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Mari D'Angelo

Serra da Estrela e aldeias históricas

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Leia aqui o relato original com fotos e mapa!

 

A curta viagem que fizemos para a Serra da Estrela e arredores foi uma das que mais gostei até agora aqui em Portugal!

Foram 3 dias, partindo de Lisboa e conhecendo além da Serra, algumas das aldeias históricas de Portugal! Fomos de carro e sem dúvidas essa é a melhor opção. Não tivemos problemas quanto à neve na estrada, mas se for nos meses mais rígidos de inverno pode ser que seja preciso tomar algumas precauções, como colocar corrente nos pneus.

 

Dia 1 – Aldeias de Piódão e Folgosinho

Nossa primeira parada foi em Piódão, uma das mais famosas aldeias históricas de Portugal! É diferente de tudo que já tinha visto. Uma pitoresca vila, quase que inabitada, com casas de xisto (pedra que conhecemos no Brasil como ardósia) amontoadas morro acima e uma igrejinha branca contrastando com todo o resto! Há uns poucos cafés e restaurantes e algumas lojinhas de produtos artesanais como queijo, pães, artigos em lã e souvenirs. Os pastos, em camadas atravessando riacho, compõe a paisagem bucólica, onde, não fosse o burburinho de quem visita o vilarejo, só se ouviria o barulho da água e os sininhos das ovelhas.

Piódão é conhecida como a “aldeia presépio”, e é fácil entender o motivo quando se olha a cidadezinha de longe. Não tive a oportunidade de conhecer esse lugar mágico à noite, mas posso imaginar como fica ainda mais encantador com luzes salpicadas por entre as casinhas.

De lá seguimos para a aldeia de Folgosinho, já dentro da Serra da Estrela, onde alugamos o Airbnb mais fofo da vida (e pet friendly, o que agora faz toda a diferença pra nós)!

A cidade é conhecida por ter sido, supostamente, onde nasceu o guerreiro Viriato, um dos líderes lusitanos nas guerras contra os romanos. Também é famosa por suas águas, já que há diversas fontes de água potável espalhadas pelas ruas e praças. Além disso, há vários versinhos com essa temática pela cidade, como esse: “As fontes são como nós: ás vezes cantam de magua. Que doce fio de voz… há dentro dum fio d’água”.

Outro ponto de interesse em Folgosinho é o castelo, erguido sobre uma maravilhosa montanha de quartzo rosa! Hoje não é muito mais que um mirante, mas sua posição privilegiada revela uma vista 360º de paisagens bem típicas do campo.

As opções para comer por lá são basicamente duas: “O Mocas” e “O Albertino”. Escolhemos a segunda e acabamos descobrindo que é um lugar super tradicional e parada certa de muita gente que vem para a Serra da Estrela. Fiquei mais de meia hora só pra conseguir fazer a reserva! O esquema do jantar é com preço fixo (15€ por pessoa) incluindo uma entrada com queijos e embutidos, 5 pratos principais (todos de carnes da região) um trio de sobremesas caseiras e a bebida. Eles fazem outras coisas além de carne mas tem que ser combinado na reserva. Eu não sabia disso e não comia absolutamente nenhum dos pratos servidos, mas eles foram super atenciosos e preparam um enorme e delicioso bacalhau! No fim, o café e licores são servidos no Hins Bar (provavelmente o único da cidade), alguns metros à frente, onde você pode continuar a noite se quiser.

E já que estamos falando de comida, aqui vai um alerta: não volte dessa viagem sem provar um queijo da Serra da Estrela! Sério, é apenas divino!!!

Talvez Folgosinho não seja tão atraente para uma visita se não for caminho para o destino final, mas ficar hospedada lá foi definitivamente uma experiência única! Por dois dias pude sentir o dia a dia simples e gostoso de um vilarejo que provavelmente tem menos habitantes do que tenho de amigos no Facebook (e olha que nem tenho muitos). Além disso, é um lugar estratégico pra quem quer conhecer a região pois fica mesmo dentro da Serra da Estrela. Daquele tipo de lugar que a gente cai meio que sem querer e fica apaixonado!

