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Fernando de Noronha, finalmente

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Desde sempre que Noronha está no radar. O problema sempre foi preço e logística. Não cabe num fim de semana e, para mim, não cabia num feriado. Dado que perdemos o dia de chegada e boa parte do dia da volta, um feriado de 4 dias resultaria em 2 dias cheios somente. Eu arbitrei para mim que precisava de pelo menos 4 dias cheios. Noronha caía então num limbo: não cabe num feriado, e nas férias vamos para fora.

Mas eis que a oportunidade chegou. O Rio de Janeiro tem feriado no dia 20 de Novembro. Junte esse com o do dia 15 e temos um mega emendão de 6 dias. Assim que identifiquei isso, no começo de 2018, corri para emitir passagens com milhas. Foram as milhas mais caras que já usei (25 mil por perna com o smiles), mas usei com muita felicidade. Sabendo dos altos preços na ilha, logo reservei uma pousada – Flat do Indio, a mais em conta que encontrei no booking com ar condicionado e banheiro privativo. Por 300 a diária.

Chegamos em Fernando de Noronha conforme previsto, por volta das 16hs. Fizemos rapidamente o check in na ilha – já havíamos pago a taxa antecipadamente – e, como não tínhamos mala, fomos os 1os a sair. Mas eis que... não havia taxis no aeroporto na chegada! Primeira coisa estranha. Não demorou 5 minutos para que um aparecesse, e assim fomos para nossa pousada. Apenas largamos as coisas por lá e imediatamente partimos para curtir o pôr do sol em algum canto próximo. Podia ser no forte da Vila dos Remédios, mas preferimos as praias. Fomos mapeando o lugar a pé, e logo descobrimos as ladeiras de que tanto falam. De onde estávamos – ficamos na Vila do Trinta -- até a praia era só descida.

 


Primeira praia foi a do Cachorro. Era pequena, naquela época com muito pouca areia (muita pedra) e não daria pra ver o pôr do sol na plenitude. Seguimos para a Praia do Meio. Melhor, mas seguimos antando ainda assim. E estacionamos no Bar do Meio, que fica entre a Praia do Meio e a da Conceição. Depois soube que é um bar famoso e badalado. Tinha a long neck mais cara que vi na ilha: 20 reais. O preço padrão de Noronha era 15 reais. Curtimos o pôr do sol a seco mesmo. O primeiro pôr do sol de tantos outros, de todos os outros dias. Sempre um belo espetáculo.

 

 

 

Da Conceição, após escurecer, seguimos andando novamente, agora para o Boldró. Dá uma boa caminhada, por estrada de terra desinteressante, mas tranquilamente caminhável. A ideia era já fazer a carteira do ICMBio, que permite a entrada nas 2 regiões principais da ilha: Golinhos/Sancho/Mirante dos Porcos, e Sueste. Cerca de 100 pratas pelo ingresso. Perguntamos sobre as trilhas, e a galera do próprio ICMBio disse que, se quiséssemos fazer a do Atalaia, o ideal era chegar às 4 da madrugada pra ficar na fila e esperar abrir, o que só ocorreria às 8:30. Não, obrigado. Sem trilhas. Na verdade, do que apurei, tem fila sempre. Mesmo para trilhas com pouca demanda, como a Capim-Açu. Queremos fila não, dispensamos as trilhas.

Ao lado do ICMBio tem o Projeto Tamar, sempre bem legal. E o de Noronha é grátis! Coisa rara na ilha. Todos os dias às 20hs tem palestra sobre alguma coisa, e creio que seja sempre interessante. Nesse primeiro dia demos a sorte de ser sobre como é viver em Noronha, ou seja, praticamente uma introdução geral para quem chega. Excelente! Às 19hs geralmente também tem outras atividades, sejam visitas guiadas sobre as tartarugas, sejam apresentações de vídeos. Um bom lugar para curtir.

Depois da palestra ainda voltamos andando até a Vila dos Remédios. Como havíamos almoçado no aeroporto do Recife, só queríamos uma coisa tipo pizza. Encontramos uma na praça, a 40 pratas por cabeça, e que eu diria que era beeem mais ou menos. Enfim, fomos dormir.

Sexta-feira. Era nosso primeiro dia cheio na ilha, previsão de tempo bom. Vamos logo para o filé mignon, é claro! Chamamos um taxi logo cedo para ir direto para o PIC do Sancho. (PIC = Posto de Informação e Controle, onde verificam sua credencial – aquela que vc precisa tirar no ICMBio). O PIC só abre às 9 (ou será 8?), mas vc pode chegar antes que o pessoal libera acesso para quem quer ir até a Baía dos Golfinhos observar os golfinhos nadando. O Projeto Golfinho Rotador tem sempre gente por lá observando e fazendo contagem dos golfinhos, e também disponibilizando binóculos para quem quiser ver mais de perto (vale a pena!). Nesse dia, conseguimos uma façanha: não havia golfinhos. Nenhum! Nada. Era um belo dia, águas estavam calmas para o período, mas eles não estavam lá. Nem estiveram antes (eventualmente vc vai ler que precisa estar lá às 6 da manhã pra ver). Não era dia.

Desistimos e seguimos a trilha que vai margeando o paraíso, com sucessivos mirantes para os édens locais. Leia-se Praia do Sancho. Estava um dia sublime, fazendo jus à fama da praia. Do alto de algum dos mirantes, observamos alguns tubarões fazendo a festa com cardumes de sardinhas. Esses cardumes geralmente são identificados como uma mancha escura na beira da praia. Os tubarões vão fazendo strike no cardume para o café da manhã. Logo eles vão embora, e a praia fica acessível a todos. Mas tinha gente nos mirantes que dizia não entrar mais naquela água.

 

 

 

 

Chegamos então ao Sancho. E logo pegamos a famosa escada, que parece impor algum medo às pessoas. Não é pra tanto, é mais fácil do que parece, só é eventualmente apertado. E, claro, pessoas inaptas à atividade física não devem se arriscar. Descemos e chegamos ao Sancho. Havia gente por lá, mas ainda muito pouca. Ficamos do lado com sombra. E partiu snorkel. De cara me deliciei com uma enorme arraia, pertinho da areia. E vários peixes. Visibilidade excelente, como esperado. Curtimos um bom tempo ali no Sancho, areia, snorkel, areia... Não vi tubarões, acho que àquela altura eles já tinham saciado a fome matinal.

 

 

 

 

No fim da manhã decidimos subir e conhecer o mirante da Baía dos Porcos. Na hora de subir, havia uma longa fila, então demos mais um tempo na praia. Qdo a fila diminuiu, vimos que havia horários de subida e descida! É coisa nova que começaram a implantar em Novembro mesmo. E naquele horário era descida. Então curtimos mais uma horinha no Sancho, agora do outro lado (naquela hora o sol estava em cima, praticamente não havia sombras). Mais areia, snorkel, areia, e enfim subimos.

 

 

 

 

Fomos andando pelos mirantes até finalmente nos deparamos com o (ou mais um) cartão postal de Fernando de Noronha, os Dois Irmãos. O visual a partir do mirante da Baía dos Porcos é mesmo extraordinário. Curtimos outro longo tempo por lá. Tem uma fortaleza por lá (na verdade, Fernando de Noronha tem uma série de fortalezas que hoje são meras ruínas em grande parte – mas há planos de revitalizá-las, tanto que a principal, dos Remédios, está em processo), o Forte São João Baptista dos Dois Irmãos, de onde se tem espetacular vista dos Dois Irmãos, da Baía dos Porcos, e do outro lado da Praia do Sancho. Ótimo lugar, de onde pelo visto modelos (e aspirantes) tiram sempre um mesmo tipo de foto deitadas numa árvore com o Dois Irmãos ao fundo.

Encerramos nossa visita e seguimos de volta. Uma outra coisa muito bacana de lá são os atobás, que de alguma forma me lembraram os boobies de Galápagos. Tem vários ninhos, e vários deles voando por lá.

Demos saída do PIC e fomos andando para a Cacimba do Padre, que era a praia seguinte, e que é onde há acesso à Baía dos Porcos por baixo. Na hora em que chegamos a maré estava crescendo, então tivemos de subir tudo pelas pedras (na baixa vc faz uma pequena parte pela areia mesmo). É tranquilo. Na Baía dos Porcos, mais snorkel. Mais arraia! E a peixarada de sempre. Ótima visibilidade novamente. O mar não estava nos dias mais calmos – a temporada de mar calmo consta que é de julho a setembro, mais ou menos. A de surf vai de dezembro a março. Então estávamos prestes a entrar na época de surf. Mas o máximo que ocorria era o mar te levar para cá e para lá um pouco, nada que atrapalhasse o snorkel.

 

 

Curtida a Baía dos Porcos, seguimos. Maré então já estava baixando de novo, de modo que pudemos seguir pela praia, passando pela Cacimba do Padre (lá tinha cerveja; nos PICs não vendem álcool), Quixabinha (que é uma praia escondidinha entre as outras duas) e Bode, onde havia belas piscinas naturais no cantinho. Na Cacimba e no Bode rola aluguel de barraca + 2 cadeiras a 50 pratas. Fora o consumo.

 

 

Do Bode pegamos trilha. A ideia era seguir pela praia, mas a descida para a praia seguinte, a do Americano, nos pareceu meio complicada, então seguimos pela trilha. Até que nos deparamos com um lugar com barzinho e um forte na frente. Depois do Americano (com vista para lá) e antes do Boldró. Já estava perto do fim de tarde, decidimos estacionar ali para curtir o pôr do sol. Descobrimos que era ali o famoso forte do Boldró, dos locais mais famosos para se assistir ao pôr do sol na ilha. De fato, um espetáculo. E local de parada de diversos buggies e vans e etc. da galera que, presumo, tenha passeado por todo o dia. Fica cheio. Mas tem espaço para todos. E ainda rola música do bar.

 

 

 

 

Encerrado o espetáculo nosso de cada dia de admirar o pôr do sol, seguimos por trilha novamente, agora para o Boldró. Não estava sinalizada (a sinalização na ilha em geral é muito boa), mas facilmente identificável – e a galera local nos mostrou. Chegamos não na praia do Boldró, mas no alto. Curtimos o Tamar novamente. Nesse dia teve música (forró) e comidinhas na parte externa depois da palestra. Simples e bacana. Foi onde finalmente comemos. Depois de visita guiada, palestra e showzinho com comidinhas, chamamos um taxi e fomos para a pousada dormir.

Sábado. Nesse dia tomamos um café (a pousada deixa um café para galera beber, embora não ofereça café da manhã) e pegamos um busum para o Sueste. Eu achando que saímos tarde, mas chegamos lá e o PIC do Suste ainda estava fechado: só abre às 9. Chegamos pouco antes disso. Se tivesse chegado muito antes, ideal era ir para o Leão.

