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NatalieM

Sugestão e Duvidas de Roteiro em Quito

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Olá, vou para Quito em junho e a principio pensei no seguinte roteiro:

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Porém estou com algumas duvidas: É possível fazer Vulcão Cotopaxi e Lagoa Quilotoa no mesmo dia e por conta, apenas contratando o guia obrigatório? Caso não seja alguém tem dica de agências que façam esse passeio?

Mitad del Mundo, Otavalo e Termas Papallacta são possíveis de chegar de ônibus por conta própria?

Alguém tem dicas de outros lugares bacanas para conhecer?

 

Obrigada!!!

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    • Por mcm
      Com 4 dias para o Réveillon 18/19, tínhamos várias opções em mãos. Uma delas era rever Quito, mas dependia de uma promoção, ou ao menos de uma tarifa razoável da Copa. Que rolou, enfim. Meses depois a Gol começou a voar direto para lá, mas partindo de São Paulo e nem todos os dias da semana.
      Para os dias em Quito, a ideia era fazer alguns passeios nos arredores. Sobretudo Cotopaxi. Tentei muito um tour para Cotopaxi para a 2ª feira dia 31. Ninguém saía naquela data. Dadas as condições (frio, altitude, caminhada), Katia também começou a dar pra trás e não querer ir. Então deixamos de lado. Mas rolaria Quilotoa.
      Chegamos e logo pegamos o taxi para a cidade. Preço fixo de 25 USD. Chegamos rápido a Mariscal, largamos as coisas na pousada e partimos para rever a cidade. Primeira parada, Plaza Foch. Aproveitamos para perguntar algumas coisas na banquinha de informações turísticas que tem lá, e fomos muito bem atendidos. Muita simpatia, tanto da moça quanto do segurança/policial da área. Ela deu dicas do réveillon, de como chegar a alguns pontos que tínhamos mapeado, e tal.
      Logo fomos então conhecer a Olga Fisch Folklore, que é na verdade uma loja de design, mas que pode ser encarado também como um museu. Muito bacana, e bem caro – as coisas são visivelmente de alta qualidade.
      Dali pegamos o busum para perto da Capilla del Hombre. Descemos e pegamos um taxi baratinho, tudo conforme a moça das informações tinha nos sugerido. A Capilla del Hombre faz parte de um complexo onde morou o artista Oswaldo Guayasamín. Fizemos primeiro um tour bem bacana pela casa dele, hoje Fundação Guayasamín, e depois um outro tour no anexo, a própria Capilla, que é um enorme espaço dedicado à arte dele. Ambos espaços muito legais, repletos de obras de arte.
       
       
       
      Encerrado o passeio, não conseguimos taxi para voltar. Voltamos andando e pegamos o busum em direção ao centro. Ideia foi rever aquelas praças e igrejas históricas da cidade. Não entramos em todas as igrejas novamente (algumas são pagas), apreciamos de fora mesmo. Quito tem um centro histórico muito bacana. 
       
       
       
      Encerramos o passeio já de noite por La Ronda. Dessa vez estava bem cheio. Rodamos bastante por lá, demos uma pausa, tomamos alguns canelazos. Divertido ver a galera chamando para os restaurantes, e depois pegamos taxi de volta pra Mariscal. 
       
      Domingo foi o dia de tour a Quilotoa. Saímos cedo para o ônibus, que parte de perto da Plaza Foch. Vários ônibus partem daquela região de manhã cedo, basta vc identificar em qual lista vc está. Fomos praticamente os últimos a chegar – mas dentro do horário --, então ficamos lá no fundão. Tem um guia, que faz apresentações gerais e tal, e vimos que a maioria da galera era americana. 
      Primeira parada do tour é num mercado enorme que eu tinha anotado como sendo o de Saquisili, mas... que agora tenho dúvidas se não foi o de Pujili. Seja lá qual tenha sido, foi bacana. Circulamos um pouco para aquele people-watch inicial. Depois fomos às compras. Compramos morangos, amora, banana, chocolate e rapadura. Tudo muito barato. Tudo custa 1 dólar, e ainda pedíamos apenas meia porção. E as frutas bem bonitas e saborosas.
       