 

Dia 2 – Manteigas, Vale Glaciar do Zêzere, neve no topo da Serra e Covão d´Ametade

No dia seguinte, após uma voltinha pela cidade, começamos a explorar de fato a Serra da Estrela. Apesar de ter alguns pontos específicos a visitar, em viagens como essas o caminho em si já é o destino. Pode soar clichê, mas é verdade! A única coisa triste foi ver centenas de árvores queimadas, já que algumas partes daquela região foram atingidas pelos incêndios de verão (que são um problema todo ano por aqui).

E logo nos primeiros quilômetros de estrada, já nos deparamos com um senhorzinho simpático e sorridente pastoreando suas ovelhas! Depois percebemos que essa cena fofa e quase cinematográfica pra nós, gente da “cidade grande”, é super comum por ali, os carros simplesmente param e esperam o rebanho passar como se fosse a coisa mais normal do mundo.

Nossa primeira parada foi em Manteigas, cidadezinha que fica bem no meio da Serra e que diziam ser parada obrigatória, mas, apesar de fofinha, não achei assim tão imperdível. Pode ser uma boa opção para hospedagem, pela localização e por ser também um pouquinho maior do que as aldeias.

Depois fomos até o Vale Glaciar do Zêzere, bem pertinho de Manteigas. Que lugar maravilhoso! É tanta natureza, tanto silêncio, que dá vontade de ficar lá o dia todo!

E é assim que a gente vai aprendendo geografia, né? Não fazia ideia do que era um vale glaciar, mas aprendi que é um vale em formato de “U”, nesse caso cortado pelo Rio Zêzere, que foi moldado em meio à montanhas após o derretimento de geleiras nas eras glaciais.

Ou seja, há milhares de anos atrás aquilo era uma paisagem totalmente diferente e coberta de gelo!

E falando em gelo, já estava ansiosa pra chegar lá no topo da serra e afundar meus pézinhos na neve! No caminho, formações rochosas bem peculiares e uma imagem de Nossa Senhora da Boa Estrela cravada na pedra nos obrigaram a fazer algumas paradinhas.

Na verdade não fomos literalmente até o ponto mais alto, onde fica a torre e o começo das pistas de esqui. Como estava muito cheio, preferimos ficar um pouco mais em baixo, sem tanta gente e ainda com bastante neve, formando paisagens fantásticas!

Só fiquei decepcionada por achar que seria fácil fazer um boneco de neve… Não é, #fail!

Se você é mais da aventura, pode alugar os equipamentos para descer nas pistas. Também vimos muitos portugueses escorregando com umas pás de plástico que depois até vimos pra vender ali perto. Então, se é um fanático da neve, pode investir em uma dessas e voltar lá todo inverno!

Fomos em Fevereiro e mesmo já tendo passado um pouco da época ideal para ver neve, tinha bastante gente, então a parte final para chegar ao topo da serra estava bem congestionada. Estacionar também não é tarefa fácil, os carros ficam parados meio no improviso, dos dois lados da estrada. Tem que ter paciência!

Já no caminho de volta para Folgosinho caímos meio que sem querer no Covão d´Ametade, outro lugar surpreendente de geografia glaciar! Pelo que entendemos é também uma área de camping gratuita e com alguma infra-estrutura como banheiros. Já planejo acampar lá da próxima vez!

 

Dia 3 – Belmonte

O último dia foi só mesmo a volta para Lisboa, com uma parada em Belmonte, aldeia onde nasceu Pedro Álvares Cabral (e por isso rola até uma bandeirinha do Brasil lá). A cidadezinha tem como atração principal o Castelo de Belmonte, e apesar de também ser uma graça, não me encantou tanto quanto as outras.

Se curte cerveja artesanal dê uma passada na Cabralina! Apesar de não ser muito barata, a pequena loja é simpática e além da cerveja, de produção própria, tem também outros produtos artesanais.

Ficamos só 3 dias, mas tem tanta coisa pra ver que acho que mais uns 2 ou 3 dias seria o ideal!

 

Leia aqui o relato original com fotos e mapa!

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    • Por Mari D'Angelo
      Em 2012, quando viajamos para Portugal, decidimos alugar um carro e ir do Porto à Lisboa conhecendo alguns lugares no caminho. A primeira parada foi a Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, em seguida o Santuário de Nossa Senhora de Fátima (onde derramei litros e litros de lágrimas!) e por último o Palácio Nacional da Pena, na vila de Sintra. Todos são muito interessantes, mas meu encantamento pelo Palácio todo colorido foi imediato e só aumentava a cada ambiente percorrido!
       