O Sueste é outro espetáculo. Mas sem sombras. Andamos a praia toda, depois estacionamos na área onde se pode banhar. Existem áreas delimitadas na praia: onde ninguém pode entrar, onde todos podem entrar, e onde só se pode entrar com colete para não pisar nos corais.

Lá vc pode contratar um guia para fazer snorkel. Ele leva onde geralmente se encontra mais bichos (arraias, tubarões, tartarugas). Sai por 60, cai para 50 por pessoa se for mais de 1. O aluguel do colete custa 10. Eu fui. Vimos tartaruga, arraia e uma cobra (esqueci o nome correto! E não era moreia). A correnteza tava meio forte, acabei me cansando na quase uma hora de natação.

 

 

 

 

De volta à areia dei uma descansada e logo vimos que tinha um tubarãozinho bem na beirada da praia nadando para lá e para cá. E lá fomos nós atrás dele. Nós e vários outros – felizmente apenas para filmar, ninguém cometeu a insanidade de tentar segurar ou mesmo cercar bicho. Deve ser um raro lugar de praia onde as pessoas falam “tubarão” e a galera sai correndo *pra ver* o tubarão, não pra fugir.

 

 

Salvo engano, era um tubarão-limão. Ele (mas podia ser mais de um) ficou um bom tempo ali nas redondezas, volta e meia alguém apontava e tal. Reconheci um dos integrantes do projeto Tamar por lá, que na verdade era um estagiário de turismo. Ficamos trocando ideia por um tempo (estagiar em Noronha deve ser um paraíso para estudantes de turismo!) antes de mergulhar novamente.

Fiz novas incursões de snorkel, mas agora solo. E foi paradoxalmente bem melhor do que com guia! Nadei para longe (nadadeiras ajudam muito nesse ponto!), vi tartarugas grandes e um tubarão lixa que estava recluso debaixo de uma pedra. Já valeu pelo snorkel!

Com o sol do meio dia, decidimos levantar acampamento e seguir para o Leão. Andando. No caminho, um casal de buggy nos ofereceu carona – a única que tivemos em toda a estadia. Bem simpáticos. O visual da chegada à Praia do Leão é estonteante. Estão construindo uma estrutura que vai servir de mirante também. Por ora é no improviso. Mas o espetáculo é o mesmo.

 

 

 

 

 

 

Descemos e curtimos um pouco da praia, num canto onde as águas batem com mais calma. Dá até pra ficar de piscininha. Mas era maré alta naquela hora, então as ondas, mesmo ondinhas, davam uma chacoalhada. Não há infra no Leão. Curtimos um tempo na praia e depois seguimos de volta.

 

 

Fomos percorrer os mirantes da região até Caracas. Todos são sublimes, mas destaco o mirante para o Sueste. Pelas cores do mar que vimos daquela posição.

Andamos de volta para o PIC do Sueste, onde pegamos o busum para a outra ponta da ilha, a Praia do Porto. Estacionamos por lá. Fui verificar o mergulho para fazer no dia seguinte. Tinha a dica do Bodão, mas acabei indo primeiro na Sea Paradise, onde já tive uma boa referência de como seria o mergulho. 250 para credenciados, no cartão, para 1 mergulho. Fui no Bodão e era um pouco acima disso (acho que 270), mas com um percurso mais limitado – era o mesmo do batismo. Na verdade, entendi que ali, em ambos os casos – seja vc mergulhador ou não --, vc vai fazer praticamente a mesma coisa. Optei pela Sea Paradise e marquei para o dia seguinte. Só tinha saída ao meio dia.

Ficamos de relax no Porto até o pôr do sol. Descobrimos o Recanto da Graça, que tinha cervas de 600ml (Original, Heineken, Bud, Stella) a 18 pratas -- em Noronha, na praia, isso é barato. Foi onde estacionamos. Aproveitamos para petiscar e sair do jejum.

 

 

Fomos andando de volta para a Vila dos Remédios, em direção ao Forte. Haveria às 19hs um showzinho por lá, do Projeto Música no Forte. Violino pop, foi bacana, curtimos. Depois ainda fomos curtir uma saideira comendo nachos num barzinho em frente ao cachorro. Muito bom.

 

 

Domingo. Saímos cedo para conhecer o Buraco do Galego, que fica na Praia do Cachorro. Maré tava baixa, mas crescendo. Maior galera na fila para fazer foto, ninguém curte. Não tem como curtir. Tem mais gente que espaço, e todos querem foto. Desencanei de entrar, e logo voltamos. Ficamos um tempo numa sobrinha na Praia da Conceição de relax, aproveitando para mergulhar na maré baixa. Aproveitei para ver o esquema das barracas. Aluguel por 40 da barraca com 2 cadeiras. Na barraca do DudaRei, se vc consumir mais de 50, não paga. Ou pode ficar no restaurante deles, logo atrás.

 

 

 

 

Depois fomos andando para a Praia do Porto. Estacionamos novamente na Graça (pegamos a última mesa!), e fui para o mergulho.

 

 

 

 

Eu e mergulho: Em 2012 estivemos em San Andres e foi quando me veio à cabeça aprender a mergulhar. Acabei não levando o plano adiante, mas no ano seguinte eu fiz o curso para logo depois mergulhar na Grande Barreira de Corais, num liveaboard na Austrália. Inesquecível. Mergulhei ainda esporadicamente naquele ano em Arraial (novamente, além dos mergulhos do curso), no Rio e no Abismo Anhumas, no Natal de 2013. Foi quando tive uma inflamação no ouvido. E nunca mais. Passei por algumas grandes oportunidades de mergulho (Caribe, Tailândia, Galápagos), sempre me contentando com snorkel. Mas decidi que voltaria em Noronha. Só que já somavam 5 anos sem mergulhar. A rigor, eu já havia esquecido boa parte do que aprendi. Precisava de uma boa reciclagem, o que felizmente fizemos.

Mergulhamos 3 pessoas, além do guia. Os outros 2 também eram mergulhadores credenciados que não mergulhavam havia algum tempo, ou seja, todos precisávamos de uma reciclagem. O guia, Rafael, foi ótimo: nos relembrou as coisas básicas, as coisas necessárias, fez um rápido treinamento e seguimos adiante. Um Scuba review express, mas muito útil (ao menos para mim!). Mergulhamos na praia mesmo (na Praia do Porto há duas barracas: a do Sea Paradise e a do Bodão; ambas descem ali mesmo). Vc entra na água e vai baixando. O começo foi realmente de adaptação para mim, de reencontrar o equilíbrio de respiração, sobretudo a calma. Levou um tempinho, e relaxei. E curti. Mas curti muito.

Nós fomos nos dois naufrágios, o Eleni e o Maria Stathatos, além do Trator de Esteira (que também afundou e lá ficou). Vimos tartaruga, arraias, moreias e muitos peixes coloridos. Passamos por um túnel do naufrágio que é local de peixes praticamente estacionados, muito bacana. Visibilidade excelente. Deu quase uma hora de mergulho, que achei um barato. Por ver o naufrágio, pela peixarada que vimos, e pela minha volta ao fundo do mar. Saí muito feliz.

Passei o resto do dia mergulhando de snorkel na Praia do Porto, que achei excelente para ver bichos. Vi tartarugas facilmente, e até duas de uma só vez, nadei atrás de um tubarão lixa, e ainda cheguei de novo na área do naufrágio. Praia do Porto para snorkel é ótima!

 

 

De resto, ficamos de relax na Graça com as cervas e petiscos. Tentei descolar passeio de barco para o dia seguinte, mas a galera dizia que estava para entrar um swell que tornaria o passeio mais “agitado”. Como Katia veta solenemente passeios de barco que não sejam absolutamente tranquilos, desencanei.

Pegamos um busum para a Vila dos Remédios e fomos ver o pôr do sol do alto do Forte. Passamos no mercado e compramos umas cervas para acompanhar (latinhas geladas de Heineken a 6). Mais um espetáculo.

 

 

Encerramos o dia repetindo o anterior, com nachos no barzinho em frente ao Bar do Cachorro.

Segunda-feira. Acordamos mais cedo e saímos pra ver o sol nascer do forte da Vila dos Remédios. Chegando lá, tinha mais gente. Acho que o melhor lugar deve ser o Buraco da Raquel, que dá de frente. De qq forma, foi bacana, curtimos. Vimos golfinhos ao longe lá do alto do forte. Ainda passamos na Praia do Cachorro pra ver o Buraco do Galego sendo castigado pelas ondas. Aproveitamos para passear pela área quando todos ainda estão acordando, e ir no mercado comprar suprimentos para comer no café da manhã. Depois do café, fomos pegar o busum.

 

 

 

 

Como era dia de swell, conforme previsões – a discussão era quanto à intensidade --, optamos por pegar praia. Escolhemos a Cacimba do Padre para a 1ª parada. Descemos do busum e fomos andando, via Bode. Estacionamos numa das barracas de 50 pratas e passamos a manhã por lá. A Baía dos Porcos estava com o mar bem agitado. A maré baixa embeleza bastante o cenário, mas mar estava agitado mesmo. Conforme o dia foi passando, e a maré aumentando, a força do mar foi aumentando também. Houve momentos em que era difícil resistir ao mar puxando pra dentro. Era dia pra não entrar no mar. Ainda assim vimos alguns barcos – ou seja, rolou passeio. Mas vimos ao longe como eles chacoalhavam entre as ondas. Consta que a Cacimba do Padre é a praia que os surfistas buscam, mas na temporada de surf.

 

 

De tarde fomos para a Praia da Conceição, passando novamente pela Quixabinha, Bode e Boldró. Maré estava um pouco alta pra passar, mas dava. Entre a Quixabinha e o Bode, me estrepei nas pedras (se beber, evite as pedras!), mas foi coisa leve. Com maré alta e swell, nada de piscinas no Bode. Na Conceição estacionamos no DudaRei, onde ficamos observando as ondas altas. Nesse dia fomos curtir o pôr do sol no Bar do Cachorro, com direito a sax. Não tinha visão direta do sol, mas o clima é bem bacana. Nesse dia nos permitimos uma esbanjada e fomos jantar em restaurante pela 1ª e única vez – era nossa última noite. Escolhemos o Cacimbas, e foi realmente ótimo.
 

 

 

 

Terça-feira. Decidimos rever o principal de Noronha, então partimos cedo de taxi para o PIC do Sancho. Mais cedo que da 1ª vez. Direto para a Baía dos Golfinhos. E dessa vez, sim, eles estavam lá! Dessa vez havia vários – e havia bastante gente pra ver também, tanto que não havia mais binóculos disponíveis. Curtimos um longo tempo por lá, aprendemos mais sobre os golfinhos conversando com o pessoal do Projeto Golfinho-Rotador. E seguimos nosso passeio.