      Parada seguinte foi numa casa indígena no meio da estrada. Eu fico meio constrangido com essas visitas, me remete diretamente à mesma atividade turística que se faz na Amazônia (“visita à comunidade indígena”), de modo que deixei o tempo passar. Fiquei vendo a criançada parando os carros na estrada e cobrando pedágio (para o réveillon, e isso ocorria em diversos locais).
      E, enfim, Quilotoa. Previsão para aquele dia era de chuva. E de 4 graus de temperatura. Chegamos a pegar cerração pesada no caminho. No local, o céu estalava de azul. Fazia algum frio, mas muito acima de 4 graus. Amem. Logo do alto se tem a melhor visão do espetáculo que é a lagoa de Quilotoa. É de babar. De não querer sair dali, de não retirar os olhos daquele cenário. E, claro, fotos e mais fotos.
       
       
       
       
      Mas é chegada a hora de descer até a lagoa. Sob tempo contado, porque depois tem de subir tudo de volta. Com a altitude para somar, galera recomenda reservar o dobro, ou mais, do tempo de descida. É justo. Ou subir de mula, coisa que não faríamos – e não fizemos.  Descer é, de fato, muito fácil. Apenas ter cuidado com alguma eventual escorregada (é bem inclinado) e com as mulas subindo eventualmente em velocidade acima do razoável. Além, claro, das inúmeras pausas para fotos e para contemplar novos perfis daquele lugar. Fora isso vc desce pulando e correndo, se quiser. Nós demoramos a descer, por conta das paradas para fotos e contemplação. Levamos um pouco mais de meia hora.
      Lá embaixo curtimos um pouco a lagoa, contemplamos ainda mais o visual e aproveitamos para comer um pouco das frutas que compramos. Tem camping por lá, havia uma galera meio “local”. E havia caiaques também.
      E logo voltamos inclinação acima. Já disse, mas repito: é bem inclinado. Estava seco, fazia muita poeira. Mas muita mesmo. Roupas (e narinas, e até a boca) sofreram. Fomos subindo aos poucos, evitando parar, mas paramos algumas vezes, pra descansar mesmo. Altitude tem seu peso. E nesse ritmo levamos 50 minutos para subir, com uma ou outro parada para fotos.
      Chegamos +- na hora programada, mas o local de almoço ainda não estava disponível, atrasou um pouco. Almoço foi bom, e logo depois partimos de volta. São 180 kms de distância, coisa de 3 horas. Depois da caminhada + almoço, bateu aquele bode bacana no busum e chapei.
      Dependendo da disponibilidade, acho que valeria uma noite no lugar. Tem pousadas por lá, acho que não tem outras atrações que não a lagoa em si (e nem precisa!), mas curtiria contemplar aquele lugar por mais tempo. E evitar as horas de estrada num único dia.
      De volta a Mariscal, fomos direto para a pousada tirar, e isolar, nossas roupas entorpecidas de poeira e tomar um banho merecido. Na janta, vimos que Mariscal simplesmente morre nos domingos à noite. Quase nada aberto, completamente diferente do dia anterior. Mas felizmente encontramos um bar mexicano, que salvou a noite.
      Segunda-feira dia 31 foi dia de finalmente conhecer La Mitad del Mundo. Fomos procurar o transporte que teoricamente sairia da Plaza Foch a cada hora pela manhã, mas não vimos nenhum. Talvez porque fosse dia 31. Então fomos de esquema busum mesmo, andando até a Av. Amazônia. Foi dica da simpaticíssima moça da banca de informações turísticas na Plaza Foch. O transporte custaria 5 USD para cada. O esquema busum custou 40 centavos. É muito barato.
      No caminho passamos pela Av. Amazônia, palco das festividades do dia 31. Estavam armando diversos palcos alegóricos. Pareceu bacana, ficamos no pique de voltar para ver como era.
      O esquema busum (precisa descer num terminal e pegar outro ônibus, e as pessoas são muito solicitas ao informar) leva 1,5 hora e larga vc a várias quadras da Mitad. Ao menos o busum que pegamos. Mas é tranquilo andar. Ficamos quase 4 horas curtindo a Mitad. É meio que um shopping (pago) a céu aberto, com algumas atrações (inclusas no preço). Tudo isso, claro, além do barato de estar na suporta metade do mundo. O perfeccionismo mais recente identificou que a metade fica a alguns metros de lá. Mas... e daí? Vale pelo barato de estar lá.
       