       
      O local é na verdade um enorme parque com lagos e construções diversas espalhadas pela imensidão verde. Com muito pesar tivemos que renunciar a esse incrível passeio e ir direto ao topo da montanha, onde se encontra o palácio. Como o tempo era muito curto, pois já estava quase no fim da tarde, subimos e descemos com o transfer (3€).
       
      Ao chegar, pegue o áudio-guia (3€). Ouvir a história do local, como as pessoas viviam e o porquê de cada detalhe faz toda a diferença na visita. Falando nisso, aqui vai um resuminho da história deste lugar fascinante.
       
      Antigamente, o topo da Serra de Sintra, abrigava uma capela em homenagem a Nossa Senhora da Pena, o lugar foi doado à Ordem de São Jerónimo que construiu um convento de madeira. Algum tempo depois dois desastres naturais, um raio e um terremoto, destruíram quase por completo o local, restando apenas uma parte da capela. No século XIX, Fernando II, conhecido como o Rei-Artista, adquiriu as ruínas do convento com o intuito de reformar e transformar em “casa” de veraneio. Para isso, contratou o Barão von Eschwege, arquiteto alemão que já havia trabalhado para ele em outras ocasiões, depois de recusar os primeiros projetos, o rei aprovou o trabalho e inclusive participou da concepção de algumas áreas.
       
      Em 1853, a esposa do rei, Dona Maria II, morre em seu 11º parto. Ele casou-se novamente com a cantora lírica e condessa Elisa Hendler e após sua morte, em 1885, deixou o Palácio como herança à ela. Como o casamento dos dois nunca foi aprovado pela sociedade portuguesa, houve uma grande polêmica sobre os direitos do local, que a essa altura já era um monumento histórico. Então, Luis I, em nome do Estado português, comprou a propriedade, deixando à condessa apenas um chalé, onde ela continuou residindo. O palácio tornou-se então patrimônio nacional da Coroa Portuguesa. Outros membros da família real lá se instalaram até a queda da monarquia. Depois disso, o lugar se transformou no museu que conhecemos hoje.
       
      A arquitetura do palácio, encrostado em rochas, foi fundamentalmente romântica, porém vários estilos se misturam na construção, entre eles o medieval, o gótico, o renascentista, o manuelino e o árabe. Misturas de padrões e texturas, azulejos diversos e cores vivas estão presentes em todo o monumento, dando um ar aconchegante à cada canto do palácio. Além disso, seus detalhes estão carregados de simbologias.
       

       
       
      No pórtico de entrada, chamado de Arco dos Lagartos, 3 rosas abertas simbolizam o conhecimento. Já no interior do castelo, há o Pórtico do Tritão, alegoria muito rica em detalhes que representa a criação do mundo, trata-se de uma figura mística, meio homem meio peixe , concebida por D. Fernando II. Uma das partes mais interessantes do palácio!
       

       
      Dos terraços desnivelados temos vistas incríveis de toda a cidade e arredores, inclusive da muralha do Castelo dos Mouros.
       

       
      Outra área que merece toda a atenção é o Claustro Manuelino, parte original do antigo mosteiro. Meio surrealista, a área é toda revestida de azulejos hispano-árabes. Em seu centro, há uma taça em forma de concha sobre 3 tartarugas apoiadas em heras, os animais recordam que o caminho é lento e as plantas são o símbolo da eternidade.
       

       
      É possível visitar alguns dos ambientes internos, como o salão nobre, com motivos orientais e orgânicos, a sala árabe toda pintada com afrescos, os quartos e a cozinha, onde estão expostos alguns dos utensílios usados na época. Mas não é permitido tirar fotos.
       
      O monumento não está em perfeitas condições de conservação, mas seu estilo lúdico e colorido, tão diferente do que normalmente vemos em uma edificação da realeza européia, compensam a visita. Espero voltar um dia para poder explorar todo o entorno do palácio e ainda conhecer a cidadezinha de Sintra, que dizem ser uma graça!
       
      Informações úteis:
       
      Site oficial: http://www.parquesdesintra.pt/parques-jardins-e-monumentos/parque-e-palacio-nacional-da-pena/
       
      Nele é possível simular o gasto total de acordo com a data, número de pessoas e quais áreas gostaria de visitar!
       