Além de o céu estar um pouco nublado, a Praia do Sancho estava bem diferente nesse dia. O swell tinha entrado firme, e era nítido como o mar estava remexido. Longa faixa de espuma, onde antes víamos o azul, a mancha escura de sardinhas e os tubarões passeando. Manchas de areia espalhadas, indicando como o mar estava levantando a areia daquelas áreas. E ondas mais fortes batendo na praia, que dias antes estava calma.

 

 

Seguimos para o Mirante da Baía dos Porcos e a diferença era ainda maior. Onde eu havia feito snorkel dia antes agora era um mar de espuma e areia, visto do alto. O cenário de beleza da praia fica intacto praticamente, no entanto. Mas não estava interessante para banho de mar.

Voltamos para o PIC, e a ideia era tentar o Sueste. Mas mudamos de ideia, presumindo que toda a ilha estaria afetada pelo swell. Fomos então conhecer o Buraco da Raquel e arredores. Pegamos o busum para lá.

Descemos no Porto e vimos como estava a praia. O que antes eram ondinhas mínimas, ideal para a criançada e para ficar flutuando de snorkel, agora era onda que atraía surfistas. Completamente diferente. As barracas de mergulho (Bodão e Sea Paradise) nem deram as caras. Era outro cenário.

Conhecemos o Buraco da Raquel, visitamos o Museu do Tubarão – muito bacana, bem informativo não apenas sobre os tubarões (ensinava até mesmo o swell!), e grátis – depois fomos seguindo até a pontinha, onde se chama Air France, onde tem o encontro do mar de dentro com o mar de fora. Ambos agitados. Mirante dos tubarões, onde possivelmente se enxerga o bichão, estava lá, também com o mar agitado. Nada de ver tubarões. Fizemos um relax na praia. Só tinha surfista. Depois pegamos o busum de volta para a vila.

 

 

 

 

Na vila ficamos visitando algumas atrações culturais que deixamos para o final. Tinha um museu, mas que estava fechado (mas a placa na porta indicava que ele deveria estar aberto...), tinha o Palácio, e outras atrações menores. Noronha é praia mesmo, de modo que descemos para o Cachorro para admirar o swell batendo firme na praia e puxando para o mar o que tinha pela frente. O som do mar recuando em meio às pedras era um barato. E o Buraco do Galego lá ao longe, sendo castigado. Encerramos nossa estadia com uma saideira no Bar do Cachorro.

 

 

 

 

Voltamos para a pousada, banho, taxi, aeroporto, Recife.

A Gol mudou algumas vezes os vôos desde a emissão da passagem e, no fim das contas, a volta acabou prejudicada. O que antes era uma simples conexão de uma hora em Recife chegando de noite no Rio, virou uma longa conexão de mais de 9 horas, chegando ao Rio de manhã no dia seguinte. Passamos a noite na Boa Viagem e aproveitamos para jantar e rever amigos. Dia seguinte estávamos de volta ao Rio e ao batente.

 

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Quantos dias? Eu sempre tive para mim que pelo menos 4 dias cheios eram necessários. Eu hoje diria que o mínimo para Noronha são 3 dias cheios. Eu dividiria +- como fiz: 1º dia percorrendo Golfinhos, Sancho, Porcos, Cacimba e etc. Mar de dentro. 2º dia com Sueste, Leão e qq outro canto que sobrar para o fim de tarde. 3º dia para mergulho, passeio de barco e praia do Porto. E os bônus eventuais de tempo dos dias da chegada e partida. Necessário ter sorte para todos os dias estejam bons e sem swell. Mas esse é o mínimo. Quanto mais, melhor (e mais caro!).

Quanto $$$$$? Isso vai de cada um. Vc pode ficar no albergue com banheiro compartilhado, pode ficar na pousada finesse das celebridades. Idem para comida. Mas vamos a alguns preços comuns (em Novembro de 2018): Garrafinha de água (500ml) varia entre 5 e 6 reais. Cerveja long neck é praticamente tabelada a 15 nos bares (20 no Bar do Meio, 16 no DudaRei, 12 no Recanto da Graça). Nos mercados esse preço cai pela metade. Barracas de praia: aluguel de guarda sol e 2 cadeiras sai a (acho que) 25 no PIC Sueste, 50 na Cacimba e no Bode. Na Praia do Porto era 40. Mas no bar Recanto da Graça você se sentava de graça (desde que consumisse, claro). Na Conceição o 1o que perguntei falou em 30. Em seguida o bar DudaRei disse cobrar 30 mas se consumir 50 reais não paga pelo aluguel. Corridas de taxi custam entre 30-40. Busum sai a 5 reais. Guarde o número da cooperativa de taxis – mas qualquer pessoa na ilha vai ter.

Onde ficar? Vila dos Remédios. É onde tem o agito, é onde tem mais opções. Fiquei na Vila do Trinta e também achei muito bom, fica um pouco mais afastada e basta caminhar (não temos problemas em caminhar – vide o relato). Mas é importante saber que é ladeira. Por exemplo: Da praia do cachorro até o ponto do nortaxi é subida em pedra antiga. Ruim de andar de chinelos. Depois é subida em asfalto. E segue subindo, até a Vila do Trinta. Tem pousadas no Sueste, mas só se vc alugar carro e/ou quiser isolamento, ou se quiser se dedicar ao Sueste.

Curiosidades linguísticas: Fernando de Noronha é como a galera começou a chamar Fernão de Loronha, que foi o primeiro “dono” da ilha, ainda nos tempos das capitanias. Boldró é como ficou conhecida a região em que os americanos ocuparam (daí a Praia do Americano, logo ao lado) e que chamavam de “bold rock”. Bold rock = boldró. Durante a 2GM, os americanos fizeram base na região e chamavam a região de bold rock.

 

 

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Muito bom, como sempre! Parabéns! 

O nome do local que vocês se hospedaram não seria Flat do Índio?! Ficou engraçado!

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      A época escolhida foi a segunda semana de novembro, logo após o agito derivado do tradicional Sírio de Nazaré em outubro. As passagens deram uma aliviada, e consegui pegar uma ida e volta de 400 mangos (com barco, de Manaus, você gasta quase esse mesmo valor de ida e volta, só com passagem, e fica de um dia e meio a quase três dias nos rios dos trechos, enquanto que o vôo dura nem uma hora).  Fato rápido: as praias do norte costumam estar mais bonitas na segunda metade do ano em virtude da seca, mas, diferentemente do Amazonas, que seca demais e não fica tão bacana no ponto mais baixo, certos rios do Pará secam menos e mantêm sua beleza natural em virtude da proximidade geográfica com o oceano. E com o belo rio Tapajós não foi diferente. A propósito, Santarém tem seu próprio encontro das águas, assim como Manaus, só que é Tapajós e Amazonas, ao invés do Rio Negro e Solimões (não a dupla sertaneja) da minha terrinha 

      Bando de copião, pegaram o encontro das águas amazonense e fizeram uma versão deles kkkkkkkkk  é brincadeira, mas é igualmente impressionante e belo
      Estamos em um período de calor intenso, então acreditei que iria encontrar um sol de rachar cuca no Pará, mas como a vida é uma caixinha de surpresas, houve uma grande frente fria e transição de massas de ar e pressão atmosféricas (aqueles papos de previsão do tempo, não vou entrar em detalhes) que preencheu a maior parte do país com chuvas e temporais. Os cariocas sentiram isso na pele, infelizmente, e em outros estados o estrago foi menor. Mas exatamente nessa semana pegaria umas chuvas no Pará. Pois bem, vida que segue....
      Cheguei no aeroporto de STR no domingo (4), após deixar Manaus embaixo de um toró, por sorte as nuvens de chuva estavam mais no Amazonas, e no Pará ainda tinha um pouco de sol. Mais perdido que cego em tiroteio, tratei de procurar um jeito de me deslocar para Alter. Tinha apenas 5 dias disponíveis para conhecer os lugares, uma estadia boa, a meu ver, para conhecer as principais atrações, mas dessa vez não fiz um roteiro rígido para ser seguido. Conhecia uns lugares e simplesmente iria na cara e na coragem pq acredito que as viagens ficam mais interessantes assim, e é bom você saber lidar com imprevistos. Levei apenas 500 bonoros para essa viagem, e acreditem, deu e sobrou.
      Fato do aeroporto de STR: os taxistas chegam em cima de você que nem urubus numa carcaça, e os preços deles não são muito convidativos (50 pila para ir ao centro de Santarém, 100 a 120 para ir para Alter). Mas fica a dica do tio: esperem passar o bus para Santarém, pois tem uma linha que faz essa integração, ou rachem o táxi com alguém, que com certeza vai ter gente afim. De santarém tem ônibus para alter, mega fácil de pegar, e barato, vale esperar um pouquinho. Mas como não sabia desse fato, resolvi rachar o táxi com uma família que iria direto para alter

      Pessoalmente acho massa ter uma ciclovia entre a cidade e a vila turística, em Manaus não temos isso
      O táxi rachado me custou apenas 34 reais, o que foi uma boiada e tanto! Desci perto da famosa ilha do amor, já na orla da vila. O "centro" é ali mesmo, e você não vai se afastar muito dali, a não ser para os passeios para os lugares distantes. Tem pousada pra dedéu, hotéis, e redários com camping, que era o que eu estava procurando (eu prefiro acampar e ter o desconforto e privacidade da minha barraquinha ). Não lembro de ter visto hostel, mas creio que tenha sim.
      Não andei muito e logo de frente pra ilha achei um camping com redário, rústico, bem localizado, além dos donos serem bem receptivos, e com um preço MEGA em conta, considerando a sua localização. Altas vibes naquele lugar (estilo roots, espere encontrar hippies e pessoal alternativo, se você tem algum preconceito com esse tipo de gente, não recomendo o camp, mas não achei nem um pouco ruim).

      Le acampamento base. Fui muito bem tratado aqui.
      Honestamente pensei que só ia chegar no domingo com tempo de achar um lugar para ficar, mas estava no meio da tarde, e não queria perder o dia, então conheci a dona, fechei as diárias, e tratei de dar um rolê pelo lugar.

      A vila até parece meio feinha com o rio seco, mas vai por mim, lá na frente é a coisa mais linda de se ver. Detalhe para a conhecida serra da piroca 
      A vila é tranquila, mesmo nos fins de semana, confesso que achei bem vazia de gente, e desconheço a alta temporada de lá, apesar de ter chutado o mês de outubro. O lugar é cheio de moradores e visitantes latinos, no camp mesmo haviam argentinos e chilenas de passagem. O cajueiro parece ser o capim de lá, de tanto que tem, existem ruas onde você passa e sente o cheiro gostoso, de tanto caju (e cajuí) que tem no chão. Curiosamente não encontrei nenhuma bebida específica feita dele na vila. Se eu tivesse vontade de comer caju, era só olhar para uma árvore e colher.