       
       
       
       
       
      Além do monumento na dita metade do mundo e de diversas lojas, o lugar tem alguns pequenos museus e salas de exposições. É bacaninha, curtimos. Na volta pegamos o tal transporte dedicado de 5 USD, que levou metade do tempo para nos levar de volta. Vimos muitos homens fantasiados de mulher pelo caminho, pedindo pedágio nos sinais de trânsito. O motorista negava e ficava numa boa. 
      Mariscal estava cheia. Fomos direto para a Av. Amazônia. Estava lotaaaaaaada. Muito bacana, maior galera fantasiada. Alguns cobravam de meio a 1 USD para tirar foto, outros pediam contribuição voluntária, e outros apenas curtiam que vc tirasse foto com e/ou deles. Parecia na verdade um grande Halloween em pleno dia 31. Muitas famílias com crianças. E três palcos ao longo da longa avenida. Mesmo lotado, era possível caminhar – devagar e com as massas. Fomos de ponta a ponta ida e volta, um barato. Sol a pino.
       

      Em contraste com o que habitualmente vemos no Brasil, vi muito pouca gente com cerveja na mão. Mas recebi oferta, em alto e bom tom, de cocaína (!!) por um cidadão. Nem olhei para o meliante. A área era bastante policiada – cheguei até a fotografar um grupo de guardas que perceberam a foto e sorriram.
      Outra coisa que vimos muito nessa época por lá eram carros levando um boneco amarrado no capô. Esses chamavam mais a atenção, mas na realidade havia outros tantos bonecos espalhados aqui e ali. Acho que seriam posteriormente queimados na virada de ano, representando deixar para trás o que foi de ruim. Veríamos essa queima mais tarde. Além desses, havia homens vestidos de mulher espalhados pelas ruas. Meio tipo Carnaval, mas alguns deles pediam pedágio nos sinais. Era bacana identificar essas coisas que não temos por aqui, ao menos não no réveillon.
      Depois de algumas horas curtindo a avenida indo e voltando, fomos dar uma pausa para recarga em algum lugar mais afastado, mas logo retornamos para a festa. Escolhemos ficar perto do palco (cheio pacas) curtindo os shows locais. Galera tava empolgada. 
       
      Jantamos, voltamos para a pousada, e saímos de volta umas 23hs para ver o que rola na virada de ano. Fomos novamente até a Av. Amazônia para ver o agito e... um breu! Toda aquela galera, toda aquela festa se esvaiu. Galera curte de dia, de noite vai para casa, pelo visto. Maior contraste!
      Então ficamos na Plaza Foch, que era onde efetivamente havia gente. Reveillon da turistada rolou por lá mesmo. Muitos “Globos del Deseo”, que eram balões que a galera tentava levantar – não vi nenhum subir direito. Ainda tinha gente fantasiada, algumas mulheres com arco de unicórnio e outras paradas. A Plaza tava bastante policiada, bem tranquila. Havia espaço de sobra para circular (tudo indica que os locais curtem a virada de ano em casa mesmo). À meia-noite a galera começa a queimar os bonecos. Taca álcool e taca fogo. Um deles era o indefectível Maduro, que foi muito homenageado com palavras de baixo calão. E, em meio ao fogaréu dos bonecos, galera começa a pular a fogueira. O fundamento é pular o que se está deixando para trás. Mas acaba virando uma grande diversão geral. 
       
       
      No dia 1 fomos no teleférico. Curtimos novamente, estava mais aberto dessa vez. Chegando cedo, muito pouca fila. Tentamos uma trilha, mas acabamos desviando muito do alvo e voltamos. Curtimos a caminhada e o visual. O esforço naquela altitude é evidentemente redobrado.
       
      Descemos e paramos no parque La Carolina. Fomos caminhando e conhecendo o parque, que estava cheio naquele 1º de janeiro. Uma pista de atletismo (pública) me parecia excelente, do tipo que nunca vi parecida no Brasil. 
      Fomos andando em direção a Mariscal, passamos pelo Jardim Botânico e... estava aberto! Sempre acho que tudo vai estar fechado no dia 1º (teleférico não!), e eis que o jb nos surpreende. Então vamos, claro. E o lugar é bem bacana, curtimos bastante. Com destaque para uma belíssima área de bonsais, mas que infelizmente acabamos tendo de acelerar para seguir para o aeroporto. 
       
      E assim foi mais um Réveillon e algum canto do mundo!
    • Por cris_unb
      Pessoal, vou conhecer o Equador em outubro e gostaria de uma ajudinha para montar o roteiro.
      Principais dúvidas:
      1. De Cuenca a Quito vale a pena descer em Riobamba para fazer algum passeio? Se sim, durmo lá ou sigo no mesmo dia para Quito?
      2. Acrescento mais 1 dia em Quito (tirando de Galápagos)?
      3. Gostaria de sugestões de como dividir meus dias em Galápagos. Não tenho curso de mergulho, por isso não pretendo contratar um cruzeiro.