      Relato original e mais fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/o-colorido-palacio-da-pena-em-sintra
    • Por Mari D'Angelo
      Relato original com fotos e mapa aqui: http://www.queroirla.com.br/porto-e-vila-nova-de-gaia-parte-i/
       

       
      DIA 1
       
      Em 2012, quando eu o Dan fizemos nossa primeira viagem internacional, a última parada foi Portugal. Decidimos incluir o país no roteiro pois ele tem família por lá e como só tinha lembranças de pequeno, era hora de conhecer as origens!
       
      Começamos pela cidade do Porto, no norte de Portugal. Na verdade a família dele fica em Vila Nova de Gaia, que é um distrito do Porto, mas fica do outro lado do rio Douro. ficamos hospedados por lá também, no Ibis Budget Porto Gaia (que pagamos com pontos no cartão, como muitas coisas nessa viagem! =).
       
      Já começamos fazendo presepada, pegamos o ônibus para o lado oposto do que deveríamos e quando vimos, chegamos na praia. Enfim, é uma daquelas surpresas boas quando as coisas saem do planejado.
       
      Sorte nossa que os portugueses são muito, extremamente simpáticos! Em toda a nossa estadia por lá foram muito solícitos quando pedíamos informações, quase que iam conosco até o lugar, eles são todos uns fofos!
       
      Chegamos então ao Pavilhão Rosa Mota (ou Pavilhão dos Desportos) onde antigamente ficava o Palácio de Cristal. Hoje o lugar é rodeado por um jardim super agradável e bem cuidado, com uns pavões circulando, lindos azulejos e uma vista incrível!
       
      Continuamos a pé pelo centro até que vejo a Igreja dos Carmelitas, totalmente barroca (é bobo me animar com isso, afinal tudo em Portugal é dos Carmelitas, mas como minha vó, uma das pessoas que mais amei na minha vida, e que ainda sinto saudades depois de tantos anos sem, se chamava Carmelita, sempre vou adorar esses acasos da vida).
       
      Passamos pela Torre dos Clérigos, que faz parte da Igreja dos Clérigos e tem uma vista bem legal da cidade (claro que depois de subir aquelas escadinhas super esmagadas. Claustrofóbicos, fiquem longe!).
       
      Uma das coisas que mais me encantou por lá foram os azulejos, é realmente incrível o efeito de igrejas, prédios e casas revestidos de azulejos azuis e brancos ou coloridos, pintados com cenas super elaboradas ou simplesmente padrões decorativos.
       
      A fome bateu e óbvio que fomos comer um bacalhau! Aliás, não é tão óbvio assim pois até pouco tempo atrás eu não era nada fã da iguaria lusitana, mas graças a um almoço da minha sogra pouco antes de ir viajar, mudei de opinião e pude aproveitar de verdade a experiência em Portugal! O melhor de comer por lá é que é super barato! Vinho então nem se fala, perfeito pra nós que adoramos comer. Para sobremesa também optamos pelo clássico, pastel de belém, e achamos muito melhor do que o “oficial”, em Lisboa.
       
      O próximo ponto é um dos lugares mais legais da cidade, a Livraria Lello e Irmão. A fachada em estilo neogótico é fantástica (só agora reparei na moça estragando minha foto) e o interior mais lindo ainda, todo de madeira, com escadas imponentes revestidas com um tapete vermelho… Infelizmente não era permitido tirar fotos, mas é só dar uma olhadinha nas imagens do Google (aqui) que dá pra ter uma noção de como é incrível o lugar. (Ah, e aqui outra coincidência, meu avô, marido da Carmelita, que agora vocês já conhecem, tinha o apelido de Lelo, e a livraria fica na Rua das Carmelitas! Muito amor né?).
       
      Caminhar pelo Porto é uma delícia, daqueles lugares que tem surpresas o tempo todo (pra mim uma viela, roupas coloridas penduradas ou casinhas azulejadas são lindas surpresas). Tem seus “defeitos”, claro, tem sujeira, tem coisa mal conservada, tem lugar feio… mas realmente acho uma perda de tempo ficar se apegando a esse tipo de coisa ao conhecer uma nova cidade, todo lugar no mundo tem defeitos, cabe a cada um escolher se isso vai pesar mais que a parte positiva da viagem ou não (momento desabafo).
       
      Já no fim da tarde seguimos pela Avenida dos Aliados, que é linda, cheia de prédio históricos e uma estátua equestre em homenagem à D. Pedro IV, até a Sé do Porto, um dos monumentos mais antigos de Portugal.
       