      Caju hoje, caju amanhã, caju sempre
      Andando pela praia da ilha do amor (que na seca pode ter seu curso d'água atravessado a pé, só tomar cuidado pq dizem que tem arraia lá), decidi ir a pé para a conhecida ponta do cururu. Quando os rios secam, faixas de areia são descobertas pela água e ficam em contato com a parte mais funda e bonita do rio, em Alter há várias pontas, sendo as do cururu, pedras e muretá as mais conhecidas. Na cheia não dá para chegar nelas a pé, ou simplesmente nem dá pra acessar (por já não existirem!), sendo obrigatório pagar barqueiro para levar lá. Li que os valores não são dos melhores para quem está só, fora que eu não estava afim de fazer um passeio regrado com hora para ir e voltar, e como você deve ter visto na foto lá de cima, tinha uma mega praia formada em todas as margens da região, então resolvi botar as panturrilhas para trabalhar e ir a pé.

      Partiu ponta do Cururu
      A "andada" leva mais ou menos 1 hora e 20 minutos, de alter até chegar lá, e você fica com aquela ansiedade de estar vendo o horizonte, e não chegar perto dele, mas deu para me distrair com os achados da praia. Corais, peixes mortos e muitos mexilhões se faziam presentes na margem (de noite é possível achar caranguejos). Ah, nas praias também é possível achar MUITOS sapinhos, eles são um símbolo da vila, e representados na cultura local por esculturas e amuletos com o nome de muiraquitã (embora não seja o nome certo pro sapo em si, apesar de tentarem te convencer do oposto). Sapo na areia, embaixo de sol, durante o dia nunca tinha visto, isso me encantou.

      Eu desconheço o gênero e espécie, mas lá parece haver pelo menos 3 ou 4 espécies de diferentes cores e tamanhos, até sapinho de meio centímetro achei
      Chegando na ponta, senti na pele o porquê de chamarem aquele lugar de caribe brasileiro. Nossa, que praia sensacional!!!!!  Água semelhante à do mar (transparente e azul-esverdeada), agitada, e areia branquinha. Agradeci à Deus e à minha mãe por estar naquele momento e naquele lugar tão únicos, e com o sentimento de conquista de mais um lugar paradisíaco de nosso Brasil

      Recadinho básico pra mandar pra patroa em casa

      É vontade de ficar aqui e não sair mais, difícil imaginar uma paisagem dessas que não é no litoral

      A minha foto favorita dessa viagem. Depois das altas fotos, um bom banho
      Engraçado que só eu tinha vindo a pé, todos os demais presentes estavam nos seus barcos de passeio ou particulares, fiquei pensando no quanto que devo ser louco para fazer essas proezas, mas sem crise!! Dizem que pôr do sol é perfeito nessa ponta, mas infelizmente, em virtude desse clima de nublado e chuvas, o céu não ficou legal para o crepúsculo em nenhum dia da minha estadia. Fica para a próxima. Uma história engraçada: não ajustei meu relógio para o fuso horário do Pará, e por isso saí bem tarde da praia, achando que ainda era uma hora mais cedo  os demais barcos indo embora e eu sobrando na praia, e com mais de uma hora de caminhada no breu total. Mas como uma pessoa precavida vale por duas, tinha levado minha lanterna na bolsinha, então o "passeio noturno" foi mais divertido que frustrante. Adorei achar caranguejos na margem, nesse processo.

      Que que foi, maninho, tá olhando o q? Já me vu....
      Apesar da caminhada ter sido ótima, andar na areia dá uma fadiga aos músculos do pé, batata da perna, calcanhar, etc., e cheguei em alter pedindo um torsilax para não amanhecer com as patas doendo. Armei a barraca, fui procurar o que jantar e depois, dormir.
      2o. dia: Tsunamis aéreos e a tentativa de subir a careca
      A segunda iniciou com temporais, com direito a raios de minuto a minuto, e eu, desde a madrugada dormindo com aquele barulho gostoso de chuva batendo na barraquinha. Como a chuva estava forte durante a manhã toda, não tinha como procurar uma panificadora e comprar itens pro café, o povo do camp estava todo em off nas suas redes tbm  então o jeito era me acomodar na barraca, e planejar o que fazer pro dia, caso o temporal não parasse mais. Teve uma hora que precisei sair para improvisar uma "vala" pra água acumulada vazar, ou minha casinha provisória seria inundada 
      Depois de meio-dia, a chuva finalmente deu uma trégua, e estava na hora de andar na vila e procurar algo para comer. A falta de paciência para cozinhar algo na cozinha do camp me fez apelar para o bom e velho PF, que veio numa quantidade generosa, me fazendo dividir ela com o Robervaldo (um vendedor de arte e viajante que conheci lá, gente boa, inteligente e bom de papo, com esse deu pra conversar até sobre política sem haver atritos).
      Como o sol estava ainda tímido, mas querendo aparecer, achei que o melhor seria ir para algum lugar próximo da vila, então resolvi subir a piroca, literalmente 

      March!!!!!!

      Esse lugar é diferenciado
      Sim, é isso que você leu. Um ponto conhecido de alter, que está em praticamente todas as fotos turísticas e artísticas é a chamada serra da piroca (que está mais para morro a meu ver, mas vai da sua interpretação). A etimologia do nome é justa: significa algo como "vegetação rala" ou "careca", que tem a ver com a vegetação do alto do morro e o nosso falo masculino A trilha é sussa, vc leva uns 40 minutos andando até chegar ao topo.
      Infelizmente, nesse dia, não deu pra chegar no topo, topo mesmo, por causa de insetos, não precisa ser biólogo(a) para saber que depois de grandes chuvas certos insetos como cupins e formigas saem para namorar aos montes na mata e no céu. Pois bem! Tinha uma espécie de "muquitinho" que resolveu fazer uma verdadeira suruba galáctica bem no alto da piroca (!), não é exagero amigos, o bicho é do tamanho de um mosquito, mas eram enxames de enxames, tantos, que dava pra ouvir alto e claro o barulho das asas deles da base do morro, e o céu escurecia um pouco lá no topo. Mosquito grudando no meu corpo suado, batendo nos olhos e ouvidos obviamente incomodava bastante, além de eu não saber se eram bichos nocivos de alguma forma, então me vi obrigado a descer.

      A trilha é super de boa e demarcada na subida, mas não recomendaria para pessoas de idade e com problemas cardíacos ou de locomoção

      O máximo que deu pra subir. Ahlá a vila, o lago verde e a ilha do amor no fundo
      Como ainda haviam umas três horas de luz do dia, resolvi ficar no lago verde de bubuia, curtindo o final da tarde. Ele é bem raso por tipo, um quarto de quilômetro na seca, então pra criança brincar é mais de boa, e a água é igualmente gostosa. Tem aluguel de caiaque também. Fiquei brincando de caiaque por uma hora, e depois apenas boiando na água

      Até aqui e ainda está bem raso
      Com tempo de sobra, em comparação com o dia anterior, resolvi andar e conhecer a vila de noite. Achei o lugar relativamente tranquilo e seguro (apesar de não ter visto policiamento, o que sugere que não é bom ficar dando sopa nas ruas até tarde da noite). Além da orla para passear existe a praça central, onde tem wifi gratuito (quando está pegando), várias lojas de lembrancinhas e uma praça de alimentação. Em algumas ruas próximas há restaurantes, lanches e moradores que fazem refeições prontas a um valor ok. Particularmente não sou um "gourmet", então não fiz questão de provar as especiarias locais (até pq já provei a maniçoba num festival paraense de Manaus, uma vez, e não gostei muito, fiquei com receio de gastar muito num prato que não me agradasse), então comprar um prato do bom e velho vatapá já estava de bom tamanho 😀

      10 pila num pratão desse vale cada mordida!!!
       
      3o. Dia: Ponta do Muretá e mais caminhadas na praia
      Segundo dia consecutivo em que amanhece com as altas tempestades, não tinha muito a ser feito a não ser aguardar na barraquinha a chuva passar, e dormir ao som da chuva. De madrugada, um visitante inesperado no meu quartinho:

      Mas ein???????
      Bom, tinha conhecido a ponta do cururu, a ilha do amor, morro da piroca e lago verde, hoje poderia ser uma nova atração. Como tinha visto anteriormente no "gugrou maps", a ponta do muretá fica próxima da vila (em termos pq é mais uma hora de caminhada na praia), então não vi o motivo de não fazer essa atividade. Estava decidido.
      Dessa vez o povo do camp se juntou pra fazer um frango guisado MA-RA-VI-LHO-SO (Parabéns ao Robervaldo, nível master chef já  ).
      De tarde dei mais um rolê na vila, a procura de lembrancinhas para levar para casa, e após isso segui rumo à ponta. Não é complicado, só seguir a margem do rio pela cidade, não pela ilha do amor. A ponta do Muretá é curiosa pq ela tem um lago atrás que tem um formato triangular, assim como a ponta.

      Fonte: google maps, 2018
      A caminhada foi sussa, tirando o esforço óbvio nas pernas e pés por andar na areia, mas o segredo é ficar mais perto da água onde a areia é mais firme. A ponta do Muretá também é linda!!!! Com ondas batendo o tempo todo, e dessa vez, sem sinal de vida, salvo pelos barcos de passeio que passavam (mas não paravam) e botos que brincavam perto da praia (sim, vi botos na superfície, mas era difícil registrar os danados). A praia era só para mim naquela tarde 🤩

      Por essa tarde, declaro a ponta do Muretá território Stanlístico!  Detalhe: no horizonte é a serra da piroca e mais à direita da imagem fica a ponta do cururu

      Praise the Sun!
      O pôr do sol também ficou impedido pelas nuvens, mas foi melhor do que no cururu. Lindo demais, uma pena que tinha que voltar logo para a vila antes que anoitecesse.
      Só a nível de curiosidade, os gastos foram mínimos nesses dias: tirando as diárias do camping, só gastei um pouco com comida, leite-achocolatado-pão-queijo-presunto-ovo para café + lanche, e as lembrancinhas nesse dia, estava bem alimentado e com um espaço seguro para acampar, que pra mim era o principal. Poderia ter gastado mais, poderia, se eu quisesse fazer os passeios, mas optei por não fazer, pelo medo de chover e o passeio não valer a pena (fora que sempre gosto de fazer as coisas de forma mais independente).
      4o. Dia: despedida de Alter do chão
      Esse seria meu último dia na vila, até porque queria conhecer Santarém um pouquinho. Me recomendaram ficar em Alter pq valia mais a pena e tal, mas acabei seguindo meu coração das cartas.
      O dia seria para visitar lugares previamente visitados. Sei muito bem que deixei de visitar a ponta das pedras, que meio mundo diz ser o lugar mais bonito da região. Os valores dos barcos não estavam justos, a meu ver (prefiro não informar), e a praia infelizmente é bem isolada, sendo necessário um transporte próprio para chegar lá, se não for contratando barqueiro. A pé, pelas praias, até é possível, mas levaria o dia inteiro, fora o cansaço, então penso que essa atração serviria para me motivar mais ainda a retornar (pensando seriamente em trazer a mãe aqui em 2020). 
      Esse foi o primeiro dia em que não amanheceu chovendo, pelo contrário, fez até um solzinho forte que duraria o dia todo, então com esse tempo bonito, imaginei que daria para chegar ao topo do morro sem me deparar com os insetinhos (descobri que as chilenas que estavam acampando foram lá de noite, e chegaram no topo sem problemas, me arrependo de não ter pensado em fazer essa trilha noturna )
      Tomei um café reforçado, pois só iria retornar no meio da tarde à vila, então comecei o dia na trilha do morro. E dessa vez deu tudo certo, apesar de lá haver um outro inseto chatinho (que lembra uma abelha sem ferrão), deu para ficar lá em cima por um bom tempo, e tirar altas fotos para matar os amigos de inveja.

