Ir para conteúdo
View in the app

A better way to browse. Learn more.

Mochileiros.com

A full-screen app on your home screen with push notifications, badges and more.

To install this app on iOS and iPadOS
  1. Tap the Share icon in Safari
  2. Scroll the menu and tap Add to Home Screen.
  3. Tap Add in the top-right corner.
To install this app on Android
  1. Tap the 3-dot menu (⋮) in the top-right corner of the browser.
  2. Tap Add to Home screen or Install app.
  3. Confirm by tapping Install.

Olá viajante!

Bora viajar?

Portugal em maio e junho: 18 dias por Lisboa, Sintra, Cascais, Óbidos, Nazaré, Talasnal, Guimarães e Porto

Postado
  • Colaboradores
  • Este é um post popular.

 

Olá, mochileiros!

Passei dezoito dias de muita movimentação, chuva e bacalhau em Portugal. País lindo e seguro. 😍
Usamos quase todos os tipos de transporte disponíveis no país, experimentamos algumas comidas típicas e nos enrolamos quase todos os dias com as diferenças do idioma. Curiosamente, nem sempre o idioma que temos em comum facilita as coisas. Às vezes dificulta a comunicação e nos proporciona bons rolos e boas risadas. Apesar de não termos tido sorte com o tempo (choveu praticamente 14 dos 18 dias que passamos por lá) adorei conhecer Portugal e deixo aqui minha experiência para quem planeja visitar a terrinha. Vou postando em etapas porque o relato ficou um pouco extenso, mas fiquem à vontade para ler, comentar e perguntar entre os posts.

DIA 1: Lisboa - Oceanário, Telecabina e Parque Eduardo VII de metrô
Depois de meses esperando uma promoção, voamos de TAP direto para Lisboa e chegamos lá às 5h da manhã. O check-in no estúdio que alugamos pelo Booking era só ás 15h e então aproveitamos o dia e a localização próxima do aeroporto para conhecer o Oceanário e a região do Parque das Nações. O voo foi muito cansativo, com direito a neném chorando o tempo todo, e o cansaço nos impediu de aproveitar melhor as visitas desse dia. 😴 Mesmo assim, valeu muito.

308464837_ParquedasNaes-Lisboa.jpg.a69a262c2b018baa0e635379e0243c55.jpg

Obs: optei por reservar estúdios em 3 das sete cidades pelas quais passamos para ter liberdade de cozinhar algo rápido, preparar nossos cafés da manhã, lavar e passar roupa, tudo isso pagando menos que em um hotel normal. Isso nos permitiu viajar com uma mala menor e economizar um pouco nas refeições. Dica: fiz minhas reservas com quatro meses de antecedência e peguei ótimos preços em lugares excelentes. Se puder, não deixe para a última hora.

Continuando: esperamos um pouco no próprio aeroporto e lá mesmo compramos um chip da Vodafone com o plano turístico para ligações e internet (€ 10 com cerca de 4MB e do meu celular eu roteava para o do marido), que funcionou maravilhosamente bem em toda a viagem. Compramos também o Lisboa Card (de 3 dias, € 40 por pessoa) no balcão de informações turísticas do aeroporto Esse cartãozinho permite visitar várias atrações “gratuitamente” e dá desconto em outras tantas, além da gratuidade nos transportes da cidade como metrô, trem, bonde, elevadores. Já começamos a usar o cartão ali mesmo no aeroporto quando pegamos o metrô para a estação do Oriente. Sair do aeroporto de metrô é fácil, fácil. E barato!

Na estação de trem Oriente, deixamos nossas malas no que eles chamam de cacifos (ou lockers), que são armários/cofres automáticos. Você deposita um valor em moedas de acordo com o tamanho do armário que escolher, recebe uma senha e paga o restante no retorno para retirar a bagagem. Se usar os cacifos, não perca a senha. Só com ela você consegue reaver as malas. Outra coisa que achei legal é que há no local uma máquina para trocar dinheiro, para o caso de você não ter moedas na hora. Você deposita uma nota e recebe tudo em moedas. Muito prático e fácil de usar. Também é possível guardar malas no aeroporto.

1562940490_OceanriodeLisboa.jpg.3f7ea4dfd9cf364191559f2ee1616977.jpg

Recomendo muito a visita ao Oceanário. Não é à toa que ele é considerado dos mais bonitos da Europa. Reserve um bom tempo para essa visita, especialmente se você for fã de vida marinha. Ao redor do imenso tanque principal há banquinhos para você observar com calma a movimentação de peixes, tubarões, arraias etc. Lindo!

Há também lontras❤️, pinguins, patos, águas-vivas etc etc etc.

528867838_Lontras-no-Oceanrio-de-Lisboa.jpg.1fcf46be03b228c162f563144fce6735.jpg

Nós visitamos as duas exposições: a permanente (os aquários em si) e a exposição de florestas aquáticas, também interessante. Pagamos € 15,30 por pessoa já com o desconto do Lisboa Card. Sem ele ficaria em € 18 pp.

Já cansados e com fome depois de não dormir à noite e bater perna pra lá e pra cá, pegamos a telecabina ali pertinho e fomos almoçar um bacalhau, melhor dizendo, quatro bacalhaus, pra começar bem a viagem: bacalhau a brás, posta de bacalhau grelhado, bacalhau com broa e bacalhau com natas no restaurante D’Bacalhau, ali mesmo no Parque das Nações.

512554403_Bracalhauemquatrosabores.jpg.fad99471cbbfb440a485fdd77879a751.jpg

O passeio na telecabina é bacaninha, mas nada excepcional. Também tem desconto com o Lisboa Card.