    • Por Liza_sp
      Nunca fiz relatos, mas como todas as informações que me ajudaram tirei daqui talvez meu relato ajude alguém ou não porque eu não planejo viagens, compro a passagem, reservo a primeira hospedagem e vou. Não incluí a Galápagos por motivos de $.
       
      Tentei resumir ao máximo, quase sempre sem sucesso
       
      1º dia - 31/10/2015 - Ida
      Sábado embarquei às 6:50h, por algum motivo assim que cheguei ao aeroporto de Guarulhos senti um enjoo muito forte e também muita dor de cabeça, pode ser porque não dormi ou algo que comi, mas a viagem não foi boa. O voo linha escala em Lima. No voo de Lima a Quito continuei muito mal mas sobrevivi.
       
      Chegando no aeroporto de Quito o ônibus que leva ao aeroporto Velho de Quito que é mais próximo de centro fica logo à direita, não tem erro, mas como a viagem de ônibus seria longa preferi ir de táxi o que custou U$27.17. Li que fora do terminal é mais barato mas tenho minhas dúvidas, são 42km de distância e não usam taxímetro a menos que a gente insista muito, nem quis tentar porque eu estava muito mal. Estava chovendo e foi quase 1h de táxi até o hotel. Descansei por umas 2h e saí para andar um pouco e comer. Eram umas 17:30 e me espantei com o frio, bem maior do que eu esperava, 8ºC e nem era noite ainda.
       
      Em Quito fiquei hospedada no Hotel Real Providência, muito bem localizado, ao lado da Praça Santo Domingo e a umas duas quadras da Plaza Grande, eu não planejei quase nada da viagem, o hotel era bom, mas não valia o preço, valeria muito mais ficar numa pousada ou hostel mas não sabia o que me esperava, de longe o maior gasto da viagem foi este hotel.
       
      Na Plaza Grande e me espantei com a escuridão mas dei umas voltas e quando voltei as luzes já estavam acesas e rolava um show ao vivo bem animado, música local muito boa, pessoas dançando, bem divertido, todos os dias passei por lá sempre tinha alguma coisa acontecendo.
       
      Jantei em uma lanchonete próxima a Praça Grande por R$4,50.
       
      Passei em um mercado para comprar itens básicos que nunca trago e imediatamente me arrependi tudo muito caro... creme dental por U$4 o hidratante mais barato por U$6... Mas o problema sabemos que é a desvalorização do Real, um ano atrás eu teria achado tudo bem barato.
       
      Como estava muito frio e ainda estava mal fiquei mais uns 15 vendo o show na Praça e fui dormir.
       
      Dia 2 - Mitad Del Mundo, Templo do Sol e Vulcão Pululahua
       
      Acordei com dor de cabeça e enjoos novamente então decidi ir à Mitad del Mundo que imaginei ser algo mais leve. Meu senso de direção se provou pior do que nunca pois peguei 4 ônibus errados quando enfim consegui uma informação correta peguei o certo e cheguei ao terminal La Ofelia onde peguei mais um ônibus para a Mitad del Mundo. Os trólebus custam U$0.25 para entrar nos terminais espalhados pela cidade, nos demais ônibus o cobrador passa e te fala o valor paguei de U$0.10 a U$0.40.
       
      Chegar lá é ridiculamente fácil, pegar trólebus sentido norte, descer na Parada La Y, pegar ônibus na mesma parada La Y para La Ofelia, isso custa U$0.25. No terminal La Ofelia pegar um dos vários ônibus para a Mitad, na volta é só fazer o inverso, nesse último trecho me cobraram U$0.20 na ida e U$0.40 no retorno. O primeiro erro foi ir sentido sul e quando finalmente fui para o norte eu desci no terminal La Y e não na parada La Y, o lado bom é que rodei a cidade inteira de ônibus e já fiquei sabendo onde ficava tudo.
       
      Na Mitad del Mundo o ingresso básico que não dá direito a algumas atrações custa U$3 e o completo custa U$7.50 comprei o completo. Na bilheteria da falam para começar pelo planetário, fiquei 15m na fila e fui fazer outras coisas porque a fila estava enorme e não andava.
       
