junto com minha mãe. Aí os dois que estavam pararam e o da frente ficou andando mais devagar próximo de mim. Atravessei a rua e ele foi junto, atravessei de novo e ele veio atrás. Parei e ele parou.... Estava bem claro que ele queria levar alguma coisa. Passamos a andar os 5 juntos e esse cara veio acompanhando a gente até que parei um carabineiro, quando o cara me viu falando com o carabineiro ele correu, atravessou a rua e sumiu. Eu só fui perguntar para o carabineiro que hora começava a festa de reveillón. Fomos para o carro, entramos bem apressados, o flanelinha não estava mais lá no estacionamento, então fomos embora. (Não tivemos só esse incidente, mais para frente conto como foi no La Moneda e na Plaza de Armas)

Paramos em Valparaíso para abastecer,  o diesel S10 custava CH$ 541, colocamos 60 litros, o que nos custou CH$ 32.460 e consumo ficou na casa de 9km/l.

Deixamos o carro no apartamento e fomos almoçar no Pátio Bellavista. Fomos informados que o comércio fecharia às 17h e que nenhum restaurante teria ceia de ano novo. Então resolvemos comprar logo o jantar e à noite esquentávamos e também o café da manhã do dia seguinte (Leia-se Starbucks). Almoçamos no mexicano e levamos o jantar para casa. Demos uma voltinha nas lojinhas de souvenir e compramos algumas coisinhas e fomos descansar.

Combinamos de ir para o apartamento dos meus pais às 23h para jantarmos e esperar a queima de fogos do ano novo. Da sacada do apartamento dava pra ver o Sky Costanera, os fogos eram na direção dele, e o prédio ficou iluminado e com a contagem regressiva também. Durou uns 20 minutos, eu já estava muito cansada e fui dormir.

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Aquele pontinho roxo lá atrás é o Sky Costanera, e amarelo para ficarmos ryyyycos e viajar mais ::lol3::

 

Gastos do dia:

  • Café da manhã eu: CH$ 12.060
  • Pedágios: CH$ 11.200
  • Abastecimento em Valparaiso: CH$ 32.460
  • Almoço + jantar pai: CH$ 61.000
  • Almoço + jantar eu: CH$ 23.000
  • Brincos eu: CH$ 13.900
  • Globo + tequileiro + imã eu: CH$ 11.000
  • Água 2L eu: CH$ 1.100
  • Total do dia: CH$: 165.720 (o gasto foi maior, mas meu pai sumiu com as notinhas dele)
  • Total Pai: CH$: 82.830
  • Total Eu: CH$: 82.890

Continua...

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Continuando o relato...

01/01/18 - Segunda - Santiago 

Tomamos café da manhã às 8h, pegamos o carro e fomos em direção à Embalse el Yeso. Estrada muito bonita, mas com bastante curvas. Andamos por quase 1:30h até que pegamos um engarrafamento. Ficamos parados ali uns 20 mintuos, até que chegamos no controle dos carabineiros. Ele perguntou onde para onde estávamos indo, respondemos que era para Embalse el Yeso e ele por sua vez nos disse que a estrada até lá estava fechada porque na noite anterior choveu muito e a estrada cedeu. Tivemos que voltar... :(:(

Na volta, paramos no túnel El Tinoco e resolvemos atravessá-lo. Para quem não sabe, o jovem William Rojas se matou nesse túnel, quando você sai do túnel encontra um santuário que a família fez e as pessoas da região começaram a atribuir milagres à "Willito" e sempre deixam mensagens de agradecimento, oferendas e cataventos (a família diz que Willito se comunica através deles). Mais aqui: https://www.civico.com/santiago/noticias/la-historia-de-la-animita-de-willy-rojas-en-el-cajon-del-maipo

 

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Willito

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De lá, seguimos para o outro extremo de Santiago. Fomos até a Catedral de Maipu (sim, onde o papa Francisco rezou a missa em sua visita ao Chile esse ano). A estrada que leva ao local está em obras, que estavam previstas para acabar em dezembro (antes da chegada do papa), mas não terminaram e o papa chegou no meio do caos da obra mesmo (viu, não é só no Brasil que as obras não andam...). Por conta dessa obra, tivemos que dar muitas voltas até achar a entrada da igreja, já estávamos desistindo, mas meu namorado disse: já estamos aqui, vamos encontrar um jeito de entrar.

Achamos a entrada e estacionamos o carro. Demos muita sorte, pois nesse dia (feriado), houve uma missa e por isso encontramos a igreja aberta. Entramos e ficamos maravilhados com o tamanho da igreja (nunca fui em Aparecida, deve ser por isso que não tenho muita noção quanto ao tamanho de igrejas). As fotos falam por si:

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Ruínas da antiga igreja

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Saímos de lá ás 14h e voltamos para Bellavista. Passamos por alguns pedágios (tanto na ida, quanto na volta), mas sem a tag do pedágio não fomos cobrados (nem na saída do país, nem quando fomos parados pelos carabineiros na estrada). Deixamos o carro no apartamento e fomos almoçar no Pátio Bellavista. Depois fomos até o La Moneda para meus pais conhecerem. 

Quando visitei Santiago em 2013, toda parte da frente do palácio estava em reforma, mas em compensação podíamos "entrar" nele (dar uma volta no pátio interno e pronto, longe de ser uma visita como na Casa Rosada em BsAs), esse ano não podia entrar e o palácio estava todo cercado (igual aqui em Brasília que cercaram tudo desde 2005...). Muitos turistas e muitos carabineiros (esses um pouco mais simpáticos que os demais, tudo bem eles não estão ali para serem mister simpatias mesmo). Um detalhe: quando você vai de metrô, você chega pela parte de trás do palácio, a parte policiada, mas se quiser tirar fotos da frente do palácio tem que dar uma volta e pasmem: não tem polícia nenhuma e você fica a Deus dará ::essa::

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Tiramos as fotos, mas sempre com um olho no peixe e outro no gato. Percebemos a mesma movimentação de Viña del Mar, passa uma dupla falando ao celular e depois vem 3 e ficam te rondando, cercando e quando você bobeia eles te ganham. Guardamos as coisas e fomos para a Plaza de Armas... chegando lá estava um caos! A catedral estava fechada e alguns carabineiros nos aconselharam a ir embora, pois eles não conseguiam atender as ocorrências de furto ali já que havia muita gente. Ele falou para descermos na estação do metrô logo a frente e irmos embora. Seguimos o conselho e fomos seguidos por dois equatorianos. Dessa vez fiquei do lado da minha mãe e meu namorado acompanhou meu pai. Quando começamos a descer as escadas eles apertaram ainda mais o passo. Chamamos o guarda da estação e pedimos informações e ele falou para passarmos logo a catraca, porque estavam nos segundo. Passamos meus pais primeiro  e depois entramos. Os dois caras ficaram parados nos olhando e voltaram para a praça. O segurança mandou tomarmos cuidado ali pelo centro, pois estava muito perigoso, que os próprios chilenos estão evitando aquela área. 

Voltamos para o apartamento, arrumamos as malas no carro e fomos descansar. Nesse dia não jantamos.

 

Gastos do dia:

  • Café da manhã eu: CH$ 3.570
  • Almoço pai: CH$ 30.000
  • Almoço eu: CH$ 22.500
  • Metrô: CH$ 5.000
  • Total do dia: CH$: 61.070 (o gasto foi maior, mas meu pai sumiu com as notinhas dele)
  • Total Pai: CH$: 32.500
  • Total Eu: CH$: 28.570

 

Continua...

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Continuando...

 

02/01/18 - Terça - Santiago / Copiapó

Tomamos café da manhã às 07:30 e saímos em direção à Copiapó.

Passamos por 9 pedágios:

  • Lampa: CH$ 1.000 às 08:31
  • Las Vegas: CH$ 2.100 às 09:02
  • El Melón: CH$ 2.400 às 09:46
  • Pichidangui: CH$ 3.100 às 10:20
  • Troncal Sur: CH$ 2.700 às 11:05
  • Troncal Norte: CH$ 2.700 às 12:30
  • Punta Colorada: CH$ 2.100 às 15:20
  • Cachiyuyo: CH$ 2.100 às 15:44
  • Totoral: CH$ 4.050 às 16:55

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Saindo de Santiago

Paramos em Socos para abastecer,  o diesel S10 custava CH$ 561, colocamos 73,09 litros, o que nos custou CH$ 41.005 e consumo ficou na casa de 9,1km/l. Passamos na lojinha de conveniência para comprar gelo, refrigerantes e salgadinhos. Nessa hora um caminhão parou para abastecer, gente o cheiro do Diesel comum é terrível! Ficamos sem ar e com pigarro por um tempão, a garganta queima... Nunca mais na minha vida!! ::essa::::dãã2::

Almoçamos no Jumbo Cencosud em La Serena às 13:30 (o almoço mais barato até aqui). A Cidade tem vários outlets, mas não fomos em nenhum por conta do tempo (senão só sairíamos de lá depois das 17!). 