1782891724_TelecabinadoparquedasNaes-Lisboa.jpg.c05d761fb5959588d4e6c7c48697fa0d.jpg

Depois dessa odisseia já estávamos mortos de cansaço e ainda não eram 14h. Não tínhamos gás pra mais nada, então liguei para o proprietário do estúdio que alugamos, que foi super gentil e nos deixou fazer o check-in um pouco mais cedo. Por falar nisso, o horário de check-in em Portugal é quase sempre às 15h e o check-out às 11h ou 12h.

De volta à estação Oriente, reavemos nossa bagagem e pegamos o metrô até a estação Alamedas e lá mudamos para a linha verde até a Baixa-Chiado. Molezinha. O único porém é quem nem todas as estações estão equipadas com escada rolante/elevadores e isso pode dificultar a vida de quem viaja com malas grandes ou muitas malas. A nossa era pequena e não tivemos problemas.

Descansamos um pouco no estúdio e saímos para conhecer a região.

737664634_Fonte-na-Praa-do-Rossio---Lisboa.jpg.a546d2947d6c43b84d2f901ddbbb11eb.jpg

Ficamos hospedados no estúdio Chiado InSuites 100, na Baixa, pertinho de tudo. Recomendo. O estúdio é uma graça e muito prático. A área é muito bem servida de bares, restaurantes, farmácias, mercado, lojas, metrôs, trens, ônibus etc.

Passamos no mercado Pingo Doce para comprar produtos para o café da manhã e, apesar de a água da torneira ser própria para beber em todo o país, não gostei do gosto dela e preferi comprar a mineral no mercado mesmo. Mas fica a dica para quem quiser economizar uns euros em água.

Aproveitando que nessa época escurece por volta das 21:30 e, apesar do tempo feio, passeamos pela rua Augusta, conhecemos o Arco da Rua Augusta, a Praça do Comércio, o Parque Eduardo VII (que estava hospedando a Feira do Livro de Lisboa e não rendeu boas fotos).

1200824333_PraadoComrcioeArcodaRuaAugusta-Lisboa.jpg.0579ab45811c303b894b423abd176653.jpg

715337283_PraadoComrcio-Lisboa.jpg.5a51ca6d457060b1169de58804652bb9.jpg

425139834_ParqueEduardoVII-Lisboa.jpg.0dc6b783f5818e71c8103caa270b9e1f.jpg

Jantamos uma massa deliciosa com vinho da casa no Prima Pasta, um dos inúmeros restaurantes da Baixa, e desmaiamos até o dia seguinte. Vale comentar que os vinhos da casa nos restaurantes portugueses são geralmente muito bons e baratos. Eles servem uma taça, meia garrafa ou garrafa inteira. Peça sem medo de ser feliz.

DIA 2: Lisboa – São Pedro colaborou com a minha preguiça
Conforme anunciado por vários aplicativos de previsão do tempo, o dia amanheceu frio e muito chuvoso. 😒 Aproveitamos para descansar e tentar espantar a desgraça do jetlag. O marido precisava trabalhar e passei a manhã de preguiça no estúdio. A chuva parou pela hora do almoço e resolvemos conhecer o Timeout Market, com a intenção de almoçar por lá. Não mesmo, de jeito nenhum. Muita gente, muita fila, muita confusão. O local é muito legal e há restaurantes de todos os tipos de cozinhas, mas estava insuportavelmente cheio. Desistimos e acabamos almoçando na Pastelaria Brasília ali pertinho. Bem simples, mas com bom preço, boa comida e bom vinho da casa.

639859011_SalmodaPastelariaBraslia.jpg.bbc4012a7bc30931647316614c6606d6.jpg

Dali pegamos o metrô e fomos visitar alguns clientes em Lisboa mesmo. Chovia bem e voltamos para o estúdio para o marido continuar o trabalho pendente. De novo fiquei de preguiça dando uma folguinha para os meus pés e esperando a chuva passar.

À noite fomos bater perna pela região e experimentamos o bolinho de bacalhau da Casa Portuguesa do Pastel de Bacalhau. Apesar de famoso e de vir recheado com queijo da Serra da Estrela, achei que não vale a grana pagar tanto por uma massa de batatas. Enfim, gosto é gosto.

1302974600_Praa-do-Comrcio--noite---Lisboa.jpg.1ba8a0899136c020f03279a89cc5fef2.jpg

Nesse dia experimentamos também os famosos e aclamados pastéis de nata. Gostamos, mas não achamos nada assim tão fenomenal neles. Enfim, questão de gosto mesmo.

Mas o mais decepcionante em Portugal, para mim, foi o café. Passamos por uma sofrida peregrinação em busca de um café, no mínimo, mais ou menos. Sempre que pedíamos café, serviam um expresso MUITO FORTE ou alguma outra coisa muito ruim. A gente fazia cara feia e tomava por questão de honra, mas só mesmo em Cascais descobrimos o nome do café que gostamos e que normalmente tomamos aqui no Brasil. Fique de olho nos próximos capítulos para saber e fugir das roubadas. Hehe... 🤪

1657852762_Estao-de-trem-do-Rossio---Lisboa.jpg.c01ed6fe2304756d6f7c9dd0472e664e.jpg

Estava chovendo, então pegamos o metrô e fomos conhecer o shopping Colombo. São mais de 400 lojas de marcas conhecidas como Timberland, Chilli Beans, Toys "R" Us, C&A, Nike, Lacoste etc. Há também um mercado Continental e uma ótima praça de alimentação por lá. O acesso ao metrô é super fácil, feito por dentro do shopping mesmo. Não achei os preços lá essas coisas, mas vale a visita...