      O primeiro Pavilhão que fui foi o Guayasamin e já fiquei encantada por esse artista que nunca tinha ouvido falar (pensava eu), tem poucas obras mas é um estilo obscuro que eu amo, mesmo não sendo chegada a artes e museus.
      No Pavilhão Equador tem umas fotos legais, no dos Ninos obviamente só brinquedos para crianças, no Pavilhão da França tem um exposição sobre a missão geodésica, no Pavilhão do Sol fotos e informações sobre Cuenca e Guayaquil.
       
      Só me pediram o comprovante de entrada no Monumento que é tem legal, vários experimentos, mas lotado de crianças correndo para todos os lados, gritando, empurrando, era domingo, num dia tranquilo teria ficado um bom tempo lá dentro, mas nessa situação saí rapidinho.
       
      Resolvi almoçar lá dentro da Mitad, mesmo certa de que seria caro, esperando que a comida fosse boa, minha certeza se concretizou, foram U$11 no almoço, já a esperança não se concretizou, uma sola se sapato estaria mais macia que a carne... mas eu precisava comer. Em frente à Mitad del Mundo, do lado de fora, tem um complexo de lanchonetes bem simpático, com Subway inclusive, mas preferi comer comida mesmo (arroz, carne).
       
      Dentro do complexo tem vans a cada 15 minutos que levam para o vulcão Pululahua por U$2.99 mas tem cartazes informando que é melhor de manhã por causa nos nevoeiros. Mesmo já sendo tarde fiquei com vontade mas ainda tinha que ir ao Planetário... chegando lá um segundo de felicidade por não ter fila, durou 1s porque eu percebi que fila estava dando a volta, esperei mais uns 10m, dei uma espiada pela porta de saída e resolvi ir embora, pelo que vi pela porta da saída não tinha nada demais e pelo que li na internet não perdi nada.
       
      Quando fui lá não sabia que a verdadeira Mitad del Mundo fica a 200m dali, ainda bem que não sabia, depois me falaram que é bem legal mas já eram 15h e peguei um táxi por U$5 e fui para o Templo del Sol.
       
      Chegando lá surpresa! É próxima a cratera do vulcão Pululahua, fazia um frio de doer, quem quiser ver o vulcão tem mesmo que ir de manhã, não dá para ver quase nada... achei bem surreal, nunca tinha ido num vulcão, fica a 4km na Mitad del Mundo e a medida que o táxi sobe dá a impressão de que o tempo virou, mais pro fim do dia eu achava que em Quito deveria estar super frio mas quando estava voltando a medida que descíamos para Quito o tempo se abria a sensação é de poder tocar na névoa, muito legal. Como o Templo fica ao lado poderia ter ido de van e pago U$2.99.
       
      No Templo Del Sol a primeira impressão não foi boa, o ingresso foram U$3 e só tinha um menino correndo pra lá e pra cá como uma galinha sem cabeça e falando que estava cheio para esperarmos. Cansada de esperar no frio de doer entrei e já me encantei, muito especial o lugar... revirei o lugar sozinha e no terceiro andar tem várias obras do artista Ortega Maila, dono do Templo, lindas... de sentar e ficar admirando.
       
      Vi tudo e uma hora depois que cheguei finalmente começaria o tour e era o mesmo menino faz tudo que estava no comando. A má impressão passou na hora, ele explicou sobre o Templo, fez experimentos com o ovo e outros sobre o equilíbrio... de repente entra uma moça chamando que o artista começaria sua demonstração e que tínhamos que subir...
       
      Bem, no restaurante na Mitad del Mundo um artista fez uma dessas demonstrações de pintura e eu subindo só pensava estou com dor de cabeça, a névoa e o frio estão ficando mais intensos, ninguém tem tempo pra isso, mas não tinha opção.
       
      Pois o cara foi um show a parte, praticamente um animador de auditório, fiz uma pintura linda com as mãos em 5m, uma das coisas mais lindas que já vi... se eu tivesse ido ali só para aquilo já valeria. Serviu chá de coca e empanadas... distribuiu para todos um gota de essência de coca e umas gotas de óleo de coca e maconha... pelo que disse era a cura para todos os males, pois eu passei o óleo na nuca, pescoço e ombros e fiquei vendo o cara interagir com as pessoas. De repente eu percebi que não estava sentindo mais nenhuma dor... ou o óleo era mesmo milagroso ou foi o poder da sugestão no nível 1000.
       
      Continuamos o tour o menino fez mais um ritual que achei demais... ficaria ali dias se pudesse lugar mágico.
      Quando ele acabou o ritual eu perguntei pelo óleo e só era vendido no outro prédio. Era perto mas já eram 18h e já não dava para ver um metro a frente e não fazia ideia de como descer para Quito sem ônibus. Mas eu amei o Templo, muito mais legal que a Mitad Del Mundo.
       