Chegamos em Copiapó por volta das 18h. Copiapó foi a nossa primeira cidade no deserto. É bem grandinha e vive de mineração. O Hotel que ficamos tinha acabado de receber um upgrade para 4 estrelas. O estacionamento é no prédio ao lado e hóspedes do hotel não pagam (devem apenas apresentar a fatura na hora de tirar o carro do local).

Ficamos surpresos também com uma van de um casal de velhinhos da Alemanha!! E eu achando que estava longe! Sabe de nada inocente!! ::lol3::::lol3::

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Deixamos as malas no quarto e saímos para explorar a cidade, como estava anoitecendo por volta das 21h fomos até a praça, depois andamos numa galeria que tinha em frente ao hotel e depois passamos na sorveteria ao lado do hotel, mas acabamos não tomando sorvete pois todos tinham glúten e eu sou celíaca. Minha mãe comprou um pedaço de bolo e levou para o hotel.

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Lojinha que vendia pelúcia de todos os pokemons (sim, eu queria todos!)

Jantamos no Hotel mesmo e depois fomos descansar.

 

Gastos do dia:

  • Café da manhã eu: CH$ 3.570
  • Pedágios: CH$ 22.250
  • Abastecimento: CH$ 41.005
  • Gelo e doritos eu: CH$ 2.020
  • Gelo e refrigerantes (pai): CH$ 7.870
  • Almoço pai: CH$ 13.310
  • Almoço eu: CH$ 17.520
  • Jantar pai: CH$: 24.890
  • Jantar eu: CH$ 14.190
  • Bolo: CH$ 2.500
  • Hotel pai: U$ 147
  • Hotel eu: U$ 97
  • Total do dia: CH$: 149.125     U$: 244
  • Total Pai: CH$: 80.197,50       US: 147 
  • Total Eu: CH$: 68.927,50        U$: 97    

 

03/01/18 - Quarta - Copiapó / San Pedro

Tomamos café da manhã às 07:30, colocamos as coisas no carro e seguimos em direção a San Pedro. O dia estava nublado e pegamos um trecho de uns 30 minutos de neblina saindo de Copiapó.

Passamos por 2 assaltinhos:

  • Puerto Viejo: CH$ 2.400 às 09:01
  • Ruta 5: CH$ 1.800 às 17:17

Paramos em Chañaral às 10:30 para abastecer,  o diesel S10 custava CH$ 547, colocamos 70,41 litros, o que nos custou CH$ 38.500 e consumo ficou na casa de 9,1km/l. Aproveitamos a parada para comprar mais gelo. 

Nesse trecho da viagem você observa o Oceano Pacífico do lado esquerdo e no seu lado direito o Deserto. É uma paisagem de tirar o fôlego! :x

Há várias saídas e mirantes durante o percurso. Resolvemos parar numa praia de pedras para tirar algumas fotos.

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O dia estava bastante nublado e ventando 

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Nós mudamos um pouquinho a nossa rota, pois queríamos visitar La Mano del Desierto, chegamos lá quase às 14h. Eu dirigi um bom trecho nesse dia, peguei muita reta, sem polícia, então andei bem mesmo (nesse dia tínhamos que percorrer 859km e chegar em San Pedro antes das 20h!). Fui dirigindo até o monumento La Portada em Antofagasta, depois meu pai pegou o volante de novo e foi revesando com meu namorado.

Só um adendo: estava ventando demais na estrada!!

 

Dá pra ver o desespero da minha mãe quando o carro balança ::lol3::

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O sol resolveu aparecer e com ele todo o calor que o deserto pode te proporcionar...

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Estava ventando demais também!!

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Seguimos para Antofagasta. O mais legal nesse trecho é que você está há mais de 2 mil metros de altitude e em 800 metros +/- você chega ao nível do mar. Vale ressaltar que a descida é bem sinuosa, há vários pontos faltando guardrails. 

Mosquei e só filmei o final da descida e a chegada na cidade...

Chegamos às 15:00, eu coloquei o endereço errado da La Portada no GPS e acabamos dando umas voltas desnecessárias pela cidade. Mas logo nos achamos e deu tudo certo no final! :)

Para quem quiser visitar o Monumento Natural La Portada é só seguir as placas em direção ao aeroporto, lá no final há uma bifurcação, só virar à direita e seguir as placas.

Curiosidade: Vocês sabiam que a cidade de Antofagasta pertencia à Bolívia? Foi fundada em 22/10/1868 e era a saída para o Mar da Bolívia.Em 1879 o Chile tomou Antofagasta dos bolivianos (Guerra do Pacífico) e ainda tomou Arica dos peruanos.

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O outro lado...

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Cidade de Antofagasta ao fundo

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Até 2010 era possível descer até a praia, mas um forte terremoto derrubou o sendero e não se pode mais descer por motivos de segurança.

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Esse rapaz ficou se exibindo pra gente :P

Voltamos para o centro de Antofagasta, paramos para abastecer às 16:00 no posto COPEC,  o diesel S10 custava CH$ 552, colocamos 50,76 litros, o que nos custou CH$ 28.000 e consumo ficou na casa de 8.9km/l. Aproveitamos e fomos "almoçar". 

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Orla de Antofagasta

Pegamos a estrada e já estava preocupada com o horário, já eram 17h e tínhamos que chegar em San Pedro antes das 20h! Meu pai dirigiu um trecho e depois passou para o meu namorado, que resolveu tirar o atraso. Lá pelas tantas, no meio da pista aparece um carabineiro com uma pistola de velocidade (igualzinha a do pessoal do DER) e manda a gente encostar. Ele estava bem bravo perguntando onde íamos com tanta pressa. Nessas horas o certo é falar a verdade. Meu namorado disse que tínhamos que chegar em San Pedro antes das 20h. Ele mostrou a pistola, a velocidade era de 142km/h, e disse que a velocidade da via era 110km/h. Pediu o documento do carro, seguro e habilitação e pediu para esperarmos. Ele foi para trás do carro e foi medir a velocidade de outro carro que vinha logo atrás. Mandou o carro parar (era da concessionária da via), devolveu os documentos e nos liberou e disse para respeitarmos a velocidade da via. Agradecemos e saímos. Nesse trecho de Antofagasta à Calama há muitos policiais, portanto, evitem problemas e andem na velocidade da via. Mais a frente, havia um carabineiro escondido numa van, também com pistola de velocidade. O guarda anterior passou um rádio pra ele e ele estava lá nos esperando, mas estávamos andando na velocidade da via. Ufa! ::mmm:

Chegamos em San Pedro exatamente às 19:56h. Fizemos o check-in no hotel e enquanto meus pais desciam as malas do carro, eu e meu namorado fomos até a Calle Caraoles fechar os passeios do Salar de Tara, Geisers del Tatio e Uyuni. Optei por fazer os dois passeios do Atacama com a Lickan Antay do Jesus (já havia feito esses tours com ele em 2013) e Uyuni com a Colque Tours (também a mesma agência de 2013 quando fiz Laguna Blanca e Verde). 

Encontrei com meus pais e fomos dar uma volta na cidade para eles conhecerem, depois jantamos no restaurante conhecido de todos aqui: La Picada del Índio e depois fomos descansar porque sairíamos cedo no dia seguinte.

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Rua do hotel

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Cerveja de Quinoa que meu namorado experimentou

 

Gastos do dia:

  • Pedágios: CH$ 4.200
  • Abastecimento em Socos: CH$ 41.000
  • Gelo: CH$ 6.000
  • Almoço eu: CH$ 17.520
  • Abastecimento em Antofagasta: CH$ 28.000
  • Tours Atacama pai: CH$ 135.000
  • Tours Atacama eu: CH$ 90.000
  • Uyuni pai: CH$ 360.000
  • Uyuni eu: CH$ 240.000
  • Jantar pai: CH$: 12.320
  • Jantar eu: CH$ 10.120
  • Hotel pai: U$ 665
  • Hotel eu: U$ 485
  • Total do dia: CH$: 944.160     U$: 1.150
  • Total Pai: CH$: 546.920         US: 665 
  • Total Eu: CH$: 397.240         U$: 485

 

04/01/18 - Quinta - San Pedro / Valle del Arcoiris

Tomamos café da manhã no hotel às 07:30 e seguimos em direção ao Valle del Arcoiris por conta própria. Chegamos na guarita do parque às 08:30h. Um bom trecho da estrada estava em obras, portanto tivemos que andar bem devagar. 

Estacionamos o carro e fomos até o escritório pagar as entradas. Perguntamos ao guarda parque se era permitido voar nosso drone, ele disse que sim e ainda nos deu uma autorização por escrito, também perguntamos onde podíamos voar e ele disse que podia ser tanto na parte dos petroglifos quanto na parte das montanhas coloridas. Agradecemos e fomos caminhar pelo parque.