1394200869_Bonde-eltrico--noite---Lisboa.jpg.21663f0e72d3a89949eb48c81a6d1f45.jpg

Caminhar tranquilamente por Lisboa à noite com uma câmera a tira colo e mochila nas costas foi algo surreal pra mim. Mesmo morando em uma cidade relativamente pequena aqui no Brasil, não tenho coragem de sair à noite de câmera na mão. Essa é, sem dúvida, uma das grandes vantagens de Portugal.

DIA 3: Lisboa – Belém e Castelo de São Jorge de elétrico (bonde)
Um dia que eu não repetiria.
Ainda com um pouco de jetlag, pegamos o elétrico 15E (o moderno, com wi-fi gratuito e tudo) na Praça da Figueira e desembarcamos em Belém. Detalhe: esse elétrico tem Wi-Fi gratuito. É tanto turista em Belém que achei que estava entrando em um formigueiro.

- Padrão dos Descobrimentos: monumento interessante e imponente. Subimos de elevador até a cobertura, de onde se tem uma boa vista da Torre de Belém, do Mosteiro dos Jerônimos e de toda a região. Tem também um pátio muito bonito contando a história dos descobrimentos e das conquistas portuguesas, onde as escolas levam seus alunos para conhecer um pouco sobre as antigas glórias do país.

1623610947_Padro-dos-Descobrimentos---Belm---Lisboa.jpg.b74e16e7a9b25d13e6a6b811fe2bf847.jpg

1801923867_Mosteiro-dos-Jernimos---Belm---Lisboa.jpg.6e4cdb1fe0b547aa15044990e5fb6edb.jpg

- Torre de Belém: do Padrão fomos caminhando até a Torre (Cerca de 10 minutinhos) e depois de quase desistir, decidimos enfrentar aquela fila enooorme para entrar no monumento. Valeu, mas eu não faria de novo. Perdemos tempo demais ali.

121275383_Torre-de-Belm---Lisboa.jpg.fa48320fdfe10b0b7d8469de66fc62ee.jpg

A intenção era visitar o Mosteiro dos Jerônimos logo em seguida, especialmente porque ele fica gratuito com o Lisboa Card, mas não tivemos coragem. A fila estava quase chegando no Japão e não tínhamos mais muito saco sobrando pra elas.

Visitamos rapidamente a igreja (grátis para todos) e partimos para tentar experimentar os famosos pastéis de Belém. Doce ilusão. Como eu já tinha usado toda a minha cota de paciência na fila da Torre, nem pensei em enfrentar a quilométrica fila para saborear os pastéis. Entramos então em busca de uma mesa, na esperança de que seria mais fácil comer ali mesmo, mas a coisa estava séria demais para o meu gosto. Saímos dali correndo e, a mando do estômago, entramos no primeiro restaurante com mesas disponíveis na área. Era uma hamburgueria e nesse dia eu comecei a confirmar o que eu já vinha suspeitando desde o primeiro dia: a comida portuguesa é mesmo muito boa e muito farta, mas carece de sal. Durante toda a viagem fiquei com a sensação de que faltava alguma coisa.

1090577307_Honorato-hamburguer---Belm---Lisboa.jpg.16828dba21ee8628f9a6a1917a844304.jpg

Pegamos o mesmo bonde de volta, saltamos na Praça da Figueira e fomos ao estúdio descansar um pouco.

Com as energias meio renovadas e o tempo um pouco melhor, partimos para o Castelo de São Jorge no elétrico 12E, na mesma Praça da Figueira. Esse elétrico nos deixou em frente ao miradouro das Portas do Sol, ao lado do miradouro de Santa Luzia. O elétrico 28 vai mais próximo do castelo, mas a diferença não é grande. Depois de algumas fotos ali, fomos caminhando para o Castelo. É fácil chegar seguindo as indicações, não se preocupe.

1056052441_MirantedeSantaLuzia-Alfama-Lisboa.jpg.00ad8000997b6f8c6798ae69e89a06d7.jpg

Adoramos o castelo, especialmente agraciado com uma linda vista da cidade e do Tejo, ótimo local para assistir ao pôr do sol.

61864984_Vista-do-Castelo-de-So-Jorge---Alfama---Lisboa.jpg.ba779dcd0a6734729ed6aff2c97d9b05.jpg

895448664_Ponte-do-Castelo-de-So-Jorge---Lisboa.jpg.6a65ad2b50b6be63726427b28d0d6b9a.jpg

Descemos o bairro de Alfama caminhando, com a noite em nosso encalço, e nos enfiamos no estúdio, exaustos. Ô dia cansativo!

Sobre alimentação, os preços dos pratos ali na Baixa variam entre € 7 e € 11. Nem passei perto de restaurantes mais caros. 😬

Veja mais abaixo:
- Sintra de trem e taxi: Quinta da regaleira, Palácio da Pena, Castelo dos Mouros e Travesseiros da Periquita
- Cascais e Cabo da Roca de trem e ônibus
- Óbidos, Nazaré e Aldeia do Talasnal de carro alugado
- Guimarães de trem
- Porto e Douro de ônibus e bonde

  • Respostas 28
  • Visualizações 13.7k
  • Criado
  • Última resposta

Usuários Mais Ativos no Tópico

Most Popular Posts

  • milamguerra
    milamguerra

    DIA 4: Sintra – Quinta da Regaleira, Palácio da Pena e Castelo dos Mouros de trem e taxi Que dia! Pegamos o metrô cedinho na estação do Rossio de graça com o nosso Lisboa Card e paramos na esta

  • milamguerra
    milamguerra

    DIA 9: Nazaré x Talasnal x Coimbra x Guimarães de carro alugado e trem Tomamos um café da manhã super bem servido com a Fátima (pago à parte) e pegamos a estrada.  Amanheceu chovendo muito em Nazaré

  • milamguerra
    milamguerra

    Dia 13 - Guimarães x Porto de ônibus Levantamos cedo e saímos arrastando nossas malinhas (pequenas, ufa!) até a estação de trem de Guimarães de baixo de uma chuvinha fina e chatinha. Infelizmente vi

Posted Images

Featured Replies

Postado
  • Autor
  • Colaboradores

@D FABIANO Uma pena não termos parado. Li por aí, inclusive, que a Universidade de Coimbra é tão importante e representativa que a J.K. Rowling se inspirou nela para compôr as vestimentas dos alunos de Hogwarts, entre outras coisas do livro.