      Melhor vista. Reconhece aquela ponta ali?

      Agora posso dizer pra família e amigos: subi a piroca, minha gente!!!
      Após terminada essa trilha, como eu tinha gostado bastante da ponta do cururu, e como eu tinha chegado lá no final da tarde de domingo, imaginei como estaria bonita em plena quarta ensolarada. E acertei em cheio! As águas estavam bem agitadas, e com uma cor maravilhosa   aquele local digno de cartão-postal havaiano. E a melhor parte: novamente estava com a ponta só para mim 

      Que água transparente é essa, cara?

      O calor não faz muito bem pros anuros, então o jeito é procurar uma sombrinha, ne

      Ah, o paraíso

      Perfeição
      base montada, passei umas horinhas brincando na areia, nadando, ou simplesmente boiando nas ondas, e era uma felicidade sem fim! Um cabra de quase 30 com a alma de 10 brincando na praia, mas como alegria de pobre dura pouco, a fome estava batendo, e precisava retornar para a vila. Umas 13:00 me despedi daquele cantinho do céu e tratei de retornar.

      Recadinho para o povo que iria assistir o pôr do sol, antes de ir embora 🤭🤭🤭
      Almoço devorado, era hora de enfim me despedir do pessoal do camp., agradecer à anfitriã pela hospitalidade, e pegar o rumo à Santarém. Existe uma única linha que faz a integração Santarém-Alter, que passa pelas paradas de ônibus sinalizadas nas ruas. Então é só ir, comprar um chopão geladinho (vc sabe o que é chopão?), e esperar, pq se não me engano é de meia em meia hora que passa.

      Ah o Rober na breja se depedindo de mim. Obrigado a todos presentes nesses dias!
      Cheguei em Santarém no final da tarde, no centro, e fiquei perambulando pela famosa orla, procurando possíveis lugares para pernoitar (enfim, dormir numa cama!! 😭😭😭), até que encontrei o hotel alvorada. Uma casa no melhor estilo do início do século passado,um pouco rústica, comparando com o padrão de hotel e pousada atual, porém receptiva e com um ótimo custo-benefício (paguei nem 100 reais por duas diárias, isso com café e wifi incluso), com vista pro rio, e ainda localizada no centro da cidade. Definitivamente acertei em cheio  e recomendo, se você está numa estadia em Santarém, e não faz questão de muito luxo, ou quer uma experiência de vivência do homem do norte autêntica, e uma ótima localização.

      Le orla com a área recreativa

      A cultura do sapo presente também em STR.
      Com isso, só restava arrumar as coisas, tomar um banho merecido, e dormir.
      5o. Dia: conhecendo um pouquinho de Santarém
      O dia foi resumido a simplesmente conhecer alguns dos principais pontos da cidade. A mãe estava sempre mandando mensagens para eu tomar cuidado com isso e aquilo, mas confesso que dificilmente me senti inseguro em alter e STR. A cidade é razoavelmente policiada, e a impressão que tive é de que a criminalidade lá é pequena, comparando com Belém e outras regiões do estado. Além do mais, a cidade tem vários pontos em comum com Manaus, então, de certa forma me senti familiarizado ao andar por ali  
      Alguns pontos que você precisa saber se quiser conhecer a cidade:
      * Santarém, como já disse, tem um centro comercial colado com a orla, onde a maioria dos ônibus passa (incluindo o ônibus para alter). Se você se hospedar no centro, tem um retorno garantido.
      * No centro, a melhor referência de parada de ônibus é a praça Barão de Santarém (também chamada de praça São Sebastião). Lá tem museu e uma catedral, também.
      * O encontro das águas pode ser visto do início da Orla, nessa data que fui estava em reforma, mas, diferente de Manaus, onde você precisa pegar uma balsa ou um barco particular para ver a atração, o encontro dos Rios Amazonas e Tapajós é mais de boa para ver e registrar. 
      * Uber não existe lá. Mas particularmente não vi como um problema, uma vez que a cultura de mototáxi é forte, e passam muitos ônibus nas avenidas principais da cidade.
      * A orla é bem movimentada de noite, porque tem uma parte da praia que é destinada para o lazer, atividades físicas, fora o calçadão, onde as pessoas comem e fazem caminhada. Super de boa. 
      * Há um zoológico legal para visitar, mas que é de difícil acesso, é altamente recomendado você ter transporte próprio para chegar nele.
      * Há Wifi gratuito nas principais praças da cidade, é só se registrar e usar, se estiver disponível. Pela tranquilidade das pessoas usando, deu a entender que o receio de assaltos era mínimo.
      * O parque da cidade fica próximo do centro, dá para ir até a pé, mas vai de cada um.
      * O melhor horário para visitar a Orla, a meu ver, é do fim da tarde até umas 21 ou 22 horas, pelo fluxo de pessoas. Na área do conhecido bar do mascotinho tem uns restaurantes, pizzarias e bares bacanas.
      * Existem umas praias bacanas próximas do aeroporto de STR, mas que necessitam de transporte próprio (ou money para o taxi) para chegar lá, numa delas fica a badalada casa do Saulo, pela correria e ausência de transporte, acabei não indo também para esses lugares.
      O primeiro ponto que fui conhecer foi o parque municipal, gosto de espaços naturais para o convívio e prática de exercícios e ações sociais, fui me orientando pelo localizador + google maps, vi que dava para ir andando, e logo cheguei ali.

      A pista de cross para quem curte uma bike marota. 

      Uma coisa que achei muito legal do parque é a preocupação com a educação, ali existem inúmeros avisos de conscientização, e uma pegada forte para o cuidado com o meio ambiente, com foco no reaproveitamento de pneus, os mesmos foram utilizados para a trilha de mountain bike, e confecção de animais e plantas de pneus. Simplesmente show de bola! Viveiro de quelônios, de plantas, e até um minhocário foram pontos interessantes de se ver. 

      O parque pega pesado (num bom sentido) na pegada ecológica, além de ser bem arrumado. Parabéns!

      Idéias que viram inciativas que embelezam o lugar

      Espaço saúde para caminhadas e trilhas
      Depois do passeio, o próximo ponto de interesse era o Zoológico da UNAMA. Este fica praticamente na zona rural da cidade, foi meio tenso o mototáxi me deixando numa rua de terra e me dando as direções  mas o maps estava indicando que era ali mesmo, e os moradores confirmaram a direção. 
      O zoológico estava passando por uma reforma e ampliação, nessa semana em que estava indo, mas deu pra curtir. É cobrado um valor simbólico de entrada, e um valor adicional para visitar o "berçário" dos peixes-boi, segundo o rapaz que estava me atendendo era uma taxa para ajudar na compra de material para fazer o leite "manipulado" dos filhotes, pessoalmente pagar os R$ 3,00 de entrada mais os R$ 3,00 de manutenção dos viveiros dos peixes-boi vale MUITO a pena, pelo prazer de colaborar para o desenvolvimento de um espaço de lazer e conhecimento.

       

      Que gutyyyyy 🤩
      As araras-vermelhas estavam livres no espaço, eu não sei se podia fazer algo além de tirar foto com elas (até porque uma delas quase rouba minha bandana e belisca minha orelha ), mas achei isso legal, pois promove uma interação maior com os visitantes, além de dar uma liberdade maior para os animais (só as araras, no caso). De resto, haviam algumas gaiolas com espécies nativas, algumas vistas no Pará e não no Amazonas, acho sempre válido conhecer elementos da nossa fauna. Infelizmente não haviam tantos animais, comparando com outros zoológicos que visitei, mas gostei bastante do espaço (trilha no meio da mata), e como já disse, o zoo está em expansão, então provavelmente no ano que vem já existirão mais espécies em exibição.

      Era o animal mais próximo dessa visita
      Saí do Zoo na hora do almoço, então peguei dois ônibus em direção ao Shopping da cidade (acho que o único), mas não cheguei a ver nenhum restaurante bacana, então fiquei por pouco tempo lá. Creio que era melhor ter ido de tarde, até para assistir um filminho, mas sem crise!!! 
      Retornei para a pousada no meio da tarde, descansei um pouco, e de noite, fui dar mais uma volta na orla, para beliscar uma besteira ou outra, e curtir a vibe noturna da cidade. No dia seguinte seria apenas para dar uma voltinha no centro comercial, ver se tinha algo que valia a pena comprar, e pegar o vôo para Manaus, então não entrarei em detalhes.
       