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Cojin de suegra :P

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Flamingos

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Seguimos para a parte das montanhas coloridas, onde ficam também os cactos gigantes.

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Arrumamos o drone e quando subimos com ele, um guia (muito mal-educado!) da agência Flamingo chegou gritando e me chamando de idiota. Perguntei se ele estava falando comigo e ele disse: você é uma imbecil, vá embora daqui!! Indaguei o por que de eu ser idiota e por que teria que ir embora, e ele gritando ainda mais disse que não podia voar com drone ali, que eu era uma turista idiota, retruquei dizendo que eu tinha uma autorização por escrito para voar ali e mostrei pra ele, ele gritou outra vez: IDIOTA e foi pra cima do meu pai, um senhor de 65 anos. Meu namorado e meu irmão entraram no meio, e ele saiu me xingando. Só que eu e meu namorado falamos muito bem espanhol e entendemos tudinho. Já tinha ficado muito puta porque ele ameaçou bater no meu pai, tirei fotos dele, do carro da agência, placa e fomos embora. Paramos na guarita do parque e relatamos todo o ocorrido, depois fomos na Secretaria de Turismo, que fica no centro de San Pedro, fizemos um queixa (o funcionário foi muito solícito em nos explicar como funcionavam as coisas e ainda disse: "se vocês tem uma autorização do parque para voar o drone, como eu estou vendo aqui, não há nada de errado"), fomos na agência e reclamamos com o dono (um francês) que disse que não éramos as primeiras pessoas a reclamar do comportamento do dito sujeito e perguntou se queríamos que o guia fosse lá nos pedir desculpas. Eu disse que não queria porque estava muito chateada com a forma que ele tratou meu pai e que era a primeira vez deles ali, o lugar que eu tanto falei que era lindo, com pessoas educadas, e a primeira impressão dos meus pais foi péssima do lugar. Ele pediu mil desculpas e disse para ficarmos tranquilo que o Atacama era mais que aquele episódio fatídico. Meu namorado falou que a imagem da empresa dele que ficaria manchada pela atitude do funcionário dele. Saímos de lá e passamos nos carabineiros, eu estava disposta a fazer uma queixa contra ele, mas meu namorado disse pra deixar pra lá, que o próprio universo se encarregaria de resolver isso.

Busquei meus pais no hotel e fomos almoçar no La Picada del Índio. Meus pais estavam cansados por conta da altitude e de todo o estresse do passeio anterior que resolveram ficar no hotel. Fui com meu namorado passear pela cidade e aproveitamos para tomar um suco de abacaxi delicioso na Calle Toconao, depois passamos no mercadinho uma rua antes do hotel e compramos água e chá de coca para dar para os meus pais. Voltamos para o hotel e descansamos um pouco. Às 22H saímos para jantar em um restaurante perto da Calle Caracoles.

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Gastos do dia:

  • Entrada Valle del Arcoiris pai: CH$ 9.000
  • Entrada Valle del Arcoiris eu: CH$ 6.000
  • Almoço pai: CH$ 12.320
  • Almoço eu: CH$ 10.120
  • Suco: CH$ 2.500
  • Chá de coca: CH$ 1.500
  • Água: CH$ 1.000
  • Jantar pai: CH$: 20.680
  • Jantar eu: CH$ 19.030
  • Total do dia: CH$: 82.150    
  • Total Pai: CH$: 42.000       
  • Total Eu: CH$: 40.150         

 

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Bom dia!

Muito legal seu relato, venho acompanhando ele desde o primeiro post.

Estou planejando também uma viagem com um roteiro semelhante ao seu, porém no sentido oposto, passando primeiro pelo Atacama e descendo o litoral chileno rumo a Santiago. Tenho um tópico com o planejamento aqui: https://www.mochileiros.com/topic/71684-tour-de-carro-por-atacama-pacífico-santiago-mendoza/

Fiquei com algumas dúvidas que possivelmente você possa me ajudar:

1) Quando fala do seguro viagem, diz que um dos únicos planos que cobre o deslocamento de carro foi o da Porto Seguro. Aonde você notou essa restrição? Já viajei com seguro da GTA e não reparei nenhuma cláusula que mencione o meio de transporte. Achei o valor um pouco alto: simulei aqui e fica 300 reais para cada um (eu e minha namorada).

2) Com relação ao TAG dos pedágios no Chile, você comprou da Conect Car aqui do Brasil mesmo? Ou teve que comprar lá no Chile?  É possível pagar manualmente em dinheiro? Eu tenho o Sem Parar aqui no meu, mas imagino que não cubra países do exterior.

Agradeço desde já e continue relatando! :D

 

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Em 22/02/2018 em 10:08, Elder Walker disse:

Bom dia!

Muito legal seu relato, venho acompanhando ele desde o primeiro post.

Estou planejando também uma viagem com um roteiro semelhante ao seu, porém no sentido oposto, passando primeiro pelo Atacama e descendo o litoral chileno rumo a Santiago. Tenho um tópico com o planejamento aqui: https://www.mochileiros.com/topic/71684-tour-de-carro-por-atacama-pacífico-santiago-mendoza/

Fiquei com algumas dúvidas que possivelmente você possa me ajudar:

1) Quando fala do seguro viagem, diz que um dos únicos planos que cobre o deslocamento de carro foi o da Porto Seguro. Aonde você notou essa restrição? Já viajei com seguro da GTA e não reparei nenhuma cláusula que mencione o meio de transporte. Achei o valor um pouco alto: simulei aqui e fica 300 reais para cada um (eu e minha namorada).

2) Com relação ao TAG dos pedágios no Chile, você comprou da Conect Car aqui do Brasil mesmo? Ou teve que comprar lá no Chile?  É possível pagar manualmente em dinheiro? Eu tenho o Sem Parar aqui no meu, mas imagino que não cubra países do exterior.

Agradeço desde já e continue relatando! :D

 

Oi Elder, tudo bom?

Então, costumo fazer seguro com a Mondial,  mas quando fui fazer a cotação pelo site eles só me davam a opção de avião, navio ou ônibus. E como eu passaria por vários países não daria certo. Liguei no SAC da Mondial e a moça me informou que eles não cobriam viagem com veículo próprio, mesmo eu dizendo que já tinha feito um seguro próprio para o carro. Liguei em mais outras duas seguradoras e me deram a mesma informação. Por último liguei na Porto Seguro e eles informaram que faziam o seguro viagem para quem ia com veículo próprio. Ela deixou bem claro que o seguro não cobria nenhum dano ao carro, somente aos passageiros (se sofrêssemos um acidente na estrada nós estaríamos coberto por eles, o carro não) e que eles também não cobriam extravio de bagagem. Eu achei o valor que paguei (300 e pouco por pessoa) razoável, levando em consideração que cobria Argentina, Chile, Bolívia e Paraguai.

O Conect Car eu comprei pra passar somente nos pedágios do Brasil e só comprei porque não pagava anuidade (o Sem Parar tinha que fazer assinatura e como em Brasília não tem pedágio não ia servir pra gente depois). No Chile a maioria dos pedágios você pode pagar com dinheiro, EXCETO os pedágios de Santiago. Lá você tem que ter uma TAG específica que é vendida nos Postos COPEC Pronto (nunca achei em nenhum dos postos que fui!)ou lá na estação de metrô como expliquei lá em cima. Eu não consegui comprar, eu tentei. O jeito foi passar mesmo. Na saída do país ninguém me cobrou esses pedágios.

Eu achei a estrada de Salta perigosíssima, Los Caracoles é moleza perto delas. E me arrependo fortemente de não ter ficado mais tempo em Salta, a cidade é linda demais :x

Qualquer dúvida só chamar :)

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20 minutos atrás, mimi.silvestre disse:

Oi Elder, tudo bom?

Então, costumo fazer seguro com a Mondial,  mas quando fui fazer a cotação pelo site eles só me davam a opção de avião, navio ou ônibus. E como eu passaria por vários países não daria certo. Liguei no SAC da Mondial e a moça me informou que eles não cobriam viagem com veículo próprio, mesmo eu dizendo que já tinha feito um seguro próprio para o carro. Liguei em mais outras duas seguradoras e me deram a mesma informação. Por último liguei na Porto Seguro e eles informaram que faziam o seguro viagem para quem ia com veículo próprio. Ela deixou bem claro que o seguro não cobria nenhum dano ao carro, somente aos passageiros (se sofrêssemos um acidente na estrada nós estaríamos coberto por eles, o carro não) e que eles também não cobriam extravio de bagagem. Eu achei o valor que paguei (300 e pouco por pessoa) razoável, levando em consideração que cobria Argentina, Chile, Bolívia e Paraguai.