Eu gostaria muito de ter pelo menos dado uma volta de carro pela cidade, mas o marido não quis nem negociar. Chovia muito e acho que isso acabou pesando. Coimbra ficou para uma próxima oportunidade. Motivos para voltar. ::otemo::

[]'s,
Camila

Postado
  • Membros

@milamguerra Não entendo essas coisas em inglês, tenho horror a essa língua e seus falantes.

A Universidade de Coimbra é muito antiga,eu teria grande orgulho se em meu tempo tivesse acesso por ENEM,como tem nos dias atuais.

Os dias se inverteram,naquele tempo,brasileiro ia para lá ser dentista e era escorraçado e expulso.Hoje,tem grande população estudantil lá,é tem dinheiro para pagar a anuidade,visto que todas  as universidades cobram.

Postado
  • Autor
  • Colaboradores

Dia 13 - Guimarães x Porto de ônibus
Levantamos cedo e saímos arrastando nossas malinhas (pequenas, ufa!) até a estação de trem de Guimarães de baixo de uma chuvinha fina e chatinha. Infelizmente vimos no painel que o nosso trem não seria operado e, portanto, pegamos um taxi até a rodoviária. Compramos nossas passagens e fomos para a plataforma indicada. Caos total. Um montão de gente embolada, perdida, cheia de malas, entre portugueses que vão diariamente trabalhar no Porto e turistas que, como nós, ficaram sem trem. MUITOS asiáticos com malas enoooormes também. Resultado: zona. Mas pegamos o nosso busum e partimos para o Porto. A viagem demorou muito mais do que esperávamos por conta de um acidente na estrada. Saímos de Guimarães com um frio danado e chegamos no Porto com o tempo um pouco melhor, sol entre nuvens. Meus pés estavam muito doloridos de tanto andar por aquelas ruas de pedrinhas durante 13 dias de viagem e, não sabendo exatamente onde estávamos quando o ônibus parou no terminal, acabei pedindo ao motorista do ônibus, (super simpático e prestativo, por sinal) para chamar um táxi pra mim. Ele recomendou que fôssemos a pé, mas insisti no táxi e lá fomos nós, por 700 mts de descida até o nosso estúdio. Rsrsrs... um furo provocado pela preguiça. 😬

Enfim, chegamos no Porto por volta das 10h e ficamos hospedados no Oporto Chic & Cozy, um estúdio super bem localizado e muito aconchegante. O horário de check-in, assim como a maioria dos hotéis e estúdios de Portugal, era por volta das 15h, mas o proprietário quebrou o nosso galho e aceitou guardar nossas malas até às 13h, permitindo que ficássemos com o estúdio a partir desse horário. Gente fina.

Deixamos nossas malas no estúdio, o anfitrião nos deu todas as dicas sobre a cidade e partimos para explorar a região de mapinha na mão. Estávamos hospedados bem próximos à famosa Praça da Liberdade, onde há uma estátua de D. Pedro IV, nosso D. Pedro I. Claro que a primeira parada e as primeiras fotos do dia foram por ali mesmo, mas ficamos muito preocupados com um palco imenso que estava sendo montado ali na praça. Nossa preocupação se justificou no último dia, mais abaixo eu conto.

1441993157_praa-liberdade-pedroIV.jpg.c367237d8d5bb39345c94c3ff04d9776.jpg

Demos uma passada na linda estação de trem de São Bento. Estava LOTADA, quase não dava pra andar por ali com todo mundo apreciando e fotografando os azulejos, que realmente são lindos e contam histórias diversas do país.

970935232_Azulejos-da-Estao-de-Trem-de-So-Bento.jpg.aa0918b96c1f823119c8669b915b65f1.jpg

Caminhamos um pouco pelo centro e fomos até a Sé do Porto, de onde tivemos a nossa primeira vista para o Rio Douro, um dos símbolos da cidade.

707073215_Vila-Nova-de-Gaia-e-o-Douro-vistos-da-S-do-Porto.jpg.9e7292099b749db085e2adb9626a0500.jpg

Eram 11:50 e a fome já estava batendo. Resolvemos dar uma olhada nos restaurantes indicados pelo nosso anfitrião e paramos em um pequeno restaurante ao lado da estação de trem de São Bento chamado O Rápido. O rapaz que nos recebeu disse que o restaurante estava fechado e que ainda demoraria cerca de 30-45 minutos para abrir. Achamos estranho, ele não parecia interessado em nos receber, mas o restaurante havia sido muito bem recomendado e o marido ficou a fim de comer a vitela que eles servem. Demos mais uma volta ali no centro (agora com chuva, só pra variar), eu ainda fui atrás de outro restaurante da lista do nosso anfitrião, mas estava fechado. Acabamos retornando ao O Rápido cerca de meia hora depois. O estômago já estava colado nas costas, de tanta forme.

Havia uns dois ou três senhores almoçando e o mesmo rapaz, com cara de poucos amigos, nos indicou uma mesa. Fomos então atendidos por uma senhora muito educada e sorridente, a comida estava muito boa e veio rápido, mas saímos de lá com a impressão de que não gostam de receber estrangeiros. Cerca de 99% dos clientes eram portugueses, entre médicos, advogados etc., que inclusive chegaram com reserva já feita. Um casal de gringos (não sei a nacionalidade, mas pareciam americanos) também recebeu o mesmo tratamento estranho que nós. Coincidência ou não, foi o único dia em toda a viagem em que me senti mal depois do almoço e tive que tomar um remédio para ajudar na digestão. 