      Próximo a entrada do vulcão tinha uma van cobrava um dólar até a Mitad del Mundo. Apesar de tomar cuidados de segurança, sendo mulher e viajando sozinha às vezes me encontro em situações em que eu penso, dessa eu não escapo... O motorista me mandou sentar na frente com ele e em certo ponto um passageiro fala: - Você vai me deixar na porta de casa! ; o motorista olha bem para a minha cara e fala rindo: - Você eu vou levar até a cama... Eu não sabia se ele respondeu para o homem, se falou pra mim, só sei que a cada passageiro que descia eu gelava mais um pouco rs em retrospecto eu morro de rir, porque o cara fui super simpático, me deixou do lado da rua que voltava para Quito, parou o ônibus pra mim, mas foram momentos de tensão rs .
       
      Da Mitad peguei um ônibus para Lá Ofélia e desci antes, num Shopping chamado El Condado, comprei um chip pré pago por U$4.48 na CNT Ecuador, vendedor nada simpático, não entendi nada, atendimento monossilábico, mas saí dela com internet. Passei no Radio Shack e comprei um adaptador, jantei e fui pegar o Ônibus para La Ofélia, achei o shopping bem bonito e bem servido de lojas, mas em dólar mal olhei para os lados.
       
      Chegando no terminal La Ofelia uma fila enorme para pegar o ônibus sentido sul. Uns 10m depois um segurança grita que não teria mais ônibus naquele dia... não entendi nada mas todo mundo saiu do terminal e eu fui atrás. La fora um taxista me explicou que o último ônibus sentido sul sai às 20h, fui de táxi e a corrida do terminal la Ofélia ao Centro Histórico custou U$10.
       
      Continua...
       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

    • Por uzitour
      [creditos]Esse relato faz parte do site "Uzi Por Aí". Tentei fazer uma compilação das partes mais importantes, ou seja, as principais informações[/creditos]
       
      Vacina da Febre Amarela
       
      Como tudo que é ruim pode piorar, para entrar no Equador é obrigado estar vacinado contra a febre amarela. Eu havia me vacinado em 2008 e como a validade é de 10 anos, não havia necessidade de tomar outra, acontece que eu não tinha o comprovante e sem isto, não dá para tirar o documento que comprova a imunidade, o qual pode ser exigido ao desembarcar no país.
       
      O médico me fez uma prescrição e eu fui ao Hospital Emílio Ribas em São Paulo. A burocracia lá foi tanta que eles não aceitaram me aplicar a vacina. Fui então ao Hospital das Clínicas e lá pude tomar a injeção rapidamente. Na mesma hora me deram o Certificado Internacional de Vacina contra a Febre Amarela expedido pela Anvisa.
       
      Um dia depois tive como efeito colateral uma febre muito forte, mas que fazendo uso do Buscopan passou em dois dias.
       
      Do Aeroporto ao Centro
       
      Viajando pela Tame, companhia aérea que tem voos diretos entre Brasil e Equador, cheguei ao novo e único Aeroporto de Quito que fica muito longe do centro, cerca de 80 minutos.
       
      Logo no desembarque, avistei o estande, onde se pode comprar a passagem do Aero Servicios, bus executivo que leva o turista até o antigo aeroporto (que agora funciona como se fosse uma rodoviária), localizado no meio da cidade. O ticket custa 6 dólares.
       

       

       
      aeroporto de quito para o centro
       
      Estande para comprar a passagem do Aero Servicios.
       
      como ir do aeroporto de quito para o centro da cidade
      Ônibus do Aero Servicios, com ar condicionado e wifi.
       
       
      Há uma opção mais econômica para se chegar ao centro. Um pouco mais à frente da plataforma onde fica o Aero Servicios, há um ponto de ônibus coletivo que leva o turista até o Terminal de Rio Coca pela bagatela de 2 dólares.
       

       
      Os Táxis
       
      Tanto o aeroporto antigo quanto o terminal possuem estações de Trolebus, transporte público que abarca toda a cidade, mas depois de uma viagem longa a um país de terceiro mundo desconhecido, o melhor mesmo é pegar um táxi, que é muito barato por lá. Dificilmente a corrida custará mais de 3 ou 4 dólares. Você só precisa insistir que o motorista ligue (prenda) o taxímetro, pois alguns querem dar valores mais altos quando percebe que o passageiro é turista.
       