O Conect Car eu comprei pra passar somente nos pedágios do Brasil e só comprei porque não pagava anuidade (o Sem Parar tinha que fazer assinatura e como em Brasília não tem pedágio não ia servir pra gente depois). No Chile a maioria dos pedágios você pode pagar com dinheiro, EXCETO os pedágios de Santiago. Lá você tem que ter uma TAG específica que é vendida nos Postos COPEC Pronto (nunca achei em nenhum dos postos que fui!)ou lá na estação de metrô como expliquei lá em cima. Eu não consegui comprar, eu tentei. O jeito foi passar mesmo. Na saída do país ninguém me cobrou esses pedágios.

Eu achei a estrada de Salta perigosíssima, Los Caracoles é moleza perto delas. E me arrependo fortemente de não ter ficado mais tempo em Salta, a cidade é linda demais :x

Qualquer dúvida só chamar :)

Interessante. De fato, vi essa necessidade de selecionar o meio (aéreo, marítimo) em alguns sites multi-seguradoras, mas dos que conhecia, não mencionavam nada que limitasse a viagem com carro própria. A única questão que ficava meio incoerente é que estaria pagando por coberturas que obviamente seriam inúteis neste caso, como seguro contra extravio de bagagem, cancelamentos, etc... Eu ainda acho 300 reais um valor um pouco alto para o nosso perfil, ambos jovens, sem histórico de doenças graves (apenas umas pedrinhas no rim da minha namorada, haha) e apenas em países relativamente estruturados (Argentina e Chile) porém não tão caros como EUA e Europa. Enfim, sei que o princípio do seguro é precaução, mas vou ponderar ainda se fazemos ou não. De qualquer forma, muito bacana ter essa dica sua de qual cobre esse estilo de viagem! :)

Antes mesmo de você responder eu consegui essa informação do TAG na região metropolitana de Santiago. Vou ver se encontro nos postos COPEC enquanto estiver "descendo" de San Pedro até lá. Pelo o que pude apurar, esses TAGs foram distribuídos gratuitamente para os moradores da região, então deve ser difícil achar para comprar mesmo. Mas vamos ver na prática! Aqui no Brasil eu tenho e uso bastante o Sem Parar, acho caro e acho ridículo pagar mensalidade, já que estamos barateando os custos das próprias concessionárias ao não depender de cobrança manual nos pedágios, mas enfim, é o preço da comodidade. 

Vou ver se consigo sair um dia antes e ficar em Salta, talvez conhecer os arredores. Mas a princípio meu roteiro está super apertado, ficando já apenas 2 noites em Santiago e 2 em Mendoza, onde gostaria de passar mais tempo também. Vou atualizar meu post depois, dê uma olhadinha lá.

Obrigado mais uma vez! :D

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    • Por guskow
      EXPEDIÇÃO 4x4 - Curitiba a Uyuni e Atacama via Jujuy e Paso Sico (15 dias em Novembro de 2018)
      Após ir de São Paulo a Fortaleza via Jalapão e Lençóis (relato aqui), foi vez de se inspirar neste blog e se aventurar de Toyota Bandeirante rumo a Bolivia, Chile e Argentina.

      Principais pontos: Argentina: Jujuy (Tilcara, Purmamarca, Humahuaca) e Cafayate. Bolívia: Salar do Uyuni e Chiguana, Deserto de Siloli, Reserva Eduardo Avaroa, Lagunas, Geiser Sol de la Mañana. Chile: San Pedro de Atacama e atrações Duração: 15 dias e 6.854 km, 700 L de diesel Veículo: Toyota Bandeirante 4x4 jipe curto, ano 2001, motor diesel 14B com Turbo (K16) e intercooler, pneus AT 32", jumelos conforto, A/C e DH, guincho Equipamentos: Pá, macaco hi-lift, esteira de desatolagem, 45L diesel adicionais em galões, bomba encher pneus, extenso kit de ferramentas e peças sobressalentes Viajantes: Gustavo e seus pais Eli e Joel (idades: 33, 60 e 62 anos, respectivamente) Navegação: Aplicativo “maps.me” com mapas offline e bookmarks previamente marcados Hospedagem: pousadas via booking.com, porém estávamos preparados para dormir no carro e de fato o fizemos 1 noite Fronteiras: Dionísio Cerqueira-SC (BRA) - Bernardo de Irigoyen (ARG); La Quicaca(ARG) - Villazón(BOL); Hito Cajon (BOL-CHI); Paso Sico (CHI-ARG) Obs: Viagem para 4x4 apenas, e requer pneus resistentes devido ao terreno e pedras. Usamos bastante creme labial e hidratante, protetor solar, e quantidade absurda de ÁGUA. Parte A –  Curitiba a Jujuy (2.128 km em dois dias)
      Dois dias de bastante estrada. Saímos cedo para cruzar o Paraná e pegar a fronteira de Dionísio Cerqueira-SC, que é menos movimentada que a de Foz, além de encurtar caminho para nós. Os procedimentos foram rápidos e feitos de dentro do carro. Carta Verde foi solicitada duas vezes no processo, acho que mudou uma regra e não rola mais fazer o seguro após cruzar para a Argentina. Após entrar, pediram para estacionarmos o carro e irmos fazer mais um trâmite em outro prédio, foi tranquilo. Saímos com carimbo em uns pequenos papéis (boletas) que depois nos pediram várias vezes em hotéis e fronteira.
      Já na Argentina, sacamos uns pesos em um caixa automático e avançamos até Posadas onde dormimos em um lugar excepcional chamado Irová Apart Hotel. Cruzamos o retão do Chaco em uma pegada de 1.200km que surpreendentemente não foi tediosa. Pelo contrário, achamos a paisagem agradável e o dia foi gostoso, acumulamos centenas de insetos no parabrisa e encontramos dois passarinhos atropelados: preso um na grade dianteira, e outro no guincho.
      Passamos por dezenas de barreiras policiais. Quase todas as vezes nos perguntavam origem e destino, e frequentemente nos paravam para pedir documentos e olhar o carro. Porém correu tudo bem. Vimos uma cobra grande morta na estrada, e outra viva que fez menção de “morder” nosso pneu. Vimos um tucano, muitas maritacas, e infinitos passarinhos. Estrada é ótima (com exceção de pequeno trecho no fim) e pouco movimentada. Dormimos em um apartamento em San Salvador de Jujuy, que é bastante urbana, desviando Salta pois nosso objetivo era avançar rumo a Bolívia.
      Parte B – Jujuy (ARG) e passagem para Bolívia
      Fomos a Purmamarca logo cedo. Além de simpaticíssima, a cidade é cercada por morros coloridos que propiciam vistas incríveis. Essa foto abaixo requer subir um mirante a pé por uns 20 minutos, valeu a pena. Há uma praça central com artesanato, e bastante fluxo de turistas.

      De lá fomos a Tilcara, onde almoçamos no centrinho na companhia de cães sarnentos e uma geladíssima cerveja – uma das poucas da viagem. Conhecemos as ruínas de Pucará de Tilcara que foram medianamente interessantes. Seguimos para Humahuaca, onde dormimos, e fomos conhecer a serra de Hornocal onde está o mirante das 14 cores.

      Esta estrada é bem íngreme e leva a 4.350m, nos propiciando os primeiros episódios de Soroche – mal da altitude. Nós sentimos basicamente perda de fôlego, que era facilmente resolvida com pausa + respiração profunda. A Toyota sobreaqueceu na subida da serra, exigindo que parássemos duas vezes. Na segunda parada, percebemos que o sistema de arrefecimento estava bem vazio e com pouco aditivo, o que assustou bastante pois havíamos completado o radiador com água pela manhã do mesmo dia. Na volta, o posto YPF tinha os aditivos (refrigerantes) que precisávamos para o radiador já que eu só carregava um litro no carro.

      Acordamos no dia 4 e encaramos 481km até a cidade de Uyuni, parando apenas na Duna Huancar (lagoa e duna interessante para visitar) e na fronteira em La Quiaca / Villazón onde a burocracia foi rápida, apesar da confusão com as diversas “janelinhas” onde deveríamos passar (inclusive acho que pulamos uma). Aqui tem o detalhe de pegar a declaração juradae tratar como um filho. Fizemos fotocópias dela e tiramos fotos de todos os celulares. Já saindo da imigração, um policial parou e ficou fazendo firula, aí pediu o equivalente a uns 20 reais por um carimbo... fui embora fingindo que nem escutei.
      Trocamos uns dólares e seguimos para a cidade de Uyuni, que é bastante seca e sem graça porém é o último lugar (semi-)civilizado pelos próximos 3 dias da viagem. Visitamos o cemitério de trens (sem graça) e ficamos em um baita hotel legal (Cristales Joyas de Sal) – nosso parceiro durante as crises noturnas de Soroche. Falando nisso, compramos uma garrafinha de oxigênio e umas pílulas aqui, que acabamos não usando. Enchemos o tanque naquele preço bacana para estrangeiros (8,8 versus 3,4 para locais) e ficamos prontos com 65+20+25 litros de diesel (isso é muito importante pois não há mais infra até San Pedro de Atacama, e maioria dos carros locais é a gasolina então precisa mesmo se garantir.
      Parte C – Salar do Uyuni e Chiguana
      Se ir pra Bolívia sem muito planejamento nem experiência já era uma baita cag*ada, partir para o Salar do Uyuni em um jipe antigo próprio, sem guia nenhum, levando os pais sexagenários para passar 3 dias isolados, sem infra e incomunicáveis era realmente o ápice da irresponsabilidade! 
      Tínhamos lido na internet o suficiente para saber que muita coisa poderia dar errado. Os relatos de perrengues homéricos e fatalidades são abundantes. Mas bah, o dia clareou e adentramos no Salar sem pensr muito, só com o frio na barriga. A euforia foi grande ao ser engolido por aquela imensidão branca! Chegamos nos monumentos (Dakar, Bandeiras, Palácio de Sal) cedo e já quebramos a regrinha de 10 fotos por dia que queríamos tentar respeitar como máximo. O solo estava bastante rígido como uma highway, e o track do GPS coincidia com marcações de pneus pelo trajeto. Paramos pra tirar fotos e vimos apenas um ou dois carros no horizonte durante toda a manhã.