2112110342_Torre-dos-Clrigos.jpg.6c8f6d06940e452c3e66ecde2a1bc869.jpg

Saímos de lá com um pouco de sol (oba!) e fomos andar mais pela cidade. Passamos pela Igreja e Torre dos Clérigos, pelo Jardim da Cordoaria, caminhamos até a Praça de Parada Leitão ali pertinho, onde fica a Universidade do Porto e a Igreja das Carmelitas (toda de azulejos).

Jardim-da-Cordoaria---Porto.jpg.8f551cf62065185eee58740242322984.jpg

2139429283_Bondes-na-Praa-de-Parada-Leito.jpg.72d229db28dc81656b259c0837c6abeb.jpg

Depois fomos na Livraria Lello (famosa por ter inspirado J.K. Rowling a compor a biblioteca de Hogwarts). Linda e cheia, como sempre. A gente tem que passar antes na “bilheteria”, que fica em outra loja na esquina, e paga-se € 5 por pessoa. Esse valor é descontado nas compras que você fizer na livraria. Antes de chegar à bilheteria a gente passa por várias “bugingangas” de franquias famosas como bonequinhos funko do HP, de Star Wars, canecas, camisas, chaveiros etc. Não se pode entrar com bolsas, mochilas ou malas, então há perto da bilheteria uns armários transparentes onde você coloca as bolsas/mochilas, e deposita € 1 para poder trancar o armário e levar a chave. É permitido fotografar e filmar na livraria, que é realmente lindíssima, mas não consegui nenhuma foto sem que alguém aparecesse pra “enfeitar” a minha lembrança. :-?

Livraria-Lello-primeiro-andar.jpg.1ac592591565774df45600987a1f339a.jpg

A Lello tem dois andares. Sou apaixonada por livros, mas não compro mais físicos, só ebooks, então quando saí, como não tinha comprado nada para descontar o valor da entrada, ganhei um livreto contando a história desta que é considerada a mais bela livraria do mundo.

Livraria-Lello-segundo-andar.jpg.33e038611e5730c890a5e85184dbf8d9.jpg

Dali partimos para o Café Magestic, outro estabelecimento comercial que virou atração turística por conta da J. K. Rowling. Dizem que no Magestic ela escreveu grande parte do primeiro livro do HP. Costuma ter fila, mas felizmente quando chegamos ela estava bem pequena e entramos logo em seguida. O lugar é bonito, mas muito antigo e está precisando de uma boa reforma em seu interior.

1468517124_Caf-Majestic.jpg.c33b420303e08cf0f91c2393317c07a7.jpg

Eu pedi um café, o marido pediu um cappuccino e cada um pediu uma torta de maçã. Nem preciso dizer que a torta era tamanho miniatura e o preço dela era inversamente proporcional ao tamanho, né? Mas pelo menos estava tudo muito gostoso. A conta? € 19,5. Eita atração turística cara!

905446954_Tota-de-Ma-do-Caf-Majestic.jpg.9fa83173e513d0d8a13c5d8c55f8fc8a.jpg

Andamos um pouco pela Rua Santa Catarina, que é cheia de lojas e, consequentemente, de gente também. Caminhamos mais pela cidade e depois passamos em um mercadinho próximo ao nosso estúdio para comprar o nosso jantar: penne com molho de tomate e champignon que fiz no estúdio (2,11 para duas pessoas). Nesse mercadinho comprei também umas caixinhas de After Eight (chocolate de menta que eu AMO) por € 2. ::love:: O marido trabalhou o restante da noite e não saímos mais.

Dia 14 – Tour pelo Douro e degustação de vinhos

Contratamos um tour pelas vinícolas e região do Douro com a agência Douro Exclusive ainda aqui no Brasil e essa talvez tenha sido a única “extravagância” da viagem. Às 9h em ponto a Ana nos pegou de van no estúdio e chegou falando português brasileiro quase sem sotaque, achamos muito simpático da parte dela. Mas quando pegamos os próximos passageiros (um casal de mexicanos) o tour passou a ser feito todo em inglês porque depois deles, chegaram um dinamarquês, uma romena e um americano. Tudo perfeito, menos o tempo, que estava bem feio e chovia bastante, mas fomos nós para o Douro assim mesmo. 

A região do Douro fica relativamente distante do Porto e levamos cerca de 2h até lá. Indo pela autoestrada poupa-se tempo, mas também não se aprecia a beleza da região. Preferimos passar por dentro, uma estrada “interiorana” e cheia de curvas, mas muito bela.

Antes de pegar o caminho do vale passamos, na estrada mesmo, pela região onde se produz o vinho verde. Ficamos sabendo também que existe um vinho verde tinto! O nome vinho é verde é uma denominação de origem porque as uvas dessa região específica têm um grau de acidez elevado e, mesmo quando maduras, a acidez delas parece a de uvas ainda verdes.

Vale-do-Douro.jpg.d52432c31a7844e70eb4a788c146bd78.jpg

Não paramos em muitos mirantes porque a chuva não deu muita trégua, no máximo a Ana dava uma reduzida e observávamos a paisagem de dentro da van mesmo. De qualquer forma, deu pra ver um pouquinho da beleza da região do Douro. Imagino como deve ser lindo nos dias de sol.