      A arquitetura da catedral é uma mistura de estilos. Inicialmente o românico, percebido na estrutura geral do prédio, mais comprido do que alto e sem muitas janelas, a herança gótica é visível especialmente no pátio interno, cheio de arcos ogivais, e finalmente o barroco, que está presente em todo o interior, assim como em alguns detalhes da fachada. À toda essa miscelânea se adicionam ainda imensos painéis em azulejo azul e branco e mais uma vista da cidade (sim, tem muitos lugares onde é possível ver essa cidade de cima rs!).
       
      Pra fechar o dia fomos finalmente conhecer a família portuguesa do namorado, mal entramos na rua, de taxi e uma das mulheres já veio correndo nos receber, disse que a tia-avó do Dan estava esperando ansiosíssima sentada em uma cadeirinha na calçada desde a hora em que ele ligou (umas 15h)! Não podíamos ter sido mais bem recebidos, todos estavam felizes demais em rever ou conhecer o parente brasileiro, ligaram pra todo mundo que morava perto ir lá nos dar um oi e até pra quem morava em outro país, pra contar que ele estava lá! Todos são super simpáticos e com um senso de humor muito peculiar dos portugueses, além disso não sabiam mais o que fazer pra nos agradar, era vinho, era bolinho de bacalhau… tudo maravilhoso! Fomos embora depois de levar uma bronca enorme porque estávamos num hotel e não ficamos lá rs, mas já prometemos que da próxima vez vamos nos redimir.
       

       
      DIA 2
       
      Nosso segundo dia pela terrinha começou com uma visita a Igreja de Santo Ildefonso. A fachada de azulejos azuis e brancos conta algumas passagens da vida do santo e no interior há uma mistura de estilos com destaque para o altar barroco.
       
      Bem pertinho de lá fica a Estação ferroviária São Bento, inaugurada em 1896. Ela é toda forrada por dentro com painéis de azulejos com cenas históricas portuguesas e padrões decorativos, maravilhoso! Pode parecer um pouco (ou muito) repetitivo falar tanto dos azulejos, mas é irresistível, em Portugal eles estão por toda parte e é justamente esse seu charme especial.
       
      Depois fomos nos perdendo até chegar na região do Palácio da Bolsa, um belo prédio rodeado por jardins super bem cuidados, não entramos mas o lugar é bem recomendado por quem já fez a visita.
       
      O próximo ponto foi o Conjunto de São Francisco, que conta com a Igreja da ordem terceira de São Francisco, um dos melhores lugares para admirar a chamada talha dourada (técnica de esculpir em madeira e revestir com ouro), junto com a Casa do Despacho, que funciona também como um pequeno museu de arte sacra, e o Cemitério Catacumbal, este último um tanto perturbador, trata-se de um andar subterrâneo com jazigos pela sala toda e ainda uma grade no chão onde se vê um “depósito de ossos”… bem mórbido!
       
      Pelo menos ao sair dá pra relaxar com uma linda vista do Douro, aquela região às margens do rio chama-se Ribeira, o que era a algum tempo atrás considerada uma área decadente, hoje é bastante turística e encanta os visitantes com suas ruelas e casas coloridas, é um dos pontos mais agradáveis pra sentar e comer um bolinho de bacalhau!
       
      Os simpáticos barquinhos lá ancorados serviam antigamente para o transporte de barris de vinho, já que do lado de Vila Nova de Gaia existem muitas caves de vinho do Porto (já chegaremos lá), mas se não me engano hoje a maioria serve como embarcação turística.
       
      Hora de conhecer o outro lado do rio, a região de Vila Nova de Gaia. A passagem principal entre os dois lados é a magnífica Ponte Luis I, projeto do engenheiro Théophile Seyrig que já foi parceiro de Gustave Eiffel, responsável pelo projeto da Torre Eiffel, daí a semelhança entre as duas estruturas. A ponte, cartão postal da cidade, é constituída por dois tabuleiros, um em cima, por onde passam metrô e pedestres e um em baixo, também para uso de pedestres e de carros.
       
      Chegando à outra margem do rio encaramos uma imensa subida para chegar até a cave da Graham’s. Tem várias opções por lá, escolhemos essa pois era onde o tio do Dan trabalhava. A visita passa pelos enormes tonéis, pelos barris, pelas caves… tudo com explicação do guia, e no final, a melhor parte, a degustação! E foi aí que descobrimos que lá eles tomam vinho do porto como um vinho normal, não como um aperitivo após a refeição, como fazemos aqui!
       