      Dirigimos uns 65km rumo a ilha de Incahuasi (cactos gigantes), com a curiosidade de que a pequena ilha já era visível desde uns 25 km antes como se estivéssemos chegando! Visitar a ilha foi bem bacana, tanto pela infraestrutura impecável como pelo visual show do Salar, das demais ilhas, e dos antigos cactos gigantes. Muitas agências turísticas somente vem até aqui e retornam a Uyuni, porém nós seguiríamos por mais duas noites sem muita clareza do caminho então pegamos logo “a estrada” com a Toyotona, desta vez rumo extremo sul do Salar do Uyuni.

      Ao avistar “terra firme”, sentimos grande  alívio de que a tenebrosa e incerta fase da viagem estava prestes a ser vencida. Chegamos a dizer que o Salar não era tão macabro e que “dá pra vir de fusca tranquilamente”... mas é claro que mordemos a língua e os últimos 200 metros tinham atoleiros profundos que freavam a Toyota muito melhor que seu próprio freio e exigiram alguma perícia no 4x4 para sairmos ilesos do outro lado. Agora sim, em terreno firme, achamos uma sombrinha de pedra e cozinhamos um strogonoff pra comemorar!
      Próxima parada seria a noite para dormir no alojamento da Laguna Hedionda, para onde íamos seguindo um track do Wikiloc que passava por dentro um outro extenso Salar (de Chiguana), paralelamente a um trilho de trem. De fato, precisávamos cruzar o trilho mas ele estava em um morro muito alto, até que achamos um ponto onde os locais ajeitaram o morro para poder passar de carro. Cruzamos o trilho e voltamos pro track do Wikiloc, porém o terreno já não estava tão rígido e a Toyota ia dando o melhor de si de atoleiro em atoleiro, até que entramos em um trecho onde o sal simplesmente quebrava e dava lugar a um lodo super mole que foi freando, freando, freando até que freou completamente nossa pesada Bandeirante. Atolamos!

      Bom, nem deu tempo de lembrar daqueles relatos macabros de viajantes que passaram 3 dias atolados e isolados, morrendo de frio nas noites do deserto... pegamos a pá e começamos a tirar os toletes de barro que bloqueavam nossos diferenciais, jumelos, sapatas, etc. Coletamos uns pedaços rígidos de areia e fomos colocando junto aos pneus, além de pequenas tábuas que carregávamos conosco. Tudo parecia ok, “vamos tentar sair?” mas o jipe apenas patinava as 4 rodas de uma vez sem se mexer sequer 1 cm. Já passava das 17hs e logo cairia a gélida noite. Não havia a menor possibilidade de encontrar alguém por ali, e a cidade mais próxima estava a dezenas de quilômetros, então o jeito era continuar trabalhando sem dar menor atenção ao Soroche que provavelmente nos tentava assolar.
      Enquanto Seu Joel retirava meia tonelada de barro de baixo da Band, Dona Eli rodou o perímetro a pé e encontrou uma carcaça de pneu estourado que serviria para calçar uma das rodas traseiras. Na outra roda, usaríamos nossa esteira de desatolagem. Para levantar a traseira e desenterrar o diferencial, usamos o macaco Hi-lift.

      Baixamos o macaco e a situação parecia melhor: com as rodas traseiras agora apoiadas, havia menos coisas presas no barro. O terreno a frente já começava a ficar mais rígido, então bastava vencer uns 2 metros de atoleiro. Porém pouco conseguimos avançar, ainda patinavam as 4 rodas repletas de barro. Repetimos a operação. O pouco progresso, no entanto, já permitia andar um pouco de ré para pegar embalo, avançando uns centímetros a cada iteração. O incansável trabalho com a pá continuava abrindo espaço para o jipe se movimentar para frente, até que as 18 hs nós conseguimos sair do buraco! 

      Gritei um milhão de palavrões e xinguei muito “Cochabamba” (não sei da onde me surgiu essa palavra na hora) pra comemorar. Decidimos voltar para o outro lado do trilho e seguir no caminho mais seguro (e longo) que levaria a uma cidadezinha chamada Avaroa, e de lá iríamos no dia seguinte para as Lagunas. Ainda dirigimos pela parte traiçoeira novamente no caminho de volta, quaaaase atolando.
      Já que não dava mais pra chegar no alojamento em prazo razoável, pesquisei no maps.me e vi 4 hotéis perto de Alvaroa com boa avaliação. Chegamos lá as 19h15 e encontramos uma baita placa de "ADUANA": a bendita cidade com 4 hotéis ficava no Chile, aquilo era - inesperadamente - uma fronteira!
      Estávamos em um vilarejo Boliviano que basicamente só tinha os containers da imigração e aduana, mais nada. Era desolador pensar em passar a noite ali, resolvemos tentar a todo custo atravessar a fronteira apenas para dormir bem do outro lado e voltar na manhã seguinte. Bati no container e um oficial boliviano me confirmou que já estava tudo fechado. Chorei um pouco alegando que não tinha onde dormir, que ia fazer muito frio a noite, e que eu sabia que do outro lado haveria hotéis, e o oficial simpaticamente fez uma exceção e nos recebeu. Após cancelar nossa declaração juradae cancelar os papéis que ganhamos na fronteira de La Quiaca, ele carimbou os passaportes saindo da Bolivia e mandou seguir. Sucesso!!
      Quer dizer, mais ou menos. Andamos 3 km e nos deparamos com a imigração Chilena fechada. Bem fechada, aliás, pois lá já eram 20h30 no horário deles. Encontrei um moço da Interpol e outro chileno que disseram que não havia a menor possibilidade de entrarmos na cidade para dormir e que seríamos presos imediatamente se não retornássemos. Ou seja, ficamos largados entre os dois países em um verdadeiro limbo, no meio de uma noite que já estava esfriando muito rápido.
      Me arrependi profundamente de ter tentando cruzar para o Chile, pois agora estava sem declaração juradae ia ter que me explicar mil vezes pra conseguir retornar oficialmente para a Bolívia no outro dia, sendo que poderia simplesmente ter estacionado em qualquer lugar e dormido sem nada dessa loucura. Como não tinha nada a perder, voltei para os containers bolivianos tentar fazer imigração novamente no meio da noite. Me informaram que eu só ia poder voltar pra Bolívia depois de entrar no Chile, pois já tinha dado baixa da Bolívia.
      Só que no dia seguinte já não me adiantava nada entrar no Chile, pois o caminho continuava pela Bolívia. Sei lá qual foi o chororô que funcionou, mas o pessoal começou gentilmente a me ajudar... refizeram a declaração juradapra eu entrar de novo, mas só iam me dar quando eu apresentasse carimbo de entrada no passaporte. Isso era no outro container onde ninguém me atendia. Já estava muito frio e tarde, e algum dos caras da aduana foi gentil ao ponto de ir buscar o oficial de imigração no alojamento dele no meio da noite e convencer ele a fazer nossa papelada. Esse cara apareceu fora de controle querendo me matar, batendo na mesa e gritando loucamente comigo... mas acalmaram ele, – como num passe de mágica – desfizemos toda a cagada e voltamos a estaca zero!
      Eram umas 21hs quando voltei pro lado Boliviano, parei o carro atrás de uma mureta (pra parcialmente abrigar dos fortes ventos), e dormimos o três dentro da Toyota como se fosse o melhor hotel do mundo – e, naquela situação, era!!!

      Parte D – Lagunas, Deserto de Siloli, Reserva Andina Eduardo Avaroa
      Acordamos enrolados em todas nossas roupas, saco de dormir e cobertor de emergência. Temperatura era negativa, mas por alguma razão nós dávamos muita risada e fazíamos piada da situação. Bora seguir caminho, pois este dia era talvez o mais lindo da viagem: primeiro, as lindíssimas Lagunas Cañapa, Hedionda, Chiar Kkota, Honda.