Uma das principais uvas de Portugal é a touriga nacional. A denominação que os portugueses dão às suas uvas é diferente da que usamos aqui na América do Sul e em alguns outros países, então fica difícil identificar lá a uva que a gente mais gosta ou que está mais acostumado. Lá, por exemplo, encontramos, além da touriga nacional, a touriga franca, tinta roriz, tinta amarela, touriga francesa, tinta cão, tinta barroca etc. Nada de merlot, cabernet sauvignon, malbec, carmenere, pinot noir, cabernet franc, tannat etc.

Uva-Touriga-Nacional.jpg.c79e1ce9c7ef322c9c5a423486c6c216.jpg

A primeira parada do dia foi na Quinta de Tourais. Gente, que vinhos! O lugar é bonitinho, também funciona como hotel e o Fernando, proprietário da quinta, nos recebeu super bem. Para acompanhar os 5 vinhos que degustamos ele serviu pão, queijo e um chourizo muito bons.

VInhos-da-Quinta-dos-Tourais.jpg.b3ef793260074c412f35373088ecc342.jpg

Se não me falha a memória, eles produzem cerca de 15.000 garrafas por ano, uma produção bastante artesanal e só comercializam vinhos de mesa, mas o Fernando nos serviu um vinho do Porto tawny direto do barril, que ele produz somente para consumo pessoal, e que já aviso: você não acha igual em lugar nenhum! Delicioso. Depois desse, todos os outros que experimentamos nas Caves de Vila Nova de Gaia ficaram sem graça. 😕

Barris-da-Quinta-de-Tourais.jpg.c19b403a05b927306cb9045beca963f3.jpg

Saímos da Quinta dos Tourais direto para um almoço harmonizado no restaurante DOC, do chef Rui Paula. O restaurante é muito alinhado e fica na beira do Douro, na verdade, em cima do Douro em um deque muito bonito e agradável. Só pra variar, estava chovendo e nem deu para curtir muito a vista. Fiquei tão distraída com o papo, o vinho e a comida divina que esqueci de tirar foto lá de dentro.

Restaurante-DOC-Douro.jpg.26538caaafe9acbc5e383c5b271754c4.jpg

Eu nem sei se depois de tanto vinho eu ainda estava falando bem o inglês, mas depois de um almoço sensacional com vinhos também deliciosos, partimos para conhecer uma quinta de vinho do Porto. 

Fonseca---Vinhedos-do-Douro.jpg.9c056795915ed918d26f1eee626e9b6b.jpg

A Fonseca produz vinhos do Porto deliciosos e é uma parada mais “comercial”, digamos assim. Bem diferente da experiência na Quinta dos Tourais.

Barris-de-vinho-do-Porto-da-Fonseca.jpg.e1728bd029abb12e048e1b5c89f6d40d.jpg

O vinho do Porto é muito mais alcoólico do que o vinho de mesa tradicional. Geralmente tem entre 19 a 22% de teor alcoólico, enquanto os de mesa ficam, normalmente, entre 11 e 14%. Ou seja, o vinho do Porto é ótimo pra deixar todo mundo de pilequinho rapidinho. Imagine só com essa quantidade toda aí depois de outras tantas... 

1473700067_Taas-com-vinho-do-Porto-da-Fonseca.jpg.85492e5a9de35de275b722a6fb72e37e.jpg

Confesso que saí da Fonseca já bem sorridente. ::hãã::

Pelo programa terminaríamos o passeio com um tour de barco pelo Rio Douro e como o tempo estava bem ruinzinho, chovendo e ventando bastante, a Ana nos deu a opção de visitarmos outra vinícola. No entanto, todos nós preferimos arriscar o barco e São Pedro maneirou a mão na chuva.

Barcos-no-Rio-Douro.jpg.f6ba555028251bdf04ff8162aece6460.jpg

Durante o passeio de barco, mais vinho. Sinceramente, é provável que no fim do passeio eu não estivesse falando nem o português direito... (hic!) ::xiu::

Vale-do-Douro-visto-do-rio.jpg.78aff768d2dd96142cbaf538fcb389a2.jpg

Obviamente chegamos mortos lá pelas 19h e não saímos mais do estúdio. O jantar foi um sandubinha caseiro com suco de laranja porque era só o que “cabia” no estômago.

Nós adoramos esse tour e se algum dia voltarmos à região, pretendemos fazer outro.

Dia 15 – Farol Molhe do Douro e Caves de vinho do Porto em Vila Nova de Gaia

Acordamos relativamente cedo e às 9h15 estávamos no ponto do bonde nº 1 (Passeio Alegre), que vai até a região do Farol Molhe do Douro. Não lotou, mas havia bastante gente. Aconselho chegar cedo para não enfrentar muita fila porque este é um bonde bastante usado pelos turistas.

Como toda viagem de bonde, ele sacode, faz barulho e vai bem lentinho, mas valeu. Chegando lá, caminhamos pela orla, que é bastante agradável, até o Farol propriamente dito. A manhã estava uma delícia e com sol (nem acreditei!). 

Há muita gente correndo, pedalando e se exercitando naquela área, que também conta com uma praça muito agradável e banheiros públicos gratuitos.

1603986847_Regio-do-Farol-Molhe-do-Douro.jpg.e12e496336f5fe0809be51a55c9b2eec.jpg

A região é muito bonita mas não há nada demais por lá além do farol, da orla e da Fortaleza de São João da Foz. Minha intenção era ir à tardinha para ver o pôr do sol, acontece que o tempo ficou tão mequetrefe em todo período dessa nossa viagem que não rolou nenhum dia com entardecer aproveitável. Sendo assim, resolvemos ir pela manhã mesmo e não contar com o pôr do sol.