      Então é isso. A viagem foi extremamente prazerosa, feita na base dos improvisos, em alguns aspectos, mas valeu cada segundo aproveitado. E ao contrário do que um ou outro pode achar ou pregar, não é um destino caro. Alter é um lugar para todos os bolsos, penso que se a pessoa consegue fazer contatos, ou se dedica um pouquinho a pesquisar sobre os lugares, ela se programa tranquilamente, e honestamente, isso nem é necessário. A corrente da boa vibe do lugar por si só te carrega sem maiores problemas. Só seguir a onda =D
      Agora às informações básicas, como de praxe em meus relatos:
      Melhor época para ir: semelhante ao Amazonas, Pará possui um período de cheia (que é mais evidente nos primeiros meses do ano e vai até o mês de Junho, mais ou menos, as águas estarão mais cheias, chuvas se farão mais frequentes), e um período de seca (de junho a novembro, onde chove bem menos e os rios dão uma secada, mas como disse, as praias ficam melhores nesse período, peguei chuva nessa semana por puro azar mesmo). Acredito que entre Agosto e novembro seja a melhor época, se você quiser evitar o movimento do final de ano. Em alter existe a famosa festa do Çairé, um grande e importante festival da região, que vale a visitada pela importância cultural.
      custos: cara, levei R$ 500,00 e gastei aproximadamente R$ 390,00, e pude ficar super de boa lá. Tomava café, almoçava, lanchava, jantava e/ou comia besteira quase todo dia, acampei em 3 dias e fiquei hospedado em um quarto próprio de hotel em 2, pude comprar lembrancinhas, e se quisesse teria comprado mais. O que realmente dói no bolso do visitante são os passeios de barco ou o transporte alugado, pois muitas atrações são de difícil acesso por terra, ou estão um pouco longe, ou mesmo em outras vilas. Penso que você vai gastar mais em alter mesmo.
      O que fazer lá: Só a vila de alter por si só possui a ilha do amor e as praias próximas como referência (atrações 0800), a trilha para a serra da piroca, o lago verde e suas adjacências. As pontas, como mostrei, podem ser acessadas por terra, mas somente durante a seca, e exige um esforcinho, então o melhor jeito de chegar nelas é de barco. Há passeios com preços variados. Existem atrações ainda mais distantes como a FLONA (que pessoalmente não me interessa por eu já ter muito contato com a floresta amazônica), a tal cidade das casinhas dos americanos, etc.
      Em Santerém também tem muitos lugares interessantes, mas que vão exigir pesquisa e um transporte próprio. De principal, o centro, o parque, o zoológico e algumas praias que ficam lá nas proximidades do aeroporto.
      Dinheiro ou cartão: leve ambos, porque há sinal de cartão em alter, e alguns bancos. Como me senti seguro andando na vila e na cidade, para mim bastou levar o dinheiro muito bem escondido e uma parte na carteira, de uso imediato. O cartão de crédito sequer foi utilizado.
      Transporte: recapitulando, em Santarém existem ônibus que circulam pela cidade quase toda, uma linha que vai para o aeroporto, e uma linha comum que vai para alter. A menos que você realmente não goste de ônibus, existem pontos de táxi e mototáxi em alguns lugares da cidade. O mototaxi é mais frequente. Em alter não vi taxi de nenhum tipo, então basicamente você se desloca por barco para certos lugares.
      Hospedagem: Tanto em Alter quanto em Santarém, lugar para ficar não falta, e tem para todos os bolsos. Pessoalmente não gostei dos preços dos estabelecimentos ofertados pelo booking, então penso que vale a pena andar um pouco e encontrar um lugarzinho bom e barato.

      Sejam felizes, e curtam bastante a vibe paraense! =D
    • Por Tadeu Pereira
      Salve Salve Mochileiros! 
      Segue o relato do mochilão realizado no Sudeste da Ásia em 2018 batizado de The Spice Boys and the Girl.
       
      1º Dia: Partida - 04/11/18 - 19h05min - São Paulo x Madrid - Empresa AirChina - R$3.680,00 Reais
           Partimos do Aeroporto de Guarulhos - GRU em São Paulo por volta das 19:30 do dia 04 de Novembro de 2018, fizemos um check-in tranquilo com a empresa AirChina e embarcamos para nossas primeiras 9 horas de vôo até Madrid na Espanha onde fizemos conexão. O vôo foi bem tranquilo, até conseguimos dormir, porém a comida do avião não é das melhores mas acabei comendo assim mesmo e já começava ali a sentir o cheiro e o gosto da Ásia hahahahah. Chegamos em Madrid na Espanha por volta das 5:00am e fizemos uma conexão de 3 horas, deu tempo de dar uma volta no Free Shop, banheiro, comer alguma coisa (caríssima), fazer os procedimentos burocráticos e embarcar novamente pois teríamos a China ainda pela frente.
       
       
      2º Dia: Partida - 04/11/18 - 8h15min - Madrid x Pequim - Empresa AirChina
           Chegamos em Pequim ainda de madrugada com uma temperatura de 7º, quem se deu bem foi quem ficou com as cobertinhas que a empresa AirChina empresta para as pessoas no avião, pois não esperávamos passar tanto frio no aeroporto da China como passamos naquela conexão rss. Assim que descemos do avião caminhamos um longo caminho até os terminais eletrônicos onde se inicia os procedimentos burocráticos de conexão da China. Finalizamos depois de alguns minutos os procedimentos e dormimos um pouco em bancos do aeroporto sendo acordados e presenteados por um lindo nascer do sol no Aeroporto de Beijing. Procedimentos concluídos no Aeroporto de Beijing partimos para o nosso tão desejado e esperado destino final daquela cansativa viagem de aproximadamente 23 horas, a capital da Tailândia, a grandiosa Banguecoque.  
       
      3º Dia: Chegada - 06/11/18 - 15h15min - Pequim x Banguecoque - Tailândia (Taxi ฿1.000 Baht, Chip ฿600,00 Baht, Hostel ฿340,00 Baht)
           Chegamos por volta das 15:00 pelo horário local, fizemos os procedimentos de imigração, primeiro o health control depois na fila de imigração, carimbamos nossos passaportes, pegamos nossas mochilas e pronto, lá estávamos livres para explorar Banguecoque. Trocamos $100,00 dólares  no aeroporto com um câmbio de $1,00 dólar = ฿31,60 baht, depois compramos um chip para o telefone por ฿600,00 baht com 6 Gigas por um período de 30 dias e chamamos um Graab, como se fosse o Uber no Brasil, onde pegamos na parte superior do Aeroporto Internacional Suvarnabhumi por ฿400,00 baht em torno de R$40,00 reais que nos levou em 30 minutos até o nosso hostel, o The Mixx Hostel. Ficamos hospedados na rua Ram Buttri que fica do lado da rua mais famosa de Banguecoque, a Kaoh San Road onde rola a grande noite da cidade, uma ótima opção para mochileiros. Muita comida típica e exótica boa e barata, cervejas baratas, diversos bares, baladas, artistas de rua, drogas, sexo e tudo que uma bela noite de Banguecoque pode te oferecer pra se divertir. Vale a pena conferir! Na hospedagem pagamos por dois dias ฿340,00 baht, ficamos em um quarto com quatro camas/beliche, ar condicionado, banheiro compartilhado e café da manhã incluso, o hostel é simples mas atende as necessidades com uma ótima localização.
       

           Conhecemos alguns templos na capital, alguns fomos a pé mesmo pois são muito próximos um do outro. Wat Pho (Buda reclinado), Wat Saket (Monte dourado) e Wat Arun (Templo do amanhecer). A cidade é bem frenética mas andar a pé pelas suas ruas foi uma bela escolha. caminhamos muito por essas ruas, muito das vezes sem um rumo certo, mas logo nos achávamos pelo google maps. A cada esquina que se vira na Tailândia você vê uma foto do rei. Embora o já tenha falecido, o povo Thai tem muito respeito pelo rei Bhumibol Adulyadej que morreu em Outubro de 2016 com 88 anos de idade após 70 anos no poder que hoje tem como rei o seu filho Maha Vajiralongkorn.       
            
           
           
        
       


       

           A culinária asiática é muito exótica, a cada comida que você experimenta é uma surpresa de sabores. Experimentei o famoso prato típico de rua tailandesa Pad Thai, uma espécie de macarrão de arroz frito com frutos do mar ou carne de porco ou de frango, acompanhado de castanhas com pimenta que custa em média ฿100,00 Baths e se encontra em todo lugar da Tailândia, experimentei também o Thai Mango Sticky Rice, uma sobremesa tradicional tailandesa feita de arroz glutinoso, manga fresca e leite de coco, ambos baratos e deliciosos, mas existem uma infinidades de comidas para serem saboreadas na Tailândia.   
       
        
           Ficamos 3 dias na capital Banguecoque e além de conhecer templos tentamos entrar na rotina das pessoas locais. No terceiro dia para chegar em um templo tivemos que pegar um transporte público BTS Skytrain no rio Chao Phraya. Passamos por alguns pontos e depois retornamos até chegar no templo Wat Arun. As passagens são muito baratas, pagamos por volta de ฿80,00 baths tanto ida quanto volta, então vale muito mais a pena o tour por conta e ainda tivemos uma vista maravilhosa totalmente diferente da cidade vista pelo rio.  

       
                Ficamos no templo Wat Arun até fechar por volta das 19:00pm, depois fomos de barco pelo rio Chao Phraya até o porto que da acesso ao grande mercado Asiatique, um maravilhoso complexo de lojas e restaurantes, um verdadeiro shopping ao céu aberto localizado às margens do rio Chao Phraya situado nas antigas docas de uma empresa que realizava comércio na região portuária no século passado. Em função da sua localização e história, seu layout é temático e apresenta uma decoração especial com tema inspirado no reinado do Rei Chulalongkorn (1868-1910) e na atividade marítima. Ficamos umas boas horas comendo, bebendo e curtindo o local, depois pegamos um táxi por ฿200,00 baht para o hostel pois no outro dia logo de manhã tínhamos o nosso vôo para as belas praias da Tailândia. 
       

            Assim que chegamos no hostel deixamos reservado nosso táxi para o aeroporto Don Mueang - DMK por ฿400,00 baht pois sairíamos bem cedo para o aeroporto. Acordamos por volta das 5:00am da manhã e o táxi já estava nos esperando na porta do hostel no horário combinado, após 30 minutos chegamos no aeroporto. Partiu praias... 

       
      6º Dia: Praia - 09/11/18 - 7h25min - Banguecoque x Krabi x Ao Nang - Empresa Air Asia - R$148,00 Reais
       
      (((((Continua no próximo post)))))
       
       
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    • Por felipenedo
      Fala Viageiros!!!!!
       
      Voltei de uma viagem sensacional para a Patagônia e vou compartilhar aqui com vocês um pouco dessa experiência!
       
      Mas antes, quem puder, segue a conta do meu blog no Instagram: @profissaoviageiro
       
      E vai lá no www.profissaoviageiro.com que tem mais detalhes e fotos desse rolê!
      Segue lá no blog que sempre tem coisa nova por lá!!!!
       
      Bom, hoje além de passar minhas impressões de Torres del Paine, vou tentar deixar algumas informações básicas para quem quer ir e ainda está cheio de dúvida, como eu estava quando ainda planejava a viagem.
       
      Tem coisa que parece óbvia quando se conta de uma viagem para as outras pessoas, mas que no fundo se você não sabe o funcionamento das coisas no lugar, fica impossível saber se seu roteiro vai dar certo ou não… E foi nisso que eu esbarrei na montagem do roteiro.
       
      Como sempre em meus roteiros, eu tenho pouquíssima margem de erro e isso me fez perder um bom tempo na pesquisa. Vou tentar deixar algumas informações aqui para quem quer visitar esse lugar maravilhoso!
       
       
      Vamos lá!
       