      Então cruzar o deserto de Siloli por um trajeto espetacular, seguindo uns fios de água (as vezes congelados) com vistas de tirar o fôlego (ou seriam os 4.950 metros que atingimos nesse dia?), e chegar na esplêndida Laguna Colorada.

      Na Colorada, fizemos nosso almoço com uma vista indescritível e nos ajeitamos no pobríssimo alojamento. Para o banho, tínhamos que ficar pelados primeiro, aí gritar “listoooooo”para que o antipático senhor abrisse a água. Só o cup noodlesque cozinhamos no fogareiro salvou do frio que senti depois do banho gelado que o véio me concedeu!! Dia seguinte acordamos sem pressa e fomos conhecer os Geiser Sol de la Mañana, uma cena realmente de outro planeta:

      Toda água mineral que levamos para os 3 dias fora da civilização tinham acabado e estávamos usando pastilhas de Clorin para purificar o que íamos beber. Na rota para San Pedro de Atacama, ainda tomamos banho em piscina termal (Thermes de Polques) na laguna Chilviri e passamos pelas belas lagunas Blanca e Verde. Chegando a fronteira com o Chile, nova supresa: “a aduana boliviana foi embora naquela Hilux senhor, eles não voltam mais hoje. Você precisará ir a Pachaca a 70km (ou 170, não lembro) fazer documentação de saída do seu veículo então retornar aqui”. Esse foi o anti-climax total.. eram 13hs, já tínhamos usado nosso galão reserva de 25L, e aquelas estradas péssimas iam comer horas e horas. Decidimos ignorar o conselho e seguir para o próximo checkpoint boliviano, onde encontramos um casebre de imigração fechado para almoço.
      Como mágica, seu Joel enfiou a cara numa janela e viu alguém lá dentro que, muito gentilmente, nos atendeu e carimbou os passaportes. Partimos sem o processo aduaneiro, agora em rodovia extremamente bem asfaltada e sinalizada assim que o território virou chileno. No Chile, fomos tratados com muito profissionalismo nos procedimentos e verificaram bem o conteúdo das nossas bagagens (por segurança alimentar/agrícola). Pegamos então a descida incrível que vai do Hito Cajon até San Pedro do Atacama.
      Parte E – San Pedro de Atacama, Paso Sico, Cafayate-ARG
      Foi muito bom chegar em San Pedro do Atacama e comer uma boa refeição, tomar um bom banho, dormir em uma boa cama. Passamos 4 dias excelentes em SPA fazendo os passeios tradicionais que nem vou detalhar pois são bem documentados no site, mas reforço que gostamos muito das Lagunas Escondidas de Baltinache e achamos caríssimo o Geiser del Tatio (15000 pesos por pessoa). Por sina, preços no Atacama foram bem maiores que no restante da viagem. 
      Nosso retorno para Argentina foi pelo Paso Sico onde as paisagens são absolutamente incríveis! No caminho, estão as lagunas Miñique e Miscanti, de tirar o fôlego.

      O trâmite aduaneiro costumava ser feito em SPA antes de pegar estrada, porém informaram que agora se faz tudo no próprio Paso Sico. Aduana integrada (CHI/ARG) onde fomos bem tratados. Falaram que só passam uns 4 carros por dia ali. Estrada no lado argentino estava muito pior porém igualmente linda e interessante. Chegamos em San Antonio de los Cobres para dormir (cidade de pior custo benefício da viagem), e no dia seguinte pegamos a Ruta 40 rumo a Cafayate para passar uns dias de qualidade relaxando por lá.

      A Ruta 40 neste trecho é inteirinha de costelas de vaca e despenhadeiros. Paisagens surpreendentes que nos faziam parar fotografar de 10 em 10 minutos, mas ao final do dia os 380km de costela de vaca já tinham acabado com nosso humor (e quebrado um amortecedor dianteiro). Demos carona para 3 locais no pouco espaço que tínhamos, foi divertido! Fizemos uma feijoada Vapsa em uma sombra de árvore, vimos senhoras locais pastoreando ovelhas, chegamos a maior altitude da viagem (4.992m) e começamos a ver paisagens verdes após muito tempo de secura.

      Por fim, chegamos em Cafayate que foi um oásis de conforto perfeito por duas noites para concluir esta aventura. Preços excelente de acomodação e alimentação, pratos deliciosos, vinícolas abundantes, e um estilo muito charmoso. .

      Visitamos a quebrada e ainda pegamos uma bela cena por cima das nuvens no caminho para Tafi del Vale. Fizemos a volta em três pernas: Cafayate – Resistência – Pato Branco – Curitiba. 

      Fechamento
      Não tivemos nenhum problema de saúde nem mecânico, embora as condições do ambiente e da estrada sejam extremas, e por isso muito gratos. Mais fotos no instagram @botija4x4.
      Agradeço aos viajantes que deixam relatos inspiradores, em particular ao toyoteiro Guilherme Adolf cujas histórias foram o embrião dessas nossas expedições.
      Resumo dia-a-dia
        Origem
      Destino
      Kms
      Dia 1
      Curitiba
      Posadas
      923
      Dia 2
      Posadas
      San Salvador de Jujuy
      1205
      Dia 3
      San Salvador de Jujuy
      Humahuaca
      195
      Dia 4
      Humahuaca
      Uyuni
      481
      Dia 5
      Uyuni
      Avaroa (não há alojamento)
      272
      Dia 6
      Avaroa
      Laguna Colorada
      165
      Dia 7
      Laguna Colorada
      San Pedro de Atacama
      166
      Dia 8
      San Pedro de Atacama
      SPA
      146
      Dia 9
      SPA
      SPA
      212
      Dia 10
      SPA
      Santo Antônio de lós Cobres
      381
      Dia 11
      Santo Antônio de lós Cobres
      Cafayate
      312
      Dia 12
      Cafayate
      Cafayate
      130
      Dia 13
      Cafayate
      Resistência
      991
      Dia 14
      Resistência
      Pato Branco-PR
      801
      Dia 15
      Pato Branco-PR
      Curitiba
      475
          Total
      6854
       
       
       
    • Por Astrolábio Trip
      O Deserto do Atacama é o deserto mais alto e mais seco do mundo, mas com paisagens belas e  únicas. Não é a toa que é um dos destinos turísticos mais procurados por brasileiros.
              Como chegar:
            Voos até o Aeroporto de Santiago e de Santiago para o Aeroporto de Calama. De Calama é necessário contratar um tranfer que pode ser reservado pela internet ou direto no aeroporto.
              Quando ir:
             Dependendo da época do ano, você encontrará paisagens bem diferentes.
             A época de chuvas vai de Dezembro a Fevereiro. Sim, chove no deserto. Não tanto a ponto de estregar o passeio, mas ninguém controla a natureza, né?
             Inverno : Junho, Julho e Agosto com temperaturas em torno de 20°C durante o dia , porém a noite e de manhã cedo espere temperaturas por volta de 0°C ou até mesmo negativas.
             Nos demais meses a temperatura é mais amena e não há tanta variação térmica, o que torna esse período bem interessante para conhecer o Atacama.
              O que levar:
             Independente da estação do ano leve gorro, casaco ou fleece, cachecol, hidradante corporal, protetor solar, pomada Bepantol é essencial para os lábios, toalha e  óculos de sol. No verão dá para levar alguns shorts e camisetas para o dia. Se for inverno, capriche no casacos mais grossos, além de levar segunda pele,fleece, luvas, meias grossas e um corta vento.
             Como lidar com a altitude nos passeios: Mastigar folha de coca, chá de coca ou chachacoma. A folha da coca não é considerada droga e tampouco tem efeitos alucinógenos. Há também nas farmácias Soroche pills  para o mal da altitude. Descanse bem e evite bebidas alcoólicas em excesso. Você preciso de pelo menos 24 horas. para se aclimatar. Aproveite para conhecer a cidade de San Pedro de Atacama que é um charme.
       