Farol-Molhe-do-Douro.jpg.d9bf738c8f59663661b0eea6ecd2c544.jpg

Eu havia visto fotos muito bonitas da região no entardecer com a arrebentação dando seu show. Este espetáculo, como vários outros nessa viagem, ficou para uma próxima visita. ::essa::

Farol-Molhe-do-Douro-2.jpg.23df26caebf4370de6fb05daebe57db3.jpg

Como já havíamos passeado de bonde na ida, resolvemos voltar no ônibus 500 (Praça da Liberdade – Matosinhos, passa a cada 20 minutos), que tem parada na Praça da Liberdade, pertinho do nosso estúdio. Custou 1,95 por pessoa. E que ônibus! Novinho, confortável, estava vazio e conseguimos pegar os assentos de frente do segundo andar e fomos apreciando o lindo caminho às margens do Douro. Em qualquer ponto de ônibus de Portugal (pelo menos os que vi) tem um cartaz indicando trajetos, horários e preços de cada ônibus que passa por ali.

542924016_Trajeto-do-nibus-500---Douro.jpg.720bf39c3fae592147dffb5625eb7ef4.jpg

1236696806_Trajeto-do-nibus-500---ponte.jpg.cdc8f63c59b7dedaf9ebe4775fc2eda6.jpg

Demos uma passadinha no estúdio para o marido colocar uma bermuda e descemos caminhando até a Ribeira.

Ribeira-do-Porto.jpg.6cc62d47a711efb1f3c6bd9a9a94db6c.jpg

Já era hora do almoço e a fome apertava. Queríamos almoçar por ali mesmo e os preços só me desanimavam. A pressa é mesmo inimiga da perfeição e acabei “entrando” no pior restaurante de toda a viagem. Pedi um bacalhau frito que estava bem ruim e o marido comeu uma francesinha horrorosa. Se arrependimento matasse estaríamos agora enterrados no fundo do Rio Douro. Juro. 😝

Depois do almoço fomos caminhando pela parte inferior da Ponte D. Luís I até Vila Nova de Gaia. Prepare-se para o vento na ponteee!

Ribeira-do-Porto2.jpg.e8083196f4465fc70c77c9a3069bf6b8.jpg

Nossa primeira parada foi na Cave Cálem, onde contratamos uma degustação simples com dois vinhos e outra mais elaborada com três (12 + 15) branco, ruby e tawny e compartilhamos ambas entre nós dois.

1742605876_Degustao-de-vinho-do-Porto-na-Clem.jpg.ca768e5a069f82a9c760ebed81dc3099.jpg

É bom reservar essas visitas com antecedência porque há horários específicos para os idiomas e, como não fizemos isso, quando chegamos lá estava no horário da visita em inglês. Fomos nesse grupo mesmo, mas antes aguardamos uns minutinhos no museu da Cálem, onde há também um painel de aromas bem legal.

145672232_Barris-da-Cave-Clem.jpg.8a4f24585fa9dda5023eb7a84dc9c598.jpg

Saímos pela loja, onde se pode comprar os vinhos do porto da Cálem. Não compramos nada, apesar de termos gostado dos vinhos. Nossa intenção nessa viagem não era mesmo trazer vinho nenhum.

Caminhamos um pouco pela agradável Ribeira de Vila Nova Gaia (onde ficam as caves). Há muitos bares e restaurantes e os turistas ficam também sentados pela margem do rio aproveitando a vista, tomando sorvetes etc.

730746691_Gndola-s-margens-do-Douro.jpg.3bfc232c9f0102edb28cf19696cfab02.jpg

Por indicação de amigos fomos em busca da cave da Graham’s, que fica um pouquinho afastada das demais, na parte de cima dessa região de caves. Subimos uma rua relativamente íngreme (embora não muito longa) e conseguimos pegar um tour mesmo sem marcar com antecedência. Dessa vez a turma da vez era em português, brasileiro.

barris-da-cave-Grahams.jpg.113b5d896ae2dcab38855be6a6a70023.jpg

Gostamos bastante da Cálem, mas adoramos a Graham’s.

Como eu disse antes, os vinhos do Porto têm teor alcoólico maior que os de mesa e ficamos preocupados com aquele tantão de vinhos do porto que estávamos bebendo (jogar fora nem pensar, né?!), mas até que foi bem tranquilo e não ficamos nem tontinhos dessa vez. Enfim, pedimos duas degustações diferentes (€ 15 e € 20), assim como na anterior, e compartilhamos entre nós. A Graham’s é mais cara que a Cálem, mas gostei mais do vinho deles, especialmente os tawny.

1921439921_Degustao-de-vinhos-do-Porto-da-Grahams.jpg.4f02627e2c6c563c22a934bd21099e6c.jpg

As degustações tanto da Cálem quanto da Graham’s são servidas sem petiscos, mas na Graham’s você pode comprar tábuas que vêm com queijo, pão etc, pasteizinhos de nata, chocolates e mais umas coisinhas. Mas prepare o bolso! 🤑

Além do lugar ser fofo, super bonito, por estar mais alta, a Graham’s tem também uma vista lindíssima para o Douro, Porto e Vila Nova de Gaia, com a Ponte D. Luís I na composição.

 Vista-da-cave-Grahams.jpg.a14b43740b8f57955b303f732f9dcf70.jpg

O lugar tem também um café com várias mesinhas internas e externas para quem quiser ficar apreciando a vista.

Chega de vinho! Não aguentávamos mais beber, tanto que quando compramos o bilhete para o teleférico de Gaia ganhamos uma degustação grátis, mas não quisemos passar nem perto. Subimos de teleférico (achei caro pelo pequeno trajeto: 6 por pessoa) e fomos caminhando até o Mosteiro da Serra do Pilar, de onde se tem uma linda vista para o Douro e para a cidade do porto. É um lugar imperdível para quem deseja apreciar a cidade do Porto “de fora”.