      O que é?
      O Parque Nacional de Torres del Paine foi criado em Maio de 1959 e está localizado na Pataônia Chilena, na região de Magallanes.
      As suas torres principais dão nome ao parque, que são imensas torres de granito modeladas pelo gelo glacial.
      Mas as belezas do parque não se resumem a suas torres. O lugar inteiro é sensacional!
       
      Como chegar?
      Existem dois aeroportos próximos de Torres del Paine:
      – Um fica em Puerto Natales, que é a cidade base para a maioria das pessoas que visitam Torres del Paine. A cidade está localizada a 80km do Parque.
      O problema é que só existem voos para Puerto Natales no verão, e mesmo assim não é todo dia.
      Isso faz com que contar com um voo para lá seja praticamente descartado logo de cara.
       
      – A melhor opção então é voar para Punta Arenas.
      Existem voos regulares de Santiago para Punta Arenas.
      Inclusive, se não me engano, lá é destino mais barato para se chegar na Patagônia (Argentina ou Chilena)
      Eu fiz isso. Saí de São Paulo em um voo com conexão em Santigo e chegada em Punta Arenas. Tudo bem tranquilo!
       
      -Para quem não for utilizar avião, tenha Puerto Natales como sua referencia de destino.
       
       
      Onde ficar?
      – Punta Arenas:
      A porta de entrada da maioria das pessoas que vão para TdP via o próprio Chile (Muitas outras pessoas vão para TdP via El Calafate, na Argentina)
      Cidade grande, com vida própria. Possui muitas atrações turísticas, shoppings, hotéis, hostels, restaurantes e tudo mais.
      Fica a 3 horas de ônibus de Puerto Natales.
       
      – Puerto Natales:
      Cidade pequena que gira em torno do turismo de TdP.
      Muitos turistas o ano inteiro por lá, consequentemente muitos restaurantes e vendinhas para as compras da galera que vai fazer os trekings.
      Como já falei é a base para a maioria das pessoas, pela sua proximidade e preços acessíveis. Comparado às hospedagens dentro ou ao lado do parque é muito mais barato ficar em Puerto Natales.
       
      – Hospedagens dentro do Parque:
      Existem muitas opções de hospedagem dentro do Parque, desde áreas de camping onde você é responsável por ter com você absolutamente tudo que vai usar e comer, até luxuosos hotéis com vistas deslumbrantes.
      Tudo dentro do parque é caro. Transporte, hospedagem, comida… Tudo!
       
      São três “empresas” que possuem hospedagens dentro do parque, e para dormir lá dentro você precisa ter reservado antes de chegar (mesmo que esteja levando todo equipamento com você e queira apenas reservar um espaço de camping), pois não se pode entrar sem reserva prévia. As empresas são:
      CONAF;
      Fantástico Sur; e
      Vertice.

       
      Quando ir?
      Torres del Paine pode ser visitado o ano inteiro, mas a alta temporada é no verão, quando as temperaturas estão mais agradáveis e as paisagens mais coloridas.
      Eu fui na primavera. Dei muita sorte com o tempo e achei que valeu muito a pena. Não estava lotado e não passei nenhum perrengue de frio ou vento a ponto de transformar algum rolê em algo penoso.
      Se tem alguma coisa que eu mudaria no meu rolê para deixar ele ainda mais perfeito, é que eu preferia ter visto o lago no Mirador Base de Torres del Paine descongelado. Quando eu fui ainda estava congelado. Não que eu ache isso um problema, mas acho que descongelado seria muito lindo também.
       
      Quanto custa?
      Caro!    
      Não é um passeio barato. Mesmo fugindo o máximo que pude das hospedagens dentro do parque, é um passeio caro. Mas não é nada que não se possa dar um jeito.
      Aqui alguns exemplos de preços aproximados:
      – Entrada no Parque, válida por 3 dias de entrada: US$ 35,00 (se já estiver dentro do parque, não tem problema, pode ficar mais que 3 dias)
      – Aluguel de barraca completa no parque: US$ 70 – para 2 pessoas, por noite
      – Catamarã para Paine Grande: US$ 35,00 por pessoa, por trecho (Comprando ida e volta junto fica um pouquinho mais barato). IMPORTANTE: Não aceita cartão! Só dinheiro.
      – Ônibus interno do Parque: US$ 10,00 ida e volta
      – Ônibus Puerto Natales – Torress del Paine: US$ 25,00 ida e volta
       
      E por aí, vai…
       
       
      O que fazer???
      Bate e volta, Circuito W, ou Circuito O?
       
      Eu escolhi o W!
       
      – No circuito W estão as principais atrações do parque na minha opinião.
      Claro que quem faz o Circuito O vê muito mais coisa, mas para isso é necessário muito mais tempo e preparo, pois as partes do parque que estão fora do W, são bem menos estruturadas, então depende muito mais de você e do equipamento e mantimento que você carrega.
      – No bate e volta de Puerto Natales, você consegue fazer o Mirador Base, que é a vista mais famosa de lá, mas depois que se faz o W, você vê que aquilo é só um pequeno pedaço das belezas daquele lugar.
      Também dá para fazer o lado do Glaciar Grey, ou até um trecho da trilha beirando o lindíssimo Lago Nordenskjold.
       
      IMPORTANTE!
      Nesses casos de bate e volta, você sempre vai ter seu tempo limitado ao horário dos transportes internos do parque, seja do ônibus ou do catamarã. Então controlar o tempo e seus objetivos no dia será algo muito importante. Os horários são fixos e limitados, não deixando margem para erros.
       
      – Uma outra opção, que eu jamais faria, é um bate e volta de El Calafate, como muitas agências de lá oferecem… Me parece um grande programa de índio.
       
      – Fazer um mix disso tudo aí também é possível! É só estudar direitinho o roteiro e partir para cima!!!!
       
       
      Bom, esse é o básico. Vou contando agora como foi o meu rolê e tentando explicar como tudo funcionou para mim!
       
      Vamos lá!!!!!!!!
       
      Dia 1:
      Bom, eu decidi fazer o W da seguinte forma… Fazer as 2 pernas externas no esquema de bate e volta, e a parte central do W dormindo uma noite no camping Francês.
      Dessa forma faria o rolê em 4 dias, que é bem puxado. A maioria das pessoas faz em 5 dias o W, que depois eu entendi o por quê!
      Como a entrada do parque vale por 3 dias, eu fiz as 2 pontas primeiro, e depois a parte interna, que daria certinho os 3 dias de entrada no parque.
      Para mim não fazia diferença por onde começar, então deixei o dia que a previsão do tempo estava melhor para fazer o Mirador Base e fui no primeiro dia, que o tempo estava pior, na perna do Glaciar Grey.
      E a parte interna eu fiz saindo de Las Torres e chegando no outro dia em Paine Grande.
      No final, deu tudo certo!!!!
      Como comentei, eu cheguei em Puerto Natales vindo de Punta Arenas. Como não sabia da estrutura da cidade, acabei fazendo compras do que iria comer no parque no dia seguinte em Punta Arenas mesmo.
      A viagem de ônibus entre Punta Arenas e Puerto Natales demora 3 horas. A passagem é bem fácil comprar. Os ônibus que fazem esse trajeto têm seus terminais no centro da cidade e todo mundo lá sabe indicar onde ficam esses terminais. Existem diversos horários de saída, então não precisa de stress quanto a reserva antecipada ou qualquer coisa.
      Em Puerto Natales as coisas são perto da rodoviária. A maioria dos lugares nem precisa de taxi… Dá para chegar andando.
      Já aproveitei que estava na rodoviária na chegada e comprei a passagem de ônibus para o dia seguinte de ida e volta para o parque.
      São algumas empresas que fazem o trajeto e todas fazem mais ou menos no mesmo horário, pois os transportes internos no parque são sincronizados com as chegadas dos ônibus de Puerto Natales.
      O horário de saída é por volta das 7 da manhã e o retorno por volta das 7:30 da noite saindo da Laguna Amarga (entrada do parque). São quase 3 horas de trajeto entre o parque e Puerto Natales.
      No dia seguinte estava lá bem cedinho na rodoviária aguardando meu ônibus sair.
      Chegando em Torres del Paine, a primeira coisa a se fazer é comprar o ticket de entrada. Havia uma pequena fila mas não demorou muito todo o tramite. Eles aceitam Pesos Chilenos e Dólares. Talvez aceitem Euros também, mas não tenho certeza.
      Depois é aguardar o ônibus interno que vai te levar para o Refúgio Las Torres (De onde sai a trilha para o Mirador Base e também a trilha em direção ao Refúgio Francês) e depois segue para Pudeto, de onde sai o Catamarã para Paine Grande (Onde começa a trilha para o Glaciar Grey).
      Como fui em direção ao Glaciar Grey nesse primeiro dia, segui no ônibus até Pudeto. Cheguei lá por volta das 10:30 e o catamarã só sai as 11hs.
      Assim aproveitei e tomei um reforço do café da manhã por lá enquanto aguardava a saída para Paine Grande.

       
      O catamarã é espaçoso e possui um deck em cima para quem quer ver a paisagem e tirar umas fotos. Duro é aguentar o frio, mas vale a pena!
      O trajeto é curto e em pouco mais de 20 minutos já estava em Paine Grande

       
      Muitas pessoas se hospedam no refugio, então já entram para seu check in. Eu não ia ficar lá, então só me arrumei, usei o banheiro e saí.
      Primeiro grande desafio da viagem: Aprender a usar os sticks de caminhada!

       
      Eu sei que parece ridículo, mas no começo é difícil coordenar! Mas depois de alguns minutos, vai que vai!
      Não sei como eu consegui voltar a andar sem eles quando voltei de viagem! Esse treco é bom demais!!!!!
      Bom, foi nesse primeiro dia que eu entendi por que a maioria das pessoas faz o W em 5 dias e não em 4… É porque o refúgio Grey é longe que dói!
      Eu tinha o meu tempo de trekking limitado pelo horário do catamarã. Não podia estar de volta depois das 18:30hs, que é o último horário de saída do catamarã no dia.
      As pessoas normalmente dormem no refúgio Grey e depois voltam no dia seguinte. Ou também vão até o refugio Grey e voltam para dormir em Paine Grande, sem grandes compromissos com o horário. Aí tudo faz mais sentido.
      No meu caso eu tive que ir até onde o relógio permitiu, e não consegui chegar até o refugio. Mas isso não tem muita importância… Pude apreciar a beleza do glaciar durante minha trilha sem nenhum problema!
      A trilha desse trecho não foi das piores do W. Existem outras partes com muito mais subidas e descidas. Isso foi bom, pois estava ainda aquecendo os motores!
      Eu que já tenho dois joelhos completamente destruídos, que me impedem de fazer algumas coisas, estava, para piorar, vindo de uma lesão no ligamento. Consequentemente minha condição física não era das melhores, vindo de um período de um mês sem poder exercitar minhas pernas.
       