      Onde Ficar
       
      Centro Histórico ou Mariscal? Estes são os dois bairros preferidos de quem vai passear em Quito. O Centro é lindo e cheio de história, tanto que foi o primeiro a ganhar da UNESCO o título de Patrimônio da Humanidade. Mas apesar de ser onde se concentram os museus, as lindas construções coloniais e as demais atrações culturais, o Centro Histórico fica meio deserto à noite, o que acaba lhe deixando perigoso.
       

       
      Já no Mariscal a noite é extremamente movimentada. Os restaurantes ficam aberto até mais tarde, as baladas varam a madruga e os karaokês enchem, isto porque os equatorianos são fãs de karaokê, por lá ainda é moda.
       
      O ruim do Mariscal é que por ser reduto dos estrangeiros - tanto que é conhecido como "gringolândia" - não há muita interação com os nativos, na realidade até parece que você está em outro um país, um que não tem nada a ver com o Equador. Então dependendo do tipo de turista que você é, o Mariscal poder deixar a desejar, sem contar que os preços por lá são mais elevados e as baladas podem incomodar quem quer sossego.
       

       
      Por sorte, eu não fiquei em nenhum desses bairros, mesmo sem planejar acabei hospedado em um bairro residencial que ficava próximo dos dois. Hospedei-me por meio do Airbnb, numa casa em que a proprietária, Yadi, cuida bastante dos seus hóspedes.
       
      A diária custava 17 dólares para um quarto com cama de casal e com vista para os Jardins de Circaciana, que fica em frente à estação de Trolebus El Cólon.
       
      Após se cadastrar, dê uma olhada na casa de Yadi, de verdade acho uma excelente opção, pois Yadi e sua família são muito receptivos, além do que, por ter sido ela professora de espanhol por muitos anos, ela fala de forma bastante clara, um espanhol totalmente compreensível.
       

       
      Atrações
       
      Como não poderia ser diferente, usei o primeiro dia para andar pelo Centro Histórico, onde a maioria dos pontos turísticos se encontram.
       

       
      Quase ao lado do prédio Presidencia de la República está o Centro Cultural Metropolitano, no qual sempre há exposições de arte e atividades culturais. Como era o mês dos finados, as artes expostas diziam respeito aos mortos. Uma curiosidade sobre o Equador é que eles realmente levam a sério o dia de finados, estendendo a data pelo mês inteiro.
       

       
      Alguns metros depois do Centro Cultural cheguei à famosa igreja Companhia de Jesus. Ao vê-la por fora não achei muita graça, porém, assim que paguei os 2 dólares do ingresso e entrei, tive uma grata surpresa. De longe foi um dos templos mais bonitos que já vi. Toda a madeira do seu interior é banhada a ouro, o que faz os olhos de qualquer um brilharem.
       

       
      Como igreja é uma coisa que não falta em Quito, olhei no mapa e fui atrás da Basílica do Voto Nacional, a qual também é parada obrigatória.
       

       
      De repente o tempo mudou e a minha saúde se abalou. Entrei no primeiro KFC que vi pela frente. É curioso como a rede KFC é popular por lá, enquanto que o MC Donald's pouco se vê. O Equador é um dos únicos países que assim como Brasil comem feijão todo o dia, a diferença é que o feijão equatoriano é imenso.
       
      Lá fora a tempestade caia forte. Raios, trovões e relâmpagos. Assim que a chuva deu uma diminuída, voltei a andar pelo Centro Histórico com uma nova fotografia. Com o tempo fechado, parece que o branco das construções ganhavam mais vida.
       
      A impressão que tive foi que a chuva havia limpado a cidade. O que ocorre é que em Quito há vendedores ambulantes de tudo que se possa imaginar. Desde gelatina a pen drive, de meias a papel higiênico, o qual custava 1 dólar. Tanta gente vendendo deixa a cidade visualmente poluída.
       

       

    • Por Murilo Pagani
      Aos poucos, o Equador começa a entrar no roteiro dos turistas brasileiros. Não sei por qual motivo, esse pequeno país localizado entre Colômbia e Peru é ignorado por muitos de nós na hora de escolher um destino na América do Sul.
      Motivos para conhece-lo não faltam: o Equador possuí uma enorme diversidade de paisagens com praias, montanhas, cidades históricas, vulcões e até parte da Floresta Amazônica; é um dos países mais baratos para viajar na América do Sul; possui boa infraestrutura para receber os turistas; e por ser um país territorialmente pequeno, viajar de ônibus é bem fácil, rápido e barato.
       