              Moeda: pesos chilenos. Trocamos em São Pedro do Atacama mesmo, pois a cotação estava melhor que no aeroporto. As principais casas de câmbio ficam nas Ruas (calles) Toconao e Caracoles. Pesquise a melhor cotação antes de trocar seu dinheiro.
          Com quem fechamos os Tours: Fechamos os nossos passeios com a Deyd (www.instagram.com/deynoatacama) , que é uma brasileira super gente boa que mora em São Pedro do Atacama, e nos ajudou na escolha dos tours e preparou tudo da melhor maneira para nos receber. Ao entrar em contato com a Deyd, comente que você achou a indicação no Blog Astrolábio Trip e ganhe 5% de desconto. Pode enviar mensagem para ela pelo whatsapp +56 9 7993 2005 ou ligar também.
               O que fazer no Atacama :
      Valle de la Luna 
      Fica a 10km de São Pedro de onde visitaremos diferentes atrativos que se encontram no valle como o Anfiteatro, mina Victoria, Mirador, Três Marias, cavernas de sal e a pedra do Coyote.
      Entrada: 3 mil pesos
      Horário : 16:00 às 20:00h
      Valle de la Luna . crédito @deydnoatacama        Geysers del Tatio
             Esse é um dos passeios que mais exige dos visitantes. A saída do hotel é por volta de 4:30/5:00 da manhã quando as temperaturas ainda estão baixas ou até mesmo negativas, e ao chegar ao campo geotérmico alcança-se cerca de 4200 metros de altitude. E mesmo assim é uma das atrações mais procuradas por quem visita o Atacama.  O tour começa com uma caminhada para observar os diferentes tipos de gêiseres, fenômeno que só pode ser observado em 6 lugares do mundo e este é o terceiro maior. O tour inclui café da manhã . Dica: Não faça esse tour antes de estar aclimatado.
      Entrada : $7.000
      Horário: 04:30 às  13h
      Geysers del Tatio         Piedras Rojas e Laguna Altiplânicas
              O tour mais clássico e mais procurado no Atacama, ou seja, imperdível. É um tour de um dia inteiro passando por variadas altitudes no decorrer do passeio. Começamos visitando o  povoado de Toconao, Salar de Atacama, Laguna Chaxa , Reserva Nacional dos Flamingos  e seguimos para o povoado de Socaire , onde tomamos o café da manhã e mais tarde retornaríamos para o almoço. Depois de ver tantas paisagens lindas, paramos no Mirante de Piedras Rojas . Infelizmente, o acesso a Piedras Rojas está fechado desde janeiro/2018 e ainda não há previsão para reabrir. Visitamos a Laguna Tuyaito e logo depois as Lagunas Altiplânicas a 4200 metros de altitude. E pra finalizar o dia , uma parada em um trecho do antigo caminho Inca e em uma das latitudes do Trópico de Capricórnio. Fizemos esse maravilhoso tour e em breve teremos um post só para ele.
      Entradas : $5.500 ($2.500 – Reserva Nacional dos Flamigos e $3.000 – Lagunas Altiplânicas)
      Horário: 07h às 17h
        Vulcano          Termas de Puritama
             Esse tour é para relaxar e é excelente para combinar com algum outro que você já tenha feito pela manhã ou que fará à tarde. Há geralmente saídas nos dois turnos. Em Puritama, você disfruta das águas termais  (30°C) que vem dos vulcões e da cordilheira.
      Entrada : $15.000 fim de semana e manhãs durante a semana e $9.000 tardes durante a semana
      Horários: 09h às 14h ou 14h às 18h
      Termas de Puritama        Lagunas Escondidas
             São 7 lagoas localizadas no altiplano, de águas turquesas e com uma concentração de sal de ceraca , 7 vezes mais alta que a concentração do mar. Apenas 2 lagoas estão aptas para o banho, onde você não consegue afundar devido a alta concentração de sal.
      Entrada: $5.000
      Horário: 15h às 20h
      Lagunas Escondidas        Laguna Cejar
             Outro lugar ideal para descansar depois de um dia de muitos passeios. As saídas são por volta das 16h e você visitará a Laguna Cejar e los Ojos del Salar. Imagina poder se banhar flutuando nas águas salgadas e ainda poder observar o pôr do sol. Leve roupa de banho e um casaco para o retorno.
      Entrada: $17.000
      Horário: 16h às 20h
      Leia mais em https://astrolabiotrip.com/2018/12/02/o-que-fazer-no-atacama/
    • Por Amoni
      Pessoal, algm conseguiu  ou sabe como comprar o trecho Santiago-Calama pela Sky air lines ou Jet smart? Já tentei de tudo, sem parcelar, pelo site Atrapalo, colocando os valores em dólar...Não sei mais oq fazer, algm tem uma dica, solução que nao seja Latam Brasil?
      Obs: meu cartão já é lberado pra compras internacionais
    • Por GIACOME
      Acabamos de regressar desta maravilhosa viagem, onde o exercício de resiliência e cuidado mútuo fez parte constante do trajeto; viajamos de carro, partindo de Cacoal, Rondônia, fazendo o já clássico caminho entre Rio Branco (Acre) e Cusco (Peru), passando pelas belas geleiras da cordilheira dos Andes. Estávamos em quatro pessoas, sendo elas duas crianças de 14 e 5 anos.
      Nestas condições o nível de aventura deve ser moderado, não podendo fazer caminhadas mais longas, ou qualquer outro passeio que demande muito esforço físico e muito menos risco à saúde ou à vida. Saímos de Cacoal junto com um grupo de Amigos até Porto Velho; já na saída um grupo que iria com a gente recebeu a notícia que outros membros da família que iriam se encontrar em Porto Velho haviam perdido o vôo. Logo, iríamos subir até Rio Branco somente em mais outro carro de amigos.
      O resumo do primeiro dia foi: Cacoal-RO – Rio Branco, Acre. 988km. Os pontos mais relevantes deste dia e que merecem uma observação:
      1. Abastecer em Porto Velho é bem vantajoso. Gasolina custando 3,36 antes do aumento de 0,40 do Temer.
      2. Comer no Assados; restaurante que fica na rua Carlos Gomes, em frente à Honda. Boa carne assada e postas de Dourado gigantes assadas.
      3. Em Abunã, resíduos históricos da passagem da ferrovia madeira Mamoré, incluindo uma locomotiva perdida.
      4. A Balsa; elemento jurássico que assola o desenvolvimento da região.
      5. O Shopping de Rio Branco, assim como toda a capital estão lindos.
      Não ficamos hospedados em Hotel. Ficamos na casa do amigo Carlos Frederico.

       
      O segundo dia acordamos cedo, mas conseguimos sair mesmo após às oito horas. Tomamos café em um posto de gasolina e seguimos para Assis Brasil. Em Epitaciolândia paramos para sacar dinheiro na agência. Queríamos levar 90% do dinheiro em espécie. Em 2013 levamos em espécie, mas já no final da viagem o dinheiro deu a conta; e muitos locais não passavam cartão de crédito. Importante habilitar o cartão para as transações internacionais. Saímos de Epitaciolândia e seguimos para Assis Brasil, a última cidade brasileira do caminho. Cuidado com este trecho é pouco. O asfalto está destruído em parte do trajeto, necessitando reduzir a zero a velocidade para prosseguir.
      O Resumo do segundo dia ficou assim: 574km. Rio Branco, Acre. Puerto Maldonado, Peru.
      1 Deixe bastante tempo para a imigração e passagem do carro para o Peru. É demorada a saída do Brasil na Alfândega Brasileiro quando tem ônibus também atravessando. Na Aduana peruana, se tiver ônibus ferrou. Nos finais de semana o fluxo é maior. O carro só sai agora com o Suat, um seguro obrigatório. Eles inspecionam o carro e só permitem o pagamento depois da observação e análise do veículo. Demoramos mais de três horas para fazer todos os procedimentos. Aproveitem para trocar sua grana por soles já na divisa. Uma das melhores cotações. Quanto mais entramos no país, menos o real vale. Com exceção de Cusco, que recebe muito bem o real.
      2 Viajei com a ideia de cotação entre 1 real para 1 soles. Levei prejuízo. Com o aumento do dólar, consegui comprar soles perdendo 10%. 1 real vale somente 0,90 soles. Prejuízo de 300 reais na troca dos 3,000 reais que levei em espécie. (levei mais 1,000 reais para trocar em Bolivianos).
      3 O trecho entre Inapari, primeira cidade Peruana onde fazemos os trâmites, até Puerto Maldonado é de 220 km. Cuidado com o combustível. Existem poucos “grifos” postos de gasolinas no caminho. Cuidado também com os quebra-molas, que são muitos e motociclistas sem iluminação. Passamos a noite e muitos veículos não têm iluminação.
      4 Em Puerto Maldonado ficamos no Tropical Inn. Hotel de fácil localização, à 4 quadras da praça de Las Armas de Puerto Maldonado. Ficamos na ida e na volta. O valor de 114 soles. Em média 130 reais para quatro pessoas. Quarto enorme e ótimas camas e banheiro. No entanto, sem café da manhã. No dia que chegamos estava sendo comemorado o aniversário da cidade. Muita festa na praça principal, com um show de músicas locais; uma mistura de aviões do forró com calypso. Sensacional. Comemos pizza e experimentei uma coxinhas de rua, feitas de massa de mandioca, também comi as papas helenas. Deliciosas.
      5 Já tome as deliciosas Cusquenas. Cervejas maravilhosas de Cusco. Aproveite o calor da cidade para beber, pois em Cusco o clima não é tão propício. Em Cusco gostoso é a Pisco Sour, bebida com aguardente de uva e clara de ovo.
      Dormimos com a ansiedade da subida pela cordilheira, levando em conta que estávamos com crianças e não sabíamos as reações, principalmente da menor com 5 anos. Amanhã continuo com o dia D da subida à cordilheira.


    • Por filiperocha
      Fala galera!
       