      Bora caminhar!!!!

       
      A primeira parada, já para o almoço, foi na Laguna Los Patos.
      Uma lagoa bonita, que apesar do nome, não tinha tantos patos assim quando passei por lá!


       
      Sigo então em direção ao glaciar, tentando aproveitar o máximo essa paisagem linda!


       
      Daí a recompensa… O Glaciar Grey!!!

       
      Encontro um lugar para parar e apreciar essa vista!

       
      Depois de um tempo por lá o relógio me lembra que era preciso voltar, sem grandes possibilidades de paradas.


       
      A volta foi bem tranquila e cheguei a tempo inclusive de fazer um lanche e tirar umas fotos antes de embarcar


       
      Na fila do embarque percebo esse cara indo para um mergulho bem tranquilo nesse lago de degelo!!!

      Um mergulho com uma vista dessa não é nada mal!!!!
      Daí foram só mais uns 30 minutos de catamarã até Pudeto e já o imediato embarque no ônibus para Laguna Amarga.
      Dalí peguei o ônibus de volta para Puerto Natales.
      Chegando em Puerto Natales, foi só o tempo de passar em uma vendinha para comprar os mantimentos para o dia seguinte e correr para tomar banho, comer e dormir, pois sobram poucas horas de sono para quem tem que pegar o ônibus no outro dia as 7 da manhã!!!
       
      Dia 2
      E lá vamos nós!!!! Acorda de madrugada, toma banho, toma café, corre para a rodoviária e tenta descansar um pouco no ônibus no caminho…
      No parque foi só mostrar que já tinha o ingresso e aguardar pela saída do ônibus para Las Torres.
      Lá em Las Torres se faz um breve registro de entrada para controle e já pode sair para a caminhada.


       
      Esse dia era o primeiro grande desafio. São 20km ida e volta, com muita montanha, incluindo um trecho matador no último quilômetro que faz você pensar seriamente que não vai conseguir!
      Mas consegue!!!!
      A caminhada começa com 2km bem tranquilos e planos ainda em uma área dentro do complexo de Las Torres.
      Depois…… Bom, depois é bom estar com a saúde em dia, porque não é fácil a brincadeira.


       
      O que sempre te dá forças em um lugar como esse são as paisagens… Elas vão nos lembrando por que estamos lá!!!!

       
      Vale cada gota de suor!

       
      E vai subindo…
      Subindo…

       
      Subindo mais…

       
      Até que chega no Km 9 e eu já estou esgotado, com muita dor e cansaço.
      E aí o negócio começa a ficar sério. A subida é bem no limite entre caminhar e escalar, inclusive passando pelo espaço onde a água do degelo desce, para ajudar ainda!
      Pelo menos quando dava sede era só abaixar e beber água!
      Eu acho que eu bobeei… Acho que tem um lugar para deixar o peso extra ali no km 9 antes de começar a subida. Eu não fui atrás disso e acabei subindo com tudo nas costas… Foi treta!
      Como eu não tinha forças nem para tirar foto, tenho poucos registros desse dia. Uma pena, porque o lugar é maravilhoso.
      Essa subida é terrível, e quando se acha que acabou você descobre que ainda falta um tanto! Todos os lugares por lá são assim… Você acha que chegou no final, mas não chegou!!!!
      Para de reclamar e continua andando!!!!!
      Realmente nem acreditei quando cheguei lá!!!!

       
      Mas o visual vale qualquer esforço!!!

       
      Infelizmente cheguei lá 15 minutos depois do horário que tinha que iniciar a descida! Isso limitou muito o quanto eu pude aproveitar lá em cima.
      Foi o tempo de comer alguma coisa, tirar meia dúzia de fotos e sair desesperado para baixo, quase com a certeza que não daria tempo.


       
      Isso foi a pior parte do rolê… Não consegui aproveitar quase nada a descida, forcei meus joelhos de um jeito que não poderia ter forçado e fiquei horas no stress de não ter ideia do que iria fazer se perdesse o transporte.
      Não sei explicar como, arrumei forças não sei da onde para sair em uma disparada nos últimos 2 quilómetros para tentar chegar no ônibus…
      E não é que consegui!!!!!!! O pessoal já estava quase todo embarcado! Aí pedi para o motorista para esperar uns 2 minutos até a Tati chegar e ele falou que beleza!
      Nossa, foi por pouco!
      Eu sentia tanta dor no meu corpo depois disso que nem sei explicar… Doía pé, tornozelo e principalmente meus joelhos… Achei que tinha comprometido todo o rolê…
      Chegando em Puerto Natales foi só a correria para deitar logo, depois do mercadinho, banho e janta.
       
      Dia 3
      Esse dia tinha a ideia que seria mais tranquilo, pois além da distancia a se caminhar ser menor, não precisava me preocupar com horário, pois poderia chegar a qualquer hora no Camping Francês.
      Mas eu me enganei… Foi mais um dia puxado que no final minhas pernas já estavam esgotadas.

       
      Já no refugio Las Torres, comecei a caminhar para o Acampamento Francês. O inicio é tranquilo e ainda estava com a sensação que seria um dia de recuperação, e não de grandes esforços.

       
      Começo a encontrar alguns morros, mas nada de mais… A caminhada ainda está sob controle.

       
      Passados alguns quilômetros eu encontro um novo caso de amor!!!!!
      Se trata do Lago Nordenskjöld!
      Que visual maravilhoso! Andar com esse lago ao seu lado o dia inteiro foi lindo demais!





       
      As paradas para comer sempre eram em pontos estratégicos para comer apreciando aquele azul espetacular!


       
      O problema é que esse trecho tem muita montanha, subindo e descendo toda hora… Eu fui me cansando e já ficava perguntando pra galera que cruzava no caminho se estava muito longe ainda!
      Isso é claramente sinal de desespero!!!!



       
      E então já no final do dia chego no Acampamento Francês!
      O acampamento é bem bacana. O banheiro é bom e a água para tomar banho bem quente! Isso foi maravilhoso!
      Lá eles também têm um pequeno restaurante e uma “vendinha” que você pode comprar um refrigerante, por exemplo.
      Na recepção do camping eles tinham ovos para vender. Não estava tão caro. O problema é que eu não tinha onde cozinhar os ovos, pois não estava carregando um fogareiro comigo. A menina que estava lá foi bem gente boa e ofereceu de cozinhar os ovos para nós no fogareiro dela! Então já fechei negócio e consegui comer algo quente nessa noite, que estava programado apenas comida fria.
      Então depois de um ótimo banho já fui jantar meu sanduíche, ovos e um vinho que estava carregando para saborear na noite!


      A barraca estava montada. Não tive trabalho nenhum. É chegar, pular para dentro do saco de dormir e até amanhã!!!!!

       
      Dia 4
      Depois de uma boa noite de sono que não passei nenhum tipo de problema na barraca, me preparei para partir.
      Nesse dia os objetivos eram Mirador Francês, Mirador Britânico e a chegada em Paine Grande para tomar o catamarã de volta no final da tarde.
      Então tomei meu ziriguidum e pé na estrada!

       
      Até o acampamento Italiano o caminho é curto mas já com algumas subidas chatinhas.

       
      No acampamento Italiano você pode deixar seu equipamento para fazer a subida para o Mirador Francês e Britânico só com o necessário.

       
      A subida até o Mirador Francês é de um nível médio… Dá para ir na boa.
      Acabei me perdendo um pouco no caminho… Ainda bem que olhei para trás e vi umas pessoas passando por outro lugar. Percebi que o errado era eu e voltei para a trilha certa!

       
      Lá é um lugar bem interessante. Existe uma geleira com pequenas avalanches a cada 10, 15 minutos…

       
      É muito legal ficar um tempo por lá vendo as avalanches e principalmente escutando os estrondos do gelo se rompendo. É um barulho de trovão bem alto! Muito bacana!




       
      Fiquei lá um tempo, fiz meu lanche e olhei para o caminho do mirador Britânico…………
      Que caminho????

       
      O tempo fechou e não dava para ver nada lá para cima…..
      Então após algumas considerações decidi desistir de ir até o mirador Britânico. Ainda faltava uma boa pernada até lá e eu não queria gastar esse tempo e essa energia para ir até um mirador de onde não haveria nada para “mirar”.
      Bom, com isso pude desfrutar mais algum tempo no mirador Francês e fazer meu caminho de volta sem stress por conta do horário do catamarã.


       
      De volta ao acampamento Italiano não estava muito bem… Não sei bem o que era, mas preferi ficar por lá um tempo até me recuperar.

       
      Daí peguei minhas coisas e segui…

       
      O caminho a partir de lá é bem mais tranquilo. Não me lembro de ter nenhuma montanha bizarra para subir e descer depois de lá. Isso foi ótimo… Já estava cansado!
       (Calafate)
       
      Um dos pontos altos desse trecho da caminhada é o Lago Skottsberg! O mirador do lago tem uma vista que chega a ser indecente!



       
      Depois dessa parada, já estamos quase lá!
      É um trecho cheio de emoções boas! De que consegui cumprir o objetivo… De que vou completar o W!
      Isso parecia tão longe na minha vida há 6 meses atrás….
      Pensar em cada pedra, cada montanha, cada arbusto, cada pássaro, cada lago, cada pessoa que cruzei, cada parte do meu corpo que doía, cada gole de água de cachoeiras de degelo, e cada sentimento delicioso de conquista com o visual que se abria na minha frente por tantas e tantas vezes nesses dias……..
      Foi bom demais!
      Então a última parada antes da chegada triunfante!

       
      Dessa vez para admirar o Lago Pehoé, a poucos metros de chegar em Paine Grande.
      Não tem lugar melhor para comemorar a vitória!!!!!!

       
      E então a chegada!
      Exausto;
      Com dor;
      Realizado!!!
       
       Consegui, po**a!!!!!!

       
      Daí foi o roteiro já conhecido…
      Catamarã de Paine Grande para Pudeto, ônibus interno de Pudeto para Laguna Amarga (com parada em Las Torres), ônibus para Puerto Natales, pousada e cama!
      Hora de descansar, mas não muito, porque no dia seguinte embarcaria para El Chaltén pela manhã.
      Mas essa história fica para depois!
      É isso!!!! Quem quiser qualquer ajuda, pode escrever aqui que vou ajudar com todo prazer no que for possível!
      Críticas e elogios também são bem vindos!!!!!
      Não esqueçam de seguir lá no Instagram!
       
      @profissaoviageiro
       
      Valeu!!!!!!!!!!!!!
      Abraço,
      Felipe

       
    • Por Roberto Brandão
      Estarei em Fernando de Noronha de 24/09 a 01/10 procuro pessoas nesse período por lá para dividir passeios, sair na noite, etc.
       


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