      Quito-Montañita-Cuenca-Baños
       
      Seu roteiro começa pela capital equatoriana e segunda maior cidade do país: Quito- reserve cinco ou seis dias. Antes que você pense que é muito tempo para uma única cidade, vou explicar o motivo para quase uma semana por lá: Quito serve como uma ótima base para você fazer day trips e explorar lugares super interessantes e que não estão muito longe. Alguns que recomendo fortemente que você faça esses bate –volta são: Laguna Quilotoa, Vulcão Cotopaxi e Otavalo. Todos esses passeios podem ser feitos por conta própria (acorde bem cedo no caso dessa opção) ou através de alguma agência de turismo.
       
      Nos outros dias aproveite para conhecer uma das capitais mais interessantes da América do Sul. O centro histórico de Quito é um dos mais bem preservados da América Latina e foi declarado Patrimônio Cultural da Humanidade pela ONU em 1978. Outro lugar bastante procurado pelos viajantes é o Parque Mitad del Mundo, o lugar onde supostamente passa a Linha do Equador que divide os hemisférios em norte e sul.
       
      Após quase uma semana na altitude de Quito, é hora de baixar ao nível do mar rumo a Montañita- um lugar para curtir praia, sol, surf e muitas festas. Esse pequeno vilarejo é o point dos mochileiros que viajam pela América do Sul. Muitos inclusive se apaixonam pelo lugar e ficam muito mais tempo que o planejado.
      De Quito não há um ônibus direto para Montañita. Para chegar até lá você terá que ir até Guayaquil e depois pegar um ônibus até a cidade a beira mar.
       
      Dica: de Quito a Guayaquil são aproximadamente nove horas de viagem, faça esse trajeto durante a noite. Você economizará uma diária de hospedagem e poderá pegar o primeiro ônibus de Guayaquil a Montañita.
       
      Além do dia da chegada em Montañita, reserve outros dois dias inteiros para curtir o lugar.
       
      Após os dias de sol e água fresca a próxima cidade do roteiro é Cuenca. Esse dia será praticamente perdido pela viagem. Saia cedo de Montañita e volte para Guayaquil. Em Guayaquil há muitas saídas durante todo o dia até Cuenca, o percurso demora aproximadamente cinco horas.
       
      Separe dois dias inteiros para conhecer Cuenca e arredores. A cidade histórica é bem preservada e vale a pena passar um dia todo caminhando pelas ruas antigas, conhecendo alguns museus, igrejas e outros lugares.
      No segundo dia você pode ir até o Parque Nacional El Cajas, que está apenas a 33 quilômetros de Cuenca. Passe o dia conhecendo esse parque que possuí grande variedade de fauna e flora, retorne para Cuenca no fim do dia e organize suas coisas para seguir viagem no dia seguinte.
       
      A última cidade a visitar no Equador será Baños, uma pequena cidade rodeada por vulcões, com ótimas opções de atividades outdoors e excelente infraestrutura para os turistas. Aproveite três dias inteiros na cidade e não se arrependerá. Alugue uma bicicleta e percorra a famosa Ruta de las Cascadas, conheça a Casa del Árbol com o famoso balanço do fim do mundo, relaxe nas águas termais em alguma das diversas opções que há por lá.
       
      Baños também é a porta de entrada para quem quer explorar a Amazônia equatoriana, mas para isso você precisará de mais dias no seu roteiro. A cidade possui inúmeras agências que oferecem diversos passeios- vale a pena pesquisar antes de fechar negócio.
       
      Dica Extra: Está com mais tempo e dinheiro disponível? Inclua o arquipélago de Galápagos no seu roteiro.
      Esse lugar com valioso ecossistema foi de grande importância para que o naturalista Charles Darwin construísse a sua teoria da evolução e a obra A Origem das Espécies.
      Atualmente, o governo equatoriano tenta controlar o turismo desenfreado sobre as ilhas cobrando altas taxas de ingresso e limitando a entrada de pessoas.
      Devido ao seu enorme potencial turístico, nas últimas duas décadas o número de visitantes na ilha quadriplicou. Sem dúvida nenhuma, caso não seja feito um turismo sustentável e consciente, algumas das espécies encontradas apenas nessa região sofrem sério risco de entrarem em extinção.
       
      Post originalmente publicado no meu blog. (http://www.voltologo.net/roteiro-de-15-dias-no-equador/)


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