      Pra finalizar o dia com mais uma vista linda da cidade, e também descansar um pouquinho antes de ir jantar com a família do Dan, subimos até o Miradouro do Mosteiro da Serra do Pilar. É interessante observar o fragmento que sobrou das chamadas Muralhas Ferdinandas, construídas no século XIV, quando o Porto estava em crescimento e precisava expandir a área protegida da cidade.
       
      No dia seguinte alugamos um carro e seguimos para Lisboa, parando em Coimbra, Fátima e Sintra, onde fica o maravilhoso Palácio da Pena.
       
      Relato original com fotos e mapa aqui: http://www.queroirla.com.br/porto-e-vila-nova-de-gaia-parte-i/
    • Por Mari D'Angelo
      Relato original com fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/brela-e-baska-voda-paraisos-escondidos-na-croacia/
       
      Brela e Baska Voda, uma do lado da outra, são minúsculas cidadezinhas na Croácia que escondem praias verdadeiramente paradisíacas banhadas pela imensidão azul do mar adriático! Na verdade mesmo, não havia nada pra fazer lá, o único atrativo era uma ilhota de pedra com árvores no meio do mar que parecia incrível no Google Images (e que praticamente foi o motivo de escolhermos esse lugar tão fora do roteiro) e que ao vivo era bem menos pitoresca. Mas havia calmaria, simpatia sincera e cenários que fazem meu coração palpitar até hoje, e o melhor, tudo isso só pra nós dois, ou quase.
       
      Depois de passar pelas paisagens mais lindas das estradas croatas (fizemos praticamente a costa toda nessa viagem), chegamos em Baska Voda. Nosso “hotel” era na verdade era um flatzinho que os próprios moradores alugam (já falei um pouco sobre isso aqui no post de Split), o nome era Haus Bilic e reservamos pelo Booking.com. O lugar era grande e super aconchegante. Aliás, entrando na cidade já era possível sentir o clima de aconchego que pairava por lá. A mulher que veio nos receber era de uma simpatia extrema, deixou uma cestinha com bananas e ainda se ofereceu para lavar nossas roupas. Muito amor, muita simpatia!
       
      Como eu disse, não havia muito o que fazer, foi um dia totalmente relax (o único, em uma intensa programação de 30 dias e aproximadamente 10 cidades) e foi maravilhoso! As vezes, tão bom quanto um dia cheio de novidades e cultura é parar e simplesmente andar a toa, sentar nas pedras (lá não tem areia, são praias de pedras), ouvir o mar e se sentir totalmente realizada, naquele momento não queria estar em nenhum outro lugar além daquele!
       
      Passamos pelo modesto porto, algumas lojinhas e uma estátua virada para o mar que ainda estou tentando buscar o significado. Andando pelas poucas ruas da cidade vimos muitos carros modelo Renault 4, muito comuns na época comunista, antes da antiga Iugoslávia se desmembrar em países separados, sendo um deles a Croácia.
       
      Antes do pôr-do-sol pegamos o carro para ir até Brela e ver a tal pedra! Parece até mentira de tão poética a paisagem que íamos tendo no caminho, as casas em frente a gigantes montanhas com seus topos encobertos por nuvens. O visual do sol se pondo então, foi espetacular! Aliás, a Croácia está lá em cima na minha lista de pores-do-sol maravilhosos!
       
      Voltando para Baska Voda, já de noite, observamos um caixa eletrônico no meio do “calçadão”, é engraçado pra nós que estamos sempre preocupados com segurança a ideia de tirar dinheiro assim, tão “abertamente”… é outro modo de viver!
       
      Pra terminar nosso day-off da viagem do melhor jeito possível paramos num restaurantezinho pra tomar uma cerveja e comer os melhores cogumelos-recheadinhos-de-queijo-sobre-arroz do mundo! (não faço ideia do nome desse prato e também nunca mais achei igual em outro lugar, mas era divino). O Dan foi de carne de porco com fritas, bem tradicional por lá.
       