      Eu e minha namorada acabamos e chegar do lugar mais incrível do mundo, mais conhecido como San Pedro de Atacama e, como aprendemos muita coisa aqui, nada mais justo que repassar pra vocês toda nossa viagem num relato cheio de informações atualizadas. Estivemos lá de 14 até 20 de outubro de 2016.
       
      As fotos (muitas) não postadas aqui estão no nosso instagram: @ofiliperocha e @maragbreves Se puderem dar uma moral lá, ficaremos gratos!
       
      Então, vamos lá! Acho que dividindo por tópicos fica mais organizado:
       
      Passagens aéreas
       
      Primeiramente, devo alertar que você NÃO DEVE COMPRAR o trecho Brasil - Calama antes de pesquisar bem outras alternativas. Óbvio que tem seus benefícios, como a obrigatoriedade de a cia área te alocar em outro voo caso perca a conexão por atraso no primeiro voo e etc, mas nem sempre compensa. No nosso caso, o trecho Rio - Calama pela LATAM sairia cerca de 600 reais mais caro do que comprar os trechos separados.
       
      Compramos as passagens em agosto e o trecho Rio-Santiago e Santiago - Rio saíram por 2 mil reais (para duas pessoas) em voos diretos!
       
      Sobre o trecho Santiago - Calama, comparamos os preços e decidimos comprar no site chileno da SKY AIRLINES
       
      ATUALIZAÇÃO IMPORTANTE 1: Em todos os lugares que pesquisei, havia lido que para comprar as passagens no site da sky seria preciso enviar um e-mail mandando dados, uma burocracia só..Informo que conosco não foi preciso nada disso.
       
      Bastou entrar no site chileno da companhia (para isso entre no site da companhia: http://www.skyairline.cl/verChange.aspx e selecione o país como CHILE e o idioma espanhol. Caso não apareça a opção, entre no site da empresa, no canto esquerdo superior da tela clique no país que aparece, que a tela pra você mudar de país vai aparecer). Escolhidos os trechos, basta inserir o numero de um cartão internacional que a compra será feita na hora, sem e-mails e demais burocracias. Como documento coloquei meu passaporte e minha namorada a identidade dela. Interessante é que no e-mail eles não aceitaram um endereço brasileiro (.br), porém o hotmail fornece e-mail apenas ".com", o qual utilizamos sem maiores dificuldades.
       
      O trecho Santiago - Calama ida e volta saiu por 110 dólares já com as taxas, para duas pessoas ! 300 reais mais barato do que comprando no site chileno da Latam.
       
      ATUALIZAÇÃO IMPORTANTE 2: Os principais sites avaliadores de cias aéreas estão desatualizados quando falam da SKY. A companhia se tornou uma low cost e não possui serviço de bordo, apenas venda de alimentos e bebidas. Como o voo dura só 2 horas, não foi nada que me atrapalhasse.
       
      No que diz respeito à qualidade do serviço, os aviões são ótimos! Eu e minha namorada achamos inclusive mais confortável que o voo internacional operado pela LATAM.
       
      Partimos do Rio às 6:40 do dia 14/10 e chegamos em Santiago pouco antes das 11:30. Nosso voo para Calama partia apenas às 15:25. Achei importante deixar essa folga de tempo para passar pela imigração e se caso nosso voo tivesse atraso.
       
      Nesse meio tempo, aproveitei para:
       
      comprar um chip de internet no chile: No terceiro andar do aeroporto de Santiago, saindo do elevador basta ir na direção esquerda até uma loja chamada FOTOKINKA. Lá, adquiri um chip pré-pago da Movistar que vinha com 150mb de internet e 2.000 pesos de crédito. Ainda na loja, a moça me orientou a discar um número e gastar esse saldo em mais 200mb de internet. Por fim, pagamos 9 mil pesos pelo chip e ficamos com 350mb de internet móvel para a viagem toda. Essa quantidade eu diria que foi razoável (acabou no último dia, no aeroporto de Santiago). Compartilhava os dados com minha namorada e controlávamos o uso do 3G (não deixamos ligado o tempo todo). Vale dizer que a cobertura da Movistar é ótima em San Pedro e em quase todos os passeios.
       
      Chegada a hora, embarcamos rumo a Calama, num voo onde o visual é alucinante, parece que não vai ter aeroporto pra pousar e você se dá conta de que está no meio do NADA.
       
       
      Chegamos ao Chile!
       

       
      Vista na viagem para Calama:
       

       
       
      Transfer do aeroporto El Loa (Calama) até San Pedro
       
      Chegando em Calama após 2h de voo, você se depara com o modesto e bonito aeroporto de El Loa. Bagagens retiradas, é chegada a hora de ir pra San Pedro do Atacama, cidade base para conhecer o deserto! Para tanto, será necessário contratar um serviço de transfer ou ir de ônibus. Pela comodidade, ficamos com a primeira opção.
       
      Muito se fala na Licancabur, mas é bom deixar claro que ela não é a única empresa que faz o serviço. No primeiro andar do aeroporto de Calama, há diversos stands de empresas que fazem esse transporte, mas atenção: Na volta, chegamos a Calama perto das 7h e estavam todas fechadas, então se você vai chegar cedo, é bom reservar antes.
       
      Reservamos nosso transfer diretamente com o Hostel (assunto para o próximo tópico) e quando chegamos já estavam nos esperando no desembarque com uma placa. Seguimos viagem numa confortável minivan da Hyundai com ar condicionado e bancos de couro até a porta do Hostel. Digo isso não por ser fútil, mas por custo benefício mesmo: A Licancabur te cobra 20 mil pesos, te leva de ônibus e, pelo que sei, te deixa no centro de SPA cheio de malas. Esse transfer que pegamos te leva de carro, com no máximo mais umas 6 pessoas e te deixa na porta do hostel pelos mesmos 20 mil pesos por pessoa (ida e volta), já com horário marcado pra te pegarem na volta. Prometo que vou procurar o recibo que tem o nome da empresa e posto aqui.
       
      O melhor: o motorista Rodolfo ainda deu uma paradinha pra tirarmos uma fotos antes mesmo de chegar na vila! (prepare-se para o vento, às 18h30 o vento começa a pegar)
       
      Chegamos no deserto!

       
      Paradinha para fotos logo na chegada:

       
      Hostel:
       
      Pra nós, foi uma das escolhas mais difíceis. Como era nossa primeira viagem pra fora, passamos meses pesquisando onde ficar. Por fim, acabamos escolhendo o Hostel Mamatierra, número 1 de avaliações no TripAdvisor. Daria pra ficar num mais barato? Daria, mas não sei se compensaria, sinceramente.
       
      O hostel é sensacional ! A começar pela simpatia do cara que nos atendeu quando chegamos. Nos deu mapa de SPA, senha do Wifi, informações sobre a cidade e sobre os passeios. No último dia, quando minha namorada passou mal, nos ofereceu gratuitamente remédios para mal de altitude. Os demais funcionários também são super simpáticos, em especial um boliviano que vem pro Rio ano que vem passar o carnaval!
       
      Dentre os pontos relevantes do Hostel estão:
       
      1) Café da manhã: Salada de frutas, sucos, chá de coca (e outros), pão, presunto, queijo, sucrilhos, leite, café, chocolate, iogurte..dentre outras coisas que não me lembro. É bem completo para um hostel, não tenho do que reclamar. E se em SPA você sai quase todo dia antes do horário do café, aí está: Você avisa eles no dia anterior e eles deixam um saquinho de lanche com o seu nome e quarto na cozinha pra você levar pro passeio! O lanchinho inclui pão, suco de caixinha, iogurte ou bote com pêssego e barra de cereal!
       
      2) Água quente: Pegamos um quarto com banheiro privado e não nos faltou água quente, todos os dias, toda hora que precisávamos.
       
      3) Bebedouro na cozinha: Nosso gasto com água em pelo deserto foi de 2 mil pesos em 2 garrafas de 1,5L quando chegamos. Isto porque o Hostel possui um bebedouro na cozinha onde você pode encher suas garrafas a hora que quiser, o que te faz economizar uma boa grana no deserto, tendo em vista o consumo intenso de água!
       
      4) Mercadinho do lado: com água, vinhos, lanches, congelados, legumes, frutas e conservados em geral. Do lado mesmo, não não dá nem três passos.
       
      5) Wi-fi: ponto negativo. Não pegava no quarto de jeito nenhum (talvez pq ficamos afastados da recepção). Na área comum pegava ok, nada demais o sinal. Poderia ser melhor, mas quem vai pra SPA não pode exigir uma "modernidade" dessas no meio do deserto e de fato não fará falta, o que não falta é coisa pra fazer.
       
      6) Paredes de Adobe: que isolam a temperatura (e o wifi também hehe). Não passamos frio em momento algum. O quarto era quentinho demais, durante o dia fazia até calor dentro dele.
       
      Entrada do Hostel:

       
      Área comum:

       
      Cozinha:

       
       
      Ja já eu volto pra continuar contando!


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