Vista-do-Mosteiro-da-Serra-do-Pilar.jpg.82de1dda2e4ecd0dfa810354244c5684.jpg

Descemos e atravessamos para o porto novamente caminhando pela ponte, dessa vez pela parte superior onde passa o metrô de superfície. Logo ali está a Sé, a Estação São Bento e a Praça da Liberdade. Uma caminhada curta e super agradável para fechar um dia muito bacana no Porto. ::otemo::

Mosteiro-da-Serra-do-Pilar-em-Vila-Nova-de-Gaia.jpg.9edcddbad008b330b75d4e5b55552426.jpg

Paramos em um dos bares da Praça para experimentar o tal pimento padrão, muito recomendado por um amigo nosso. Um ótimo petisco para tomar com cerveja, mas tomamos com um sprite mesmo porque ninguém aguenta tanta bebedeira dois dias seguidos, né?

206722361_Pimento-padro.jpg.268f916ed6eb83b373fc0baa5a46de6e.jpg

Perguntamos ao garçom sobre o palco que tinha sido montado ali na praça e, para nosso desespero total e completo, ele disse que haveria naquela noite um show de um DJ famoso e que no ano anterior o show tinha ido até às 4h da madruga. Se eu tivesse uma bomba na mochila tinha jogado naquele palco naquela hora mesmo. Já estava antevendo a noite sem dormir, depois o trem para Lisboa no dia seguinte e depois o avião para o Brasil mais à noite. Fiquei cansada só de pensar. Enfim, fazer o quê, né? Nada de bomba. 🤬

A área estava cheia de gente já aguardando o show e resolvemos jantar em casa mesmo. Quando a noite caiu subimos a Torre dos Clérigos ( 5 por pessoa) para observar e tirar umas fotos da cidade à noite. São 240 degraus até a parte mais alta da torre e a escada vai ficando cada vez mais estreitinha. Lá de cima se tem uma vista em 360 graus da região. Muito bonito.

1675455490_Mosteiro-da-Serra-do-pilar--noite---vista-da-Torre-dos-Clrigos.jpg.e2e5510e7847a35182330bab9b698ae2.jpg

Sem dúvida nenhuma gostei mais do Porto do que de Lisboa, apesar de ter gostado muito da capital portuguesa também.

Dia 16 – Porto Lisboa de trem alfapendular e, enfim, Lisboa x Rio

Acordamos tarde porque o sujeito levou o show até às 2h da manhã e nada de dormir com aquela altura toda. Arrumamos as malas, fiz o restante do penne com champignon e partimos para a Estação de São Bento debaixo de chuva, de onde pegaríamos o trem para a estação de Campanhã e, de lá, finalmente para Lisboa. Cerca de 5 minutos separam essas duas estações e mais 2h30 separam Campanhã da estação Oriente, onde paramos, e a mais próxima do aeroporto. Descemos em Campanhã e ficamos esperando o trem, observando a preocupação de todo mundo em como entrar logo de cara no vagão correto sem ter que ficar pulando de vagão em vagão com o trem já em movimento. Bem, sei lá, mas pra não correr riscos eu sempre perguntava a um fiscal da estação onde mais ou menos o meu vagão pararia. É muito comum ver gente perdida puxando mala entre vagões.

Comemos uns sandubas de atum em um café vendidos no trem. É um pouco caro, mas o serviço de bar deles quebra um bom galho. Aconselho não deixar para comprar muito depois do trem sair porque os produtos vão acabando ao longo da viagem. Já o Wi-Fi... não rolou.

Novamente usamos o serviço de cacifos automáticos da estação para deixar nossas malas e fomos fazer hora no shopping Vasco da Gama, ali no Parque das Nações. Muito bom shopping com muitas lojas, cinema e uma ótima praça de alimentação.

shopping-vasco-da-gama.jpg.f181d6319b1c33fa0574c30e393e2aed.jpg

Do shopping pegamos nossas malas na estação de trem, de lá pegamos o metrô para o aeroporto e o avião para o Brasil. 😩

Até breve, Portugal! Voltaremos!

Postado
  • Membros

Deu azar,em que época foi a Régua? Passei um fds lá e achei sensacional o passeio do barco e ,também, muito bom o do Museu situado em Pocinhos.

Postado
  • Autor
  • Colaboradores

@D FABIANO Fui no início de junho. Durante o passeio de barco o tempo deu uma pequena melhorada, pelo menos não choveu tanto quanto no restante do passeio. De todos os dias que passamos no Porto, o que fomos para o Douro foi o que o tempo estava pior. Azar mesmo. A região é incrível. Um dia a gente volta...

Postado
  • Membros

@milamguerra Que azar!!!

Estive aí no começo de Maio,gente de toda a Europa e nenhuma nuvem no céu.Um fds inesquecível,com uma esticada a Foz Côa,isso não deve conhecer, pois não fala nada.O guia lá me disse ser raro aparecer gente do Brasil para ver as pinturas de 20 mil anos que ele apresenta tão bem.

  • 1 mês depois...
Postado
  • Membros

Ótimo relato, as fotos ficaram incríveis! Imagino como seria com dias bonitos então...😍

Dicas devidamente anotadas, especialmente as comidas! Abraços!

Participe da conversa

Você pode postar agora e se cadastrar mais tarde. Se você tem uma conta, faça o login para postar com sua conta.

Visitante
Responder

Account

Navigation

Pesquisar

Pesquisar

Configure browser push notifications

Chrome (Android)
  1. Tap the lock icon next to the address bar.
  2. Tap Permissions → Notifications.
  3. Adjust your preference.
Chrome (Desktop)
  1. Click the padlock icon in the address bar.
  2. Select Site settings.
  3. Find Notifications and adjust your preference.