      E assim foi um dia pacato, numa cidade pequena e totalmente desconhecida do qual não vamos nos esquecer jamais.
    • Por ALIRIO GABRIEL
      OLÁ, MEU PASSAPORTE FORA CARIMBADO NO DIA 08-10-19 (MADRID), ATUALMENTE ESTOU EM PORTUGAL, PORÉM SURGIU UMA OPORTUNIDADE RELACIONADA A UMA VIAGEM PARA PARTICIPAR DE UM EVENTO EM MOÇAMBIQUE, EVENTE ESTE COM DURACAO DE 4 DIAS, NO ENTANTO PRETENDO VOLTAR PARA PORTUGAL. MEU VISTO É DE TURISMO (90 DIAS). ISTO É POSSÍVEL OU O CARIMBO É DE ENTRADA UNICA ?  

      (MEU CARIMBO TEM A DATA E EM SEGUIDA UM PEQUENO ESPACAMENTO COM UMA NUMERAÇÃO 07)
    • Por Mari D'Angelo
      Texto original com fotos e mapa aqui: http://www.queroirla.com.br/arraial-do-cabo-o-caribe-brasileiro/
       
      Quem seria louco de decidir em cima da hora, no feriado, sair de São Paulo e ir até Arraial do Cabo? Bom, olhando as fotos daquele paraíso de águas azul-caribe, acho que muita gente além de nós! É claro que a experiência deve ser infinitamente melhor sem a multidão de gente nas praias, mas ainda assim valeu cada minuto!
       
      Arraial do Cabo fica na região dos lagos, há aproximadamente 2 horas do Rio de janeiro e 8 de São Paulo (de carro), logo na chegada da cidade a vista da Prainha já encanta, mas pode se preparar que o melhor vem depois, e fica mais escondidinho. Não espere muito da parte urbana, não é uma cidadezinha agradável e aconchegante como Búzios ou Paraty, o forte são mesmo as praias e a prática de mergulho!
       
      Nós ficamos na Pousada Casa Verde, na Praia dos Anjos, aprovei e recomendo! Ela é bem simples mas limpa e agradável, tem piscina, churrasqueira e cozinha para quem quiser economizar e fazer as próprias refeições (inclusive o café da manhã, que não está disponível). O proprietário, Carlos, é super receptivo e nos ajudou bastante com dicas do que fazer por lá. A localização também é boa, depois de ter andado um pouco pela cidade achei aquele um dos melhores lugares, é tranquilo, perto do porto e da trilha para a Praia do Forno e próximo a um centrinho com alguns (poucos) bares e restaurantes. A praia é bem próxima mas não muito indicada para banho pois é onde ficam os barcos.
       
      Começamos pela Praia do Forno, para chegar até lá é preciso encarar uma trilhazinha de uns 10 minutos, é bem simples, apesar de um pouco cansativa. Mirantes e pontos estratégicos para fotos são constantes no caminho repleto de mandacarus (mais conhecidos como cactos) e a vista é recompensadora! A praia, de um tamanho razoável, conta com certa infra-estrutura além de vários ambulantes. Achei um pouco desnecessário o som alto vindo dos restaurantes, mas nada que pudesse estragar a beleza caribenha daquele lugar!
       
      Seguimos para a Prainha, essa já de fácil acesso mas em compensação não tão bonita quanto a primeira e bem mais cheia. Ficamos pouco tempo por lá pra poder conferir o pôr-do-sol em um lugar fantástico onde quase ninguém vai, é preciso subir as escadas da ponta esquerda da Praia Grande (olhando para o mar) e continuar mais um pouco para cima, assim que passar o posto policial é só estender a canga e curtir a vista. O lugar “oficial” para ver o pôr-do-sol por lá é o Pontal do Atalaia, onde dizem ser melhor ir de carro pois é bem afastado, não tivemos a oportunidade de conhecer pois apesar de tempo bom, todos os dias terminaram parcialmente nublados.
       
      À noite, no centrinho da Praia dos Anjos jantamos no restaurante Saint Tropez, achei o mais aconchegante de lá, com mesinhas na varanda e um clima legal. Comemos um camarão com catupiry delicioso! Não é super barato mas o prato dá pra duas pessoas, vale a pena se a ideia for uma jantinha gostosa. Se quiser algo mais em conta não faltam opções, há pizzarias, restaurantes por quilo, casas de lanche e a maravilhosa tapioca da Sabor em Pedaços, um lugar pequenininho mas cheio de amor e delícias doces e salgadas, tudo bem baratinho. Só não vá em busca de baladas, a vida noturna ali se resume a uma praça com barraquinhas de caipirinha (e cuidado ao pedir caipifruta, queria uma de manga mas o que recebi foi uma batida… estava muito boa, mas não era uma caipirinha!).
       
      No dia seguinte fomos conhecer Búzios, recomendo muito fazer um bate-volta pois é pertinho de Arraial do Cabo, cerca de uma hora de viagem e se estiver de carro dá pra conhecer as praias mais afastadas, que eu particularmente gostei mais do que as próximas ao centro. Mas esse vai ser assunto para um próximo texto!
       
      No terceiro e último dia fechamos o tradicional passeio de escuna. Todas as agências (são muitas) oferecem esse passeio e atualmente o valor cobrado é R$60,00 por pessoa, incluso água e refrigerante durante todo o tempo no barco (churrasco, caipirinha e cerveja são vendidos a parte), mas a agência Tubarão Rio costuma cobrar R$30,00! Ficamos meio desconfiados mas como foi indicação acabamos indo e foi tudo certo (exceto o péssimo atendimento na loja), metade do dinheiro economizado! No barco eles oferecem aluguel snorkel por R$10,00, nós pegamos um mas não recomendo! O tempo é muito curto nas praias e não há tantos pontos para ver os peixes.
       
      Dica: Fique o mais longe possível do churrasco, é impossível respirar naquela região do barco!
       
      Os passeios saem por volta das 11h e duram aproximadamente 3 horas, é preciso pagar uma taxa portuária de R$5,00, isso é feito diretamente nas cabines no porto e em seguida é só encontrar seu barco no meio da zona de gente e música alta que conturba o ambiente. Ah, fique de olho nas cordas que amarram as embarcações, muitas tartarugas costumam aparecer ali.
       
      Antes de fazer as paradas, a escuna passa por alguns pontos como o Boqueirão, que é o estreito que separa o continente da Ilha do Farol, a Pedra do Perfil do Macaco, a maravilhosa Gruta azul e a Fenda de Nossa Senhora da Conceição, onde há uma estátua da Santa, tudo com a devida explicação do guia. Passar por essas paisagens rochosas é tão diferente que nos faz sentir em outro lugar, algo como a Escócia ou Nova Zelândia, imagino.
       
      Quando o barco começa a se aproximar da primeira parada, a Praia do Farol, já dá pra perceber a mudança na tonalidade da água de um azul mais escuro para um turquesa hipnotizante! Essa praia é considerada pela Marinha a mais perfeita do Brasil, é super restrita, sendo possível desembarcar nela uma quantidade limitada de gente e por apenas 40 minutos, além disso não é permitido levar alimentos e outras coisas que possam gerar sujeira na praia. Não há restaurantes nem ambulantes, o tempo é todo para apreciar aquela areia branca bem fininha e o mar tão transparente que dá pra enxergar nitidamente os dedos dos pés, é tudo tão perfeito que dá até dó de não poder aproveitá-la mais um pouquinho.
       
      A segunda e última parada é em uma das duas Prainhas do Pontal do Atalaia, assim como a anterior é paradisíaca, mas além de não ser restrita, tem acesso por terra também, então fica bem mais cheia. Nessa e em todas as outras praias de Arraial do Cabo, a água é muito gelada, mesmo no calor!
       
      O passeio acabou por volta das 15h e passamos para conhecer a Igreja Nossa Senhora dos Remédios, padroeira de Arraial do Cabo. Ela fica no caminho da saída do porto e é daquelas bem simples, com teto de madeira, branquinha e azul, uma graça!
       
      Terminamos o dia na Praia Grande, que apesar do nome, não lembra nem de longe a homônima paulista e é realmente enorme! Os restaurantes cobram R$10,00 pela mesa e guarda-sol caso não haja consumo de comida. Ficamos lá aproveitando o último dia no paraíso até o sol se pôr entre as nuvens.
       
      Pra quem é de São Paulo, se não quiser passar pelo Rio pra voltar, a dica é ir por Magé, o tempo é o mesmo. Aproveite para fazer uma pausa na Parada do Bubi, na Dutra, o restaurante beira de estrada mais aconchegante que já vi!
       
      Texto original com fotos e mapa aqui: http://www.queroirla.com.br/arraial-do-cabo-o-caribe-brasileiro/


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